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Da Redação
EUA afirmam que vão fazer operações por terra contra o tráfico na América Latina
Os Estados Unidos planejam ampliar para o território terrestre a ofensiva militar contra organizações ligadas ao narcotráfico na América Latina. A informação foi divulgada na quarta-feira (12) pelo secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, durante visita ao Panamá. Segundo ele, Washington trabalha com a Colômbia, o Equador e outros países parceiros para realizar operações em terra contra grupos classificados pelo governo dos EUA como organizações terroristas. Saiba mais na TVT News.
A declaração representa uma mudança importante na estratégia adotada pelo governo de Donald Trump. Desde setembro de 2025, as Forças Armadas norte-americanas vêm realizando ataques contra embarcações que Washington afirma estarem envolvidas com o tráfico de drogas no Caribe e no Oceano Pacífico Oriental. As operações já deixaram mais de 200 mortos, segundo os números apresentados nos textos que embasam esta reportagem.
Agora, o governo norte-americano sinaliza que pretende levar a mesma lógica para ações terrestres. Hegseth afirmou que os Estados Unidos estão desenvolvendo, em conjunto com aliados, uma capacidade operacional semelhante à utilizada nos ataques contra as embarcações.
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“Será o mesmo efeito em terra”, afirmou o secretário, ao explicar a estratégia. Segundo ele, o objetivo é atingir organizações que atuem no tráfico de cocaína, no comércio de fentanil e no controle territorial de áreas consideradas estratégicas pelos Estados Unidos.
Colômbia entra na estratégia militar dos EUA
A Colômbia ocupa posição central nos novos planos de Washington. O país passou a integrar recentemente a Coalizão das Américas contra os Cartéis, iniciativa liderada pelos Estados Unidos que reúne 19 países.
Durante a reunião da coalizão, realizada no Panamá, Hegseth afirmou que a Colômbia havia autorizado operações militares conjuntas com os Estados Unidos para combater grupos classificados como terroristas pelo governo norte-americano.
Questionado sobre a possibilidade de ações contra remanescentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e integrantes do Exército de Libertação Nacional (ELN), o secretário respondeu afirmativamente. Segundo ele, organizações incluídas na lista de grupos terroristas dos Estados Unidos podem ser consideradas “alvos legítimos” em operações realizadas em parceria com governos locais.
A aproximação entre Washington e Bogotá ocorre em meio à reorganização da política de segurança dos Estados Unidos para a América Latina. O governo Trump busca ampliar a cooperação militar com governos considerados alinhados à sua estratégia regional e utiliza o combate ao narcotráfico como um dos principais instrumentos dessa política.
A nova coalizão também reúne países como Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Honduras e Peru. Brasil e México, por outro lado, não integram a iniciativa.
PCC e Comando Vermelho são classificados como terroristas
A ofensiva norte-americana também alcança organizações criminosas brasileiras. Em junho, os Estados Unidos incluíram o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) entre as organizações classificadas como terroristas pelo governo norte-americano.
A classificação amplia o alcance das medidas que Washington pode adotar contra integrantes e estruturas financeiras dessas organizações. A declaração de Hegseth, entretanto, também levanta dúvidas sobre até onde a estratégia militar poderá avançar na América Latina.
Ao justificar a possibilidade de ataques, o secretário comparou organizações de narcotráfico a grupos como o Estado Islâmico e a Al-Qaeda. “Onde quer que trafiquem drogas ou ameacem o povo americano ou nossos parceiros, essas organizações são um alvo”, afirmou.
A retórica representa uma ruptura com a abordagem tradicional de combate ao tráfico, baseada principalmente em operações policiais, investigações, apreensões, cooperação judicial e processos criminais.
Hegseth afirmou que os Estados Unidos não pretendem necessariamente submeter integrantes dessas organizações a processos judiciais. Segundo ele, Washington pretende utilizar “todas as capacidades” do governo norte-americano para destruir as redes criminosas.
Ataques contra embarcações geram críticas
A expansão da estratégia ocorre enquanto os ataques realizados em águas internacionais são alvo de críticas de parlamentares, juristas e organizações de defesa dos direitos humanos.
O governo Trump sustenta que as embarcações atingidas estavam envolvidas com o tráfico de drogas e passou a considerar os integrantes dessas redes como combatentes ilegais. Os Estados Unidos também informaram ao Congresso que consideram estar em um “conflito armado” contra os cartéis.
Críticos contestam essa interpretação. Entre os questionamentos está a ausência de provas públicas apresentadas pelo governo norte-americano sobre a presença de drogas em algumas das embarcações destruídas ou sobre a ligação dos mortos com organizações criminosas.
Organizações de direitos humanos e especialistas em direito internacional também questionam a legalidade de ataques letais sem julgamento ou possibilidade de defesa. A controvérsia aumenta diante da declaração de Hegseth de que os Estados Unidos pretendem reproduzir em terra a capacidade empregada nas operações marítimas.
Doutrina Monroe volta ao discurso de Washington
As declarações de Hegseth também fazem parte de uma retomada explícita da Doutrina Monroe pela administração Trump.
Criada em 1823, a doutrina estabeleceu historicamente a defesa da primazia dos Estados Unidos sobre o continente americano e foi utilizada, ao longo dos séculos XIX e XX, como justificativa para diferentes formas de intervenção norte-americana na América Latina.
Durante sua passagem pelo Panamá, Hegseth apresentou uma interpretação atualizada dessa política e afirmou que os Estados Unidos pretendem impedir que organizações consideradas terroristas ou potências estrangeiras assumam o controle de áreas estratégicas do continente.
O Canal do Panamá aparece como um dos principais pontos dessa disputa geopolítica. O governo Trump tem demonstrado preocupação com a presença e a influência econômica chinesa na região, enquanto o governo panamenho defende a soberania do país sobre o canal.
Nesse contexto, o combate ao narcotráfico passa a ser associado a uma estratégia mais ampla de segurança e influência regional.
Brasil fica fora da coalizão
O Brasil não participa da Coalizão das Américas contra os Cartéis. A ausência brasileira ocorre ao lado do México, outro país de grande importância na rota internacional do tráfico de drogas.
A estratégia anunciada por Hegseth, porém, pode ter repercussões para toda a América Latina, especialmente porque o secretário afirmou que os alvos poderão estar “onde quer que” as organizações de tráfico atuem.
A inclusão do PCC e do Comando Vermelho na lista de organizações terroristas dos Estados Unidos acrescenta uma dimensão adicional à questão para o Brasil. Embora não faça parte da coalizão, o país abriga duas das organizações criminosas mais importantes classificadas por Washington.
A expansão das operações militares norte-americanas, portanto, abre um novo capítulo na política de segurança dos Estados Unidos para a América Latina. Ao combinar combate ao narcotráfico, operações militares, classificação de organizações criminosas como terroristas e retomada do discurso da Doutrina Monroe, o governo Trump sinaliza uma atuação mais direta na região.
Para os países latino-americanos, a mudança também coloca em debate os limites da cooperação militar com Washington, a soberania nacional e o respeito ao direito internacional. A principal questão agora é como a promessa de operações terrestres será colocada em prática e quais serão os mecanismos de autorização, controle e responsabilização das forças envolvidas.
Brasil adota reciprocidade contra EUA
Leia a nota oficial do Governo federal informando que abriu processo de reciprocidade contra o tarifaço dos EUA
Nota à imprensa sobre a abertura de processo de reciprocidade relativo às tarifas impostas pelos Estados Unidos
O governo brasileiro informa que deu início a análise de pleito ordinário de enquadramento, sob a Lei da Reciprocidade Econômica (Lei nº 15.122/2025), das medidas unilaterais adotadas pelo governo dos Estados Unidos da América no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio daquele país.
Nesta data, 13/08/2026, seguindo o rito previsto no Decreto nº 12.551, de 2025, a Secretaria-Executiva da Camex compartilhou o pleito com os demais membros do ComitêExecutivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex).
Em cumprimento ao artigo 16 do referido Decreto, o Ministério das Relações Exteriores está notificando o governo dos Estados Unidos sobre o início do processo e solicitando a realização de consultas diplomáticas. O processo de análise do pleito de reciprocidade seguirá os ritos previstos no Capítulo V do Decreto.
As consultas diplomáticas, que visam mitigar ou anular os efeitos das medidas e das contramedidas previstas na Lei da Reciprocidade Econômica, reforçam a disposição do governo brasileiro de privilegiar o diálogo e a negociação em suas relações internacionais.
Ao longo do último ano, o governo brasileiro atuou consistentemente junto ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) pelo encerramento das investigações baseadas na Seção 301, e apresentou evidências que refutam cada uma das alegações sobre supostas práticas desleais de comércio do Brasil.

As tarifas norte-americanas são injustificadas e arbitrárias, e o Brasil continuará defendendo sua posição em todas as instâncias cabíveis.
O governo do Brasil seguirá atuando para reduzir os danos causados pelas tarifas dos Estados Unidos à economia e à renda dos brasileiros.
Continuaremos a defender o multilateralismo e a reforma da Organização Mundial de Comércio (OMC), e seguiremos trabalhando pela diversificação de parcerias comerciais e abertura de novos mercados para nossos produtos.
Manteremos medidas de proteção aos setores afetados pelas tarifas por meio do Plano Brasil Soberano, preservando empregos e a capacidade produtiva nacional.
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
Confira quando sai a nova pesquisa Quaest para presidente
A nova pesquisa Quaest sobre a corrida presidencial de 2026 será divulgada nesta sexta-feira (14), com números atualizados do primeiro e segundo turnos, além de perguntas sobre inteligência artificial, rejeição e interferência estrangeira na eleição.
A pesquisa, encomendado pelo Grupo Globo, ouviu 2.004 eleitores em entrevistas presenciais entre segunda (10) e quinta-feira (13), com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro no TSE tem o número BR-06773/2026.
O que a nova pesquisa Quaest de 14 de agosto vai medir
Além da intenção de voto para presidente da República, o questionário da pesquisa Quaest traz perguntas sobre:
- Inteligência artificial – como os eleitores percebem o uso de IA nas campanhas eleitorais;
- Rejeição aos candidatos – quais nomes os eleitores conhecem e em quais não votariam de maneira alguma;
- Interferência estrangeira – se governos de outros países tentam influenciar o processo eleitoral brasileiro;
- Sentimentos em relação aos candidatos ;
- Percepção sobre economia, emprego e preços dos alimentos;
- Quem o eleitor acredita que vencerá a eleição, independentemente da intenção de voto.
A pesquisa Quaest testa 13 nomes no primeiro turno e quatro simulações de segundo turno: Lula x Flávio Bolsonaro, Lula x Renan Santos, Lula x Romeu Zema e Lula x Ronaldo Caiado. Esta é a última pesquisa antes do início da propaganda eleitoral, que começa no domingo (16).
Quais os números da última pesquisa Quaest de 5 de agosto
- 1º turno: Lula (PT) lidera com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 30%. Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) aparecem com 4% cada, e Romeu Zema (Novo) tem 2%.
- 2º turno (Lula x Flávio Bolsonaro): Lula tem 44% contra 39% de Flávio — vantagem de cinco pontos.
- Aprovação do governo e do presidente Lula: 48% aprovam o governo, 47% desaprovam e 5% não responderam. A avaliação positiva do governo é de 36%, negativa de 36% e regular de 26%.
A série histórica da pesquisa Quaest para o segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, desde maio de 2026, é a seguinte:
- Maio de 2026: Lula com 42% e Flávio Bolsonaro com 41%.
- Junho de 2026: Lula com 44% e Flávio Bolsonaro com 38%.
- Julho de 2026: Lula com 45% e Flávio Bolsonaro com 37%.
- Agosto de 2026: Lula com 44% e Flávio Bolsonaro com 39%.
Esta série mostra a vantagem de Lula oscilando: de 1 ponto em maio (empate técnico), para 6 em junho, 8 em julho, e recuando para 5 pontos em agosto.
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Receita Federal apura crimes de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro em exploração de bets
A Receita Federal, por meio do Escritório de Pesquisa e Investigação na 4ª Região Fiscal e da Equipe de Fiscalização de Combate às Fraudes Estruturadas, participa, em conjunto com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, da Operação Arena, destinada a apurar a atuação de grupo empresarial investigado por supostos crimes de sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Saiba mais na TVT News.
A ação decorre de investigação que identificou indícios de utilização de uma estrutura societária e financeira, mantida no Brasil e no exterior, com o objetivo de conferir aparência de legalidade a operações relacionadas à exploração de apostas de quota fixa e jogos de azar e bets. Segundo os elementos apurados, a estrutura teria sido utilizada para simular a condução das atividades a partir do exterior, enquanto a gestão operacional, administrativa e decisória ocorreria, em tese, em território nacional.
Por determinação judicial, foram autorizados 17 mandados de busca e apreensão em 14 locais, nos estados da Paraíba, Sergipe, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. A decisão também prevê a apreensão de bens e valores até o limite aproximado de R$ 1 bilhão, montante relacionado às estimativas de valores supostamente envolvidos nos crimes investigados.
A Receita Federal participa da operação com 40 auditores-fiscais e analistas-tributários, atuando na identificação e coleta de elementos destinados à apuração de infrações tributárias, penais e administrativas relacionadas às pessoas físicas e jurídicas investigadas.
INVESTIGAÇÃO – As investigações apontam que empresas constituídas no exterior teriam sido utilizadas para justificar elevadas remessas internacionais de recursos, embora os elementos reunidos indiquem, em tese, a inexistência de atividades econômicas compatíveis com os valores movimentados.
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De acordo com os indícios apurados, o grupo teria empregado mecanismos sofisticados envolvendo empresas nacionais e estrangeiras, instituições de pagamento, operações de câmbio, ativos digitais e outras estruturas financeiras, com o propósito de dificultar a identificação da origem e da destinação dos recursos.
A investigação também identificou possíveis indícios de omissão de rendimentos e de utilização de estruturas empresariais destinadas a reduzir ou evitar, de forma irregular, a tributação incidente sobre as atividades desenvolvidas.
Embora a exploração de apostas de quota fixa tenha passado por recente processo de regulamentação no Brasil, os elementos reunidos indicam que atividades relacionadas ao setor já vinham sendo exercidas anteriormente, com indícios de utilização de mecanismos destinados a ocultar operações, receitas e beneficiários finais.
ATUAÇÃO – A Receita Federal passou a integrar a investigação em 2025, contribuindo com análises relacionadas à identificação de fraudes estruturadas, planejamento tributário abusivo, evasão de divisas e possíveis esquemas de lavagem de dinheiro.
Os elementos arrecadados durante o cumprimento dos mandados serão analisados para subsidiar futuras ações fiscais, incluindo a constituição dos créditos tributários eventualmente devidos e o compartilhamento de informações com os órgãos competentes.
TSE restabelece filiação de Flávio Bolsonaro ao PL e libera registro de candidatura
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) restabeleceu nesta quinta-feira (13) a filiação de Flávio Bolsonaro ao Partido Liberal (PL) e liberou a retomada do registro de sua candidatura à Presidência. Saiba mais na TVT News.
A decisão foi tomada pelo presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, após uma alteração no sistema da Justiça Eleitoral vincular o parlamentar ao partido Missão e impedir inicialmente o registro.
O ministro também ordenou a exclusão do registro que o vinculava ao Missão e liberou o Sistema CANDex, utilizado para encaminhar os pedidos de registro de candidatura.
A decisão atende a um pedido de tutela de urgência apresentado pela defesa de Flávio. Com a determinação, a campanha poderá prosseguir com o registro dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral, que termina às 19h deste sábado (15).
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TSE aponta alteração sem manifestação de Flávio
Segundo Nunes Marques, os documentos apresentados pela defesa demonstram que Flávio permanecia regularmente filiado ao PL.
Entre a noite de quarta-feira (12) e a manhã desta quinta, porém, um novo registro foi incluído no Sistema de Filiação Partidária (FILIA), provocando a desfiliação automática do senador e sua inclusão no Missão.
O ministro afirmou que não houve manifestação de vontade de Flávio para a mudança e ressaltou que a filiação partidária é uma condição de elegibilidade que não pode ser retirada por ação de terceiros.
“A filiação partidária constitui condição de elegibilidade e pressuposto para o exercício do direito de ser votado, não podendo ser suprimida por ato de terceiro estranho à vontade do filiado”, escreveu o ministro.
Mudança para o Missão é considerada incompatível
Nunes Marques também considerou o cenário da disputa presidencial, em que Flávio é o candidato anunciado pelo PL à Presidência, enquanto o Missão já tem Renan Santos como candidato ao mesmo cargo.
Na avaliação do ministro, o contexto torna pouco provável que Flávio tenha decidido voluntariamente trocar de partido.
“O Partido Missão, por sua vez, já possui candidato próprio e assumido ao mesmo cargo, circunstância que torna inverossímil a alegação de que o requerente teria migrado voluntariamente para agremiação que já anuncia a disputa à Presidência com outro nome”, afirmou.
O ministro também apontou risco de prejuízo à candidatura diante da proximidade do fim do prazo para registro.
Polícia Federal vai investigar alteração
Além de restabelecer o vínculo de Flávio com o PL, Nunes Marques determinou que o TSE preserve registros de acesso e logs do Sistema FILIA relacionados à alteração.
O ministro encaminhou o caso à Polícia Federal e determinou a abertura de investigação para identificar a autoria e esclarecer as circunstâncias da mudança no cadastro partidário.
O episódio veio à tona na manhã desta quinta (13), quando a campanha de Flávio tentou registrar sua candidatura e descobriu que o senador aparecia como filiado ao Missão. A alteração havia impedido o procedimento, já que as convenções partidárias terminaram em 5 de agosto.
Defesa diz que mudança ocorreu em menos de 11 horas
Na ação apresentada ao TSE, a defesa afirmou que Flávio estava filiado ao PL de forma ininterrupta desde novembro de 2021.
Os advogados anexaram uma certidão emitida às 23h17 de quarta-feira que ainda registrava a filiação do senador ao PL como “regular e exclusiva”. Menos de 11 horas depois, o sistema apontava o cancelamento do vínculo e a inclusão no Missão.
A defesa sustentou que a alteração ocorreu sem autorização do senador e poderia o retirar da disputa presidencial.
Os advogados também argumentaram que as regras do TSE exigem manifestação expressa do filiado para a desfiliação partidária e permitem a reversão do cancelamento por decisão judicial.
Com a decisão de Nunes Marques, Flávio Bolsonaro volta a constar como filiado ao PL e fica autorizado a dar continuidade ao registro de sua candidatura à Presidência dentro do prazo eleitoral.
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Sexta (14) tem Lula no Não Inviabilize; as Cunhãs participam da entrevista
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concede entrevista nesta sexta-feira (14) a dois podcasts de grande alcance: o “Não Inviabilize”, de Déia Freitas, e o “As Cunhãs”, das jornalistas Inês Aparecida e Hébely Rebouças.
A conversa, anunciada pelo próprio presidente em suas redes sociais, está prevista para as 11h e será transmitida ao vivo nos canais oficiais dos programas no YouTube. Confira detalhes com a TVT News.
Lula ao vivo no Não Inviabilize
O “Não Inviabilize” recebe o presidente Lula ao vivo em seu canal no YouTube. O programa, criado em 2020 por Déia Freitas, é atualmente o maior podcast da sua categoria no Brasil, com mais de 500 milhões de reproduções e mais de 1 mil histórias disponibilizadas gratuitamente. Déia Freitas é considerada a mais importante e premiada contadora de histórias da podosfera brasileira.
Veja Lula ao vivo no As Cunhãs
O podcast “As Cunhãs” também transmite ao vivo a entrevista do Lula em seu canal no YouTube. O programa é comandado pelas jornalistas Inês Aparecida, Hébely Rebouças e Kamila Fernandes e tem como foco a política local, nacional e internacional, com atenção especial à política cearense.
O que é o Não Inviabilize
O “Não Inviabilize” é um podcast de histórias reais criado em 2020 por Déia Freitas, que tem o dom de contar histórias com bom humor e sensibilidade. O programa conta com 19 quadros, sendo 7 exclusivos para assinantes, e possui um aplicativo próprio, além de uma comunidade engajada no Telegram com mais de 100 mil pessoas.
O bordão que marca o início de cada episódio é “Oi, gente, cheguei!”. Déia Freitas também é ativista da causa animal, voluntária de várias causas sociais e tutora de 6 gatos e 4 cachorros.
Lula e o picolé de limão no Não Inviabilze
“Picolé de Limão” é um dos quadros mais populares do podcast Não Inviabilize. Descrito como “o refresco ácido do seu dia”, o quadro reúne histórias do cotidiano marcadas por ciladas, trapaças e situações revoltantes.
Criado por Déia Freitas, o “Picolé de Limão” apresenta relatos verídicos enviados pelos ouvintes — histórias de “gente como a gente” que despertam fúria, indignação, mas também curiosidade e entretenimento. É o espaço onde o ouvinte encontra aquelas fofocas e causos que todo mundo quer saber, mas tem vergonha de admitir que tem curiosidade.
Sexta-feira tem conversa boa! A partir das 11h, vou bater um papo com a Déia Freitas, do Não Inviabilize, e com as jornalistas Inês Aparecida e Hébely Rebouças, do @AsCunhasPodcast.
— Lula (@LulaOficial) August 13, 2026
Vamos falar de Brasil, política, histórias, causos e, pelo que estou sabendo, até dos meus… pic.twitter.com/G13ZYf8f8N
O quadro é identificado pela vinheta de abertura que antecede cada episódio, com Déia anunciando: “Oi, gente! Cheguei! Cheguei pra mais um Picolé de Limão…”. Além das histórias do dia a dia, o “Picolé de Limão” também abriga especiais temáticos sobre férias, Natal, Ano Novo, viagens e até relatos de pessoas que mudaram de vida por políticas públicas.
O que é o canal As Cunhãs
O “As Cunhãs” é um podcast semanal sobre política, conduzido pelas jornalistas Inês Aparecida, Hébely Rebouças e Kamila Fernandes. O programa nasceu da vontade de falar sobre a cena política em geral, com atenção especial à política cearense, sob o ponto de vista de três mulheres.
No ar desde maio de 2020, o podcast está disponível nos principais tocadores e também no YouTube. O projeto conta com financiamento coletivo para melhorar a qualidade dos equipamentos e da produção.

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