Agora
Da Redação
FGTS deve distribuir lucros entre os trabalhadores; valor será depositado em agosto
Milhões de trabalhadores brasileiros deverão receber, até o fim de agosto, uma parcela dos lucros obtidos pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em 2025.
A expectativa é que o Conselho Curador do FGTS aprove, na próxima terça-feira (28), a distribuição de R$ 13,04 bilhões entre cerca de 138,2 milhões de pessoas que possuíam saldo em contas vinculadas ao fundo no ano passado.
Os recursos serão depositados automaticamente nas contas do Fundo até 31 de agosto, sem necessidade de solicitação por parte dos trabalhadores. A consulta ao crédito poderá ser feita pelo aplicativo do FGTS ou pelo site da Caixa Econômica Federal.
Com a distribuição dos lucros, a rentabilidade das contas em 2025 deverá alcançar 6,90%, índice superior à inflação oficial medida pelo IPCA, que fechou o ano em 4,26%.
Dessa forma, os cotistas terão um rendimento real de aproximadamente 2,53 pontos percentuais acima da inflação.
Os recursos serão creditados pela Caixa Econômica Federal, responsável pela administração do FGTS, sob supervisão do Conselho Curador do fundo, presidido pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.
Distribuição dos lucros deve atingir 89% do lucro líquido do FGTS em 2025
A proposta que será analisada pelo Conselho Curador prevê o repasse de aproximadamente 89% do lucro líquido registrado pelo FGTS em 2025. No período, o fundo apresentou resultado positivo de cerca de R$ 14,6 bilhões.
O valor destinado a cada trabalhador será calculado de forma proporcional ao saldo existente em sua conta vinculada em 31 de dezembro de 2025. Isso significa que quem tinha maior saldo receberá uma parcela maior dos lucros.
Segundo a proposta, será aplicado um índice de 0,01868341 sobre o saldo de cada conta. Na prática, um trabalhador que possuía R$ 1 mil no FGTS ao final de 2025 receberá aproximadamente R$ 18,68 referentes à distribuição dos lucros.
Os depósitos serão realizados automaticamente pela Caixa Econômica Federal nas contas vinculadas ao fundo.
Terão direito ao crédito todos os trabalhadores que possuíam saldo em contas do FGTS em 31 de dezembro de 2025, mesmo que as contas estejam inativas.
A divisão dos recursos segue o saldo existente em cada conta; assim, trabalhadores com mais de uma conta vinculada receberão valores proporcionais ao saldo de cada uma.
A distribuição dos lucros também contribui para elevar o rendimento do FGTS. Em 2024, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a remuneração das contas do fundo deve garantir, no mínimo, a reposição da inflação medida pelo IPCA. A remuneração das contas do FGTS é composta por juros de 3% ao ano, Taxa Referencial (TR) e distribuição dos lucros.
Com o pagamento previsto para este ano, o rendimento total das contas alcançará 6,90%, superando o índice oficial de inflação de 2025 e garantindo ganho real aos trabalhadores.
Além de funcionar como uma reserva financeira para situações como demissão sem justa causa, aquisição da casa própria e aposentadoria, o FGTS também financia programas habitacionais, obras de infraestrutura urbana e projetos de saneamento básico.
Distribuição de lucros do FGTS se tornou prática anual
A distribuição dos resultados positivos do FGTS vem sendo adotada regularmente pelo Conselho Curador nos últimos anos.
Em 2025, foram distribuídos R$ 12,9 bilhões, correspondentes a 95% do lucro obtido pelo fundo em 2024.
No ano anterior, o Conselho aprovou o repasse de R$ 15,2 bilhões aos cotistas, em decisão unânime.
Já em 2023, o FGTS registrou lucro recorde de R$ 23,4 bilhões, mas apenas cerca de 65% desse valor foi repartido entre os trabalhadores, conforme proposta apresentada pelo Ministério do Trabalho.
A expectativa é que a aprovação da nova distribuição ocorra na reunião do Conselho Curador marcada para a próxima terça-feira, mantendo a política de compartilhar parte dos resultados do fundo com os trabalhadores brasileiros.
Trump anuncia tarifaço de 50% sobre produtos do Canadá
Donald Trump, o “louco do tarifaço”, ataca novamente mas, dessa vez, o alvo é o Canadá, e não o Brasil. O presidente dos Estados Unidos anunciou tarifas de 50% sobre parte das importações vindas do país vizinho, gerando preocupação entre empresários, governos e analistas econômicos. A medida atinge aproximadamente US$ 20 bilhões em produtos canadenses e está entre as maiores sobretaxas já anunciadas pelo governo norte-americano contra um parceiro comercial. Leia em TVT News.
Segundo a Casa Branca, as novas tarifas entram em vigor em 30 dias e terão impacto sobre uma ampla lista de mercadorias, incluindo equipamentos elétricos, máquinas industriais, vinho, tacos de hóquei, cimento e outros produtos manufaturados. A justificativa apresentada pelo governo dos Estados Unidos é que o Canadá manteria práticas comerciais consideradas “não recíprocas”, prejudicando agricultores, fabricantes e trabalhadores norte-americanos.
“O Canadá tem mantido práticas comerciais generalizadas e não recíprocas que têm prejudicado os agricultores, fabricantes e trabalhadores americanos”, afirmou o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
>> Qual o preço do petróleo com a escalada de tensão entre EUA e Irã
Trump se baseia em um fundamento jurídico de 1930
Desta vez, Trump utilizou como fundamento jurídico a Seção 338 da Lei Tarifária de 1930, dispositivo que autoriza o presidente dos Estados Unidos a aplicar tarifas de até 50% contra países que discriminem produtos norte-americanos.
Apesar de existir há quase um século, a legislação jamais havia sido aplicada dessa forma.
Funcionários da administração norte-americana afirmaram que a decisão não está relacionada aos recentes incêndios florestais no Canadá, apesar de Trump ter mencionado anteriormente a fumaça provocada pelos incêndios como motivo para endurecer sua posição em relação ao país vizinho.
Produtos atingidos
As tarifas atingem diferentes segmentos da indústria canadense, especialmente os ligados à produção manufatureira. Entre os itens incluídos estão equipamentos e máquinas elétricas, além de produtos como vinho, cimento e artigos esportivos.
Alguns setores importantes ficaram de fora da medida. Permanecem isentos produtos energéticos, minerais considerados estratégicos, pescados e mercadorias que já estão sujeitas a tarifas específicas, como automóveis e metais.
Mesmo assim, especialistas observam que o volume afetado é significativo e pode provocar impactos nas cadeias produtivas dos dois países, dada a forte integração econômica entre Estados Unidos e Canadá.
Outro ponto que chama atenção é que, diferentemente de outras rodadas tarifárias, desta vez não haverá exceções para produtos cobertos pelo Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA), tratado que substituiu o antigo Nafta e que continua em processo de negociação entre os três países.
Canadá promete responder “tarifa por tarifa” e “dólar por dólar”
A resposta política veio rapidamente. O primeiro-ministro da província de Ontário, Doug Ford, defendeu uma reação proporcional caso a medida seja efetivamente implementada.
“Se essas tarifas forem implementadas, o Canadá deverá responder tarifa por tarifa, dólar por dólar”, afirmou em publicação na rede social X.

A declaração reforça a possibilidade de uma nova escalada nas disputas comerciais entre os dois países, cenário semelhante ao observado durante o primeiro mandato de Trump, quando Canadá e Estados Unidos trocaram tarifas sobre aço, alumínio e diversos outros produtos.
Impactos econômicos
O comércio entre Estados Unidos e Canadá figura entre os maiores do mundo. Milhares de empresas mantêm cadeias produtivas integradas, com componentes atravessando a fronteira diversas vezes antes da conclusão do produto final.
Por isso, economistas apontam que barreiras comerciais dessa magnitude podem elevar custos de produção, pressionar preços para consumidores e reduzir a competitividade de empresas dos dois lados da fronteira.
Além dos efeitos diretos sobre fabricantes canadenses, empresas norte-americanas que dependem de fornecedores do Canadá também podem enfrentar aumento de custos.
O anúncio também gera incertezas para investidores e para setores industriais que aguardam a conclusão das negociações envolvendo o USMCA.
O “louco do tarifaço”: estratégia política de Donald Trump
Desde o retorno à Casa Branca, Donald Trump voltou a utilizar tarifas como instrumento de política econômica e diplomática. Em diferentes momentos, o governo norte-americano anunciou sobretaxas contra parceiros comerciais alegando necessidade de proteger empregos e reduzir déficits comerciais.
Nos últimos meses, medidas semelhantes também atingiram outros países, provocando reações de governos e aumentando o receio de uma fragmentação do comércio internacional.
Analistas observam que esse tipo de política pode estimular respostas equivalentes dos países afetados, ampliando disputas tarifárias e dificultando acordos multilaterais.
Perspectivas para o futuro do cenário internacional
A nova decisão contra o Canadá amplia um ambiente de instabilidade no comércio global, justamente em um momento em que diversas economias buscam fortalecer cadeias produtivas e ampliar mercados.
Embora parte dos principais produtos canadenses tenha sido preservada nesta rodada de tarifas, o anúncio aumenta a pressão sobre setores industriais e reforça o risco de novas medidas de retaliação.
Com a entrada em vigor prevista para as próximas semanas, os dois governos ainda podem negociar alternativas para evitar uma escalada da disputa comercial. Caso isso não ocorra, empresas e consumidores poderão sentir os efeitos de mais um capítulo da política tarifária adotada pelo governo Trump.
Governo Lula tem reuniões com representantes do setor empresarial atingidos por tarifaço
Nesta segunda (20), o governo Lula inicia uma rodada de conversas com representantes do setor empresarial mais atingidos pelo novo tarifaço imposto às exportações brasileiras pelo governo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. As novas sobretaxas entram em vigor nesta quarta, dia 23. Saiba mais na TVT News.
Os encontros, que serão coordenados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e têm como objetivo fazer uma avaliação das perdas de contratos, riscos para a produção e os empregos nas áreas mais tarifadas e necessidades de crédito para definir novas medidas de apoio aos exportadores. Elas vão basear a nova etapa do Plano Brasil Soberano.
O governo avalia medidas como linhas de financiamento para capital de giro e investimentos, promoção comercial e apoio à abertura de mercados alternativos.
Em discurso na sexta-feira, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a orientação de Lula é proteger a economia e os trabalhadores, sem abandonar as negociações com o governo norte-americano.
“Nós não saímos da mesa de negociação, a negociação é permanente. Nós vamos defender o interesse do Brasil, o emprego, as empresas, a economia permanentemente. Essa é a orientação do presidente Lula. A outra é buscar novos mercados, e está indo bem”, declarou.
As novas barreiras comerciais afetam cerca de 2,4 mil empresas brasileiras e 18% dos produtos exportados aos EUA. O total de valores, considerando embarques realizados em 2024, é de US$ 7,4 bilhões em produtos. De acordo com o ministro do Desenvolvimento Márcio Elias Rosa, os setores mais afetados são de madeira, máquinas, equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos, calçados, etanol e açúcar.
Governo vê oportunidade de aproximação com o setor empresarial pré eleições
As reuniões também são vistas como uma oportunidade para reconstruir a relação com o setor empresarial, que estiveram desgastadas por pautas recentes como a proposta de fim da escala de trabalho 6×1 e as mudanças na tributação de compras internacionais, a discussão da “taxa das blusinhas”.
O Planalto pretende ouvir as demandas específicas de cada segmento da economia e utilizar esses encontros para calibrar o plano Brasil Soberano, definir o alcance de um pacote de apoio aos exportadores e apresentar medidas que já vêm sendo adotadas pelo governo para preservar a competitividade da indústria nacional diante da política comercial dos Estados Unidos.
Integrantes do governo reconhecem que parte dos setores mais afetados pelo tarifaço historicamente mantém maior proximidade com a família Bolsonaro e com candidaturas da direita.
Ainda assim, avaliam que o contexto atual abriu espaço para uma aproximação com membros do setor empresarial, impulsionada pela percepção de que a sobretaxa norte-americana teve motivação política e prejudica empresas brasileiras independentemente de posicionamentos ideológicos.
O diagnóstico também se apoia em pesquisas de opinião: um levantamento da Genial/Quaest divulgado na última semana mostrou que 51% dos entrevistados concordam com a avaliação do presidente Lula de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apoiou a decisão do governo dos Estados Unidos de impor novas tarifas aos produtos brasileiros.
Auxiliares do presidente acreditam que, se esse entendimento se consolidar durante a campanha eleitoral, o governo poderá ampliar sua interlocução com o empresariado e fortalecer sua posição política.
Governo propôs redução de impostos em mais de 300 linhas tarifárias
O ministro Márcio Elias Rosa, afirmou que o governo brasileiro manteve mais de 30 reuniões com autoridades dos Estados Unidos desde a adoção das primeiras tarifas sobre produtos nacionais. Segundo ele, o objetivo foi buscar uma solução negociada para reduzir os impactos das medidas sobre a economia brasileira.
Ele relata que, durante as tratativas, o Brasil apresentou propostas que previam a redução de impostos em mais de 300 linhas tarifárias, abrangendo produtos como equipamentos médicos, bens de capital e itens do setor eletroeletrônico.
Em troca, porém, o governo norte-americano condicionou qualquer avanço à eliminação das tarifas brasileiras sobre bens industriais dos Estados Unidos, sem oferecer contrapartidas às exportações brasileiras. A exigência afetaria segmentos considerados estratégicos para a indústria nacional, entre eles os setores químico, automotivo e de autopeças.
O governo brasileiro também deixou o sistema de pagamentos Pix fora das negociações. Nas discussões sobre o etanol, o Brasil também defendeu que qualquer discussão incluísse as barreiras de entrada colocadas pelos EUA ao açúcar brasileiro.
Qual o preço do petróleo com a retomada dos ataques ao Irã
Confira o valor do barril de petróleo Brent em 21 de julho de 2026, com a TVT News.
O aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã voltou a forçar o aumento do valor do barril de petróleo neste mês. A valorização da commodity ocorre por conta do receio de que o conflito comprometa o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o abastecimento mundial de energia.
Na terça passada (14), o dia abriu com o barril do petróleo Brent, referência internacional, negociado a US$ 86,91, alta de 4,33%. Já o WTI, principal referência do mercado norte-americano, subia 3,17%, cotado a US$ 80,62. Esse era o valor por volta das 9 horas da manhã (horário de Brasília).
Uma semana depois, no entanto, o Brent segue em alta, alcançando o maior valor desde 12 de julho. Às 9h45, o barril do petróleo Brent estava sendo negociado a US$ 90,8.
A escalada mais recente ocorreu após o governo do presidente Donald Trump retomar o bloqueio naval ao Irã e ampliar as operações militares na região, colocando em dúvida a continuidade do acordo firmado no mês passado.
Na avaliação de analistas, os investidores passaram a incorporar novamente o risco de interrupções no fornecimento global de petróleo, cenário que historicamente provoca valorização da commodity e amplia as preocupações com inflação e crescimento econômico.
>> Leia também: Espriella, candidato da extrema-direita, vence a eleição presidencial da Colômbia
Preço do Petróleo Brent hoje
Qual o preço do petróleo hoje
Em abril, o petróleo Brent, referência internacional, ficou na faixa dos 90 dólares o barril.
Novos ataques ampliam tensão entre Washington e Teerã
A disparada dos preços ocorreu depois que os Estados Unidos lançaram novos ataques contra o Irã, alegando responder às ações iranianas contra navios comerciais que navegavam nas proximidades do Estreito de Ormuz.
Além da ofensiva militar, o governo norte-americano decidiu restabelecer sanções às exportações de petróleo iraniano, revogando uma licença geral que havia permitido temporariamente a comercialização do produto.
Segundo autoridades americanas, a decisão foi tomada após novos ataques contra petroleiros na região considerada estratégica para o comércio internacional de energia.
O presidente Donald Trump também elevou o tom das declarações ao afirmar que o acordo de paz firmado anteriormente entre os dois países havia “acabado”, sinalizando uma deterioração ainda maior das relações diplomáticas.
A combinação entre ações militares e sanções econômicas aumentou as preocupações de investidores sobre possíveis impactos no fornecimento mundial de petróleo.
Estreito de Ormuz volta ao centro das preocupações
O principal fator por trás da disparada dos preços é o Estreito de Ormuz, passagem marítima localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã.
Antes do recrudescimento do conflito, aproximadamente 20% de todo o petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo passavam diariamente pela região, considerada estratégica para o abastecimento energético global.
Qualquer ameaça ao funcionamento da rota costuma provocar reações imediatas dos mercados internacionais.
Nos últimos dias, diversos acontecimentos aumentaram a percepção de risco entre investidores.
Os Estados Unidos retomaram o bloqueio à navegação iraniana, ao mesmo tempo em que o governo norte-americano apresentou uma proposta para cobrar uma taxa de 20% das embarcações que cruzarem o estreito, sob a justificativa de financiar ações de proteção marítima.
Além disso, dois navios petroleiros dos Emirados Árabes Unidos foram atingidos por mísseis iranianos, deixando um tripulante morto e outros oito feridos.
Segundo dados acompanhados pelo mercado, o número de embarcações transportando petróleo que atravessam o Estreito de Ormuz caiu ao menor nível dos últimos dois meses.
Esse conjunto de fatores alimenta o receio de que novas interrupções reduzam a oferta global de petróleo justamente em um momento em que diversos países operam com estoques menores.
Economistas destacam que a situação atual difere daquela observada no início do ano, quando havia maior disponibilidade de petróleo armazenado.
Agora, com estoques mais apertados nos Estados Unidos, na Europa e também na China, qualquer dificuldade adicional no transporte pode pressionar ainda mais os preços internacionais.
Mercado teme efeitos sobre inflação mundial
A valorização do petróleo costuma produzir efeitos que vão muito além do setor energético.
Como derivados da commodity são utilizados em combustíveis, transporte, logística, indústria química e produção agrícola, aumentos persistentes acabam pressionando diversos segmentos da economia.
Quando o barril sobe, empresas enfrentam custos maiores para transportar mercadorias e produzir bens, o que pode ser repassado aos consumidores por meio de reajustes de preços.
Esse movimento reforça as preocupações com a inflação em diferentes países.
Nos Estados Unidos, por exemplo, o avanço do petróleo ocorre justamente em um momento em que investidores aguardam novos indicadores oficiais de inflação.
Caso os preços da energia permaneçam elevados por um período prolongado, cresce a possibilidade de que o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, mantenha os juros elevados por mais tempo ou até promova novos aumentos para conter a inflação.
Nos mercados financeiros, juros altos costumam reduzir investimentos e desacelerar a atividade econômica, afetando empresas, consumidores e governos.
Segundo analistas, esse cenário amplia a volatilidade e faz investidores migrarem parte dos recursos para ativos considerados mais seguros.
Bolsas reagem de formas diferentes
A alta do petróleo também provocou impactos distintos nas bolsas de valores ao redor do mundo.
Na Ásia, os mercados encerraram o pregão majoritariamente em alta.
Na China, o índice de Xangai avançou 1,36%, enquanto o CSI300 registrou valorização de 2,15%.
Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,52%.
O Nikkei, principal índice da Bolsa de Tóquio, encerrou o dia com alta de 0,74%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, ganhou 0,73%.
Já Taiwan destoou do movimento positivo e fechou com queda de 1,42%.
Além do petróleo, o mercado chinês foi impulsionado pelo crescimento de 27% das exportações do país em junho, favorecidas pela demanda internacional por semicondutores, equipamentos voltados à inteligência artificial e produtos tecnológicos.
Na Europa, porém, predominou um ambiente de maior cautela.
Em Londres, o índice FTSE 100 registrava queda de 0,3%, enquanto o FTSE 250 recuava 0,7%.
Os setores financeiro e de turismo lideravam as perdas, refletindo a preocupação com uma possível desaceleração da economia caso o petróleo permaneça em níveis elevados.
Em contrapartida, empresas do setor de energia foram beneficiadas.
As ações da petroleira BP avançaram depois que a companhia informou que a valorização do petróleo e o melhor desempenho de suas refinarias devem contribuir para um resultado financeiro mais robusto no segundo trimestre.
Dólar hoje
Confira a cotação do dólar hoje
Bolsas europeias em alta
As bolsas europeias abriram em alta nesta segunda-feira, reagindo positivamente ao anúncio de um acordo no Oriente Médio, que levou os preços do petróleo ao menor nível desde março e reduziu a pressão sobre as taxas de juros.
Após os primeiros minutos de negociação, a Bolsa de Paris avançava 1,84%, desempenho ligeiramente superior ao de Frankfurt, que subia 1,74%. Mais dependente das cotações do petróleo, Londres registrava alta mais moderada, de 0,80%.
Acompanhe também os principais indicadores econômicos nesta terça, 9 de junho.
Mercado financeiro em tempo real
Confira os números da economia brasileira
- Índice Bovespa
- Cotação do dólar
- Preço do Petróleo Brent
- Cotação do Euro
📊 Economia ao vivo
Confira a cotação do dolár e de outras moedas internacionais (euro e peso argentino)
Cotação atualizada do dólar, euro e peso argentino em comparação ao Real.

>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp
Você também pode se interessar
Eduardo Bolsonaro recebe green card de governo Trump
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) recebeu do governo dos Estados Unidos o green card, documento que autoriza estrangeiros a viver e trabalhar legalmente no país por tempo indeterminado. Saiba mais na TVT News.
A informação foi divulgada pela Folha de S.Paulo e confirmada pela CNN Brasil.
A concessão da residência permanente ocorre em meio ao agravamento das tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, provocado por disputas comerciais e por desdobramentos envolvendo a situação judicial de Eduardo Bolsonaro no Brasil.
O green card garante ao portador o direito de permanecer de forma permanente em território norte-americano, desde que cumpra as exigências previstas na legislação migratória dos Estados Unidos.
O documento também permite exercer atividade profissional, estudar e acessar diversos serviços oferecidos no país, embora não conceda automaticamente a cidadania norte-americana.
>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp
Residência permanente ocorre durante impasse judicial
A obtenção da residência permanente acontece em um momento de forte repercussão política e jurídica. Eduardo Bolsonaro foi condenado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo.
A decisão está relacionada aos desdobramentos das investigações envolvendo a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 e à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Desde que passou a permanecer nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro tem afirmado que busca denunciar, junto a autoridades norte-americanas, o que considera perseguição política por parte do Judiciário brasileiro.
Ao mesmo tempo, o STF conduz investigações sobre a atuação do ex-deputado no exterior e seus contatos com integrantes do governo dos Estados Unidos.
Com a emissão do green card, especialistas avaliam que um eventual processo de extradição pode se tornar mais complexo.
Embora a residência permanente não impeça automaticamente a cooperação entre os dois países em processos criminais, ela cria uma nova condição migratória que deverá ser considerada pelas autoridades norte-americanas caso haja um pedido formal da Justiça brasileira.
Ainda assim, a existência de um green card não representa imunidade judicial nem impede que seu titular seja alvo de processos de extradição.
Em casos desse tipo, a decisão depende da legislação dos Estados Unidos, dos tratados internacionais firmados entre os países envolvidos e da análise das autoridades administrativas e do Poder Judiciário norte-americano.
Conhecido oficialmente como Permanent Resident Card, o green card é o documento concedido pelo governo dos Estados Unidos a estrangeiros autorizados a residir permanentemente no país.
Os detentores de um green card podem trabalhar legalmente, abrir empresas, estudar e circular livremente pelo território norte-americano.
A confirmação da concessão do benefício a Eduardo Bolsonaro acrescenta um novo capítulo às relações entre o ex-deputado e as autoridades brasileiras.
Além das investigações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal, o caso ocorre em um contexto de atritos diplomáticos entre os governos dos dois países, alimentados por disputas comerciais, declarações políticas e pelas repercussões internacionais dos processos envolvendo integrantes da família Bolsonaro.
A nova condição migratória do ex-parlamentar poderá influenciar os próximos desdobramentos jurídicos do caso, especialmente se houver eventual solicitação de cooperação internacional por parte das autoridades brasileiras.
Eduardo Bolsonaro está no meio de polêmica sobre filme Dark Horse, cinebiografia de seu pai
Recentemente, reportagens do The Intercept Brasil também mostraram o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro no centro da estrutura financeira do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.
Segundo documentos, contratos e mensagens obtidos pelo site, Eduardo atuava como produtor-executivo da obra e possuía poder direto sobre decisões relacionadas ao orçamento, à captação de recursos e à interlocução com investidores.
A revelação contradiz declarações feitas pelo próprio parlamentar nas redes sociais. Em publicação no Instagram na quinta-feira (14), Eduardo afirmou que apenas havia cedido seus direitos de imagem ao projeto e que não exercia qualquer função de gestão dentro da produção cinematográfica.
Investigações do portal de notícias também indicam que Eduardo vive em uma mansão avaliada em cerca de R$ 6 milhões, cuja locação teria custado aproximadamente R$ 30 mil mensais até fevereiro deste ano, conforme registros de plataformas imobiliárias norte-americanas.
A revelação amplia as suspeitas já levantadas em torno da permanência do filho de Jair Bolsonaro nos Estados Unidos, em meio às investigações sobre possíveis conexões financeiras com o banqueiro Daniel Vorcaro e o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente.
Brasil registra 65,2 milhões de passageiros em voos no 1º semestre deste ano
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) atualizou os dados do relatório de demanda e oferta com os dados de junho de 2026. Saiba mais na TVT News.
No primeiro semestre deste ano, a movimentação de passageiros totalizou 65,2 milhões de viajantes, um aumento de 5,4% em relação ao mesmo período de 2025. No segmento doméstico, foram 50,2 milhões de passageiros transportados, enquanto, no internacional foram 15 milhões.
No mês de junho, a movimentação total foi de 10,3 milhões, uma redução de 0,9 % em relação a junho de 2025. Desses, 8,1 milhões de passageiros foram registrados no mercado doméstico e 2,2 milhões no mercado internacional.
A demanda, indicador medido pela multiplicação de passageiros e de quilômetros voados, teve aumento de 0,2% no setor doméstico e 1% no setor internacional em relação a junho do ano anterior.
Já a oferta, mensurada pela multiplicação de assentos ofertados por quilômetros voados, cresceu 3,3% no segmento doméstico e 2,3% no internacional.
Cargas movimentadas em voos
A movimentação de carga nos aeroportos brasileiros no primeiro semestre alcançou a marca de 673,6 mil toneladas, 1,4% a mais do que o registrado no mesmo período de 2025.
Dessas, 225,4 mil toneladas foram processadas no setor de carga em voo doméstico e 448,2 mil no internacional.
Já no mês de junho, a carga total movimentada foi de 116,1 mil toneladas, aumento de 6,6% em comparação a junho de 2025.
O setor de cargas domésticas processou 38,3 mil toneladas de carga, enquanto o setor de cargas internacionais movimentou 77,8 mil toneladas.
Com Agência Gov

Fim da escala 6×1 é possível: tire suas dúvidas sobre o tema
Estudos e números mostram que é possível acabar com a escala 6×1. A Câmara dos Deputados já aprovou, agora, é a vez do Senado

Copa do Mundo 2030 celebrará centenário do torneio com 6 países-sede
Para quem achou que 3 países era demais, aguardem a Copa de 2030, que terá partidas em 6 países diferentes em 3 continentes

Nova diretoria da FUP toma posse no 20º Congresso Nacional dos Petroleiros
Congresso reúne mais de 320 representantes da categoria para debater os rumos do Sistema Petrobrás e da soberania energética brasileira

Lei cria política para fortalecer indústria da saúde
Sancionado hoje, Projeto de Lei n° 2583/20 pretende garantir autonomia na produção de medicamentos

Escalada da guerra expõe fracasso do acordo entre Irã e EUA
Ataques se intensificam em meio à disputa pelo Estreito de Ormuz

Copa do Mundo Feminina 2027 no Brasil terá 32 seleções
Mundial será realizado entre 24 de junho e 25 de julho

Aos 90 anos, vida de Paulo Cannabrava vira filme
Dirigido por Lilia Souza Diniz, Companheiro Canna percorre a trajetória do jornalista e militante que testemunhou golpes e revoluções
