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Da Redação

Senado vota nesta terça (3) a PEC da Segurança

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para esta terça-feira (3) a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18 de 2025, conhecida como PEC da Segurança Pública. Leia em TVT News.

De autoria do Executivo, a proposta estabelece penas mais duras e regimes de prisão mais restritos para chefes de facções e milícias e cria um novo pacto federativo entre União, estados e municípios para o enfrentamento ao crime no Brasil.

Além da medida ser a principal aposta do governo para combater as organizações criminosas no país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu criar um ministério da segurança pública com a promulgação da emenda.

Aprovada na Câmara em março deste ano, a PEC da Segurança Pública teve a análise concluída na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado no último dia 14 de outubro.

O que diz a PEC da Segurança Pública

Entre outras medidas, a PEC propõe a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), alterando o Artigo 144 da Carta Magna, que trata da segurança pública.

A proposta inclui que a segurança deve ser exercida “em regime de cooperação federativa” e “por meio da atuação integrada e descentralizada” das diferentes instituições que trabalham com o tema.

“Art. 144-A. Os órgãos de segurança pública articular-se-ão em regime de cooperação federativa, por meio do Sistema Único de Segurança Pública, destinado a assegurar a eficiência da prevenção, da persecução e da execução penal”, define o texto.

A PEC 18/2025 cria um regime penal mais rigoroso e proporcional à posição hierárquica de líderes e integrantes de facções, organizações paramilitares e milícias. O regime prevê, entre outras medidas: 

  • prisão obrigatória em presídio de segurança máxima;
  • restrição à progressão de regime e a benefícios processuais;
  • possibilidade de confisco de bens ligados à atividade criminosa, sem indenização;
  • responsabilização de pessoas jurídicas envolvidas; 
  • proteção a denunciantes e seus familiares.

Facções e milícias

Além de penas mais duras para chefes de facções e milícias, a PEC restringe ou veda a progressão de regime, do aberto para o semiaberto, por exemplo, para lideranças dessas organizações, que terão que cumprir penas em unidades de segurança máxima. 

Também são previstas medidas patrimoniais contra o produto do crime, a responsabilização de pessoas jurídicas envolvidas e a proteção a denunciantes e seus familiares.

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A PEC da Segurança permite a possibilidade de confisco de bens ligados à atividade criminosa, sem indenizaçãoFonte: Agência Senado Foto: Ricardo Stuckert / PR

Outra novidade da PEC é a possibilidade de criação de polícias municipais de natureza civil, submetidas ao controle externo do Ministério Público, com a atribuição de realizar policiamento ostensivo e comunitário no âmbito das cidades onde atuarão.

A PEC ainda amplia atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), prevê a criação de polícias municipais e aumenta a vinculação do orçamento público para segurança pública.

A proposta também prevê a criação do Sistema de Políticas Penais, responsável pelo sistema prisional brasileiro, e autoriza União, estados e municípios a atuarem conjuntamente na legislação sobre segurança pública, organização de polícias, guardas municipais e sistema socioeducativo.

Emendas de Plenário

Até a sexta-feira (30), a PEC da Segurança Pública havia recebido cinco emendas de Plenário. Duas delas alteram as regras da maioridade penal.

O senador Camilo Santana (PT-CE) sugere a redução de 18 anos para 16 anos nos casos de crimes hediondos. O senador Rogério Marinho (PL-RN) defende a alteração de 18 anos para 16 anos como regra geral e, nos casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas e terrorismo, para 14 anos.

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) propõe uma emenda para destinar às Forças Armadas recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública. O dinheiro deve ser aplicado em ações de defesa civil, combate a crimes transfronteiriços e ambientais e operações de garantia da lei e da ordem.

Uma emenda do senador Eduardo Gomes (PL-TO) inclui os agentes de trânsito entre os órgãos de segurança pública previstos na Constituição e atribui a eles o patrulhamento viário de natureza policial de trânsito. Outra sugestão do parlamentar inclui os órgãos estaduais e distrital do sistema socioeducativo entre os órgãos de segurança pública.

Fundos de financiamento

Segundo a PEC, 50% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) serão repassados pela União para os estados e municípios, excluídas despesas de custeio e investimento da polícia penitenciária nacional do Funpen.

“As regras de financiamento fortalecem o FNSP e o Funpen, criam vinculações e blindagens orçamentárias e garantem repasses obrigatórios. Essas medidas aumentam a previsibilidade financeira, garantindo a perenidade das ações policiais”, escreveu o relator da PEC na CCJ, senador Rogério Carvalho (PT-SE).

A PEC ainda prevê que 10% do superávit financeiro anual do Fundo Social, ligado ao pré-sal, sejam destinados aos fundos da segurança, “reforçando o financiamento contínuo das políticas nacionais de segurança pública e execução penal”.

Fonte: Agência Senado

Nesta terça (3), professores vão à Alesp para barrar reforma administrativa de Tarcísio

A Apeoesp convoca professores da rede estadual para ato na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) na terça-feira, 3 de novembro, às 14h, contra o Projeto de Lei 1316/2025, do governador Tarcísio de Freitas.

A mobilização pretende barrar a votação da reforma administrativa, que vincula promoção e evolução na carreira à avaliação de desempenho, amplia hipóteses de remoção e prevê a retomada das faltas-dia pela soma de faltas-aula. Saiba mais com a TVT News.

Apeoesp e Professora Bebel convocam professores à Alesp para barrar reforma administrativa de Tarcísio

A Apeoesp e a deputada estadual Professora Bebel (PT), primeira presidenta da entidade, convocam professores para uma mobilização na próxima terça-feira, 3 de novembro, a partir das 14h, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), contra o Projeto de Lei 1316/2025, do governador Tarcísio de Freitas.

A proposta de reforma administrativa na educação deve entrar na pauta de votação e, segundo a Apeoesp, ameaça direitos e amplia mecanismos de pressão sobre o magistério paulista.

Entre os pontos contestados estão a ampliação das hipóteses de remoção de professores, a vinculação da promoção e da evolução na carreira à avaliação de desempenho e a possibilidade de regulamentar diversas regras por decreto. O texto também prevê a retomada das chamadas faltas-dia, contabilizadas a partir da soma de faltas-aula.

Para a Professora Bebel, as mudanças representam um desmonte da carreira e exigem uma resposta organizada da categoria. A convocação ocorre diante de uma nova ofensiva do governo estadual para aprovar a proposta, que enfrenta resistência desde o ano passado.

“Vamos nos mobilizar e mostrar que estamos unidos e mobilizados. Vamos lotar a Alesp e impedir mais uma vez esta votação que trará inúmeros prejuízos ao magistério paulista!”, afirma a deputada.

Desde 2025, a Apeoesp e o mandato de Bebel articulam manifestações e a ocupação das galerias da Assembleia, com a participação de professores, estudantes, familiares de alunos e lideranças de diferentes regiões do estado. Segundo a parlamentar, essa mobilização tem sido decisiva para impedir a votação do projeto, que também encontra resistência entre deputados da base governista.

“São diversas medidas que atacam a nossa categoria. Portanto, é preciso um grande movimento para barrar este que representa o desmonte da carreira do magistério na rede estadual de ensino”, ressalta Bebel.

Serviço
Mobilização contra o PL 1316/2025
Quando: terça-feira, 3 de novembro, a partir das 14h
Onde: Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp)

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Custo de vida irrita americanos nas eleições de meio de mandato

Da APF na cobertura das eleições de meio de mandato em Fort Lauderdale, EUA – Preços da gasolina, de alimentos e de cuidados com a saúde… os eleitores americanos começaram a dar seu veredicto nas urnas sobre o governo de Donald Trump nas eleições de meio de mandato, irritados com o aumento contínuo do custo de vida nos Estados Unidos.

Leia em TVT News, com informações da AFP.

Muitos já votaram antecipadamente nas eleições legislativas de meio de mandato, que serão realizadas em 3 de novembro.

Segundo uma pesquisa do Pew Research Center, 84% dos eleitores têm a economia como sua maior preocupação.

“É ridículo. Tudo aumentou, da gasolina ao transporte”, diz Kyler Daugherty, um profissional de saúde de 43 anos, em Fort Lauderdale.

Os preços dos combustíveis subiram 9,1% em setembro, de acordo com dados oficiais, um verdadeiro desafio em um estado como a Flórida, onde as pessoas dependem do carro para se deslocar.

Esses preços dispararam nos últimos meses em meio ao conflito entre os Estados Unidos e o Irã, que abalou os mercados de energia.

Projeções mostram que Democratas conquistem o controle do Senado após as eleições de meio de mandato

Promessas

Trump conseguiu a reeleição em 2024 com a promessa de reduzir os preços, que já eram uma preocupação durante o governo de seu antecessor, o democrata Joe Biden.

“Não acreditei nele naquela época e não acredito agora. Muita coisa precisa mudar para que os preços caiam”, opina Melissa Reer, assistente social de 49 anos. Sua principal preocupação agora são os aumentos nos seguros de automóvel e de residência.

Duas decisões de Trump contribuíram para a pressão sobre os preços: as tarifas e a guerra com o Irã, diz William Galston, pesquisador do Brookings Institution.

“Cabe ao presidente eliminar a maioria das tarifas que impôs (…) e pôr fim à guerra que iniciou”, afirma.

A Casa Branca defende que suas políticas estão revitalizando a economia e tornando a vida mais acessível para os americanos.

Dificuldades econômicas

Cerca de 41% dos 132 milhões de lares vivem abaixo de um limite conhecido como ALICE, uma medida elaborada pela United Way que identifica pessoas que trabalham, mas cuja renda não é suficiente para cobrir despesas básicas como moradia, alimentação, transporte e assistência médica.

“As dificuldades econômicas estão começando a se espalhar nos Estados Unidos, particularmente entre a classe média”, alerta Symeria Hudson, CEO da United Way Miami, uma organização sem fins lucrativos e apartidário que atua em educação, estabilidade financeira e apoio comunitário.

“Não sei como vou pagar (meus medicamentos). Estou literalmente reduzindo as doses de certos remédios porque não posso pagar por eles”, desabafa Daugherty.

© Agence France-Presse

Partidos finalizam campanha antes das eleições de meio de mandato

Da AFP em Washington, Estados Unidos

Democratas e republicanos finalizam nesta segunda-feira (2) a campanha com os últimos comícios antes das decisivas eleições de meio de mandato, que podem provocar uma grande mudança no Congresso.

Projeção de votos para o Senado nos EUA

O presidente Donald Trump anunciou um discurso para 14h00 (16h00 de Brasília) no espelho d’água da capital, diante do Memorial Lincoln, que ele ordenou reformar e que se tornou um dos símbolos de seu empenho de iniciar obras para restaurar Washington.

Os democratas demonstram um cauteloso otimismo na véspera de uma votação que poderia resultar no controle do Congresso para o partido, enquanto Trump e os republicanos intensificam os esforços para mobilizar sua base eleitoral.

As pesquisas indicam uma alta probabilidade de que os democratas recuperem o controle da Câmara dos Representantes, com boas perspectivas até mesmo de conquistar o Senado.

Em caso de vitória total, a oposição pretende abrir diversas investigações contra o presidente Trump, seu governo e sua família, além de tentar bloquear suas nomeações, assim como o financiamento da guerra no Irã.

A ala socialista dos democratas, que pode emplacar um número recorde de representantes e senadores, quer inclusive abrir um debate sobre o futuro da polícia migratória (ICE).

Os republicanos esperam apenas manter o controle de uma das duas Casas e obrigar os democratas na Câmara dos Representantes a negociar as verbas orçamentárias.

O que está em jogo

Os americanos votarão para renovar a totalidade da Câmara dos Representantes (435 cadeiras) e um terço (35 dos 100 assentos) do Senado. Além disso, também definirão 36 governos estaduais.

A votação antecipada já bateu um recorde: 53 milhões de pessoas já depositaram seus votos em todo o país.

“Poderíamos ver, inclusive, um recorde de participação total, parece altamente provável”, declarou ao canal CBS David Becker, diretor executivo do Centro para Inovação e Pesquisa Eleitoral.

Para retomar o controle do Senado, os democratas precisam virar quatro cadeiras. As pesquisas indicam uma vantagem apertada dos democratas em cinco estados, alguns tradicionalmente conservadores, como Texas, Carolina do Norte e Kansas.

Sete em cada 10 americanos têm uma avaliação ruim sobre Donald Trump, de sua incapacidade de controlar a inflação e da guerra que declarou ao Irã e que se prolonga inexoravelmente.

O presidente conta com uma enorme popularidade entre sua base, mas em um país polarizado como os Estados Unidos são os eleitores independentes que fazem a balança pender para um lado ou outro.

“Os democratas têm uma leve vantagem sobre os republicanos em termos de filiação partidária entre os adultos dos Estados Unidos: 47% se identificam com o Partido Democrata ou tendem a apoiá-lo, e 43% se identificam com o Partido Republicano ou tendem a apoiá-lo”, afirmou o Pew Research Center.

Mas 10% do eleitorado não se comprometeu com nenhum partido e não expressou opinião, a maior proporção de eleitores indecisos em quase uma década.

Uma derrota estrondosa poderia significar o começo do fim da presidência Trump. O republicano foi alvo de duas tentativas de impeachment por parte dos democratas durante seu primeiro mandato.

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O presidente dos EUA, Donald Trump, e a primeira-dama, Melania Trump, saem após votarem nas eleições de meio de mandato no escritório do órgão eleitoral do Condado de Palm Beach, em West Palm Beach, Flórida, no dia 24 de outubro de 2026. (Foto de Brendan SMIALOWSKI / AFP)

Em tom desafiador, o republicano advertiu que pode virar o “Sr. Veto” para barrar as iniciativas legislativas da oposição.

Gasto bilionário

As eleições de meio de mandato registraram gastos de quase 11 bilhões de dólares (quase 60 bilhões de reais) em publicidade, grande parte procedente de doadores individuais.

O bilionário Elon Musk, um grande aliado de Trump que liderou o chamado DOGE — departamento criado pelo presidente para reduzir o tamanho do governo federal —, contribuiu com quase 500 milhões de dólares em campanhas de candidatos republicanos.

Do lado democrata, o grande doador nas sombras é o também bilionário George Soros, que não apoia apenas políticos, mas também candidatos de esquerda para os cargos de promotor, governador ou prefeito.

A noite eleitoral pode ser longa. No Alasca, a crise provocada por dois candidatos rivais com o mesmo nome levou o governo Trump a tentar impugnar o resultado. O governo do estado já anunciou uma investigação interna.

© Agence France-Presse

Fuvest anula questão 23 da V1 e todos recebem pontuação

A questão 23 da prova V1 da Fuvest, há um erro geográfico em relação à localização de Porto de Galinhas, que está a 35 graus a oeste de longitude, e não a 35 graus a leste como escrito. Por conta disso, a Fuvest decidiu pela anulação da questão e todos irão receber a pontuação. Leia em TVT News.

Leia a nota da Fuvest explicando a questão anulada

NOTA OFICIAL DA FUVEST

Do ponto de vista estritamente matemático, a questão 23 da prova V1 possui resposta correta. Sem a representação em mapa e sem a designação das cidades, que poderiam ter sido chamadas de X e Y, a questão teria cumprido integralmente seu propósito.

fuvest
Reprodução da questão anulada da Fuvest 2027, com localização errada de Porto Galinhas


É relevante lembrarmos que, na Base Nacional Comum Curricular, a matemática é, a um só tempo, componente curricular e grande área, o que contribuiu para a decisão de tratar as questões de matemática de modo isolado, mesmo quando seus formuladores trouxeram conceitos de outras áreas ou componentes.


A Fuvest compromete-se a submeter, a partir de agora, as questões interdisciplinares de matemática à revisão criteriosa de especialistas de todas as áreas envolvidas na questão formulada, como já faz nas outras grandes áreas.

Na medida em que a Fuvest exige o manejo interdisciplinar dos temas que propõe aos candidatos, o erro constante do enunciado não comporta escusas. A circunstância de a questão apresentar um erro de coordenada geográfica mostra-se causa suficiente para sua anulação.

São Paulo, 02 de novembro de 2026

Fundação Universitária para o Vestibular – FUVEST

Gabarito da Fuvest 2027

A Fuvest divulga o gabarito oficial e os cadernos de provas da primeira fase do Vestibular 2027.

O que caiu na Fuvest 2027

Neste ano, a 1a Fase trouxe diversas questões com referências à cultura pop. A síndrome genética rara do ator Gaten Matarazzo, da série Stranger Things, foi tema de uma questão de Biologia.

Já a foto do cantor de reggaeton Bad Bunny segurando uma bandeira não oficial de Porto Rico, durante o show do intervalo do Super Bowl, serviu de base para questões sobre simbologia e a relação entre Porto Rico e Estados
Unidos.

Em outra questão, os candidatos deveriam analisar a organização dos elementos em uma tabela periódica tridimensional criada com peças de LEGO. A música “Meninos e Meninas”, da Legião Urbana, e uma imagem gerada por inteligência artificial com a cantora Maria Rita e sua mãe, Elis Regina, também foram abordadas.

Fim da escala 6×1 é questão da Fuvest


Como já é tradição no vestibular, temas da atualidade estiveram em foco. O fim da escala 6×1 e a resistência patronal deveriam ser analisadas à luz de duas formas fundamentais de ampliar a exploração da força de trabalho, explicadas na obra O Capital, de Karl Marx.

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Ato pelo fim da escala 6×1 – Foto: Elineudo Meira / CUT

Já o maior drop de skate do mundo, marca do skatista Sandro Dias (o “Mineirinho”), descendo em uma rampa lateral de um prédio em Porto Alegre, embasou uma questão de Física.

Outros assuntos abordados foram o impacto das mudanças climáticas no comportamento de diversas espécies vegetais e a comparação financeira entre um carro elétrico e um modelo a gasolina.

A prova também levantou uma questão sobre os chamados “influenciadores fitness” e sua interferência na percepção do público sobre o corpo e os padrões estéticos.

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Pessoal, urgente

Luna Costa, Marcelle Decothé e Rithyele Dantas. (Narra)

Durante três semanas, 10 milhões de desconhecidos acordaram e dormiram em torno das mesmas mensagens e missões. Uma diarista de 52 anos, estudantes, aposentados e vizinhos que nunca falavam de política formaram, num canal de WhatsApp, a comunidade que ajudou a decidir uma eleição brasileira

Numa tarde de outubro, entre uma faxina e outra, minha mãe me mandou um áudio. Ela tem 52 anos, ela é diarista e costuma me mandar áudios durante o dia. Aquele tinha poucos segundos: “Eu tô lá no exército do Lula. É muita mensagem” Achei curioso, porque eu não tinha mandado o link. Ela chegou sozinha, do jeito que se chega ao supermercado novo do bairro: alguém comentou, alguém encaminhou e, quando viu, já estava dentro.

Ali percebi que aquilo já não tinha dono. E que, mesmo assim, alguém dava os comandos.

O medo tinha data: no domingo, 4 de outubro, o país foi dormir com um resultado que poucas pesquisas tinham antecipado: Flávio Bolsonaro recebeu 47,03% dos votos válidos, e Lula, 45,16%, uma diferença de cerca de 2,2 milhões de votos. O PL tinha se espalhado pelo mapa do Brasil. Nos grupos de amigos, nas mesas de bar, a pergunta era sempre a mesma, feita em voz baixa: e se?

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O canal Exército do Lula foi criado pelo deputado federal reeleito André Janones – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O canal já existia. O deputado André Janones o criou no WhatsApp em abril de 2026, com cerca de 50 mil participantes. Era uma reserva, um quartel quase vazio. Depois do primeiro turno, virou outra coisa: em 24 horas, chegou a 500 mil inscritos.

Janones, deputado pela Rede de Minas Gerais, de origem simples, já era conhecido pelas lives e pelo talento para se comunicar, mas o que ele fez naquelas três semanas não cabe na palavra “influenciador”. Ninguém esquece o pedido que fez logo depois do primeiro turno, quando olhou para a câmera e pediu que olhássemos no fundo dos olhos dele e confiássemos, e a gente, que precisava muito confiar em alguém, confiou.

O comando chegava sempre do mesmo jeito: “Pessoal, urgente.” Virou meme rápido, e tinha graça. Tinha também alguma coisa a mais.

“Pessoal” talvez seja um dos vocativos mais brasileiros que existe. Os movimentos sociais e sindicais talvez usassem “companheiros”. Janones preferiu um chamado sem hierarquia, que inclui todo mundo. “Urgente” é a palavra do celular, do boleto, da mensagem que chega à noite. Era uma operação de massa, com metas na casa dos milhões, mas falava com a gente no tom de quem tira o sapato e pergunta como foi o dia.

A rotina foi se impondo sem que a gente notasse: acordávamos querendo saber qual era a missão, o assunto do dia, dormíamos já sabendo qual seria a ação das 9 horas e só íamos para a cama depois que o general liberava a tropa, e no meio disso tudo ainda dávamos conta do trabalho, da casa, dos filhos, pets, embora boa parte da energia, e talvez do afeto, fosse mesmo para o Exército do Lula.

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Exército do Lula

Surgiu até uma etiqueta. Chegar a uma publicação e ver que alguém do exército já tinha comentado trazia um alívio misturado com respeito, como encontrar um conhecido num lugar estranho. Quem chegava primeiro abria o caminho; quem vinha depois engrossava a onda, e ninguém ali queria aparecer mais que o outro. Daí nasceu um sentimento de “eu sei que você estava lá”. E havia humor, muito humor, no meio de uma tensão que não dava trégua: reels com os gritos do general, memes, aquela velha mistura brasileira da “bagunça organizada”.

Nem tudo foi festa, e em meados de outubro o Tribunal Superior Eleitoral entrou na história quando seu presidente, Kassio Nunes Marques, suspendeu as atualizações e a entrada de novos seguidores no canal, que tinha então 3,7 milhões de usuários.

O canal só voltou a funcionar no dia 13, depois que a campanha o registrou no tribunal, e Janones, que podia ter transformado o episódio em guerra, preferiu dizer que não mandaria a tropa atacar o ministro e que aquele exército defendia a Democracia. Logo depois passamos dos 4 milhões, e quanto mais nos atacavam, mais queríamos que crescesse.

Por curiosidade, fui espiar a “Tropa do Flávio”, o canal do adversário, que chegou a passar de 2 milhões de seguidores, e a diferença de tom era evidente. E hoje, orgulhosamente, sabemos que a construção do nosso Exército não contou com mentiras, ódio, fake news e distorção.

Uma semana depois o general caiu, internado numa UTI em São Paulo na madrugada de 19 de outubro com arritmia cardíaca, e durante algumas horas a tropa ficou sem voz de comando, tensa, sem saber como seguir sem a pessoa em quem tinha aprendido a confiar tanto e que dava direção.

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A equipe da TVT, com o cinegrafista Elizeu Marques e o repórter Ricardo Weber, no centro da imagem divulgada no canal Exército do Lula mostra a coletiva de Janones na saída do hospital – Imagem: Reprodução / Redes Sociais

Lula escreveu nas redes “Vamos lá, meu general”, dois dias depois, Janones avisou que sairia do hospital pela porta da frente para comandar o “MAIOR EXÉRCITO DEMOCRÁTICO DO MUNDO”, assim mesmo, em caixa alta. Saiu às 13h13, para alívio de milhões de soldados.

Aí começou a contagem. O general fechou o grupo e avisou que não haveria missões até batermos 7 milhões, marca que o canal passou em 21 de outubro, a quatro dias do segundo turno, e então ele subiu a aposta: agora queria 10 milhões, e só aí revelaria a fórmula da vitória. Viramos recrutadores, cada um com seus três, quatro, cinco convertidos, a mãe, o vizinho, a colega de trabalho que nunca falava de política, e ficou difícil achar quem não tivesse recebido o link em mais de um grupo do whatsapp.

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Redes sociais foram tomadas de verde e amarelo fazendo o L – Reprodução / Redes Sociais

Na sexta-feira, 23 de outubro, o canal chegou a 10 milhões e passou a Netflix, virando o segundo maior canal do WhatsApp no Brasil. Naquela mesma noite, depois do debate, começou uma live de 24 horas com uma ordem clara: ficar acordado, cancelar encontro, adiar compromisso e, se precisasse sair, deixar alguém no seu lugar.

E a fórmula dos 10 milhões? Nenhuma sofisticação, nenhum truque digital, só isto: busquem alguém que não foi votar.

Esperávamos a tal “bala de prata” e recebemos uma tarefa de formiga, mas foi o suspense que transformou uma instrução simples em rito, e rito a gente cumpre junto. Nêgo Bispo, o pensador quilombola, tinha uma palavra para isso, confluência, que é quando os rios se encontram e passam a correr juntos sem deixar de ser o que são, como a diarista de 52 anos, o estudante, os pais das minhas amigas, gente que não virou outra pessoa e que levou, cada uma, a sua água.

Não sei dizer quantos dos votos que viraram a eleição passaram pelo canal do Exército do Lula, ninguém sabe ao certo, mas todo mundo sabe que aquelas pessoas fizeram algo grandioso e extraordinário juntas.

O que eu sei é que minha mãe votou e convenceu pelo menos sete pessoas que não tinham votado no primeiro turno, sei que o pai de uma grande amiga ligou para 30 pessoas no dia da votação para confirmar o 13, que muita gente ofereceu carona para levar os outros até a seção, que muitos idosos, já sem a obrigação de votar, foram às urnas dar talvez o último voto da vida, que os “Vingadores” pegaram aviões de várias partes do mundo para votar no Brasil e que brasileiros de tantas regiões enfrentaram horas de estrada, pegaram barco, balsa, canoa, o que tivesse para chegar às urnas.

E sei que, por três semanas, milhões de pessoas que não se conheciam acordaram, comeram, trabalharam e dormiram em torno da mesma mensagem. Todos parte do mesmo Exército, o maior e mais democrático do mundo.

“EXPLODE!!” Era a ordem mais repetida do canal, a palavra que o general usava quando queria que uma publicação bombasse, que uma hashtag subisse em primeiro no X, que os comentários se multiplicassem até ninguém mais conseguir ignorar a nossa força. No domingo, 25, a ordem saiu da tela, e talvez no dia 5 de outubro pouca gente ali acreditasse que era possível, mas a gente olhou no fundo dos olhos do Janones, como ele tinha pedido, seguiu a estratégia do nosso general e ajudou a eleger o Marechal Luiz Inácio Lula da Silva.

EXPLODIU!

Explodimos como explode uma torcida, um bloco de carnaval, como explode o povo brasileiro quando resolve.

Pessoal, urgente: podem dormir.

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Fazer o L tornou-se símbolo de luta contra a extrema direita – Foto: Ricardo Stuckert

Sobre as autoras

Rithyele Dantas é jornalista com 9 anos de experiência em Comunicação Política e Narrativas. Já atuou em campanhas eleitorais, mandatos, sociedade civil e no governo federal. Foi Chefe de Comunicação do Ministério da Igualdade Racial e hoje coordena a comunicação da Secretaria de Mulheres e Cuidados do Rio. É uma das fundadoras do Projeto Narra.

Luna Costa é comunicadora, formada em Comunicação Social, com extensão em Mídia, Violência e Direitos Humanos na UFRJ, mestra em Cultura e Territorialidades pela UFF,  e pesquisadora no Grupo de Estudos sobre Comunicação, Cultura e Sociedade. Trabalha há 7 anos com comunicação política, trabalhou na campanha à prefeitura de Marcelo Freixo e Luciana Boiteux em 2016, foi assessora de comunicação no mandato da vereadora Marielle Franco e coordenadora de comunicação no mandato da Deputada Estadual Monica Francisco.

Em 2021, foi Consultora Nacional de Comunicação na ONU Mulheres na área de enfrentamento à violência contra mulheres e meninas. Foi Gestora de Campanhas e Comunicação no Instituto Marielle Franco e Gestora de Comunicação Estratégica no Ministério da Igualdade Racial. É fundadora e diretora da organização de comunicação NARRA

Marcelle Decothé é diretora de Estratégia e Sustentabilidade da Iniciativa PIPA e cofundadora da NARRA, mulher negra que trabalha pelo avanço dos direitos humanos, da justiça social, da comunicação política e da igualdade racial e de gênero no Brasil. Tem mais de dez anos de experiência no desenvolvimento e gestão de projetos, campanhas, pesquisas e iniciativas de defesa de direitos sobre questões relacionadas à favela, justiça racial e políticas públicas. É mestre em Políticas Públicas e Direitos Humanos pela UFRJ.

A NARRA é uma organização de comunicação política e mobilização criada para democratizar, sistematizar e fortalecer tecnologias narrativas e fomentar a criação de novas formas de comunicação e mobilização que garantam justiça social, racial e de gênero.


Os artigos dos colunistas expressam as opiniões individuais da autora ou do autor e não, necessariamente, refletem a opinião da TVT News

Gabarito da Fuvest 2027: acompanhe a correção do vestibular da USP

A Fuvest divulga o gabarito oficial e os cadernos de provas da primeira fase do Vestibular 2027.

Download do gabarito oficial da Fuvest

  • Clique aqui ou veja abaixo o gabarito oficial da Fuvest 2027

O vestibular, que reúne 106.165 inscritos, foi aplicado em 30 cidades paulistas e, pela primeira vez, também em Fortaleza (CE). Os candidatos poderão conferir as respostas aqui na TVT News e no site oficial da Fuvest e acompanhar a correção comentada na rádio USP.

Confira o gabarito da Fuvest com a TVT News e acompanhe todas as atualizações sobre o vestibular.

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Prova da 1ª Fase da Fuvest foi aplicada em 01/11 no Estado de São Paulo e em Fortaleza. Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Confira o gabarito oficial e cadernos de prova da 1ª fase da Fuvest 2027

A primeira fase deste ano trouxe uma mudança estrutural: em vez das 90 questões de edições anteriores, os candidatos responderam a 80 questões de múltipla escolha, mantendo as cinco horas de duração da prova. Para avançar à segunda fase, é necessário acertar ao menos 24 questões, o equivalente a 30% do exame.

A lista de convocados para a segunda fase está prevista para 17 de novembro, e as provas discursivas serão aplicadas nos dias 6 e 7 de dezembro de 2026.

O que caiu na Fuvest 2027

Neste ano, a 1a Fase trouxe diversas questões com referências à cultura pop. A síndrome genética rara do ator Gaten Matarazzo, da série Stranger Things, foi tema de uma questão de Biologia.

Já a foto do cantor de reggaeton Bad Bunny segurando uma bandeira não oficial de Porto Rico, durante o show do intervalo do Super Bowl, serviu de base para questões sobre simbologia e a relação entre Porto Rico e Estados
Unidos.

Bad Bunny foi tema de questão da Fuvest (Foto de Gladys Vega / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP).

Em outra questão, os candidatos deveriam analisar a organização dos elementos em uma tabela periódica tridimensional criada com peças de LEGO. A música “Meninos e Meninas”, da Legião Urbana, e uma imagem gerada por inteligência artificial com a cantora Maria Rita e sua mãe, Elis Regina, também foram abordadas.

Fim da escala 6×1 é questão da Fuvest


Como já é tradição no vestibular, temas da atualidade estiveram em foco. O fim da escala 6×1 e a resistência patronal deveriam ser analisadas à luz de duas formas fundamentais de ampliar a exploração da força de trabalho, explicadas na obra O Capital, de Karl Marx.

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Pressão popular e dos movimentos sindicais triunfou e o Congresso aprovou o fim da escala 6×1 – Foto: Edmilson Barbosa – CUT

Já o maior drop de skate do mundo, marca do skatista Sandro Dias (o “Mineirinho”), descendo em uma rampa lateral de um prédio em Porto Alegre, embasou uma questão de Física.

Outros assuntos abordados foram o impacto das mudanças climáticas no comportamento de diversas espécies vegetais e a comparação financeira entre um carro elétrico e um modelo a gasolina.

A prova também levantou uma questão sobre os chamados “influenciadores fitness” e sua interferência na percepção do público sobre o corpo e os padrões estéticos.

Acompanhe a correção da Fuvest 2027

Professores do curso pré-vestibular MedEnsina, mantido por alunos da Faculdade de Medicina da USP, farão a correção comentada da prova da primeira fase ao vivo. A transmissão será pelo Canal USP no YouTube e pela Rádio USP (93,7 FM em São Paulo e 107,9 FM em Ribeirão Preto), com início previsto para as 19h30, podendo variar conforme a liberação do gabarito pela Fuvest.

No mesmo dia, o candidato pode ter uma ideia do desempenho na prova, acompanhando a correção feita pelos professores do curso pré-vestibular MedEnsina, mantido por alunos da Faculdade de Medicina da USP.  Não se trata de uma correção oficial ou gabarito da Fuvest, mas ajuda a indicar como o vestibulando se saiu na prova.

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Candidatos concorrem a 8.147 mil vagas – Foto: Julio Cesar Bazanini/USP Imagens

A previsão é que a transmissão comece às 19h30, mas o horário pode variar conforme a liberação do gabarito pela Fuvest.

Pela Rádio USP, basta acessar a transmissão ao vivo pela internet clicando aqui ou sintonizar em São Paulo a frequência 93,7 FM, e em Ribeirão Preto, 107,9 FM. Para conferir a correção pelo YouTube, é possível se inscrever no Canal USP e ativar o ícone do sininho ou o lembrete abaixo do vídeo da live para ser avisado assim que tiver início. 

Nesta edição da Fuvest, 106.165 mil candidatos estão inscritos para a 1ª Fase. Desse total, 12.337 mil participarão do vestibular na modalidade de treinamento, ou seja, sem terem concluído o ensino médio – os candidatos que concorrerão efetivamente são 93.828 mil.

Eles disputarão 8.147 mil vagas, assim distribuídas: 4.888 mil para a modalidade Ampla Concorrência; 2.053 mil para egressos de escolas públicas (EP); e 1.206 mil para egressos de escolas públicas autodeclarados pretos, pardos ou indígenas (EP/PPI).

Cronograma da Fuvest 2027: datas da segunda fase, resultados e formato da 1ª fase

  • O resultado da primeira fase da Fuvest 2027 (lista de convocados para a segunda fase e os locais de prova) será divulgado no dia 23 de novembro de 2026
  • Segunda fase: as provas discursivas serão aplicadas nos dias 6 e 7 de dezembro de 2026. A lista de convocados e os locais de prova serão divulgados em 23 de novembro de 2026.
  • Divulgação dos resultados: a primeira chamada de aprovados está prevista para 26 de janeiro de 2027. Já o resultado dos convocados para a segunda fase sai em 23 de novembro de 2026.
  • Número de questões da 1ª fase: nesta edição, a primeira fase teve 80 questões de múltipla escolha, em vez das 90 aplicadas até o ano anterior, mantendo as 5 horas de duração da prova.
  • 6 e 7 de dezembro – Provas da 2a Fase
  • 8 a 11 de dezembro – Provas de Competências Específicas
  • 26 de janeiro de 2027 – Divulgação da 1a Chamada para matrícula

FUVEST tem menor Índice de abstenção da história: 6,4%

A 1a Fase da FUVEST, realizada neste domingo, 1o de novembro, registrou o menor índice de abstenção da história: 6,4%. Dos 106.165 candidatos inscritos, apenas 6.834 não compareceram aos locais das provas. Em 2024, a taxa foi de 7,4% e, em 2025, 9,1%.


Fortaleza foi a cidade com maior taxa de abstenção (9,0%). São José do Rio Preto registrou a menor taxa (3,5%). Já a abstenção da capital paulista foi de 7,2% (a quarta maior).


Índice por cidade:

  • Araçatuba: 6,5%
  • Barretos: 6,8%
  • Barueri: 6,3%
  • Bauru: 4,8%
  • Botucatu: 6,2%
  • Campinas: 5,5%
  • Fortaleza: 9,0%
  • Franca: 6,1%
  • Guarulhos: 6,8%
  • Jaú: 5,6%
  • Jundiaí: 5,1%
  • Limeira: 6,1%
  • Lorena: 6,9%
  • Marília: 5,2%
  • Mogi das Cruzes: 7,8%
  • Osasco: 6,8%
  • Piracicaba: 3,8%
  • Pirassununga: 4,9%
  • Presidente Prudente: 7,3%
  • Ribeirão Preto: 5,8%
  • Santana de Parnaíba: 6,8%
  • Santo André: 5,7%
  • Santos: 6,1%
  • Sorocaba: 6,1%
  • São Bernardo do Campo: 5,4%
  • São Caetano do Sul: 4,8%
  • São Carlos: 5,9%
  • São José do Rio Preto: 3,5%
  • São José dos Campos: 5,3%
  • São Paulo: 7,2%
  • Taboão da Serra: 5,5%
  • Taubaté: 6,9%
    • Total: 6,4%

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