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Da Redação

Influenciadores lucravam com perdas de apostadores, revela The Intercept

Segundo publicação do The Intercept, que teve acesso aos contratos de publicidade de Bets, influenciadores digitais recebem por lucro sobre perdas de apostadores que se cadastravam por meio de seus links de divulgação em plataformas de apostas. Leia em TVT News.

A prática foi revelada em investigação do The Intercept Brasil e voltou ao debate após o influenciador Felipe Prior se tornar réu por publicidade enganosa em 2026.

Segundo documentos obtidos pelo portal, Felipe Prior assinou contrato com a BetSite que previa remuneração fixa de R$ 20 mil por mês, além de R$ 20 por cada novo cadastro realizado.

Pior participou da edição de 2020 do reality Big Brother Brasil e, mesmo condenado a 8 anos em regime semiaberto por estupro, continuou ativo e influente nas redes sociais.

Contrato de Prior previa o recebimento de 15% sobre o valor perdido pelos apostadores indicados por ele

O principal diferencial do acordo, porém, era uma cláusula que garantia ao influenciador o recebimento de 15% sobre o valor perdido pelos apostadores indicados por ele. Caso atingisse mil novos usuários, o pagamento fixo subiria para R$ 35 mil mensais.

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De acordo com a investigação, esse modelo cria um incentivo financeiro para que influenciadores obtenham ganhos maiores justamente quando seus seguidores acumulam prejuízos nas apostas. A reportagem do Intercept afirma que esse tipo de contrato não era um caso isolado e fazia parte de uma estratégia comercial utilizada por empresas do setor.

A divulgação dos documentos levou Felipe Prior a ser convocado, em 2024, para prestar esclarecimentos à CPI das Bets, que investigava a atuação das plataformas de apostas e a publicidade feita por influenciadores.

Prior réu novamente

Dois anos depois, a Justiça do Distrito Federal aceitou denúncia do Ministério Público e tornou Prior réu por publicidade enganosa. Segundo a acusação, o influenciador, que reúne mais de 100 mil inscritos em seu canal no Telegram e mantém forte presença nas redes sociais, teria induzido seguidores a uma percepção equivocada sobre o funcionamento das plataformas de apostas e as possibilidades de lucro.

O avanço da regulamentação do setor também atingiu a publicidade das casas de apostas. Desde 2025, uma portaria do Ministério da Fazenda proíbe que celebridades e influenciadores associem apostas à obtenção de lucro fácil, enriquecimento ou sucesso pessoal. A norma também determina que toda publicidade desse segmento nas redes sociais seja identificada de forma clara como conteúdo patrocinado.

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Fies 2026: estudantes devem completar informações até esta terça (4)

Os pré-selecionados ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para o segundo semestre tem até as 23 horas e 59 minutos desta terça-feira (4) para complementar dados informados na inscrição. Saiba mais na TVT News.

Os estudantes devem fazer o procedimento no site do Fies Seleção. É preciso fazer o login do portal Gov.br. A lista de pré-selecionados está disponível no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior

O Fies tem o objetivo de ampliar acesso ao ensino superior, ao conceder financiamento a estudantes em cursos superiores de instituições de educação superior privadas que participam do programa.

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Vagas

Em 2026, foram disponibilizadas 75,5 mil vagas, distribuídas em 1,3 mil instituições privadas de educação superior para ingresso em 28,8 mil cursos e turnos.

O processo seletivo do Fies registrou, nesta edição, 315.431 inscrições, de 127.175 inscritos. O MEC explica que cada candidato pode escolher até três opções de curso.

Dos mais de 127 mil inscritos nesta edição, as mulheres representam 67,5%, totalizando praticamente 85,9 mil candidatas, e os homens correspondem a 32,5%, com 41,3 mil inscritos. 

Ações afirmativas

O processo seletivo do Fies inclui a reserva de 50% das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e com inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

Os pré-selecionados que atendam às regras do Fies Social poderão financiar até 100% dos encargos educacionais, o que cobre integralmente os valores das mensalidades. 

Tanto no Fies quanto no Fies Social, são reservadas vagas para pessoas autodeclaradas pretas, pardas, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência (PCD), em proporção à população desses grupos em cada estado, conforme censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Lista de espera

Os candidatos que não foram pré-selecionados na chamada única estão, automaticamente, na lista de espera para preenchimento das vagas não ocupadas, observada a ordem de classificação.

Nessa etapa, a pré-seleção ocorrerá de 7 de agosto a 24 de setembro. 

Fies

O Fies promove anualmente dois processos seletivos regulares, um para o primeiro semestre e outro para o segundo semestre de cada ano letivo, além de processos seletivos para vagas remanescentes.

Em caso de dúvida, o interessado pode entrar em contato com o MEC pelo telefone 0800-616161.

Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil

CNJ acaba com aposentadoria compulsória como punição máxima para juízes

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou por unanimidade, nesta terça-feira (4), uma mudança histórica no regime disciplinar da magistratura brasileira ao extinguir a aposentadoria compulsória como punição administrativa máxima para juízes que cometerem infrações graves. A partir da nova regulamentação, magistrados poderão ser afastados das funções por meio da pena de disponibilidade com proposta de perda do cargo, abrindo caminho para a demissão definitiva, desde que haja decisão final do Supremo Tribunal Federal (STF). Saiba mais na TVT News.

A medida altera a Resolução nº 135, de 2011, adequando as normas internas do CNJ ao entendimento firmado pela Primeira Turma do STF de que a aposentadoria compulsória deixou de ter fundamento constitucional como sanção disciplinar após a Reforma da Previdência, promovida pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019.

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Na prática, a decisão elimina uma penalidade que durante décadas foi alvo de críticas por permitir que magistrados afastados por faltas graves continuassem recebendo proventos proporcionais ao tempo de serviço. A modalidade ficou conhecida entre críticos como uma espécie de “punição-prêmio”, justamente porque retirava o juiz das funções, mas preservava sua remuneração.

Segundo o presidente do CNJ e do STF, ministro Edson Fachin, a alteração representa uma atualização importante do sistema disciplinar da magistratura.

“Estamos diante de uma mudança significativa na forma de enxergar e tratar essa questão, considerando o cenário atual e o nível de desenvolvimento que observamos hoje”, afirmou durante a sessão.

Como passa a funcionar a nova punição

Com a mudança, quando um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) concluir pela aplicação da penalidade mais grave, o magistrado será imediatamente afastado do exercício das funções e colocado em disponibilidade. Durante esse período, continuará recebendo remuneração proporcional ao tempo de contribuição, mas deixará de exercer qualquer atividade jurisdicional.

Entretanto, a perda definitiva do cargo não ocorrerá automaticamente.

Nos casos envolvendo magistrados vitalícios — aqueles que já adquiriram a garantia constitucional da vitaliciedade — será necessário cumprir um novo procedimento estabelecido pelo CNJ.

Primeiro, a decisão do tribunal responsável deverá passar obrigatoriamente por um reexame do próprio Conselho Nacional de Justiça. Somente após a confirmação da penalidade pelo CNJ, os autos serão enviados à Advocacia-Geral da União (AGU), que deverá ajuizar uma ação civil perante o STF pedindo a perda definitiva do cargo.

A Constituição Federal determina que juízes vitalícios somente podem perder seus cargos mediante decisão judicial transitada em julgado. Assim, caberá ao Supremo dar a palavra final sobre a demissão.

Enquanto o processo estiver em tramitação, o magistrado permanecerá afastado e continuará recebendo vencimentos proporcionais.

Regras para casos prolongados

A resolução também estabelece critérios para situações em que um juiz permaneça em disponibilidade durante muitos anos.

Caso transcorram mais de cinco anos sem que o magistrado solicite retorno às atividades, ou se os pedidos forem sucessivamente negados, o tribunal competente deverá instaurar novo procedimento administrativo para avaliar se existe incompatibilidade permanente para o exercício da magistratura.

Nessa hipótese, também poderá ser apresentada proposta de perda definitiva do cargo, sempre assegurando o contraditório e a ampla defesa.

Quais condutas poderão levar à perda do cargo

A nova regulamentação prevê que a disponibilidade com proposta de perda do cargo poderá ser aplicada em situações consideradas de maior gravidade para o interesse público.

Entre elas estão:

  • negligência grave no exercício das funções;
  • comportamento incompatível com a dignidade e o decoro da magistratura;
  • insuficiência permanente de capacidade para o trabalho;
  • exercício de atividade proibida pela legislação;
  • recebimento de vantagens indevidas relacionadas aos processos sob responsabilidade do magistrado;
  • atuação político-partidária;
  • outras condutas incompatíveis com o exercício da função judicial.

Além disso, sempre que houver aplicação da disponibilidade ou da disponibilidade com proposta de perda do cargo, o presidente do tribunal deverá encaminhar cópia do processo ao Ministério Público, para eventual responsabilização nas esferas cível e criminal.

Mudança atende decisão do STF

A alteração aprovada pelo CNJ decorre diretamente de entendimento firmado neste ano pela Primeira Turma do STF em ação relatada pelo ministro Flávio Dino.

Na ocasião, o Supremo concluiu que, após a Reforma da Previdência, a aposentadoria compulsória deixou de ser compatível como sanção disciplinar para magistrados.

Durante o julgamento, Dino afirmou que a aposentadoria compulsória era uma “punição que não pune”, ao destacar que a medida acabava transferindo para a sociedade o custo financeiro da penalidade aplicada ao juiz.

Com a nova resolução, o CNJ adapta seu regime disciplinar à interpretação constitucional fixada pelo Supremo, preservando, ao mesmo tempo, a garantia da vitaliciedade prevista na Constituição.

Debate sobre transparência e responsabilização

A decisão ocorre em um contexto de crescente debate sobre os mecanismos de controle do Poder Judiciário.

Nos últimos anos, investigações envolvendo suspeitas de venda de sentenças, denúncias de assédio e questionamentos sobre a efetividade das punições aplicadas a magistrados intensificaram as cobranças por maior rigor disciplinar.

Também ganharam força discussões sobre supersalários, benefícios considerados acima do teto constitucional e a necessidade de ampliar os mecanismos de transparência no sistema de Justiça.

Durante a análise da proposta, alguns conselheiros manifestaram preocupação com o impacto da nova sistemática sobre o STF, já que todas as ações de perda definitiva do cargo deverão ser julgadas pela Corte. Apesar das ressalvas, prevaleceu o entendimento de que o CNJ apenas adequa sua regulamentação à interpretação já estabelecida pelo Supremo.

Com a aprovação unânime da resolução, a aposentadoria compulsória deixa de figurar como a punição administrativa máxima aplicada a magistrados. A partir de agora, o sistema disciplinar passa a prever um rito que pode culminar na perda definitiva do cargo, aproximando a responsabilização dos juízes do tratamento dado a outros agentes públicos e reforçando o debate sobre a transparência e a responsabilização no Poder Judiciário.

Mobiliza nega candidatura de Cabo Daciolo à Presidência e declara neutralidade

A direção nacional do Mobiliza decidiu não lançar a candidatura do ex-deputado federal Cabo Daciolo à Presidência da República e afirmou que o partido não apoiará nenhum outro nome na disputa ao Planalto.

As informações são da reportagem de Rafaela Gama e Kaio Magalhães do jornal O Globo.

A decisão foi comunicada ao parlamentar nesta terça-feira (4), que afirmou ter sido surpreendido e que não foi informado previamente sobre a realização da convenção da sigla.

“Eu nunca esperava isso dele [Massarollo] e sinto uma decepção muito grande com esse posicionamento. Me notificaram que já houve a convenção no final do mês passado e eu nunca tive a chance de lutar pela minha candidatura”, disse Daciolo.

O presidente nacional do Mobiliza, Antonio Carlos Bosco Massarollo, afirmou ao jornal O GLOBO que o partido “em nenhum momento anunciou candidatura própria à Presidência da República”. Questionado se a legenda apoiaria outro nome, o dirigente respondeu “nenhum”.

“O partido tentou, desde janeiro de 2025, formatar um projeto político de cunho nacional e de defesa da soberania, mas não logrou êxito. Um projeto coletivo de defesa do interesse nacional. Mas em nenhum momento lançamos nenhum nome”, disse Massarollo.

Em abril deste ano, Daciolo anunciou sua filiação ao Mobiliza. Na ocasião, ele postou o lema “Cabo Daciolo 2026” e fez referência a um versículo bíblico. O ex-deputado também posou ao lado do ex-jogador Ricardo Rocha, afirmando que, se eleito, o escolheria para o Ministério dos Esportes. O anúncio ocorreu oito anos após sua candidatura ao Planalto em 2018.

Daciolo afirmou que, desde o início do ano, participou de reuniões com o comando da sigla para discutir a candidatura e disse que, na corrida presidencial, o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) são “lados da mesma moeda”. O ex-deputado relatou que não tem interesse em se candidatar a outro cargo e que ficará “em paz” com a decisão.

Até esta terça-feira (4), a maioria dos partidos já oficializou seus nomes para a disputa do Planalto em 2026. Entre os candidatos estão Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Leonardo Avalanche (PRTB), Edmilson Dias (PCB), Hertz Dias (PSTU), Samara Martins (UP), Augusto Cury (Avante) e Wilson Grassi (Democrata). O Mobiliza, porém, optou pela neutralidade na disputa nacional.

Candidatos à Presidência oficializados para as eleições 2026

CandidatoPartido/FederaçãoVice
Luiz Inácio Lula da SilvaBrasil da EsperançaGeraldo Alckmin (PSB)
Flávio BolsonaroPLIndefinido
Renan SantosMissãoAroldo Medina
Ronaldo CaiadoPSDGilberto Kassab
Romeu ZemaNovoIndefinido
Leonardo AvalanchePRTBTenente Dalma
Edmilson DiasPCBCleusa Santos
Hertz DiasPSTUVanessa Portugal
Samara MartinsUPRaquel Brício
Augusto CuryAvanteIndefinido
Wilson GrassiDemocrataIndefinido

Eleições 2026: veja a lista de candidatos à Presidência oficializados pelos partidos

Lula, Flávio Bolsonaro, Caiado, Renan Santos e Zema são principais nomes na disputa para a presidência da República. Confira o perfil de cada um.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Atual presidente, Lula tenta um quarto mandato em 2026. Repetindo a chapa de 2022, o vice é Geraldo Alckmin, do PSB. A candidatura foi oficializada no dia 2 de agosto, durante a convenção nacional do PT, realizada em São Paulo.

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31.07.2026 – Presidente Lula na Convenção Federação Brasil da Esperança. Foto: Ricardo Stuckert

Flávio Bolsonaro (PL)

Senador pelo Rio de Janeiro e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro é apontado pelas pesquisas como o principal concorrente de Lula na corrida presidencial. A oficialização ocorreu em 25 de julho, também em São Paulo. O nome do vice ainda não foi anunciado.

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Flávio Bolsonaro ainda não definiu vice. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Renan Santos (Missão)

Ativista político e estreante na política, Renan lidera o Movimento Brasil Livre (MBL), fundado por ele e pelo deputado federal Kim Kataguiri. O partido Missão foi o primeiro a realizar a convenção, de forma online, por motivos de segurança. Seu vice é o militar da reserva Aroldo Medina.

Ronaldo Caiado (PSD)

Ex-governador de Goiás, Caiado tenta a Presidência pela segunda vez desde 1989. Formou uma chapa “pura” ao lado do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. A candidatura foi oficializada em 26 de julho, em São Paulo.

Romeu Zema (Novo)

Ex-governador de Minas Gerais por dois mandatos consecutivos, Zema confirmou sua candidatura em convenção nacional virtual, seguida de anúncio oficial em Brasília, no dia 27 de julho. O nome do vice ainda não foi definido.

Leonardo Avalanche (PRTB)

Presidente do PRTB desde 2024, teve a candidatura confirmada em convenção realizada em Goiânia no dia 30 de julho. A policial militar veterana Tenente Dalma será sua vice, formando uma chapa pura.

Edmilson Dias (PCB)

Professor e doutor em economia, Edmilson é o atual secretário-geral do PCB. Seu nome foi oficializado em evento realizado em São Paulo no dia 1º de agosto, tendo Cleusa Santos como vice.

Hertz Dias (PSTU)

Professor da rede pública do Maranhão, rapper e ativista do movimento negro, Hertz tem como vice a professora Vanessa Portugal, militante de mulheres e da classe trabalhadora. A chapa foi confirmada em 31 de julho, em São Paulo.

Samara Martins (UP)

Dentista do SUS, Samara disputou as eleições de 2022 como vice de Léo Péricles. Para 2026, a UP definiu uma chapa 100% feminina, com a guarda-portuária Raquel Brício como vice. A oficialização ocorreu no dia 26 de julho, em São Paulo.

Augusto Cury (Avante)

Psiquiatra e autor de livros de autoajuda, Cury teve sua candidatura homologada em 3 de agosto, em São Paulo. A posição de vice ainda está indefinida.

Wilson Grassi (Democrata)

Veterinário e paulista, Wilson teve sua candidatura confirmada em 2 de agosto, durante convenção nacional no Rio de Janeiro. É a primeira vez que o partido, fundado em 2008, lança um nome próprio ao Planalto. O vice ainda não foi definido

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Bancários reiniciam negociação cobrando proposta dos bancos

Teve início, na manhã desta terça-feira (4), em São Paulo, a sexta mesa de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), no âmbito da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026. Os bancários cobram que os bancos apresentem na mesa uma proposta que contemple as expectativas e necessidades da categoria. Saiba mais na TVT News.

Na rodada anterior, realizada em 30 de julho, o Comando apresentou uma série de indicadores que demonstram a elevada lucratividade do sistema financeiro, um dos setores mais rentáveis da economia brasileira. Os dados reforçam que há espaço para atender às reivindicações da categoria, que incluem aumento real dos salários, valorização da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e reajuste dos vales refeição e alimentação. Na ocasião, a Fenaban informou que analisaria os argumentos apresentados e daria um retorno.

Entre as principais reivindicações relacionadas à remuneração e demais cláusulas econômicas, estão o reajuste com 5% de aumento real (acima da inflação) nos salários e nas demais verbas econômicas, como a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), o vale alimentação (VA) e o vale-refeição (VR).

As negociações são conduzidas pela presidenta do Sindicato e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro, ao lado da presidenta da Contraf-CUT e também coordenadora do Comando Nacional, Juvandia Moreira.

Ao término da reunião, o Sindicato divulgará um balanço da negociação em seu site e nas redes sociais. Acompanhe as atualizações e fique por dentro dos principais pontos discutidos e os encaminhamentos.

Via Seeb-SP

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Cleitinho volta atrás, mas Republicanos diz não

A crise entre o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) e a direção nacional do Republicanos ganhou mais um capítulo nesta terça-feira (4). Apenas um dia depois de anunciar oficialmente que não disputaria o governo de Minas Gerais, o parlamentar voltou atrás, interrompeu a convenção nacional do partido, em Brasília, e fez um apelo público para que sua candidatura fosse restabelecida. Saiba mais na TVT News.

O pedido, no entanto, foi rejeitado na frente da cúpula da legenda. Em resposta imediata, o presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), recusou autorizar a candidatura e afirmou que seria “irresponsável” entregar o segundo maior estado do país a alguém que muda de posição sucessivamente.

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A nova reviravolta amplia uma crise que já se arrasta há semanas e expõe o desgaste da relação entre Cleitinho e a direção partidária, justamente às vésperas do encerramento do prazo das convenções eleitorais.

Da desistência ao novo pedido em menos de 24 horas

Na segunda-feira (3), Cleitinho havia anunciado, ao lado do próprio Marcos Pereira e do presidente estadual do Republicanos em Minas, deputado Euclydes Pettersen, que desistiria da candidatura ao Palácio Tiradentes.

Em vídeo divulgado nas redes sociais do partido, o senador apareceu emocionado, afirmou que não tinha condições psicológicas de enfrentar uma campanha eleitoral após a morte do irmão caçula, Matheus Azevedo, vítima de leucemia, e pediu desculpas aos mineiros.

“Não adianta eu querer cuidar de vocês se eu não cuidar de mim e da minha família”, declarou na ocasião.

Menos de um dia depois, entretanto, Cleitinho apresentou uma versão diferente dos acontecimentos.

Durante a convenção nacional do Republicanos, ele afirmou que gravou o vídeo em um momento de “vulnerabilidade espiritual e emocional” provocado pelo luto. Segundo o senador, a decisão foi revista após conversar com a mãe e com o irmão, o ex-prefeito de Divinópolis Gleidson Azevedo.

“Eles disseram: ‘Não desista. A gente vai fazer campanha para você'”, afirmou.

Em seguida, dirigiu-se diretamente a Marcos Pereira.

“Pelo meu pai, pelo meu irmão, pela minha mãe, por todo o povo mineiro, eu quero ser candidato a governador. Peço humildemente ao presidente que me dê essa vaga. Quem nunca foi e voltou? Quem nunca errou?”

Resposta dura da direção nacional

Cleitinho
Segundo Marcos Pereira, Republicanos não poderia manter milhões de eleitores mineiros submetidos a uma situação permanente de incerteza. Foto: RS/Fotos Públicas

O apelo foi recusado imediatamente.

Também diante da convenção nacional, Marcos Pereira respondeu que o Republicanos já havia dado todas as oportunidades para que Cleitinho assumisse a candidatura e afirmou que a instabilidade demonstrada pelo senador inviabilizava qualquer mudança de posição.

“Eu seria irresponsável com o povo de Minas em colocar Minas nas mãos de uma pessoa que ora pensa uma coisa e cinco minutos depois pensa outra.”

O dirigente lembrou que o partido aguardou durante meses uma definição do senador, adiou decisões políticas e chegou a pedir que Cleitinho comparecesse à convenção estadual realizada no fim de julho ou, ao menos, enviasse uma procuração autorizando a condução das negociações.

Segundo Pereira, nenhuma das alternativas foi aceita.

O presidente do Republicanos também afirmou que, diante das indefinições do senador, a legenda foi autorizada pelo próprio Cleitinho a procurar uma alternativa para a disputa estadual, iniciando as conversas em torno da candidatura do ex-secretário de Governo Marcelo Aro (PP).

A novela da candidatura

A disputa interna envolvendo Cleitinho se transformou em uma das principais crises políticas da pré-campanha em Minas Gerais.

Embora liderasse com folga as pesquisas de intenção de voto para o governo estadual, o senador adiou sucessivamente a confirmação da candidatura.

A ausência na convenção estadual do Republicanos marcou um ponto de inflexão. Na ocasião, o partido ainda manifestou solidariedade ao momento de luto vivido pelo parlamentar, mas passou a avaliar que a demora comprometia toda a construção política da chapa.

Dias depois, as executivas estadual e nacional divulgaram uma nota afirmando que a candidatura nunca havia sido formalmente assumida por Cleitinho e que “os fatos falam por si”.

Marcos Pereira chegou a declarar que o senador havia “perdido o timing” para liderar o projeto eleitoral.

Mesmo assim, Cleitinho reagiu publicamente.

A assessoria do senador garantiu que ele continuava candidato, familiares reafirmaram essa posição e o parlamentar publicou um vídeo produzido com inteligência artificial no qual aparecia ao lado do pai e do irmão falecido, interpretado por aliados como um sinal de que seguiria na disputa.

Na segunda-feira, porém, veio a desistência oficial.

Agora, apenas um dia depois, o senador voltou a pedir que o partido reconsiderasse a decisão.

Clima de constrangimento

O novo episódio provocou desconforto dentro da convenção nacional.

Enquanto Cleitinho fazia o apelo, atrás dele estavam, além de Marcos Pereira, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

A resposta pública da direção nacional evidenciou que a decisão já estava consolidada e que não haveria nova negociação.

Após a intervenção de Marcos Pereira, Cleitinho afirmou que pretende continuar conversando com o presidente da legenda para tentar convencê-lo, mas descartou recorrer à Justiça para tentar garantir a candidatura.

Nos bastidores, dirigentes do Republicanos passaram a tratar o episódio como um capítulo encerrado.

Segundo Marcos Pereira, o partido não poderia manter milhões de eleitores mineiros submetidos a uma situação permanente de incerteza às vésperas do fim do calendário das convenções.

Republicanos mantém plano para Minas

Com a negativa definitiva à candidatura de Cleitinho, o Republicanos mantém a estratégia construída durante a crise para reorganizar seu projeto em Minas Gerais.

A legenda já vinha negociando apoio ao ex-secretário de Governo Marcelo Aro (PP), nome que ganhou espaço justamente durante o período de indefinição do senador.

A decisão também dialoga com as articulações do campo conservador no estado, que buscava definir um palanque para a disputa presidencial e evitar que a demora de Cleitinho comprometesse a formação das alianças.

Futuro de Cleitinho permanece indefinido

Apesar da negativa pública recebida na convenção, Cleitinho afirmou que não pretende deixar o Republicanos neste momento.

O senador disse que continuará buscando diálogo com Marcos Pereira e insistirá na tentativa de reverter a decisão da direção nacional.

Por ora, entretanto, a posição oficial da legenda permanece inalterada.

Depois de semanas de indefinições, uma desistência anunciada em vídeo e uma tentativa de voltar atrás menos de 24 horas depois, o Republicanos decidiu encerrar a novela da candidatura.

A resposta da direção nacional foi direta e pública: desta vez, o partido disse não.Cleitinho volta atrás, mas Republicanos diz não

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