Agora
Da Redação
Crimes graves são minoria entre adolescentes, mas pautam debate de diminuição da maioridade penal
Crimes graves como homicídio, estupro, latrocínio, feminicídio e tortura ocupam lugar central nos argumentos de parlamentares favoráveis à redução da maioridade penal. No entanto, esses delitos representam uma parcela minoritária dos atos infracionais atribuídos a adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas. Leia em TVT News.
Dados do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) mostram que, em 2025, essas ocorrências corresponderam a 14,5% dos 13.367 registros contabilizados entre jovens submetidos a medidas de restrição ou privação de liberdade.
Na outra ponta, roubo e tráfico de drogas concentraram 57% dos registros, com participações de 29,1% e 27,9%, respectivamente. O levantamento evidencia a diferença entre os crimes mais frequentemente mobilizados no debate político e o perfil dos atos infracionais registrados pelo sistema socioeducativo.
Os dados se referem aos adolescentes em cumprimento de medidas de restrição ou privação de liberdade e não representam todas as ocorrências envolvendo menores de 18 anos no país.
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Propostas em discussão no Congresso
A redução da maioridade penal voltou à pauta do Congresso durante as discussões sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A mudança na idade de responsabilização criminal foi retirada do texto principal e deverá ser discutida em propostas específicas.
Entre as iniciativas está a PEC apresentada pelo senador Camilo Santana (PT-CE), que propõe reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos nos casos de crimes hediondos. Já a proposta do senador Rogério Marinho (PL-RN) prevê a redução para 16 anos de maneira mais ampla e admite responsabilização a partir dos 14 anos em casos de crimes como hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas.
Na Câmara dos Deputados, o tema também será analisado por uma comissão especial. O relator, Mendonça Filho (PL-PE), busca construir um texto que reúna apoio suficiente para avançar na Casa. A expectativa dos parlamentares envolvidos é votar a matéria ainda em novembro.
Roubo e tráfico concentram registros
A participação expressiva de roubo e tráfico de drogas nos dados do Sinase também é relevante para compreender o alcance das propostas. A inclusão do tráfico entre os crimes que poderiam levar à responsabilização penal de adolescentes a partir dos 14 anos ampliaria significativamente o grupo atingido por uma eventual mudança.
A classificação jurídica dos delitos, no entanto, tem diferenças. O tráfico de drogas é equiparado a crime hediondo pela Constituição, mas não integra a lista de crimes definidos como hediondos pela Lei 8.072/1990. Já o roubo só recebe essa classificação em circunstâncias específicas, como no caso de latrocínio.
Isso faz com que a redação das propostas legislativas seja determinante para estabelecer quais atos infracionais poderiam levar adolescentes ao sistema penal adulto.
Adolescentes já respondem por atos infracionais
Atualmente, pessoas com menos de 18 anos são responsabilizadas por atos infracionais de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A legislação prevê medidas socioeducativas que vão de advertência e prestação de serviços à comunidade até semiliberdade e internação.
A internação representa privação de liberdade e pode ser aplicada em situações previstas pelo ECA, inclusive diante de atos infracionais cometidos com violência ou grave ameaça. O modelo, entretanto, é diferente do sistema penal destinado a adultos.
Ministro do Trabalho e Emprego participa de congresso sobre saúde e segurança na pesca artesanal
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, confirmou presença no I Congresso Regional do Trabalho Saudável e Seguro do Pescador e da Pescadora Artesanal (CTSSPA), que será realizado entre os dias 9 e 12 de novembro, em São Luís (MA). O encontro pretende discutir as condições de trabalho, saúde e segurança de comunidades pesqueiras, além de formular propostas para ampliar a proteção social e valorizar a pesca artesanal. Leia em TVT News.
Com o tema “Territórios de Vida e Trabalho: Perspectivas Sociais, Ambientais e Culturais sobre a Segurança e Saúde no Trabalho na Pesca Artesanal”, o congresso reunirá pescadores e pescadoras, lideranças comunitárias, pesquisadores, estudantes, gestores públicos e organizações sociais. A proposta é aproximar conhecimentos científicos, saberes tradicionais e políticas públicas voltadas aos povos das águas.
A participação de Luiz Marinho integra a programação de um evento dedicado à promoção do trabalho digno e à prevenção de riscos ocupacionais na pesca artesanal. Entre os assuntos previstos para os debates estão saúde e segurança no trabalho, proteção social, mudanças climáticas, sustentabilidade dos territórios pesqueiros e valorização da atuação das mulheres na atividade.
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Saúde e segurança nos territórios pesqueiros
O congresso faz parte do Projeto Trabalho Saudável e Seguro na Pesca Artesanal, desenvolvido pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
A iniciativa integra o Programa Saúde e Segurança dos Povos das Águas e prevê ações de formação, pesquisa aplicada, inovação social e desenvolvimento de tecnologias voltadas à melhoria das condições de trabalho de pescadores e pescadoras artesanais. As atividades alcançam 132 municípios brasileiros, com atuação nos estados do Maranhão, Pará, Amazonas, Bahia e Piauí.
A programação inclui conferências, mesas-redondas, oficinas, grupos de trabalho, apresentações científicas, exposições culturais, mostras fotográficas e compartilhamento de experiências territoriais. O objetivo é fortalecer a articulação entre trabalhadores, instituições públicas e comunidade científica para construir alternativas de proteção à saúde e aos direitos de quem vive da pesca artesanal.
Inscrições gratuitas terminam nesta quinta-feira
Os interessados em participar do I Congresso Regional do Trabalho Saudável e Seguro na Pesca Artesanal podem realizar a inscrição gratuitamente até esta quinta-feira (5), pela plataforma Even3.
Serviço
- Evento: I Congresso Regional do Trabalho Saudável e Seguro do Pescador e da Pescadora Artesanal (CTSSPA)
- Data: 9 a 12 de novembro de 2026
- Local: Blue Tree Premium São Luís, em São Luís (MA)
- Inscrições: gratuitas até 5 de novembro
- Inscrição: página oficial do evento na Even3
Presidente do Paraguai renuncia
Presidente do Paraguai, Santiago Peña, renuncia em meio à crise bancária. Entenda a crise no Paraguai na TVT News, com informações da AFP em Assunção.
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou nesta quinta-feira (5) em meio a uma crise bancária que congelou os depósitos de quase três milhões de poupadores, enquanto o Congresso debatia a abertura de um processo de impeachment contra ele, anunciou em um vídeo em sua conta no X.
“Tomei a decisão de apresentar minha renúncia à presidência da República (…). Quero pedir desculpas ao povo se, em algum momento, falhei”, disse Peña, ressaltando que sua prioridade é “a tranquilidade dos paraguaios que confiaram suas economias ao nosso sistema financeiro”.
Vídeo: veja o pedido de renúncia de Santiago Peña, presidente do Paraguai
Mensaje del Presidente de la República, Santiago Peña, al pueblo paraguayo. pic.twitter.com/RBz6IfFV9L
— Santiago Peña (@SantiPenap) November 5, 2026
Entenda o que está acontecendo no Paraguai
O Ueno Bank, um dos maiores bancos digitais do Paraguai (atendendo a cerca de 3 milhões de pessoas, quase metade da população do país), entrou em colapso financeiro, levando o Banco Central do Paraguai (BCP) a decretar sua intervenção e fechamento em 3 de novembro de 2026.

Com lágrimas nos olhos, uma jovem desesperada porque a família perdeu tudo o que tinha guardado no banco chama o presidente do Paraguai, Santiago Peña, de ladrão e pede que as pessoas vão para as ruas.
— Julio Freiress (@JFreiress_) November 5, 2026
O que aconteceu no Paraguai com o dinheiro das pessoas que sumiu do banco do… pic.twitter.com/iGCHnTEPwk
Principais acontecimentos com o Ueno Bank
- Insolvência e Bloqueio de Recursos: O BCP interveio na instituição após constatar que o índice de solvência do Ueno caiu abaixo do mínimo legal, congelando o dinheiro de milhões de correntistas e gerando protestos em Assunção.
- Prisões e Investigações: A Justiça determinou a prisão preventiva de oito executivos e dirigentes do banco e do Grupo Vázquez (controlador da instituição), incluindo o presidente do Ueno Bank, Juan Manuel Gustale, e o fundador e vice-presidente, Miguel Vázquez. Também foi ordenado o bloqueio de cerca de US$ 70 milhões em bens dos envolvidos.
- Repercussão Política e Renúncias:
- O presidente do Banco Central do Paraguai, Carlos Carvallo, renunciou ao cargo.
- O vice-presidente do país, Pedro Alliana, suspendeu temporariamente sua pré-candidatura à Presidência.
- Partidos de oposição articularam um pedido de impeachment contra o presidente paraguaio Santiago Peña, devido a antigos laços e supostas ligações políticas com o grupo controlador do banco.
- Partidos da situação disseram que iriam apoiar o pedido de impeachment.
🇵🇾 | IMPEACHMENT
— Conexão Américas (@Conexamericas) November 5, 2026
Aliados do presidente do Paraguai, Santiago Pena, anunciaram que vão acompanhar o impeachment proposto pela oposição, após diversas manifestações em todo o país.
"Não ficaremos ao lado do latrocínio dos recursos públicos".
O presidente agora fica sozinho… pic.twitter.com/oSkc11IuvI
- Garantia aos Depositantes: O Banco Central anunciou que os correntistas terão acesso a uma antecipação do Fundo de Garantia de Depósitos (com pagamentos iniciais de até 10 milhões de guaranis, cerca de R$ 9.200), enquanto a agência de classificação de risco Fitch rebaixou a nota do banco para “D” (default/falência técnica)
Qual a relação do presidente do Paraguai com o Ueno Bank
A relação do presidente do Paraguai, Santiago Peña, com o Ueno Bank é direta, comercial e política, sendo o principal fator que desencadeou o pedido de seu impeachment por parte da oposição.
Os principais pontos que conectam o presidente à instituição incluem:
1. Participação societária (Ex-acionista)
Santiago Peña foi acionista da Ueno Holding, o grupo empresarial que controla o Ueno Bank. Ele possuía mais de 6,1 bilhões de guaranis (cerca de R$ 5,6 milhões) em ações. O presidente se desvinculou oficialmente da holding em março de 2025, mas a oposição alega que ele manteve forte influência nos bastidores e se omitiu diante de irregularidades subsequentes.

2. Conflito de interesses no Banco Central
Ao assumir a presidência em 2023, Peña nomeou Carlos Carvallo para comandar o Banco Central do Paraguai (BCP). Acontece que Carvallo era, até a véspera da nomeação, o presidente-executivo do próprio Ueno Bank. Críticos apontam que essa indicação gerou um claro conflito de interesses, sugerindo que o Banco Central afrouxou regras de fiscalização para favorecer e acobertar os problemas financeiros do banco digital.
3. Ueno Bank, o Master do Paraguai
Durante o governo de Peña, o Ueno Bank registrou uma expansão agressiva e passou a concentrar cerca de US$ 850 milhões em recursos do Estado. Isso incluiu verbas do Ministério da Economia e, principalmente, fundos previdenciários do Instituto de Previdência Social (IPS). A oposição o acusa de manipulação regulatória e favorecimento indevido para inflar o caixa do banco privado com dinheiro público.
4. Empréstimos pessoais e evolução patrimonial
Investigações e declarações juradas do próprio presidente apontam que, enquanto o banco captava dinheiro do Estado, Peña obteve um crédito financeiro de 3,5 bilhões de guaranis (cerca de R$ 3,2 milhões) junto à instituição para financiar projetos pessoais, incluindo a construção de uma mansão de veraneio.
Os opositores utilizam essa transação e o enriquecimento de Peña entre 2017 e 2023 para sustentar as acusações de “benefício patrimonial” e “tráfico de influência”.
O presidente nega qualquer irregularidade e afirma que o colapso é um “caso isolado”. No entanto, a proximidade com os executivos presos e o impacto sobre as economias de milhões de paraguaios destruíram a confiança política em sua gestão.
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A eleição de 2026 acabou e a de 2028 se decide em 2027
Por Michel Lenz – para prefeitos e vereadores, a eleição de 2026 foi o ensaio. O resultado das urnas, as regras de 2028 e o comportamento do eleitor mostram o que precisa ser feito agora.
As urnas fecharam, os eleitos já organizam a posse e os santinhos saíram das calçadas. Para boa parte do mundo político, começa um período de descanso. Para quem está em mandato municipal, é o contrário.
Prefeitos e vereadores eleitos em 2024 passaram os últimos meses trabalhando pela eleição de outros: apoiando candidatos a deputado, senador e governador, organizando agendas e pedindo votos para aliados. Agora, a próxima eleição é a deles.

E ela não será decidida apenas em outubro de 2028. Boa parte do resultado será construída ao longo de 2027, o último ano completo antes da eleição. Quem deixar para consolidar resultados, imagem e alianças no ano eleitoral vai chegar atrasado.
O que 2026 deixou de herança
A eleição que passou não foi só dos outros. Ela deixou três heranças para quem está em mandato, e nem todos vão saber aproveitá-las.
1. Um diagnóstico gratuito da sua base
Se você apoiou candidatos em 2026, o desempenho deles no seu município é um dado valioso. O TSE disponibiliza o resultado por seção eleitoral. Cruzando essas informações com o mapa da sua votação em 2024, surgem quatro situações:
- Você foi forte e seu candidato também: base consolidada, que segue a sua indicação.
- Você foi forte e seu candidato não: o eleitor gosta de você, mas o vínculo é pessoal e não necessariamente segue o seu apoio.
- Você foi fraco e seu candidato foi forte: há eleitores e lideranças naquele território com quem você ainda pode construir relação.
- Nenhum dos dois foi bem: território que precisa de atenção antes de 2028.
Isso não comprova transferência de votos, porque o desempenho de um candidato depende de muitos fatores. Mesmo assim, é a pesquisa mais barata que o seu mandato vai ter antes de 2028, e mostra não só onde você está, mas onde pode crescer.
2. Alianças redesenhadas
Todo candidato sabe quantos votos fez em cada município e lembra de quem esteve ao seu lado. Se você apoiou alguém que venceu, existe uma relação a ser fortalecida. Mas o eleito também sabe quanto você entregou: se a expectativa era de três mil votos e vieram oitocentos, essa conta já foi feita.
Se o seu candidato perdeu, o mapa mudou. Há deputados eleitos com votos no seu município procurando interlocutores locais, adversários que apostaram no nome certo e lideranças que ganharam influência. Revisar essas relações agora custa menos do que descobrir em 2028 quem mudou de lado.
3. Um eleitor cansado do ambiente de campanha
Depois de meses de horário eleitoral, santinhos, grupos de WhatsApp tomados por política e discussões em almoço de família, parte do eleitorado quer distância do ambiente de campanha. Não é desinteresse pela política, é cansaço de conflito permanente.
O mandatário que mantém o tom de campanha nas redes, comprando brigas nacionais e comentando cada polêmica de Brasília, fala só com quem já concorda com ele. Enquanto isso, o cidadão continua preocupado com a rua, a fila no posto de saúde e a vaga na creche. Os próximos meses são a hora de sair do modo campanha e voltar ao modo mandato.
Três mandatários, três jogos diferentes
Não existe receita única para 2027, porque cada mandatário vai jogar um jogo diferente em 2028.
Prefeito de primeiro mandato: o jogo é a reeleição
O risco é chegar a 2028 sem resultados consolidados: programas sem efeito percebido e uma comunicação que ainda não mostrou o que mudou na cidade. A prioridade de 2027 é consolidar entregas, melhorar serviços e tornar os resultados conhecidos.
O eleitor precisa enxergar um trabalho consistente que merece continuar. Isso se constrói com resultados concretos, não com slogan.
Prefeito de segundo mandato: o jogo é a sucessão
Quem está no segundo mandato consecutivo não pode disputar a terceira eleição seguida para prefeito, e isso muda a dinâmica política. Quando todos sabem que o prefeito sai, secretários, vereadores e aliados começam a olhar para o futuro.
O dilema é fortalecer um sucessor sem enfraquecer a própria autoridade. Antecipar demais a escolha pode gerar disputas internas; demorar demais pode impedir a consolidação de um nome competitivo.
Como construir um sucessor sem transformar o prefeito em ex-prefeito antes de terminar o mandato?
A prioridade de 2027 é preparar a sucessão, preservar a unidade do grupo e manter a gestão entregando. É o desempenho do governo que sustenta a credibilidade do projeto de continuidade.
Vereador: o jogo é a reeleição ou a ascensão
O vereador tem menos estrutura e visibilidade que o prefeito. E, desde o fim das coligações proporcionais, a disputa mais dura costuma acontecer dentro da própria chapa: um vereador pode fazer boa votação e não se eleger, dependendo do desempenho do partido ou da federação.
Quem disputou 2026 e não se elegeu segue na Câmara com o tamanho exposto, mas também com um diagnóstico valioso sobre a própria força.
A prioridade de 2027 é ter identidade política, com um ou dois temas reconhecidamente seus, presença nas comunidades e atenção à montagem da chapa. Não basta apresentar indicações e publicar fotos de reuniões: o cidadão precisa saber qual é a contribuição daquele vereador para o município.
Por que 2027 é o ano decisivo
2028 será um ano eleitoral, com regras específicas para agentes públicos, publicidade institucional e atividades próximas ao pleito. Essas restrições não impedem a administração de trabalhar, mas, somadas às disputas por filiações, alianças e chapas, deixam o calendário mais apertado. O ano eleitoral serve para mostrar o que foi feito, não para começar a fazer.
Por isso, 2027 precisa ser o ano de consolidar resultados, fortalecer o reconhecimento público e organizar o projeto político para 2028.
Um cuidado vale para tudo o que está neste artigo: gestão pública e projeto político andam separados. A comunicação institucional segue a impessoalidade, a estrutura pública não serve à atividade eleitoral e dados de cidadãos não viram base de campanha.
Com isso claro, são três frentes que precisam avançar juntas.
1. Entrega: o que realizar, e quando
Nem toda ação do mandato tem o mesmo peso. A primeira tarefa é separar o que sustenta o seu projeto do que é rotina, e concentrar energia no primeiro grupo.
O segundo cuidado é o ritmo. Uma gestão que concentra as principais entregas no ano da eleição transmite a impressão de que só começou a agir quando o voto se aproximou, e o cidadão percebe. O ideal é o equilíbrio: entregar ao longo de 2027 e iniciar em 2027 os projetos que serão concluídos em 2028, para que o eleitor acompanhe cada um do começo ao fim.
2. Narrativa: o que as entregas significam
Uma lista de obras, sozinha, não constrói reputação. Não basta informar quanto foi investido ou quantos metros de asfalto foram executados: é preciso mostrar o problema enfrentado e o benefício produzido na vida das pessoas.
Uma gestão pode ter excelentes indicadores e, ainda assim, percepção pública ruim. Entre o resultado administrativo e o reconhecimento popular existe um trabalho contínuo de comunicação. O objetivo é que o cidadão consiga explicar, em uma frase, o que mudou na cidade e por que aquele projeto merece continuar.
3. Organização: quem vai estar ao seu lado
Eleição municipal se ganha com relações construídas ao longo do tempo. 2027 é o ano de cuidar das lideranças que falam por você nos bairros e nas comunidades, entender quais temas mobilizam cada grupo e consolidar alianças antes das negociações de 2028.
Quem chega ao ano eleitoral tentando organizar suas relações políticas começa em desvantagem diante de quem já fez esse trabalho.

O teste de dezembro de 2027
Ao final de 2027, três perguntas mostram se o mandato está pronto para 2028:
- Entrega: os principais resultados estão consolidados ou têm cronograma realista?
- Narrativa: o cidadão consegue dizer o que mudou na cidade e reconhecer a contribuição do mandato?
- Organização: você conhece suas lideranças, suas alianças e os desafios políticos que vai enfrentar?
Quem responde sim às três chega a 2028 com vantagem. Quem não responde terá menos tempo para corrigir o que poderia ter sido resolvido antes.
Para fechar
Nos próximos meses, a eleição de 2026 vai render análises sobre quem ganhou, quem perdeu e o que muda em Brasília e nos estados. Para quem está em mandato municipal, essa leitura importa, mas a pergunta mais importante é o que fazer com o que as urnas revelaram.
Na eleição municipal, o eleitor convive com as consequências das decisões públicas e forma sua opinião ao longo do mandato. As urnas de 2026 mostraram onde cada liderança está. O trabalho de 2027 vai mostrar quem chega mais forte a 2028.
Sobre o autor
Michel Lenz
Apaixonado por estratégia, inovação, ideias e projetos, pelos tatames e a filosofia do jiu-jitsu, sua vida é a família (Papai de Alice). Estrategista de Marketing Político e Comunicação Governamental, Secretário de Gestão Estratégica e Inovação em Três de Maio-RS, Fundador e Ex-CEO da IntMark – Inteligência de Marketing, Cofundador da Alcateia Política., Sócio/CMO da #Ninjas! Contabilidade, Professor de Jiu-Jitsu na Union Team. Possui MBA em Marketing Político e Comunicação Governamental, MBA em Gestão de Marketing e Comunicação, Bacharel em Sistemas de Informação.
Atua com marketing político desde 2016 com campanhas eleitorais e mandato, como estrategista de campanha, estrategista de marketing e comunicação e coordenador de equipe, além de realizar diagnósticos de presença digital.
Os artigos dos colunistas expressam as opiniões individuais da autora ou do autor e não, necessariamente, refletem a opinião da TVT News
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Cristiano Ronaldo anuncia aposentadoria da seleção portuguesa após mais de duas décadas
Cristiano Ronaldo anunciou nesta quinta-feira (5) que não defenderá mais a seleção de Portugal. Aos 41 anos, o atacante comunicou o encerramento de sua trajetória pela equipe nacional em um vídeo publicado em sua conta oficial no Instagram. Leia em TVT News.
A decisão põe fim a uma passagem iniciada em 2003, marcada por recordes individuais e conquistas importantes para o futebol português.
A despedida foi anunciada pelo próprio jogador, que reconheceu o peso da escolha. “Não foi uma decisão fácil”, afirmou. Depois de mais de 20 anos vestindo a camisa portuguesa, o camisa 7 deixa a seleção como o maior artilheiro da história das equipes nacionais, com 146 gols em 234 partidas. Também soma 35 assistências.
Com o anúncio, Cristiano Ronaldo passa a concentrar sua carreira no futebol de clubes. Atualmente, ele atua pelo Al Nassr. A decisão encerra um ciclo que atravessou diferentes gerações de jogadores e colocou o atacante entre os principais nomes da história do futebol de Portugal.
Veja o vídeo publicado em suas redes
Os títulos e os recordes de Cristiano Ronaldo por Portugal
A passagem de Cristiano Ronaldo pela seleção começou em 2003. Ao longo dos anos, o atacante se tornou uma das principais referências da equipe e participou de conquistas que marcaram o futebol do país.
>> Relembre: Cristiano Ronaldo se torna primeiro jogador a marcar em 6 Copas do Mundo
Entre os títulos mais importantes estão a Eurocopa de 2016 e a Liga das Nações da Uefa, conquistada em 2019 e novamente em 2025. A vitória no torneio europeu de seleções representou um marco para Portugal, que alcançou o título continental pela primeira vez.

Os números individuais também ajudam a dimensionar a participação do jogador. Com 146 gols, Ronaldo ocupa o topo da lista dos maiores goleadores de seleções nacionais em toda a história. As 234 partidas disputadas reforçam a dimensão de sua presença na equipe portuguesa durante mais de duas décadas.
Além dos gols e das conquistas, o atacante se tornou uma referência para diferentes gerações de atletas que passaram pela seleção. Sua trajetória também foi acompanhada por torcedores de diferentes países, especialmente pela projeção internacional alcançada ao longo da carreira.
Desentendimento com Jorge Jesus antecedeu a decisão
O anúncio ocorre meses depois de um episódio de tensão entre Cristiano Ronaldo e o técnico Jorge Jesus. Os dois tiveram uma discussão durante a última Data Fifa, período em que Portugal disputou partidas da Liga das Nações da Uefa. O desentendimento terminou com a saída do atacante da concentração da seleção.
Embora tenha havido uma tentativa de aproximação entre os envolvidos, Ronaldo manteve a decisão de não voltar a defender a equipe nacional.
A situação também interfere nos planos de uma possível despedida em campo.
O jogador e a Federação Portuguesa de Futebol devem discutir uma forma de reconhecimento para o futuro. Até o momento, portanto, não foi anunciada uma data ou um formato para uma homenagem oficial.
Clubes e jogadores homenageiam o atacante
A confirmação da aposentadoria provocou manifestações de clubes e atletas que fizeram parte da trajetória de Cristiano Ronaldo. Entre as primeiras instituições a publicar homenagens estão Manchester United, Sporting e Juventus, equipes pelas quais o português atuou ao longo da carreira.
O Manchester United destacou a carreira internacional do atacante e publicou imagens de momentos marcantes com a camisa de Portugal. Foi no clube inglês que Ronaldo conquistou sua primeira Bola de Ouro, prêmio concedido ao melhor jogador do mundo.
Bruno Fernandes, atual destaque do United e companheiro de seleção, também se manifestou. O meio-campista afirmou que foi um privilégio dividir momentos importantes com o jogador que considera seu ídolo de infância.
Outro nome que prestou homenagem foi Nani, ex-companheiro de Ronaldo tanto no Manchester United quanto na seleção portuguesa. Em uma mensagem publicada nas redes sociais, ele destacou a influência do atacante sobre a relação dos portugueses com a equipe nacional. Segundo Nani, o jogador fez o povo sentir orgulho de sua seleção.
A repercussão também alcançou outros ex-companheiros de equipe. Pepe, Diogo Dalot, João Palhinha e Cédric Soares, que atualmente defende o São Paulo, publicaram mensagens de agradecimento ao atacante.
A conta oficial da presidência da república de Portugal também agradeceu Cristiano Ronaldo pelos trabalhos prestados:
No Brasil, Neymar e Vinícius Júnior também deixaram comentários em homenagem ao português. Neymar se referiu a Ronaldo como uma lenda. Já Vinícius afirmou que o camisa 7 será “pra sempre o número 1”.
As manifestações mostram o reconhecimento que o atacante construiu para além de Portugal e dos clubes em que atuou. A repercussão entre jogadores de diferentes gerações e nacionalidades acompanha o encerramento de uma trajetória internacional que começou em 2003 e termina com números históricos.
Agora, sem a seleção portuguesa em seus compromissos, Cristiano Ronaldo seguirá sua carreira no Al Nassr. A Federação Portuguesa de Futebol e o jogador ainda deverão definir como será a homenagem destinada a um atleta que encerra sua passagem pela equipe nacional com recordes de partidas e gols, além de três títulos internacionais.
Enem 2026: veja dicas para organizar os estudos e se preparar para a reta final
A primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 será aplicada no dia 8 de novembro, e a segunda está marcada para 15 de novembro. Com a proximidade das provas, os candidatos precisam organizar as últimas revisões e desenvolver estratégias para administrar o tempo, interpretar questões e manter a concentração. Leia em TVT News.
Além do domínio das disciplinas, a preparação envolve habilidades que podem fazer diferença no desempenho, como leitura crítica, interpretação de gráficos e tabelas e construção de argumentos.
Na redação, o treinamento também merece atenção. O exame mantém neste ano o formato dissertativo-argumentativo, com avaliação baseada em cinco competências.
Embora o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) discuta possíveis mudanças para 2028, as propostas ainda estão em debate e não alteram a estrutura da prova de 2026.
Para enfrentar a reta final, professores e especialistas recomendam combinar revisão de conteúdos, resolução de questões anteriores, simulados e análise dos erros. A orientação é evitar concentrar os estudos apenas na memorização e dedicar parte do tempo a compreender como os conhecimentos são cobrados.
Como organizar a preparação para a redação
A redação tem peso importante na nota do Enem e exige mais do que escrever corretamente. O candidato precisa compreender a proposta, apresentar uma tese, desenvolver argumentos consistentes e elaborar uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. A organização das ideias, a coesão entre os parágrafos e o domínio da norma-padrão também fazem parte dos critérios avaliados.
Henrique Barreto Andrade Dias, coordenador pedagógico do Brazilian International School (BIS), recomenda que os estudantes conheçam a matriz de correção do exame e analisem redações que alcançaram nota mil. A leitura desses textos pode ajudar a reconhecer formas de estruturar a argumentação, utilizar conectivos e desenvolver propostas de intervenção.
O professor ressalta que a avaliação considera cinco competências: domínio da escrita formal, compreensão do tema, capacidade de argumentação, organização textual e elaboração de uma proposta de intervenção detalhada. Conhecer esses critérios permite identificar pontos que precisam ser aprimorados antes da prova.
Outra recomendação é ampliar o repertório sociocultural. Francisco Meneses, professor de Redação do Ensino Médio do Progresso Bilíngue, sugere acompanhar o noticiário, ler artigos de opinião e consumir conteúdos analíticos. O estudante também pode organizar referências por eixos temáticos, como direitos humanos, meio ambiente, tecnologia e desigualdade social.
Dados, acontecimentos históricos, conceitos filosóficos e obras literárias podem contribuir para contextualizar os argumentos. Mais do que acumular referências, porém, é necessário compreender como relacioná-las ao assunto proposto e utilizá-las para sustentar o ponto de vista apresentado.
Treinar a escrita e aprender com os erros

A produção de redações deve fazer parte do cronograma de estudos. Peter Rifaat, coordenador pedagógico da Escola Internacional de Alphaville, recomenda um método que reúna estudo da estrutura dissertativo-argumentativa, escrita com controle de tempo e correção criteriosa.
A análise dos textos produzidos ajuda a identificar dificuldades recorrentes, como falta de clareza na tese, argumentos pouco desenvolvidos, problemas de coesão ou propostas de intervenção incompletas.
Por isso, o estudante deve solicitar a leitura de um professor ou de outra pessoa que possa apontar aspectos a corrigir. Ferramentas de inteligência artificial também podem ser utilizadas como apoio nesse processo.
Na proposta de intervenção, é importante observar cinco elementos: quem será responsável pela ação, o que será feito, de que maneira, com qual finalidade e com quais detalhes. A presença desses componentes contribui para que a solução apresentada seja mais clara e consistente.
Para quem ainda está treinando, uma referência é reservar cerca de uma hora para a leitura da proposta, o planejamento dos argumentos, a escrita e a revisão.
Thiago Braga, gestor da Área de Linguagens e Convivência Ética do pH, recomenda concluir a redação em até uma hora e meia, preservando tempo para as questões objetivas. O treino cronometrado permite ajustar o ritmo e evitar que uma parte da prova comprometa a resolução das demais.
Quatro habilidades para além da revisão das matérias
Na reta final, também vale dedicar atenção à maneira como as questões são apresentadas.
Segundo Julia Konofal, autora de conteúdos educacionais da Kultivi, conhecer um assunto não significa necessariamente conseguir identificar como ele aparece no exame. Enunciados extensos, textos de apoio, gráficos e tabelas exigem interpretação antes mesmo da aplicação de um conceito ou fórmula.
Confira quatro habilidades que podem ser trabalhadas:
1. Interpretar gráficos e tabelas
Antes de fazer cálculos, observe o título, os eixos, as legendas, as unidades de medida e o período representado. Esses elementos ajudam a compreender o que está sendo comparado e quais informações respondem ao comando da questão. Nem sempre é necessário aplicar uma fórmula: em alguns casos, a resposta depende principalmente da leitura dos dados.
2. Identificar o que o enunciado está pedindo
Em Ciências da Natureza, uma questão pode apresentar textos, imagens e informações sobre determinado fenômeno. Uma estratégia é localizar primeiro o comando e, em seguida, separar os dados necessários para resolver o problema. Isso evita gastar tempo com informações que não contribuem diretamente para a resposta.
3. Relacionar conceitos ao contexto em Ciências Humanas
História, Geografia, Filosofia e Sociologia exigem mais do que decorar datas e definições. Textos, documentos e imagens precisam ser compreendidos dentro de um contexto. Identificar a ideia central e relacioná-la aos conhecimentos da disciplina ajuda a reconhecer o conceito mobilizado pela questão.
4. Estruturar a redação com método
Em vez de tentar adivinhar o tema, o candidato pode treinar competências que serão exigidas independentemente do assunto: organização da tese, desenvolvimento dos argumentos, repertório, coesão e proposta de intervenção. A prática e a correção dos textos permitem perceber quais pontos ainda precisam de atenção.
A Kultivi oferece gratuitamente cursos online de Interpretação de Gráficos e Tabelas para o Enem, Como Resolver Questões de Ciências da Natureza, Como Resolver Questões de Ciências Humanas no Enem e Redação para Enem. Os conteúdos podem complementar a revisão das disciplinas e ajudar a trabalhar dificuldades específicas.
Controle da ansiedade e administração do tempo
A preparação também envolve cuidados com o equilíbrio emocional. Paulo Rogerio Rodrigues, coordenador pedagógico da Escola Bilíngue Aubrick, explica que níveis elevados de ansiedade podem prejudicar a memória, a organização das ideias e a clareza do raciocínio.
Sono adequado, pausas durante os estudos e exercícios de respiração são algumas das estratégias recomendadas. Práticas de atenção plena podem ajudar a reconhecer pensamentos acelerados e direcionar novamente a concentração para a tarefa.
O autoconhecimento também permite identificar situações que provocam tensão, como a comparação com outros candidatos, o medo de não conseguir responder a uma questão ou a preocupação excessiva com o relógio.
Outra orientação é realizar simulados em condições variadas, inclusive em ambientes com algum ruído ou desconforto. A proposta é desenvolver a capacidade de manter o foco mesmo diante de situações diferentes das condições ideais de estudo.
Durante a prova, se uma questão provocar dúvida, Thiago Braga recomenda avançar para as seguintes e retornar a ela depois. Insistir por muito tempo em um mesmo problema pode comprometer o tempo disponível para as demais respostas.
O estudante Yago de França, do último ano do Ensino Médio na unidade Tijuca do pH, relata que combina simulados com atividades fora dos estudos para lidar com a ansiedade. A prática de exercícios físicos, como academia e basquete, e a música, por meio do violão, fazem parte de sua rotina de descanso.
Temas para praticar a redação do Enem
As propostas de redação dos últimos anos abordaram questões sociais brasileiras, como envelhecimento, herança africana, trabalho de cuidado realizado pelas mulheres, povos tradicionais, acesso à cidadania, saúde mental, democratização da cultura, tecnologia, educação de pessoas surdas e intolerância religiosa.
A partir desse histórico, professores indicam assuntos contemporâneos que podem servir de exercício para desenvolver repertório e argumentação. A lista reúne 20 possibilidades:
- Desafios para o combate à desinformação na era da inteligência artificial;
- Caminhos para reduzir a evasão escolar no Ensino Médio brasileiro;
- Impactos das mudanças climáticas na vida urbana;
- A cultura do cancelamento e seus efeitos no debate público;
- Inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho;
- O papel da mídia na formação da opinião pública;
- Desafios para a promoção da saúde mental entre jovens;
- O envelhecimento da população brasileira e seus impactos sociais;
- Violência nas escolas: causas e estratégias de prevenção;
- A importância da educação midiática no combate às fake news;
- Mobilidade urbana e direito à cidade;
- Desigualdade digital e acesso à tecnologia no Brasil;
- Segurança alimentar e combate à fome;
- Racismo estrutural e seus reflexos na sociedade brasileira;
- A valorização da ciência no enfrentamento de crises sanitárias;
- Trabalho informal e precarização das relações trabalhistas;
- Preservação ambiental e desenvolvimento econômico;
- O impacto das redes sociais na construção da identidade juvenil;
- A participação política dos jovens na democracia brasileira;
- Desafios para a garantia dos direitos das populações tradicionais.
O pH também destaca outros cinco eixos para a preparação: violência no ambiente escolar contra estudantes e professores; inclusão de pessoas neurodivergentes; desinformação, inteligência artificial e manipulação algorítmica; padrões de beleza, gordofobia e transtornos alimentares; e apostas esportivas e seus impactos sociais, especialmente em relação ao endividamento e à dependência.
Os temas não devem ser tratados como previsões do que será cobrado. A proposta é utilizá-los para exercitar a leitura crítica, relacionar diferentes áreas do conhecimento e construir argumentos sustentados por referências pertinentes.
Mudanças no Enem: o que está em discussão para 2028
O Inep discute possíveis alterações no exame a partir de 2028. Entre os pontos considerados estão a possibilidade de incluir outros gêneros textuais na redação, ampliar a avaliação da competência de escrita, revisar os critérios de correção e atualizar as matrizes de referência.
Atualmente, a redação exige um texto dissertativo-argumentativo e é avaliada por pelo menos dois corretores independentes, com base em cinco competências. A eventual adoção de outros formatos exigiria critérios claros para garantir uma correção objetiva em escala nacional.
As discussões também envolvem a integração do Enem ao Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) em 2026, com atualização das matrizes e dos padrões de desempenho. Para Filipe Couto, diretor pedagógico geral do pH, mudanças em uma avaliação desse porte precisam ser graduais, acompanhadas de comunicação clara e regras transparentes.
Por enquanto, as propostas não modificam a prova de 2026. Para os candidatos que farão o exame nos dias 8 e 15 de novembro, a orientação é concentrar os esforços na estrutura atualmente exigida, revisar os conteúdos, praticar com questões anteriores e observar os próprios erros. A combinação entre conhecimento, estratégia e cuidado com o bem-estar pode ajudar a aproveitar melhor o tempo disponível até as provas.

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