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Da Redação

Senador Omar Aziz apresenta relatório sobre fim da escala 6×1

O senador Omar Aziz (PSD-AM) apresentou nesta quinta (27) seu relatório sobre a Proposta de Emenda à Constituição que prevê o fim da escala 6×1. O parecer mantém o texto aprovado pela Câmara dos Deputados, em uma estratégia para acelerar a tramitação no Senado e evitar que a proposta precise voltar para uma nova análise dos deputados. Leia em TVT News.

A decisão ocorre após um acordo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para destravar a votação da proposta antes das eleições.

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PEC deve ser analisada pela CCJ

Com o relatório apresentado, a proposta está pronta para avançar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A expectativa é que a comissão analise a matéria na quarta-feira (2), durante a semana de esforço concentrado do Congresso.

Depois da CCJ, caso seja aprovada, a PEC poderá seguir para o plenário do Senado. Para passar pela Casa, uma proposta de emenda à Constituição precisa do apoio de 49 dos 81 senadores, em dois turnos de votação.

O governo Lula defende a aprovação da medida antes das eleições de outubro. A manutenção do texto da Câmara busca justamente evitar uma nova rodada de análise pelos deputados e permitir que o processo avance dentro do calendário disponível.

Texto prevê jornada de 40 horas semanais

A proposta aprovada pela Câmara estabelece a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, além do fim da escala em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e tem apenas um dia de descanso. A PEC também prevê dois dias de descanso por semana.

A manutenção do texto aprovado pelos deputados é considerada importante para o calendário de votação. Caso o Senado faça alterações na PEC, a proposta terá de retornar à Câmara, o que pode dificultar a conclusão da tramitação antes do período eleitoral.

Proposta ganhou força após acordo entre presidentes do Congresso

A apresentação do relatório ocorre depois de um acordo para acelerar a tramitação da proposta no Congresso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, haviam sinalizado a intenção de destravar a votação do fim da escala 6×1 ainda neste ano.

O tema ganhou espaço na agenda do Congresso após a pressão de movimentos sociais e de parlamentares favoráveis à redução da jornada. A discussão envolve os impactos da mudança sobre a vida dos trabalhadores e também os possíveis efeitos para empresas e setores que dependem de jornadas diferenciadas.

Ontem, durante pronunciamento conjunto com o presidente Lula e o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, Alcolumbre afirmou que o Senado daria prioridade à tramitação da PEC do fim da 6×1 e da PEC da segurança pública na semana de esforços concentrados do Congresso, que tem início na próxima segunda (31).

EUA suspendem tarifas de importação de carne bovina em operação chamada de ‘salva-hambúrguer’

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump oficializou nesta quarta (26) uma ampliação na importação de carne bovina com menores taxas de importação. A medida vale por 90 dias a partir de 1º de setembro. Leia em TVT News.

O objetivo da medida é aumentar a oferta de carnes consideradas magras e que são usadas na produção de carne moída e para preparar hambúrgueres. Com isso, o governo americano pretende segurar os preços de carne para os consumidores norteamericanos.

Por isso, a movimentação foi apelidada de “Operação Salva-Hambúrguer”.

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Medida espera reduzir em 25% o preço da carne nos EUA

A Casa Branca afirmou que a medida tributária irá promover uma queda de 25% no preço da carne no mercado americano, além de aumentar em 10% a oferta do produto.

A ampliação não modifica acordos de livre-comércio com os EUA e não é aplicável a países que possuem cotas específicas de carne bovina a serem comercializadas com o país.

Carne em alta pressiona consumidores nos EUA

A suspensão das tarifas ocorre em meio à alta dos preços da carne bovina nos Estados Unidos. Segundo o Bureau of Labor Statistics, a libra de carne moída, equivalente a 453,59 gramas, chegou a US$ 6,82 em junho, valor 79% maior que o registrado no início de 2019.

A alta está relacionada principalmente à redução do rebanho de bovinos nos Estados Unidos e à redução da produção, enquanto a demanda continua elevada. O rebanho norte-americano está no menor nível em 75 anos, e o preço do gado atingiu níveis recordes.

A oferta também foi afetada pela suspensão, em 2025, da maior parte das importações de gado mexicano, devido a preocupações com a bicheira-do-Novo-Mundo, praga que atinge o gado.

Apesar de grandes produtores, os EUA ainda dependem de importações para atender ao consumo interno, mantendo os preços pressionados.

Trump também afirmou em entrevista nesta quarta que irá verificar se as regulamentações para fábricas de processamento de carne bovina são excessivas.

A medida pode ampliar a oferta de carne no mercado norte-americano, mas seu impacto sobre o consumidor dependerá da estratégia das indústrias locais, e ainda é difícil afirmar que o preço do hambúrguer vai cair de fato.

Brasil pode ampliar espaço no mercado dos EUA

O Brasil pode ser um dos países beneficiados pela decisão de Donald Trump de ampliar temporariamente a entrada de carne bovina nos Estados Unidos. O país já é um dos principais fornecedores de carne bovina para o mercado norte-americano e, com a abertura de uma cota adicional, poderá aumentar os embarques para atender à demanda americana.

No entanto, o impacto positivo deve ser limitado, já que a medida determina que os produtos sejam comercializados no mercado americano a preços 25% inferiores aos praticados atualmente.

De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, a Abiec, isso de saída limita ganhos imediatos de margem para a indústria.

A medida anunciada por Trump acrescenta 300 mil toneladas de carne bovina à cota de importação sem tarifas, no total pelo seu período de vigência.

A movimentação é considerada uma oportunidade para os frigoríficos brasileiros, especialmente porque a nova cota é destinada à carne bovina magra. Estimativas apontam que o Brasil poderia responder por até 120 mil toneladas desse volume adicional.

O Brasil já havia esgotado rapidamente, em janeiro, a cota anual de 52 mil toneladas com isenção tarifária para exportação de carne bovina aos EUA. Com a nova janela, os exportadores brasileiros podem ampliar a participação em um mercado que busca aumentar a oferta para conter os preços da carne moída.

Braskem: crise financeira, recuperação extrajudicial e os impactos sobre trabalhadores e setor petroquímico

O pedido de recuperação extrajudicial anunciado pela petroquímica Braskem na última segunda-feira (24) acendeu um alerta em toda a cadeia produtiva, diante dos impactos que o processo de reestruturação da companhia pode provocar na economia, no setor petroquímico e, principalmente, na manutenção dos empregos. Confira mais em TVT News.

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Trabalhadores da Braskem, polo Capuava, realizam mobilização por reajuste salarial em 2023. Foto: Sindicato dos Químicos do ABC

A Braskem atravessa uma situação aparentemente contraditória: apesar de ter apresentado melhora nos resultados operacionais e financeiros no segundo trimestre de 2026, a companhia continua pressionada por um elevado nível de endividamento, dificuldades de liquidez e pela necessidade de uma ampla reestruturação financeira. Soma-se a esse cenário o passivo relacionado ao desastre socioambiental provocado pela extração de sal-gema em Maceió, cujas consequências financeiras, sociais e ambientais ainda permanecem em aberto.

No pedido de recuperação extrajudicial apresentado aos credores, a Braskem propõe a renegociação de cerca de US$ 10,9 bilhões em dívidas — aproximadamente R$ 54 bilhões. Mais de 90% desse endividamento está concentrado no exterior, junto a instituições financeiras e credores estrangeiros, o que amplia a exposição da companhia às condições do mercado internacional e às variações cambiais.

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O anúncio também provocou reflexos no mercado financeiro. Desde terça-feira (25), as ações da Braskem deixaram de integrar o Ibovespa e outros nove índices da B3. A exclusão está prevista nas regras da bolsa para empresas que entram em processos de recuperação e pode provocar uma redução da demanda pelos papéis por parte de fundos que acompanham esses indicadores. Apesar da retirada dos índices, as ações da Braskem continuam sendo negociadas normalmente na bolsa.

Mas como a maior petroquímica do país chegou a esse cenário? E quais podem ser as consequências da crise para a economia, para a cadeia petroquímica brasileira e, principalmente, para os trabalhadores?

1. Situação financeira: crise da dívida apesar do lucro recente

Em 24 de agosto de 2026, a Braskem entrou com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de US$ 10,9 bilhões — aproximadamente R$ 54 bilhões — em dívidas.

A recuperação extrajudicial não significa falência nem paralisação das atividades da companhia. Trata-se de um mecanismo previsto na legislação brasileira que permite à empresa negociar diretamente com determinados grupos de credores a reestruturação de suas dívidas, com menor intervenção da Justiça do que em um processo de recuperação judicial.

Os números divulgados pela companhia referentes ao segundo trimestre ajudam a dimensionar a situação financeira da petroquímica:

  • Lucro líquido: R$ 3,3 bilhões;
  • Receita líquida: R$ 21,7 bilhões;
  • Ebitda* recorrente: R$ 5,25 bilhões;
  • Dívida bruta corporativa: US$ 10,3 bilhões;
  • Dívida líquida ajustada: cerca de US$ 9,4 bilhões;
  • Caixa disponível, excluídos recursos restritos e determinadas subsidiárias: aproximadamente US$ 1 bilhão;
  • Alavancagem: 6,74 vezes o Ebitda recorrente dos últimos 12 meses.

* Ebitda é um indicador financeiro utilizado para demonstrar quanto uma empresa gera a partir de suas atividades operacionais antes de considerar juros, impostos, depreciação e amortização. Na prática, ajuda a avaliar a capacidade de geração de resultados do negócio principal.

Os dados mostram que a Braskem conseguiu uma recuperação pontual de seus resultados e das margens petroquímicas, mas isso não foi suficiente para solucionar o elevado endividamento acumulado pela companhia. Outro elemento de pressão é a composição dessa dívida: 92% da dívida corporativa está denominada em moeda estrangeira, aumentando a exposição da empresa às oscilações cambiais e ao custo do financiamento externo.

A companhia chegou ao pedido de recuperação extrajudicial com apoio inicial de credores que representam cerca de 39,6% dos créditos submetidos à renegociação. Para conseguir a homologação compulsória do plano e estender seus efeitos aos demais credores abrangidos, terá de alcançar mais de 50% dos créditos em cada classe envolvida no processo.

No informe divulgado à imprensa, a Braskem lista entre os principais fatores que contribuíram para a deterioração financeira a perda de competitividade da indústria petroquímica nacional, a maior entrada de produtos manufaturados estrangeiros e o enfraquecimento da demanda mundial por produtos do setor.

Maurício Jansen Klajman, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Química, Petroquímica, Plástica e Farmacêutica do Estado da Bahia (SINDIQUÍMICA-BA), denuncia a prática de “dumping” e afirma que a entrada de produtos estrangeiros a preços muito baixos tem afetado a capacidade da Braskem e de outras empresas nacionais de competir dentro do próprio mercado brasileiro.

“Várias empresas estão entrando com o seu produto aqui com características de dumping. (…) Muita empresa está jogando às vezes abaixo do valor de custo ou abaixo do valor até da matéria prima para poder ganhar
mercado e derrubar o seu concorrente. E depois que derruba esse concorrente, ela volta a subir para compensar porque ela tem fôlego. E uma boa parte dessa entrada tem acontecido via Zona Franca de Manaus, onde a gente identifica isso. Cabe agora o Estado brasileiro, o governo, identificar e tentar conversar com
todos, digamos assim, todos os jogadores desse tabuleiro.” – comentou.

Assim como Klajman, Ivonei Arnt, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Petroquímicos de Porto Alegre e Triunfo (SINDIPOLO-RS) e trabalhador histórico da Braskem na região, também aponta a superoferta mundial de produtos petroquímicos, especialmente os provenientes da China, como um dos elementos que pressionam a indústria nacional. Para ele, esse cenário é agravado pela entrada desses produtos por meio da Zona Franca de Manaus, beneficiados pelos incentivos concedidos na região.

“A China, que era uma grande de consumidora de resina até pouco tempo atrás, (…) passou a ser fornecedora. Boa parte da resina produzida lá entra via Zona Franca de Manaus e são distribuídas pelo resto do país, então ela entra com o desconto da Zona Franca e é distribuída a um custo menor do que o de produção das nossas plantas aqui. Ela (a China) literalmente está despejando resina no resto do mundo. Então, isso também acaba comprometendo um pouco essa hegemonia que se tinha até pouco tempo para trás, da produção de resina.” – Afirmou Arnt.

2. Dificuldades financeiras da subsidiária Braskem Idesa, no México

Outro componente da crise está fora do Brasil. A Braskem Idesa, joint venture criada pela Braskem com o Grupo Idesa e cuja história teve início em 2010, também enfrenta dificuldades financeiras. A subsidiária acumula uma dívida de aproximadamente US$ 920 milhões, cerca de R$ 4,78 bilhões, com credores e recorreu a um processo de recuperação com período inicial de até 90 dias.

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Subsidiária da Braskem no México também pediu recuperação judicial. Foto: Divulgação Braskem Idesa

Nesse intervalo, a Braskem prevê realizar um aporte de US$ 476 milhões — aproximadamente R$ 2,48 bilhões — na subsidiária mexicana e deve continuar detendo participação majoritária na companhia. A necessidade de financiamento da operação mexicana, no entanto, representa mais uma pressão sobre os recursos da matriz brasileira em um momento no qual a empresa tenta preservar sua liquidez.

Para Ivonei Arnt, do SINDIPOLO-RS, problemas relacionados à gestão dos contratos da operação mexicana, especialmente na relação com a Pemex, estatal de petróleo e gás do México, também contribuíram para as dificuldades enfrentadas pela Braskem.

“A Pemex nunca forneceu a quantidade de gás contratada. Isso faz com que aquela instalação gigante que foi montada lá opere com capacidade muito abaixo do qual ela foi projetada.(…) aquela planta era para ser a
galinha dos ovos de ouro, por conta de lá ser base gás” . Completou.

A disponibilidade de matéria-prima é um ponto fundamental para a rentabilidade de uma unidade petroquímica. Quando uma planta opera abaixo da capacidade para a qual foi projetada, os custos fixos permanecem elevados enquanto a produção e a geração de receita ficam abaixo do potencial, comprometendo a sustentabilidade financeira da operação.

3. Extração de sal-gema em Maceió

Outro capítulo decisivo para compreender a situação da Braskem está em Maceió, onde décadas de exploração de sal-gema pela companhia provocaram um dos maiores desastres socioambientais urbanos do país.

Os primeiros sinais mais evidentes da instabilidade do solo apareceram em 2018, embora a exploração mineral na região tivesse começado décadas antes. A atividade envolveu mais de 30 minas subterrâneas em área urbana e comprometeu cinco bairros da capital alagoana, provocando o afundamento do solo e obrigando mais de 60 mil pessoas a deixarem suas casas e estabelecimentos.

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Vista aérea de residências em Maceió destruídas por conta do desastre ambiental da Braskem. Fotos: THEO SALES/ECA-USP

Além dos prejuízos sociais e ambientais, o desastre produziu um passivo financeiro de longo prazo para a Braskem, envolvendo indenizações, compensações, realocação de moradores, recuperação de áreas afetadas e disputas com diferentes órgãos públicos.

Os impactos financeiros, porém, podem ir além das indenizações aos moradores. Uma perícia recente divulgada pela Polícia Federal estima um prejuízo de R$ 39,84 bilhões à União, correspondente ao valor estimado de 121,9 milhões de toneladas de sal-gema que permaneceram no subsolo, mas que teriam se tornado inacessíveis em razão dos danos provocados na região.

O raciocínio apresentado é que os recursos minerais pertencem à União enquanto permanecem na jazida. A empresa possui autorização para explorá-los, mas não é proprietária do minério que ainda não foi extraído. Dessa forma, a impossibilidade de acesso futuro a esses recursos poderia representar uma perda patrimonial para o poder público.

O laudo embasa denúncia do Ministério Público Federal, que atribui à Braskem parte dos danos decorrentes de uma suposta “lavra ambiciosa”. O caso também envolve acusações relacionadas à atuação regulatória da Agência Nacional de Mineração.

Mais de oito anos depois dos primeiros sinais da crise, portanto, Maceió continua representando não apenas um grave passivo socioambiental, mas também uma fonte de incerteza financeira para a companhia, diante de obrigações já assumidas e de possíveis novos desdobramentos judiciais.

Quais são as opções para a Braskem agora?

A Braskem não suspendeu suas operações e continua gerando receita. O cenário enfrentado pela companhia, no entanto, vai além de uma dificuldade financeira pontual. A petroquímica precisa lidar simultaneamente com um elevado endividamento, perda de competitividade no mercado internacional, dificuldades em sua operação mexicana, tensões trabalhistas e compromissos financeiros e socioambientais de longo prazo decorrentes do desastre de Maceió.

De acordo com o Relatório de Resultados apresentado pela própria empresa no início deste mês, a Braskem registrou lucro líquido de R$ 3,326 bilhões no segundo trimestre de 2026. O resultado positivo oferece algum fôlego à companhia, mas não é suficiente, isoladamente, para superar o nível de endividamento e os problemas de liquidez que levaram à abertura do processo de renegociação com os credores.

A recuperação extrajudicial passa, portanto, a ser uma das principais ferramentas da empresa para reorganizar suas obrigações financeiras e ganhar tempo para recuperar a capacidade de geração de caixa. O sucesso desse processo, porém, dependerá da adesão dos credores e das condições estabelecidas para o pagamento da dívida.

Ao mesmo tempo, cresce entre os trabalhadores a preocupação sobre os possíveis reflexos da reestruturação nos empregos, salários e benefícios. Por ocupar uma posição estratégica na cadeia petroquímica brasileira, uma deterioração mais profunda da situação da Braskem poderia produzir consequências que ultrapassam os limites da própria companhia, atingindo fornecedores, empresas que utilizam seus produtos como matéria-prima e postos de trabalho diretos e indiretos em diferentes regiões do país.

A empresa informa que mantém negociações não apenas com os credores, mas também diálogo com representantes dos trabalhadores. Joel Santana De Souza, presidente da Federação dos Trabalhadores do Ramo Químico da CUT do Estado de São Paulo (FETQUIM-CUT/SP), afirma que a companhia apresentou garantias de manutenção dos postos de trabalho durante as conversas com as entidades sindicais.

“Os passos que o sindicato está tomando de abrir um diálogo com a empresa, de esclarecimento. Nós temos conversado com eles, porque que a empresa já abriu um diálogo conosco e deu as garantias de manter os postos de trabalho e a gente está trabalhando com isso, a gente tá esperando ansioso que com essa nova gestão e estamos dando um voto de confiança para a empresa, ela fazer essa recuperação judicial porque é uma empresa que tem uma operacionalidade vantajosa. Ela dá lucro e ela vai saber sair dessa situação, eu acredito.” Afirmou.

A manutenção dos empregos, no entanto, deve permanecer no centro das discussões à medida que a recuperação avançar./ Para os trabalhadores, o desafio é garantir que a reorganização financeira necessária para preservar a companhia não transfira para empregados e comunidades os custos da crise.

Mas os possíveis impactos vão além dos postos de trabalho. Por ocupar uma posição estratégica na cadeia petroquímica nacional, uma eventual paralisação das operações da Braskem poderia afetar diversos setores que dependem dos insumos produzidos pela companhia.

Ainda segundo Maurício Klajman, o fechamento das unidades também representaria um retrocesso de cerca de uma década no desenvolvimento tecnológico do setor petroquímico brasileiro, com reflexos sobre toda a cadeia produtiva.

“Então, a gente até até clama para todos o segmento a importância dessa empresa. Tá? Não é só uma questão de defender o emprego de quem tá lá, é defender a soberania nacional.” – afirmou.

O que se sabe até agora sobre a avalanche no Nepal

Uma enorme avalanche de lama atingiu nesta quarta-feira (26) a região montanhosa da fronteira entre o Nepal e o Tibete, na cordilheira do Himalaia. A força da enxurrada destruiu casas, pontes, estradas e instalações de energia, além de atingir o porto terrestre de Gyirong, no lado tibetano. Leia em TVT News.

Segundo os últimos balanços divulgados, 362 pessoas morreram e quase 1.500 estão desaparecidas no Nepal e no Tibete. Entre os desaparecidos estão centenas de turistas estrangeiros.

O Itamaraty ainda não tem informações sobre brasileiros na região.

Números de vítimas até o momento:

  • 362 mortos
  • 1.468 desaparecidos

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O que causou a avalanche no Nepal?

Até a última atualização, as autoridades locais ainda não haviam determinado a causa da tragédia. Uma das hipóteses inicialmente considerada foi a ocorrência de um terremoto pouco antes da avalanche.

As autoridades nepalesas confirmam que houve uma avalanche de rochas e pedaços de gelo que se desprenderam de uma geleira na cadeia do Himalaia. Uma das hipóteses investigadas por especialistas é que o colapso tenha provocado uma inundação por rompimento de um lago glaciar, fenômeno que pode gerar enxurradas de grande intensidade.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) chegou a registrar um tremor de magnitude 4,4, com epicentro a 10 quilômetros de profundidade, na região da fronteira entre Nepal e Tibete. Apesar de não ser considerado um terremoto forte, a pouca profundidade poderia aumentar seus efeitos.

Posteriormente, porém, o próprio USGS corrigiu o registro e informou que o tremor identificado pelo sistema havia sido causado pela própria avalanche.

Cientistas também acreditam que as mudanças climáticas podem ter aumentado o risco de desastres como esse. O aquecimento global acelera o derretimento das geleiras do Himalaia, favorecendo a formação e a expansão de lagos glaciais e reduzindo a sustentação do gelo em encostas íngremes. Isso pode tornar mais frequentes avalanches, deslizamentos e outros eventos em cadeia. Apesar disso, os especialistas ressaltam que ainda não é possível atribuir à mudança climática a causa única e imediata da tragédia.

Desaparecidos estão em quase 1.500 entre Nepal e Tibete

Ao todo, até o momento a contagem de pessoas desaparecidas está em 1.468, conforme balanços oficiais dos dois países:

  • No Nepal, há 910 pessoas desaparecidas – entre elas, estão mais de 700 são estrangeiros;
  • No Tibete, são 558 pessoas desaparecidas, incluindo 260 estrangeiros.

A agência sul-coreana Yonhap informou ainda que cerca de oito sul-coreanos, trabalhadores de uma hidrelétrica local, estavam desaparecidos.

Leia também:

Agenda dos candidatos à Presidência e ao Governo de SP nesta quinta-feira (27)

Os candidatos à Presidência da República e ao governo de São Paulo cumprem, nesta quinta-feira (27), compromissos de campanha em diferentes cidades e estados. A agenda inclui entrevistas, sabatinas, visitas, atos políticos, caminhadas e encontros com trabalhadores. Leia em TVT News.

Todos os dias a TVT realiza um levantamento com a assessoria dos candidatos e torna a agenda pública. Acompanhe toda manhã.

Agenda presidenciáveis

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Na disputa pelo Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem como principal compromisso uma entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, às 21h.

Flávio Bolsonaro (PL)

O senador Flávio Bolsonaro (PL) não divulgou agenda pública para esta quinta. Também não informaram compromissos públicos as campanhas de Augusto Cury, Edmilson Costa (PCB) e Clariana Barão (DC).

Romeu Zema (Novo)

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) acompanha, às 8h40, as obras da ponte que liga os municípios de São Francisco e Pintópolis, no norte de Minas Gerais.

Renan Santos (Missão)

No Rio de Janeiro, Renan Santos (Missão) participa, às 10h30, de sabatina promovida por O Globo, Valor Econômico e CBN. O encontro será realizado na Rua Professor Clementino Fraga, 35, 3º andar.

Ronaldo Caiado (PSD)

Ronaldo Caiado (PSD) começa o dia às 8h com entrevista ao vivo para o jornal “TMC 360”, da Rádio TMC. Às 10h, visita o Hospital Santa Marcelina, na Rua Madre Sofia Marchetti, na Vila Carmosina, em São Paulo.

Às 18h45, participa do lançamento da candidatura de Otoni de Paula a deputado federal, no Olaria Atlético Clube, na Rua Bariri, 251, box 1, no bairro de Olaria, no Rio de Janeiro.

Pablo Marçal (PRTB) esta inelegível

Pablo Marçal (PRTB) está com a agenda suspensa após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Wilson Grassi (Democrata)

Wilson Grassi, do Democrata, tem três compromissos em São Paulo e região. Às 9h, visita o Gatil Lovecats, na Avenida Salvador Jorge Velho, 782, no Jardim Vera Cruz, para tratar de pautas relacionadas à causa animal.

Às 13h, participa de uma campanha de castração de animais no Centro de Convenções de Ferraz de Vasconcelos, na Avenida Brasil, 1.807. Às 16h, reúne-se com assessores e integrantes da equipe no Clube Recreativo Ceret, na Rua Canuto Abreu, s/n, no Tatuapé.

Hertz Dias (PSTU)

Hertz Dias (PSTU) começa a agenda ainda de madrugada, com compromissos junto a trabalhadores em São José dos Campos. Às 5h30, visita trabalhadores da Modirum Gespi, na Rodovia dos Tamoios, km 13.

Às 6h30, passa pelo acampamento dos trabalhadores da Parker Hannifin, na Estrada Municipal Joel de Paula, 900, em Eugênio de Melo. Às 7h20, visita trabalhadores da Akaer, na Avenida Cesare Mansueto Giulio Lattes, 501, no Parque Tecnológico. Às 16h30, viaja para Natal (RN).

Samara Martins (UP)

Samara Martins (UP) tem compromissos no Recife. Pela manhã, participa de entrevistas e gravações em agenda fechada. Às 14h, faz bandeiraço na Avenida Guararapes. Às 16h, participa de caminhada pela Avenida Conde da Boa Vista. Às 18h, realiza plenária com filiados e apoiadores da UP, no Movimento dos Trabalhadores Cristãos, na Rua Gervásio Pires, 404, em Santo Amaro.

Rui Costa Pimenta (PCO)

Rui Costa Pimenta (PCO) participa, às 13h, do programa “Análise Internacional”, no canal Diário Causa Operária no YouTube, com Robinson Farinazzo. Às 16h, reúne-se com a coordenação de campanha. Às 20h, finaliza os preparativos para viajar a Porto Alegre, onde participará do lançamento das candidaturas do partido no Rio Grande do Sul.

Candidatos ao governo de São Paulo

Fernando Haddad (PT)

Na disputa pelo governo paulista, Fernando Haddad (PT) cumpre agenda no interior do estado. Às 10h, participa do lançamento de seu programa de governo para a agricultura familiar, no Clube dos Bancários, em Presidente Prudente.

Às 16h30, participa de ato político no auditório da Associação Industrial de Andradina. Às 19h, participa de outro ato político na Rua Mem de Sá, no Jardim Nova Yorque, em Araçatuba.

Tarcísio de Freitas (Republicanos)

Tarcísio de Freitas (Republicanos) participa, às 10h30, da abertura da 43ª Expoflora, em Holambra. Às 19h, estará no lançamento da candidatura de Renata Sene a deputada estadual, na Praça Belém da Serra, conhecida como Praça do Coreto, em Francisco Morato.

Izadora Dias (PCO)

Izadora Dias (PCO) tem reunião, às 10h30, com a comissão de redes sociais da campanha. Às 18h, participa de entrevista ao canal “Mesa de Debates de Tudo um Pouco”, no YouTube. Às 20h, participa do Clube de Leitura Natália Pimenta, que discutirá o livro Parque Industrial.

Vera Lúcia (PSTU)

Vera Lúcia (PSTU) participa, às 21h, de debate no canal “A Luta”.

As campanhas de Carlos Machado (PCB), Policial Edjane (Agir) e Vivian Mendes (UP) não divulgaram agenda pública para esta quinta-feira.

Desemprego cai a 5,3% e Brasil bate recorde de pessoas ocupadas

O Brasil alcançou a menor taxa de desemprego da série histórica para o trimestre encerrado em julho, com 5,3%, segundo dados da PNAD Contínua divulgados nesta quinta-feira (27) pelo IBGE. 

A população ocupada atingiu o recorde de 103,3 milhões de pessoas, com acréscimo de 1 milhão de trabalhadores em apenas três meses. A renda média real do trabalhador subiu para R$ 3.762, com alta de 3,3% em relação a 2025.

Destaques do trabalho no Brasil

  • Taxa de desemprego: 5,3% – menor da série histórica iniciada em 2012
  • População ocupada: 103,3 milhões – recorde absoluto
  • População desocupada: 5,8 milhões – queda de 8% no trimestre (menos 503 mil pessoas)
  • Nível de ocupação: 58,9% da população em idade de trabalhar
  • Renda média real: R$ 3.762 – alta de 3,3% em um ano
  • Massa de rendimento real: R$ 383,5 bilhões – recorde histórico
  • Empregados com carteira assinada: 39,4 milhões – maior contingente da série
  • Total de empregados no setor privado: 53,2 milhões
  • Pessoas desalentadas: 2,3 milhões – queda de 9,7% no trimestre
  • Taxa de subutilização: 13,0% – recuo de 0,8 ponto percentual no trimestre

Com menor desemprego, população ocupada atinge recorde de 103,3 milhões de pessoas

O contingente de brasileiros com emprego chegou a 103,3 milhões, o maior número já registrado pela pesquisa. O crescimento foi de 1% no trimestre, com a entrada de 1 milhão de pessoas no mercado de trabalho, e de 0,9% em um ano, com acréscimo de 899 mil trabalhadores.

O nível de ocupação – proporção de pessoas ocupadas em relação à população em idade de trabalhar – atingiu 58,9%, com avanço de 0,5 ponto percentual no trimestre.

O mercado de trabalho formal também apresentou números positivos. O número de empregados no setor privado com carteira assinada alcançou 39,4 milhões, o maior contingente da série histórica. Os empregados sem carteira no setor privado somaram 13,8 milhões, com alta de 3,6% no trimestre (mais 477 mil pessoas). Com isso, o total de empregados no setor privado atingiu 53,2 milhões de pessoas.

A população desocupada caiu para 5,8 milhões, uma redução de 503 mil pessoas em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período de 2025, a queda foi de 4,9% – menos 299 mil pessoas.

O número de pessoas desalentadas – aquelas que desistiram de procurar emprego por acreditarem que não encontrarão uma vaga – também recuou, para 2,3 milhões, queda de 9,7% no trimestre e de 14,1% em um ano.

Renda média real atinge R$ 3.762

O rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.762 no trimestre encerrado em julho, com alta de 3,3% na comparação com o mesmo período de 2025

O rendimento médio mensal real habitualmente recebido no trabalho principal ficou estável no trimestre em todas as categorias de atividade econômica, segundo o IBGE. Na comparação anual, houve aumento para os empregados com carteira assinada e para outras posições da ocupação.

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Mais de 15 milhões de pessoas vão pagar menos imposto de renda. Foto: Ricardo Stuckert / PR

O que é a PNAD Contínua

A PNAD Contínua é a sigla para Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, levantamento realizado pelo IBGE para acompanhar trimestralmente as flutuações e a evolução do mercado de trabalho brasileiro.

A pesquisa produz informações sobre a inserção da população no mercado de trabalho, associadas a características demográficas e de educação. Ela monitora o número de pessoas ocupadas, desocupadas e desalentadas, além de rendimentos e outras variáveis socioeconômicas.

A PNAD Contínua substituiu a antiga PNAD, encerrada em 2017, e tem como diferencial a produção contínua de dados, permitindo a análise da evolução do emprego ao longo do tempo. A série histórica da pesquisa teve início em 2012.

“Vamos acabar com essa jornada escrava de trabalho”, diz Lula sobre fim da escala 6×1

Em meio aos avanços do mercado de trabalho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem defendido a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6×1 – regime em que o trabalhador atua seis dias e folga apenas um.

Nas redes sociais, Lula classificou a atual carga horária como “jornada escrava de trabalho” e afirmou: “Nós vamos acabar com essa jornada escrava de trabalho”. O presidente destacou que o fim da escala 6×1 é um benefício para milhões de trabalhadores e que o governo federal está atuando no Senado para aprovar a medida.

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Fim da escala 6×1 é prioridade do governo Lula. Foto: Ricardo Stuckert

A PEC prevê uma transição de 14 meses para a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, em duas etapas, sem redução de salários. O presidente Lula também rebateu críticas da oposição, que acusa o Planalto de utilizar a pauta com finalidade eleitoreira. “O fim da escala 6×1 é uma coisa de muito interesse da sociedade brasileira, da ampla maioria de trabalhadores, que trabalham seis dias e só têm um para descansar”, afirmou.

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