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Da Redação
Resultado Fuvest: confira lista da segunda chamada da USP
Resultado Fuvest segunda chamada está disponível a partir das 11h. Acompanhe as notícias de aprovados na Fuvest com a TVT News.
Confira o resultado da segunda chamada da Fuvest
A lista de aprovados na 2ª Chamada do Vestibular 2026 da FUVEST está disponível no site da Fundação Universitária para o Vestibular a partir das 11h. Todos os convocados devem realizar a pré-matrícula virtual entre as 8h de 4 de fevereiro e as 12h de 6 de fevereiro.
Será preciso ainda realizar outra etapa, a efetivação da matrícula virtual, que estará aberta entre as 8h de 23 de fevereiro e as 12h de 25 de fevereiro. Caso a efetivação da matrícula não seja realizada, o candidato perderá a vaga na Universidade de São Paulo.
Aqueles que não constarem nesta segunda lista devem ficar atentos à terceira chamada, que será divulgada em 10 de fevereiro. Quem tiver interesse na Lista de Espera deve fazer a manifestação, na Área do Candidato, nos dias 19 e 20 de fevereiro. Serão realizadas três convocações a partir dessa lista para ocupar as vagas remanescentes.
Outras informações sobre a Fuvest: https://www.fuvest.br/vestibular-da-usp

Quais os documentos para fazer matrícula na USP?
De acordo com o Guia de Jornada do Vestibular 2026, nesta etapa deverão ser providenciados, em formato eletrônico (.pdf, .jpg, .png, .gif), os seguintes documentos:
- Documento de identidade oficial;
- Uma fotografia recente;
- Comprovante de formação educacional, que pode ser o
• certificado de conclusão de curso do ensino médio ou equivalente a esse nível de ensino e respectivo Histórico Escolar;
• diploma do ensino médio ou equivalente a esse nível de ensino e respectivo histórico escolar;
• diploma oficial devidamente registrado de curso superior e, somente caso concorrendo às vagas EP ou PPI, histórico escolar do ensino médio ou equivalente a esse nível de ensino.
Resultado Prouni 2026 é divulgado pelo MEC; confira se você conquistou a bolsa
O resultado Prouni 2026 pode ser consultado no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior do Inep. Leia em TVT News como consultar se você é um dos mais de 500 mil bolsistas do Prouni.
Prouni 2026 divulga lista dos aprovados para bolsas de estudo
O resultado Prouni 2026 pode ser consultado aqui no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.
- Para acessar o Prouni, utilize sua conta gov.br.
- Uma conta gov.br garante a identificação de cada cidadão que acessa os serviços digitais do governo federal.
- Caso ainda não esteja cadastrado, crie sua conta gov.br.


Prouni 2026 oferece mais de 590 mil bolsas em instituições privadas
O Prouni 2026 oferece 594.519 bolsas. É a maior oferta da história do Programa Universidade para todos (Prouni), segundo o Ministério da Educação (MEC).

No Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na parte do Prouni, os candidatos podem fazer as consultas das vagas ofertadas por município, curso, turno e instituição privada de ensino superior.
O programa federal oferta bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação e sequenciais de formação específica em instituições de educação superior privadas. O público-alvo são brasileiros sem diploma de nível superior.
Do total de bolsas anunciadas, 274.819 são integrais e 319.700 bolsas parciais, de 50%.

Qual a diferença entre Prouni, Sisu, Enem e Fies
Prouni, Sisu e Fies são políticas públicas que usam nota do Enem e atendem perfis distintos de estudantes; entenda as regras para definir a melhor estratégia para entrar na faculdade
Enem é a porta de entrada mais comum
A nota do Enem é o pilar dos três programas e é calculada pela Teoria de Resposta ao Item (TRI), que considera não apenas os acertos, mas também a dificuldade das questões e a coerência das respostas. Para participar, é obrigatório não ter zerado a redação e não ter feito o exame como “treineiro”.
- A partir deste ano, o Sisu passou a aceitar a melhor nota obtida entre as edições de 2023, 2024 ou 2025;
- Já o Prouni utiliza uma das duas últimas edições do Enem;
- O Fies aceita notas de qualquer edição a partir de 2010, desde que a média seja de pelo menos 450 pontos e a redação tenha nota maior que zero.
Sisu: vaga gratuita em universidade pública
O Sisu é voltado para o preenchimento de vagas em instituições públicas, como universidades federais e institutos federais, sem cobrança de mensalidades. A seleção é feita exclusivamente pela nota do Enem, respeitando o número de vagas e a modalidade de concorrência.
Pelo sistema de cotas, ao menos 50% das vagas são reservadas a estudantes que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas, com recortes de renda, raça, etnia e para pessoas com deficiência. Outra característica é o incentivo à formação de professores: candidatos aprovados em cursos presenciais de licenciatura com média mínima de 650 pontos podem ter acesso ao programa Pé-de-Meia Licenciaturas, que prevê auxílio financeiro mensal.
Prouni: bolsas em faculdades privadas
O Prouni oferece bolsas de estudo em instituições privadas, integrais (100%) ou parciais (50%). Para a bolsa integral, a renda familiar per capita deve ser de até 1,5 salário mínimo; para a parcial, de até 3 salários mínimos. O programa é destinado a estudantes sem diploma de nível superior, prioritariamente concluintes do ensino médio em escola pública ou bolsistas na rede privada.
Além das chamadas regulares, o Prouni conta com lista de espera para bolsas não ocupadas. Professores da rede pública também podem concorrer a bolsas em cursos de licenciatura e pedagogia, sem exigência de comprovação de renda.

Fies: financiamento para pagar após a formatura
Diferente do Sisu e do Prouni, o Fies não oferece vaga nem bolsa, mas financiamento estudantil. O estudante cursa uma faculdade privada e começa a pagar o valor financiado após a formatura, conforme sua renda.
O programa oferece taxa de juros zero para quem tem renda familiar per capita de até 3 salários mínimos. Em 2026, o Fies Social reserva 50% das vagas para candidatos inscritos no CadÚnico, com renda de até meio salário mínimo por pessoa, permitindo financiar até 100% da mensalidade.
Qual escolher?
A escolha depende do perfil do candidato. O Sisu costuma ser a primeira opção por garantir ensino público e gratuito. O Prouni surge como alternativa para quem busca uma faculdade privada com bolsa. Já o Fies funciona como última opção ou complemento, já que um bolsista parcial do Prouni pode financiar os 50% restantes da mensalidade.
É possível se inscrever nos três programas, desde que os critérios sejam atendidos, mas não é permitido ocupar simultaneamente uma vaga pública pelo Sisu e uma bolsa do Prouni .
Trabalhadores informais do mundo se reúnem em São Paulo
No dia 2 de fevereiro, lideranças de trabalhadores e trabalhadoras informais se reúnem na CUT, em São Paulo, para encontro internacional sobre o futuro das organizações da economia informal. Leia em TVT News.
Encontro internacional de trabalhadores informais acontece em 3 de fevereiro
Na segunda-feira (2), a CUT receberá em seu auditório em São Paulo o evento público internacional “Construindo Poder Coletivo para a Justiça Social: Organização de Pessoas Trabalhadoras na Economia Informal e Popular”.
O encontro acontece após um período marcado, em 2025, por forte pressão pela desregulamentação do trabalho, aprofundamento da precariedade de trabalhadores e repressão a movimentos operários em diversas regiões do mundo.

Crescimento da informalidade no mundo do trabalho
Partindo do reconhecimento de que a informalidade deixou de ser exceção e passou a constituir a norma no mundo do trabalho, o evento propõe uma abordagem sistêmica, que coloca a organização de base e as lutas coletivas por direitos no centro dos processos de formalização, reconhecimento e construção de políticas públicas.
A defesa dos direitos de pessoas trabalhadoras em empregos informais é apresentada como parte indissociável da luta mais ampla da classe trabalhadora por um modelo de desenvolvimento socialmente justo e sustentável.

O que será debatido no encontro internacional de trabalhadores informais
As propostas principais do evento que reúne diversas entidades são:
- Compartilhar experiências de organização intersetorial de base, conectando lutas locais a articulações globais.
- Refletir sobre o fortalecimento da democracia em um contexto de alta informalidade e precariedade do trabalho.
- Apresentar experiências brasileiras, como o Coletivo Intersetorial e a Frente Parlamentar Movimento Sem Direitos, como modelos de mudança estrutural.
- Analisar os desafios geopolíticos para a construção de uma democracia inclusiva, baseada em direitos e no trabalho decente.

Domicílio
Confira a programação do encontro internacional de trabalhadores informais
Moderação geral
Amanda Camargo – Labora Fund
16h – 16h20
Abertura com mística
Movimento Trabalhadores Sem Direitos
16h20 – 16h40 | Boas-vindas institucionais
- Antonio Lisboa – Secretário de Relações Internacionais da CUT; representante das pessoas trabalhadoras no Conselho de Administração da OIT; secretário-adjunto da CSI
- Lucia Fernandez – Diretora do Programa de Organização e Representação da WIEGO
- Saudações de afiliados no Brasil:
- Roberto Laureano – Presidente da Associação Nacional dos Catadores (ANCAT)
- Edileuza Guimarães – Presidenta da Associação de Trabalhadores em Domicílio (ATEMDO)
- Representante da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (FENATRAD) (a confirmar)
16h40 – 17h | Um momento decisivo para o Brasil
Debate sobre o Coletivo Intersetorial, a Frente Parlamentar e os grupos interministeriais
- Representante da União Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras Camelôs, Ambulantes e Feirantes do Brasil (UNICAB)
- Representante do Sindicato dos Motoristas por Aplicativo do Rio Grande do Sul (SIMTRAPLIRS)
17h – 17h30 | Organização internacional para a justiça social
- Severino Lima Junior – Presidente da IAWP
- Jemima Nyakongo – Coordenadora Internacional Interina da HNI
- Adriana Paz – Secretária-Geral da IDWF
- Lorraine Ndhlovu – Presidenta da SNI
17h40 – 18h
Palavras dos e das participantes
18h – 18h20 | Considerações finais
- Clair Ruppert – Diretora Adjunta da ACTRAV/OIT
- Ivan Gonzalez – Coordenador Político da CSA-TUCA
- Mirai Chatterjee – Presidenta do Conselho da WIEGO e liderança da SEWA (Índia)
18h30
Encerramento cultural – Samba de Roda, grupo Vem Aprender
18h30 – 20h30
Coquetel e jantar preparados pela Associação de Trabalhadores em Domicílio (ATEMDO)
Como acontece a articulação internacional de trabalhadores informais?
Desde 2021, a iniciativa Social Justice Bond (SJB), da Fundação Ford, vem sustentando financeiramente e politicamente redes globais de organização de trabalhadores e trabalhadoras da economia informal.
Entre elas estão a HomeNet Internacional (HNI), a Aliança Internacional de Catadores (IAWP), a Federação Internacional de Trabalhadoras Domésticas (IDWF), a StreetNet International (SNI) e a WIEGO (Mulheres no Emprego Informal: Globalizando e Organizando).
Ao longo de cinco anos, o projeto contribuiu para o fortalecimento da governança dessas organizações, a realização de congressos democráticos, a ampliação das bases associativas e o monitoramento de impactos de longo prazo, mesmo em contextos de instabilidade política e repressão sindical.
O Brasil é exemplo de articulação entre trabalhadores informais
O Brasil é destacado na programação como um exemplo de articulação intersetorial. Afiliadas das redes globais, organizações de trabalhadores de plataformas digitais e a Central Única dos Trabalhadores, com apoio da WIEGO, construíram o Coletivo Intersetorial de Trabalhadores e Trabalhadoras em Emprego Informal. A iniciativa reúne seis organizações de cinco setores distintos, com o objetivo de ampliar a visibilidade da categoria, apoiar a transição ao emprego formal com direitos e defender políticas públicas voltadas à justiça social.
O encontro também abordará a atuação da recém-lançada Frente Parlamentar conhecida como Movimento Sem Direitos, apontada como um avanço no debate legislativo nacional relacionado às condições de trabalho na economia informal.

Como é a atuação da CUT sobre os direitos dos trabalhadores informais
A CUT e entidades que representam trabalhadores e trabalhadoras informais oficializaram em dezembro de 2025 a criação da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Trabalhadoras e dos Trabalhadores Informais, registrada por meio do requerimento nº 2208/2024, apresentado pelo deputado federal Vicentinho (PT) e assinado pelo presidente da Câmara, Hugo Mota (Republicanos-PB).
A criação da Frente representou um avanço institucional para mais de 43% da força de trabalho brasileira que atua na informalidade, sem garantias como proteção social, previdência ou direitos trabalhistas básicos. A iniciativa foi resultado de mais de um ano de articulação política, iniciada em 2022, envolvendo a CUT e organizações como WIEGO, ATEMDO, FENATRAD, MNCR e UNICAB.
Em 2024, as entidades também encaminharam ao governo federal a proposta de criação de um Colegiado Intersetorial de Trabalhadores em Emprego Informal, com base na Recomendação nº 204 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
O secretário-adjunto de Relações Internacionais da CUT, Quintino Severo, afirmou, à época que a Frente nasceu com base sólida ao se apoiar na Recomendação 204 da OIT, que orienta os países na transição da informalidade para a formalidade.
A partir da oficialização, a Frente passa a atuar na formulação de projetos de lei e políticas públicas voltadas à ampliação de direitos, acesso à previdência, à saúde e à proteção social.
Com informações da CUT
Carnaval: Acadêmicos do Baixo Augusta celebra vida noturna com tema “São Paulo Não Dorme”
O Acadêmicos do Baixo Augusta, maior bloco de carnaval de rua de São Paulo e um dos maiores do país, prepara um desfile que vai transformar novamente o centro da capital em um grande show a céu aberto. Em seu 17º ano, o grupo escolheu o tema “São Paulo Não Dorme” para o Carnaval de 2026, em uma homenagem à pulsação cultural e à vida noturna da metrópole. Saiba os detalhes na TVT News.
O cortejo acontece no domingo, 8 de fevereiro, com concentração às 13h no cruzamento da Rua da Consolação com a Avenida Paulista. A saída está prevista para 14h, seguindo o trajeto tradicional em direção ao centro, com encerramento previsto para às 19h. A expectativa é repetir (ou superar!) o público de mais de 1 milhão de pessoas registrado em edições anteriores.
Criado por amigos, empreendedores e entusiastas da cena cultural do Baixo Augusta, o bloco nasceu com o propósito de celebrar a diversidade da região e reivindicar o direito à cidade por meio da ocupação artística do espaço público. Ao longo dos anos, tornou-se símbolo da retomada do carnaval de rua paulistano, unindo música, ativismo e convivência coletiva.
Defesa da noite e memória boêmia
O tema deste ano relembra a relação histórica do bloco com a boemia e a efervescência cultural de São Paulo. “São Paulo Não Dorme” propõe um olhar para a cidade que pulsa 24 horas por dia, especialmente nos encontros da noite. A escolha dialoga também com a Laje do Baixo, casa de samba inaugurada pelo grupo em junho de 2025, mostrando que o projeto tem o objetivo de manter viva a cena musical para além do carnaval.
Mais do que festa, o desfile se apresenta como manifesto cultural. A proposta é transformar as ruas em espaço de pertencimento, onde diferentes linguagens musicais e identidades se encontram.
Line-up de festival
Conhecido por montar uma programação que mistura gêneros e gerações, o Baixo Augusta aposta novamente em um “line-up de festival”. O comando musical fica com Wilson Simoninha, diretor artístico do bloco desde a fundação, acompanhado pela Banda do Baixo Augusta.
Entre os convidados confirmados estão Péricles, KL Jay, Rael, Tássia Reis, Tulipa Ruiz, André Frateschi, Dani Vie, Rom Santana, Fabiana Bombom e a Charanga do França, em um encontro que transita entre samba, rap, pop e música brasileira contemporânea.
Serviço
Bloquinho Acadêmicos do Baixo Augusta
- Cortejo no domingo, 8 de fevereiro
- Concentração às 13h no cruzamento da Rua da Consolação com a Av. Paulista
- Saída às 14h
- Término às 19h
- Saiba mais nas redes sociais do bloco
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Governo de São Paulo concede benefício fiscal a empresas da Lista Suja do trabalho escravo
O Governo do Estado de São Paulo concedeu isenção fiscal ao menos para duas empresas denunciadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego por trabalho análogo à escravidão. O deputado estadual Luiz Claudio Marcolino identificou o fato e propôs um projeto de lei para que o Governo do Estado não conceda benefícios fiscais a empresas denunciadas e condenadas por práticas de violação dos direitos básicos dos trabalhadores (análogas à escravidão e trabalho escravo) e dos direitos humanos. Leia em TVT News
PL do Deputado Luiz Claudio Marcolino quer impedir que governo estadual conceda benefício fiscal a empresas da Lista Suja do trabalho escravo
Um levantamento feito pelo deputado estadual Luiz Claudio Marcolino (PT/SP) identificou que o Governo do Estado de São Paulo tem concedido benefícios fiscais do ICMS a empresas incluídas no Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à de escravo, a chamada Lista Suja do Trabalho Escravo, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
A constatação escancara uma grave contradição: enquanto o país combate o trabalho escravo contemporâneo, o maior estado da federação segue premiando quem viola direitos humanos fundamentais, com benefícios fiscais.
Para combater e proibir essa prática, o deputado estadual Marcolino apresentou o Projeto de Lei 1374/2025 que veda o gozo de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios tributários e também créditos com subsídio do governo enquanto a empresa constar no cadastro da Lista Suja.
A proposta prevê que a empresa poderá obter as concessões quando deixar a lista, mas sem receber isenções pelo período que constou no cadastro. “Combater o trabalho escravo não é apenas uma obrigação legal, mas um compromisso moral e civilizatório. Estancar essa brecha é urgente para que São Paulo não siga associado a uma das mais vergonhosas fases da história brasileira, que foi a escravidão”, disse Marcolino.
O deputado vem denunciando a dificuldade histórica de acesso a dados sobre gastos tributários, que reiteradamente é apontada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). “Eu tenho alertado em todo o estado, nas audiências públicas do orçamento, esse problema de falta de transparência. Mas a situação se torna ainda mais grave quando se analisa a única modalidade do ICMS com algum grau de publicidade dos beneficiários: o Crédito Outorgado. Ao cruzar os dados de 2024 com a atualização de outubro de 2025 da Lista Suja do Ministério do Trabalho, o resultado foi chocante”, explicou o deputado Marcolino.
De acordo com os dados apurados, somente em 2024, uma empresa da capital paulista, incluída no cadastro após ação fiscal do MTE em 2020, recebeu R$ 2,7 milhões em Crédito Outorgado. A empresa está na lista desde 2020 e recebeu crédito outorgado em 2024 do Governo de São Paulo.
Outra empresa, de Ribeirão Preto, inserida no cadastro após fiscalização do MTE em 2023, foi beneficiada com R$ 20,6 mil na mesma modalidade de benefício do governo. “Isso indica que recursos públicos deixaram de ser arrecadados para favorecer empresas flagradas explorando trabalho análogo à escravidão, mesmo depois de serem incluídas na lista do Ministério do Trabalho”, afirmou.
Como não existem critérios e nem normas legais que impeçam esse tipo de concessão, é razoável supor que o problema se repita em outros anos e em outras modalidades de renúncia fiscal do ICMS, como isenções e reduções de base de cálculo, cujos beneficiários sequer são divulgados. A mesma lógica pode atingir outros tributos estaduais, como IPVA e ITCMD.
O deputado Marcolino ressalta que esse cenário expõe a fragilidade da Lei nº 14.946/2013, que prevê a cassação da inscrição estadual de empresas que utilizem trabalho escravo, mas não vincula a aplicação de penalidades à Lista Suja do Governo Federal. Ao ignorar esse instrumento central da fiscalização trabalhista, a lei se torna ineficaz e cria uma brecha que permite a continuidade dos benefícios fiscais.

A prova concreta dessa falha está no próprio cruzamento de dados: empresas listadas oficialmente como exploradoras de trabalho análogo à escravidão, com violação dos direitos básicos dos trabalhadores, continuam acessando incentivos do Estado de São Paulo.
Trata-se de uma situação inadmissível, que coloca o poder público estadual em posição de conivência indireta com práticas que atentam contra a dignidade humana. “O governador Tarcísio não deve permitir que isso continue. Precisa atender as recomendações do TCE e as diversas solicitações do meu mandato, para que a isenção fiscal tenha total transparência, para que a sociedade tenha clareza sobre o impacto social e de desenvolvimento das empresas beneficiadas. Mas não podemos continuar aceitando que empresas que sequer respeitam os trabalhadores e a leis vigentes sejam beneficiadas”, afirmou.
Dados da Justiça do Trabalho apontaram que em 2025, o Brasil registrou 4.515 denúncias de trabalho em situação análoga à escravidão, número recorde desde o início da série histórica, que teve início em 2011. Desde este ano, até o ano passado foram mais de 26 mil denúncias recebidas, segundo informações do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), e evidencia a persistência de uma grave violação de direitos humanos no país e dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras.

Com a apresentação do Projeto de Lei, o deputado espera contribuir no combate a essa prática do trabalho análogo à escravidão e à cessão de créditos outorgados e demais isenções ás empresas condenadas no estado de São Paulo. “A proposta vincula o impedimento de concessão de benefícios fiscais à inclusão no Cadastro de Empregadores da Lista Suja. Se até instituições financeiras já são proibidas de conceder crédito a essas empresas, não há justificativa para que o Estado siga oferecendo vantagens tributárias”, concluiu o deputado Marcolino.
Lula ao Congresso: “Vamos continuar trabalhando juntos e juntas para que 2026 seja ainda melhor”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou a deputados e senadores, nesta segunda-feira (2), a Mensagem ao Congresso Nacional, na qual faz um balanço das principais conquistas de 2025, ano que classificou como de consolidação da reconstrução do país, e apresenta os desafios e prioridades do Governo do Brasil para 2026, o último da atual legislatura. O documento foi entregue aos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, durante a abertura dos trabalhos do parlamento. Leia em TVT News.
Na abertura do documento, o presidente destaca que 2025 começou sob ceticismo e projeções pessimistas, mas terminou com resultados concretos que colocaram o Brasil em trajetória de crescimento com inclusão social. “Aconteceu justamente o contrário: o Brasil chegou ao fim de 2025 mais forte do que nunca”, afirma Lula.
>> Veja a íntegra da Mensagem Presidencial ao Congresso Nacional 2026
A Mensagem lembra que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu pelo terceiro ano consecutivo, a inflação fechou 2025 em 4,26% — a menor em sete anos — e o desemprego caiu para 5,2%, o menor índice da série histórica. A renda média do trabalho alcançou R$ 3.574, o maior valor já registrado.
O presidente ressalta que o desempenho econômico permitiu avanços sociais expressivos. Em dois anos, 17,4 milhões de brasileiras e brasileiros saíram da pobreza, e o país foi retirado pela segunda vez do Mapa da Fome. “O Brasil caminha para se tornar um país de classe média”, afirma Lula.
INVESTIMENTOS, INFRAESTRUTURA E POLÍTICAS SOCIAIS – Lula destaca o fortalecimento do investimento público e privado como motor do desenvolvimento. O Novo PAC alcançou execução de R$ 945 bilhões, com mais de 34 mil empreendimentos em todo o país. Na área habitacional, o Minha Casa, Minha Vida antecipou a meta prevista para 2026 ao alcançar 2 milhões de moradias contratadas.
Na saúde, o presidente ressalta a ampliação do acesso a procedimentos e a redução das filas, com 14,5 milhões de cirurgias eletivas realizadas. Na educação, o Programa Pé-de-Meia beneficiou cerca de 4 milhões de estudantes e contribuiu para a redução de 43% na evasão escolar no ensino médio.
PROTAGONISMO INTERNACIONAL E SUSTENTABILIDADE – No cenário internacional, o presidente destaca a retomada do protagonismo do Brasil, com recorde de US$ 77,7 bilhões em investimentos estrangeiros e a consolidação do país como o segundo destino mais atrativo do mundo para o capital externo.
Após 25 anos de negociações, o Brasil celebrou o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, abrindo um novo ciclo de oportunidades para as empresas brasileiras, fortalecendo a competitividade do Brasil, ampliando as exportações e atraindo investimentos de forma sustentável. “O novo bloco detém um quarto do PIB mundial e reúne uma população de 720 milhões de consumidores. Tenho certeza de que o Congresso Nacional não medirá esforços para, no menor prazo possível, internalizar esse acordo.”
Na agenda ambiental, Lula ressalta a redução de cerca de 50% do desmatamento na Amazônia em relação a 2022 e a realização da COP30 no Brasil, reforçando o compromisso com o desenvolvimento sustentável e a justiça climática.
PRIORIDADES E PARCERIA COM O CONGRESSO – Ao projetar 2026, o presidente reafirma a importância da parceria entre o Executivo e o Legislativo para avançar em uma agenda estratégica para o país. Entre as prioridades, Lula destaca a discussão sobre a jornada de trabalho, com foco no fim da escala 6×1 sem redução salarial; o fortalecimento da segurança pública, com a tramitação da PEC da Segurança Pública e do projeto de combate às facções criminosas; e a regulação do trabalho por aplicativos.
O presidente também defende o fortalecimento do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, como exemplo de ação conjunta entre os três Poderes para garantir o direito à vida de meninas e mulheres, e aponta como estratégico o avanço da soberania tecnológica, com a consolidação do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial e do modelo de linguagem nacional, o SoberanIA.
Ao encerrar a Mensagem, Lula afirma que 2025 foi um ano histórico para o Brasil e convoca o Parlamento a seguir trabalhando de forma conjunta para construir um país mais desenvolvido, mais justo e com menos desigualdades. “Vamos continuar trabalhando juntos e juntas para que o ano de 2026 seja ainda melhor”, conclui o presidente.
Via Planalto

Governo de São Paulo concede benefício fiscal a empresas da Lista Suja do trabalho escravo
Deputado estadual Luiz Claudio Marcolino identificou o fato e propôs projeto de lei para proibir essa prática

Lula ao Congresso: “Vamos continuar trabalhando juntos e juntas para que 2026 seja ainda melhor”
Em documento enviado ao Parlamento, presidente ressalta crescimento econômico com inclusão social, reconstrução do Estado e reafirma parceria legislativa para avançar em direitos, segurança e desenvolvimento

INSS retoma atendimento presencial em agências do país
Serviços e Central 135 voltam a funcionar nesta segunda-feira

Salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda
INSS, seguro-desemprego e contribuições têm novos valores

Professores aprovam reivindicações e 1ª rodada de negociações com Sesi será nesta terça
Categoria pede reajuste salarial pelo INPC acrescido de 50%

Isenção do imposto de renda: vitória da luta dos trabalhadores
A isenção até R$ 5 mil é uma vitória importante, mas é também um chamado para continuarmos organizados e ativos na defesa dos nossos direitos
