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Da Redação
Datafolha 2° turno: confira a 1ª pesquisa Lula x Flávio Bolsonaro
O Datafolha divulga a primeira rodada de pesquisas de intenção de voto para presidente após a definição do segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). Veja os números do Datafolha com a TVT News.
- Lula x Flávio Bolsonaro no 2° turno:
- Lula – 45%
- Flávio Bolsonaro – 49%
- Branco /nulo – 5%
- Indecisso – 1%
Pela manhã, a pesquisa PoderData/Aya divulgou mostrou Flávio Bolsonaro com 53% dos votos válidos e Lula com 47%. Veja abaixo a pesquisa completa.
Flávio Bolsonaro x Lula em votos válidos
Na contagem dos votos válidos, sem brancos, nulos e indecisos
- Flávio Bolsonaro – 52%
- Lula – 48%
Aprovação do governo Lula
- Desaprovam: 49% (eram 49% na pesquisa anterior)
- Aprovam: 48% (eram 48%)
- Não sabe: 2% (eram 3%)
Para onde vão os eleitores de Cury, Renan, Caiado e Zema
- 46% dos eleitores de Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Caiado (PSD) e Zema (Novo) no 1º turno agora votam em Flávio Bolsonaro.
- 32% dizem que irão votar em Lula, agora.
- 15% dos eleitores dos demais candidatos dizem que vão votar branco ou nulo
Qual o perfil de eleitores de Lula e Flávio Bolsonaro
- Lula ganha entre:
- eleitores com escolaridade fundamental (55% a 41%),
- eleitores com renda até 2 salários (52% a 41%),
- católicos (53% a 41%) e
- no Nordeste (61% a 35%).
- Flávio Bolsonaro vence entre:
- evangélicos (69% a 25%)
- na região Sul (58% a 35%).
Grau de definição do voto
Segundo a pesquisa Datafolha, 94% dos eleitores dizem estar totalmente decididos sobre o voto e 6% afirmam que ainda pode mudar.
Motivação do voto: 25% votam em Flávio para derrotar Lula
Segundo o Datafolha, 76% dos eleitores entrevistados afirmam que vão votar no seu candidato porque acham que ele é a melhor opção. Outros 19% afirmam que vão votar para derrotar o adversário. Os índices são diferentes entre eleitores de Flávio Bolsonaro e Lula.
- Leia também sobre eleições 2026
- Rogério Marinho acha que trabalhador consegue negociar jornada com patrão, sem CLT
- No governo Lula, Farmácia Popular triplicou recursos; Bolsonaro propôs corte de 59%
- Adeus Oscar? Partido de Flávio Bolsonaro quer a extinção da Ancine
- Site distribui criptomoeda em troca de divulgação de conteúdo de campanha de Flávio Bolsonaro
- Luana Piovani expõe projeto de Flávio que pode mudar acesso às praias
- Com Flávio Bolsonaro brasileiro poderá trabalhar mais de 8h por dia e não terá valor fixo de salário
Metodologia da pesquisa Datafolha
O InstitutoDatafolha mediu as intenções de voto para o 2° turno e também para onde podem migrar os votos dos demais candidatos da direita — Augusto Cury, Renan Santos e Ronaldo Caiado.
A pesquisa Datafolha foi registrada no TSE sob o número BR-02949/2026. Foram ouvidos 2.520 eleitores entre terça (6) e quinta-feira (8), em municípios das cinco regiões do país, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
PoderData/Aya: Flávio tem 53% e Lula 47% no 2º turno; veja resultados
A primeira pesquisa PoderData/Aya após o primeiro turno mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 53% dos votos válidos na disputa presidencial contra Lula (PT), que soma 47%. A diferença de seis pontos percentuais aponta liderança do senador fluminense, que ampliou a vantagem registrada nas urnas no 1º turno, quando teve 47,03% contra 45,16% do petista.
A pesquisa ouviu 3.000 eleitores entre os dias 5 e 7 de outubro de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos, em 705 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08134/2026.

Demais dados da pesquisa PoderData/Aya
- Quem os eleitores acham que vai ganhar: 54% dos entrevistados acreditam que Flávio Bolsonaro tem mais chances de vencer o segundo turno. Entre os eleitores que votaram em Lula no 1º turno, 14% afirmam que Flávio vencerá a disputa presidencial.
- Expectativa de vitória de Lula cai 11 pontos e vai para 37%. Já 54% dos entrevistados acreditam que Flávio Bolsonaro vencerá o 2º turno.
- Rejeição de Lula e Flávio Bolsonaro: A rejeição a Lula oscilou de 47% para 46%, enquanto a de Flávio caiu de 46% para 43% em uma semana.

Calendário das pesquisas de 2° turno
- Quando os institutos divulgam: além do Datafolha desta quinta-feira (8); AtlasIntel e Vox Brasil vão divulgar resultados na sexta-feira (9); e Ipespe, no sábado (10).
- Datafolha: o instituto divulga na quinta-feira (8) a primeira pesquisa nacional feita integralmente depois do primeiro turno, com 2.520 entrevistas.
- Calendário: os levantamentos de AtlasIntel, Vox Brasil e Ipespe serão divulgados nos dias seguintes, ampliando o retrato da disputa entre Lula x Flávio Bolsonaro.
- Para onde vão os votos de Cury, Renan e Caiado no 2º turno: as pesquisas devem ajudar a medir como se comportam os eleitores que votaram em Augusto Cury, Renan Santos e Ronaldo Caiado no primeiro turno, além dos indecisos e dos que podem optar por branco ou nulo.
- Leia também: Mudança de votos no segundo turno pode acontecer se diminuir a abstenção recorde de 21,08%
Além do Datafolha, outros três institutos têm levantamentos previstos para os próximos dias:
Vox Brasil — fez 2,1 mil entrevistas presenciais em domicílios de todo o país. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
AtlasIntel — divulgação na sexta-feira (9). A pesquisa BR-03663/2026 prevê ouvir 5.000 eleitores por meio de questionário estruturado na internet, com margem de erro de um ponto percentual. O campo vai de 3 a 8 de outubro. Portanto, parte da coleta ocorreu antes do primeiro turno, realizado em 4 de outubro.
Ipespe — divulgação no sábado (10). O levantamento nacional BR-00933/2026 vai ouvir 1.500 pessoas entre os dias 6 e 8 de outubro, por meio de entrevistas telefônicas.
A primeira rodada de pesquisas após o primeiro turno é aguardada como termômetro da disputa, já que Flávio Bolsonaro terminou a votação à frente, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%.
Quais os votos de Flávio Bolsonaro e Lula no 1º turno
Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na primeira colocação, com 47,03% dos votos válidos. Lula ficou em segundo, com 45,16%. A diferença foi de 1,87 ponto percentual entre os dois candidatos.
O resultado das urnas modificou o ponto de partida para o segundo turno. Nas pesquisas divulgadas nos dias anteriores à votação, Lula aparecia à frente ou tecnicamente empatado com Flávio em vários levantamentos.
No Datafolha divulgado em 1º de outubro, por exemplo, Lula tinha 45% dos votos válidos no primeiro turno, contra 42% de Flávio Bolsonaro. No segundo turno simulado pelo instituto, Lula aparecia com 48% e Flávio com 45%. A pesquisa foi registrada sob o número BR-08039/2026.
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Pesquisas para presidente devem medir para onde vão os votos de Cury, Renan e Caiado no 2° turno
Os institutos também devem medir a migração dos votos dos demais candidatos da direita. Augusto Cury (Avante) teve 2,89% dos votos válidos, Renan Santos (Missão) somou 2,24% e Ronaldo Caiado (PSD) alcançou 2,18%. Juntos, os candidatos da terceira via somaram 7,79% dos votos válidos, o menor percentual desde 2006.
Consulte as pesquisas para presidente registradas no TSE
Todas as pesquisas de intenção de voto para presidente precisam ser registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes de serem divulgadas. No portal do TSE, é possível consultar os levantamentos registrados, os números de protocolo, as empresas contratantes, a metodologia utilizada e o período de campo de cada pesquisa.
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No governo Lula, Farmácia Popular triplicou recursos; Bolsonaro propôs corte de 59%
O Farmácia Popular ampliou de forma significativa os recursos destinados ao programa durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O orçamento, que havia sido alvo de uma proposta de redução de 59% no fim da gestão Jair Bolsonaro, passou por recomposição e chegou a R$ 6,19 bilhões em investimentos em 2025. Para 2026, a previsão é de R$ 7,6 bilhões. Leia em TVT News.
A expansão do financiamento foi acompanhada pelo aumento no número de pessoas atendidas. Em 2022, o programa alcançava 20,8 milhões de brasileiros. Em 2025, chegou ao recorde de 27,3 milhões de beneficiários, um acréscimo de 6,6 milhões de pessoas.
O programa também passou por uma mudança na política de acesso aos medicamentos. Em fevereiro de 2025, todos os 41 itens oferecidos pelo Farmácia Popular passaram a ser gratuitos.
A medida ampliou a cobertura para medicamentos e produtos destinados ao tratamento de condições como hipertensão, diabetes, asma, osteoporose, colesterol alto, glaucoma e Parkinson, além de fraldas geriátricas e absorventes higiênicos, conforme os critérios de cada benefício.
Recursos cresceram durante o governo Lula
Os investimentos mostram a expansão do programa nos últimos anos. Em 2023, foram destinados R$ 2,97 bilhões ao Farmácia Popular. O valor passou para R$ 3,64 bilhões em 2024 e alcançou R$ 6,19 bilhões em 2025.
Na comparação entre 2023 e 2025, o montante mais que dobrou. Considerando a evolução apresentada no material, a previsão orçamentária para 2026 chega a R$ 7,6 bilhões.
O crescimento ocorreu depois de uma proposta apresentada durante o governo Jair Bolsonaro para o orçamento de 2023. O projeto enviado ao Congresso previa reduzir de R$ 2 bilhões para R$ 842 milhões os recursos destinados à distribuição gratuita de medicamentos pelo programa. A redução representaria uma queda de 59%, ou R$ 1,2 bilhão a menos.

Durante a gestão Bolsonaro, mais de 4 mil farmácias foram descredenciadas e cerca de 2 milhões de pessoas deixaram de ser atendidas, segundo os dados apresentados no material.
A partir de 2023, houve recuperação do financiamento e ampliação da cobertura. Em 2024, apesar de um bloqueio temporário de R$ 1,7 bilhão citado em uma reportagem compartilhada pelo senador Flávio Bolsonaro, os recursos efetivamente executados cresceram 23% em relação ao ano anterior.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, contestou a associação entre o bloqueio temporário e um suposto corte definitivo no programa. Em publicação nas redes sociais, afirmou que o valor investido em 2024 foi mais de 20% superior ao de 2023.
Todos os 41 itens passaram a ser gratuitos
A ampliação dos recursos também permitiu modificar a forma de acesso aos produtos oferecidos pelo Farmácia Popular. Antes da mudança, parte dos medicamentos era disponibilizada por meio de subsídio, fazendo com que o usuário pagasse uma parcela do preço.
Em fevereiro de 2025, o governo Lula estendeu a gratuidade para todos os 41 itens do programa. A mudança alcançou medicamentos voltados a tratamentos contínuos e outros produtos de saúde.
Entre os medicamentos disponíveis estão aqueles destinados ao tratamento de hipertensão, diabetes, asma, osteoporose, colesterol alto, glaucoma e Parkinson. O programa também contempla fraldas geriátricas e absorventes higiênicos, seguindo os critérios estabelecidos para cada benefício.
Segundo os dados apresentados no material, uma família pode economizar, em média, R$ 8,8 mil por ano ao obter medicamentos e outros produtos pelas farmácias credenciadas. O valor varia conforme os tratamentos e itens utilizados.
Criado em 2004, durante o primeiro governo Lula, o Farmácia Popular passou a integrar as políticas públicas de acesso a medicamentos no país.
Programa alcançou 27,3 milhões de pessoas
O número de beneficiários também acompanha a ampliação dos investimentos. O programa atendia 20 milhões de pessoas em 2022 e chegou a 27,3 milhões em 2025.
Para o ministro Alexandre Padilha, a evolução representa uma ampliação do acesso aos medicamentos e insumos oferecidos pelo programa.
A mudança no alcance ocorre em paralelo à retomada do financiamento e à ampliação da gratuidade. O resultado é uma política que passou a atender mais pessoas e a oferecer gratuitamente todos os itens previstos no programa.
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Rogério Marinho acha que trabalhador consegue negociar jornada com patrão, sem CLT
Uma proposta de emenda à Constituição apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, propõe uma mudança nas regras da jornada de trabalho e cria a possibilidade de escolha entre o regime tradicional da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e um modelo baseado nas horas efetivamente trabalhadas. Leia em TVT News.
O que é a proposta do coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro
A PEC 12/2026 está em tramitação no Senado e aguarda a designação de relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A proposta foi apresentada em maio e também é assinada por outros senadores, entre eles Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Damares Alves (Republicanos-DF), Ciro Nogueira (PP-PI), Tereza Cristina (PP-MS) e Sergio Moro (PL-PR).
Apesar de ter sido associada ao debate sobre o fim da escala 6×1, a PEC 12 não extingue a CLT. O texto estabelece a possibilidade de o empregado optar pelo modelo tradicional ou aderir ao regime flexível previsto na proposta.
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Como funcionaria o regime “flexível e alternativo à CLT”
De acordo com o texto apresentado por Rogério Marinho, coordenador de Flávio Bolsonaro, o trabalhador poderia escolher um contrato baseado nas horas trabalhadas. Nesse modelo, a remuneração seria proporcional ao tempo efetivamente trabalhado.
A proposta também determina que direitos como férias, 13º salário e FGTS sejam calculados proporcionalmente às horas trabalhadas. O texto estabelece ainda que o contrato individual de trabalho prevaleça sobre eventuais acordos coletivos.
Na justificativa da PEC, Marinho afirma que o objetivo é ampliar a possibilidade de adaptação da jornada às necessidades de cada trabalhador e às demandas do mercado de trabalho. Em declaração ao Senado, o parlamentar citou jornadas de 20, 30, 40 ou 50 horas como possibilidades dentro do modelo.
A proposta altera o artigo 7º da Constituição Federal para incluir a possibilidade de escolha entre os dois regimes.
PEC está em consulta pública
A matéria também pode receber manifestações da população por meio do e-Cidadania, plataforma de participação do Senado.
Na consulta pública, o usuário pode registrar apoio ou rejeição à proposta. O resultado, porém, não corresponde a uma votação parlamentar e não determina o destino da PEC no Congresso.
Na atualização disponível no portal do Senado, às 17h14, a PEC 12 registrava 10.866 manifestações favoráveis e 197.133 contrárias.

A proposta ainda precisa passar pela análise da CCJ e, posteriormente, pelo plenário do Senado caso avance na tramitação.
URGENTE
— Carolina Botelho (@sobotelha) October 8, 2026
Saiu a proposta do Rogério Marinho.
Essa proposta atinge seus direitos de folga, de 13° salário, férias e demais conquistas que tivemos ao longo da história com o regime CLT.
Rogerio Marinho é o lider da campanha do Flávio Bolsonaro, e indicado do PL e presidência do…
PEC aparece em meio ao debate sobre o fim da 6×1
A PEC 12 entrou em discussão enquanto outra proposta sobre jornada de trabalho avança no Senado.
A PEC 221/2019, que está sendo analisada atualmente pelo plenário, prevê a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e estabelece dois dias de repouso remunerado por semana, sem redução salarial. O texto prevê ainda uma transição: a jornada cairia para 42 horas dois meses após a eventual promulgação e chegaria a 40 horas um ano depois.
A proposta precisa passar por cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno. Depois, caso seja aprovada, haverá outras três sessões antes da segunda votação. São necessários pelo menos 49 votos favoráveis em cada turno.
Já a PEC 12 adota outro modelo. Em vez de estabelecer uma redução geral da jornada, cria a possibilidade de contratos com remuneração proporcional às horas trabalhadas.
Duas propostas em debate
As duas PECs tratam de mudanças nas regras de jornada, mas apresentam mecanismos diferentes.
A PEC 221 estabelece uma jornada máxima de 40 horas semanais, dois dias de descanso e manutenção dos salários. Já a PEC 12 permite que o trabalhador escolha entre o regime tradicional da CLT e um sistema flexível de remuneração por hora.
A discussão sobre as propostas ocorre no momento em que o Senado debate a redução da jornada de trabalho e o modelo da escala 6×1. Na quarta-feira (7), os senadores realizaram a segunda das cinco sessões de discussão previstas antes da primeira votação da PEC 221.
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Governo Lula publica edital para fortalecer empreendedorismo feminino
O Governo Federal publicou o edital de seleção de propostas do Projeto Nacional Juntas por Elas, iniciativa voltada ao acompanhamento, desenvolvimento e fortalecimento do empreendedorismo feminino entre mulheres em situação de vulnerabilidade. Leia em TVT News.
A ação é conduzida pelo Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte e prevê a seleção de até cinco projetos-piloto, contemplando as cinco macrorregiões do país.
Podem participar do processo as 27 Juntas Comerciais dos estados e do Distrito Federal. Ao final da seleção, cada uma das cinco regiões brasileiras poderá ter um projeto contemplado. As iniciativas escolhidas receberão R$ 200 mil em recursos federais para executar as propostas durante um período de até 12 meses.
O projeto tem como público prioritário mulheres que enfrentam situações de vulnerabilidade social, econômica ou territorial. Entre elas estão mulheres vítimas de violência doméstica ou familiar. A proposta busca ampliar condições para que essas mulheres tenham maior autonomia econômica, permaneçam no mercado de trabalho e possam desenvolver seus negócios.
Projetos devem considerar diferentes situações de vulnerabilidade
O edital estabelece que as iniciativas devem atender prioritariamente mulheres em situação de violência doméstica. Também deverão ser consideradas situações em que as vulnerabilidades sejam agravadas por fatores como raça ou cor, deficiência, baixa renda, maternidade solo, responsabilidades de cuidado, ruralidade e localização periférica.
A definição do público busca levar em conta diferentes obstáculos enfrentados por mulheres que pretendem iniciar, formalizar ou ampliar uma atividade econômica. O projeto prevê ações direcionadas ao fortalecimento dos negócios e à ampliação das condições para que as empreendedoras tenham acesso a instrumentos que possam contribuir para sua atividade profissional.
Entre as medidas previstas está a realização de um diagnóstico local do empreendedorismo feminino. A partir desse levantamento, os projetos deverão desenvolver ações de orientação para a formalização dos negócios e atividades de educação empreendedora.
O edital também prevê articulação para ampliar o acesso a crédito e mercados, além de iniciativas de apoio à inovação e ao desenvolvimento de lideranças.
Ações devem articular políticas públicas

As propostas selecionadas também poderão promover articulação com políticas estaduais, distritais e municipais destinadas às mulheres. A intenção é aproximar as ações previstas no projeto de outras políticas públicas existentes nos territórios atendidos.
Com isso, os projetos deverão considerar as características e necessidades locais na elaboração das atividades. O diagnóstico sobre o empreendedorismo feminino faz parte dessa estratégia e deverá orientar a implementação das ações previstas em cada iniciativa selecionada.
O modelo adotado pelo projeto prevê, portanto, que as Juntas Comerciais apresentem propostas direcionadas às realidades de seus territórios, dentro dos critérios estabelecidos pelo edital.
Inscrições ficam abertas até outubro
O edital foi publicado em 29 de setembro de 2026 e está disponível na plataforma eletrônica Transferegov.br. As propostas podem ser apresentadas pelas Juntas Comerciais até 19 de outubro de 2026.
De acordo com o cronograma divulgado, os resultados parciais da seleção serão publicados em 27 de outubro. O resultado definitivo está previsto para 18 de novembro.
Ao selecionar até cinco iniciativas, com uma proposta para cada macrorregião brasileira, o Projeto Nacional Juntas por Elas pretende apoiar ações voltadas ao empreendedorismo feminino e priorizar mulheres que enfrentam situações de vulnerabilidade.
O recurso federal previsto para cada projeto será de R$ 200 mil, com prazo de execução de até 12 meses. As propostas deverão seguir as diretrizes estabelecidas no edital, incluindo ações de diagnóstico, orientação, educação empreendedora, acesso a crédito e mercados, inovação, desenvolvimento de lideranças e articulação com políticas voltadas às mulheres.
Adeus Oscar? Partido de Flávio Bolsonaro quer a extinção da Ancine
Um projeto de lei apresentado pelo deputado Capitão Augusto (PL-SP), que prevê a extinção da Agência Nacional do Cinema (Ancine), voltou a repercutir após o primeiro turno das eleições de 2026. A proposta, protocolada em março, determina que as atribuições da agência sejam transferidas para o Ministério da Cultura. Leia em TVT News.
A discussão ocorre no momento em que o cinema brasileiro ganhou projeção internacional, com o Oscar de melhor filme internacional para “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, em 2025, e os prêmios conquistados por “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, no Festival de Cannes.
A retomada do debate também foi acompanhada por uma reportagem da revista americana Variety, publicada nesta quarta-feira (7). O texto trata das preocupações de profissionais do audiovisual com uma eventual mudança nas políticas públicas para o setor caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente.
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Projeto prevê transferência das funções da Ancine
O PL 994/2026 foi apresentado por Capitão Augusto em 6 de março e atualmente aguarda despacho do presidente da Câmara dos Deputados. O texto determina a extinção da Ancine e prevê que suas competências regulatórias sejam assumidas pelo Ministério da Cultura, por meio de uma secretaria específica.
Pela proposta, o patrimônio, os contratos, os convênios, os direitos e as obrigações da agência seriam transferidos para a União. Os servidores e empregados públicos da Ancine seriam redistribuídos para outros órgãos da administração federal.
O projeto também prevê que a gestão dos recursos destinados ao audiovisual atualmente administrados no âmbito da Ancine passe para o Ministério da Cultura.
Na justificativa, Capitão Augusto argumenta que a mudança teria como objetivo reduzir despesas administrativas e manter as funções de regulação e fomento do setor sob responsabilidade do governo federal. O deputado também apresentou outros projetos com propostas de extinção ou mudança de estrutura de órgãos públicos.
O que a Ancine faz
Criada em 2001, a Ancine atua na regulação, fiscalização e no fomento do setor audiovisual brasileiro. Entre suas atribuições estão mecanismos de financiamento direto e indireto de produções, além da gestão de programas relacionados ao desenvolvimento da cadeia cinematográfica.
Segundo informações da própria agência, o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) financia diferentes etapas do setor, incluindo produção, distribuição, comercialização, exibição e infraestrutura. Os recursos podem ser utilizados por meio de investimentos, financiamentos e apoio não reembolsável.
A estrutura de fomento da Ancine também envolve editais e chamadas públicas, acompanhamento de projetos, contratação de agentes financeiros e análise da prestação de contas dos recursos empregados.
Parte dos recursos do FSA tem origem na Condecine, contribuição destinada ao financiamento de programas de desenvolvimento do cinema e do audiovisual brasileiros.
Caso o projeto seja aprovado, essas atividades passariam a ser organizadas dentro do Ministério da Cultura, conforme o desenho previsto no texto apresentado à Câmara.
Variety relaciona retomada do cinema a políticas públicas
A discussão sobre o futuro do setor também chegou à imprensa internacional. Em reportagem publicada nesta semana, a Variety analisou o momento do cinema brasileiro e relacionou a retomada da produção às políticas públicas de financiamento e incentivo ao audiovisual.
A publicação destacou os resultados recentes obtidos por filmes brasileiros no exterior e mencionou o anúncio de R$ 1,6 bilhão em investimentos para o audiovisual durante o governo Lula. A reportagem também citou mecanismos como incentivos fiscais, subsídios e políticas de proteção à produção nacional.
A revista também recuperou medidas adotadas durante o governo Jair Bolsonaro, incluindo a redução de recursos destinados à Ancine e ao Fundo Setorial do Audiovisual. Segundo a Variety, a diminuição teria sido de cerca de 43% nos orçamentos desses mecanismos, além de um período de represamento de recursos.
Profissionais ouvidos pela publicação manifestaram preocupação com a possibilidade de alteração das políticas de financiamento do setor em um eventual novo governo.
O diretor Marcelo Gomes afirmou à Variety que uma mudança nas políticas culturais poderia afetar os resultados recentes do audiovisual brasileiro. A produtora Paula Cosenza, da Trema, também falou sobre os efeitos que uma eventual mudança de orientação poderia provocar na cadeia produtiva.
Cinema brasileiro vive período de projeção internacional
Nos últimos anos, produções brasileiras alcançaram resultados inéditos em grandes premiações internacionais.
“Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles, recebeu o Oscar de melhor filme internacional em 2025. No ano seguinte, “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, ampliou a presença brasileira no circuito internacional e recebeu reconhecimento no Festival de Cannes.

A Variety utilizou esse cenário para discutir a relação entre políticas de financiamento público e a capacidade de produção do cinema nacional. A reportagem também abordou as manifestações de profissionais do audiovisual durante o Festival do Rio e o debate sobre a continuidade dos mecanismos de incentivo.
A Ancine, por sua vez, afirma que suas políticas de fomento têm entre os objetivos ampliar a participação de conteúdos nacionais no mercado, estimular a atividade econômica do setor e aumentar a inserção internacional do audiovisual brasileiro.
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Cursinhos Populares preparam estudantes para o Enem 2026
A Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP) do Ministério da Educação beneficia, em 2026, mais de 58 mil estudantes, que realizam nos dias 8 e 15 de novembro mais uma edição Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A iniciativa oferece suporte técnico e financeiro a 1.535 cursinhos populares e comunitários que atuam na preparação de alunos em situação de vulnerabilidade socioeconômica para o ingresso na educação superior, especialmente por meio do Enem. Leia em TVT News.
São mais de 21 mil educadores envolvidos nas atividades, voltadas prioritariamente a estudantes que cursaram a educação básica em escolas públicas, com atenção a pessoas negras, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência. O apoio inclui auxílio-permanência para estudantes, recursos para educadores e profissionais de apoio, além da aquisição de materiais necessários às atividades dos cursinhos.
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Além da revisão de conteúdos, os cursinhos populares funcionam como espaços de acompanhamento pedagógico na preparação para o exame. As orientações são voltadas à organização de processos formativos que atendem às exigências do Enem e oferecem suporte aos estudantes, do período pré ao pós-Enem, com orientações sobre o acesso à educação superior, especialmente por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
Reta final – O Enem 2026 será em dois domingos, dias 8 e 15 de novembro. No primeiro dia, são provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Ciências Humanas e suas Tecnologias; e Redação (duração de 5h30). No segundo, as provas são de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias, com duração de 5 horas.

As notas do Enem podem ser usadas em processos de acesso à educação superior, como no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e no Programa Universidade para Todos (Prouni). O resultado também pode ser utilizado no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
CPOP – A Rede Nacional de Cursinhos Populares tem, entre seus objetivos, fortalecer cursinhos pré-vestibulares populares e comunitários, oferecer orientações específicas para o Enem e ampliar as possibilidades de acesso à educação superior para estudantes que enfrentam barreiras socioeconômicas.
A iniciativa também busca contribuir para a retomada do interesse dos jovens pelo Enem e para o acesso a cursos de graduação em instituições de educação superior, especialmente entre estudantes de grupos historicamente subrepresentados.

A edição de 2026 foi ampliada ao longo do processo de seleção. Inicialmente, o edital previa 514 iniciativas, número posteriormente ampliado para 858 propostas habilitadas. Com a seleção e a continuidade das iniciativas, a edição alcança, atualmente, 1.535 cursinhos.
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