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Da Redação
Governo Lula suspende 3,4 milhões de multas e corrige distorções no sistema free flow
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta terça-feira, uma medida de grande impacto para milhões de motoristas brasileiros: a suspensão de 3,4 milhões de multas aplicadas em rodovias que utilizam o sistema free flow. Leia em TVT News.
A decisão, formalizada pelo Ministério dos Transportes, visa corrigir ruídos de comunicação e garantir que a inovação tecnológica não se transforme em uma armadilha financeira para a classe trabalhadora e para os usuários das estradas nacionais.
De acordo com as diretrizes estabelecidas pelo Ministério dos Transportes, as penalidades do free flow aplicadas até o momento estão suspensas.
Novo prazo para quitar multas
Os motoristas que receberam notificações de infração por evasão de pedágio terão agora um prazo de 200 dias para quitar os débitos pendentes, evitando assim a multa definitiva e a pontuação na carteira.
Este período de transição estende-se até meados de novembro, garantindo tempo hábil para que a população compreenda o funcionamento da nova tecnologia de cobrança eletrônica.
Justiça social e transparência na gestão pública
A suspensão das multas foi apresentada como um ato de responsabilidade social do governo federal. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, destacou que a iniciativa partiu de uma orientação direta do presidente Lula.
Segundo Boulos, a medida é um ato de justiça, visto que muitos brasileiros foram penalizados por falta de orientações claras sobre os procedimentos de pagamento no sistema free flow.
“Uma inovação tecnológica tem que vir em benefício do cidadão, não como prejuízo”, afirmou Boulos durante o evento.
O foco da gestão é assegurar que a modernização da infraestrutura brasileira não ocorra às custas do endividamento da população que utiliza as rodovias para o trabalho ou lazer. A correção desse fluxo de cobrança é vista como uma forma de proteger o direito à informação e a cidadania.
O que é o sistema free flow e por que as multas acumularam?
O sistema free flow é uma modalidade de pedágio eletrônico que dispensa o uso de cancelas ou cabines físicas. Por meio de pórticos instalados ao longo das rodovias, a tecnologia permite a leitura das placas ou de etiquetas eletrônicas (tags) com os veículos em velocidade normal.
A proposta principal desse modelo é garantir maior fluidez ao trânsito, evitar congestionamentos e permitir uma cobrança mais justa, proporcional à distância percorrida pelo condutor.
Problemas da proposta free flow
Entretanto, desde sua implementação em 2021, o modelo acumulou críticas. Até fevereiro deste ano, o número de infrações por falta de pagamento já ultrapassava a marca de três milhões em todo o território nacional.
A principal reclamação dos usuários recai sobre a falta de sinalização adequada e a dificuldade em saber como e onde realizar o pagamento após a passagem pelos pórticos, já que não há interação humana ou barreiras físicas que indiquem a necessidade do recolhimento imediato da tarifa.
Prazos e regras para o pagamento sem penalidade
A resolução assinada pelo ministro dos Transportes, George Santoro, estabelece que as novas regras passam a valer imediatamente após a publicação oficial da deliberação. A partir deste momento, as multas já emitidas aparecerão como suspensas no sistema da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
Os pontos principais da nova regulamentação para o free flow incluem:
Prazo final para pagamento: Os usuários têm até o dia 16 de novembro para quitar as tarifas de pedágio em aberto.
Recuperação de pontos: Aqueles que realizarem o pagamento dentro deste intervalo também poderão recuperar os pontos perdidos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) decorrentes dessas infrações específicas.
Isenção de novas multas: Durante o período de 200 dias, não haverá aplicação de novas sanções, permitindo que o sistema seja ajustado.
Retomada das cobranças: A partir do dia 17 de novembro, a fiscalização volta ao normal, e quem possuir débitos terá que arcar com o valor do pedágio acrescido da multa por atraso.
Adaptação das concessionárias e integração de dados
Para que o sistema free flow funcione de maneira eficiente e transparente, o governo estabeleceu um cronograma para as empresas que administram as rodovias. Após a publicação da medida, as concessionárias terão um prazo de 100 dias para concluir a integração de seus dados com os sistemas federais.
O objetivo é que, após esse processo de adaptação, a cobrança das tarifas de pedágio esteja disponível diretamente na Carteira Digital de Trânsito (CDT). Essa integração facilitará a vida do motorista, que poderá consultar seus débitos e realizar o pagamento de forma centralizada e simplificada, reduzindo drasticamente o risco de esquecimento ou confusão sobre a existência de tarifas pendentes.
Direito ao ressarcimento para quem já pagou
Um ponto de destaque na decisão governamental é o cuidado com quem já havia quitado as multas aplicadas anteriormente. O Ministério dos Transportes informou que os usuários que já realizaram o pagamento das penalidades poderão solicitar o ressarcimento do valor.
O pedido deve ser protocolado junto ao órgão de fiscalização estadual responsável pela autuação em cada região. A estimativa oficial é que o montante destinado à devolução desses valores chegue a R$ 93 milhões. Essa medida reforça o compromisso com a equidade, garantindo que nenhum cidadão seja prejudicado por uma falha de comunicação do sistema que agora está sendo corrigida.
Defesa dos direitos e mobilidade
Motoristas autônomos, caminhoneiros e trabalhadores que dependem do deslocamento diário foram os mais afetados pela confusão gerada na implementação do free flow.
Ao suspender as multas e abrir um canal para a regularização, o governo federal sinaliza uma mudança de postura em relação às concessões públicas. A prioridade deixa de ser apenas a arrecadação punitiva e passa a ser a educação no trânsito e a implementação de tecnologias que, de fato, facilitem a vida do trabalhador.
O acompanhamento desse processo de adaptação das concessionárias será fundamental nos próximos meses. A fiscalização social sobre o cumprimento do prazo de 100 dias para a integração tecnológica garantirá que, após novembro, o sistema free flow opere sem as falhas que geraram o acúmulo de milhões de infrações injustas.
A medida vigora até o final do ano, garantindo que o debate sobre a infraestrutura nacional e os direitos dos motoristas ocorra em um ambiente de maior segurança jurídica e transparência para todos os brasileiros.
Check-in digital no hotel com Gov.br: tire suas dúvidas
Desde 20 de abril de 2026, hóspedes de hotéis, pousadas e outros meios de hospedagem em todo o Brasil passaram a contar com um novo modelo de check-in: totalmente digital. A mudança veio com a obrigatoriedade da Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) Digital, sistema integrado ao Gov.br que substitui os tradicionais formulários em papel.
Desenvolvida pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serpro, a plataforma deve reduzir filas, agilizar o atendimento e aumentar a segurança no tratamento de dados dos viajantes. Saiba os detalhes da mudança na TVT News.
Como funciona o check-in digital
O processo é simples e semelhante ao check-in de companhias aéreas. Após fazer a reserva, o hóspede recebe um link do hotel ou pode acessar o sistema por QR Code disponível na recepção.
O login é feito preferencialmente pela conta Gov.br, mas também há suporte para certificados digitais. Turistas estrangeiros não precisam de cadastro na plataforma para utilizar o serviço.
O preenchimento do pré-check-in ocorre em quatro etapas:
- Validação da reserva (dados do hotel e período da estadia)
- Dados pessoais (como nome, CPF ou passaporte)
- Contato (telefone, e-mail e endereço)
- Confirmação (motivo da viagem e meio de transporte)
O sistema também permite incluir acompanhantes e dependentes, facilitando viagens em grupo ou em família.
O pré-check-in é obrigatório?
Não. O preenchimento antecipado é opcional, mas recomendado para evitar filas. Quem não fizer online deverá completar o cadastro na recepção do hotel.
Quais são os principais benefícios?
A digitalização traz vantagens tanto para hóspedes quanto para o setor hoteleiro:
- Mais rapidez: reduz o tempo de espera no check-in
- Menos burocracia: elimina o preenchimento manual em papel
- Sustentabilidade: diminui o uso de papel e custos operacionais
- Segurança: dados protegidos conforme a Lei Geral de Proteção de Dados
- Planejamento turístico: informações ajudam o governo a mapear o perfil dos viajantes
Meus dados estão seguros?
Sim. O sistema utiliza criptografia e segue as regras da LGPD. As informações são usadas apenas para registro obrigatório e análises estatísticas, sem exposição individual.
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Posso corrigir meus dados?
Informações como nome e CPF não podem ser alteradas após a validação inicial por motivos de segurança. Caso haja erro, é necessário entrar em contato diretamente com o hotel.
E no caso de menores de idade?
O registro de menores deve estar vinculado a um responsável legal. A plataforma facilita esse processo por meio do cadastro de dependentes.
O que acontece com hotéis que não adotarem o sistema?
A adesão é obrigatória para estabelecimentos registrados no Cadastur. Quem não se adequar pode sofrer penalidades, como advertências, multas e até bloqueios administrativos.
Modernização do turismo
Com mais de 3.700 estabelecimentos já operando no modelo digital antes mesmo da obrigatoriedade, a FNRH Digital avança a modernização do turismo brasileiro. Estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro lideram a adesão, enquanto regiões do Norte e Nordeste também já avançam rapidamente.
A expectativa do governo é que o novo sistema transforme a experiência de hospedagem no país, tornando o processo mais ágil, seguro e alinhado às práticas digitais já adotadas globalmente.
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Atlas: Lula e Flávio têm empate técnico no 2º turno
Nesta terça, foi divulgada uma nova rodada da Atlas Bloomberg sobre as intenções de voto para as eleições presidenciais deste ano. Em um possível segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), 47,5% das pessoas disseram que votariam no petista, enquanto 47,8% indicaram votar no sucessor de Bolsonaro. Já 4,7% dos entrevistados disseram que votariam branco/nulo ou não sabem. Leia em TVT News.
A pesquisa Atlas também apontou empate técnico em outros cenários de segundo turno, com Lula versus Jair Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo).
Caso o segundo turno fosse entre o atual e o ex presidente, 48% dos entrevistas disseram que votariam no petista e 46,8% no Bolsonaro. Nesse caso, o número de brancos/nulos ou não sabem sube para 5,2%.
Já contra Zema, Lula alcança 47,4% de intenções de voto contra 46,5% do mineiro, mas o número de brancos/nulos ou que não sabem é maior que nos outros casos, chegando a 6,1%.

Altas: intenção de voto para 1º turno
A pesquisa Atlas também analisou hipotéticos primeiros turnos. Em todos eles, Lula vence em disparado, já que os votos da direita se distribuem em outros candidatos. Flávio Bolsonaro também se mantém na segunda posição em todos os casos.
Em um primeiro turno entre Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e Aldo Rebelo (DC), o petista ganha em disparado com 46,6% das intenções de voto. Flávio aparece em segundo com 46,6% e Renan Santos em terceiro com 5,3%. Já 0,5% das pessoas responderam que votariam em branco ou nulo e 0,1% disseram não saber.

Já em um segundo cenário, com a presença de outros candidatos alinhados a esquerda e centro-direita, os números permanecem parecidos. Foram adicionados os seguintes candidatos: Samara Martins (UP), Ciro Gomes (PSDB), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Rui Costa Pimenta (PCO).
Desses nomes, Samara Martins da Unidade Popular é a que aparece melhor colocada, na 6ª posição, com 2% das intenções de voto, seguida de Ciro Gomes com 1,3% de inetnção de votos. Ciro deslocou de forma tímida alguns votos da direita, Cury foi o maior prejudicado. No primeiro cenário tinha 1,1% de intenção de votos, agora caiu para 0,4%. Caiado perdeu 0,3% e Flávio 0,4%. Zema foi o único que não perdeu e ganhou 0,5%.
E Lula, mesmo em primeiro, perdeu mais de 2 pontos. Samara, por certo, ganhou parte desse bolo, e os outros 0,4% podem ter ido para o candidato do PCB e até mesmo para Ciro.

Outro quadro de candidatos também foi analisado. Em um cenário 3, todos os candidatos do cenário 1 são repetidos, coma exceção do primeiro colocado: Lula. Nesse quadro, Fernando Haddad seria a opção de voto do partido dos trabalhadores.
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Enquanto Lula apresentou 46,6% de intenções de voto nesse mesmo primeiro turno, Haddad recebe apenas 40,5%, 6 pontos a menos. Esse é o único cenário de primeiro turno com empate técnico entre primeiro e segundo colocado.

Atlas: Perfil do eleitor
A pesquisa também analisou o perfil do eleitor dos possíveis primeiros turnos. Do cenário 1 para o cenário 2, Lula perde voto feminino, que devem ter sido deslocados para a candidata da UP, já os masculinos permanecem praticamente inalterados.
Lula venceria em 1º turno se homens não votassem
Em todos os cenários, Lula é mais popular entre o público feminino, enquanto o eleiotor de Flávio é majoritariamente masculino. Ao observar o cenário 1, Lula tem 52,5% de intenção de voto entre as mulheres contra 38,8% de votos femininos do Flávio.
Por outro lado, quando o assunto é o público masculino, temos um empate técnico entre os dois, Lula com 39,9% e Flávio com 40,8%.
Mais pobres votam em Lula
Eleitores que recebem até R$2.000 de salário preferem votar no petista, enquanto mais ricos optam por Flávio. Entre aqueles que possuem menor renda, 51,7% votam em Lula e apenas 35,4% votam em Flávio.
Entre os salários intermediários, Flávio dispara, mas Lula vence também entre mais ricos. 53,9% dos que ganham entre R$2.000 e R$3.000 votam em Flávio e 34,4% em Lula. Já 53,7% dos que ganham entre R$5.000 e R$10.000 preferem o petista, contra 27,4% que escolhem Flávio.
Veja os resultados completos da Atlas

Emirados Árabes anunciam saída da Opep
Os Emirados Árabes Unidos anunciaram nesta terça-feira (28) a saída da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, a Opep, e da aliança OPEP+. A medida passa a valer em 1º de maio de 2026 e encerra a participação iniciada em 1967. Entenda na TVT News.
O anúncio ocorre em um cenário de certa instabilidade internacional, marcado pela guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e o Irã, que tem afetado diretamente o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, responsável por cerca de um quinto do transporte global da commodity.
Busca por autonomia e flexibilidade
Segundo o ministro da Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Al Mazrouie, a saída reflete uma estratégia de longo prazo focada em autonomia econômica e maior flexibilidade de produção. Fora da Opep, os Emirados deixam de seguir as cotas impostas pela organização, podendo ampliar sua produção de acordo com as demandas do mercado.
Atualmente, o país produz cerca de 2,9 milhões de barris por dia, mas possui capacidade para expandir esse volume. A estratégia inclui também o fortalecimento da posição dos Emirados como fornecedor de petróleo de baixo custo e menor intensidade de carbono.

Tensões políticas influenciam decisão
Além de fatores econômicos, o movimento é impulsionado por insatisfações geopolíticas. O governo dos Emirados Árabes criticou a resposta considerada fraca de aliados regionais, como o Conselho de Cooperação do Golfo e a Liga Árabe, diante dos ataques atribuídos ao Irã.
As ameaças à navegação no Estreito de Ormuz e os impactos diretos nas exportações também pesaram na decisão de se afastar da Opep, que inclui o próprio Irã entre seus membros.
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Impacto no mercado global
A saída dos Emirados representa uma perda de cerca de 15% da capacidade produtiva da Opep, além da saída de um dos membros mais alinhados às metas do grupo. O movimento pode enfraquecer a liderança da Arábia Saudita dentro da organização e dificultar a coordenação entre os países produtores.
No curto prazo, os preços do petróleo seguem elevados, acima de US$ 110 por barril, devido à escassez causada pelo conflito. No entanto, a longo prazo, a atuação independente dos Emirados pode aumentar a oferta global e pressionar os preços para baixo.
A decisão também é vista como uma vitória política para o presidente Donald Trump, crítico histórico da Opep, que acusa a organização de manipular os preços do petróleo. Ainda assim, uma eventual queda acentuada nos preços pode impactar negativamente produtores, inclusive nos próprios Estados Unidos, que ainda dependem do Oriente Médio para parte do seu petróleo bruto.
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O que é notícia no Jornal TVT News Primeira Edição | 28-04-2026
Veja o que é notícia no Jornal TVT News Primeira Edição desta terça-feira, 28 de abril de 2026. Confira quais são as notícias do dia com a equipe do Jornal TVT News Primeira Edição.
O que é notícia em 28 de abril de 2026 no Jornal TVT News Primeira Edição
- Israel mata brasileiros (mãe e filho) em ataque no sul do Líbano
- Itamaraty condena bombardeio e aponta violação do cessar-fogo
- Emirados Árabes anunciam saída da OPEP e petróleo dispara
- Trump avalia proposta do Irã sobre reabertura do Estreito de Ormuz
- Pesquisa mostra Lula em alta e Flávio em queda no 1º turno
- Sabatina de Jorge Messias no STF ocorre amanhã no Senado
- Copom decide hoje possível corte da Selic para 14,5%
- Governo prepara renegociação de até R$ 100 bilhões em dívidas
- Centrais sindicais protestam contra juros altos em São Paulo
Jornal TVT News: manhã e tarde com os trabalhadores
TVT News tem dois telejornais diários: o jornal TVT News Primeira Edição, das 10h30 às 13h e o Jornal TVT News Segunda Edição, das 16h às 18h. Os dois noticiários fazem parte das transformações de programação e na linguagem que começaram em agosto de 2024 quando o site TVT News foi lançado.
“Nossa estratégia de unificar a redação e diversificar conteúdos vem se mostrando acertada. Agora nossos esforços estão concentrados em aumentar a audiência e estrear novos produtos”, explica o Diretor de Conteúdo da TVT News, Ricardo Negrão.

Sobre a TVT
A TVT é uma emissora educativa outorgada à Fundação Sociedade Comunicação Cultura e Trabalho, entidade cultural sem fins lucrativos, mantida pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e pelo Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região.
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Israel mata criança brasileira de 11 anos em ataque no sul do Líbano
Uma criança de 11 anos e sua mãe, ambas de nacionalidade brasileira, morreram neste domingo (26)durante um bombardeio realizado pelas Forças de Defesa de Israel no distrito de Bint Jeil, no Sul do Líbano. O pai da família, de origem libanesa, também faleceu no ataque. Em nota, o governo brasileiro disse repudiar o descumprimento do cessar-fogo. Leia em TVT News.
Um segundo filho do casal, também brasileiro, sobreviveu à explosão, mas segue hospitalizado.
A família estava em sua residência no momento do bombardeio. O episódio marcou o dia mais letal para civis no Líbano desde o início do cessar-fogo mediado por EUA e Irã, em 16 de abril.
Segundo o Ministério da Saúde libanês, pelo menos 14 civis morreram em todo o país apenas neste domingo.
Violação do Cessar-Fogo
Apesar do acordo de trégua vigente, as forças israelenses mantêm operações no sul e no leste do Líbano, justificando a destruição de estruturas civis como combate à infraestrutura do Hezbollah, mesmo que, na prática, o que se vê são bombardeios a hospitais, ataques a jornalistas e mortes de civis.

A estratégia é similar a utilizada na faixa de Gaza. Israel investe na demolição de casas dos vilarejos libaneses mais próximos à fronteira, algo que não é novo, e invade com tropas o sul do Líbano. O governo de Benjamin Netanyahu já manifestou sobre o objetivo de invadir e anexar o sul do Líbano.
“Estamos expandindo esta zona [de ocupação do Líbano] para afastar ainda mais a ameaça dos mísseis antitanque e para estabelecer uma zona de amortecimento (buffer zone) mais ampla“, afirmou o primeiro-ministro israelense.
O grupo armado libanês, por sua vez, continua respondendo com ataques de drones e foguetes. O Itamaraty classificou o bombardeio que vitimou os brasileiros como uma violação inaceitável dos termos de paz e informou que a Embaixada do Brasil em Beirute já presta assistência consular aos familiares sobreviventes.
Mais de 1 milhão de libaneses já se deslocaram do país desde que os ataques israelenes se intensificaram
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Nota Oficial do Governo Brasileiro
Em posicionamento oficial publicado nesta segunda-feira (27), o Ministério das Relações Exteriores condenou a ação de forma veemente. Confira o comunicado na íntegra:
NOTA À IMPRENSA Nº 148 Mortes de brasileiros no Líbano em decorrência de ataques israelenses
O governo brasileiro tomou conhecimento, com consternação e pesar, das mortes, em 26/4, de criança brasileira, de 11 anos, de sua mãe, também brasileira, e de seu pai libanês, vítimas de ataque das Forças de Defesa de Israel. Outro filho do casal, igualmente brasileiro, encontra-se hospitalizado. A família encontrava-se em sua residência, no distrito de Bint Jeil, no Sul do Líbano, no momento do bombardeio.
Esse ataque constitui mais um exemplo das reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo anunciado em 16 de abril, as quais já resultaram na morte de dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças, assim como de uma jornalista e de dois integrantes franceses da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL).
Ao expressar sinceras condolências aos familiares das vítimas, o Brasil reitera sua mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo, tanto por parte das forças israelenses quanto do Hezbollah. Condena, ainda, as demolições sistemáticas de residências e de outras estruturas civis no sul do Líbano, levadas a efeito, ao longo das últimas semanas, pelas forças israelenses, e a persistência do deslocamento forçado de mais de um milhão de libaneses.
Nesse contexto, o Brasil exorta as partes ao cumprimento integral dos termos da Resolução 1701 (2006) do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que estabeleceu os termos do cessar-fogo que encerrou a guerra de 2006, e à imediata cessação das hostilidades, com a retirada completa das forças israelenses do território libanês.
A Embaixada do Brasil em Beirute está em contato com a família dos brasileiros falecidos para prestar assistência consular, incluindo para o filho hospitalizado.

Fim da escala 6×1 é possível: tire suas dúvidas sobre o tema
Estudos e números mostram que é possível acabar com a escala 6×1. A redução da jornada caminha no Congresso

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