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Da Redação
José Dirceu está em boas condições após fim do 1° ciclo de quimioterapia
O ex-ministro José Dirceu tem alta após completar primeiro ciclo de quimioterapia, diz boletim médico. Leia em TVT News.
Dirceu tem alta após completar primeiro ciclo de quimioterapia
O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) teve alta nesta terça-feira (19) após completar o primeiro ciclo de tratamento da quimioterapia. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde 10 de maio.
Em março, Dirceu anunciou, em visita a Campinas (SP), a candidatura a deputado federal para as eleições deste ano.
Confira a íntegra do boletim médico sobre o estado de saúde de José Dirceu
Confira ao boletim médico divulgado pelo Hospital Sírio-Libanês.
Boletim Médico – José Dirceu de Oliveira e Silva
19/05/2026 às 16h01
O paciente José Dirceu de Oliveira e Silva recebeu alta hoje, dia 19/05/2026, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ele completou o seu primeiro ciclo de tratamento quimioterápico, sem intercorrências e segue em boas condições gerais.
O paciente está sob os cuidados do Prof. Dr. Raul Cutait, do Prof. Dr. Roberto Kalil e do Dr. Celso Arrais.
Dr. Luiz Francisco Cardoso
Diretor de Governança Clínica
Dr. Álvaro Sarkis
Diretor Clínico

Em 15 maio, José Dirceu foi diagnosticado com linfoma
Em 15 de maio, o ex-ministro José Dirceu foi diagnosticado com linfoma. Segundo boletim médico divulgado na data, pelo Hospital Sírio-Libanês, ele se encontrava em boas condições clínicas e permaneceria internado para iniciar o tratamento específico.
José Dirceu estava internado desde o último domingo (10), quando a doença foi detectada durante a realização de exames gerais. Ele é atendido pela equipe dos médicos Raul Cutait, Roberto Kalil e Celso Arrais.
Ministro da Casa Civil durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2003 e 2005, Dirceu já foi eleito três vezes deputado federal e presidiu o Partido dos Trabalhadores (PT) entre 1995 e 2002.
Atualmente, José Dirceu é pré-candidato a deputado federal.
Confira a entrevista do deputado Zeca Dirceu ao jornal TVT News Primeira Edição
Em entrevista ao jornal TVT News Primeira Ediçao, o deputado Zeca Dirceu, filho do ex-ministro José Dirceu, fala sobre a votação do fim da escala 6×1 na comissão especial da Câmara dos Deputados e também sobre o tratamento do pai. Acompanhe alguns trechos da entrevista:
PL vê prazo de 15 dias para decidir futuro de Flávio Bolsonaro após escândalo com Vorcaro
A crise provocada pelas revelações da série “VAZA FLÁVIO”, publicada pelo The Intercept Brasil, já produz efeitos concretos dentro do PL e ameaça abalar a pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro para 2026. Segundo reportagem publicada pelo jornal O Globo, integrantes da cúpula da legenda estabeleceram um prazo informal de 10 a 15 dias para avaliar se o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro terá condições políticas de manter sua candidatura diante do desgaste provocado pela relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Saiba mais na TVT News.
A avaliação interna ocorre em meio ao temor de que novas revelações venham à tona e aprofundem ainda mais o desgaste do núcleo bolsonarista. Nos bastidores, dirigentes do partido demonstram desconfiança sobre as versões apresentadas até agora por Flávio e seus aliados. O senador admitiu nesta semana que visitou Vorcaro após a prisão do banqueiro, no fim de 2025, fato que não havia sido comunicado anteriormente sequer a integrantes do próprio partido.
Segundo o relato de Flávio, o encontro teria ocorrido para colocar um “ponto final” nas negociações envolvendo o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. A obra está no centro das investigações reveladas pelo Intercept, que apontam negociações de até US$ 24 milhões — cerca de R$ 134 milhões na cotação da época — junto ao então controlador do Banco Master.
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A Polícia Federal investiga suspeitas de irregularidades envolvendo os repasses ligados à produção do longa, incluindo possíveis transferências para estruturas financeiras nos Estados Unidos associadas ao deputado cassado Eduardo Bolsonaro. Reportagens recentes também mostraram que Eduardo exercia funções de gestão financeira e produção-executiva do projeto, apesar de ter negado publicamente participação administrativa no filme.
Dentro do PL, o temor é que novos documentos, mensagens ou contratos contradigam diretamente a narrativa construída pelo senador de que sua relação com Vorcaro esteve limitada apenas ao financiamento do filme.
A reportagem de O Globo aponta que o clima entre parlamentares da legenda piorou após Flávio reunir cerca de 70 deputados e senadores em Brasília para prestar esclarecimentos. Segundo relatos, aliados cobraram explicações mais detalhadas e questionaram se ainda há fatos desconhecidos que possam atingir a legenda nas próximas semanas.
O senador chegou a pedir desculpas aos colegas por não ter revelado anteriormente detalhes de sua relação com Vorcaro. Ainda assim, o encontro não dissipou completamente o mal-estar interno. Parte da bancada considera que a condução política da crise foi desastrosa e que as versões desencontradas dadas por Flávio, Eduardo Bolsonaro, Mario Frias e produtores do filme agravaram a perda de credibilidade.
Nos bastidores, dirigentes do partido já discutem cenários alternativos caso a candidatura de Flávio se torne inviável. Entre os nomes cogitados aparecem Michelle Bolsonaro, Tereza Cristina e Rogério Marinho, atual coordenador da pré-campanha do senador.
Apesar disso, aliados próximos de Jair Bolsonaro ainda insistem publicamente na manutenção da candidatura. Rogério Marinho afirmou ao Globo que “não existe nenhuma chance de Flávio ser substituído”. Já o pastor Silas Malafaia admitiu preocupação com o impacto do caso junto ao eleitorado evangélico. Segundo ele, o apoio pode esfriar “se tiver comprovação de que recebeu dinheiro para mais coisa que o filme”.
O desgaste político já aparece também nas pesquisas eleitorais divulgadas após a explosão do escândalo.
Pesquisas apontam impacto na candidatura de Flávio Bolsonaro
Levantamento Atlas/Bloomberg mostrou que a divulgação dos áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro provocou uma forte deterioração da imagem do senador junto ao eleitorado moderado. Segundo os dados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu vantagem de sete pontos percentuais sobre Flávio em eventual segundo turno. A pesquisa apontou Lula com 48,9% contra 41,8% do senador do PL.
O mesmo levantamento revelou que 51,7% dos entrevistados consideram que a conversa entre Flávio e Vorcaro indica envolvimento direto do parlamentar com o escândalo do Banco Master. Outros 45,1% classificaram a pré-candidatura do senador como “muito enfraquecida” após as denúncias.
Já a pesquisa Vox Brasil, divulgada nesta quarta-feira (20), reforçou a tendência de deterioração eleitoral do filho de Bolsonaro. O instituto apontou Lula com 46,8% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 38,1% de Flávio Bolsonaro. Segundo o levantamento, o senador perdeu 5,7 pontos percentuais após a repercussão do caso envolvendo Vorcaro.
Além das investigações sobre financiamento privado do filme, o núcleo bolsonarista também enfrenta pressão crescente no Supremo Tribunal Federal. O ministro Flávio Dino determinou a abertura de apuração preliminar para investigar o envio de emendas parlamentares para entidades ligadas à produtora Go Up Entertainment, responsável por “Dark Horse”.
Levantamentos divulgados nesta semana apontam que deputados federais, estaduais e vereadores ligados ao PL e a partidos aliados destinaram quase R$ 8 milhões em recursos públicos para organizações vinculadas ao ecossistema da produção cinematográfica.
Enquanto tenta reorganizar sua estratégia política, Flávio busca reforçar agendas públicas e ampliar encontros com empresários e lideranças regionais. Nesta quinta-feira, o senador segue para São Paulo, onde deve participar de reuniões com representantes do mercado financeiro na Faria Lima.
Dentro do PL, porém, cresce a percepção de que os próximos dias serão decisivos para determinar se o projeto presidencial do clã Bolsonaro sobreviverá à crise provocada pela relação com Daniel Vorcaro.
ONG de produtora de “Dark Horse” tem R$ 16,5 milhões em notas irregulares em contrato com a prefeitura de São Paulo
Instituto Conhecer Brasil, ONG de produtora de “Dark Horse”, que possui um contrato milionário com a Prefeitura de São Paulo, apresentou ao menos R$ 16,5 milhões em documentações fiscais irregulares. A apuração foi feita pelo G1, que indicou que o montante foi incluído nas prestações de contas entregues à administração comandada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) para a comprovação de gastos vinculados ao programa municipal de fornecimento de sinal de internet pública. Leia em TVT News.
A ONG Instituto Conhecer Brasil é gerida pela jornalista e empresária Karina Ferreira da Gama. Ela é a proprietária da Go Up Entertainment, a produtora de conteúdo audiovisual encarregada do desenvolvimento do filme biográfico “Dark Horse”, produção cinematográfica estruturada em homenagem à trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com os documentos obtidos pelo G1, a prestação de contas entregue ao funcionalismo municipal inclui a utilização de notas fiscais que figuram como canceladas no sistema informatizado do próprio município, faturas comerciais sem valor tributário regulamentar e recibos emitidos pela própria ONG direcionados a si mesma, cobrindo o período de junho de 2024 a dezembro de 2025.
O termo de cooperação assinado com a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) possui o valor global de R$ 108 milhões e estipulava a instalação de 5 mil pontos de wi-fi gratuito em territórios periféricos da capital paulista até o mês de junho de 2025. Contudo, os dados atualizados apontam que apenas 3.200 pontos de acesso foram efetivamente implantados, motivando a assinatura de três termos aditivos que postergaram o prazo final de entrega das estruturas tecnológicas.
O contrato e a contabilidade da entidade viraram alvo de apurações na esfera criminal e civil por parte do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil.
Faturas sem validade fiscal e movimentações sequenciais
A auditoria documental efetuada pelo G1 expôs que, durante o ano de 2024, o Instituto Conhecer Brasil subcontratou a firma Make One Tecnologia Digital Ltda. com o objetivo de realizar a locação de componentes eletrônicos.
No momento de realizar a comprovação contábil dos gastos perante a fiscalização da Prefeitura de São Paulo, a direção da organização não governamental utilizou quatro faturas comerciais para atestar a despesa de R$ 8,5 milhões, abdicando do envio das respectivas notas fiscais.
Do ponto de vista normativo, faturas comerciais não possuem peso de documento fiscal devido à ausência de recolhimento dos impostos incidentes sobre a prestação do serviço.

A análise técnica dos papéis identificou que os documentos foram gerados sob numeração sequencial imediata. Além disso, três dessas faturas foram emitidas na mesma data, compartilhando idêntico dia de vencimento financeiro, embora ostentassem valores nominais distintos.
Em esclarecimento sobre a metodologia adotada, a gestora da organização declarou que as regras vigentes dão suporte à utilização de recibos simples para a tipicidade daquele serviço de locação.
No entanto, a apuração do G1 localizou notas fiscais emitidas pela mesma empresa Make One Tecnologia Digital Ltda. para comprovar serviços semelhantes de aluguel e manutenção de hardware direcionados à Prodam (Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Município de São Paulo). No caso referente à Prodam, os papéis contêm o código de verificação municipal e a descrição das alíquotas de tributos retidos.
Notas fiscais canceladas são localizadas na prestação de contas
A pesquisa nos bancos de dados da administração de São Paulo constatou o emprego de notas fiscais que foram anuladas pelos emissores logo após a sua geração, mas que seguiram compondo as pastas de prestação de contas da parceria pública. Um dos casos envolve a firma Complexsys Soluções Integradas Ltda., cujo proprietário é o empresário André Feldman, que mantém registros em redes digitais ao lado da presidente da ONG.
No mês de novembro de 2025, a Complexsys gerou uma nota fiscal eletrônica estipulada em R$ 2 milhões por atividades de vistoria e reparação técnica em redes e equipamentos.
A consulta aos sistemas da Secretaria de Finanças demonstrou que o documento fiscal foi cancelado em 6 de novembro de 2025, na mesma data de sua emissão inicial. Apesar do cancelamento sistêmico, o papel foi encartado na documentação de comprovação de despesas apresentada pela ONG à prefeitura em fevereiro de 2026.

A firma pertencente a André Feldman possui também contratos de prestação de serviços com o gabinete do deputado federal Mario Frias (PL). O congressista atua no papel de produtor-executivo do longa-metragem “Dark Horse”, cuja produção executiva foi financiada 90% pelo dinheiro do Banco Master e é de responsabilidade da Go Up Entertainment, de Karina Gama.
O padrão de utilização de notas fiscais canceladas repetiu-se em movimentações comerciais com a empresa JR Feijão Ltda., sediada no estado do Ceará, contratada para fornecer locação de maquinários. A entidade incluiu três notas da empresa que somam R$ 406 mil na contabilidade de 2024.
O documento de maior valor financeiro, de R$ 199,4 mil, foi emitido em 10 de abril de 2025 e cancelado no dia 16 de abril de 2025 no Portal da Nota Fiscal Eletrônica. Os gestores da JR Feijão não foram localizados para comentar as anulações.
R$ 1,4 milhão em notas da ONG que tinham como destino a própria ONG
Sabe aquele meme do homem aranha em que um aponta ao outro? Três notas fiscais da ONG da produtora do filme “Dark Horse” sobre Bolsonaro que inidicam autofaturamento nos lembram essa cena. Em suma: trata-se de uma nota emitida pela empresa que tem como destino a própria empresa. Parece estranho, né?

A contabilidade do Instituto Conhecer Brasil apresentou ainda notas fiscais emitidas pelo próprio CNPJ da organização que tinham como destinatário a própria instituição, caracterizando um processo de autofaturamento. Três documentos emitidos sob essa condição foram anexados para justificar despesas operacionais do projeto de internet que atingem R$ 1,4 milhão.
Um relatório técnico elaborado pela Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia, datado de 26 de fevereiro de 2026 e assinado pelos diretores de área Marcia Soares de Sousa e João Paulo Santana de Jesus, apontou a irregularidade formal dos documentos.
O relatório técnico indicou também a ocorrência de pagamentos efetuados em duplicidade que atingiram o montante de R$ 925 mil.
De acordo com o texto do parecer da diretoria técnica da prefeitura: “Notas fiscais consideradas indevidas; pois a instituição não pode emitir nota para si própria.
Verifica-se que a Organização da Sociedade Civil não promoveu a restituição integral dos valores glosados dentro do exercício analisado, tampouco sanou todas as inconformidades apontadas pela área técnica SMIT/CID/DFD, em descumprimento às disposições da Lei nº 13.019/2014 e do Decreto Municipal nº 57.575/2016.
A permanência de valores expressivos pendentes de devolução caracteriza irregularidade grave na execução financeira da parceria, comprometendo a regularidade da prestação de contas”.
Apesar das ressalvas e falhas apontadas, os diretores e o secretário municipal de Tecnologia, Humberto de Alencar, deram parecer favorável à aprovação das contas com restrições, vinculando a continuidade à devolução integral de R$ 930.256,87 aos cofres públicos.
Segundo o posicionamento oficial da prefeitura, a ONG realizou o depósito do valor cobrado, o que permitiu o prolongamento da parceria para a execução dos 1.800 pontos remanescentes.
Subcontratação de empresa de empresário preso por feminicídio
As investigações jornalísticas do G1 expuseram problemas na formalização do contrato derivado firmado entre a ONG e a prestadora de serviços Favela Conectada Serviço e Tecnologia Ltda., orçado no valor total de R$ 12 milhões.
Alex é acusado de jogar ex-esposa de prédio
O sócio-fundador da empresa é Alex Leandro Bispo dos Santos, que acabou detido pela polícia em fevereiro sob a acusação de cometer feminicídio contra sua companheira.
No documento original de contratação arquivado pela organização, o representante da empresa foi qualificado apenas pelo prenome “Alex”, omitindo a inclusão de dados básicos obrigatórios como o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), cédula de identidade ou sobrenome completo.
A Favela Conectada executou a implantação de 900 pontos de sinal de internet nas comunidades paulistanas e captou mais de R$ 2 milhões até dezembro de 2025. O vínculo contratual foi denunciado pelos veículos The Intercept Brasil e Metrópoles no final de 2025, quando o empresário já era investigado pela Polícia Civil.
Após os desdobramentos policiais e as denúncias veiculadas na mídia, os dados da Junta Comercial de São Paulo (Jucesp) registraram que a sociedade da empresa foi alterada em janeiro, saindo do controle de Alex Leandro e passando para a titularidade de Tatiane Camargo de Oliveira Fernandes. Os registros mostram que a nova proprietária compartilha o mesmo endereço residencial do antigo sócio, localizado no bairro do Butantã.
A diretora da ONG, Karina Gama, afirmou que a documentação sem a identificação completa do prestador de serviços poderia se tratar de uma fraude documental gerada por opositores pessoais. Porém, o G1 confirmou que o arquivo estava alocado no repositório digital compartilhado (Google Drive) utilizado pela própria empresária para repassar os comprovantes de execução às equipes de auditoria e fiscalização da Prefeitura de São Paulo.
Posicionamento de Karina Gama
Em conversa com o g1 por telefone, ela afirmou que desconhece as notas mencionadas nesta reportagem, “mas não tem controle se um fornecedor contratado anula uma nota. As notas fiscais do próprio instituto glosadas, fui eu mesma que apontei para a prefeitura os problemas, e eles estão sendo resolvidos na prestação de contas que estou preparando para entregar do bimestre”. Karina disse que, depois da saída de Alex Bispo da sociedade da empresa, um novo contrato aditivo foi feito com a nova dona do Favelas Conectadas, uma vez que o ex-dono não podia mais responder pela instalação dos pontos, já que está preso. Karina informou, ainda, que a ONG e as três firmas que estão no nome dela funcionam no mesmo endereço para que possa “manter o controle sobre as empresas”.
Nota Oficial da Prefeitura de São Paulo (Gestão Ricardo Nunes)
“A Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia desconhece a metodologia e os resultados que levaram aos valores mencionados pela reportagem e rechaça as respectivas ilações. A execução do contrato para o programa é monitorada rigorosamente e não há nenhuma decisão definitiva ou processo administrativo que aponte a existência de irregularidades estruturais, desvios ou ilegalidades. Em 2024 foram identificadas inconsistências na prestação de contas do exercício, cujos valores — cerca de R$ 930 mil — foram integralmente devolvidos ao Município. Cabe ressaltar que o valor unitário pago ao ICB não engloba apenas o link de internet, mas toda a infraestrutura necessária, incluindo hardware, obras civis e elétricas, mapeamento, projetos executivos, entre outras.
Já a manutenção de “ressalvas” é um procedimento comum em auditorias públicas, demonstrando, inclusive, controle e fiscalização sobre as prestações de contas. Além disso, o Instituto em questão possui experiência em inserção territorial, articulação comunitária e viabilização do acesso em locais de extrema complidade — fatores previstos no chamamento público e fundamentais para a execução do serviço. A parceria foi estabelecida por chamamento público transparente, aberto pelo período de 30 dias e que cumpriu todas as exigências legais do edital.
A produção do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro não recebeu recursos municipais e qualquer relação entre a contratação do Instituto Conhecer Brasil e a produção cinematográfica é descabida. O contrato do ICB foi fechado em junho de 2024, pelo menos um ano antes do início da produção do filme. Já a SPCine foi procurada para autorização das filmagens apenas em outubro de 2025, ou seja, um ano e quatro meses após o contrato com o ICB ser firmado – seguindo exatamente o mesmo trâmite usado em todas as solicitações recebidas pelo Município para essa finalidade.
A administração municipal repudia qualquer tentativa da imprensa de descredibilizar um serviço de extrema importância para a population por meio de relações que não existem nem nunca existiram. O Programa Wifi Livre está em pleno funcionamento com 3.200 pontos instalados, que registram cerca de 760 milhões de acessos.”
Nota Oficial da Empresa Complexsys Soluções Integradas
“A empresa acompanha com serenidade a investigação atualmente conduzida pelas autoridades competentes e que é mera prestadora de serviços da OSC Instituto Conhecer Brasil. Importa registrar que inexistem, até o presente momento, conclusões definitivas aptas a justificar qualquer juízo de responsabilidade em desfavor da empresa a que prestamos serviços técnicos, razão pela qual se impõe a observância dos postulados constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da presunção de inocência. A empresa permanece à disposição das autoridades para os esclarecimentos necessários.”
Nota Oficial do Ministério Público de São Paulo (MP-SP)
“Há um inquérito civil em Students para apurar eventuais irregularidades no Termo de Colaboração n. 01/SMIT/2024, firmado entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e Instituto Conhecer Brasil, cujo objeto consiste na implantação, operação e manutenção de 5.000 pontos de acesso à rede de wi-fi pública em comunidades do município, pelo prazo de 12 meses. Há notícia de: A) suposto direcionamento do chamamento público anterior; B) ausência de justificativa técnica ou econômica para o ajuste com organização da sociedade civil; C) celebração de três aditamentos contratuais em sequência, com intervalos de pouquíssimos dias entre a sua solicitação e a efetiva formalização; e D) repasses financeiros originalmente previstos para fases posteriores do ajuste e referentes a serviços ainda não implantados”.
Vox: Lula amplia vantagem após escândalo de Flávio Bolsonaro com Vorcaro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (20) pelo instituto Vox Brasil. O levantamento é o segundo de alcance nacional a apontar desgaste político do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro após a divulgação de áudios e mensagens que o ligam ao banqueiro Daniel Vorcaro. Saiba mais na TVT News.
De acordo com os dados, Lula aparece com 46,8% das intenções de voto no cenário estimulado de segundo turno, enquanto Flávio Bolsonaro soma 38,1%. Brancos e nulos representam 8,7%, e 6,4% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder.
O levantamento foi realizado entre os dias 17 e 19 de maio, poucos dias após a publicação da série “VAZA FLÁVIO”, do The Intercept Brasil, que revelou conversas entre o senador e Vorcaro envolvendo o financiamento do filme “Dark Horse”, produção cinematográfica sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro.
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Segundo a Vox Brasil, Flávio perdeu 5,7 pontos percentuais desde o início da repercussão do caso, enquanto Lula avançou 6,6 pontos no mesmo período.
A pesquisa ouviu 2.100 pessoas em todo o país. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02416/2026.
Escândalo amplia desgaste do senador
A divulgação dos dados ocorre em meio ao agravamento da crise política envolvendo o núcleo bolsonarista e o ex-controlador do Banco Master.
As reportagens do Intercept revelaram que Flávio Bolsonaro teria negociado junto a Vorcaro um aporte de US$ 24 milhões — cerca de R$ 134 milhões na cotação da época — para viabilizar “Dark Horse”. Até o momento, documentos divulgados indicariam transferências de aproximadamente R$ 61 milhões para estruturas ligadas à produção do filme.
Além disso, vieram à tona mensagens, contratos e áudios mostrando a participação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do deputado Mario Frias (PL-SP) nas articulações financeiras da produção cinematográfica.
As revelações desencadearam investigações no Supremo Tribunal Federal e na Polícia Federal sobre possíveis irregularidades envolvendo financiamento privado, uso de fundos internacionais e destinação de emendas parlamentares a entidades ligadas à produtora do filme.
Na terça-feira (19), outro levantamento, divulgado pela AtlasIntel, já havia apontado deterioração da imagem do senador entre eleitores moderados e de centro. Segundo a pesquisa, mais de 45% dos entrevistados consideram a pré-candidatura de Flávio “muito enfraquecida” após as denúncias.
Lula também lidera no primeiro turno
Além da vantagem no segundo turno, a pesquisa Vox Brasil também mostra Lula à frente na simulação estimulada de primeiro turno.
Nesse cenário, o presidente aparece com 41,5% das intenções de voto, contra 32,1% de Flávio Bolsonaro.
Na sequência aparecem:
- Ronaldo Caiado (PSD) — 5,9%;
- Romeu Zema (Novo) — 4,1%;
- Renan Santos — 1,5%;
- Augusto Cury — 0,3%;
- Cabo Daciolo — 0,2%;
- Aldo Rebelo — 0,1%.
Outros 4,9% afirmaram votar branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados, enquanto 9,4% disseram não saber ou preferiram não responder.
Cenários alternativos favorecem Lula
A Vox Brasil também simulou disputas de segundo turno entre Lula e outros nomes cotados pela direita para a eleição presidencial.
Contra Romeu Zema (Novo), Lula aparece com 48,5%, enquanto o ex-governador mineiro registra 36,3%.
Já em um cenário contra Ronaldo Caiado (PSD), o presidente soma 47,8%, ante 34,1% do ex-governador goiano.
Os dados reforçam a leitura de que, apesar da movimentação da direita em torno da sucessão presidencial, o desgaste envolvendo Flávio Bolsonaro produziu impacto mais imediato sobre o núcleo bolsonarista do que sobre outros nomes do campo conservador.
Voto consolidado e disputa aberta
Segundo a pesquisa, 56,3% dos entrevistados afirmaram que seu voto já está definido e não deve mudar até a eleição. Outros 32,5% disseram que ainda podem alterar sua escolha dependendo dos acontecimentos políticos até 2026. Já 11,2% não souberam responder.
A divulgação do levantamento ocorre em um momento de crescente pressão sobre o PL. Na terça-feira, o partido ingressou no TSE questionando metodologia de pesquisas recentes e alegando possível indução negativa contra Flávio Bolsonaro nos questionários aplicados aos eleitores.
Mesmo com a ofensiva jurídica da legenda, os primeiros levantamentos realizados após o escândalo envolvendo Daniel Vorcaro indicam deterioração da competitividade eleitoral do senador e aumento da vantagem de Lula em cenários de segundo turno.
Quando acaba a escala 6×1? Comissão adia parecer para segunda, 25
Era para ser lido hoje, 20 de maio, o parecer da Comissão Especial da Câmara sobre o fim da escala 6×1. Mas a apresentação do relatório foi adiada para a próxima segsunda, 25 de maio. Leia em TVT News.
Parecer sobre fim da escala 6×1 é adiado em meio à pressão da direita para transição de 10 anos
A Comissão Especial que analisa as propostas de redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais e do fim da escala 6×1 adiou, para próxima segunda-feira (25), a apresentação do parecer do relator, o deputado Leo Prates (Republicanos-PB). Pelo cronograma original, o relator divulgaria seu texto nesta quarta-feira (20).
O adiamento ocorre em meio à pressão de setores do empresariado e de partidos da oposição e do chamado Centrão, que reúne legendas da direita tradicional, para incluir uma regra de transição de 10 anos, com redução do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para os trabalhadores e exclusão de categorias consideradas essenciais.
O presidente da Comissão, deputado Alencar Santana (PT-SP), informou que precisa de mais tempo para negociar a regra de transição, mas que a data votação do texto, previsto para o dia 26 de maio na Comissão, está mantida.
“Se tivesse a definição, o relatório seria apresentado amanhã [dia 20]. Mas ainda não há. Há diálogos, sem dúvida alguma. São pontos a serem esclarecidos, são pontos a serem acordados, mas o sentimento, sem dúvida alguma, em especial, digo ao trabalhador, é que é pensando em você”, afirmou Santana.

O adiamento foi definido após reunião do relator, na noite dessa terça-feira (19), com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o líder do governo na Casa, deputado Paulo Pimenta (PT-RS).
Emendas ao projeto
Uma das emendas apresentadas pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS), que conta com assinatura de 176 deputados, afirma que o fim da escala 6×1 só entraria em vigor dez anos após a promulgação da emenda constitucional. A sugestão ainda exclui da redução da jornada trabalhadores considerados “essenciais”.
“Sendo consideradas [essenciais] aquelas cuja interrupção possa comprometer a preservação da vida, da saúde, da segurança, da mobilidade, do abastecimento, da ordem pública ou da continuidade de infraestruturas críticas, serão definidas por lei complementar e terão jornada máxima de quarenta e quatro horas semanais”, diz o texto da emenda.
Além disso, a emenda reduz de 8% para 4% a contribuição patronal ao FGTS e isenta temporariamente a contribuição das empresas à Previdência Social, que atualmente é de 20% sobre o salário.
O governo tem defendido uma proposta sem regra de transição e sem redução de salário. O relator tem defendido uma posição intermediária com uma transição entre 2 a 4 anos de duração, segundo revelou para o jornal Folha de São Paulo.

A outra emenda apresentada à PEC 221 de 2019, de autoria de Tião Medeiros (PP-PR), com apoio de 171 deputados, também prevê uma transição de 10 anos, além de excluir da redução da jornada de 44 para 40 horas trabalhadores de setores considerados “essenciais”.
176 deputados da direita e Centrão apoiam proposta que adia fim da escala 6×1 e permite jornadas de até 52 horas
Por Thayan Mina, do site Notícia Preta
Uma proposta assinada por 176 deputados do Centrão, da direita e da extrema direita alterou profundamente a PEC que prevê o fim da escala 6×1. Em vez da redução gradual da jornada de trabalho para 36 horas semanais, como previa o texto original, a emenda apresentada na Câmara cria mecanismos que permitem jornadas de até 52 horas por semana e empurra a implementação das mudanças por uma década.
O texto foi protocolado pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS) e recebeu assinaturas acima do mínimo necessário para tramitação. Entre os apoiadores estão figurinhas carimbadas da direita contra o fim da 6×1 como Nikolas Ferreira, Ricardo Salles, Marcel van Hattem, Caroline de Toni, Carlos Jordy, Sóstenes Cavalcante, Gustavo Gayer, Bia Kicis, Rosangela Moro, Mario Frias e Zé Trovão.
A proposta reduz a meta inicial da PEC do fim da 6×1, que previa jornada semanal de 36 horas, para 40 horas. Além disso, autoriza acordos individuais e coletivos que ampliem em até 30% o limite constitucional, abrindo espaço para jornadas de até 52 horas semanais.
O texto também amplia o peso do chamado “negociado sobre o legislado”, ou seja a “negociação com o patrão” acima do que diz a lei, permitindo acordos sobre banco de horas, escalas, intervalos, teletrabalho e remuneração por produtividade. Outro ponto previsto é que pausas e períodos previstos em normas regulamentadoras deixem de contar como tempo efetivo de jornada.
Principais pontos da proposta
- Prevê redução de encargos trabalhistas e incentivos fiscais para empresas.
- Abre possibilidade para jornadas de trabalho de até 52 horas por semana.
- Pode adiar em dez anos a implementação do fim da escala 6×1.
- Altera a proposta original de 36 horas semanais para um limite de 40 horas.
- Dá mais força a acordos individuais e coletivos sobre regras trabalhistas.
- Autoriza flexibilizações sem obrigatoriedade de vantagens compensatórias aos trabalhadores.
- Mantém cargas horárias maiores para categorias consideradas essenciais.
Após a repercussão negativa, os deputados Mário Heringer (PDT-MG) e Eunício Oliveira (MDB-CE) apresentaram pedidos para retirada de suas assinaturas.
Partidos com mais assinaturas para aumento
- PL: 63 deputados
- PP: 28 deputados
- União Brasil: 21 deputados
- Republicanos: 17 deputados
- MDB: 13 deputados
- PSD: 11 deputados
Estados com mais deputados a favor do aumento
- Minas Gerais: 19 deputados
- São Paulo: 18 deputados
- Paraná: 15 deputados
- Rio Grande do Sul: 13 deputados
- Santa Catarina: 12 deputados
- Rio de Janeiro: 11 deputados
O que é notícia no Jornal TVT News Primeira Edição | 20-05-2026
Veja o que é notícia no Jornal TVT News Primeira Edição desta quarta-feira, 20 de maio de 2026. Confira quais são as notícias do dia com a equipe do Jornal TVT News Primeira Edição.
O que é notícia em 20 de maio de 2026 no Jornal TVT News Primeira Edição
- PL dá 15 dias para reavaliar candidatura de Flávio Bolsonaro
- Michelle ri ao ser questionada sobre Flávio e Vorcaro
- Flávio admite que visitou Vorcaro em prisão domiciliar
- Frias nos EUA nega fuga e novos áudios reforçam vínculo com Vorcaro
- Trump dá prazo de 2 a 3 dias ao Irã para fechar acordo
- Putin e Xi assinam 40 acordos de cooperação em Pequim
- Lula lança Move Brasil com R$30 bi para motoristas de aplicativo
- PEC da escala 6×1 tem relatório adiado e votação no dia 25
Jornal TVT News: manhã e tarde com os trabalhadores
TVT News tem dois telejornais diários: o jornal TVT News Primeira Edição, das 10h30 às 13h e o Jornal TVT News Segunda Edição, das 16h às 18h. Os dois noticiários fazem parte das transformações de programação e na linguagem que começaram em agosto de 2024 quando o site TVT News foi lançado.
“Nossa estratégia de unificar a redação e diversificar conteúdos vem se mostrando acertada. Agora nossos esforços estão concentrados em aumentar a audiência e estrear novos produtos”, explica o Diretor de Conteúdo da TVT News, Ricardo Negrão.

Sobre a TVT
A TVT é uma emissora educativa outorgada à Fundação Sociedade Comunicação Cultura e Trabalho, entidade cultural sem fins lucrativos, mantida pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e pelo Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região.
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O que é notícia no Jornal TVT News Primeira Edição | 20-05-2026
Veja as principais notícias do dia com o Jornal TVT News Primeira Edição

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Governo de Paz, de centro-direita, sofre onda de protestos

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Meia hora após o anúncio feito pelo técnico Ancelotti, as redes do Neymar veicularam uma sequência planejada de campanhas comerciais

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Financiamento de carros e motos cresce 11,8% em abril, indica Trillia
No segmento de veículos pesados, o crescimento foi 3,9%
