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Da Redação

Venezuela: ministro da Defesa visita Caracas para ampliar cooperação humanitária com Brasil

O ministro da Defesa José Múcio, se reuniu nesta terça-feira (30), em Caracas, com a presidenta encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, para avaliar novas formas de cooperação humanitária do Governo do Brasil após os terremotos que atingiram o país. Leia mais sobre o tema em TVT News.

José Múcio foi acompanhado por representantes da Caixa Econômica Federal e do Ministério das Cidades, atendendo à determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ampliar o apoio ao povo venezuelano.

A visita também servirá para identificar novas frentes de apoio às áreas atingidas pelos terremotos na Venezuela. Durante visita à base brasileira em La Guaira, o ministro doou purificadores de água para reforçar a operação humanitária

Múcio afirmou que Lula os mandou ao país “para que materializássemos a nossa mais absoluta solidariedade ao povo da Venezuela” e “para ver onde é que nós podemos ajudar mais, fazendo uma coisa ordenada”. A ideia é que a equipe possa verificar quais as prioridades neste momento.

Segundo Múcio, a visita à Venezuela tem como objetivo identificar, em conjunto com o governo local, as prioridades para que a ajuda brasileira seja organizada de forma eficiente e coordenada.

Dados oficiais do governo venezuelano sobre o terremoto

De acordo com o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodriguez, em 30 de junho, os números atualizados são:

  • 1.943 mortos
  • 10.571 feridos
  • 6.461 pessoas resgatadas
  • 26.127 militares venezuelanos deslocados nas áreas afetadas
  • 15.467 voluntários em operações de logística e resgate
  • 28.380 recebendo atendimento em hospitais e abrigos
  • 80.870 famílias assistidas mais de 13.500 pessoas conseguiram deixar a zona de desastre por conta própria ou com a ajuda de suas famílias.
  • 689 réplicas (o número de eventos diminuiu).
  • 855 edifícios danificados.
  • 189 edifícios desabaram completamente.
  • 666 edifícios foram gravemente ou parcialmente danificados.
  • 15.866 afetados
  • 14 abrigos abertos em la guaira
  • 55 em caracas, miranda e outros estados
  • 51 delegações internacionais
  • 3.660 socorristas internacionais
  • 148 cães
  • 49 veículos de apoio
  • 707.000 toneladas de ajuda humanitária internacional

Objetivo na Venezuela é de atendimento emergencial e reconstrução

Ao chegar à Venezuela, o ministro Múcio se reuniu com o ministro da Defesa, Gustavo González López, para discutir novas frentes de cooperação, tanto na resposta imediata à emergência quanto em ações de médio e longo prazo.

A presença da Caixa Econômica Federal e do Ministério das Cidades permite avaliar também possíveis iniciativas relacionadas à reconstrução de infraestrutura e habitação, diante da situação dos desabrigados no país, que somam cerca de 60 mil.

Múcio explicou que o apoio brasileiro está estruturado em duas frentes: “O primeiro é a emergência para salvar vidas, detectar onde estão os problemas. E o segundo é a reconstrução”, destacou o ministro.

Representantes da Caixa Econômica Federal e do Ministério das Cidades ressaltaram que a missão busca conhecer as necessidades relacionadas à reconstrução urbana e habitacional, aproveitando a experiência brasileira em ações de resposta a desastres e a cooperação já desenvolvida anteriormente entre os dois países nessa área.

O ministro ressaltou que a solidariedade brasileira permanecerá ao longo das próximas etapas da resposta ao desastre. “Não estamos aqui para dizer que nossa ajuda seja só neste momento. Se precisar de mais médicos, se precisar de mais voluntários, se precisar de mais remédios… Em primeiro lugar é a absoluta solidariedade. O povo venezuelano e o povo brasileiro são irmãos”, afirmou.

Múcio visita base e hospitais na Venezuela

José Múcio e o ministro da Defesa da Venezuela visitaram a base de operações do Governo do Brasil em La Guaira, onde foram recebidos pelo comandante da missão brasileira, Armin Braun, diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad).

Durante a visita, o ministro brasileiro fez a doação ao governo venezuelano de purificadores de água destinados ao atendimento da população afetada pelos terremotos, reforçando a estrutura da operação humanitária brasileira no país.

Na sequência, ainda com o ministro da Defesa venezuelano, o ministro visitou o hospital de campanha da Marinha do Brasil, instalado em La Guaira.

A visita ocorre no mesmo dia em que decola o quinto voo da operação humanitária brasileira destinada à Venezuela. A aeronave deixou a Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro (RJ), com equipamentos para expandir o Hospital de Campanha já em operação em La Guaira.

A expansão permitirá que o hospital conte com capacidade para internação de até 30 pacientes simultâneos, módulo infantil e outro para pandemias. Embarcaram hoje 45 militares da Marinha do Brasil, que atuarão no hospital, que contará com área de 900 m2 e equipe de 93 profissionais.

Antes de seguir para Caracas, o voo humanitário passa pela Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos (SP), onde embarcarão cerca de 5,5 toneladas de insumos doados pelo Ministério da Saúde e que não comprometem o estoque do Sistema Único de Saúde (SUS).

São medicamentos e testes rápidos solicitados pelo governo venezuelano. Com isso, as doações de alimentos e insumos chegará às 6,5 toneladas.

Mais dois técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também se somam à operação humanitária, com analisadores de espectro e de antenas direcionais de alta sensibilidade, utilizados para localizar sinais de celulares sob os escombros, auxiliando as equipes no salvamento de vítimas presas em estruturas colapsadas.

Com coordenação da Agência Brasileira de Cooperação (ABC/MRE), o Governo do Brasil tem mobilizado aeronaves da Força Aérea Brasileira para levar ajuda humanitária ao país vizinho.

O primeiro voo partiu na sexta-feira, 26 de junho, transportando a primeira equipe de busca e resgate, composta por 44 profissionais, incluindo bombeiros e especialistas.

No sábado, 27 de junho, dois voos transportaram o hospital de campanha da Marinha, equipe médica, kits médicos e purificadores de água.

O quarto voo humanitário pousou em Caracas neste domingo, 28 de junho, às 23 horas, horário de Brasília, transportando mais 35 bombeiros, dos estados de São Paulo e Minas Gerais, para reforçar as equipes que atuam em La Guaira.

Brasil x Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026

O sonho do hexa segue vivo para o Brasil na Copa do Mundo de 2026. Nesta segunda-feira (29), a seleção brasileira venceu o Japão por 2 a 1 em Houston (Estados Unidos), pelos 16 avos de final. Leia em TVT News com reportagem de Lincoln Chaves, da EBC.

Após um primeiro tempo marcado por nervosismo, erros de passe – como o que resultou no gol japonês – e controle adversário, a equipe de Carlo Ancelotti conseguiu pressionar os Samurais Azuis (apelido da seleção nipônica) na etapa final e ter a paciência necessária para, nos acréscimos, ser recompensada com o gol dramático do atacante Gabriel Martinelli, que saiu do banco para decidir a classificação.

Quando vai ser o próximo jogo do Brasil?

Nas oitavas de final, o Brasil enfrenta a Noruega, que derrotou a Costa do Marfim por 2 a1. O duelo será no domingo (5), às 17h, em Nova Jersey, também nos Estados Unidos.

Próximo jogo do Brasil na Copa do Mundo da FIFA 2026™ ·

  • Brasil X Noruega – Domingo, 5 de julho, às 17h (horário de Brasíliadom., 05/07, 17:00

Como foi o jogo do Brasil

O confronto vinha sendo tratado como um duelo entre “mestre” e “discípulo”. O Japão tem o Brasil como maior inspiração no futebol. Ex-jogadores como Zico, ídolo do Flamengo e da seleção brasileira, e Ruy Ramos, que fez carreira na Terra do Sol Nascente e se naturalizou para representar a seleção asiática, são ícones no país e personalidades fundamentais no desenvolvimento do esporte japonês.

O respeito pelo futebol brasileiro se reflete na cultura. Um dos animes mais populares no Brasil no fim dos anos 1990, “Super Campeões”, conta a trajetória de Oliver Tsubasa, personagem inspirado em Musashi Mizushima, ex-jogador nipônico que defendeu o São Paulo entre 1975 a 1985, contando base e profissional. No desenho, Tsubasa chega a jogar em uma versão “genérica” do Tricolor, chamada “Brancos”.

Curiosamente, o último episódio de “Super Campeões” representa a final de Copa do Mundo de 2002 – que teve o Japão como uma das sedes – entre as seleções brasileira e nipônica.

O anime termina logo após o apito inicial da partida, deixando o final em aberto – na versão em mangá (história em quadrinhos japonesa), os donos da casa levam a melhor. Apesar disso, fãs da série animada trataram, nos últimos dias, o duelo desta segunda como a “continuação” daquele jogo. Felizmente, desta vez, deu Brasil.

45 minutos de pesadelo na Copa do Mundo

Com o mesmo time da vitória por 3 a 0 sobre a Escócia na última quarta-feira (24), em Miami (Estados Unidos), o Brasil tomou a iniciativa e praticamente anulou o Japão nos primeiros 15 minutos.

Aos 12, na melhor chance, o atacante Matheus Cunha recebeu do volante Bruno Guimarães na entrada da área, levou para a perna esquerda e chutou rasteiro, no canto. O goleiro Zion Suzuki se esticou todo para defender.

Os Samurais Azuis resistiram à pressão brasileira e conseguiram equilibrar as ações. Adiantando a marcação, os japoneses aproveitaram um erro de passe do lateral Danilo na intermediária e abriram o marcador.

Aos 28 minutos, o volante Kaishu Sano tomou a bola, avançou pelo meio, ganhou do volante Casemiro – que já tinha cartão amarelo – e bateu rasteiro, no canto direito do goleiro Alisson.

Sem conseguir se aproximar da área do Japão como no início da partida e com Vinícius Júnior e Rayan bem marcados nas pontas, o Brasil não conseguia encaixar passes que penetrassem a defesa adversária. Ansiosa e previsível, a seleção verde e amarela tentava acelerar o jogo e cometia erros que obrigavam o time a recuar e se ver dominado pelo toque de bola japonês.

Pressão pelo alto e avante

O Brasil voltou do intervalo com o atacante Endrick no lugar de Lucas Paquetá. O meia deixou o gramado com dores na coxa esquerda e teve de ser substituído.

O desenho do segundo tempo era claro: Japão recuado e Brasil no ataque, apostando no jogo aéreo. Aos seis minutos, Danilo cruzou pela direita e o volante Bruno Guimarães, de cabeça, obrigou Suzuki a uma bela defesa.

Aos oito, Rayan levantou na área, o lateral Douglas Santos apareceu pela esquerda e ajeitou para Casemiro escorar na frente do gol. O zagueiro Takehiro Tomiyasu salvou em cima da linha.

A insistência deu resultado no minuto seguinte. O zagueiro Gabriel Magalhães recebeu de Vinícius Júnior perto da grande área pela esquerda e cruzou na medida para Casemiro superar o meia Keito Nakamura pelo alto e mandar para as redes de cabeça.

O empate animou o Brasil e assustou os japoneses. Aos 12, Vinícius Júnior fez grande jogada pela esquerda, colocando a bola entre as pernas de Tomiyasu, invadindo a área, deixando Sano para trás com um drible de corpo e chutando de bico, cruzado, acertando a trave.

Paciência e recompensa para o Brasil

Com o jogo fluindo pelos lados, Ancelotti colocou Gabriel Martinelli no lugar de Matheus Cunha. Ele e Vinícius Júnior passaram a se revezar pela esquerda, um aberto em campo, próximo à lateral, e o outro por dentro, junto com Endrick.

A intensidade dos primeiros minutos da etapa final caiu, mas o Brasil seguiu ocupando o campo ofensivo. O jogo se tornou um teste de paciência. A seleção verde e amarela tocava a bola, procurando espaços e o melhor momento para tentar um passe em profundidade, um chute ou um bom cruzamento. O Japão, com postura claramente reativa, estava armado para, no primeiro erro, sair em velocidade no contra-ataque.

O duelo caminhava para a prorrogação e Casemiro tinha acabado de ser substituído com dores (Fabinho entrou) quando brilhou a estrela de Gabriel Martinelli. Aos 49 minutos, Bruno Guimarães recebeu de Rayan e deixou o atacante frente a frente com Suzuki. O camisa 22 bateu cruzado e a bola ainda encostou na trave esquerda antes de explodir a massa brasileira, maioria dos 68 mil torcedores presentes em Houston.

De: Lincoln Chaves – Repórter da EBC

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Manifestações pelo fim da escala 6×1 ocorrem pelo Brasil

Nesta terça-feira (30), mais de 15 estados terão manifestações pressionando em favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, a PEC pelo fim da escala 6×1. Leia mais sobre o tema em TVT News.

Os atos buscam pressionar o Senado para dar tramitação ao ato legislativo, já que a casa se reunirá nesta quarta-feira (01/07) em sessão temática para discutir o assunto.

Na sessão, serão ouvidos sindicatos, categorias, empresários, os diversos setores interessados. A PEC segue “emperrada” no Senado, aguardando envio para a Comissão de Constituição e Justiça.

Há manifestações marcadas em 21 cidades, entre elas São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA), Brasília (DF), Natal (RN), Aracaju (SE) e Curitiba (PR), entre outros.

O ato do Rio de Janeiro, iniciado hoje (30) às 14h, abriu o dia de protestos.

Em São Paulo, o ato se reunirá às 18h no vão do Masp.

Os atos são parte de um dia nacional de jornadas, marcado por organizações como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o movimento VAT – Vida Além do Trabalho, a Frente Brasil Popular, a Frente Nacional de Mobilização Povo Sem Medo.

Fim da 6×1 exige tramitação da PEC no Senado

A PEC em questão foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio. No entanto, desde então, está parada no Senado, aguardando despacho do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

Caso o Senado aprove o texto sem alterações de mérito, a proposta segue para promulgação pelo Congresso. Porém, se os senadores fizerem mudanças, a PEC voltará para nova análise na Câmara.

No início de junho, Alcolumbre declarou que a PEC deveria ser analisada “sem pressa” e que poderia haver “melhorias” no texto.

A CUT criou o site Na Pressão, para que a população possa pressionar os parlamentares, por meio de envio de mensagens.

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O vereador no Rio de Janeiro Rick Azevedo (PSOL), criador do VAT e um dos articuladores nacionais do movimento contra a escala 6×1, classifica a virada de semestre como “momento crucial para os trabalhadores brasileiros”.

Ele criticou o senador Alcolumbre por não dar seguimento célere à tramitação e disse que a classe trabalhadora “não recuará”.

“Hoje não se trata mais só de um balconista de farmácia querendo o fim da escala 6×1. O recado concreto que a gente pode dar hoje é que nós não vamos desistir”, disse Rick à Agência Brasil.

O vereador se refere à sua antiga profissão, que exercia quando seu vídeo falando da falta de humanidade da excala 6×1 viralizou nas redes sociais e uniu parte da população pela mudança trabalhista.

“O décimo terceiro salário, as férias remuneradas, licença-maternidade, entre outros direitos, foram conquistas da classe trabalhadora. A gente também vai conquistar o fim da escala 6×1.”


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Dia histórico: foi em maio que o Brasil ganhou a CLT, a licença maternidade e, em maio de 2026, começa a enterrar a escala 6×1. Foto: Reprodução / TV Câmera

Fim da escala 6×1 já passou na Câmara

O fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário foram aprovados em dois turnos na Câmara dos Deputados, com votações expressivas (472 votos a favor no 1° turno e 469 no 2° turno).

Com essa emenda, a Constituição passará a determinar:

  • Redução da carga horária máxima das atuais 44 horas para 40 horas semanais de forma gradual;
  • Escala 5×2: direito a dois dias de folga remuneradas por semana, sendo um deles, preferencialmente, aos domingos;
  • Salários mantidos: fica estritamente proibida qualquer redução salarial nominal ou proporcional;
  • Possibilidade de lei complementar para mitigar impactos sobre micro e pequenas empresas, condicionada à manutenção dos níveis de emprego;
  • Implementação progressiva: 60 dias após a publicação, a jornada cai para 42 horas semanais; após mais 12 meses, atinge as 40 horas semanais;
  • Fim das cláusulas coletivas incompatíveis após 60 dias da promulgação;
  • Abertura para negociação coletiva, permitindo que acordos ou convenções ajustem escalas e compensações, desde que respeitados os novos limites;
  • Exceção para empregados hipersuficientes (nível superior e remuneração acima de 2,5 vezes o teto do RGPS, aproximadamente R$ 21 mil), que ficam fora das regras de controle de jornada;
  • Regra de transição para contratos públicos com mão de obra terceirizada, permitindo aditamento para reequilíbrio econômico-financeiro em até 12 meses.

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Vacinação de adolescentes de 15 a 19 anos contra o HPV vai até dezembro

O Ministério da Saúde prorrogou a vacinação de adolescentes de 15 a 19 anos contra o HPV até 31 de dezembro deste ano. A estratégia de resgate vacinal de jovens que não receberam a dose na idade recomendada seria encerrada este mês.

Em ofício, a pasta reforçou a importância do resgate vacinal para a ampliação do acesso de adolescentes ainda não imunizados e reafirmou a necessidade de estados e municípios intensificarem as ações voltadas para a vacinação desses jovens.

“O monitoramento dessa vacinação de resgate apresenta avanços, mas os dados ainda são insuficientes para alcançarmos os mais de 600 mil adolescentes contemplados, necessitando, portanto, o incremento de estratégias voltadas para ações extramuros, como nas escolas, universidades e outros locais”, destacou o ministério.

No documento, a pasta citou ainda a importância de parcerias com sociedades científicas, órgãos de classe, organizações não governamentais, igrejas e mídias, com o objetivo de ampliar a divulgação para a sociedade sobre a segurança e efetividade da vacina.

Dados coletados até junho deste ano indicam que 287.647 adolescentes com idade entre 15 e 19 anos foram imunizados contra o HPV, sendo 124.172 do sexo feminino e 163.502 do sexo masculino.

Esquema vacinal contra o HPV

A vacina contra o HPV faz parte da rotina do calendário nacional para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. Desde 2024, o Brasil adotou o esquema de dose única, substituindo o modelo anterior de duas doses e simplificando o acesso à imunização.

Para pessoas imunocomprometidas, como as que vivem com HIV/aids e pacientes oncológicos e transplantados, o esquema vacinal permanece com três doses.

A mesma recomendação se aplica a usuários de profilaxia pré-exposição (PrEP) entre 15 e 45 anos e a vítimas de violência sexual a partir dos 15 anos.

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O prazo foi prorrogado até 31 de dezembro de 2026. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Análise

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, lembra que o HPV é o principal vírus causador de diversos tipos de câncer, sobretudo o de colo de útero, mas também está relacionado ao câncer anal, câncer de boca, de cabeça, de pescoço, de ânus, de vulva e de vagina.

“São diversos tipos de câncer que partem do princípio de uma infecção prévia pelo vírus. Ele promove uma alteração na mucosa desses locais e indivíduos que não conseguem eliminá-lo após a exposição persistem com essa infecção por tempo prolongado, levando à uma diferenciação dessas células, causando, no futuro ou na persistência dessa infecção, esses tipos de câncer,” explicou Kfouri.

Segundo ele, o objetivo da imunização é evitar que mulheres e homens, ao se exporem ao HPV, se infectem e fiquem com o vírus de forma persistente. “A vacinação de adolescentes foi demonstrada, em diversos locais do mundo, a idade mais eficaz – não só no desempenho da vacina, mas também pelo momento.”

“Ao vacinar antes da exposição ao vírus, já que é um vírus de transmissão basicamente sexual, você evita e consegue obter o melhor desempenho da vacina., que é proteger contra todos os tipos contidos na dose”, completou.

O médico destacou ainda que a estratégia de imunizar meninos e meninas amplia o poder de proteção por meio da redução da transmissão do vírus e que países que adotaram a ação obtiveram reduções expressivas em verrugas genitais, cânceres de vagina e vulva e, principalmente, no câncer de colo de útero.

“É uma vacina extremamente segura e altamente eficaz. Uma das mais eficazes que nós já desenvolvemos no mundo. Ao ponto da Organização Mundial da Saúde falar hoje em eliminar o câncer de colo de útero”, concluiu Kfouri.

De Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

Quais são os próximos jogos do mata-mata da Copa do Mundo? Veja datas, horários e chaveamento

Com a fase do mata-mata da Copa inaugurada no domingo (28) e o fim da fase de grupos, alguns confrontos das oitavas já estão definidos e todos os jogos dos 16-avos de final já estão fechados. Após a vitória do Canadá no domingo (28) e Marrocos ontem (29), o primeiro confronto das oitavas de final decidido é entre ambas as seleções, no sábado, dia 4. Leia tudo sobre a Copa do Mundo na TVT News.

>> Brasil derrota o Japão e vai às oitavas de final na Copa do Mundo 2026

Na atual etapa, os 16-avos de final, são no máximo 3 jogos por dia, enquanto nas oitavas serão 2 jogos por dia. O Brasil joga contra o vencedor do duelo Noruega X Costa do Marfim no domingo (4) às 17h já na fase das oitavas.

>> Veja a tabela da Copa do Mundo 2026 com resultados em tempo real

>> Guia para acompanhar a Copa do Mundo 2026

Ao todo, serão 16 times classificados para as oitavas de final da Copa do Mundo.

Chaveamento da Copa do Mundo; veja datas abaixo

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Chaveamento Copa do Mundo – TVT Arte com auxílio da IA

16-avos de final

Domingo, 28 de junho de 2026


16h – África do Sul x Canadá –> Vencedor: Canadá

Segunda-feira, 29 de junho de 2026


14h – Brasil x Japão –> Vencedor: Brasil

17h30 – Alemanha x Paraguai –> Vencedor: Paraguai

22h – Holanda x Marrocos –> Vencedor: Marrocos

Terça-feira, 30 de junho de 2026


14h – Costa do Marfim x Noruega

18h – França x Suécia

22h – México x Equador

Quarta-feira, 1º de julho de 2026


13h – Inglaterra x República Democrática do Congo

17h – Bélgica x Senegal

21h – Estados Unidos x Bósnia e Herzegovina

Quinta-feira, 2 de julho de 2026


16h – Espanha x Áustria

20h – Portugal x Croácia

Sexta-feira, 3 de julho de 2026


0h – Suíça x Argélia

15h – Austrália x Egito

19h – Argentina x Cabo Verde

22h30 – Colômbia x Gana

Oitavas de final

Sábado, 4 de julho de 2026


14h – Canadá x Marrocos

18h – Paraguai x Vencedor de França x Suécia

Domingo, 5 de julho de 2026


17h – Brasil x Noruega

Segunda, 6 de julho de 2026


16h – Vencedor de Portugal x Croácia vs Vencedor de Espanha x Áustria
21h – Vencedor de Estados Unidos x Bósnia e Herzegovina x Vencedor de Bélgica x Senegal

Terça, 7 de julho de 2026


13h – Vencedor de Argentina x Cabo Verde x Vencedor de Austrália x Egito
17h – Vencedor de Suíça x Algéria x Vencedor de Colômbia x Gana

Principais datas da Copa do Mundo

Abertura: 11 de junho de 2026 – Estádio Azteca, Cidade do México

Última rodada da fase de grupos: 27 de junho

16-avos de final: 28 de junho a 3 de julho

Oitavas de final: 4 a 7 de julho

Quartas de final: 9 a 11 de julho

Semifinais: 14 e 15 de julho

Disputa do terceiro lugar: 18 de julho – Miami

Final: 19 de julho – Nova York/Nova Jersey

Se o Brasil avançar

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Rayan ajudou a pressionar a saída de bola japonesa que resultou no passe de Bruno Guimarães para Martinelli marcar o gol da vitória contra o Japão, já nos acréscimos. Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Segunda fase – 29 de junho – 14h – Houston

Oitavas de final – 5 de julho – 17h – Nova York/Nova Jersey

Quartas de final – 11 de julho – 18h – Miami

Semifinal – 15 de julho – 16h – Atlanta

Final – 19 de julho – 16h – Nova York/Nova Jersey

>> Conar recomenda suspensão de 3 anúncios de bets veiculados na Copa

Como funciona o novo formato da Copa do Mundo?

A edição de 2026 será a primeira com 48 seleções.

O aumento no número de participantes modificou a estrutura da competição.

Agora serão:

  • 12 grupos com quatro seleções cada;
  • Os dois primeiros colocados de cada grupo avançam diretamente;
  • Os oito melhores terceiros colocados também se classificam.

Ao final da fase de grupos, 32 seleções seguirão para a fase eliminatória.

A partir daí, o torneio passa a ser disputado em sistema de mata-mata.

As etapas da Copa serão:

  • Fase de 16-avos de final;
  • Oitavas de final;
  • Quartas de final;
  • Semifinais;
  • Disputa do terceiro lugar;
  • Final.

Últimas notícias sobre o duplo terremoto na Venezuela

Com informações da TeleSur e Extra News Mundo de Caracas, Venezuela – Dois terremotos consecutivos deixam quase mil mortos e destruição na Venezuela;

  • Atualização das vítimas do terremoto na Venezuela: 1943 mortos
  • Itamaraty confirma 2 brasileiros mortos
  • ONU estima 50 mil desaparecidos
  • São quase 16 mil desalojados

Dados oficiais do governo venezuelano sobre o terremoto

De acordo com o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodriguez, em 30 de junho, os números atualizados são:

  • 1.943 mortos
  • 10.571 feridos
  • 6.461 pessoas resgatadas
  • 26.127 militares venezuelanos deslocados nas áreas afetadas
  • 15.467 voluntários em operações de logística e resgate
  • 28.380 recebendo atendimento em hospitais e abrigos
  • 80.870 famílias assistidas mais de 13.500 pessoas conseguiram deixar a zona de desastre por conta própria ou com a ajuda de suas famílias.
  • 689 réplicas (o número de eventos diminuiu).
  • 855 edifícios danificados.
  • 189 edifícios desabaram completamente.
  • 666 edifícios foram gravemente ou parcialmente danificados.
  • 15.866 afetados
  • 14 abrigos abertos em la guaira
  • 55 em caracas, miranda e outros estados
  • 51 delegações internacionais
  • 3.660 socorristas internacionais
  • 148 cães
  • 49 veículos de apoio
  • 707.000 toneladas de ajuda humanitária internacional

Notícias ao vivo da Venezuela com imagens da Telesur

Brasil envia ajuda humanitária

O governo brasileiro enviou à Venezuela o segundo voo humanitário da Força Aérea Brasileira (FAB) para atender às vítimas do terremoto que atingiu o país. 

A aeronave KC-390 Millennium leva um hospital de campanha da Marinha e 100 purificadores de água com painel solar. O equipamento tem a capacidade de tratar 5 mil litros por dia. E 48 militares da Marinha também estarão a bordo.

A operação de ajuda humanitária foi autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e faz parte dos esforços internacionais para envio de auxílio ao governo venezuelano.

De acordo com o governo da Venezuela, o número de mortos subiu para 920 na sexta-feira (26), e o de feridos chegou a 3.360. Além disso, 172 pessoas continuam presas sob os escombros e mais de 4.000 estão desalojas.

O primeiro voo com ajuda humanitária brasileira chegou na sexta-feira (26).

Menino de 12 anos é resgatado com vida após ficar cinco dias preso sob os escombros em La Guaira

Na noite de segunda-feira, 29 de junho, uma notícia encheu toda a Venezuela de esperança: a descoberta de um menino de 12 anos, identificado como Carlos Miguel Colmenares, que foi resgatado com vida após ficar preso por cinco dias nos escombros de um prédio residencial na paróquia de Macuto, município de Vargas, no estado de La Guaira.

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Resgate de menino de cinco anos; Imagem: Reprodução / Telesur

O que aconteceu na Venezuela

  • Dois terremotos consecutivos na Venezuela, de magnitude 7,2 e 7,5 na escala Richter — com epicentros nos estados de Carabobo e Yaracuy — abalaram o país e a região do Caribe, tornando-se o terremoto mais poderoso registrado no país desde 1900.

O presidente Lula enviu uma missão humanitária de busca e resgate urbano, em avião KC-390 da FAB, que sairá do Aeroporto de Guarulhos, com 36 bombeiros dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, quatro técnicos da Defesa Civil Nacional e outros quatro técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações.

“Com eles vão nove toneladas de equipamentos para ajudar na busca e socorro às vítimas”, afirmou o presidente.

“No sábado, enviaremos mais um voo com equipamentos para a montagem de um hospital de campanha, cem purificadores de água com painel solar, medicamentos e material médico para cirurgias”, informou Lula.

Como foi o terremoto na Venezuela

O terremoto na Venezuela causou o desabamento de vários edifícios, deixando um número indeterminado de pessoas soterradas sob os escombros e forçando a declaração oficial de “estado de emergência”.

O governo acionou um plano de contingência e suspendeu as aulas pelo restante da semana, bem como todas as atividades laborais não essenciais, para priorizar os esforços de resgate e o atendimento aos feridos.

O estado de La Guaira vive a situação mais crítica. A presidente Rodríguez confirmou o estado de calamidade pública em seu pronunciamento na manhã de quinta-feira, citando prédios desabados, comunidades costeiras isoladas e equipes trabalhando arduamente em meio aos escombros para resgatar os que ainda estão presos.

A presidente fez um apelo ao setor privado para que se junte aos esforços de resgate e ajuda humanitária, enfatizando a importância da união nacional.

As próximas horas são cruciais para encontrar sobreviventes, e a rapidez com que as equipes chegarem às áreas devastadas fará toda a diferença.

Confira imagens do terremoto na Venezuela

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Imagens da destruição na Venezuela. Foto: Redes Sociais / Extra News

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Foto: Reprodução / Redes Sociais – Extra News Venezuela

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Socorristas buscam feridos em meio aos escombros – Foto: TeleSur

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Venezuela sofreu um terremoto duplo: entenda o que aconteceu no Círculo de Fogo

Uma onda de terremotos sacodiu o Círculo de Fogo do Pacífico em 24 horas: Venezuela registrou o evento mais forte do dia.

Enquanto o país enfrenta o impacto devastador do pior evento sísmico registrado nos últimos 126 anos, com um número provisório de mortos que passa de 164 e mais de 900 feridos, a comunidade científica internacional concentra-se na natureza incomum do fenômeno.

Embora a maioria dos relatórios preliminares tenha classificado o segundo impacto como uma réplica de magnitude 7,5, os parâmetros geofísicos demonstram um cenário tecnicamente diferente e muito mais complexo: a Venezuela sofreu um duplo sísmico, uma reação em cadeia onde um terremoto desencadeou imediatamente um segundo evento, mais energético, em um segmento de falha adjacente.

O Círculo de Fogo do Pacífico, área que concentra mais de 80% da atividade sísmica mundial, iniciou sua série de liberações de energia da seguinte forma:

  • China: A atividade começou na noite de terça-feira na província ocidental de Qinghai, especificamente na Prefeitura de Haixi.

  • Com uma profundidade de apenas 8 quilômetros, o Centro de Redes Sismológicas da China determinou que o epicentro estava localizado a três quilômetros da área afetada pelo terremoto de 16 de junho, classificando-o como uma réplica desse evento.

  • Estados Unidos: Horas depois, o norte da Califórnia relatou um forte tremor no Condado de Mendocino. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) localizou o epicentro às 8h10 (horário local), a 10 quilômetros de Redwood Valley, ao norte da Baía de São Francisco, seguido por réplicas de até magnitude 2,7.

  • Peru: Por volta do meio-dia, o Instituto Geofísico do Peru (IGP) registrou um tremor profundo (US$ 154 km) na Amazônia, a 18 quilômetros da cidade de Pucallpa, na região de Ucayali, onde foi sentido com leve intensidade.

Com Informações de TeleSur e Extra News Mundo Venezuela

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