Agora
Da Redação
Ataques à Nossa Senhora fazem parte de projeto de poder
Às vésperas das eleições presidenciais, as informações sobre um projeto de lei que retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil ainda ganha repercussão. A entrada de setores do neopentecostalismo na política não se resume à guerra cultural com outras religiões, mas, também a um projeto de poder. Saiba mais em TVT News.
Entenda como começou polêmica
A jornalista Maria Cristina, da Globo News, fez um comentário no programa “Em Pauta” afirmando ter um movimento na Igreja Católica à reação de uma parcela de evangélicos que estava mobilizando um projeto de lei para tirar Nossa Senhora de Aparecida da condição de padroeira do Brasil.
No comentário, ela avaliou que isso poderia surtir efeito entre os católicos a favor do Lula. A fala viralizou e a GloboNews fez um comunicado para dizer que a proposta foi apresentada em 2007, mas arquivada pela Câmara dos Deputados em 2008 e, se desculpando pelo erro.
No entanto, rapidamente, levantou-se que o pastor que era autor desse projeto de lei arquivado era Victório Galli, ligado à Assembleia de Deus e aliado de Bolsonaro, fazendo inclusive, parte da equipe de campanha eleitoral. Além disso, o bispo JB Carvalho, responsável por batizar Flávio Bolsonaro, defendeu em seu livro “A Bomba: A verdade pode ser explosiva”, que Nossa Senhora deixasse de ser padroeira do Brasil.

A origem dos ataques à Nossa Senhora
O teólogo Bruno Reikdal é evangélico e coordenador da pós-graduação em Teoria Crítica da Sociedade ICL-Bicocca. Para ele, quando Flávio Bolsonaro faz a afirmação de que “O Brasil é para o senhor Jesus” ele está acenando para o grupo que compõe a maioria dos eleitores mobilizados do bolsonarismo que são os evangélicos.
“O apelo à direita, e especialmente da extrema direita, aos evangélicos foi um modo encontrado e construído nos últimos 15 anos para poder furar uma bolha que era de voto majoritário à esquerda, porque a base evangélica, majoritariamente as pessoas que são fiéis evangélicas, não as lideranças, são mulheres negras das periferias, com menor escolaridade, menor renda”.

Reikdal explica que, a partir dos anos 1980, as igrejas pentecostais, dentro do contexto da redemocratização, começaram a buscar acessos às estruturas de poder ou de algum privilégio dentro do estado. Várias pequenas igrejas, de várias denominações, especialmente das Assembleias de Deus, estavam crescendo no país. Com o processo de modernização forçado, na segunda metade do século XX, e com a chegada de pessoas nas cidades sem apoio e sem rede, as igrejas se tornaram uma espécie de suporte para os mais pobres nas periferias.
“Esse grupo cresce muito alinhado ao projeto de expansão com o regime militar, com a ditadura, porque era o modo de conseguir algum acesso nesse projeto, conseguir terreno, conseguir facilidade para aprovação de uma construção e coisas do tipo”, argumenta Reikdal.
“Quando vem o anúncio da redemocratização, as estratégias dessas lideranças precisam alterar, então, eles percebem que não dá para você fazer um alinhamento automático com o estado, porque você vai ter, potencialmente, alternância de poder. Então, o modo mais inteligente e interessante é participar desse jogo democrático”, expica o teólogo.
O anti-catolicismo nasce para convencer os fiéis a votar em representantes que lutassem ou defendessem o os interesses da instituição por meio dessa defesa da liberdade religiosa.
Ainda nos anos 1980, o jornal Mensageiro da Paz, das Assembleias de Deus, traz o artigo “Liberdade religiosa ameaçada no Brasil” do pastor Gustavo Kessler, que fala exatamente sobre a questão de ter um projeto de lei aprovado que oficializava o dia 12 de outubro, como dia de Nossa Senhora Aparecida.
“Para Kessler isso era um atentado à liberdade religiosa e um risco para os cristãos. […] isso se torna um grande mote para campanhas políticas durante os 20 anos seguidos, praticamente”, conta o teólogo.

No início dos anos 1990, na primeira Marcha para Jesus, a fala da marcha é “o Brasil é do Senhor Jesus”.
“Então, já é uma explosão, uma um ápice desse movimento que, progressivamente, deixa de ser uma defesa do estado laico, de medo de perseguição e passa a ser uma proposta de agenda. Quando o Flávio Bolsonaro faz esse aceno de reforçar esse jargão de que o Brasil será de Jesus, ele está retomando toda essa história”.
É possível rebaixar Nossa Senhora Aparecida?
O bispo diocesano de Mogi das Cruzes, Dom Pedro Luiz Stringhini, explica que o título religioso nenhum governo ou Congresso pode retirar, que a condição de padroeira vem de 1931 e foi dada pelo Papa Pio XI. “É um título dado pelo papa da época, numa época em que a população católica era mais de 90% […] esse título que foi dado pela igreja em 1931, foi reconhecido civilmente, em 1980, quando o Papa João Paulo II visitou a Basílica e fez a dedicação da Basílica à Nossa Senhora”, explica o bispo.
Na época em que a padroeira foi reconhecida por João Paulo II, o Brasil vivia uma ditadura militar e o presidente era João Batista Figueiredo. “A igreja não vai retirar, então ela continua sendo [padroeira] e os católicos continuam venerando. Embora, haja sim, pastores, este que fez o projeto de lei e outros que querem, de fato, retirar, eu penso que o governo ou o Congresso nunca vão entrar nisso porque está na alma do povo brasileiro, vai além dos católicos”, opinou o bispo.
Na internet, com a veiculação da polêmica, além dos católicos, evangélicos progressistas, religiosos de matriz africana e ateus defenderam Nossa Senhora como padroeira do Brasil. “Há tantos que não são católicos, que não tem religião nenhuma e que, no entanto, apreciam a figura de Nossa Senhora Aparecida, esse título, tudo o que ele contém de religioso, folclórico, cultural, histórico”.
Qual a origem da devoção à Nossa Senhora Aparecida
Em 1717, três pescadores teriam encontrado no rio Paraíba do Sul uma imagem de Nossa Senhora da Conceição sem cabeça e de madeira escurecida. Em seguida, a cabeça da imagem foi também encontrada. Os pescadores passaram a pescar em abundância e a imagem atraiu novos devotos.

Para a Igreja Católica,, Nossa Senhora Aparecida é a mãe de Jesus Cristo. “O Brasil metade da população é composta por negros e toda a história sofrida que tem os negros e que vieram da África como escravos e toda a história desta imagem que depois libertou um escravo das correntes. Tudo tem uma significação ou um significado além do religioso, histórico, cultural, popular para o povo”, explicou o bispo.
Ainda, segundo Stringhini a frase “O Brasil é para o senhor Jesus” é uma frase ideológica e não religiosa. “Vem dos Estados Unidos, de correntes ideológicas protestantes […] um conteúdo, inclusive, discriminatório, que os evangélicos é que comandam. Insisto, não são todos os evangélicos que pensam assim, mas há os que pensam desse jeito”.
O que diz a CNBB
A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos) divulgou uma nota, em que, nega ter participado de qualquer divulgação de informações falsas, também informou que as manifestações sobre as eleições “decorrem de sua missão pastoral e de princípios públicos expressos em seus documentos, orientados pela dignidade humana, pelo bem comum, pela democracia e pela liberdade de consciência”.
Impacto nas urnas
A 16ª rodada da pesquisa BTG Pactual/Nexus mostra que entre o eleitorado evangélico, Flávio atinge 57% da preferência ante 35% de Lula. Já a Quaest, divulgada nesta segunda-feira (28), mostra que Lula avançou entre os católicos passando no primeiro turno de 43% para 48%. Flávio Bolsonaro caiu de 29% para 27%. Já no segundo turno, Lula passou de 46% para 50%.
Lula também cresceu entre os evangélicos no primeiro turno, passando de 28% para 30%, Flávio caiu de 58% para 54%, na pesquisa Quaeset.
Flávio Bolsonaro prometeu “Brasil para Jesus” ao lado de Victório Galli
Reportagem de Bruno Stankevicius Bassi, do site “De olho nos Ruralistas” *
“Vou consagrar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”, disse Flávio Bolsonaro durante abertura da feira agropecuária Norte Show, em Sinop (MT). O candidato do PL estava acompanhado do autor do projeto que tentou tirar de Nossa Senhora o status de Padroeira do Brasil.
O evento ocorreu em 22 de abril, quatro meses antes do candidato do PL declarar em vídeo que emitiria um decreto sobre Jesus.
— Essa é uma eleição que nós vamos resgatar almas. Nós vamos honrar o nome de Deus aqui nesse país. E eu peço todo dia sabedoria para Deus, coragem, tudo que eu já falei aqui. Porque eu tenho um sonho de lá na hora de fazer o discurso de posse, eu vou fazer uma oração para consagrar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo.
A frase acima foi dita por Flávio Bolsonaro em 22 de abril de 2026, durante a abertura da feira agropecuária Norte Show, em Sinop (MT). Foi a primeira vez que o candidato do PL à presidência utilizou a frase em um discurso público. Quatro meses depois, em agosto, ele publicaria um vídeo dobrando a aposta. Além da oração, ele prometeu emitir um decreto presidencial: “Quando eu for presidente, um dos meus primeiros atos será decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”.

O vídeo ganhou repercussão nas redes sociais após a censura promovida pela Rede Globo contra a jornalista Maria Cristina Fernandes. Na última quinta (24/09), ela informou, em participação no canal GloboNews, que bispos católicos estão preocupados com o posicionamento de figuras do entorno de Flávio Bolsonaro. E que havia mobilização para aprovar um projeto de lei para a retirada de Nossa Senhora Aparecida do status de Padroeira do Brasil .
Horas depois, em nota, a GloboNews desmentiu Maria Cristina e pediu desculpas aos telespectadores. A emissora citou especificamente o Projeto de Lei nº 2.623/2007, de autoria do ex-deputado Victório Galli (PP-MT), arquivado em 2008. Não mencionado diretamente pela jornalista. Confira a nota da emissora:
— Na edição de ontem do Em Pauta, a jornalista Maria Cristina Fernandes comentou a disputa envolvendo religião e política e mencionou uma suposta mobilização de evangélicos para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A formulação levou o público a entender que existia uma articulação legislativa recente para alterar esse título e que ela estaria associada ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. Não há projeto atual de Flávio Bolsonaro com esse objetivo. Essa proposta foi apresentada em dezembro de 2007, mas arquivada pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados em agosto de 2008. Nós pedimos desculpas pelo erro.
A jornalista também não tinha falado em “projeto atual de Flávio Bolsonaro”. A reação à fala e ao desmentido foi imediata: Maria Cristina se tornou alvo de uma campanha de intimidação e sua informação de bastidores começou a ser desqualificada com o uso da palavra “boato”.
De Olho nos Ruralistas demonstrou ontem, durante live em seu canal no YouTube, a partir de inúmeros fatos, que a mobilização existe e que não houve “boato”. O jornalista Gilberto Nascimento, especializado em temas religiosos, confirmou também a preocupação de bispos católicos a respeito. Uma das informações mais contundentes na transmissão foi a da relação entre Flávio Bolsonaro e Victorio Galli.
Golpismo e agronegócio: o que a imprensa não contou sobre Victório Galli
O pastor evangélico Victório Galli não apenas integra o círculo próximo de Flávio, como ciceroneou o candidato durante a Norte Show, em abril de 2026. Os registros são públicos e foram postados pela página oficial do político mato-grossense. “Foi uma alegria estar na @norteshow, em Sinop, ao lado do meu amigo e senador @flaviobolsonaro”, diz a legenda.
O episódio não passou completamente despercebido pela imprensa. Isso porque, durante o evento, Flávio prometeu congelar a demarcação de terras indígenas. O que ficou oculto foi justamente a promessa de consagração do país a Jesus. A mesma que sua assessoria agora nega, tratando como ato “simbólico“.
A fala de Flávio na Norte Show foi revelada com exclusividade por este observatório durante a live “Em Nome de Jesus?“, transmitida ontem (30/09). Além da equipe do observatório, o debate contou com Gilberto Nascimento, especializado em política, religião e direitos humanos e autor do livro “O reino · A história de Edir Macedo e uma radiografia da Igreja Universal” (Companhia das Letras, 2019).
Até o dia 24 de setembro, quando teve início a polêmica em torno de Nossa Senhora Aparecida, Victório Galli era uma figura relativamente desconhecida da política mato-grossense. Próximo do clã Bolsonaro, ele não conseguiu se eleger nos últimos dois pleitos, perdendo a primeira suplência para o Senado, em 2018, e a tentativa de voltar para a Câmara, em 2022.

Em fevereiro de 2019, logo após a primeira derrota, ele foi designado por Jair Bolsonaro como assessor especial da Presidência da República. A nomeação era uma retribuição pela articulação de Galli junto à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) — a face institucional da bancada ruralista no Congresso — para que apoiasse o ex-capitão no 2º turno contra Fernando Haddad (PT).
Durante sua primeira passagem pela Câmara, de 2007 a 2018, o mato-grossense se tornou uma das vozes mais atuantes da FPA, sendo considerado pela frente o “deputado que mais votou ao lado da Agricultura brasileira” em sua última legislatura. Este observatório não localizou propriedades rurais em seu nome.
O pastor da Assembleia de Deus se manteve fiel ao amigo Jair. Em abril de 2022, durante a campanha de reeleição, ajudou a organizar a ida do ex-presidente a primeira edição da Marcha pra Jesus de Várzea Grande, município da região metropolitana de Cuiabá.
Pastor e político, Victório Galli compartilhou notícias falsas sobre golpe contra Lula
Após a derrota de Bolsonaro para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Galli embarcou de cabeça no golpismo. Em sua conta no Facebook, compartilhou dezenas de notícias falsas sobre movimentações das Forças Armadas para impedir a posse de Lula. “Fechado com Bolsonaro para o que der e vier”, escreveu em uma postagem compartilhada sobre um suposto “aval” de militares ao candidato derrotado.
Segundo a Folha de S. Paulo, seu filho, Elias Galli, atuou diretamente junto ao Movimento Brasil Verde e Amarelo (MBVA), grupo antidemocrático fundado por Antônio Galvan, então presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja). De acordo com a reportagem, Elias foi responsável por negociar a contratação de outdoors em Brasília, convocando a população para os atos de 7 de setembro de 2022.
O Movimento Brasil Verde e Amarelo foi apontado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) como um dos articuladores dos atos terroristas de 8 de janeiro de 2023, conforme destacado por este observatório no dossiê “Agrogolpistas“. O dossiê divulgado em junho de 2025 identificou identifica 142 empresários do agronegócio envolvidos em tentativa de golpe — 74 delees em Mato Grosso.
As incursões do filho não são a única ligação de Victório Galli com as manifestações golpistas de 8 de janeiro. O maior financiador de sua campanha em 2022, o empresário Odilio Balbinotti Filho, foi identificado pelo portal MidiaJur entre os fazendeiros mato-grossenses presentes no 8 de janeiro. Balbinotti negou. Nas redes sociais, é possível encontrar uma foto sua na passeata de 7 de setembro — aquela organizada pelo MBVA. Ao todo, ele doou R$ 100 mil para Galli nas últimas eleições.
Hoje, Balbinotti é candidato a 1º suplente na chapa do PL ao Senado, encabeçada pelo bolsonarista José Medeiros. Ele acumula essa função com a de coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso.
Shows públicos e eleições
Uma das justificativas dadas por Victório Galli para a apresentação do Projeto de Lei (PL) nº 2.623/2007, que muda o status de Padroeira do Brasil para “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”, foi a necessidade de proteger a laicidade do Estado. “A alteração tira o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil, que diga-se de passagem, não deve ter este ou aquele padroeiro por ser um Estado laico”, diz o texto.
Será que o pastor mato-grossense manteve esse espírito durante sua vida parlamentar? Durante a live “Em Nome de Jesus?“, De Olho nos Ruralistas enumerou alguns dos projetos de lei defendidos por Galli que mostram um descompasso entre a defesa do Estado laico e os interesses das igrejas evangélicas.
Um exemplo disso é o PL nº 1.463/2015, que institui a data de 18 de junho como Dia Nacional da Igreja Assembleia de Deus. Justificativa? “Este projeto muito honrará as Assembleias de Deus em nosso País, pois é um projeto de Deus visando à expansão da sua obra à nível nacional. Tudo para honra e glória do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”.

Outro projeto, o PL nº 8.150/2017, tipifica o crime de “cristofobia” e dá, como motivação, o patrocínio do “governo do PT à parada LGBT, que trouxe um transexual seminu, no papel de Jesus Cristo na cruz”. No campo econômico, Galli apresentou o PL nº 468/2015, que isenta templos religiosos da cobrança de impostos sobre as contas de água, luz, telefone e combustíveis.
Em campanha para se eleger deputado, Victório Galli usa novamente a religião como plataforma. Em suas redes, compartilha visitas a igrejas da Assembleia de Deus em diversos municípios mato-grossenses. E em vídeo publicado em setembro, diz que André Mendonça, o ministro “terrivelmente evangélico” nomeado por Jair Bolsonaro, é um “instrumento de Deus para limpar o STF”.
Confira a íntegra da live sobre quem é Victório Galli e as relações entre religião, política e agronegócio
Com informações de Bruno Stankevicius Bassi, do site “De olho nos Ruralistas“
| Bruno Stankevicius Bassi é coordenador de pesquisas do De Olho nos Ruralistas.
Imagem principal (Facebook/Victório Galli): Flávio Bolsonaro posa em cima de trator durante Norte Show, em Sinop (MT)
Lula no Flow: presidente deixa recado para juventude participar da política
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi entrevistado ao vivo pelo Flow Podcast na quinta-feira (1º), às 20h45. Confira detalhes da entrevista de Lula no Flow com a TVT News.
Entrevista completa do Lula no Flow
Confira os principais momentos da entrevista de Lula no Flow
O que de mais importante foi falado por Lula no Flow:
Lula no Flow: vamos mudar as emendas parlamentares
Lula disse que as emendas parlamentares sequestraram o orçamento federal. “Nós vamos aguardar o resultado eleitoral, mas precisamos mudar esse mecanismo das emendas parlamentares”.
Lula pediu para as pessoas acima de 70 anos compareçam às urnas
O Brasil não parou porque você fez 70 anos. Então, é preciso que você vote.
Lula mandou um recado para a juventude
O presidente Lula também deixou um recado para a juventude. “Eu também já fui rebelde. Se você acha que as coisas não estão boas, entre para a política. Participe de um partido politico, faça o que acha que deva ser feito para melhorar”.
“Faz tempo que discuto o formato do debate”
Na primeira pergunta da entrevista de Lula no Flow, o presidente respondeu à pergunta: “por que ele estava ali e não no debate da Globo”.
Lula disse que faz tempo que discute o formato do debate, por conta do tempo para cada candidato. O presidente também questiona a presença de candidatos com números baixos de intenção de voto nas pesquisas
Por que não está com aprovação alta nas pesquisas?
Lula disse que há muito preconceito com as políticas públicas. “Tem muita gente que acha que o pobre não merece Luz para Todos, não merece Bolsa Família”.
Ele entende que pode não ter trabalhado bem para comunicar e que respeita. Mas considera que no domingo, o povo vai acordar e vai votar pensando no Brasil que ele quer.
Comparação com o adversário
Lula comparou a trajetória política e de outros adversários do passado, como Maluf e FHC, que, segundo ele, “têm história política”.
Quanto a Flávio Bolsonaro, Lula não poupou palavras: chamou de amigo de miliciano e citou as relações com Vorcaro e as denúncias de orgias.

Lula e Educação
O presidente Lula voltou a falar que é obcecado em educação. Lembrou que foi o presidente que mais implantou universidades e institutos federais e que quer aumentar ainda mais esse número.
Por que Trump taxou o Brasil
Igor perguntou a Lula qual seria o motivo para Trump taxar o Brasil. Lula lembrou que o argumento de Trump era mentiroso, já que os EUA têm superávit na relação comercial com o Brasil
O Master é a maior crise do Brasil?
Igor perguntou ao Lula se essa é a maior crise do Brasil. Lula disse que ainda não é, mas pode ser.
Diante da surpresa de Igor, Lula argumentou que houve outros momentos graves na história do Brasil, como o golpe militar de 1964.
Lula voltou a falar que tem de investigar todo mundo, doa a quem doer.
Presidente não pode interferir no STF?
Durante a entrevista ao Flow, Igor argumentou que o STF é um tribunal político, porque os ministros são indicados pelos presidentes. Lula respondeu que cada instituição tem seu papel e não pode dar palpites. Lula lembrou que no episódio do mensalão, ele tinha 6 ministros indicados e as decisões foram contra o PT.
Lula lembrou que falou ao presidente do STF, Edson Fachin, que não poderia deixar a corte sendo exposta dessa maneira.
O presidente lembrou que ele fez uma primeira reforma do Judiciário e propõe um nova. Entre as medidas, Lula propõe que a indicação do ministro não pode ser exclusiva do presidente, que seja a partir de um conselho.
“Quem vai para a Suprema Corte não pode querer ficar rico”, disse Lula
Lula lembrou também que a briga dos bolsonaristas contra o STF não é por conta do Vorcaro, mas pela prisão do Bolsonaro.

Lula no Flow: “enquanto estiver vivo o fascismo não volta nesse país”
Quando Igor lembrou que, na entrevista de 2022, Lula disse que não seria candidato de novo, Lula disse que tem um compromisso de não deixar os fascistas voltarem ao poder. “Wnquanto estiver vivo o fascismo não volta nesse país”
Lula no Flow: “se der certo o Petróleo na Margem Equatorial, o Trump vai morrer de inveja”
Lula explicou que o petróleo na Margem Equatorial não está em território indígena. “Muitos quilômetros longe das costas”. Brincou que o Brasil vai tirar petróleo a 7 mil metros de profundidade. “Mais um pouquinho a gente traz um japonês na sonda”, brincou o presidente.
Monjauro no SUS
Lula no Flow disse que a distribuição de caneta emagrecedora no SUS “não será a torto e a direito”, seguirá procedimentos médicos.
Pacto contra o feminicídio
Lula no Flow lembrou que chamou o STF e o Congresso para criar o Pacto contra o Feminicídio e apresentou dados. Aproveitou para contar da nova medida do INSS pagar o benefício para mulheres com medidas protetivas por conta da violência doméstica.
Impostos, gastos e investimento
Todos essas políticas públicas demandam investimento. Igor perguntou se isso não vai prejudicar ainda mais as contas públicas. Lula respondeu que aprendeu, como assalariado e trabalhador de fábrica, que não se gasta mais do que ganha. Lembrou que em 2027 começa a reforma tributária e que os mais ricos devem pagar pelos mais pobres.
Bets
Igor perguntou por que Lula tomou a decisão de acabar com as bets faltando 9 dias para as eleições. Lula disse que não tinha noção da gravidade do problema e que, ao conversar com as pessoas, percebeu que era urgente acabar com as bets. Diante da possiblidade da MP ser revogada, Lula disse que “essa é uma briga boa para se fazer” e que tem certeza que o Congresso não vai derrubar.





Lulinha e Roberta
Nâo faltaram perguntas doloridas sobre Lulinha e amiga Roberta.
Sobre o filho, Lula voltou a falar que se ele tiver cometido algum delito, que ele vai pagar, sem proteção da Polícia Federal.
Voltou a negar que conheça Roberta.
Lula no Flow: o que você precisa saber
- Lula vai ao podcast Flow: o presidente confirmou presença no programa comandado por Igor 3K, que será transmitido ao vivo pelo YouTube.
- Horário da entrevista no Flow: a conversa está prevista para começar às 20h45, horário de Brasília.
- Links para assistir: a transmissão será feita pelo canal oficial do Flow Podcast no YouTube e também pelo portal iG.
- React ao debate da Globo: a campanha negocia um formato em que Lula acompanhe o debate e reaja em tempo real às falas dos adversários.
- O que é o podcast Flow: programa fundado em 2018 por Igor 3K, Monark e Gianzão, conhecido como um dos podcasts de maior audiência do Brasil.
Que horas é a entrevista do Lula no Flow
A entrevista de Lula no Flow está marcada para começar às 20h45 desta quinta-feira (1º de outubro). O horário foi divulgado pela equipe do programa nas redes sociais e antecede o início do debate da TV Globo.
Como assistir ao Lula no Flow
A entrevista de Lula no Flow poderá ser acompanhada ao vivo por diferentes plataformas. O canal oficial do Flow Podcast no YouTube é a principal via de transmissão.
- Assista ao Flow Podcast: canal do Flow Podcast no YouTube
O portal iG também exibirá a íntegra da conversa em seu site. Além disso, o Flow mantém presença em plataformas como Spotify e Twitch, que costumam replicar o conteúdo do programa. Para acessar, basta buscar “Flow Podcast” no YouTube ou entrar diretamente no canal oficial, onde a live estará identificada com referência à entrevista com Lula.
A TVT News fará toda a cobertura da entrevista, destacando os principais momentos e falas do presidente Lula.

Lula no Flow pode fazer react ao debate na Globo
Segundo reportagem de Murilo Fagundes, do SBT News, publicada em 30 de setembro, a campanha de Lula negocia com o Flow Podcast um formato que permita ao presidente acompanhar o debate da TV Globo e reagir em tempo real às falas dos demais candidatos. A ideia é que Lula assista ao debate enquanto é entrevistado no podcast, podendo responder às perguntas direcionadas a ele e comentar temas levantados pelos adversários.
Internet lembra da manipulação do debate de 1989 e do Padre Kelmon em 2022
A decisão de Lula de não participar do debate da Globo reacendeu na internet lembranças de episódios que marcaram a relação do presidente com a emissora. Um dos mais citados é a edição do debate de 1989 exibida pelo “Jornal Nacional”, na véspera do segundo turno entre Lula e Fernando Collor.
A TVT, no programa Seu Jornal, relembrou a manipulação do debate na Globo, assista:
O telejornal mostrou 3 minutos e 34 segundos de falas de Collor e 2 minutos e 22 segundos de Lula, em uma edição acusada de favorecer o adversário. O episódio é considerado por veículos de imprensa um dos maiores exemplos de manipulação jornalística da história da televisão brasileira.
O site de crítica de mídia Observatório da Imprensa registra que a Globo admitiu posteriormente que a edição não havia sido equilibrada, embora tenha negado má-fé.
Além disso, o próprio formato engessado dos debates televisivos tem sido alvo de críticas. Muitos citaram a participação do Padre Kelmon nas eleições de 2022 como um claro exemplo de como esses encontros na TV aberta podem se transformar em palanques de confusão, perdendo o foco no debate de propostas reais para o país.
O que é o Flow Podcast
O Flow Podcast é um programa de entrevistas que reúne convidados para conversas sobre política, cultura, entretenimento, sociedade e outros assuntos.
O programa foi criado por Bruno Aiub, conhecido como Monark, e Igor Coelho, o Igor 3K. Atualmente, Igor 3K é o apresentador do Flow. O programa faz parte do Grupo Flow e também mantém distribuição em plataformas de áudio.
O canal do Flow no YouTube reúne milhões de inscritos e episódios com políticos, artistas, influenciadores e outras figuras públicas. O programa também já recebeu Lula anteriormente.

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Bets
Igor perguntou por que Lula tomou a decisão de acabar com as bets faltando 9 dias para as eleições. Lula disse que não tinha noção da gravidade do problema e que, ao conversar com as pessoas, percebeu que era urgente acabar com as bets. Diante da possiblidade da MP ser revogada, Lula disse que “essa é uma briga boa para se fazer” e que tem certeza que o Congresso não vai derrubar.





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Datafolha divulga pesquisa para presidente nesta quinta (01), a 3 dias das eleições
O Instituto Datafolha divulga nesta quinta-feira (1º) a penúltima pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República antes do primeiro turno.
O levantamento, contratado pela Folha de S.Paulo e pelo Grupo Globo, foi realizado entre os dias 28 de setembro e 1º de outubro, em um período marcado pela proibição das bets no Brasil e pela polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08039/2026. Confira os detalhes da pesquisa Datafolha com a TVT News.
Intenções de voto no 1° turno, de acordo com o Datafolha
- Lula: 42% (antes 40%)
- Flávio Bolsonaro: 38% (antes 36%)
- Cury: 4%
- Caiado: 3%
- Renan: 3%
- Zema: 1%
- Em branco/nulo/nenhum: 5% (eram 5%)
- Indecisos: 2% (eram 2%)
Votos válidos de 1° turno
- Lula: 45%
- Flávio Bolsonaro: 40%
Lula ganhou votos entre os mais pobres, os mais velhos, os católicos e quem votou nele em 2022. Lula subiu 5 pontos entre os católicos.
Flávio Bolsonaro ganhou mais votos entre os evangélicos e os de maior renda. Flávio Bolsonaro cresceu 7 pontos na classe média.
Destaques do Datafolha de 01 de outubro
- Entre eleitores não alinhados nem ao petismo nem ao bolsonarismo, 38% votariam em Flávio Bolsonaro, e 35%, em Lula;
- Na parcela que escolhe Cury no primeiro turno, 44% migrariam para Flávio no segundo turno, e 30% optariam por Lula. Outros 24% votariam em branco ou nulo;
- Entre eleitores de Caiado, 46% escolheriam o candidato do PL, e 30% votariam em Lula, e 22% votariam branco ou nulo;
- No eleitorado de Renan Santos, 54% preferem Flávio no segundo turno, 28% optariam por Lula, e 16% votariam em branco ou nulo;
- Entre os que avaliam o governo Lula como regular, 60% votariam no atual presidente, e 28%, em Flávio Bolsonaro.
Intenções de voto no 2° turno entre Lula x Flávio Bolsonaro
- Lula: 48%
- Flávio Bolsonaro: 45%
- Branco e nulo: 6%
- Indecisos: 1%
Em relação à última pesquisa de intenção de voto no 2° turno:
- Lula (PT): 48% (eram 47%)
- Flávio Bolsonaro (PL): 45% (eram 45%)
- Em branco/nulo/nenhum: 6% (eram 7%)
- Indecisos: 1% (era 1%)
Pesquisa Datafolha para Presidência da República a três dias do 1º turno:
- Lula (PT): 42% (eram 40%)
- Flávio Bolsonaro (PL): 38% (eram 36%)
- Escritor Augusto Cury (Avante): 4% (eram 5%)
- Ronaldo Caiado (PSD): 3% (eram 4%)
- Renan Santos (Missão): 3% (eram 3%)
- Romeu Zema (Novo): 1% (era 1%)
- Samara Martins (UP): 1% (era 1%)
- Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 1% (era zero)
- Edmilson Costa (PCB): 0 (era zero)
- Rui Costa Pimenta (PCO): 0 (era zero)
- Leonardo Avalanche (PRTB): 0 (era zero)
- Clariana Barão (DC): 0 (era zero)
- Hertz Dias (PSTU): 0 (era zero)
- Em branco/nulo/nenhum: 5% (eram 5%)
- Indecisos: 2% (eram 2%)
*O candidato Leonardo Avalanche (PRTB) renunciou à candidatura na quarta-feira (30).
O que mostrou a pesquisa Datafolha até agora
- Veja a série histórica da pesquisa Datafolha sobre o primeiro turno:
- E os resultados ao longo das semanas para intenções de voto para o segundo turno:
Definição do voto
O Datafolha mostra também que 78% dos eleitores estão totalmente decididos sobre a escolha do candidato a presidente, e que 19% ainda podem mudar o voto.
Entre os eleitores de Lula, 88% estão totalmente decididos.
Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro 85% estão totalmente indecisos.
Pesquisa espontânea
- Lula (PT): 39% (eram 36%)
- Flávio Bolsonaro (PL): 31% (eram 27%)
- Jair Bolsonaro (PL): 4% (eram 4%)
- Escritor Augusto Cury (Avante): 2% (eram 3%)
- Renan Santos (Missão): 2% (eram 2%)
- Ronaldo Caiado (PSD): 2% (eram 2%)
- Outras respostas: 2% (eram 2%)
- Em branco/nulo/nenhum: 5% (eram 5%)
- Indecisos: 13% (eram 18%)
Se somar Flávio e Jair Bolsonaro, a espontânea entre os Bolsonaros é de 35%.
Índice de rejeição dos candidatos
O Datafolha perguntou aos eleitores em quem eles não votariam de jeito nenhum no 1º turno. Os números:
- Lula (PT): 45% (eram 45%)
- Flávio Bolsonaro (PL): 45% (eram 45%)
- Renan Santos (Missão): 16% (eram 15%)
- Romeu Zema (Novo): 15% (eram 14%)
- Ronaldo Caiado (PSD): 14% (eram 13%)
- Rui Costa Pimenta (PCO): 11% (eram 9%)
- Escritor Augusto Cury (Avante): 11% (eram 8%)
- Edmilson Costa (PCB): 9% (eram 8%)
- Samara Martins (UP): 9% (eram 9%)
- Leonardo Avalanche (PRTB): 8% (eram 7%)
- Hertz Dias (PSTU):7% (eram 7%)
- Clariana Barão (DC): 7% (eram 7%)
- Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 7% (eram 5%)
- Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: 2% (eram 2%)
- Rejeita todos/não votaria em nenhum: 1% (eram 2%)
- Não sabe: 3% (eram 3%)
Avaliação e aprovação do governo
O Datafolha também ouviu os eleitores sobre avaliação do governo e do presidente Lula.
Aprovação do governo
- Desaprova: 49% (eram 50% na pesquisa anterior)
- Aprova: 48% (eram 47%)
- Não sabe: 3% (eram 3%)
Avaliação do governo
- Ruim/péssimo: 41% (eram 40%)
- Ótimo/bom: 35% (eram 34%)
- Regular: 23% (eram 24%)
- Não sabe: 1% (eram 2%)
Entre os que avaliam o governo Lula como regular, 60% votariam no atual presidente, e 28%, em Flávio Bolsonaro, afirma o Datafolha.
Para entender a pesquisa Datafolha de 1° de outubro
- Faltam 3 dias para o primeiro turno, marcado para domingo, 4 de outubro.
- O campo da pesquisa Datafolha foi realizado entre os dias 28 de setembro e 1º de outubro, com 2.506 entrevistados em todo o país.
- Últimas pesquisas eleitorais serão divulgadas até sábado, véspera do primeiro turno
- Contexto: a pesquisa Datafolha mede os efeitos do fim das bets no Brasil, anunciado por Lula em 25 de setembro, e da polêmica sobre Nossa Senhora Aparecida, que envolveu Flávio Bolsonaro e ganhou repercussão nas redes sociais.
- As pesquisas divulgadas no início da semana desenharam um cenário acirrado
- Quaest (28/09): Lula tinha 39% e Flávio Bolsonaro, 34% no primeiro turno; no segundo turno, empate em 42%.
- BTG/Nexus (28/09): Lula aparecia com 42% e Flávio, 37% no primeiro turno; no segundo turno, Lula tinha 46% e Flávio, 44%.
- AtlasIntel (29/09): Lula liderava com 45,3% e Flávio tinha 42,2% no primeiro turno; no segundo turno, Flávio aparecia com 47,7% e Lula com 47,6% — empate técnico.
Pesquisa para presidente hoje: Datafolha traz Lula x Flávio Bolsonaro a 2 dias das eleições
A pesquisa Datafolha desta quinta-feira (1º) chega a apenas três dias do primeiro turno e vai testar a opinião dos eleitores sobre temas que entraram no centro da campanha nas últimas semanas: a proibição das bets, o reajuste de 15,04% do Bolsa Família e a possível distribuição gratuita de medicamentos contra a obesidade pelo SUS.
O levantamento também será o primeiro do instituto após a polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida, que ganhou repercussão nas redes sociais em 24 e 25 de setembro.
Qual a metodologia da pesquisa Datafolha de 01 de outubro
O Datafolha ouviu 2.506 eleitores em todo o Brasil entre os dias 28 de setembro e 1º de outubro, por meio de entrevistas presenciais em pontos de fluxo populacional.
A margem de erro máxima prevista é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela Empresa Folha da Manhã e pelo Grupo Globo e está registrada no TSE sob o número BR-08039/2026.
O questionário inclui intenções de voto espontânea e estimulada, grau de decisão do eleitor, possibilidade de mudança de voto, rejeição aos candidatos e cinco cenários de segundo turno. Lula será confrontado separadamente com Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e Augusto Cury.
O que aconteceu enquanto o Datafolha estava em campo
- Fim das bets no Brasil: Em 25 de setembro, o presidente Lula editou Medida Provisória que acaba com a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no paísm as bets. A medida alcança apostas esportivas e jogos online, em ambientes físicos e virtuais. A proibição não abrange as demais modalidades lotéricas já autorizadas em lei.
- Dino manda PF investigar ataques a imagens de Nossa Senhora Aparecida: Em 30 de setembro, o ministro Flávio Dino, do STF, determinou que a Polícia Federal investigue uma “aparente onda de ataques” contra imagens religiosas no Brasil, com atenção especial aos casos que atingem a devoção a Nossa Senhora Aparecida. A decisão cita notícias de vários estados, como Mato Grosso, Bahia, Paraná e Minas Gerais e vem na polêmica da repercussão sobre um antigo projeto de lei de um deputado bolsonarista que queria tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

- Ex-sócio de Flávio Bolsonaro relata festas, Rolex e lobby no STF: Uma reportagem do PlatôBR reuniu mensagens, áudios, documentos e fotografias divulgadas pelo empresário Alexandre Ferreira Dias Santini, ex-sócio de Flávio Bolsonaro. O material revela pagamentos de despesas pessoais do senador por pessoas próximas, um presente de R$ 305 mil (um Rolex Submariner Date) e uma suposta intermediação de interesses junto ao gabinete do ministro Kassio Nunes Marques, do STF.
Consulte todas as pesquisas registradas no TSE
Para consultar todas as pesquisas eleitorais registradas e seus respectivos números de protocolo, acesse o sistema de pesquisas registradas do Tribunal Superior Eleitoral.
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Quase 4,6 milhões de empregos formais foram gerados entre beneficiários do Bolsa Família
Um estudo realizado por pesquisadores da Fundação Getulio Vargas (FGV) aponta que beneficiários do Bolsa Família tiveram um saldo de quase 4,6 milhões de empregos formais entre janeiro de 2023 e julho de 2026. Leia em TVT News.
O levantamento considera as contratações e demissões registradas entre pessoas que integravam o programa de transferência de renda no momento da movimentação profissional.
Segundo a pesquisa, foram 15,3 milhões de contratações de beneficiários do Bolsa Família no período, enquanto 10,8 milhões de demissões foram registradas. A diferença entre os dois números resulta em um saldo positivo próximo de 4,6 milhões de postos de trabalho.
O resultado corresponde a 85,2% do saldo total de empregos com carteira assinada criado no Brasil no mesmo intervalo. De acordo com os dados analisados pelos pesquisadores, o mercado formal brasileiro apresentou saldo de aproximadamente 5,4 milhões de vagas entre janeiro de 2023 e julho de 2026.
>> Desemprego cai para 5,3% e mercado de trabalho registra recordes em agosto
Para os autores do estudo, os números ajudam a compreender a relação entre programas de transferência de renda e inserção no mercado de trabalho.
O pesquisador da FGV Valdemar Pinho Neto, que realizou a análise em parceria com Luiz Gustavo Barbosa, afirma que os dados não sustentam a crítica de que beneficiários do Bolsa Família não teriam interesse em trabalhar.
“Uma crítica de que as pessoas do Bolsa Família não querem trabalhar não é uma crítica válida quando você olha para os números”, afirmou Pinho Neto.
Beneficiários participaram de parcela expressiva das contratações

Os integrantes do Bolsa Família representaram 16,7% de todas as contratações registradas no país durante o período analisado. Foram 91,8 milhões de admissões no mercado formal brasileiro, das quais 15,3 milhões envolveram pessoas que estavam no programa no momento da contratação.
Nas demissões, os beneficiários responderam por 12,5% do total. Enquanto o conjunto do mercado registrou 86,4 milhões de desligamentos, 10,8 milhões ocorreram entre pessoas integrantes do Bolsa Família no momento da demissão.
O estudo, entretanto, não informa se os trabalhadores continuaram recebendo o benefício depois de conseguirem um emprego formal. A análise identifica apenas a situação do trabalhador em relação ao programa no momento da contratação ou do desligamento.
A legislação permite que uma pessoa beneficiária do Bolsa Família exerça atividade profissional e continue recebendo o benefício, desde que a renda familiar por pessoa permaneça dentro do limite estabelecido. No período considerado pelo material analisado, esse teto é de R$ 218 mensais por integrante da família.
Saldo positivo também aparece entre inscritos no CadÚnico
A pesquisa da FGV também analisou os trabalhadores registrados no Cadastro Único (CadÚnico), sistema utilizado pelo governo federal para identificar famílias de baixa renda e viabilizar o acesso a diferentes políticas sociais.
Entre as pessoas inscritas no CadÚnico, o saldo de empregos formais foi ainda maior: 5,8 milhões de postos entre janeiro de 2023 e julho de 2026. Nesse grupo, foram contabilizadas 33,3 milhões de contratações e 27,5 milhões de demissões.
A diferença supera o saldo total de empregos formais registrado no país durante o mesmo período, calculado em 5,4 milhões de vagas.
O estudo aponta que os resultados indicam uma relação entre a expansão do emprego formal e a inclusão produtiva de famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica. A análise considera, portanto, não apenas o acesso ao benefício social, mas também a movimentação desses trabalhadores no mercado com carteira assinada.
Fora do CadÚnico, saldo de empregos ficou negativo
O cenário foi diferente entre os trabalhadores que não estavam inscritos no CadÚnico. Nesse grupo, o saldo de empregos formais ficou negativo em 460,6 mil postos entre janeiro de 2023 e julho de 2026.
Foram 58,5 milhões de contratações e 58,9 milhões de demissões, diferença que resulta no saldo negativo apontado pelo levantamento.
Os pesquisadores, porém, não interpretam esse resultado como falta de oportunidades para trabalhadores que não estão no cadastro. Uma das possibilidades levantadas é que o mercado de trabalho aquecido tenha permitido que parte dessas pessoas deixasse seus empregos para assumir novas vagas.
Nesse cenário, uma demissão não necessariamente representa perda definitiva de ocupação. O trabalhador pode ter deixado uma empresa para ingressar em outra, movimento associado à maior disponibilidade de postos formais.
Dados são cruzados com registros do governo
Para realizar o levantamento, os pesquisadores utilizaram informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), base do governo federal que reúne registros de admissões e desligamentos no mercado de trabalho formal.
Os dados de emprego foram cruzados com informações do CadÚnico e do Bolsa Família. Dessa forma, foi possível identificar a situação dos trabalhadores em relação aos programas sociais no momento em que foram contratados ou desligados.

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