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Da Redação

Datafolha divulga primeiras pesquisas após início oficial da campanha eleitoral de 2026

O Instituto Datafolha divulgou nesta sexta-feira (21) os primeiros levantamentos de intenção de voto para os governos de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais realizados após o início oficial da campanha eleitoral. Os números indicam cenários distintos nos três estados, com vantagens expressivas para os atuais governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Eduardo Paes (PSD-RJ), além da liderança do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) em Minas Gerais.

As pesquisas, encomendadas pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, também trouxeram os primeiros números para as disputas ao Senado em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Governo de SP: Tarcísio mantém vantagem sobre Haddad e pode vencer no primeiro turno

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), segue liderando a disputa pela reeleição com 45% das intenções de voto, contra 27% do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT). A diferença entre os dois se manteve estável em relação à pesquisa de julho, quando Tarcísio tinha 46% e Haddad, 30%. Em março, primeiro levantamento do ano, o governador aparecia com 44%, ante 31% do petista.

Outros três pré-candidatos aparecem em um pelotão distante: Vera Lucia (PSTU) com 4%, Carlos Machado (PCB) e Policial Edjane (Agir) com 3% cada, Vivian Mendes (UP) com 2% e Izadora Dias (PCO) com 1%. Brancos, nulos e os que afirmam que não votarão em ninguém somam 11%, e 4% dos entrevistados se declararam indecisos.

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Fernando Haddad e Tarcísio de Freitas – Foto: Lula Marques e Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em um eventual segundo turno entre Tarcísio e Haddad, o governador venceria por 54% a 35%. Com essa vantagem, a resolução da disputa já no primeiro turno é uma possibilidade concreta. A pesquisa ouviu 1.610 eleitores presencialmente entre 18 e 19 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Senado em SP: Marina Silva e Simone Tebet lideram em empate técnico com André do Prado, segundo Datafolha

A disputa pelas duas vagas ao Senado por São Paulo tem três candidatos tecnicamente empatados na liderança, segundo o Datafolha. Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) aparecem com 12% das intenções de voto cada, seguidas de perto por André do Prado (PL), com 10%.

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Simone Tebet e Marina Silva – Foto: Lula Marques Agência Brasil

Na sequência, Guilherme Derrite (PP) marcou 7%, Ricardo Salles (Novo) apareceu com 6%, Geraldo Rufino (Podemos) com 4%, Soninha Francine (Cidadania) com 3% e Dra Eliana Ferreira (PSTU) também com 3%. Em julho, Marina e Tebet já apareciam na frente, com 18% e 16%, respectivamente, enquanto Ricardo Salles pontuava 13%.

Governo do RJ: Eduardo Paes lidera com folga e tem 41% das intenções de voto

O ex-prefeito da capital Eduardo Paes (PSD) lidera com folga a corrida eleitoral pelo governo do Rio de Janeiro. Aliado do presidente Lula, Paes marca 41% das intenções de voto no primeiro turno. O presidente da Assembleia Legislativa fluminense, Douglas Ruas (PL), aparece em segundo lugar com 19%, enquanto o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) tem 9%.

Todos os outros candidatos aparecem empatados com 2%: João Jacques Busnello (Missão), Willian Siri (PSOL), André Marinho (Novo), Cyro Garcia (PSTU) e Juliete Pantoja (UP). Há ainda 4% de indecisos e 16% de nulos e brancos. Este é o primeiro levantamento do Datafolha para a disputa de 2026 no Rio. Foram entrevistados 1.204 eleitores entre os dias 18 e 21 de agosto, com margem de erro de três pontos percentuais.

A chapa do PL para o Palácio Guanabara enfraqueceu nas últimas semanas com o desembarque da federação Progressistas e União, que agora se colocam como neutras na disputa. Com a saída do PP da coligação na semana passada, o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa, que era o vice de Ruas, anunciou apoio a Paes.

Senado no RJ: Benedita da Silva lidera e seis candidatos empatam pela segunda vaga

A deputada federal Benedita da Silva (PT) aparece à frente na disputa pelo Senado no Rio de Janeiro, com 15% das intenções de voto. Como o estado elegerá dois senadores em 2026, o Datafolha apresentou aos entrevistados duas perguntas distintas sobre a disputa.

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As deputadas Benedita da Silva e Talíria Petrone vestem a camisa da Bancada dos Trabalhadores. Foto: Pedro Morales

Pela segunda vaga, seis candidatos estão empatados tecnicamente. O deputado Carlos Jordy (PL) e o senador Carlos Portinho (PL) aparecem com 8% cada. Eles estão em empate técnico com os deputados Marcelo Crivella (Republicanos) e Pedro Paulo (PSD), e com a vereadora Mônica Benínico (PSOL), que têm 6% cada. O ex-prefeito de Belford Roxo Waguinho (Republicanos) foi citado por 3%. Outros 23% dos entrevistados declaram intenção de votar nulo ou branco, enquanto 12% afirmam estar indecisos.

A pesquisa ouviu 1.204 eleitores de terça (18) a sexta (21), com margem de erro de três pontos percentuais.

Governo de MG: Cleitinho lidera com 32%, Patrus e Kalil empatados em segundo

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera a disputa pelo governo de Minas Gerais com 32% das intenções de voto no primeiro turno. Em segundo lugar, empatados com 12% cada, estão os ex-prefeitos de Belo Horizonte Patrus Ananias (PT) e Alexandre Kalil (PDT).

O atual governador Mateus Simões (PSD), Flávio Roscoe (PL) e o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB) marcaram 4% cada. Túlio Lopes (PCB) teve 2%, enquanto Rafael Duda (PSTU), Ben Mendes (Missão) e Indira Xavier (UP) aparecem com 1%. Votos em branco e nulos somam 14%, e os indecisos, 13%.

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, Cleitinho também lidera com 15%, mas a fatia dos indecisos é dominante: 64%. O levantamento ouviu 1.204 eleitores entre terça (18) e quinta (20), com margem de erro de três pontos percentuais.

A corrida pelo governo mineiro é uma das mais tumultuadas deste ciclo eleitoral. Cleitinho foi e voltou sobre a candidatura ao Executivo do estado ao menos três vezes, comportamento que causou constrangimento no partido.

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Datafolha divulga pesquisa para presidente: Lula 39% e Flávio 33% no 1° turno; no 2° turno Lula 47%, Flávio 44%

O instituto Datafolha divulgou o resultado da pesquisa de intenção de voto para presidente em 21 de agosto.

No segundo turno a pesquisa Datafolha mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 4 pontos à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto da eleição presidencial. De acordo com o levantamento, Lula aparece com 47% neste cenário, enquanto Flávio tem 43%.

No primeiro turno, a distância entre os candidatos é de 6 pontos: Lula tem 39% e Flávio Bolsonaro 33%.

A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S. Paulo, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04496/2026.

Para este levantamento, o Datafolha entrevistou 2.058 pessoas com 16 anos ou mais, em todo o país, entre os dias 18 e 20 de agosto. A margem de erro é de dois pontos, e o índice de confiança é de 95%.

Augusto Cury (Avante) tem 2%, enquanto Samara Martins (UP), Wilton Grassi (Democrata), Rui Costa Pimenta (PCO) e Edmilson Costa (PCB) marcam 1%. Branco ou nulo 8% e os indecisos soma 3%.

Série histórica da pesquisa Datafolha no 1° turno

Série histórica da pesquisa Datafolha no 2° turno

Datafolha divulga a rejeição dos candidatos

A rejeição se manteve estável:

  • 46% não votam em Flávio Bolsonaro
  • 45% não votam em Lula

E Pablo Marçal na pesquisa Datafolha?

O Datafolha pesquisou também uma hipótese de primeiro turno com Pablo Marçal.

O ex-coach marcou 2%, tirando um ponto de Flávio Bolsonaro.

Marçal está inelegível e o Tribunal Superior Eleitoral já o proibiu de usar fundo partidário ou de fazer propaganda de TV até o julgamento da candidatura, o que deve ocorrer até, no máximo, em 14 de setembro.

O que significam os números do Datafolha de hoje? Eleições 2026 em resenha vai debater

Os dados da pesquisa Datafolha serão analisados no novo programa que a TVT exibe aos sábados, o Eleições 2026 em resenha.

Com a apresentação do jornalista Breno Altman, a atração conta com um time de especialistas composto por Beto Vasques, Camila Rocha e Esther Solano. 

O programa “Eleições 2026 em resenha” é fruto da parceria entre a Rede TVT e o Opera Mundi, e conta com o apoio da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), do Instituto Democracia em Xeque (DX) e da Fundação Friedrich Ebert Brasil (FES Brasil).  

“Nosso compromisso, com esse programa, é garantir uma análise de qualidade sobre o processo eleitoral, com profissionais dos mais renomados na produção e acompanhamento de pesquisas eleitorais, além de vasta experiência no estudo da opinião pública brasileira”, diz Tom Altman, diretor-geral de Opera Mundi. 

 O programa vai ao ar todo sábado, às 17h, pela TV aberta (canal 44.1 Grande São Paulo), YouTube (@redetvt e @omundi) e antena parabólica para todo o país (canal 555). 

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Programa Eleições 2026 em resenha é uma parceria entre a Rede TVT e o Opera Mundi, e conta com o apoio da FESPSP, do Instituto Democracia em Xeque e da Fundação Friedrich Ebert Brasil – Arte: TVT

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Opera Mundi e TVT estreiam Eleições 2026 em resenha

O Opera Mundi e a Rede TVT anunciam a estreia do programa “Eleições 2026 em resenha”, uma nova opção na programação para a cobertura aprofundada do processo eleitoral brasileiro.  

Com a apresentação do jornalista Breno Altman, a atração conta com um time de especialistas composto por Beto Vasques, Camila Rocha e Esther Solano. 

O programa “Eleições 2026 em resenha” é fruto da parceria entre a Rede TVT e o Opera Mundi, e conta com o apoio da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), do Instituto Democracia em Xeque (DX) e da Fundação Friedrich Ebert Brasil (FES Brasil).  

“Nosso compromisso, com esse programa, é garantir uma análise de qualidade sobre o processo eleitoral, com profissionais dos mais renomados na produção e acompanhamento de pesquisas eleitorais, além de vasta experiência no estudo da opinião pública brasileira”, diz Tom Altman, diretor-geral de Opera Mundi. 

“As eleições de 2026 serão decisivas para o futuro da democracia brasileira. Por isso, a TVT reafirma seu compromisso de oferecer informação de qualidade, contribuindo para que a população participe do processo eleitoral de forma consciente e bem-informada. Ciente dessa responsabilidade, a emissora lança um novo programa em parceria com o Opera Mundi, referência em análise política e eleitoral. O programa se soma às coberturas dos telejornais, do site e das redes sociais para deixar as eleitoras e os eleitores mais preparados para votar em outubro”, diz Mauricio Junior, presidente da TVT

 O programa vai ao ar todo sábado, às 17h, pela TV aberta (canal 44.1 Grande São Paulo), YouTube (@redetvt e @omundi) e antena parabólica para todo o país (canal 555). 

Programa Eleições 2026 em resenha 

  • Estreia: sábado, 22 de agosto 
  • Horário: 17h 
  • Onde assistir: TV aberta canal 44.1 (Grande SP), YouTube @redetvt e @omundi e pela parabólica para todo o Brasil no canal 555 

Como sintonizar a TVT 

É possível acessar ao conteúdo da TVT de várias formas: pela TV e internet. 

  • Pelo aplicativo Samsung Plus TV, canal 2044 
  • Na TV, na Grande São Paulo, basta sintonizar com antena digital no Canal 44.1 ou no Canal 512 da TV por assinatura para o ABC Paulista.  
  • Em todo o Brasil na TV parabólica digital (banda Ku) canal 555. 
  • A TVT também pode ser sintonizada em parceria com TVs comunitárias dos seguintes estados: Bahia, Goiás, Rio de Janeiro, Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. 

Além do sinal em TV aberta digital, a TVT também pode ser vista no YouTube, no Facebook, no TikTok e no Instagram e Kwai. Na Internet, também está no site tvtnews.com.br 

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Eleições 2026 – Arte: TVT News

Sobre a TVT 

A TVT é uma emissora educativa outorgada à Fundação Sociedade Comunicação Cultura e Trabalho, entidade cultural sem fins lucrativos, mantida pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e pelo Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região.  

Entre os princípios estão a luta pelos valores democráticos, o combate à desinformação, ao ódio e à intolerância das redes sociais que corroem a democracia. O foco é na valorização do interesse dos trabalhadores e na informação de acontecimentos que afetam a vida das pessoas, no Brasil e no mundo. 

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Após telefonema entre Lula e Trump, negociadores de Brasil e EUA retomam diálogo sobre tarifaço na próxima semana

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) confirmou que se reunirá na próxima semana com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, para discutir o tarifçao, as tarifas aplicadas pelo governo americano sobre produtos brasileiros.

O encontro, que ocorrerá por videoconferência, foi agendado após um telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump na manhã desta sexta-feira (21). Segundo o ministro, Greer fez contato imediatamente após a conversa entre os dois mandatários para buscar uma agenda com o brasileiro.

Ligação entre presidentes dura mais de uma hora e tem tom cordial

O telefonema entre Lula e Trump teve duração superior a uma hora e foi descrito como “cordial”. Durante a conversa, os dois presidentes trataram das taxas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. De acordo com nota da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Lula enfatizou que as alegações que basearam a medida – como desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos com trabalho forçado – “são infundadas”.

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Lula e Trump se encontram na Casa Branca – Foto: Ricardo Stuckert / PR

O governo brasileiro tem sustentado essa posição nas mesas de negociação desde o início do processo. Aliados do presidente avaliam que as medidas têm teor político e têm denunciado a atuação de adversários, como Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, para provocar a taxação. Apesar disso, a avaliação no entorno petista é que o processo de reciprocidade não deve avançar neste ano, e defendem cautela para evitar decisões precipitadas.

Brasil notificou EUA sobre reciprocidade na semana passada

Na semana anterior, o governo brasileiro informou ter notificado os Estados Unidos sobre o início do processo de reciprocidade em razão do tarifaço imposto aos produtos do país. O Brasil foi atingido por duas tarifas pela gestão Trump: uma de 25%, específica para o país, e outra de 12,5%, que alcança também outras nações. As taxas se somam, embora haja exceções para determinados produtos da pauta exportadora.

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Lei da Reciprocidade autoriza adoção de medidas comerciais em razão de práticas estrangeiras que impactem negativamente a competitividade brasileira. Foto: Youtube Gov BR/Reprodução

A tarifa adicional de 25% imposta pelos EUA a parte dos produtos brasileiros começou a valer em 22 de julho. De acordo com o MDIC, a medida atinge 15% do volume exportado para os EUA em 2025, o que equivale a US$ 5,8 bilhões. Os setores mais impactados são madeira, móveis, máquinas e equipamentos, calçados, produtos cerâmicos e açúcar.

Entenda o tarifaço dos EUA sobre o Brasil

O novo tarifaço foi adotado após uma investigação do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) sobre supostas práticas “desleais” do Brasil que prejudicariam empresas americanas. A administração Trump citou argumentos como o Pix, o desmatamento e a corrupção – todos rebatidos pelo governo brasileiro.

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defende o pix: soberania nacional. Foto: Ricardo Stuckert / PR

Além da tarifa específica de 25%, o Brasil foi atingido por uma sobretaxa aplicada sob a alegação de que, junto com outras 59 nações, o país falharia em barrar a entrada de importações fabricadas com trabalho forçado. Desse grupo, 54 países foram tarifados em 12,5% e outros seis com 10%. Os argumentos também são rechaçados pela gestão Lula.

A retomada das negociações é vista pelo ministro como um bom sinal. “Precisávamos, de fato, retomar as negociações, era isso o que o Brasil sempre buscou, trazer ele de volta à mesa”, afirmou. O encontro da próxima semana, ainda sem data definida, deverá restabelecer o diálogo entre as equipes técnicas dos dois países.

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Fim da escala 6×1 e PEC da segurança pública terão relatores aliados ao Governo Lula

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), acertou com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), a definição dos relatores das duas propostas de emenda à Constituição consideradas prioritárias pelo governo Lula: a PEC do fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança Pública. 

O senador Omar Aziz (PSD-AM) ficará com a relatoria da PEC que reduz a jornada de trabalho, enquanto o senador Rogério Carvalho (PT-SE) comandará a análise da proposta sobre segurança pública. As duas matérias foram encaminhadas nesta sexta-feira (21) para a CCJ, em um movimento que consolida a reaproximação entre o Planalto e o comando do Senado.

Nomeações selam acordo entre Planalto e Senado

A escolha dos nomes foi resultado direto da retomada do diálogo entre Lula e Alcolumbre nos últimos dias. O presidente do Senado se reuniu com o chefe do Executivo por três vezes em um período de dez dias, o que destravou pautas que estavam paralisadas na Casa. Com o encaminhamento das propostas para a CCJ, o governo agora busca aprovar as medidas no esforço concentrado do Congresso previsto para o final de agosto e início de setembro.

O senador Otto Alencar afirmou que a definição dos relatores foi construída em conjunto com Alcolumbre e que agora aguarda o cronograma de trabalhos dos dois parlamentares para verificar a viabilidade de aprovação ainda neste período. A movimentação ocorre em um momento em que o governo tenta acelerar a tramitação de propostas antes das eleições, aproveitando a janela de articulação política aberta pela aproximação com o presidente do Senado.

O que propõe a PEC do fim da escala 6×1

A Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a escala 6×1 reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e garante aos trabalhadores pelo menos dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. O texto aprovado pela Câmara dos Deputados estabelece um período de transição de até 14 meses, sem redução nos salários.

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Fim da escala 6×1 e redução de jornada de 44 para 40 horas semanais aconteceria em 1 ano. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Nos primeiros dois meses após a promulgação, a jornada máxima cairá para 42 horas semanais. Depois desse período, as empresas terão mais 12 meses para reduzir o limite para 40 horas. O fim da escala 6×1, com a garantia de duas folgas semanais, começará a valer 60 dias depois da promulgação. Os dias de descanso não precisam ser consecutivos, mas um deles deve ocorrer preferencialmente aos domingos.

A PEC não impede que empresas mantenham atividades durante todos os dias da semana. A mudança é voltada à jornada de cada trabalhador, o que permite que estabelecimentos que funcionam aos sábados, domingos e feriados organizem escalas diferentes entre seus funcionários, desde que respeitem o limite semanal e os dois dias de descanso.

O que prevê a PEC da Segurança Pública

A PEC da Segurança Pública amplia a atuação federal no combate ao crime organizado e inclui na Constituição Federal um sistema único de segurança pública, com atuação descentralizada e responsabilidades compartilhadas entre União, estados e municípios. O texto aprovado pelos deputados mantém as polícias civis, militares e penais e os corpos de bombeiros subordinados aos governadores.

A Polícia Federal passará a ter atribuição constitucional expressa para combater organizações criminosas e milícias privadas com atuação interestadual ou internacional. A Polícia Rodoviária Federal também terá sua área de atuação ampliada: além das rodovias federais, a corporação poderá atuar em ferrovias e hidrovias.

A proposta também insere na Constituição o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário Nacional, assegurando a existência desses mecanismos e estabelecendo uma base permanente para o financiamento das políticas de segurança e do sistema prisional. O texto prevê ainda instrumentos para fortalecer a atuação estatal contra facções e organizações criminosas consideradas de alta periculosidade.

Um ponto que ficou de fora da versão final foi a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos para crimes cometidos com violência ou grave ameaça. O trecho foi retirado antes da votação final na Câmara, a pedido do governo e do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e deverá ser discutido em outra proposta.

Leia também sobre o fim da escala 6×1

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Lula visita obras da BR-116 e da Ponte do São Raimundo em Governador Valadares (MG)

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, visitou nesta sexta-feira, 21 de agosto, as obras de duplicação da rodovia BR-116 e da Ponte sobre o Rio Doce (Ponte do São Raimundo), localizadas no município de Governador Valadares (MG). As intervenções são executadas pela concessionária Ecovias Rio Minas, responsável pela administração do trecho. Leia em TVT News.

Com investimentos de aproximadamente R$ 309 milhões, os trabalhos foram iniciados em junho de 2025 entre os km 408 e 421,6, com o objetivo de ampliar a capacidade de tráfego e reduzir o congestionamento local. O projeto total prevê a geração de cerca de dois mil empregos diretos e indiretos, com absorção de mão de obra prioritariamente pelos municípios cortados pela rodovia, levando crescimento econômico e desenvolvimento para a região.

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ESTRUTURA — As obras contemplam um conjunto de intervenções infraestruturais ao longo do trecho delimitado:

  • 9,1 quilômetros de pistas duplicadas;
  • 5,2 quilômetros de vias marginais;
  • Duas novas pontes, incluindo a nova estrutura sobre o Rio Doce;
  • Dois novos viadutos e construção de passagens inferiores com início em 2026;
  • Seis passarelas para pedestres e readequação de acessos segundo as diretrizes de acessibilidade da norma NBR 9.050/2004;
  • Seis pontos de ônibus, 12 acessos e dois retornos.

NOVA PONTE — A nova ponte sobre o Rio Doce tem 477 metros de extensão, composta por vãos de até 55 metros sobre a água e 30 metros sobre a terra. A estrutura é construída com vigas pré-moldadas de concreto, laje de conexão e pilares fixados diretamente em rocha. A pista contará com duas faixas de rolamento, acostamento e passagem para pedestres. Atualmente, a duplicação da ponte alcançou cerca de 50% de execução.

FASES — Em março de 2026, a concessionária iniciou a fase de duplicação do trecho entre o km 421+400 e o km 414, que se estende até a região da Ponte do São Raimundo. As etapas preliminares englobam a limpeza de vegetação, remoção da camada superficial do solo, montagem do canteiro de obras e implantação de sinalização provisória para segurança viária.

DESENVOLVIMENTO REGIONAL — A previsão de término de todo o conjunto de intervenções é para o ano de 2026. A duplicação deste trecho é considerada estratégica para o desenvolvimento regional, ao proporcionar melhorias na fluidez do tráfego, ampliar as condições de segurança viária e apoiar o crescimento econômico de Governador Valadares e municípios do entorno.

SOLUÇÕES — O projeto prevê a implementação de soluções de infraestrutura tecnológica e sustentável:

  • Uso de asfalto reciclado: Utilização do Material Asfáltico Reciclado (RAP), obtido do fresado do pavimento da própria rodovia para confecção de novas misturas.
  • Iluminação inteligente: Sistema automatizado para ajuste de intensidade conforme a luz ambiente, com término previsto para 2027 (quinto ano da concessão).
  • Monitoramento e conectividade: Instalação de câmeras CFTV com transmissão em tempo real ao Centro de Controle Operacional, painéis de mensagens variáveis e implantação de sinal 4G ao longo da rodovia.

PROJETO RIO MINAS — As obras de duplicação da rodovia BR-116 e da Ponte do São Raimundo fazem parte do projeto de concessão rodoviária Ecovias Rio Minas, que totaliza R$ 15 bilhões de investimentos no primeiro ciclo de obras. A iniciativa conta com financiamento de R$ 7,3 bilhões do BNDES, contratado em janeiro de 2025, e
cofinanciamento do mercado de capitais (50% da 1ª série, que é de R$ 675 milhões), além de financiamento de R$ 500 milhões do Banco do Nordeste.

726,9 KM — O projeto abrange 726,9 km de rodovias federais (BR-493/RJ, BR-465/RJ e BR-116/RJ/MG), ligando a Região Metropolitana do Rio de Janeiro a Governador Valadares. A previsão é de que as obras geram mais de 24 mil empregos diretos e indiretos. O projeto envolve a única rota terrestre de contorno da Baía de Guanabara e de
conexão ao Porto de Itaguaí — corredor de escoamento de minério, grãos, café e produtos industriais entre Minas Gerais e Rio de Janeiro.

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