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Da Redação
Foto de Flávio Bolsonaro ao lado de capanga de Vorcaro abre nova crise na campanha
O senador e pré-candidato à presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece em imagem obtida pela coluna com Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, o homem encarregado por Vorcaro para praticar ameaças e ações violentas contra desafetos. A imagem foi obtida por uma fonte que pediu sigilo à coluna e teria sido tirada em 2022, em um hotel na zona sul, no Rio de Janeiro. Em nota, o senador afirmou à coluna que “como figura pública e extremamente popular, recebe todos os dias pedidos de dezenas de pessoas pelas ruas para fotos”. Flávio Bolsonaro disse que não conhece Sicário. Saiba mais na TVT News.
O ICL Notícias, em parceria com o Centro Latino-americano de Investigación Periodística (CLIP), passou a imagem por cinco ferramentas diferentes de detecção para saber se havia indícios ou marcas d’água de que ela tivesse sido gerada com IA (Gemini, Hive Moderation, Sight Engine, Was It AI e Image Whisperer). Nenhuma delas encontrou indícios de que a fotografia tivesse sido criada com alguma inteligência artificial generativa.
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Uma análise feita com a ferramenta InVID também não revelou indícios de que a imagem tenha sido manipulada, ou de que seja uma montagem. E além disso, as sombras das mãos e os reflexos nos óculos escuros dos dois homens mostram que ambos estariam sendo iluminados pelas mesmas fontes de luz: uma iluminação principal vindo do lado esquerdo da foto, e uma iluminação secundária vindo da direita. O braço de Sicário se reflete no tronco de Flávio; as mãos dos dois homens têm luzes e sombras semelhantes, e os óculos de sol refletem uma pequena luz vindo de cima.
Sicário cometeu suicídio ao ser preso em março. Ele foi apontado como integrante da milícia ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Mourão era considerado pela PF um dos operadores centrais de um grupo conhecido como “A Turma”, responsável por ações de monitoramento e coleta de informações sobre pessoas consideradas adversárias de Vorcaro. Mensagens apreendidas indicariam conversas entre os dois sobre a possibilidade de intimidar o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, por meio de um assalto, além de outras discussões envolvendo ameaças a desafetos.
Em Minas Gerais, onde também era chamado de “Mexerica”, Mourão tinha histórico de envolvimento em crimes como estelionato, associação criminosa, falsificação de documentos e delitos contra a economia popular. Ele era conhecido por atuar em esquemas de pirâmide financeira, agiotagem e negociações fraudulentas envolvendo veículos. Desde 2021, respondia a um processo na Justiça de Belo Horizonte por organização criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra a economia popular, acusações que sua defesa sempre contestou.
Relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro
Até este momento só se sabia da relação de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro após as revelações feitas pelo site Intecept Brasil. O filho 01 pediu R$ 134 milhões para viabilizar o filme “Dark Horse”, sobre a vida de Jair Bolsonaro. Vorcaro chegou a repassar R$ 61 milhões.
Inicialmente, Flávio negou que Vorcaro tivesse injetado dinheiro na produção de “Dark Horse”, mas, após reportagem do site Intercept com áudios em que ele conversava com o dono do Banco Master sobre o assunto, teve que admitir o fato. O deputado Mario Frias, produtor do filme, também negou a princípio e depois teve que reconhecer a injeção de dinheiro de Vorcaro. Até agora, Frias não apresentou a prestação de contas de “Dark Horse”, ao contrário do que havia prometido.
Nota da assessoria de Flávio Bolsonaro:
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, como figura pública e extremamente popular, recebe todos os dias pedidos de dezenas de pessoas pelas ruas para fotos. Impossível o senador saber quem é cada uma das pessoas que dele se aproxima. Flávio Bolsonaro reafirma que não conhece e nunca viu a pessoa na foto. É irresponsável tentar atribuir qualquer significado pessoal a uma imagem aleatória. Além disso, não se sabe qual a procedência da foto, nem se a imagem é real ou produzida por Inteligência Artificial.
Por Juliana Dal Piva do ICL Notícias e CLIP e José Peñarredonda, CLIP
Estudo revela o que os brasileiros assistem no cinema e no streaming
Quais os gêneros mais vistos pelos brasileiros? As produções nacionais estão ganhando ou perdendo espaço no streaming? Quem ocupa o centro das histórias que chegam ao público? As respostas a estas e muitas outras perguntas estão em O que o Brasil assiste: análise Tomun do mercado audiovisual 2023-2024, publicação da Tomun, empresa de inteligência de dados para o audiovisual, que será lançada no fim de julho. Saiba mais na TVT News.
Ao longo de dois anos, o estudo acompanhou o que chega às telas e o que o público de fato escolhe assistir, tanto nos cinemas quanto no streaming. Um dos aspectos inéditos da pesquisa é aprofundar essa análise sob a perspectiva do gênero cinematográfico, recorte não contemplado nas estatísticas do setor, além de trazer indicadores de diversidade de quem protagoniza as obras brasileiras, e um levantamento inédito sobre acessibilidade no consumo audiovisual.
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O retrato mais surpreendente do estudo está no streaming. Como as plataformas não divulgam dados de audiência, a pesquisa monitorou por dois anos os rankings Top 10 dos principais serviços do país. Embora os rankings não permitam medir diretamente a audiência das plataformas, sua análise oferece um indicador relevante do desempenho dos títulos ao longo do tempo. Nesse período, os filmes brasileiros perderam quase metade da presença nos rankings e a participação nacional nos catálogos também recuou. As séries brasileiras, por outro lado, mantiveram desempenho consistente, sustentadas por novelas, minisséries, produções policiais e realities. Nos filmes, o destaque nacional foi o subgênero true crime.
Nas salas de cinema, o movimento foi o oposto: os brasileiros voltaram ao cinema para ver filmes nacionais. Foram 11 milhões de ingressos a mais vendidos em 2024, em comparação com 2023. Deste total, nove em cada dez foram comprados para assistir a produções brasileiras. Com isso, a participação do filme nacional na bilheteria saltou de 3,0% para 10,5%.
A animação dominou as salas em 2024, com quatro em cada dez ingressos vendidos. Entre os filmes nacionais, a biografia foi o gênero mais visto em 2023; já em 2024, a comédia assumiu a ponta. No drama, o gênero de ficção com mais títulos em cartaz, pouco mais de um em cada dez supera a marca de 10 mil ingressos. Já o terror vive o oposto: é um dos gêneros com maior proporção de filmes que encontram público. O Brasil produziu 13 títulos do gênero no período.
A publicação também investiga quem ocupa o centro das histórias brasileiras, analisando aspectos como raça e gênero dos protagonistas das séries e filmes nacionais. No recorte racial, o quadro ficou estável: protagonistas negros estão em cerca de três em cada dez filmes nos dois anos, tanto nos cinemas quanto no streaming. No eixo de acessibilidade, uma pesquisa realizada com usuários desses recursos mostrou que mais de dois terços já deixaram de assistir a um filme ou série por falta deles.
Para a análise, a Tomun desenvolveu métricas e classificações próprias e realizou levantamentos primários, como o monitoramento do streaming e a pesquisa com usuários de recursos de acessibilidade. O material forma uma base de consulta aberta a pesquisadores, estudantes, gestores públicos, produtores e empresas do setor.
“O audiovisual brasileiro precisa de dados consistentes para entender suas transformações e planejar o futuro. Reunimos informações que não existiam e as organizamos em bases acessíveis, com a ambição de qualificar debates, apoiar decisões de mercado ou a formulação de políticas públicas”, afirma Aline Zambrini, sócia e diretora executiva da Tomun.
Fernando Cabral, fundador e analista da Tomun, explica a escolha do gênero cinematográfico como eixo do estudo: “Todo mundo pensa em gênero. O roteirista ao escrever, o produtor, o distribuidor, o exibidor e até o público ao escolher o filme. Nosso levantamento organiza os dados de consumo do jeito que o mercado já pensa. Parece óbvio, mas as estatísticas do setor não trazem esse recorte”.
A publicação completa será disponibilizada gratuitamente no fim de julho no site da Tomun. Para recebê-la no lançamento, basta escrever para [email protected].
Metodologia
O estudo combina bases públicas com levantamentos, classificações e métricas originais da Tomun. Para o cinema, utiliza os dados de bilheteria da Ancine e do Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA), cruzados com a classificação de gênero cinematográfico de cada título, desenvolvida pela equipe. No streaming, a análise adota o conceito de “visibilidade”: a presença de títulos nos rankings Top 10 das principais plataformas em operação no Brasil – Netflix, Amazon Prime Video, Globoplay, Apple TV+, Max e Paramount+, considerando a posição ocupada e o tempo de permanência nas listas. O eixo de acessibilidade se baseia em pesquisa realizada com usuários de recursos de acessibilidade.
A publicação “O que o Brasil assiste: análise Tomun do mercado audiovisual 2023-2024” integra projeto contemplado no Edital LPG nº 14/2023 – Apoio às Pequenas e Microempresas Audiovisuais, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo.
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EUA confirmam novas tarifas a produtos brasileiros
Jamieson Greer, o chefe do Escritório do Representante Comercial da Casa Branca (USTR), comunicou a interlocutores do governo federal que já entregou ao presidente norteamericano Donald Trump a recomendação final para um novo tarifaço sobre as exportações do Brasil para os EUA. Leia mais em TVT News.
Greer também afirmou, entretanto, que a lista de exceções para as novas tarifas foi ampliada.
O USTR teve a quinta reunião com o governo brasileiro nesta terça (14), com a participação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) do Brasil.
Durante a reunião, Greer deu as negociações por encerradas e reclamou da falta de empenho do Brasil, segundo apuração da CNN.
Os relatos ao canal também afirmam que os argumentos de Greer em prol das tarifas foram objeto de imediata contestação pelas autoridades presentes, como o ministro Márcio Elias Rosa (MDIC) e pelos embaixadores Mauricio Lyrio (um dos negociadores de primeira linha do Itamaraty) e Audo Faleiro (assessor internacional da Presidência da República).
Os negociadores do Brasil explicitaram a ausência de argumentos técnicos que dessem substância às investigações conduzidas pelo órgão dos Estados Unidos no bojo da Seção 301, que listam denúncias como suposto aumento do desmatamento no Brasil, afirmação objetivamente contraditas pela queda no desmatamento da Amazônia, por exemplo.
As autoridades brasileiras ressaltaram ainda que, ao sugerirem a redução das tarifas de importação sobre o etanol em contrapartida à ampliação do acesso do açúcar brasileiro ao mercado dos Estados Unidos, o USTR rejeitou a proposta de imediato.
De acordo com duas fontes ouvidas pela CNN, Jamieson Greer também disse que não haverá uma “lista dinâmica” de exceções às novas tarifas, o que foi entendido como uma sinalização de que, diferentemente do que ocorreu no tarifaço de 2025, a lista de produtos isentos não será gradualmente ampliada.
Greer disse ter tomado nota dos argumentos trazidos pelo setor privado e pelo governo do Brasil a respeito de um aumento no rol das exceções já no anúncio do tarifaço.
Na reunião mais recente, os representantes do governo destacaram o caráter complementar de grande parte do comércio bilateral, ressaltando que subsidiárias de empresas norte-americanas exportam componentes e peças produzidos no Brasil para suas matrizes nos Estados Unidos.
O argumento teria sido recebido de forma positiva pelo USTR, reforçando a expectativa do governo Lula de que um número maior de produtos industrializados fique de fora da cobrança das tarifas.
Atualmente, em valores, o tarifaço recai sobre 21% das exportações brasileiras para os EUA, e o Brasil tem otimismo em relação à redução desse impacto.
No encerramento da reunião virtual, Greer sinalizou interesse em manter aberto o canal de diálogo com o governo brasileiro. Antes do fim do encontro, ouviu das autoridades brasileiras a seguinte mensagem: “Nós estamos aqui”.
Audiência pública sobre tarifas ocorreu nos EUA no início do mês
O tarifaço de 25% proposto pelo governo dos Estados Unidos (EUA) sobre produtos brasileiros entrou em sua fase decisiva no dia 6 de julho, com o início das audiências públicas promovidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
Enquanto representantes da indústria e do agronegócio defendem a suspensão da medida, o governo brasileiro decidiu enviar diplomatas à audiência apenas como observadores, mantendo sua aposta nas negociações diretas com Washington antes da decisão final.
Apesar da presença de diplomatas brasileiros, o governo optou por não se inscrever para fazer pronunciamentos durante a audiência sobre o tarifaço. A avaliação do Palácio do Planalto e do Itamaraty era de que o espaço não constituía foro adequado para negociações entre os dois governos, representando mais uma oportunidade para que empresas, entidades e demais interessados apresentassem seus argumentos técnicos sobre os impactos da medida.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a participação da embaixada possuía caráter exclusivamente observador, visando a acompanhar as manifestações sem alterar a estratégia diplomática brasileira, centrada nas negociações diretas.
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Integrantes do governo afirmaram que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acompanha pessoalmente as tratativas e orientou a equipe econômica e diplomática a manter o esforço por uma solução negociada antes do prazo final estabelecido pelo governo norte-americano.
Enquanto as audiências ocorriam em Washington, representantes dos governos brasileiro e norte-americano se preparavam para nova rodada de negociações técnicas e políticas sobre a proposta de tarifaço.
Na semana anterior, o secretário-executivo do MDIC Márcio Elias Rosa havia se reunido com Jamieson Greer, e entregado uma proposta de encaminhamento sobre os seis pontos questionados pelos norte-americanos na investigação comercial.
Entre os temas levantados pelo USTR estão alegações envolvendo propriedade intelectual, acordos comerciais firmados pelo Brasil, tarifas de importação, acesso ao mercado de etanol, desmatamento e políticas relacionadas ao comércio digital e aos meios eletrônicos de pagamento, incluindo críticas ao Pix.
O governo brasileiro sustentou que boa parte dessas acusações não possui relação direta com comércio internacional ou está baseada em interpretações equivocadas das normas brasileiras e das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Na resposta formal encaminhada ao governo dos Estados Unidos na última semana, o chanceler Mauro Vieira também afirmou que questionamentos envolvendo decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e o funcionamento do Pix dizem respeito à política interna brasileira, não podendo fundamentar sanções comerciais.
Nos bastidores, integrantes do governo avaliavam que a recomendação do USTR de impor um novo tarifaço a produtos brasileiros possuía forte componente político. A percepção era reforçada pelo fato de que os argumentos apresentados nos documentos que deram origem à investigação, em 2025, e aqueles que recomendaram a aplicação das tarifas, divulgados neste ano, eram praticamente os mesmos, apesar das negociações realizadas ao longo dos últimos meses.
Melhora na aprovação do governo e desgaste de Flávio apontam favoritismo de Lula
A nova rodada da pesquisa Genial/Quaest de julho aponta uma inflexão decisiva no cenário eleitoral, caracterizada pela combinação inédita entre a recuperação da popularidade do governo federal e o enfraquecimento político do senador Flávio Bolsonaro.
Segundo analistas da FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo), essa dinâmica relacional reposiciona o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em situação mais favorável à reeleição do que no início do ano. O movimento é impulsionado pela melhora nos indicadores de aprovação da gestão e por uma sequência de crises na campanha de oposição, resultando em uma liderança de 45% de Lula contra 37% de Flávio Bolsonaro nas simulações de segundo turno. Saiba mais na TVT News.
A principal força da candidatura de Lula no momento reside no avanço de sua aprovação institucional, que superou a desaprovação pela primeira vez desde dezembro de 2024 (48% a 47%. “A construção do favoritismo de um candidato à reeleição na pré-campanha e no início da campanha reside mais na aprovação e na avaliação do seu governo do que na intenção de voto”, explica Aldo Fornazieri, cientista político e coordenador do curso de Pós-Graduação em Estratégia e Liderança Política da FESPSP.

Para o especialista, “o principal esforço do governo e do comando da campanha de Lula deve consistir na persistência em buscar o crescimento da avaliação positiva da gestão”, tendência que já se reflete no emparelhamento da avaliação positiva com a negativa em 36%.
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“Vemos um movimento lento, mas permanente, desde abril, favorável ao presidente Lula e negativo para o senador Flávio Bolsonaro”, analisa Beto Vasques, coordenador do Labop (Laboratório de Opinião Pública da FESPSP). Em sua visão, os números refletem uma dinâmica de voto relacional entre os dois candidatos em que a melhora de um explica a piora do outro, com destaque para o Sudeste, onde a desaprovação recuou de 19% para 6%, e entre o eleitorado feminino, público no qual “a reprovação de 4% virou aprovação de 6%”.
O recuo do principal candidato da oposição reflete o impacto cumulativo de denúncias éticas e fraturas em sua base aliada. De acordo com Hilton Fernandes, cientista político e pesquisador do Labop FESPSP, “o desgaste de Flávio Bolsonaro com o caso Dark Horse diminui sua credibilidade e coloca em cheque as críticas ao governo Lula”. Vasques corrobora o diagnóstico ao sinalizar o peso dos episódios recentes:
“O recado dos eleitores na pesquisa Quaest é claro: independentes e a direita não bolsonarista reagiram negativamente à série de más notícias no entorno da campanha do senador neste período: Dark Horse, Tarifaço e a briga com Michelle”.
A deterioração da imagem de Flávio provocou uma visível perda de musculatura eleitoral em segmentos de centro e de direita moderada. “Enquanto Lula amplia sua capacidade de atrair o eleitorado independente, Flávio perde apoio na direita moderada sem que esses votos migrem diretamente para o presidente”, aponta o cientista político e pesquisador do Labop, Jairo Pimentel. Esse fenômeno resultou no aumento do índice de indecisos gerais (de 5% para 11%) e na desmobilização parcial da direita não bolsonarista, cuja intenção de voto em Flávio caiu de 88% para 74%, migrando majoritariamente para votos brancos, nulos ou abstenções.
Apesar do cenário mais promissor para o Palácio do Planalto, os especialistas alertam que a disputa presidencial de 2026 continua em aberto. Hilton Fernandes destaca o desempenho de Renan Santos no cenário de segundo turno, especialmente no grupo de direita não bolsonarista, que “parece ver em Renan um candidato mais firme que Flávio”.
A sustentabilidade da melhora eleitoral de Lula enfrenta barreiras concretas na percepção do ambiente econômico pelo cidadão comum. “A recuperação eleitoral do governo parece decorrer mais da dinâmica política da disputa do que de uma melhora consistente na avaliação da economia”, conclui Jairo Pimentel, ressaltando que “a economia continua sendo o principal ponto de vulnerabilidade” oficial devido às queixas persistentes sobre o poder de compra e o preço dos alimentos.
Confira a íntegra das análises da FESPSP sobre a pesquisa Quaest
ALDO FORNAZIERI – Cientista político e coordenador do Curso de Pós-Graduação em Estratégia e Liderança Política da FESPSP
A principal novidade da pesquisa Quaest de julho não está na intenção de voto, mas na aprovação do governo Lula. Pela primeira vez desde dezembro de 2024, a avaliação positiva supera a negativa, embora haja um empate técnico: 48% aprovam o governo e 47% o desaprovam.
A construção do favoritismo de um candidato à reeleição na pré-campanha e no início da campanha reside mais na aprovação e na avaliação do seu governo do que na intenção de voto. Assim, o principal esforço do governo e do comando da campanha de Lula deve consistir na persistência em buscar o crescimento da avaliação positiva da gestão.
A avaliação positiva também melhorou: subiu de 34% na pesquisa de junho para 36% agora, configurando um empate com a negativa, que também é de 36%. Já a parcela dos que avaliam o governo como regular é de 27%. Esse crescimento também é uma boa notícia para a campanha lulista.
Nas simulações de segundo turno, Lula abriu uma vantagem de 8 pontos sobre Flávio Bolsonaro. O presidente aparece com 45% contra 37% do candidato bolsonarista.

O conjunto de dados reflete duas tendências: o crescimento da avaliação do governo e o da intenção de voto em Lula. Esses movimentos estão ancorados na agenda positiva do governo, lastreada em cerca de 20 iniciativas, a exemplo do Desenrola 2.0, do subsídio aos combustíveis e da revisão da tabela do Imposto de Renda.
Em contrapartida, a campanha de Flávio Bolsonaro aprofunda sua crise interna, que tem seu ponto mais agudo nas desavenças entre ele e sua madrasta, Michelle Bolsonaro. O ataque que os bolsonaristas fazem às mulheres em geral e a Michelle e à senadora Damares Alves, em particular, tem provocado desgastes na campanha, principalmente junto ao eleitorado feminino.
BETO VASQUES – Analista político e coordenador do Laboratório de Opinião Pública e Mídias Digitais da FESPSP
Numa eleição tão acirrada entre dois candidatos já desde o primeiro turno, com uma dinâmica de voto relacional entre eles, a melhora de um explica a piora do outro. Nesse sentido, vemos um movimento lento, mas permanente, desde abril, favorável ao presidente Lula e negativo para o senador Flávio Bolsonaro.
Isso pode ser observado ao se olhar para três indicadores: aprovação do governo, intenção de voto na simulação de segundo turno e rejeição.
Na aprovação do governo, uma diferença negativa de 9 pontos percentuais (52% desaprovavam e 43% aprovavam) virou uma aprovação de 1 ponto (48% aprovam, 47% desaprovam). Isso também vale para a avaliação do governo: em abril, os que avaliavam a gestão de forma positiva eram 11% a menos do que os que a avaliavam negativamente (43% a 31%), e agora encontram-se igualados (36% de positivo e 36% de negativo).
A diferença se dá entre os eleitores independentes, que em abril apontavam uma apreciação negativa de 26 pontos, quando 57% desaprovavam e só 32% aprovavam o governo. Hoje, essa diferença desaparece, e o governo Lula encontra-se em empate nesse segmento, com 45% de aprovação e 45% de reprovação.
Destaque ainda para a variação entre abril e julho:
- Nas regiões Sudeste (onde a reprovação de 19% caiu para 6%) e Centro-Oeste/Norte (a reprovação caiu de 23% para 3%);
- Variação favorável ao governo entre mulheres (reprovação de 4% virou aprovação de 6%) e homens (reprovação caiu de 14% para 4%);
- Variação entre os jovens, público no qual uma reprovação ao governo de 16% se transformou em 25% de aprovação.
Quanto à simulação de segundo turno, o senador, que aparecia 2 pontos à frente de Lula em abril (42% a 40%), agora aparece 8 pontos atrás do atual mandatário (37% a 45%). Neste caso, o destaque vai novamente para o segmento dos eleitores independentes, no qual a intenção de voto no presidente subiu de 26% para 40% no período de abril a julho, e para os eleitores que se definem como de “direita não bolsonarista”, segmento no qual Flávio desabou no período, saindo de 90% para 74% das intenções de voto.
Na rejeição, essa dinâmica relacional entre os votos dos candidatos é ainda mais evidente. Uma rejeição 3% menor do senador em relação ao presidente (52% a 55%) traduziu-se em uma rejeição 7% maior (57% para Flávio contra 50% para Lula). Ou seja, Lula diminuiu sua rejeição em 5%, enquanto Flávio aumentou a sua nos mesmos 5%.
Outro dado que merece destaque aponta para a consolidação do voto na variação entre junho e julho: o presidente cresceu 6 pontos, subindo de 71% para 77% o número de seus eleitores que dizem ter o voto definido, enquanto o senador teve uma queda de 8 pontos, caindo de 70% para 62%, o que indica um risco maior para Flávio no porvir.
O recado dos eleitores na pesquisa Quaest é claro: independentes e a direita não bolsonarista reagiram negativamente à série de más notícias no entorno da campanha do senador neste período: Dark Horse, Tarifaço e a briga com Michelle. Numa eleição tão acirrada, isso foi o suficiente para que o empate técnico — com Flávio numericamente dois pontos à frente no cenário de segundo turno em abril — se transformasse agora na maior diferença a favor do presidente (8%) de todo o ano de 2026.
A melhora na percepção das políticas do governo, como o fim da escala 6×1, a isenção do Imposto de Renda e o Desenrola 2, acompanha as melhoras na avaliação e aprovação da gestão como um todo. Isso indica que, mais do que um maior conhecimento ou o efeito direto dessas políticas na vida dos eleitores, essa melhora pode estar respondendo a uma dinâmica relacional: uma maior indisposição do eleitor com o adversário do governo se traduziria em maior disposição não só para escutar, mas para reinterpretar positivamente as políticas governamentais, bem como a avaliação e a aprovação do governo, refletindo-se na menor rejeição e na maior intenção de voto no presidente Lula.
HILTON FERNANDES – Cientista político e professor do Laboratório de Opinião Pública e Mídias Digitais da FESPSP
A nova rodada da pesquisa Quaest confirma a queda nas intenções de voto em Flávio Bolsonaro a partir das denúncias de envolvimento com Daniel Vorcaro, divulgadas em maio. A comparação dos resultados das pesquisas desde maio é consistente com uma diminuição dos votos para além da margem de erro.
A pesquisa também mostra uma melhora constante na percepção positiva do governo Lula, tanto nas avaliações dos entrevistados quanto na intenção de voto no presidente. Parte desse resultado provavelmente se deve às medidas populares tomadas no segundo trimestre já com foco nas eleições, mas é difícil afirmar que surtiriam o mesmo efeito sem o desgaste na imagem de Flávio Bolsonaro, ocorrido no mesmo período.

É importante lembrar que Flávio Bolsonaro, como principal opositor do presidente Lula, era responsável por apontar os erros e problemas do governo. Porém, quando foi pego mentindo sobre o caso Dark Horse, sua credibilidade foi fortemente afetada, colocando em dúvida sua conduta e as suas críticas a Lula. Um dado da pesquisa que indica a relação dos resultados com o desgaste de Flávio Bolsonaro é a comparação de cenários de segundo turno, no qual Flávio perde votos de forma contínua entre os eleitores classificados como direita não bolsonarista, enquanto os demais nomes testados mantêm bons resultados nesse grupo.
Merece atenção o desempenho do candidato Renan Santos, que parece melhorar sua performance na esteira do desgaste de Flávio Bolsonaro. É possível que os eleitores mais radicais da direita não bolsonarista já estejam migrando para um candidato que não apresente as mesmas fraquezas para esse grupo.
JAIRO PIMENTEL – Cientista político e professor do Laboratório de Opinião Pública e Mídias Digitais da FESPSP
A nova rodada da pesquisa Genial/Quaest indica uma inflexão importante no cenário eleitoral. O principal destaque não é apenas a liderança de Lula nas intenções de voto, mas a combinação entre a melhora dos indicadores do governo e a perda de desempenho de Flávio Bolsonaro, tornando o quadro mais favorável ao presidente do que nos últimos meses.
A aprovação do governo chega a 48%, empatando tecnicamente com a desaprovação (47%) — o melhor resultado do ano. O avanço parece refletir tanto a boa recepção de medidas como a ampliação da isenção do Imposto de Renda e o Desenrola 2.0 quanto o desgaste enfrentado por Flávio Bolsonaro durante a crise do tarifaço de Donald Trump. Pesquisas anteriores da própria Quaest já haviam mostrado maior concordância dos eleitores com a narrativa de Lula sobre esse episódio.

No primeiro turno, Lula alcança 40% das intenções de voto, seu melhor desempenho na série, enquanto Flávio Bolsonaro recua para 28%, ampliando a vantagem para 12 pontos. O dado mais relevante é que essa perda de Flávio não foi absorvida por outros candidatos de oposição. Desde maio, nenhum adversário apresentou crescimento consistente; o principal movimento foi o aumento dos indecisos, que passaram de 5% para 11%. O mesmo padrão aparece no segundo turno, no qual Lula amplia a vantagem para oito pontos (45% a 37%), indicando que o presidente cresce ao mesmo tempo em que o candidato do PL perde capacidade de expandir sua candidatura.
A análise por segmentos ajuda a explicar essa dinâmica no segundo turno. Entre os eleitores independentes, Lula avançou de 29% para 40% entre maio e julho, enquanto Flávio caiu de 35% para 27%. Nesse grupo, a parcela que declarava voto em branco, nulo ou abstenção também diminuiu de 31% para 26%, sugerindo que parte desse eleitorado passou a se definir em favor do presidente.
Já entre a direita não bolsonarista, o movimento foi distinto: Flávio recuou de 88% para 74%, mas Lula permaneceu praticamente estável, oscilando de 6% para 8%. Nesse segmento, o principal crescimento ocorreu entre os que passaram a declarar voto em branco, nulo ou abstenção, saltando de 5% para 15%. Em outras palavras, enquanto Lula amplia sua capacidade de atrair o eleitorado independente, Flávio perde apoio na direita moderada sem que esses votos migrem diretamente para o presidente, sinalizando um aumento da desmobilização e da indecisão nesse campo político.
A pesquisa espontânea reforça essa tendência: Lula alcança 26%, o maior percentual da série, enquanto Flávio cai para 14%. Além disso, 65% dos entrevistados afirmam que seu voto é definitivo, sendo esse percentual maior entre os eleitores de Lula (77%) do que entre os de Flávio (62%), o que indica uma base atualmente mais consolidada.
Apesar da melhora política, a percepção econômica permanece predominantemente negativa. A maioria dos brasileiros ainda afirma que a economia piorou, que os preços dos alimentos continuam elevados e que o poder de compra diminuiu. Isso indica que a recuperação eleitoral do governo parece decorrer mais da dinâmica política da disputa do que de uma melhora consistente na avaliação da economia.Em síntese, a pesquisa mostra um cenário hoje mais favorável à reeleição de Lula do que no início do ano. A recuperação do presidente decorre da combinação entre ganhos próprios em segmentos estratégicos e dificuldades enfrentadas por seu principal adversário. Ainda assim, a eleição permanece aberta, pois a economia continua sendo o principal ponto de vulnerabilidade do governo e ainda há um contingente relevante de eleitores sem alinhamento definitivo às candidaturas.
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Operação mira lavagem de R$ 100 milhões provenientes de facções
Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil
A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) fazem, nesta quinta-feira (15), uma operação para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro de facções criminosas do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Leia em TVT News.
Segundo a Polícia Civil fluminense, o esquema movimentou mais de 100 milhões provenientes da venda de drogas ilícitas por facções, como o Terceiro Comando Puro (TCP), Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC), entre 2021 e 2024.
A operação Hawala cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e na cidade de Foz de Iguaçu (PR). O MPRJ denunciou 22 pessoas à Justiça, que, por sua vez, expediu mandados de prisão contra dez delas.
8 membros de facções presos
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Empresas de fachada eram usadas em diferentes estados para dar aparência de legalidade ao dinheiro obtido ilegalmente através do tráfico de drogas, receptação qualificada e comércio de produtos falsificados.
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Conexão internacional
A Polícia Civil investiga ainda se o esquema de lavagem de dinheiro era usado para financiar organizações internacionais consideradas terroristas. As investigações identificaram uma relação comercial entre um dos investigados e um homem sancionado pelo governo estadunidense por supostamente integrar a estrutura de financiamento da Al-Qaeda.
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MDIC faz 5ª reunião com o EUA sobre tarifas a exportações brasileira
Nesta terça (14), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) anunciou que foi conduzida no final da tarde de ontem a quinta reunião de alto nível sobre as ameaças de tarifas a produtos brasileiros com o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), na pessoa de Jamieson Greer, o representante comercial dos Estados Unidos. Leia em TVT News.
A data limite para os Estados Unidos decidirem se aplicarão ou não as novas tarifas sobre exportações brasileiras era esta quarta-feira (15). Greer já disse a interlocutores do governo Lula que levou para o presidente Donald Trump a recomendação definitiva do novo tarifaço sobre produtos brasileiros exportados aos EUA, mas sinalizou que a lista de exceções ao sobrepreço foi aumentada.
As reuniões entre as autoridades brasileiras e norteamericanas vêm realizando reuniões sobre o tema desde o dia 7 de maio, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos EUA Donald Trump decidiram pela criação de um grupo de trabalho que se debruçaria sobre as questões comerciais envolvendo os dois países.
Na nota, o MDIC afirmou que na reunião desta terça “foi reiterado o caráter injusto da aplicação das recomendações já divulgadas, seja a resultante da Seção 301 específica para o Brasil, de sobretaxas de 25%, seja a de 12,5% (Seção 301 – trabalho forçado) aplicável a outras 59 economias”.
A pasta afirmou que, “como já demonstrado pelo governo brasileiro, nenhuma das razões apontadas na Seção 301 justificam a aplicação das tarifas recomendadas”. “Cumprindo a orientação do presidente Lula, reiterou-se que a aplicação de qualquer sobretaxa se mostra injusta e não é o caminho para que possamos vir a formular um acordo bilateral mutuamente adequado.”
Além da definição sobre as tarifas, também se espera que seja divulgada nesta quarta (15) uma lista dos produtos de exportação aos quais a recomendação se aplique. Já estão entre eles aeronaves, produtos agropecuários e insumos industriais.
Entenda as novas tarifas desejadas por Donald Trump
No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) apresentou formalmente uma proposta para aplicar uma taxa de 12,5% sobre produtos oriundos do território brasileiro.
Apenas vinte e quatro horas antes, o governo de Trump já havia anunciado a imposição de tarifas de 25% contra mercadorias exportadas pelo Brasil por conta de críticas ao Pix, o nosso sistema financeiro e decisões do STF.
A punição econômica de 12,5% faz parte de um conjunto de medidas que atinge 60 nações. Desta vez, a justificativa apresentada por Washington repousa em supostas falhas institucionais do Estado brasileiro para proibir, fiscalizar e coibir o comércio de bens produzidos por outros países por meio de trabalho forçado.
O uso desse tema pela Casa Branca é encarado por analistas como um expediente de pressão política e comercial, configurando um mecanismo de coerção econômica que visa assegurar vantagens ao mercado norte-americano.
De acordo com os documentos disponibilizados pelo USTR, a taxa imposta ao Brasil não se fundamenta em denúncias de exploração direta de trabalho forçado nas cadeias produtivas internas do país. O foco da acusação norte-americana recai sobre as importações brasileiras de mercadorias estrangeiras que não seguiriam regras e boas práticas trabalhistas internacionais.
De acordo com a lógica comercial exposta pelo órgão de Washington, o Brasil comete uma infração ao adquirir insumos e produtos mais baratos dessas nações parceiras. Essa triangulação permitiria que bens acabados chegassem ao mercado em condições financeiras mais competitivas, promovendo o que os Estados Unidos classificam como uma concorrência desleal perante a indústria e as mercadorias americanas.
Apesar de o foco principal repousar sobre as importações brasileiras vindas de terceiros, o relatório técnico do USTR também insere acusações acessórias relativas à suposta presença de regimes de trabalho forçado em setores específicos da própria atividade econômica nacional.

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