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Da Redação
AGU pede ao STF suspensão do afastamento de Andrei Rodrigues
A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou pedido junto ao ministro Edson Fachin, do STF, para suspender a decisão que afastou Andrei Rodrigues. No documento, o órgão jurídico do governo defende que houve invasão de prerrogativa do presidente da República na escolha do comando da Polícia Federal. Entenda na TVT News com informações da Assessoria Especial de Comunicação Social da AGU
A AGU sustenta que o afastamento contraria o entendimento constitucional sobre a separação dos Poderes. Para o governo, a permanência de Andrei no cargo é decisão exclusiva do presidente, não cabendo ao Judiciário substituir essa avaliação sem fundamento legal claro.
O pedido apresentado pela AGU destaca que a retirada do diretor-geral da PF sem justificativa consistente pode gerar instabilidade na administração pública e comprometer o funcionamento da instituição. O governo Lula aposta na reversão da medida no Supremo para manter Andrei no posto.
Entenda: AGU pede ao presidente do STF suspensão de decisão que afastou dirigentes da Polícia Federal
A Advocacia-Geral da União (AGU) propôs nesta terça-feira (8/09), em caráter de urgência, pedido de suspensão de liminar dirigido ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin. A medida visa suspender os efeitos de decisão monocrática proferida pelo ministro André Mendonça, no âmbito da Petição (PET) nº 16.662/DF, que determinou o afastamento preventivo do diretor-geral e do diretor de Inteligência Policial da Polícia Federal.
Assinada pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e por outros integrantes da direção da AGU, a peça sustenta a existência de grave lesão à ordem pública e administrativa.
O órgão argumenta que o afastamento cautelar viola frontalmente a prerrogativa constitucional privativa do Presidente da República para prover e desprover cargos de direção da Polícia Federal (art. 84, I e II, da Constituição Federal). Além disso, destaca que a descontinuidade abrupta na gestão do órgão compromete o funcionamento das atividades de polícia judiciária e gera risco de desorganização institucional.
Segundo a petição, “o conjunto fático atrelado à produção e à divulgação de relatórios de inteligência da Polícia Federal já se encontrava sob a condução direta da Presidência da Suprema Corte desde 3 de setembro de 2026, nos autos da PET nº 16.704/DF”.

Esse procedimento delimitou pontos de investigação e concedeu prazo de cinco dias úteis para manifestação de autoridades, inclusive dos diretores da PF afastados. Para a União, a decisão monocrática concorrente antecipou juízos cautelares e submeteu ao referendo da Segunda Turma do STF matéria indicada pelo próprio ministro-relator como de competência do Plenário.
Diante do quadro de urgência, a AGU requereu a concessão de liminar para suspender imediatamente o afastamento dos dirigentes e a subsequente confirmação do pedido no mérito até manifestação definitiva do órgão competente.
Entenda o caso do afastamento do Diretor-geral da Polícia Federal
O Diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, foi afastado do cargo por decisão judicial que acatou questionamentos sobre sua permanência na chefia da corporação. A medida gerou reação de diretores da PF e outras juristas, que consideram a interferência indevida na autonomia do Poder Executivo para nomear e manter seus auxiliares diretos.
O decano do STF, ministro Gilmar Mendes, também questionou nesta terça-feira a decisão do ministro André Mendonça que determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação.
Ao pedir vista e interromper o julgamento do caso na Segunda Turma da Corte, Gilmar Mendes levantou dúvidas sobre a competência do colegiado para analisar a medida e defendeu que questões relacionadas ao episódio podem ser de responsabilidade do plenário do STF.
A decisão que afastou Andrei ocorreu em meio a um cenário de disputa sobre os limites da atuação do Judiciário em relação a cargos de confiança do governo federal. O afastamento provocou uma crise entre os Poderes, levando o governo a acionar o presidente do Supremo Tribunal Federal para reverter a situação.
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Justiça Eleitoral nega pedido de impugnação da candidatura de Moisés Selerges
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) confirmou, por unanimidade, o registro da candidatura de Moisés Selerges (PT-SP) a deputado federal. A corte negou o pedido de impugnação apresentado sob a alegação de que Selerges deveria ter se desincompatibilizado do cargo de presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC no prazo de 180 dias antes do pleito.
O relator do processo e seus pares acolheram o argumento apresentado pela defesa de Selerges, feita pelo advogado Rodrigo Kawamura.
A defesa do candidato comprovou que não havia necessidade de desincompatibilização no prazo alegado, uma vez que a entidade sindical não recebe recursos públicos, condição necessária para que se aplicasse a regra invocada no pedido de impugnação.

Moisés comemorou a decisão da Justiça Eleitoral e afirmou que seguirá trabalhando para garantir a representação da classe trabalhadora no Congresso Nacional.
“Os inimigos do povo não se cansam de atentar contra os direitos dos trabalhadores. Mas não adianta tentarem impedir o avanço da classe trabalhadora. Vamos eleger a maior Bancada de Trabalhadores e Trabalhadoras para o Congresso Nacional virar a Casa do Povo de verdade”, afirmou o candidato.
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Libertadores e Sul-Americana começam quartas de final com oito brasileiros
As competições continentais voltam a movimentar o futebol sul-americano nesta terça-feira (8). As quartas de final da Copa Libertadores e da Copa Sul-Americana começam com oito clubes brasileiros ainda na disputa pelos títulos: Corinthians, Flamengo, Fluminense e Palmeiras na Libertadores; São Paulo, Vasco, Atlético-MG e Santos na Sul-Americana. Leia em TVT News.
A rodada marca o início de uma fase decisiva dos dois torneios organizados pela Conmebol. Os confrontos serão disputados em partidas de ida e volta ao longo das próximas duas semanas, com os classificados avançando para as semifinais.
Nesta terça, Fluminense, Vasco e São Paulo entram em campo. Os três clubes abrem seus respectivos confrontos buscando construir vantagem antes dos jogos de volta.
Fluminense abre a disputa brasileira na Libertadores
O Fluminense é o primeiro brasileiro a entrar em campo pelas quartas de final da Libertadores. O time carioca enfrenta o Platense, nesta terça-feira, no Maracanã, pelo jogo de ida.
O confronto coloca frente a frente um dos representantes brasileiros na competição e a equipe argentina, que disputa pela primeira vez um torneio internacional.
O Tricolor carioca terá a oportunidade de jogar diante de sua torcida antes de viajar à Argentina para a definição da vaga. A partida de volta está marcada para o dia 15 de setembro, no Estádio Ciudad de Vicente López.
A Libertadores terá outros três brasileiros em campo nos próximos dias. Na quarta-feira (9), Palmeiras e Corinthians iniciam suas disputas pelas vagas nas semifinais.
O Palmeiras enfrenta a LDU. Já o Corinthians terá pela frente o Estudiantes, da Argentina, em um confronto que coloca o clube paulista diante de um tradicional adversário do futebol continental.
A rodada da Libertadores será encerrada na quinta-feira (10), quando o Flamengo enfrenta o Independiente del Valle, no Equador. A equipe carioca fará o primeiro jogo fora de casa e decidirá a classificação no Maracanã.

Agenda das quartas de final da Libertadores
Os confrontos das quartas de final reúnem quatro clubes brasileiros e quatro equipes de outros países da América do Sul.
Jogos de ida
- 8/9 – 19h – Fluminense x Platense – Maracanã (ESPN/Disney+)
- 9/9 – 19h – Palmeiras x LDU – NuBank Parque (Paramount)
- 9/9 – 21h30 – Estudiantes x Corinthians – Estádio UNO (Globo/ge tv/Paramount)
- 10/9 – 21h30 – Independiente del Valle x Flamengo – Olímpico Atahualpa (ESPN/Disney+)
Jogos de volta
- 17/9 – 21h30 – Flamengo x Independiente del Valle – Maracanã (ESPN/Disney+)
- 15/9 – 19h – Platense x Fluminense – Ciudad de Vicente López (ESPN/Disney+)
- 16/9 – 19h – LDU x Palmeiras – Rodrigo Paz Delgado (Paramount)
- 16/9 – 21h30 – Corinthians x Estudiantes – Neo Química Arena (Globo/ge tv/Paramount)
Vasco e São Paulo entram em campo pela Sul-Americana
A Copa Sul-Americana também começa sua fase de quartas de final nesta terça-feira. Vasco e São Paulo são os primeiros brasileiros a jogar.
O Vasco enfrenta o Independiente Santa Fe, em Bogotá. A equipe carioca inicia o confronto fora de casa e terá a vantagem de decidir a classificação diante de sua torcida, em São Januário, no dia 15 de setembro.
Já o São Paulo terá um dos confrontos de maior peso da fase. O Tricolor visita o Boca Juniors, em Buenos Aires, para o primeiro jogo das quartas de final.
A partida será disputada na tradicional La Bombonera. O segundo encontro está marcado para o Morumbis, também no dia 15, quando o São Paulo decidirá em casa se avança às semifinais.
A presença de Boca Juniors e São Paulo dá ao confronto um peso histórico, reunindo dois clubes de grande tradição internacional e duas das torcidas mais numerosas do continente.
Clássico brasileiro movimenta rodada da Sul-Americana
A rodada terá ainda um duelo direto entre clubes brasileiros. Santos e Atlético-MG se enfrentam na quarta-feira (9), pelo primeiro jogo das quartas de final.
A primeira partida será realizada em Santos, enquanto a definição da vaga acontecerá em Belo Horizonte, no dia 16.
O confronto garante que ao menos um clube brasileiro ficará pelo caminho nesta fase da competição. Por outro lado, Vasco e São Paulo podem ampliar a presença do país nas semifinais caso superem seus adversários.
O quarto confronto das quartas reúne Cienciano, do Peru, e Montevideo City Torque, do Uruguai. As equipes entram em campo na quinta-feira (10), em Cusco, com a volta marcada para Montevidéu no dia 17.
Quatro países além do Brasil seguem na disputa
Os oito classificados para as quartas de final da Sul-Americana representam cinco países.
Além dos quatro brasileiros – São Paulo, Vasco, Atlético-MG e Santos – seguem na competição o Boca Juniors, da Argentina, o Independiente Santa Fe, da Colômbia, o Montevideo City Torque, do Uruguai, e o Cienciano, do Peru.
A distribuição dos classificados mostra a presença de diferentes regiões do continente na disputa, enquanto o Brasil chega novamente com forte representação à fase decisiva.
A competição será definida em partida única no dia 21 de novembro, em Barranquilla, na Colômbia.
Agenda das quartas Sul-Americana
Jogos de ida
- 08/09 – Santa Fe x Vasco às 19h, em Bogotá
- 08/09 – Boca Juniors x São Paulo às 21h30, em Buenos Aires
- 09/09 – Santos x Atlético-MG às 19h, em Santos
- 10/09 – Cienciano x Montevideo City Torque às 21h30, em Cusco
Jogos de volta
- 15/09 – Vasco x Santa Fe às 19h, no Rio de Janeiro
- 15/09 – São Paulo x Boca Juniors às 21h30, em São Paulo
- 16/09 – Atlético-MG x Santos às 19h, em Belo Horizonte
- 17/09 – Montevideo City Torque x Cienciano às 21h30, em Montevidéu
Fundação Perseu Abramo promove bate-papo com autor do livro De Macri a Milei: o país inviável das elites argentinas
O livro De Macri a Milei: o país inviável das elites argentinas será apresentado ao público, com bate-papo com o autor, Roberto Feletti, na sede da Fundação Perseu Abramo. Gratuito, o evento está marcado para quarta-feira (9/9), às 15 horas, na sede da instituição, em São Paulo. Leia em TVT News.
O livro De Macri a Milei: o país inviável das elites argentinas foi lançado em 2025 na Argentina.
No livro, Feletti analisa a economia e a política da Argentina a partir da gestão de Mauricio Macri (2015-2019). O autor aborda o endividamento da população, a inflação, o atentado contra Cristina Kirchner, as movimentações da oposição (esquerda) naquele país, além da ascensão do atual presidente, Javier Milei, eleito em 2023. Segundo o autor, sem uma aliança entre Estado, produção e trabalho, será difícil romper o ciclo recorrente de crises no seu país.
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Roberto José Feletti, 67 anos, é secretário-administrativo do Senado da província de Buenos Aires (órgão equivalente, no Brasil, à Assembleia Legislativa estadual). Também já foi deputado federal, vice-ministro de Economia (secretário de Política econômica) e vice-presidente do Banco da Nação Argentina, entre outras funções.
Feletti também já publicou vários artigos e contribuiu, por exemplo, com o livro “O desenvolvimento econômico da Argentina a médio e longo prazo. Rumo à construção de consensos”, de 2005.
Breve histórico presidencial
A Argentina foi governada por Cristina Kirchner entre 2007 e 2015, posteriormente sucedida por Maurício Macri, que governou o país até 2019. Em dezembro daquele ano, Alberto Fernández assumiu a Presidência, tendo Cristina Kirchner como vice, com mandato até 2023. Javier Milei, por sua vez, assumiu a Presidência em dezembro de 2023.
Serviço:
Apresentação do livro “De Macri a Milei: o país inviável das elites argentinas”, com o autor, Roberto José Feletti
Data: 9/9/2026
Horário: 15 horas
Local: Rua Francisco Cruz, 234 (Vila Mariana), em São Paulo (SP) Transmissão: https://www.youtube.com/@FundacaoPerseuAbramo
Gilmar Mendes questiona decisão de Mendonça
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), questionou nesta terça-feira a decisão do ministro André Mendonça que determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação. Leia em TVT News.
Ao pedir vista e interromper o julgamento do caso na Segunda Turma da Corte, Gilmar Mendes levantou dúvidas sobre a competência do colegiado para analisar a medida e defendeu que questões relacionadas ao episódio podem ser de responsabilidade do plenário do STF.
A manifestação do ministro ocorre em meio a uma disputa institucional envolvendo o afastamento da cúpula da Polícia Federal e os desdobramentos da investigação que levou à decisão de Mendonça.
Para Gilmar Mendes, há elementos que exigem uma análise mais aprofundada dos autos antes que a Segunda Turma decida se mantém ou não a determinação do relator.
O pedido de vista suspendeu o julgamento virtual que analisava o referendo da decisão. Com isso, a discussão fica interrompida até que o processo volte à pauta, enquanto a medida determinada por André Mendonça continua sendo objeto da ação.
>> André Mendonça afasta diretor-geral da PF
Gilmar afirmou que sua decisão de pedir vista foi motivada por três questões principais: a forma como o processo foi levado a julgamento, dúvidas sobre a possibilidade de um partido político ter provocado a medida cautelar e a definição de qual instância do Supremo deve examinar o caso.
Processo entrou em pauta pouco antes do julgamento
O primeiro ponto destacado por Gilmar Mendes foi o curto período entre a inclusão do processo na pauta e o início do julgamento virtual. Segundo o ministro, o caso foi levado à sessão menos de uma hora antes de sua abertura.
Na avaliação do decano, o intervalo não permitiu que os integrantes do colegiado tivessem tempo suficiente para analisar integralmente os documentos e os fundamentos da decisão que determinou o afastamento dos dirigentes da Polícia Federal.
A crítica chama atenção para a necessidade de que decisões com impacto sobre instituições de Estado sejam examinadas com acesso adequado aos autos e aos elementos que sustentam as medidas adotadas.
Gilmar Mendes também demonstrou preocupação com a possibilidade de decisões diferentes serem tomadas simultaneamente dentro do próprio Supremo sobre fatos relacionados à mesma investigação.
“Assim, diante de elementos que apontam para a incompetência da Segunda Turma e do risco de decisões conflitantes sobre uma mesma matéria, pedi vista do processo para melhor exame dos autos”, afirmou o ministro.
Gilmar questiona pedido apresentado por partido político
Outro aspecto levantado pelo decano diz respeito à origem da solicitação que resultou na medida cautelar.
Segundo Gilmar Mendes, há dúvidas sobre a possibilidade de o afastamento preventivo dos integrantes da cúpula da Polícia Federal ter sido determinado a partir de um pedido formulado por um partido político.
Para o ministro, essa circunstância pode representar uma “aparente contrariedade” às regras estabelecidas pelo Código de Processo Penal e pelo Regimento Interno do STF.
A discussão envolve princípios do sistema acusatório, que estabelece regras sobre quem pode provocar determinadas medidas no âmbito de investigações e processos criminais.
A manifestação de Gilmar não representa, neste momento, uma decisão definitiva sobre a legalidade da medida. O pedido de vista tem justamente o objetivo de permitir um exame mais detalhado das questões apresentadas antes da continuidade do julgamento.
Caso pode ser analisado pelo plenário
A principal divergência levantada por Gilmar Mendes está relacionada ao colegiado responsável por julgar o caso.
Segundo o ministro, incidentes relacionados à mesma investigação foram encaminhados por André Mendonça a instâncias diferentes do Supremo. Diante desse cenário, Gilmar sustenta que há elementos indicando que a discussão deve ser levada ao plenário da Corte, e não permanecer restrita à Segunda Turma.
Um dos pontos mencionados pelo decano é a própria fundamentação utilizada por Mendonça para determinar o afastamento de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial.
De acordo com Gilmar, a decisão registra indícios de que o relatório de inteligência utilizado como base para a medida teria sido produzido pelo diretor-geral da Polícia Federal “por provocação de membro da Primeira Turma” do STF.
Para o decano, caso essa hipótese seja considerada relevante para o julgamento, a situação ganha uma dimensão que exige a participação do plenário.
Isso porque a análise de atos atribuídos a integrantes do Supremo deve seguir regras específicas de competência, especialmente quando a discussão envolve ministros que integram diferentes colegiados da Corte.
Gilmar Mendes lembrou ainda que o próprio André Mendonça havia defendido anteriormente que o exame da matéria fosse realizado pelo plenário do STF, em sessão presencial e pública.
Segundo a manifestação do decano, Mendonça havia registrado esse entendimento em decisão tomada no dia 1º de setembro, o que reforça a necessidade de esclarecer qual deve ser o caminho processual adotado.
Fachin abriu procedimento e pediu informações
A discussão sobre o caso também envolve providências adotadas pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin.
Gilmar Mendes citou o procedimento aberto por Fachin para analisar questões relacionadas ao episódio. No âmbito dessa iniciativa, foram solicitadas informações a diferentes autoridades envolvidas no caso.
Entre elas estão o próprio diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o ministro Alexandre de Moraes.

O prazo de cinco dias concedido para o envio dessas manifestações ainda está em curso, segundo a argumentação apresentada por Gilmar.
Para o decano, esse cenário também recomenda cautela antes da conclusão do julgamento na Segunda Turma. A existência de procedimentos paralelos dentro do STF pode ampliar o risco de decisões conflitantes sobre os mesmos fatos ou sobre questões diretamente relacionadas.
A definição da competência, portanto, passou a ser um dos principais pontos do debate jurídico em torno do afastamento.
Possíveis reflexos eleitorais entram na discussão
Gilmar Mendes também chamou atenção para os possíveis efeitos político-eleitorais de decisões judiciais tomadas em casos dessa natureza.
O ministro afirmou que a situação precisa ser analisada à luz de precedentes do plenário do Supremo relacionados à neutralidade do Estado durante disputas eleitorais.
Segundo ele, há entendimento na Corte sobre a inconstitucionalidade de decisões judiciais capazes de provocar desequilíbrio na disputa político-eleitoral.
A preocupação, nesse contexto, é impedir que decisões institucionais tenham consequências que possam interferir indevidamente no ambiente político ou beneficiar determinados grupos, partidos ou candidaturas.
O argumento apresentado por Gilmar amplia o debate para além da situação individual dos dirigentes afastados e coloca em discussão os efeitos institucionais de decisões envolvendo órgãos responsáveis pela investigação e pelo combate ao crime.
A Polícia Federal ocupa posição central na estrutura do Estado brasileiro, e mudanças em sua cúpula produzem consequências administrativas e políticas que exigem atenção redobrada dos Poderes e das instituições.
Julgamento permanece interrompido
Com o pedido de vista de Gilmar Mendes, a Segunda Turma do STF interrompeu a análise do referendo da decisão de André Mendonça.
Quaest mostra cenário eleitoral para governos de SP, MG, RJ, PE e DF
A Quaest divulgou nesta terça-feira (8) novos levantamentos sobre as eleições para os governos de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco e Distrito Federal. As pesquisas medem as intenções de voto no primeiro turno e mostram cenários diferentes entre os estados, com lideranças mais consolidadas em algumas disputas e maior proximidade entre os principais candidatos em outras. Leia em TVT News.
Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece na frente, enquanto Fernando Haddad (PT) ocupa a segunda posição. Em Minas Gerais, o senador Cleitinho (Republicanos) lidera a corrida. No Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes (PSD) está à frente dos adversários.
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Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) aparece na liderança, com João Campos (PSB) em segundo. No Distrito Federal, a governadora Celina Leão (PP) lidera a disputa pelo Palácio do Buriti. Os levantamentos foram realizados com diferentes amostras e margens de erro, de acordo com cada estado.
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São Paulo: Tarcísio mantém liderança sobre Haddad
Em São Paulo, Tarcísio de Freitas aparece na pesquisa Quaest com 42% das intenções de voto, enquanto Fernando Haddad registra 27%. O governador oscilou positivamente em relação à pesquisa anterior, quando tinha 40%, e Haddad manteve o mesmo percentual.
O levantamento mostra ainda uma distância de 15 pontos entre os dois principais candidatos. A pesquisa ouviu 1.800 eleitores entre 4 e 7 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é SP-00959/2026.
Minas Gerais: Cleitinho aparece na frente
Em Minas Gerais, o senador Cleitinho (Republicanos) lidera a corrida pelo governo estadual com 32% das intenções de voto. Alexandre Kalil (PDT) e Patrus Ananias (PT) aparecem empatados na segunda colocação, ambos com 11%.
Cleitinho havia registrado 29% no levantamento anterior da Quaest e ampliou sua vantagem na nova rodada. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-04716/2026.
Rio de Janeiro: Paes lidera e Ruas cresce
No Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) aparece em primeiro lugar na nova pesquisa Quaest, com 39% das intenções de voto. O prefeito subiu dois pontos percentuais em relação à pesquisa anterior.
O deputado estadual Douglas Ruas (PL), presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, aparece em segundo, com 18%, quatro pontos acima do levantamento anterior. Anthony Garotinho (Republicanos) tem 8%.
A pesquisa ouviu 1.302 eleitores entre 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, e o levantamento foi registrado no TSE sob o número RJ-04768/2026.
Pernambuco: Raquel Lyra e João Campos concentram disputa
Em Pernambuco, a disputa está concentrada entre a governadora Raquel Lyra (PSD), com 43%, e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), com 37%. No levantamento anterior da Quaest, divulgado em 25 de agosto, Lyra aparecia com 44%, contra 36% de Campos.
A pesquisa de agosto ouviu 1.302 eleitores entre 21 e 24 de agosto, com margem de erro de três pontos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-00285/2026.
Distrito Federal: Celina Leão lidera corrida pelo Buriti
No Distrito Federal, a governadora Celina Leão (PP) lidera a disputa pelo Palácio do Buriti com 35% (eram 34% anteriormente), segundo a nova rodada da Quaest. José Roberto Arruda (PSD) aparece em segundo, com 18% (eram 20%), seguido por Leandro Grass (PT), com 17 (eram 13%).
A pesquisa ouviu 1.104 eleitores entre 21 e 24 de agosto, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Os números de registro no TSE são BR-04442/2026 e DF-01987/2026.
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