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Da Redação

Lula encerra campanha com milhares nas ruas de São Paulo

O último ato da última dança do presidente Lula no primeiro turno das eleições de 2026 foi superlativo. Milhares e milhares de pessoas transformaram a Rua Augusta num interminável tapete vermelho para o filho do Nordeste. A um dia de o país ir às urnas, Lula encerrou sua campanha no centro de São Paulo (SP) com um discurso sobre os projetos em disputa nas urnas e os rumos do Brasil.

Neste sábado (3/10), durante a caminhada Brasil Pronto pra Mais, o presidente convocou os brasileiros a participarem da votação desse domingo (4) e apresentou as prioridades do novo mandato. Educação, valorização do trabalho, proteção das famílias e soberania nacional marcaram sua fala, que também recuperou as políticas sociais de seus governos e contrapôs suas propostas às dos adversários.

Ao lado do vice-presidente e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin, do candidato ao governo paulista, Fernando Haddad (PT), e de seu vice, Márcio França (PSB), Lula percorreu a região acompanhado das candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet, além de outras lideranças políticas.

Destacou as propostas de ampliar o acesso à educação, melhorar a renda dos trabalhadores e enfrentar o endividamento das famílias. Aos 80 anos, reiterou a disposição em lutar e apresentou a motivação que, segundo ele, orienta sua candidatura. “A minha causa é o povo brasileiro. A minha causa é a educação. A minha causa é a soberania desse país”, afirmou.

Confira os principais trechos do discurso do Lula na caminhada em São Paulo

PROTEÇÃO – O cuidado com as famílias apareceu em diferentes momentos do discurso. Lula destacou a proposta de acabar com a escala de trabalho 6×1, cuja discussão está prevista para a próxima semana no Senado, e voltou a defender a proibição das apostas online.

Ao abordar as bets, afirmou que o endividamento provocado pelo jogo compromete despesas essenciais das famílias e pode causar graves problemas de saúde mental. São mais de R$ 140 bilhões movimentados pelas apostas em 2025, valor que, em sua avaliação, poderia ter sido destinado ao consumo e à economia. Ele também rejeitou o argumento de que o financiamento do esporte depende das casas de apostas.

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Lula com a chapa de candidatos por São Paulo – Foto: Ricardo Stuckert

O presidente tratou ainda do endividamento com cartões de crédito. Lula criticou as taxas de juros cobradas pelas instituições financeiras. Ele ainda recordou que a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil foi feita em seu atual governo, que promoveu renda aos trabalhadores.

DEMOCRACIA – Na reta final do discurso, Lula estabeleceu um contraste entre seu projeto político e o de seus adversários. Criticou o governo Bolsonaro pela extinção e reorganização de ministérios ligados ao trabalho, à indústria, à igualdade racial, aos direitos humanos e às mulheres. Ao defender a atuação de seu governo contra o crime organizado, Lula afirmou que pretende fortalecer as instituições e a fiscalização. Reiterou a importância dos direitos humanos, da cultura, da soberania e da democracia.

MOBILIZAÇÃO – Lula dedicou parte do encerramento aos eleitores com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo. Aos 80 anos, falou sobre envelhecimento, disposição para a vida pública e o compromisso que afirma manter com o país. Disse que a passagem dos anos não diminuiu sua disposição de continuar na vida pública e voltou a apresentar o povo brasileiro como a principal motivação de sua trajetória. “Eu vou lutar com as minhas forças. Quando eu não tiver mais forças, eu lutarei pela força de vocês”, declarou. Antes de encerrar a caminhada, pediu aos apoiadores que continuassem conversando com amigos, familiares e conhecidos até a votação.

Foi com essa declaração sobre a força coletiva que Lula se despediu dos eleitores em sua última caminhada da campanha. Depois de percorrer o país apresentando propostas e defendendo as realizações de seus governos, encerrou o ato com uma convocação à participação democrática. Neste domingo (4), das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, os brasileiros terão nas urnas a decisão sobre quem ocupará a Presidência, os governos estaduais, o Senado, a Câmara dos Deputados e as casas legislativas estaduais e distrital pelos próximos anos.

Veja os melhores momentos da caminhada do Lula em São Paulo

Millhares de pessoas tomaram as ruas do centro

Bandeira do Brasil na caminhada

Na caminhada em São Paulo, Lula lembrou as propostas para a Educação

Ao apresentar suas prioridades para um novo mandato, Lula afirmou que pretende promover uma transformação educacional e tecnológica, com mais investimentos em universidades, institutos federais, ciência e inovação. Citou a expansão da rede federal de ensino em São Paulo, o ProUni, o Fies e o Pé-de-Meia como exemplos de políticas voltadas à ampliação das oportunidades.

Lula ressaltou ainda que os investimentos federais devem alcançar a população, independentemente da filiação partidária dos governadores. Defendeu a continuidade das políticas de educação, a expansão da mobilidade urbana e o desenvolvimento de tecnologias nacionais como parte de seu projeto para os próximos quatro anos.

Live do Lula reúne mobilização nacional na véspera do primeiro turno

A véspera do primeiro turno é marcada por uma mobilização nacional da campanha de Lula. Neste sábado (3), o “Lulaço: o Brasil precisa de você!” reúne atividades presenciais em diferentes cidades e uma live que vai até às 23h, com informações e orientações para a reta final da campanha. A transmissão é feita pelo canal oficial do presidnte Lula no YouTube.

A programação inclui participações especiais e conteúdos voltados à mobilização dos eleitores.

Lula em São Paulo: “a maior multidão já registrada pelo Stuckert”

A foto de Ricardo Stuckert da caminhada do Lula em São Paulo viralizou nas redes sociais. O perfil do PT no X disse que deve ser “a maior multidão já registrada pelo fotógrafo Ricardo Stuckert”.

Confira a foto do mar vermelho em SP:

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Multidão acompanha a caminhada de Lula em São Paulo – Foto: Ricardo Stuckert

Veja o clipe da última dança de Lula

O vídeo que também viralizou nas redes sociais, sobre a última dança de Lula.

Datafolha divulga última pesquisa para presidente na véspera do 1° turno

O Instituto Datafolha divulga neste sábado (3) a última pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República antes do primeiro turno das eleições de 2026. O levantamento, contratado pela Folha de S.Paulo e pelo Grupo Globo, vai a campo no mesmo dia da divulgação, com 4.006 entrevistas presenciais — a maior amostra da série de pesquisas nacionais destas eleições. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01708/2026. Confira detalhes do último Datafolha antes do 1° turno com a TVT News.

Datafolha: 1° turno – Votos válidos

  • Lula (PT): 45%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 42%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 4%
  • Renan Santos (Missão): 3%
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 3%
  • Romeu Zema (Novo): 1%
  • Samara Martins (UP): 0
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 0
  • Edmilson Costa (PCB): 0
  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0
  • Clariana Barão (DC): 0
  • Hertz Dias (PSTU): 0

Votos totais no 1° turno

O Datafolha divulgou o resultado com os votos totais, incluindo votos em branco, nulos e eleitores indecisos. Lula manteve a intenção de votos e Flávio Bolsonaro subiu dois pontos: pegou um ponto de Caiado e um ponto de Zema.

  • Lula (PT): 42% (eram 42% na pesquisa anterior)
  • Flávio Bolsonaro (PL): 40% (eram 38%)
  • Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 3%)
  • Renan Santos (Missão): 3% (eram 3%)
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 3% (eram 4%)
  • Romeu Zema (Novo): 0 (era 1%)
  • Samara Martins (UP): 0 (era 1%)
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 0 (era zero)
  • Edmilson Costa (PCB): 0 (era zero)
  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0 (era zero)
  • Clariana Barão (DC): 0 (era zero)
  • Hertz Dias (PSTU): 0 (era zero)
  • Em branco/nulo/nenhum: 4% (eram 5%)
  • Indecisos: 3% (eram 2%)

2° turno – votos totais

Tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro subiram 1 ponto.

  • Lula (PT): 47% (eram 48% em 1 de outubro)
  • Flávio Bolsonaro (PL): 46% (eram 45%)
  • Em branco/nulo/nenhum: 6% (eram 6%)
  • Indecisos: 2% (era 1%)

Resumo da pesquisa Datafolha para presidente

  • O campo da pesquisa Datafolha foi realizado no próprio sábado (3), com 4.006 entrevistados em todo o país.
  • Datafolha (01/10): Lula tinha 42% e Flávio Bolsonaro, 38% no primeiro turno; no segundo turno, Lula aparecia com 48% e Flávio com 45%.
  • Contexto: a pesquisa mede os efeitos do fim das bets no Brasil, da entrevista de Lula ao Flow Podcast, do cancelamento do debate da TV Globo e da polêmica sobre Nossa Senhora Aparecida.

Evolução das intenções de voto de acordo com o Instituto Datafolha

  • Série histórica das intenções de voto no 1° turno

  • Série histórica das intenções de voto no 2° turno

Pesquisa para presidente hoje: Datafolha traz Lula x Flávio Bolsonaro na véspera do 1° turno

A pesquisa Datafolha deste sábado (3) chega a menos de 24 horas da abertura das urnas e é a primeira do instituto após uma sequência de acontecimentos que marcaram a reta final da campanha. O levantamento vai medir o impacto do cancelamento do debate da TV Globo, da decisão de Lula de conceder entrevista ao Flow Podcast no mesmo horário e das reportagens que atingiram a campanha de Flávio Bolsonaro.

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Bastidores da entrevista do Presidente Lula ao Flow Podcast, no Palácio da Alvorada, em Brasília (DF) – Foto: Ricardo Stuckert

O Datafolha é a sétima pesquisa do instituto após o início oficial da campanha e a última antes da votação de domingo (4). O resultado será divulgado na noite deste sábado.

Qual a metodologia da pesquisa Datafolha de 03 de outubro

O Datafolha entrevistou 4.006 eleitores presencialmente neste sábado (3), em pontos de fluxo populacional de municípios das cinco regiões do país. É a maior amostra desde o início da série de pesquisas nacionais destas eleições — o dobro do número habitual.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela Empresa Folha da Manhã e pelo Grupo Globo, ao custo de R$ 461,4 mil, e está registrada no TSE sob o número BR-01708/2026.

O questionário começa com a pergunta espontânea “Em quem você pretende votar para presidente em outubro?” e segue com uma relação de treze candidatos: Lula, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos, Leonardo Avalanche, Augusto Cury, Hertz Dias, Rui Costa Pimenta, Samira Martins, Edmilson Costa e Veterinário Wilson Grassi.

Em seguida, o instituto mede o grau de decisão do eleitor, a possibilidade de mudança de voto e traça um cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Quaest divulga pesquisa também neste sábado

A Quaest também divulga neste sábado (3) a última pesquisa de intenção de voto para presidente antes do primeiro turno, que ocorre neste domingo (4). Registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02197/2026, o levantamento foi contratado pelo Grupo Globo e ouviu 3.702 eleitores entre os dias 2 e 3 de outubro.

A Quaest vai usar, nesta pesquisa, a ponderação de resultados com a técnica do likely voter.

O que é likely voter e como ele pode influenciar o resultado das eleições

O modelo de eleitor provável, ou likely voter, combina duas dimensões: o perfil de comparecimento e a motivação individual do eleitor. O perfil parte do histórico de abstenção dos diferentes subgrupos nas eleições presidenciais de 2010 a 2022, enquanto a motivação considera fatores como senso de dever cívico, recursos (tempo, renda, escolaridade, acesso à informação) e mobilização por partidos, familiares e redes de convivência.

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Quaest de 3 de outubro mostra estimativa do comparecimento dos eleitores . Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

No primeiro turno presidencial, a abstenção passou de 18,1% em 2010 para quase 21% em 2022, quando 32,8 milhões de eleitores deixaram de comparecer. A abstenção não se distribui aleatoriamente: alguns grupos comparecem sistematicamente menos, e suas preferências políticas podem ser diferentes das de quem vota com mais frequência. Se um candidato concentra apoio entre os mais propensos a faltar, desconsiderar essa diferença pode superestimar sua participação nos votos válidos.

A Quaest divulga, neste sábado, além dos percentuais de intenção de voto sobre o total do eleitorado, estimativas de votos válidos já considerando a probabilidade de comparecimento.

Saiba mais sobre o likely voter:

Pesquisas de véspera do primeiro turno divulgadas neste sábado

Consulte todas as pesquisas registradas no TSE

Para consultar todas as pesquisas eleitorais registradas e seus respectivos números de protocolo, acesse o sistema de pesquisas registradas do Tribunal Superior Eleitoral.

Quaest divulga pesquisa para presidente na véspera do primeiro turno

A Quaest divulga neste sábado (3) a última pesquisa de intenção de voto para presidente antes do primeiro turno, que ocorre neste domingo (4). Registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02197/2026, o levantamento foi contratado pelo Grupo Globo e ouviu 3.702 eleitores entre os dias 2 e 3 de outubro.

A pesquisa testa o cenário de primeiro turno e um eventual segundo turno entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Confira os resultados da última pesquisa Quaest para presidente com a TVT News.

O que você precisa saber sobre a pesquisa Quaest de hoje

Campo da pesquisa

  • Período de coleta: 2 e 3 de outubro de 2026
  • Amostra: 3.702 eleitores com 16 anos ou mais
  • Margem de erro: 2 pontos percentuais
  • Nível de confiança: 95%
  • Registro no TSE: BR-02197/2026
  • Contratação: Grupo Globo

Como está a evolução das intenções de voto nas pesquisas do Instituto Quaest

  • Evolução das intenções de voto no 1° turno

  • Evolução das intenções de voto no 2° turno

O que aconteceu no Brasil enquanto a Quaest fazia o campo da pesquisa

  • Entrevista de Lula no Flow: em 1º de outubro, o presidente participou do podcast Flow por cerca de duas horas, criticou Flávio Bolsonaro e explicou por que não foi ao debate da Globo;

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Presidente Lula durante entrevista ao Flow Podcast, no Palácio da Alvorada, em Brasília (DF) – Foto: Ricardo Stuckert

  • Cancelamento do debate na Globo: o debate presidencial previsto para 1º de outubro foi cancelado, com a emissora alegando que decisões judiciais do TSE e do STF alterarem as regras e a composição do encontro e Flávio Bolsonaro decidir não participar;

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Autor de projeto contra Nossa Senhora recebeu Flávio na Norte Show, em Sinop (MT). (Foto: Facebook/Victório Galli)

Qual a metodologia da pesquisa Quaest de 03 de outubro

A pesquisa Quaest foi realizada presencialmente, em domicílios, por profissionais treinados, com aplicação de questionários estruturados por meio de dispositivos eletrônicos. O levantamento ouviu 3.702 eleitores com 16 anos ou mais, em todo o país, entre os dias 2 e 3 de outubro. A margem de erro máxima é de aproximadamente dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A Quaest vai usar, nesta pesquisa, a ponderação de resultados com a técnica do likely voter.

O que é likely voter e como ele pode influenciar o resultado das eleições

O modelo de eleitor provável, ou likely voter, combina duas dimensões: o perfil de comparecimento e a motivação individual do eleitor. O perfil parte do histórico de abstenção dos diferentes subgrupos nas eleições presidenciais de 2010 a 2022, enquanto a motivação considera fatores como senso de dever cívico, recursos (tempo, renda, escolaridade, acesso à informação) e mobilização por partidos, familiares e redes de convivência.

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Quaest de 3 de outubro mostra estimativa do comparecimento dos eleitores . Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

No primeiro turno presidencial, a abstenção passou de 18,1% em 2010 para quase 21% em 2022, quando 32,8 milhões de eleitores deixaram de comparecer. A abstenção não se distribui aleatoriamente: alguns grupos comparecem sistematicamente menos, e suas preferências políticas podem ser diferentes das de quem vota com mais frequência. Se um candidato concentra apoio entre os mais propensos a faltar, desconsiderar essa diferença pode superestimar sua participação nos votos válidos.

A Quaest divulga, neste sábado, além dos percentuais de intenção de voto sobre o total do eleitorado, estimativas de votos válidos já considerando a probabilidade de comparecimento.

Saiba mais sobre o likely voter:

Pesquisas de véspera do primeiro turno divulgadas neste sábado

Consulta às pesquisas registradas no TSE

Para verificar o registro e os dados completos de todas as pesquisas eleitorais de 2026, acesse o sistema do Tribunal Superior Eleitoral: Consulta às Pesquisas Registradas.

Likely voter: como a Quaest calcula a abstenção nas eleições 2026

Os institutos de pesquisa estimam a abstenção dos eleitores combinando dados demográficos oficiais com o grau de interesse declarado pelo eleitor. Perguntar apenas “você vai votar?” não basta, pois a maioria diz que sim. Por isso, usam modelos de “eleitores prováveis” (likely voters) para filtrar quem tem mais chance de faltar.

O likely voter — ou eleitor provável —, é uma técnica utilizada para ajustar as projeções considerando a propensão de comparecimento às urnas.

O conceito, amplamente adotado nos Estados Unidos, ganha relevância no Brasil em um contexto de voto obrigatório, mas com taxas significativas de abstenção que distorcem as leituras das intenções de voto.

Como funciona o cálculo e a modelagem do likely voter

  • Cruzamento demográfico: o instituto pega o histórico real de abstenção do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por perfil (idade, gênero, escolaridade e região).
  • Grau de engajamento: no questionário, os pesquisadores medem o ânimo do eleitor, perguntando se tem certeza de que vai votar, se tem interesse na eleição ou se votaria caso o voto não fosse obrigatório.
  • Atribuição de peso: cada resposta ganha um peso estatístico. Quem demonstra desinteresse total recebe uma probabilidade menor de comparecimento.
  • Ajuste final: o resultado bruto da intenção de voto é filtrado por essa probabilidade de presença, dando mais peso aos eleitores engajados antes de divulgar os números finais.

Pesquisa eleitoral: como o likely voter calcula a abstenção e os votos

As pesquisas eleitorais buscam retratar o comportamento do eleitorado no momento da entrevista, mas uma questão permanece: quem efetivamente irá votar? É nesse ponto que entra o likely voter, modelo usado por institutos para estimar a probabilidade de comparecimento às urnas.

No segundo turno de 2022, a Quaest aplicou esse modelo e obteve uma redução de 1,4 ponto percentual na diferença estimada entre os candidatos, aproximando a projeção do resultado oficial. O ajuste demonstra que a técnica, embora não resolva todas as distorções, contribui para minimizar os erros.

O que é o likely voter e como ele é usado nas pesquisas dos EUA

Nos Estados Unidos, onde o voto é facultativo, pesquisas podem separar eleitores registrados daqueles considerados prováveis votantes. O modelo combina informações como intenção declarada de votar, histórico de participação e grau de envolvimento com a eleição.

A lógica é evitar que eleitores registrados, que provavelmente não comparecerão às urnas, tenham o mesmo peso daqueles com maior probabilidade de votar. Os critérios variam entre institutos.

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Nos EUA, a metodologia do Likely Voter é empregada para estimar comparecimento de eleitores. Foto: Casa Branca

No Brasil, a discussão ganha outra dimensão porque o voto é obrigatório e a abstenção ainda representa parcela relevante do eleitorado.

O artigo de Frederico Batista Pereira e Felipe Nunes destaca que pesquisas brasileiras podem precisar incorporar modelos capazes de identificar não apenas quem provavelmente votará, mas também quem poderá mudar de escolha na reta final.

Como a Quaest faz o cálculo de votos válidos nas pesquisas eleitorais

O cálculo de votos válidos exclui votos brancos e nulos e redistribui proporcionalmente as intenções atribuídas às candidaturas.

Já a estimativa de comparecimento é outra etapa: procura identificar quais entrevistados apresentam maior probabilidade de participar da votação.

Na modelagem, informações sociodemográficas e respostas sobre comportamento eleitoral podem ser combinadas para atribuir diferentes pesos aos entrevistados.

O estudo baseado em dados da Quaest mostra como modelos estatísticos podem estimar a propensão individual de escolha e reorganizar respostas de indecisos e eleitores estratégicos.

Pesquisas eleitorais e mudanças tardias na decisão do voto

Uma pesquisa eleitoral não fotografa necessariamente o resultado da urna. Ela registra preferências no período em que as entrevistas são realizadas. O estudo de Pereira e Nunes aponta dois mecanismos capazes de produzir mudanças nos últimos dias: o voto estratégico, conhecido no Brasil como “voto útil”, e o alinhamento tardio dos indecisos.

O eleitor estratégico pode abandonar seu candidato preferido para apoiar uma candidatura mais competitiva, enquanto o indeciso pode definir sua escolha apenas perto da votação. Em 2022, 50% dos eleitores de candidaturas da chamada terceira via diziam ainda poder mudar de escolha, segundo dados citados no estudo.

O caso do 1º turno das eleições de 2022

O primeiro turno de 2022 tornou esse debate especialmente relevante. A última pesquisa Quaest analisada no estudo apontava Bolsonaro com 33,5% e Lula com 43,5%; o resultado oficial foi de 41,3% e 46,3%, respectivamente.

Segundo os pesquisadores, parte da diferença pode estar associada a mudanças tardias. Entre eleitores que se informavam principalmente pela internet, a vantagem de Bolsonaro sobre Lula passou de seis pontos na intenção para mais de 13 pontos no voto posteriormente declarado.

A explicação mais imediata para a divergência foi a de que os institutos teriam cometido erros técnicos — vieses de amostragem, recusas de respondentes ou incapacidade de captar a abstenção. Porém, duas observações enfraquecem essa hipótese.

Primeiro, as mesmas metodologias foram aplicadas no segundo turno e produziram estimativas muito mais próximas do resultado. Segundo, a discrepância não foi isolada: fenômenos semelhantes ocorreram em 2014 e 2018.

Uma explicação alternativa, explorada por Frederico Batista Pereira e Felipe Nunes em artigo publicado na Revista do CESOP, é a de que mudanças reais na distribuição das intenções de voto ocorreram entre a última pesquisa e a votação.

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Quaest adotou a técnica do likely voter após os resultados do 1° turno de 2022. Fotos: Wiki Commons

Os autores argumentam que os mecanismos de voto estratégico e alinhamento de indecisos atuaram de forma intensa nos dias finais da campanha, beneficiando desproporcionalmente Bolsonaro.

Evidências empíricas reforçam essa tese. Um experimento conduzido uma semana antes do primeiro turno mostrou que eleitores da “terceira via” e indecisos apresentavam alta propensão a mudar o voto após assistir a vídeos de campanha.

Os efeitos foram mais pronunciados entre os que receberam mensagens de apelo ao “voto útil”. Além disso, dados da pesquisa Quaest revelaram que eleitores que se informavam principalmente pela internet e eleitores evangélicos alteraram substancialmente sua decisão entre a véspera e o dia da votação.

Eleitores pendulares, que não conseguem ordenar claramente suas preferências, protelam a decisão até o último momento. As campanhas intensificam seus esforços de persuasão na reta final, e a exposição a informações — muitas vezes por meio de redes sociais e aplicativos de mensagem — pode influenciar esses eleitores de forma decisiva.

Como os institutos definem quem será entrevistado?

Institutos definem amostras para representar características do eleitorado e aplicam questionários padronizados. Os resultados passam por ponderações estatísticas para corrigir diferenças entre a composição da amostra e a população.

Por isso, interpretar uma pesquisa eleitoral exige observar metodologia, período de coleta, tamanho da amostra, margem de erro, nível de confiança e critérios utilizados para definir os votos considerados. O likely voter acrescenta outra camada: a estimativa de quem efetivamente deverá comparecer às urnas.

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O método do Likely Voter cruza dados do TSE com informações do IBGE Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Em 2026, portanto, a leitura das pesquisas deve considerar dois movimentos distintos: a abstenção, que pode alterar a composição do eleitorado efetivamente presente, e os chamados changing voters, eleitores cuja decisão ainda pode mudar. O estudo do CESOP sustenta que as pesquisas precisam avançar justamente na identificação dessas duas dimensões.

Como as pesquisas calculam os votos válidos?

A Quaest, um dos principais institutos do país, adota uma abordagem específica para calcular os votos válidos e ajustar suas estimativas. O processo combina dados demográficos oficiais do TSE com perguntas de engajamento incluídas nos questionários.

O primeiro passo é o cruzamento demográfico. O instituto utiliza o histórico real de abstenção por perfil — idade, gênero, escolaridade e região — para estabelecer uma base de comparação. Em seguida, no questionário aplicado aos entrevistados, são incluídas perguntas que medem o grau de interesse e a certeza de comparecimento.

Perguntas como “Você tem certeza de que vai votar?” e “Você votaria se o voto não fosse obrigatório?” ajudam a identificar os respondentes com menor engajamento.

Cada resposta recebe um peso estatístico. Quem demonstra desinteresse total ou incerteza sobre o comparecimento recebe uma probabilidade menor de presença. O resultado bruto da intenção de voto é então filtrado por essa probabilidade, dando mais peso aos eleitores engajados antes da divulgação dos números finais.

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Calcular os votos válidos exige cruzamento de dados e estatísticas. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O cálculo dos votos válidos também envolve a exclusão de votos nulos e brancos da amostra. A pesquisa apresenta os percentuais de intenção de voto sobre o total de votos válidos, ou seja, desconsiderando os que declararam voto nulo, branco ou indecisão.

Essa prática é padrão no setor, mas tem implicações importantes: ao ignorar os indecisos, assume-se que seus votos, caso compareçam, se distribuirão de forma proporcional aos demais eleitores — uma premissa questionável, como mostram os estudos sobre comportamento eleitoral.

Como são feitas as pesquisas eleitorais?

As pesquisas eleitorais seguem um rigor metodológico que combina estatística, demografia e psicologia do eleitor. O processo começa com a definição do tamanho da amostra, que depende do tamanho da população, do nível de confiança desejado e da margem de erro aceitável.

Para um nível de confiança de 95% e uma margem de erro de 2 pontos percentuais, o tamanho da amostra necessário é calculado por uma fórumula que envolve o valor da distribuição normal para o nível de confiança (aproximadamente 1,96 para 95%), a proporção estimada do fenômeno (adota-se 0,5 para garantir a máxima variância) e a margem de erro em formato decimal.

Para uma margem de 2%, o cálculo resulta em cerca de 2.400 entrevistas.

A margem de erro indica o desvio máximo que o resultado pode apresentar em relação à realidade. Um candidato com 30% das intenções e margem de 2 pontos pode ter entre 28% e 32%. O nível de confiança de 95% significa que, se a pesquisa fosse repetida 100 vezes, em 95 delas o resultado estaria dentro da margem estipulada.

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Cenário testado pelo Instituto Quaest – Reprodução Quaest

Além do cálculo amostral, os institutos aplicam questionários estruturados para coletar informações sobre intenção de voto, avaliação de governo, conhecimento dos candidatos e características sociodemográficas.

As entrevistas podem ser presenciais, por telefone ou online, dependendo da metodologia adotada.

Cada modalidade apresenta vantagens e limitações: o presencial permite melhor controle da amostra, mas é mais caro; o online alcança maior número de respondentes, mas pode introduzir vieses de seleção.

Após a coleta, os dados passam por ponderação estatística para corrigir distorções amostrais. Por exemplo, se a amostra tem mais mulheres do que a população real, o peso das respostas masculinas é ajustado para refletir a distribuição correta.

Em seguida, são aplicados os modelos de likely voter e outros ajustes, como a exclusão de votos nulos e brancos para o cálculo de votos válidos.

Por fim, os resultados são divulgados com a margem de erro e o nível de confiança, para que o público possa interpretar as estimativas com a devida cautela. O objetivo não é prever o resultado com exatidão, mas sim fornecer um retrato da opinião pública no momento da coleta, com todas as limitações inerentes à metodologia.

Pesquisa CNT/MDA: na véspera da eleição Lula tem 43,1% e Flávio 38% no 1° turno

A 171ª rodada  da pesquisa CNT de Opinião realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) em parceria com o Instituto MDA Pesquisa divulgou neste sábado (3) véspera das eleições 2026, os resultados da intenção de voto para presidente. Confira os números com a TVT News.

A pesquisa CNT/MDA ouviu 2.002 eleitores em todas as regiões do país no período de 30 de setembro a 2 de outubro de 2026. A coleta ocorreu de forma presencial, em domicílios e pontos de fluxo.

Pesquisa CNT/MDA para o 1° turno

  • Lula: 43,1%
  • Flávio Bolsonaro: 38,1%
  • Cury: 3,2%
  • Caiado: 3%
  • Renan Santos: 1,5%
  • Zema: 0,8%
  • Outros: 0,5%
  • Brancos e Nulos: 5,0%
  • Indecisos: 4,7%

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Reprodução da pesquisa CNT/MDA de 3 de outubro

Votos válidos no 1° turno

A pesquisa CNT/MDA divulgada neste sábado (3) aponta que, do total de votos válidos na simulação (desconsiderando brancos, nulos e indecisos), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 47,8% da preferência no cenário de primeiro turno da disputa à Presidência. Em seguida, o senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL) registra 42,1%.

Segundo o instituto “os percentuais dos candidatos são recalculados considerando apenas as intenções de voto atribuídas a candidaturas, excluindo-se branco/nulo e indecisos. Esse cálculo atende ao formato utilizado pela Justiça Eleitoral na apuração dos resultados”.

Especialistas em pesquisas da FESPSP, no entanto, consideram que os indecisos não devem ser excluídos na contagem dos votos válidos, pois eles podem se dispersar entre os candidatos.

No cálculo do instituto MDA, os votos válidos mostram:

Pesquisa CNT/MDA para o 2° turno

  • Lula: 47,3%
  • Flávio Bolsonaro: 43,1%
  • Brancos/nulos: 7,6%
  • Indecios: 1,9%

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Reprodução da pesquisa CNT/MDA de 3 de outubro

Avaliação do governo e do presidente Lula na pesquisa CNT/MDA

A 171ª rodada também traz a avaliação do governo do presidente Lula: 35,3% dos entrevistados consideram o desempenho do governo como positivo, enquanto 22,7% avaliam como regular e 41,1%, como negativo. Já em relação ao desempenho pessoal do presidente, 47,4% aprovam e 49,2% desaprovam sua atuação.

A Pesquisa também mostra que 87,6% dos eleitores afirmam que sua decisão de voto é definitiva, enquanto 12,4% ainda podem mudar de opinião até o dia da eleição.

Potencial de voto e rejeição

A pesquisa ouviu os eleitores sobre em quem eles votariam e qual a rejeição de cada candidato

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Reprodução da pesquisa CNT/MDA de 3 de outubro

Série histórica da pesquisa CNT/MDA para presidente

  • Evolução das intenções de voto no 1° turno

  • Evolução das intenções de voto no 2° turno

Veja aqui a pesquisa completa

Qual a metodologia da pesquisa CNT/MDA

  • Pesquisa CNT de Opinião – 171ª rodada
    • Período de campo: 30 de setembro a 2 de outubro de 2026
    • Entrevistas: 2.002
    • Abrangência: 27 unidades da Federação, em aproximadamente 140 municípios
    • Margem de erro: 2,2 pontos percentuais
    • Nível de confiança: 95%
    • Ponderação: utilizada para controle das variáveis escolaridade e renda familiar
    • Registro no TSE: BR-04756/2026

Quais pesquisas serão divulgas neste sábado, véspera das eleições

Além da pesquisa da CNT também serão divulgadas as seguintes pesquisas de inteção de voto:

  • Atlas (a partir das 14h)
  • Datafolha (a partir das 18h)
  • Quaest (a partir das 18h)

Veja a agenda de Lula até o dia das eleições

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá compromissos de campanha no Rio de Janeiro e em São Paulo entre sexta-feira (2) e sábado (3), véspera do primeiro turno das eleições. No domingo (4), dia da votação, Lula votará em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, e deverá acompanhar a apuração dos votos na cidade de São Paulo. Leia em TVT News.

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Sexta-feira: agendas no Rio de Janeiro

Na sexta-feira (2), Lula terá agenda no Rio de Janeiro. O presidente participará de uma caminhada pela região central da capital fluminense, com concentração prevista para as 11h na Igreja da Candelária e encerramento na Cinelândia.

O percurso ocorrerá na véspera do primeiro turno e integra os últimos compromissos públicos da campanha antes da votação.

A agenda também prevê passagem por Belo Horizonte (MG) antes da atividade no Rio, segundo o roteiro divulgado para a reta final da campanha.

Sábado: último ato antes da votação

No sábado (3), Lula estará em São Paulo para o último compromisso de campanha antes do primeiro turno.

A caminhada com Fernando Haddad está prevista para começar pela manhã e seguir pela região da avenida Paulista, rua Augusta e praça Roosevelt. O convite divulgado pelo PT indica concentração às 10h na esquina da avenida Paulista com a alameda Ministro Rocha Azevedo.

A realização do percurso pela Paulista, porém, gerou uma disputa com a Prefeitura de São Paulo. A administração municipal informou que a avenida deveria permanecer desimpedida nos dias 3 e 4 de outubro, alegando determinação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). O PT, por sua vez, manteve a caminhada anunciada.

O TRE-SP informou que a orientação para manter a via livre tem como objetivo garantir a circulação de servidores, equipamentos, mesários, equipes de apoio e eleitores na véspera e no dia da votação.

Domingo: Lula vota em São Bernardo do Campo

No domingo (4), primeiro turno das eleições, Lula votará em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. A cidade foi escolhida pelo presidente para exercer o voto também neste pleito.

Depois da votação, Lula seguirá para a cidade de São Paulo, onde pretende acompanhar a apuração dos resultados. A previsão é que ele permaneça na capital paulista durante a divulgação da totalização dos votos.

A votação do primeiro turno ocorre das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, em todo o país.

Serviço

Sexta-feira (2)

  • Rio de Janeiro: caminhada pelo Centro
  • 11h: concentração na Igreja da Candelária, com percurso até a Cinelândia
  • Agenda também prevê passagem por Belo Horizonte (MG)

Sábado (3)

  • São Paulo: caminhada com Fernando Haddad
  • 10h: concentração prevista na avenida Paulista, na altura da alameda Ministro Rocha Azevedo
  • Percurso pela região da Paulista, rua Augusta e praça Roosevelt

Domingo (4)

  • São Bernardo do Campo (SP): Lula vota no primeiro turno
  • São Paulo (capital): previsão de acompanhar a apuração
  • 8h às 17h: horário de votação em todo o país

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