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Da Redação

Comissão enfrentará “sistema organizado de opressão”, diz Erika Hilton

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) disse que a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados terá, entre seus desafios, o de enfrentar o que classifica como um “sistema organizado de opressão, desigualdade, injustiça e ódio” contra muitos grupos que historicamente viveram à margem da sociedade. Leia em TVT News.

Eleita recentemente presidente da comissão, a deputada participou, nesta segunda-feira (23), do programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional.

Durante o programa, ela disse ter acionado a Justiça Eleitoral contra a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP), pelo uso de cotas destinadas à população negra em sua campanha, ao se declarar parda, o que, na avaliação de Erika, configura fraude eleitoral.

A deputada federal criticou também o uso de blackface por parte de Fabiana, atitude adotada pela parlamentar estadual para atacar outra parlamentar. 

Blackface é uma prática em que uma pessoa branca pinta o rosto de preto para imitar, de forma caricata, uma pessoa negra.

Segundo Erika Hilton, tal atitude configura prática racista, violenta e grave, que ultrapassa todos os limites do debate político e da convivência social.

Prioridades

Na entrevista, a deputada federal apresentou algumas de suas prioridades à frente da comissão para a qual foi eleita, como o enfrentamento à misoginia alimentada pelo discurso de ódio, algo que, na avaliação da deputada, acabou sendo reforçado por meio dos ambientes digitais, tanto contra mulheres, quanto contra pessoas trans, crianças e minorias que, historicamente, foram colocadas à margem da sociedade.

A deputada Erika Hilton lembrou que, graças a uma série de conquistas, esses grupos conquistaram espaços, mas que tudo foi obtido por meio de muita luta e políticas públicas, algo que, segundo ela, não foi bem recebido por uma camada conservadora da sociedade.

“Há uma guerra de narrativas contra esses grupos cuja presença nesses lugares ainda parece muito incômoda para essas pessoas [conservadoras]”, disse ao defender que democracia pressupõe diversidade e que, por isso, carrega em sua essência maior representação de grupos diversos.

Conceito de mulher

A deputada reiterou seus posicionamentos em favor da ampliação do conceito de mulher, afirmando que essa compreensão não deve estar restrita a questões biológicas. 

Erika Hilton respondeu às críticas de que uma mulher trans não teria condições de presidir adequadamente uma comissão voltada à garantia de direitos para mulheres.

“A biologia não foi importante quando nós olhamos para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo ou para Câmara Municipal, quando só homens ocuparam a Comissão de Defesa do Direito das Mulheres”, argumentou.

“E mulher não é apenas um ser biológico. Mulher é um ser social, cultural, político e material também”, acrescentou.

Ela disse que muitas das parlamentares que a criticaram “estão atreladas ao PDL da Pedofilia e ao PL do Estupro”, referindo-se às proposições legislativas voltadas a garantir atendimento humanizado a crianças e adolescentes vítimas de estupro.

Segundo Erika Hilton, muitas dessas mulheres parlamentares também votaram contra propostas que visavam igualdade salarial entre homens e mulheres.

“Como elas podem se sentir autorizadas a tentar desqualificar minha presidência, quando suas atuações políticas sempre foram contra a dignidade das mulheres e das meninas brasileiras? Isso não tem a ver com o discurso que elas querem colocar. Isso tem a ver com preconceito e com o ódio”, afirmou.

Ambiente digital

Erika Hilton defendeu também que o Legislativo brasileiro avance contra a onda de violência praticada no ambiente digital, mas que acaba sendo estendida para o mundo real, resultando na cultura de estupro, feminicídio e de ódio às mulheres.

“Jovens são cooptados em plataformas que eram para ser de jogos e viram de organizações de torturas e até de assassinatos de animais. Precisamos garantir e avançar legislações, definindo responsabilidades e [criando] mecanismos de controle e segurança para os pais, e de proteção a crianças, adolescentes e mulheres. Caso contrário, esse ambiente vira terra sem lei”, complementou.

Agência Brasil entrou em contato com o gabinete da deputada Fabiana Bolsonaro, e está aberta à manifestações.

Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

Gás do Povo chega a 15 mi de famílias com nova expansão

O programa Gás do Povo passou a atender quase 15 milhões de famílias em todos os municípios do Brasil. A nova etapa de expansão começa nesta segunda-feira (23), com investimento de R$ 957,2 milhões apenas em março. Saiba mais em TVT News.

Nesta fase, cerca de 9,4 milhões novas famílias passam a receber o benefício, que garante a retirada gratuita do botijão de gás de 13 kg em revendas credenciadas.

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Expansão nacional

Com a ampliação, o programa triplica o número de beneficiários e se consolida como uma das maiores iniciativas de acesso ao cozimento limpo no mundo.

A política substituiu o modelo anterior de repasse em dinheiro pela entrega direta do gás, com o objetivo de aumentar a efetividade e garantir o acesso ao insumo essencial para o preparo de alimentos.

A meta do governo é viabilizar cerca de 65 milhões de recargas por ano.

Perfil beneficiado

A maior parte dos lares atendidos é chefiada por mulheres. Segundo dados do programa, 92% dos beneficiários, cerca de 8,7 milhões de famílias, têm mulheres como responsáveis familiares.

O dado reforça o foco da política em populações mais vulneráveis e no apoio à segurança alimentar.

Ampliação

O Gás do Povo foi implementado de forma gradual. A primeira fase, em novembro de 2025, atendeu 1 milhão de famílias em dez capitais. Em janeiro, o alcance foi ampliado para 17 capitais e, posteriormente, para todas as capitais do país.

Na etapa seguinte, o programa incorporou automaticamente as 4,5 milhões de famílias que recebiam o Auxílio Gás. Agora, o benefício alcança todo o território nacional, com aumento significativo no número de revendas credenciadas.

Combate à pobreza energética

O programa busca enfrentar a chamada pobreza energética, garantindo acesso a uma fonte de energia mais limpa e segura.

Sem o benefício, muitas famílias recorrem a alternativas como lenha e carvão, que aumentam riscos à saúde e de acidentes domésticos.

Transformado recentemente em lei federal, o Gás do Povo passa a integrar uma estratégia mais ampla de acesso ao cozimento limpo, com mecanismos de financiamento, monitoramento e governança.

A iniciativa também pretende estimular economias locais e ampliar o acesso a serviços essenciais em todo o país.

Para receber o Gás do Povo, a família precisa:

•    Ser beneficiária do Bolsa Família;

•    Ter ao menos duas pessoas no núcleo familiar;

•    Ter renda per capita de até meio salário-mínimo;

•    Estar com o Cadastro Único atualizado nos últimos 24 meses;

•    Ter o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) do Responsável Familiar regular, sem pendências.

Como usar o vale-gás

O benefício pode ser acessado de diferentes formas:

•    Aplicativo Meu Social – Gás do Povo;

•    Cartão do Bolsa Família (com chip);

•    Cartão de débito da Caixa;

•    Informar o CPF do Responsável Familiar na maquininha da revenda e receber código por SMS.

Onde consultar o benefício

•    Aplicativo Meu Social – Gás do Povo, disponível para os celulares dos sistemas Android e iOS;

•    Página oficial do Gás do Povo no site do MDS;

•    Portal Cidadão Caixa;

•    Caixa Cidadão: 0800-726-0207.

Canais para tirar dúvidas

•    Disque Social 121 (MDS);

•    FalaBR, do Governo Federal;

•    SAC Caixa: 0800-726-0101;

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

Preço petróleo: confira a cotação do barril de petróleo Brent

Acompanhe o preço do barril de petróleo na quarta semana de guerra no Oriente Médio. Leia em TVT News.

Preço do Petróleo Brent hoje

Qual o preço do petróleo hoje

Segunda, 23 de março: Petróleo cai 10% após anúncio de Trump –

Os preços do petróleo caíram mais de 10% nesta segunda-feira, depois que Donald Trump anunciou o adiamento dos ataques contra as centrais de energia elétrica do Irã.

Às 11h30 GMT (8h30 de Brasília), tanto o barril de Brent do Mar do Norte como o de West Texas Intermediate perdiam mais de 14%, negociados a 96 dólares e 84,37 dólares, respetivamente.

As principais Bolsas europeias também reagiram com otimismo e, depois de resultados negativos de mais de 2% durante a sessão matinal, operavam de maneira positiva às 11h30 GMT.

Dois navios indianos cruzam Ormuz

A Índia anunciou que dois petroleiros que transportam gás liquefeito de petróleo (GLP) cruzaram o Estreito de Ormuz, bloqueado quase completamente pelo Irã após os ataques israelenses-americanos contra seu território que desencadearam a guerra.

TotalEnergies prevê alta do gás

O grupo francês TotalEnergies prevê preços do gás “muito altos” para os três meses do verão no hemisfério norte e para setembro, caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado.

Sexta, 21 de março: preços do petróleo em alta

Depois de uma breve trégua, os preços do petróleo voltaram a subir, enquanto as Bolsas operam em queda. Às 10h50 GMT (7h50 de Brasília), o Brent do Mar do Norte, referência mundial, avançava 1,52%, a 110,30 dólares. Seu equivalente americano, o WTI, subia 0,43%, a 95,96 dólares.

Quinta, 19 de março: Preço do petróleo Brent sobe 5% devido aos temores de escalada no Oriente Médio

O preço do petróleo Brent do Mar do Norte subiu mais de 5% nesta quinta-feira (19), após o Irã ameaçar atacar instalações de seus vizinhos no Golfo em retaliação ao bombardeio dos campos de gás.

Terça, 17 de março: Preços do petróleo em alta expressiva

Os preços do petróleo subiram mais de 5%, depois que vários países rejeitaram o apelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para ajudar na reabertura do Estreito de Ormuz.

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Segunda, 16 de março: Barril de petróleo passa dos 100 dólares, bolsas operam com cautela



As Bolsas mundiais reagiram com cautela, na segunda-feira (16), diante da cotação do petróleo acima dos 100 dólares, com investidores atentos à guerra no Oriente Médio, que começa sua terceira semana sem um fim no horizonte.

Por volta das 8h30 GMT (5h30 de Brasília), o barril de Brent do Mar do Norte, referência do mercado mundial, operava em alta de 3,06%, a 106,30 dólares, enquanto o West Texas Intermediate, referência do mercado americano, subia 2,15%, a 100,83 dólares.

Cotação do dólar hoje

Confira a cotação do dólar

Carregando cotação do dólar…

“A semana começou seguindo um padrão que já se tornou habitual”, disse Ipek Ozkardeskaya, analista da Swissquote. “Os preços do petróleo subiram no início da sessão, antes de perder parte de seus lucros, enquanto os investidores assimilavam as últimas noticias do Oriente Médio” no décimo sétimo dia da guerra.

Quanto às bolsas, a de Tóquio fechou praticamente inalterada (-0,12%), Taipé perdeu 0,17% e Sydney, 0,39%.

Seul, ao contrário, fechou em alta de 1,14%, e Hong Kong subiu 1,45%.

A Europa se manteve mais titubeante. Após abrirem com um repique tímido, os principais índices europeus operavam no vermelho, com recuo na bolsa de Paris de 0,33%, Frankfurt com baixa também de 0,33% e Milão, em queda de 0,96%. Apenas Londres operava em alta de 0,08% por volta das 10h30 GMT (07h30 de Brasília).

O petróleo disparou depois que o presidente americano, Donald Trump, advertiu que os ataques contra o Irã poderão se estender para sua infraestrutura energética se a República Islâmica mantiver o bloqueio ao trânsito pelo Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto da produção mundial de petróleo.

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Preço do petróleo influi na cadeia de combustíveis. Foto: Pixabay

A via se mantém fechada na prática por ataques iranianos desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, com os bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Quem esperava um fim próximo da guerra se decepcionou depois que o conselheiro econômico de Trump, Kevin Hassett, disse que o conflito poderia se estender por mais seis semanas, segundo o Pentágono.

Para FUP, quadro reforça a necessidade de fortalecer a Petrobrás

Confira a nota da Federação Única dos Petroleiros (FUP) sobre o aumento anunciado pela Petrobrás:

O reajuste anunciado pela Petrobrás de R$ 0,38 por litro de diesel ocorre em um cenário internacional de forte pressão sobre os preços do petróleo, impulsionada pela escalada da guerra no Oriente Médio e pela consequente alta das cotações internacionais.

Considerando o aumento, o preço do diesel da estatal passa de R$ 3,30 para R$ 3,68 por litro – ainda cerca de 20,86% abaixo da referência do PPI (paridade de preço de importação), 12,59% inferior ao praticado pela Acelen, na Bahia, e 27,84% menor que o preço do grupo Ream, no Amazonas – ambas refinarias privatizadas, que buscam maiores ganhos e margens de lucro.

Para a Federação Única dos Petroleiros (FUP), esse quadro evidencia graves limitações na estrutura do mercado de abastecimento no Brasil, particularmente após a venda de refinarias e a redução da presença da Petrobrás em segmentos estratégicos da cadeia de combustíveis – como a privatização da BR Distribuidora, em 2019.

Tal cenário reforça a necessidade de ampliar o parque nacional de refino e fortalecer o papel da Petrobrás ao longo de toda a cadeia do setor, incluindo distribuição e comercialização. Uma Petrobrás integrada amplia a segurança do abastecimento, reduz a vulnerabilidade do país às oscilações externas e contribui para maior estabilidade na formação dos preços dos combustíveis no mercado doméstico.

Diesel comercializado pela Petrobras seguirá abaixo dos preços das refinarias privatizadas, analisa Ineep

De acordo com o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), mesmo com o aumento anunciado, os preços do diesel continuarão mais baixos.

“Mesmo com esse reajuste, o diesel comercializado pela Petrobras seguirá abaixo da referência do PPI e dos preços praticados pelas refinarias privatizadas da Bahia (Refinaria Mataripe, do grupo Acelen) e de Manaus (Refinaria da Amazônia do grupo Atem)”, afirma a not do Ineep.

Segundo os últimos dados divulgados da ANP, referentes a semana de 02 de março o preço de referência do PPI para o diesel estava em R$4,65/L, enquanto os preços da Acelen e da Ream eram de, respectivamente, R$4,21 e R$5,10/L. Considerando ainda os dados dessa semana e incorporando o reajuste anunciado pela Petrobras, o preço do diesel em suas refinarias passaria de R$3,30/L para R$3,68/L. Assim, mesmo com o aumento, o preço da estatal permaneceria cerca de 20,86% inferior à referência do PPI, 12,59% menor que o praticado pelo grupo Acelen (BA) e 27,84% inferior ao praticado pelo grupo Ream (AM).

Dessa forma, mesmo com a elevação do preço do diesel pela estatal em resposta aos impactos do conflito no Irã, seus preços seguem inferiores aos praticados por importadores e do parque de refino privatizado.Ineep

Para o Ineep, “o contexto de escalada dos conflitos no Oriente Médio e explosão das cotações internacionais do petróleo, quando somada a pressão exercida por agentes privados, especialmente distribuidores e refinarias privadas, pela elevação dos preços dos combustíveis, em particular do diesel comercializado pela Petrobras, “evidencia limitações no atual arranjo do mercado de abastecimento no Brasil.

“Essa situação realça a necessidade de ampliação do parque nacional de refino e volta da Petrobras aos segmentos de distribuição e comercialização, instrumentos estratégicos para o bem-estar social e carestia.  Fortalecer um projeto de Petrobras integrada é elevar a segurança do abastecimento interno e ampliar a capacidade de coordenação pública sobre a dinâmica de formação de preços dos combustíveis no mercado doméstico”, afirma, em nota, o Ineep.

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“Vamos fazer tudo o que for possível e, quem sabe, esperar até a boa vontade dos governadores dos estados, que podem reduzir um pouco o ICMS”, disse Lula. Foto: Ricardo Stuckert/PR

© Agence France-Presse

Defesa de Jairinho abandona júri e caso Henry Borel é adiado

Nesta segunda-feira (23), a defesa de Jairo Souza Santos Júnior, (o Dr. Jairinho), padrasto de Henry Borel, pediu adiamento do júri por falta de acesso às provas e após o indeferimento do pedido pela juíza Elizabeth Machado Louro do 2º Tribunal do Júri, no centro do Rio de Janeiro, os advogados de defesa abandonaram o plenário. Com essa atitude, o julgamento foi adiado para 25 de maio. Saiba mais em TVT News.

A juíza também determinou a soltura de Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, por excesso de prazo. A defesa de Monique era contrária ao adiamento do processo.

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Julgamento

Hoje começaria o julgamento dos réus, Monique Medeiros (mãe) e Jairo Souza Santos Júnior, padrasto de Henry Borel, acusados da morte da criança, aos 4 anos, na madrugada de 8 de março de 2021. 

Um dos advogados que compõem a defesa de Jairinho, Rodrigo Faucz, disse que não é possível seguir o julgamento com a omissão de documentos, provas e dados entregues à defesa.

“A defesa solicitou essas provas no dia 12 de agosto de 2025. A juíza mandou nos entregar. Recebemos apenas informações parciais. Querem colocar a opinião pública, mais uma vez, contrária. Isso é um absurdo”, disse o advogado.

Ao chegar ao Fórum de Justiça, o pai de Henry, Leniel Borel, disse que já são cinco anos de luto e de luta esperando por esse dia. Ele lembrou que tem mais tempo da morte do filho do que o tempo de convivência que ele teve com a criança.

“A condenação é o mínimo para aqueles dois monstros. Três pessoas entraram vivas no apartamento. Depois dois adultos e uma criança saíram mortos. O que aconteceu com o meu filho naquele apartamento? Eu acho que eles não vão falar o que ocorreu”, disse Leniel.

Henry morreu no apartamento onde morava com a mãe, Monique Medeiros e o padastro, Dr. Jaririnho, na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio.

O menino ainda chegou a ser levado a um hospital particular na Barra da Tijuca, onde o casal alegou que a criança teria sofrido um acidente doméstico.

No entanto, o laudo da necropsia do Instituto Médico-Legal (IML) apontou que Henry sofreu 23 lesões por ação violenta, incluindo laceração hepática e hemorragia interna.

As investigações da Polícia Civil concluíram que Henry era vítima de rotinas de tortura praticadas pelo padrasto e que a mãe tinha conhecimento das agressões.

Os réus foram presos em abril de 2021 e denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Jairinho responde por homicídio qualificado e Monique por homicídio por omissão de socorro.

A denúncia aponta que no dia do crime, Jairo Santos Júnior, com vontade livre e de forma consciente, mediante ação contundente exercida contra a vítima, causou-lhe lesões corporais que foram a causa única de sua morte, tendo a mãe, Monique Medeiros, garantidora legal da vítima, se omitido de sua responsabilidade, concorrendo eficazmente para o crime de homicídio de seu filho.

De acordo com o MPRJ, em outras três ocasiões, no mês de fevereiro de 2021, Jairinho submeteu Henry Borel a sofrimentos físico e mental com emprego de violência.

Para o advogado assistente de acusação, Cristiano Medina da Rocha, as provas são irrefutáveis. “Não há dúvida alguma de que Jairo torturou de forma cruel o Henry Borel. Esse crime aconteceu pelo fato de Monique Medeiros ter abdicado do seu dever sagrado de proteger o seu filho”, disse.

Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil

Notícias da guerra no Oriente Médio em 23 de março

Acompanhe as últimas notícias da guerra no Oriente Médio, com atualizações da TVT News e da AFP.

Últimas notícias da guerra no Oriente Médio

  • Trump adia ataques contra centrais de energia do Irã
  • Mídia iraniana nega que haja negociações com os EUA, como anunciado por Trump
  • Preço do petróleo cai e bolsas sobem após anúncio de Trump sobre o Irã
  • A mídia estatal iraniana publicou listas de possíveis alvos de infraestruturas energéticas no Oriente Médio

Preço do Petróleo Brent hoje

Qual o preço do petróleo hoje

Últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio

Confira os últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio.

– Petróleo cai 10% após anúncio de Trump –

Os preços do petróleo caíram mais de 10% nesta segunda-feira, depois que Donald Trump anunciou o adiamento dos ataques contra as centrais de energia elétrica do Irã.

Às 11h30 GMT (8h30 de Brasília), tanto o barril de Brent do Mar do Norte como o de West Texas Intermediate perdiam mais de 14%, negociados a 96 dólares e 84,37 dólares, respetivamente.

As principais Bolsas europeias também reagiram com otimismo e, depois de resultados negativos de mais de 2% durante a sessão matinal, operavam de maneira positiva às 11h30 GMT.

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Barril de petróleo. Dos 10 maiores produtores de petróleo, sete estão envolvidos em guerra. Foto de Alimurat Üral / Pexels

Últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio

Paris, França

23 de março de 2026 – 16:18 (UTC – 3)

Estes são os últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio:

– Reino Unido convoca embaixador do Irã –

O Reino Unido convocou o embaixador do Irã após a recente acusação de dois cidadãos iranianos por espionarem locais da comunidade judaica em Londres, anunciou nesta segunda-feira (23) o Ministério das Relações Exteriores britânico, que fala em “ações desestabilizadoras”.

– Dois navios indianos cruzam Ormuz –

A Índia anunciou que dois petroleiros que transportam gás liquefeito de petróleo (GLP) cruzaram o Estreito de Ormuz, bloqueado quase completamente pelo Irã após os ataques israelenses-americanos contra seu território que desencadearam a guerra.

– TotalEnergies prevê alta do gás –

O grupo francês TotalEnergies prevê preços do gás “muito altos” para os três meses do verão no hemisfério norte e para setembro, caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado.

– Chancelaria e Parlamento do Irã desmentem negociações –

O Ministério das Relações Exteriores do Irã e o Parlamento negaram que o país esteja mantendo “negociações” com os Estados Unidos, como afirmou o presidente Donald Trump.

“Não foram realizadas negociações com os Estados Unidos e notícias falsas estão sendo usadas para manipular os mercados financeiros e de petróleo”, declarou no X o presidente do Parlamento, Mohammad-Bagher Ghalibaf.

O porta-voz da Chancelaria, Esmail Baghaei, negou que “tenham ocorrido negociações ou conversas com os Estados Unidos durante os últimos 24 dias”.

– Trump diz que há uma “mudança de regime” no Irã –

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que há uma “mudança de regime” em curso no Irã porque muitos líderes morreram em bombardeios durante a guerra.

O presidente republicano alega estar conduzindo negociações com “o homem” que ele considera “o mais respeitado e o líder” do país. Ele não se refere ao novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, que, segundo ele, está “indisponível”.

Se o diálogo fracassar, “simplesmente continuaremos bombardeando alegremente”, ameaçou.

– Trump anuncia “pontos de acordo importantes” com Irã –

Donald Trump afirmou que existem “pontos de acordo importantes” nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã.

“Não queremos que o Irã enriqueça seu urânio”, esclareceu, “mas também queremos o urânio enriquecido” que o Irã possui.

Em declarações à AFP, afirmou que “tudo está indo muito bem” em relação ao Irã, pouco depois de anunciar negociações com Teerã e uma pausa de “cinco dias” nos ataques que havia anunciado contra as usinas nucleares da república islâmica.

– EUA considera oscilações no mercado de petróleo como ‘temporárias’ –

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou que as perturbações no mercado de petróleo causadas pela guerra no Oriente Médio são “temporárias”.

“Os preços ainda não atingiram um nível suficientemente alto para causar uma queda significativa na demanda”, acrescentou.

– Petroleira emiradense denuncia “terrorismo econômico” –

O diretor da Adnoc, a petroleira nacional dos Emirados Árabes Unidos, denunciou os ataques iranianos no Golfo.

“A militarização do Estreito de Ormuz não é um ato de agressão contra nenhum país em particular. É terrorismo econômico contra todos os países. E não podemos permitir que nenhum país mantenha Ormuz como refém, nem agora, nem no futuro”, declarou Sultan Al Jaber.

– Israel ataca uma ponte –

O exército israelense atacou a ponte Dallafa, que liga o sul do Líbano ao Vale do Bekaa, no oeste do país, como parte de sua ofensiva contra a infraestrutura usada pelo movimento libanês pró-Irã Hezbollah, informou a agência de notícias NNA.

– Irã ameaça instalar “minas navais” no Golfo –

O Irã advertiu que qualquer tentativa de atacar as costas ou ilhas do país provocará “que em todas as rotas de acesso e nas linhas de comunicação no Golfo Pérsico e nas zonas costeiras sejam instalados diversos tipos de minas navais”, afirmou o Conselho de Defesa.

– Explosões no Bahrein –

Fortes explosões ecoaram no Bahrein. O Ministério do Interior recomendou aos habitantes “manter a calma e dirigir-se ao local seguro mais próximo”.

– ONU alerta para “ponto de não retorno” –

A presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha alertou que a guerra no Oriente Médio, em particular os ataques a instalações nucleares, pode levar a um “ponto de não retorno”.

Para Mirjana Spoljaric, “o mais alarmante é o risco de danos às instalações nucleares”.

– Listas de alvos no Oriente Médio –

A mídia estatal iraniana publicou listas de possíveis alvos de infraestruturas energéticas no Oriente Médio, caso os Estados Unidos cumpram sua ameaça de atacar usinas elétricas iranianas.

Foram divulgados infográficos com, por exemplo, as duas principais centrais elétricas de Israel: Orot Rabin e Rutenberg.

Outro infográfico, intitulado “Digam adeus à eletricidade!”, apresenta potenciais alvos na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e Kuwait.

– Trump adia ataques contra centrais de energia do Irã –

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira que ordenou o adiamento dos ataques contra as centrais de energia elétrica do Irã que havia ameaçado no sábado.

“Com base no teor e no tom” das conversas, “que continuarão ao longo da semana, instruí o Departamento de Guerra a adiar todo e qualquer ataque militar contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas por um período de cinco dias”, afirmou na rede Truth Social.

A mídia iraniana nega que haja negociações com os EUA, como anunciado por Trump

– Irã ameaça instalar “minas navais” no Golfo –

O Irã advertiu que qualquer tentativa de atacar as costas ou ilhas do país provocará, “naturalmente e de acordo com a prática militar estabelecida, que em todas as rotas de acesso e nas linhas de comunicação no Golfo Pérsico e nas zonas costeiras sejam instalados diversos tipos de minas navais”, afirmou o Conselho de Defesa em um comunicado divulgado pela imprensa estatal.

– Rússia pede solução “política e diplomática” –

A Rússia pediu uma solução “política e diplomática” para a guerra no Oriente Médio, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou no sábado destruir as centrais elétricas iranianas se Teerã não reabrir o Estreito de Ormuz em 48 horas.

“Acreditamos que a situação deveria ter evoluído para uma solução política e diplomática”, declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov. “Esta é a única maneira eficaz de contribuir para apaziguar a situação catastrófica e tensa que se desenvolveu na região”, acrescentou.

– China alerta contra risco de situação “incontrolável” –

A China advertiu para o risco de uma situação “incontrolável” no Oriente Médio se o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumprir a ameaça de destruir as centrais elétricas do Irã.

“Se a guerra se prolongar e a situação se deteriorar ainda mais, toda a região poderá ser levada a uma situação incontrolável”, disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês.

– Irã lança mísseis contra Israel –

O Exército israelense anunciou que detectou “mísseis disparados do Irã” em direção ao seu território e afirmou que seu sistema de defesa aérea está pronto “para interceptar a ameaça”. Mais tarde, anunciou que os cidadãos poderiam abandonar os abrigos “em todas as regiões do país”.

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Forças de segurança do Irã na Praça Enghelab, no centro de Teerã, em 9 de março de 2026. (Foto de Atta KENARE / AFP)

– Um morto em ataque no Irã contra centro de transmissão de rádio –

Uma pessoa morreu e outra ficou ferida no ataque a um centro de transmissão de rádio na cidade portuária de Bandar Abbas, perto do Estreito de Ormuz, anunciou a emissora pública iraniana Irib.

“O transmissor AM de 100 quilowatts do Centro de Rádio e Televisão do Golfo Pérsico foi alvo do exército terrorista americano-sionista”, informou a Irib no Telegram. Mais tarde, a programação de rádio e televisão foi retomada normalmente.

– Drones e mísseis contra países do Golfo –

A região de Riade, na Arábia Saudita, foi alvo de dois mísseis balísticos. Um foi interceptado e o outro caiu em uma área desabitada, segundo o Ministério da Defesa.

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram que responderam a “ameaças de mísseis e drones” procedentes do Irã, segundo as autoridades. O Bahrein também acionou o sistema de alerta, segundo o Ministério do Interior.

– Explosões em Teerã –

Várias explosões foram ouvidas em Teerã, informaram as agências Fars e Mehr, depois que o Exército israelense anunciou uma “onda de ataques” contra a capital do Irã. Segundo a Fars, os ataques atingiram o norte, o centro, o leste e o oeste da capital.

– A crise de energia é uma ameaça “muito grave”, afirma AIE –

“Nenhum país ficará imune aos efeitos da crise se continuar avançando nessa direção”, advertiu o diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol.

Ele também afirmou que a crise energética causada pela guerra no Oriente Médio é mais grave do que os dois grandes choques do petróleo dos anos 1970, razão pela qual “a economia mundial enfrenta hoje uma ameaça muito, muito grave”.

– Macron pede suspensão dos ataques contra instalações energéticas –

“Diante do risco de uma escalada incontrolável”, o presidente francês Emmanuel Macron disse que é “essencial” uma moratória sobre os ataques “contra as infraestruturas energéticas e civis”.

Durante uma conversa telefônica com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, ele também pediu que “o Irã restabeleça a liberdade de circulação no Estreito de Ormuz”.

– Grupo pró-Irã suspende ataques contra embaixada dos EUA no Iraque –

As Brigadas do Hezbollah, um dos grupos armados pró-Irã que atuam no Iraque, anunciaram a suspensão por mais cinco dias dos ataques contra a embaixada americana em Bagdá, após um anúncio semelhante na semana passada.

“O prazo concedido à embaixada do mal americano será prorrogado por cinco dias”, afirma um comunicado do grupo, chamado Kataeb Hezbollah em árabe.

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Redação Nota 1000 no Enem: estudo mostra evolução do número de notas máximas

Levantamento mostra que Sudeste ainda concentra o maior número de redações com nota 1000, com 11.967 resultados e o Nordeste aparece em segundo lugar, com 2.141 notas máximas ao longa história do Enem. Leia em TVT News.

Estudo mostra evolução do número de redações nota 1000 no Enem

O número de redações nota máxima (1000) no ENEM passou por uma transformação profunda. Depois do pico registrado em 2011, quando o país alcançou 2.619 notas 1000, o volume caiu 94,6 por cento nos anos seguintes, chegando a apenas 12 casos em 2024.

Um levantamento inédito da série histórica de 1998 a 2024 feito pela Adobe Acrobat mostra como mudanças de correção, novos formatos de prova e desigualdades regionais redesenharam a distribuição dos melhores desempenhos no país. 

Número de redações com notas 1000 no Enem

Ano Total de Notas 1000 
1998 1475 
1999 479 
2000 251 
2001 673 
2002 1058 
2003 1779 
2004 1756 
2005 1289 
2006 541 
2007 541 
2008 707 
2009 1378 
2010 1042 
2011 2619 
2012 1170 
2013 329 
2014 159 
2015 93 
2016 66 
2017 40 
2018 49 
2019 46 
2020 28 
2021 20 
2022 32 
2023 49 
2024 12 

Sudeste domina a série histórica, Nordeste desponta como segundo lugar com mais notas 1000 na redação

O Sudeste concentra 71% por cento de todas as notas 1000 entre 1998 e 2024, totalizando 11.967 resultados máximos. São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais somam 10.931 casos e permanecem como o eixo mais forte do país. O Nordeste aparece em segundo lugar, com 2.141 notas, seguido por Centro-Oeste, Sul e Norte. 

O Sul e o Centro-Oeste vivem um movimento de interiorização. Cidades de médio porte no Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso passaram a ter maior presença entre os melhores resultados. Já o Norte apresenta a menor participação nacional, refletindo desafios estruturais de acesso e preparação. Pará e Amazonas concentram a maior parte das notas da região. 

A análise ainda mostra que o mapa do ENEM está mudando. Fortaleza e Teresina ampliaram sua relevância e aparecem entre as cidades que mais evoluíram após 2013. Em algumas delas, o percentual de notas máximas pós-ruptura já representa mais de 10 por cento de todo o histórico local, um avanço expressivo em um período de alta dificuldade. 

Os dados reforçam que, mesmo com regras mais rígidas, algumas regiões conseguiram se adaptar melhor ao novo formato. O cenário revela o surgimento de novos polos fora dos eixos tradicionais e indica mudanças no perfil dos municípios que lideram os melhores desempenhos no Brasil. 

Enem: estudo identifica três movimentos decisivos para entender o número de redações com nota máxima

O primeiro é o salto excepcional de 2011, marcado pela consolidação do exame e pela popularização de materiais de preparação.

O segundo é a ruptura de 2013, quando regras mais rígidas tornaram a nota máxima muito mais difícil de alcançar. O terceiro é o surgimento de novas cidades que passaram a rivalizar com os grandes centros, especialmente no Nordeste, Sul e Centro-Oeste. 

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Porvas do Enem 2025. Fotos: Angelo Miguel/MEC e Bruna Araújo/MEC.

A série histórica revela um comportamento irregular desde a criação da prova. Em 1998, o exame registrou 1.475 notas máximas. O primeiro grande salto ocorreu em 2003, com 1.779 casos, reflexo de uma prova ainda mais simples e focada em interpretação.

Com o novo ENEM, a partir de 2009, o desempenho passou a oscilar até atingir o recorde absoluto de 2.619 notas em 2011. Em 2013, com a revisão das regras de correção, o total caiu para 329. A queda continuou até o mínimo recente de 20 redações perfeitas em 2021, no pós-pandemia. 

Linha do tempo das notas de redação no Enem e as principais viradas 

O aumento de 2003 está ligado ao formato antigo da prova. O recorde de 2011, por sua vez, coincidiu com a consolidação do ENEM como principal porta de entrada para o ensino superior. Em 2013, a adoção de critérios mais rígidos redefiniu o padrão de excelência do exame. A pandemia aprofundou a queda em 2021, afetando especialmente estudantes com menos acesso a ensino remoto de qualidade. 

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Candidata se prepara para a prova do primeiro dia do Enem. Fotos: Luis Fortes/MEC

Entre 1998 e 2007, o país acumulou 11.102 notas 1000, com média anual de 1.110. Na década seguinte, entre 2008 e 2017, a média caiu para 647 devido à complexidade crescente da prova. De 2018 a 2024, a média despencou para 34,9, o menor nível de toda a série histórica.

O auge de 2011 marcou um momento de equilíbrio regional. São Paulo liderou com 208 notas, seguido por Rio de Janeiro, Fortaleza, Belo Horizonte e Belém. O Nordeste teve desempenho expressivo, superando três regiões somadas. 

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A partir de 2013, o impacto das novas regras foi imediato. Em dez anos, o país registrou menos notas 1000 do que em 2011 sozinho. Cidades tradicionais perderam força, enquanto outras conseguiram reagir. Fortaleza, Teresina, Niterói, Juiz de Fora e Uberlândia se destacaram pela capacidade de manter desempenho acima da média. Já São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador registraram queda significativa mesmo mantendo tradição no exame. 

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