Agora

Da Redação

Damasceno toma posse como presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC no domingo (26)

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC realiza, no próximo domingo (26), a cerimônia festiva de posse da nova direção para o triênio 2026–2029, na Estância Alto da Serra, em São Bernardo do Campo. Na ocasião, será empossado o novo presidente da entidade, Wellington Damasceno, eleito em abril deste ano com 97,47% dos votos válidos, tornando-se o 15º presidente da história do Sindicato. Saiba mais na TVT News.

O processo eleitoral da entidade foi realizado entre os meses de março e abril de 2026. No primeiro turno, a categoria elegeu 161 representantes dos Comitês Sindicais de Empresa (CSEs) e seis representantes do Comitê Sindical dos Aposentados (CSA), que conduzirão a entidade no triênio 2026–2029.

No segundo turno, os trabalhadores escolheram Damasceno para a presidência e os integrantes do Conselho da Direção Executiva. O modelo de representação sindical, adotado pelos Metalúrgicos do ABC desde 1999, fortalece a organização da categoria a partir dos locais de trabalho e amplia a participação dos trabalhadores nas decisões da entidade.

ao-vivo-e-com-imagens-shows-do-1-de-maio-no-abc-dia-dos-trabalhadores-dia-do-trabalhador-e-da-trabalhadora-dia-do-trabalho-fernando-haddad-moises-selerges-boulos-marinho-1-de-maio-tem-tarifa-zero-em-sao-bernardo-1-de-maio-no-abc-reune-mais-de-75-mil-pessoas-em-sbc-fim-da-escala-6x1-escala-6-x-1-reducao-da-jornada-de-trabalho-tvt-news
O presidente eleito do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wellington Damasceno, na festa do 1o de Maio Foto: Adonis Guerra

Quem é o novo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Wellington Damasceno

Metalúrgico desde 2001, Wellington iniciou sua trajetória profissional como montador de produção na Volkswagen Anchieta, após formação pelo SENAI. Advogado, é pós-graduado em Direito e Relações do Trabalho e construiu sua trajetória sindical a partir da organização no chão de fábrica.

>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp

Sua atuação nos Metalúrgicos do ABC começou em 2007, quando foi eleito para a Comissão de Fábrica na Volkswagen. Entre 2006 e 2009, coordenou o Coletivo de Juventude da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT (FEM-CUT/SP). Em 2011, passou a integrar a coordenação do Comitê Sindical de Empresa da montadora.

isencao-do-ir-nasceu-no-patio-da-volkswagen-afirma-wellington-damasceno-imposto-de-renda-volks-metalurgicos-abc-isencao-ir-tvt-news
Damasceno no pátio Volswagen. Promessa de zerar o imposto de renda para salários de até R$ 5 mil nasceu no pátio da Volks num ato de campanha do presidente Lula

Na direção do Sindicato desde 2017, esteve à frente da Secretaria de Políticas Industriais e, posteriormente, assumiu a direção administrativa e financeira da entidade. Em 2023, também tomou posse como diretor do Instituto Lula e, em 2024, foi eleito membro do Comitê Mundial dos Trabalhadores na Volkswagen.

Em reconhecimento à sua atuação em defesa dos direitos da classe trabalhadora, recebeu, em 2025, a Comenda Oficial da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho, uma das mais importantes honrarias concedidas pela Justiça do Trabalho.

metalurgico-do-abc-recebe-uma-das-mais-altas-honrarias-da-justica-do-trabalho-esse-reconhecimento-nao-e-apenas-meu-e-de-todo-o-movimento-sindical-frisou-foto-jose-rosa-marcal-tvt-news
“Esse reconhecimento não é apenas meu, é de todo o movimento sindical”, frisou Damasceno. Foto: José Rosa Marçal

A posse marca a transição da gestão e simboliza a continuidade de uma história iniciada há mais de seis décadas, pautada pela defesa dos direitos dos trabalhadores, da democracia, do desenvolvimento industrial e da valorização do trabalho.

Transição energética é tema do livro de Damasceno

O presidente eleito do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wellington Messias Damasceno, e os professores da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) Ricardo Pereira Trefiglio, Simona Adriana Banacu dos Santos e Jefferson José da Conceição lançaram, em 2024, o livro ‘Da Bomba ao Plug: o Brasil, a descarbonização e a indústria automotiva’ (Editora Papagaio).

Presidente-eleito-dos-Metalurgicos-do-ABC-integra-comitiva-de-Lula-em-agenda-na-Alemanha-adonis-guerra-smabc-sindicato-metalurgicos-abc-tvt-news
“Livro traz respostas aos desafios que já estão colocados”, diz Damasceno. Foto: Adonis Guerra/SMABC


O livro reúne 31 artigos de mais de 40 autores de diversos setores, incluindo o presidente do Sindicato, Moisés Selerges, e os ex-presidentes, Wagner Santana e Rafael Marques. O prefácio da obra é assinado pelo vice-presidente da República e ministro do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Geraldo Alckmin.

Você também pode se interessar:

Mulheres negras e caribenhas recebem prêmios em SP

Trabalhadores na Volkswagen Anchieta aprovam calendário de produção para 2026 com horas extras remuneradas e aumento na PLR

Os trabalhadores e trabalhadoras na Volkswagen Anchieta aprovaram, em assembleia realizada na tarde desta quinta-feira (23), o acordo de calendário de produção para 2026.

Negociação coletiva entre os quatro sindicatos que representam os trabalhadores nas plantas da Volkswagen no Brasil e a direção da montadora prevê pagamento de horas extras de até 110%, cartão voucher de R$ 300 e incremento na Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

A proposta faz parte de uma negociação coletiva entre os quatro sindicatos que representam os trabalhadores das plantas da Volkswagen no Brasil e a direção da montadora. O acordo estabelece jornadas adicionais de trabalho com remuneração diferenciada e benefícios extras para atender ao aumento da demanda de produção.

O acordo prevê a transferência de sábados trabalhados, garantindo pagamentos de horas extras com adicional de 110%, além de um cartão voucher de R$ 300 para os trabalhadores que cumprirem essas jornadas.

O aumento da produção está relacionado ao aquecimento da demanda por veículos, impulsionado pelo programa Move Brasil, lançado pelo governo federal em junho. A iniciativa ampliou o acesso ao crédito para autônomos e motoristas interessados na renovação de suas frotas, refletindo diretamente no ritmo de produção das unidades da montadora no país.

Diante desse cenário, os sindicatos dos trabalhadores negociaram as compensações para jornadas adicionais. O acordo estabelece ainda que, em caso de cancelamentos por motivos operacionais, as datas bonificadas não serão prejudicadas.

Além dos ganhos imediatos com as jornadas extras, o aumento do volume de produção terá reflexo em acréscimo na Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

“Em um momento em que o setor automotivo passa por transformações e incertezas, conseguimos construir uma negociação com a Volkswagen que amplia o volume de produção e demonstra que a empresa vive um cenário de crescimento. Ao mesmo tempo, garantimos que parte desse resultado seja compartilhada com os trabalhadores, por meio da valorização das jornadas adicionais. É um acordo importante, que reforça o papel da negociação coletiva entre os quatro sindicatos e a Volkswagen”, afirma Wellington Damasceno, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e trabalhador na Volkswagen Anchieta.

trabalhadores-na-volkswagen-anchieta-aprovam-calendario-de-producao-para-2026-com-horas-extras-remuneradas-e-aumento-na-plr-tvt-news
Trabalhadores na Volksvagen aprovam acordo. Foto: Adônis Guerra

Acordo na Volkswagen mostra importância da atuação sindical

Segundo Wellington, o acordo também evidencia a importância da atuação sindical na construção de uma política industrial para o país.

“Esse acordo também reafirma o papel do Sindicato como agente na formulação de políticas públicas. Programas como o Mover, o Carro Sustentável e, agora, o Move Brasil são iniciativas defendidas pelo Sindicato e construídas em diálogo com o governo federal, as empresas e o movimento sindical. Esse caminho fortalece a produção nacional, impulsiona o desenvolvimento técnico e científico do país e contribui para a geração de emprego, renda e melhores condições para os trabalhadores e as trabalhadoras”, destaca.

O calendário de produção é mais um acordo construído por meio da negociação coletiva entre a representação sindical dos trabalhadores da Volkswagen no Brasil e a direção da montadora, reforçando o papel do diálogo permanente para conciliar o atendimento à demanda de produção com a valorização do trabalho, a garantia de direitos e a ampliação da remuneração dos trabalhadores.

Damasceno toma posse como presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC no domingo (26)

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC realiza, no próximo domingo (26), a cerimônia festiva de posse da nova direção para o triênio 2026–2029, na Estância Alto da Serra, em São Bernardo do Campo. Na ocasião, será empossado o novo presidente da entidade, Wellington Damasceno, eleito em abril deste ano com 97,47% dos votos válidos, tornando-se o 15º presidente da história do Sindicato. 

Metalúrgico desde 2001, Wellington iniciou sua trajetória profissional como montador de produção na Volkswagen Anchieta, após formação pelo SENAI. Advogado, é pós-graduado em Direito e Relações do Trabalho e construiu sua trajetória sindical a partir da organização no chão de fábrica.

Sua atuação nos Metalúrgicos do ABC começou em 2007, quando foi eleito para a Comissão de Fábrica na Volkswagen. Entre 2006 e 2009, coordenou o Coletivo de Juventude da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT (FEM-CUT/SP). Em 2011, passou a integrar a coordenação do Comitê Sindical de Empresa da montadora.

isencao-do-ir-nasceu-no-patio-da-volkswagen-afirma-wellington-damasceno-imposto-de-renda-volks-metalurgicos-abc-isencao-ir-tvt-news
Damasceno no pátio Volswagen. Promessa de zerar o imposto de renda para salários de até R$ 5 mil nasceu no pátio da Volks num ato de campanha do presidente Lula

Na direção do Sindicato desde 2017, esteve à frente da Secretaria de Políticas Industriais e, posteriormente, assumiu a direção administrativa e financeira da entidade. Em 2023, também tomou posse como diretor do Instituto Lula e, em 2024, foi eleito membro do Comitê Mundial dos Trabalhadores na Volkswagen.

Em reconhecimento à sua atuação em defesa dos direitos da classe trabalhadora, recebeu, em 2025, a Comenda Oficial da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho, uma das mais importantes honrarias concedidas pela Justiça do Trabalho.

Você também pode se interessar:

EUA impõem mais um tarifaço e governo Lula reage

EUA impõem mais um tarifaço e governo Lula reage

O governo dos Estados Unidos confirmou nesta quinta-feira (23) a imposição de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de supostas falhas do Brasil no combate à importação de bens produzidos com trabalho forçado. A decisão, anunciada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), atinge 60 países e a União Europeia, com alíquotas que variam entre 10% e 12,5%. Confira a lista abaixo.

O Brasil foi enquadrado na faixa mais elevada da taxação, ao lado de outras 53 economias, incluindo Argentina, China, Índia, Japão, Reino Unido e Rússia. A nova sobretaxa se soma ao tarifaço de 25% que entrou em vigor na última quarta-feira (22), também imposto pelo governo americano contra produtos brasileiros.

Governo brasileiro rechaça medida e acionará Lei da Reciprocidade

O Palácio do Planalto emitiu nota à imprensa na qual classifica a decisão como “completamente arbitrária e injustificada”. O governo brasileiro rejeita as acusações dos EUA e afirma que, ao longo da investigação conduzida pelo USTR, o Ministério do Trabalho e Emprego prestou explicações e forneceu vasta documentação sobre a legislação brasileira e a atuação das autoridades aduaneiras para coibir importações de bens produzidos por trabalho forçado.

O governo anunciou que iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e levará o tema ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC. O vice-presidente Geraldo Alckmin já havia sinalizado que o governo não descarta acionar a lei, mas reforçou que a prioridade é manter negociações para evitar uma guerra comercial.

471 produtos ficam isentos da nova tarifa

Apesar do novo tarifaço, o governo americano estabeleceu uma ampla lista de isenções. Segundo o documento do USTR, 471 produtos foram excluídos da taxação, organizados em vinte categorias. Entre os setores beneficiados estão:

  • Petróleo cru e óleos minerais, fundamentais para o refino norte-americano;
  • Aeronaves comerciais e componentes aeronáuticos;
  • Café em grãos (não torrado), garantindo o abastecimento das grandes redes nos EUA;
  • Celulose e pasta de madeira de alta pureza;
  • Produtos semimanufaturados de ferro e aço, essenciais para a indústria de construção estadunidense;
  • Equipamentos de grande porte e máquinas agrícolas específicas.

cachaca-e-cafe-estao-em-busca-de-novos-mercados-internacionais-tvt-news-tarifaco-eua-impoem-mais-um-tarifaco-e-governo-lula-reage-tarifas-tarifa-soberania-taxas-tvt-news
Governo brasileiro busca novos mercados para o café exportado. Foto: Wikimedia Commons

Quais países foram atingidos pelo novo tarifaço

Além do Brasil, o USTR considerou que outros 53 países também “falharam em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado”. Confira a lista:

  1. Argélia;
  2. Angola;
  3. Argentina;
  4. Austrália;
  5. Bahamas;
  6. Bahrein;
  7. Bangladesh;
  8. Brasil;
  9. Camboja;
  10. Chile;
  11. China;
  12. Colômbia;
  13. Costa Rica;
  14. República Dominicana;
  15. Egito;
  16. El Salvador;
  17. Guatemala;
  18. Guiana;
  19. Honduras;
  20. Hong Kong;
  21. Índia;
  22. Iraque;
  23. Israel;
  24. Japão;
  25. Jordânia;
  26. Cazaquistão;
  27. Kuwait;
  28. Líbia;
  29. Malásia;
  30. Marrocos;
  31. Nova Zelândia;
  32. Nicarágua;
  33. Nigéria;
  34. Noruega;
  35. Omã;
  36. Peru;
  37. Filipinas;
  38. Catar;
  39. Rússia;
  40. Arábia Saudita;
  41. Singapura;
  42. África do Sul;
  43. Coréia do Sul;
  44. Sri Lanka;
  45. Suíça;
  46. Taiwan;
  47. Tailândia;
  48. Trinidad e Tobago;
  49. Turquia;
  50. Emirados Árabes Unidos;
  51. Reino Unido;
  52. Uruguai;
  53. Venezuela;
  54. Vietnã.

Além destes países, também receberam taxa de 10%, seis parceiros dos EUA:

  1. Canadá;
  2. Equador;
  3. União Europeia;
  4. Indonésia;
  5. México;
  6. Paquistão.

Justificativa dos EUA para o tarifaço é infundada, apontam especialistas

Especialistas e o próprio governo brasileiro contestam a avaliação norte-americana que embasou a nova taxação. O Brasil é reconhecido há décadas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) pelos compromissos assumidos no combate ao trabalho forçado — o país é signatário de 66 Convenções em vigor na OIT, enquanto os Estados Unidos ratificaram apenas 10.

O Brasil ratificou todos os quatro instrumentos da OIT relacionados ao trabalho forçado: as Convenções 29 (1930) e 105 (1957), a Recomendação 203 e o Protocolo à Convenção 29, ambos de 2014. Os EUA ratificaram somente um desses instrumentos. Os acordos de livre comércio celebrados pelo Brasil e pelo MERCOSUL — incluindo com Chile, União Europeia e Associação Europeia de Livre Comércio — contêm compromissos de eliminação do trabalho forçado e compulsório.

acusado-pelos-eua-brasil-e-referencia-no-combate-ao-trabalho-forcado-nacoes-unidas-reconhece-ha-decadas-o-brasil-como-referencia-internacional-no-combate-ao-trabalho-forcado-foto-marcello-casal-jr-agencia-brasil-tvt-news-eua-impoem-mais-um-tarifaco-e-governo-lula-reage-tarifas-tarifa-soberania-taxas-tvt-news
Nações Unidas, reconhece há décadas o Brasil como “referência internacional no combate ao trabalho forçado”. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

No âmbito doméstico, o Brasil tipifica como crime não apenas a submissão ao trabalho forçado, mas também as jornadas exaustivas, as condições degradantes de trabalho e a restrição de locomoção. Empresas e indivíduos são responsabilizados com multas severas, e o país mantém um cadastro de “Lista Suja” de empregadores.

Para especialistas ouvidos pela Agência Brasil, a decisão dos EUA ignora o histórico do Brasil no combate ao trabalho escravo contemporâneo e tem caráter protecionista. O governo brasileiro reafirma que a acusação norte-americana é infundada e que o país segue comprometido com a eliminação do trabalho forçado em toda a sua cadeia produtiva

Contexto da Nova Tarifa: A investigação da chamada Seção 301 dividiu as nações
afetadas. Aqueles que, segundo os EUA, adotaram efetivamente proibições à
importação de produtos de trabalho forçado receberam taxa de 10%. O Brasil, no
entanto, foi incluído no grupo taxado em 12,5%, sob a justificativa de que o arcabouço
legal do país não bloqueia na alfândega mercadorias feitas por trabalho escravo em
outras nações.

Confira, na íntegra, a nota de reação do Governo Lula ao novo tarifaço

Com informações da Secom – Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

NOTA À IMPRENSA SOBRE A IMPOSIÇÃO DE NOVAS TARIFAS UNILATERAIS DOS EUA CONTRA O BRASIL

O Governo brasileiro rechaça a decisão do governo dos Estados Unidos de impor tarifas de 12,5% sobre produtos brasileiros em função do resultado da investigação da Seção 301 relativa à proibição de importação relacionadas ao trabalho forçado.

Na ausência de base legal interna para sustentar sua política comercial protecionista, o USTR optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais.

Ao longo da investigação, o Ministério do Trabalho e Emprego prestou explicações e forneceu farta documentação sobre a legislação brasileira e da atuação das nossas autoridades aduaneiras para coibir importações de bens produzidos por trabalho forçado.

nova-etapa-do-plano-brasil-soberano-contempla-r-18-bilhoes-em-recursos-para-financiamento-do-setor-produtivo-foto-ricardo-stuckert-eua-impoem-mais-um-tarifaco-e-governo-lula-reage-tarifas-tarifa-soberania-taxas-tvt-news
Nova etapa do Plano Brasil Soberano contempla R$ 18 bilhões em recursos para financiamento do setor produtivo. Foto: Ricardo Stuckert

Vale ressaltar, ainda, que o Brasil é reconhecido há décadas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) pelos fortes compromissos assumidos no combate ao trabalho forçado. Somos signatários de 66 Convenções em vigor na OIT. Enquanto os Estados Unidos, que se arrogam o direito de nos julgar e de impor sanções, ratificaram apenas 10 dessas Convenções.

O Brasil ratificou todos os quatro instrumentos da OIT relacionados ao trabalho forçado: a Convenções 29 de 1930; a Convenção 105 de 1957; a Recomendação 203 e o Protocolo à Convenção 29, ambos de 2014. Os EUA só ratificaram um desses instrumentos.

Os acordos de livre comércio celebrados pelo Brasil e pelo MERCOSUL, incluindo com Chile, União Europeia e Associação Europeia de Livre Comércio, contêm compromissos de eliminação do trabalho forçado e compulsório e de aplicação efetiva dessas proibições.

Esse compromisso de combate ao comércio internacional de bens relacionados ao trabalho forçado é intensificado pela abordagem multidimensional de nossas políticas domésticas de fiscalização, prevenção, acolhimento pós-resgate das vítimas e combate ao trabalho escravo contemporâneo. Tipificamos como crime não apenas a submissão ao trabalho forçado, mas as jornadas exaustivas, as condições degradantes de trabalho e restrição de locomoção.

Responsabilizamos as empresas e indivíduos, aplicando multas severas, e mantemos um cadastro de “Lista Suja” de empregadores. Tendo em vista o caráter completamente arbitrário e injustificado das tarifas anunciadas contra o Brasil, iniciaremos imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e levaremos o tema ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC. Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Jessy Dayane defende reforma agrária e critica privatizações em entrevista na TVT

Em entrevista a Don Ernesto no Jornal TVT 2ª edição, a pré-candidata a deputada estadual por São Paulo Jessy Dayane (PT) falou sobre os desafios do estado e apresentou as principais bandeiras que pretende levar para a Assembleia Legislativa. Leia mais na TVT News.

Durante a conversa, ela criticou as privatizações promovidas pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu a reforma agrária como instrumento de combate à fome e de desenvolvimento nacional, comentou a mobilização em torno do fim da escala 6×1 e da taxação dos super-ricos e destacou a importância do processo eleitoral para discutir projetos de país.

Veja o Jornal TVT News 2ª edição na íntegra:

Privatizações prejudicam a população paulista

Jessy afirmou que a experiência recente de privatizações em São Paulo demonstra que a transferência de serviços públicos para a iniciativa privada não trouxe melhorias para a população. Como exemplo, ela citou os problemas registrados na concessão das linhas da CPTM e as reclamações envolvendo a Sabesp após a privatização da companhia.

“A história está provando que as privatizações não beneficiam o povo. Elas beneficiam os amigos do governador Tarcísio, os empresários e quem busca lucro, enquanto a população fica com serviços piores e até corre risco de vida, como vimos com a explosão nas linhas privatizadas da CPTM. A mesma coisa acontece com a Sabesp: contas mais caras, água barrenta e acidentes. O governador está vendendo o Estado e tratando serviços essenciais como mercadoria. Quem acorda cedo para pegar metrô e trem é justamente o trabalhador da escala 6×1, que já passa horas no transporte, trabalha o dia inteiro e ainda volta para casa enfrentando um serviço caro, precário e inseguro. Nem tudo pode ser tratado como lucro. O Estado precisa garantir dignidade e qualidade de vida para quem depende dos serviços públicos.”

Reforma agrária, combate à fome e desenvolvimento nacional

A pré-candidata defendeu a reforma agrária como uma política estruturante para reduzir a desigualdade, ampliar a produção de alimentos saudáveis e fortalecer a soberania nacional. Segundo Jessy, o Brasil reúne condições para eliminar a fome, mas enfrenta obstáculos ligados ao modelo econômico e à concentração fundiária.

“A reforma agrária é muito mais do que distribuir terra. Ela é um projeto de desenvolvimento para o Brasil, porque garante produção de alimentos, soberania alimentar e justiça social. Nós temos terra, temos trabalhadores dispostos a produzir e temos um país rico, mas ainda convivemos com pessoas passando fome, inclusive em São Paulo. Isso é inadmissível. O segundo ano consecutivo fora do Mapa da Fome mostra que o governo Lula está reconstruindo políticas públicas importantes, mas precisamos avançar muito mais. A reforma agrária também é uma reparação histórica à população negra, que foi excluída do acesso à terra após a abolição. Além disso, ela fortalece a agricultura familiar, a agroecologia e a produção de alimentos sem veneno, garantindo comida de verdade para quem vive no campo e para quem mora nas cidades.”

Plebiscito fortaleceu pautas como o fim da escala 6×1

Jessy atribuiu o fortalecimento do debate sobre o fim da escala 6×1 e a taxação dos super-ricos à mobilização organizada por movimentos populares em todo o país. Para ela, o envolvimento da sociedade criou as condições para que essas propostas ganhassem espaço na agenda política nacional.

“A eleição não acontece apenas em outubro. Todo esse período é um momento de debate sobre os problemas do Brasil e sobre qual projeto de país queremos construir. O plebiscito popular foi fundamental para colocar em pauta o fim da escala 6×1 e a taxação dos super-ricos. Os movimentos sociais, sindicatos, juventudes, o MST, o MTST, a TVT e tantas outras organizações foram às ruas, às portas dos metrôs e às casas conversar com a população. Esse processo ajudou a convencer a sociedade da importância dessas propostas e deu força para que o presidente Lula assumisse essa agenda. Quando o povo participa da discussão política, conseguimos disputar ideias e construir maioria em torno de mudanças que beneficiam a classe trabalhadora.”

Agroecologia e justiça social como projeto para o país

Ao defender um novo modelo de desenvolvimento, Jessy afirmou que o fortalecimento da agricultura familiar e da agroecologia deve caminhar junto com políticas de combate às desigualdades e valorização do trabalho. Ela também criticou a prioridade dada à exportação de commodities em detrimento da produção de alimentos para o mercado interno.

“Nós defendemos a agroecologia porque ela representa alimento saudável, relações de trabalho dignas e respeito ao meio ambiente. Hoje é um absurdo que um alimento ultraprocessado custe menos do que um pé de alface. Isso é consequência de um modelo que prioriza a exportação de commodities e não a produção de alimentos para alimentar o próprio povo brasileiro. O MST já demonstra, em seus assentamentos, que é possível produzir comida de qualidade e organizar o trabalho de outra forma. O que defendemos é transformar essa experiência em política de Estado. O Brasil não pode aceitar que exista insegurança alimentar em um país que tem tanta terra fértil, tanta capacidade produtiva e tantas pessoas querendo trabalhar. O desenvolvimento nacional precisa significar distribuição de riqueza, justiça social e garantia de direitos para toda a população.”

O “Mestre Sala dos Mares”: filho de João Cândido, da revolta da Chibata, vai receber indenização

“Há muito tempo nas águas de Guanabara”, o navegante negro, João Cândido, liderou marinheiros, a maioria negros e pobres, contra punições físicas, como açoites, e condições precárias na Marinha. O estopim da revolta foi o castigo de 250 chibatadas em um marinheiro, mesmo após a abolição da escravatura. Em julho de 2026, a Justiça Federal condenou a União a pagar R$ 300 mil de indenização por danos morais ao filho de João Cândido Felisberto, Adalberto Cândido. Leia em TVT News.

A indenização foi motivada por conta de manifestações oficiais da Marinha, em 2024, que foram consideradas ofensivas à memória do líder da Revolta da Chibata.

Na ocasião, a instituição enviou um documento à Câmara dos Deputados classificando o movimento liderado por João Cândido – imortalizado na voz de João Bosco e Aldir Blanc como “O Mestre Sala dos Mares” – como uma “deplorável página da história nacional”, além de depreciar os participantes da revolta com adjetivos do tipo “abjetos” e “reprovável”.

Em maio, a 4ª Vara Federal do Rio de Janeiro já havia condenado a União a pagar uma indenização de R$ 200 mil por danos morais coletivos em decorrência das ofensas aos participantes da Revolta da Chibata feitas pela Marinha do Brasil. 

A Revolta da Chibata foi um dos movimentos mais importantes do século XX de denúncia ao racismo e perpetuação de condições de trabalho precárias vivenciadas por pessoas negras 22 anos após o fim da escravidão.

O movimento durou 4 dias e conseguiu cumprir um dos seus objetivos principais: a abolição de castigos abusivos.

Após a Revolta, João Cândido sofreu forte perseguição do governo, enquanto outros marinheiros foram anistiados. O “dragão do mar” foi preso, torturado na Ilha das Cobras, expulso da Marinha e marginalizado.

Ele morreu em 1969, na pobreza, aos 89 anos.

Justiça defende a proteção jurídica da memória de João Cândido

o-mestre-sala-dos-mares-filho-de-joao-candido-da-revolta-da-chibata-vai-receber-indenizacao-candinho-unico-filho-vivo-de-joao-candido-luta-por-reparacao-foto-fernando-frazao-agencia-brasil-tvt-news
Candinho, único filho vivo de João Cândido, luta por reparação – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Na decisão, a Justiça segue posição defendida pelo MPF. Para o juiz da 4ª vara do Rio de Janeiro, a proteção jurídica da memória de João Cândido também engloba seus familiares. Sendo assim, o filho teria legitimidade para buscar reparação pelos danos sofridos em decorrência das manifestações oficiais.

O que diz a sentença?

Embora a Marinha tenha liberdade para apresentar interpretações históricas quaisquer que sejam, sobre a Revolta da Chibata ou não, isso não autoriza infamar uma personagem posteriormente anistiada pelo próprio Estado brasileiro.

A sentença foi proferida em ação movida pelo filho de João Cândido contra a União. 

Salve o Navegante Negro!

João Cândido é filho de ex-escravizados. Nascido em 1880, ele ingressou na Marinha aos 15 anos de idade.

A revolta ocorreu entre os dias 22 e 27 de novembro de 1910. Durante esse tempo, os insurgentes tomaram embarcações atracadas na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.

Entre as razões da revolta, além dos castigos físicos, os marinheiros negros reivindicavam salares melhores e reclamavam da ausência de um plano de carreira.

Em 1975, João Bosco e Aldir Blanc contaram sua história na música “O Mestre Sala dos Mares”, que depois também foi cantada na voz de Elis Regina.

“O Mestre Sala dos Mares”

Há muito tempo nas águas da Guanabara
O dragão no mar reapareceu
Na figura de um bravo feiticeiro
A quem a história não esqueceu

Conhecido como Navegante Negro
Tinha a dignidade de um mestre-sala
E ao acenar pelo mar na alegria das regatas
Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas
Jovens polacas e por batalhões de mulatas

Rubras cascatas
Jorravam das costas dos santos entre cantos e chibatas
Inundando o coração do pessoal do porão
Que a exemplo do feiticeiro gritava, então

Glória aos piratas, às mulatas, às sereias
Glória à farofa, à cachaça, às baleias
Glória a todas as lutas inglórias
Que através da nossa história
Não esquecemos jamais

Lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá

Salve o Navegante Negro
Que tem por monumento
As pedras pisadas do cais

Glória aos piratas, às mulatas, às sereias
Glória à farofa, à cachaça, às baleias
Glória a todas as lutas inglórias
Que através da nossa história
Não esquecemos jamais

Lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá

Salve o Navegante Negro
Que tem por monumento
As pedras pisadas do cais

Mas salve

Salve o Navegante Negro
Que tem por monumento
As pedras pisadas do cais

Mas faz muito tempo

Você também pode se interessar:

Luna Zarattini defende renovação política e critica privatizações

Em entrevista ao apresentador Don Ernesto, no Jornal TVT News Segunda Edição, a vereadora Luna Zarattini (PT) falou sobre sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados, defendeu uma renovação política baseada em novas propostas para o país e fez críticas à gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Leia mais na TVT News.

Entre os temas abordados estão a privatização da CPTM, segurança pública, os novos Institutos Federais, a atuação do Congresso Nacional e as prioridades para um eventual mandato em Brasília.

Pré-candidatura à Câmara dos Deputados

A vereadora contou que aceitou o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para disputar uma vaga na Câmara Federal e disse que pretende manter uma atuação próxima das comunidades. Ela é agora pré-candidata a deputada federal por São Paulo.

Ela destaca as pautas que serão prioritárias para sua campanha e eventual mandato. “Quero levar para Brasília as lutas que já fazemos diariamente nos bairros e nas periferias. Vamos defender a reforma agrária, a reforma política, uma reforma tributária mais justa, ampliar a presença de mulheres e pessoas negras nos espaços de poder e fortalecer os projetos do governo federal em São Paulo”.

“Também quero mostrar que é possível exercer um mandato diferente, com uma deputada ‘pé no barro’, presente nas comunidades, ouvindo as pessoas, organizando a população e acompanhando de perto as demandas por saneamento, iluminação, escolas, parques e qualidade de vida.”

Privatização da CPTM

Durante a conversa com Don, Luna criticou a concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade à iniciativa privada e afirmou que os problemas registrados nos primeiros dias de operação reforçam sua posição contrária à privatização.

“A privatização dos trens da CPTM está com o resultado aí: explosão, caos e tudo o que a população viu nesses últimos dias. Essa concessão foi apresentada como solução, mas o que a gente viu foi piora na vida de quem depende do transporte público todos os dias”, aponta Luna.

Ela ainda menciona o alto investimento do estado de São Paulo na operação. “Tem um dado que pouca gente fala: o investimento previsto é de R$ 14 bilhões, mas quem coloca R$ 10 bilhões é justamente o governo do Estado. Esse dinheiro poderia estar sendo investido diretamente na empresa pública, melhorando o serviço. O que estamos vendo é uma privatização que beneficia as concessionárias enquanto a população enfrenta atrasos, transtornos e longos deslocamentos. Sou completamente contra esse modelo.”

Segurança pública

A vereadora também criticou a política de segurança pública do governo paulista, citando o aumento dos casos de feminicídio, episódios de violência policial e defendendo investimentos em inteligência e prevenção ao crime.

“O governador Tarcísio gosta de dizer que resolveu a segurança pública, mas a realidade mostra outra coisa. O estado registra recordes de feminicídio, houve cortes de 50% nas políticas para as mulheres e ainda convivemos com casos gravíssimos de violência policial, como o assassinato do menino Rian, na Baixada Santista, e da Tauana, em Cidade Tiradentes. Segurança pública não se faz apenas com discurso ou confronto. Ela se faz com inteligência, integração entre as forças de segurança e investimento em tecnologia. Também defendemos medidas como as câmeras corporais, que protegem tanto a população quanto os próprios policiais, e ações para combater financeiramente as organizações criminosas”, diz a parlamentar.

Novos Institutos Federais

Ao comentar os investimentos do governo Lula na educação, Luna destacou a implantação de duas novas unidades dos Institutos Federais na capital paulista, resultado da articulação com estudantes e professores.

“O governo Lula lançou a criação de 100 novos Institutos Federais e conseguimos trazer dois para São Paulo: um em Cidade Tiradentes e outro no Jardim Ângela. São equipamentos que levam ensino técnico, faculdade, tecnologia e oportunidades para a juventude, aproximando o governo federal da população.”

Renovação política e Congresso do Povo

Luna Zarattini também destacou o lançamento da campanha Congresso do Povo, movimento que reúne jovens lideranças de diferentes regiões do país com o objetivo de renovar a representação política no Legislativo. Segundo a vereadora, a iniciativa busca ampliar a presença de representantes ligados aos movimentos sociais e aproximar o Congresso Nacional das pautas defendidas pela população.

“Hoje lançamos o Congresso do Povo porque acreditamos que a renovação política não acontece apenas pela idade dos candidatos, mas pelas ideias que eles defendem. Reunimos lideranças do movimento estudantil, dos movimentos populares, da luta pela reforma agrária e das periferias para ocupar os espaços da política”.

Ela comenta os temas que foram para o recesso do Congresso sem terem sido pautadas. “O Congresso que temos hoje é majoritariamente inimigo do povo, porque deixou de votar pautas fundamentais, como o fim da escala 6×1, a taxação das grandes fortunas, a transição ecológica e a PEC da Segurança Pública. Queremos levar esse debate para as ruas e para as urnas e construir um Parlamento mais comprometido com os direitos dos trabalhadores e com um projeto democrático para o Brasil.”