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Da Redação

EUA emitem ordem para prender Raul Castro

A Justiça dos Estados Unidos emitiu uma ordem de prisão contra o ex-presidente de Cuba Raúl Castro. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (19) pelo procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, em um processo relacionado à derrubada de duas aeronaves em fevereiro de 1996. Leia em TVT News.

Castro é acusado de conspiração para cometer homicídio em primeiro grau. O caso envolve a morte de quatro pessoas que estavam a bordo de aviões da organização Hermanos al Rescate (Irmãos ao Resgate), formada por cubanos exilados nos EUA.

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Acusações envolvem derrubada de aviões em 1996

O episódio ocorreu em 24 de fevereiro de 1996, quando duas aeronaves da organização foram abatidas por caças MiG das Forças Armadas cubanas. Os aviões realizavam operações relacionadas ao monitoramento e ao auxílio de cubanos que tentavam deixar a ilha por via marítima em direção aos EUA.

Segundo a acusação norte-americana, as aeronaves estavam desarmadas e foram interceptadas antes de serem derrubadas sobre águas internacionais, no Estreito da Flórida. Quatro pessoas morreram. Uma terceira aeronave, que transportava José Basulto, fundador e líder da organização, conseguiu escapar.

Na época do episódio, Raúl Castro ocupava o cargo de ministro da Defesa no governo de seu irmão, Fidel Castro.

Governo cubano ainda não havia se pronunciado

Até a última atualização da reportagem, o governo cubano, atualmente comandado por Miguel Díaz-Canel, não havia se manifestado sobre a ordem de prisão.

A decisão foi anunciada em meio à pressão dos Estados Unidos sobre Cuba e às negociações entre os dois países.

Marcelo Aguiar: quem é o deputado bolsonarista preso em SP

O deputado estadual Marcelo Aguiar (PL-SP), que se apresenta publicamente como um político de “valores cristãos” e cantor gospel, foi preso na madrugada desta segunda-feira (19) após disparar uma arma de fogo, em estado de embriaguez, dentro do bar Santo Cupido, no Itaim Bibi, zona sul de São Paulo. Saiba detalhes com a TVT News.

O tiro atingiu de raspão o pé do apresentador Fred Bruno, do Globo Esporte, que se manifestou nas redes sociais e afirmou que “poderia ter acontecido algo muito pior”. Horas antes do episódio, o deputado bolsonarista havia participado de um ato de campanha de Flávio Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista e publicado fotos da presença no evento.

A contradição entre a imagem de cristão dedicado à família e a conduta na noite paulistana expõe o fosso entre o discurso e a prática de um parlamentar que tentou a reeleição em 2026, mas não conseguiu se eleger.

Resumo do caso: o que se sabe sobre Marcelo Aguiar

  • Deputado bolsonarista que se diz cristão é preso depois de fazer disparo em bar
    • Marcelo Aguiar (PL-SP), de 53 anos, foi detido em flagrante após atirar dentro do Santo Cupido Bar, no Itaim Bibi. Ele foi liberado após prestar depoimento, graças à imunidade parlamentar, mas a arma foi apreendida para perícia.
  • Quem é Marcelo Aguiar
    • Cantor gospel, ex-vereador de São Paulo (2008) e ex-deputado federal (2010), assumiu uma cadeira na Alesp em janeiro de 2025 como suplente. Filiou-se ao PL em março de 2026 e integra a bancada evangélica da Casa.
  • Testemunhas dizem que deputado bolsonarista estava mexendo com mulheres e estava bêbado
    • Relatos à polícia apontam que Aguiar estava “absurdamente bêbado”, abordava mulheres no camarote, pegava na mão e tocava os cabelos delas, provocando uma confusão que terminou no disparo.
  • Tiro acertou Fred Bruno, do Globo Esporte
    • O apresentador foi atingido de raspão no pé. O disparo atingiu o tênis que ele calçava, rasgou o calçado e provocou inchaço. Fred Bruno disse que o caso é “muito sério” e que ouviu o disparo e sentiu um “impacto muito grande”.
  • Carro usado por deputado bêbado tinha placa oficial adulterada
    • O veículo BYD preto dirigido por Aguiar usava a placa AL103, da Alesp. No entanto, o registro oficial da Assembleia vincula essa placa a um Toyota Corolla, e não ao carro do deputado. A Alesp abriu apuração interna.

Marcelo Aguiar se diz cristão, mas foi preso, bêbado, em bar

A biografia oficial de Marcelo Aguiar na Alesp o descreve como alguém que “construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com valores cristãos, pela defesa da família e, especialmente, pela proteção das crianças e adolescentes”.

Cantor gospel desde os anos 2000, ele integrou o grupo Renascer Praise e construiu uma carreira artística voltada ao público evangélico antes de se dedicar à política.

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Ficha de Marcelo Aguiar no TSE diz que o deputado é casado. Testemunhas ouvidas pela reportagem do G1 afirmam que ele importunava mulheres em uma casa noturna – Bolsonarista preso em flagrante teve 37.585 votos e ficou na suplência para ser deputado estadual – Reprodução TSE

Na madrugada de segunda-feira, porém, a versão pública do deputado bolsonarista foi confrontada com a realidade dos fatos: testemunhas relataram que ele estava visivelmente embriagado, “mal podia caminhar” e se envolveu em uma confusão dentro do bar após importunar mulheres.

Segundo o boletim de ocorrência, o parlamentar estava em “estado de exaltação” e representava “fundado receio de risco à integridade física própria ou de terceiros”. Após o disparo, ele foi algemado, levado à delegacia e chorou na unidade policial.

Veja imagens da prisão do deputado bolsonarista

Quem é Marcelo Aguiar

Marcelo Theodoro de Aguiar, de 53 anos, é um político com longa passagem pelo Legislativo. Ele começou a carreira artística na música sertaneja, converteu-se ao cristianismo em 2000 e migrou para o segmento gospel, alcançando projeção nacional como integrante do Renascer Praise. Na política, foi eleito vereador de São Paulo em 2008 pelo PSC, com 41.506 votos, e deputado federal em 2010, com 98.842 votos.

Em 2022, disputou uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo e ficou na suplência, com 42.898 votos. Assumiu o mandato em janeiro de 2025, após o titular, Helinho Zanatta (PSD), deixar a cadeira para assumir a Prefeitura de Piracicaba. Na Alesp, integrou a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e presidiu a CPI da Pedofilia. Filiou-se ao PL em março de 2026, em evento que contou com a presença de Valdemar Costa Neto.

Marcelo foi candidato à reeleição pelo PL, em dobrada com outro pastor evangélico e ambos não se elegeram

Nas eleições de 2026, Marcelo Aguiar tentou renovar o mandato na Alesp pelo PL, mas não obteve votos suficientes. Ele recebeu 37.585 votos e ficou como 12º suplente para a próxima legislatura. A candidatura foi feita em conjunto com outro pastor evangélico, mas nenhum dos dois conseguiu se eleger.

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Bolsonarista preso em flagrante teve 37.585 votos e ficou na suplência para ser deputado estadual – Reprodução TSE

Tiro atingiu apresentador do Globo Esporte

O disparo efetuado por Marcelo Aguiar atingiu de raspão o pé do apresentador Fred Bruno, do Globo Esporte São Paulo. Em vídeo publicado nas redes sociais, Fred contou que o tiro atingiu seu tênis, rasgou o calçado e provocou um inchaço no pé. “Eu ouvi o disparo e senti um impacto muito grande no meu pé. Começou a latejar, a queimar. […] Poderia ter acontecido algo muito pior comigo ou com outra pessoa”, declarou.

O apresentador afirmou que não tinha envolvimento com a discussão que antecedeu o disparo e que o caso é “muito sério”. Ele tranquilizou os fãs e anunciou que retornaria ao trabalho no dia seguinte.

Carro do deputado do PL preso por disparar arma em balada de SP tinha placa oficial da Alesp que não consta no registro do Poder Legislativo

Além do disparo, Marcelo Aguiar enfrenta outra suspeita grave. O veículo BYD preto que ele dirigia na noite do ocorrido usava a placa oficial AL103, da Assembleia Legislativa de São Paulo. No entanto, o portal de transparência da Alesp mostra que essa placa está registrada em um Toyota Corolla, carro oficial da Casa e pago com dinheiro público — e não no BYD do deputado.

A Alesp informou que “o veículo apontado pela reportagem não faz parte da frota da Assembleia” e que acompanhará o caso. A Casa abriu apuração interna para investigar a presença das placas oficiais em um carro que não integra sua frota. Segundo o Código Penal Brasileiro, andar com placa falsa configura o crime de adulteração de sinal identificador de veículo, com pena de reclusão de 3 a 6 anos, além de multa.

Deputado Marcelo Aguiar estava ‘xavecando’, ‘pegando na mão’ e ‘encostando’ em mulheres antes de disparo, dizem testemunhas do bar

Testemunhas ouvidas pela polícia relataram que Marcelo Aguiar estava importunando mulheres dentro do Santo Cupido Bar antes da confusão que terminou no disparo. Segundo uma das pessoas que presenciaram a cena, o deputado bolsonarista estava “absurdamente bêbado”, “pegava na mão das clientes, tocava seus cabelos e não parava de incomodá-las”.

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Deputado bolsonarista preso em estado de embriaguez afirma que é um servidor do povo e cristão – Reprodução: site oficial

O parlamentar teria abordado uma mulher que estava acompanhada de amigos. O grupo pediu que ele se afastasse, mas a situação evoluiu para um confronto com outros homens. Durante a briga, Aguiar caiu e a arma disparou — versão que a Polícia Civil investiga como acidental. Uma testemunha afirmou ainda que ele foi “convidado” a se retirar do local e que o confronto começou justamente porque ele não parava de assediar as mulheres presentes.

O deputado é casado e tem dois filhos.

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Ato em São Paulo denuncia interferência da Meta nas eleições brasileiras

Organizações da sociedade civil e movimentos sociais realizam nesta segunda-feira (19), em frente à sede da Meta, em São Paulo, um ato público para denunciar supostas interferências da empresa no processo eleitoral brasileiro. Leia em TVT News.

Com o lema “Meta, não se meta na nossa eleição”, a mobilização cobra transparência na moderação de conteúdos, o fim de restrições consideradas arbitrárias e a reparação de prejuízos atribuídos à plataforma durante a campanha eleitoral de 2026.

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Levantamento da CTRL+Z reúne mais de 1,1 mil relatos de bloqueios, remoções de publicações e queda de alcance; relatos de usuários também mostram favorecimento da Meta AI a pedidos de material eleitoral para Flávio Bolsonaro em detrimento de Lula. Foto: Reprodução/POPtime/X

A manifestação é organizada por CTRL+Z, Código Não Binário, Artigo 19, Diracom, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e Sleeping Giants Brasil. A concentração está marcada para as 16h, com ato previsto das 17h às 20h, no prédio da Baleia (B32), na avenida Brigadeiro Faria Lima, 3732, no Itaim Bibi, zona oeste da capital paulista.

As entidades afirmam que, nas semanas anteriores à mobilização, foram registradas denúncias de suspensões de perfis, remoção de publicações, redução repentina de alcance e restrições de funcionalidades sem explicações claras. Também apontam a veiculação de anúncios eleitorais irregulares pagos com recursos do exterior.

Segundo as organizações, os episódios atingiram especialmente perfis e publicações ligados ao campo progressista e à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para os movimentos, a distribuição desigual de conteúdos nas redes sociais pode comprometer o equilíbrio da disputa eleitoral e limitar o acesso da população a informações políticas.

Levantamento aponta denúncias contra a plataforma

A plataforma De Olho na Meta, que reúne informações públicas sobre a atuação da empresa durante as eleições, compilou 430 notícias publicadas por mais de 200 veículos de comunicação. Desse total, 97 apontam possíveis interferências eleitorais e 46 tratam de desinformação.

O levantamento também indica que nenhum dos dez compromissos assumidos pela Meta perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estaria sendo cumprido integralmente, segundo a avaliação divulgada pelas organizações responsáveis pela mobilização.

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Censura digital nas eleições ganha canal de denúncias diante de prejuízos à campanha de Lula – Foto: Ricardo Stuckert

A preocupação dos movimentos está relacionada ao alcance dos serviços da companhia, que controla plataformas como Instagram, Facebook, WhatsApp, Threads e Meta AI. Conforme os dados apresentados pelas entidades, 70% da população brasileira utiliza o Instagram como principal meio para se informar, enquanto 91% dos brasileiros usam o WhatsApp diariamente.

Nesse cenário, as organizações argumentam que decisões sobre remoção de publicações, suspensão de contas e distribuição de conteúdo têm efeitos que ultrapassam as relações entre usuários e empresas privadas. A atuação das plataformas, afirmam, interfere nas condições de circulação de informações e no debate público durante as eleições.

Organizações cobram transparência e reparação

Além do protesto, as entidades entregaram uma notificação extrajudicial a Conrado Leister, diretor-geral da Meta no Brasil. O documento reúne dez reivindicações relacionadas à moderação de conteúdo, à publicidade eleitoral e à responsabilização da empresa por falhas apontadas durante o processo eleitoral.

Entre as exigências está a publicação de um comunicado no Instagram, em formato de anúncio direcionado a todos os usuários brasileiros, reconhecendo que falhas na distribuição e na disponibilidade de conteúdos durante as eleições prejudicaram usuários e campanhas, especialmente a candidatura de Lula. As organizações também pedem um pedido público de desculpas.

Outro ponto é o bloqueio imediato de anúncios eleitorais ilegais pagos do exterior, acompanhado da divulgação dos valores arrecadados com esse tipo de publicidade e da destinação dos recursos.

As entidades reivindicam ainda a criação de um painel público de transparência, atualizado em tempo real, com informações sobre contas suspensas, publicações removidas e anúncios aprovados ou recusados. Também solicitam um canal de revisão conduzido por pessoas, com respostas rápidas durante o período eleitoral e possibilidade de recuperar contas e conteúdos retirados por manifestações políticas legítimas.

A lista inclui o fim de práticas de redução seletiva de alcance, conhecidas como shadowban, e a exigência de que eventuais restrições sejam acompanhadas de justificativas específicas e mecanismos de contestação.

As organizações também pedem uma auditoria independente dos algoritmos de recomendação, o fim das remoções em massa sem possibilidade de recurso e medidas especiais de proteção a jornalistas, veículos de comunicação, movimentos sociais e entidades da sociedade civil.

Por fim, a notificação solicita que a empresa preserve registros de moderação e dados sobre a distribuição de conteúdos para permitir auditorias pelo TSE, pelo Ministério Público e pela sociedade civil. As entidades defendem ainda uma investigação interna das falhas denunciadas, com divulgação dos resultados e das medidas adotadas.

Entidades questionam atuação do TSE

A mobilização também critica a capacidade de fiscalização das autoridades eleitorais. Segundo as organizações, as resoluções do TSE para as eleições de 2026 estabelecem deveres de cooperação das plataformas para garantir condições equilibradas entre candidaturas.

As entidades afirmam que o tribunal determinou que a Meta não discrimine os candidatos, sob pena de multa diária de R$ 500 mil. Na avaliação dos movimentos, porém, o valor não seria suficiente para produzir um efeito dissuasório diante do faturamento da empresa.

Os dados citados pelas organizações indicam que a Meta recebeu R$ 282 milhões em pagamentos diretos de candidaturas durante as eleições, o maior valor entre as empresas, conforme informações atribuídas ao TSE.

Para os convocantes, a concentração de recursos e de poder de comunicação nas mãos de grandes empresas de tecnologia exige mecanismos de fiscalização capazes de assegurar transparência e igualdade de condições no debate político.

Lula dá entrevista ao SBT Brasil nesta segunda (19)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, concede entrevista ao telejornal SBT Brasil nesta segunda-feira (19), às 19h45. O presidente anunciou a participação nas redes sociais e convocou a população a acompanhar a conversa, na qual pretende apresentar propostas e falar sobre o futuro do país. Leia em TVT News.

Em publicação, Lula afirmou que a entrevista faz parte de sua agenda de diálogo com a população durante a campanha eleitoral. O segundo turno da eleição presidencial está marcado para domingo, 25 de outubro.

A entrevista pode ser acompanhada no link https://www.youtube.com/watch?v=N6-9o8iZmXY.

“E vamos seguir assim: dialogando com o povo brasileiro, apresentando nossas propostas e falando do Brasil que queremos construir”, escreveu o presidente.

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SBT também convidou Flávio Bolsonaro

O SBT organizou entrevistas individuais com os dois candidatos à Presidência que disputam o segundo turno. Lula confirmou presença nesta segunda-feira, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) foi convidado para uma entrevista na quarta-feira (21), mas ainda não havia confirmado participação até a publicação das informações pela emissora.

As sabatinas serão conduzidas pelas jornalistas Basília Rodrigues, Marina Demori e Simone Queiroz. As entrevistas serão exibidas no SBT Brasil, apresentado por Cesar Filho, e posteriormente reprisadas pelo SBT News.

A iniciativa ocorre após o cancelamento do debate presidencial que o SBT planejava realizar nesta etapa da disputa. Em vez de um confronto entre os candidatos, a emissora optou por entrevistas individuais.

Presidente convoca apoiadores para a reta final da campanha

Na mesma publicação em que anunciou a entrevista, Lula pediu que seus apoiadores mantenham a mobilização até o dia da votação. O presidente reforçou o chamado à participação eleitoral na reta final da campanha.

O segundo turno será realizado em 25 de outubro, quando os eleitores escolherão entre Lula e Flávio Bolsonaro para a Presidência da República.

Debate presidencial da Globo será na sexta (23); veja horário e onde assistir

O último debate presidencial antes do segundo turno das eleições de 2026 será realizado pela TV Globo nesta sexta-feira (23), a partir das 21h20, no horário de Brasília. O encontro reunirá o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputam a Presidência da República. Leia em TVT News.

O debate será transmitido ao vivo, diretamente dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, após o Jornal Nacional. A mediação ficará a cargo do jornalista César Tralli. A transmissão também poderá ser acompanhada pela GloboNews e pelo portal g1.

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Onde assistir ao debate presidencial

O público poderá acompanhar o confronto entre os candidatos em diferentes plataformas:

  • TV Globo: transmissão ao vivo após o Jornal Nacional;
  • GloboNews: exibição simultânea;
  • g1: transmissão ao vivo pela internet.

O encontro será o último debate organizado pela emissora antes da votação do segundo turno, marcada para 25 de outubro.

Lula e Flávio já participaram de debate na Band

No domingo (18), os dois candidatos se enfrentaram em um debate promovido pela Band em parceria com o Estadão. O encontro foi marcado por trocas de acusações, provocações e intervenções da organização para conter conflitos entre integrantes das equipes.

O confronto da Globo será o segundo debate direto entre Lula e Flávio nesta etapa da campanha presidencial.

Globo cancelou debate no primeiro turno

A emissora havia cancelado o debate presidencial previsto para o primeiro turno após decisões judiciais alterarem as regras e a composição do encontro. Uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) impediu a exibição de um púlpito vazio e restringiu perguntas de candidatos a um concorrente ausente. Outra decisão, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o convite ao candidato Renan Santos (Missão).

Na ocasião, Lula optou por conceder uma entrevista ao podcast Flow no horário previsto para o debate. Flávio Bolsonaro, que inicialmente havia confirmado presença, também desistiu de participar, alegando interferência judicial nas regras do programa.

Bolsa Família sobe para R$ 691: saiba quem tem direito e como contestar erros

Os pagamentos do Bolsa Família com novos valores começam nesta segunda-feira (19), com o reajuste de 15,04% anunciado pelo governo federal. O valor mínimo garantido por família passa de R$ 600 para R$ 691. A atualização também aumenta os adicionais pagos conforme a composição familiar. A correção foi estabelecida pelo Decreto nº 13.120 e considera a inflação acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026. Leia em TVT News.

Apesar da atualização, nem todas as famílias receberão exatamente o mesmo valor. O total depositado depende da quantidade de integrantes, da presença de crianças e adolescentes e de outras condições previstas nas regras do programa. Por isso, conferir o extrato é importante para identificar possíveis divergências e entender como o benefício foi calculado.

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Quem tem direito ao Bolsa Família?

O programa atende famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) cuja renda mensal por pessoa seja de até R$ 218, desde que cumpram os demais critérios exigidos. Estar inscrito no cadastro, por si só, não garante a entrada automática no programa: a família precisa atender às regras e passar pelo processo de seleção.

Além disso, é necessário manter os dados cadastrais atualizados e cumprir as exigências relacionadas à saúde e à educação, como a frequência escolar de crianças e adolescentes, a vacinação e o acompanhamento pré-natal, quando aplicável.

Quanto cada família vai receber?

Com o reajuste, os valores de referência dos benefícios passam a ser:

  • R$ 691: valor mínimo garantido por família;
  • R$ 164: Benefício de Renda de Cidadania por integrante da família;
  • R$ 173: adicional por criança de até sete anos incompletos;
  • R$ 58: adicional por gestantes, nutrizes e crianças e adolescentes de sete a 18 anos incompletos, conforme as regras do programa.

Os valores não devem ser simplesmente somados sem considerar as regras de cálculo. O benefício complementar garante o piso de R$ 691 quando a soma das parcelas calculadas para a família fica abaixo desse valor.

O que fazer se o dinheiro cair com valor errado?

Se o pagamento vier menor do que o esperado, o primeiro passo é consultar o extrato e conferir a composição do benefício. A diferença pode estar relacionada ao cálculo das parcelas, à atualização dos dados familiares ou a alguma alteração na situação cadastral.

O beneficiário pode consultar as informações pelos canais oficiais da Caixa e do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Se não conseguir esclarecer o motivo, deve procurar o setor responsável pelo Bolsa Família ou pelo Cadastro Único no município.

É importante guardar extratos, comprovantes de atualização cadastral, protocolos de atendimento e outros documentos que ajudem a demonstrar a divergência. Se houver bloqueio, suspensão ou cancelamento que a família considere indevido, ela deve pedir esclarecimentos sobre o motivo e sobre os procedimentos necessários para regularizar a situação.

A existência de uma diferença no pagamento, por si só, não significa que houve irregularidade. Por isso, é importante verificar a justificativa antes de concluir que ocorreu um erro.

Bloqueio ou cancelamento pode ser contestado?

Sim. O beneficiário pode buscar esclarecimentos e solicitar a revisão da situação quando entender que houve um erro. O procedimento depende do motivo registrado para o bloqueio ou cancelamento e das regras aplicáveis ao caso.

A orientação é não ignorar notificações e manter o CadÚnico atualizado. Caso a família não consiga resolver o problema pelos canais administrativos, pode buscar orientação jurídica para avaliar as medidas cabíveis, especialmente quando houver indícios de erro na análise ou no processamento das informações.

Como se proteger de golpes?

Com mudanças nos valores e dúvidas sobre pagamentos, é importante redobrar a atenção a mensagens que prometem liberar parcelas mediante pagamento de taxas ou fornecimento de senhas.

O beneficiário deve utilizar os canais oficiais para consultar o benefício e não compartilhar senhas, códigos de acesso ou dados bancários com desconhecidos. Também não deve clicar em links suspeitos enviados por mensagens que prometam antecipação do dinheiro ou regularização imediata do cadastro.

Renato Galdino, advogado da DAP Advocacia, especialista em Direito Civil, Direito do Consumidor e Direito de Família, orienta que o beneficiário deve conferir as informações do pagamento e buscar os canais oficiais ao identificar qualquer divergência. A orientação é guardar os comprovantes e solicitar esclarecimentos sobre eventuais bloqueios, suspensões ou cancelamentos.

“O beneficiário deve conferir o valor recebido e verificar se ele corresponde à composição familiar e aos benefícios a que tem direito. Se houver divergência, o primeiro passo é procurar os canais oficiais para entender o motivo. Em caso de bloqueio ou cancelamento que considere indevido, é importante guardar os comprovantes, solicitar uma revisão pelos canais competentes e buscar orientação jurídica sobre as medidas cabíveis”, orienta Renato Galdino

A recomendação é que as famílias não deixem de buscar esclarecimentos quando identificarem diferenças no pagamento. Entender o motivo do valor recebido e manter a documentação organizada pode ajudar na regularização do benefício e na defesa dos direitos previstos nas regras do programa.