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Da Redação

Após caos nos trens da Trivia, Tarcísio atrasa privatização da CPTM de olho nas eleições

O governo de São Paulo, comandado por Tarcísio de Freitas (Republicanos) deve retomar, de forma temporária, a participação da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) na operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. Leia em TVT News.

O período, que deverá ser de 90 dias, coincide com as vésperas das eleições para governador, que ocorre em outubro. A Trivia Trens assumiu oficialmente a administração das três linhas na última terça-feira (21).

A medida foi anunciada nesta quinta-feira (23), após uma sequência de falhas registrada nos primeiros dias de funcionamento da empresa privada.

A proposta será analisada pelo Conselho Diretor da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e prevê que a CPTM volte a atuar em conjunto com a concessionária por um período inicial de 90 dias.

O objetivo alegado é investigar as causas dos problemas operacionais e reorganizar o funcionamento das linhas para evitar novos transtornos aos passageiros.

Desde então, foram registrados problemas operacionais em todos os três dias de operação, provocando atrasos, paralisações e superlotação nas estações.

Privatiza que melhora???

Em 23 de julho, pelo terceiro dia consecutivo, as linhas 11, 12 e 13 apresentaram falhas. Mas a do dia 23 foi um verdadeiro caos que colocou em risco a vida dos passageiros.

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Explosão acontece dentro de vagão da Linha 12-Safira da Trivia Trens. Foto: Reprodução/X: @jon_univers

Governo fala em reforço da CPTM após falhas

Segundo o diretor-presidente da Artesp, André Isper, a proposta de retomada da operação compartilhada já estava prevista no contrato de concessão firmado com a empresa em 2025 e deverá ser aprovada pelo conselho da agência reguladora.

O governo de Tarcísio de Freitas alega que a presença da CPTM durante esse período servirá para auxiliar a concessionária na normalização do serviço, enquanto são apuradas as causas das falhas registradas desde o início da concessão.

A Artesp informou que pretende utilizar os próximos três meses para avaliar detalhadamente os problemas operacionais, especialmente a interrupção registrada nesta quinta-feira, além de revisar os procedimentos adotados pela concessionária.

Ainda segundo a agência, a experiência de concessões anteriores, como as das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, demonstrou a necessidade de acompanhamento permanente e fiscalização rigorosa durante a transição entre a operação pública e a privada.

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Foto: Portal CPTM/Reprodução

Em nota, a Artesp informou que acompanha desde as primeiras horas desta quinta-feira a ocorrência que comprometeu a circulação dos trens nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.

Segundo a agência, equipes de fiscalização monitoram as medidas adotadas pela concessionária para restabelecer a operação e prestar atendimento aos passageiros afetados pelos transtornos.

O órgão também afirmou que continuará fiscalizando o cumprimento das obrigações contratuais da Trivia Trens e que poderá aplicar as medidas administrativas previstas no contrato de concessão caso sejam constatadas irregularidades.

A decisão de trazer novamente a CPTM para a operação ocorre poucos dias após o início da concessão e representa um recuo do governo Tarcísio de Freitas na estratégia de transferir integralmente à iniciativa privada a gestão das três linhas.

Caos nas linhas 12-Safira, 11-Coral e 13-Jade da Trivia Trens

Na manhã desta quinta-feira (23), as linhas 12-Safira, 11-Coral e 13-Jade amanheceram com problemas técnicos e a operação está paralisada. A empresa responsável pelo funcionamento das linhas é a Trivia Trens, que há apenas três dias assumiu totalmente o controle da operação, após um ano de assistência pela CPTM.

A Trivia Trens informou que a circulação de trens nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade apresentam problemas, devido a uma ocorrência que provocou a interrupção do fornecimento de energia no trecho entre as estações Brás e Sebastião Gualberto.

Para o g1, Paulo Ferreira, diretor de operação da Trivia, um possível curto-circuito em um dos trens acabou desligando as subestações de energia que gerou a paralisação nas linhas da empresa.

Os passageiros registraram momento em que um vagão explodiu por volta das 6h da manhã na Linha 12-Safira, na Zona Leste de São Paulo. É possível verificar pequenas faíscas iniciais, seguida por um grande foco de fogo que se alastra no vagão. Segundo a TV Globo, não houve feridos.

Erika Hilton e Sofia Favero acionam o MP pedindo suspensão da privatização das linhas 11, 12 e 13

Após caos se instaurar nas linhas 12-Safira, 11-Coral e 13-Jade na manhã desta quinta (23), Sofia Favero e Erika Hilton acionaram o Ministério Público (MP) pedindo a suspensão da privatização dessas linhas encabeçada pelo governo de Tarcísio de Freitas. Leia em TVT News.

Leia também: Após caos nos trens da Trivia, Tarcísio atrasa privatização da CPTM

“Eu e a deputada Erika Hilton estamos acionando o Ministério Público e pedindo a suspensão imediata da privatização das linhas Coral, Safira e Jade”, escreveu Sofia Favero, pré-canditada a deputada estadual por São Paulo, em sua rede X.

Nesta manhã, as linhas 12-Safira, 11-Coral e 13-Jade apresentaram problemas técnicos e a operação ficou paralisada. A empresa responsável pelo funcionamento das linhas é a Trivia Trens, que faz três dias que assumiu totalmente o controle, após um ano de operação assistida pela CPTM.

Trivia Trens informou que a circulação de trens nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade apresentam problemas, devido a uma ocorrência que provocou a interrupção do fornecimento de energia no trecho entre as estações Brás e Sebastião Gualberto. É o terceiro dia seguido de problemas nas linhas da concessionária, que assumiu oficialmente a operação na terça-feira (21).

Passageiros registraram momento em que vagão da Linha 12-Safira da Trivia explodiu com passageiros dentro.

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Explosão acontece dentro de vagão da Linha 12-Safira da Trivia Trens. Foto: Reprodução/X: @jon_univers

“É inaceitável que, em apenas três dias de privatização, o caos seja instaurado. Que um trem pegue fogo com os passageiros dentro.

Mas, infelizmente, a gestão Tarcísio de Freitas só pensa em vender o patrimônio do nosso povo. Nem que, pra isso se concretizar, vidas sejam colocadas em risco”, escreveu Favero.

A pré-candidata e Erika Hilton também estão pedindo a indenização das pessoas que foram prejudicadas pelo incêndio na manhã de hoje.

“Não podemos tolerar que, em nome do lucro privado, a população, os trabalhadores, as empresas e o próprio funcionamento da metrópole de São Paulo sejam feitos de reféns pela Trivia Trens dentro de um vagão em chamas”, completou.

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Representação da Erika Hilton e Sofia Favero – Reprodução/ Redes sociais

A deputada Sâmia Bonfim e a vereadora Luna Zarattini também criticaram a concessão das linhas de trem para a empresa Trivia Trens

GSH Banco de Sangue de São Paulo faz apelo urgente à população

Os estoques sanguíneos do GSH Banco de Sangue de São Paulo continuam em queda e chegaram a uma situação preocupante.

Diante da redução acentuada no número de doadores, a instituição faz um apelo urgente à população para que pessoas que estejam em boas condições de saúde se mobilizem e compareçam para doar sangue.

A manutenção dos estoques em níveis seguros é fundamental para garantir o atendimento aos pacientes que dependem de transfusões diariamente.

O período de férias escolares e as baixas temperaturas do inverno, que favorecem o aumento das doenças respiratórias, estão entre os fatores que contribuem para a diminuição das doações nesta época do ano. Ao mesmo tempo, a demanda por hemocomponentes permanece elevada.

Durante as férias, com o aumento do fluxo de veículos nas estradas, também crescem as situações emergenciais e os acidentes de trânsito, que podem exigir transfusões.

Além disso, pacientes em tratamento médico, cirúrgico ou oncológico continuam precisando de sangue todos os dias, independentemente da época do ano.

Neste momento, todos os tipos sanguíneos são necessários para ajudar a recompor os estoques e garantir o atendimento à demanda hospitalar.

De acordo com Janaína Ferreira, líder de captação do GSH Banco de Sangue, a situação exige uma mobilização imediata da sociedade.

“O sangue humano não possui um substituto artificial. Por isso, dependemos da solidariedade de pessoas voluntárias para que os pacientes possam receber o tratamento de que precisam. A sociedade desempenha um papel muito importante quando o assunto é salvar vidas, e neste momento precisamos, mais do que nunca, dessa mobilização. Cada pessoa que comparece para doar faz a diferença e ajuda a manter os atendimentos hospitalares”, destaca Janaína.

A instituição reforça que doar sangue é um procedimento rápido, seguro e que pode salvar até quatro vidas com uma única doação. A recomendação é que as pessoas que estejam em boas condições de saúde reservem cerca de uma hora do seu dia para contribuir com esse gesto de solidariedade.

Veja onde as doações podem ser feitas

  • Unidade Paraíso: Rua Tomás Carvalhal, 711, bairro Paraíso – atende diariamente, das 7h às 18h, inclusive aos finais de semana e feriados;
  • Unidade Bela Vista | Hospital BP, Rua Maestro Cardim 769, Bela Vista (Portaria 2) – atende diariamente, das 7h às 18h, inclusive aos finais de semana e feriados;
  • Unidade Santo André, Av. Dom Pedro II, 877 (Próximo ao Parque Celso Daniel), atende de segunda a sábado, das 7h às 12h.

Confira a lista completa dos pré-requisitos para doação de sangue:

  • Apresentar um documento oficial com foto (RG, CNH etc.) em bom estado de conservação;
  • Ter idade entre 16 e 69 anos desde que a primeira doação seja realizada até os 60 anos (menores de idade precisam de autorização e presença do responsável legal no momento da doação);
  • Não é permitido realizar doação acompanhado de menores de 12 anos (exceto se o menor estiver acompanhado de dois adultos, sendo necessário o revezamento dos mesmos enquanto acontece a doação);
  • Estar em boas condições de saúde, se sentindo bem, sem qualquer sintoma;
  • Pesar a partir de 50 kg e ter dormido ao menos 6h na última noite;
  • Não ter feito uso de bebida alcoólica nas últimas 12 horas;
  • Não é necessário estar em jejum, evitar alimentos gordurosos;
  • Se fez tatuagem e/ou piercing, aguardar 12 meses. Exceto para região genital e boca (12 meses após a retirada);
  • Em caso de diabetes, deverá estar controlada e não fazer uso de insulina;
  • Se passou por endoscopia ou procedimento endoscópico, aguardar 6 meses;
  • Não ter tido Doença de Chagas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST);
  • Candidatos que apresentaram sintomas de gripe e/ou resfriado devem aguardar 7 dias após cessarem os sintomas e o uso das medicações;
  • Aguardar 48h para doar caso tenha tomado a vacina da gripe, desde que não esteja com nenhum sintoma.

Consulte a equipe do banco de sangue em casos de hipertensão, uso de medicamentos e cirurgias.

Privatização das linhas 11, 12 e 13 da CPTM; entenda o que muda

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) iniciou uma nova etapa do processo de privatização do transporte sobre trilhos em São Paulo com a transferência da operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, além do Expresso Aeroporto, para a concessionária Trivia Trens.

A mudança integra o programa de privatizações do Governo de São Paulo de Tarcísio de Freitas e prevê investimentos de R$ 14,3 bilhões ao longo de 25 anos, com promessas de “modernização” da infraestrutura, ampliação da rede e melhorias operacionais. Leia em TVT News.

Privatiza que melhora???

Em 23 de julho, pelo terceiro dia consecutivo, as linhas 11, 12 e 13 apresentaram falhas. Mas a do dia 23 foi um verdadeiro caos que colocou em risco a vida dos passageiros.

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Explosão acontece dentro de vagão da Linha 12-Safira da Trivia Trens. Foto: Reprodução/X: @jon_univers

Confira imagens sobre o caos nas linhas privatizadas

E o que diz o Tarcísio?

Entenda a privatização nas linhas 11, 12 e 13 da CPTM

Com a mudança, a Trivia passa a ser responsável pela circulação dos trens, manutenção das composições, conservação das estações e da infraestrutura ferroviária. A transferência, porém, não será imediata. O processo ocorrerá de forma gradual até julho de 2027, período em que a concessionária atuará sob supervisão da CPTM durante cerca de um ano, permitindo uma transição entre as equipes e os sistemas de operação.

Apesar da alteração na administração dos ramais, o valor da tarifa permanece sob responsabilidade do Governo de São Paulo. A passagem continua custando R$ 5,40, e o contrato de concessão impede que a empresa privada faça reajustes por iniciativa própria. Também foi estabelecido que parte da remuneração da concessionária dependerá da qualidade do serviço prestado, com metas de desempenho relacionadas à operação.

As linhas concedidas atendem parte significativa da Região Metropolitana de São Paulo. A Linha 11-Coral da CPTM liga Palmeiras-Barra Funda à estação Estudantes, em Mogi das Cruzes. A Linha 12-Safira conecta o Brás a Calmon Viana, em Poá. Já a Linha 13-Jade faz a ligação entre Engenheiro Goulart e o Aeroporto Internacional de Guarulhos, além do serviço Expresso Aeroporto.

1 milhão de embarques ocorrem nessas linhas da CPTM em dias úteis

Mapa metrô e CPTM – Divulgação

Juntos, os ramais concentram aproximadamente 1 milhão de embarques em dias úteis. Dados utilizados no contrato apontam que a Linha 11 responde pela maior demanda, com cerca de 622 mil passageiros por dia. A Linha 12 registra aproximadamente 360 mil embarques diários, enquanto a Linha 13 transporta pouco mais de 24 mil usuários em seu serviço regular. O Expresso Aeroporto também integra a concessão e complementa a ligação ferroviária com o terminal aeroportuário.

Entre os principais compromissos previstos no contrato estão investimentos na renovação da infraestrutura ferroviária. As intervenções incluem modernização dos trilhos, da rede elétrica, dos sistemas de sinalização, comunicação operacional e fornecimento de energia para as composições. A expectativa é aumentar a confiabilidade do sistema e reduzir falhas ao longo dos próximos anos.

A concessionária receberá inicialmente uma frota de 107 trens. O contrato também prevê a aquisição de novas composições para acompanhar o crescimento da demanda e as expansões planejadas para os ramais. A ampliação da frota faz parte das metas de aumento da capacidade operacional da rede.

Outro objetivo estabelecido é reduzir o intervalo entre os trens da Linha 11-Coral. Segundo o cronograma da concessão, a circulação poderá chegar a intervalos de até três minutos. Essa meta, no entanto, deverá ser alcançada apenas a partir do nono ano de vigência do contrato, após a conclusão das obras estruturais previstas.

Além da modernização, a concessão inclui projetos de expansão da malha ferroviária. A Linha 11 poderá ser prolongada até o distrito de Cezar de Souza, em Mogi das Cruzes. A Linha 12 deverá avançar até Suzano, enquanto a Linha 13 tem previsão de extensão até Bonsucesso, em Guarulhos.

Nem todas as obras, entretanto, possuem execução garantida. A implantação das futuras estações Pari, na Linha 11; União Vila Nova, na Linha 12; e Parque da Mooca-São Carlos, na Linha 13, dependerá de decisão posterior do Governo de São Paulo e da disponibilidade de recursos para execução dos projetos.

A concessão representa mais um passo na transferência da operação ferroviária paulista para empresas privadas. Com a mudança, a Linha 10-Turquesa passa a ser o único ramal da CPTM ainda administrado diretamente pela companhia estadual. As demais linhas metropolitanas já operam sob contratos de concessão firmados pelo governo paulista.

Sindicatos criticam privatização de linhas

O processo de privatização da CPTM tem sido alvo de debates entre especialistas, trabalhadores e entidades representativas dos usuários do transporte público. Defensores do modelo afirmam que a participação da iniciativa privada pode acelerar investimentos, modernizar a infraestrutura e ampliar a capacidade de atendimento.

Já sindicatos e movimentos ligados à mobilidade urbana questionam a transferência de um serviço público para empresas privadas e defendem que os investimentos poderiam ser realizados diretamente pelo Estado, mantendo a gestão pública do sistema.

Relembre problemas envolvendo a privatização do transporte público

>> Privatizações e mudanças na CPTM prejudicam passageiros de longa distância

STF autoriza PF a investigar financiamento do filme Dark Horse

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito da Polícia Federal (PF) para investigar o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão representa um novo desdobramento do escândalo envolvendo o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e os repasses milionários destinados ao projeto cinematográfico, após sucessivas revelações sobre a atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na captação de recursos para a obra. Saiba mais na TVT News.

A autorização foi concedida depois que a Procuradoria-Geral da República (PGR) considerou existirem elementos suficientes para justificar a abertura formal da investigação. O pedido havia sido apresentado pela própria Polícia Federal, que pretende esclarecer o destino dos recursos enviados por empresas ligadas a Vorcaro para financiar o filme e verificar se parte desse dinheiro foi utilizada para finalidades diferentes da produção audiovisual.

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Segundo informações divulgadas pela imprensa, a PF pretende investigar não apenas a origem e a destinação dos aportes, mas também eventuais conexões entre os repasses e atividades políticas de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

PF quer esclarecer destino dos recursos

De acordo com as informações já divulgadas, uma das principais linhas de investigação envolve transferências realizadas pela empresa Entre Investimentos e Participações, ligada a Daniel Vorcaro, para um fundo sediado no Texas (Estados Unidos) e controlado por aliados do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

A Polícia Federal pretende verificar se esses valores foram efetivamente utilizados na produção do filme Dark Horse ou se parte deles teria servido para custear despesas de Eduardo Bolsonaro durante sua permanência nos Estados Unidos.

Em entrevista concedida em junho, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que havia necessidade de instaurar um inquérito para esclarecer “todas essas circunstâncias que permeiam esses episódios”.

Segundo a investigação, também será apurado se recursos vinculados ao projeto cinematográfico financiaram iniciativas políticas ou ações de aliados da família Bolsonaro junto ao governo do presidente norte-americano Donald Trump.

Eduardo Bolsonaro nega qualquer irregularidade.

Flávio Bolsonaro pediu recursos para o filme

O caso ganhou dimensão nacional após a divulgação, pelo Intercept Brasil, da série de reportagens Vaza Flávio, baseada em áudios, mensagens e documentos atribuídos ao celular de Daniel Vorcaro.

Na primeira reportagem da série, veio a público um áudio em que Flávio Bolsonaro solicita diretamente ao então controlador do Banco Master aproximadamente US$ 24 milhões — cerca de R$ 134 milhões pela cotação da época — para financiar Dark Horse.

Na gravação, o senador apresenta o projeto cinematográfico como estratégico para a construção da imagem pública do pai e solicita que Vorcaro participe financeiramente da produção.

Após a divulgação do material, Flávio reconheceu que buscou financiamento privado para o filme, mas negou qualquer irregularidade.

Em nota divulgada na ocasião, afirmou que o projeto seria uma produção privada, sem utilização de recursos públicos.

Mensagens mostraram prioridade absoluta para o filme

As reportagens seguintes do Intercept ampliaram o alcance das revelações.

Documentos e conversas mostraram que Daniel Vorcaro passou a tratar os pagamentos destinados ao filme como prioridade máxima dentro de sua estrutura financeira, mesmo em um período em que o Banco Master enfrentava dificuldades de liquidez e crescente pressão regulatória do Banco Central.

Em mensagens trocadas com seu cunhado e operador financeiro, Fabiano Zettel, Vorcaro perguntou especificamente se o pagamento relacionado ao filme havia sido realizado.

Ao ser informado de que o projeto sequer fazia parte da lista prioritária de desembolsos, respondeu:

“Esse é o mais importante disparado.”

Na sequência acrescentou:

“Não pode falhar mais.”

Os diálogos sugerem que, após cobranças feitas por Flávio Bolsonaro e pelo empresário Thiago Miranda — apontado como intermediário das negociações —, Vorcaro passou a acompanhar pessoalmente a execução dos aportes destinados ao longa.

Repasses milionários

Segundo planilhas e documentos divulgados anteriormente pelo Intercept, aproximadamente US$ 10,6 milhões — cerca de R$ 61 milhões — chegaram ao fundo responsável pela produção até maio de 2025.

Os recursos teriam sido enviados para um fundo sediado nos Estados Unidos e administrado por pessoas ligadas ao advogado Paulo Calixto, responsável pela estrutura jurídica da produção.

A Polícia Federal pretende verificar se todo esse montante permaneceu vinculado exclusivamente ao filme ou se parte dele teve outro destino.

Caso chegou ao STF

Antes da abertura do inquérito, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) havia protocolado uma notícia-crime no Supremo pedindo investigação sobre os repasses.

O parlamentar sustentou que havia indícios de possível conexão entre o financiamento do filme, os recursos solicitados por Flávio Bolsonaro e a atuação política de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Embora a Procuradoria-Geral da República tenha se manifestado pelo arquivamento da notícia-crime apresentada diretamente pelo deputado, considerou que o pedido formulado pela Polícia Federal reunia elementos suficientes para justificar uma investigação formal.

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, distribuiu o caso para André Mendonça, que posteriormente solicitou parecer da PGR antes de decidir.

Com o aval do Ministério Público Federal, Mendonça autorizou a instauração do inquérito.

Nova etapa das investigações

A abertura do inquérito marca uma mudança importante na condução do caso. Até agora, as informações sobre o financiamento do filme estavam concentradas em reportagens investigativas e em procedimentos preliminares.

Com a decisão do STF, a Polícia Federal poderá aprofundar a coleta de provas, analisar movimentações financeiras, ouvir testemunhas e requisitar documentos para esclarecer a origem, o fluxo e a destinação dos recursos relacionados ao projeto Dark Horse.

Nos últimos meses, o caso também ganhou novos capítulos com a inclusão, segundo reportagem da CNN Brasil, do episódio envolvendo o financiamento do filme em uma nova proposta de colaboração premiada apresentada por Daniel Vorcaro à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República. Paralelamente, ações envolvendo o longa e seus possíveis impactos eleitorais passaram a tramitar no Tribunal Superior Eleitoral, enquanto a própria produção segue no centro das investigações sobre eventual abuso de poder econômico e irregularidades no financiamento da obra.

Até o momento, Flávio Bolsonaro sustenta que a captação de recursos ocorreu de forma privada e dentro da legalidade. Eduardo Bolsonaro também nega que qualquer valor destinado ao filme tenha sido utilizado para custear sua permanência nos Estados Unidos. A investigação da Polícia Federal buscará agora verificar, com base em provas documentais e financeiras, se os recursos seguiram exclusivamente para a produção cinematográfica ou tiveram outras destinações.

Caixa paga Bolsa Família de julho a beneficiários com NIS de final 4

* por: Agência Brasil

A Caixa Econômica Federal paga nesta quinta-feira (23) a parcela de julho do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 4. Neste mês, o valor médio do benefício está em R$ 679,19. Leia em TVT News.

Moradores de 175 municípios de seis estados receberam o crédito antes, na segunda (20), independentemente do número final do NIS. O pagamento unificado beneficiou localidades em situação de emergência ou em estado de calamidade pública nos seguintes estados: Amazonas (três municípios), Paraíba (31), Paraná (8), Rio Grande do Norte (120), Roraima (6) e Sergipe (7).

>>A lista dos municípios com pagamento unificado está disponível aqui

O valor mínimo do Bolsa Família corresponde a R$ 600. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais: 

  • o Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança;
  • há também um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos;
  • outro adicional, de R$ 150, é para famílias com crianças de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Regra de proteção

Além do benefício integral, há o pagamento da regra de proteção. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo.

Desde junho do ano passado, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, quem entrou na regra até maio de 2025 continua a receber metade do benefício por dois anos.

Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Confira o calendário de pagamentos de julho

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Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

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