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Da Redação
21 dias para Copa: veja quais clubes brasileiros tiveram mais jogadores convocados na história
Faltam 21 dias para a Copa do Mundo 2026! Enquanto o campeonato não começa, a TVT publica sua série de matérias relacionadas a seleção. Acompanhe aqui quem é o time brasileiro que mais convocou jogadores para a Copa na história.
Faltam
16h
Botafogo é time que mais têm jogadores na Copa
A divulgação da lista oficial de convocados para a Copa do Mundo de 2026 confirmou a manutenção de uma marca histórica para o futebol nacional.
Com a inclusão do lateral Danilo entre os atletas selecionados pelo técnico Carlo Ancelotti, o Botafogo de Futebol e Regatas consolidou sua posição histórica como o clube brasileiro que mais enviou jogadores para defender a seleção brasileira na história dos Mundiais.
48 jogadores do Botafogo já foram convocados para o torneio
O anúncio oficial eleva para 48 o número total de jogadores vinculados ao clube carioca que foram convocados para representar o Brasil em Copas do Mundo.
O feito reforça o papel tradicional da agremiação do Rio de Janeiro na construção da identidade e das conquistas do futebol do país, mantendo o Alvinegro no topo do ranking nacional de cedentes, à frente de agremiações como o São Paulo e o Flamengo.
Logo após a confirmação de seu nome na lista oficial, Danilo manifestou-se por meio dos canais institucionais do clube carioca. Em conteúdo audiovisual veiculado nas plataformas digitais da equipe, o defensor registrou o sentimento de integrar a delegação nacional para o torneio de 2026.
“Agora chegou a minha vez de honrar as cores do Brasil e da nossa gente”, declarou o lateral-direito.
Botafogo retorna à lista após doze anos de ausência
A convocação para o torneio que será sediado de forma conjunta por Estados Unidos, México e Canadá possui relevância estatística para o time carioca. O clube alvinegro não possuía atletas convocados para defender o Brasil nas duas edições anteriores do torneio mundial. O último representante oficial da equipe havia sido o goleiro Jefferson, integrado ao elenco brasileiro que disputou o Mundial de 2014, realizado no Brasil.

Mesmo com o hiato de participações nas competições internacionais recentes, a vantagem numérica acumulada pelo Alvinegro ao longo das décadas anteriores garantiu a permanência do time na liderança isolada do ranking. O topo da lista histórica de convocados pela seleção brasileira é composto de forma majoritária por associações desportivas nacionais. Entre as raras exceções estrangeiras que ganharam espaço no grupo dos dez primeiros colocados nos últimos anos, destaca-se o Real Madrid, da Espanha.
A preservação da liderança do Botafogo reflete o peso histórico de gerações passadas que formaram a base de equipes campeãs do mundo, com destaque para as décadas de 1950, 1960 e 1970, períodos em que o clube forneceu múltiplos titulares para as campanhas vitoriosas da seleção brasileira.
A lista completa dos 48 convocados do Alvinegro
A trajetória de contribuições do Botafogo para o selecionado nacional começou nas primeiras edições do torneio e atravessou diferentes fases do esporte. A relação completa dos 48 atletas cedidos pelo clube ao longo da história inclui os seguintes nomes:
- Décadas iniciais: Benedicto, Carvalho Leite (convocado para duas edições), Nilo, Pamplona, Octacilio, Pedroza, Waldir, Ariel, Attila, Canalli, Germano, Martim Silveira (convocado para duas edições), Nariz, Patesko, Perácio e Zezé Procópio.
- Era de Ouro e títulos mundiais: Nilton Santos (presente em quatro edições), Didi (duas edições), Garrincha (duas edições), Amarildo, Zagallo, Gerson, Jairzinho (presente em três edições), Manga, Rildo, Paulo Cézar Caju e Roberto Miranda.
- Anos 1970 e 1980: Dirceu, Marinho Chagas, Gil, Rodrigues Neto, Paulo Sérgio, Alemão e Josimar.
- Finais do século XX e século XXI: Mauro Galvão, Bebeto, Gonçalves, Jefferson e, agora, Danilo.
Nomes como o do lateral-esquerdo Nilton Santos, que disputou quatro edições consecutivas, e do atacante Jairzinho, que participou de três competições, exemplificam o nível de identificação entre a agremiação de General Severiano e a seleção nacional. Garrincha e Didi, fundamentais nas primeiras conquistas de títulos mundiais do país, também integraram os elencos nacionais enquanto defendiam profissionalmente a equipe carioca.
Planejamento e bastidores antes da convocação de Danilo
A presença de Danilo na lista final ocorreu em meio a um planejamento específico conduzido pelo departamento de futebol do clube do Rio de Janeiro. Nas semanas que antecederam a convocação de Carlo Ancelotti, o jogador foi poupado de compromissos oficiais do campeonato local devido ao risco de lesão muscular, assegurando suas plenas condições físicas para o período de preparação da seleção brasileira.
O cenário de monitoramento do atleta envolveu o interesse de mercado de equipes como Palmeiras e Flamengo, além do desenvolvimento de um plano de carreira voltado para o torneio mundial. A comissão técnica e a diretoria do clube optaram por preservar o lateral-direito das partidas para garantir que o projeto de representação internacional do jogador não sofresse interrupções por problemas médicos de última hora.
A confirmação do nome do lateral na relação da seleção põe fim ao período de doze anos sem que o clube carioca figurasse na lista oficial de jogadores para o torneio de futebol. Com a bola rolando em gramados norte-americanos, mexicanos e canadenses, a equipe alvinegra passará a registrar oficialmente o quadragésimo oitavo representante de sua história em Mundiais, sustentando a dianteira estatística entre todas as agremiações esportivas do país.
São Paulo é o segundo time brasileiro com mais convocados na Copa do Mundo
Em todas as cinco conquistas da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, Palmeiras e São Paulo tiveram pelo menos um jogador no elenco da seleção. Esse ano, nenhum dos times contou com um jogador na equipe para a Copa.
No primeiro título da Seleção brasileira, em 1958, o zagueiro De Sordi foi titular da Seleção campeã na Suécia. A final foi disputada no Estádio Råsunda, na cidade de Solna, entre a Seleção Sueca e a Seleção Brasileira.
Quatro anos depois, em 1962, a final foi disputada no Estádio Nacional de Chile, em Santiago, entre a Seleção Brasileira e a Seleção Tchecoslovaca. Na ocasião, Bellini e Jurandir do São Paulo levaram o nome do clube ao bicampeonato.
Em 1970, o meia Gérson, um dos cérebros do time de Zagallo, foi o são-paulino no tri. A Copa de 70 foi disputada no México e é consideradsa uma das maiores edições. O elenco contava com Pelé, Jairzinho, Tostão, Rivellino e Carlos Alberto Torres.
A final foi disputada no Estádio Azteca, na Cidade do México, contra a Itália. O Brasil bateu a seleção italiana por 4 a 1 e contou com gol do Gérson do tricolor paulista.
Em 1994, nos Estados Unidos, o São Paulo teve não um, mas quatro representantes: Müller, Cafu, Zetti e Leonardo. O título do tetra foi conquistado, novamente, após vitória contra seleção italiana, por 3 a 2 nos pênaltis.
Já em 2002, último título da Seleção Brasileira, a Copa foi realizada na Coreia do Sul e no Japão com ídolos do São Paulo: Rogério Ceni, Belletti e Kaká. A final foi contra a Alemanha com placar de 2 a 0, sendo os dois gols do Ronaldo Fenômeno.
Veja 46 nomes do São Paulo que já foram convocados:
- 1930: Araken Patusca
- 1934: Sylvio Hoffmann, Armandinho
Luizinho, Waldemar de Brito - 1950: Bauer, Rui, Noronha, Friaça
- 1954: Mauro, Alfredo, Bauer, Maurinho
- 1958: De Sordi, Mauro, Dino Sani
- 1962: Bellini, Jurandir
- 1966: Bellini, Paraná
- 1970: Gérson
- 1974: Waldir Peres, Mirandinha
- 1978: Waldir Peres, Chicão, Zé Sérgio
- 1982: Waldir Peres, Oscar, Serginho,
Renato - 1986: Oscar, Falcão, Müller, Careca, Silas
- 1990: Ricardo Rocha
- 1994: Müller, Cafu, Zetti, Leonardo
- 1998: Zé Carlos, Denílson
- 2002: Rogério Ceni, Belletti, Kaká
- 2006: Rogério Ceni, Mineiro
Flamengo é o terceiro clube com mais convocados

O Flamengo, com 39 convocados ao longo da história, tem quatro convocados nesta Copa de 2026. Em 1958, ano do primeiro título, o clube também tinha 4 nomes na lista do campeonato munidal.
Há 68 anos, Seleção Brasileira jogou a Copa com Zagallo, Joel, Dida e Moacir. Agora, quem dá a bola é Danilo, Alex Sandro, Léo Pereira e Paquetá.
Rubro-negros nas Copas:
- 1930: Araken Patusca, Moderato
- 1938: Leônidas da Silva, Walter, Domingos da Guia
- 1950: Juvenal, Bigode
- 1954: Índio, Rubens, Dequinha
- 1958: Zagallo, Joel, Dida, Moacir
- 1966: Paulo Henrique, Silva
- 1970: Brito
- 1974: Paulo César Caju, Renato
- 1978: Zico, Toninho Baiano
- 1982: Leandro, Junior, Zico
- 1986: Sócrates, Zico
- 1990: Renato Gaúcho, Zé Carlos
- 1994: Gilmar Rinaldi
- 1998: Zé Roberto, Júnior Baiano
- 2002: Juninho Paulista
- 2010: Kleberson
- 2022: Pedro, Éverton Ribeiro
- 2026: Danilo, Alex Sandro, Paquetá, Léo Pereira
Veja lista de convocados da Seleção Brasileira para Copa de 2026
Goleiros
- Alisson — Liverpool (Inglaterra)
- Ederson — Fenerbahçe (Turquia)
- Weverton — Grêmio (Brasil)
Defensores
- Danilo — Flamengo (Brasil)
- Gabriel Magalhães — Arsenal (Inglaterra)
- Marquinhos — PSG (França)
- Leo Pereira — Flamengo (Brasil)
- Alex Sandro — Flamengo (Brasil)
- Wesley — Roma (Itália)
- Douglas Santos — Zenit (Rússia)
- Bremer — Juventus (Itália)
- Ibañez — Al-Ahli (Arábia Saudita)
Meio-campistas
- Casemiro — Manchester United (Inglaterra)
- Bruno Guimarães — Newcastle (Inglaterra)
- Paquetá — Flamengo (Brasil)
- Fabinho — Al-Ittihad (Arábia Saudita)
- Danilo — Botafogo (Brasil)
Atacantes
- Vini Jr. — Real Madrid (Espanha)
- Matheus Cunha — Manchester United (Inglaterra)
- Neymar Júnior — Santos (Brasil)
- Raphinha — Barcelona (Espanha)
- Gabriel Martinelli — Arsenal (Inglaterra)
- Rayan — Bournemouth (Inglaterra)
- Igor Thiago — Brentford (Inglaterra)
- Endrick — Lyon (França)
- Luiz Henrique — Zenit (Rússia)
Ministro teme emenda que reduz INSS para compensar fim da escala 6×1
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, manifestou preocupação com a proposta parlamentar que visa isentar temporariamente os empregadores de pagar a Contribuição Previdenciária Patronal, o chamado INSS Patronal.
Saiba mais na TVT News.
“Me preocupo muito com qualquer coisa que tire recursos da Previdência Social”, disse Queiroz ao participar, nesta quarta-feira (20), do programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
A emenda parlamentar à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 – que trata da redução da jornada de trabalho no Brasil, extinguindo a chamada jornada 6×1 – condiciona uma série de contrapartidas fiscais e trabalhistas à redução gradual do limite da jornada semanal de trabalho, de 44 horas, para 40 horas. A emenda foi apresentada pelo deputado federal Sérgio Turra (PP-RS) e apoiada por 175 deputados.
Além da isenção temporária e escalonada do pagamento de 20% sobre os salários dos empregados, contratados a partir da eventual aprovação da PEC, a emenda propõe que a alíquota da contribuição patronal para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) seja reduzida dos atuais 8% para 4%.
Os 176 deputados federais signatários da proposta querem que a PEC 221 assegure aos empregadores – “em caráter compensatório” – a redução proporcional da alíquota da Contribuição do Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho (Gilrat), o antigo Seguro de Acidente de Trabalho (SAT), que financia aposentadorias especiais e benefícios previdenciários concedidos em casos de acidentes de trabalho.
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A exemplo da proposta original do Palácio do Planalto, a emenda fixa o limite semanal de trabalho em 40 horas, mas preserva “a possibilidade de compensação de horários e de ajustes de jornada por negociação”. Ou seja, defende a prevalência do “negociado sobre o legislado”. Além disso, estabelece tratamento específico para as atividades consideradas essenciais, que, com a eventual aprovação da emenda, terão que ser regulamentadas por lei complementar, “facultada a compensação de horários e a alteração da jornada, mediante convenção ou acordo coletivo de trabalho”.
Inviável
Ao se referir exclusivamente às propostas de compensação fiscal e trabalhista que, se aprovadas, impactariam a Previdência Social, o ministro Wolney Queiroz afirmou que, se for obrigado a abrir mão de receitas fiscais, o governo federal possivelmente terá que cortar outras despesas não obrigatórios, como os investimentos em infraestrutura.
“Pagamos R$ 83 bilhões por mês em benefícios [previdenciários]. São R$ 1,14 trilhão por ano”, disse Queiroz.
O ministro ressaltou que quase metade (47%) do gasto primário federal é destinado a custear despesas obrigatórias com a Previdência Social. “Qualquer coisa que impacte a Previdência Social tem que ser muito bem pensada, muito bem medida. Temos que ter cuidado com o impacto para não a inviabilizarmos”, alertou.
Segundo Wolney, as contas da Previdência Social “já são muito delicadas”. A pressão tende a se agravar com o envelhecimento da população brasileira e a meta do governo federal de reduzir o tempo médio que o cidadão aguarda entre o pedido de um benefício e a resposta final do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A meta do governo é reduzir o tempo médio de resposta a menos de 45 dias, conforme o limite máximo estabelecido pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
“São 45 dias em média, porque tem lugares onde são 90 dias [de prazo médio] e outros onde serão três ou quatro dias”, explicou o ministro.”
Ele sugeriu que, na prática, é impossível “zerar” a fila de espera do INSS, já que mensalmente são apresentados cerca de 1,3 milhão de novos pedidos de benefícios.“Se não tiver fila nenhuma, se estiver tudo zerado, já temos 1,3 milhão de requerimentos para processar todos os meses”, concluiu.
Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil
Governo Lula publica novas regras para atuação das big techs no Brasil
O governo federal publicou nesta quarta-feira (20) dois decretos que criam novas regras para a atuação de plataformas digitais no Brasil. As medidas, assinadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, atualizam a regulamentação do Marco Civil da Internet e ampliam a responsabilização das “big techs” de redes sociais, aplicativos e plataformas de compartilhamento de conteúdo. Saiba os detalhes na TVT News.
As novas normas estabelecem deveres mais rígidos para as empresas, principalmente em casos de crimes digitais, discursos de ódio, violência contra mulheres e fraudes online. O pacote também define a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) como órgão responsável pela fiscalização das plataformas.
O que muda para as plataformas digitais
A principal mudança é o fim da exigência de ordem judicial prévia em alguns casos para que as empresas sejam responsabilizadas por conteúdos publicados por terceiros.
Pelas novas regras, as plataformas poderão responder civilmente quando deixarem de agir diante de conteúdos ilícitos ou falharem em criar mecanismos de prevenção considerados adequados.
Na prática, as empresas passam a ter duas obrigações principais:
- remover imediatamente conteúdos ligados a crimes graves;
- retirar conteúdos ilícitos após notificação, mesmo sem decisão judicial.
Quais conteúdos exigem remoção imediata
Os decretos determinam que as plataformas atuem de forma preventiva e proativa em casos considerados graves pelo governo e pelo Supremo Tribunal Federal.
Entre os conteúdos que devem ser removidos imediatamente estão:
- terrorismo;
- ataques à democracia e incentivo a golpe de Estado;
- racismo;
- homofobia;
- crimes contra crianças e adolescentes;
- violência de gênero;
- incentivo à mutilação ou ao suicídio.
Segundo o texto, a omissão das empresas deverá ser considerada “falha sistêmica” pela ANPD, sujeitando as plataformas a sanções.
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Responsabilização após denúncia
Para outros tipos de crimes e conteúdos ilegais, as plataformas também poderão ser responsabilizadas caso sejam notificadas e não removam o material.
Com isso, deixa de ser obrigatória a existência de uma ordem judicial para gerar a obrigação de retirada do conteúdo em determinadas situações.
Novos deveres das big techs
As plataformas digitais também terão de adotar uma série de medidas operacionais e de transparência.
Entre as novas obrigações estão:
- criação de canais de denúncia e recurso para usuários;
- comunicação clara sobre remoções de conteúdo;
- possibilidade de contestação das decisões das plataformas;
- preservação de provas e dados de publicações;
- combate preventivo a anúncios fraudulentos e golpes online.
As empresas também deverão apresentar relatórios periódicos à ANPD detalhando as medidas adotadas para cumprir as regras.
Proteção à liberdade de expressão
Os decretos incluem salvaguardas para garantir a liberdade de expressão. O texto protege explicitamente:
- sátiras e paródias;
- críticas e manifestações de opinião;
- conteúdos jornalísticos;
- manifestações religiosas.
Regras específicas contra violência digital de gênero
Um dos decretos trata exclusivamente da proteção de mulheres e meninas no ambiente digital.
A nova regulamentação determina que conteúdos de nudez não consentida, inclusive imagens produzidas por inteligência artificial, sejam removidos em até duas horas após a denúncia da vítima.
As plataformas também ficam proibidas de oferecer ferramentas de IA destinadas à criação de “nudes falsos”.
Outra exigência é o ajuste de algoritmos para reduzir o alcance de campanhas coordenadas de ataques e assédio contra mulheres, especialmente profissionais da imprensa e figuras públicas.
Além disso, os canais de denúncia das plataformas deverão informar as usuárias sobre o Ligue 180, serviço oficial de apoio e denúncia do governo federal.
Fiscalização e punições
A fiscalização ficará sob responsabilidade da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, que atuará avaliando se as plataformas implementaram mecanismos eficazes de prevenção e moderação.
Segundo o governo, a agência não irá analisar publicações individuais, mas verificar se as empresas cumprem as obrigações estruturais previstas nos decretos.
As punições podem incluir:
- advertência;
- prazo para correção de irregularidades;
- multas.
As regras entram em vigor após a publicação no Diário Oficial da União. O governo prevê um período, ainda não definido, de adaptação técnica para que as plataformas implementem os novos sistemas exigidos.
Erika Hilton rejeita negociação sobre compensações na PEC da 6×1
A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) disse nesta quarta-feira (20) que o governo não irá negociar emendas apresentadas por partidos de oposição para alterar a PEC do fim da escala 6×1 que resultem em aumento da jornada de trabalho.
Saiba mais na TVT News.
“O governo vai dar aquilo que cabe para ser dado. Esse tipo de compensação, desoneração da folha, não há espaço para este tipo de negociação. Não haverá nenhuma entrega a mais além da necessária que é dar ao trabalhador brasileiro um dia a mais de descanso”, disse a deputada no programa Alô Alô Brasil, apresentado por José Luiz Datena, na Rádio Nacional.
“O pequeno empreendedor, o pequeno empresário, não é aquele que está fazendo todo esse espetáculo [da alteração da PEC], não é ele que está ligado a esses deputados que querem apresentar transição em dez anos, que querem aumentar a carga trabalhista para 52 horas,” acrescentou.
Para Erika, questões específicas podem ser acordadas para garantir uma transição sem grandes problemas.
“É possível trabalhar algum tipo de isenção tributária, defender e fortalecer as convenções coletivas. O Projeto de Lei virá para dar uma regulamentada e entender as particularidades dos setores e garantir que a transição da jornada não traga nenhum tipo de prejuízo”.
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A deputada disse ainda que o fim da escala 6×1 não trará prejuízos à economia.
“O Dieese, que é uma instituição séria, aponta uma estimativa de criação de mais de 3 milhões de novos postos de trabalho de imediato [após aprovação da redução da jornada]. Mostra, inclusive, benefícios para as empresas, pois quando elas têm menos trabalhadores doentes, menos trabalhadores errando por causa da jornada exaustiva isso significa, no fim do dia,lucratividade”, destacou
Emendas à PEC da escala 6×1
As declarações de Erika Hilton se referem às recentes emendas apresentadas à PEC da escala 6×1, que permitem a flexibilização da redução da jornada de trabalho.
Uma dessas emendas foi apresentada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS) e já conta com a assinatura de 176 deputados federais. A peça propõe que o fim da escala 6×1 entre em vigor dentro de dez anos após a promulgação da emenda constitucional.
Por Matheus Crobelatti, estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior
Notícias do dia com o Jornal TVT News Segunda Edição | 20-05-2026
Acompanhe o Jornal TVT News Segunda Edição desta quarta-feira, 20 de maio de 2026. Veja quais são as notícias do dia com a equipe do jornal TVT News.
O que é notícia neste 13 de maio de 2026 no Jornal TVT News Segunda Edição
- Ultimato no PL: Partido dá 15 dias para decidir futuro de Flávio Bolsonaro
- Dinheiro Público: Flávio pediu reembolso de viagem para visitar banqueiro Vorcaro
- Extradição: Moraes ordena volta de Carla Zambelli ao Brasil após decisão na Itália
- Petrobras: Lucro de R$ 31 bilhões supera gigantes globais no 1º trimestre
- Redes Sociais: Lula assina decretos para regulamentar plataformas digitais
- Crise na Estrela: Fabricante de brinquedos entra com pedido de recuperação judicial
- PIS-PASEP: Nova parcela liberada para nascidos em maio e junho; veja como sacar
- Neymar: Convocação do craque gera festa com bandeiras do Brasil em Bangladesh
TVT News Segunda Edição: serviços nas telas da TVT
O jornal TVT News Segunda Edição é comandado por Don Ernesto, apresentador do programa de entrevistas da TVT, Conversa sem Curva. Além das notícias da tarde, o telejornal trará o cotidiano das cidades e comentaristas.
“O jornal TVT News Segunda Edição comenta o que foi notícia no dia, traz serviços de utilidade pública, entrevistas com analistas da política, da cultura e da economia e repercute os fatos que estão em alta nas redes sociais”, conta o apresentador Don Ernesto.
O jornal TVT News Segunda Edição pode ser acompanhado na TV aberta digital, canal 44.1 na capital paulista e grande São Paulo, pelo YouTube da TVT: https://www.youtube.com/@redetvt com cortes nas redes sociais da TVT News (Instagram, Tik Tok, Kawai, Facebook e Linkedin).
“Esta é a segunda estreia da TVT News no mês de abril. Com os dois telejornais, pela manhã e pela tarde, a TVT está ainda mais próxima do público e dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo”, conta o presidente da TVT, Maurício Junior.
Jornal TVT News: manhã e tarde com os trabalhadores
TVT News tem, a partir de agora, dois telejornais, o jornal TVT News Primeira Edição, das 10h30 às 13h e o Jornal TVT News Segunda Edição, das 16h às 18h. Os dois noticiários fazem parte das transformações de programação e na linguagem que começaram em agosto de 2024 quando o site TVT News foi lançado.
“Nossa estratégia de unificar a redação e diversificar conteúdos vem se mostrando acertada. Agora nossos esforços estão concentrados em aumentar a audiência e estrear novos produtos”, explica o Diretor de Conteúdo da TVT News, Ricardo Negrão.

Veja também: as notícias mais lidas da TVT News
Veja quais são as notícias mais lidas do último mês na TVT News
PF apura emenda de Flávio Bolsonaro para ONG suspeita de integrar esquema de irmãos Brazão
A Polícia Federal (PF) investiga o envio de uma emenda parlamentar do senador Flávio Bolsonaro para uma organização não-governamental suspeita de manter vínculos com o grupo político dos irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão, condenados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. As informações foram reveladas pelo jornal O Globo. Leia em TVT News.
Segundo a reportagem, a transferência de R$ 199 mil ocorreu em novembro de 2023 e teve como destino o Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop), entidade sediada na Taquara, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro considerado área de influência política da família Brazão. A PF apura se o repasse integrou um suposto esquema de desvio de verbas públicas operado por meio de ONGs ligadas ao grupo político.
Os investigadores apontam que o policial militar da reserva Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”, atuou como intermediário da operação. Peixe também foi condenado por organização criminosa no caso do assassinato de Marielle e é descrito pela PF como operador dos interesses do grupo liderado por Domingos e Chiquinho Brazão. Antes de atuar no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), ele trabalhou no gabinete de Domingos Brazão na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
De acordo com a investigação, Peixe mantinha contato com parlamentares e assessores para direcionar emendas a entidades escolhidas pelo grupo. Em um relatório, a PF afirma que o esquema teria movimentado cerca de R$ 268 milhões entre 2020 e 2024 por meio de repasses parlamentares destinados a organizações sociais.
No caso envolvendo Flávio Bolsonaro, a PF identificou mensagens trocadas entre Peixe e uma assessora do gabinete do senador em 24 de outubro de 2023. Pouco mais de um mês depois, em 29 de novembro, os sistemas federais registraram o pagamento da emenda à ONG investigada.
A corporação também apura como os recursos eram utilizados após o recebimento pelas entidades. Segundo a investigação, integrantes das ONGs eram pressionados a custear despesas ligadas ao grupo político dos Brazão. Em um dos episódios descritos no relatório, Peixe teria solicitado a compra de 20 bicicletas para um evento político ligado à candidatura de um sobrinho de Chiquinho Brazão à Câmara Municipal do Rio. As bicicletas teriam sido distribuídas em um ato realizado em Jacarepaguá, na Zona Oeste da capital fluminense.
Outro trecho da investigação aponta que Peixe solicitou o depósito de R$ 100 mil para uma empresa registrada em nome de sua filha. Comprovantes das transferências teriam sido enviados diretamente ao celular do ex-assessor.
ONG beneficiada pela emenda de Flávio Bolsonaro
A ONG beneficiada pela emenda de Flávio Bolsonaro afirma atuar desde 2008 em projetos sociais voltados às áreas de esporte, educação e inclusão social. Em nota enviada ao jornal, o instituto declarou não possuir “qualquer relação formal ou informal” com Peixe ou com os irmãos Brazão. A entidade também sustentou que os recursos foram aplicados em aulas de futebol para crianças em situação de vulnerabilidade e que a prestação de contas foi encaminhada ao Ministério do Esporte, incluindo a devolução de valores não utilizados.
Já o senador Flávio Bolsonaro declarou, por meio de sua assessoria, que a finalidade da emenda era apoiar ações sociais voltadas à infância. O parlamentar argumentou ainda que não cabe aos congressistas fiscalizar diretamente a execução dos recursos após o repasse. Segundo a nota, “relatórios, vídeos e fotografias apresentados sugerem que o trabalho do Ifop foi um sucesso”.
Apesar da justificativa, a PF identificou elementos considerados suspeitos na prestação de contas da entidade. Parte dos recursos teria sido destinada a uma empresa ligada à dirigente de outra ONG também investigada por receber verbas articuladas por Peixe. Além disso, pagamentos foram feitos a uma empresa de consultoria registrada em Águas Claras, no Distrito Federal, em um endereço onde atualmente funciona um salão de beleza.
As investigações também revelam que Peixe voltou a procurar o gabinete de Flávio Bolsonaro em novembro de 2024 para solicitar novos recursos ao instituto. Em mensagem reproduzida no relatório da PF, ele pede que “o senador agracie o instituto para que o projeto não termine”. Não há, contudo, registro de novos repasses.
Os diálogos entre o operador ligado aos Brazão e integrantes do gabinete do senador vão além da articulação de emendas parlamentares. Em fevereiro de 2024, uma assessora de Flávio Bolsonaro pediu a Peixe quatro ingressos para o desfile das campeãs do carnaval carioca, no Sambódromo do Rio. Segundo a PF, o pedido foi atendido.
A investigação sobre o esquema de ONGs surgiu a partir da quebra do sigilo telefônico de Peixe no âmbito do inquérito que apurava o assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. A Procuradoria-Geral da República (PGR) sustenta que ele exerceu papel de intermediador entre os executores e os mandantes do crime, considerado um dos episódios políticos mais graves da história recente do país.
O caso amplia a pressão sobre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e reforça o cerco investigativo em torno das conexões políticas e financeiras do grupo dos irmãos Brazão no Rio de Janeiro. Até o momento, não há acusação formal contra Flávio Bolsonaro no âmbito da investigação relacionada às emendas parlamentares.

Fim da escala 6×1 é possível: tire suas dúvidas sobre o tema
Estudos e números mostram que é possível acabar com a escala 6×1. A redução da jornada caminha no Congresso

Ministro teme emenda que reduz INSS para compensar fim da escala 6×1
Empresários querem pacote de medidas para apoiar jornada menor

Erika Hilton rejeita negociação sobre compensações na PEC da 6×1
Deputada diz que redução da jornada não trará prejuízos à economia

Notícias do dia com o Jornal TVT News Segunda Edição | 20-05-2026
Acompanhe as notícias do jornal TVT News Segunda Edição

Brasil registra redução no sub-registro de nascimentos e de óbitos
Números indicam avanços no sistema de Estatísticas do Registro Civil

Nove em cada dez moradores de comunidade reprovam operações violentas
Pesquisa ouviu 4 mil pessoas da Maré, Penha, Alemão e Rocinha

Lula assina medidas para ampliar proteção às mulheres e reforçar segurança digital
Atos anunciados em evento dos 100 dias do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio fortalecem o combate à violência de gênero
