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Da Redação
Filme sobre a gestão Bolsonaro na pandemia tem exibição gratuita no YouTube
O documentário “Anatomia do Caos”, dirigido por Dandara Ferreira, será disponibilizado gratuitamente no YouTube a partir de 16 de outubro, às 19h.
A produção revisita os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 e a condução da pandemia durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), com imagens registradas nos bastidores do Senado e depoimentos de familiares de vítimas e de personagens ligados à investigação. Leia em TVT News.
Primeiro episódio do Anatomia do Caos
Assista ao trailler do documentário sobre como Bolsonaro agiu durante a pandemia
O que é o documentário Anatomia do Caos
Após permanecer 13 semanas em cartaz nos cinemas, o longa chega à plataforma em uma exibição aberta organizada por uma rede colaborativa de canais, que inclui ICL Notícias, Calma Urgente, Mídia Ninja, Revista Fórum, Normose, Desaparecidos e Amado Mundo.
A decisão dos produtores de abrir mão do licenciamento comercial em plataformas pagas busca ampliar o acesso ao filme e estimular o debate público sobre a memória da pandemia, a desinformação e a responsabilização pelas mortes. Segundo as informações divulgadas sobre a produção, a disponibilização ocorre antes do segundo turno das eleições.
Documentário recupera os trabalhos da CPI da Covid


“Anatomia do Caos” reconstrói parte dos trabalhos da CPI da Covid a partir de registros feitos no Senado. A comissão investigou a atuação do governo federal durante a emergência sanitária, período marcado por disputas políticas e controvérsias sobre as medidas adotadas para enfrentar a doença.
O filme reúne depoimentos de pessoas diretamente afetadas pela pandemia e declarações de figuras públicas que estiveram no centro das discussões sobre a resposta do governo à crise sanitária. Entre os entrevistados e personagens retratados estão a médica Nise Yamaguchi, o deputado federal Osmar Terra e o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que também exerce mandato parlamentar pelo PL do Rio de Janeiro.
A produção também apresenta declarações de Jair Bolsonaro sobre vacinas contra a Covid-19 e uma fala do senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente e candidato à Presidência da República, a respeito da possibilidade de o pai ser indiciado pela condução da pandemia.
Em um dos trechos divulgados, Flávio comenta como o pai reagiria diante dessa hipótese: “Você conhece aquela gargalhada dele?”, afirma.
A inclusão desses registros ajuda a contextualizar as disputas políticas em torno da investigação e as diferentes posições assumidas por integrantes do governo e aliados durante a crise sanitária.
Relatos de familiares expõem o impacto das mortes
Além das imagens dos trabalhos parlamentares, o documentário dá espaço aos familiares de pessoas que morreram em decorrência da Covid-19. Os depoimentos aproximam a discussão política das consequências humanas da pandemia e questionam a forma como as vítimas foram tratadas no debate público.
Em um dos relatos apresentados em trecho divulgado do filme, o pai de uma vítima critica a resistência à vacinação e a desvalorização da dor das famílias.
“Pra que lutar contra a vacina? Eu daria tudo para que o meu filho tivesse tido essa chance [de tomar a vacina]. Ele não era um número. A minha dor não é mimimi”, afirma.
O depoimento contrapõe a experiência de quem perdeu familiares às disputas políticas que marcaram o enfrentamento da doença. Ao recuperar essas histórias, o longa aborda a necessidade de preservar a memória das vítimas e reconhecer os efeitos sociais da crise sanitária.
Em entrevista concedida em junho, a diretora Dandara Ferreira afirmou que a obra trata da relação entre memória, justiça e responsabilidade pública diante das mortes.
“O filme fala sobre memória e justiça, sobre como um país lida com a responsabilidade diante da morte de centenas de cidadãos e sobre o que significa uma tragédia dessa dimensão produzir tão pouca responsabilização”, declarou.
Memória da pandemia e debate sobre responsabilização
A disponibilização gratuita de “Anatomia do Caos” amplia as possibilidades de acesso a registros e depoimentos relacionados à CPI da Covid. Ao reunir imagens do Senado, declarações de autoridades e relatos de familiares, a produção propõe uma reflexão sobre as decisões políticas tomadas durante a emergência sanitária e seus desdobramentos.
O filme também aborda a desinformação e a impunidade como questões relacionadas à maneira pela qual a sociedade brasileira registra e enfrenta episódios de grande impacto coletivo.
A chegada ao YouTube permite que o documentário seja acessado por pessoas que não acompanharam sua exibição nos cinemas. A iniciativa também favorece a circulação do material por meio de diferentes canais de comunicação, ampliando o alcance dos relatos e dos registros apresentados.
A estreia nos cinemas ocorreu em 2 de julho, e a obra permaneceu em cartaz durante 13 semanas. Agora, a exibição aberta pretende levar a discussão a um público mais amplo, em um momento de debate político nacional.
Como assistir: o documentário “Anatomia do Caos” estará disponível gratuitamente no YouTube a partir de 16 de outubro, às 19h, por meio de uma rede colaborativa de canais.
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Paulo Figueiredo contratou empresa de lobby nos EUA para atuar sobre relações com o Brasil, revela ICL
Uma fundação presidida pelo influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo contratou uma empresa de lobby nos Estados Unidos para atuar junto ao governo de Donald Trump em temas relacionados às relações entre os dois países. Leia em TVT News.
Segundo documentos obtidos pelo núcleo investigativo do ICL Notícias, foram pagos US$ 80 mil, cerca de R$ 400 mil, pelos serviços.
A reportagem, assinada por Alice Maciel e publicada pelo ICL, identificou que a contratação foi feita pela America-Brazil Prosperity Advancement Foundation, entidade presidida por Figueiredo.
O trabalho da empresa Checkmate Government Relations envolveu interlocução com quatro órgãos do governo norte-americano: o Departamento de Estado, o Departamento do Tesouro, o Departamento de Segurança Interna e o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
De acordo com os registros apresentados ao Congresso dos EUA, a atuação da empresa buscava influenciar iniciativas de cooperação entre Brasil e Estados Unidos nas áreas de comércio, investimentos, financiamento e segurança pública.
A contratação ocorre em meio à articulação de Figueiredo e do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) junto a setores do governo Trump. Desde 2025, os dois têm atuado em iniciativas de pressão contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), incluindo a defesa de tarifas comerciais contra o Brasil e de sanções a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Fundação de Paulo Figueiredo contratou empresa de lobby

A America-Brazil Prosperity Advancement Foundation foi constituída no estado de Delaware, nos Estados Unidos, em 31 de janeiro de 2025. Em outubro daquele ano, a entidade foi inscrita no System for Award Management (SAM), sistema utilizado por organizações interessadas em contratos e recursos do governo norte-americano.
O cadastro identifica Paulo Figueiredo como presidente da fundação. Um dos endereços registrados pela entidade também coincide com um imóvel do influenciador em Weston, na Flórida.
A organização declara atividades que incluem relações públicas, representação de mídia, apoio educacional, concessão de subsídios, doações, organização cívica e defesa de causas sociais.
Procurado pelo ICL, Figueiredo afirmou que a fundação não possui vínculo formal ou informal com integrantes da família Bolsonaro e negou que políticos brasileiros ou norte-americanos participem de sua direção ou financiamento.
Em nota, classificou a entidade como uma organização privada sem fins lucrativos, constituída conforme a legislação dos Estados Unidos. Também declarou que suas atividades são privadas e não estão sujeitas à prestação de contas à imprensa.
Lobista tem ligações com governos e campanhas da direita latino-americana
A Checkmate Government Relations tem entre seus conselheiros para a América Latina o lobista Damian Merlo. Ele atuou como conselheiro de política externa do presidente de El Salvador, Nayib Bukele, e participou da aproximação do governo salvadorenho com o movimento MAGA, ligado a Donald Trump.
Em entrevista ao jornal argentino Clarín, em 2023, Merlo afirmou que sua trajetória profissional estava ligada ao Partido Republicano norte-americano e declarou manter relações com a equipe de Trump.
A reportagem do ICL também aponta conexões entre o ambiente político em que Merlo atua e a campanha presidencial argentina de Javier Milei. O lobista trabalhou na campanha ao lado do consultor político Fernando Cerimedo, conhecido por prestar serviços a representantes da ultradireita latino-americana.
>> Modelo de Milei, inspiração de Flávio, reduz acesso à aposentadoria na Argentina
Cerimedo ficou conhecido no Brasil por disseminar informações falsas sobre as urnas eletrônicas em 2022. Segundo o texto do ICL, ele foi indiciado pela Polícia Federal no inquérito sobre a trama golpista.
Próximo de Eduardo Bolsonaro, Cerimedo recebeu do ex-deputado, em fevereiro, um prêmio de consultoria política durante uma cerimônia realizada em Mar-a-Lago, resort de Donald Trump. Em julho, os dois participaram de uma transmissão ao vivo em que voltaram a atacar o sistema eleitoral brasileiro.
Registro ocorreu no mesmo dia de encontro com Trump
O registro inicial do contrato de lobby foi protocolado pela Checkmate no sistema do Congresso norte-americano às 10h06 de 26 de maio de 2026. O documento indicava 15 de maio como a data de início do contrato com a fundação presidida por Figueiredo.
O protocolo foi apresentado no mesmo dia em que Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo se reuniram com Donald Trump na Casa Branca.
Após o encontro, Flávio declarou que, caso fosse eleito presidente do Brasil, levaria o país para o Escudo das Américas, iniciativa regional liderada pelo governo norte-americano. O senador também afirmou ter solicitado a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho como organizações terroristas.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou a medida em 28 de maio, e a designação entrou em vigor em 5 de junho.
No relatório referente ao segundo trimestre, registrado em 17 de julho, a Checkmate declarou ter recebido US$ 80 mil pelo trabalho realizado para a fundação. Os documentos identificam Charles McDowell, Nelson Freeman e Muhammad Rahim como lobistas responsáveis pela representação da entidade.
Segundo Figueiredo, a atuação junto ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos tinha como objetivo impedir a imposição de tarifas contra o Brasil. Ele afirmou que a iniciativa não obteve êxito e que, por esse motivo, o contrato não foi renovado. O influenciador não detalhou os objetivos da atuação junto aos outros três órgãos do governo norte-americano.
Recursos dos EUA para ações contra o STF
A reportagem do ICL também contextualiza a contratação em meio à destinação de recursos do governo norte-americano a iniciativas relacionadas à atuação do Judiciário brasileiro.
Segundo o jornal britânico The Guardian, o Departamento de Estado dos Estados Unidos destinou US$ 1 milhão a um projeto voltado a grupos que contestam o que a administração Trump classifica como excesso judicial e censura no Brasil.
Documentos obtidos pelo UOL detalham o programa Countering Lawfare and Censorship in Brazil, com recursos liberados em 30 de setembro de 2026, cinco dias antes do primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras.
A identidade dos beneficiários permanece sob sigilo, inclusive para integrantes do Congresso dos Estados Unidos, conforme as informações publicadas pelo portal.
O cadastro da fundação de Figueiredo no sistema SAM, entretanto, não comprova que a entidade tenha solicitado ou recebido recursos desse programa. Até o momento, segundo a reportagem do ICL, não foi identificado documento que estabeleça essa ligação.
Os documentos citados pelo UOL descrevem o programa como uma iniciativa para apoiar organizações da sociedade civil que atuam contra o que seus responsáveis classificam como ativismo judicial excessivo e censura no Brasil.
O material também menciona a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos contra o ministro do STF Alexandre de Moraes.
O ex-deputado foi condenado pelo Supremo a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo, em razão de sua atuação para pressionar autoridades brasileiras por meio de medidas adotadas pelo governo norte-americano.
>> PF avalia pedir extradição de Eduardo Bolsonaro aos Estados Unidos
Em 8 de outubro, Moraes determinou a expedição de mandado de prisão e o cancelamento do passaporte brasileiro de Eduardo Bolsonaro. Segundo o texto do ICL, ele pode continuar viajando com seu passaporte italiano.
Papa Leão XIV passa por cirurgia para retirada de parte do pulmão direito; diagnóstico é de câncer pulmonar
O Papa Leão XIV foi submetido a uma cirurgia para a retirada do lobo inferior do pulmão direito nesta terça-feira (13), no Hospital Policlínico Gemelli, em Roma, na Itália. Segundo comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé, a operação durou aproximadamente 90 minutos, foi realizada por técnica videoassistida e terminou sem complicações. Leia em TVT News.
O boletim médico informou que o exame histológico realizado durante a intervenção confirmou o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar, tipo de câncer que afeta o tecido do pulmão. A doença já era suspeitada pelos médicos a partir dos exames realizados antes da cirurgia.
De acordo com o comunicado, o pontífice despertou normalmente após o procedimento e, depois de um período de observação, retornou ao quarto no décimo andar do hospital. Apesar de a cirurgia ter durado cerca de uma hora e meia, Leão XIV permaneceu na sala cirúrgica por aproximadamente três horas.
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Nódulo foi identificado em exames recentes
O Papa, de 71 anos, havia anunciado a necessidade de passar por uma cirurgia no domingo (11), ao final da oração do Angelus, na Praça de São Pedro, no Vaticano. Na ocasião, afirmou que os médicos haviam identificado um nódulo no pulmão durante exames recentes e recomendado a retirada da lesão.
Segundo o pontífice, o nódulo havia sido detectado em uma fase inicial e estava bem localizado. A intervenção foi programada para esta terça-feira.
Recuperação e agenda do pontífice
A previsão divulgada pelo Vaticano é que Leão XIV permaneça internado por cerca de uma semana. Os compromissos públicos do Papa foram suspensos até 20 de outubro, para permitir a recuperação após o procedimento.
Até o momento, a Santa Sé não divulgou detalhes sobre a necessidade de tratamentos complementares nem informações mais específicas sobre o prognóstico do pontífice.
Coligação de Lula cobra TRE-RJ por mudanças em locais de votação
A coligação Brasil Pronto Pra Mais, que apoia a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acionou o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) para cobrar providências diante das dificuldades enfrentadas por eleitores após mudanças nos locais de votação no estado. Em petição apresentada em 9 de outubro, a coligação pede medidas para garantir o acesso às urnas no segundo turno, marcado para 25 de outubro. Leia em TVT News.
Segundo a coligação, as alterações atingiram mais de 610 mil eleitores, após a transferência de 268 locais de votação. Desse total, 72 locais, distribuídos por 20 municípios, foram modificados por razões de segurança, afetando cerca de 202 mil pessoas.
A preocupação se concentra especialmente em comunidades periféricas, como a Maré e a Rocinha, na capital fluminense, onde parte dos eleitores precisou se deslocar para votar fora dos territórios em que vive. A coligação argumenta que as mudanças, somadas às dificuldades de transporte, às filas e à falta de informações, podem comprometer o exercício do direito ao voto.
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Abstenção supera média nacional na Maré e na Rocinha
Na Maré, 52% dos eleitores precisaram votar fora da comunidade, e a abstenção chegou a 28,46% no primeiro turno, acima da média nacional de 21,08%. Na Rocinha, o índice foi de 26,86%, com quase 27 mil eleitores ausentes, segundo dados citados na petição.
A coligação também relata filas de até quatro horas e longos trajetos a pé, com impacto especialmente sobre idosos. Na 161ª Zona Eleitoral, que concentrou cinco locais transferidos para fora da Maré, cerca de 26 mil dos 92 mil eleitores aptos não compareceram às urnas.
O documento questiona a divulgação das mudanças pelo TRE-RJ. Segundo a coligação, as publicações feitas nas redes sociais não informaram de maneira específica os endereços antigos e os novos locais de votação. A petição também critica a ausência de comunicação individual aos eleitores afetados.
Coligação pede transporte gratuito e reforço na comunicação
Entre as medidas solicitadas ao tribunal estão a divulgação dos endereços alterados, o envio de avisos individuais por SMS, WhatsApp, e-mail ou pelo aplicativo e-Título e a instalação de cartazes nos locais de votação antigos.
A coligação também pede reforço na estrutura das seções eleitorais e articulação com as prefeituras para oferecer transporte gratuito, com atendimento especial a idosos, pessoas com deficiência e eleitores com mobilidade reduzida.
A manifestação sustenta que a consulta pela internet, isoladamente, não é suficiente para informar todos os eleitores, sobretudo aqueles que enfrentam dificuldades de acesso à tecnologia.
TRE-RJ atribui mudanças a questões de segurança e infraestrutura
O TRE-RJ informou anteriormente que as alterações nos locais de votação foram motivadas por diferentes fatores, entre eles segurança, acessibilidade e problemas estruturais nos prédios. A Justiça Eleitoral afirma que as transferências buscam afastar seções de áreas consideradas de risco e recomenda que os eleitores consultem previamente seus locais e números de seção.
A consulta pode ser feita pelo site do TRE-RJ, pelo aplicativo e-Título ou pelo WhatsApp do tribunal, no número (21) 3436-9000.
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Governo Federal institui programa nacional para bloquear celulares e sinais de comunicação ilícita em presídios
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o Decreto nº 13.136, que institui o Programa Nacional de Neutralização de Comunicações Ilícitas em Estabelecimentos Penais. A medida, publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (13/10), estabelece procedimentos para agilizar o bloqueio de celulares utilizados irregularmente em presídios e de sinais de radiocomunicação nos perímetros de segurança penitenciária. Também cria o Cadastro Nacional de Perímetros de Segurança Penitenciária e prevê a cooperação entre União, estados, Distrito Federal e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Leia em TVT News.
A iniciativa tem como objetivo impedir o uso não autorizado de serviços e equipamentos de telecomunicações dentro dos estabelecimentos penais, inclusive por meio do bloqueio de terminais identificados e de sinais de radiocomunicação. A medida busca dificultar a comunicação ilícita a partir das unidades prisionais, preservando a regularidade dos serviços de telecomunicações nas áreas vizinhas.
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O decreto regulamenta a Lei nº 10.792/2003 e a Lei nº 13.675/2018. A adesão dos estados e do Distrito Federal ao programa será voluntária, mediante termo de adesão. A norma prevê a padronização de procedimentos, a integração de informações e a incorporação progressiva de novas soluções tecnológicas, respeitadas as competências legais dos órgãos envolvidos.
MECANISMOS — O decreto prevê duas modalidades principais de bloqueio. A primeira é a de terminais de comunicação móvel individualizados, identificados pelo código internacional de identificação de equipamento móvel (IMEI). A segunda é o bloqueio de sinais de radiocomunicação no perímetro de segurança penitenciária cadastrado, por meio de bloqueadores de sinais de radiocomunicação (BSR), operados pelos entes federativos participantes, conforme as condições estabelecidas pela Anatel.
Outros terminais, sinais, coberturas ou formas de utilização de serviços e equipamentos de telecomunicações também poderão ser objeto de bloqueio, à medida que novas soluções tecnológicas forem incorporadas ao programa.
Para solicitar as medidas, a autoridade penitenciária designada pelo estado ou pelo Distrito Federal deverá elaborar um informe técnico com a descrição dos fatos e, conforme o caso, a identificação do terminal irregular ou do estabelecimento penal e de seu perímetro cadastrado. As informações serão encaminhadas por meio de plataforma digital integrada ao Sistema Nacional de Informações Penais (Sisdepen), que será disponibilizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Nos casos de bloqueio de terminais individualizados, as informações serão direcionadas ao fluxo de bloqueio do Banco Nacional de Celulares com Restrição. Quando a solicitação envolver a operação de bloqueadores de sinais de radiocomunicação, o informe será encaminhado à Anatel, que adotará as medidas cabíveis no âmbito de suas competências.
CADASTRO – Mantido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e integrado ao Sisdepen, o Cadastro Nacional de Perímetros de Segurança Penitenciária reunirá, para cada estabelecimento penal dos entes participantes, as coordenadas georreferenciadas do perímetro de segurança, a descrição da unidade e de seu entorno – incluindo núcleos habitacionais e equipamentos públicos próximos – e a identificação das autoridades penitenciárias responsáveis pelas solicitações de bloqueio.
A Anatel terá acesso aos dados para planejar, coordenar e fiscalizar o uso de bloqueadores de sinais pelos entes participantes. Os estados e o Distrito Federal que operem ou pretendam operar esses equipamentos deverão comunicar previamente à Agência suas características técnicas e sua localização, conforme os procedimentos definidos pela reguladora.
COMPETÊNCIAS — Caberá ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) manter os instrumentos nacionais de apoio à execução do Programa e disponibilizar os meios destinados à tramitação das informações produzidas pelas administrações penitenciárias. A participação da Anatel ocorrerá com preservação de sua autonomia funcional e decisória e de suas competências legais, especialmente quanto ao planejamento, à coordenação e à fiscalização do uso de BSR e à adoção das medidas submetidas à Agência no exercício de suas competências.
Além disso, a criação do Cadastro Nacional de Perímetros de Segurança Penitenciária assegura à Anatel acesso aos dados para fins de planejamento, coordenação e fiscalização do uso de BSR, além de prever a comunicação prévia à Agência das características técnicas e da localização dos equipamentos.
Com Secom
Sindicatos convocam ato pró Lula no Largo da Batata, nesta terça (13), em São Paulo
Sindicatos e lideranças políticas ligadas ao Partido dos Trabalhadores (PT) convocam um ato no Largo da Batata, na zona oeste de São Paulo, nesta terça-feira (13), a partir das 18h. A mobilização pretende reunir trabalhadores, representantes de entidades sindicais e apoiadores em uma atividade política relacionada à disputa eleitoral. Leia em TVT News.
A convocação foi divulgada pelo PT Paulista nas redes sociais, com o chamado “Sindicatos com Lula no grande ato da virada”. A publicação afirma que a classe trabalhadora participará da mobilização para defender direitos, dignidade e o futuro do país.
Entre as entidades sindicais citadas no material estão a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Força Sindical, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), a Nova Central Sindical de Trabalhadores, a União Geral dos Trabalhadores (UGT), a Intersindical e a Pública.
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As publicações também convocam a população a comparecer ao Largo da Batata. A organização apresenta o encontro como parte da mobilização política na reta final da campanha eleitoral.
Entre as lideranças políticas mencionadas para a cobertura estão Sofia Fávero, Guilherme Cortez, Eduardo Suplicy, Amanda Paschoal, Thainara Faria, professora Bebel, Donato e Beth Sahão.
O ato está previsto para começar às 18h, no Largo da Batata, em São Paulo.
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Publicado nesta terça-feira (13) no Diário Oficial da União, decreto institui programa nacional e cadastro de perímetros de segurança penitenciária para agilizar bloqueios de celular e comunicação e integrar a atuação dos estados, do Distrito Federal, do Ministério da Justiça e da Anatel

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