A Federação PSDB-Cidadania oficializou, nesta segunda-feira (20), a candidatura de Ciro Gomes ao governo do Ceará nas eleições de 2026. A decisão foi confirmada durante convenção realizada em Fortaleza, que também aprovou as chapas proporcionais da coligação e definiu o nome “Unir para Mudar” para a aliança eleitoral. O lançamento oficial da campanha está marcado para 1º de agosto, na capital cearense. Saiba mais na TVT News.
Ex-governador do Ceará e ex-ministro da Fazenda no governo Itamar Franco, além de ex-ministro da Integração Nacional no primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Ciro retorna à disputa pelo Executivo estadual mais de três décadas após sua primeira eleição para o cargo, em 1990.
Participando da convenção de forma remota, o candidato afirmou estar consciente do desafio representado pela nova campanha e destacou o compromisso assumido com a coligação.
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“Estou mais do que entusiasmado, estou compenetrado da grave responsabilidade que as senhoras e os senhores colocam sobre as minhas mãos. Não sei se estou preparado, mas estou entusiasmado em levar essa bandeira à vitória”, declarou.
Lançamento da campanha será em agosto
Embora a candidatura tenha sido homologada pela convenção partidária, o ato político de lançamento da campanha ocorrerá apenas no dia 1º de agosto, no Marina Park Hotel, em Fortaleza. A expectativa é de que a ocasião reúna os partidos aliados e apresente oficialmente a composição completa da chapa.
O nome do candidato a vice-governador deverá ser confirmado na convenção da federação União Progressista, marcada para o próximo domingo (26). O ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio aparece como principal cotado para ocupar a vaga.
Além da candidatura ao governo, a convenção aprovou 23 candidatos à Câmara dos Deputados e 45 à Assembleia Legislativa do Ceará (Alece).
Disputa deve reeditar embates da política cearense
A eleição estadual tende a ser uma das mais disputadas do país. Ciro enfrentará o governador Elmano de Freitas (PT), que buscará a reeleição, em um cenário marcado pela reorganização das forças políticas no Ceará.
Outro elemento que chama atenção é a divisão política envolvendo a família Gomes. Desde o rompimento da histórica aliança entre PT e PDT no estado, em 2022, Ciro e seu irmão, o senador Cid Gomes, passaram a integrar campos políticos distintos. Cid foi escolhido para disputar uma das vagas ao Senado na chapa apoiada por Elmano e pelo presidente Lula.
Trajetória política de Ciro Gomes
A carreira política de Ciro Gomes começou ainda nos anos 1980. Após exercer mandato como deputado estadual, foi eleito prefeito de Fortaleza em 1988 e, dois anos depois, conquistou o governo do Ceará.
Em 1994, deixou o cargo para assumir o Ministério da Fazenda durante o governo Itamar Franco. Posteriormente, em 2003, foi convidado pelo presidente Lula para comandar o Ministério da Integração Nacional, permanecendo na função por cerca de três anos.
Ao longo da trajetória nacional, Ciro também disputou quatro eleições presidenciais, sendo a mais recente em 2022.
Apoio do PL gera divergências
A candidatura de Ciro também provocou repercussões no campo da direita cearense. O apoio de lideranças do PL ao ex-governador abriu divergências internas no partido e motivou críticas públicas da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
O debate ganhou força após setores do PL no Ceará manifestarem apoio à candidatura de Ciro, enquanto Michelle defendia outro posicionamento para a legenda no estado. O episódio ampliou o desgaste entre diferentes alas do partido durante a definição das alianças eleitorais.
Apesar desse cenário, a direção da Federação PSDB-Cidadania afirma que a prioridade da campanha será apresentar propostas para o estado.
Em publicação nas redes sociais após a convenção, o diretório cearense do PSDB afirmou que o objetivo é “colocar os desafios do Ceará no centro da discussão, com foco em soluções, desenvolvimento e qualidade de vida para a população”.
Calendário eleitoral
As convenções partidárias podem ser realizadas até 5 de agosto. Após a homologação, os partidos têm até 15 de agosto para registrar as candidaturas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A campanha eleitoral começa oficialmente no dia seguinte.
No primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, os eleitores brasileiros escolherão presidente da República, governadores, dois senadores por estado, deputados federais e deputados estaduais.

