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Da Redação

Seleção ideal da Copa do Mundo 2026 tem Vozinha, Messi, Mbappé e Haaland

A Fifa divulgou nesta quarta-feira (22) a seleção ideal da Copa do Mundo de 2026, formada a partir de votação popular realizada no site oficial da entidade. O time reúne alguns dos principais destaques do Mundial, como Lionel Messi, Kylian Mbappé, Erling Haaland e Rodri, mas também trouxe uma surpresa que chamou a atenção dos torcedores: o goleiro Vozinha, de Cabo Verde, foi o atleta mais votado para a posição e garantiu presença entre os 11 escolhidos. Leia em TVT News.

A equipe eleita reflete o desempenho de jogadores que tiveram papel de destaque ao longo da competição, encerrada com o título da Espanha. A campeã mundial terminou empatada com a França como a seleção com maior número de representantes na escalação ideal, com três atletas cada. A Argentina, vice-campeã, colocou dois nomes, enquanto Inglaterra, Noruega e Cabo Verde tiveram um representante cada.

O Brasil ficou fora da seleção ideal da Copa do Mundo. Nenhum jogador brasileiro apareceu entre os mais votados pelos torcedores, cenário que acompanha a campanha abaixo das expectativas da equipe na competição.

Vozinha é a principal surpresa da seleção

O maior destaque da votação foi o goleiro Vozinha, de Cabo Verde. Apesar de Unai Simón ter sido eleito pela Fifa como o melhor goleiro do Mundial, a preferência dos torcedores foi pelo arqueiro cabo-verdiano, que recebeu 39,6% dos votos e terminou como o atleta mais votado entre todos os integrantes da seleção ideal.

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A escolha evidencia o impacto das atuações de Vozinha durante a Copa do Mundo. Suas defesas em momentos decisivos fizeram com que conquistasse grande apoio popular, superando concorrentes de seleções tradicionais e garantindo espaço entre os principais nomes do torneio.

Além de representar Cabo Verde, Vozinha foi o único jogador de uma seleção africana presente na equipe ideal da competição.

Espanha e França lideram a seleção

Campeã mundial, a Espanha colocou três jogadores entre os escolhidos pelos torcedores. Os laterais Pedro Porro e Cucurella aparecem nas extremidades da defesa, enquanto Rodri ocupa o meio-campo.

Rodri também recebeu o prêmio oficial de melhor jogador da Copa do Mundo de 2026, consolidando um torneio de alto nível tanto defensivamente quanto na organização das jogadas da equipe espanhola.

A França igualou o número de representantes da Espanha. O zagueiro Upamecano, o meia-atacante Michael Olise e o atacante Kylian Mbappé foram escolhidos para a seleção ideal.

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Mbappé encerrou o Mundial como artilheiro da competição, com dez gols, desempenho que o colocou naturalmente entre os principais destaques da votação.

Olise também teve participação decisiva ao longo do torneio. Com sete assistências, terminou como o principal garçom da Copa e ganhou espaço entre os meio-campistas escolhidos pelo público.

Argentina mantém protagonismo com Messi

Mesmo sem conquistar o título, a Argentina colocou dois atletas na seleção ideal.

Lionel Messi voltou a ser um dos grandes protagonistas de um Mundial. Autor de oito gols durante a competição, o camisa 10 liderou a equipe argentina até a decisão e terminou entre os atacantes mais votados pelos torcedores.

Na defesa, Lisandro Martínez foi escolhido para formar a dupla de zaga ao lado de Upamecano.

A presença de Messi reforça sua permanência entre os principais nomes do futebol mundial, mesmo em uma edição da Copa marcada pela ascensão de novas gerações de atletas.

Haaland e Bellingham representam a nova geração

A Inglaterra aparece representada por Jude Bellingham. O meio-campista teve participação destacada durante toda a competição e integra o setor responsável pela criação das jogadas ao lado de Rodri e Olise.

No ataque, Erling Haaland completa o trio ofensivo ao lado de Messi e Mbappé.

O atacante da Noruega marcou sete gols durante a Copa do Mundo e teve atuações decisivas ao longo da campanha de sua seleção. Entre seus gols mais lembrados estão dois marcados diante do Brasil, resultado que contribuiu para sua escolha pelos torcedores.

A principal ausência entre os atacantes foi Harry Kane. Mesmo encerrando o torneio com seis gols, o inglês acabou ficando atrás de Haaland na votação popular.

Cubarsí e Unai Simón de fora

Além da ausência de jogadores brasileiros, alguns atletas premiados oficialmente pela Fifa ficaram fora da seleção ideal.

O caso mais evidente foi o de Unai Simón. Apesar de ter recebido o prêmio de melhor goleiro da Copa do Mundo, acabou superado por Vozinha na votação aberta ao público.

Outro nome ausente foi o zagueiro espanhol Cubarsí. Ele havia sido eleito o melhor jogador jovem do Mundial, mas não apareceu entre os defensores escolhidos pelos torcedores, que preferiram Lisandro Martínez e Upamecano.

Confira a seleção ideal da Copa do Mundo de 2026

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Reprodução/ Fifa

A equipe escolhida pelos torcedores ficou formada por:

Goleiro: Vozinha (Cabo Verde)

Defensores: Pedro Porro (Espanha), Lisandro Martínez (Argentina), Upamecano (França) e Cucurella (Espanha)

Meio-campistas: Rodri (Espanha), Jude Bellingham (Inglaterra) e Michael Olise (França)

Atacantes: Lionel Messi (Argentina), Kylian Mbappé (França) e Erling Haaland (Noruega)

Nova fase do Plano Brasil Soberano terá R$ 18,5 bilhões em linhas de financiamento


O governo federal anuncia nesta quarta-feira (22/7) uma nova etapa do Plano Brasil Soberano, com R$ 18,5 bilhões em linhas de financiamento destinadas a apoiar empresas brasileiras que atuam em setores estratégicos para a balança comercial, afetadas por tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, por conflitos internacionais e pelo avanço de medidas protecionistas no comércio mundial.

Do total previsto para o Plano Brasil Soberano III, serão R$ 13,5 bilhões de recursos do Tesouro Nacional e outros R$ 5 bilhões disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Os recursos poderão ser utilizados para capital de giro, aquisição de bens de capital, investimentos produtivos, inovação tecnológica, adaptação de produtos e processos, além de prospecção e abertura de novos mercados.

A ampliação será viabilizada por uma nova Medida Provisória, a ser assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e encaminhada ao Congresso Nacional nesta quarta-feira. A MP autoriza o aproveitamento de recursos do Tesouro Nacional e permite que esses valores sejam combinados com recursos próprios do banco.

O plano de aplicação será elaborado pelo BNDES e submetido à apreciação e à aprovação de um conselho interministerial, cuja composição e funcionamento serão definidos por decreto. O mecanismo permitirá direcionar os financiamentos de acordo com os impactos enfrentados por cada setor e com sua relevância estratégica para a economia e o comércio exterior brasileiro.

ALCANCE AMPLIADO — Também nesta quarta-feira, o presidente sanciona o Projeto de Lei de Conversão nº 7, originado da Medida Provisória nº 1.345, que criou as linhas de financiamento do Plano Brasil Soberano.

O texto inicialmente encaminhado pelo governo contemplava exportadores de bens industriais, seus fornecedores e empresas de setores industriais relevantes para o comércio exterior. Durante a tramitação no Congresso, o alcance do programa foi ampliado.

Passam a poder acessar os financiamentos exportadores da agricultura, da pecuária, das florestas plantadas, da pesca, da aquicultura e da mineração, além de cooperativas e associações vinculadas a essas atividades.

A lei também permite que os recursos destinados à inovação tecnológica financiem adaptações necessárias ao cumprimento de exigências sanitárias, fitossanitárias, ambientais, de rastreabilidade e de conformidade exigidas no comércio internacional.

EMPRESAS AFETADAS — Entre os principais beneficiários da nova etapa estão exportadores atingidos pelas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos com base nas seções 232 e 301 da legislação comercial norte-americana.

A Seção 232 afeta setores como aço, alumínio, automóveis e móveis. Já as medidas da Seção 301 alcançam produtos dos setores de madeira, carvão, máquinas e equipamentos elétricos, cerâmicas, plásticos, calçados, papel e açúcar.

O programa também atenderá empresas prejudicadas por conflitos internacionais, especialmente aquelas que exportam para países do Golfo Pérsico, como Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Irã, Kuwait e Omã.

Também serão contemplados setores considerados estratégicos para a balança comercial e para a segurança produtiva do país, entre eles fertilizantes, minerais críticos e estratégicos, produtos químicos, farmacêuticos, têxteis, automotivos, equipamentos eletrônicos, máquinas e materiais elétricos.

HISTÓRICO DO PROGRAMA — O Plano Brasil Soberano foi criado para preservar empresas, empregos, investimentos e a capacidade exportadora brasileira diante das mudanças no comércio internacional.

A primeira etapa, lançada em 2025, disponibilizou R$ 16 bilhões. A segunda, anunciada em 2026, tem orçamento de R$ 21 bilhões e já contabiliza R$ 19,5 bilhões em pedidos protocolados. Do total, R$ 10,6 bilhões já foram aprovados pelo Banco.

Do total de pedidos protocolados, R$ 7,5 bilhões são destinados a investimentos (ampliação e adaptação da capacidade produtiva, além de inovação tecnológica em processos e serviços), R$ 6,1 bilhões a capital de giro, R$ 4,7 bilhões a capital de giro destinado à produção para a exportação e R$ 1,2 bilhão à aquisição de bens de capital. Dos 677 projetos protocolados, 313 beneficiam micro, pequenas e médias empresas.

Kássio Nunes quer mexer nas metodologias da pesquisa de intenção de voto

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, estuda mudanças nas regras para o registro de pesquisas eleitorais. Saiba mais na TVT News.

A ideia é ampliar as informações a serem exigidas dos institutos de pesquisa antes da divulgação dos levantamentos de intenção de voto.

A proposta prevê a criação de um novo formulário de cadastramento, no qual as empresas terão de detalhar aspectos da metodologia utilizada, como o perfil da amostra, os critérios de seleção dos entrevistados e outras informações sobre a realização das pesquisas.

A iniciativa faz parte de uma reformulação do sistema de registro de levantamentos eleitorais discutida pela presidência do TSE.

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Novo formulário prevê mais informações sobre as pesquisas

Segundo a proposta em elaboração, os institutos poderão ser obrigados a informar previamente as áreas onde pretendem realizar as entrevistas, incluindo os bairros selecionados para a coleta dos dados.

A medida, no entanto, tem gerado preocupação entre especialistas e empresas do setor, que avaliam que a divulgação antecipada dessas informações pode facilitar tentativas de interferência externa durante a realização das pesquisas.

Nos bastidores do tribunal, Kássio Nunes Marques argumenta que o atual modelo de registro reúne diversas informações técnicas, mas de forma pouco organizada, e que as mudanças criariam um sistema mais padronizado, permitindo que candidatos, partidos, eleitores e a própria Justiça Eleitoral tenham acesso facilitado aos critérios metodológicos de cada levantamento.

A proposta também prevê a criação de uma plataforma no portal do TSE para reunir, de maneira padronizada, as principais informações sobre cada pesquisa registrada. O objetivo, segundo Nunes Marques, é ampliar a transparência dos levantamentos sem interferir em seu conteúdo ou nos resultados divulgados pelos institutos.

Entre os pontos em discussão está a possibilidade de exigir que as empresas justifiquem a escolha das regiões pesquisadas quando a coleta de dados ocorrer apenas em parte de um município ou estado.

Outro item proposto por Kássio é a inclusão de perguntas sobre os mecanismos utilizados para impedir a participação de robôs em pesquisas realizadas pela internet.

Além disso, o formulário poderá solicitar que os institutos informem previamente se pretendem apresentar aos entrevistados materiais relacionados aos candidatos, como fotografias, áudios ou vídeos, prática que está no centro de um julgamento ainda pendente no plenário do TSE.

Propostas geram críticas de institutos e especialistas

As mudanças representam mais um capítulo das discussões conduzidas por Kássio Nunes Marques sobre a regulamentação das pesquisas eleitorais.

Em junho, o ministro determinou a suspensão da divulgação de um levantamento da Atlas/Bloomberg após entender que o método empregado poderia influenciar a percepção dos entrevistados sobre um dos pré-candidatos à Presidência da República.

Na ocasião, a pesquisa exibiu aos participantes um áudio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Para o ministro, o procedimento poderia comprometer a neutralidade da consulta.

A pesquisa mostrou queda de seis pontos percentuais na intenção de voto para o senador.

Outra proposta defendida por Kássio é a criação de um selo de “acurácia” para reconhecer os institutos cujas pesquisas apresentarem resultados mais próximos do desempenho dos candidatos nas urnas. A ideia foi apresentada às empresas do setor e segue em discussão.

A versão inicial previa que apenas pesquisas realizadas na semana anterior às eleições poderiam concorrer ao selo. Agora, Kássio avalia restringir esse período aos levantamentos divulgados nas 48 horas que antecedem a votação.

Especialistas em pesquisa eleitoral, entretanto, têm manifestado preocupação com as mudanças. Entre as principais críticas está a obrigatoriedade de divulgar previamente os bairros onde serão realizadas as entrevistas, o que, segundo eles, poderia facilitar a atuação de grupos interessados em influenciar ou constranger entrevistadores, comprometendo a qualidade e a independência das pesquisas.

Também há resistência em relação ao selo de acurácia. Pesquisadores argumentam que diferentes metodologias podem produzir resultados distintos dentro da margem de erro e que o desempenho de um levantamento depende de diversos fatores, como o momento da coleta dos dados e o comportamento do eleitorado nos dias que antecedem a votação.

Para esse grupo, premiar institutos com base apenas na proximidade entre pesquisa e resultado eleitoral pode não refletir, necessariamente, a qualidade técnica do trabalho realizado.

Por hora, Alckmin descarta retaliação contra tarifaço

Com a entrada em vigor nesta quarta-feira (22) do tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva seguirá apostando na negociação diplomática e descartou uma resposta baseada em retaliações imediatas aos Estados Unidos. Saiba mais na TVT News.

Após uma série de reuniões com representantes dos setores produtivos mais atingidos pela sobretaxa de 25%, Alckmin reforçou que a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional, não deve ser interpretada como um instrumento de vingança comercial, mas como um mecanismo de defesa dos interesses nacionais.

“A ideia não é retaliação. Não é retaliação. Dizem que olho por olho, o que pode acontecer é os dois ficarem cegos”, afirmou o vice-presidente.

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Segundo Alckmin, o governo brasileiro considera a decisão dos Estados Unidos injustificada, mas entende que a prioridade deve ser preservar os canais diplomáticos para buscar uma solução negociada.

“Do que depender do Brasil, negociação sempre para buscar resolver essas questões”, declarou.

Governo Lula aposta em diálogo e proteção da indústria

A estratégia apresentada pelo governo combina atuação diplomática com medidas econômicas para reduzir os impactos do tarifaço sobre empresas brasileiras.

Durante os encontros promovidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), representantes de diversos segmentos defenderam que o Brasil evite uma escalada comercial que possa agravar ainda mais as dificuldades dos exportadores.

Alckmin explicou que a Lei da Reciprocidade continuará disponível caso seja necessária sua aplicação, mas ressaltou que sua utilização exige uma série de procedimentos legais, incluindo consultas e audiências públicas.

“A reciprocidade é: nós estamos sendo injustiçados e queremos corrigir isso. Nós temos instrumentos para fazê-lo, no momento oportuno, da forma adequada”, afirmou.

A posição do governo também foi recebida positivamente por boa parte das entidades empresariais presentes nas reuniões, que manifestaram preocupação com os efeitos de uma eventual guerra comercial entre Brasil e Estados Unidos.

Três frentes para enfrentar o tarifaço

O governo federal estruturou um plano de resposta baseado em três eixos principais:

  • apoio financeiro aos setores afetados;
  • abertura de novos mercados internacionais;
  • diálogo permanente com empresários para dimensionar os impactos da medida.

Segundo o MDIC, cerca de 18% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos poderão ser atingidas pela nova política tarifária americana.

O impacto estimado alcança aproximadamente US$ 7,4 bilhões em exportações, envolvendo cerca de 2,4 mil empresas brasileiras.

Entre os setores considerados mais vulneráveis estão:

  • máquinas e equipamentos;
  • eletroeletrônicos;
  • autopeças;
  • calçados;
  • produtos industriais de maior valor agregado.

Os Estados Unidos são atualmente o principal destino das exportações brasileiras de eletroeletrônicos e respondem por aproximadamente um quarto das vendas externas da indústria nacional de máquinas e equipamentos.

Crédito e flexibilização tributária estão em estudo

Uma das principais reivindicações apresentadas pelas entidades empresariais envolve a ampliação das linhas de crédito do programa Brasil Soberano.

O governo estuda oferecer financiamento para capital de giro e novos investimentos, permitindo que empresas afetadas atravessem o período de redução das exportações sem comprometer empregos e produção.

Também está em análise a flexibilização temporária das regras do regime de drawback, mecanismo que suspende ou isenta tributos incidentes sobre insumos utilizados na fabricação de produtos destinados à exportação.

Na prática, empresas que deixarem de vender aos Estados Unidos poderão ganhar prazo adicional para cumprir seus compromissos de exportação sem perder os benefícios tributários.

Alckmin explicou o funcionamento da medida.

“Quando eu exporto, eu não pago imposto. Então, se eu deixei de exportar, ao invés de recolher imediatamente esses tributos, você posterga o drawback. Você terá mais tempo para recolocar esses produtos no mercado internacional.”

Outra possibilidade discutida é flexibilizar temporariamente exigências relacionadas à manutenção de empregos para empresas que venham a receber apoio emergencial.

Governo considera tarifa injusta

O ministro do Desenvolvimento, Márcio Elias Rosa, reiterou que o governo brasileiro considera a decisão americana sem justificativa econômica.

“O fato de ser injusta, descabida e indevida não significa que o governo brasileiro não vá adotar todas as medidas para primeiro socorrer quem precisa. O governo brasileiro tem que olhar para os seus setores e tomar as medidas capazes de, no mínimo, amenizar o dano.”

Segundo ele, o objetivo imediato é reduzir os prejuízos para trabalhadores e empresas, preservando a competitividade da indústria brasileira.

Diversificação de mercados ganha prioridade

Além das medidas emergenciais, o governo Lula pretende acelerar uma estratégia considerada estrutural: reduzir a dependência do mercado norte-americano.

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) intensificará ações para ampliar a presença dos produtos brasileiros em mercados considerados estratégicos.

Entre os destinos prioritários estão:

  • Índia;
  • México;
  • Japão;
  • Singapura;
  • países do Sudeste Asiático.

Também permanecem como prioridade as negociações dos acordos comerciais entre Mercosul e União Europeia, Mercosul e EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio) e Mercosul-Singapura.

A avaliação do governo é que ampliar o número de mercados compradores fortalece a economia brasileira e reduz a vulnerabilidade diante de decisões unilaterais tomadas por parceiros comerciais.

Próximos dias serão decisivos

O cronograma elaborado pelo governo prevê novas reuniões com representantes dos setores de plásticos, veículos, borracha, autopeças e calçados para concluir o diagnóstico dos impactos econômicos.

Também está prevista uma missão oficial à Índia com o objetivo de abrir oportunidades comerciais para fabricantes brasileiros, especialmente do setor de máquinas e equipamentos.

Enquanto isso, o governo mantém a disposição de negociar diretamente com Washington para tentar reduzir ou reverter as tarifas.

Ao reafirmar que a prioridade brasileira continuará sendo o diálogo, Geraldo Alckmin sintetizou a estratégia adotada pelo governo Lula diante do agravamento das tensões comerciais.

“A ideia não é retaliação. Não é. Dizem que olho por olho, o que pode acontecer é os dois ficarem cegos.” Com essa sinalização, o Palácio do Planalto busca preservar os canais diplomáticos, proteger a indústria nacional e minimizar os impactos econômicos do tarifaço norte-americano sem abrir mão dos instrumentos legais disponíveis para defender os interesses brasileiros.

Flip 2026: Casa Paraty será palco da cultura caiçara viva em estreia no festival

A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), em sua 24ª edição, terá um novo espaço dedicado integralmente à cultura caiçara com a estreia da Casa Paraty. O espaço receberá mestres populares, coletivos de jovens, artistas quilombolas, grupos infantis e tradições orais locais, durante o festival literário que ocorre de 22 a 26 de julho. Leia em TVT News.

A partir das vivências do território e dos saberes tradicionais, o espaço pretende articular a memória e a produção criativa das novas gerações. A proposta contempla ainda a valorização da produção cultural da população de Paraty, por meio da música popular, da ciranda caiçara, do hip hop, do audiovisual, entre outras manifestações.

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Importância de manter a memória caiçara viva

Coordenadora e uma das idealizadoras do espaço, Gabriela Marsico ressalta a importância do elo entre as gerações de um território.

“Acredito que memória, identidade e pertencimento são inseparáveis. Uma cultura viva não se sustenta apenas preservando o passado, mas criando condições para que novas gerações possam se reconhecer nessas histórias e, ao mesmo tempo, produzir novas narrativas.”

Um dos destaques da programação será a participação, no sábado (25), às 22h, dos Cirandeiros de Paraty, fundamentais na construção da proposta artística da Casa. Eles reafirmam a força da ciranda como manifestação coletiva, ligada à memória oral, ao convívio comunitário e aos modos de vida tradicionais da Costa Verde.

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Segundo a curadora do espaço, Vanda Mota, o princípio que orientou a construção da programação foi harmonizar a produção cultural local em seus ritmos com o calendário de eventos de Paraty.

“Sendo a Flip o maior dos eventos culturais da cidade, é fundamental que a cultura local possa se apresentar com sua maturidade e seus processos para esse público.”

Diferentes linguagens das artes visuais

Além de uma programação com debates, apresentações e oficinas, a Casa Paraty terá durante todo o período da Flip a exposição Trindade: Quando o Território Virou Luta, com imagens do acervo fotográfico da Associação de Moradores da Trindade (AMOT). A mostra reúne registros produzidos entre o final da década de 1970 e o início dos anos 1980, documentando a mobilização da comunidade caiçara em defesa de seu território.

A Galeria de Arte Popular, mostra que também integra as atividades do espaço, reúne artistas de diferentes gerações que apresentam um panorama da história e da cultura de Paraty, por meio de diferentes linguagens das artes visuais, como fotografia, pintura, escultura e cerâmica. Segundo a curadoria, a mostra reafirma a arte como instrumento de preservação da memória, valorização das tradições e construção de novas narrativas culturais.

programação completa está no link.

* Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

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Lula sanciona Lei de Conversão nº 7 em ação de fortalecimento à indústria pós tarifaço

O presidente Lula deve sancionar hoje (22) o PLV (Projeto de Lei de Conversão) 7 de 2026, que modifica e reforça o sistema de crédito para exportadores brasileiros, em medida que também mitiga o tarifaço. Saiba mais na TVT News.

O instrumento serve para dar apoio aos setores que produzem para exportação, em especial em momentos de crise econômica.

Aprovado no Senado no início de julho, o texto modifica a Medida Provisória 1.345 de 2026, que disponibiliza R$ 15 milhões para linhas de financiamento vinculadas ao Projeto Brasil Soberano.

O programa foi lançado em agosto de 2025 como um pacote de medidas econômicas para enfrentar os impactos do aumento unilateral, em até 50%, das tarifas de importação sobre produtos brasileiros anunciado pelo governo dos Estados Unidos no fim de julho do ano passado, e deverá agora ser ampliado.

O projeto foi criado em 2025 pelo governo Lula, aliviando os danos da aplicação da primeira leva de tarifas por Donald Trump sobre produtos exportados pelo Brasil para os EUA.

A matéria abrangida pela lei precisou passar por ampliação dados os impactos na economia da guerra no Irã, que teve início em fevereiro deste ano.

Novos setores passaram então a ser beneficiários do crédito, como exportadoras ligadas ao agronegócio e agentes de suas cadeias de produção e comércio.

As linhas de crédito serão administradas pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), com cobertura dos riscos das operações financeiras sob a responsabilidade do FGE (Fundo de Garantia à Exportação).

Lula se reúne com empresários atingidos por tarifaço

Desde segunda (20), o governo Lula vem tendo rodadas de conversas com representantes do setor empresarial mais atingidos pelo novo tarifaço imposto às exportações brasileiras pelo governo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. As novas sobretaxas entram em vigor hoje, dia 22.

Os encontros, que serão coordenados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), têm como objetivo fazer uma avaliação das perdas de contratos, riscos para a produção e os empregos nas áreas mais atingidas pelo tarifaço e necessidades de crédito para definir novas medidas de apoio aos exportadores. Elas vão basear a nova etapa do Plano Brasil Soberano.

O governo avalia medidas como linhas de financiamento para capital de giro e investimentos, promoção comercial e apoio à abertura de mercados alternativos.

Em discurso na sexta-feira, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a orientação de Lula é proteger a economia e os trabalhadores, sem abandonar as negociações com o governo norte-americano.

“Nós não saímos da mesa de negociação, a negociação é permanente. Nós vamos defender o interesse do Brasil, o emprego, as empresas, a economia permanentemente. Essa é a orientação do presidente Lula. A outra é buscar novos mercados, e está indo bem”, declarou.

As novas barreiras comerciais afetam cerca de 2,4 mil empresas brasileiras e 18% dos produtos exportados aos EUA. O total de valores, considerando embarques realizados em 2024, é de US$ 7,4 bilhões em produtos. De acordo com o ministro do Desenvolvimento Márcio Elias Rosa, os setores mais afetados pelo tarifaço são de madeira, máquinas, equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos, calçados, etanol e açúcar.

Nesta quarta-feira (22), o presidente recebe para às 14h40 o CEO e Diretor Executivo da Stellantis, Antonio Filosa, conglomerado automotivo que engloba marcas como Fiat, Peugeot e Citroën.

Também participam do encontro o vice-presidente Geraldo Alckmin, a ministra da Casa Civil Miriam Belchior, o ministro da Fazenda Dario Durigan e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.

Com a entrada em vigor do novo tarifaço, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva seguirá apostando na negociação diplomática e descartou uma resposta baseada em retaliações imediatas aos Estados Unidos.

Após uma série de reuniões com representantes dos setores produtivos mais atingidos pela sobretaxa de 25%, Alckmin reforçou que a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional, não deve ser interpretada como um instrumento de vingança comercial, mas como um mecanismo de defesa dos interesses nacionais.

“A ideia não é retaliação. Não é retaliação. Dizem que olho por olho, o que pode acontecer é os dois ficarem cegos”, afirmou o vice-presidente.

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