Agora

Da Redação

Pesquisa PoderData/Aya mostra Lula com 41% no 1º turno

Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (13) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com vantagem numérica sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) nos cenários de primeiro e segundo turno da eleição presidencial de 2026.

A pesquisa ouviu 2.400 pessoas em 658 municípios das 27 unidades da Federação entre os dias 9 e 12 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95%.

Principais números da pesquisa PoderData/Aya

  • 1º turno (cenário estimulado): Lula tem 41% das intenções de voto contra 35% de Flávio Bolsonaro. Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) aparecem com 4% cada, Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) com 3% cada, e Clariana Barão (DC), Leonardo Avalanche (PRTB) e Rui Costa Pimenta (PCO) com 1% cada.
  • 2º turno (Lula x Flávio Bolsonaro): Lula tem 46% contra 45% do senador, configurando empate técnico. Os votos brancos e nulos somam 8%, e 1% não sabe ou não respondeu.
  • 2º turno (Lula x Ronaldo Caiado): Lula marca 45% contra 44% do ex-governador de Goiás, novo empate técnico.
  • 2º turno (Lula x Romeu Zema): Lula (PT) tem 45% contra 43% do ex-governador de Minas Gerais.
  • 2º turno (Lula x Renan Santos): Lula aparece com 46% contra 37% de Santos, fora da margem de erro.

Cenário de primeiro turno: Lula lidera com 41%, seguido por Flávio Bolsonaro (35%)

No cenário estimulado para o 1º turno da eleição presidencial de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 41% das intenções de voto, contra 35% do senador Flávio Bolsonaro (PL).

A vantagem de seis pontos percentuais mantém Lula numericamente à frente, repetindo o resultado da rodada anterior da pesquisa. Os demais candidatos testados aparecem com percentuais menores: Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) registram 4% cada; Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) têm 3% cada; Clariana Barão (DC), Leonardo Avalanche (PRTB) e Rui Costa Pimenta (PCO) pontuam 1% cada um.

pesquisa-pesquisas-pesquisa-eleitoral-eleicoes-eleicao-2026-presidente
Lula à esquerda, Renan Santos, Caiado e Flávio Bolsonaro à direita – Fotos: TVT News/ Reprodução Redes/ Agência Brasil / Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Por região, Lula tem melhor desempenho no Nordeste (48%), seguido pelo Norte (43%) e Sudeste (40%). Flávio Bolsonaro concentra seus melhores resultados no Sul (42%). No recorte por gênero, o petista lidera entre as mulheres com 44%, contra 31% do senador. A pesquisa foi realizada com 2.400 entrevistados em 658 municípios, entre 9 e 12 de agosto, com margem de erro de 2 pontos percentuais.

Qual o cenário de segundo turno na pesquisa PoderData

Em uma eventual disputa de 2º turno, o cenário se torna mais acirrado. Contra o senador Flávio Bolsonaro, Lula tem 46% das intenções de voto, contra 45% do adversário — empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos. Os votos brancos e nulos somam 8%, e apenas 1% dos entrevistados não sabe ou não respondeu.

O levantamento também simulou outros três cenários de segundo turno:

  • Lula x Ronaldo Caiado: Lula tem 45%, contra 44% do ex-governador de Goiás — novo empate técnico. Brancos e nulos são 10% e indecisos, 1%.
  • Lula x Romeu Zema: Lula marca 45% e Zema, 43% — também dentro da margem de erro. Brancos e nulos somam 10% e indecisos, 1%.
  • Lula x Renan Santos: o presidente aparece com 46% contra 37% de Santos — diferença fora da margem de erro. Nesse cenário, brancos e nulos chegam a 15% e indecisos a 2%.

Os dados indicam que, se a eleição for decidida no segundo turno, a disputa será extremamente equilibrada contra os principais nomes da oposição.

Chance de vitória de Lula no primeiro turno

Com 41% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno, Lula lidera a corrida presidencial com vantagem de seis pontos sobre Flávio Bolsonaro (35%). O percentual, no entanto, está distante dos 50% mais um necessário para vencer no primeiro turno, o que indica que a disputa deve ser decidida em uma eventual segunda rodada. A pesquisa não traz projeção de probabilidade de vitória já no primeiro turno.

Qual a metodologia da pesquisa PoderData

A pesquisa PoderData/Aya foi realizada com recursos próprios, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.400 entrevistas em 658 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-06868/2026.

TVT News não esquece: 3 meses do escândalo dos áudios de Flávio Bolsonaro para Vorcaro

Em 13 de maio, o cenário político brasileiro foi abalado por uma das mais contundentes revelações jornalísticas da década. O The Intercept Brasil publicou a reportagem que expôs a negociação direta entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse — cinebiografia sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Três meses depois, o escândalo Dark Horse não apenas se mantém em evidência como se multiplicou em desdobramentos judiciais, investigações da Polícia Federal, novas revelações que aprofundam o emaranhado de suspeitas em torno da relação entre a família Bolsonaro e o banqueiro preso.

O que começou como um áudio vazado transformou-se em um dos maiores casos de suspeita de corrupção e financiamento irregular da política brasileira contemporânea.

O nome de Vorcaro aparece ainda em outras investigações, enquanto Flávio Bolsonaro é alvo de apurações distintas, como a da CGU sobre uma emenda de R$ 4 milhões destinada ao Vasco da Gama

Documentos também indicam que US$ 2 milhões foram enviados pela Entre Investimentos ao Havengate Development Fund, estrutura administrada por pessoas ligadas ao advogado de Eduardo Bolsonaro nos EUA. Ao todo, US$ 10,6 milhões teriam chegado ao fundo..

O que é o escândalo Dark Horse e qual a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro

O escândalo Dark Horse tem como ponto de partida a reportagem “ÁUDIO: Flávio Bolsonaro negociou com Daniel Vorcaro  R$ 134 milhões”  para a produção do filme Dark Horse.

O áudio e as mensagens obtidas com exclusividade pelo The Intercept Brasil mostram Flávio Bolsonaro em diálogo direto com Vorcaro. Em 16 de novembro de 2025, o senador enviou ao banqueiro a seguinte mensagem: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”.

Um dia depois, Vorcaro foi preso enquanto tentava fugir do país por operar um esquema de fraude que gerou um rombo de R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). No dia seguinte, o Banco Central liquidou o Banco Master.

Segundo a reportagem do Intercept, documentos e mensagens indicam que pelo menos US 10,6milhões foram transferidos entre fevereiro e maio de 2025 em seis operações para financiar o projeto cinematográfico. Os registros incluem um cronograma de desembolso, comprovante bancário e cobranças relacionadas às parcelas.

O envolvimento de Vorcaro foi negociado diretamente por Flávio Bolsonaro, mas contou com outros perosnagens, como o irmão e deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o deputado federal Mario Frias (PL-SP), ex-secretário da Cultura no governo Bolsonaro.

O que Flávio temia: em áudio obtido pelo Intercept, o senador expressou preocupação com o fracasso do projeto: “Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel, num Cyrus [Nowrasteh, diretor do filme], os caras pô, renomadíssimos lá no cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim. Todo efeito positivo que a gente tem certeza que vai vir com esse filme pode ter o efeito elevado a menos um aí, cara.”

O financiamento chama atenção pelo tamanho. Documentos apontam custo declarado superior a R$ 75 milhões, enquanto a negociação com Vorcaro previa aproximadamente R$ 134 milhões. A Ancine também identificou irregularidades relacionadas à produção.

Flávio Bolsonaro amigão de Vorcaro do Banco Master

As revelações sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro vão muito além de um único encontro ou áudio. A investigação mostrou que os dois tiveram pelo menos dois encontros presenciais durante as negociações ligadas ao filme Dark Horse.

flavio-bolsonaro-negociou-com-daniel-vorcaro-do-banco-master-r$-134-milhoes-para-bancar-filme-sobre-jair-bolsonaro-tvt-news
Reprodução da conversa com o pedido de dinheiro de Flávio Bolsonaro para Daniel Vorcaro, do Banco Master, obtida pelo Intercet. Reprodução / Intercept

Encontros secretos e versões contraditórias

Até então, era conhecida apenas a reunião realizada no fim de novembro de 2025, quando Flávio Bolsonaro foi à residência de Vorcaro em São Paulo. O senador afirmou que o encontro tinha como objetivo “dar um ponto final” nas negociações. No entanto, o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, revelou que houve pelo menos outra reunião presencial entre os dois, ocorrida no primeiro semestre de 2025, em uma mansão alugada por Vorcaro em Brasília, sem testemunhas.

A versão de Flávio sobre o encontro em São Paulo também foi contestada. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, admitiu publicamente que o senador procurou Vorcaro após a prisão domiciliar do banqueiro para tentar garantir a continuidade do financiamento. Segundo Valdemar, Flávio foi “visitar depois para ver se conseguia o restante do dinheiro”.

A declaração de Valdemar contradiz frontalmente a versão anterior do próprio Flávio, que afirmou ter ido a São Paulo apenas para “botar um ponto final nessa história”.

Pressionou e priorizou: mensagens revelam empenho

Em 2 de junho de 2026, o Intercept Brasil publicou nova etapa da série Vaza Flávio, revelando que Vorcaro tratou os pagamentos do filme Dark Horse como prioridade absoluta após cobranças de Flávio.

As mensagens mostram que, em 20 de janeiro de 2025, o empresário Thiago Miranda — responsável por aproximar Flávio e Vorcaro — enviou uma mensagem ao banqueiro cobrando o primeiro aporte: “Cara, hoje é a data limite daquele primeiro aporte filme. Preciso acelerar. Estamos no laço.”.

Miranda encaminhou uma mensagem de Flávio pedindo que pressionasse o jurídico do investidor“Fala Thiago, te escrevo a pedido do pessoal do nosso filme pra vc dar um gás na resposta do jurídico do investidor”.

advogado-de-eduardo-bolsonaro-recebeu-milhoes-de-dolares-do-banco-master-mensagens-obtidas-pelo-jornal-the-intercept-reproducao-tvt-news
Mensagens obtidas pelo jornal The Intercept – Reprodução

No dia seguinte, Fabiano Zettel, cunhado e homem de confiança de Vorcaro, informou ao banqueiro que havia 55,5 milhões em pagamentos pendentes. Vorcaro perguntou se o filme estava incluído. A resposta foi negativa. Então o banqueiro determinou: “Esse é o mais importante disparado”, acrescentando que a operação “não pode falhar mais”.

Foto ao lado de capanga de Vorcaro

Em 30 de julho de 2026, Flávio Bolsonaro aparece em uma foto ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apelidado de “Sicário” — o homem encarregado por Vorcaro para praticar ameaças e ações violentas contra desafetos. A imagem teria sido tirada em 2022, em um hotel na zona sul do Rio de Janeiro.

dark-horse-sicario-vorcaro-flavio-bolsonaro-banco-master
Imagem passou por ferramentas de detecção que não apontaram uso de IA. Foto: Divulgação/ICL

Em nota, Flávio afirmou que “como figura pública e extremamente popular, recebe todos os dias pedidos de dezenas de pessoas pelas ruas para fotos” e disse que não conhece Sicário. A foto passou por cinco ferramentas de detecção de inteligência artificial e análise do InVID, sem que fossem encontrados indícios de manipulação. Mourão cometeu suicídio ao ser preso em março de 2026.

Relembre as investigações sobre o dinheiro que Flávio Bolsonaro pediu a Vorcaro

O dinheiro negociado entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse tornou-se alvo de múltiplas frentes de investigação.

PF avalia inclusão de Flávio na lista da Interpol

Em 30 de julho de 2026, a TVT News revelou que a Polícia Federal avalia pedir a inclusão do senador Flávio Bolsonaro na chamada difusão prateada da Interpol, mecanismo internacional criado para auxiliar na localização de bens e ativos relacionados a investigações criminais. A suspeita é de que os valores tenham sido integralmente remetidos ao exterior e, eventualmente, possam ter sido utilizados para uma finalidade diferente da apresentada inicialmente.

O inquérito foi autorizado pelo ministro André Mendonça, do STF, depois de a PF solicitar a abertura da investigação e a Procuradoria-Geral da República (PGR) considerar que havia elementos suficientes.

Fundo Havengate: o elo entre Vorcaro, Flávio e Eduardo Bolsonaro

Os recursos destinados ao filme Dark Horse seriam canalizados por meio do fundo Havengate, responsável pela estrutura financeira da produção. O fundo era controlado por Paulo Calixto, advogado ligado ao deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro.

A notícia-crime que pede a investigação de Flávio Bolsonaro foi protocolada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e busca apurar a ligação entre os recursos do Dark Horse, as investigações da Operação Compliance Zero (que apura suspeitas envolvendo o Banco Master) e a atuação internacional de Eduardo Bolsonaro.

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, definiu André Mendonça como relator do caso, seguindo parecer da área técnica e da PGR.

advogado-de-eduardo-bolsonaro-recebeu-milhoes-de-dolares-do-banco-master-comprovante-de-transferencia-mostra-que-2-milhoes-de-dolares-foram-transferidos-pela-entre-investimentos-e-participacoes-para-o-fundo-havengate-as-marcacoes-em-preto-foram-inseridas-pelo-intercept-para-nao-expor-codigos-e-informacoes-tecnicas-da-operacao-bancaria-foto-reproducao-tvt-news
Comprovante de transferência mostra que 2 milhões de dólares foram transferidos pela Entre Investimentos e Participações para o fundo Havengate. As marcações em preto foram inseridas pelo Intercept para não expor códigos e informações técnicas da operação bancária (Foto: Reprodução)

Fundo ligado a Vorcaro vendeu empreendimento inexistente

Investigações apontam que um fundo ligado a Daniel Vorcaro vendeu um empreendimento que, na realidade, não existia — mais um capítulo da teia de suspeitas que envolve o ex-banqueiro e sua relação com o financiamento do filme.

Flávio Bolsonaro visitou Vorcaro para ver se conseguia o restante do dinheiro

A declaração de Valdemar Costa Neto — de que Flávio foi a São Paulo “para ver se conseguia o restante do dinheiro” — aprofunda o desgaste político em torno da produção. O próprio Flávio havia negado inicialmente que Vorcaro tivesse injetado dinheiro na produção de Dark Horse, versão contestada após a divulgação dos áudios pelo Intercept.

Valores que Flávio pediu para Vorcaro são fora da realidade do cinema nacional

As planilhas indicam que o filme sobre Bolsonaro custou espantosos R$ 75 milhões, um valor que não encontra paralelo no mercado cinematográfico do país. Diante de tais cifras, a Agência Nacional do Cinema (Ancine) entrou no caso, viu irregularidade flagrante na estruturação financeira de Dark Horse e multou a produtora responsável.

Ancine vê irregularidade e multa produtora

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) identificou irregularidades na produção de Dark Horse e aplicou multa à produtora, aprofundando as suspeitas sobre a gestão dos recursos.

dark-horse-pf-estuda-abrir-inquerito-especifico-sobre-filme-de-bolsonaro-foco-principal-esta-em-cerca-de-r-61-milhoes-que-teriam-sido-transferidos-para-o-fundo-offshore-havengate-foto-divulgacao-tvt-news
PF deve investigar cerca de R$ 61 milhões que teriam sido transferidos para o fundo offshore Havengate, que financiou o filme “Dark Horse”. Foto: Divulgação

Filme Dark Horse custou R$ 75 milhões, segundo produtora

Ainda assim, o valor declarado permanece inferior aos R$ 134 milhões que teriam sido discutidos nas negociações entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro.

Ex-diretor da Globo diz que Vorcaro tinha mais poder em Dark Horse do que em “Ainda Estou Aqui”

A influência de Daniel Vorcaro no projeto Dark Horse foi tamanha que, segundo um ex-diretor da Globo, o banqueiro exercia mais poder sobre a produção do que a emissora teve sobre “Ainda Estou Aqui” — um dos filmes brasileiros de maior sucesso recente.

Os tentáculos de Vorcaro: a influência do banqueiro

A influência de Daniel Vorcaro não se limitou ao financiamento do filme Dark Horse. O ex-banqueiro do Banco Master estendeu seus tentáculos por diferentes esferas — da mídia ao Judiciário, da política à administração pública.

Léo Dias apagou matéria sobre Dark Horse após bronca de Vorcaro

O jornalista Léo Dias teria apagado uma matéria sobre Dark Horse após receber uma “bronca” de Vorcaro — evidência do poder de intimidação do banqueiro sobre veículos de imprensa.

Kassio Nunes suspende pesquisa que apontou queda de Flávio Bolsonaro

O ministro do STF, Kassio Nunes Marques, suspendeu uma pesquisa que apontava queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro após o vazamento das conversas com Vorcaro — movimento que gerou questionamentos sobre a independência do Judiciário.

Emenda de Flávio Bolsonaro ao Vasco é alvo da CGU

Uma emenda parlamentar de Flávio Bolsonaro destinada ao Club de Regatas Vasco da Gama tornou-se alvo de investigação da Controladoria-Geral da União (CGU), ampliando o escrutínio sobre o uso de recursos públicos pelo senador.

Emenda de Flávio Bolsonaro ao Vasco é alvo da CGU por suspeitas
Pedrinho, presidente do Vasco, com o candidato Flávio Bolsonaro: emenda do senador é alvo de investigação na CGU. Foto: Reprodução / Redes Sociais

PF: Vorcaro planejou agressão para calar jornalista

A Polícia Federal investiga se Daniel Vorcaro planejou uma agressão contra um jornalista para silenciá-lo — mais um capítulo da atuação violenta do banqueiro contra quem ousasse expor suas atividades.

Suspeitas que ainda não foram respondidas da relação de Vorcaro com bolsonaristas

Apesar de três meses de investigações, múltiplas perguntas sobre a relação entre Daniel Vorcaro e o bolsonarismo permanecem sem resposta.

Distrito Federal contratou ONG produtora de Dark Horse

O Distrito Federal contratou uma ONG ligada à produtora do filme Dark Horse — o que levanta suspeitas sobre o uso de dinheiro público para financiar indiretamente a produção.

dark-horse-flavio-bolsonaro-daniel-vorcaro-master
Mário Frias também está no centro do escândalo do filme de Bolsonaro. Foto: Divulgação

Polícia Civil investiga desvio de verbas para Dark Horse

A Polícia Civil realiza operações para apurar supostos desvios de verbas públicas destinadas a projetos que teriam relação com a produção de Dark Horse.

Produtora Dark Horse emitiu R$ 165 milhões em notas irregulares

A produtora Go Up Entertainment teria emitido R$ 165 milhões em notas fiscais irregulares, segundo investigações — valor que supera em muito o custo declarado do filme.

Mario Frias agradeceu Vorcaro por apoio a Dark Horse

O deputado Mario Frias, que dizia não ter “nenhum centavo” do Banco Master no filme, foi flagrado em áudio agradecendo a Vorcaro pelo apoio. Na gravação, Frias chama o banqueiro de “meu brother” e afirma que o filme “vai mexer com o coração de muita gente”.

ONG ligada a filme de Bolsonaro cobrava o dobro em contrato de Wi-Fi com a Prefeitura de SP

Uma ONG ligada à produção de Dark Horse cobrava o dobro do valor de mercado em um contrato de Wi-Fi com a Prefeitura de São Paulo — mais um indício de que o filme serviu como “infraestrutura econômica e política do bolsonarismo”, como avaliou o cientista político Paulo Niccoli Ramirez.

Três meses após os áudios, origem e destino dos recursos seguem sob apuração

Três meses após a revelação do áudio de Flávio Bolsonaro para Daniel Vorcaro, o escândalo Dark Horse deixou de ser apenas um caso de financiamento suspeito de um filme para se transformar em um emblema das conexões entre poder político, grandes finanças e suspeitas de corrupção que marcam a política brasileira contemporânea.

Enquanto as investigações avançam — da PF ao STF, da Interpol à CGU —, as perguntas sobre o destino dos R$ 61 milhões, o papel da família Bolsonaro e os tentáculos de Vorcaro continuam a exigir respostas que ainda não vieram.

O principal ponto ainda sem resposta é a destinação completa dos recursos: quanto efetivamente foi usado no filme, quem foram os beneficiários finais e se alguma parcela teve finalidade diferente da produção cinematográfica. Flávio Bolsonaro afirma que os recursos foram usados integralmente no filme.

flavio-bolsonaro-daniel-vorcaro-e-o-escandalo-dark-horse-3-meses-de-investigacoes-delacoes-e-suspeitas-nao-respondidas-tvt-news
Composição de imagens de Flávio Bolsonaro e reprodução de conversa com Vorcaro, do Banco Master divulgadas pelo The Intecetp Brasil – Imagens: Foto de Flávio Bolsonaro por Maura Martins/TV Brasil

Você também pode se interessar:

Leia também na TVT News

Lula lança campanha à reeleição no Estádio da Vila Euclides, berço do sindicalismo no ABC

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dará início oficial à sua campanha de reeleição em 16 de agosto de 2026, no Estádio 1º de Maio, na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SBC), a partir das 9h.

O lançamento da campanha na Vila Euclides tem site para confirmação de presença e credenciamento de imprensa.

A escolha do local, o berço político de Lula e do PT, resgata o espaço onde o líder sindical construiu sua trajetória política nas décadas de 1970 e 1980. O primeiro dia de campanha nas ruas, conforme o calendário eleitoral, terá como palco o mesmo chão que viu a emergência de um movimento operário que marcou a resistência à ditadura militar.

Confira a divulgação do PT sobre o lançamento da campanha na Vila Euclides

“O Estádio 1º de Maio, a histórica Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, foi escolhido para o lançamento da campanha de Lula em 2026. Não é só uma questão de local. É história, é memória, é o mesmo chão onde Lula se projetou como liderança sindical antes de virar liderança nacional”, afirma o presidente do Diretório do PT da Lapa, o sociólogo Pedro Alem Santinho.

onde-tudo-comecou-lula-inicia-campanha-na-vila-euclides-em-sbc
Site oficial do lançamento da campanha de Lula – Imagem: Reprodução

O que é Estádio da Vila Euclides

O Estádio 1º de Maio, popularmente conhecido como Estádio da Vila Euclides, está localizado em São Bernardo do Campo, no coração do ABC paulista. O espaço se tornou um símbolo da luta operária no Brasil. Durante o regime militar, o estádio chegou a carregar oficialmente o nome do general Costa e Silva, presidente do período mais duro da ditadura. Foi ali, porém, que os trabalhadores ressignificaram o lugar, transformando-o em tribuna para reivindicações por direitos e democracia.

O sociólogo Pedro Alem Santinho explica o contexto daquela época.

Em maio de 1978, os trabalhadores da fábrica da Scania entraram, bateram o cartão, vestiram o uniforme, mas não ligaram as máquinas. Aquele gesto simples tinha uma força enorme. As máquinas dependiam do trabalho humano. Quando os trabalhadores cruzaram os braços, mostraram que a produção, a riqueza e o funcionamento da sociedade dependiam deles.

A mobilização se espalhou pelas fábricas da Ford, Mercedes-Benz, Volkswagen e por dezenas de empresas do ABC. Em março de 1979, cerca de 200 mil metalúrgicos entraram em greve. A sede do sindicato não comportava mais as assembleias, e foi assim que os trabalhadores passaram a se reunir no Estádio de Vila Euclides, como registram o Instituto Lula e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Ali, sem grandes estruturas, sem palco adequado e, em alguns momentos, debaixo de chuva, Lula falava de cima de uma mesa para milhares de trabalhadores. Mas a importância da Vila Euclides não vem só dos discursos de uma liderança. Aquelas assembleias transformaram trabalhadores tratados apenas como mão de obra em sujeitos políticos, capazes de discutir salários, direitos, democracia e o futuro do país.

lula-80-anos-luiz-inacio-lula-da-silva-aniversario-presidente-lula-80-anos-de-lula-tvt-news
Foto: Acervo do Sindicato dos Metalúrgicos

O que aconteceu no Estádio da Vila Euclides, durante as greves do final dos anos 70

No final da década de 1970, o Brasil vivia sob uma ditadura militar. Não havia liberdade política plena, os sindicatos sofriam intervenção do governo e as greves eram duramente reprimidas. Os trabalhadores enfrentavam salários corroídos pela inflação, jornadas pesadas e pouca participação nas decisões que afetavam suas vidas.

Foi nesse contexto que os metalúrgicos do ABC começaram a se organizar. Em maio de 1978, trabalhadores da fábrica da Scania cruzaram os braços. A mobilização se espalhou pelas fábricas da Ford, Mercedes-Benz, Volkswagen e dezenas de outras empresas do ABC. Em março de 1979, cerca de 200 mil metalúrgicos entraram em greve.

A sede do sindicato não comportava mais as assembleias. Foi assim que os trabalhadores passaram a se reunir no Estádio da Vila Euclides. Ali, Lula falava para milhares de trabalhadores. O que tornou aquele lugar histórico foi a presença organizada dos trabalhadores.

Em 1980, a repressão aumentou. O sindicato sofreu intervenção, Lula e outras lideranças foram presos com base na Lei de Segurança Nacional. Mesmo assim, mais de cem mil pessoas foram às manifestações daquele período.

Ainda em 1979, o mesmo estádio foi palco do lançamento da “Carta de Princípios” do PT, na presença de 130 mil pessoas. Um ano depois, o partido foi fundado.

O que representa Lula lançar a campanha para presidente em no estádio 1° de maio

Lançar a campanha à reeleição na Vila Euclides não é uma escolha apenas geográfica. É a decisão de iniciar a disputa de 2026 onde a trajetória política de Lula nasceu.

Para integrantes da campanha, o objetivo é começar a campanha deste ano, que pode ser a última do presidente, onde tudo começou. O estádio que foi palco da resistência contra a ditadura e do nascimento do PT agora recebe o candidato à reeleição em um momento em que o país volta a enfrentar desafios democráticos.

lula-lanca-campanha-a-reeleicao-no-estadio-da-vila-euclides-berco-do-sindicalismo-no-abc-tvt-news
Lula, o metalúrgico. Presidente Lula recebe carteirinha de dirigente do Sindicato dos Metalúrgico do ABC, do atual presidente do sindicato. Foto: Ricardo Stuckert / PR

A escolha também tem peso eleitoral. O estado de São Paulo é um dos mais importantes na disputa presidencial, e Lula tem intensificado agendas na região para tentar diminuir a vantagem da direita. A convenção nacional do PT, que deve oficializar o nome de Lula como candidato, ocorre em 2 de agosto em São Paulo. O candidato a vice na chapa será o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB).

Onde fica o Estádio da Vila Euclides

O Estádio 1º de Maio está localizado na Vila Euclides, um bairro de São Bernardo do Campo, na região do ABC paulista. A cidade é um dos principais polos industriais do país e berço do movimento sindical que marcou a resistência à ditadura militar.

A campanha e a corrida que começam no estádio da Vila Euclides

O lançamento da campanha na Vila Euclides ocorre em um cenário eleitoral competitivo. Pesquisa Datafolha divulgada em julho aponta Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL) empatados em intenções de voto no estado de São Paulo. A campanha de Lula tem intensificado agendas no estado para reduzir a vantagem da direita.

Desde 2023, o governo Lula tem devolvido ao país políticas que o bolsonarismo tentou desmontar: a valorização real do salário mínimo, o fortalecimento do SUS depois de anos de sucateamento, a retomada de programas de habitação e transferência de renda, a reconstrução de uma política de proteção ao trabalhador.

Nenhuma dessas conquistas está garantida para sempre. Todas dependem de disputa permanente, inclusive nas urnas. É por isso que o lançamento da campanha de reeleição de Lula em 2026 vai acontecer justamente na Vila Euclides.

pesquisas-datafolha-atlasintel-e-quaest-atualizam-cenario-eleitoral-presidente-da-republica-luiz-inacio-lula-da-silva-durante-convencao-da-federacao-brasil-da-esperanca-tarifaco-em-artigo-no-washington-post-lula-critica-postura-dos-eua-brasil-nega-visto-para-servidores-dos-eua-que-queriam-monitorar-urnas-haddad-marina-silva-simone-tebet-presidente-lula-durante-posse-da-nova-diretoria-do-sindicato-dos-metalurgicos-do-abc-em-sao-bernardo-do-campo-sp-damasceno-foto-ricardo-stuckert-tvt-news
Presidente Lula e vice-presidente Alckminin com candidatas e candidatos da Federação Brasil da Esperança: soberania diante do tarifaço e interferência de Trump nas eleições brasileiras. Foto: Ricardo Stuckert

“Não é coincidência de calendário. É o mesmo território onde o povo aprendeu que direito não é presente de governante, é conquista que se defende organizada. A disputa de 2026 não é entre dois projetos de governo quaisquer. É entre quem foi condenado pelo próprio Supremo por tentar derrubar a democracia à força e quem defende que o povo continue decidindo, no voto, o destino do país”, afirma o sociólogo Pedro Alem Santinho

“Começar a campanha na Vila Euclides significa lembrar que direitos não foram dados de graça pelos poderosos, foram conquistados na organização, na solidariedade, na luta coletiva. E significa dizer que política não é propriedade dos ricos, dos grandes grupos econômicos, de quem usa o Estado para defender privilégio”, analisa o sociólogo.

“Em 1979, os trabalhadores entraram naquele estádio para defender salários e direitos, e acabaram ajudando a mudar a história do Brasil. Derrotar o bolsonarismo em 2026 não é sobre reeleger uma pessoa. É sobre repetir, na urna, o que os metalúrgicos do ABC fizeram quando pararam as máquinas: mostrar que o poder não é dos que tentam tomá-lo pela força, é do povo que se organiza para decidir seu próprio destino”, conclui o dirigente do PT.

Galeria de imagens de Lula no estádio 1° de maio

lula-80-anos-luiz-inacio-lula-da-silva-aniversario-presidente-lula-80-anos-de-lula-tvt-news
Foto: Acervo do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

Conheça todas as imagens das campanhas de Lula da história

Desde a primeira campanha de Lula para governador, até a atual identidade visual para as eleições 2026, veja todos os logos:

programa-de-governo-do-lula-para-2026-prioriza-emprego-sustentabilidade-e-justica-social-conheca-os-13-eixos-tvt-news
Todas as campanhas da história do Lula. Imagem: @arturenovato

Você também poderá se interessar:

>> Marielle faria 47 anos e encontro marca a data

>> Mercado reduz para 5,12% expectativa de inflação em 2026

>> Unesco reconhece Teatros da Amazônia como Patrimônio Mundial Cultural

Agenda do presidente: Lula participa da apresentação de dados sobre emprego formal

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa nesta quinta-feira, 13 de agosto, da apresentação de dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de junho/2026, fechando o primeiro semestre do ano. O indicador reúne empregos formais em carteira assinada e também os empregos no funcionalismo público. Saiba mais sobre o emprego formal no Brasil com a TVT News.

Os dados serão apresentados às 15h na sede do Ministério do Trabalho e Emprego, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participa, entre outras autoridades.

Apresentação de dados da RAIS – empregos formais

📅Data: 13 de agosto (quinta-feira)
⏰ Hora: 15h
📍 Local: Auditório do edifício-sede do Ministério do Trabalho e Emprego, bloco F, Esplanada dos Ministérios, Brasília/DF

Em junho, mercado de trabalho formal registrou crescimento de 3,6%

Impulsionado pelo serviço público, o trabalho formal cresceu em um ano no Brasil durante o atual governo Lula. No total, em relação a fevereiro de 2025, houve um aumento de mais de 2 milhões de vínculos

Empregos formais crescem em 2025. Taxa de ocupação é a melhor da série histórica. Em, 2025, 103 milhões de pessoas possuíam emprego. Em 2024, o número era de 101, 3 milhões. Foto: Ricardo Stuckert 

O mercado de trabalho formal brasileiro registrou crescimento de 3,6% em um ano e alcançou 62,2 milhões de vínculos ativos em fevereiro de 2026, segundo dados da nova Relação Anual de Informações Sociais (Rais) Mensalizada, divulgados nesta quarta-feira (24) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. 

O avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento do número de servidores públicos, que superou o ritmo de expansão dos empregos com carteira assinada.

O total representa acréscimo de 2,17 milhões de vínculos em relação a fevereiro de 2025. Do estoque registrado, 48 milhões eram trabalhadores celetistas e 13,8 milhões correspondiam a agentes públicos, incluindo servidores estatutários, contratados por tempo determinado e ocupantes de cargos em comissão.

credito-do-trabalhador-fornece-emprestimos-mais-baratos-com-garantia-do-fgts-presidente-lula-e-ministro-do-trabalho-luiz-marinho-durante-visita-a-linha-de-montagem-da-stellantis-betim-trabalhadores-clt-podem-pedir-credito-consignado-foto-ricardo-stuckert-pr-tvt-news-emprego-trabalho-formal
Presidente Lula e ministro do Trabalho, Luiz Marinho, durante visita à Linha de Montagem da Stellantis Betim Foto: Ricardo Stuckert/PR

Confira os destaques do último relatório apresentado em junho:

  • 62,2 milhões de vínculos formais em fevereiro de 2026;
  • +2,17 milhões de postos em 12 meses;
  • 13,8 milhões de agentes públicos;
  • 48 milhões de trabalhadores celetistas;
  • 3,6% de crescimento anual do emprego formal.

Brasil fecha o mês de junho com saldo positivo de 145.161 empregos

O Brasil fechou o mês de junho com saldo positivo de 145.161 empregos com carteira assinada, segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Mulheres ganham espaço

A participação feminina no emprego formal aumentou no período. O número de vínculos ocupados por mulheres chegou a 28,6 milhões em fevereiro, alta de 4,7% em relação ao ano anterior.

Entre os homens, o crescimento foi de 2,7%, alcançando 33,5 milhões de vínculos. Com isso, a participação das mulheres no mercado formal passou de 45,6% para 46,1%.

O levantamento também apontou crescimento mais forte entre trabalhadores indígenas, pretos e pardos, além de avanço expressivo entre jovens de 18 a 24 anos, que tiveram aumento de 1,21 milhão de vínculos em 12 meses.

Taxa de desemprego cai para 5,1% em 2025, o menor patamar da história-emprego-trabalho-formal
Desemprego é o menor da história do Brasil. Foto: Ricardo Stuckert / PR

Dados salariais

A massa salarial mensal passou de R$ 235,7 bilhões em janeiro de 2025 para R$ 240,7 bilhões em dezembro do mesmo ano, alta de 2,1%. A massa salarial engloba a soma de todos os rendimentos recebidos pelos trabalhadores em um determinado período.

A remuneração média mensal chegou a R$ 4.369 em dezembro de 2025, contra R$ 4.208,6 em fevereiro, aumento de 3,8%.

O setor de serviços concentrou a maior parcela da massa salarial, com cerca de R$ 155 bilhões no último mês analisado.

Você também pode se interessar:

Decreto regulamenta escolha do fornecedor de energia por consumidores de baixa tensão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta quarta-feira, 12 de agosto, quatro decretos que regulamentam medidas nos setores de energia e transição energética.

As normas tratam da abertura do mercado livre de energia para consumidores de baixa tensão, do marco legal do hidrogênio de baixa emissão de carbono, das atividades de captura e armazenamento geológico de carbono (CCS/CCUS) e do Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV). Saiba mais na TVT News.

O decreto que regulamenta a abertura do mercado de energia elétrica estabelece as regras para que consumidores atendidos em baixa tensão (inferior a 2,3 kV) — como pequenos estabelecimentos comerciais, propriedades rurais, indústrias de menor porte, hospitais e escolas — possam escolher livremente o fornecedor de energia elétrica.

De acordo com a Lei nº 15.269/2025, consumidores industriais e comerciais atendidos em baixa tensão poderão escolher de quem comprar energia a partir de 25 de novembro de 2027. Para os demais consumidores, incluindo os residenciais, a possibilidade estará disponível a partir de 25 de novembro de 2028.

decreto-regulamenta-escolha-do-fornecedor-de-energia-por-consumidores-de-baixa-tensao-tvt-news
Lula assinou decretos sobre o mercado livre de energia para consumidores de baixa tensão, do marco legal do hidrogênio de baixa emissão de carbono, das atividades de captura e armazenamento geológico de carbono e do Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação. Foto: Ricardo Stuckert

O decreto também estabelece as regras para a migração ao Ambiente de Contratação Livre (ACL), incluindo os requisitos para formalizar a opção e a representação por agentes varejistas. A regulamentação prevê ainda o Supridor de Última Instância (SUI), responsável por garantir o fornecimento de energia caso o fornecedor escolhido pelo consumidor deixe de prestar o serviço.

Até 31 de dezembro de 2030, a função de Supridor de Última Instância será exercida pelas distribuidoras de energia elétrica. Depois desse período, outros agentes poderão desempenhar a atividade, conforme regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A agência também será responsável por disciplinar a transição entre os ambientes regulado e livre, com regras sobre informação e proteção ao consumidor, comparação de ofertas e migração entre os modelos de contratação.

>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp

Energia limpa: Hidrogênio de baixa emissão

Outro decreto assinado regulamenta a Política Nacional do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono. O normativo operacionaliza instrumentos de governança, certificação, incentivos fiscais e estímulo a investimentos, além de estabelecer as bases para o Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2) e o Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (PHBC).

O decreto prevê a estruturação do Sistema Brasileiro de Certificação de Hidrogênio (SBCH2), com a definição da governança e das atribuições da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). O sistema também estabelece diretrizes para a certificação com base na análise do ciclo de vida, alinhadas às melhores práticas internacionais.

A certificação tem como objetivo comprovar o desempenho ambiental do hidrogênio, especialmente em comparação com combustíveis ou insumos substitutos. Com base em critérios técnicos e metodologias padronizadas, ela permite mensurar as emissões de gases de efeito estufa ao longo do ciclo de vida do produto, desde a extração da matéria-prima até o consumo.

Dessa forma, o SBCH2 amplia a transparência do mercado, facilita o comércio internacional, reduz assimetrias de informação e fortalece a confiança entre produtores, consumidores e órgãos reguladores. O sistema também prevê mecanismos de rastreabilidade dos certificados e medidas para evitar dupla contagem das reduções de emissão, além de buscar compatibilidade com padrões internacionais de certificação.

Segundo estimativas do Ministério de Minas e Energia (MME), o Brasil tem potencial técnico para produzir até 1,8 gigatonelada de hidrogênio de baixa emissão de carbono por ano.

Já foram apresentados mais de US$ 290 bilhões de investimentos privados em projetos anunciados em 18 estados brasileiros. Esses projetos estão em diferentes etapas de desenvolvimento, desde pesquisas e testes em escala piloto até iniciativas industriais em fase de análise de viabilidade técnica e econômica.

Nesse contexto, o Plano de Trabalho Trienal 2023–2025 identificou 65 ações voltadas à consolidação da cadeia de hidrogênio de baixa emissão de carbono.

Captura e Armazenamento de carbono

Outro decreto estabelece as condições para as atividades de captura, transporte por dutos e estocagem geológica de dióxido de carbono (CCS/CCUS) no Brasil.

A norma regulamenta os artigos 26 a 29 da Lei nº 14.993/2024 (Lei do Combustível do Futuro), criando o marco regulatório para o desenvolvimento da atividade, com foco na segurança ambiental e operacional, na descarbonização da indústria e na expansão de tecnologias de baixo carbono.

O texto disciplina que as atividades dependerão de autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em duas etapas — pesquisa e avaliação da área de armazenamento e operação — e prevê regras para monitoramento e encerramento das atividades.

Também determina que o MME, com apoio da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), elabore um plano nacional de infraestrutura para orientar a implantação de áreas de captura, transporte e armazenamento geológico de carbono, com revisão a cada dois anos.

A regulamentação incentiva o compartilhamento de infraestrutura entre diferentes projetos, com regras de livre acesso, transparência e não discriminação, favorecendo a formação de hubs multiusuários. O decreto também reconhece diferentes rotas tecnológicas de captura e armazenamento de carbono e estabelece que o encerramento das operações somente poderá ocorrer após a comprovação da estabilidade do carbono armazenado, com monitoramento mínimo de 20 anos.

Com a medida, o Brasil passa a contar com um ambiente regulatório voltado à ampliação da segurança jurídica e da previsibilidade para investimentos em tecnologias de captura e armazenamento de carbono. O decreto contribui para o desenvolvimento de uma nova cadeia industrial de baixo carbono e apoiar a redução das emissões de gases de efeito estufa.

Energia sustentável : combustível sustentável de aviação

O quarto decreto regulamenta o Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV), previsto na Lei do Combustível do Futuro. A norma estabelece as regras para a produção, certificação, comercialização, rastreabilidade e o cumprimento das metas de redução de emissões pelo setor aéreo.

Entre as medidas previstas estão a adoção de metas graduais de redução das emissões de gases de efeito estufa na aviação doméstica, que terão início em 2027 e alcançarão 10% em 2037. O decreto também institui o Programa Nacional de Certificação do Combustível Sustentável de Aviação (Sustainable Aviation Fuel – SAF), com regras para certificação obrigatória do combustível produzido no Brasil ou importado, assegurando a rastreabilidade e a integridade ambiental do produto ao longo de toda a cadeia.

Outra medida é a criação do Certificado de Sustentabilidade do SAF (CS-SAF), baseado na metodologia Book & Claim, que permite negociar separadamente o atributo ambiental do combustível sustentável de aviação do seu volume físico. O mecanismo amplia a viabilidade logística do SAF, facilita sua utilização em aeroportos de todo o país e estabelece um sistema seguro para registro, rastreabilidade e comprovação das reduções de emissões. Com essa regulamentação, o Brasil torna-se o primeiro país do mundo a adotar o modelo Book & Claim como base de uma política pública para o setor.

O decreto também fortalece a segurança jurídica para o desenvolvimento do mercado brasileiro de SAF e alinha o país às principais iniciativas internacionais voltadas à descarbonização da aviação civil. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) terão prazo de 240 dias para editar as normas complementares necessárias à operacionalização do programa.

A partir da norma, a produção nacional poderá alcançar 2,1 bilhões de litros por ano em 2030 e 3,6 bilhões de litros em 2035. Apenas o ProBioQAV tem potencial para evitar a emissão de mais de 8 milhões de toneladas de CO₂ ao longo de dez anos, enquanto a produção total de SAF poderá reduzir as emissões até 7,4 milhões de toneladas de CO₂ por ano.

Com Secom

Você também pode se interessar:

Eleitores independentes aprovam postura de Lula no caso Lulinha, afirma Instituto DX

A décima terceira rodada do Instituto DX com eleitores independentes mostra que a postura adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante das investigações envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, foi avaliada de forma positiva pelos participantes. Leia em TVT News.

O levantamento indica, porém, que a aprovação da conduta do presidente não significa que as suspeitas tenham sido descartadas. O grupo mantém desconfiança sobre possíveis favorecimentos, mas considera adequada a defesa pública de Lula de que a Polícia Federal deve investigar os fatos e responsabilizar eventuais envolvidos.

A pesquisa qualitativa ouviu eleitores chamados pelo Instituto DX de “pendulares”, pessoas que não apresentam uma decisão consolidada para a disputa presidencial de 2026. Segundo o levantamento, esse público acompanha os acontecimentos políticos de forma comparativa e tende a avaliar candidatos a partir de postura, confiança, propostas, comportamento e percepção de risco.

Nesta rodada, as investigações envolvendo Lulinha e suspeitas relacionadas a Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, ocuparam parte relevante das discussões. O conhecimento sobre os casos, contudo, apareceu de maneira ainda difusa. Os participantes demonstraram ter visto ou ouvido notícias sobre as investigações, mas poucos relataram domínio sobre detalhes dos inquéritos ou dos fatos investigados.

Esse baixo nível de informação deixa espaço para interpretações diferentes. Parte dos participantes considera possível que a Polícia Federal esteja agindo de maneira mais lenta por causa do calendário eleitoral. A percepção não aparece necessariamente como uma acusação de ilegalidade comprovada, mas como uma desconfiança sobre a influência que o período eleitoral poderia exercer sobre a velocidade das investigações.

Postura de Lula, para eleitores, pareceu adequada

Mesmo nesse cenário, a maneira como Lula se posicionou foi considerada adequada. Para os eleitores ouvidos, o presidente adotou uma linguagem compatível com o cargo ao afirmar que, caso haja responsabilidade por crimes, o filho deve responder pelos próprios atos.

A avaliação positiva está associada também à comparação com Jair Bolsonaro. Os participantes consideram que Lula demonstra maior controle sobre as próprias declarações e capacidade de administrar crises politicamente. O grupo reconhece que pode existir cálculo eleitoral por trás da manifestação pública do presidente, mas entende que, diante do cargo que ocupa, a postura institucional é mais importante.

O levantamento aponta, portanto, uma distinção entre a fala pública de Lula e a confiança sobre aquilo que pode ocorrer nos bastidores. Alguns participantes disseram acreditar que um pai pode tentar proteger o próprio filho, mas ressaltaram que isso não deveria interferir na atuação das instituições.

Para esse eleitorado, a melhor estratégia de Lula seria manter a mesma linha: defender a autonomia da Polícia Federal, evitar interferências e não prolongar excessivamente o assunto. A percepção é de que explicações em excesso poderiam aumentar a desconfiança, enquanto uma postura serena e institucional ajuda a conter o desgaste.

lula-participa-do-podcast-inteligencia-ltda-nesta-quinta-30-lula-vai-falar-sobre-o-brasil-e-sobre-a-vida-da-populacao-foto-ricardo-stuckert-pr-tvt-news
Lula tratou do caso do filho no Podcast Inteligência Ltda. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Lulinha gera ruído, mas não rompe confiança em relação a Lula

As investigações envolvendo Lulinha representam uma vulnerabilidade para Lula, principalmente porque ampliam a cobrança sobre as pessoas que fazem parte de seu círculo próximo. O problema identificado pelos participantes não é necessariamente a atribuição de responsabilidade direta ao presidente, mas a sucessão de episódios envolvendo pessoas próximas a ele.

O caso de Marcola reforça essa preocupação. Os participantes consideraram adequada a decisão de afastar o ex-assessor e defender a investigação, mas também questionaram até que ponto Lula consegue controlar ou acompanhar a atuação de pessoas que integram seu entorno.

A avaliação sobre o caso do Lulinha segue lógica semelhante. Os eleitores ouvidos entendem que parentes e pessoas próximas ao presidente precisam responder individualmente por eventuais irregularidades. Ao mesmo tempo, consideram que a repetição de episódios envolvendo integrantes do entorno pode afetar a imagem do governo.

A comparação com outros casos de corrupção também aparece no levantamento. Os participantes colocam de um lado as suspeitas envolvendo Lulinha e pessoas ligadas ao caso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e, de outro, as acusações e suspeitas relacionadas ao Banco Master, ao empresário Daniel Vorcaro e a Flávio Bolsonaro.

Na percepção dos entrevistados, o caso Master continua produzindo maior desgaste para Flávio Bolsonaro. O motivo apontado é a percepção de maior proximidade do senador com o episódio, além da dimensão financeira atribuída ao caso e das dúvidas sobre suas explicações públicas.

O caso envolvendo o INSS, por sua vez, apresenta outro componente moral. A possível existência de irregularidades que afetem aposentados e idosos é vista como especialmente sensível. Ainda assim, os participantes consideram que, até o momento testado pelo Instituto DX, a ligação entre Lula e os fatos investigados aparece mais distante do que a relação percebida entre Flávio e o caso Master.

Flávio enfrenta desgaste entre os eleitores pendulares

brasil-rebaixa-relacao-com-argentina-apos-novos-ataques-de-milei-novas-manifestacoes-demonstraram-que-nao-havia-qualquer-sinal-de-distensao-diplomatica-foto-beto-barata-pl-tvt-news
Extrema direita se une para interferir nas eleições brasileiras. Foto: Beto Barata/PL

A avaliação do cenário eleitoral também favorece Lula no recorte analisado pelo Instituto DX. A maioria dos participantes demonstrou inclinação pelo atual presidente, mas a pesquisa indica que isso ocorre principalmente por comparação com Flávio Bolsonaro, e não por uma adesão política irrestrita ao petista.

O desejo de mudança permanece presente. Entretanto, os eleitores ouvidos demonstram dificuldade em transformar essa vontade em confiança na candidatura de Flávio.

O senador é descrito no levantamento como um candidato cercado por controvérsias, com dificuldade para apresentar propostas reconhecidas pelo público e para construir alianças. O isolamento político também é interpretado como sinal de fragilidade eleitoral.

A escolha de Alfredo Gaspar para ocupar a vice-presidência na chapa aparece como outro fator negativo. Entre os participantes, a indicação provocou forte reação por causa da denúncia mencionada no material do Instituto DX. A percepção de incoerência com o discurso bolsonarista de defesa da família aumentou o desgaste.

Michelle Bolsonaro é apontada pelos participantes como uma alternativa eleitoralmente mais forte para a vice. A ex-primeira-dama é associada a maior capacidade de diálogo com mulheres e evangélicos. Ao mesmo tempo, os entrevistados consideram pouco provável uma composição desse tipo, devido ao desgaste percebido na relação entre Michelle e Flávio e à avaliação de que ela possui força política própria.

O levantamento também registra uma avaliação negativa sobre a ausência de propostas identificadas na candidatura de Flávio. Para os eleitores pendulares, o desejo de mudança não basta para definir o voto. É necessário que a alternativa à situação atual seja percebida como segura, previsível e capaz de apresentar um programa de governo.

Escala 6×1 aparece como tema de maior conexão social

lula-fim-da-escala-6-x-1
Fim da escala 6×1 é prioridade do governo Lula. Foto: Ricardo Stuckert

Enquanto os casos de corrupção e as disputas eleitorais dominaram o noticiário analisado pelo Instituto DX, a proposta de acabar com a escala 6×1 surgiu como uma das pautas com maior capacidade de mobilização entre os participantes.

A discussão é associada diretamente ao cotidiano dos trabalhadores, à redução do tempo dedicado ao trabalho e à melhoria da qualidade de vida. Diferentemente de debates sobre alianças ou acusações políticas, a proposta é percebida como uma medida concreta, com impacto direto na vida de milhões de pessoas.

Os participantes cobraram maior atuação de Lula em relação ao tema e defenderam pressão sobre o Senado para acelerar a tramitação da proposta. A avaliação registrada pelo Instituto DX é de que a demora pode se transformar em um problema político para o governo, mas também em oportunidade para que Lula apresente o fim da escala 6×1 como compromisso de campanha.

A agenda social do governo, entretanto, perdeu espaço no noticiário recente. Segundo os participantes, anúncios de políticas públicas e medidas voltadas à população ficaram em segundo plano diante das notícias sobre corrupção, disputas familiares no campo bolsonarista e tensões entre Brasil e Estados Unidos.

Esse cenário produz uma cobrança para que Lula retome a comunicação sobre políticas internas sem abandonar a atuação internacional.

Voto segue aberto entre os eleitores pendulares

A principal conclusão da rodada é que a disputa permanece baseada em comparação. Os participantes não demonstram confiança absoluta em Lula, mas avaliam sua postura como mais adequada diante das crises recentes.

No caso de Lulinha, a fala do presidente reduziu o impacto negativo das investigações porque foi interpretada como uma defesa da autonomia das instituições. A avaliação pode mudar, segundo o próprio levantamento, caso surjam evidências de interferência, proteção ou favorecimento.

Para Flávio, por outro lado, a dificuldade está em converter o desejo de mudança em confiança. As controvérsias relacionadas ao Banco Master, o isolamento político, a escolha do vice e a falta de propostas reconhecidas pelos participantes ampliam a percepção de risco.

O Instituto DX ressalta que o eleitor pendular não se mostra simplesmente contrário à política. Esse público continua atento a propostas relacionadas ao trabalho, à qualidade de vida e às políticas sociais, mas também cobra coerência, responsabilidade e previsibilidade dos candidatos.

Nesse cenário, Lula aparece à frente na inclinação de voto entre os participantes da rodada, principalmente por ser percebido como mais experiente, institucional e preparado para administrar crises. Flávio permanece como alternativa para quem prioriza a ideia de mudança, mas essa preferência aparece acompanhada de maior insegurança sobre sua capacidade de governar.

Os resultados, portanto, indicam que as investigações envolvendo Lulinha produziram ruído sobre Lula, mas não foram suficientes, no grupo analisado, para alterar de maneira significativa a vantagem comparativa do presidente. A questão que permanece aberta é se novos fatos sobre o caso ou sobre integrantes do entorno de Lula poderão transformar a desconfiança atual em uma avaliação mais negativa.

Para os eleitores pendulares ouvidos pelo Instituto DX, a disputa de 2026 continua menos definida por identificação partidária e mais pela comparação entre confiança, postura, propostas e riscos associados a cada candidatura.

Leia também:

Últimas notícias da TVT News