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Da Redação
Não deixe pra 2028: Justiça Eleitoral reabre cadastro e retoma serviço de mudança de domicílio eleitoral
A Justiça Eleitoral reabriu o cadastro eleitoral em todo o país nesta terça-feira (3). Com a retomada dos serviços, eleitores podem voltar a solicitar a emissão do primeiro título de eleitor, a transferência de domicílio eleitoral, a atualização de dados cadastrais e a regularização da situação eleitoral.
Leia em TVT News.
Os serviços podem ser acessados pelo Autoatendimento Eleitoral, disponível no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ou presencialmente em cartórios eleitorais, centrais e postos de atendimento.
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Serviços disponibilizados
- emissão do primeiro título de eleitor;
- transferência de domicílio eleitoral;
- atualização e correção de dados cadastrais;
- regularização da situação eleitoral
Pela internet, o eleitor deve selecionar o serviço desejado, preencher o requerimento e anexar a documentação exigida.
O acompanhamento da solicitação também pode ser feito pela plataforma. Em alguns casos, a Justiça Eleitoral poderá exigir comparecimento presencial.
O aplicativo e-Título continua disponível para consulta de informações eleitorais e acesso à versão digital do documento.
O serviço inclui a emissão da certidão de quitação eleitoral pelo portal do TSE. O documento comprova que o eleitor está em dia com suas obrigações eleitorais e pode ser exigido em situações como posse em cargo público e matrícula em instituições de ensino.
O cadastro eleitoral estava fechado desde 7 de maio para permitir a preparação das Eleições 2026.
Com Agência Brasil
Governo envia ao Congresso MP que regulamenta o “imposto do pecado”
A medida provisória com a alíquota do Imposto Seletivo deve chegar nesta terça-feira (3) ao Congresso. É o chamado “imposto do pecado” previsto na Reforma Tributária e que vai incidir sobre produtos considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. E aí a gente fala de bebidas alcóolicas, refrigerantes, cigarros, apostas e extração de minerais, entre eles.
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Como é preciso respeitar a noventena – prazo mínimo de 90 dias para entrar em vigor – a medida só deverá começar a valer em primeiro de fevereiro do ano que vem.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a alíquota deve ser menor do que as expectativas.
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“O que eu tô dizendo é que deve ficar abaixo das expectativas que estão sendo geradas para a soma de CBS mais IBS dos estados. Nós vamos ter que fazer essas revisões com o tempo, portanto é um primeiro número que mantém a carga tributária conforme aprovado pelo Congresso e vai nos dar as condições de novo de fazer um debate claro, já mais baixo do que o governo anterior propôs, para que a gente siga revendo as exceções, os regimes favorecidos, de modo que a gente tenha uma alíquota menor com o tempo”.
A alíquota do Imposto Seletivo já foi encaminhada pelo Ministério da Fazenda e será divulgada após reunião com o presidente Lula. Ela já está prevista na proposta orçamentária do ano que vem. Previsão de arrecadação de R$ 41,9 bilhões, número que deve ser menor por conta da proibição das bets, medida que veio no final de setembro. Depois, portanto, que o orçamento foi enviado ao Congresso.
Com Agência Brasil
Priscilla Mazenotti – repórter da Rádio Nacional
Texas: Democratas James Talarico e Gina Hinojosa conquistam vitórias históricas no estado
Os democratas James Talarico e Gina Hinojosa protagonizaram duas vitórias históricas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, as chamadas “midterms”, no Texas. Leia em TVT News.
Em um estado tradicionalmente dominado pelo Partido Republicano, os dois derrotaram adversários ligados ao presidente Donald Trump e contribuíram para a expressiva derrota da legenda governista nas urnas.
Eleito senador, Talarico encerrou um intervalo de 38 anos sem que os democratas conquistassem uma cadeira texana na Casa. Já Gina Hinojosa venceu a disputa pelo governo estadual, tornando-se a primeira mulher latina a assumir o comando do Texas e a primeira democrata eleita para o cargo em 36 anos.
As vitórias foram celebradas pelos dois políticos nesta quarta (4). Em vídeo publicado nas redes sociais, eles aparecem brindando diante de apoiadores que comemoraram o resultado. “Nós conseguimos. Pelo Texas”, escreveu Hinojosa.
O resultado no Texas integra a onda de vitórias democratas nas eleições legislativas, que também garantiu ao partido maioria nas duas Casas do Congresso americano. A derrota representa um revés para Trump, que passa a enfrentar uma oposição fortalecida no Legislativo durante a segunda metade de seu mandato.
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James Talarico: evangélico, ex-professor e crítico da política migratória de Trump
Aos 37 anos, James Talarico foi eleito senador pelo Texas e se tornou o primeiro democrata a conquistar uma das vagas do estado no Senado desde 1988. Ele derrotou o republicano Ken Paxton, que havia recebido o apoio de Donald Trump durante a disputa interna do partido, após superar o senador John Cornyn nas primárias.
Deputado estadual desde 2018, Talarico é ex-professor de língua inglesa e literatura em escolas públicas. Também é seminarista presbiteriano e afirma que sua fé fundamenta sua defesa da democracia, dos direitos humanos e da liberdade individual.
O democrata defende pautas como medidas para reduzir o preço de medicamentos prescritos, incluindo a insulina, e ampliar o acesso a tratamentos de saúde.
Na área migratória, Talarico critica a atuação do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE), agência responsável pela fiscalização migratória nos Estados Unidos e alvo de protestos contra as operações de deportação do governo Trump.
“O ICE deveria estar combatendo os cartéis, não nossas comunidades. O ICE deveria estar deportando membros de gangues, não pequenos empresários. O ICE deveria estar caçando traficantes de pessoas, não mães e bebês”, escreveu o senador eleito nas redes sociais.
Descendente de uma família que vive no Texas há oito gerações, Talarico defende uma política migratória que combine controle de fronteiras com acolhimento de refugiados e solicitantes de asilo. Para ele, a imigração também representa uma contribuição para a economia americana.
O democrata ainda direciona críticas à concentração de riqueza e à influência de grandes empresários sobre a política. Durante a campanha, afirmou que a principal divisão dos Estados Unidos não está entre esquerda e direita, mas entre os mais ricos e a população trabalhadora.
Gina Hinojosa: primeira governadora latina do Texas
A democrata Gina Hinojosa venceu o republicano Greg Abbott, que tentava conquistar um quarto mandato consecutivo à frente do governo do Texas. Com 57,1% dos votos, ela superou o adversário, que recebeu 41,6%, e encerrou uma sequência de 36 anos sem vitórias democratas na disputa pelo Executivo estadual.
Além de representar a retomada do governo pelo Partido Democrata, a eleição de Hinojosa marca um feito inédito: ela será a primeira mulher latina a governar o Texas, estado que faz fronteira com o México e tem forte presença da população de origem hispânica.
Advogada especializada em direitos civis e questões trabalhistas, Hinojosa é deputada estadual desde 2016. Antes de ingressar na política, atuou em processos relacionados aos direitos dos trabalhadores e ao financiamento de campanhas eleitorais. Também presidiu o Partido Democrata do Texas.
A vitória sobre Abbott representa uma mudança importante no cenário político estadual. O republicano estava no comando do Texas desde 2015 e tentava ampliar sua permanência no cargo, em um estado que se consolidou como um dos principais redutos conservadores dos Estados Unidos.
Governo Bolsonaro tentou vender respiradores no exterior em meio à pandemia, revela ICL
O governo de Jair Bolsonaro tentou abrir mercado no exterior para respiradores produzidos no Brasil durante um dos períodos mais críticos da pandemia de Covid-19.
Em 17 de junho de 2020, o Itamaraty, então comandado por Ernesto Araújo, acionou dez embaixadas para identificar potenciais compradores, estimar quantos aparelhos poderiam ser vendidos e preparar uma ação de promoção comercial.
A revelação é da reportagem de Cleber Lourenço e Jamil Chade, publicada pelo ICL Notícias, baseada em um lote de telegramas diplomáticos obtido pela Fiquem Sabendo por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).
A circular reservada que determinou a busca por compradores foi classificada pelo próprio Itamaraty como “urgentíssimo” — no mesmo dia em que o Brasil registrou 1.269 mortes por Covid-19 em 24 horas.
Saiba mais sobre a crueldade da extrema direita na TVT News.
A crueldade da extrema direita durante a pandemia: o que revelam os documentos
A reportagem do ICL, assinada por Cleber Lourenço e Jamil Chade, escancara uma das faces mais perversas da gestão Bolsonaro no enfrentamento à pandemia.
Os telegramas diplomáticos mostram que, enquanto o país acumulava 46.510 óbitos e mais de 955 mil casos confirmados, e seis estados tinham ocupação superior a 80% nos leitos de UTI, o governo federal mobilizava a máquina pública para buscar compradores de respiradores no exterior.
- Data da ofensiva comercial: 17 de junho de 2020, quando o Brasil registrava 1.269 mortes por Covid-19 em apenas 24 horas.
- Justificativa oficial: o Itamaraty alegou a “possibilidade de que, em breve, a produção brasileira de ventiladores pulmonares supere a demanda interna” — sem apresentar dados, projeções ou estudos que comprovassem esse excedente.
- Países acionados: embaixadas na Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.
- Contradição com a realidade: até o fim de maio de 2020, apenas 1.612 dos 14,1 mil respiradores previstos em contratos federais haviam sido entregues.
- Alerta ignorado: informes confidenciais da Abin da mesma época alertavam para a falta de respiradores em Manaus e previam o colapso do sistema de saúde.
Documentos revelam uma das maiores perversidades cometidas pelo governo Bolsonaro durante a pandemia
A descoberta foi possível a partir de um lote de telegramas diplomáticos obtido pela agência de jornalismo de dados Fiquem Sabendo por meio da Lei de Acesso à Informação. Entre os documentos analisados está a circular reservada que determinou a busca por compradores, classificada pelo Itamaraty como “urgentíssimo”.
A determinação era clara: as embaixadas deveriam consultar governos, hospitais e empresas para levantar a “demanda presente e futura” por respiradores brasileiros, incluindo o número de aparelhos desejados e as especificações técnicas exigidas em cada país. Segundo a circular, as informações serviriam para avaliar uma eventual “ação de promoção comercial” dos equipamentos.
O que alegava o governo Bolsonaro para vender respiradores
O Itamaraty justificou a iniciativa diante da “possibilidade de que, em breve, a produção brasileira de ventiladores pulmonares supere a demanda interna”. O telegrama, no entanto, não apresentava dados, projeções ou estudos que comprovassem a existência desse excedente — tratava-se de uma alegação do próprio documento oficial, não de um fato verificado.
A hipótese de sobra de respiradores contrastava com os atrasos na produção e na entrega de equipamentos dentro do próprio país. Estados reclamavam que abriram leitos contando com aparelhos prometidos pelo Ministério da Saúde que não chegaram. A ideia de vender respiradores ia na direção contrária ao que diziam os informes confidenciais da Abin, que alertavam para a falta dos aparelhos em Manaus e previam o colapso do sistema de saúde.
Relembre: número de mortos e internados na pandemia durante o governo Bolsonaro
Os números oficiais já são alarmantes, mas a dimensão real da tragédia é ainda maior. Ao longo de cinco anos, o Brasil teve 39 milhões de casos de Covid-19 confirmados e mais de 714 mil óbitos decorrentes da doença, segundo o painel do Ministério da Saúde. Em 2020, primeiro ano da pandemia, foram 194 mil mortes; em 2021, mais de 424 mil pessoas morreram.

No entanto, uma atualização da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que a pandemia de Covid-19 matou três vezes mais pessoas entre 2020 e 2023 do que os números oficialmente divulgados. Enquanto os dados oficiais brasileiros estacionaram na marca de 702.116 óbitos confirmados por teste, a metodologia de “mortalidade excedente” aplicada pela OMS indica que o Brasil registrou mais de 628 mil mortes acima do esperado para o período.
A subnotificação e as mortes indiretas — vítimas de outras doenças graves que morreram em função do colapso do sistema de saúde — explicam esse aumento expressivo.
Número de mortos na pandemia de covid-19 no Brasil
O Brasil registrou oficialmente 716.238 mortes e 39.279.090 casos confirmados de COVID-19 desde o início da pandemia até novembro de 2026, de acordo com o Painel Coronavírus Brasil do Ministério da Saúde e registros históricos da Pandemia de COVID-19 no Brasil – Wikipédia.
Resumo dos Dados Oficiais:
- Total de óbitos acumulados: 716.238 a 716.626 mortes (dados atualizados pelo SUS / Secretarias Estaduais de Saúde).
- Total de casos acumulados: Mais de 39,2 milhões de diagnósticos confirmados.
- Ano mais letal: 2021, que concentrou o maior número de vítimas fatais (superando 420 mil mortes naquele ano)
O que provocava a falta de respiradores
A falta de respiradores foi um dos maiores gargalos no atendimento a pacientes graves de Covid-19 no Brasil. Em março de 2020, o pneumologista Luiz Fernando Ferreira Pereira já alertava: “o número de respiradores hoje está no limite”.
Os respiradores são essenciais para casos graves da doença, pois ajudam o corpo a fazer a troca gasosa no pulmão, levando oxigênio e eliminando o gás carbônico do organismo. Como a doença não tinha medicamento específico de comprovada eficácia e segurança, a melhor opção para os casos graves era o uso de respiradores e de medicamentos para prolongar a vida dos pacientes e lhes dar tempo para recuperação.
A escassez foi agravada por uma disputa global por equipamentos. Aviões com 600 mil respiradores artificiais encomendados por um consórcio formado pelos nove estados do Nordeste ficaram retidos no Aeroporto de Miami, nos Estados Unidos.
Faltavam também respiradores e seus componentes, fármacos e insumos para testes e pesquisa. Pelo menos seis estados e diversas prefeituras editaram atos administrativos para requisitar insumos e produtos como respiradores durante a pandemia.
Brasil tinha falta de respiradores – e governo Bolsonaro ainda queria vender
A escassez de respiradores (ventiladores pulmonares) e equipamentos médicos foi um dos maiores gargalos do sistema de saúde brasileiro no início da pandemia de COVID-19, em 2020, conforme apontado em relatórios da revista Veja.
Panorama e Dados Críticos
- Capacidade inicial: O Brasil contava com cerca de 65.411 respiradores no total (sendo aproximadamente 46.663 no SUS e 18.748 na rede privada), com pouco mais de 61 mil aptos para uso no começo da crise. [1]
- Desigualdade municipal: Um levantamento do UOL revelou que cerca de 60% dos municípios brasileiros (onde viviam milhões de pessoas) não possuíam nenhum respirador disponível em suas redes locais de saúde em março de 2020.
- Atrasos e entregas: De acordo com dados veiculados pela CNN Brasil, as compras centralizadas pelo governo federal sofreram grandes atrasos no primeiro semestre de 2020, deixando estados e municípios em situação crítica de lotação de UTIs.
Tentativa de Exportação e Controvérsias
- Documentos revelados pelo site Fiquem Sabendo indicaram que, em junho de 2020 — período em que o país registrava mais de mil mortes diárias —, o Itamaraty acionou embaixadas para sondar a venda de respiradores produzidos no Brasil para o mercado externo, mesmo com leis internas que restringiam a exportação de insumos médicos.
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Jorge e Mateus têm shows cancelados em Fortaleza e Recife após comentários políticos
Os shows da dupla sertaneja Jorge e Mateus nas festas de Réveillon de Fortaleza (CE) e Recife (PE) foram cancelados nesta terça (3), após uma onda de críticas nas redes sociais. As manifestações questionavam o posicionamento político do cantor Jorge, que declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais de 2026. Leia em TVT News.
A dupla havia sido anunciada como atração das celebrações de fim de ano nas duas capitais. A repercussão levou internautas a cobrar das prefeituras a retirada dos artistas da programação, com comentários contrários à presença dos músicos nas festas.
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Apoio a Flávio Bolsonaro motivou críticas
A polêmica ganhou força depois que Jorge participou, em 20 de outubro, de um encontro com artistas sertanejos em Nerópolis, Goiás, em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro. Na ocasião, o cantor apareceu em um vídeo cantando uma música com o trecho “Pode chorar, mas eu não voto no PT”.
As imagens voltaram a circular nas redes sociais após o resultado das eleições. Usuários passaram a questionar a contratação da dupla para os eventos públicos e a publicar mensagens como “não são bem-vindos em Fortaleza e Recife” e “respeitem o Nordeste”.
Prefeitos anunciam retirada da dupla
Em Fortaleza, o prefeito Evandro Leitão (PT) comunicou o cancelamento da participação da dupla nos shows de Réveillon 2027. Sem mencionar diretamente o posicionamento político do cantor, ele afirmou que a repercussão da polêmica havia desviado o foco da celebração. Segundo a prefeitura, a contratação foi encerrada por acordo, de forma legal.
Pessoal, um recado importante pra vocês sobre o nosso Réveillon. Se liga aqui! pic.twitter.com/y0vueMN8Wu
— Evandro Leitão (@EvandroLeitao) November 3, 2026
No Recife, o prefeito Victor Marques (PCdoB) também anunciou a retirada dos músicos da programação de shows da Virada Recife 2027. A apresentação estava prevista para 27 de dezembro. Ao justificar a decisão, o gestor afirmou que não havia mais clima para a participação da dupla na festa.
A virada do ano é uma festa que deve ter alegria, respeito e harmonia. Não há mais clima para manter a dupla Jorge & Mateus na programação do Réveillon do Recife. Seguiremos trabalhando para realizar a maior festa do Nordeste, fortalecendo o turismo, gerando emprego e renda! pic.twitter.com/bCZxOcZUao
— Victor Marques (@marquesvictor_) November 4, 2026
Jorge nega declarações contra nordestinos
Após os cancelamentos, Jorge publicou uma nota nas redes sociais nesta quarta-feira (4). O cantor negou ter feito declarações ofensivas contra o Nordeste e sua população. Ele afirmou que as falas atribuídas a ele não são verdadeiras e declarou ter carinho, admiração e respeito pela região.
O artista também destacou que o pronunciamento era individual e não deveria envolver Mateus ou a trajetória da dupla. Na manifestação, disse ter gratidão pelo acolhimento recebido nos estados nordestinos ao longo da carreira e defendeu o respeito às diferentes opiniões.
Até a publicação das primeiras notícias sobre o caso, apenas Jorge havia se manifestado publicamente sobre a controvérsia.
Em audiência no STF, Governo Federal defende proibição de jogos de aposta online
O Governo Federal defendeu, nesta terça-feira (3), a proibição das apostas esportivas on-line durante audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF). Representantes do Executivo sustentaram que os prejuízos provocados pelas bets à saúde pública, à segurança e ao orçamento doméstico justificam a restrição da atividade no país. Leia em TVT News.
A discussão foi conduzida pelo ministro Luiz Fux, relator das ações que questionam a medida provisória (MP) 1.394/2026, responsável por proibir as plataformas de apostas. A audiência reuniu representantes do governo, clubes de futebol, entidades esportivas e outros setores interessados nos efeitos da decisão.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou que a regulamentação anterior não foi suficiente para conter os problemas associados às apostas. Segundo ele, o governo considerou alternativas e ouviu os setores envolvidos antes de concluir que seria necessária uma intervenção mais rigorosa.
O ministro citou os impactos do jogo problemático, incluindo transtornos relacionados às apostas, procura por atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) e endividamento das famílias.
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Governo aponta impactos sobre renda e consumo das famílias
O advogado-geral da União, Jorge Messias, também defendeu a validade da medida provisória. Para ele, a proibição busca resguardar a saúde, a dignidade e a renda da população diante dos efeitos das apostas on-line.
Messias argumentou que as leis anteriores, que regulamentaram o setor, não conseguiram assegurar a proteção necessária às famílias brasileiras. Ele destacou consequências das bets sobre o orçamento doméstico, a saúde mental e as relações familiares, sobretudo entre grupos em situação de maior vulnerabilidade.
Durante a audiência, o representante da AGU mencionou ainda o crescimento das vendas de alimentos após a edição da medida. Segundo o argumento apresentado, parte do dinheiro que antes era destinado às apostas pode voltar a ser utilizado na aquisição de produtos essenciais.
Clubes de futebol contestam proibição e apontam perdas
Representantes de equipes esportivas criticaram a suspensão das apostas e defenderam mudanças na medida provisória. O principal argumento é que a proibição compromete contratos de patrocínio e outras fontes de receita dos clubes.
O Fluminense afirmou que a decisão provocou impacto de R$ 200 milhões em suas receitas. Segundo o representante do clube, a perda de recursos atinge contratos de publicidade, placas nos estádios e direitos de transmissão, além de ameaçar empregos em equipes menores e da Série B.
O Botafogo também pediu a suspensão dos efeitos da MP. A representação do clube afirmou que a mudança prejudica o processo de recuperação judicial da SAF e criticou a falta de um período de transição para adaptação dos contratos.
Representantes de Cruzeiro, São Paulo e Corinthians também defenderam a preservação de acordos firmados com empresas de apostas e a adoção de medidas para reduzir os prejuízos financeiros. Entre os pontos levantados estão a segurança jurídica e a necessidade de proteger investimentos feitos com base na legislação anterior.

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