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Da Redação

MEC visita obras do novo Campus Zona Leste da Unifesp

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, cumpre agenda oficial e visita a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) nesta sexta-feira, 24 de julho. A comitiva fará vistoria nas obras do Complexo do Instituto das Cidades, localizado no Campus Zona Leste (ZL1), às 10h. Leia em TVT News

No período da tarde, ao lado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa de encontro com lideranças do sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação. A agenda será realizada às 14h, na sede da SBPC, na capital paulista, e contará com a participação da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. 

Visita às obras do Instituto das Cidades  
Data: sexta-feira, 24 de junho 
Horário: 10h (horário de Brasília) 
Local: Complexo do Instituto das Cidades (Campus ZL1)  
Endereço: Avenida Jacu-Pêssego, 2630 – Itaquera, São Paulo (SP) 
Local: antiga Biblioteca do Campus São Paulo  

Presidente da República participa de encontro com lideranças do sistema de ciência e tecnologia no Brasil 
Data: sexta-feira, 24 de julho 
Horário: 14h  
Local: Sede da SBPC 
Endereço: Rua Maria Antônia, 294 – Vila Buarque, São Paulo (SP) 

Com Assessoria de Comunicação Social do MEC  

Lula visita Avibras em Jacareí após retomada da produção e destaca indústria de defesa nacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitou nesta sexta-feira (24) a fábrica da Avibras, em Jacareí, no interior de São Paulo, marcando a primeira ida de um chefe do Executivo federal à empresa desde a retomada de suas atividades, ocorrida em maio deste ano. Leia em TVT News.

A visita ocorre poucos meses depois de a Avibras conseguir retomar a produção após enfrentar uma das mais graves crises de sua história. A empresa passou anos em recuperação judicial, acumulou dívidas trabalhistas e permaneceu praticamente paralisada durante uma longa greve dos funcionários, encerrada somente após um acordo firmado com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região.

Lula desembarcou no Aeroporto de São José dos Campos por volta das 9h40 e seguiu para a unidade da Avibras, onde percorreu as instalações da empresa e participou de um evento sobre o reinício das atividades industriais. A programação oficial previa, além da visita à fábrica, pronunciamentos sobre o novo momento vivido pela companhia.

A agenda representa a segunda passagem do presidente pelo Vale do Paraíba em menos de duas semanas. No último dia 13 de julho, Lula esteve em São José dos Campos para participar do lançamento de uma turbina movida a etanol, reforçando a estratégia do governo federal de associar inovação tecnológica, política industrial e fortalecimento da produção nacional.

Avibras retoma atividades após anos de crise

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24.07.2026 – Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita a unidades industriais da empresa Avibras Aeroco, na Rodovia dos Tamoios, km 14, Jacareí – SP. Foto: Ricardo Stuckert

A reabertura da Avibras ocorreu depois da assinatura, em março deste ano, de um acordo que possibilitou o pagamento das dívidas trabalhistas da empresa, estimadas em cerca de R$ 230 milhões. O entendimento foi construído entre a direção da companhia e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, sendo posteriormente aprovado pelos trabalhadores.

A empresa enfrentava dificuldades financeiras desde 2022. Naquele ano, anunciou centenas de demissões, que acabaram revertidas, e entrou com pedido de recuperação judicial diante da deterioração de sua situação econômica.

Pouco tempo depois, os funcionários iniciaram uma greve motivada pelo atraso no pagamento de salários. A paralisação se estendeu por aproximadamente 1.280 dias, sendo considerada uma das mais longas já registradas no país. Durante esse período, cerca de 1,4 mil trabalhadores foram afetados pelos atrasos salariais e pela instabilidade vivida pela companhia.

A retomada da produção passou a ser vista como um marco tanto para os empregados quanto para a cadeia industrial ligada ao setor de defesa, área em que a Avibras atua há décadas desenvolvendo sistemas militares, foguetes, mísseis, lançadores e tecnologias espaciais destinadas às Forças Armadas brasileiras e também ao mercado internacional.

Governo destaca papel estratégico da empresa

Após acompanhar a visita presidencial, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, classificou a Avibras como uma empresa estratégica para o Brasil e afirmou que a expectativa do governo é de expansão das atividades nos próximos anos.

Segundo Alckmin, a retomada já permitiu a contratação de cerca de 480 trabalhadores. Ele também afirmou que, com o crescimento da produção, existe a perspectiva de reabertura de outra unidade da empresa, localizada em Lorena, responsável pela fabricação de insumos utilizados na produção de combustíveis para foguetes, mísseis e lançadores.

O vice-presidente destacou ainda o crescimento das exportações brasileiras na área de defesa. De acordo com ele, o setor exportou aproximadamente US$ 600 milhões em 2022 e alcançou cerca de US$ 3,4 bilhões no ano passado, indicando um aumento significativo das vendas externas. Para Alckmin, esse desempenho demonstra o potencial da indústria nacional de defesa e reforça a importância de preservar empresas capazes de desenvolver tecnologia própria e ampliar a capacidade produtiva do país.

Lula defende exportações e reforça apoio à indústria nacional diante de ataques de Trump

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24.07.2026 – Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita a unidades industriais da empresa Avibras Aeroco, na Rodovia dos Tamoios, km 14, Jacareí – SP. Foto: Ricardo Stuckert

Durante o evento em Jacareí, Lula destacou a importância da Avibras para a indústria brasileira e afirmou que o governo pretende ampliar o apoio ao setor de defesa, tanto por meio de compras públicas quanto pela busca de novos mercados internacionais.

O presidente disse que as Forças Armadas e o Ministério da Defesa deverão se preparar para realizar as encomendas necessárias à empresa e afirmou que o governo também atuará para ampliar as exportações brasileiras.

A gente vai ter que viajar para vender“, declarou o presidente ao defender uma atuação mais ativa do Estado na promoção dos produtos nacionais no mercado internacional.

Segundo Lula, a recuperação da Avibras demonstra que empresas estratégicas podem voltar a crescer quando recebem condições para reorganizar suas atividades. Ele ressaltou ainda o aumento das exportações da companhia, afirmando que o desempenho recente evidencia o potencial da indústria brasileira de alta tecnologia.

Embora a visita tenha ocorrido poucos dias após a entrada em vigor de novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, Lula evitou comentar diretamente as medidas durante o evento. Nesta semana, o governo norte-americano anunciou uma tarifa adicional de 12,5%, somada à cobrança de 25% já aplicada anteriormente sobre exportações brasileiras.

Como resposta, o governo brasileiro informou que pretende utilizar os mecanismos previstos na Lei da Reciprocidade Econômica para responder às medidas adotadas por Washington.

Críticas a Bolsonaro

Durante seu discurso, Lula voltou a criticar o ex-presidente Jair Bolsonaro ao comentar declarações feitas durante governos anteriores sobre supostas irregularidades envolvendo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O presidente afirmou que nunca existiu a chamada “caixa-preta” do banco e disse que as acusações não encontraram comprovação.

A caixa-preta estava na cabeça dele, que estava atrofiada de inteligência. Não tinha inteligência. Depois de meter o pau no BNDES, investigar, se rendeu à competência do BNDES“, afirmou.

A declaração ocorreu ao defender o papel do banco público no financiamento da indústria brasileira e de projetos considerados estratégicos para o desenvolvimento econômico.

Empresa busca consolidar recuperação

A expectativa do governo federal é que a retomada das atividades permita à Avibras recuperar espaço tanto no mercado interno quanto nas exportações.

Especializada na produção de sistemas de defesa, foguetes, mísseis, veículos espaciais e lançadores, a companhia fornece equipamentos para as Forças Armadas brasileiras e também mantém clientes em diversos países.

A reativação da produção representa o encerramento de um período marcado por dificuldades financeiras, negociações trabalhistas e paralisações prolongadas. Para os trabalhadores, o acordo firmado neste ano abriu caminho para a retomada dos empregos e para o pagamento das dívidas acumuladas ao longo da recuperação judicial.

A visita presidencial também sinaliza o interesse do governo em fortalecer setores industriais considerados estratégicos para o desenvolvimento tecnológico do país, especialmente aqueles ligados à defesa, inovação e produção de alto valor agregado.

Números de desmatamento desmentem argumentos do tarifaço

Levantamento divulgado nesta sexta-feira (24) pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) mostra que 588 áreas protegidas da Amazônia passaram sem registros de desmatamento entre janeiro e junho deste ano. Saiba mais na TVT News.

O total corresponde a mais de 80% desses territórios e inclui 330 terras indígenas e 258 unidades de conservação.

Os dados foram divulgados poucos dias após o governo dos Estados Unidos incluir o desmatamento ilegal entre as justificativas para impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

Em resposta, o governo brasileiro afirmou que as acusações são “indevidas” e sustentou que os índices de desmatamento vêm caindo desde 2023.

Menor desmatamento em 8 anos

Segundo o Imazon, a Amazônia registrou 1.145 quilômetros quadrados de floresta derrubada entre janeiro e junho de 2026, resultado 10% menor que o do mesmo período do ano passado. O instituto afirma que se trata da menor área desmatada em um primeiro semestre dos últimos oito anos.

Em relação a 2022, quando foi registrado o pico da série histórica para o período, a redução alcançou 76%.

As áreas protegidas responderam por 97,37 quilômetros quadrados do desmatamento ocorrido na Amazônia no semestre, o equivalente a 8% do total. Desse volume, 9,38 quilômetros quadrados foram registrados em terras indígenas e 87,99 quilômetros quadrados em unidades de conservação.

Destaques negativos

Apesar da redução geral, o estudo aponta focos persistentes de pressão sobre a floresta. O destaque negativo é o da Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, no Pará, responsável por metade do desmatamento registrado em todas as áreas protegidas da Amazônia no primeiro semestre. Foram desmatados 47,85 km² entre janeiro e junho no território.

A Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, no Pará, ganhou também destaque, pelo Imazon, por conta da recente aprovação, no Senado, de um projeto de lei que reduz sua área. Esta foi, segundo o estudo, a quinta unidade de conservação mais desmatada na Amazônia.

O território perdeu 3,45 km² de floresta, o que equivale a quase 350 campos de futebol.

“A aprovação desse projeto mostra que o Congresso Nacional está legislando para favorecer um pequeno grupo de pessoas que invadiu ilegalmente essa unidade de conservação após sua criação, em 2006”, explica a coordenadora do Programa de Direito e Sustentabilidade do Imazon, Brenda Brito.

Segundo a coordenadora do Imazon, as unidades de conservação são importantíssimas para conter o desmatamento e combater a crise climática. “Por isso, esse projeto precisa ser vetado pela Presidência”, defendeu.

Estados

De acordo com o Imazon, apenas dois dos nove estados que compõem a Amazônia Legal registraram alta no desmatamento entre agosto de 2025 e junho de 2026: Roraima (de 25%) e Maranhão (de 20%).

Os outros sete estados apresentaram quedas entre 67% (Tocantins) e 27% (Mato Grosso).

Tendo como base o tamanho das áreas desmatadas, a liderança no período ficou com o Pará (684 km²), seguido do Mato Grosso (509 km²) e do Amazonas (378 km²).

Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

Feira Imigração Em Cena celebra a independência da Colômbia na sede da Funarte em São Paulo

No próximo dia 26 de julho, o Complexo Cultural da Funarte, em São Paulo, recebe a VI edição da Feira Cultural e Artística – Imigração em Cena, que desta vez celebra a comunidade colombiana que vive em São Paulo e a festa da independência do país.

Realizada pelo Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante (CDHIC) e pelo Café Colombiano, a feira promove um domingo inteiro de atividades culturais, com apresentações musicais de cumbia, danças típicas, contação de histórias, vivências para crianças, comidas típicas, barracas de artesanato, sessão de cinema com um filme colombiano e outras manifestações artísticas que apresentam a diversidade e a riqueza da cultura desse país. Entre os destaques do evento estão o cantor e gaiteiro colombiano radicado em São Paulo Aleksey “El Majadero”, que mistura cumbia e salsa com forró brasileiro, e a cantora e compositora colombiana Victoria Saavedra, também radicada em São Paulo, que apresenta clássicos da rainha da música latina, Shakira, com novos arranjos de carnaval brasileiro e ritmos afro-latinos.

Com entrada gratuita, a VI Imigração em Cena conta com o apoio da Organização Internacional para as Migrações (OIM), da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), da Prefeitura de São Paulo, da Rede Sem Fronteiras, da Funarte e da União Geral dos Trabalhadores (UGT).

Mais do que uma programação cultural, a feira busca fortalecer o reconhecimento das comunidades migrantes como protagonistas da vida cultural da cidade. Ao promover encontros entre diferentes culturas, o evento amplia a visibilidade de artistas, empreendedores e coletivos migrantes, além de estimular o diálogo, a convivência e o combate aos estereótipos sobre migração.

A VI edição da Feira celebra também a presença da maior comunidade colombiana do país, que vive no estado de São Paulo. Dados do Observatório das Migrações (NEPO/Unicamp), com base nos registros da Polícia Federal, mostram que mais de 34 mil imigrantes do país vizinho vivem na capital paulista e na Região Metropolitana.

A edição dedicada à Colômbia dá continuidade ao projeto, que já homenageou os povos do Togo, do Haiti, da Palestina e do Afeganistão, consolidando-se como um espaço permanente de intercâmbio cultural e de valorização da diversidade dos povos imigrantes em São Paulo.

PROGRAMAÇÃO

10h00 | Colorín Colorado – Histórias colombianas para crianças e famílias

11h00 | Vivência Cultural para as Infâncias – atividades e brincadeiras

12h30 | Cine Fórum Colombiano: projeção do filme “La Suprema”

15h00 | Prende la Vela e Cumbia dos Mares – música e dança tradicional

16h00 | Concerto de Victoria Saavedra – show

17h30 | Concerto de Aleksey “El Majadero” – show

SERVIÇO

Evento: VI Feira Cultural e Artística – Imigração em Cena | Edição Colômbia

Data: 26 de julho (domingo)

Horário: das 10h às 19h

Local: Complexo Cultural Funarte – Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos – São Paulo (SP)

Entrada: gratuita

Classificação: livre

Alckmin defende negociação contra tarifaço, anuncia crédito ao agro e destaca retomada da Avibras

Durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Avibras Aeroco, em Jacareí (SP) nesta sexta-feira (24), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin afirmou que o governo federal continuará priorizando a negociação com os Estados Unidos para reduzir os impactos do tarifaço sobre produtos brasileiros.

O ministro também anunciou o lançamento do programa Move Agrícola e destacou a retomada das operações da fabricante de defesa como exemplo da recuperação da indústria nacional. Leia em TVT News.

Alckmin comenta negociação com os EUA e apoio aos setores afetados

Ao comentar as tarifas impostas pelos Estados Unidos, Alckmin criticou a justificativa utilizada pelo governo norte-americano para adotar as medidas e afirmou que o Brasil manterá a estratégia baseada em diálogo diplomático, apoio aos setores afetados e abertura de novos mercados para as exportações brasileiras.

“Seguimos trabalhando em três frentes: manter o diálogo com os Estados Unidos, apoiar os setores atingidos com R$ 18,5 bilhões em crédito para capital de giro e investimentos e ampliar mercados para os produtos brasileiros. O Estado deve atuar como parceiro estratégico da iniciativa privada, oferecendo previsibilidade para o crescimento da indústria nacional.”

Segundo o vice-presidente, mesmo diante das restrições comerciais, o desempenho das exportações brasileiras demonstra a capacidade do país de ampliar sua presença internacional. Ele citou os recordes alcançados pelo comércio exterior nos últimos anos e reforçou que o governo seguirá buscando alternativas para minimizar os efeitos das tarifas.

Move Agrícola e retomada da Avibras são citadas por Geraldo Alckmin

Ainda durante o evento, Alckmin anunciou o início do programa Move Agrícola, voltado ao financiamento da compra de tratores, colheitadeiras e implementos agrícolas. A iniciativa contará com recursos de bancos públicos e privados e oferecerá crédito com juros de 9% ao ano.

“A partir de hoje começa o Move Agrícola. O setor rural terá acesso a financiamento para compra de máquinas e equipamentos com juros de 9% ao ano. A medida vai aumentar a produtividade no campo, contribuir para reduzir o preço dos alimentos e fortalecer as exportações brasileiras.”

Na parte final do discurso, o vice-presidente ressaltou a importância da retomada da Avibras Aeroco, que voltou a operar em maio deste ano após mais de três anos de paralisação. Para Alckmin, a recuperação da empresa representa um avanço para a Base Industrial de Defesa e para o desenvolvimento tecnológico do país.

“A reabertura da Avibras representa a retomada de 480 postos de trabalho e valoriza profissionais que dedicaram entre 10 e 40 anos à empresa. Também permite recolocar em operação a fábrica de Lorena, consolidando a Avibras como uma indústria estratégica para o Brasil.”

A antiga Avibras passou mais de três anos com as atividades paralisadas em meio a uma crise financeira. A retomada foi viabilizada por um acordo com os trabalhadores e faz parte do plano de recuperação da companhia, que voltou a atuar no mercado de defesa sob a nova marca Avibras Aeroco.

Visita ocorre em meio a retomada das atividades da Avibras

Nesta sexta-feira, o presidente Lula fez uma visita às instalações da Avibras Aeroco, em Jacareí, empresa de brasileira de tecnologia dos setores de defesa e espacial civil.

A agenda ocorre em momento considerado crucial para a empresa, que acaba de retomar as atividades após anos de dificuldades financeiras.

A reativação há poucos meses, em 4 de maio, marcou momento importante para a fabricante, tradicional do setor. No período, a empresa chegou a parar a produção e passar por uma grande greve. Agora, o retorno da produção busca a recuperação no mercado nacional e internacional após fase de incertezas.

Nesta fase de recuperação da Avibras, ocorreu também seu credenciamento como Empresa Estratégica de Defesa (EED) pelo ministro da Defesa José Mucio Monteiro Filho, que inclui a fabricante entre as companhias consideradas essenciais para a Base Industrial de Defesa do país.

O selo é outorgado para empresas que fazem pesquisa e desenvolvimento de tecnologias estratégicas para a soberania nacional e possibilita acesso a programas de governo, incentivos à inovação e oportunidades em compras públicas ligadas ao setor.

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Pesquisa mostra que vacinação diminuiu prevalência de HPV entre jovens

A prevalência dos principais tipos de HPV caiu quase à metade no Brasil após a vacinação, aponta o maior estudo sobre a eficácia do imunizante já realizado na América Latina.Saiba mais na TVT News.

Dados coletados em 2016 e 2017 mostram que 14,98% dos participantes já tinham sido infectados por pelo menos um dos quatro tipos cobertos pela vacina. Já nas amostras coletadas entre 2020 e 2023, essa proporção ficou em 7,95%. 

A pesquisa Pop-Brasil foi realizada pelo Hospital Moinhos de Vento, em parceria com o Ministério da Saúde. Na primeira fase, foram analisadas amostras de 6.388 participantes não vacinados de ambos os sexos. Já na segunda fase, foram mais de 10 mil participantes, vacinados e não vacinados. As amostras foram coletadas em unidades de saúde.

Nos dois períodos, o foco foram os jovens de 16 a 25 anos, como explica a médica epidemiologista e líder da pesquisa Eliana Wendland:

“Essa faixa etária é a que tem a maior prevalência de HPV, porque é o início da atividade sexual. Essa faixa etária também foi escolhida porque todo mundo ali já deveria ter sido vacinado”

Infelizmente, não foi isso o que aconteceu. Entre as meninas e mulheres da pesquisa, apenas 61,8% estavam vacinadas, e a proporção foi ainda menor entre os participantes do sexo masculino: 31,1%. A taxa de cobertura ideal é de 90%. 

Ainda assim, a vacina comprovou o seu potencial. Entre as meninas e mulheres, a prevalência dos tipos de HPV cobertos pelo imunizante foi de 15,6% na primeira fase, quando apenas pessoas não vacinadas participaram da pesquisa. Já na segunda fase, a detecção do vírus entre as participantes vacinadas caiu para 3,1%. 

De acordo com Eliana, a pesquisa verificou ainda que o imunizante já foi capaz de produzir um certo “efeito rebanho”:

“Nós também percebemos nas meninas um efeito populacional da vacinação. Mesmo entre aquelas que não foram vacinadas, nós tivemos uma diminuição da prevalência de HPV.”

Isso acontece porque a vacinação em altas coberturas diminui a circulação dos agentes causadores de doença, protegendo indiretamente toda a população. Na parcela de meninas e mulheres não vacinadas, a prevalência dos quatro tipos de HPV combatidos pela vacina foi de 10,5% na segunda fase da pesquisa. 

Já entre os homens, a prevalência desses subtipos do vírus caiu de 13,8% para 4,6% entre os vacinados, mas não houve mudança estatisticamente significativa entre os participantes não vacinados da segunda fase. De acordo com Eliana, a explicação é a baixa cobertura vacinal desse público. 

“Esse achado não é inesperado, uma vez que os meninos costumam receber menos incentivo à vacinação contra o HPV do que as meninas, em parte porque o vírus ainda é amplamente percebido como uma causa predominantemente do câncer do colo do útero”, destaca a prévia do artigo que será publicado na revista npj Vaccines com os resultados da pesquisa. 

Vacinação eficaz

Outro dado reforça o poder e a importância da vacina é que, entre as duas fases da pesquisa, a prevalência geral de HPV na população, considerando todos os subtipos existentes, subiu de 46,7% para 56,6%, ao contrário do que aconteceu com os quatro subtipos combatidos pelo imunizante. 

A pesquisa também encontrou evidências de que o esquema atual oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de apenas uma dose, é eficaz, porque não encontrou diferença na prevalência do vírus comparando pessoas vacinadas com uma, duas ou três doses. 

A vacinação contra o HPV pelo Sistema Único de Saúde começou em 2014, apenas com meninas, mas passou a englobar também os meninos a partir de 2017, com algumas mudanças na faixa etária ao longo dos anos. Em 2024, o esquema básico mudou de duas doses para uma. 

Hoje, o público-alvo são todas as crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, além de alguns públicos adultos vulneráveis, como imunossuprimidos, vítimas de violência sexual, usuários de profilaxia pré-exposição para prevenção do HPV e pessoas que já tiveram lesões precursoras no colo do útero. 

O HPV, sigla para papilomavírus humano, é o principal causador do câncer do colo do útero, mas também pode provocar a doença em outros órgãos como pênis, ânus e garganta. Nem todo subtipo do vírus têm potencial cancerígeno, mas a vacina disponível no sistema público protege contra os quatro principais tipos oncogênicos. 

Tâmara Freire – Repórter da Agência Brasil