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Da Redação

OMS vê risco “muito baixo” para Europa após suspeita de peste na Rússia

Genebra, Suíça – 6 de outubro de 2026, com informações da AFP: a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta terça-feira (6) que está verificando com as autoridades russas a morte de uma funcionária de um instituto de combate à peste em uma região da Sibéria, mas considera que o risco para a Europa é “muito baixo”.

A notícia de que Daria Shipilova, de 28 anos, havia supostamente morrido de peste pneumônica na região siberiana de Irkutsk despertou alarmes.

“A avaliação inicial de riscos realizada pela OMS, com base nas informações disponíveis, indica que o risco é moderado a baixo para Irkutsk, baixo para a Federação Russa como um todo e muito baixo para a região europeia”, declarou o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, em coletiva de imprensa em Genebra.

O que é a peste pneumônica

A peste pneumônica é uma infecção pulmonar altamente contagiosa que pode ser mortal, segundo a OMS.

Ela é transmitida por gotículas, ao contrário da peste bubônica, que afeta os gânglios linfáticos e é transmitida por pulgas infectadas.

© Agence France-Presse

Conheça Ana Elisa: recordista de votos, sucesso nas redes sociais e o novo rosto da esquerda brasileira

Ana Elisa Santos Silva (PT) tem 21 anos, nasceu em Divinópolis (MG) e acaba de ser eleita a deputada federal mais jovem do Brasil desde 1994. Com 524.219 votos, a estudante de Direito e influenciadora digital se tornou a mulher mais votada da história de Minas Gerais e a segunda candidata mais votada do estado. Nas redes sociais, onde soma mais de 2 milhões de seguidores no Instagram, ela construiu uma campanha de sucesso e defende a mobilização no ambiente digital.

Ana Elisa ganhou projeção nas redes sociais ao publicar vídeos sobre política, direitos sociais, racismo, feminismo, educação pública, combate à desinformação e fim da escala 6×1. Conheça a trajetória da nova deputada do PT com a TVT News.

O que você precisa saber sobre Ana Elisa

  • Quem é: Ana Elisa Santos Silva, 21 anos, estudante de Direito, filha de professora e mãe solo, nascida em Divinópolis (MG)

  • O que pensa sobre política nas redes: Acredita que o ambiente digital é ferramenta essencial para renovação da esquerda e aproximação com a juventude

  • Novo rosto da esquerda: Primeira mulher preta eleita deputada federal por Minas Gerais aos 21 anos, defende maior participação de jovens e negros no PT

Quem é Ana Elisa, deputada eleita por MG

Ana Elisa Santos Silva nasceu em 31 de agosto de 2005, em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Filha de uma mulher negra, professora e mãe solo, tem raízes familiares em Oliveira e cresceu acompanhando a mãe em movimentos sindicais ligados à educação — contato que despertou seu interesse pela política ainda na infância.

Antes de disputar sua primeira eleição, Ana Elisa trabalhava como estagiária no Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG) e cursava Direito. Sem experiência anterior em cargos eletivos, ela construiu sua projeção nas redes sociais, nas quais acumula mais de 2 milhões de seguidores no Instagram e mais de 952 mil no TikTok.

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Estudante de Direito e influenciadora digital, Ana Elisa (PT) recebeu 524 mil votos e se tornou a parlamentar mais jovem do país desde 1994 – Foto: Redes Sociais

Com a eleição, Ana Elisa se tornou a parlamentar mais jovem na Câmara dos Deputados desde 1994, quando Vanessa Felippe (PDSB) foi eleita pelo Rio de Janeiro aos 22 anos. A nova deputada também superou a marca que pertencia a Nikolas Ferreira, eleito aos 26 anos em 2023 como o mais jovem de Minas Gerais.

Em entrevista ao G1, Ana Elisa destacou o significado de sua eleição:

“Em 200 anos de Câmara nós nunca tivemos uma mulher preta eleita aos 21 anos e ser a primeira não significa que eu quero ser a única”

A deputada eleita também celebrou o resultado das urnas em suas redes sociais:

“524.219 mineiros votaram em mim, nunca imaginei um número tão grande, mas isso prova que nós podemos chegar, isso prova que o povo está cansado do mesmo e acredita em um futuro melhor, obrigada Minas Gerais”

Ana Elisa se filiou ao PT em março de 2026, após convite feito durante uma visita do presidente Lula a Betim (MG). Antes disso, teve uma breve passagem pelo PV no ano anterior. Sua candidatura integrou a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.

A votação colocou Ana Elisa entre os candidatos a deputado federal mais votados do país. Com 524.219 votos, ela terminou a eleição atrás apenas de Nikolas Ferreira e à frente de nomes como Duda Salabert (PSOL), Reginaldo Lopes (PT) e Rogério Correia (PT) na disputa em Minas.

O que Ana Elisa pensa sobre política nas redes sociais

Para Ana Elisa, as redes sociais não são apenas um meio de comunicação, mas o principal instrumento de transformação política da nova geração. A deputada eleita atribui integralmente seu resultado nas urnas à construção digital que fez ao longo dos últimos anos.

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Jovem de 21 anos foi eleita com 524 mil votos e defende educação pública, direitos trabalhistas e fim da escala 6×1 – Foto: X

A jovem parlamentar ganhou projeção nacional produzindo conteúdo sobre racismo, feminismo, direitos sociais e questões trabalhistas. Entre os formatos que a tornaram conhecida estão vídeos em que responde diretamente a parlamentares de direita, incluindo o próprio Nikolas Ferreira.

Segundo análise publicada pela Revista Fórum, a presença digital de Ana Elisa se tornou um dos pilares de sua campanha eleitoral, permitindo que ela alcançasse públicos que tradicionalmente não acompanham política institucional. Sua comunicação direta e acessível, voltada principalmente para o público jovem, ajudou a aproximar temas complexos do cotidiano de quem a acompanha.

Durante a campanha, Ana Elisa defendeu que a esquerda precisa ocupar os espaços digitais com a mesma intensidade que a direita, adaptando sua linguagem e suas estratégias às dinâmicas das plataformas. Para ela, a renovação política passa necessariamente pela compreensão de que as redes são o novo espaço público de debate.

Esquerda precisa ocupar as redes sociais, defende Ana Elisa

Em entrevista ao Estado de Minas, Ana Elisa defendeu que a política precisa estar presente nos espaços digitais porque parte da população não acompanha diretamente o funcionamento das instituições.

“A política precisa chegar às pessoas para além da TV Câmara e da TV Senado. Muita gente não se interessa porque não entende o que está acontecendo.”

Para a jovem, as redes podem aproximar a população do debate institucional e ampliar a participação política. Ela também afirmou que considera a política parte da vida cotidiana: “Acho que todo mundo é político. Acho que as pessoas não têm para onde fugir.”

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Quem é Ana Elisa: a influenciadora de 21 anos eleita deputada por MG

Ana Elisa também critica a dinâmica de confrontos nas redes sociais e aponta a desinformação como um dos principais problemas do debate público. Segundo ela, notícias falsas se espalham com velocidade, enquanto a explicação dos fatos exige mais tempo.

“Combater fake news é muito difícil, porque elas são simples e rápidas de espalhar. Já a verdade exige mais tempo e explicação.”

A deputada eleita reconhece que a desinformação também pode surgir entre grupos de esquerda, embora avalie que o alcance desse tipo de conteúdo seja maior entre grupos de direita nas redes.

A forte presença digital foi um dos elementos que ajudaram Ana Elisa a transformar notoriedade em votação.

Ana Elisa fala sobre estratégia para Lula vencer no 2° turno

Para Ana Elisa, as redes sociais não são apenas um meio de comunicação, mas o principal instrumento de transformação política da nova geração. A deputada eleita atribui integralmente seu resultado nas urnas à construção digital que fez ao longo dos últimos anos.

No vídeo abaixo, publicado nas redes sociais da futura deputada, ela opina sobre a estratégia para vencer o 2° turno.

Conheça a trajetória de Ana Elisa, o novo rosto da esquerda

A trajetória de Ana Elisa Santos Silva é marcada pela militância estudantil e pela defesa de pautas ligadas à juventude, educação pública e igualdade racial. Durante a universidade, participou de mobilizações em defesa da permanência estudantil, da ampliação das bolsas e do passe livre.

Suas principais bandeiras de campanha refletem essa vivência:

  • Fim da escala 6×1: Defende a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, além da ampliação da proteção previdenciária e dos direitos dos trabalhadores de aplicativos
  • Educação pública: Propõe o aumento de recursos federais para universidades e institutos federais de Minas Gerais, a ampliação do programa Pé-de-Meia e a criação de um Fundo Nacional de Apoio ao Passe Livre Estudantil
  • Mulheres e igualdade racial: Defende o fortalecimento das Casas da Mulher Brasileira em MG, linhas de crédito facilitadas para mulheres chefes de família e a manutenção das cotas no serviço público
  • Cultura, meio ambiente e interior: Propõe a descentralização de recursos culturais para municípios do interior, fiscalização rigorosa da mineração com proteção das bacias hídricas e apoio à agricultura familiar

No site oficial de Ana Elisa, a deputada eleita se apresenta como representante da “renovação popular”, trazendo “a vivência do interior e a firmeza da juventude trabalhadora”. A plataforma destaca ainda seu compromisso com o “Fim da Escala 6×1, porque quem trabalha precisa de tempo para viver, descansar e conviver com a família”.

Com mais de meio milhão de votos, Ana Elisa inicia seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados em fevereiro de 2027. Seu desempenho nas urnas a colocou entre os principais nomes da nova geração do PT e deu dimensão nacional a uma candidatura construída a partir de Minas Gerais e das redes sociais.

Ana Elisa e Nikolas vão se encontrar no Congresso

A eleição de Ana Elisa estabelece um confronto direto com Nikolas Ferreira (PL), o deputado federal mais votado do país, que também é de Minas Gerais. A jovem petista ficou em segundo lugar no estado, com 524.219 votos, atrás justamente de Nikolas, que soma mais de 3 milhões de votos.

A rivalidade entre os dois começou antes mesmo das urnas. Ana Elisa ganhou projeção nas redes sociais justamente com vídeos em que responde ao parlamentar de direita, e sua campanha foi construída, desde o início, como oposição a ele e ao seu campo político.

Após o resultado das eleições, Ana Elisa utilizou as redes sociais para mandar um recado direto ao adversário. “Nos vemos na Câmara”, escreveu a nova parlamentar. Na legenda da publicação, acrescentou que “está na hora de começar a trabalhar”.

Nas redes sociais, apoiadores de Ana Elisa repercutiram o confronto que se desenha para o próximo mandato. Uma publicação no X (antigo Twitter) alertou: “Se cuida Nikolas! Ana Elisa (PT) é eleita a deputada federal MAIS JOVEM de Minas Gerais”. Já o perfil de Tiago Barbosa destacou: “‘A esquerda não se renova’. Taí, mulher, negra, eleita pelo PT aos 21 anos e com uma lucidez impressionante”.

O jornalista Renato Souza, por sua vez, observou que a vitória de Ana Elisa representa uma mudança de estratégia dentro do próprio campo progressista: “Usando a força das redes. Coisa que a uma parte se recusa a adotar. Praticamente todos que foram eleitos do PT usaram as redes a seu favor”, opinou o jornalista.

O encontro entre os dois parlamentares na Câmara dos Deputados, a partir de fevereiro de 2027, promete ser um dos embates mais acompanhados do próximo mandato.

Como fica o fim da escala 6×1 com o resultado das eleições

O Senado Federal inicia nesta terça-feira (6) a discussão em Plenário da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. As sessões de debate estão marcadas para terça (6), quarta (7) e quinta-feira (8), sempre a partir das 14h.

No entanto, o resultado do primeiro turno das eleições, que apontou crescimento expressivo da direita no Senado e colocou o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente na disputa presidencial, tornou o cenário para a aprovação da proposta ainda mais desafiador. Entenda com a TVT News.

Resumo do que está em jogo para o fim da escala 6×1

  • Quando o fim da escala 6×1 será votado? a PEC começa a ser debatida em Plenário nesta terça-feira (6), com sessões também na quarta (7) e quinta (8). Antes de ser votada em primeiro turno, a proposta precisa cumprir cinco sessões de discussão, mas esse prazo pode ser reduzido por acordo entre os senadores.
  • Fim da escala 6×1 é prioridade do governo Lula: o presidente Lula classificou a proposta como “prioridade do nosso governo” e afirmou estar “convicto” de que o Senado aprovará a mudança, que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, garante dois dias de descanso remunerado e não prevê redução salarial.
  • Como o resultado das eleições pode atrapalhar o fim da escala 6×1: o avanço da bancada de direita no Senado, especialmente do PL, que elegeu a maior bancada a partir do ano que vem, tornou a aprovação politicamente inviável no momento, segundo aliados do governo. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que mira a reeleição, tende a recuar para evitar atritos com a oposição.

Quando o fim da escala 6×1 será votado?

A discussão da PEC 221/2019 no Plenário do Senado começa nesta terça-feira (6), com sessões previstas também para quarta (7) e quinta-feira (8), a partir das 14h. O texto foi aprovado em setembro pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e agora precisa cumprir o rito regimental de cinco sessões de discussão antes de ser submetido à votação em primeiro turno.

Caso avance, a proposta ainda precisará de mais três sessões de debate para ser votada em segundo turno. Por se tratar de uma emenda constitucional, são necessários ao menos 49 votos favoráveis em cada uma das duas votações. O calendário, no entanto, pode ser encurtado se houver acordo entre os líderes partidários para aprovar um calendário especial.

De acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a sessão desta terça-feira será semipresencial, o que pode afetar o quórum. A votação, segundo ele, dependerá do clima político e do número de senadores presentes.

Fim da escala 6×1 é prioridade do governo Lula

O presidente Lula (PT) celebrou a decisão de Alcolumbre de pautar a discussão da PEC e reforçou que a medida é uma das principais prioridades de seu governo. Em publicação nas redes sociais, o presidente afirmou: “Essa é uma prioridade do nosso governo e uma mudança que o Brasil precisa fazer. Trabalhadores e trabalhadoras não podem viver apenas para trabalhar. Precisam ter tempo para a família, para estudar, descansar e viver, com dois dias de descanso por semana e sem redução de salário”.

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Prioridade do Governo Lula é o fim da escala 6×1 – Foto: Ricardo Suckert

A proposta é considerada uma das principais bandeiras do terceiro mandato de Lula e foi incorporada à estratégia eleitoral do governo para o segundo turno. A avaliação de integrantes da campanha é que a aprovação do fim da escala 6×1 pode fortalecer o presidente em uma disputa apertada com Flávio Bolsonaro (PL).

Como o resultado das eleições pode atrapalhar o fim da escala 6×1

O resultado do primeiro turno das eleições, realizado no domingo (4), alterou profundamente o cenário político para a votação da PEC no Senado. Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno à frente, com 47% dos votos, contra 45% de Lula. Além disso, o PL elegeu 19 das 54 cadeiras em disputa, projetando uma bancada de 28 senadores a partir do ano que vem — a maior da Casa, representando mais de um terço do Senado.

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), admitiu que a aprovação ficou mais difícil após as urnas. “Está mais difícil aprovar. Mas, na hora em que você cumpre o rito regimental, aumenta a pressão pela aprovação”, declarou. A estratégia do governo é cumprir as cinco sessões de discussão como forma de pressionar os senadores a aprovar a proposta.

Aliados do Palácio do Planalto já admitem nos bastidores que o avanço da bancada de direita tornou a aprovação do texto inviável no momento. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que também saiu enfraquecido das urnas — seu aliado no Amapá foi derrotado e ele não conseguiu eleger senadores —, estaria de olho na reeleição à presidência da Casa e tende a reduzir o ritmo da tramitação para evitar atritos com a oposição.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, é contrário à aprovação da PEC e atua para dificultar o avanço da matéria.

O que é a escala 6×1?

A escala 6×1 é o modelo de jornada de trabalho em que o empregado trabalha seis dias consecutivos e tem apenas um dia de folga por semana. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) permite que a jornada semanal chegue a 44 horas, o que, na prática, resulta nesse tipo de escala para milhões de trabalhadores brasileiros, especialmente nos setores de comércio e serviços.

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Dia histórico: foi em maio que o Brasil ganhou a CLT, a licença maternidade e hoje, começa a enterrar a escala 6×1. Foto: Reprodução / TV Câmera

A PEC 221/2019, de autoria do deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) e relatada no Senado pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), propõe acabar com esse modelo ao instituir a obrigatoriedade de dois dias de descanso remunerado por semana, preferencialmente um deles aos domingos, sem redução salarial. A jornada máxima passaria de 44 para 40 horas semanais, que podem ser distribuídas em cinco dias de oito horas diárias.

O texto também prevê uma regra de transição de até 14 meses e estabelece que trabalhadores terceirizados da Administração Pública terão uma regra de transição diferenciada. A proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados em maio, com ampla maioria — 472 votos a favor e 22 contra —, e seguiu para o Senado, onde aguarda votação em Plenário.

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Mulheres da frente de esquerda conquistam 51 vagas no Congresso; confira as eleitas

Nessas eleições de 2026, 4 senadoras e 47 deputadas federais do campo progressista foram foram escolhidas para os próximos mandatos. Leia em TVT News.

No Senado, a representação está concentrada em quatro estados: Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Pernambuco e Ceará. Já na Câmara dos Deputados, as eleitas estão distribuídas por 17 estados, com maior número de representantes em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul.

A lista reúne parlamentares de partidos como PT, PCdoB, Psol, PSB, PDT, PV e Rede. Entre as eleitas estão nomes com atuação em diferentes áreas da política institucional e dos movimentos sociais.

>> Erika Hilton é a mulher mais votada da história da Câmara

Senadoras

Quatro mulheres progressistas foram eleitas para o Senado:

  • Ceará: Luizianne (Rede)
  • Minas Gerais: Marília Campos (PT)
  • Pernambuco: Marília Arraes (PDT)
  • Rio Grande do Norte: Samanda de Lula (PT)

Deputadas federais

Acre

  • Perpétua de Almeida (PCdoB)

Amapá

  • Professora Marcivânia (PCdoB)

Bahia

  • Ivoneide Caetano (PT)
  • Olivia Santana (PCdoB)
  • Alice Portugal (PCdoB)
  • Maria Mariguella (PCdoB)

Ceará

  • Tainah Marinho (PSB)
  • Luisa Cela (PT)
  • Manu (PSB)

Goiás

  • Delegada Adriana Accorsi (PT)

Mato Grosso

  • Professora Rosa Neide (PT)

Mato Grosso do Sul

  • Camila Jara (PT)

Minas Gerais

  • Ana Elisa (PT)
  • Duda Salabert (Psol)
  • Ana Pimentel (PT)
  • Gleide Andrade (PT)
  • Dandara (PT)
  • Lohanna (PV)
  • Bella Gonçalves (PT)

Pará

  • Dilvanda Faro (PT)

Paraná

  • Ana Júlia (PT)
  • Carol Dartora (PT)

Pernambuco

  • Rosa Amorim (PT)
  • Liana Cirne (PT)

Rio de Janeiro

  • Anielle Franco (PT)
  • Nísia Trindade (PT)
  • Talíria Petrone (Psol)
  • Jandira Feghali (PCdoB)

Rio Grande do Norte

  • Natália Bonavides (PT)

Rio Grande do Sul

  • Maria do Rosário (PT)
  • Denise Pêssoa (PT)
  • Daiana Santos (PCdoB)
  • Fernanda Melchionna (Psol)

Santa Catarina

  • Ana Paula Lima (PT)
  • Giovana Modardo (PCdoB)

São Paulo

  • Erika Hilton (Psol)
  • Sâmia Bonfim (Psol)
  • Tabata Amaral (PSB)
  • Professora Luciene Cavalcante (Psol)
  • Luna Zarattini (PT)
  • Natália Boulos (Psol)
  • Juliana Cardoso (PT)
  • Sônia Guajajara (Psol)

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) elegeu oito representantes para o Legislativo nas eleições de 2026. São quatro deputados federais e quatro estaduais, eleitos pelo PT em diferentes estados e regiões do país.

Para a Câmara dos Deputados, foram reeleitos Valmir Assunção (BA), Marcon (RS), João Daniel (SE). Além de Rosa Amorim (PE), que já era deputada estadual, e se tornou a primeira mulher Sem Terra a chegar à Câmara dos Deputados em Brasília.

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Rosa Amorim é a primeira mulher Sem Terra a chegar à Câmara dos Deputados – Reprodução / TSE
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Inscrições para Fuvest, o Vestibular da USP, terminam nesta sexta, dia 9

Termina nesta sexta-feira, 9 de outubro, ao meio-dia, o período de inscrições para o Vestibular 2027 da Universidade de São Paulo (USP). As inscrições, no valor de R$ 228,00, deverão ser feitas pelo site da fundação. A 1ª Fase será realizada em 1º de novembro e a 2ª Fase, nos dias 6 e 7 de dezembro. Leia em TVT News.

O número total de vagas para os cursos de graduação da USP pela seleção da FUVEST permanece o mesmo do ano passado: 8.147 vagas, assim distribuídas: 4.888 para candidatos da modalidade Ampla Concorrência; 2.053 para egressos de escolas públicas (EP); 1.206 para egressos de escolas públicas e autodeclarados pretos, pardos ou indígenas (EP/PPI).

A 1ª Fase terá 80 questões de múltipla escolha, em vez das 90 aplicadas até o ano passado, mantendo o tempo de prova: 5 horas. A mudança acompanha a evolução do vestibular da FUVEST, que vem ampliando a interdisciplinaridade e propondo questões que exigem do candidato a capacidade de relacionar conhecimentos de diferentes áreas.

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Outra novidade é a aplicação da prova em Fortaleza (CE). A escolha da capital cearense foi precedida por uma experiência prática. A FUVEST realizou na cidade as duas etapas do Simulado, o que permitiu testar a operação e a estrutura necessárias para a realização da prova.

“Fortaleza foi escolhida justamente porque queríamos facilitar o acesso de candidatos das regiões Norte e Nordeste, que antes precisavam fazer um deslocamento significativo para realizar a prova em São Paulo, oferecendo uma alternativa mais próxima”, explica Gustavo Monaco, diretor-executivo da FUVEST.

Recomendações

A FUVEST recomenda que os candidatos consultem os Guias produzidos pela fundação com orientações sobre o processo seletivo antes de fazerem as inscrições. Todos os quatro estão disponíveis no site: Guia de Inclusão, Guia de Carreiras,  Guia de Jornada e Guia de Provas. Outra recomendação é não deixar a inscrição para os últimos dias, especialmente porque o processo exige atenção e envio de documentação.

Um lembrete importante para os candidatos contemplados com isenção ou redução da taxa de inscrição: eles também precisam realizar a inscrição no Vestibular 2027. A concessão do benefício não representa inscrição automática. Neste ano, mais de 15 mil candidatos foram beneficiados com isenção total ou redução de 50% da taxa de inscrição.

Recursos específicos

Os candidatos que necessitem de condições específicas para a realização das provas também têm até às 12h de 9 de outubro para solicitar os recursos adequados. Entre as possibilidades estão tempo adicional, cadeira de rodas, uso de aparelho auditivo próprio, prova ampliada e outros recursos de acessibilidade.  Além disso, a FUVEST oferece condições especiais para as candidatas que estiverem amamentando. As orientações e os procedimentos para solicitação estão reunidos no Guia de Inclusão.

Principais datas do Vestibular 2027


9 de outubro –
Encerramento das inscrições
21 de outubro – Divulgação dos locais de prova da 1ª Fase
1º de novembro – Prova da 1ª Fase
23 de novembro – Divulgação dos convocados e dos locais da prova da 2ª Fase
6 e 7 de dezembro – Provas da 2ª Fase
8 a 11 de dezembro – Provas de Competências Específicas
26 de janeiro de 2027 – Divulgação da 1ª Chamada para matrícula

MST elege oito candidaturas nas eleições de 2026

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) elegeu oito representantes para o Legislativo nas eleições de 2026. São quatro deputados federais e quatro estaduais, eleitos pelo PT em diferentes estados e regiões do país.

Para a Câmara dos Deputados, foram reeleitos Valmir Assunção (BA), Marcon (RS), João Daniel (SE). Além de Rosa Amorim (PE), que já era deputada estadual, e se tornou a primeira mulher Sem Terra a chegar à Câmara dos Deputados em Brasília.

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Rosa Amorim é a primeira mulher Sem Terra a chegar à Câmara dos Deputados – Reprodução / TSE
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Reprodução / TSE

Nas assembleias legislativas, o MST reelegeu Adão Pretto Filho (RS), Marina do MST (RJ) e Missias (CE). Além deles, Camilo Daniel (SE), que já havia ocupado o cargo de vereador em Aracaju, e agora vai ocupar pela primeira vez uma cadeira na Assembleia Legislativa de Sergipe.

Rosa Amorim foi a candidata à deputada federal mais votada do PT em Pernambuco, e Adão Pretto o segundo mais votado do Partido dos Trabalhadores no Rio Grande do Sul.

Entre as propostas assumidas pelas candidaturas eleitas, enquanto compromissos de campanha, estão o apoio à democratização do acesso à terra, incentivo à produção e cooperação de alimentos saudáveis e combate à fome, iniciativas de sustentabilidade e cuidado permanente com o meio ambiente, defesa da educação, saúde, cultura e diversidade.

Desde 2022 a organização definiu como estratégia a ocupação de cargos institucionais para avançar principalmente nas políticas de Reforma Agrária e da agricultura familiar.

Conheça as e os parlamentares eleitos do MST

Confira a trajetória dos candidatos e candidatas eleitos no site do MST: https://mst.org.br/2026/10/05/mst-elege-oito-candidaturas-nas-eleicoes-de-2026/

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