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Da Redação

Confira o parecer sobre o fim da escala 6×1

Conheça a íntegra do relatório do deputado Leo Prates (Republicanos/BA) lido na Comissão Especial da Câmara dos Deputados que discute o fim da escala 6×1. Leia em TVT News.

É o fim da escala 6×1: confira parecer sobre a PEC

Com redução gradual e garantia de irredutibilidade salarial, relator apresenta texto que consolida o fim da escala 6×1 e institui a escala 5×2 na Constituição. Confira os principais pontos.

Relator pede o fim da escala 6×1, sem redução de salário

O parecer do relator da Comissão Especial que analisa a PEC do fim da escala 6×1 apresenta um amplo diagnóstico histórico, econômico e social sobre a redução da jornada de trabalho no Brasil. O documento reúne contribuições de representantes do governo federal, centrais sindicais, entidades patronais, pesquisadores, movimentos sociais e especialistas em saúde do trabalhador.

o documento apresenta o Substitutivo proposto pelo Relator, Deputado Leo Prates, que consolida as alterações nas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) nº 221/2019 e nº 8/2025.

O texto principal do Substitutivo (Art. 1º) altera a Constituição Federal para estabelecer:

  • Jornada semanal máxima de 40 horas (reduzindo as atuais 44 horas).
  • Dois dias de repouso semanal remunerado (consolidando o fim da escala 6×1 e a adoção da escala 5×2), sendo um deles preferencialmente aos domingos.
  • Garantia de irredutibilidade salarial, ou seja, a redução da jornada não implicará corte no salário ou nos pisos salariais.

O Substitutivo também prevê:

  • Implementação progressiva: 60 dias após a publicação, a jornada cai para 42 horas semanais; após mais 12 meses, atinge as 40 horas semanais.
  • Fim das cláusulas coletivas incompatíveis após 60 dias da promulgação.
  • Abertura para negociação coletiva, permitindo que acordos ou convenções ajustem escalas e compensações, desde que respeitados os novos limites.
  • Exceção para empregados hipersuficientes (nível superior e remuneração acima de 2,5 vezes o teto do RGPS), que ficam fora das regras de controle de jornada.
  • Regra de transição para contratos públicos com mão de obra terceirizada, permitindo aditamento para reequilíbrio econômico-financeiro em até 12 meses.
  • Possibilidade de lei complementar para mitigar impactos sobre micro e pequenas empresas, condicionada à manutenção dos níveis de emprego.

O que diz o relatório sobre o fim da escala 6×1

  • Objetivo central: Reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais e garantir dois dias de descanso por semana, sem redução salarial.
  • Fim da escala 6×1: Institui-se a escala 5×2 com dois dias de repouso remunerado (um deles preferencialmente aos domingos).
  • Aplicação imediata e gradual: Redução para 42 horas em 60 dias; para 40 horas após mais 12 meses.
  • Irredutibilidade salarial: Mantém-se o salário nominal e os pisos salariais.
  • Negociação coletiva: Acordos e convenções podem ajustar a compensação de horários e a distribuição da jornada, desde que respeitados os limites constitucionais.
  • Fim de cláusulas conflitantes: Após 60 dias da promulgação, normas coletivas incompatíveis perdem efeito.
  • Exceção para hipersuficientes: Profissionais com nível superior e alta renda ficam fora do controle de jornada, salvo acordo ou liberalidade do empregador.
  • Transição para contratos públicos: Contratos de terceirização terão 12 meses para aditamento e reequilíbrio econômico-financeiro.
  • Micro e pequenas empresas: Lei complementar poderá criar medidas de mitigação, condicionadas à manutenção do emprego.

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Sessão da comissão especial que debate a PEC do fim da escala 6×1. Foto: Ricardo Weber

Leia o parecer sobre a PEC do fim da escala 6×1

Confira a íntegra do relatório do deputado Leo Prates sobre o fim da escala 6×1

Ao vivo: acompanhe a leitura do parecer sobre a PEC do fim da escala 6×1

Parecer da comissão especial sustenta que o fim da escala 6×1 pode elevar produtividade e garantir mais tempo de descanso

  • Redução da Jornada Máxima: O teto da jornada de trabalho constitucional passa a ser de 8 horas diárias e 40 horas semanais, facultada a compensação ou redução mediante negociação coletiva.
  • Dois Dias de Descanso: É garantido o direito a dois dias de repouso semanal remunerado, sendo preferencialmente um aos domingos.
  • Irredutibilidade Salarial: A redução da jornada e o aumento do repouso semanal não poderão gerar qualquer redução salarial (nominal, proporcional ou de outra espécie), aplicando-se inclusive aos pisos salariais.
  • Transição Progressiva (Escalonada): A jornada cairá de forma faseada, passando para um limite máximo de 42 horas semanais decorridos 60 dias da publicação da PEC, e chegando finalmente às 40 horas semanais após 12 meses deste primeiro prazo.
  • Adequação de Acordos Coletivos: Após 60 dias da publicação, quaisquer cláusulas de convenções e acordos coletivos que prevejam duração do trabalho e repouso incompatíveis com as novas regras perderão a validade.
  • Apoio às Pequenas Empresas: Uma lei complementar poderá estabelecer medidas transitórias para mitigar impactos sobre MEIs, microempresas e empresas de pequeno porte, desde que os níveis de emprego sejam mantidos.
  • Trabalhadores Hipersuficientes: Empregados com diploma de nível superior e que ganhem mais de duas vezes e meia o teto da Previdência Social ficam de fora das regras de limite de jornada diária e semanal, mas continuam tendo direito aos dois dias de repouso.
  • Impacto nos Contratos Públicos: Contratos vigentes de terceirização e obras com a administração pública terão o prazo máximo de 12 meses para serem aditados, garantindo a adaptação à jornada e o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato.

Mobilização pressiona deputados pelo fim da escala 6×1

A campanha “Brasil Quer Mais Tempo” intensificou a pressão sobre parlamentares para acelerar a votação das propostas que tratam do fim da escala 6×1. A mobilização reúne trabalhadores, sindicatos e movimentos sociais em defesa da redução da jornada semanal sem redução salarial.

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A luta pelo fim da escala 6×1 surgiu do povo, foi abraçada pelo Governo Lula, e hoje 3 a cada 4 brasileiros apoiam.

O que é a campanha Brasil Quer Mais Tempo

A iniciativa funciona como uma força-tarefa digital e presencial para pressionar deputados federais a apoiarem a PEC 221/2019 e outras propostas relacionadas à redução da jornada de trabalho. A campanha incentiva trabalhadores a enviarem mensagens aos parlamentares e acompanharem o posicionamento de cada bancada.

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TVT e a Rede de Mobilização Fim da 6×1 Já! te convidam para essa ação urgente

Como votar na plataforma da campanha pelo fim da escala 6×1

  1. Acesse o site oficial da campanha Brasil Quer Mais Tempo – https://brasilquermaistempo.com.br/
  2. Clique na opção para participar da mobilização.
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Movimento amplia mobilização pela aprovação da PEC do fim da escala 6×1

Comissão vota parecer sobre PEC do fim da escala 6×1

A comissão especial sobre o fim da escala 6×1 da Câmara dos Deputados vai votar o parecer do relator sobre a proposta que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho para 40h semanais, sem redução de salário. Leia em TVT News.

Ao vivo: acompanhe a leitura do parecer sobre a PEC do fim da escala 6×1

Leia o parecer sobre a PEC do fim da escala 6×1

Confira a íntegra do relatório do deputado Leo Prates sobre o fim da escala 6×1

A comissão especial sobre o fim da escala 6×1 da Câmara dos Deputados, criada para analisar a PEC 221/19, faz, nesta segunda-feira (25) a discussão e a votação do parecer do relator sobre a proposta.

A reunião será realizada às 17 horas, no plenário 2. A proposta altera o artigo 7º da Constituição Federal para reduzir a jornada de trabalho para 36 horas semanais no prazo de dez anos.

A PEC é de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e tem como relator o deputado Leo Prates (Republicanos-BA).

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Principais pontos do relatório

  • Redução da jornada é apresentada como medida de proteção à saúde física e mental dos trabalhadores.
  • Relatório afirma que jornadas extensas aumentam casos de burnout, depressão e acidentes de trabalho.
  • Mulheres e trabalhadores rurais aparecem entre os grupos mais afetados pela escala 6×1.
  • PEC 221/2019 propõe jornada semanal de 36 horas.
  • PEC 8/2025 prevê semana de quatro dias de trabalho.
  • Projeto de Lei 1838/2026 estabelece limite de 40 horas semanais sem redução salarial.
  • Centrais sindicais defendem dois dias de descanso semanal como reparação histórica.
  • Empresários pedem transição gradual e negociação coletiva setorial.
  • Relator afirma buscar apoio de 308 deputados para aprovação da PEC.
  • Parecer sustenta que redução da jornada pode elevar produtividade e diminuir absenteísmo.
  • Relatório afirma que redução da jornada não deve provocar diminuição salarial.
  • Parecer defende fortalecimento da escala 5×2 como modelo mais adequado socialmente.
  • Relator afirma que redução da jornada envolve dignidade humana e saúde pública. Parecer sustenta que a escala 6×1 provoca desgaste físico e mental contínuo.
  • Documento aponta impacto negativo sobre convivência familiar e qualificação profissional. Relatório defende fortalecimento da escala 5×2 como modelo socialmente mais adequado.
  • Texto afirma que jornadas menores podem aumentar produtividade por hora trabalhada. Parecer destaca experiências internacionais de redução da jornada sem colapso econômico.
  • Relator defende implementação gradual das mudanças trabalhistas.
  • Comissão ouviu sindicatos, empresários, pesquisadores e representantes do governo.
  • Parecer afirma que a Constituição permite ampliação de direitos sociais trabalhistas.
  • Relatório defende dois dias de repouso semanal remunerado sem redução salarial.
  • Texto aponta que a reorganização do trabalho deve acompanhar mudanças tecnológicas e produtivas.
  • Objetivo central: Reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais e garantir dois dias de descanso por semana, sem redução salarial.
  • Fim da escala 6×1: Institui-se a escala 5×2 com dois dias de repouso remunerado (um deles preferencialmente aos domingos).
  • Aplicação imediata e gradual: Redução para 42 horas em 60 dias; para 40 horas após mais 12 meses.
  • Irredutibilidade salarial: Mantém-se o salário nominal e os pisos salariais.
  • Negociação coletiva: Acordos e convenções podem ajustar a compensação de horários e a distribuição da jornada, desde que respeitados os limites constitucionais.
  • Fim de cláusulas conflitantes: Após 60 dias da promulgação, normas coletivas incompatíveis perdem efeito.

Confira os bastidores da apresentação do texto final do fim da escala 6×1

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Plenário lotado para acompanhar a leitura do parecer sobre o fim da escala 6×1. Foto: Ricardo Weber

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Deputados e representantes do governo federal na leitura do parecer sobre o fim da escala 6×1. Foto: Ricardo Weber

Mobilização pressiona deputados pelo fim da escala 6×1

A campanha “Brasil Quer Mais Tempo” intensificou a pressão sobre parlamentares para acelerar a votação das propostas que tratam do fim da escala 6×1. A mobilização reúne trabalhadores, sindicatos e movimentos sociais em defesa da redução da jornada semanal sem redução salarial.

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A luta pelo fim da escala 6×1 surgiu do povo, foi abraçada pelo Governo Lula, e hoje 3 a cada 4 brasileiros apoiam.

O que é a campanha Brasil Quer Mais Tempo

A iniciativa funciona como uma força-tarefa digital e presencial para pressionar deputados federais a apoiarem a PEC 221/2019 e outras propostas relacionadas à redução da jornada de trabalho. A campanha incentiva trabalhadores a enviarem mensagens aos parlamentares e acompanharem o posicionamento de cada bancada.

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TVT e a Rede de Mobilização Fim da 6×1 Já! te convidam para essa ação urgente

Como votar na plataforma da campanha pelo fim da escala 6×1

  1. Acesse o site oficial da campanha Brasil Quer Mais Tempo – https://brasilquermaistempo.com.br/
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Movimento amplia mobilização pela aprovação da PEC do fim da escala 6×1

Lula e Hugo Motta fecham acordo para acelerar fim da escala 6×1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, selaram nesta segunda-feira (25) um acordo político para destravar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 no Brasil. Leia em TVT News.

Como vai ser o fim da escala 6×1

  • A regra de transição para redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais deve ser de um ano
  • A PEC do fim da escala 6×1 irá prever uma primeira redução de 44 para 42 horas semanais, em 60 dias após a promulgação da Emenda Constitucional.
  • O mesmo prazo, 60 dias, será aplicado para a mudança da escala dos atuais 6×1 para os 5×2, quando o trabalhador folga dois dias a cada cinco trabalhados. 
  • A jornada de trabalho deve cair para as 40 horas semanais 12 meses depois da publicação da PEC

Fontes: Agência Brasil e Câmara dos Deputados.

Lula e Hugo Motta se encontram para debater texto sobre o fim da escala 6×1

Após reunião reservada no Palácio do Planalto, os dois anunciaram consenso em torno de um modelo de transição de um ano para reduzir a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial.

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Redução de jornada de 44 para 40 horas semanais se dará em 1 ano. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O entendimento encerra semanas de impasse entre governo federal, parlamentares e setores empresariais sobre a velocidade de implementação da proposta. Lula defendia uma redução imediata da jornada, enquanto Motta articulava um prazo maior para adaptação das empresas.

O acordo final estabeleceu uma fórmula intermediária: a redução começará 60 dias após a promulgação da PEC, com corte inicial de duas horas semanais, passando das atuais 44 para 42 horas. Depois de 12 meses, haverá nova redução de duas horas, consolidando a jornada máxima de 40 horas semanais.

“A transição se dará dentro de um ano, não mais do que isso. Nós faremos a redução de 44 horas para 40 em um ano, após essa primeira redução de duas horas. Isso atende um apelo da classe trabalhadora, também escuta o setor produtivo. Dá um tempo para que os setores possam se organizar”,Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados

Além disso, os dois dias de descanso semanal passarão a valer ainda neste ano, também 60 dias após eventual promulgação da proposta. O texto preserva integralmente os salários dos trabalhadores, ponto tratado como “inegociável” tanto pelo Planalto quanto pela direção da Câmara.

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Ao anunciar o acordo, Hugo Motta afirmou que a proposta busca responder às demandas da classe trabalhadora sem ignorar a necessidade de adaptação do setor produtivo. Segundo ele, a construção do texto ocorreu após diálogo com sindicatos, empresários, movimentos sociais e partidos políticos.

“Estamos garantindo que iremos reduzir de 44 horas para 40 horas semanais. Também é inegociável o fim da escala 6×1 e a manutenção dos salários”, declarou Motta em entrevista coletiva após o encontro com Lula.

O anúncio foi acompanhado pelos ministros Luiz Marinho e José Guimarães, além do relator da PEC, Léo Prates, e do presidente da comissão especial, Alencar Santana.

Veja o anúncio do acordo para o texto sobre o fim da escala 6×1

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Hugo Motta anuncia o acordo, acompanhado pelos ministros Luiz Marinho e José Guimarães, além do relator da PEC, Léo Prates, e do presidente da comissão especial, Alencar Santana. Foto: Ricardo Weber

Marinho destacou que o acordo representa alinhamento entre Executivo e Legislativo em torno da valorização do trabalho. O ministro também indicou que a redução da jornada não deve parar nas 40 horas semanais no futuro.

“Assim como outros países já fizeram, nós também poderemos avançar mais adiante”, afirmou.

Entidades da educação lançam manifesto ao STF contra o programa de escolas cívico-militar

Um conjunto amplo de associações científicas, faculdades de pedagogia e programas de pós-graduação em educação divulgou um manifesto público defendendo a inconstitucionalidade do Programa Escola Cívico-Militar no Estado de São Paulo. Leia em TVT News.

O documento contra a escola Cívico-Militar foi publicado na véspera do início do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7.662 e 7.675. As ações judiciais questionam a validade jurídica da Lei Complementar estadual nº 1.398/2024, que instituiu o modelo cívico-militar na rede pública paulista sob o governo de Tarcísio de Freitas.

Julgamento contra programa cívico-militar para educação

O julgamento na corte máxima do país contra o programa de escolas cívico-militar está pautado para começar a partir de 22 de maio de 2026. A manifestação das entidades acadêmicas e de pesquisa busca contra o modelo cívico-militar subsidiar a análise dos ministros do STF.

O texto apresenta argumentos técnicos, pedagógicos e constitucionais estruturados por pesquisadores que atuam diretamente na produção do conhecimento educacional e na formação de professores no Brasil contra a escola Cívico-Militar. Entre os órgãos signatários do manifesto destaca-se a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd).

A manifestação unitária reitera o posicionamento de oposição que o campo educacional vem mantendo diante da expansão da presença militar dentro de colégios regulares de ensino fundamental e médio com o projeto cívico-militar. As organizações solicitam formalmente que o Supremo Tribunal Federal acolha os pedidos das ADIs e declare a lei do estado de São Paulo incompatível com a ordem constitucional vigente.

Escolas cívico-militar: violação dos preceitos democráticos da Constituição Federal de 1988

O argumento central do documento emitido pelas organizações científicas contra a escola Cívico-Militar baseia-se na contradição entre as premissas organizacionais da estrutura militar e o arcabouço de direitos fundamentais assegurados pela Carta Magna de 1988. De acordo com as faculdades e programas de pós-graduação, os métodos pedagógicos e as diretrizes políticas desenhadas para essas unidades de ensino cívico-militar reproduzem lógicas autoritárias que caracterizaram a ditadura civil-militar.

No entendimento das organizações assinantes, o programa Cívico-Militar é incompatível com a Constituição de 1988, que estabeleceu um marco de ruptura explícita com o período autoritário anterior, projetando um sistema de ensino público baseado na gestão democrática, no pluralismo de ideias e na liberdade de aprender e ensinar.

No projeto cívico-militar, a introdução de regulamentos, hierarquias e penalidades típicas da caserna no ambiente escolar regular representaria, portanto, uma tentativa de repor valores incompatíveis com o desenvolvimento da cidadania e da autonomia dos estudantes da rede pública.

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O ex-presidente Jair Bolsonaro durante o Lançamento do Programa Nacional da Escola Cívico-Militar – PECIM. – Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

As entidades pontuam que o campo pedagógico e os movimentos de defesa dos direitos humanos possuem o entendimento consolidado de que a militarização das escolas comuns da educação básica atenta diretamente contra as garantias educacionais vigentes. O manifesto destaca que os defensores desse formato de ensino restringem-se a membros e representantes do próprio setor militar com assento nos parlamentos estaduais e municipais, sem amparo técnico entre os profissionais que estudam e operam as redes de ensino.

Escola cívico-militar: descompasso com as leis de diretrizes educacionais nacionais

Os pesquisadores e professores de ensino superior apontam no texto que os pressupostos organizacionais do modelo cívico-militar carecem de base legal na estrutura do ordenamento educacional do país. O manifesto menciona legislações federais estruturantes para demonstrar a desconexão do projeto paulista com as diretrizes nacionais da área.

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Segundo a manifestação, o formato cívico-militar proposto não encontra respaldo na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei nº 9.394/1996), que orienta o funcionamento de todas as instituições de ensino no país.

Descompasso do programa Escola Cívico-Militar

O mesmo descompasso é assinalado em relação a legislações mais recentes, como a Lei Complementar nº 220/2025, que instituiu o Sistema Nacional de Educação (SNE), e a Lei nº 15.388/2026, que estabeleceu as metas e estratégias do novo Plano Nacional de Educação (PNE).

As faculdades e coordenações de pós-graduação explicam que a ausência do formato nas leis gerais da educação não constitui um esquecimento do poder legislativo federal.

Trata-se, de acordo com o texto, do reflexo de um consenso histórico e científico consolidado entre as instituições de ensino e pesquisa, as quais identificam a inadequação das práticas didáticas, pedagógicas e disciplinares militares quando aplicadas ao processo de aprendizagem e sociabilidade de crianças e adolescentes na escola pública comum.

Audiência pública contra o modelo cívico-militar

O manifesto resgata o histórico das discussões das ações judiciais no Supremo Tribunal Federal. O documento cita a audiência pública convocada pelo ministro relator Gilmar Mendes, realizada em 22 de outubro de 2024, no âmbito das ADIs 7.662 e 7.675. Naquela oportunidade, diferentes representantes do setor educacional formalizaram dados e pesquisas contrários ao modelo.

As entidades apelam para que os magistrados do STF ponderem as conclusões técnicas colhidas naquela audiência durante a votação. O texto alerta que a aprovação do modelo cívico-militar resulta na ocupação de espaços de decisão pedagógica e de fatias importantes do orçamento da educação pública por corporações alheias à área de ensino, prejudicando o investimento em melhorias estruturais gerais e na valorização dos profissionais da educação.

O documento, datado em Brasília no dia 21 de maio de 2026, reforça que a função institucional das faculdades e associações científicas é resguardar e democratizar o acesso ao conhecimento didático, científico e pedagógico produzido formalmente, opondo-se ao avanço de propostas sem fundamentação científica na rede escolar, como a que quer impor o modelo cívico-militar.

Veja a lista completa de quem assina o manifesto contra a expansão do projeto de Escola Cívico-Militar

Assinam contra a escola cívico-militar:


Associação Nacional em Pós-Graduação e Pesquisa da Educação (ANPEd)
Associação Nacional de Política e Administração da Educação (ANPAE)
Associação Brasileira de Ensino de Biologia (SBEnBio)
Associação Brasileira de Ensino de Filosofia (ABEFil )
Fórum Nacional de Coordenadores Institucionais do Parfor (FORPARFOR)
Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências (ABRAPEC)
Associação Brasileira de Ensino de Ciências Sociais (Abecs)
Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação (ANFOPE)
Associação Brasileira de Currículo(ABdC)
Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação (Fineduca)
Associação Brasileira de Ensino de História (ABEH)
Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED)
Associação Nacional das Universidades Particulares (ANUP)
Associação dos Docentes da Universidade Federal Rural de Pernambuco (Aduferpe)
Sociedade Brasileira de Ensino de Química (SBEnQ)
Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar do Estado de Minas Gerais (SAAEMG)
Centro de Formação, Assessoria e Pesquisa em Juventude (Cajueiro)
Centro de Estudos Educação e Sociedade (CEDES)
Fórum Nacional de Diretores de Faculdades, Centros de Educação ou Equivalentes das Universidades Públicas Brasileiras (FORUMDIR)
Fórum Nacional de Coordenadores Institucionais dos Programas PIBID e Residência Pedagógica. (FORPID-RP)
Fórum Nacional de Coordenadores Institucionais do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (FORPARFOR)
Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (Proifes)
Instituto de Estudos e Defesa da Democracia (IPEED)
Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN)
Pró-Reitoria de Ensino de Graduação da Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP) Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo/PPG em Educação(FFCL/USP) Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás (FE/UFG)
Centro de Educação da Universidade Federal de Roraima (UFRR)
Centro de Ciências Humanas e da Educação da Universidade do Estado de Santa Catarina (UESC)
Departamento de Educação da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS)
Departamento de Estudos Aplicados ao Ensino da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (DEAE/UERJ)
Centro de Ciências da Educação da Universidade Federal de Santa Catarina (CED/UFSC)
Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FFP/UERJ)
Faculdade de Educação da Universidade Federal de Uberlândia- (FACED/UFU)
Instituto de Educação da Universidade Federal de Mato Grosso – (IE/UFMT)
Faculdade de Educação da Universidade Federal do Amazonas (FACED/UFAM)
Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Programa de Pós-Graduação em Educação – Campus Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP-PPGE)
Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de Maringá (PPE/UEM)
Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Uberlândia (PPGE/UFU)
Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Viçosa (UFV)
Programa de Pós Graduação em Serviço Social e Políticas Sociais da Universidade Federal de São Paulo (PPGSSPS/UNIFESP)
Departamento de Educação da Universidade Federal de São Paulo (DE/ UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Jataí (PPGE/FE/UFJ)
Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de Uberaba (Uniube)
Programa de Pós-Graduação em.Educação e Ensino da Universidade do Estado do Ceará (PPGEEN/ UECE)
Programa de Pós-Graduação em.Educação da Universidade do Extremo Sul Catarinense(PPGE/UNESC)
Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Espírito Santo (PPGE/UFES)
Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de São Carlos (PPGE/UFSCar)
Programa de pós-graduação em Educação. Processos Formativos e Desigualdades Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (PPGedu/ UERJ/ FFP )
Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade Federal de Rondônia (PPGE/UNIR)
Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal de São João del Rei (PPEDU UFSJ)
Programa de Pós-graduação em Educação da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PPGE – PUC Goiás)
Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Oeste Paulista (PPGE/Unoeste)
Programa De Pós-Graduação Em Educação da Universidade Estadual de Goiás- Unidade Inhumas ( UEG/UNU INHUMAS)
Programa De Pós-Graduação Em Educação da Universidade Federal de Goiás (PPGE/UFG)
Programa de Pós-Graduação em Educação Agrícola da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (PPGEA/UFRRJ)
Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade De Taubaté (PPGE/ UNITAU)
Programa de Pós-Graduação em Educação- Centro de educação da Universidade Federal da Paraíba (PPGE/UFPB)
Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas, Gestão e Avaliação da Educação Superior da Universidade Federal da Paraíba (PPGAES-UFPB)
Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Alagoas (PPGE/UFAL)
Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática da PUC-SP da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)
Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de São João del-Rei (PPEDU/UFSJ)
Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (ProPed/UERJ)
Programa de Pós-graduação Profissional em Educação -Unidade Universitária de Campo Grande – Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (Profeduc UEMS)
Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)
Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Católica de Santos (PPGE/UNISANTOS)
Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade de Sorocaba (PPGE/ Uniso)
Programa de Pós-graduação em Educação Culturas e Identidades da Universidade Federal Rural de Pernambuco(PPGECI _ UFRPE FUNDAJ)
Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de Pernambuco (PPGE/UPE)
Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Pampa-Campus Jaguarão (UNIPAMPA–PPGEdu)
Programa de Pós Graduação em Educação do Campo da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (PPGEDUCAMPO/ UFRB)
Programa de Pós Graduação em Educação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (PPG/IFRS)
Programa de pós-graduação em Educação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (PPGEDU-UNIRIO)
Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação da Universidade São Francisco (PPGSS/USF)
Programa de pós-graduação em Educação da Universidade Estadual de Campinas(PPGE/UNICAMP)
Programa de pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Lavras (PPGE/UFLA)
Programa de Pós-Graduação em Educação/ Campus Sorocaba da Universidade Federal de São Carlos (PPGEd-So/ UFSCar)
Programa de Pós-Graduação em Educação da UnB (PPGE/UnB)
Programa de Pós-Graduação em Educação da UFRJ (PPGE/UFRJ)
Programa de Pós-Graduação em Educação da UFMS (PPGEDU/UFMS)
Programa de Pós-Graduação em Educação Modalidade Profissional da UnB (PPGEMP/UnB)
Rede Nacional de Pesquisa em Militarização da Educação (RePME)
REDE EMPESQUISA
Observatório do Ensino Médio/CE (UFC)
Movimento Somos Todas Professoras
Rede Iberoamericano de Editores Científicos de Educação (RIECE)
Rede de Pesquisadores sobre Professores da Região Centro-Oeste (Redecentro)
Grupo de Pesquisa do CNPq Ensino, Pesquisa e Extensão na Formação Docente – Universidade Federal de Alagoas
Rede Ibero Americana de Estudos e Pesquisas de Políticas e Processos Pedagógicos de Educação Superior
Laboratório de Políticas Públicas e Planejamento Educacional – FE/Unicamp
Grupo de Estudos e Pesquisas em Financiamento da Educação (Gefin)
Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas, Educação e Sociedade (GPPES)/Unicamp
Grupo de Estudo e Pesquisa Educação Profissional e Tecnológica (GEPEPT)
Grupo de Estudos e Pesquisas em Política e Planejamento Educacional, História, Formação de Professores e Educação para as Relações Étnico-Raciais – GEPPEHER/UEMS
Lavoro – Grupo de Estudos e Pesquisas em Gestão, Trabalho e Educação (UNEB)
Núcleo de Estudos Reflexos de Palmares da Universidade Federal de São Paulo
Grupo de Estudos e Pesquisas “História, sociedade e educação no Brasil” – (HISTEDBR)
Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas, Educação e Sociedade (GPPES)
Grupo de Pesquisa Estado, Políticas e Gestão da Educação (UNICENTRO)
Grupo de Estudos e Pesquisas em Políticas Educacionais e Juventudes (GEPEJ)
Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação e Formação de Trabalhadores
Grupo de pesquisa Gestão,Trabalho e Educação (GTE)
Grupo de Pesquisa Juventude, Educação, Gênero, Sexualidade e Sociabilidades (JEDS)
Grupo de Pesquisa Juventude e Educação – PUC Goiás

Assinam individualmente contra a escola Cívico-militar:


Igor Fernando Gelinski Bortolotti (Secretaria de Educação de Sertão Santana – RS)
Ellen Rodrigues da Silva Serrão (Secretaria Municipal de Educação de Mocajuba/PA)
Olavo Pereira Soares (Universidade Federal de Alfenas – UNIFAL)
Sandra Kretli da Silva (Universidade Federal do Espírito Santo – UFES)
Andrezza Silva Cameski (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP)
Carina Gotardelo Ferro da Costa (PUC-SP)
Carlos Antônio Giovinazzo Jr. (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP)
Jardel Augusto Lemos (UERJ)
Vania Leite (Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – FFP/UERJ)
Rosana Carla do Nascimento Givigi (Universidade Federal de Sergipe)
Rosemeire Reis da Silva (UFAL)
Aline Hora Lobo (PPGE/UFAL)
Elione Maria Nogueira Diógenes (Universidade Federal de Alagoas – UFAL)
Francisca Rodrigues de Oliveira Pini (UNIFESP)
Simone Aparecida Silva dos Santos (UNIFESP)
Laila Lavrador Carneiro (Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP)
Renata Gonçalves (Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP)
Bartolomeu Pereira de Souza (UNIFESP)
Monica da Conceição Lage (UNIFESP)
Isadora Campanha Pelai (PPGSSPS/UNIFESP)
Guilherme do Val Toledo Prado (Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP)
Luis Enrique Aguilar (Universidade Estadual de Campinas)
Lino Castellani Filho (Instituto Piracicabano de Estudos e Defesa da Democracia – IPEdd)
Peterson Rigato da Silva (UFLA)
Catia Sueli Cerqueira dos Santos (UNEB)
Thayse Lacerda Assis (UNEB/Lavoro)
Miguel da Silva Rossetto (Universidade de Passo Fundo – UPF)
Telmo Marcon (Universidade de Passo Fundo)
Elane Oliveira de Souza (Grupo Lavoro/UNEB)
Bárbara Renata Cavalcante Ferro de Melo (UFRPE)
Odaléa Feitosa Vidal (Universidade de Pernambuco – UPE)
Ana Rita Lorenzini (Universidade de Pernambuco)
Geovânia da Silva Toscano (UFPB)
Lucelia Tavares Guimarães (UEMS)
Duelci Aparecido de Freitas Vaz (Instituto Federal de Goiás – IFG)
José Sergio Fonseca de Carvalho (Faculdade de Educação da USP)
Telma Aparecida Teles Martins (Fórum Goiano de Educação Infantil)
Fernando Guimarães Oliveira da Silva (UEMS)
Derlan Trombetta (Universidade Federal da Fronteira Sul – UFFS)
Marcelo Bezerra de Morais (Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN)
José Claudinei Lombardi (HISTEDBR)
Maria Nilvane Fernandes (GEPPEvi)
Clarice Zientarski (Universidade Federal do Ceará – UFC)
Carla Villamaina Centeno (GEPSE/HISTEDBR/MS)
Mauricéia Ananias (HISTEDBR/PB/UFPB)
Edileuza Fernandes da Silva (UnB)
Ernani Alves de Siqueira (Universidade Federal do Paraná – UFPR)
Clauber Teixeira da Silva (Museu Pedagógico/UESB)
Erlando da Silva Rêses (Grupo Consciência/FE-UnB)
Ricardo Gonçalves Pacheco Pacheco (SEEDF)
Vandeir Gonçalves da Silva (SEDF)
Maicon Donizete (Universidade Federal de Pernambuco – UFPE)
Jane Teresinha Donini Rodrigues (UFFS)
Poliana Hreczynski Ribeiro (Universidade Estadual de Maringá – UEM)
Maria Cristina Cavaleiro (Universidade Estadual do Norte do Paraná)
Vera Ferreira Teixeira (UEM)
Claudia Miranda (UNIRIO)
Patrícia Graff (UFFS)
Rafael Garcia Campos (Faculdade Galileu)
Maroca – Maria de Lourdes Souza Oliveira (ADUFLA)
Edvone da Silva Souza (NTE-25)
Jacqueline Magalhães Alves (Andes-SN/UFLA)
Eugênia Morais de Albuquerque (Universidade Estadual de Maringá – UEM)
Gabriela Viana Zucco (UEM)
Luciana Cristina Salvatti Coutinho (HISTEDBR/UFSCar-Sorocaba)
Danubia Costa (UnB)
Fabiana de Amorim Marcello (PPGEDU/UFRGS)
Mara Regina Martins Jacomeli (Faculdade de Educação/UNICAMP)
Leonardo Dorneles Gonçalves (Geducação/FURG)
Thyago Lopes Martins (FURG)
Fabiana Boschetti Nunes (UFSCar-Sorocaba)
Magda de Abreu Vicente (GEHPolíticas/FURG)
Maria de Fatima Cossio (UFPEL)
Maria da Cruz Souza Santos (EMEB Demétrio Rodrigues Pontes)
Talita Bordignon (HISTEDBR Goiás)
Eliane Menegotti (UFRGS)
Caroline Zanatta Resende (Universidade Federal Fluminense – UFF)
Anselmo Alencar (HISTEDBR/UFOPA)
Vânia Alves Martins Chaigar (FURG)
Valéria Moreira Rezende (Universidade Federal de Uberlândia – UFU)
Lourdes de Fatima B. Carril (UFSCar)
Jandira Jesus (Fundação Municipal de Educação de Niterói)
Paula Roberta Miranda (Universidade Estadual de Maringá)
Anandrey Cunha (Secretaria Estadual de Educação do Ceará)
Rosineia dos Santos Aragão Sanches (UEM)
Michelle Costa Tapajos (Universidade Federal do Pará – UFPA)
Rosiane Machado da Silva (UEPG)
Luiz Paulo da Silva Soares (Secretaria de Educação do Estado do Rio Grande do Sul)
Maria de Fátima Carvalho (UNIFESP)
Bruno Rodrigues Pedroso (UFSCar)
Luiz Bezerra Neto (UFSCar)
Gabriel Anderson Calixto Oliveira (Universidade Estadual de Maringá – UEM)
Fabiane Romano de Souza Bridi (PPGE/UFSM)
Ana Maria Pereira (UFFS)
Tatiana do Socorro Corrêa Pacheco (GEDAM/UFRA)
Nancy Rigatto de Mello (USF)
Nubea Rodrigues Xavier (UEMS)
Ednaldo da Silva Pereira Filho (CBCE)
Sheyla Gomes de Almeida (Universidade de Brasília – UnB)
Leila Souza (CORES-DF)
Elizabeth Rodrigues Gouveia (SINTEP)
Viviane Fernandes Faria Pinto (Faculdade de Educação/UnB)
Marcio Silva Lopes (IEMA)
Paula Gonçalves Felicio (Universidade Estadual de Maringá – UEM)
Oto João Petry (UFFS)
Itajaci Meiri Marques Machado (IFAL)
Cassiane de Freitas Paixão (FURG)
Maria Alessandra Lima Moulin (Universidade de Brasília – UnB)
Bruno Antonio Picoli (GRUPEVD/UFFS)
Ícaro Belém Horta (UFMG)
Cláudia Graziano Paes de Barros (UFMT)
Armindo Quillici Neto (HISTEDBR/UFU)
Daiane Mastrangelo Tomazeti (IFSP Campus Hortolândia)
Ricardo Gonçalves Severo (DIPEM/FURG)
Naiara de Cássia Cardoso de Paiva (UFRGS)
Maria Candida Soares Del-Masso (UNESP)
Josue Netto (IFRO)
Margarita Victoria Rodriguez (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul)
Mirza Seabra Toschi (UEG)
Wellington Silva Gomes (UEMG)
Ivan Faria (UEFS)
Rodrigo Balieiro Figueiredo Villac (Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto)
Patricia Diogenes de Melo (IFPB – Sousa)
Mara Cleusa Peixoto Assis (UNESP/Marília)
Rita de Cássia Mendonça ( IFB)
Ronnald Torres Oliveira (UFMA)
Maria Silvia Cristofoli (GEPPEGEC)
Eliezer Vieira Lima (Grupo Gestão, Trabalho e Educação/UNEB)
Alex Santos Bandeira Barra (Instituto Federal de Goiás – Campus Inhumas)
Kemuel Kesley Ferreira dos Santos (IFG Campus Inhumas)
Marilza Vanessa Rosa Suanno ( UFG)
Diolinda Alves de Souza (ANPED)
Raimundo Sérgio de Farias Júnior (Universidade do Estado do Pará – UEPA)
José Carlos Libâneo (PUC-GO)
Leopoldo Nogueira Santana Junior (PEJAMA)
Saulo Rafael Gomes da Silva (Escola Municipal Amenayde Fariais do Rego Barros)
Alberto Damasceno (LAPEM HISTEDBR/UFPA)
Lucelia Bassalo (JEDS)
Suzete Terezinha Orzechowski (UNICENTRO-PR)
Fábio Dantas de Souza Silva (UEFS)
Luiz Vieira (Prefeitura de Sorocaba)
Jilvania Lima dos Santos Bazzo (Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC)
Anthony Gabriel da Silva Frota (Universidade Federal do Acre – UFAC)
Laura Duarte Marinoski (Instituto Federal do Paraná – IFPR)
Nélida Alves Hoepers (SED/SC)
Sandro Medeiros (GEPDiM/UFSC)
Júlia Russi Zanon (UNESP/GASPERR)
Ludmila Oliveira Holanda Cavalcante (UEFS)
Solange Goulart de Souza (EBM Professora Ruth Faria dos Reis)
Sergio Ricardo Silva Gacki (UNIPAMPA)
Camila Lima dos Santos (Universidade de Brasília)
Janderson Nascimento de Morais (UERJ)
Divino José da Silva (UNESP)
Lucas Leite Prudente (SINDSERVAM)
Ivaneide Coelho Santos (Secretaria Estadual de Educação do Pará)
Frederico Jorge Ferreira Costa (Universidade Estadual do Ceará – UECE)
Clarice Nascimento de Melo (Universidade Federal do Pará – UFPA)
Hildebrand Marcius Moreira Neves Guerra de Lima ( UFRJ)
Luiz Augusto Rosa Rigon (UEG)
Livia Diana Rocha Magalhães (UESB)
Andrea Silva Domingues (PPGEDUC/UFPA)
Maria Aparecida da Silva (GPAPE)
Alaim Souza Neto ( UFSC)
Telma Bonifácio dos Santos Reinaldo (UFMA)
Beatriz Heitich da Silva Farias
Adriano Salvi (UFSC)
Gilma Benjoino Oliveira (UNEB)
Maria de Fatima Felix Rosar (UFMA)
Ana lucia Ferreira da Silva (UEL)
Rafael Abílio Monteiro (UEPG)
Luiz Marques
Marina Silveira Bonacazata Santos – PR
Maria Lilia Imbiriba Sousa Colares – UFOPA
Léa Régia Clemente Lima
Argemiro Ribeiro de Souza Filho (Museu Pedagógico UESB)
MARILIA SEABRA PANTOJA – UEPA

Flávio visitou Vorcaro “para ver se conseguia o restante do dinheiro”, diz Valdemar

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, admitiu publicamente nesta segunda-feira (25) que o senador Flávio Bolsonaro procurou o banqueiro Daniel Vorcaro após a prisão domiciliar do empresário para tentar garantir a continuidade do financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.

A declaração foi dada durante entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews, e aprofunda ainda mais o desgaste político em torno da produção cinematográfica que já se tornou alvo de investigações, decisões do Supremo Tribunal Federal e sucessivas reportagens do The Intercept Brasil.

Segundo Valdemar, Flávio Bolsonaro foi pessoalmente à casa de Vorcaro depois que o ex-controlador do Banco Master passou a cumprir prisão domiciliar, no fim de 2025, para tentar recuperar o restante dos recursos prometidos ao longa-metragem.

“Foi visitar depois para ver se conseguia o restante do dinheiro. [Vorcaro] estava sendo investigado, não foi condenado a nada”, afirmou o dirigente partidário.

A fala tem peso político porque confirma de maneira explícita que o encontro entre o senador e o banqueiro — até então tratado por aliados como uma reunião casual ou tentativa de encerramento do assunto — ocorreu em meio a negociações financeiras relacionadas ao filme sobre Jair Bolsonaro.

Na semana passada, o próprio Flávio Bolsonaro havia dado uma versão diferente sobre a visita. Segundo o senador, ele teria procurado Vorcaro apenas para “botar um ponto final” na relação envolvendo o financiamento do filme “Dark Horse”.

Eu fui, sim, para o encontro dele, para botar um ponto final nessa história, é dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo, e o filme não correria risco”, declarou Flávio a jornalistas.

Agora, a declaração de Valdemar Costa Neto altera substancialmente o entendimento sobre a reunião ao admitir que o senador buscava, na prática, a liberação do “restante do dinheiro” prometido por Vorcaro para a produção.

A série de revelações envolvendo o filme “Dark Horse” começou após reportagens do Intercept Brasil divulgarem mensagens, contratos, áudios e documentos que mostram uma intensa articulação financeira do núcleo bolsonarista para viabilizar a cinebiografia.

Segundo o material obtido pelo site, Vorcaro teria prometido US$ 24 milhões — cerca de R$ 134 milhões na cotação da época — para financiar o longa. Pelo menos US$ 10,6 milhões já teriam sido transferidos entre fevereiro e maio de 2025 em operações ligadas ao projeto cinematográfico.

As reportagens apontam ainda a participação direta de Flávio Bolsonaro, do deputado cassado Eduardo Bolsonaro e do deputado Mario Frias na estrutura financeira e executiva do filme.

Em áudios divulgados pelo Intercept, Flávio aparece pressionando pela liberação de recursos para evitar a paralisação das filmagens. Já documentos revelados pelo site mostram Eduardo Bolsonaro assinando contratos como produtor-executivo da obra, com atribuições ligadas à gestão financeira e captação de investimentos.

Mario Frias também passou a ser alvo de questionamentos após o ministro Flávio Dino abrir uma apuração preliminar sobre o direcionamento de R$ 2 milhões em emendas parlamentares para o Instituto Conhecer Brasil, entidade ligada à produtora do longa.

Durante a entrevista desta segunda-feira, Valdemar tentou minimizar a gravidade da relação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, argumentando que o problema existiria apenas se recursos públicos fossem utilizados.

“Eu acho que se o Flávio tivesse pedido o dinheiro para o Banco do Brasil, para a Caixa Econômica Federal, teria problema, porque seriam órgãos públicos”, afirmou.

A declaração, porém, ocorre em meio a investigações da Polícia Federal e do STF justamente sobre possíveis conexões entre o financiamento privado do filme, repasses internacionais e o uso indireto de estruturas políticas ligadas ao bolsonarismo.

Além disso, a defesa pública feita por Valdemar expõe o desconforto do PL diante do impacto político do caso. Pesquisas divulgadas nos últimos dias já começaram a registrar aumento da rejeição de Flávio Bolsonaro após a explosão do escândalo envolvendo Vorcaro e “Dark Horse”.

Mesmo assim, o dirigente partidário reforçou que o senador continua sendo o nome prioritário do bolsonarismo para a disputa presidencial.

“Ele é o candidato do Bolsonaro e nós vamos até o fim nessa história porque ele vai ganhar as eleições”, declarou Valdemar. O presidente do PL também descartou qualquer possibilidade de candidatura da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao Palácio do Planalto.

Outro ponto que chamou atenção na entrevista foi a afirmação de Valdemar de que o partido só tomou conhecimento da relação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro pela imprensa.

Segundo ele, o senador nunca havia informado oficialmente à direção do PL sobre as negociações envolvendo o banqueiro e o financiamento do filme.

“No dia em que estourou, nós fizemos uma reunião para ver como é que ele ia responder, e aí ele disse que teve [a reunião] porque tinha necessidade de arrecadar dinheiro para o filme do pai”, afirmou.

A declaração reforça o cenário de crise política dentro do entorno bolsonarista, já que o caso passou de uma simples produção cinematográfica para um episódio que envolve suspeitas sobre repasses milionários, relações com investigados por crimes financeiros e possível uso político da estrutura partidária e parlamentar ligada ao PL.

Com a nova fala de Valdemar Costa Neto, o próprio comando nacional do partido acaba confirmando publicamente aquilo que aliados de Flávio Bolsonaro tentavam relativizar desde o início: a reunião com Daniel Vorcaro ocorreu, de fato, para tentar assegurar a continuidade financeira do projeto cinematográfico sobre Jair Bolsonaro.

Educação é instrumento de consciência e soberania para Brasil e África

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta segunda-feira (25), que a educação é ferramenta central para a formação de consciência crítica e para a superação de desigualdades – algo que, na avaliação do presidente, é visto como ameaça pela extrema direita. Saiba os detalhes na TVT News.

A declaração foi durante a abertura do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), evento que reúne líderes de universidades brasileiras e africanas mobilizadas pela Association of African Universities (AAU).

Durante o discurso, Lula lembrou que, durante a Cúpula de Líderes Celac-África, ocorrida em março em Bogotá, foram sugeridos cinco eixos estruturantes para o relacionamento entre os países participantes do encontro.

Após citar os cinco eixos (combate à fome; enfrentamento à mudança do clima; transição energética; democratização da inteligência artificial; e integração de cadeias produtivas), o presidente brasileiro afirmou que a educação é ferramenta para a superação de todos esses desafios.

Segundo ele, a extrema direita teme a educação porque sabe que é a partir dela que nasce a consciência das pessoas sobre a realidade em que vivem.

“Por isso, em várias partes do mundo, a extrema direita não tolera a autonomia das universidades. Querem calar professores e estudantes e coibir a diversidade. Negam a ciência, censuram as artes e transformam as salas de aula em instrumento de dominação”, disse ao defender o poder emancipador da educação.

“O pensamento crítico caminha lado a lado com a luta anticolonial e o combate ao racismo, à misoginia, à xenofobia e todas as formas de discriminação”, acrescentou ao afirmar que as universidades seguirão como bastiões da resistência.

Inteligência Artificial

Lula destacou também a relevância da educação para o desenvolvimento científico e tecnológico dos países. Nesse sentido, reiterou a importância da Inteligência Artificial enquanto ferramenta estratégica.

“O colonialismo digital é uma ameaça real e imediata. Nas mãos de poucos países e poucas empresas, os algoritmos se transformaram em instrumentos de dominação. Sem investir em infraestrutura digital, não será possível superar carências crônicas em alta tecnologia, saúde, agricultura e educação básica”, argumentou ao defender que os modelos de linguagem da IA sejam construídos também nas línguas dos povos africanos.

Ele acrescentou que o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial contempla duas linhas de financiamento para cooperação com África e América Latina.

“São US$ 20 milhões para projetos conjuntos e US$ 10 milhões para o uso de infraestruturas de Inteligência Artificial brasileiras para fomentar a colaboração entre nossos pesquisadores”, complementou.

Universidades africanas

Secretário-geral da Associação de Universidades Africanas, Olusola Oyewle disse que o apoio do Brasil às universidades do continente africano teve início durante o primeiro mandato do presidente Lula, mas que há ainda muito a ser feito.

“O Brasil apoia a capacitação das nossas universidades há vários anos. Começou com bolsas de estudo e foi além, para trabalhar com colaboração de pesquisa entre as nossas universidades”, disse.

“Precisamos descolonizar o nosso currículo, e melhorar as nossas atividades de pesquisa na própria África. Precisamos de países como o Brasil para nos apoiar nesse esforço”, acrescentou.

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Programa Capes Move África

Durante o evento, foram assinados acordos relativos ao programa Capes Move África, que prevê R$ 47,4 milhões em investimentos para a vinda de 2,6 mil pós-graduandos do continente africano ao Brasil a partir de 2027.

Segundo o Planalto, deste total, 1,6 mil bolsas serão voltadas a mestrado sanduíche (situação em que o mestrado é feito em uma instituição, com base em pesquisa feita em outra instituição); e 1 mil bolsas de doutorado sanduíche.

Fórum

O fórum de reitores tem, entre seus objetivos, o de “consolidar a educação superior como eixo central da relação bilateral entre o Brasil e os países do continente africano”, servindo de plataforma estratégica para ampliar as oportunidades de integração acadêmica, científica e tecnológica entre os países.

Estão previstos, durante o evento, painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões focadas na construção de novas parcerias universitárias.

A expectativa é que, por meio das atividades previstas, o Brasil aprofunde parcerias e intercâmbios com instituições acadêmicas do continente africano, de forma a promover novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas.

Entre as áreas a serem beneficiadas por essas parcerias estão agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.

Segundo o Planalto, o Brasil participa, atualmente, de 235 acordos de cooperação com instituições de educação superior de 38 países africanos.

Com Agência Brasil

Quem são os convocados da seleção da Inglaterra para a Copa do Mundo

Inglaterra divulga a lista de convocados para a Copa do Mundo 2026. Leia em TVT News.

Tuchel convoca a Inglaterra para a Copa sem Alexander-Arnold, Palmer, Foden e Maguire

Londres, Reino Unido, com informações da AFP

O técnico da seleção da Inglaterra, Thomas Tuchel, anunciou nesta sexta-feira (22) a convocação de 26 jogadores para a Copa do Mundo de 2026, sem as presenças de Trent Alexander-Arnold, Harry Maguire, Phil Foden e Cole Palmer, grandes nomes do futebol europeu.

A surpresa da lista divulgada pela Federação Inglesa é Ivan Toney, atacante de 30 anos que fez 32 gols em 32 partidas na atual temporada na liga saudita pelo Al-Ahli, convocado para ser reserva do capitão Harry Kane, ao lado de Ollie Watkins.

Contratado para acabar com 60 anos de jejum de títulos da Inglaterra, o alemão Tuchel tomou várias decisões controversas que podem se voltar contra ele se a seleção não fizer uma boa campanha no Mundial da América do Norte (11 de junho a 19 de julho).

Foden e Palmer tiveram um papel fundamental na campanha da Inglaterra até a final da Eurocopa de 2024, mas ambos pagaram caro por uma temporada fraca com Manchester City e Chelsea, respectivamente.

O meia Morgan Gibbs-White (Nottingham Forest) e o atacante Dominic Calvert-Lewin (Leeds United) também ficaram de fora, apesar dos ótimos desempenhos na temporada 2025-26 da Premier League.

O ex-treinador de PSG e Bayern de Munique também incluiu na lista o veterano Jordan Henderson, volante do Brentford e ex-capitão do Liverpool, no lugar que muitos imaginavam que seria de Adam Wharton, jovem talento do Crystal Palace.

O zagueiro do Manchester United Harry Maguire disse na quinta-feira, após o vazamento da convocação, que ficou impactado por estar fora da Copa.

“Eu estava confiante de que poderia desempenhar um papel importante pelo meu país neste verão, após a temporada que tive. A decisão me deixou chocado e completamente devastado. Desejo a todos os jogadores tudo de melhor”, escreveu ele nas redes sociais.

Tuchel assumiu o risco ao convocar o zagueiro John Stones, apesar de uma temporada marcada por lesões no Manchester City.

Também estão na lista dois jogadores ingleses que atuam no campeonato espanhol: Jude Bellingham (Real Madrid) e Marcus Rashford (Barcelona).

Por sua vez, Toney causou impacto ao sair do banco na Eurocopa de 2024, mas só disputou dois minutos pela seleção desde então, depois de sua ida para a Arábia Saudita.

A Inglaterra está no Grupo L e inicia sua caminhada na Copa do Mundo contra a Croácia, em Dallas, em 17 de junho, antes de enfrentar Gana em 23 de junho e o Panamá quatro dias depois.

Lista de 26 convocados da Inglaterra para a Copa do Mundo

Goleiros: Jordan Pickford (Everton), Dean Henderson (Crystal Palace), James Trafford (Manchester City)

Defensores: Reece James (Chelsea), Tino Livramento (Newcastle), Dan Burn (Newcastle), Marc Guehi (Manchester City), John Stones (Manchester City), Nico O’Reilly (Manchester City), Ezri Konsa (Aston Villa), Jarell Quansah (Bayer Leverkusen), Djed Spence (Tottenham)

Meias: Declan Rice (Arsenal), Elliot Anderson (Nottingham Forest), Jude Bellingham (Real Madrid), Jordan Henderson (Brentford), Kobbie Mainoo (Manchester United), Morgan Rogers (Aston Villa), Eberechi Eze (Arsenal)

Atacantes: Harry Kane (Bayern de Munique), Ivan Toney (Al-Ahli), Ollie Watkins (Aston Villa), Bukayo Saka (Arsenal), Noni Madueke (Arsenal), Marcus Rashford (Barcelona), Anthony Gordon (Newcastle)

© Agence France-Presse

Confira os grupos da Copa do Mundo 2026

Grupos da Copa do Mundo da FIFA 2026:

  • GRUPO A: México, África do Sul, Coreia do Sul e República Tcheca;

  • GRUPO B: Canadá, Bósnia, Catar e Suíça;

  • GRUPO C: Brasil, Marrocos, Haiti e Escócia;

  • GRUPO D: Estados Unidos, Paraguai, Austrália e Turquia;

  • GRUPO E: Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim e Equador;

  • GRUPO F: Holanda, Japão, Suécia e Tunísia;

  • GRUPO G: Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia;

  • GRUPO H: Espanha, Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai;

  • GRUPO I: França, Senegal, Iraque e Noruega;

  • GRUPO J: Argentina, Argélia, Áustria e Jordânia;

  • GRUPO K: Portugal, RD Congo, Uzbequistão e Colômbia;

  • GRUPO L: Inglaterra, Croácia, Gana e Panamá.

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Grupos da Copa do Mundo FIFA 2026

Com 9 países, inglês é a língua mais falada na Copa do Mundo

A equipe da TVT News mergulhou nos dados e na história para entender o impacto do inglês não apenas no esporte, mas na formação cultural, literária e musical dos países que entrarão em campo.

Mais do que uma ferramenta de comunicação, o inglês carrega consigo séculos de expansão geopolítica, transformações sociais e uma vasta produção artística que moldou o mundo moderno.

Quais países falam inglês na Copa do Mundo

A lista das nove nações que trazem o idioma inglês como língua oficial, cooficial ou principal meio de comunicação demonstra a capilaridade global dessa língua e a história da colonização e do imperialismo

Na Copa do Mundo da FIFA 2026, serão 9 países distribuídos por cinco continentes diferentes:

  • Inglaterra: o berço do idioma e do próprio futebol moderno. O inglês é a língua nativa de toda a nação britânica.
  • Estados Unidos: um dos países-sede da competição. Embora não tenha um idioma oficial definido na Constituição em nível federal, o inglês é a língua nacional na prática, falada pela imensa maioria da população e usada em todos os trâmites governamentais.
  • Canadá: outro país-sede do mundial. A nação é bilíngue, tendo o inglês e o francês como idiomas oficiais. O inglês é o mais falado de costa a costa.
  • Austrália: representante da Oceania (embora dispute as eliminatórias pela Ásia), tem o inglês como língua nacional, apresentando um sotaque e vocabulário com características próprias.
  • Nova Zelândia: o inglês é um dos idiomas oficiais do país, dividindo espaço com a língua nativa Maori e a Língua de Sinais Neozelandesa.
  • Escócia: o país faz parte do Reino Unido e possui o inglês como língua principal, ao lado do Scots e do Gaélico Escocês.
  • África do Sul: A nação africana tem 11 línguas oficiais, mas o inglês atua como a principal língua franca para a comunicação governamental, midiática e de negócios.
  • Gana: Ex-colônia britânica na África Ocidental, Gana adota o inglês como língua oficial para unificar um país que possui dezenas de línguas e dialetos regionais, como o Twi e o Fante.
  • Curaçao: O país caribenho tem uma rica mistura linguística. O Papiamento e o Holandês são muito fortes, mas o inglês também é uma língua oficial, amplamente falada pela população devido ao turismo e à localização geográfica estratégica.

Qual a origem do inglês?

Para entender o domínio atual, é preciso voltar mais de 1.500 anos no tempo. O inglês tem raízes na família de línguas indo-europeias e pertence ao braço germânico. A sua formação começou no século V, quando tribos germânicas — os anglos, os saxões e os jutos — cruzaram o Mar do Norte, saindo de regiões que hoje pertencem à Alemanha e Dinamarca, para invadir a Grã-Bretanha.

O idioma falado por esses povos se fundiu e deu origem ao que os linguistas chamam de “Inglês Antigo” (Old English). Durante séculos, o idioma sofreu diversas alterações. Em 1066, com a Conquista Normanda, a Inglaterra foi dominada por falantes de francês. Esse evento injetou milhares de palavras de origem latina e francesa no vocabulário bretão, criando o “Inglês Médio” (Middle English).

A partir do século XV, com a invenção da prensa de Gutenberg e a popularização da leitura, o idioma começou a se padronizar. As obras de William Shakespeare e a tradução da Bíblia pelo Rei James ajudaram a fixar as regras e a fonética do que hoje conhecemos como Inglês Moderno.

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Colonialismo, neocolonialismo e imperialismo espalharam o inglês pelo mundo

A presença de nove seleções que falam inglês nesta Copa do Mundo não é obra do acaso. É o reflexo direto de processos históricos complexos de expansão e poder. Entre os séculos XVII e XX, o Império Britânico se tornou a maior potência global. A célebre frase “o sol nunca se põe no Império Britânico” ilustra bem como a coroa inglesa estabeleceu colônias, protetorados e domínios na América do Norte, África, Ásia e Oceania.

O colonialismo impôs a língua inglesa a populações nativas por meio da força, da administração pública e do sistema educacional. Países como Austrália, Nova Zelândia, Canadá, África do Sul e Gana herdaram o idioma como resultado direto dessa administração imperialista.

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“Nosso império é maior que o da cerveja!” Um jingle divertido em um antigo selo postal canadense de 1898. Esta é uma ampliação desse selo, em exibição no Museu da Guerra do Canadá, que mostra a extensão do Império Britânico naquela época. Vastos territórios do Canadá eram controlados pelos britânicos, enquanto outras áreas pertenciam aos franceses. A própria cidade de Ottawa é dividida entre a metade britânica e a metade francesa. (Ottawa, Canadá, junho de 2015). Fonte: Wikimedia Commons

Após a Segunda Guerra Mundial, o Império Britânico encolheu, mas o bastão da influência global foi repassado para outra nação anglófona: os Estados Unidos. Com um forte poderio econômico, militar e diplomático, os EUA iniciaram uma era de neocolonialismo cultural.

Línguas mais faladas na Copa do Mundo 2026: espanhol, árabe e inglês lideram

As línguas mais faladas na Copa do Mundo 2026 revelam a diversidade dos 48 países classificados para o torneio que será disputado em junho e julho nos Estados Unidos, México e Canadá.

A lista de seleções reúne idiomas de quatro continentes — do guarani indígena do Paraguai ao uzbeque da Ásia Central — em um mapa linguístico que mostra tanto a diversidade como a marca da história.

A liderança de idiomas de origem europeia, como inglês, francês e espanhol é sinal dos processos de colonização e imperialismo de Espanha, Inglaterra e Portugal (o português está presente em países de 3 continentes na Copa do Mundo). Por outro lado, também mostra a expansão do império árabe, que da península arábica, chegou até o norte da África.

Línguas Mais Faladas na Copa do Mundo 2026

Inglês (9 países)
Espanhol (8 países)
Francês (8 países)
Árabe (8 países)
Alemão (4 países)
Holandês (3 países)
Português (3 países)

Ranking das línguas mais faladas na Copa do Mundo

Considerando o status de língua oficial ou o idioma majoritário de comunicação de cada nação classificada, este é o ranking dos idiomas mais presentes na Copa do Mundo da FIFA 2026:

PosiçãoIdiomaNúmero de PaísesPaíses Representantes
Inglês9África do Sul, Canadá, Escócia, Estados Unidos, Austrália, Curaçao, Nova Zelândia, Inglaterra, Gana
Espanhol8México, Paraguai, Equador, Espanha, Uruguai, Argentina, Colômbia, Panamá
Francês8Canadá, Suíça, Haiti, Costa do Marfim, Bélgica, França, Senegal, RD Congo
Árabe8Catar, Marrocos, Tunísia, Egito, Arábia Saudita, Iraque, Argélia, Jordânia
Alemão4Suíça, Alemanha, Bélgica, Áustria
Holandês3Curaçao, Holanda, Bélgica
Português3Brasil, Cabo Verde, Portugal
Croata2Bósnia, Croácia

Em países com mais de um idioma oficial, foi considerado o