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Da Redação

Resultado Mega Sena 2981 no sorteio de 07 de março

Confira os números sorteados do concurso 2.981 da Mega Sena. Na TVT News você confere quantas dezenas acertou no sorteio da Mega de 07 de março, realizado pelas Loterias Caixa.

O prêmio da Mega Sena está acumulado em R$ 49 milhões.

Números sorteados da Mega Sena 2981

Resultado Mega Sena 2981: 15 – 22 – 27 – 32 – 50 – 58

Quais apostas foram premiadas na Mega-Sena Concurso 2.981

Logo após o sorteio, a Caixa confirma as apostas ganhadoras do concurso realizado em 07 de março e quanto cada uma irá receber.

6 acertos (sena)

Não houve ganhadores e o prêmio está estimado em R$ 60.000.000,00

5 acertos (quina)

41 apostas ganhadoras, R$ 61.085,40

4 acertos (quadra)

2.992 apostas ganhadoras, R$ 1.379,77

Como fazer aposta na Mega Sena?

Na Mega-Sena, você pode apostar de 6 a 20 números, entre os 60 disponíveis no volante. Ganha quem acertar 4, 5 ou 6 dezenas.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

As apostas podem ser feitas até as 20h30 (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal.

Para apostar pela internet, é preciso fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito.

O sorteio é ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. 

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Os sorteios da Mega-Sena acontecem às 21h. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Confira outros resultados das loterias Caixa

Loterias Caixa patrocinam esporte brasileiro

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e as Loterias Caixa anunciaram a renovação do contrato de patrocínio ao esporte paralímpico nacional para o ciclo dos Jogos de Los Angeles 2028.

O acordo assinado no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, tem valor total de R$ 160 milhões (R$ 40 milhões por ano) – o maior já firmado até hoje – R$ 125 milhões a mais do que o anterior, de 2023, que teve vigência até o final de 2024.

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Ginasta Bárbara Domingos. Caixa e Loterias Caixa são patrocinadores da Ginástica brasileira. Foto: Ricardo Bufolin/CBG

Em 1962, a União tornou a Caixa responsável por gerir, explorar e comercializar os jogos lotéricos. Desde então, cabe à Caixa repassar ao Governo Federal parte da arrecadação com as apostas para os beneficiários legais.

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Presidente recebeu atletas medalhistas do Mundial de Ginástica Rítmica no Palácio do Planalto. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O Repasse Social é a atividade fim das Loterias Caixa. Os valores são redistribuídos para investimento no país em áreas como Saúde, Educação, Segurança, Esportes, entre outros.

Além d​e alimentar os sonhos de milhões de apostadores, as Loterias Caixa constituem uma importante fonte de recursos para fomentar o desenvolvimento social do Brasil. Quase metade do total arrecadado com os jogos, incluindo o percentual destinado a título de Imposto de Renda, é repassado para investimento nas áreas prioritárias.

Bahia x Vitória: resultado da final do Baiano 2026

Bahia x Vitória na final do Baianão. Acompanhe os resultado da final do Campeonato Baiano com a TVT News.

Resultado da final do Campeonato Baiano 2026

Campeonato Baiano é transmitido pela TVT

O Campeonato Baiano de Futebol de 2026 tem um diferencial importante para os torcedores: além da transmissão exclusiva da TVE, a competição foi retransmitida pela TVT, ampliando o alcance do torneio para públicos de diferentes regiões do país. A parceria entre as duas emissoras públicas reforça o papel da comunicação pública na democratização do acesso ao esporte.

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EC Bahia, o Esquadrão de Aço, é o atual campeão do Baianão. Foto: Letícia Martins/EC Bahia

Regulamento do Campeonato Baiano

Ao todo, dez clubes disputam a taça da primeira divisão estadual: Atlético de Alagoinhas, Bahia, Bahia de Feira, Barcelona de Ilhéus, Galícia, Jacuipense, Jequié, Juazeirense, Porto e Vitória. Todos os jogos do Baianão poderão ser acompanhados ao vivo pela TVE, pela TVT e também pelo canal da TVE no YouTube (youtube.com/tvebahia).

O Campeonato Baiano de 2026 estreia uma nova fórmula de disputa, definida pela Federação Baiana de Futebol (FBF). As semifinais e a final serão realizadas em jogo único, com mando de campo da equipe que obtiver a melhor campanha geral. Em caso de empate no tempo regulamentar, a decisão será definida nos pênaltis.

Parceria TVT e TVE

Em 2025, a TVE transmitiu os 50 jogos da competição e registrou forte desempenho de audiência. Segundo a emissora, houve picos de 61% de share entre os canais abertos e cobertura domiciliar de 58%. No ambiente digital, as transmissões ultrapassaram 32 milhões de visualizações no YouTube, com até 840 mil aparelhos conectados simultaneamente. A final do campeonato somou mais de 4 milhões de visualizações na plataforma.

Durante o evento de lançamento do Baianão 2026, que reuniu torcedores, dirigentes, atletas, árbitros e autoridades do esporte, foi assinada a carta de adesão dos clubes, da TVE e da FBF ao Pacto pelo Feminicídio Zero e pela Prevenção à Violência contra as Mulheres. A iniciativa busca ampliar a conscientização social e contribuir para a redução dos casos de feminicídio na Bahia.

Além das transmissões dos jogos, a cobertura do campeonato contará com conteúdos exclusivos nas redes sociais da TVE, no Instagram, TikTok e X (antigo Twitter), além de interação com o público pelo canal oficial da emissora no WhatsApp. Programas como TVE Esporte (segundas-feiras, às 19h), TVE Revista (diariamente, às 12h) e TVE Notícias (diariamente, às 18h) também terão cobertura especial da competição.

Com a parceria entre TVT e TVE, o Campeonato Baiano de 2026 chega à tela com maior visibilidade, reforçando o futebol estadual e garantindo que a bola role para um público ainda mais amplo desde a primeira rodada.

8 de março, Dia da Mulher: conheça a origem da data e mulheres que marcaram a história

O Dia da Mulher é muito mais do que um momento para presentes ou frases de efeito. Trata-se de um marco político fundamental para o calendário das lutas sociais em todo o mundo. No 8 de março, os movimentos sociais, sindicatos e coletivos feministas reafirmam a necessidade de combater o patriarcado, a desigualdade salarial e a violência de gênero que ainda assola a sociedade.

Ao rememorar o 8 de março, Dia da Mulher, é essencial resgatar a raiz revolucionária desta data. Longe de ser um dia para impulsionar o comércio, o 8 de março nasceu no chão de fábrica, nas assembleias operárias e nas ruas, impulsionado por mulheres que exigiam trabalho digno.

A TVT News preparou um material especial para explicar a origem do 8 de março como Dia da Mulher e destacar figuras importantes na construção da resistência feminina na América Latina.

Quem é essa mulher? Conheça mulheres históricas da América Latina

Por que 8 de março é o Dia da Mulher?

A escolha do 8 de março como o Dia da Mulher não foi aleatória, mas fruto de um processo de organização da classe trabalhadora. No início do século XX, as condições de trabalho eram desumanas, com jornadas exaustivas e salários miseráveis, especialmente para as operárias da indústria têxtil.

Até hoje, são as mulheres as que mais sentem os efeitos das longas jornadas de trabalho que se multiplicam com a economia do cuidado. Por isso, as mulheres estão engajadas na luta contra a escala 6×1.

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Protesto pelo fim da escala 6×1. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O 8 de março serve como um lembrete anual da capacidade de mobilização das trabalhadoras. É um dia para evidenciar que as conquistas democráticas, como o direito ao voto e à licença-maternidade, não foram concessões, mas vitórias arrancadas com muita organização e enfrentamento.

O Dia da Mulher é, portanto, um instrumento de conscientização política e de denúncia contra as opressões.

Qual a origem da data de 8 de março como Dia Internacional da Mulher

Há uma série de acontecimentos que tornaram o 8 de março o Dia das Mulheres.

A ideia de um dia dedicado às mulheres surgiu em um contexto de intensas manifestações por melhores condições de trabalho, direito ao voto e fim da discriminação.

Acompanhe a linha do tempo do Dia da Mulher:

  • 1908: Um marco importante foi a marcha de cerca de 15 mil trabalhadoras têxteis em Nova York, que foram às ruas exigindo a redução da jornada de trabalho (que chegava a 16 horas diárias), melhores salários e o direito ao voto .
  • 1909: Inspirado por essas mobilizações, o Partido Socialista da América celebrou o primeiro Dia Nacional das Mulheres em 28 de fevereiro .
  • 1910: O passo decisivo para a internacionalização da data foi dado pela ativista alemã Clara Zetkin. Durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, em Copenhague (Dinamarca), ela propôs a criação de um Dia Internacional da Mulher anual. A ideia era unificar a luta das mulheres ao redor do mundo por direitos, mas nenhuma data específica foi definida na ocasião .
  • 1911: Como resultado, o primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 19 de março em países como Alemanha, Suíça e Dinamarca .
  • 1975: A Organização das Nações Unidas (ONU) oficializou o 8 de março como o Dia Internacional das Mulheres, durante o Ano Internacional da Mulher, dando à data um reconhecimento global.

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Por que 8 de março é o Dia da Mulher: o incêndio na Triangle Shirtwaist (1911)

Um evento trágico em Nova York reforçou a urgência da luta.

  • Em 25 de março de 1911, um incêndio na fábrica Triangle Shirtwaist matou 146 trabalhadores, a maioria mulheres imigrantes (judias e italianas).
  • A tragédia expôs as condições precárias de trabalho e impulsionou a legislação trabalhista nos EUA, tornando-se um símbolo central nas manifestações operárias.

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Saída dos ônibus com mulheres de São Paulo para participar da Marcha das Mulheres Negras em Brasília. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Por que 8 de março é o Dia da Mulher: a greve de 1917 na Rússia

Em 8 de março de 1917 (que corresponde a 23 de fevereiro no calendário juliano, então em uso na Rússia), milhares de operárias russas saíram às ruas de Petrogrado (atual São Petersburgo) em um protesto histórico.

Elas reivindicavam “Pão e Paz“: pão para suas famílias famintas e o fim da participação da Rússia na Primeira Guerra Mundial, além de melhores condições de vida e trabalho 

Contudo, foi a oficialização pela Internacional Socialista e, posteriormente, o reconhecimento pela ONU em 1975, que consolidaram o 8 de março como o Dia Internacional da Mulher, uma data de memória e resistência operária.

Por que 8 de março é o Dia da Mulher? A oficialização pela ONU

O Dia da Mulher, comemorado em 8 de março, surgiu a partir das mobilizações de trabalhadoras por melhores condições de trabalho, igualdade salarial e participação política.

Com o passar do tempo, a data ganhou dimensão internacional. Movimentos sociais e organizações feministas utilizam o Dia da Mulher para debater políticas públicas, denunciar violências e promover ações voltadas à igualdade entre homens e mulheres.

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Ministra das Mulheres, Márcia Lopes, durante Reunião de Alto Nível na 80ª Assembleia Geral da ONU, ao fundo a ex-presidenta do Chile Michele Bachelet. A Conferência é uma iniciativa do Ministério das Mulheres. Foto: Gov.br

Em 1975, a Organização das Nações Unidas oficializou o 8 de março como Dia Internacional da Mulher. Desde então, a data passou a ser reconhecida mundialmente como um momento de reflexão sobre igualdade de direitos e enfrentamento das violências contra mulheres.

Quem é essa mulher? Conheça mulheres que marcaram a história da América Latina

A história oficial muitas vezes apaga ou secundariza a participação feminina nos processos poíticos e culturais.

No entanto, a América Latina foi forjada pelo sangue, suor e inteligência de mulheres que pegaram em armas, organizaram quilombos, escreveram manifestos e desafiaram ditaduras.

Para a TVT News, o Dia da Mulher é o momento para corrigir essas injustiças históricas. A seguir, conheça perfis de lutadoras que dedicaram suas vidas à causa da liberdade e da justiça social no continente latino-americano

Mulheres na história da América Latina: Anita Garibaldi

Conhecida como a “Heroína de Dois Mundos”, Anita Garibaldi rompeu com todos os padrões esperados para uma mulher do século XIX. Nascida no sul do Brasil, ela não se limitou ao papel doméstico, pegando em armas ao lado de Giuseppe Garibaldi durante a Revolução Farroupilha. Sua bravura nos campos de batalha e sua habilidade estratégica a tornaram uma lenda viva ainda durante sua curta existência.

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Anita e Giuseppe Garibaldi, combatentes em defesa da liberdade. Imagem: Wikimedia Commons /Arte Rebeca de Ávila

Anita participou ativamente de combates no Brasil, no Uruguai e na Itália, defendendo ideais republicanos. Sua trajetória é marcada pela coragem física e pela convicção política, enfrentando exércitos imperiais e as dificuldades de uma vida em constante deslocamento. Ela representa a mulher que não aceita a submissão e que luta, ombro a ombro, pela autodeterminação dos povos.

Mulheres na história da América Latina: Maria Felipa

Maria Felipa de Oliveira é um símbolo da independência do Brasil na Bahia. Marisqueira, negra e liderança natural na Ilha de Itaparica, ela organizou um grupo de vigilância e resistência contra as tropas portuguesas em 1823. A história oral conta que Maria Felipa liderou um grupo de mulheres que, usando galhos de cansanção (uma planta urticante), surraram os soldados portugueses, além de incendiar embarcações inimigas.

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Monumento na cidade de Salvador, Bahia, Brasil, em homenagem à Maria Felipa. Foto: SouDiana /Wikimedia Commons

Sua figura destaca o protagonismo das mulheres negras e pobres na construção da soberania nacional, muitas vezes ignorado pelos livros didáticos tradicionais. Maria Felipa encarna a astúcia popular e a força coletiva, provando que a independência do Brasil teve rosto feminino, negro e nordestino.

Mulheres na história da América Latina: Juana Azurduy

Juana Azurduy foi uma das mais importantes líderes militares na luta pela independência da América do Sul. Nascida no que hoje é a Bolívia, ela assumiu o comando de tropas guerrilheiras contra o domínio espanhol no Alto Peru. Juana perdeu o marido e quatro filhos na guerra, mas nunca abandonou o front, chegando a comandar um exército de indígenas e mestiços leais à causa da libertação.

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Museo Histórico Nacional – Juana Azurduy. Óleo sobre tela. Autor desconocido / Wikimedia Commons

Reconhecida postumamente com patentes de general na Argentina e na Bolívia, Juana Azurduy simboliza a entrega total à causa anticolonial. Sua vida nos lembra que a independência latino-americana foi conquistada com a participação direta de mulheres que desafiaram não apenas o império espanhol, mas também as normas de gênero de sua época.

Mulheres na história da América Latina: Manuela Sáenz

Equatoriana de nascimento, Manuela Sáenz foi muito mais do que a companheira de Simón Bolívar; foi uma ativista revolucionária com méritos próprios. Conhecida como a “Libertadora do Libertador” por ter salvo a vida de Bolívar em um atentado em Bogotá, Manuela atuou na espionagem, na logística e no financiamento da causa patriota. Ela vestia uniforme militar, montava a cavalo e participava das decisões estratégicas.

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Manuela Sáenz, por César Augusto Villacrés (ca. 1910). Fondo pictórico del Museo Nacional de Quito.

Após a morte de Bolívar, Manuela sofreu perseguição e exílio, terminando seus dias no litoral peruano. Sua reabilitação histórica é recente e necessária, posicionando-a como uma intelectual e estrategista política que compreendia a complexidade da integração latino-americana e a necessidade de romper definitivamente com a metrópole.

Mulheres na história da América Latina: Patrícia Galvão

Patrícia Galvão, a Pagu, foi uma mulher à frente de seu tempo, ícone do Modernismo brasileiro e militante comunista fervorosa. Jornalista, desenhista e escritora, Pagu denunciou as desigualdades sociais em obras como “Parque Industrial”, considerado o primeiro romance proletário brasileiro. Sua militância no Partido Comunista a levou ao cárcere diversas vezes durante a Era Vargas, onde sofreu torturas, mas manteve sua integridade ideológica.

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Pagu desafiou a moral burguesa de todas as formas, tanto em sua vida pessoal quanto em sua produção artística e política. Ela é um exemplo de intelectual engajada, que colocou seu talento a serviço da denúncia das condições da classe operária e da emancipação feminina, pagando um alto preço pessoal por suas escolhas ousadas.

Mulheres na história da América Latina: Olga Benário

A trajetória de Olga Benário Prestes é marcada pela tragédia e pelo heroísmo antifascista. Militante comunista alemã de origem judaica, veio ao Brasil para fazer a segurança de Luís Carlos Prestes. Após o fracasso do levante comunista de 1935, foi presa pelo governo de Getúlio Vargas. Mesmo grávida, foi deportada para a Alemanha nazista, em um ato de colaboracionismo que mancha a história brasileira.

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Olga Benario-Prestes, em 1942. Fonte: Wikimedia Commons

Olga deu à luz sua filha, Anita Leocádia, em um campo de concentração antes de ser assassinada na câmara de gás em Bernburg. Sua história é um alerta permanente sobre os perigos do autoritarismo e do fascismo. Olga tornou-se um símbolo internacional de resistência.

Mulheres na história da América Latina: Gabriela Mistral

Gabriela Mistral, poeta e educadora chilena, foi a primeira pessoa latino-americana a receber o Prêmio Nobel de Literatura, em 1945. Sua obra é profundamente marcada pela defesa da educação pública, pelos direitos das crianças e pela valorização da identidade mestiça e indígena do continente. Gabriela atuou na reforma educacional do México pós-revolucionário, a convite de José Vasconcelos, levando sua visão humanista para as escolas rurais.

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A chilena Gabriela Mistral. Fonte: Wikimedia Commons

Além de sua vasta produção literária, Mistral foi uma diplomata e intelectual que pensou a América Latina de forma integrada. Ela defendia que o ensino deveria ser uma ferramenta de libertação social, acessível aos mais pobres. Sua voz poética nunca se desvinculou de seu compromisso ético com os desfavorecidos e com a justiça social.

Mulheres na história da América Latina: Antonieta de Barros

Antonieta de Barros foi uma pioneira absoluta na política brasileira. Filha de ex-escravizada, professora e jornalista, foi a primeira mulher negra a ser eleita deputada estadual no Brasil, em Santa Catarina, no ano de 1934. Sua atuação parlamentar foi centrada na defesa da educação como direito de todos e na valorização do magistério, além de lutar contra o racismo estrutural e a discriminação de gênero.

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Fonte: Instituto Históerico e Geográfico de Santa Catarina

Foi Antonieta quem criou o Dia do Professor em seu estado, data que depois se tornaria nacional. Sua presença em um espaço de poder, majoritariamente branco e masculino na década de 1930, foi um ato revolucionário. Ela utilizou a tribuna e a imprensa para exigir cidadania plena para a população negra e para as mulheres, deixando um legado de luta pela democratização do ensino.

Mulheres na história da América Latina: Clara Charf

Clara Charf foi um exemplo de vida dedicada à militância de esquerda e aos direitos das mulheres. Viúva de Carlos Marighella, principal líder da resistência armada contra a ditadura militar, Clara viveu na clandestinidade e no exílio, atuando incansavelmente na denúncia das violações de direitos humanos no Brasil.

Após a anistia, continuou sua atuação política, focando especialmente nas questões de gênero e na paz mundial.

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Ativista Clara Charf. Foto: Memórias da Ditadura/Reprodução

Fundadora da Associação Mulheres pela Paz, Clara manteve acesa a memória de Marighella e de todos os combatentes que tombaram lutando pela democracia. Sua biografia atravessa décadas de história política brasileira, sempre do lado dos oprimidos. Ela nos ensina que a militância é um compromisso vitalício e que a luta por um mundo mais justo não tem data para acabar.

Mulheres na história da América Latina: Maria Lúcia Petit

Maria Lúcia Petit foi uma militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) que integrou a Guerrilha do Araguaia. Jovem idealista, mudou-se para a região do Bico do Papagaio para organizar os camponeses e resistir ao regime militar. Em 1972, foi morta em combate pelas Forças Armadas. Por décadas, sua família lutou pelo direito de localizar seus restos mortais e sepultá-la dignamente.

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Maria Lucia Petit. Foto: Wikimedia Commons

A identificação de sua ossada, nos anos 1990, foi um marco na busca pelos desaparecidos políticos do Araguaia. Maria Lúcia representa a juventude que sacrificou a própria vida sonhando com um Brasil livre da tirania. Sua memória é preservada como denúncia da brutalidade do Estado durante os anos de chumbo.

Mulheres na história da América Latina: Lélia Gonzalez

Lélia Gonzalez foi uma intelectual, política e antropóloga brasileira fundamental para o pensamento feminista negro. Ela cunhou o conceito de “Amefricanidade”, propondo uma leitura da cultura e da história das Américas a partir da contribuição indígena e africana. Lélia foi uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado (MNU), atuando diretamente contra o mito da democracia racial.

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A brasileira Lélia Gonzalez | Crédito: Acervo Família Lélia Gonzalez

Sua crítica era afiada: ela apontava como o feminismo tradicional muitas vezes ignorava a realidade das mulheres negras e pobres. Para Lélia, a luta contra o sexismo era inseparável da luta contra o racismo e o capitalismo. Seu pensamento segue atualíssimo, oferecendo ferramentas teóricas para compreendermos as hierarquias sociais brasileiras e a importância de um feminismo interseccional.

Mulheres na história da América Latina: Zuzu Angel

Zuleika Angel Jones, conhecida como Zuzu Angel, transformou sua dor em denúncia internacional. Estilista de renome, ela iniciou uma busca incessante por seu filho, Stuart Angel, militante político torturado e assassinado pela ditadura militar. Zuzu utilizou sua moda para protestar: estampou anjos feridos, tanques de guerra e grades em suas coleções, levando a brutalidade do regime brasileiro para as passarelas de Nova York.

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Zuzu Angel durante o lançamento de sua coleção em Nova York, 1972. Foto: Fundo Correio da Manhã.

Sua coragem em confrontar os generais e expor os crimes do Estado brasileiro incomodou o regime. Zuzu morreu em um acidente de carro suspeito no Rio de Janeiro, em 1976, hoje reconhecido como um atentado perpetrado pelos agentes da repressão. Ela é um símbolo da força materna que se converte em luta política por verdade e justiça.

Mulheres na história da América Latina: Clementina de Jesus

Clementina de Jesus, a “Quelé”, foi a voz ancestral que conectou o Brasil moderno às suas raízes africanas profundas. Descoberta para o grande público já idosa, depois de uma vida inteira trabalhando como doméstica, Clementina trouxe em seu canto os vissungos (cantos de trabalho), corimás e sambas rurais que guardava na memória. Ela não foi apenas uma cantora, mas uma guardiã de saberes orais.

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Imagem do Fundo Correio da Manhã.

Sua presença na música popular brasileira foi um ato de afirmação da estética e da cultura negra. Sua voz rouca e potente narrava a história de resistência do povo negro pós-abolição. Clementina nos lembra que a cultura é também um campo de disputa e que a memória do povo pobre é um patrimônio inestimável.

Mulheres na história da América Latina: Maria Conceição Tavares

A economista Maria da Conceição Tavares, portuguesa radicada no Brasil, foi uma das vozes mais lúcidas e combativas do pensamento econômico nacional.

Professora da Unicamp e da UFRJ, e ex-deputada pelo PT, Conceição formou gerações de economistas com uma visão crítica ao neoliberalismo e à financeirização da economia. Sua defesa intransigente do desenvolvimento nacional e da distribuição de renda marcou época.

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A economista Maria da Conceição Tavares. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Conhecida por sua oratória apaixonada e por não ter papas na língua, ela denunciava a desigualdade brasileira como uma vergonha histórica. Para Conceição Tavares, a economia não podia ser uma ciência fria de números, mas devia servir ao bem-estar da população. Seu legado permanece vivo na defesa da soberania nacional e dos direitos dos trabalhadores contra a austeridade fiscal.

Mulheres na história da América Latina: Violeta Parra

Violeta Parra foi a alma da música folclórica chilena e a precursora da “Nueva Canción Chilena”. Pesquisadora incansável, viajou pelos rincões do Chile recuperando canções, ritmos e tradições camponesas que estavam sendo esquecidas. Sua obra é uma fusão de arte e compromisso social, denunciando as injustiças sofridas pelos trabalhadores rurais e mineiros.

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Gabriela Mistral e Violeta Parra | Obra da artista e cenógrafa Macarena Ahumada; praça central (pátio) do Centro Cultural Gabriela Mistral (GAM), em Santiago, Chile. / Foto: Wikimedia Commons

Ela pode ser considerada a mãe da música latino-americana.

Com músicas como “Gracias a la Vida” e “Volver a los 17”, Violeta transcendeu fronteiras. Sua arte era profundamente política, servindo de inspiração para movimentos de esquerda em toda a América Latina. Ela provou que a cultura popular é uma ferramenta poderosa de identidade e resistência contra a hegemonia cultural estrangeira.

Mulheres na história da América Latina: Dulce Maia

Dulce Maia foi a primeira mulher a ser banida do Brasil pela ditadura militar, trocada, junto com outros presos políticos, pelo embaixador japonês sequestrado em 1970. Militante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), Dulce sofreu torturas brutais nos porões da Operação Bandeirante (Oban), mas nunca entregou seus companheiros. Sua resistência física e psicológica tornou-se lendária entre a militância.

Após o banimento, viveu no exílio em diversos países, continuando a denunciar o regime brasileiro. O retorno ao Brasil com a anistia marcou a continuidade de sua militância pelos direitos humanos. A história de Dulce Maia é um testemunho da violência de gênero específica aplicada contra as mulheres guerrilheiras, que eram punidas duplamente: por sua oposição política e por desafiarem o papel de submissão feminina.

Mulheres na história da América Latina: Mercedes Sosa

Mercedes Sosa, “La Negra”, foi a voz que unificou a América Latina em torno da esperança e da luta democrática. Cantora argentina, sofreu perseguição e censura durante a ditadura militar em seu país, sendo obrigada a se exilar. Sua interpretação de canções como “Sólo le pido a Dios” e “Canción con todos” tornou-se hino de resistência em todo o continente.

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Retrato da cantora argentina Mercedes Sosa por Annemarie Heinrich.

Se Violeta Parra era a mãe, Mercedes Sosa foi a madrinha da música latino-americana.

Mercedes usou seu imenso talento para dar visibilidade aos compositores engajados e às dores do povo latino-americano. Ela cantou com os estudantes, com os trabalhadores e com as Mães da Praça de Maio. Sua arte era um abraço solidário que atravessava fronteiras, lembrando que a luta por liberdade na América Latina é uma causa comum a todos os nossos povos.

Mulheres na história da América Latina: Margarida Maria Alves

“É melhor morrer na luta do que morrer de fome”. A frase de Margarida Maria Alves ecoa até hoje como lema das trabalhadoras rurais. Líder sindical na Paraíba, ela foi a primeira mulher a presidir o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande. Margarida lutou incansavelmente pelos direitos trabalhistas no campo, como carteira assinada, jornada de oito horas e férias, enfrentando a fúria dos latifundiários e usineiros.

Assassinada em 1983 na porta de sua casa, na frente de sua família, a mando de proprietários de terra, Margarida tornou-se semente. Sua morte inspirou a “Marcha das Margaridas”, a maior mobilização de mulheres do campo, da floresta e das águas da América Latina, que ocorre periodicamente em Brasília exigindo reforma agrária e fim da violência no campo.

Mulheres na história da América Latina: Irmã Dorothy Stang

A missionária norte-americana naturalizada brasileira, Irmã Dorothy Stang, dedicou sua vida à defesa da Amazônia e dos povos da floresta. Atuando em Anapu, no Pará, ela lutou pela implantação de Projetos de Desenvolvimento Sustentável (PDS), batendo de frente com grileiros, madeireiros ilegais e fazendeiros que destruíam a mata e oprimiam os pequenos agricultores.

Aos 73 anos, em 2005, foi brutalmente assassinada com seis tiros a mando de fazendeiros da região. Sua morte expôs ao mundo a sangrenta disputa pela terra no Brasil e a impunidade que protege os mandantes de crimes ambientais e agrários. Ela é mártir da luta socioambiental.

Mulheres na história da América Latina: Marielle Franco

Marielle Franco, socióloga, cria da Maré e vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL, representava a renovação da política com a cara da mulher negra, favelada e LGBTQIAPN+.

A atuação parlamentar de Marielle era voltada para a defesa dos direitos humanos, a fiscalização da violência policial e o apoio às minorias. Em 14 de março de 2018, Marielle e seu motorista Anderson Gomes foram executados em uma emboscada política que chocou o mundo.

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Manter o nome de Marielle vivo é um ato de justiça, ressalta Luyara Franco, filha da vereadora. Foto: Bernardo Guerreiro/Mídia Ninja

O assassinato de Marielle foi uma tentativa de silenciar as pautas que ela defendia, mas gerou o efeito oposto: multiplicou sua voz em milhares de outras mulheres que ocuparam a política. A pergunta “Quem mandou matar Marielle?” tornou-se um grito por justiça e contra a atuação das milícias no Estado. Marielle é hoje um símbolo global de resistência política e defesa da democracia.

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Familiares de Marielle e Anderson acompanharam o julgamento: Foto: Gustavo Moreno/STF

Em março de 2026, a pergunta “Quem mandou matar Marielle?” foi respondida com a condenação dos mandantes do assassinato.

Dia da Mulher em 2026: o combate ao feminicídio

Chegamos ao Dia da Mulher em 2026 com a urgência de estancar a sangria do feminicídio. Apesar dos avanços legislativos e da tipificação do crime, os números continuam alarmantes, refletindo uma cultura machista que enxerga a mulher como propriedade.

O combate a essa violência exige mais do que leis; exige orçamento público para casas de abrigo, delegacias especializadas funcionando 24 horas e programas de educação que desconstruam a masculinidade tóxica desde a base.

O Brasil na luta contra o feminicídio

O Brasil segue enfrentando o desafio de proteger suas mulheres. Neste 8 de março, os movimentos de mulheres reivindicam que o Estado assuma sua responsabilidade integral. Não basta punir o agressor; é preciso evitar a morte.

Isso passa pela autonomia econômica das mulheres e por uma rede de apoio psicossocial robusta. A luta contra o feminicídio é a luta pelo direito mais básico de todos: o direito à vida.

A TVT News reafirma seu compromisso em dar visibilidade a essa pauta todos os dias do ano.

Do lar à plataforma: a continuidade da violência contra mulheres no setor petroleiro

Por Bárbara Bezerra*

Coordenadora do Coletivo de Mulheres Petroleiras, para a TVT News

A separação entre vida pessoal e vida profissional é, para muitas mulheres, apenas formal. As violências sofridas dentro de casa – psicológicas, morais e materiais – não ficam restritas ao ambiente doméstico. Elas reaparecem no local de trabalho, com outra linguagem, outra roupagem, mas a mesma lógica de poder. No setor de petróleo e gás, historicamente masculinizado, essa continuidade é respaldada por dados.

A desigualdade em números no setor petroleiro

Levantamento do DIEESE, com base na RAIS do Ministério do Trabalho, aponta que em 2023 havia 18.331 mulheres atuando no setor de petróleo e gás natural no Brasil, o que representa apenas 20,5% do total da força de trabalho. O dado revela uma sub-representação estrutural em um setor estratégico da economia nacional.

Quando o recorte é salarial, a desigualdade se torna ainda mais evidente. Segundo o mesmo levantamento, as mulheres do setor sempre receberam, em média, menos que os homens. Em 2012, elas ganhavam o equivalente a 85,1% da remuneração média masculina. Em 2020, essa proporção chegou a 92,8%. Mas, em 2023, caiu para 80,2%. A oscilação não é apenas estatística – ela indica que, mesmo quando há avanços pontuais, a estrutura permanece frágil e vulnerável a retrocessos.

No caso da Petrobrás, a relação entre remuneração média de mulheres e homens variou entre 0,91 e 0,97 ao longo do período de 2012 a 2023. A própria empresa atribui parte da diferença à predominância masculina nos chamados “regimes especiais de trabalho”, que incluem adicionais salariais. O dado, contudo, revela como a segmentação ocupacional também opera como mecanismo de desigualdade.

Liderança: o teto que persiste

A desigualdade não se limita ao acesso ao emprego ou à remuneração. Ela também aparece nos espaços de comando. Entre petroleiras internacionais selecionadas pelo estudo, a Petrobrás apresenta a menor participação proporcional de mulheres no total da força de trabalho. No recorte de cargos de chefia, o percentual é de 25%, também o mais baixo entre as empresas analisadas. A sub-representação na liderança reforça um ciclo conhecido: menos mulheres em posições estratégicas significa menor capacidade de transformação cultural interna.

Violência material e autonomia

A desigualdade salarial não é apenas um descompasso contábil, é uma forma concreta de violência material. Ganhar menos significa acumular menos patrimônio, depender mais da renda familiar e enfrentar maior vulnerabilidade em situações de ruptura conjugal ou violência doméstica. A desigualdade construída na plataforma atravessa a porta de casa.

Quando mulheres recebem 80% do salário médio de seus colegas homens no mesmo setor, o impacto vai além do contracheque. Ele se traduz em menor poder de barganha, menor autonomia e maior exposição a ciclos de violência no ambiente privado. A violência econômica no trabalho retroalimenta a desigualdade dentro da família. E vice-versa.

A naturalização da exclusão das mulheres

O próprio título do relatório – “Aqui é só para homens” – remete à frase ouvida pela primeira geóloga contratada pela estatal nos anos 1960, Marília da Silva Pares Regali. Décadas depois, os números mostram que a cultura de exclusão não foi totalmente superada.

No ambiente corporativo, a violência psicológica se manifesta na deslegitimação constante, na cobrança diferenciada, na resistência à presença feminina em áreas operacionais e no isolamento em ambientes predominantemente masculinos, como plataformas offshore.

Em casa, a violência psicológica aparece no descrédito, no controle financeiro, no silenciamento. São expressões distintas da mesma lógica: a tentativa de manter mulheres em posição subordinada.

Não são esferas separadas

Os dados do DIEESE mostram que a desigualdade de gênero no setor petroleiro não é episódica, mas estrutural. A baixa participação feminina (20,5%), a disparidade salarial persistente e a sub-representação em cargos de chefia compõem um mesmo quadro.

Em 2023, as mulheres representavam apenas 20,5% da força de trabalho no setor de petróleo e gás natural no Brasil. No mesmo ano, a remuneração média feminina correspondia a 80,2% da remuneração média masculina – proporção inferior à registrada em 2020, quando havia alcançado 92,8%. No caso da Petrobrás, a presença feminina nos cargos de chefia é de 25%, o que evidencia que o chamado “teto de vidro” – barreira invisível que limita a ascensão de mulheres aos postos mais altos, mesmo quando possuem qualificação equivalente – permanece operando mesmo após décadas de inserção das mulheres na empresa.

Quando o ambiente profissional reproduz a lógica de hierarquização de gênero, ele reforça as desigualdades já existentes na esfera privada. A violência não muda de natureza ao atravessar o portão da refinaria ou do heliporto da plataforma. Apenas muda de cenário.

Para muitas mulheres, o lar e o trabalho não são mundos independentes. São territórios conectados por uma mesma estrutura que ainda insiste em definir quem pode comandar, quanto vale o trabalho feminino e qual é o lugar que lhes cabe ocupar.

*Bárbara Bezerra é técnica em Segurança do Trabalho, cientista social e antropóloga. Petroleira e dirigente sindical, integra a direção do Sindipetro-NF e da Federação Única dos Petroleiros (FUP), onde coordena o Coletivo de Mulheres Petroleiras.

Lula inaugura túnel inédito em Campo Grande, no Rio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta sexta-feira (6) da inauguração do Túnel Professor Moacyr Sreder Bastos, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A cerimônia contou também com a presença do prefeito Eduardo Paes e marcou a entrega do primeiro túnel da história do bairro, considerado o mais populoso da capital fluminense. Saiba mais na TVT News.

A nova estrutura é peça central do Anel Viário de Campo Grande e conecta as estradas da Caroba e da Posse. Com a obra, trajetos que antes levavam cerca de 15 minutos passam a ser realizados em aproximadamente três minutos, segundo estimativas da prefeitura. A expectativa é de que cerca de 21 mil veículos circulem diariamente pela via.

De acordo com o governo municipal, a reorganização do tráfego no entorno deve aumentar a velocidade média nas principais vias em cerca de 20%, aliviando congestionamentos e melhorando a mobilidade na região.

Estrutura e engenharia

O túnel possui duas galerias paralelas escavadas sob o maciço rochoso Luiz Bom, cada uma com 500 a 600 metros de extensão e duas faixas de rolamento. A obra envolveu a retirada de 225 mil toneladas de material, além do uso de aproximadamente 16 mil metros cúbicos de concreto e 238 mil quilos de aço.

A infraestrutura inclui oito jato-ventiladores, 17 hidrantes, mais de mil pontos de iluminação em LED e portas corta-fogo que interligam as galerias. O projeto recebeu aprovação do Corpo de Bombeiros antes da liberação para operação.

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Investimento e financiamento

A construção integra o Plano de Mobilidade de Campo Grande, conjunto de intervenções estimado em cerca de R$ 1 bilhão. O financiamento foi viabilizado majoritariamente pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que aportou aproximadamente R$ 702,8 milhões, enquanto o restante foi custeado pelo município.

Além do túnel, o projeto do Anel Viário inclui outras intervenções estratégicas, como um novo túnel sob o Morro João Vicente, a revitalização de vias importantes da região e o mergulhão da Avenida Cesário de Melo, já entregue anteriormente.

Tecnologia para segurança viária

Com a abertura da nova via, a CET-Rio instalou tecnologias voltadas à segurança e à gestão do trânsito em Campo Grande. Entre as novidades estão barras de LED no chão em travessias, que reproduzem as cores dos semáforos para alertar pedestres distraídos, além de contadores regressivos em sete cruzamentos.

O sistema também conta com 65 câmeras adaptativas, capazes de ajustar automaticamente o tempo dos semáforos de acordo com o fluxo de veículos em tempo real.

Homenagem

O túnel inaugurado leva o nome do educador Moacyr Sreder Bastos, fundador de uma instituição de ensino que deu origem ao atual centro universitário que leva seu nome em Campo Grande e que teve papel importante na formação educacional da Zona Oeste do Rio.

Durante o evento, o prefeito Eduardo Paes também confirmou que pretende renunciar ao cargo em 20 de março para disputar o governo do estado nas eleições deste ano.

Venda de veículos cresce 8,6% em fevereiro, diz Anfavea

A venda de veículos cresceu 8,6% em fevereiro na comparação com janeiro, chegando a 185,2 mil emplacamentos. Na comparação com fevereiro do ano passado o crescimento foi  0,1%. No primeiro bimestre de 2026 as vendas somaram 355,7 mil unidades, resultado semelhante ao do mesmo período do ano passado, segundo os dados divulgados nesta sexta-feira (6) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Leia em TVT News.

A produção também registou aumento em fevereiro ante janeiro, com 204,3 mil novas unidades saindo das fábricas, 24,9% a mais do que as 163,6 mil unidades produzidas em janeiro. Já no acumulado do ano, a produção foi de 368,0 mil autoveículos, um recuo de 8,9% na comparação com o primeiro bimestre do ano passado. Também houve recuo com relação a fevereiro de 2025 (8,2 %). “Importante frisar que, em 2025, o Carnaval caiu em março, contribuindo também para um melhor ritmo de produção em fevereiro do ano passado”, diz a entidade.

Segundo a Anfavea o bom ritmo de vendas em fevereiro não foi suficiente para segurar o ritmo de produção no primeiro bimestre, fortemente impactada pelo recuo nas exportações. No total, 59,4 mil unidades foram embarcadas ao exterior no primeiro bimestre do ano, o que representa uma queda de 28% ante o mesmo período de 2025.

Em fevereiro foram exportadas 33,5 mil. 29,6% a mais do que em janeiro (25,9 mil). Na comparação com fevereiro de 2025, houve queda de 34,0 %.  “Causa preocupação a retração expressiva nas exportações para a Argentina, mercado que nos ajudou muito nos resultados positivos de 2025”, afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet.

“Importante frisar que, em 2025, o carnaval caiu em março, contribuindo também para um melhor ritmo de produção em fevereiro do ano passado”, diz a entidade.

Segundo a Anfavea, o bom ritmo de vendas em fevereiro não foi suficiente para segurar o ritmo de produção no primeiro bimestre, fortemente impactada pelo recuo nas exportações. No total, 59,4 mil unidades foram embarcadas ao exterior, uma queda de 28% ante o mesmo período de 2025.

“Causa preocupação a retração expressiva nas exportações para a Argentina, mercado que nos ajudou muito nos resultados positivos de 2025”, afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet.

O balanço mensal da associação mostra ainda que 28.120 unidades de veículos leves híbridos e elétricos foram emplacadas em fevereiro, representando 15,9% do total. A produção nacional chegou a 43% desse volume, maior participação na série histórica apurada pela Anfavea.

“O resultados dos investimentos em novas tecnologias e produtos é cada vez mais palpável. Temos desafios para manter nosso crescimento dos últimos anos, e o mais novo deles é a guerra no Oriente Médio, que pode ter impactos macroeconômicos e logísticos. Porém, de nossa parte, acreditamos na resiliência da cadeia automotiva brasileira e na firme intenção dos nossos associados de continuar investindo no país”, disse Calvet.

Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil