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Da Redação

Conheça as 13 diretrizes do programa de governo de Lula – Diretriz 4: Garantir o Direito à Educação para Transformar Vidas e o País

A quarta diretriz do programa de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva coloca a educação como eixo central para reduzir desigualdades, ampliar a mobilidade social e sustentar um projeto de desenvolvimento nacional.

O documento prevê ações que vão da primeira infância ao ensino superior, passando pela educação profissional, valorização dos professores e ampliação da permanência dos estudantes nas escolas e universidades. Saiba mais na TVT News.

A proposta parte da ideia de que o acesso à educação de qualidade é fundamental não apenas para a formação individual, mas também para o desenvolvimento econômico, social e tecnológico do país.

O programa estabelece como referência as metas do Plano Nacional de Educação (PNE) 2026-2036 e prevê a continuidade de políticas implementadas ou retomadas durante o atual governo.

“A educação constitui o principal instrumento de transformação social, mobilidade social intergeracional e de construção de um projeto nacional de desenvolvimento democrático, soberano, sustentável e inclusivo.

É por meio dela que um país amplia sua capacidade de produzir e compartilhar conhecimento, reduzir desigualdades, fortalecer a democracia e afirmar sua soberania.”

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Diretriz tem metas de alfabetização, creches e ensino integral

Na educação básica, o programa prevê a ampliação das políticas de alfabetização e a redução das desigualdades de aprendizagem. O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada alcançou, segundo o documento, 66% de crianças alfabetizadas na idade adequada em 2025, acima da meta estabelecida para o período. A proposta para o próximo mandato é chegar a 80%.

Também está prevista uma estratégia permanente para recompor e acelerar a aprendizagem, principalmente nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio. Para a população adulta, o programa prevê a continuidade das ações de combate ao analfabetismo.

A expansão das creches aparece como outra prioridade. O Novo PAC apoiou a construção de 3.562 unidades de educação infantil em 2.360 municípios. O programa também defende a ampliação da educação em tempo integral. Entre 2023 e 2025, foram registradas 1,8 milhão de novas matrículas nessa modalidade.

A conectividade das escolas também deve ser ampliada. De acordo com o documento, 75% das unidades já haviam alcançado os parâmetros considerados adequados de acesso à internet. A meta apresentada é universalizar a conectividade no próximo mandato.

“O fomento à expansão da educação em tempo integral terá absoluta prioridade no novo mandato. Entre 2023 e 2025, 1,8 milhão de novas matrículas foram registradas. A partir de 2026, com a inclusão, no Fundeb, do financiamento à educação em tempo integral, a expectativa é que a ampliação dessa modalidade se acelere.”

Ensino médio, professores e educação profissional também são contemplados na diretriz

Outra frente da diretriz é a permanência dos jovens na escola. O governo pretende manter e ampliar o Pé-de-Meia, programa de incentivo financeiro voltado a estudantes do ensino médio em situação de vulnerabilidade. Segundo o documento, a iniciativa já alcançou 7,3 milhões de jovens.

A proposta também prevê a continuidade da nova organização do ensino médio, com maior equilíbrio entre formação geral e preparação profissional. A formação técnica aparece como uma das estratégias para ampliar oportunidades para a juventude.

Nesse sentido, o programa prevê a expansão dos Institutos Federais, com novos campi priorizados em regiões com menor oferta de educação profissional, periferias urbanas e municípios do interior. O Partiu IF, cursinho preparatório gratuito para estudantes do ensino fundamental, também deverá ser mantido.

A valorização dos professores é apresentada como condição para melhorar a qualidade da educação. O programa prevê a manutenção do Piso Nacional do Magistério e medidas para ampliar a formação docente e tornar as licenciaturas mais atrativas. Entre as iniciativas citadas estão o Pé-de-Meia Licenciatura e o Bolsa Mais Professores.

“Não existe educação de qualidade sem professores qualificados, valorizados e com condições adequadas de trabalho. O Piso Nacional do Magistério será mantido e daremos continuidade às medidas de apoio à formação docente, de elevação da atratividade das licenciaturas.”

Ensino superior e permanência estudantil

A expansão das universidades federais também integra a proposta. O documento afirma que o orçamento das instituições foi recomposto e cita investimentos do Novo PAC em novos campi e obras de infraestrutura, incluindo laboratórios, restaurantes universitários e salas de aula.

Para o próximo mandato, a intenção é ampliar e interiorizar a rede pública de ensino superior, especialmente em regiões consideradas vazios educacionais. O programa também prevê medidas para fortalecer a assistência estudantil e garantir que os estudantes tenham condições de permanecer e concluir seus cursos.

A pós-graduação deverá receber investimentos, com prioridade para áreas e localidades ainda pouco atendidas. A proposta inclui ainda a continuidade da expansão dos hospitais universitários e sua integração com políticas públicas de saúde.

“Daremos sequência ao fomento ao ensino superior no próximo mandato. Além de concluir as obras em curso, inclusive dos novos campi, será concluída a implantação da nova unidade do ITA, no Ceará, e da Universidade Indígena e da Universidade do Esporte.”

A quarta diretriz também relaciona educação e soberania nacional. O programa defende que a formação de crianças, jovens e adultos, aliada à expansão do ensino técnico, das universidades e da produção científica, seja parte de uma estratégia de desenvolvimento sustentável e de redução das desigualdades regionais.

A proposta estabelece, assim, uma trajetória que começa na primeira infância, passa pela alfabetização, educação básica e formação profissional e chega ao ensino superior e à pesquisa. O objetivo declarado é ampliar o acesso, reduzir desigualdades e garantir que a educação seja utilizada como instrumento de transformação social e desenvolvimento do país.

Violência contra a mulher cresce 28,8% em dias de jogos de futebol, aponta pesquisa

A violência contra a mulher aumenta nos períodos em que há partidas de futebol, segundo a segunda edição da pesquisa Futebol e Violência contra a Mulher, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgada nesta terça (11). O levantamento aponta crescimento de 27,4% nos registros de ameaça e de 28,8% nos casos de lesão corporal por violência doméstica durante os períodos analisados. Leia em TVT News.

Os índices superam os resultados encontrados na primeira edição do estudo, que avaliou dados de 2015 a 2018. Naquele levantamento, os registros de ameaça haviam aumentado 23,7% nos dias de jogos, enquanto os casos de lesão corporal apresentaram alta de 20,8%.

A nova pesquisa foi apresentada nesta terça-feira (11), em São Paulo, e analisou registros de violência em cinco capitais brasileiras entre 2023 e 2025: Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS).

Os dados foram obtidos junto às secretarias estaduais de Segurança Pública por meio da Lei de Acesso à Informação. A análise relacionou os registros de violência contra mulheres ao calendário das principais competições de futebol.

Dias de jogos e violência doméstica

Para o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, os resultados indicam que a realização de partidas de futebol deve ser considerada na formulação de políticas de prevenção e segurança. O estudo aponta que os efeitos associados aos dias de jogos permanecem presentes e aparecem de forma mais acentuada nos registros de ameaça e de lesão corporal decorrente de violência doméstica.

A pesquisa não trata o futebol, por si só, como causa da violência. O levantamento chama atenção para fatores presentes nesse contexto que podem contribuir para o agravamento de situações de violência, entre eles o consumo de álcool e as apostas esportivas.

A relação entre futebol e violência contra mulheres também precisa ser observada dentro de um cenário mais amplo de desigualdade e violência de gênero. O ambiente esportivo, como outros espaços da sociedade, pode reproduzir comportamentos machistas e padrões de dominação.

O ex-jogador Raí, ídolo do São Paulo, que participou da apresentação do estudo, afirmou que o futebol reproduz problemas existentes na sociedade, citando também situações de racismo e preconceito. Para ele, o debate sobre violência de gênero precisa fazer parte da discussão sobre o esporte e seus ambientes.

Mulheres negras aparecem em menor número nos registros

Outro dado chamou atenção dos pesquisadores. Diferentemente do que costuma aparecer em levantamentos sobre violência de gênero, a pesquisa identificou maior presença de mulheres brancas entre as vítimas registradas nos períodos analisados.

A coordenadora de gênero e raça do FBSP, Juliana Brandão, apresentou algumas hipóteses para explicar o resultado. Uma delas é que, nos horários das partidas, parte das mulheres negras esteja trabalhando e, portanto, fora de casa no momento em que os episódios podem ocorrer.

Outra possibilidade levantada é a maior exposição de mulheres negras a diferentes formas de violência. Nesse contexto, determinados episódios podem acabar sendo naturalizados e não chegar às autoridades, o que influencia os registros oficiais.

O dado reforça a necessidade de analisar as estatísticas de violência considerando as diferenças sociais e raciais que afetam as mulheres e o acesso aos mecanismos de denúncia e proteção.

Pesquisa propõe medidas para clubes e poder público

O estudo apresenta dez recomendações para enfrentar a violência contra mulheres relacionada ao contexto do futebol. Entre as propostas está a criação de postos permanentes de acolhimento e registro de denúncias dentro dos estádios, evitando que as vítimas precisem procurar atendimento em outro local.

O Fórum também defende uma atuação articulada entre poder público, clubes, federações e torcidas. A proposta inclui ações permanentes de prevenção, e não apenas iniciativas pontuais durante grandes competições.

Outro ponto é o acompanhamento dos casos de violência doméstica, especialmente quando há denúncias recorrentes e medidas protetivas de urgência. A pesquisa também recomenda ações educativas voltadas à construção de relações sem padrões de dominação de gênero.

O levantamento sugere ainda estratégias específicas relacionadas ao consumo de álcool e às apostas esportivas, além do incentivo a uma cultura torcedora mais inclusiva e livre de discriminação.

Entre as medidas estão também programas socioeducacionais vinculados ao esporte, formação de atletas para prevenção da violência, protocolos internos nos clubes para acolhimento e acompanhamento de casos e mecanismos de responsabilização de integrantes de torcidas envolvidos em episódios de violência doméstica.

Coletivo Noroest estreia espetáculo de dança “Manifesto de Concreto” no Teatro Paulo Eiró

O concreto que ergueu fábricas, abriu ruas e marcou a paisagem de Perus também guarda histórias. Histórias de trabalho, resistência e organização coletiva que atravessaram gerações e permanecem vivas na memória de quem construiu o território. Saiba mais na TVT News.

É a partir desse chão que o Coletivo Noroest (@coletivonoroest) apresenta “Manifesto de Concreto”, espetáculo que une dança, teatro e circo para investigar as relações entre corpo, território e memória.

A estreia acontece no dia 14 de agosto de 2026 (sexta-feira), às 20h, com entrada gratuita, no Teatro Paulo Eiró, em Santo Amaro, Zona Sul.

A temporada é gratuita e segue com apresentações em 25 e 28 de agosto (terça e sexta-feira), às 20h, no CEU Perus; 03 de setembro (quinta-feira) às 20h, no Centro Cultural da Penha. E no dia 04 de setembro às 10h e 14h, novamente no CEU Perus.

“Manifesto de Concreto” é inspirado na história da Greve dos Queixadas, que é considerada a greve mais longa da história do Brasil. O espetáculo propõe um reencontro com um passado que ainda pulsa no presente.

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A partir de uma investigação cênica construída sobre corpos periféricos, o trabalho resgata histórias que atravessam gerações e estabelece um diálogo direto com os desafios enfrentados pelos trabalhadores e moradores das periferias na atualidade.

Em cena, o concreto deixa de ser apenas matéria e se torna símbolo: das fábricas que moldaram o bairro, das ruas que sustentam vidas, dos muros que separam oportunidades e da força daqueles que insistem em permanecer, criar e transformar.

Os corpos revelam marcas, cicatrizes e estratégias de sobrevivência, expressando a chamada “sevirologia”, que é a sabedoria de seguir em frente e reinventar caminhos mesmo diante das desigualdades.

Além de revisitar um episódio histórico para o bairro e para o país, “Manifesto de Concreto” busca ativá-lo como ferramenta de futuro.

O espetáculo convida o público a reconhecer a potência dos saberes populares, da cultura periférica e da organização coletiva, fortalecendo a identidade do território e inspirando novas gerações a se tornarem guardiãs de suas próprias histórias.

O Coletivo Noroest apresenta uma obra poética e política, onde cada gesto reafirma que memória é resistência e que todo corpo periférico carrega, em si, a capacidade de transformar o mundo ao seu redor.

As ações fazem parte do projeto ‘Manifesto de Concreto – Território de Saberes’ contemplado pela 9ª Edição do Programa de Fomento à Cultura da Periferia da Cidade de São Paulo da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa.

Informações: www.instagram.com/coletivonoroest

Serviço: Estreia “Manifesto de Concreto”
Com Coletivo Noroest
Sinopse: O espetáculo investiga a memória do território de Perus por meio da dança, do teatro e do circo. Inspirada na histórica Greve dos Queixadas e nas lutas que ainda atravessam as periferias brasileiras, a obra acompanha corpos que resistem, reinventam caminhos e transformam adversidade em potência. Entre ruínas, concreto e movimento, o espetáculo conecta passado e presente para afirmar que a memória coletiva é um ato de resistência, fortalecendo a identidade do território e inspirando novas gerações a reconhecerem sua própria história como ferramenta de transformação.
Duração: 50 minutos. Classificação Livre. Grátis

14 de agosto de 2026 (sexta-feira) às 20h – Teatro Paulo Eiro – Av. Adolfo Pinheiro, 765 – Santo Amaro – Zona Sul de São Paulo (SP). Capacidade: 600 lugares. Acessibilidade: Parcial. Não possui estacionamento

25 e 28 de agosto de 2026 (terça e sexta-feira) às 20h – CEU Perus – Rua Bernardo José de Lorena, S/N – Vila Fanton – Zona Noroeste de São Paulo (SP). Capacidade: 350 lugares – Não possui Estacionamento – Acessibilidade: Sim.

03 de setembro de 2026 (quinta-feira) às 20h – Centro Cultural da Penha – Largo do Rosário,20 – Penha – Zona Leste de São Paulo (SP). Acessibilidade: Sim. Estacionamento: Não. Capacidade: 100 lugares.

04 de setembro às 10h e 14h – CEU Perus – Rua Bernardo José de Lorena, S/N – Vila Fanton – Zona Noroeste de São Paulo (SP). Capacidade: 350 lugares – Não possui Estacionamento – Acessibilidade: Sim.

Ficha Técnica – Direção Artística: Igor Souza. Intérpretes-Criadores: Edvan Soares, Laura Berteli, Munique Tavares, Elias Soares, Igor Souza e Bruce Cardoso. Trilha Sonora: Nine Nine e Bruce Cardoso. Técnico de Som: Nine Nine. Concepção e Operação de Luz: Elves Ferreira. Figurino: Coletivo Nada é Fácil, Julia Morinaga, Keila Moreira e Elba Lacerda. Colaboração: Daniel Cantanhede. Concepção de Cenário: Coletivo Noroest. Colaboração em Cenografia: Thiago Silva, Munique Tavares, Jovani Almeida e Thiago Roger. Fotografia: Gil Douglas. Videomaker: Victor Godoi. Designer Gráfico: Lusca. Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini. Produção Executiva: Júnior Cecon – Plural Produtora. Espaços Colaboradores: Ocupação Artística Canhoba, CMQUEIXADAS, CEU Perus, Comunidade Cultural Quilombaque, Casa do Hip-Hop Perus.

INSS amplia auxílio-doença sem carência

O governo Lula ampliou a lista de condições de saúde que isentam os segurados do INSS do cumprimento da carência mínima de 12 contribuições para a concessão de auxílio-doença (benefício por incapacidade temporária) e aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez). Entenda com a TVT News.

Com a atualização, a gestação de alto risco passou a integrar o rol de condições que dispensam a carência, elevando para 18 o número de doenças e afecções contempladas.

A ampliação foi feita por meio de portaria interministerial publicada em julho deste ano no Diário Oficial da União, assinada pelos ministros Wolney Queiroz (Previdência Social) e Alexandre Padilha (Saúde). 

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Gestação de alto risco passou a integrar o rol de condições que dispensam a carência. Foto: Carolina Antunes/MS

Anteriormente, em 2022, a lista já havia sido ampliada com a inclusão do acidente vascular encefálico (AVE) agudo e do abdome agudo cirúrgico, nos casos considerados graves.

O INSS ressalta que todas as doenças listadas somente são enquadradas como isentas de carência quando apresentarem quadro de evolução aguda — ou seja, de instalação súbita, excluindo-se episódios agudos de doenças crônicas — e quando atendem a critérios específicos de gravidade, como risco iminente de morte ou perda da função de órgão ou sistema.

Como solicitar o auxílio-doença no INSS

Para solicitar o benefício, o segurado deve acessar a plataforma digital Meu INSS, por meio do sistema Atestmed, e enviar laudos médicos detalhados com o diagnóstico, o Código Internacional de Doenças (CID), a descrição da incapacidade laboral, data recente e assinatura com CRM do profissional responsável. Caso a documentação apresente inconsistências, o sistema direciona o segurado para a perícia médica presencial em uma agência do INSS.

É importante destacar que ter o diagnóstico de uma dessas enfermidades não garante o pagamento automático do benefício. O fator determinante para a concessão do auxílio-doença sem carência é a comprovação médica de que a a condição incapacita o trabalhador para o exercício de sua função habitual. 

Além disso, o segurado precisa manter a qualidade de segurado — ou seja, estar contribuindo ou dentro do período de graça do INSS.

A avaliação para definir se o segurado se enquadra nas condições para a dispensa da carência é feita pela Perícia Médica Federal, que pode ser presencial ou documental.

Doenças com isenção de carência para concessão de benefícios por incapacidade

A lista foi ampliada por meio de portaria publicada em julho deste ano, quando a gestação de alto risco passou a integrar as condições que isentam de carência a concessão de benefícios por incapacidade. 

De acordo com o INSS, as 18 condições de saúde que dispensam o cumprimento da carência mínima são:

  • Tuberculose ativa
  • Hanseníase
  • Transtorno mental grave, desde que cursando com alienação mental (comprometimento psicológico que impede a pessoa de exercer atividades no dia a dia)
  • Neoplasia maligna (câncer)
  • Cegueira
  • Paralisia irreversível e incapacitante
  • Cardiopatia grave
  • Doença de Parkinson
  • Espondilite anquilosante
  • Nefropatia grave
  • Estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante)
  • Síndrome da deficiência imunológica adquirida (Aids)
  • Contaminação por radiação, com base em conclusão da medicina especializada
  • Hepatopatia grave
  • Esclerose múltipla
  • Acidente vascular encefálico (AVE) agudo
  • Abdome agudo cirúrgico
  • Gestação de alto risco (incluída em julho de 2026)

O pedido do benefício deve ser feito pelo portal Meu INSS ou pelo aplicativo, por meio do sistema Atestmed, com envio de laudos detalhados contendo o diagnóstico médico, o Código Internacional de Doenças (CID), a descrição clara da incapacidade laboral, data recente e assinatura com CRM do profissional responsável. 

Caso a documentação apresente inconsistências ou o período estimado de afastamento seja elevado, o sistema direciona o segurado para a perícia médica presencial.

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Apesar de avanço no acesso, ainda há desigualdades raciais na educação brasileira

A educação brasileira passou por mudanças relevantes nas últimas décadas, especialmente no que diz respeito à ampliação do acesso à escola e à expansão da educação básica obrigatória. Esses processos ampliaram oportunidades de escolarização da população brasileira. Saiba mais na TVT News.

Entretanto, quando esse processo é analisado à luz das desigualdades raciais que estruturam historicamente a sociedade brasileira, emerge uma questão central: os avanços educacionais não têm sido experimentados de forma homogênea por toda a população.

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Instituto GUETTO lança nota técnica sobre as desigualdades raciais na educação brasileira

Embora o país esteja ampliando o acesso inicial à educação e reduzindo parte das desigualdades historicamente associadas ao ingresso no sistema educacional, persistem diferenças profundas na forma como diferentes grupos raciais acessam, percorrem e concluem suas trajetórias educacionais.

As análises apresentadas nesta publicação foram elaboradas a partir de indicadores públicos produzidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). A partir dessas evidências, o documento busca evidenciar como as desigualdades raciais continuam atravessando diferentes dimensões do percurso educacional brasileiro.

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Alunos da rede pública, negros, quilombolas, indígenas ou que tenham deficiência e renda familiar per capita de até um salário-mínimo são os mais beneficiados pelas políticas públicas. Foto: Luís Fortes/MEC

Mais do que apresentar dados estatísticos, a proposta desta publicação é ampliar o acesso a informações qualificadas, oferecendo subsídios para o debate público, para a formulação de políticas educacionais e para o fortalecimento de agendas públicas comprometidas com a equidade étnico-racial.

Ao longo da nota, os dados apontam uma constatação central: a desigualdade racial na educação brasileira não desaparece ao longo do percurso educacional. Ao contrário, ela assume diferentes configurações, evidenciando que as oportunidades educacionais permanecem distribuídas de forma desigual entre diferentes grupos raciais.

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Inflação desacelera para 0,07% em julho e fica abaixo do teto da meta

A inflação oficial brasileira perdeu força em julho. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou alta de 0,07%, abaixo dos 0,16% apurados em junho. Saiba mais na TVT News.

A variação de julho foi a menor para o mês desde 2022, quando houve deflação de 0,68%. Também representa o menor resultado mensal desde agosto de 2025, quando o IPCA havia recuado 0,11%.

Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses caiu para 4,44%, ficando novamente abaixo do teto de 4,5% estabelecido para a meta perseguida pelo Banco Central. É a primeira vez desde abril que o índice acumulado fica abaixo desse limite. Apesar da desaceleração, o resultado ainda supera o centro da meta, fixado em 3%.

O desempenho foi influenciado principalmente pela redução dos preços dos alimentos e dos combustíveis. Em sentido contrário, a energia elétrica exerceu uma pressão importante sobre o índice.

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Alimentos têm maior queda desde 2024

O grupo Alimentação e bebidas apresentou retração de 0,67% em julho e foi o principal responsável por conter o avanço do IPCA. Dentro da categoria, os produtos consumidos dentro de casa tiveram queda ainda mais expressiva, de 1,14%.

Segundo dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgados na segunda-feira (10/8), o preço pago pelo conjunto dos alimentos básicos apresentou queda em 26 das 27 capitais brasileiras em julho.

Entre os itens que ficaram mais baratos estão tomate, batata-inglesa e cenoura. O tomate apresentou redução média de 29%, enquanto a batata caiu 19,59% e a cenoura teve baixa de 14,41%.

O café também contribuiu para o resultado. O preço do produto recuou 2,45% em julho e acumula queda de 17,20% em 12 meses. Trata-se da maior redução acumulada do item desde o início do Plano Real, em 1994.

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Natal, Maceió, Belo Horizonte, Palmas e Rio de Janeiro foram as capitais que apresentaram as maiores quedas no custo da cesta básica, segundo Dieese. Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

Mesmo com a queda recente, o café ainda permanece em patamar elevado em comparação com períodos anteriores. Entre os fatores que provocaram a forte valorização do produto nos últimos anos estão problemas climáticos e perdas nas safras internacionais.

Nem todos os alimentos, entretanto, ficaram mais baratos. O leite longa vida aumentou 2,47% no mês, enquanto as frutas tiveram alta média de 1,20%.

A alimentação fora de casa também ficou mais cara. O segmento passou de uma alta de 0,15% em junho para 0,55% em julho. Os lanches subiram 0,76% e as refeições tiveram aumento de 0,42%.

Energia elétrica pressiona inflação

Na direção oposta aos alimentos, o grupo Habitação apresentou a maior alta entre as categorias pesquisadas pelo IBGE, com avanço de 0,99%.

O principal motivo foi a energia elétrica residencial, cuja tarifa aumentou 3,09% em julho, após uma alta de 1,53% no mês anterior. O item teve o maior impacto individual sobre o resultado do IPCA.

Os reajustes aplicados por concessionárias de São Paulo, Porto Alegre e Curitiba contribuíram para o aumento. Além disso, a bandeira tarifária amarela permaneceu em vigor durante julho, acrescentando R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora consumidos.

Para agosto, consumidores residenciais e rurais que atendam aos critérios poderão receber um alívio na conta de luz por meio do bônus de Itaipu. O benefício é destinado a consumidores que tenham registrado consumo inferior a 350 kWh em pelo menos um mês do ano anterior.

Passagens aéreas sobem, combustíveis recuam

O grupo Transportes praticamente não apresentou variação em julho, com alta de 0,05%. Dentro da categoria, porém, houve movimentos opostos.

As passagens aéreas tiveram aumento de 11,67%, influenciadas pelo período de férias. Já os combustíveis registraram redução média de 1,44%.

O etanol caiu 2,26%, enquanto a gasolina teve redução de 1,37%. O óleo diesel recuou 1,22% e o gás veicular apresentou queda de 0,08%.

A pressão dos serviços também aumentou durante o mês. O segmento passou de uma alta de 0,34% em junho para 0,54% em julho. Além das passagens aéreas, tiveram aumentos relevantes serviços como conserto de automóveis, costura, hospedagem e atividades culturais.

Demais grupos

Entre os demais componentes do IPCA, Vestuário apresentou queda de 0,66%. Já Saúde e cuidados pessoais teve alta de 0,40%.

Dentro desse último grupo, os produtos de higiene pessoal subiram 0,64%, com destaque para os perfumes, que ficaram 1,04% mais caros. Os planos de saúde tiveram aumento de 0,42%, refletindo os reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Veja as variações na inflação em diferentes grupos em julho:

  • Alimentação e bebidas: -0,67%
  • Habitação: 0,99%
  • Artigos de residência: 0,07%
  • Vestuário: -0,66%
  • Transportes: 0,05%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,40%
  • Despesas pessoais: 0,22%
  • Educação: -0,03%
  • Comunicação: 0,04%

O resultado de julho mostra uma desaceleração da inflação, especialmente pela contribuição dos alimentos e dos combustíveis. Mesmo assim, alguns componentes, como energia elétrica, serviços e passagens aéreas, continuam exercendo pressão sobre o custo de vida das famílias.

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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia de lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2024/2025. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Entenda o que causou o recuo da inflação

Índice da inflação de julho representa redução de 0,09 ponto percentual em relação ao 0,16% registrado em junho. Preço pago pelo conjunto dos alimentos básicos teve queda em 26 das 27 capitais.

Queda no preço dos combustíveis

Houve recuo de 1,44% nos combustíveis, com todos em queda: etanol (-2,26%), gasolina (-1,37%), óleo diesel (-1,22%) e gás veicular (-0,08%).

Como é calculado o IPCA

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere às famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte.

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 1 de julho de 2026 a 30 de julho de 2026 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de maio de 2026 a 30 de junho de 2026 (base).

A pesquisa abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

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