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Da Redação

Especialistas apontam estabilidade na pesquisa Datafolha

A análise dos professores do Laboratório de Opinião Pública e Mídias Digitais da FESPSP sobre a pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (24) aponta um cenário de estabilidade na disputa presidencial, com destaque para a resiliência do eleitorado de Flávio Bolsonaro (PL).

Mesmo após um mês marcado por escândalos, crises internas e o impacto do tarifaço, o senador manteve seus números praticamente inalterados, o que é interpretado pelos especialistas como um sinal da força da polarização e do antipetismo como um piso eleitoral sólido.

Por outro lado, a dificuldade de Flávio em ultrapassar os 43% no segundo turno indica uma barreira para conquistar o eleitorado de centro.

Os analistas também ressaltam que a avaliação do governo Lula permanece estabilizada em um patamar de maior negatividade, com 38% classificando a gestão como ruim ou péssima.

Histórico da pesquisa Datafolha

Histórico da intenções de voto no 1° turno de acordo com o Datafolha

Principais pontos da análise dos especialistas da FESPSP

  • Estabilidade geral: A pesquisa confirma uma estabilidade quase absoluta, com oscilações mínimas de 1 ponto percentual na aprovação e reprovação do governo, bem como na intenção de voto em Lula no segundo turno .
  • Resiliência de Flávio Bolsonaro: O senador do PL mostrou fôlego para se manter como o principal adversário de Lula, resistindo a reveses como o caso Banco Master, a crise com Michelle Bolsonaro e o novo tarifaço. Seu eleitorado permaneceu praticamente intacto, o que demonstra a força do antipetismo como um piso eleitoral sólido .
  • Dificuldade de crescimento: A estabilidade de Flávio em 43% das intenções de voto no segundo turno indica sua dificuldade em ultrapassar o eleitorado já identificado com a direita e conquistar votos no centro do espectro político .
  • Avaliação do governo: A gestão Lula se mantém em um patamar de maior negatividade, com 38% de avaliação ruim ou péssima. Na pergunta binária, há um equilíbrio entre aprovação (49%) e desaprovação (48%), com um saldo positivo que não se via desde dezembro de 2025, mas que está dentro da margem de erro .
  • Impacto do tarifaço: O baixo impacto imediato do tarifaço se explica pela agenda de preocupações do eleitor, que segue concentrada em problemas domésticos como saúde (21%), segurança pública (19%) e economia (14%). Para o governo transformar o conflito com Trump em ganho, será necessário conectá-lo à vida cotidiana do cidadão .

Confira as análises completas

Confira a análise dos professores da FESPSP sobre os resultados da pesquisa Datafolha para a Presidência 2026 de julho, que acabou de ser divulgada.

Beto Vasques — Coordenador do Laboratório de Opinião Pública e Mídias Digitais da FESPSP

O analista político Beto Vasques destaca a estabilidade dos números, com oscilações mínimas que confirmam a tendência apontada por outras pesquisas, como a Quaest. Ele observa que o senador Flávio Bolsonaro parece conseguir mostrar fôlego para seguir como o principal adversário do petista, mas não para evitar o risco cada vez maior de não atrair os partidos do Centrão para sua coligação.

Hilton Fernandes — Cientista político e professor da FESPSP

Hilton Fernandes reforça a forte estabilidade no cenário da disputa presidencial, com os resultados de junho praticamente inalterados. Ele observa que os acontecimentos políticos posteriores ao caso Dark Horse não causaram, até o momento, impacto adicional na candidatura de Flávio Bolsonaro.

No entanto, alerta que é preciso aguardar os recortes por gênero para avaliar se o desentendimento com Michelle Bolsonaro teve algum efeito específico sobre o eleitorado feminino.

Dado o contexto de reveses, Fernandes considera o resultado geral relativamente favorável para Flávio Bolsonaro, especialmente na véspera de sua convenção.

Jairo Pimentel — Cientista político e professor da FESPSP

Jairo Pimentel confirma o cenário de estabilidade e aponta como principal achado a resistência de Flávio Bolsonaro. Mesmo depois de um mês marcado por crises, seu eleitorado permaneceu intacto, o que mostra que o antipetismo e a polarização continuam funcionando como um piso eleitoral bastante sólido para o candidato do PL.

Ao mesmo tempo, a estabilidade em 43% indica sua dificuldade de ultrapassar o eleitorado já identificado com a direita e conquistar votos no centro. Sobre a avaliação do governo, Pimentel destaca o equilíbrio entre aprovação e desaprovação, com um saldo positivo que não se via desde dezembro de 2025, mas que está dentro da margem de erro.

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Nova rodada de pequisa eleitoral mostra liderança de Lula em todos os cenários – Foto: Ricardo Stuckert/PR/Carlos Moura/Agência Senado

Agregador de Pesquisas da TVT

Para acompanhar a evolução do cenário eleitoral de forma consolidada, a TVT News mantém um agregador de pesquisas que utiliza um sistema de médias ponderadas, dando maior relevância aos institutos com diferentes capilaridades e metodologias.

O modelo considera apenas os confrontos diretos entre Lula e Flávio Bolsonaro, com pesos atribuídos conforme a cobertura e a tradição de cada instituto: Quaest (peso 4), Nexus/BTG (peso 1), Futura/Apex (peso 1) e PoderData (peso 1) .

Na atualização mais recente, que considera os dados da rodada do Datafolha divulgada em 24 de julho, a média ponderada para o segundo turno aponta Lula com 45,5% e Flávio Bolsonaro com 40,2%, enquanto no primeiro turno a vantagem do petista é de 40,0% contra 31,0% do adversário.

📊 2º turno — percentuais por instituto
Comparação entre Lula e Flávio Bolsonaro nas pesquisas de julho/2026
% 50% 40% 30% 20% 48% 43% 45% 37% 47% 44% 46,3% 46,1% 45% 43% Datafolha Quaest Nexus/BTG Futura/Apex PoderData (empate técnico)
Lula Flávio Bolsonaro
* Dados do 2º turno. Pesos: Datafolha (4) | Quaest (4) | Nexus/BTG (1) | Futura/Apex (1) | PoderData (1).

O agregador será atualizado com os novos números da AtlasIntel e da Quaest, previstos para os próximos dias.

Agregador de pesquisas: o que dizem as pesquisas para eleições 2026 de 16 a 24 de julho

A nova rodada de pesquisas de intenção de voto com a inclusão em 24 de julho com a divulgação do Datafolha, reforça a dianteira de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) tanto no primeiro quanto no segundo turno.

Ao incluir o Datafolha no agregador, que já contava com Quaest, Nexus/BTG, Futura/Apex e PoderData, a média ponderada para o período de 16 a 24 de julho mostra o presidente com vantagem ampliada no confronto direto.

Metodologia do agregador de pesquisas: foram atribuídos pesos conforme a cobertura e a tradição de cada instituto: Datafolha (peso 4), Quaest (peso 4), Nexus/BTG (peso 1), Futura/Apex (peso 1) e PoderData (peso 1).

A média ponderada considera apenas os confrontos diretos entre Lula e Flávio Bolsonaro no primeiro e segundo turnos.

📊 2º turno — percentuais por instituto
Comparação entre Lula e Flávio Bolsonaro nas pesquisas de julho/2026
% 50% 40% 30% 20% 48% 43% 45% 37% 47% 44% 46,3% 46,1% 45% 43% Datafolha Quaest Nexus/BTG Futura/Apex PoderData (empate técnico)
Lula Flávio Bolsonaro
* Dados do 2º turno. Pesos: Datafolha (4) | Quaest (4) | Nexus/BTG (1) | Futura/Apex (1) | PoderData (1).

Como Lula e Flávio Bolsonaro se saíram nas pesquisas de julho?

Média ponderada geral (1º turno):

  • Lula: 40,3%
  • Flávio Bolsonaro: 31,3%

Média ponderada geral (2º turno):

  • Lula: 47,0%
  • Flávio Bolsonaro: 41,2%

Com a inclusão do Datafolha, a vantagem de Lula no segundo turno cresce em relação à média anterior (que era de 45,5% a 40,2%). No primeiro turno, Lula (PT) mantém estabilidade, enquanto Flávio Bolsonaro oscila ligeiramente para baixo.

Os números indicam que a eleição deve ser decidida em 25 de outubro, já que Lula não alcança os 50% dos votos válidos necessários para vencer no primeiro turno.

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O que dizem as pesquisas eleitorais de intenção de voto. Fotos: Ricardo Stuckert e Agência Brasil

Principais dados das pesquisas de cada instituto

1. Datafolha  – divulgada em 24/07

  • 2º turno: Lula 48% x Flávio 43% (vantagem de 5 p.p.)
  • 1º turno: Lula 40% x Flávio 32%
  • Rejeição: Flávio 48%, Lula 46%
  • Avaliação do governo: 32% ótima/boa, 28% regular, 38% ruim/péssima
  • Margem de erro: 2 p.p. | Amostra: 2.004 eleitores

2. Quaest – divulgada em semana anterior

  • 2º turno: Lula 45% x Flávio 37%
  • 1º turno: Lula 40% x Flávio 28%
  • Avaliação do governo: 48% aprovam, 47% desaprovam

3. Nexus/BTG (peso 1)

  • 2º turno: Lula 47% x Flávio 44% (empate técnico)
  • 1º turno: Lula 40% x Flávio 34%
  • Rejeição: Flávio 50%, Lula 46%

4. Futura/Apex 

  • 2º turno: Lula 46,3% x Flávio 46,1% (empate técnico – diferença de 0,2 p.p.)
  • 1º turno (cenário com maior número de candidatos): Lula 40,1% x Flávio 36,8%
  • Margem de erro: 2,2 p.p.

5. PoderData 

  • 2º turno: Lula 45% x Flávio 43% (empate técnico)
  • 1º turno: Lula 40% x Flávio 34%
  • Margem de erro: 2 p.p.

Pesquisas são registradas no TSE

Todas as pesquisas que compõem o Agregador de Pesquisas da TVT News possuem registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conforme exige a legislação eleitoral brasileira.

Os levantamentos do Datafolha (BR-01166/2026), Quaest, Nexus/BTG, Futura/Apex e PoderData foram devidamente protocolados na Justiça Eleitoral, garantindo transparência e rastreabilidade dos dados coletados.

A apresentação dos números segue integralmente os percentuais divulgados pelos institutos, respeitando as margens de erro e os períodos de coleta informados em cada registro. Essa prática assegura que o leitor tenha acesso a informações confiáveis, dentro dos parâmetros legais que regulamentam a pesquisa eleitoral no país.

Quais os números da pesquisa Datafolha de 24 de julho; Lula amplia vantagem

A pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (24) aponta o presidente Lula (PT) com 48% das intenções de voto no segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que registra 43%.

No primeiro turno, o Lula aparece com 40%, ante 32% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os números indicam estabilidade em relação ao levantamento de junho, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

Histórico da intenções de voto no 1° turno de acordo com o Datafolha

A pesquisa também mediu a rejeição aos pré-candidatos, e Flávio Bolsonaro lidera esse índice, com 48% dos eleitores afirmando que não votariam nele “de jeito nenhum”, seguido por Lula, com 46%.

A avaliação do governo Lula apresenta um equilíbrio: 32% consideram a gestão “ótima ou boa”, 28% a veem como “regular” e 38% a classificam como “ruim ou péssima”. O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre os dias 22 e 24 de julho e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-01166/2026.

Principais números da pesquisa Datafolha de julho

  • Segundo turno (Lula x Flávio Bolsonaro): Lula 48%, Flávio 43% .
  • Primeiro turno: Lula 40%, Flávio Bolsonaro 32% .
  • Rejeição: Flávio Bolsonaro (48%) e Lula (46%) são os mais rejeitados .
  • Avaliação do governo Lula: 32% ótimo/bom, 28% regular, 38% ruim/péssimo

Cenários de primeiro turno e segundo turno

Votos totais para presidente no primeiro turno

No cenário estimulado para o primeiro turno, quando a lista de pré-candidatos é apresentada ao eleitor, o presidente Lula lidera com 40% das intenções de voto. O senador Flávio Bolsonaro aparece na segunda colocação, com 32%.

O pelotão dos demais candidatos está embolado, dentro da margem de erro, com Ronaldo Caiado (PSD) marcando 4%, Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) com 3% cada.

Abaixo, Augusto Cury (Avante) tem 2%, enquanto Samara Martins (UP), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Rui Costa Pimenta (PCO) registram 1%. Leonardo Avalanche (PRTB), Hertz Dias (PSTU) e Edmilson Costa (PCB) não pontuaram.

Brancos e nulos somam 8%, e 3% não sabem ou não responderam.

Simulações de segundo turno

O Datafolha testou três cenários para um eventual segundo turno.

  • Contra Flávio Bolsonaro, Lula tem 48% contra 43% do senador.
  • Em um cenário contra o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, o presidente venceria por 47% a 40%.
  • Contra o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, a vantagem de Lula seria de 48% a 40%

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Flávio Bolsonaro lidera a rejeição na pesquisa Datafolha de 24 de julho. Foto: Ricardo Stuckert/PR e Rodrigues Pozzebom/ABR

Rejeição aos pré-candidatos: Flávio lidera

A pesquisa Datafolha também questionou os eleitores em quem eles não votariam “de jeito nenhum”. O senador Flávio Bolsonaro lidera o índice de rejeição, com 48%, o mesmo patamar da pesquisa de junho. O presidente Lula aparece logo atrás, com 46% de rejeição, também estável em relação ao mês passado .

Os demais pré-candidatos têm rejeição significativamente menor: Romeu Zema (Novo) é rejeitado por 13%, Ronaldo Caiado (PSD) por 12%, e Cabo Daciolo (Mobiliza) e Renan Santos (Missão) também com 12% .

Qual a chance da eleição ser definida no primeiro turno, de acordo com o Datafolha

O cenário atual torna improvável uma definição da eleição já no primeiro turno. Para que isso aconteça, o candidato vencedor precisaria obter mais da metade dos votos válidos, excluídos os brancos e nulos.

Com Lula registrando 45% dos votos válidos e Flávio Bolsonaro 36% na pesquisa Datafolha, o presidente está abaixo do patamar de 50% mais um voto necessário para a vitória imediata . Além disso, a distância de 9 pontos percentuais entre os dois no cenário de votos válidos, ainda que dentro da margem de erro de 2 pontos, não é suficiente para garantir a maioria absoluta exigida pela legislação eleitoral .

O histórico das eleições presidenciais, desde a redemocratização, mostra que é muito difícil uma eleição decidida no primeiro turno, o que reforça a tendência de que as eleições de 2026 também deverão ser decididas em 25 de outubro.

Metodologia da pesquisa

O levantamento do Datafolha foi realizado com 2.004 eleitores de 16 anos ou mais, em pontos de fluxo populacional em todo o país, entre os dias 22 e 24 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01166/2026.

Fundação Perseu Abramo coloca no ar íntegra do curso Projeto Nacional de Desenvolvimento

A partir de agora, o curso Projeto Nacional de Desenvolvimento está disponível, na íntegra, a todos os interessados. O curso foi oferecido inicialmente no primeiro semestre de 2026, gratuitamente, pela Fundação Perseu Abramo, centro de formação política e de produção de conhecimento do PT, porém, as aulas eram lançadas a cada semana. Agora, todas as aulas já estão no sistema EAD.

Os conteúdos passam por temas diversos como economia, política, história, conjuntura, trabalho e mudanças climáticas. O objetivo da iniciativa foi criar um espaço de formação voltado a reconstruir, com rigor e perspectiva histórica, a ideia de desenvolvimento como escolha política.

A primeira aula, com o tema O que é o Projeto Nacional de Desenvolvimento, é ministrada pelo ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, e a economista Juliane Furno. O encerramento conta com o ex-presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, e novamente Juliane Furno, que discorrem sobre o tema Mobilização social, coalizões e disputa cultural.

O curso pode ser acessado aqui: https://fpabramo.org.br/curso/caminhos-do-projeto-nacional-de-desenvolvimento/

Conheça cada uma das aulas e os seus respectivos professores:

Aula Inaugural: Zé Dirceu e Juliane Furno

Aula 1: O que é Projeto Nacional de Desenvolvimento

Professor: Ronaldo Pagotto, advogado e integrante da Comissão Nacional do Projeto Brasil Popular

Aula 2: O projeto nacional de desenvolvimento do século XX e a “construção interrompida”

Professor: Ricardo Bielschowsky, Professor Titular do Instituto de Economia da UFRJ. Foi Diretor do escritório brasileiro da CEPAL (1991-2011).

Aula 3: A experiência de construção do socialismo com características chinesas e a economia política do Leste Asiático

Professor: Marco Fernandes, membro do Conselho Popular do BRICS, analista geopolítico do Brasil de Fato e editor da revista Wenhua Zongheng Internacional.

Aula 4: Limites e possibilidade para o projeto nacional de desenvolvimento na nova era global

Professora: Juliane Furno, professora de economia na UFF. Doutora em desenvolvimento econômico na Unicamp

Aula 5: Estado, Planejamento e capacidades estatais

Professor: Pedro Rossi,  economista e Professor do Instituto de Economia da Unicamp

Aula 6: Infraestrutura, território e integração produtiva

Professor: Roberto Garibe, atual Secretário Especial do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Aula 7: Trabalho, renda e proteção social como estratégia de desenvolvimento

Professor: Dari Krein, docente da Unicamp, pesquisa mercado e relações de trabalho

Aula 8:  Financiamento do Desenvolvimento

Professor: Elvio Gaspar engenheiro e mestre em planejamento urbano e regional pelo Ippur/UFRJ

Aula 9: Política industrial e tecnológica no século XXI: mudança produtiva, produtividade e complexidade

Professora: Verena Hitner, Diretora do Departamento de Governança e Indicadores de Ciência e Tecnologia da Secretaria-Executiva do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Aula 10: Revolução Educacional: Educação e cultura: formação e disputa de projeto nacional

Professora: Joana Salém, historiadora e doutora em história econômica pela Universidade de São Paulo.

Aula 11: Integração econômica na América Latina e no Sul Global: soberania, desenvolvimento e nova geopolítica

Professor: Pedro Barros, Técnico de planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Aula 12: Vantagens Competitivas

Professora: Camila Gramkow, doutora em Economia das Mudanças Climáticas pelo Tyndall Center for Climate Change Research e diretora interina da CEPAL no Brasil.

Aula 13: Questão agrária, desenvolvimento ambiental

Professora: Yamila Goldfarb, geógrafa, presidenta da Associação Brasileira de Reforma Agrária (ABRA) e professora visitante da UFABC.

Aula de encerramento: Mobilização social, coalizões e disputa cultural

Professores: José Sergio Gabrielli, coordenador do programa de governo do presidente Lula e ex-presidente da Petrobrás; e Juliane Furno, professora de economia na UFF. Doutora em desenvolvimento econômico na Unicamp

Para saber mais, consulte a página do Curso no site da Fundação Perseu Abramo: https://fpabramo.org.br/curso/caminhos-do-projeto-nacional-de-desenvolvimento/

Quartas da Copa do Brasil Feminina terá clássico carioca Fla x Flu

Os confrontos de quarta de final da Copa do Brasil Feminina já estão definidos. Entre os duelos sorteados nesta sexta-feira (24) na sede da CBF no Rio de Janeiro está o clássico carioca Flamengo x Fluminense. Outro duelo regional será entre Ferroviária e Bragantino. Os demais embates serão Internacional x Atlético-MG e Bahia x São Paulo. Leia em TVT News.

A fase de quartas é a primeira com jogos de ida e volta. As partidas estão programadas para as semanas de 5 e 19 de agosto. Se houver empate no placar agregado, a classificação será definida em cobrança de pênaltis.

Além dos duelos, também foram sorteados hoje os mandos de campo. Flamengo, Ferroviária, Internacional e Bahia serão mandantes nos jogos da volta.

A Copa do Brasil teve início em abril com 66 times. O torneio é dividido em sete fases, com premiações em cada uma delas. Os clubes que avançarem às semifinais serão contemplados com R$ 140 mil cada. Na sequência, os classificados à final levarão R$ 200 mil. A premiação para o campeão será de R$ 1,1 milhão e vice receberá R$ 550 mil.

Quartas de final Copa do Brasil Feminina*

Flamengo x Fluminense

Ferroviária x Bragantino

Internacional x Atlético-MG

Bahia x São Paulo

* Clubes à direita serão os mandantes no jogo da volta

25 de julho é o Dia da Mulher Negra Latino-americana

No dia 25 de julho, é comemorado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha, uma data para reconhecer as lutas, conquistas e a importância da mulher negra na construção da sociedade. A TVT News destaca o papel fundamental das mulheres negras na luta contra o racismo, o machismo e a desigualdade.

Saiba mais sobre sobre o dia 25 de julho ser o Dia da Mulher Negra e Latino-americana e o que pensam as mulheres negras sobre a data e as lutas por igualdade na América Latina com a TVT News.

Dia da Mulher Negra e latino-americana: grandes mulheres negras da história do Brasil

  • Tereza de Benguela: liderou um quilombo por mais de 20 anos no século XVIII e tornou-se símbolo da resistência negra contra a escravidão.
  • Lélia González: pioneira no feminismo negro brasileiro, articulou raça, gênero e classe na luta contra a opressão
  • Conceição Evaristo: escritora e intelectual que transformou a experiência das mulheres negras em literatura e pensamento crítico com a “escrevivência”.
  • Djamila Ribeiro: filósofa que ampliou o debate sobre feminismo negro e promoveu a educação antirracista em escala nacional.
  • Marielle Franco: vereadora carioca que denunciava a violência do Estado e virou símbolo internacional de luta por direitos humanos.
  • Deputada Estadual Ediane Maria: mulher negra, mãe solo de quatro filhos, trabalhadora sem-teto e bissexual, é a primeira empregada doméstica da história eleita na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Por que 25 de julho é o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha?

O Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha foi instituído em 1992 durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, realizado em Santo Domingo, na República Dominicana. O objetivo de marcar essa data é promover a visibilidade e o reconhecimento das lutas e conquistas das mulheres negras em toda a América Latina

O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha surgiu como uma resposta à necessidade de unir e fortalecer as mulheres negras contra o racismo, a discriminação e a desigualdade. Em vários países da América Latina e Caribe, além do Brasil, diversas atividades são realizadas para comemorar a data e debater temas relevantes para essa parcela da população, que ainda enfrenta inúmeros desafios tanto sociais quanto econômicos.

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No Brasil, Dia da Mulher Negra Latino-americana também é Dia de Tereza de Benguela

“O dia 25 de julho é muito importante. Eu não me via representada em lutas de outras datas conhecidas, mas que tinham, geralmente, um olhar branco. Mas, há 9 anos, todo 25 de julho, nós fazemos a Marcha das Mulheres Negras nas ruas de São Paulo, com cerca 3 a 7 mil mulheres, que participam de uma programação política, cultural e que também inclui um momento de celebração às nossas ancestrais que participaram das lutas passadas”, conta a jornalista e militante da Marcha das Mulheres Negras, Juliana Gonçalves.

25 de julho é o Dia Nacional de Tereza de Benguela

Além disso, a escolha do dia 25 de julho tem um simbolismo especial, pois coincide com o aniversário de morte de Tereza de Benguela, uma das líderes negras mais importantes na história da resistência à escravidão no Brasil. A data também é reconhecida oficialmente no Brasil como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, através da Lei nº 12.987, sancionada em 2014, reforçando o compromisso do país com a luta das mulheres negras.

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Tereza de Benguela, a escravizada que se tornou a líder quilombola e, sob sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas. Imagem: Wikimedia Commons

“O 25 de julho é uma maneira de vocalizar as vozes apagadas, silenciadas, esquecidas das milhares de mulheres negras latino-americanas que deram seu suor e sangue para erguer nações. É restaurar memórias daquelas que chegaram antes de nós nesta terra para a qual fomos trazidas à força e sofremos tantas violência e resistimos até hoje”, explica a pesquisadora da História da África, Carolina Morais


As lutas das mulheres negras trabalhadoras na América Latina

As mulheres negras trabalhadoras na América Latina enfrentam muitas formas de opressão, resultantes do racismo, do machismo e da desigualdade social promovida por séculos O Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha é um momento para reconhecer e valorizar essas lutas, destacando o papel das mulheres na construção de sociedades mais equitativas.

No mundo do trabalho, as mulheres negras ainda encontram grandes barreiras. O machismo e o racismo estruturais se revelam na disparidade salarial que afetam muitas trabalhadoras, que, ou ocupam posições subalternas, ou recebem salários menores do que seus colegas brancos.  Além disso, as mulheres negras são frequentemente alvo de discriminação e violência, tanto física quanto simbólica.

A jovem negra Iracema Almeida Kemillyn de Faria é um exemplo de luta cotidiana. Aos 25 anos e mãe de um filho de 4 anos, Iracema não conseguiu concluir o ensino médio, está desempregada e na busca diária por renda, diz que tem de “continuar a ser guerreira, como são as mulheres negras”. Moradora do bairro do Bixiga, região central de São Paulo, não tem geladeira em casa e vive um dia por vez. “Como não tenho como estocar comida, quando consigo um ovo, já frito na hora”, relata Iracema.

Movimentos e organizações de mulheres negras em toda a América Latina têm se mobilizado para combater essas injustiças, promovendo campanhas de conscientização e lutando por políticas públicas que garantam direitos a todas e todos.

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As principais lutas do Dia da Mulher Negra incluem a busca por igualdade no mercado de trabalho, o combate à discriminação e violência, e a promoção de políticas públicas que garantam os direitos das mulheres negras Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A fundadora do Coletivo Samba Quilomba, organização que debate sobre racismo, machismo, homofobia e questões ligadas ao gênero e preconceito nas escolas de samba, Lyllian Bragança, afirma que o que a fortalece é saber que “a cada palavra que desmistificamos e que trazemos luz para debates importantes sobre nossos corpos, conseguimos fazer com que a juventude das meninas negras que acessam hoje as universidades tenham mais fórmulas para processar pensamentos críticos”, conta Lyllian.

O Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha também é uma oportunidade para relembrar as conquistas e a resistência. Em meio às adversidades, as mulheres têm conseguido avanços significativos em diversas áreas, incluindo educação, cultura e política e empreendedorismo.

Essas vitórias são fruto de lutas contínuas e organizadas, que merecem ser reconhecidas e apoiadas por toda a sociedade. “Ser mulher negra no Brasil para mim, hoje, é ter a possibilidade de apontar caminhos reais para a formação de uma outra sociedade menos desigual, menos predatória, menos exploratória. É falar a partir de uma potência de transformação para todas e tods”, aponta Juliana Gonçalves.

Dia da Mulher Negra: por que o 25 de julho ainda não é tão conhecido?

Apesar de ter iniciado em 1992, foi só no governo da ex-presidenta Dilma Rousseff, em 2014, que o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha foi oficializado como celebração aqui no Brasil. No entanto, ainda não é tão conhecido e difundido.

Para a historiadora e especialista em Relações Étnico-Raciais, Mônica Farias, isso pode ser explicado pela junção da ausência da cobertura dos meios de comunicação e falta de políticas públicas, incluindo o sistema educacional. “As narrações históricas predominantes muitas vezes invisibilizam as contribuições das mulheres negras, como por exemplo, contar a história de quem foi Teresa de Benguela”, explica a historiadora.

A pesquisadora Carolina Morais entende que ainda há muito trabalho para estabelecer diálogo com as pessoas que não estão diretamente envolvidas com a temática racial. “Esse é um caminho irremediável que todos nós, negros e brancos, precisamos atravessar juntos. Não basta as mulheres negras falarem, gritarem sua história, é preciso que elas sejam ouvidas e acolhidas por todas e todos”, convida Carolina.

Para ler sobre o Dia da Mulher Negra Latino-americana e  Caribenha

Há muitas obras que retratam a luta das mulheres negras contra o racismo e o machismo. A reportagem da TNT destaca duas leituras: um romance e uma coletânea de artigos.


Um defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves (Record). Já considerado pela crítica e pelo público um dos principais livros da literatura brasileira, Um defeito de cor conta a história de Kehinde, desde o sequestro na África até os horrores da escravidão no Brasil. O romance  tem tantos detalhes que você sente o cheiro nauseabundo do navio negreiro e não consegue conter as lágrimas com os crimes que foram cometidos contra os escravizados. O livro inspirou o samba enredo da escola de samba Portela, em 2024.

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A eleição começou às 16h e contou com urnas eletrônicas cedidas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio. Ana Maria Gonçalves recebeu 30 dos 31 votos possíveis. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Por um feminismo afro latino americano, de Lélia Gonzalez (Zahar). Coletânea de artigos escritos por uma das mais importantes intelectuais negras brasileiras, que cunhou o termo feminismo afro-latino-americano. A leitura é fundamental para entender como o machismo e o racismo são estruturais nas sociedades latino-americanas, ainda profundamente marcadas pelas consequências do colonialismo.

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A brasileira Lélia Gonzalez | Crédito: Acervo Família Lélia Gonzalez

FAQ – Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha

O que é o Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha?
O Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho, foi instituído em 1992 para promover a visibilidade e o reconhecimento das lutas das mulheres negras contra o racismo e a desigualdade.
Por que o 25 de julho foi escolhido para ser o dia da mulher negra?
O 25 de julho foi escolhido durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas. No Brasil,  também marca o aniversário de morte de Tereza de Benguela, uma líder negra histórica.
Quais são as principais lutas das mulheres negras na América Latina?
As principais lutas incluem a busca por igualdade no mercado de trabalho, o combate à discriminação e violência, e a promoção de políticas públicas que garantam os direitos das mulheres negras.
Como posso me engajar na luta pela igualdade étnica?
Existem diversas maneiras de se engajar na luta pela igualdade étnica e racial. Você pode começar aprendendo mais sobre o racismo estrutural e o machismo, apoiando organizações que defendem os direitos das mulheres negras e participando de ações e eventos que promovem a igualdade racial.

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