Comer fora em São Paulo fica mais caro que a inflação

Pesquisa do Procon-SP mostra que refeições por quilo lideram alta de preços na capital, com diferença de mais de 120% em relação ao prato feito
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O prato feito é a refeição mais barata, presente em 225 dos 350 estabelecimentos pesquisados. - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Custo de comer fora em São Paulo sobe acima da inflação, aponta Procon-SP; self-service por quilo lidera alta nos restaurantes.

Comer fora ficou mais caro do que a inflação — especialmente no modelo self-service por quilo. É o que aponta uma pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP. Mais informações em TVT News.

O levantamento, realizado em conjunto com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócios Econômicos – DIEESE, analisou 350 restaurantes na cidade de São Paulo e identificou que os preços das refeições seguem em alta e, em alguns casos, acima da inflação oficial medida pelo INPC.

O quilo ficou mais caro do que o prato feito (PF), enquanto o executivo — de preço fixo — já atinge média de R$ 43. A diferença entre o quilo e o PF supera 120% na capital paulista.

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O preço das refeições em restaurantes de São Paulo segue em alta e já supera a inflação acumulada nos últimos anos, segundo pesquisa divulgada pelo Procon-SP em fevereiro de 2026.

Os valores variam conforme a região da cidade. As zonas norte e leste concentram opções mais baratas, enquanto a zona oeste apresenta os preços mais elevados. No caso do prato feito, a diferença entre regiões chega a quase R$ 15 — uma variação de cerca de 45%.

Self-service por quilo
Mais caro: Oeste (R$ 94,36)
Mais barato: Norte (R$ 79,49)

Prato feito
Mais caro: Oeste (R$ 44,85)
Mais barato: Leste (R$ 30,68)

Executivo
Mais caro: Sul (R$ 51,31)
Mais barato: Norte (R$ 35,11)

A pesquisa acompanha os preços desde a pandemia de Covid-19, em 2020, e mostra que a tendência de alta permanece, com sinais de aceleração recente.

Preço das refeições em São Paulo segue acima da inflação; prato feito é alternativa

Entre outubro de 2025 e fevereiro deste ano, o aumento médio das refeições foi de 2,37%. No acumulado de 12 meses, a alta chega a 6,63%.

O prato feito, por outro lado, apresentou uma elevação menor no curto prazo: alta de 1,54% nos últimos quatro meses, abaixo do INPC do mesmo período (4,89%). Isso indica que, embora também tenha subido, o PF ficou relativamente mais acessível em comparação ao self-service por quilo.

Entre os 350 estabelecimentos analisados, 167 oferecem apenas um tipo de refeição. Já 183 (52,3%) diversificam o cardápio entre PF, self-service e executivo.

Ainda assim, o prato feito predomina: está presente em 225 restaurantes, contra 147 que oferecem apenas a modalidade por quilo. Segundo o Procon, esse cenário reflete a adaptação do setor à crise e à redução do poder de compra da população.

Preço das refeições em São Paulo: direitos do consumidor em restaurantes

Além dos preços, o Procon-SP reforça que taxa de serviço (gorjeta), por exemplo, não é obrigatória e deve ser informada de forma clara. Também é proibida a cobrança por desperdício de comida e a omissão de informações sobre preços em restaurantes por quilo.

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