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Da Redação

12ª rodada Pesquisa BTG/Nexus: Lula lidera e Augusto Cury cresce para 11% no 1° turno

A 12ª rodada da pesquisa BTG Pactual/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (31), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança dos dois cenários de primeiro turno testados, enquanto a disputa com Flávio Bolsonaro (PL) permanece apertada no segundo turno. Confira o resultado da 12ª Pesquisa BTG/Nexus com a TVT News.

No cenário sem Pablo Marçal, Lula tem 39%, Flávio Bolsonaro 33% e o escritor Augusto Cury aparece com 11%. A evolução de Cury chama atenção: ele tinha 5% na rodada anterior e passou a 11% em uma semana.

No cenário com Pablo Marçal, Lula marca 37%, Flávio 31%, Cury 11% e Marçal 3%. No segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o resultado é de 46% a 45%.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08900/2026, ouviu 2.005 eleitores entre 28 e 30 de agosto e tem margem de erro de 2 pontos percentuais.

Principais números da 12ª rodada da pesquisa BTG/Nexus

  • 1º turno sem Pablo Marçal: Lula 39%, Flávio Bolsonaro 33%, Augusto Cury 11%, Ronaldo Caiado 5%, Renan Santos 3% e Zema 1%.
  • 1º turno com Pablo Marçal: Lula 37%, Flávio Bolsonaro 31%, Augusto Cury 11%, Ronaldo Caiado 6%, Pablo Marçal 3%, Renan Santos 3% e Zema 2%.
  • 2º turno — Lula x Flávio Bolsonaro: Lula 46% e Flávio Bolsonaro 45%.
  • 2º turno — Lula x Ronaldo Caiado: Lula 45% e Caiado 44%.
  • 2º turno — Lula x Zema: Lula 46% e Zema 41%.
  • 2º turno — Lula x Renan Santos: Lula 47% e Renan Santos 38%.
  • Augusto Cury: passou de 5% para 11% no cenário de primeiro turno sem Pablo Marçal entre 24 e 31 de agosto.
  • Avaliação do governo Lula: 37% avaliam como ótimo ou bom; 18% como regular; 46% como ruim ou péssimo.
  • Aprovação do presidente Lula: 46% aprovam o trabalho do presidente e 51% desaprovam.
  • Voto espontâneo: Lula 37%, Flávio Bolsonaro 30%, Augusto Cury 8%, Renan Santos 2%, Ronaldo Caiado 2% e Zema 1%.

Voto espontâneo na pesquisa BTG/Nexus

Na pergunta espontânea, sem apresentação de uma lista de candidatos, Lula aparece com 37% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro tem 30%, enquanto Augusto Cury chega a 8%. Renan Santos e Ronaldo Caiado registram 2% cada, Zema aparece com 1% e outros nomes somam 2%. Branco, nulo ou nenhum candidato correspondem a 6%, enquanto 13% não sabem ou não responderam.

A série histórica mostra que Lula oscila entre 32% e 38% ao longo das 12 rodadas e chega agora a 37%. Flávio Bolsonaro também apresenta trajetória ascendente nas últimas rodadas, alcançando 30% em 31 de agosto, contra 26% no início da série.

Augusto Cury aparece pela primeira vez com uma marca de 8% no voto espontâneo. O resultado é relevante porque, nesse tipo de pergunta, os entrevistados precisam mencionar o nome do candidato sem receber uma relação prévia de opções.

Inteção de voto no 1º turno e série histórica

No cenário 1, sem Pablo Marçal, Lula tem 39% e Flávio Bolsonaro 33%. A terceira posição é ocupada por Augusto Cury, com 11%. Ronaldo Caiado aparece com 5%, Renan Santos com 3% e Zema com 1%. Os demais nomes somam 3%, enquanto branco, nulo ou nenhum candidato representam 3% e 2% não sabem ou não respondem.

A mudança mais expressiva da rodada está no desempenho de Augusto Cury. O escritor passou de 5% em 24 de agosto para 11% em 31 de agosto, uma alta de seis pontos percentuais. Na série histórica, é o maior percentual registrado por Cury desde o início do levantamento.

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Cury apresentou crescimento de intenção de voto acima da margem de erro. Foto: Divulgação/Avante

Ao mesmo tempo, Lula recuou de 41% para 39% em uma semana, enquanto Flávio Bolsonaro caiu de 37% para 33%. A diferença entre os dois candidatos passou de quatro para seis pontos percentuais.

No cenário 2, que inclui Pablo Marçal, Lula aparece com 37%, Flávio Bolsonaro com 31% e Augusto Cury novamente com 11%. Caiado marca 6%, Marçal 3%, Renan Santos 3% e Zema 2%.

A comparação entre 24 e 31 de agosto mostra Lula passando de 40% para 37%, enquanto Flávio cai de 34% para 31%. Cury, por outro lado, sobe de 5% para 11%. Marçal recua de 4% para 3%.

A pesquisa também mostra que 78% dos eleitores que escolheram algum candidato no cenário 1 dizem que a decisão já está tomada e não deve mudar até outubro. Outros 21% admitem que podem mudar de voto. O percentual de decisão consolidada é inferior aos 80% registrados na rodada anterior.

Qual a intenção de voto por perfil

O cruzamento por perfil do cenário 1 mostra Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 33% no total da amostra. Augusto Cury aparece com 11%.

Entre as mulheres, Lula chega a 43%, contra 28% de Flávio. Entre os homens, Flávio lidera por 40% a 34%.

A diferença também aparece por idade. Lula marca 25% entre jovens de 16 a 24 anos, enquanto Flávio tem 32% e Cury alcança 22%. Entre eleitores de 60 anos ou mais, Lula chega a 50%, contra 32% de Flávio e 4% de Cury.

Por escolaridade, Lula tem 52% entre eleitores com ensino fundamental, 33% entre os que têm ensino médio e 32% entre os de ensino superior. Flávio marca 28%, 38% e 34%, respectivamente. Cury alcança 3%, 14% e 17% nesses grupos.

Na divisão religiosa, Lula tem 45% entre católicos e 27% entre evangélicos. Flávio aparece com 30% entre católicos e 43% entre evangélicos. Cury registra 9% entre católicos e 13% entre evangélicos.

Por renda, Lula chega a 52% entre quem ganha até um salário mínimo, enquanto Flávio tem 21%. Entre os entrevistados com renda superior a cinco salários mínimos, Flávio alcança 39% e Lula 31%; Cury chega a 13%.

Qual a intenção de voto no 2º turno na pesquisa BTG/Nexus

A 12ª rodada testa quatro disputas de segundo turno. Lula aparece numericamente à frente em todas elas.

Contra Flávio Bolsonaro, Lula tem 46%, contra 45% do senador. Branco, nulo ou nenhum candidato somam 8%, e 1% não sabe ou não responde.

Contra Ronaldo Caiado, Lula registra 45%, enquanto o governador de Goiás tem 44%. Branco, nulo ou nenhum chegam a 10%.

Contra Zema, Lula marca 46%, diante de 41% do governador de Minas Gerais. Branco, nulo ou nenhum somam 12%.

No confronto com Renan Santos, Lula tem 47%, contra 38% do adversário. Branco, nulo ou nenhum chegam a 14%.

Assim, a menor diferença aparece nos cenários com Flávio Bolsonaro e Caiado: um ponto percentual em ambos. Contra Zema, a diferença é de cinco pontos; contra Renan Santos, chega a nove pontos.

Qual a série histórica no 2º turno

Na série histórica do confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 46% nesta rodada, enquanto Flávio registra 45%. Não houve alteração dos números e da diferença em relação à pesquisa anterior.

No confronto com Ronaldo Caiado, Lula tem 45%, contra 44% do governador. O resultado representa uma disputa praticamente empatada dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais.

Contra Renan Santos, Lula aparece com 47%, enquanto o adversário tem 38%. A vantagem de nove pontos é maior do que a observada nos confrontos com Flávio e Caiado.

A série histórica mostra ainda que Lula permanece acima dos 45% no confronto com Renan desde as rodadas mais recentes, enquanto o adversário oscila em torno da faixa de 35% a 39%.

Qual o perfil do voto no 2º turno

No cenário Lula x Flávio Bolsonaro, Lula tem 46% e Flávio 45% no total da amostra. Entre as mulheres, Lula chega a 53%, contra 38% de Flávio. Entre os homens, Flávio lidera por 53% a 40%.

Por idade, Flávio aparece à frente entre os eleitores de 16 a 24 anos, com 50% contra 41% de Lula, e entre os de 25 a 40 anos, com 47% contra 42%. Lula lidera entre os grupos de 41 a 59 anos, por 47% a 44%, e entre aqueles com 60 anos ou mais, por 54% a 40%.

Por escolaridade, Lula chega a 59% entre eleitores com ensino fundamental, enquanto Flávio tem 36%. No ensino médio, Flávio lidera por 49% a 40%; no superior, por 50% a 38%.

Entre católicos, Lula tem 51%, contra 41% de Flávio. Entre evangélicos, Flávio chega a 58%, enquanto Lula registra 35%. Entre pessoas sem religião, Lula tem 58%, contra 30% de Flávio.

A divisão por renda também apresenta diferenças. Lula chega a 65% entre quem recebe até um salário mínimo. Flávio lidera entre os que recebem mais de cinco salários mínimos, por 54% a 37%.

Rejeição e potencial de voto

A pesquisa separa o potencial eleitoral dos candidatos em quatro grupos: aqueles que afirmam ter preferência exclusiva pelo nome, os que poderiam votar no candidato, os que rejeitam a candidatura e os que não conhecem o nome.

No caso de Lula, 37% dizem que votariam nele como preferência exclusiva, 14% afirmam que poderiam votar nele, 49% dizem que não votariam nele e 1% não o conhece ou não respondeu.

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A rejeição maior, numericamente é a de Flávio Bolsonaro, 27% indicam preferência exclusiva, 20% dizem que poderiam votar nele, 50% rejeitam seu nome e 3% não o conhecem ou não respondem.

Entre os demais candidatos, Ronaldo Caiado apresenta 5% de preferência exclusiva, 29% de potencial de voto e 32% de rejeição. Zema tem 3% de preferência exclusiva, 30% de potencial e 35% de rejeição. Renan Santos registra 3%, 22% e 40%, respectivamente.

Rejeição líquida

A taxa de rejeição líquida considera apenas os entrevistados que conhecem cada candidato. Na rodada de 31 de agosto, Renan Santos tem a maior rejeição líquida com 62%.

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Quais são as prioridades do país

Saúde é a área mais citada pelos entrevistados quando perguntados sobre quais temas deveriam ser prioridade para o próximo presidente. A saúde aparece como primeira prioridade para 39% e como segunda para 21%.

Segurança pública aparece em seguida, com 32% como primeira prioridade. Combate à corrupção alcança 31%, educação 28%, crescimento da economia 24% e redução da desigualdade social 13%.

Também aparecem redução do custo de vida, soberania nacional e relações com outros países, defesa da democracia e valores e costumes da sociedade.

O resultado indica que as preocupações relacionadas a serviços públicos, segurança, economia e renda ocupam as posições mais altas quando os entrevistados são convidados a apontar as áreas que deveriam orientar a escolha do próximo presidente.

Qual candidato é mais preparado para cada prioridade

Na comparação direta entre Lula e Flávio Bolsonaro, há equilíbrio em segurança pública: os dois aparecem com 40%.

Flávio Bolsonaro apresenta vantagem em corrupção, com 49% contra 47% de Lula, e em inflação, preços altos e custo de vida, com 51% contra 49%.

Lula lidera em saúde pública, com 49% contra 46%; educação, com 51% contra 46%; e desigualdade social e pobreza, com 52% contra 43%.

Avaliação do governo

A avaliação do governo Lula apresenta 16% de entrevistados que classificam a administração como ótima e 21% como boa. Somados, os dois grupos chegam a 37%.

Outros 18% consideram o governo regular. Na avaliação negativa, 7% classificam a administração como ruim e 39% como péssima. A soma chega a 46%.

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Avaliação do presidente

Quando a pergunta é sobre a aprovação do trabalho de Lula como presidente, 46% dizem aprovar e 51% desaprovam. Outros 2% não sabem ou não respondem.

Na série histórica, a desaprovação chega a 51% na rodada de 31 de agosto, enquanto a aprovação fica em 46%. O resultado representa uma diferença de cinco pontos percentuais entre os dois indicadores.

Por perfil, Lula tem maior aprovação entre eleitores com 60 anos ou mais, com 58%, e entre aqueles com ensino fundamental, com 61%. Entre pessoas sem religião, a aprovação chega a 61%.

Entre evangélicos, 35% aprovam o trabalho do presidente e 62% desaprovam. Por renda, a aprovação alcança 64% entre quem recebe até um salário mínimo, mas cai para 36% entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos.

Entre mulheres, 18% consideram a gestão ótima, 23% boa, 22% regular, 5% ruim e 32% péssima. Entre homens, os percentuais são 14%, 18%, 13%, 8% e 46%, respectivamente.

Por idade, a melhor avaliação positiva aparece entre eleitores de 60 anos ou mais: 24% classificam o governo como ótimo e 23% como bom. Entre jovens de 16 a 24 anos, 4% dizem ótimo e 18% bom, enquanto 47% classificam a administração como péssima.

Por renda, 52% dos entrevistados que ganham até um salário mínimo avaliam o governo como ótimo ou bom. Entre aqueles com renda acima de cinco salários mínimos, esse percentual cai para 28%.

Principais problemas do país

Segurança pública, violência e criminalidade aparecem como o principal problema do Brasil para 35% dos entrevistados quando são somadas as respostas de primeiro e segundo lugar. Saúde pública aparece com 30%, corrupção com 19%, educação com 17%, classe política com 13% e inflação, custo de vida e preços altos com 11%.

Também foram citados desemprego e falta de trabalho, desigualdade social, pobreza e miséria, gastos públicos, impostos, fome, taxa de juros, moradia e dívida nas contas públicas.

Na série histórica, segurança pública mantém posição de destaque entre os problemas mais mencionados. Saúde pública aparece em seguida, enquanto corrupção, educação, classe política e inflação formam o restante do grupo das seis áreas mais citadas.

Qual a metodologia da pesquisa BTG/Nexus

A 12ª rodada da pesquisa BTG Pactual/Nexus foi realizada pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados por telefone, pelo sistema CATI, entre 28 e 30 de agosto de 2026. Foram entrevistados 2.005 eleitores com 16 anos ou mais, residentes em todo o território nacional. A margem de erro geral é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

A amostra cobre as 27 unidades da Federação, com distribuição proporcional por região. Para sua construção, a Nexus controlou cotas de sexo, idade, escolaridade, tipo de telefonia e DDD. Foram usados como referência dados da PNAD Contínua e do TSE de junho de 2026. O estatístico responsável é Neale El-Dash, registro CONRE 8656-A.

O perfil da amostra é formado por 53% de mulheres e 47% de homens. Por idade, 12% têm entre 16 e 24 anos, 31% de 25 a 40, 34% de 41 a 59 e 24% têm 60 anos ou mais. Quanto à escolaridade, 34% têm ensino fundamental, 41% ensino médio e 25% ensino superior.

Na distribuição regional, 16% estão no Norte/Centro-Oeste, 28% no Nordeste, 42% no Sudeste e 14% no Sul. Em relação ao município, 25% vivem em capitais, 13% em regiões metropolitanas e 62% no interior.

O levantamento foi registrado no TSE sob o número BR-08900/2026.

As informações sobre pesquisas eleitorais podem ser consultadas no sistema oficial do Tribunal Superior Eleitoral. O TSE mantém uma página para consulta das pesquisas registradas e informa que os levantamentos de opinião pública relativos às eleições devem ser registrados na Justiça Eleitoral.

Consulta oficial: Pesquisas eleitorais registradas no TSE

Lula e Flávio Bolsonaro estreiam horário eleitoral com estratégias opostas no rádio e na TV

No sábado, 29 de agosto, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) deram início às suas campanhas no horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão. Os dois principais candidatos à Presidência da República ocuparam a maior fatia do tempo disponível e apresentaram abordagens distintas para conquistar o eleitorado. Confira como foram os primeiros programas de TV no horário eleitoral com a TVT News.

Destaques da estreia no horário eleitoral

Programa de Lula (PT) no rádio:

  • Dois mediadores exaltaram medidas do governo, como o Pé-de-Meia e a saída do Brasil do Mapa da Fome
  • Lula afirmou ter “muita coisa em jogo” para a eleição
  • Destaque para a defesa do fim da escala 6×1
  • Um minuto do programa foi dedicado a expor o histórico de Flávio Bolsonaro

Programa de Lula (PT) na TV:

  • Abertura com críticas ao adversário, relembrando episódios como o pedido de R$ 61 milhões a Daniel Vorcaro e a homenagem a Adriano da Nóbrega
  • Diálogo de Lula com seu “eu” do passado, projetando futuro para um quarto mandato
  • Defesa do combate a facções criminosas e da Operação Carbono Oculto
  • Participação da primeira-dama Janja da Silva abordando direitos das mulheres

Programa de Flávio Bolsonaro (PL) no horário eleitoral:

  • Foco em acenos ao eleitorado feminino e na imagem de “Bolsonaro moderado”
  • Esposa Fernanda Bolsonaro apresentou o candidato como moderado
  • Críticas recorrentes ao governo Lula, atribuindo ao petista a responsabilidade por problemas do país
  • Abordagem de temas como segurança pública

Como foi o programa de Lula no rádio

Com 5 minutos e 32 segundos de tempo dedicado — a maior fatia entre todos os candidatos —, a campanha de Lula optou por uma estratégia de rádio centrada em dois eixos principais: a apresentação de conquistas do governo e a exposição do histórico do adversário.

Dois mediadores conduziram a peça publicitária matinal, exaltando medidas implementadas nos últimos quatro anos. Entre os destaques, o programa mencionou o programa Pé-de-Meia, a retirada do Brasil do Mapa da Fome e a queda da taxa de desemprego.

O próprio Lula apareceu para dizer que há “muita coisa em jogo” na eleição. O fim da escala 6×1 — proposta em análise na CCJ do Senado — também foi tema central da propaganda.

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Prioridade do Governo Lula é o fim da escala 6×1 – Foto: Ricardo Suckert

A campanha reservou cerca de um minuto do programa no horário eleitoral para abordar o currículo de Flávio Bolsonaro. Os apresentadores afirmaram que o candidato do PL “além de não gostar de trabalhar, pediu R$ 61 milhões a Daniel Vorcaro.

Na sequência, foi apresentado o áudio do candidato do PL direcionado ao dono do Banco Master: “Então se você puder me dar um toque, uma posição aí Daniel, porque a gente precisa saber o que faz, cara, da vida, porque já tem muita conta para pagar esse mês e mês seguinte também”.

Horário eleitoral: como foi o programa de Lula na TV

A propaganda televisiva de Lula, exibida na tarde de sábado (29) no horário eleitoral, trouxe uma abordagem que mesclou passado, presente e futuro.

O programa iniciou com uma sequência dedicada a relembrar episódios controversos da trajetória de Flávio Bolsonaro.

Foram citados o pedido de dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para custear um filme sobre o pai, as denúncias de “rachadinha” no gabinete do senador quando deputado estadual e a homenagem a Adriano da Nóbrega, apontado como chefe de milícia. “Flávio, o pior dos Bolsonaro”, dizia o programa.

O presidente também construiu uma projeção para o futuro. Em um diálogo com seu “eu” de 1979 — época em que liderava greves em São Bernardo do Campo —, Lula listou feitos do atual mandato e dos dois governos anteriores.

Foram mencionados a ampliação do número de universidades, escolas em tempo integral, a criação do Pé-de-Meia e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.

“A gente reconstruiu o Brasil, mas ainda não está satisfeito porque o Brasil está pronto para muito mais”, afirmou o petista, repetindo o mote de campanha.

A segurança pública também ganhou espaço. O programa mencionou a Operação Carbono Oculto, apresentada como a maior já realizada contra o crime organizado, e defendeu o “combate firme a facções criminosas”. A primeira-dama Janja da Silva participou da peça para abordar as ações do governo na defesa dos direitos das mulheres.

Como foi o programa de Flávio Bolsonaro no rádio e na TV

A campanha de Flávio Bolsonaro, que contou com 4 minutos e 20 segundos de tempo, adotou uma estratégia centrada em dois pilares: a tentativa de suavizar sua imagem junto ao eleitorado feminino e a crítica recorrente ao governo de Lula.

Na televisão, o programa do senador foi o terceiro a ser exibido no bloco. Ele começou com ataques diretos ao atual presidente. O candidato citou problemas como o combate ao crime organizado e o endividamento das famílias.

Boa parte do programa foi dedicada a acenos ao eleitorado feminino. Flávio falou sobre a família, especialmente do casamento com a dentista Fernanda Bolsonaro, e resgatou momentos do relacionamento e do nascimento das duas filhas.

A estratégia busca reduzir a rejeição do candidato entre as mulheres, público em que Lula aparece na liderança das pesquisas. Coube a Fernanda apresentar o marido como moderado: “Reeduquei ele. Não é à toa que você é o Bolsonaro moderado”.

No rádio, a abordagem seguiu linha semelhante. O programa focou em segurança pública e economia, com críticas constantes ao governo petista. Assim como na sabatina da TV Globo, realizada na véspera, em 28 de agosto, Flávio Bolsonaro utilizou seu tempo para atribuir ao adversário a responsabilidade pelos problemas do país, sem apresentar detalhes sobre suas próprias propostas.

Flávio Bolsonaro na Globo: como foi a sabatina do candidato do PL no Jornal Nacional

Confira como foi a sabatina com o senador Flávio Bolsonaro (PL), que foi ao ar, na sexta-feira (28) na série de sabatinas da TV Globo com os candidatos à Presidência.

Flávio Bolsonaro na Globo: confira a entrevista no Jornal Nacional

Como foi, minuto a minuto, a sabatina de Flávio Bolsonaro na Globo.

Jornalistas do grupo Globo analisam a entrevista de Flávio Bolsonaro na Globo

Com o fim da sabatinta de Flávio Bolsonaro na Globo, jornalistas analisam o desempenho do candidato do PL.

Os jornalistas concordam que Flávio Bolsonaro mentiu em vários pontos da entrevista.

  • Flávio Bolsonaro não conseguiu explicar o dinheiro de Daniel Vorcaro, do Banco Master
  • Flávio Bolsonaro não consegue falar sobre aquecimento global
  • Como o pai, defendeu a família o tempo todo.

22h11 – Renata pergunta sobre o discurso negacionista

Renata lembra um artigo em que Flávio Bolsonaro diz que não existe aquecimento global. Ela pergunta se ele é negacionista.

Flávio não admite que existe aquecimento global, fala em “eventos climáticos extremos”. Ele sai do assunto e entra no tema de saúde pública, ou seja, não respondeu se é negacionista e também não disse porque não colocou meio ambiente no plano de governo.

Para se distanciar do assunto, Flávio Bolsonaro diz que o  ex-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein Cláudio Lottenberg será seu ministro da Saúde.

Sobre esse nome, o jornalista Bernando Mello Franco, lembra que é um aceno à comunidade judaica.

De acordo com o jornalista, “o médico chegou a ser sondado para o mesmo cargo no governo de Jair Bolsonaro, mas foi descartado antes da nomeação. Ao anunciar Lottenberg, Flávio também acena mais uma vez para setores da comunidade judaica. O médico é presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib). Em 2024, foi acusado pelo grupo Judeus pela Democracia de ter uma visão racista, após escrever que o povo palestino seria esmagadoramente violento, misógino, homofóbico e antidemocrático.

22h07 – Renata pergunta sobre salário mínimo

Diante da pergunta se ele vai manter o aumento do salário mínimo, Flávio diz que vai fazer cortes, reduzir ministérios e usa expressão “tesouraço”. De novo, coloca culpa no governo Lula.

Tralli pergunta qual vai ser o reajuste de salário mínimo.

Flávio não responde e só fala em cortar gastos públicos e fazer ajuste fiscal, sem dizer como.

Vasconcellos pergunta se ele desautoriza o coordenador de campanha que afirmou não ser favorável ao aumento do salário mínimo. Flávio não se compromete, insiste em dizer que vai fazer ajuste fiscal.

Miriam Leitão diz que “em vez de explicar o que fará de ajuste fiscal, ele critica o governo. Diz que fará um corte de gastos, dará um tesouraço, mas na hora de falar de pontos de específicos, diz que manterá a política atual de salário minimo, nem fará a desvinculação. Diz que os juros vão cair só pela eleição dele.

Bela Megale diz que “Flávio responde com uma lei de saneamento básico todo o negacionismo ambiental dele próprio e do governo do pai”.

22h05 – Tralli pergunta como Flávio Bolsonaro faria o ajuste fiscal

Novamente, ao invés de responder, ele ataca o governo Lula.

22h02 Intervalo

A primeira parte da entrevista foi dedicada a Flávio Bolsonaro responder por tudo em que está envolvido: escândalo do Banco Master, rachadinha, medalha para miliciano e apoio ao tarifaço.

Os jornalistas que acompanham a sabatina, lembram que ele traz dados falsos, o que é perigos, pois pode convencer indecisos. A entrevista precisa passar por uma checagem de fatos.

22h – Rachadinha

Flávio tem de responder sobre o inquérito das rachadinhas. Por que ele empregou familiares de um miliciano condenado.

Para Vera Magalhães, esse foi o “pior momento de Flávio até aqui é explicar sua relação com Adriano da Nóbrega, que, depois de receber uma comenda dele, foi condenado como miliciano. Disse que, quando o homenageou, ele era um “policial exemplar”. Segundo ele, nessa época Adriano era “perseguido” e “inocente”

21h57 Adriano da Nóbrega entra na pauta

Por que Flávio Bolsonaro homenageou um miliciano, é a pergunta de Tralli.

Flávio diz que quando homenageou Adriano da Nóbrega, ele não sabia que ele era um matador.

21h50 – Flávio é perguntando sobre o tarifaço

Renata lembra que Eduardo Bolsonaro, irmou de Flávio Bolsonaro, comemorou o tarifaço. Renata pergunta por que os interesses da família Bolsonaro estão por cima dos interesses do país.

Diante dessa pergunta, ele diz que o irmão está exilado. E, de novo, traz o Lula para explicar.

Os apresentadores insistem em perguntar por que Eduardo Bolsonaro agradece a Trump.

Mais uma vez, ele coloca culpa no Lula.

Renata lembra da carta que Flávio Bolsonaro mandou para Marco Rubio pedindo para adiar o tarifaço para depois das eleições.

Diante da pergunta sobre o pix, Flávio Bolsonaro prometeu que não vai colocar o pix na mesa de negociação com Trump.

Para a jornalista Bela Megale, ‘Eduardo Bolsonaro é uma âncora para Flávio. O senador tenta defender o irmão que está há mais de um ano nos EUA trabalhando para que a gestão Trump interfira nas eleições brasileiras. Eduardo é o principal combustível do discurso da campanha de Lula sobre soberania”.

21h49 – Renata pergunta sobre o ataque às urnas eletrônicas

Vasconcellos lembra que o pai dele está preso por vários crimes e que ambos, Flávio e Jair Bolsonaro, atacaram as urnas eletrônicas.

Renata pergunta se Flávio Bolsonaro vai respeitar o resultado, mesmo se perder. Flávio Bolsonaro diz que ele vai ganhar no primeiro turno.

21h42 – A pergunta agora é sobre o golpe de Estado que Bolsonaro tentou

Tralli pergunta que garantias o eleitor tem que o grupo político dele não vai atentar contra a democracia.

Cesar Tralli foi para essa pergunta diante da negativa de Flávio em prestar conta sobre o filme.

Bolsonaro diz que o julgamento foi uma farsa. E que Bolsonaro foi julgado pelos inimigos.

Tralli lembra dos depoimentos de militares de alta patente que confirmam que houve tentativa de golpe

Flávio não responde e segue na tática de transferir a responsabilidade.

Cesar Tralli traz outros depoimentos de outros oficiais de alta patente que confirmam que houve tentativa de golpe de estado.

Flávio Bolsonaro, de novo, não responde e parte para a tática de desqualificar os militares. E segue tentando transferir a responsabilidade, além de dizer que vai anistiar os criminosos do 8 de janeiro

Para a jornalista Vera Magalhães, “Flávio chega, agora, ao cerne da sua escolha como candidato pelo pai: se compromete em rede nacional a dar indulto e anistia aos condenados na trama golpista e no 8 de Janeiro”.

21h39 – Renata: o Sr. não vai mostrar a planilha?

Ao invés de responder, Flávio Bolsonaro, mais uma vez cita o presidente Lula. Velha tática, ele não consegue responder e tenta colocar Lula na frase.

Para a jornalista Bela Megale, “Flávio foge da pergunta ao atribuir a Lula a necessidade de explicar relação com Vorcaro. Mas não explica a dele próprio”.

Merval Pereira foi taxativo: ‘Flávio não consegue explicar o caminho do dinheiro de Vorcaro para o filme sobre seu pai”.

Renata: É adequado um senador da república visitar um banqueiro com tornozeleira eletrônica?

Diante da pergunta de Renata, Flávio bate na tecla que quem deve explicações é o Lula.

Tralli e Vasconcellos lembram que o eleitor não tem planilha.

21h35 – Renata cobra explicações sobre o dinheiro

Flávio diz que está ali falando de uma relação privada, mas não apresentou o caminho do dinheiro.

Flávio Bolsonaro fala que a prestação de contas foi feita e está no portal G1. Tralli enumera todas as perguntas não respondidas sobre o caminho do dinheiro.

Flávio Bolsonaro fala que não houve dinheiro público e insiste na fala que é uma relação privada.

Renata pergunta quando ele vai mostrar o contrato e Tralli pergunta das planilhas.

Flávio não responde

21h30 – Primeira pergunta é sobre o Banco Master

Renata Vasconcellos, óbvio, começa perguntando sobre os áudios com Vorcaro

21h30 – Começa a entrevista com Flávio Bolsonaro

Renata Vasconcellos e Cesar Tralli apresentam o candidato e contam que ele começou a carreira por influência do pai, Jair Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro, como sempre, começa falando sobre o Lula, dizendo que Renata poderia fazer qualquer tipo de pergunta.

A resposta de Flávio Bolsonaro é que não há nada de irregular em um filho buscar patrocínio privado para o pai.

Renata insiste que Flávio é um senador e candidato a presidente e que ele deve dar explicações. Pergunta o que ele quis dizer ao falar que Vorcaro é um irmão e que estará com ele sempre.

Flávio Bolsonaro insiste em dizer que há uma relação privada. Mas ele não respondeu porque primeiro falou que não conhecia e depois teve de admitir quando os áudios foram revelados.

Flávio Bolsonaro quer dizer que o filme é uma obra prima

Miriam Leitão lembra que “Flávio Bolsonaro começa repetindo que o financiamento ao filme “Dark Horse” é uma relação privada. E, quando perguntado sobre a sua frase de que “estarei sempre contigo”, que ele disse a Daniel Vorcaro, ele acusa o grupo Globo de ter recebido patrocínio de Vorcaro.”

Cesar Tralli insiste em dizer que o Vorcaro é responsável pelo maior escândaldo financeiro.

  • 21h14 – Flávio Bolsonaro já está nos estúdios da TV Globo

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Flávio Bolsonaro está na Globo, acompanhado do candidato a vice – Imagem: Reprodução / TV Globo – G1

Onde assistir à sabatina de Flávio Bolsonaro na Globo

Você pode acompanhar a transmissão da entrevista de Flávio Bolsonaro na Globo por diferentes plataformas. Além da TV Globo e da GloboNews, a sabatina estará disponível no site de notícias g1.

A entrevista de Flávio Bolsonaro na Globo foi ajustada por causa do início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV, que ocupa a grade das emissoras. A sabatina será conduzida pelos jornalistas César Tralli e Renata Vasconcellos.

Por que a entrevista de Flávio Bolsonaro começou mais tarde

A entrevista de Flávio Bolsonaro na Globo começou mais tarde nesta sexta-feira por causa do início do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV.

A propaganda eleitoral gratuita começa nesta sexta-feira (28) e ocupa a grade das emissoras. Na televisão, os blocos fixos do horário eleitoral vão ao ar das 20h30 às 20h55.

As duas primeiras entrevistas de presidenciáveis na Globo ocorreram por volta das 21h10 e, na quarta-feira, a sabatina de Renan Santos começou por volta das 20h10. O horário eleitoral é exibido em blocos fixos e em inserções de 30 e 60 segundos ao longo da programação.

Flávio Bolsonaro na Globo teve responder perguntas sobre Dark Horse

O senador filho de Bolsonaro teve de responder perguntas sobre o dinheiro pedido para Daniel Vorcaro e que ele atribuiu ao financiamento do filme Dark Horse.

Em 13 de maio, o cenário político brasileiro foi abalado pela reportagem de The Intercept Brasil  que expôs a negociação direta entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse — cinebiografia sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Composição de imagens de Flávio Bolsonaro e reprodução de conversa com Vorcaro, do Banco Master divulgadas pelo The Intecetp Brasil – Imagens: Foto de Flávio Bolsonaro por Maura Martins/TV Brasil

Veja as datas das entrevistas com os candidatos à Presidência

A TV Globo programou uma série de sabatinas com todos os candidatos à Presidência ao longo da semana. Foram convidados os seis candidatos mais bem colocados em pesquisa de intenção de voto divulgada pela Quaest em 14 de agosto, e a ordem das sabatinas foi definida por sorteio. Confira as datas:

  • 24 de agosto (segunda-feira): Romeu Zema (Novo)
  • 25 de agosto (terça-feira): Ronaldo Caiado (PSD)
  • 26 de agosto (quarta-feira): Renan Santos (Missão)
  • 27 de agosto (quinta-feira): Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
  • 28 de agosto (sexta-feira): Flávio Bolsonaro (PL)
  • 29 de agosto (sábado): Augusto Cury (Avante)

Dia do Bancário: uma categoria que transforma desafios em luta e conquistas

O Dia do Bancário, comemorado em 28 de agosto, é uma data para reconhecer a importância de uma categoria que, ao longo da história, enfrentou grandes desafios sem abrir mão do compromisso com a população.

Seja nas agências, nos escritórios, no atendimento remoto ou nos bastidores do sistema financeiro, bancárias e bancários seguem diariamente exercendo seu trabalho com dedicação, mesmo diante de cobranças, metas, sobrecarga e transformações profundas no setor.

A origem da data está em uma das maiores mobilizações da categoria. Em 1951, bancários de São Paulo cruzaram os braços durante 69 dias em defesa de reajuste salarial e melhores condições de trabalho. Mesmo diante das restrições impostas pela legislação da época, a categoria conquistou um reajuste de 30%, superior aos 20% oferecidos pelos bancos.

A greve tornou-se um símbolo da capacidade de organização e resistência dos trabalhadores.

A mobilização de 1951 deixou outros legados. A contestação aos índices oficiais de inflação contribuiu para a criação do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), instituição que nasceu para produzir informações confiáveis e independentes em defesa dos interesses dos trabalhadores.

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Passeata dos bancários realizada em 5 de julho de 1951 – Foto: SpBancários

Desde então, bancários e bancárias nunca estiveram ausentes dos grandes momentos da história brasileira. A categoria participou das mobilizações contra a ditadura militar, esteve nas ruas pelas Diretas Já, mobilizou-se pelo impeachment de Fernando Collor e esteve presente em diferentes lutas sociais e políticas pela democracia e por um país mais justo.

Essa trajetória também produziu conquistas que se tornaram referência para outras categorias. Em 2026, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários completa 34 anos. Nacional e unificada, ela assegura direitos que vão além daqueles previstos na legislação trabalhista e é resultado direto da organização e da capacidade de negociação da categoria.

Para a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Neiva Ribeiro, o Dia do Bancário é também um momento de reconhecer a trajetória de uma categoria que transformou organização e mobilização em conquistas importantes.

“Celebrar o Dia do Bancário é celebrar uma categoria que tem uma história de muita luta, resistência e conquistas. A nossa Convenção Coletiva nacional e unificada, que completa 34 anos, é um dos maiores exemplos dessa força. Ela é fruto da organização e da capacidade de negociação da categoria e precisa ser valorizada, defendida e ampliada. Neste 28 de agosto, quero parabenizar cada bancária e cada bancário. Nossa história nos orgulha e nos inspira a continuar lutando por mais direitos e por um sistema financeiro que esteja a serviço da população”, afirma Neiva.

Na linha de frente durante a pandemia

Um dos episódios mais marcantes dessa história recente foi a pandemia de Covid-19. Quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a pandemia, em março de 2020, os bancários estavam entre os trabalhadores que precisaram manter atividades fundamentais para o funcionamento da sociedade.

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Mobilização do Sindicato foi intensa na defesa da vida dos bancários – Foto: SpBancários

As instituições financeiras foram consideradas serviços essenciais e muitas agências permaneceram abertas para garantir o atendimento à população, movimentar contas e, principalmente, viabilizar o acesso aos benefícios emergenciais. Enquanto uma parcela expressiva da categoria passou ao trabalho remoto, muitos trabalhadores continuaram presencialmente nas agências, expostos ao risco de contaminação.

Entre eles estavam milhares de empregados da Caixa, que estiveram na linha de frente para operacionalizar o pagamento do auxílio emergencial a milhões de brasileiros. Em um momento de medo e incerteza, esses trabalhadores receberam diariamente uma população que precisava de atendimento e de recursos para sobreviver à crise.

O reconhecimento de que o trabalho bancário era essencial, entretanto, não veio acompanhado da mesma prioridade quando se discutiu a vacinação. Foi necessária muita mobilização do movimento sindical para cobrar proteção, segurança e inclusão dos bancários entre os grupos prioritários. Desde o início da crise sanitária, sindicatos e entidades representativas pressionaram os bancos por protocolos de segurança, equipamentos de proteção e condições adequadas de atendimento.

A pandemia também mostrou, de forma contundente, a capacidade de adaptação e organização da categoria. Em meio ao isolamento social, a Campanha Nacional dos Bancários de 2020 foi realizada integralmente de forma virtual, em um processo inédito de negociação coletiva.

Uma categoria que segue fazendo a diferença

A história dos bancários é feita de momentos em que o trabalho cotidiano se mistura à responsabilidade social. É uma categoria que enfrenta pressão, metas, mudanças tecnológicas, redução de postos de trabalho e transformações no modelo de atendimento, mas continua recebendo milhões de pessoas todos os dias e garantindo que serviços fundamentais funcionem.

É essa combinação de dedicação no trabalho e capacidade de organização coletiva que explica a trajetória de conquistas da categoria. E é também ela que permite aos bancários enfrentar os novos desafios impostos pelo sistema financeiro, como a intensificação do trabalho, as metas abusivas, o avanço da automação e da inteligência artificial, a redução do emprego e o fechamento de agências.

E uma categoria com uma história tão forte precisa estar acompanhada de uma organização à altura. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região é referência no movimento sindical brasileiro justamente por sua combatividade, sua capacidade de mobilização e sua atuação na negociação nacional, ajudando a construir e defender conquistas que alcançam bancárias e bancários de todo o país.

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Bebel classifica como absurdo novo concurso para apenas 5 mil professores enquanto mais de 100 mil aprovados aguardam convocação

A deputada estadual Professora Bebel (PT), primeira presidenta licenciada da Apeoesp para concorrer à reeleição parlamentar, classificou como absurda a decisão do governador Tarcísio de Freitas de autorizar a abertura de um novo concurso para apenas 5 mil cargos efetivos de Professor de Ensino Fundamental e Médio. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira, 27 de agosto, enquanto mais de 100 mil candidatos professores aprovados no concurso de 2024 ainda aguardam convocação. Leia em TVT News.

Dois despachos assinados pelo governador autorizam a Secretaria Estadual da Educação a adotar as providências para a abertura de concurso destinado ao preenchimento de 3 mil cargos com jornada de 40 horas semanais e outros 2 mil com jornada de 25 horas.

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Para a deputada professa Bebel, além de muito insuficiente diante da necessidade da rede estadual, a decisão desconsidera as dezenas de milhares de profissionais já aprovados e aptos a assumir as aulas.

“É um absurdo que o governo Tarcísio anuncie um novo concurso para apenas 5 mil cargos enquanto 140 mil professores aprovados continuam esperando pela convocação. Não há justificativa para ignorar um concurso realizado e manter na rede estadual de ensino quase metade dos professores trabalha sob contratos temporários e sem estabilidade. Exigimos a prorrogação do concurso e a convocação imediata dos aprovados”, afirma a deputada.

Em julho, a Apeoesp protocolou na justiça uma ação para obrigar o governo de São Paulo prorrogar a validade do concurso público para Professor de Ensino Fundamental e Médio por mais dois anos. A parlamentar também apresentou indicação ao governador para que as convocações tenham continuidade e contemplem todas as disciplinas, incluindo Artes, Educação Física, Filosofia e Sociologia.

Segundo a deputada, a decisão de abrir um novo concurso sem esgotar o cadastro existente também representa desperdício de recursos públicos, implica em nova cobrança de taxas aos professores e aumenta a insegurança dos profissionais que cumpriram todas as etapas do certame.

“Esses professores estudaram, fizeram a prova, foram aprovados e aguardam uma resposta do Estado. O governo precisa respeitar essas pessoas e as necessidades das escolas. Não aceitamos uma medida de alcance tão limitado quando a rede precisa de dezenas de milhares de profissionais efetivos. Queremos a convocação dos 100 mil aprovados. Prorroga já!”, reforça Bebel.

Ato público em 4 de setembro

A Apeoesp realizará um ato público no dia 4 de setembro, às 16 horas, na Praça da República, região central da capital paulista. Entre as principais reivindicações estão a prorrogação do concurso vigente e a convocação dos 100 mil professores aprovados.

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Novo Caged: mercado formal de trabalho registra 58,56 mil novas vagas em julho

O mercado formal de trabalho brasileiro registrou saldo positivo de 58.568 vagas em julho de 2026, resultado de 2.262.888 admissões e 2.204.320 desligamentos. Os dados do Novo Caged foram apresentados nesta sexta-feira, 28 de agosto, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Com o resultado do mês, o estoque de vínculos de trabalho formal chegou a 48.082.866 empregos no país. Leia em TVT News.

No acumulado do ano, de janeiro a julho de 2026, o saldo registrado é de 972.203 vagas formais, um crescimento de 2,06%. Nos últimos 12 meses, entre agosto de 2025 e julho de 2026, o saldo foi de 880.717 empregos com carteira assinada, alta de 1,87%.

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GRUPOS ECONÔMICOS – Quatro dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas tiveram saldos positivos em julho. O setor de Serviços registrou 24.098 novos postos de trabalho. O resultado decorreu, principalmente, das atividades de Transporte, Armazenagem e Correio (15.222).

Em seguida aparecem os setores de Construção (12.691), Agropecuária (12.523) e Indústria (11.315). Apenas o Comércio teve saldo negativo (-2.056) no mês.

UNIDADES DA FEDERAÇÃO – Em junho deste ano, 22 das 27 unidades da Federação registraram saldo positivo. Os maiores foram em São Paulo, com 17.814 novos empregos formais, Mato Grosso (5.766) e Minas Gerais (5.199). Em valores relativos, os percentuais foram maiores no Amazonas (0,63%), em Mato Grosso (0,59%) e no Piauí (0,52%).

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Diretriz 12 do programa de governo propõe valorização do salário mínimo, redução da jornada, ampliação de direitos e proteção para diferentes formas de trabalho. Foto: Ricardo Stuckert

Dos postos de trabalho gerados, 95,1% podem ser considerados típicos e 4,9% não típicos, majoritariamente trabalhadores intermitentes (+4.344) e pessoas físicas do Cadastro de Atividades Econômicas – os CAEPF (+1.911).

GRUPOS POPULACIONAIS – No recorte populacional, os homens foram responsáveis por um saldo de 38.085 vagas e as mulheres por 20.483 postos. A população de até 24 anos teve o maior saldo positivo, com 89.425 postos, porém, negativo em 30.857 postos para pessoas com mais de 25 anos.

No recorte por escolaridade, pessoas com ensino médio completo tiveram saldo de 50.675, seguidas pelo nível médio incompleto, com 12.027. Na análise por raça, o saldo foi de 64.881 para pardos; 10.694 para pretos, 481 para amarelos e 63 para indígenas. Foi registrado saldo negativo apenas para brancos (-7.216).

SALÁRIOS – O salário médio real de admissão em julho chegou a R$ 2.419,23, com crescimento de 0,6% em relação a junho (R$ 2.404,10), uma variação positiva de R$ 15,13. Já em comparação com o mesmo julho de 2025, o aumento foi de R$ 48,38 (2,04%). Para os trabalhadores considerados típicos, o salário real de admissão foi de R$ 2.456,27, 1,5% mais elevado que o valor médio, enquanto para os trabalhadores não típicos chegou a R$ 2.142,12, uma variação 11,5% menor que o valor médio.

EMPREGO NO ANO — De janeiro a julho de 2026, o saldo foi positivo em quatro dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas. O maior crescimento ocorreu no setor de Serviços, que gerou 591.519 postos formais no semestre (+2,58%), especialmente nas atividades de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, responsáveis por 211.823 empregos até julho deste ano.

A Construção gerou 180.449 postos de trabalho, crescimento de 6,12%, com destaque para o setor de Obras de Infraestrutura (71.711). A Indústria apresentou saldo de 154.052 postos (+1,7%) e a Agropecuária registrou saldo positivo de 54.106 novas vagas. O Comércio foi o único grande grupamento com saldo negativo, registrando redução de 7.896 postos de trabalho no acumulado do ano (0,08%).

Nas unidades da Federação, os maiores saldos no acumulado de 2026 foram registrados em São Paulo (267.107), Minas Gerais (113.981) e Paraná (68.243). Em termos relativos, as maiores variações foram registradas no Amapá (4,79%), Mato Grosso (3,96%) e Piauí (3,74%).

Com Secom