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Da Redação
73% rejeitam uso de IA nas campanhas, diz Quaest
Sete em cada dez brasileiros desaprovam o uso de inteligência artificial (IA) por candidatos nas campanhas eleitorais de 2026, segundo pesquisa Genial/Quaest encomendada pela Globo em parceria com o jornal O Globo. De acordo com o levantamento, 73% dos eleitores são contrários à utilização da tecnologia, enquanto 21% aprovam seu uso. Saiba mais na TVT News.
Outros 3% afirmaram ser indiferentes à presença da inteligência artificial nas campanhas e 3% não souberam ou preferiram não responder.
A resistência à tecnologia aparece em diferentes segmentos do eleitorado. Entre os eleitores com até 34 anos, 68% desaprovam o uso de IA por candidatos. O percentual sobe para 76% entre pessoas com mais de 60 anos.
Também há diferença entre homens e mulheres. A rejeição chega a 78% entre as mulheres, enquanto 69% dos homens se posicionam contra a utilização da tecnologia nas campanhas.
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Rejeição atravessa diferentes grupos políticos
A desaprovação ao uso de inteligência artificial também é majoritária entre eleitores de diferentes posicionamentos políticos. Entre os eleitores de esquerda que não se identificam com o lulismo, 79% rejeitam a ferramenta nas campanhas. O índice é de 73% entre os lulistas.
Entre os bolsonaristas, 70% desaprovam a utilização da IA, enquanto a rejeição chega a 69% entre eleitores de direita que não se identificam com o bolsonarismo.
Já entre os eleitores independentes, 75% são contrários ao uso da tecnologia.
Os dados indicam que a preocupação com a utilização de conteúdos produzidos ou manipulados por inteligência artificial não está concentrada em apenas um grupo político ou faixa etária.
Vídeo de Jair Bolsonaro amplia debate sobre IA
A discussão sobre o uso da inteligência artificial nas eleições ganhou força após a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgar, durante o lançamento de sua candidatura à Presidência, um vídeo produzido com a tecnologia que reproduzia a imagem e a voz do ex-presidente Jair Bolsonaro.
No material, Bolsonaro aparece manifestando apoio ao filho e apresentando Flávio como herdeiro de seu projeto político para as eleições de 2026.
O episódio provocou questionamentos na Justiça Eleitoral. O PT acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), argumentando que o conteúdo poderia ser enquadrado como deepfake e estaria sujeito às restrições estabelecidas para o período eleitoral. O partido também questionou a divulgação do material antes do início oficial da campanha, apontando possível propaganda eleitoral antecipada.
A defesa de Flávio Bolsonaro, por sua vez, argumentou ao TSE que a inteligência artificial representa uma ampliação dos recursos técnicos disponíveis para a atividade política e que não seria possível eliminar completamente a tecnologia das campanhas.
TSE discute regras para inteligência artificial
A utilização de inteligência artificial se tornou um dos principais desafios para a Justiça Eleitoral nas eleições de 2026. O TSE marcou para esta terça-feira (18) uma reunião para discutir a aplicação das regras relacionadas à tecnologia e aos conteúdos manipulados artificialmente.
A legislação eleitoral permite o uso de IA nas campanhas sob determinadas condições. Entre as exigências está a identificação clara de conteúdos produzidos ou modificados com auxílio da tecnologia.
As regras também estabelecem restrições para o uso de inteligência artificial na produção de conteúdos falsos ou manipulados destinados a prejudicar adversários, disseminar desinformação ou atacar o processo democrático.
Os chamados deepfakes — conteúdos que simulam de maneira artificial a imagem ou a voz de uma pessoa — estão entre os pontos mais sensíveis da regulamentação eleitoral.
A discussão ocorre em um cenário no qual ferramentas de inteligência artificial generativa estão cada vez mais acessíveis e podem ser utilizadas para produzir vídeos, imagens e áudios com aparência realista. A preocupação da Justiça Eleitoral é estabelecer limites que preservem a liberdade de comunicação política sem permitir que conteúdos fraudulentos sejam utilizados para manipular o eleitorado.
Maioria rejeita uso da tecnologia
Para os eleitores entrevistados pela Quaest, entretanto, a questão vai além das regras jurídicas. O levantamento mostra uma rejeição expressiva à presença da inteligência artificial nas campanhas.
A diferença entre os que desaprovam e os que aprovam a utilização da ferramenta é de 52 pontos percentuais: 73% são contrários, enquanto apenas 21% defendem seu uso.
O resultado ocorre justamente quando partidos e candidatos começam a incorporar ferramentas de IA à comunicação eleitoral, aumentando a necessidade de fiscalização sobre conteúdos digitais e sua identificação pelos eleitores.
A pesquisa Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 10 e 13 de agosto de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-06773/2026.
Os números reforçam o tamanho do desafio para candidatos, partidos, plataformas digitais e para a própria Justiça Eleitoral: embora a inteligência artificial esteja se tornando uma ferramenta disponível para a comunicação política, a maioria dos eleitores brasileiros ainda demonstra forte resistência à sua utilização durante as campanhas.
Vestibulinho das Etecs oferece redução de 50% na taxa de inscrição
A partir desta segunda-feira (17), estudantes já podem solicitar a redução da taxa de inscrição do Vestibulinho das Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) para o primeiro semestre de 2027.
O processo seletivo das Etecs, administradas pelo Centro Paula Souza (CPS), abre portas para o ingresso nos ensinos Médio, Técnico, Integrado e especialização gratuitos. O prazo para pedidos de redução termina em 1º de setembro. A prova será aplicada em 6 de dezembro.
O valor integral da taxa de inscrição para o processo seletivo é R$ 50. Para ter direito ao pagamento de apenas metade do valor, o candidato deve estar regularmente matriculado no ensino fundamental ou médio, em curso pré-vestibular ou curso superior (graduação e/ou pós-graduação), além de receber renda mensal inferior a dois salários-mínimos (R$3.242) ou estar desempregado.
Como solicitar a isenção do vestibulinho das Etecs
A solicitação deve ser feita exclusivamente pelo site www.vestibulinho.etec.sp.gov.br. Ao acessar o portal, é necessário seguir para a seção “Iniciar Solicitação de Redução” e preencher o formulário eletrônico.
Em seguida, na seção “Documentos Comprobatórios”, o estudante precisa enviar, via upload, comprovantes de escolaridade (emitidos em meio físico ou eletrônico) e de rendimento.
Todas as instruções e declarações, inclusive para desempregados ou trabalhadores autônomos, informais e/ou eventuais, estão disponíveis na portaria no site https://vestibulinho.etec.sp.gov.br/documentos/portaria.asp.
As Etecs oferecem computadores com acesso à internet aos candidatos que necessitam de apoio para esta etapa. O interessado deve entrar em contato com a unidade para verificar os horários de atendimento.
As inscrições para o exame terão início no dia 2 de setembro, mas antes de se inscrever, o candidato que solicitou o benefício deverá aguardar o resultado da análise, a ser divulgado pela internet no site do Vestibulinho, a partir das 15h do dia 15 de setembro.
Quem receber o pedido com resposta indeferida poderá apresentar recurso entre 16 e 17 de setembro. A resposta ao recurso será disponibilizada no dia 29 de setembro.
Quais são os cursos que as Etecs oferecem
As Etecs oferecem mais de 200 cursos e preparam os alunos para o mercado de trabalho. São oportunidades em diversas áreas de formação, como Gestão e Negócios, Informação e Comunicação, Controle e Processos Industriais, e Ambiente e Saúde.

O CPS administra 229 Etecs, distribuídas em todas as regiões do estado de São Paulo. Para acompanhar o calendário e todas as novidades do Vestibulinho das Etecs, basta acessar o site www.vestibulinho.etec.sp.gov.br.
Confira o calendário do Vestibulinho das Etecs:
- De 17 de agosto até 1º de setembro: Período para pedir redução da taxa de inscrição
- De 2 setembro até 3 de novembro: Inscrições para o Vestibulinho
- 2 de dezembro: Divulgação dos locais de prova
- 6 de dezembro: Exame
- 11 de janeiro de 2027: Divulgação da classificação geral com desempenho dos candidatos e convocação da primeira chamada para matrícula
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Haddad faz caminhada com mulheres e apresenta propostas para São Paulo
O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, realizou nesta segunda-feira (17) seu primeiro ato próprio de campanha na disputa estadual. A agenda ocorreu no centro da capital paulista, com uma caminhada ao lado das candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). Também participaram a esposa de Haddad, Ana Estela Haddad, e a deputada federal Erika Hilton (PSOL). Leia em TVT News.
A atividade começou na Praça da República e seguiu até o Theatro Municipal. Durante o trajeto, Marina Silva relatou à repórter Emilly Gondim da TVT que foi intimidada por uma pessoa. Segundo a candidata, um homem se colocou de forma agressiva à sua frente. “Mas ele não sabia que, diante do amor, o ódio recua. Eu não dou um passo atrás“, afirmou.
A caminhada teve como um dos principais temas a agenda de políticas públicas para as mulheres. Haddad apresentou propostas relacionadas ao combate à violência doméstica, entre elas a ampliação do funcionamento das Delegacias de Defesa da Mulher para atendimento 24 horas em regiões de maior demanda.
O candidato também defendeu a integração de informações entre órgãos públicos para identificar situações de violência antes de uma denúncia formal. A proposta é criar uma central capaz de reunir registros e queixas para permitir um diagnóstico antecipado de possíveis casos de agressão.



Simone Tebet defende delegacias da mulher abertas 24 horas
Candidata ao Senado, Simone Tebet afirmou à TVT que o combate à violência contra as mulheres está entre as principais pautas de sua atuação política. Ela lembrou que presidiu a Comissão Permanente de Combate à Violência contra a Mulher do Congresso Nacional, criada em 2015.
Tebet citou leis aprovadas nos últimos anos, como a legislação que tipificou o feminicídio e mudanças relacionadas à violência sexual e ao assédio em transportes públicos. Também destacou uma alteração na Lei Maria da Penha que, segundo ela, ampliou a possibilidade de concessão de medidas protetivas.
Para a candidata, a estrutura de atendimento precisa funcionar justamente nos períodos em que as mulheres mais precisam. “Eu quero que uma parte desse recurso seja para garantir 24 horas por dia, sete dias na semana, as delegacias especializadas da mulher abertas aqui no interior”, afirmou à TVT.
Segundo Tebet, muitas dessas unidades não funcionam à noite ou nos fins de semana, o que dificulta o acesso de mulheres que procuram proteção.
Marina Silva relaciona meio ambiente, emprego e renda
Marina Silva também falou à TVT sobre a agenda ambiental e sua relação com o desenvolvimento econômico. Para ela, a preservação dos recursos naturais precisa estar associada à geração de empregos e renda.
“A agenda ambiental é, sobretudo, uma agenda de desenvolvimento econômico”, afirmou. Marina defendeu políticas capazes de enfrentar as mudanças climáticas ao mesmo tempo em que promovam atividades econômicas e protejam o meio ambiente.
A candidata também comentou as transformações nas relações de trabalho provocadas pela pandemia. Sobre o trabalho remoto, afirmou que a modalidade precisa ser analisada de forma técnica, considerando as atividades em que a presença física dos trabalhadores é necessária.
“O importante é garantir serviço público de qualidade para todas as pessoas”, disse Marina, citando áreas como saúde, educação, segurança pública e moradia.
Erika Hilton: “proteção deve alcançar todas as mulheres”
A deputada federal Erika Hilton destacou, em entrevista à TVT, a necessidade de incluir mulheres trans e travestis nas políticas de enfrentamento à violência de gênero.
“A defesa das mulheres trans e travestis perpassa pela defesa de todas as mulheres”, afirmou. Segundo Erika, a violência contra mulheres trans está relacionada a uma estrutura mais ampla de controle sobre os corpos femininos e de violência de gênero.
Ela também chamou atenção para o crescimento dos feminicídios e para problemas nas políticas de proteção às mulheres. “Todas as mulheres devem ser protegidas, porque não existe isso de proteger um grupo e ignorar outro porque a violência avança sobre todas nós”, afirmou.
Erika reforçou ainda que mulheres trans devem ser reconhecidas como mulheres também no acesso à Justiça. A deputada citou uma decisão recente em segunda instância em uma ação movida contra o SBT.
Haddad também aborda educação
Durante a caminhada, Haddad também falou sobre educação e políticas para a rede pública estadual. Questionado sobre a possibilidade de reversão de medidas já adotadas, afirmou que mudanças em contratos podem ser complexas.
O candidato declarou que, caso seja eleito, não pretende ampliar a adoção de escolas cívico-militares nem promover a privatização de escolas públicas. “O meu foco é ensino-aprendizagem, valorização do professor, dedicação do estudante, envolvimento das famílias”, afirmou.
Haddad disse que sua atuação na área da educação foi pautada por esses pontos e avaliou que São Paulo vem apresentando resultados negativos em razão de políticas que considera equivocadas.
A caminhada marcou o início da agenda própria de Haddad na campanha pelo governo paulista. O candidato havia participado, no domingo (16), do lançamento da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.
Curso sobre segurança pública da Fundação Perseu Abramo está disponível na íntegra
A Fundação Perseu Abramo, centro de formação política e de produção de conhecimento do PT, acaba de disponibilizar gratuitamente em seu site todo o conteúdo do curso “Segurança, cidadania e democracia”, cujas aulas terminaram agora no início de agosto. Saiba mais na TVT News.
Com isso, quem não conseguiu acompanhar a iniciativa tem a oportunidade de acessar todo o material de uma vez, o que possibilita organizar, da melhor maneira, o momento adequado para assistir às palestras. Para tanto, basta fazer inscrição pelo link https://fundacaoperseu180296.rm.cloudtotvs.com.br/FrameHTML/Web/App/Edu/PortalProcessoSeletivo/?c=1&f=1&ps=37&ai=39#/es/inscricoeswizard/dados-basicos.
Assim, será possível compreender as principais discussões que dizem respeito à segurança pública por uma perspectiva democrática.
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Os assuntos abordados por especialistas e acadêmicos tratam da participação social, do uso de técnicas e metodologias científicas, da estrutura institucional da segurança no país, dos programas e projetos exitosos, além das bases para uma política de segurança cidadã.
O curso, com carga total de 15 horas, está dividido em dois módulos: “Conceitos e bases para uma segurança com cidadania e democracia” e “Segurança cidadã baseada em evidências”. Juntos perfazem, respectivamente, um conjunto de sete e seis palestras. Há ainda as aulas inaugural e de encerramento.
No caso da primeira, intitulada “Segurança, democracia e soberania: desafios da esquerda sul-americana”, os convidados foram:
- o sociólogo e mestre em Ciências Sociais pela PUC-SP, Benedito Mariano, que comandou a Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo e a Secretaria de Segurança Cidadã de Diadema, atual coordenador do Núcleo de Segurança Pública na Democracia do Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa (IREE);
- e a socióloga Donka Atanassova, que é vereadora de Bogotá (Colômbia) pelo Pacto Histórico e que esteve à frente da Diretoria de Segurança e da vice-diretoria de Participação Cidadã de Bogotá.
Por sua vez, o encontro final reuniu a policial penal federal Amanda Teixeira, que é diretora da Penitenciária Federal de Brasília; e o doutor em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Alberto Kopittke, que é diretor-executivo do Instituto Cidade Segura. Eles discorreram sobre o tema “Segurança e democracia: estratégias de prevenção e reintegração social”.
Informações do curso sobre segurança pública
Com curadoria do sociólogo Jorge Branco, que é doutor em Ciência Política pela UFRGS, o curso contou com os seguintes expositores:
- o antropólogo e cientista político Luiz Eduardo Soares, professor da Pós-Graduação em Literatura na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ex-subsecretário de Segurança e ex-coordenador de Segurança, Justiça e Cidadania do Estado do Rio de Janeiro;
- o jornalista Bruno Manso, que é escritor e pesquisador sobre segurança pública; a ex-diretora do Departamento de Prevenção da Secretaria de Segurança Urbana de São Bernardo do Campo, Ligia Daher;
- o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; a assessora da Presidência da República, Tamires Sampaio; a professora Cristiane Russomano, pós-doutora em Ciências Sociais pela PUC-RS; e a ex-secretária adjunta de Justiça do Rio Grande do Sul, Tâmara Biolo.
SERVIÇO
Curso “Segurança, cidadania e democracia”
15 horas divididas em dois módulos, com 7 e 6 aulas, além das palestras inaugural e de encerramento
Acesso completo aos conteúdos por inscrição no link https://fundacaoperseu180296.rm.cloudtotvs.com.br/FrameHTML/Web/App/Edu/PortalProcessoSeletivo/?c=1&f=1&ps=37&ai=39#/es/inscricoeswizard/dados-basicos
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Concursos federais têm novas nomeações e convocações
Novas nomeações e convocações de candidatos aprovados em concursos públicos foram autorizadas e publicadas no Diário Oficial da União. As medidas contemplam vagas para órgãos federais, contratação temporária e uma nova manifestação de interesse para candidatos que permanecem na lista de espera da primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU). Todas as nomeações foram homologadas antes do início do período de defeso eleitoral. Saiba mais na TVT News.
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Entre as medidas, estão autorizadas 69 nomeações de candidatos de nível superior aprovados dentro do número de vagas previsto na segunda edição do CPNU (CPNU 2). São dez vagas para a Agência Nacional do Cinema (Ancine), 50 para a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e nove para o Ministério da Saúde.
Na Ancine, as vagas são destinadas ao cargo de especialista em regulação da atividade cinematográfica e audiovisual. Na ANP, são 35 vagas para especialistas em regulação de petróleo e derivados, álcool combustível e gás natural e 15 para especialistas em geologia e geofísica do petróleo e gás natural. No Ministério da Saúde, as nove vagas são para pesquisadores, sendo duas destinadas ao Instituto Nacional de Câncer (Inca), uma ao Centro Nacional de Primatas (Cenp) e seis ao Instituto Evandro Chagas (IEC).
Confira os editais:
- Portaria MGI nº 6.672 – Ancine
- Portaria MGI nº 6.653 – ANP
- Portaria MGI nº 6.651 – Ministério da Saúde
COMANDO DO EXÉRCITO — Também foi autorizada a nomeação de nove aprovados em concurso público para o cargo de Professor do Magistério Superior do Comando do Exército, vinculado ao Ministério da Defesa. As vagas estão dentro do quantitativo originalmente previsto no certame.
Os órgãos deverão verificar previamente a existência de vagas e as condições orçamentárias e financeiras para o provimento dos cargos, além de editar os atos necessários para efetivar as nomeações.
CONVOCAÇÃO PARA VAGAS TEMPORÁRIAS — Também foi publicado ato que convoca 40 candidatos aprovados em lista de espera da primeira edição do CPNU (CPNU 1) para contratação temporária na Comissão Especial dos Ex-Territórios Federais. As vagas são destinadas a atividades técnicas de complexidade intelectual, com remuneração de R$ 7.647,20, jornada de 40 horas semanais e lotação presencial em Brasília (DF).
São 39 vagas para Analista Administrativo, com formação em Administração, Direito, Contabilidade ou Economia, e uma vaga para Analista Administrativo com graduação em Estatística. Os contratos terão duração de um ano, com possibilidade de prorrogação até o limite de cinco anos.
NOVA MANIFESTAÇÃO DE INTERESSE — Também foram divulgadas orientações para candidatos que permanecem na lista de espera do CPNU 1 após as manifestações de interesse realizadas anteriormente. Para continuar habilitados a uma eventual convocação para nomeação e posse, esses candidatos deverão realizar uma nova manifestação de interesse entre os dias 24 de agosto e 4 de setembro.
O procedimento será feito exclusivamente pelo aplicativo SOUGOV ou pela versão web do serviço, mediante login. Cada candidato deverá consultar os cargos para os quais permanece habilitado e informar, individualmente, se tem interesse em continuar concorrendo.
A manifestação poderá ser alterada dentro do período estabelecido no edital. A relação dos candidatos convocados e as demais informações estão disponíveis nos canais oficiais do MGI e do CPNU.
O candidato que informar que tem interesse em determinado cargo permanecerá na lista de espera correspondente e poderá ser convocado para nomeação e posse caso haja vaga disponível que alcance sua classificação, conforme as regras do concurso.
Já o candidato que informar que não tem interesse em determinado cargo será eliminado da lista de espera daquele cargo, inclusive para os fins de contratação temporária previstos nos editais de abertura do CPNU 1.
A ausência de manifestação dentro do prazo, seja porque a pessoa candidata não acessou o sistema ou porque não concluiu o procedimento até o final do período gerará eliminação do Banco de Candidatos Aprovados em Lista de Espera de todos os cargos do CPNU 1, inclusive para fins de contratação temporária.
Com Secom
Pretos e pardos são 49,8% das candidaturas nas eleições
Os candidatos pretos e pardos representam 49,9% das candidaturas registradas para as eleições de 2026, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizados no domingo (16). Embora o título desta reportagem faça referência a 49,8%, os números mais recentes apresentados pelo tribunal apontam para 49,9%, considerando 10.224 candidaturas de pessoas pretas ou pardas em um universo de 20.496 registros. Saiba mais na TVT News.
Do total, são 7.430 candidatos pardos, equivalentes a 36,3%, e 2.794 candidatos pretos, ou 13,6%. Já os candidatos que se autodeclararam brancos somam 9.974 registros, correspondentes a 48,7% do total.
Os demais grupos representam parcelas menores das candidaturas. Há 191 candidatos indígenas, o equivalente a 0,9%, e 107 candidatos amarelos, que correspondem a 0,5%. Ainda existem registros sem informação de cor ou raça e classificados como “não divulgáveis”.
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Os números podem sofrer alterações nas próximas semanas, já que a Justiça Eleitoral ainda analisa os pedidos de registro, além de possíveis substituições de candidaturas.
Participação negra recua em relação a 2022
A proporção de candidatos pretos e pardos apresentou uma pequena redução em relação às eleições gerais de 2022. Naquele pleito, os dois grupos representavam 50,3% das candidaturas, com 14.712 registros entre 29.262 postulantes.
Em 2026, portanto, a participação conjunta caiu 0,4 ponto percentual. A mudança ocorre principalmente pela redução da proporção de candidatos que se declararam pretos, de 14,1% em 2022 para 13,6% neste ano.
Entre os pardos, a variação foi pequena: a participação passou de 36,2% para 36,3%. Já os candidatos brancos aumentaram sua participação de 48,2% para 48,7%.
O levantamento do TSE também registra um pequeno crescimento no número de candidatos indígenas. Foram 186 em 2022 e 191 em 2026.
Representação é menor nos cargos majoritários
A presença de candidatos pretos e pardos varia significativamente conforme o cargo em disputa. A menor proporção aparece justamente na corrida pela Presidência da República.
Dos 13 candidatos à Presidência, apenas três se declararam pretos ou pardos. Eles representam 23,1% do total, mesmo percentual registrado em 2022.
A participação também é inferior à metade entre os candidatos aos governos estaduais. São 79 candidatos pretos ou pardos entre 195 registros, o equivalente a 40,5%. Em 2022, eram 90 entre 224 candidatos, ou 40,2%.
Na disputa pelo Senado, entretanto, houve crescimento. Em 2026, 117 dos 315 candidatos ao Senado são pretos ou pardos, o equivalente a 37,1%. Quatro anos antes, eram 79 entre 243 registros, ou 32,5%.
Entre os candidatos a vice-presidente, cinco dos 13 registros são de pessoas pretas ou pardas, ou 38,5%. Para vice-governador, são 89 entre 196 candidatos, representando 45,4%.
A proporção também varia entre os suplentes. Entre os candidatos a primeiro suplente do Senado, pretos e pardos representam cerca de 40,6%. Entre os segundos suplentes, chegam a 53,6%.
Maior presença nas eleições proporcionais
É nas disputas proporcionais que a participação de candidatos pretos e pardos se aproxima ou ultrapassa a metade dos registros.
Considerando conjuntamente as candidaturas para deputado federal, deputado estadual e deputado distrital, são 9.631 candidatos pretos ou pardos entre 19.127 registros, o equivalente a 50,4%.
Entre os deputados federais, a proporção é de 48,5%. Já entre os candidatos a deputado estadual, chega a 51,3%.
A maior participação aparece na disputa pela Câmara Legislativa do Distrito Federal. Dos candidatos a deputado distrital, 58,6% são pretos ou pardos.
Na comparação com 2022, a presença desses grupos passou de 48,3% para 48,5% entre os candidatos a deputado federal. Entre os deputados estaduais, houve recuo de 52,2% para 51,3%. Já entre os candidatos a deputado distrital, a participação avançou de 54,6% para 58,6%.
Mulheres pretas e pardas são maioria entre candidatas
Os dados do TSE também revelam diferenças quando a composição racial é analisada em conjunto com o gênero.
As mulheres representam cerca de 35% das candidaturas registradas para as eleições de 2026. Entre as 7.134 candidatas, 3.731 são pretas ou pardas, o equivalente a 52,3%.
Entre os homens, a participação é menor: 6.493 dos 13.362 candidatos são pretos ou pardos, ou 48,6%.
A composição racial também apresenta diferenças dentro do grupo feminino. Entre as mulheres candidatas, 45,9% são brancas, 35% são pardas e 17,3% são pretas. Indígenas representam 1,2% e amarelas, 0,6%.
Entre os homens, 50,1% são brancos, enquanto 36,9% são pardos e 11,7% são pretos.
Os dados mostram, portanto, que a presença proporcional de pessoas pretas é maior entre as candidaturas femininas do que entre as masculinas.
Participação varia entre os partidos
A distribuição das candidaturas pretas e pardas também apresenta diferenças importantes entre os partidos.
Segundo os dados do TSE, 19 dos 30 partidos que participam das eleições de 2026 têm pelo menos metade de suas candidaturas formada por pessoas pretas ou pardas.
Entre as maiores proporções estão PCB, com 65,2%; Mobiliza, com 63,6%; Rede, com 62,9%; PSOL, com 61,8%; Solidariedade, com 61,5%; e Avante, com 60,2%.
Em números absolutos, o MDB possui o maior número de candidatos pretos ou pardos: 636. Na sequência aparecem Republicanos, com 631; PDT, com 622; PL, com 615; Podemos, com 594; e Avante, com 572.
A proporção, entretanto, é diferente quando se considera o total de candidaturas de cada legenda. No MDB, por exemplo, os 636 candidatos pretos ou pardos representam 45,9% dos 1.386 registros.
No PT, são 542 candidatos pretos ou pardos entre 1.095 registros, ou 49,5%. No PL, a proporção é de 37,9%, com 615 candidatos entre 1.624 registros. No PP, são 281 entre 709, equivalentes a 39,6%.
Perfil geral das candidaturas
O levantamento consolidado pelo TSE mostra ainda que o perfil das candidaturas de 2026 é majoritariamente masculino. Cerca de 65% dos candidatos são homens, enquanto as mulheres representam 34,8%.
Outro dado é o nível de escolaridade. 58,5% dos candidatos têm ensino superior completo, enquanto 21,4% concluíram o ensino médio.
Entre as ocupações declaradas, empresários correspondem a 12,5% dos candidatos e advogados, a 8,2%. Também aparecem entre as principais categorias deputados, com 4,3%, e vereadores, com 3,9%.
A maior concentração etária está entre 40 e 59 anos. Metade dos candidatos declarou ser casada, enquanto 35% são solteiros e 12% divorciados.
Os dados do TSE ainda registram informações sobre identidade de gênero e orientação sexual. Entre os candidatos que declararam identidade de gênero, 99,07% se identificaram como cisgêneros e 0,9% como transgêneros.
O retrato das candidaturas mostra, assim, que a presença de pessoas pretas e pardas se aproxima da metade do total de postulantes às eleições de 2026, mas permanece distribuída de maneira desigual entre cargos, gênero e partidos. A menor representação está entre os cargos majoritários, especialmente na disputa presidencial, enquanto as candidaturas proporcionais apresentam percentuais mais próximos ou superiores à metade.

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