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Da Redação
“A Guerra à Santa”: Juliette discute ataques à padroeira do Brasil
O novo episódio da série de reportagens Revelando é apresentado pela cantora Juliette e aborda a história de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e os ataques à santa que revelam disputas políticas e manifestações de intolerância religiosa. Leia em TVT News.
Intitulado A Guerra à Santa, o quinto episódio foi disponibilizado no YouTube às 9h desta segunda-feira (12), data em que é celebrado o dia de Nossa Senhora Aparecida.
A reportagem parte de uma pergunta provocativa feita por Juliette: por que uma figura religiosa associada à fé, ao acolhimento e à união desperta hostilidade de setores que buscam influência política no país? Ao longo do episódio, a apresentadora recupera elementos da trajetória da santa e discute como sua imagem passou a ser alvo de ataques.
“Por que uma santa tão frágil, que já nasceu partida em duas, desperta tanto ódio em quem quer mandar no país?”, questiona a cantora na abertura da produção.
A narrativa destaca a origem popular da devoção a Nossa Senhora Aparecida e a relação de sua imagem com diferentes grupos sociais.
Juliette descreve a santa como uma “Maria negra pescada por um pescador pobre” e recorda o relato de que ela teria soltado a corrente de um homem escravizado. A abordagem relaciona a história religiosa a questões sociais e à formação cultural brasileira.
Veja o episódio completo:
Ataques à santa e intolerância religiosa
Um dos pontos abordados no episódio são as manifestações contra Nossa Senhora Aparecida. Entre elas está uma declaração do bispo evangélico JB Carvalho, que escreveu que a santa seria a máscara do “braço direito de satanás”.
A reportagem coloca esse tipo de ataque em discussão ao abordar o contraste entre a devoção de milhões de pessoas e as tentativas de desqualificar símbolos religiosos. A produção também destaca que a figura de Aparecida ultrapassa os limites de uma comunidade específica, sendo reconhecida por sua importância cultural e religiosa mesmo por pessoas que não seguem o catolicismo.
A apresentadora afirma que a santa representa uma família em que as diferenças podem coexistir com respeito. A mensagem coloca a tolerância religiosa como um dos eixos centrais do episódio, em um contexto de polarização política e de disputas em torno da fé.
Juliette também compartilha sua relação pessoal com o tema. Advogada, nordestina e de origem periférica, ela afirma que decidiu participar da produção por acreditar na importância de defender o que considera justo.
“Senti que precisava estar aqui. Como mulher e advogada, acredito no compromisso de defender o que é justo. Nossa Senhora Aparecida representa fé, acolhimento e união, e sua história nos lembra que o respeito precisa estar acima de qualquer diferença”, afirma.
A cantora relata ainda que sentiu receio diante da polarização no país, mas decidiu seguir adiante. Para expressar sua ligação com o tema, cita uma passagem bíblica sobre professar a fé publicamente.

Juliette interpreta clássico da música brasileira
Além de apresentar a reportagem, Juliette interpreta Romaria, canção de Renato Teixeira, acompanhada pelo violonista João Camarero. A música integra a abordagem cultural do episódio e reforça a conexão entre religiosidade, tradição popular e identidade brasileira.
A escolha da artista também dialoga com a proposta de Revelando de abordar temas sociais e políticos por meio de personalidades da cultura. A trajetória de Juliette, marcada por sua origem nordestina e periférica, é apresentada como parte dessa perspectiva de representatividade.
Série aborda política, direitos e conflitos sociais
Revelando é uma iniciativa da equipe do podcast Calma Urgente, com apoio do Instituto Conhecimento Liberta (ICL), da Mídia Ninja, da 342 Artes e do Intercept Brasil. Desde a estreia, o projeto soma mais de 25 milhões de visualizações nas plataformas digitais, segundo os dados divulgados pela produção. No YouTube, os episódios acumulam mais de 18 milhões de visualizações, e o perfil do programa no Instagram reúne 1,9 milhão de inscritos.
A série já abordou temas como a privatização das praias brasileiras, a relação entre instituições religiosas e negócios, a violência policial e a eugenia no Brasil.
No episódio Quem quer roubar sua praia?, a atriz Luana Piovani apresenta uma investigação sobre propostas de privatização de áreas litorâneas. Já Grandes Igrejas, Master Negócios, com o ator e roteirista Fábio Porchat, ultrapassou 14 milhões de visualizações no YouTube, conforme os números divulgados pela equipe do projeto.
A produção apresentada por Camila Pitanga, O julgamento que nunca aconteceu, traz uma entrevista com a mãe de Ana Clara, menina de cinco anos assassinada por um policial que teve o senador Flávio Bolsonaro como advogado de defesa. O primeiro episódio, apresentado por Samara Felippo, aborda a esterilização de mulheres sem consentimento e a história da eugenia no país.
Com A Guerra à Santa, a série volta sua atenção à intolerância religiosa e às disputas políticas em torno de símbolos de fé. Ao recuperar a história de Nossa Senhora Aparecida, o episódio propõe uma reflexão sobre respeito às crenças, diversidade religiosa e convivência democrática.
Assista ao episódio A Guerra à Santa, com Juliette, no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=PPVzOgJkOcM
Confira imagens do ato do Lula na Av. Paulista
Os famdons se reuniram e fizeram, neste domingo, a Marcha pela Democracia, em apoio à reeleição de Lula. A TVT esteve na Av. Paulista e traz os principais momentos para você..
Marcha dos famdons pela democracia na Av. Paulista
O que é a Marcha pela Democracia na Av. Paulista
Neste domingo, 11/10, o elenco da @DiaTV e convidados estiveram na rua para acompanhar a Marcha pela Democracia, ato organizado por famdons em apoio ao presidente Lula.
“Não é por candidato, não é por partido político. É pela liberdade e manutenção de direitos constitucionais. É contra o racismo, a misoginia, a LGBTfobia e todo e qualquer tipo de preconceito, ódio ou violência”, anuncia a organização da Marcha.

“Temos esperança e vamos usar a nossa voz e o nosso espaço para mostrar de maneira simples e direta tudo o que está em risco. Assista com sua família, envie a live para aquele amigo/conhecido indeciso ou que não foi votar no primeiro turno. Acreditamos e vamos em busca da virada”, conta a DiaTV, responsável pela transmissão, diretamente da Av. Paulista.

Lula celebra multidão de vozes pelo futuro do Brasil nas ruas e nas redes pela virada
Artistas, jovens, influenciadores, trabalhadores, pessoas de todas as idades se juntam em uma mobilização que transforma talento, conhecimento e vontade de participar em ação. Tem gente criando sites, produzindo vídeos nas redes, organizando manifestações e encontrando novas maneiras de fazer a voz chegar mais longe.
É a essa gente que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dirigiu uma mensagem especial de agradecimento neste sábado (10/10). Ao acompanhar as manifestações presenciais e digitais pelo país, Lula reconheceu a dedicação de quem está mobilizado neste segundo turno e destacou o que considera estar em jogo nas eleições: a democracia, as conquistas sociais e o direito dos brasileiros a um futuro com mais oportunidades.
Quero agradecer a todos os que estão se manifestando nas ruas do nosso país.
— Lula (@LulaOficial) October 10, 2026
Nós queremos garantir e ampliar as conquistas do povo brasileiro, como:
» Escolas de tempo integral.
» Pé-de-Meia universalizado.
» Mais universidades e institutos federais.
» Farmácia Popular com… pic.twitter.com/6GAAXeImVx
“Eu quero agradecer a cada um de vocês, trabalhadores, estudantes, artistas, profissionais liberais, todo mundo que está se manifestando nas ruas desse país pela nossa vitória no segundo turno. Porque nós precisamos manter esse país funcionando democraticamente em benefício da maioria da sociedade brasileira”, afirmou.

Além das manifestações presenciais, a internet se tornou espaço de organização de iniciativas ligadas ao segundo turno. Comunidades de fãs, acostumadas a mobilizar milhares de pessoas em torno da música, do cinema e da cultura pop, também participam das discussões políticas. Artistas e influenciadores compartilham conteúdos, enquanto estudantes e voluntários desenvolvem materiais e ferramentas digitais.
Famdons com Lula
Fãs brasileiros (os fandoms) de Beyoncé, Taylor Swift, Lady Gaga, Anitta, BTS e outros grandes nomes do entretenimento passaram a mobilizar suas redes sociais em apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2026.

A articulação, identificada pela hashtag #FandomsComLula, reúne fanbases que oferecem seus canais para divulgar informações, estimular a participação eleitoral e tentar alcançar quem não votou ou ainda está em dúvida sobre o voto. A movimentação ocorre no intervalo entre o primeiro e o segundo turno e ganha força no ambiente digital.
Mobilização nas redes na campanha do 2° turno
- Quais fandoms estão na campanha por Lula no 2° turno: comunidades de fãs de Beyoncé, Taylor Swift, Lady Gaga, Anitta, BTS, BLACKPINK, Ariana Grande, Billie Eilish, Dua Lipa, Justin Bieber, Katy Perry, Miley Cyrus, Bad Bunny, Kendrick Lamar, The Weeknd, Harry Styles, Shawn Mendes, Cardi B, Luísa Sonza, Marina Sena, Matuê e Mbappé, entre outros.
Entre os perfis identificados na mobilização estão:
- Taylor Swift: @updateswiftbr e @taylorswiftbrofc
- Beyoncé: @beyoncebrasilcom e @beyonceaccessbr
- Lady Gaga: @rdtgaga
- BTS: @btsbrasil_on e @BTSProjectBR
- Anitta: @anittagolden
- Billie Eilish: @billieeilishbr e @infobilliebr
- Ariana Grande: @infoaribr e @accessarianabr
- Dua Lipa: @dualipabrasilofc
- Justin Bieber: @jbieberbrs
- BLACKPINK: @bl4ckpinkbrasil
- Katy Perry: @katyperrybrasil, @tudokaty e @katycatsupdates
- Miley Cyrus: @tudomiley
- TWICE: @oncetwicebrasil
- Olivia Rodrigo: @oliviarodrigonobrasil e @oliviadeanbr
- Selena Gomez: @portalselenabrasil
- Bad Bunny: @infobadbunnybr
- Marina Sena: @marinasenapress
- Harry Styles: @thehsbrasil
- Cardi B: @infocardibr
A lista reúne perfis apontados em reportagens e publicações relacionadas à mobilização. Entre eles, Update Swift Brasil, BTS Project Brasil e Anitta Golden fizeram manifestações diretas oferecendo seus canais à campanha de Lula. O perfil da Anitta Golden, por exemplo, publicou que suas redes estavam abertas à equipe do presidente para compartilhar informações de interesse público e conteúdos relacionados à campanha.
No caso da Beyoncé, a Beyoncé Access também já havia publicado conteúdos relacionados às medidas adotadas pelo governo Lula para o setor de shows e participou da mobilização digital.











Kassio Nunes liga tratoraço no TSE e ataca Exército do Lula
Jurista e Ministros do TSE e do STF apontam que Kassio Nunes Marques adotou postura de tratoraço no segundo turno, principalmente depois das decisões envolendo o canal Exército do Lula no whatsapp, que já reúne mais de 3,7 milhões de seguidores. Entenda com a TVT News.
Entenda a situação do canal Exército do Lula
- O canal Exército do Lula foi suspenso por Kassio Nunes no domingo e restabelecido pelo corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva no mesmo dia
- Relatório da equipe técnica do TSE não encontra conteúdos falsos no canal Exército do Lula
- Nesta segunda, o canal opera normalmente e já ultrapassa 3,7 milhões de seguidores; o canal foi reativado após outro relator do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revogar a ordem inicial de Nunes Marques.
- Juristas classificam a decisão de Nunes Marques como censura prévia e defendem que o caso vá ao plenário do TSE
- Ministros do TSE e do STF afirmam que Kassio Nunes ligou o “modo tratoraço” no segundo turno
Relatório do TSE não encontra conteúdos falsos
O relatório produzido pela Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE, a pedido de Kassio Nunes Marques, não localizou publicações com informações consideradas falsas pela Corte no canal Exército do Lula. O documento analisou as publicações do canal entre 2 e 11 de outubro e afirmou que “não foram localizadas novas publicações que reproduzam os conteúdos examinados nos autos”.
O que aconteceu com o canal Exército do Lula de domingo até segunda
No domingo (11), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão do canal Exército do Lula, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), no WhatsApp. A decisão atendeu a um pedido da campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL) e estabeleceu prazo de três horas para que a plataforma interrompesse o funcionamento do espaço.
Pouco depois, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, relator do caso, derrubou a decisão de Nunes Marques e restabeleceu o canal. Cueva entendeu que não havia provas suficientes para tirar o Exército do Lula do ar e defendeu que “a prudência institucional recomenda que a atuação administrativa não antecipe a solução” de um caso que já estava sob relatoria na Corte.
O corregedor, no entanto, estabeleceu que conteúdos falsos já analisados pelo TSE não poderão ser veiculados, sob pena de nova suspensão.
Na segunda-feira (12), Kassio Nunes Marques voltou a agir. O ministro determinou que a área técnica do TSE analise, com “máxima urgência”, eventual desinformação no canal e identifique se há circulação coordenada de conteúdos idênticos em outras plataformas. Nunes Marques também convocou uma reunião com coordenadores das campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro para esta terça-feira (13), com o objetivo de discutir condutas no segundo turno.
Como está o canal Exército do Lula nesta segunda
O canal Exército do Lula opera normalmente nesta segunda-feira, após a decisão do corregedor-geral restabelecer seu funcionamento no domingo. O espaço, que havia saltado de cerca de 50 mil seguidores no início da semana para mais de 3 milhões após o fim do primeiro turno, agora ultrapassa a marca de 3,7 milhões de inscritos.
A decisão de Cueva liberou o envio de mensagens e a inclusão de novos seguidores no canal. A controvérsia sobre o bloqueio, no entanto, será levada ao plenário do TSE, que terá a palavra final sobre a manutenção do Exército do Lula.


Qual a última investida de Kassio Nunes contra o Exército do Lula
Na segunda-feira (12), Kassio Nunes Marques acionou a Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE para apurar a circulação de conteúdos no canal Exército do Lula e em outras redes sociais. A equipe técnica deve verificar se mensagens suspeitas circulam de forma coordenada e identificar o alcance dos conteúdos.
O despacho do presidente do TSE solicita que a unidade informe se identificou “a circulação de conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes àqueles examinados nestes autos, inclusive em outros canais e plataformas digitais, bem como eventual atuação coordenada destinada à sua disseminação”. A assessoria também deverá apontar se já adotou providências anteriores em relação ao caso.
A investida ocorre após Cueva revogar a suspensão do canal e expõe uma divergência entre a Presidência do TSE e a Corregedoria-Geral durante o segundo turno.
Por que as decisões de Kassio Nunes estão sendo criticadas?
Juristas especializados em direito eleitoral criticam a decisão de Nunes Marques de derrubar todo o canal, e não apenas publicações com informações falsas. Em entrevista ao jornal o Globo, o advogado Alberto Rollo diz que o remédio previsto é retirar de circulação a postagem específica, não o canal inteiro. “A suspensão do canal é censura”, afirmou.
Também em entrevista ao jornal O Globo, o professor Fernando Neisser, da FGV/SP, aponta um problema procedimental: Nunes Marques utilizou um processo administrativo, no qual as plataformas digitais assinaram um plano de conformidade, e não um processo judicial, para tomar a medida. “O plano de conformidade não diz respeito a condutas ou a episódios individuais”, explicou.
Ministros do TSE e do STF ouvidos pela coluna de Bela Megale, do jornal O Globo, avaliam que Kassio Nunes Marques entrou no segundo turno no modo “tratoraço” e deixou para trás a postura de equilíbrio que tentava cultivar.
Membros da corte eleitoral disseram que o desempenho de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, quando terminou pouco menos de dois pontos à frente de Lula, fez Nunes Marques partir para o “tudo ou nada”.
“Ele ligou o trator e está vindo com tudo. Inclusive contra as prerrogativas dos juízes do próprio tribunal e contra o plenário do TSE”, resumiu um ministro da corte eleitoral à coluna de Bela Megale. A avaliação é de que a decisão de Nunes Marques resulta em uma quebra de confiança, não só da sociedade com o tribunal, mas também internamente.
Os juristas defendem que o caso precisa ser levado ao plenário do TSE, órgão colegiado, para que a decisão não fique nas mãos de um magistrado isolado.
O que é o Canal Exército do Lula
O canal Exército do Lula foi criado no WhatsApp pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) como ferramenta de mobilização da campanha petista para o segundo turno da eleição presidencial de 2026. O espaço saltou de cerca de 50 mil seguidores para mais de 3 milhões em poucos dias.

O canal é utilizado para distribuir áudios, vídeos e orientações aos apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em uma das primeiras ações, Janones pediu que cada integrante convidasse outras quatro pessoas para seguir o canal e compartilhasse o conteúdo em grupos de WhatsApp e em outras redes sociais.
Na decisão de domingo, Kassio Nunes Marques descreveu a estrutura do canal como um “exército de ‘soldados’ que executam o que lhes é ordenado sem examinar”.
O canal também foi usado para divulgar conteúdos de apoio a Lula e contrários à candidatura de Flávio Bolsonaro. Janones defende o canal dizendo que o que foi feito, até agora, foi a convocação de interessados para fazer parte do canal e que nenhuma notícia sobre o candidato do PL foi postada.
A reportagem da TVT tem acesso ao canal e, nesta segunda, as postagens se referem a sugestões de postagens nas redes sociais, bem diferente da orientação do “postar sem analisar”.
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Lula convoca população a acompanhar votação do fim da escala 6×1
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou neste domingo (11) a mobilização pelo fim da escala de trabalho 6×1 e convocou os brasileiros a acompanhar a votação da PEC no Senado, prevista para quarta-feira (14). Leia em TVT News.
Em vídeo publicado nas redes sociais pela manhã, Lula cobrou o posicionamento do PL e do adversário Flávio Bolsonaro sobre a redução da jornada sem redução de salário e defendeu dois dias de descanso semanal, para ampliar o tempo dedicado à família, ao lazer e à convivência social.
Está chegando o dia da votação do fim da escala 6×1. É importante que a população acompanhe e fiscalize para saber quem tem, de fato, compromisso com o povo brasileiro.
— Lula (@LulaOficial) October 11, 2026
Nós queremos aprovar uma jornada de trabalho em que as pessoas trabalhem 5 dias e descansem 2, sem redução de… pic.twitter.com/JVObB1OFA9
“É muito importante o povo brasileiro acompanhar para saber de que lado vai jogar o time do PL, o time do Flávio Bolsonaro. Porque eles não querem reduzir a jornada de trabalho para que as pessoas só trabalhem cinco dias e descansem dois dias por semana”, afirmou o presidente.
Lula também relacionou a jornada prolongada à sobrecarga enfrentada pelas mulheres, que, segundo ele, acumulam responsabilidades profissionais e domésticas mesmo nos dias de descanso.
“É importante a gente acompanhar, fiscalizar, porque a gente vai ver quem tem compromisso com o povo brasileiro e quem não tem. Quem tem compromisso com a qualidade de vida do povo e quem não tem”, declarou.
Marcha dos famdons com Lula na Paulista
A cobrança também apareceu no discurso do presidente antes do ato realizado na Avenida Paulista, que reuniu centenas de milhares neste domingo, em São Paulo. Na ocasião, Lula voltou a questionar a posição de seu adversário na disputa presidencial sobre a proposta.

“Ele vai querer manter os trabalhadores trabalhando seis dias, descansando um, ou ele vai votar para os trabalhadores terem dois dias de descanso?”, questionou.
A PEC 221/2019, que já foi aprovada pela Câmara dos Deputados, está na pauta do Senado para votação em primeiro turno na quarta-feira.
O texto prevê a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso remunerado e sem redução salarial, além de uma regra de transição. Por se tratar de emenda à Constituição, a proposta precisa obter pelo menos 49 votos favoráveis, em dois turnos de votação no Senado, para ser aprovada.
Tecnologia permite a redução da jornada e fim da escala 6×1, diz Alckmin
O vice-presidente Geraldo Alckmin também defendeu a redução da jornada de trabalho durante encontro com fandoms transmitido pela DiaTV. Para ele, os avanços tecnológicos e o aumento da produtividade tornam natural a discussão sobre a diminuição do tempo dedicado ao trabalho.
“Há uma tendência no mundo inteiro de redução de jornada de trabalho, porque a tecnologia permite você fazer mais com menos gente”, afirmou o vice-presidente.

Alckmin citou transformações nos três setores da economia para sustentar o argumento. Na agricultura, a mecanização permite realizar atividades com menos trabalhadores; na indústria, a automação e o uso de robôs ampliam a capacidade produtiva.
Nos serviços, tecnologias aplicadas à medicina, como sistemas de análise de exames de imagem, também permitem executar tarefas de maneira mais eficiente. “Então, é natural, no mundo inteiro, que a jornada de trabalho reduza”, disse o vice-presidente.
Além dos efeitos sobre a produtividade, Alckmin destacou os benefícios sociais de ampliar o período de descanso dos trabalhadores. “Esses dois dias são fundamentais pra qualidade de vida, pra família, pro descanso, pro estudo, pra preparação, pro lazer. Então, por isso, nós estamos confiantes”, afirmou.
Leia também sobre o fim da escala 6×1
12 de outubro é Dia de Nossa Senhora Aparecida
12 de outubro é o Dia de Nossa Senhora Aparecida. A data se refere ao episódio em que pescadores encontram a imagem da Virgem Maria nas águas do Rio Paraíba depois de pedirem ajuda à Mãe de Deus para que conseguissem encontrar peixes. Após o encontro da imagem, a pesca foi farta. A história se espalhou e outros milagres foram atribuídos à Santa, que se tornou a Padroeira do Brasil. Leia em TVT News.
A imagem da Virgem Maria como Nossa Senhora da Conceição Aparecida é negra. “Negra como nossa gente”, teriam dito os pescadores. A devoção à Padroeira do Brasil é gigante e leva, todos anos, milhares de pessoas à Basílica do Santuário de Aparecida, para agradecer pelas graças alcançadas ou para pedir a intervenção da Mãe de Jesus.

Neste texto, publicado originalmente na revista Babel, do curso de Jornalismo da ECA-USP, a estudante de Jornalismo Luana Franzão relata outras aparições da Virgem Maria pela América Latina, como a de Nossa Senhora de Guadalupe, a padroeira da América Latina.
Saiba mais sobre as aparições de Nossa Senhora na América Latina
“Rogai por nós”, é o que pedem os fiéis da igreja católica à mãe de seu Messias, Maria. Na América Latina, o clamor parece ressoar mais do que em qualquer outro canto do globo. O continente americano concentra a maior proporção de católicos: são 64,1 fiéis por 100 habitantes, segundo o último Anuário Pontifício, divulgado em outubro de 2023 pela Agência Fides.

Teria sido o próprio Jesus quem teria a entregue a seus fiéis como figura materna, segundo as escrituras bíblicas: “Aí está sua mãe”, disse apontando Maria a um de seus discípulos, narra o evangelho de João.
A suposta virgem tomou forma de protetora na região sul do continente americano, com cada uma de suas aparições associando características de seus crentes nos locais onde se mostrava a eles.

Ao mesmo tempo que Maria assume o papel da mãe de povos que sofrem e buscam o perpétuo socorro, ela também é símbolo da colonização que assolou o continente.
“A virgem de Guadalupe é uma das respostas religiosas mais inteligentes da evangelização cultural”, afirmou Martha Robles, que escreveu o capítulo “La Virgem Maria de Guadalupe y la Diosa Madre Tonantzin”, integrante da coletânea de artigos “Virgenes y Diosas de América Latina”, publicada originalmente em espanhol .

Segundo a autora, a imagem das padroeiras serve de instrumento para gerar união nacional sob um símbolo aparentemente milagroso, a solução para um sofrimento coletivo que a América Latina foi levada a acreditar ser inevitável.
Para Robles, o culto às aparições marianas na América Latina é dotado de uma “ambiguidade engimática”. No âmbito particular, a santa parece capaz de resolver as mazelas pessoais das famílias, em uma “devoção doméstica à sua misericórdia”, e coletivamente, “um emblema de um povo desprovido de outras divisas de identidade dotadas de importância semelhante”.
Em algumas regiões, a devoção à mãe do Cristo se tornou símbolo político. O exemplo mais proeminente é Nossa Senhora de Guadalupe, a padroeira do México e de toda a América Latina. Ela apareceu como símbolo em 1810, na luta pela independência do país, e em 1914, quando os zapatistas entram com a imagem dela na Cidade do México.
Também no Chile, símbolos europeus e coloniais católicos foram retomados e ressignificados por revoluções. A devoção à Virgem do Carmo, de origem europeia, se espalhou pela América espanhola durante o processo de colonização. No entanto, durante a luta pela independência chilena no início do século 19, ela foi proclamada patrona do exército andino. Na versão latina, a Virgem do Carmo ganhou uma cruz de Maipu, símbolo do povo chileno.
No Brasil, a aparição de Nossa Senhora Aparecida ajudou a criar uma identidade católica nacional. Dois pescadores teriam tirado a imagem das águas do Rio Paraíba do Sul – estátua esta que reside no Santuário Nacional Aparecida, o maior templo no mundo dedicado a Maria, segundo informações da própria instituição.
Aqueles que resgataram sua imagem, ao perceber a cor da pele de Aparecida, teriam comentado: “negra feito o nosso povo”.
Na região do Vale do Paraíba, a imagem de Maria movimenta a economia e o turismo. Todos os anos, perto do dia 12 de outubro, data dedicada à santa, multidões caminham até o Santuário, ocupando as estradas, hotéis e comércio da região.
Uma estimativa da instituição religiosa informa que mais de 100 mil romeiros passaram pela Basílica no feriado da Padroeira em 2023.

Diversas missas foram realizadas, cada uma com lotação máxima de 35 mil fiéis. A imagem de Nossa Senhora Aparecida – a original, aquela encontrada no rio – fica exposta em um mosaico dourado reluzente. No dia em que a santa é celebrada nacionalmente, a fila para vê-la chegou a exigir 40 minutos de espera.
A santa padroeira da Bolívia é Nossa Senhora de Copacabana. Se o nome não é estranho, é porque o bairro mais famoso do Brasil foi nomeado em homenagem à mesma aparição mariana. Comerciantes bolivianos e peruanos chegaram ao Rio de Janeiro no século 17, trazendo uma imagem de Maria – que acabou por nomear o bairro do calçadão.

Maria faz parte não somente das orações, mas também da política, economia e sociologia do sul latino. Nas palavras da pesquisadora Martha Robles, “é a figura feminina por excelência em uma terra de órfãos”.
Esta reportagem foi originalmente veiculada na Revista Babel, publicação laboratorial produzida por estudantes de jornalismo da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), sob supervisão do prof. Dr. Alexandre Barbosa. A matéria original pode ser acessada neste link. A edição de junho de 2024 da revista pode ser acessada aqui. Escrita por Luana Franzão.
Kássio Nunes derruba Exército do Lula a pedido de Flávio Bolsonaro
O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou neste domingo (11) a suspensão do canal Exército do Lula, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), no WhatsApp. A decisão atende a um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência. Entenda com a TVT News.
O canal Exército do Lula reúne mais de 3 milhões de seguidores e a determinação de Kassio Nunes medida impede novas publicações e a entrada de novos seguidores na plataforma.
Exército do Lula sob censura
- O que aconteceu com o canal Exército do Lula: Kassio Nunes Marques determinou que o WhatsApp suspenda o canal administrado por André Janones.
- Por que Kassio Nunes atendeu ao pedido de Flávio Bolsonaro: o candidato alegou que o canal divulgava informações contra ele e sua campanha.
- O que respondeu André Janones: o deputado reagiu à decisão, classificou a medida como censura e convocou apoiadores a continuar mobilizados e ir para outros canais no Instagram e no Telegram.
- O que é o canal Exército do Lula: um espaço de mobilização política no WhatsApp, com mais de 3 milhões de seguidores, usado para divulgar conteúdos favoráveis ao presidente Lula e à sua campanha.
URGENTE! EXÉRCITO DO LULA SERÁ DELETADO EM 60 MINUTOS! pic.twitter.com/plczsyvQQr
— André Janones (@AndreJanonesMG) October 11, 2026
O que aconteceu com o canal Exército do Lula
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou neste domingo (11) a suspensão do canal Exército do Lula, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), na plataforma WhatsApp.
A decisão foi tomada após pedido da campanha do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que acusou o espaço de promover disseminação coordenada de informações.
A ordem estabelece prazo de três horas, a partir da notificação, para que o WhatsApp interrompa o funcionamento do canal. A restrição impede a publicação de novas mensagens e o ingresso de seguidores até a homologação do resultado do segundo turno da eleição presidencial de 2026.
Na avaliação de Nunes Marques, o canal funcionava como uma estrutura centralizada de distribuição de conteúdos políticos. O magistrado entendeu que a circulação coordenada dessas mensagens justificava uma intervenção diretamente sobre o espaço utilizado para divulgá-las.
A decisão, no entanto, foi delimitada ao canal do WhatsApp e não determina o bloqueio dos perfis pessoais de Janones em outras funcionalidades da plataforma. O TSE também determinou que o WhatsApp apresente, no prazo de 48 horas, informações sobre as providências adotadas para cumprir a ordem judicial e identifique a existência de outros canais vinculados ao deputado. A plataforma terá de guardar registros, mensagens e metadados do canal pelo período de um ano.
A medida de Nunes Marques contrariou o procedimento do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor do TSE, que havia dado um prazo de cinco dias para que o deputado André Janones e o presidente Lula se manifestassem sobre outra ação movida por Flávio Bolsonaro contra o canal.
O ministro Cueva também determinou que a campanha de Flávio apresentasse informações ao TSE e apontasse as supostas irregularidades de cada conteúdo questionado.
O que André Janones respondeu
Após a divulgação da decisão, o deputado André Janones reagiu e classificou a suspensão como censura. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a medida representa o início de um processo de censura e criticou a proibição de criar um novo canal.
“Eles conseguiram. O canal Exército do Lula sairá do ar em uma hora. Temos que denunciar, que não é que se o Flávio Bolsonaro for eleito que a censura será instalada. Ela já começou. A censura já começou. Eles me proibiram inclusive de criar outro canal, sem nenhuma argumentação”, declarou Janones.
Em transmissão ao vivo no Instagram, o deputado também negou as acusações feitas pela campanha de Flávio Bolsonaro. “Eu não estou dizendo que eu não divulguei nenhuma notícia falsa. Eu estou dizendo que eu não divulguei nenhuma notícia. Porque o canal não começou ainda”, afirmou. Janones ainda alegou que a ação de Flávio não tem mérito e parte do desconforto com a própria mobilização.

“Eles [equipe de Flávio] estão com medo. Sabe por quê? Porque antes de ontem, numa live no YouTube, nós pusemos 200 mil pessoas simultaneamente”, disse.
Após a decisão, Janones passou a recomendar que os integrantes da rede acompanhassem outro canal e uma página no Instagram, como forma de contornar a suspensão.
O que é o Canal Exército do Lula
O canal Exército do Lula foi criado no WhatsApp pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) como uma ferramenta de mobilização da campanha petista para o segundo turno da eleição presidencial de 2026. Batizado de “Exército de Lula”, o canal saltou de cerca de 50 mil seguidores na segunda-feira para quase dois milhões nesta terça-feira, segundo informações publicadas pelo Viomundo.
O espaço era utilizado para distribuir áudios, vídeos e orientações aos apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em uma das primeiras ações, Janones pediu que cada integrante convidasse outras quatro pessoas para seguir o canal e compartilhasse o conteúdo em grupos de WhatsApp, além de redes sociais.
Em uma gravação divulgada no próprio canal, o deputado orientava os apoiadores sobre a distribuição de conteúdo pelas plataformas da Meta, falando sobre a importância de evitar a publicação simultânea de vídeos semelhantes, estimular colaborações entre perfis e repetir conteúdos para ampliar sua circulação. O canal também foi usado para divulgar um vídeo do pastor batista Ed René Kivitz contrário à candidatura de Flávio Bolsonaro.
Janones afirmou que decidiu concentrar sua atuação na campanha presidencial e que abriu mão de uma campanha tradicional para a própria reeleição. Segundo o deputado, não fez carreatas, reuniões ou atos para pedir votos e concentrou sua atuação nas redes sociais em defesa de Lula. Em vídeo publicado após o primeiro turno, ele convocou apoiadores para atuar como “soldados” na tentativa de reeleger o presidente.
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Plano de governo do candidato do PL prevê flexibilizar o licenciamento, permitir autorizações automáticas e ampliar a exploração de gás por fraturamento hidráulico

Quem é Navi Pillay, a ativista sul-africana de direitos humanos que conquistou o Prêmio Nobel da Paz
Pillay dedica seu Nobel da Paz aos “sobreviventes de crimes internacionais”