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Da Redação

Morre Carlo Ginzburg, o historiador italiano pai da micro-história

O historiador italiano Carlo Ginzburg, considerado um dos principais intelectuais da historiografia contemporânea e referência mundial da chamada micro-história, morreu nesta quarta-feira (17), aos 87 anos, em Bolonha, na Itália. Leia em TVT News.

Autor de obras que influenciaram gerações de pesquisadores em diferentes países, Ginzburg ficou conhecido por desenvolver uma abordagem que deslocou o foco da história tradicional das grandes figuras políticas, militares e econômicas para personagens comuns, frequentemente excluídos dos registros oficiais.

Ao investigar a vida de camponeses, moleiros, curandeiros e pessoas perseguidas por instituições de poder, o historiador demonstrou que era possível compreender processos sociais mais amplos a partir de trajetórias individuais.

Seu trabalho renovou profundamente a pesquisa histórica nas últimas décadas do século XX e ajudou a consolidar uma perspectiva que passou a valorizar experiências populares, culturas subalternizadas e grupos historicamente invisibilizados.

Uma vida marcada pelo antifascismo

Carlo Ginzburg nasceu em Turim, em 15 de abril de 1939, em uma família profundamente ligada à produção intelectual e à resistência ao fascismo italiano. Era filho do escritor, editor e militante antifascista Leone Ginzburg e da escritora Natalia Ginzburg, considerada uma das maiores autoras italianas do século XX.

Durante a infância, viveu parte dos anos da Segunda Guerra Mundial em uma pequena vila italiana para onde sua família havia sido enviada em exílio interno devido à oposição ao regime de Benito Mussolini.

A experiência familiar foi marcada pela violência política da época. Seu pai foi preso pelos fascistas e morreu em 1944, durante a ocupação nazista na Itália.

Filho de uma família judia em meio às perseguições do Holocausto, desenvolveu desde cedo sensibilidade para investigar personagens e comunidades que haviam sido silenciados pelos relatos oficiais.

O nascimento da micro-história

Ao longo dos anos 1960, quando a historiografia ainda era amplamente voltada para grandes acontecimentos e lideranças políticas, Ginzburg passou a explorar arquivos pouco estudados em busca de personagens anônimos.

Foi nesse contexto que encontrou registros dos chamados benandanti, um grupo de camponeses da região do Friuli que afirmava travar batalhas espirituais para garantir a fertilidade das colheitas. Considerados uma espécie de curandeiros populares, eles acabaram perseguidos pela Inquisição sob acusações de heresia.

A investigação resultou no livro I benandanti (Os Andarilhos do Bem), publicado em 1966.

A obra tornou-se uma referência para os estudos sobre religiosidade popular, cultura camponesa e mecanismos de repressão religiosa na Europa moderna.

Mais do que reconstruir a história daquele grupo específico, Ginzburg demonstrou como documentos aparentemente secundários podiam revelar conflitos sociais, crenças coletivas e formas de resistência presentes em uma determinada sociedade.

A partir desses trabalhos, consolidou-se a chamada micro-história, campo que busca compreender fenômenos históricos de grande escala por meio da análise detalhada de indivíduos, pequenas comunidades ou acontecimentos localizados.

O Queijo e os Vermes

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Edição de “O queijo e os vermes” de Ginzburg publicado pela Companhia das Letras no Brasil – Reprodução

Dez anos após a publicação de Os Andarilhos do Bem, Ginzburg lançou a obra que o transformaria em um dos historiadores mais influentes do mundo: O Queijo e os Vermes.

Publicado em 1976, o livro reconstrói a trajetória de Domenico Scandella, conhecido como Menocchio, um moleiro do século XVI que foi julgado pela Inquisição por defender ideias consideradas incompatíveis com a doutrina católica.

O tema central que dá título ao livro é a crença de Menocchio de que o mundo surgiu do caos, de forma análoga a como o queijo nasce do leite e os vermes (anjos e Deus) surgem do queijo.

Menocchio denunciava o monopólio do saber pelos clérigos e o uso do latim como uma “traição aos pobres”, servindo para manter as classes subalternas na ignorância.

O moleiro defendia que amar ao próximo era mais importante do que amar a Deus e que todas as religiões (cristãos, turcos, judeus) tinham o Espírito Santo e poderiam ser salvas, utilizando a lenda dos três anéis para justificar a equivalência entre as fés.

A disponibilidade de livros em língua vulgar permitiu que Menocchio confrontasse a tradição oral com a cultura escrita, organizando suas “fantasias” em um sistema de pensamento coerente e desafiador, o que revelou o impacto da reforma e da imprensa na vida das pessoas.

A partir dos autos do processo inquisitorial, documentos criados para reprimir, Ginzburg recuperou os sentimentos e interpretações das classes que a história tradicional costumava ignorar.

O historiador mostrou como Menocchio elaborava explicações próprias para a origem do universo, da religião e da sociedade, misturando leituras fragmentadas, tradições orais e experiências pessoais.

Ginzburg utiliza a micro-história para investigar um caso individual e singular (Menocchio) não como um exemplo estatístico, mas como um fragmento que revela as estruturas ocultas da cultura popular.

O conceito de circularidade

A obra propõe que existia uma influência recíproca entre a cultura das classes dominantes e a das classes subalternas, rompendo com a ideia de que a cultura popular seria apenas uma versão degradada da cultura de elite.

Ginzburg propõe que esse fluxo cultural não era unidirecional, já que ele se movia tanto de cima para baixo quanto de baixo para cima, isto é, da elite para o povo e vice-versa.

Ginzburg fundamenta sua hipótese na obra de Mikhail Bakhtin sobre Rabelais e a cultura popular. Bakhtin demonstrou como a visão de mundo carnavalesca e popular (de baixo) influenciou profundamente a obra erudita de Rabelais (de cima).

Ginzburg expande essa ideia ao sugerir que essa circularidade foi particularmente intensa na primeira metade do século XVI.

O conceito rompe com a ideia de uma passividade da população comum diante da classe dominante, como se apenas um grupo seleto de pessoas fizessem parte da história e ela influenciassem.

Ginzburg recusou, assim, a ideia de que a cultura popular é apenas um subproduto ou uma versão “degradada” e simplificada da cultura de elite.

Além disso, o italiano rebateu a noção de que a cultura camponesa era totalmente isolada e independente.

A circularidade mostra que as classes populares não aceitavam passivamente o que lhes era imposto, elas reelaboravam as informações recebidas de acordo com suas próprias tradições, como é o caso de Menocchio.

A metodologia de Ginzburg foca em reconstruir o crivo ou rede interpretativa que Menocchio interpunha entre ele e os textos que lia.

Ginzburg demonstra que a cultura oral camponesa agia como um filtro que deformava e ressignificava as leituras eruditas de Menocchio, revelando um estrato cultural profundo e muitas vezes pré-cristão.

A obra teve repercussão internacional porque demonstrou que indivíduos das classes populares também produziam visões complexas sobre o mundo, contrariando interpretações que reservavam a elaboração intelectual apenas às elites letradas.

Ao colocar um moleiro do século XVI no centro da narrativa, Ginzburg abriu espaço para novas formas de investigação histórica voltadas às experiências dos trabalhadores, dos camponeses e de outros grupos frequentemente ausentes da documentação tradicional.

O livro foi traduzido para dezenas de idiomas e permanece como uma das obras mais lidas e discutidas da historiografia mundial.

Sinais e raízes de um paradigma indiciário

Em 1979, após o Queijo e os Vermes, Ginzburg desenvolveu uma das principais contribuições teóricas sobre a metodologia da micro-história ao publicar seu ensaio “Sinais: raízes de um paradigma indiciário”.

O paradigma indiciário é um modelo epistemológico identificado e analisado peue se consolidou nas ciências humanas no final do século XIX.

Ele se baseia na ideia de que a análise de detalhes marginais, resíduos ou dados aparentemente insignificantes permite o acesso a uma realidade profunda e oculta que não pode ser atingida diretamente.

Ginzburg fundamenta a existência desse paradigma observando uma analogia impressionante entre três figuras que operavam na mesma década (1870-1880): Giovanni Morelli, Sherlock Holmes e Sigmund Freud.

Morelli era um médico e historiador da arte que propôs identificar a autoria de pinturas através do exame de pormenores secundários, como lóbulos de orelhas e unhas, que são elementos que o artista executa de forma automática e inconsciente, dificultando a imitação por copistas.

De forma similar, o detetive resolvia crimes interpretando indícios infinitesimais como cinzas de cigarro, pegadas na lama ou marcas de dentes, reconstruindo uma sequência de eventos invisível para outros.

Enfim, foi o criador da psicanálise que reconheceu no método de Morelli uma semelhança com sua própria técnica de investigar o inconsciente através de “refugos” da observação, como lapsos, sonhos e pequenos gestos involuntários.

O que Ginzburg argumentou no ensaio é que esse modo de pensar não era novo, pelo contrário, têm raízes multimilenares como o caçador ancestral, os mesopotâmicos e suas práticas de adivinhação ou até mesmo a medicina, que diagnóstica doenças invisíveis por meio de sintomas superficiais.

Contrapondo o paradigma indiciário com o paradigma galileano, Ginzburg defendia que o historiador não deveria se basear no quantificável para analisar a realidade, mas sim no qualitativo e individualizante.

Inspirado por áreas como a antropologia, a crítica literária, a história da arte e até mesmo investigações policiais, o historiador defendia que pequenos indícios poderiam revelar aspectos fundamentais de uma sociedade.

Para Ginzburg, o historiador deveria justamente atuar como alguém capaz de interpretar sinais dispersos, conectando documentos fragmentários e experiências individuais para compreender estruturas sociais mais abrangentes.

A proposta influenciou pesquisadores em diversas áreas das ciências humanas e ampliou os horizontes da pesquisa histórica nas últimas décadas.

Defesa da verdade histórica

Ao longo de sua carreira, Ginzburg também dedicou atenção aos debates sobre método e conhecimento histórico.

Em um período marcado pela ascensão de correntes teóricas que enfatizavam os aspectos narrativos da escrita da história, ele sustentou que o trabalho do historiador precisava permanecer ancorado em evidências concretas.

Para o intelectual italiano, embora toda narrativa histórica envolvesse interpretações, isso não significava abandonar a busca pela verdade factual.

Essa posição aparece de forma clara em O Juiz e o Historiador, publicado em 1991.

No livro, Ginzburg analisou o processo relacionado ao assassinato do comissário italiano Luigi Calabresi, examinando documentos judiciais a partir das ferramentas da pesquisa histórica.

A obra tornou-se uma referência nos debates sobre memória, justiça e produção do conhecimento.

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Prazo de concurso de capas para Guias da Fuvest acaba às 12h da sexta-feira (19)

Termina às 12h desta sexta-feira (19) o prazo para envio de propostas para o concurso de capas dos Guias do Vestibular 2027, criada pela Fuvest. A iniciativa busca estimular a criatividade e ampliar a participação do público que acompanha o vestibular, especialmente jovens em diferentes etapas da trajetória educacional. Leia tudo sobre a Fuvest na TVT News.

Serão escolhidas três propostas artísticas, uma para cada publicação oficial do vestibular: Guia de Carreiras, Guia de Jornada e Guia de Provas. As inscrições deverão ser feitas exclusivamente por meio da Área do Candidato no site da Fuvest. O resultado da competição será divulgado em 15 de julho.

Concurso tem categorias para diferentes faixas etárias

O concurso de capas para os guias da Fuvest aceita a submissão de propostas pessoas físicas com idade mínima de 12 anos, brasileiras ou estrangeiras, residentes ou não no Brasil. Os participantes serão divididos em três categorias etárias: de 12 a 17 anos, responsáveis pela criação da capa do Guia da Jornada; de 18 a 22 anos, pelo Guia de Provas; e acima de 22 anos, pelo Guia de Carreiras.

Um dos principais diferenciais da iniciativa é a valorização da produção artística manual. As capas deverão ser desenvolvidas à mão, utilizando técnicas tradicionais, como lápis de cor, tinta guache, tinta acrílica, pintura a óleo, entre outras modalidades visuais.

Cada uma das três propostas selecionadas no concurso receberá premiação de R$ 2 mil, além da isenção da taxa de inscrição no Vestibular 2027. No caso de participantes menores de 18 anos, o eventual recebimento da premiação estará condicionado à autorização expressa dos pais ou responsáveis legais.

Uma comissão julgadora, composta por membros da banca de competências específicas de Artes Visuais e pela diretoria da Fuvest, fará a seleção das propostas.

Os guias com as capas selecionadas no concurso serão publicados nas seguintes datas:

  • 3 de agosto – Guia de Carreiras
  • 10 de agosto – Guia de Jornada
  • 17 de agosto – Guia de Provas

Veja mais informações em https://www.fuvest.br/capas-guias/.

Fundação anunciou mudanças no concurso para ingresso na Universidade de São Paulo

Nesta semana, a Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) também anunciou mudanças no vestibular de admissão da Universidade de São Paulo (USP) para ingresso em 2028.

Com a mudança, seis tipos de provas específicas serão aplicados no segundo dia da segunda fase. Cada curso da USP ficará vinculado a uma dessas modalidades, permitindo que os candidatos conheçam com antecedência quais áreas do conhecimento serão cobradas na etapa decisiva do vestibular.

Segundo a Fuvest, a divulgação antecipada busca oferecer mais previsibilidade aos estudantes e às instituições de ensino que os acompanham durante a preparação para o exame.

“Estamos divulgando essas informações com bastante antecedência para que os candidatos possam compreender as mudanças e se preparar de forma mais estratégica para o novo modelo da prova. Essa previsibilidade também contribui para que escolas e cursinhos orientem melhor seus estudantes ao longo da preparação”, afirmou Gustavo Monaco, diretor-executivo da Fuvest.

As provas serão organizadas por grandes áreas do conhecimento, seguindo seis modalidades:

  • Tipo 1: Matemática e suas Tecnologias;
  • Tipo 2: Ciências da Natureza e suas Tecnologias;
  • Tipo 3: Ciências Humanas e Sociais Aplicadas;
  • Tipo 4: Matemática e suas Tecnologias e Ciências da Natureza e suas Tecnologias;
  • Tipo 5: Matemática e suas Tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas;
  • Tipo 6: Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas.

Com a divulgação da relação entre cursos e modalidades de prova, os estudantes já podem identificar qual modelo será aplicado para a carreira desejada e direcionar seus estudos de forma mais específica.

A mudança altera uma estrutura que, historicamente, organizava a segunda fase a partir das disciplinas tradicionais do ensino médio. O novo formato busca aproximar a avaliação das grandes áreas de conhecimento presentes na Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Além da reformulação do segundo dia, a Fuvest também anunciou alterações no primeiro dia da segunda fase.

Com a mudança, a prova passará a ser estruturada no eixo de Linguagens e suas Tecnologias, reunindo conteúdos de Língua Portuguesa, Literatura, Língua Inglesa, Arte e Educação Física. O objetivo é adotar uma abordagem interdisciplinar, estimulando a articulação entre diferentes áreas do conhecimento.

Nesse novo formato, os candidatos responderão a oito questões discursivas, além da redação.

As mudanças integram um processo mais amplo de atualização do vestibular conduzido pela Fuvest em conjunto com a Pró-Reitoria de Graduação da USP.

Embora as alterações mais profundas na segunda fase sejam aplicadas apenas no vestibular para ingresso em 2028, parte da reformulação começa já no Vestibular Fuvest 2027, que será realizado neste ano.

A primeira fase passará a contar com 80 questões objetivas de múltipla escolha, em vez das tradicionais 90. O tempo total de aplicação da prova será mantido. De acordo com a Fuvest, a redução do número de questões não altera a abrangência dos conteúdos cobrados.

Concurso IBGE oferece 8.238 vagas temporárias em todo o Brasil

Estão abertas, até 1º de julho de 2026, as inscrições para o processo seletivo simplificado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) destinado à contratação de 8.238 profissionais para atuar no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola.

As vagas estão distribuídas em cinco funções por todo o país, com salários entre R$ 2.128 e R$ 4.008 e contratos temporários de até 12 meses, prorrogáveis conforme a necessidade da operação censitária

As vagas estão distribuídas entre os cargos de Agente Censitário Supervisor (4.143 vagas), Agente Censitário Administrativo (1.110 vagas), Agente Censitário de Informática (1.089 vagas), Agente Operacional Regional (948 vagas) e Agente Censitário Regional (948 vagas).

Os profissionais selecionados atuarão em diferentes etapas da preparação e execução do levantamento em todo o território nacional.

A seleção integra os preparativos para a realização do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, uma das principais pesquisas estruturais conduzidas pelo instituto.

O presidente do IBGE, Marcio Pochmann, destacou que o novo edital aumenta as oportunidades de participação. “A realização do 12° Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola avança em mais uma etapa decisiva com a divulgação do primeiro edital do Processo Seletivo Simplificado, oferecendo 8.238 vagas em todo o país e ampliando as oportunidades de participação da sociedade na construção de um retrato cada vez mais preciso e estratégico do campo brasileiro”.

BENEFÍCIOS — Além dos salários, os contratados terão direito a benefícios como auxílio-alimentação de R$ 1.192,00, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias proporcionais e 13º salário proporcional, conforme a legislação vigente.

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Além dos salários, os contratados terão direito a benefícios como auxílio-alimentação, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias e 13° salário proporcional. Foto: Reprodução / IBGE Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

ATRIBUIÇÕES — As vagas são destinadas a atividades administrativas, operacionais, de supervisão e de suporte tecnológico relacionadas à realização do censo. Entre as atribuições previstas estão o acompanhamento da coleta de dados em campo, a gestão de equipes de recenseadores, o suporte em tecnologia da informação, além da organização administrativa dos postos de coleta.

INCLUSÃO E DIVERSIDADE — O processo seletivo prevê reserva de vagas para diferentes grupos, de acordo com a legislação atual: 5% para pessoas com deficiência (PcD), 25% para pessoas pretas ou pardas (PPP), 3% para pessoas indígenas (PI) e 2% para pessoas quilombolas (PQ), além das vagas destinadas à ampla concorrência.

REQUISITOS — A carga horária será de 40 horas semanais, com jornada de oito horas por dia. Os requisitos variam conforme a função:

  • Ensino médio completo: Agente Censitário Administrativo e Agente Censitário de Informática;
  • Ensino médio completo e CNH válida, no mínimo categoria B: Agente Operacional Regional, Agente Censitário Regional e Agente Censitário Supervisor.

Como funciona a contratação temporária no IBGE

De acordo com o edital, o processo seletivo será realizado com base na Lei nº 8.745/1993, que regula a contratação por tempo determinado para atender a necessidades temporárias de excepcional interesse público. A iniciativa busca garantir a execução das etapas do levantamento, considerado essencial para a produção de informações estatísticas sobre o setor agropecuário no Brasil.

PRAZO E TAXA — As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, no site do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC), responsável pela organização do certame. O prazo começa às 10h do dia 12 de junho de 2026 e segue até as 23h do dia 1º de julho de 2026, no horário de Brasília. A taxa de inscrição é de R$ 53,00.

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RD Congo arranca empate com Portugal (1-1) em sua estreia na Copa do Mundo

Da AFP em Houston, Estados Unidos – A República Democrática do Congo arrancou um empate em 1 a 1 contra a poderosa seleção de Portugal, comandada por Cristiano Ronaldo, na estreia de ambas as equipes na Copa do Mundo de 2026, nesta quarta-feira (17), em Houston. O duelo expôs as fragilidades dos portugueses e deixou os africanos em estado de graça.

O primeiro gol da seleção lusa saiu cedo, em uma cabeçada de João Neves aos seis minutos, prenunciando um cenário favorável para os europeus. Mas o Congo surpreendeu e empatou pouco antes do intervalo (45’+5), também com um gol de cabeça, de Yoane Wissa, o primeiro do país em Mundiais.

Cristiano Ronaldo e companhia pareceram desconectadas no Estádio de Houston, no Texas, com dificuldades para construir seu jogo e sem acionar sua principal estrela.

João Neves abriu o placar e depois desapareceu. Bruno Fernandes teve uma atuação apagada e CR7 foi bem marcado quase o tempo todo.

Os ‘Leopardos’, por outro lado, aproveitaram ao máximo cada oportunidade. Seu estilo de jogo vertical, coletivo e veloz, exatamente como prometido pelo técnico Sébastien Desabre, deu resultado.

Portugal terá como próximo adversário o Uzbequistão, no dia 23 de junho, também em Houston, enquanto a RD Congo viajará a Guadalajara para enfrentar a Colômbia.

Escalações de RD Congo x Portugal

Portugal: Diogo Costa – João Cancelo, Tomás Araújo, Renato Veiga, Nuno Mendes (Nélson Semedo 72′) – Bernardo Silva (Francisco Conceição 46′), João Neves – Bruno Fernandes, Vitinha (Gonçalo Ramos 83′), Pedro Neto (Rafael Leão 72′) – Cristiano Ronaldo (cap). Técnico: Roberto Martínez.

República Democrática do Congo: Lionel Mpasi-Nzau – Aaron Wan-Bissaka (Gideon Kalulu 85′), Axel Tuanzebe, Chancel Mbemba (cap), Steve Kapuadi, Fuka Arthur Masuaku (Joris Kayembe 75′) – Edo Kayembe (Charles Pickel 75′), Samuel Moutoussamy, Ngal’ayel Mukau (Noah Sadiki 57′) – Yoane Wissa, Cédric Bakambu (Simon Banza 85′). Técnico: Sébastien Desabre.

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Congoleses no Brasil, comemoram o resultado: Claudine, jornalista da República Democrática do Congo, refugiada no Brasil. Foto: ACNUR/ Memorial da América Latina

© Agence France-Presse e FIFA

Onde assistir à Copa do Mundo 2026

Os direitos de transmissão da Copa do Mundo no Brasil serão divididos entre diferentes plataformas.

Os jogos poderão ser acompanhados por:

  • Globo (TV aberta)
  • SporTV (TV por assinatura)
  • Globoplay (streaming)
  • ge tv
  • SBT (TV aberta)
  • Cazé TV (YouTube)
  • N Sports (TV por assinatura)

Quais são os grupos da Copa do Mundo 2026

Confira os grupos da Copa do Mundo da FIFA 2026. O Brasil está no grupo C na disputa pelo hexa na Copa do Mundo e enfrenta Marrocos, Escócia e Haiti.

Grupos da Copa do Mundo da FIFA 2026

  • GRUPO A: México, África do Sul, Coreia do Sul e República Tcheca;

  • GRUPO B: Canadá, Bósnia, Catar e Suíça;

  • GRUPO C: Brasil, Marrocos, Haiti e Escócia;

  • GRUPO D: Estados Unidos, Paraguai, Austrália e Turquia;

  • GRUPO E: Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim e Equador;

  • GRUPO F: Holanda, Japão, Suécia e Tunísia;

  • GRUPO G: Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia;

  • GRUPO H: Espanha, Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai;

  • GRUPO I: França, Senegal, Iraque e Noruega;

  • GRUPO J: Argentina, Argélia, Áustria e Jordânia;

  • GRUPO K: Portugal, RD Congo, Uzbequistão e Colômbia;

  • GRUPO L: Inglaterra, Croácia, Gana e Panamá.

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Grupos da Copa do Mundo FIFA 2026

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Acordo entre EUA e Irã traz 14 pontos para negociação de fim do conflito

Veículos estrangeiros como CNN, Bloomberg e The Independent divulgaram nesta quarta-feira (17) o teor do acordo que deve ser assinado por representantes dos Estados Unidos e do Irã na sexta-feira (19). A formalização deve ocorrer na Suíça, e pode interromper a guerra entre as potências, que dura desde 28 de fevereiro. Leia em TVT News.

O acordo estabelece 14 pontos para o fim do conflito no Oriente Médio, que vem impactando a economia e o preço do petróleo globalmente.

Acordo estabelece pontos de implementação imediata

O memorando a ser assinado por EUA e Irã define medidas que passam a valer imediatamente após a assinatura do acordo. As ações abrangem áreas militares, de navegação e econômicas, funcionando como etapa inicial para a construção de um entendimento definitivo entre as partes.

Entre os compromissos a serem assumidos pelos EUA estão a suspensão imediata do bloqueio naval, o compromisso de não interferência nas operações iranianas, a normalização do tráfego marítimo e da retirada gradual de forças na região. No campo econômico, estão previstas isenções a exportações do Irã, além da liberação de fundos e ativos do país que estão congelados.

Do lado do Irã, há compromissos para restabelecer a circulação de navios mercantes entre o Golfo Pérsico e o Mar de Omã em até 30 dias, com medidas técnicas para garantir a segurança da navegação e a retomada dos fluxos anteriores à guerra.

Confira o conteúdo do acordo a ser assinado

Confira abaixo um resumo dos dispositivos:

1 — Irã e Estados Unidos, assim como seus aliados na guerra atual, declaram o fim imediato e permanente da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, e se comprometem a não iniciar qualquer ação hostil um contra o outro.

2 — Irã e Estados Unidos se comprometem a respeitar a soberania e a integridade territorial um do outro e a se abster de interferir nos assuntos internos um do outro.

3 — Um acordo final deve ser negociado e alcançado em até 60 dias, prorrogáveis por concordância mútua.

4 — Os Estados Unidos suspenderão o bloqueio naval imediatamente após a assinatura do memorando, e impedirão qualquer interferência ou obstrução contra o Irã, além de restabelecem o tráfego marítimo em sua capacidade total em até 30 dias, considerando o volume de tráfego de navios anterior à guerra. Os Estados Unidos também deverão retirar suas forças das áreas circundantes em até 30 dias após o acordo final.

5 — Após a assinatura do memorando, o Irã tomará medidas imediatas para garantir que a circulação de navios mercantes do Golfo Pérsico para o Mar de Omã e vice-versa seja retomada em até 30 dias, considerando o volume anterior à guerra, levando em consideração a necessidade de remoção de obstáculos técnicos e neutralização de minas pelo Irã.

6 — Os Estados Unidos se comprometem a criar um plano acordado por ambas as partes para a reabilitação e o desenvolvimento econômico do Irã, garantindo um financiamento de pelo menos US$ 300 bilhões. O mecanismo de implementação deste plano deve ser estabelecido em até 60 dias, como parte do acordo final.

7 — Os Estados Unidos se comprometem a pôr fima todos os tipos de sanções atualmente impostas ao Irã, incluindo as resoluções do Conselho de Segurança da ONU e do Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), bem como a todas as sanções unilaterais dos EUA, tanto primárias quanto secundárias. O cronograma para a retirada será definido como parte do acordo final.

8 — O Irã reitera que jamais produzirá armas nucleares, e os países concordam que o destino do material enriquecido e das demais questões nucleares mutuamente acordadas, incluindo as necessidades nucleares do Irã, serão estabelecidos no acordo final.

9 — Irã e Estados Unidos concordam que, enquanto não houver um acordo final, manterão o status quo: o Irã não avançará com seu programa nuclear, e os Estados Unidos não imporão novas sanções ao Irã nem reforçarão suas forças na região.

10 — Após a assinatura do acordo inicial e até a data do levantamento das sanções, o Departamento do Tesouro dos EUA isentará as exportações de petróleo bruto iraniano, produtos petroquímicos e seus derivados, e todos os serviços relacionados, incluindo serviços bancários, de seguros, de transporte e similares.

11 — Conforme o progresso das negociações para um acordo final, os EUA liberarão e disponibilizarão integralmente fundos e ativos congelados ou restritos do Irã, e serão usados em pagamento final ao beneficiário determinado pelo Banco Central do Irã, totalmente disponíveis para uso.

12 — Irã e os Estados Unidos concordam que será estabelecido um mecanismo de supervisão para a implementação bem-sucedida e o compromisso futuro com o acordo final.

13 — Após a assinatura do memorando e o recebimento de garantias quanto ao início da implementação dos itens 4, 5, 10 e 11 e à continuidade da implementação dessas medidas, Irã e Estados Unidos iniciarão negociações para um acordo final com relação aos demais itens.

14 — O acordo final será aprovado por meio de uma resolução vinculativa do Conselho de Segurança da ONU.

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Lula diz que “Trump não deve se meter nas eleições do Brasil”


Durante coletiva de imprensa no final da reunião de cúpula do G7, o presidente Lula subiu o tom contra a interferência do presidente Trump na política brasileira.  “Trump tem direito de ter as preferências eleitorais dele, mas as eleições do Brasil são um problema do Brasil”, disse Lula. Leia mais sobre a entrevista de Lula com a TVT News com informações da AFP em Genebra.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira que Donald Trump não deveria “interferir nas eleições brasileiras” de outubro, nas quais o líder da esquerda busca a reeleição.

Trump é aliado do ex-presidente de extrema direita Jair Bolsonaro, cujo filho, o senador Flávio Bolsonaro, será o principal adversário de Lula nas eleições.

O presidente americano “tem direito às suas preferências eleitorais”, mas “as eleições brasileiras são problema do Brasil”, disse Lula em Genebra, após participar como convidado da cúpula do G7 na França.

Trump não deve se meter nas eleições do Brasil

Presidente Lula

Na mesma cúpula de líderes, Trump afirmou nesta quarta-feira que o Brasil “se tornou um país um pouco duro, um pouco politicamente perigoso”.

O republicano declarou apoio a candidatos de direita em outros países latino-americanos, como Argentina, Colômbia e Honduras.

Após receber Lula em Washington no mês passado, Trump também se encontrou com Flávio Bolsonaro, a quem descreveu como um “jovem inteligente que ama seu país”.

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Durante reunião do G7, frente a frente com Trump, Lula defendeu soberania. Foto: Ricardo Stuckert / PR

Dias depois, os Estados Unidos designaram os dois maiores cartéis de drogas do Brasil, o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho, como organizações terroristas.

Também ameaçaram aumentar as tarifas sobre produtos brasileiros.

Ambas as medidas são veementemente rejeitadas pelo governo Lula, que acusou Trump de se comportar como um “imperador” do mundo.

Os dois líderes estão em tensão desde 2015, quando os Estados Unidos impuseram tarifas ao Brasil em retaliação ao julgamento de Jair Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos de prisão por seu papel em uma tentativa de golpe.

Os Estados Unidos acabaram por remover algumas dessas tarifas.

Com informações da AFP

O que Trump fez foi coisa desaforada, diz Lula sobre novo tarifaço

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (17) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez “uma coisa desaforada” ao sugerir uma espécie de novo tarifaço ao Brasil em meio a negociações em andamento entre os dois países.

“Acho que o que ele fez foi uma coisa desaforada para o Brasil. Ele sabe disso. Por isso eu disse que ele continua agindo como imperador. Nós estávamos fazendo acordo”, disse, em entrevista coletiva após o fim da cúpula do G7, em Évian, na França.

Questionado se havia conversado com Trump durante a cúpula, Lula disse não ter pedido um encontro bilateral com o presidente estadunidense porque ambos os países seguem em fase de negociação. “Não tinha porque pedir bilateral. Nós estamos negociando”.

“Na hora em que terminar a negociação, se não der em nada, não tenho nenhum problema de pegar o telefone, ligar para o Trump e marcar outra conversa. Nasci no mundo político negociando. Desde muito cedo, a minha vida foi negociar com gente tão poderosa quando ele.”

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Entrevista coletiva de Lula após a reunião do G7: recado a Trump. Imagem: Reprodução/ Agência Gov

Com informações das Agências Gov e Brasil

Confira a entrevista de Lula após o fim da reunião do G7

Qual candidato é mais patriota? Para 47% dos entrevistados na pesquisa Quaest, a resposta é Lula

 A pesquisa Genial/Quaest divulgada em 10 junho peguntou qual candidato é mais patriota. Para 47% dos entrevistados, Lula representa melhor a defesa dos interesses do Brasil atualmente.

Flávio Bolsonaro foi citado por 37%. Outros 10% afirmaram que nenhum dos dois representa melhor esse discurso.

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Reprodução Pesquisa Quaest

Quaest investigou repercussão do “Tariflávio”: 57% da população discorda das tarifas dos EUA

A pesquisa também abordou a repercussão das tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Segundo o levantamento, 55% acreditam que as novas tarifas vão prejudicar suas vidas ou as de suas famílias. Outros 37% não veem impacto direto.

Sobre a possibilidade de recuo do governo norte-americano, 49% acreditam que as tarifas serão mantidas, enquanto 35% avaliam que haverá recuo.

A maioria dos entrevistados também rejeita a justificativa apresentada pelos Estados Unidos para a medida. Para 57%, é incorreta a afirmação de que a relação comercial entre Brasil e EUA seria injusta e prejudicaria empresas norte-americanas.

Apenas 21% concordam com essa tese.

Impacto eleitoral do tarifaço

O impacto eleitoral do tarifaço também foi medido.

Para 39% dos entrevistados, a medida aumenta a disposição de votar em Lula.

Já 30% afirmam que o episódio os aproxima de Flávio Bolsonaro.

Outros 23% dizem que o caso favorece um terceiro nome.

47% acreditam na relação de Flávio com as tarifas de Trump

Ao serem questionados sobre quem tem razão no debate em torno do tarifaço, 47% concordam mais com a posição de Lula, que atribui a medida à atuação de Flávio Bolsonaro junto ao governo dos Estados Unidos.

Já 35% concordam mais com a versão apresentada pelo senador, que afirma ter atuado para evitar a taxação.

Os dados da pesquisa Quaest consolidam a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva e o recuo de Flávio Bolsonaro nas intenções de voto, rompendo a tendência de empate técnico – Lula abriu seis pontos de vantagem no segundo turno (44% a 38%).

Fatores que impulsionaram a vantagem de Lula

  • O impacto negativo dos escândalos da oposição sobre o eleitorado independente continua a pesar no ânimo dos eleitores, segundo o levantamento.
  • A virada na intenção de voto, de acordo com os cientistas políticos da FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo) é resultado da combinação entre os primeiros resultados da atual agenda econômica do governo e as “derrapadas” dos adversários.
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Reprodução Pesquisa Quaest cenário Lula e Flávio Bolsonaro

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