A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em parceria com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) mostrou em junho a queda do preço das cestas básicas nas capitais de 10 estados brasileiros.
- Curitiba -0,04
- Fortaleza -0,32
- Goiânia -0,54
- Brasília -0,15
- Recife -3,62
- Salvador -1,56
- João Pessoa -3,97
- Natal -3,48
- Maceió -3,61
- Aracaju -3,42
Café, óleo de soja e açúcar tiveram queda significativa
O preço do café em pó registrou queda em 25 das capitais pesquisadas entre maio e junho, com recuos que variaram de -4,82%, em Goiânia, a -0,39%, em Campo Grande.
No acumulado de 12 meses, o produto ficou mais barato em 25 capitais, com destaque para o Rio de Janeiro (-23,82%) e Brasília (-23,36%). Segundo o levantamento, a redução é resultado do avanço da colheita da safra 2026/2027, que ampliou a oferta do grão.
Já no caso do açúcar, entre maio e junho de 2026, 25 cidades pesquisadas registraram queda no preço, com destaque para Rio de Janeiro (-7,16%), Porto Alegre (-4,93%) e João Pessoa (-4,27%).
Em 12 meses, o item acumulou redução em todas as capitais, com variações entre -34,36%, em Belém, e -2,66%, em São Luís. O recuo é atribuído ao avanço da colheita de cana-de-açúcar na região Centro-Sul, que elevou a oferta e pressionou os preços para baixo.
O preço do óleo de soja também apresentou queda em 24 capitais, com variações entre -5,43%, em Recife, e -0,35%, em Maceió.
No acumulado de 12 meses, o produto ficou mais barato em 16 capitais, com destaque para Florianópolis (-8,85%) e Manaus (-7,45%). De acordo com o levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, a maior oferta do óleo e a demanda por biocombustíveis abaixo do esperado contribuíram para a redução dos preços no varejo.
Prévia da inflação perde força pelo 2º mês; conta de luz é o que mais pesa no bolso
A prévia da inflação oficial de junho ficou em 0,41%, mostrando a perda de força do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) pelo segundo mês seguido.
Em abril, o IPCA-15 tinha marcado 0,89% e, em maio, 0,62%.

No acumulado de 12 meses, o índice soma 4,8%. Em maio, essa alta acumulada era de 4,64%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O IPCA-15 é considerado uma prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA.
De acordo com o Boletim Focus da última segunda-feira (22), sondagem feita pelo Banco Central (BC) com instituições financeiras, a mediana da expectativa para a inflação oficial de junho é de 0,32%.
Para chegar à prévia da inflação, os pesquisadores levam em conta os preços de nove grupos de produtos e serviços, como alimentos e bebidas, vestuário e transportes.
Em junho, a alta média dos alimentos e bebidas e da habitação responderam por dois terços do IPCA-15.
Veja o comportamento dos grupos e os impactos em ponto percentual (p.p.):
- Alimentação e bebidas: 0,74% (0,16 p.p.)
- Habitação: 0,72% (0,11 p.p.)
- Artigos de residência: 0,36% (0,01 p.p.)
- Vestuário: 0,45% (0,02 p.p.)
- Transportes: -0,03% (-0,01 p.p.)
- Saúde e cuidados pessoais: 0,47% (0,06 p.p.)
- Despesas pessoais: 0,34% (0,04 p.p.)
- Educação: -0,02% (0,00 p.p.)
- Comunicação: 0,34% (0,02 p.p.)
Dentro do grupo alimentação e bebida, a alimentação no domicílio variou 0,87%. Em maio, tinha subido 1,73%.
Entre os itens que compõem a cesta, os que mais apresentaram alta foram o da batata-inglesa (29,42%), do tomate (17,27%), do feijão-carioca (14,29%) e da cebola (9,54%).
O IBGE destacou que, no semestre, tomate (103,84%), cenoura (103,10%) e batata-inglesa (100,20%) mais que dobraram de preço. Os preços de alimentos são muito influenciados por condições climáticas.
No grupo habitação, o custo que mais cresceu foi o da energia elétrica residencial (2,04%). De todos os 377 produtos e serviços pesquisados, a conta de luz teve o maior impacto de alta (0,08 p.p.).
A explicação, segundo o IBGE, está na bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 para cada 100 quilowatt-hora (Kwh) consumidos.

