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Da Redação

Cadastro Único completa 25 anos com inclusão, segurança e qualidade dos dados

Principal instrumento estruturante da proteção social brasileira, o Cadastro Único completa 25 anos. Para marcar a data, foi realizada uma cerimônia nesta quarta-feira (15.04), no Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília. A base de dados serve para a identificação e a caracterização das famílias de baixa renda, sendo uma ferramenta estratégica para o planejamento de políticas públicas presente em todos os municípios brasileiros. Saiba mais na TVT News.

Trata-se do principal instrumento do Estado brasileiro para a seleção e a inclusão de famílias de baixa renda em 46 programas federais, tais como Bolsa Família, Pé-de-Meia, Tarifa Social de Energia Elétrica, Gás do Povo, PAA, Cisternas e Minha Casa, Minha Vida. Além disso, ele também serve como critério para a seleção de beneficiários de programas oferecidos pelos governos estaduais e municipais.

“Quando se olha para trás, é possível perceber o quanto o Brasil avançou. Hoje, mais de 110 países têm o Brasil como referência em políticas sociais”, citou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, durante o evento.

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As celebrações dos 25 anos do Cadastro Único começaram com o Cadastro em Ação, atividade do MDS, em conjunto com estados e municípios de todo o Brasil, realizada entre os dias 26 e 29 de março. Pela atuação no Sistema Único de Assistência Social (SUAS), cinco profissionais foram homenageados com um totem. Dentre eles, o ex-beneficiário do Bolsa Família e atual secretário de Assistência Social de Pacajus (CE), Edson Victor de Lima.

“Eu sempre tive um sonho, que era me formar. E esse sonho, através do Cadastro Único, eu consegui. Não só o sonho de me formar. O sonho de ter uma casa, por meio do Minha Casa, MInha Vida, chegou para a minha família. Alimento na mesa chegou por meio do Bolsa Família. E eu consegui ingressar na faculdade graças aos programas do Cadastro Único”, contou o gestor.

Segurança e integração

Em 2025, o Cadastro Único passou a contar com um novo sistema, mais seguro e confiável, capaz de detectar movimentações atípicas em tempo real. “Agora, temos um sistema de gestão de risco que tem nos permitindo não apenas detectar eventuais fraudes, mas melhor: tem nos permitido impedir que algumas ocorram, tem nos permitido identificá-las antes que elas gerem benefícios”, apontou o secretário de Avaliação, Gestão da Informação e Cadastro Único do MDS, Rafael Osório.

A plataforma passou a integrar inúmeras bases de dados, como a do Cadastro Nacional de Identificação Social (CNIS), nascimentos e óbitos, Receita Federal, dentre outros. Além disso, o Cadastro de Pessoa Física (CPF) passou a ser a chave única de identificação dos inscritos.

“Hoje, praticamente não existe base de dado relevante para garantir a qualidade da informação com a qual o Cadastro Único não esteja integrado. A gente já cruza os dados com todas as bases que existem e que podemos acessar. E são muitas para a gente fazer esse trabalho de qualificação. Essa integração é algo que se esperava há muito tempo”, prosseguiu Osório.

A celebração ocorre após um processo de reconstrução, qualificação e modernização do Cadastro Único. Em 2022, houve um crescimento artificial no número de famílias unipessoais inscritas no sistema, que superava as estimativas que os próprios órgãos oficiais de estatística tinham para todo país. “No início de 2023, o Cadastro Único estava desvirtuado, estava negligenciado, estava parado há uma década sem grandes desenvolvimentos tecnológicos”,

Busca ativa

Apesar desses avanços tecnológicos, a atuação dos profissionais do SUAS é vital na alimentação das informações do Cadastro Único. “O que o sistema registra de forma padronizada são as informações socioeconômicas da população de baixa renda que resultam das entrevistas dos profissionais da rede. Não existe algo que substitua essas entrevistas. Não há solução de Tecnologia da Informação ou inteligência artificial, não importa o que digam os vendedores de ilusões e de soluções fáceis”, destacou o titular da Secretaria de Avaliação, Gestão da Informação e Cadastro Único (Sagicad).

Em março de 2026, o Cadastro Único tinha o registro de 42,2 milhões de famílias, que somavam 96 milhões de pessoas, quase a metade da população do país. Dentre elas, 5,6 milhões de famílias pertencentes a um dos 16 Grupos Populacionais Tradicionais e Específicos (GPTE), definidos com base em características como origem étnica, relação com o meio ambiente, vínculo com o meio rural ou situações sociais específicas.

Nos últimos anos, houve um avanço contínuo na inserção dessas famílias (quilombolas, indígenas, catadoras de materiais recicláveis, e pessoas resgatadas de trabalho análogo à escravidão). São grupos que necessitam de estratégias diferenciadas de localização, como a busca ativa, transformando a invisibilidade dessas comunidades em dados concretos que permitem o acesso a direitos e programas sociais.

Esse crescimento está ligado ao aporte estratégico de recursos viabilizado pelo Programa de Fortalecimento Emergencial do Atendimento do Cadastro Único no Sistema Único da Assistência Social (Procad-SUAS), lançado em 2023. O repasse de recursos permitiu que os municípios investissem em logística de campo, contratação de técnicos e organização de mutirões. 

Além do financiamento, a manutenção da qualidade desses registros é assegurada pelos processos de qualificação cadastral, que exigem a atualização obrigatória dos dados a cada dois anos para evitar a exclusão de benefícios.

Nesse cenário, o lançamento do aplicativo offline do Cadastro Único, em 2025, representou um avanço tecnológico relevante. Ao permitir entrevistas sem conexão à internet, com posterior sincronização, a ferramenta objetiva reduzir o uso de formulários em papel e aprimorar a coleta de dados.

Via MDS

Audiência na Câmara reforça críticas à privatização e aponta impacto direto no preço dos combustíveis

A alta dos combustíveis no Brasil voltou ao centro do debate público durante audiência na Câmara dos Deputados, marcada por críticas ao processo de privatização de ativos estratégicos da Petrobras. Representantes de trabalhadores, especialistas e parlamentares defenderam que a venda de refinarias e da antiga BR Distribuidora comprometeu a capacidade do Estado de atuar na regulação de preços e proteger o consumidor. Mais informações em TVT News.

Privatização e perda de controle sobre preços

Um dos principais pontos levantados foi a venda da BR Distribuidora, hoje Vibra Energia. Para a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a privatização retirou do Estado um instrumento central de atuação no mercado de combustíveis.

Antes, a integração entre produção, refino e distribuição permitia à Petrobras amortecer oscilações internacionais e evitar repasses imediatos ao consumidor. Com a fragmentação do setor, essa capacidade foi reduzida. Na prática, argumentam os petroleiros, o Brasil passou a ter menos instrumentos para conter aumentos e mais dificuldade para garantir que quedas de preços cheguem às bombas.

Outro argumento recorrente na audiência foi o de que a privatização ampliou a exposição do país às dinâmicas do mercado internacional, sem mecanismos eficazes de compensação interna. A lógica de maximização de lucros por empresas privadas tende a acelerar o repasse de aumentos e a reter reduções, aprofundando a volatilidade dos preços.

Além disso, a venda de refinarias reduziu a capacidade de planejamento energético de longo prazo. Com menos controle sobre etapas estratégicas da cadeia, o Estado perde margem para adotar políticas públicas voltadas à estabilidade de preços e ao desenvolvimento econômico.

Especialistas destacaram que países com forte presença estatal no setor energético — como grandes produtores de petróleo — conseguem equilibrar melhor interesses de mercado e políticas sociais, justamente por manterem controle sobre ativos-chave.

A consequência mais visível desse processo é o impacto no bolso da população. Combustíveis mais caros encarecem o transporte, pressionam o preço dos alimentos e contribuem para a inflação.

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Preço dos combustíveis tem subido nos últimos tempos, mesmo com oferta de subsídios oferecidos aos estados pelo governo federal. – Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Para a FUP, a política de privatizações da Petrobras agravou esse cenário ao reduzir a concorrência em regiões estratégicas e permitir maior concentração de mercado. Em alguns casos, a substituição de monopólios públicos por oligopólios privados não trouxe ganhos reais ao consumidor.

Durante a audiência, também foi defendido que a atual estrutura dificulta a transparência na formação de preços, tornando mais complexo identificar onde estão as margens de lucro ao longo da cadeia.

Diante desse cenário, representantes dos trabalhadores e parte dos parlamentares defenderam a reestatização de distribuidoras e refinarias como medida para recuperar a capacidade de intervenção do Estado.

A proposta não se limita a reverter privatizações, mas busca reconstruir um modelo integrado, em que a Petrobras volte a atuar de forma coordenada em toda a cadeia produtiva. A avaliação é que isso permitiria políticas mais estáveis de preços, com foco no interesse público e na previsibilidade econômica.

Representantes da Petrobras e de postos de combustíveis, por outro lado, minimizaram o impacto das privatizações e atribuíram a alta de preços a fatores como o mercado internacional e a carga tributária.

Ainda assim, o debate na Câmara evidenciou que a discussão vai além de fatores conjunturais. Em jogo está o modelo de gestão do setor energético brasileiro — e o grau de influência que o Estado deve exercer sobre um insumo estratégico para a economia.

Com pressão crescente por medidas que reduzam o custo de vida, a crítica às privatizações tende a ganhar força no Congresso e na sociedade, especialmente diante da percepção de que a perda de controle público sobre o setor pode estar diretamente ligada à instabilidade e aos altos preços enfrentados pelos consumidores.

Júri condena réus por morte de Mãe Bernadete

Os dois réus acusados do assassinato da líder quilombola e ialorixá Maria Bernadete Pacífico Moreira, a Mãe Bernadete, foram condenados pelo Tribunal do Júri, na noite dessa terça-feira (14), após dois dias de sessão de julgamento no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. Saiba mais na TVT News.

O júri popular condenou Arielson da Conceição Santos, apontado como executor do crime, a 29 anos e nove meses de prisão. Marílio dos Santos, considerado mandante do assassinato, foi condenado a 40 anos, cinco meses e 22 dias de prisão. Embora tenha advogado constituído, ele está foragido. 

Ambos foram condenados por homicídio qualificado cometido por motivo torpe, meio cruel, com impossibilidade de defesa da vítima e utilização de arma de uso restrito. 

Mais três pessoas denunciadas por envolvimento no crime ainda aguardam julgamento. São eles Josevan Dionísio dos Santos, Sérgio Ferreira de Jesus e Ydney Carlos dos Santos de Jesus – este último também acusado de ser mandante.

Em nota, a Anistia Internacional comemorou a condenação de dois dos envolvidos, que ocorre quase três anos após o crime.

“A decisão representa um avanço relevante, especialmente em um contexto em que o Brasil figura entre os países que mais matam defensoras e defensores de direitos humanos e registra elevados índices de impunidade nesses casos.

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O texto ressalva, contudo, a necessidade de se condenar todos os acusados. “É fundamental garantir a responsabilização de todos os envolvidos no crime, incluindo aqueles que ainda não foram julgados, para que a resposta do Estado esteja à altura da gravidade do caso”. 

Crime

Mãe Bernadete foi assassinada aos 72 anos, com 25 tiros dentro de casa, na sede do Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na região metropolitana de Salvador em 17 de agosto de 2023, após homens armados invadirem a comunidade, mantendo familiares reféns e executando a ialorixá. 

Ela era uma das lideranças da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas e uma voz ativa na defesa do território, na luta contra o racismo e na busca por respostas pela morte de seu filho, Flávio Gabriel Pacífico dos Santos, conhecido como Binho do Quilombo, assassinado em 2017, por defender os mesmos propósitos da matriarca.

O assassinato da líder quilombola e referência do candomblé baiano ocorreu mesmo depois de a vítima denunciar frequentes ameaças. Ela, inclusive, fazia parte do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

Em razão da repercussão do caso, o Tribunal de Justiça (2º grau) julgou a favor do desaforamento do processo, trocando o foro onde ocorre o julgamento – para Salvador. Segundo a corte, o objetivo da medida é garantir uma sentença imparcial.   

Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil

Trump diz que Israel concorda com o cessar-fogo no Líbano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (16) que Israel e o Líbano concordaram com um cessar-fogo temporário de 10 dias em meio à escalada do conflito na região. O anúncio foi feito por meio de uma publicação na rede social Truth Social, após, segundo ele, conversas diretas com o presidente libanês, Joseph Aoun, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Saiba mais na TVT News.

De acordo com Trump, a trégua começaria ainda nesta quinta-feira, em horário que varia conforme a fonte — entre 17h no horário da Costa Leste dos EUA (18h em Brasília) e 16h no horário brasileiro, conforme diferentes relatos — e teria como objetivo abrir caminho para negociações mais amplas de paz. “Esses dois líderes concordaram que, para alcançar a paz entre seus países, iniciarão formalmente um cessar-fogo de 10 dias”, escreveu o presidente norte-americano.

Trump também afirmou ter mobilizado sua equipe de alto escalão para conduzir as negociações. Segundo ele, o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio e o chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, foram instruídos a trabalhar diretamente com as partes envolvidas para alcançar uma “paz duradoura”. Em tom característico, o presidente ainda declarou que já teria contribuído para resolver “nove guerras ao redor do mundo” e que esta seria a décima.

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Apesar do anúncio, até o momento não houve confirmação oficial por parte dos governos de Israel ou do Líbano sobre a adesão formal ao cessar-fogo. Fontes do governo israelense indicaram que Netanyahu convocou seu gabinete de segurança para discutir a proposta, enquanto autoridades libanesas mantiveram cautela e, em alguns casos, relataram resistência a contatos diretos com o premiê israelense.

A ausência de posicionamento claro das partes levanta dúvidas sobre a efetividade imediata da trégua. Além disso, o Hezbollah — grupo xiita libanês apoiado pelo Irã e principal alvo das operações militares israelenses — já sinalizou que não se considera automaticamente vinculado a um eventual acordo firmado entre governos. Integrantes do braço político da organização afirmaram que qualquer compromisso dependeria da interrupção completa dos ataques israelenses ao território libanês.

O anúncio ocorre em meio a um cenário de forte escalada militar. A ofensiva israelense no Líbano, intensificada nas últimas semanas, já deixou mais de dois mil mortos, segundo autoridades locais, e provocou o deslocamento de cerca de um milhão de pessoas. Os bombardeios têm se concentrado especialmente em regiões ao sul de Beirute e no sul do país, áreas onde o Hezbollah mantém forte presença.

Ciclo de violência no Líbano

O atual ciclo de violência está diretamente relacionado ao conflito regional envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. A crise se agravou após ataques atribuídos a forças aliadas de Teerã e ações militares que culminaram na morte de lideranças iranianas, desencadeando uma resposta em cadeia. O Hezbollah passou a atacar território israelense em apoio ao Irã, levando Israel a expandir suas operações para dentro do Líbano.

Nos bastidores, a possibilidade de um cessar-fogo vinha sendo discutida há dias, com mediação indireta de atores internacionais. O Paquistão, por exemplo, tem se apresentado como interlocutor entre Washington e Teerã, defendendo que a estabilização do Líbano é condição essencial para um acordo mais amplo envolvendo o Irã. Autoridades iranianas, por sua vez, teriam pressionado os Estados Unidos a incluir o território libanês nas negociações, utilizando inclusive o fechamento do Estreito de Ormuz como instrumento de pressão econômica.

Na terça-feira (14), representantes de Israel e do Líbano se reuniram em Washington para discutir caminhos diplomáticos — o primeiro encontro desse tipo em mais de três décadas. Embora não tenha resultado imediato em um acordo, o diálogo abriu espaço para a continuidade das negociações. Trump indicou que pretende convidar os líderes dos dois países para uma reunião na Casa Branca, o que, se confirmado, marcaria um momento histórico nas relações entre as nações, tecnicamente ainda em estado de guerra.

Enquanto isso, o primeiro-ministro israelense reiterou que qualquer acordo deve contemplar o desmantelamento do Hezbollah. Netanyahu afirmou que esse é um dos objetivos centrais de Israel nas negociações, junto com a construção de uma “paz sustentável”, que, segundo ele, deve ser alcançada “por meio da força”.

Do lado humanitário, a situação segue crítica. Organismos internacionais alertam para o agravamento da crise de deslocamento interno no Líbano e para a destruição de infraestrutura civil. Representantes da ONU têm apelado por cessar-fogo imediato e proteção à população civil, destacando que o país enfrenta mais um ciclo de violência em meio a uma já prolongada instabilidade política e econômica.

Diante desse quadro, o anúncio de Trump, embora sinalize uma possível abertura diplomática, ainda é cercado de incertezas. A falta de confirmação oficial, as divergências entre os atores envolvidos e o papel autônomo do Hezbollah colocam em dúvida a implementação efetiva da trégua. Ainda assim, a movimentação evidencia a pressão internacional por uma solução negociada para um conflito que ameaça se expandir ainda mais na região.

FIFA garante participação do Irã na Copa do Mundo

Com apenas dois meses para o início da Copa do Mundo de 2026, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, reforçou seu compromisso em manter a seleção do Irã no torneio, que havia anunciado que não iria mais jogar. Leia em TVT News.

Em declarações feitas na última quarta-feira (15), em Washington, Infantino descartou especulações sobre uma possível ausência da equipe asiática, em meio à escalada de tensões entre o país e os Estados Unidos, um dos anfitriões da competição ao lado de México e Canadá.

Presidente da Fifa: “O Irã tem que vir”

Durante um evento sobre investimentos, Infantino foi enfático ao falar sobre a participação iraniana no Mundial. Para o dirigente, a presença da seleção é uma questão de mérito esportivo e representatividade, devendo ser isolada dos conflitos diplomáticos vigentes.

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“A equipe iraniana está vindo com certeza. Esperamos que até lá a situação seja pacífica. Como eu disse, isso com certeza ajudaria. Mas o Irã tem que vir. Eles representam seu povo. Eles se classificaram. Os jogadores querem jogar. Eles também são uma boa equipe. Eles querem competir. Deveriam jogar.”, disse o presidente da Fifa.

Ministro do Esporte do Irã havia dito que a seleção não participaria mais da Copa

“Seleção do Irã não participará da Copa do Mundo da Fifa sob nenhuma circunstância”‘, afirmou o ministro do Esporte iraniano durante entrevista na TV Estatal.

Ahmad Donjamaliministro do Esporte iraniano, ressaltou a impossibilidade da seleção iraniana jogar nos EUA.

O ministro do Esporte destacou as “medidas perversas tomadas contra o Irã”: “Duas guerras nos foram impostas em oito ou nove meses e milhares de nossos cidadãos foram mortos”.

Donjamali concluiu reiterando: “Não temos absolutamente nenhuma possibilidade de participar”.

Negociações para jogos do Irã ser no México

A Federação de Futebol do Irã havia iniciado negociações com a FIFA para que todos os jogos da seleção iraniana na Copa do Mundo de 2026 fossem realizados no México, evitando partidas nos Estados Unidos.

O pedido ocorre em meio a uma guerra aberta no Oriente Médio, que já dura 18 dias e se tornou o principal fator por trás da decisão.

Desafios diplomáticos e o campo de jogo

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“EUA simplesmente entraram num atoleiro e Trump não sabe como sair”, avalia especialista. Foto: RS/via Fotos Publicas

A incerteza sobre a participação do Irã ganhou força em fevereiro, após ataques envolvendo os Estados Unidos, Israel e o país do Oriente Médio. Desde então, o cenário gerou debates públicos, com autoridades iranianas chegando a questionar a viabilidade da presença da seleção em solo americano — onde o Irã disputará toda a sua fase de grupos, contra Nova Zelândia, Bélgica e Egito.

Para buscar uma solução, Infantino viajou recentemente à Turquia, onde se reuniu pessoalmente com a delegação iraniana, reafirmando seu apoio aos jogadores.

O presidente da FIFA tem defendido sistematicamente a separação entre política e futebol, embora reconheça a complexidade do cenário atual:

“Esportes devem estar fora da política. Ok, não vivemos na Lua, vivemos no planeta Terra. Mas se não há mais ninguém que acredite na construção de pontes e em mantê-las intactas e juntas, bem, estamos fazendo isso.”

Apesar das garantias de Infantino, o tema deve continuar a ser acompanhado de perto pela comunidade internacional e pelos torcedores, especialmente com o Congresso da FIFA agendado para o dia 30 de abril, em Vancouver, no Canadá, onde o assunto poderá ser debatido novamente.

Wellington Damasceno é eleito o 15º presidente dos Metalúrgicos do ABC

O trabalhador na Volkswagen Anchieta, em São Bernardo do Campo, Wellington Damasceno, foi eleito, com 97,4% dos votos válidos dos trabalhadores sócios e sócias, para presidir o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC no triênio 2026–2029, juntamente com a chapa eleita para o Conselho da Direção Executiva e o Conselho Fiscal. A apuração das 83 urnas foi realizada nesta quinta-feira (16), na sede da entidade sindical. O segundo turno das eleições ocorreu nos dias 14 e 15 de abril. Saiba os detalhes na TVT News.

“Essa eleição representa a continuidade de uma transformação construída coletivamente. Vamos seguir lutando por redução da jornada sem redução de salário, por justiça tributária, igualdade de oportunidades entre homens e mulheres e por um sindicato cada vez mais humano, forte e conectado com a realidade da nossa base”, destacou Damasceno. “O presidente do sindicato não resolve nada sozinho. A força do nosso mandato está na união da nossa militância, dos comitês sindicais e de cada trabalhador e trabalhadora. É juntos, no chão de fábrica, que vamos enfrentar os desafios, conquistar direitos e manter este sindicato forte e gigante, prosseguiu.

Esta é a 24ª direção eleita dos Metalúrgicos do ABC desde sua fundação, em 1959, reafirmando a tradição democrática e a forte participação da base na condução da entidade.

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC representa trabalhadores e trabalhadoras das cidades de São Bernardo do Campo, Diadema, Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires, abrangendo uma base de aproximadamente 70 mil trabalhadores.

O processo eleitoral contou com duas etapas. Na primeira, realizada em março, foram eleitos 167 metalúrgicos e metalúrgicas para os Comitês Sindicais de Empresa (CSEs), incluindo seis membros do Comitê dos Aposentados (CSA).

A posse política está marcada para o dia 19 de julho. Já a cerimônia oficial ocorrerá no dia 26 de julho.

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Quem é Damasceno?

Metalúrgico desde 2001, Damasceno é montador de produção, formado pelo SENAI na Volkswagen. É advogado e pós-graduado em Direito e Relações do Trabalho. Sua atuação sindical teve início em 2007, quando foi eleito membro da Comissão de Fábrica na montadora.

Em 2017, tornou-se integrante da Direção Executiva do Sindicato. Em 2020, passou a ocupar a direção administrativa e financeiro do SMABC. Em 2023, também tomou posse como diretor do Instituto Lula.

Já em 2024, integrou o Comitê Mundial dos Trabalhadores na Volkswagen. Damasceno é o 15º presidente a assumir o comando do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, cargo que já foi ocupado por importantes lideranças da classe trabalhadora brasileira, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o atual ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e o deputado federal Vicentinho.

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