Pesquisa para presidente: Lula reage e alcança 49% contra 51% de Flávio Bolsonaro

Pesquisa PoderData/Aya mostra recuperação de Lula, que subiu de 47% para 49%, enquanto Flávio recuou de 53% para 51%
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Presidente Lula da Silva durante ato na Avenida Paulista, em São Paulo - SP - Foto: Ricardo Stuckert

A pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta terça-feira (13) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu e alcançou 49% das intenções de voto para o segundo turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 51%. Com margem de erro de 1,8 ponto percentual, os dois candidatos estão tecnicamente empatados, segundo o levantamento. Saiba mais sobre a pesquisa para presidente com a TVT News.

Nova pesquisa para presidente PoderData/Aya

  • Números da pesquisa de 13 de outubro: Lula tem 49% dos votos válidos e Flávio Bolsonaro tem 51%, configurando empate técnico dentro da margem de erro de 1,8 ponto percentual.
  • Evolução em cinco dias: Na rodada anterior, divulgada em 8 de outubro, Flávio tinha 53% e Lula 47%. A diferença caiu de seis para dois pontos percentuais.
  • Metodologia: Foram entrevistados 3.000 eleitores em 686 municípios, entre os dias 10 e 12 de outubro, por telefone. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e está registrada no TSE sob o número BR-01209/2026.
  • Dias para o segundo turno: A votação está marcada para 25 de outubro, faltando 12 dias a partir da divulgação da pesquisa.

Números da pesquisa PoderData/Aya de 13 de outubro

A pesquisa para presidente PoderData/Aya, realizado em parceria com o aplicativo Aya Bancah, entrevistou 3.000 eleitores em 686 municípios das 27 unidades da Federação entre os dias 10 e 12 de outubro, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01209/2026.

Na comparação com a rodada anterior, divulgada em 8 de outubro, Lula avançou de 47% para 49% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro recuou de 53% para 51%. A diferença entre os candidatos, que era de seis pontos percentuais, caiu para dois pontos em apenas cinco dias. Apesar da redução, o senador permanece numericamente à frente, mas a variação dentro da margem de erro impede que se afirme uma vantagem consolidada.

A pesquisa também aponta que Lula lidera entre as mulheres, com placar de 53% a 38% nesse segmento. Os dados de rejeição mostram que Lula é rejeitado por 46% dos entrevistados, enquanto Flávio tem 44% de rejeição.

Crescem as manifestações a favor de Lula, nas redes e nas ruas

Nos últimos dias, manifestações em apoio à reeleição do presidente Lula ganharam força em diferentes capitais. Na segunda-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida, milhares de apoiadores lotaram as duas faixas da orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, em ato pela democracia e pela reeleição.

No domingo (11), a Avenida Paulista, em São Paulo, recebeu a Marcha Pela Democracia, que ocupou a maior parte da via e contou com a presença do próprio Lula. O ato foi organizado por movimentos sociais, fandoms de artistas pop, torcidas organizadas e movimentos estudantis. Em entrevista, Lula afirmou que a semana seria decisiva para a eleição e defendeu a votação da PEC pelo fim da escala 6×1, marcada para quarta-feira (14).

O presidente também criticou o “tesouraço” proposto por Flávio Bolsonaro, afirmando que a medida poderia recair sobre os mais pobres e comparando-a às políticas do presidente argentino Javier Milei. As manifestações ocorrem em um momento de mobilização digital intensa, com o canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones, reunindo mais de 4 milhões de usuários.

2º turno é marcado por interferências de Kassio Nunes

A reta final do segundo turno tem sido marcada por decisões controversas do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques.

No domingo (11), Kassio determinou a censura do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones, sem apresentar documentos que comprovassem a circulação de fake news no canal. A decisão foi revertida horas depois pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que restabeleceu o canal.

A campanha de Flávio Bolsonaro alegou que o canal veiculava conteúdos já julgados como desinformação pelo TSE, mas não anexou provas documentais da presença desses conteúdos no WhatsApp. Um relatório da área técnica do TSE, divulgado na segunda-feira (12), afirmou não ter encontrado nenhum dos conteúdos alegados no canal de Janones.

Em outra frente, Kassio Nunes Marques atendeu a um pedido da campanha de Flávio e mandou suspender a circulação do jornal “Petróleo dos Brasileiros”, do Sindicato dos Petroleiros de São Paulo (Sindipetro Unificado). A publicação, que teve cerca de 30 mil exemplares impressos, discutia os rumos da Petrobras e as razões pelas quais uma eventual vitória de Lula seria melhor para os trabalhadores. O Sindipetro classificou a medida como censura e um “ataque à liberdade de expressão”.

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