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Da Redação

UFABC ganha nova unidade em Santo André

Novo PAC do Governo Lula investiu R$ 35,8 milhões para ampliar a capacidade acadêmica da UFABC com a inauguração de dois blocos. Ordens de serviço foram assinadas para compra de equipamentos e início da construção de nova passarela. Leia em TVT News.

“Não há modelo de país desenvolvido que não tenha tido investimento em educação antes”, diz Lula em entrega de unidade da UFABC, em Santo André

Anova unidade Tamanduatehy do Campus Santo André da Universidade Federal do ABC (UFABC) foi inaugurada nesta sexta-feira, 10 de abril, com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A unidade dispõe de mais de 21 mil metros quadrados de área construída e investimento total de R$ 155,7 milhões — sendo R$ 35,8 milhões por meio do Novo PAC —, fortalecendo as condições para o desenvolvimento das atividades acadêmicas e impulsionando a produção científica da universidade.

Durante a cerimônia, foram assinadas ainda as ordens de serviço para adquirir equipamentos dos laboratórios, no valor de R$ 8 milhões, e para o início das obras da passarela que interliga o campus sede da UFABC ao novo espaço inaugurado, no valor de R$ 15,3 milhões — via Novo PAC. Os ministros Leonardo Barchini (Educação), Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência da República), a ministra Miriam Belchior (Casa Civil) e o reitor da UFABC, Dácio Matheus, também participaram da agenda.

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Presidente Lula inaugura unidade Tamanduatehy da UFABC – Foto: Bia Ferreira/ TVT News

A entrega da unidade Tamanduatehy libera espaços das engenharias no campus sede, contribuindo para acomodar 402 vagas dos novos cursos. Dessas, 160 são reservadas para licenciatura em ciências naturais e exatas, 96 vagas para bacharelado em ciências de dados, 96 para bacharelado em biotecnologia e 50 para pedagogia.

Como ficará a expansão da UFABC

BLOCOS ANEXOS — O bloco Anexo H da unidade Tamanduatehy é um edifício administrativo e será destinado ao suporte das atividades institucionais do campus. Construída em uma área de 2.367,71 m², a estrutura contará com vestiários, lanchonete e quatro almoxarifados — Geral, da Pró-Reitoria de Administração, da Prefeitura Universitária e do Núcleo de Tecnologia da Informação.

Já o bloco Anexo I será utilizado para a parte acadêmica e foi projetado para ampliar e qualificar a infraestrutura da universidade. O espaço tem uma área de 15.059,21 m² e é composto por 35 laboratórios didáticos, cinco auditórios e quatro salas de aula, além de restaurante, salas de reuniões e infraestrutura de telecomunicações.

O reitor Dácio Matheus exaltou a concretização da aguardada expansão e a inauguração dos espaços por meio de investimentos do Governo do Brasil.

“Foi um prédio que demorou quase 10 anos para ser concluído por causa de corte de investimentos nos governos passados e que, graças ao Novo PAC, iniciado em 2023, nos permitiu concluir o prédio e contratar os serviços de construção da passarela sobre o rio Tamanduateí, que vai ligar a nossa sede da UFABC com a Unidade Tamanduatehy, integrando a nossa comunidade e, mais do que isso, integrando à malha urbana de Santo André, beneficiando também a população do entorno, do lado de lá do rio, chegando até o centro com segurança e rapidez junto com os alunos, alunas e professores”, celebrou.

“É motivo de festa, sem dúvida nenhuma, os investimentos do Novo PAC aqui neste prédio, na passarela, e também a assinatura da autorização para mobiliar e ter equipamentos técnicos dos oito andares que comportam 32 laboratórios especializados nas nossas engenharias. E, com isso, vamos desafogar os espaços da sede, do outro lado do rio, trazendo as engenharias para cá, abrindo espaço para os cursos de licenciatura, de formação de professores nos sete municípios do ABC”, completou Dácio Matheus.

Passarela da UFABC vai beneficar estudantes e moradores de Santo André

PASSARELA — A passarela mencionada pelo reitor interligará as duas unidades do Campus Santo André, com 181 metros de comprimento e beneficiará mais de 30 mil pessoas da comunidade acadêmica e dos bairros vizinhos. A obra foi licitada e está com contrato assinado.

Artemis do ABC: estudanntes da UFABC participam de competições de foguetemodelismo

ENGENHARIA DE FOGUETES — Durante a visita às novas instalações, o presidente Lula conversou com estudantes da equipe brasileira de foguetemodelismo UFABC Rocket Design, que reúne cerca de 130 alunos de diferentes cursos da instituição. Eles foram campeões da edição 2025 da International Rocket Engineering Competition (Irec) na categoria de foguetes com motor de combustível sólido, feito inédito para o Brasil no cenário aeroespacial estudantil.

IREC — A Irec é considerada a maior competição acadêmica de engenharia de foguetes do planeta, reunindo mais de 150 universidades de diversos países e cerca de duas mil pessoas, entre estudantes, professores e mentores. O desempenho da equipe brasileira impressionou: o foguete alcançou 3.255 metros de altitude, com precisão de 99,5% em relação ao apogeu projetado: 3.272 metros.

É fácil a gente compreender que não existe modelo de país desenvolvido no mundo que não tenha tido antes investimento em educação. É a partir da educação que a gente consegue fazer com que o país cresça, as pessoas se tornam profissionais mais competentes, as empresas crescem e produzem com mais qualidade. A gente fica mais competitivo, o salário dos trabalhadores e das trabalhadoras melhoram, as mulheres ganham independência, ficam mais livres, não vão ficar subordinadas a ninguém, vão ser pessoas livres e não vão ser mais vítimas de violência, como tem acontecido hoje”

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República

Expansão das universidades federais nos governos Lula e Dilma

O presidente Lula relembrou que a UFABC foi planejada e instituída para ser uma das mais importantes universidades do país e reforçou sua convicção de que é preciso reverter a lógica que historicamente prevaleceu de que o acesso ao nível superior é uma oportunidade e um privilégio facilitados para as classes sociais mais financeiramente favorecidas.

“O Brasil esperou 420 anos para criar uma universidade. Isso tem uma lógica: que a elite política da época não via nenhum interesse em que o povo, os trabalhadores e as mulheres estudassem. Ou seja, era uma concepção equivocada de que universidade era coisa para rico. Filho de pobre, menina pobre, trabalhadora, não precisava estudar. Então, o que acho importante é que nós mudamos essa lógica”, declarou.

Lula destacou ainda a qualidade emancipadora e a capacidade indutora de progresso com a democratização do ingresso no ensino superior.

“Custa dinheiro para fazer universidade? Custa, mas a pergunta que temos que fazer é quanto custa não fazer e quanto custa o atraso de um país. É fácil a gente compreender que não existe modelo de país desenvolvido no mundo que não tenha tido antes investimento em educação”, disse Lula

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Presidente Lula inaugura unidade Tamanduatehy da UFABC – Foto: Bia Ferreira/ TVT News

“É a partir da educação que a gente consegue fazer com que o país cresça, as pessoas se tornam profissionais mais competentes, as empresas crescem e produzem com mais qualidade. A gente fica mais competitivo, o salário dos trabalhadores e das trabalhadoras melhoram, as mulheres ganham independência, ficam mais livres, não vão ficar subordinadas a ninguém, vão ser pessoas livres e não vão ser mais vítimas de violência, como tem acontecido hoje”, argumentou Lula.

O ministro Leonardo Barchini observou que tem sido invertido o paradigma de que universidades são restritas à capacidade socioeconômica do aluno interessado em seguir uma graduação. “A primeira ação de democratização do ensino superior que o presidente Lula determinou ao Ministério da Educação foi o ProUni, mas foi nas universidades privadas.

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O ProUni é um programa que trocava o imposto que as universidades não pagavam, as universidades privadas, por vagas para aqueles que mais precisavam, por vagas para os mais pobres. Hoje, temos 3,6 milhões de estudantes que passaram pelo ProUni, estudantes de baixa renda, pretos, pardos, indígenas, quilombolas, que puderam estudar finalmente a educação superior, se formar, viraram engenheiros, viraram doutores, viraram médicos”, relatou.

O que é o Programa REUNI

O ministro da Educação mencionou também os efeitos do programa Reuni — em sinergia com o ProUni — que apoiou planos de reestruturação e expansão das universidades federais na ampliação do acesso e da permanência na educação superior, incluindo a expansão física, acadêmica e pedagógica da rede federal, além de garantir pluralidade entre os alunos.

“Universidade pública só existia nas capitais, não existia na periferia, em cidades do interior, no Norte, no Nordeste, no interior do país. O presidente Lula, então, determinou que se fizesse o ReUni, o maior programa de expansão de universidades federais da história”, recordou.

Barchini enumerou alguns resultados do avanço alcançado com o programa federal. “Tínhamos 45 universidades federais, hoje temos 71. Tínhamos 120 campi, hoje temos mais de 370. E não tem mais só em capital, tem no ABC, em Osasco, em Guarulhos, em Santos, tem campos em todos os rincões do país e de São Paulo. Com isso, a gente pôde triplicar o número de estudantes nas universidades federais. Tínhamos 500 mil estudantes, hoje temos quase 1,5 milhão de estudantes”, detalhou o titular da Educação. “Hoje em dia, a universidade federal brasileira é diversa, é o retrato do povo brasileiro”, concluiu.

Confira como foi a inauguração da nova unidade da UFABC

Gabriela Biló lança livro sobre trama golpista do 8 de janeiro

A fotógrafa e jornalista Gabriela Biló lança sua mais nova obra, Juízo final (Fósforo/Seiva), neste sábado (11) em São Paulo. Trata-se de um livro-reportagem que aborda um dos períodos mais conturbados da democracia brasileira: o golpe do 8 de janeiro. Leia em TVT News.

O lançamento em São Paulo acontecerá na livraria Megafauna do Copan, na Avenida Ipiranga, nº 200, a partir das 15 horas. A mesa de discussão terá mediação do jornalista Fernando Barros e Silva.

Diferente de seu trabalho anterior, focado na estética da fotografia clássica, este novo volume adota um tom de memória investigativa, utilizando o dia 9 de janeiro de 2023 como o marco inicial de sua narrativa.

Para a autora, a escolha da data é estratégica: foi o momento em que a retórica política deu lugar à resposta concreta do Estado.

“Esse livro começa no dia 9 porque é quando a gente começa a ter uma resposta das instituições. Até então, tinha essa percepção de que tinha uma tentativa de golpe, mas se não fosse pelas consequências colhidas a partir dali, poderiam falar que era uma invenção da imprensa”, afirma Biló.

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O “Fio Condutor” da Trama de Gabriela Biló

Fotografia de Gabriela Biló para a Folha de S. Paulo, presente no livro ‘Juízo final’ | © Gabriela Biló / Fósforo / Seiva

O livro combina registros fotográficos com textos que organizam a cronologia dos fatos, servindo como um guia para que o leitor compreenda a complexidade dos eventos. A obra não se limita ao que aconteceu na Praça dos Três Poderes, mas mergulha nas raízes do movimento, traçando conexões que, segundo a autora, remontam ao mandato de Jair Bolsonaro.

A narrativa é sustentada por documentos oficiais de alto peso jurídico. Biló baseou seu texto no:

  • Voto do ministro Alexandre de Moraes;
  • Parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR);
  • Relatório final da Polícia Federal.

A Curadoria e o Valor Histórico

Com edição assinada por Fernando Barros e Silva e prefácio do escritor Marcelo Rubens Paiva, a obra busca entregar o que a jornalista chama de “conjunto de coisas”. Segundo ela, o objetivo é mostrar que as evidências não são provas isoladas, mas partes de uma engrenagem maior.

“A ideia é que quem abrisse conseguisse entender que existe um fio condutor. Eu escrevi esse texto fazendo essa cronologia para mostrar que não é uma única evidência, é um conjunto de fatores que prenderam Jair Bolsonaro e seus comparsas”, explica a jornalista.

O lançamento chega ao mercado como uma peça fundamental para o entendimento do processo investigativo que transformou a percepção de uma “narrativa de esquerda” em um processo judicial robusto sobre a tentativa de golpe de Estado no Brasil.

Veja próximos lançamentos

Servidores municipais de São Paulo têm paralisação marcada para a próxima semana

Servidores municipais aprovaram, em assembleia, paralisação do funcionalismo público para a próxima quinta-feira (16/04), com ato previsto para às 13h, em frente à Prefeitura de São Paulo. Leia mais em TVT News.

Quais categorias de servidores farão paralisação?

A mobilização inclui diversas categorias, como professores, médicos, psicólogos, trabalhadores da saúde e da vigilância sanitária, e afeta serviços oferecidos pelo município, incluindo escolas, hospitais municipais, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPs), entre outros. A paralisação já inclui 19 entidades representativas do funcionalismo.

Quais são as putas dos ervidores

Entre as pautas dos trabalhadores estão: a abertura de concursos públicos, reajuste de 9,3% para todas as carreiras do funcionalismo incluindo trabalhadores ativos e aposentados, além da revogação do desconto de 14% do salário dos servidores aposentados. Outro ponto importante é a equiparação do Vale Alimentação e do Auxílio Refeição aos valores da Câmara Municipal de São Paulo, que recebem um auxílio-refeição de R$93,00 por dia e um vale-alimentação de R$2.033,93.

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Na pauta dos servidores está o reajuste de 9,3% para todas as carreiras do funcionalismo incluindo trabalhadores ativos e aposentados./ Foto: Elineudo Meira (Chokito) – Sindsep

Em reunião realizada com o Fórum de Entidades, formada por associações e sindicatos dos servidores públicos do município, os representantes da Secretaria de Gestão e Secretaria de Educação afirmaram que ainda estão “realizando estudos”.  As entidades aguardam uma resposta da prefeitura de Ricardo Nunes até o dia 16 de abril, se posicionando pela greve caso não tenha resposta ou se ela for insatisfatória.

A assembleia realizada na última quarta-feira (8) ainda autorizou a paralisação ser adiantada caso a prefeitura responda antes.  

A pauta de fim do confisco de 14% tem acompanhado as negociações dos últimos anos, desde 2021, quando a Emenda 41 passou a fazer parte da Lei Orgânica do Município impondo um novo modelo de Previdência que aumentou o valor da contribuição. Já em relação à remuneração, os trabalhadores reivindicam, entre outros cálculos, um índice alinhado ao crescimento da Receita do Município de São Paulo.

A luta por mais concursos é para garantir que o serviço público seja exercido por servidores efetivos, comprometidos com as funções que abraçaram, nomeados através de concursos públicos, para todos os cargos.

Paralisação de servidores da Educação municipal

Parte dos professores municipais de São Paulo realiza manifestação na próxima quarta (15/04), às 14h, em frente à Secretaria Municipal de Educação. Os sindicatos que fazem parte da coordenação das Entidades Sindicais Específicas da Educação Municipal (Coeduc), são: o Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem), Sindicato dos Trabalhadores nas Unidades de Educação Infantil da Rede Direta e Autárquica do Município de São Paulo (Sedin) e o Sindicato dos Especialistas de Educação Municipal de São Paulo (Sinesp). Estes sindicatos decidiram intensificar a mobilização e, caso não avancem as negociações, vão começar a construir uma greve de tempo indeterminado na educação municipal.

A pauta de reivindicação do Coeduc, inclui melhores condições de trabalho, concursos públicos, saúde mental dos educadores, valorização das carreiras e fim das medidas que retiram direitos.

Os profissionais da educação reivindicam reajuste geral em maio de 2026 não inferior a 5,4%, já que esse foi o valor aplicado ao piso nacional dos professores, mais 10%  de aumento real.  

Com informações de Sindsep e Simpeem.

Caixa libera vale-recarga do Gás do Povo a 206 mil famílias

Cerca de 206 mil famílias em todo o país passam a ter acesso ao vale-recarga do programa Gás do Povo. Leia em TVT News. Para ter acesso à recarga, o responsável familiar deve procurar umas das mais de 20 mil revendedoras em todo o país, que aderiram voluntariamente ao programa e realizar a validação eletrônica na azulzinha (maquininha de cartões) de uma das seguintes formas:

  • Aplicativo Meu Social – Gás do Povo;
  • Cartão do Bolsa Família (com chip);
  • Cartão de débito da Caixa.

Informar o CPF do Responsável Familiar na maquininha da revenda e receber código por SMS.

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Expansão nacional

Em março, o programa passou a atender quase 15 milhões de famílias em todos os municípios do Brasil. Com a ampliação, o programa triplicou o número de beneficiários e se consolida como uma das maiores iniciativas de acesso ao cozimento limpo no mundo.

A política substituiu o modelo anterior de repasse em dinheiro pela entrega direta do gás, com o objetivo de aumentar a efetividade e garantir o acesso ao insumo essencial para o preparo de alimentos.

A meta do governo é viabilizar cerca de 65 milhões de recargas por ano.

Perfil beneficiado

A maior parte dos lares atendidos é chefiada por mulheres. Segundo dados do programa, 92% dos beneficiários, cerca de 8,7 milhões de famílias, têm mulheres como responsáveis familiares.

O dado reforça o foco da política em populações mais vulneráveis e no apoio à segurança alimentar.

Ampliação

O Gás do Povo foi implementado de forma gradual. A primeira fase, em novembro de 2025, atendeu 1 milhão de famílias em dez capitais. Em janeiro, o alcance foi ampliado para 17 capitais e, posteriormente, para todas as capitais do país.

Na etapa seguinte, o programa incorporou automaticamente as 4,5 milhões de famílias que recebiam o Auxílio Gás. Em março, o benefício alcança todo o território nacional, com aumento significativo no número de revendas credenciadas.

Combate à pobreza energética

O programa busca enfrentar a chamada pobreza energética, garantindo acesso a uma fonte de energia mais limpa e segura.

Sem o benefício, muitas famílias recorrem a alternativas como lenha e carvão, que aumentam riscos à saúde e de acidentes domésticos.

Transformado recentemente em lei federal, o Gás do Povo passa a integrar uma estratégia mais ampla de acesso ao cozimento limpo, com mecanismos de financiamento, monitoramento e governança.

A iniciativa também pretende estimular economias locais e ampliar o acesso a serviços essenciais em todo o país.

Para receber o benefício, a família precisa:

  • Ser beneficiária do Bolsa Família;
  • Ter ao menos duas pessoas no núcleo familiar;
  • Ter renda per capita de até meio salário-mínimo;
  • Estar com o Cadastro Único atualizado nos últimos 24 meses;
  • Ter o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) do Responsável Familiar regular, sem pendências.

Onde consultar o benefício

Canais para tirar dúvidas

  • Disque Social 121 (MDS);
  • FalaBR, do Governo Federal;
  • SAC Caixa: 0800-726-0101.

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

O dólar vai ficar abaixo dos R$ 5,00?

A entrada de capital estrangeiro no Brasil, em conjunto com o cenário geopolítico, interferem no valor da moeda norte-americano. Com a desvalorização do dólar, a cotação pode ficar abaixo da marca dos R$ 5,00. Acompanhe a cotação do dólar com a TVT News.

Dólar hoje

Por que o dólar está perdendo o valor?

Os últimos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, com o anúncio de um cessar-fogo, trouxeram alívio ao câmbio no Brasil.

A alta do Ibovespa nesta sexta-feira, de 0,62%, é apontada como uma das razões para a queda do dólar, que chegou a R$ 5,01, recuo de 1,2%, no menor patamar em dois anos.

Analistas avaliam que o país se beneficia com a valorização de commodities, especialmente o petróleo, o que melhora a balança comercial e atrai investimentos para empresas do setor energético.

Outro fator que sustenta a queda do dólar é o diferencial de juros. Mesmo com expectativa de cortes, o Brasil ainda oferece taxas elevadas, o que continua atraindo capital estrangeiro.

As projeções indicam que a moeda pode seguir em queda, caso se mantenham fatores como o fluxo estrangeiro, a estabilidade internacional e o enfraquecimento global do dólar.

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A última vez que a moeda norte-americana foi negociada abaixo dos R$ 5,00 foi há quase três anos, em 12 de abril de 2023, quando chegou a R$ 4,94.

Confira a cotação atualizada do dólar hoje

Mercado financeiro em tempo real

Confira os números da economia brasileira

  • Índice Bovespa
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TVT News traz a cotação do dólar, euro e valor do petróleo brent. Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

Confira a cotação de outras moedas internacionais (Dólar, Euro e peso argentino)

Cotação atualizada do dólar, euro e peso argentino em comparação ao Real.

Vibra adere à subvenção para baixar preço do diesel

A Vibra Energia, operadora dos postos de combustíveis que ainda levam o nome comercial Petrobras, informou que vai aderir em abril ao programa de subvenção do óleo diesel criado pelo governo federal para conter a alta do preço do derivado de petróleo. Leia em TVT News.

A adesão da Vibra, dona de cerca de 8 mil postos de combustíveis pelo país, representa um ganho de escala do programa lançado inicialmente em 12 de março, uma vez que as três principais revendedoras tinham ficado de fora da adesão. Além da Vibra, a Raízen (postos Shell) e a Ipiranga tinham declinado de receber a subvenção.

Por meio de nota, a Vibra informou que analisa os detalhes técnicos e segue em diálogo com governo e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador do setor, “com intuito de esclarecer e ajustar pontos importantes para que, em outro momento, a subvenção possa ser solicitada em plena conformidade com seus pilares de governança e eficiência logística”.

A empresa acrescentou que “reitera seu apoio a medidas que busquem a previsibilidade do mercado nacional, visando minimizar impactos para o consumidor final e para os setores produtivos do país”.

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Ex-BR Distribuidora

A Vibra é a empresa vencedora do processo de privatização da então subsidiária da Petrobras BR Distribuidora, iniciado em 2019 e concluído em 2021. Até 2029 a Vibra tem direito de usar a marca Petrobras em seus postos de revenda.

Os dados mais recentes da ANP mostram que a companhia lidera o mercado de óleo diesel no país com 21,24% de market share (participação). Em seguida figuram a Ipiranga (17,72%) e a Raízen (17,34%).

Subvenção

O programa de subvenção foi lançado inicialmente em 12 de março, com a oferta de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores de diesel que vendessem o combustível abaixo do valor da tabela determinada pela ANP.

No último dia 6, o governo ampliou a subvenção, acrescentando R$ 1,20 por litro para a importação de diesel. No caso, estados dividiriam os custos da medida com a União. O benefício é válido inicialmente por dois meses e pode chegar a R$ 4 bilhões.

Foi anunciada também uma subvenção extra de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no Brasil, com custo estimado de R$ 3 bilhões mensais.

Nos dois casos, as empresas deverão repassar a redução ao consumidor.

A ANP mantém atualizada uma tabela com o preço de referência do óleo diesel para monitorar o nível de preço do produto vendido pelos beneficiados com a subvenção.

Para importador, por exemplo, o preço de comercialização fica entre R$ 5,51 e R$ 5,75, dependendo da região do país.

A última atualização da ANP indica que nove empresas, entre importadores, revendedores e produtores, aderiram ao programa, entre elas a Petrobras e a Refinaria de Mataripe, na Bahia, segunda maior do país (fica atrás somente da Refinaria de Paulínia, em São Paulo, pertencente à Petrobras).

Choque do petróleo

A alta no preço dos derivados de petróleo, notadamente o óleo diesel, foi desencadeada pelo conflito no Oriente Médio. Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram uma série de ataques militares ao Irã

Como a região concentra países produtores de petróleo e rotas estratégicas de logística, como o Estreio de Ormuz, controlado pelo Irã, a cadeia produtiva foi afetada, diminuindo a oferta de petróleo no mundo. O resultado foi a escalada do preço do barril.

No Brasil a alta foi sentida logo pelo diesel, uma vez que 30% do consumo nacional vem do mercado internacional.

Inflação oficial

A alta no preço dos combustíveis foi indicada nesta sexta-feira (10) pelo termômetro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a chamada inflação oficial do país.

A inflação de março foi de 0,88%, puxada principalmente pelo grupo transportes. O item combustíveis subiu 4,47%. A gasolina, que em fevereiro tinha 0,61%, subiu 4,59% em março. O diesel passou de aumento de 0,23% em fevereiro para 13,90% em março. 

Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil