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Da Redação
Turbina a etanol para geração de energia é apresentada em São José dos Campos
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participou nesta segunda-feira (13/7) da apresentação, no Campus do Centro Técnico Aeroespacial (CTA), em São José dos Campos (SP), da primeira turbina para geração de energia elétrica movida a etanol desenvolvida no país. A unidade é capaz de gerar 1 megawatt (MW) de potência, suficiente para abastecer aproximadamente 3.600 residências.
O projeto teve origem na adaptação da TR5000, principal plataforma de turbinas a gás desenvolvida pela AERO CONCEPTS para aplicações nos setores de energia e de defesa. A tecnologia foi reconfigurada para operar com etanol e destinada à geração de energia elétrica em solo.
O resultado é a UGEE1000BR, um protótipo funcional integrado a um contêiner transportável. A próxima etapa prevê a conexão da unidade a uma usina sucroenergética.
O projeto foi desenvolvido pela AERO CONCEPTS, em parceria com o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), a FW Soluções Industriais e a GA Automation. “O Brasil passa a ser o sexto país do mundo a produzir uma turbina. E não é uma turbina qualquer, mas uma movida a etanol, em um país que é referência em combustíveis renováveis e do qual o mundo tanto precisa”, afirmou o presidente Lula.
Durante a apresentação, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, recordou a história do etanol no país. “O Brasil, que foi campeão da biolargada há 50 anos com o etanol. O etanol não só no biocombustível, mas também gerando energia elétrica, abrindo uma nova matriz energética.”
Luiz Fernandes, ministro substituto de Ciência, Tecnologia e Inovação, disse que a apresentação da turbina “representa um avanço relevante para a engenharia brasileira e amplia as possibilidades de aplicação de tecnologias estratégicas em diferentes áreas.”

O comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), tenente-brigadeiro do ar Marcelo Damasceno, comentou sobre a mobilidade e a confiabilidade da turbina. “Compacta, móvel e integrada em um contêiner de 20 pés, ela foi concebida para proporcionar rápido transporte, instalação e operação em localidades remotas, em cenários de calamidade ou sempre que se fizer necessária uma fonte confiável de energia.”
COMO FUNCIONA A TURBINA – À primeira vista, o funcionamento da UGEE1000BR lembra o de um motor de avião. A diferença é que, em vez de produzir empuxo para impulsionar uma aeronave, a tecnologia foi adaptada para gerar gases quentes por meio da queima de etanol, que acionam uma turbina de potência acoplada a um redutor e a um gerador elétrico, ambos de fabricação nacional.
O conjunto converte a energia térmica em eletricidade para aplicação em solo. O ciclo de operação tem início com a captação do ar ambiente, que é filtrado e comprimido antes de seguir para a câmara de combustão. Nesse estágio, o ar é misturado ao etanol, cuja queima produz gases em alta temperatura e pressão. Esses gases movimentam, inicialmente, a turbina geradora de gases e, na sequência, são direcionados para a turbina de potência, onde a energia é utilizada para o acionamento do sistema de geração elétrica.
Como a turbina de potência opera em rotações muito superiores às exigidas por um gerador elétrico convencional, o sistema utiliza uma caixa redutora para adequar a velocidade de rotação. Esse componente faz a interface entre a turbina e o gerador de forma compatível com a operação do equipamento. O resultado é uma unidade capaz de produzir 1 MW de potência.

Todo o sistema foi integrado em dois contêineres, sendo um contendo os componentes mecânicos (turbina, redutor gerador, tanques, trocadores, tubulações etc.) e outro contendo todos os sistemas elétricos (painéis de controle, supervisões, CCM, sincronismo, distribuição etc.), facilitando o transporte, a instalação e a operação em diferentes localidades.
Visita a turbina a etanol marca início de fase operacional do Programa Nacional de Testes de Biodiesel
O presidente também participou nesta segunda de agenda no Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), em São Caetano do Sul (SP), que marcou o início da fase operacional do Programa Nacional de Testes de Biodiesel. Os estudos vão avaliar a viabilidade técnica de elevar a mistura obrigatória de biodiesel ao diesel dos atuais 15% (B15) para percentuais entre 16% e 25% (B16-B25), conforme previsto na Lei nº 14.993/2024, conhecida como Lei do Combustível do Futuro.
O Instituto Mauá de Tecnologia atua como ponto focal da rede nacional de ensaios mecânicos dos programas de testes do biodiesel e do etanol, coordenando tecnicamente os laboratórios participantes e executando parte dos ensaios previstos.
“O Instituto Mauá é um exemplo de muita representatividade para o nosso país. Aqui é um centro de excelência, em que os jovens, meninas e meninos, podem colocar para fora o seu conhecimento em forma de inteligência”, disse o presidente Lula. “Nós precisamos de muitos engenheiros e engenheiras nesse país, porque a engenharia faz a gente transformar o nosso conhecimento em riqueza”, afirmou.

Durante sua fala, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, lembrou a longevidade do Instituto Mauá como formador de profissionais. “Estamos numa instituição que tem 65 anos, que é da sociedade civil organizada, instituição de excelência”, afirmou.
Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia, disse que “o Instituto tem a responsabilidade de acelerar o processo dos testes, que foram exigidos na Lei do Combustível do Futuro”. “Não podemos avançar sem que os testes sejam feitos de forma segura”, acrescentou Silveira.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS – Os estudos produzirão informações técnicas que poderão subsidiar futuras deliberações do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) sobre eventual ampliação da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel.
Os testes estão previstos para começar em agosto de 2026 e deverão ser concluídos em fevereiro de 2027. Os ensaios serão realizados em onze laboratórios mecânicos e cinco laboratórios físico-químicos. A Divisão de Motores e Veículos do Instituto Mauá dispõe de 14 bancos de prova para motores de até 700 kW, utilizados em ensaios de desempenho, consumo, emissões e durabilidade.

Foto: Ricardo Stuckert
Os novos testes têm como objetivo produzir evidências científicas que permitam avaliar o desempenho, consumo, emissões, durabilidade, dirigibilidade e funcionamento dos motores com percentuais mais elevados de biodiesel, além de verificar estabilidade, armazenamento, transporte e qualidade das misturas ao longo da cadeia logística brasileira. O setor automotivo participa de todas as etapas do programa.
A eventual elevação da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel dependerá da conclusão dos ensaios, da análise técnica dos resultados e da futura deliberação do CNPE. Além dos estudos sobre biodiesel, o Instituto Mauá participa das avaliações relacionadas à ampliação da mistura de etanol anidro na gasolina.
Com Agência Gov
ANP cria app para motorista conferir qualidade de posto de combustível
A partir desta segunda-feira (13), motoristas podem lançar mão de um aplicativo (app) para conferir a avaliação da qualidade de postos de combustíveis espalhados pelo Brasil. É possível também denunciar irregularidades.
Saiba mais na TVT News.
A plataforma “ANP com VC – Postos” foi lançada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão público que regulamenta e fiscaliza o mercado de combustíveis no país, da produção até a comercialização final.
A plataforma pode ser acessada neste endereço e depois baixada no aparelho de telefone celular.
Pelo app o consumidor pode buscar informações de postos próximos a ele ou navegar por um mapa virtual.
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Nota de 0 a 5
Todos os postos recebem notas de zero a cinco, que levam em conta o histórico de fiscalizações da ANP recebidas pelo estabelecimento nos últimos cinco anos.
As vistorias da agência avaliam questões como qualidade do combustível, se a quantidade fornecida pelas bombas é acurada e se há registro de prática de preços abusivos. Quanto mais recente uma possível punição, maior o peso negativo na nota final.
Para facilitar a visualização no modo mapa, os postos recebem cores relacionadas às notas, com graduação do vermelho (nota zero) ao verde (nota cinco 5).
Pelo próprio app, o motorista pode fazer denúncia diretamente à ANP, caso perceba indício de irregularidades na qualidade ou de preço abusivo.
O aplicativo fornece informações dos estabelecimentos, como endereço, CNPJ, quantas fiscalizações já recebeu, resultado das vistorias e qualidade das amostras analisadas. É possível também saber qual empresa fornece o combustível vendido pelo posto.
De acordo com a ANP, a informação traz maior transparência, “já que mesmo postos que exibem marca comercial de uma distribuidora podem vender produto de outro fornecedor, como de uma usina de etanol, de transportador-revendedor-retalhista (TRR) ou mesmo de outra distribuidora, desde que informado de forma clara ao consumidor”.
Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil
Brasil envia ajuda humanitária a Cuba em meio ao aperto do embargo dos EUA
O governo brasileiro iniciou nesta segunda-feira (13) uma nova operação de ajuda humanitária destinada a Cuba, com o envio de 48 toneladas de leite em pó para amenizar a grave crise de desabastecimento enfrentada pela população da ilha. A iniciativa, coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), vinculada ao Ministério das Relações Exteriores, ocorre em um momento de agravamento das dificuldades econômicas cubanas, intensificadas pelo endurecimento das sanções impostas pelos Estados Unidos durante o governo de Donald Trump. Saiba mais na TVT News.
A carga será transportada em dois voos da Força Aérea Brasileira (FAB), ambos com destino à cidade de Santiago de Cuba, no leste do país. O primeiro avião decolou às 14h10 desta segunda-feira da Base Aérea de Canoas, no Rio Grande do Sul, levando 16 toneladas de leite em pó. A chegada está prevista para quarta-feira (15). O segundo voo partirá do Aeroporto Internacional de Porto Alegre nesta terça-feira (14), transportando as 32 toneladas restantes, com previsão de desembarque também na quarta-feira.
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Os alimentos foram disponibilizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em uma ação coordenada entre diferentes órgãos do governo federal. A decisão de realizar a operação foi tomada após reunião realizada em 9 de julho pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com ministros e autoridades responsáveis pelas áreas de Relações Exteriores, Defesa, Desenvolvimento Agrário, Aeronáutica e Conab.
Segundo o governo brasileiro, a ajuda busca contribuir para o enfrentamento da insegurança alimentar e da escassez de produtos básicos enfrentadas pela população cubana. Além da remessa de leite em pó, o Palácio do Planalto informou que novas doações de alimentos e medicamentos permanecem em análise e poderão ser anunciadas nas próximas semanas.
Esta não é a primeira ação humanitária do Brasil em favor de Cuba neste ano. Em 2025, o governo brasileiro já havia enviado assistência ao país após a passagem do furacão Melissa, cujos impactos continuam afetando principalmente a região oriental da ilha, onde está localizada Santiago de Cuba.
Crise se agrava com endurecimento do embargo
A operação ocorre em um contexto de profunda crise econômica e energética vivida por Cuba. Nos últimos anos, a ilha enfrenta frequentes apagões, escassez de combustíveis, medicamentos, alimentos e outros insumos essenciais.
Especialistas atribuem esse cenário à combinação de fatores internos, como limitações estruturais da economia cubana e os efeitos da pandemia, com o fortalecimento das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos.
Durante seu primeiro mandato, Donald Trump reverteu parte da política de aproximação iniciada por Barack Obama e ampliou significativamente as restrições econômicas contra Cuba. Entre as medidas adotadas estiveram a limitação das remessas financeiras enviadas por cubanos residentes no exterior, novas restrições ao turismo, sanções contra navios que transportavam petróleo para a ilha e o retorno de Cuba à lista de países classificados por Washington como patrocinadores do terrorismo.
Após retornar à Presidência dos Estados Unidos, Trump voltou a defender o aumento da pressão econômica sobre Havana. Autoridades cubanas afirmam que o recrudescimento do embargo dificulta o acesso do país a crédito internacional, combustíveis, alimentos, equipamentos médicos e peças para manutenção de sua infraestrutura elétrica.
O governo cubano também sustenta que as restrições financeiras impostas por Washington dificultam operações bancárias internacionais, elevam os custos de importação e limitam a aquisição de insumos básicos.
Cooperação humanitária
Para o governo brasileiro, a iniciativa integra a política de cooperação internacional em caráter humanitário, voltada ao atendimento de populações afetadas por desastres naturais ou crises de abastecimento.
A atuação é coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação, responsável por organizar ações de assistência internacional em parceria com diferentes órgãos federais. Neste caso, além do Itamaraty e da Conab, a operação mobilizou a Força Aérea Brasileira para garantir rapidez no transporte da carga até Santiago de Cuba.
O envio do leite em pó foi discutido diretamente pelo presidente Lula com a ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior; o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro; o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira; a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli; o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Marcelo Damasceno; e o presidente da Conab, Sílvio Porto.
Segundo o governo federal, a prioridade é atender parte das necessidades alimentares da população cubana enquanto novas possibilidades de cooperação continuam sendo avaliadas. Entre elas estão futuras remessas de medicamentos e outros alimentos, conforme a evolução da situação humanitária no país caribenho.
Moraes suspende visitas de Flávio a Bolsonaro na prisão domiciliar
Da reportagem da Agência Brasil em Brasília – O ministro do STF, Alexandre de Moraes aciona o Ministério Público Eleitoral (MPE) para investigar Flávio Bolsonaro por suposta propaganda antecipada. Alexandre de Moraes também suspendeu, por 90 dias, as visitas do senador ao pai, que está preso em regime domicilar, e deu 48 horas para a defesa explicar possível descumprimento. Entenda o caso da divulgação da carta de Bolsonaro com a TVT News.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira (13) suspender por 90 dias as visitas do senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar.

A medida foi tomada após o senador postar nas redes sociais, no último sábado (11), uma carta escrita pelo pai em seu favor.
Na decisão, Moraes deu prazo de 48 horas para a defesa de Jair Bolsonaro se manifestar sobre a publicação da carta.
Segundo o ministro, o ex-presidente está proibido de usar as redes sociais, inclusive por meio de terceiros.
“Não há dúvidas, portanto, que a conduta irregular de Flávio Nantes Bolsonaro desrespeitou expressa vedação judicial e configurou ostensivo desvio de finalidade no exercício de seu direito de visita, permitindo, nos termos do parágrafo 1º do artigo 41 da Lei de Execuções Penais, sua imediata suspensão”, concluiu o ministro.
O ministro também determinou que o caso seja enviado ao Ministério Público Eleitoral para ciência e adoção das medidas cabíveis em função do período eleitoral.
No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar, para se recuperar de uma pneumonia bacteriana.
Flávio Bolsonaro pode ser investigado por propaganda eleitoral antecipada
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), também acionou o Ministério Público Eleitoral (MPE) para que o órgão investigue se o senador Flávio Bolsonaro e pré-candidato à Presidência (PL-RJ) por suposta propaganda eleitoral antecipada por conta da divulgação da carta escrita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Flávio leu o texto no sábado (11), durante uma transmissão ao vivo em seu canal, após visitar o pai, que cumpre prisão domiciliar. Nesta carta, Jair Bolsonaro chama Flávio de “melhor opção” para a Presidência e pede que apoiadores se empenhem na pré-candidatura do filho.
Com reportagem de André Richter – Repórter da Agência Brasil
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ONU alerta para mais de 3,7 milhões de crianças em risco de desnutrição no Afeganistão
Um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgado em 12 de julho emitiu um alerta de que 3,7 milhões de crianças com menos de 5 anos no Afeganistão estão sob risco de desnutrição.
A situação se dá por conta da insegurança alimentar e nutricional no país. A data da publicação do relatório está ligada ao pico da época da chamada emaciação, que significa perda de peso excessiva e involuntária.
Crise de denutrição é antecipada e está se agravando
De acordo com o Unicef, a comparação dos dados deste ano com 2025 indica que a emaciação piorou em 26 das 34 províncias do Afeganistão, e está ocorrendo em momento anterior ao período de pico, que ocorre entre julho e setembro. Isso indica antecipação e agravamento da situação crítica.
O relatório afirma que crianças em agregados familiares com insegurança alimentar grave são até seis vezes mais suscetíveis a esse risco durante os períodos severos de desnutrição.
Crianças com menos de dois anos também sofrem de forma desproporcional, sendo 83% dos casos de desnutrição aguda grave e 77% dos de desnutrição aguda moderada.
Tajudeen Oyewale, representante do Unicef no Afeganistão, afirma que esta evidência viabiliza que se antecipe e reforce a prevenção da emaciação grave entre crianças no país. A estratégia do Fundo das Nações Unidas é prestar apoio à alimentação de crianças menores e mulheres grávidas em períodos críticos da insegurança alimentar.
É a primeira vez que o Unicef avalia tanto desnutrição infantil quanto a experiência vivida de insegurança alimentar e nutricional na primeira infância em um mesmo grupo de crianças e em todas as províncias do país.

Amplo quadro de desnutrição demanda ação multissetorial
A publicação aponta que, além da dieta inadequada, os surtos de doença, a baixa cobertura de vacinação, os serviços inadequados de água, saneamento e higiene e uma crescente carência de financiamento impactam nesse resultado no Afeganistão.
Juntas, essas condições tornam as crianças mais vulneráveis à emaciação. A situação enfatiza a necessidade de uma atuação coordenada entre trabalhos voltados à nutrição, saúde, água, saneamento e higiene, educação e proteção social.
O Unicef também faz um apelo a investimento urgente para promover a proteção à alimentação de crianças menores e para prevenir a proliferação da desnutrição entre mais crianças, em especial antes do pico da época de emaciação.
O pedido indica a necessidade de priorizar o atendimento às necessidades de crianças entre 6 e 23 meses, reforço dos serviços preventivos de nutrição e a garantia do alinhamento dos serviços essenciais com as necessidades nutricionais das crianças afegãs.
Campanha defende reestatização da Petrobras e do setor de energia
A campanha “Reestatiza Brasil!”, lançada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), defende a reestatização da Petrobras e de ativos estratégicos do setor de energia como caminho para fortalecer a soberania nacional, garantir segurança energética e reduzir a dependência do Brasil do mercado internacional de combustíveis. A iniciativa critica as privatizações realizadas nos últimos anos e afirma que a retomada do controle estatal é fundamental para proteger o abastecimento, preservar empregos e ampliar a capacidade de planejamento econômico do país. Saiba mais na TVT News.
Segundo os organizadores, a proposta vai além da defesa da Petrobras como empresa pública. A campanha sustenta que o país precisa reconstruir uma cadeia integrada de energia, abrangendo desde a exploração e produção de petróleo, passando pelo refino, transporte e distribuição, até a comercialização dos combustíveis. Para a FUP, esse modelo permitiria ampliar a capacidade do Estado de planejar políticas públicas para o setor, reduzir a dependência do mercado internacional e proteger consumidores das oscilações provocadas por conflitos geopolíticos.
A avaliação apresentada pela campanha é de que o amplo programa de privatizações realizado principalmente entre os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro desestruturou parte importante da cadeia nacional de petróleo e gás. De acordo com os dados divulgados, mais de 260 ativos da Petrobras foram vendidos na última década, incluindo empresas consideradas estratégicas, como a BR Distribuidora, a Liquigás, a Gaspetro, refinarias e estruturas de transporte e escoamento de gás natural e derivados.
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Na avaliação da FUP, essas alienações reduziram a capacidade operacional integrada da Petrobras e limitaram a atuação do Estado sobre o abastecimento nacional. O argumento central é que, ao abrir mão de segmentos considerados essenciais, o país perdeu instrumentos para controlar preços, garantir o fornecimento de combustíveis e estimular investimentos industriais em diferentes regiões.
A campanha também relaciona o processo de privatização ao aumento da exposição do Brasil às oscilações do mercado internacional. Para a entidade, a promessa de maior concorrência e redução dos preços dos combustíveis não se concretizou. Em vez disso, afirma, o país passou a conviver com maior dependência de importações de derivados, perda de empregos qualificados, enfraquecimento da indústria nacional e redução da capacidade estatal de planejamento energético.
O lançamento da campanha ocorre em um momento marcado por fortes tensões internacionais envolvendo grandes produtores de petróleo. A escalada dos conflitos no Oriente Médio e os impactos sobre rotas estratégicas de transporte marítimo, como o Estreito de Ormuz, voltaram a colocar a segurança energética entre as principais preocupações dos governos em todo o mundo.
Segundo o material divulgado pela FUP, a recente crise internacional demonstrou a importância da atuação coordenada entre Estado e empresas públicas para reduzir impactos econômicos internos. A entidade destaca que o governo federal adotou medidas emergenciais para conter os efeitos da alta internacional dos combustíveis, entre elas subsídios temporários, desonerações tributárias, mecanismos de cashback, reforço da fiscalização sobre práticas abusivas e tributação extraordinária sobre exportações de petróleo bruto.
Ao mesmo tempo, a Petrobras ampliou a utilização de seu parque de refino, manteve elevados níveis de produção de petróleo e gás e preservou uma política comercial baseada em parâmetros domésticos. Segundo dados citados pela campanha, entre 23 de fevereiro e 8 de junho, enquanto o preço médio do diesel aumentou 23,3% no mercado internacional, a alta registrada no Brasil foi de 13,6%. No caso da gasolina, a média global foi de 17,5%, enquanto no mercado brasileiro a variação ficou em 4,9%, conforme informações da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Para os organizadores, embora essas ações tenham reduzido os impactos imediatos da crise sobre consumidores e empresas, elas não substituem mudanças estruturais. A campanha defende que a reconstrução da integração da cadeia de petróleo e gás é condição necessária para que o país tenha maior autonomia diante de futuras crises internacionais.
Outro argumento utilizado pela FUP é que o Brasil estaria caminhando na direção oposta à observada em diversos países. A campanha cita artigo publicado pelo historiador econômico Nicholas Mulder, da Cornell University, na revista Finance & Development, do Fundo Monetário Internacional (FMI), segundo o qual cresce internacionalmente uma tendência de nacionalização ou retomada do controle estatal sobre empresas, infraestrutura e recursos naturais considerados estratégicos para a segurança nacional.
Na visão da entidade, esse movimento reflete uma mudança nas políticas econômicas de diferentes governos diante do aumento das disputas geopolíticas, das guerras comerciais e das preocupações com segurança energética. A avaliação é de que o Estado voltou a ocupar papel central na coordenação de investimentos considerados essenciais para o desenvolvimento.
Dados reunidos pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), apresentados pela campanha, mostram que o período de maior volume de desinvestimentos da Petrobras ocorreu entre 2019 e 2023. Nesse intervalo foram vendidos 241 ativos, sendo 2021 o ano com maior número de alienações, totalizando 76 ativos. Já o maior valor financeiro obtido ocorreu em 2019, quando as vendas alcançaram R$ 55,2 bilhões, impulsionadas principalmente pela negociação da Transportadora Associada de Gás (TAG).
Ainda segundo o levantamento, 85,7% dos desinvestimentos concentraram-se nas atividades de exploração e produção de petróleo (upstream), enquanto 59,4% dos ativos vendidos localizavam-se na Região Nordeste. O estudo também aponta desaceleração expressiva das alienações nos últimos anos: em 2024 foi concluída apenas uma venda de ativo, em 2025 ocorreram duas operações e, até o momento, não há registro de novos desinvestimentos realizados pela Petrobras em 2026.
Com a campanha “Reestatiza Brasil!”, a FUP pretende ampliar o debate público sobre o papel das empresas estatais no desenvolvimento nacional e defender que a reconstrução da presença do Estado na cadeia de petróleo e gás seja tratada como parte de uma estratégia de fortalecimento da soberania energética, da política industrial e da capacidade de planejamento econômico do país. Para a federação, garantir o controle público sobre setores considerados estratégicos é condição para enfrentar os desafios impostos por um cenário internacional cada vez mais instável e competitivo.

Fim da escala 6×1 é possível: tire suas dúvidas sobre o tema
Estudos e números mostram que é possível acabar com a escala 6×1. A Câmara dos Deputados já aprovou, agora, é a vez do Senado

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