Agora

Da Redação

Cessar-fogo entre EUA e Irã entra em horas decisivas e retomada do conflito é esperado

O cessar-fogo firmado há duas semanas entre Estados Unidos e Irã está prestes a expirar sem avanços significativos nas negociações diplomáticas. A ausência de um acordo até a noite de quarta-feira (22) pode marcar a retomada de hostilidades em larga escala no Oriente Médio. Entenda na TVT News.

Ultimato de Washington eleva tensão

O presidente Donald Trump afirmou estar pronto para retomar ataques militares caso não haja progresso imediato nas negociações. Segundo ele, o período de trégua foi utilizado para reabastecimento das forças armadas, que estariam “prontas para agir”.

Trump também indicou que não pretende estender o cessar-fogo e mantém como principal exigência a garantia de que Teerã nunca desenvolva armas nucleares, defendendo uma limitação de 20 anos ao enriquecimento de urânio, proposta rejeitada pelo governo iraniano, que pede que a moratória seja de 5 anos.

Irã reage e sinaliza resistência

Do lado iraniano, autoridades reforçam o discurso de resistência. O presidente do parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou em publicação no X que o país preparou “novas cartas no campo de batalha” caso a guerra seja retomada.

Teerã também critica a condução das negociações, alegando que não aceitará dialogar sob ameaças militares ou enquanto persistir o bloqueio naval imposto pelos EUA. Internamente, há uma divisão entre uma ala diplomática, que busca aliviar a crise econômica, e setores mais ideológicos ligados à Guarda Revolucionária, favoráveis à continuidade do confronto.

Negociações travadas em Islamabad

O Paquistão tenta mediar uma nova rodada de negociações em Islamabad, mas o cenário permanece incerto. Representantes estadunidenses, incluindo o vice-presidente JD Vance, são esperados, porém o Irã ainda não confirmou o envio de uma delegação oficial para a reunião.

Teerã acusa Washington de praticar “pirataria armada” após ações navais durante a trégua, como ataques e apreensões de embarcações no Golfo de Omã e no Oceano Índico, incluindo o petroleiro Tifani. Já o governo do presidente Donald Trump sustenta que o Irã violou o cessar-fogo repetidas vezes, citando ataques a navios no Estreito de Ormuz e movimentações consideradas ilegais na região.

>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp 

Estreito de Ormuz e impacto global

No campo militar e econômico, o Estreito de Ormuz segue como principal foco de tensão. O fluxo de navios na rota, vital para o transporte global de petróleo, caiu drasticamente, mantendo os mercados de energia sob pressão e elevando o risco de crise internacional.

A instabilidade também afeta países vizinhos. No Líbano, uma trégua paralela entre Israel e o Hezbollah é considerada frágil e pode colapsar caso o conflito principal seja retomado.

Crise interna agrava cenário no Irã

Dentro do Irã, os efeitos da guerra já são profundos. O país enfrenta um apagão quase total da internet desde fevereiro, enquanto os prejuízos econômicos são estimados em centenas de bilhões de dólares. O aumento no custo de vida e a escassez de recursos ampliam a pressão sobre o governo.

Apesar disso, a população tenta preservar uma rotina de normalidade como forma de evitar o colapso psicológico diante da guerra, mesmo diante do risco iminente de novos ataques.

Contagem regressiva para decisão

Com o prazo do cessar-fogo se aproximando do fim, as próximas 24 horas serão decisivas. Sem um avanço concreto nas negociações, a expectativa predominante é de retomada dos confrontos, já que enquanto Washington sinaliza prontidão imediata para atacar, Teerã reforça que está preparado para responder com maior intensidade. Sem sinais concretos de distensão, analistas avaliam que a chamada “névoa de paz” pode se dissipar com a volta dos combates antes mesmo de qualquer avanço diplomático consistente.

Leia mais notícias na TVT News 

Cármen Lúcia vota para condenar Eduardo Bolsonaro por difamação

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), acompanhou integralmente o voto do relator Alexandre de Moraes para condenar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por crime de difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP). Moraes é o relator da ação penal que está em julgamento na corte e entendeu que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro deve ser condenado a um ano de prisão em regime aberto. O processo foi movido contra Eduardo Bolsonaro após uma postagem nas redes sociais. Saiba os detalhes na TVT News.

Em 2021, Eduardo escreveu que o projeto de lei proposto pela parlamentar paulista para garantir a distribuição gratuita de absorventes íntimos para a população teria o objetivo de atender interesses empresariais de “seu mentor-patrocinador Jorge Paulo Lemann”, acionista de uma companhia que fabrica produtos de higiene pessoal.

Ao votar pela condenação, Moraes entendeu que ficou configurada a difamação contra a deputada. O caso é julgado pelo plenário virtual do Supremo. Até o momento, com a decisão de Cármen seguindo o relator, o julgamento conta com dois votos favoráveis à condenação. O prazo para o julgamento termina no dia 28 de abril. Faltam os votos de oito ministros.

>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp

Durante a tramitação do processo, a defesa de Eduardo Bolsonaro disse que as declarações foram feitas no âmbito da imunidade parlamentar.

Na noite desta segunda-feira (20), em postagem nas redes sociais, o ex-deputado publicou imagens do casamento de Tabata Amaral com João Campos, prefeito do Recife, em uma cerimônia da qual participou, como convidado, o ministro Alexandre de Moraes.

“Na mesma imagem, a autora do processo contra mim (Tabata) e o ‘juiz’ (Moraes) que me condenou a um ano de prisão + multa, tudo no casamento dela!”, escreveu o deputado. “Isso que se tornou o Brasil com a associação Lula-Moraes. Já imaginou ser condenado por um juiz amigo daquela que te processa?”, acrescentou.

Tabata Amaral não se manifestou publicamente sobre o andamento da votação no STF.

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o ano passado e perdeu o mandato por acumular faltas às sessões da Câmara dos Deputados.

Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil

Lula: é preciso “dar logo” Nobel da Paz à Trump para encerrar guerras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (21) que é preciso “dar logo” o Prêmio Nobel da Paz ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que se possa acabar com as guerras no mundo. Saiba os detalhes na TVT News.

“A gente vê, todo santo dia, declarações – que eu não sei se são brincadeira ou não – do presidente Trump dizendo que já acabou com oito guerras e que ainda não ganhou o Prêmio Nobel da Paz”, disse, em declaração à imprensa durante visita à Portugal.

“É importante que a gente dê logo um Prêmio Nobel para o presidente Trump para não ter mais guerra. Aí, o mundo vai viver em paz, tranquilamente”, completou Lula.

Nações Unidas

Assim como em outros discursos recentes em sua agenda internacional, o presidente destacou que o mundo registra atualmente a maior quantidade de conflitos desde a 2ª Guerra Mundial. “E não há uma única instituição capaz de falar a palavra ‘paz’”.

“Todo mundo sabe que eu sou defensor do multilateralismo. Todo mundo sabe que sou inimigo do unilateralismo e do protecionismo. Todo mundo sabe que nós estamos numa jornada pelo mundo para fazer mudanças no Conselho de Segurança das Nações Unidas.”

Segundo Lula, as alterações seriam direcionadas especificamente ao estatuto das Nações Unidas, “para dar a ela o sentido de existência para o qual foi criada em 1945.”

“Não é possível que você não tenha nenhuma instituição capaz de contemporizar, harmonizar e acabar com a quantidade de guerras que temos no mundo hoje”, acrescentou Lula.

O presidente está em viagem oficial à Europa, onde já passou pela Espanha e Alemanha. Após compromissos em Portugal, ele retorna a Brasília.

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

Lula participa do podcast Calma Urgente em Barcelona

Na noite desta segunda (21) foi ao ar mais um episódio do podcast brasileiro de política, o Calma Urgente, e, dessa vez, com participação especial do presidente Lula. A equipe do Calma está em Barcelona, onde Lula cumpria agenda antes da visita a Alemanha. Leia em TVT News.

VEJA O EPISÓDIO COMPLETO AQUI

Calma Urgente é um podcast brasileiro de política nacional, internaconal e atualidades. Geralmente, o programa é apresentado por Alessandra Orofino, Bruno Torturra e Gregorio Duvivier, mas nessa edição de Barcelona Miguel Lago está como apresentador convidado no lugar de Duvivier.

Leia a entrevista na íntegra do Calma Urgente com Lula

Bruno Torturra do Calma Urgente: Um sonho mais baixo da esquerda não teria aberto espaço para uma extrema-direita?

Lula: Pode ser, mas deixa eu te explicar uma coisa, quando foi criado o Fórum Mundial Social, desde aquele encontro de Porto Alegre, a gente cometeu alguns erros. Primeiro, deveria ter sido fixado em Porto Alegre, por uma questão simbólica. Outro dado é o seguinte, o Fórum Social não tinha uma meta, parecia mais um shopping center de produto ideológico, sem nenhuma responsabilidade. Era preciso ter uma sequência, ele deveria determinar meta para ele mesmo (…).

Eu ainda acredito e brigo todo dia para manter a tese de que outro mundo ainda é possível. Uma coisa é quando você governa com um horizonte sabendo o que você pode fazer na prática, porque governar é uma correlação de forças que te permite governar. Voicê tem que levar em conta um poder judiciario, o congresso nacional, a organização da sociedade para ir construindo as coisas. Se você analisar o que aconteceu com o Brasil nesses três anos que estou no poder, você pode dizer, do ponto de vista de conquistas, foi muito mais do que no meu primeiro e segundo mandato de 2010.

A diferença é que naquele tempo era a primeir vez, agora nós tivemos que reconquistar para fazer a mesma coisa porque eles tinham destruido o que nós fizemos. Quando nós voltamos nós tivemos que reconstruir Ministério do Trabalho, dos Direitos Humanos, da Mulher (…) Temer e Bolsonaro acabaram com isso. Eu dou sempre um exemplo, quando eu cheguei em 2023 o Ibama tinha 700 funcionários a menos do que eu deixei em 2010. E nós fizemos uma coisa, nós aumentamos o número de ministérios sem aumentar o número de funcionários que foi o jeito que nós encontramos para o Congresso aprovar. Depois disso, nós começamos a trabalhar, como a gente já tinh experiência de algumas coisas que nós já tínhamos feito no primeiro mandato, ficou mais fácil a gente reconstruir.

Hoje, nós temos menor inflação acumulada em 4 anos da história do nosso país. Hoje, nós temos a maior massa salarial no Brasil e o menos desemprego. Isso tudo ainda é pouco diante da necessidade do povo, eu sei que o povo precisa de mais. A nossa tarefa é dizer para o povo que a única forma de avançar é não deixar que destruam novamente o que a gente construiu, porque se destruir, vamos ter que reconstruir tudo isso outra vez. Esse é um dos problemas do Brasil, que não se tem continuidade nas políticas públicas. Tem 7 mil casa do Minha Casa Minha Vida que começou no governo da Dilma que tava paralisada (…).

Eu não faria política se eu não acreditasse que outro mundo é possível.

Qual motivo você acha então que imaginário de um novo mundo está na extrema-direita hoje?

Lula: O que está na mão da extrema-direita é um outro mundo destrutivo, ou seja, o que eles querem é destruir. Veja o que está aocntecendo em todos os países que eles ganharam as eleições. Veja nos Estados Unidos. O que está faltando para nós é fazer o debate que deve ser feito. Nós nas redes digitais estamos aquém deles, eles se prepararam muito mais, eles montaram umaa máquina de contra mentira, que é muito mais fácil. (…) Então a gente tem que fazer esse debate político publicamnete, ao mesmo tempo a gente tem que trabalhar em uma perspectiva em que a verdade se sobrepõe a mentira.

Alessandra Orofino do Calma Urgente: O senhor tem feito declarações duras sobre as Big-Techs, e o Brasil tem tentado avançar no sentido de regulalá-las melhor e isso tem gerado inclusive uma série de ameaças por parte da admnistração do Trump (…). Você acha que o Trump estava blefando?

Lula: Acho que nós temos que avaliar as possibilidades da gente fazer a reforma necessária ou a reforma que você pode fazer, porque para fazer a reforma é necessário mandar um projeto de lei para o Congresso Nacional. No primeiro ano do meu mandato tinha um PL e o Orlando Silva era relator e isso não andou, porque se tiver uma maioria que é contra isso não anda no Congresso. (…)

Mas vejas qye interessante, a Eca digital foi uma revolução, é uma coisa que os mais otimistas jamais iaginaram que poderíamos fazer. Houve uma coisa que foi muito interessante que foi a criatividade da sociedade civil (…). A gente estava na China conversando com o Xi Jinping quando a Jana levantou o tema sobre o Tik Tok e a violênia contra meninas e foi muito criticada, pois achavam que ela não deveria ter dito isso para o Xi Jinping. Depois um companheiro falou e teve uma repercussão e a sociedade se juntou, o próprio congresso se uniu e votou uma PEC extraordinária.

O que nós temos que ocnvencer a sociedade é que a regulação você não está proibindo as pessoas de falarem, não tem nada a ver com liberdade de expressão. O que você não pode é permitir que seja liberado na rede digital que você cometa um crime que não pode cometer na vida real. Um crime na rede digital é tão crime quanto um crime cometido na vida real. Então o que nós queremos é que as pessoas tenham responsabilidade. A plataforma tem que ter responsabilidade, ela não pode colocar qualquer conteúdo que ela quiser, ela não pode colocar conteúdo incentivando a violência contra a mulher, a violência entre os jovens, não pode. Se a gente quiser criar uma sociedade mais humana, mais fraterna, mais justa, a gente não pode deixar isso acontecer. (…)

É até prudente que as mães parem de colocar as fotinhos de seus filhinhos bonitinhos nas telas dos celular. Porque os bandidos pegam aquela fotografia e fazem o que quiser com ela. Então é no sentido de proteção. Que mundo a gente quer criar? Então eu quero regular, acho que nós temos que regular e vamos regular da forma possível (…). As pessoas têm que assumir responsabilidade igual na vida real, ou seja, não pode ter promiscuidade. Você não pode permitir a divulgação de mentira, porque você pode quebrar uma empresa, um sistema financeiro (…).

A gente não quer ter o controle, a gente quer ter regulação das redes digitais. A sociedade civil precisa estar satisfeita com as redes…

Bruno Torturra do Calma Urgente: Tem a questão do que pode ser dito e do uso criminal [das redes], mas tem o fato de que elas são gigantescas e tem uma força maior do que uma força de Estado. E aí você não acha que esse é um desafio político de outra ordem, que não se trata apenas de regulá-las…

Lula: Eu acabei de dizeer agora num encontro com um chefe de Estado que

***Esta matéria está sendo atualizada

Empresa dos EUA compra mineradora brasileira de terras raras

A empresa brasileira Serra Verde, que atua com mineração de terras raras, foi adquirida pela empresa USA Rare Earth (USAR), mineradora norte-americana, em negociação equivalente a cerca de US$ 2,8 bilhões. A compra foi anunciada nesta segunda-feira (20) pelas companhias. Saiba os detalhes na TVT News.

Serra Verde opera a mina de Pela Ema, em Minaçu (GO), a única mina de argilas iônicas ativa do Brasil, em produção desde 2024. É também a única produtora das quatro terras raras pesadas mais críticas e valiosas fora da Ásia: Disprosio (Dy), Térbio (Tb) e Ítrio (Y). Mais de 90% da extração de terras raras mundiais são realizadas na China. 

Os materiais são usados para fabricação de ímãs permanentes utilizados em veículos elétricos, turbinas eólicas, robôs, drones, aparelhos de ar-condicionado de alta eficiência, como nas áreas de semicondutores, defesa, nuclear e aeroespacial.

>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp

De acordo com a mineradora brasileira, o negócio possibilitará a criação da maior empresa global do ramo. A produção em Goiás está em fase um e ainda é considerada modesta, mas a expectativa é dobrar em 2030.

“As operações de mineração e processamento da Serra Verde terão um papel central no estabelecimento da primeira cadeia de suprimentos de terras raras da mina ao ímã fora da Ásia, quando combinadas com as capacidades de mineração e “downstream” da USAR”, informou o grupo Serra Verde, em declaração ao mercado.

Contrato de 15 anos

O contrato prevê o fornecimento de 15 anos para abastecer uma Empresa de Propósito Específico (“SPV”), capitalizada por diversas agências do governo dos Estados Unidos, bem como por fontes de capital privado, para 100% de sua produção da Fase I com preços mínimos garantidos para as terras raras magnéticas.

“O Acordo de Fornecimento proporciona fluxos de caixa seguros e previsíveis para a Serra Verde, reduzindo riscos, apoiando investimentos e apoiando seu desenvolvimento com sucesso”, afirma a nota do USAR.

Segundo o comunicado, o acordo possibilitará a criação de “uma empresa multinacional líder em terras raras de mineração de mina ao ímã, com oito operações, no Brasil, EUA, França e Reino Unido e com capacidades operacionais ativas em toda a cadeia de suprimentos de terras raras leves e pesadas, incluindo mineração, processamento, separação, metalização e fabricação de ímãs.” 

“Esses marcos são um ponto positivo significativo para o Brasil e demonstram a capacidade do país de desempenhar um papel de liderança no desenvolvimento das cadeias globais de suprimentos de terras raras. As garantias de fornecimento, assim como a combinação com a USAR, validam a qualidade da Serra Verde: nossa operação única, nossos colaboradores e seu compromisso com práticas responsáveis”, disse Ricardo Grossi, presidente da Serra Verde Pesquisa e Mineração e COO do Grupo Serra Verde.

O mercado recebeu bem o anúncio. Por volta das 15h30, as ações da USAR na Nasdaq registravam alta de mais de 8%. A aquisição mantém a equipe da empresa brasileira, com dois de seus executivos incorporados na diretoria da USAR, Sir Mick Davis e Thras Moraitis, respectivamente o Presidente do Conselho e o CEO do Grupo Serra Verde.

Em vários discursos, Donald Trump tem abordado a questão das terras raras e criticado a dependência mundial da produção chinesa, o que tem gerado divergências com Pequim. 

Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil

Preço do petróleo dispara com tensão entre EUA e Irã e risco no Estreito de Ormuz

Os preços internacionais do petróleo voltaram a subir com força diante da deterioração das negociações entre Estados Unidos e Irã, incitando temores de uma crise de abastecimento global. A escalada ocorre às vésperas do fim do cessar-fogo temporário entre os dois países e em meio à paralisação do tráfego no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Entenda na TVT News.

Na segunda-feira (20), o barril do tipo Brent avançou 5,64%, fechando a US$ 95,48, enquanto o WTI, referência dos EUA, subiu 6,87%, a US$ 89,61. A alta reverte parte da queda de 9% registrada dias antes, quando havia expectativa de manutenção da trégua e normalização do fluxo marítimo.

Cessar-fogo ameaçado pressiona mercados

O acordo de cessar-fogo de duas semanas, deve expirar na noite de quarta-feira (22), sem sinais concretos de renovação. Trump já classificou a extensão como “altamente improvável” e reiterou que o bloqueio aos portos iranianos será mantido.

Do lado iraniano, autoridades rejeitam negociar sob pressão. O Parlamento do país afirma que não aceitará condições impostas e acusa Washington de minar a trégua com ações militares e econômicas contínuas.

>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp 

Estreito de Ormuz opera quase paralisado

O ponto mais crítico da crise está no Estreito de Ormuz, que enfrenta um cenário descrito como “bloqueio duplo”. Dados recentes indicam que apenas três embarcações cruzaram a região em um intervalo de 12 horas, um volume drasticamente inferior ao normal.

A tensão se agravou após forças norte-americanas apreenderem um navio iraniano sob suspeita de transportar materiais de uso dual (civil e militar). Teerã reagiu classificando a ação como “pirataria armada” e ameaçou retaliação, inclusive com o uso estratégico do estreito como instrumento de pressão.

Volatilidade deve continuar

Especialistas apontam que o movimento recente dos preços reflete mais o risco geopolítico do que fundamentos tradicionais de oferta e demanda. A tendência de alta pode persistir caso o cessar-fogo não seja renovado e haja intensificação do conflito.

Por outro lado, mesmo um eventual acordo diplomático de última hora não garantiria alívio imediato nos preços. A normalização do fluxo de petróleo levaria tempo, mantendo o mercado sob pressão no curto e médio prazo.

Leia mais notícias na TVT News