A Polícia Federal (PF) avalia solicitar aos Estados Unidos a extradição do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o início do cumprimento da pena imposta ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Leia em TVT News.
O ex-parlamentar mora nos Estados Unidos desde o início de 2025 e passou a ser considerado procurado pelas autoridades brasileiras.
Eduardo foi condenado a quatro anos e dois meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo, cometido de forma continuada. A condenação também prevê o pagamento de multa de R$ 162 mil.
A decisão de Moraes, tomada nesta quinta-feira (8), determina ainda a suspensão dos direitos políticos do ex-deputado durante o período da condenação e o cancelamento de todos os passaportes emitidos em seu nome.
Eduardo Bolsonaro é considerado procurado pela PF
Com a determinação do início do cumprimento da pena, as autoridades brasileiras passaram a considerar Eduardo Bolsonaro procurado. A situação, no entanto, ainda não equivale tecnicamente à condição de foragido: ele pode se apresentar voluntariamente às autoridades brasileiras.
Caso não se entregue, poderá ser considerado foragido, o que pode levar a novas medidas para localizá-lo e viabilizar o cumprimento da condenação.
A Polícia Federal avalia a possibilidade de solicitar a extradição aos Estados Unidos. O procedimento dependerá dos encaminhamentos das autoridades brasileiras e da análise do caso pelas instâncias competentes.
A difusão vermelha da Interpol, por sua vez, é utilizada pela PF em situações nas quais o paradeiro do procurado é desconhecido. Como Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos, a eventual adoção desse mecanismo depende das circunstâncias do caso e dos procedimentos aplicáveis.
Residência nos Estados Unidos pode dificultar extradição
Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde o início de 2025. À época, afirmou ter deixado o Brasil por considerar que sofria perseguição política.
No país, tornou-se interlocutor entre integrantes da família Bolsonaro e autoridades norte-americanas. Segundo o STF, o ex-deputado utilizou sua influência nos Estados Unidos para tentar interferir no processo que levou à condenação de Jair Bolsonaro.
Em julho de 2026, Eduardo obteve um green card, documento que permite a residência permanente nos Estados Unidos. Essa condição pode tornar mais complexa uma eventual tentativa de extradição, embora não determine, por si só, o resultado de um pedido dessa natureza.
Após a decisão de Alexandre de Moraes, Eduardo classificou a medida como “arbitrária, inoportuna e inócua”.
A avaliação da PF sobre a extradição ocorre, portanto, em meio aos procedimentos para garantir o cumprimento da pena e às possíveis dificuldades relacionadas à permanência do ex-deputado em território norte-americano.
Condenação prevê prisão e suspensão de direitos políticos
A pena de quatro anos e dois meses foi aplicada pelo crime de coação no curso do processo, praticado de forma continuada. Além da reclusão e da multa de R$ 162 mil, a decisão judicial estabelece a suspensão dos direitos políticos de Eduardo Bolsonaro enquanto durar a condenação.
O cancelamento dos passaportes também foi determinado por Moraes. As medidas integram os encaminhamentos para o cumprimento da decisão judicial, enquanto a Polícia Federal considera as alternativas para localizar o ex-deputado e viabilizar sua apresentação às autoridades brasileiras.
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