Vitória do povo brasileiro! O fim da escala 6×1 está cada vez mais perto. A Câmara dos Deputados aprovou a PEC que acaba com a escala 6×1 no Brasil. Acompanhe como foi a votação do fim da escala 6×1 com a TVT News.
Como foi a votação do fim da escala 6×1
Em 2° turno a Câmara aprova o fim da escala 6×1 no Brasil
461 votos a favor e 19 votos contra
O fim da escala 6×1 foi aprovado com 472 votos no 1° turno
22 votos deputados votaram contra
Dia histórico: fim da escala 6×1 aprovada na Câmara dos Deputados
A Câmara dos Deputados aprovou a PEC do fim da escala 6×1:
Nova Jornada: redução da carga horária máxima de 44 para 40 horas semanais de forma gradual
Escala 5×2: Garante o direito a dois dias de folga remunerada por semana, sendo um deles, preferencialmente, aos domingos.
Salários Mantidos: fica estritamente proibida qualquer redução salarial nominal ou proporcional.
Plenário lotado para a votalçao do fim da escala 6×1. Foto: Ricardo Weber
O texto principal do Substitutivo (Art. 1º) altera a Constituição Federal para estabelecer:
Jornada semanal máxima de 40 horas (reduzindo as atuais 44 horas).
Dois dias de repouso semanal remunerado (consolidando o fim da escala 6×1 e a adoção da escala 5×2), sendo um deles preferencialmente aos domingos.
Garantia de irredutibilidade salarial, ou seja, a redução da jornada não implicará corte no salário ou nos pisos salariais.
O texto principal do Substitutivo (Art. 1º) altera a Constituição Federal para estabelecer:
Jornada semanal máxima de 40 horas (reduzindo as atuais 44 horas).
Dois dias de repouso semanal remunerado (consolidando o fim da escala 6×1 e a adoção da escala 5×2), sendo um deles preferencialmente aos domingos.
Garantia de irredutibilidade salarial, ou seja, a redução da jornada não implicará corte no salário ou nos pisos salariais.
O substitutivo também prevê:
Possibilidade de lei complementar para mitigar impactos sobre micro e pequenas empresas, condicionada à manutenção dos níveis de emprego.
Implementação progressiva: 60 dias após a publicação, a jornada cai para 42 horas semanais; após mais 12 meses, atinge as 40 horas semanais.
Fim das cláusulas coletivas incompatíveis após 60 dias da promulgação.
Abertura para negociação coletiva, permitindo que acordos ou convenções ajustem escalas e compensações, desde que respeitados os novos limites.
Exceção para empregados hipersuficientes (nível superior e remuneração acima de 2,5 vezes o teto do RGPS), que ficam fora das regras de controle de jornada.
Regra de transição para contratos públicos com mão de obra terceirizada, permitindo aditamento para reequilíbrio econômico-financeiro em até 12 meses.
O que diz a PEC do fim da escala 6×1 que está em votação
Redução da Jornada Máxima: o teto da jornada de trabalho constitucional passa a ser de 8 horas diárias e 40 horas semanais, com compensação ou redução mediante negociação coletiva.
Dois dias de descanso: é garantido o direito a dois dias de repouso semanal remunerado, sendo preferencialmente um aos domingos. Ou seja, é o fim da escala 6×1.
Sem redução de salários: a redução da jornada e o aumento do repouso semanal não poderão gerar qualquer redução salarial (nominal, proporcional ou de outra espécie), aplicando-se inclusive aos pisos salariais.
Transição progressiva: a jornada de trabalho cairá de forma escalonada: 60 dias após a publicação da PEC, a jornada cai para 42 horas semanais decorridos. Depois de 12 meses da publicação da PEC, a jornada de trabalho cai para 40 horas.
Levantamentos apontam ampla maioria da população favorável ao fim da escala 6×1. Foto: Matheus Piccini/CUT-RS
A PEC também prevê:
Possibilidade de lei complementar para mitigar impactos sobre micro e pequenas empresas, condicionada à manutenção dos níveis de emprego.
Fim das cláusulas coletivas incompatíveis após 60 dias da promulgação.
Abertura para negociação coletiva, permitindo que acordos ou convenções ajustem escalas e compensações, desde que respeitados os novos limites.
Exceção para empregados hipersuficientes (nível superior e remuneração acima de 2,5 vezes o teto do RGPS), que ficam fora das regras de controle de jornada.
Regra de transição para contratos públicos com mão de obra terceirizada, permitindo aditamento para reequilíbrio econômico-financeiro em até 12 meses.
Depois de aprovada na Comissão Especial, PEC do fim da escala 6×1 foi aprovado no plenário da Câmara dos Deputados. Imagem: Reprodução / TV CâmaraHugo Motta preside a sessão que votou o fim da escala 6×1. Imagem: Reprodução / TV Câmera
22h43 – Falam agora os autores da PEC de redução da escala 6×1
Autores da PEC falam antes do final da votação: deputados Reginaldo Lopes e Erika Hilton, autores da PEC da redução da jornada de trabalho, Alencar Santana, presidente da Comissão Especial e Leo Prates, relator da análise da proposta, falam sobre o processo político que levou ao fim da escala 6×1
22h – As lideranças estão orientando as bancas para a votação do fim da escala 6×1, votação deve comelar em breve
Dia histórico, é o que mais se ouve no plenário da Câmara dos Deputados
A cada deputado que se manifesta, a expressão que mais se ouve é “Dia histórico”
Qual foi o placar da votação do fim da escala 6×1 na Câmara
Placar da votação em 1° turno na Câmara dos Deputados
Como cada partido orientou a votação do fim da escala 6×1
Como cada partido orientou a votação. Foto: Equipe TVT News
Acompanhe ao vivo a votação do fim da escala 6×1
O que está acontecendo agora na Câmara dos Deputados
Clique em tempo real abaixo e acompanhe minuto a minuto
Como é a votação da PEC do fim da escala 6×1:
O texto-base da PEC do fim da escala 6×1 foi aprovado em comissão especial por 34 votos a 4
Com a aprovação do parecer na comissão, a PEC segue para votação no plenário da Câmara dos Deputados neste dia 27 de maio, em dois turnos
Deputados podem apresentar destaques que serão analisados pela comissão
Como é uma proposta de emenda à constituição, são necessários 308 votos dos 513 deputados
O que foi aprovado na Comissão Especial
O texto do deputado Leo Prates, que vai substituir a PEC do fim da escala 6×1 propõe:
Nova Jornada: redução da carga horária máxima de 44 para 40 horas semanais de forma gradual
Escala 5×2: Garante o direito a dois dias de folga remunerada por semana, sendo um deles, preferencialmente, aos domingos.
Salários Mantidos: fica estritamente proibida qualquer redução salarial nominal ou proporcional.
Depois de aprovada na Comissão Especial, PEC do fim da escala 6×1 está em votação no plenário da Câmara dos Deputados. Imagem: Reprodução / TV Câmara
A Regra de transição
Fruto de um acordo entre o governo federal e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a mudança ocorrerá em etapas:
Primeiros 60 dias: após a promulgação da PEC, a jornada máxima cai de 44 para 42 horas semanais, e os dois dias de folga passam a ser obrigatórios.
Após 12 meses: a carga horária é reduzida nas duas horas restantes, fixando-se permanentemente em 40 horas semanais.
Exceções de Alta Renda: o texto prevê que trabalhadores de nível superior e com salários superiores a duas vezes e meia o teto do INSS (acima de R$ 21,1 mil) fiquem dispensados do limite estrito de jornada
Próximos Passos da PEC do fim da escala 6×1
Se a proposta alcançar o quórum de 308 deputados nos dois turnos no plenário, ela seguirá para o Senado Federal. Naquela casa legislativa, precisará passar por novas discussões e obter o voto favorável de pelo menos 49 dos 81 senadores, também em dois turnos de votação.
O que está em votação na Câmara dos Deputados
A PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) prevê a redução gradual da jornada semanal de trabalho. A proposta da deputada Erika Hilton (Psol-SP) (PEC 8/25) foi apensada, ou seja foi juntada à proposta do deputado Reginaldo e prevê o fim da escala 6×1.
Após acordo entre os deputados e o governo Lula, o relator do parecer sobre a PEC propôs um texto substitutivo com etapas de transição para o fim da escala 6×1. É esse parecer que está em votação neste momento.
Parlamentares que defendem o fim da escala 6×1 na Comissão Especial da Câmara dos Deputados. Foto: Lula Marques /Agência Brasil.
É o fim da escala 6×1: confira parecer sobre a PEC
Com redução gradual da jornada de trabalho sem redução de salários, relator apresenta texto para o fim da escala 6×1 e institui a escala 5×2 na Constituição. Confira os principais pontos.
O texto principal do Substitutivo (Art. 1º) altera a Constituição Federal para estabelecer:
Jornada semanal máxima de 40 horas (reduzindo as atuais 44 horas).
Dois dias de repouso semanal remunerado (consolidando o fim da escala 6×1 e a adoção da escala 5×2), sendo um deles preferencialmente aos domingos.
Garantia de irredutibilidade salarial, ou seja, a redução da jornada não implicará corte no salário ou nos pisos salariais.
O substitutivo também prevê:
Possibilidade de lei complementar para mitigar impactos sobre micro e pequenas empresas, condicionada à manutenção dos níveis de emprego.
Implementação progressiva: 60 dias após a publicação, a jornada cai para 42 horas semanais; após mais 12 meses, atinge as 40 horas semanais.
Fim das cláusulas coletivas incompatíveis após 60 dias da promulgação.
Abertura para negociação coletiva, permitindo que acordos ou convenções ajustem escalas e compensações, desde que respeitados os novos limites.
Exceção para empregados hipersuficientes (nível superior e remuneração acima de 2,5 vezes o teto do RGPS), que ficam fora das regras de controle de jornada.
Regra de transição para contratos públicos com mão de obra terceirizada, permitindo aditamento para reequilíbrio econômico-financeiro em até 12 meses.
O que diz a PEC do fim da escala 6×1 que está em votação
Redução da Jornada Máxima: o teto da jornada de trabalho constitucional passa a ser de 8 horas diárias e 40 horas semanais, com compensação ou redução mediante negociação coletiva.
Dois dias de descanso: é garantido o direito a dois dias de repouso semanal remunerado, sendo preferencialmente um aos domingos. Ou seja, é o fim da escala 6×1.
Sem redução de salários: a redução da jornada e o aumento do repouso semanal não poderão gerar qualquer redução salarial (nominal, proporcional ou de outra espécie), aplicando-se inclusive aos pisos salariais.
Transição progressiva: a jornada de trabalho cairá de forma escalonada: 60 dias após a publicação da PEC, a jornada cai para 42 horas semanais decorridos. Depois de 12 meses da publicação da PEC, a jornada de trabalho cai para 40 horas.
Jovens são os que mais dão apoio ao fim da escala 6×1. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Mobilização pressiona deputados pelo fim da escala 6×1
A campanha “Brasil Quer Mais Tempo” intensificou a pressão sobre parlamentares para acelerar a votação das propostas que tratam do fim da escala 6×1. A mobilização reúne trabalhadores, sindicatos e movimentos sociais em defesa da redução da jornada semanal sem redução salarial.
A luta pelo fim da escala 6×1 surgiu do povo, foi abraçada pelo Governo Lula, e hoje 3 a cada 4 brasileiros apoiam.
O que é a campanha Brasil Quer Mais Tempo
A iniciativa funciona como uma força-tarefa digital e presencial para pressionar deputados federais a apoiarem a PEC 221/2019 e outras propostas relacionadas à redução da jornada de trabalho. A campanha incentiva trabalhadores a enviarem mensagens aos parlamentares e acompanharem o posicionamento de cada bancada.
Aponte o celular para o QR Code e faça parte da campanha pelo fim da escala 6×1
TVT e a Rede de Mobilização Fim da 6×1 Já! te convidam para essa ação urgente
Como votar na plataforma da campanha pelo fim da escala 6×1
O que é notícia neste 27 de maio de 2026 no Jornal TVT News Segunda Edição
Comissão da Câmara vota fim da escala 6×1 hoje
Intercept localiza mansão de R$6 mi de Eduardo Bolsonaro no Texas
Foto de Flávio com Trump vira meme apontando promoção pessoal
Operação Sem Desconto mira farra do INSS em 4 estados
Senado aprova piso dos professores em R$5.130
Desmatamento cai 20% e fica abaixo de 1 milhão de hectares
Itaú admite cobrança indevida de serviços por 14 anos
TVT News Segunda Edição: serviços nas telas da TVT
O jornal TVT News Segunda Edição é comandado por Don Ernesto, apresentador do programa de entrevistas da TVT, Conversa sem Curva. Além das notícias da tarde, o telejornal trará o cotidiano das cidades e comentaristas.
“O jornal TVT News Segunda Edição comenta o que foi notícia no dia, traz serviços de utilidade pública, entrevistas com analistas da política, da cultura e da economia e repercute os fatos que estão em alta nas redes sociais”, conta o apresentador Don Ernesto.
O jornal TVT News Segunda Edição pode ser acompanhado na TV aberta digital, canal 44.1 na capital paulista e grande São Paulo, pelo YouTube da TVT: https://www.youtube.com/@redetvt com cortes nas redes sociais da TVT News (Instagram, Tik Tok, Kawai, Facebook e Linkedin).
“Esta é a segunda estreia da TVT News no mês de abril. Com os dois telejornais, pela manhã e pela tarde, a TVT está ainda mais próxima do público e dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo”, conta o presidente da TVT, Maurício Junior.
Jornal TVT News: manhã e tarde com os trabalhadores
TVT News tem, a partir de agora, dois telejornais, o jornal TVT News Primeira Edição, das 10h30 às 13h e o Jornal TVT News Segunda Edição, das 16h às 18h. Os dois noticiários fazem parte das transformações de programação e na linguagem que começaram em agosto de 2024 quando o site TVT News foi lançado.
“Nossa estratégia de unificar a redação e diversificar conteúdos vem se mostrando acertada. Agora nossos esforços estão concentrados em aumentar a audiência e estrear novos produtos”, explica o Diretor de Conteúdo da TVT News, Ricardo Negrão.
Talita Galli e Don Ernesto, apresentadores dos novos telejornais da TVT News: o dia todo com os trabalhadores. Foto: Vitória Machado/TVT News
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A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (27), o parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), favorável à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o fim da escala 6×1 no Brasil. A proposta foi aprovada por 34 votos favoráveis e 4 contrários. Leia em TVT News.
O texto substitutivo, construído após articulação direta entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), garante a todos os trabalhadores brasileiros dois dias de repouso semanal remunerado, instituindo formalmente a jornada de trabalho sob o modelo 5×2.
Apenas 4 parlamentares votaram contra a proposta de redução da jornada de trabalho e fim da escala 6×1, foram eles: Gilson Marques (Novo), Julia Zanatta (PL), Mauricio Marcon (PL) e Osmar Terra (PL). Os demais deputados foram todos favoráveis.
Veja como foram os votos na comissão que debateu PEC pelo fim da 6×1 – Reprodução
E agora?
Com a aprovação do relatório pelo fim da 6×1 no colegiado, a matéria segue imediatamente para a pauta do plenário da Casa. O presidente Hugo Motta incluiu a proposta na ordem do dia antes mesmo da finalização dos discursos na comissão especial, atendendo a um apelo popular e sinalizando a intenção de encaminhar o texto ao Senado Federal no mesmo dia.
Por se tratar de uma alteração no texto constitucional, a PEC necessita do apoio mínimo de 308 deputados federais, em votação nominal realizada em dois turnos de deliberação.
O resultado representa uma conquista para os movimentos sindicais, representações populares e frentes parlamentares de esquerda que ocuparam as galerias do parlamento ao longo dos últimos meses.
Aprovado na comissão especial, o texto altera o limite da jornada normal de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, sem que ocorra qualquer tipo de redução ou corte nos salários atuais e nos pisos salariais da classe trabalhadora.
Os parâmetros da nova jornada de trabalho e o modelo de transição
O parecer aprovado na comissão especial estabelece que a duração do trabalho normal não poderá exceder o limite de 8 horas diárias e 40 horas semanais.
O texto constitucional passa a assegurar dois dias de repouso semanal remunerado, determinando que um desses dias ocorra, preferencialmente, aos domingos. O substitutivo prevê mecanismos de flexibilização e abre espaço para que convenções e acordos coletivos de trabalho possam estipular regimes compensatórios específicos, desde que fique garantida a média de duas folgas semanais dentro do período do mês civil.
Para evitar sobressaltos no mercado produtivo e permitir a adequação das empresas, o projeto estipula um cronograma de transição progressiva com duração total de 14 meses. As etapas administrativas e laborais estão ordenadas da seguinte forma:
Prazo de 60 dias após a promulgação: Entra em vigor a obrigatoriedade dos dois dias de repouso semanal remunerado e ocorre uma redução imediata da jornada máxima para 42 horas por semana.
Prazo de 12 meses após a primeira etapa: A jornada de trabalho semanal sofre nova redução de duas horas, atingindo o teto definitivo de 40 horas semanais.
Durante o intervalo dos primeiros 60 dias, convenções ou acordos coletivos de trabalho estão autorizados a ampliar temporariamente a duração da jornada diária com o intuito de viabilizar a distribuição e a absorção das horas remanescentes ao longo da semana. O texto da PEC também resguarda os contratos vigentes, determinando que a aprovação das novas regras não implicará redução proporcional para os trabalhadores que já cumprem jornadas iguais ou inferiores a 40 horas semanais.
Como foi a comissão pelo fim da 6×1?
A sessão da comissão especial foi marcada por intensos debates e pela polarização política entre parlamentares da base governista e representantes da oposição. Durante a abertura dos trabalhos, o presidente do colegiado, deputado Alencar Santana (PT-SP), abriu a sessão rebatendo as queixas apresentadas por setores contrários à medida do fim da 6×1, os quais argumentavam que a matéria não havia recebido a discussão necessária.
“Foram realizadas audiências públicas todas as semanas, todos os dias de segunda a quarta e teve dia com audiência à tarde. Foram realizadas audiências em sete estados de todas as regiões do país, com a participação de quase quatro mil pessoas, de setores patronais e dos trabalhadores, de movimentos populares”, declarou Alencar Santana ao defender a legitimidade do rito legislativo.
A oposição adotou táticas distintas para tentar postergar ou inviabilizar o avanço da proposta da redução da jornada e fim da 6×1. Em um movimento classificado pela base aliada ao governo como uma manobra diversionista, parlamentares alinhados à direita anunciaram o apoio a um requerimento de urgência para a proposta da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que estipulava a adoção da escala 4×3.
A autora da proposta original criticou publicamente o posicionamento das bancadas de oposição, apontando desonestidade na condução do debate político. “O que eles estão fazendo é tentar enterrar toda a proposta. E enterrar esse texto agora seria um prejuízo gigante. Eles não querem nem 4 por 3 e nem 5 por 2, eles querem continuar a 6×1 e estão fazendo uma manobra desonesta”, pontuou a deputada Erika Hilton.
Em resposta, a deputada Julia Zanatta (PL-SC) ironizou o arranjo construído pelo Palácio do Planalto e pelos partidos de centro. “Ontem o meu líder fez uma declaração pública de que o PL vai aderir a luta da 4×3 e vamos ver como as pessoas que propuseram a 5×2 vão se posicionar no plenário da Câmara”, disse a parlamentar oposicionista, demonstrando preocupação com o impacto financeiro nas contratações.
A deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) interveio no debate para resgatar o histórico das votações recentes no Congresso, desarmando o discurso da oposição. “Não adianta o PL dizer que é a favor agora, porque há registros históricos que tentaram adiar por 10 anos a transição, colocar 52 horas a jornada de trabalho, de fazer mais uma reforma trabalhista, mas foi a pressão do povo que venceu aqui”, discursou Sâmia Bomfim.
Debate pelo fim da 6×1 nas ruas e no congresso
PEC 6×1 será votada em plenário nesta quarta (27) – Foto: Tânia Rêgo/Agência BrasilFima da escala 6×1: redução da jornada de trabalho, sem reduzir salários é a principal pauta da classe trabalhadora. Foto: Joca Duarte/ CUTPlenário lotado para acompanhar a votação do parecer sobre o fim da escala 6×1. Foto: Ricardo WeberParlamentares que defendem o fim da escala 6×1 na Comissão Especial da Câmara dos Deputados. Foto: Lula Marques /Agência Brasil.
Impacto na vida das mulheres com fim da 6×1
Os parlamentares favoráveis ao encerramento do modelo atual de seis dias de trabalho por um de descanso, a 6×1, sustentaram seus argumentos com foco na saúde do trabalhador, na cidadania e na recomposição dos laços familiares. A vice-presidenta da comissão especial, deputada Daiana Santos (PCdoB-RS), destacou o impacto diferenciado que a aprovação da PEC exerce sobre a população feminina, exposta historicamente a múltiplas jornadas de obrigações.
“Hoje, ao final desse dia, vamos comemorar por todas as mulheres que sofrem com a jornada tripla ou quádrupla“, afirmou Daiana Santos, apontando que o domingo costuma ser o período reservado pelas trabalhadoras para a realização de serviços domésticos domésticos não remunerados. Na mesma linha de argumentação humanitária, o deputado Max Lemos (União-RJ) sustentou o valor civilizatório da mudança.
“Estamos dando um passo histórico criando condições das pessoas terem vida, porque se nós seguirmos o exemplo da mãe chefe de família tradicional do povo brasileiro, mulheres que trabalham 6 dias na semana e têm apenas o domingo para tarefas domésticas e cuidar dos filhos”, declarou o parlamentar.
O deputado federal Pedro Campos (PSB-PE) relatou depoimentos colhidos junto a trabalhadores que vivenciavam o cotidiano sob a escala antiga. “Eu conversei com muitos trabalhadores do fim da escala 6×1. Um com uma mãe, que lembrou que quando trabalhava 6×1 perdeu a festa do dia das mães da escola da sua filha. E um pai, que não conseguia encontrar o próprio filho que morava na mesma casa”, sublinhou Campos, criticando as posturas de partidos que tentavam desqualificar a mobilização.
Setor patronal alega prejuízos e bancada de esquerda rebate argumentos econômicos
Do lado contrário à aprovação da PEC, o deputado Gilson Marques (Novo-SC) centralizou as críticas do setor patronal e empresarial. O congressista argumentou que a intervenção regulatória do Estado na definição das escalas laborais geraria inflação e prejudicaria os pequenos negócios.
“Se vai ter que contratar mais uma pessoa, vai ter que subir o preço do remédio, do pão, e aí as pessoas que vão comprar isso são justamente os trabalhadores que juram que estarão sendo beneficiados por essa proposta maluca. Como que uma família vai ter mais sucesso se ela é impedida de trabalhar?“, asseverou Gilson Marques.
As contestações de ordem econômica foram rebatidas por parlamentares do campo progressista. O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) utilizou dados setoriais para comprovar que os ganhos de produtividade obtidos pelas empresas ao longo das últimas décadas justificam a concessão de mais descanso aos empregados.
“A construção civil e a Volkswagen já aumentaram a produtividade. Então os empresários já ganharam e agora a gente quer saber dos trabalhadores. Chegou a hora da classe trabalhadora“, rebateu Zarattini, lembrando que a legislação mantém o direito à realização de horas extras, desde que devidamente remuneradas.
O deputado Tadeu Veneri (PT-PR) também questionou o silêncio da bancada patronal em relação aos privilégios concedidos aos setores financeiros e às desonerações tributárias corporativas. “Falam que no Brasil nós temos muitos impostos, mas não falam das isenções fiscais. Falam que os juros estão muito altos, mas não falam que quem se beneficia disso não são os trabalhadores, e sim os banqueiros”, criticou Veneri.
Exceções salariais e tratamento para microempresas no texto aprovado
O substitutivo aprovado na comissão especial trouxe salvaguardas técnicas e diferenciações para trabalhadores com faixas de remuneração elevadas.
Conforme o texto, as regras protetivas relativas à duração do trabalho e ao controle de jornada não se aplicarão aos empregados que possuam diploma de nível superior e que recebam remuneração mensal igual ou superior a 2,5 vezes o teto do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), valor que corresponde atualmente a R$ 21.188 por mês. Essa exceção, no entanto, não engloba os servidores e empregados públicos pertencentes à administração pública direta ou indireta.
Como medida de mitigação de impactos para o empreendedorismo popular, a PEC estabelece que uma nova lei posterior poderá instituir medidas de transição específicas voltadas a proteger financeiramente os Microempreendedores Individuais (MEIs), as microempresas e as empresas de pequeno porte.
Tais benefícios governamentais ficarão condicionados à obrigação de manutenção dos níveis de emprego nos referidos estabelecimentos. Além disso, o poder público terá o prazo máximo de um ano para proceder ao reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos de prestação de serviços terceirizados que envolvam o emprego de mão de obra direta.
Comemoração
Erika Hilton, a proponente da proposta aprovada, e Rick Azevedo, do movimento Vida Além do Trabalho, um dos principais impulsionadores da pauta, celebraram a aprovação na Comissão Especial. A deputada alertou para a necessidade de “derrotar o bolsonarismo” mais uma vez, agora no Plenário. “Precisamos de toda a pressão possível CONTRA os deputados do partido de Flávio Bolsonaro”, alertou. Azevedo classificou o momento como “histórico”.
🚨 FIM DA 6×1 JÁ! VITÓRIA DOS TRABALHADORES!
Acabamos de derrotar, aqui na Comissão Especial do Fim da Escala 6×1, a obstrução dos bolsonaristas e aprovamos o FIM dessa escala desumana ainda neste ano com redução da jornada de trabalho.
Esse é mais um grande passo do nosso movimento, mais um momento HISTÓRICO que alcançamos com muita luta e PRESSÃO. A votação na Câmara será AINDA HOJE! SIGAM COBRANDO! Chegamos longe graças à classe trabalhadora! E NÃO VAMOS RECUAR! pic.twitter.com/OmUSpm3wVU
A CUT Brasil, bem como seu presidente, Sérgio Nobre, celebraram a “vitória da classe trabalhadora”. Moisés Selerges, ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC) e pré-candidato a deputado federal pelo PT, destacou o avanço, “mesmo com os inimigos do povo tentando boicotar a PEC”.
VITÓRIA DA CLASSE TRABALHADORA! 🔴
Dia histórico para a classe trabalhadora! Proposta que prevê Redução da Jornada de trabalho e fim da 6×1 é aprovada na Comissão Especial, na Câmara dos Deputados. Matéria pode ir a votação no Plenário ainda hoje! pic.twitter.com/kZyqgtx66G
A preparação da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026 começou oficialmente nesta quarta-feira (27), na Granja Comary, em Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro. Os jogadores convocados pelo técnico Carlo Ancelotti iniciaram uma série de avaliações físicas e clínicas antes do primeiro treinamento em campo, marcado para o período da tarde. O principal foco da comissão técnica, entretanto, está na situação do atacante Neymar, cuja condição física gera preocupação a poucos dias do início dos amistosos preparatórios para o Mundial. Saiba mais na TVT News.
O primeiro atleta a chegar ao centro de treinamento da seleção foi Casemiro, ainda na noite de terça-feira (26). O volante, que estava em São José dos Campos, no interior paulista, decidiu antecipar sua apresentação. Na manhã desta quarta, outros convocados começaram a desembarcar em Teresópolis, muitos deles transportados em helicópteros disponibilizados pela CBF para evitar atrasos no deslocamento entre a capital fluminense e a serra.
Entre os primeiros a se apresentar estavam Alisson, Bremer, Léo Pereira, Ibañez, Bruno Guimarães, Endrick, Igor Thiago, Luiz Henrique e Rayan. O lateral Douglas Santos também chegou à Granja Comary, mas optou pelo deslocamento de carro.
O técnico Carlo Ancelotti, acompanhado do coordenador executivo Rodrigo Caetano e do gerente Cícero Souza, também subiu a serra de automóvel. A chegada do treinador marca oficialmente o início de um novo ciclo da seleção brasileira, agora sob comando do multicampeão italiano, contratado para conduzir a equipe na disputa do Mundial que será realizado nos Estados Unidos, México e Canadá.
Neymar monopoliza as atenções da seleção
A grande expectativa do dia, porém, girava em torno da chegada de Neymar. O atacante desembarcou na Granja Comary por volta das 11h40 em seu helicóptero particular, após ter desfalcado o Santos nos últimos compromissos por conta de uma lesão na panturrilha direita. O jogador não atua desde o último dia 17, quando deixou o campo durante uma partida do clube paulista após sentir dores musculares.
Embora publicamente o Santos trate a contusão como um edema leve de dois milímetros, a CBF demonstra cautela diante da situação. Nos bastidores da entidade, existe preocupação de que o problema seja mais grave do que o inicialmente divulgado pelo clube. A expectativa é de que Neymar passe por exames detalhados durante os primeiros dias de concentração para que a comissão médica determine o tempo real de recuperação.
Segundo informações que circulam internamente na seleção, o prazo de recuperação pode variar entre três e quatro semanas. Caso esse cenário seja confirmado, Neymar deverá ser preservado do amistoso contra o Panamá, marcado para domingo (31), no Maracanã, e provavelmente também ficará fora do duelo diante do Egito, no dia 6 de junho, em Cleveland, já nos Estados Unidos.
O planejamento da comissão técnica seria preparar o camisa 10 para que ele esteja plenamente apto a atuar na fase de grupos da Copa do Mundo. A estreia brasileira está marcada para o dia 13 de junho, contra Marrocos, em Nova Jersey. Depois, o Brasil encara Haiti e Escócia nas rodadas seguintes da primeira fase.
Apesar da apreensão, Neymar tentou minimizar o problema ao ser questionado por jornalistas sobre sua condição física durante a vitória do Santos sobre o Deportivo Cuenca, pela Copa Sul-Americana. Ao ser perguntado sobre o estado da panturrilha, respondeu em tom descontraído: “Está aqui, inteira”. Quando questionado se a lesão poderia representar um problema para a Copa, rebateu: “Problema do quê?”.
Enquanto a situação do atacante segue sendo monitorada, a seleção dá continuidade ao cronograma de preparação. O primeiro treino ocorreu com portões fechados à imprensa e contou com a participação de jovens atletas convidados das categorias de base do futebol carioca. Entre eles estão o goleiro Léo Nannetti, o meio-campista Felipe Souza, do Botafogo, e o zagueiro Bruno Ribeiro, do Vasco. Léo Nannetti permanecerá integrado ao grupo inclusive durante a viagem aos Estados Unidos.
A delegação brasileira permanecerá na Granja Comary até sábado (30), quando seguirá para a cidade do Rio de Janeiro para o amistoso contra o Panamá. Depois disso, a equipe embarca na segunda-feira (1º) para Nova Jersey, que servirá como base da seleção durante a Copa do Mundo.
Três jogadores convocados só irão se integrar ao elenco diretamente nos Estados Unidos: Marquinhos, Gabriel Magalhães e Gabriel Martinelli. O trio disputará a final da Liga dos Campeões da Europa no próximo sábado antes de se juntar à seleção.
A expectativa da comissão técnica é utilizar os amistosos e os dias iniciais de treinamento para ajustar o time comandado por Ancelotti e definir a condição física dos principais atletas. Com Neymar ainda cercado de dúvidas, o início da preparação brasileira para o Mundial ocorre sob clima de expectativa e vigilância médica permanente.
A Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT de São Paulo (FEM-CUT/SP) e o Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) lançaram nesta quinta-feira (27) a Campanha Salarial 2026 da categoria metalúrgica. O ato aconteceu às 5h da manhã, na Avenida Independência, no bairro do Éden, em Sorocaba, uma das principais regiões industriais do estado. Saiba mais na TVT News.
Com o tema “Na Luta por Direitos, por Salários e pelo Nosso Futuro”, a mobilização reuniu trabalhadores da base metalúrgica da região, marcando o início das negociações salariais e das ações políticas da categoria para o próximo período.
Jornada menor e fim da escala 6×1 estão entre prioridades
Entre os principais pontos defendidos pela campanha estão a redução da jornada de trabalho sem redução salarial e o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua durante seis dias consecutivos para ter apenas um dia de descanso.
Segundo a FEM-CUT/SP, a proposta busca melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, garantindo mais tempo para descanso, convivência familiar e cuidados pessoais, sem prejuízo financeiro.
Além das mudanças na organização do trabalho, a pauta também inclui reposição integral da inflação, aumento real nos salários e manutenção das Convenções Coletivas de Trabalho (CCTs), consideradas fundamentais para preservar direitos históricos da categoria.
A escolha da data para o lançamento da campanha ocorre na véspera de uma votação prevista na Câmara dos Deputados, em Brasília, relacionada à redução da jornada e ao fim da escala 6×1.
Com isso, a estratégia da FEM-CUT/SP amplia a atuação sindical para além das negociações com o setor patronal e busca fortalecer a pressão política sobre o Congresso Nacional e a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
De acordo com a entidade, a intenção é ampliar a representação da classe trabalhadora nos espaços de decisão política para garantir avanços legislativos ligados às condições de trabalho.
“Somente as ruas irão pressionar os deputados federais e nossos senadores a votar esse tema extremamente importante [fim da escala 6×1] para os trabalhadores”, reforçou o presidente do SMetal, Leandro Candido Soares.
Campanha incorpora pautas das mulheres trabalhadoras
A campanha salarial de 2026 também traz um recorte voltado à igualdade de gênero no setor metalúrgico. Entre as reivindicações estão o combate à desigualdade salarial entre homens e mulheres, a valorização profissional das trabalhadoras e medidas relacionadas aos impactos da dupla jornada.
As pautas são conduzidas pela Secretaria da Mulher Trabalhadora da FEM-CUT/SP, que defende a ampliação de direitos e melhores condições de trabalho para as mulheres da categoria.
Liderança defende mobilização unificada
O presidente da FEM-CUT/SP, Erick Silva, afirmou que a campanha salarial deste ano busca priorizar a qualidade de vida dos trabalhadores e fortalecer a mobilização nacional da categoria.
“Estamos organizados e lutando pela redução da jornada e o fim da escala 6×1, pontos importantes construídos ao longo da mobilização dos últimos anos, mas que sempre foram uma pauta da classe trabalhadora, um projeto da CUT e da nossa Federação”, lembrou Erick.
A estratégia envolve ações nas fábricas, manifestações públicas, articulação política e mobilização nas redes sociais para ampliar a pressão por mudanças nas relações de trabalho e garantir avanços salariais e sociais para os metalúrgicos e os demais trabalhadores brasileiros.