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Da Redação

União tinha pedido bloqueio de ponte antes da morte de jovem em salto

Da Agência Brasil e TV Brasil – A Secretaria de Patrimônio da União (SPU), do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), já havia solicitado à prefeitura de Limeira (SP) que bloqueasse o acesso de pessoas à Ponte do Esqueleto.

Neste final de semana, a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu no local, após ser lançada, sem cordas, de uma altura de cerca de 40 metros (o equivalente a um prédio de 12 andares) em um salto de rope jump.

Localizada na divisa entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, no interior paulista, a Ponte do Esqueleto é uma estrutura viária da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA) que nunca foi concluída e que está desativada há anos, servindo como um ponto turístico informal. O local é utilizado para a prática de esportes radicais.

Segundo a SPU, em 2024, quando ocorreu um outro acidente fatal no local envolvendo uma ciclista, foi solicitado às prefeituras locais que bloqueassem o acesso à Ponte do Esqueleto. “Em 2024, em função dessa parceria, a ponte foi bloqueada por alguns meses. Posteriormente, a reabertura foi discutida e defendida por empresários locais em sessão na Câmara de Vereadores de Limeira”, diz a nota do órgão.

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, moradora de Jandira, morreu no último sábado (13) após ser arremessada da Ponte do Esqueleto sem estar presa a uma corda de segurança. O salto era parte de uma atividade de um esporte radical chamado rope jump, ou salto de corda, em que o praticante salta de locais elevados como pontes, viadutos ou penhascos, preso a cordas.

Esse esporte foi criado por Dan Osman, que morreu em 1998 após a corda de segurança ter falhado enquanto ele praticava o rope jump no Parque Nacional de Yosemite, nos Estados Unidos.

No dia do acidente com Maria Eduarda, a prefeitura de Limeira informou que iria processar o governo federal por omissão. Por meio de nota, a prefeitura informou que, desde 2025, vinha cobrando providências junto aos órgãos federais que são responsáveis pela Ponte do Esqueleto.

“A tragédia deste sábado (13), que resultou na morte de uma jovem de 21 anos, torna insustentável e inaceitável a continuidade dessa omissão. A responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é exclusivamente do Governo Federal. A administração municipal e a Câmara Municipal, por iniciativa da vereadora Bruna Magalhães, já haviam encaminhado ofícios aos órgãos responsáveis cobrando medidas de segurança. Nenhuma providência concreta foi adotada”, diz a nota da administração municipal.

Para a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), os poderes públicos precisam decidir, de forma conjunta, o futuro da Ponte do Esqueleto. “Entendemos que os poderes públicos de todos os níveis precisam, imediatamente, juntar esforços para evitar de forma definitiva o acesso à ponte do Esqueleto e coibir atividades ilegais”, diz a nota do governo federal.

A morte na ponte de Limeira

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, a morte de Maria Eduarda aconteceu durante uma atividade de rope jump promovida por uma empresa privada, que não amarrou a corda na jovem antes do salto. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou o óbito no local. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal.

Após a morte, a Polícia Militar prendeu três homens em flagrante por homicídio com dolo eventual.

Quem deveria fiscalizar a ponte

Em entrevista à TV Brasil, o advogado Arthur Rollo, ex-secretário nacional de Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, disse que o acesso à Ponte do Esqueleto é responsabilidade da União, mas que o município é que deveria controlar e autorizar as atividades de lazer no local.

Portanto, essa responsabilidade deveria ser compartilhada entre os entes federativos e a empresa prestadora de serviço, que sequer tinha qualificação ou preparo para realizar essa atividade.

“A responsabilidade, nesse caso, é solidária, ou seja, simultaneamente da União e da prefeitura de Limeira porque a área é federal e, sendo federal, caberia à União fazer a sua gestão. E, de outro lado, caberia também à prefeitura de Limeira fazer a fiscalização de empresas e profissionais que atuam naquela área e não têm alvará para atuar e não tem licença ou qualificação técnica para atuar. Então, a responsabilidade nesse caso é da União, que deveria ter zelado por aquela área e impedido o acesso, e também da prefeitura da Limeira que já sabe que aquela área é utilizada para atividades de aventura e deveria ter fiscalizado isso”, disse.

Segundo Arthur Rollo, o que ocorreu em Limeira também deve servir de alerta para outras regiões do país. “Isso é um alerta para todas as autoridades públicas e prestadores de serviços de aventura para que adotem providências para evitar novas mortes porque, infelizmente, não são incomuns essas mortes em atividades de aventura.”

Com informações de Elaine Patricia Cruz e Dimas Soldi – Repórteres da Agência Brasil e da TV Brasil

Estudo aponta que refinarias da Petrobras reduziram impactos da volatilidade internacional nos combustíveis

Um estudo divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) reacendeu o debate sobre a importância da Petrobras no refino nacional, da segurança energética e do papel do Estado em setores considerados estratégicos para a economia brasileira. Leia em TVT News.

Os dados mostram que as refinarias que permaneceram sob controle da Petrobras tiveram participação decisiva para garantir o abastecimento interno de combustíveis e reduzir parte dos impactos provocados pela volatilidade do mercado internacional.

A divulgação do novo Boletim do Abastecimento ocorre em um momento marcado por instabilidade geopolítica internacional, com reflexos diretos sobre os preços da energia e dos combustíveis.

O estudo destaca que, apesar do crescimento da produção nacional de petróleo, o Brasil continua dependente da importação de derivados, especialmente diesel, o que mantém o país exposto às oscilações dos mercados globais e a conflitos internacionais.

Leia também: União tinha pedido bloqueio de ponte antes da morte de jovem em salto

No mesmo dia da publicação do levantamento, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) lançou a campanha nacional “Reestatiza, Brasil!”, iniciativa que busca ampliar o debate sobre os impactos das privatizações em áreas como energia, combustíveis, gás natural e distribuição.

A pesquisa e a campanha reforçam uma discussão fundamental: a necessidade de fortalecer a capacidade estatal em setores considerados essenciais para a soberania nacional, o abastecimento interno e a proteção do orçamento das famílias brasileiras.

Consumo de diesel cresce, mas produção não acompanha

Um dos principais pontos destacados pelo Boletim do Abastecimento é o aumento da diferença entre a demanda nacional de diesel e a capacidade de produção interna.

Segundo os dados do Ineep, entre 2015 e o primeiro trimestre de 2026, o consumo de diesel cresceu 19,3%. O volume passou de 985,8 mil barris por dia para 1,17 milhão de barris diários.

No mesmo período, porém, a produção nacional da Petrobras registrou queda de 2,5%, recuando de 852,3 mil para 831 mil barris por dia.

O resultado foi o aumento da dependência de importações para atender o mercado interno. De acordo com o estudo, a necessidade de compra de diesel no exterior mais que dobrou na última década.

Essa situação torna o Brasil mais vulnerável às oscilações dos preços internacionais e aos impactos de crises geopolíticas que afetam o mercado global de energia.

Os pesquisadores apontam que essa vulnerabilidade ficou evidente em momentos recentes de tensão internacional. Conflitos envolvendo grandes produtores de petróleo e disputas geopolíticas em regiões estratégicas afetam diretamente os custos dos combustíveis importados e acabam repercutindo sobre os preços pagos pelos consumidores brasileiros.

Mudança na estratégia da Petrobras

O levantamento do Ineep relaciona esse cenário às mudanças ocorridas na estratégia da Petrobras entre 2016 e 2022.

Nesse período, a estatal concentrou seus investimentos na exploração e produção de petróleo, especialmente nas áreas do pré-sal, enquanto reduziu os aportes destinados ao segmento de refino.

A política adotada resultou em crescimento da produção de petróleo bruto, mas sem expansão equivalente da capacidade de processamento nacional.

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Foto: Agência Petrobras

O estudo aponta que essa escolha consolidou uma situação considerada contraditória: o Brasil ampliou sua posição como produtor e exportador de petróleo, mas continuou dependente da importação de derivados para abastecer o mercado interno.

Para os pesquisadores, a falta de investimentos suficientes em refino comprometeu a capacidade nacional de transformar o petróleo produzido internamente em combustíveis destinados ao consumo doméstico.

Refinarias da Petrobras sustentam abastecimento

Mesmo após a venda de refinarias realizada nos últimos anos, a Petrobras continua desempenhando papel predominante no abastecimento nacional.

Segundo o boletim, no primeiro trimestre de 2026 a estatal foi responsável por 88,6% de toda a produção nacional de diesel.

Trata-se do maior percentual registrado na última década e superior aos níveis observados antes da privatização de parte do parque de refino.

Os dados mostram também aumento no processamento de petróleo realizado pelas refinarias da companhia.

Entre janeiro e março deste ano, a Petrobras processou em média 1,73 milhão de barris de petróleo por dia, volume 2,7% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

De acordo com o Ineep, esse crescimento foi sustentado essencialmente pelas refinarias que permaneceram sob controle da estatal.

A produção nacional de gás liquefeito de petróleo (GLP), utilizado principalmente no gás de cozinha, também apresentou crescimento.

No primeiro trimestre de 2026, a produção atingiu média de 131,8 mil barris por dia, avanço de 3% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Impactos sobre os preços

O estudo afirma que a ampliação da oferta de combustíveis produzidos pelas refinarias da Petrobras ajudou a reduzir a necessidade de importações e a amortecer parte dos efeitos provocados pela alta internacional dos preços.

No entanto, os pesquisadores alertam que a dependência externa ainda é elevada, especialmente no caso do diesel.

Essa situação limita a capacidade do país de controlar os preços internos, já que uma parcela relevante do abastecimento continua sujeita às condições do mercado internacional.

Para o Ineep, ampliar os investimentos em refino é uma medida estratégica para fortalecer a segurança energética brasileira e reduzir a exposição às oscilações externas.

O instituto sustenta que uma maior capacidade de processamento nacional permitiria atender parcela mais ampla da demanda doméstica com produção própria, reduzindo custos associados à importação.

Campanha “Reestatiza, Brasil!”.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) lançou a campanha “Reestatiza, Brasil!”.

A iniciativa pretende ampliar o debate público sobre o papel das empresas estatais em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento econômico e social do país.

Segundo a entidade, a discussão envolve temas que afetam diretamente o cotidiano da população, como preços dos combustíveis, transporte, energia elétrica, abastecimento e custo de vida.

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Petroleiros FUP – Foto: Divulgação/FUP

A coordenadora-geral da FUP, Cibele Vieira, destacou que o debate sobre reestatização está ligado à capacidade de planejamento de longo prazo e ao atendimento de necessidades coletivas.

Setores estratégicos devem ser planejados levando em conta não apenas interesses econômicos, mas também necessidades sociais, segurança energética, desenvolvimento nacional e soberania”, afirmou.

Ela acrescenta que o tema não deve ser tratado apenas sob uma perspectiva política.

A discussão sobre reestatização vai além da questão política. Trata-se de refletir sobre como áreas estratégicas podem contribuir para o desenvolvimento do Brasil e para a melhoria da qualidade de vida da população”, declarou.

Energia, soberania e custo de vida

A campanha da FUP pretende dialogar com trabalhadores, pesquisadores, movimentos sociais, comunicadores e a sociedade em geral.

Entre os principais pontos defendidos está a ideia de que a atuação do Estado em setores estratégicos pode contribuir para fortalecer o abastecimento nacional, preservar empregos, ampliar investimentos produtivos e enfrentar períodos de instabilidade internacional.

O debate também envolve a relação entre a estrutura do setor energético e o orçamento das famílias brasileiras.

Segundo a federação, decisões sobre produção, distribuição e comercialização de energia e combustíveis têm impacto direto sobre gastos cotidianos da população, influenciando preços do transporte, alimentos e diversos produtos de consumo.

Nesse contexto, a campanha utiliza o slogan “reestatizar é defender o Brasil e o orçamento das famílias”.

Segurança energética ganha relevância internacional

Os dados apresentados pelo Ineep e a campanha da FUP surgem em um cenário internacional marcado por disputas geopolíticas e incertezas no mercado energético.

Eventos recentes demonstraram como conflitos internacionais podem provocar oscilações abruptas nos preços do petróleo e dos combustíveis.

Para especialistas do setor, países com maior capacidade de refino e maior controle sobre sua infraestrutura energética tendem a possuir mais instrumentos para reduzir impactos dessas crises sobre a economia doméstica.

O Brasil ocupa posição de destaque entre os produtores mundiais de petróleo, especialmente após a expansão da produção no pré-sal.

Entretanto, o estudo do Ineep argumenta que o fortalecimento da cadeia de refino continua sendo um desafio para transformar essa capacidade produtiva em maior autonomia energética.

Os pesquisadores concluem que a ampliação dos investimentos em refino e a valorização do papel estratégico da Petrobras são elementos centrais para reduzir a dependência de importações, ampliar a segurança do abastecimento e oferecer maior estabilidade ao mercado interno.

O debate impulsionado pelo novo boletim e pela campanha da FUP coloca novamente em evidência a discussão sobre qual deve ser o papel do Estado na gestão de setores considerados fundamentais para o desenvolvimento econômico, a soberania nacional e a proteção da população diante das turbulências do cenário internacional.

Livro sobre modernização ecológica da China ganha tradução em português

Já está disponível para compra no Brasil o livro Perspectiva ecológica da modernização chinesa (2026), de Zhang Yongsheng. Inédita em português, a obra integra a coleção “Seis perspectivas da modernização chinesa” e é publicada pela Fundação Maurício Grabois em parceria com a Editora Chongqing.

O livro apresenta o conceito de “civilização ecológica”, formulado no contexto da modernização socialista chinesa, e discute alternativas ao modelo de desenvolvimento associado à crise ambiental e aos limites da civilização industrial capitalista.

A publicação analisa como a China articula planejamento estatal, desenvolvimento econômico e transição ecológica em sua estratégia contemporânea.

Pesquisador e diretor-geral do Instituto de Estudos da Civilização Ecológica da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS), Zhang Yongsheng é uma das referências chinesas nos debates sobre desenvolvimento verde e transformação ecológica.

Na apresentação da edição brasileira, o presidente da Fundação Maurício Grabois, Walter Sorrentino, afirma que a obra oferece “uma oportunidade única de compreender o pensamento por trás da Civilização Ecológica”, conceito que, segundo ele, emerge da experiência chinesa de modernização socialista.

Sorrentino considera a publicação um acontecimento editorial e político relevante diante dos desafios ambientais do século XXI. “Um socialismo capaz de reconciliar a humanidade com a natureza e afirmar, contra o desespero do capitalismo em crise, a esperança revolucionária de uma nova civilização”, escreve.

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A obra de Zhang Yongsheng reúne reflexões sobre natureza, desenvolvimento e transição ambiental a partir das transformações econômicas e sociais vividas pela China nas últimas décadas. Imagem: Leandro Melito

A tradução para o português foi realizada pelo jornalista, editor e escritor Bernardo Joffily, a partir da edição em espanhol traduzida por Lou Yu e Lin Yue. A publicação conta com apoio do Centro de Estudos Avançados Brasil-China (Cebrach) e está à venda na Livraria Anita Garibaldi.

A colaboração que resultou nesta edição brasileira teve início a partir do convênio estabelecido pela Grabois com a Academia de Marxismo e a Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS), aprofundando a cooperação teórica e científica entre Brasil e China.

Seis perspectivas da modernização chinesa

Perspectiva ecológica da modernização chinesa, é o primeiro volume publicado no Brasil da série “Seis perspectivas da modernização chinesa”. Editada pelo pesquisador em socialismo com características chinesas e ex-vice-presidente da CASS, Jiang Hui, a série traça um panorama da modernização chinesa a partir de seis perspectivas: o mundo, os valores, a história, a civilização, a democracia e a ecologia.

“Como indica o título, a coleção aborda seis temas e dimensões, concentrando-se no estudo da modernização ao estilo chinês a partir de diferentes enfoques, formando assim um quadro teórico abrangente e interconectado”, destaca Jiang Hui no Prológo à série.

“Esta obra busca combinar profundidade acadêmica com acessibilidade geral, visando esclarecer em detalhes a teoria e a inovação prática da modernização chinesa e destacar suas características originais, vantagens únicas, valores fundamentais e contribuições significativas”, enfatiza Hui.

Sobre autor e tradutor

Zhang Yongsheng: doutor em Economia, pesquisador e diretor-geral do Instituto de Estudos da Civilização Ecológica da Academia Chinesa de Ciências Sociais; suas principais linhas de pesquisa são a civilização ecológica e o desenvolvimento verde.

Bernardo Jofilly: jornalista, ilustrador, editor e escritor. Já traduziu algumas dezenas de livros, do inglês, italiano, francês, espanhol e albanês, na maioria publicados por grandes editoras como a Companhia das Letras. É autor das obras Atlas Histórico IstoÉ Brasil 500 anos, Pequena história de um século da Revolução Russa e do romance Barata.

Serviço

Título: Perspectiva ecológica da modernização chinesa
Autor: Zhang Yongsheng
Tradutor: Bernardo Joffily
ISBN: 978-65-89805-62-5
Editoras: Fundação Maurício Grabois e Editora Chongqing
Ano de publicação: 2026
Edição:
Páginas: 176
Dimensões: 23cm x 16cm x 1cm
Peso: 300g
Preço: R$ 70,00

Disponível para compra online

Antes mesmo da publicação da edição em português, a obra foi tema de um grupo de estudos promovido pela Fundação Maurício Grabois e pelo Cebrach em 2025. Os encontros virtuais debateram o conceito de “civilização ecológica” e reuniram pesquisadores, estudantes e militantes ambientais em torno das reflexões propostas por Zhang Yongsheng. Os vídeos estão disponíveis no YouTube da TV Grabois

Cabo Verde faz história e conquista 1° ponto na Copa do Mundo

A Copa do Mundo 2026 já escreveu uma das maiores histórias do esporte. Com Vozinha no gol, a seleção de Cabo Verde segurou a poderosa Espanha e conquistou o primeiro ponto em mundiais. E logo na estreia. O Brasil abraçou a seleção caboverdiana e se encantou com a dedicação dos jogadores. Eles viveram um sonho e os brasileiros foram com eles. Confira em TVT News.

A Espanha não conseguiu balançar a rede contra a estreante Cabo Verde nesta segunda-feira (15), em Atlanta, em seu primeiro jogo na Copa do Mundo de 2026, ficando num empate sem gols.

Nem Lamine Yamal conseguiu reverter após entrar no meio segundo tempo para disputar seus primeiros minutos no torneio.

Na partida que abriu o Grupo H do Mundial, cuja rodada inaugural se encerra com o duelo entre Uruguai e Arábia Saudita, a campeã europeia, considerada uma das grandes favoritas ao título, teve um choque de realidade.

A ‘Roja’ enfrentou uma equipe africana solidária, concentrada e com grande nível físico, que se salvou com a grande atuação do goleiro Vozinha, um herói que acaba de completar 40 anos e foi eleito o melhor jogador da partida.

Vozinha já é o herói da Copa do Mundo

O goleiro de Cabo Verde, Vozinha, fechou o gol e se tornou herói da seleção nacional, ídolo dos brasileiros e um dos grandes nomes da Copa. Uma campanha organizada por um dos canais que transmite os jogos da Copa levou o jogador de 50 mil para mais de 1 milhão de seguidores

Escalações de Espanha x Cabo Verde

Espanha: Unai Simón – Marcos Llorente, Pau Cubarsí, Aymeric Laporte, Marc Cucurella – Pedri, Rodrigo Hernández (cap) (Nico Williams 87′), Fabián Ruiz (Mikel Merino 71′) – Ferrán Torres (Daniel Olmo 81′), Mikel Oiarzabal, Pablo Gavi (Lamine Yamal 71′). Técnico: Luis de la Fuente.

Cabo Verde: Josimar Vozinha – Steven Moreira, Roberto Lopez, Diney, Sidney Lopes Cabral (Joao Paulo 76′) – Ryan Mendes Da Graça (cap) – Kevin Pina, Jamiro Monteiro Alvarenga (Emanuel Gomes Arcanjo 79′), Laros Duarte (Deroy Duarte 61′), Jovane Cabral (Willy Semedo 61′) – Dailon Livramento (Joia Nuno Da Costa 61′). Técnico: Bubista.

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A goleira de Cabo Verde, número 01, Vozinha, faz uma defesa durante a partida de futebol do Grupo H da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Cabo Verde, no Estádio de Atlanta, em Atlanta, em 15 de junho de 2026. (Foto de Roberto Schmidt / AFP)

Acompanhe o resultado de Espanha x Cabo Verde

Onde fica Cabo Verde?

Cabo Verde é formado por um conjunto de ilhas, localizado no Oceano Atlântico central, a aproximadamente 450 km a 600 km da costa oeste da África. O arquipélago fica situado ao largo do Senegal e da Mauritânia.

Cabo Verde é composto por 10 ilhas vulcânicas, divididas em dois grupos: Barlavento (norte) e Sotavento (sul). A capital é a cidade da Praia, localizada na ilha de Santiago. Fica a mais de 600 km do continente africano e a cerca de 2.800 km de Portugal. Para quem viaja desde o Brasil, a rota mais rápida é saindo do Aeroporto Internacional do Recife (REC) para o Aeroporto Internacional Nelson Mandela (RAI), na cidade da Praia, com duração média de voo de 4 horas

É a primeira Copa do Mundo de Cabo Verde

Pela primeira vez, a Seleção de Cabo Verde garantiu vaga na Copa do Mundo da FIFA.]

A vaga foi conquistada com uma vitória por 3 a 0 sobre Essuatíni, em Praia, capital de Cabo Verde. Cabo Verde está no grupo H da Copa do Mundo, ao lado de dois campeões mundias, Uruguai e Espanhla e da rica seleção da Arábia Saudita.

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Ryan Mendes do Cabo Verde – Reprodução/Redes Sociais

Qual a história de Cabo Verde

Cabo Verde, arquipélago localizado na costa oeste da África, foi colonizado por Portugal no século XV. Com a chegada doos portugueses, o idioma se instalou desde o início como língua oficial e administrativa. Com o passar do tempo, o português se misturou às línguas e culturas africanas trazidas pelos povos escravizados, dando origem ao crioulo cabo-verdiano, uma língua própria, com base no português, mas com estrutura e sonoridade africanas.

Durante o período colonial, o português era a língua da elite e do ensino formal, enquanto o crioulo predominava nas comunidades populares. Após a independência de Cabo Verde em 1975, o país manteve o português como idioma oficial, em respeito à sua importância histórica e como símbolo de integração no espaço lusófono.

Brasília (DF), 19/02/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, durante entrevista coletiva ecerimônia de assinatura de acordos nos setores de saúde, ciência e tecnologia e segurança pública. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Cabo Verde, 19/07/2023, O presidente Lula, durante encontro com o Presidente do Cabo Verde, José Maria Neves. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Hoje, o português e o crioulo convivem lado a lado. O primeiro é usado em contextos formais — governo, educação, meios de comunicação —, enquanto o segundo é amplamente falado no dia a dia. Essa convivência linguística é um exemplo de como Cabo Verde transformou a herança colonial em parte de sua identidade cultural.

Grandes nomes da literatura de Cabo Verde, Brasil e Portugal

A literatura é uma das manifestações mais ricas da Língua Portuguesa e expressa as múltiplas identidades dos povos que a falam.

Em Cabo Verde, destacam-se autores como Baltasar Lopes da Silva, autor do romance Chiquinho, considerado um marco da literatura cabo-verdiana; Germano Almeida, conhecido por O Testamento do Senhor Napumoceno da Silva Araújo; e Orlanda Amarílis, uma das vozes femininas mais representativas do país.

No Brasil, a literatura em língua portuguesa floresceu desde o período colonial. Nomes como Machado de Assis, Jorge Amado, Clarice Lispector, Carolina Maria de Jesus e Graciliano Ramos marcaram a literatura nacional e internacional. Suas obras abordam temas sociais, psicológicos e políticos que retratam a complexidade do país.

Em Portugal, destacam-se Luís de Camões, autor do clássico Os Lusíadas; Fernando Pessoa, um dos maiores poetas do século XX; José Saramago, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1998; e Sophia de Mello Breyner Andresen, cuja obra poética é amplamente celebrada.

Dicas de leitura em Língua Portuguesa

De Cabo Verde, além de Chiquinho (Baltasar Lopes da Silva) e O Testamento do Senhor Napumoceno da Silva Araújo (Germano Almeida), vale mencionar Cais-do-Sodré Té Salamansa (Orlanda Amarílis), que reúne contos sobre a vivência cabo-verdiana.

Do Brasil, obras como Dom Casmurro (Machado de Assis), Vidas Secas (Graciliano Ramos), Quarto de Despejo (Carolina Maria de Jesus), Gabriela, Cravo e Canela (Jorge Amado) e A Hora da Estrela (Clarice Lispector) são exemplos da diversidade e da força da literatura brasileira.

De Portugal, Os Lusíadas (Luís de Camões), O Livro do Desassossego (Fernando Pessoa), Ensaio sobre a Cegueira (José Saramago) e Contos Exemplares (Sophia de Mello Breyner Andresen) mostram a profundidade e a tradição literária do país.

Grandes nomes da música de Cabo Verde, Brasil e Portugal

Na música cabo-verdiana, o destaque é Cesária Évora, a “diva dos pés descalços”, reconhecida mundialmente por sua interpretação da morna — gênero melancólico e poético, símbolo da cultura do país. Outros nomes importantes são Tito Paris, Bana e Mayra Andrade, artistas que misturam tradição e modernidade em suas composições.

O Brasil é um dos países mais ricos musicalmente dentro do universo lusófono. A música brasileira se espalhou pelo mundo com artistas como Tom Jobim, Elis Regina, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Milton Nascimento, Elza Soares e Maria Bethânia. Cada um deles representa estilos e épocas diferentes, do samba à bossa nova, do tropicalismo à MPB.

Em Portugal, a música tradicional se expressa principalmente pelo fado, gênero considerado Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. Amália Rodrigues é o maior ícone do fado, seguida por artistas contemporâneos como Mariza, Camané e Ana Moura. Além do fado, a música popular portuguesa tem crescido com nomes como António Zambujo e Carminho, que mantêm viva a tradição adaptando-a aos novos

Copa do Mundo: Bélgica X Egito nesta segunda (15)

Nesta segunda (15) de Copa do Mundo, Bélgica de Courtois e De Bruyne enfrenta o Egito de Salah às 16h (horário de Brasília), no estádio de Seattle, nos Estados Unidos. Ambas as seleções estreiam na primeira rodada do grupo G. Acompanhe a Copa do Mundo na TVT News.

>> O jogo será transmitido pela TV Globo, ge tv e CazéTV.

Veja a tabela da Copa do Mundo com os resultados da partida em tempo real aqui.

Acompanhe o calendário dos jogos no nosso guia da Copa do Mundo.

Copa do Mundo: Espanha X Cabo Verde nesta segunda (15)

Esse é um dos jogos mais esperados da primeira rodada da Copa do Mundo, com duas seleções fortes e com personalidade.

Com 17 jogos sem perder, a Bélgica de De Bruyne, Courtois e Lukaku estreia nesta segunda. Desde a Copa do Mundo de 2022, no Catar, a Bélgica apresenta o quinto melhor ataque entre as 48 seleções do Mundial, com 2,45 gols por partida.

Já o Egito aparece com craques como Salah, que jogava no Liverpool, Marmoush e Zizo. A seleção também não conseguiu o título na copa continental e foi eliminada nas seminifinais pelo Senegal de Mané na Copa Africana de Nações.

Confira abaixo a agenda completa dos jogos desta segunda-feira, os horários e onde assistir:

Espanha Espanha x Cabo Verde Cabo Verde
🕐 Horário: 13h (de Brasília)
📺 Onde assistir: CazéTV
Bélgica Bélgica x Egito Egito
🕐 Horário: 16h (de Brasília)
📺 Onde assistir: TV Globo, SporTV, ge tv, Globoplay, ge.globo e CazéTV
Arábia Saudita Arábia Saudita x Uruguai Uruguai
🕐 Horário: 19h (de Brasília)
📺 Onde assistir: TV Globo, SporTV, Globoplay, ge.globo, SBT, NSports e CazéTV
Irã Irã x Nova Zelândia Nova Zelândia
🕐 Horário: 22h (de Brasília)
📺 Onde assistir: CazéTV

Bélgica busca recuperação após decepções recentes

A Bélgica chega ao Mundial tentando superar a campanha abaixo das expectativas na Copa de 2022, quando terminou apenas em terceiro lugar de seu grupo e foi eliminada ainda na fase inicial.

Mesmo assim, a equipe desembarca nos Estados Unidos com uma marca importante: são 17 partidas de invencibilidade.

O elenco mistura experiência e renovação. Entre os veteranos estão Kevin De Bruyne, Romelu Lukaku e Thibaut Courtois. O goleiro do Real Madrid afirmou que esta Copa marcará seus últimos compromissos pela seleção belga.

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Courtois é um dos maiores goleiros da história da Bélgica – Foto: Reprodução redes sociais

Essa é a Copa dos jovens

Ao mesmo tempo, jovens atletas passaram a ganhar espaço. O goleiro Mike Penders, o zagueiro Joaquin Seys e os atacantes Mathias Fernandez-Pardo e Diego Moreira representam a nova geração do futebol belga.

Provável escalação da Bélgica

Courtois; Meunier, Ngoy, Mechele e Castagne; Onana, Tielemans e De Bruyne; Trossard, Doku e De Ketelaere.

Egito aposta em Mohamed Salah

O Egito retorna à Copa do Mundo após ficar fora da edição de 2022 e deposita grande parte de suas esperanças em Mohamed Salah.

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Salah pelo Liverpool – Reprodução/Redes Sociais

Conhecido internacionalmente como “Faraó”, o atacante encerrou recentemente um longo ciclo no Liverpool, clube pelo qual marcou 258 gols em 442 partidas.

Pela seleção egípcia, Salah ultrapassou a marca de 100 jogos e mais de 60 gols. Também se tornou o maior artilheiro da história das Eliminatórias Africanas para Copas do Mundo, superando nomes históricos como Samuel Eto’o e Didier Drogba.

Apesar da qualidade ofensiva de Salah, Marmoush e Zizo, os números recentes mostram que o Egito se destaca principalmente pela consistência defensiva. A equipe sofreu apenas 0,75 gol por partida neste ciclo de preparação.

Sob o comando de Hossam Hassan, ex-jogador e um dos maiores ídolos do futebol egípcio, os africanos tentam conquistar a primeira vitória da história do país em Copas do Mundo.

Possível escalação do Egito:

Shobeir; Hany, Fathy, Ibrahim e Fatouh; Lashin, Attia e Ashour; Trezeguet, Salah e Marmoush.

Veja também:

Arbitragem

Árbitro: Ramon Abatti Abel (Brasil)

Assistente 1: Danilo Manis (Brasil)

Assistente 2: Rafael Alves (Brasil)

VAR: Kevin Ortega (Peru)

Lula está em Évian para a reunião do G7

Presidente Lula já está em Évian-Les-Bains, França, para partipar da reunião ampliada do G7. Entenda com a TVT News.

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, nos dias 16 e 17 de junho, da Cúpula do G7, em Évian-Les-Bains, França, a convite do Presidente Emmanuel Macron.

O Presidente Lula tomará parte em sessões de trabalho sobre parcerias internacionais, crescimento econômico e inteligência artificial, além de manter encontros bilaterais. Esta será a sua 10ª participação em Cúpulas do G7, marcando o retorno a Évian, onde participou pela primeira vez de Cúpula do grupo, em 2003.

Estarão também presentes os líderes de Coreia do Sul, Egito, Índia e Quênia, países igualmente convidados pela presidência de turno francesa.

O Brasil e os membros do G7 mantêm permanente diálogo sobre temas da agenda internacional, de forma bilateral e no âmbito do G20 e de organismos internacionais nos quais interagem.

Neste ano, o Brasil foi convidado a participar do G7 em caráter ampliado, o que incluiu participação em reuniões ministeriais e grupos de trabalho.

Lula se reúne com o presidente da França, Emmanuel Macron

presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se, na tarde desta segunda-feira, 15 de junho, em Évian, na França, com o presidente francês, Emmanuel Macron. A conversa durou cerca de 40 minutos.

Durante o encontro, Lula agradeceu o convite para participar da Cúpula do G7 e recordou que foi em Évian, em 2003, que participou pela primeira vez de uma cúpula do grupo.

O presidente brasileiro destacou ainda que este ano marca os 20 anos da criação da UNITAID, organização criada por Lula e Jacques Chirac em 2006, com o objetivo de promover a ampliação do acesso a medicamentos pelos países do Sul Global. A iniciativa foi lembrada como exemplo concreto de combate às desigualdades e de reafirmação da solidariedade internacional.

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Lula durante sua chegada ao G7, , em Évian-les-Bains – França. Foto: Ricardo Stuckert / PR

Na esfera bilateral, os dois presidentes reiteraram os avanços positivos da cooperação em defesa, em especial o sucesso do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB).

Os mandatários concordaram também em ultimar medidas para o aprofundamento da cooperação transfronteiriça entre a Guiana Francesa e o Amapá.

O presidente Macron reiterou o interesse da França em participar dos esforços brasileiros para a aquisição de supercomputadores, em reforço à soberania digital do Brasil.

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Lula e Macron fazem reunião bilateral antes da Cúpula do G7. Foto: Ricardo Stuckert / PR

Antes de Évian, Lula tem reunião bilateral com o presidente da Suíça, Guy Parmelin

Ao chegar a Genebra, na Suíça, para participar da Cúpula do G7, que acontece em Évian-les-Bains, na França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se, nesta segunda-feira, 15 de junho, com o presidente da Suíça, Guy Parmelin.

Durante o encontro, os presidentes trataram do comércio bilateral e comprometeram-se a trabalhar pela diversificação da pauta de exportações entre os dois países.

Nesse contexto, concordaram que o Acordo Mercosul-EFTA representa uma oportunidade para ampliar o comércio, em um cenário global marcado pelo aumento do protecionismo e do unilateralismo.

Ainda na esfera bilateral, os dois líderes decidiram expandir a cooperação em áreas como inteligência artificial, transição energética, minerais críticos, biotecnologia, saúde e defesa, entre outras.

O presidente Parmelin cumprimentou o Brasil pela realização da COP30, em Belém, e ressaltou os avanços demonstrados pelo país no combate ao desmatamento.

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Reunião bilateral com o Presidente da Confederação Suíça, Guy Parmelin, em Évian-les-Bains – França.



Foto: Ricardo Stuckert / PR

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