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Da Redação

Organizações pedem investigação de vazamento de 50 mil câmeras do Smart Sampa

Durante quase um ano, qualquer pessoa com acesso à internet poderia ter entrado no sistema de câmeras do Smart Sampa,  o programa de vigilância da Prefeitura de São Paulo, e visto rostos de crianças em creches, acompanhado pacientes em hospitais e pesquisado nomes, CPFs e boletins de ocorrência de moradores da cidade. Isso porque as credenciais de acesso ao sistema ficaram expostas em um repositório público na internet por cerca de 11 meses, sem nenhuma proteção. Leia em TVT News.

A Coalizão Direitos na Rede e outras nove organizações de direitos humanos, digitais, e saúde pública apresentaram um ofício à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) pedindo a abertura de processo de fiscalização e a adoção de medidas sancionatórias contra a Prefeitura de São Paulo e a empresa Sentinelx, responsável pela tecnologia do programa.

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“Não estamos falando apenas de uma falha de segurança, mas de um sistema que monitora crianças em creches, pacientes em hospitais e pessoas em situação de vulnerabilidade, expondo informações extremamente sensíveis. A segurança pública não pode servir de justificativa para afastar direitos fundamentais nem para permitir que tecnologias tão invasivas operem sem fiscalização. É urgente que a ANPD investigue as responsabilidades e adote medidas sancionatórias para impedir que essas violações continuem”, afirma Yasmin Rodrigues, pesquisadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania, integrante da Coalizão Direitos na Rede.

A falha, revelada em reportagem do UOL, expôs 181 logins e senhas de usuários, dados de mais de milhares de agentes de segurança e instruções técnicas suficientes para reproduzir o sistema inteiro em qualquer computador ou celular. As câmeras comprometidas chegam a 58 mil, instaladas não apenas em vias públicas, mas também dentro de creches, hospitais, escolas e centros de atendimento a dependentes químicos da Prefeitura.

A matéria demonstrou, ainda, que, a partir das credenciais vazadas, era possível acessar o sistema e visualizar, em tempo real, imagens de câmeras espalhadas pela cidade, incluindo ambientes onde se espera privacidade absoluta, como salas de creches, corredores de hospitais e centros de atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade por uso de drogas. Além das imagens, a plataforma da Sentinelx permitia pesquisar nomes completos, CPFs e placas de veículos de qualquer pessoa, além de acessar boletins de ocorrência.

A Prefeitura confirmou o vazamento, atribuindo-o a um servidor que teria sido “identificado, afastado” e está sob investigação, e afirmou que o repositório “não havia nele menção a senhas de acesso”, contradizendo diretamente o que a reportagem demonstrou. A situação, porém, é agravada por um posicionamento da própria Prefeitura: em resposta a pedido de acesso à informação, a administração municipal afirmou que não encaminha relatórios de impacto à ANPD por entender que não tem obrigação legal de fazê-lo — invocando uma exceção da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) destinada a tratamentos com finalidade exclusiva de segurança pública.

As organizações contestam esse argumento, tendo em vista que o Smart Sampa não tem finalidade exclusivamente de segurança pública, ele é usado, também, para capturar devedores de pensão alimentícia, localizar pessoas desaparecidas e monitorar o interior de escolas e hospitais. Além disso, a própria LGPD determina que, mesmo nas exceções, a ANPD deve solicitar relatórios de impacto.

O que as organizações pedem

O ofício à ANPD pede a abertura de processo de fiscalização contra a Prefeitura de São Paulo e a Sentinelx, com adoção de medidas sancionatórias e preventivas. Entre os pontos levantados:

  • Investigação sobre o incidente de segurança e notificação aos titulares dos dados expostos
  • Exigência de Relatório de Impacto à Proteção de Dados do Smart Sampa
  • Apuração sobre o controle privado das bases de dados e algoritmos por pessoa jurídica de direito privado
  • Avaliação sobre a legalidade da vigilância dentro de equipamentos de saúde e educação
  • Verificação do tratamento de dados de crianças e adolescentes sem protocolo específico

O pedido à ANPD é assinado por onze organizações: Coalizão Direitos na Rede, CESeC — Centro de Estudos de Segurança e Cidadania, Conectas Direitos Humanos, AqualtuneLab, Plataforma Brasileira de Política de Drogas, Coalizão pela Socioeducação, ANCED — Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente, LAPIN — Laboratório de Políticas Públicas e Internet, Data Privacy Brasil, Centro de Convivência É de Lei e Instituto Alana.

Caminhada pela democracia reúne 40 mil pessoas em São Bernardo

Cerca de 40 mil pessoas participaram da “Caminhada com Lula”, realizada entre o fim da tarde e o início da noite desta segunda-feira (19), em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. O ato reuniu apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em defesa da democracia, das conquistas sociais e dos direitos trabalhistas. Leia em TVT News.

Organizada pelo diretório municipal do Partido dos Trabalhadores (PT), a mobilização começou em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. De lá, os participantes percorreram ruas do Centro, incluindo a Rua Marechal Deodoro, tradicional corredor comercial da cidade, até a Praça Santa Filomena.

A caminhada contou com a presença de lideranças políticas e sindicais, entre elas o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), que representou Lula no evento. O presidente, que estaria no ABC paulista, seguiu para Porto Alegre (RS) por uma estratégia da campanha.

Também participaram o presidente do SindMetal ABC, Wellington Damasceno; a ex-ministra Marina Silva (Rede); os deputados estaduais Eduardo Suplicy e Teonílio Barba, ambos do PT; e o ex-ministro e ex-prefeito de São Bernardo Luiz Marinho (PT).

Alckmin defende a Constituição e critica adversário

Durante o discurso, Geraldo Alckmin defendeu a Constituição Federal e criticou o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. O vice-presidente afirmou que a defesa da democracia passa pelo respeito às regras constitucionais e questionou as propostas atribuídas à campanha adversária.

“Ninguém vai rasgar a Constituição. Doutor Ulysses Guimarães (1916-1992) dizia: ‘Traidor da Constituição é traidor da Pátria’. Eles querem governar para os ricos, milionários e bilionários”, declarou.

Alckmin também destacou a importância das políticas públicas voltadas às mulheres e às pessoas idosas. Ao abordar as propostas econômicas dos adversários, criticou a possibilidade de cortes em programas e medidas de proteção social, com atenção especial à política de reajuste das aposentadorias vinculada ao salário mínimo.

“Vamos defender a aposentadoria com ganho real”, afirmou o vice-presidente.

Mobilização também ocorreu em outras cidades

A caminhada em São Bernardo integrou uma série de mobilizações favoráveis à candidatura de Lula realizadas nesta segunda-feira. Também foram registrados atos em Fortaleza, no Ceará, e Teresina, no Piauí.

A presença de milhares de pessoas nas ruas do ABC paulista reforçou a importância da região na trajetória política de Lula e na mobilização de apoiadores do presidente. A defesa da democracia, dos direitos sociais e das garantias trabalhistas esteve entre as principais bandeiras do encontro.

Veja as imagens do fotógrafo Adonis Guerra

Cerca de 40 mil pessoas ocuparam hoje a Rua Marechal Deodoro, principal via de São Bernardo do Campo, em um ato em defesa da democracia – Foto: Adonis Guerra
Cerca de 40 mil pessoas ocuparam hoje a Rua Marechal Deodoro, principal via de São Bernardo do Campo, em um ato em defesa da democracia – Foto: Adonis Guerra
Cerca de 40 mil pessoas ocuparam hoje a Rua Marechal Deodoro, principal via de São Bernardo do Campo, em um ato em defesa da democracia – Foto: Adonis Guerra
Cerca de 40 mil pessoas ocuparam hoje a Rua Marechal Deodoro, principal via de São Bernardo do Campo, em um ato em defesa da democracia – Foto: Adonis Guerra
Cerca de 40 mil pessoas ocuparam hoje a Rua Marechal Deodoro, principal via de São Bernardo do Campo, em um ato em defesa da democracia – Foto: Adonis Guerra

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Janones tem alta do hospital e convoca Exército do Lula para batalha contra bolsonarismo

O deputado federal André Janones (Rede-MG) recebeu alta do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, na tarde desta terça-feira (20), após ser internado na UTI com arritmia cardíaca grave e falta de ar. Na saída, ele comparou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Lionel Messi, defendeu que o petista não precisa aprender a usar redes sociais e convocou a militância do Exército do Lula para derrotar o bolsonarismo nas ruas, nas redes e nas urnas.

Saiba mais sobre o Exército do Lula com a TVT News.

Janones tem alta no hospital e fala como vencer o Bolsonarismo

André Janones deixou o Hospital Vila Nova Star na tarde desta terça-feira (20) e, em entrevista coletiva na porta da unidade, declarou que estava “de volta à ativa”. Ele havia sido internado na madrugada de segunda-feira (19), após acompanhar o debate presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) na TV Bandeirantes. O deputado relatou que estava dormindo apenas três horas por dia e se alimentando mal nas últimas duas semanas.

Ao falar sobre a estratégia para os dias que antecedem o segundo turno, Janones defendeu que a derrota do bolsonarismo exige atuação coordenada nas redes sociais, nas ruas e nas urnas. “Estarei saindo pela porta da frente do hospital Vila Nova Star em São Paulo para comandar o MAIOR EXÉRCITO DEMOCRÁTICO DO MUNDO, durante a batalha final!”, anunciou o parlamentar em suas redes sociais.

A esquerda superou a direita em engajamento nas redes sociais com a liderança de Janones

O canal Exército do Lula, administrado por Janones no WhatsApp, reúne mais de 5,6 milhões de seguidores e se consolidou como a principal ferramenta de mobilização virtual da campanha pela reeleição de Lula. Segundo o deputado, a esquerda superou a direita em engajamento digital nos últimos dias, com ações coordenadas de compartilhamento de publicações, impulsionamento de hashtags e produção de cortes que viralizaram.

A deputada federal eleita Luna Zarattini (PT-SP) atribuiu a internação de Janones ao excesso de trabalho à frente do canal. “Acredito que é de tanto trabalhar”, afirmou Luna, que também destacou a importância do Exército do Lula para a campanha. O próprio Janones afirmou que a militância digital foi responsável por uma “revolução” na comunicação da campanha e que pretende manter o ritmo até a votação.

Janones afirmou que voltará com “força máxima”

Na saída do hospital, Janones foi enfático ao dizer que retorna à campanha com “força máxima”. “Já provocamos uma revolução digital e vamos continuar”, declarou. Ele também rebateu críticas de que Lula precisaria se adaptar às redes sociais: “O Lula é o maior comunicador da história desse país. Ele não precisa aprender a usar as redes sociais. O papel dele é continuar sendo o maior líder popular da história deste País”.

Para explicar a divisão de tarefas entre o presidente e a militância, Janones recorreu à comparação com o jogador argentino Lionel Messi.

“Assim como na seleção da Argentina o Messi continua sendo o gênio, mas precisa dos jovens para correr por ele, o Lula simplesmente precisa da gente fazer o trabalho nas redes sociais enquanto ele brilha”. O deputado também criticou os recentes boicotes da Meta a conteúdos da esquerda e afirmou que pretende evitar que publicações do Exército do Lula sejam prejudicadas pela plataforma.

O que é o Exército do Lula?

O Exército do Lula é um canal criado por André Janones no WhatsApp em abril de 2026, inicialmente com cerca de 50 mil participantes. Ao longo da campanha, o grupo cresceu de forma acelerada e ultrapassou a marca de 5,6 milhões de seguidores, tornando-se a maior comunidade política da plataforma no Brasil. No canal, Janones se intitula “General do Lula” e orienta os integrantes sobre como atuar nas redes, com missões diárias de engajamento e disseminação de mensagens favoráveis ao presidente.

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Carnal Exército do Lula no app Whatsapp tem mais de 5 milhões de inscritos – Imagem: reprodução

O canal chegou a ser suspenso pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em outubro, mas voltou ao ar após a campanha de Lula registrar a ferramenta no tribunal. Mesmo durante a internação de Janones, o Exército do Lula permaneceu ativo, e o deputado autorizou a campanha a utilizar o canal para mobilizar apoiadores. Agora, com a alta hospitalar, Janones retoma o comando do grupo para os dias decisivos da eleição.

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Vício em bets aumentou o número de afastamento do trabalho

O número de trabalhadores afastados de suas funções por causa do vício em jogos de aposta cresceu 441% entre 2023 e 2025, período que coincide com a regulamentação das bets no Brasil. Os dados são de um levantamento da Subsecretaria de Estatísticas e Estudos do Trabalho, vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego, com informações da Previdência Social. Leia em TVT News.

Em 2023, 67 pessoas receberam auxílio por incapacidade temporária do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em decorrência da ludopatia, transtorno relacionado à compulsão por jogos. Em 2025, o número chegou a 363 beneficiários. No primeiro ano de vigência das regras para o setor, em 2024, foram registrados 136 afastamentos, mais que o dobro do total do ano anterior.

A regulamentação das empresas de apostas on-line ocorreu em dezembro de 2023 e permitiu a ampliação da atuação das plataformas no país. A expansão do mercado também foi acompanhada pelo aumento dos casos de dependência em jogos, com consequências para a saúde mental e a vida profissional dos trabalhadores.

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Afastamentos e demissões

O levantamento também identificou um crescimento na proporção de contratos formais encerrados entre os trabalhadores com ludopatia que receberam auxílio por incapacidade temporária. Em 2023, os desligamentos correspondiam a 35% dos vínculos desse grupo. Em 2025, o percentual subiu para 42,5%.

Isso significa que mais de quatro em cada dez beneficiários do auxílio relacionado ao vício em jogos tiveram o contrato formal encerrado até o fim de 2025. Segundo o estudo, quase 70% dos desligamentos ocorreram a pedido do próprio trabalhador ou sem justa causa, seguindo uma tendência observada no mercado de trabalho.

A subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho, Paula Montagner, responsável pelo levantamento, ressalta que os dados disponíveis ainda não permitem afirmar que o vício em apostas foi a causa direta do aumento das demissões. Apesar dessa limitação, o estudo chama a atenção para os problemas associados à dependência em jogos e seus possíveis efeitos sobre a saúde e a estabilidade profissional.

Homens são maioria entre os afastados

Os dados mostram que os homens representam cerca de 70% dos trabalhadores que receberam o benefício previdenciário em razão da ludopatia. A faixa etária entre 30 e 49 anos concentra quase 67% dos casos.

O auxílio por incapacidade temporária é concedido quando a perícia médica oficial do INSS constata que o segurado está temporariamente impossibilitado de exercer suas atividades profissionais em razão do transtorno e precisa se afastar para tratamento médico ou psiquiátrico.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a ludopatia como um transtorno mental. Entre os problemas associados ao vício estão as dificuldades para interromper as apostas, a perda de controle sobre o comportamento de jogo e os prejuízos financeiros e sociais.

O estudo destaca, porém, que os números devem ser interpretados com cautela, já que abrangem apenas pessoas que tiveram acesso ao benefício previdenciário. Ainda assim, os pesquisadores apontam a necessidade de enfrentar os impactos da dependência em jogos sobre a população.

Impacto financeiro e expansão das apostas

Além das consequências para a saúde, o avanço das bets tem sido associado ao endividamento de apostadores e ao comprometimento do orçamento familiar. Em busca de ganhos financeiros, parte dos usuários acumula perdas que podem agravar a vulnerabilidade econômica e afetar outras áreas da vida, incluindo o trabalho.

Segundo dados divulgados, os brasileiros depositaram R$ 220,6 bilhões em plataformas de apostas em 2025. Desse montante, R$ 36,9 bilhões corresponderam a perdas dos apostadores, convertidas em receitas para as empresas do setor.

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), procurada pela reportagem da Folha, afirmou estar aberta ao diálogo sobre os efeitos das apostas na saúde financeira e mental da população. A entidade também questionou a ausência de uma diferenciação entre plataformas que operavam regularmente e aquelas que atuavam de forma irregular.

Os dados reforçam o debate sobre os efeitos sociais da expansão das apostas on-line e a necessidade de políticas de prevenção e tratamento da ludopatia. O crescimento dos afastamentos por incapacidade evidencia que o problema ultrapassa o âmbito individual e pode atingir a saúde pública, a renda das famílias e as relações de trabalho.

General afirma que foi autor de plano para matar Lula, Alckmin e Moraes

O general do Exército Mário Fernandes, réu do núcleo 2 no processo da tentativa de golpe, confirmou no Supremo Tribunal Federal (STF) que foi autor do plano Punhal Verde Amarelo. O planejamento previa o assassinato do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro do STF Alexandre de Moraes. Entenda em TVT News.

O militar, que está preso desde novembro do ano passado, foi interrogado, por videoconferência, pelo STF nesta quinta-feira (24). O núcleo 2 reúne acusados de elaborar a “minuta do golpe”, monitorar autoridades e impedir o voto de eleitores em 2022.

‘Punhal Verde e Amarelo’

Durante o governo Bolsonaro, o general ocupou o cargo de secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República e foi responsável, segundo as investigações, pela elaboração do arquivo de word intitulado “Punhal Verde e Amarelo”, com planejamento “voltado ao sequestro ou homicídio” do ministro Alexandre de Moraes, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente, Geraldo Alckmin.

A execução inicial do plano estaria prevista para o dia 15 de dezembro de 2022. No depoimento, o general alegou que o arquivo era pessoal, mas confirmou que determinou a impressão do documento em uma impressora do Palácio do Planalto — segundo a PF, três cópias foram impressas. O militar afirmou que o arquivo retrata um pensamento que foi digitalizado.

Segundo o general, o documento era destinado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que era comandado pelo general Augusto Heleno, que também é réu pela tentativa de golpe. Ele negou que o arquivo seria apresentado em uma reunião com Bolsonaro.

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Segundo a PF, o ex-ministro da Defesa, general Walter Souza Braga Netto, aprovou o plano Punhal Verde e Amarelo. Foto: Reprodução

“A determinação foi minha ao meu chefe de gabinete, o Reginaldo Vieira de Abreu, que emitisse seis cópias. Essas seis cópias foram emitidas. O objetivo delas era apresentar ao GSI, que, doutrinariamente, era responsável pela montagem do gabinete de crise”, disse.

“Não quer dizer a crise que a PGR pensa que é. Poderia ser qualquer outra crise. Era um assessoramento em apoio, no caso, ao general Heleno, que é um grande amigo, um grande mentor. Não tinha nada a ver com apresentação ao Bolsonaro”, completou. 

Na denúncia da PGR, Paulo Gonet destaca: “O plano se desdobrava em minuciosas atividades, requintadas nas suas virtualidades perniciosas. Tinha no Supremo Tribunal Federal o alvo a ser “neutralizado”. Cogitava o uso de armas bélicas contra o ministro Alexandre de Moraes e a morte por envenenamento de Luiz Inácio Lula da Silva”. De acordo com o PGR, o plano foi levado ao conhecimento do então presidente da República, Jair Bolsonaro.

Julgamento da tentativa de golpe

O interrogatório dos réus é uma das últimas fases da ação penal pela tentativa de golpe. A expectativa é de que o julgamento que vai decidir pela condenação ou absolvição os acusados do núcleo 2 ocorra no segundo semestre deste ano.

A denúncia da PGR foi dividida em quatro núcleos. O núcleo 1, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete réus, foi interrogado no mês passado. Essa parte do processo está nas alegações finais, última fase, e deve ser julgada em setembro. 

Os réus respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Com informações de Agência Brasil.

STF começa a julgar “kids pretos” que planejavam matar Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira (11), às 9h, o julgamento dos réus do núcleo 3 da trama golpista ocorrida durante governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Saiba mais na TVT News.

O núcleo é composto por nove militares do Exército e um policial federal. Eles respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Os acusados são conhecidos como “kids-pretos”, militares que integraram o grupamento de forças especiais do Exército. Eles são acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de planejar “ações táticas” para efetivar o plano golpista. Além disso, seriam responsáveis por executar o plano “punhal verde e amarelo” que previa uma tentativa de envenenar Lula e Alckmin antes da posse oficial e o ministro do STF, Alexandre de Moraes.

STF julga os seguintes investigados:

  • Bernardo Romão Correa Netto (coronel);
  • Estevam Theophilo (general);
  • Fabrício Moreira de Bastos (coronel);
  • Hélio Ferreira Lima (tenente-coronel);
  • Márcio Nunes de Resende Júnior (coronel);
  • Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel);
  • Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel);
  • Ronald Ferreira de Araújo Júnior (tenente-coronel);
  • Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (tenente-coronel);
  • Wladimir Matos Soares (policial federal).

No caso do tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior, a PGR pediu que a acusação seja desclassificada para o crime de incitação das Forças Armadas contra os poderes constitucionais. Com a medida, o acusado poderá ter direito a um acordo para se livrar de condenação. Atualmente, ele responde aos cinco crimes imputados a todos os réus.

Outros núcleos

Até o momento, o STF já condenou 15 réus pela trama golpista. São sete condenados do Núcleo 4 e mais oito acusados que pertencem ao Núcleo 1, liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

O grupo 2 será julgado a partir de 9 de dezembro.

O núcleo 5 é formado pelo empresário Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente da ditadura João Figueiredo. Ele mora dos Estados Unidos e não há previsão para o julgamento.

Por André Richter – Repórter da Agência Brasil

Saiba mais no jornal TVT News Primeira Edição