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Da Redação
Paraná confirma dois casos de hantavírus e investiga outros 11
O estado do Paraná confirmou dois casos de hantavírus e mantém outros 11 sob investigação, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (8) pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). De acordo com o governo estadual, os registros confirmados envolvem moradores dos municípios de Pérola d’Oeste, no Sudoeste do estado, e Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Além disso, outras 21 notificações já foram descartadas pelas autoridades sanitárias. Saiba mais na TVT News.
Os pacientes diagnosticados são um homem de 34 anos, residente em Pérola d’Oeste, e uma mulher de 28 anos, moradora de Ponta Grossa. A secretaria informou que ambos recebem acompanhamento e reiterou que a situação está sob controle no estado, sem registro de óbitos relacionados à doença neste ano.
Em nota, o secretário estadual da Saúde, César Neves, afirmou que a rede pública está preparada para identificar e responder rapidamente a novos casos suspeitos. Segundo ele, a hantavirose é monitorada de forma permanente pelos órgãos de vigilância em saúde.
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“A hantavirose é uma doença monitorada rigorosamente pela Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações da Sesa. Estamos acompanhando de perto e garantimos que os profissionais de saúde estão capacitados para identificar e tratar com rapidez qualquer suspeita da doença”, declarou.
O caso de Pérola d’Oeste chama atenção também pela proximidade geográfica com a Argentina, país que vem registrando aumento expressivo das infecções por hantavírus. Dados divulgados pelas autoridades sanitárias argentinas apontam 101 casos desde junho de 2025, quase o dobro do mesmo período anterior.
No caso de Ponta Grossa, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a paciente provavelmente foi contaminada em outro município, que não teve o nome revelado. A investigação epidemiológica segue em andamento para identificar circunstâncias e local provável de infecção.
Em 2025, o Paraná havia confirmado apenas um caso da doença, no município de Cruz Machado. O histórico recente, segundo a Sesa, demonstra que a enfermidade permanece rara no estado, embora exija vigilância constante por seu potencial de gravidade.
A confirmação dos casos ocorre em meio à repercussão internacional sobre mortes relacionadas ao hantavírus em um cruzeiro que partiu da Argentina com destino a Cabo Verde. Pelo menos três passageiros morreram durante a viagem, levando a Organização Mundial da Saúde (OMS) a divulgar informações públicas sobre a doença. Apesar disso, autoridades paranaenses reforçaram que os casos registrados no estado não têm qualquer relação com o episódio do navio.
Sintomas e riscos
Os sintomas iniciais da hantavirose costumam ser semelhantes aos de uma gripe forte, o que pode dificultar o diagnóstico precoce. Entre os sinais mais frequentes estão febre, dores no corpo, dor de cabeça, mal-estar e sintomas gastrointestinais, como náusea e vômitos.
Nos casos mais graves, a infecção pode evoluir para a chamada síndrome cardiopulmonar por hantavírus, provocando falta de ar, tosse seca, queda de pressão arterial e insuficiência respiratória aguda.
Ao g1, a infectologista Gabriela Gehring explicou que nem todas as pessoas contaminadas desenvolvem quadros severos, mas a possibilidade de agravamento exige atenção médica rápida.
“Assim como outros vírus, nem todos os casos evoluem para formas graves. Algumas pessoas apresentam sintomas inespecíficos, enquanto outras podem desenvolver insuficiência respiratória”, afirmou.
Segundo especialistas, não existe medicamento específico para combater o hantavírus. O tratamento é baseado em suporte clínico e hospitalar, com monitoramento respiratório e cardiovascular, especialmente em unidades de maior complexidade quando necessário.
Prevenção
As autoridades de saúde orientam a população a redobrar cuidados, sobretudo em áreas rurais ou locais fechados que possam abrigar roedores silvestres. Entre as principais recomendações estão:
- manter terrenos e quintais limpos;
- evitar acúmulo de entulho e lixo;
- guardar alimentos em recipientes fechados;
- usar luvas e calçados fechados em limpezas;
- impedir acesso de roedores a depósitos e residências;
- evitar varrer locais fechados e empoeirados.
A recomendação técnica é realizar limpeza úmida em galpões, paióis, silos e depósitos, reduzindo a suspensão de poeira contaminada no ar.
Pessoas que apresentarem sintomas após contato com ambientes de risco devem procurar atendimento médico imediatamente.
O que é o hantavírus
O hantavírus é um grupo de vírus transmitido principalmente por roedores silvestres infectados. A infecção humana acontece, na maioria das vezes, pela inalação de partículas presentes na urina, fezes ou saliva desses animais, especialmente em locais fechados e pouco ventilados.
Nas Américas, a manifestação mais comum e preocupante é a síndrome cardiopulmonar por hantavírus, considerada grave e potencialmente fatal. O período de incubação geralmente varia de duas a quatro semanas.
Embora a transmissão entre humanos seja extremamente rara, alguns registros já foram associados à cepa Andes, identificada na América do Sul. De forma geral, a OMS considera baixo o risco de disseminação ampla da doença, mas recomenda vigilância contínua e medidas preventivas, especialmente em regiões onde há circulação do vírus entre roedores.
Em 2025, cerca de 18 milhões de famílias receberam auxílio do governo
Cerca de 18 milhões de famílias receberam dinheiro de algum programa do governo federal em 2025. Esse dado representa 22,7% dos mais de 79 milhões de domicílios do país.
Saiba mais na TVT News.
Em 2024, a proporção era maior, 23,6%. Já em 2019, último ano antes da pandemia de covid-19, 17,9% dos lares eram beneficiários de algum tipo de programa social.
Essa diferença representa a inclusão de 5,5 milhões de famílias abrangidas por programas de ajuda em seis anos.
As informações fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.
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O IBGE considerou programas federais, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que paga um salário mínimo por mês ao idoso com 65 anos ou mais ou à pessoa com deficiência de qualquer idade. Também foram incluídas ajudas assistenciais de estados e municípios.
A pesquisa mostra que de 2019 para 2020, ano da pandemia, houve aumento no número de beneficiados, ao alcançar 22,2 milhões de famílias – 31,4% dos domicílios. Nos anos seguintes, houve redução, mas sempre em nível superior ao pré-pandemia.
Veja a evolução dos números:
| Ano | Família beneficiadas |
| 2019 | 17,9% |
| 2020 | 31,4% |
| 2021 | 25% |
| 2022 | 20,7% |
| 2023 | 23% |
| 2024 | 23,6% |
| 2025 | 22,7% |
O analista do IBGE Gustavo Geaquinto Fontes explica que a redução na proporção de domicílios beneficiários dos programas sociais no último ano está relacionada ao mercado de trabalho aquecido.
“O aumento da renda do trabalho pode impactar em menor necessidade de parte das pessoas para que tenha renda mínima e não estaria mais contemplada por programas sociais.”
O especialista lembra que o nível de desemprego em 2025 foi o menor já registrado pela série histórica do IBGE, iniciada em 2012.
Valor do rendimento
De acordo com o levantamento, em 2025, o rendimento médio de programas sociais do governo era de R$ 870, pouco abaixo de 2024 (R$ 875). Já em relação a 2019 (R$ 508), o valor cresceu 71,3%, já descontada a inflação do período.
O instituto observa que, em decorrência da pandemia, a partir de 2020, governos aumentaram a abrangência dos programas sociais.
Na esfera federal, o principal deles, o Bolsa Família – que na gestão anterior recebeu nomes como Auxílio Emergencial e Auxílio Brasil – serviu de ajuda para pessoas que não puderam trabalhar e chegou ao valor mínimo de R$ 600, válido até os dias atuais.
Resultados
O resultado da Pnad ajuda a perceber que os programas sociais estão focados em famílias com menores rendimentos, sejam de trabalho ou outras fontes, como aposentadorias, pensões e seguro-desemprego.
Em 2025, o rendimento médio mensal por pessoa nos lares que recebiam algum tipo de ajuda era de R$ 886. Já nos domicílios não beneficiários, era mais que o triplo (R$ 2.787).
Ao discriminar qual a fonte de rendimento, a pesquisa comprova que o Bolsa Família é o de maior abrangência. De todos os lares do país, 17,2% tinham o cartão do Bolsa Família. O número representa 13,6 milhões de casas.
O critério inicial para uma pessoa ser beneficiária do Bolsa Família é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa (valor que a família ganha por mês, dividido pelo número de pessoas).
O benefício base é de R$ 600, que pode ser aumentado em casos de haver criança e grávida na família, por exemplo.
O segundo programa social mais presente é o BPC, recebido por 5,3% dos domicílios. Outros programas sociais, incluindo os de estados e municípios, contemplaram 2,4% das famílias brasileiras.
Regiões
A presença de algum tipo de benefício reflete a desigualdade de renda regional. No Nordeste, 39,8% das famílias recebiam dinheiro de programa social. Isso representa quatro em cada dez. No Norte, eram 38,8%.
Já no Sul, eram apenas 10,8% dos domicílios. Em seguida aparecem o Sudeste (14,8%) e o Centro-Oeste (17%).
Em relação ao Bolsa Família, alguns estados do Norte e do Nordeste têm quase metade dos domicílios abrangidos pelo programa. Já o maior estado do país, São Paulo, e a região Sul são os que têm menor proporção de famílias beneficiárias.
Veja a lista das 10 unidades da Federação com maior proporção de domicílios atendidos pelo Bolsa Família:
- Pará: 46,1%
- Maranhão: 45,6%
- Piauí: 45,3%
- Alagoas: 41,7%
- Amazonas: 40,8%
- Ceará: 40,3%
- Paraíba: 40,2%
- Bahia: 38,7%
- Acre: 38,6%
- Pernambuco: 37,6%
Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil
Dieese lança jornada de debates pela redução da jornada e o fim da escala 6×1
Com o objetivo de fortalecer a mobilização pela redução da jornada de trabalho sem redução salarial e pelo fim da escala 6×1, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com participação da CUT e demais centrais sindicais, lançou nesta quinta-feira (7), em São Paulo, a Jornada Nacional de Debates “Disputar a Renda, Reduzir a Jornada – o trabalho no centro do desenvolvimento”. Saiba mais na TVT News.
O evento de lançamento reuniu sindicalistas de várias centrais e sindicatos na sede do Dieese e contou com a apresentação de um estudo detalhado sobre o tema que traz informações e dados sobre o mercado de trabalho brasileiro, sob a ótica da jornada de trabalho e seus impactos aos trabalhadores e trabalhadoras.
Jornada de debates: a proposta é construir uma ampla campanha de mobilização social e sindical em defesa da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e estabelece o fim da escala 6×1. As atividades acontecerão em estados onde o Dieese possui escritórios regionais e combinarão debates, formação política, produção de conteúdo, articulação sindical e mobilizações populares.
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Segundo a coordenadora-técnica do Dieese, Adriana Marcolino, a Jornada Nacional foi organizada para fornecer instrumentos políticos, técnicos e de comunicação ao movimento sindical em um momento considerado decisivo para a tramitação da proposta no Congresso Nacional. A data prevista para a votação final no plenário do Congresso Nacional sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho é o dia 27 de maio de 2026.
“A primeira preocupação da Jornada Nacional é colaborar com instrumentos, argumentos e dados para que o movimento sindical possa fazer essa luta”, afirmou Adriana durante o lançamento.

Ela explicou que a discussão sobre redução da jornada não pode ser tratada apenas como um debate sobre tempo de trabalho, mas como uma disputa direta sobre a riqueza produzida pela classe trabalhadora e apropriada pelo setor financeiro e pelos grandes grupos econômicos.
“A desigualdade de renda também está relacionada à jornada e à forma como os empregadores superexploram os trabalhadores com jornadas exaustivas”, disse.
Fim da escala 6×1: material de trabalho
Para subsidiar os debates e municiar o movimento sindical com argumentos sobre o tema, o Dieese preparou um estudo que traz dados, informações e conclusões sobre o mercado de trabalho. Adriana destacou, ao apresentar o estudo, que o cenário atual é marcado por aumento da intensidade do trabalho, ampliação da precarização e deterioração das condições de vida da população trabalhadora.
Ela explicou que o avanço das tecnologias e o crescimento da produtividade não foram convertidos em melhoria da qualidade de vida da classe trabalhadora. Pelo contrário, houve intensificação do ritmo de trabalho, maior controle sobre o tempo dos trabalhadores e expansão de modelos de contratação precários.
Ainda de acordo com Adriana, todos os subsídios servirão para fortalecer a atuação sindical nas redes sociais, nos locais de trabalho, nas categorias e junto à população. O objetivo é ampliar o alcance do debate e consolidar pressão social sobre os parlamentares.
Adriana também alertou para o curto prazo de tramitação da proposta no Congresso Nacional e ressaltou que as próximas semanas serão decisivas para garantir a aprovação da PEC.
“Temos um tempo muito curto para conseguir essa conquista”, afirmou.
Segundo ela, será necessária uma verdadeira força-tarefa nacional envolvendo sindicatos, movimentos sociais, dirigentes e trabalhadores para garantir pressão permanente sobre deputados e senadores.
Prazo curto
Vice-presidenta nacional da CUT e presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira afirmou que as próximas semanas serão decisivas para garantir a aprovação da proposta de redução da jornada de trabalho sem redução salarial e do fim da escala 6×1 e destacou que o movimento sindical terá pouco tempo para ampliar a pressão sobre o Congresso Nacional.
Ela alertou que o calendário já prevê votação do relatório no dia 26 de maio e apreciação da matéria no dia 27, o que exige mobilização intensa das centrais sindicais, sindicatos e movimentos sociais em todo o país. “É uma jornada rápida, curta e fundamental”, afirmou.
Juvandia ressaltou que a pauta avançou por conta da mobilização construída pelo movimento sindical nos últimos anos, incluindo o plebiscito popular realizado em 2025, que reuniu cerca de 2 milhões de assinaturas em defesa da redução da jornada e da taxação dos super-ricos e o papel do governo federal no avanço da pauta.

“A gente só tem essa pauta colocada nesse cenário nacional porque estamos no governo do presidente Lula”, declarou, reforçando que o governo apoiou a proposta e encaminhou o Projeto de Lei 1838/20267, em regime de urgência, permitindo que o debate avançasse no Congresso. Foi após esse inciativa que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, decidiu dar andamento às PEC´s sobre o tema.
Por isso, para Juvandia, a reta final da tramitação exige presença permanente das entidades sindicais nas ruas, nas redes sociais e junto aos parlamentares, ela afirmou.
“É hora de mobilizar”, afirmou, defendendo ações conjuntas das centrais sindicais nos estados, atos públicos e pressão direta sobre deputados e senadores.
Apoio popular
Juvandia lembra que a pauta já conquistou apoio majoritário da população. Ela citou pesquisas que apontam cerca de 70% de apoio popular ao fim da escala 6×1 e afirmou que parlamentares já sentem o impacto político da discussão.
“Os deputados estão com medo também. Quem votar contra pode ter impacto grande na eleição”, declarou.
A dirigente rebateu ainda os argumentos do setor empresarial de que a redução da jornada provocaria desemprego ou fechamento de empresas. “É terrorismo”, afirmou. “Falaram a mesma coisa quando foi reduzido de 48 para 44 horas.”
Qualidade de vida
Em sua fala, além de ressaltar o impacto para as mulheres, a dirigente explicou reduzir a jornada significa ampliar tempo para descanso, convivência familiar, estudo, saúde e qualidade de vida, além de melhorar a produtividade e reduzir o absenteísmo, ou seja, ausências, atrasos ou saídas antecipadas de funcionários no trabalho.
Por que a redução é desenvolvimento
Durante o lançamento da Jornada Nacional, o Dieese apresentou estudo técnico que fundamenta a defesa da redução da jornada de trabalho como instrumento de desenvolvimento econômico e social.
Os dados apresentados mostram que o Brasil produz riqueza suficiente para reduzir a jornada sem reduzir salários.
Segundo o estudo, o país possui atualmente 102,9 milhões de pessoas ocupadas e um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 10,9 trilhões. Apesar disso, a distribuição da renda produzida continua extremamente desigual.
O Dieese destacou que parte significativa dessa riqueza é apropriada pelo sistema financeiro ou remetida ao exterior.
Somente em 2025, o Brasil enviou US$ 44 bilhões em lucros e dividendos para fora do país.
Ao mesmo tempo, o endividamento das famílias brasileiras atingiu o recorde de 80,4%, demonstrando deterioração das condições de vida da população trabalhadora.
Durante a apresentação, Adriana Marcolino afirmou que o debate sobre redução da jornada está diretamente relacionado à disputa pela renda produzida no país.
Segundo ela, os ganhos de produtividade registrados nas últimas décadas não foram convertidos em melhoria proporcional das condições de vida da classe trabalhadora.
“O aumento da produtividade ficou concentrado no capital”, afirmou.
O estudo apresentado pelo Dieese também desmonta a tese patronal de que jornadas mais longas significam salários maiores.
Os dados revelam ainda que trabalhadores submetidos a jornadas entre 41 e 44 horas semanais recebem, em média, menos do que aqueles que trabalham exatamente 40 horas.
Os setores com maior incidência de jornadas superiores a 40 horas — como agropecuária, comércio e construção civil — também não são os setores de maiores salários.
Outro eixo importante da apresentação foi a relação entre jornada de trabalho e saúde. Os dados também mostram crescimento de 27% nos transtornos mentais relacionados ao trabalho, com incidência duas vezes maior entre mulheres.
Ainda segundo o levantamento, as mulheres acumulam, em média, 58 horas semanais entre trabalho remunerado e trabalho doméstico. Entre os homens, a soma chega a 50,6 horas.
O Dieese destacou ainda os impactos provocados pelo tempo excessivo de deslocamento.
Atualmente, cerca de 1,3 milhão de pessoas gastam mais de duas horas diárias apenas no trajeto entre casa e trabalho.
Durante a apresentação, Adriana ressaltou que produtividade não pode ser confundida com exploração intensiva da força de trabalho.
Audiências públicas e calendário de mobilização
O calendário de debates e mobilizações nos estados para discutir a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 terá como datas:
- 07 de maio: Paraíba (Seminário), São Paulo e Distrito Federal (Mobilização).
- 12 de maio: Santa Catarina.
- 13 de maio: Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul e Paraná.
- 14 de maio: São Paulo (Seminário no Palácio do Trabalhador – Força Sindical, às 09h30), Espírito Santo, Rio de Janeiro e Sergipe.
- 15 de maio: Rio Grande do Sul (Seminário às 10h) e Pará.
- 16 de maio: Maranhão (Seminário).
- 19 de maio: Pernambuco e Rio Grande do Sul.
- 20 de maio: Rio Grande do Norte.
- 21 de maio: Belo Horizonte (Seminário às 10h).
- 22 de maio: Manaus (Seminário).
- 28 de maio: Paraíba.
Essas atividades fazem parte da Jornada Nacional de Debates e de seminários promovidos pelo DIEESE em conjunto com as centrais sindicais.
Durante a apresentação do cronograma da campanha, Adriana Marcolino destacou que o Congresso Nacional terá uma agenda intensa de debates e audiências públicas ao longo das próximas semanas.
Segundo ela, as audiências públicas da comissão especial que analisa a PEC 221/2019 (de autoria do deputado Reginaldo Lopes do PT-MG) e a PEC 8/2025 (de autoria da deputada Erika Hilton do Psol de SP) serão realizadas todas as terças e quartas-feiras até a votação final da proposta.
A orientação das centrais sindicais é manter presença permanente em Brasília durante todo o período de tramitação. O calendário apresentado durante o lançamento prevê:
- 12 de maio — debate sobre impactos econômicos, produtividade e financiamento;
- 13 de maio (manhã) — apresentação de experiências concretas de redução da jornada;
- 13 de maio (tarde) — diálogo social com movimentos e entidades;
- 18 de maio — audiência com representantes patronais;
- 19 de maio (manhã) — debate sobre mulheres, saúde e dupla jornada;
- 19 de maio (tarde) — participação das centrais sindicais e entidades de trabalhadores;
- 25 de maio — discussão sobre trabalho rural;
- 26 de maio — votação do parecer na comissão especial;
- 27 de maio — votação no plenário e mobilização nacional convocada pelas centrais sindicais.
Dieese: instrumento fundamental de luta
Presidente do Dieese, José Gonzaga afirmou que a Jornada Nacional de Debates faz parte da missão histórica da entidade de assessorar o movimento sindical brasileiro e contribuir para melhorar as condições de vida da classe trabalhadora.
“O Dieese tem a missão de educar, formar e indicar caminhos. E o caminho é a unidade, a solidariedade e estarmos juntos em defesa dos interesses dos trabalhadores”, afirmou.
Gonzaga destacou que o Dieese possui papel estratégico na produção de estudos, pesquisas e dados que subsidiam as lutas sindicais em todo o país.
Segundo ele, a entidade ajuda a transformar reivindicações históricas dos trabalhadores em propostas concretas, sustentadas tecnicamente e capazes de enfrentar os argumentos do setor patronal.
O dirigente afirmou que a redução da jornada possui potencial para gerar impactos positivos em diversas áreas da vida social.
“Redução da jornada significa mais saúde, mais tempo para estudar, mais tempo com a família, mais qualidade de vida e mais desenvolvimento”, afirmou.
Por André Accarini, da CUT Nacional
Previsão do tempo: primeira onda de frio de 2026
Confira a previsão do tempo para o final de semana do Dia das Mães: sul e sudeste terão a primeira onda de frio de 2026. Leia em TVT News.
No Dia das Mâes, chega a primeira onda de frio de 2026 no Brasil
O que vai acontecer: uma forte massa de ar polar passa pelo centro-sul do Brasil e traz muito frio para vários estados. Será a queda de temperatura mais acentuada no Brasil em 2026, até agora
Estados afetados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, áreas do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Acre e parte do Amazonas
Principais impactos: frio abaixo de 0°C no Sul, frio entre 0°C e 5°C em áreas de SP e de MS, temperaturas entre 10°C e 15°C em MT, RO, AC, GO, MG e RJ, risco de geada, possibilidade de precipitação invernal (chuva congelada, neve) no fim de semana, nas regiões mais altas (acima de 1500 metros de altitude) da serra do RS e de SC.
Previsão do tempo para o Dia das Mães 2026
A previsão do tempo indica que o Dia das Mães poderá ser marcado pela primeira onda de frio de 2026 em parte do país. Estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste devem registrar queda nas temperaturas, principalmente durante a manhã e à noite.
Com o clima mais ameno, programas em ambientes fechados podem ser alternativas para reunir a família. Restaurantes, cafés, centros culturais, cinemas e espaços públicos cobertos costumam receber grande movimento durante o Dia das Mães.

Outra possibilidade é preparar atividades em casa. Sessões de filmes, cafés da tarde, jogos de tabuleiro e almoços preparados em família ajudam a transformar a data em um momento de convivência, sem necessidade de grandes gastos.
Para quem pretende sair, especialistas orientam atenção ao aumento do fluxo em shoppings, parques e restaurantes. Fazer reservas antecipadas ou optar por horários alternativos pode evitar filas e longos períodos de espera.
Receita de macarrão à carbonara para o Dia das Mães
O macarrão à carbonara é uma opção prática e saborosa para o almoço de Dia das Mães. Com poucos ingredientes, a receita pode ser preparada em menos de 30 minutos e rende um prato cremoso, ideal para reunir a família à mesa.
Macarrão à Carbonara
para o Dia das Mães
Receita prática e cremosa para preparar um almoço especial em família. O prato fica pronto em cerca de 30 minutos e leva poucos ingredientes.
Ingredientes
Modo de preparo
🍷 Dica para o Dia das Mães
Sirva o macarrão à carbonara com salada verde, pão italiano e uma sobremesa caseira, como mousse de maracujá ou pudim. Para uma versão vegetariana, substitua o bacon por cogumelos salteados.
Grande e forte massa de ar polar avança sobre o Brasil
Entre os dias 8 e 13 de maio, uma grande e forte massa de ar frio, de origem polar, passará pelo país causando uma acentuada queda da temperatura no centro-sul do país.
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Será a primeira onda de frio de 2026. Na Região Sul, em áreas dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso o frio intenso e persistente será caracterizado como onda de frio (azul escuro no mapa). A primeira friagem deste ano deve ocorrer nos estados do Acre, Rondônia e Amazonas.
Quando o frio diminui?
O ar polar intenso vai para o oceano durante a quarta-feira, 13 de maio, o que vai permitir uma rápida elevação da temperatura no centro-sul do Brasil já na tarde da quarta-feira.
Atenção para o grande risco de geada
Temperaturas abaixo de 0°C são esperadas para os três estados do Sul do Brasil. Há risco de geada no período da onda de frio, que poderá ser de forte intensidade. No sábado, 9 de maio, já há condições para geada em algumas áreas do Rio Grande do Sul. Mas no domingo, 10, na segunda-feira, 11, e na terça-feira, 12 de maio, a geada poderá se formar nos três estados do sul.
Dias frios por estado
Confira quais estados brasileiros sentirão os efeitos do ar polar e quando o frio deve ser mais intenso.
Rio Grande do Sul
- ar polar entra já na sexta-feira e grande parte do estado amanhece com menos de 10°C; o frio aumenta até a noite;
- dias de frio intenso: 9, 10, 11, 12 e 13 de maio, com temperaturas abaixo dos 10°C de forma generalizada no estado, incluindo a Grande Porto Alegre, e tardes frias também;
- risco de geada: 9, 10, 11, 12 e 13 de maio, mas principalmente nos dias 10, 11 e 13 de maio; pode gear na Grande Porto Alegre;
- possibilidade de precipitação invernal: o mais provável é a ocorrência de chuva congelada a noite do dia 9 de maio e-ou na madrugada de 10 de maio;
Santa Catarina
- ar polar entra no estado na sexta-feira, 8 de maio, e faz a temperatura baixar muito no decorrer do dia; o frio aumenta até a noite;
- dias de frio intenso: 9, 10, 11, 12 e 13 de maio, com temperaturas abaixo dos 10°C de forma generalizada no estado, incluindo a Grande Florianópolis, e tardes frias também;
- risco de geada: 9, 10, 11, 12 e 13 de maio, mas principalmente nos dias 10, 11 e 13 de maio;
- pode gear na Grande Florianópolis;
- possibilidade de precipitação invernal: o mais provável é a ocorrência de chuva congelada a noite do dia 9 de maio e-ou na madrugada de 10 de maio;
Paraná
- ar polar começa a entrar pelo oeste e sul do estado na sexta-feira, 8 de maio, causando acentuada queda da temperatura no decorrer do dia; o frio aumenta até a noite;
- dias de frio intenso: 9, 10, 11, 12 e 13 de maio, incluindo a Grande Curitiba, com temperaturas abaixo dos 10°C de forma generalizada no estado, e tardes frias também;
- risco de geada: 9, 10, 11, 12 e 13 de maio, mas principalmente nos dias 10, 11 e 13 de maio; pode gear na Grande Curitiba;
São Paulo
- ar polar começa a entrar pelo oeste, sudoeste e sul do estado no sábado, 9 de maio, causando acentuada queda da temperatura no decorrer do dia; o frio aumenta até a noite; nas demais áreas de SP, o ar polar começa a ser sentido durante o domingo, 10 de maio;
- dias de frio moderado a forte: 10, 11 e 12 de maio, incluindo a Grande São Paulo; com temperaturas em torno dos 10°C em grande parte do estado nas madrugadas de 11 e 12 de maio;
- risco de geada: no dia 11 de maio, segunda-feira, risco de baixo de geada no oeste de SP; na terça, 12 de maio, risco baixo no sul de SP
Minas Gerais
- ar polar chega ao Triângulo Mineiro e ao Sul de Minas na tarde do domingo, 10 de maio começando a baixar a temperatura;
- dias de frio moderado a forte: dias 11 e 12 de maio; as madrugadas de 13 e 14 de maio ainda serão frias, mas as tardes já terão temperaturas agradáveis, um pouco quentes;
- a Zona da Mata Mineira deve sentir a presença do ar polar nos dias 11, 12 e 13 de maio; a temperatura sobe rapidamente no dia 14 de maio
- Grande Belo Horizonte terá resfriamento moderado nos dias 11 e 12 de maio;
Rio de Janeiro
- Ar polar chega no sul do estado na madrugada do domingo, 10 de maio e se espalha pelo estado no decorrer do dia, começando a aliviar o calor;
- dias de frio moderado a forte: dias 11 e 12 de maio, incluindo o Grande Rio e a região serrana;
- as madrugadas de 13 e 14 de maio ainda serão frias, mas as tardes já terão um pouco de calor;
Espírito Santo
- O ar polar chega enfraquecido ao centro-sul do estado na segunda-feira, 11 de maio;
- dias de frio moderado: 11 e 12 de maio, incluindo a Grande Vitória; a temperatura sobe a partir do dia 13 de maio;
Mato Grosso do Sul
- Ar polar chega nas áreas de fronteira com o Paraguai na sexta-feira, 8 de maio;
- dias de frio moderado a forte: dias 11 e 12 de maio, incluindo Campo Grande; a temperatura sobe rapidamente no dia 13 de maio, mas o amanhecer ainda será um pouco frio;
- risco de geada: risco moderado de geada no sul do estado nas madrugadas de 10 e 11 de maio; risco baixo na madrugada do dia 12 de maio;
Goiás
- No sul de Goiás vento frio chega nas áreas ao sul do estado durante o domingo, 10 de maio deixando a temperatura amena; dias de frio moderado: dias 9,10, 11 e 12 de maio;
- a temperatura sobe rapidamente no dia 13 de maio;
Mato Grosso
- vento frio chega nas áreas ao sul, sudeste e oeste do estado na noite do sábado, 9 de maio, já causando brusca queda da temperatura;
- dias de frio moderado a forte: dias 10, 11, 12 de maio, incluindo Cuiabá;
- a temperatura sobe rapidamente no dia 13 de maio;
Rondônia
- vento frio começa a chegar ao sul do estado na noite do sábado, 9 de maio;
- friagem moderada a forte nos dias 10, 11, 12 de maio; a temperatura sobe rapidamente no dia 13 de maio;
Acre
- friagem moderada a forte nos dias 10, 11, 12 e 13 de maio; a temperatura sobe rapidamente no dia 14 de maio;
Amazonas
- o extremo sul do Amazonas poderá friagem moderada a partir da tarde do dia 10 de maio até a tarde da quarta-feira, 13 de maio;
Com informações da Climatempo
Shakira lança música oficial da Copa em 14 de maio; clipe foi gravado no Maracanã
Shakira confirmou, nesta quinta-feira (7), que lançará música oficial da Copa do Mundo 2026. Intitulada “Dai Dai”, a canção foi anunciada por meio das redes sociais da artista, de 49 anos. A produção audiovisual para a faixa teve como cenário o estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, aproveitando a passagem da estrela internacional pelo território brasileiro no início do mês de maio. Leia em TVT News.
No último sábado (2), Shakira realizou megashow na Praia de Copacabana, reunindo um público estimado em 2 milhões de pessoas. O evento foi considerado a maior exibição de sua carreira em termos de audiência presencial.
Após o espetáculo, a artista utilizou o tempo de permanência no país para realizar as filmagens no gramado do Maracanã, símbolo do futebol nacional.
“Dai dai”, nova música da Shakira para a Copa
A música “Dai Dai” tem o lançamento oficial programado para o dia 14 de maio. Embora a confirmação total dependa da divulgação nas plataformas digitais, as informações indicam que o cantor nigeriano Burna Boy, de 34 anos, divide os vocais na faixa.
A escolha de um artista africano para colaborar no tema reforça a mistura de ritmos globais que tradicionalmente compõe os hinos dos torneios da FIFA.
No clipe gravado no Rio de Janeiro, a estética visual busca representar a diversidade das nações participantes. Shakira aparece acompanhada por um grupo de bailarinos que utilizam figurinos inspirados nas cores e bandeiras dos diversos países que disputarão o campeonato.

Shakira e as Copas do Mundo
A relação da artista com o torneio de futebol é antiga.
Em 2010, ela foi a responsável pela canção oficial “Waka Waka (This Time for Africa)”, que se tornou um fenômeno global. Atualmente, o vídeo dessa música soma 4,5 bilhões de visualizações no YouTube e permanece no imaginário popular devido à sua coreografia característica, também conduzida pela colombiana na época.
Na Copa do Mundo do Brasil, de 2014, Shakira cantou “La la la” com feat. do Carlinhos Browm. Na época, a música foi um dos pricipais sucessos da Copa ao lado de País do Futebol (No Flow) de Emicida e Mc Guimê.
Logística e produção audiovisual
O processo de filmagem no Rio de Janeiro envolveu uma equipe técnica internacional coordenada para captar imagens aéreas e no nível do campo.
A expectativa é que, com o lançamento no dia 14 de maio, o vídeo apresente ao mundo um recorte da hospitalidade e do ambiente festivo que o Brasil oferece em grandes ocasiões.
A trajetória de Shakira em Copacabana e no Maracanã demonstra a continuidade de seu legado no mundo do entretenimento vinculado ao esporte.
Com a nova faixa, a cantora busca repetir o sucesso comercial de suas participações anteriores em copas, mantendo o padrão de produções que envolvem dança, representatividade multicultural e parcerias com nomes influentes da música contemporânea, como Burna Boy.
Veja o teaser do novo clipe de Shakira
Relatório conclui que JK foi assassinado pela ditadura
Um relatório elaborado no âmbito da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) concluiu que JK não morreu em um simples acidente automobilístico, em 22 de agosto de 1976, na Via Dutra, mas sim em uma ação promovida pelo regime autoritário que governava o país à época. A história oficial construída durante a ditadura militar sobre a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek pode estar próxima de ruir de forma definitiva. Saiba os detalhes na TVT News.
O parecer, produzido pela historiadora Maria Cecília Adão, relatora do caso na comissão, está em análise pelos demais conselheiros do colegiado e deverá ser votado em próxima reunião. Com mais de 5 mil páginas entre texto principal e anexos, o documento reúne investigações anteriores, perícias técnicas e fundamentos jurídicos para sustentar a tese de que a morte de JK foi resultado de perseguição política praticada pelo Estado brasileiro.
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A possível aprovação do relatório representa uma reviravolta histórica em um dos episódios mais controversos do período ditatorial. Criada em 1995, no governo Fernando Henrique Cardoso, a CEMDP é um órgão de Estado responsável por reconhecer mortes e desaparecimentos ligados à repressão política entre 1961 e 1988, além de subsidiar ações de memória, verdade e reparação.
A versão oficial da ditadura
Juscelino Kubitschek morreu quando viajava de carro entre Rio de Janeiro e São Paulo. O Opala em que estava era conduzido por seu amigo e motorista, Geraldo Ribeiro. Segundo a versão apresentada na época pelas autoridades do regime militar, o carro teria sido tocado por um ônibus da Viação Cometa durante uma ultrapassagem. Após o suposto choque, o veículo perdeu o controle, atravessou o canteiro central e colidiu com uma carreta na pista contrária.
Essa narrativa foi mantida por décadas e chegou a ser reproduzida em apurações posteriores, como por uma comissão externa da Câmara dos Deputados, em 2001, e também pela Comissão Nacional da Verdade, em 2014.
No entanto, sucessivas investigações independentes passaram a apontar inconsistências graves nessa explicação. O novo relatório da CEMDP se apoia justamente nesse conjunto de elementos para afastar a tese de acidente casual.
Perícias desmontam tese do choque com ônibus
Entre os principais fundamentos do parecer está um inquérito civil conduzido pelo Ministério Público Federal entre 2013 e 2019, tornado público em 2021. Considerada uma das apurações mais detalhadas já realizadas sobre o caso, a investigação descartou que tenha havido colisão entre o ônibus e o Opala de JK.
O procurador da República Paulo Sérgio Ferreira Filho afirmou, à época, que houve “falhas severas nas investigações realizadas pelo Estado brasileiro”. Entre elas, a ausência de exames toxicológicos adequados e problemas nos procedimentos periciais adotados durante a ditadura.
Outro ponto central foi o trabalho técnico do engenheiro Sergio Ejzenberg, especialista em transportes convidado pelo MPF para revisar os antigos laudos. Utilizando reconstruções em 3D e análise mecânica, ele concluiu que não havia base técnica para sustentar a hipótese de que o ônibus teria provocado a perda de controle do carro.
Para a relatora Maria Cecília Adão, o conjunto das provas indica que houve uma ação externa responsável por tirar o veículo da pista e causar a colisão fatal.
Contexto político reforça suspeita de atentado
O relatório também destaca que a morte ocorreu em ambiente de intensa repressão política. Cassado após o golpe de 1964, JK teve seus direitos políticos suspensos e permaneceu como uma das principais lideranças civis capazes de articular a redemocratização do país.
Em 1976, ele era associado à Frente Ampla, movimento oposicionista que reuniu nomes como João Goulart e Carlos Lacerda contra o regime militar. O documento cita ainda o contexto da Operação Condor, aliança entre ditaduras do Cone Sul para perseguir, sequestrar e eliminar opositores políticos em toda a região.
Segundo documentos históricos já revelados, o nome de JK aparecia entre lideranças vistas como ameaça à estabilidade dos governos autoritários sul-americanos.
Verdade histórica e reparação simbólica
Caso o parecer seja aprovado, a comissão poderá recomendar a retificação da certidão de óbito de Juscelino Kubitschek e também a de Geraldo Ribeiro, registrando oficialmente que ambos morreram em decorrência de perseguição política promovida pelo Estado brasileiro.
A medida teria forte peso simbólico e histórico. Diferentemente de outros processos analisados pela comissão, não deve haver indenização financeira à família do ex-presidente, pois os prazos legais para pedidos de reparação já se encerraram.
Ainda assim, o reconhecimento oficial representaria passo importante na reconstrução da memória nacional e no enfrentamento das mentiras produzidas pela ditadura. A revisão do caso JK se soma a outros episódios em que mortes tratadas como acidentes foram posteriormente identificadas como crimes políticos, como ocorreu com a estilista Zuzu Angel.
Legado democrático de JK
Presidente entre 1956 e 1961, JK marcou a história brasileira com o projeto desenvolvimentista sintetizado no lema “50 anos em 5” e pela construção de Brasília. Sua trajetória política, interrompida pelo golpe militar, continuou a incomodar setores autoritários mesmo após a cassação.
Cinco décadas depois, o Brasil segue revisitando crimes cometidos pelo regime instaurado em 1964. O caso Juscelino Kubitschek mostra que a busca por verdade e justiça permanece aberta — e necessária.

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