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Da Redação
Flávio Bolsonaro na Globo: como foi a sabatina do candidato do PL no Jornal Nacional
Confira como foi a sabatina com o senador Flávio Bolsonaro (PL), que foi ao ar, na sexta-feira (28) na série de sabatinas da TV Globo com os candidatos à Presidência.
Flávio Bolsonaro na Globo: confira a entrevista no Jornal Nacional
Como foi, minuto a minuto, a sabatina de Flávio Bolsonaro na Globo.
Jornalistas do grupo Globo analisam a entrevista de Flávio Bolsonaro na Globo
Com o fim da sabatinta de Flávio Bolsonaro na Globo, jornalistas analisam o desempenho do candidato do PL.
Os jornalistas concordam que Flávio Bolsonaro mentiu em vários pontos da entrevista.
- Flávio Bolsonaro não conseguiu explicar o dinheiro de Daniel Vorcaro, do Banco Master
- Flávio Bolsonaro não consegue falar sobre aquecimento global
- Como o pai, defendeu a família o tempo todo.
Pergunta: meio ambiente. Resposta: esgoto e SUS.
— flaviofachel (@flaviofachel) August 29, 2026
22h11 – Renata pergunta sobre o discurso negacionista
Renata lembra um artigo em que Flávio Bolsonaro diz que não existe aquecimento global. Ela pergunta se ele é negacionista.
Flávio não admite que existe aquecimento global, fala em “eventos climáticos extremos”. Ele sai do assunto e entra no tema de saúde pública, ou seja, não respondeu se é negacionista e também não disse porque não colocou meio ambiente no plano de governo.
Para se distanciar do assunto, Flávio Bolsonaro diz que o ex-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein Cláudio Lottenberg será seu ministro da Saúde.
Sobre esse nome, o jornalista Bernando Mello Franco, lembra que é um aceno à comunidade judaica.
De acordo com o jornalista, “o médico chegou a ser sondado para o mesmo cargo no governo de Jair Bolsonaro, mas foi descartado antes da nomeação. Ao anunciar Lottenberg, Flávio também acena mais uma vez para setores da comunidade judaica. O médico é presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib). Em 2024, foi acusado pelo grupo Judeus pela Democracia de ter uma visão racista, após escrever que o povo palestino seria esmagadoramente violento, misógino, homofóbico e antidemocrático.
22h07 – Renata pergunta sobre salário mínimo
Diante da pergunta se ele vai manter o aumento do salário mínimo, Flávio diz que vai fazer cortes, reduzir ministérios e usa expressão “tesouraço”. De novo, coloca culpa no governo Lula.
Tralli pergunta qual vai ser o reajuste de salário mínimo.
Flávio não responde e só fala em cortar gastos públicos e fazer ajuste fiscal, sem dizer como.
Vasconcellos pergunta se ele desautoriza o coordenador de campanha que afirmou não ser favorável ao aumento do salário mínimo. Flávio não se compromete, insiste em dizer que vai fazer ajuste fiscal.
Miriam Leitão diz que “em vez de explicar o que fará de ajuste fiscal, ele critica o governo. Diz que fará um corte de gastos, dará um tesouraço, mas na hora de falar de pontos de específicos, diz que manterá a política atual de salário minimo, nem fará a desvinculação. Diz que os juros vão cair só pela eleição dele.
Bela Megale diz que “Flávio responde com uma lei de saneamento básico todo o negacionismo ambiental dele próprio e do governo do pai”.
22h05 – Tralli pergunta como Flávio Bolsonaro faria o ajuste fiscal
Novamente, ao invés de responder, ele ataca o governo Lula.
22h02 Intervalo
A primeira parte da entrevista foi dedicada a Flávio Bolsonaro responder por tudo em que está envolvido: escândalo do Banco Master, rachadinha, medalha para miliciano e apoio ao tarifaço.
Os jornalistas que acompanham a sabatina, lembram que ele traz dados falsos, o que é perigos, pois pode convencer indecisos. A entrevista precisa passar por uma checagem de fatos.
22h – Rachadinha
Flávio tem de responder sobre o inquérito das rachadinhas. Por que ele empregou familiares de um miliciano condenado.
Para Vera Magalhães, esse foi o “pior momento de Flávio até aqui é explicar sua relação com Adriano da Nóbrega, que, depois de receber uma comenda dele, foi condenado como miliciano. Disse que, quando o homenageou, ele era um “policial exemplar”. Segundo ele, nessa época Adriano era “perseguido” e “inocente”
21h57 Adriano da Nóbrega entra na pauta
Por que Flávio Bolsonaro homenageou um miliciano, é a pergunta de Tralli.
Flávio diz que quando homenageou Adriano da Nóbrega, ele não sabia que ele era um matador.
21h50 – Flávio é perguntando sobre o tarifaço
Renata lembra que Eduardo Bolsonaro, irmou de Flávio Bolsonaro, comemorou o tarifaço. Renata pergunta por que os interesses da família Bolsonaro estão por cima dos interesses do país.
Diante dessa pergunta, ele diz que o irmão está exilado. E, de novo, traz o Lula para explicar.
Os apresentadores insistem em perguntar por que Eduardo Bolsonaro agradece a Trump.
Mais uma vez, ele coloca culpa no Lula.
Renata lembra da carta que Flávio Bolsonaro mandou para Marco Rubio pedindo para adiar o tarifaço para depois das eleições.
Diante da pergunta sobre o pix, Flávio Bolsonaro prometeu que não vai colocar o pix na mesa de negociação com Trump.
Para a jornalista Bela Megale, ‘Eduardo Bolsonaro é uma âncora para Flávio. O senador tenta defender o irmão que está há mais de um ano nos EUA trabalhando para que a gestão Trump interfira nas eleições brasileiras. Eduardo é o principal combustível do discurso da campanha de Lula sobre soberania”.
21h49 – Renata pergunta sobre o ataque às urnas eletrônicas
Vasconcellos lembra que o pai dele está preso por vários crimes e que ambos, Flávio e Jair Bolsonaro, atacaram as urnas eletrônicas.
Renata pergunta se Flávio Bolsonaro vai respeitar o resultado, mesmo se perder. Flávio Bolsonaro diz que ele vai ganhar no primeiro turno.
21h42 – A pergunta agora é sobre o golpe de Estado que Bolsonaro tentou
Tralli pergunta que garantias o eleitor tem que o grupo político dele não vai atentar contra a democracia.
Cesar Tralli foi para essa pergunta diante da negativa de Flávio em prestar conta sobre o filme.
Bolsonaro diz que o julgamento foi uma farsa. E que Bolsonaro foi julgado pelos inimigos.
Tralli lembra dos depoimentos de militares de alta patente que confirmam que houve tentativa de golpe
Flávio não responde e segue na tática de transferir a responsabilidade.
Cesar Tralli traz outros depoimentos de outros oficiais de alta patente que confirmam que houve tentativa de golpe de estado.
Flávio Bolsonaro, de novo, não responde e parte para a tática de desqualificar os militares. E segue tentando transferir a responsabilidade, além de dizer que vai anistiar os criminosos do 8 de janeiro
Para a jornalista Vera Magalhães, “Flávio chega, agora, ao cerne da sua escolha como candidato pelo pai: se compromete em rede nacional a dar indulto e anistia aos condenados na trama golpista e no 8 de Janeiro”.
21h39 – Renata: o Sr. não vai mostrar a planilha?
Ao invés de responder, Flávio Bolsonaro, mais uma vez cita o presidente Lula. Velha tática, ele não consegue responder e tenta colocar Lula na frase.
Para a jornalista Bela Megale, “Flávio foge da pergunta ao atribuir a Lula a necessidade de explicar relação com Vorcaro. Mas não explica a dele próprio”.
Merval Pereira foi taxativo: ‘Flávio não consegue explicar o caminho do dinheiro de Vorcaro para o filme sobre seu pai”.
Flávio enrola, enrola e não explica sua relação com Vorcaro pic.twitter.com/EACamW2xGZ
— Guilherme Boulos (@GuilhermeBoulos) August 29, 2026
Renata: É adequado um senador da república visitar um banqueiro com tornozeleira eletrônica?
Diante da pergunta de Renata, Flávio bate na tecla que quem deve explicações é o Lula.
Tralli e Vasconcellos lembram que o eleitor não tem planilha.
21h35 – Renata cobra explicações sobre o dinheiro
Flávio diz que está ali falando de uma relação privada, mas não apresentou o caminho do dinheiro.
Flávio Bolsonaro fala que a prestação de contas foi feita e está no portal G1. Tralli enumera todas as perguntas não respondidas sobre o caminho do dinheiro.
Flávio Bolsonaro fala que não houve dinheiro público e insiste na fala que é uma relação privada.
Renata pergunta quando ele vai mostrar o contrato e Tralli pergunta das planilhas.
Flávio não responde
21h30 – Primeira pergunta é sobre o Banco Master
Renata Vasconcellos, óbvio, começa perguntando sobre os áudios com Vorcaro
21h30 – Começa a entrevista com Flávio Bolsonaro
Renata Vasconcellos e Cesar Tralli apresentam o candidato e contam que ele começou a carreira por influência do pai, Jair Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro, como sempre, começa falando sobre o Lula, dizendo que Renata poderia fazer qualquer tipo de pergunta.
A resposta de Flávio Bolsonaro é que não há nada de irregular em um filho buscar patrocínio privado para o pai.
Renata insiste que Flávio é um senador e candidato a presidente e que ele deve dar explicações. Pergunta o que ele quis dizer ao falar que Vorcaro é um irmão e que estará com ele sempre.
Flávio Bolsonaro insiste em dizer que há uma relação privada. Mas ele não respondeu porque primeiro falou que não conhecia e depois teve de admitir quando os áudios foram revelados.
Flávio Bolsonaro quer dizer que o filme é uma obra prima
Miriam Leitão lembra que “Flávio Bolsonaro começa repetindo que o financiamento ao filme “Dark Horse” é uma relação privada. E, quando perguntado sobre a sua frase de que “estarei sempre contigo”, que ele disse a Daniel Vorcaro, ele acusa o grupo Globo de ter recebido patrocínio de Vorcaro.”
Cesar Tralli insiste em dizer que o Vorcaro é responsável pelo maior escândaldo financeiro.
- 21h14 – Flávio Bolsonaro já está nos estúdios da TV Globo

Onde assistir à sabatina de Flávio Bolsonaro na Globo
Você pode acompanhar a transmissão da entrevista de Flávio Bolsonaro na Globo por diferentes plataformas. Além da TV Globo e da GloboNews, a sabatina estará disponível no site de notícias g1.
A entrevista de Flávio Bolsonaro na Globo foi ajustada por causa do início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV, que ocupa a grade das emissoras. A sabatina será conduzida pelos jornalistas César Tralli e Renata Vasconcellos.
- Leia também sobre as eleições 2026:
- Como o presidente Lula foi na sabatina da Globo: Lula na Globo: como foi a sabatina de Lula no Jornal Nacional
- Depois das sabatinas na Globo, quando sai a nova pesquisa Quaest para presidente?
Por que a entrevista de Flávio Bolsonaro começou mais tarde
A entrevista de Flávio Bolsonaro na Globo começou mais tarde nesta sexta-feira por causa do início do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV.
A propaganda eleitoral gratuita começa nesta sexta-feira (28) e ocupa a grade das emissoras. Na televisão, os blocos fixos do horário eleitoral vão ao ar das 20h30 às 20h55.
As duas primeiras entrevistas de presidenciáveis na Globo ocorreram por volta das 21h10 e, na quarta-feira, a sabatina de Renan Santos começou por volta das 20h10. O horário eleitoral é exibido em blocos fixos e em inserções de 30 e 60 segundos ao longo da programação.
Flávio Bolsonaro na Globo teve responder perguntas sobre Dark Horse
O senador filho de Bolsonaro teve de responder perguntas sobre o dinheiro pedido para Daniel Vorcaro e que ele atribuiu ao financiamento do filme Dark Horse.
Em 13 de maio, o cenário político brasileiro foi abalado pela reportagem de The Intercept Brasil que expôs a negociação direta entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse — cinebiografia sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Veja as datas das entrevistas com os candidatos à Presidência
A TV Globo programou uma série de sabatinas com todos os candidatos à Presidência ao longo da semana. Foram convidados os seis candidatos mais bem colocados em pesquisa de intenção de voto divulgada pela Quaest em 14 de agosto, e a ordem das sabatinas foi definida por sorteio. Confira as datas:
- 24 de agosto (segunda-feira): Romeu Zema (Novo)
- 25 de agosto (terça-feira): Ronaldo Caiado (PSD)
- 26 de agosto (quarta-feira): Renan Santos (Missão)
- 27 de agosto (quinta-feira): Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
- 28 de agosto (sexta-feira): Flávio Bolsonaro (PL)
- 29 de agosto (sábado): Augusto Cury (Avante)
Dia do Bancário: uma categoria que transforma desafios em luta e conquistas
O Dia do Bancário, comemorado em 28 de agosto, é uma data para reconhecer a importância de uma categoria que, ao longo da história, enfrentou grandes desafios sem abrir mão do compromisso com a população.
Seja nas agências, nos escritórios, no atendimento remoto ou nos bastidores do sistema financeiro, bancárias e bancários seguem diariamente exercendo seu trabalho com dedicação, mesmo diante de cobranças, metas, sobrecarga e transformações profundas no setor.
A origem da data está em uma das maiores mobilizações da categoria. Em 1951, bancários de São Paulo cruzaram os braços durante 69 dias em defesa de reajuste salarial e melhores condições de trabalho. Mesmo diante das restrições impostas pela legislação da época, a categoria conquistou um reajuste de 30%, superior aos 20% oferecidos pelos bancos.
A greve tornou-se um símbolo da capacidade de organização e resistência dos trabalhadores.
A mobilização de 1951 deixou outros legados. A contestação aos índices oficiais de inflação contribuiu para a criação do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), instituição que nasceu para produzir informações confiáveis e independentes em defesa dos interesses dos trabalhadores.

Desde então, bancários e bancárias nunca estiveram ausentes dos grandes momentos da história brasileira. A categoria participou das mobilizações contra a ditadura militar, esteve nas ruas pelas Diretas Já, mobilizou-se pelo impeachment de Fernando Collor e esteve presente em diferentes lutas sociais e políticas pela democracia e por um país mais justo.
Essa trajetória também produziu conquistas que se tornaram referência para outras categorias. Em 2026, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários completa 34 anos. Nacional e unificada, ela assegura direitos que vão além daqueles previstos na legislação trabalhista e é resultado direto da organização e da capacidade de negociação da categoria.
Para a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Neiva Ribeiro, o Dia do Bancário é também um momento de reconhecer a trajetória de uma categoria que transformou organização e mobilização em conquistas importantes.
“Celebrar o Dia do Bancário é celebrar uma categoria que tem uma história de muita luta, resistência e conquistas. A nossa Convenção Coletiva nacional e unificada, que completa 34 anos, é um dos maiores exemplos dessa força. Ela é fruto da organização e da capacidade de negociação da categoria e precisa ser valorizada, defendida e ampliada. Neste 28 de agosto, quero parabenizar cada bancária e cada bancário. Nossa história nos orgulha e nos inspira a continuar lutando por mais direitos e por um sistema financeiro que esteja a serviço da população”, afirma Neiva.
Na linha de frente durante a pandemia
Um dos episódios mais marcantes dessa história recente foi a pandemia de Covid-19. Quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a pandemia, em março de 2020, os bancários estavam entre os trabalhadores que precisaram manter atividades fundamentais para o funcionamento da sociedade.

As instituições financeiras foram consideradas serviços essenciais e muitas agências permaneceram abertas para garantir o atendimento à população, movimentar contas e, principalmente, viabilizar o acesso aos benefícios emergenciais. Enquanto uma parcela expressiva da categoria passou ao trabalho remoto, muitos trabalhadores continuaram presencialmente nas agências, expostos ao risco de contaminação.
Entre eles estavam milhares de empregados da Caixa, que estiveram na linha de frente para operacionalizar o pagamento do auxílio emergencial a milhões de brasileiros. Em um momento de medo e incerteza, esses trabalhadores receberam diariamente uma população que precisava de atendimento e de recursos para sobreviver à crise.
O reconhecimento de que o trabalho bancário era essencial, entretanto, não veio acompanhado da mesma prioridade quando se discutiu a vacinação. Foi necessária muita mobilização do movimento sindical para cobrar proteção, segurança e inclusão dos bancários entre os grupos prioritários. Desde o início da crise sanitária, sindicatos e entidades representativas pressionaram os bancos por protocolos de segurança, equipamentos de proteção e condições adequadas de atendimento.
A pandemia também mostrou, de forma contundente, a capacidade de adaptação e organização da categoria. Em meio ao isolamento social, a Campanha Nacional dos Bancários de 2020 foi realizada integralmente de forma virtual, em um processo inédito de negociação coletiva.
Uma categoria que segue fazendo a diferença
A história dos bancários é feita de momentos em que o trabalho cotidiano se mistura à responsabilidade social. É uma categoria que enfrenta pressão, metas, mudanças tecnológicas, redução de postos de trabalho e transformações no modelo de atendimento, mas continua recebendo milhões de pessoas todos os dias e garantindo que serviços fundamentais funcionem.
É essa combinação de dedicação no trabalho e capacidade de organização coletiva que explica a trajetória de conquistas da categoria. E é também ela que permite aos bancários enfrentar os novos desafios impostos pelo sistema financeiro, como a intensificação do trabalho, as metas abusivas, o avanço da automação e da inteligência artificial, a redução do emprego e o fechamento de agências.
E uma categoria com uma história tão forte precisa estar acompanhada de uma organização à altura. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região é referência no movimento sindical brasileiro justamente por sua combatividade, sua capacidade de mobilização e sua atuação na negociação nacional, ajudando a construir e defender conquistas que alcançam bancárias e bancários de todo o país.
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Bebel classifica como absurdo novo concurso para apenas 5 mil professores enquanto mais de 100 mil aprovados aguardam convocação
A deputada estadual Professora Bebel (PT), primeira presidenta licenciada da Apeoesp para concorrer à reeleição parlamentar, classificou como absurda a decisão do governador Tarcísio de Freitas de autorizar a abertura de um novo concurso para apenas 5 mil cargos efetivos de Professor de Ensino Fundamental e Médio. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira, 27 de agosto, enquanto mais de 100 mil candidatos professores aprovados no concurso de 2024 ainda aguardam convocação. Leia em TVT News.
Dois despachos assinados pelo governador autorizam a Secretaria Estadual da Educação a adotar as providências para a abertura de concurso destinado ao preenchimento de 3 mil cargos com jornada de 40 horas semanais e outros 2 mil com jornada de 25 horas.
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Para a deputada professa Bebel, além de muito insuficiente diante da necessidade da rede estadual, a decisão desconsidera as dezenas de milhares de profissionais já aprovados e aptos a assumir as aulas.
“É um absurdo que o governo Tarcísio anuncie um novo concurso para apenas 5 mil cargos enquanto 140 mil professores aprovados continuam esperando pela convocação. Não há justificativa para ignorar um concurso realizado e manter na rede estadual de ensino quase metade dos professores trabalha sob contratos temporários e sem estabilidade. Exigimos a prorrogação do concurso e a convocação imediata dos aprovados”, afirma a deputada.
Em julho, a Apeoesp protocolou na justiça uma ação para obrigar o governo de São Paulo prorrogar a validade do concurso público para Professor de Ensino Fundamental e Médio por mais dois anos. A parlamentar também apresentou indicação ao governador para que as convocações tenham continuidade e contemplem todas as disciplinas, incluindo Artes, Educação Física, Filosofia e Sociologia.
Segundo a deputada, a decisão de abrir um novo concurso sem esgotar o cadastro existente também representa desperdício de recursos públicos, implica em nova cobrança de taxas aos professores e aumenta a insegurança dos profissionais que cumpriram todas as etapas do certame.
“Esses professores estudaram, fizeram a prova, foram aprovados e aguardam uma resposta do Estado. O governo precisa respeitar essas pessoas e as necessidades das escolas. Não aceitamos uma medida de alcance tão limitado quando a rede precisa de dezenas de milhares de profissionais efetivos. Queremos a convocação dos 100 mil aprovados. Prorroga já!”, reforça Bebel.
Ato público em 4 de setembro
A Apeoesp realizará um ato público no dia 4 de setembro, às 16 horas, na Praça da República, região central da capital paulista. Entre as principais reivindicações estão a prorrogação do concurso vigente e a convocação dos 100 mil professores aprovados.
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Novo Caged: mercado formal de trabalho registra 58,56 mil novas vagas em julho
O mercado formal de trabalho brasileiro registrou saldo positivo de 58.568 vagas em julho de 2026, resultado de 2.262.888 admissões e 2.204.320 desligamentos. Os dados do Novo Caged foram apresentados nesta sexta-feira, 28 de agosto, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Com o resultado do mês, o estoque de vínculos de trabalho formal chegou a 48.082.866 empregos no país. Leia em TVT News.
No acumulado do ano, de janeiro a julho de 2026, o saldo registrado é de 972.203 vagas formais, um crescimento de 2,06%. Nos últimos 12 meses, entre agosto de 2025 e julho de 2026, o saldo foi de 880.717 empregos com carteira assinada, alta de 1,87%.
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GRUPOS ECONÔMICOS – Quatro dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas tiveram saldos positivos em julho. O setor de Serviços registrou 24.098 novos postos de trabalho. O resultado decorreu, principalmente, das atividades de Transporte, Armazenagem e Correio (15.222).
Em seguida aparecem os setores de Construção (12.691), Agropecuária (12.523) e Indústria (11.315). Apenas o Comércio teve saldo negativo (-2.056) no mês.
UNIDADES DA FEDERAÇÃO – Em junho deste ano, 22 das 27 unidades da Federação registraram saldo positivo. Os maiores foram em São Paulo, com 17.814 novos empregos formais, Mato Grosso (5.766) e Minas Gerais (5.199). Em valores relativos, os percentuais foram maiores no Amazonas (0,63%), em Mato Grosso (0,59%) e no Piauí (0,52%).

Dos postos de trabalho gerados, 95,1% podem ser considerados típicos e 4,9% não típicos, majoritariamente trabalhadores intermitentes (+4.344) e pessoas físicas do Cadastro de Atividades Econômicas – os CAEPF (+1.911).
GRUPOS POPULACIONAIS – No recorte populacional, os homens foram responsáveis por um saldo de 38.085 vagas e as mulheres por 20.483 postos. A população de até 24 anos teve o maior saldo positivo, com 89.425 postos, porém, negativo em 30.857 postos para pessoas com mais de 25 anos.
No recorte por escolaridade, pessoas com ensino médio completo tiveram saldo de 50.675, seguidas pelo nível médio incompleto, com 12.027. Na análise por raça, o saldo foi de 64.881 para pardos; 10.694 para pretos, 481 para amarelos e 63 para indígenas. Foi registrado saldo negativo apenas para brancos (-7.216).
SALÁRIOS – O salário médio real de admissão em julho chegou a R$ 2.419,23, com crescimento de 0,6% em relação a junho (R$ 2.404,10), uma variação positiva de R$ 15,13. Já em comparação com o mesmo julho de 2025, o aumento foi de R$ 48,38 (2,04%). Para os trabalhadores considerados típicos, o salário real de admissão foi de R$ 2.456,27, 1,5% mais elevado que o valor médio, enquanto para os trabalhadores não típicos chegou a R$ 2.142,12, uma variação 11,5% menor que o valor médio.
EMPREGO NO ANO — De janeiro a julho de 2026, o saldo foi positivo em quatro dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas. O maior crescimento ocorreu no setor de Serviços, que gerou 591.519 postos formais no semestre (+2,58%), especialmente nas atividades de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, responsáveis por 211.823 empregos até julho deste ano.
A Construção gerou 180.449 postos de trabalho, crescimento de 6,12%, com destaque para o setor de Obras de Infraestrutura (71.711). A Indústria apresentou saldo de 154.052 postos (+1,7%) e a Agropecuária registrou saldo positivo de 54.106 novas vagas. O Comércio foi o único grande grupamento com saldo negativo, registrando redução de 7.896 postos de trabalho no acumulado do ano (0,08%).
Nas unidades da Federação, os maiores saldos no acumulado de 2026 foram registrados em São Paulo (267.107), Minas Gerais (113.981) e Paraná (68.243). Em termos relativos, as maiores variações foram registradas no Amapá (4,79%), Mato Grosso (3,96%) e Piauí (3,74%).
Com Secom
Datafolha: 56% dizem que votariam mesmo se voto não fosse obrigatório
Mais da metade dos brasileiros afirma que compareceria às urnas nas eleições de 2026 mesmo se o voto não fosse obrigatório. Segundo pesquisa Datafolha divulgada na semana passada, 56% dos entrevistados disseram que votariam, enquanto 43% afirmaram que não participariam e 1% não soube responder. Leia em TVT News.
O levantamento foi realizado com 2.058 pessoas de 16 anos ou mais, em 128 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o nº BR-04496/2026 e foi encomendada pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo.
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Maioria manteria participação nas eleições
O resultado do levantamento do Datafolha indicou que uma eventual derrubada da obrigatoriedade do voto não seria suficiente para afastar a maior parte dos eleitores das urnas: entre os entrevistados, 56% afirmaram que manteriam a intenção de votar mesmo diante da não obrigatoriedade comparecer ao local de votação.
Por outro lado, 43% disseram que deixariam de votar caso a participação não fosse obrigatória. 1% dos entrevistados não soube responder.
No Brasil, o voto é obrigatório para cidadãos de 18 a 70 anos, e facultativo para analfabetos, pessoas com mais de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos.
30% dizem votar para impedir adversário
O Datafolha também apurou em levantamento que 30% dos eleitores afirmam escolher seu candidato à Presidência com o objetivo de evitar que outro candidato seja eleito. A maioria, 61%, diz votar porque considera seu escolhido o mais preparado ou porque concorda com suas propostas. 7% deram outras respostas, e 2% não souberam responder a pergunta estimulada.
Entre os eleitores de Lula (PT), 23% afirmam votar nele para impedir a vitória de outro candidato, com margem de erro de 3% nesse segmento da pesquisa. 68% dos eleitores do atual presidente da República apontam considerarem suas propostas e seu preparo como principal motivo para votarem nele.
No eleitorado de Flávio Bolsonaro (PL), 35% dizem votar para barrar outro nome, e 56% citam propostas e preparo.
O chamado voto negativo também aparece entre os apoiadores de outros candidatos. Entre os eleitores de Romeu Zema (Novo), 37% dizem votar para evitar a eleição de outro postulante. A margem de erro para as respostas de Zema, no entanto, são de 13 pontos percentuais.
Entre os de Ronaldo Caiado (PSD), são 31%, com margem de erro de 9 pontos percentuais.
Lei autoriza redução de tributos sobre combustíveis e cria benefícios fiscais para fertilizantes
Foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 28 de agosto, a Lei Complementar nº 235, que autoriza, em caráter extraordinário, a redução de tributos federais sobre combustíveis para mitigar os efeitos do choque no mercado internacional de energia decorrente do conflito no Oriente Médio. A norma também estabelece medidas de proteção tributária ao etanol, cria crédito fiscal para projetos de produção de fertilizantes e prevê benefícios para setores estratégicos, como minerais críticos, além de medidas relacionadas à Copa do Mundo Feminina da Fifa de 2027. Leia em TVT News.
COMBUSTÍVEIS E PROTEÇÃO AO ETANOL – Em caráter extraordinário, a lei permite que, em 2026, as renúncias de receita destinadas a mitigar os impactos do conflito no Oriente Médio sobre a importação, produção e comercialização de óleo diesel rodoviário, biodiesel, gasolina e suas correntes, etanol e querosene de aviação possam ser compensadas com aumento extraordinário de receita da União. A medida permite a adoção de políticas de redução da tributação federal sobre esses combustíveis.
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A norma estabelece ainda que eventual redução da tributação federal sobre combustíveis fósseis deverá preservar a vantagem competitiva dos biocombustíveis. No caso de redução de 30% ou mais da tributação federal incidente sobre a gasolina, as respectivas alíquotas incidentes sobre o etanol poderão ser reduzidas a zero, observadas as condições previstas na lei.
A lei também assegura regime fiscal favorecido para os biocombustíveis, com possibilidade de subvenção limitada a R$ 1,2 bilhão para produtores e cooperativas de produtores de etanol hidratado.
Considera-se aumento extraordinário de receita da União o montante de receita primária não estimado na lei orçamentária de 2026 e não comprometido com renúncias já adotadas, proveniente de royalties e participação especial da União na exploração de petróleo ou gás natural; de receitas do petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos destinadas à União; de receitas tributárias do setor de óleo e gás; e de dividendos recebidos pela União de empresas do setor.
A lei ainda viabiliza políticas de subvenção ou ressarcimento a agentes econômicos do setor de combustíveis, com pagamento integral em até 30 dias após a comprovação dos valores devidos.
Produtores de etanol poderão utilizar saldos credores de PIS/Cofins para compensar débitos próprios de tributos federais, com limite global de R$ 750 milhões em 2026. A partir de 2027, créditos atualmente sujeitos a limitações de ressarcimento poderão ser compensados com débitos de CBS, conforme a Lei Complementar nº 214/2025.
FERTILIZANTES – A norma cria crédito fiscal para projetos nacionais de produção de fertilizantes, matérias-primas, bioinsumos, biofertilizantes e remineralizadores entre 2027 e 2031. O benefício poderá corresponder a até 20% dos dispêndios realizados nos projetos, com limite de R$ 1 bilhão por ano.
Os créditos poderão ser utilizados para compensação de débitos de tributos federais ou ressarcidos em dinheiro. O limite anual poderá ser ampliado, observadas as regras fiscais e orçamentárias previstas na legislação. A lei também prevê isenção do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) para projetos do setor entre 2027 e 2031, limitada a R$ 200 milhões por ano e R$ 1 bilhão no total da vigência.
REGRAS FISCAIS E SETORES ESTRATÉGICOS – Em caráter extraordinário, a lei afasta, em 2026, a aplicação de determinadas regras fiscais – previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal, na Lei Complementar nº 224/2024 e na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 – para atos legislativos que instituam benefícios tributários vinculados à Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, ao Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes e à realização da Copa do Mundo Feminina da Fifa de 2027 no Brasil.
A medida não cria diretamente esses benefícios tributários, mas estabelece condições fiscais excepcionais para sua eventual instituição por meio dos instrumentos legislativos previstos na norma.
DEFESA NACIONAL – A norma também exclui da meta de resultado primário e do limite de despesas, em 2026, montante adicional de até 50% do menor valor entre o Novo PAC no âmbito do Ministério da Defesa e R$ 5 bilhões, para despesas com projetos estratégicos de defesa. Além disso, autoriza a antecipação, em 2026, de até R$ 3 bilhões de recursos originalmente previstos para 2027, vedada a utilização de recursos das áreas de saúde e educação.
Caso haja projeção de déficit primário antes do envio do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), a lei veda, a partir do exercício seguinte, determinados crescimentos de despesas vinculadas acima do limite fiscal para despesas primárias, além de vedar a indexação das receitas de petróleo destinadas ao Fundo Social à Receita Corrente Líquida (RCL), até a apuração de superávit primário anual.
HOSPITAIS INTELIGENTES – A lei também afasta, para hospitais inteligentes de alta complexidade financiados por operação de crédito externo, a exigência de apresentação de declaração de funcionamento contínuo nos últimos três anos.

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