Cefaleia atinge milhões de brasileiros e acupuntura ganha espaço no tratamento

Dor de cabeça afeta cerca de 95% da população ao longo da vida
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Especialistas apontam estresse, má qualidade do sono e hábitos inadequados como principais gatilhos das crises. Foto: Stefamerpik/Freepik

A cefaleia, popularmente conhecida como dor de cabeça, está entre os problemas de saúde mais frequentes no Brasil e impacta diretamente a qualidade de vida e a produtividade de milhões de pessoas. Dados da Sociedade Brasileira de Cefaleia indicam que cerca de 95% dos brasileiros terão algum episódio de dor de cabeça ao longo da vida. Além disso, aproximadamente 13 milhões convivem com crises mensais. Saiba mais na TVT News.

Embora muitas vezes seja tratada como um sintoma comum do cotidiano, a cefaleia pode indicar diferentes condições clínicas e exige avaliação adequada, principalmente quando as dores são intensas, frequentes ou persistentes.

Diferentes tipos de cefaleia exigem atenção

As dores de cabeça são classificadas em dois grandes grupos: cefaleias primárias, quando a dor é a própria doença, e cefaleias secundárias, quando surge como consequência de outra condição de saúde, como infecções ou inflamações.

Entre os tipos mais comuns está a cefaleia tensional, caracterizada por sensação de pressão bilateral, geralmente mais intensa no fim do dia. Já a enxaqueca costuma provocar dor pulsátil em apenas um lado da cabeça, acompanhada de náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som.

Outro quadro é a cefaleia em salvas, considerada uma das dores mais intensas, localizada ao redor dos olhos e frequentemente associada a lacrimejamento, vermelhidão ocular e congestão nasal. Há ainda a cefaleia relacionada à sinusite, que costuma vir acompanhada de febre, secreção nasal e piora ao abaixar a cabeça.

Segundo o neurologista e acupunturista Dr. Maurício Hoshino, a identificação correta do tipo de cefaleia é fundamental para definir o tratamento mais adequado.

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Estresse e privação de sono estão entre os principais gatilhos

Especialistas apontam que fatores ligados ao estilo de vida têm papel importante no desencadeamento das crises. Estresse emocional, noites mal dormidas, desidratação, alimentação inadequada e excesso de cafeína aparecem entre os principais gatilhos relatados pelos pacientes.

A ausência de hábitos saudáveis também contribui para a cronificação das dores, aumentando a frequência e a intensidade dos episódios ao longo do tempo.

Acupuntura avança como alternativa terapêutica

Reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina e disponível no Sistema Único de Saúde, a acupuntura tem ganhado espaço como alternativa no tratamento das cefaleias.

A técnica atua na estimulação de pontos específicos do corpo e promove a liberação de endorfinas, substâncias analgésicas naturais produzidas pelo organismo. Além disso, auxilia na redução da tensão muscular e do estresse, fatores diretamente ligados às crises.

A acupuntura pode reduzir a frequência das dores com eficácia semelhante à de medicamentos preventivos, mas com menos efeitos colaterais.

Qualidade de vida e menos dependência de remédios

Além do controle da dor, pacientes submetidos ao tratamento relatam melhora no bem-estar geral e redução do uso contínuo de analgésicos. Dependendo do diagnóstico e das características individuais de cada pessoa, os primeiros resultados podem surgir já nas sessões iniciais.

Especialistas, porém, reforçam que o tratamento deve ser individualizado e acompanhado por profissionais habilitados. Casos persistentes ou muito intensos precisam passar por investigação médica para descartar doenças secundárias mais graves.

Com oferta também na rede pública de saúde, a acupuntura amplia o acesso da população a uma alternativa terapêutica considerada segura e eficaz no enfrentamento de um problema que atinge boa parte da população brasileira.

Com assessoria

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