A pesquisa Atlas divulgada nesta segunda-feira (31) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança do primeiro turno, com 43,4% das intenções de voto, contra 33,7% do senador Flávio Bolsonaro (PL).
O escritor Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro, com 7,8%, seguido por Renan Santos (Missão), com 7,6%, e Ronaldo Caiado (PSD), com 3,3%. No segundo turno, Lula também lidera contra Flávio: 47,1% a 42,6%, diferença de 4,5 pontos percentuais. Confira os números da pesquisa Atlas de agosto com a TVT News.
A pesquisa Atlas mostra ainda o crescimento de Cury, que passou de 1,6% em julho para 7,8% em agosto. A pesquisa Atlas/Bloomberg ouviu 5.014 pessoas entre 25 e 30 de agosto, por recrutamento digital aleatório, tem margem de erro de 1 ponto percentual, nível de confiança de 95% e está registrada no TSE sob o número BR-07972/2026.
Principais números da pesquisa Atlas de 31 de agosto
- 1º turno: Lula (PT), 43,4%; Flávio Bolsonaro (PL), 33,7%; Augusto Cury (Avante), 7,8%; Renan Santos (Missão), 7,6%; Ronaldo Caiado (PSD), 3,3%; Pablo Marçal (PRTB), 1,9%; Romeu Zema (Novo), 1%; Samara (UP), 0,9%; Rui Costa Pimenta (PCO), 0,1%; Wilson Grassi (Democrata), 0,1%; branco/nulo, 0,1%; não sabe, 0,2%.
- 2º turno — Lula x Flávio Bolsonaro: Lula, 47,1%; Flávio, 42,6%; branco/nulo/não sabe, 10,3%.
- 2º turno — Lula x Renan Santos: Lula, 47,5%; Renan, 26%; branco/nulo/não sabe, 26,6%.
- 2º turno — Lula x Ronaldo Caiado: Lula, 46,6%; Caiado, 41%; branco/nulo/não sabe, 12,3%.
- Augusto Cury: 7,8% no primeiro turno, contra 1,6% no levantamento anterior, alta de 6,2 pontos percentuais.
- Aprovação de Lula: 45,4% aprovam o desempenho do presidente, enquanto 52,9% desaprovam e 1,7% não souberam responder.
- Avaliação do governo: 51,1% consideram o governo ruim ou péssimo; 37% avaliam como ótimo ou bom; e 11,9%, como regular.
1º turno e série histórica mostram queda de Lula e Flávio e avanço de Augusto Cury
A pesquisa Atlas mostra Lula com 43,4% no primeiro turno. O percentual representa recuo em relação aos 45% registrados na pesquisa anterior, de julho. Flávio Bolsonaro também perdeu espaço, passando de 36% para 33,7%.
A principal mudança no cenário foi a alta de Augusto Cury. O escritor saiu de 1,6% em julho para 7,8% em agosto e passou a disputar a terceira posição com Renan Santos, que aparece com 7,6%.
A série histórica apresentada pelo levantamento mostra Lula com 44% em abril, 46% em junho, 45% em julho e 43,4% em agosto. Flávio Bolsonaro, por sua vez, saiu de 39% em abril para 37% em junho, 36% em julho e 33,7% agora.
O crescimento de Cury foi concentrado no período mais recente. Ele aparecia com 0% em abril, 8% em junho e julho e saltou para 7,8% em agosto, enquanto Renan Santos passou de 8% em junho e julho para 7,6%.
Nos cruzamentos demográficos, Lula tem desempenho maior entre mulheres, com 48,4%, contra 37,6% entre homens. Entre eleitores de 60 anos ou mais, chega a 63,9%. Flávio tem 35,7% entre homens e 31,9% entre mulheres. Cury alcança seus maiores índices entre eleitores de 25 a 34 anos, com 19,8%, e entre pessoas com renda de até R$ 2 mil, com 14,7%.
2º turno e série histórica: Lula mantém vantagem sobre Flávio
No cenário mais diretamente comparável, Lula aparece com 47,1% contra 42,6% de Flávio Bolsonaro, enquanto 10,3% não escolheriam nenhum dos dois ou não souberam responder. A vantagem do presidente é de 4,5 pontos percentuais.
A série histórica mostra que Lula tinha 53% contra 41% de Flávio em dezembro de 2025. Em fevereiro, os números eram 49,2% a 44,9%. Em abril, os dois estavam em 47,8% e 47,8%, respectivamente. A partir de junho, Lula voltou a abrir vantagem, chegando a 48,8% contra 42,3%; em julho, tinha 49,2% contra 42,9%. Agora, Lula marca 47,1% e Flávio, 42,6%.
Nos demais cenários, Lula também aparece à frente. Contra Ronaldo Caiado, o presidente registra 46,6%, ante 41% do governador de Goiás. Contra Romeu Zema, são 47% a 40,7%. Já diante de Renan Santos, a vantagem aumenta: Lula tem 47,5%, contra 26% do adversário.
Rejeição: Flávio Bolsonaro tem 52,7% e Lula, 52%
Flávio Bolsonaro lidera o índice de rejeição na pesquisa Atlas, com 52,7% dos entrevistados dizendo que não votariam nele de jeito nenhum. Lula aparece logo atrás, com 52%.

Na sequência estão Renan Santos, com 43,1%; Jair Bolsonaro, com 41,3%; Pablo Marçal, com 40,1%; Romeu Zema, com 33,9%; Ronaldo Caiado, com 28,5%; e Augusto Cury, com 18,5%.
Do que o eleitor tem mais medo nas eleições de 2026
A pesquisa Atlas também perguntou qual resultado eleitoral provoca maior medo ou preocupação. 46,4% afirmaram temer mais a reeleição de Lula, enquanto 45,5% disseram temer mais a eleição de Flávio Bolsonaro. Outros 7,9% afirmaram que os dois resultados preocupam igualmente e 0,2% não souberam responder.
A série histórica mostra uma disputa próxima desde fevereiro. Naquele mês, 47,5% apontavam a reeleição de Lula como o resultado mais preocupante, enquanto 44,9% citavam a eleição de Flávio. Em junho, a diferença se inverteu: 42,4% temiam mais a reeleição do presidente e 48,4%, a eleição de Flávio.
Em julho, os índices estavam em 44,6% e 46,6%, respectivamente. Em agosto, a distância voltou a diminuir, com 46,4% citando Lula e 45,5% Flávio.
Caso do filho do presidente: maioria diz ter conhecimento das investigações
A pesquisa Atlas também mediu a percepção dos eleitores sobre as investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A pergunta apresentada aos entrevistados mencionava uma possível atuação para influenciar decisões do governo federal em contratos com órgãos públicos.
67,2% dizem ter acompanhado o caso de perto
Segundo o levantamento, 67,2% afirmaram ter acompanhado de perto as investigações. Outros 29,5% disseram ter ouvido falar do caso, mas conhecer poucos detalhes. Apenas 3,4% afirmaram não ter conhecimento sobre o assunto.
52,6% acreditam que Lulinha tentou influenciar decisões do governo
Questionados sobre a investigação descrita pela pesquisa, 52,6% disseram acreditar que Lulinha tentou influenciar decisões do governo para beneficiar empresários. Outros 26,3% responderam que não e 21,1% disseram não saber. O enunciado da pesquisa registra que a defesa de Lulinha nega irregularidades.
55,1% dizem que o caso afeta diretamente o governo Lula
Quando a pergunta muda para o impacto das investigações, 55,1% afirmam que elas afetam diretamente o governo Lula. Para 37,9%, trata-se de um problema exclusivamente pessoal de Lulinha, enquanto 7,1% não souberam responder.
43,4% dizem que as investigações pioram muito a imagem do governo
Sobre a imagem do governo, 43,4% afirmam que as investigações pioram muito sua percepção sobre a gestão Lula. Outros 37,4% dizem que o caso não afeta essa imagem, enquanto 17,3% avaliam que a imagem piora um pouco. Para 1,9%, a percepção melhora.
36% acredidtam que a investigação não prejudica a reeleição de Lula
A pesquisa também perguntou se a investigação pode prejudicar a candidatura de Lula à reeleição. Para 34,8%, o impacto será grande. Outros 24,6% avaliam que haverá algum prejuízo, enquanto 36% entendem que a investigação não prejudicará a candidatura. Outros 4,6% não souberam responder.

O que o eleitor usa para decidir o voto, de acordo com a pesquisa Atlas
As sabatinas individuais na TV e no rádio aparecem como o meio considerado mais importante para a decisão de voto: 50% classificam esse formato como muito importante, e outros 17% como importante.
As postagens dos candidatos nas redes sociais aparecem em seguida, com 44% considerando-as muito importantes e 17% importantes. As visitas dos candidatos às cidades dos eleitores têm 38% na categoria “muito importante” e 10% na categoria “importante”.

Os debates televisionados aparecem com 36% de respostas na categoria “muito importante” e 14% em “importante”. Já o horário eleitoral gratuito na TV e no rádio tem 19% de “muito importante” e 8% de “importante”, enquanto 43% o consideram nada importante.
A pesquisa também mostra que os debates continuam sendo acompanhados por grande parcela do eleitorado. 42,4% dizem acompanhar alguns debates, enquanto 28% acompanham todos ou quase todos. Outros 13,7% acompanham apenas trechos, cortes, repercussões ou melhores momentos; 11,2% raramente acompanham e 4,6% nunca acompanham.
Avaliação do governo Lula
A avaliação negativa do governo aparece acima da avaliação positiva. 51,1% consideram a gestão ruim ou péssima, enquanto 37% classificam o governo como ótimo ou bom. Outros 11,9% avaliam a administração como regular.
A série histórica mostra que a avaliação ruim ou péssima estava em 42% em janeiro de 2024 e chegou a 51% em fevereiro de 2025. Depois de oscilações ao longo de 2025 e do primeiro semestre de 2026, alcançou 51,1% em agosto.
No mesmo período, a avaliação ótima ou boa, que chegou a 47% em julho de 2025, recuou para 37% em agosto de 2026. A classificação regular, que chegou a ficar em 4% no início de 2026, subiu para 11,9% no levantamento atual.
Aprovação do presidente Lula
A aprovação pessoal de Lula também apresenta resultado negativo. 52,9% desaprovam o desempenho do presidente, enquanto 45,4% aprovam. Outros 1,7% não souberam responder.
Na série histórica, a desaprovação de Lula passou de 45% em janeiro de 2024 para 54% em março de 2025. Depois de oscilações, ficou em 51% em julho de 2026 e subiu para 52,9% em agosto. A aprovação, por sua vez, caiu de 48% em julho para 45,4% agora.
Na comparação mensal, a desaprovação aumentou 1,7 ponto percentual, enquanto a aprovação caiu 2,2 pontos.
Metodologia da pesquisa Atlas e registro no TSE
A pesquisa Atlas/Bloomberg de 31 de agosto foi realizada pelo método Atlas Random Digital Recruitment (RDR). Os entrevistados são recrutados durante a navegação na internet, em territórios geolocalizados e por diferentes dispositivos, como smartphones, tablets, laptops e computadores.
Segundo a metodologia apresentada pela AtlasIntel, a amostra é pós-estratificada por sexo, faixa etária, escolaridade, renda, região e comportamento eleitoral anterior, com o objetivo de aproximá-la do perfil da população adulta brasileira.
Foram entrevistados 5.014 respondentes, com margem de erro de 1 ponto percentual, nível de confiança de 95% e coleta realizada entre 25 e 30 de agosto de 2026. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-07972/2026.
A consulta e a validação de registros podem ser feitas no sistema oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Consulta às pesquisas registradas no TSE O tribunal informa que as pesquisas de opinião relativas às eleições devem ser registradas na Justiça Eleitoral e que os dados ficam disponíveis para consulta pública.