Agora

Da Redação

Nunes Marques proíbe distribuição de jornal dos petroleiros após pedido de Flávio Bolsonaro

Censura? O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Kassio Nunes Marques determinou, na sexta-feira (9), a suspensão da distribuição do jornal sindical Petróleo dos Brasileiros, produzido pelo Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo (Sindipetro Unificado) e apoiado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP). Leia em TVT News.

A decisão atende a um pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, segundo informações divulgadas pela federação.

A medida determina a interrupção da circulação dos exemplares impressos, a retirada do arquivo da publicação do site e o encerramento da divulgação do conteúdo nos canais digitais. O descumprimento da ordem pode resultar em multa diária de R$ 10 mil para o sindicato, além de outras medidas judiciais.

A publicação suspensa é uma edição especial de setembro, intitulada “Eleição 2026: o que cada projeto defende para o Brasil?”. O material apresenta informações sobre propostas políticas para o país, com atenção especial ao futuro da Petrobras e às consequências das decisões de governo para a estatal e seus trabalhadores.

Segundo a FUP, o jornal também abordava medidas adotadas durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), entre 2019 e 2022, relacionadas à Petrobras e aos trabalhadores da empresa. A entidade afirma que o conteúdo se baseava em fatos amplamente noticiados naquele período.

Sindicato denuncia ataque à liberdade de expressão de Nunes Marques

A Federação Única dos Petroleiros criticou a decisão do TSE e afirmou que a suspensão da publicação prejudica o direito dos trabalhadores e da população de acessar informações sobre os projetos políticos em disputa nas eleições de 2026.

Em nota, a coordenadora-geral da FUP, Cibele Vieira, classificou a medida como um ataque à liberdade de expressão e ao direito à informação.

“É dever dos sindicatos fornecer informações fidedignas a seus filiados, a fim de que possam conhecer projetos, comparar propostas e decidir pelo melhor para o País e para os brasileiros”, declarou.

Para a entidade, a publicação tinha como objetivo apresentar diferentes perspectivas sobre os rumos da Petrobras, empresa considerada estratégica para a economia brasileira. A federação sustenta que a discussão sobre os projetos políticos e seus efeitos sobre a estatal deveria ocorrer publicamente, permitindo que trabalhadores e cidadãos avaliassem as propostas.

A decisão judicial, entretanto, impede a circulação do material nos formatos impresso e digital, restringindo os meios pelos quais o sindicato pretendia divulgar as informações.

Jornal abordava propostas para a Petrobras nas eleições de 2026

A edição especial do Petróleo dos Brasileiros foi elaborada para discutir o que os diferentes projetos políticos defendem para o Brasil, com foco nas perspectivas para a Petrobras. A publicação também recuperava decisões tomadas durante a gestão de Jair Bolsonaro que, segundo a FUP, tiveram repercussões para a empresa e seus trabalhadores.

A entidade afirma que o material cumpria a função de informar os brasileiros sobre as propostas em disputa, especialmente em relação a uma companhia com papel relevante para a economia nacional.

“ A edição cumpre o seu papel de apresentar aos brasileiros o que cada projeto político defende para o futuro da Petrobras. Mas, em vez de discutir publicamente as propostas para uma das empresas mais estratégicas do País, o sindicato agora precisa cumprir determinações judiciais que impedem a circulação desse conteúdo”, afirmou Cibele Vieira.

A suspensão ocorre em meio à disputa eleitoral de 2026, quando diferentes candidaturas apresentam projetos para a condução do país. Nesse contexto, a publicação sindical buscava colocar em debate as consequências das políticas adotadas para a Petrobras e para a categoria petroleira.

O pedido que levou à decisão partiu da campanha de Flávio Bolsonaro, de acordo com a FUP. A federação informou que o candidato solicitou uma tutela de urgência, instrumento judicial utilizado para pedir uma medida provisória diante de uma situação que exige decisão imediata.

A ordem judicial estabelece obrigações para o Sindipetro Unificado, que deverá interromper a distribuição e a divulgação do jornal conforme determinado pelo ministro, sob risco de sanções financeiras.

Liberdade sindical e direito à informação

Um dos papeis do sindicato é a divulgação de informações de interesse dos trabalhadores e o jornal serve como suporte e meio de comunicação dentro das organizações trabalhistas.

Para a entidade, apresentar dados sobre decisões governamentais e propostas eleitorais permite que a categoria avalie como diferentes projetos podem afetar seus direitos e as condições de trabalho no setor petrolífero.

A discussão também envolve o acesso da sociedade a informações sobre a Petrobras, empresa estratégica para o país. As decisões relacionadas à estatal podem repercutir sobre trabalhadores, consumidores e políticas econômicas, o que torna o debate sobre seus rumos um tema de interesse público.

Filme sobre a gestão Bolsonaro na pandemia terá exibição gratuita no YouTube

O documentário “Anatomia do Caos”, dirigido por Dandara Ferreira, será disponibilizado gratuitamente no YouTube a partir de 16 de outubro, às 19h. A produção revisita os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 e a condução da pandemia durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), com imagens registradas nos bastidores do Senado e depoimentos de familiares de vítimas e de personagens ligados à investigação. Leia em TVT News.

Após permanecer 13 semanas em cartaz nos cinemas, o longa chega à plataforma em uma exibição aberta organizada por uma rede colaborativa de canais, que inclui ICL Notícias, Calma Urgente, Mídia Ninja, Revista Fórum, Normose, Desaparecidos e Amado Mundo.

A decisão dos produtores de abrir mão do licenciamento comercial em plataformas pagas busca ampliar o acesso ao filme e estimular o debate público sobre a memória da pandemia, a desinformação e a responsabilização pelas mortes. Segundo as informações divulgadas sobre a produção, a disponibilização ocorre antes do segundo turno das eleições.

Documentário recupera os trabalhos da CPI da Covid

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Reprodução documentário sobre a pandemia de Covid-19 durante o governo de Jair Bolsonaro – Foto: Reprodução

“Anatomia do Caos” reconstrói parte dos trabalhos da CPI da Covid a partir de registros feitos no Senado. A comissão investigou a atuação do governo federal durante a emergência sanitária, período marcado por disputas políticas e controvérsias sobre as medidas adotadas para enfrentar a doença.

O filme reúne depoimentos de pessoas diretamente afetadas pela pandemia e declarações de figuras públicas que estiveram no centro das discussões sobre a resposta do governo à crise sanitária. Entre os entrevistados e personagens retratados estão a médica Nise Yamaguchi, o deputado federal Osmar Terra e o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que também exerce mandato parlamentar pelo PL do Rio de Janeiro.

A produção também apresenta declarações de Jair Bolsonaro sobre vacinas contra a Covid-19 e uma fala do senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente e candidato à Presidência da República, a respeito da possibilidade de o pai ser indiciado pela condução da pandemia.

Em um dos trechos divulgados, Flávio comenta como o pai reagiria diante dessa hipótese: “Você conhece aquela gargalhada dele?”, afirma.

A inclusão desses registros ajuda a contextualizar as disputas políticas em torno da investigação e as diferentes posições assumidas por integrantes do governo e aliados durante a crise sanitária.

Relatos de familiares expõem o impacto das mortes

Além das imagens dos trabalhos parlamentares, o documentário dá espaço aos familiares de pessoas que morreram em decorrência da Covid-19. Os depoimentos aproximam a discussão política das consequências humanas da pandemia e questionam a forma como as vítimas foram tratadas no debate público.

Em um dos relatos apresentados em trecho divulgado do filme, o pai de uma vítima critica a resistência à vacinação e a desvalorização da dor das famílias.

“Pra que lutar contra a vacina? Eu daria tudo para que o meu filho tivesse tido essa chance [de tomar a vacina]. Ele não era um número. A minha dor não é mimimi”, afirma.

O depoimento contrapõe a experiência de quem perdeu familiares às disputas políticas que marcaram o enfrentamento da doença. Ao recuperar essas histórias, o longa aborda a necessidade de preservar a memória das vítimas e reconhecer os efeitos sociais da crise sanitária.

Em entrevista concedida em junho, a diretora Dandara Ferreira afirmou que a obra trata da relação entre memória, justiça e responsabilidade pública diante das mortes.

“O filme fala sobre memória e justiça, sobre como um país lida com a responsabilidade diante da morte de centenas de cidadãos e sobre o que significa uma tragédia dessa dimensão produzir tão pouca responsabilização”, declarou.

Memória da pandemia e debate sobre responsabilização

A disponibilização gratuita de “Anatomia do Caos” amplia as possibilidades de acesso a registros e depoimentos relacionados à CPI da Covid. Ao reunir imagens do Senado, declarações de autoridades e relatos de familiares, a produção propõe uma reflexão sobre as decisões políticas tomadas durante a emergência sanitária e seus desdobramentos.

O filme também aborda a desinformação e a impunidade como questões relacionadas à maneira pela qual a sociedade brasileira registra e enfrenta episódios de grande impacto coletivo.

A chegada ao YouTube permite que o documentário seja acessado por pessoas que não acompanharam sua exibição nos cinemas. A iniciativa também favorece a circulação do material por meio de diferentes canais de comunicação, ampliando o alcance dos relatos e dos registros apresentados.

A estreia nos cinemas ocorreu em 2 de julho, e a obra permaneceu em cartaz durante 13 semanas. Agora, a exibição aberta pretende levar a discussão a um público mais amplo, em um momento de debate político nacional.

Como assistir: o documentário “Anatomia do Caos” estará disponível gratuitamente no YouTube a partir de 16 de outubro, às 19h, por meio de uma rede colaborativa de canais.

Incêndios no Amazonas levam governos federal e de SP a mobilizar força-tarefa

O avanço dos incêndios florestais no Amazonas levou os governos federal e de São Paulo a ampliar as ações de combate ao fogo. O estado registrou 1.380 focos de incêndio entre 1º e 10 de outubro de 2026, alta de 271% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 372 registros. Leia em TVT News.

A resposta inclui o envio de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), a mobilização de brigadistas federais, o reconhecimento da situação de emergência em 36 municípios e o deslocamento de uma equipe paulista com 30 profissionais para apoiar as operações.

A crise também afeta a qualidade do ar. Em Manaus, a fumaça voltou a encobrir a capital amazonense pelo terceiro dia consecutivo no sábado (10).

Em um dos pontos de monitoramento, a concentração de partículas chegou a 209,1 microgramas por metro cúbico (µg/m³), índice classificado como péssimo pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Governo federal envia aeronaves para combater o fogo

A força-tarefa federal prevê o envio de dois aviões KC-390 da FAB para reforçar as operações no Amazonas. As aeronaves tinham chegada a Manaus prevista para domingo (11), com início das atividades na segunda-feira (12). A mobilização também conta com quatro aviões Air Tractor e dois helicópteros.

Segundo as informações divulgadas pelo governo federal, 290 brigadistas já atuam no estado. O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, chegou ao Amazonas no sábado para acompanhar as medidas de enfrentamento aos incêndios.

“Não vai faltar nada: equipamentos, veículos, homens, recursos, tudo o que for preciso será disponibilizado”, afirmou o ministro.

No mesmo dia, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconheceu, em caráter sumário, a situação de emergência decretada pelo governador do Amazonas, Roberto Cidade, em 36 municípios. O reconhecimento é uma etapa necessária para viabilizar a liberação de recursos federais destinados ao enfrentamento da crise.

Desde 2024, o governo federal disponibilizou R$ 45 milhões ao Amazonas por meio do projeto ProAmazon, voltado ao fortalecimento da estrutura do Corpo de Bombeiros Militar para o combate aos incêndios florestais. Desse total, R$ 34,7 milhões já foram liberados, enquanto cerca de R$ 10 milhões permanecem disponíveis para utilização.

Os recursos são destinados à aquisição de viaturas, equipamentos de segurança e estruturação de bases operacionais. Nos últimos três anos, o Amazonas também recebeu R$ 372 milhões para ações de socorro, assistência humanitária, reconstrução e restabelecimento de serviços essenciais após desastres.

São Paulo envia 30 profissionais ao Amazonas

O governo paulista mobilizou 25 bombeiros militares e cinco integrantes da Defesa Civil estadual para apoiar as equipes que atuam no combate aos incêndios. O embarque estava previsto para as 13h deste domingo (11), no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas.

A equipe levará drones, equipamentos especializados e 11 mil litros de retardante para auxiliar nas operações. O trabalho será realizado em conjunto com os profissionais locais, com foco no combate direto às chamas, na contenção da propagação do fogo e na proteção de áreas ameaçadas.

Segundo o Corpo de Bombeiros de São Paulo, a mobilização busca ampliar a capacidade de resposta diante do avanço das queimadas e reforçar a cooperação entre os estados.

A participação paulista integra o conjunto de medidas adotadas para enfrentar a situação no Amazonas, que demanda recursos humanos, equipamentos e apoio aéreo para atender às diferentes áreas atingidas.

Focos de incêndio aumentam 271% em outubro

Dados do Painel do Fogo, do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), apontam 1.380 focos de incêndio no Amazonas nos dez primeiros dias de outubro. No mesmo período de 2025, foram registrados 372 focos.

Do total contabilizado neste ano, 1.186 ocorreram em áreas públicas, 93 em propriedades privadas e 101 em áreas cuja situação fundiária não estava definida.

O levantamento também identificou 246 focos em assentamentos federais, 116 em terras indígenas e 97 em unidades de conservação. Essas categorias indicam a localização dos registros e não devem ser somadas aos números referentes à situação fundiária, pois correspondem a classificações distintas.

O painel classificou ainda 174 focos como relacionados ao desmatamento. Para os demais registros, os dados consultados não apontavam uma causa identificada.

Fumaça compromete a qualidade do ar em Manaus

O avanço das queimadas tem consequências para além das áreas diretamente atingidas pelas chamas. Em Manaus, a fumaça voltou a cobrir a cidade pelo terceiro dia consecutivo no sábado (10), enquanto sensores registraram concentrações elevadas de partículas no ar.

Na manhã de sábado (10), o equipamento instalado na Secretaria de Estado do Meio Ambiente, na Zona Centro-Sul da capital, marcou 209,1 µg/m³. No centro da cidade, o índice chegou a 164,1 µg/m³, enquanto o sensor do Morro da Liberdade registrou 157,2 µg/m³. Os três pontos apresentavam qualidade do ar classificada como péssima.

O índice de 209,1 µg/m³ supera em 736,4% o limite de 25 µg/m³ utilizado pelo Selva para classificar a qualidade do ar como boa.

O governador Roberto Cidade afirmou que a fumaça não tem origem apenas nos incêndios registrados dentro do Amazonas. Segundo ele, queimadas em outros estados também contribuem para o problema.

A declaração foi feita após uma reunião emergencial na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), com representantes dos governos federal e estadual. O encontro teve como objetivo coordenar as medidas de enfrentamento às queimadas e reduzir os impactos da fumaça sobre a população.

“A Guerra à Santa”: Juliette discute ataques à padroeira do Brasil

O novo episódio da série de reportagens Revelando é apresentado pela cantora Juliette e aborda a história de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e os ataques à santa que revelam disputas políticas e manifestações de intolerância religiosa. Leia em TVT News.

Intitulado A Guerra à Santa, o quinto episódio foi disponibilizado no YouTube às 9h desta segunda-feira (12), data em que é celebrado o dia de Nossa Senhora Aparecida.

A reportagem parte de uma pergunta provocativa feita por Juliette: por que uma figura religiosa associada à fé, ao acolhimento e à união desperta hostilidade de setores que buscam influência política no país? Ao longo do episódio, a apresentadora recupera elementos da trajetória da santa e discute como sua imagem passou a ser alvo de ataques.

“Por que uma santa tão frágil, que já nasceu partida em duas, desperta tanto ódio em quem quer mandar no país?”, questiona a cantora na abertura da produção.

A narrativa destaca a origem popular da devoção a Nossa Senhora Aparecida e a relação de sua imagem com diferentes grupos sociais.

Juliette descreve a santa como uma “Maria negra pescada por um pescador pobre” e recorda o relato de que ela teria soltado a corrente de um homem escravizado. A abordagem relaciona a história religiosa a questões sociais e à formação cultural brasileira.

Veja o episódio completo:

Ataques à santa e intolerância religiosa

Um dos pontos abordados no episódio são as manifestações contra Nossa Senhora Aparecida. Entre elas está uma declaração do bispo evangélico JB Carvalho, que escreveu que a santa seria a máscara do “braço direito de satanás”.

A reportagem coloca esse tipo de ataque em discussão ao abordar o contraste entre a devoção de milhões de pessoas e as tentativas de desqualificar símbolos religiosos. A produção também destaca que a figura de Aparecida ultrapassa os limites de uma comunidade específica, sendo reconhecida por sua importância cultural e religiosa mesmo por pessoas que não seguem o catolicismo.

A apresentadora afirma que a santa representa uma família em que as diferenças podem coexistir com respeito. A mensagem coloca a tolerância religiosa como um dos eixos centrais do episódio, em um contexto de polarização política e de disputas em torno da fé.

Juliette também compartilha sua relação pessoal com o tema. Advogada, nordestina e de origem periférica, ela afirma que decidiu participar da produção por acreditar na importância de defender o que considera justo.

“Senti que precisava estar aqui. Como mulher e advogada, acredito no compromisso de defender o que é justo. Nossa Senhora Aparecida representa fé, acolhimento e união, e sua história nos lembra que o respeito precisa estar acima de qualquer diferença”, afirma.

A cantora relata ainda que sentiu receio diante da polarização no país, mas decidiu seguir adiante. Para expressar sua ligação com o tema, cita uma passagem bíblica sobre professar a fé publicamente.

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Juliette interpreta clássico da música brasileira

Além de apresentar a reportagem, Juliette interpreta Romaria, canção de Renato Teixeira, acompanhada pelo violonista João Camarero. A música integra a abordagem cultural do episódio e reforça a conexão entre religiosidade, tradição popular e identidade brasileira.

A escolha da artista também dialoga com a proposta de Revelando de abordar temas sociais e políticos por meio de personalidades da cultura. A trajetória de Juliette, marcada por sua origem nordestina e periférica, é apresentada como parte dessa perspectiva de representatividade.

Série aborda política, direitos e conflitos sociais

Revelando é uma iniciativa da equipe do podcast Calma Urgente, com apoio do Instituto Conhecimento Liberta (ICL), da Mídia Ninja, da 342 Artes e do Intercept Brasil. Desde a estreia, o projeto soma mais de 25 milhões de visualizações nas plataformas digitais, segundo os dados divulgados pela produção. No YouTube, os episódios acumulam mais de 18 milhões de visualizações, e o perfil do programa no Instagram reúne 1,9 milhão de inscritos.

A série já abordou temas como a privatização das praias brasileiras, a relação entre instituições religiosas e negócios, a violência policial e a eugenia no Brasil.

No episódio Quem quer roubar sua praia?, a atriz Luana Piovani apresenta uma investigação sobre propostas de privatização de áreas litorâneas. Já Grandes Igrejas, Master Negócios, com o ator e roteirista Fábio Porchat, ultrapassou 14 milhões de visualizações no YouTube, conforme os números divulgados pela equipe do projeto.

A produção apresentada por Camila Pitanga, O julgamento que nunca aconteceu, traz uma entrevista com a mãe de Ana Clara, menina de cinco anos assassinada por um policial que teve o senador Flávio Bolsonaro como advogado de defesa. O primeiro episódio, apresentado por Samara Felippo, aborda a esterilização de mulheres sem consentimento e a história da eugenia no país.

Com A Guerra à Santa, a série volta sua atenção à intolerância religiosa e às disputas políticas em torno de símbolos de fé. Ao recuperar a história de Nossa Senhora Aparecida, o episódio propõe uma reflexão sobre respeito às crenças, diversidade religiosa e convivência democrática.

Assista ao episódio A Guerra à Santa, com Juliette, no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=PPVzOgJkOcM

Confira imagens do ato do Lula na Av. Paulista

Os famdons se reuniram e fizeram, neste domingo, a Marcha pela Democracia, em apoio à reeleição de Lula. A TVT esteve na Av. Paulista e traz os principais momentos para você..

Marcha dos famdons pela democracia na Av. Paulista

O que é a Marcha pela Democracia na Av. Paulista

Neste domingo, 11/10, o elenco da ‪@DiaTV‬ e convidados estiveram na rua para acompanhar a Marcha pela Democracia, ato organizado por famdons em apoio ao presidente Lula.

“Não é por candidato, não é por partido político. É pela liberdade e manutenção de direitos constitucionais. É contra o racismo, a misoginia, a LGBTfobia e todo e qualquer tipo de preconceito, ódio ou violência”, anuncia a organização da Marcha.

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Presidente Lula da Silva durante ato na Avenida Paulista, em São Paulo – SP – Foto: Ricardo Stuckert

“Temos esperança e vamos usar a nossa voz e o nosso espaço para mostrar de maneira simples e direta tudo o que está em risco. Assista com sua família, envie a live para aquele amigo/conhecido indeciso ou que não foi votar no primeiro turno. Acreditamos e vamos em busca da virada”, conta a DiaTV, responsável pela transmissão, diretamente da Av. Paulista.

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Presidente Lula da Silva durante ato na Avenida Paulista, em São Paulo – SP – Foto: Ricardo Stuckert

Lula celebra multidão de vozes pelo futuro do Brasil nas ruas e nas redes pela virada

Artistas, jovens, influenciadores, trabalhadores, pessoas de todas as idades se juntam em uma mobilização que transforma talento, conhecimento e vontade de participar em ação. Tem gente criando sites, produzindo vídeos nas redes, organizando manifestações e encontrando novas maneiras de fazer a voz chegar mais longe.

É a essa gente que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dirigiu uma mensagem especial de agradecimento neste sábado (10/10). Ao acompanhar as manifestações presenciais e digitais pelo país, Lula reconheceu a dedicação de quem está mobilizado neste segundo turno e destacou o que considera estar em jogo nas eleições: a democracia, as conquistas sociais e o direito dos brasileiros a um futuro com mais oportunidades.

“Eu quero agradecer a cada um de vocês, trabalhadores, estudantes, artistas, profissionais liberais, todo mundo que está se manifestando nas ruas desse país pela nossa vitória no segundo turno. Porque nós precisamos manter esse país funcionando democraticamente em benefício da maioria da sociedade brasileira”, afirmou.

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Lula recebe apoio nas ruas – Foto: Ricardo Stuckert

Além das manifestações presenciais, a internet se tornou espaço de organização de iniciativas ligadas ao segundo turno. Comunidades de fãs, acostumadas a mobilizar milhares de pessoas em torno da música, do cinema e da cultura pop, também participam das discussões políticas. Artistas e influenciadores compartilham conteúdos, enquanto estudantes e voluntários desenvolvem materiais e ferramentas digitais.

Famdons com Lula

Fãs brasileiros (os fandoms) de Beyoncé, Taylor Swift, Lady Gaga, Anitta, BTS e outros grandes nomes do entretenimento passaram a mobilizar suas redes sociais em apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2026.

Fandoms com Lula – Foto: Divulgação

A articulação, identificada pela hashtag #FandomsComLula, reúne fanbases que oferecem seus canais para divulgar informações, estimular a participação eleitoral e tentar alcançar quem não votou ou ainda está em dúvida sobre o voto. A movimentação ocorre no intervalo entre o primeiro e o segundo turno e ganha força no ambiente digital.

Mobilização nas redes na campanha do 2° turno

  • Quais fandoms estão na campanha por Lula no 2° turno: comunidades de fãs de Beyoncé, Taylor Swift, Lady Gaga, Anitta, BTS, BLACKPINK, Ariana Grande, Billie Eilish, Dua Lipa, Justin Bieber, Katy Perry, Miley Cyrus, Bad Bunny, Kendrick Lamar, The Weeknd, Harry Styles, Shawn Mendes, Cardi B, Luísa Sonza, Marina Sena, Matuê e Mbappé, entre outros.


Entre os perfis identificados na mobilização estão:

  • Taylor Swift: @updateswiftbr e @taylorswiftbrofc
  • Beyoncé: @beyoncebrasilcom e @beyonceaccessbr
  • Lady Gaga: @rdtgaga
  • BTS: @btsbrasil_on e @BTSProjectBR
  • Anitta: @anittagolden
  • Billie Eilish: @billieeilishbr e @infobilliebr
  • Ariana Grande: @infoaribr e @accessarianabr
  • Dua Lipa: @dualipabrasilofc
  • Justin Bieber: @jbieberbrs
  • BLACKPINK: @bl4ckpinkbrasil
  • Katy Perry: @katyperrybrasil, @tudokaty e @katycatsupdates
  • Miley Cyrus: @tudomiley
  • TWICE: @oncetwicebrasil
  • Olivia Rodrigo: @oliviarodrigonobrasil e @oliviadeanbr
  • Selena Gomez: @portalselenabrasil
  • Bad Bunny: @infobadbunnybr
  • Marina Sena: @marinasenapress
  • Harry Styles: @thehsbrasil
  • Cardi B: @infocardibr

A lista reúne perfis apontados em reportagens e publicações relacionadas à mobilização. Entre eles, Update Swift Brasil, BTS Project Brasil e Anitta Golden fizeram manifestações diretas oferecendo seus canais à campanha de Lula. O perfil da Anitta Golden, por exemplo, publicou que suas redes estavam abertas à equipe do presidente para compartilhar informações de interesse público e conteúdos relacionados à campanha.

No caso da Beyoncé, a Beyoncé Access também já havia publicado conteúdos relacionados às medidas adotadas pelo governo Lula para o setor de shows e participou da mobilização digital.

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Kassio Nunes liga tratoraço no TSE e ataca Exército do Lula

Jurista e Ministros do TSE e do STF apontam que Kassio Nunes Marques adotou postura de tratoraço no segundo turno, principalmente depois das decisões envolendo o canal Exército do Lula no whatsapp, que já reúne mais de 3,7 milhões de seguidores. Entenda com a TVT News.

Entenda a situação do canal Exército do Lula

  • O canal Exército do Lula foi suspenso por Kassio Nunes no domingo e restabelecido pelo corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva no mesmo dia
  • Relatório da equipe técnica do TSE não encontra conteúdos falsos no canal Exército do Lula
  • Nesta segunda, o canal opera normalmente e já ultrapassa 3,7 milhões de seguidores; o canal foi reativado após outro relator do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revogar a ordem inicial de Nunes Marques.
  • Juristas classificam a decisão de Nunes Marques como censura prévia e defendem que o caso vá ao plenário do TSE
  • Ministros do TSE e do STF afirmam que Kassio Nunes ligou o “modo tratoraço” no segundo turno

Relatório do TSE não encontra conteúdos falsos

O relatório produzido pela Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE, a pedido de Kassio Nunes Marques, não localizou publicações com informações consideradas falsas pela Corte no canal Exército do Lula. O documento analisou as publicações do canal entre 2 e 11 de outubro e afirmou que “não foram localizadas novas publicações que reproduzam os conteúdos examinados nos autos”.

O que aconteceu com o canal Exército do Lula de domingo até segunda

No domingo (11), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão do canal Exército do Lula, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), no WhatsApp. A decisão atendeu a um pedido da campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL) e estabeleceu prazo de três horas para que a plataforma interrompesse o funcionamento do espaço.

Pouco depois, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, relator do caso, derrubou a decisão de Nunes Marques e restabeleceu o canal. Cueva entendeu que não havia provas suficientes para tirar o Exército do Lula do ar e defendeu que “a prudência institucional recomenda que a atuação administrativa não antecipe a solução” de um caso que já estava sob relatoria na Corte.

O corregedor, no entanto, estabeleceu que conteúdos falsos já analisados pelo TSE não poderão ser veiculados, sob pena de nova suspensão.

Na segunda-feira (12), Kassio Nunes Marques voltou a agir. O ministro determinou que a área técnica do TSE analise, com “máxima urgência”, eventual desinformação no canal e identifique se há circulação coordenada de conteúdos idênticos em outras plataformas. Nunes Marques também convocou uma reunião com coordenadores das campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro para esta terça-feira (13), com o objetivo de discutir condutas no segundo turno.

Como está o canal Exército do Lula nesta segunda

O canal Exército do Lula opera normalmente nesta segunda-feira, após a decisão do corregedor-geral restabelecer seu funcionamento no domingo. O espaço, que havia saltado de cerca de 50 mil seguidores no início da semana para mais de 3 milhões após o fim do primeiro turno, agora ultrapassa a marca de 3,7 milhões de inscritos.

A decisão de Cueva liberou o envio de mensagens e a inclusão de novos seguidores no canal. A controvérsia sobre o bloqueio, no entanto, será levada ao plenário do TSE, que terá a palavra final sobre a manutenção do Exército do Lula.

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Canal do deputado André Janones – imagem captada às 18h26 de 6 de outubro – Reprodução
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Canal Exército de Lula no dia 7 de outubro, às 18h

Qual a última investida de Kassio Nunes contra o Exército do Lula

Na segunda-feira (12), Kassio Nunes Marques acionou a Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE para apurar a circulação de conteúdos no canal Exército do Lula e em outras redes sociais. A equipe técnica deve verificar se mensagens suspeitas circulam de forma coordenada e identificar o alcance dos conteúdos.

O despacho do presidente do TSE solicita que a unidade informe se identificou “a circulação de conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes àqueles examinados nestes autos, inclusive em outros canais e plataformas digitais, bem como eventual atuação coordenada destinada à sua disseminação”. A assessoria também deverá apontar se já adotou providências anteriores em relação ao caso.

A investida ocorre após Cueva revogar a suspensão do canal e expõe uma divergência entre a Presidência do TSE e a Corregedoria-Geral durante o segundo turno.

Por que as decisões de Kassio Nunes estão sendo criticadas?

Juristas especializados em direito eleitoral criticam a decisão de Nunes Marques de derrubar todo o canal, e não apenas publicações com informações falsas. Em entrevista ao jornal o Globo, o advogado Alberto Rollo diz que o remédio previsto é retirar de circulação a postagem específica, não o canal inteiro. “A suspensão do canal é censura”, afirmou.

Também em entrevista ao jornal O Globo, o professor Fernando Neisser, da FGV/SP, aponta um problema procedimental: Nunes Marques utilizou um processo administrativo, no qual as plataformas digitais assinaram um plano de conformidade, e não um processo judicial, para tomar a medida. “O plano de conformidade não diz respeito a condutas ou a episódios individuais”, explicou.

Ministros do TSE e do STF ouvidos pela coluna de Bela Megale, do jornal O Globo, avaliam que Kassio Nunes Marques entrou no segundo turno no modo “tratoraço” e deixou para trás a postura de equilíbrio que tentava cultivar.

Membros da corte eleitoral disseram que o desempenho de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, quando terminou pouco menos de dois pontos à frente de Lula, fez Nunes Marques partir para o “tudo ou nada”.

“Ele ligou o trator e está vindo com tudo. Inclusive contra as prerrogativas dos juízes do próprio tribunal e contra o plenário do TSE”, resumiu um ministro da corte eleitoral à coluna de Bela Megale. A avaliação é de que a decisão de Nunes Marques resulta em uma quebra de confiança, não só da sociedade com o tribunal, mas também internamente.

Os juristas defendem que o caso precisa ser levado ao plenário do TSE, órgão colegiado, para que a decisão não fique nas mãos de um magistrado isolado.

O que é o Canal Exército do Lula

O canal Exército do Lula foi criado no WhatsApp pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) como ferramenta de mobilização da campanha petista para o segundo turno da eleição presidencial de 2026. O espaço saltou de cerca de 50 mil seguidores para mais de 3 milhões em poucos dias.

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Presidente Lula da Silva durante ato na Avenida Paulista, em São Paulo – SP – Foto: Ricardo Stuckert

O canal é utilizado para distribuir áudios, vídeos e orientações aos apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em uma das primeiras ações, Janones pediu que cada integrante convidasse outras quatro pessoas para seguir o canal e compartilhasse o conteúdo em grupos de WhatsApp e em outras redes sociais.

Na decisão de domingo, Kassio Nunes Marques descreveu a estrutura do canal como um “exército de ‘soldados’ que executam o que lhes é ordenado sem examinar”.

O canal também foi usado para divulgar conteúdos de apoio a Lula e contrários à candidatura de Flávio Bolsonaro. Janones defende o canal dizendo que o que foi feito, até agora, foi a convocação de interessados para fazer parte do canal e que nenhuma notícia sobre o candidato do PL foi postada.

A reportagem da TVT tem acesso ao canal e, nesta segunda, as postagens se referem a sugestões de postagens nas redes sociais, bem diferente da orientação do “postar sem analisar”.

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