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Da Redação
Ministro rebate Luciano Huck: 5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família desde 2023
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, rebateu nesta quarta-feira (27) as declarações do apresentador Luciano Huck sobre uma suposta dependência permanente de famílias pobres em relação ao Bolsa Família. Durante participação no programa “Bom Dia, Ministro”, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação, o ministro afirmou que 5,1 milhões de famílias deixaram o programa desde 2023 porque conseguiram aumentar sua renda por meio do trabalho e do empreendedorismo. Saiba mais na TVT News.
“Só de 2023 para cá, 5 milhões e 100 mil famílias saíram da pobreza. E saíram do Bolsa Família porque saíram da pobreza”, declarou Wellington Dias. Segundo o ministro, os números demonstram que o programa de transferência de renda não cria acomodação social, mas funciona como mecanismo de proteção e inclusão econômica.
As declarações respondem diretamente às falas de Luciano Huck feitas durante um evento promovido pelo grupo Esfera Brasil, no Guarujá, no último fim de semana. Na ocasião, o apresentador afirmou que programas de transferência de renda poderiam estimular famílias a criarem “atalhos” para permanecer “ad aeternum” no Bolsa Família. A repercussão negativa levou Huck a publicar posteriormente uma manifestação nas redes sociais dizendo que sua fala havia sido retirada de contexto e reafirmando apoio a políticas de proteção social.
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Wellington Dias classificou a declaração do apresentador como expressão de um preconceito histórico contra a população pobre brasileira. “É preciso aproveitar fatos como esse para que a gente enterre de vez o preconceito que se tem com relação aos mais pobres”, afirmou. Em seguida, acrescentou: “Foi feio, tanto que ele veio a público se desculpar. Infelizmente isso ainda está muito entranhado”.
Bolsa Família em números
O ministro sustentou sua argumentação citando estudos de instituições nacionais e internacionais que apontam efeitos positivos do Bolsa Família sobre emprego, escolaridade, saúde e mobilidade social. Entre os levantamentos mencionados está uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas em parceria com o Banco Mundial, segundo a qual cerca de 70% da primeira geração de beneficiários do programa deixou a pobreza, principalmente graças ao acesso à educação.
Outro dado destacado por Wellington Dias mostra que 17,4 milhões de pessoas ascenderam às classes A, B e C entre 2023 e 2024. O ministro afirmou que esse movimento reforça a estratégia do governo federal de ampliar a classe média brasileira. “O que o presidente Lula quer é um país com uma grande classe média”, disse.
As pesquisas citadas pelo ministro também desmontam a tese de que beneficiários deixam de procurar emprego para manter o auxílio. Estudos da FGV indicam que 61% dos beneficiários cadastrados em 2014 já haviam deixado o programa até 2025. A maior taxa de saída ocorreu entre jovens de 15 a 17 anos, alcançando mais de 71%.
Outro levantamento, desenvolvido pela FGV em parceria com as universidades de Stanford University e Columbia University, apontou aumento de quase 5% na taxa de ocupação entre beneficiários do Bolsa Família. O estudo afirma que transferências de renda podem funcionar como investimento capaz de elevar produtividade e inserção no mercado de trabalho, contrariando a visão de que benefícios sociais desestimulam o emprego.
Dados apresentados pelo ministro revelam ainda que 13 milhões de integrantes de famílias atendidas pelo programa já estão inseridos no mercado de trabalho. Desse total, 7,1 milhões possuem emprego formal e outros 5,9 milhões atuam em pequenos negócios próprios. Segundo Wellington Dias, muitos ainda permanecem no Bolsa Família porque a renda obtida continua insuficiente para superar completamente a linha da pobreza.
O ministro também destacou o crescimento do empreendedorismo entre beneficiários do Cadastro Único. Informações do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas apontam que 5,9 milhões de inscritos no CadÚnico atuam como microempreendedores em atividades como pequenos mercados, salões de beleza e comércio local.
“Muita gente que estava no Bolsa Família agora é empregador, assinando carteira de trabalho de outras pessoas”, afirmou Wellington Dias. Segundo ele, cerca de 1,3 milhão de trabalhadores estão atualmente empregados por empresários que já foram beneficiários do programa social.
O ministro também ressaltou as contrapartidas exigidas para permanência no Bolsa Família, frequentemente omitidas pelos críticos do programa. Para receber o benefício, as famílias precisam manter crianças e adolescentes matriculados e frequentando a escola, cumprir o calendário de vacinação e realizar acompanhamento pré-natal e de saúde.
Além disso, Wellington Dias lembrou a existência da chamada Regra de Proteção, criada para evitar que famílias percam imediatamente o benefício ao conseguirem emprego ou aumento de renda. Pelo mecanismo, famílias com renda per capita acima de R$ 218 e abaixo de R$ 706 continuam recebendo metade do benefício por até 12 meses, permitindo uma transição mais segura para fora do programa.
Outro ponto abordado pelo ministro foi a modernização tecnológica do Bolsa Família. O governo federal lançou nesta quarta-feira uma nova versão do aplicativo e do portal do programa, integrando informações de 24 ministérios. Segundo Wellington Dias, a atualização permitirá consultas cadastrais, acompanhamento de bloqueios e acesso a programas sociais sem necessidade de deslocamento presencial aos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS).
O ministro também relacionou o fortalecimento do Bolsa Família à retirada do Brasil do Mapa da Fome. Entre 2023 e 2025, o programa alcançou 20,7 milhões de famílias — cerca de 54 milhões de pessoas — com repasses que somam R$ 434,7 bilhões.
Estudos internacionais reforçam os impactos sociais do programa. Pesquisa publicada pela revista científica The Lancet Public Health, baseada em dados da Fundação Oswaldo Cruz, estimou que o Bolsa Família evitou 8,2 milhões de internações e mais de 700 mil mortes entre 2004 e 2019. Já o Banco Mundial classificou o benefício brasileiro como uma das políticas sociais mais eficientes do planeta, apontando redução de 28% da pobreza extrema com custo equivalente a cerca de 0,5% do PIB brasileiro.
Ao defender o programa, Wellington Dias afirmou que o combate à fome e à pobreza permanece como eixo central das políticas sociais do governo federal. “A primeira grande mudança com programas como esse é garantir que as pessoas nunca mais sejam humilhadas”, declarou o ministro.
Com informações da Agência Brasil
Em ato falho, Flávio cita Lula, chamado de “dinâmico” por Trump
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protagonizou mais um episódio constrangedor em sua viagem aos Estados Unidos ao cometer um ato falho durante entrevista em Washington e atribuir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o convite para sua ida à Casa Branca. O deslize ocorreu justamente no momento em que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro tenta usar uma fotografia ao lado de Donald Trump para tentar conter a crise política provocada pelas denúncias envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. Saiba mais na TVT News.
“Mais uma vez, foi um convite oficial do presidente Lula, ele tava ali com dois assessores dele… do presidente Trump, desculpa”, afirmou Flávio Bolsonaro, interrompendo a própria frase para corrigir a declaração diante dos jornalistas.
O ato falho rapidamente repercutiu nas redes sociais e nos bastidores políticos, especialmente porque aconteceu após o próprio Trump voltar a elogiar Lula durante conversa reservada com a comitiva bolsonarista. Segundo relatos feitos por Flávio a aliados, o presidente norte-americano comentou que havia recebido Lula semanas antes e voltou a classificá-lo como um líder “dinâmico” — expressão já utilizada publicamente pelo republicano após encontro oficial com o presidente brasileiro em Washington.
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A comparação acabou sendo inevitável. Enquanto Lula foi recebido oficialmente como chefe de Estado, com agenda formal e reconhecimento diplomático, a visita de Flávio Bolsonaro ocorreu de maneira cercada de dúvidas, sem confirmação prévia na agenda pública da Casa Branca e sob questionamentos sobre o verdadeiro objetivo político da viagem.
Viagem de Flávio em meio a escândalo
A ida de Flávio aos Estados Unidos acontece em um dos momentos mais delicados de sua pré-campanha presidencial. Nas últimas semanas, pesquisas Datafolha, AtlasIntel e BTG/Nexus apontaram queda nas intenções de voto do senador após a divulgação de áudios e mensagens revelados pelo site The Intercept Brasil envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
As reportagens mostraram pedidos milionários de recursos para financiar o filme “Dark Horse”, produção que retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro. Segundo os documentos revelados, Flávio teria solicitado cerca de R$ 134 milhões para a realização do longa, dos quais aproximadamente R$ 61 milhões já teriam sido pagos.
O caso passou a ser tratado não apenas como problema político, mas também como potencial questão criminal. A Polícia Federal e ministros do Supremo Tribunal Federal passaram a analisar suspeitas de possível desvio de finalidade dos recursos, lavagem de dinheiro e uso da estrutura financeira do filme para custear operações políticas da família Bolsonaro nos Estados Unidos.
A crise se agravou após o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmar publicamente que Flávio visitou Daniel Vorcaro depois da prisão domiciliar do banqueiro “para ver se conseguia o restante do dinheiro” para o filme.
A declaração abriu nova frente de desgaste interno e jurídico para o senador. Investigadores avaliam se houve tentativa de obtenção de vantagem indevida por parte de um agente público junto a um empresário investigado por fraudes financeiras.
É justamente nesse contexto que aliados e adversários passaram a interpretar a viagem aos EUA como uma tentativa de produzir uma agenda positiva artificial para mudar o foco das denúncias.
Embora Flávio tenha afirmado que permaneceu por cerca de uma hora e quarenta minutos com Trump no Salão Oval, relatos de bastidores colocam em dúvida a dimensão real do encontro. Segundo fontes ouvidas por veículos de imprensa, a comitiva brasileira teria apenas entregue documentos a assessores da Casa Branca antes de entrar rapidamente no Salão Oval para registrar uma fotografia ao lado do presidente norte-americano.
Trump sequer teria se levantado para receber os visitantes brasileiros.
Mesmo assim, Flávio tentou transformar o encontro em demonstração de força política internacional. Disse ter discutido com Trump a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas, além de temas ligados à segurança pública, tarifas comerciais e terras raras.
O senador também afirmou ter prometido incluir o Brasil no chamado “Escudo das Américas” caso seja eleito presidente.
Especialistas em relações internacionais, no entanto, avaliam que o encontro teve impacto mais simbólico do que efetivo. Em entrevistas à BBC News Brasil, analistas afirmaram que a fotografia ao lado de Trump pode fortalecer Flávio apenas dentro do eleitorado bolsonarista mais fiel, mas dificilmente será suficiente para reconquistar eleitores de centro, especialmente diante das suspeitas envolvendo Daniel Vorcaro.
Além disso, a reunião levantou preocupações diplomáticas. Professores ouvidos pela reportagem avaliaram que Trump pode estar sinalizando preferência política por um candidato brasileiro em pleno processo eleitoral, algo considerado grave no contexto das relações internacionais.
A aproximação entre Flávio Bolsonaro e setores do trumpismo também passou a ser observada sob outro ângulo: o da possível articulação internacional ligada ao financiamento do filme “Dark Horse” e às ações conduzidas por Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Nos últimos dias, o ministro Alexandre de Moraes abriu prazo para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre pedido de inclusão de Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro em investigação que já apura Eduardo Bolsonaro por suposta tentativa de pressionar autoridades brasileiras a partir dos EUA.
Deputados governistas pedem que sejam investigadas possíveis conexões entre o dinheiro destinado ao filme e a atuação internacional da família Bolsonaro em campanhas por sanções contra autoridades brasileiras e pressão por anistia aos envolvidos na tentativa de golpe.
Assim, a viagem aos Estados Unidos, que pretendia demonstrar força política e proximidade com Trump, acabou ampliando ainda mais os questionamentos sobre os bastidores financeiros, diplomáticos e jurídicos envolvendo a família Bolsonaro.
E, ironicamente, terminou marcada também pelo momento em que Flávio Bolsonaro trocou Trump por Lula — justamente o presidente que o republicano havia acabado de chamar novamente de “dinâmico”.
PF e CGU deflagram nova fase da Operação Sem Desconto
A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta quarta-feira (27) uma nova fase da Operação Sem Desconto, investigação que apura um esquema nacional de fraudes envolvendo descontos associativos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Saiba mais na TVT News.
A operação cumpre 31 mandados de busca e apreensão e oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico, incluindo o uso de tornozeleiras, em ações realizadas no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Pernambuco e Paraíba. As ordens judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Esquema desviou bilhões de aposentados
Segundo as investigações, o grupo criminoso teria desviado aproximadamente R$ 6,3 bilhões entre os anos de 2019 e 2024 por meio da inclusão irregular de aposentados em associações e sindicatos, sem autorização dos beneficiários. A partir disso, mensalidades eram descontadas diretamente das folhas de pagamento do INSS.
Os investigados podem responder por crimes de organização criminosa, estelionato previdenciário, ocultação de patrimônio e delitos contra a administração pública. O objetivo desta nova etapa é aprofundar a apuração sobre a estrutura financeira e operacional do esquema, além de identificar novos envolvidos e recuperar os valores desviados.
As autoridades apontam que o esquema funcionava por meio da filiação compulsória de aposentados e pensionistas a entidades associativas. Após a inclusão fraudulenta, os descontos eram feitos automaticamente nos benefícios previdenciários. Os recursos arrecadados seriam direcionados a associações ligadas a empresários, operadores financeiros e ex-integrantes da estrutura do INSS.
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Associações e ex-servidores estão entre os alvos da PF
Entre as entidades investigadas estão a UNIBAP e a ABENPREV, no Distrito Federal, além da Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB), Master Prev, Associação de Apoio Social e Assistência ao Próximo Saúde (AASAP) e Associação Nacional de Defesa dos Direitos dos Aposentados e Pensionistas (ANDAPP), em São Paulo.
A operação também mira servidores e ex-servidores públicos suspeitos de participação no esquema. Em Pernambuco, um dos alvos é um ex-gerente executivo do INSS em Garanhuns. Desde o início das investigações, ao menos seis servidores públicos já foram afastados de suas funções.
Entre os investigados citados pelas autoridades estão Gutemberg Tito de Souza e Zacarias Canuto Sobrinho, apontados como articuladores das associações investigadas, além de Cleiton dos Santos Medeiros e Daniel Gerber, descritos como operadores financeiros da estrutura. Também aparecem entre os alvos dirigentes de entidades associativas e ex-integrantes da administração previdenciária.
Operação teve início em 2025
A Operação Sem Desconto foi iniciada em abril de 2025, quando a PF e a CGU cumpriram mais de 200 mandados e obtiveram decisões judiciais para bloqueio de bens superiores a R$ 1 bilhão. Em março deste ano, a investigação teve um desdobramento batizado de Operação Indébito, com foco em suspeitas de irregularidades no Ceará e no Distrito Federal.
O que é notícia no Jornal TVT News Primeira Edição | 27-05-2026
Veja o que é notícia no Jornal TVT News Primeira Edição desta quarta-feira, 27 de maio de 2026. Confira quais são as notícias do dia com a equipe do Jornal TVT News Primeira Edição.
O que é notícia em 27 de maio de 2026 no Jornal TVT News Primeira Edição
- Comissão da Câmara vota fim da escala 6×1 hoje
- Empresariado corre ao Senado para tentar barrar a PEC
- Brasil entra no muito alto IDH da ONU pela primeira vez
- Brasil registra menor taxa de homicídios desde 2014
- Operação Sem Desconto mira R$6,3 bi roubados de aposentados
- Trump convoca reunião de emergência após Irã acusar violação do cessar-fogo
- Tarcísio se distancia de Flávio no escândalo do Banco Master
Jornal TVT News: manhã e tarde com os trabalhadores
TVT News tem dois telejornais diários: o jornal TVT News Primeira Edição, das 10h30 às 13h e o Jornal TVT News Segunda Edição, das 16h às 18h. Os dois noticiários fazem parte das transformações de programação e na linguagem que começaram em agosto de 2024 quando o site TVT News foi lançado.
“Nossa estratégia de unificar a redação e diversificar conteúdos vem se mostrando acertada. Agora nossos esforços estão concentrados em aumentar a audiência e estrear novos produtos”, explica o Diretor de Conteúdo da TVT News, Ricardo Negrão.

Sobre a TVT
A TVT é uma emissora educativa outorgada à Fundação Sociedade Comunicação Cultura e Trabalho, entidade cultural sem fins lucrativos, mantida pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e pelo Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região.
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Ao vivo: votação do fim da escala 6×1 na Comissão Especial
Acompanhe a votação do fim da escala 6×1 na Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa a PEC da redução da jornada de trabalho. Se a comissão aprovar o parecer do deputado Leo Prates, a PEC segue para votação no plenário da Câmara. Acompanhe a votação com a TVT News.
O que está acontecendo agora na Câmara dos Deputados
Discussão começa
Os debates seguem antes da votação, acompanhe as demais falas na nossa página especial:
13h08 – Reginaldo Lopes (PT) inicia fala
Deputado Reginaldo Lopes se orgulha ao dizer que o país “ousou olhar para seu povo“.
13h5 – Presidente da Alencar rebate Daniela
Presidente Alencar responde a deputada Daniela, que não estava presente durante a fala inicial.
“Nossa comissão é a 5ª comissão que mais teve tempo de debate. Realizamos debates regionais todas as semanas entre setores empresariais e de empregados”, disse Alencar.
Alencar relembrou que em todos os Estados foram realizados debates sobre a proposta do fim da escala 6×1.
“Estamos também fazendo o debate aqui na data de hoje”, disse.
13h – Daniela Reinehr (PL), que não estava presente na sua vez, agora fala
A deputada Daniela, que não estava presente no debate quando foi chamada para fala, agora manifesta sua indignação pela falta de aprofundamento do debate sobre a proposta.
“Ninguém está falando quem é que vai trabalhar essa conta”, disse a deputada do PL.
“Existe uma conta a ser paga e essa conta possivelmente vai ser paga pelo consumidor”.
Para ela, a proposta se trata de uma falta de compromisso do país. “O que nós precisamos defender é a remuneração por hora”.
12h56 – Tadeu Veneri (PT) inicia fala (favorável ao fim da escala 6×1)
“Falam que no Brasil nós temos muitos impostos, mas não falam das isenções fiscais. Falam que os juros estão muito altos, mas não falam que quem se beneficia disso não são os trabalhadores, e sim os banqueiros.”, disse o deputado Veneri.
O deputado ainda criticou o PL, falando que o partido quer tirar do trabalhador aquilo que ele precisa opara sobreviver e tranformar o seu trabalho em lucro.
“Quem está aqui fazendo essa defesa sabe, de fato, o que é trabalhar 6×1. Pergunto aos deputados que são contra a proposta, quem é que trabalhou 6×1? No meu estado, dos 15 que assinaram contra a proposta, nenhum trabalhou 6×1, 5×2 ou nada. Nunca trabalharam na vida. E são eles que querem falar…”
12h53 – Max Lemos (União) inicia sua fala
Max Lemos agradece a oportunidade que teve na comissão de trabalho por poder manter de pé essa luta do fim da escala 6×1.
“Nós estamos vivendo um momento histórico no Brasil e para os trabalhadores. Não é apenas fazendo justiça, é abrindo o caminho parab a modernidade (…). Estamos dando um passo histórico criando condições das pessoas terem vida, porque se nós seguirmos os exemplo da mãe chefe den família tradicional do povo brasileiro, mulheres que trabalham 6 dias na semana e tem apenas o domingo para tarefas domésticas e cuidar dos filhos”.
12h46 – Lídice da Mata (PSD) divide fala com Pedro Campos (PSD) (favoráveis ao fim da escala 6×1)
Para a deputada, está na hora de vencer essa etapa e dar direito ao trabalhador brasileiro.
“Essa é uma grande vitória dos trabalhadores que nós vamos realizar aqui nessa casa. E tenho orgulho de dizer que votei na constituinte pelo fim das 48 horas e pelas 44 horas semanais”, disse a deputada Lídice
Em seguida, o deputado Pedro Campos assumiu a fala e agradeceu Lídice, que foi a primeira pessoa do seu partido que assinou pelo fim da escala 6×1 do seu partido.
Em sua fala, Campos criticou a atitude do PL e parabenizou os relatores da PEC.
“Eu conversei com muitos trabalhadores do fim da escala 6×1. Um com uma mãe, que lembrou que quando trabalhava 6×1 perdeu a festa do dia das mães da escola da sua filha. E um pai, que não conseguia encontrar o próprio filho que morava na mesa casa”, disse Campos.
12h43 – Hilso Rocha (MDB) inicia sua fala (favorável ao fim da escala 6×1)
Deputado Hilso Rocha começa a fala declarando apoio a a proposta de 40 horas semanais, com 2 dias de descanso remunerado.
Deputado defende que o empresário terá mais economia, já que aumentará produtividade do trabalhador e diz que seu partido é 100% favorável a proposta.
12h32 – Luiz Gastão (PSD) divide fala com Julio Lopes (PSD)
“Nós passamos um ano discutindo esse tema”, começou o deputado Luiz Gastão e agardeceu os dois autores da PEC e o relator Leo Prates durante o processo.
O deputado diz que o texto da PEC quer trazer mais equilíbrio no mundo do trabalho. No fim, ressalta que o PSD quer essa conquista para o povo brasileiro.
Júlio Lopes parabenizou Erika Hilton, Leo Prates e Reginaldo Lopes. De forma direta, manifestou seu voto totalmente favorável ao fim da escala 6×1, para que o trabalhador brasileiro tenha descanso.
“Mentem aqueles que negam que a proposta não vai de acordo com o progresso mundial e a prosperidade”, disse Julio Lopes
Julio Lopes, no entanto, criticou o governo sobre juros elevados que prejudicam o trabalhador brasileiro.
De qualquer forma, disse ser completamente favorável a proposta que pede o fim da escala 6×1. “Quero me manifestar totalmente favorável”.
“É um avanço necessário e importante. Hoje viramos uma página importante dese país”.
12h28 – Fernanda Melchionna (Psol) inicia fala (favorável ao fim da escala 6×1)
A deputada do Psol iniciou sua fala relembrando o que o Novo e o PL estavam fazendo no congresso enquanto sindicatos e o VAT estavam articulando o fim da 6×1:
“Eu tava lembrando que enquanto o congresso inimgo do povo estava votando a PEC da bandidagem, nós estávamos articulando o fim da escala”, disse
“Eu desafio o Nikolas Ferreira (PL) a mostrar a sua carteira de trabalho assinada, eu desafio”, disse a deputada
E concluiu “nós queremos as 36 horas e nós não vamos esperar 38 anos para que isso ocorra”.
12h25 – Túlio Gadelha (PSD) inicia fala (favorável ao fim da escala 6×1)
Em seu discurso, Túlio critica o PL pelos depoimentos cínicos sobre a pauta.
“A gente ouviu deputado Nikolas Ferreira falar que se tratava de propostas lacradoras para brincar com o sentimento do trabalhador (…). E agora a hipocrisia do presidente do partido defender a escala 4×3, porque ele está subestimendo a inteligência do trabalhador brasileiro”, disse.
12h22 – Alfredinho (PT) inicia fala (favorável ao fim da escala 6×1)
O deputado Alfredinho relembrou que em sua primeira greve ele e os demais trabalhadores da sua classe pediam jornada de 40 horas semanais e que essa é uma luta dos sindicatos histórica.
Alfredinho ainda disse que o PL menospreza a inteligência do povo com a conversa de 4×3 depois de lutar contra a proposta. “Conheça a cara desses deputados don PL e do Novo que estão contra vocês, porque eles irão bater na sua porta”.
12h18 – Dimas Gadelha (PT) (favorável ao fim da escala 6×1)
O deputado Dimas Gadelha iniciou sua fala relembrando que muitas conquistas do povo brasileiro se deram no mês de maio:
“Foi no mês de maio que o Brasil ganhou sua primeira constituição, também foi no mês de maio, que o Estado do Ceará, anos antes, aboliu a escravidão. Também foi no mês de maio a lei aurea. Foi mês de maio que o Brasil conquistou a CLT e o direito a licença maternidade”, disse.
Gadelha defendeu que, em todas essas datas, a mesma voz ecoou: a voz do medo. “É uma voz antiga, que hoje atende pelo nome do Novo edo PL. É uma voz antiga da elite brasileira que quer que o país cresça apenas para eles.”
“Nenhum desses direitos caiu do ceú, eles foram frutos de muita luta e muita resistência dessa classe trabalhadora brasileira. E eé por isso, que eu quero parabenizar todos os trabalhadores brasileiros”, concluiu Dimas.
12h13 – Erika Hilton (Psol) começa sua fala (favorável ao fim da escala 6×1)
“Chegamos em um dia muito alegre”, começou Hilton. Em seguida, a deputada do Psol criticou o partido Liberal representado pela deputada Zanatta.
“Nós recebemos com profundo espanto, mas não surpresa, do partido liberal de querer enterra a proposta. Se nós não estamos votando um texto pela escala 4×3 é porque eles impediram”.
“E agora para tentar prejudicar o processo de votação, desenterram isso para tentar enganar o trabalhador brasileiro, eles sempre se colocaram contrários e nós estaremos aqui atentos e vigilantes“, disse Erika.
“Hoje a classe trabalhadora sairá cantando”, concluiu.
12h09 – Carlos Zarattini (PT) começa fala (favorável ao fim da escala 6×1)
Nesse momento histórico, estamos mudando de patamar a qualidade de vida dos trabalhadores.
“Agora, 38 anos depois, nós vamos reduzir para 40 hora e garantir mais um dia de descanso para o trabalhador e para a trabalhadora, para que ele possa ficar com a sua família, estudar, gastar menos tempo no transporte e mais com lazer. O que é fundamental ´pe que a produtuividade já aumentou com todos esses anos de constituinte.
A constrtução civil e a Voklswagen já aumentaram a produtividade, Então os empresários já ganharam e agora a gente quer saber dos trabalhadores.
O deputado também rebateu Gilson, dizendo que ninguém proibe na PEC alguém de trabalhar, ao contrário, pode trabalhar a mnais que essas 40 horas, mas o empresário tem que pagar hora extra.
O Brasi, apesar de não ter o desenvolvimento de poaíses europeus, nós temos o mesmo aumento de produtvidade que esses empresários
Aqui nós votamos mnuitos projetos parta o empresariado, para ele aumentar seu lucro e ganhar mais
“Chegou a hora da classe trabalhadora”, concluiu o deputado.
11h58 – Julia Zanatta (PL) começa fala (contrária ao fim da escala 6×1)
“Ontem o meu líder fez uma declaração pública de que o PL vai aderir a luta da 4×3 e vamso ver como as pessoas que proporam a 5×2 vão se posicionar no plenário da Câmara“, ironizou Julia
A deputada aponta que é necessário ver os impactos da proposta, pois “soluções mágicas” têm consequências.
“Se a gente reduzir para a 4×3 será que a gente não vai ser o país mais produtivo do mundo? Na lógica do Ministro Marinho é isso que vaia contecer…”, disse Julia Zanatta.
A deputada ainda disse que as pessoas que empreendem nesse país são tratadas como vilões e queria saber qual o incentivo que essas pessoas que empreendem têm.

“Por que quem dominou aqui o debate, que foi o governo Lula e o relator Leo Prates (…), pensando no trabalhador, por que já não propôs redução de despesas, redução de ministérios, redução dos custos administrativos e judiciários, porque isso que melhoraria a vida dos trabalhadores brasileiros…”, disse Zanatta.
11h55 – Dorinaldo Malafaia (PDT) começa sua fala (favorável ao fim da escala 6×1)
“Aqui não tem mais o que argumentar, aqui nós temos um caminho apenas” começou o deputado Dorinaldo do PDT.
Dorinaldo rebate fala de Gilson Marques e é aplaudido em sessão. Para ele, a pauta é uma das mais importantes da Classe Trabalhadora.
“Eu queria deixar claro que o mais importante é colocar a cara desses cidadãos no poste, isto é, aqueles que são contra o fim da escala 6×1”, disse Dorinaldo Malafaia.
11h38 – Gilson Marques (Novo) volta a falar
Gilson Marques diz que precisa rebater a fala de Helder sobre o papel do Estado.
“Eu preciso contestar a ideia de estado forte. (…) Por que o filho do médico estudo medicina na faculdade pública e ainda paga a meia entrada no cinema, e a filha da empregada não consegue entrar na faculdade e ainda precisa pagar inteira”, questionou Gilson.
Para o deputado, o Estado é um vetor de retirar de quem mais precisa e de quem é pobre e entregar para quem é mais rico.
“Se vocês verem quais são os países com menos interferência do Estado, esses países são mais ricos”
Gilson acredita que a interferência e regulação no Brasil é o que empobrece o nosso povo. E que o fim da 6×1 seria mais uma intervenção do Estado, que estaria impedindo e obrigando trabalhadores.
“A escravidão de verdade é o que o governo faz”, disse Gilson, que acredita que a escravidão moderna é trabalhar para pagar impostos.
Gilson ainda disse que ninguém conta para as pessoas como o fim da escala 6×1 vai afetar o micro empresário e o próprio trabalhador, já que custo aumenta e em consequência os preços também aumentariam para o consumidor.

Gilson acredita que a proposta é cruel com os desempregados, já que o custo para contratar aumentaria caso a proposta seja aprovada. “Nada garante que as pessoas sejam trocadas pçor estagiários”, disse.
“O problema é que a proposta proibe o trabalhador caso ele queira trabalhar no sexto dia formal. Não é ser contra a escala 5×2, é ser contra ela ser obrigatória”.
11h33 – Helder Salomão (PT) inicia a sua fala (favorável ao fim da escala 6×1)
O deputado Hélio Salomão do PT iniciou sua fala defende que ele o seu partido defendem o fim da escala 6×1 e que diante dos avanços tecnológicos não faz sentido manter uma jornada exasutiva de trabalho.
“Eles querem manter uma jornada análoga a escravidão, que afeta sobretudo as mulheres e as crianças”, disse Salomão
Para o petista, a proposta é não apenas uma conquista individual, mas sim das famílias:
“Mas eu quero dizer que essa conquista não é uma conquista individual, é uma conquista das famílias brasileiras (…) maior equilibrio entre a vida profissional e pessoal, melhora de qualidade de vida, mais tempo para estudar e viver. É importante dizer que essa proposta tem se mostrado uma proposta que é boa para as empresas, que tem agora uma melhor produtividade dos empregados, com menos faltas e atestados”.
11h26 – Gilson Marques (Novo) inicia sua fala (contrário ao fim da escala 6×1)
Deputado Gilson Marques (Novo), inicia sua fala e agradece o presidente Alencar e relator Leo Prates. Marques diz ser contra a proposta e assume estar preocupado a imposição de uma proposta para diferentes estados que têm realidades diferentes.
“Acho curioso uma proposta que proibe o funcionário de trabalhar de forma formal no sexto dia”, criticou Gilson
“Se o político aqui de Brasília faz uma lei obrigando e impedindo as pessoas de trabalharem mesmo que elas queiram, quais as consequências disso?”, se questionou.
Em seguida, o deputado do Novo criticou a esquerda que defende o socialismo e critica o empregador:
“(…) Quem é mais voltado a esquerda e ao socialismo costuma dizer que o empregador é o mlavdão, que faz com que a população seja escravizada, mas nesse caso magicamente ele terá que pagar a conta. Mas se ele vai ter que contratar mais uma pessoa, ele vai ter que subir o preço do remédio e do pãozinho, e quem terá que comprar essas coisas são os trabalhadorees que acham que você ser beneficiados por essa proposta maluca. Como que uma família vai ter mais sucesso se ela é impedida de trabalha?”, disse Gilson
- 11h23 – Presidente da comissão, Alencar Santana (PT), aceita proposta. Em fala, o presidente rebate críticas da oposição de que não teria tido tempo para haver debate da proposta, indicando todas as ações de debate, como as audiências públicas diárias sobre o tem.
- 11h21 – Deputado Rubens Pereira (PT) pede que o tempo de discussão seja reduzido em 3 minutos.
- 11h20 – Discussão e votação do parecer do relator começa
Bastidores e esquenta
- 11h14 – Deputado Cléber Verde (MDB) diz que o tema já foi bastante debatido, tanto no setor dos empregados, como empregadores, e que a proposta é importante, pois “garante vida ao trabalhador”.
- 10h43 – vice-presidenta da comissão, Deputada Daiana Santos, única mulher na comissão, diz que se a proposta da 4×3 da direita fosse verdadeira, os trabalhadores não estariam há tantos anos lutando pelo film da escala 6×1. “Hoje, ao final desse dia, vamos comemorar por todas as mulheres que sofrem com a jornada tripla ou quádrupla”, disse a deputada.
- 10h35 – deputado André Janones diz que hoje é o dia mais importante para a classe trabalhadora, desde a Constituição de 1988
- 10h33 – deputada Maria do Rosário diz que manobra da direita de propor a escala 4×3 é para inviabilizar o acordo político para acabar com a escala 6×1
- 10h30 – parlamentares, sindicalistas e movimentos sociais estão chegando para acompanhar os trabalhos da comissão
Como é a votação da PEC do fim da escala 6×1:
- A comissão é composta por 37 membros titulares e igual número de suplentes
- O colegiado possui a seguinte estrutura principal:
- Relator: deputado Leo Prates (Republicanos-BA)
- Presidente: deputado Alencar Santana (PT-SP)
- Nesta quarta, 27 de maio, a sessão para votação na comissão será retomada com a fala dos deputados inscritos.
- Na segunda, deputado do PL pediu vistas e o presidente concedeu vistas colestivas, o que, em tese, impede que novos deputados façam esse pedido novamente, o que atrasaria a votação.
- Deputados podem apresentar destaques que serão analisados pela comissão
Com a aprovação do parecer na comissão, a PEC será encaminhada ainda nessa quarta, ou, no máximo, na quinta, 28, para votação no plenário da Câmara dos Deputados. Como é uma proposta de emenda à constituição, são necessários 308 votos dos 513 deputados
O que está em votação na Câmara dos Deputados
A PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) prevê a redução gradual da jornada semanal de trabalho. A proposta da deputada Erika Hilton (Psol-SP) (PEC 8/25) foi apensada, ou seja foi juntada à proposta do deputado Reginaldo e prevê o fim da escala 6×1.
Após acordo entre os deputados e o governo Lula, o relator do parecer sobre a PEC propôs um texto substitutivo com etapas de transição para o fim da escala 6×1. É esse parecer que está em votação neste momento.

É o fim da escala 6×1: confira parecer sobre a PEC
Com redução gradual da jornada de trabalho sem redução de salários, relator apresenta texto para o fim da escala 6×1 e institui a escala 5×2 na Constituição. Confira os principais pontos.
O texto principal do Substitutivo (Art. 1º) altera a Constituição Federal para estabelecer:
- Jornada semanal máxima de 40 horas (reduzindo as atuais 44 horas).
- Dois dias de repouso semanal remunerado (consolidando o fim da escala 6×1 e a adoção da escala 5×2), sendo um deles preferencialmente aos domingos.
- Garantia de irredutibilidade salarial, ou seja, a redução da jornada não implicará corte no salário ou nos pisos salariais.
O substitutivo também prevê:
Possibilidade de lei complementar para mitigar impactos sobre micro e pequenas empresas, condicionada à manutenção dos níveis de emprego.
Implementação progressiva: 60 dias após a publicação, a jornada cai para 42 horas semanais; após mais 12 meses, atinge as 40 horas semanais.
Fim das cláusulas coletivas incompatíveis após 60 dias da promulgação.
Abertura para negociação coletiva, permitindo que acordos ou convenções ajustem escalas e compensações, desde que respeitados os novos limites.
Exceção para empregados hipersuficientes (nível superior e remuneração acima de 2,5 vezes o teto do RGPS), que ficam fora das regras de controle de jornada.
Regra de transição para contratos públicos com mão de obra terceirizada, permitindo aditamento para reequilíbrio econômico-financeiro em até 12 meses.
O que diz a PEC do fim da escala 6×1 que está em votação
- Redução da Jornada Máxima: o teto da jornada de trabalho constitucional passa a ser de 8 horas diárias e 40 horas semanais, com compensação ou redução mediante negociação coletiva.
- Dois dias de descanso: é garantido o direito a dois dias de repouso semanal remunerado, sendo preferencialmente um aos domingos. Ou seja, é o fim da escala 6×1.
- Sem redução de salários: a redução da jornada e o aumento do repouso semanal não poderão gerar qualquer redução salarial (nominal, proporcional ou de outra espécie), aplicando-se inclusive aos pisos salariais.
- Transição progressiva: a jornada de trabalho cairá de forma escalonada: 60 dias após a publicação da PEC, a jornada cai para 42 horas semanais decorridos. Depois de 12 meses da publicação da PEC, a jornada de trabalho cai para 40 horas.

Fonte: Agência Câmara de Notícias
Mobilização pressiona deputados pelo fim da escala 6×1
A campanha “Brasil Quer Mais Tempo” intensificou a pressão sobre parlamentares para acelerar a votação das propostas que tratam do fim da escala 6×1. A mobilização reúne trabalhadores, sindicatos e movimentos sociais em defesa da redução da jornada semanal sem redução salarial.
Clique aqui para participar da Campanha Brasil Quer Mais Tempo

O que é a campanha Brasil Quer Mais Tempo
A iniciativa funciona como uma força-tarefa digital e presencial para pressionar deputados federais a apoiarem a PEC 221/2019 e outras propostas relacionadas à redução da jornada de trabalho. A campanha incentiva trabalhadores a enviarem mensagens aos parlamentares e acompanharem o posicionamento de cada bancada.
Aponte o celular para o QR Code e faça parte da campanha pelo fim da escala 6×1

Como votar na plataforma da campanha pelo fim da escala 6×1
- Acesse o site oficial da campanha Brasil Quer Mais Tempo – https://brasilquermaistempo.com.br/
- Clique na opção para participar da mobilização.
- Informe seus dados básicos, como nome e estado.

Fonte: Centrais Sindicais
Quando vai ser a Fuvest 2027
A Fuvest, o vestibular para entrar na USP, a Universidade de São Paulo, divulga cronograma completo do vestibular 2027. Confira o calendário com a TVT News.
Principais datas da Fuvest 2027:
1º de novembro de 2026: prova da primeira fase
6 e 7 de dezembro de 2026: provas da segunda fase
Confira o calendário da Fuvest 2027
O calendário oficial do Vestibular 2027, processo seletivo que dá acesso aos cursos da Universidade de São Paulo, já pode ser conferido pelos vestibulandos. Entre as principais datas, estão o período de inscrições, as etapas de solicitação de isenção e redução da taxa e os dias de realização da 1ª e da 2ª Fase das provas.
O cronograma foi atualizado após ajustes realizados em razão da definição das datas do ENEM 2026, buscando evitar sobreposição entre os principais vestibulares do país.
Calendário do Vestibular FUVEST 2027
- 11 de maio a 10 de julho de 2026
Período para solicitação de isenção ou redução da taxa de inscrição. - 3 de agosto de 2026
Divulgação do Guia de Carreiras e Cursos. - 10 de agosto de 2026
Divulgação do Guia de Jornada. - 17 de agosto de 2026
Divulgação do Guia de Provas. - 17 de agosto a 9 de outubro de 2026
Período de inscrições para o Vestibular 2027 e para o pedido de recursos específicos. - 21 de outubro de 2026
Divulgação dos locais de prova da 1ª Fase. - 1º de novembro de 2026
Realização da 1ª Fase. - 23 de novembro de 2026
Divulgação da lista de convocados para a 2ª Fase e dos locais de prova. - 6 e 7 de dezembro de 2026
Realização da 2ª Fase. - 8 a 11 de dezembro de 2026
Realização das Provas de Competências Específicas (Música, Artes Cênicas e Artes Visuais). - 26 de janeiro de 2027
Divulgação da 1ª Chamada
Vale lembrar que a prova da 1ª Fase terá 80 questões de múltipla escolha, em vez das tradicionais 90, mas mantendo o mesmo tempo de aplicação.

Segundo a Fuvest, a alteração busca ampliar o tempo de reflexão e análise das questões pelos candidatos em uma prova cada vez mais interdisciplinar.
Mais informações: https://www.fuvest.br/vestibular-da-usp

Fim da escala 6×1 é possível: tire suas dúvidas sobre o tema
Estudos e números mostram que é possível acabar com a escala 6×1. A redução da jornada caminha no Congresso

O que é notícia no Jornal TVT News Primeira Edição | 27-05-2026
Veja as principais notícias do dia com o Jornal TVT News Primeira Edição

Ao vivo: votação do fim da escala 6×1 na Comissão Especial
Comissão vota nesta manhã, parecer sobre a PEC que acaba com a escala 6×1, acompanhe

Fespsp oferece curso de História gratuito sobre mudanças no mundo desde o século XIX
Serão oito aulas dirigidas a vestibulandos, mas quaisquer pessoas que se interessem pelo tema podem participar; as vagas são limitadas

Notícias do dia com o Jornal TVT News Segunda Edição | 26-05-2026
Acompanhe as notícias do jornal TVT News Segunda Edição
NR-1 entra em vigor e amplia cuidado com saúde mental do trabalhador
Novas regras buscam reduzir riscos ocupacionais ligados à saúde mental

Pessoas negras são maiores vítimas de homicídios no país
Racismo está entre principais causas, aponta Atlas da Violência 2026
