Agora

Da Redação

MEC inaugura cinco restaurantes estudantis em institutos federais

O Ministério da Educação (MEC) inaugura, nesta segunda-feira, 1º de junho, cinco restaurantes estudantis em institutos federais espalhados pelo Brasil. No total, foram investidos R$ 9,4 milhões, dos quais R$ 7,3 milhões são oriundos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). Em São Paulo, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, inaugura o restaurante estudantil do Campus Matão do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), ao lado do reitor da instituição, Silmário Batista dos Santos. Saiba mais na TVT News.

O ministro ressaltou a política de ampliação dos institutos federais e a necessidade de oferta de alimentação de qualidade para os estudantes. “Com essa entrega, vamos assegurar que os estudantes recebam boas refeições, inclusive com auxílio de nutricionistas, sem precisar sair do instituto ou trazer marmita. Só aqui em Matão, são mais de mil alunos que serão beneficiados com a nossa política de expansão, mas, no Brasil todo, mais de 400 mil alunos serão impactados pelos 272 restaurantes estudantis que nós estamos fazendo. Com essa iniciativa, conseguiremos possibilitar que o estudante fique o dia inteiro na escola com mais conforto, alimentação e suporte”, completou. 

Barchini ainda destacou o papel dos institutos federais para a melhoria da educação brasileira. De acordo com ele, “o ensino profissionalizante e a educação integral como um todo preparam o aluno para a vida. Ao dar acesso a esporte, lazer, cultura, ciência e educação de qualidade, essas instituições garantem não só que os estudantes trabalhem habilidades socioemocionais, saúde mental e corpo, mas também que eles aprendam uma profissão com estrutura escolar de ponta”.  

>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp

“Os institutos federais oferecem ensino público, gratuito e de qualidade, permitindo que muitas pessoas tenham acesso a oportunidades capazes de transformar a própria vida e a vida da família”, afirmou Isabela da Silva, estudante do ensino médio do Campus Matão. “E, para que possamos continuar aprendendo e participando dos projetos, precisamos ter nossas necessidades básicas atendidas. Por isso, a inauguração desse restaurante representa muito mais que um novo espaço. Ele significa mais conforto, qualidade de vida e permanência estudantil, porque muitos alunos passam o dia inteiro aqui no campus. Agora, teremos a tranquilidade de saber que existe um local adequado para a nossa alimentação”. 

Outros quatro eventos ocorrem simultaneamente para a inauguração de restaurantes estudantis nos campi Itacoatiara, do Instituto Federal do Amazonas (IFAM); Sombrio, do Instituto Federal Catarinense (IFC); Porto Nacional, do Instituto Federal do Tocantins (IFTO); e São João do Piauí, do Instituto Federal do Piauí (IFPI). As inaugurações fazem parte das ações do governo federal para ampliar e melhorar as unidades existentes da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Com o Novo PAC, estão sendo investidos R$ 1,6 bilhão para a melhoria e a ampliação da infraestrutura das unidades existentes e, desse montante, R$ 1,1 bilhão já foi efetivamente executado.  

Apenas para os restaurantes estudantis estão sendo aportados R$ 679,9 milhões, contemplando a construção de 270 unidades, das quais 46 já foram concluídas.  A inclusão dos restaurantes estudantis no Novo PAC considerou que a oferta de alimentação escolar é estratégica para o fortalecimento do aprendizado e para a mitigação da evasão estudantil.  

IFSP – O restaurante do Campus Matão tem área construída de 499,90 m² e recebeu investimento total de R$ 3 milhões, sendo R$ 2,2 milhões provenientes do Novo PAC, somados a recursos de bancada e próprios da instituição. O campus atende 1.048 alunos, matriculados em 12 cursos, e conta com 111 servidores efetivos no quadro de pessoal, dos quais 68 são professores do ensino básico técnico e tecnológico (EBTT) e 43 técnicos administrativos em educação.  

No IFSP, que atualmente possui 52 unidades, estão sendo investidos R$ 391,2 milhões pelo Novo PAC para a construção de 16 novos campi: Carapicuíba, Cotia, Diadema, Franco da Rocha, Guarujá, Mauá, Osasco, Ribeirão Preto, Santos, São Bernardo do Campo, São Paulo – Cidade Tiradentes, São Paulo – Jaçanã, São Paulo – Jardim Ângela, São Vicente, Serrana e Sumaré. Para a consolidação do IFSP, no período de 2023-2025, foram repassados R$ 152,57 milhões. Em 2026, até o momento, já foram repassados R$ 14,49 milhões, estando previstos ainda R$ 8,35 milhões para empenho. Para os valores descentralizados, já estão inclusos os aditivos no valor de R$ 22,87 milhões. 

IFAM –O Campus Itacoatiara recebeu R$ 1 milhão do Novo PAC para construir o restaurante estudantil que conta com uma área de 325 m². A unidade tem 791 estudantes matriculados e conta com 57 servidores efetivos no quadro de profissionais, sendo 32 professores do EBTT e 25 técnicos administrativos em educação.  

Atualmente, o IFAM possui 18 unidades e recebe investimento do MEC, via Novo PAC, de R$ 50 milhões para a construção de dois novos campi: Manicoré e Santo Antônio de Içá. Já para a consolidação, a pasta investe no instituto R$ 61 milhões, dos quais já foram repassados R$ 44,7 milhões entre 2023 e 2026. Ainda estão previstos outros R$ 16,3 milhões.   

IFC – Já para o restaurante estudantil do Campus Sombrio do Instituto Federal Catarinense, que tem área construída de 296,73 m², a pasta investiu R$ 1,7 milhão. Atualmente, 694 jovens estão matriculados no campus, que conta com 43 professores e 33 técnicos.  

O IFC é composto por 15 unidades e o MEC está investindo mais R$ 50 milhões para a construção de dois novos campi: Campos Novos e Mafra. Além disso, outros R$ 18,1 milhões estão sendo investidos para ações de consolidação. Desse montante, R$ 14,9 milhões foram repassados de 2023 a 2026. Ainda estão previstos mais R$ 3,2 milhões. 

IFTO – A obra do restaurante estudantil do Campus Porto Nacional tem uma área de 479,31 m² e teve investimento total de R$ 2,6 milhões do Novo PAC, incluindo mobiliários e equipamentos. A unidade conta com 1.582 matrículas, com 62 professores e 39 técnicos. 

Atualmente, o IFTO tem 12 unidades espalhadas por Tocantins e está implantando mais um campus em Tocantinópolis. A ação faz parte da estratégia de expansão dos institutos federais. São R$ 25 milhões para a nova unidade que está em obras. O MEC também investe R$ 45,2 milhões na melhoria da infraestrutura do instituto, dos quais R$ 39,6 milhões foram repassados entre 2023 e 2026. Ainda estão previstos outros R$ 9,2 milhões. Para os valores descentralizados já estão inclusos os aditivos no valor de R$ 3,6 milhões. 

IFPI – O restaurante do Campus São João do Piauí tem uma área construída de 520 m² e recebeu R$ 1,1 milhão do Novo PAC. No total, 1.044 alunos frequentam a unidade, que conta com 47 professores e 18 técnicos. O MEC está investindo R$ 90 milhões para construir quatro novos campi do IFPI (Altos, Barras, Esperantina e Luzilândia), expandindo o instituto que já contava com 23 unidades. Para o IFPI, são R$ 24,5 milhões de investimentos na ação de consolidação. Entre 2023 e 2026, foram repassados R$ 19,9 milhões. Ainda estão previstos outros R$ 4,7 milhões. Para os valores descentralizados já estão inclusos os aditivos no valor de R$ 100 mil. 

Agenda – Além da inauguração dos restaurantes, o ministro também fará uma visita ao Polo de Inovação do IFSP, que fica sediado no Campus Matão. O espaço foi credenciado pela Embrapii em 2020 e atua na área de tecnologia e engenharia de alimentos. Lá, os alunos produzem pesquisas para o desenvolvimento de novos produtos e agregação de valor; a formulação de processos e métodos de análise de alimentos; o manejo correto de resíduos, subprodutos, coprodutos e a energia nas indústrias de alimentos. 

Expansão – O governo federal está implantando mais de 100 novas unidades em todo o país com recursos do Novo PAC, totalizando R$ 2,7 bilhões. A previsão é criar mais de 155 mil novas vagas de educação profissional e tecnológica. Cada campus recebe investimento médio de R$ 25 milhões e terá capacidade de atender, em média, 1,4 mil estudantes.   

Via MEC

Saiba como pressionar senadores para votar o fim da escala 6×1

Participe da pressão popular para que os deputados votem o fim da escala 6×1. Saiba como assinar a mobilização popular com a TVT News.

Mobilização pressiona senadores pelo fim da escala 6×1

A pressão deu certo na primeira luta pelo fim da escala 6×1. Depois da vitória na Câmara dos Deputados, a campanha “Brasil Quer Mais Tempo” intensificou a pressão sobre parlamentares para acelerar a votação das propostas que tratam do fim da escala 6×1.

A mobilização reúne trabalhadores, sindicatos e movimentos sociais em defesa da redução da jornada semanal sem redução salarial.

Clique aqui para participar da Campanha Brasil Quer Mais Tempo

lula-e-hugo-motta-fecham-acordo-para-acelerar-fim-da-escala-6x1-fim-da-escala-6x1-jornada-de-trabalho-6-x-1-comissao-vota-parecer-sobre-pec-do-fim-da-escala-6x1-relatorio-parecer-pec-reuniao-da-comissao-especial-da-camara-sobre-o-fim-da-escala-6x1-para-discutir-e-votar-o-parecer-do-relator-deputado-leo-prates-tvt-news
Parlamentares que defendem o fim da escala 6×1 na Comissão Especial da Câmara dos Deputados. Foto: Lula Marques /Agência Brasil.

O que é a campanha Brasil Quer Mais Tempo

A iniciativa funciona como uma força-tarefa digital e presencial para pressionar os senadores a apoiarem a PEC 221/2019 e outras propostas relacionadas à redução da jornada de trabalho. A campanha incentiva trabalhadores a enviarem mensagens aos parlamentares e acompanharem o posicionamento de cada bancada.

Aponte o celular para o QR Code e faça parte da campanha pelo fim da escala 6×1

saiba-como-pressionar-os-deputados-a-votarem-o-fim-da-escala-6x1-tvt-news
TVT e a Rede de Mobilização Fim da 6×1 Já! te convidam para essa ação urgente

Como votar na plataforma da campanha pelo fim da escala 6×1

  1. Acesse o site oficial da campanha Brasil Quer Mais Tempo – https://brasilquermaistempo.com.br/
  2. Clique na opção para participar da mobilização.
  3. Informe seus dados básicos, como nome e estado.

agora-a-pressao-e-no-senado-o-brasil-quer-mais-tempo-fim-da-escala-6x1-jornada-de-trabalho-6-x-1-pec-do-fim-da-escala-6x1-reducao-da-jornada-de-trabalho-votacao-do-fim-da-escala-6x1-no-senado-tvt-news
Depois da vitória na Câmara, a pressão agora é no Senado pelo fim da escala 6×1. Imagem: Campanha O Brasil Quer Mais Tempo

Como funciona a votação da PEC do fim da escala 6×1

O fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário foram aprovados em dois turnos na Câmara dos Deputados, com votações expressivas (472 votos a favor no 1° turno e 469 no 2° turno).

O próximo passo é a tramitação no Senado, onde a PEC deverá passar pelo mesmo ritual: ser apreciada em comissão e depois votada em plenário.

Para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) no Senado Federal, são necessários 49 votos favoráveis, o equivalente a \(3/5\) do total de 81 senadores.

Além desse quórum qualificado, a tramitação exige a aprovaçaõ em dois turnos.

O que está em debate no Congresso

A discussão envolve a PEC 221/2019, a PEC 8/2025 e o PL 1838/2026. As propostas tratam da redução da jornada semanal e da reorganização das escalas de trabalho.

ccj-pauta-fim-da-escala-6x1-no-dia-da-marcha-da-classe-trabalhadoras-tvt-news-fim-da-escala-6x1-camara-dos-deputados-instala-comissao-fim-da-escala-6-x-1-e-reducao-da-jornada-de-trabalho-sem-diminuicao-de-salarios-trabalhadores-pelo-fim-da-escala-6x1-tvt-news
Fim da escala 6×1 em debate na Câmara dos Deputados. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Disputa política no Senado pode atrasar votação

O debate enfrenta resistência de setores do Centrão e da direita, que apresentaram emendas e regras de transição para adiar mudanças na jornada de trabalho

Fim da escala 6×1 é possível: tire suas dúvidas sobre o tema

tomando conta do Brasil.

O que é o fim da escala 6×1?

O debate sobre o fim da escala 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos para folgar apenas um — está no centro da discussão nacional.

A proposta é uma bandeira histórica da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais sindicais, que apontam ganhos concretos:

  • Melhoria na qualidade de vida
  • Redução do adoecimento e do absenteísmo
  • Aumento da produtividade
  • Estímulo ao consumo
  • Possível geração de novos empregos

Levantamento da Nexus, Pesquisa e Inteligência de Dados, mostra que 73% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6×1, desde que não haja redução salarial. Ou seja: a sociedade entende que trabalhar para viver é diferente de viver para trabalhar.

Quais os impactos do fim da escala 6×1?

De acordo com nota técnica do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), o impacto econômico do fima da escala 6×1 é mínimo:

  • Na indústria e no comércio, o custo operacional adicional seria inferior a 1%.
  • redução da jornada para 40 horas semanais elevaria o custo do trabalho celetista em média 7,84%, mas, considerando o peso da mão de obra no custo total dos setores, o impacto se dilui.
  • Mesmo em setores com alta dependência de mão de obra, como vigilância e limpeza, o impacto é administrável e pode ser enfrentado com políticas de transição.

O próprio Ipea destaca que aumento de custo do trabalho não significa automaticamente queda na produção ou aumento do desemprego.

Um estudo do Dieese, encomendado pela Contraf-CUT, aponta que a implementação da jornada de quatro dias, entre os bancários que hoje realizam a jornada média de 37 horas semanais, teria o potencial de criar mais de 108 mil vagas no setor, ou 25% do total de vagas que existem atualmente.

“O fim da escala 6×1 pode gerar mais empregos e garantir ao trabalhador tempo para estudar, cuidar da saúde e ter lazer”, afirmou o secretário-geral da CUT, Renato Zulato

Para ele, reduzir jornadas exaustivas é uma medida concreta para abrir vagas e permitir que trabalhadores tenham tempo para qualificação e convivência familiar. “Não se trata apenas de tecnologia, mas de qualidade de vida”, afirmou, ao defender mudanças estruturais.

fim-da-escala-6x1-e-defesa-da-familia-e-da-fe-diz-erika-hilton-quem-defende-familia-e-religiosidade-deveria-defender-o-fim-da-escala-6x1-afirma-erika-hilton-tvt-news
Argumentos contra o fim da escala 6×1 lembram a retórica das elites escravocratas contra a abolição. Foto: Letycia Bond/Agência Brasil

Já um estudo divulgado em 2024 pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) apontou que a Inteligência Artificial (IA) afetará 60% dos empregos em todo o mundo: metade de forma positiva e metade de forma negativa, ou seja, eliminando a participação humana em vários setores.

Renato Zulato também alertou para os impactos da inteligência artificial no mercado de trabalho. Segundo ele, a transformação digital já altera rotinas produtivas e pode ampliar desigualdades se não houver políticas públicas de qualificação.

“Estamos vivendo a era da inteligência artificial. Se não houver reflexão e políticas de inclusão, parte da população será excluída dos novos processos produtivos e sociais”, disse o secretário geral da CUT.

É possível acabar com a escala 6×1?

Pesquisa da Unicamp corrobora visão do governo Lula, que defende modernização das relações de trabalho como parte da agenda de desenvolvimento social e econômico.

Fim da escala 6×1: estudo aponta que redução da jornada pode gerar 4,5 milhões de empregos

Um levantamento da economista Marilane Teixeira, pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mostra que a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 36 horas, com o fim da escala 6×1, tem potencial de gerar até 4,5 milhões de novos empregos no Brasil e elevar em cerca de 4% os níveis de produtividade no país.

O estudo faz parte do Dossiê 6×1, documento elaborado por 63 autores — entre professores, pesquisadores, auditores fiscais do Trabalho e representantes sindicais — que reúne 37 artigos sobre os impactos econômicos e sociais da medida.

A conclusão central do dossiê é direta: o Brasil está pronto para trabalhar menos. O diagnóstico contraria projeções pessimistas do mercado e derruba o argumento de que a mudança poderia provocar queda no PIB ou agravar a insolvência das empresas.

“Não vai ser agora, com avanços tecnológicos, num contexto de pleno emprego, com crescimento econômico e o nível de tecnologia que temos, que não vai ser possível no Brasil reduzir para 40 horas”, afirma Marilane Teixeira.

centrais-sindicais-acompanhe-a-marcha-da-classe-trabalhadora-em-brasilia-marcha-dos-trabalhadores-em-brasilia-pede-fim-da-escala-6x1-nesta-quarta-15-foto-ricardo-weber-tvt-tvt-news-fim-da-escala-6x1-camara-dos-deputados-instala-comissao-fim-da-escala-6-x-1-e-reducao-da-jornada-de-trabalho-sem-diminuicao-de-salarios-trabalhadores-pelo-fim-da-escala-6x1-tvt-news
Marcha dos Trabalhadores com Centrais Sindicais em Brasília pede fim da escala 6×1 nesta quarta (15) – Foto: Ricardo Weber/TVT

O que os dados mostram sobre o fim da escala 6×1

Com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do IBGE, o dossiê revela que aproximadamente 21 milhões de trabalhadores brasileiros cumprem jornada superior às 44 horas previstas na CLT. Outros 76,3% das pessoas ocupadas no país trabalham mais de 40 horas por semana — o que derruba a narrativa de que o brasileiro trabalha pouco.

A pesquisadora também chama atenção para os custos humanos da sobrecarga: em 2024, o Brasil registrou meio milhão de afastamentos por doenças psicossociais decorrentes de condições desfavoráveis no trabalho — apenas no emprego formal.

A redução da jornada atingiria diretamente 76 milhões de trabalhadores caso a escala 4×3 seja adotada, e beneficiaria cerca de 45 milhões na hipótese de migração para a jornada de 40 horas semanais em escala 5×2. 

Ipea diz que é possível acabar com a escala 6×1

O estudo da Unicamp se soma a outras análises que sustentam tecnicamente a posição do governo. Uma nota técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), publicada em fevereiro de 2026, concluiu que os custos da redução da jornada para 40 horas seriam comparáveis aos de reajustes históricos do salário mínimo — medidas que não geraram desemprego. Nos grandes setores empregadores, como indústria e comércio, o impacto no custo operacional seria inferior a 1%.

fim-da-escala-6x1-pec-escala-6x1-tvt-news
Mobilização pelo fim da escala 6×1. Fotos: Paulo Pinto/Agência Brasil e Tomaz Silva/Agência Brasil

Pesquisa Sebrae diz que 51% dos empreendedores acreditam que não haverá impacto com fim da 6×1

O estudo do Sebrae revela que 51% dos proprietários de micro e pequenas empresas, além de microempreendedores individuais (MEI), acreditam que fim da escala 6×1 não afetará seus negócios. Já 11% acreditam que a medida impactará positivamente seus negócios.

De acordo com a 12ª edição da Pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae, cresceu o número de empreendedores que avaliam que o fim da escala 6×1 não trará impactos negativos para o funcionamento de suas empresas.

51%-dos-empreendedores-nao-preveem-impacto-com-fim-da-6x1-empreendedores-acreditam-que-fim-da-escala-6x1-nao-ira-afetar-seus-negocios-fonte-sebrae-tvt-news
Empreendedores acreditam que fim da escala 6×1 não irá afetar seus negócios – Fonte: Sebrae

Este índice demonstra um avanço em relação ao levantamento anterior, feito em 2024, quando 47% dos entrevistados compartilhavam dessa visão. O levantamento atual foi realizado entre os dias 19 de fevereiro e 18 de março de 2026, contando com a participação de 8.273 respondentes de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal.

Menos empreendedores enxergam proposta de forma negativa

A pesquisa também aponta uma redução na resistência à proposta.

O grupo de empreendedores que visualiza um impacto negativo na mudança recuou de 32% em 2024 para 27% em 2026. Em contrapartida, a parcela que acredita em benefícios reais com o fim da escala 6×1 subiu de 9% para 11%.

Perfil de empreendedores ouvidos

Dentro dos segmentos específicos de atuação, a Economia Criativa lidera a percepção de ganhos com a nova jornada, com 24% de respostas positivas. Na sequência, aparecem os setores de Logística e Transporte (17%) e a Indústria Alimentícia (16%). Outros ramos como academias, beleza e agronegócio também figuram entre os que não preveem prejuízos em suas atividades operacionais.

Tela Brasil estreia com clássicos e sucessos do cinema de graça; veja recomendação de filmes

Lançada oficialmente pelo governo Lula, a Tela Brasil chega como a primeira plataforma pública e gratuita de streaming dedicada exclusivamente ao audiovisual nacional, e já estreia com um catálogo recheado de produções clássicas, sucessos de público e obras premiadas internacionalmente.

A plataforma reúne 555 títulos produzidos entre 1910 e 2025, incluindo clássicos do Cinema Novo, documentários emblemáticos, animações premiadas e filmes que marcaram gerações. O acesso é gratuito, sem anúncios e feito exclusivamente pelo login gov.br. Veja a recomendação de filmes da TVT News.

Os clássicos indispensáveis

Para quem quer mergulhar na história do cinema brasileiro, a Tela Brasil oferece obras fundamentais. Entre elas está Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, um dos maiores marcos do Cinema Novo e referência mundial pela estética revolucionária e crítica social.

Outro destaque é Terra em Transe, também de Glauber, que mistura política, poesia e alegoria para retratar disputas de poder em um país fictício, mas extremamente familiar ao Brasil.

Orfeu Negro, filme dirigido por Marcel Camus e vencedor da Palma de Ouro em Cannes e do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, tem a trama ambientada no Rio de Janeiro durante o Carnaval, numa reinterpretação do mito grego de Orfeu e Eurídice em meio ao samba, às cores e à musicalidade brasileira.

Fechando a lista dos clássicos, A Hora da Estrela, adaptação da obra de Clarice Lispector dirigida por Suzana Amaral, emociona ao contar a trajetória silenciosa e dolorosa de Macabéa, uma jovem nordestina vivendo no Rio de Janeiro.

Tela-Brasil-estreia-neste-sabado-e-vai-levar-cinema-nacional-gratuito-para-todo-o-pais-reproducao-tvt-news
A “Netflix brasileira” tem o objetivo de democratizar o acesso à cultura e fortalecer o cinema do Brasil. Foto: Reprodução

Filmes essenciais do Tela Brasil para assistir

Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964)

Dirigido por Glauber Rocha, o filme é um dos maiores marcos do Cinema Novo brasileiro. A narrativa acompanha Manuel e Rosa, sertanejos que atravessam o Nordeste entre o fanatismo religioso e o cangaço, em meio à seca e à violência social. Com estética inovadora, fotografia impactante e forte crítica política, a obra ajudou a consolidar a ideia de um cinema brasileiro autoral e profundamente conectado às desigualdades do país.

Assista na Tela Brasil

Terra em Transe (1967)

Também dirigido por Glauber Rocha, o longa retrata uma fictícia república latino-americana mergulhada em disputas de poder, manipulação política e crise institucional. Acompanhando o jornalista e poeta Paulo Martins, o filme mistura simbolismo, alegoria e crítica social para refletir sobre autoritarismo, populismo e o papel dos intelectuais na política. Tornou-se uma das obras mais influentes do cinema político latino-americano.

Assista na Tela Brasil

Orfeu Negro (1959)

Vencedor da Palma de Ouro em Cannes e do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, o longa dirigido por Marcel Camus transporta o mito grego de Orfeu e Eurídice para o carnaval do Rio de Janeiro. Com trilha sonora marcada pela bossa nova e pelo samba, o filme conquistou reconhecimento internacional ao apresentar ao mundo uma imagem vibrante da cultura brasileira, ainda que também tenha sido alvo de debates sobre exotização do país.

Assista na Tela Brasil

A Hora da Estrela (1985)

Baseado na obra de Clarice Lispector e dirigido por Suzana Amaral, o filme acompanha Macabéa, jovem nordestina que vive à margem da sociedade em São Paulo. A interpretação de Marcélia Cartaxo recebeu grande reconhecimento por retratar com delicadeza a solidão e a invisibilidade social da personagem. A produção é considerada um dos retratos mais sensíveis da exclusão urbana no cinema nacional.

Assista na Tela Brasil

São Paulo Sociedade Anônima (1965)

Dirigido por Luís Sérgio Person, o longa é um retrato crítico da industrialização e da vida urbana na capital paulista durante os anos 1960. A trama acompanha Carlos, jovem empresário dividido entre ambição profissional e vazio existencial em uma cidade marcada pelo crescimento acelerado. O filme se destacou pela abordagem moderna e pela forma como captou as transformações econômicas e sociais de São Paulo.

Assista na Tela Brasil

Nadando em Dinheiro (1952)

Estrelado por Mazzaropi, o filme mistura humor popular e sátira social ao acompanhar as confusões de um homem simples que sonha enriquecer rapidamente. A produção ajudou a consolidar Mazzaropi como um dos maiores nomes da comédia brasileira, conhecido por representar personagens ligados ao cotidiano do interior paulista e às camadas populares do país.

Assista na Tela Brasil

Jango (1984)

Vinte anos após o golpe de 1964, “Jango” revisita a carreira política de João Goulart, deposto em 1º de abril. O documentário utiliza vasto material de arquivo, desde o início de sua trajetória até seu exílio e morte. O filme explora a intensa luta ideológica e a propaganda da direita, que usou Cuba como pretexto para radicalizar o debate e associar qualquer medida à “comunização”. A obra destaca a escalada de tensão, as sucessivas crises, o Comício da Central, as marchas de oposição, a revolta dos marinheiros e os últimos dias do governo, até a consolidação do regime militar. 

Assista na Tela Brasil

O Quatrilho (1995)

Dirigido por Fábio Barreto, o drama ambientado na serra gaúcha acompanha dois casais de imigrantes italianos cujas vidas mudam após uma troca inesperada de parceiros. Indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, o longa explora temas como tradição, desejo e conservadorismo em comunidades rurais do sul do Brasil no início do século XX.

Assista na Tela Brasil

O Que É Isso, Companheiro? (1997)

Inspirado no livro de Fernando Gabeira e dirigido por Bruno Barreto, o filme retrata a luta armada contra a ditadura militar brasileira. A trama gira em torno do sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, realizado por grupos de esquerda em 1969. Indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, o longa ajudou a ampliar o debate sobre memória e repressão política no Brasil.

Assista na Tela Brasil

Carandiru (2003)

Baseado no livro de Drauzio Varella e dirigido por Hector Babenco, o filme retrata o cotidiano da Casa de Detenção de São Paulo e culmina no massacre de 1992. A produção combina diferentes histórias de presos para abordar violência, desigualdade e falhas do sistema penitenciário brasileiro, tornando-se um dos maiores sucessos de público do cinema nacional.

Assista na Tela Brasil

Cinema, Aspirinas e Urubus (2005)

Dirigido por Marcelo Gomes, o longa se passa no sertão nordestino durante a Segunda Guerra Mundial e acompanha a amizade entre um alemão vendedor de aspirinas e um retirante brasileiro. Com narrativa intimista e belas paisagens áridas, o filme reflete sobre deslocamento, sobrevivência e os contrastes culturais do Brasil profundo.

Assista na Tela Brasil

Olga (2004)

Baseado na biografia escrita por Fernando Morais e dirigido por Jayme Monjardim, o filme conta a trajetória da militante comunista alemã Olga Benário, perseguida pelo regime nazista após ser entregue pela ditadura de Getúlio Vargas. O drama mistura romance e política ao retratar a repressão aos movimentos de esquerda no Brasil dos anos 1930.

Assista na Tela Brasil

O Menino e o Mundo (2013)

Dirigida por Alê Abreu, a animação acompanha a jornada de um menino que deixa o interior em busca do pai na cidade grande. Com visual criativo, poucos diálogos e forte uso de música e cores, o filme aborda desigualdade social, industrialização e globalização a partir do olhar infantil. Foi indicado ao Oscar de Melhor Animação e recebeu reconhecimento internacional pela originalidade estética.

Assista na Tela Brasil

O Sal da Terra (2014)

O documentário dirigido por Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado acompanha a trajetória do fotógrafo Sebastião Salgado. A obra revisita décadas de registros sobre guerras, migrações, fome e natureza ao redor do mundo, refletindo sobre humanidade, destruição ambiental e esperança. O filme foi indicado ao Oscar de Melhor Documentário.

Assista na Tela Brasil

Divinas Divas (2016)

Dirigido por Leandra Leal, o documentário resgata a história de artistas transformistas que marcaram a cena cultural carioca nas décadas de 1960 e 1970. Reunindo depoimentos, apresentações e memórias pessoais, o filme celebra a liberdade artística e discute resistência, identidade de gênero e diversidade em um período de forte repressão no Brasil.

Assista na Tela Brasil

Streaming público e gratuito

Desenvolvida com tecnologia 100% pública pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), a Tela Brasil foi criada para democratizar o acesso à cultura e ampliar a circulação do audiovisual nacional.

Além de gratuita e sem publicidade, a plataforma aposta em acessibilidade: mais de 300 obras já contam com audiodescrição, legendas descritivas e tradução em Libras.

Inicialmente disponível em versão web, a expectativa é que aplicativos para Android e iOS sejam lançados nas próximas semanas. O governo também prevê integração futura com Smart TVs e Chromecast.

Com a chegada de novos conteúdos da TV Brasil, o catálogo deve alcançar quase mil obras até o fim de 2026, se tornando a Tela Brasil como uma das maiores iniciativas públicas de preservação e difusão do cinema brasileiro.

Festival Cartografias de Bambas ocupa a Barra Funda para defender a memória do samba

O território tradicional do samba paulistano, a Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, será palco de uma importante ação de afirmação cultural. No dia 4 de junho, feriado de Corpus Christi, as ruas do bairro recebem o Festival Cartografias de Bambas. Leia em TVT News.

O evento gratuito é organizado de forma conjunta pela organização da sociedade civil Iniciativa Negra Por Uma Nova Política Sobre Drogas e pelo Bar do Chagas. O encontro marca o aniversário de dois anos do Samba & Conversa Fiada, um coletivo musical que atua na preservação das manifestações populares na região. Leia em

A atividade acontece das 14h às 21h, na Rua João de Barros, com o objetivo de fortalecer os laços comunitários e a identidade da população negra e periférica por meio da música, da economia criativa e do resgate histórico.

A iniciativa dialoga diretamente com as pautas de cidadania e direitos humanos, combatendo o apagamento histórico de comunidades tradicionais em áreas que sofrem com a especulação imobiliária e a gentrificação.

O samba como arquivo vivo da resistência negra paulistana

A escolha da Barra Funda para a realização do festival reflete a centralidade do bairro na constituição do samba feito em São Paulo.

O projeto Cartografias de Bambas, desenvolvido pela Iniciativa Negra, foi desenhado para atuar no resgate da memória e no protagonismo das pessoas negras na formação cultural daquela localidade. A proposta busca garantir que o legado deixado pelas gerações passadas continue acessível para a classe trabalhadora.

Nathália Oliveira, cofundadora e diretora executiva da Iniciativa Negra Por Uma Nova Política Sobre Drogas, analisa o papel da produção artística marginalizada como uma ferramenta política e de sobrevivência. Para a dirigente, o direito à cultura está diretamente associado à justiça social:

“A arte produzida por pessoas negras não nasce apenas do talento, mas também da necessidade de existir com dignidade em um país que historicamente tentou apagar essas vozes. O samba é um elemento central da identidade cultural paulistana, e essa cultura é um arquivo vivo da nossa resistência”.

A realização do evento foi viabilizada por meio de recursos de uma emenda parlamentar destinada pela deputada estadual Leci Brandão (PCdoB), por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.

Programação reúne gerações de sambistas e coletivos periféricos

O Samba & Conversa Fiada foi idealizado por instrumentistas locais com o propósito de impulsionar as rodas de rua tradicionais.

A dinâmica do grupo valoriza a musicalidade orgânica, o canto coletivo e a participação direta do público presente, sem palcos ou divisões excludentes.

Para a apresentação comemorativa na Rua João de Barros, o coletivo recebe um corpo expressivo de mulheres intérpretes, compositores veteranos e agremiações musicais de diversas regiões da cidade.

>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp

Entre as presenças confirmadas está a cantora e compositora Simone Tobias, neta do fundador da tradicional Escola de Samba Camisa Verde e Branco, além do sambista Zé Maria. Ambos figuram como personalidades homenageadas pelo projeto Cartografias de Bambas devido à contribuição histórica para o patrimônio imaterial de São Paulo.

festival-cartografias-de-bambas-ocupa-a-barra-funda-para-defender-a-memoria-do-samba---samba-conversa-fiada-no-bar-do-chagas–📸-@leo.art____--tvt-news
Samba Conversa Fiada no Bar do Chagas –📸 @leo.art____

O evento terá também as apresentações das cantoras Roberta Oliveira (do projeto Samburbano) e Adriana Moreira, ao lado dos compositores Marco Santos e Queixinho.

Conheça o compositor Queixinho

A pluralidade do cenário musical das periferias paulistanas se faz presente com a participação dos coletivos Pagode na Lata, Samba do Aguidá, Samba do Bule, Samba Murundu, Samba da Paçoca, Samba Camará e do grupo Nosso Dialeto.

A sonoridade do festival é complementada pelas discotecagens e seleções musicais da Festa Puro Caldo e do DJ Piores.

Economia criativa

Além da vertente estritamente musical, o festival promove a Feira da Economia Criativa, que reunirá produtores independentes das áreas de gastronomia, moda autoral e artes visuais.

O estímulo à economia viva e local funciona como uma alternativa de geração de renda para trabalhadoras e trabalhadores autônomos, artesãos e microempreendedores negros e periféricos.

A integração entre a arte de rua e o comércio popular viabiliza canais de distribuição solidária, contestando as lógicas excludentes do mercado tradicional.

Ao ocupar as vias públicas com cultura e cooperação mútua, a Iniciativa Negra e o Bar do Chagas constroem um espaço de sociabilidade seguro, voltado ao bem-estar coletivo e à valorização das manifestações populares que sustentam a história da cidade de São Paulo.

Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira divulga os habilitados para o certame

Os habilitados nas seis categorias do Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação já estão selecionados. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR), por meio da Secretaria de Políticas Digitais (SPDigi), que coordena o certame, divulgou a lista dos habilitados. Saiba mais na TVT News.

Uma comissão julgadora especializada avaliou os trabalhos inscritos no concurso de acordo com os critérios de qualidade técnica, relevância social e impacto da informação conforme o edital. O grupo de jurados foi composto por jornalistas renomados, especialistas em meio ambiente, lideranças indígenas e representantes de comunidades tradicionais. 

A solenidade de entrega do reconhecimento aos finalistas será em 11 de junho, no Itamaraty, em Brasília. Serão destinados o total de R$ 300 mil para os cinco melhores classificados de cada uma das seis categorias. Os primeiros colocados receberão R$ 30 mil, enquanto os segundos e terceiros lugares receberão R$ 15 mil e R$ 5 mil, respectivamente. 

O Fundo de Direitos Difusos do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) financia o certame. Os ministérios dos Povos Indígenas, dos Direitos Humanos e da Cidadania e das Relações Exteriores atuam em parceria na iniciativa. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) apoia o projeto.

>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp

Ampla participação

O concurso registrou a marca expressiva de 912 inscrições efetivadas de diferentes regiões do Brasil. Desse total, foram selecionadas cinco para cada uma das seis categorias. O maior volume concentrou-se na modalidade de Reportagem em Texto (Categoria 1), com 414 inscritos, seguida de perto por Reportagem Audiovisual (Categoria 3), com 176, e Fotojornalismo e Artes Visuais (Categoria 2), com 175 inscritos. 

O prêmio também obteve engajamento relevante em frentes de engajamento social e pedagógico, somando 96 participantes em Educação Midiática (Categoria 6), 27 em Comunicação Indígena (Categoria 4) e 21 em Comunicação de Comunidades Tradicionais (Categoria 5).

Com Secom

Locais de prova do simulado da Unicamp são divulgados

A Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest) divulgou os locais de prova do Simulado Presencial do Vestibular Unicamp 2026. O exame será realizado no domingo, 14 de junho, em quatro cidades do estado de São Paulo: Campinas, São Paulo, Piracicaba e Limeira. Saiba os detalhes na TVT News.

Os candidatos inscritos devem consultar o endereço específico da prova na área logada do site oficial da Comvest. Segundo a organização, 7.020 estudantes participarão do simulado, que busca reproduzir as condições reais da primeira fase do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Horários exigem atenção dos candidatos

A prova terá início às 13h, com abertura dos portões ao meio-dia. A Comvest recomenda que os participantes cheguem com pelo menos uma hora de antecedência.

Após o fechamento dos portões, não será permitida a entrada de retardatários. O exame terá duração total de cinco horas, com permanência mínima obrigatória de duas horas em sala.

>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp

Estrutura reproduz primeira fase do vestibular

O simulado contará com 72 questões de múltipla escolha, distribuídas entre disciplinas de Linguagens, Matemática, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Inglês. Cada questão terá quatro alternativas e valerá um ponto.

Na área de Linguagens, serão 12 perguntas de Língua Portuguesa e Literaturas. Matemática também contará com 12 questões. Já as disciplinas de Ciências Humanas terão questões de História, Geografia, Filosofia e Sociologia.

Em Ciências da Natureza, os candidatos responderão perguntas de Física, Química e Biologia, além de sete questões de Inglês.

Materiais permitidos e itens proibidos

Para realizar a prova, será obrigatório apresentar o documento de identidade original utilizado na inscrição. Os candidatos poderão levar canetas esferográficas pretas de material transparente, lápis preto, borracha, régua transparente, compasso e alimentos leves.

Aparelhos eletrônicos, relógios, corretivo líquido, lapiseira, marca-texto, bonés e chapéus estão proibidos durante a aplicação do exame.

Resultado será divulgado no fim de junho

Os resultados individuais serão divulgados no dia 29 de junho, também na área logada do site da Comvest. Os estudantes poderão comparar seu desempenho com as notas de corte do vestibular anterior para o curso desejado.

A comissão reforça que o desempenho no simulado não garante vantagens no Vestibular Unicamp 2026, servindo apenas como instrumento de autoavaliação e preparação para os estudantes.