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Da Redação
Resultados da Copa do Mundo da FIFA 2026
Confira com a TVT News a tabela completa da Copa do Mundo 2026. Acompanhe os resultados atualizados, a classificação de todos os grupos e o chaveamento do mata-mata para não perder nenhum detalhe do maior Mundial da história, disputado por 48 seleções em Estados Unidos, México e Canadá.
Onde assistir à Copa do Mundo 2026
Os direitos de transmissão da Copa do Mundo no Brasil serão divididos entre diferentes plataformas.
Os jogos poderão ser acompanhados por:
- Globo (TV aberta)
- SporTV (TV por assinatura)
- Globoplay (streaming)
- ge tv
- SBT (TV aberta)
- Cazé TV (YouTube)
- N Sports (TV por assinatura)
A Cazé TV transmitirá os 104 jogos da competição.
Chaveamento da Copa do Mundo

Resultados dos jogos de oitavas de final:
Sábado, 4 de julho de 2026
14h – Canadá x Marrocos => vencedor Marrocos
18h – Paraguai x França => vencedor França
Domingo, 5 de julho de 2026
17h – Brasil x Noruega => vencedor Noruega
21h – México x Inglaterra => vencedor Inglaterra
Segunda, 6 de julho de 2026
16h – Portugal x Espanha -> Espanha
21h – Estados Unidos x Bélgica
Terça, 7 de julho de 2026
13h – Argentina x Egito
17h – Suíça x Colômbia
Datas das quartas de final da Copa do Mundo
Os jogos das quartas de final começam no dia 9 de julho e vão até o dia 11.
Quinta, 9 de julho de 2026
17h – França x Marrocos
Sexta, 10 de julho de 2026
16h – (Portugal ou Espanha) x (Estados Unidos ou Bélgica)
Sábado, 11 de julho de 2026
18h – Noruega x México ou Inglaterra
22h – Vencedor de Argentina x Egito) contra o vencedor de Suíça x Colômbia
Datas das semi-finais da Copa do Mundo
Com um intervalo de apenas três dias, as semi-finais já começam a ser disputadas no dia 14 de julho e terminam no dia seguinte.
Terça, 14 de julho de 2026
16h – [ (França) x Marrocos) ] x [ (Portugal ou Espanha) x (Estados Unidos ou Bélgica) ]
Quarta, 15 de julho de 2025
16h – [(Noruega) x (Inglaterra) ] x [ (Argentina x Egito) ] x [ (Suíça x (Colômbia) ]
Enfim, e a final?
A final da Copa do Mundo 2026 está marcada para às 16h (horário de Brasília) do dia 19 de julho, em um domingo.
Já a decisão do terceiro lugar será 18 de julho.
Quais os grupos da Copa do Mundo 2026
Confira os grupos da Copa do Mundo da FIFA 2026. O Brasil está no grupo C na disputa pelo hexa na Copa do Mundo e enfrenta Marrocos, Escócia e Haiti.
Grupos da Copa do Mundo da FIFA 2026
- GRUPO A: México, África do Sul, Coreia do Sul e República Tcheca;
- GRUPO B: Canadá, Bósnia, Catar e Suíça;
- GRUPO C: Brasil, Marrocos, Haiti e Escócia;
- GRUPO D: Estados Unidos, Paraguai, Austrália e Turquia;
- GRUPO E: Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim e Equador;
- GRUPO F: Holanda, Japão, Suécia e Tunísia;
- GRUPO G: Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia;
- GRUPO H: Espanha, Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai;
- GRUPO I: França, Senegal, Iraque e Noruega;
- GRUPO J: Argentina, Argélia, Áustria e Jordânia;
- GRUPO K: Portugal, RD Congo, Uzbequistão e Colômbia;
- GRUPO L: Inglaterra, Croácia, Gana e Panamá.

Quais foram os jogos do Brasil na Copa do Mundo
O Brasil estava no Grupo C com Marrocos, Haiti e Escócia na primeira fase.
As partidas foram disputadas nos Estados Unidos, nas cidades de Nova York/Nova Jersey, Filadélfia e Miami.
Jogos do Brasil na fase de grupos
Brasil 1 x 1 Marrocos
Data: 13 de junho (sábado)
Horário: 19h (de Brasília)
Local: Estádio MetLife – Nova York/Nova Jersey
Brasil 3 x 0 Haiti
Data: 19 de junho (sexta-feira)
Horário: 21h30 (de Brasília)
Local: Lincoln Financial Field – Filadélfia
Escócia 0 x 3 Brasil
Data: 24 de junho (quarta-feira)
Horário: 19h (de Brasília)
Local: Hard Rock Stadium – Miami
A partida contra o Haiti teve um significado histórico para a Seleção Brasileira. Será a primeira vez que as duas equipes se enfrentarão em uma Copa do Mundo. O país caribenho se tornou o 50º adversário diferente do Brasil em Mundiais.
Fase 16 avos
Brasil 2 x 1 Japão
Fase Oitavas de final
Fase de Oitavas de final
Brasil 1 x 2 Noruega

Quais são os mascotes da Copa do Mundo 2026
“Maple, o alce (Canadá), Zayu, a onça-pintada (México) e Clutch, a águia-americana (Estados Unidos) foram cuidadosamente desenvolvidos para refletir a vibrante cultura, a herança e o espírito de seus respectivos países, unindo-se para simbolizar a unidade, a diversidade e a paixão compartilhada pelo esporte”, informou a federação, em nota.
A Copa do Mundo de 2026 é a 16ª edição consecutiva a contar com um mascote, um símbolo do torneio que já teve inspirações humanas, artísticas, em animais e frutas e até etéreas ao longo da história.

Como funciona o novo formato da Copa do Mundo?
A edição de 2026 foi a primeira com 48 seleções.
O aumento no número de participantes modificou a estrutura da competição.
Agora a Copa teve o seguinte chaveamento
- 12 grupos com quatro seleções cada;
- Os dois primeiros colocados de cada grupo avançam diretamente;
- Os oito melhores terceiros colocados também se classificam.
Ao final da fase de grupos, 32 seleções seguiram para a fase eliminatória.
A partir daí, o torneio passou a ser disputado em sistema de mata-mata.
As etapas da Copa são
- Fase de 16-avos de final;
- Oitavas de final;
- Quartas de final;
- Semifinais;
- Disputa do terceiro lugar;
- Final.
Principais datas da Copa do Mundo
Abertura: 11 de junho de 2026 – Estádio Azteca, Cidade do México
Última rodada da fase de grupos: 27 de junho
16-avos de final: 28 de junho a 3 de julho
Oitavas de final: 4 a 7 de julho
Quartas de final: 9 a 11 de julho
Semifinais: 14 e 15 de julho
Disputa do terceiro lugar: 18 de julho – Miami
Final: 19 de julho – Nova York/Nova Jersey
Estados Unidos x Bélgica hoje (6); veja horário, onde ver e escalação
As oitavas de final continuam nesta segunda-feira (6) após a trágica eliminação do Brasil para a Noruega. Após o jogo de Portugal e Espanha, quem entra em campo são os Estados Unidos e a Bélgica. A partida está marcada para às 21h e será no estádio de Seattle, nos Estados Unidos. Leia tudo sobre a Copa do Mundo na TVT News.
A transmissão do jogo será exclusiva da CazéTV.
>> Resultados da Copa do Mundo em tempo real
>> Veja o chaveamento até a final da Copa do Mundo aqui
Além da disputa esportiva, o jogo ganhou contornos políticos após a decisão da Fifa de liberar o atacante Folarin Balogun para atuar diante da Bélgica, mesmo após ele ter recebido cartão vermelho direto na fase anterior.
A medida ocorreu depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter solicitado ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, uma revisão da expulsão. A decisão provocou críticas da Federação Belga de Futebol e abriu um debate sobre a autonomia das instâncias disciplinares da entidade máxima do futebol.
Os norte-americanos chegam embalados pela boa campanha realizada até aqui, enquanto os belgas tentam confirmar o favoritismo histórico em confrontos de mata-mata e voltar às quartas de final de um Mundial.
Estados Unidos x Bélgica: horário e onde assistir
Estados Unidos x Bélgica
Data: segunda-feira, 6 de julho
Horário: 21h (horário de Brasília)
Local: Lumen Field, Seattle (Estados Unidos)
Onde assistir: CazéTV
O vencedor enfrentará nas quartas de final quem avançar do confronto entre Portugal e Espanha.
Estados Unidos querem repetir campanha histórica
Jogando em casa, os Estados Unidos vivem uma das melhores campanhas recentes em Copas do Mundo. A equipe liderou o Grupo D e confirmou a classificação ao eliminar a Bósnia e Herzegovina por 2 a 0 na fase de 16 avos de final. O resultado ganhou ainda mais peso porque os norte-americanos atuaram durante boa parte do segundo tempo com um jogador a menos.
O desempenho fortaleceu a confiança do elenco comandado por Mauricio Pochettino. A seleção busca igualar campanhas históricas, como a de 2002, quando alcançou as quartas de final, e tenta aproveitar o fator casa para seguir entre os principais candidatos da competição.
O principal nome do ataque é Folarin Balogun. Com três gols marcados, o atacante tornou-se a principal referência ofensiva da equipe durante a Copa. Ao seu lado, Christian Pulisic continua sendo o jogador mais experiente e responsável por organizar as ações ofensivas.

O meio-campo formado por Tyler Adams, Weston McKennie e Malik Tillman garante intensidade na marcação e velocidade nas transições, características que marcaram a campanha norte-americana até aqui.
Durante a preparação para o confronto, Mauricio Pochettino destacou o crescimento coletivo da equipe.
“Os jogadores entenderam a importância de cada partida. Estamos crescendo como equipe e sabemos que podemos competir com qualquer adversário.”
Bélgica aposta na experiência
A Bélgica chega às oitavas após uma campanha irregular. Apesar de terminar na liderança do Grupo G, a seleção acumulou empates diante de Irã e Egito antes da goleada sobre a Nova Zelândia.
Na fase seguinte, os belgas protagonizaram uma das partidas mais movimentadas do torneio. Depois de estarem perdendo por 2 a 0 para Senegal até os minutos finais do tempo regulamentar, conseguiram empatar, levar o jogo para a prorrogação e conquistar a classificação graças a um pênalti convertido por Youri Tielemans nos acréscimos.
A recuperação reforçou a capacidade de reação da equipe comandada por Rudi Garcia.
Kevin De Bruyne segue sendo o principal articulador do time. O camisa 7 organiza o meio-campo e continua como o principal responsável pela criação das jogadas ofensivas.


Pelas pontas, Leandro Trossard e Jérémy Doku oferecem velocidade e capacidade de drible, enquanto Thibaut Courtois permanece como uma das principais referências da defesa belga.
Romelu Lukaku ainda é dúvida entre os titulares, embora tenha participado das partidas anteriores saindo do banco de reservas.
Histórico entre Estados Unidos e Bélgica
O confronto desta segunda será o terceiro entre as seleções em Copas do Mundo.
O primeiro ocorreu na edição inaugural do torneio, em 1930, quando os Estados Unidos venceram por 3 a 0 ainda na fase de grupos.
A revanche belga veio em 2014, nas oitavas de final disputadas no Brasil. Após empate no tempo regulamentar, a Bélgica venceu por 2 a 1 na prorrogação e avançou às quartas.
Agora, os norte-americanos tentam devolver a eliminação sofrida há doze anos e aproveitar o apoio da torcida para conquistar uma vaga entre os oito melhores da competição.
Prováveis escalações
Estados Unidos
Matthew Freese; Alexander Freeman, Chris Richards, Tim Ream e Antonee Robinson; Malik Tillman, Tyler Adams, Sergiño Dest, Christian Pulisic e Weston McKennie; Folarin Balogun.
Bélgica
Courtois; Timothy Castagne, Arthur Theate, Brandon Mechele e Maxim De Cuyper; Youri Tielemans, Hans Vanaken, Jérémy Doku, Leandro Trossard e Kevin De Bruyne; Romelu Lukaku (ou Charles De Ketelaere).
O caso Balogun domina o noticiário antes das oitavas
O principal assunto antes da partida não foi uma questão tática, mas uma decisão disciplinar da Fifa.
Folarin Balogun havia recebido cartão vermelho direto durante a vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina. Como prevê o Código Disciplinar da Fifa, a expulsão automática resultaria em suspensão para a partida seguinte.
No entanto, a entidade anunciou no domingo que a execução da punição seria suspensa, liberando o atacante para enfrentar a Bélgica.
Poucas horas depois, Donald Trump confirmou que entrou em contato com Gianni Infantino para pedir uma revisão do lance.
“Pedi uma revisão porque não achei que tivesse sido falta. Tudo o que fiz foi pedir uma revisão; não disse que eles tinham que fazer isso“, afirmou o presidente norte-americano durante conversa com jornalistas na Casa Branca.
Trump também criticou a arbitragem do brasileiro Raphael Claus, responsável pela expulsão.
“Aquilo sequer foi uma infração. Eram dois jogadores correndo em velocidade máxima que acabaram se chocando“, declarou.
Segundo Trump, o objetivo era garantir que ambas as equipes disputassem o confronto com seus principais atletas.
“Teremos um time completo e a Bélgica terá um time completo. E quer saber? Se eles nos vencerem, poderão realmente se orgulhar“, disse.
Federação Belga protesta contra decisão da Fifa
A decisão provocou reação imediata da Real Associação Belga de Futebol (RBFA).
Em nota oficial, a entidade afirmou estar “perplexa” com a medida adotada pela Fifa.
A federação belga argumentou que o artigo 66.4 do Código Disciplinar determina que um cartão vermelho resulta automaticamente em suspensão para a partida seguinte, regra aplicada aos demais jogadores expulsos durante a competição.
Para os dirigentes belgas, a interpretação utilizada pela Fifa cria um precedente que pode comprometer a segurança jurídica das decisões disciplinares ao longo do torneio.
A polêmica também ganhou repercussão internacional porque envolve uma intervenção pública de um chefe de Estado em um processo disciplinar relacionado à principal competição organizada pela Fifa.
Mesmo diante das críticas, Balogun foi relacionado normalmente e estará à disposição de Mauricio Pochettino para a partida desta segunda-feira.
O que está em jogo
Além da classificação para as quartas de final, Estados Unidos e Bélgica disputam objetivos distintos dentro da competição.
Os anfitriões tentam confirmar a evolução do futebol norte-americano diante de sua torcida e igualar uma de suas melhores campanhas em Copas do Mundo.
A Bélgica busca voltar entre as oito melhores seleções do torneio e reafirmar a força de uma geração que ainda reúne jogadores experientes como Courtois, De Bruyne, Tielemans e Lukaku.
Dentro de campo, o equilíbrio promete marcar o confronto. Fora dele, a discussão sobre a suspensão de Balogun e as declarações de Donald Trump transformaram a partida em um dos assuntos mais comentados desta fase da Copa do Mundo.
Itamaraty alerta para risco de ação dos EUA no Brasil
O Ministério das Relações Exteriores alertou oficialmente a Câmara dos Deputados para os riscos que a decisão dos Estados Unidos (EUA) de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pode trazer à soberania brasileira. Em documento assinado pelo chanceler Mauro Vieira, o governo afirma que a medida adotada unilateralmente por Washington pode produzir consequências jurídicas, econômicas, diplomáticas e até militares para o Brasil. Saiba mais na TVT News.
A resposta foi encaminhada ao deputado Evair de Melo (Republicanos-ES), em atendimento a um requerimento de informações aprovado pela Câmara, e representa uma das manifestações mais contundentes do Itamaraty sobre os efeitos da decisão anunciada pelo governo do presidente Donald Trump.
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No documento, o ministro sustenta que a classificação das facções criminosas como organizações terroristas não fortalece a cooperação internacional no combate ao crime organizado e, ao contrário, amplia os riscos de medidas unilaterais dos Estados Unidos contra cidadãos, empresas e instituições brasileiras.
Em um dos trechos centrais do ofício, Mauro Vieira afirma:
“A designação pode servir para que autoridades estadunidenses apliquem medidas administrativas e judiciais de caráter unilateral e extraterritorial contra pessoas, empresas ou organizações brasileiras, inclusive contra aquelas sem vínculos diretos com os EUA ou cuja ligação com os grupos designados seja indireta ou meramente involuntária.”
Na sequência, o chanceler faz o alerta considerado mais grave pelo governo brasileiro:
“Tal aplicação pode ocorrer com amplo grau de discricionariedade, dada a amplitude dos termos adotados na legislação de contraterrorismo daquele país, com sérias possibilidades de implicações para cidadãos brasileiros nos planos financeiro, migratório e penal. Finalmente, há a possibilidade do uso da força militar dos Estados Unidos em território brasileiro.”
Mais adiante, o documento reforça a preocupação do governo federal ao mencionar novamente a possibilidade de ingerência norte-americana sobre o país.
“A referida classificação unilateral poderia ser invocada como justificativa para ações extraterritoriais sobre instituições brasileiras, em particular no âmbito financeiro, migratório e penal. Há, ademais, o risco de uso da força militar dos EUA contra o território nacional.”
Governo vê ameaça à soberania
Segundo o Itamaraty, a decisão norte-americana representa um ato unilateral, adotado sem qualquer comunicação oficial ao governo brasileiro.
“O processo estadunidense de designação de facções criminosas como organizações terroristas é ato unilateral”, afirma Mauro Vieira no documento, acrescentando que, por esse motivo, “não houve comunicação formal dos Estados Unidos ao Brasil sobre a intenção de designar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas estrangeiras”.
Apesar disso, o chanceler ressalta que o governo brasileiro vem manifestando sua oposição à medida por meio dos canais diplomáticos.
O documento sustenta que a legislação antiterrorismo dos Estados Unidos possui alcance extraterritorial suficientemente amplo para permitir a adoção de sanções administrativas e judiciais mesmo contra pessoas ou empresas sem relação direta com o território norte-americano.
Na avaliação do Ministério das Relações Exteriores, esse cenário pode produzir efeitos sobre brasileiros nas áreas financeira, migratória e penal, além de abrir precedentes para medidas unilaterais que afetem instituições nacionais.
Por isso, o Itamaraty afirma que a classificação “representa riscos concretos à soberania nacional”.
Cooperação já existe, afirma Itamaraty
Outro argumento apresentado pelo governo brasileiro é que a classificação das facções como organizações terroristas não amplia os mecanismos de cooperação existentes entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado.
Segundo Mauro Vieira, a própria legislação norte-americana já permite ações conjuntas voltadas ao enfrentamento de organizações criminosas transnacionais, como intercâmbio de informações de inteligência, combate à lavagem de dinheiro, bloqueio de ativos e investigações internacionais.
Por isso, o ministro conclui que “a designação de organizações criminosas como terroristas não trará benefícios” para a cooperação bilateral.
O documento informa ainda que órgãos responsáveis pelas áreas de segurança pública, inteligência e Justiça participaram da análise técnica sobre o tema e chegaram ao entendimento de que enquadrar facções criminosas como organizações terroristas não é juridicamente adequado nem aumenta a capacidade de atuação conjunta entre os dois países.
O governo afirma que continuará defendendo o fortalecimento da cooperação internacional contra o crime organizado, mas dentro dos marcos do direito internacional e do respeito à soberania dos Estados.
Sanções já começaram
As preocupações do Itamaraty ocorrem poucos dias após o governo Trump iniciar a primeira rodada de sanções decorrentes da classificação do PCC e do CV como organizações terroristas estrangeiras.
Na última semana, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou medidas contra dois brasileiros, três empresas sediadas no Brasil e uma empresa portuguesa por supostas ligações com o PCC. As sanções incluem o bloqueio de bens eventualmente existentes em território norte-americano e restrições financeiras previstas na legislação dos EUA.
Para o governo brasileiro, entretanto, esse tipo de iniciativa reforça justamente o risco apontado no documento enviado ao Congresso: o de que a legislação antiterrorismo norte-americana seja utilizada de maneira unilateral, produzindo efeitos sobre cidadãos, empresas e instituições brasileiras sem a participação das autoridades nacionais.
Diante desse cenário, o Itamaraty afirma que continuará buscando o diálogo diplomático com Washington para ampliar a cooperação no combate ao crime organizado transnacional, mas ressalta que essa colaboração deve ocorrer “com base no respeito ao Estado de Direito e à soberania nacional”, evitando medidas unilaterais que possam comprometer a autonomia do Brasil ou abrir precedentes para intervenções externas.
PCC e CV como terroristas: entenda a controvérsia
A decisão do governo dos Estados Unidos de enquadrar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas alterou a forma como esses grupos passam a ser tratados pelas autoridades norte-americanas. Em vez de permanecerem na esfera da cooperação policial internacional, conduzida por órgãos como o FBI e a DEA, as facções passam a ser consideradas uma questão de segurança nacional, sob responsabilidade da CIA e das estruturas militares dos EUA.
Especialistas em segurança pública, integrantes do Ministério Público e o próprio governo brasileiro afirmam que essa mudança pode enfraquecer a cooperação internacional no combate ao crime organizado. Segundo eles, a troca de informações entre as polícias tende a ser reduzida, dificultando investigações conjuntas que já resultaram em operações importantes contra o PCC. Além disso, a legislação antiterrorismo norte-americana permite a adoção de medidas extraterritoriais, levantando preocupações sobre possíveis sanções unilaterais e eventuais intervenções sem o consentimento do Estado brasileiro.
Para o governo federal, o combate às facções deve continuar baseado na cooperação entre países e no respeito ao direito internacional. O Itamaraty sustenta que a nova classificação não amplia os instrumentos de enfrentamento ao crime já existentes, mas cria riscos à soberania nacional e pode abrir precedentes para ações externas sobre cidadãos, empresas e instituições brasileiras.
Manual do Eleitor: TSE lança série voltada à participação do eleitorado nas Eleições 2026
O registro do voto na urna eletrônica, em 4 e 25 de outubro, datas do 1º e do 2º turno, é o ponto alto das Eleições Gerais de 2026. Para exercerem o direito de votar, a eleitora e o eleitor precisam respeitar uma série de prazos e estar de olho em diversas orientações. Mas você sabe quais são os direitos e os deveres do eleitorado?
Pela primeira vez na história, a Justiça Eleitoral passa a contar com uma norma voltada exclusivamente à participação do eleitor no processo eleitoral. A Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nº 23.759/2026 reúne, em um único texto, o conjunto de normas eleitorais voltadas às cidadãs e aos cidadãos.
Dividida em 13 capítulos, a norma organiza a legislação eleitoral de maneira transparente e acessível, informando e orientando o eleitorado sobre o que é permitido e o que é vedado, não apenas no dia da votação, mas durante todo o período que antecede a eleição.
Lá, a eleitora e o eleitor ficam sabendo que, para votar, é preciso apresentar um documento oficial com foto, como a carteira de identidade, o passaporte ou o e-Título. A norma também alerta que não é permitido entrar com o celular na cabine de votação.
Ao eleitorado com deficiência ou mobilidade reduzida, a resolução destaca a garantia de que os eleitores sejam acompanhados por cão-guia ou por alguém da sua escolha na hora de votar.
O texto ainda assegura a pessoas transgênero o direito de usar o nome social no cadastro eleitoral, ao mesmo tempo que indígenas e quilombolas têm suas línguas e tradições respeitadas, sem a necessidade de falarem português.
Como funciona o voto em trânsito
O voto em trânsito é uma importante alternativa para quem vai estar fora do domicílio eleitoral no dia da eleição e não quer deixar de votar. O prazo para pedir a transferência temporária começa em 20 de julho (mais informações no link https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Julho/manual-do-eleitor-saiba-como-funciona-o-voto-em-transito-nas-eleicoes-2026-1)
Série de reportagens do TSE
Para ajudar as eleitoras e os eleitores a compreenderem a norma, de maneira simples e objetiva, o TSE lançou a série de reportagens Manual do Eleitor.
Até outubro, semanalmente, as reportagens do TSE irão abordar temas como direitos políticos e alistamento do eleitorado jovem, voto dos eleitores com mais de 60 anos, voto em trânsito, uso da biometria, regras da propaganda eleitoral, financiamento de campanha, atuação das mesárias e dos mesários e, ainda, prazos para justificar o voto, entre outros.
Manual impresso
A Resolução nº 23.759/2026 também será usada como base para as edições digital e impressa do Manual do Eleitor, um guia de serviço do TSE com informações resumidas para o eleitorado.
A iniciativa inclui ainda a publicação de vídeos de dois a três minutos no canal da Justiça Eleitoral no YouTube e o lançamento de um site na internet.
Também estão previstas ações nas redes sociais do TSE.
Iniciativa inédita
A ação inédita é uma iniciativa do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, relator das resoluções que regem as Eleições 2026. “A proposta consiste na criação de verdadeiro estatuto da cidadania”, afirmou o ministro, na ocasião da aprovação da resolução.
“A cidadã e o cidadão, atores principais de nossa democracia, passam a contar com um texto normativo completo, que, sem sombra de dúvida, lhes dará o suporte necessário ao exercício pleno da cidadania”, ressaltou Kassio Nunes Marques.
O objetivo primordial do Manual é facilitar a compreensão do processo eleitoral pela eleitora e pelo eleitor, bem como auxiliar os tribunais regionais eleitorais (TREs) nas campanhas de conscientização do eleitorado.
“Os TREs passarão a contar com um texto completo, que poderá servir como guia prático nas tão necessárias campanhas de orientação, educação e conscientização do eleitorado brasileiro”, declarou o ministro.
Eleições 2026: outubro tem datas do 1º e do 2º turnos definidas pela Constituição
As Eleições 2026 acontecerão no dia 4 de outubro, primeiro domingo do mês. Já se houver segundo turno, ele ocorrerá no último domingo do mesmo mês, 25 de outubro. Quem dita as regras dessa escolha é a Constituição de 1988, em seus artigos 28, 29, inciso II, e 77, que tratam das eleições para cargos municipais, estaduais e federais.
Em 2021, a redação do artigo 28 mudou com a Emenda Constitucional nº 111, causando a alteração da data de posse de governadores e vice-governadores do dia 1º de janeiro para o dia 6 do mesmo mês. A posse do presidente também foi modificada, passando do dia 1º para o 5 de janeiro. A mudança, que começa a ser aplicada nas próximas eleições, decorreu das dificuldades que os governadores tinham em prestigiar a posse do presidente, devido às datas coincidentes.
A redação antiga determinava que a eleição deveria ocorrer “noventa dias antes do término do mandato de seus antecessores”. Sendo o término do mandato no dia 1° de janeiro, a data para a realização das eleições corresponderia a 3 de outubro, data que já foi muito utilizada para as eleições presidenciais após a deposição de Vargas e antes do regime militar.
Datas das eleições 2026
- Primeiro turno – 4/10/2025
- Possível segundo turno – 25/10/2025
Quando será o segundo turno
Já o segundo turno acontece em casos específicos. Primeiramente, o segundo turno só é uma opção em eleições para os cargos do Poder Executivo (Presidência, governo estadual e distrital e prefeituras), que ocorrem pelo sistema majoritário.
No caso de eleições para presidente e governadores, se for necessário um segundo turno, ele é realizado em todas as cidades do país, diferentemente das eleições municipais, em que o segundo turno só é possível em prefeituras com população de mais de 200 mil habitantes.
Nesses casos, no primeiro turno, vence o candidato que receber a maioria absoluta dos votos válidos, sem contar votos brancos e nulos. Por maioria absoluta, entende-se que o candidato recebeu mais da metade dos votos válidos mais um.
Caso isso não aconteça, a Justiça Eleitoral organiza um segundo turno, contando apenas com os dois candidatos mais votados. Com isso, aquele que obtiver a maioria dos votos válidos atingirá obrigatoriamente a maioria absoluta. Esse processo é determinado nos parágrafos 2º e 3º do artigo 77 da Carta Magna.
Cronologia das eleições
As eleições brasileiras nem sempre aconteceram no mês de outubro. Mesmo no primeiro pleito pós-redemocratização, o texto constitucional estabeleceu como data das eleições para presidente o dia 15 de novembro de 1989, coincidindo com a Proclamação da República.
Para outros cargos, essa data já foi muito utilizada para a realização de eleições em anos anteriores à Constituição de 1988. Em 2020, em decorrência da pandemia da Covid-19, as eleições foram mais uma vez realizadas em 15 de novembro.
Durante a República Velha, entre os anos de 1891 e 1930, quase todas as eleições diretas para presidente e vice-presidente ocorreram no dia 1º de março, conforme estabelecia a Constituição de 1891. A exceção foi o pleito de 1919, no dia 13 de abril, que ocorreu devido ao falecimento do presidente eleito em 1918, Rodrigues Alves, que nem chegou a assumir o posto.
Nesse período, as eleições para presidente e vice normalmente aconteciam no mesmo dia, mas de forma separada, e havia a possibilidade de a mesma pessoa se candidatar para ambos os cargos.
Após a Revolução de 1930, que depôs o presidente Washington Luís e impediu a posse do candidato eleito Júlio Prestes, Getúlio Vargas se tornou chefe do chamado Governo Provisório em 3 de outubro de 1930. Com a promulgação da Constituição de 1934, que previa que a primeira eleição para presidente sob o novo regime seria indireta, Vargas foi eleito pela Assembleia Constituinte e continuou no poder.
Em 1938, as eleições deveriam ter ocorrido no dia 3 de janeiro, o que não aconteceu devido ao golpe de 10 de novembro de 1937, implantando o Estado Novo e dando início ao regime autoritário de Vargas.
Com a deposição de Getúlio Vargas em 1945, promulga-se a Constituição de 1946, que estabelecia eleições diretas e secretas. A Justiça Eleitoral, instituída em 1932 e extinta pelo Estado Novo, é restabelecida. Com isso, a eleição de 2 de dezembro de 1945 tornou-se um marco por simbolizar a retomada da democracia.
Todas as eleições presidenciais entre 1950 e 1960 ocorreram em 3 de outubro. O pleito de 1965 estava previsto para a mesma data, mas não aconteceu devido ao golpe militar de 1964. Durante a ditadura militar, as eleições indiretas aconteceram em dias e meses diversos.
Com a redemocratização, ficou firmado o primeiro domingo de outubro como data das eleições gerais e municipais. O site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) possui uma página com a cronologia das eleições brasileiras desde sua instituição, discriminando os cargos em disputa para cada pleito.
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PGR pede que Flávio Bolsonaro seja ouvido por calúnia contra Lula
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu nesta segunda-feira (6) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seja ouvido no inquérito no qual o parlamentar é acusado do crime de calúnia contra o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. 
Saiba mais na TVT News.
O parecer foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator da investigação.
Gonet citou a legislação penal e disse que Flávio pode apresentar retratação de suas falas, possibilidade que pode isentá-lo de eventual condenação.
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Para o procurador, o caso deve retornar à PF para que o parlamentar seja ouvido.
“Remanesce a necessidade de oitiva do Sr. Flávio Nantes Bolsonaro, medida de especial relevância, sobretudo em razão da possibilidade de retratação, capaz de isentar o investigado de pena”, afirmou Gonet.
O caso trata da postagem feita por Flávio na rede social X, no dia 3 de janeiro deste ano, quando o ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro foi capturado pelos Estados Unidos.
Na publicação, o senador declarou que “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.
No mês passado, a PF encerrou o inquérito que apurou o caso e concluiu que o senador cometeu calúnia contra o presidente.
Após a divulgação do relatório final da investigação, a Agência Brasil entrou em contato com a assessoria de Flávio Bolsonaro, mas não obteve retorno. O espaço está aberto para manifestação.
André Richter – Repórter da Agência Brasil
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Moraes determina que exército entregue armas registradas em nome de Jair Bolsonaro
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (6) que o comando do Exército entregue em até 48 horas à Polícia Federal todas as armas pertencentes ao ex-presidente Jair Bolsonaro. 
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A ordem foi proferida após a defesa ter informado ao Supremo que 8 das 11 armas registradas em nome de Bolsonaro estão sob posse do Exército. Outras duas já se encontram com a PF, de acordo com os advogados.
A 11ª foi apreendida em uma blitz, no mês passado, com um dos seguranças de Bolsonaro. O militar do Exército Estácio Leite da Silva Filho alegou que o armamento seria levado para conserto.
Na última sexta-feira (3), Moraes mandou revogar o registro de colecionador, atirador desportivo e caçador (CAC) de Bolsonaro.
Apesar de a Polícia Civil do Distrito Federal não ter indiciado o ex-presidente, por entender que a arma está legalizada e que Bolsonaro não cometeu nenhum crime, o ministro decidiu que as armas devem ser apreendidas.
A determinação foi feita na mesma decisão em que Moraes manteve Bolsonaro em prisão domiciliar humanitária. O ministro entendeu inexistir “falta grave” no episódio da arma apreendida que pudesse justificar eventual retorno ao regime fechado.
No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão no processo da trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar temporária por 90 dias. O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana.
Alexandre de Moraes decide manter Bolsonaro em prisão domiciliar
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (3) prorrogar o prazo da prisão domiciliar concedida ao ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Bolsonaro continuará sob o monitoramento de tornozeleira eletrônica e só poderá receber visitas com autorização do ministro, que é relator do caso.
O ex-presidente também está proibido de usar celular e acessar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros, além de gravar vídeos para a internet. Agentes da Polícia Militar do Distrito Federal vão fazer a segurança da casa para evitar fuga.
No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar temporária por 90 dias. O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana.
O prazo de 90 dias começou a contar no dia 27 de março e terminou em 25 de maio.
Armas
Moraes também determinou a suspensão do porte de arma de Bolsonaro e a apreensão de dez pistolas e espingardas que estão registradas em nome do ex-presidente.
A defesa terá prazo de 48 horas para entregar o armamento à Polícia Federal (PF).
A decisão foi motivada pela repercussão do caso da apreensão de uma arma com um dos seus seguranças particulares.
A Polícia Civil do Distrito Federal decidiu não indiciar o ex-presidente, por entender que a arma está legalizada e que Bolsonaro não cometeu nenhum crime. O órgão encerrou no dia 1º de julho o inquérito aberto para investigar o caso da arma de fogo apreendida com um segurança do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

O delegado Thiago Boeing, responsável pelo caso, decidiu não indiciar Bolsonaro. No entendimento do delegado, a arma pertence ao ex-presidente e está legalizada.
Boeing também ressaltou que o ex-presidente não estava proibido de ter o armamento em sua residência, onde cumpre prisão domiciliar pela condenação no processo da trama golpista.
Apesar da decisão da Polícia Civil, o ministro entendeu que as armas devem ser apreendidas.
“O descumprimento das regras da prisão domiciliar humanitária temporária ou de qualquer uma das medidas cautelares implicará na sua revogação e ao retorno imediato ao regime fechado”, ressaltou Moraes.
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