Agora

Da Redação

Amazônia tem menor desmatamento em 20 anos, afirma Inpe

O Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) registrou no mês de junho de 2026 a queda de 35% nos alertas de desmatamento na Amazônia, em relação ao mesmo mês do ano passado. Saiba mais na TVT News.

No último mês, foram registrados 1.233 alertas que alcançaram uma área de 297, 26 quilômetros quadrados (km²). Em junho de 2025, os alertas somaram 1.238, mas atingiram uma área de 457,61 km².

A área afetada pela supressão da vegetação nativa da Amazônia é a menor em 20 anos, com redução contínua desde 2023, quando os alertas alcançaram 663 km² frente aos 1.120,2 km² de alertas detectados em 2022.

>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp

Junho é o 11º mês do calendário de monitoramento 2025/2026, que já acumula para o período 11.554 alertas em uma área de 2.485,9 km². A área atingida também representa uma diminuição de 37,2% em relação aso mesmos 11 meses do calendário de 2024/2025, quando os desmatamentos alcançaram 3.959,98 km²

Cerrado

No bioma Cerrado, também houve redução das áreas com aviso de alerta de desmatamento no mês de junho. Foram registrados no último mês 2.880 alertas, em 481,52 km².

Em junho de 2025, apesar do número de alertas menor (1.444), a área alcançada foi maior, alcançando 508,69 km², o que significou redução de 5,3%.

Em nota técnica, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), unidade de pesquisa que gerencia o sistema Deter, informou que no bioma Cerrado, o mês de junho foi de intensa cobertura de nuvens, o que pode ter dificultado o mapeamento em determinadas regiões.

No acumulado de agosto de 2025 a junho de 2026, os avisos somaram 22.256, e alcançaram uma área de 4.689,40 km². A área representa uma diminuição de 7,9% em relação ao mesmo período do calendário de monitoramento anterior, quando os avisos de desmatamento foram registrados em 5.091 km².  

Fabíola Sinimbú – repórter da Agência Brasil

Jorge Jesus assume Portugal e relembra recado a Neymar: “Você acabou”

Apresentado nesta sexta-feira (10) como novo técnico da seleção de Portugal, Jorge Jesus aproveitou a primeira entrevista coletiva no cargo para deixar claro que pretende tomar decisões baseadas exclusivamente no desempenho dos jogadores, independentemente do prestígio ou da história de cada atleta. Para ilustrar sua filosofia, o treinador português relembrou um episódio envolvendo Neymar durante a passagem de ambos pelo Al-Hilal, da Arábia Saudita. Saiba mais na TVT News.

Ao ser questionado sobre como administrará a reta final da carreira de Cristiano Ronaldo na seleção portuguesa, Jesus afirmou que nunca escalou jogadores pelo nome e usou o atacante brasileiro como exemplo.

“Para mim o passado, o nome não conta. Eu já treinei os dois melhores jogadores do mundo, o Cristiano e o Neymar. Ao Neymar eu disse: ‘Tu, finish’. O que eu achar melhor para a equipe e para a seleção é assim que será feito.”

>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp

A declaração faz referência ao período em que comandou Neymar no Al-Hilal, entre agosto de 2023 e janeiro de 2025. Após sucessivas lesões do camisa 10, Jorge Jesus optou por não inscrevê-lo no Campeonato Saudita devido ao limite de jogadores estrangeiros. O treinador pretendia utilizá-lo apenas na Liga dos Campeões da Ásia, mas o brasileiro considerou insuficiente a proposta e rescindiu contrato para retornar ao Santos.

Na época, o português também provocou repercussão ao afirmar que Neymar já não conseguia acompanhar fisicamente o restante do elenco.

“É um jogador top mundial, mas fisicamente não tem conseguido acompanhar a equipe”, declarou em janeiro de 2025.

Posteriormente, Neymar admitiu que ficou incomodado com as declarações do treinador, embora tenha reconhecido que ainda buscava recuperar a melhor condição física após a grave lesão no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo sofrida em outubro de 2023.

Cristiano Ronaldo segue nos planos

Apesar da idade de Cristiano Ronaldo, Jorge Jesus evitou qualquer indicação de aposentadoria imediata do principal nome do futebol português. Segundo ele, o atacante continua plenamente capaz de atuar em alto nível.

“O Cristiano trabalhou um ano comigo e não teve uma lesão. Fazia oito quilômetros por jogo. Quando entendia que devia jogar, jogava. Quando achava que não, não jogava. A idade não é o fator principal”, afirmou.

Jesus acrescentou que pretende conversar individualmente com todos os atletas antes das próximas convocações.

“Não vou falar com o Cristiano por ser o Cristiano. Vou falar com todos. Ele é um símbolo de Portugal, mas as decisões serão tomadas pensando no rendimento.”

“Portugal é o Brasil da Europa”

Durante a apresentação, o treinador também elogiou a capacidade portuguesa de revelar jogadores e comparou o país ao Brasil.

“Portugal é o Brasil da Europa. Tem uma formação de enorme qualidade. No Brasil vocês dão um chute numa pedra e aparece um jogador. Portugal também tem essa facilidade.”

Segundo Jesus, a renovação da equipe dependerá do desempenho dos atletas até a Copa do Mundo de 2030, e não da idade.

Estilo próprio para a seleção

O novo comandante prometeu implantar uma identidade diferente da utilizada pela seleção portuguesa nos últimos anos.

“A minha ideia de jogo não tem nada a ver com a anterior. Zero. Quero que todos entendam que vestir a camisa da seleção não é apenas encontrar amigos e família. Se querem ganhar, precisam pagar o preço.”

Jorge Jesus substitui Roberto Martínez, demitido após a eliminação de Portugal nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Aos 71 anos, será a primeira experiência do treinador no comando de uma seleção nacional. Seu contrato com a Federação Portuguesa de Futebol vai até o Mundial de 2030.

Especulações sobre a Seleção Brasileira

As declarações sobre Neymar também voltaram a alimentar uma especulação que circulou nos bastidores do futebol brasileiro antes da contratação de Carlo Ancelotti pela CBF. À época, veículos da imprensa esportiva noticiaram que a relação desgastada entre Jorge Jesus e Neymar teria sido apontada como um dos fatores que reduziram as chances de o treinador português assumir a Seleção Brasileira.

A hipótese nunca foi confirmada oficialmente pela Confederação Brasileira de Futebol nem pelo próprio Jorge Jesus. Tampouco Neymar atribuiu publicamente a escolha do treinador à divergência entre ambos. Ainda assim, a convivência conturbada no Al-Hilal e as críticas públicas feitas pelo técnico ao atacante passaram a ser frequentemente citadas como um elemento que dificultaria a gestão do principal jogador brasileiro caso Jesus fosse escolhido para comandar a equipe nacional.

Agora à frente de Portugal, o treinador deixa claro que pretende manter o mesmo princípio adotado ao longo da carreira: para ele, reputação e passado não garantem lugar entre os titulares. O rendimento em campo continuará sendo, segundo suas próprias palavras, o único critério para definir quem joga.

Entre a rejeição e a liderança: quem conseguirá romper a polarização da eleição 2026?

As duas mais recentes pesquisas sobre a eleição presidencial — Atlas/Bloomberg, realizada em junho, e Meio/Ideia, divulgada em julho — convergem para um mesmo diagnóstico: a eleição de 2026 continua organizada em torno de dois polos.

De um lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT); de outro, o senador Flávio Bolsonaro (PL), herdeiro político do capital eleitoral construído pelo bolsonarismo. Apesar das metodologias distintas — recrutamento digital aleatório na Atlas e entrevistas telefônicas na Ideia — ambas revelam que nenhum terceiro nome conseguiu, até agora, romper a lógica da polarização instalada desde a eleição de Jair Bolsonaro, em 2018.

O paradoxo chama a atenção. Lula e Flávio lideram com relativa folga, mas convivem com elevados índices de rejeição. Isso significa que ambos sustentam suas posições menos pela capacidade de ampliar apoios e mais pela força de eleitorados altamente fidelizados. A polarização continua funcionando como uma barreira de entrada para qualquer candidatura que pretenda construir um caminho alternativo.

É justamente aí que reside a principal dificuldade dos demais postulantes ao Palácio do Planalto. Nomes como Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Aécio Neves e outros representantes do campo conservador disputam praticamente o mesmo espaço político e o mesmo eleitorado que, desde 2018, se identifica com o legado de Jair Bolsonaro.

Enquanto apresentarem diferenças apenas de estilo, e não de projeto, terão enorme dificuldade para alcançar relevância nacional. Afinal, por que o eleitor escolheria uma versão alternativa quando acredita já possuir um representante legítimo daquele campo?

Mulheres decisivas podem fazer muita diferença na eleição

Nesse contexto, o recente afastamento voluntário de Michelle Bolsonaro da presidência do PL Mulher merece atenção. Independentemente das razões que motivaram sua decisão, sua menor exposição reduz, ao menos temporariamente, uma das principais pontes do bolsonarismo com o eleitorado feminino.

Não por acaso, a pesquisa Meio/Ideia destaca que a maior vantagem competitiva de Lula sobre Flávio Bolsonaro está justamente entre as mulheres, segmento que poderá novamente decidir a eleição.

Para o PT, o cenário também impõe desafios. A estratégia de buscar a vitória ainda no primeiro turno parece fazer sentido político. Em um eventual segundo turno, a tendência histórica é que praticamente todas as candidaturas oposicionistas se unam contra o presidente, independentemente das diferenças existentes entre elas.

Fechar a disputa na primeira etapa exige ampliar a base para além do eleitorado tradicional da esquerda, reduzir a rejeição ao governo e convencer os indecisos de que a continuidade oferece mais segurança do que a mudança.

Há, contudo, um contingente que pode redefinir completamente a disputa. Somados os eleitores que hoje declaram voto branco, nulo, afirmam que não votariam em ninguém ou simplesmente ainda não sabem em quem votar, forma-se um universo numericamente superior à votação de muitos candidatos que figuram na corrida presidencial. Não se trata de um eleitorado homogêneo.

Ali convivem cidadãos desiludidos com a política, eleitores moderados cansados da polarização, jovens que ainda não estabeleceram vínculos partidários e brasileiros que aguardam sinais concretos antes de decidir. Quem conseguir dialogar com esse grupo poderá produzir o maior movimento eleitoral da campanha. Mais do que retirar votos do adversário, a vitória poderá nascer da capacidade de converter a apatia em participação e a dúvida em confiança.

entre-a-rejeicao-e-a-lideranca-quem-conseguira-romper-a-polarizacao-da-eleicao-2026-tvt-news
Arte criada com apoio da Inteligência Artificial / Alcateia Política

No fim das contas, a eleição de 2026 talvez não seja decidida apenas entre Lula e Flávio Bolsonaro. Ela será decidida pela candidatura que demonstrar maior capacidade de responder às preocupações concretas da sociedade: crescimento econômico, segurança pública, saúde, educação, equilíbrio fiscal, geração de oportunidades e fortalecimento das instituições democráticas.

Em um país cansado do conflito permanente, a liderança mais relevante poderá não ser aquela que fala mais alto para sua própria torcida, mas a que conseguir construir confiança junto à minoria silenciosa – mas decisiva – que ainda procura razões para escolher um futuro.

Sobre o autor

NILSON HASHIZUMI

Nilson Hashizumi é estrategista de marketing político e corporativo, jornalista, fotógrafo, gestor de cultura e preparador de candidatos, grupos e agremiações políticas, com MBA em Comunicação Governamental e Marketing Político. Co-fundador da Alcateia Política, orientou, coordenou e defendeu candidatos majoritários em São Paulo e Pará e candidatos proporcionais em São Paulo e Minas Gerais.

Orientado a resultados, trabalha com visão de processos na gestão da comunicação on e off-line para a construção de reputação, imagem e formação de opinião. Atuou por mais de 30 anos na iniciativa privada, organizações da sociedade civil e entidades de classe antes de atuar em favor de entes políticos. Associado ao CAMP.

Especialista em campanhas e comunicação governamental, integra estratégias on-line e off-line na construção de imagem pública

Defende que reputação é patrimônio — construída pela trajetória, sustentada pela coerência e reconhecida pela confiança.


Os artigos dos colunistas expressam as opiniões individuais da autora ou do autor e não, necessariamente, refletem a opinião da TVT News

Valdemar desviou R$ 119 milhões em emendas, aponta PF

A Polícia Federal (PF) apontou indícios de que o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, comandou um esquema de direcionamento irregular de emendas parlamentares que teria movimentado ao menos R$ 119,2 milhões em recursos públicos. Com base nas investigações, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de bens do dirigente partidário até esse valor e suspendeu a execução das emendas sob suspeita. Saiba mais na TVT News.

A decisão, tornada pública nesta sexta-feira (10), integra os desdobramentos da Operação Transparência, que apura um suposto esquema de desvio de verbas públicas por meio de emendas parlamentares. Segundo a Polícia Federal, Valdemar, embora não exerça mandato parlamentar, teria atuado como verdadeiro responsável pela definição e remanejamento de recursos destinados a ministérios e municípios, utilizando servidores da Câmara dos Deputados para operacionalizar o esquema.

De acordo com o relatório encaminhado ao STF, a investigação identificou que pelo menos 21 emendas parlamentares foram empenhadas ou pagas com base em indicações atribuídas ao presidente do PL, totalizando R$ 119.216.703,15. Para a PF, os recursos foram destinados de forma irregular por meio de um mecanismo que simulava legalidade ao registrar deputados federais como falsos autores das indicações.

>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp

Segundo os investigadores, a indicação de emendas parlamentares é uma prerrogativa exclusiva de deputados e senadores. Como Valdemar não possui mandato, a corporação sustenta que sua atuação configuraria um “arranjo decisório paralelo” dentro da Câmara dos Deputados, permitindo que verbas públicas fossem direcionadas conforme interesses particulares e políticos.

O relatório afirma que as emendas eram tratadas como uma espécie de “cota pessoal” do dirigente partidário. Para dar aparência de regularidade ao procedimento, servidores da Câmara registravam parlamentares como “solicitantes” das emendas, embora, segundo a investigação, as decisões partissem de Valdemar.

Em sua decisão, Flávio Dino afirma que as investigações revelam “indícios contundentes” de que recursos públicos foram destinados em desacordo com a legislação para beneficiar interesses de uma pessoa sem qualquer prerrogativa constitucional para administrar verbas do Orçamento.

Leia também: Entre a rejeição e a liderança: quem conseguirá romper a polarização da eleição 2026?

O ministro criticou o que classificou como privatização da função parlamentar. Segundo escreveu na decisão, “a espantosa ascendência que alguns servidores da Câmara dos Deputados parecem atribuir ao investigado Valdemar Costa Neto contrasta com a ausência de título jurídico que lhe permita dispor do orçamento público”. Dino acrescentou que os mecanismos das emendas parlamentares “não degradam o Erário à condição de patrimônio privado, passível de aquisição, transação ou quotização entre agremiações partidárias e seus dirigentes”.

Bloqueio de bens e suspensão das emendas

Além da indisponibilidade patrimonial de Valdemar até o limite de R$ 119,2 milhões, Dino determinou a paralisação imediata de qualquer ato de execução orçamentária relacionado às emendas investigadas, abrangendo as fases de empenho, liquidação e pagamento.

O ministro também determinou que a Câmara dos Deputados, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Controladoria-Geral da União (CGU) adotem providências no prazo de dez dias. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deverá apresentar toda a documentação referente à tramitação das emendas sob investigação.

Na avaliação da Polícia Federal, ainda que se considere apenas os recursos já efetivamente pagos, o prejuízo potencial ao erário ultrapassaria R$ 104 milhões.

Servidores da Câmara são investigados

As investigações também apontam a participação de três servidores da Câmara dos Deputados: Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”; Nara Benedetti Nicolau Brum; e Garigham Amarante Pinto, ligado à liderança do PL.

Segundo a PF, os três formariam um “arranjo funcional informal” voltado a executar as determinações atribuídas a Valdemar. Eles seriam responsáveis por organizar planilhas, agendar reuniões, cadastrar indicações e remanejar recursos entre ministérios e municípios.

A investigação sustenta que mensagens extraídas dos aparelhos celulares apreendidos durante a Operação Transparência mostram conversas sobre distribuição de verbas para áreas como Saúde e Turismo, além de referências diretas a “VCN” ou “Valdemar” como identificação das cotas destinadas ao presidente do partido.

Em uma das mensagens reproduzidas pela PF, Garigham pergunta a Mariângela se havia sido definido o “valor do pres Valdemar”. Em seguida, são mencionadas alterações em indicações para o Ministério do Turismo e uma reserva de aproximadamente R$ 24 milhões.

Outra conversa citada na decisão registra que “o Valdemar pediu para trocar algumas das indicações que ele fez ontem em Turismo porque os municípios não iriam conseguir executar”, reforçando, segundo os investigadores, a hipótese de que ele participava diretamente da escolha dos destinos dos recursos.

Operação Transparência

A atual fase da investigação decorre da Operação Transparência, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro do ano passado. Na ocasião, Mariângela Fialek, ex-assessora da Presidência da Câmara durante a gestão de Arthur Lira (PP-AL), foi apontada como uma das principais responsáveis pela operacionalização do suposto esquema.

Conforme a PF, a análise dos dados extraídos do celular da servidora revelou planilhas, mensagens e documentos que indicariam um sistema clandestino de controle de emendas parlamentares, com remanejamentos realizados fora dos procedimentos legais.

A corporação trabalha com a hipótese de que Valdemar Costa Neto tenha cometido os crimes de peculato-desvio e associação criminosa, em atuação contínua entre junho de 2024 e março de 2026.

Segundo os investigadores, a atuação conjunta entre o dirigente partidário e os servidores públicos teria permitido ocultar a verdadeira origem das indicações das emendas e direcionar recursos públicos para atender interesses privados.

Defesa nega irregularidades

Procurado por diferentes veículos de imprensa, Valdemar Costa Neto negou ter realizado indicações de emendas parlamentares. Segundo declarou, em determinados casos essa atribuição cabe ao líder do partido na Câmara dos Deputados.

O presidente do PL informou ainda que sua defesa se manifestará formalmente no processo. Até o momento, não houve decisão sobre o mérito das acusações, e as investigações seguem em andamento no Supremo Tribunal Federal.

Você também pode se interessar

Grupo de Vorcaro pagava influenciadores até R$ 2 milhões para postar contra o Banco Central

Uma investigação da Polícia Federal mostrou que uma organização criminosa conectada a Daniel Vorcaro, do Banco Master, pagava influenciadores para fazer posts com críticas ao Banco Central do Brasil. Os valores chegavam a R$ 2 milhões. Leia mais em TVT News.

De acordo com a PF, aqueles que recusassem a proposta sofriam intimidação com dados sigilosos.

O publicitário Thiago Miranda é apontado como o responsável pelo esquema de propaganda, que era chamado pelo grupo de “Projeto DV”.

As descobertas da Polícia Federal integram a decisão de quarta-feira (9) do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que abriu mais uma fase da Operação Compliance Zero. A decisão autorizou operação de busca e apreensão contra o publicitário Thiago Miranda Silva, apontado como articulador do esquema.

A investigação indica que o grupo procurava influenciadores e jornalistas com propostas para a publicação de conteúdos defendendo o Banco Master e colocando em xeque sua liquidação pelo Banco Central.

No entanto, o contratado precisava assinar um acordo de confidencialidade, cuja quebra gerava uma multa de R$ 800 mil.

Segundo as investigações da Polícia Federal, os alvos só descobriam o verdadeiro objetivo do trabalho depois de assinar o contrato.

Em depoimento à corporação, o vereador Rony Gabriel afirmou que foi procurado por um representante da empresa UNLTD, que apresentou a proposta como um serviço de “gerenciamento de reputação” para um “importante executivo”.

Após formalizar o acordo, o parlamentar recebeu a orientação de gravar vídeos afirmando que o Banco Master teria sido “vítima” do Banco Central.

A PF afirma que pessoas que recusavam participar do esquema passavam a ser alvo do grupo, que utilizava informações privadas obtidas de forma ilícita para intimidar e pressionar os que não aderiam ao projeto.

Os pagamentos eram feitos pelo próprio Thiago Miranda aos influenciadores, informação confirmada pelo próprio em depoimento. A verba vinha de Daniel Vorcaro.

O dinheiro, porém, tinha origem em Vorcaro. Miranda disse que usava parte dos recursos recebidos pela venda de uma fatia do portal de notícias Léo Dias. Os valores eram repassados pela Super Empreendimentos e Participações, empresa do banqueiro.

Para a PF, os recursos vinham do esquema de fraudes financeiras do Banco Master — investigado pela Operação Compliance Zero, que prendeu Vorcaro em novembro de 2025.

publicitario-que-fazia-os-pagamentos-de-vorcaro-thiago-miranda-afirmava-ser-proximo-da-companheira-de-gabriel-galipolo-foto-jose-cruz-abr
Publicitário que fazia os pagamentos de Vorcaro, Thiago Miranda afirmava ser próximo da companheira de Gabriel Galípolo. Foto: Jose Cruz/ABR

Esquema de Vorcaro incluia intimidação de jornalistas

A investigação da Polícia Federal também mostra estratégias contra jornalistas, como Malu Gaspar, do jornal O Globo.

Gaspar fazia a cobertura do caso Master, e teve a privacidade devassada: o grupo levantou dados financeiros, familiares e patrimoniais da jornalista, incluindo gastos de cartão de crédito e qual era seu carro. Para a PF, o objetivo seria constranger e gerar descrédito à jornalista.

O método também foi aplicado contra Milton Maluhy Filho, presidente do Itaú, e sua esposa, com a criação de um dossiê sobre o casal pela agência de Miranda. O dossiê também chegou a Vorcaro.

Thiago Miranda também afirmou a Daniel Vorcaro ter uma relação próxima com a companheira de Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central. Para os investigadores, essa proximidade era vista pelo grupo como um possível instrumento para favorecer seus interesses.

De acordo com o inquérito, houve pressão para que reportagens fossem retiradas do ar. Após a remoção de um conteúdo, Miranda comemorou em uma mensagem: “Mais um arquivado!”.

O relatório ainda aponta que Thiago Miranda e Daniel Vorcaro discutiam estratégias que incluíam o monitoramento e o levantamento contínuo de informações de natureza pessoal sobre jornalistas e outras pessoas consideradas relevantes para os interesses do grupo.

O objetivo dessas ações era criar um ambiente de pressão capaz de influenciar a cobertura jornalística e proteger a imagem do Banco Master.

O grupo articulava campanhas de desinformação, produção de conteúdo favorável e tentativas de silenciar críticas, em uma atuação que, na avaliação da PF, combinava estratégias de influência com práticas de intimidação contra pessoas consideradas obstáculos aos seus interesses.

Prouni 2026: inscrição gratuita para o 2º semestre termina nesta sexta

As inscrições gratuitas para o processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni) do segundo semestre terminam às 23h59 desta sexta-feira (10), no horário de Brasília. Saiba mais na TVT News.

A iniciativa federal oferece bolsas de estudo integrais – que cobrem 100% do valor da mensalidade– e parciais (50% do valor da mensalidade) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas de ensino superior.

Nesta edição, o programa oferta mais de 471 mil bolsas de estudos parciais e integrais em 879 instituições privadas de ensino superior, no segundo semestre de 2026.

>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp

Inscrições online

O procedimento de inscrição deve ser feito exclusivamente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, do Ministério da Educação (MEC), na parte do Prouni. Não é preciso pagar nenhuma taxa.

O candidato deverá optar por concorrer às bolsas destinadas à ampla concorrência ou àquelas destinadas às pessoas com deficiência (PCD) e autodeclaradas indígenas, pardas ou pretas.

O Ministério da Educação publicou um passo a passo para ajudar os interessados a fazer a inscrição. Confira aqui.

Quem pode se inscrever

Para se inscrever, é necessário que o estudante tenha completado o ensino médio; participado das edições de 2024 ou de 2025 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem); obtido, no mínimo, 450 pontos na média das cinco provas do exame e não tenha zerado a redação do Enem.

Os candidatos precisam atender a pelo menos uma das seguintes condições:

·         ter feito o ensino médio integralmente em escola da rede pública;

·         ter feito o ensino médio como bolsista integral ou bolsista parcial em instituição privada;

·         ter mesclado o ensino médio entre escola pública e privada.

·         ser uma pessoa com deficiência como previsto na legislação;

·         ser professor ativo da rede pública de ensino que queira cursar licenciatura ou pedagogia. Para esses docentes, não é exigido o limite de renda que se aplica aos demais candidatos.

Quem participou do Enem na condição de treineiro, ou seja, para autoavaliação, antes mesmo de concluir o ensino médio não pode se inscrever no Prouni 2026. 

Além disso, é necessário que todos os inscritos se atentem aos critérios de renda exigidos para a obtenção da bolsa.

Para as bolsas integrais, a renda familiar bruta mensal por pessoa é de até 1,5 salário mínimo.

Para bolsas parciais, que cobrem 50% do valor da mensalidade, a renda familiar bruta mensal por pessoa é de até três salários mínimos.

Classificação

Para fins de classificação e eventual pré-seleção no processo seletivo, será adotada a melhor nota que o participante do Prouni teve no Enem.

A classificação ainda observará a modalidade de concorrência escolhida na inscrição pelo candidato, por curso, turno, local de oferta e instituição, além de considerar se o candidato disputa em ampla concorrência ou às bolsas destinadas à implementação de políticas afirmativas.

Resultado

 O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 15 de julho na página do Prouni. Já a segunda chamada sairá no dia 5 de agosto.

Depois disso, os selecionados na primeira chamada precisam comprovar as informações de 15 a 24 de julho. Os da segunda chamada deverão confirmar entre os dias 5 e 14 de agosto.

Confira abaixo o cronograma oficial do Prouni 2026/2:

·         inscrições: 7 a 10 de julho;

·         resultado 1ª chamada: 15 de julho;

·         resultado 2ª chamada: 5 de agosto;

·         lista de espera: 26 e 27 de agosto;

·         resultado lista de Espera: 1º de setembro.

Prouni

O programa Universidade para Todos tem como público-alvo o estudante brasileiro sem diploma de curso superior.

Os processos seletivos do Prouni ocorrem duas vezes ao ano, com oportunidades para ingresso no primeiro e no segundo semestre letivos.   

 Para mais informações, as regras do processo seletivo Prouni do segundo semestre deste ano estão no edital nº 51/2026

Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil

Você também pode se interessar: