Agora

Da Redação

Trump diz que vai conversar com Lula

Da AFP nos EUA – Trump diz que não tomou partido nas eleições no Brasil a pedido de Lula e também afirmou que falará com Lula, mas não disse se reconhece a vitória do presidente brasileiro.

O presidente americano Donald Trump considerou nesta quinta-feira (29) as eleições presidenciais um “grande embaraço”, um dia depois que o candidato derrotado, seu aliado Flávio Bolsonaro (PL) , fugiu para os Estados Unidos.

“Acompanhei as eleições. Não tomei partido, mas vi o que estava acontecendo no Brasil, foi uma vergonha (emabaraço)”, declarou a jornalistas antes de partir para um comício eleitoral.

Flávio Bolsonaro fugiu para os EUA, com apoio de Trump

Flávio Bolsonaro deixou o Brasil com sua família após a derrota eleitoral, apesar de uma ordem judicial que o proibia de sair do país devido a uma investigação por lavagem de dinheiro.

Bolsonaro se apresentou como “o líder do Brasil” em um comunicado após sua chegada a Miami, na quarta-feira (28), e prometeu que organizaria a oposição ao presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a partir dos Estados Unidos.

flavio-bolsonaro-desembarca-de-uma-aeronave-apos-chegar-ao-aeroporto-executivo-opa-locka-em-miami-florida-no-dia-28-de-outubro-de-2026-o-candidato-presidencial-de-direita-derrotado-no-brasil-flavio-bolsonaro-desembarcou-hoje-de-um-aviao-particular-na-florida-fato-presenciado-pela-afp-apesar-de-uma-ordem-judicial-que-o-proibia-de-deixar-o-pais-sua-aeronave-pousou-no-aeroporto-executivo-opa-locka-nos-arredores-de-miami-vinda-da-argentina-e-com-uma-escala-no-equador-em-meio-a-especulacoes-que-circulavam-ha-dias-sobre-seu-paradeiro-jato-jatinho-fuga-de-flavio-bolsonaro-futgitivo-flavio-bolsonaro-fujao-fugitivo-tvt-news
Flavio Bolsonaro desembarca de uma aeronave após chegar ao Aeroporto Executivo de Opa-Locka, em Miami, Flórida, no dia 28 de outubro de 2026. O candidato presidencial de direita derrotado, Flavio Bolsonaro, desembarcou hoje de um avião particular na Flórida — fato presenciado pela AFP —, apesar de uma ordem judicial que o proibia de deixar o país. Sua aeronave pousou no Aeroporto Executivo de Opa-Locka, nos arredores de Miami, vinda da Argentina e com uma escala no Equador, em meio a especulações que circulavam há dias sobre o seu paradeiro. (Foto de Ricardo ARDUENGO / AFP)

Questionado sobre quem era o vencedor legítimo das eleições, Trump respondeu: “Não quero comentar isso neste momento”.

Flávio saiu na frente no primeiro turno da disputa acirrada, mas Lula protagonizou uma virada surpreendente no segundo turno e acabou vencendo por quatro milhões de votos.

“O presidente me pediu para não intervir, não tomei partido”, insistiu Trump referindo-se a Lula. Mas “acho que foi uma situação vergonhosa”, completou.

“Basta olhar para os mercados, despencaram”, acrescentou, sem entender como funcionam os mercados no Brasil.

© Agence France-Presse

Departamento de Estado pediu alterações na carta, afirma Valdo Cruz

O colunista de O Globo e da Globonews apurou que foi o Departamento de Estado dos EUA que solicitou alterações na carta golpista de Flávio Bolsonaro.

Ao contrário do que afirmam aliados do senador foragido nos EUA, de que as alterações foram resultado do uso de inteligência artificial, em especial o trecho em que ele se autoproclamava “verdadeiro presidente do Brasil”, Valdo Cruz afirma que foi um pedido do governo Trump e a carta passou a trazer a expressão ‘líder do Brasil”.

De acordo com o jornalista, a mudança, a pedido do Departamento de Estado, tem como objetivo evitar o rompimento de relações com um país considerado importante para os negócios dos EUA.

Leia também

La Liga parou de ser transmitida na China; Entenda crise com Mbappé por causa do meme “ditador”

O que era para ser uma piada se tornou uma ofensa para a população chinesa. Nesta terça-feira (27), uma crise comercial começou após vídeo antigo em que o atacante francês Kylian Mbappé comentava sobre o meme do “ditador”. Leia em TVT News.

No vídeo, Mbappé falava de forma descontraída do meme que já disse outras vezes achar problemático. Dessa vez, no entanto, ele comentou que se divertia com as imagens e que a mais gostava era a que o colocava no rosto de um “ditador chinês”. O comentário não foi bem aceito pelo governo e empresas chinesas e voltou a repercutir nessa semana de forma negativa.

Entenda: Por que Mbappé é chamado de ditador ?

A fala ocorreu em entrevista a um podcast: “Estou sempre usando com os meus amigos (imagem dele como o ditador)”, afirmou, entre sorrisos, “A minha favorita é de um ditador chinês”. Mbappé se referia ao meme que o coloca no rosto do líder chinês e fundador da China moderna, Mao Tsé-Tung.

faltam-16-dias-para-a-copa-messi-e-mbappe-podem-bater-recordes-de-gols-em-2026-meme-mbappe-ditador-reproducao-tvt-news
Meme Mbappé “ditador” – Reprodução
Agora até mesmo Olise e Dembelé se tornaram ditadores ao lado de Mbappé – Foto: Reprodução/Redes sociais

Declaração resultou na suspensão das transmissões da LaLiga na China

A repercussão levou à suspensão das transmissões de partidas de LaLiga na China, anunciada pelo grupo estatal China Media Group (CMG) em 26 de outubro.

Mbappé publicou um pedido de desculpas, reconhecendo o impacto. “O meu comentário foi imprudente e compreendo agora que magoou muitas pessoas na China e nas comunidades chinesas em todo o mundo”, declarou.

O jogador também afirmou ter “um profundo respeito pelo povo chinês e pela sua história”. A manifestação, porém, não foi suficiente para reverter a decisão das autoridades chinesas. Ao menos três marcas do país asiático também romperam relações comerciais com o atleta.

Diante do prejuízo comercial, o Real Madrid precisou se manifestar oficialmente. O clube pediu desculpas ao público chinês e afirmou manter “um profundo respeito pela China, sua história, sua cultura e seus cidadãos”.

Segundo informações publicadas pelo jornal francês L’Équipe, as autoridades chinesas cobraram uma manifestação formal da equipe antes de retomar as conversas sobre a transmissão dos jogos.

Um porta-voz do grupo de mídia ligado à emissora estatal CCTV teria advertido: “Enquanto o Real Madrid não apresentar um pedido de desculpas formal, não há nada a discutir”.

A reação chinesa também foi expressa pelo Global Times, jornal estatal publicado em inglês. Em editorial intitulado “Talento abre portas e o respeito as mantêm abertas”, o periódico defendeu que atletas internacionais considerem os aspectos culturais dos mercados em que atuam.

“Ninguém espera que um atleta seja expert sobre a história da China. Porém, astros internacionais que ganham dinheiro com empresas chinesas deveriam fazer esforços para entender a cultura do país e o mínimo de respeito”, afirmou o jornal. Em outro trecho, a publicação resumiu sua posição: “A lição é clara: respeito não é opcional”.

Presidente da LaLiga se encontrou com embaixador da China na Espanha

Na terça-feira, Javier Tebas Medrano, presidente da LaLiga, comunicou ter realizado uma reunião com o embaixador da China na Espanha para tratar a situação causada pelas declarações de Kylian Mbappé e buscar soluções para a crise.

“Nos últimos anos, desde a LALIGA temos trabalhado lado a lado com as autoridades chinesas, as instituições do futebol, os operadores audiovisuais e as empresas do país para impulsionar o crescimento e a popularidade do futebol espanhol na China, mas também para contribuir para o desenvolvimento e o crescimento do próprio futebol chinês, compartilhando nossa experiência, conhecimentos e recursos“, escreveu Medrano em suas redes sociais.

No fim, concluiu: Nosso compromisso é continuar trabalhando juntos para que um episódio individual não prejudique os importantes avanços alcançados nem afete os milhões de torcedores chineses que acompanham nossas competições.

Interesses comerciais comprometidos

Além do impacto sobre a imagem do jogador e do clube, a suspensão das transmissões ameaça interesses comerciais importantes.

De acordo com as informações citadas pelo L’Équipe, o Real Madrid tem aproximadamente 100 milhões de torcedores na China, mercado responsável por cerca de 10% a 15% das vendas de produtos licenciados da equipe.

Segundo o jornal espanhol Marca, a camisa de Mbappé era o artigo do clube mais vendido no país. A possibilidade de queda nas receitas ajuda a explicar a preocupação da direção em conter os efeitos da crise.

O episódio evidencia como declarações de figuras esportivas com alcance global podem ultrapassar o campo da opinião pessoal e afetar contratos, parcerias e acordos de transmissão.

Para o Real Madrid e LaLiga, a retomada das exibições na China depende agora da evolução das negociações com os representantes do país, enquanto o caso expõe a dimensão econômica e política das relações entre o futebol internacional e um dos principais mercados consumidores do esporte.

Veja repercussão do caso na internet e memes:

Fãs chineses do Mbappé queimando a camisa do ídolo:

Produtos do Mbappé estariam “sumindo” das prateleiras dos mercados chineses

Sem maioria, presidente de Israel quer evitar novas eleições

Da AFP, em Jerusalém – O presidente de Israel, Issac Herzog, pediu, nesta quarta-feira (28), aos partidos políticos que façam “todo o possível” para formar uma coalizão de governo e evitar novas eleições, após as eleições legislativas que não produziram nenhuma maioria e marcaram um avanço espetacular dos partidos árabes.

Saiba mais sobre as eleições em Israel na TVT News, com informações da Agência France Presse.

Apesar de uma taxa de participação de quase 78%, a mais elevada desde 1999, os resultados parciais e as projeções dos principais veículos de imprensa apontam um cenário fragmentado.

Eleições em Israel: com 85% dos votos não há maioria nos blocos

Com 85% dos votos apurados, o bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tinha 54 das 120 cadeiras do Parlamento, sem alcançar as 61 necessárias para obter a maioria.

A coalizão de oposição do centrista Gadi Eisenkot tinha 49, enquanto os partidos árabes teriam 17 cadeiras, um recorde.

Os resultados definitivos podem ser conhecidos até sexta-feira (30). Depois, o presidente Herzog receberá os líderes dos diferentes partidos para designar quem deverá tentar formar um governo.

Yussef Jabareen, líder da Lista Unificada, uma coalizão de esquerda de maioria árabe, fez um apelo à formação de “uma verdadeira aliança judaico-árabe” para desbancar Netanyahu, que passou 19 anos, em períodos alternados, no poder e é o primeiro-ministro mais longevo da história do país.

israel-eleicoes
Um judeu ultraortodoxo deposita seu voto em uma seção eleitoral em Bnei Brak, em 27 de outubro de 2026, durante as eleições legislativas de Israel. Um Israel profundamente dividido foi às urnas pela primeira vez desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, com os eleitores expressando seu veredito sobre o veterano primeiro-ministro e a guinada do país à direita. (Foto de Maya Levin / AFP)

Herzog pediu aos partidos que façam “todo o possível” para formar uma coalizão e, assim, evitar novas eleições.

Sarah Confino, uma aposentada de Tel Aviv, afirmou estar “decepcionada” com o resultado inconclusivo “porque queria que Gadi Eisenkot obtivesse uma vitória contundente”.

Já Ben Tzyon Vayolid, um metalúrgico da mesma cidade, espera que o bloco de Netanyahu vença. “Ele fez todo o possível para garantir nossa vitória e vencemos, e continuamos vencendo”, afirmou.

“Panorama transformado”

O líder da Lista Unificada, Youssef Jabareen, declarou-se disposto a apoiar, sem integrá-lo, um governo de oposição “para derrubar” a coalizão de Netanyahu.

“Não vemos como poderíamos participar de uma coalizão nas circunstâncias atuais”, declarou à AFP, citando em particular a guerra em Gaza e a situação na Cisjordânia ocupada, onde aumentaram os assentamentos israelenses – considerados ilegais pelo direito internacional – e os ataques violentos de colonos.

O partido Ra’am também está aberto a uma aliança.

Eisenkot, que havia prometido durante a campanha não considerar essa opção, não reagiu imediatamente à proposta das duas formações árabes.

Mas essa eventual coalizão seria algo inédito em um país onde a minoria árabe – quase 20% da população, descendente de palestinos que permaneceram em suas terras após a criação de Israel, em 1948 – enfrenta forte discriminação e em que a ideia de colaborar com seus representantes é inaceitável para parte da população judaica.

Sem maioria clara, o país pode enfrentar semanas de negociações para estabelecer alianças e até mesmo passar por novas eleições, caso as conversas fracassem.

O Likud, partido de Netanyahu, acusou essas legendas de terem “roubado” as eleições.

“As eleições no Estado de Israel foram roubadas por partidos árabes que apoiam o terrorismo e a aniquilação do Estado judeu por meio de graves atos criminosos de corrupção, ameaças, violência, mentiras e uso de programas de computador proibidos para incentivar os eleitores a comparecer às urnas”, afirmou o partido em um comunicado.

Para Gideon Rahat, cientista político da Universidade Hebraica de Jerusalém, o aumento “realmente espetacular” da participação árabe nas eleições chegou a “transformar o panorama”.

Mas os ataques de 7 de outubro geraram “muita desconfiança e muito medo” entre a maioria judaica em relação à minoria árabe, acrescentou à AFP.

Até o momento, apenas o líder do principal partido de esquerda de Israel e integrante do bloco de Eisenkot, Yair Golan, mostrou-se favorável à aliança.

“Temos uma responsabilidade. E temos a oportunidade de formar um governo de mudança em parceria com os cidadãos árabes de Israel”, escreveu na rede social X.

Sem uma aliança desse tipo, a situação parece estar, por enquanto, em um impasse, afirmou Ilana Shpaizman, professora de Ciências Políticas na Universidade Bar-Ilan.

“Não resta nada”

Israel se vê cada vez mais isolado no cenário mundial, devido à guerra no Irã e à campanha militar em Gaza, onde os moradores expressaram nesta quarta-feira sua incerteza sobre o impacto dos resultados.

“Nosso temor é que estas eleições possam resultar na chegada de um líder ainda pior e de pessoas mais violentas e sanguinárias”, declarou à AFP Huda Al Huli, uma deslocada de Gaza.

Eisenkot concorda com Netanyahu em várias questões de segurança e apoiou a ofensiva em Gaza após os ataques de 7 de outubro, que reduziu o território palestino a escombros.

Ele se comprometeu, no entanto, a criar um ambiente mais inclusivo dentro de Israel e a conter a violência dos colonos na Cisjordânia.

Governo Federal alerta para golpes envolvendo o Pix MEI

O Governo Federal, por meio do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), alerta para informações falsas e tentativas de golpe envolvendo o Pix MEI, iniciativa em fase de planejamento para o período de 2027 a 2030. Leia em TVT News.

O programa ainda está em fase de estruturação técnica, sem inscrições abertas ou liberação de recursos. Qualquer mensagem que anuncie pagamentos imediatos ou exija taxas para acesso ao benefício é falsa.

>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp

Como deverá funcionar o Pix MEI

A proposta prevê a transferência direta de até R$ 5 mil por beneficiário, na modalidade de capital semente a fundo perdido. Diferentemente de empréstimos bancários, os recursos não precisarão ser devolvidos e não haverá cobrança de juros.

Entre os critérios em estudo estão a priorização de mulheres empreendedoras, que representam 48% dos registros no país, e de microempreendedores individuais (MEIs) com faturamento anual de até R$ 40,5 mil. A iniciativa também poderá contar com suporte técnico do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Os recursos deverão ser destinados ao desenvolvimento das atividades produtivas, incluindo a aquisição de máquinas, ferramentas e bancadas de trabalho, além da adaptação de veículos utilizados para entregas.

O detalhamento das regras de funcionamento e dos critérios de acesso está previsto para ser divulgado até o final de 2026, com início da execução planejado para 2027.

Alerta contra golpes

São falsas as mensagens que anunciam a abertura de inscrições ou a liberação imediata de recursos do Pix MEI. O programa ainda não está em funcionamento e não há pagamentos disponíveis.

O Governo Federal também não exige depósitos antecipados, taxas associativas ou pagamentos para cadastramento de chaves Pix. Qualquer cobrança apresentada como condição para receber o benefício deve ser tratada como tentativa de golpe.

Canais oficiais

O Ministério do Empreendedorismo orienta os microempreendedores a não acessarem links suspeitos nem fornecer dados pessoais ou bancários em páginas não oficiais.

Informações sobre a estruturação do Pix MEI, os critérios de participação e a eventual abertura de inscrições serão divulgadas pelos canais oficiais do Governo Federal e do Ministério do Empreendedorismo, disponíveis em https://www.gov.br/memp/pt-br.

Com Secom

Live Lula e Janones hoje (29): horário e onde assistir

A primeira live de Lula e Janones depois da vitória nas eleições presidenciais de 2026 acontece hoje, 29 de outubro. A transmissão está prevista para as 19h e deve reunir o presidente reeleito e o deputado federal André Janones, responsável por coordenar o Exército do Lula durante a campanha.

A live marca o reencontro dos dois com a militância que atuou na mobilização online e deve ser transmitido pelas redes sociais do deputado André Janones. Saiba mais sobre a Live Lula e Janones com a TVT News.

O que você precisa saber sobre a live de Lula e Janones

  • Onde assistir: a transmissão deve ocorrer nos canais oficiais de André Janones. A expectativa é de que o sinal seja replicado no YouTube, plataforma usada nas lives anteriores do Exército do Lula. Até o momento, não há um link definitivo divulgado.
  • Qual horário da live do Lula e Janones? A previsão anunciada por Janones é de que a live comece por volta das 19h, no horário de Brasília. O horário, no entanto, não é definitivo: o deputado afirmou que a transmissão pode ocorrer no fim da tarde ou no início da noite, dependendo da recuperação da voz de ambos.

Lula e Janones fazem a primeira live depois da vitória nas eleições

A live desta quinta-feira é o primeiro encontro digital público de Lula e Janones com o Exército do Lula desde a confirmação da reeleição, no domingo, 25.

A transmissão foi anunciada pelo próprio deputado em seus canais, com um pedido de paciência aos participantes: tanto ele quanto o presidente ainda estão com a voz comprometida após a intensa agenda de campanha.

A chamada “Live da Vitória” deve ter um tom de agradecimento e de reencontro com a militância que sustentou a mobilização digital nos dias que antecederam o segundo turno. Janones não detalhou o conteúdo da conversa, e não se sabe se Lula fará anúncios sobre o próximo mandato ou se o encontro será restrito a um balanço da campanha.

Na véspera do 2° turno, live do Exército do Lula durou 24h

A transmissão desta quinta não é a primeira ação de fôlego do Exército do Lula. Na véspera do segundo turno, o canal comandado por Janones promoveu uma live que durou 24 horas, com o objetivo de manter a militância mobilizada até a votação.

A maratona digital fez parte da estratégia que ajudou a virar o quadro eleitoral: Lula havia perdido o primeiro turno para Flávio Bolsonaro, mas revertEu a desvantagem e venceu com 51,8% dos votos válidos.

Reveja a live da virada:

Qual horário da live do Lula e Janones

O horário oficial da live ainda não foi cravado. A informação mais concreta até agora veio de André Janones: a transmissão deve começar por volta das 19h, no horário de Brasília, mas pode haver ajustes ao longo do dia. O deputado explicou que ele e Lula ainda não estão com a voz totalmente recuperada e pediram compreensão do público.

Para não perder o início, a recomendação é acompanhar os perfis de Janones e de Lula nas redes sociais, onde o link e o horário definitivo serão divulgados.

Exército do Lula torna-se referência mundial na luta contra a extrema-direta

A estratégia digital coordenada por André Janones durante a campanha brasileira ultrapassou as fronteiras do país e passou a ser observada por lideranças de esquerda em diferentes continentes. O Exército do Lula, canal de WhatsApp que chegou a reunir mais de 10 milhões de seguidores às vésperas da votação, transformou apoiadores em agentes ativos de campanha e serviu de modelo para grupos que buscam enfrentar o avanço da extrema-direita.

O método consiste em combinar mobilização em massa no WhatsApp com transmissões ao vivo, produção de vídeos curtos e circulação descentralizada de conteúdos. A experiência brasileira foi destaque na imprensa europeia e latino-americana, que passou a tratar o Exército do Lula como uma referência de mobilização digital progressista.

Exército na Espanha

O primeiro desdobramento internacional concreto envolve a Espanha. André Janones confirmou que viajará a Madri no domingo, 1º de novembro, para ajudar o primeiro-ministro Pedro Sánchez na campanha para as eleições de 29 de novembro. Sánchez manifestou publicamente inspiração na vitória de Lula e disse que “se o Brasil pôde, a Espanha pode”.

A imprensa brasileira noticiou que Janones foi convidado a colaborar com a campanha espanhola, e o próprio deputado confirmou a viagem. A expectativa é de que ele ajude a adaptar o modelo do Exército do Lula ao contexto espanhol, com foco na mobilização de indecisos e na disputa de narrativa nas redes.

Exército do Peronismo na Argentina

Na Argentina, apoiadores do peronismo criaram o Ejército del Peronismo (Exército do Peronismo), inspirado diretamente no modelo brasileiro. O canal de WhatsApp do grupo já reúne mais de 40 mil membros e se posiciona como uma força de oposição ao governo de Javier Milei.

A iniciativa é ligada a setores jovens e à esquerda do movimento peronista, que viram na experiência do Exército do Lula uma forma de reorganizar a militância e recuperar terreno nas redes.

Além da Argentina e da Espanha, grupos na França também reproduziram a estratégia. Militantes da França Insubmissa, partido de Jean-Luc Mélenchon, organizaram o Les Soldats Insoumis, que reunia mais de 15 mil integrantes no WhatsApp no fim de outubro.

A circulação internacional do modelo confirma que o Exército do Lula se tornou uma referência para setores progressistas que buscam disputar o espaço digital com a extrema-direit

Leia também

Silvio Costa Filho fala em base de apoio de 366 deputados a Motta na Câmara

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), afirmou que o grupo de partidos favorável à reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Câmara dos Deputados reúne 366 parlamentares. A declaração foi publicada nas redes sociais após a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, anunciar apoio à recondução de Motta. Leia em TVT News.

Segundo Silvio Costa Filho, a aliança reúne a federação de esquerda e o bloco parlamentar formado por MDB, PSD, Republicanos, Federação União Progressista (União Brasil e PP) e Podemos na Câmara.

A eleição para a presidência da Casa está prevista para 1º de fevereiro de 2027, no início da nova legislatura. Para vencer em primeiro turno, o candidato precisa de pelo menos 257 votos, caso todos os 513 deputados participem da votação.

>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp

Silvio Costa Filho é cotado para articulação política de Lula

O nome de Silvio Costa Filho também aparece entre os cotados para integrar a equipe do quarto mandato de Lula, com possibilidade de assumir a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência da República. A pasta articula a interlocução do Executivo com deputados, senadores e partidos políticos. Outro nome mencionado para a função é o do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

Atualmente à frente do Ministério de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho é filiado ao Republicanos, partido de Hugo Motta. Caso seja confirmado na SRI, teria a tarefa de negociar a tramitação de projetos prioritários do governo, dialogar com as bancadas e articular a base parlamentar.

A formação da equipe ministerial ainda está em discussão. A composição do bloco em torno de Motta e a participação de partidos de centro são fundamentais para definir as relações entre o Executivo e o Congresso a partir de 2027.

Federação de esquerda busca garantir governabilidade

O apoio do PT, PCdoB e PV na Câmara foi anunciado na terça-feira (27), após reunião das bancadas com Hugo Motta. A federação elegeu 88 deputados para a próxima legislatura e decidiu integrar o bloco parlamentar que reúne partidos de centro.

O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), afirmou que a decisão busca garantir condições para o avanço das propostas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso Nacional.