Agora
Da Redação
Violência vicária: Câmara aprova lei que pune crimes contra filhos para causar sofrimento à mulher
Câmara aprova pena de prisão de até 40 anos para crime de homicídio vicário, aquele que é cometido contra filhos, dependentes, ou outros parentes, com a intenção de causar sofrimento à mulher. Leia em TVT News e conheça o que é violência vicária.
Câmara aprova inclusão de homicídio vicário na Lei Maria da Penha
A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3880/2024 que tipifica o crime de homicídio vicário no Código Penal e insere o conceito de violência vicária na Lei Maria da Penha.

Esse tipo de violência ocorre quando um agressor mata uma criança, um dependente ou outro parente de uma pessoa para causar sofrimento e punição psicológica a ela.
No projeto de lei, o crime de homicídio vicário está colocado no contexto de violência doméstica e familiar contra mulheres, porque o alvo real é uma mulher. Se aprovado, o texto prevê pena de reclusão para o crime de 20 a 40 anos.
O texto aprovado nessa quarta-feira (18) é de autoria das deputadas federais Laura Carneiro (PSD-RJ), Fernanda Melchionna (PSol-RS) e Maria do Rosário (PT-RS) e foi aprovado em substituição à proposta original da deputada Silvye Alves (União-GO).
A deputada Maria do Rosário comemorou nas redes sociais o fato de o homicídio vicário ter a mesma pena do crime de feminicídio.
“Alteramos a Lei Maria da Penha para deixar claro: usar filhos como instrumento de vingança e tortura psicológica contra mulheres é um crime desprezível e será punido com o máximo rigor.”
Caso de Itumbiara chamou a atenção para violência vicária
A resposta da Câmara ocorre após o caso de Itumbiara (GO) em fevereiro deste ano. O ex-secretário do Governo do município, Thales Machado, matou os próprios filhos, na residência onde morava, para causar sofrimento à mãe das duas crianças de 8 e 12 anos, Sarah Araújo. Após cometer os crimes, o ele tirou a própria vida.
Segundo a relatora da matéria, a deputada Silvye Alves, a violência vicária é cada vez mais reconhecida “como uma das faces mais cruéis e ainda subnotificadas” de crimes no país.
Agravantes da violência vicária
Além da pena base de reclusão de 20 a 40 anos, são agravantes, os fatos de:
- o crime ocorreu na frente da mulher;
- se a vítima for criança, idoso ou pessoa com deficiência (PCD).
- se houver descumprimento de medidas protetivas já existentes.
Nesses casos, haverá aumento de pena, de um terço até a metade do tempo de condenação.
Violência doméstica atinge toda a famílida, diz Cida Gonçalves
“Há décadas os movimentos de mulheres e feministas vêm colocando na pauta que a violência doméstica e familiar atinge toda a família, filhos, familiares próximos e amigas e amigos”, alerta a ex-ministra das Mulheres, Cida Gonçalves.
“Portanto, a inclusão do homicídio vicário como crim e no código Penal e inserir o seu conceito na Lei Maria da Penha são medidas fundamentais. Os dados do 180 mostram que 80% da violência doméstica e familiar contra as mulheres são na presença dos filhos e isso já pode ser sinal de que esse agressor pode usar os filhos para atingir as mulheres”, explica Cida.
“Os fatos recentes de agressores que jogam seus filhos (seja de pontes e/ou aptos), deixam nos carros, ateiam fogo na casa, são a prova da misoginia e do ódio contra as mulheres. Afinal, matar um filho é matar uma mulher e uma mãe”, analisa a ex-ministra.
Lei Maria da Penha
A proposta legislativa vai além do assassinato de terceiros para amplificar o sofrimento da mulher.
Adicionalmente, o projeto de lei quer que vários outros tipos de violência sem morte cometidos com o intuito de atingir uma mulher, sejam classificados como formas de violência doméstica e familiar.
A coautora do projeto de lei, Fernanda Melchionna, explicou que, desta forma, a violência vicária pode ser inserida na Lei Maria da Penha: “Os casos desse tipo de violência são escabrosos e devem ser punidos. Criança não pode ser usada como arma.”
Isso permite que a mulher atingida peça medidas protetivas mesmo que a própria não tenha sido ainda agredida fisicamente.

Tramitação da lei que pune a violência vicária
A proposta será enviada ao Senado Federal para análise e votação. Se os senadores aprovarem o texto sem alterações, o texto segue para a sanção do presidente da República para virar lei. Se o Senado alterar o conteúdo, o projeto volta para a Câmara para a última palavra.
O que é violência vicária
A violência vicária é uma das formas mais cruéis de agressão psicológica e de gênero, caracterizada por atingir uma mulher por meio de seus filhos, familiares ou até mesmo animais de estimação.
Nesse cenário, o agressor utiliza terceiros como instrumentos de tortura emocional, com o objetivo de causar o máximo de sofrimento à mãe. O abusador transfere a violência para os laços afetivos, sabendo que a dor infligida a uma criança causará uma ferida profunda e devastadora na mulher.
Na prática, esse tipo de violência se manifesta de diversas maneiras, muitas vezes mascarada durante processos de separação ou disputas judiciais. O agressor pode ameaçar tirar a guarda dos filhos, submetê-los a maus-tratos físicos ou verbais, ou praticar a alienação parental, manipulando os menores para que rejeitem a mãe.
Em situações extremas, a violência vicária culmina no assassinato das próprias crianças, um ato premeditado para garantir que a mulher viva com a dor irreparável da perda e com o sentimento de culpa.
O impacto dessa prática é destrutivo, deixando sequelas traumáticas severas tanto para a mulher quanto para os dependentes envolvidos no ciclo de abusos.
Combater a violência vicária exige que a sociedade e os tribunais compreendam que a proteção da infância está diretamente e inseparavelmente ligada à proteção da mulher contra a violência machista.
Acompanhe como foi a votação da lei de tipificação da violência vicária
Fonte: Agência Câmara de Notícias e Agência Brasil
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Redação Nota 1000 no Enem: estudo mostra evolução do número de notas máximas
Levantamento mostra que Sudeste ainda concentra o maior número de redações com nota 1000, com 11.967 resultados e o Nordeste aparece em segundo lugar, com 2.141 notas máximas ao longa história do Enem. Leia em TVT News.
Estudo mostra evolução do número de redações nota 1000 no Enem
O número de redações nota máxima (1000) no ENEM passou por uma transformação profunda. Depois do pico registrado em 2011, quando o país alcançou 2.619 notas 1000, o volume caiu 94,6 por cento nos anos seguintes, chegando a apenas 12 casos em 2024.
Um levantamento inédito da série histórica de 1998 a 2024 feito pela Adobe Acrobat mostra como mudanças de correção, novos formatos de prova e desigualdades regionais redesenharam a distribuição dos melhores desempenhos no país.
Número de redações com notas 1000 no Enem
| Ano | Total de Notas 1000 |
| 1998 | 1475 |
| 1999 | 479 |
| 2000 | 251 |
| 2001 | 673 |
| 2002 | 1058 |
| 2003 | 1779 |
| 2004 | 1756 |
| 2005 | 1289 |
| 2006 | 541 |
| 2007 | 541 |
| 2008 | 707 |
| 2009 | 1378 |
| 2010 | 1042 |
| 2011 | 2619 |
| 2012 | 1170 |
| 2013 | 329 |
| 2014 | 159 |
| 2015 | 93 |
| 2016 | 66 |
| 2017 | 40 |
| 2018 | 49 |
| 2019 | 46 |
| 2020 | 28 |
| 2021 | 20 |
| 2022 | 32 |
| 2023 | 49 |
| 2024 | 12 |
Sudeste domina a série histórica, Nordeste desponta como segundo lugar com mais notas 1000 na redação
O Sudeste concentra 71% por cento de todas as notas 1000 entre 1998 e 2024, totalizando 11.967 resultados máximos. São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais somam 10.931 casos e permanecem como o eixo mais forte do país. O Nordeste aparece em segundo lugar, com 2.141 notas, seguido por Centro-Oeste, Sul e Norte.
O Sul e o Centro-Oeste vivem um movimento de interiorização. Cidades de médio porte no Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso passaram a ter maior presença entre os melhores resultados. Já o Norte apresenta a menor participação nacional, refletindo desafios estruturais de acesso e preparação. Pará e Amazonas concentram a maior parte das notas da região.
A análise ainda mostra que o mapa do ENEM está mudando. Fortaleza e Teresina ampliaram sua relevância e aparecem entre as cidades que mais evoluíram após 2013. Em algumas delas, o percentual de notas máximas pós-ruptura já representa mais de 10 por cento de todo o histórico local, um avanço expressivo em um período de alta dificuldade.
Os dados reforçam que, mesmo com regras mais rígidas, algumas regiões conseguiram se adaptar melhor ao novo formato. O cenário revela o surgimento de novos polos fora dos eixos tradicionais e indica mudanças no perfil dos municípios que lideram os melhores desempenhos no Brasil.
Enem: estudo identifica três movimentos decisivos para entender o número de redações com nota máxima
O primeiro é o salto excepcional de 2011, marcado pela consolidação do exame e pela popularização de materiais de preparação.
O segundo é a ruptura de 2013, quando regras mais rígidas tornaram a nota máxima muito mais difícil de alcançar. O terceiro é o surgimento de novas cidades que passaram a rivalizar com os grandes centros, especialmente no Nordeste, Sul e Centro-Oeste.

A série histórica revela um comportamento irregular desde a criação da prova. Em 1998, o exame registrou 1.475 notas máximas. O primeiro grande salto ocorreu em 2003, com 1.779 casos, reflexo de uma prova ainda mais simples e focada em interpretação.
Com o novo ENEM, a partir de 2009, o desempenho passou a oscilar até atingir o recorde absoluto de 2.619 notas em 2011. Em 2013, com a revisão das regras de correção, o total caiu para 329. A queda continuou até o mínimo recente de 20 redações perfeitas em 2021, no pós-pandemia.
Linha do tempo das notas de redação no Enem e as principais viradas
O aumento de 2003 está ligado ao formato antigo da prova. O recorde de 2011, por sua vez, coincidiu com a consolidação do ENEM como principal porta de entrada para o ensino superior. Em 2013, a adoção de critérios mais rígidos redefiniu o padrão de excelência do exame. A pandemia aprofundou a queda em 2021, afetando especialmente estudantes com menos acesso a ensino remoto de qualidade.

Entre 1998 e 2007, o país acumulou 11.102 notas 1000, com média anual de 1.110. Na década seguinte, entre 2008 e 2017, a média caiu para 647 devido à complexidade crescente da prova. De 2018 a 2024, a média despencou para 34,9, o menor nível de toda a série histórica.
O auge de 2011 marcou um momento de equilíbrio regional. São Paulo liderou com 208 notas, seguido por Rio de Janeiro, Fortaleza, Belo Horizonte e Belém. O Nordeste teve desempenho expressivo, superando três regiões somadas.
>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp
A partir de 2013, o impacto das novas regras foi imediato. Em dez anos, o país registrou menos notas 1000 do que em 2011 sozinho. Cidades tradicionais perderam força, enquanto outras conseguiram reagir. Fortaleza, Teresina, Niterói, Juiz de Fora e Uberlândia se destacaram pela capacidade de manter desempenho acima da média. Já São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador registraram queda significativa mesmo mantendo tradição no exame.
Leia também sobre a redação no Enem
Resultado 8ª chamada vestibular Unicamp: confira lista de aprovados
Unicamp divulga a lista de aprovados na oitava chamada do Vestibular e no processo seletivo Enem-Unicamp. Leia em TVT News.
Unicamp divulga oitava chamada do vestibular 2026 e da modalidade Enem-Unicamp
A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) está divulgando a lista de convocadosem oitava chamada do Vestibular Unicamp 2026 e da modalidade Enem-Unicamp 2026.
Os candidatos deverão consultar as listas na página eletrônica da Comvest (https://www.comvest.unicamp.br/). Todos os convocados deverão realizar sua matrícula não presencial, das 9 horas às 17 horas do dia 23 de março, exclusivamente pela internet, na página da Comvest, utilizando seu número de inscrição e senha. Estão sendo convocados 61 candidatos no Vestibular e 2 candidatos na modalidade Enem-Unicamp.
>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp
As orientações sobre os procedimentos para a matrícula já estão disponíveis, na aba de cada modalidade, na página da Comvest. Importante: candidatos convocados para a matrícula em mais de uma modalidade (nomes em listas diferentes) deverão escolher em qual processo fazer matrícula e efetivá-la usando a senha específica da modalidade, criada no momento daquela inscrição. Os candidatos convocados em primeira opção que não realizarem a matrícula eletrônica ficam excluídos da modalidade.

Bancas de heteroidentificação
Os candidatos selecionados pelo sistema de cotas étnico-raciais aprovados na oitava chamada, que autorizaram o uso da fotografia como parte do processo de validação pela Comissão de Averiguação e foram validados pelas bancas na etapa inicial do procedimento, receberão um e-mail com a indicação de sua validação e instruções para a matrícula.
Os candidatos que não autorizaram, assim como aqueles que não tiveram as fotografias validadas, precisam passar pelas bancas de heteroidentificação, via Google Meet, antes de iniciar o processo de matrícula. Esses candidatosdeverão consultar as orientações (horário e link da banca) na página da Comvest e também receberão as orientações por e-mail.
A validação da autodeclaração apresentada pelos candidatos optantes pelas cotas étnico-raciais somente ocorrerá após a avaliação de fenótipo realizada pela Comissão, ficando a matrícula condicionada à aprovação da Comissão de Averiguação, conforme a resolução GR-074/2020, que instituiu o procedimento de heteroidentificação.

Matrícula em segunda opção
Os candidatos convocados para o curso escolhido como segunda opção deverão realizar a matrícula pela internet e, optar ou não, por aguardar uma possível vaga para o curso de primeira opção (remanejamento). Candidatos de segunda opção que não fizerem a matrícula pela internet perderão essa vaga (segunda opção), mas continuarão concorrendo ao curso de primeira opção, podendo, assim, serem convocados nas próximas chamadas, de acordo com os critérios de classificação.
Convocação – sistemas de ingresso na Unicamp
Caso um(a) candidato(a) tenha sido convocado(a) no mesmo curso, na mesma chamada, no Vestibular Unicamp 2026 e em outros sistemas de ingresso, a vaga a ser preenchida será a do Vestibular.
Caso um(a) candidato(a) tenha sido convocado(a) em cursos diferentes, na mesma chamada, no Vestibular Unicamp e em outro(s) sistema(s) de ingresso, será considerada como opção a matrícula que tenha efetivado primeiro. Caso um(a) candidato(a) inscrito(a) no mesmo curso seja convocado(a) em qualquer sistema e não realize sua matrícula quando for convocado(a), seu nome será excluído das chamadas nas outras modalidades.
Leia também sobre vestibulares
Lula defende criação de reserva estratégica de combustíveis
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta sexta-feira (20), a necessidade de o país criar uma reserva estratégica de combustíveis, para regular preços e garantir abastecimento em caso de instabilidade internacional. Saiba mais em TVT News.

“Eu falei para a Magda [Chambriard, presidente da Petrobras]: isso não é uma coisa rápida, é uma coisa que leva tempo, mas é uma coisa estratégica que a Petrobras e o governo têm que pensar”, disse, em evento de anúncio de investimentos da empresa em Minas Gerais.
Lula criticou a escalada do conflito no Oriente Médio, especialmente na região do Estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela significativa do petróleo mundial.
“Nós precisamos, ao longo do tempo, construir um estoque regulador, para a gente não ser vítima do que está acontecendo hoje. E se essa guerra durar 30 dias, durar 40 dias? E se o Irã não deixar sair nenhum barril de petróleo do Estreito de Ormuz? E se os Estados Unidos resolverem estourar o Estreito de Ormuz, a crise vai ser pior”, acrescentou.
>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp
Soberania
O Brasil não possui reservas estratégicas de petróleo, mas conta com estoques operacionais de combustíveis para garantir que não haja desabastecimento nos postos entre a chegada de um navio importado ou o processamento em uma refinaria.
O país ainda depende de importações para cerca de 30% do diesel consumido, o que aumenta a vulnerabilidade em momentos de crise global.
Para Lula, mesmo custando “muito caro”, as reservas garantiriam a soberania do país e a proteção contra a especulação no mercado em momentos de crise. O presidente citou como exemplo a manutenção das reservas brasileiras em moeda estrangeira, que chegaram a US$ 364,4 bilhões em janeiro deste ano.
“Graças a essa reserva que nós começamos a fazer a 2005, até hoje o Brasil enfrenta todas as crises mundiais sem se abalar. Nós temos muita verdinha [dólar] […], e eu não posso mexer na reserva porque ela garante a soberania desse país”, disse.
O presidente ainda afirmou que vai fazer os investimentos necessários na melhoria ou até construção de novas refinarias, e “trabalhar estrategicamente” em um plano de produção e estoque de combustíveis.
“Certamente, os Estados Unidos têm estoque para uns 30 dias. Como eles vivem em guerra, eles têm que ter estoque. Certamente, a China tem estoque. Certamente, a Rússia tem estoque”, argumentou Lula.

Investimentos
A Petrobras anunciou, nesta sexta-feira, investimentos de R$ 9 bilhões na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, Minas Gerais. O presidente Lula lembrou que a refinaria esteve em processo de desinvestimento no governo passado e estava produzindo apenas 60% de sua capacidade.
Hoje, a Regap opera com 98% da capacidade, com o processamento e refino de 170 mil barris de petróleo por dia. Com investimento de R$ 3,8 bilhões, a previsão é produzir 200 mil barris por dia até o fim de 2027. E para os próximos cinco anos, a produção deve chegar a 240 mil barris por dia, com R$ 5,2 bilhões investidos.
Durante o evento, Lula ainda inaugurou uma usina fotovoltaica que deve reduzir em 20% o gasto de energia da Regap. O projeto foi realizado com recursos do Fundo de Descarbonização da Petrobras, criado para apoiar ações de descarbonização das operações da companhia.
“As iniciativas fortalecem a capacidade de produção de combustíveis da refinaria, promovem a transição energética, geram postos de trabalho e asseguram a confiabilidade operacional da unidade”, destacou o governo federal.
Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil
“É banditismo”, diz Boulos sobre aumento de diesel nos postos
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, classificou como “banditismo” e criticou postos de combustíveis que aumentaram o preço do óleo diesel nas últimas semanas.
Leia em TVT News.
“Isso é banditismo de postos de gasolina e distribuição, que estão cometendo crime contra a economia popular”, afirmou.
A declaração foi nesta sexta-feira (20), na saída de um evento sobre política assistencial, na sede da Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.
Para Boulos, o aumento do óleo diesel no país não é justificado pela guerra do Oriente Médio, uma vez que o governo federal anunciou medidas para conter a escalada de preços, como a redução a zero das alíquotas de impostos federais que incidem sobre o combustível (PIS e Cofins).
“O presidente Lula zerou o PIS/COFINS. As distribuidoras não estão pagando a mais pelo óleo diesel, mas estão transferindo para o consumidor um aumento especulativo”, criticou.
>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp
As medidas do governo têm o intuito de evitar que o preço do petróleo no mercado internacional cause impacto na inflação aqui no Brasil.
O barril do óleo tipo Brent, referência internacional de preço, é negociado nesta sexta-feira por volta de US$ 110 (cerca de R$ 580). Antes do ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, o produto era cotado pouco acima de R$ 70.
Encontro com caminhoneiros
Boulos confirmou que terá, na próxima quarta-feira (25), um encontro no Palácio do Planalto com lideranças de movimento dos caminhoneiros, que chegaram a ameaçar uma greve da categoria, por causa do combustível mais caro.
No entanto, em assembleia no Porto de Santos, na quinta-feira (19), os caminhoneiros decidiram contra cruzar os braços.
Boulos afirmou que a ideia de paralisação foi abandonada depois que o governo se comprometeu a atender demanda da categoria.
“Tivemos um diálogo permanente com eles nos últimos dias, desde o fim da semana passada, para evitar uma paralisação que poderia trazer prejuízos importantes para o povo brasileiro”, contou.
O ministro lembrou que o governo se comprometeu a atender a demandas dos caminhoneiros.
“Atuação enérgica, que já está sendo feita, para conter a escalada especulativa do preço do diesel”, citou.
Boulos disse que a Polícia Federal (PF) e órgãos de defesa do consumidor estão nas ruas com operações diárias, que podem resultar em prisão.
“Já foram operações em 400 postos nas últimas 48 horas, em várias distribuidoras, com lacração, aumento de multas e o próximo passo é a prisão de representantes deles”, descreveu.
Piso do frete
A outra demanda, apontou o ministro, foi atendida pela Medida Provisória (MP) 1.343/2026, publicada na quinta-feira (19), que pune transportadoras que não cumpram o piso estabelecido para o frete.
“Não dá para as grandes empresas não cumprirem o piso mínimo”, reclamou.
Boulos contou que o texto da MP foi negociado com os caminhoneiros e que apenas multas não estavam inibindo os donos de transportadoras.
“Já havíamos nos reunido com os caminhoneiros no fim do ano, o governo intensificou a fiscalização, mas mesmo com as multas que superam R$ 400 milhões nos últimos três meses, eles continuam [a descumprir], parece que compensa para eles ter a multa e não pagar o piso”, disse a jornalistas.
A MP determina que, em caso de reincidência das grandes transportadoras, as empresas podem ter o registro de funcionamento cassado.
Petróleo e guerra
Desencadeadora do choque global de preços do petróleo, a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã foi iniciada em 28 de fevereiro. Uma das formas de retaliação do Irã é o ataque a países vizinhos produtores de petróleo e o bloqueio do Estreito de Ormuz, ligação marítima entre os golfos Pérsico e Omã, ao sul do Irã. Por ali passam 20% da produção mundial de petróleo e gás.
A tensão na região pressiona a oferta de petróleo no mercado internacional, o que eleva a cotação dos preços. O Irã chegou a alertar o mundo para se preparar para o petróleo a US$ 200.
Aqui no Brasil, a Petrobras reajustou o preço do diesel em R$ 0,38 no último sábado (14), mas, de acordo com a presidente da estatal, Magda Chambriard, o reajuste nas bombas foi suavizado pela desoneração (redução de tributos) efetuada pelo governo.
O governo também propôs aos estados a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre o diesel importado.
Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil
Copa Sul-Americana 2026 tem grupos definidos
A fase de grupos da Copa Sul-Americana 2026 foi definida na noite de quinta-feira (19), em sorteio realizado na sede da Conmebol, em Luque, no Paraguai. A competição reúne 32 equipes distribuídas em oito grupos, com sete clubes brasileiros na disputa: Atlético-MG, São Paulo, Santos, Botafogo, Grêmio, Vasco e Red Bull Bragantino. Leia em TVT News.
Os confrontos da fase de grupos serão disputados entre abril e maio, com os primeiros colocados de cada chave avançando diretamente ao mata-mata. Já os segundos colocados disputarão um playoff contra equipes vindas da Libertadores, mantendo o formato recente do torneio continental.
>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp
O sorteio indicou caminhos distintos para os brasileiros, com alguns grupos considerados mais equilibrados e outros vistos como acessíveis. O Atlético-MG, por exemplo, caiu no Grupo B e enfrentará Cienciano (Peru), Academia Puerto Cabello (Venezuela) e Juventud (Uruguai). Já o São Paulo está no Grupo C, ao lado de Millonarios (Colômbia), Boston River (Uruguai) e O’Higgins (Chile).
O Santos integra o Grupo D, com San Lorenzo (Argentina), Deportivo Cuenca (Equador) e Recoleta (Paraguai), enquanto o Botafogo aparece no Grupo E, junto de Racing (Argentina), Caracas (Venezuela) e Independiente (Bolívia). No Grupo F, o Grêmio terá pela frente Palestino (Chile), Montevideo City Torque (Uruguai) e Deportivo Riestra (Argentina).
Já o Vasco está no Grupo G, ao lado de Olimpia (Paraguai), Audax Italiano (Chile) e Barracas Central (Argentina), em uma chave que tende a ser uma das mais equilibradas da competição. Por fim, o Red Bull Bragantino compõe o Grupo H com River Plate (Argentina), Blooming (Bolívia) e Carabobo (Venezuela).
Confira todos os grupos da Sul-Americana 2026:
Grupo A: América de Cali (COL), Tigre (ARG), Macará (EQU), Alianza Atlético (PER)
Grupo B: Atlético-MG, Cienciano (PER), Academia Puerto Cabello (VEN), Juventud (URU)
Grupo C: São Paulo, Millonarios (COL), Boston River (URU), O’Higgins (CHI)
Grupo D: Santos, San Lorenzo (ARG), Deportivo Cuenca (EQU), Recoleta (PAR)
Grupo E: Racing (ARG), Caracas (VEN), Independiente (BOL), Botafogo
Grupo F: Grêmio, Palestino (CHI), Montevideo City Torque (URU), Deportivo Riestra (ARG)
Grupo G: Olimpia (PAR), Vasco, Audax Italiano (CHI), Barracas Central (ARG)
Grupo H: River Plate (ARG), Red Bull Bragantino, Blooming (BOL), Carabobo (VEN)
A Sul-Americana segue como a segunda principal competição de clubes da América do Sul e oferece ao campeão uma vaga direta na Libertadores do ano seguinte. A final da edição de 2026 está prevista para novembro, encerrando o calendário continental organizado pela Conmebol.

Fim da escala 6×1 é possível: tire suas dúvidas sobre o tema
Estudos e números mostram que é possível acabar com a escala 6×1. A redução da jornada caminha no Congresso

Lula defende criação de reserva estratégica de combustíveis
Objetivo é proteger preços e oferta no mercado interno de turbulências

“É banditismo”, diz Boulos sobre aumento de diesel nos postos
Ministro afirma que representantes de revendas podem ser presos

Copa Libertadores 2026: confira o caminho dos clubes brasileiros
Veja quais os grupos de Corinthians, Flamengo, Cruzeiro, Palmeiras e Mirassol em busca da Glória Eterna.

Patente da semaglutida cai nesta sexta-feira; entenda
Substância é princípio ativo de medicamentos como Ozempic

Lula na entrega do título de Doutor Honoris Causa a ‘Pepe’ Mujica: “Grande irmão da América Latina”
Lucía Topolansky, viúva do ex-presidente do Uruguai, recebeu a honraria da UFABC em cerimônia, em São Bernardo do Campo (SP)

Como a polarização engoliu o debate moderado e como reconquistar o eleitor independente
A polarização, que antes parecia um fenômeno conjuntural, tornou-se estrutural, moldando comportamento
