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Da Redação

Resultados da Copa do Mundo da FIFA 2026

Confira com a TVT News a tabela completa da Copa do Mundo 2026. Acompanhe os resultados atualizados e o quem vai fazer a final da Copa para não perder nenhum detalhe do maior Mundial da história, o primeiro com 48 seleções em Estados Unidos, México e Canadá.

Final da Copa do Mundo será Espanha x Argentina.

Datas das semifinais da Copa do Mundo

As semifinais já começam a ser disputadas no dia 14 de julho e terminam no dia seguinte.

Terça, 14 de julho de 2026

16h – França x Espanha => vencedor Espanha

Quarta, 15 de julho de 2025

16h – Inglaterra x Argentina => vencedor Argentina

Onde assistir à Copa do Mundo 2026

Os direitos de transmissão da Copa do Mundo no Brasil estão divididos entre diferentes plataformas.

Os jogos poderão ser acompanhados por:

  • Globo (TV aberta)
  • SporTV (TV por assinatura)
  • Globoplay (streaming)
  • ge tv
  • SBT (TV aberta)
  • Cazé TV (YouTube)
  • N Sports (TV por assinatura)

A Cazé TV transmite os 104 jogos da competição.

Jogos das quartas de final da Copa do Mundo

Resultados dos jogos das quartas de final.

Quinta, 9 de julho de 2026

17h – França x Marrocos => vencedor França

Sexta, 10 de julho de 2026

16h – Espanha x Bélgica => vencedor Espanha

Sábado, 11 de julho de 2026

18h – Noruega x Inglaterra => vencedor Inglaterra

22h – Argentina x Suíça => vencedor Argentina

Enfim, e a final?

A final da Copa do Mundo 2026 está marcada para às 16h (horário de Brasília) do dia 19 de julho, em um domingo.

Já a decisão do terceiro lugar será 18 de julho.

Chaveamento da Copa do Mundo

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Chaveamento da Copa do Mundo em 10 de julho. Arte: Emanuele Godoy / TVT News

Resultados dos jogos de oitavas de final:

Sábado, 4 de julho de 2026

14h – Canadá x Marrocos => vencedor Marrocos

18h – Paraguai x França => vencedor França

Domingo, 5 de julho de 2026

17hBrasil x Noruega => vencedor Noruega

21h – México x Inglaterra => vencedor Inglaterra

Segunda, 6 de julho de 2026

16h – Portugal x Espanha -> vencedor Espanha

21h Estados Unidos x Bélgica

Terça, 7 de julho de 2026

13h – Argentina x Egito -> vencedor Argentina

17h – Suíça x Colômbia – > vencedor Suiça

Quais os grupos da Copa do Mundo 2026

Confira os grupos da Copa do Mundo da FIFA 2026. O Brasil está no grupo C na disputa pelo hexa na Copa do Mundo e enfrenta Marrocos, Escócia e Haiti.

Grupos da Copa do Mundo da FIFA 2026

  • GRUPO A: México, África do Sul, Coreia do Sul e República Tcheca;

  • GRUPO B: Canadá, Bósnia, Catar e Suíça;

  • GRUPO C: Brasil, Marrocos, Haiti e Escócia;

  • GRUPO D: Estados Unidos, Paraguai, Austrália e Turquia;

  • GRUPO E: Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim e Equador;

  • GRUPO F: Holanda, Japão, Suécia e Tunísia;

  • GRUPO G: Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia;

  • GRUPO H: Espanha, Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai;

  • GRUPO I: França, Senegal, Iraque e Noruega;

  • GRUPO J: Argentina, Argélia, Áustria e Jordânia;

  • GRUPO K: Portugal, RD Congo, Uzbequistão e Colômbia;

  • GRUPO L: Inglaterra, Croácia, Gana e Panamá.

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Grupos da Copa do Mundo FIFA 2026

Quais foram os jogos do Brasil na Copa do Mundo

O Brasil estava no Grupo C com Marrocos, Haiti e Escócia na primeira fase.

As partidas foram disputadas nos Estados Unidos, nas cidades de Nova York/Nova Jersey, Filadélfia e Miami.

Jogos do Brasil na fase de grupos

Brasil 1 x 1 Marrocos

Data: 13 de junho (sábado)

Horário: 19h (de Brasília)

Local: Estádio MetLife – Nova York/Nova Jersey

Brasil 3 x 0 Haiti

Data: 19 de junho (sexta-feira)

Horário: 21h30 (de Brasília)

Local: Lincoln Financial Field – Filadélfia

Escócia 0 x 3 Brasil

Data: 24 de junho (quarta-feira)

Horário: 19h (de Brasília)

Local: Hard Rock Stadium – Miami

A partida contra o Haiti teve um significado histórico para a Seleção Brasileira. Será a primeira vez que as duas equipes se enfrentarão em uma Copa do Mundo. O país caribenho se tornou o 50º adversário diferente do Brasil em Mundiais.

Fase 16 avos

Brasil 2 x 1 Japão

Fase Oitavas de final

Fase de Oitavas de final

Brasil 1 x 2 Noruega

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O Brasil enfrenta o Marrocos neste sábado (13), às 19h, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, pela primeira rodada do Grupo C. Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Quais são os mascotes da Copa do Mundo 2026

“Maple, o alce (Canadá), Zayu, a onça-pintada (México) e Clutch, a águia-americana (Estados Unidos) foram cuidadosamente desenvolvidos para refletir a vibrante cultura, a herança e o espírito de seus respectivos países, unindo-se para simbolizar a unidade, a diversidade e a paixão compartilhada pelo esporte”, informou a federação, em nota. 

A Copa do Mundo de 2026 é a 16ª edição consecutiva a contar com um mascote, um símbolo do torneio que já teve inspirações humanas, artísticas, em animais e frutas e até etéreas ao longo da história.

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Maple, Zayu e Clutch são símbolos do Canadá, México e Estados Unidos, países-sede do mundial. Foto: FIFA

Como funciona o novo formato da Copa do Mundo?

A edição de 2026 foi a primeira com 48 seleções.

O aumento no número de participantes modificou a estrutura da competição.

Agora a Copa teve o seguinte chaveamento

  • 12 grupos com quatro seleções cada;
  • Os dois primeiros colocados de cada grupo avançam diretamente;
  • Os oito melhores terceiros colocados também se classificam.

Ao final da fase de grupos, 32 seleções seguiram para a fase eliminatória.

A partir daí, o torneio passou a ser disputado em sistema de mata-mata.

As etapas da Copa são

  • Fase de 16-avos de final;
  • Oitavas de final;
  • Quartas de final;
  • Semifinais;
  • Disputa do terceiro lugar;
  • Final.

Principais datas da Copa do Mundo

Abertura: 11 de junho de 2026 – Estádio Azteca, Cidade do México

Última rodada da fase de grupos: 27 de junho

16-avos de final: 28 de junho a 3 de julho

Oitavas de final: 4 a 7 de julho

Quartas de final: 9 a 11 de julho

Semifinais: 14 e 15 de julho

Disputa do terceiro lugar: 18 de julho – Miami

Final: 19 de julho – Nova York/Nova Jersey

Com informações da FIFA

Argentina heróica está na final da Copa do Mundo contra a Espanha

Da AFP em Atlanta, Estados Unidos – Quando tudo parecia perdido, a Argentina ressurgiu das cinzas mais uma vez para vencer a Inglaterra por 2 a 1 nesta quarta-feira, em Atlanta, e se classificar para a final da Copa do Mundo de 2026, quando enfrentará a Espanha.

Os campeões mundiais defenderão seu título contra a La Roja em uma final inédita no domingo, em East Rutherford, nos arredores de Nova York, onde o presidente dos EUA, Donald Trump, deverá entregar o troféu após cinco semanas de competição.

A Albiceleste protagonizou mais um milagre na Copa do Mundo da América do Norte de 2026, desmontando a defesa dos Três Leões em sete minutos: primeiro com um chute de longa distância de Enzo Fernández (85′) e depois com um cabeceio de Lautaro Martínez (90+2′) nos acréscimos.

Em ambos os gols, seu mentor e líder, Lionel Messi, teve participação fundamental. Ele deu o passe para Fernández finalizar e, em seguida, cruzou a bola com seu pé direito, supostamente o mais fraco, permitindo que “El Toro” frustrasse o sonho da Inglaterra de chegar à sua primeira final em sessenta anos.

O capitão argentino igualará, neste domingo, o recorde do ex-lateral-direito Cafu como os únicos jogadores a terem disputado três finais do maior torneio de futebol do mundo. No caso de Messi, foram a derrota para a Alemanha no Brasil em 2014 e a vitória contra a França no Catar em 2022.

A Inglaterra, que marcou com Anthony Gordon (55′) em seu único chute a gol, mais uma vez ficou aquém do objetivo e terá que se contentar com a disputa do terceiro lugar contra a França, no sábado, em Miami.

Se a Argentina derrotar a Espanha, se tornará a primeira seleção a conquistar duas Copas do Mundo consecutivas desde os triunfos do Brasil de Pelé em 1958 e 1962.

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O atacante argentino Lionel Messi (camisa 10) comemora com os companheiros de equipe após vencer a partida das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 entre Argentina e Egito, no Atlanta Stadium, em Atlanta, em 7 de julho de 2026. (Foto de Thomas COEX / AFP)

Escalações de Argentina e Inglaterra

Inglaterra: Jordan Pickford – Reece James (Dan Burn 82′), Marc Guéhi, John Stones (Ivan Toney 90+6′), Djed Spence (Marcus Rashford 90+6′) – Declan Rice (Nico O’Reilly 82′), Elliot Anderson – Morgan Rogers, Jude Bellingham, Anthony Gordon (Ezri Konsa Ngoyo 72′) – Harry Kane (capitão). Técnico: Thomas Tuchel.

Argentina: Emiliano Martínez – Nahuel Molina (Gonzalo Montiel 72′), Cristian Romero, Lisandro Martínez (Nicolás Otamendi 72′), Nicolás Tagliafico (Lautaro Martínez 81′) – Giuliano Simeone (Rodrigo De Paul 72′), Leandro Paredes (Nicolás González 64′), Alexis Mac Allister, Enzo Fernández – Lionel Messi (capitão), Julián Álvarez. Técnico: Lionel Scaloni.

Eutanásia: parlamento da França aprova lei sobre morte assistida

A França deu nesta quarta-feira mais um passo para integrar o grupo de países que garantem o direito à morte assistida para adultos que sofrem de doenças incuráveis, a eutanásia, medida defendida pelo presidente Emmanuel Macron. Leia em TVT News.

Macron havia prometido aprovar a eutanásia em uma legislação desse tipo ao ser reeleito para um segundo mandato, em 2022. A iniciativa é considerada uma das reformas sociais mais importantes desde a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, em 2012.

Se o Conselho Constitucional — a mais alta autoridade constitucional do país — validar a legislação, a França se juntará a Holanda, Bélgica, Suíça e Canadá, que já legalizaram a eutanásia.

“Em 2022, assumi o compromisso de abrir esse caminho com os franceses”, escreveu Macron na rede X.

“Com seriedade, humildade e pleno respeito à nossa democracia, esse compromisso foi cumprido.”

A nova lei estabelece o direito à morte assistida para alguns adultos com doenças incuráveis.

Para ter acesso ao procedimento de eutanásia, o paciente deve:

  • ser capaz de manifestar sua vontade de forma livre e esclarecida;
  • sofrer dores físicas;
  • ter dores que não respondam aos tratamentos disponíveis ou que sejam consideradas insuportáveis pelo próprio paciente, desde que ele tenha decidido não iniciar ou interromper o tratamento.

Um médico será responsável por verificar se o paciente atende aos critérios legais. Em seguida, um grupo de especialistas avaliará o caso.

A decisão final caberá ao médico, e o paciente poderá retirar seu consentimento a qualquer momento.

Como regra, o próprio paciente administrará a substância letal. Exceções serão permitidas quando ele não tiver condições físicas para fazê-lo, podendo receber auxílio de um profissional de saúde.

Eutanásia legalizada na França: “Momento histórico”

Jonathan Denis, da Associação pelo Direito de Morrer com Dignidade, afirmou que ainda há outras batalhas a serem travadas, mas classificou a aprovação da eutanásia como “um momento histórico“.

Os parlamentares aplaudiram o autor da proposta, Olivier Falorni — ex-deputado e atual prefeito —, após anos de debates no Parlamento.

“Muitos pacientes morreram antes de terem acesso a esse direito. Meus pensamentos estão com eles, seus entes queridos e suas famílias”, declarou Falorni à Assembleia Nacional.

Embora o projeto da eutanásia tenha sido aprovado com facilidade na Câmara Baixa, ele havia sido rejeitado pelo Senado. Com base na Constituição, o governo decidiu conceder a palavra final à Assembleia Nacional, sem necessidade da aprovação dos senadores.

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu solicitou ao Conselho Constitucional que analise a nova legislação.

Segundo seu gabinete, o pedido foi feito porque a ausência de um debate aprofundado no Senado, de maioria conservadora, fez com que o texto final não atendesse plenamente às expectativas dos defensores da proposta nem às preocupações de seus críticos.

As decisões do Conselho Constitucional são definitivas e vinculantes. Em casos extremos, o órgão pode declarar toda a lei inconstitucional ou impor restrições a determinados dispositivos.

Importantes lideranças do partido conservador Republicanos, que domina o Senado, como seu presidente Gérard Larcher e o ex-ministro do Interior Bruno Retailleau, se opuseram firmemente à proposta.

Eutanásia: “Diabólica”

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Manifestantes participam de um ato contra a eutanásia e a morte assistida nas proximidades da Assembleia Nacional da França, em Paris, em 15 de julho de 2026 – Foto por DIMITAR DILKOFF / AFP

Brigitte Liso, deputada do partido centrista Renascimento, de Macron, afirmou sentir orgulho por participar da aprovação da lei.

“Tenho orgulho porque um dia poderei dizer aos meus netos: ‘Eu estava lá'”, declarou.

Já a deputada conservadora Justine Gruet afirmou que a data ficará marcada como “o dia em que o Parlamento francês decidiu que uma vida humana poderia ser encerrada legalmente“.

“A história nos julgará”, acrescentou.

Depois de legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo em 2012, a França tornou-se, em 2024, o primeiro país do mundo a incluir o direito ao aborto em sua Constituição.

Do lado de fora do Parlamento, Emmanuel Delhoume, sacerdote da Igreja Ortodoxa, participou dos protestos contra a proposta.

“Não posso aprovar nem o aborto, nem o casamento para todos, nem a eutanásia”, declarou à AFP.

“É uma cadeia diabólica de acontecimentos.”

Igreja da França lamenta “grave ruptura na história do país”

A aprovação da lei da ajuda para morrer, a eutanásia, representa “uma grave ruptura na história do nosso país“, lamentaram nesta quarta-feira representantes da Igreja Católica da França, entre eles o presidente da Conferência dos Bispos da França, Jean-Marc Aveline.

“Os efeitos de uma legislação como essa ainda não podem ser plenamente medidos, mas já começam a se desenhar. Nossa relação com a vulnerabilidade, a velhice, a deficiência e a doença mudará”, afirmaram em nota divulgada logo após a aprovação do texto pelos deputados”.

* Com informações da AFP

Anielle Franco cobra urgência para votação do PL que criminaliza a misoginia

Em uma forte articulação em defesa dos direitos e da segurança das mulheres brasileiras, a ex-ministra da Igualdade Racial Anielle Franco subiu o tom para cobrar que a liderança da Câmara dos Deputados vote o projeto de lei que tipifica e criminaliza a misoginia — definida como o ódio, a repulsa ou a discriminação contra as mulheres pelo simples fato de serem mulheres.


O texto equipara a misoginia ao racismo — que é um crime inafiançável e imprescritível. O PL 896/2023, que agora tramita na Câmara dos Deputados em regime de urgência, busca preencher uma lacuna jurídica ao punir criminalmente manifestações que incitem o ódio de gênero, frequentemente apontadas por especialistas como o primeiro passo para o ciclo de violência doméstica e o assassinato de mulheres.

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Anielle Franco cobra urgência para votação do PL que criminaliza a misoginia: “Uma resposta à epidemia de feminicídio”. Foto: Assessoria de Comunicação / Anielle Franco


“Não dá para a gente esperar mais. A Câmara dos Deputados precisa votar o projeto que criminaliza a misoginia”, alertou Anielle Franco. O projeto já conta com o aval unânime do Senado e passou pelo crivo técnico de um Grupo de Trabalho (GT) dedicado ao tema na Câmara, após intensas audiências públicas e debates com juristas.

Combate às fake news e liberdade de expressão

Diante das tentativas de setores de oposição de rotular a proposta como uma suposta “censura”, a ex-ministra foi categórica ao desmentir o uso político de desinformação para travar a pauta no Congresso. “Antes que você veja alguma informação falsa sobre o assunto, eu te esclareço que essa proposta não pune opiniões, nem restringe a liberdade de expressão, de forma alguma”, explicou Anielle.

“A misoginia é uma forma de discriminação que alimenta a violência, o ódio, e muitas vezes é o início de um ciclo que termina em feminicídio, essa epidemia que está acontecendo no nosso país.”
Andamento na Câmara e pressão pelo voto.

Atualmente, a proposta encontra-se pronta para a pauta do Plenário, dependendo exclusivamente do colégio de líderes e do Presidente da Casa, Hugo Motta, para ser submetida ao voto dos 513 parlamentares.

A meta da articulação é garantir que a votação ocorra antes do início do recesso parlamentar, impedindo que o projeto seja empurrado para o próximo semestre legislativo.

“O projeto está pronto para ser votado e a gente não pode adiar mais uma resposta que as mulheres brasileiras precisam, esperam e merecem tanto. Quanto mais adiam, mais a vida das mulheres está em risco”, enfatizou a ex-ministra, que também convocou o engajamento direto da população. “Você também pode cobrar que o seu deputado e a sua deputada apoiem o PL da misoginia. É urgente, é urgentíssimo. A gente precisa resolver isso agora.”

Misoginia e epidemia de violência


O apelo de urgência para a aprovação do projeto é respaldado por dados alarmantes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), que apontam que o Brasil registrou um recorde histórico de 1.568 vítimas de feminicídio em 2025 — um crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior, que rompeu um período de estabilidade e consolidou a marca brutal de quatro mulheres assassinadas por dia por razões de gênero.

O levantamento técnico revela ainda uma grave faceta da violência: mais de 80% dos crimes são cometidos por companheiros ou ex-companheiros das vítimas, a maioria (66,3%) dentro da própria residência, evidenciando que o discurso de ódio e a discriminação — a misoginia — que se proliferam no ambiente social e digital funcionam como o primeiro passo para a escalada da violência letal.

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Projeto de lei misoginia ao racismo — que é um crime inafiançável e imprescritível. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

Para a ex-ministra, criminalizar o discurso de ódio na raiz é a única forma de frear a escalada da violência urbana e doméstica. “Estamos contando com todos os parlamentares, especialmente os líderes, a pautarem esse projeto antes do recesso parlamentar e garantir essa aprovação. O Brasil precisa dar esse passo”, concluiu Anielle Franco.

Comissão da Câmara aprova projeto que altera lei e descriminaliza racismo

Nesta terça-feira (14), a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou um requerimento de projeto de lei que descriminaliza o racismo em casos em que se trate de “manifestação de opinião, convicção religiosa, filosófica, científica, acadêmica ou política desde que não constitua incitação direta e inequívoca à violência ou à prática de discriminação”. Leia mais em TVT News.

Requerimento 308/2026 foi proposto pelo deputado federal Capitão Alden, do PL da Bahia, e altera a lei que cria o crime de misoginia e o equipara ao crime de racismo.

A presença online da misoginia e as taxas de feminicídio

Pesquisadores têm identificado que meninos cada vez mais jovens estão sendo atraídos para a chamada “machosfera”. O termo engloba fóruns na internet, canais de vídeos, grupos de mensagens instantâneas e perfis em redes sociais voltados para a defesa de um padrão conservador de masculinidade e de oposição aos direitos femininos. 

As estratégias se multiplicam pelos diferentes canais da internet. Estudos do NetLab, laboratório de pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mapearam mais de 130 mil canais misóginos no YouTube e mostram que temas como “sedução e relacionamentos”, “questões jurídicas” e “vencer a timidez” são pontes para conteúdo de ódio.

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Resultado Inglaterra x Argentina na semifinal da Copa do Mundo

Argentina e Inglaterra voltam a medir forças nesta quarta-feira (15), às 16h (horário de Brasília), pela semifinal da Copa do Mundo de 2026. O confronto será disputado no Estádio de Atlanta, nos Estados Unidos, e vale uma vaga na grande decisão do torneio contra a Espanha. Leia tudo sobre a Copa do Mundo na TVT News.

Resultado de Inglaterra x Argentina

Saiba mais sobre o jogo Inglaterra x Argentina

A partida reúne duas das seleções mais tradicionais do futebol mundial e coloca frente a frente alguns dos principais jogadores da atualidade. De um lado, Lionel Messi lidera a atual campeã do mundo na tentativa de conquistar o bicampeonato consecutivo, feito que não ocorre desde a seleção brasileira de 1962. Do outro, a Inglaterra aposta na geração comandada por Harry Kane e Jude Bellingham para voltar a disputar uma final de Copa do Mundo.

Onde assistir? Os torcedores poderão acompanhar o confronto ao vivo pela Globo, SporTV, CazéTV e ge.tv, oferecendo diferentes opções de transmissão em televisão aberta, TV por assinatura e plataformas digitais.

Além da tradição histórica entre argentinos e ingleses, o duelo coloca em campo duas equipes que chegaram às semifinais após campanhas marcadas por jogos equilibrados e momentos decisivos, reforçando a expectativa por uma das partidas mais aguardadas desta edição do Mundial.

Argentina busca manter vivo o sonho do bicampeonato

Atual campeã mundial, a Argentina chega à semifinal tentando repetir um feito raro na história do futebol. A equipe comandada por Lionel Scaloni pretende conquistar dois títulos consecutivos de Copa do Mundo, marca alcançada pela última vez pelo Brasil nas edições de 1958 e 1962.

A campanha argentina, entretanto, não foi construída sem dificuldades. Depois de avançar na fase de grupos, a equipe encontrou forte resistência nas fases eliminatórias.

Nas oitavas de final, precisou da prorrogação para superar Cabo Verde. Já nas quartas, voltou a disputar 120 minutos diante da Suíça antes de confirmar a classificação por 3 a 1.

Alexis Mac Allister, Julián Álvarez e Lautaro Martínez marcaram os gols que colocaram os sul-americanos entre os quatro melhores da competição.

Mesmo classificada, a atuação diante dos suíços levou o próprio Lionel Scaloni a reconhecer que o desempenho esteve abaixo do esperado.

O treinador admitiu que sua equipe contou com momentos favoráveis durante o confronto e destacou que será necessário elevar o nível diante da Inglaterra.

Outro fator acompanhado pela comissão técnica é o desgaste físico. A Argentina chega para a semifinal depois de duas prorrogações consecutivas, situação que exige atenção especial na recuperação dos atletas, principalmente daqueles que formam a espinha dorsal da equipe.

Messi continua sendo a principal referência argentina

Mesmo aos 39 anos, Lionel Messi permanece como o grande nome da seleção argentina.

O camisa 10 iniciou a Copa quebrando recordes e segue exercendo papel decisivo na criação das jogadas ofensivas. Além da capacidade técnica, o capitão continua sendo a principal liderança dentro de campo.

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O atacante argentino Lionel Messi (camisa 10) comemora com os companheiros de equipe após vencer a partida das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 entre Argentina e Egito, no Atlanta Stadium, em Atlanta, em 7 de julho de 2026. (Foto de Thomas COEX / AFP)

Ao seu lado, Julián Álvarez e Lautaro Martínez oferecem mobilidade e poder de finalização, enquanto Enzo Fernández, Rodrigo De Paul e Alexis Mac Allister garantem intensidade no meio-campo.

A combinação entre experiência e juventude faz da Argentina uma equipe equilibrada, capaz de controlar a posse de bola e acelerar o jogo quando encontra espaços.

Mesmo assim, os argentinos sabem que enfrentarão uma Inglaterra organizada defensivamente e que costuma explorar com eficiência as transições ofensivas.

Inglaterra chega embalada após eliminar Noruega

A seleção inglesa também chega à semifinal acumulando boas atuações ao longo da competição.

Sob o comando de Thomas Tuchel, os ingleses lideraram seu grupo e mostraram capacidade de reação em diferentes momentos do torneio.

Nas fases eliminatórias, eliminaram a República Democrática do Congo, superaram o México mesmo atuando com um jogador a menos durante parte da partida e derrotaram a Noruega por 2 a 1 nas quartas de final.

O destaque daquele confronto foi Jude Bellingham, autor dos dois gols que garantiram a classificação inglesa.

Além dos resultados, a Inglaterra chamou atenção pela força coletiva. Mesmo enfrentando momentos de pressão durante os jogos, conseguiu manter organização tática e equilíbrio emocional para buscar as classificações.

Thomas Tuchel destacou após a vitória sobre os noruegueses que o ritmo intenso da Copa faz com que cada partida apresente características diferentes, exigindo adaptações constantes da equipe.

Kane lidera ataque inglês

Harry Kane continua sendo o principal nome da Inglaterra.

Maior artilheiro da história da seleção inglesa, o atacante mantém protagonismo também nesta Copa do Mundo, atuando como referência ofensiva e participando diretamente da construção das jogadas.

Ao lado dele, Jude Bellingham vive grande fase e aparece como um dos jogadores mais completos da competição.

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Kane é o destaque no ataque do time inglês. Imagem: Instagram / Federação Inglesa de Futebol

O meio-campista combina chegada ao ataque, capacidade de marcação e qualidade nos passes, tornando-se peça fundamental no esquema de Thomas Tuchel.

Outra expectativa gira em torno de Bukayo Saka. Recuperado, o atacante pode retornar ao time titular na vaga de Madueke, aumentando a velocidade pelos lados do campo.

Anthony Gordon, Declan Rice e Elliot Anderson completam a estrutura de uma equipe que aposta na intensidade física para pressionar os adversários.

Histórico reúne duas das seleções mais tradicionais do futebol

Argentina e Inglaterra protagonizam um dos confrontos mais conhecidos da história das Copas do Mundo.

As duas seleções acumulam títulos mundiais, jogadores históricos e diversos encontros marcantes em grandes competições internacionais.

No aspecto esportivo, o duelo reúne estilos diferentes de jogo.

A Argentina costuma privilegiar a circulação da bola, criatividade no meio-campo e aproximação entre seus jogadores ofensivos.

A Inglaterra, por sua vez, aposta na intensidade física, organização tática e eficiência nas bolas paradas, características que tradicionalmente acompanham o futebol inglês.

O encontro desta quarta-feira também coloca frente a frente duas gerações experientes.

Enquanto Lionel Messi tenta conduzir os argentinos a mais uma decisão mundial, Harry Kane busca levar a Inglaterra de volta a uma final após décadas de espera.

Prováveis escalações

Argentina — técnico: Lionel Scaloni

Emiliano Martínez; Molina, Cristian Romero, Lisandro Martínez e Tagliafico; Paredes, Enzo Fernández, Rodrigo De Paul, Alexis Mac Allister e Lionel Messi; Julián Álvarez.

Inglaterra — técnico: Thomas Tuchel

Jordan Pickford; Nico O’Reilly, Marc Guéhi, John Stones e Ezri Konsa; Elliot Anderson, Declan Rice e Jude Bellingham; Anthony Gordon, Bukayo Saka e Harry Kane.

Arbitragem

  • Árbitro: Ismail Elfath (Estados Unidos)
  • Assistentes: Corey Parker (Estados Unidos) e Kyle Atkins (Estados Unidos)
  • VAR: Marco Di Bello (Itália)

Rivalidade histórica vai além do futebol

Depois de analisar o momento vivido por Argentina e Inglaterra dentro de campo, é impossível ignorar que o confronto também carrega um contexto histórico e político que ultrapassa as quatro linhas. Ainda assim, jogadores e dirigentes têm procurado reduzir o clima de tensão, reforçando que a semifinal deve ser encarada como uma disputa esportiva.

No futebol, os encontros entre argentinos e ingleses produziram alguns dos capítulos mais conhecidos da história das Copas do Mundo. O principal deles aconteceu em 1986, nas quartas de final do Mundial disputado no México.

Na ocasião, Diego Maradona marcou dois dos gols mais famosos da modalidade. O primeiro ficou conhecido como “Mão de Deus”, quando utilizou a mão para superar o goleiro Peter Shilton. Poucos minutos depois, o camisa 10 arrancou do campo de defesa, driblou diversos adversários e anotou aquele que seria eleito posteriormente como o “Gol do Século”.

A rivalidade voltou a ganhar força em 1998, quando David Beckham foi expulso após uma falta em Diego Simeone. A Argentina avançou nos pênaltis naquele confronto.

Quatro anos depois, na Copa de 2002, a Inglaterra deu o troco ao vencer por 1 a 0 na fase de grupos, com gol de pênalti marcado justamente por Beckham.

Desde então, cada novo encontro entre as seleções desperta enorme interesse dentro e fora do campo, reunindo fatores esportivos, históricos e culturais que fazem do confronto um dos mais tradicionais do futebol internacional.

Guerra das Malvinas ainda influencia o ambiente do confronto

Embora o foco da organização seja exclusivamente esportivo, a Guerra das Malvinas continua sendo um tema sensível sempre que Argentina e Inglaterra se enfrentam.

O conflito ocorreu em 1982, motivado pela disputa de soberania das Ilhas Malvinas — chamadas de Falklands pelos britânicos. O arquipélago está sob controle do Reino Unido desde 1833, mas continua sendo reivindicado pela Argentina.

Durante o conflito armado, mais de 600 militares argentinos morreram, além das perdas registradas pelo lado britânico. Décadas depois, o episódio ainda ocupa espaço importante na memória coletiva dos dois países.

Por esse motivo, a Fifa classificou a semifinal da Copa do Mundo como uma partida de alto risco em relação à segurança.

A entidade determinou que torcedores não poderão entrar no estádio portando bandeiras, faixas ou qualquer outro material com referências à Guerra das Malvinas. Também estarão proibidas mensagens consideradas provocativas ou que possam estimular confrontos entre as torcidas.

Esquema especial de segurança em Atlanta

A preocupação com possíveis incidentes levou autoridades locais e representantes da Fifa a montarem uma operação especial para a semifinal.

Segundo a ministra da Segurança da Argentina, Alejandra Monteoliva, houve uma reunião específica entre representantes do governo argentino e dirigentes da Fifa para definir os protocolos de segurança.

Como parte desse planejamento, torcedores argentinos utilizarão o acesso 4 do estádio, enquanto os ingleses entrarão pelo portão 3.

Apesar dessa divisão na entrada, os ingressos não separam completamente os torcedores nas arquibancadas, exigindo reforço no monitoramento durante toda a partida.

Ao todo, cerca de 1.600 agentes privados atuarão na operação, além do apoio das forças policiais locais.

Também será proibida a entrada com garrafas e outros objetos que possam representar risco à segurança do público.

Em nota oficial, o Departamento de Polícia de Atlanta informou que mobilizou efetivo adicional em diferentes regiões da cidade para garantir segurança aos moradores e visitantes durante a realização da semifinal da Copa do Mundo.

Segundo o comunicado, o objetivo é proteger o público, prevenir ocorrências e assegurar que o evento transcorra de forma tranquila.

A ministra Alejandra Monteoliva afirmou ainda que autoridades argentinas já identificaram 13 torcedores que tentaram fraudar controles de acesso ou utilizar ingressos falsificados. Essas pessoas foram proibidas de frequentar partidas da Copa do Mundo e também eventos esportivos na Argentina.

Jean Wyllys vê Congresso contra trabalhadores e alerta para novas estratégias da extrema direita

O jornalista, escritor e pré-candidato a deputado federal Jean Wyllys concedeu uma extensa entrevista ao Jornal TVT News Primeira Edição, na qual fez duras críticas ao cenário político brasileiro, ao Congresso Nacional e à extrema direita. Ao longo da conversa, Wyllys abordou temas como corrupção, emendas parlamentares, manipulação digital, violência, o fim da escala 6×1 e a sucessão presidencial, defendendo maior mobilização popular e classificando o atual Parlamento como um “Congresso inimigo do povo brasileiro”. Saiba mais na TVT News.

Um dos principais alertas feitos pelo ex-deputado diz respeito aos novos mecanismos de disseminação de desinformação nas redes sociais. Segundo ele, alterações implementadas pela Meta no WhatsApp podem abrir espaço para a criação de novos esquemas de fake news durante a campanha eleitoral.

Wyllys afirmou que descobriu que seu nome de usuário já havia sido reservado por terceiros na plataforma, assim como os de outras figuras públicas, como Lula, Fernando Haddad e Manuela D’Ávila. Para ele, a situação representa um risco concreto para a integridade do processo eleitoral.

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“O que me preocupa é que, no dia da eleição, essas pessoas podem usar esses perfis com a nossa imagem para disparar desinformação atribuída a nós”, afirmou.

Segundo o jornalista, a possibilidade de utilização desses perfis para espalhar mensagens falsas poderia servir para provocar pânico moral e confundir eleitores em momentos decisivos da disputa. Por isso, informou que já acionou seu advogado para avaliar medidas judiciais contra a Meta e cobrou investigação da Polícia Federal sobre o caso.

Além da preocupação com as plataformas digitais, Jean Wyllys voltou a criticar o tratamento dado pela imprensa e pelas instituições aos casos de corrupção envolvendo lideranças da direita.

Ao comentar as investigações relacionadas às emendas parlamentares conduzidas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, ele afirmou que os mecanismos conhecidos como “emendas Pix” representam um modelo incompatível com os princípios constitucionais da administração pública.

“Se a Constituição não prevê esse tipo de emenda, ainda mais sem transparência, isso é corrupção”, declarou.

Na avaliação de Wyllys, a dificuldade de parte da mídia e da classe política em utilizar a palavra “corrupção” para descrever práticas atribuídas à direita contrasta com o tratamento historicamente dispensado a lideranças progressistas.

Essa crítica apareceu também quando comentou o caso das chamadas “rachadinhas” envolvendo o senador Flávio Bolsonaro. Para o ex-deputado, a própria expressão contribui para suavizar um crime.

“Até as palavras escolhidas tentam dar uma suavizada para o que é corrupção. Flávio aumentou o seu patrimônio por meio da corrupção. Os fatos são evidentes”, afirmou.

Segundo ele, existe uma normalização da corrupção quando os acusados pertencem ao campo conservador, enquanto acusações contra políticos de esquerda costumam receber tratamento muito mais severo.

Outro eixo importante da entrevista foi a atuação do Congresso Nacional. Ao comentar a demora do Senado em analisar a proposta que acaba com a escala de trabalho 6×1, Wyllys acusou os presidentes da Câmara e do Senado de utilizarem pautas legislativas como instrumento de pressão política contra o governo federal.

Na avaliação do ex-deputado, o bloqueio da proposta contraria a vontade da maioria da população e evidencia um distanciamento entre o Parlamento e os interesses dos trabalhadores.

“Esse Congresso é um Congresso inimigo do povo brasileiro, inimigo do trabalhador”, afirmou.

Para ele, somente uma forte mobilização social poderá alterar esse cenário.

“Não tenho nenhuma esperança de que a gente consiga vencer essa batalha se não conseguir colocar o povo na rua de novo. Toda conquista popular aconteceu sob pressão das ruas”, disse.

Jean Wyllys também criticou o uso de propostas com elevado impacto fiscal como instrumento de desgaste político contra o Executivo. Segundo ele, medidas como a aprovação da aposentadoria especial para agentes comunitários, sem indicação de fonte de custeio, reproduzem estratégias semelhantes às chamadas “pautas-bomba” utilizadas durante o processo que culminou no impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff.

Ao relembrar aquele período, o jornalista fez uma das declarações mais contundentes da entrevista.

“Nós somos um país que não pede desculpas. Até hoje estou esperando as desculpas pelo golpe contra Dilma Rousseff.”

Na avaliação de Wyllys, o Brasil jamais realizou uma autocrítica institucional sobre os acontecimentos de 2016 nem sobre a condução da Operação Lava Jato e seus desdobramentos políticos.

Ele também afirmou que a sociedade brasileira nunca responsabilizou adequadamente aqueles que, em sua visão, contribuíram para a desestabilização democrática do país.

Ao longo da conversa, Jean Wyllys ainda defendeu maior atenção do governo federal ao combate à violência contra as mulheres e criticou a atuação de governos estaduais na área da segurança pública. Segundo ele, a percepção de insegurança precisa ser enfrentada com políticas públicas consistentes, sem recorrer ao aumento da violência policial.

Na parte final da entrevista, o ex-deputado também voltou a manifestar preocupação com o crescimento das plataformas de apostas on-line e sua relação com esquemas de lavagem de dinheiro, destacando operações recentes da Polícia Federal contra organizações criminosas ligadas ao setor.

Ao sintetizar sua avaliação do momento político, Wyllys defendeu uma renovação do Parlamento e afirmou que a eleição de um Congresso comprometido com os direitos sociais será decisiva para o futuro do país.

“O Congresso, se deixado aos seus próprios interesses, vota contra o povo. Quando vota a favor, é porque houve uma pressão irresistível das ruas”, concluiu.