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Da Redação

Quem é o Manager de Marketing e Dados nas eleições 2026

Há uma figura nova, e cada vez mais decisiva, no centro das campanhas majoritárias brasileiras. Enquanto o marqueteiro tradicional continua sendo o guardião da emoção e da estética do Horário Eleitoral, um outro profissional passou a operar os bastidores tecnológicos da disputa: o Manager de Marketing e Dados — também chamado de Diretor de Estratégia Digital e Performance.

Nas corridas ao Governo do Estado e ao Senado em 2026, ele é, sem exagero, o coração tecnológico da operação.

Por Edson Panes de Oliveira Filho

Quem é o “Manager de Marketing e Dados” e qual será a sua função nas campanhas de 2026

A diferença de foco é o que define esse cargo. Onde o marketing clássico busca comover, o Manager busca precisão do alvo e velocidade de resposta. Ele não substitui a criatividade: dá a ela endereço, hora certa e comprovação de resultado. Atuando na intersecção entre a narrativa política e a ciência de dados, sua missão pode ser resumida em uma frase — garantir que a mensagem certa chegue ao eleitor certo, no momento exato, dentro dos limites impostos pela Justiça Eleitoral. É desse ponto de equilíbrio, entre ousadia comunicacional e rigor técnico, que nasce a vantagem competitiva de uma campanha moderna.

As obrigações do Manager de Marketing e Dados

O trabalho do Manager se organiza em cinco frentes que, na prática, funcionam de forma simultânea e integrada. A primeira é a gestão da narrativa e a unidade de mensagem. Cabe a ele sincronizar as plataformas, fazendo com que aquilo que o candidato afirma na televisão seja desdobrado e adaptado para as redes sociais sem perder coerência visual nem de discurso. É também o responsável por zelar pelo branding do candidato, mantendo a marca política consistente e resiliente diante dos ataques inevitáveis de um período eleitoral.

A segunda frente é a inteligência de dados e a segmentação. O Manager traduz as pesquisas quantitativas e qualitativas em decisões concretas de comunicação: se a rejeição cresce em determinada região, é ele quem orienta a produção de conteúdo específico para reverter o quadro. Por meio do micro-targeting, segmenta o eleitorado por interesses, dores e localização, extraindo o máximo de alcance útil de cada peça.

Da segmentação decorre naturalmente a terceira frente, a de performance e tráfego pago. É atribuição do Manager alocar as verbas do Fundo Eleitoral em plataformas como Meta, Google e TikTok, sempre perseguindo o menor custo por voto ou por conversão, e submeter cada material a testes A/B para descobrir qual versão gera mais engajamento e compartilhamento orgânico. Nada é veiculado por instinto: tudo é medido, comparado e ajustado.

A quarta frente é a do social listening e da resposta rápida. Com ferramentas de monitoramento em tempo real, o Manager escuta, 24 horas por dia, o que as redes dizem sobre o candidato e seus adversários. É quem detecta um ataque ou uma fake news ainda no início e coordena, do gabinete de crise, a produção imediata dos conteúdos de defesa ou de contra-ataque — muitas vezes em questão de minutos.

A quinta e última frente, cada vez mais sensível, é a governança de IA e o compliance digital. O Manager supervisiona o uso de Inteligência Artificial na criação de conteúdo, assegurando o cumprimento das regras de rotulagem do TSE, e garante que a coleta de dados de apoiadores respeite a LGPD e as normas eleitorais. É a frente que protege a campanha de si mesma.

O valor do cargo: papel operativo e competência estratégica

Seria um erro reduzir o Manager de Marketing e Dados a um operador de ferramentas, alguém que apenas aperta botões, sobe anúncios e lê relatórios. Sua importância está justamente em unir, na mesma pessoa, duas naturezas que raramente convivem: a competência operativa, que faz as coisas acontecerem no ritmo implacável de uma campanha, e a competência estratégica, que dá a essas ações um propósito e um destino. É essa combinação que transforma esforço em resultado e movimento em vitória.

No plano operativo, o Manager é o profissional que garante a execução. Numa disputa em que uma crise pode nascer e viralizar antes do almoço, é ele quem sustenta a máquina funcionando: coordena a produção, distribui as peças na hora certa, aciona o gabinete de crise, redireciona verba de um público que não responde para outro que converte e mantém todas as plataformas alinhadas. Sem essa mão firme na operação, a melhor das estratégias morre no papel. O Manager é, nesse sentido, o elo entre a decisão tomada na sala de comando e o eleitor que recebe a mensagem no celular — e é a qualidade desse elo que separa campanhas que reagem tarde daquelas que chegam sempre um passo à frente.

No plano estratégico, seu valor é ainda maior. O Manager não é um técnico que recebe ordens e as cumpre: ele participa da definição dos rumos. Ao ler os dados com profundidade, enxerga tendências antes que se tornem evidentes nas pesquisas, identifica onde o voto está em disputa e recomenda para onde a energia da campanha deve ser dirigida. Ele traduz números em decisões políticas e devolve à coordenação um mapa claro do terreno. É por isso que, nas campanhas mais bem estruturadas, o Manager de Marketing e Dados deixou de ocupar um lugar acessório e passou a sentar-se à mesa das decisões, ao lado do marqueteiro e do estrategista político, com voz igualmente qualificada.

Em síntese, esse profissional vale tanto pela sua capacidade de fazer quanto pela de pensar. Ele é, ao mesmo tempo, o operário e o arquiteto da comunicação digital: executa com a disciplina de quem entende de prazos e ferramentas, e planeja com a visão de quem compreende que cada clique, cada real investido e cada conteúdo publicado precisa servir a um objetivo maior. Investir num Manager competente não é um custo acessório da campanha — é, talvez, o investimento com melhor retorno sobre o voto que uma candidatura pode fazer em 2026.

Características pessoais e perfil profissional

Para assumir uma campanha de estado, ao Governo ou ao Senado, o Manager precisa reunir competências técnicas e comportamentais bastante específicas. A mais fundamental é o pensamento analítico, orientado por dados. Esse profissional não decide por feeling nem por intuição: sente-se à vontade diante de planilhas, dashboards e métricas e, quando os números mostram que um tema não está performando, tem o desapego necessário para mudar de rota na mesma hora.

A ela se soma a agilidade e a resiliência sob pressão. Campanhas majoritárias são ambientes de crise constante, e o Manager precisa manter a calma enquanto coordena respostas a ataques que se espalham em minutos, tomando decisões de peso em prazos curtíssimos. Essa serenidade, porém, só rende frutos quando acompanhada de uma visão holística da comunicação: o digital não é um “puxadinho” da televisão. O perfil ideal entende como a comunicação de massa influencia as redes e vice-versa, integrando as duas frentes sem disputas de ego com o marqueteiro tradicional.

Por fim, e talvez o traço mais inegociável no Brasil, está o rigor ético e a atenção aos detalhes. Um erro de rotulagem de IA ou um impulsionamento irregular pode custar a cassação de um mandato. O Manager precisa ser metódico, revisar cada peça sob a ótica das resoluções do TSE e trabalhar em sintonia fina com o departamento jurídico. Aqui, o cuidado não é burocracia: é sobrevivência da candidatura.

Comparativo de foco: Marketing versus Dados

Para visualizar como essas duas frentes se integram sob o comando do Manager, o quadro abaixo resume onde cada uma coloca a sua ênfase e com quais ferramentas costuma trabalhar:

FrenteFoco PrincipalFerramentas-Chave
MarketingNarrativa, criatividade e emoçãoAdobe Suite, CapCut, IA Generativa
DadosPrecisão, alcance e conversãoGoogle Analytics, Meta Ads, Social Listening
IntegraçãoVoto e engajamentoCRM Político e Dashboards de BI

Resumindo

  • O Manager de Marketing e Dados é o responsável por transformar a estratégia política em execução digital precisa e segura.
  • Suas obrigações vão da gestão da narrativa ao monitoramento de crises e à governança de IA.
  • Seu valor está em unir papel operativo e competência estratégica — é, ao mesmo tempo, quem executa e quem ajuda a decidir.
  • O perfil ideal é analítico, ágil e dotado de um rigor ético absoluto, para evitar problemas com a Justiça Eleitoral.

Entidades associativas de marketing político, como o Camping e a Alcateia Política, e empresas especializadas na coleta e interpretação de dados, como a Microtarget e a Quest, reúnem profissionais com esse perfil, capacitados e prontos para atuar na sua campanha em 2026. Procure-os.

Sobre o autor

Edson Panes de Oliveira Filho é advogado e estrategista político, especialista em Direito Eleitoral, com MBA em Direito Empresarial, MBA em Gestão de Pessoas e MBA em Comunicação Governamental e Marketing Político. É proprietário da CRIA Marketing Digital e Político e cofundador da Alcateia Política.

Defende que reputação é patrimônio — construída pela trajetória, sustentada pela coerência e reconhecida pela confiança.


Os artigos dos colunistas expressam as opiniões individuais da autora ou do autor e não, necessariamente, refletem a opinião da TVT News

Resultados da Copa do Mundo da FIFA 2026

Confira com a TVT News a tabela completa da Copa do Mundo 2026. Acompanhe os resultados atualizados e o quem vai fazer a final da Copa para não perder nenhum detalhe do maior Mundial da história, o primeiro com 48 seleções em Estados Unidos, México e Canadá.

Datas das semifinais da Copa do Mundo

As semifinais já começam a ser disputadas no dia 14 de julho e terminam no dia seguinte.

Terça, 14 de julho de 2026

16h – França x Espanha => vencedor Espanha

Quarta, 15 de julho de 2025

16h – Inglaterra x Argentina

Onde assistir à Copa do Mundo 2026

Os direitos de transmissão da Copa do Mundo no Brasil estão divididos entre diferentes plataformas.

Os jogos poderão ser acompanhados por:

  • Globo (TV aberta)
  • SporTV (TV por assinatura)
  • Globoplay (streaming)
  • ge tv
  • SBT (TV aberta)
  • Cazé TV (YouTube)
  • N Sports (TV por assinatura)

A Cazé TV transmite os 104 jogos da competição.

Jogos das quartas de final da Copa do Mundo

Resultados dos jogos das quartas de final.

Quinta, 9 de julho de 2026

17h – França x Marrocos => vencedor França

Sexta, 10 de julho de 2026

16h – Espanha x Bélgica => vencedor Espanha

Sábado, 11 de julho de 2026

18h – Noruega x Inglaterra => vencedor Inglaterra

22h – Argentina x Suíça => vencedor Argentina

Enfim, e a final?

A final da Copa do Mundo 2026 está marcada para às 16h (horário de Brasília) do dia 19 de julho, em um domingo.

Já a decisão do terceiro lugar será 18 de julho.

Chaveamento da Copa do Mundo

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Chaveamento da Copa do Mundo em 10 de julho. Arte: Emanuele Godoy / TVT News

Resultados dos jogos de oitavas de final:

Sábado, 4 de julho de 2026

14h – Canadá x Marrocos => vencedor Marrocos

18h – Paraguai x França => vencedor França

Domingo, 5 de julho de 2026

17hBrasil x Noruega => vencedor Noruega

21h – México x Inglaterra => vencedor Inglaterra

Segunda, 6 de julho de 2026

16h – Portugal x Espanha -> vencedor Espanha

21h Estados Unidos x Bélgica

Terça, 7 de julho de 2026

13h – Argentina x Egito -> vencedor Argentina

17h – Suíça x Colômbia – > vencedor Suiça

Quais os grupos da Copa do Mundo 2026

Confira os grupos da Copa do Mundo da FIFA 2026. O Brasil está no grupo C na disputa pelo hexa na Copa do Mundo e enfrenta Marrocos, Escócia e Haiti.

Grupos da Copa do Mundo da FIFA 2026

  • GRUPO A: México, África do Sul, Coreia do Sul e República Tcheca;

  • GRUPO B: Canadá, Bósnia, Catar e Suíça;

  • GRUPO C: Brasil, Marrocos, Haiti e Escócia;

  • GRUPO D: Estados Unidos, Paraguai, Austrália e Turquia;

  • GRUPO E: Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim e Equador;

  • GRUPO F: Holanda, Japão, Suécia e Tunísia;

  • GRUPO G: Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia;

  • GRUPO H: Espanha, Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai;

  • GRUPO I: França, Senegal, Iraque e Noruega;

  • GRUPO J: Argentina, Argélia, Áustria e Jordânia;

  • GRUPO K: Portugal, RD Congo, Uzbequistão e Colômbia;

  • GRUPO L: Inglaterra, Croácia, Gana e Panamá.

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Grupos da Copa do Mundo FIFA 2026

Quais foram os jogos do Brasil na Copa do Mundo

O Brasil estava no Grupo C com Marrocos, Haiti e Escócia na primeira fase.

As partidas foram disputadas nos Estados Unidos, nas cidades de Nova York/Nova Jersey, Filadélfia e Miami.

Jogos do Brasil na fase de grupos

Brasil 1 x 1 Marrocos

Data: 13 de junho (sábado)

Horário: 19h (de Brasília)

Local: Estádio MetLife – Nova York/Nova Jersey

Brasil 3 x 0 Haiti

Data: 19 de junho (sexta-feira)

Horário: 21h30 (de Brasília)

Local: Lincoln Financial Field – Filadélfia

Escócia 0 x 3 Brasil

Data: 24 de junho (quarta-feira)

Horário: 19h (de Brasília)

Local: Hard Rock Stadium – Miami

A partida contra o Haiti teve um significado histórico para a Seleção Brasileira. Será a primeira vez que as duas equipes se enfrentarão em uma Copa do Mundo. O país caribenho se tornou o 50º adversário diferente do Brasil em Mundiais.

Fase 16 avos

Brasil 2 x 1 Japão

Fase Oitavas de final

Fase de Oitavas de final

Brasil 1 x 2 Noruega

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O Brasil enfrenta o Marrocos neste sábado (13), às 19h, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, pela primeira rodada do Grupo C. Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Quais são os mascotes da Copa do Mundo 2026

“Maple, o alce (Canadá), Zayu, a onça-pintada (México) e Clutch, a águia-americana (Estados Unidos) foram cuidadosamente desenvolvidos para refletir a vibrante cultura, a herança e o espírito de seus respectivos países, unindo-se para simbolizar a unidade, a diversidade e a paixão compartilhada pelo esporte”, informou a federação, em nota. 

A Copa do Mundo de 2026 é a 16ª edição consecutiva a contar com um mascote, um símbolo do torneio que já teve inspirações humanas, artísticas, em animais e frutas e até etéreas ao longo da história.

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Maple, Zayu e Clutch são símbolos do Canadá, México e Estados Unidos, países-sede do mundial. Foto: FIFA

Como funciona o novo formato da Copa do Mundo?

A edição de 2026 foi a primeira com 48 seleções.

O aumento no número de participantes modificou a estrutura da competição.

Agora a Copa teve o seguinte chaveamento

  • 12 grupos com quatro seleções cada;
  • Os dois primeiros colocados de cada grupo avançam diretamente;
  • Os oito melhores terceiros colocados também se classificam.

Ao final da fase de grupos, 32 seleções seguiram para a fase eliminatória.

A partir daí, o torneio passou a ser disputado em sistema de mata-mata.

As etapas da Copa são

  • Fase de 16-avos de final;
  • Oitavas de final;
  • Quartas de final;
  • Semifinais;
  • Disputa do terceiro lugar;
  • Final.

Principais datas da Copa do Mundo

Abertura: 11 de junho de 2026 – Estádio Azteca, Cidade do México

Última rodada da fase de grupos: 27 de junho

16-avos de final: 28 de junho a 3 de julho

Oitavas de final: 4 a 7 de julho

Quartas de final: 9 a 11 de julho

Semifinais: 14 e 15 de julho

Disputa do terceiro lugar: 18 de julho – Miami

Final: 19 de julho – Nova York/Nova Jersey

Com informações da FIFA

Espanha bate França (2-0) e está na final da Copa do Mundo

Da AFP em Arlington, Estados Unidos – A Espanha se classificou para a final da Copa do Mundo de 2026 ao derrotar a França por 2 a 0 nesta terça-feira (14), em Arlington, próximo a Dallas.

Com uma atuação defensiva extraordinária que anulou o ataque francês, os espanhóis chegaram à vitória graças aos gols de Mikel Oyarzabal (22′ de pênalti) e Pedro Porro (58′).

Oyarzabal marcou seu quinto gol no torneio e se igualou a Emilio Butragueño (México-1986) e David Villa (África do Sul-2010) como os espanhóis com mais gols em uma edição de Mundial.

Também foi a terceira vitória consecutiva da Espanha sobre a França, após as semifinais da Eurocopa de 2024 (2 a 1) e da Liga das Nações da Uefa do ano passado (5 a 4).

No próximo domingo, no MetLife Stadium, em East Rutherford, a ‘Roja’ vai disputar a segunda final de Copa do Mundo de sua história. A primeira aconteceu em 2010, na África do Sul, com a equipe vencendo a Holanda por 1 a 0 na prorrogação.

De fato, a campanha espanhola neste Mundial guarda semelhanças com a de 16 anos atrás: um tropeço na estreia (derrota por 1 a 0 para a Suíça em 2010 e empate sem gols contra Cabo Verde em 2026), seguido por uma evolução constante ao longo do torneio, com seu jogo baseado na posse de bola e uma defesa sólida (sofrendo apenas um gol em toda a competição, nas quartas de final, contra a Bélgica).

A Espanha agora espera o vencedor da segunda semifinal, entre Argentina e Inglaterra, que jogam nesta quarta-feira (15), em Atlanta, para conhecer seu adversário na disputa pelo título.

Escalações de França x Espanha

França: Mike Maignan – Jules Koundé, Dayot Upamecano, William Saliba (Maxence Lacroix, 30′), Lucas Digne (Theo Hernandez, 72′) – Adrien Rabiot (Kouadio Koné, 46′), Aurélien Tchouaméni – Michael Olise (Ryan Cherki, 72′), Ousmane Dembéle, Bradley Barcola (Désiré Doué, 57′) – Kylian Mbappé. Técnico: Didier Deschamps.

Espanha: Unai Simón – Pedro Porro (Marcos Llorente, 84′), Pau Cubarsí, Aymeric Laporte, Marc Cucurella – Lamine Yamal, Rodri – Dani Olmo (Mikel Merino, 78′), Fabián Ruiz (Pedri, 78′), Álex Baena (Nico Williams, 84′) – Mikel Oyarzabal (Ferrán Torres, 74′). Técnico: Luis de la Fuente.

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O atacante espanhol nº 7 Ferran Torres e o meio-campista espanhol nº 15 Alex Baena comemoram após vencerem a semifinal da Copa do Mundo de 2026 entre França e Espanha, no Dallas Stadium, em Arlington, em 14 de julho de 2026. (Foto de CHARLY TRIBALLEAU / AFP)

© Agence France-Presse

Quem vai ser o adversário da Espanha na final

O adversário da Espanha na final da Copa do Mundo de 2026 coloca frente a frente duas seleções cuja história transcende o futebol. O confronto entre Argentina e Inglaterra, marcado para quarta-feira (15) em Atlanta, reúne elementos de uma rivalidade construída tanto em conflitos geopolíticos quanto em duelos esportivos. 

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Para Inglaterra e Argentina, chegar à semifinal foi um exercício de sobrevivência física e, acima de tudo, psicológica. Foto: Composição FIFA / Página oficial da FIFA

Esta será a sexta vez que as seleções se encontram em uma Copa do Mundo, um confronto que sempre carrega camadas adicionais de significado para ambas as nações.

O histórico geral do duelo aponta vantagem inglesa: em 15 partidas disputadas, a Inglaterra venceu 6, a Argentina venceu 3 e houve 6 empates. No recorte específico de Copas do Mundo, a Inglaterra também leva a melhor, com 3 vitórias contra 2 da Argentina.

Mas a derrota de 1986, que completa 40 anos, incomoda muito mais aos ingleses, pois foi considerada uma vingança esportiva da Argentina, quatro anos após a guerra das Malvinhas, travada entre ingleses e argentinos.

No dia 22 de junho de 1986, as equipes de Inglaterra x Argentina disputaram as quartas de final da Copa do Mundo no Estádio Azteca, no México. O jogo foi realizado quatro anos após o encerramento da Guerra das Malvinas.

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O gol do século. O segundo gol de Maradona em 1986: o camisa 10 partiu do meio do campo e passou por defensores ingleses e pelo goleiro. Imagem: foto digitalizada do jornal Clarín / Wikimedia Commons

A Argentina obteve a vitória pelo placar de 2 a 1. O jogador Diego Maradona marcou os dois gols da seleção sul-americana. O primeiro gol, executado com a mão, foi batizado de “Mão de Deus”. O segundo gol, no qual o jogador partiu do meio do campo e passou por defensores ingleses e pelo goleiro, foi classificado como o “Gol do Século” em votação da Fifa.

ECA completa 36 anos entre conquistas e desafios

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 36 anos reafirmando sua posição como um dos mais importantes marcos da redemocratização brasileira e da consolidação dos direitos humanos. Sancionado em 13 de julho de 1990, o Estatuto rompeu com a lógica do antigo Código de Menores e instituiu a doutrina da proteção integral, reconhecendo crianças e adolescentes como sujeitos de direitos e destinatários da prioridade absoluta prevista na Constituição Federal de 1988. Saiba mais na TVT News.

Ao longo dessas mais de três décadas, o ECA impulsionou mudanças profundas nas políticas públicas voltadas à infância e à juventude, contribuindo para avanços em áreas como educação, saúde, assistência social e proteção contra a violência. Ao mesmo tempo, o aniversário de 36 anos da lei reacende o debate sobre a distância entre os direitos assegurados na legislação e sua efetiva implementação em um país marcado por desigualdades sociais e altos índices de violência contra crianças e adolescentes.

O diretor de Proteção da Criança e do Adolescente do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Fábio Meirelles, avalia que o Estatuto representou uma mudança histórica na forma como o Estado brasileiro passou a tratar crianças e adolescentes.

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Segundo ele, antes da entrada em vigor do ECA predominava uma lógica baseada no antigo Código de Menores, que tratava crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade sob uma perspectiva predominantemente assistencialista e punitiva.

“O principal desafio para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes no Brasil não é a criação de novas leis, mas o cumprimento efetivo do Estatuto da Criança e do Adolescente”, afirmou Meirelles em entrevista ao programa A Voz do Brasil.

De acordo com o diretor, a legislação consolidou o princípio da prioridade absoluta previsto na Constituição Federal e estabeleceu que a responsabilidade pela proteção integral deve ser compartilhada entre Estado, família e sociedade.

Na avaliação de Meirelles, o Estatuto foi decisivo para fortalecer políticas públicas voltadas à infância, contribuindo para a expansão da educação pública, a redução da mortalidade infantil, a criação dos Conselhos Tutelares e o fortalecimento das redes de assistência social e saúde.

Apesar disso, ele ressalta que transformar os direitos previstos na legislação em políticas públicas efetivas continua sendo o maior desafio do país. Segundo o diretor, essa proteção deve alcançar todas as realidades brasileiras, contemplando crianças e adolescentes indígenas, quilombolas, ribeirinhos, pessoas com deficiência, migrantes, refugiados e aqueles em situação de maior vulnerabilidade social.

Conquistas acumuladas

Desde sua promulgação, o ECA promoveu uma mudança de paradigma ao substituir a visão tutelar que predominava até o fim da década de 1980 pelo reconhecimento da infância e da adolescência como fases da vida que exigem proteção integral e garantia de direitos.

Entre os avanços mais frequentemente associados ao Estatuto estão a universalização do acesso ao ensino fundamental, a consolidação da escola como espaço de proteção, a ampliação das políticas de vacinação e atendimento prioritário à saúde, o aperfeiçoamento das regras de adoção e a estruturação da rede nacional de Conselhos Tutelares, hoje presente em praticamente todos os municípios brasileiros.

O Estatuto também estabeleceu um sistema específico de responsabilização para adolescentes autores de atos infracionais, baseado em medidas socioeducativas compatíveis com a condição peculiar de pessoas em desenvolvimento, substituindo a lógica meramente repressiva que marcou a legislação anterior.

Desafios persistentes

Apesar dos avanços, diversos direitos previstos na legislação ainda não são plenamente garantidos.

Entre os principais problemas apontados por especialistas estão a insuficiência de vagas em creches, dificuldades na execução e no financiamento das políticas públicas voltadas à infância, além do crescimento dos casos de violência física, psicológica e sexual contra crianças e adolescentes.

Outro desafio crescente está relacionado ao ambiente digital. A expansão do acesso à internet trouxe novas formas de violência, como aliciamento, exploração sexual, cyberbullying e circulação de imagens envolvendo crianças e adolescentes, tornando necessária a atualização permanente dos mecanismos de proteção previstos na legislação.

Ao mesmo tempo, propostas de redução da maioridade penal e de endurecimento das medidas socioeducativas continuam sendo apresentadas no Congresso Nacional, reacendendo debates sobre possíveis mudanças em um dos pilares do Estatuto.

ECA continua na pauta do STF

Os direitos assegurados pelo Estatuto também permanecem presentes na atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). Levantamento recente mostra que as discussões relacionadas à infância e à adolescência chegam atualmente à Corte principalmente por meio de recursos ligados a casos concretos.

Grande parte dos processos trata de medidas de proteção, acesso a tratamentos médicos, guarda, adoção, atos infracionais e medidas socioeducativas. Já as ações diretas de inconstitucionalidade envolvendo o ECA são relativamente poucas e, em sua maioria, foram ajuizadas há vários anos.

Entre as decisões mais importantes do Supremo estão a manutenção da proibição do trabalho antes dos 16 anos, salvo na condição de aprendiz a partir dos 14; a reafirmação de que a internação de adolescentes deve ocorrer apenas nas hipóteses excepcionais previstas em lei; e decisões que reforçam o princípio da proteção integral estabelecido pelo Estatuto.

Com a entrada em vigor de novas normas voltadas à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, a expectativa é que novas discussões cheguem ao STF nos próximos anos.

Desafio é transformar direitos em realidade

Ao completar 36 anos, o Estatuto da Criança e do Adolescente permanece como uma das legislações mais importantes da democracia brasileira. Sua criação consolidou o entendimento de que crianças e adolescentes devem ser prioridade absoluta das políticas públicas e que sua proteção é responsabilidade compartilhada entre Estado, sociedade e famílias.

Mais de três décadas depois, porém, o principal desafio continua sendo fazer com que os direitos assegurados em lei se traduzam em políticas públicas efetivas em todas as regiões do país. Como resume Fábio Meirelles, a tarefa não é criar novos direitos, mas garantir que aqueles previstos no ECA alcancem, de fato, a vida cotidiana de milhões de crianças e adolescentes brasileiros.

Leia também:

Inglaterra x Argentina; onde ver, horário e escalação

Argentina e Inglaterra voltam a medir forças nesta quarta-feira (15), às 16h (horário de Brasília), pela semifinal da Copa do Mundo de 2026. O confronto será disputado no Estádio de Atlanta, nos Estados Unidos, e vale uma vaga na grande decisão do torneio contra a Espanha. Leia tudo sobre a Copa do Mundo na TVT News.

A partida reúne duas das seleções mais tradicionais do futebol mundial e coloca frente a frente alguns dos principais jogadores da atualidade. De um lado, Lionel Messi lidera a atual campeã do mundo na tentativa de conquistar o bicampeonato consecutivo, feito que não ocorre desde a seleção brasileira de 1962. Do outro, a Inglaterra aposta na geração comandada por Harry Kane e Jude Bellingham para voltar a disputar uma final de Copa do Mundo.

Onde assistir? Os torcedores poderão acompanhar o confronto ao vivo pela Globo, SporTV, CazéTV e ge.tv, oferecendo diferentes opções de transmissão em televisão aberta, TV por assinatura e plataformas digitais.

Além da tradição histórica entre argentinos e ingleses, o duelo coloca em campo duas equipes que chegaram às semifinais após campanhas marcadas por jogos equilibrados e momentos decisivos, reforçando a expectativa por uma das partidas mais aguardadas desta edição do Mundial.

Argentina busca manter vivo o sonho do bicampeonato

Atual campeã mundial, a Argentina chega à semifinal tentando repetir um feito raro na história do futebol. A equipe comandada por Lionel Scaloni pretende conquistar dois títulos consecutivos de Copa do Mundo, marca alcançada pela última vez pelo Brasil nas edições de 1958 e 1962.

A campanha argentina, entretanto, não foi construída sem dificuldades. Depois de avançar na fase de grupos, a equipe encontrou forte resistência nas fases eliminatórias.

Nas oitavas de final, precisou da prorrogação para superar Cabo Verde. Já nas quartas, voltou a disputar 120 minutos diante da Suíça antes de confirmar a classificação por 3 a 1.

Alexis Mac Allister, Julián Álvarez e Lautaro Martínez marcaram os gols que colocaram os sul-americanos entre os quatro melhores da competição.

Mesmo classificada, a atuação diante dos suíços levou o próprio Lionel Scaloni a reconhecer que o desempenho esteve abaixo do esperado.

O treinador admitiu que sua equipe contou com momentos favoráveis durante o confronto e destacou que será necessário elevar o nível diante da Inglaterra.

Outro fator acompanhado pela comissão técnica é o desgaste físico. A Argentina chega para a semifinal depois de duas prorrogações consecutivas, situação que exige atenção especial na recuperação dos atletas, principalmente daqueles que formam a espinha dorsal da equipe.

Messi continua sendo a principal referência argentina

Mesmo aos 39 anos, Lionel Messi permanece como o grande nome da seleção argentina.

O camisa 10 iniciou a Copa quebrando recordes e segue exercendo papel decisivo na criação das jogadas ofensivas. Além da capacidade técnica, o capitão continua sendo a principal liderança dentro de campo.

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O atacante argentino Lionel Messi (camisa 10) comemora com os companheiros de equipe após vencer a partida das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 entre Argentina e Egito, no Atlanta Stadium, em Atlanta, em 7 de julho de 2026. (Foto de Thomas COEX / AFP)

Ao seu lado, Julián Álvarez e Lautaro Martínez oferecem mobilidade e poder de finalização, enquanto Enzo Fernández, Rodrigo De Paul e Alexis Mac Allister garantem intensidade no meio-campo.

A combinação entre experiência e juventude faz da Argentina uma equipe equilibrada, capaz de controlar a posse de bola e acelerar o jogo quando encontra espaços.

Mesmo assim, os argentinos sabem que enfrentarão uma Inglaterra organizada defensivamente e que costuma explorar com eficiência as transições ofensivas.

Inglaterra chega embalada após eliminar Noruega

A seleção inglesa também chega à semifinal acumulando boas atuações ao longo da competição.

Sob o comando de Thomas Tuchel, os ingleses lideraram seu grupo e mostraram capacidade de reação em diferentes momentos do torneio.

Nas fases eliminatórias, eliminaram a República Democrática do Congo, superaram o México mesmo atuando com um jogador a menos durante parte da partida e derrotaram a Noruega por 2 a 1 nas quartas de final.

O destaque daquele confronto foi Jude Bellingham, autor dos dois gols que garantiram a classificação inglesa.

Além dos resultados, a Inglaterra chamou atenção pela força coletiva. Mesmo enfrentando momentos de pressão durante os jogos, conseguiu manter organização tática e equilíbrio emocional para buscar as classificações.

Thomas Tuchel destacou após a vitória sobre os noruegueses que o ritmo intenso da Copa faz com que cada partida apresente características diferentes, exigindo adaptações constantes da equipe.

Kane lidera ataque inglês

Harry Kane continua sendo o principal nome da Inglaterra.

Maior artilheiro da história da seleção inglesa, o atacante mantém protagonismo também nesta Copa do Mundo, atuando como referência ofensiva e participando diretamente da construção das jogadas.

Ao lado dele, Jude Bellingham vive grande fase e aparece como um dos jogadores mais completos da competição.

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Kane é o destaque no ataque do time inglês. Imagem: Instagram / Federação Inglesa de Futebol

O meio-campista combina chegada ao ataque, capacidade de marcação e qualidade nos passes, tornando-se peça fundamental no esquema de Thomas Tuchel.

Outra expectativa gira em torno de Bukayo Saka. Recuperado, o atacante pode retornar ao time titular na vaga de Madueke, aumentando a velocidade pelos lados do campo.

Anthony Gordon, Declan Rice e Elliot Anderson completam a estrutura de uma equipe que aposta na intensidade física para pressionar os adversários.

Histórico reúne duas das seleções mais tradicionais do futebol

Argentina e Inglaterra protagonizam um dos confrontos mais conhecidos da história das Copas do Mundo.

As duas seleções acumulam títulos mundiais, jogadores históricos e diversos encontros marcantes em grandes competições internacionais.

No aspecto esportivo, o duelo reúne estilos diferentes de jogo.

A Argentina costuma privilegiar a circulação da bola, criatividade no meio-campo e aproximação entre seus jogadores ofensivos.

A Inglaterra, por sua vez, aposta na intensidade física, organização tática e eficiência nas bolas paradas, características que tradicionalmente acompanham o futebol inglês.

O encontro desta quarta-feira também coloca frente a frente duas gerações experientes.

Enquanto Lionel Messi tenta conduzir os argentinos a mais uma decisão mundial, Harry Kane busca levar a Inglaterra de volta a uma final após décadas de espera.

Prováveis escalações

Argentina — técnico: Lionel Scaloni

Emiliano Martínez; Molina, Cristian Romero, Lisandro Martínez e Tagliafico; Paredes, Enzo Fernández, Rodrigo De Paul, Alexis Mac Allister e Lionel Messi; Julián Álvarez.

Inglaterra — técnico: Thomas Tuchel

Jordan Pickford; Nico O’Reilly, Marc Guéhi, John Stones e Ezri Konsa; Elliot Anderson, Declan Rice e Jude Bellingham; Anthony Gordon, Bukayo Saka e Harry Kane.

Arbitragem

  • Árbitro: Ismail Elfath (Estados Unidos)
  • Assistentes: Corey Parker (Estados Unidos) e Kyle Atkins (Estados Unidos)
  • VAR: Marco Di Bello (Itália)

Rivalidade histórica vai além do futebol

Depois de analisar o momento vivido por Argentina e Inglaterra dentro de campo, é impossível ignorar que o confronto também carrega um contexto histórico e político que ultrapassa as quatro linhas. Ainda assim, jogadores e dirigentes têm procurado reduzir o clima de tensão, reforçando que a semifinal deve ser encarada como uma disputa esportiva.

No futebol, os encontros entre argentinos e ingleses produziram alguns dos capítulos mais conhecidos da história das Copas do Mundo. O principal deles aconteceu em 1986, nas quartas de final do Mundial disputado no México.

Na ocasião, Diego Maradona marcou dois dos gols mais famosos da modalidade. O primeiro ficou conhecido como “Mão de Deus”, quando utilizou a mão para superar o goleiro Peter Shilton. Poucos minutos depois, o camisa 10 arrancou do campo de defesa, driblou diversos adversários e anotou aquele que seria eleito posteriormente como o “Gol do Século”.

A rivalidade voltou a ganhar força em 1998, quando David Beckham foi expulso após uma falta em Diego Simeone. A Argentina avançou nos pênaltis naquele confronto.

Quatro anos depois, na Copa de 2002, a Inglaterra deu o troco ao vencer por 1 a 0 na fase de grupos, com gol de pênalti marcado justamente por Beckham.

Desde então, cada novo encontro entre as seleções desperta enorme interesse dentro e fora do campo, reunindo fatores esportivos, históricos e culturais que fazem do confronto um dos mais tradicionais do futebol internacional.

Guerra das Malvinas ainda influencia o ambiente do confronto

Embora o foco da organização seja exclusivamente esportivo, a Guerra das Malvinas continua sendo um tema sensível sempre que Argentina e Inglaterra se enfrentam.

O conflito ocorreu em 1982, motivado pela disputa de soberania das Ilhas Malvinas — chamadas de Falklands pelos britânicos. O arquipélago está sob controle do Reino Unido desde 1833, mas continua sendo reivindicado pela Argentina.

Durante o conflito armado, mais de 600 militares argentinos morreram, além das perdas registradas pelo lado britânico. Décadas depois, o episódio ainda ocupa espaço importante na memória coletiva dos dois países.

Por esse motivo, a Fifa classificou a semifinal da Copa do Mundo como uma partida de alto risco em relação à segurança.

A entidade determinou que torcedores não poderão entrar no estádio portando bandeiras, faixas ou qualquer outro material com referências à Guerra das Malvinas. Também estarão proibidas mensagens consideradas provocativas ou que possam estimular confrontos entre as torcidas.

Esquema especial de segurança em Atlanta

A preocupação com possíveis incidentes levou autoridades locais e representantes da Fifa a montarem uma operação especial para a semifinal.

Segundo a ministra da Segurança da Argentina, Alejandra Monteoliva, houve uma reunião específica entre representantes do governo argentino e dirigentes da Fifa para definir os protocolos de segurança.

Como parte desse planejamento, torcedores argentinos utilizarão o acesso 4 do estádio, enquanto os ingleses entrarão pelo portão 3.

Apesar dessa divisão na entrada, os ingressos não separam completamente os torcedores nas arquibancadas, exigindo reforço no monitoramento durante toda a partida.

Ao todo, cerca de 1.600 agentes privados atuarão na operação, além do apoio das forças policiais locais.

Também será proibida a entrada com garrafas e outros objetos que possam representar risco à segurança do público.

Em nota oficial, o Departamento de Polícia de Atlanta informou que mobilizou efetivo adicional em diferentes regiões da cidade para garantir segurança aos moradores e visitantes durante a realização da semifinal da Copa do Mundo.

Segundo o comunicado, o objetivo é proteger o público, prevenir ocorrências e assegurar que o evento transcorra de forma tranquila.

A ministra Alejandra Monteoliva afirmou ainda que autoridades argentinas já identificaram 13 torcedores que tentaram fraudar controles de acesso ou utilizar ingressos falsificados. Essas pessoas foram proibidas de frequentar partidas da Copa do Mundo e também eventos esportivos na Argentina.

Dino dá 30 dias para Congresso explicar destinação de emendas

Em decisão publicada nesta terça-feira (14), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou o que chamou de “terceirização de emendas” e deu prazo de 30 dias para que o Congresso explique irregularidades na destinação de recursos do orçamento federal. Saiba mais na TVT News.

A nova decisão surge poucos dias depois de Dino ter determinado o bloqueio de R$ 119 milhões em bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e R$ 6 milhões do ex-deputado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. 

Ambas a ordens tiveram como base a suspeita de que os políticos estariam indicando a destinação de emendas parlamentares mesmo não possuindo mandato. Tal prática “configura-se vício insanável por violação aos princípios da moralidade, legalidade e finalidade”, acrescentou. 

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Na decisão desta terça (14), Dino escreveu ser “totalmente anômalo que ex-parlamentares mantenham cotas orçamentárias informais e, diretamente, transmitam ordens para funcionários da Casa Parlamentar”. 

Dino também citou relatórios do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DenaSUS) e da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre irregularidades na destinação de emendas para a área de Saúde. 

O ministro mandou que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) expliquem irregularidades ligadas ao uso temporário de emendas parlamentares para pagar despesas de custeio. 

Outra determinação foi para que a Advocacia-Geral da União (AGU) explique, também em 30 dias, as providências que está tomando para responsabilizar os envolvidos com as irregularidades em emendas identificadas em relatórios da CGU. 

Flávio é o atual relator de uma ação por descumprimento de preceito fundamental (ADPF) que trata do enquadramento da destinação de emendas parlamentares aos princípios de transparência e rastreabilidade previstos na Constituição. 

Desde 2022, o Supremo vem ordenando medidas para sanear o chamado “orçamento secreto”, como ficou conhecida a indicação de recursos do orçamento sem identificação do parlamentar responsável ou do beneficiário final dos recursos. 

As emendas parlamentares são um instrumento previsto na Constituição que dá o poder a deputados e senadores de indicar o destino de parte do Orçamento da União. 

Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil

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