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Da Redação
Soberania: Brasil nega vistos para servidores dos EUA que queriam monitorar urnas
O Ministério das Relações Exteriores brasileiro confirmou a negativa do governo de autorizar vistos a dois funcionários norte-americanos: o subsecretário do Departamento de Estado para a Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, Riley Barnes, e o subsecretário adjunto Samuel Samson.

Os vistos foram negados na sexta, dia 24.
Entenda o que levou o Itamaraty a negar vistos dos funcionários dos EUA
O governo brasileiro negou vistos a dois funcionários do Departamento de Estado dos EUA que planejavam visitar o Brasil para questionar as eleições brasileiras.
- Negativa de vistos: O Itamaraty barrou a entrada de Samuel D. Samson e Riley M. Barnes, que planejavam visitar Brasília entre 27 e 30 de julho. A decisão ocorreu antes da publicação de reportagem que revelou o verdadeiro objetivo da missão .
- Motivo da negativa: O governo brasileiro avaliou que o pedido de visto ocorreu em um momento em que o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) questionou as urnas eletrônicas em evento com diplomatas. Havia risco de a visita ser usada para interferir no processo eleitoral .
- Quem é Samuel Samson: Subsecretário Adjunto de Estado no Gabinete de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL). Defende o “desenvolvimento de políticas para preservar a herança civilizacional ocidental da América” e a agenda “América em Primeiro Lugar” .
- Articulação com extrema-direita europeia: Samson viajou pela Europa para cultivar laços com partidos de extrema-direita, incluindo reunião secreta com Nigel Farage (Reform UK), encontro com o partido alemão AfD e tentativa de defender Marine Le Pen na França .
- Atuação na França: Tentou convencer uma comissão de Direitos Humanos de que Marine Le Pen foi injustamente condenada por desvio de recursos. A diretora da comissão classificou a conversa como “circular” e afirmou que parecia “uma busca por desinformação” .
- Críticas à regulação europeia: Em visita à ONG Repórteres Sem Fronteira, Samson criticou a legislação europeia sobre big techs e afirmou que a França “gradualmente se tornava a Coreia do Norte” .
- Atuação na Hungria: Em dezembro, passou por Áustria, Eslováquia e Hungria (então governada por Viktor Orbán), afirmando em discurso que “essa não é uma Europa de liberdade de expressão e autogoverno” .
- Quem é Riley Barnes: Subsecretário para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho. Também atua como Embaixador para a Liberdade Religiosa Internacional e Coordenador Especial de Assuntos Tibetanos

Samuel Samson, barrado pelo Itamaraty, é descrito como o diplomata que comanda a aproximação de Trump com a extrema-direita europeia
O governo brasileiro tomou conhecimento do interesse do Departamento de Estado norte-americano de enviar dois funcionários para o Brasil. Eles queriam conversar com autoridades eleitorais para discutir liberdade de expressão relacionada às eleições de outubro.
Chamou a atenção das autoridades brasileiras que o pedido de visto veio na sequência de evento em que políticos brasileiros se reuniram com diplomatas para levantar suspeitas sobre as urnas eletrônicas. O governo considerou como instrumentalização política a visita nesse contexto eleitoral e decidiu negar os vistos.
O questionamento às urnas eletrônicas voltou a ganhar destaque após o pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), divulgar informação falsa sobre as urnas brasileiras.
Ele afirmou nessa segunda-feira (21), durante o evento com diplomatas em Brasília, que os equipamentos brasileiros seriam da empresa venezuelana Smartmatic – sem apresentar provas.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou, nesta quarta-feira (22), a informação de que a empresa venezuelana Smartmatic forneceu urnas eletrônicas ou softwares utilizados nos equipamentos eleitorais do Brasil. Segundo o tribunal, as urnas brasileiras foram projetadas por servidores e técnicos a serviço da Justiça Eleitoral.
Além disso, elas são produzidas sob “direta coordenação” dos servidores do TSE por empresas selecionadas por licitações públicas com ampla concorrência, “o que garante ainda mais segurança e transparência ao processo eleitoral”.
Itamaraty nega vistos a diplomatas de Trump ligados a “guerra cultural” contra a Europa
O Itamaraty negou a entrada de dois funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos que viriam ao Brasil com a justificativa oficial de discutir liberdade de expressão. O governo brasileiro avaliou que a visita, em pleno período pré-eleitoral, poderia ser usada para questionar a integridade do sistema eleitoral .
Samuel Samson, de 27 anos, é apontado pelo jornal The New York Times como responsável por uma “guerra cultural” de Trump contra a Europa, com atuação junto a partidos de extrema-direita no continente
A decisão foi tomada porque a viagem ocorreria em período pré-eleitoral, após o candidato Flávio Bolsonaro levantar questionamentos sobre as urnas eletrônicas. O Itamaraty avaliou que a visita poderia ser instrumentalizada para interferir no processo eleitoral brasileiro.
Diplomatas de Trump que viriam ao Brasil têm histórico de defesa da extrema-direita e interferência em eleições
Samuel Samson, um dos barrados, é um diplomata de 27 anos que tem atuado como ponte entre o governo Trump e partidos de extrema-direita na Europa, cultivando laços com figuras como Nigel Farage (Reino Unido) e Marine Le Pen (França), além do partido alemão AfD. Sua biografia oficial defende a herança civilizacional ocidental e a agenda “América em Primeiro Lugar”
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Em reação ao tarifaço, Lula escreve artigo no Washington Post com crítica à postura dos EUA
O jornal norte-americano The Washington Post publicou neste domingo (26) um artigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com críticas à política tarifária do governo dos Estados Unidos contra o Brasil.
Em seu artigo, Lula rebateu os argumentos que levaram à taxação, destacou que as práticas também serão prejudiciais à economia norte-americana e afirmou que “o Brasil não será derrotado com base em mentiras”.

O presidente também destacou existir um caráter ideológico na decisão de Trump. Com o objetivo, segundo ele, de interferir na política brasileira e nas eleições deste ano. O texto, em português, também foi divulgado nas redes sociais do presidente.
“Tentativas de impor amarras ideológicas à parceria bilateral, ou de instrumentalizá-la para fins eleitorais, não se sustentam. Nunca antes um secretário de Estado norte-americano havia qualificado o Brasil como um país não-amigo. Ninguém vai nos derrotar com base em mentiras”, disse.
O presidente brasileiro fez menção às declarações de Marco Rubio, secretário de Estado que, no início de junho, excluiu o Brasil do rol de países amigáveis aos EUA na América Latina.
No artigo, Lula reforçou o argumento que vem sido usado pelo governo brasileiro desde o início das taxações, em abril de 2025, de que na relação comercial entre os dois países, os EUA são superavitários. Em seguida, afirmou que o Brasil vai procurar outros parceiros comerciais mundo afora.
“No médio prazo, essas tarifas vão levar à desorganização de cadeias produtivas que hoje se encontram densamente integradas e as empresas brasileiras vão substituir fornecedores norte-americanos por outros parceiros”.
Tarifaço é “erro estratégico”, afirma Lula
No dia 15 de julho, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) impôs uma sobretaxa de 25% sobre vários produtos provenientes do Brasil.
Foram taxados exportadores de ferro e aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol, produtos farmacêuticos, maquinário agrícola, máquinas elétricas não voltadas ao setor de aviação, além de outros produtos manufaturados.

O USTR justificou suas taxas dizendo que certas práticas adotadas pelo Brasil eram descabidas e oneravam ou restringiam o comércio de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores estadunidenses. Na publicação do Washington Post, Lula rebateu o USTR.
“Além de injustas, as novas tarifas são um erro estratégico: elas prejudicam a economia dos Estados Unidos e a parceria com o Brasil. Diversos segmentos industriais dos Estados Unidos dependem de insumos brasileiros. Alimentos, calçados, têxteis, móveis, autopeças e vários outros produtos chegarão mais caros ao consumidor norte-americano”.
Lula ainda defendeu a atuação do Brasil contra o desmatamento, a legislação brasileira que combate crimes nas redes sociais e o Pix, sistema de pagamentos usado no Brasil. Todos esses foram pontos criticados pelo governo norte-americano em algum momento na relação recente entre os países.
“Respeitamos a soberania de outros Estados e negociamos com todos aqueles que saibam respeitar a nossa. A reciprocidade é a base de toda relação entre nações e temos mecanismos apropriados para assegurá-la”, encerrou o presidente, mantendo a disposição do Brasil para o diálogo.
Com reportagem de Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil
Íntegra do artigo de Lula no jornal jornal Washington Post, dos EUA
Leia a íntegra do artigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicado neste domingo no jornal Washington Post.
As tarifas dos EUA contra o Brasil são um erro estratégico
Há um ano, fui surpreendido pela publicação, em uma plataforma digital, de carta do Presidente Donald Trump que impunha tarifa de 50% a produtos brasileiros.
A menção, logo no primeiro parágrafo, ao ex-presidente Jair Bolsonaro — condenado no ano passado e hoje preso por tentativa de golpe de Estado no Brasil — deixava explícita a motivação política da medida.
Nos diálogos que mantive com Trump desde então ressaltei que não é necessário compartilhar as mesmas visões de mundo para buscar relação mutuamente benéfica entre nossos países. Afinal, somos líderes das duas maiores democracias e economias das Américas.
Negociações entre nós e decisões da Suprema Corte dos EUA desmontaram a primeira versão do tarifaço. Mas este mês, desconsiderando dezenas de reuniões entre nossas equipes, sólidos argumentos técnicos e documentos que entreguei pessoalmente ao próprio Trump, o governo norte-americano decidiu adotar novas tarifas contra o Brasil que vão de 12,5% a 37,5%.
Como resultado, a Global Trade Alert, organização independente baseada na Suíça, estima que o Brasil e a Turquia são hoje os segundos países mais tarifados pelos Estados Unidos, depois apenas da China. E isso apesar do superávit norte-americano no comércio bilateral de bens e serviços, que ao longo de quinze anos consecutivos acumula 428 bilhões de dólares.
Além de injustas, as novas tarifas são um erro estratégico: elas prejudicam a economia dos Estados Unidos e a parceria com o Brasil. Diversos segmentos industriais dos Estados Unidos dependem de insumos brasileiros. Alimentos, calçados, têxteis, móveis, autopeças e vários outros produtos chegarão mais caros ao consumidor norte-americano.
As exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram para o menor patamar desde 1997. Na comparação entre os primeiros 6 meses de 2025 e 2026, o comércio bilateral com os EUA recuou 12,8%, enquanto o comércio com a União Europeia cresceu 6,1% e com a China aumentou 15,9%.
No médio prazo, essas tarifas vão levar à desorganização de cadeias produtivas que hoje se encontram densamente integradas e as empresas brasileiras vão substituir fornecedores norte-americanos por outros parceiros. Isso diz muito da inconsistência entre os interesses dos EUA anunciados em sua estratégia de segurança nacional e as políticas que adota em relação ao Hemisfério Ocidental.

A América Latina e o Caribe não precisam de porta-aviões rondando suas águas nem de punições tarifárias. O que nos falta são parceiros confiáveis e previsíveis. Neste momento em que os EUA isolam seu mercado, outros países se apresentam como alternativas, oferecendo uma agenda positiva, capaz de fomentar o desenvolvimento econômico e social.
Estou convicto de que a união de esforços em torno de iniciativas concretas de investimento, comércio e combate ao crime organizado é o caminho a seguir para superar as mazelas que afligem um hemisfério que é de todos nós.
A divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais por recursos estratégicos constituem gestos anacrônicos e retrocessos. Apesar da longa história de intervenções políticas e militares dos Estados Unidos na América Latina e no Caribe, houve momentos em que Washington soube ser um parceiro à altura de nossos interesses de desenvolvimento.
O Presidente Franklin D. Roosevelt implementou uma política de Boa Vizinhança que tinha como objetivo substituir o uso da força pela diplomacia em sua política externa para a região. Essa postura contribuiu de forma decisiva com os primórdios da industrialização no Brasil.
O presidente George W. Bush, ao enfrentar a crise financeira de 2008, incluiu 3 países latino-americanos na primeira reunião de líderes do G20.

Para o Brasil, a única guerra que precisamos travar nesta parte do mundo é contra a fome, a pobreza e a desigualdade. E as únicas armas a empregar são as dos investimentos, da transferência de tecnologia e do comércio justo e equilibrado. Tentativas de impor amarras ideológicas à parceria bilateral, ou de instrumentalizá-la para fins eleitorais, não se sustentam.
Nunca antes um secretário de Estado norte-americano havia qualificado o Brasil como um país não-amigo.
Ninguém vai nos derrotar com base em mentiras. As alegações do Presidente Trump contra o Brasil, na tentativa de justificar as tarifas, são infundadas.
A liberdade de expressão não é carta branca para a criminalidade nas plataformas de redes digitais — não vamos abdicar de proteger nossas famílias e nossas crianças contra a ganância de um punhado de tecno-oligarcas. Nosso sistema de pagamentos, o Pix, não discrimina empresas norte-americanas e é uma referência internacional de infraestrutura pública digital.

O mundo inteiro sabe que, a partir de 2023, combatemos de forma incisiva os ilícitos ambientais e reduzimos drasticamente o desmatamento em todos os biomas brasileiros. Respeitamos a soberania de outros Estados e negociamos com todos aqueles que saibam respeitar a nossa.
A reciprocidade é a base de toda relação entre nações e temos mecanismos apropriados para assegurá-la. Estamos prontos a continuar dialogando de maneira aberta e construtiva, como o relacionamento entre dois países como o Brasil e os Estados Unidos requer. Mas o destino do Brasil compete apenas aos brasileiros, sem interferência externa, nem subserviência.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Especialistas apontam estabilidade na pesquisa Datafolha
A análise dos professores do Laboratório de Opinião Pública e Mídias Digitais da FESPSP sobre a pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (24) aponta um cenário de estabilidade na disputa presidencial, com destaque para a resiliência do eleitorado de Flávio Bolsonaro (PL).
Mesmo após um mês marcado por escândalos, crises internas e o impacto do tarifaço, o senador manteve seus números praticamente inalterados, o que é interpretado pelos especialistas como um sinal da força da polarização e do antipetismo como um piso eleitoral sólido.
Por outro lado, a dificuldade de Flávio em ultrapassar os 43% no segundo turno indica uma barreira para conquistar o eleitorado de centro.
Os analistas também ressaltam que a avaliação do governo Lula permanece estabilizada em um patamar de maior negatividade, com 38% classificando a gestão como ruim ou péssima.
Histórico da pesquisa Datafolha
Histórico da intenções de voto no 1° turno de acordo com o Datafolha
Principais pontos da análise dos especialistas da FESPSP
- Estabilidade geral: A pesquisa confirma uma estabilidade quase absoluta, com oscilações mínimas de 1 ponto percentual na aprovação e reprovação do governo, bem como na intenção de voto em Lula no segundo turno .
- Resiliência de Flávio Bolsonaro: O senador do PL mostrou fôlego para se manter como o principal adversário de Lula, resistindo a reveses como o caso Banco Master, a crise com Michelle Bolsonaro e o novo tarifaço. Seu eleitorado permaneceu praticamente intacto, o que demonstra a força do antipetismo como um piso eleitoral sólido .
- Dificuldade de crescimento: A estabilidade de Flávio em 43% das intenções de voto no segundo turno indica sua dificuldade em ultrapassar o eleitorado já identificado com a direita e conquistar votos no centro do espectro político .
- Avaliação do governo: A gestão Lula se mantém em um patamar de maior negatividade, com 38% de avaliação ruim ou péssima. Na pergunta binária, há um equilíbrio entre aprovação (49%) e desaprovação (48%), com um saldo positivo que não se via desde dezembro de 2025, mas que está dentro da margem de erro .
- Impacto do tarifaço: O baixo impacto imediato do tarifaço se explica pela agenda de preocupações do eleitor, que segue concentrada em problemas domésticos como saúde (21%), segurança pública (19%) e economia (14%). Para o governo transformar o conflito com Trump em ganho, será necessário conectá-lo à vida cotidiana do cidadão .
Confira as análises completas
Confira a análise dos professores da FESPSP sobre os resultados da pesquisa Datafolha para a Presidência 2026 de julho, que acabou de ser divulgada.
Beto Vasques — Coordenador do Laboratório de Opinião Pública e Mídias Digitais da FESPSP
O analista político Beto Vasques destaca a estabilidade dos números, com oscilações mínimas que confirmam a tendência apontada por outras pesquisas, como a Quaest. Ele observa que o senador Flávio Bolsonaro parece conseguir mostrar fôlego para seguir como o principal adversário do petista, mas não para evitar o risco cada vez maior de não atrair os partidos do Centrão para sua coligação.
Hilton Fernandes — Cientista político e professor da FESPSP
Hilton Fernandes reforça a forte estabilidade no cenário da disputa presidencial, com os resultados de junho praticamente inalterados. Ele observa que os acontecimentos políticos posteriores ao caso Dark Horse não causaram, até o momento, impacto adicional na candidatura de Flávio Bolsonaro.
No entanto, alerta que é preciso aguardar os recortes por gênero para avaliar se o desentendimento com Michelle Bolsonaro teve algum efeito específico sobre o eleitorado feminino.
Dado o contexto de reveses, Fernandes considera o resultado geral relativamente favorável para Flávio Bolsonaro, especialmente na véspera de sua convenção.
Jairo Pimentel — Cientista político e professor da FESPSP
Jairo Pimentel confirma o cenário de estabilidade e aponta como principal achado a resistência de Flávio Bolsonaro. Mesmo depois de um mês marcado por crises, seu eleitorado permaneceu intacto, o que mostra que o antipetismo e a polarização continuam funcionando como um piso eleitoral bastante sólido para o candidato do PL.
Ao mesmo tempo, a estabilidade em 43% indica sua dificuldade de ultrapassar o eleitorado já identificado com a direita e conquistar votos no centro. Sobre a avaliação do governo, Pimentel destaca o equilíbrio entre aprovação e desaprovação, com um saldo positivo que não se via desde dezembro de 2025, mas que está dentro da margem de erro.

Agregador de Pesquisas da TVT
Para acompanhar a evolução do cenário eleitoral de forma consolidada, a TVT News mantém um agregador de pesquisas que utiliza um sistema de médias ponderadas, dando maior relevância aos institutos com diferentes capilaridades e metodologias.
O modelo considera apenas os confrontos diretos entre Lula e Flávio Bolsonaro, com pesos atribuídos conforme a cobertura e a tradição de cada instituto: Quaest (peso 4), Nexus/BTG (peso 1), Futura/Apex (peso 1) e PoderData (peso 1) .
Na atualização mais recente, que considera os dados da rodada do Datafolha divulgada em 24 de julho, a média ponderada para o segundo turno aponta Lula com 45,5% e Flávio Bolsonaro com 40,2%, enquanto no primeiro turno a vantagem do petista é de 40,0% contra 31,0% do adversário.
O agregador será atualizado com os novos números da AtlasIntel e da Quaest, previstos para os próximos dias.
Agregador de pesquisas: o que dizem as pesquisas para eleições 2026 de 16 a 24 de julho
A nova rodada de pesquisas de intenção de voto com a inclusão em 24 de julho com a divulgação do Datafolha, reforça a dianteira de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) tanto no primeiro quanto no segundo turno.
Ao incluir o Datafolha no agregador, que já contava com Quaest, Nexus/BTG, Futura/Apex e PoderData, a média ponderada para o período de 16 a 24 de julho mostra o presidente com vantagem ampliada no confronto direto.
Metodologia do agregador de pesquisas: foram atribuídos pesos conforme a cobertura e a tradição de cada instituto: Datafolha (peso 4), Quaest (peso 4), Nexus/BTG (peso 1), Futura/Apex (peso 1) e PoderData (peso 1).
A média ponderada considera apenas os confrontos diretos entre Lula e Flávio Bolsonaro no primeiro e segundo turnos.
Como Lula e Flávio Bolsonaro se saíram nas pesquisas de julho?
Média ponderada geral (1º turno):
- Lula: 40,3%
- Flávio Bolsonaro: 31,3%
Média ponderada geral (2º turno):
- Lula: 47,0%
- Flávio Bolsonaro: 41,2%
Com a inclusão do Datafolha, a vantagem de Lula no segundo turno cresce em relação à média anterior (que era de 45,5% a 40,2%). No primeiro turno, Lula (PT) mantém estabilidade, enquanto Flávio Bolsonaro oscila ligeiramente para baixo.
Os números indicam que a eleição deve ser decidida em 25 de outubro, já que Lula não alcança os 50% dos votos válidos necessários para vencer no primeiro turno.

Principais dados das pesquisas de cada instituto
1. Datafolha – divulgada em 24/07
- 2º turno: Lula 48% x Flávio 43% (vantagem de 5 p.p.)
- 1º turno: Lula 40% x Flávio 32%
- Rejeição: Flávio 48%, Lula 46%
- Avaliação do governo: 32% ótima/boa, 28% regular, 38% ruim/péssima
- Margem de erro: 2 p.p. | Amostra: 2.004 eleitores
2. Quaest – divulgada em semana anterior
- 2º turno: Lula 45% x Flávio 37%
- 1º turno: Lula 40% x Flávio 28%
- Avaliação do governo: 48% aprovam, 47% desaprovam
3. Nexus/BTG (peso 1)
- 2º turno: Lula 47% x Flávio 44% (empate técnico)
- 1º turno: Lula 40% x Flávio 34%
- Rejeição: Flávio 50%, Lula 46%
4. Futura/Apex
- 2º turno: Lula 46,3% x Flávio 46,1% (empate técnico – diferença de 0,2 p.p.)
- 1º turno (cenário com maior número de candidatos): Lula 40,1% x Flávio 36,8%
- Margem de erro: 2,2 p.p.
5. PoderData
- 2º turno: Lula 45% x Flávio 43% (empate técnico)
- 1º turno: Lula 40% x Flávio 34%
- Margem de erro: 2 p.p.
Pesquisas são registradas no TSE
Todas as pesquisas que compõem o Agregador de Pesquisas da TVT News possuem registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conforme exige a legislação eleitoral brasileira.
Os levantamentos do Datafolha (BR-01166/2026), Quaest, Nexus/BTG, Futura/Apex e PoderData foram devidamente protocolados na Justiça Eleitoral, garantindo transparência e rastreabilidade dos dados coletados.
A apresentação dos números segue integralmente os percentuais divulgados pelos institutos, respeitando as margens de erro e os períodos de coleta informados em cada registro. Essa prática assegura que o leitor tenha acesso a informações confiáveis, dentro dos parâmetros legais que regulamentam a pesquisa eleitoral no país.
Quais os números da pesquisa Datafolha de 24 de julho; Lula amplia vantagem
A pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (24) aponta o presidente Lula (PT) com 48% das intenções de voto no segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que registra 43%.
No primeiro turno, o Lula aparece com 40%, ante 32% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os números indicam estabilidade em relação ao levantamento de junho, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Histórico da intenções de voto no 1° turno de acordo com o Datafolha
A pesquisa também mediu a rejeição aos pré-candidatos, e Flávio Bolsonaro lidera esse índice, com 48% dos eleitores afirmando que não votariam nele “de jeito nenhum”, seguido por Lula, com 46%.
A avaliação do governo Lula apresenta um equilíbrio: 32% consideram a gestão “ótima ou boa”, 28% a veem como “regular” e 38% a classificam como “ruim ou péssima”. O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre os dias 22 e 24 de julho e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-01166/2026.
Principais números da pesquisa Datafolha de julho
- Segundo turno (Lula x Flávio Bolsonaro): Lula 48%, Flávio 43% .
- Primeiro turno: Lula 40%, Flávio Bolsonaro 32% .
- Rejeição: Flávio Bolsonaro (48%) e Lula (46%) são os mais rejeitados .
- Avaliação do governo Lula: 32% ótimo/bom, 28% regular, 38% ruim/péssimo
Cenários de primeiro turno e segundo turno
Votos totais para presidente no primeiro turno
No cenário estimulado para o primeiro turno, quando a lista de pré-candidatos é apresentada ao eleitor, o presidente Lula lidera com 40% das intenções de voto. O senador Flávio Bolsonaro aparece na segunda colocação, com 32%.
O pelotão dos demais candidatos está embolado, dentro da margem de erro, com Ronaldo Caiado (PSD) marcando 4%, Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) com 3% cada.
Abaixo, Augusto Cury (Avante) tem 2%, enquanto Samara Martins (UP), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Rui Costa Pimenta (PCO) registram 1%. Leonardo Avalanche (PRTB), Hertz Dias (PSTU) e Edmilson Costa (PCB) não pontuaram.
Brancos e nulos somam 8%, e 3% não sabem ou não responderam.
Simulações de segundo turno
O Datafolha testou três cenários para um eventual segundo turno.
- Contra Flávio Bolsonaro, Lula tem 48% contra 43% do senador.
- Em um cenário contra o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, o presidente venceria por 47% a 40%.
- Contra o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, a vantagem de Lula seria de 48% a 40%

Rejeição aos pré-candidatos: Flávio lidera
A pesquisa Datafolha também questionou os eleitores em quem eles não votariam “de jeito nenhum”. O senador Flávio Bolsonaro lidera o índice de rejeição, com 48%, o mesmo patamar da pesquisa de junho. O presidente Lula aparece logo atrás, com 46% de rejeição, também estável em relação ao mês passado .
Os demais pré-candidatos têm rejeição significativamente menor: Romeu Zema (Novo) é rejeitado por 13%, Ronaldo Caiado (PSD) por 12%, e Cabo Daciolo (Mobiliza) e Renan Santos (Missão) também com 12% .
Qual a chance da eleição ser definida no primeiro turno, de acordo com o Datafolha
O cenário atual torna improvável uma definição da eleição já no primeiro turno. Para que isso aconteça, o candidato vencedor precisaria obter mais da metade dos votos válidos, excluídos os brancos e nulos.
Com Lula registrando 45% dos votos válidos e Flávio Bolsonaro 36% na pesquisa Datafolha, o presidente está abaixo do patamar de 50% mais um voto necessário para a vitória imediata . Além disso, a distância de 9 pontos percentuais entre os dois no cenário de votos válidos, ainda que dentro da margem de erro de 2 pontos, não é suficiente para garantir a maioria absoluta exigida pela legislação eleitoral .
O histórico das eleições presidenciais, desde a redemocratização, mostra que é muito difícil uma eleição decidida no primeiro turno, o que reforça a tendência de que as eleições de 2026 também deverão ser decididas em 25 de outubro.
Metodologia da pesquisa
O levantamento do Datafolha foi realizado com 2.004 eleitores de 16 anos ou mais, em pontos de fluxo populacional em todo o país, entre os dias 22 e 24 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01166/2026.
Fundação Perseu Abramo coloca no ar íntegra do curso Projeto Nacional de Desenvolvimento
A partir de agora, o curso Projeto Nacional de Desenvolvimento está disponível, na íntegra, a todos os interessados. O curso foi oferecido inicialmente no primeiro semestre de 2026, gratuitamente, pela Fundação Perseu Abramo, centro de formação política e de produção de conhecimento do PT, porém, as aulas eram lançadas a cada semana. Agora, todas as aulas já estão no sistema EAD.
- Confira a pesquisa Datafolha em tempo real: Quais os números da pesquisa Datafolha de 24 de julho; Lula amplia vantagem
Os conteúdos passam por temas diversos como economia, política, história, conjuntura, trabalho e mudanças climáticas. O objetivo da iniciativa foi criar um espaço de formação voltado a reconstruir, com rigor e perspectiva histórica, a ideia de desenvolvimento como escolha política.
A primeira aula, com o tema O que é o Projeto Nacional de Desenvolvimento, é ministrada pelo ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, e a economista Juliane Furno. O encerramento conta com o ex-presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, e novamente Juliane Furno, que discorrem sobre o tema Mobilização social, coalizões e disputa cultural.
O curso pode ser acessado aqui: https://fpabramo.org.br/curso/caminhos-do-projeto-nacional-de-desenvolvimento/
Conheça cada uma das aulas e os seus respectivos professores:
Aula Inaugural: Zé Dirceu e Juliane Furno
Aula 1: O que é Projeto Nacional de Desenvolvimento
Professor: Ronaldo Pagotto, advogado e integrante da Comissão Nacional do Projeto Brasil Popular
Aula 2: O projeto nacional de desenvolvimento do século XX e a “construção interrompida”
Professor: Ricardo Bielschowsky, Professor Titular do Instituto de Economia da UFRJ. Foi Diretor do escritório brasileiro da CEPAL (1991-2011).
Aula 3: A experiência de construção do socialismo com características chinesas e a economia política do Leste Asiático
Professor: Marco Fernandes, membro do Conselho Popular do BRICS, analista geopolítico do Brasil de Fato e editor da revista Wenhua Zongheng Internacional.
Aula 4: Limites e possibilidade para o projeto nacional de desenvolvimento na nova era global
Professora: Juliane Furno, professora de economia na UFF. Doutora em desenvolvimento econômico na Unicamp
Aula 5: Estado, Planejamento e capacidades estatais
Professor: Pedro Rossi, economista e Professor do Instituto de Economia da Unicamp
Aula 6: Infraestrutura, território e integração produtiva
Professor: Roberto Garibe, atual Secretário Especial do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Aula 7: Trabalho, renda e proteção social como estratégia de desenvolvimento
Professor: Dari Krein, docente da Unicamp, pesquisa mercado e relações de trabalho
Aula 8: Financiamento do Desenvolvimento
Professor: Elvio Gaspar engenheiro e mestre em planejamento urbano e regional pelo Ippur/UFRJ
Aula 9: Política industrial e tecnológica no século XXI: mudança produtiva, produtividade e complexidade
Professora: Verena Hitner, Diretora do Departamento de Governança e Indicadores de Ciência e Tecnologia da Secretaria-Executiva do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Aula 10: Revolução Educacional: Educação e cultura: formação e disputa de projeto nacional
Professora: Joana Salém, historiadora e doutora em história econômica pela Universidade de São Paulo.
Aula 11: Integração econômica na América Latina e no Sul Global: soberania, desenvolvimento e nova geopolítica
Professor: Pedro Barros, Técnico de planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Aula 12: Vantagens Competitivas
Professora: Camila Gramkow, doutora em Economia das Mudanças Climáticas pelo Tyndall Center for Climate Change Research e diretora interina da CEPAL no Brasil.
Aula 13: Questão agrária, desenvolvimento ambiental
Professora: Yamila Goldfarb, geógrafa, presidenta da Associação Brasileira de Reforma Agrária (ABRA) e professora visitante da UFABC.
Aula de encerramento: Mobilização social, coalizões e disputa cultural
Professores: José Sergio Gabrielli, coordenador do programa de governo do presidente Lula e ex-presidente da Petrobrás; e Juliane Furno, professora de economia na UFF. Doutora em desenvolvimento econômico na Unicamp
Para saber mais, consulte a página do Curso no site da Fundação Perseu Abramo: https://fpabramo.org.br/curso/caminhos-do-projeto-nacional-de-desenvolvimento/

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MEC visita obras do novo Campus Zona Leste da Unifesp
Ministro da Educação Leonardo Barchini visita obras da Unifesp e participa com Lula de encontro com lideranças da ciência, tecnologia e inovação

Números de desmatamento desmentem argumentos do tarifaço
80% das áreas da Amazônia tiveram desmatamento zero, diz Imazon

Pesquisa mostra que vacinação diminuiu prevalência de HPV entre jovens
Benefícios se estenderam até a pessoas que não se imunizaram

EUA isentam 471 produtos de nova tarifa de 12,5%
Café, petróleo, fertilizantes e suco de laranja estão na lista

Manual do Eleitor: posso votar sem biometria?
Tecnologia utilizada pela Justiça Eleitoral reforça a segurança na identificação do eleitorado e ajuda a prevenir fraudes
