Após uma série de intensas negociações , o cenário eleitoral para o governo do Estado de São Paulo ganhou uma definição de impacto.
O ex-governador Márcio França (PSB), que foi ministro no governo Federal, aceitou o convite para compor a chapa majoritária como pré-candidato a vice-governador ao lado do ex-minstro da fazenda, Fernando Haddad (PT), que encabeça a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.
A decisão foi selada após uma reunião decisiva com o presidente Lula principal fiador do acordo que visa consolidar uma frente ampla de esquerda no maior colégio eleitoral do país.
O desenho da chapa de Haddad para as eleições em São Paulo
A composição reflete a estratégia nacional da coligação, repetindo em âmbito estadual a lógica de união entre PT e PSB vista na chapa federal com Lula e Geraldo Alckmin.
Com o recuo de França, que inicialmente mantinha pré-candidatura tanto ao governo paulista, como ao Senado, o bloco governista busca evitar a pulverização de votos e focar esforços contra os adversários diretos na disputa.
Além da definição em São Paulo, as negociações coordenadas pelo comando petista trouxeram desdobramentos importantes em outras frentes:
- Disputa pelo Senado: O rearranjo em solo paulista abre espaço para a definição das pré-candidaturas ao Senado Federal: nomes como Simone Tebet e Marina Silva são cotados e articulados dentro do xadrez político das coligações aliadas.
- Articulação em Minas Gerais: Paralelamente ao acordo paulista, o presidente Lula mantém agendas para contornar impasses em outros estados estratégicos, buscando convencer lideranças regionais — como o caso de Marília Campos (PT), em Minas Gerais — em prol da coerência da aliança nacional.
A união entre Haddad e França monta um palanque da centro-esqueda em um dos colégios eleitorais mais disputados do país, dando largada oficial para a fase mais intensa da campanha rumo ao governo estadual.

Marina Silva e Simone Tebet lideram pesquisa para as eleições ao Senado
Levantamento do instituto Paraná Pesquisas aponta liderança de Marina Silva e Simone Tebet ao Senado e crescimento de Haddad contra Tarcísio.
A disputa para o Senado nas Eleições em São Paulo apresenta vantagem para Marina Silva e Simone Tebet. No cenário estimulado divulgado pelo Paraná Pesquisas, Marina lidera com 36,6% das intenções de voto, seguida de Simone Tebet, com 34,3%. Em 2026, o eleitor pode escolher até dois nomes para o Senado.
Na sequência aparecem Guilherme Derrite, com 25,1%, Ricardo Salles, com 18,7%, Paulinho da Força, com 13,6%, e André do Prado, com 11,3%. Os eleitores que disseram não saber em quem votar somam 7,1%, enquanto 12,1% afirmaram votar branco, nulo ou em nenhum dos candidatos apresentados.
O levantamento também mostra estabilidade de Marina Silva e crescimento de Simone Tebet em relação ao cenário anterior. Em abril, Marina aparecia com 37,8%, enquanto Simone tinha 32,9%. Agora, Marina registra 36,6% e Simone sobe para 34,3%.

Confira os números da pesquisa sobre o Senado em SP
Na pesquisa espontânea para o Senado, quando os nomes dos candidatos não são apresentados ao eleitor, Simone Tebet lidera com 4,8%, seguida por Guilherme Derrite, com 4,1%, e Marina Silva, com 2,7%.
O número mais expressivo nesse cenário é o de eleitores indecisos. Segundo o Paraná Pesquisas, 84,8% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não opinar sobre a eleição para senador. Outros 0,9% declararam voto branco ou nulo.
Em um segundo cenário estimulado, sem Simone Tebet e com Márcio França na disputa, Marina Silva amplia a vantagem e aparece com 37,4%. Márcio França surge em segundo lugar, com 27,1%, seguido por Guilherme Derrite, com 25,8%. Ricardo Salles registra 18,5%, Paulinho da Força tem 15,4% e André do Prado aparece com 11,8%.
O levantamento mostra ainda diferenças importantes entre os segmentos do eleitorado paulista. Marina Silva alcança 43,1% entre as mulheres no cenário com Márcio França, enquanto Guilherme Derrite chega a 35,3% entre os homens.

Entre os eleitores de 16 a 24 anos, Marina também lidera com 43,3%, demonstrando maior presença entre o público jovem.
Na rejeição para o Senado, Marina Silva aparece com 30%, seguida por Paulinho da Força, com 25,4%, e Simone Tebet, com 21%. Guilherme Derrite registra rejeição de 14,5%, Márcio França tem 14,2%, Ricardo Salles aparece com 13,9% e André do Prado soma 11,8%.
Os dados indicam que a corrida ao Senado nas Eleições em SP ainda deverá passar por mudanças ao longo dos próximos meses, principalmente porque parte expressiva do eleitorado ainda afirma não conhecer os candidatos ou não definiu voto.

