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Da Redação

Presidente Lula discursa no G7 e fala em solidariedade internacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da reunião ampliada do G7, em Évian, na França, e fez um apelo pela reconstrução da solidariedade internacional diante do agravamento das desigualdades, da crise climática e dos conflitos armados.

Em sua fala, Lula criticou o modelo econômico baseado na austeridade e na desregulamentação, defendeu maior protagonismo do Sul Global e cobrou compromisso efetivo dos países ricos com o financiamento ao desenvolvimento. Confira como foi o Lula na reunião do G7 com a TVT News.

Resumo do discurso de Lula no G7

  • Criticou o neoliberalismo e a austeridade fiscal como respostas insuficientes às crises globais;
  • Denunciou o aumento da desigualdade entre países ricos e pobres;
  • De frente com Trump, Cobrou recursos para cumprir a Agenda 2030 e os compromissos climáticos;
  • Alertou para a redução da ajuda internacional e seus impactos sociais;
  • Defendeu reformas no sistema financeiro internacional;
  • Apresentou iniciativas brasileiras contra a fome e em defesa das florestas;
  • Reivindicou respeito à soberania dos Estados;
  • Pediu democratização do acesso à inteligência artificial e à tecnologia.

Lula critica neoliberalismo e austeridade

Lula afirmou que o mundo permaneceu “aprisionado em dogmas” que defendem a desregulamentação dos mercados, o Estado mínimo e a austeridade fiscal como fins em si mesmos. Segundo ele, essas políticas contribuíram para aprofundar a desigualdade econômica e alimentar a crise política que afeta as democracias contemporâneas.

Presidente denuncia desigualdade entre Norte e Sul Global

O presidente destacou que a distância entre a prosperidade dos países desenvolvidos e a realidade vivida por bilhões de pessoas no Sul Global continua crescendo. Lula ressaltou que a extrema concentração de riqueza é resultado de décadas de políticas favoráveis aos mais ricos e afirmou que o avanço da desigualdade coloca em risco os compromissos internacionais de desenvolvimento.

Cobrança por justiça climática e financiamento

Ao abordar a crise climática, Lula afirmou que a COP-30 evidenciou novamente a diferença entre promessas e ações concretas. Ele defendeu a ampliação do financiamento climático para pelo menos US$ 1,3 trilhão anuais, condição necessária para acelerar a implementação do Acordo de Paris e proteger as populações mais vulneráveis.

Redução da ajuda internacional afeta milhões

O presidente chamou atenção para a queda histórica da Ajuda Oficial ao Desenvolvimento e para os cortes em organismos multilaterais. Segundo Lula, a redução dos recursos impacta diretamente a vida das pessoas, ampliando a fome, a evasão escolar, a vulnerabilidade das mulheres e a exposição de comunidades a doenças evitáveis.

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião ampliada do G7 sobre o tema “Firmar novas parcerias e reconstruir a solidariedade internacional”, em Évian-les-Bains – França. Foto: Ricardo Stuckert / PR

Reforma financeira para combater desigualdades

Lula afirmou que os países em desenvolvimento não podem continuar sendo obrigados a escolher entre honrar dívidas e garantir direitos básicos à população. Para ele, o problema central não é a escassez de recursos, mas a ausência de vontade política para implementar soluções já conhecidas.

Brasil apresenta iniciativas de cooperação

O presidente destacou ações lideradas pelo Brasil, como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre e a Aliança Global contra a Fome. Também citou o apoio ao Painel Internacional sobre Desigualdade, proposto pela presidência sul-africana do G20, como instrumento para orientar políticas coordenadas.

Combate ao crime com respeito à soberania

Lula defendeu o fortalecimento da cooperação internacional no enfrentamento ao crime organizado, ao narcotráfico, à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas. Ao mesmo tempo, ressaltou que esse esforço deve respeitar a soberania dos Estados e priorizar o diálogo institucional.

Tecnologia e inteligência artificial devem reduzir desigualdades

Ao final do discurso, Lula alertou que a inteligência artificial e as transições energética e digital não podem reproduzir padrões históricos de concentração de riqueza. O presidente defendeu transferência de tecnologia, industrialização e participação dos países detentores de minerais críticos nas etapas de maior valor agregado das cadeias produtivas.

Confira o discurso completo do presidente Lula no G7

Discurso lido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reunião ampliada do G7 sobre o tema “Firmar novas parcerias e reconstruir a solidariedade internacional”, em Évian (França), em 16 de junho de 2026

Agradeço ao presidente Macron pelo convite para participar deste segmento ampliado em Évian.

Ainda em 2003, uma das minhas primeiras tarefas como presidente do Brasil foi participar da Cúpula do então-G8 nesta bela cidade.

Desde aquele ano estive em outras nove cúpulas do G8 ou G7.

Em todas elas nos defrontamos com crises e desafios que afetam milhões de pessoas ao redor do mundo. 

Mas em nenhuma conseguimos construir respostas coletivas e duradouras. 

Ficamos aprisionados em dogmas que defendem desregulamentação de mercados, Estado mínimo e austeridade fiscal como fins em si mesmos. 

O neoliberalismo agravou a desigualdade econômica e a crise política que hoje assolam as democracias. 

Agora, o protecionismo e o unilateralismo ressurgem como respostas falaciosas para a complexidade dos nossos problemas. 

A distância que separa a prosperidade de Évian da realidade enfrentada por bilhões de pessoas no Sul Global não está diminuindo.

Nos últimos anos, a desigualdade entre países ricos e pobres tem aumentado.

O primeiro trilionário do mundo é mais rico do que os 46% mais pobres da população mundial.

A extrema concentração de riqueza decorre de décadas de políticas pró-bilionários.

Caminhamos na contramão da Agenda 2030.

Faltam 4 trilhões de dólares por ano para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. 

A COP-30 voltou a evidenciar a distância entre os compromissos assumidos pelos países desenvolvidos e os recursos efetivamente mobilizados para cumpri-los. 

Para acelerar a implementação do Acordo de Paris, é preciso ampliar o financiamento climático para, pelo menos, um trilhão e trezentos bilhões de dólares.

Os desafios se multiplicam, mas a solidariedade internacional encolhe.

No ano passado, registramos queda histórica de 23% na Ajuda Oficial ao Desenvolvimento.

O Programa Mundial de Alimentos perdeu cerca de 40% de seu financiamento. 

A Organização Mundial da Saúde e o UNICEF reduziram seus orçamentos em mais de 20%. 

Não são cifras abstratas. 

Elas impactam diretamente o cotidiano dos habitantes de países em desenvolvimento.

São milhões de pessoas sem acesso à alimentação adequada; crianças sem frequentar a escola; mulheres privadas de proteção; e comunidades vulneráveis diante de doenças que podem ser prevenidas.

Guerras e conflitos também continuam desviando o foco da agenda do desenvolvimento. 

Os gastos militares anuais somam quase 3 trilhões de dólares.

Nossa tarefa é corrigir as desigualdades de um sistema que produz riqueza em abundância, mas que distribui oportunidades de forma profundamente assimétrica.

O mundo em desenvolvimento transfere 1,4 trilhão de dólares por ano em serviço da dívida, valor sete vezes superior à ajuda recebida dos países ricos. 

A Conferência de Sevilha sobre Financiamento para o Desenvolvimento apontou para a direção correta.

Embora a contribuição do setor privado seja bem-vinda, a Ajuda Oficial ao Desenvolvimento segue sendo responsabilidade primordial dos estados. 

Precisamos de um sistema financeiro no qual os países não sejam obrigados a escolher entre pagar credores e alimentar suas crianças.

Está claro que o desafio não é administrar a escassez.

O déficit que enfrentamos é de implementação e de vontade política.

Não faltam boas ideias.

Mecanismos inovadores como a troca de dívida por ação climática ou investimentos sociais podem contribuir para ampliar o espaço fiscal dos países mais vulneráveis. 

O Brasil tem dado a sua contribuição.

O Fundo Florestas Tropicais para Sempre vai canalizar investimentos para a conservação desse bioma e de seus habitantes.

A Aliança Global contra a Fome possibilita compartilhar experiências e auxiliar a implementação de políticas públicas eficazes na redução das desigualdades.

O estabelecimento do Painel Internacional sobre Desigualdade, proposto pela presidência sul-africana do G20, apoiará com dados e evidências a formulação de respostas coordenadas a esse desafio. 

Outros temas, como o combate aos crimes transnacionais, também devem fazer parte da agenda de desenvolvimento.

Um deles, é o desafio do crime organizado, que aterroriza comunidades e desvia recursos públicos que deveriam ser direcionados para a construção de escolas, hospitais e estradas.

Esse esforço deve levar em conta do respeito à soberania dos Estados.

A Declaração de Líderes do G7 sobre o Combate ao Tráfico de Drogas é um passo positivo.

Mas o enfrentamento ao narcotráfico não pode ser dissociado de outros ilícitos como a lavagem de dinheiro e o tráfico de armas. 

Valorizar o diálogo e a cooperação institucional, inclusive por meio da INTERPOL, contribuirá para a localização de ativos e indivíduos vinculados a essas atividades criminosas.

Outro desafio que não pode permanecer excluído do debate sobre parcerias para o desenvolvimento é o acesso a tecnologias de ponta, como a Inteligência Artificial.

As transições energética e digital não podem reproduzir padrões históricos que concentram benefícios econômicos em poucos atores.

Os países detentores de minerais críticos devem participar das etapas de maior valor agregado da cadeia, por meio da industrialização, da transferência de tecnologia e da formação de capacidades, conforme suas necessidades nacionais.

Muito obrigado.

Reprodução do discurso enviada pelo Palácio do Planalto

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Copa do Mundo: França X Senegal nesta terça (16)

A tão esperada estreia da França de Mbppé, Cherki, Dembelé, Olise e Doué estreia nesta terça contra Senegal de Mané e Mbaye. O jogo está marcado para às 16h (horário de Brasília) no MetLife, estádio em Nova Jersey, nos Estados Unidos. As equipes são do Grupo I, junto de Iraque e Noruega, que jogam em seguida. Leia tudo sobre a Copa em TVT News.

Onde assistir a partida? O jogo será transmitido pela TV Globosportv, ge tv, Sbt, NSports e Cazé TV.

Veja os resultados dos jogos em tempo real na TVT News.

Relembre os grupos da Copa do Mundo.

Veja o Guia da Copa da TVT e fique por dentro de todas as datas e possíveis confrontos no mata-mata.

Veja agenda completa de jogos desta segunda:

O confronto de abertura do dia reúne duas seleções que carregam uma relação histórica dentro e fora dos gramados.

França e Senegal voltam a se enfrentar em uma Copa do Mundo 24 anos depois de uma das maiores surpresas da história do torneio.

Em 2002, os senegaleses derrotaram os franceses por 1 a 0 na partida de abertura da competição realizada na Coreia do Sul e no Japão.

Naquele Mundial, Senegal chegou às quartas de final. Já a França, que havia vencido o Brasil na final de 1998 por 3 a 0, acabou eliminada ainda na fase de grupos sem marcar gols.

O reencontro acontece agora em um contexto diferente. A França chega como atual vice-campeã mundial e campeã europeia.

Senegal, por sua vez, desembarca nos Estados Unidos após uma campanha invicta nas eliminatórias.

França aposta em quarteto ofensivo liderado por Mbappé

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Mbappé carrega taça da Copa do Mundo após vitória da França em 2018. Nessa final contra Croácia, o artilheiro se igualou Pelé, virando o segundo adolescente a marcar em final de Copa e foi eleito revelação do torneio. Na época, Mbappé tinha 19 anos – Foto: Reprodução/Redes

Terceira colocada no ranking da Fifa, a seleção francesa inicia mais uma campanha sob o comando de Didier Deschamps.

Mesmo apontada como uma das candidatas ao título, o treinador prefere adotar cautela.

“Não considero a seleção da França mais forte que outras”, afirmou Deschamps ao comentar as expectativas para o torneio.

A equipe conta com um ataque formado por alguns dos principais nomes do futebol europeu: Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé, Désiré Doué e Michael Olise.

Separe todas palavras da frase abaixo com um hífen (-), coloque tudo em minúsculo e sem acento, transforme os dois pontos (:) em hífen (-) e também transforme os espaçadores ( | ) em hífen (-): Faltam 16 dias para a Copa: Messi e Mbappé podem bater recordes de gols em 2026 | Dembélé é um dos principais nomes da França para essa Copa do Mundo de 2026 – Foto: Reprodução/Redes | TVT News
Dembélé é um dos principais nomes da França para essa Copa do Mundo de 2026 – Foto: Reprodução/Redes

A classificação para o Mundial veio após campanha consistente nas eliminatórias europeias, com cinco vitórias, um empate e nenhuma derrota.

Mbappé têm números quase idênticos aos de Pelé

Mbappé também aparece entre os candidatos a ameaçar a marca de Klose. O artilheiro da França têm números praticamente idênticos a Pelé, desempatando apenas nas assistências, que são inferiores. Foram, ao todo, 14 jogos com a camisa da França, 12 a menos que Lionel Messi. Mesmo assim, Mbappé já atingiu a impressionante marca de 12 gols em Copas do Mundo, o mesmo número que o craque Pelé, que também disputou 14 jogos.

O atacante francês chega ao Mundial após mais uma temporada de destaque. Em 2026, foi artilheiro da La Liga com 25 gols pelo Real Madrid. O francês acumula oito temporadas consecutivas terminando campeonatos nacionais como principal goleador.

Ponto fraco de Mbappé

Apesar dos números ofensivos expressivos, um levantamento da Opta apontou que Mbappé apresenta uma das menores contribuições defensivas entre os atletas das cinco principais ligas europeias.

Provável escalação da França

Maignan; Koundé, Upamecano, Saliba e Theo Hernández; Tchouaméni e Rabiot; Doué, Dembélé, Olise e Mbappé.

Senegal estreia com 10 jogadores que nasceram na França

O Senegal chega para a Copa com uma característica que chama atenção: dez jogadores da seleção nasceram na França.

O fenômeno está relacionado à diáspora senegalesa ao longo das últimas décadas. Muitos descendentes de famílias senegalesas cresceram em território francês e posteriormente optaram por defender a seleção africana.

Entre eles estão os nomes Édouard Mendy, Mory Diaw, Yehvann Diouf, Kalidou Koulibaly, Moussa Niakhaté, Mamadou Sarr, Antoine Mendy, Pape Gueye, Iliman Ndiaye e Ibrahim Mbaye.

Koulibaly, capitão da equipe, falou sobre o reencontro histórico com os franceses.

“Faremos de tudo para vencer, mas esqueceremos o que aconteceu em 2002. Estamos em 2026.”

Já o técnico Pape Thiaw destacou a importância do duelo.

“Sabemos que será uma partida muito importante contra a equipe francesa. Sempre queremos começar bem as competições, e isso significa vencer.”

O craque de Senegal: Sadio Mané

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O atacante número 10 do Senegal, Sadio Mané, ergue o troféu enquanto comemora com seus companheiros de equipe a vitória na final da Copa Africana de Nações (CAN) entre Senegal x Marrocos, no Estádio Príncipe Moulay Abdellah, em Rabat, em 18 de janeiro de 2026. (Foto de SEBASTIEN BOZON / AFP)
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Sadio Mané com a camisa do Al Nassr em 2024, time que Cristiano Ronaldo joga – Foto: Reprodução/Redes sociais

O principal nome ofensivo segue sendo Sadio Mané, atualmente no futebol saudita ao lado de Cr7.

O atacante senegalês compôs, ao lado de Salah, um dos setores ofensivos mais eficientes do futebol europeu em anos recentes pelo Liverpool.

Goleiro de Cabo Verde faz história na primeira partida da história do país em Copas e defende 7 gols da Espanha.

Esta é a Copa com mais seleções africanas da história.

Mané registrou 120 gols em 269 exibições pelo clube inglês, participando diretamente da conquista de taças nacionais e continentais.

Após uma rápida passagem pelo Bayern de Munique, da Alemanha, transferiu-se para o Al-Nassr, seu atual clube na Arábia Saudita.

Defendendo a seleção do Senegal desde o ano de 2012, o jogador acumula 52 gols em 124 exibições, sustentando a posição de principal referência técnica e liderança de sua geração no país.

Mbaye, o jovem do psg, que jogou na base da França

Um dos nomes promissores dessa seleção é o de Ibrahim Mbaye, atleta jovem do PSG que é tido como o “novo Sadio Mané” da seleção.

Mbaye tem 18 anos e já jogou pela França nas categorias de base, mas recentemente decidiu defender a terra natal dos pais.

Kalidou Koulibaly: outro jogador que mudou de lado

Kalidou Koulibaly, o atual capitão da equipe, também jogou na base da França. Atualmente, o zagueiro atua no Al-Hilal de Cr7.

Provável escalação de Senegal

Mendy; Diatta, Koulibaly, Niakhaté e Doiuf; Camara, Diarra e Gueye; Sarr, Jackson e Mané.

Arbitragem

Árbitro: Alireza Faghani (AUS)

Assistentes: George Lakrindis e Andrew Lindsay (AUS)

Quarto Árbitro: Sandro Schaerer (SUI)

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PGR rejeita segunda proposta de delação de Daniel Vorcaro; defesa sofre novo revés no STF

A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou a segunda proposta de acordo de colaboração premiada apresentada pela defesa de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master e apontado pela Polícia Federal como líder de um esquema bilionário de fraudes financeiras. Leia em TVT News.

A decisão foi comunicada ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (15) e segue o mesmo entendimento adotado anteriormente pela Polícia Federal, que já havia recusado a nova tentativa de delação.

Segundo a PGR, o material apresentado pelos advogados de Vorcaro não trouxe informações inéditas capazes de justificar a abertura de um acordo de colaboração. Na avaliação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e dos integrantes da equipe responsável pelo caso, os elementos apresentados reproduzem ou até mesmo contradizem dados que já constam nas investigações em andamento.

A rejeição representa mais um obstáculo para a estratégia da defesa do ex-banqueiro, preso preventivamente desde março deste ano no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraudes financeiras estimado em até R$ 12 bilhões.

Falta de informações novas e ressarcimento pesaram na decisão

De acordo com as informações encaminhadas ao STF, um dos fatores considerados pela PGR para rejeitar a proposta foi a ausência de compromisso efetivo com a devolução de recursos aos cofres públicos e às instituições prejudicadas pelo esquema investigado.

A Procuradoria entendia que qualquer avanço nas negociações deveria estar acompanhado de uma sinalização concreta de ressarcimento. Nos bastidores, a avaliação era de que Vorcaro deveria indicar mecanismos para devolver ao menos R$ 60 bilhões, valor considerado relevante diante da dimensão dos prejuízos atribuídos ao esquema.

A proposta analisada pela PGR havia sido reformulada após uma primeira negativa da Polícia Federal. Mesmo com a ampliação do conteúdo, os procuradores concluíram que não houve avanço suficiente para justificar a homologação de um acordo.

Essa foi a primeira manifestação formal da Procuradoria sobre a colaboração proposta pelo ex-banqueiro. Após a primeira recusa da PF, os procuradores mantiveram diálogo com a defesa, mas o complemento apresentado não alterou a avaliação inicial.

Operação Compliance Zero investiga esquema criminoso bilionário envolvendo Banco Master

Daniel Vorcaro está preso em Brasília desde 4 de março, quando foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero. Segundo a Polícia Federal, ele comandava uma organização envolvida em fraudes financeiras de grande porte e em uma estrutura paralela de inteligência e intimidação.

Os investigadores afirmam que o grupo utilizava mecanismos de espionagem, invasão de dispositivos eletrônicos e monitoramento de desafetos. A estrutura teria sido operada por uma organização conhecida como “A Turma”.

Também foram presos durante as investigações o empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, apontado como administrador de empresas ligadas ao grupo, e Luiz Philip Mourão, conhecido como “Sicário”, descrito pelos investigadores como responsável por ações operacionais da organização.

As apurações apontam que o esquema extrapolava o ambiente financeiro e alcançava setores políticos, empresariais e órgãos públicos.

PF pede retorno de Vorcaro à Papuda

Além da rejeição da delação, a Polícia Federal solicitou que Daniel Vorcaro seja transferido da Superintendência da PF, em Brasília, para o Complexo Penitenciário da Papuda.

Segundo fontes ligadas às investigações, a permanência do ex-banqueiro em uma sala de Estado-Maior da corporação poderia gerar dificuldades para o andamento de diligências relacionadas ao caso.

A decisão caberá ao ministro André Mendonça, relator do processo no Supremo Tribunal Federal. Antes de qualquer definição, a Procuradoria-Geral da República também deverá apresentar manifestação sobre o pedido.

Relembre histórico da prisão de Vorcaro

Vorcaro foi preso em novembro de 2025 flagrante pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

Na ocasião, o empresário tentava embarcar em um jatinho particular com destino a Dubai. No mesmo período, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master e de sua corretora de câmbio, alegando suspeitas de irregularidades relacionadas à emissão de títulos de crédito.

Após 11 dias de detenção, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região autorizou sua soltura mediante medidas cautelares e monitoramento eletrônico.

A situação mudou em março de 2026, quando a terceira fase da Operação Compliance Zero levou à decretação de uma nova prisão preventiva.

Investigação prendeu presidente do BRB

Desde então, as investigações se expandiram para diferentes frentes.

Em abril, a Polícia Federal prendeu Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, sob suspeita de participação em operações financeiras investigadas.

Ciro Nogueira, ex-ministro de Bolsonaro, foi apontado como um dos envolvidos no escândalo do Master

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Relações com banqueiro preso por fraude bilionária complicam Flávio e Ciro. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Em maio, a operação alcançou endereços ligados ao senador Ciro Nogueira. Segundo a PF, o parlamentar teria atuado para favorecer interesses relacionados ao ex-banqueiro.

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BolsoMaster: Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro envolvidos com o banqueiro

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Mario Frias, Flávio e Carlos Bolsonaro, com o ator Jim Caviezel do filme “Dark horse” sobre Jair Bolsonaro – Foto: Divulgação

Ainda no mesmo mês, vieram à tona informações sobre contatos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e pedidos de apoio financeiro para o filme “Dark Horse”, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Pai de Vorcaro é preso

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Pai de Vorcaro, que foi preso nesta quinta (14) – Reprodução/Linkedin

Também foi preso Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, suspeito de integrar a estrutura de intimidação investigada pela Polícia Federal.

Na sexta fase da operação, agentes da própria Polícia Federal e peritos passaram a ser investigados por suposto vazamento de informações sigilosas e acesso irregular a sistemas restritos.

Fundo Garantidor de Créditos (FGC) busca ressarcimento

Entre os principais interessados em eventual ressarcimento financeiro está o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

A entidade privada, mantida pelo sistema bancário, foi responsável por desembolsar bilhões de reais para indenizar investidores após a liquidação do Banco Master.

Caso algum acordo de colaboração venha a ser firmado futuramente, parte dos recursos recuperados poderá ser destinada ao ressarcimento dos prejuízos causados pelo esquema investigado.

Segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal firmado em 2024, deve ser garantida a devolução de valores à União, preservando-se também os direitos das vítimas.

Defesa de Vorcaro tenta reorganizar estratégia

A segunda negativa da delação ocorre após mudanças significativas na equipe jurídica de Vorcaro.

Após a rejeição da primeira proposta de colaboração, a defesa promoveu uma reformulação interna. O advogado José de Oliveira Lima deixou a condução principal do caso, e o criminalista Sérgio Leonardo assumiu a coordenação da estratégia jurídica.

A nova proposta protocolada no início de junho ampliava o escopo das informações apresentadas. Segundo apurações divulgadas pela imprensa, o documento abordava relações com integrantes dos Três Poderes e incluía referências a supostos pagamentos periódicos destinados a agentes políticos.

Mesmo assim, Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República concluíram que o material não atendia aos requisitos necessários para a formalização de um acordo de colaboração premiada.

Com a nova rejeição, o futuro da estratégia de defesa de Daniel Vorcaro permanece indefinido. Enquanto isso, as investigações da Operação Compliance Zero continuam avançando sob supervisão do STF e da Polícia Federal.

STF decide se Eduardo Bolsonaro será condenado no processo do tarifaço

Agência Brasil – Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decide nesta terça-feira (15) se o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro será condenado pelo crime de coação no curso do processo da trama golpista. Leia em TVT News.

O caso trata da articulação de Eduardo para incentivar os Estados Unidos a decretarem, no ano passado, o tarifaço contra as exportações brasileiras para pressionar a Corte a não condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro.   

O primeiro a falar no julgamento do filhho de Bolsonaro será o relator, ministro Alexandre de Moraes, que fará a leitura do relatório do processo, um resumo de todas as etapas percorridas. 

Em seguida, a acusação será lida pelo representante da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A defesa de Eduardo Bolsonaro será feita pela Defensoria Pública da União (DPU). 

Após as sustentações, a palavra será concedida a Moraes, que votará pela condenação ou absolvição do filho do ex-presidente.

Os demais votos serão proferidos pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e o presidente do colegiado, Flávio Dino.

Acompanhe o julgamento do filho de Bolsonaro ao vivo

O quórum do julgamento será composto pelos quatro ministros. No ano passado, após o ministro Luiz Fux se transferir para a Segunda Turma, a quinta cadeira ficou vaga. A vacância ocorreu em função da aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. 

Acusação do filho de Bolsonaro é ter usado o tarifaço para livrar o pai da cadeia

Em novembro do ano passado, o STF aceitou denúncia da PGR no inquérito que apurou a atuação de Eduardo Bolsonaro junto ao governo dos Estados Unidos para promover o tarifaço contra as exportações brasileiras, a suspensão de vistos de ministros do governo federal e de ministros da Corte e a aplicação de sanções econômicas da Lei Magnitsky

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Segundo a PGR, Eduardo cometeu condutas criminosas ao realizar postagens nas redes sociais e conceder entrevistas à imprensa com objetivo de ameaçar a obtenção de sanções estrangeiras para tentar “livrar” Jair Bolsonaro da condenação a 27 anos e três meses no processo da trama golpista.

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Para 46,7% dos entrevistados na pesquisa CNT/MDA, a atuação de Eduardo Bolsonaro nos EUA é negativa, pois ele defende interesses pessoais e familiares.

Para a procuradoria,  as ameaças do ex-deputado foram concretizadas e trouxeram prejuízos para as exportações brasileiras.

“A estratégia criminosa culminou em prejuízos concretos a diversos setores produtivos onerados pelas sobretarifas norte-americanas, alcançando, em última instância, trabalhadores vinculados a essas cadeias econômicas, completamente alheios aos processos penais atacados”, afirmou a PGR.

Conforme o Código Penal, a pena prevista para o crime de coação no curso do processo varia entre um e quatro anos de prisão. Além disso, podem incidir agravantes, que podem elevar a pena.

A PGR também solicitou ao STF a fixação de um valor para reparação pelos danos econômicos provocados por Eduardo. 

Defesa 

Durante a tramitação do processo, o ministro Alexandre de Moraes determinou a notificação do ex-deputado por edital, mas ele não foi encontrado nem indicou advogado particular.

Diante da situação, o ministro autorizou que a defesa seja realizada pela DPU. 

Nas alegações apresentadas ao Supremo, o órgão defendeu a anulação do processo e disse que Moraes não pode julgar o caso por ter sido vítima do cancelamento de vistos e das sanções financeiras oriundas da Lei Magnitsky.

“Aqui o julgador é, ao mesmo tempo, a principal vítima das condutas que é chamado a julgar”, disse o órgão. 

A DPU também alegou que a turma está com quatro ministros. Dessa forma,  um ministro da Segunda Turma deveria ser convocado para compor o quórum do julgamento.

Con informações da Agência Brasil

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Pesquisa Futura/Apex: 2º turno Lula tem 48,1% e Flávio 42,9%

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente em diferentes cenários de segundo turno para as eleições presidenciais de 2026, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (16) pelo instituto Futura/Apex. O levantamento indica vantagem de Lula em disputas contra nomes da oposição, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL), o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo). Leia em TVT News.

A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 12 de junho de 2026, com 2.000 entrevistados em todo o país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

No principal cenário de segundo turno testado pelo instituto, Lula registra 48,1% das intenções de voto em uma eventual disputa contra Flávio Bolsonaro, que alcança 42,9%. Neste recorte, os eleitores que afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos somam 7,2%, enquanto 1,8% disseram não saber ou preferiram não responder.

Os números da Futura mostram uma diferença de 5,2 pontos percentuais entre os dois candidatos. Considerando a margem de erro da pesquisa, o resultado aponta um cenário de vantagem para o atual presidente na simulação realizada pelo instituto.

Evolução da pesquisa Futura/Apex no quadro Lula X Flávio Bolsonaro em possível segundo turno

Lula também lidera contra Caiado e Zema

O levantamento da Futura/Apex também avaliou outros cenários de segundo turno. Em uma eventual disputa contra Ronaldo Caiado, Lula aparece com 45% das intenções de voto, enquanto o ex-governador de Goiás registra 36,3%.

Nesse cenário, o percentual de eleitores que afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos chega a 14,1%. Já os indecisos representam 4,6% dos entrevistados.

A vantagem do presidente é ainda maior quando o adversário é Romeu Zema. Segundo a pesquisa, Lula alcança 48,5% das intenções de voto, contra 34,9% do ex-governador mineiro.

Entre os entrevistados, 13,3% afirmaram optar por voto branco, nulo ou nenhum dos nomes apresentados, enquanto 3,3% não souberam responder.

Os resultados indicam que Lula mantém desempenho superior ao dos adversários testados pelo instituto nos cenários divulgados nesta rodada da pesquisa.

Instituto simulou diferentes disputas

Além dos confrontos entre Lula e os principais nomes da oposição, a Futura/Apex avaliou outros cenários de segundo turno envolvendo lideranças políticas que vêm sendo mencionadas para a corrida presidencial.

Entre os nomes testados pelo levantamento estão Renan Santos (Missão), Michelle Bolsonaro (PL), Tereza Cristina (PP), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Flávio Bolsonaro (PL) e Fernando Haddad (PT), entre outros.

O estudo também simulou disputas sem a participação de Lula, incluindo cenários entre candidatos da direita e do campo conservador. Nas disputas, Flávio saiu na liderança contra Zema e Caiado. O candidato do PL apenas perde no segundo turno para o petista.

Os dados divulgados nesta terça-feira reforçam a centralidade do atual presidente no debate eleitoral para 2026. Mesmo diante de diferentes adversários, Lula aparece liderando todas as simulações de segundo turno apresentadas pelo instituto.

Lula x Michelle Bolsonaro

A pesquisa Futura/Apex investigou o possível cenário de segundo turno entre Lula e Michelle Bolsonaro.

Em maio, Michelle aparecia com 41,6% na pesquisa contra 47,9% de Lula. Nesta nova rodade de junho, no entanto, a vantagem do atual presidente diminuiu, mas dentro da margem de erro o cenário continuou praticamente igual.

Em junho, 48% dos entrevistados disseram que em um segundo turno entre Lula e Michelle, votariam no petista. Já 42,4%, escolheriam a ex primeira-dama.

Evolução do segundo turno entre Michelle Bolsonaro e Lula da Apex – Fonte: Futura/Apex

Lula X Tereza Cristina

A pesquisa também simulou enfrentamento entre Lula e Tereza Cristina, em que o petista reuniu 48,5% das intenções de voto e Cristina 29,2%.

Lula X Renan Santos

Contra Renan Santos o cenário é parecido. Lula apresenta 48,3% das intenções de votos, enquanto Renan Santos apresenta 30,8%.

Metodologia

A pesquisa Futura/Apex ouviu 2.000 pessoas entre os dias 8 e 12 de junho de 2026.

A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

Segundo o instituto, os cenários apresentados são simulações eleitorais realizadas a partir dos nomes incluídos no levantamento e representam um retrato da opinião dos entrevistados no período da coleta de dados.

Acompanhe os indicadores da economia em 16 de junho

Confira os principais indicadores da economia em 16 de junho de 2026, com a TVT News.

Os indicadores da manhã de 16 de junho de 2026 refletem cautela com o início da “Superquarta”, semana de decisões de juros no Brasil e nos EUA. O Ibovespa abriu em queda e o dólar em baixa, enquanto o mercado monitora o recuo do petróleo e os dados do varejo.

Acompanhe os principais números e acontecimentos:

🪙 Câmbio e Moedas

  • Dólar Comercial: Opera em leve queda, oscilando na faixa de R$ 5,04 a R$ 5,06, com os investidores ajustando posições para a decisão de juros do Banco Central.
  • Valor do petróleo: segue em forte baixa, na faixa dos 80 dólares o barril de petróleo brent

📉 Mercado de Ações

  • Ibovespa (IBOV): Abriu o pregão em queda, operando próximo aos 169.600 pontos, pressionado pelo forte recuo do petróleo (commodities) no mercado internacional. [1, 2]

📊 Indicadores e contexto

  • Juros (Selic): O Copom iniciou suas reuniões com pressão do mercado. O Boletim Focus elevou as projeções da taxa básica para o fim do ano, e aguarda-se o comunicado oficial sobre a manutenção ou corte de 0,25 p.p..
  • Vendas no varejo: O IBGE divulgou a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de abril, apontando estabilidade/elevação nas vendas reais do varejo ampliado.
  • Inflação: O IPC-10 e o IPC-S indicam estabilidade nos preços no mês de junho, em patamares que ainda preocupam o Banco Central.
  • Cenário global: As bolsas monitoram a confirmação de um memorando de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, o que derrubou os contratos de petróleo nas primeiras horas do dia.
  • Eleições 2026: Pesquisa Futura/Apex: 2º turno Lula tem 48,1% e Flávio 42,9%

Preço do Petróleo Brent hoje

Qual o preço do petróleo hoje

O petróleo Brent, referência internacional, está negociado na faixa dos 80 dólares o barril, bem abaixo dos 100 dólares negociados durante a guerra no Oriente Médio

Dólar hoje


Confira a cotação do dólar hoje

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  • Índice Bovespa
  • Cotação do dólar
  • Preço do Petróleo Brent
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Cotação atualizada do dólar, euro e peso argentino em comparação ao Real.

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Confira o valor do dólar hoje. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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