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Da Redação

Lula no Flow: veja a entrevista ao vivo do presidente

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é entrevistado ao vivo pelo Flow Podcast nesta quinta-feira (1º), às 20h45, no mesmo período em que ocorre o último debate entre candidatos à Presidência antes do primeiro turno das eleições 2026, no qual, Flávio Bolsonaro desistiu de ir. Confira detalhes da entrevisa de Lula no Flow com a TVT News.

Assista ao Lula no Flow

Confira os principais momentos da entrevista de Lula no Flow

O que de mais importante foi falado por Lula no Flow:

Lula no Flow: vamos mudar as emendas parlamentares

Lula disse que as emendas parlamentares sequestraram o orçamento federal. “Nós vamos aguardar o resultado eleitoral, mas precisamos mudar esse mecanismo das emendas parlamentares”.

Lula pediu para as pessoas acima de 70 anos compareçam às urnas

O Brasil não parou porque você fez 70 anos. Então, é preciso que você vote.

Lula mandou um recado para a juventude

O presidente Lula também deixou um recado para a juventude. “Eu também já fui rebelde. Se você acha que as coisas não estão boas, entre para a política. Participe de um partido politico, faça o que acha que deva ser feito para melhorar”.

“Faz tempo que discuto o formato do debate”

Na primeira pergunta da entrevista de Lula no Flow, o presidente respondeu à pergunta: “por que ele estava ali e não no debate da Globo”.

Lula disse que faz tempo que discute o formato do debate, por conta do tempo para cada candidato. O presidente também questiona a presença de candidatos com números baixos de intenção de voto nas pesquisas

Por que não está com aprovação alta nas pesquisas?

Lula disse que há muito preconceito com as políticas públicas. “Tem muita gente que acha que o pobre não merece Luz para Todos, não merece Bolsa Família”.

Ele entende que pode não ter trabalhado bem para comunicar e que respeita. Mas considera que no domingo, o povo vai acordar e vai votar pensando no Brasil que ele quer.

Comparação com o adversário

Lula comparou a trajetória política e de outros adversários do passado, como Maluf e FHC, que, segundo ele, “têm história política”.

Quanto a Flávio Bolsonaro, Lula não poupou palavras: chamou de amigo de miliciano e citou as relações com Vorcaro e as denúncias de orgias.

Lula e Educação

O presidente Lula voltou a falar que é obcecado em educação. Lembrou que foi o presidente que mais implantou universidades e institutos federais e que quer aumentar ainda mais esse número.

Por que Trump taxou o Brasil

Igor perguntou a Lula qual seria o motivo para Trump taxar o Brasil. Lula lembrou que o argumento de Trump era mentiroso, já que os EUA têm superávit na relação comercial com o Brasil

O Master é a maior crise do Brasil?

Igor perguntou ao Lula se essa é a maior crise do Brasil. Lula disse que ainda não é, mas pode ser.

Diante da surpresa de Igor, Lula argumentou que houve outros momentos graves na história do Brasil, como o golpe militar de 1964.

Lula voltou a falar que tem de investigar todo mundo, doa a quem doer.

Presidente não pode interferir no STF?

Durante a entrevista ao Flow, Igor argumentou que o STF é um tribunal político, porque os ministros são indicados pelos presidentes. Lula respondeu que cada instituição tem seu papel e não pode dar palpites. Lula lembrou que no episódio do mensalão, ele tinha 6 ministros indicados e as decisões foram contra o PT.

Lula lembrou que falou ao presidente do STF, Edson Fachin, que não poderia deixar a corte sendo exposta dessa maneira.

O presidente lembrou que ele fez uma primeira reforma do Judiciário e propõe um nova. Entre as medidas, Lula propõe que a indicação do ministro não pode ser exclusiva do presidente, que seja a partir de um conselho.

“Quem vai para a Suprema Corte não pode querer ficar rico”, disse Lula

Lula lembrou também que a briga dos bolsonaristas contra o STF não é por conta do Vorcaro, mas pela prisão do Bolsonaro.

Lula no Flow: “enquanto estiver vivo o fascismo não volta nesse país”

Quando Igor lembrou que, na entrevista de 2022, Lula disse que não seria candidato de novo, Lula disse que tem um compromisso de não deixar os fascistas voltarem ao poder. “Wnquanto estiver vivo o fascismo não volta nesse país”

Lula no Flow: “se der certo o Petróleo na Margem Equatorial, o Trump vai morrer de inveja”

Lula explicou que o petróleo na Margem Equatorial não está em território indígena. “Muitos quilômetros longe das costas”. Brincou que o Brasil vai tirar petróleo a 7 mil metros de profundidade. “Mais um pouquinho a gente traz um japonês na sonda”, brincou o presidente.

Monjauro no SUS

Lula no Flow disse que a distribuição de caneta emagrecedora no SUS “não será a torto e a direito”, seguirá procedimentos médicos.

Pacto contra o feminicídio

Lula no Flow lembrou que chamou o STF e o Congresso para criar o Pacto contra o Feminicídio e apresentou dados. Aproveitou para contar da nova medida do INSS pagar o benefício para mulheres com medidas protetivas por conta da violência doméstica.

Impostos, gastos e investimento

Todos essas políticas públicas demandam investimento. Igor perguntou se isso não vai prejudicar ainda mais as contas públicas. Lula respondeu que aprendeu, como assalariado e trabalhador de fábrica, que não se gasta mais do que ganha. Lembrou que em 2027 começa a reforma tributária e que os mais ricos devem pagar pelos mais pobres.

Bets

Igor perguntou por que Lula tomou a decisão de acabar com as bets faltando 9 dias para as eleições. Lula disse que não tinha noção da gravidade do problema e que, ao conversar com as pessoas, percebeu que era urgente acabar com as bets. Diante da possiblidade da MP ser revogada, Lula disse que “essa é uma briga boa para se fazer” e que tem certeza que o Congresso não vai derrubar.

Lulinha e Roberta

Nâo faltaram perguntas doloridas sobre Lulinha e amiga Roberta.

Sobre o filho, Lula voltou a falar que se ele tiver cometido algum delito, que ele vai pagar, sem proteção da Polícia Federal.

Voltou a negar que conheça Roberta.

Lula no Flow: o que você precisa saber

  • Lula vai ao podcast Flow: o presidente confirmou presença no programa comandado por Igor 3K, que será transmitido ao vivo pelo YouTube.
  • Horário da entrevista no Flow: a conversa está prevista para começar às 20h45, horário de Brasília.
  • Links para assistir: a transmissão será feita pelo canal oficial do Flow Podcast no YouTube e também pelo portal iG.
  • React ao debate da Globo: a campanha negocia um formato em que Lula acompanhe o debate e reaja em tempo real às falas dos adversários.
  • O que é o podcast Flow: programa fundado em 2018 por Igor 3K, Monark e Gianzão, conhecido como um dos podcasts de maior audiência do Brasil.

Que horas é a entrevista do Lula no Flow

A entrevista de Lula no Flow está marcada para começar às 20h45 desta quinta-feira (1º de outubro). O horário foi divulgado pela equipe do programa nas redes sociais e antecede o início do debate da TV Globo.

Como assistir ao Lula no Flow

A entrevista de Lula no Flow poderá ser acompanhada ao vivo por diferentes plataformas. O canal oficial do Flow Podcast no YouTube é a principal via de transmissão.

O portal iG também exibirá a íntegra da conversa em seu site. Além disso, o Flow mantém presença em plataformas como Spotify e Twitch, que costumam replicar o conteúdo do programa. Para acessar, basta buscar “Flow Podcast” no YouTube ou entrar diretamente no canal oficial, onde a live estará identificada com referência à entrevista com Lula.

A TVT News fará toda a cobertura da entrevista, destacando os principais momentos e falas do presidente Lula.

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Lula no Flow Podcast, entrevistado pelo apresentador Igor 3K – Foto: Ricardo Stuckert

Lula no Flow pode fazer react ao debate na Globo

Segundo reportagem de Murilo Fagundes, do SBT News, publicada em 30 de setembro, a campanha de Lula negocia com o Flow Podcast um formato que permita ao presidente acompanhar o debate da TV Globo e reagir em tempo real às falas dos demais candidatos. A ideia é que Lula assista ao debate enquanto é entrevistado no podcast, podendo responder às perguntas direcionadas a ele e comentar temas levantados pelos adversários.

Internet lembra da manipulação do debate de 1989 e do Padre Kelmon em 2022

A decisão de Lula de não participar do debate da Globo reacendeu na internet lembranças de episódios que marcaram a relação do presidente com a emissora. Um dos mais citados é a edição do debate de 1989 exibida pelo “Jornal Nacional”, na véspera do segundo turno entre Lula e Fernando Collor.

A TVT, no programa Seu Jornal, relembrou a manipulação do debate na Globo, assista:

O telejornal mostrou 3 minutos e 34 segundos de falas de Collor e 2 minutos e 22 segundos de Lula, em uma edição acusada de favorecer o adversário. O episódio é considerado por veículos de imprensa um dos maiores exemplos de manipulação jornalística da história da televisão brasileira.

O site de crítica de mídia Observatório da Imprensa registra que a Globo admitiu posteriormente que a edição não havia sido equilibrada, embora tenha negado má-fé.

Além disso, o próprio formato engessado dos debates televisivos tem sido alvo de críticas. Muitos citaram a participação do Padre Kelmon nas eleições de 2022 como um claro exemplo de como esses encontros na TV aberta podem se transformar em palanques de confusão, perdendo o foco no debate de propostas reais para o país.

O que é o Flow Podcast

O Flow Podcast é um programa de entrevistas que reúne convidados para conversas sobre política, cultura, entretenimento, sociedade e outros assuntos.

O programa foi criado por Bruno Aiub, conhecido como Monark, e Igor Coelho, o Igor 3K. Atualmente, Igor 3K é o apresentador do Flow. O programa faz parte do Grupo Flow e também mantém distribuição em plataformas de áudio.

O canal do Flow no YouTube reúne milhões de inscritos e episódios com políticos, artistas, influenciadores e outras figuras públicas. O programa também já recebeu Lula anteriormente.

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Lula no Flow Podcast – Reprodução / Redes Sociais

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Datafolha divulga pesquisa para presidente nesta quinta (01), a 3 dias das eleições

O Instituto Datafolha divulga nesta quinta-feira (1º) a penúltima pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República antes do primeiro turno.

O levantamento, contratado pela Folha de S.Paulo e pelo Grupo Globo, foi realizado entre os dias 28 de setembro e 1º de outubro, em um período marcado pela proibição das bets no Brasil e pela polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08039/2026. Confira os detalhes da pesquisa Datafolha com a TVT News.

Intenções de voto no 1° turno, de acordo com o Datafolha

  • Lula: 42% (antes 40%)
  • Flávio Bolsonaro: 38% (antes 36%)
  • Cury: 4%
  • Caiado: 3%
  • Renan: 3%
  • Zema: 1%
  • Em branco/nulo/nenhum: 5% (eram 5%)
  • Indecisos: 2% (eram 2%)

Votos válidos de 1° turno

  • Lula: 45%
  • Flávio Bolsonaro: 40%

Lula ganhou votos entre os mais pobres, os mais velhos, os católicos e quem votou nele em 2022. Lula subiu 5 pontos entre os católicos.

Flávio Bolsonaro ganhou mais votos entre os evangélicos e os de maior renda. Flávio Bolsonaro cresceu 7 pontos na classe média.

Destaques do Datafolha de 01 de outubro

  • Entre eleitores não alinhados nem ao petismo nem ao bolsonarismo, 38% votariam em Flávio Bolsonaro, e 35%, em Lula;
  • Na parcela que escolhe Cury no primeiro turno, 44% migrariam para Flávio no segundo turno, e 30% optariam por Lula. Outros 24% votariam em branco ou nulo;
  • Entre eleitores de Caiado, 46% escolheriam o candidato do PL, e 30% votariam em Lula, e 22% votariam branco ou nulo;
  • No eleitorado de Renan Santos, 54% preferem Flávio no segundo turno, 28% optariam por Lula, e 16% votariam em branco ou nulo;
  • Entre os que avaliam o governo Lula como regular, 60% votariam no atual presidente, e 28%, em Flávio Bolsonaro.

Intenções de voto no 2° turno entre Lula x Flávio Bolsonaro

  • Lula: 48%
  • Flávio Bolsonaro: 45%
  • Branco e nulo: 6%
  • Indecisos: 1%

Em relação à última pesquisa de intenção de voto no 2° turno:

  • Lula (PT): 48% (eram 47%)
  • Flávio Bolsonaro (PL): 45% (eram 45%)
  • Em branco/nulo/nenhum: 6% (eram 7%)
  • Indecisos: 1% (era 1%)

Pesquisa Datafolha para Presidência da República a três dias do 1º turno:

  • Lula (PT): 42% (eram 40%)
  • Flávio Bolsonaro (PL): 38% (eram 36%)
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 4% (eram 5%)
  • Ronaldo Caiado (PSD): 3% (eram 4%)
  • Renan Santos (Missão): 3% (eram 3%)
  • Romeu Zema (Novo): 1% (era 1%)
  • Samara Martins (UP): 1% (era 1%)
  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 1% (era zero)
  • Edmilson Costa (PCB): 0 (era zero)
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 0 (era zero)
  • Leonardo Avalanche (PRTB): 0 (era zero)
  • Clariana Barão (DC): 0 (era zero)
  • Hertz Dias (PSTU): 0 (era zero)
  • Em branco/nulo/nenhum: 5% (eram 5%)
  • Indecisos: 2% (eram 2%)

*O candidato Leonardo Avalanche (PRTB) renunciou à candidatura na quarta-feira (30).

O que mostrou a pesquisa Datafolha até agora

  • Veja a série histórica da pesquisa Datafolha sobre o primeiro turno:

  • E os resultados ao longo das semanas para intenções de voto para o segundo turno:

Definição do voto

O Datafolha mostra também que 78% dos eleitores estão totalmente decididos sobre a escolha do candidato a presidente, e que 19% ainda podem mudar o voto.

Entre os eleitores de Lula, 88% estão totalmente decididos.

Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro 85% estão totalmente indecisos.

Pesquisa espontânea

  • Lula (PT): 39% (eram 36%)
  • Flávio Bolsonaro (PL): 31% (eram 27%)
  • Jair Bolsonaro (PL): 4% (eram 4%)
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 2% (eram 3%)
  • Renan Santos (Missão): 2% (eram 2%)
  • Ronaldo Caiado (PSD): 2% (eram 2%)
  • Outras respostas: 2% (eram 2%)
  • Em branco/nulo/nenhum: 5% (eram 5%)
  • Indecisos: 13% (eram 18%)

Se somar Flávio e Jair Bolsonaro, a espontânea entre os Bolsonaros é de 35%.

Índice de rejeição dos candidatos

O Datafolha perguntou aos eleitores em quem eles não votariam de jeito nenhum no 1º turno. Os números:

  • Lula (PT): 45% (eram 45%)
  • Flávio Bolsonaro (PL): 45% (eram 45%)
  • Renan Santos (Missão): 16% (eram 15%)
  • Romeu Zema (Novo): 15% (eram 14%)
  • Ronaldo Caiado (PSD): 14% (eram 13%)
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 11% (eram 9%)
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 11% (eram 8%)
  • Edmilson Costa (PCB): 9% (eram 8%)
  • Samara Martins (UP): 9% (eram 9%)
  • Leonardo Avalanche (PRTB): 8% (eram 7%)
  • Hertz Dias (PSTU):7% (eram 7%)
  • Clariana Barão (DC): 7% (eram 7%)
  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 7% (eram 5%)
  • Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: 2% (eram 2%)
  • Rejeita todos/não votaria em nenhum: 1% (eram 2%)
  • Não sabe: 3% (eram 3%)

Avaliação e aprovação do governo

O Datafolha também ouviu os eleitores sobre avaliação do governo e do presidente Lula.

Aprovação do governo

  • Desaprova: 49% (eram 50% na pesquisa anterior)
  • Aprova: 48% (eram 47%)
  • Não sabe: 3% (eram 3%)

Avaliação do governo

  • Ruim/péssimo: 41% (eram 40%)
  • Ótimo/bom: 35% (eram 34%)
  • Regular: 23% (eram 24%)
  • Não sabe: 1% (eram 2%)

Entre os que avaliam o governo Lula como regular, 60% votariam no atual presidente, e 28%, em Flávio Bolsonaro, afirma o Datafolha.

Para entender a pesquisa Datafolha de 1° de outubro

  • Faltam 3 dias para o primeiro turno, marcado para domingo, 4 de outubro.
  • O campo da pesquisa Datafolha foi realizado entre os dias 28 de setembro e 1º de outubro, com 2.506 entrevistados em todo o país.
  • Últimas pesquisas eleitorais serão divulgadas até sábado, véspera do primeiro turno
  • Contexto: a pesquisa Datafolha mede os efeitos do fim das bets no Brasil, anunciado por Lula em 25 de setembro, e da polêmica sobre Nossa Senhora Aparecida, que envolveu Flávio Bolsonaro e ganhou repercussão nas redes sociais.
  • As pesquisas divulgadas no início da semana desenharam um cenário acirrado
    • Quaest (28/09): Lula tinha 39% e Flávio Bolsonaro, 34% no primeiro turno; no segundo turno, empate em 42%.
    • BTG/Nexus (28/09): Lula aparecia com 42% e Flávio, 37% no primeiro turno; no segundo turno, Lula tinha 46% e Flávio, 44%.
    • AtlasIntel (29/09): Lula liderava com 45,3% e Flávio tinha 42,2% no primeiro turno; no segundo turno, Flávio aparecia com 47,7% e Lula com 47,6% — empate técnico.

Pesquisa para presidente hoje: Datafolha traz Lula x Flávio Bolsonaro a 2 dias das eleições

A pesquisa Datafolha desta quinta-feira (1º) chega a apenas três dias do primeiro turno e vai testar a opinião dos eleitores sobre temas que entraram no centro da campanha nas últimas semanas: a proibição das bets, o reajuste de 15,04% do Bolsa Família e a possível distribuição gratuita de medicamentos contra a obesidade pelo SUS.

O levantamento também será o primeiro do instituto após a polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida, que ganhou repercussão nas redes sociais em 24 e 25 de setembro.

Qual a metodologia da pesquisa Datafolha de 01 de outubro

O Datafolha ouviu 2.506 eleitores em todo o Brasil entre os dias 28 de setembro e 1º de outubro, por meio de entrevistas presenciais em pontos de fluxo populacional.

A margem de erro máxima prevista é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela Empresa Folha da Manhã e pelo Grupo Globo e está registrada no TSE sob o número BR-08039/2026.

O questionário inclui intenções de voto espontânea e estimulada, grau de decisão do eleitor, possibilidade de mudança de voto, rejeição aos candidatos e cinco cenários de segundo turno. Lula será confrontado separadamente com Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e Augusto Cury.

O que aconteceu enquanto o Datafolha estava em campo

  • Fim das bets no Brasil: Em 25 de setembro, o presidente Lula editou Medida Provisória que acaba com a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no paísm as bets. A medida alcança apostas esportivas e jogos online, em ambientes físicos e virtuais. A proibição não abrange as demais modalidades lotéricas já autorizadas em lei.

  • Dino manda PF investigar ataques a imagens de Nossa Senhora Aparecida: Em 30 de setembro, o ministro Flávio Dino, do STF, determinou que a Polícia Federal investigue uma “aparente onda de ataques” contra imagens religiosas no Brasil, com atenção especial aos casos que atingem a devoção a Nossa Senhora Aparecida. A decisão cita notícias de vários estados, como Mato Grosso, Bahia, Paraná e Minas Gerais e vem na polêmica da repercussão sobre um antigo projeto de lei de um deputado bolsonarista que queria tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
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Reprodução da postagem do humorista Antonio Tabet nas redes sociais, que não cita o nome de Flávio Bolsonaro: julgamento no TSE pode definir se houve censura prévia de Mendonça – Imagem: reprodução / X

  • Ex-sócio de Flávio Bolsonaro relata festas, Rolex e lobby no STF: Uma reportagem do PlatôBR reuniu mensagens, áudios, documentos e fotografias divulgadas pelo empresário Alexandre Ferreira Dias Santini, ex-sócio de Flávio Bolsonaro. O material revela pagamentos de despesas pessoais do senador por pessoas próximas, um presente de R$ 305 mil (um Rolex Submariner Date) e uma suposta intermediação de interesses junto ao gabinete do ministro Kassio Nunes Marques, do STF.

Consulte todas as pesquisas registradas no TSE

Para consultar todas as pesquisas eleitorais registradas e seus respectivos números de protocolo, acesse o sistema de pesquisas registradas do Tribunal Superior Eleitoral.

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Quase 4,6 milhões de empregos formais foram gerados entre beneficiários do Bolsa Família

Um estudo realizado por pesquisadores da Fundação Getulio Vargas (FGV) aponta que beneficiários do Bolsa Família tiveram um saldo de quase 4,6 milhões de empregos formais entre janeiro de 2023 e julho de 2026. Leia em TVT News.

O levantamento considera as contratações e demissões registradas entre pessoas que integravam o programa de transferência de renda no momento da movimentação profissional.

Segundo a pesquisa, foram 15,3 milhões de contratações de beneficiários do Bolsa Família no período, enquanto 10,8 milhões de demissões foram registradas. A diferença entre os dois números resulta em um saldo positivo próximo de 4,6 milhões de postos de trabalho.

O resultado corresponde a 85,2% do saldo total de empregos com carteira assinada criado no Brasil no mesmo intervalo. De acordo com os dados analisados pelos pesquisadores, o mercado formal brasileiro apresentou saldo de aproximadamente 5,4 milhões de vagas entre janeiro de 2023 e julho de 2026.

>> Desemprego cai para 5,3% e mercado de trabalho registra recordes em agosto

Para os autores do estudo, os números ajudam a compreender a relação entre programas de transferência de renda e inserção no mercado de trabalho.

O pesquisador da FGV Valdemar Pinho Neto, que realizou a análise em parceria com Luiz Gustavo Barbosa, afirma que os dados não sustentam a crítica de que beneficiários do Bolsa Família não teriam interesse em trabalhar.

“Uma crítica de que as pessoas do Bolsa Família não querem trabalhar não é uma crítica válida quando você olha para os números”, afirmou Pinho Neto.

Beneficiários participaram de parcela expressiva das contratações

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Programa alcança 18,73 milhões de famílias. Foto: Lyon Santos/MDS

Os integrantes do Bolsa Família representaram 16,7% de todas as contratações registradas no país durante o período analisado. Foram 91,8 milhões de admissões no mercado formal brasileiro, das quais 15,3 milhões envolveram pessoas que estavam no programa no momento da contratação.

Nas demissões, os beneficiários responderam por 12,5% do total. Enquanto o conjunto do mercado registrou 86,4 milhões de desligamentos, 10,8 milhões ocorreram entre pessoas integrantes do Bolsa Família no momento da demissão.

O estudo, entretanto, não informa se os trabalhadores continuaram recebendo o benefício depois de conseguirem um emprego formal. A análise identifica apenas a situação do trabalhador em relação ao programa no momento da contratação ou do desligamento.

A legislação permite que uma pessoa beneficiária do Bolsa Família exerça atividade profissional e continue recebendo o benefício, desde que a renda familiar por pessoa permaneça dentro do limite estabelecido. No período considerado pelo material analisado, esse teto é de R$ 218 mensais por integrante da família.

Saldo positivo também aparece entre inscritos no CadÚnico

A pesquisa da FGV também analisou os trabalhadores registrados no Cadastro Único (CadÚnico), sistema utilizado pelo governo federal para identificar famílias de baixa renda e viabilizar o acesso a diferentes políticas sociais.

Entre as pessoas inscritas no CadÚnico, o saldo de empregos formais foi ainda maior: 5,8 milhões de postos entre janeiro de 2023 e julho de 2026. Nesse grupo, foram contabilizadas 33,3 milhões de contratações e 27,5 milhões de demissões.

A diferença supera o saldo total de empregos formais registrado no país durante o mesmo período, calculado em 5,4 milhões de vagas.

O estudo aponta que os resultados indicam uma relação entre a expansão do emprego formal e a inclusão produtiva de famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica. A análise considera, portanto, não apenas o acesso ao benefício social, mas também a movimentação desses trabalhadores no mercado com carteira assinada.

Fora do CadÚnico, saldo de empregos ficou negativo

O cenário foi diferente entre os trabalhadores que não estavam inscritos no CadÚnico. Nesse grupo, o saldo de empregos formais ficou negativo em 460,6 mil postos entre janeiro de 2023 e julho de 2026.

Foram 58,5 milhões de contratações e 58,9 milhões de demissões, diferença que resulta no saldo negativo apontado pelo levantamento.

Os pesquisadores, porém, não interpretam esse resultado como falta de oportunidades para trabalhadores que não estão no cadastro. Uma das possibilidades levantadas é que o mercado de trabalho aquecido tenha permitido que parte dessas pessoas deixasse seus empregos para assumir novas vagas.

Nesse cenário, uma demissão não necessariamente representa perda definitiva de ocupação. O trabalhador pode ter deixado uma empresa para ingressar em outra, movimento associado à maior disponibilidade de postos formais.

Dados são cruzados com registros do governo

Para realizar o levantamento, os pesquisadores utilizaram informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), base do governo federal que reúne registros de admissões e desligamentos no mercado de trabalho formal.

Os dados de emprego foram cruzados com informações do CadÚnico e do Bolsa Família. Dessa forma, foi possível identificar a situação dos trabalhadores em relação aos programas sociais no momento em que foram contratados ou desligados.

Santos regulariza concessão do CT Rei Pelé em acordo com o Governo Federal

O Santos Futebol Clube e o Governo Federal formalizaram nesta quinta-feira (1º) o acordo que regulariza a utilização do Centro de Treinamento Rei Pelé, em Santos (SP). A assinatura ocorreu em Brasília, em cerimônia com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de representantes do clube. Leia em TVT News.

O acordo estabelece uma concessão onerosa do imóvel por 20 anos, com possibilidade de prorrogação por mais 20. Com isso, o Santos poderá continuar utilizando o CT Rei Pelé, enquanto a área permanece pertencendo à União. O clube pagará mensalmente R$ 145.167,42 pelo uso do espaço, valor que será corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Além dos pagamentos futuros, o Santos reconheceu uma dívida de aproximadamente R$ 23 milhões referente ao período anterior de utilização do imóvel. O valor deverá ser quitado em 120 meses, permitindo a recuperação de recursos que estavam relacionados à ocupação anterior do terreno.

Imóvel permanece no patrimônio da União

O Centro de Treinamento Rei Pelé ocupa uma área de aproximadamente 38,9 mil metros quadrados. O imóvel da União está atualmente avaliado em R$ 79,76 milhões, considerando também as benfeitorias realizadas pelo Santos.

Pelos valores atuais e sem considerar a atualização monetária, os pagamentos previstos para os primeiros 20 anos da concessão representam cerca de R$ 34,84 milhões. Somados aos aproximadamente R$ 23 milhões referentes ao passivo anterior, os valores envolvidos chegam a cerca de R$ 57,8 milhões no período.

A diferença em relação a uma eventual venda do imóvel está no fato de que a propriedade não será transferida ao clube. O acordo mantém o terreno sob titularidade da União e estabelece uma remuneração pelo uso da área.

A solução também não impede que o governo federal reavalie futuramente a possibilidade de alienação do imóvel. Isso poderá ocorrer caso deixe de existir interesse público, econômico ou social na manutenção do bem no patrimônio federal.

Negociação se estendeu por anos

A situação do CT Rei Pelé vinha sendo discutida entre o Santos e a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) havia anos. O clube manifestou formalmente interesse na aquisição da área em fevereiro de 2024, enquanto diferentes alternativas foram analisadas para garantir a permanência da equipe no local.

A antiga concessão havia sido estabelecida em 1996. Ao longo dos anos, porém, diferentes gestões do Santos deixaram de cumprir parte dos requisitos e das contrapartidas sociais previstos no acordo anterior. Diante desse histórico, chegou a ser considerada a possibilidade de encaminhamento do imóvel para leilão.

Naquele momento, a área era avaliada em aproximadamente R$ 80 milhões. O Santos chegou a conversar com a Caixa Econômica Federal sobre um eventual financiamento para a compra do terreno, caso o leilão fosse realizado. Também houve tratativas com instituições privadas para viabilizar recursos para uma possível aquisição.

O leilão, contudo, não foi realizado. O Ministério Público Federal orientou a SPU a não levar a área à disputa, o que abriu espaço para uma revisão dos valores e para a construção de uma solução negociada entre o poder público e o clube.

Acordo garante continuidade do CT

A negociação foi conduzida institucionalmente pela Advocacia-Geral da União (AGU), por meio da Câmara de Mediação e de Conciliação da Administração Federal (CCAF), e pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

Pelo acordo, além de pagar pela utilização do terreno e quitar os valores referentes ao período anterior, o Santos assume obrigações relacionadas à conservação do imóvel e ao cumprimento de exigências administrativas, tributárias, ambientais, urbanísticas e patrimoniais.

A Secretaria do Patrimônio da União continuará responsável pelo acompanhamento e pela fiscalização da utilização da área.

CT mantém função de formação esportiva

O acordo também preserva a finalidade esportiva do Centro de Treinamento Rei Pelé. O espaço é utilizado pelo Santos para atividades relacionadas à formação e ao desenvolvimento de atletas.

Além da permanência do clube no imóvel, a concessão prevê compromissos ligados a ações sociais, investimentos nas categorias de base e conservação da área. A proposta busca conciliar a utilização esportiva do espaço com a gestão do patrimônio pertencente à União.

A solução encerra a controvérsia sobre a permanência do Santos no terreno sem transferir a propriedade para o clube. Ao mesmo tempo, estabelece regras para o uso futuro da área e mecanismos de acompanhamento por parte do poder público.

Na cerimônia em Brasília, a comitiva santista contou com o presidente Marcelo Teixeira, o assessor especial da presidência Júnior Bozzella e os ex-jogadores Pepe, Clodoaldo e Serginho Chulapa. Bozzella, que também é advogado e foi deputado federal e líder partidário, participou das negociações que levaram à construção do acordo.

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>> Últimas pesquisas eleitorais serão divulgadas até sábado, véspera do primeiro turno

Veja a agenda de Lula de amanhã a domingo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá compromissos de campanha no Rio de Janeiro e em São Paulo entre sexta-feira (2) e sábado (3), véspera do primeiro turno das eleições. No domingo (4), dia da votação, Lula votará em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, e deverá acompanhar a apuração dos votos na cidade de São Paulo. Leia em TVT News.

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Sexta-feira: agendas no Rio de Janeiro

Na sexta-feira (2), Lula terá agenda no Rio de Janeiro. O presidente participará de uma caminhada pela região central da capital fluminense, com concentração prevista para as 11h na Igreja da Candelária e encerramento na Cinelândia.

O percurso ocorrerá na véspera do primeiro turno e integra os últimos compromissos públicos da campanha antes da votação.

A agenda também prevê passagem por Belo Horizonte (MG) antes da atividade no Rio, segundo o roteiro divulgado para a reta final da campanha.

Sábado: último ato antes da votação

No sábado (3), Lula estará em São Paulo para o último compromisso de campanha antes do primeiro turno.

A caminhada com Fernando Haddad está prevista para começar pela manhã e seguir pela região da avenida Paulista, rua Augusta e praça Roosevelt. O convite divulgado pelo PT indica concentração às 10h na esquina da avenida Paulista com a alameda Ministro Rocha Azevedo.

A realização do percurso pela Paulista, porém, gerou uma disputa com a Prefeitura de São Paulo. A administração municipal informou que a avenida deveria permanecer desimpedida nos dias 3 e 4 de outubro, alegando determinação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). O PT, por sua vez, manteve a caminhada anunciada.

O TRE-SP informou que a orientação para manter a via livre tem como objetivo garantir a circulação de servidores, equipamentos, mesários, equipes de apoio e eleitores na véspera e no dia da votação.

Domingo: Lula vota em São Bernardo do Campo

No domingo (4), primeiro turno das eleições, Lula votará em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. A cidade foi escolhida pelo presidente para exercer o voto também neste pleito.

Depois da votação, Lula seguirá para a cidade de São Paulo, onde pretende acompanhar a apuração dos resultados. A previsão é que ele permaneça na capital paulista durante a divulgação da totalização dos votos.

A votação do primeiro turno ocorre das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, em todo o país.

Serviço

Sexta-feira (2)

  • Rio de Janeiro: caminhada pelo Centro
  • 11h: concentração na Igreja da Candelária, com percurso até a Cinelândia
  • Agenda também prevê passagem por Belo Horizonte (MG)

Sábado (3)

  • São Paulo: caminhada com Fernando Haddad
  • 10h: concentração prevista na avenida Paulista, na altura da alameda Ministro Rocha Azevedo
  • Percurso pela região da Paulista, rua Augusta e praça Roosevelt

Domingo (4)

  • São Bernardo do Campo (SP): Lula vota no primeiro turno
  • São Paulo (capital): previsão de acompanhar a apuração
  • 8h às 17h: horário de votação em todo o país