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Da Redação

Lula anuncia Teresa Leitão (PT-PE) como líder do governo no Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu a senadora Teresa Leitão (PT-PE) para assumir a liderança do governo no Senado, em substituição a Jaques Wagner (PT-BA).

O senador entregou o cargo nesta quarta-feira (24), em meio a investigação conduzida pela Polícia Federal relacionada ao escândalo do Banco Master.

Em nova fase da Operação Compliance Zero deflagrada na semana passada, Wagner foi alvo de mandado de busca e apreensão em endereços ligados a ele. Nos locais foram localizados 55 mil dólares e 33 mil euros – que totalizam cerca de 470 mil reais na cotação atual.

Também foram alvos Augusto Lima e o sobrinho de Jaques Wagner, Eduardo Sodré Martins, secretário no governo Jerônimo Rodrigues (PT-BA).

Em suas redes sociais, o senador afirmou que a prioridade absoluta agora é provar sua inocência e se dedicar a reeleger Lula e o governador Jerônimo Rodrigues, além de sua reeleição ao lado de Rui Costa para o Senado.

Senador comenta nova fase da Compliance Zero em entrevista

O senador também se manifestou na quinta-feira (18) em entrevista exclusiva à BandNews TV. O líder do Governo no Senado e alvo da nona fase da Operação Compliance Zero afirmou não estar envolvido nas supostas irregularidades investigadas pela Polícia Federal.

A entrevista ocorreu nos estúdios da Band Bahia, conduzida pelos jornalistas Victor Pinto e Paula Valdez.

Na entrevista, o senador afirmou que os 55 mil dólares e 33 mil euros apreendidos pela PF em endereços ligados a ele são referentes a diárias pagas pelo Senado. Parte dos valores teriam sido adquiridos por Wagner durante viagens ao exterior.

Em entrevista à Band News no mesmo dia, Wagner negou irregularidades e afirmou estar “absolutamente tranquilo” em relação à investigação.

A Polícia Federal acusa Jaques Wagner de ter recebido vantagens do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.

Relembre o caso do Banco Master

No final de 2025, a Polícia Federal deflagrou a primeira etapa da Operação Compliance Zero, que culminou na prisão do ex-CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro. A partir daí, veio à tona uma série de irregularidades cometidas pela instituição. Outras seis pessoas, além do banqueiro, também foram alvos de mandados de prisão, além do cumprimento de 25 mandados de busca e apreensão.

Vorcaro teve sua prisão revogada pouco tempo depois, mas voltou a ser preso em 4 de março. O caso teve desdobramentos no Supremo Tribunal Federal, quando o então relator, Dias Toffoli, declarou sua suspeição em 11 de março, após a divulgação de que era sócio de uma empresa que vendeu, a fundos ligados a Vorcaro, parte de um resort no interior do Paraná. O ministro André Mendonça assumiu a relatoria do processo.

Além de Vorcaro, outras figuras surgiram nas investigações como parte de um esquema que inflava o valor de ativos financeiros para atrair mais clientes ao banco por meio de CDBs (Certificados de Depósito Bancário), um tipo de investimento popular, com rentabilidade pré-definida e garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), sendo, em geral, considerado seguro.

Desde que adquiriu o Banco Master (antigo Máxima), em 2019, Vorcaro elevou os ativos do conglomerado de R$ 3,7 bilhões para R$ 82 bilhões em 2024.

Para isso, segundo as investigações, o banco teria maquiado números para manter sua base de clientes — cerca de 1,6 milhão — enquanto comprometia sua liquidez real, ou seja, os recursos disponíveis para ressarcir investidores.

Toda essa movimentação mascarava a origem dos recursos provenientes do banco de Vorcaro que, após diversas transações, retornavam ao sistema e eram reinvestidos em CDBs no próprio Banco Master.

Seis fundos da Reag foram considerados suspeitos pelo Banco Central, com patrimônio total de R$ 102,4 bilhões, o que também culminou em sua liquidação em janeiro deste ano.

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Itamaraty acusa “traidores da Pátria” por tarifaço de Trump e reforça que governo brasileiro atuou contra sanções dos EUA

O Ministério das Relações Exteriores divulgou na manhã desta quinta-feira (25) uma manifestação pública nas redes sociais em que atribui a origem do tarifaço anunciado pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros à atuação de setores políticos ligados ao bolsonarismo junto ao governo do presidente Donald Trump. Leia em TVT News.

Na publicação, o Itamaraty afirma que “os traidores da Pátria não conseguirão reescrever a história” e sustenta que a investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos teve origem em uma tentativa de interferência externa em assuntos internos do Brasil, especialmente em temas relacionados ao Poder Judiciário.

A manifestação ocorre em meio ao agravamento da disputa comercial entre Brasília e Washington e poucos dias após a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo relacionado à articulação do tarifaço norte-americano.

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Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o governo brasileiro participou ativamente de todas as etapas da investigação aberta pelos Estados Unidos e apresentou argumentos técnicos para contestar as acusações formuladas pela gestão Trump.

O governo brasileiro tem participado ativamente nessa investigação pelos canais diretos de interlocução entre governos”, afirmou o Itamaraty.

A nota também destaca que o Brasil apresentou duas defesas formais por escrito e realizou consultas governamentais em Washington com uma delegação de alto nível para demonstrar que as políticas brasileiras não prejudicam o comércio com os Estados Unidos.

Ao final da publicação, o ministério faz uma crítica direta aos responsáveis pela articulação das medidas comerciais.

O que os traidores da Pátria devem ao Brasil é um pedido de desculpas pelas tarifas e pelos prejuízos causados a milhares de brasileiros”, declarou o órgão.

Como surgiu o tarifaço de Trump contra o Brasil

A atual crise comercial entre Brasil e Estados Unidos ganhou força após a abertura de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo frequentemente utilizado por Washington para justificar medidas unilaterais contra parceiros comerciais.

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Em 2 de junho deste ano, o governo Trump anunciou a possibilidade de impor tarifas adicionais de 25% sobre uma ampla lista de produtos brasileiros.

A medida foi apresentada após encontro realizado na Casa Branca entre Trumo, Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro.

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Após encontro com Flávio e Eduardo, Trump anunciou tarifaço contra o Brasil – Foto: Divulgação

Ao comentar o episódio, Lula afirmou que as conversas entre os dois governos avançavam após uma reunião bilateral realizada com Trump.

Depois do sucesso da minha visita com o Trump (…) o bolsonarismo ficou muito bravo. O que aconteceu? Eles foram lá”, declarou o presidente em evento realizado no Instituto Federal Goiano.

O governo brasileiro passou então a sustentar que o tarifaço foi impulsionado por interesses políticos ligados ao bolsonarismo e não por razões econômicas objetivas.

O que os Estados Unidos alegam

O relatório elaborado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) apresenta críticas a diversas políticas brasileiras para justificar tarifaço.

Um dos principais alvos do documento é o Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado e operado pelo Banco Central.

As autoridades norte-americanas afirmam que o modelo brasileiro favoreceria uma plataforma pública em detrimento de empresas privadas de tecnologia financeira.

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O relatório também questiona decisões judiciais brasileiras envolvendo plataformas digitais norte-americanas, acordos tarifários firmados pelo Brasil com países como México e Índia, políticas ambientais relacionadas ao combate ao desmatamento e até decisões do Supremo Tribunal Federal envolvendo a Operação Lava Jato.

O documento chega a citar a anulação de sentenças da operação pelo STF como um dos elementos utilizados para justificar a investigação comercial.

Para o governo brasileiro, porém, a inclusão de temas judiciais internos demonstra o caráter político da iniciativa.

Governo Lula reagiu com indignação

Quando o relatório preliminar foi divulgado, o Palácio do Planalto publicou uma nota classificando o tarifaço como injustificável.

Segundo o governo, os Estados Unidos acumulam superávits comerciais expressivos na relação bilateral e não possuem fundamento econômico para impor sanções ao Brasil.

O documento destacou que, entre 2011 e 2025, os norte-americanos registraram superávit superior a US$ 424 bilhões no comércio de bens e serviços com o Brasil.

O governo também saiu em defesa do Pix, classificando o sistema como uma infraestrutura pública que beneficia milhões de brasileiros.

O Pix é infraestrutura pública e gratuita de pagamentos instantâneos”, afirmou o Planalto.

Na ocasião, a nota oficial já associava a investigação à atuação da família Bolsonaro junto a autoridades dos Estados Unidos.

A investigação teve início por provocação da família Bolsonaro e está associada à tentativa de ingerência em temas internos do nosso país”, declarou o governo federal.

Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo STF

Nest mês, no dia 16 de junho, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou por unanimidade o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo do tarifaço.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, Eduardo atuou junto ao governo norte-americano para estimular medidas de pressão econômica contra o Brasil, o tarifaço, com o objetivo de beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado no processo da trama golpista.

A acusação sustenta que o ex-deputado buscou incentivar sanções econômicas, restrições diplomáticas e medidas contra ministros do STF.

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No julgamento, os quatro ministros da Primeira Turma acompanharam o voto do relator Alexandre de Moraes.

A PGR argumentou que a estratégia adotada por Eduardo produziu consequências concretas para a economia brasileira.

A estratégia criminosa culminou em prejuízos concretos a diversos setores produtivos onerados pelas sobretarifas norte-americanas, alcançando trabalhadores vinculados a essas cadeias econômicas”, afirmou a Procuradoria.

A condenação representou um marco jurídico importante no debate sobre a responsabilidade política pelas tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos.

Lula levou discussão ao G7

Em paralelo às negociações bilaterais, Lula buscou ampliar a pressão internacional contra as medidas adotadas pela gestão Trump.

Durante participação na cúpula do G7, realizada na França entre os dias 15 e 17 de junho, o presidente brasileiro defendeu o multilateralismo e criticou o avanço de práticas protecionistas.

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A estratégia do governo consistiu em dialogar com líderes europeus para reforçar a defesa de regras internacionais estáveis de comércio e ampliar o isolamento diplomático da política tarifária norte-americana.

O Planalto passou a tratar o tarifaço não apenas como uma questão econômica, mas também como um tema relacionado à soberania nacional.

Nos bastidores do governo, a avaliação é que a utilização de mecanismos comerciais para pressionar instituições brasileiras representa uma tentativa de interferência em assuntos internos do país.

Impactos do tarifaço para trabalhadores e setores produtivos

Embora diversos produtos tenham sido excluídos da sobretaxa anunciada pelos Estados Unidos, como carnes, café, frutas, aeronaves e insumos farmacêuticos, a ameaça de novas barreiras comerciais gera preocupação em setores exportadores.

Empresários e trabalhadores ligados às cadeias produtivas dependentes do mercado norte-americano acompanham com atenção o andamento da investigação da Seção 301.

O governo brasileiro argumenta que medidas desse tipo podem afetar empregos, investimentos e renda em diversos segmentos da economia nacional.

Por isso, Brasília mantém negociações diplomáticas para evitar a implementação definitiva das tarifas, ao mesmo tempo em que prepara eventuais respostas com base na Lei da Reciprocidade aprovada pelo Congresso Nacional.

Publicação do Itamaraty

A seguir, a íntegra da manifestação divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores nesta quinta-feira (25):

“Investigação da 301 e tarifas contra o Brasil

Os traidores da Pátria não conseguirão reescrever a história. O Brasil sabe que o tarifaço tem sua origem em uma tentativa de interferência externa na justiça brasileira.

As audiências públicas da Seção 301 nos Estados Unidos são espaço de atuação do setor privado e da sociedade civil. Outros importantes parceiros comerciais dos Estados Unidos, como China e União Europeia, tampouco enviam representantes às audiências públicas.

O governo brasileiro tem participado ativamente nessa investigação pelos canais diretos de interlocução entre governos, desde sua abertura em 15 de julho de 2025.

Apresentou duas defesas escritas demonstrando que as políticas brasileiras não prejudicam o comércio com os Estados Unidos e realizou reunião de consultas governamentais com os EUA, em Washington, com delegação de alto nível.

O que os traidores da Pátria devem ao Brasil é um pedido de desculpas pelas tarifas e pelos prejuízos causados a milhares de brasileiros.”

Acionistas da Americanas são alvo de operação da PF

De acordo com apuração de veículos de imprensa, Paulo Alberto Lemann, filho do bilionário Jorge Paulo Lemann, — um dos acionistas de referência da Americanas —, Carlos Alberto da Veiga Sicupira, Eduardo Saggioro Garcia e outros nomes ligados a instituições financeiras são alvos da operação da PF.

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram, na manhã desta quinta-feira (25), a segunda fase da Operação Disclosure, para aprofundar as investigações sobre supostas fraudes contábeis estimadas em aproximadamente R$ 54 bilhões.

Em nota, a corporação informou que estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão, incluindo buscas pessoais, nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo.

A 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro também determinou o sequestro de bens e valores em nome dos investigados até o limite de R$ 54 bilhões.

“Segundo as investigações, os suspeitos teriam conhecimento de supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de anos, relacionadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) supostamente contabilizados sem lastro econômico”, informou a PF.

Ainda de acordo com a nota, as apurações apontam indícios dos crimes de manipulação de mercado e associação criminosa.

Entenda o caso Americanas

A primeira fase da Operação Disclosure foi deflagrada em junho de 2024, quando policiais federais cumpriram dois mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão contra ex-diretores da empresa Americanas. Também foram cumpridos o sequestro de bens e valores que somavam mais de R$ 500 milhões.

À época, a PF informou que as investigações tiveram a colaboração da atual diretoria da empresa. Os policiais apuraram que os então diretores da Americanas praticaram fraudes contábeis relacionadas a operações de risco sacado, que consiste numa operação na qual a varejista consegue antecipar o pagamento a fornecedores por meio de empréstimo junto aos bancos.

As investigações também constataram “fraudes envolvendo contratos de verba de propaganda cooperada (VPC), que consistem em incentivos comerciais que geralmente são utilizados no setor, mas no presente caso eram contabilizadas VPCs que nunca existiram”, informou a corporação.

Ainda em 2024, as notícias envolvendo a operação que mirou a antiga cúpula do Grupo Americanas trouxeram à tona desafios e limites da regulamentação do mercado financeiro no país, conforme avaliação de especialistas ouvidos pela Agência Brasil e do próprio órgão regulador estatal, que reconhecem fatores que impedem o melhor acompanhamento de balanços contábeis e governanças de grandes companhias.

Entre os aspectos apontados pelos entrevistados estão a necessidade de um equilíbrio entre regulamentação estatal e do próprio mercado; conflitos de interesses que minam a autorregulação; sofisticação de fraudes empresariais, com um “time” estruturado para manipular dados; e orçamento inadequado e falta de pessoal no quadro de funcionários do órgão regulador estatal.

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Michelle Bolsonaro publica vídeo criticando Flávio e amplia sinais de divisão no bolsonarismo

Nesta noite de quarta (25), durante jogo da seleção brasileira, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) divulgou vídeos em suas redes sociaias expondo desavenças com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e reafirmou a crise que vinha sendo comentada nos bastidores da direita brasileira. Leia em TVT News.

Nas gravações publicadas, Michelle afirmou ter sido “humilhada”, “maltratada” e “desrespeitada” pelo enteado após divergências sobre estratégias políticas do Partido Liberal (PL) no Ceará.

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O episódio ocorre em meio à preparação da campanha presidencial de 2026, na qual Flávio Bolsonaro foi escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro como candidato do grupo político ao Palácio do Planalto.

As declarações da ex-primeira-dama geraram repercussão imediata entre apoiadores do bolsonarismo e levantaram questionamentos sobre a unidade da família que lidera a principal força da direita brasileira.

Vídeos expõem conflito interno da família Bolsonaro

Segundo Michelle, a aproximação com Ciro era incompatível com o histórico de críticas feitas pelo político cearense ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos seus filhos.

Em dois vídeos publicados em suas redes sociais, Michelle relatou que a crise teve origem após um evento político realizado no Ceará no fim de 2025. Na ocasião, ela criticou publicamente uma articulação do PL para estabelecer uma aliança com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato ao governo cearense.

Durante o depoimento, a ex-primeira-dama afirmou que tentou conversar com Flávio após o episódio, mas recebeu uma resposta que classificou como agressiva.

Voltando ao Flávio. Telefonei para ele, tentei algumas vezes, mas ele não atendeu. Algumas horas depois da postagem, ele retornou a ligação. Mas, sinceramente, para falar o que ele me falou, seria melhor se ele não tivesse ligado. Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou no telefone. E eu não tinha feito nada contra ele”, declarou.

Michelle afirmou que o senador disse que ela deveria permanecer afastada das decisões partidárias e que não compreenderia o funcionamento da política.

Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política.

Segundo a ex-primeira-dama, após a conversa ela decidiu se afastar das articulações partidárias relacionadas ao enteado.

Divergências de Michelle e Flávio sobre o Ceará e Ciro Gomes

A origem do conflito está ligada à estratégia eleitoral do PL no Ceará. Michelle criticou publicamente a possibilidade de uma composição envolvendo Ciro Gomes, que ao longo dos últimos anos se tornou um dos principais adversários políticos de Jair Bolsonaro.

Durante um evento em Fortaleza, ela direcionou críticas ao deputado federal André Fernandes (PL-CE), apontado como um dos articuladores da aproximação.

É sobre isso. É sobre essa aliança que vocês se precipitaram a fazer. Eu tenho orgulho de vocês, mas fazer aliança com o homem que é contra o maior líder da direita, assim não dá“, afirmou.

A disputa envolve ainda divergências sobre a indicação para uma candidatura ao Senado. Michelle apoia a deputada federal Priscila Costa (PL), enquanto aliados de André Fernandes defendem o nome do deputado estadual Alcides Fernandes.

Nos vídeos, Michelle também associou a aproximação com Ciro Gomes a um rompimento com princípios defendidos pelo bolsonarismo.

Segundo ela, o ex-governador cearense teria sido um dos principais responsáveis pelo processo político que culminou na inelegibilidade de Jair Bolsonaro.

Acusações de isolamento político

Outro ponto destacado por Michelle foi o que ela considera uma tentativa de desqualificar sua participação política.

A ex-primeira-dama afirmou que pessoas próximas de Flávio Bolsonaro a tratam como alguém sem experiência política e que parte das críticas contra ela teria sido coordenada.

Para ele e alguns que o cercam, eu não entendo de política. Tudo bem, eu me recolhi.”

Ela também afirmou conhecer a origem de informações divulgadas à imprensa sobre sua relação com a família Bolsonaro.

Eu sei quem as planta. Eu sei quem são as fontes. Eles me tratam como se eu fosse idiota, como se eu fosse alguém que chegou ontem, mas eu não sou.”

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Flávio Bolsonaro em manifestação bolsonarista. Foto: Reprodução

Outro trecho dos vídeos faz referência a ataques recebidos por ela e por sua filha Laura Bolsonaro nas redes sociais.

Michelle declarou que determinados grupos tentam retirar o sobrenome Bolsonaro de sua identidade pública como forma de enfraquecê-la politicamente.

Mas será que eles pensam no que estão provocando na vida da minha filha? Ela é uma adolescente que acompanha tudo, que lê tudo e que sente tudo.

Relação de Flávio e Michelle foi rompida em 2025

Nos vídeos, Michelle afirmou que ela e Flávio Bolsonaro não mantêm diálogo desde o fim do ano passado.

Segundo a ex-primeira-dama, apesar de o senador frequentar regularmente a residência onde ela vive com Jair Bolsonaro, não houve qualquer tentativa efetiva de reconciliação.

Flávio vai à minha casa toda semana, mais de uma vez. Se ele realmente quisesse falar comigo, já teria falado.”

Michelle também criticou o que considera uma visão excessivamente eleitoral de parte do grupo político.

Eles não se importam. Para eles tudo é política, e uma política que não existe em função do ser humano. Esse tipo de política não serve para nada além de egoísmo.”

Michelle tentou amenziar a situação nesta manhã após publicação de vídeo

Na manhã seguinte à divulgação dos vídeos, Michelle adotou um tom mais conciliador.

Em uma publicação nas redes sociais, afirmou que não possui ressentimentos e que seu objetivo foi esclarecer informações que estariam sendo divulgadas de forma equivocada.

Vamos todos trabalhar juntos para derrotar o atual desgoverno. Não há briga, nem competição.

Ela também pediu que suas falas não fossem retiradas de contexto para alimentar novos conflitos.

Ao encerrar a mensagem, escreveu: “Fiquem em paz“.

Resposta de Flávio Bolsonaro

A primeira reação pública de Flávio Bolsonaro ocorreu durante uma transmissão ao vivo realizada antes da partida entre Brasil e Escócia pela Copa do Mundo de 2026.

Sem abordar diretamente as acusações naquele momento, o senador procurou minimizar o episódio.

Hoje é dia de jogo, nada nem ninguém me aborrece. Vamos tratar de coisa boa, vamos tratar de futebol.

Durante a transmissão, Flávio também comentou uma visita feita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.

Ele está forte, é uma pessoa que tem a cabeça muito no lugar, está antenado no que está acontecendo, sabe o que é melhor para o Brasil, me deu essa missão.”

Horas depois, o senador publicou uma manifestação mais extensa em suas redes sociais.

Flávio negou ter tido intenção de ofender Michelle e apresentou um pedido público de desculpas.

Em nenhum momento ofendi ou tive a intenção de ofender a Michelle. Se o fiz em algum momento, mais uma vez, peço desculpas.

O senador também destacou a importância da ex-primeira-dama para sua família e para o partido.

Tenho por ela respeito e reconhecimento pelo trabalho no PL Mulher, pelo cuidado com meu pai e por tudo o que representa para o Brasil.”

Na mesma manifestação, Flávio afirmou que tentou contato com Michelle antes da divulgação dos vídeos.

Segundo ele, o objetivo era convidá-la para uma reunião com lideranças femininas do partido marcada para o próximo dia 1º de julho, em Brasília.

“Hoje pela manhã, eu mesmo fiz questão de ligar para Michelle e convidá-la, pessoalmente. Fiz mais um gesto não correspondido. Não atendeu. Deixei mensagem. Também não retornou.

O parlamentar afirmou que o convite continua mantido.

Mantenho o convite de coração aberto.”

Ao comentar a crise, Flávio disse compreender o desgaste emocional enfrentado por Michelle diante da situação vivida por Jair Bolsonaro.

A família Bolsonaro está passando por um momento difícil.”

Veja a publicação completa:

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Reprodução X

Repercussão política

Nos bastidores do PL, o episódio gerou preocupação entre dirigentes e aliados da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

A avaliação de integrantes do partido é que Michelle mantém forte influência junto ao eleitorado evangélico e entre mulheres conservadoras, segmentos considerados estratégicos para qualquer candidatura apoiada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Analistas políticos apontam que os vídeos permitiram à ex-primeira-dama reforçar uma imagem de lealdade ao ex-presidente, ao mesmo tempo em que expuseram divergências internas sobre alianças, estratégias eleitorais e o comando do campo bolsonarista.

O episódio também ocorre em um momento de reorganização da direita para as eleições de 2026. Com Jair Bolsonaro inelegível e afastado da disputa presidencial, a definição de lideranças e a manutenção da unidade do grupo passaram a ocupar papel central na estratégia eleitoral do campo conservador.

A troca pública de acusações entre Michelle e Flávio revela que, além da disputa contra adversários políticos, o bolsonarismo enfrenta desafios internos relacionados à sucessão de liderança e à construção de consensos dentro da própria família que deu origem ao movimento político.

Dia de jogo do Brasil na Copa é feriado?

Com a vitória sobre a Escócia por 3 a zero nesta quarta-feira (24), o Brasil se classifica para a segunda fase da Copa do Mundo 2026, e surge uma dúvida para muitos trabalhadores: o próximo jogo, que ocorre em Houston na segunda-feira, 29 de junho, às 14h, será dia de folga?

A lei brasileira não garante que os dias de jogos do Brasil sejam automaticamente feriados, fazendo com que dependa de disposição das próprias empresas, ou de leis e decretos municipais e estaduais que determinem feriado ou ponto facultativo.

Empresas podem flexibilizar trabalho no dia do jogo

Dentro das próprias empresas, é possível que a jornada de trabalho seja flexibilizada para os funcionários.

É o caso de firmas que dispensam funcionários mais cedo, optam por dar folga parcial ou permitir que os empregados trabalhem de casa no modelo “home office”.

No entanto, decretos estaduais e municipais podem mudar esse cenário: no Rio de Janeiro, por exemplo, o governo e a prefeitura já confirmaram ponto facultativo para os servidores públicos. Também há locais em que foram feitas alterações no expediente.

Cidades com ponto facultativo para o jogo

Nas cidades e municípios, é possível que a administração pública determine alterações nos horários de funcionamento para os servidores assistirem as partidas da seleção brasileira.

No Rio de Janeiro, tanto a capital quanto o estado emitiram decreto de ponto facultativo na segunda-feira, 29 de junho, por causa do jogo do Brasil na Copa do Mundo.

Em algumas cidades, o dia 29 de junho também é feriado devido ao Dia de São Pedro. Neste ano, cerca de 33 cidades e 11 estados terão feriado neste dia, coincidindo com a data do jogo.

São municípios localizados em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Roraima, Paraíba, Ceará, Bahia, Paraná e Rio Grande do Sul.

A expectativa é de que a folga onde foi decretado feriado contribua para a movimentação em bares, restaurantes e eventos de transmissão da partida.

Partida vem após seleção vencer Escócia

Nesta quarta-feira (24), o Brasil, enfim, desencantou na Copa do Mundo. A seleção verde e amarela derrotou a Escócia por 3 a 0, em Miami, pela terceira e última rodada do Grupo C.

Após um empate com o Marrocos na estreia, por 1 a 1, e uma vitória com altos e baixos sobre o Haiti, por 3 a 0, a equipe de Carlo Ancelotti teve sua melhor atuação até o momento. De quebra, garantiu o primeiro objetivo do Mundial, que era terminar o grupo na liderança, com sete pontos.

A Escócia, com três pontos e saldo negativo de dois gols, aguarda a sequência da fase de grupos para saber se avança como um dos oito melhores terceiros colocados, o que seria inédito para o país.

Principal nome do Brasil na Copa, Vinícius Júnior voltou a brilhar, balançando as redes pelo terceiro jogo seguido na competição. Algo que apenas outros quatro jogadores fizeram na história da seleção nacional: Jairzinho (1970), Romário (1994), Ronaldo e Rivaldo (ambos em 2002). Coincidentemente, todos eles campeões mundiais.

Com os dois gols desta quarta, o camisa 7 foi a quatro nesta Copa e entrou na briga pela artilharia. O também atacante Lionel Messi, da Argentina, é quem lidera, com cinco gols. Além disso, ele teve participação direta em seis dos sete gols do Brasil no Mundial.

A partida marcou, ainda, o retorno de Neymar. Recuperado de uma lesão grau dois na panturrilha direita, o atacante entrou na etapa final e esteve em campo por cerca de 20 minutos. Foi o primeiro jogo dele pela seleção canarinho desde 17 de outubro de 2023. O camisa 10 estava sem atuar há mais de um mês.

Governo Lula teve resposta rápida na crise do preço do petróleo, avaliam especialistas 

Após quase quatro meses da decisão dos Estados Unidos de atacar o Irã e com as negociações para estabelecer um acordo para o fim do conflito e a possível abertura do Estreito de Ormuz, a expectativa é de que o preço dos combustíveis comece a cair nos postos de gasolina.  A TVT News conversou com especialistas para entender os impactos da guerra no Brasil e o que o país precisa para garantir a soberania nacional energética.  

O Estreito de Ormuz é um local de passagem de navios petroleiros na região do Golfo Pérsico, e do Golfo de Omã, por onde escoa cerca de 20% da produção mundial de petróleo. Um outro fator da crise, conforme mostram dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo) é que o Oriente Médio detém 50% das reservas e responde por 31% da produção global de petróleo. Como resultado do conflito, a média do barril que estava a 60 dólares, passou para 118 dólares conforme informações da Bloomberg.

Para especialistas, as medidas adotadas pelo governo Lula foram eficientes para conter o preço dos combustíveis no Brasil, mas se o país não tivesse passado por um processo de privatização de refinarias, o resultado seria melhor. De acordo com dados da ANP (Agência Nacional de Petróleo), entre 23 de fevereiro e a semana de 8 de junho deste ano, o diesel teve um aumento de cerca de 13,6%, três vezes menor do que o aumento observado nos Estados Unidos. A média mundial de aumento foi de 23%, quase o dobro do que o observado no Brasil.  

Por meio de medida provisória, o governo brasileiro zerou os impostos federais para importação e comercialização do diesel, ampliou a fiscalização para garantir que a subvenção estava chegando ao consumidor final e criou um imposto sobre o petróleo exportado. As medidas atingiram o fornecimento de óleo diesel, gás liquefeito de petróleo e o setor aéreo. 

O diretor técnico do Ineep (Instituto de Pesquisa em Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Mahatma Ramos, avalia que uma reposta rápida com essas medidas foi fundamental para aliviar a alta do preço dos combustíveis e que o uso da Petrobras pelo Governo Federal também foi essencial. 

“A primeira resposta da Petrobras foi segurar, em alguma medida, o repasse desses preços para o consumidor final, então, nas regiões, nos territórios brasileiro que são abastecidos pelas refinarias ou pelo parque de refino da Petrobras, essa ampliação dos custos dos derivados de petróleo, diesel e gasolina, sobretudo, foi muito inferior a regiões como a Norte, em Manaus e, [no Nordeste], na Bahia, onde as refinarias foram privatizadas”, afirmou Ramos.  

Para o diretor técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) Claviomar Carirane da FUP (Federação Única dos Petroleiros), nos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, o Brasil apostou num projeto de privatização de refinarias que “a guerra testou e mostrou que deu errado”. 

Ele destaca a importância da decisão da Petrobras de não repassar os preços internacionais automaticamente. “A Bahia ficou mais de um mês com a capital Salvador com o diesel mais caro do Brasil, porque a região abastecida por aquela refinaria que foi privatizada. Sem falar na instabilidade da oferta do produto. Caso da refinaria de Manaus, de Amazonas, de Manaus, que parou de produzir e passou a importar.”, afirmou. Para ele, privatizar coloca em risco a produção, abastecimento e preço, já que as refinarias privatizadas vão praticar o preço internacional. 

Durante o governo de Jair Bolsonaro, o Brasil privatizou três refinarias, a Landulpho Alves (Rlam), na Bahia, a Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas e a Refinaria Clara Camarão no Rio Grande do Norte. Além da privatização da BR Distribuidora e da Liquigás, empresas do setor de distribuição vistas como estratégicas para que o empresário na ponta não antecipe o aumento dos preços e pressione a inflação.  

Em março, o Governo Federal precisou criar uma força tarefa com os Procons municipais e estaduais para fiscalizar postos de combustíveis e distribuidoras para garantir transparência nos preços.  

O país precisa de mais refinarias 

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“Não vou abrir mão do petróleo brasileiro para os outros explorarem”, disse Lula. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Boletim do Abastecimento do Ineep aponta que a necessidade crescente de importações de diesel observada na última década não decorre da insuficiência de petróleo produzido no país, mas do descompasso entre a expansão da demanda doméstica e a capacidade nacional de refino.  

Carirane lembra que com a Lava Jato, o Comperj (Complexo de Energias Boaventura), foi entregue com muito atraso e com uma capacidade mais reduzida do que a pretendida. Além disso, as refinarias Premium 1 e 2, que seriam erguidas no Maranhão e no Ceará não saíram do papel.  

Guilherme Estrella, geólogo e ex-diretor de Exploração e Produção da Petrobrás que liderou a equipe que descobriu o pré-sal, afirma que o governo Temer chegou para destruir a Petrobras e o principal foco era a descoberta do Pré-Sal. Para ele, Temer, obedecia a forças políticas estrangeiras, interesses antibrasileiros e a Lava Jato é uma prova disso. “Foi uma intervenção do Departamento do Estado norte-americano para transformar o Brasil numa colônia do grande capital financeiro internacional e conseguiram”, observou.  

Para o geólogo, “houve uma interrupção do investimento nas refinarias e as refinarias simplesmente se transformaram em unidade de negócio para dar lucro, algumas foram vendidas. Nós construímos um sistema integrado industrial da exploração de produção até a distribuição, não só de petróleo, mas de gás natural, de fertilizantes. Isso tudo foi destruído”, disse.  

Um outro problema de exportar muito petróleo do pré-sal é deixar de preservar as reservas petrolíferas, o que pode causar falta de petróleo nas  próximas décadas, porque “se nos faltar petróleo, o Brasil voltará a ser um país dependente de energia importada”, alertou Estrella. 

Por que o Brasil abandonou as refinarias? 

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Investidores privados pressionam para Brasil não investir em refino do petróleo para garantir lucro imediato. Foto: André Motta de Souza/Agência Petrobras

A Petrobras é vista pelos especialistas como o principal instrumento para a construção de uma estratégia nacional voltada à garantia do abastecimento. Hoje, o Governo Federal detém 50,3% das ações ordinárias da Petrobras, as que dão direito à voto, mas possui cerca de 36% no capital social, ou seja, no lucro da estatal. A maior parte do lucro da empresa,  47%, são propriedade de investidores privados estrangeiros e 16% com investidores privados brasileiros.  

Ramos entende que há uma pressão dos investidores privados brasileiros e não brasileiros para que a Petrobras concentre as atividades nos segmentos mais rentáveis a curto prazo. “ E qual que é a área mais rentável do setor de oleodutos? A exploração e produção de petróleo. Não é o refino, não é a distribuição. É o setor de produção”, disse.

Para Estrella, o terceiro mandato de Lula tem como desafio a reestruturação do aparelho de estado brasileiro e a reeleição é uma oportunidade de rever leis que permitem a venda de ativos da estatal. “Nós vendemos ativos do Estado brasileiro de uma maneira absolutamente irresponsável e criminosa […] os lucros da Petrobrás tem que ser utilizados também para recompra de ações na bolsa de Nova York e para isso, tem o pré-sal que está produzindo 4 milhões de barris por dia, são centenas de bilhões de dólares por ano”.

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