Dario Durigan: “O país paga menos tributo hoje”

Durante reunião no Planalto, Durigan apontou que isenção do IR e valorização do salário mínimo recuperaram poder de compra das famílias
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Durigan afirma que Pix não está na mesa de negociação com EUA. Foto: Ricardo Stuckert / PR

Na manhã desta quarta-feira (3), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, apresentou um balanço detalhado dos avanços econômicos obtidos pelo país desde 2023. Durante a reunião ministerial realizada no Palácio do Planalto, o chefe da pasta econômica enfatizou que as reformas promovidas pela atual gestão resultaram em uma distribuição de carga tributária mais equilibrada, aliviando diretamente o bolso das famílias de menor renda. Leia em TVT News.

Em sua exposição, Durigan frisou que a maior parte da população brasileira atualmente arca com menos impostos do que pagava no encerramento de 2022. De acordo com o ministro:

“O país paga menos tributo hoje do que pagava no passado. Há justiça fiscal e justiça social. Quem hoje vive de salário, paga menos tributo”.

O ministro associou essa realidade a medidas estruturais, como a expansão do mercado de trabalho formal e os ganhos reais obtidos por meio da política de valorização do salário mínimo.

Geração de empregos

O balanço apresentado na reunião ministerial trouxe dados robustos sobre a inclusão dos cidadãos no mercado produtivo. Durigan ressaltou que foram gerados mais de 5 milhões de postos de trabalho desde o início de 2023.

O ministro apontou que o fortalecimento do emprego formal ocorreu em paralelo a alterações legislativas protetivas para a renda familiar:

“É emprego formal que deixou de pagar Imposto de Renda, com a nossa lei aprovada no ano passado, que tem melhorado a renda com a valorização do salário mínimo. A renda nunca esteve tão alta de quem está empregado no país e o desemprego segue em mínima histórica. Nós estamos vendo a renda das famílias aumentar, o Brasil sair da extrema pobreza e atingir índices urbanos de muito alto desenvolvimento”.

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião Ministerial. Palácio do Planalto – Brasília-DF. Foto: Ricardo Stuckert / PR

Economia

No âmbito do crescimento da atividade econômica, a Fazenda apresentou projeções otimistas para os próximos meses de 2026.

Após detalhar os índices do primeiro trimestre deste ano, período em que o Produto Interno Bruto (PIB) expandiu 1,1%, Durigan declarou que a tendência de alta deve se manter.

Nossa economia voltou a ser pujante. Esse projeto é vencedor pelos números que temos na economia, pelos números que temos na infraestrutura e na vida das pessoas, nas nossas políticas sociais. A economia bateu todos os recordes. Todo trimestre tivemos recordes na economia. […] Nós vamos de novo surpreender no segundo trimestre de 2026”, previu.

Controle inflacionário e inserção internacional

A capacidade de recuperação institucional e econômica diante do cenário herdado no começo de 2023 foi um dos eixos centrais do discurso no Palácio do Planalto.

Segundo Dario Durigan, o país conseguiu restabelecer suas bases soberanas e democráticas enquanto reorganizava as finanças públicas sob uma lógica inclusiva.

Mesmo com todos esses desafios, nós constituímos um país forte, democrático, soberano e uma economia resiliente e muito forte. A inflação nunca foi tão baixa, nunca esteve tão estável e sob controle”, argumentou.

O ministro assegurou ainda que a previsão oficial é encerrar o ciclo de quatro anos do mandato do presidente Lula com o índice inflacionário consolidado abaixo do patamar de 5%. Ele sintetizou o método adotado pela equipe econômica afirmando:

Nós acertamos as contas do país, colocando o pobre no orçamento e cobrando de quem tem capacidade econômica”.

Esse realinhamento doméstico gerou repercussões positivas na imagem externa do país perante organismos multilaterais. Durigan relatou conversas recentes mantidas com representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, que elogiaram o desempenho brasileiro.

Eles me disseram: ‘vocês bateram todas as metas que a gente tinha colocado para o Brasil. O Brasil cresceu muito mais do que o mundo esperava’”, revelou aos demais ministros.

VEJA O ENCONTRO MINISTERIAL COMPLETO:

Cenário externo desfavorável

Em consonância com as diretrizes do presidente Lula, o Ministério da Fazenda reafirmou a estratégia de blindar o mercado interno e o custo de vida dos trabalhadores frente às instabilidades geopolíticas internacionais, com destaque para as tensões no Oriente Médio.

Durigan garantiu que o governo federal atuará firmemente para absorver impactos externos desfavoráveis. “O Brasil não vai ser sócio dessa guerra. Nós vamos usar a economia forte que fomos construindo no tempo para proteger a nossa população. Tudo o que for possível para proteger o impacto da guerra na população brasileira está sendo feito e continuará sendo feito para que as pessoas não sejam prejudicadas por uma guerra que não tem nada a ver com a administração do presidente Lula”, sustentou.

Desenrola

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03.06.2026 – Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião Ministerial.
Palácio do Planalto – Brasília-DF.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

No campo dos direitos sociais e da recuperação da cidadania financeira, o ministro exaltou os resultados consolidados pelo programa Desenrola, voltado à renegociação de dívidas bancárias.

A iniciativa já atingiu mais de um milhão de cidadãos beneficiados, oferecendo uma média de 85% de desconto nas negociações para a limpeza do nome de restrições de crédito.

O Desenrola está bombando. Se você tem ou conhece pessoas que têm dívidas com os bancos, agora é a hora de você fazer a renegociação, limpar o seu nome, voltar a poder pegar crédito barato e crédito bom”, incentivou Durigan, indicando que novos balanços com metas ampliadas serão divulgados em breve.

Por fim, o plano de metas do governo prevê novas frentes de amparo e formalização para os trabalhadores autônomos. O ministro adiantou que novos projetos estão sendo desenhados para fortalecer a categoria dos microempreendedores individuais (MEIs).

O objetivo central das futuras medidas regulatórias será a elevação do teto de faturamento anual permitido para o enquadramento na modalidade. Com essa mudança no limite legal, o Executivo federal pretende dar condições para que os microempreendedores expandam suas atividades e tenham capacidade jurídica e econômica de contratar mais trabalhadores nos próximos anos.

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