Da Redação
Por que o PSD escolheu Caiado e não Eduardo Leite?
Por Michel Lenz
Caiado: mais do que uma escolha sobre quem parecia ser o melhor candidato, a decisão foi sobre qual nome servia melhor ao projeto do partido.
No dia 30 de março de 2026, Kassab encerrou a disputa interna do PSD e anunciou Ronaldo Caiado como pré-candidato à Presidência. Eduardo Leite, que se posicionava como alternativa de centro, foi preterido e Ratinho Junior já havia desistido dias antes.
A reação imediata de boa parte dos analistas foi previsível: “Kassab abandonou o centro”, “o PSD rifou a terceira via”, “Leite foi traído”. Essa leitura não está errada, mas está incompleta. Quem olha apenas para o candidato escolhido não entende a decisão. Para entendê-la, é preciso olhar para o tabuleiro inteiro, e principalmente para o que não aparece no comunicado oficial.
O óbvio que precisa ser dito antes
Vamos ao básico, Eduardo Leite chegou ao PSD em 2025 com um discurso bem construído: centro liberal moderno, gestão técnica, responsabilidade fiscal, distanciamento dos extremos. Tinha aprovação de colunistas, aceno do mercado financeiro e uma fatia específica do eleitorado urbano escolarizado.
O problema é que essa fatia não ganha eleição presidencial no Brasil, não sozinha, não neste cenário.
>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp
As pesquisas indicaram, de forma consistente, baixa tração eleitoral para Leite nas simulações de primeiro turno, não rompendo a barreira de um dígito. Seu nome era mais forte nos editoriais do que nas intenções de voto. E esse é o ponto que precisa ser repetido quantas vezes forem necessárias: popularidade editorial e viabilidade eleitoral são coisas completamente diferentes. Candidato que vive de editorial não transfere voto, não puxa bancada, não negocia aliança com peso.
Caiado, por outro lado, trazia musculatura política orgânica. Dois mandatos de governador com boa aprovação, cinco mandatos de deputado federal, um de senador, candidato a presidente em 1989, vínculo direto com o agronegócio, discurso duro em segurança pública e, principalmente, capacidade de dialogar com o eleitorado conservador que move o ponteiro eleitoral no Brasil.
O projeto é o partido, não a Presidência
Kassab não é um idealista, é um dos operadores políticos mais pragmáticos do Brasil. O PSD, sob sua liderança, se construiu como máquina de poder institucional: com mais de 800 prefeitos, três ministérios no governo Lula (Agricultura, Minas e Energia, Pesca), presença em praticamente todos os estados, capilaridade que poucos partidos conseguem replicar.
E há um movimento anterior que poucos observaram: Kassab não chegou a março de 2026 com uma aposta, chegou com opções. Ao atrair três governadores bem avaliados para o PSD (Caiado, Leite e Ratinho Junior), Kassab garantiu que o partido teria opções para qualquer cenário. Não foi acaso, foi uma construção deliberada.
O objetivo central de Kassab com essa candidatura presidencial não é necessariamente ganhar o Planalto. É formar a maior bancada possível no Congresso, ampliar o acesso ao fundo partidário e eleitoral e garantir poder de barganha com qualquer governo que vier. Seja Lula, Flávio, tanto faz, o PSD busca ser indispensável para quem governar.
A escolha por Caiado é cirúrgica nesse sentido: um candidato presidencial à direita puxa votos proporcionais à direita. No Brasil de 2026, onde provavelmente mais uma vez teremos eleições polarizadas, o sentimento anti-PT volta a ser significativo, um candidato conservador no topo da chapa gera mais arrasto eleitoral para deputados e senadores do PSD do que um candidato de centro moderado que buscava espaço nos levantamentos.
Leite no topo da chapa geraria entusiasmo editorial, mas não transferiria votos. Caiado, mesmo sem vencer, funciona como locomotiva proporcional. E quem trabalha com campanha sabe: a bancada que se elege no embalo da cabeça de chapa é o que garante espaço na mesa de negociação pelos próximos quatro anos.
A geometria variável: a jogada que poucos entenderam
Kassab disse publicamente, no mesmo dia do anúncio, que espera que quadros do PSD apoiem Lula em alguns estados e Flávio Bolsonaro em outros. Literalmente: “vai ter quem apoia o Lula, vai ter quem apoia o Caiado, vai ter quem apoia o Flávio.”
Mas isso seria desorganização? falta de alinhamento? Não, isso é o que chamo de geometria variável: o partido opera de forma diferente em cada estado conforme o cenário local, mas todas as peças servem ao mesmo objetivo de Kassab: o crescimento do PSD como força institucional.
Com uma leitura rápida de cenário, na Bahia, Ceará, Amazonas e Rio de Janeiro, o PSD tende ao apoio ao governo Lula. Em Goiás, Santa Catarina e Rondônia, está com a oposição. Em São Paulo, Kassab foi secretário de Tarcísio de Freitas até dias antes do anúncio de Caiado.
O partido busca apresentar uma postura de independência, lançando pré-candidato a presidente contra Lula enquanto mantém ministérios no próprio governo Lula. Para quem olha de fora, é contradição. Para quem opera no sistema, é a forma mais eficiente de nunca ficar de fora, independentemente do resultado.
Essa lógica tem uma implicação direta que interessa a qualquer profissional político: quando um partido opera com geometria variável, ele não está sendo incoerente, está buscando maximizar sua posição. Pode-se dizer que é uma lógica arriscada, mas quem tenta ler coerência ideológica num partido que opera por pragmatismo institucional vai errar a análise na maioria das vezes.
Por que Leite não funcionava para o projeto
Eduardo Leite não foi preterido por falta de qualidade ou capacidade. Foi preterido porque o projeto que ele representava não atendia à necessidade do partido neste ciclo.
Leite encarnava a terceira via clássica: moderação, racionalidade, discurso técnico. Historicamente, esse espaço no Brasil é um cemitério eleitoral. Meirelles, Marina Silva, Ciro Gomes, Simone Tebet, todas naufragaram nessa faixa. As pesquisas de 2026 confirmam: o eleitorado está mais cristalizado do que nunca entre os dois polos, e a margem para uma candidatura de centro é estreita.
No fundo, Kassab não abandonou o centro, ele o redefiniu. O centro que Leite representava era o centro liberal de “estilo europeu”: racional, técnico e institucional. O centro que Kassab busca construir com Caiado é outro: é o centro que fala a língua do interior do Brasil, dos setores produtivos, do agronegócio, da segurança pública como prioridade.
Mas a decisão tem camadas que vão além do cenário eleitoral. E são essas camadas que separam a leitura estratégica da leitura de superfície.
O que as entrelinhas nos dizem
1. O peso dos caciques internos
A decisão não foi apenas de Kassab, o Conselho Político do PSD aprovou Caiado por unanimidade. Nesse conselho, pesa o nome de Jorge Bornhausen, ex-governador de Santa Catarina e veterano do antigo PFL. Foi o próprio Bornhausen quem confirmou publicamente a escolha por Caiado antes mesmo do anúncio oficial.
Esse detalhe é relevante: o PSD tem uma ala com DNA de direita, herdeira do PFL, que nunca se sentiu representada pelo projeto de centro liberal que Leite propunha. Caiado é organicamente desse grupo. A unanimidade não foi coincidência, foi alinhamento ideológico interno. E quem trabalha com articulação político partidária sabe que decisão unânime de conselho nunca acontece por acaso, ela é construída antes da votação.
2. Caiado como “escudo” para a relação com o bolsonarismo
Se Flávio Bolsonaro vencer e o PSD não tiver lançado candidato competitivo à direita, o partido entra num eventual governo bolsonarista sem capital político para negociar. Com Caiado, o PSD chega ao segundo turno (ou à composição de governo) com votos transferíveis e pauta programática compatível. Caiado já sinalizou proximidade com bandeiras do campo bolsonarista: anistia, segurança pública, agronegócio, isso não é acidente, é posicionamento para negociação futura.
Na prática: Caiado funciona como uma proteção política. Se Lula vencer, o PSD já tem ministérios e bases nos estados. Se Flávio vencer, o PSD tem Caiado como ponte. Isso não elimina riscos, mas amplia a capacidade de negociação do partido em diferentes cenários.
3. O teste da desincompatibilização
Caiado renunciou ao governo de Goiás no dia seguinte ao anúncio, deixando o cargo para Daniel Vilela (MDB), seu vice. Leite, por outro lado, disse publicamente que só sairia do governo gaúcho para disputar a Presidência, e que, caso não fosse o escolhido, ficaria no RS até o fim do mandato.
Essa diferença comunica mais do que parece. Caiado chegou ao PSD já tendo saído do União Brasil especificamente para disputar a Presidência. Leite mantinha público o seu plano B (ficar no governo). Em política, quem tem plano B transmite menos convicção e convicção é capital eleitoral. Kassab sabe que candidato com saída de emergência sinalizada não gera o mesmo comprometimento de aliados, doadores e estrutura.
4. Fragmentar no primeiro turno para reorganizar no segundo
Este é, provavelmente, o cálculo mais sofisticado de Kassab e do PSD, que entende que a oposição a Lula precisa de mais de um candidato no primeiro turno, não de concentração prematura. Se Flávio for o único nome relevante e perder, a oposição colapsa inteira. Se houver fragmentação controlada (Caiado, Zema, Flávio), a capacidade de levar a eleição para o segundo turno aumenta, porque diferentes candidatos capturam diferentes fatias do eleitorado anti-Lula.
A reorganização acontece depois, com mais poder de barganha para quem sobreviver. A lógica é simples: no primeiro turno você disputa, no segundo turno você negocia. Quem chega ao segundo turno com votos para transferir dita as condições.
5. Leite era mais útil no Rio Grande do Sul do que na Presidência
Eduardo Leite tem mandato até janeiro de 2027 e trabalha para eleger Gabriel Souza (MDB) como sucessor. Se Leite saísse para disputar a Presidência com chances mínimas, perderia o governo para o vice e arriscaria enfraquecer seu grupo político no estado.
Para o partido, manter Leite forte no RS rende mais do que uma candidatura presidencial, por sua leitura, fadada ao fracasso. Uma máquina estadual aliada, com governador simpático ao PSD, é ativo permanente. Uma candidatura que termina em quarto lugar no primeiro turno é passivo negociável.
Esse tipo de cálculo é frequentemente ignorado por quem analisa decisão partidária apenas pelo prisma nacional. Mas quem articula poder sabe que a base real de qualquer partido está nos estados, e sacrificar posição estadual por projeção nacional sem viabilidade é erro estratégico básico.
6. O timing revelou tudo
Ratinho Junior era o plano A, liderava as pesquisas, tinha maior densidade interna, e Kassab já havia sinalizado sua pré-candidatura a aliados. Quando Ratinho desistiu em uma segunda-feira, o Conselho Político aprovou Caiado por unanimidade no mesmo dia. Kassab não abriu nova rodada de discussão, não deu tempo para Leite articular apoios internos, não fez consulta ampliada. A velocidade da decisão revela que Caiado sempre foi o plano B. Na prática, Leite parecia ser o plano C ou, no mínimo, um nome que já partia em desvantagem desde o início da disputa: o perfil ideológico do conselho sempre pendeu para a direita, e seu projeto de centro liberal não teve maioria entre os que decidem.
Basta reconhecer o padrão: quando a decisão sai rápido demais para o tamanho da escolha, é porque ela já estava tomada. A formalização é coreografia.
O que essa decisão ensina
Antes de extrair as lições, vale registrar que a decisão também carrega riscos. Ao optar por Caiado, Kassab escolhe um nome mais funcional para determinado campo eleitoral, porém testa a capacidade do PSD de manter coesão interna e de transformar capital regional em tração nacional. Se Caiado não crescer, a operação pode até fortalecer a posição negociadora do partido, mas sem entregar, na mesma medida, resultado eleitoral ou expansão real de influência.
A escolha do PSD é um caso de estudo em estratégia partidária, e vale a pena extrair três lições que se aplicam a qualquer nível de disputa:
Primeira: A decisão de partido não é concurso de mérito, é cálculo de utilidade. O candidato escolhido não precisa ser o melhor, precisa ser o que mais entrega para o projeto institucional. Quem não entende isso vive se frustrando com decisões partidárias que “não fazem sentido”.
Segunda: narrativa pública e lógica interna são coisas distintas. O PSD vendeu publicamente a ideia de que era um partido de centro buscando alternativa à polarização. Internamente, a escolha sempre foi por posicionamento de força, não por coerência discursiva.
Terceira: quem condiciona sua candidatura à aprovação do partido transmite menos força do que quem se apresenta como candidato inevitável. Caiado se colocou como fato consumado, Leite se ofereceu como opção. Na lógica de poder, fatos consumados ganham de opções.
Kassab pode estar errado sobre Caiado vencer a eleição. Mas provavelmente está certo sobre o que essa escolha faz pelo PSD como instituição. E neste jogo, o partido é sempre o ativo principal.
Quando você analisa uma decisão partidária, não pergunte “quem é o melhor candidato?”. Pergunte: “melhor para quê e para quem?” A resposta quase nunca é a que parece.
Sobre o autor
Michel Lenz
Apaixonado por estratégia, inovação, ideias e projetos, pelos tatames e a filosofia do jiu-jitsu, sua vida é a família (Papai de Alice). Estrategista de Marketing e Comunicação, Secretário de Gestão Estratégica e Inovação em Três de Maio-RS, Fundador e Ex-CEO da IntMark – Inteligência de Marketing, Cofundador da Alcateia Política, Sócio/CMO da #Ninjas! Contabilidade, Professor de Jiu-Jitsu na Union Team. Possui MBA em Marketing Político e Comunicação Governamental, MBA em Gestão de Marketing e Comunicação, Bacharel em Sistemas de Informação. Atua com marketing político desde 2016 com campanhas eleitorais e mandato, como estrategista de campanha, estrategista de marketing e comunicação e coordenador de equipe, além de realizar diagnósticos de presença digital. Acesse: michellenz.com.br
Os artigos publicados são de responsabilidade da autora ou do autor e não expressam, necessariamente, a opinião ou a linha editorial da TVT News
Julgamento do mandato-tampão no RJ: Dino pede vista, mas votação está em 4 a 1 para eleição indireta
O placar para definir eleição indireta do governo do Rio de Janeiro está em 4 a 1. Os ministros André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), votaram nesta quinta-feira para que sejam realizadas eleições indiretas para o mandato-tampão para o governo do Rio de Janeiro. Os ministros seguiram a tese de Luiz Fux. O ministro Flávio Dino pediu vista do processo. Leia em TVT News.
Dino pediu vista quando placar estava em 1 a 1, depois dele, eleições indiretas ganham mais 3 votos
O julgamento do caso foi retomado na sessão desta tarde, mas Dino disse que votará depois da publicação do acórdão do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que condenou o ex-governador Cláudio Castro à inelegibilidade.
>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp
Com a suspensão do julgamento, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, continuará exercendo interinamente o cargo de governador do estado.

Acompanhe aqui a sessão:
O ministro Cristiano Zanin, relator do caso, votou a favor de eleições diretas, ou seja, com o eleitor votando na urna eletrônica.
No entendimento do ministro, a renúncia do ex-governador Cláudio Castro para disputar uma vaga do Senado, ocorrida no dia anterior ao julgamento que o condenou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi “tentativa de burla” para evitar a convocação de eleições populares.
Em seguida, Luiz Fux votou pela votação indireta; por meio da deliberação dos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
O Supremo julga uma ação na qual o diretório estadual do PSD defende eleições diretas para o comando interino do estado.
Matéria em atualização.
André Richter – Repórter da Agência Brasil
Multidões no Irã marcam 40º dia da morte do líder Supremo Khamenei
Multidões de manifestantes foram as ruas em diversas cidades do Irã, nesta quinta-feira (9), para marcar o 40º dia do assassinato do líder Supremo da República Islâmica, Seyyed Ali Khamenei, morto por bombardeio de Israel e Estados Unidos (EUA) no primeiro dia da guerra.
Leia em TVT News.
Os veículos de imprensa do Irã fizeram uma extensa cobertura dos atos, mostrando o apoio popular ao regime político combatido pelas potências ocidentais. Também foram homenageados os altos dirigentes políticos e militares mortos nos quase 40 dias do conflito, além das 168 meninas mortas no ataque à escola de Minab.
“A procissão fúnebre começou na manhã de quinta-feira, com os participantes marchando da Praça Jomhouri até o local onde o aiatolá Khamenei foi assassinado”, informou a mídia estatal Press TV, acrescentando que as homenagens ocorrem em centenas de cidades do país.
A cerimônia em Teerã foi até a noite. Em vídeos publicanos pelas emissoras locais, é possível ver milhares de pessoas em marcha em diferentes cidades, segurando bandeiras do Irã e imagens das principais lideranças e também das crianças mortas no ataque a escola.
LEIA: Mortes no Líbano após bombardeios de Israel deixam país em luto; Irã não aceitará cessar-fogo sem Líbano
>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp
Apoio ao regime do Irã

O antropólogo Paulo Hilu, coordenador do Núcleo de Estudos do Oriente Médio da Universidade Federal Fluminense (UFF), destacou à Agência Brasil que, apesar de haver uma oposição importante à República Islâmica, existem setores que apoiam o regime.
“Existe uma base de sustentação da República Islâmica na sociedade. São setores que são ideologicamente ou politicamente, ou por interesses pessoais, ligados à manutenção da República Islâmica. Não se trata de uma unanimidade, é uma sociedade dividida”, disse.
Ainda segundo o especialista, a agressão contra o Irã tem feito pessoas críticas ao regime “passarem a preferir que o regime consiga se defender e salvar o Irã de uma invasão estrangeira ou de uma destruição total”.
Mais de 3 mil pessoas foram mortas pelos ataques israelenses-estadunidenses no Irã durante a guerra, informou nesta quinta-feira (9) a Organização de Medicina Forense do Irã, sendo que 40% dos mortos ainda não puderam ser identificados.
Protestos
Protestos contra a agressão israelense-estadunidense foram registradas no Irã durante toda a guerra, mesmo sob bombas dos inimigos. No dia do ultimato do Trump, que ameaçou um genocídio contra a população iraniana, grupos foram as ruas proteger instalações elétricas e pontos, alvos anunciados da Casa Branca.
Após assassinado, Ali Khamenei foi substituído pelo filho, o aiatolá Mojtaba Khamenei, que prometeu vingança “pelo sangue de seus mártires” assassinados por Israel e EUA, incluindo o pai e familiares mortos no ataque do dia 28 de janeiro.
Autoridades iranianas alegam que Khamenei escolheu o caminho do martírio, se recusando a ir para abrigos subterrâneos. Ele foi alvejado no escritório que ficava na própria residência. Na cultura política do islã xiita, o martírio é visto como motivo de honra e glória.
Líder Supremo
No Irã, o Líder Supremo é eleito pela Assembleia dos Especialistas (ou dos Peritos), formada por 88 clérigos religiosos escolhidos por voto popular. Apesar do cargo ser vitalício, a Constituição do Irã permite que a Assembleia destitua o Líder Supremo.
No cargo de líder supremo por 36 anos, Ali Khamenei estava no topo da estrutura de Poder da República Islâmica do Irã que, além do Executivo, do Parlamento e do Judiciário, conta com o Conselho dos Guardiões, formado por seis indicados pelo Líder Supremo e seis indicados pelo Parlamento.
O Líder Supremo funciona como uma espécie de Poder Moderador no Irã. As Forças Armadas são diretamente ligadas a ele, e não ao Executivo.
A República Islâmica do Irã foi instalada em 1979, após uma revolução que pôs fim a 54 anos da dinastia Pahlavi, derrubando o monarca Reza Pahlavi, aliado próximo das potências ocidentais, dando início às atuais hostilidades entre EUA e Irã.
Fonte: Agência Brasil
Dólar hoje: confira a cotação do dólar
Confira a cotação do dólar hoje com a TVT News.
Preço do Petróleo Brent
Qual o preço do petróleo
Cotação do dólar hoje atualizada.

Ibovespa Foto: Divulgação/B3
Sabatina de Messias para o STF será em 29 de abril
O presidente do Senado, David Alcolumbre (União Brasil), enviou nesta quinta-feira (9) a indicação Jorge Messias para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Messias era o nome de Lula para o STF (Supremo Tribunal Federal) desde que a cadeira ficou vaga no fim do ano passado . Leia em TVT News.
Segundo o senado, sabatina na CCJ irá ocorrer no dia 29 de abril. Weverton Rocha (PDT) foi definido como relator da indicação e disse que lerá seu relatório sobre indicação na próxima quarta-feira (15).
O presidente da CCJ, o senador Otto Alencar, tinha expectativa que sabatina ocorreria de 8 a 15 dias após envio da indicação a comissão.
Demora no envio da indicação de Messias a CCJ
A indicação oficial de Messias foi encaminhada ao Senado pelo presidente Lula no dia 31, mas o processo permanecia estagnado devido às tensões políticas entre o Palácio do Planalto e o senador Davi Alcolumbre.
Embora o nome tenha sido anunciado publicamente em 20 de novembro, há mais de quatro meses, a formalização da mensagem enfrentou resistência em meio ao desgaste na relação entre o parlamentar e o governo petista.
Luís Roberto Barroso se aposentou da Corte no ano passado
Desde o fim do ano passado, o STF está com uma cadeira disponível por causa da aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. Sua aposentadoria antecipada do Supremo Tribunal Federal (STF) surpreendeu o país.
A decisão foi comunicada durante uma sessão plenária em outubro de 2025 e interrompeu uma trajetória que, por lei, poderia ter se estendido por mais oito anos.
A saída de Barroso não apenas encerrou um ciclo importante na Corte, como também transferiu para o governo a responsabilidade de indicar um sucessor, em meio a um clima de intensa expectativa e negociações no Senado Federal.
Compras públicas verdes: nova legislação quer fornecedores do poluindo menos
O Brasil consolidou, neste início de 2026, uma virada histórica nas compras públicas, transformando a sustentabilidade, antes um um conceito abstrato, em critério técnico obrigatório. A mudança estabelece que, agora, o gestor público tem o dever de incluir práticas sustentáveis já na fase de planejamento do edital de qualquer licitação. Essa estratégia, coordenada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), utiliza o massivo poder de compra do Estado para induzir e incentivar empresas que poluem menos e respeitam direitos sociais. Leia em TVT News.
Compras públicas movimentam 16% do PIB todos os anos
As cifras envolvidas explicam o tamanho da transformação: as compras governamentais movimentam aproximadamente 16% do PIB brasileiro, conforme dados do próprio MGI. Somente em 2025, foram registrados mais de 400 mil processos de contratação. Como essas aquisições são responsáveis por cerca de 15% das emissões globais de gases de efeito estufa, o governo passou a tratar seu orçamento não apenas como um gasto administrativo, mas como um indutor de política econômica.
>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp
Dados do Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) apontam que 15% das licitações federais já estão utilizando critérios ambientais robustos, com números ainda mais expressivos nos setores de energia e limpeza.
Exemplos
Na prática, exemplos de sucesso mostram que a nova regra agrega eficiência. Em Porto Velho (RO), o Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (TRT-14) passou a exigir que empresas de manutenção apresentassem planos de manejo de resíduos e utilizassem apenas produtos biodegradáveis certificados. O resultado foi uma redução drástica de resíduos químicos e uma economia real no longo prazo pela maior durabilidade dos insumos. No mesmo caminho, a Prefeitura de São Paulo iniciou em janeiro a migração de centenas de prédios públicos para o Mercado Livre de Energia, exigindo fontes 100% limpas. Além do ganho ambiental, a capital paulista projeta economia de 20% na conta de luz, provando que o critério sustentável é, também l traz o melhor retorno financeiro com frequência.
Fim da “ditadura” do menor preço
Essa revolução marca o fim da “ditadura do menor preço” puro, ou seja, o fim da prática de escolher o vencedor de um certame aliando as exigências ao preço mais barato. Em 2026, o conceito do preço mais barato, tão enraizado nas compras públicas, já foi substituído pela busca do “Melhor Valor Global”. Em outras palavras, se um carro elétrico, por exemplo, custa R$ 150 mil, e um a gasolina, R$ 100 mil, o gestor agora, tem base legal para provar que, ao somar combustível e manutenção por cinco anos, o modelo elétrico será a escolha mais barata para os cofres públicos e de maior benefício para a sociedade sob a perspectiva da qualidade de vida.
A mudança ganhou força definitiva em dezembro de 2025, com a assinatura do Decreto nº 12.771/2025 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deu vida e institucionalizou a Estratégia Nacional de Contratações Públicas para o Desenvolvimento Sustentável (ENCP). O documento, discutido previamente com sociedade civil e setor produtivo, transforma o ato de comprar em ferramenta de inclusão social, ambiental e de inovação tecnológica, ao mesmo tempo em que combate a prática do greenwashing, estabelecendo modelos e regras
A nova estrutura jurídica se apoia no binômio da Lei nº 14.133/2021 (a Nova Lei de Licitações), que estabelece o planejamento anual, e do Decreto nº 12.771/2025, que regulamenta a estratégia nacional e cria instrumentos como a Taxonomia Sustentável Brasileira para blindar o processo contra fraudes.
Com o avanço da adoção dessas políticas, até mesmo um guia específico foi lançado no final de 2025 pelo governo, e o Brasil se alinha a modelos modernos de países como Alemanha e Suécia, punindo mentiras em editais com multas pesadas e consolidando o Estado como o maior cliente — e o mais consciente — da agenda climática atual.

Fim da escala 6×1 é possível: tire suas dúvidas sobre o tema
Estudos e números mostram que é possível acabar com a escala 6×1. A redução da jornada caminha no Congresso

Por que o PSD escolheu Caiado e não Eduardo Leite?
O que Kassab viu que a maioria não enxergou

Julgamento do mandato-tampão no RJ: Dino pede vista, mas votação está em 4 a 1 para eleição indireta
Dino pede vista e diz que aguardará TSE publicar condenação de Castro

Multidões no Irã marcam 40º dia da morte do líder Supremo Khamenei
Irã estã em luto após Israel e EUA assassinarem Khamenei

Compras públicas verdes: nova legislação quer fornecedores do poluindo menos
Com o fim da era do “menor preço a qualquer custo”, governo federal
consolida estratégia que prioriza empresas limpas

Hezbollah volta a atacar Israel após violação do cessar-fogo no Líbano
Grupo xiita afirma que ataques são resposta à violação da trégua

Israel assassina mais três jornalistas, em 24 horas, no Líbano e em Gaza
Sobe para sete número de profissionais de mídia mortos no Líbano
