Agora

Da Redação

AtlasIntel divulga nova pesquisa para presidente com Lula à frente de Bolsonaro nos 2 turnos

De acordo com a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (23), o presidente Lula (PT) está numericamente à frente de Flávio Bolsonaro (PL) tanto no primeiro quanto no segundo turno da disputa presidencial de 2026.

No 1º turno, Lula tem 45,8% contra 43,4% do adversário. No 2º turno, a vantagem é de 47,7% a 47,4%. A pesquisa ouviu 5.015 pessoas entre 17 e 22 de setembro, com margem de erro de 1 ponto percentual, e está registrada no TSE sob o número BR-04739/2026. Confira detalhes da nova pesquisa para presidente com a TVT News.

A pesquisa Atlas foi realizada pelo instituto AtlasIntel em parceria com a Bloomberg entre 17 e 22 de setembro, com 5.015 entrevistados. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04739/2026.

Atlas: veja os principais números da pesquisa

  • Primeiro turno: Lula tem 45,8% e Flávio Bolsonaro, 43,4%. Na rodada anterior, eram 44,1% e 41,7%, respectivamente.
  • Segundo turno: Lula aparece com 47,7%, contra 47,4% de Flávio Bolsonaro. Na pesquisa anterior, Flávio tinha 47,2% e Lula, 46,8%.
  • Aprovação de Lula: 45,4% aprovam o desempenho do presidente, enquanto 53% desaprovam.
  • Avaliação do governo: 40,4% consideram a gestão ótima ou boa; 50,9% avaliam como ruim ou péssima e 8,7% como regular

Números da pesquisa para presidente no 1° turno

No cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 45,8%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 43,4%. Na sequência estão Renan Santos (Missão), com 4,5%; Augusto Cury (Avante), com 2,1%; Ronaldo Caiado (PSD), com 1,3%; e Romeu Zema (Novo), com 0,9%.

Outros candidatos somam 0,8%, enquanto branco ou nulo registra 0,7% e 0,5% dos entrevistados disseram não saber em quem votar.

Na série histórica apresentada pela Atlas, Lula passou de 44,1% em 17 de setembro para 45,8% nesta rodada. Flávio Bolsonaro, por sua vez, oscilou de 41,7% para 43,4% no mesmo período.

pesquisa-atlas-intel-bloomberg-23-de-setembro
Reprodução da pesquisa Atlas para presidente de 23 de setembro com a série histórica de intençao de votos no 1° turno

Considerando apenas os votos válidos, Lula tem 46,3%, contra 43,9% de Flávio Bolsonaro. Renan Santos aparece com 4,6%; Augusto Cury, 2,1%; Ronaldo Caiado, 1,4%; e Romeu Zema, 0,9%.

pesquisa-atlas-intel-bloomberg-23-de-setembro
Reprodução da pesquisa Atlas para presidente de 23 de setembro com a estimativa de votos válidos no 1° turno

Pesquisa para presidente no segundo turno: Lula 47,7% e Flávio 47,4%

No cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a Atlas registra 47,7% para Lula e 47,4% para Flávio, além de 4,9% que responderam branco, nulo ou não souberam responder. A diferença entre os dois é de 0,3 ponto percentual.

Na rodada anterior, de 16 de setembro, Flávio Bolsonaro aparecia numericamente à frente, com 47,2%, contra 46,8% de Lula. A nova rodada, portanto, registra uma inversão numérica no cenário testado pelo instituto.

Como a margem de erro da pesquisa é de 1 ponto percentual, a diferença de 0,3 ponto entre os dois candidatos está dentro da margem de erro.

Nos demais cenários de segundo turno testados, Lula aparece com 47,6% contra 42,2% de Romeu Zema; 46,6% contra 44% de Ronaldo Caiado; 46,2% contra 39,4% de Augusto Cury; e 46,5% contra 31,2% de Renan Santos.

pesquisa-atlas-intel-bloomberg-23-de-setembro
Reprodução da pesquisa Atlas de 23 de setembro coma série histórica das intenções de voto no 2° turno: Lula voltou a inverter posição com Flavio Bolsonaro e passa à frente

O que a pesquisa Atlas mostra sobre as bets

  • 81% dos eleitores concordam que as empresas deveriam pagar mais impostos;
  • 73% que a publicidade deveria ser limitada;
  • 75% que as apostas deveriam ser proibidas e
  • 60% que menores de idade têm fácil acesso às plataformas.
  • Na série temporal, a concordância com a proibição das bets subiu de 73% em abril para 75% em setembro.

Bets: 75% concordam que apostas deveriam ser proibidas

A pesquisa mostra que 59,9% dos entrevistados veem somente prejuízos nas apostas online, enquanto 28,6% apontam mais prejuízos do que benefícios. Apenas 0,7% enxergam somente benefícios e 0,2% veem mais benefícios. Para 5,7%, ambos por igual, e 4,9% não souberam responder.

71% concordam totalmente que as apostas online deveriam ser proibidas. Este número geral de concordância (parcial ou total) vem em ascensão, passando de 73% em abril para 75% em setembro.

Além disso, expressivos 81% afirmam que as bets devem pagar mais impostos, 73% concordam totalmente que as propagandas da área deveriam ser limitadas e 60% observam que menores de idade possuem fácil acesso a essas plataformas.

Outro dado marcante é que 84% discordam totalmente que o ramo de apostas funcione como modalidade de complemento de renda ou investimento.

Maioria dos eleitores defende mais impostos e restrições às bets

A pesquisa Atlas mostra apoio elevado a medidas de restrição às apostas online.

81% concordam totalmente e outros 3% concordam um pouco que as empresas de apostas deveriam pagar mais impostos. Somados, os dois grupos chegam a 84%.

Sobre limitar a publicidade das plataformas, 73% concordam totalmente e 6% concordam um pouco.

Já a afirmação de que as apostas online deveriam ser proibidas recebe concordância total de 71% e concordância parcial de 4%. Na série histórica, a parcela que concorda com a proibição passou de 73%, em abril, para 75% em setembro, considerando a soma das respostas de concordância.

Crise no STF: 52,3% acham que prejudica mais Lula

Na opinião dos entrevistados, a atual crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) prejudica mais a candidatura de Lula (52,3%) do que a de Flávio Bolsonaro (20,8%). Para 15,5%, a crise prejudica os dois igualmente; 7,5% dizem que não prejudica nenhum dos dois; e 3,9% não souberam responder.

Percepção sobre envolvimento político no caso Banco Master

A pesquisa Atlas/Bloomberg também acompanhou a percepção dos eleitores sobre quais grupos políticos estariam mais envolvidos no esquema de fraudes financeiras do Banco Master. Na série histórica, a parcela que aponta aliados de Bolsonaro passou de 28,3% em março para 43,4% em 22 de setembro.

39,5% dos entrevistados apontavam aliados de Lula em março. Esse percentual chegou a 41,2% em 16 de setembro e ficou em 43,4% na pesquisa mais recente, empatando numericamente com a percepção sobre aliados de Bolsonaro.

 A menção ao Centrão recuou de 3,4% para 0,6%.

pesquisa-atlas-intel-bloomberg-23-de-setembro
Reprodução da pesquisa Atlas /Bloomberg de 23 de sestembro mostra qual a percepção dos eleitores sobre quem está mais envolvido nas fraudes do banco Master

Qual a metodologia da pesquisa Atlas para presidente

O levantamento foi executado pela AtlasIntel empregando a metodologia de Recrutamento Digital Aleatório (Atlas RDR). Foram entrevistadas 5.015 pessoas via dispositivos com acesso à internet em todo o território nacional, entre 17 e 22 de setembro de 2026. A pesquisa comporta uma margem de erro de 1 ponto percentual e apresenta 95% de nível de confiança. O número de registro da consulta no TSE é BR-04739/2026.

Imagem dos principais líderes políticos

A pesquisa Atlas/Bloomberg também avaliou a imagem dos principais líderes políticos entre os entrevistados. O levantamento mostra que Lula tem 46% de imagem positiva e 53% de imagem negativa, enquanto Jair Bolsonaro registra os mesmos 46% de avaliação positiva e 53% de negativa.

Entre os demais nomes, Flávio Bolsonaro aparece com 44% de imagem positiva e 55% de negativa. Michelle Bolsonaro tem 43% de avaliação positiva e 49% de negativa. Já Geraldo Alckmin registra 42% de imagem positiva e 51% de negativa.

Entre os pré-candidatos testados, Romeu Zema aparece com 35% de imagem positiva e 49% de negativa, enquanto Ronaldo Caiado tem 35% de positiva e 43% de negativa. Augusto Cury registra 28% de positiva e 40% de negativa.

pesquisa-atlas-intel-bloomberg-23-de-setembro
Reprodução da pesquisa Atlas de 23 de setembro mostra a percepção dos eleitores sobre os líderes políticos

Pesquisas para presidente nesta semana: Quaest, Atlas e Datafolha

A nova pesquisa Atlas é divulgada após a pesquisa Quaest publicada em 21 de setembro. No levantamento da Quaest, Lula aparece com 37% no primeiro turno, contra 33% de Flávio Bolsonaro. Augusto Cury tem 6%, Ronaldo Caiado, 4%, Renan Santos, 3%, e Romeu Zema, 1%.

No segundo turno, a Quaest registrou 42% para Flávio Bolsonaro e 41% para Lula, configurando empate dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores presencialmente entre 17 e 20 de setembro, com 95% de confiança. O registro no TSE é BR-06004/2026.

A próxima pesquisa nacional do Datafolha está registrada para divulgação em 24 de setembro. O levantamento, de registro BR-09355/2026, tem período de entrevistas de 22 a 24 de setembro, prevê 1.610 entrevistados e foi registrado no TSE em 18 de setembro.

Consulte pesquisas para presidente registradas no TSE

O Tribunal Superior Eleitoral permite consultar pesquisas eleitorais registradas. O TSE informa que os dados dos registros ficam disponíveis para consulta e que a Justiça Eleitoral não faz controle prévio dos resultados das pesquisas.

Consulta às pesquisas eleitorais registradas no TSE

Leia também

Sabesp, privatizada por Tarcísio, já acumula 6 mortes em obras em apenas dois anos

O governador Tarcísio de Freitas chega à corrida para a eleição do estado de São Paulo em um cenário em que a privatização da Sabesp já completa dois anos. A Sabesp foi vendida em 23 de julho de 2024 e deixou de ser uma empresa de economia mista.

A Equatorial Energia adquiriu 15% das ações e os outros 17% foram distribuídos entre pessoas físicas e jurídicas. Antes acionista majoritário, após a privatização, o governo do estado passou a ter apenas 18,3% das ações. Saiba mais em TVT News

Acidentes  

O coordenador administrativo e financeiro do Ondas (Observatório Nacional dos Direitos à Água e Saneamento), Amauri Pollachi, vê a privatização da Sabesp como uma ação totalmente desnecessária. Segundo ele, a empresa tinha capacidade econômica, financeira e técnica de atingir a universalização do saneamento.  

“Hoje, se existe uma obra em frente a um domicílio ou um comércio, as pessoas veem essa obra com preocupação. Pode derrubar a sua casa, afetar radicalmente o seu comércio, pode matar gente, como tem acontecido. O número de mortes provocadas por obras da Sabesp tem sido absurdo. Jamais isso aconteceu nos 50 anos em que Sabesp foi uma empresa pública. Nós tivemos, em um período de menos de um ano, seis mortes provocadas por essas obras”. 

Casas-afetadas-por-explosao-em-obra-da-Sabesp-no-Jaguare-serao-demolidas-ipt-instagram-tvt-news
Casas afetadas por explosão em obra da Sabesp no Jaguaré. / Foto: IPT/Instagram

Entre as mortes ligadas a obras da Sabesp, estão casos envolvendo trabalhadores diretos e terceirizados. Em maio deste ano, ocorreu uma explosão no Jaguaré, após uma equipe da Sabesp perfurar uma tubulação da Comgás, deixando dois mortos.  

Em março, em Mairiporã, o rompimento de um reservatório causou a morte de um trabalhador da empresa. O acidente ocorreu enquanto funcionários faziam teste com um reservatório com capacidade para armazenar dois milhões de litros de água. 

Em abril, na cidade de Hortolândia, interior de São Paulo, um homem que trabalhava em uma terceirizada da Sabesp morreu esmagado por um retroescavadeira enquanto estava em uma obra de rede de esgoto.  

Outro caso envolvendo uma retroescavadeira, em agosto, vitimou um trabalhador de 32 anos, em Itaquaquecetuba, que trabalhava numa vala e foi atingido. Ele também era contratado de uma empresa terceirizada. 

Ainda, em setembro do ano passado, em Mauá, uma tubulação caiu em cima de uma casa e matou uma moradora de 79 anos. 

Demissão de funcionários 

O presidente do Sintaema (Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo), José Faggian, denuncia o problema das demissões. Quando o processo de privatização começou, a empresa tinha 14.500 trabalhadores, depois de três PDVs (Planos de Demissão Voluntária), o quadro diminuiu em 47%. 

“A Sabesp promoveu três PDVs, porque a gente tinha os 18 meses da estabilidade da lei que autorizou a privatização. Estamos fazendo uma ação bem grande com o Ministério Público do Trabalho referente a essa questão dos assédios que a empresa vem praticando, inclusive em relação aos PDVs. Nós temos questionamentos de muitos trabalhadores que foram assediados para aderir, com ameaças, avisos ‘ou você entra no PDV ou, não vai ficar’ “, contou. 

Vazamento-de-gas-provocado-durante-obra-da-Sabesp-no-Centro-de-SP-expoe-riscos-a-populacao-governo-sp-tvt-news
Sabesp responde ação no Ministério Público do Trabalho por pressão em Plano de Demissão Voluntária./ Foto: Governo de SP

As irregularidades que foram levadas ao MPT incluem demissões em período de estabilidade, prevista na Lei da privatização, e ameaça de redução salarial ilegal. As denúncias estão sob investigação. 

Faggian vê a demissão dos trabalhadores como um mecanismo de se livrar desses trabalhadores concursados. “A empresa tem uma questão ideológica contra os trabalhadores concursados. A gente perde essa mão de obra, qualidade, conhecimento, E, isso, reflete tanto na qualidade do serviço prestado para a população e, na outra ponta, na morte de trabalhadores, colocando inclusive a própria população em risco”, avaliou. 

Lucro   

Para Pollachi, que trabalhou 31 anos na empresa, além das demissões que causam o desmonte da cultura interna da empresa, a busca por lucros é um dos principais motivos pelos acidentes e precarização dos serviços.  

“A Sabesp, antes da privatização, tinha uma média de lucro anual, de 3,3 bilhões de reais. Mesmo tendo passado durante a crise hídrica de 2014 e 2015, uma certa crise financeira, que levou a uma queda desse lucro nesses 2 anos, depois a empresa retomou a sua capacidade. Hoje a perspectiva que existe para o fechamento de 2016, é de um lucro da ordem de 8,5 milhões neste ano”, disse. 

De acordo com levantamento do Ondas, o percentual do lucro líquido sobre a receita da venda de água e esgoto dobrou com a privatização. A cada R$ 10 das tarifas de água e esgoto R$ 3,71 viram lucro dos acionistas.   

Segundo Pollachi isso mostra que a privatização veio para satisfazer os investidores. “Com isso são cortados recursos absolutamente imprescindíveis para manutenção de equipamentos, de instalações. São deixados em segundo plano, a execução dos serviços mais comuns, por exemplo, o conserto de vazamento. Antes tinha uma meta, que era rigidamente cumprida pela empresa de conserto em até 24 horas. Hoje não é mais assim.” 

Fiscalização 

Artigo do Ondas para o site Outras Palavras mostra que, na Arsesp (Agência Reguladora Estadual), a média mensal de reclamações contra a Sabesp na Grande São Paulo cresceu 70% na comparação dos primeiros trimestres de 2025 e 2026. Além disso, a Sabesp lidera o ranking de reclamações do Procon-SP, em 2025, com 6.879 registros e quase 70% das queixas não atendidas. 

De acordo com Pollachi, após a privatização, não existe mais a fiscalização de serviços, um acompanhamento feito por engenheiros ou encarregados.

“Só para te dar uma ideia, um funcionário para fazer tratamento de água numa estação de grandes potências, por exemplo, Alto da Boa Vista, o Guaraú, apesar de ser um técnico químico ou um químico, ele passava por um treinamento de meses. Isso não existe mais, a empresa perdeu isso e não consegue mais reter, talentos […] as pessoas que eu dialogo, estão lá na Sabesp submetidas a uma pressão fortíssima de gerar lucro, tem inúmeros casos de burnout da Sabesp”.  

Outro queixa é a de que os prestadores de serviço que eram pagos 30 dias após a certificação da obra tem sido pagos só depois de 120 dias. “Isso está fazendo muitas empresas pararem porque não tem fôlego financeiro. Pode perceber, muita gente na rua diz ‘a Sabesp começou a fazer uma obra, abriu o buraco, não acaba. Fica lá abandonado. Ninguém está trabalhando’. Por quê? Porque a empresa não recebeu”, contou o coordenador do Ondas.  

Redução na pressão  

Edson Aparecido, assessor de saneamento da FNU (Federação Nacional dos Urbanitários), critica a medida de redução da pressão adotada pela Sabesp. Segundo ele, isso leva principalmente as pessoas que moram na periferia a ficarem sem água.  

“Em muitas habitações, em favelas, ocupações, as casas não têm nem estrutura para suportar caixas d’água. Então essas pessoas acabam ficando horas, dias, sem água e tendo que armazenar a água pela manhã, que é quando a água começa a voltar”. 

Apesar do acesso a água ser menor, Aparecido afirma que o valor da água tem aumentado em várias regiões e que uma das explicações seria as trocas de hidrômetros feitas pela Sabesp. Os novos modelos “podem medir a água que você consome e, também, promover corte sem necessariamente ter que ir na residência […] essa inconstância do abastecimento de água, você acaba tendo o que a gente chama de pressão nos hidrômetros. Quando a água volta, ou quando as pessoas abrem a torneira, esse processo faz com que o hidrômetro gire sem água e as pessoas estão pagando pelo ar que entra nesses medidores”. 

Bônus nas contas  

abaixo-de-30-cantareira-vai-operar-com-restricao-a-partir-de-outubro-alesp-tvt-news
Em outubro de 2025, o Cantareira entrou em faixa de restrição, a Sabesp precisou reduzir a retirada de água/ Foto: Alesp

Em agosto deste ano, com o Cantareira operando em faixa de alerta e diante de um cenário que era avaliado com risco de crise hídrica, o Ondas, a Fundação SOS Mata Atlântica e o IAS (Instituto de Água e Saneamento) lançaram a campanha “Sabesp, quem economiza merece desconto!”. O manifesto buscava resgatar uma medida que foi adotada em 2014 e 2015, na última crise hídrica, quando a empresa dava descontos de até 30% para quem conseguisse reduzir o consumo de água.  

O secretário de saneamento da FNU critica o caminho que a Sabesp não adotou de implementar a política de bônus para quem reduzisse o valor da conta de água.  

“Quanto mais água ela vende, mais ela arrecada e mais paga de dividendos para os acionistas. [As pessoas] economizando água para ter direito ao bônus, a Sabesp arrecada menos. Arrecadando menos, ela tem menos lucro. Tendo menos lucro, paga menos dividendos para os seus acionistas que agora são na sua maioria acionistas privados”, criticou. 

Obras  

Pollachi alerta que a maioria das obras de esgoto na Grande São Paulo, não são consequência da privatização, mas já integravam a quarta etapa do Projeto Tietê.  

“Guarulhos, a Sabesp começou no final de 2018 […] O foco principal da Sabesp em um primeiro momento foi acabar com a falta de água em Guarulhos, que era uma coisa sistêmica, recorrente. Na sequência, começaram a fazer os projetos de esgotos para ampliar a rede de coleta de esgotos. Em 2023, o Conselho de Administração Estadual aprovou esse pacote de obras de Guarulhos, tanto na expansão de rede e na expansão do tratamento. Então, isso já estava previsto. Aí foi feita a contratação e o que eles estão fazendo hoje é tocar. […] Agora tem estação de tratamento de esgoto em Perus. Essa estação de tratamento já estava em obras, já estava sendo executada dentro do chamado projeto Tietê”.  

Ainda, a Sabesp tem divulgado que desde a privatização, 2,1 milhões de pessoas foram conectadas à rede de abastecimento de água. Ele questiona o número. “Esses números, a meu ver, são fantásticos, superestimados. Se eu considerar 2 milhões de pessoas, e considerar a média de número de pessoas por município do IBGE, que fossem três pessoas por domicílio, teria 700 mil ligações de água. A agência reguladora precisaria demonstrar para a população que foi feito isso”.  

Sabesp

A reportagem entrou em contato com a Sabesp, questionando se a empresa tem acompanhado os desdobramentos das seis mortes, se deseja se posicionar em relação às denúncias de assédio moral que correm no Ministério Público do Trabalho, se tem um levamento de problemas de entrada de ar em novos hidrômetros que causaram aumento na conta, se uma política de bônus para quem economiza água está em avaliação e onde foram feitas as novas ligações de água. Até o fechamento, a reportagem não obteve resposta. 

O desafio de ser lembrado na reta final das eleições

Por Michel Lenz *

A duas semanas do primeiro turno das eleições 2026, os feeds estão lotados. Cortes de debate, reels de agenda, cards para grupos de WhatsApp, respostas a adversários publicadas em minutos.

No blog, Christian Jauch já mostrou como a inteligência artificial tornou a produção muito mais fácil sem tornar a comunicação mais simples, em seu artigo: IA nas eleições: Produzir ficou muito mais fácil, comunicar continua difícil. Quero olhar para o outro lado dessa questão: o que acontece com a mensagem quando uma campanha consegue produzir quase qualquer coisa.

Se você perguntar a um eleitor comum o que determinado candidato defende, é bem provável que ele não saiba responder. Ou que cada pessoa dê uma resposta diferente. Acompanhando a reta final, alguns padrões começam a explicar por quê.

Padrão 1: quem fala de tudo não é lembrado por nada

Um cenário comum nesta reta final: na segunda-feira a campanha fala de saúde, na terça de segurança, na quarta responde ao adversário, na quinta entra numa tendência do momento, na sexta anuncia uma proposta para a juventude. Cada peça, isolada, faz sentido. O conjunto não forma uma imagem.

O eleitor não acompanha a campanha em sequência. Ele recebe fragmentos soltos, entre um vídeo de receita e uma mensagem da família. Se os fragmentos apontam para direções diferentes, eles não se somam.

No artigo “O Imposto do Muro” , defendi que o candidato que evita se posicionar paga um preço eleitoral. O que aparece agora é uma variação desse problema: a posição existe, mas se perde no meio de tanta coisa. O resultado prático para o eleitor é o mesmo. Ele não sabe o que aquele candidato representa.

Padrão 2: as campanhas que crescem repetem, mas não se repetem

Do outro lado, as campanhas que parecem ganhar tração não são necessariamente as que publicam menos. São as que publicam muitas versões da mesma mensagem.

O mesmo eixo aparece em um depoimento, em um número, na história de uma moradora, em um trecho de debate, em um card simples para o grupo da família. O formato muda, o público muda, o gancho muda. A ideia central não muda.

Uma ideia só vira lembrança quando o eleitor a encontra várias vezes, em lugares diferentes, dita de jeitos diferentes. Variar não é o problema. O problema é variar a mensagem em vez de variar a forma.

Padrão 3: formato copiado não carrega mensagem própria

No artigo “A Armadilha da Imitação”, tratei do político que copia tendências e acaba igual a todos os outros. Na reta final, esse risco aumenta, porque a pressão por alcance cresce e a tentação de entrar em qualquer tendência que esteja rendendo visualizações também.

O problema é que alcance sem mensagem é visualização que não vira lembrança. O vídeo pode ter viralizado, mas se o eleitor não sabe dizer do que ele tratava, a campanha pagou em atenção e não recebeu nada em troca.

Padrão 4: a tela diz uma coisa, a rua diz outra

Um ponto que costuma escapar de quem analisa campanha só pelas redes: para o eleitor menos engajado, o horário eleitoral e a conversa com o cabo eleitoral continuam sendo pontos de contato decisivos nas últimas semanas.

Quando as redes falam de um tema, o programa de TV fala de outro e o material de rua fala de um terceiro, a campanha parece duas ou três campanhas diferentes. A consistência entre canais não é detalhe de identidade visual. É o que permite que a mensagem chegue inteira a quem não acompanha política.

Como perceber, ainda em tempo, se a mensagem está chegando

Nem toda campanha tem orçamento para pesquisa qualitativa. Mas existem sinais de baixo custo que qualquer equipe pode observar ainda esta semana:

Recordação fora da bolha. Pergunte a dez pessoas que não acompanham política o que o candidato defende. Se as respostas convergem, a mensagem pegou. Se cada uma diz algo diferente, ela está dispersa.

Comentários que repetem a mensagem. Quando o eleitor usa as palavras da campanha para comentar ou defender o candidato, é sinal de que a ideia foi absorvida.

Encaminhamento, não só curtida. Curtidas dizem pouco sobre o quanto uma mensagem saiu da bolha original. Quando um conteúdo começa a circular espontaneamente em grupos e conversas, existe pelo menos um sinal de que ele produziu interesse suficiente para ser levado adiante. Mais importante que contar compartilhamentos é observar o que as pessoas estão compartilhando e como estão explicando aquela mensagem.

Toda peça precisa caber em um eixo. Se a campanha tem dois ou três eixos definidos, cada conteúdo deve se encaixar em um deles. O que não cabe não deveria sair, por mais que pareça bom.

O que ainda dá para fazer na reta final das eleições

Nas duas semanas que restam até as eleições, poucas campanhas vão mudar de eixo, e nem deveriam. Mudar agora costuma gerar mais confusão do que ganho. Mas ainda dá para cortar. Cada peça que não reforça a mensagem central compete com ela pela atenção do eleitor.

A reta final não é o momento de inventar uma nova campanha. É o momento de retirar ruído, identificar o que realmente precisa ser lembrado e fazer com que redes sociais, rua, debates, entrevistas, WhatsApp e horário eleitoral contem, cada um à sua maneira, a mesma história.

Quando produzir conteúdo deixou de ser o gargalo, escolher o que não publicar passou a fazer parte da estratégia. Nem toda pauta precisa virar post. Nem toda tendência precisa ser aproveitada. Nem todo ataque precisa de resposta. Às vezes, disciplina também significa deixar passar aquilo que pode gerar alcance, mas não ajuda a construir significado.

Porque, no fim, o eleitor não vai lembrar de tudo o que uma campanha publicou. Provavelmente nem de uma pequena parte. O que pode permanecer é uma impressão simples sobre quem é aquele candidato, o que ele representa e o que pretende fazer.

Campanha disciplinada não é a que publica menos. É a que, ao fim de cada semana, pode ser resumida em uma frase por um eleitor que nunca a seguiu.

Michel Lenz

Apaixonado por estratégia, inovação, ideias e projetos, pelos tatames e a filosofia do jiu-jitsu, sua vida é a família (Papai de Alice). Estrategista de Marketing e Comunicação, Secretário de Gestão Estratégica e Inovação em Três de Maio-RS, Fundador e Ex-CEO da IntMark – Inteligência de Marketing, Cofundador da Alcateia Política, Sócio/CMO da #Ninjas! Contabilidade, Professor de Jiu-Jitsu na Union Team.

Possui MBA em Marketing Político e Comunicação Governamental, MBA em Gestão de Marketing e Comunicação, Bacharel em Sistemas de Informação. Atua com marketing político desde 2016 com campanhas eleitorais e mandato, como estrategista de campanha, estrategista de marketing e comunicação e coordenador de equipe, além de realizar diagnósticos de presença digital. Acesse: michellenz.com.br


Os artigos publicados são de responsabilidade da autora ou do autor e não expressam, necessariamente, a opinião ou a linha editorial da TVT News

Sucesso no YouTube, programa 3P chega à TVT dia 24 

A partir desta semana, a TVT passa a exibir o programa 3P – Papo de Preta Progressista, com a jornalista Roberta Garcia em dois dias: às segundas e quintas, sempre a partir das 21h.  

O programa, já consolidado no YouTube (canal @pretaprogressista) com mais de 70 episódios gravados em três temporadas, agora chega à TV como um espaço de conversa sobre temas diversos a de vivências reais.  

Política, economia, educação, cultura, segurança pública, direitos, comportamento e ciência fazem parte da pauta do 3P. A diversidade de assuntos também está presente no perfil dos convidados e convidadas, que compartilham seus conhecimentos a partir de suas próprias vivências. 

“Minha intenção sempre foi partir de um lugar específico sem transformar o programa em um espaço fechado. O 3P olha para o Brasil a partir de diferentes vozes e quer conversar com pessoas de diferentes gerações, territórios e trajetórias”, explica Roberta Garcia. 

Entre os nomes que já passaram pelo programa estão Anielle Franco, Jurema Werneck e Renato Nogueira, além de pesquisadores, artistas, jornalistas, juristas, economistas, profissionais da educação, políticos e representantes de diferentes setores da sociedade. 

A nova etapa do 3P na TVT se soma à exibição pela Cultne TV e pela TV Kirimurê, além da distribuição nas plataformas digitais. Os conteúdos também podem ser acompanhados pelos canais @pretaprogressista, @iclnoticias e @avoztrabalhadora no YouTube. 

3p-papo-de-preta-progressista-tvt-news-tvtnews-tv

“Este é um excelente exemplo de conteúdos que queremos na TVT: plural, diverso e profundamente comprometido com a realidade do nosso país, dando espaço a múltiplos olhares, saberes e trajetórias para construir um debate verdadeiramente democrático e enriquecedor para o público”, diz o presidente da TVT, Maurício Junior. 

Sobre a apresentadora do 3P, Roberta Garcia 

Roberta Garcia é jornalista, apresentadora e articuladora política, com mais de 25 anos de carreira. Sua trajetória reúne passagens por importantes veículos da imprensa brasileira, entre televisão, jornalismo digital e produção.  

Foi apresentadora e repórter da TV Globo por 8 anos, tem passagens pela ESPN, TV Cultura, UOL, além de atuar como produtora executiva. Desde 2023, integra o time de apresentadores do ICL. Roberta atua, também, como articuladora política no Movimento Mulheres Negras Decidem, além de ser criadora e apresentadora do 3P – Papo de Preta Progressista. 

3p-papo-de-preta-progressista-tvt-news-tvtnews-tv
Apresentadora do 3P, Roberta Garcia é jornalista e articuladora política – Foto: Arquivo TVT News

Como sintonizar a TVT 

É possível acessar ao conteúdo da TVT de várias formas: pela TV e internet. 

  • Pela Samsung Plus TV, canal 2047 
  • Na TV, na Grande São Paulo, basta sintonizar com antena digital no Canal 44.1 
  • Na TV por assinatura, canal 512 para o ABC Paulista.  
  • Em todo o Brasil, na TV parabólica digital (banda Ku) canal 555. 
  • A TVT também pode ser sintonizada em parceria com a TV comunitária do estado da Bahia 

Além do sinal em TV aberta digital, a TVT também pode ser vista no YouTube, no Facebook, no TikTok e no Instagram e Kwai. Na Internet, também está no site tvtnews.com.br 

Sobre a TVT 

A TVT é uma emissora educativa outorgada à Fundação Sociedade Comunicação Cultura e Trabalho, entidade cultural sem fins lucrativos, mantida pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e pelo Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região.  

Entre os princípios estão a luta pelos valores democráticos, o combate à desinformação, ao ódio e à intolerância das redes sociais que corroem a democracia. O foco é na valorização do interesse dos trabalhadores e na informação de acontecimentos que afetam a vida das pessoas, no Brasil e no mundo. 

Estreia do programa 3P na TVT 

  • Estreia de 3 P – Papo de Preta Progressista, dia 24, às18h30, no YouTube e às segundas e quintas, 21h, na TV; 

Leia também

TVT lança novo “Conversa Sem Curva”, talk show comandado por Don Ernesto

Está no ar o novo Conversa Sem Curva, talk show da TVT comandado por Don Ernesto. O talk show chega à programação noturna da emissora para discutir os principais fatos do Brasil e do mundo, combinando informação, opinião, bom humor e leveza.  

A proposta é colocar em cena diferentes olhares sobre os assuntos que movimentam o noticiário e o cotidiano. Convidados de diferentes áreas da sociedade participam de conversas sobre temas atuais, trazendo perspectivas diversas para o debate — sem abrir mão da irreverência, da curiosidade e da liberdade que marcam um bom papo.  

Mais do que apresentar respostas prontas, o Conversa Sem Curva quer ampliar o debate e oferecer a cada espectadora e espectador mais elementos para compreender a realidade e formar a própria opinião.  

Assista ao primeiro episódio do novo Conversa sem Curva

Horário do novo Conversa sem Curva  

O Conversa Sem Curva vai ao ar às segundas, quartas e sextas-feiras, às 22 horas, na programação da TVT.  

Mas quem quiser acompanhar a conversa antes da exibição na televisão poderá assistir ao vivo, pelo YouTube da TVT, à gravação do programa, geralmente às 14 horas, nos mesmos dias.  

Assim, o público pode acompanhar a produção do programa em tempo real e, mais tarde, conferir a edição na programação da TVT, às 22h:  

  • Canal 44.1 — Grande São Paulo 
  • Canal 555 — parabólica, em todo o Brasil 
  • Pela Samsung Plus TV, canal 2047 

Também disponível em canais parceiros 

Don Ernesto comanda o talk show Conversa Sem Curva 

O apresentador, cantor e compositor Don Ernesto vai ser o condutor das entrevistas, gravadas nos estúdios da TVT na Av. Paulista. Ernesto já apresentava o Conversa Sem Curva que era exibido uma vez por semana. Agora, em novo formato, o programa vai compor a faixa nobre de entrevistas da TV dos Trabalhadores.  

“A TVT sempre foi um espaço de quem tem compromisso com a verdade, a democracia e a classe trabalhadora. O novo Conversa Sem Curva chega para somar a essa história com aquilo de que a gente mais precisa hoje: diálogo franco, coragem política e debate sem meias palavras”, conta Don Ernesto. 

tvt-lanca-jornal-tvt-news-segunda-edicao-no-dia-16-de-abril-don-ernesto-apresenta-o-novo-telejornal-focado-em-servicos-no-horario-das-16h-as-18h-foto-vitoria-machado-tvt-news-tvt-news-conversa-sem-curva-talk-show
Don Ernesto apresenta o novo talk show da TVT: Conversa sem Curva – Foto: Vitória Machado/TVT News

O apresentador também está animado com a possibilidade da audiência acompanhar a gravação do programa pelo YouTube.  “É a força da TVT em rede, conectando quem pensa, quem cria e quem luta pelo país real. Sem perder a ternura, jamais. Com informação, mas também com muito humor e a liberdade de uma boa conversa — sem curva”, diz o apresentador. 

Como sintonizar a TVT 

É possível acessar ao conteúdo da TVT de várias formas: pela TV e internet. 

  • Pela Samsung Plus TV, canal 2047 
  • Na TV, na Grande São Paulo, basta sintonizar com antena digital no Canal 44.1 
  • Na TV por assinatura, canal 512 para o ABC Paulista.  
  • Em todo o Brasil, na TV parabólica digital (banda Ku) canal 555. 
  • A TVT também pode ser sintonizada em parceria com a TV comunitária do estado da Bahia 

Além do sinal em TV aberta digital, a TVT também pode ser vista no YouTube, no Facebook, no TikTok e no Instagram e Kwai. Na Internet, também está no site tvtnews.com.br 

Sobre a TVT 

A TVT é uma emissora educativa outorgada à Fundação Sociedade Comunicação Cultura e Trabalho, entidade cultural sem fins lucrativos, mantida pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e pelo Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região.  

Entre os princípios estão a luta pelos valores democráticos, o combate à desinformação, ao ódio e à intolerância das redes sociais que corroem a democracia. O foco é na valorização do interesse dos trabalhadores e na informação de acontecimentos que afetam a vida das pessoas, no Brasil e no mundo. 

Novo Conversa Sem Curva às 22h 

  • Conversa Sem Curva, às segundas, quartas e sextas, às 22h 

Fabio Pannunzio traz seu Bandejão para a TVT 

A TVT estreia o programa Bandejão, novo jornal da hora do almoço, dedicado a cobrir as principais notícias do Brasil e do mundo. Apresentado por Fabio Pannunzio e Maly Messi, será exibido às 12h30 pela TVT, em parceira com a TV Democracia e o ICL (Instituto Conhecimento Liberta). Além deles, Lula Costa Pinto participa, direto de Brasília, com a cobertura política nacional. 

Na TVT, o programa será exibido em TV aberta (canal 44.1), na Samsung Plus (canal 2047), na parabólica digital (canal 555) e no YouTube (@redetvt). 

“Nosso conteúdo será voltado para o campo progressista, preservando, rigorosamente, a independência jornalística, a pluralidade, o compromisso democrático e uma postura crítica e vigilante diante de governos, partidos, instituições, empresas e de quaisquer centros de poder”, explica Pannunzio. 

Com uma hora de duração, Bandejão terá ampla cobertura de política e economia como eixos prioritários, mas também vai analisar notícias de ciência e tecnologia, saúde, esportes, comportamento, cultura e cidadania. 

“Na TVT, gostamos de somar vozes que ampliam e se dedicam a defender a democracia, a cidadania e a cultura brasileira. Para nós, faz todo o sentido uma parceria que vai enriquecer ainda mais nossa grade de programação”, diz o presidente da TVT, Maurício Junior. 

Com essa estreia, o jornalismo da TVT ganha mais tempo no ar. “Começamos o dia com os programas do ICL. Já às 10h30 entra no ar o nosso Jornal TVT News Primeira Edição e, na sequência, seguimos com o Bandejão. Depois às 17h, é a vez do Jornal TVT News Segunda Edição”, diz o diretor de Conteúdo da TVT Ricardo Negrão. 

Quem é quem no Bandejão 

Fábio Pannunzio 

Jornalista e escritor, formado em Comunicação Social/Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, iniciou a carreira em 1981, na Rádio Jovem Pan. Ao longo de mais de quatro décadas de atividade profissional, trabalhou em algumas das principais redes de televisão do país, com longas passagens pela Globo e pela Bandeirantes, onde atuou como repórter, correspondente, comentarista e apresentador. 

Destacou-se especialmente no jornalismo investigativo. Entre suas reportagens estão a descoberta da rota de fuga de PC Farias no Cone Sul e a localização de Jorgina de Freitas, na Costa Rica. Foi também o primeiro repórter da televisão brasileira admitido em acampamentos das FARC na selva colombiana, experiência que deu origem ao livro A Última Trincheira

bandejao-tvt-news-tvtnews-estreia-21-setembro-programa-bandejao
Programa Bandejão, de segunda à sexta, das 12h30 às 13h30 – Foto: TVT News

Na televisão, apresentou, entre outros programas, o Jornal da Noite, participou da apresentação do Jornal da Band e comandou o Canal Livre. É vencedor de importantes prêmios jornalísticos, incluindo edições do Prêmio Esso de Telejornalismo

Fábio Pannunzio  também criou a TV Democracia em 2019.  

Maly Messi 

Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista – Unesp, Maly Messi iniciou sua carreira em 1988, na televisão, como estagiária da TV TEM, afiliada da Globo em Bauru.  

Ao longo da carreira, trabalhou como editora em algumas das principais emissoras brasileiras, entre elas TV Globo, TV Bandeirantes e TV Cultura. Na Cultura, foi editora do telejornal 60 Minutos. Posteriormente, atuou como editora-executiva da Terra TV.  

Maly Messi soma mais de 30 anos de experiência em comunicação, combinando experiência em televisão, produção editorial e comunicação digital.  

No Bandejão, formará com Fábio Pannunzio a dupla principal de apresentação nos estúdios da TVT, em São Paulo. 

Lula Costa Pinto 

Jornalista com longa trajetória na imprensa brasileira e especial dedicação à cobertura política, Lula Costa Pinto será uma das referências do Bandejão em Brasília. 

Sua experiência profissional inclui jornalismo político e cobertura dos poderes da República. Registros históricos também documentam sua atuação no Jornal do Commercio, inclusive como editor ligado à cobertura de Ciência e Tecnologia. 

Como sintonizar a TVT 

É possível acessar ao conteúdo da TVT de várias formas: pela TV e internet. 

  • Pela Samsung Plus TV, canal 2047 
  • Na TV, na Grande São Paulo, basta sintonizar com antena digital no Canal 44.1 
  • Na TV por assinatura, canal 512 para o ABC Paulista.  
  • Em todo o Brasil, na TV parabólica digital (banda Ku) canal 555. 
  • A TVT também pode ser sintonizada em parceria com a TV comunitária do estado da Bahia 

Além do sinal em TV aberta digital, a TVT também pode ser vista no YouTube, no Facebook, no TikTok e no Instagram e Kwai. Na Internet, também está no site tvtnews.com.br 

Sobre a TVT 

A TVT é uma emissora educativa outorgada à Fundação Sociedade Comunicação Cultura e Trabalho, entidade cultural sem fins lucrativos, mantida pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e pelo Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região.  

Entre os princípios estão a luta pelos valores democráticos, o combate à desinformação, ao ódio e à intolerância das redes sociais que corroem a democracia. O foco é na valorização do interesse dos trabalhadores e na informação de acontecimentos que afetam a vida das pessoas, no Brasil e no mundo. 

Estreia do Bandejão na TVT 

  • Estreia do Programa Bandejão, com Fábio Pannunzio, Maly Messi e Lula Costa Pinto – dia 21, às 12h30 

Leia também