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Da Redação
Wagner Moura apresenta episódio de Revelando sobre interesses dos EUA no Brasil e terras raras
O ator Wagner Moura apresenta o sexto episódio da série de reportagens Revelando, intitulado Pátria Submissa, que aborda os interesses dos Estados Unidos nas eleições brasileiras e nas reservas de terras raras do país. Leia em TVT News.
Disponível no YouTube desde as 9h desta sexta-feira (16), o episódio traz uma entrevista exclusiva com o general Santos Cruz, ex-ministro do governo Jair Bolsonaro, sobre as relações da família Bolsonaro com o grupo político do presidente norte-americano Donald Trump.
A reportagem discute os interesses econômicos e políticos que envolvem o Brasil no cenário internacional, com destaque para a disputa entre Estados Unidos e China por minerais estratégicos. A produção também questiona quais podem ser as consequências para a soberania brasileira caso a família Bolsonaro volte ao poder em 2027.
Na apresentação, Wagner Moura descreve o tema como uma articulação para explorar os recursos nacionais, envolvendo interesses estrangeiros e agentes políticos brasileiros. O ator destaca que a investigação reúne relatos e análises sobre o papel de setores da política nacional nas relações com o governo dos Estados Unidos.
General Santos Cruz fala sobre relações da família Bolsonaro com Trump
Um dos principais destaques do episódio é a entrevista com o general Santos Cruz, concedida em Brasília ao jornalista Bruno Torturra, um dos editores de Revelando. O militar, que ocupou o cargo de ministro no governo Jair Bolsonaro, aborda as relações entre a família do ex-presidente brasileiro e o grupo político de Donald Trump.
Na entrevista, Santos Cruz detalha o que considera um complô contra os interesses nacionais e aponta possíveis consequências de uma eventual volta da família Bolsonaro ao poder. A discussão envolve a influência dos Estados Unidos sobre governos latino-americanos e os interesses econômicos que podem estar associados a acordos envolvendo recursos naturais.
A íntegra da entrevista com o general também será disponibilizada no YouTube, permitindo que o público acompanhe o conteúdo completo da conversa.
O episódio coloca em debate a relação entre política externa, interesses econômicos e autonomia nacional. Ao abordar as conexões entre lideranças brasileiras e norte-americanas, a produção procura chamar a atenção para as implicações dessas alianças para o controle dos recursos estratégicos do Brasil.
Disputa por terras raras coloca Brasil no centro dos interesses dos EUA
Outro eixo da reportagem é a disputa por terras raras, grupo de minerais utilizados em diferentes setores tecnológicos e industriais. A produção destaca a dependência dos Estados Unidos em relação à China no fornecimento desses materiais e apresenta o Brasil como um possível fornecedor alternativo.
Wagner Moura afirma que sete de cada dez quilos de terras raras importados pelos Estados Unidos vêm da China. Diante da rivalidade entre as duas potências, o acesso a fontes alternativas desses minerais ganha importância econômica e geopolítica.
O ator argumenta que o interesse norte-americano não se limita à compra de matérias-primas, mas também envolve o controle sobre os recursos de outros países. A reportagem relaciona essa disputa às pressões políticas e econômicas que podem influenciar decisões de governos e acordos internacionais.
O debate ganha relevância diante das reservas minerais brasileiras e das possíveis consequências de negociações que envolvam esses recursos. A questão central apresentada pela produção é como preservar a capacidade do Brasil de decidir sobre a exploração de suas riquezas e sobre os parceiros com os quais pretende estabelecer relações comerciais.
Revelando ultrapassa 144 milhões de visualizações
O novo episódio integra uma série documental que vem alcançando grande audiência nas plataformas digitais. De acordo com os dados divulgados pela produção, os cinco episódios lançados anteriormente ultrapassaram, juntos, 144 milhões de visualizações nas redes sociais e em outras plataformas digitais.
Os episódios completos somam 25 milhões de visualizações nos canais oficiais, sem contabilizar os cortes publicados separadamente. O programa também chegou às primeiras posições do YouTube em diferentes ocasiões, enquanto seu perfil no Instagram ultrapassou a marca de 2 milhões de seguidores.
Entre as produções anteriores está A Guerra à Santa, apresentado pela cantora Juliette e publicado em 12 de outubro, Dia de Nossa Senhora Aparecida. O episódio superou 40 milhões de visualizações nas redes digitais.
Em setembro, Grandes Igrejas, Master Negócios, apresentado pelo ator e roteirista Fábio Porchat, repercutiu no noticiário nacional e ultrapassou 14 milhões de visualizações no YouTube em sua versão completa. A produção também enfrentou a retirada temporária de seu perfil no Instagram, posteriormente restabelecido após mobilização pública.
Já o episódio Quem Quer Roubar Sua Praia?, com a atriz Luana Piovani, abordou propostas relacionadas à privatização de praias brasileiras. Em outra reportagem, O julgamento que nunca aconteceu, apresentada pela atriz Camila Pitanga, trouxe uma entrevista inédita com a mãe de Ana Clara, menina de cinco anos assassinada por um policial que teve o senador Flávio Bolsonaro como advogado de defesa.
A série estreou com uma reportagem sobre eugenia no Brasil, apresentada pela atriz Samara Felippo. O episódio tratou da esterilização de mulheres sem consentimento e de seus impactos sociais e políticos.
Revelando é uma iniciativa da equipe do podcast Calma Urgente, com apoio do ICL, Mídia Ninja, 342 Artes e Intercept Brasil.
Onde assistir a Pátria Submissa
O sexto episódio de Revelando, apresentado por Wagner Moura, está disponível no YouTube. A produção reúne a entrevista com o general Santos Cruz e uma discussão sobre os interesses dos Estados Unidos no Brasil, a disputa internacional por terras raras e os possíveis efeitos dessas relações para a soberania nacional.
Assista ao episódio: Pátria Submissa — Revelando, no YouTube
Investigado por fraudes no INSS bancou voos de Flávio Bolsonaro na Europa
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, viajou de jatinho pela Europa em 2025 com despesas contratadas por meio da Cathedral, empresa ligada ao advogado Willer Tomaz, investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeita de envolvimento na movimentação de recursos associados a fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Leia em TVT News.
Documentos da Polícia Federal apontam ao menos três trechos de voos executivos entre Portugal e França envolvendo Flávio e Willer.
>> Quem é Willer Tomaz e por que ele preocupa Flávio Bolsonaro
Viagens pela Europa foram realizadas em 2025
De acordo com os documentos, Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz viajaram de Lisboa, em Portugal, para Nice, no sul da França, em 11 de abril de 2025. O deslocamento foi contratado com a NetJets, empresa especializada em aviação executiva.
Em 23 de maio daquele ano, os dois voltaram a viajar juntos, desta vez acompanhados de familiares. O grupo embarcou em Cascais, nos arredores de Lisboa, com destino a Nice. Posteriormente, realizou outro trecho até Paris.
Os registros encontrados pela PF no computador do advogado incluem documentos relacionados às contratações feitas pela Cathedral Holdings S.A., empresa registrada na Ilha da Madeira, em Portugal.
Em nota, a defesa de Willer afirmou que os passeios foram custeados pessoalmente pelo advogado, e não pela empresa. Segundo o comunicado, as viagens ocorreram durante momentos de lazer entre amigos e familiares, sem contrapartida de qualquer natureza.
Flávio Bolsonaro confirmou que mantém uma relação de amizade com Willer Tomaz. O senador negou irregularidades e afirmou que associar o vínculo pessoal a suspeitas de práticas ilegais não tem fundamento.


Quem é Willer Tomaz e qual sua ligação com as apostas
Willer Tomaz é advogado e aparece nas investigações da Polícia Federal sobre a movimentação de recursos associados a descontos irregulares em benefícios previdenciários. A apuração busca esclarecer a atuação de pessoas e empresas suspeitas de participar da circulação de valores relacionados às fraudes contra aposentados e pensionistas.
Além da atividade na advocacia, Tomaz está ligado ao setor de apostas on-line. Ele é sócio da Cathedral, empresa que detém a totalidade das ações da Rede Loto, negócio que opera com a marca BestBet. A empresa também tem ligação societária com o empresário Jorge Barbosa Dias.
>> Flávio Bolsonaro era usuário master de conta ligada a jatinho usado por Vorcaro
A Rede Loto recebeu autorização da Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) para operar em maio de 2023, tornando-se a primeira empresa de apostas a obter licença da autarquia fluminense.
A Cathedral foi constituída em Portugal em janeiro de 2023, com participação de brasileiros entre seus acionistas. Entre eles estão Willer Tomaz, sua esposa, sua irmã, Jorge Barbosa Dias e outro parente do empresário.
A defesa de Tomaz contesta a associação de seu nome a atividades ilícitas e afirma que a empresa de apostas não tem participação de pessoas investigadas por jogo ilegal. Sobre Jorge Barbosa Dias, as informações fornecidas apontam que ele respondeu a um processo por jogo ilegal e lavagem de dinheiro, mas foi absolvido em 2023.


Relação com Flávio Bolsonaro envolve também o setor de apostas
A relação entre Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro se tornou de relevância pública quando informações sobre a atuação da Rede Loto e o processo de autorização da empresa no Rio de Janeiro passaram a circular.
A licença foi concedida pela Loterj em maio de 2023, durante o governo estadual de Cláudio Castro. A indicação de Hazenclever Cançado, então presidente da autarquia responsável pela autorização, teria sido feita por Flávio Bolsonaro, conforme relatos de pessoas familiarizadas com os procedimentos da Loterj.
Cançado não comentou o assunto quando procurado, segundo a reportagem. A Loterj, por sua vez, declarou que a Rede Loto apresentou os documentos exigidos pelo edital e que nenhum dos integrantes apresentados tinha impedimento legal para obter a autorização.
As informações disponíveis não demonstram que Flávio tenha participado das decisões empresariais da Rede Loto nem que tenha interferido irregularmente no processo de licenciamento. O senador afirma que sua relação com Willer é exclusivamente pessoal.
A defesa do advogado também sustenta que as viagens foram passeios particulares entre amigos, sem contrapartida. Até o momento, os dados apresentados sobre os deslocamentos não comprovam relação entre os voos, as suspeitas de fraudes previdenciárias e eventuais irregularidades na concessão da licença de apostas.
Ao vivo: Congresso promulga PEC do fim da escala 6×1
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), promulga nesta sexta (16) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221), que acaba com a escala 6×1 no Brasil. Saiba mais com a TVT News.
Ao vivo: Congresso promulga fim da escala 6×1
Assista à Sessão Solene que promulga o fim da escala 6×1:
O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, realiza sessão solene do Congresso Nacional destinada à promulgação de duas emendas constitucionais: a EC 221/2019, que extingue a escala de trabalho 6×1, e a EC 14/2021, que prevê aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias.
A cerimônia marca a conclusão da tramitação das duas propostas no Congresso Nacional e, no caso do fim da escala 6×1, marca o início do prazo de 60 dias para que os trabalhadores possam ter dois dias de descanso.
Sessão solene do Congresso marca o fim à escala 6×1 no Brasil
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou a realização de sessão solene do Congresso nesta sexta-feira (16), às 9h, para promulgar duas emendas à Constituição: Uma delas é a que trata do fim da escala de trabalho 6×1, prevista na PEC 221/2019, aprovada no Senado na quarta (14). A outra é a PEC 14/2021, que prevê aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde.
O presidente Lula estará presente na sessão solene que vai promulgar o fim da escala 6×1 e reduzir a jornada de trabalho.

Na mesma sessão solene desta sexta, o parlamentar, que é também presidente do Congresso Nacional, escreveu que vai assinar também a PEC 14, que prevê aposentadoria especial aos agentes comunitários de saúde e aos agentes de combate às endemias.

“Solicito a todos que compareçam para que possamos celebrar a aprovação dessas emendas de grande importância para o povo brasileiro”, escreveu o parlamentar em documento para os senadores.

Prazos para começar o fim da escala 6×1
O plenário do Senado aprovou PEC que colocou fim à escala 6×1 na noite da última quarta-feira (14) com 75 votos a favor e apenas um contrário, em ambos os turnos.
Pelo texto aprovado no Senado, 60 dias após a promulgação da emenda constitucional as empresas deverão adotar a escala 5×2 e reduzir a jornada máxima para 42 horas semanais de trabalho. Depois de mais 12 meses, a jornada será reduzida para 40 horas semanais.

O texto aprovado prevê descanso remunerado obrigatório de dois dias por semana, em jornada máxima de 5×2, sem redução salarial, e também reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição total de 14 meses.
Agentes de saúde
Também prevista para promulgação na sexta, a PEC 14/21 cria regras específicas para aposentadoria diferenciada aos agentes comunitários de saúde (ACS) e aos agentes de combate às endemias (ACE).
A legislação cria requisitos diferenciados de aposentadoria para os profissionais no Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) e no Regime Geral de Previdência Social (RGPS), com idade mínima de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens, condicionada a 25 anos de contribuição e de efetivo exercício na atividade.
Fonte: Agência Senado
O que é a escala 6×1?
É um modelo de organização do trabalho em que o empregado trabalha por seis dias consecutivos e tem direito a um dia de descanso. A escala é comum em setores como comércio, serviços, alimentação e hotelaria.
O que muda com a aprovação da PEC?
A proposta prevê dois dias de descanso remunerado por semana, preferencialmente aos domingos, e a redução da jornada semanal máxima. A mudança estabelece uma jornada de até 40 horas semanais, sem redução salarial.
Quando o fim da escala 6×1 começa a valer?
As novas regras não passam a valer imediatamente após a votação. O texto prevê uma transição em duas etapas, contadas a partir da promulgação da PEC pelo Congresso Nacional.
- Após 60 dias da promulgação: a jornada máxima passa a ser de 42 horas semanais, com dois dias de descanso.
- Após mais 12 meses: o limite semanal cai para 40 horas, mantendo os dois dias de descanso.
O salário poderá ser reduzido com a diminuição da jornada?
Não. A proposta determina que a redução da jornada não poderá resultar em diminuição salarial. O objetivo é ampliar o tempo de descanso sem reduzir a remuneração dos trabalhadores.

Como ficará a escala de trabalho?
A regra prevê dois dias de descanso remunerado por semana, em substituição ao modelo de seis dias de trabalho para um de folga. A organização dos dias de descanso poderá variar conforme a atividade profissional, respeitando as regras previstas no texto aprovado.
Quantos trabalhadores podem ser beneficiados?
Estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que cerca de 26,8 milhões de trabalhadores formais e informais que cumprem jornadas superiores a 40 horas semanais podem ser beneficiados pela redução.
O que muda na vida dos trabalhadores?
A redução da jornada e a ampliação do descanso podem garantir mais tempo para convivência familiar, lazer, estudos e cuidados pessoais. A medida também integra o debate sobre saúde e qualidade de vida no trabalho, especialmente entre profissionais submetidos a jornadas extensas e poucos dias de folga.
O que as empresas precisarão fazer?
As empresas terão de adaptar escalas, horários, equipes e distribuição das jornadas para cumprir os novos limites. O período de transição foi previsto para permitir essa reorganização.
Entidades empresariais manifestaram preocupação com os possíveis impactos econômicos da mudança, enquanto defensores da proposta argumentam que a redução da jornada pode melhorar as condições de trabalho e a qualidade de vida dos empregados.
Lula anuncia PEC para tarifa zero no transporte público
O presidente Lula anunciou, na quinta-feira (15), que vai enviar ao Congresso Nacional uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para garantir transporte público gratuito aos fins de semana em todo o país. Entenda a proposta de tarifa zero com a TVT News.
A iniciativa foi apresentada após a aprovação, pelo Senado, da proposta de fim da escala 6×1 e busca ampliar as possibilidades de lazer e convivência familiar dos trabalhadores.
“O trabalhador e a trabalhadora merecem mais do que tempo para descansar. Merecem tempo para passear, levar os filhos ao parque, visitar os amigos, conhecer a cidade e aproveitar a vida ao lado de quem amam. Menos tempo trabalhando, mais tempo vivendo com a família”, afirmou Lula nas redes sociais.
Ao anunciar a proposta, o presidente defendeu o passe livre aos sábados e domingos como forma de permitir que os brasileiros aproveitem os dias de descanso sem que o custo das passagens seja obstáculo. Lula indicou que pretende viabilizar a medida a partir de parceria com deputados e senadores, a partir dos recursos de emendas parlamentares.
A proposta foi apresentada pelo presidente no contexto da discussão sobre a redução da jornada de trabalho. Ao relacionar o passe livre ao fim da escala 6×1, Lula argumentou que ampliar o tempo disponível para os trabalhadores deve significar também mais oportunidades de lazer e convivência.
“O povo vai ficar feliz, os deputados estão dando utilidade às suas emendas e a gente vai garantir que valeu a pena o fim da escala 6×1”, afirmou.
Tarifa Zero pode injetar R$ 60 bilhões na economia e ser o novo Bolsa Família, diz estudo da UnB
Um estudo desenvolvido no Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (IPOL/UnB) aponta que a implementação da Tarifa Zero no transporte público das 27 capitais brasileiras e suas regiões metropolitanas tem o potencial de injetar R$ 60 bilhões anuais na economia nacional.
Tarifa Zero: mais que mobilidade é política de distribuição de renda, diz UnB
O texto é o terceiro material produzido a partir da pesquisa “Tarifa Zero e suas possibilidades de expansão no Brasil”, conduzida pelo Grupo de Pesquisa Geopolítica e Urbanização Periférica (GeoUrb) e pelo Núcleo Brasília do Observatório das Metrópoles, ambos vinculados ao IPOL/UnB.

A análise demonstra que a gratuidade no transporte, conhecida como Tarifa Zero, não é apenas uma questão de mobilidade, mas uma poderosa política de distribuição de renda.
O estudo estima que este potencial bruto de R$ 60 bilhões representa o montante que deixaria de ser retido nas catracas para ser destinado ao consumo de bens básicos e serviços pelas famílias. Desse total, cerca de R$ 14,7 bilhões já circulam devido às gratuidades vigentes (como idosos e estudantes), o que resultaria em uma injeção líquida de R$ 45,6 bilhões em “dinheiro novo” na economia.
Para os pesquisadores, o impacto social da medida é comparável ao do Programa Bolsa Família no início do século XXI. “Ao converter o gasto compulsório com passagens em renda disponível, o Estado promove justiça social, combate a segregação racial e espacial e dinamiza o mercado interno”, afirma o documento.
A implementação da Tarifa Zero garante que a mobilidade urbana passe a ser tratada como um direito social efetivo e um motor de desenvolvimento inclusivo para as metrópoles brasileiras. O projeto, financiado pela Frente Parlamentar em Defesa da Tarifa Zero no Congresso Nacional, conta ainda com o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo.
Lula na Globo: “Não vou cortar dinheiro dos pobres”
Empreender no Brasil precisa ser cada vez mais uma oportunidade de prosperar, e não uma luta permanente contra as dívidas. Esse foi um dos temas centrais da entrevista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à TV Globo, na quinta-feira (15/10), marcada por propostas de apoio aos microempreendedores individuais (MEIs), combate ao endividamento das famílias e defesa dos programas sociais.
Na conversa com a jornalista Renata Lo Prete, o candidato à reeleição referoçou que o equilíbrio das contas públicas não pode ser alcançado às custas dos mais pobres.
Confira os principais trechos da entrevista de Lula na Globo
PROSPERA MEI – Entre as iniciativas de apoio aos pequenos negócios, Lula ressaltou a proposta de perdão de aproximadamente R$ 12,7 bilhões em dívidas de mais de 3 milhões de MEIs com a União, medida aprovada pelo Senado nesta quinta (15/10), com 78 votos favoráveis a zero, e que agora segue para sanção presidencial. O projeto também eleva o teto de faturamento anual dos microempreendedores para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, além de permitir a contratação de até dois empregados.

Durante a entrevista, o presidente destacou ainda a previsão de um aval de R$ 5 mil para estimular a retomada das atividades. “Eu sugeri que a gente estudasse a possibilidade de anistiar essa dívida das pessoas para as pessoas começarem uma vida nova”, explicou.
Lula também ressaltou a importância do microcrédito para a geração de renda e de oportunidades. “É por isso que eu aposto muito na microeconomia, no microcrédito, no MEI, no pequeno empreendedor”, afirmou.
SEM TESOURAÇO – Questionado sobre a necessidade de reduzir despesas públicas para controlar a dívida, Lula rejeitou a possibilidade de transferir aos mais pobres e aos programas sociais o custo do ajuste fiscal. “Toda vez que alguém quer resolver o problema fiscal, o povo pobre paga a conta. Toda vez o povo pobre. E eu não quero que o povo pobre pague”, declarou.
Embora tenha reconhecido a importância do controle das contas públicas, o presidente ressaltou que a responsabilidade fiscal não pode comprometer direitos sociais. Também defendeu investimentos produtivos, como ferrovias, portos e hidrelétricas, capazes de ampliar a infraestrutura e gerar resultados para o país. Lula lembrou que em seus primeiros mandatos, o Brasil passou da 12ª para a 7ª maior economia mundial, acumulou reservas internacionais e quitou a dívida de US$ 30 bilhões com o próprio Fundo. A nova projeção aponta para a recuperação de posições no ranking internacional.
DÍVIDAS – Outro tema da sabatina foi a situação dos 84 milhões de brasileiros negativados. Lula detalhou a nova etapa do Desenrola, que prevê a negociação de débitos antigos por meio de leilões em que a União, o próprio governo, compra a dívida, com expectativa de descontos superiores a 90%.
A proposta em tramitação no Congresso poderá alcançar um estoque de aproximadamente R$ 150 bilhões em dívidas, permitindo que famílias regularizem suas pendências e voltem a ter acesso ao crédito. O presidente lembrou que as etapas anteriores do programa já atenderam milhões de pessoas, mas reconheceu a necessidade de ampliar as soluções para o endividamento.
PROTEÇÃO SOCIAL – O presidente também citou a importância da recomposição das perdas inflacionárias do Bolsa Família. Recordou que, no início do mandato, foi necessária a aprovação da PEC da Transição para garantir recursos ao programa, à saúde e à educação. Também citou a redução do déficit primário em relação ao cenário herdado e a apresentação de uma proposta orçamentária com previsão de superávit.
Ao encerrar a entrevista, Lula reconheceu que sempre haverá desafios, especialmente na saúde e na recuperação dos serviços públicos, mas enfatizou que o Brasil está no caminho certo. Para o presidente o país pode avançar com responsabilidade fiscal sem deixar ninguém para trás, garantindo que o desenvolvimento se traduza em mais oportunidades, direitos e uma vida melhor para o povo brasileiro
Lula na Globo destaca investimentos para reduzir filas do SUS
Durante entrevista à TV Globo, nesta quinta-feira (15/10), conduzida pela jornalista Renata Lo Prete, Lula reconheceu que as filas ainda representam um dos maiores desafios da saúde pública brasileira, mas destacou os investimentos realizados pelo governo para ampliar o atendimento e garantir que a população tenha acesso mais rápido a médicos, diagnósticos e tratamentos.

Questionado sobre a demora para consultas especializadas, exames e cirurgias eletivas, o presidente afirmou que o governo já colocou em prática medidas para enfrentar o problema, com reforço das equipes médicas, ampliação da rede de atendimento e parcerias com hospitais privados e filantrópicos.
“Nós não só temos plano, como estamos colocando em prática”, afirmou Lula, ao lembrar que encontrou a estrutura de saúde desmantelada pela gestão de Jair Bolsonaro quando reassumiu a Presidência, em 2023.
Entre os avanços apresentados, o presidente destacou a contratação de 16 mil médicos, elevando para cerca de 28 mil o número de profissionais no Mais Médicos. Lula também ressaltou a ampliação da formação e da oferta de especialistas, para que pacientes atendidos na atenção básica possam ter acesso às consultas e aos procedimentos de que necessitam.
EXAMES – Uma das principais iniciativas anunciadas por Lula é a expansão do atendimento itinerante. Segundo o presidente, até o fim deste ano, 150 carretas estarão percorrendo o país para oferecer exames e ampliar o diagnóstico precoce de doenças, especialmente entre as mulheres. A estrutura móvel deverá reforçar a prevenção e a identificação de câncer de mama e do colo do útero, além de disponibilizar outros procedimentos, incluindo exames de imagem.
Lula também destacou os investimentos no tratamento do câncer e a necessidade de fortalecer a capacidade de diagnóstico e atendimento da rede pública. Para ele, os resultados dessas mudanças exigem continuidade, planejamento e investimentos permanentes. “É uma revolução que está acontecendo”, afirmou o presidente, ao destacar a dimensão das medidas em andamento.
CIRURGIAS – Outro ponto da entrevista foi a ampliação das cirurgias eletivas. Lula destacou os acordos firmados com hospitais particulares, que podem compensar dívidas com a União por meio da prestação de serviços ao SUS, além das parcerias com santas casas. Segundo os números apresentados pelo presidente, foram realizadas 15 milhões de cirurgias eletivas em 2025, com expectativa de alcançar 16 milhões em 2026.

Apesar dos avanços, Lula reconheceu que o tempo de espera ainda precisa diminuir. Ainda falta muito, porque a fila é muito tempo, a pessoa esperava dois anos, três anos. Agora, o que eu posso te dizer é que nós estamos andando”, afirmou.
RECONSTRUÇÃO – Ao avaliar os desafios encontrados no início do mandato, Lula citou a necessidade de recuperar políticas públicas como o Brasil Sorridente e o Farmácia Popular (passou a ter os 41 itens oferecidos de forma 100% gratuita), além de retomar obras paralisadas na área da saúde.
Nas considerações finais, o presidente lembrou que o governo encontrou cerca de 6 mil obras paradas em diferentes áreas, incluindo creches, escolas, hospitais e unidades de atendimento médico, o que exigiu tempo e investimentos para reconstruir a capacidade de prestação de serviços públicos. “Não é fácil você fazer as coisas acontecerem em um país que estava destruído como o nosso. E eu acho que nós fizemos milagre nesse país, na área da educação, na área da saúde”, reconheceu.
Para Lula, o desafio agora é acelerar os resultados das políticas já iniciadas, ampliar a estrutura do SUS e fazer com que os investimentos cheguem à vida cotidiana dos brasileiros. O objetivo é que o acesso à saúde não dependa de uma longa espera e que consultas, exames e tratamentos estejam disponíveis quando a população mais precisa.
Pesquisa para presidente: Lula e Flávio empatam com 50% dos votos válidos
A nova pesquisa para presidente PoderData/Aya, divulgada nesta sexta-feira (16.out.2026), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) empatados, com 50% dos votos válidos cada um, a nove dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro. Confira números da pesquisa PoderData/Aya com a TVT News.
Nos votos totais, os dois também aparecem iguais, com 47%. O levantamento foi feito de 13 a 15 de outubro, com 3.000 entrevistas, e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04258/2026.
A diferença entre os candidatos era de 6 pontos percentuais no estudo divulgado em 8 de outubro, logo após o primeiro turno, e de 2 pontos na rodada de três dias atrás. Agora, a distância é zero.
Pesquisa para presidente: os principais números do PoderData/Aya
- Intenção de voto no 2º turno (votos totais): Lula, 47%; Flávio Bolsonaro, 47%; branco/nulo, 4%; não sabe, 2%.
- Intenção de voto no 2º turno (votos válidos): Lula, 50%; Flávio Bolsonaro, 50%.
- Potencial de voto de Lula: 44% afirmam que só votariam nele; 7% poderiam votar; 46% não votariam de jeito nenhum; 3% não sabem.
- Potencial de voto de Flávio Bolsonaro: 43% afirmam que só votariam nele; 7% poderiam votar; 45% não votariam de jeito nenhum; 5% não sabem.
- Avaliação do governo: 49% desaprovam e 46% aprovam a administração de Lula; 5% não souberam responder.
- Aprovação do presidente Lula: 46% aprovam e 47% desaprovam o desempenho pessoal do petista; 7% não souberam responder.
- Metodologia: entrevistas por telefone (fixo e celular), de 13 a 15 de outubro de 2026, com 3.000 eleitores de 644 municípios das 27 unidades da Federação, margem de erro de 1,8 ponto percentual e registro BR-04258/2026 no TSE.
Intenção de voto no 2º turno: Lula e Flávio têm 47% cada
Quando se consideram todos os entrevistados, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem com 47% das intenções de voto no segundo turno. Votariam em branco ou anulariam 4%, e 2% não sabem em quem votar. Com margem de erro de 1,8 ponto percentual, o resultado é de empate.

Votos válidos na pequisa PoderData: Lula e Flávio Bolsonaro têm 50% cada
Quando são considerados apenas os votos válidos — critério utilizado pela Justiça Eleitoral para definir o resultado das eleições —, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem com 50% cada. A diferença é zero, configurando empate técnico. Na série de votos válidos, os dois candidatos alternam liderança dentro da margem de erro desde o início do mês. A distância entre eles era de 6 pontos percentuais logo após o primeiro turno e caiu para zero na rodada atual.

Perfil dos eleitores: quem vota em Flávio Bolsonaro e Lula
- Sexo: Lula tem 55% de preferência entre as mulheres, contra 39% de Flávio. Entre os homens, Flávio lidera com 56%, e Lula tem 39%.
- Idade: Lula tem vantagem entre jovens de 16 a 24 anos (50%) e pessoas com 60 anos ou mais (51%). Flávio se destaca entre eleitores de 45 a 59 anos (51%) e 25 a 44 anos (49%).

- Religião: O candidato do PL tem 62% entre os evangélicos. O petista marca 52% entre os católicos, 56% entre quem não tem religião, 66% na umbanda/candomblé e 55% entre os espíritas.
- Região: Flávio vai melhor no Sul (57%), Centro-Oeste (54%) e Norte (51%). Lula lidera com ampla folga no Nordeste (59%) e tem 44% no Sudeste, região em que Flávio alcança 48%.
- Renda: Lula vence na faixa de até 2 salários mínimos (52% a 40%). Flávio lidera nas faixas de 2 a 5 salários (53% a 42%) e na parcela superior a 5 salários mínimos (53% a 44%).

Transferência de voto: para onde vão os eleitores da direita que ficaram fora do 2º turno
A pesquisa para presidente também mediu a transferência de votos dos candidatos que não foram ao segundo turno.
Entre os eleitores de candidatos da direita eliminados no primeiro turno, Flávio leva vantagem, mas não de forma folgada:
- Eleitores de Augusto Cury: 47% vão com Flávio, 36% com Lula, 13% votariam em branco ou nulo e 5% não sabem.
- Eleitores de Renan Santos: 46% vão com Flávio, 24% com Lula e 24% votariam em branco ou nulo.
- Eleitores de Ronaldo Caiado: 50% vão com Flávio, 30% com Lula, 10% votariam em branco ou nulo e 10% não sabem.

Como foi feita a pesquisa PoderData/Aya
O levantamento foi realizado pelo PoderData, divisão de pesquisas do jornal digital Poder360, com recursos próprios e parceria de divulgação com o Aya Bancah.
As entrevistas aconteceram de 13 a 15 de outubro de 2026, por telefone, em ligações para celulares e linhas fixas, no sistema de Unidade de Resposta Audível (URA): o entrevistado ouve as perguntas gravadas e responde pelo teclado do aparelho.
Foram 3.000 entrevistas em 644 municípios das 27 unidades da Federação, com eleitores de 16 anos ou mais. A margem de erro estimada é de 1,8 ponto percentual, com intervalo de confiança de 95%.
A seleção dos entrevistados é aleatória, feita pelo discador, e os dados receberam ponderação para compensar desproporções de sexo, idade, escolaridade, renda, resultado do primeiro turno e região. Como a metodologia depende da cobertura da lista telefônica, a margem de erro é uma estimativa aproximada. Nos recortes por grupo, a margem é maior.
A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-04258/2026. Os dados de registro podem ser consultados no sistema de divulgação de pesquisas eleitorais da Justiça Eleitoral: https://pesqele-divulgacao.tse.jus.br. Os resultados foram arredondados, de modo que a soma de algumas questões pode diferir de 100%.

Lula na Globo: “Não vou cortar dinheiro dos pobres”
Em entrevista na Globo, presidente destaca medidas para os MEIs, combate ao endividamento e proteção social

Quando a narrativa toma o lugar do debate: a irresponsabilidade do marketing político
O marketing político não pode ser só a fábrica de indignação

Vorcaro editava textos do Metrópoles antes de irem ao ar
Polícia Federal encontra mensagens em que Daniel Vorcaro edita reportagens e sugere pautas ao portal Metrópoles

Trabalhadores realizam ato na Refinaria de Capuava em defesa da liberdade sindical
Mobilização da refinaria acontece nesta sexta-feira (16), às 6h30, na Portaria 3 da Recap, em Mauá (SP)

FUP denuncia tentativa de intimidação de dirigentes sindicais
Denúncia no TSE ocorre em meio à mobilização popular e à luta dos movimentos sindicais

Conquista histórica dos trabalhadores: Senado aprova fim da escala 6×1
É fundamental distinguir o apoio à votação de uma proposta do compromisso com sua implementação integral, sem redução salarial e sem retrocessos