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Da Redação
Lula encerra campanha na Paulista com multidão e apelo à democracia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, encerrou sua campanha eleitoral neste sábado (24) com uma caminhada pela Avenida Paulista, na região central de São Paulo. O ato reuniu uma multidão de apoiadores na véspera do segundo turno, marcado para este domingo (25), quando Lula disputa a Presidência com o senador Flávio Bolsonaro (PL). Leia em TVT News.
Segundo publicação no site oficial da campanha de Lula, a mobilização reuniu cerca de 2 milhões de pessoas. A concentração começou às 14h, nas proximidades da Alameda Campinas, e o percurso previa seguir até a região das ruas Bela Cintra e Haddock Lobo. A quantidade de pessoas dificultou o deslocamento do veículo que transportava o presidente.
Lula chegou acompanhado da primeira-dama, Janja Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e de aliados políticos, entre eles os ex-ministros Fernando Haddad, Marina Silva, Simone Tebet e Márcio França. Durante o trajeto, apoiadores cantaram jingles da campanha, ergueram bandeiras do Brasil e de movimentos sociais e entoaram o hino nacional.
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Lula destaca mobilização popular e democracia
Antes de participar da caminhada, Lula conversou com jornalistas e afirmou que a disputa eleitoral vai além das diferenças entre partidos. Segundo o presidente, a escolha nas urnas envolve projetos distintos para o país e consequências para a vida da população.
“Não é um homem contra outro homem que está numa disputa. É o modelo de país que você deseja. É o futuro da nossa nação que nós estamos construindo”, declarou.
O presidente também afirmou estar impressionado com a mobilização de apoiadores durante o segundo turno. Lula disse não se lembrar de ter visto um movimento semelhante ao longo de sua trajetória política e citou relatos de manifestações em municípios do Amazonas.
Na Avenida Paulista, o tamanho do público levou Lula a pedir uma mudança na organização do ato. Ele quis deixar o veículo em que estava e subir em um caminhão mais alto para conseguir observar a extensão da multidão. Antes, pediu que as pessoas permanecessem paradas para evitar tumultos.
Presidente agradece aos apoiadores e critica adversário
Lula afirmou que o encerramento da campanha era uma oportunidade para agradecer à população pelo apoio recebido durante as atividades eleitorais. Pela manhã, o presidente também participou de uma caminhada na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro.
“Eu não tenho outra palavra a não ser, neste sábado, aqui na Avenida Paulista, fazer o que eu fiz no Rio de Janeiro, na Avenida Copacabana: agradecer ao povo brasileiro”, disse.
Durante a conversa com jornalistas, o presidente também fez críticas a Flávio Bolsonaro e questionou a atuação do adversário na campanha. Lula voltou a mencionar o caso de Ana Clara, menina de cinco anos morta por um disparo de policial, cuja defesa jurídica contou com a participação do senador.
O presidente afirmou estar convencido de que vencerá a eleição e associou sua confiança à mobilização popular. A declaração foi feita na véspera da votação, quando os eleitores escolherão entre os dois candidatos que chegaram ao segundo turno.
Eleitores voltam às urnas neste domingo
O segundo turno das eleições presidenciais acontece neste domingo (25). A disputa coloca frente a frente Lula, do PT, que busca um novo mandato, e Flávio Bolsonaro, do PL.
A caminhada na Paulista encerrou a agenda de campanha de Lula nas ruas. Ao longo do dia, os atos no Rio de Janeiro e em São Paulo reuniram apoiadores e lideranças políticas aliadas ao presidente.
AtlasIntel: Flávio tem 50,8% e Lula, 49,2% dos votos válidos no 2º turno
O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 50,8% dos votos válidos na disputa pelo segundo turno da Presidência da República, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, registra 49,2%. Os dados são da pesquisa AtlasIntel divulgada neste sábado (24), véspera da votação. Leia em TVT News.
A diferença de 1,6 ponto percentual entre os candidatos está dentro da margem de erro do levantamento, de um ponto percentual para mais ou para menos. O resultado, portanto, configura empate técnico, sem vantagem estatisticamente conclusiva para nenhum dos dois candidatos.
A pesquisa considera apenas os votos válidos, ou seja, exclui votos brancos e nulos. Esse é o critério utilizado pela Justiça Eleitoral para definir o resultado da disputa.
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Pesquisa ouviu 4.990 eleitores
O levantamento da AtlasIntel entrevistou 4.990 eleitores entre os dias 18 e 23 de outubro, por meio de recrutamento digital. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06380/2026. O estudo foi realizado com recursos próprios.
A diferença entre os percentuais atribuídos aos candidatos é inferior à soma das oscilações possíveis dentro da margem de erro. Por isso, os números não permitem afirmar que um dos concorrentes tenha uma dianteira consolidada na disputa.
Votos totais também mostram disputa apertada
Quando são consideradas as intenções de voto totais, incluindo eleitores que pretendem votar em branco ou nulo e aqueles que não sabem em quem votar, Flávio Bolsonaro registra 49,9%, enquanto Lula aparece com 48,4%.
Nesse cenário, 1,7% dos entrevistados declararam voto branco ou nulo ou disseram não saber em quem votar. A diferença entre os candidatos é de 1,5 ponto percentual.
O segundo turno das eleições presidenciais ocorre neste domingo (25).
Quaest divulga pesquisa para presidente na véspera do 2º turno
A Quaest divulga neste sábado (24) a última pesquisa para presidente no 2º turno das eleições de 2026, medindo a intenção de voto na disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Confira os números da pesquisa Quaest com a TVT News.
Pesquisa Quaest: votos válidos
- Flávio Bolsonaro: 51%
- Lula: 49%
Pesquisa Quaest: votos totais
- Flávio Bolsonaro (PL): 46% (eram 45% na pesquisa anterior)
- Lula (PT): 45% (eram 44%)
- Branco/nulo/não vai votar: 8% (eram 9%)
- Indecisos: 1% (eram 2%)
- Quaest: votos totais
Aprovação do governo Lula
Aprovação do governo Lula sobe dois pontos e chega a 48%; 45% desaprovam gestão do governo federal.
Rejeição
Na véspera do 2º turno, rejeição de Lula permanece em 47% e a de Flávio Bolsonaro cai de 52% para 49%
- Lula: 47% (era 47%)
- Flávio Bolsonaro: 49% (era 52%)
Quaest: pesquisa espontânea
Na pesquisa espontânea:
- Flávio Bolsonaro (PL): 44% (eram 40%)
- Lula (PT): 42% (eram 40%)
- Indecisos: 7% (eram 14%)
- Branco/nulo/não vai votar: 7% (eram 6%)
O que dá mais medo na população
A volta da família Bolsonaro ao poder ainda é que dá mais medo, oscilando um ponto para cima.
- Volta da família Bolsonaro ao poder: 45% (eram 44%)
- Reeleição de Lula: 42% (eram 42%)
- Tenho medo dos dois: 4% (eram 6%)
- Não tenho medo de nenhum: 4% (eram 4%)
- Não sabe: 5% (eram 4%)
Expectativa de vitória
Segundo a Quaest, 51% apontam Flávio Bolsonaro como favorito para vencer (eram 54% na pesquisa anterior), e 37% apontam Lula (mesmo índice da pesquisa anterior).
Última pesquisa Quaest para presidente antes do 2º turno
- Quaest divulga a última pesquisa do 2º turno entre Lula x Flávio Bolsonaro: levantamento ouviu 3.702 eleitores entre 23 e 24 de outubro, com margem de erro de 2 pontos percentuais.
- Quaest na véspera do 2º turno: é o último levantamento do instituto antes da votação de domingo (25), no mesmo dia em que o Datafolha também divulga sua rodada final.
- Quaest mede repercussão do debate da Globo e dos assuntos do dia: o levantamento foi a campo captando os efeitos do caso Ana Clara, da fala de Flávio sobre “nove dedos”, da quebra de sigilo de Willer Tomaz e do relatório do Coaf.
- Datafolha divulga última pesquisa para presidente antes do 2º turno
A pesquisa Quaest é divulgada logo após as repercussões do debate da TV Globo, na noite de sexta-feira (23), e chega às vésperas da votação, marcada para este domingo (25).
A pesquisa ouviu 3.702 eleitores entre os dias 23 e 24 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09158/2026.
Quaest divulga neste sábado a última pesquisa do 2º turno entre Lula x Flávio Bolsonaro
A Quaest divulga neste sábado (24) sua rodada final para presidente no 2º turno. O levantamento foi contratado pela Globo e pelo jornal O Globo e é o terceiro do instituto na segunda etapa da disputa.
A coleta de dados foi realizada entre os dias 23 e 24 de outubro, ou seja, começou no mesmo dia do debate da TV Globo e se estendeu até a véspera da votação. Com isso, o instituto consegue captar eventuais movimentos de última hora entre eleitores indecisos.
Registro da pesquisa Quaest no TSE
BR-09158/2026 — Pesquisa registrada no Tribunal Superior Eleitoral, com 3.702 entrevistados, margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Pesquisa Quaest mede repercussão do debate da Globo
O debate da TV Globo, realizado na noite de sexta-feira (23), foi o último confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro antes da votação. A Quaest foi a campo durante e após o programa, o que permite ao instituto avaliar como os eleitores reagiram aos principais momentos do embate.

Entre os episódios que marcaram o debate estão a fala de Flávio Bolsonaro classificada como preconceituosa sobre o acidente que Lula sofreu enquanto trabalhava e à insensibilidade de Flávio sobre o caso Ana Clara.
O que as pesquisas qualitativas mostram sobre o debate da Globo
Levantamentos qualitativos realizados por institutos durante e após o debate indicam que a maior parte dos eleitores já havia decidido o voto antes do confronto. Entre os indecisos, porém, houve movimentação: segundo relato publicado pelo Estadão, Lula saiu na frente nesse segmento específico.
Lula sai na frente na disputa pelos indecisos, apoiado em deslizes de Flávio Bolsonaro | Pesquisa qualitativa conduzida pelo cientista político Renato Dorgan, CEO do instituto Travessia, a pedido do ‘Estadão’, identifica reações de eleitores ao debate … https://t.co/6Ej8w9BX4h pic.twitter.com/MTLZ9P2VPR
— Estadão 🗞️ (@Estadao) October 24, 2026
A leitura de analistas é de que o debate não alterou de forma significativa a estrutura da disputa, mas ajudou a consolidar percepções sobre os candidatos entre os eleitores que ainda estavam em dúvida.
Quais os últimos números da pesquisa Quaest para presidente no 2º turno
Na rodada anterior, divulgada em 21 de outubro, a Quaest mostrou Flávio Bolsonaro com 45% das intenções de voto totais, contra 44% de Lula — empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Nos votos válidos, os números ficaram em 51% para Flávio e 49% para Lula.
Na primeira pesquisa do 2º turno, divulgada em 14 de outubro, Flávio apareceu com 46% e Lula com 44%. A variação entre as duas rodadas ficou dentro da margem de erro, indicando estabilidade na disputa.
Datafolha e outros institutos de pesquisa divulgam resultado na véspera do 2º turno
Além da Quaest, o Datafolha também divulga neste sábado (24) sua rodada final para presidente no 2º turno. O levantamento ouviu 4.050 eleitores entre os dias 23 e 24 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais, e está registrado no TSE sob o número BR-09540/2026.
Na rodada anterior, divulgada em 22 de outubro, o Datafolha apontou Flávio Bolsonaro com 47% das intenções totais e Lula com 45%. Nos votos válidos, o senador registrou 51%, e o petista, 49%.
Entenda o que pode influir na decisão dos eleitores na véspera do 2º turno
A reta final da campanha foi marcada por uma sequência de fatos que podem pesar sobre o eleitorado indeciso. Os principais estão listados abaixo.
- Caso Ana Clara movimenta as redes depois do debate e antes do 2º turno: o episódio voltou ao centro do noticiário após o debate da Globo e passou a circular intensamente nas redes sociais, com potencial de influenciar eleitores que ainda não haviam definido o voto.

- Coaf aponta transações incompatíveis com a renda de Flávio Bolsonaro: relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indica que o senador movimentou R$ 1,3 milhão em três meses e usou repasse de escritório de advocacia para quitar uma mansão. A defesa do senador nega irregularidades.
- Moraes determina quebra de sigilo e bloqueio de bens de Willer Tomaz: o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou o bloqueio de até R$ 6 bilhões do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro, e determinou a quebra de sigilo da empresa da qual o senador era usuário master.

- Repercussão internacional do debate: a imprensa internacional destacou o confronto da TV Globo e apontou que Lula colocou Flávio Bolsonaro na defensiva durante o programa.
Mãe de Ana Clara esteve no debate e responde à Flávio Bolsonaro
A mãe de Ana Clara acompanhou o debate da TV Globo na plateia e, em entrevista aos jornalistas que acompanham o debate, afirmou que Flávio Bolsonaro não respondeu por que defendeu o assassino de sua filha. O tema ganhou força nas redes sociais.
Ana Clara: uma vida interrompida, uma família que merece respeito!
— Lula (@LulaOficial) October 24, 2026
Flávio Bolsonaro demonstra tamanho descaso com a morte de uma menina de apenas 5 anos que sequer sabe o nome da vítima cujo assassino ele ajudou a proteger da responsabilização judicial.
Ana Clara teve sua vida… pic.twitter.com/KzYrcnmQuj
O deputado Marcelo Freixo também publicou vídeo sobre o caso, ampliando a circulação do assunto entre eleitores nas horas que antecedem a votação.
O assassino de Ana Clara, Bruno Dias Delaroli, foi preso em flagrante pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. A perícia só encontrou capsulas do fuzil dele em toda a região da cena do crime, não houve confronto, não houve tiroteio. É inacreditável o desrespeito dele com a mãe,… pic.twitter.com/AOWDGgjea1
— Marcelo Freixo (@MarceloFreixo) October 24, 2026
Qual a metodologia da pesquisa Quaest para presidente no 2º turno
A pesquisa Quaest ouviu 3.702 eleitores de 16 anos ou mais em todo o território nacional, entre os dias 23 e 24 de outubro de 2026. As entrevistas foram realizadas de forma presencial e domiciliar. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
O levantamento foi contratado pela Globo Comunicação e Participações e pelo jornal O Globo.
Para montar o desenho amostral, a Quaest utiliza dados do TSE, do Censo 2022 e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do IBGE.
Consulte as pesquisas para presidente registradas no TSE
Todas as pesquisas de intenção de voto para as eleições de 2026 precisam ser registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes de sua divulgação. No portal do TSE, é possível consultar as pesquisas registradas, verificando informações como o número de protocolo, o instituto responsável, a contratante, a metodologia e o período de coleta dos dados.
Para consultar as pesquisas para presidente no 2º turno registradas no TSE, acesse o sistema de Pesquisas Eleitorais no site oficial do Tribunal Superior Eleitoral.
Leia também
Datafolha divulga pesquisa para presidente; a última antes do 2º turno
O Instituto Datafolha divulga neste sábado (24) a última pesquisa para presidente no 2º turno das eleições de 2026, medindo a intenção de voto na disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Confira os números da última pesquisa Datafolha com a TVT News.
Datafolha votos válidos
- Flávio Bolsonaro (PL): 51%
- Lula: 49%,
- Pesquisa Datafolha – votos válidos
Rejeição
- Lula: 46%
- Flávio Bolsonaro: 45%
Estimativa de votos com abstenção (eleitores propensos a votar)
Entrre os eleitores com alta propensão a votar, que reúne quem mora perto do local de votação e foi votar no primeiro turno, os números são:
- Flávio Bolsonaro (PL): 52%
- Lula (PT): 48%
Esse grupo corresponde a 76% dos eleitores entrevistados.
Entre os eleitores com baixa ou média propensão a votar, que inclui quem não compareceu no primeiro turno, quem vota longe de casa e os que reúnem as duas condições, os números são:
- Lula (PT): 52%
- Flávio Bolsonaro (PL): 48%
Esse grupo corresponde a 24 % do eleitorado.
Votos totais
Nos votos totais, incluindo votos em branco, nulos e eleitores indecisos, os números são:
- Flávio Bolsonaro (PL): 48%
- Lula (PT): 47%
- Em branco/nulo/nenhum: 3%
- Indecisos: 2%
- Pesquisa Datafolha – votos totais
Pesquisa espontânea
O que disseram eleitores sem ter acesso a uma lista de candidatos:
- Flávio Bolsonaro (PL): 47% (eram 46%)
- Lula (PT): 45% (eram 45%)
- Outras respostas: 1% (era 1%)
- Em branco/nulo/nenhum: 3% (eram 4%)
- Indecisos: 4% (eram 4%)
Última pesquisa Datafolha para presidente
- Datafolha divulga hoje a última pesquisa do 2º turno entre Lula x Flávio Bolsonaro: levantamento ouviu 4.050 eleitores entre 23 e 24 de outubro, com margem de erro de 2 pontos percentuais.
- O que aconteceu neste sábado antes do 2º turno: a repercussão do debate da Globo, o caso Ana Clara, a fala de Flávio sobre “nove dedos”, a quebra de sigilo de Willer Tomaz e o relatório do Coaf dominaram o noticiário.
- Quaest também divulga pesquisa para presidente na véspera do 2º turno
Datafolha divulga a última pesquisa antes do 2º turno entre Lula x Flávio Bolsonaro
A última pesquisa Datafolha para presidente no 2º turno, véspera da votação, foi contratada pela Globo e pela Folha de S.Paulo e é o terceiro do instituto na segunda etapa da disputa.
A pesquisa Datafolha chega a menos de 12 horas da abertura da votação deste domingo (25). A pesquisa ouviu 4.050 eleitores entre os dias 23 e 24 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09540/2026.

A coleta foi realizada entre os dias 23 e 24 de outubro, começando no mesmo dia do debate da TV Globo, o último confronto direto entre os dois candidatos antes do pleito. Com isso, o instituto pode tentar captar eventuais movimentos de última hora do eleitorado.
Pesquisa Datafolha vai a campo e mede repercussão do debate da Globo e das últimas notícias
O debate da TV Globo, realizado na noite de sexta-feira (23), foi o último confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro. A pesquisa foi a campo durante e após o programa, o que permite ao instituto medir a reação do eleitorado aos principais momentos do embate.
Entre os episódios que marcaram o debate está a reação nas redes à fala em que Lula foi chamado de “nove dedos”, além das referências ao caso Ana Clara.
Levantamentos qualitativos realizados durante o programa indicaram que Lula saiu na frente entre os eleitores indecisos, segundo relato publicado pelo Estadão. A imprensa internacional destacou o confronto e apontou que o presidente colocou o senador na defensiva ao longo do programa.
Entenda o que é o caso Ana Clara
O caso Ana Clara voltou ao centro do noticiário político após o debate da Globo e passou a circular intensamente nas redes sociais nas horas que antecedem a votação.
O episódio envolve o assassinato de uma criança de 5 anos e a atuação de Flávio Bolsonaro, que, como Senador de República, foi defender, de graça, o policial que disparou tiros de fuzil em Ana Clara.

O deputado Marcelo Freixo publicou vídeo sobre o caso nas redes sociais, ampliando a circulação do assunto entre eleitores indecisos. A cobertura do debate da Globo também registrou os momentos em que o tema foi levantado pelos adversários.
O assassino de Ana Clara, Bruno Dias Delaroli, foi preso em flagrante pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. A perícia só encontrou capsulas do fuzil dele em toda a região da cena do crime, não houve confronto, não houve tiroteio. É inacreditável o desrespeito dele com a mãe,… pic.twitter.com/AOWDGgjea1
— Marcelo Freixo (@MarceloFreixo) October 24, 2026
Mãe de Ana Clara esteve no debate e responde à Flávio Bolsonaro
A mãe de Ana Clara acompanhou o debate da TV Globo da platéia e afirmou que Flávio Bolsonaro não respondeu por que defendeu o assassino de sua filha.
DEBATE NA TV GLOBO | Mãe de Ana Clara reage a fala de Flávio sobre a morte da menina
— Jornal O Globo (@JornalOGlobo) October 24, 2026
Criança de 5 anos morreu baleada; Flávio atuou como advogado do acusado do disparo, um policial militar.
Acompanhe a cobertura e a checagem do debate no site do #JornalOGlobo.#Eleicoes2026 pic.twitter.com/UU2y5p3RSH
Entenda o que pode influir na decisão dos eleitores na véspera do 2º turno
A reta final da campanha foi marcada por uma sequência de fatos que podem pesar sobre o eleitorado que ainda não definiu o voto. Confira o que pode mexer com a cabeça do eleitor:
- Qual o número de indecisos: na última rodada do Datafolha, os indecisos somavam 2%, e brancos e nulos, 6%. É uma faixa pequena, mas relevante em uma disputa com diferença de dois pontos percentuais.
- Caso Ana Clara movimenta as redes depois do debate: o episódio passou a circular com força nas horas seguintes ao programa, com potencial de influenciar eleitores que ainda estavam em dúvida.
Ana Clara: uma vida interrompida, uma família que merece respeito!
— Lula (@LulaOficial) October 24, 2026
Flávio Bolsonaro demonstra tamanho descaso com a morte de uma menina de apenas 5 anos que sequer sabe o nome da vítima cujo assassino ele ajudou a proteger da responsabilização judicial.
Ana Clara teve sua vida… pic.twitter.com/KzYrcnmQuj
- Coaf aponta transações incompatíveis com a renda de Flávio Bolsonaro: relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras indica que o senador movimentou R$ 1,3 milhão em três meses e usou repasse de escritório de advocacia para quitar uma mansão.

- Moraes determina quebra de sigilo e bloqueio de bens de Willer Tomaz: o ministro do Supremo Tribunal Federal autorizou o bloqueio de até R$ 6 bilhões do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro, e determinou a quebra de sigilo da empresa da qual o senador era usuário master.
Lula faz caminhada na Paulista e em Copacabana enquanto exército do Lula faz live de 24h até a véspera do 2º turno
No último dia de campanha, Lula participou de atos em Copacabana, no Rio de Janeiro, e na Avenida Paulista, em São Paulo. Em paralelo, o exército do Lula manteve uma live de 24 horas até a véspera da votação, com mobilização digital voltada a eleitores indecisos.
Qual a metodologia da pesquisa Datafolha para presidente no 2º turno
A pesquisa Datafolha ouviu 4.050 eleitores de 16 anos ou mais em todo o território nacional, entre os dias 23 e 24 de outubro de 2026. As entrevistas foram realizadas de forma presencial. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi contratado pela Globo Comunicação e Participações e pelo jornal Folha de S.Paulo.
O instituto utiliza dados do TSE, do Censo 2022 e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do IBGE, para montar o desenho amostral.
Consulte as pesquisas para presidente registradas no TSE
Todas as pesquisas de intenção de voto para as eleições de 2026 precisam ser registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes de sua divulgação. No portal do TSE, é possível consultar as pesquisas registradas, verificando informações como o número de protocolo, o instituto responsável, a contratante, a metodologia e o período de coleta dos dados.
Pesquisa BTG: Flávio Bolsonaro tem 47% e Lula, 46% dos votos totais
Pesquisa BTG/Nexus divulgada em 24 de outubro mostra Flávio Bolsonaro liderando a corrida presidencial em votos totais, válidos e no modelo likely voter. Entenda a última pesquisa BTG/Nexus antes do 2° turno com a TVT News.
Pesquisa BTG/Nexus de 24 outubro, véspera do 2° turno
Na véspera da votação do 2º turno, a corrida presidencial é liderada pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL), que tem 52,4% dos votos válidos no LVM (Likely Voter Model), contra 47,6% de Lula (PT).

O LVM (Likely Voter Model, ou “Modelo de Eleitor Provável”, em uma tradução livre) é um modelo estatístico que, a partir das 2.000 entrevistas realizadas, sendo 90% delas neste sábado e 10% na sexta-feira, busca projetar no resultado da pesquisa uma abstenção estimada de 21% na votação de 2º turno, que ocorre neste domingo.

Votos totais
Nos votos totais (levando-se em conta todos os entrevistados, ou seja, sem considerar a abstenção potencial), Flávio tem 47,0% e Lula, 46,0%. Brancos/nulos somam 5,2% e indecisos são 1,8%.

Votos válidos
Ainda levando-se em conta o total do eleitorado/respondentes, nos votos válidos (quando se exclui os brancos, nulos e indecisos), o resultado está hoje em 50,5% a 49,5% a favor de Flávio Bolsonaro.

Qual a metodologia da pesquisa BTG/Nexus
Pesquisa quantitativa realizada pela Nexus por telefone (via CATI) entre 23 e 24 de outubro de 2026.
Foram entrevistados 2.000 eleitores (10% das entrevistas foram realizadas na sexta-feira, dia 23, e 90% no sábado, dia 24).
A margem de erro é de 2,2pp, com intervalo de confiança de 95%. Para definição da amostra, a Nexus controlou
as seguintes cotas: (a) sexo, (b) idade, (c) escolaridade, (d) tipo de telefonia e (e) DDD.
Desde a rodada anterior, a Nexus passou a publicar os percentuais com uma casa decimal. Devido ao arredondamento dos percentuais, a soma deles pode variar de 99,9% a 100,1%.
Com é calculado o likely voter na pesquisa BTG
O resultado do LVM é calculado a partir de perguntas de comportamento do eleitor (entre elas, se pretende votar amanhã, se votou ou não no 1º turno, realizado no dia 4 de outubro, nas eleições municipais de 2024 e nas presidenciais de 2022 e 2018) e de estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que mostram os perfis sociodemográficos dos absenteístas.
Com base nessas informações, o LVM classifica os respondentes da maior para a menor probabilidade de comparecimento. Após isso, exclui-se da amostra os 21% menos prováveis a comparecer às urnas amanhã, como forma de buscar mensurar o impacto da abstenção.
A BTG/Nexus optou por divulgar os dois resultados (LVM e votos totais) por entender que o resultado final das urnas, em comparação com as pesquisas, que sempre levam em conta todos os eleitores, independentemente da probabilidade de cada um deles de fato votar ou não, tem sido impactado pela abstenção eleitoral, que no 1º turno das eleições de 2026 foi de 21%.
Ou seja, dentre os entrevistados por um instituto de pesquisa, cerca de 2 em cada 10 declaram votos, mas acabam não comparecendo para votar no dia da eleição, o que pode impactar no resultado.
O LVM simula essa abstenção, sendo, próximo do pleito, um instrumento adequado para tentar captar a votação de cada candidato no dia em que a pesquisa é realizada. Importante lembrar que o LVM aqui utilizado leva em conta uma abstenção estimada em 21%
Consulte as pesquisas para presidente registradas no TSE
Todas as pesquisas de intenção de voto para as eleições de 2026 precisam ser registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes de sua divulgação. No portal do TSE, é possível consultar as pesquisas registradas, verificando informações como o número de protocolo, o instituto responsável, a contratante, a metodologia e o período de coleta dos dados.
Flávio Bolsonaro: candidato chega ao 2° turno carregado de suspeitas
No 2º turno, Flávio Bolsonaro (PL) é o candidato suspeito que acumula apontamentos do Coaf sobre transações financeiras incompatíveis com a renda: foram R$ 1,3 milhão movimentados em três meses e o uso de repasse de escritório de advocacia para quitar antecipadamente uma mansão.
O senador é 2 vezes investigado no STF, e seu amigo e apontado sócio, o advogado Willer Tomaz, teve sigilos bancário, fiscal e cambial quebrados e bens bloqueados em até R$ 6 bilhões por decisão do ministro Alexandre de Moraes.
O candidato suspeito também fez festa com prostitutas em meio à pandemia, como presente de lobistas, e defendeu o assassino de Ana Clara, criança de 5 anos morta a tiros de fuzil em Niterói.
Conheça últimas e novas suspeitas do candidato Flávio Bolsonaro com a TVT News.
Flávio Bolsonaro, um candidato suspeito e investigado
- Flávio Bolsonaro fez transações financeiras incompatíveis com a renda, diz Coaf: R$ 1,3 milhão movimentados entre janeiro e março de 2024, volume 7,19 vezes superior à renda declarada. Repasse de R$ 520 mil de escritório de advocacia quitou antecipadamente mansão de R$ 5,97 milhões.
- Amigo de Flávio Bolsonaro teve sigilo quebrado e bens bloqueados: o advogado Willer Tomaz, apontado como sócio e amigo do candidato, teve até R$ 6 bilhões bloqueados por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, além de sigilos bancário, fiscal e cambial quebrados.
- Flávio Bolsonaro fez festa com prostitutas em meio à pandemia como presente de lobistas: em julho de 2020, no Lago Paranoá, em Brasília, o então senador participou de churrasco em lancha com lobistas da Precisa Medicamentos, garotas de programa e recebeu um Rolex ao fim do encontro.
- Flávio Bolsonaro defendeu assassino de criança de 5 anos: como advogado, atuou na defesa do cabo Bruno Delaroli, acusado de matar Ana Clara com tiros de fuzil em 2021, e entrou com recursos que anularam o júri popular.
- Flávio Bolsonaro é 2 vezes investigado no STF: a PF apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo sua relação com Willer Tomaz e transações com plataformas de “bets” e também com o caso Dark Horse
- Flávio Bolsonaro apagou posts em que chamava o Bolsa Família de “Bolsa Farelo”: publicações de 2011 a 2014 foram excluídas do perfil do candidato no X
- Flávio Bolsonaro ajudou milicianos: o candidato condecorou e destinou emenda a pessoas ligadas ao “Escritório do Crime”, incluindo um condenado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco.
Flávio Bolsonaro fez transações financeiras incompatíveis com a renda, diz Coaf
Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontaram que o candidato suspeito Flávio Bolsonaro realizou movimentações bancárias incompatíveis com a renda declarada.
Entre janeiro e março de 2024, o candidato do PL movimentou R$ 1,3 milhão, sendo R$ 660.111 em créditos e R$ 649.272 em débitos. O volume médio das operações no período é 7,19 vezes superior “ao esperado para a renda informada” pelo candidato, segundo o órgão vinculado ao Banco Central.
O dado mais sensível envolve a compra de uma mansão de R$ 5,97 milhões em área nobre de Brasília. Em março de 2024, Flávio recebeu R$ 520.277,28 do escritório Gavioli e Viola Advogados Associados e usou os recursos para liquidar antecipadamente um financiamento imobiliário contratado em 2021 junto ao Banco de Brasília (BRB).
O contrato previa quitação em 30 anos, mas a dívida foi liquidada em aproximadamente três anos, por meio de seis pagamentos extraordinários que variaram de R$ 198 mil a R$ 997 mil. “Há suspeitas no valor recebido, pois foi destinado à quitação antecipada de operação de crédito”, afirmou o Coaf.
Os documentos integram a investigação da Polícia Federal sobre os vínculos do parlamentar com o advogado Willer Tomaz num suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo transações com plataformas de “bets”. Procurado, Flávio não se manifestou.
Flávio Bolsonaro fez festa com prostitutas em meio à pandemia como presente de lobistas
Reportagem da revista piauí revelou que Flávio Bolsonaro participou, em julho de 2020, de uma festa em uma lancha no Lago Paranoá, em Brasília, em pleno auge da pandemia de Covid-19. O encontro teria reunido lobistas e prostitutas. Segundo a publicação, os empresários Danilo Berndt Trento e Francisco Maximiano, da Precisa Medicamentos, organizaram a festa com três garotas de programa de São Paulo. Ao fim do passeio, Flávio recebeu um relógio Rolex.

Os empresários da Precisa buscavam aproximação com o governo de Jair Bolsonaro para tentar fechar um acordo de fornecimento da vacina indiana Covaxin. Em julho de 2021, Flávio Bolsonaro defendeu a Precisa Medicamentos durante a CPI da Covid, no Senado, e chegou a bater boca com a então senadora Simone Tebet ao sair em defesa da empresa.
Flávio Bolsonaro defendeu assassino de criança de 5 anos
Ana Clara Gomes Machado tinha cinco anos quando foi atingida por quatro tiros de fuzil enquanto brincava na porta de casa, em 2 de fevereiro de 2021, na comunidade de Monan Pequeno, em Niterói (RJ).
O policial militar Bruno Delaroli foi preso em flagrante e denunciado pelo Ministério Público. A perícia da Polícia Civil atestou que não houve troca de tiros no local.
Ana Clara: uma vida interrompida, uma família que merece respeito!
— Lula (@LulaOficial) October 24, 2026
Flávio Bolsonaro demonstra tamanho descaso com a morte de uma menina de apenas 5 anos que sequer sabe o nome da vítima cujo assassino ele ajudou a proteger da responsabilização judicial.
Ana Clara teve sua vida… pic.twitter.com/KzYrcnmQuj
Flávio Bolsonaro integrou a defesa do cabo Delaroli. A série jornalística Revelando, do projeto Calma Urgente, reconstruiu o caso no episódio “O Julgamento que Nunca Aconteceu” e mostrou que o então senador entrou no processo e assinou recursos no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar evitar que o policial fosse a júri popular. A defesa de Flávio conseguiu anular o júri duas vezes em 2026.
Entenda o que é o caso Ana Clara
Ana Clara foi morta dentro de casa por disparos de fuzil atribuídos ao cabo Bruno Delaroli. A família da criança passou mais de cinco anos sem julgamento.
Quando a Justiça havia marcado o júri popular, a defesa do policial — da qual Flávio Bolsonaro passou a fazer parte — apresentou recursos que adiaram o julgamento. O caso voltou ao centro do debate eleitoral após a série Revelando expor a atuação do candidato suspeito como advogado do assassino.

Mãe de Ana Clara esteve no debate e respondeu a Flávio Bolsonaro
Cristiane Gomes da Silva, mãe de Ana Clara, acompanhou o debate da TV Globo, na noite de 23 de outubro, na plateia, a convite da campanha de Lula, ao lado do deputado Marcelo Freixo (PT-RJ). Questionado por Lula sobre por que defendeu o policial acusado de matar a menina, Flávio disse acreditar na inocência do cabo e afirmou que houve “troca de tiros”.
DEBATE NA TV GLOBO | Mãe de Ana Clara reage a fala de Flávio sobre a morte da menina
— Jornal O Globo (@JornalOGlobo) October 24, 2026
Criança de 5 anos morreu baleada; Flávio atuou como advogado do acusado do disparo, um policial militar.
Acompanhe a cobertura e a checagem do debate no site do #JornalOGlobo.#Eleicoes2026 pic.twitter.com/UU2y5p3RSH
A resposta provocou a reação de Cristiane. “Ele não respondeu porque defendeu o assassino da minha filha. Ele inventou um confronto ali como o policial inventou no dia”, disse a mãe. Em vídeo publicado por Marcelo Freixo nas redes sociais, Cristiane afirmou: “Já que ele nunca me procurou, eu vim até ele”.
2º turno tem um candidato 2 vezes investigado no STF
Flávio Bolsonaro é alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal. O primeiro apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo sua relação com o advogado Willer Tomaz e transações com plataformas de “bets”. O segundo foi instaurado a partir de novos elementos encontrados pela Polícia Federal sobre o mesmo universo de negócios com o advogado.

A investigação sobre o candidato suspeito ganhou contornos mais graves com a descoberta de que Flávio aparecia como “usuário master” de uma conta bancária conjunta com Willer Tomaz, movimentada por meio da empresa Alcazar Holdings. A PF também identificou que Tomaz mantinha um “bunker” para contar dinheiro vivo em aeroporto. Flávio nega irregularidades e classificou as apurações como “fake news”.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mantém o registro de candidatura do senador, que disputa o segundo turno contra Lula.
Flávio Bolsonaro apagou posts em que chamava Bolsa Família de “Bolsa Farelo”
O candidato suspeito Flávio Bolsonaro excluiu de sua conta no X publicações antigas em que criticava o Bolsa Família e chamava o benefício de “bolsa-farelo”. Entre as mensagens apagadas estão posts de 2011, quando era deputado estadual no Rio, e de 2013 e 2014, nos quais associava o programa à manutenção da pobreza e acusava o PT de usar o auxílio com fins eleitorais.


Em novembro de 2011, Flávio escreveu que havia sido o “único voto contra” o projeto Renda Melhor na Assembleia Legislativa do Rio e chamou a iniciativa de “bolsa-farelo, pelo seu caráter clientelista eleitoral”. Em 2013, publicou que o PT “perpetua a pobreza com o bolsa-farelo, mantendo as pessoas nessa dependência para não perder seus votos”.
Flávio Bolsonaro é sócio de Bet, informa revista piauí
A revista piauí publicou, nesta terça-feira (20), a reportagem “A BET DE FLÁVIO BOLSONARO”, na qual revela que documentos acessados no Brasil e no exterior indicam que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi sócio indireto de uma casa de apostas online – a Best Bet.
A reportagem, assinada pelos jornalistas Allan de Abreu (Rio de Janeiro), Breno Pires (Brasília), Felícia Cabrita (Lisboa) e Mário Gouveia (Funchal), reconstituiu a estrutura empresarial que liga o parlamentar ao advogado Willer Tomaz e a offshores na Ilha da Madeira, em Portugal.

As informações divulgadas pela revista piauí também levaram a Polícia Federal a pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito para apurar a suspeita de sociedade oculta.
Flávio Bolsonaro ajudou milicianos
Durante o debate da TV Globo, Lula acusou Flávio Bolsonaro de ter relação com milicianos e citou o assassinato da vereadora Marielle Franco. “Todo mundo assiste ao discurso dele na Assembleia Legislativa, defendendo milicianos, oferecendo condecoração para milicianos, dando emprego para a mãe do chefe do gabinete do crime, para a irmã”, afirmou o presidente.
As acusações têm base em reportagens e investigações. Flávio Bolsonaro homenageou com uma condecoração um miliciano por “importantes serviços prestados ao Rio de Janeiro”.
O candidato suspeito também destinou R$ 200 mil em emenda parlamentar a um projeto esportivo na Taquara, ligado a um miliciano envolvido na morte da vereadora Marielle Franco.
Não parece ser uma escolha difícil
E não é.

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