Agora
Da Redação
ONU define escravização de africanos como o mais grave crime contra a humanidade
A Assembleia Geral da ONU declarou nesta quarta-feira, 25 de março, o tráfico de escravos africanos como “o crime mais grave contra a humanidade”. Leia em TVT News
A declaração da ONU aponta importância de se abordar injustiças históricas afetando os africanos e pessoas de ascendência africana, prevê pedido de desculpas pelo tráfico de escravos e um fundo de reparações; Portugal foi o único país de Língua Portuguesa que se absteve na votação.
ONU declara tráfico de escravos o crime mais grave contra a humanidade
A Assembleia Geral da ONU adotou nesta quarta-feira uma resolução para o reconhecimento do tráfico transatlântico de escravos como “o crime mais grave contra a humanidade”.
A votação final teve 123 Estados-membros a favor, três contra e 52 abstenções, incluindo Portugal.
Declaração aponta importância de se abordar injustiças históricas afetando os africanos e pessoas de ascendência africana, prevê pedido de desculpas pelo tráfico de escravos e um fundo de reparações.
Extrema direita internacional: apenas Estados Unidos, Israel e Argentina votaram na ONU contra uma resolução, aprovada nesta quarta-feira (25), que declara que o tráfico de escravizados africanos foi o crime mais grave contra a humanidade.
No resultado, os restantes países lusófonos registraram votos favoráveis, sendo que Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Moçambique copatrocinaram o texto defendido por Timor-Leste.

Escravização foi “ruptura profunda na história humana”
Pela decisão, os Estados-membros da organização devem considerar a apresentação de desculpas pelo tráfico de escravos e contribuir para um fundo de reparações para o fenômeno histórico ocorrido desde o Século XV.
O documento destaca ainda que o tráfico de africanos escravizados em larga escala marcou uma ruptura profunda na história humana, cujas consequências se estenderam por séculos e continentes.
A declaração ressalta a importância de se abordar as injustiças históricas que afetam os africanos e as pessoas de ascendência africana de uma maneira que sejam promovidos a justiça, os direitos humanos, a dignidade e a reparação.
Rumo à reparação das injustiças históricas
O documento também enfatiza “que as reivindicações por reparações representam um passo concreto rumo à reparação das injustiças históricas contra os africanos e as pessoas de ascendência africana”.
Nesse sentido, a resolução também solicita que de forma pronta e desimpedida seja feita a restituição de bens culturais, objetos de arte, monumentos, peças de museu, artefatos, manuscritos e documentos, e arquivos nacionais.
O documento enfatiza o valor espiritual, histórico, cultural ou de outra natureza para os países de origem, sem ônus, e insta ao fortalecimento da cooperação internacional em relação às reparações por quaisquer danos causados.
O texto defende que essa medida conduz à promoção da cultura nacional e ao pleno exercício dos direitos culturais pelas gerações presentes e futuras.
AGORA: Assembleia Geral da #ONU adota resolução para o reconhecimento do tráfico transatlântico de escravos como “o crime mais grave contra a humanidade”. Resultado da votação:
— ONU News Português (@ONUNews) March 25, 2026
A favor – 123
Abstenções – 52
Contra 03 pic.twitter.com/s3Cq9blMPW
Famílias despedaçadas
A proposta foi apresentada pelo presidente do Gana, John Mahama, um dos países mais afetados pelo tipo de comércio e liderou a apresentação do texto.

No evento discursaram a presidente da Assembleia Geral, Annalena Baerbock, que lembrou o trabalho escravo em campos de cana-de-açúcar nos Estados Unidos, plantações de café em colônias sob controle europeu nos atuais Brasil, Barbados e a Jamaica, e dezenas de lugares.
Além de famílias despedaçadas, frisou que enfrentar essas injustiças é um imperativo moral, enraizado em uma responsabilidade coletiva de confrontar os erros do passado e moldar um futuro mais justo.
Ela disse que é imperioso partilhar histórias, que demanda ação para desafiar discriminações há muito enraizadas, despertar a consciência e impulsionar a construção de sociedades mais justas e inclusivas.

Vítimas do comércio transatlântico
E um imperativo que clama por uma autorreflexão franca até dolorosa e por responsabilização. Ela saudou a adoção da resolução por demonstrar que a ONU não se esquiva de conversas ou temas difíceis, mas enfrenta dilemas morais.
Já o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse que o mundo que se anseia, enraizado na liberdade, na igualdade e na justiça, está ao alcance.
Com informações da ONU News
Últimas notícias da guerra no Oriente Médio em 25 de março
Confira os últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio no dia 25 de março com informações da AFP e da TVT News.
Preço do Petróleo Brent hoje
Qual o preço do petróleo hoje
O que aconteceu em 25 de março na guerra no Oriente Médio
- Irã afirmou que os “navios não hostis” podem transitar pelo Estreito de Ormuz
- Marinha iraniana afirma que lançou mísseis contra porta-aviões americano
- Reino Unido receberá negociações para tentar reabrir Ormuz
- Presidente do Parlamento iraniano adverte que ‘inimigos se preparam para ocupar uma ilha’ no Golfo
- Trump ‘desencadeará o inferno’ se Irã não fizer acordo, diz Casa Branca
- TV diz que Irã rejeitou proposta dos Estados Unidos
Os últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio
Acompanhe os acontecimentos mais recentes da guerra no Oriente Médio:
Presidente do Parlamento iraniano adverte que ‘inimigos se preparam para ocupar uma ilha’ no Golfo
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, advertiu nesta quarta-feira (25) que os “inimigos” da república islâmica estão se preparando para invadir uma de suas ilhas no Golfo, com a ajuda de um país da região.
“Segundo os serviços de inteligência, os inimigos do Irã estão se preparando para ocupar uma das ilhas iranianas com o apoio de um Estado regional”, escreveu Ghalibaf no X, sem especificar qual.
Se isso acontecer, “todas as infraestruturas vitais desse Estado regional serão alvo de ataques incessantes”, advertiu.
Trump ‘desencadeará o inferno’ se Irã não fizer acordo, diz Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “vai desencadear o inferno” contra o Irã se Teerã não aceitar um acordo para pôr fim à guerra no Oriente Médio, advertiu a Casa Branca nesta quarta-feira (25).
“Se o Irã não aceitar a realidade do momento atual, se não entender que foi derrotado militarmente e que continuará sendo, o presidente Trump garantirá que receba golpes mais duros do que quaisquer que já tenha recebido antes”, declarou a secretária de Imprensa, Karoline Leavitt, em uma coletiva.
“O presidente Trump não está blefando e está preparado para desencadear o inferno. O Irã não deve se enganar novamente”, acrescentou.
TV diz que Irã rejeitou proposta dos Estados Unidos –
A televisão estatal iraniana, citando uma fonte não identificada, afirmou que o Irã rejeitou o plano de paz proposto pelos Estados Unidos para pôr fim à guerra que já dura quase um mês.
“A guerra terminará quando o Irã decidir que ela termina, e não quando Trump decidir”, acrescentou a Press TV, o canal estatal em inglês.
– TV diz que Irã rejeitou proposta dos Estados Unidos –
A televisão estatal iraniana, citando uma fonte não identificada, afirmou que o Irã rejeitou o plano de paz proposto pelos Estados Unidos para pôr fim à guerra que já dura quase um mês.
“A guerra terminará quando o Irã decidir que ela termina, e não quando Trump decidir”, acrescentou a Press TV, o canal estatal em inglês.
– Advertência da ONU sobre o Líbano –
O “modelo de Gaza”, devastada pela guerra entre Israel e Hamas, “não deve ser replicado no Líbano”, pediu o secretário-geral da ONU, António Guterres, alarmado com uma guerra “fora de controle” no Oriente Médio.
– Alemanha critica a política de Trump –
O ministro das Finanças alemão, Lars Klingbeil, criticou a “má política” do presidente dos EUA, Donald Trump, em relação ao Irã, alegando que “ela tem um impacto direto no bolso dos cidadãos”.
Ele acrescentou que isso é agravado pelos lucros de “certas empresas” petrolíferas. Algo “vergonhoso, desleal e, de certa forma, antipatriótico”, insistiu.
– “A pior crise industrial” da história –
A guerra poderá desencadear “a pior crise industrial” da história, alertou o presidente da Câmara de Comércio Internacional, John Denton, nesta quarta-feira, em Camarões.
– Rússia desaloja parcialmente uma usina nuclear iraniana atacada –
O grupo Rosatom anunciou a retirada de 163 russos que trabalhavam na usina nuclear de Bushehr, no sul do Irã, após a agência atômica iraniana ter relatado um ataque que atingiu as instalações, mas que não causou danos.
Segundo a empresa, dezenas de funcionários permanecem na usina.
– Paquistão envia plano dos EUA ao Irã para encerrar a guerra –
As propostas dos Estados Unidos para acabar com a guerra no Irã foram enviadas a Teerã por mediadores paquistaneses, indicaram nesta quarta-feira à AFP duas fontes de alto escalão em Islamabad.
– “Reparações” por bombardeios iranianos no Golfo –
O Conselho de Direitos Humanos da ONU condenou os “ataques atrozes” do Irã contra seus vizinhos do Golfo e pediu uma “reparação” completa e rápida para todas as vítimas dos bombardeios.
Marinha iraniana afirma que lançou mísseis contra porta-aviões americano
A Marinha iraniana afirmou, nesta quarta-feira (25), que lançou mísseis de cruzeiro contra o porta-aviões americano Abraham Lincoln
Reino Unido receberá negociações para tentar reabrir Ormuz
O Reino Unido e a França copresidirão uma reunião esta semana com cerca de 30 países dispostos a participar na segurança do Estreito de Ormuz, que se encontra obstruído durante o atual conflito com o Irã.
– Irã nega negociações com EUA –
O embaixador iraniano no Paquistão afirmou nesta quarta-feira que não houve negociações “diretas ou indiretas” com os Estados Unidos, apesar da declaração do presidente Donald Trump sobre conversações em curso para encerrar a guerra.
– Sete soldados mortos em ataque no Iraque –
Pelo menos sete soldados morreram no Iraque em um ataque aéreo contra uma base militar localizada no oeste do país. A mesma base já havia sido atacada na terça-feira em um bombardeio que deixou 15 mortos e que tinha como alvo as forças da Hashd al Shaabi, uma coalizão de ex-paramilitares que inclui grupos pró-Irã.
Grupos armados pró-Irã reivindicaram ataques contra interesses americanos no Iraque e em outros países. Os mesmos grupos foram alvos de bombardeios, inclusive em posições vinculadas ao Estado.

– Premiê da Espanha cita cenário “muito pior” que no Iraque em 2003 –
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou que o atual cenário bélico no Oriente Médio é “muito pior” e com “um potencial de impacto muito mais amplo” do que a guerra do Iraque em 2003.
– Israel afirma que atacou centros de produção de mísseis no Irã –
O Exército israelense anunciou que atacou, nos últimos dias, dois locais de produção de mísseis de cruzeiro navais em Teerã, supervisionados pelo Ministério da Defesa iraniano.
– Empresa chinesa Cosco voltará a enviar mercadorias ao Golfo –
A empresa estatal chinesa de navegação Cosco, uma das maiores do mundo, anunciou a retomada do envio de contêineres de mercadorias a alguns países do Golfo, após três semanas de suspensão devido à guerra no Oriente Médio.
– AIE “preparada” para uma nova liberação de reservas de petróleo –
O diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou que está “preparado” para aplicar uma nova liberação de reservas de petróleo “quando for necessário”.
A declaração foi uma resposta a um pedido da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, de “preparação para implementar” uma operação coordenada do tipo, durante uma reunião em Tóquio.
– Combates no sul do Líbano –
O Exército israelense anunciou que “desmantelou centros de comando” do Hezbollah e um depósito de armas no sul do Líbano, além de ter matado vários combatentes do movimento pró-iraniano.
O Hezbollah anunciou que atacou um tanque e soldados israelenses perto da fronteira e lançou uma “chuva de foguetes” na direção de Kiryat Shmona, norte de Israel.
As sirenes de alerta foram acionadas na cidade, perto da fronteira libanesa. As autoridades israelenses não relataram vítimas.
– Irã ataca Israel e países do Golfo –
A Guarda Revolucionária iraniana anunciou que lançou mísseis e drones contra o norte e o centro de Israel, incluindo Tel Aviv, assim como contra duas bases militares utilizadas pelos Estados Unidos no Kuwait, uma no Bahrein e outra na Jordânia.
Um incêndio foi registrado no aeroporto internacional do Kuwait, depois que um tanque de combustível foi atingido por drones, segundo as autoridades, que não relataram feridos.
– Nove mortos em ataques israelenses no Líbano –
Pelo menos nove pessoas morreram em três ataques aéreos israelenses contra localidades do sul do Líbano, uma região considerada um reduto do movimento pró-iraniano Hezbollah, segundo a agência oficial de notícias libanesa ANI.
O Exército de Israel havia pedido aos moradores que abandonassem os bairros da periferia sul de Beirute, diante dos bombardeios iminentes.
– Petróleo em queda –
O preço do barril de petróleo de Brent do Mar do Norte, referência do mercado mundial, recuava 3,8%, a 100,54 dólares. A cotação do West Texas Intermediate (WTI), referência do mercado americano, cedia 3,1%, a 89,46 dólares.
– EUA enviam plano ao Irã para encerrar a guerra –
Os Estados Unidos enviaram ao Irã um plano de 15 pontos para acabar com a guerra, que poderia incluir limites severos ao seu programa nuclear e a reabertura do Estreito de Ormuz, segundo informações da imprensa.
A imprensa destacou que, entre os 15 pontos do documento, cinco se referem ao programa nuclear iraniano, outros exigem o abandono do apoio a grupos armados na região, como o Hezbollah ou o Hamas, e um tópico insiste que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto à navegação.
– Teerã flexibiliza controle de Ormuz –
O Irã afirmou que os “navios não hostis” podem transitar pelo Estreito de Ormuz desde que respeitem as normas de segurança e proteção, segundo um comunicado enviado à Organização Marítima Internacional (OMI).
– Irã relata ataque contra usina nuclear e AIEA pede moderação –
A agência de energia atômica do Irã informou na noite desta terça-feira que a usina nuclear de Bushehr, no sul do país, foi atingida por um ataque que não causou danos, e acusou os Estados Unidos e Israel de serem os responsáveis.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) fez um “apelo à máxima moderação, para evitar riscos à segurança nuclear durante o conflito”.
© Agence France-Presse
Prouni 2026: prazo para inscrição na lista de espera termina nesta semana
Candidatos inscritos no Programa Universidade para Todos (Prouni) que não foram convocados na primeira chamada têm uma nova oportunidade. Até esta quarta e quinta-feira (25 e 26 de março), é possível se inscrever na lista de espera do programa, que oferece bolsas em universidades privadas para estudantes oriundos da rede pública. Confira mais em TVT News.
O cadastro deve ser feito online, por meio do portal Acesso Único ao Ensino Superior, do governo federal. Cada candidato pode indicar até duas opções de instituição, curso e turno entre as bolsas disponíveis.
Após a manifestação de interesse na lista de espera, o sistema classifica os estudantes com base nas opções escolhidas e nas notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O resultado será divulgado no dia 31 de março.
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Os candidatos selecionados deverão comprovar as informações declaradas no momento da inscrição. Entre os documentos exigidos estão comprovantes de renda e histórico escolar, que devem ser entregues diretamente à instituição de ensino onde o estudante foi pré-selecionado.
- Prazo para participar da lista de espera vai de 25 a 26 de março de 2026
- Resultado será divulgado em 31 de março, no Portal Acesso Único
- Programa oferta 594.519 bolsas, entre integrais e parciais
Quem pode se inscrever?
O candidato pré-selecionado deve comprovar renda familiar bruta mensal, por pessoa, de até 1,5 salário mínimo, para obter a bolsa integral, que cobre a totalidade do valor da mensalidade do curso. Já para a bolsa parcial, que cobre (50%) do valor da mensalidade, a renda mensal per capita exigida é de até 3 salários mínimos.
Para participar do Prouni é preciso atender a pelo menos uma das seguintes condições:
- tenha cursado:
- o ensino médio integralmente em escola da rede pública;
- o ensino médio integralmente em instituição privada, na condição de bolsista integral da respectiva instituição;
- o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista integral da respectiva instituição;
- o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista parcial da respectiva instituição ou sem a condição de bolsista; e
- o ensino médio integralmente em instituição privada, na condição de bolsista parcial da respectiva instituição ou sem a condição de bolsista;
- seja pessoa com deficiência, na forma prevista na legislação; e
- seja professor da rede pública de ensino, exclusivamente para os cursos de licenciatura e pedagogia, destinados à formação do magistério da educação básica. Neste caso não é aplicado o limite de renda exigido aos demais candidatos
Sobre o Prouni
Criado em 2004 e instituído pela Lei nº 11.096/2005, o Prouni oferece bolsas de estudo integrais — que cobrem 100% da mensalidade — e parciais, que correspondem a 50% do valor dos cursos em instituições privadas de ensino superior.
O programa realiza seleções duas vezes por ano, sempre com base no desempenho dos candidatos no Enem. Podem participar estudantes brasileiros sem diploma de nível superior que atendam aos critérios de renda exigidos para cada modalidade de bolsa. A inscrição é gratuita e feita exclusivamente pela internet.
Ao longo de mais de 20 anos, o Prouni já beneficiou mais de 3,6 milhões de estudantes, com impacto significativo na inclusão educacional. Dados do Censo da Educação Superior de 2023 indicam que 58% dos bolsistas concluíram a graduação — índice superior ao de estudantes fora do programa, que foi de 36%.
Com informações do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.
Escolas terão conteúdos de prevenção à violência contra mulher
Os ministérios da Educação (MEC) e das Mulheres assinaram, nesta quarta-feira (25), em Brasília, a portaria de regulamentação da Lei Maria da Penha Vai à Escola (nº 14.164/2021, para incluir conteúdo sobre a prevenção a todas as formas de violência contra crianças, adolescentes e mulheres nos currículos da educação básica.
Confira mais em TVT News.
A lei determina que a produção de material didático relativo aos direitos humanos e à prevenção da violência contra a mulher deve ser adequada a cada nível de ensino.
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O ministro da Educação, Camilo Santana, defendeu que é preciso começar a discussão sobre a prevenção à violência contra as mulheres, com as crianças e jovens estudantes dentro das escolas brasileiras.
Para Santana, a nova geração será formada com base no respeito, na equidade e na justiça. “Estamos afirmando um projeto de país. Um Brasil onde meninas podem estar sem medo, onde mulheres podem ocupar todos os espaços e onde o conhecimento seja instrumento de libertação e não de exclusão.”
“Não há futuro possível sem a garantia plena de direitos para meninas e mulheres. A educação é o caminho mais poderoso para transformar essa realidade”, disse o ministro da Educação, Camilo Santana.
Instituições públicas
Durante a cerimônia Educação pelo Fim da Violência, na Universidade de Brasília, foi assinado o Protocolo de Intenções para Prevenção e Enfrentamento da Violência contra as Mulheres e Acolhimento nas instituições públicas de ensino superior e Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.
O documento estabelece orientações para que instituições de ensino públicas não sejam omissas em eventuais situações de violência de gênero no ambiente acadêmico.
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, classificou como importantes as medidas de proteção às meninas e mulheres, no âmbito da educação, porque vão do ensino básico ao superior. Ela citou o pedagogo Paulo Freire. “A educação não transforma o mundo. A educação muda as pessoas e as pessoas transformam o mundo.”
A ministra ainda defendeu que os currículos e os planos pedagógicos de cada curso de graduação e de pós-graduação abordem conteúdos de combate e enfrentamento de todo tipo de violência contra as mulheres.
“Imagine daqui a 4, 5, 6 anos, como sairão os profissionais que atuarão em todos os lugares, como unidades básicas de saúde, escolas, Cras [Centro de Referência de Assistência Social], Creas [Centro de Referência Especializado de Assistência Social]. Isso vale para todas as profissões deste país.”
O ministro Camilo Santana explicou que o documento simboliza uma construção coletiva que nasce a partir da escuta, da ciência e da experiência das instituições de ensino.
“Reafirmamos que nossas universidades, institutos federais e redes de ensino são espaços de produção de conhecimento, mas também devem ser espaços seguros, acolhedores e livres de qualquer forma de violência ou discriminação”, enfatizou.
Santana anunciou que lançará, em breve, um edital para apoiar a criação de cuidotecas nas universidades federais. “São espaços de cuidado e acolhimento para crianças que permitirão que mães, estudantes, professoras e trabalhadoras possam estudar, trabalhar e permanecer na universidade com dignidade.”
Mulheres Mil
No conjunto de ações voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra as mulheres, os dois ministérios assinaram o acordo de cooperação técnica para a ampliação de vagas do Programa Mulheres Mil, coordenado pelo MEC.
A política pública tem a missão de elevar a escolaridade de mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
O programa também tem o objetivo promover a inclusão socioprodutiva e a autonomia das mulheres por meio de cursos de qualificação profissional.
Os presentes ainda assistiram ao trailer do filme Mulheres Mil, produzido pela pasta. A obra retrata o impacto do programa na vida de cinco mulheres, suas famílias e comunidade.
As iniciativas integram as ações do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em fevereiro.
Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil
Saiba o que é misoginia; projeto vai criminalizar discurso de ódio
Casos recentes de feminicídio, estupro de adolescentes e violência doméstica reacenderam o debate sobre a misoginia, comportamento que pode virar crime após a aprovação de um projeto de lei pelo Senado. Confira mais em TVT News. 

A misoginia é um fenômeno estrutural e significa o ódio contra as mulheres e a defesa da manutenção de privilégios históricos – sociais, culturais, econômicos e políticos – para os homens.
Conteúdos misóginos vêm ganhando força em grupos online como fóruns de internet e redes sociais. Espaços e discursos de ódio, segundo especialistas, são combustíveis para ações concretas de violência.

Um dos casos recentes foi a morte da policial Gisele Alves Santana, encontrada com um tiro na cabeça em seu apartamento, em São Paulo. As investigações mostram que o marido dela, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, acusado do crime, usava em conversas termos que circulam com frequência nos grupos misóginos da internet como “macho alfa” e “mulher beta”. Eles remetem à ideia de superioridade do homem e submissão feminina.
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Outro episódio recente foi a viralização de conteúdo nas redes sociais que mostram homens simulando socos, chutes e facadas em mulheres caso levem um fora.
Criminalização
Neste contexto, o Senado Federal aprovou nesta terça-feira (24) o projeto de lei que criminaliza a misoginia. A proposta insere o delito entre os crimes de preconceito e discriminação previstos na Lei do Racismo.
O texto aprovado define a misoginia como “a conduta que exteriorize ódio ou aversão às mulheres”. Como forma de combater essa violência, o projeto prevê penas de dois a cinco anos de prisão nestes casos.
O projeto foi aprovado com 67 votos a favor e nenhum contra. A matéria segue para análise da Câmara dos Deputados. A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), relatora do projeto, apontou que países como França, Argentina e Reino Unido já têm leis de combate à misoginia.
Misoginia não é “Liberdade de expressão”
A oposição no Senado defendia que a proposta fosse alterada para permitir que não fossem punidos autores de crimes de misoginia em caso de “liberdade de expressão” ou até por motivos religiosos. Mas as alterações foram rejeitadas pelo plenário do Senado.
Presença online
Pesquisadores têm identificado que meninos cada vez mais jovens estão sendo atraídos para a chamada “machosfera”. O termo engloba fóruns na internet, canais de vídeos, grupos de mensagens instantâneas e perfis em redes sociais voltados para a defesa de um padrão conservador de masculinidade e de oposição aos direitos femininos.
As estratégias se multiplicam pelos diferentes canais da internet. Estudos do NetLab, laboratório de pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mapearam mais de 130 mil canais misóginos no YouTube e mostram que temas como “sedução e relacionamentos”, “questões jurídicas” e “vencer a timidez” são pontes para conteúdo de ódio.
Feminicídio
De acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o país registra atualmente quatro feminicídios por dia; foram 1.547 em 2025. Todos os anos, desde 2015, esse número vem aumentando.
Como denunciar
É possível pedir ajuda e denunciar casos de violência doméstica e contra a mulher na Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, um serviço gratuito que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.
O serviço está disponível também no WhatsApp: (61) 9610-0180 e pelo e-mail [email protected].
Denúncias de violência contra a mulher também podem ser apresentadas em delegacias especializadas de atendimento à mulher (Deam), em delegacias comuns e nas Casas da Mulher Brasileira. Saiba onde encontrar
Ainda é possível pedir ajuda por meio do Disque 100, que recebe casos de violações de direitos humanos, e pelo 190, número da Polícia Militar.
Benedita da Silva é a entrevistada no Focus Brasil nesta quinta (26)
A deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) é a convidada do programa Focus Brasil – Semana em Debate, promovido pela Fundação Perseu Abramo, centro de formação política e de produção de conhecimento do PT. O programa é exibido na 5ª feira (26/3), às 20 horas, pelo YouTube da instituição. Confira mais em TVT News.
Com mais de 40 anos de atuação e representação popular, Benedita da Silva é referência na defesa dos direitos de mulheres, das pessoas negras e das mais carentes. A entrevistada coloca-se como pré-candidata ao Senado nas eleições de outubro.
No seu histórico, já foi governadora, senadora, vereadora, ministra de Estado, além de deputada federal. Na mesa do programa, ela será questionada pelo consultor em comunicação e marketing digital, Lázaro Rosa, e pelo presidente interino da Fundação Perseu Abramo, Brenno Almeida.
>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp
PAUTA – Entre os temas em pauta, estão a situação do Rio de Janeiro e da gestão do ex-governador Cláudio Castro; a posição da esquerda em relação às religiões; a representação do Rio de Janeiro no Congresso Nacional; a segurança pública e as políticas sociais integradas; a relação entre o governo do presidente Lula e o município carioca; as disputas sobre pautas sociais no Poder Legislativo; a fé como instrumento de transformação social; e o diálogo com base popular.
SAIBA MAIS – Benedita da Silva, nascida na favela Chapéu Mangueira, é evangélica, liderança histórica do PT e referência na articulação entre fé, política e justiça social. Foi, muitas vezes, “a primeira mulher negra” em vários espaços sociais, inclusive quando ocupou cargos centrais na República, como:
- Primeira senadora negra do Brasil;
- Primeira governadora negra do país;
- Primeira mulher negra a presidir a Câmara dos Deputados;
- Foi deputada constituinte, participando do “Lobby do Batom”, que garantiu grande parte das reivindicações femininas na Constituição de 1988.
O programa Focus Brasil também fica disponível na plataforma Spotfy (https://open.spotify.com/show/3Y6jJ6AuNRGMu5SMZTWV52?si=32af1510fa964804) e pode ser encontrado no YouTube do PT Brasil.
Serviço:
Programa Focus Brasil – Semana em Debate com Benedita da Silva, deputada federal (PT-RJ)
Dia e horário: 26/3, às 20 horas
Onde assistir: YouTube (@FundacaoPerseuAbramo)

Fim da escala 6×1 é possível: tire suas dúvidas sobre o tema
Estudos e números mostram que é possível acabar com a escala 6×1. A redução da jornada caminha no Congresso

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Programa da Fundação Perseu Abramo pode ser acompanhado pelo canal do YouTube da instituição

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