A ampliação da Copa do Mundo de 2026 para 48 seleções trouxe mudanças não apenas no formato da competição, mas também nos critérios que podem decidir a sobrevivência de uma equipe no torneio. Entre eles, um detalhe pouco lembrado tem importância estratégica: o Ranking Mundial da FIFA poderá ser utilizado como critério final de desempate na fase de grupos e na definição dos melhores terceiros colocados. Entenda na TVT News.
O novo Mundial, que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá, terá 12 grupos com quatro seleções cada. Avançam ao mata-mata os dois primeiros colocados de cada chave, além dos oito melhores terceiros colocados. Com isso, a FIFA ampliou a necessidade de critérios técnicos capazes de resolver empates extremos.
Como funciona o desempate
A ordem de desempate começa pelo confronto direto entre as seleções empatadas. Primeiro, são avaliados os pontos conquistados nos jogos entre elas. Em seguida, entram o saldo de gols e o número de gols marcados nesses confrontos específicos.
Se a igualdade persistir, passam a valer os critérios gerais da fase de grupos: saldo de gols total, gols marcados e pontuação de Fair Play, calculada a partir do número de cartões recebidos. Cartões amarelos retiram um ponto, vermelhos indiretos custam três e expulsões diretas descontam quatro.
Somente após todas essas etapas entra em cena o Ranking Mundial Masculino da FIFA, utilizado como “último recurso” para definir a classificação.
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Ranking evita sorteio
Na prática, o ranking funciona como uma garantia técnica para impedir que vagas sejam definidas por sorteio ou critérios aleatórios. A FIFA considera a posição mais recente publicada antes do início do torneio.
Embora raramente utilizado, o mecanismo permanece previsto no regulamento. Na Copa do Mundo FIFA de 2018, por exemplo, o Japão avançou às oitavas de final sobre Senegal pelo critério de Fair Play após empate em todos os demais indicadores. O ranking não precisou ser acionado, mas poderia ter sido usado caso a igualdade continuasse.
Com o novo formato, a possibilidade de empates complexos cresce consideravelmente, principalmente entre os terceiros colocados, já que equipes de grupos diferentes disputarão vagas restantes no mata-mata sem confronto direto entre si.
Terceiros colocados terão disputa paralela
Na comparação entre os terceiros colocados, a FIFA adota uma sequência diferente de critérios. Primeiro são analisados os pontos conquistados, depois saldo de gols, gols marcados e Fair Play. Persistindo o empate, novamente o Ranking da FIFA será decisivo.
A mudança transforma cada detalhe da campanha em fator estratégico. Além dos resultados, seleções precisarão administrar saldo de gols e disciplina ao longo da fase inicial.
Mundial terá recordes e novo formato
A Copa do Mundo FIFA de 2026 será a maior da história, com 104 partidas disputadas em 39 dias. Pela primeira vez haverá uma fase de 16-avos de final, fazendo com que o campeão precise jogar oito partidas para levantar o troféu.
O torneio começa em 11 de junho de 2026, no Estádio Azteca, na Cidade do México, e termina em 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O Brasil será cabeça de chave do Grupo C, ao lado de Marrocos, Haiti e Escócia.
Além da expansão do número de seleções, a FIFA também organizou a logística para reduzir deslocamentos exaustivos durante a competição, priorizando viagens verticais dentro da América do Norte.
Cada cartão pode custar uma vaga
Com a redução da taxa de eliminação na fase de grupos, de 50% no modelo antigo para cerca de 33% em 2026, o torneio tende a produzir disputas mais equilibradas até a última rodada.
Nesse cenário, um gol sofrido, um cartão amarelo desnecessário ou uma posição inferior no Ranking da FIFA podem representar a diferença entre avançar ao mata-mata ou voltar para casa mais cedo.
