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Da Redação

Petrobras identifica petróleo em área exploratória na costa do Amapá

A Petrobras encontrou indícios de petróleo durante a perfuração de um poço de pesquisa na Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá. A identificação ocorreu em uma região de águas profundas e faz parte dos trabalhos de exploração da Margem Equatorial brasileira. Saiba mais na TVT News.

O resultado, divulgado nesta sexta-feira (14), ainda não permite afirmar que a área abriga uma reserva de petróleo comercialmente aproveitável. A companhia precisa concluir a perfuração e realizar uma série de análises para conhecer as características do reservatório e estimar a quantidade de óleo eventualmente existente.

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Poço está localizado em águas ultraprofundas

A estrutura investigada fica no bloco FZA-M-59, na costa do Amapá. O ponto de perfuração está a cerca de 175 quilômetros do litoral, em uma região cuja profundidade do mar ultrapassa 2,8 mil metros.

A Petrobras utiliza o poço Morpho para investigar as formações geológicas da área. Durante a atividade, dados obtidos por equipamentos e análises das rochas indicaram a existência de hidrocarbonetos.

A identificação, porém, representa apenas uma etapa do processo exploratório. A estatal ainda precisa obter informações adicionais para determinar a extensão da ocorrência, a qualidade do petróleo e as condições do reservatório. Somente depois dessa avaliação será possível saber se existe potencial para uma eventual produção.

A atividade exploratória não significa, portanto, que a Petrobras já esteja produzindo petróleo no local. O trabalho atualmente realizado tem como finalidade conhecer melhor o subsolo e verificar se os recursos encontrados apresentam condições técnicas e econômicas para serem aproveitados.

A perfuração foi autorizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), após um processo de licenciamento ambiental que envolveu avaliações e procedimentos para verificar a capacidade de resposta a possíveis emergências durante a operação.

Descoberta da Petrobras reacende debate sobre a Margem Equatorial

A Bacia da Foz do Amazonas integra a chamada Margem Equatorial, faixa do litoral brasileiro que se tornou uma das principais apostas da indústria petrolífera para ampliar as reservas nacionais.

A região desperta interesse especialmente depois das descobertas de grandes volumes de petróleo e gás realizadas em áreas próximas da Guiana e do Suriname. No Brasil, a Petrobras defende a continuidade das pesquisas para verificar o potencial existente no litoral dos estados do Norte e Nordeste.

Ao mesmo tempo, a exploração petrolífera na região provoca controvérsias. Organizações ambientais alertam para os possíveis impactos sobre ecossistemas amazônicos, ambientes marinhos e costeiros e comunidades que dependem diretamente dos recursos naturais.

A Bacia da Foz do Amazonas está entre as áreas consideradas estratégicas para a expansão das atividades de exploração. A expectativa da Petrobras é ampliar o conhecimento sobre as formações geológicas da região antes de tomar decisões relacionadas a uma possível etapa de produção.

O processo de licenciamento para a perfuração no Amapá foi marcado por discussões entre órgãos públicos, empresa, especialistas e organizações da sociedade civil. A autorização concedida pelo Ibama permitiu o avanço da pesquisa, mas não representa uma autorização automática para a produção de petróleo.

Com a identificação de hidrocarbonetos no poço Morpho, a Petrobras passa agora a uma fase importante de avaliação. Os próximos estudos deverão indicar se os sinais encontrados correspondem a uma acumulação significativa e se há condições para uma futura exploração.

Por enquanto, o resultado deve ser entendido como uma descoberta em etapa exploratória. A confirmação de uma reserva e de sua viabilidade econômica depende da conclusão das atividades e das análises técnicas que ainda serão realizadas pela companhia.

Flávio Bolsonaro critica decisões monocráticas do STF, mas foi beneficiado por elas em investigação de rachadinhas

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, tem defendido publicamente a redução das atribuições do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo limites para decisões individuais, as chamadas decisões monocráticas, de ministros. Saiba mais na TVT News.

A proposta, porém, contrasta com a trajetória do senador no caso das rachadinhas, em que decisões do próprio Supremo beneficiaram sua defesa e contribuíram para interromper etapas da investigação sobre seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

O plano de governo de Flávio prevê retirar do STF parte de suas competências criminais sobre parlamentares e ampliar a participação do colegiado nas decisões. As medidas são apresentadas como uma forma de reduzir o que a campanha chama de excesso de atribuições da Corte.

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Flávio propõe limitar atuação do STF em casos criminais

Entre as propostas apresentadas pela campanha está o fim das chamadas competências criminais originárias do STF para parlamentares. A mudança faria com que deputados e senadores pudessem ser processados e julgados em instâncias inferiores, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e os Tribunais Regionais Federais (TRFs).

O plano também defende a limitação das decisões monocráticas, com prioridade para decisões tomadas pelos colegiados do tribunal. Segundo o documento, o Supremo teria acumulado funções ao longo dos anos, provocando insegurança jurídica e desequilíbrio entre os Poderes.

A campanha afirma que a reforma permitiria aos políticos exercer seus mandatos “com mais altivez”, sem que a mudança representasse impunidade. O texto também sustenta que o Supremo deve ser devolvido ao papel de Corte Constitucional.

A proposta ganha outro significado quando comparada à atuação da defesa de Flávio no caso das rachadinhas. O senador foi investigado por suspeitas de que funcionários de seu gabinete na Alerj devolviam parte dos salários. O Ministério Público do Rio de Janeiro chegou a denunciá-lo por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A investigação acabou enfraquecida após decisões judiciais que anularam provas utilizadas pelos investigadores. Entre os elementos atingidos estavam dados compartilhados pelo Coaf e informações utilizadas para sustentar a apuração sobre as movimentações financeiras de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio.

Decisões do STF favoreceram defesa no caso das rachadinhas

Em 2019, uma decisão monocrática do então presidente interino do STF, ministro Luiz Fux, suspendeu as investigações sobre as movimentações financeiras de Queiroz. A defesa de Flávio argumentava que, após sua eleição para o Senado, ele havia passado a ter foro perante o Supremo.

A decisão foi posteriormente derrubada pelo relator, ministro Marco Aurélio Mello, que entendeu que as investigações tratavam de fatos relacionados ao período em que Flávio era deputado estadual.

No mesmo ano, outra decisão individual teve impacto sobre o caso. O então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, suspendeu investigações que utilizassem dados compartilhados pelo Coaf e pela Receita Federal sem autorização judicial prévia. A medida alcançou a investigação das rachadinhas.

Três meses depois, o ministro Gilmar Mendes também determinou a suspensão de procedimentos e processos contra Flávio no Rio até que o Supremo analisasse colegiadamente a questão do compartilhamento de dados.

A disputa em torno do foro voltou a ser decisiva em 2021. A Segunda Turma do STF reconheceu que Flávio mantinha prerrogativa de foro no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, apesar de ter deixado a Assembleia Legislativa e assumido o cargo de senador.

Por 3 votos a 1, os ministros acolheram a tese dos chamados “mandatos cruzados” e consideraram que o juiz de primeira instância Flávio Itabaiana não tinha competência para conduzir o caso.

As decisões contribuíram para derrubar pilares da investigação e, posteriormente, o processo acabou arquivado. O contraste com a proposta atual de Flávio está justamente no fato de que o senador hoje defende restringir decisões monocráticas e reduzir a atuação criminal do STF, enquanto sua própria defesa recorreu à Corte em diferentes momentos e obteve decisões que favoreceram sua estratégia no caso das rachadinhas.

Pesquisa Quaest: Lula tem 38% e Flávio Bolsonaro, 31% no 1° turno; no 2° turno: Lula 43% e Flávio 40%

Pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (14) mostra Lula (PT) com 38% das intenções de voto no 1º turno, e Flávio Bolsonaro (PL), com 31%.

Veja os números da pesquisa estimulada, em que a Quaest mostra aos eleitores entrevistados os nomes dos candidatos.

  • Lula (PT): 38%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 31%
  • Renan Santos (Missão): 4%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 4%
  • Romeu Zema (Novo): 2%
  • Augusto Cury (Avante): 2%
  • Samara Martins (UP): 1%
  • Edmilson Costa (PCB): 0
  • Clariana Barão (DC): 0
  • Hertz Dias (PSTU): 0
  • Leonardo Avalanche (PRTB): 0
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 0
  • Wilson Grassi (Democrata): 0
  • Branco/nulo/não vai votar: 8%
  • Indecisos: 10%

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo em parceria com o jornal O Globo. A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 10 e 13 de agosto.

De acorco com o CEO da Quaest, o professor Felipe Nunes, “”a vantagem de Lula está construída pela votação no Nordeste, no eleitorado de até 2 salários, entre os pretos, quem tem até ensino fundamental e católicos. A vantagem de Flávio está no Sul, entre evangélicos, com quem recebe mais de 5 salários e tem ensino superior”.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é BR-06773/2026.

Pesquisa Quaest para 2º turno: Lula, 43%; Flávio Bolsonaro, 40%

Pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (14) mostra os números de quatro possíveis cenários de 2º turno, em que o presidente Lula (PT) enfrenta Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo).

Confira os números das quatro simulações de 2º turno feitas pela pesquisa Quaest

Pesquisa Quaest: Lula x Flávio Bolsonaro

  • Lula (PT): 43%;
  • Flávio Bolsonaro (PL): 40%;
  • Branco/nulo/não vai votar: 13%;
  • Indecisos: 4%.

Cenário Lula x Ronaldo Caiado

  • Lula (PT): 44%;
  • Ronaldo Caiado (PSD): 37%;
  • Branco/nulo/não vai votar: 14%;
  • Indecisos: 5%.

Cenário Lula x Renan Santos

  • Lula (PT): 44%;
  • Renan Santos (Missão): 36%;
  • Branco/nulo/não vai votar: 16%;
  • Indecisos: 4%.

Série histórica da Pesquisa Quaest – 1° turno

Série histórica da Pesquisa Quaest – 2° turno

Pesquisa Quaest: desaprovação volta a passar numericamente a aprovação do governo Lula

A nova pesquisa Quaest mostra que a desaprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a ultrapassar, numericamente, a aprovação.

De acordo com o instituto Quaest, 48% desaprovam a gestão de Lula, enquanto 46% aprovam. Além disso, 6% não sabem ou não responderam.

Aprovação do governo Lula

  • Desaprovam: 48%
  • Aprovam: 46%
  • Não sabe/não respondeu: 6%

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Na última rodada realizada pelo instituto, no começo de agosto, essas taxas foram:

  • Aprovam: 48%
  • Desaprovam: 47%

Há um ano, a desaprovação era de 51% e, no mês passado, de 47%. Já a aprovação foi de 46% para 48% entre agosto de 2025 e julho de 2026.

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Presidente Lula recebe o carinho da população. Pesquias mostram que Lula tem mais votos entre as mulheres. Foto: Ricardo Stuckert

Qual candidato tem mais rejeição

  • Flávio Bolsonaro: 54%
  • Lula: 52%

No início de agosto, Flávio era o pré-candidato com maior rejeição entre os testados, com a desaprovação de 54% dos eleitores, recuo de três pontos percentuais em relação a julho (57%) e número que se mantém nesta rodada.

Já Lula marcava 52% de rejeição em agosto, número que interrompeu uma tendência de queda no índice. Em julho, ele havia obtido 50%, tendo atingido o percentual de 53% em junho e de 55% em abril.

Análise dos números da pesquisa de 14 de agosto com Felipe Nunes

De acordom com Nunes, “Lula parte na frente; Flávio consolida sua condição de principal nome da oposição; e a corrida segue aberta porque a vantagem eleitoral do presidente convive com avaliação frágil do governo, com nomes alternativos muito desconhecidos ainda”.

Confira o fio completo com a análise dos números da Quaest com o CEO da Quaest, o professor Felipe Nues

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Libertadores tem sete empates na ida; Botafogo sofre goleada de 6 a 1 na Sul-Americana

Os jogos de ida das oitavas de final da Libertadores terminaram com um cenário pouco comum: todas as partidas disputadas até agora acabaram empatadas. Com isso, nenhuma das equipes abriu vantagem na disputa por uma vaga nas quartas de final, deixando as decisões para os confrontos de volta. Já na Sul-Americana, os confrontos tiveram resultados variados, teve até mesmo goleada de 6 a 1 sofrida plo Botafogo contra o Cianciano. Leia em TVT News.

O Fluminense ficou no 0 a 0 com o Independiente Rivadavia, no Maracanã. A equipe brasileira teve dificuldades para criar oportunidades e deixou o estádio sob vaias da torcida. Os argentinos também tiveram chances perigosas durante a partida.

O resultado do time carioca foi o estopim para a demissão do técnico Zubeldia, que já acumulava 8 jogos sem vitórias, somando uma derrrota e sete empates.

Palmeiras e Cerro Porteño empataram em 1 a 1. O time paulista abriu o placar com Flaco López, mas sofreu o empate nos acréscimos, em gol contra de Carlos Miguel. O Palmeiras ainda jogou parte da partida com um jogador a menos após a expulsão de Andreas Pereira. A segunda partida será disputada no Paraguai.

No Mineirão, Cruzeiro e Flamengo também terminaram em 1 a 1. Arroyo marcou para os mineiros, enquanto Paquetá deixou tudo igual para o clube carioca.

O Corinthians segurou o Rosario Central em 0 a 0, na Argentina. O time paulista atuou com um jogador a menos na reta final da segunda etapa, mas conseguiu preservar o resultado.

O Mirassol empatou por 1 a 1 com a LDU. Estudiantes e Universidad Católica também ficaram no 1 a 1, enquanto Platense e Coquimbo Unido repetiram o placar.

O confronto entre Tolima e Independiente del Valle, que completaria a rodada de ida, foi adiado para terça-feira (18) em razão dos terremotos registrados na Colômbia.

Com os resultados, os jogos de volta serão decisivos. Independiente Rivadavia, Universidad Católica, Coquimbo Unido, Cerro Porteño, Flamengo, LDU, Corinthians e Independiente del Valle terão o mando de campo na segunda partida de seus respectivos confrontos.

Resultados dos jogos de ida das oitavas de final da Libertadores

  1. Fluminense 0 x 0 Independiente Rivadavia.
  2. Estudantes 1 x 1 Universidad Católica
  3. Platense 1 x 1 Coquimbo Unido.
  4. Palmeiras 1 x 1 Cerro Porteño.
  5. Cruzeiro 1 x 1 Flamengo.
  6. Mirassol 1 x 1 LDU.
  7. Rosario Central 0 x 0 Corinthians.
  8. O oitavo confronto da fase, entre Tolima e Independiente del Valle, foi adiado para terça-feira (18/8) por causa dos terremotos registrados na Colômbia.

Sul-Americana tem vitória de brasileiros e goleada do Botafogo

Na Copa Sul-Americana, os brasileiros tiveram resultados diferentes. O São Paulo empatou em 1 a 1 com o Bolívar, em La Paz. Arboleda marcou para o clube paulista. A partida de volta será no MorumBIS, e quem avançar enfrentará Boca Juniors ou Deportivo Recoleta nas quartas de final.

O Atlético-MG venceu o RB Bragantino por 1 a 0, fora de casa, e largou na frente na disputa. O Santos também conseguiu vantagem ao derrotar o Macará por 2 a 1, na Vila Belmiro.

Já o Vasco ficou no 0 a 0 com o Olimpia, em São Januário. A equipe carioca precisará buscar o resultado no confronto de volta para avançar.

A situação mais complicada entre os brasileiros é a do Botafogo. O atual campeão brasileiro foi derrotado por 6 a 1 pelo Cienciano, no Peru, em partida disputada a cerca de 3.400 metros de altitude, em Cusco.

O resultado representa a maior goleada sofrida pelo Botafogo em uma partida desde 2010, quando perdeu por 6 a 0 para o Vasco pelo Campeonato Carioca.

Para levar a decisão aos pênaltis, o Botafogo terá de vencer por cinco gols de diferença no jogo de volta. Para avançar diretamente às quartas de final, precisará ganhar por seis gols.

O confronto será disputado no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, na próxima quinta-feira.

A rodada da Sul-Americana ainda terá o confronto entre Santa Fe e River Plate, adiado para quarta-feira (19) em razão do terremoto que atingiu a Colômbia.

Jogos de volta definem classificados

Os confrontos de volta das oitavas de final das duas competições serão disputados na próxima semana. Na Libertadores, todos os classificados seguem indefinidos depois dos empates na primeira partida.

Na Sul-Americana, os resultados criaram situações distintas. Atlético-MG e Santos chegam ao segundo jogo com vantagem, enquanto São Paulo e Vasco precisam vencer ou administrar o resultado conforme o regulamento de cada confronto. O Botafogo, por sua vez, terá de buscar uma reação de grande proporção depois da derrota por 6 a 1.

Pé-de-Meia é política pública importante, mas permanência na escola ainda tem desafios  

O Pé-de-Meia é um programa de incentivo para estudantes do Ensino Médio público voltado a estudantes que são beneficiários do Cadastro Único (CadÚnico) e prevê o pagamento de parcelas mensais no valor de R$ 200 para jovens e adultos que estão matriculados. A TVT News conversou com especialistas para entender qual é avaliação do programa que tem como objetivo manter os alunos na escola. 

O professor de políticas públicas e educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Jonathan Martins, explica que, a política pública aparece quando o estado dá resposta a um problema e, que, o Ensino Médio —que só passou a contar com recursos específicos com o Fundeb em 2009 — é um “grande gargalo na educação”.   

Na pesquisa “Políticas de incentivo financeiro no combate à evasão escolar no Ensino Médio Brasileiro”, da Faculdade de Educação da USP, que Martins realizou em conjunto com outros pesquisadores no pós-doutorado, são avaliadas algumas das experiências de políticas de transferência de renda individual que antecederam ao programa.   

Para o pesquisador, a sociedade não tem dado conta de criar uma escola significativa para a juventude, que garanta empregabilidade quando termina a escola. “Enquanto uma política de assistência social, de transferência de renda, focada na juventude que mais precisa, na juventude em condição de vulnerabilidade social, o Pé-de-Meia faz parte desse conjunto de políticas exitosas brasileiras como o Bolsa Família. Mas enquanto uma política de educação e usa recursos da educação […] esse dinheiro poderia estar sendo usado de uma maneira mais coletiva, porque os problemas de evasão do Ensino Médio não são problemas individuais”, afirmou.

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Incentivo de R$ 200 po mês. Foto: Ângelo Miguel/MEC

Já o professor Gilberto Alvarez, o Giba, diretor do cursinho da Poli, não vê o Pé-de-Meia como uma política de transferência de renda e, para ele, o valor pago de R$200 não é o centro da discussão. “O valor da renda não é uma competição de mercado de trabalho. Ah, lá vou ganhar mais. […] no geral, se você pensar sobre o ‘núcleo familiar’, o núcleo tendo condições de olhar e investir no tempo de preparação para o futuro, a família investe”, avaliou.  

Ele afirma que, antes do primeiro governo Lula, a maioria das turmas do cursinho preparatório da Poli, que atende adolescentes de classe C e D, eram na parte do período noturno, mas conforme o cenário econômico aqueceu, várias famílias começaram a fazer com que os filhos parassem de trabalhar para estudar.  

Ao defender o Pé-de-Meia como política de permanência, ele conta um caso que observou em Macapá, no Amapá. Na época da colheita do açaí, as crianças deixam de estudar para trabalhar e gerar renda para a família. “O Pé-de-Meia, não é para essa criança de 12, 13 anos, obviamente, mas no perfil que o programa atende, ele pode ser uma solução onde a família diga para o estudante ‘não, você não precisa sair esse período da escola porque você está recebendo para estudar’.”   

Segundo Giba, a redução da desigualdade precisa passar pela educação de qualidade. “O jovem receber para estudar é uma nova visão sobre o que nós entendemos no século 20 sobre o fato que a geração de renda só era possível quando a pessoa trabalhava, tinha um emprego […]. Nós precisamos transferir renda diretamente para que o estudante permaneça. É como se fosse o trabalho dele”, ponderou.

Reforma do Ensino Médio

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Em pesquisa, estudantes relatam problemas da escola de tempo integral, como falta de professores./ Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Dados do Censo Escolar mostram que, entre 2024 e 2025, a taxa de abandono no início do Ensino Médio teve uma redução de mais de 40%: de 3,7% para 2,2%. Para o professor da UFRJ, o Pé-de-Meia responde a um pedaço do problema, que são os 42% que evadem da escola por uma questão de renda e que, ao analisar os dados do Censo, apesar da evasão cair como um todo, as taxas de evasão no 3°ano do Ensino Médio permaneceram altas”.  

Martins cita que outra questão que causa a evasão da escola é o fechamento do horário noturno e a forma que a escola em tempo integral tem sido construída após a reforma do Ensino Médio promovida por Michel Temer em 2017. “Estudantes [da pesquisa] relatam que eles não conseguem acessar a escola, que passam o dia todo na escola, às vezes sem professor […], que deveria ter mais aulas de português, mais aulas de história, sociologia, filosofia”.  

Dados do IBGE/ PNAD Contínua, 2024, mostram que a necessidade de trabalhar afasta 42% dos alunos no total, 53,6% dos meninos e 25,1% das mulheres. Mas existem também outros problemas como a falta de interesse em estudar, que afeta 25,1% dos estudantes, além da gravidez que tira 23,4% das mulheres que engravidam da escola.  

Bancarização   

Para Martins, é preciso alertar que os programas de transferência têm o problema da bancarização e levam o estudante de uma posição de cidadão, sujeito de direito, para a posição de um consumidor de uma política pública bancarizada.  No programa Renda Melhor Jovem do Rio de Janeiro depois que recebia o benefício, o estudante virava correntista e o banco vendia para o mesmo um pacote de serviços.

“Precisa passar a lidar com cartão, com conta, com aplicativo, com um conjunto de propagandas e do sistema bancário, sem ter efetivamente uma preparação para lidar com esse dinheiro”, ponderou.

Outro ponto que também está em pesquisa, é que estado de Minas Gerais deixou de pagar R$ 122 milhões para 41 mil estudantes há mais de 10 anos.  Para não ter o mesmo problema com o Pé-de-Meia, o Governo Federal criou um fundo, o FIPEM, a Caixa Econômica Federal é a administradora do Fundo .

Foram estudados na pesquisa dez programas:  Bolsa do Povo Educação (São Paulo, 2021); Renda Melhor Jovem (Rio de Janeiro, 2011); Bolsa Estudante (Santa Catarina, 2022); Todo Jovem na Escola (2021, Rio Grande do Sul); Poupança Jovem (Piauí, 2015); Cartão Escola 10 (Alagoas, 2021); Bolsa Presença (Bahia, 2021); Bolsa Estudo (Goiás, 2021) e Jovem Cidadão (Amazonas 2007).    

Como os jovens enxergam o programa  

O estudante Hamanah Gomes, 17, mora e estuda em Jundiaí (SP) e recebe o Pé-de-Meia desde 2024, e já chegou a trabalhar como jovem aprendiz, mas o trabalho atrapalhava no cuidado do irmão com deficiência.  “Eu não preciso trabalhar, eu consigo ajudar mais a minha mãe aqui em casa, focar mais nos estudos. Então, as minhas notas são boas, tenho uma frequência muito alta na escola na escola. Os trabalhos que eu entrego, geralmente, são de uma qualidade um pouco melhor do que o pessoal que trabalha na sala, [quando o aluno trabalha] dá para perceber que a pessoa fica com a qualidade de estudo um pouco degradada”, contou. 

Hamanah relata que, às vezes, alguns alunos que precisam trabalhar dormem na escola, ou deixam de fazer alguns trabalhos porque estão cansados.  “Às vezes, não fazem porque chegam da escola e já tem que sair para o trabalho ou, até vão direto”, contou. Além de acreditar que o dinheiro ajuda a se manter na escola, ele também pode se manter no cursinho preparatório Lélia Gozales da Rede Emancipa, já que pretende prestar cursos na área de Engenharia da Computação ou ligados à Ciência da Computação.  

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O Pé-de-Meia Licenciaturas é um dos eixos do programa Mais Professores para o Brasil. Foto: Luis Fortes/MEC

O aluno afirma que o dinheiro ajuda a aliviar os gastos da mãe com ele e que usa para pagar a manutenção do aparelho e o plano de internet. “Se eu preciso sair, eu não preciso mais ficar pedindo dinheiro para ela, os gastos com roupa, com alimentação fora de casa é um apoio que ajuda bastante”.  

Todo estudante que é beneficíario do Pé-de-Meia recebe R$ 1.000 no final de cada ano, que só podem ser retirados da poupança após a formatura no Ensino Médio. O plano dele, é utilizar o valor que fica acumulado para dar entrada em um veículo “ou se precisar ajudar aqui em casa”.   

A aluna do Ensino Médio Maria Vitória Fagundes, 17, estudante do período noturno numa escola em Campo Limpo Paulista (SP), também faz cursinho da Rede Emancipa e quer cursar Relações Internacionais.

Ela recebe o Pé-de-Meia desde o início do programa, já que quem fazia parte do Bolsa Família teve a conta criada automaticamente. “No segundo ano [de benefício], como a minha escola é longe da minha casa, esses R$ 200, eu usava como passagem. Agora eu estou guardando”.   

Para Maria Vitória, o dinheiro incentiva a continuar os estudos. “É uma certeza que todo mês aquele dinheiro vai estar na minha conta”. Ela pretende com o montante que vai receber no final do Ensino Médio tirar a carteira de motorista.

A aluna afirma que, alguns alunos apesar de se enquadrarem no programa, acabaram deixando a escola para trabalhar. “Eu conheço gente que o esse valor não foi suficiente, que começou a faltar muito e não perdeu o benefício, mas ele fica bloqueado, não atinge a frequência vai para a escola, mas não o suficiente.”   

Ela também defende que o benefício seja para todos os estudantes de escola pública . “Eu conheço gente que que precisa, amigo meu que precisa, mas não consegue”, observou. 

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MPF apura suposta intimidação policial contra Haddad em São Paulo

O Ministério Público Federal (MPF) abriu apuração sobre a denúncia de uma suposta perseguição e intimidação policial contra o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) e seu motorista. Saiba mais na TVT News.

A Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo determinou diligências para esclarecer o episódio e verificar se houve eventual uso da estrutura policial para intimidar o candidato durante a campanha.

A investigação começou após representação da coligação “Desperta São Paulo”, que pediu a abertura de um Procedimento Preparatório Eleitoral. O procurador regional eleitoral Paulo Taubemblatt deu cinco dias para que a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e a Polícia Militar apresentem informações sobre o caso.

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MPF quer saber se houve ordem para ação policial

A Procuradoria quer que o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, informe se houve ordem, autorização ou anuência para o patrulhamento ostensivo realizado no bairro Planalto Paulista, onde fica a residência de Haddad, em 11 de agosto. Caso tenha havido determinação, a pasta deverá explicar a motivação.

A comandante-geral da PM, coronel Glauce Anselmo Cavalli, também terá de detalhar o policiamento realizado na região. O MPF requisitou o planejamento operacional do batalhão responsável pela área, os itinerários e pontos de estacionamento previstos, além das ordens de serviço emitidas entre 1º e 11 de agosto.

Também deverão ser identificados a viatura envolvida e os policiais que faziam parte da equipe.

Segundo o MPF, os fatos relatados pela coligação podem, em tese, caracterizar “possível prática de abuso dos poderes político e de autoridade”, caso tenha ocorrido utilização da estrutura pública para coagir ou intimidar um candidato.

A abertura da apuração, contudo, não representa uma conclusão sobre a existência de irregularidades. As diligências foram determinadas justamente para esclarecer o que ocorreu.

Procuradoria requisitou imagens de hotel em investigação de possível perseguição policial

O MPF também solicitou as imagens das câmeras de segurança da área pública do Hotel Pullman São Paulo Ibirapuera na noite de 11 de agosto, a partir das 21h40.

O estabelecimento foi citado no relato apresentado à Procuradoria como o local onde teria ocorrido um suposto “cerco intimidatório” ao motorista de Haddad.

A requisição ocorre enquanto a própria Polícia Militar analisa imagens do episódio. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, mais de 40 câmeras foram verificadas e, até o momento, não foram encontradas imagens que comprovem uma abordagem violenta ou intimidatória nos termos descritos pelo motorista.

Os registros analisados pela PM também apontaram divergências sobre o que teria acontecido no Hotel Pullman. Inicialmente, o motorista havia relatado que entrou no estabelecimento. As imagens, porém, mostrariam o Ford Fusion passando em frente ao hotel, sem entrar ou parar, e sem uma viatura acompanhando o veículo naquele momento.

Posteriormente, o motorista corrigiu o relato e apontou outro local como o ponto da suposta abordagem. As imagens obtidas pela PM nessa região também não teriam registrado a parada ou a atuação policial descrita inicialmente.

Caso pode envolver constrangimento e ameaça

A Procuradoria Regional Eleitoral determinou ainda o encaminhamento de uma cópia do caso ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP).

A medida considera que a representação apresentada pela coligação menciona a possibilidade de ocorrência dos crimes de constrangimento ilegal e ameaça, previstos nos artigos 146 e 147 do Código Penal. A eventual investigação criminal desses delitos cabe ao Ministério Público estadual.

A coligação também relacionou o episódio às críticas feitas por Haddad à política de segurança pública do estado durante um debate realizado dois dias antes. A representação levantou a possibilidade de o episódio ter sido uma retaliação institucional.

O MPF determinou que dados pessoais de caráter particular sejam mantidos em sigilo. Ao mesmo tempo, destacou que as providências adotadas têm caráter público em razão da natureza e da repercussão do caso.

Com a necessidade de realizar novas diligências, a Procuradoria prorrogou por 90 dias o prazo de tramitação da notícia de fato.