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Da Redação
Nos 20 anos da Lei Maria da Penha mulheres querem mais apoio e proteção às vítimas
A Lei Maria da Penha foi sancionada em 7 de agosto de 2006 para previnir a violência contra a mulher. Ela define o que éo crime, incluindo além da violência física, a psicológica, sexual, patrimonial e moral. Ainda, prevê assistência à mulher e a integração com delegacias, casas-abrigo, defensorias públicas, entre outros. Saiba mais em TVT News.
20 anos da Lei Maria da Penha
A lei leva o nome da Maria da Penha, farmacêutica e bioquímica, vítima de violência e tentativa de homicídio por parte do marido. Em 1983, ele deu um tiro nas costas de Maria, que ficou paraplégica. Na época, seu marido Marco Antonio afirmou que ela tinha sido vítima de tentativa de assalto e, no mesmo ano, tentou eletrocutá-la durante o banho, após a mantê-la em cárcere privado por 15 dias.
O crime foi condenado pelo júri do Ceará em 1991 e em 1996, mas Marco Antonio continuava em liberdade. O caso foi então levado para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA). Em 2001, o Estado brasileiro foi responsabilizado por negligência, omissão e tolerância diante da violência doméstica contra as mulheres.

Além da recomendação do processamento penal do responsável pela agressão contra Maria, foi recomendado ao país, adotar medidas e procedimentos contra a violência doméstica. A luta pela lei começa em 2002 com a formação de um consórcio de ONGs Feministas.
Delegacias e Casa da Mulher Brasileira
Nos 20 anos da Lei Maria da Penha, pesquisa do Instituto Patrícia Galvão mostra que, 91% das mulheres consideram importante ampliar o apoio às vítimas, o que inclui assistência, atendimento psicológico e jurídico e abrigos. O estudo foi realizado pelo Instituto Patrícia Galvão e Instituto Locomotiva, com o apoio da empresa Uber.

A violência contra a mulher atinge a maior parte das brasileiras que se relacionam com homens. O mesmo estudo mostra que, 54% sofreram algum tipo de violência por algum parceiro ou ex-paceiro e, 11% dos homens que já tiveram relacionamento com mulheres, admitem ter cometido agressões.
A ex-secretária nacional de enfrentamento à violência contra Mulheres, Denise Mota Dau, afirma que, muitas vezes, a mulher está em situação de violência, mas na cidade em que mora, não existe um serviço especializado. Para ela, o combate à violência de gênero precisar estar equipado. “Nós estamos falando de financiamento, de recursos humanos, de equipamentos adequados para atender a mulher em situação de violência, da ampliação dessa rede, com a implementação das Casas da Mulher Brasileira, dos centros de referência da mulher brasileira”.
As Casas da Mulher Brasileira são equipamentos que funcionam 24 horas por dia e integram diversos serviços de acolhimento para mulheres vítimas de violência doméstica, como Delegacia de Defesa da Mulher para investigação, Defensoria Pública para orientação jurídica e Instituto Médico Legal para exames de lesão corporal. Atualmente, existem apenas 12 desses equipamentos, em todo o país, sendo que São Paulo tem apenas uma.
Vera Vieira, diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, destaca que, no Brasil, o maior número de feminicídios acontece em cidades que tem até 100 mil habitantes e esse municípios não possuem Delegacia da Mulher. “Nós temos 400 Delegacias da Mulher no Brasil e elas representam só 2,1%. Essa é a porta de entrada dessa rede de proteção para as mulheres. É o primeiro local que ela vai”. Segundo Vera, seria importante além da delegacia, ter uma delegada mulher que tenha sensibilidade nas questões de gênero “com informação sobre todo o ciclo de violência e escuta qualificada”.
Monitoramento Nacional da Violência contra a Mulher mostra que, no primeiro semestre de 2026, em comparação ao primeiro semestre de 2025, os feminicídios subiram 2,5%. As principais altas deste tipo de crime foram registradas no Sul e Centro-Oeste e as principais quedas no Norte e Nordeste.

Em comparação do primeiro semestre de 2025 ao de 2026, os feminicídios na região Sul cresceram 19,2 % / Fonte: Monitoramento Nacional da Violência contra a Mulher (Ministério da Justiça e Segurança Pública)
Para combater esse cenário, Vera Vieira defende deixar a Lei Maria da Penha em uma linguagem cada vez mais popular. “Eu acho que falta uma tradução da lei Maria da Penha para as mulheres, principalmente para as mulheres mais vulneráveis, que estão nas comunidades. Se você perguntar para mulheres e homens, todo mundo já ouviu falar [da lei]. Agora, se conhece os cinco tipos de violência que estão previstos isso na lei, as pessoas não conhecem”, opinou.
A pesquisa dos 20 anos da Lei Maria da Penha mostra que 30 milhões de mulheres dizem que já foram vítimas de violência por algum parceiro ou ex-parceiro, mas quando a violência é tipificada (física, sexual, psicológica, moral, patrimonial) 47,7 milhões de mulheres se reconhecem como vítimas.
A ex-secretária Denise Mota Dau pontua que o conjunto de serviços é o que faz a diferença. “Todo esse conjunto de serviços, de ações, de equipamentos profissionais preparados para ouvir, para dar credibilidade à palavra da mulher e, a partir daí tomar as providências necessárias de proteção aquela mulher em situação de violência”.
Pacto Nacional contra o Feminicídio
O Pacto Nacional contra o Feminicídio, lançado em fevereiro deste ano, prevê a articulação entre os três poderes: executivo, legislativo e judiciário para, entre outras coisas, acelerar o cumprimento de medidas protetivas e fortalecer as redes de enfrentamento à violência.
Diante disso, o Senado aprovou em abril que, agressores que colocarem em risco a vida de mulheres devem fazer uso de tornozeleira eletrônica. Esta é uma forma de controlar o cumprimento das medidas protetivas e responder mais rápido às situações de risco.

Para a diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão ainda existe um gargalo na fiscalização do cumprimento das medidas protetivas. “Não tem um efetivo necessário para poder fazer essa fiscalização real. Então, eles quebram essa medida.”
A pesquisa do instituto aponta que, 91% das mulheres consideram muito importante endurecer as leis e aumentar a punição aos agressores. Em 2024, a pena de feminicídio aumentou para 20 a 40 anos. Anteriormente, era de 12 a 30 anos.
Para além dessas medidas, Vera vê o Pacto Nacional como importante, porque visa interligar a rede de proteção no nível federal, estadual e municipal. “No Brasil existem 43 municípios de um total de 5.569 que oferecem casas abrigo […] são essenciais a proteção e integração dessas mulheres em suas vidas cotidianas. A gente ainda precisa de muita política pública”, esclareceu.
Prevenção
A ex-secretária nacional de enfrentamento à violência contra Mulheres, Denise Mota Dau, enxerga a prevenção como foco das políticas públicas. “A própria lei Maria da Penha, já fala na necessidade de uma política pública de prevenção à violência contra as mulheres, da necessidade de mudança de mentalidade, onde a violência contra as mulheres não seja naturalizada, não seja considerada algo corriqueiro […] ela não é normal, não é natural e precisa ser enfrentada com a mudança de mentalidade”, disse.
Segundo ela, a prevenção precisa começar na escola. “Ter a discussão do respeito entre meninos e meninas, debatendo a importância da construção de um ambiente de paz, evitando que homens sejam futuros agressores, que as meninas sejam futuras mulheres que enfrentem situações de violência, [isso] é fundamental”.
Em entrevista à repórter Dayane Ponte, durante evento dos 20 anos da lei, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, afirmou que a violência é uma consequência do machismo, de um processo histórico muito pesado que fez com que os homens se entendessem como proprietários dos corpos das mulheres.
“Assinamos um protocolo com o Mec [Ministério da Educação e Cultura] ‘Maria da Penha vai à escola‘, regulamentando esse programa para que todas as crianças do Ensino Fundamental e Médio saibam o que é violência contra mulher e o que são os direitos das mulheres. É fundamental que a sociedade tenham essa informação, nós precisamos mudar o que chamam de cultura […] o que está na Constituição Federal é que mulheres e homens são iguais perante a lei”, enfatizou a ministra.
Vera reforça. “A nossa cultura fomenta essa forma equivocada que coloca a mulher em condição de subordinação e o homem em condição de superioridade, de dono da mulher. Para desconstruir isso, é, esses homens que cometeram a violência, eles são obrigados a fazer um curso sobre masculinidade. Isso é muito importante. E tem uma estatística que mostra que a maioria não reincide depois desse curso”.
Mulheres e eleições
Motta lembra que, no último período, vieram à tona ideias de submissão e subjugação da mulher. Ela critica youtubers e formadores de opinião que vendem a ideia de como é humilhar e subjugar uma mulher.
“Vendendo a ideia de que as mulheres são inferiores e que, portanto, você tem que tratá-las como seres inferiores, instigando a violência contra as mulheres, ideias sendo desenterradas, sendo defendidas por determinados setores conservadores da extrema direita […] se viu autoridades públicas dando declarações misóginas, machistas, agressivas contra as mulheres e pessoas monetizando esse tipo de ideia por meio de sites e redes sociais”, pontuou.
Como reposta a esse problema, para a especialista, as mulheres são a maioria das eleições e vão analisar as propostas que envolvem seu dia-a-dia.

“São as mulheres, as principais responsáveis pelas políticas de cuidados, são as mulheres que precisam de uma rede de serviços de enfrentamento à violência doméstica funcionando, de acesso à educação para elas e para os seus filhos, de formação profissional, de ascensão em uma carreira”, concluiu.
Neste mês, em que a Lei Maria da Penha completa 20 anos, foi sancionada a lei que torna obrigatória a divulgação do 180, canal de denúncias a mulheres em situação de violência, em locais públicos e privados de grande circulação, como escolas, hospitais, órgãos públicos, meios de transporte, etc.
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Brasil supera meta do Ideb nos anos iniciais
O Brasil registrou progresso em todos os níveis de ensino avaliados pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 2025, com destaque para os anos iniciais do ensino fundamental, que alcançaram a nota 6,3 — ultrapassando pela primeira vez a meta estabelecida para 2021, de 6,0.
O indicador, que combina aprendizado e fluxo escolar, mostrou evolução consistente na rede pública, que passou de 5,7 para 6,1 nessa etapa. Entenda na TVT News, com informações do MEC.
Nos anos finais do ensino fundamental, a nota nacional subiu de 5,0 para 5,3, ainda abaixo da meta de 5,5. O ensino médio, etapa mais desafiadora, teve leve alta de 4,3 para 4,5, mas permanece distante do patamar esperado de 5,2. Apesar disso, o movimento é de recuperação gradativa, com redes estaduais como Paraná, Piauí e Rio Grande do Sul apresentando saltos expressivos, impulsionados principalmente por ganhos reais na aprendizagem.
O Paraná consolidou a liderança nacional nas três etapas da rede pública: 6,9 nos anos iniciais, 5,8 nos finais e 5,1 no ensino médio. O estado mantém critérios rigorosos de aprovação e também ocupa o primeiro lugar nos índices de aprendizagem. Já o Piauí subiu da 7ª para a 2ª colocação no ensino médio, enquanto o Rio Grande do Sul saltou da 15ª para a 5ª posição, ambos com melhor desempenho em conhecimento dos alunos.
Por outro lado, estados que adotaram flexibilização nas regras de aprovação, como o Rio de Janeiro, tiveram aumento no Ideb impulsionado pela redução da reprovação, mas registraram queda na aprendizagem — a menor do país no ensino médio, com nota 3,7. O caso evidencia que o avanço no índice nem sempre reflete ganho real de qualidade, e sim o peso do fluxo escolar no cálculo do indicador.

O Ideb, criado em 2007, é calculado a partir dos dados de aprovação do Censo Escolar e das médias de desempenho do Saeb, variando de 0 a 10. Desde 2025, o novo Plano Nacional de Educação não adota mais o Ideb como meta oficial, substituindo-o por parâmetros de aprendizagem em níveis básico e adequado. O Inep também estuda reformulações na prova, com possível inclusão de questões dissertativas.
Ideb 2025: Brasil melhora
O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica avançou nas três etapas avaliadas.
Anos iniciais do ensino fundamental
6,0
↑ melhora no índice
Anos finais do ensino fundamental
5,3
↑ de 5,0 para 5,3
Ensino médio
4,5
↑ de 4,3 para 4,5
O Brasil apresentou melhora no Ideb em todas as etapas avaliadas. Apesar do avanço, os anos finais do ensino fundamental e o ensino médio não alcançaram as metas previstas.
Fonte: Inep, resultados do Ideb 2025, conforme reportagem de O Globo.
O que é o Ideb
O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) foi criado em 2007 e reúne informações sobre o fluxo escolar e o desempenho dos estudantes nas avaliações educacionais. Ele é calculado a partir dos dados de aprovação escolar coletados pelo Censo Escolar e das médias de desempenho obtidas no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
O índice varia de 0 a 10 e combina, de forma conjunta, indicadores de fluxo e de aprendizado, permitindo analisar como alterações em um desses componentes influenciam o resultado final. Os resultados do Ideb são utilizados para o acompanhamento e a análise de indicadores da educação básica, conforme a metodologia estabelecida para o índice.
Resultados do Ideb por estado – rede pública (2025)
| Estado | Anos Iniciais | Anos Finais | Ensino Médio |
|---|---|---|---|
| Paraná | 6,9 | 5,8 | 5,1 |
| Ceará | 6,8 | 5,6 | 4,5 |
| Santa Catarina | 6,5 | 5,2 | 4,3 |
| São Paulo | 6,5 | 5,2 | 4,3 |
| Goiás | 6,4 | 5,6 | 4,9 |
| Espírito Santo | 6,4 | 5,2 | 4,9 |
| Minas Gerais | 6,4 | 5,3 | 4,5 |
| Alagoas | 6,3 | 5,1 | 4,2 |
| Acre | 6,2 | 4,8 | 4,0 |
| Mato Grosso | 6,1 | 4,9 | 4,3 |
| Rio Grande do Sul | 6,1 | 5,2 | 4,7 |
| Piauí | 6,1 | 5,2 | 4,9 |
| Rondônia | 6,0 | 4,7 | 4,0 |
| Distrito Federal | 6,0 | 4,7 | 3,6 |
| Paraíba | 5,9 | 4,7 | 4,1 |
| Amazonas | 5,9 | 4,8 | 3,7 |
| Pernambuco | 5,8 | 4,9 | 4,7 |
| Rio de Janeiro | 5,8 | 4,7 | 3,7 |
| Tocantins | 5,8 | 4,7 | 4,1 |
| Mato Grosso do Sul | 5,7 | 4,8 | 4,2 |
| Roraima | 5,7 | 4,2 | 3,7 |
| Maranhão | 5,5 | 4,5 | 3,8 |
| Pará | 5,5 | 4,7 | 4,4 |
| Sergipe | 5,4 | 4,4 | 4,1 |
| Bahia | 5,4 | 4,2 | 3,8 |
| Amapá | 5,4 | 4,4 | 3,7 |
| Rio Grande do Norte | 5,2 | 4,2 | 3,9 |
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📊 Ideb 2025 – Rede Pública
Notas por estado nos anos iniciais, anos finais e ensino médio
Dados extraídos da reportagem do O GLOBO de 5 de agosto de 2026.
Greve nas linhas 11, 12 e 13 da CPTM é suspensa após acordo entre sindicato e governo
O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil decidiu, em assembleia extraordinária realizada nesta quarta-feira (5), encerrar a greve que afetava parcialmente o transporte sobre trilhos na Grande São Paulo desde a terça-feira (4). Saiba mais na TVT News.
A paralisação era uma reação da categoria à concessão das linhas à iniciativa privada e às falhas registradas pela Trivia Trens desde que a empresa assumiu a operação dos ramais que pertenciam à CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).
Com o fim da greve, o serviço nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade deve voltar a funcionar integralmente. Os ferroviários seguem, no entanto, em estado de greve, o que significa que a categoria pode interromper novamente a operação caso decida assim em nova assembleia.
As linhas 11, 12 e 13 foram concedidas à Trivia Trens no fim de junho. Apesar da concessão, a operação segue sob responsabilidade do poder público: falhas registradas logo no início da gestão privada levaram a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) a determinar a devolução temporária dos ramais à CPTM, por um prazo de 90 dias.
A votação da categoria teve como base uma proposta apresentada pela Justiça do Trabalho para encerrar o movimento grevista. O desembargador Francisco Ferreira Jorge Neto, vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), sugeriu que o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) assegure a manutenção dos empregos não apenas dos trabalhadores das linhas já concedidas, compromisso que o governador já havia assumido anteriormente, mas também dos funcionários da Linha 10-Turquesa, que permanece sob operação estatal e não foi incluída no processo de concessão.
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Leia a íntegra da nota que anuncia o fim da greve
NOTA À IMPRENSA
Ferroviários deliberam pelo retorno ao trabalho e mantêm estado de greve.
São Paulo, 05 de agosto de 2026
Em assembleia realizada nesta quarta-feira (05), os trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), representados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, deliberaram pelo retorno às atividades, mantendo, contudo, o estado de greve.
A decisão foi tomada de forma democrática pelos presentes à assembleia. A proposta de retorno ao trabalho e o aceite da proposta do TRT recebeu 131 votos favoráveis, enquanto 26 trabalhadores votaram pela continuidade da greve.
A deliberação ocorre após o Governo do Estado apresentar uma proposta que contempla avanços nas reivindicações da categoria, especialmente em relação às garantias buscadas pelos ferroviários durante o processo de concessão. Apesar da suspensão do movimento paredista, a categoria permanecerá em estado de greve, acompanhando atentamente o cumprimento dos compromissos assumidos e a evolução das negociações.
Os Ferroviários reafirmam que a mobilização sempre teve como objetivo a defesa dos empregos e a proteção dos direitos dos trabalhadores da CPTM, bem como a garantia de um transporte público de qualidade para a população.
O Sindicato continuará vigilante e atuando em defesa da categoria, não descartando a adoção de novas medidas caso os compromissos firmados não sejam efetivamente cumpridos.
A DIRETORIA
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Fábio Faria, ex-ministro de Bolsonaro, intermediou negócios e articulações de Daniel Vorcaro
Uma apuração da revista piauí baseada em mensagens obtidas pela Polícia Federal mostrou nesta semana como Fábio Faria, ex-deputado federal pelo Rio Grande do Norte por quatro mandatos, e ex-ministro das Comunicações no governo de Jair Bolsonaro se tornou um dos principais elos entre o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master e autoridades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Saiba mais na TVT News.
Faria também é genro do apresentador Silvio Santos, morto em 2024, e atualmente comanda a estruturação do canal SBT News.
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A reportagem aponta que Faria e Vorcaro se conheceram em outubro de 2023, cerca de um ano após deixar o governo, quando Faria participou em Paris de um evento do Esfera Brasil, instituto do lobista João Camargo.
Menos de duas semanas depois, segundo mensagens de WhatsApp obtidas pela PF e reveladas pelo site Fatos Online, ele já articulava um encontro entre o banqueiro e autoridades de Brasília, citando o ministro do STF Dias Toffoli, o então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e Davi Alcolumbre. Pacheco nega ter participado de reunião com Vorcaro.
Fábio Faria vendeu projeto eólico por R$ 67,5 milhões
Em fevereiro de 2024, o ex-ministro vendeu a Vorcaro um projeto de energia eólica de 240 MW, a Fazenda São Pedro, em Galinhos (RN), por R$ 67,5 milhões, ficando com 10% de participação.
Especialistas do setor ouvidos pela piauí sob reserva, estimam que o empreendimento, ainda em estágio inicial de desenvolvimento, valeria cerca de R$ 13 milhões. Faria atribuiu o preço a um estudo da KPMG, mas a consultoria informou que apenas participou de discussões teóricas sobre o setor, sem realizar avaliação formal do projeto.
Antes de fechar com Vorcaro, Faria ofereceu o ativo a outros investidores, como Carlos Sanchez (EMS), Emival Caiado Filho, André Esteves (BTG Pactual) e os irmãos Batista (JBS), que recusaram a compra.
O pagamento incluiu recursos da Super Empreendimentos e Participações, empresa que a PF associa a contratos considerados fictícios usados por Vorcaro, e um apartamento de 800 m² no Jardim América (SP), repassado a Faria por R$ 50 milhões e revendido semanas depois a João Camargo por R$ 54 milhões. O restante, R$ 17,5 milhões, foi pago diretamente. Metade do total ficou com Faria; a outra metade foi dividida entre seu pai e seu tio, donos originais do terreno. Em 2018, o patrimônio declarado de Faria era de R$ 6,5 milhões.
Faria fez viagens custeadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro
Documentos e mensagens obtidos pela PF registram a presença de Faria em viagens organizadas por Vorcaro: em abril de 2024, ao fórum Brasil de Ideias, em Londres, financiado pelo Banco Master; em maio do mesmo ano, à Brazilian Week, em Nova York, a bordo de jato particular do banqueiro, com hospedagem paga por ele.
Em junho de 2024, durante evento em Lisboa promovido pelo ministro Gilmar Mendes, Faria negou à piauí ter estado na cidade; listas de passageiros, mensagens e o relato de uma testemunha, no entanto, indicam que ele participou de um almoço com Vorcaro e o senador Ciro Nogueira na ocasião.
Fontes ouvidas pela revista também afirmam que ele apresentou Vorcaro ao ministro do STF Alexandre de Moraes, que não conhecia o banqueiro antes do encontro em Paris. Em janeiro de 2024, Vorcaro contratou a advogada Viviane Barci, mulher de Moraes, por R$ 129 milhões.

Mensagens obtidas pela PF também mostram Faria atuando como interlocutor informal de Vorcaro junto à imprensa e a políticos do Centrão. O nome de Faria aparece em pelo menos três frentes de investigação da Polícia Federal relacionadas a Vorcaro: no caso das ligações do banqueiro com o ministro Toffoli, na apuração sobre o senador Ciro Nogueira e na representação envolvendo o senador Jaques Wagner.
Segundo um agente federal ouvido pela reportagem, ocorre atualmente uma apuração sobre Faria ter ou não auxiliado Vorcaro na corrupção de agentes públicos.
Trajetória profissional de Faria após o governo inclui BTG Pactual e SBT News
Ao deixar o Ministério das Comunicações, Faria foi contratado pelo banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, ao lado do ex-advogado-geral da União Bruno Bianco. Após a venda do projeto eólico a Vorcaro, os dois deixaram o BTG e formaram a consultoria F2B2, dedicada à compra e venda de precatórios e outros ativos — negócio em que, segundo fontes do mercado, o Master pagava comissões superiores às praticadas pelo BTG.
Faria também atuou como consultor da Starlink no Brasil, tentou sem sucesso criar uma distribuidora de internet via satélite e constituiu uma empresa de aviação executiva.
Em dezembro de 2025, Faria participou da estruturação do canal SBT News e da captação de patrocinadores, entre eles o grupo J&F, de Joesley Batista. O senador Flávio Bolsonaro chegou a ser convidado para a inauguração do canal, mas foi desconvidado após sinalização de que o presidente Lula não compareceria ao evento caso ele estivesse presente.
Em junho de 2026, Flávio visitou os estúdios do SBT e concedeu entrevista ao vivo ao programa Central de Notícias, na qual foi questionado sobre o escândalo do filme Dark Horse, financiado por Vorcaro. A entrevista, que gerou reclamações da equipe do senador, durou 21 minutos e não teve reaproveitamento posterior na programação do canal.
Apesar de Faria negar patrocínio do Banco Master ao SBT, documentos mostram que o Credcesta, produto do banco, patrocinou o quadro Túnel dos Sonhos, do Programa do Ratinho, ao longo de 2024 e parte de 2025.
Vorcaro está preso desde a deflagração de investigações sobre o Banco Master. Faria não responde a diversos questionamentos da reportagem sobre os episódios relatados.
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Filhos de Tarcísio abrem empresa de consultoria e usam o Palácio dos Bandeirantes como endereço
Dois filhos de Tarcísio… O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem dois filhos que passaram a atuar como empresários após abrirem uma empresa de consultoria em gestão empresarial. As informações foram divulgadas pelo colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, com base em registros da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp). Leia em TVT News.
A empresa, denominada Ferreira de Freitas Participações Ltda., foi aberta em 5 de fevereiro de 2026 e tem como sócios Matheus Ferreira de Freitas, de 27 anos, e Letícia Ferreira de Freitas, de 19. Conforme os documentos oficiais, a companhia foi registrada como microempresa, com capital social de R$ 10 mil, e tem como atividade principal a consultoria em gestão empresarial.
Segundo os registros consultados pelo Metrópoles, a sede da empresa fica em um prédio comercial localizado em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo.
A informação veio à tona em meio às movimentações políticas que antecedem as eleições de 2026 e chama atenção por envolver familiares diretos de um dos principais nomes da direita brasileira. Até o momento, não há indicação de irregularidades na constituição da empresa, que foi registrada de acordo com as normas previstas para abertura de pessoas jurídicas.
De acordo com Igor Gadelha, a empresa criada pelos filhos de Tarcísio também passou por uma ampliação de sua atuação empresarial. Após a abertura da Ferreira de Freitas Participações Ltda., a sociedade firmou parceria com um segundo grupo empresarial, dando origem a uma terceira empresa sediada na capital paulista.
Outro ponto destacado pela reportagem do Metrópoles é que os filhos do governador utilizaram o Palácio dos Bandeirantes, sede oficial do governo paulista, como endereço cadastral em registros relacionados ao empreendimento. A informação consta da apuração publicada pelo portal e integra os documentos consultados pelo jornalista.
Empresa foi criada em fevereiro deste ano
Os registros mostram que Matheus e Letícia Ferreira de Freitas passaram a integrar formalmente o quadro societário da empresa no início de fevereiro deste ano. A escolha pelo ramo de consultoria em gestão empresarial coloca a companhia em um segmento voltado à prestação de serviços para empresas, como planejamento estratégico, organização administrativa e apoio à gestão.
Como microempresa, a Ferreira de Freitas Participações Ltda. foi constituída com capital social considerado compatível com esse enquadramento. O valor declarado é de R$ 10 mil.
A abertura da empresa ocorre enquanto Tarcísio de Freitas permanece no comando do governo paulista e segue entre os principais nomes do campo conservador no cenário político nacional.
Até a publicação da reportagem do Metrópoles, não havia manifestação pública do governador ou de seus filhos sobre a divulgação das informações referentes à empresa.
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Lula sanciona PLV nº 6/2026, que altera Política Nacional de Pisos Mínimos de Frete
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quarta-feira (5) o Projeto de Lei de Conversão (PLV) nº 6/2026, que atualiza a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. Saiba mais na TVT News.
O texto confirma a exigência de um valor mínimo para o frete, mas deixa de fora a fixação de um número em reais, papel que caberá à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Durante a tramitação na Câmara dos Deputados, parlamentares chegaram a incluir no texto um piso salarial de R$ 5 mil mensais para motoristas de longa distância.
O Senado, na última etapa de votação, retirou esse valor do projeto por considerá-lo inconstitucional, mantendo apenas a determinação de que o piso exista e seja calculado pela ANTT com base em critérios como distância percorrida, número de eixos do veículo e tipo de carga transportada.
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O que muda com a nova lei
A norma sancionada reforça o caráter vinculante do piso mínimo do frete: o valor pago pelo transporte deve refletir os custos operacionais reais da atividade, e o descumprimento passa a gerar sanções.
A ANTT ficará responsável por atualizar os valores periodicamente e sempre que houver variação relevante no preço do combustível — a lei prevê reajuste em até três dias úteis quando o diesel oscilar mais de 5%, para cima ou para baixo, mecanismo conhecido como “gatilho”.
As punições para quem contratar frete abaixo do piso legal também ficam mais rígidas, com escalonamento que vai de multas — que podem chegar a R$ 1 milhão — à suspensão e, em casos de reincidência grave, ao cancelamento do registro do transportador. As novas regras passam a valer também para intermediadores e plataformas digitais que ofereçam serviços de frete em desacordo com o piso mínimo.
A lei ainda torna obrigatório o cadastro do frete para a geração do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT).
Anistia às multas de 2022
Um dos pontos mais sensíveis do texto é a anistia às multas aplicadas a caminhoneiros que bloquearam rodovias em 2022, durante os atos contra o resultado das eleições daquele ano, movimento que fez parte da tentativa de golpe de Estado articulada pelo então presidente Jair Bolsonaro.
O dispositivo cancela as autuações contra motoristas e transportadores de cargas, pessoas físicas e jurídicas, inclusive as que já estavam inscritas em dívida ativa ou em cobrança.
O Ministério dos Transportes chegou a recomendar à Casa Civil, na semana anterior à sanção, a retirada de seis trechos do projeto — entre eles, justamente o da anistia. Antes mesmo da votação final, o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), já havia sinalizado que Lula deveria vetar esse ponto da proposta.
A pasta também recomendou vetos ao trecho que suaviza sanções a caminhoneiros ao transformar autuações por excesso de peso em simples advertência, e ao dispositivo que autorizava a ANTT a criar pisos mínimos diferenciados para operações específicas.
Origem da política e contexto da MP
A regra tem origem em uma medida provisória publicada em março, em meio à guerra no Oriente Médio, com o objetivo de reforçar o cumprimento do piso do frete para que os valores cobrados refletissem custos reais de operação, como diesel e pedágio.
A política de preços mínimos do frete, por sua vez, remonta a 2018, quando foi criada como resposta a uma das principais reivindicações da greve nacional dos caminhoneiros daquele ano.
Divergências entre categorias
A tramitação da proposta dividiu opiniões. Entidades ligadas aos caminhoneiros defenderam a aprovação da MP argumentando que o encarecimento do diesel, agravado pelo conflito entre Estados Unidos e Irã, tornava ainda mais urgente uma regulamentação para o setor.
Um grupo de entidades da categoria chegou a afirmar que, “há oito anos, desde 2018”, os caminhoneiros aguardavam uma medida que organizasse a atividade.
Já representantes de setores que contratam transporte de cargas — como indústrias, produtores rurais e o comércio — se posicionaram contra o texto, sob o argumento de que qualquer aumento estrutural no custo da logística tende a ser repassado ao preço final dos produtos para o consumidor.

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