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Da Redação

Confira a agenda dos candidatos à Presidência nesta sexta-feira

* por Agência Brasil

A agenda dos candidatos à Presidência da República nesta sexta-feira (21) inclui debates, atos de campanha, entrevistas à imprensa e encontros com representantes de diferentes setores da sociedade. Leia em TVT News.

Os presidenciáveis também participam de atividades em São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Congonhas (MG), Araçatuba (SP) e Rio de Janeiro (RJ), além de reuniões internas e compromissos partidários.

Confira a agenda dos presidenciáveis nesta sexta-feira (21):

Augusto Cury (Avante)
Das 9h às 11h30 – Participa de debate promovido pela Associação Nacional de Magistrados Evangélicos (Anamel), no Auditório Ruy Barbosa, do Instituto Presbiteriano Mackenzie, em São Paulo. O evento reúne autoridades do Judiciário, representantes de instituições jurídicas e acadêmicos para discutir o tema Justiça Servidora: Diálogo, Inclusão e Pacificação Social.

Clariana Barão (DC)
19h – Participa de panfletagem na Praça Marechal Rondon, em Cuiabá.

Edmilson Costa (PCB)
21h – Vai ao encontro do deputado federal Glauber Braga com jovens, no Rio de Janeiro.

Hertz Dias (PSTU)
Passa o dia em Congonhas (MG), onde participa de entrevistas à imprensa local, reunião com representantes de entidades sindicais e encontro com apoiadores no Sindicato Metabase Inconfidentes.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
19h – Participa de ato de campanha na Praça da Estação, no centro de Belo Horizonte (MG).

Renan Santos (Missão)
Cumpre agenda pública em Maceió, onde participa de atividade na Favela do Mundaú pela manhã. No fim do dia, em São Paulo, participa de panfletagem com apoiadores no Mackenzie.

Romeu Zema (Novo)
Participa de ação na Rua 25 de Março, no centro de São Paulo, para falar sobre as dificuldades enfrentadas pelos empreendedores.

Ronaldo Caiado (PSD)
Cumpre agenda em Araçatuba (SP). Às 16h30, concede entrevista coletiva no Sindicato Rural da Alta Noroeste (Siran). Às 17h, participa de encontro com empresários do agronegócio.

Rui Costa (PCO)
Tem reuniões internas pela manhã. Às 17h, concede entrevista para o Poder360 e, mais tarde, à Folha de S.Paulo.

Samara Martins (UP)
11h30 – Vai a debate com estudantes na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Às 15h, participa de ato pelo Dia Nacional da Moradia, na Praça 7. Às 18h, tem encontro com a juventude na Ocupação Maria do Arraial, seguido de caminhada pelo centro da cidade.

Wilson Grassi (Democrata)
Retorna a São Paulo após cumprir compromissos de campanha em Salvador. Ao meio-dia, almoça com membros do Partido Democrata. Às 15h, participa de reunião com a equipe de marketing da campanha e de sessão de fotos.

O candidato Flávio Bolsonaro (PL) não divulgou compromissos públicos oficiais até o momento desta publicação. 

Após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato Pablo Marçal (PRTB) está proibido de fazer campanha eleitoral, comparecer a debates e participar do horário eleitoral no rádio e na TV.

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PGR afirma que PF não identificou negócios de Lulinha com governo

A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou em manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a atuação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e da lobista Roberta Luchsinger para favorecer Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, não resultou no fechamento de negócios com o poder público.

O documento, assinado pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, foi enviado ao ministro André Mendonça, relator de dois dos três inquéritos que investigam Fábio Luís Lula da Silva. 

A PGR sustenta que, embora tenham sido identificados pagamentos feitos por Camilo Antunes a Roberta Luchsinger, a representação da Polícia Federal (PF) não menciona a conclusão de nenhum negócio entre o empresário e o Poder Público.

Com base nessa avaliação, o Ministério Público Federal pede que o inquérito sobre suspeitas de tráfico de influência de Lulinha no governo seja remetido à Justiça Federal de primeira instância.

Em meio a investigações, Mendonça determina apuração de vazamento de informações sobre o caso

Nesta sexta-feira (21), o ministro do STE André Mendonça determinou que seja feita apuração sobre suspeita de novos vazamentos de dados sigilosos em caso envolvendo Lulinha.

A decisão ocorre após reportagens sobre o tema, mas o ministro reforça que a investigação não deve ser focada nos jornalistas ou responsáveis pela veiculação das pautas, e sim a respeito da origem das informações.

O ministro disse estar “demonstrada com clareza solar a apontada identidade entre os objetos das notícias recentemente veiculadas, acima elencadas, bem como de outras que contenham praticamente o mesmo teor, e da investigação já instaurada e em trâmite regular desde o início do ano”.

O ministro disse que as matérias “tão somente evidenciaram o desvelamento do sigilo de dados que, por óbvio, foram disponibilizados aos profissionais protegidos pelo art. 5º, XIV, da Constituição, por quem lhes teve acesso do modo originário, seja em razão de atribuição funcional, seja pelo emprego de meios indevidos para obtenção da informação”. Ele se refere, portanto, a membros da própria administração pública – seja do judiciário, forças investigativas ou outras instituições – que teriam o “acesso originário” às informações obtidas pela investigação.

“Diante de tal conclusão, se faz imperiosa a determinação expressa para que a autoridade policial responsável pela condução do referido procedimento investigatório, inclua a apuração quanto à origem das informações que foram objeto de veiculação indevida no referido procedimento”, concluiu Mendonça sobre a apuração de vazamento de informações sigilosas.

Por que a PGR quer tirar o caso de Lulinha do STF?

A manifestação da PGR defende a remessa do inquérito à primeira instância “por conta da ausência de indícios mínimos de participação de autoridade que justificaria a competência do Supremo Tribunal Federal”.

O argumento central é que as investigações não teriam confirmado o envolvimento de autoridades com foro especial nos supostos crimes que são alvo de apuração. A PGR entende que não há participação de autoridade com foro para julgamento de seus atos no STF.

Além disso, a procuradoria afirma que os fatos apresentados pela PF “não são correlatos” ao conjunto de crimes da Operação Sem Desconto, que investiga desvios em aposentadorias e pensões do INSS. 

“Não há, entre si, nenhuma conexão lógica de causa e efeito, tampouco instrumental”, diz trecho da manifestação. O parecer classifica a relação entre os casos como “mera casualidade” e “absolutamente irrelevante” para reunir as investigações

O que diz a PGR sobre a atuação de Lulinha e Roberta Luchsinger

Apesar de destacar que Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger mantinham “permanente contato”, a PGR sustenta não haver elementos que comprovem tráfico de influência.

O documento fala em “imprecisão da qualificação jurídica” dos fatos aventada pela representação da Polícia Federal. A PGR ressalta que a investigação apura a tentativa do grupo do “Careca do INSS” de vender medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde, mas que não houve fechamento de contrato.

Apontado pela PF como um dos principais operadores das fraudes no INSS, Camilo Antunes está preso preventivamente desde setembro.

O que diz a defesa de Lulinha

O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, avaliou positivamente a manifestação da PGR. “O pedido da PGR confirma o que a defesa vem dizendo desde o início: não há ato de ofício [de alguma autoridade pública cometendo crime], autoridade com foro por prerrogativa, desvio de dinheiro público ou qualquer tipo de relação direta ou indireta no bojo desses inquéritos”, disse à BBC News Brasil.

“Ora, eles não podem tramitar de fato no Supremo. Eles deveriam ser, na minha avaliação, arquivados”, afirmou o advogado. “Se o Fábio não fosse filho do presidente, nem sequer haveria esse pedido para ser remetido para a primeira instância. Na verdade, ele estaria arquivado”, reforçou.

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Procuradoria-Geral da República. Foto: André Richter/Agência Brasil

Roberta Luchsinger também tem repudiado as acusações. “Criminalizar relações de amizade é algo que afronta os princípios elementares do Estado Democrático de Direito”, disse em um post no Instagram.

Decisão sobre o futuro do caso cabe a André Mendonça

Cabe agora ao ministro André Mendonça decidir se acata ou não o pedido da PGR para enviar os inquéritos à primeira instância. Não há prazo para a decisão.

A expectativa é que Mendonça recuse o pedido. Caso isso ocorra, poderá haver recurso para a Segunda Turma do STF decidir, colegiado composto pelos ministros Mendonça, Kássio Nunes, Luiz Fux, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

O pedido da PGR é considerado “atípico” por especialistas, porque a procuradoria não solicitou essa medida em outros casos em que o STF tem julgado pessoas sem foro privilegiado nos últimos anos. Para interlocutores do ministro André Mendonça, haveria uma tentativa repetida de tirar as investigações contra Lulinha do seu gabinete.

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Transferência de veículo poderá ser feita 100% online; veja o que muda

A transferência de propriedade de um veículo poderá ser feita integralmente por meio eletrônico em todo o país. A mudança foi regulamentada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) por meio da Resolução nº 1.027, publicada no Diário Oficial da União em 18 de agosto. Leia em TVT News.

A medida estabelece regras para reunir em um mesmo fluxo digital etapas que atualmente podem ser realizadas em sistemas diferentes. A proposta é reduzir a burocracia envolvida na compra e venda de veículos usados e facilitar o procedimento para compradores e vendedores.

A nova regulamentação prevê três modalidades de transferência de propriedade: convencional, eletrônica e eletrônica custodiada. Na modalidade eletrônica, os procedimentos passam a ser integrados ao Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), mantendo-se a exigência de vistoria do veículo.

Transferência poderá ser feita pelo celular

A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) está trabalhando na implementação de uma funcionalidade que permitirá a transferência de veículos usados entre pessoas físicas pelo aplicativo CNH do Brasil.

O recurso, porém, ainda não está disponível para utilização em todo o país. A resolução publicada pelo Contran estabelece a base normativa para a mudança, enquanto a Senatran prepara a implantação dos serviços necessários.

Quando a funcionalidade estiver disponível, comprador e vendedor poderão realizar pelo mesmo fluxo eletrônico diferentes etapas da negociação. Entre elas estarão o registro da venda, a assinatura eletrônica da transferência, a consulta e o pagamento de débitos e taxas dos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) e a conclusão da mudança de propriedade.

A vistoria também será incorporada ao processo por meio dos serviços disponíveis para essa etapa.

Atualmente, parte dessas operações já pode ser realizada pela internet. É o caso da Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo em meio digital (ATPV-e), da assinatura eletrônica e da comunicação de venda. A principal mudança prevista na regulamentação é a integração desses procedimentos em um fluxo vinculado ao Renavam.

Nova modalidade prevê dinheiro em custódia

A resolução também criou a modalidade de transferência eletrônica custodiada. Nesse modelo, o dinheiro pago pelo comprador poderá permanecer retido durante o processo de transferência.

Os recursos somente serão liberados depois que forem cumpridos os requisitos necessários para concluir a mudança de proprietário. A regulamentação também estabelece mecanismos para bloquear a operação, revertê-la ou restituir o dinheiro caso a transferência não seja finalizada.

A possibilidade de manter o pagamento em custódia busca diminuir os riscos envolvidos nas negociações, especialmente porque comprador e vendedor atualmente podem precisar cumprir diferentes etapas em sistemas distintos.

Na prática, o modelo pretende criar uma relação mais segura entre a conclusão dos procedimentos administrativos e a liberação do dinheiro da compra.

Segurança será exigida nas operações digitais

A transferência eletrônica também terá de seguir requisitos de segurança definidos pelo Contran. Entre as medidas previstas estão autenticação individual e multifator, rastreabilidade das operações, trilhas de auditoria e mecanismos destinados à prevenção e à detecção de fraudes.

Essas exigências deverão acompanhar a implantação dos serviços digitais, permitindo identificar as etapas realizadas durante uma transferência e registrar as movimentações feitas no sistema.

A regulamentação, entretanto, não significa que todos os proprietários já possam realizar a transferência de forma integral pelo celular. A disponibilidade do serviço dependerá da implementação das funcionalidades pela Senatran.

O que muda para quem compra ou vende

Para o proprietário que pretende vender um veículo, o novo modelo deverá concentrar em um mesmo ambiente procedimentos que hoje podem estar distribuídos entre diferentes serviços. Para quem compra, a integração poderá facilitar a consulta de débitos, o pagamento das obrigações e o acompanhamento da mudança de propriedade.

A exigência de vistoria continua prevista na modalidade eletrônica. Portanto, a digitalização não elimina todas as etapas presenciais ou os procedimentos necessários para verificar as condições e a identificação do veículo.

A implantação também dependerá dos serviços oferecidos pelos órgãos de trânsito envolvidos. A resolução estabelece as regras nacionais, mas os detalhes de acesso e funcionamento serão disponibilizados conforme a estrutura tecnológica da Senatran seja colocada em operação.

Com a integração ao Renavam, a expectativa é que o processo passe a ter um fluxo mais organizado e com maior controle sobre cada etapa da negociação. A modalidade custodiada acrescenta ainda uma alternativa para proteger o pagamento enquanto as condições necessárias para a transferência não forem cumpridas.

Datafolha divulga nova pesquisa e Trackings mostram acirramento da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro

O Instituto Datafolha divulga na tarde de hoje (21) a primeira pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República após o início oficial da campanha eleitoral. A divulgação da pesquisa é aguardada pelas campanhas do presidente Lula e do senador Flávio Bolsonaro.

Trackings apontam disputa apertada entre Lula e Flávio Bolsonaro, afirma colunista

De acordo com o colunista do jornal “O Globo”, Lauro Jardim, trackings mostram acirramento da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Segundo Lauro Jardim, “a maioria dos trackings feitos nos últimos dias têm mostrado uma evolução nos números de Flávio e uma ligeira queda de Lula. Na média, no segundo turno, mostram um empate técnico entre os dois”.

Trackings são entrevistas diárias com eleitores e são encomendadas por partidos e por instituições privadas (em geral, bancos) para os institutos de pesquisas. Elas são usadas para consumo interno das campanhas e não podem ser divulgadas oficialmente.

As pesquisas eleitorais são registradas no TSE e seguem metodologias de aplicação e tabulação dos resultados.

Os trackings estão medindo a reação dos eleitores à divulgação de informações vazadas da Polícia Federal. Hoje, a newsletter Noites Húngaras trouxe novas informações sobre o caso Dark Horse.

Datafolha para presidente é divulgada nesta sexta (21)

Encomendada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, a pesquisa Datafolha entrevistou 2.058 eleitores com 16 anos ou mais em todo o país entre os dias 18 e 20 de agosto.

A pesquisa Datafolha, pela primeira vez, testa o cenário com Pablo Marçal (PRTB) entre os 13 candidatos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O ex-coach, que enfrenta condenações na Justiça Eleitoral e está inelegível até 2032, conseguiu registrar a candidatura no limite do prazo, mas ainda aguarda análise do TSE sobre o pedido.

O questionário incluiu uma pergunta espontânea — na qual o eleitor diz o nome do candidato sem ajuda — e uma estimulada, com a lista completa de nomes.

No cartão estimulado, Marçal aparece ao lado de Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante) e outros sete candidatos.

Além da intenção de voto para o primeiro turno, o Datafolha simulou 4 cenários de segundo turno: Lula contra Flávio Bolsonaro, Lula contra Caiado, Lula contra Zema e Lula contra Renan Santos.

A pesquisa também mediu a rejeição de cada candidato, o nível de aprovação e desaprovação do governo Lula, além do interesse dos eleitores pela política.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O número de registro no TSE é BR-04496/2026. A última pesquisa Datafolha, divulgada em 24 de julho, apontava Lula com 40% das intenções de voto no primeiro turno, Flávio Bolsonaro com 32% e Ronaldo Caiado com 4%.

Perguntas do questionário: espontânea, estimulada e rejeição

O questionário do Datafolha começa com uma pergunta espontânea, na qual o eleitor deve dizer em quem pretende votar para presidente em outubro, sem receber qualquer lista de nomes.

Em seguida, o entrevistado é apresentado a um cartão com a lista de candidatos e questionado sobre sua intenção de voto de forma estimulada.

O instituto trabalhou com duas versões do cartão na pergunta estimulada: no cartão 1A, Pablo Marçal aparece entre os candidatos; no cartão 1B, ele não é apresentado.

A lista completa do cenário estimulado inclui Clariana Barão, Edmilson Costa, Escritor Augusto Cury, Flávio Bolsonaro, Hertz Dias, Lula, Pablo Marçal, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Rui Costa Pimenta, Samara, Veterinário Wilson Grassi e Zema.

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Caiado à direita, Lula ao centro e Flávio Bolsonaro à esquerda – Fotos: Agência Brasil e Ricardo Stuckert

Além da intenção de voto, a pesquisa perguntou se o eleitor já tem seu voto totalmente definido ou se ainda pode mudar de escolha. Outra questão busca identificar se a preferência decorre da escolha pelo melhor candidato ou da tentativa de evitar a vitória de outro nome.

O Datafolha também mediu a rejeição dos candidatos ao perguntar em quem o entrevistado “não votaria de jeito nenhum”, além de aferir a aprovação do governo Lula e o interesse dos brasileiros por política. O questionário ainda oferece as opções de voto em branco, nulo ou nenhum, e “não sabe”.

Datafolha é a primeira pesquia após o início oficial da campanha eleitoral

Esta é a primeira pesquisa do Datafolha com intenções de voto para a Presidência divulgada após o início oficial das campanhas. O levantamento foi às ruas depois dos comícios de campanha em São Bernardo do Campo (SP) e na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, além da escolha de Alfredo Gaspar como vice na chapa de Flávio Bolsonaro.

Nesta semana, os candidatos visitaram colégios eleitorais importantes, como Minas Gerais e São Paulo.

Com 2.058 entrevistas presenciais em todo o país entre os dias 18 e 20 de agosto, o levantamento deve captar os primeiros efeitos da campanha oficial sobre as intenções de voto, em um momento em que a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro se mostra mais apertada do que em 2022.

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Confira a agenda do Lula de 21 a 22 de agosto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumpre entre até sábado (22) uma agenda que combina visitas a projetos estratégicos de defesa e tecnologia com atos políticos da campanha à reeleição. Entre sexta e sábado, presidente visita Minas Gerais e Rio de Janeiro.

A agenda do Lula segue nesta sexta (21): o presidente desembarca em Belo Horizonte para o lançamento da campanha em Minas Gerais ao lado do candidato ao governo, Patrus Ananias e depois visita obras de duplicação da Ponte do São Raimundo/BR-116, em Governador Valadares (MG).

No sábado (22), encerra a semana no Rio de Janeiro, em ato na Zona Oeste, em Bangu.

Também na sexta (21), o Instituto Datafolha divulga a primeira pesquisa de intenção de voto para a Presidência após o início oficial da campanha.

Destaques da semana da agenda do Lula

  • Quarta (19) – Iperó (SP): Lula visitou o Centro Industrial Nuclear de Aramar (CINA) a partir das 10h. Acompanha o desenvolvimento do Programa Nuclear da Marinha, com destaque para a montagem do reator do submarino de propulsão nuclear.
    • Também participam da visita os ministros da Defesa, José Mucio Monteiro, e do Gabinete de Segurança Institucional, Marcos Antonio Amaro, além do comandante da Marinha.
    • O CINA é o principal polo do programa nuclear da Marinha, voltado à soberania nacional e ao domínio da tecnologia nuclear aplicada à defesa e à matriz energética.

  • Sexta (21) – Belo Horizonte e Governador Valadares (MG): O presidente visita as obras de duplicação da Ponte do São Raimundo/BR-116 às 15h30, em Governador Valadares. Em seguida, Lula participa do lançamento oficial da campanha em Minas Gerais, na Praça da Estação, a partir das 17h, ao lado do candidato ao governo Patrus Ananias (PT). O ato tem como eixos a defesa da democracia, da justiça social e de políticas voltadas à ampliação de direitos e oportunidades.

  • Sábado (22) – Rio de Janeiro (RJ): Lula encerra a semana no Rio, em ato de campanha na Zona Oeste, em Bangu. O evento foi convocado pelo PT fluminense como parte da mobilização pela reeleição do presidente.

Lula anunciou supercomputador para inteligência artificial brasileira

Governo Federal anunciou uma nova etapa da estratégia brasileira digital para inteligência artificial, com a ampliação da infraestrutura necessária para desenvolver e treinar modelos de IA no país.

O conjunto das ações reforça a soberania nacional sobre os dados de serviços brasileiros públicos e privados.

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Anúncio das ações para desenvolver a supercomputação e a nuvem brasileira contou com a participação de ministros e do presidente da Câmara, Hugo Motta. Foto: Ricardo Stuckert

As novas iniciativas ampliam a capacidade de processamento instalada no Brasil e poderão ser utilizadas por empresas, startups, universidades, instituições de pesquisa e diferentes níveis de governo.

As medidas integram o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), e reúnem ações para ampliar a infraestrutura tecnológica do país, a formação de profissionais, a transferência de tecnologia, além de avançar em transparência, governança e soberania digital.

O PBIA prevê R$ 23 bilhões em investimentos entre 2024 e 2028 para fortalecer a capacidade tecnológica do país, formar profissionais e impulsionar pesquisa, inovação e aplicações de inteligência artificial.

Lula visitou centro nuclear de Iperó para reforçar a soberania nacional

A agenda presidencial começa nesta quarta-feira (19) com uma visita ao Centro Industrial Nuclear de Aramar (CINA), em Iperó, interior de São Paulo. O presidente Lula chega ao complexo às 10h para acompanhar o desenvolvimento do Programa Nuclear da Marinha, que inclui a montagem do reator do futuro submarino brasileiro com propulsão nuclear.

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Presidente Lula com o ministro da Defesa e comandante da Marinha, durante visita ao Centro Industrial Nuclear de Aramar, em Iperó – SP. Foto: Ricardo Stuckert

O CINA é o principal polo tecnológico do Programa Nuclear da Marinha e abriga instalações estratégicas para o domínio do ciclo do combustível nuclear, como a Usina de Hexafluoreto de Urânio (USEXA) e o Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (LABGENE), onde opera o protótipo em escala real do reator nuclear.

O complexo também concentra o desenvolvimento da planta propulsora que equipará o submarino nuclear Álvaro Alberto.

A visita conta com a presença dos ministros da Defesa, José Mucio Monteiro, e do Gabinete de Segurança Institucional, Marcos Antonio Amaro, além do comandante da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen. O evento reforça a aposta do governo na soberania tecnológica e na autonomia do Brasil em áreas sensíveis da indústria de defesa.

Datafolha divulga nova pesquisa presidencial na sexta (21)

O Instituto Datafolha divulga na próxima sexta-feira (21) a primeira pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República após o início oficial da campanha eleitoral. Encomendada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, a pesquisa entrevista 2.058 eleitores com 16 anos ou mais em todo o país entre os dias 18 e 20 de agosto.

O levantamento inclui os 13 candidatos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entre eles Pablo Marçal (PRTB), que teve a candidatura registrada no limite do prazo.

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Pequisas mostram a intenção de voto entre candidatos – Fotos: TVT News e Agência Brasil

Além da intenção de voto para o primeiro turno, o Datafolha vai simular quatro cenários de segundo turno: Lula contra Flávio Bolsonaro (PL), Lula contra Ronaldo Caiado (PSD), Lula contra Romeu Zema (Novo) e Lula contra Renan Santos (Missão). A pesquisa também medirá a rejeição de cada candidato e os níveis de aprovação e desaprovação do governo Lula.

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Depois de viajar ao Oiapoque, agenda do Lula inclui compromissos no sudeste e no nordeste. Foto: Ricardo Stuckert

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O número de registro no TSE é BR-04496/2026. A última pesquisa Datafolha, divulgada em 24 de julho, apontava Lula com 40% das intenções de voto no primeiro turno, Flávio Bolsonaro com 32% e Ronaldo Caiado com 4%.

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Página não foi virada: perito de Dark Horse não sabe destino final do dinheiro de Vorcaro

A prestação de contas apresentada por Flávio Bolsonaro para justificar os recursos destinados ao filme Dark Horse ainda não esclarece todo o caminho do dinheiro negociado com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Uma entrevista do jornalista Paulo Motoryn com Anísio Costa Castelo Branco, responsável pelo laudo privado usado pela defesa da produtora Go Up Entertainment, mostra que a perícia tem limites importantes: não avaliou se os preços pagos na produção eram compatíveis com o mercado cinematográfico e também não consegue apontar o destino dos recursos depois que eles foram recebidos pelas empresas contratadas.

As informações foram publicadas em 21 de agosto de 2026 na newsletter Noites Húngaras, de Motoryn. O material foi divulgado um dia depois de Flávio Bolsonaro afirmar, durante uma agenda de campanha em São Paulo, que o caso estava “página virada” e que a prestação de contas sobre o filme já havia sido apresentada.

Em conversa com Motoryn, Anísio Costa Castelo Branco afirmou que sua perícia não analisou se os gastos da produção eram compatíveis com os preços praticados pelo mercado audiovisual nem conseguiu rastrear o que as empresas contratadas fizeram com o dinheiro depois que o receberam.

Segundo a newsletter, o laudo foi produzido a pedido da defesa da responsável pela Go Up Entertainment, foi anexado a um inquérito da Polícia Civil de São Paulo e posteriormente chegou ao conhecimento da imprensa. A entrevista com Castelo Branco, porém, revela que o documento não responde a todas as perguntas sobre a origem, a utilização e o destino final dos recursos.

O próprio perito afirmou que possui registros das transferências feitas pelo fundo Havengate Development LP para a produtora e que a maior parte dos recursos identificados na perícia teria vindo dessa estrutura financeira. Ao mesmo tempo, disse não acompanhar o que ocorreu com o dinheiro depois que ele chegou às empresas fornecedoras.

Quais as perguntas não respondidas sobre o dinheiro para Dark Horse que a perícia não consegue responder

A entrevista de Castelo Branco revelou ao menos duas lacunas centrais no laudo que vinha sendo apresentado como prestação de contas do filme.

A primeira: a perícia não analisou se os custos de Dark Horse estavam compatíveis com os preços de mercado do cinema.

Questionado diretamente se essa análise foi feita, o perito respondeu: “Não, eu não fiz esse tipo de análise.” E completou: “A análise que eu fiz foi essa que eu te falei: verificar se houve transferência de dinheiro público, mostrar quanto foram os custos da produção nacional, os custos da produção internacional, mas eu não julgo se os custos são altos ou se são baixos.”

A segunda: o laudo não consegue determinar o que as empresas contratadas pela produção fizeram com o dinheiro após recebê-lo.

O perito explicou: “Não consigo controlar o que acontece da terceira camada para trás.” E deu um exemplo: “Se ela pegou esse dinheiro que recebeu e deu para alguém, isso eu não posso […] controlar. Porque eu não controlo o que acontece nas empresas que recebem dinheiro.”

A perícia, portanto, acompanha parte do caminho do dinheiro até a produtora, mas não consegue descartar que recursos tenham sido posteriormente enviados para terceiros.

Conclusão 1

O laudo não pode ser tratado como uma auditoria completa sobre a razoabilidade dos gastos de Dark Horse. O documento examina registros financeiros e custos apresentados, mas não determina se os valores contratados eram compatíveis com o mercado nem acompanha o dinheiro indefinidamente depois de cada pagamento.

O que a Polícia Federal quer saber sobre o dinheiro que Flávio Bolsonaro pediu a Vorcaro

A entrevista traz uma informação nova: a Polícia Federal já pediu dados complementares aos responsáveis pela perícia.

Segundo Castelo Branco, a PF enviou um ofício solicitando informações sobre o trabalho realizado. O documento teria sido formulado de maneira ampla, sem especificar inicialmente todos os detalhes sobre a forma de apresentação dos dados. O perito afirmou que a equipe respondeu ao delegado e pediu esclarecimentos adicionais sobre quais informações deveriam ser entregues.

Entre os documentos solicitados está, segundo o próprio Castelo Branco, o registro das transferências feitas pelo fundo Havengate para a Go Up Entertainment.

Esse ponto é relevante porque o perito afirmou ter documentação das transferências realizadas entre o Havengate e a produtora. São, segundo ele, diversos pagamentos feitos em datas diferentes, vinculados ao contrato firmado para a produção.

Quando questionado sobre a soma exata das transferências, contudo, disse que não tinha naquele momento o valor consolidado em mãos.

A entrevista também mostra uma informação relevante sobre a origem dos recursos. Castelo Branco afirmou que a maior parte, possivelmente a totalidade, do dinheiro utilizado no projeto identificado pela perícia teria origem no Havengate Development LP.

Isso ajuda a reconstruir o caminho inicial dos recursos: dinheiro associado ao Havengate foi transferido para a produtora e, posteriormente, utilizado para despesas e pagamentos relacionados ao filme. A lacuna surge quando se tenta seguir cada real ou dólar depois dos pagamentos aos fornecedores.

A Polícia Federal, portanto, busca aprofundar justamente essa reconstrução documental. A requisição, segundo o perito, envolve informações relacionadas a transferências, despesas operacionais e custos da produção. Castelo Branco também afirmou que existem dados que não foram apresentados de forma individualizada no documento que veio a público, inclusive nomes de pessoas e informações sobre quem recebeu os pagamentos.

O cuidado apontado pela equipe da perícia é com informações protegidas por sigilo bancário. O perito disse que os dados podem ser fornecidos às autoridades quando houver determinação para isso, mas que a equipe precisa respeitar as regras de proteção dessas informações.

Conclusão 2

A Polícia Federal já está em campo para obter respostas que o laudo particular não forneceu. Castelo Branco revelou que recebeu um ofício da PF solicitando dados referentes ao trabalho, envolvendo transferências, despesas operacionais e custos do filme

Quem é o perito Anisio Castelo Branco

Anisio Castelo Branco é presidente do Instituto de Perícia Investigativa e assina o laudo sobre os gastos do filme Dark Horse. O documento foi produzido a pedido da defesa da responsável pela produtora GoUp Entertainment, anexado a um inquérito da Polícia Civil de São Paulo e divulgado à imprensa há cerca de dois meses.

A importância de sua fala está no fato de que o laudo tem sido usado politicamente como resposta às suspeitas sobre o financiamento do longa. No entanto, a entrevista revelou que o trabalho do perito tem limites que não haviam sido explicitados até então.

Castelo Branco afirmou que nunca havia feito uma perícia de produção cinematográfica antes. Quando questionado se não seria adequado chamar alguém com experiência no mercado audiovisual para apoiá-lo, respondeu que a formação em administração e contabilidade seria suficiente para analisar empresas de diferentes setores.

A distinção é importante. Uma perícia pode identificar que determinada empresa recebeu uma quantia e que aquele pagamento aparece em registros financeiros. Isso não significa, necessariamente, que o preço pago tenha sido adequado para aquele serviço, que a despesa tenha correspondido exatamente ao trabalho realizado ou que o dinheiro tenha permanecido dentro da cadeia de produção do filme.

Castelo Branco reconheceu essa diferença durante a entrevista. Questionado sobre a comparação dos custos do filme com os preços do mercado cinematográfico, respondeu: “Não, eu não fiz esse tipo de análise”.

Relembre o escândalo Dark Horse

O escândalo Dark Horse teve início em 13 de maio, quando o The Intercept Brasil publicou reportagem com áudios e mensagens que expuseram a negociação direta entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, para financiar a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Como começou a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro

Em 13 de maio de 2026, o The Intercept Brasil revelou áudios e mensagens que mostravam Flávio Bolsonaro negociando diretamente com Vorcaro recursos para o longa-metragem. A documentação reunida pelo veículo indicava transferências realizadas ao longo de 2025 para financiar o projeto.

As negociações chamaram atenção também pelos valores envolvidos. Documentos indicavam uma previsão de aproximadamente US$ 134 milhões nas tratativas, enquanto os registros apresentados sobre aportes apontavam valores inferiores transferidos ao projeto.

Reprodução da conversa com o pedido de dinheiro de Flávio Bolsonaro para Daniel Vorcaro, do Banco Master, obtida pelo Intercet. Reprodução / Intercept

As reuniões entre Flávio e Vorcaro

As investigações mostraram que Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro tiveram pelo menos dois encontros presenciais durante as negociações. Além da reunião no fim de novembro de 2025 na residência de Vorcaro em São Paulo, houve outra ocorrida no primeiro semestre de 2025, em uma mansão alugada por Vorcaro em Brasília, sem testemunhas.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, admitiu publicamente que o senador procurou Vorcaro após a prisão domiciliar do banqueiro para tentar garantir a continuidade do financiamento — versão que contradiz a de Flávio, que afirmou ter ido a São Paulo apenas para “botar um ponto final nessa história”.

Desdobramentos

O caso se multiplicou em desdobramentos judiciais, com investigações da Polícia Federal e novas revelações sobre a relação entre a família Bolsonaro e o banqueiro. A Ancine também identificou irregularidades relacionadas à produção do filme. Vorcaro foi preso enquanto tentava fugir do país por operar um esquema de fraude que gerou um rombo de R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Enquanto isso, a perícia encomendada pela defesa — que Flávio Bolsonaro insiste em apresentar como encerramento do caso — deixou perguntas essenciais sem resposta, e a Polícia Federal já pede mais informações.

O papel do fundo Havengate

Parte dos recursos associados ao financiamento de Dark Horse passou pelo Havengate Development LP, estrutura apontada como parte da engenharia financeira da produção.

A TVT News mostrou anteriormente que documentos indicavam transferências para o fundo, além da relação da estrutura com pessoas ligadas ao entorno de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

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PF deve investigar cerca de R$ 61 milhões que teriam sido transferidos para o fundo offshore Havengate, que financiou o filme Dark Horse. Foto: Divulgação

É nesse ponto que a nova entrevista de Castelo Branco se conecta ao histórico do caso: o perito afirma possuir registros das transferências entre o Havengate e a Go Up Entertainment, reforçando que esse caminho financeiro pode ser documentado.

Por que os recursos continuam sob investigação

A questão não é apenas saber se houve dinheiro do Havengate para a produtora. A investigação precisa esclarecer também como os recursos foram distribuídos e se o percurso posterior corresponde integralmente ao objetivo declarado de financiar a produção cinematográfica.

Em julho, a Polícia Federal avaliava medidas para rastrear ativos relacionados ao caso e que a destinação dos recursos permanecia sob apuração. A investigação autorizada no Supremo Tribunal Federal envolve justamente a análise das circunstâncias relacionadas ao financiamento do filme.

O histórico do caso também inclui questionamentos sobre a estrutura financeira da produção, investigações envolvendo empresas relacionadas ao projeto e apurações sobre possíveis irregularidades em contratos que chegaram a entidades ligadas aos envolvidos.

A investigação ainda busca o destino final do dinheiro

Três meses depois das primeiras revelações, a pergunta central permanece: qual foi o destino integral dos recursos negociados para Dark Horse?

A perícia privada apresentada pela defesa ajuda a identificar parte do caminho do dinheiro, mas, segundo o próprio responsável pelo laudo, não permite responder o que aconteceu com os recursos depois que eles foram recebidos por fornecedores e outras empresas. Também não foi feita uma comparação dos custos da produção com os preços praticados no mercado cinematográfico.

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As notas fiscais canceladas apresentadas pela a ONG da produtora de Dark Horse à Prefeitura de São Paulo na prestação de contas. — Foto: Reprodução/PMSP

Por isso, a nova solicitação feita pela Polícia Federal aos responsáveis pela perícia é relevante para o andamento da investigação. A entrega de comprovantes, dados de transferências e informações sobre pagamentos pode permitir uma reconstrução mais detalhada da circulação dos recursos.

A declaração de Flávio Bolsonaro de que o caso estava encerrado, portanto, não corresponde ao estágio descrito pelo próprio responsável pela perícia. Enquanto o senador sustenta que a prestação de contas já foi realizada, o perito admite que existem perguntas que o laudo não responde e afirma que a Polícia Federal pediu informações adicionais.

O caso Dark Horse continua com pergunas sem resposta

  • quanto foi efetivamente gasto?
  • quem recebeu os recursos?
  • os preços pagos estavam de acordo com o mercado?
  • e, principalmente, qual foi o destino do dinheiro depois que deixou a conta das empresas diretamente envolvidas na produção?

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