Em visita a Belo Horizonte nesta sexta-feira (19), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve no Hospital Luxemburgo, da Rede Mário Penna, para anunciar a incorporação total da unidade ao Sistema Único de Saúde. Lula também anunciou um aporte de R$ 89,3 milhões no centro médico. Leia em TVT News.
O hospital recebeu um acelerador linear para atendimentos de radioterapia, além de equipamentos de cirurgia robótica, através do programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde.
O programa foi criado pelo governo com o objetivo de expandir o acesso a consultas, exames e tratamentos especializados na rede pública.
Luxemburgo recebe quarto acelerador linear da rede pública de saúde
O acelerador linear do Luxemburgo é o quarto da rede pública de saúde. Obtido através de emenda parlamentar destinada em 2023, ele vale R$ 9,3 milhões e servirá para ampliar a capacidade tecnológica da radioterapia em pacientes com câncer.
Durante a visita, serão apresentados a ampliação de 216 para mais de 300 leitos, o 4º acelerador linear da rede e um modelo de atendimento que reduz em até 80% o tempo até o início da radioterapia. Também será anunciada a implantação de cirurgias robóticas destinadas a pacientes da rede pública. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participa da cerimônia.
O Hospital Luxemburgo é uma referência oncológica em Minas Gerais, concentrando cerca de 30% da demanda de quimioterapia e 23% das cirurgias oncológicas de Belo Horizonte.
Hospital Luxemburgo terá ampliação de leitos e integra rede especializada em tratamento de câncer
A visita de Lula também serviu para anunciar a ampliação no número de leitos do hospital, que vai de 216 para mais de 300; os leitos de UTI também vão de 14 para até 40. O Luxemburgo também é o hospital de referência para pacientes de 500 municípios, e receberá anualmente o aporte de R$ 70,5 milhões vindos do Ministério da Saúde para custear sua operação.
O Instituto Mário Penna tem caráter filantrópico e possui um histórico de mais de 50 anos no combate ao câncer em Minas Gerais. Em 2025, a rede que o integra somou mais de 400 mil atendimentos, 51 mil sessões de quimioterapia, 45 mil de radioterapia e 9 mil cirurgias.
A partir de julho desse ano, a rede passará a contar também com o Hospital Raja, que concentrará atendimentos privados e de convênios.
A visita foi divulgada pelo presidente em sua página pessoal no Instagram.
SUS adota a partir desse mês vacina com cobertura dobrada contra doença pneumocócica
A partir desse mês, o Sistema Único de Saúde também passará a oferecer uma vacina de maior abrangência contra a doença pneumocócica. A nova vacina pneumocócica é a conjugada 20-valente (VPC20 ou Pneumo 20), que irá substituir a 10-valente e passará a prevenir o dobro do número de sorotipos.
O Ministério da Saúde publicou um guia técnico preliminar com orientações sobre a mudança para profissionais de saúde a respeito do novo imunizante. Os municípios poderão começar a aplicar a vacina assim que receberem o medicamento.
A doença pneumocócica é uma infecção causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae, ou pneumococo, que pode ocasionar quadros leves, como inflamação no ouvido ou sinusite, ou graves, como pneumonia bacteriana, meningite e sepse.
A estimativa é de que o a bactéria pneumococo seja responsável por até 50% de todos os casos de meningite bacteriana em crianças. Em casos desse tipo, a mortalidade pode alcançar a taxa de 30%. Entre as vítimas mais vulneráveis além de crianças pequenas também estão pessoas de idade avançada, indivíduos com comorbidades ou imunossupressão.
A vacinação contra a doença, com a VPC10, foi incluída no calendário básico infantil em 2010. Desde essa implementação, foi registrada uma redução de 60% dos casos de doença meningocócica causada por algum dos 10 sorotipos combatidos pela vacina em crianças de até dois anos. Os casos de meningite pneumocócica na mesma faixa etária também caíram 65%.
No entanto, em anos mais recentes os casos vêm crescendo. De 2013 a 2019, o Brasil registrou uma média de 164 casos anuais de meningite pneumocócica em crianças de até 5 anos. De 2022 a 2024, a média anual subiu para 211,3 casos.

