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Da Redação

Festival É Tudo Verdade começa nesta quinta no Rio e em SP

Começa amanhã (9), em São Paulo e no Rio de Janeiro, a 31ª edição do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, com sessões gratuitas em sete salas de cinema. Este ano, o evento inaugura sua curadoria infantil e homenageia os cineastas Vivian Ostrovsky, Jean-Claude Bernardet, Luiz Ferraz, Rubens Crispim Jr, Silvio Da-Rin e Silvio Tendler. Leia em TVT News.

Foram selecionados 75 filmes para compor a programação oficial, que poderão ser assistidos pelo público até o dia 19 de abril. Os títulos que concorrem a premiações estão divididos em quatro mostras: a de longas e médias-metragens brasileiros; longas e médias-metragens internacionais; curtas-metragens brasileiros e curta-metragens internacionais. 

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Na abertura da capital paulista, um ícone imortal terá a vida projetada no telão. Em uma hora e meia de duração, o diretor Jonathan Stiasny relembra, com Bowie: O Ato Final, por que David Bowie era incomparável e assim permanece, dez anos depois de sua morte. 

No Rio, o festival começa com VIVO 76, do pernambucano Lírio Ferreira, que esteve à frente do longa Árido Movie, estrelado por um elenco de finas atuações, como Selton Mello, Matheus Nachtergaele e Mariana Lima. A produção recupera arquivos raros para percorrer o universo de Alceu Valença, a partir do álbum de 1976, emblema da vertente psicodélica da música nacional. Ambos os filmes terão sessões nas duas capitais.

Os documentários vencedores serão anunciados em cerimônia especial, no dia 18, às 19 horas, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. Todos os títulos contemplados com prêmios serão reexibidos em São Paulo e no Rio de Janeiro, no dia 19. 

Além do eixo de competições, a curadoria criou outras mostras:

  • Programas Especiais,
  • Foco Latino-Americano,
  • O Estado das Coisas,
  • Clássicos É Tudo Verdade,
  • Retrospectiva,
  • Homenagens
  • É Tudinho Verdade, novidade voltada ao público infantil.

Esta última terá filmes de David Reeks e Renata Meirelles, com a temática brincadeiras de diferentes regiões do país.

Sem ficar restrito às salas de cinema, o festival disponibilizará dez curtas em streaming, com exclusividade do Itaú Cultural Play . O período de acesso será de 20 de abril e 4 de maio.

A programação completa, que inclui encontros, masterclass com o cineasta Jorge Bodanzky, de Iracema, Uma Transa Amazônica, e lançamento de livro, pode ser conferida no site oficial do festival, viabilizado com recursos captados pela Lei Rouanet, pelo Ministério da Cultura, conjuntamente com a Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, do governo estadual de São Paulo.

Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil

Bombardeio de Isarael no Líbano deixa 254 mortos e mais de 800 feridos

As autoridades libanesas acusaram Israel de ter matado 254, além de deixar mais de 800 pessoas feridas nesta quarta (8). É o maior número de vítimas desde o início da guerra. Leia em TVT News.

Ignorando o acordo de cessar-fogo firmado entre o Irã e Eua que previa o fim dos ataques no Oriente Médio, Israel realizou uma ofensiva de larga escala realizada contra o Líbano.

A operação, classificada pelos militares de Israel como a mais intensa desde o início do conflito com o Líbano atingiu Beirute e diversas áreas do sul do país.

Segundo as Forças de Defesa de Israel, a ação destruiu mais de cem bases de comando e instalações militares, além de ter eliminado um dos principais líderes do Hazbollah.

Apesar do acordo de duas semanas costurado por Washington e Teerã, Benjamin Netanyahu negou que o pacto se estendesse ao Líbano. A declaração do primeiro-ministro ocorreu pouco antes do início dos bombardeios, desvinculando Israel das obrigações da trégua naquele território.

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Agentes da Defesa Civil libanesa inspecionam danos na vila de Houch el-Rafqa, no Vale do Bekaa, após ataque aéreo de Israel. Foto: AFP

VEJA: Vídeo do ataque nesta quarta

Irã ameaça romper o cessar-fogo

O Irã fechou o Estreito de Ormuz e ameaçou abandonar o cessar-fogo após os ataques de Israel ao Líbano. Segundo a mídia estatal, a Guarda Revolucionária planeja “punir” o governo israelense pela violação da trégua e já seleciona alvos para uma resposta militar aos bombardeios desta quarta-feira.

As condições impostas por Teraã incluíam o Líbano

O governo iraniano condicionou o cessar-fogo a exigências que vão além da suspensão das hostilidades, incluindo pontos que garantem fôlego econômico e geopolítico ao país:

  • Fim das sanções e ativos liberados: O acordo prevê o “compromisso total” com a retirada das sanções econômicas e a liberação imediata de fundos e ativos iranianos congelados nos Estados Unidos.
  • Reparações de guerra: Teerã garantiu a inclusão do “pagamento integral de compensação” pelos custos de reconstrução do país, transferindo o ônus financeiro dos danos sofridos para o lado norte-americano.
  • Cessação regional: A proposta abrange o fim da guerra não apenas em território iraniano, mas também em frentes estratégicas no Iraque, Líbano e Iêmen.
  • Manutenção do programa nuclear: Um dos pontos mais sensíveis e que demonstra o avanço diplomático de Teerã é a continuidade do enriquecimento de urânio.

Trump alega que secretário de guerra passou informações distorcidas

De acordo com Washington Post, o governo de Donald Trump acusa o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, de passar informações falsas sobre termos do cessar-fogo com o Irã.

Irã derrubou drone de fabricação israelense sobre uma localidade do sul

As forças armadas iranianas derrubaram um drone Hermes de fabricação israelense que sobrevoava a cidade de Lar, no sul do país, nesta quarta-feira (8), informou a televisão estatal, citando um comunicado da Guarda Revolucionária.

Há alguns minutos, um drone Hermes 900 avançado foi interceptado e destruído no céu em Lar, província de Fars, por disparos do sistema moderno de defesa aeroespacial da Guarda Revolucionária”, diz o comunicado, divulgado pela rede Irib.

A entrada de qualquer tipo de aeronave do inimigo americano ou sionista no espaço aéreo do país, mesmo que não esteja realizando operações militares, é considerada uma violação do cessar-fogo e será respondida com firmeza”, acrescenta o comunicado.

Irã denuncia ‘violações do cessar-fogo’ israelenses no Líbano em ligação com Paquistão

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, denunciou “violações do cessar-fogo” por parte de Israel em uma conversa por telefone com o comandante das Forças Armadas do Paquistão, país que mediou a frágil trégua entre Estados Unidos e Irã, informou um comunicado do ministério iraniano.

Araghchi “discutiu as violações do cessar-fogo pelo regime sionista no Irã e no Líbano”, referindo-se a Israel, durante a conversa com o influente líder militar paquistanês, o marechal Asim Munir, segundo o comunicado

Lula diz que enviará PL do fim da escala 6 x 1 nos próximos dias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, 8 de abril, que o Governo do Brasil está empenhado em acabar com a escala 6 x 1 e que enviará, nos próximos dias, um Projeto de Lei ao Congresso Nacional. “A gente vai conseguir. Inclusive estou mandando o Projeto de Lei esta semana para o Congresso Nacional. Então, nós vamos votar e vamos aprovar. Eu tenho certeza de que vai aprovar”, afirmou Lula, durante entrevista concedida no Palácio do Planalto aos jornalistas Eduardo Moreira e Leandro Demori, do ICL Notícias. Leia em TVT News.

Lula deixou claro que o fim da jornada 6 x 1 defendido pelo Governo do Brasil não implicará, em hipótese alguma, redução salarial. “A ideia é a redução da jornada sem redução do salário. O que significa um pequeno aumento de ganho de produtividade. Ao invés de ter prejuízo, ele vai continuar com o mesmo salário, porque a diferença é produtividade. A tecnologia permitiu que produzisse mais, portanto o trabalhador ganha um pouco mais”, esclareceu o presidente.

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BENEFÍCIOS PARA O TRABALHADOR – Para Lula, o fim da jornada 6 x 1 é um avanço que trará os mais diversos benefícios, inclusive mais tempo para estudar e buscar melhores condições de trabalho. “Todo mundo quer ter uma coisinha a mais. Eu quero trabalhar, eu quero ter uma jornada de trabalho menor do que a que eu tenho hoje. Ou seja, eu não quero mais trabalhar 48 horas, 40 horas. Eu quero colocar o fim da escala 6 por 1 porque a juventude quer mais tempo para estudar, as pessoas querem mais tempo para ficar em casa”, afirmou Lula.

AVANÇOS TECNOLÓGICOS – O presidente frisou ainda que seu governo não é contra os avanços tecnológicos, mas destacou que eles devem vir acompanhados de benefícios para o trabalhador. “Às vezes eu fico preocupado quando a gente fala, porque dá a impressão de que a gente está contra os avanços tecnológicos. Então a minha pergunta é a seguinte: os avanços tecnológicos não deveriam ser acompanhados de aumento de salário, de ganho de produtividade? Não deveriam ser acompanhados de redução da jornada de trabalho? O dado concreto é esse: nós precisamos avançar em muitas coisas para melhorar a vida do povo, porque os avanços tecnológicos são absurdos”.

CATEGORIAS DIFERENCIADAS – O presidente também esclareceu que a proposta para o fim da escala 6 x 1 não é rígida e pode ser ajustada conforme o tipo de atividade. Para Lula, que mostrou confiança na aprovação do Projeto de Lei, casos específicos deverão ser negociados pelas categorias. “É importante que a gente saiba o seguinte: nós temos que deixar uma brecha para, se precisar ter contrato coletivo em função de categorias diferenciadas, você ter uma brecha de negociação. Não pode ter uma coisa rígida para todas as categorias. Você tem que permitir que haja uma negociação. Mas nós temos que ter a redução. As pessoas precisam de mais descanso, mais lazer”, afirmou.

MODELO DE DESENVOLVIMENTO – Lula destacou ainda a importância de alinhar as propostas enviadas ao Congresso a um projeto de desenvolvimento do país. “A questão está na criação de um modelo de desenvolvimento econômico que leve em conta a necessidade desse país virar uma economia definitivamente desenvolvida. Nós temos todas as condições. Nós temos material humano para isso. Nós temos universidade para isso. Nós temos pesquisadores para isso. Nós temos trabalhadores para isso. O que que falta? É tomar a decisão na hora correta. E no Brasil muitas vezes a gente não consegue tomar a decisão na hora correta porque nem sempre você consegue aprovar”.

Via Planalto

Inscrições para o programa Mais Médicos terminam nesta quarta-feira

O prazo para os interessados em se inscrever para o 45º ciclo do projeto Mais Médicos para o Brasil (PMMB) termina às 23 horas e 59 minutos desta quarta-feira (8). Mais informações em TVT News.

O projeto coordenado pelo Ministério da Saúde é voltado à atuação na Atenção Primária à Saúde (APS) do Sistema Único de Saúde (SUS), em regiões prioritárias, remotas, de difícil acesso e de alto índice de vulnerabilidade, incluindo territórios indígenas, onde há escassez ou ausência de médicos

Os profissionais interessados em participar devem se inscrever por meio da Plataforma de Gerenciamento de Programas de Provimento, com login da conta do portal Gov.br.

Para a participação no chamamento público, é indispensável a comprovação prévia da habilitação para o exercício da medicina, com o devido registro no Conselho Regional de Medicina. Os profissionais selecionados atuarão por até 48 meses, combinando atendimento direto à população com formação continuada.

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Inscrição para projeto Mais Médicos para o Brasil termina nesta quarta-feira (8). – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Vagas

Neste novo edital (nº 24/2026), o Ministério da Saúde abriu 1.524 vagas.

São 1.351 vagas para equipes de Saúde da Família (eSF), 75 para equipes de consultório na rua e 98 para Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI).

O documento esclarece que as vagas disponíveis foram distribuídas conforme estudos de demografia médica e sobre vulnerabilidade social.

Todos os médicos poderão participar; no entanto, os profissionais formados em instituições de educação superior brasileiras ou com diploma revalidado no Brasil terão prioridade na seleção e ocupação das vagas ofertadas pelo Mais Médicos.

O edital contempla três perfis principais:

perfil 1: médicos formados no Brasil ou com diploma revalidado, com registro ativo no Conselho Federal de Medicina (CRM);

perfil 2: médicos brasileiros formados no exterior (intercambistas);

perfil 3: médicos estrangeiros com habilitação para atuar no exterior.

Os profissionais selecionados atuarão por 48 meses.

Bolsa-formação

O programa oferece uma bolsa-formação de R$ 14.121,63 para os médicos matriculados e com situação regular quanto às atividades educacionais previstas no projeto.

O médico participante deverá cumprir semanalmente com a carga horária de 44 horas de atividades que envolvem ensino, pesquisa e extensão, com componente assistencial, nas unidades de saúde no município ou distrito em que for alocado.

No caso de o médico comprovar a necessidade de mudança de domicílio em razão da alocação em município diferente do seu domicílio, o Ministério da Saúde poderá conceder ajuda de custo, que não poderá exceder ao valor de três bolsas-formação.

Mais Médicos

Lançado em 2013 para suprir a falta de profissionais em regiões remotas e fixá-los nesta áreas prioritárias, atualmente, o Programa Mais Médicos para o Brasil conta com mais de 26 mil médicos em atuação em todo o país.

O Ministério da Saúde orienta os candidatos a acompanharem regularmente a página eletrônica do Programa Mais Médicos para se informar oficialmente de todas as etapas relacionadas à adesão ao Projeto Mais Médicos para o Brasil – PMMB.

De Agência Brasil.

Produção de veículos em março registrou melhor resultado desde 2019

O desempenho do setor automotivo em março superou as expectativas da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Segundo balanço da associação, divulgado nesta quarta-feira (8), este foi o melhor mês para a produção de veículos desde outubro de 2019 e também o melhor mês de março desde 2018, com 264,1 mil unidades produzidas entre automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões. Isso representou uma alta de 35,6% sobre março de 2025 e de 27,6% sobre fevereiro. Leia em TVT News.

“Tivemos um excelente número de produção no mês de março, o melhor resultado em um mês desde outubro de 2019, pré-pandemia. Esse foi um dado que nos chamou bastante a atenção”, disse Igor Calvet, presidente da Anfavea, durante entrevista à imprensa.

No acumulado do ano, a produção somou 634,7 mil unidades, um incremento de 6% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar do bom resultado, Calvet acentuou que o setor se mantém em alerta, principalmente pela conjuntura externa e os conflitos no Oriente Médio que podem continuar pressionando o preço do petróleo.

Quanto aos emplacamentos, este foi o melhor mês de março desde 2013, com 269,5 milhões de autoveículos comercializados. Este também foi, segundo a Anfavea, o melhor resultado para um mês desde dezembro de 2014.

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Na comparação com março do ano passado, houve aumento de 37,8% nos emplacamentos. No entanto, a Anfavea ressalta que neste ano o mês de março teve mais dias úteis que no ano passado, quando teve o carnaval. Já em relação a fevereiro, o aumento foi de 45,5%.

Considerando-se as vendas do primeiro trimestre deste ano, o crescimento alcançou 13,3% em relação ao mesmo período do ano passado, com 625,2 mil veículos emplacados.

“O desempenho surpreende, mas ainda não é tempo de comemorarmos. Março surpreende, mas são os próximos meses que vão definir como vamos lidar com o restante do ano”, disse Calvet.

Caminhões

Um dos destaques do mês foi o segmento de caminhões, com 8,8 mil unidades emplacadas, 31,9% a mais que fevereiro, mas 6,2% inferior a março de 2025. Isso se deveu, de acordo com a associação, ao lançamento do programa federal Move Brasil, que oferece juros reduzidos na troca de caminhões mais antigos.

“No segmento de caminhões, tivemos agora um suspiro. Não foi ainda um respiro profundo, mas um pequeno suspiro”, disse o presidente da entidade. “Ainda é um cenário ruim, mas é menos pior, embora ainda seja de bastante preocupação”, ressaltou.

Exportações e importações

As exportações atingiram 40,4 mil unidades em março deste ano, o que representou um crescimento de 21,1% sobre fevereiro e de 1,1% em relação a março de 2025.

Já as importações somaram 47,3 mil unidades, incremento de 40% em relação a fevereiro e 25,7% ante março do ano passado.

Crescimento

Mesmo com as incertezas provocadas principalmente pela guerra no Oriente Médio, a Anfavea manteve suas projeções de crescimento neste ano.

Segundo a entidade, a expectativa é que de 2026 feche com alta de 3,7% na produção de veículos – o que engloba automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões.

Também é esperada alta no licenciamento desses veículos, que devem crescer em torno de 2,7% neste ano.

Irã ameaça romper cessar-fogo após ataques de Israel contra o Líbano

O Irã ameaça romper o cessar-fogo e retaliar Israel em resposta aos sucessivos bombardeios realizados contra o Líbano nesta quarta-feira (8). Fontes do governo iraniano informaram às agências de notícias do país persa que Teerã estuda retomar os ataques devido ao rompimento do acordo por parte de Israel. Leia em TVT News.

“O Irã pode se levantar em uma ofensiva de defesa em grande escala a qualquer momento, já que o regime israelense está recorrendo à violação de um cessar-fogo frágil e temporário, alertou um alto funcionário da segurança”, disse a mídia estatal iraniana Press TV.

O alto funcionário pediu que os países mediadores intervenham. O Irã exige que o cessar-fogo envolva todas as frentes de batalha, incluindo o Líbano e a Faixa de Gaza, alvos de bombardeios israelenses nos últimos 40 dias de guerra no Oriente Médio.

Em rede social, o porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, defendeu a suspensão do cessar-fogo e o fechamento do Estreito de Ormuz.

“Em resposta à invasão selvagem dos sionistas ao Líbano, agora mesmo deve-se parar o tráfego de navios no Estreito de Ormuz. Os libaneses deram suas vidas por nós, e não devemos deixá-los sozinhos nem por um momento. Cessar-fogo ou em todas as frentes ou em nenhuma frente”, disse.

Em comunicado divulgado pela mídia iraniana, as Forças Armadas do país informaram que manterão controle “inteligente” sobre o Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo e gás mundial, sem especificar como seria esse controle.

A reabertura do Estreito de Ormuz por duas semanas foi uma das condições para o cessar-fogo entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã.

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Israel ataca Líbano

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que apoia o acordo costurado entre os EUA e o Irã, mas acrescentou que o Líbano ficaria fora do cessar-fogo. As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram ter bombardeado 100 alvos em dez minutos no sul do Líbano e Beirute.

O Ministério da Saúde do Líbano informou que, em contagem preliminar, os ataques de hoje causaram “dezenas de mortes e centenas de feridos”.

Vídeos de prédios destruídos no centro da capital libanesa circulam nos veículos do país vizinho. O Hezbollah pediu aos moradores deslocados pela guerra que não retornem às suas residências até que o cessar-fogo seja oficialmente decretado no Líbano.

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, lamentou os ataques de Israel contra bairros residenciais e densamente povoados.

“[Israel não se importa] com todos os esforços regionais e internacionais para deter a guerra, não obstante o desprezo total pelos princípios do direito internacional e do direito internacional humanitário, que nunca respeitou de fato”, escreveu em uma rede social.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que mediou o frágil cessar-fogo entre o Irã e os EUA, afirmou que a violação do acordo compromete o processo de paz.

“Eu apelo sinceramente e com toda a seriedade a todas as partes para que exerçam moderação e respeitem o cessar-fogo por duas semanas, conforme acordado, para que a diplomacia possa assumir um papel de liderança rumo a uma solução pacífica para o conflito”, afirmou em mensagem nas redes sociais.

Até ontem, o Ministério da Saúde do Líbano calculava que a atual fase do conflito, iniciada no dia 2 de março, matou mais de 1,5 mil pessoas, ferindo mais 4,8 mil.

Israel ainda bombardeou 93 unidades de saúde libanesas e 57 profissionais de saúde foram assassinados. Mais de 1 milhão de pessoas foram deslocadas de suas residências no período.

Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil