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Da Redação
Demori denuncia consulado dos EUA por aliciar jornalistas
O jornalista Leandro Demori denunciou que agentes e funcionários do Consulado dos Estados Unidos em São Paulo teriam abordado jornalistas durante o congresso anual da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), realizado no último fim de semana, com o objetivo de recrutar profissionais para conversas sobre o processo eleitoral brasileiro e a situação da chamada “liberdade de expressão” no país. Segundo o relato publicado por Demori em sua newsletter A Grande Guerra, ao menos três jornalistas descreveram abordagens semelhantes, que incluiriam inclusive ofertas de facilitação na obtenção de vistos norte-americanos. Saiba mais na TVT News.
A denúncia amplia o debate sobre a atuação diplomática dos Estados Unidos no Brasil em meio ao acirramento das tensões entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Donald Trump, especialmente após uma série de atritos envolvendo vistos diplomáticos, declarações públicas e acusações de tentativa de interferência no cenário político brasileiro.
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De acordo com Demori, os funcionários do consulado circulavam livremente pelo congresso da Abraji e realizavam contatos diretos com jornalistas presentes no evento. O jornalista destaca que as investidas ocorreram de maneira independente, sem qualquer participação institucional da Abraji, entidade reconhecida nacionalmente pela defesa do jornalismo investigativo e da liberdade de imprensa.
“A Abraji não participou das investidas”, escreveu Demori ao relatar que as abordagens partiram exclusivamente dos representantes do consulado norte-americano.
Oferta de facilidades para vistos
Um dos aspectos que mais chamou atenção na denúncia diz respeito ao relato de dois jornalistas que afirmaram ter recebido ofertas de ajuda para obtenção de vistos de entrada nos Estados Unidos.
Segundo Demori, a facilitação não teria sido apresentada como condição para participação nas reuniões, mas como um gesto de aproximação entre os representantes diplomáticos e os profissionais convidados.
As conversas propostas aconteceriam posteriormente em São Paulo e teriam como pauta principal o processo eleitoral brasileiro e avaliações sobre o ambiente de liberdade de expressão no país.
Embora não haja indicação de qualquer contrapartida formal exigida dos jornalistas, Demori classifica a iniciativa como uma tentativa de “aliciamento”, expressão utilizada no título de sua reportagem exclusiva.
Contexto de tensão diplomática
A denúncia surge em um momento de deterioração das relações diplomáticas entre Brasília e Washington.
Recentemente, o governo brasileiro negou vistos a três enviados norte-americanos que pretendiam viajar ao Brasil para reuniões relacionadas ao cenário político nacional. Segundo integrantes do governo federal, dois desses representantes planejavam encontros com aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República.
Em resposta, o governo Trump revogou o visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti, ampliando o desgaste diplomático entre os dois países.
Nos bastidores do Itamaraty, integrantes do governo Lula passaram a defender medidas de reciprocidade diante das decisões adotadas por Washington.
Reuniões anteriores com influenciadores
A nova denúncia também dialoga com reportagens publicadas nos últimos dias sobre encontros promovidos pelo Consulado dos Estados Unidos em São Paulo com influenciadores identificados com a direita e a extrema direita brasileiras.
Segundo os relatos, essas reuniões ocorreram em grupos reduzidos e tiveram como tema “liberdade de expressão e ambiente digital”.
Uma das participantes foi Maria Fernanda Schmidt, ex-apresentadora do canal Brasil Paralelo. Em publicação nas redes sociais, ela confirmou sua participação no encontro e afirmou que a reunião representou uma oportunidade para discutir desafios enfrentados por influenciadores e produtores de conteúdo no ambiente digital.
Na ocasião, ela publicou fotografias ao lado de outros convidados, entre eles Leandro Narloch, Rafael Ferri e Penélope Nova.
As reuniões passaram a ser interpretadas por setores do governo e por analistas políticos como parte de uma estratégia mais ampla de aproximação com influenciadores críticos ao governo Lula em meio ao processo eleitoral brasileiro.
Congresso da Abraji
O congresso anual da Abraji reúne jornalistas de diferentes veículos de comunicação, pesquisadores, estudantes e especialistas em jornalismo investigativo para debates sobre democracia, transparência, acesso à informação e liberdade de imprensa.
Segundo Demori, justamente por reunir centenas de profissionais da área, o evento teria sido escolhido pelos representantes consulares como ambiente propício para estabelecer contatos individuais.
Até o momento, a Abraji não é apontada como participante ou organizadora das abordagens descritas pelo jornalista.
Debate sobre soberania e processo eleitoral
As revelações ocorrem em meio ao aumento das preocupações envolvendo possíveis tentativas de influência estrangeira sobre o debate público brasileiro.
Nas últimas semanas, integrantes do governo Lula passaram a acusar a administração Trump de estimular narrativas sobre supostas restrições à liberdade de expressão no Brasil, especialmente em temas relacionados à regulação das plataformas digitais e às decisões do Poder Judiciário envolvendo redes sociais.
O governo brasileiro também interpreta como sinal de ingerência a tentativa de representantes norte-americanos de estabelecer contatos com atores políticos e comunicadores durante o período pré-eleitoral.
As denúncias ganharam ainda mais repercussão após informações de que enviados do Departamento de Estado dos Estados Unidos pretendiam discutir temas ligados ao sistema eleitoral brasileiro e à liberdade de expressão durante visitas ao país.
Consulado ainda não comentou
Até a publicação desta reportagem, não havia manifestação pública do Consulado dos Estados Unidos em São Paulo sobre as acusações feitas por Leandro Demori.
Também não foram divulgados esclarecimentos oficiais sobre as supostas ofertas de facilitação para emissão de vistos ou sobre a realização das reuniões mencionadas pelo jornalista.
Caso o consulado ou o Departamento de Estado norte-americano apresentem posicionamento, a matéria poderá ser atualizada com a versão oficial das autoridades envolvidas.
A denúncia reforça um cenário de crescente tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos às vésperas do processo eleitoral brasileiro e amplia o debate sobre os limites da atuação diplomática estrangeira em temas relacionados à política interna, ao ambiente informacional e à cobertura jornalística nacional.
Múcio diz que Brasil não teria como enfrentar invasão dos EUA
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, afirmou que o Brasil não teria condições de enfrentar militarmente os Estados Unidos em um cenário hipotético de invasão. Leia em TVT News.
A declaração foi feita nesta terça-feira (4), durante participação em um evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, quando defendia a necessidade de ampliar os investimentos destinados às Forças Armadas e garantir maior previsibilidade orçamentária para projetos estratégicos da área.
Ao relatar uma pergunta que teria recebido de um jornalista sobre como reagiria caso os Estados Unidos decidissem invadir o Brasil, Múcio respondeu em tom de brincadeira que “abriria o portão”. A fala provocou risos entre os presentes.
“Dia desses um jornalista me perguntou: ‘Se os Estados Unidos quiserem invadir o Brasil, o que o senhor faz como ministro da Defesa?’ Abrir o portão, porque a gente não tem equipamento para enfrentá-los nem tem dinheiro para consertar o portão. Eu prefiro abrir o portão”, afirmou.
A declaração ocorreu antes da decisão do governo norte-americano de revogar o visto da embaixadora brasileira em Washington, em um contexto de tensões diplomáticas entre os dois países.
Apesar do tom descontraído da resposta, o ministro utilizou o exemplo para sustentar um argumento recorrente de sua gestão: a necessidade de ampliar os recursos destinados à Defesa Nacional. Segundo Múcio, o Brasil investe menos do que seria necessário para manter projetos estratégicos e acompanhar a evolução tecnológica do setor.
Durante sua participação no evento, ele destacou que defender mais recursos para a área militar nem sempre é uma tarefa simples em um país que ainda enfrenta desafios históricos em áreas como saúde, educação, moradia e assistência social.
“Você chega a não ter coragem de pedir esse dinheiro porque o Brasil precisa de outras oportunidades“, afirmou.
Defesa como investimento de longo prazo
Na avaliação do ministro, fortalecer a Defesa Nacional não significa preparar o país para conflitos militares, mas assegurar capacidade tecnológica, industrial e estratégica.
Para ilustrar sua posição, Múcio comparou os investimentos militares à contratação de um plano de saúde.
“Investir em defesa é como um plano de saúde. A gente escolhe o melhor torcendo para não precisar usar.”
Segundo ele, o fortalecimento da estrutura de defesa deve ser encarado como uma política permanente de Estado, capaz de garantir estabilidade para projetos que demandam anos de desenvolvimento e elevados investimentos.
O ministro também ressaltou que equipamentos militares, como submarinos e aeronaves de combate, exigem planejamento de longo prazo, tanto na aquisição quanto na manutenção. Por isso, defendeu que o orçamento destinado à área tenha maior previsibilidade, evitando interrupções em programas considerados estratégicos.
De acordo com Múcio, esse debate vem sendo levado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aos demais integrantes do governo federal, com o objetivo de assegurar continuidade aos investimentos na indústria nacional de defesa.
Indústria de defesa e planejamento orçamentário
Ao defender mais investimentos para o setor, José Múcio afirmou que o fortalecimento das Forças Armadas também representa um estímulo ao desenvolvimento tecnológico e industrial do país. Segundo o ministro, diversos projetos militares têm capacidade de impulsionar a produção nacional e ampliar a presença brasileira no mercado internacional de equipamentos de defesa.
Durante a palestra, ele citou que o Brasil trabalha para expandir a exportação de produtos desenvolvidos pela indústria nacional, como submarinos, aeronaves e veículos blindados. Na avaliação do ministro, esse segmento reúne inovação tecnológica, geração de empregos qualificados e fortalecimento da capacidade produtiva nacional.
“O Brasil hoje se prepara para exportar submarinos, aviões e blindados“, declarou.
Múcio também voltou a defender maior estabilidade no orçamento destinado à Defesa. Segundo ele, programas estratégicos costumam ser executados ao longo de vários anos e dependem de previsibilidade financeira para evitar atrasos ou interrupções.
O ministro afirmou que tem tratado do tema com frequência junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e integrantes da equipe econômica, buscando assegurar continuidade aos projetos considerados estruturantes para as Forças Armadas.
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Ex-chefe de gabinete de Lula pede para deixar campanha
O ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, pediu para deixar a equipe da campanha à reeleição do presidente. A decisão foi comunicada nesta quarta-feira (5) ao presidente nacional do PT, Edinho Silva, e ao próprio Lula, em meio à repercussão envolvendo um empréstimo pessoal de R$ 249 mil obtido junto à empresária Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal. Saiba mais na TVT News.
Segundo informações divulgadas por diferentes veículos de imprensa, Marcola afirmou que sua saída não decorre de qualquer impedimento jurídico, mas de uma decisão estritamente política. O objetivo, segundo ele, é evitar que sua permanência na campanha provoque disputas internas no Partido dos Trabalhadores ou seja utilizada para desgastar a candidatura do presidente.
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De acordo com interlocutores ouvidos nos bastidores da campanha, o ex-chefe de gabinete avaliou que sua presença poderia alimentar o chamado “fogo amigo” dentro do partido e criar um foco de desgaste político em pleno período eleitoral. Integrantes do governo também afirmam que Marcola sempre manteve perfil discreto e decidiu se afastar justamente para preservar essa postura e blindar Lula de novos ataques.
A direção do PT teria tentado convencê-lo a permanecer na equipe. Até a noite de terça-feira (4), aliados do presidente ainda avaliavam que ele continuaria exercendo suas funções. No entanto, segundo relatos publicados nesta quarta-feira, Marcola manteve sua decisão e comunicou formalmente o afastamento.
Empréstimo veio à tona durante investigação da PF
A pressão sobre o ex-chefe de gabinete aumentou após a divulgação de que a Polícia Federal identificou movimentações financeiras envolvendo Roberta Luchsinger durante as investigações da Operação Sem Desconto.
A empresária é investigada no inquérito que apura supostas irregularidades relacionadas ao chamado “Careca do INSS”. Conforme as investigações, ela é apontada como pessoa ligada ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes e também é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Após a divulgação das informações, Marcola reconheceu ter recebido um empréstimo de R$ 249 mil da empresária. Segundo ele, o valor foi integralmente quitado e a operação teve caráter exclusivamente privado, sem qualquer relação com suas atividades públicas.
Em nota divulgada à imprensa, o ex-assessor afirmou que jamais existiu qualquer outro vínculo financeiro além do empréstimo pessoal.
“Sempre pautei minha atuação pública pela ética, compromisso e transparência. A quem apresenta especulações e ilações, respondo com fatos, documentos e a minha inteira disposição e tranquilidade de colaborar com a Justiça”, declarou.
Marcola também informou que colocou seus sigilos bancário e fiscal à disposição da Justiça e constituiu advogado para apresentar toda a documentação necessária ao esclarecimento dos fatos.
PT tenta conter repercussão
Nos bastidores, dirigentes petistas classificam a saída como uma medida para impedir que a campanha presidencial seja contaminada por um episódio sem relação direta com a disputa eleitoral.
Segundo fontes ligadas ao partido, a avaliação é que o afastamento reduz o espaço para questionamentos políticos e evita que adversários utilizem o caso como instrumento de desgaste da candidatura de Lula.
Apesar disso, integrantes da legenda ainda manifestavam esperança de que Marcola pudesse reconsiderar sua decisão, hipótese considerada pouco provável por pessoas próximas ao ex-chefe de gabinete.
Até o momento, o PT não divulgou nota oficial sobre o pedido de afastamento.
Defesa nega irregularidades
A defesa de Marco Aurélio Santana Ribeiro sustenta que não houve qualquer ilegalidade na operação financeira com Roberta Luchsinger. Segundo a versão apresentada pelo ex-assessor, tratou-se de um empréstimo particular, devidamente quitado, sem utilização de recursos públicos ou favorecimento decorrente do cargo que ocupava no governo.
Marcola também reafirma que pretende colaborar integralmente com as investigações e afirma que a documentação comprobatória será apresentada às autoridades competentes.
A Polícia Federal continua apurando as circunstâncias das movimentações financeiras identificadas durante a investigação da Operação Sem Desconto. Até o momento, não há informação de que Marco Aurélio Santana Ribeiro tenha sido denunciado ou formalmente acusado de qualquer crime relacionado ao empréstimo.
A saída do ex-chefe de gabinete ocorre em um momento em que a campanha de Lula busca concentrar sua agenda na apresentação de propostas e reduzir potenciais focos de desgaste político durante o processo eleitoral.
Flávio Bolsonaro anuncia Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS, como vice
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, anunciou o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente na chapa para as eleições de 2026. A escolha ocorre após as dificuldades do PL para formar uma aliança com partidos do Centrão e representa uma mudança em relação ao plano inicial do senador, que buscava uma mulher de outra legenda para ocupar a vaga. Saiba mais na TVT News.
O candidato à vice de Flávio Bolsonaro é acusado de estupro de vulnerável e também de desvio de emendas parlamentares. Veja abaixo
Gaspar é o relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ex-procurador-geral de Justiça do Ministério Público de Alagoas, ele se filiou ao PL em março deste ano. Inicialmente, a intenção era disputar uma vaga ao Senado ou concorrer ao governo de Alagoas.
À frente da relatoria da CPMI do INSS, Gaspar tem direcionado parte das investigações para questionamentos sobre a atuação do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em seu relatório, o deputado fez diversas referências ao presidente e à atual gestão federal ao abordar as irregularidades investigadas. A atuação anterior do parlamentar e sua proximidade com o bolsonarismo ajudaram a consolidar seu nome dentro do PL.
A definição da chapa também expõe as dificuldades de Flávio Bolsonaro para ampliar sua aliança eleitoral. A intenção inicial era atrair uma mulher de um partido aliado para a vice, estratégia que poderia contribuir para ampliar a composição política da candidatura e dialogar com o eleitorado feminino. A escolha de outro integrante do PL, portanto, reduz o alcance partidário da chapa.
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Alfredo Gaspar fez coleta de DNA após acusação de estupro
A escolha de Alfredo Gaspar como vice de Flávio Bolsonaro também ocorre em meio a uma acusação de estupro feita contra o deputado.
Alfredo Gaspar é alvo de uma notícia-crime apresentada à Polícia Federal em 27 de março de 2026 pelos deputados Lindbergh Farias (PT-RJ) e Soraya Thronicke (Podemos-MS). O documento sustenta que o parlamentar teria cometido estupro de vulnerável contra uma adolescente de 13 anos, que teria engravidado após o suposto abuso, e desembolsado R$ 400 mil para evitar que a denúncia viesse a público. Gaspar contesta as acusações e afirma que a mulher apontada como sua filha seria, na realidade, filha de um primo.
Em abril, Gaspar realizou, em Maceió, a coleta de material biológico para um exame de DNA. O procedimento foi realizado no Laboratório de Genética Forense da Polícia Científica de Alagoas, por determinação judicial. A amostra permanece armazenada para análise posterior.
Até o momento, não foram apresentadas publicamente provas que comprovem a acusação. Gaspar nega ter cometido o crime e afirma que as declarações têm relação com um episódio envolvendo um primo, ocorrido há cerca de nove anos em Alagoas.
Segundo Gaspar, a coleta foi solicitada por iniciativa própria como forma de antecipar a produção de provas e esclarecer as acusações que considera falsas. O deputado afirmou não temer a investigação e defendeu que o caso seja apurado com rapidez.
Ele também informou ter acionado a Justiça nas esferas cível e criminal contra pessoas que, segundo ele, fizeram acusações indevidas, além de apresentar representações para pedir a responsabilização dos envolvidos.
O parlamentar classificou as acusações como falsas e irresponsáveis e afirmou que elas seriam uma tentativa de desviar a atenção das investigações conduzidas pela CPMI. Gaspar também declarou ter apresentado medidas à Procuradoria-Geral da República (PGR), à Polícia Federal (PF) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra os responsáveis pelas acusações.
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Mendonça mantém vídeo de Flávio Bolsonaro que associa PT ao PCC e ao Comando Vermelho
O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou o pedido de liminar apresentado pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, para retirar do ar um vídeo publicado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) que associa o Partido dos Trabalhadores ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV). Saiba mais na TVT News.
Produzido com recursos de inteligência artificial, o vídeo mostra Flávio e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em uma representação de combate militar contra embarcações identificadas pelas siglas das facções. Na sequência, aparece um barco com a sigla PT, que muda de direção.
O conteúdo foi publicado em 16 de junho, acompanhado da mensagem: “Na próxima quinta-feira eu vou dar uma péssima notícia para o CV, o PCC e o PT. Me aguardem”.
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A decisão ocorre em meio a outras medidas recentes do TSE relacionadas à comunicação política e institucional durante o período eleitoral. Em outra frente, o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, determinou que o governo federal retire de canais oficiais publicações que, segundo sua avaliação, ultrapassem o caráter informativo e promovam pessoalmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.
Nunes Marques e Mendonça, indicados por Bolsonaro, tomam decisões desfavoráveis ao PT
As duas decisões ganharam atenção pelo fato de Nunes Marques e Mendonça terem sido indicados ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e, atualmente, ocuparem posições de destaque na Justiça Eleitoral. Nunes Marques assumiu a presidência do TSE, enquanto Mendonça atua como ministro da Corte. Embora as decisões não representem, por si só, uma atuação coordenada ou partidária, ambas produzem efeitos contrários a interesses do PT e do governo Lula em questões relacionadas à disputa eleitoral.
Nunes Marques determinou a retirada de conteúdos publicados em canais oficiais do governo que deem destaque à atuação pessoal de Lula em atos, programas, obras, serviços, entregas ou pronunciamentos oficiais. A decisão, publicada em 1º de agosto sob sigilo, também estabelece que o governo evite novas publicações com esse perfil durante o período de restrição previsto pela legislação eleitoral.
O ministro, porém, rejeitou um pedido mais amplo para retirar todas as publicações questionadas. A determinação ficou restrita aos conteúdos que, em análise preliminar, possam ultrapassar a função informativa dos canais institucionais e assumir características de promoção pessoal do presidente.
Além do governo federal, Nunes Marques determinou que Facebook e X também tornem indisponíveis, no prazo de 24 horas, as publicações enquadradas nesse padrão, independentemente do cumprimento da ordem pelos responsáveis pelos perfis oficiais.
As duas decisões ocorrem em um momento de intensificação da fiscalização eleitoral sobre o uso da comunicação pública e das redes sociais. De um lado, o tribunal avalia os limites para manifestações de candidatos e partidos; de outro, acompanha o uso de estruturas institucionais do Estado para evitar promoção pessoal de autoridades durante o período eleitoral.
Mendonça vê crítica política em vídeo
No caso envolvendo Flávio Bolsonaro, Mendonça entendeu que não havia elementos suficientes para determinar a exclusão imediata da publicação. Para o ministro, a peça apresenta caráter ficcional e satírico, com linguagem caricatural e uso evidente de inteligência artificial. A avaliação preliminar também considerou que o conteúdo não atribui ao PT a prática de um crime específico nem demonstra uma ligação concreta entre o partido e as organizações criminosas.
Na decisão, o relator defendeu uma postura de mínima interferência da Justiça Eleitoral no debate político. Segundo Mendonça, críticas duras, exageradas ou desagradáveis dirigidas a partidos e agentes públicos podem permanecer protegidas pela liberdade de expressão quando inseridas na disputa política.
O ministro também afirmou que o uso de inteligência artificial, por si só, não torna uma publicação irregular. A legislação eleitoral permite o emprego da tecnologia, desde que sejam respeitadas as regras para identificação de conteúdos sintéticos e não sejam divulgados fatos sabidamente inverídicos.
Mendonça ressaltou que a análise realizada neste momento é preliminar e que a Justiça Eleitoral precisa avaliar o contexto e o conteúdo da publicação antes de determinar uma eventual intervenção. Para o relator, a retirada imediata de manifestações políticas sem comprovação inequívoca de irregularidade poderia representar uma restrição excessiva à liberdade de expressão durante o processo eleitoral.
Na avaliação do ministro, a liberdade de expressão recebe proteção especial durante a disputa política porque o eleitor precisa ter acesso a diferentes opiniões, inclusive manifestações críticas e controversas. A intervenção judicial, segundo a decisão, deve ocorrer quando houver elementos claros de ilegalidade, como a divulgação de fatos comprovadamente falsos ou ataques que ultrapassem os limites estabelecidos pela legislação.
Vídeo segue no ar enquanto ação avança
A Federação Brasil da Esperança argumenta que o conteúdo estabelece uma associação falsa e difamatória entre o PT e organizações criminosas. Os partidos afirmam ainda que a utilização de inteligência artificial foi empregada para atingir adversários políticos e pediram não apenas a remoção do vídeo, mas também que Flávio seja impedido de divulgar novas peças sintéticas com teor semelhante.
Mendonça não identificou, nesta fase, a utilização de deepfake para simular falas ou comportamentos inexistentes de pessoas reais. Para o ministro, trata-se de uma produção audiovisual construída artificialmente, com elementos de sátira e ficção. A decisão, porém, é provisória e não encerra a discussão sobre a legalidade do material.
O caso também envolve a discussão sobre os limites do uso de ferramentas de inteligência artificial na comunicação política. A legislação eleitoral estabelece regras para conteúdos produzidos ou modificados por essas tecnologias, especialmente quando podem interferir na percepção do eleitor. A avaliação sobre eventual violação dessas normas ainda dependerá da análise completa do processo.
A federação também questiona o potencial do material de influenciar a percepção dos eleitores sobre o PT e seus candidatos. Para os partidos, a combinação de imagens geradas por IA com referências a organizações criminosas pode produzir uma associação negativa mesmo sem apresentar uma acusação criminal direta. Essa argumentação será avaliada ao longo do processo, após a manifestação das partes.
O mérito da ação ainda será analisado pelo TSE. Antes disso, Flávio Bolsonaro deverá apresentar sua defesa e a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) emitirá um parecer sobre o caso. Até uma nova decisão da Corte, o vídeo continuará disponível.
Meio/Ideia: Lula abre 6 pontos sobre Flávio Bolsonaro no 2º turno
A nova pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira (5), indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O levantamento mostra Lula com 48,5% das intenções de voto, contra 43% do parlamentar, uma diferença de 5,5 pontos percentuais, arredondada para seis pontos, acima da margem de erro de 2,5 pontos. Saiba mais na TVT News.
O resultado reforça a liderança do presidente em todos os cenários de segundo turno simulados pelo instituto e confirma a manutenção da polarização entre o campo liderado por Lula e o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
No levantamento anterior, divulgado em julho, Lula registrava 45% das intenções de voto contra 40% de Flávio Bolsonaro. A nova rodada mostra crescimento de ambos os candidatos, mas mantém praticamente a mesma distância entre eles.
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A pesquisa ouviu 1.500 eleitores em todo o território nacional entre os dias 31 de julho e 3 de agosto, por entrevistas telefônicas. O levantamento possui margem de erro de 2,5 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04579/2026.
Lula também lidera no primeiro turno
No principal cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 43% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 35%, abrindo uma vantagem de oito pontos percentuais.
O cenário confirma a concentração da disputa entre os dois principais candidatos. Somados, Lula e Flávio reúnem 78% das intenções de voto, enquanto os demais nomes aparecem bem distantes.
Na sequência surgem:
- Ronaldo Caiado (PSD): 5,7%;
- Renan Santos (Missão): 4,7%;
- Romeu Zema (Novo): 2,6%;
- Augusto Cury (Avante): 1,7%;
- Cabo Daciolo: 0,6%;
- Samara Martins: 0,3%;
- Edmilson Costa: 0,2%;
- Hertz Dias: 0,1%;
- Rui Costa Pimenta: 0,1%.
Brancos e nulos representam 2%, enquanto 4% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder.
Na pesquisa espontânea, quando não é apresentada uma lista de candidatos, Lula também aparece na liderança, com 34,4%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 23%. Os demais nomes permanecem abaixo dos 3%.
Presidente vence todos os cenários de segundo turno
Além da vantagem sobre Flávio Bolsonaro, o levantamento aponta que Lula derrotaria todos os adversários testados pelo instituto.
Contra Ronaldo Caiado, o presidente registra 48,5%, enquanto o ex-governador de Goiás aparece com 40%.
Em uma eventual disputa contra Romeu Zema, Lula alcança 48,5%, contra 37% do ex-governador mineiro.
Já diante de Renan Santos, o presidente vence por 48% a 34,7%.
Os resultados sugerem que, neste momento, Lula preserva vantagem eleitoral independentemente do adversário testado pelo instituto.
Polarização permanece predominante
A pesquisa reforça um cenário de forte polarização política. Os dois primeiros colocados concentram quase quatro quintos das intenções de voto no primeiro turno, enquanto os candidatos da chamada terceira via permanecem distantes.
Outro dado relevante é o grau de consolidação do eleitorado. Segundo o levantamento, 66% dos entrevistados afirmam que seu voto já está decidido, enquanto 34% dizem que ainda podem mudar de candidato durante a campanha.
Apesar desse percentual elevado de eleitores decididos, a pesquisa espontânea mostra que 27,7% ainda não sabem em quem votar, indicando que existe espaço para movimentações ao longo do processo eleitoral.
Rejeição permanece elevada entre os líderes
Assim como lideram as intenções de voto, Lula e Flávio Bolsonaro também apresentam os maiores índices de rejeição.
Segundo a pesquisa, 48% dos entrevistados afirmam que não votariam de maneira alguma em Flávio Bolsonaro, enquanto 47,4% fazem a mesma avaliação sobre Lula. Como a diferença entre ambos está dentro da margem de erro, os índices configuram empate técnico.
O levantamento também mostra que os dois possuem potencial semelhante de voto, com cerca de 48% dos entrevistados afirmando que poderiam votar em cada um deles, evidenciando um ambiente eleitoral altamente polarizado.
Avaliação do governo permanece equilibrada
A pesquisa também mediu a percepção dos brasileiros sobre a administração federal.
A avaliação positiva do governo Lula registra 36,6%, considerando os entrevistados que classificam a gestão como ótima ou boa.
Já 37% avaliam o governo como ruim ou péssimo, configurando empate técnico entre avaliações positivas e negativas.
Outros 24% consideram a gestão regular, enquanto 2,4% não souberam responder.
Na aprovação pessoal do presidente, o cenário também permanece equilibrado: 48,5% aprovam a forma como Lula conduz o governo, enquanto 49% desaprovam. Os demais 2,5% não responderam.
Corrupção lidera prioridades do eleitor
Entre os temas considerados mais importantes para o próximo governo, o combate à corrupção aparece na primeira posição.
Segundo a pesquisa, 33,1% dos entrevistados afirmam que a principal prioridade do próximo presidente deve ser “acabar com a corrupção e fazer a lei valer para todos”.
O levantamento também investigou a percepção sobre as urnas eletrônicas. 35,3% disseram confiar muito no sistema eleitoral, enquanto 22,2% afirmaram confiar pouco e 24,3% declararam não confiar. Outros 18,1% não souberam responder.
Outro dado medido pelo instituto foi o impacto de um eventual apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a algum candidato brasileiro. Apenas 20% disseram que esse apoio aumentaria a disposição de votar no candidato apoiado pelo norte-americano, enquanto 44,9% afirmaram que isso não influenciaria positivamente sua escolha, sendo 30,3% totalmente contrários a essa possibilidade.
Por fim, a pesquisa mostra que 62,7% dos entrevistados defendem que todos os candidatos convidados participem do primeiro debate presidencial, previsto para o dia 23 de agosto, indicando expectativa do eleitorado por maior confronto de propostas entre os postulantes ao Palácio do Planalto.

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