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Da Redação
Como fica o fim da escala 6×1 com o resultado das eleições
O Senado Federal inicia nesta terça-feira (6) a discussão em Plenário da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. As sessões de debate estão marcadas para terça (6), quarta (7) e quinta-feira (8), sempre a partir das 14h.
No entanto, o resultado do primeiro turno das eleições, que apontou crescimento expressivo da direita no Senado e colocou o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente na disputa presidencial, tornou o cenário para a aprovação da proposta ainda mais desafiador. Entenda com a TVT News.
Resumo do que está em jogo para o fim da escala 6×1
- Quando o fim da escala 6×1 será votado? a PEC começa a ser debatida em Plenário nesta terça-feira (6), com sessões também na quarta (7) e quinta (8). Antes de ser votada em primeiro turno, a proposta precisa cumprir cinco sessões de discussão, mas esse prazo pode ser reduzido por acordo entre os senadores.
- Fim da escala 6×1 é prioridade do governo Lula: o presidente Lula classificou a proposta como “prioridade do nosso governo” e afirmou estar “convicto” de que o Senado aprovará a mudança, que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, garante dois dias de descanso remunerado e não prevê redução salarial.
- Como o resultado das eleições pode atrapalhar o fim da escala 6×1: o avanço da bancada de direita no Senado, especialmente do PL, que elegeu a maior bancada a partir do ano que vem, tornou a aprovação politicamente inviável no momento, segundo aliados do governo. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que mira a reeleição, tende a recuar para evitar atritos com a oposição.
Quando o fim da escala 6×1 será votado?
A discussão da PEC 221/2019 no Plenário do Senado começa nesta terça-feira (6), com sessões previstas também para quarta (7) e quinta-feira (8), a partir das 14h. O texto foi aprovado em setembro pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e agora precisa cumprir o rito regimental de cinco sessões de discussão antes de ser submetido à votação em primeiro turno.
Caso avance, a proposta ainda precisará de mais três sessões de debate para ser votada em segundo turno. Por se tratar de uma emenda constitucional, são necessários ao menos 49 votos favoráveis em cada uma das duas votações. O calendário, no entanto, pode ser encurtado se houver acordo entre os líderes partidários para aprovar um calendário especial.
De acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a sessão desta terça-feira será semipresencial, o que pode afetar o quórum. A votação, segundo ele, dependerá do clima político e do número de senadores presentes.
Fim da escala 6×1 é prioridade do governo Lula
O presidente Lula (PT) celebrou a decisão de Alcolumbre de pautar a discussão da PEC e reforçou que a medida é uma das principais prioridades de seu governo. Em publicação nas redes sociais, o presidente afirmou: “Essa é uma prioridade do nosso governo e uma mudança que o Brasil precisa fazer. Trabalhadores e trabalhadoras não podem viver apenas para trabalhar. Precisam ter tempo para a família, para estudar, descansar e viver, com dois dias de descanso por semana e sem redução de salário”.

A proposta é considerada uma das principais bandeiras do terceiro mandato de Lula e foi incorporada à estratégia eleitoral do governo para o segundo turno. A avaliação de integrantes da campanha é que a aprovação do fim da escala 6×1 pode fortalecer o presidente em uma disputa apertada com Flávio Bolsonaro (PL).
Como o resultado das eleições pode atrapalhar o fim da escala 6×1
O resultado do primeiro turno das eleições, realizado no domingo (4), alterou profundamente o cenário político para a votação da PEC no Senado. Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno à frente, com 47% dos votos, contra 45% de Lula. Além disso, o PL elegeu 19 das 54 cadeiras em disputa, projetando uma bancada de 28 senadores a partir do ano que vem — a maior da Casa, representando mais de um terço do Senado.
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), admitiu que a aprovação ficou mais difícil após as urnas. “Está mais difícil aprovar. Mas, na hora em que você cumpre o rito regimental, aumenta a pressão pela aprovação”, declarou. A estratégia do governo é cumprir as cinco sessões de discussão como forma de pressionar os senadores a aprovar a proposta.
Aliados do Palácio do Planalto já admitem nos bastidores que o avanço da bancada de direita tornou a aprovação do texto inviável no momento. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que também saiu enfraquecido das urnas — seu aliado no Amapá foi derrotado e ele não conseguiu eleger senadores —, estaria de olho na reeleição à presidência da Casa e tende a reduzir o ritmo da tramitação para evitar atritos com a oposição.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, é contrário à aprovação da PEC e atua para dificultar o avanço da matéria.
O que é a escala 6×1?
A escala 6×1 é o modelo de jornada de trabalho em que o empregado trabalha seis dias consecutivos e tem apenas um dia de folga por semana. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) permite que a jornada semanal chegue a 44 horas, o que, na prática, resulta nesse tipo de escala para milhões de trabalhadores brasileiros, especialmente nos setores de comércio e serviços.

A PEC 221/2019, de autoria do deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) e relatada no Senado pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), propõe acabar com esse modelo ao instituir a obrigatoriedade de dois dias de descanso remunerado por semana, preferencialmente um deles aos domingos, sem redução salarial. A jornada máxima passaria de 44 para 40 horas semanais, que podem ser distribuídas em cinco dias de oito horas diárias.
O texto também prevê uma regra de transição de até 14 meses e estabelece que trabalhadores terceirizados da Administração Pública terão uma regra de transição diferenciada. A proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados em maio, com ampla maioria — 472 votos a favor e 22 contra —, e seguiu para o Senado, onde aguarda votação em Plenário.
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Nessas eleições de 2026, 4 senadoras e 47 deputadas federais do campo progressista foram foram escolhidas para os próximos mandatos. Leia em TVT News.
No Senado, a representação está concentrada em quatro estados: Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Pernambuco e Ceará. Já na Câmara dos Deputados, as eleitas estão distribuídas por 17 estados, com maior número de representantes em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul.
A lista reúne parlamentares de partidos como PT, PCdoB, Psol, PSB, PDT, PV e Rede. Entre as eleitas estão nomes com atuação em diferentes áreas da política institucional e dos movimentos sociais.
>> Erika Hilton é a mulher mais votada da história da Câmara
Senadoras
Quatro mulheres progressistas foram eleitas para o Senado:
- Ceará: Luizianne (Rede)
- Minas Gerais: Marília Campos (PT)
- Pernambuco: Marília Arraes (PDT)
- Rio Grande do Norte: Samanda de Lula (PT)
Deputadas federais
Acre
- Perpétua de Almeida (PCdoB)
Amapá
- Professora Marcivânia (PCdoB)
Bahia
- Ivoneide Caetano (PT)
- Olivia Santana (PCdoB)
- Alice Portugal (PCdoB)
- Maria Mariguella (PCdoB)
Ceará
- Tainah Marinho (PSB)
- Luisa Cela (PT)
- Manu (PSB)
Goiás
- Delegada Adriana Accorsi (PT)
Mato Grosso
- Professora Rosa Neide (PT)
Mato Grosso do Sul
- Camila Jara (PT)
Minas Gerais
- Ana Elisa (PT)
- Duda Salabert (Psol)
- Ana Pimentel (PT)
- Gleide Andrade (PT)
- Dandara (PT)
- Lohanna (PV)
- Bella Gonçalves (PT)
Pará
- Dilvanda Faro (PT)
Paraná
- Ana Júlia (PT)
- Carol Dartora (PT)
Pernambuco
- Rosa Amorim (PT)
- Liana Cirne (PT)
Rio de Janeiro
- Anielle Franco (PT)
- Nísia Trindade (PT)
- Talíria Petrone (Psol)
- Jandira Feghali (PCdoB)
Rio Grande do Norte
- Natália Bonavides (PT)
Rio Grande do Sul
- Maria do Rosário (PT)
- Denise Pêssoa (PT)
- Daiana Santos (PCdoB)
- Fernanda Melchionna (Psol)
Santa Catarina
- Ana Paula Lima (PT)
- Giovana Modardo (PCdoB)
São Paulo
- Erika Hilton (Psol)
- Sâmia Bonfim (Psol)
- Tabata Amaral (PSB)
- Professora Luciene Cavalcante (Psol)
- Luna Zarattini (PT)
- Natália Boulos (Psol)
- Juliana Cardoso (PT)
- Sônia Guajajara (Psol)
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) elegeu oito representantes para o Legislativo nas eleições de 2026. São quatro deputados federais e quatro estaduais, eleitos pelo PT em diferentes estados e regiões do país.
Para a Câmara dos Deputados, foram reeleitos Valmir Assunção (BA), Marcon (RS), João Daniel (SE). Além de Rosa Amorim (PE), que já era deputada estadual, e se tornou a primeira mulher Sem Terra a chegar à Câmara dos Deputados em Brasília.


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Inscrições para Fuvest, o Vestibular da USP, terminam nesta sexta, dia 9
Termina nesta sexta-feira, 9 de outubro, ao meio-dia, o período de inscrições para o Vestibular 2027 da Universidade de São Paulo (USP). As inscrições, no valor de R$ 228,00, deverão ser feitas pelo site da fundação. A 1ª Fase será realizada em 1º de novembro e a 2ª Fase, nos dias 6 e 7 de dezembro. Leia em TVT News.
O número total de vagas para os cursos de graduação da USP pela seleção da FUVEST permanece o mesmo do ano passado: 8.147 vagas, assim distribuídas: 4.888 para candidatos da modalidade Ampla Concorrência; 2.053 para egressos de escolas públicas (EP); 1.206 para egressos de escolas públicas e autodeclarados pretos, pardos ou indígenas (EP/PPI).
A 1ª Fase terá 80 questões de múltipla escolha, em vez das 90 aplicadas até o ano passado, mantendo o tempo de prova: 5 horas. A mudança acompanha a evolução do vestibular da FUVEST, que vem ampliando a interdisciplinaridade e propondo questões que exigem do candidato a capacidade de relacionar conhecimentos de diferentes áreas.
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Outra novidade é a aplicação da prova em Fortaleza (CE). A escolha da capital cearense foi precedida por uma experiência prática. A FUVEST realizou na cidade as duas etapas do Simulado, o que permitiu testar a operação e a estrutura necessárias para a realização da prova.
“Fortaleza foi escolhida justamente porque queríamos facilitar o acesso de candidatos das regiões Norte e Nordeste, que antes precisavam fazer um deslocamento significativo para realizar a prova em São Paulo, oferecendo uma alternativa mais próxima”, explica Gustavo Monaco, diretor-executivo da FUVEST.
Recomendações
A FUVEST recomenda que os candidatos consultem os Guias produzidos pela fundação com orientações sobre o processo seletivo antes de fazerem as inscrições. Todos os quatro estão disponíveis no site: Guia de Inclusão, Guia de Carreiras, Guia de Jornada e Guia de Provas. Outra recomendação é não deixar a inscrição para os últimos dias, especialmente porque o processo exige atenção e envio de documentação.
Um lembrete importante para os candidatos contemplados com isenção ou redução da taxa de inscrição: eles também precisam realizar a inscrição no Vestibular 2027. A concessão do benefício não representa inscrição automática. Neste ano, mais de 15 mil candidatos foram beneficiados com isenção total ou redução de 50% da taxa de inscrição.
Recursos específicos
Os candidatos que necessitem de condições específicas para a realização das provas também têm até às 12h de 9 de outubro para solicitar os recursos adequados. Entre as possibilidades estão tempo adicional, cadeira de rodas, uso de aparelho auditivo próprio, prova ampliada e outros recursos de acessibilidade. Além disso, a FUVEST oferece condições especiais para as candidatas que estiverem amamentando. As orientações e os procedimentos para solicitação estão reunidos no Guia de Inclusão.
Principais datas do Vestibular 2027
9 de outubro – Encerramento das inscrições
21 de outubro – Divulgação dos locais de prova da 1ª Fase
1º de novembro – Prova da 1ª Fase
23 de novembro – Divulgação dos convocados e dos locais da prova da 2ª Fase
6 e 7 de dezembro – Provas da 2ª Fase
8 a 11 de dezembro – Provas de Competências Específicas
26 de janeiro de 2027 – Divulgação da 1ª Chamada para matrícula
MST elege oito candidaturas nas eleições de 2026
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) elegeu oito representantes para o Legislativo nas eleições de 2026. São quatro deputados federais e quatro estaduais, eleitos pelo PT em diferentes estados e regiões do país.
Para a Câmara dos Deputados, foram reeleitos Valmir Assunção (BA), Marcon (RS), João Daniel (SE). Além de Rosa Amorim (PE), que já era deputada estadual, e se tornou a primeira mulher Sem Terra a chegar à Câmara dos Deputados em Brasília.


Nas assembleias legislativas, o MST reelegeu Adão Pretto Filho (RS), Marina do MST (RJ) e Missias (CE). Além deles, Camilo Daniel (SE), que já havia ocupado o cargo de vereador em Aracaju, e agora vai ocupar pela primeira vez uma cadeira na Assembleia Legislativa de Sergipe.
Rosa Amorim foi a candidata à deputada federal mais votada do PT em Pernambuco, e Adão Pretto o segundo mais votado do Partido dos Trabalhadores no Rio Grande do Sul.
Entre as propostas assumidas pelas candidaturas eleitas, enquanto compromissos de campanha, estão o apoio à democratização do acesso à terra, incentivo à produção e cooperação de alimentos saudáveis e combate à fome, iniciativas de sustentabilidade e cuidado permanente com o meio ambiente, defesa da educação, saúde, cultura e diversidade.
Desde 2022 a organização definiu como estratégia a ocupação de cargos institucionais para avançar principalmente nas políticas de Reforma Agrária e da agricultura familiar.
Conheça as e os parlamentares eleitos do MST
Confira a trajetória dos candidatos e candidatas eleitos no site do MST: https://mst.org.br/2026/10/05/mst-elege-oito-candidaturas-nas-eleicoes-de-2026/
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Último dia para retirar dinheiro das bets: prazo termina às 23h59 desta segunda-feira
Quem ainda tem dinheiro em contas de bets deve solicitar a retirada até as 23h59 desta segunda-feira, (5). Hoje é o último dia para o resgate voluntário dos valores nas plataformas, antes do encerramento das operações. A partir desta terça-feira (6), os sites e aplicativos deixam de operar, conforme o cronograma de implementação da Medida Provisória nº 1.394/2026, que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no país. Leia em TVT News.
Segundo dados do Ministério da Fazenda atualizados nesta segunda-feira, R$ 1,33 bilhão ainda aguarda resgate nas plataformas, uma redução de R$ 775,6 milhões desde 26 de setembro. No mesmo período, o número de CPFs com saldo positivo caiu em 2,36 milhões, de 28,9 milhões para 26,54 milhões.
A orientação é acessar as plataformas em que o usuário tem cadastro, verificar se há saldo e solicitar a retirada ainda hoje, mesmo que o valor seja pequeno. Quem possui contas em mais de uma empresa deve conferir cada uma delas.
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SALDOS PEQUENOS TAMBÉM DEVEM SER RETIRADOS — Cerca de 92% das contas com saldo positivo têm menos de R$ 10, e mais de 96% têm menos de R$ 25. Mesmo nesses casos, os usuários devem solicitar o resgate dentro do prazo.
Os valores estão concentrados em uma parcela pequena das contas: aproximadamente 1% reúne 80% do saldo; 3,4% concentram 90%; e 8,3% representam 96% dos recursos. Esses percentuais se referem a contas nas plataformas, e um mesmo CPF pode ter contas em diferentes empresas.
COMO SERÁ A DEVOLUÇÃO APÓS O PRAZO — Os valores que não forem retirados voluntariamente seguirão o cronograma de restituição. Entre 7 e 8 de outubro, as empresas deverão informar às instituições financeiras os saldos remanescentes, discriminados por CPF. De 9 a 14 de outubro, caberá aos bancos providenciar a devolução.
Caso haja algum impedimento para a restituição, a partir de 14 de outubro os recursos serão transferidos à Caixa Econômica Federal, que ficará responsável pela devolução aos apostadores.
CONFIRA OS PRAZOS:
- Até as 23h59 de hoje, 5 de outubro: retirada voluntária do dinheiro nas plataformas;
- A partir de 6 de outubro: sites e aplicativos de bets deixam de operar;
- 7 e 8 de outubro: empresas informam aos bancos os saldos não retirados, por CPF;
- De 9 a 14 de outubro: bancos providenciam a devolução dos valores;
- A partir de 14 de outubro: recursos cuja restituição tenha encontrado impedimento são transferidos à Caixa, responsável pela devolução.
Com Secom
Mudança de votos no segundo turno pode acontecer se diminuir a abstenção recorde de 21,08%
O resultado das eleições de 2026 ainda pode ganhar novos contornos no segundo turno. Isso porque 33,4 milhões de eleitores não compareceram às urnas no primeiro turno, realizado no domingo (4). O número representa 21,08% do eleitorado apto e é o maior índice de abstenção registrado em um primeiro turno de eleições gerais desde 1998. Leia em TVT News.
A possibilidade de uma maior participação no segundo turno pode alterar a distribuição dos votos entre os candidatos que seguem na disputa. Com uma diferença apertada entre os concorrentes, eleitores que não votaram na primeira etapa podem ter peso importante no resultado final.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a Justiça Eleitoral pretende intensificar as ações para estimular o comparecimento no segundo turno, marcado para 25 de outubro. Segundo ele, a taxa de pouco mais de 21% ficou dentro do esperado, mas ainda está acima do que seria considerado ideal.
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Mais de 33 milhões ficaram fora da votação
O país tinha 158,7 milhões de eleitores aptos a votar no primeiro turno. Cerca de 125 milhões compareceram às urnas, enquanto 33,4 milhões não participaram da votação.
Além da abstenção, foram registrados 2,2 milhões de votos em branco e 3,6 milhões de votos nulos.
O índice deste ano superou o registrado no primeiro turno das eleições presidenciais de 2022. Naquele pleito, a abstenção ficou em torno de 21% e também voltou a cair na segunda etapa da eleição.
TSE quer aumentar comparecimento
Nunes Marques afirmou que o tribunal pretende aperfeiçoar os mecanismos utilizados para estimular os eleitores a comparecerem às urnas. Entre os públicos que devem receber atenção especial estão os idosos.
Segundo o presidente do TSE, a abstenção entre eleitores com mais de 70 anos chega a índices elevados. Nessa faixa etária, o voto é facultativo.
A Justiça Eleitoral também deve reforçar a comunicação para lembrar que quem não votou no primeiro turno ainda pode participar normalmente do segundo, desde que esteja com o título eleitoral regularizado. Cada turno é considerado uma eleição independente.
Ausentes podem influenciar resultado
O elevado número de eleitores que não participaram da primeira votação chama atenção principalmente porque as eleições presidenciais podem ser decididas por margens relativamente pequenas.
Em 2026, a disputa pela Presidência terá Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Nesse cenário, a mobilização de eleitores que não compareceram à primeira etapa pode se tornar uma das estratégias das campanhas.
Além dos eleitores ausentes, os candidatos terão de disputar o voto de quem participou do primeiro turno, mas escolheu candidatos que ficaram fora da segunda etapa.
Abstenção varia entre os estados
O comportamento do eleitorado não foi uniforme em todo o país. Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo registraram os maiores índices de abstenção no primeiro turno.
Na outra ponta, Ceará, Roraima, Piauí e Sergipe tiveram as menores taxas de eleitores ausentes.
Os dados disponíveis de eleições anteriores indicam ainda diferenças importantes de participação conforme idade e escolaridade. Em 2022, por exemplo, a abstenção foi especialmente alta entre eleitores com menor nível de escolaridade e entre algumas faixas etárias. O perfil detalhado dos ausentes de 2026 ainda não foi divulgado pela Justiça Eleitoral.
Segundo turno será em 25 de outubro
A votação do segundo turno acontece no domingo, 25 de outubro. Os eleitores que não compareceram no primeiro turno não ficam impedidos de votar na segunda etapa, desde que a situação eleitoral esteja regular.
Com a promessa do TSE de ampliar as ações para reduzir a abstenção, as campanhas também terão uma nova tarefa: convencer quem ficou fora da primeira votação a retornar às urnas, já que mobilizar os mais de 33 milhões de eleitores ausentes pode mudar a correlação de forças na disputa presidencial.
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