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Da Redação
Portugal divulga lista dos convocados para a Copa do Mundo FIFA 2026
Confira a lista de convocados da seleção de Portugal, uma da favoritas à conquista da Copa do Mundo 2026. Leia em TVT News.
Rumo à 6ª Copa do Mundo, Cristiano Ronaldo lidera lista de convocados de Portugal
Sem surpresas, o astro Cristiano Ronaldo foi convocado para defender a seleção de Portugal e disputar, aos 41 anos, sua sexta Copa do Mundo, conforme a lista de 26 jogadores revelada pelo técnico Roberto Martínez nesta terça-feira (19).
Depois de sofrer uma lesão no final de fevereiro pelo Al-Nassr, Cristiano ficou fora da convocação amistosos contra México (0 a 0) e Estados Unidos (vitória por 2 a 0), disputados em março.
Vencedor de cinco Bolas de Ouro, CR7 voltou e se preparar para participar de seu sexto Mundial, um recorde que, salvo surpresas, seu grande rival, Lionel Messi, igualará.
O astro português, que também disputou seis Eurocopas, havia afirmado em novembro do ano passado que a Copa de 2026 seria a última de sua carreira.
“Quando falamos de Cristiano Ronaldo, existe o ícone do futebol mundial e, depois, o jogador, o nosso capitão, que está sujeito às mesmas exigências que os outros jogadores”, afirmou Roberto Martínez em entrevista coletiva nesta terça-feira.
“Ele tem o espírito competitivo para estar na Copa do Mundo e é, na minha opinião, um capitão exemplar”, acrescentou o treinador.
Cristiano lidera uma seleção de altíssimo nível, com um grande número de jogadores nos melhores clubes europeus: Vitinha, João Neves, Nuno Mendes e Gonçalo Ramos (Paris Saint-Germain), Bruno Fernandes (Manchester United), Bernardo Silva e Rúben Dias (Manchester City) e Rafael Leão (Milan).

“Para nós, o trabalho deve ser de alta intensidade em todas os treinos. Há muitos ajustes a fazer e precisamos de outro goleiro. Sabíamos que Ricardo Velho não poderia ficar no banco, mas, em dois minutos, ele disse que estava pronto para ajudar da maneira que fosse necessária”, explicou Martínez.
Portugal está no Grupo K da Copa do Mundo, ao lado de Colômbia, Uzbequistão e RD Congo. A estreia será no dia 17 de junho, contra os congoleses.
Antes de se concentrar em Palm Beach, na Flórida, a seleção portuguesa disputará dois amistosos de preparação em casa: contra o Chile, no dia 6 de junho, em Oeiras, e contra a Nigéria, no dia 10, em Leiria.
Lista dos 26 convocados de Portugal para a Copa do Mundo de 2026
– Goleiros: Diogo Costa (Porto/POR), José Sá (Wolverhampton/ING), Rui Silva (Sporting/POR), Ricardo Velho (Genclerbirligi Ankara/TUR)
– Defensores: Diogo Dalot (Manchester United/ING), Matheus Nunes (Manchester City/ING), Nelson Semedo (Fenerbahçe/TUR), João Cancelo (Barcelona/ESP), Nuno Mendes (Paris Saint-Germain/FRA), Gonçalo Inácio (Sporting/POR), Renato Veiga (Villarreal/ESP), Rúben Dias (Manchester City/ING), Tomás Araújo (Benfica/POR)
– Meio-campistas: Rúben Neves (Al-Hilal/ASA), Samuel Costa (Mallorca/ESP), João Neves (Paris Saint-Germain/FRA), Vitinha (Paris Saint-Germain/FRA), Bruno Fernandes (Manchester United/ING), Bernardo Silva (Manchester City/ING)
– Atacantes: João Félix (Al-Nassr/ASA), Francisco Trincão (Sporting/POR), Francisco Conceição (Juventus/ITA), Pedro Neto (Chelsea/ING), Rafael Leão (Milan/ITA), Gonçalo Guedes (Real Sociedad/ESP), Gonçalo Ramos (Paris Saint-Germain/FRA), Cristiano Ronaldo (Al-Nassr/ASA)
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Brasil, Cabo Verde e Portugal: países de Língua Portuguesa na Copa do Mundo
Conheça os 3 países que falam a Língua Portuguesa que estarão em campo na Copa do Mundo 2026.
Portugal é um dos favoritos ao título
Portugal se soma à estreante seleção africana de Cabo Verde e ao pentacampeão Brasil na Copa do Mundo 2026 que será disputada no México, EUA e Canadá. Europeus estão na Copa do Mundo ao lado de suas ex-colônias na África e na América do Sul.
Cabo Verde estreia em Copas do Mundo
Pela primeira vez, a Seleção de Cabo Verde garantiu vaga na Copa do Mundo da FIFA. A seleção africana está no grupo H, ao lado de Espanha, Uruguai e Arábia Saudita.
Brasil em busca do Hexa
O Brasil ficou em quinto lugar nas eliminatórias da América do Sul. A classificação do Brasil foi alcançada em junho, quando o Brasil derrotou o Paraguai por 1 a 0, em Itaquera, São Paulo. Este foi o primeiro triunfo da equipe canarinho sob o comando do técnico italiano Carlo Ancelotti. Na convocação, o técnico Ancelotti chamou Neymar, que vai disputar a quarta Copa do Mundo.
Quais são os grupos da Copa do Mundo 2026
Grupos da Copa do Mundo da FIFA 2026
- GRUPO A: México, África do Sul, Coreia do Sul e Dinamarca;
- GRUPO B: Canadá, Bósnia, Catar e Suíça;
- GRUPO C: Brasil, Marrocos, Haiti e Escócia;
- GRUPO D: Estados Unidos, Paraguai, Austrália e Turquia;
- GRUPO E: Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim e Equador;
- GRUPO F: Holanda, Japão, Suécia e Tunísia;
- GRUPO G: Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia;
- GRUPO H: Espanha, Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai;
- GRUPO I: França, Senegal, Iraque e Noruega;

3 países de Língua Portuguesa estão na Copa do Mundo 2026
Serão três países que falam a Língua Portuguesa na Copa do Mundo 2026: Brasil, Cabo Verde e Portugal. Leia mais sobre os países de Língua Portuguesa na Copa do Mundo com a TVT News.
Brasil, Cabo Verde e Portugal: países de Língua Portuguesa na Copa do Mundo
Conheça os 3 países que falam a Língua Portuguesa que estarão em campo na Copa do Mundo 2026.
Portugal é um dos favoritos ao título
Portugal se soma à estreante seleção africana de Cabo Verde e ao pentacampeão Brasil na Copa do Mundo 2026 que será disputada no México, EUA e Canadá. Europeus estão na Copa do Mundo ao lado de suas ex-colônias na África e na América do Sul. Portugal esetá no grupo K.
Cabo Verde estreia em Copas do Mundo
Pela primeira vez, a Seleção de Cabo Verde garantiu vaga na Copa do Mundo da FIFA, com uma vitória por 3 a 0 sobre Essuatíni, na segunda-feira (13), em Praia, capital de Cabo Verde. Cabo Verde está no grupo H da Copa do Mundo.

Brasil em busca do Hexa
O Brasil ficou em quinto lugar nas eliminatórias da América do Sul. A classificação do Brasil foi alcançada em junho, quando o Brasil derrotou o Paraguai por 1 a 0, em Itaquera, São Paulo. Este foi o primeiro triunfo da equipe canarinho sob o comando do técnico italiano Carlo Ancelotti. Brasil está no grupo C.

Enquanto a Copa do Mundo não vem, a TVT News traz algumas curiosidaes sobre a Língua Portuguesa, que, além da paixão pelo futebol, une esses 3 países.
Contagem regressiva para a Copa do Mundo
Faltam
16h
Qual a origem da Língua Portuguesa?
A Língua Portuguesa tem origem no latim vulgar, o idioma falado pelo povo romano durante a expansão do Império Romano pela Península Ibérica, a partir do século III a.C.
Com o passar dos séculos, esse latim se misturou a línguas locais, como o galego e o celta, resultando em diferentes variações regionais. Uma dessas variações, o galego-português, surgiu no noroeste da Península Ibérica, na região que hoje corresponde ao norte de Portugal e à Galícia, na Espanha.
Entre os séculos XII e XIV, o galego-português começou a se consolidar como idioma próprio. Após a independência do Condado Portucalense, em 1143, e a formação do Reino de Portugal, a língua falada na região ganhou identidade própria, tornando-se o português arcaico. Com a centralização política e cultural em Lisboa e a expansão marítima portuguesa, o idioma se espalhou por vários continentes, acompanhando a colonização e o comércio.
Assim, a Língua Portuguesa atravessou o Atlântico e chegou à África, à Ásia e à América do Sul, adaptando-se às culturas locais e recebendo influências de diferentes povos. Hoje, o português é falado por mais de 260 milhões de pessoas e é o idioma oficial de nove países, entre eles Brasil, Cabo Verde e Portugal — três nações que, apesar de distantes, compartilham uma herança linguística e cultural profunda.
Portugal é o berço da Língua Portuguesa
Portugal é o berço da Língua Portuguesa. A consolidação do idioma no território português ocorreu entre os séculos XII e XVI, acompanhando o fortalecimento político do reino. Durante o reinado de Dom Dinis (1279–1325), o português foi reconhecido oficialmente como língua do Estado, substituindo o latim nos documentos administrativos e na literatura.
Com as explorações coloniais, a língua se expandiu para os territórios conquistados e colonizados. Os marinheiros, missionários e comerciantes portugueses levaram o idioma para a África, Ásia e América. Ao mesmo tempo, o contato com outros povos introduziu novos vocábulos no português, como palavras de origem árabe, africana, tupi e asiática.

Em Portugal, a língua seguiu evoluindo, preservando características próprias, como o som fechado de algumas vogais e o uso de tempos verbais diferentes dos empregados no Brasil e em Cabo Verde. Essa variação linguística mostra que, embora a origem seja comum, cada país adaptou o português à sua realidade cultural e histórica.
A Língua Portuguesa em Cabo Verde
Cabo Verde, arquipélago localizado na costa oeste da África, foi colonizado por Portugal no século XV. Com a chegada doos portugueses, o idioma se instalou desde o início como língua oficial e administrativa. Com o passar do tempo, o português se misturou às línguas e culturas africanas trazidas pelos povos escravizados, dando origem ao crioulo cabo-verdiano, uma língua própria, com base no português, mas com estrutura e sonoridade africanas.
Durante o período colonial, o português era a língua da elite e do ensino formal, enquanto o crioulo predominava nas comunidades populares. Após a independência de Cabo Verde em 1975, o país manteve o português como idioma oficial, em respeito à sua importância histórica e como símbolo de integração no espaço lusófono.

Hoje, o português e o crioulo convivem lado a lado. O primeiro é usado em contextos formais — governo, educação, meios de comunicação —, enquanto o segundo é amplamente falado no dia a dia. Essa convivência linguística é um exemplo de como Cabo Verde transformou a herança colonial em parte de sua identidade cultural.
A língua Portugesa no Brasil
O português chegou ao Brasil em 1500, com a expedição de Pedro Álvares Cabral. A partir da colonização, o idioma foi se impondo gradualmente sobre as línguas indígenas e africanas. Durante os primeiros séculos, o português conviveu com a língua geral, um idioma híbrido formado a partir do tupi e usado amplamente nas relações entre colonos, indígenas e missionários.
No entanto, em 1758, o marquês de Pombal, ministro do rei Dom José I, proibiu o uso das línguas indígenas e africanas, determinando que o português fosse o idioma obrigatório em todo o território colonial.
Essa política linguística consolidou o português como a língua do Brasil, que se adaptou ao longo do tempo e ganhou características próprias, influenciadas por expressões africanas, indígenas e europeias.
Hoje, o português brasileiro tem ritmo, pronúncia e vocabulário diferentes do falado em Portugal e em Cabo Verde. Apesar dessas diferenças, os países continuam a compartilhar a mesma base linguística, o que permite a comunicação e o intercâmbio cultural entre milhões de falantes.
Grandes nomes da literatura de Cabo Verde, Brasil e Portugal
A literatura é uma das manifestações mais ricas da Língua Portuguesa e expressa as múltiplas identidades dos povos que a falam.
Em Cabo Verde, destacam-se autores como Baltasar Lopes da Silva, autor do romance Chiquinho, considerado um marco da literatura cabo-verdiana; Germano Almeida, conhecido por O Testamento do Senhor Napumoceno da Silva Araújo; e Orlanda Amarílis, uma das vozes femininas mais representativas do país.
No Brasil, a literatura em língua portuguesa floresceu desde o período colonial. Nomes como Machado de Assis, Jorge Amado, Clarice Lispector, Carolina Maria de Jesus e Graciliano Ramos marcaram a literatura nacional e internacional. Suas obras abordam temas sociais, psicológicos e políticos que retratam a complexidade do país.
Em Portugal, destacam-se Luís de Camões, autor do clássico Os Lusíadas; Fernando Pessoa, um dos maiores poetas do século XX; José Saramago, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1998; e Sophia de Mello Breyner Andresen, cuja obra poética é amplamente celebrada.
Dicas de leitura em Língua Portuguesa
De Cabo Verde, além de Chiquinho (Baltasar Lopes da Silva) e O Testamento do Senhor Napumoceno da Silva Araújo (Germano Almeida), vale mencionar Cais-do-Sodré Té Salamansa (Orlanda Amarílis), que reúne contos sobre a vivência cabo-verdiana.
Do Brasil, obras como Dom Casmurro (Machado de Assis), Vidas Secas (Graciliano Ramos), Quarto de Despejo (Carolina Maria de Jesus), Gabriela, Cravo e Canela (Jorge Amado) e A Hora da Estrela (Clarice Lispector) são exemplos da diversidade e da força da literatura brasileira.
De Portugal, Os Lusíadas (Luís de Camões), O Livro do Desassossego (Fernando Pessoa), Ensaio sobre a Cegueira (José Saramago) e Contos Exemplares (Sophia de Mello Breyner Andresen) mostram a profundidade e a tradição literária do país.
Grandes nomes da música de Cabo Verde, Brasil e Portugal
Na música cabo-verdiana, o destaque é Cesária Évora, a “diva dos pés descalços”, reconhecida mundialmente por sua interpretação da morna — gênero melancólico e poético, símbolo da cultura do país. Outros nomes importantes são Tito Paris, Bana e Mayra Andrade, artistas que misturam tradição e modernidade em suas composições.
O Brasil é um dos países mais ricos musicalmente dentro do universo lusófono. A música brasileira se espalhou pelo mundo com artistas como Tom Jobim, Elis Regina, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Milton Nascimento, Elza Soares e Maria Bethânia. Cada um deles representa estilos e épocas diferentes, do samba à bossa nova, do tropicalismo à MPB.

Em Portugal, a música tradicional se expressa principalmente pelo fado, gênero considerado Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. Amália Rodrigues é o maior ícone do fado, seguida por artistas contemporâneos como Mariza, Camané e Ana Moura. Além do fado, a música popular portuguesa tem crescido com nomes como António Zambujo e Carminho, que mantêm viva a tradição adaptando-a aos novos tempos.
Curiosidades da Língua Portuguesa falada em Brasil, Cabo Verde e Portugal
Embora compartilhem a mesma origem, o português falado em Brasil, Cabo Verde e Portugal apresenta variações marcantes em vocabulário, pronúncia e expressões idiomáticas.
No Brasil, o idioma ganhou musicalidade própria, resultado da mistura de povos e culturas. Palavras de origem indígena, como pipoca, caju e tapioca, e africana, como moleque, quitanda e dengo, enriqueceram o vocabulário.
Em Cabo Verde, o português convive com o crioulo cabo-verdiano, e muitas vezes as línguas se misturam. Expressões como “tudo bem” podem aparecer junto de termos crioulos, criando uma comunicação híbrida e afetiva.
Em Portugal, a pronúncia tende a ser mais fechada, e há palavras que mudam de sentido quando comparadas ao português brasileiro. Por exemplo, “autocarro” significa “ônibus”, “telemóvel” é “celular” e “fato” corresponde a “terno”.
Essas diferenças tornam a Língua Portuguesa uma das mais diversas do mundo. Apesar das variações, os falantes desses três países conseguem se entender, o que reforça o papel da língua como ponte cultural e histórica entre povos de diferentes continentes.

Outras curiosidades sobre a Língua Portuguesa
O português é falado em quatro continentes
A Língua Portuguesa é falada oficialmente na Europa (Portugal), América (Brasil), África (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe) e Ásia (Timor-Leste e Macau, na China).
Isso faz do português uma das poucas línguas verdadeiramente transcontinentais, resultado direto da expansão marítima portuguesa a partir do século XV.
O português é a quinta língua mais falada do mundo
Com mais de 260 milhões de falantes, o português ocupa o 5º lugar entre os idiomas mais falados do planeta, atrás apenas do mandarim, espanhol, inglês e hindi. A maior parte dos falantes vive no Brasil, o que faz do país o principal responsável pela difusão e evolução contemporânea do idioma.
Línguas mais faladas na Copa do Mundo 2026: espanhol, árabe e inglês lideram
As línguas mais faladas na Copa do Mundo 2026 revelam a diversidade dos 48 países classificados para o torneio que será disputado em junho e julho nos Estados Unidos, México e Canadá.
A lista de seleções reúne idiomas de quatro continentes — do guarani indígena do Paraguai ao uzbeque da Ásia Central — em um mapa linguístico que mostra tanto a diversidade como a marca da história.
A liderança de idiomas de origem europeia, como inglês, francês e espanhol é sinal dos processos de colonização e imperialismo de Espanha, Inglaterra e Portugal (o português está presente em países de 3 continentes na Copa do Mundo). Por outro lado, também mostra a expansão do império árabe, que da península arábica, chegou até o norte da África.
Línguas Mais Faladas na Copa do Mundo 2026
Ranking das línguas mais faladas na Copa do Mundo
Considerando o status de língua oficial ou o idioma majoritário de comunicação de cada nação classificada, este é o ranking dos idiomas mais presentes na Copa do Mundo da FIFA 2026:
| Posição | Idioma | Número de Países | Países Representantes |
| 1º | Inglês | 9 | África do Sul, Canadá, Escócia, Estados Unidos, Austrália, Curaçao, Nova Zelândia, Inglaterra, Gana |
| 2º | Espanhol | 8 | México, Paraguai, Equador, Espanha, Uruguai, Argentina, Colômbia, Panamá |
| 2º | Francês | 8 | Canadá, Suíça, Haiti, Costa do Marfim, Bélgica, França, Senegal, RD Congo |
| 2º | Árabe | 8 | Catar, Marrocos, Tunísia, Egito, Arábia Saudita, Iraque, Argélia, Jordânia |
| 5º | Alemão | 4 | Suíça, Alemanha, Bélgica, Áustria |
| 6º | Holandês | 3 | Curaçao, Holanda, Bélgica |
| 6º | Português | 3 | Brasil, Cabo Verde, Portugal |
| 8º | Croata | 2 | Bósnia, Croácia |
Em países com mais de um idioma oficial, foi considerado o idioma predominante na comunicação nacional.

Quais são os grupos da Copa do Mundo 2026
Grupos da Copa do Mundo da FIFA 2026
- GRUPO A: México, África do Sul, Coreia do Sul e Dinamarca;
- GRUPO B: Canadá, Bósnia, Catar e Suíça;
- GRUPO C: Brasil, Marrocos, Haiti e Escócia;
- GRUPO D: Estados Unidos, Paraguai, Austrália e Turquia;
- GRUPO E: Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim e Equador;
- GRUPO F: Holanda, Japão, Suécia e Tunísia;
- GRUPO G: Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia;
- GRUPO H: Espanha, Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai;
- GRUPO I: França, Senegal, Iraque e Noruega;

Quais as línguas nacionais dos países da Copa do Mundo 2026
Confira o mapeamento dos 48 países classificados para a Copa do Mundo 2026, separados por grupo, com seus respectivos idiomas oficiais ou majoritários:
- GRUPO A
- México: Espanhol (e 68 línguas indígenas nacionais)
- África do Sul: Inglês, Africâner, Zulu, Xhosa (além de outras 8 línguas oficiais)
- Coreia do Sul: Coreano
- República Tcheca: Tcheco
- GRUPO B
- Canadá: Inglês, Francês
- Bósnia: Bósnio, Croata, Sérvio
- Catar: Árabe
- Suíça: Alemão, Francês, Italiano, Romanche
- GRUPO C
- Brasil: Português
- Marrocos: Árabe, Amazigue (Berbere)
- Haiti: Francês, Crioulo Haitiano
- Escócia: Inglês, Gaélico Escocês, Scots
- GRUPO D
- Estados Unidos: Inglês (idioma nacional na prática)
- Paraguai: Espanhol, Guarani
- Austrália: Inglês
- Turquia: Turco
- GRUPO E
- Alemanha: Alemão
- Curaçao: Holandês, Papiamento, Inglês
- Costa do Marfim: Francês
- Equador: Espanhol (Kichwa e Shuar para relações interculturais)
- GRUPO F
- Holanda: Holandês (Neerlandês)
- Japão: Japonês
- Suécia: Sueco
- Tunísia: Árabe
- GRUPO G
- Bélgica: Holandês, Francês, Alemão
- Egito: Árabe
- Irã: Persa (Farsi)
- Nova Zelândia: Inglês, Maori, Língua de Sinais Neozelandesa
- GRUPO H
- Espanha: Espanhol (além de Catalão, Galego e Basco como co-oficiais regionais)
- Cabo Verde: Português, Crioulo Cabo-Verdiano
- Arábia Saudita: Árabe
- Uruguai: Espanhol
INSS: novas regras do empréstimo consignado começam a valer
As regras para a contratação de empréstimo consignado do INSS por aposentados, pensionistas e demais beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social entraram em vigor com modificações profundas na estrutura operacional, nos prazos de pagamento e nos limites financeiros. As alterações passaram a ser aplicadas de forma obrigatória a partir desta terça-feira (19). Leia em TVT News.
O conjunto de novas normas técnicas, administrativas e de segurança jurídica reformula as condições de acesso ao crédito por desconto direto em folha, impactando a rotina de milhões de segurados vinculados à previdência social pública e também a servidores públicos federais.
O objetivo central exposto na nova regulamentação elaborada pela autarquia e pelo governo federal é reforçar os mecanismos de segurança preventiva, reduzindo a incidência de fraudes contábeis e contratações indevidas sem o consentimento dos titulares.
Simultaneamente, as medidas buscam restabelecer limites de endividamento mais rígidos e integrados aos programas nacionais de reequilíbrio financeiro das famílias trabalhadoras. A nova estruturação cumpre diretrizes legais e recomendações de órgãos de fiscalização da administração pública.
Biometria facial no meu INSS
A alteração de maior impacto operacional imediato no fluxo de contratação de qualquer modalidade de empréstimo consignado é a introdução compulsória da anuência biométrica facial.
A partir desta terça-feira (19), a validação por meio de reconhecimento eletrônico da face do beneficiário passa a ser uma etapa indispensável e obrigatória para que os valores solicitados junto às instituições financeiras privadas ou públicas possam ser autorizados e depositados.
O procedimento administrativo deve ser realizado integralmente por meio da plataforma digital oficial do governo federal, utilizando o aplicativo de celular ou o site do Meu INSS. O fluxo técnico estabelecido para a confirmação do crédito funciona em etapas coordenadas entre o banco e o órgão previdenciário:
- O segurado realiza a solicitação inicial da linha de crédito diretamente na instituição bancária de sua preferência.
- O banco processa os dados e envia a proposta financeira ao sistema central previdenciário.
- No sistema do Meu INSS, o contrato assume o status de “pendente de confirmação”.
- O beneficiário deve acessar a plataforma digital e realizar a validação biométrica facial.
O prazo estabelecido para que o cidadão conclua a validação por reconhecimento facial na plataforma eletrônica é de até 5 dias corridos, contados a partir da data de recepção da proposta pelo sistema.
Caso o idoso, pensionista ou beneficiário assistencial não execute a confirmação biométrica dentro desse período de 5 dias, a operação é considerada inválida e o contrato de empréstimo é automaticamente cancelado pelas ferramentas de controle do sistema previdenciário, exigindo a abertura de um novo processo caso persista o interesse no crédito.
A adoção desse mecanismo de validação por biometria facial atende de forma direta aos dispositivos estabelecidos na Lei nº 15.327/2026.

Este marco normativo foi estruturado e aprovado pelo Congresso Nacional no ano passado e sancionado no início de 2026 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a finalidade de resguardar o patrimônio financeiro e a integridade civil de aposentados e pensionistas frente a investidas fraudulentas.
A medida também cumpre orientações técnicas emitidas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que apontavam a necessidade de barreiras tecnológicas mais eficientes para coibir a abertura de empréstimos sem o real conhecimento do segurado.
Proibição de contratos por telefone e intermediação por procuração
A consolidação da Lei nº 15.327/2026 impõe, de forma complementar ao reconhecimento facial, restrições rígidas aos canais tradicionais de comercialização de crédito consignado que historicamente apresentavam vulnerabilidades.
Fica expressamente proibida, em todo o território nacional, a contratação de empréstimos consignados vinculados ao INSS por meio de ligações telefônicas. As abordagens ativas de telemarketing e as autorizações verbais gravadas deixam de ter validade jurídica para a liberação de novos aportes financeiros.
A legislação veda também a formalização de contratos de empréstimo consignado mediante a utilização de procuração de terceiros.
A medida visa proteger a autonomia do idoso e do segurado, exigindo que o ato de anuência e a verificação biométrica sejam executados de forma pessoal pelo próprio titular do direito previdenciário ou assistencial, obstaculizando a ação de intermediários ou representantes que pudessem agir em desconformidade com os interesses reais do beneficiário.
Redução e alteração gradativa da margem consignável
As novas regras impuseram uma redução no teto máximo da renda mensal oriunda de aposentadorias, pensões ou outros benefícios que pode ser comprometida com o pagamento das parcelas das linhas de crédito. O limite máximo da chamada margem consignável geral sofreu uma retração, caindo do patamar anterior de 45% para o teto fixado em 40% da renda do segurado.
No caso específico de cidadãos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), modalidade de caráter assistencial, o limite máximo de comprometimento financeiro em folha passa a ser fixado em 35% do valor do vencimento mensal.
Além da diminuição imediata do teto de 45% para 40%, o plano de reestruturação do crédito consignado prevê um cronograma de redução continuada do endividamento em folha.
A regulamentação estabelece que haverá uma redução gradual da margem consignável na ordem de 2 pontos percentuais a cada ano. Esse decréscimo progressivo continuará a ser aplicado de forma anual até que o limite máximo de comprometimento dos benefícios atinja o patamar definitivo de 30%.
A reformulação atinge também a dinâmica dos cartões de crédito. Pelo sistema anterior, existia uma reserva exclusiva de 10% da margem destinada unicamente para despesas com o cartão consignado e o cartão de benefícios, distribuída em 5% para cada uma das modalidades, consideradas tecnicamente as linhas de financiamento de maior custo financeiro para os consumidores.
Com o novo modelo, extingue-se a exclusividade fixa desses 10% para os cartões. O limite total agregando todas as operações fica balizado em 40%, restando estabelecido que a participação conjunta do cartão consignado e do cartão de benefícios fica estritamente limitada ao teto máximo de 5% para cada modalidade, sem expandir o comprometimento geral da renda do trabalhador aposentado.
Ampliação de prazos de parcelamento e introdução de carência
Em contrapartida às restrições de margem e segurança, o novo regramento expandiu as opções de parcelamento para os usuários que demandam acesso ao crédito.
O limite máximo de tempo para a quitação integral dos empréstimos consignados foi ampliado de 96 meses para até 108 parcelas mensais. Isso significa que o prazo total de pagamento salta de 8 anos para até 9 anos de duração contratual, diluindo os custos mensais dentro da margem estipulada de 40%.
A nova legislação também extinguiu a antiga proibição que impedia a aplicação de períodos de carência nos contratos dessa natureza.
A partir da vigência das novas normas, as instituições bancárias estão autorizadas a oferecer um prazo de carência de até 90 dias (3 meses) para o início do pagamento das parcelas. Dessa forma, o segurado do INSS que realizar a contratação do empréstimo consignado poderá receber os valores da operação financeira e iniciar o pagamento das prestações descontadas em folha somente após transcorridos até 3 meses do fechamento do contrato.
Integração com o Novo Desenrola Brasil e uso de margem remanescente
As modificações nas regras de concessão de crédito consignado para os segurados e também para os servidores públicos federais foram introduzidas por meio da Medida Provisória nº 1.355/2026.
Este ato normativo instituiu o Novo Desenrola Brasil, denominado tecnicamente de Programa Extraordinário de Reequilíbrio Financeiro das Famílias, uma iniciativa de política pública econômica focada na renegociação de dívidas acumuladas pelas classes assalariadas e na mitigação dos efeitos do superendividamento.
De acordo com as diretrizes econômicas expressas pelo governo federal na justificação da medida provisória, as modificações operadas nas estruturas de crédito focado em benefícios “darão mais acesso e ajudarão o aposentado e o pensionista que precisa desse crédito”, inserindo o consignado como ferramenta regulada de transição financeira para juros mais baixos.
Dentro desse escopo de reequilíbrio, a Medida Provisória nº 1.355/2026 alterou as regras de composição técnica da margem disponível.
A partir de agora, o percentual orçamentário que não estiver sendo efetivamente utilizado pelo beneficiário nas modalidades específicas de cartão consignado ou cartão benefício poderá ser migrado e redirecionado para o uso comum em operações de empréstimo consignado convencional.
Na prática, se o aposentado ou pensionista do INSS possuir uma fração de margem sobrando nos cartões por não fazer uso dessas ferramentas, essa sobra poderá ser incorporada para expandir a contratação do empréstimo comum de desconto direto em folha, contanto que a somatória total das parcelas respeite rigorosamente os novos limites máximos fixados por lei: 40% para os benefícios de natureza previdenciária e 35% para os benefícios de natureza assistencial.
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Leia as orientações do sistema
Antes da validação final, leia atentamente as informações exibidas na tela sobre o reconhecimento facial.
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Após a validação facial, o empréstimo consignado será oficialmente confirmado.
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- O reconhecimento facial é obrigatório para validação.
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Mario Frias agradeceu Daniel Vorcaro por apoio a filme Dark Horse
O Intercept Brasil obteve um áudio e mensagens que mostram Mario Frias agradecendo ao banqueiro Daniel Vorcaro pelo apoio ao filme “Dark Horse”, produção sobre Jair Bolsonaro. Conheça detalhes em TVT News.
Frias, produtor de Dark Horse, agradeceu a Daniel Vorcaro pelo apoio ao filme
Nova reportagem do The Intercept Brasil desmete a versão do deputado bolsonarista Mario Frias sobre não ter “nenhum centavo” do Banco Master no filme Dark Horse. Frias é produtor do filme Dark Horse, que pretende retratar a vida do ex-presidente condenador e em prisão domiciliar, Jair Bolsonaro.
Clique aqui para ler a reportagem completa com o áudio de Mário Frias
Ao contrário do que o deputado e demais bolsonaristas tentam
Deputado Bolsonarista Mario Firas chama Vorcaro de Meu Brother
Neste vídeo, você ouve o áudio enviado pelo deputado federal bolsonarista Mario Firas para Daniel Vorcaro, em dezembro de 2024. Na gravação, Frias afirma que o filme “vai mexer com o coração de muita gente” e será “muito importante para o nosso país”.
EXCLUSIVO: o Intercept Brasil obteve um áudio e mensagens que mostram Mario Frias agradecendo ao banqueiro Daniel Vorcaro pelo apoio ao filme “Dark Horse”, produção sobre Jair Bolsonaro. pic.twitter.com/yFTliXnAgN
— Intercept Brasil (@TheInterceptBr) May 19, 2026
Vorcaro é irmão e brother para os bolsonaristas
O banqueiro preso Daniel Vorcaro é chamado de meu irmão por Flávio Bolsonaro e de brother por Mario Frias. Para além dos regionalismos e das gírias, os áudios revelam intimidade entre o banqueiro, às vésperas de ser preso.
Na manhã desta terça, 19, Flávio admitiu que se encontrou com Vorcado quando o banqueiro já estava com tornozeleira eletrônica.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou publicamente que realizou uma visita pessoal a Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, logo após este ter sido liberado do cárcere preventivo sob condições de monitoramento eletrônico.
O encontro ocorreu na residência de Vorcaro, localizada na cidade de São Paulo, no encerramento do ano de 2025. Segundo Flávio, o deslocamento interestadual para encontrar Vorcaro teve como meta o encerramento definitivo das tratativas que envolviam a captação de recursos financeiros para a produção do documentário “Dark Horse”, obra audiovisual concebida como uma biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Intercept revela intimidade entre Frias e Vorcaro
De acordo com a reportagem do The Intercept Brasil, “pouco menos de uma hora após o horário em que estava previsto encontro entre o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, no dia 11 de dezembro de 2024, em Brasília, o deputado federal Mario Frias, do PL de São Paulo, enviou um áudio ao banqueiro agradecendo pelo apoio ao filme Dark Horse”.
Na gravação, obtida com exclusividade pelo Intercept, o deputado bolsonarista Frias pede autorização para informar Vorcaro sobre o andamento da produção de Dark Horse.
Ainda de acordo com o The Intercept Brasil, “o registro mostra intimidade entre Frias e Vorcaro, algo que o deputado vem tentando esconder. Na semana passada, após o Intercept revelar que o senador Flávio Bolsonaro havia negociado R$ 134 milhões com Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, Frias disse que o banqueiro não havia dado “um único centavo” para o longa-metragem.
Leia os principais trechos da reportagem do The Intercept Brasil
Cerca de 20 horas depois, o deputado emitiu outra nota e disse que havia “uma diferença de interpretação sobre a origem formal do investimento”. Ele destacou apenas que Vorcaro ou o Banco Master não haviam aparecido como investidores. A postura demonstra um distanciamento entre os dois – uma versão que um áudio e mensagens obtidas com exclusividade pelo Intercept desmontam.

O conteúdo indica que, além de produtor-executivo de “Dark Horse”, o ex-secretário especial de Cultura de Jair Bolsonaro atuava diretamente na articulação do filme financiado pelo banqueiro, que viria a ser investigado pela maior fraude bancária da história do país.
Na gravação, enviada por WhatsApp para Vorcaro em 11 de dezembro de 2024, às 18h24, Frias diz: “Só te agradecer, meu irmão. Vamos mexer com o coração de muita gente e vai ser muito importante para o nosso país, tá? Preciso de vez em quando te falar como as coisas vão andando, tá?” Imediatamente depois, Vorcaro responde: “Eu to numa ligação te chamo em seguida”. Frias diz “Blz” e, às 19h06, os dois se falam por ligação de voz durante cerca de 2 minutos.
Entenda o caso Dark Horse e a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, do banco Master
O nome do filme Dark Horse passou a ocupar o centro do debate político nacional após reportagens publicadas pelo Intercept Brasil revelarem áudios, mensagens e negociações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, o deputado Mario Frias e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
As revelações colocaram o longa-metragem sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro no centro de uma crise política, financeira e eleitoral. O caso ganhou repercussão nacional porque envolve supostos pedidos milionários de financiamento feitos a Vorcaro, que atualmente enfrenta investigações relacionadas ao colapso do Banco Master.

O que é o filme Dark Horse
Dark Horse é um projeto cinematográfico inspirado na trajetória política de Jair Bolsonaro. O nome em inglês significa algo como “azarão” ou “candidato improvável”, referência à ascensão do ex-presidente nas eleições de 2018.
Segundo reportagens publicadas pelo Intercept, o projeto teria produção internacional e participação de aliados bolsonaristas. O deputado Mario Frias aparece como produtor executivo do longa.
As reportagens também afirmam que o filme buscava financiamento privado de grande porte para garantir produção internacional, distribuição e lançamento em período próximo à disputa presidencial de 2026.
O que o Intercept revelou sobre Vorcaro e Flávio Bolsonaro
A primeira grande revelação foi publicada em 13 de maio pelo Intercept Brasil. A reportagem divulgou mensagens e áudios atribuídos a Flávio Bolsonaro em conversas com Daniel Vorcaro sobre o financiamento do filme Dark Horse.
Segundo o material obtido pelo site, Flávio teria negociado cerca de R$ 134 milhões para financiar o projeto cinematográfico sobre Jair Bolsonaro. Em uma das mensagens divulgadas, o senador afirma a Vorcaro:
“Estou e estarei contigo sempre”.
A reportagem também afirma que Flávio cobrava novos repasses financeiros para manter a produção em andamento.
Posteriormente, o próprio senador confirmou que procurou Vorcaro para buscar apoio financeiro ao filme, mas negou qualquer ilegalidade ou troca de favores. Segundo Flávio, tratava-se apenas de um “patrocínio privado”.
Quem é Daniel Vorcaro
Daniel Vorcaro ficou conhecido nacionalmente após o colapso do Banco Master. O banqueiro passou a ser investigado em casos relacionados a supostas fraudes financeiras, carteiras de crédito problemáticas e suspeitas de corrupção envolvendo integrantes do sistema financeiro brasileiro.
Em março de 2026, Vorcaro chegou a ser preso acusado de participação em esquemas investigados pela Polícia Federal e por órgãos reguladores do mercado financeiro.
A proximidade entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro ganhou ainda mais repercussão porque, meses antes, o senador havia negado relações com o banqueiro. Os áudios e mensagens divulgados pelo Intercept colocaram essa versão em xeque.
O novo áudio envolvendo Mario Frias
A crise aumentou nesta semana, após nova reportagem do Intercept divulgar um áudio envolvendo Mario Frias e Daniel Vorcaro.
Segundo o site, Frias teria enviado mensagens agradecendo ao banqueiro pelo apoio ao filme sobre Jair Bolsonaro. O conteúdo reforçou a suspeita de proximidade entre integrantes do projeto Dark Horse e o empresário investigado.
O deputado, porém, nega que recursos de Vorcaro tenham sido utilizados na produção do filme. Em publicação nas redes sociais, Frias afirmou que “não há um único centavo” do banqueiro em Dark Horse.
Apesar da negativa, o caso seguiu repercutindo porque os materiais divulgados indicariam tentativas de captação de recursos junto ao empresário.
O encontro na mansão de Vorcaro
Outra reportagem publicada pelo Intercept revelou conversas sobre um possível encontro entre Jair Bolsonaro e Daniel Vorcaro em uma mansão em Brasília.
Segundo o site, o encontro teria como objetivo aproximar o banqueiro do projeto cinematográfico ligado ao ex-presidente. O material aponta que Mario Frias e Flávio Bolsonaro teriam conhecimento da articulação.
As mensagens divulgadas mostram aliados afirmando que a reunião poderia “fazer muita diferença” para Bolsonaro.
Impacto político do caso Dark Horse
O caso envolvendo Dark Horse provocou forte desgaste político para Flávio Bolsonaro, apontado como um dos principais nomes da direita para disputar a Presidência da República em 2026.

Após as revelações, aliados e adversários passaram a questionar a relação do senador com Vorcaro. O tema ganhou espaço nas redes sociais, no mercado financeiro e no debate eleitoral.
A repercussão foi tão grande que veículos internacionais, como Reuters, Associated Press, The Guardian e Financial Times, publicaram reportagens sobre o caso.
Flávio Bolsonaro confirma reunião com Daniel Vorcaro em domicílio após prisão do ex-banqueiro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou publicamente, nesta terça-feira (19), que realizou uma visita pessoal a Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, logo após este ter sido liberado do cárcere preventivo sob condições de monitoramento eletrônico. A reportagem do Metrópoles publicada hoje havia apurado o fato, que foi confirmado por Flávio. Leia em TVT News.
O encontro ocorreu na residência de Vorcaro, localizada na cidade de São Paulo, no encerramento do ano de 2025. Segundo Flávio, o deslocamento interestadual para encontrar Vorcaro teve como meta o encerramento definitivo das tratativas que envolviam a captação de recursos financeiros para a produção do documentário “Dark Horse”, obra audiovisual concebida como uma biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nesta terça, Flávio estava em uma reunião de alinhamento político que congregou aproximadamente 70 parlamentares, entre deputados federais e senadores pertencentes ao Partido Liberal (PL).
O encontro partidário foi convocado pela cúpula da legenda com o intuito de conter o desgaste e reorganizar as diretrizes da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, impactada diretamente pela divulgação de mensagens escritas e arquivos de áudio nos quais o senador cobrava repasses de verbas do ex-banqueiro.
“Estive com ele mais uma vez, quando ele usava monitoramento eletrônico“, Flávio sobre Vorcaro
Após a reunião, ocorreu uma coletiva de imprensa, que foi quando o senador detalhou a linha temporal dos acontecimentos e justificou o motivo que o levou a comparecer ao imóvel do investigado pela Polícia Federal, destacando o momento em que tomou ciência da gravidade das apurações criminais:
“Final de 2025 foi aquele áudio que vocês ouviram. No dia seguinte, ele foi preso. Neste momento, foi a virada de chave, entendemos que a situação era mais grave. Estive com ele mais uma vez, quando ele usava monitoramento eletrônico”.
Dando continuidade às explicações sobre os motivos que o levaram a se deslocar até a capital paulista para se encontrar com um cidadão que cumpria medidas cautelares restritivas impostas pelo Poder Judiciário, Flávio Bolsonaro complementou os termos do diálogo mantido na residência:
“Fui sim até o encontro dele. Ele estava restrito e não podia sair do estado de São Paulo, então fui até ele. (…) Eu fui sim ao encontro dele para botar um ponto final nessa história. Dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investido há muito mais tempo e o filme não correria risco”.
O senador insistiu perante os profissionais de comunicação que o objeto exclusivo de todas as comunicações mantidas com Daniel Vorcaro, tanto pelas plataformas de mensagens quanto de forma presencial, restringia-se ao patrocínio da produção cinematográfica:
“Qualquer contato meu com esta pessoa foi única e exclusivamente para tratar do filme do meu pai que está ali faltando os últimos detalhes para ser concluído”, afirmou Flávio Bolsonaro.
Quando Vorcaro foi preso? Relembre
A primeira detenção de Daniel Vorcaro foi efetuada pela Polícia Federal em 17 de novembro de 2025, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.
Os agentes federais realizaram a abordagem no instante em que o então controlador do Banco Master efetuava os procedimentos para embarcar em uma aeronave executiva particular com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Um dia antes da prisão, Flávio enviou mensagem a Vorcaro
Um dia antes da deflagração da operação policial, em 16 de novembro, Flávio Bolsonaro havia encaminhado mensagens cobrando a quitação de repasses pendentes para o projeto audiovisual. Dois dias após a prisão, o Banco Central decretou a liquidação da respectiva instituição financeira.
A permanência de Vorcaro em regime fechado durou até 29 de novembro de 2025, data em que uma ordem expedida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), com sede em Brasília, concedeu o direito ao cumprimento de prisão domiciliar.
A decisão judicial impôs uma série de condicionantes, tais como a proibição de deixar os limites territoriais do estado de São Paulo, o comparecimento periódico em juízo e a obrigatoriedade do uso de tornozeleira eletrônica para monitoramento posicional. Foi justamente durante a vigência desse conjunto de restrições que o senador Flávio Bolsonaro realizou a visita presencial ao imóvel do empresário.
Posteriormente, em 4 de março de 2026, as instâncias judiciais determinaram o retorno do ex-banqueiro ao sistema prisional. A nova ordem de custódia preventiva foi exarada pelo ministro André Mendonça, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF).
O magistrado fundamentou a necessidade de restrição total da liberdade fundamentando-se no risco concreto de interferência no andamento das investigações. As diligências policiais subsequentes apontaram que o empresário mantinha uma estrutura de segurança privada paralela, suspeita de acessar dados sigilosos da própria Polícia Federal.
O comando desse grupo armado era atribuído a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, indivíduo identificado nos relatórios policiais pelo codinome “Sicário”.
Desgaste político na bancada do PL
A reunião que antecedeu as declarações do senador evidenciou o clima de contrariedade que atinge setores do Partido Liberal.
Sob a condição de sigilo, integrantes do partido relataram incômodo com a estratégia de comunicação adotada até o momento. As críticas internas apontam para a ocorrência de versões conflitantes apresentadas por aliados próximos e a falta de uma linha de defesa coordenada para fazer frente aos fatos publicados originalmente pelo site Intercept Brasil.
Mudou de ideia? Após negar, Flávio assumiu troca de mensagens com Vorcaro
O principal fator de ruído na bancada decorreu da mudança de narrativa adotada pelo próprio senador. Em um primeiro momento, Flávio Bolsonaro negou a existência de vínculos com o ex-banqueiro, posicionamento que foi revisto após a veiculação dos áudios das cobranças financeiras. A ausência de sincronia nas respostas públicas também envolveu outros membros da legenda.
O deputado federal Mário Frias (PL-SP), ligado diretamente ao desenvolvimento do longa-metragem, chegou a rechaçar publicamente o recebimento de verbas de Vorcaro no instante em que o senador já havia admitido a busca por aportes financeiros junto ao investigado.
A repercussão de uma entrevista recente concedida por Flávio Bolsonaro ao canal de jornalismo por assinatura GloboNews também colheu avaliações negativas nos bastidores do Congresso Nacional.
Na visão de parlamentares experientes do PL, as respostas dadas pelo senador de forma improvisada, sem o suporte de uma assessoria de crise estruturada, falharam em sanar as dúvidas técnicas e acabaram por amplificar o foco de desgaste sobre a articulação partidária para as eleições presidenciais.
A preocupação com o direcionamento político alcançou influenciadores e figuras públicas historicamente ligadas ao ecossistema da direita. Paulo Figueiredo, comentarista alinhado ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), externou manifestações públicas cobrando correção nos rumos da condução política e de comunicação do grupo.
Em uma transmissão posterior na internet, Eduardo Bolsonaro admitiu que o núcleo familiar e os assessores enfrentaram dificuldades operacionais para articular uma resposta célere, justificando o atraso como uma medida necessária para evitar a produção de novas contradições discursivas.
Nova estratégia traçada pela cúpula partidária em Brasília
Diante do cenário de crise, a cúpula do Partido Liberal, sob a coordenação do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, em conjunto com o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), traçou um plano de ação imediato para reposicionar o pré-candidato na arena pública.
O encontro contou com as presenças de lideranças expressivas, incluindo os líderes de bancada Carlos Portinho e Sóstenes Cavalcante, o vice-presidente da Câmara dos Deputados, Altineu Côrtes, e o senador Efraim Filho.
A orientação estabelecida pela Executiva Nacional determina o abandono da postura reativa e o início de uma agenda de deslocamentos e aparições públicas. A meta fixada consiste em impedir o isolamento político do senador e retomar a interlocução direta com setores organizados da sociedade civil e do empresariado nacional.
Como parte do cumprimento dessa nova programação institucional, Flávio Bolsonaro agendou uma viagem oficial para a cidade de São Paulo.
O roteiro de compromissos prevê a realização de reuniões de caráter econômico com representantes e operadores do mercado financeiro situados na região da Avenida Brigadeiro Faria Lima, polo que concentra sedes de fundos de investimento e corporações bancárias.
Centrais sindicais são ouvidas na comissão sobre fim da escala 6×1
Acompanhe os debates sobre o fim da escala 6×1 na comissão especial na Câmara dos Deputados. A sessão da tarde de 19 de maio tem como tema: Redução da jornada de trabalho – perspectiva da classe trabalhadora. Confira os próximos passos para a votação do fim da escala 6×1 com a TVT News.
Comissão especial debate a redução da jornada de trabalho
O tema da Comissão Especial é “Redução da jornada de trabalho – perspectiva da classe trabalhadora”. Acompanhe a sessão que debate o fim da escala 6×1:
Quem a sessão escutará
Com o tema “Redução da jornada de trabalho – perspectiva da classe trabalhadora”, a Comissão Especial que analisa a redução da jornada de trabalho e fim da 6×1 ouve, nesta tarde de 19 de maio:
Sérgio Nobre, Presidente da CUT;
Sérgio Leite, Diretor da Força Sindical;
Norton Jubelli, Diretor da UGT;
Antonio Neto, Presidente da CSB;
Moacyr Ayer Correia Andrade, Diretor da CTB;
Sônia Zerino, Presidenta da NCST;
José Gozze, Presidente da Pública Central do Servidor;
Wilson Pereira, Diretor da Contratuh e do FST;
Clemente Ganz Lúcio, Coordenador do Fórum das Centrais Sindicais;
Claudineia Bueno de Meira, Diretora da Intersindical Central da Classe Trabalhadora;
Neuriberg Dias do Rêgo, Representante do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar – DIAP.
Datas importantes para a votação do fim da escala 6×1
- 19/05 – 6ª Audiência Pública: Impacto sobre a vida das Mulheres e na Saúde de quem trabalha – 10h
- 19/05 – 7ª Audiência Pública: Limites e Possibilidades para a redução da jornada de Trabalho: perspectiva da classe trabalhadora Nereu Ramos – Centrais Sindicais e Confederações Setoriais – 14h
- 20/05 – Apresentação do Parecer – Pedido de Vista + 2 sessões
- 21/05 – Seminário Belo Horizonte – 10h
- 22/05 – Seminário Manaus
- 25/05 – 8ª Audiência Pública: Impacto sobre o trabalho rural
- 26/05 – Votação do Parecer –10h
Agenda da votação do fim da escala 6×1 na Câmara
Comissão especial da Câmara realiza audiências públicas, seminários regionais e prepara votação da PEC do fim da escala 6×1, confira:
PEC 221 e PEC 8/2025 discutem redução da jornada de trabalho
Comissão especial da Câmara realiza audiências públicas, seminários e debates sobre o fim da escala 6×1 e possíveis mudanças na jornada de trabalho no Brasil.
📌 O que está em debate?
As propostas tratam da redução da jornada de trabalho no Brasil e discutem impactos sociais, econômicos e trabalhistas da escala 6×1.
🏛️ PECs analisadas
- PEC 221/2019 — Deputado Reginaldo Lopes
- PEC 8/2025 — Deputada Erika Hilton
📅 Prazo para emendas
O prazo começou em 30 de abril e pode terminar em 15 de maio, caso haja sessões todos os dias.
Linha do tempo da comissão
Apresentação do plano de trabalho
Deliberação de requerimentos da comissão especial.
1ª Audiência Pública
Tema: Diagnósticos sobre o uso do tempo para o trabalho.
Luiz Marinho (Ministro do Trabalho), OIT, Ministério Público do Trabalho e representantes da magistratura trabalhista.
2ª Audiência Pública
Tema: Aspectos econômicos sobre a redução da jornada.
Ministério da Fazenda, IPEA, CESIT/UNICAMP e OCDE.
Negociações espontâneas e casos concretos
Debate sobre experiências de redução de jornada e semana de quatro dias.
Aspectos sociais e diálogo social
Secretaria-Geral da Presidência, SINAIT, DIEESE e Movimento Vida Além do Trabalho.
Seminário em São Paulo
Evento no Palácio do Trabalhador com participação de entidades sindicais.
Perspectiva dos empregadores
Audiência pública com confederações patronais.
Impactos sobre mulheres e saúde
Ministério das Mulheres, Ministério da Saúde, Fenatrad e Fundacentro.
Perspectiva da classe trabalhadora
Debate com centrais sindicais e confederações setoriais.
Apresentação do parecer
Relatório da comissão será apresentado com possibilidade de pedido de vista.
Votação do parecer
Comissão deve votar o texto final das propostas.
PEC do fim da escala 6×1 avança na Câmara
A pauta ganhou força principalmente após o crescimento das denúncias sobre adoecimento físico e mental provocado por jornadas extensas, baixos salários e dificuldade de convivência familiar.
A chamada escala 6×1, modelo em que a pessoa trabalha seis dias consecutivos e descansa apenas um, é bastante comum em setores como comércio, telemarketing, supermercados, logística, segurança privada, limpeza urbana e serviços terceirizados. Trabalhadores desses segmentos frequentemente relatam exaustão, dificuldade para estudar, falta de tempo para cuidados pessoais e redução do convívio social.
A comissão especial criada na Câmara vai analisar propostas que alteram a Constituição e a legislação trabalhista para permitir uma redução da jornada semanal sem redução salarial. O debate também dialoga com experiências internacionais de semana de quatro dias de trabalho e reorganização do tempo produtivo.
Os próximos dias serão decisivos para o avanço das propostas. O calendário da comissão prevê audiências públicas, seminários em diferentes estados e votação do parecer ainda em maio.
O que são PEC 221/2019 e o PL 1838/26
Entenda as diferenças entre a PEC e o PL do fim da escala 6×1.
A PEC 221/2019 é uma Proposta de Emenda à Constituição apresentada pelo deputado federal Reginaldo Lopes. O texto propõe mudanças constitucionais para reduzir a jornada máxima semanal de trabalho no país.
A medida dialoga com debates históricos sobre distribuição do tempo de trabalho, geração de empregos e melhoria das condições de vida da população trabalhadora.
Já a PEC 8/2025, apresentada pela deputada Erika Hilton, também trata da redução da jornada e do enfrentamento da escala 6×1.

A proposta ganhou grande repercussão nas redes sociais e em mobilizações organizadas pelo movimento VAT — Vida Além do Trabalho, que reúne trabalhadores em defesa de melhores condições laborais e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
O PL 1838/26, por sua vez, busca regulamentar mecanismos de reorganização das jornadas e estabelecer parâmetros para adaptação das empresas. O projeto integra o conjunto de iniciativas que tratam do fim da escala 6×1 e da construção de modelos com maior proteção social.
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As propostas têm como argumento central a necessidade de atualizar a legislação trabalhista diante das mudanças tecnológicas e produtivas ocorridas nas últimas décadas. Defensores das medidas afirmam que a produtividade cresceu, mas isso não se refletiu em melhoria proporcional da qualidade de vida da classe trabalhadora.
Outro ponto frequentemente mencionado é o impacto da jornada extensa na saúde mental. Estudos citados durante os debates apontam crescimento de casos de ansiedade, depressão e síndrome de burnout entre trabalhadores submetidos a longos períodos de atividade e poucos momentos de descanso.
Além disso, especialistas defendem que a redução da jornada pode contribuir para geração de empregos. A lógica é que a divisão das horas de trabalho entre mais pessoas pode estimular novas contratações, especialmente em setores intensivos em mão de obra.
O tema da jornada 6×1 também ganhou destaque internacionalmente após experiências de semana reduzida em países europeus. Em alguns casos, empresas relataram aumento de produtividade, redução do absenteísmo e melhora nos índices de satisfação dos trabalhadores.
Qual o calendário da comissão da PEC do fim da escala 6×1
A comissão especial da Câmara definiu um calendário de debates, audiências públicas e seminários regionais para discutir a PEC do fim da escala 6×1. O cronograma começou no final de abril e prevê votação do parecer em 26 de maio.
O prazo para apresentação de emendas começou em 30 de abril e deve seguir até 15 de maio, considerando sessões diárias na Câmara dos Deputados. O período permite que parlamentares proponham alterações ao texto analisado pela comissão.

No dia 5 de maio ocorreu a apresentação do plano de trabalho da comissão, além da deliberação de requerimentos. Já em 6 de maio foi realizada a primeira audiência pública com foco nos diagnósticos sobre o uso do tempo para o trabalho e a jornada 6×1. Participaram representantes do Ministério do Trabalho, Organização Internacional do Trabalho (OIT), Ministério Público do Trabalho e magistratura trabalhista.
A programação também inclui seminários estaduais. A Paraíba recebeu atividades em 7 de maio, enquanto São Paulo sediará seminário em 14 de maio, no Palácio do Trabalhador, ligado à Força Sindical. Rio Grande do Sul, Maranhão, Belo Horizonte e Manaus também terão debates regionais.
Entre os principais eventos previstos está a audiência pública de 12 de maio sobre os aspectos econômicos da redução da jornada de trabalho. O encontro deve reunir representantes do Ministério da Fazenda, Ipea, Unicamp e OCDE.
No dia 13 de maio serão realizadas duas audiências. A primeira discutirá negociações espontâneas e experiências concretas de redução de jornada em empresas. A segunda tratará dos impactos sociais da medida e da importância do diálogo social.
Outra audiência importante que debate a escala 6×1 ocorrerá em 19 de maio, abordando os impactos sobre a vida das mulheres e a saúde da população trabalhadora. O debate contará com representantes do Ministério das Mulheres, Ministério da Saúde, Fenatrad e Fundacentro.
Ainda em 19 de maio haverá audiência dedicada à perspectiva da classe trabalhadora, com participação de centrais sindicais e confederações setoriais.
O parecer da comissão está previsto para ser apresentado em 20 de maio. Após pedido de vista e sessões regimentais, a votação final deverá ocorrer em 26 de maio.
Debate sobre o uso do tempo para o trabalho
O primeiro eixo debatido pela comissão envolve o uso do tempo e os impactos das jornadas longas na vida cotidiana da população trabalhadora. Representantes da OIT, do Ministério Público do Trabalho e da magistratura trabalhista apresentaram análises sobre os efeitos da sobrecarga laboral.
A discussão considera que trabalhadores submetidos à escala 6×1 enfrentam maiores dificuldades para acessar lazer, cultura, educação continuada e cuidados de saúde. Mulheres trabalhadoras são apontadas como um dos grupos mais afetados, principalmente devido à dupla jornada envolvendo trabalho remunerado e tarefas domésticas.
O debate também inclui a necessidade de políticas públicas para garantir equilíbrio entre produtividade econômica e qualidade de vida.
Aspectos econômicos da redução da jornada
Outro tema presente no plano de trabalho da comissão são os impactos econômicos da redução da jornada semanal. Especialistas devem discutir efeitos sobre produtividade, emprego, renda e organização empresarial.
Setores empresariais argumentam que mudanças abruptas podem elevar custos operacionais. Já defensores da PEC afirmam que experiências internacionais mostram potencial de aumento da eficiência produtiva quando trabalhadores têm mais tempo de descanso.
Economistas ligados ao mundo do trabalho também destacam que jornadas menores podem reduzir afastamentos por adoecimento e diminuir a rotatividade de funcionários.
Experiências concretas de redução da jornada
A comissão também reservou espaço para apresentação de experiências já implementadas em empresas e organizações. Casos ligados ao modelo “4 day week” serão apresentados durante audiência pública.
Empresas que adotaram jornadas reduzidas relatam, em alguns casos, melhora no ambiente interno e aumento do engajamento das equipes. Os debates devem avaliar quais modelos podem ser adaptados à realidade brasileira.
Impactos sociais e diálogo social
O plano de trabalho destaca a importância do diálogo social na construção de mudanças trabalhistas. Representantes sindicais, movimentos sociais e órgãos governamentais participam das audiências para discutir formas de implementação das propostas.
A presença do movimento VAT — Vida Além do Trabalho — demonstra o crescimento da mobilização popular em torno do fim da escala 6×1. Nas redes sociais, trabalhadores compartilham relatos sobre exaustão física e dificuldades financeiras mesmo após jornadas extensas.
O debate também envolve a necessidade de fortalecimento da negociação coletiva e da participação sindical.
Perspectiva dos empregadores
A comissão reservou uma audiência específica para ouvir representantes patronais e confederações empresariais. O encontro deve ocorrer em 18 de maio e abordará os limites e possibilidades da redução da jornada sob a ótica dos empregadores.
Empresários de setores intensivos em mão de obra argumentam que a adaptação pode exigir reorganização de turnos e contratação adicional. Já entidades sindicais defendem que a medida pode estimular geração de empregos e circulação de renda.
Mulheres trabalhadoras e saúde
Um dos pontos centrais da comissão será o debate sobre o impacto da escala 6×1 na vida das mulheres. O encontro de 19 de maio deve abordar desigualdades de gênero no mundo do trabalho e os efeitos da sobrecarga sobre a saúde física e mental.
Entidades ligadas às trabalhadoras domésticas e pesquisadores da saúde do trabalhador apontam que jornadas extensas dificultam acesso ao descanso, à convivência familiar e ao acompanhamento médico regular.

Também devem ser discutidas políticas de proteção à maternidade e divisão mais equilibrada das responsabilidades domésticas.
Trabalho rural também entra no debate
A programação da comissão inclui uma audiência pública sobre os impactos da redução da jornada no trabalho rural. O encontro ocorrerá em 25 de maio.
O objetivo é discutir as particularidades do setor agrícola e ouvir representantes patronais e trabalhadores rurais. A discussão considera diferenças regionais e características sazonais do trabalho no campo.
Votação do parecer está prevista para 26 de maio
A votação do parecer final da comissão especial está prevista para 26 de maio, às 10h. Após essa etapa, a PEC ainda precisará tramitar em outras fases na Câmara e no Senado antes de eventual promulgação.
O avanço do debate sobre o fim da escala 6×1 demonstra o fortalecimento da discussão sobre qualidade de vida, saúde laboral e reorganização do tempo de trabalho no Brasil. A expectativa de sindicatos e movimentos sociais é que o tema permaneça em destaque nos próximos meses.
Fim da escala 6×1 é possível: tire suas dúvidas sobre o tema
O que é o fim da escala 6×1?
O debate sobre o fim da escala 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos para folgar apenas um — está no centro da discussão nacional.
A proposta é uma bandeira histórica da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais sindicais, que apontam ganhos concretos:
- Melhoria na qualidade de vida
- Redução do adoecimento e do absenteísmo
- Aumento da produtividade
- Estímulo ao consumo
- Possível geração de novos empregos
Levantamento da Nexus, Pesquisa e Inteligência de Dados, mostra que 73% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6×1, desde que não haja redução salarial. Ou seja: a sociedade entende que trabalhar para viver é diferente de viver para trabalhar.
Quais os impactos do fim da escala 6×1?
De acordo com nota técnica do Institto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), o impacto econômico do fima da escala 6×1 é mínimo:
- Na indústria e no comércio, o custo operacional adicional seria inferior a 1%.
- A redução da jornada para 40 horas semanais elevaria o custo do trabalho celetista em média 7,84%, mas, considerando o peso da mão de obra no custo total dos setores, o impacto se dilui.
- Mesmo em setores com alta dependência de mão de obra, como vigilância e limpeza, o impacto é administrável e pode ser enfrentado com políticas de transição.

O próprio Ipea destaca que aumento de custo do trabalho não significa automaticamente queda na produção ou aumento do desemprego.
Fim da escala 6×1 gera mais empregos, aponta estudo do Diesse
Um estudo do Dieese, encomendado pela Contraf-CUT, aponta que a implementação da jornada de quatro dias, entre os bancários que hoje realizam a jornada média de 37 horas semanais, teria o potencial de criar mais de 108 mil vagas no setor, ou 25% do total de vagas que existem atualmente.
“O fim da escala 6×1 pode gerar mais empregos e garantir ao trabalhador tempo para estudar, cuidar da saúde e ter lazer”, afirmou o secretário-geral da CUT, Renato Zulato
Para ele, reduzir jornadas exaustivas é uma medida concreta para abrir vagas e permitir que trabalhadores tenham tempo para qualificação e convivência familiar. “Não se trata apenas de tecnologia, mas de qualidade de vida”, afirmou, ao defender mudanças estruturais.
Fim da escala 6×1: estudo aponta que redução da jornada pode gerar 4,5 milhões de empregos
Um levantamento da economista Marilane Teixeira, pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mostra que a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 36 horas, com o fim da escala 6×1, tem potencial de gerar até 4,5 milhões de novos empregos no Brasil e elevar em cerca de 4% os níveis de produtividade no país.
O estudo faz parte do Dossiê 6×1, documento elaborado por 63 autores — entre professores, pesquisadores, auditores fiscais do Trabalho e representantes sindicais — que reúne 37 artigos sobre os impactos econômicos e sociais da medida.

A conclusão central do dossiê é direta: o Brasil está pronto para trabalhar menos. O diagnóstico contraria projeções pessimistas do mercado e derruba o argumento de que a mudança poderia provocar queda no PIB ou agravar a insolvência das empresas.
“Não vai ser agora, com avanços tecnológicos, num contexto de pleno emprego, com crescimento econômico e o nível de tecnologia que temos, que não vai ser possível no Brasil reduzir para 40 horas”, afirma Marilane Teixeira.
O que os dados mostram sobre o fim da escala 6×1
Com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do IBGE, o dossiê revela que aproximadamente 21 milhões de trabalhadores brasileiros cumprem jornada superior às 44 horas previstas na CLT. Outros 76,3% das pessoas ocupadas no país trabalham mais de 40 horas por semana — o que derruba a narrativa de que o brasileiro trabalha pouco.
A pesquisadora também chama atenção para os custos humanos da sobrecarga: em 2024, o Brasil registrou meio milhão de afastamentos por doenças psicossociais decorrentes de condições desfavoráveis no trabalho — apenas no emprego formal.
A redução da jornada atingiria diretamente 76 milhões de trabalhadores caso a escala 4×3 seja adotada, e beneficiaria cerca de 45 milhões na hipótese de migração para a jornada de 40 horas semanais em escala 5×2.
Ipea diz que é possível acabar com a escala 6×1
O estudo da Unicamp se soma a outras análises que sustentam tecnicamente a posição do governo. Uma nota técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), publicada em fevereiro de 2026, concluiu que os custos da redução da jornada para 40 horas seriam comparáveis aos de reajustes históricos do salário mínimo — medidas que não geraram desemprego. Nos grandes setores empregadores, como indústria e comércio, o impacto no custo operacional seria inferior a 1%.

Fim da escala 6×1 é possível: tire suas dúvidas sobre o tema
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