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Da Redação

Festival Cartografias de Bamba transforma a Barra Funda em palco da memória e da resistência do samba

É entre o Boteco da Dona Tati –, tradicional bar de samba de São Paulo, na esquina da rua Camaragibe e Conselheiro Brotero –, e as ruas Lopes Chaves e Brigadeiro Galvão, celeiro do samba paulistano, que encontra-se a histórica e modesta rua que ocupa apenas uma quadra: a João de Barros, na Barra Funda. Recentemente, no entanto, um novo nome passou a homenagear o espaço, que agora se tornou, enfim, a Rua do Samba da Barra funda. Será nesta via que ocorrerá o Festival Cartografias de Bamba com Samburbano, no domingo, dia 26 de julho. Leia em TVT News.

O festival reúne manifestações culturais, memória, música, religiosidade de matriz africana, economia criativa e valorização do patrimônio negro da capital paulista. Prometendo, assim, mais do que uma programação artística, a iniciativa propõe um reencontro com a história de um território que ajudou a construir a identidade do samba paulistano.

>> Festival Cartografias de Bambas ocupa a Barra Funda para defender a memória do samba

A atividade integra o calendário de ações culturais desenvolvidas pela Iniciativa Negra em parceria com o Samburbano e o Bar do Chagas, reunindo artistas, pesquisadores, moradores, integrantes de escolas de samba e coletivos comprometidos com a preservação da cultura popular.

Ao longo do dia, a programação inclui caminhada histórica, lavagem simbólica da rua conduzida por baianas e autoridades religiosas do território, rodas de samba, feira de economia criativa e homenagens a pessoas que contribuíram para fortalecer a cultura do samba e a história da Barra Funda.

A iniciativa também reforça a importância da ocupação dos espaços públicos pela cultura e pela população, valorizando uma região que, durante décadas, foi um dos principais pontos de encontro da população negra da cidade.

Rua do Samba reconhece um território de memória

O reconhecimento oficial da Rua João de Barros como Rua do Samba da Barra Funda representa mais do que uma mudança simbólica na paisagem urbana. A medida evidencia o papel desempenhado pelo bairro na formação do samba paulistano e busca preservar uma memória construída por gerações de sambistas, trabalhadores e moradores que transformaram o território em referência cultural.

Desde o início do século XX, a Barra Funda é um espaço de sociabilidade da população negra da cidade, tendo recebido trabalhadores vindos de diferentes regiões do país, muitos deles ligados às ferrovias, às indústrias e aos serviços urbanos. Foi nesse contexto que o samba passou a ocupar ruas, quintais, terreiros e espaços de convivência comunitária.

>> Memória e representação negra são resgatadas em exposição na Barra Funda

Um dos principais símbolos dessa trajetória é o Largo da Banana, considerado um dos berços do samba paulistano. O local tornou-se ponto de encontro de carregadores, trabalhadores ferroviários e músicos que, após o expediente, transformavam o cotidiano em espaço de convivência por meio da música e da cultura popular.

Essas manifestações ajudaram a consolidar uma tradição que atravessou décadas e influenciou diretamente o desenvolvimento das escolas de samba paulistanas.

A ideia do festival é resgatar a história negra da Barra Funda

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Imagens da Rua do Samba na Barra Funda, com apresentação de Jorge Ben, na década de 80 – crédito: Acervo Família Tobias

O Festival Cartografias de Bamba nasce justamente dessa proposta de preservar e compartilhar a memória construída pela população negra da Barra Funda.

Segundo a diretora-executiva da Iniciativa Negra, Nathália Oliveira, preservar esses espaços significa enfrentar processos históricos de invisibilização da população negra e reconhecer que a cidade também foi construída a partir das experiências dessas comunidades.

Ela destaca que iniciativas como o Cartografias de Bamba ajudam a fortalecer políticas públicas voltadas ao patrimônio cultural negro, ampliando o reconhecimento de lugares que, durante décadas, serviram como espaços de convivência, organização comunitária e produção cultural.

Preservar esses territórios, assim, não significa apenas registrar o passado, mas criar condições para que suas histórias continuem sendo contadas pelas pessoas que vivem e constroem esses espaços diariamente.

A compositora Symone Tobias e neta de Inocêncio Tobias, Cardeal do Samba Paulistano, fundador da coirmã Camisa Verde e Branco e figura fundamental na construção do Carnaval de São Paulo, disse estar emocionada ao ver a mudança de nome da rua João de Barros para Rua do Samba. Para ela, isso significa que, enfim, estamos reconhecendo um território que guarda a memória de “homens e mulheres que fizeram do samba um patrimônio cultural de São Paulo”.

Minha avó, Cacilda da Costa, a Dona Sinhá, e meu avô, Inocêncio Tobias, ajudaram a construir essa história, assim como tantas famílias que transformaram a Barra Funda em um dos grandes berços do samba paulistano. Como neta, sinto a responsabilidade de preservar essa memória e acredito que esse reconhecimento fortalece nossa identidade. Que cada pessoa que passar por essa rua saiba que ali pulsa a história, a resistência e o legado do nosso povo”, disse Symone Tobias.

Carlos Alberto ‘Xará’, também membro da família Tobias e um dos fundadores da Batucada Nossa Tradição complementa, “nosso propósito é resgatar a memória daqueles e daquelas que fizeram e fazem parte da história do Carnaval e do samba paulistano… Dionísio Barbosa, Inocêncio Tobias, Dona Sinhá, Carlos Alberto Tobias, o Tuba. A Rua do Samba da Barra Funda é mais do que um endereço. É um símbolo vivo da resistência, da cultura negra e da memória do povo do samba.”

Conheça o Xará

Programação

Às 11h, haverá uma caminhada histórica realizada pelo Guia Negro, plataforma de afroturismo responsável por promover experiências turísticas em diferentes cidades brasileiras, com roteiro incluino as ruas do bairro operário considerado o berço do samba em São Paulo, para resgate das histórias negras e seus apagamentos.

No período da tarde, o público poderá acompanhar a lavagem e a defumação da Rua do Samba, com as baianas e autoridades religiosas do território, aproveitando ainda a feira de economia criativa – alimentos, bebidas e produtos diversos – montada por expositores locais, empreendedores de vários setores de artesanato.

A partir das 15h, haverá a roda de samba com a Velha Guarda Musical do Camisa Verde e Branco, seguida pela entrega de flâmulas em deferência a pessoas que apoiam a iniciativa e personalidades que fazem parte do arcabouço histórico e social do samba. Nathália Oliveira e Carlos Alberto ‘Xará’ são os mestres de cerimônia. Mandatos parlamentares parceiros também estarão presentes.

A partir das 17h15, o projeto Samburbano, comandado pela sambista Roberta Oliveira, promoverá a roda de samba aberta ao público e com participação especial de Symone Tobias e convidados. Será lançado Cartilha, primeiro single de Párcio Anselmo, músico, sambista e compositor, ativo na cena cultural do samba do território. Já à noite, às 21h, a Batucada Nossa Tradição, encerrará a celebração.

O principal ativo dos comércios aqui da região é a união popular por meio do samba e das rodas e encontros que acontecem aqui. Essa celebração é mais uma prova da força que a Barra Funda tem”, afirma Francisco Cosme de Oliveira proprietário do Bar do Chagas .

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Samba Conversa Fiada no Bar do Chagas –📸 @leo.art____

Camisa Verde e Branco mantém viva a tradição do samba paulistano

Entre as atrações musicais está a participação da Velha Guarda Musical do Camisa Verde e Branco, uma das escolas de samba mais tradicionais de São Paulo e profundamente ligada à história da Barra Funda.

Fundada em 1953, a escola tem origem no antigo Grupo Barra Funda, criado ainda na década de 1910, e ocupa posição de destaque na construção do carnaval paulistano. Sua trajetória está diretamente relacionada ao desenvolvimento do samba na região e à atuação da população negra na organização de manifestações culturais da cidade.

Sobre o Cartografias de Bamba

Idealizado e coordenado pela socióloga Nathalia Oliveira, o projeto surgiu em 2024, com caráter multidisciplinar e se baseia em pesquisas e entrevistas com figuras marcantes do samba da Barra Funda, reconhecendo o local como um território historicamente negro e sambista. Entre os depoentes estão Paulo Henrique Correa, um dos fundadores da Velha Guarda Musical e da ala Velha Guarda do Camisa Verde e Branco, as primeiras de São Paulo, Symone Tobias, neta do fundador da escola, Zelão e Seu Ideval, compositores icônicos do samba e Tia Neide — que traçaram um mapa afetivo e cultural do samba paulistano, a partir de vivências, causos e memórias compartilhadas.

O projeto realiza eventos e festivais como forma de educar as novas gerações e reverenciar os griôs em vida e seus legados. Para o ano de 2026 o projeto prevê ampliar os territórios e personagens entrevistados, além de desenvolver uma metodologia de coleta de acervos sobre as memórias encontradas.

O projeto também lança publicações periódicas, tais como a Coleção Cardeais do Samba, e tem como parceiros o Alma Preta, Editora Dandara, Lab Cidade- USP, e os mandatos da deputada estadual Leci Brandão e Ediane Maria.

Serviço

  • Festival Cartografias de Bamba e Samburbano – Especial Rua do Samba da Barra Funda
  • Data: 26/07/2026 (domingo)
  • Horário: das 11h00 às 22h00
  • Local: Rua João de Barros, 23 / Rua do Samba (Bar do Chagas) – Barra Funda – SP
  • Entrada gratuita / Rua fechada para o evento

    *Sujeito à lotação do espaço

Programação:

  • 11h–13h – Caminhada histórica conduzida pelo Guia Negro
  • 13h–14h – Lavagem e defumação da Rua do Samba pelas Baianas e autoridades religiosas do território
  • 14h–21h – Feira de economia criativa, alimentos e bebidas
  • 15h–16h – Show da Velha Guarda Musical do Camisa Verde e Branco
  • 16h15 – Entrega de flâmulas e agradecimentos – Mestres de cerimônia Nathalia Oliveira e Carlos Alberto ‘Xará’
  • 17h15–18h15 – Samburbano
  • 18h15–19h – Discotecagem (padronizei “19h00” para “19h”)
  • 19h–21h – Samburbano com participação especial de Symone Tobias e convidados
  • 21h–22h – Encerramento com Batucada Nossa Tradição

Conheça a história da foto de Messi dando banho em Yamal

Após quase 20 anos, Lamine Yamal e Lionel Messi irão se reencontrar, mas desta vez em campo, e disputando a taça da Copa do Mundo. Leia em TVT News.

O ano era 2007, na época, Yamal era apenas um bebê, enquanto Messi estava começando a aparecer como um dos destaques do Barcelona, já tendo acumulado um bicampeonato da Champions League (2005 e 2006).

Lamine Yamal sequer engatinhava e Messi também estava longe de ser o craque que conhecemos hoje. No futebol, sua história estava apenas começando.

Uma campanha publicitária, no entanto, uniu essas duas estrelas do futebol mundial, separadas por 19 anos de nascimento.

Messi “batiza” novo craque do Barcelona

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Messi segura Lamine Yamal – Foto: Joan Monfort
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Messi e a mãe de Lamine Yamal – Foto: Joan Monfort

Um ensaio fotográfico, que fazia parte do calendário beneficiente do Barcelona, tinha parceria do jornal Sport e Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e contaria com a presença de Messi.

A Unicef havia feito um sorteio no bairro da Roca Fonda, em Mataró. O município era próximo a Barcelona, onde morava a família de Yamal, que se inscreveu no sorteio, e ganhou.

Quem estava por trás das lentes era o fotógrafo Joan Monfort, do jornal Sport, quem contou que o Messi estava tão tímido e que sequer sabia segurar o bebê.

O que ninguém imaginava era que, anos depois esse bebê se tornaria um dos grandes atros do Barcelona, clube que revelou Lionel Messi.

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Yamal e Messi se reencontram 19 anos depois, na final da Copa do Mundo. Imagem: Instagram oficial da FIFA

Neste domingo (19), os dois craques, que nunca se enfrentaram em campo, disputarão a final da Copa do Mundo.

Após a Espanha vencer a França e a Argentina vencer a Inglaterra nas semi-finais, as duas seleções irão disputar a taça do mundial de 2026.

A bola irá rolar às 16h (horário de Brasília) no estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos. A transmissão será pela TV Globo, SBT, canal por assinatura SporTV, ou via streaming na CazéTV, Globoplay e NSports.

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Lula visita Carreta de Saúde da Mulher no Rio de Janeiro

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, visitou, nesta sexta-feira, 17 de julho, a Unidade Móvel de Saúde da Mulher instalada em Manguinhos, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), no estacionamento da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz.

Focada no diagnóstico precoce do câncer de mama e do colo do útero, a unidade móvel oferece mamografias, ultrassonografias mamária, transvaginal e pélvica, biópsia de nódulo na mama e do colo uterino, colposcopia (preventivo) e consultas com especialistas.

Como é o atendimento na carreta de saúde da mulher

A unidade está em funcionamento desde 12 de junho e realizou 687 atendimentos de pessoas encaminhadas pela secretaria municipal de saúde.

No total, foram realizados 745 procedimentos e 626 Ofertas de Cuidado Integrado (OCI), quando a paciente percorre um único fluxo, da consulta ao diagnóstico, em até 30 dias.

O estado do Rio de Janeiro conta atualmente com 11 unidades móveis que oferecem procedimentos especializados para pacientes do SUS. São cinco unidades de saúde da mulher, quatro de exames de imagem e duas unidades especializadas em oftalmologia e cirurgias de catarata. As carretas atenderam mais de 13 mil pessoas e realizaram 31,6 mil procedimentos.

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita à Carreta de Saúde da Mulher, na Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), no Rio de Janeiro – RJ. Foto: Ricardo Stuckert

A comitiva também visitou o Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria (CSE GSF), vinculado à Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fiocruz, onde são realizados procedimentos de inserção de contraceptivos subdérmicos (Implanon).

O Implanon é um método contraceptivo de longa duração e alta eficácia, que passou a ser ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Participaram das visitas: Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; Janja Lula da Silva, primeira-dama; Alexandre Padilha, Ministro da Saúde; Governador do Rio de Janeiro em exercício, Ricardo Couto; Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere; Valcler Rangel, presidente substituto da Fiocruz; Janine Nascimento dos Santos, coordenadora do Centro de Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública; Elenice Pessoa, conselheira do Conselho Gestor Intersetorial da Saúde de Manguinhos.

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Visita à ENSP para acompanhamento de implante anticoncepcional, na Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), no Rio de Janeiro – RJ. Foto: Ricardo Stuckert

Carreta da Saúde da Mulher: saiba como funciona o programa que amplia o acesso a consultas e exames pelo SUS

A Carreta da Saúde da Mulher é uma iniciativa do Ministério da Saúde que busca ampliar o acesso de mulheres a consultas, exames e procedimentos especializados por meio de unidades móveis equipadas para atender diferentes regiões do país. Integrada ao programa Agora Tem Especialistas, a ação tem como principal objetivo reduzir filas de espera no Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecer a prevenção e facilitar o diagnóstico precoce de doenças, especialmente o câncer de mama e o câncer do colo do útero. 

As carretas, ou unidades móveis, permanecem instaladas por um período determinado em cada município antes de seguirem para outras cidades. Durante esse tempo, realizam consultas com ginecologistas, exames de imagem, procedimentos diagnósticos e orientações voltadas à prevenção de doenças.

Os atendimentos, em regra, são organizados pelas secretarias municipais de Saúde. As pacientes são chamadas a partir das filas de espera já existentes na rede pública, principalmente aquelas encaminhadas pelas equipes da atenção primária.

O objetivo é acelerar o acesso aos procedimentos especializados sem interromper o acompanhamento realizado pelas unidades de saúde dos municípios. Após os exames, os resultados retornam à rede do SUS para que cada paciente continue recebendo acompanhamento, tratamento ou novos encaminhamentos quando necessário.

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Espanha x Argentina na final da Copa do Mundo de 2026; veja horário, onde assistir e shows

Argentina e Espanha entram em campo neste domingo (19) para decidir o título da Copa do Mundo de 2026. A partida coloca frente a frente a atual campeã mundial e da Copa América 2024 e a campeã da Eurocopa de 2024. A bola rola às 16h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey/Nova York, nos Estados Unidos. Leia tudo sobre a Copa do Mundo na TVT News.

Os torcedores poderão acompanhar a decisão pela TV Globo, Globoplay, ge tv, SporTV, NSports, SBT e CazéTV. Também haverá cobertura em tempo real pelo ge. A expectativa é de audiência elevada para o confronto, que encerra a competição disputada em Estados Unidos, México e Canadá.

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A Argentina chega à decisão após vencer a Inglaterra por 2 a 1, de virada, na semifinal. Já a Espanha garantiu a vaga ao derrotar a França por 2 a 0. Agora, as duas seleções disputam o troféu mais importante do futebol mundial em um duelo que coloca Messi e Lamine Yamal frente a frente pela primeira vez em campo.

>> Conheça a história da foto de Messi dando banho em Yamal

Messi segura Lamine Yamal, quando ele ainda era um bebê de menos de um ano de vida – Foto: Joan Monfort

A equipe argentina busca o tetracampeonato mundial. Depois de conquistar o título no Catar, em 2022, a seleção tenta confirmar uma sequência de protagonismo no cenário internacional. A Espanha, por sua vez, tenta conquistar seu segundo Mundial, repetindo o feito obtido em 2010, na África do Sul.

Final da Copa do Mundo 2026

  • Data: domingo, 19 de julho
  • Horário: 16h (de Brasília)
  • Local: MetLife Stadium, Nova Jersey/Nova York, Estados Unidos
  • Transmissão: TV Globo, Globoplay, ge tv, SporTV, NSports, SBT e CazéTV

Destaques das duas seleções

A Argentina chega embalada pela classificação conquistada diante da Inglaterra e aposta novamente na força coletiva construída ao longo da competição. O principal nome da equipe segue sendo Lionel Messi que, aos 39 anos, lidera uma geração experiente e acostumada a disputar grandes decisões. Ao seu lado, jogadores como Julián Álvarez, Enzo Fernández, Alexis Mac Allister e Cristian Romero formam a base da equipe argentina.

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O atacante argentino Lionel Messi (camisa 10) comemora com os companheiros de equipe após vencer a partida das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 entre Argentina e Egito, no Atlanta Stadium, em Atlanta, em 7 de julho de 2026. (Foto de Thomas COEX / AFP)

>> Espanha x Argentina fazem duelo do espanhol na final da Copa 2026

Do lado espanhol, o destaque é uma seleção que alia juventude e intensidade. Depois de eliminar a França –, considerada a favorita da Copa –, nas semifinais, a equipe chega à decisão sustentada por um meio-campo de boa movimentação e por um ataque veloz.

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Lamine Yamal, estrela do Barcelona e da seleção da Espanha tem nacionalidade marroquina – Reprodução/FC Barcelona

Além da disputa pelo título, a final coloca frente a frente duas escolas tradicionais do futebol mundial, que apostam em estilos diferentes de jogo e chegam à decisão após campanhas consistentes.

Shows de encerramento

Pela primeira vez, a decisão da Copa do Mundo contará com um show durante o intervalo da partida, reunindo grandes nomes da música internacional.

A apresentação terá Madonna, Shakira, Justin Bieber e o grupo sul-coreano BTS. A curadoria artística ficou sob responsabilidade de Chris Martin, vocalista da banda Coldplay. Segundo a Fifa, o espetáculo será transmitido para milhões de espectadores e também apoiará o FIFA Global Citizen Education Fund, iniciativa que pretende arrecadar 100 milhões de dólares para ampliar o acesso à educação e às oportunidades no esporte em diferentes países.

Antes mesmo da bola rolar, os torcedores presentes no estádio acompanharão outra atração musical. O cantor norte-americano Post Malone fará o show de abertura da decisão cerca de 90 minutos antes do início da partida.

De acordo com a Fifa, a proposta é unir futebol, música e cultura em um mesmo evento, ampliando a programação da final e oferecendo atrações antes e durante o jogo. A entidade já havia testado esse formato na Copa do Mundo de Clubes disputada nos Estados Unidos.

Histórico entre Argentina e Espanha

Apesar da tradição das duas seleções, Argentina e Espanha se enfrentaram poucas vezes em grandes competições internacionais.

No retrospecto geral, o equilíbrio é evidente. Foram 14 partidas, com seis vitórias para cada lado e dois empates.

Em Copas do Mundo, o confronto aconteceu apenas uma vez. Na fase de grupos da edição de 1966, a Argentina venceu por 2 a 1. Desde então, as seleções não voltaram a se encontrar em Mundiais.

Goleadaaaaaa

O duelo mais recente ocorreu em um amistoso realizado em 2018, quando a Espanha goleou os argentinos por 6 a 1.

As duas equipes chegaram a ser apontadas como possíveis adversárias na Finalíssima, confronto entre os campeões da Copa América e da Eurocopa de 2024. A partida, porém, não foi realizada.

Agora, o encontro acontece em um cenário ainda mais relevante: a decisão da Copa do Mundo.

“A Odisseia”: Nolan transforma poema épico de Homero em espetáculo cinematográfico

Poucos cineastas contemporâneos teriam condições de assumir o desafio de adaptar A Odisseia, um dos textos fundadores da literatura ocidental. Menos ainda conseguiriam fazê-lo sem reduzir a epopeia de Homero a um simples espetáculo de efeitos especiais ou a um blockbuster de fantasia. Christopher Nolan, vencedor do Oscar por Oppenheimer, demonstra que pertence a esse grupo raro. Saiba mais na TVT News.

Seu novo longa-metragem, que estreou nesta quinta-feira (16) nos cinemas brasileiros, é ao mesmo tempo uma superprodução de aproximadamente US$ 250 milhões e uma reflexão profundamente humana sobre guerra, culpa, memória, poder e sobrevivência.

O filme acompanha a longa jornada de Odisseu (Ulisses, na tradição latina), interpretado por Matt Damon, tentando retornar ao reino de Ítaca após dez anos lutando na Guerra de Troia. Entre monstros, deuses, tempestades, sereias, ciclopes e feiticeiras, Nolan preserva aquilo que tornou o poema imortal: a aventura exterior é também uma viagem interior.

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Para o jornalista e crítico de cinema Luiz Zanin, que comentou o lançamento no Jornal TVT News Primeira Edição, trata-se de uma das maiores experiências cinematográficas dos últimos anos.

Zanin lembra que Nolan já vinha de uma sequência impressionante de obras como Dunkirk e Oppenheimer, nas quais demonstrou domínio absoluto da linguagem cinematográfica. Segundo ele, a adaptação de A Odisseia leva essa maturidade artística ao limite.

“O filme convoca toda a potencialidade do cinema”, afirmou o crítico, destacando o uso das câmeras IMAX de 70 mm, a fotografia monumental, o desenho de som e a trilha composta por Ludwig Göransson como elementos fundamentais da experiência.

Por que ‘A Odisseia’ continua atual quase três mil anos depois

Mais do que um filme para ser visto, A Odisseia é um filme para ser vivido dentro da sala de cinema.

Essa talvez seja sua maior qualidade.

Nolan entende que determinadas histórias exigem escala. Sua adaptação jamais seria a mesma em uma televisão ou em uma plataforma de streaming. O impacto da fotografia assinada por Hoyte van Hoytema, os enquadramentos gigantescos, o uso integral da película IMAX e o desenho sonoro transformam cada batalha, cada tempestade e cada encontro sobrenatural em uma experiência física.

A Odisseia Nolan Homero

Ao contrário de muitas superproduções recentes, Nolan prefere locações reais, embarcações construídas em tamanho natural e efeitos práticos sempre que possível. Essa escolha produz uma sensação rara de autenticidade, mesmo quando a narrativa mergulha completamente na mitologia.

Mas reduzir A Odisseia à excelência técnica seria cometer uma injustiça.

O verdadeiro mérito do filme está na maneira como ele compreende o espírito do poema atribuído a Homero. Como lembram historiadores e especialistas em literatura clássica, a obra atravessou cerca de 2.700 anos justamente porque nunca deixou de ser reinterpretada. Nolan compreende essa tradição e realiza uma adaptação que respeita o texto original sem transformá-lo em peça de museu.

Crítica: fotografia em IMAX, som e direção fazem do filme uma experiência única

O aspecto técnico impressiona desde os primeiros minutos. Filmado integralmente com câmeras IMAX, em um processo inédito para um longa dessa dimensão, o filme leva às últimas consequências a busca de Nolan por imagens de enorme definição e profundidade.

A fotografia de Hoyte van Hoytema transforma paisagens da Grécia, Marrocos, Itália, Escócia e Islândia em cenários de beleza monumental. A trilha sonora de Ludwig Göransson amplia a sensação épica sem sufocar os momentos de introspecção do protagonista.

O desenho de som merece destaque especial. As tempestades, o rugido do mar, os urros do ciclope Polifemo e o inquietante canto das sereias produzem uma imersão que dificilmente pode ser reproduzida fora da sala de cinema.

Como observou Luiz Zanin, trata-se de um filme pensado para a tela grande. Mesmo quem não conseguir assisti-lo em uma sala IMAX encontrará uma experiência audiovisual rara na produção hollywoodiana contemporânea.

Odisseu é um herói imperfeito, inteligente e marcado pela culpa

A Odisseia Nolan Homero

Odisseu jamais foi um herói convencional.

Sua principal arma nunca foi a força física, mas a inteligência.

Foi ele quem idealizou o famoso Cavalo de Troia. É ele quem derrota o ciclope Polifemo usando a astúcia. É ele quem ordena que seus marinheiros tampem os ouvidos com cera enquanto pede para ser amarrado ao mastro apenas para ouvir o irresistível canto das sereias sem sucumbir à tentação.

Como destacou Luiz Zanin, trata-se de um personagem profundamente humano: curioso, contraditório, imperfeito e permanentemente dividido entre prudência e desejo.

Nolan amplia ainda mais essa dimensão psicológica ao apresentar um Odisseu traumatizado pelo massacre cometido em Troia.

A vitória dos gregos deixa de ser glorificada para tornar-se um peso moral.

O protagonista carrega a culpa pelo extermínio de homens, mulheres e crianças, transformando sua viagem de retorno também em uma busca por redenção.

Filme estabelece paralelos entre Guerra de Troia, genocídio e mundo contemporâneo

É justamente nesse ponto que A Odisseia ultrapassa o entretenimento.

Durante sua participação na TVT News, Luiz Zanin chamou atenção para a dimensão política da adaptação.

Segundo ele, Nolan evidencia que a destruição de Troia configura um verdadeiro genocídio. Não se trata apenas da conquista militar de uma cidade, mas da eliminação sistemática de um povo inteiro.

Essa culpa acompanha Odisseu durante toda a narrativa.

O paralelo com conflitos contemporâneos surge naturalmente.

O filme convida o espectador a refletir sobre guerras, massacres de civis, deslocamentos populacionais e violência contra povos inteiros.

Outro elemento ressaltado por Zanin é a lei da hospitalidade de Zeus. Na tradição grega, receber o estrangeiro era um dever sagrado. Hostilizá-lo significava romper a ordem moral.

Em um mundo marcado pelo crescimento da xenofobia, pela perseguição a migrantes e pela crise global dos refugiados, Nolan recupera um princípio ético formulado há quase três mil anos e demonstra sua impressionante atualidade.

As personagens femininas moldam toda a jornada de Odisseu

Embora a epopeia acompanhe o retorno de Odisseu, são as mulheres que frequentemente determinam os rumos da narrativa.

Penélope (Anne Hathaway) deixa de ser apenas a esposa que espera o marido e aparece como uma figura politicamente habilidosa, capaz de preservar o reino durante anos utilizando inteligência e estratégia.

Atena (Zendaya) atua como a grande conselheira do herói, simbolizando sabedoria e racionalidade.

Circe (Samantha Morton), Calipso (Charlize Theron) e as sereias representam diferentes formas de sedução, conhecimento e poder. Elas desafiam Odisseu constantemente, obrigando-o a enfrentar tanto monstros exteriores quanto seus próprios limites.

Nolan preserva essa riqueza simbólica sem reduzir essas personagens a simples interesses românticos ou obstáculos narrativos.

Adaptação respeita Homero sem abrir mão da linguagem contemporânea

Antes mesmo da estreia, o filme foi alvo de críticas nas redes sociais por escolhas de elenco, figurino e representação dos personagens mitológicos.

Essas discussões ignoram um aspecto essencial das grandes adaptações literárias.

Nenhuma obra atravessa quase três mil anos permanecendo inalterada.

Especialistas em adaptação lembram que fidelidade absoluta é impossível. O verdadeiro desafio consiste em preservar o espírito da obra original enquanto ela dialoga com o público de seu tempo.

Nolan compreende perfeitamente esse princípio.

Sua A Odisseia permanece profundamente homérica sem abrir mão de sua identidade autoral.

Vale a pena assistir ‘A Odisseia’?

Naturalmente, existem pequenas limitações.

Matt Damon entrega uma atuação segura, embora sua personalidade cinematográfica permaneça bastante reconhecível. Alguns diálogos assumem um tom excessivamente teatral e o grande número de estrelas às vezes dificulta uma imersão ainda maior.

Por outro lado, Robert Pattinson oferece uma das melhores interpretações do filme como Antínoo, enquanto Tom Holland surpreende ao construir um Telêmaco emocionalmente complexo e muito mais maduro do que aparenta à primeira vista.

No conjunto, porém, as qualidades superam amplamente quaisquer pequenas ressalvas.

Fotografia, montagem, direção de arte, desenho de som e trilha sonora alcançam um nível raramente visto no cinema comercial contemporâneo.

Não por acaso, A Odisseia estreou com aprovação quase unânime da crítica internacional e já figura entre os filmes mais elogiados da carreira de Christopher Nolan.

Mais importante, porém, é perceber que Nolan realiza algo extremamente raro: transforma um dos maiores monumentos da literatura mundial em uma obra cinematográfica grandiosa sem abrir mão de sua densidade ética, filosófica e política.

Como sintetizou Luiz Zanin, trata-se da “aventura das aventuras”. Mas é também uma reflexão sobre culpa, guerra, inteligência, hospitalidade, poder e humanidade.

Três mil anos depois de Homero, a viagem de Odisseu continua perguntando às sociedades contemporâneas que tipo de vitória realmente merece ser celebrada. E Christopher Nolan responde com um filme que honra a tradição do épico sem perder de vista os dilemas do presente.

Espanha x Argentina fazem jogo do espanhol na final da Copa 2026

Espanha x Argentina entram em campo para decidir a Copa do Mundo de 2026, mas a disputa também coloca em destaque um patrimônio cultural compartilhado por mais de 500 milhões de pessoas. Pela primeira vez desde 1930, a final da Copa do Mundo reúne duas seleções que têm o espanhol como idioma oficial.

Da origem da língua às diferenças entre o castelhano europeu e o espanhol rioplatense, passando pela literatura, pela música e pelo tango, o confronto também oferece um panorama da riqueza cultural do universo hispânico.

No dia 19 de julho de 2026, Espanha e Argentina decidirão a Copa do Mundo da FIFA em uma partida que, antes mesmo de a bola rolar, já consagra um idioma como grande protagonista: o espanhol.

A final representa um confronto entre a raiz europeia e a ramificação americana de uma língua falada em mais de 20 países, carregando em cada sotaque e em cada conjugação verbal as marcas de cada cultura.

Trata-se de um duelo entre a seleção que carrega a tradição do berço do idioma, a Espanha de Castela, e a Argentina, nação que forjou uma das variantes mais vibrantes e musicalmente distintas do espanhol, o castelhano rio-platense.

Enquanto os times se preparam taticamente, as arquibancadas virtuais e reais já se transformam em uma imensa sala de aula viva, onde o “tú” madrilenho e o “vos” portenho se enfrentam em uma batalha de pronomes e fonemas, tão acirrada quanto a disputa taça da Copa do Mundo.

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Yamal e Messi se reencontram 19 anos depois, na final da Copa do Mundo. Imagem: Instagram oficial da FIFA

Qual a língua mais campeã da história da Copa do Mundo

De 1930 a 2022, apenas oito países diferentes venceram uma Copa do Mundo. Mas se, em vez de bandeiras, agruparmos os títulos pelo idioma oficial de cada país campeão, o domínio é do espanhol : Uruguai, Argentina e Espanha somam 6 conquistas. E para 2026, como a grande final será disputada entre duas seleções de fala hispânica, já pode ser considerado mais um troféu para o idioma, elevando a contagem para 7 títulos.

O português vem logo atrás com a hegemonia do Brasil (5 taças), seguido de perto por alemão e italiano. O ranking revela não apenas a força do futebol sul-americano, mas também a influência cultural da cultura latina no esporte mais popular do planeta.

🏆 Ranking das Línguas Mais Campeãs da Copa

Número de títulos por idioma (incluída a previsão para 2026, com campeão de fala espanhola)

🇪🇸 Espanhol 7
🇧🇷 Português 5
🇩🇪 Alemão 4
🇮🇹 Italiano 4
🇫🇷 Francês 2
🇬🇧 Inglês 1

* Considerando que a final da Copa de 2026 terá dois países de língua espanhola, atribuímos mais um título ao espanhol.

📊 Total de títulos por idioma (atualizado até 2022 + projeção 2026).

Como Espanha e Argentina têm o espanhol como língua oficial, a conquista do torneio já está garantida para o idioma antes mesmo da decisão. Com isso, o espanhol alcança sete títulos: o da edição 2026, e o resultado da soma das conquistas de Argentina (1978, 1986 e 2022), Uruguai (1930 e 1950), Espanha (2010).

PosiçãoLínguaPaíses campeõesTotal de títulos
🥇EspanholArgentina (3), Uruguai (2), Espanha (1) + campeão de 2026 (1)7
🥈PortuguêsBrasil (5)5
🥉AlemãoAlemanha (4)4
ItalianoItália (4)4
FrancêsFrança (2)2
InglêsInglaterra (1)1

7 títulos em espanhol

  • Argentina: 3 (1978, 1986 e 2022)
  • Uruguai: 2 (1930 e 1950)
  • Espanha: 1 (2010)
  • 🏆 Final da Copa do Mundo de 2026: +1 (Espanha ou Argentina)

Total: 7 títulos

Segunda língua mais falada na Copa, espanhol é o idioma da final

A classificação de “La Roja” e “La Albiceleste” para a final da Copa do Mundo coroa o espanhol, que foi a segunda língua mais falada na Copa do Mundo 2026, de acordo com dados levantados pela reportagem da TVT News.

Empatado com o francês e o árabe, é o segundo idioma mais presente entre os países classificados, ficando atrás somente do inglês. Das 48 seleções participantes do mundial, oito adotam o espanhol como forma oficial ou majoritária de comunicação: Argentina, Colômbia, Equador, Espanha, México, Panamá, Paraguai e Uruguai.

Essa representatividade não é mero acaso. Com aproximadamente 500 milhões de falantes nativos no planeta, o idioma perde apenas para o chinês mandarim em números absolutos de pessoas que o têm como língua materna. No contexto do esporte, e mais especificamente no futebol, essa presença ganha contornos de paixão e fervor, ditando o ritmo vibrante das arquibancadas e os gritos de gol que ecoam de Madri a Buenos Aires, de Montevidéu à Cidade do México.

A predominância de nações latino-americanas nessa lista ilustra a expansão histórica do idioma e a apropriação do esporte bretão por essas populações, que transformaram o jogo técnico inventado pelos ingleses em uma genuína forma de arte e expressão identitária regional.

Quais as diferenças do espanhol na Argentina e na Espanha?

A unidade do espanhol permite que um madrilenho e um portenho conversem sem necessidade de um tradutor. As diferenças, no entanto, são a alma do idioma e se manifestam com vigor em três pilares: pronúncia, pronomes e vocabulário.

A diferença fonética mais imediata está no som das letras “c” (antes de “e” e “i”) e “z”. Na maior parte da Espanha, essas letras são pronunciadas com um som interdental, semelhante ao “th” surdo do inglês em “think”. Assim, “caza” (caça) e “casa” (lar) são palavras distintas na fala. Na Argentina, como em toda a América Latina, ambas soam como um “s”, neutralizando a distinção. Esse fenômeno se chama seseo.

Outro ponto marcante é o som do “y” e do “ll”. Enquanto na Espanha a tendência é um som mais suave, na região do Rio da Prata, que abrange Buenos Aires e arredores, ocorre o fenômeno do yeísmo rehilado, uma forte vibração que transforma “yo” (eu) em algo como “sho” ou “zho”, e “calle” (rua) em “cashe” ou “cazhe”.

A divergência gramatical mais interessante é o uso do pronome “vos” em vez de “tú”. O voseo é o espelho linguístico da identidade argentina. Ele não altera apenas o pronome, mas toda a conjugação verbal, que guarda resquícios do espanhol antigo.

O “tú eres” se torna “vos sos”; o “tú tienes”, “vos tenés”; e o imperativo “di tú” vira “decí vos”. Essa forma de tratamento cria uma distância do “tú” peninsular e se tornou um símbolo de pertencimento nacional.

Exemplos de palavras em espanhol na Argentina e na Espanha

  • Automóvel = Coche (Espanha) / Auto (Argentina)
  • Aparelho celular = Móvil (Espanha) / Celular (Argentina)
  • Ônibus urbano = Autobús (Espanha) / Colectivo (Argentina)
  • Apartamento = Piso (Espanha) / Departamento (Argentina)
  • Camiseta de time = Camiseta (Espanha) / Remera (Argentina)
  • Morango (fruta) = Fresa (Espanha) / Frutilla (Argentina)
  • Computador = Ordenador (Espanha) / Computadora (Argentina)

As escalações de Espanha x Argentina

Entre Dom Quixote e Ficciones, entre Mediterráneo e Gracias a la Vida, a melhor torcida talvez seja pela permanência dessa riqueza cultural, que faz da língua espanhola muito mais do que um meio de comunicação: um patrimônio compartilhado por centenas de milhões de pessoas.

Seleção da Espanha

  • Defesa (Literatura): Miguel de Cervantes, Federico García Lorca, RosaMontero e Irene Vallejo.
  • Ataque (Música): Julio Iglesias, Enrique Iglesias, Rosalía e Joan Manuel Serrat.

Seleção da Argentina

  • Defesa (Literatura): José Hernández, Jorge Luis Borges, Julio Cortázar, Ernesto Sabato e Rita Segato.
  • Ataque (Música): Mercedes Sosa, Fito Páez, Charly García e Soledad Pastorutti.

Espanha x Argentina na Literatura

O confronto no gramado é, também, um embate de bibliotecas. Conheça os principais nomes da literatura em espanhl de Espanha e Argentina.

Escalação da Espanha: Miguel de Cervantes, Federico García Lorca e Irene Vallejo

Miguel de Cervantes Saavedra (1547-1616) é a pedra angular. Sua vida foi um romance de aventuras e desventuras: soldado na Batalha de Lepanto, onde perdeu a mobilidade da mão esquerda, e cativo por cinco anos em Argel. De volta à Espanha, um funcionalismo público frustrante e a prisão foram o caldo de sua criação. Em 1605, publicou a primeira parte de “Dom Quixote de La Mancha”, uma obra que, ao parodiar os romances de cavalaria, fundou o romance moderno. A saga do fidalgo que enlouquece lendo e decide se tornar cavaleiro andante, ao lado do prosaico escudeiro Sancho Pança, é uma profunda meditação sobre realidade, idealismo e a própria condição humana. Cervantes deu ao espanhol o epíteto de “la lengua de Cervantes”.

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Dom Quixote, obra fundante da língua espanhola. Imagem: Reprodução

Federico García Lorca (1898-1936) é o poeta e dramaturgo que canalizou o duende, essa força telúrica e misteriosa da alma espanhola. Nascido em Fuente Vaqueros, Granada, foi farol da Geração de 27. Sua obra funde a tradição popular andaluza com uma vanguarda transbordante. No teatro, escreveu a trilogia das tragédias rurais espanholas, com “Bodas de Sangue”, “Yerma” e “A Casa de Bernarda Alba”, um retrato sufocante do patriarcado e da repressão. Sua poesia, com livros como “Romancero Gitano” e “Poeta en Nueva York”, transita do lirismo mais puro à denúncia social. Foi assassinado pela milícia franquista no início da Guerra Civil Espanhola, seu corpo permanecendo desaparecido, o que o transformou em um símbolo perene da memória histórica.

Irene Vallejo (n. 1979) é a voz contemporânea que fez a ponte entre a filologia clássica e o grande público. Doutora pela Universidade de Zaragoza, ela alcançou projeção internacional com o ensaio “O Infinito em um Junco” (2019), uma história da invenção dos livros na Antiguidade que se lê como uma epopeia de aventura. A obra narra a frágil sobrevivência dos textos desde os papiros de Alexandre, o Grande, até as fogueiras da censura, defendendo a leitura como um ato de resistência. Sua habilidade em tornar acessível a saga dos primeiros leitores a consagrou como uma das mais respeitadas pensadoras do humanismo em espanhol.

Rosa Montero: Nascida em Madri, em 1951, a jornalista e escritora é um dos grandes pilares da literatura hispânica contemporânea. Colaboradora do jornal El País desde 1976, Montero construiu uma vasta bibliografia que explora a psicologia e as complexidades das relações humanas. Suas obras, sempre aclamadas e multipremiadas, fundem perfeitamente memória, reflexão e reportagem, cativando leitores por todo o planeta e provando que, como ela mesma define, os livros são sonhos sonhados de olhos abertos.

Escalação da Argentina: José Hernández, Jorge Luis Borges, Julio Cortázar, Ernesto Sabato e Rita Segato

José Hernández: Autor essencial para a formação da identidade cultural do país, Hernández eternizou a figura do homem do campo através do poema épico O Gaúcho Martín Fierro (1872). A obra descreve as adversidades, a bravura e as injustiças sofridas por um trabalhador rural recrutado de maneira forçada para defender as fronteiras argentinas. Utilizando o vocabulário rústico e a cadência musical dos pampas, o autor transformou as dores de Fierro em um retrato profundo do espírito rioplatense, erguendo um pilar literário que influenciou praticamente todos os intelectuais que vieram a seguir.

Jorge Luis Borges: O cultuado gênio de Buenos Aires é a própria personificação intelectual da América Latina perante o mundo. Borges, que perdeu a visão ao longo da idade adulta mas liderou a Biblioteca Nacional da Argentina com vigor absoluto, ergueu uma obra na qual o conceito de tempo, a ilusão dos espelhos e os caminhos dos labirintos atuam como personagens principais de seus contos fantásticos. Coletâneas majestosas como Ficciones e O Aleph redefiniram a ficção latino-americana, provando ser possível construir mundos complexos inteiros utilizando apenas um punhado de páginas cirurgicamente escritas.

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Fotografia de Jorge Luis Borges por Eduardo Comesaña, doado ao Museu Nacional de Belas Artes, Buenos Aires. Wikimedia Commons

Julio Cortázar: Expoente maiúsculo do movimento internacional conhecido como “Boom Latino-americano”, Cortázar passou vastas décadas radicado em Paris, porém seus textos transbordam a melancolia, o humor e o compasso rítmico do homem rioplatense (sempre ao som de um disco de jazz). Ele subverteu a estrutura formal da prosa ao entregar O Jogo da Amarelinha (Rayuela), um antirromance genial que entrega ao leitor a opção ativa de selecionar a ordem de leitura dos capítulos, destruindo de forma proposital a linearidade clássica dos livros convencionais.

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Jogo da Amarelinha, obra mais conhecida de Cortázar. Imagem: Reprodução

Ernesto Sabato: Cientista com sólida formação em física que escolheu abdicar dos números exatos para se afogar no mar turvo das angústias existencialistas da alma, Sabato consolidou um legado crítico e fascinante. Ele foi o arquiteto de romances densos e carregados de tensão psicológica. O magistral trabalho O Túnel desponta como um estudo cirúrgico da obsessão, do isolamento urbano e da incomunicabilidade do sujeito moderno. Sabato explorou ainda as fraturas profundas da sociedade em Sobre Heróis e Tumbas.

Rita Segato: Antropóloga, pesquisadora atenta e intelectual de calibre internacional, Segato destaca-se como uma das pensadoras feministas com maior projeção na atualidade. Suas linhas de estudo decodificam incansavelmente os padrões de violência, o exercício do poder e as amarras coloniais que ainda regem diversas esferas na América Latina moderna. Em sua essencial obra As estruturas elementares da violência, a autora utiliza uma linguagem acadêmica densa e esclarecedora para apontar as raízes estruturais dos confrontos de gênero e da opressão institucional latino-americana.

Espanha x Argentina na música

As duas nações ofereceram ao mundo trilhas sonoras que definem a latinidade. Do flamenco pop à trova, do rock nacional ao folclore, a disputa é de igual para igual.

Escalação da Espanha: Julio Iglesias, Enrique Iglesias, Rosalia e Joan Manuel Serrat

Julio Iglesias (n. 1943) é o arquétipo do crooner latino. Ex-goleiro do Real Madrid Castilla, um acidente de carro o afastou dos gramados e, durante a convalescença, uma enfermeira lhe deu um violão. Dali surgiu o fenômeno que, com “Hey” e “Me Olvidé de Vivir”, popularizou a balada romântica em espanhol no mundo. Sua gravação de “La Cumparsita” e a construção de uma carreira global multilíngue o tornaram um dos artistas recordistas de vendas da história, pavimentando o caminho da música latina nos mercados asiático e americano.

Enrique Iglesias (n. 1975) herdou o nome e reinventou a fórmula. Nascido em Madri e criado em Miami, fundiu o pop latino com batidas dançantes e R&B, tornando-se o rei do crossover global no fim dos anos 1990 e 2000. Sucessos como “Bailamos” e “Hero” dominaram paradas, mas foi com o reggaeton-pop de “Bailando” (2014), com Descemer Bueno e Gente de Zona, que ele estabeleceu um hino de alcance planetário, somando bilhões de visualizações. Sua carreira simboliza a desterritorialização do idioma, criando hits que unem as Américas e a Europa.

Rosalia (n. 1992) é a força disruptiva que pegou a tradição e a projetou no futuro. Nascida em Sant Esteve Sesrovires, Catalunha, sua formação é flamenca, mas sua cabeça é pop. Depois do álbum “Los Ángeles”, fiel ao cante jondo, ela lançou “El Mal Querer” (2018), um marco conceitual que mistura flamenco com batidas eletrônicas e trap. O single “Malamente” foi um choque cultural. Seu trabalho posterior, com “Motomami”, expandiu ainda mais esse universo sonoro com reggaeton, jazz e bachata, fazendo dela a artista mais influente da nova música em espanhol.

Joan Manuel Serrat (n. 1943)  Cantautor catalão, fez uma carreira bilíngue que é um manifesto de resistência cultural. Sua musicalização de poemas, especialmente os de Antonio Machado em “Dedicado a Antonio Machado, Poeta” (1969), popularizou a poesia entre o grande público. O álbum “Mediterráneo”, de 1971, é um dos discos mais importantes da história da música na Espanha, com a faixa-título sendo um hino à luz e à terra. Figura ética, seu exílio no México em 1975 por se opor ao franquismo cimentou sua imagem como a voz íntegra de uma Espanha democrática e plural.

Escalação da Argentina: Mercedes Sosa; Fito Páez, Charly García, Soledad Pastorutti

Mercedes Sosa (1935-2009) foi “La Negra”, a voz da terra. Nascida em San Miguel de Tucumán, sua poderosa contralto foi o veículo do movimento do “Nuevo Cancionero”, que fundiu o folclore argentino com letras de protesto social. Suas interpretações de “Alfonsina y el Mar”, “Gracias a la Vida” (de Violeta Parra) e “Solo le Pido a Dios” (de León Gieco) são versões definitivas. Perseguida e exilada pela ditadura militar argentina, retornou em 1982 para um concerto histórico no Teatro Ópera de Buenos Aires, que se transformou em um ato coletivo de cura e retorno à democracia.

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Retrato da cantora argentina Mercedes Sosa por Annemarie Heinrich.

Fito Páez (n. 1963) é o artífice do rock argentino como expressão sentimental e urbana. Nascido em Rosário, sua vida foi marcada por tragédias que transfigurou em arte. Seu álbum “El Amor Después del Amor” (1992) é o mais vendido da história do rock argentino, um tratado pop sobre recomeço e paixão com canções como “Tumbas de la Gloria”, “A Rodar mi Vida” e o dueto de “La Rueda Mágica” com Charly García. Seu talento como multi-instrumentista e letrista o coloca no centro do cânone roqueiro latino-americano.

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Fito Paez em Curico, Fiesta de la vendimia 2015. Foto: Wikimedia Commons

Charly García (n. 1951) é o gênio indomável, o músico que distorceu a música popular argentina. Tecladista, compositor e produtor, sua trajetória começa com o Sui Generis, banda folk-rock que cantou as angústias adolescentes. Sua fase com a superbanda Serú Girán elevou o rock a um patamar de sofisticação musical e complexidade lírica. Na carreira solo, discos como “Clics Modernos” (1983), influenciado pela new wave nova-iorquina, e “Piano Bar” trouxeram hits como “Nos Siguen Pegando Abajo” e “Demoliendo Hoteles”. Sua persona, um misto de enfant terrible e artista inovador, fez dele um ícone cultural de Buenos Aires.

Soledad Pastorutti (n. 1980), conhecida como “La Sole”, revitalizou o folclore para o século XXI. Nascida em Arequito, província de Santa Fé, irrompeu na cena musical argentina aos 16 anos no Festival de Cosquín, o maior palco do folclore nacional, com uma força cênica que contagiou o país. Com hits como “Tren del Cielo” e “A Don Ata”, ela trouxe as chacareras e zambas para as novas gerações, vendendo milhões de discos e estabelecendo uma ponte entre a tradição rural e a indústria do entretenimento, sem nunca abandonar a essência de sua mensagem.

Carlos Gardel e o tango

Falar de Argentina e música é mergulhar em um mito fonográfico que transcende nacionalidades. Carlos Gardel é o rosto e a voz do tango, mesmo que sua figura seja um quebra-cabeça biográfico. Ele próprio brincava: “Nasci em Buenos Aires aos dois anos e meio”. De origem disputada — para os uruguaios, nasceu em Tacuarembó; para os franceses, em Toulouse; para os argentinos, é portenho por adoção —, seu documento oficial francês o declara filho de uma lavadeira solteira, que o levou criança ao bairro do Abasto, em Buenos Aires.

Foi no Abasto que o menino Charles Romuald Gardès se tornou Carlitos, aprendendo o lunfardo e a melancolia do arrabalde. O tango nasceu nessa encruzilhada portuária do final do século XIX, filho híbrido de imigrantes europeus, ritmos africanos como o candombe, e a milonga dos pampas. Marginal e dançado entre homens nos prostíbulos, foi ganhando respeito até entrar nos salões de Paris nos anos 1910 e, então, ser aceito pela alta sociedade portenha.

Gardel formou uma dupla histórica com o violonista uruguaio José Razzano e, mais tarde, consolidou-se como solista, padronizando a canção de tango que antes era apenas instrumental. Sua voz de barítono aveludada deu forma a clássicos imortais como “Mi Noche Triste” (primeiro tango-canção com letra), “El Día que me Quieras”, “Volver” e “Por una Cabeza”.

Ao atuar em filmes da Paramount, tornou-se uma estrela continental. Sua morte trágica em um acidente aéreo em Medellín, Colômbia, em 1935, interrompeu sua vida aos 44 anos, mas selou sua lenda. “Cada vez canta mejor” (“Cada vez canta melhor”), diz o dito popular que mantém sua voz viva, ecoando em cada esquina onde um bandoneón chora.

Flamenco x Tango: o embate dos ritmos

Embora possuam origens culturais diferentes, o flamenco e o tango dividem uma profunda carga emocional e uma forte natureza expressiva.

Se a final da Copa do Mundo de 2026 coloca frente a frente duas potências do futebol, ela também reúne dois dos maiores símbolos da cultura hispânica. Do lado espanhol está o flamenco, expressão artística nascida na Andaluzia que combina música, canto e dança marcados pelo violão, pelas palmas e pelo sapateado.

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Flamenco. Foto: Holger Uwe Schmitt / Wikimedia Commons

Do lado argentino aparece o tango, surgido na região do Rio da Prata, entre Buenos Aires e Montevidéu, caracterizado pelo abraço dos dançarinos, pela presença do bandoneón e por melodias que retratam amor, saudade e a vida urbana. Embora tenham origens, ritmos e estilos diferentes, as duas manifestações compartilham a intensidade da interpretação e o papel de representar a identidade de seus povos.

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O tango em Buenos Aires. Foto: Manticora87/ Wikimedia Commons

Quais países na Copa do Mundo falam espanhol

A força do idioma espanhol no mundial de 2026 se deve, quase que inteiramente, ao continente americano. Das oito seleções que falam espanhol, sete estão nas Américas, demonstrando o peso da região na competição:

  • Espanha: O berço europeu do idioma, campeã mundial em 2010 e uma das grandes potências do futebol moderno.
  • Argentina: a atual campeã do mundo entrou em campo defendendo o título conquistado no Catar, trazendo o sotaque portenho e uma legião apaixonada de fãs.
  • México: um dos países-sede de 2026 e a nação com o maior número de falantes nativos de espanhol no planeta.
  • Uruguai: a primeira nação a sediar e vencer uma Copa do Mundo (em 1930), mantendo uma tradição esportiva gigante para um país de proporções territoriais menores.
  • Colômbia: uma das forças sul-americanas, famosa pelo talento de seus jogadores e pela vibração constante de sua torcida.
  • Equador: país sul-americano que tem o espanhol como idioma principal de comunicação, dividindo espaço com línguas indígenas como o Quéchua para relações interculturais.
  • Paraguai: Uma nação bilíngue: o espanhol é idioma oficial ao lado do Guarani, língua nativa falada por grande parte da população.
  • Panamá: representante da América Central que usa o espanhol como sua língua oficial e base de sua identidade cultural.

Línguas mais faladas na Copa do Mundo 2026: espanhol, francês, árabe e inglês lideram

As línguas mais faladas na Copa do Mundo 2026 revelam a diversidade dos 48 países classificados para o torneio que será disputado em junho e julho nos Estados Unidos, México e Canadá.

A lista de seleções reúne idiomas de quatro continentes — do guarani indígena do Paraguai ao uzbeque da Ásia Central — em um mapa linguístico que mostra tanto a diversidade como a marca da história.

A liderança de idiomas de origem europeia, como inglês, francês e espanhol é sinal dos processos de colonização e imperialismo de Espanha, Inglaterra e Portugal (o português está presente em países de 3 continentes na Copa do Mundo). Por outro lado, também mostra a expansão do império árabe, que da península arábica, chegou até o norte da África.

Línguas Mais Faladas na Copa do Mundo 2026

Inglês (9 países)
Espanhol (8 países)
Francês (8 países)
Árabe (8 países)
Alemão (4 países)
Holandês (3 países)
Português (3 países)

Ranking das línguas mais faladas na Copa do Mundo

Considerando o status de língua oficial ou o idioma majoritário de comunicação de cada nação classificada, este é o ranking dos idiomas mais presentes na Copa do Mundo da FIFA 2026:

PosiçãoIdiomaNúmero de PaísesPaíses Representantes
Inglês9África do Sul, Canadá, Escócia, Estados Unidos, Austrália, Curaçao, Nova Zelândia, Inglaterra, Gana
Espanhol8México, Paraguai, Equador, Espanha, Uruguai, Argentina, Colômbia, Panamá
Francês8Canadá, Suíça, Haiti, Costa do Marfim, Bélgica, França, Senegal, RD Congo
Árabe8Catar, Marrocos, Tunísia, Egito, Arábia Saudita, Iraque, Argélia, Jordânia
Alemão4Suíça, Alemanha, Bélgica, Áustria
Holandês3Curaçao, Holanda, Bélgica
Português3Brasil, Cabo Verde, Portugal
Croata2Bósnia, Croácia

Em países com mais de um idioma oficial, foi considerado o id

Para quem é a sua torcida nessa final do espanhol?

Agora, queremos saber: seu coração linguístico bate mais forte pelo seseio doce e o calor das castanholas, ou pelo sotaque vibrante do “vos” e a poesia do tango?

A partida em Nova Iorque coroará apenas um campeão no futebol, mas o idioma espanhol — essa força viva, moldada em lados opostos do oceano — já saiu vitorioso. A sua torcida é pelo realismo mágico e Buenos Aires, ou pela tradição de La Mancha e Al-Andalus? Que comece o jogo das palavras.

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