O Datafolha divulga na quinta-feira, 3 de setembro, a nova pesquisa de intenção de voto para presidente. O levantamento é o primeiro do instituto a captar os efeitos das sabatinas dos candidatos na TV Globo e do início do horário eleitoral gratuito, que começou na sexta-feira (28). A coleta ocorre entre 1º e 3 de setembro, com 2.002 eleitores em todo o país. Confira os cenários que a pesquisa Datafolha vai investigar com a TVT News.
O que o novo Datafolha de 3 de setembro vai investigar
- Data de divulgação: quinta-feira, 3 de setembro
- Período de coleta: de 1º a 3 de setembro
- Amostra: 2.002 eleitores
- Margem de erro: 2 pontos percentuais, nível de confiança de 95%
- Registro no TSE: BR-03669/2026
- Custo: R$ 307 mil, encomendada pela Folha de S.Paulo e TV Globo
- Diferencial: primeira pesquisa Datafolha após as sabatinas da Globo e o início do horário eleitoral (sexta, 28)
- Cenários: primeiro turno com 13 nomes e quatro simulações de segundo turno
- Temas do questionário: intenção de voto, rejeição, potencial de voto, avaliação do governo Lula e percepção sobre a economia
Quando será divulgada a próxima pesquisa Datafolha para presidente
A nova pesquisa Datafolha sobre a corrida presidencial será divulgada na quinta-feira, 3 de setembro. O levantamento chega a pouco mais de um mês do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e promete trazer um retrato atualizado da disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), além de testar outros cenários.

A coleta de dados acontece entre 1º e 3 de setembro, com 2.002 eleitores em todo o país, por meio de abordagem pessoal em pontos de fluxo populacional. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-03669/2026.
O que a nova pesquisa Datafolha vai perguntar aos eleitores
O questionário do Datafolha começa com uma pergunta espontânea sobre o voto para presidente. Em seguida, são apresentados dois cenários estimulados para o primeiro turno. O primeiro inclui 13 candidatos:
- Clariana Barão (DC)
- Edmilson Costa (PCB)
- Escritor Augusto Cury (Avante)
- Flávio Bolsonaro (PL)
- Hertz Dias (PSTU)
- Lula (PT)
- Pablo Marçal (PRTB)
- Renan Santos (Missão)
- Ronaldo Caiado (PSD)
- Rui Costa Pimenta (PCO)
- Samara (UP)
- Veterinário Wilson Grassi (Democrata)
- Zema (Novo)
O segundo cenário estimulado traz a mesma lista, mas sem Pablo Marçal.
Para o segundo turno, o Datafolha testa quatro cenários, incluindo Lula contra Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos. Diferentemente da pesquisa Quaest, o Datafolha não incluiu Augusto Cury nas simulações de segundo turno.
Além da intenção de voto, o levantamento mede o potencial de voto e a rejeição dos candidatos, avalia a percepção sobre a administração federal e pergunta aos entrevistados como classificam a gestão de Lula — entre ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo — além de medir a aprovação ou desaprovação ao trabalho do presidente.
Datafolha vem depois das sabatinas, do horário eleitoral e do crescimento de Augusto Cury
A nova pesquisa Datafolha é a primeira do instituto a captar os efeitos das sabatinas dos candidatos na TV Globo e do início do horário eleitoral gratuito, que começou na sexta-feira, 28 de agosto. As entrevistas dos principais candidatos ao Palácio do Planalto na emissora podem ter influenciado a percepção do eleitorado, assim como a exposição proporcionada pelo horário eleitoral.
O levantamento também será importante para medir o impacto do crescimento de Augusto Cury (Avante). Pesquisas divulgadas nesta segunda-feira (31) já apontam a ascensão do escritor.
A pesquisa Atlas mostrou Cury com 7,8% das intenções de voto no primeiro turno, contra 1,6% no levantamento anterior — alta de 6,2 pontos percentuais. Já a 12ª rodada da pesquisa BTG Pactual/Nexus indicou Cury com 11% no cenário sem Pablo Marçal, contra 5% na rodada anterior.
O Datafolha, porém, não incluiu Augusto Cury nas simulações de segundo turno. Mesmo assim, o resultado do primeiro turno poderá confirmar ou não a tendência de crescimento observada nas outras pesquisas.
Pesquisas Atlas e BTG Nexus de 31 de agosto mostram crescimento de Augusto Cury
Nesta segunda-feira (31), duas pesquisas nacionais já foram divulgadas e apontaram a ascensão de Augusto Cury na corrida presidencial.
A pesquisa Atlas, realizada entre 25 e 30 de agosto com 5.014 pessoas por recrutamento digital aleatório, mostra Lula com 43,4% no primeiro turno, Flávio Bolsonaro com 33,7% e Augusto Cury com 7,8%. No segundo turno, Lula venceria Flávio por 47,1% a 42,6%. A margem de erro é de 1 ponto percentual.
A 12ª rodada da pesquisa BTG Pactual/Nexus, divulgada também nesta segunda-feira (31), ouviu 2.005 eleitores entre 28 e 30 de agosto. No cenário de primeiro turno sem Pablo Marçal, Lula tem 39%, Flávio Bolsonaro 33% e Augusto Cury 11%.
No cenário com Marçal, Lula marca 37%, Flávio 31%, Cury 11% e Marçal 3%. No segundo turno entre Lula e Flávio, o resultado é de 46% a 45%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
Os números mostram que Cury passou de 5% para 11% em uma semana na pesquisa BTG/Nexus. A nova pesquisa Datafolha, com coleta a partir de 1º de setembro, poderá confirmar ou não essa tendência de crescimento.
Nova pesquisa Quaest também será divulgada dia 2
Além do Datafolha, a nova pesquisa Quaest será divulgada na quarta-feira, 2 de setembro. O levantamento é o primeiro a captar os efeitos das sabatinas dos principais candidatos na TV Globo e do início do horário eleitoral gratuito, que começou na sexta-feira (28). A coleta de dados ocorre entre domingo (30) e terça-feira (1º), com 2.004 eleitores de 16 anos ou mais.
O questionário da Quaest inclui perguntas sobre intenção de voto, rejeição, avaliação do governo Lula, economia, influência da propaganda e dos debates, além de perguntas específicas sobre os casos Dark Horse e Lulinha. Serão testados cenários de primeiro turno com 13 nomes e cinco simulações de segundo turno envolvendo Lula e adversários.
Com a divulgação da Quaest na quarta (2) e do Datafolha na quinta (3), o eleitor terá dois importantes termômetros da disputa presidencial após as sabatinas e o início do horário eleitoral.