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Da Redação
Copa do Mundo: México × Coreia do Sul nesta quinta (18); saiba tudo sobre o jogo
O confronto mais aguardado desta quinta-feira de Copa será disputado no Estádio Akron, em Guadalajara.
México e Coreia do Sul venceram na estreia e dividem a liderança do Grupo A do torneio da Fifa.
Um novo triunfo pode deixar uma das seleções muito próxima da classificação para a próxima fase.
México
A equipe comandada por Javier Aguirre derrotou a África do Sul por 2 a 0 na estreia, com gols de Julián Quiñones e Raúl Jiménez.
A única baixa é o defensor César Montes, expulso no primeiro jogo.
O treinador deve manter a base da equipe titular.
Santiago Giménez lidera as esperanças mexicanas

Embora tenha ficado fora dos gols na vitória por 2 a 0 sobre a África do Sul, o atacante Santiago Giménez segue como a principal referência técnica da seleção mexicana.
O jogador do Milan é apontado como o atleta mais valioso do elenco, valendo cerca de R$ 201 milhões, e concentra boa parte das expectativas do país anfitrião para uma campanha longa no torneio.
Ao lado de nomes experientes como Raúl Jiménez, autor de um dos gols da estreia, e do atacante Julián Quiñones, Giménez integra um setor ofensivo que busca maior eficiência diante da Coreia do Sul.
Após a vitória na abertura do torneio, o técnico Javier Aguirre afirmou que a equipe ainda precisa melhorar a produção ofensiva, especialmente em jogos contra adversários mais qualificados.
Provável escalação
José Rangel; Israel Reyes, Jorge Sánchez, Johan Vásquez e Jesús Gallardo; Álvaro Fidalgo, Erik Lira e Brian Gutiérrez; Roberto Alvarado, Raúl Jiménez e Julián Quiñones.
Além da força coletiva, o futebol mexicano acompanha com atenção a evolução de jovens atletas como Gilberto Mora.
Coreia do Sul
A seleção sul-coreana chega após vencer a República Tcheca por 2 a 1.
O principal nome continua sendo Son Heung-min, referência técnica e liderança do grupo.
A equipe também conta com jogadores importantes como Kim Min-jae, Hwang In-beom e Lee Kang-in.
Nos bastidores, a delegação vive dias turbulentos após o vazamento de conversas entre jornalistas contendo críticas a Son Heung-min.
A Federação Sul-Coreana reagiu suspendendo atividades de imprensa e adotando postura mais fechada antes da partida contra os mexicanos.
Mesmo diante do episódio, a expectativa é de manutenção da equipe titular.
Son Heung-min é a referência da Coreia do Sul
Son Heung-min foi decisivo na vitória sul-coreana por 2 a 1 sobre a República Tcheca e chega ao confronto contra o México como a principal ameaça ao sistema defensivo dos anfitriões.

Provável escalação:
Kim Seung-Gyu; Lee Hanbeom, Kim Min-Jae e Lee Gi-Hyuk; Seol Young-Woo, Hwang In-Beom, Paik Seung-Ho e Lee Kang-In; Lee Jae-Sung, Lee Tae-Seok e Son Heung-Min.
Segunda rodada pode começar a desenhar classificados
Com a ampliação da Copa para 48 seleções, o torneio oferece mais possibilidades de classificação. Ainda assim, a segunda rodada costuma representar um momento decisivo para equipes que iniciaram a competição sem pontuar.
Já México e Coreia do Sul podem dar um passo importante rumo ao mata-mata.
A expectativa é de uma sequência de confrontos marcados por diferentes estilos de jogo, interesses distintos e pressão crescente à medida que a Copa do Mundo avança para sua fase decisiva de grupos.
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Copa do Mundo: Canadá × Catar nesta quinta (18); saiba tudo sobre o jogo
O terceiro jogo da programação do torneio da Fifa será disputado no BC Place, em Vancouver. Canadá e Catar chegam ao confronto em busca de um objetivo comum: conquistar a primeira vitória de suas histórias em Copas do Mundo. Leia tudo sobre a Copa na TVT News.
Ambas as seleções comemoraram seus primeiros pontos na competição durante a rodada inicial.
O Canadá empatou com a Bósnia por 1 a 1, enquanto o Catar arrancou igualdade diante da Suíça.
Canadá
Os canadenses alimentam expectativas de avançar pela primeira vez ao mata-mata de um Mundial.
A equipe dirigida por Jesse Marsch tem como principais referências Jonathan David e Cyle Larin, autor do gol marcado na estreia.
Alphonso Davies é dúvida, mas time aposta em David e Larin

No Canadá, a principal preocupação desta Copa do Mundo segue sendo a condição física de Alphonso Davies.
O lateral-esquerdo do Bayern de Munique ainda se recupera de lesão na coxa e permanece como dúvida para o confronto contra o Catar.
Mesmo sem a presença garantida de sua maior estrela, os canadenses contam com um ataque que chega em alta para a segunda rodada.
Cyle Larin marcou o gol do empate contra a Bósnia e registrou o primeiro gol da história do Canadá em Copas do Mundo.
Já Jonathan David continua sendo uma das principais referências ofensivas da equipe comandada por Jesse Marsch.
A combinação entre David, Larin e, eventualmente, Davies é vista como o caminho para que o Canadá conquiste sua primeira vitória em Mundiais e mantenha vivo o sonho da classificação.
Provável escalação:
Crepeau; Johnston, Fougerolles, Cornelius e Laryea; Buchanan, Eustáquio, Kone, Ahmed; David e Larin.
O Canadá chega embalado por uma sequência de nove partidas sem derrota e conta com o apoio da torcida local.
Catar
Participando de sua segunda Copa do Mundo, o Catar tenta transformar o empate obtido contra a Suíça em impulso para buscar uma classificação histórica.
Akram Afif é o principal nome do Catar
Pelo lado catariano, o destaque segue sendo Akram Afif, jogador mais conhecido do elenco e principal responsável pela criação ofensiva da equipe treinada por Julen Lopetegui.
O time arrancou um empate por 1 a 1 contra a Suíça nos minutos finais da estreia e mostrou capacidade de competir em um grupo considerado equilibrado.
Afif terá novamente papel central na tentativa de conduzir os asiáticos a uma vitória que pode mudar completamente a disputa pela classificação.
Na estreia, porém, quem mais chamou atenção foi o defensor Pedro Miguel, apontado como um dos pilares do sistema defensivo.
Provável escalação:
Abunada; Al-Oui, Pedro Miguel, Khoukhi, Ahmed; Gueye Laye, Fathy, Jassem Gaber; Abdurisag, Afif e Edmilson Junior.
O Catar não vence há sete partidas, acumulando quatro derrotas e três empates.
Segunda rodada pode começar a desenhar classificados
Com a ampliação da Copa para 48 seleções, o torneio oferece mais possibilidades de classificação. Ainda assim, a segunda rodada costuma representar um momento decisivo para equipes que iniciaram a competição sem pontuar.
A expectativa é de uma sequência de confrontos marcados por diferentes estilos de jogo, interesses distintos e pressão crescente à medida que a Copa do Mundo avança para sua fase decisiva de grupos.
Veja os resultados dos jogos em tempo real na TVT News.
Relembre os grupos da Copa do Mundo.
Veja o Guia da Copa da TVT e fique por dentro de todas as datas e possíveis confrontos no mata-mata.
Feminicídio recua 11,45% no país nos primeiros meses de Pacto Nacional
Um levantamento consolidado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) apontou redução de 11,45% nos casos de feminicídio registrados nos meses de abril e maio de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. Leia mais em TVT News.
Os dados mostram que o país passou de 262 vítimas nos dois meses de 2025 para 232 em 2026, o que representa 30 mulheres a menos assassinadas em razão da condição de gênero no período analisado. A redução foi ainda mais expressiva em abril. O número de vítimas caiu de 142 para 108 casos, uma diminuição de 23,94% em relação ao mesmo mês de 2025. Em maio, foram registrados 124 feminicídios, frente aos 120 contabilizados no mesmo período do ano anterior.
O resultado é observado nos primeiros meses de implementação do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, lançado pelo Governo do Brasil em fevereiro deste ano, e durante a ampliação das ações integradas de prevenção e repressão à violência contra a mulher conduzidas pelo MJSP.
Para o ministro Wellington César Lima e Silva (Justiça e Segurança Pública), os dados reforçam a importância da atuação articulada entre os diversos órgãos envolvidos na proteção das mulheres. “Cada feminicídio representa uma tragédia irreparável para famílias, comunidades e para toda a sociedade brasileira. Por isso, o enfrentamento à violência contra a mulher é uma prioridade permanente do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A redução registrada nesse período demonstra que a integração entre União, estados, municípios e sistema de Justiça pode produzir resultados concretos quando colocamos a proteção das mulheres no centro das políticas públicas”, comentou.
OPERAÇÃO MULHER SEGURA — Uma das principais iniciativas em curso é a segunda edição da Operação Mulher Segura, coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e realizada em parceria com o Ministério das Mulheres, a Polícia Rodoviária Federal, as secretarias estaduais de segurança pública, polícias civis, militares, penais, corpos de bombeiros e guardas municipais.
Lançada em 1º de junho, a operação seguirá até dezembro de 2026 e tem como foco o enfrentamento à violência contra a mulher e a prevenção ao feminicídio.
Nos primeiros 15 dias desta nova fase, a operação já contabilizou:
- 630 prisões relacionadas à violência contra a mulher;
- 218 ações educativas presenciais;
- 95 ações educativas em mídias sociais;
- 12.452 pessoas alcançadas em atividades presenciais de prevenção;
- mais de 2 mil mulheres atendidas pelas redes de proteção e acolhimento.
A atual edição sucede a primeira Operação Mulher Segura, realizada entre fevereiro e março deste ano, que resultou na prisão de mais de seis mil agressores em todo o país e consolidou um modelo de atuação integrada voltado à proteção das mulheres.
MOBILIZAÇÃO — O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio reúne Executivo, Legislativo e Judiciário para fortalecer ações de prevenção, proteção, responsabilização de agressores e assistência às vítimas. A estratégia busca ampliar a integração entre instituições, fortalecer políticas públicas voltadas às mulheres e promover ações coordenadas para reduzir os índices de violência de gênero em todo o país.
O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, destacou que o enfrentamento à violência de gênero exige atuação permanente e integrada em todo o território nacional. “A redução observada em abril e maio é um sinal importante de que estamos avançando, mas o desafio continua sendo enorme. O feminicídio é a expressão mais extrema de um ciclo de violência que precisa ser interrompido antes que a tragédia aconteça. Por isso, estamos fortalecendo a integração entre as forças de segurança, ampliando ações preventivas, qualificando investigações e reforçando a proteção das mulheres em situação de vulnerabilidade. Salvar vidas exige presença do Estado, coordenação e ação contínua”, afirma.
Para Chico Lucas, os resultados observados nos meses de abril e maio reforçam a importância de manter e ampliar os esforços conjuntos de prevenção, proteção e responsabilização, garantindo que a redução registrada se consolide ao longo do ano e contribua para salvar ainda mais vidas.
Pacote de políticas combate o feminicídio na esfera federal
A estratégia federal de combate à violência contra a mulher reúne iniciativas que vão do endurecimento das leis à articulação entre diferentes áreas do poder público para prevenir feminicídios e ampliar a proteção às vítimas.
Entre as medidas mais recentes adotadas pelo governo federal está o Pacote Antifeminicídio, instituído pela Lei nº 14.994/2024. Sancionada em outubro de 2024, a norma reformulou a legislação penal ao estabelecer o feminicídio como crime autônomo e ampliar as penas para até 40 anos de prisão.
Lançado em 2023, o Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios reúne 11 ministérios em uma estratégia integrada para reduzir a violência letal contra mulheres. Com previsão de investimento de R$ 2,5 bilhões, o programa articula ações nas áreas de educação, saúde, assistência social e segurança pública, apostando na prevenção e na identificação precoce de situações de risco.
Complementando esse esforço, em fevereiro de 2026 foi firmado o Pacto Brasil entre os Três Poderes, que reúne Executivo, Legislativo e Judiciário para dar maior rapidez à concessão de medidas protetivas, ao julgamento de casos de violência de gênero e à responsabilização de agressores.
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Copa do Mundo: Suíça × Bósnia nesta quinta (18); saiba tudo sobre o jogo
Nesta quinta (18), começa a segunda rodada da Copa do Mundo com confronto entre a Bósnia e a Suíça. A partida está marcada para às 13h (horário de Brasília) e ocorrerá noSoFi Stadium, em Los Angeles, e pode alterar significativamente a configuração do Grupo B. Leia tudo sobre a Copa na TVT News.
Onde assistir? A transmissão da partida será exclusiva da Cazé TV.
A segunda partida do dia reúne duas seleções europeias que iniciaram a Copa sem derrotas, mas também sem vitórias.
A Suíça deixou escapar o triunfo diante do Catar ao sofrer o empate nos minutos finais da partida. Já a Bósnia conquistou um resultado considerado importante ao empatar com o Canadá, um dos anfitriões do torneio.
Após empate, a seleção europeia viu crescer a pressão interna após uma atuação abaixo das expectativas. O resultado provocou críticas da imprensa suíça e expôs desconfortos dentro do elenco.
O capitão Granit Xhaka afirmou após a partida que alguns companheiros “correram sem rumo” e não tiveram disciplina para seguir o plano de jogo traçado pela comissão técnica.
Veja os resultados dos jogos em tempo real na TVT News.
Relembre os grupos da Copa do Mundo.
Veja o Guia da Copa da TVT e fique por dentro de todas as datas e possíveis confrontos no mata-mata.
Veja agenda completa de jogos desta quinta:
Na véspera do duelo contra os bósnios, o meio-campista Remo Freuler procurou minimizar a repercussão das declarações do capitão e defendeu uma análise crítica do desempenho da equipe.
“Se esperássemos ganhar contra o Catar e terminar com um empate, temos que nos analisar. Xhaka se expressa bem e expressa críticas. É importante olhar seus erros. Ele fala bem sobre essas coisas. Se for sensível, futebol não é o lugar para você. Temos que olhar para nós mesmos. Temos que ser críticos”, afirmou.
Do outro lado estará uma Bósnia que chega embalada pela confiança conquistada após o empate com o Canadá na estreia e pela trajetória construída desde as repescagens europeias.
A seleção busca consolidar sua imagem como uma equipe capaz de desafiar adversários teoricamente mais fortes.
Entre os personagens do elenco está o atacante Haris Tabakovic, filho de refugiados da Guerra da Bósnia, que nasceu na Suíça, atuou pelas categorias de base do país e, em 2023, decidiu defender a terra de seus pais. Sua história simboliza parte da trajetória de um país marcado por conflitos, deslocamentos forçados e reconstrução.
“Sou infinitamente grato por isso”, disse Tabakovic ao recordar o esforço dos pais, que deixaram a Bósnia durante a guerra dos anos 1990 em busca de uma vida segura para a família. Agora, o atacante pode viver um capítulo especial justamente diante da seleção do país que acolheu seus familiares décadas atrás.
Suíça
A equipe comandada por Murat Yakin pretende manter a formação da estreia.
Apesar do empate, os suíços apresentaram superioridade durante boa parte da partida contra o Catar e chegam como favoritos para o confronto.
O setor ofensivo é formado por Dan Ndoye, Breel Embolo e Ruben Vargas.
No meio-campo, a liderança segue com Granit Xhaka, um dos jogadores mais experientes do elenco.
Granit Xhaka

O camisa 10 vem de de família albanesa e ligado ao Kosovo, país que declarou independência em 2008, mas não é reconhecido pelos sérvios.
Aos 30 anos, Granit Xhaka virou o líder da Suíça nesta Copa do Mundo.
Xhaka já passou pelo Arsenal e Bayer Leverkusen. Foi um dos destaques do time que deixou o Bayern de Munique para trás e conquistou a Bundesliga na temporada 2023/24.
Hoje, o meia defende o Sunderland, da Inglaterra, e jogará a Liga Europa em 2026/27.
Provável escalação
Kobel; Zakaria, Akanji, Elvedi e Ricardo Rodriguez; Aebischer, Freuler e Xhaka; Ndoye, Embolo e Vargas.
Bósnia e Herzegovina
A Bósnia chega embalada pela campanha recente e tenta consolidar a imagem de equipe competitiva dentro do torneio.
Nas Eliminatórias da Copa do Mundo, a seleção chamou atenção ao eliminar a Itália e superar o País de Gales na repescagem.
O zagueiro Nikola Katic afirmou que o grupo ainda é subestimado pelos adversários.
“Depois daquela vitória (contra a Itália), não recebemos o respeito que merecíamos, porque a narrativa foi mais sobre uma Itália ruim do que uma boa Bósnia”, declarou.
O técnico Sergej Barbarez reforçou a ambição da equipe.
“Vamos entrar em campo para buscar a vitória”, afirmou.
A principal força da Bósnia está na organização coletiva e na capacidade de explorar contra-ataques.
Provável escalação
Vasilj; Dedic, Katic, Muharemovic e Kolasinac; Basic, Tahirovic, Bajraktarevic e Memic; Demirovic e Lukic.
Arbitragem de Suíça x Bósnia:
Árbitro: João Pinheiro (POR)
Assistentes: Bruno Jesus (POR) e por Luciano Maia (POR)
VAR: Denis Higler (HOL)
Campanha “Tarcísio Inimigo das Mulheres” denuncia desmonte de políticas públicas em SP
Movimentos feministas, entidades de mulheres e organizações da sociedade civil lançam nesta quarta-feira (18), na capital paulista, a campanha “Tarcísio Inimigo das Mulheres”. A iniciativa pretende denunciar o enfraquecimento das políticas públicas voltadas às mulheres durante a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), além de abrir diálogo com a população sobre os impactos dessas medidas no cotidiano das paulistas. Leia em TVT News.
O lançamento da campanha “Tarcísio Inimigo das Mulheres” ocorre às 18h, no auditório da APEOESP, na Praça da República, região central da cidade de São Paulo. Segundo os movimentos envolvidos, a campanha surge em um contexto de agravamento da violência de gênero no estado e de redução de investimentos públicos do governo Tarcísio em áreas consideradas fundamentais para a proteção e a autonomia das mulheres.
Segundo os dados da Secretaria da Segurança Pública, em 2025, sob a gestão de Tarcísio de Freitas, o estado de São Paulo registrou o maior número de casos de feminicídio desde 2018. Entre janeiro e dezembro foram 270 casos, ou seja, uma mulher foi assassinada em média a cada 32 horas.
Tainara Souza Santos, Evelyn de Souza Saraiva, Camila Aparecida Montoro Cruz e tantas outras mulheres foram alvo de violência cometida por ex-companheiros no ano passado.
>> Feminicídio aumenta 96% no estado de SP, em quatro anos
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>> Programa do govero Lula Antes que Aconteça foca em prevenção ao feminicídio

No primeiro trimestre de 2026, os casos seguiram em alta, e São Paulo registrou um feminicídio a cada 25 horas no estado. Nesse período, foram registrados 86 casos, o que significa um crescimento de 41% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e 72% em comparação ao primeiro trimestre de 2022.
De acordo com os organizadores, o objetivo é apresentar dados oficiais da gestão Tarcísio de Freitas que, na avaliação das entidades, demonstram um aumento da vulnerabilidade feminina em diferentes dimensões da vida social, incluindo segurança pública, trabalho, renda, educação, mobilidade urbana e acesso a serviços essenciais.
A mobilização também pretende construir um processo permanente de denúncia ao governo de Tarcísio e conscientização sobre os efeitos das políticas estaduais para as mulheres, especialmente aquelas que vivem nas periferias urbanas e enfrentam situações de desigualdade econômica e social.
Violência contra as mulheres está no centro das críticas
A campanha “Tarcísio Inimigo das Mulheres” denuncia que o estado atravessa o período mais violento para as mulheres em uma década.
Para os movimentos feministas, o aumento da violência exige ampliação da rede de proteção e fortalecimento dos serviços especializados. O diagnóstico apresentado pela campanha aponta, porém, para uma direção oposta.
Redução do orçamento caminha na contramão do esperado diante do aumento de casos
Entre as críticas à gestão de Tarcísio está a redução de recursos destinados à Secretaria de Políticas para as Mulheres no orçamento estadual de 2025.
Segundo os dados divulgados pelas entidades, houve corte de 54,4% na previsão orçamentária da pasta.
A diminuição dos investimentos do governo Tarcísio, argumentam os organizadores da campanha, compromete a capacidade de atendimento às mulheres vítimas de violência e enfraquece políticas voltadas à prevenção e acolhimento.
Outro ponto destacado é o funcionamento das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs).
As entidades afirmam que muitas unidades ainda não operam adequadamente durante 24 horas, especialmente nas regiões periféricas do estado, dificultando o acesso das vítimas aos serviços de proteção.
Escala 6×1 em pauta
As críticas ao governo estadual também alcançam as condições de trabalho enfrentadas pelas mulheres paulistas.
Segundo o material da campanha, a gestão estadual tem se alinhado a setores empresariais e parlamentares favoráveis à manutenção da escala de trabalho 6×1.
Jornada com apenas um dia de descanso é mais prejudicial para as trabalhadoras
Para os movimentos feministas, esse modelo afeta especialmente as mulheres, que frequentemente acumulam responsabilidades profissionais e tarefas domésticas.
Em 14 de março, uma rodada de pesquisa Datafolha mostrou que mulheres e jovens são mais favoráveis ao fim da jornada 6×1. 77% mulheres entrevistadas pela pesquisa são favoráveis, enquanto entre os homens o índice é de 64%.

As organizadoras destacam que a sobrecarga de trabalho tem impactos sobre a saúde física e mental das trabalhadoras, além de reduzir o tempo disponível para lazer, qualificação profissional e convivência familiar.
A desigualdade salarial também aparece entre os temas centrais da campanha. De acordo com os dados apresentados, as mulheres paulistas recebem, em média, 21,6% menos do que os homens.
Para os movimentos, a combinação entre disparidade salarial, trabalho de cuidado não remunerado e dificuldades de acesso a políticas públicas reforça desigualdades históricas que atingem principalmente mulheres negras, periféricas e chefes de família.
Privatizações encabeçadas por Tarcísio
Outro eixo da campanha aborda os efeitos das privatizações realizadas ou defendidas pelo governo estadual de Tarcísio.
Segundo os organizadores, a privatização da Sabesp já produz impactos sobre o orçamento doméstico das famílias paulistas. O material cita o reajuste de 6,11% nas tarifas de água previsto para 2026 e relata problemas recorrentes de abastecimento em bairros periféricos.
Na avaliação dos movimentos, as mulheres estão entre as mais afetadas por esse cenário, uma vez que historicamente assumem grande parte das tarefas relacionadas ao cuidado doméstico e à administração da rotina familiar.
O transporte público também está entre as preocupações levantadas. As entidades afirmam que falhas operacionais, interrupções e descarrilamentos têm se tornado frequentes após os processos de concessão e privatização de linhas de trens e metrô.
Segundo a campanha, esses problemas ampliam o tempo gasto em deslocamentos e afetam diretamente trabalhadoras que dependem do transporte coletivo para acessar emprego, educação e serviços públicos.
Educação e acesso à formação
Em 2024, a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou a redução do percentual mínimo de investimento estadual em educação, que passou de 30% para 25%.
As entidades argumentam que a medida pode comprometer políticas educacionais e ampliar dificuldades já enfrentadas por estudantes da rede pública.
Também são alvo de críticas o fechamento de turmas do Ensino Noturno e da Educação de Jovens e Adultos (EJA), modalidades frequentemente procuradas por mulheres que conciliam estudo, trabalho e cuidados familiares.
Segundo os movimentos, essas decisões atingem diretamente mães trabalhadoras que buscam concluir a educação básica ou ampliar oportunidades de inserção profissional.
A campanha ainda questiona a expansão das escolas cívico-militares. Para as organizadoras, esse modelo não enfrenta adequadamente problemas como assédio, discriminação e violência de gênero no ambiente escolar.
Política de cuidados e serviços públicos
A campanha também dedica atenção à área dos cuidados, tema que tem ganhado destaque nos debates sobre igualdade de gênero.
Os movimentos afirmam que a ausência de investimentos em serviços públicos de saúde, assistência social e acolhimento transfere para as mulheres responsabilidades que deveriam ser compartilhadas pelo Estado.
Segundo as entidades, a sobrecarga relacionada ao cuidado de crianças, idosos, pessoas com deficiência e familiares doentes continua recaindo majoritariamente sobre as mulheres.
O material divulgado critica ainda a não adesão do governo paulista a iniciativas federais voltadas à construção de políticas públicas de cuidados.
Para os movimentos, a ausência dessas medidas contribui para aprofundar desigualdades e dificultar a autonomia econômica feminina.
Mobilização busca ampliar debate público
As organizadoras afirmam que o lançamento desta quarta-feira será um espaço aberto para escuta, debate e articulação entre movimentos sociais, sindicatos, entidades estudantis e organizações feministas.
A expectativa é reunir mulheres de diferentes regiões do estado para discutir os impactos das políticas estaduais e construir ações de mobilização ao longo dos próximos meses.
Segundo os movimentos envolvidos, a campanha pretende dialogar não apenas com militantes e organizações já engajadas na pauta dos direitos das mulheres, mas também com setores mais amplos da sociedade.
A iniciativa ocorre em um momento em que o debate sobre violência de gênero, desigualdade salarial, acesso à educação e políticas de cuidado ocupa lugar cada vez mais relevante nas discussões públicas sobre direitos sociais e cidadania.
O lançamento da campanha “Tarcísio Inimigo das Mulheres” acontece às 18h desta quarta-feira (18), no auditório da APEOESP, localizado na Praça da República, 282, no centro da capital paulista.
SERVIÇO:

● O quê: Lançamento da Campanha “Tarcísio Inimigo das Mulheres!”
● Quando: 18 de junho, às 18h.
● Onde: Auditório da APEOESP – Praça da República, 282, Centro, São Paulo – SP.
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Erika Hilton conquista direito de resposta a Ratinho na justiça
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Erika Hilton conquista direito de resposta a Ratinho na justiça
A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) obteve direito de resposta em uma decisão da 2ª Vara Cível da Justiça de São Paulo, após comentários do apresentador Ratinho, o Carlos Roberto Massa, sobre sua identidade de gênero. Leia em TVT News.
O Tribunal de Justiça de São Paulo publicou comunicado na última quarta-feira (17) afirmando que o SBT deverá exibir vídeo com declaração da deputada no mesmo horário do programa em que o apresentador fez as falas, e com o mesmo destaque.
Na situação confrontada judicialmente por Hilton, Ratinho desafiou com fala transfóbica a legitimidade da deputada para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, afirmando que “ela não é mulher, ela é trans” e que “para ser mulher tem que ter útero, menstruar”.
Na decisão que determinou a resposta, para a qual ainda cabe recurso, o juiz André Della Latta Cartaxo afirmou que “ao negar reiteradamente a condição de mulher da autora, sob o argumento de que teria corpo biologicamente distinto das mulheres cisgênero, não se está externando mera opinião pessoal. Deslegitima-se, em verdade, a própria personalidade da pessoa humana, que perante si, perante a sociedade e perante a ordem jurídica”.
O juiz cita o Tema 761 do Supremo Tribunal Federal, que a alteração de gênero no registro civil de pessoa transexual, mesmo sem a realização de procedimento cirúrgico de redesignação de sexo.
A decisão afirma que a fala deslegitimou a personalidade da congressista, e que a linguagem utilizada “humilhou e ridicularizou diretamente a autora e, por via indireta, também todas as outras mulheres (cis ou trans) que não possuem útero ou não menstruam por razões diversas, como tratamento médico ou em decorrência da própria idade”.

De acordo com Cartaxo, as falas extrapolaram os limites da crítica política. O prazo para cumprimento da decisão pelo SBT é de dez dias, período após o qual incidirá multa diária de R$ 50 mil.
Erika Hilton se manifestou sobre o direito de resposta em seu perfil na rede X, afirmando que “pessoas LGBTQIA+ existem”, e que “não existe ‘discordar’ disso, e muito menos fazer essa ‘discordância’ em rede nacional de televisão”, pois “isso legitima as ações daqueles que, de fato, querem dar fim à nossa existência”. A deputada ainda disse que, “em tempo igual ao que Ratinho dedicou a suas ofensas, no mesmo horário e no mesmo programa”, defenderá sua dignidade e a dignidade de toda a comunidade.
🏳️⚧️ VITÓRIA NA JUSTIÇA 🏳️🌈
— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) June 17, 2026
Recebo, com alegria, a notícia de que a Justiça concedeu meu direito de resposta no programa do Ratinho.
Mas eu não deveria ter que estar celebrando isso. A transfobia, assim como toda forma de LGBTfobia, é um crime equiparado ao crime de racismo.
E é… pic.twitter.com/cDFagFrFd6
Comentário a nomeação a presidência de comissão causou direito de resposta
Os comentários de Ratinho que ensejaram o direito de resposta foram feitos após a eleição de Erika Hilton em 11 de março à presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Ela é a primeira mulher transexual da história a ocupar essa posição.
No mesmo, dia, o apresentador fez os comentários, que causaram reação do público e no próprio SBT, além de medidas judiciais.
Erika Hilton entrou com uma representação no Ministério Público de São Paulo no dia seguinte contra o apresentador. Ela pediu abertura de investigação criminal, condenação à prisão e indenização por danos morais coletivos no montante de R$ 10 milhões por danos morais coletivos.
A própria emissora SBT criticou as falas de ratinho, dizendo que não representam a opinião da empresa, e a presidente da emissora, Daniela Beyruti, ligou pessoalmente para Erika e se desculpou.
O apresentador, no entanto, fez novo comentário em seu programa no dia 16 de março, chamando Hilton de “malcriada”, dizendo que não temia processos judiciais, não se arrependia do comentário e não mudaria sua posição.
O Ministério Público Federal também protocolou ação de danos morais coletivos contra o Ratinho e o SBT, pedindo indenização de R$ 10 milhões por danos coletivos, retirada do ar do conteúdo em questão e uma retratação pública. A área responsável pela fiscalização da radiodifusão também fará análise técnica da questão a pedido do Ministério das Comunicações.
Defesa argumentou que direito de resposta tinha sido suprido por manifestação nas redes
A defesa do apresentador Ratinho também tentou argumentar que Erika Hilton já teria exercido seu direito de resposta, quando se manifestou nas redes sociais sobre o assunto, além de ter dado entrevistas a veículos reagindo à fala.
Na decisão, no entanto, o juízo afirmou que a Lei n.º 13.188/2015, que dispõe sobre direito de resposta e retificação, “assegura a veiculação da retificação no mesmo veículo de comunicação responsável pelo agravo, com o mesmo destaque, publicidade, periodicidade e duração da matéria”, com o objetivo específico de que “a
resposta alcance o mesmo público atingido pela ofensa original”, e que “manifestar-se nas próprias redes sociais ou em outros meios não satisfaz essa exigência de equivalência”.
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