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Da Redação
Exército do Lula fará live de 24h após debate da Globo
O deputado federal André Janones (Rede-MG) anunciou que o Exército do Lula, canal de mobilização que lidera no WhatsApp, fará uma live contínua por 24 horas, com início imediatamente após o encerramento do debate presidencial da TV Globo, na noite da sexta-feira (23).
A live só terminará às 23h de sábado (24), véspera do segundo turno. Durante a transmissão, Janones promete distribuir “missões” aos integrantes do canal, que já reúne mais de 7 milhões de inscritos, para tentar garantir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL). Veja como será a live do Exército do Lula com a TVT News.
Missão do Exército do Lula
- Exército do Lula fará live de 24h: a transmissão começa logo após o debate da Globo e segue até a noite de sábado (24), véspera da votação.
- Exército do Lula quer derrotar o bolsonarismo nas redes, nas ruas e nas urnas: Janones afirma que as “missões” distribuídas durante a live têm o objetivo de mobilizar os 7 milhões de “soldados” para ampliar a vantagem de Lula.
- Quando será o debate na Globo: o último confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro antes do segundo turno está marcado para sexta-feira (23), a partir das 21h20, horário de Brasília.
- Como entrar no Exército do Lula? Quem quer entrar no exército precisa acessar o canal que fica neste link
Exército do Lula terá live de 24h
O anúncio foi feito por Janones em vídeo publicado no Instagram, logo após o canal Exército do Lula atingir a marca de 7 milhões de inscritos no WhatsApp.
Segundo o deputado, o grupo recebeu 1,5 milhão de novos participantes em apenas 12 horas, durante a madrugada, o que, para ele, demonstra a capacidade de mobilização dos apoiadores.
“Acabou o debate, eu entro ao vivo e eu fico ao vivo direto até o outro dia, 11 da noite. Nessas 24 horas, eu vou distribuir missões que vocês executando, o presidente Lula ganha, e vou dizer mais: ganha com larga vantagem”, afirmou Janones no vídeo.
Live do Exército do Lula começa logo após o debate da Globo
A live do Exército do Lula está programada para começar assim que o debate da TV Globo for encerrado, por volta das 23h de sexta-feira (23). Janones afirmou que a transmissão seguirá até as 23h de sábado (24). “Se o debate acabar às 11 em ponto, ela começa às 11 em ponto”, disse o deputado em outro trecho do vídeo.
A expectativa é de que, durante as 24 horas, Janones distribua tarefas específicas aos integrantes do canal, como compartilhamento de conteúdos, interação com publicações e convencimento de eleitores que não compareceram ao primeiro turno.
O deputado não antecipou quais serão as “missões”, mas sugeriu um cenário hipotético no qual cada um dos 7 milhões de integrantes buscasse convencer uma pessoa a votar em Lula.
Quando será o debate na Globo
O último debate presidencial do segundo turno será realizado nesta sexta-feira (23), pela TV Globo, com transmissão a partir das 21h20 (horário de Brasília). O encontro será mediado pelo jornalista César Tralli e acontecerá nos estúdios da Globo, no Rio de Janeiro. Este é o último confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro antes da votação de domingo (25).

Debate será marcado pelo desafio de Lula para abrir sigilo
Além da expectativa em torno da live do Exército do Lula, o debate da Globo também será marcado pelo desdobramento do desafio feito por Lula a Flávio Bolsonaro para a abertura recíproca de sigilos bancário, fiscal e telefônico.
Na última terça-feira (20), o presidente protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma autorização para divulgar os próprios sigilos e os de familiares, referentes aos últimos oito anos, desde que o adversário adote procedimento equivalente.

A iniciativa foi anunciada pela campanha de Lula e reforça o desafio lançado durante o debate da Band, no domingo (18). O documento encaminhado ao TSE menciona empresas das quais Flávio Bolsonaro seria sócio e uma empresa registrada na Ilha da Madeira, em Portugal.
A campanha de Lula sustenta que a divulgação deve permitir que os eleitores tenham acesso às informações antes da votação de domingo (25). A medida, no entanto, depende da adesão de Flávio Bolsonaro para ser efetivada.
O que é o Exército do Lula?
O Exército do Lula é um canal criado e administrado pelo deputado federal André Janones no WhatsApp, voltado para a mobilização de apoiadores do presidente Lula. O espaço é utilizado para distribuir conteúdos políticos, vídeos, mensagens e orientações aos integrantes, com o objetivo de ampliar o alcance das mensagens da campanha nas redes sociais.



O canal ganhou destaque durante o segundo turno e chegou a ser alvo de questionamentos na Justiça Eleitoral, tendo sido suspenso e posteriormente liberado após registro no TSE.
Com a marca de mais de 7 milhões de inscritos, Janones passou a se referir aos integrantes como “soldados” e a tratar o grupo como uma força de mobilização capaz de garantir a reeleição de Lula. “Não são 7 milhões de pessoas para curtir, para votar, são 7 milhões de soldados, de pessoas que engajam”, declarou o deputado.
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Coordenadora de Flávio Bolsonaro quer substituir servidores públicos por inteligência artificial
A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, defende substituir parte dos servidores públicos por sistemas de inteligência artificial (IA). A proposta prevê utilizar a tecnologia para executar tarefas administrativas e operacionais e reduzir gastos com pessoal na máquina pública. Leia em TVT News.
A ideia foi apresentada por Marques em discussões sobre a modernização do Estado e voltou ao debate eleitoral de 2026. A economista defende uma reforma administrativa baseada na digitalização de serviços e no uso de ferramentas tecnológicas para aumentar a eficiência da gestão pública.
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IA substituiria servidores conforme se aposentarem
Entre as possibilidades discutidas está deixar de preencher determinadas vagas após a aposentadoria de servidores, transferindo parte das atividades para sistemas automatizados. A proposta, no entanto, não especifica quais carreiras seriam afetadas, quantos postos de trabalho poderiam ser eliminados nem quais funções seriam efetivamente assumidas pela inteligência artificial.
A iniciativa levanta questionamentos sobre os limites da automação no serviço público. Embora ferramentas de IA possam agilizar tarefas repetitivas, a prestação de serviços à população também envolve atendimento, fiscalização, análise de situações complexas e decisões que exigem responsabilidade institucional, que podem ser prejudicadas por uma substituição generalizada de funcionários pela tecnologia e a perda de expertise dos funcionários humanos.
O debate sobre a proposta de Flávio Bolsonaro coloca em pauta não apenas o potencial da inteligência artificial para modernizar a administração pública, mas também seus efeitos sobre o emprego e a capacidade do Estado de atender à população.
Lula defende IA com supervisão humana
O governo Lula (PT) defende a utilização da inteligência artificial para ampliar a produtividade dos serviços públicos, mas com supervisão humana. A posição contrasta com a proposta apresentada por Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que defende substituir parte das funções administrativas e operacionais desempenhadas por servidores por sistemas automatizados.
A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, criticou a proposta da equipe adversária. Dweck aponta riscos de erros e de perda da dimensão humana no atendimento público com a substituição de trabalhadores por ferramentas de inteligência artificial.
A proposta de Lula prevê continuar a digitalização dos serviços públicos, sem apresentar a substituição de servidores por IA como eixo da modernização administrativa. A diferença entre as campanhas está no papel atribuído à tecnologia: enquanto a equipe de Flávio associa a automação à redução do quadro de funcionários e das despesas, o governo defende seu uso para aumentar a eficiência, mantendo a supervisão de profissionais.
USP cobra checagem de fatos e punição por mentiras no debate presidencial
Professores, estudantes e ex-alunos da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP) lançaram uma carta aberta para pedir que a TV Globo adote mecanismos de checagem de fatos em tempo real no debate presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), marcado para sexta-feira (23). Leia em TVT News.
O documento já reúne mais de 12,5 mil assinaturas e será apresentado em uma leitura pública nesta quarta-feira (21), às 19h30, na sede do Departamento de Jornalismo da ECA-USP.
A proposta prevê que candidatos que divulguem informações falsas sejam advertidos durante a transmissão. Em caso de reincidência, os participantes poderiam perder parte do tempo de fala, como forma de responsabilização por declarações incorretas.
Carta defende fiscalização dos fatos além do controle do tempo
Os signatários avaliam que o formato tradicional dos debates eleitorais, centrado na organização das falas e no controle do tempo, não é suficiente para garantir que o público tenha acesso a informações confiáveis.
Na avaliação do grupo, esses encontros têm sido marcados por ataques pessoais, ofensas, discursos de ódio e dados distorcidos, que prejudicam a compreensão dos eleitores sobre os temas em disputa.
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Para mudar esse cenário, a carta propõe a inclusão de uma terceira figura de arbitragem, além do mediador, com a responsabilidade de acompanhar as declarações dos candidatos e verificar a veracidade das informações apresentadas.
O grupo também aponta que ferramentas tecnológicas podem contribuir para identificar e contestar informações falsas durante o próprio programa.
A iniciativa busca dar mais espaço à discussão de propostas e reduzir a circulação de afirmações enganosas em um momento de grande relevância para a escolha dos rumos políticos do país.
Direitos humanos e Constituição também devem ser respeitados
A carta defende que candidatos sejam advertidos e responsabilizados não apenas pela divulgação de informações falsas, mas também por declarações, projetos ou propostas que violem direitos humanos previstos na Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas ou afrontem cláusulas pétreas da Constituição Federal de 1988.
Essas cláusulas protegem princípios fundamentais da ordem constitucional brasileira contra mudanças que busquem abolir seu conteúdo. Para os autores do documento, os debates devem contar com mecanismos capazes de coibir manifestações que ameacem esses direitos e garantias democráticas.
Jornalistas, professores e estudantes de Jornalismo da USP farão checagem do debate em live no YouTube
Professores do curso de Jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da USP (ECA-USP) farão a checagem das informações durante o debate da Globo. A checagem, em tempo real, será transmitida em live no canal oficial do YouTube do curso de Jornalismo.
“A equipe de checadores será composta por estudantes voluntários do curso de Jornalismo e por 3 professores do departamento”, informa o professor doutor Rodrigo Ratier. Nos intervalos de debate, professores também farão comentários sobre as informações passadas pelos candidatos.
Intercom, Fenaj e SBPJOR também farão checagens
A Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação @intercom_oficial , em parceria com a RNCD – Rede Nacional de Combate à Desinformação, com a FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas @fenajoficial, com a SBPJOR – Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo @sbpjor e demais Associações do campo da Comunicação, como Alcar @alcar_historiadamidia@socicomorg e parceiros da RNCD como @aletheiafact e @coarnoticias , dentre vários outros, está organizando uma rede de checagem para atuar durante o debate com os candidatos à presidência Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, nesta sexta-feira (23.10) às 21h20 e que será realizada pela TV Globo.
As checagens serão transmitidas em tempo real pelos canais da RNCD e FENAJ no YouTube.
FENAJ – https://www.youtube.com/@FENAJoficial
RNCD – https://www.youtube.com/@RNCDBRASIL
Medidas podem valer para outros debates eleitorais

Os organizadores querem que a Globo implemente as mudanças já no confronto desta sexta-feira, que ocorrerá dois dias antes da votação presidencial.
A emissora terá o último debate entre os candidatos antes do segundo turno, após o encontro realizado pela Band no domingo (18).
A reivindicação, porém, vai além da disputa atual. Os signatários defendem que a checagem simultânea e os mecanismos de responsabilização sejam incorporados permanentemente aos debates promovidos por emissoras de televisão e rádio.
A carta coloca em discussão o papel dos veículos de comunicação na garantia de condições para que o eleitor avalie as propostas e as declarações dos candidatos com base em informações verificáveis.
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Bolsa Família 23 anos: da saída do Mapa da Fome às ameaças dos Bolsonaro
O Bolsa Família completou 23 anos em 20 de outubro, com 19,29 milhões de famílias atendidas em todo o Brasil, o equivalente a quase 50 milhões de pessoas. Criado em 2003, durante o primeiro governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o programa voltou ao centro do debate eleitoral após declarações da equipe econômica de Flávio Bolsonaro (PL) sobre mudanças nas regras de permanência no benefício. Leia em TVT News.
Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha do senador, defendeu uma regra de transição de dois anos para beneficiários que consigam emprego formal ou abram um negócio. Ao fim desse período, o pagamento poderia ser interrompido. Caso a pessoa perdesse o emprego ou encerrasse a atividade, poderia voltar a receber o benefício.
Flávio Bolsonaro afirmou que não pretende acabar com o Bolsa Família nem reduzir os pagamentos. A proposta, porém, reacendeu a discussão sobre a proteção social de famílias de baixa renda e os efeitos das mudanças nas regras de acesso ao programa.
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Da criação à saída do Mapa da Fome
O Bolsa Família surgiu em outubro de 2003, como parte da estratégia Fome Zero, para reunir e ampliar políticas de transferência de renda. O programa busca combater a pobreza e a fome e ampliar o acesso a direitos básicos, com exigências relacionadas à educação e à saúde, como frequência escolar, vacinação e acompanhamento pré-natal.
Em 2014, o Brasil saiu do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O indicador considera a proporção da população que enfrenta subalimentação crônica, e a saída representou um avanço no combate à insegurança alimentar.
Durante o governo Jair Bolsonaro (PL), o Bolsa Família foi substituído pelo Auxílio Brasil, em 2021. No ano seguinte, o país voltou ao Mapa da Fome, em meio aos efeitos econômicos da pandemia, à alta dos preços dos alimentos e ao agravamento da insegurança alimentar. Naquele período, a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan) estimou que 33,1 milhões de pessoas passavam fome no país.
O Bolsa Família foi retomado em 2023, no terceiro mandato de Lula, com mudanças na estrutura dos pagamentos e benefícios adicionais para famílias com crianças e adolescentes. Em julho de 2025, a FAO anunciou novamente a saída do Brasil do Mapa da Fome, com base nos índices de subalimentação registrados entre 2022 e 2024.
Quem tem direito ao benefício
Atualmente, podem receber o Bolsa Família famílias com renda mensal de até R$ 218 por pessoa, desde que cumpram os critérios do programa e mantenham os dados atualizados no Cadastro Único. O benefício mínimo é de R$ 600 por família, com adicionais conforme a composição familiar.
Há pagamentos extras para famílias com crianças de até seis anos, gestantes, mães que amamentam e crianças e adolescentes. A estrutura busca considerar as necessidades específicas de cada grupo e ampliar a proteção social de quem está em situação de vulnerabilidade.
Em outubro de 2026, o valor médio do benefício chegou a R$ 782,92. O calendário de pagamentos também foi antecipado e unificado a partir do dia 21 em razão dos impactos esperados do fenômeno El Niño em determinadas regiões.
Regra de proteção e debate eleitoral
A proposta apresentada pela equipe econômica de Flávio Bolsonaro contrasta com a atual regra de proteção do Bolsa Família. Pelo modelo em vigor, famílias que aumentam a renda podem continuar recebendo parte do benefício por um período determinado, desde que atendam às condições estabelecidas pelo programa.
A regra busca evitar que a conquista de um emprego ou o aumento temporário dos rendimentos provoque a perda imediata de toda a transferência de renda. A ideia é permitir que as famílias façam a transição para uma situação de maior autonomia financeira com uma margem de segurança.
A discussão sobre o futuro do programa ocorre em um contexto no qual a transferência de renda permanece central no enfrentamento da pobreza e da fome. Para milhões de famílias, o benefício ajuda a garantir a compra de alimentos e o acesso a despesas essenciais, com condicionalidades que contribuem para a permanência das crianças na escola e para o acompanhamento de saúde.
MTST e Nação Zumbi promovem cinema ao ar livre em homenagem às vítimas da covid-19
Às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a banda Nação Zumbi realizam nesta quinta-feira, 22 de outubro, a programação “Bora para o futuro”, na Praça Roosevelt, em São Paulo. Leia em TVT News.
A iniciativa reúne atividades de conscientização política, música e uma sessão gratuita do documentário Anatomia do Caos, dirigido por Dandara Ferreira, sobre as omissões na condução da pandemia de covid-19.
A programação começa ao meio-dia, com a chamada “Parada dos Indecisos”, uma ação informativa voltada a pessoas que ainda têm dúvidas sobre em quem votar. A proposta é promover conversas e distribuir materiais informativos em um momento de disputa eleitoral e debate sobre os rumos do país.
Às 18h, a praça recebe um tributo às vítimas da pandemia, que antecede a exibição do documentário, marcada para as 18h30. A sessão será realizada na tela inflável do Cinema Sem Teto, projeto do MTST voltado à democratização do acesso ao audiovisual brasileiro.
A iniciativa conta com parceria da Descoloniza Filmes e do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, além do apoio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e do Centro de Estudos Sociedade, Universidade e Ciência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Memória da pandemia e defesa da democracia
A homenagem busca manter viva a memória das mais de 700 mil pessoas que morreram de covid-19 no Brasil e das consequências sociais da pandemia, incluindo a fome. Para Ana Perles, coordenadora nacional do MTST, recordar as perdas também significa reafirmar o compromisso de impedir que uma tragédia semelhante volte a acontecer.
Pedro Charbel, coordenador do Cinema Sem Teto, destaca o papel da exibição em espaço público na preservação da memória coletiva. Segundo ele, lembrar a atuação do governo de Jair Bolsonaro durante a crise sanitária é importante para pensar o futuro do país.
O vocalista da Nação Zumbi, Jorge Du Peixe, também associa a mobilização ao cenário político. Para o músico, a programação representa uma defesa da democracia e da vida diante do avanço da extrema direita. Ele afirma que o país atravessa um período em que a participação e a reflexão política são necessárias para definir os rumos da sociedade.
A mobilização também conta com a participação de representantes da comunidade científica e do jornalismo. Soraya Smaili, vice-presidente da SBPC e professora titular da Unifesp, afirma que muitas mortes poderiam ter sido evitadas sem a desinformação institucionalizada e os atrasos na vacinação promovidos pelo governo Bolsonaro.
Ela ressalta ainda a atuação da ciência brasileira durante a pandemia, mesmo diante da falta de apoio e dos ataques sofridos.
Larissa Gould, integrante do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, chama atenção para os ataques à imprensa no mesmo período em que a desinformação se espalhava. Para ela, a mobilização reafirma a necessidade de evitar a repetição desse cenário.
Música e participação política na Praça Roosevelt
Além das atividades informativas e da homenagem, a programação terá a Discotecagem da Democracia (DDD), com artistas convidados. A concentração musical começa às 17h, e a discotecagem retorna às 20h, com Jorge Du Peixe e convidados.
Também participam das apresentações Marafo Records, Murilo, da Pindorama, e DJ Fatah, da Súbete. A proposta combina cultura, memória e participação política em um espaço público, com atividades abertas à população.
Serviço
Evento: Bora para o futuro — MTST e Nação Zumbi
Data: quinta-feira, 22 de outubro
Local: Praça Roosevelt, São Paulo
Programação:
- 12h: Parada dos Indecisos — conversas e ação informativa para quem ainda tem dúvidas sobre em quem votar.
- 17h: Concentração da Discotecagem da Democracia (DDD).
- 18h: Tributo às vítimas da pandemia.
- 18h30: Exibição de Anatomia do Caos, de Dandara Ferreira.
- 20h: Discotecagem da Democracia com Jorge Du Peixe e convidados.
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Hoje, em 21 de outubro seria o julgamento do assassino de Ana Clara, mas Flávio Bolsonaro impediu
O julgamento do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado de matar Ana Clara Gomes Machado, de cinco anos, estava previsto para esta quarta-feira (21), mas foi remarcado para 5 de maio de 2027. O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) integrou a equipe de defesa do policial e assinou, em 2024, um recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar reverter a decisão que determinou o julgamento pelo Tribunal do Júri. O recurso foi rejeitado, mas o júri não ocorreu na data inicialmente prevista. Leia em TVT News.
Em publicação nas redes sociais, o deputado federal Marcelo Freixo (PT) afirmou que a atuação de Flávio Bolsonaro e seu poder político foram responsáveis pelo adiamento. Freixo visitou Cristiane Gomes da Silva, mãe de Ana Clara, para registrar a luta da família por justiça.
A mãe da menina cobra há mais de cinco anos uma resposta da Justiça. Cristiane critica a atuação para impedir que ele seja submetido ao júri popular.
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Menina foi morta com tiro de fuzil
Ana Clara foi atingida por um disparo de fuzil em 2 de fevereiro de 2021, enquanto brincava na porta de casa com o irmão de dois anos, na comunidade Monan Pequeno, em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro.
A menina Ana Clara foi socorrida e levada ao Hospital Estadual Azevedo Lima, mas não resistiu. O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou o então cabo da Polícia Militar Bruno Dias Delaroli por homicídio doloso, sob a acusação de que ele assumiu o risco de matar ao efetuar disparos em uma área residencial.
O policial foi preso em flagrante após o episódio, mas passou a responder ao processo em liberdade em novembro de 2021. No mesmo ano, a Justiça determinou que ele fosse levado a júri popular. A decisão foi mantida pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em 2022.
Flávio recorreu contra o júri popular
Flávio Bolsonaro passou a integrar a defesa do policial em 2024, quando assinou um recurso apresentado ao STJ para contestar a decisão de submetê-lo ao Tribunal do Júri. O pedido foi negado. Em junho de 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) também manteve a determinação de que o réu fosse julgado por um júri popular.
O caso voltou ao debate nacional durante o confronto entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro no debate presidencial da Band, no domingo (18). Lula questionou o adversário sobre a atuação na defesa do policial acusado pela morte da criança.
Flávio respondeu que o exercício da advocacia é legítimo e acusou o presidente de antecipar uma condenação antes do julgamento. O senador sustenta que sua atuação ocorreu dentro das prerrogativas profissionais.
Mãe cobra justiça
Cristiane Gomes da Silva afirma que a demora prolonga o sofrimento da família. Em declaração divulgada pelo Brasil de Fato, ela ressaltou que espera há anos que o caso seja levado a julgamento e que a morte da filha não seja esquecida.
A mãe também questionou a contradição entre o discurso de defesa da família adotado por Flávio Bolsonaro e sua atuação no processo. Para ela, o direito de defesa não deve ser confundido com tentativas de evitar que o acusado responda perante o júri.
Com o adiamento para maio de 2027, a família terá de esperar mais alguns meses para que o julgamento seja realizado. Até lá, Bruno Dias Delaroli permanece respondendo ao processo em liberdade.

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