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Da Redação

Brasil lambe as feridas da derrota na Copa 2026 e busca explicações

A sexta eliminação seguida da seleção brasileira para uma equipe europeia em uma Copa do Mundo e o maior jejum de títulos da história – serão 28 anos sem ganhar uma Copa – acendeu, mais uma vez, o alerta entre torcedores, críticos e profissionais do esporte.

Já cresceram as teorias conspiratórias sobre a convocação de Neymar – que ficaram ainda mais volumosas com a declaração do recém-contratato técnico de Portugal, Jorge Jesus, ao afirmar que Neymar já estava no fim.

Mas as redes sociais ficaram inflamadas com o debate sobre a influência da religião evangélica neopentescotal na capacidade dos jogadores de solucionarem problemas, resultado do indiviualismo da teologia da prosperidade e de terem perdido a ligação com as matrizes africanas, demonizadas pelo neopentecostalismo.

O artigo de jornalista, sociólogo e geógrafo. Brian Mier, cedido exclusivamente para a TVT News, incendiou ainda mais as redes ao mostrar como a decadência do futebol brasileiro se mistura com as influências do neoliberalismo na América Latina, que passam tanto pela mercantilização da cultura, incluindo o futebol, até pelas missões evangélicas nos anos 70 como combate ao crescimento da teologia da libertação.

O que causou a derrota do Brasil na Copa do Mundo?

O artigo “Brazil Fizzles Again: the Capitalist Rot at the Heart of Brazilian Football”, publicado por Brian Mier na plataforma Substack, utiliza a eliminação da seleção brasileira em mais uma Copa do Mundo como ponto de partida para uma análise crítica sobre o futebol e a sociedade brasileira.

O autor argumenta que os problemas da equipe nacional não podem ser explicados apenas por questões táticas ou técnicas, mas estariam ligados a transformações econômicas, sociais e culturais ocorridas nas últimas décadas.

Segundo Mier, o futebol brasileiro teria sido progressivamente subordinado à lógica do mercado global, com a exportação precoce de jogadores, o enfraquecimento dos clubes como espaços de formação e identidade popular e a crescente influência de interesses empresariais.

O texto também relaciona essas mudanças ao avanço do neoliberalismo, à desigualdade social e à perda de elementos culturais que, na visão do autor, ajudaram a construir a criatividade e a espontaneidade tradicionalmente associadas ao futebol brasileiro.

Principais pontos do artigo de Brian Mier

  • A eliminação do Brasil é usada como símbolo de um problema maior: o autor vê o desempenho da seleção como consequência de transformações estruturais da sociedade brasileira desde os anos 70 e 80;
  • Crítica à mercantilização do futebol: o texto afirma que o esporte passou a ser dominado por interesses econômicos e pelo mercado internacional;
  • Exportação precoce de talentos: jogadores deixam o país muito cedo, o que teria enfraquecido a identidade dos clubes e o desenvolvimento do futebol local;
  • Relação entre futebol e desigualdade social: o autor conecta a crise esportiva ao avanço do neoliberalismo e às mudanças nas condições de vida da população;
  • Mudanças culturais: o artigo sugere que manifestações populares e formas tradicionais de sociabilidade perderam espaço nas últimas décadas.

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O atacante norueguês Erling Braut Haaland (camisa 9) toca um tambor enquanto a Noruega comemora a vitória na partida das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 entre Brasil e Noruega, no estádio de Nova York/Nova Jersey, em East Rutherford, em 5 de julho de 2026. (Foto de MAURO PIMENTEL / AFP)

Leia, abaixo, o artigo na íntegra

Brasil decepciona novamente: o apodrecimento capitalista no coração do futebol brasileiro

Por Brian Mier, exclusivo para a TVT News, com tradução de Ana Beatriz Garcia

Depois de anos esperando por um acordo em um pequeno processo judicial ligado a um acidente de carro, eu me mudei para o Rio de Janeiro em 1991. Eu nunca tinha visitado o Brasil até então, mas não fui pra lá como turista. Um homem jovem, eu decidi que não queria passar o resto da vida em um país onde você só tem duas semanas de férias por ano.

Depois de muita pesquisa informal em conversas com carregadores de malas no hotel Palmer House, em Chicago, a maior parte deles imigrantes vindos do mundo todo, eu me decidi pelo Rio de Janeiro.

Eu cheguei e, depois de torrar o dinheiro que ganhei do acordo no processo em restaurantes, bebidas e táxis no meu primeiro mês, arrumei um emprego ensinando conversação em inglês para executivos. Lá, eu conheci um colega da Suécia chamado Bo, e começamos a beber alguns drinks juntos de vez em quando.

Um dia, eu cheguei no seu apartamento e ele me deixou entrar. Ele atendeu a porta completamente nu, no estilo da tradição sueca, e falou “Eu vou me arrumar jajá, só quero assistir o final do jogo do Flamengo”.

“Ok”, eu falei, “Mas preciso confessar que não sou muito fã de futebol”.

Ele ficou chocado. “C***o, Brian”, ele falou, “se você está pensando mesmo em viver nesse país, você precisa aprender a amar futebol”. Conforme o choque de sentar na sala de estar com um cara sueco pelado foi passando, ele começou a me explicar o jogo.

Bo era um ex-jogador profissional de defesa na segunda divisão da Inglaterra e primeira divisão na Suécia e na Grécia com uma carreira encerrada precocemente por uma lesão no joelho. Ele se mudou para o Rio por causa de uma psoríase, depois que seus médicos disseram que ele precisava tomar mais sol, e escolheu o Brasil por causa da tradição do país no futebol.

“Olha como eles avançam com a bola no campo. O problema dos brasileiros é que eles amam muito a bola. Um jogador brasileiro chuta a bola quatro ou cinco vezes antes de passar. Se você observar os alemães jogando, por exemplo, eles chutam a bola só uma ou duas vezes. Mesmo assim, em qualquer ano, qualquer lista dos melhores jogadores do mundo é formada basicamente por brasileiros. Eles são os melhores jogadores individuais do mundo, e toda vez que eles arrumam um técnico que consegue fazer eles jogarem juntos como um time, eles ganham a Copa do Mundo”.

Naquele verão, Bo tomou como projeto pessoal fazer eu amar futebol. Ele me levou pra assistir o legendário meia Junior jogar a lazer numa liga amadora, descalço na praia de Copacabana, para o delírio de centenas de fãs que vieram torcer por ele. Daí, em um movimento que realmente me fez me apaixonar por futebol, ele me convidou pra final do Campeonado Brasileiro nos lugares mais baratos do estádio do Maracanã, onde 168 mil pessoas foram assistir o Junior liderar a vitória do Flamengo sobre o Botafogo no último grande jogo de sua carreira.

O futebol brasileiro era muito diferente nessa época. Não tinha barreiras separando torcidas rivais, só centenas de policiais parados nos corredores. Nós estávamos no setor no Botafogo, próximos à linha que dividia as duas torcidas, em solidariedade a um amigo brasileiro, e toda vez que o Flamengo fazia um gol, a torcida inteira deles ficava em pé, dançava e mostrava o dedo do meio pra nós.

Eu tive a sorte de morar no Brasil tanto na Copa do Mundo de 1994 quanto de 2002, e poder vivenciar essas duas vitórias em dias em que o país todo parou, os ônibus pararam de circular, os bancos e as escolas fecharam, está entre as melhores experiências da minha vida. Eu morei no Brasil durante 15 anos, e realmente parecia que o Brasil sempre tinha os melhores jogadores do mundo e que eles só precisavam de um técnico que os fizesse jogar como um time pra vencer a Copa. Aí as coisas começaram a dar errado. Essas são algumas coisas que eu observei durante as minhas décadas morando no Brasil e que contribuíram para o declínio do futebol.

O declínio do samba

O samba é um gênero da música afrobrasileira, mencionado pela primeira vez nos anos 1840 em Pernambuco e modernizado e urbanizado no Rio de Janeiro nos anos 1920, através da fusão das tradições musicais de pessoas que migraram de locais como os cafezais de Minas Gerais e São Paulo e as cidades e quilombos no vale do São Francisco.

Com o passar dos anos, ele se dividiu em outros subgêneros, e, em 1991, quando eu me mudei para o Brasil, dois dos seus subgêneros, o Samba Canção e o Pagode, estavam entre os tipos de música mais populares do país. O futebol brasileiro se desenvolveu de mãos dadas com o samba. Como qualquer um que já esteve numa partida de futebol no Brasil sabe, todas as torcidas organizadas têm seus próprios tambores de samba que tocam poliritmos sincopados durante o jogo todo.

Não é nenhum exagero dizer que o estilo único de drible é parente próximo dos passos de samba. Nos anos 90, se um jogador fosse bom de drible, as pessoas diziam que ele tinha samba no pé. No fim dos anos 90, um novo formato de pagode romântico expulsou o samba tradicional do rádio.

Desenvolvido em São Paulo, ele se baseava num ritmo simplificado que removia metade dos instrumentos de percussão, e as temáticas poéticas cheias de duplo sentido que outrora ensinaram os jovens a sobreviver nas favelas e exaltaram deuses e deusas afrobrasileiros deu lugar a baladas melosas de caras chorando pela volta de suas ex-namoradas. Nesse meio tempo, conforme as igrejas góspeis evangélicas da prosperidade no estilo dos Estados Unidos brotaram nas favelas do Rio, o samba cedeu lugar ao funk brasileiro que exaltava o consumismo e descrições de sexo desprovidas de duplo sentido.

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Comemorações do Dia Nacional do Samba não se restringem ao Rio de Janeiro. Foto: Rovena Rosa/ABR

No resto das áreas pobres do Brasil, o sertanejo, que já fora um estilo interessante de música folk regional, se fundiu com o country americano. Eu nunca ouvi ninguém descrever um jogador de futebol como algué que tem sertanejo no pé ou funk no pé.

O que quer que se pense sobre esses gêneros, seus passos de dança não se traduziram em movimentos sofisticados dos pés no campo de futebol. Quanto ao samba, passou por um processo similar ao que ocorreu com o jazz nos Estados Unidos. Embora o pagode pop romântico de São Paulo ainda consiga criar hits, o resto do samba sobrevive como um gênero nichado, tocado principalmente por nerds de música de classe média.

O crescimento das igregas da prosperidade

Como eu escrevi em 2014 para a Vice Brasil, as gangues de tráfico de drogas do Rio de Janeiro foram evangelizadas e implementaram uma política de expulsar qualquer tipo de manifestação de religião e cultura afrobrasileira das favelas em benefício dos bailes funk usados para lavar dinheiro.

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O samba, a capoeira e o Candomblé precisam ser valorizados, pois somos nós que transmitimos esses legados. Foto: acervo pessoal Lyllian Bragança

Como me disse um ex-líder do Comando Vermelho em entrevista para esse artigo, para os cristãos evangélicos, o funk é aceitável porque representa o demônio, que é algo de que você pode se arrepender. O samba, o jongo, a capoeira e outras tradições que representassem um sistema alternativo de religião e crença eram coisas que os evangélicos precisavam destruir.

Por mais que já houvesse alguns cristãos evangélicos nas seleções da Copa do Mundo de 1994 e 2002, a maior parte deles não era ligada explicitamente às igrejas góspeis da prosperidade. Isso começou com Kaká e Robinho, cujas famílias pertenciam à mesma igreja gospel da prosperidade que Neymar.

Neymar se tornou uma influência enorme nas gerações atuais de jogadores. O time de 2026 só tem um não evangélico na escalação inicial. O goleiro Alisson batiza com frequência outros jogadores na sua igreja, na piscina de sua mansão em Liverpool. O gospel da prosperidade leva seus fieis a acreditarem que todo sucesso e fracasso nas suas vidas é resultado da sua relação individual com Deus, em oposição aos valores do catolicismo tradicional e afrobrasileiros, que pregam a importância de trabalhar em conjunto com outras pessoas para melhorar o mundo.

Isso resultou em jogadores narcisistas que acreditam que são famosos porque são mais especiais que as pessoas comuns, mais sagrados que os jogadores piores que eles. Isso não funciona muito bem pro trabalho em grupo, como foi exemplificado pelo ataque histriônico e individualista de Neymar quando ele entrou em campo depois do intervalo obrigatório de propaganda corporativa na segunda metade do jogo contra a Noruega.

Tráfico infantil

Antes dos anos 90, era raro jogadores brasileiros irem jogar na Europa. Quando iam, eles eram esquecidos em casa e acabavam não indo pra seleção do país. Até aquele momento, o nível dos clubes do Brasil e da Argentina era igual ou melhor do que os melhores times da Europa, como os resultados de 70 anos de confrontos entre os melhores times da América do Sul e da Europa comprovaram. Exemplo disso é o fato de que quase todos os jogadores nas seleções das três primeiras Copas do Mundo vencidas pelo Brasil, inclusive a de 1970, conhecida com o melhor time de todos os tempos, jogavam para clubes sulamericanos.

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Endrick foi vendido ao Real Madrid antes de completar 18 anos – Foto: Reprdução/Redes sociais

Isso começou a mudar nos anos 1990, conforme a crise da inflação causou uma série de colapsos sucessivos de câmbio no Brasil e mais dinheiro começou a ser injetado no esporte. Na época, depois de 5 ou 6 anos se provando na ainda de alto nível primeira divisão do Brasil, os jogadores se mudam para a Europa por alguns anos pra ganhar dinheiro. A primeira divisão holandesa, que ainda era capaz de competir com outras divisões europeias de alto nível, se tornou incubadora de alguns dos melhores jogadores do Brasil. Romário e Ronaldo jogaram ambos no PSV Eindhoven antes de ir para contratos mais bem pagos na La Liga.

Com o passar dos anos, times ricos europeus começaram a importar jogadores mais e mais jovens. Felipe Coutinho foi vendido para o Inter aos 16 anos, depois de jogar algumas partidas da primeira divisão no Vasco da Gama. Quando ele brotou na seleção anos depois, poucas pessoas no Brasil, onde só a classe média tinha dinheiro pra assistir ligas de times europeus na TV por satélite, sequer lembravam quem ele era. Alexandre Pato é outro jogador que foi vendido pra Europa aos 16 anos depois de jogar uma única partida profissional com o Internacional de Porto Alegre.

Pra esses dois exemplos de destaque há dezenas de outros jogadores indo direto da terceira divisão brasileira para o topo dos times europeus, ainda na adolescência. Para cada história de sucesso, há muitos casos de jogadores talentosos que foram destruídos na Europa. Robinho era o ponta-direita mais talentoso do Brasil quando conseguiu seu contrato com o Real Madrid. Ele tinha um ótimo passe, e seu apelido era Rei do Drible. Alguns comentaristas de futebol no Brasil comparavam ele ao Garrincha.

O problema é que o time já tinha uma linha de frente de boa performance. Isso fez com que o técnico tirasse ele do lado direito para encaixá-lo no time. Ele era um atacante melhor que a média, mas nunca alcançou todo seu potencial, simplesmente porque tinha um chute a gol fraco. Há uma longa lista de jogadores brasileiros que não tiveram o benefício de ser “incubados” no time holandês, conforme a liga começava a colapsar nos anos 2000, fizeram decisões mal informadas para ir direto para os times de alto nível, e viram suas carreiras não darem em nada.

Quando os melhores jogadores vão para o exterior novos, eles são forçados a desaprender suas habilidades brasileiras tradicionais e se adequar a formações táticas europeias, que recompensam a precisão matemática e o nível atlético mais do que a criatividade em campo. Isso faz com que eles percam o contato com os fãs brasileiros, em especial as crianças, Ao contrário do que a maioria das pessoas na Europa acreditam, a grande maioria dos torcedores brasileiros não assiste futebol europeu.

A copa Libertadores da América tem mais audiência do que a Champions League, que mal são exibidas na TV aberta no Brasil. Nos últimos 16 anos, eu vi meus amigos brasileiros se arrastando para descobrir quem eram os jogadores da Seleção no dia seguinte ao anúncio da escalação pelos técnicos.

Pouquíssimas pessoas no Brasil sabiam quem David Luiz e Roberto Firmino eram quando eles entraram para a seleção, por exemplo. Eu só conhecia o Felipe Coutinho porque, como torcedor do Vasco, eu me lembro de pensar “por que eles estão colocando um menino de 16 anos em campo”?

A drenagem dos melhores talentos do Brasil resultou em uma crise tamanha que o governo federal precisou intervir, passando uma lei que proibiu jogadores com menos de 18 anos de jogar profissionalmente na Europa. Isso fez com que, por exemplo, Vini Jr. assinasse seu contrato com o Real Madrid aos 16 anos, mas só tenha podido mudar para lá depois do seu aniversário de 18 anos. Eu acredito que esse limite de idade deveria ser aumentado para 21 anos.

O complexo de inferioridade brasileiro frente à Europa: a síndrome do Vira-Lata

Na manhã seguinte à eliminação mais precoce do Brasil da Copa do Mundo em 36 anos, o historiador do futebol peruano Jaime Pulgar Vidal escreveu: “O Brasil passou anos tentando transpor um suposto complexo de inferioridade em relação à Europa tentando europeizar seu futebol. Os técnicos são obcecados com táticas, jogadores são treinados a partir da adolescência na Europa, focando em transição de defesa, bloqueio, intensidade e ocupação racional do espaço. O problema é que quando um time faz isso, ele não é capaz de competir com os times europeus especificamente no que eles sabem fazer melhor. O Brasil perdeu sua identidade, sua essência”.

A epítome desse complexo de inferioridade foi a decisão da CBF de contratar o primeiro técnico estrangeiro da história do Brasil, Carlo Ancelotti. Eu passei os últimos dois anos lendo a imprensa esportiva local falar que o motivo para o Brasil estar perdendo tantos amistosos e partidas eliinatórias era porque Ancelotti era um gênio jogando xadrez 5d, permitindo que o time perdesse porque estava testando diferentes escalações e táticas no caminho que levava à Copa do Mundo. Quando o Brasil quase não se classificou para o campeonado, era só “típico do Ancelotti”, me disseram.

Ele era o melhor técnico do mundo e uma das suas táticas era sempre só sobreviver até seu time vencer um campeonato. Também me deram essa desculpa depois do empate sem graça na partida de abertura da Copa contra o Marrocos.

Todas minhas dúvidas sobre Ancelotti foram eliminadas na última partida do Brasil contra a Noruega, quando ele cometeu dois erros enormes que contribuiram para a eliminação mais precoce do Brasil nas Copas do Mundo desde 1990, quando [dizia-se] o staff da Argentina deu água batizada com sedativos ao lateral-esquerda Branco na partida que causou sua eliminação tão cedo.

Depois de o Brasil receber um pênalti no primeiro tempo, Bruno Guimarães foi escolhido para bater em vez de Vini Jr. Visivelmente nervoso, seu chute fraco foi defendido com facilidade pelo goleiro norueguês Ørjan Nyland. Depois do jogo, foi descoberto que a decisão tática “brilhante” de Ancelotti de escolher Guimarães para bater o pênalti era o resultado de um cálculo matemático baseado no grande total de três pênaltis batidos na sua história na Seleção.

O segundo erro gigantesco foi colocar Neymar, que não teve nenhuma partida boa nos 4 anos anteriores ao momento em que foi colocado em campo com o placar de 0 a 0. Gravitando em direção ao centro , um Neymar velho e lento empurrou os dois maiores atacantes do Brasil, Endrick e Vini Jr., para as laterais do campo. Logo, a Noruega tinha marcado 2 a 0.

Quando Ancelotti foi anunciado como novo técnico em 2023, o presidente Lula, que foi um bom jogador amador no seu tempo e que teve uma amizade de vida toda com a lenda do futebol Sócrates, disse: “Se ele fosse resolver o problema do Brasil, por que ele não resolve o problema da Itália, que não foi nem disputar a última Copa do Mundo? É muito fácil dirigir um time na Europa com 11 jogadores de seleção. Duro é chegar aqui, pegar o Corinthians e dirigir o Corinthians”.

A verdade é que administrar uma seleção nacional, coisa que Ancelotti fez pela primeira vez nessa Copa, requer habilidades diferentes do que ser técnico de um clube, onde há o benefício de muito mais tempo para ensaiar formações táticas e montar jogadas. Com o tempo de treino imensamente diminuído das seleções de futebol, a liderança se torna um dos atributos mais importantes. É difícil imaginar quão eficaz pode ser a liderança conduzida por alguém que tem pouca familiaridade com a cultura dos seus jogadores.

Em 1994, Carlos Alberto Parreira fez coisas interessantes em termos de tática, mas tendo uma boa compreensão de suas próprias fraquezas em termos de liderança, trouxe o primeiro homem a jogar e treinar em times campeões de Copas do Mundo, Mário Zagallo, como conselheiro e coordenador técnico.

Em 2002, Luiz Scolari pode ter tido uma tarefa relativamente fácil de treinar o maior banco de talentos desde a Copa de 1970, mas sua estratégia de liderança de agir como uma figura paterna amigável para seus “filhos” jogadores, foi elogiada na época.

Ancelotti parece ter ignorado as diferenças culturais entre Brasil e Europa. Ele contratou seu próprio filho, em um caso claro de nepotismo, e a maior parte do seu staff eram europeus que pareciam não falar português. Eu acho difícil acreditar que ele perdeu todos aqueles amistosos e eliminatórias de propósito como parte de uma estratégia de xadrez 5D, mas, se esse foi mesmo o caso, como ele endereçou a falta de confiança que elas devem ter causado nos jogadores?

No fim, a verdade é que o Brasil nunca teve falta de técnicos talentosos. Conforme eu escrevi em meu texto anterior, o problema com o futebol brasileiro vai muito além de algo que pode ser remediado com o band-aid de pagar R$ 5 milhões de reais por mês por um técnico-celebridade.

Finalmente: o Brasil precisa de craques

A lenda da Copa de 1970, médico do esporte e comentarista de futebol Tostão definiu o que ele acredita ser o maior problema com o futebol brasileiro depois da eliminação do país da Copa de 2010. Ele escreveu que o Brasil não produzia mais craques. O craque é uma figura mitológica do futebol brasileiro que não é só um dos melhores do mundo na sua posição, mas também traz um elemento de mágica criativa para o jogo.

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Garrincha, na Copa de 62, era o grande craque brasileiro, principalmente com a lesão de Pelé. Foto: Wikimedia Commons

Um craque é alguém que desafia a lógica, como Garrincha, que foi diagnosticado por médicos como não sendo fisicamente capaz de jogar futebol por causa de problemas congênitos com sua perna, e mesmo assim conduziu quatro dos cinco maiores números de dribles por jogo na história das Copas do Mundo.

De acordo com Tostão, um jogador pode ser um dos melhores do mundo na sua posição e não ser um craque. Cafu, ele disse, foi um dos melhores laterais-direita do mundo por anos, mas não era um craque.

O motivo? Ele era incapaz de fazer um passe longo contornando um jogador de defesa direto para o pé de um jogador do seu time enquanto corria em alta velocidade campo acima. “O Brasil não produz mais craques”, ele escreveu em 2011.

“O único jovem com grandes chances de se tornar, nos próximos anos, um dos melhores do mundo é Neymar. Ainda não é”. Tostão citou a falta de investimento dos clubes no desenvolvimento de jovens para, em vez disso, vender jogadores jovens para a Europa pra ganhar um trocado rápido como uma das razões para afirmar que ia demorar muito até o Brasil desenvolver outro craque. Infelizmente, sua profecia virou realidade.

Não havia nenhum craque na seleção do Brasil em 2026. Quem sabe da próxima.

Tradução de Ana Beatriz Garcia

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Foto: Brasil é derrotado pela seleção da Noruega por 2×1 em oitavas de final da Copa do Mundo./ Foto: Nelson Terme / CBF

Sobre o autor

Brian Mier é jornalista, sociólogo e geógrafo. orrespondente no Brasil para a TeleSur English. Coapresentador do programa Globalistas na TV 247. Colaboradora dos veículos Brasilwire, FAIR, COHA, Truthdig, Geopolitical Economy Report, Carta Capital e Outras Palavras.


Os artigos dos colunistas expressam as opiniões individuais da autora ou do autor e não, necessariamente, refletem a opinião da TVT News

Chaveamento da Copa do Mundo

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Chaveamento da Copa do Mundo em 10 de julho. Arte: Emanuele Godoy / TVT News

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Resultados da Copa do Mundo da FIFA 2026

Confira com a TVT News a tabela completa da Copa do Mundo 2026. Acompanhe os resultados atualizados e o chaveamento do mata-mata para não perder nenhum detalhe do maior Mundial da história, o primeiro com 48 seleções em Estados Unidos, México e Canadá.

Datas das semi-finais da Copa do Mundo

Com um intervalo de apenas três dias, as semi-finais já começam a ser disputadas no dia 14 de julho e terminam no dia seguinte.

Terça, 14 de julho de 2026

16h – França x Espanha

Quarta, 15 de julho de 2025

16h – ( Noruega x Inglaterra ) x ( Argentina x Suíça )

Jogos das quartas de final da Copa do Mundo

Os jogos das quartas de final vão até o dia 11.

Quinta, 9 de julho de 2026

17h – França x Marrocos => vencedor França

Sexta, 10 de julho de 2026

16h – Espanha x Bélgica => vencedor Espanha

Sábado, 11 de julho de 2026

18h – Noruega x Inglaterra

22h – Argentina x Suíça

Chaveamento da Copa do Mundo

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Chaveamento da Copa do Mundo em 10 de julho. Arte: Emanuele Godoy / TVT News

Onde assistir à Copa do Mundo 2026

Os direitos de transmissão da Copa do Mundo no Brasil estão divididos entre diferentes plataformas.

Os jogos poderão ser acompanhados por:

  • Globo (TV aberta)
  • SporTV (TV por assinatura)
  • Globoplay (streaming)
  • ge tv
  • SBT (TV aberta)
  • Cazé TV (YouTube)
  • N Sports (TV por assinatura)

A Cazé TV transmite os 104 jogos da competição.

Resultados dos jogos de oitavas de final:

Sábado, 4 de julho de 2026

14h – Canadá x Marrocos => vencedor Marrocos

18h – Paraguai x França => vencedor França

Domingo, 5 de julho de 2026

17hBrasil x Noruega => vencedor Noruega

21h – México x Inglaterra => vencedor Inglaterra

Segunda, 6 de julho de 2026

16h – Portugal x Espanha -> vencedor Espanha

21h Estados Unidos x Bélgica

Terça, 7 de julho de 2026

13h – Argentina x Egito -> vencedor Argentina

17h – Suíça x Colômbia – > vencedor Suiça

Enfim, e a final?

A final da Copa do Mundo 2026 está marcada para às 16h (horário de Brasília) do dia 19 de julho, em um domingo.

Já a decisão do terceiro lugar será 18 de julho.

Quais os grupos da Copa do Mundo 2026

Confira os grupos da Copa do Mundo da FIFA 2026. O Brasil está no grupo C na disputa pelo hexa na Copa do Mundo e enfrenta Marrocos, Escócia e Haiti.

Grupos da Copa do Mundo da FIFA 2026

  • GRUPO A: México, África do Sul, Coreia do Sul e República Tcheca;

  • GRUPO B: Canadá, Bósnia, Catar e Suíça;

  • GRUPO C: Brasil, Marrocos, Haiti e Escócia;

  • GRUPO D: Estados Unidos, Paraguai, Austrália e Turquia;

  • GRUPO E: Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim e Equador;

  • GRUPO F: Holanda, Japão, Suécia e Tunísia;

  • GRUPO G: Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia;

  • GRUPO H: Espanha, Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai;

  • GRUPO I: França, Senegal, Iraque e Noruega;

  • GRUPO J: Argentina, Argélia, Áustria e Jordânia;

  • GRUPO K: Portugal, RD Congo, Uzbequistão e Colômbia;

  • GRUPO L: Inglaterra, Croácia, Gana e Panamá.

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Grupos da Copa do Mundo FIFA 2026

Quais foram os jogos do Brasil na Copa do Mundo

O Brasil estava no Grupo C com Marrocos, Haiti e Escócia na primeira fase.

As partidas foram disputadas nos Estados Unidos, nas cidades de Nova York/Nova Jersey, Filadélfia e Miami.

Jogos do Brasil na fase de grupos

Brasil 1 x 1 Marrocos

Data: 13 de junho (sábado)

Horário: 19h (de Brasília)

Local: Estádio MetLife – Nova York/Nova Jersey

Brasil 3 x 0 Haiti

Data: 19 de junho (sexta-feira)

Horário: 21h30 (de Brasília)

Local: Lincoln Financial Field – Filadélfia

Escócia 0 x 3 Brasil

Data: 24 de junho (quarta-feira)

Horário: 19h (de Brasília)

Local: Hard Rock Stadium – Miami

A partida contra o Haiti teve um significado histórico para a Seleção Brasileira. Será a primeira vez que as duas equipes se enfrentarão em uma Copa do Mundo. O país caribenho se tornou o 50º adversário diferente do Brasil em Mundiais.

Fase 16 avos

Brasil 2 x 1 Japão

Fase Oitavas de final

Fase de Oitavas de final

Brasil 1 x 2 Noruega

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O Brasil enfrenta o Marrocos neste sábado (13), às 19h, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, pela primeira rodada do Grupo C. Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Quais são os mascotes da Copa do Mundo 2026

“Maple, o alce (Canadá), Zayu, a onça-pintada (México) e Clutch, a águia-americana (Estados Unidos) foram cuidadosamente desenvolvidos para refletir a vibrante cultura, a herança e o espírito de seus respectivos países, unindo-se para simbolizar a unidade, a diversidade e a paixão compartilhada pelo esporte”, informou a federação, em nota. 

A Copa do Mundo de 2026 é a 16ª edição consecutiva a contar com um mascote, um símbolo do torneio que já teve inspirações humanas, artísticas, em animais e frutas e até etéreas ao longo da história.

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Maple, Zayu e Clutch são símbolos do Canadá, México e Estados Unidos, países-sede do mundial. Foto: FIFA

Como funciona o novo formato da Copa do Mundo?

A edição de 2026 foi a primeira com 48 seleções.

O aumento no número de participantes modificou a estrutura da competição.

Agora a Copa teve o seguinte chaveamento

  • 12 grupos com quatro seleções cada;
  • Os dois primeiros colocados de cada grupo avançam diretamente;
  • Os oito melhores terceiros colocados também se classificam.

Ao final da fase de grupos, 32 seleções seguiram para a fase eliminatória.

A partir daí, o torneio passou a ser disputado em sistema de mata-mata.

As etapas da Copa são

  • Fase de 16-avos de final;
  • Oitavas de final;
  • Quartas de final;
  • Semifinais;
  • Disputa do terceiro lugar;
  • Final.

Principais datas da Copa do Mundo

Abertura: 11 de junho de 2026 – Estádio Azteca, Cidade do México

Última rodada da fase de grupos: 27 de junho

16-avos de final: 28 de junho a 3 de julho

Oitavas de final: 4 a 7 de julho

Quartas de final: 9 a 11 de julho

Semifinais: 14 e 15 de julho

Disputa do terceiro lugar: 18 de julho – Miami

Final: 19 de julho – Nova York/Nova Jersey

Com informações da FIFA

Prouni 2026: SP terá 91,7 mil bolsas no 2º semestre

O Programa Universidade para Todos (Prouni) está com inscrições abertas para o processo seletivo do 2º semestre de 2026. Os interessados podem se inscrever gratuitamente até as 23h59 (horário de Brasília) de sexta-feira, 10 de julho, pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Em São Paulo, serão ofertadas 91.699 bolsas de estudo, das quais 48.170 são integrais, que cobrem o valor total da mensalidade (100%), e 43.529 são parciais, que arcam com 50% dos custos do curso.   Saiba mais na TVT News.
 

Os cinco cursos com a maior oferta de bolsas em São Paulo são: análise e desenvolvimento de sistemas (3.554 integrais e 3.306 parciais), administração (3.329 integrais e 2.478 parciais), ciências contábeis (2.304 integrais e 2.115 parciais), ciência da computação (1.691 integrais e 2.188 parciais), e design gráfico (1.290 integrais e 1.855 parciais). 

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A oferta de bolsas pode ser consultada por curso, instituição e municípios, no portal do Prouni

O candidato que tiver interesse em participar do processo seletivo precisa ter completado o ensino médio; participado das edições de 2024 e/ou de 2025 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem); obtido, no mínimo, 450 pontos na média das cinco provas do exame; e não ter zerado a redação do Enem. Para fins de classificação e eventual pré-seleção no processo seletivo, será utilizada a edição do Enem em que o estudante obteve a melhor média. O edital veda a inscrição para quem declarou ter participado do Enem na condição de treineiro, ou seja, quem participou do exame visando à autoavaliação antes mesmo de concluir o ensino médio.  

Brasil – Em todo o Brasil, o Prouni oferta 471.304 bolsas em 380 cursos de 879 instituições privadas de ensino superior. As bolsas são distribuídas entre ampla concorrência e cotas. As vagas reservadas destinam-se a candidatos que atendem aos critérios da política de ações afirmativas do programa, incluindo pessoas com deficiência e candidatos autodeclarados indígenas, pretos ou pardos. Somente para pessoas com deficiência são ofertadas 35.365 bolsas; para pretos, pardos e indígenas são 188.880; e para a ampla concorrência as demais 247.059 bolsas de estudo. 

Cronograma completo do Prouni 2/2026:   

Inscrições: 7 a 10 de julho   

Resultado da 1ª chamada: 15 de julho   

Comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados na 1ª chamada: 15 a 24 de julho   

Resultado da 2ª chamada: 5 de agosto   

Comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados na 2ª chamada: 5 a 14 de agosto   

Lista de espera: 26 e 27 de agosto   

Resultado da lista de espera: 1º de setembro   

Comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados em lista de espera: 1º a 14 de setembro   

Prouni – Criado pela Lei nº 11.096/2005, o Programa Universidade para Todos oferta bolsas de estudo (integrais e parciais) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica em instituições de educação superior privadas e tem como público-alvo o estudante brasileiro sem diploma de curso superior. Os processos seletivos do Prouni ocorrem duas vezes ao ano, com oportunidades para ingresso no primeiro e no segundo semestre letivos.    

Via MEC

Noruega x Inglaterra: Haaland e Kane duelam por vaga na semifinal da Copa do Mundo; veja horário, onde assistir e prováveis escalações

Noruega e Inglaterra entram em campo neste sábado (11), às 18h (de Brasília), no Hard Rock Stadium, em Miami, pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026. A partida reúne duas seleções que vivem grande momento no torneio e coloca frente a frente dois dos maiores goleadores do futebol mundial: Erling Haaland e Harry Kane. O vencedor enfrentará Argentina ou Suíça na semifinal. Leia tudo sobre a Copa do Mundo na TVT News.

A partida terá transmissão ao vivo da CazéTV, disponível sem custo adicional no Disney+.

Depois de eliminar a Costa do Marfim e a Seleção Brasileira, ambas por 2 a 1, a Noruega tenta manter a campanha surpreendente e alcançar uma semifinal inédita. A Inglaterra, por sua vez, confirmou o favoritismo ao terminar na liderança do Grupo L e eliminar República Democrática do Congo e México, este último diante da torcida mexicana no Estádio Azteca.

>> Quem são as seleções nas quartas de finais da Copa do Mundo

>> Argentina x Suíça nas quartas de final; onde assistir, horário e escalações

Além da vaga entre os quatro melhores do Mundial, o confronto chama atenção pelo encontro entre Haaland e Kane, protagonistas do futebol europeu nos últimos anos e candidatos à artilharia da competição.

Caso o empate persista após os 90 minutos, haverá prorrogação de 30 minutos. Se a igualdade continuar, o classificado será definido na disputa por pênaltis.

Noruega

A seleção comandada por Ståle Solbakken chega embalada depois de eliminar dois adversários de peso no mata-mata. Após terminar na segunda colocação do Grupo I, os noruegueses venceram Costa do Marfim e Brasil pelo mesmo placar, 2 a 1, mostrando eficiência ofensiva e capacidade de reação.

Grande destaque da equipe, Erling Haaland vive uma Copa do Mundo de alto nível. O atacante marcou sete gols em apenas quatro partidas e lidera a corrida pela artilharia da competição. Dois desses gols foram decisivos na vitória sobre o Brasil nas oitavas de final.

Além de Haaland, a Noruega conta com jogadores experientes e tecnicamente qualificados, como Martin Ødegaard, responsável pela organização das jogadas ofensivas, Alexander Sørloth, parceiro de ataque, e Patrick Berg, responsável pelo equilíbrio do meio-campo.

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O atacante norueguês Erling Braut Haaland (camisa 9) toca um tambor enquanto a Noruega comemora a vitória na partida das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 entre Brasil e Noruega, no estádio de Nova York/Nova Jersey, em East Rutherford, em 5 de julho de 2026. (Foto de MAURO PIMENTEL / AFP)

Sem desfalques confirmados, Solbakken deve repetir a escalação utilizada diante da seleção brasileira.

Provável escalação da Noruega:

Ørjan Nyland; Julian Ryerson, Kristoffer Ajer, Torbjørn Heggem e David Wolfe; Patrick Berge, Patrick Berg e Martin Ødegaard; Antonio Nusa, Alexander Sørloth e Erling Haaland.

A campanha da Noruega simboliza o amadurecimento de uma geração que reúne atletas atuando nas principais ligas da Europa. A equipe combina intensidade física, velocidade pelos lados do campo e forte presença na área adversária.

Inglaterra

A Inglaterra chega às quartas de final depois de confirmar a liderança do Grupo L e superar República Democrática do Congo e México nas fases eliminatórias.

O técnico Thomas Tuchel perdeu Jerell Quansah, suspenso, e Jordan Henderson, lesionado, mas deve manter a espinha dorsal da equipe.

O principal nome segue sendo Harry Kane. Capitão inglês e maior artilheiro da história da seleção, o atacante soma seis gols e uma assistência nesta Copa do Mundo. Mesmo atrás de Haaland na artilharia, continua sendo a principal referência ofensiva dos ingleses.

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Kane é o destaque no ataque do time inglês. Imagem: Instagram / Federação Inglesa de Futebol

Ao seu lado aparecem jogadores como Jude Bellingham, Declan Rice, Marcus Rashford e Anthony Gordon, formando um setor ofensivo capaz de controlar a posse de bola e acelerar as jogadas quando necessário.

Provável escalação da Inglaterra:

Jordan Pickford; Djed Spence, Ezri Konsa, Marc Guéhi e Nico O’Reilly; Elliot Anderson, Declan Rice e Jude Bellingham; Anthony Gordon, Marcus Rashford e Harry Kane.

A equipe inglesa aposta na força coletiva e na qualidade técnica do elenco para retornar às semifinais do Mundial. Mesmo com baixas importantes, Tuchel preservou a estrutura tática que levou a Inglaterra até esta fase.

Haaland x Kane: duelo entre dois dos maiores artilheiros do futebol

O grande atrativo das quartas de final será o encontro entre Erling Haaland e Harry Kane.

Os dois centroavantes dominam as estatísticas do futebol europeu nas últimas temporadas e aparecem ao lado de Kylian Mbappé entre os principais goleadores do continente.

Nos últimos seis anos, os números mostram a regularidade dos atacantes:

  • Mbappé: 252 gols
  • Harry Kane: 248 gols
  • Erling Haaland: 232 gols
  • Robert Lewandowski: 218 gols
  • Mohamed Salah: 163 gols

Além do desempenho pelos clubes, ambos já escreveram seus nomes na história das respectivas seleções.

Haaland marcou 62 gols em apenas 54 partidas pela Noruega, enquanto Kane soma 85 gols em 119 jogos pela Inglaterra.

Na Copa do Mundo de 2026, o norueguês leva vantagem na disputa pela artilharia, com sete gols. Kane aparece logo atrás, com seis gols e uma assistência.

Apesar de serem protagonistas do futebol europeu há anos, Haaland e Kane se enfrentaram apenas duas vezes em campo.

Na temporada 2022/23, quando Haaland defendia o Manchester City e Kane ainda atuava pelo Tottenham, cada atacante venceu um confronto e marcou um gol.

  • 19/01/2023 – Manchester City 4 x 2 Tottenham (gol de Haaland)
  • 05/02/2023 – Tottenham 1 x 0 Manchester City (gol de Kane)

Agora, pela primeira vez, o duelo acontece em uma Copa do Mundo e vale uma vaga na semifinal.

Para o jornalista Carlos Eduardo Mansur, o confronto tende a ser equilibrado.

“Como ambos têm participado mais no toque final, vai depender do jogo coletivo dos seus times. E, neste aspecto, acho o jogo muito equilibrado, mas a Inglaterra com mais valores individuais para auxiliar Kane.”

Equilíbrio marca confronto

O duelo reúne duas equipes que chegam em alta.

A Noruega aposta na velocidade, na objetividade ofensiva e na força física de seu trio de ataque.

A Inglaterra procura controlar a posse de bola e explorar a qualidade técnica de Bellingham, Rice e Kane para construir as jogadas.

O vencedor terá pouco tempo para comemorar, já que enfrentará Argentina ou Suíça na semifinal da Copa do Mundo.

Arbitragem

A Fifa escalou uma equipe francesa para comandar o confronto.

Árbitro: Clement Turpin (França)

Assistentes: Nicolas Danos (França) e Benjamin Pages (França)

VAR: Jerome Brisard (França)

Chaveamento da Copa do Mundo

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Chaveamento da Copa do Mundo em 10 de julho. Arte: Emanuele Godoy / TVT News

Argentina x Suíça nas quartas de final; onde assistir, horário e escalações

A Argentina entra em campo neste sábado (11) em busca de mais uma classificação para a semifinal da Copa do Mundo de 2026. A seleção comandada por Lionel Scaloni enfrenta a Suíça às 22h (horário de Brasília), no Estádio Arrowhead, em Kansas City, nos Estados Unidos, em confronto válido pelas quartas de final do Mundial.  Leia tudo sobre a Copa do Mundo na TVT News.

A partida reúne duas seleções que já protagonizaram confrontos marcantes em Copas do Mundo. O reencontro acontece doze anos após o dramático duelo das oitavas de final da edição de 2014, disputada no Brasil, quando a Argentina precisou da prorrogação para vencer por 1 a 0 com gol de Ángel Di María após assistência de Lionel Messi.

>> Quem são as seleções nas quartas de finais da Copa do Mundo

O vencedor do confronto avança para as semi-finais. Para os argentinos, o objetivo é continuar a caminhada em busca de mais uma final. Já a Suíça tenta alcançar uma classificação histórica diante da atual campeã do mundo.

A expectativa também gira em torno da presença de Lionel Messi. Aos 39 anos, o camisa 10 continua sendo a principal referência técnica da equipe argentina e volta a enfrentar dois antigos conhecidos: o volante Granit Xhaka e o lateral Ricardo Rodríguez, ambos presentes naquele duelo de 2014.

Onde assistir Argentina x Suíça

O confronto entre Argentina e Suíça terá transmissão ao vivo da CazéTV, disponível sem custo adicional no Disney+.

  • Jogo: Argentina x Suíça
  • Competição: Quartas de final da Copa do Mundo de 2026
  • Data: Sábado, 11 de julho
  • Horário: 22h (horário de Brasília)
  • Local: Estádio Arrowhead, Kansas City (Estados Unidos)
  • Transmissão: CazéTV (Disney+)

Além da vaga na semifinal, a partida representa mais um capítulo da rivalidade construída entre as seleções em Mundiais.

Reencontro após batalha histórica de 2014

Embora Argentina e Suíça não se enfrentem com frequência, os confrontos em Copas do Mundo ficaram marcados pelo equilíbrio.

O primeiro aconteceu na Copa de 1966, quando os argentinos venceram por 2 a 0 ainda na fase de grupos.

O segundo duelo entrou para a história do torneio realizado no Brasil. Em 2014, as equipes fizeram uma das partidas mais disputadas das oitavas de final. Durante 118 minutos, a defesa suíça conseguiu neutralizar praticamente todas as investidas argentinas.

>> Resultados da Copa do Mundo da FIFA 2026

Quando o jogo caminhava para a disputa por pênaltis, Messi recebeu pelo centro e encontrou Di María livre pela direita. O atacante finalizou cruzado para marcar o gol da classificação argentina.

Após aquela partida, o camisa 10 relembrou o sofrimento vivido em campo.

“Fiquei nervoso no final porque não conseguíamos marcar e qualquer erro poderia nos eliminar. Os minutos passavam e não queríamos ir para os pênaltis. Estávamos sofrendo, mas tivemos uma jogada especial; passei para o Ángel (Di María) e pudemos comemorar.”

Curiosamente, aquela assistência foi a última participação direta de Messi em gols durante a Copa de 2014. Antes disso, ele havia balançado as redes quatro vezes ainda na fase de grupos.

A vitória sobre a Suíça abriu caminho para a campanha que levou a Argentina até a decisão diante da Alemanha, encerrada apenas na prorrogação.

Messi continua sendo o centro das atenções

Mesmo aos 39 anos, Lionel Messi permanece como o principal nome do futebol argentino.

O capitão chega às quartas de final novamente sendo decisivo na construção das jogadas ofensivas da equipe de Lionel Scaloni. Além da experiência acumulada em cinco Copas do Mundo, o camisa 10 continua exercendo papel determinante dentro de campo pela capacidade de organizar o setor ofensivo, encontrar espaços e definir partidas em momentos de pressão.

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O atacante argentino Lionel Messi (camisa 10) comemora com os companheiros de equipe após vencer a partida das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 entre Argentina e Egito, no Atlanta Stadium, em Atlanta, em 7 de julho de 2026. (Foto de Thomas COEX / AFP)

Sua presença faz com que qualquer adversário adapte a estratégia defensiva.

Não por acaso, a própria Suíça admite que será necessário um cuidado especial com o argentino.

Granit Xhaka, um dos líderes da seleção europeia, destacou o respeito pelo adversário antes do confronto.

“É um privilégio viver a mesma época de um jogador como o Messi. Perdemos em 2014, conhecemos sua qualidade e sabemos o que ele pode entregar.”

A declaração resume o tamanho da preocupação suíça. Mesmo veterano, Messi continua sendo tratado como o principal jogador da partida.

Argentina

A seleção argentina chega às quartas de final depois de superar momentos de dificuldade ao longo da competição.

Nas oitavas de final, a equipe derrotou o Egito em uma partida bastante disputada. Antes disso, também enfrentou resistência contra Cabo Verde. As atuações mostraram uma equipe que precisou encontrar soluções diante de adversários organizados defensivamente, cenário que pode se repetir contra a Suíça.

O técnico Lionel Scaloni acredita que o estilo suíço apresenta características semelhantes ao encontrado na partida anterior.

“Vamos procurar manter o nosso padrão de jogo, mas entendemos que será um jogo problemático. Eles ficam fechados atrás e sabem sair no contra-ataque.”

Por isso, a tendência é que o treinador mantenha praticamente toda a estrutura utilizada na classificação anterior.

A provável escalação argentina conta com Emiliano Martínez; Nahuel Molina, Cristian Romero, Lisandro Martínez e Nicolás Tagliafico; Leandro Paredes, Enzo Fernández, Rodrigo De Paul, Alexis Mac Allister e Lionel Messi; Julián Álvarez.

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Messi celebra seu primeiro gol na partida de estreia da Argentina contra a Argélia – Foto: Roberto SCHMIDT / AFP

A base campeã mundial permanece praticamente intacta. Emiliano Martínez segue transmitindo segurança no gol, enquanto Cristian Romero lidera uma defesa que continua entre as mais consistentes do futebol internacional.

No meio-campo, Enzo Fernández, De Paul e Mac Allister garantem intensidade, marcação e qualidade na circulação da bola. Já Julián Álvarez movimenta constantemente a defesa adversária, criando espaços para Messi atuar entre as linhas.

Scaloni também aposta na experiência adquirida pelo grupo ao longo dos últimos ciclos internacionais. Grande parte dos jogadores atua junta há vários anos, fator considerado importante em partidas eliminatórias como a deste sábado.

Além do aspecto técnico, existe um componente emocional. A Argentina tenta dar mais um passo rumo à defesa do título conquistado no Catar, mantendo vivo o sonho do bicampeonato consecutivo.

Outro elemento que aumenta a confiança argentina é o retrospecto diante da Suíça em Copas do Mundo. Os sul-americanos venceram os dois confrontos anteriores e esperam ampliar essa vantagem.

Ainda assim, a comissão técnica evita qualquer excesso de confiança. O entendimento é de que a organização tática suíça pode transformar a partida em mais um duelo decidido nos detalhes, repetindo o equilíbrio observado em 2014.

Suíça

A Suíça chega às quartas de final apostando na organização coletiva e na consistência defensiva para tentar surpreender a atual campeã do mundo. Sob o comando de Murat Yakin, a equipe europeia consolidou um estilo de jogo baseado em linhas compactas, marcação intensa e transições rápidas, características que permitiram ao país permanecer entre as seleções mais competitivas do futebol internacional nos últimos anos.

Embora o treinador tenha evitado confirmar oficialmente a escalação, a tendência é que mantenha a estrutura utilizada ao longo da competição, realizando apenas mudanças pontuais em razão do desgaste físico acumulado durante o torneio.

A provável formação suíça é composta por Gregor Kobel; Zakaria, Nico Elvedi, Manuel Akanji e Ricardo Rodríguez; Remo Freuler, Granit Xhaka, Ardon Jashari, Fabian Rieder e Dan Ndoye; Breel Embolo.

Granit Xhaka, jogador da Suíça – Foto: Reprodução

O setor defensivo continua sendo considerado o principal ponto forte da equipe. Manuel Akanji lidera a zaga, enquanto Ricardo Rodríguez segue como uma das referências técnicas e de experiência do elenco. No meio-campo, Granit Xhaka é o responsável pela organização das jogadas e pela distribuição da bola, além de exercer papel importante na liderança do grupo.

Antes da partida, Murat Yakin também buscou aumentar a confiança de seus jogadores ao comentar o confronto contra os argentinos.

“Conhecemos como pensam os times sul-americanos, assim vamos vencer o campeão mundial.”

As declarações fazem parte do ambiente de confiança criado pela comissão técnica suíça, que acredita ser possível repetir atuações competitivas diante das principais seleções do planeta.

Ao mesmo tempo, a equipe reconhece que neutralizar Lionel Messi será uma das tarefas mais difíceis da competição. Xhaka, que enfrentou o camisa 10 nas oitavas de final da Copa de 2014, voltou a destacar a admiração pelo argentino.

“É um privilégio viver a mesma época de um jogador como o Messi. Perdemos em 2014, conhecemos sua qualidade e sabemos o que ele pode entregar.”

A expectativa suíça é transformar o duelo em uma partida de poucas oportunidades, apostando na disciplina defensiva e na eficiência dos contra-ataques para buscar uma vaga inédita entre os semifinalistas desta edição do Mundial.

Histórico favorece a Argentina

Este será o terceiro encontro entre Argentina e Suíça em Copas do Mundo.

O primeiro aconteceu na edição de 1966, disputada na Inglaterra. Pela fase de grupos, os argentinos venceram por 2 a 0, conquistando um resultado importante naquela campanha.

O reencontro veio apenas 48 anos depois, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil. O duelo disputado na Neo Química Arena, em São Paulo, ficou marcado pelo equilíbrio durante praticamente toda a partida.

Após empate sem gols no tempo regulamentar, a classificação argentina veio somente aos 118 minutos da prorrogação. Messi conduziu a jogada pelo meio e encontrou Di María livre pela direita. O atacante finalizou cruzado para marcar o gol da vitória.

Agora, doze anos depois, três personagens daquele confronto estarão novamente em campo: Messi, pela Argentina, e Ricardo Rodríguez e Granit Xhaka, representando a Suíça.

O retrospecto geral também favorece os sul-americanos, que venceram os dois confrontos anteriores em Mundiais e tentam manter a escrita para seguir na luta pelo título.

Arbitragem

A Fifa escalou uma equipe portuguesa para comandar a partida.

  • Árbitro: João Pinheiro (Portugal)
  • Assistentes: Bruno Jesus e Luciano Maia (Portugal)
  • VAR: Guillermo Pacheco (México)

A expectativa é de um confronto equilibrado, com forte disputa física e intensidade durante os 90 minutos, características presentes nas campanhas das duas seleções até aqui.

Leia também:

Chaveamento da Copa do Mundo

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Chaveamento da Copa do Mundo em 10 de julho. Arte: Emanuele Godoy / TVT News

Stefani avança pela 1ª vez à final de duplas femininas de Wimbledon

A paulistana Luisa Stefani está na final de Wimbledon nas duplas femininas. Nesta sexta-feira (10), ela e a canadense Gabriela Dabrowski derrotaram a japonesa Shuko Aoyama e a taiwanesa En-Shuo Liang por 2 sets a 0, com parciais de 7/5 e 6/3, em uma hora e sete minutos de jogo. Saiba mais na TVT News.

A final será neste domingo (12), a partir de 9h (horário de Brasília). As adversárias serão conhecidas ainda nesta sexta, no confronto entre as chinesas Xinyu Jiang (41ª) e Yifan Xu (50ª) contra a parceria da francesa Kristina Mladenovic (32ª) com Hanyu Guo (22ª), também da China.

É a primeira vez que Luisa chega à decisão do Grand Slam – como são conhecidos os quatro principais torneios do tênis mundial – no feminino. No ano passado, ela foi à final da competição disputada no All England Club, em Londres (Reino Unido), nas duplas mistas, ao lado do britânico Joe Salisbury, mas o título ficou com o holandês Sem Verbeek e a tcheca Katerina Siniakova.

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Com a vaga na final, a brasileira garante o quarto lugar do ranking da WTA na próxima atualização da lista. Dabrowski mantém a terceira posição, mas se aproxima da norte-americana Taylor Townsend, segunda colocada.

A partida desta sexta foi a mais complicada que Luisa e Dabrowski encararam até o momento. Ainda assim, a dupla foi soberana, principalmente, na hora de sacar. Elas cederam apenas cinco pontos às adversárias, durante todo o jogo, quando tiveram o saque a favor. Não à toa, atingiram o nono triunfo consecutivo na temporada.

Desde o título de Maria Esther Bueno no US Open de 1968, nas duplas, ao lado da australiana Margaret Court, o Brasil não tem uma campeã de Grand Slam em disputas femininas. Quem chegou mais perto foi a também paulistana Beatriz Haddad Maia, em 2022, no Aberto da Austrália. Ela ficou com o vice, tendo como parceira a cazaque Anna Danilina.

“Grande jogo da nossa parte, sacamos muito bem do começo ao fim. Nos games de devolução no final de cada set, conseguimos colocar pressão para quebrar o serviço e fechar em dois sets. Mais um ótimo jogo, mais uma ótima performance e experiência aqui em Wimbledon. Minha primeira vez na quadra 1 [do All England Club], uma quadra super linda e especial de jogar”, celebrou Luisa, via assessoria de imprensa.

Lincoln Chaves – Repórter da EBC