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Da Redação
EXCLUSIVO: Inteligência artificial na China, um modelo a serviço da comunicação e do trabalhador
Por Talita Galli*
Guizhou, China — Muita gente tem medo de perder o emprego para a inteligência artificial. Mas, na província de Guizhou, na China, uma das maiores redes de comunicação da região está tentando mostrar que o futuro do trabalho ainda pode — e deve — depender das pessoas. Leia em TVT News.
A estrutura impressiona logo de cara. A Guizhou Radio and TV Station conta com um exército de 13 mil funcionários, cuida 10 canais de televisão e 5 estações de rádio e alcança um público de 1,2 bilhão de pessoas em todo o país. São milhares de horas de programação no ar e uma marca incrível: estão há 4 anos seguidos sem cometer nenhum erro de transmissão – conquista alcançada com a ajuda da inteligência artificial.
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Mesmo usando IA para caçar falhas técnicas e traduzir o jornal em poucos minutos, os diretores da emissora afirmam que os robôs não vão roubar o lugar de ninguém. No entanto, há um detalhe crucial nessa história: a engrenagem funciona ali porque estamos falando de um modelo estatal e em um governo chinês.
O peso do modelo público

Diferentemente do que acontece em redes privadas pelo mundo — que operam sob a lógica do lucro máximo e do corte de custos —, a emissora de Guizhou responde às diretrizes do modelo público da República Popular da China. De acordo com os diretores da emissora, manter as pessoas empregadas e garantir a estabilidade social é uma meta tão relevante quanto a eficiência técnica.
Por isso, embora a automação tenha reduzido a necessidade de grandes equipes nas salas de controle, a emissora optou por não demitir os funcionários antigos. Em vez disso, a empresa investe em capacitação para que a equipe aprenda a dominar e a trabalhar em conjunto com as novas ferramentas digitais.
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E como sustentar 13 mil funcionários em uma época em que novas mídias têm reduzido o público da TV tradicional?
A resposta está no investimento do Estado combinado com novas formas de financiamento criadas pela própria emissora. O detalhe é que o financiamento estatal cobre apenas os custos de manutenção do satélite. Para arcar com o restante e fechar as contas, a emissora diversificou suas receitas. O dinheiro vem de comerciais tradicionais, da organização de eventos corporativos e oficiais dentro e fora da província, de um canal próprio de televendas e até do e-commerce integrado nos seus próprios aplicativos móveis.
Jornalismo e Inteligência Artificial

Para garantir que a tecnologia sirva ao público sem prejudicar a credibilidade das notícias, a emissora adotou barreiras bem rígidas: a inteligência artificial nunca é usada no noticiário factual ou na cobertura política. O jornalismo do dia a dia permanece feito 100% por profissionais humanos.
Além disso, qualquer conteúdo gerado por computador que vá ao ar recebe, obrigatoriamente, uma marca d’água visível. Esse selo avisa claramente o telespectador de que aquela imagem passou por uma IA, protegendo o público contra fakes.
Em uma conversa com os diretores da TV e do jornal Guizhou Daily, eles deixaram claro que essa linha vermelha existe porque a máquina não tem o compromisso humano com a verdade, nem a criatividade ou o sentimento.
“A inteligência artificial ajuda a editar mais rápido, mas não consegue emocionar o público e nem checar os fatos com responsabilidade”, explicou um dos diretores da emissora. “O jornalismo de verdade precisa de pessoas indo para a rua, conversando com gente real e contando histórias com o coração.”
A lógica defendida por eles é de que a tecnologia muda as profissões, mas quem aprende a comandar o sistema garante o seu espaço.
Ainda assim, a lição que fica de Guizhou deixa um questionamento no ar: esse casamento amigável entre tecnologia, ética e preservação de empregos só é possível dentro do modelo de governo da República Popular da China, ou o mercado privado tradicional também vai entender que a confiança do público e o fator humano valem mais do que o lucro imediato?
*Talita Galli está na China a convite do Comitê Internacional do Partido Comunista da China
Coca-Cola, Nestlé, Tesla e eBay defendem Brasil contra tarifaço dos EUA
O plano do governo de Donald Trump de impor novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros passou a enfrentar resistência de algumas das maiores multinacionais que atuam nos Estados Unidos. Coca-Cola, Nestlé, Tesla e eBay enviaram manifestações formais ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) pedindo que produtos e insumos vindos do Brasil sejam poupados das novas tarifas. Em comum, as empresas sustentam que a medida não fortalecerá a economia americana e poderá provocar aumento de preços, ruptura nas cadeias de suprimentos e prejuízos para fabricantes, pequenos negócios e consumidores dos próprios Estados Unidos. Saiba mais na TVT News.
Os documentos, protocolados em 1º de julho e analisados durante as audiências públicas promovidas nesta semana pelo USTR, mostram que grandes empresas americanas reconhecem a importância estratégica do Brasil para diversos segmentos da indústria. Em vez de defender punições comerciais generalizadas, elas pedem exceções para produtos considerados indispensáveis à produção nos Estados Unidos, argumentando que não existem fornecedores domésticos capazes de substituir rapidamente os insumos brasileiros.
Coca-Cola: “o Brasil tornou-se uma fonte complementar essencial”
A Coca-Cola foi uma das empresas mais enfáticas ao pedir que o governo americano mantenha a isenção já prevista para o suco de laranja brasileiro e amplie o benefício aos derivados de limão utilizados pela indústria de bebidas.
Na carta enviada ao USTR, a companhia afirma que compartilha o objetivo de fortalecer a economia americana, mas alerta que qualquer medida precisa evitar “interrupções desnecessárias” nas cadeias produtivas dos Estados Unidos. Segundo a empresa, “ingredientes cítricos são insumos essenciais para a produção de bebidas” e novas tarifas “aumentariam os custos de produção nos EUA e criariam riscos evitáveis de abastecimento”, sem contribuir de forma significativa para os objetivos da investigação comercial.
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A multinacional destaca ainda o colapso da produção de laranja na Flórida. De acordo com dados apresentados ao governo americano, a safra caiu de 242 milhões de caixas em 2003/2004 para apenas 12 milhões de caixas estimadas para 2025/2026.
Diante desse cenário, a empresa afirma que “o Brasil tornou-se uma fonte suplementar crítica” para abastecer a indústria americana de suco de laranja e adverte que retirar a isenção criaria novas pressões de custo justamente em um setor cuja produção doméstica “não deverá se recuperar no curto prazo”. Também ressalta que substituir fornecedores exige testes de segurança alimentar, validação de qualidade e adaptações industriais que levam tempo.
Nestlé: produção americana depende do café e do colágeno brasileiros
A Nestlé também pediu ao USTR que amplie a lista de produtos isentos para incluir o café solúvel sem aromatizantes e o colágeno bovino produzidos no Brasil.
Embora destaque que cerca de 95% dos produtos vendidos pela companhia nos Estados Unidos são fabricados localmente e que aproximadamente 90% de seus fornecedores são americanos, a empresa explica que determinados insumos simplesmente não existem em quantidade suficiente no mercado interno.
Segundo a multinacional, suas fábricas dependem de cadeias globais de suprimentos para matérias-primas “que não são cultivadas ou produzidas nos Estados Unidos, ou não estão disponíveis em escala e qualidade suficientes para atender à produção doméstica”.
Sobre o café, a Nestlé afirma que o produto não pode ser cultivado comercialmente no território continental americano e, por isso, solicita tratamento idêntico ao já concedido ao café solúvel aromatizado.
Já em relação ao colágeno bovino, a empresa ressalta que se trata de “um insumo crítico — e, em alguns casos, o único insumo — utilizado em produtos populares de saúde e bem-estar”. Acrescenta que “o Brasil é o principal exportador mundial”, enquanto a cadeia produtiva americana “está muito aquém da demanda”. A inclusão desses itens na lista de exceções, argumenta, fortaleceria a produção instalada nos Estados Unidos e ajudaria a manter preços acessíveis aos consumidores.
A companhia também rebate críticas ambientais feitas pelo governo Trump. Na carta, informa que 96,7% de suas cadeias globais de fornecimento de commodities primárias já foram avaliadas como livres de desmatamento, resultado de mais de uma década de investimentos em rastreabilidade e monitoramento de fornecedores.
Tesla alerta para risco à indústria americana
A Tesla, do empresário Elon Musk, concentrou sua manifestação na necessidade de preservar a competitividade da indústria de alta tecnologia dos Estados Unidos.
Segundo a montadora, setores como veículos elétricos, robótica, armazenamento de energia e energia solar ainda dependem de componentes e matérias-primas produzidos no exterior.
Na carta, a empresa afirma que “certos insumos críticos ainda não podem ser obtidos em escala nos Estados Unidos e com a qualidade necessária para sustentar uma manufatura americana competitiva”. Por isso, solicita que o governo americano isente insumos industriais provenientes do Brasil e adverte que impor tarifas antes que a cadeia doméstica esteja preparada poderá prejudicar trabalhadores, consumidores e a própria estratégia de reindustrialização defendida por Washington.
A Tesla argumenta ainda que a política comercial deveria “aumentar a competitividade americana, em vez de criar desafios não intencionais que poderiam desacelerar o progresso e afetar o posicionamento de mercado”.
eBay: tarifas atingirão consumidores de baixa renda
Já o eBay pediu uma exclusão completa para produtos usados, seminovos e de segunda mão.
A plataforma argumenta que esse mercado movimentou mais de US$ 475 bilhões em 2025, atende milhões de consumidores americanos e é fundamental para pequenos empreendedores.
Segundo a empresa, 81% dos consumidores compram produtos usados para reduzir gastos, enquanto mais de 70% dos vendedores da plataforma comercializam esse tipo de mercadoria.
Na avaliação do eBay, aplicar tarifas sobre produtos usados não pressionaria fabricantes brasileiros, pois esses bens já cumpriram seu ciclo econômico. “A tarifa penaliza a revenda do produto, e não sua produção”, afirma a companhia. Além disso, alerta que a medida elevaria custos justamente para consumidores de menor renda e pequenos comerciantes americanos, contrariando os objetivos declarados da política comercial do governo dos Estados Unidos.
As manifestações reforçam um argumento que vem sendo apresentado tanto pelo governo brasileiro quanto por entidades empresariais durante as audiências do USTR: além de atingir exportadores brasileiros, o tarifaço poderá provocar efeitos negativos sobre a própria economia americana, encarecendo produtos, comprometendo cadeias de suprimentos já consolidadas e reduzindo a competitividade da indústria dos Estados Unidos.
Exclusivo: Como a tecnologia transformou “solo infértil” na horta da China
A jornalista e editora-chefe do TVT News Primeira Edição, Talita Galli, está em viagem pela China para acompanhar de perto as transformações que estão mudando o país. Leia em TVT News.
Por Talita Galli, de Yinchuan, na China
A história da Região Autônoma de Ningxia Hui, no noroeste da China, é uma jornada de superação extrema. A região de Xihaigou, onde fica o vilarejo de Yaomo, já foi classificada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) como uma das áreas mais inadequadas do mundo para a vida humana. O cenário, que já era seco e difícil, havia sido devastado um século antes pelo grande terremoto de Haiyuan, em 1920. O desastre soterrou vilas inteiras e instalou uma crise profunda de fome e miséria que castigou a província por gerações.
Hoje, essa cicatriz ficou no passado. Em 2020, Ningxia eliminou oficialmente a extrema pobreza e a fome. Onde antes havia terra seca, agora existe um mar de estufas inteligentes e campos irrigados que faturam milhões e abastecem mercados dentro e fora da China.




A mudança é nítida logo na chegada. Fui recebida na região com um verdadeiro banquete de frutas e legumes frescos, colhidos na hora, servidos para demonstrar com orgulho a qualidade da produção local, totalmente livre de agrotóxicos.
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Tecnologia no Lugar da Escassez
O segredo dessa virada foi parar de lutar contra o clima e transformá-lo em aliado. A província aproveitou o clima frio para focar em hortaliças de alta qualidade. As antigas estufas de terra deram lugar a instalações modernas com irrigação automatizada e controle de temperatura.
Com o apoio de universidades e cientistas, as novas técnicas agrícolas e sementes de ponta chegaram a 100% dos produtores. Além disso, novas frentes de trabalho foram abertas, como a produção inteligente de cogumelos, que diversificou a economia local.
Divisão da Riqueza e Mercado Global
Para garantir que a riqueza chegasse a todos, as cooperativas passaram a gerenciar a produção dos pequenos agricultores. Na prática, as famílias camponesas deixaram de depender da sorte e passaram a ganhar de várias formas: alugando suas terras, recebendo salários nas estufas e participando dos lucros do negócio.
Os resultados em Yaomo impressionam: em poucos anos, a área de cultivo quintuplicou e a renda média dos agricultores locais cresceu quase 2,8 vezes.




Atualmente, apoiada por uma forte estrutura de transporte refrigerado, a base distribui mais de 80% de suas hortaliças para grandes metrópoles chinesas e exporta para mais de dez países. O que antes era uma barreira natural intransponível virou o motor de uma nova era de desenvolvimento, provando que é possível vencer a miséria com tecnologia e gestão.
*Talita Galli está na China a convite do Departamento Internacional do Partido Comunista da China
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Argentina x Egito hoje (7); onde ver, horário, escalação
A partida que abre o último dia das oitavas de final da Copa do Mundo é o duelo entre Argentina e Egito, marcado para as 13h (horário de Brasília), no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta. De um lado, a atual campeã mundial tenta manter vivo o sonho do bicampeonato consecutivo. Do outro, a seleção egípcia busca ampliar a melhor campanha de sua história em Mundiais. Leia tudo sobre a Copa do Mundo na TVT News.
A partida reúne dois dos principais jogadores da atual geração do futebol internacional.
Lionel Messi, aos 39 anos, vive mais uma Copa do Mundo em alto nível e divide a artilharia da competição com Kylian Mbappé e Erling Haaland, todos com sete gols.
Pelo lado egípcio, Mohamed Salah lidera uma equipe que já alcançou um feito histórico ao avançar pela primeira vez ao mata-mata de um Mundial.
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Além da disputa pela classificação, o confronto também representa o primeiro encontro entre argentinos e egípcios em uma Copa do Mundo.
No histórico geral, porém, será a terceira vez que as duas seleções estarão frente a frente. A vencedora enfrentará Suíça ou Colômbia nas quartas de final.
Argentina x Egito: horário e onde assistir
Argentina x Egito
Data: terça-feira, 7 de julho
Horário: 13h (horário de Brasília)
Local: Mercedes-Benz Stadium, Atlanta, Estados Unidos
Onde assistir: TV Globo, sportv, ge tv, Globoplay, ge.globo, SBT, NSports e CazéTV.
Messi tenta conduzir a Argentina a mais uma campanha entre as favoritas
Atual campeã mundial, a Argentina chega às oitavas de final mantendo o status de uma das principais candidatas ao título. A equipe comandada por Lionel Scaloni liderou o Grupo J com três vitórias e precisou superar um teste importante na fase de 16 avos de final.
Diante de Cabo Verde, a Albiceleste encontrou dificuldades, viu o adversário equilibrar a partida e só garantiu a classificação na prorrogação, vencendo por 3 a 2. O confronto serviu como alerta para um elenco que vinha apresentando amplo domínio durante a primeira fase da competição.
Mesmo com o susto, a seleção argentina segue cercada de confiança. Muito disso passa pelo desempenho de Lionel Messi. Aos 39 anos, o camisa 10 continua sendo a principal referência técnica da equipe e vive uma Copa do Mundo de alto rendimento. Com sete gols em quatro partidas, divide a artilharia do torneio com Kylian Mbappé e Erling Haaland.

A influência de Messi vai além dos números. Sua capacidade de controlar o ritmo do jogo, encontrar espaços entre as linhas adversárias e decidir partidas em momentos de maior pressão continua sendo um diferencial para a seleção sul-americana.
Ao seu lado, jogadores como Rodrigo De Paul, Enzo Fernández, Alexis Mac Allister e Lautaro Martínez oferecem equilíbrio entre criação e intensidade, enquanto Cristian Romero lidera um sistema defensivo que voltou a ganhar consistência depois das oscilações registradas na partida contra Cabo Verde.
Caso avance às quartas de final, a Argentina ficará mais perto de conquistar o quarto título mundial de sua história e o segundo consecutivo.
Egito vive momento histórico
Se a Argentina chega pressionada pelo favoritismo, o Egito entra em campo impulsionado por uma campanha que já entrou para a história do futebol do país.
A seleção africana alcançou pela primeira vez as oitavas de final de uma Copa do Mundo e também conquistou sua primeira vitória na história da competição. Até esta edição, os egípcios nunca haviam conseguido vencer uma partida em Mundiais.
A classificação começou a ser construída ainda na fase de grupos. O Egito terminou na segunda colocação do Grupo G após empatar com Irã e Bélgica e derrotar a Nova Zelândia.
Na fase seguinte, enfrentou a Austrália em um confronto bastante equilibrado. Depois do empate por 1 a 1 no tempo regulamentar e na prorrogação, os egípcios demonstraram tranquilidade nas cobranças de pênaltis para garantir a vaga.
O resultado reforçou a confiança de um elenco que chega ao mata-mata sem o peso da obrigação e disposto a surpreender mais uma seleção tradicional.
Grande parte dessa expectativa passa pelo desempenho de Mohamed Salah. Principal estrela do futebol egípcio nas últimas temporadas, o atacante marcou um gol nesta Copa e segue sendo o jogador mais observado pela defesa adversária.
Sua velocidade, movimentação e capacidade de decidir partidas fazem dele a principal esperança ofensiva da equipe comandada por Hossam Hassan.
Primeiro duelo em Copas, terceiro da história
Embora Argentina e Egito nunca tenham se enfrentado em uma Copa do Mundo, o encontro desta terça-feira não será inédito no histórico geral entre as seleções.
O primeiro confronto aconteceu nos Jogos Olímpicos de Amsterdã, em 1928, quando o torneio de futebol era organizado pela Fifa. Na ocasião, a Argentina venceu por 6 a 0.
O segundo duelo ocorreu em um amistoso internacional disputado em 2008. Mais uma vez, os argentinos levaram a melhor, vencendo por 2 a 0.
Agora, quase duas décadas depois daquele amistoso, as equipes voltam a se enfrentar pela primeira vez em um Mundial, em um contexto completamente diferente e valendo vaga entre as oito melhores seleções da competição.
Lionel Messi continua sendo o centro das atenções
Mesmo cercado por um elenco experiente e equilibrado, Lionel Messi continua ocupando papel central na seleção argentina.
Além da liderança da artilharia da Copa, o camisa 10 tem participado diretamente da maior parte das jogadas ofensivas da Albiceleste.
Sua parceria com Lautaro Martínez e Thiago Almada ampliou as opções ofensivas da equipe, enquanto os avanços de Molina e Tagliafico pelos lados oferecem alternativas para furar sistemas defensivos mais fechados.
Antes do confronto, Lionel Scaloni voltou a destacar a importância do trabalho coletivo da equipe.
“Sabemos que, em fases eliminatórias, cada detalhe pode fazer diferença. Precisamos manter nossa identidade e competir durante os 90 minutos.”
Salah lidera geração que muda a história do Egito

Do lado egípcio, Mohamed Salah representa muito mais do que o principal atacante da equipe.
O jogador tornou-se símbolo da evolução recente do futebol do país e chega às oitavas como a principal referência técnica e emocional do elenco.
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Durante a preparação para a partida anterior havia preocupação sobre suas condições físicas, mas o atacante atuou normalmente e voltou a treinar sem restrições.
Com isso, Hossam Hassan poderá contar com força máxima diante da Argentina.
Ao redor de Salah, nomes como Omar Marmoush, Mostafa Ashour e Marwan Attia ganharam protagonismo ao longo da competição e ajudaram a construir a melhor campanha egípcia em Copas do Mundo.
Prováveis escalações
Argentina
Emiliano Martínez; Nahuel Molina, Cristian Romero, Lisandro Martínez e Nicolás Tagliafico; Alexis Mac Allister, Enzo Fernández e Rodrigo De Paul; Lionel Messi, Thiago Almada e Lautaro Martínez (ou Julián Álvarez).
O principal desfalque pode ser o lateral-esquerdo Facundo Medina, que deixou a partida diante de Cabo Verde com uma lesão e segue em avaliação. Caso seja vetado, Tagliafico permanece entre os titulares.
Egito
Mohamed El Shobeir; Mohamed Hany, Ramy Rabia (ou Ahmed Fathi), Yasser Ibrahim e Karim Hafez; Hamdy Lashin, Marwan Attia e Mohamed Salah; Mostafa Ashour, Zico e Omar Marmoush.
Hossam Hassan não possui desfalques confirmados e deve repetir a base utilizada na classificação sobre a Austrália.
Arbitragem
A partida será comandada pelo francês François Letexier.
Os assistentes serão os também franceses Cyril Mugnier e Mehdi Rahmouni.
O que esperar do confronto
A tendência é de um jogo com características bem definidas. A Argentina deve assumir o controle da posse de bola desde os primeiros minutos, utilizando a qualidade técnica de seu meio-campo para pressionar o adversário.
O Egito, por sua vez, tende a apostar em linhas compactas de marcação e em transições rápidas para explorar a velocidade de Salah e Marmoush.
Embora o favoritismo esteja do lado argentino, a campanha construída pelos egípcios demonstra que a equipe tem conseguido competir diante de seleções tradicionais. Os empates contra Bélgica e Irã, além da classificação sobre a Austrália, evidenciam uma organização defensiva capaz de dificultar o trabalho de ataques mais qualificados.
Para a Argentina, o desafio será transformar o amplo domínio da posse de bola em oportunidades claras de gol, evitando repetir os momentos de instabilidade apresentados diante de Cabo Verde.
Já o Egito tentará prolongar um momento histórico para o futebol africano, mantendo viva a possibilidade de alcançar, pela primeira vez, as quartas de final de uma Copa do Mundo.
Independentemente do resultado, o confronto reúne duas seleções que chegam às oitavas vivendo momentos distintos. A Argentina busca reafirmar seu protagonismo internacional e seguir na defesa do título conquistado em 2022. O Egito tenta escrever um novo capítulo de sua história, apoiado na liderança de Mohamed Salah e em uma campanha que já representa um marco para o futebol do país.
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Governo Federal autoriza concursos do Banco Central e da Receita Federal
O Ministério da Gestão do Governo Federal autorizou a abertura de concursos para o Banco Central do Brasil e da Receita Federal. Os concursos totalizam conjuntamente 316 vagas.
A autorização para os concursos foi publicada no Diário Oficial da União na última sexta-feira (3), e agora os órgãos terão seis meses para tramitações como a contratação de banca organizadora, definição de cronograma e publicação dos editais das provas. Caso o edital não seja publicado nesse período, a autorização é cancelada.
Para o concurso da Receita, a portaria nº 5.505 do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) distribui as 146 vagas entre os cargos de Analista Tributário (116 vagas) e Auditor Fiscal (30 vagas), ambos de nível superior.
Já no caso do Bacen, a portaria MGI nº 5.508 permite a abertura de vagas de níveis intermediário e superior, sendo 100 para auditor (nível superior), 50 para técnico (nível intermediário) e 20 para procurador (nível superior), totalizando as 170 vagas.
Os concursos da Receita Federal e do Banco Central atraem muitos candidatos do país todo, estando entre os maiores das áreas de controle e gestão.
O último concurso da Receita ocorreu em março de 2023, alguns meses após a publicação do edital, em dezembro de 2022. Foram 661 vagas de nível superior, com salários com remuneração inicial de até R$ 21 mil. A prova foi feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Já o Bacen teve seu último certame em 2024, com edital publicado em janeiro e provas ocorrendo em agosto. A prova foi feita pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe). Foram abertas 100 vagas para analista, com remuneração inicial de R$ 20,9 mil.
De acordo com as regulamentações para concursos, o prazo mínimo entre a publicação de um edital e a prova é de dois meses.
Concurso IBGE oferece 8.238 vagas temporárias em todo o Brasil
Também estão abertas até esta quinta-feira, 9 de julho, as inscrições para o processo seletivo simplificado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) destinado à contratação de 8.258 profissionais para atuar como agentes censitários e operacionais no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola.
As vagas têm salários entre R$ 2.128 e R$ 4.008 e contratos temporários de até 12 meses, prorrogáveis conforme a necessidade da operação censitária até o prazo de 48 meses.

As vagas estão distribuídas entre os cargos de Agente Censitário Supervisor (4.143 vagas), Agente Censitário Administrativo (1.110 vagas), Agente Censitário de Informática (1.089 vagas), Agente Operacional Regional (948 vagas) e Agente Censitário Regional (948 vagas).
Os profissionais selecionados atuarão em diferentes etapas da preparação e execução do levantamento em todo o território nacional. Acesse o edital de Abertura do Concurso do IBGE.
A seleção integra os preparativos para a realização do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, uma das principais pesquisas estruturais conduzidas pelo instituto.
O presidente do IBGE, Marcio Pochmann, destacou que o novo edital aumenta as oportunidades de participação. “A realização do 12° Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola avança em mais uma etapa decisiva com a divulgação do primeiro edital do Processo Seletivo Simplificado, oferecendo 8.238 vagas em todo o país e ampliando as oportunidades de participação da sociedade na construção de um retrato cada vez mais preciso e estratégico do campo brasileiro”.
Além dos salários, os contratados terão direito a benefícios como auxílio-alimentação de R$ 1.192,00, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias proporcionais e 13º salário proporcional, conforme a legislação vigente.
As vagas são destinadas a atividades administrativas, operacionais, de supervisão e de suporte tecnológico relacionadas à realização do censo. Entre as atribuições previstas estão o acompanhamento da coleta de dados em campo, a gestão de equipes de recenseadores, o suporte em tecnologia da informação, além da organização administrativa dos postos de coleta.
O processo seletivo prevê reserva de vagas para diferentes grupos, de acordo com a legislação atual: 5% para pessoas com deficiência (PcD), 25% para pessoas pretas ou pardas (PPP), 3% para pessoas indígenas (PI) e 2% para pessoas quilombolas (PQ), além das vagas destinadas à ampla concorrência.
A carga horária será de 40 horas semanais, com jornada de oito horas por dia. Os requisitos variam conforme a função:
- Ensino médio completo: Agente Censitário Administrativo e Agente Censitário de Informática;
- Ensino médio completo e CNH válida, no mínimo categoria B: Agente Operacional Regional, Agente Censitário Regional e Agente Censitário Supervisor.
Copa do Mundo hoje: Argentina x Egito; veja os jogos desta terça-feira (7)
As oitavas de final da Copa do Mundo chegam ao fim nesta terça-feira (7) com duas partidas que definirão os últimos classificados para as quartas de final. O principal destaque do dia é o confronto entre Argentina e Egito, marcado pelo encontro entre dois dos maiores jogadores do futebol mundial: Lionel Messi e Mohamed Salah. Leia tudo sobre a Copa do Mundo na TVT News.
A atual campeã mundial entra em campo para manter vivo o sonho do bicampeonato consecutivo, enquanto a seleção egípcia tenta seguir fazendo história em sua melhor participação em Copas do Mundo. Mais tarde, Suíça e Colômbia disputam outra vaga nas quartas de final em um duelo que pode representar a melhor campanha das duas seleções em Mundiais desde seus principais resultados históricos.
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As duas partidas encerram a fase das oitavas de final e definem o chaveamento completo das quartas. Quem avançar entre Argentina e Egito enfrentará o vencedor de Suíça e Colômbia.
Jogos da Copa do Mundo hoje
13h – Argentina x Egito
Onde assistir: TV Globo, sportv, ge tv, Globoplay, ge.globo, SBT, NSports e CazéTV
17h – Suíça x Colômbia
Onde assistir: TV Globo, sportv, Globoplay, ge.globo e CazéTV
Além da disputa por vagas entre as oito melhores seleções do torneio, a rodada reúne atletas que vêm se destacando individualmente ao longo da competição. Lionel Messi chega como um dos artilheiros da Copa, enquanto Mohamed Salah tenta conduzir o Egito a uma classificação que seria histórica para o futebol africano.
Argentina x Egito
O confronto entre Argentina e Egito abre a programação desta terça-feira, às 13h (horário de Brasília), em Atlanta, nos Estados Unidos.
De um lado está a atual campeã do mundo, que busca manter viva a possibilidade de conquistar seu quarto título mundial e o segundo consecutivo. Do outro, uma seleção que já alcançou a melhor campanha de sua história em Copas do Mundo e tenta ampliar ainda mais esse feito.
A Argentina liderou o Grupo J com três vitórias na primeira fase. Nas 16 avos de final encontrou dificuldades diante de Cabo Verde, mas venceu por 3 a 2 na prorrogação e confirmou a classificação.
O Egito avançou após terminar em segundo lugar no Grupo G, com uma vitória e dois empates. Na fase eliminatória, eliminou a Austrália nas cobranças de pênaltis depois de empate por 1 a 1 durante o tempo regulamentar.
O duelo coloca frente a frente duas referências do futebol mundial. Lionel Messi continua sendo o principal nome da Argentina mesmo aos 39 anos. O camisa 10 vive excelente fase e soma sete gols em quatro partidas nesta Copa do Mundo, dividindo a artilharia da competição com Kylian Mbappé e Erling Haaland.
Do lado egípcio, Mohamed Salah permanece como principal esperança ofensiva. O atacante marcou um gol no torneio e concentra grande parte da responsabilidade criativa da equipe africana.
Historicamente, Argentina e Egito se enfrentaram apenas duas vezes. O primeiro encontro ocorreu nos Jogos Olímpicos de 1928, organizados pela Fifa, quando os argentinos venceram por 6 a 0. O segundo foi um amistoso realizado em 2008, novamente com triunfo da Albiceleste, desta vez por 2 a 0.
Embora o retrospecto favoreça amplamente os sul-americanos, a campanha egípcia mostra uma equipe organizada defensivamente e capaz de competir diante de seleções tradicionais.
Argentina aposta em Messi para seguir na defesa do título
A Argentina chega às oitavas mantendo praticamente a base que conquistou o último Mundial.
Lionel Messi continua sendo o centro das ações ofensivas da equipe e vive uma Copa marcada pela regularidade. Além dos sete gols marcados, o camisa 10 participa diretamente da construção das principais jogadas ofensivas.
Ao redor de Messi, a seleção argentina apresenta um elenco experiente e acostumado a disputar partidas decisivas. O sistema ofensivo mantém movimentação constante e boa capacidade de criação, enquanto o meio-campo controla grande parte da posse de bola.

A classificação sobre Cabo Verde demonstrou que a equipe também consegue reagir sob pressão. Mesmo enfrentando dificuldades durante boa parte do confronto, encontrou soluções na prorrogação para garantir a vaga.
A expectativa é que a Argentina mantenha seu estilo de jogo baseado na circulação da bola, intensidade ofensiva e forte presença de Messi entre as linhas da defesa adversária.
Além da vaga nas quartas, a seleção tenta dar mais um passo em direção ao quarto título mundial de sua história.
Egito faz campanha histórica liderado por Salah
Independentemente do resultado diante da Argentina, o Egito já escreve um capítulo importante de sua trajetória em Copas do Mundo.
Antes desta edição, a seleção africana nunca havia vencido uma partida em Mundiais. Agora, além da primeira vitória, conseguiu avançar ao mata-mata e alcançou sua melhor campanha na história da competição.
Grande parte desse desempenho passa por Mohamed Salah. Principal estrela da equipe, o atacante continua sendo a principal referência técnica e ofensiva do elenco.
Mesmo tendo marcado apenas um gol na Copa, Salah exerce papel decisivo na criação das jogadas, atraindo marcação e abrindo espaços para os demais companheiros.

A equipe egípcia também mostrou organização defensiva ao longo do torneio. A classificação sobre a Austrália foi construída em uma partida equilibrada, decidida apenas nas cobranças de pênaltis.
Contra a Argentina, o desafio será conter um dos ataques mais produtivos da competição sem abrir mão da velocidade nos contra-ataques.
Suíça x Colômbia
A segunda partida do dia acontece às 17h, em Toronto, no Canadá.
Suíça e Colômbia entram em campo sabendo que uma vitória significará igualar a melhor campanha de suas respectivas histórias em Copas do Mundo.
As duas seleções chegam embaladas por campanhas consistentes na primeira fase.
A Suíça liderou o Grupo B, superando inclusive o Canadá, anfitrião da competição, antes de eliminar a Argélia por 2 a 0 na fase anterior.
Já a Colômbia terminou invicta na liderança do Grupo K, deixando Portugal na segunda colocação. Depois, confirmou a classificação ao vencer Gana por 1 a 0.
O equilíbrio entre as equipes transforma o confronto em um dos mais imprevisíveis das oitavas de final.
Suíça aposta em juventude e velocidade
A seleção suíça chega confiante após apresentar um futebol consistente durante toda a Copa.
O principal destaque ofensivo é Johan Manzambi, apontado pela Fifa entre os dez melhores atacantes da competição até o momento. O jovem atacante combina velocidade, mobilidade e capacidade de finalização.
Ao seu lado aparecem Ruben Vargas e Breel Embolo, responsáveis por ampliar as alternativas ofensivas da equipe.
Na defesa, Manuel Akanji lidera um setor que sofreu poucos gols durante a competição e oferece segurança nas disputas individuais.
A Suíça tenta voltar às quartas de final pela primeira vez desde 1954. Nas últimas três Copas do Mundo, a equipe foi eliminada justamente nas oitavas.
Colômbia busca repetir desempenho de 2014
A Colômbia também entra em campo de olho em um feito histórico.
O melhor desempenho colombiano em Mundiais ocorreu em 2014, quando a seleção alcançou as quartas de final antes de ser eliminada pelo Brasil.
Agora, a equipe tenta repetir aquela campanha apoiada em um elenco que mistura experiência e intensidade física.
O lateral Daniel Muñoz tornou-se uma das principais armas ofensivas da equipe graças às constantes chegadas ao ataque.
No meio-campo, Jhon Arias organiza a criação das jogadas e participa ativamente das transições ofensivas.

Luis Díaz permanece como principal referência do ataque colombiano. Sua velocidade e capacidade de drible representam uma das maiores preocupações para a defesa suíça.
Na zaga, Davinson Sánchez lidera um sistema defensivo sólido que tem sido determinante para a boa campanha da seleção sul-americana.
Histórico entre Suíça e Colômbia
Suíços e colombianos se enfrentaram apenas uma vez em Copas do Mundo.
O encontro aconteceu na fase de grupos da edição de 1998, quando a Colômbia venceu por 2 a 0.
Apesar do resultado positivo, os colombianos terminaram na última posição da chave e foram eliminados, enquanto a Suíça avançou às oitavas de final.
Passados quase trinta anos, as duas seleções voltam a medir forças em um contexto completamente diferente, agora valendo uma vaga entre as oito melhores equipes da Copa.

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