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Da Redação
Explode: Janones e Lula fazem “Live da Vitória” com Exército do Lula
Depois da vitória de 25 de outubro, Lula e Janones reencontram o Exército do Lula na Live da Vitória. O público poderá participar com perguntas para o presidente. Assista com a TVT News.
Live do Lula e Janones ao vivo
O deputado federal André Janones (Rede-MG) anunciou uma transmissão ao vivo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (5), às 19h. Batizada de “Live da Vitória”, a iniciativa pretende celebrar a reeleição de Lula para o quarto mandato e mobilizar a base de apoiadores do governo após a vitória nas urnas. A transmissão será realizada no canal oficial do presidente no YouTube. Leia em TVT News.
O anúncio foi feito por Janones nas redes sociais. O parlamentar convocou integrantes do chamado “Exército do Lula” a compartilhar a divulgação e participar da transmissão. O objetivo, segundo ele, é alcançar a maior audiência da história de uma live política no Brasil.
“A extrema direita está nas cordas. Agora é hora da gente ir para cima e nocautear”, afirmou o deputado, ao convocar a militância para o encontro virtual.
A transmissão também deve abordar o cenário político após a eleição e a mobilização dos apoiadores para o novo mandato presidencial. Na primeira live com Lula após o primeiro turno, realizada em 22 de outubro, a transmissão registrou 1.183.488 aparelhos conectados simultaneamente.
Mobilização digital após a eleição
André Janones ganhou protagonismo na campanha de reeleição de Lula ao organizar o chamado “Exército do Lula”, rede de mobilização digital que utiliza principalmente o WhatsApp para distribuir conteúdos, convocar apoiadores e ampliar o alcance das mensagens da campanha. O grupo cresceu durante o segundo turno e ultrapassou 10 milhões de seguidores, segundo informações divulgadas pelo parlamentar.

A estratégia de mobilização pela internet foi uma das frentes de atuação da campanha petista na disputa contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). Após a vitória, Lula também pediu que os apoiadores mantenham a organização digital e continuem mobilizados durante o novo governo.
Janones afirmou que está recuperado da arritmia cardíaca que provocou sua internação em outubro, depois do debate presidencial da TV Bandeirantes. O deputado recebeu alta hospitalar dois dias após ser internado e declarou que está pronto para retomar as atividades políticas.
Reeleito para o terceiro mandato na Câmara dos Deputados, Janones também afirmou que pretende atuar na sustentação política do governo no Legislativo, sem assumir um ministério.
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Brasil define 27 minerais críticos e estratégicos e estabelece prioridades para o setor
O governo federal definiu uma lista de 27 minerais críticos e estratégicos que deverá orientar as políticas públicas para o setor mineral, a concessão de incentivos e a avaliação de investimentos no país. As substâncias foram distribuídas em três níveis de prioridade, conforme sua importância econômica, os riscos de abastecimento e a posição brasileira nas cadeias produtivas internacionais. Leia em TVT News.
A classificação foi apresentada nesta quinta-feira (5), durante a primeira reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), realizada no Palácio do Planalto, em Brasília.
Entre os materiais classificados na faixa de maior prioridade estão terras raras, lítio, grafita e cobre, insumos utilizados em atividades relacionadas à transição energética, à tecnologia, à indústria automotiva e à defesa.
A medida integra a estruturação de uma política nacional voltada a ampliar a participação do Brasil no mercado internacional de minerais estratégicos.
O objetivo é fortalecer a capacidade produtiva do país e estimular investimentos que não se limitem à extração de matérias-primas, mas alcancem também etapas de beneficiamento, processamento e transformação industrial.
A divisão foi estabelecida após a publicação do Decreto nº 13.146, na quarta-feira (4). A norma define os parâmetros que serão utilizados para classificar as substâncias e orientar o trabalho do conselho responsável pela coordenação da política mineral.
Como os minerais foram classificados
A lista está organizada em três categorias. A primeira reúne os materiais considerados prioritários para a atuação estatal, enquanto as demais contemplam substâncias que demandam ações de fortalecimento industrial ou acompanhamento do mercado.
A Classe I, de prioridade alta, reúne nove minerais: terras raras, grafita, lítio, níquel, cobalto, cobre, manganês, silício e urânio. Segundo os critérios apresentados pelo governo, são materiais que combinam riscos geopolíticos elevados, concentração da oferta mundial e poucas possibilidades de substituição por outros insumos.
A classificação indica que essas substâncias deverão receber atenção prioritária nos instrumentos de fomento previstos pela política mineral. A concentração da produção internacional em poucos países pode deixar o abastecimento vulnerável a conflitos, sanções, restrições comerciais e dificuldades logísticas. Por isso, ampliar a capacidade brasileira de produção e processamento desses materiais é considerado estratégico.
Na Classe II, de prioridade média, foram incluídos tungstênio, cromo, vanádio, tântalo, titânio, fosfato, potássio e enxofre. O grupo reúne oito substâncias para as quais o governo prevê medidas de desenvolvimento das cadeias produtivas e redução de vulnerabilidades no abastecimento.
A presença de fosfato e potássio nessa categoria está relacionada à produção de fertilizantes, insumos importantes para a atividade agrícola. A classificação considera, portanto, não apenas as oportunidades industriais e comerciais, mas também a necessidade de garantir o fornecimento de materiais relevantes para setores essenciais da economia brasileira.
Já a Classe III, de prioridade baixa, reúne dez substâncias: nióbio, estanho, ferro, zinco, ouro, magnésio, molibdênio, tório, alumínio e metais do grupo da platina. Esses minerais continuarão sob acompanhamento do governo e poderão passar por reavaliações periódicas.
A presença do nióbio e do minério de ferro nessa faixa não significa perda de importância econômica ou exclusão do interesse estratégico nacional.
A classificação considera também a posição do Brasil na produção mundial e o grau de dependência em relação a fornecedores externos. O país tem participação relevante na produção dessas duas substâncias, enquanto enfrenta desafios em outras cadeias, especialmente nas etapas de processamento e transformação industrial.
Critérios consideram riscos externos e capacidade produtiva
O decreto estabelece cinco parâmetros principais para orientar a classificação: risco geopolítico, concentração da oferta mundial, possibilidade de substituição por outros materiais, posição do Brasil nas cadeias produtivas e vulnerabilidade do abastecimento nacional.
Na avaliação dos riscos geopolíticos, o governo deverá considerar a exposição do fornecimento a conflitos internacionais, sanções, barreiras comerciais, controles de exportação e problemas logísticos. A dependência de poucos países fornecedores também será observada, assim como a capacidade brasileira de desenvolver etapas industriais que reduzam essa vulnerabilidade.
A norma diferencia ainda os conceitos de minerais críticos e estratégicos. Para que uma substância seja considerada crítica, deve ter relevância para a economia nacional e apresentar risco de falta no mercado interno. Entre as áreas consideradas estão a transição energética, a segurança alimentar e nutricional e a segurança e soberania nacionais.
No caso dos minerais estratégicos, a análise também considera a existência de reservas expressivas no Brasil e o potencial de exploração para ampliar as exportações e gerar superávit na balança comercial. A possibilidade de agregar valor à cadeia mineral dentro do território nacional integra essa avaliação.
Os estudos técnicos deverão observar, ainda, questões ambientais e condições das regiões de extração. Entre os aspectos previstos estão a disponibilidade de água, a exposição a eventos climáticos extremos e as possibilidades de reciclagem e reaproveitamento de materiais e resíduos da atividade mineral.
O que muda para as empresas de mineração
A classificação deverá orientar a aplicação dos instrumentos previstos na Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, sancionada em setembro deste ano. Entre as medidas estão mecanismos de financiamento, garantias para projetos e incentivos destinados ao beneficiamento, ao processamento e à industrialização das matérias-primas no Brasil.
A lista também será utilizada como referência para a análise de determinadas operações empresariais. O mecanismo de triagem de investimentos permitirá que o conselho avalie mudanças de controle acionário de empresas mineradoras e contratos de fornecimento relacionados a ativos considerados estratégicos.
A partir dessa análise, o governo poderá aprovar operações, estabelecer condições para sua realização ou negar a homologação de negócios avaliados como incompatíveis com os interesses estratégicos nacionais. As regras que vão determinar quais operações estarão sujeitas a esse procedimento ainda dependem de regulamentação.
A inclusão de uma substância em uma das classes, porém, não assegura automaticamente benefícios fiscais, acesso a financiamento ou habilitação de projetos. As empresas também deverão cumprir as exigências legais aplicáveis à atividade mineral.
Conselho vai coordenar a política de minerais estratégicos
A primeira reunião do CIMCE marca o início da implementação da estrutura responsável por coordenar as ações federais relacionadas ao setor. O conselho é presidido pela Casa Civil. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) coordena o Comitê Executivo e abriga a Secretaria-Executiva.
Entre as atribuições do colegiado estão a classificação dos minerais, a seleção de projetos prioritários, o estímulo à industrialização e a análise de determinadas operações empresariais. O Ministério de Minas e Energia ficará responsável pela elaboração dos estudos técnicos que fundamentarão a avaliação das substâncias.
A lista deverá passar por revisão ordinária a cada quatro anos. Também poderão ocorrer alterações extraordinárias diante de mudanças econômicas, tecnológicas e geopolíticas que modifiquem as condições de oferta, demanda ou relevância dos materiais.
Com a definição das prioridades, o governo estabelece uma referência para direcionar políticas de incentivo e investimentos em um mercado marcado pela disputa internacional por matérias-primas. O desafio colocado para o Brasil é transformar sua disponibilidade de recursos minerais em capacidade industrial, ampliar o processamento interno e fortalecer sua participação nas cadeias globais de energia, tecnologia, agricultura e defesa.
Filho de João Goulart lança livro sobre assassinato do pai pela ditadura
O que realmente causou a morte de João Goulart? Com o óbito declarado em 6 de dezembro de 1976, na Argentina, por infarto fulminante, mas sem comprovações ou evidências que corroborassem essa conclusão, o caso se tornou tema de uma investigação conduzida décadas depois por seu próprio filho, João Goulart Filho, em parceria com o jornalista Alex Solnik. Leia em TVT News.
Em As duas mortes de Jango – O crime que a ditadura tentou esconder, publicado pela Matrix Editora, os autores reconstituem a trajetória política do ex-presidente, o monitoramento a que foi submetido durante o exílio e os relatos que levantaram suspeitas de uma adulteração de remédio.
Após a morte de Jango, não houve autópsia nem exame toxicológico antes do sepultamento. Foi apenas no âmbito das investigações sobre violações de direitos humanos durante a Ditadura Militar, em 2013, que os restos mortais do ex-presidente foram exumados. Divulgado em 2014, o laudo pericial foi inconclusivo e insuficiente para descartar a hipótese de assassinato, o que instigou a busca de seu filho por fatos, esclarecimentos e justiça.
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Goulart Filho considera a trajetória política do pai “meteórica” e, neste livro, ajuda a reconstruir esse período histórico como uma investigação em movimento. Ao acompanhar os últimos dias de Jango, mostra de um lado a tentativa de encerrar rapidamente o caso sob a versão de um infarto; de outro, a memória de um presidente deposto que mobilizava multidões e dividia opiniões.

Os autores percorrem a atuação política de Jango desde a aproximação com Getúlio Vargas e a participação na construção do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) até a Presidência da República, entre 1961 e 1964. As Reformas de Base, a crise política que antecedeu o golpe militar e a decisão do então presidente de não organizar uma resistência armada também são relatadas.
A obra também examina articulações políticas de Jango fora do Brasil, em prol da redemocratização, bem como o monitoramento a que ele e pessoas de seu círculo próximo teriam sido submetidos durante o exílio.
Os registros descritos no título apontam para uma rede de vigilância que envolvia agentes ligados aos serviços de inteligência do Brasil, do Uruguai e do Chile, além de referências à CIA, mostrando também os bastidores da chamada Operação Escorpião, articulada dentro da estrutura repressiva da Operação Condor.

A hipótese de assassinato aparece nos relatos do ex-agente do serviço secreto uruguaio Mário Neira Barreiro. O depoimento explica a ação de troca de medicamentos, atribui a operação a integrantes dos serviços de inteligência e menciona a participação de um médico-legista.
As duas mortes de Jango é primeira obra a sustentar, com base no conjunto de indícios e registros examinados, a verdadeira causa da morte de João Goulart, em contraposição àquela oficialmente apresentada. Uma leitura indicada para quem se interessa por História e jornalismo investigativo, e para quem quer saber mais sobre crimes encobertos pela ditadura militar brasileira.
Ficha técnica
Título: As duas mortes de Jango – O crime que a ditadura tentou esconder
Autoria: João Goulart Filho e Alex Solnik
Editora: Matrix Editora
ISBN: 978-65-5616-716-9
Páginas: 160
Preço: R$ 56,00
Onde encontrar: Amazon, Matrix Editora e livrarias de todo o país
Sobre os autores
João Vicente Fontella Goulart (também conhecido como João Goulart Filho) é autor dos livros “Entre anjos e demônios: poemas do exílio” e “Jango e eu: memórias de um exílio sem volta”, indicado ao Prêmio Jabuti. Filho do ex-presidente João Goulart e de Maria Thereza Goulart, passou a infância e a adolescência no exílio, entre Uruguai e Inglaterra, após o golpe militar de 1964 que depôs seu pai. Formou-se em Filosofia pela PUC do Rio Grande do Sul. Foi um dos fundadores do Partido Democrático Trabalhista (PDT), ao lado do tio Leonel Brizola. Em 1982, elegeu-se deputado estadual pelo Rio Grande do Sul pelo PDT, cumprindo mandato de 1983 a 1987. Em 2018, candidatou-se à Presidência da República pelo Partido Pátria Livre (PPL). Filiou-se posteriormente ao PCdoB, do qual é o presidente em Brasília. Fundou e é o presidente do Instituto João Goulart, dedicado à pesquisa histórica e à defesa da soberania nacional.
Alex Solnik é natural de Drogobytch, na Ucrânia, e mora no Brasil desde 1958. É jornalista profissional desde 1977. Trabalhou nas revistas Isto É, Senhor, Careta, Status, Manchete, Interview, no Jornal da Tarde, Última Hora, Correio Braziliense, Folha da Tarde, Panorama e O Nacional. É autor de “Os Pais do Cruzado Contam por Que Não Deu Certo”, “O cofre do Adhemar”, “A guerra do apagão”, “A última batalha de Napoleão”, “O dia em que conheci Brilhante Ustra”, e coautor, com Paulo Caruso, dos quadrinhos da série “Bar Brasil”, nas revistas Careta e Senhor, e dos livros “Bar Brasil, Bar Brasil na Nova República” e “Ecos do Ipiranga”.
Sobre a Matrix Editora
Apostar em novos talentos, formatos e leitores. Essa é a marca da Matrix Editora, desde a sua fundação em 1999. A Matrix é hoje uma das mais respeitadas editoras do país, com mais de 1.100 títulos publicados e oito novos lançamentos todos os meses. A editora se especializou em livros de não-ficção, como biografias e livros-reportagem, além de obras de negócios, motivacionais e livros infantis. Os títulos editados pela Matrix são distribuídos para livrarias de todo o Brasil e também são comercializados no site www.matrixeditora.com.br.
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Presidência da COP30 lança Mapas para acelerar fim dos combustíveis fósseis e combater desmatamento
A Presidência brasileira da COP30 apresentou, na terça-feira (3), dois planos internacionais para acelerar o enfrentamento da crise climática. Os chamados Mapas do Caminho estabelecem diretrizes para a transição para longe dos combustíveis fósseis e para interromper e reverter o desmatamento e a degradação florestal até 2030. Leia em TVT News.
Os documentos foram apresentados pelo presidente da conferência, o embaixador André Corrêa do Lago, e pela diretora-executiva da COP30, Ana Toni, em Brasília. A iniciativa busca transformar compromissos assumidos em negociações climáticas anteriores em ações concretas, políticas nacionais e investimentos.
Os dois Mapas do Caminho foram elaborados a partir de consultas internacionais e são apresentados como contribuições voluntárias da Presidência da COP30. Não têm caráter obrigatório e não serão submetidos a negociação entre os países.
A iniciativa busca dar continuidade aos compromissos do Acordo de Paris e fortalecer a cooperação entre governos, empresas, investidores e sociedade civil. A Presidência brasileira também defende que as futuras conferências do clima mantenham o diálogo sobre a implementação das medidas propostas.
A publicação dos documentos ocorre enquanto a comunidade internacional se prepara para a COP31, prevista para Antália, na Turquia. A mensagem da Presidência brasileira é que os acordos climáticos precisam sair das declarações e se transformar em políticas, investimentos e resultados concretos.
Os dois temas escolhidos estão entre os principais fatores de emissão de gases de efeito estufa. Segundo os documentos, a produção e o consumo de energia respondem por cerca de 75% das emissões globais, enquanto a perda de florestas representa aproximadamente 11%.
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Transição energética exige redução dos combustíveis fósseis
Um dos mapas apresenta caminhos para reduzir progressivamente a dependência de petróleo, carvão e gás natural nos sistemas energéticos. A proposta prevê uma transição justa, ordenada e equitativa, com expansão das fontes de baixa emissão, eletrificação e ganhos de eficiência energética.
O documento defende que a redução da produção de combustíveis fósseis acompanhe a diminuição da demanda, evitando tanto a manutenção de uma dependência prolongada quanto possíveis problemas de abastecimento e aumento dos preços da energia.
A Presidência da COP30 também propõe a criação de um índice para avaliar o grau de dependência dos países em relação aos combustíveis fósseis e sua capacidade de realizar a transição. A ferramenta considera três dimensões: demanda energética, oferta de energia e estrutura econômica.
O plano ainda sugere um esforço coletivo internacional para acelerar a transição até 2033, destacando a necessidade de proteger trabalhadores e comunidades afetadas pelas mudanças no setor energético de forma a atender as especificidades de cada país.
Plano prevê interromper desmatamento até 2030
O segundo documento reúne propostas para conservar, restaurar e promover o uso sustentável das florestas. As medidas abrangem diferentes biomas e ecossistemas, incluindo florestas tropicais, subtropicais, temperadas e boreais, além de manguezais e turfeiras.
De acordo com dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) citados no documento, o desmatamento anual caiu de 17,6 milhões de hectares entre 1990 e 2000 para 10,9 milhões de hectares entre 2015 e 2025. Apesar da redução, o ritmo de destruição continua elevado. As florestas tropicais concentram 88% do desmatamento registrado entre 1990 e 2025.
O plano estabelece cinco frentes de atuação: conservação, manejo florestal sustentável, agrofloresta e bioeconomia, combate à degradação, enfrentamento do desmatamento e restauração de áreas florestais.
O documento chama atenção para a degradação florestal, que ocorre quando a vegetação permanece em pé, mas perde capacidade de armazenar carbono, regular o ciclo da água e sustentar a biodiversidade. Na Amazônia, o avanço do calor, das secas e dos incêndios aumenta os riscos para o equilíbrio do ecossistema.
Financiamento é apontado como um dos principais obstáculos
A ampliação dos recursos destinados à proteção das florestas aparece como um dos principais desafios. Segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) apresentados no mapa, o financiamento florestal anual precisa crescer de US$ 84,5 bilhões, em 2023, para mais de US$ 300 bilhões até 2030.
Em 2023, os orçamentos públicos nacionais responderam por 88,3% do financiamento registrado, enquanto os recursos públicos internacionais representaram apenas 3,4%. A Presidência da COP30 defende ampliar os mecanismos de financiamento e facilitar o acesso de países e comunidades aos recursos destinados à conservação.
Os documentos também apontam a necessidade de fortalecer o monitoramento ambiental, a assistência técnica e o combate ao crime ambiental transnacional, além de criar incentivos para cadeias produtivas livres de desmatamento.
Presidente do Paraguai renuncia; vice assume e pedido de impeachment segue
Presidente do Paraguai, Santiago Peña, renuncia em meio à crise bancária. Entenda a crise no Paraguai na TVT News, com informações da AFP em Assunção.
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou nesta quinta-feira (5) em meio a uma crise bancária que congelou os depósitos de quase três milhões de poupadores, enquanto o Congresso debatia a abertura de um processo de impeachment contra ele, anunciou em um vídeo em sua conta no X.
“Tomei a decisão de apresentar minha renúncia à presidência da República (…). Quero pedir desculpas ao povo se, em algum momento, falhei”, disse Peña, ressaltando que sua prioridade é “a tranquilidade dos paraguaios que confiaram suas economias ao nosso sistema financeiro”.
Peña anunciou sua renúncia depois que seu próprio partido retirou o apoio a ele no Congresso.
Processo de impeachment segue no congresso paraguaio; vice assumirá
Minutos mais tarde, os deputados votaram, por unanimidade, pela abertura de um processo de impeachment contra ele, mas rejeitaram abrir um processo semelhante contra o vice-presidente Pedro Alliana, de 52 anos, a quem cabe, portanto, sucedê-lo.
Vídeo: veja o pedido de renúncia de Santiago Peña, presidente do Paraguai
Mensaje del Presidente de la República, Santiago Peña, al pueblo paraguayo. pic.twitter.com/RBz6IfFV9L
— Santiago Peña (@SantiPenap) November 5, 2026
Entenda o que está acontecendo no Paraguai
O Ueno Bank, um dos maiores bancos digitais do Paraguai (atendendo a cerca de 3 milhões de pessoas, quase metade da população do país), entrou em colapso financeiro, levando o Banco Central do Paraguai (BCP) a decretar sua intervenção e fechamento em 3 de novembro de 2026.

“Nem quero mais falar; não vale a pena, porque fiquei sem dinheiro”, lamentou Reinaldo Gómez, de 48 anos, vendedor ambulante de frutas no centro de Assunção.
“Agora é preciso esperar quatro horas para que nos indiquem a qual banco devemos ir para recuperar o fruto do nosso esforço”, disse ele.
Com cartazes que pediam o “Impeachment de Santi Peña”, os correntistas exigiam poder sacar seu dinheiro após o colapso do Ueno Bank, um dos principais bancos do país, que deixou quase três milhões de clientes sem acesso aos seus depósitos.
Com lágrimas nos olhos, uma jovem desesperada porque a família perdeu tudo o que tinha guardado no banco chama o presidente do Paraguai, Santiago Peña, de ladrão e pede que as pessoas vão para as ruas.
— Julio Freiress (@JFreiress_) November 5, 2026
O que aconteceu no Paraguai com o dinheiro das pessoas que sumiu do banco do… pic.twitter.com/iGCHnTEPwk
Principais acontecimentos com o Ueno Bank
- Insolvência e Bloqueio de Recursos: O BCP interveio na instituição após constatar que o índice de solvência do Ueno caiu abaixo do mínimo legal, congelando o dinheiro de milhões de correntistas e gerando protestos em Assunção.
- Prisões e Investigações: A Justiça determinou a prisão preventiva de oito executivos e dirigentes do banco e do Grupo Vázquez (controlador da instituição), incluindo o presidente do Ueno Bank, Juan Manuel Gustale, e o fundador e vice-presidente, Miguel Vázquez. Também foi ordenado o bloqueio de cerca de US$ 70 milhões em bens dos envolvidos.
- Repercussão Política e Renúncias:
- O presidente do Banco Central do Paraguai, Carlos Carvallo, renunciou ao cargo.
- O vice-presidente do país, Pedro Alliana, suspendeu temporariamente sua pré-candidatura à Presidência.
- Partidos de oposição articularam um pedido de impeachment contra o presidente paraguaio Santiago Peña, devido a antigos laços e supostas ligações políticas com o grupo controlador do banco.
- Partidos da situação disseram que iriam apoiar o pedido de impeachment.
🇵🇾 | IMPEACHMENT
— Conexão Américas (@Conexamericas) November 5, 2026
Aliados do presidente do Paraguai, Santiago Pena, anunciaram que vão acompanhar o impeachment proposto pela oposição, após diversas manifestações em todo o país.
"Não ficaremos ao lado do latrocínio dos recursos públicos".
O presidente agora fica sozinho… pic.twitter.com/oSkc11IuvI
- Garantia aos Depositantes: O Banco Central anunciou que os correntistas terão acesso a uma antecipação do Fundo de Garantia de Depósitos (com pagamentos iniciais de até 10 milhões de guaranis, cerca de R$ 9.200), enquanto a agência de classificação de risco Fitch rebaixou a nota do banco para “D” (default/falência técnica)
Qual a relação do presidente do Paraguai com o Ueno Bank
A relação do presidente do Paraguai, Santiago Peña, com o Ueno Bank é direta, comercial e política, sendo o principal fator que desencadeou o pedido de seu impeachment por parte da oposição.
Os principais pontos que conectam o presidente à instituição incluem:
1. Participação societária (Ex-acionista)
Santiago Peña foi acionista da Ueno Holding, o grupo empresarial que controla o Ueno Bank. Ele possuía mais de 6,1 bilhões de guaranis (cerca de R$ 5,6 milhões) em ações. O presidente se desvinculou oficialmente da holding em março de 2025, mas a oposição alega que ele manteve forte influência nos bastidores e se omitiu diante de irregularidades subsequentes.

2. Conflito de interesses no Banco Central
Ao assumir a presidência em 2023, Peña nomeou Carlos Carvallo para comandar o Banco Central do Paraguai (BCP). Acontece que Carvallo era, até a véspera da nomeação, o presidente-executivo do próprio Ueno Bank. Críticos apontam que essa indicação gerou um claro conflito de interesses, sugerindo que o Banco Central afrouxou regras de fiscalização para favorecer e acobertar os problemas financeiros do banco digital.
3. Ueno Bank, o Master do Paraguai
Durante o governo de Peña, o Ueno Bank registrou uma expansão agressiva e passou a concentrar cerca de US$ 850 milhões em recursos do Estado. Isso incluiu verbas do Ministério da Economia e, principalmente, fundos previdenciários do Instituto de Previdência Social (IPS). A oposição o acusa de manipulação regulatória e favorecimento indevido para inflar o caixa do banco privado com dinheiro público.
4. Empréstimos pessoais e evolução patrimonial
Investigações e declarações juradas do próprio presidente apontam que, enquanto o banco captava dinheiro do Estado, Peña obteve um crédito financeiro de 3,5 bilhões de guaranis (cerca de R$ 3,2 milhões) junto à instituição para financiar projetos pessoais, incluindo a construção de uma mansão de veraneio.
Os opositores utilizam essa transação e o enriquecimento de Peña entre 2017 e 2023 para sustentar as acusações de “benefício patrimonial” e “tráfico de influência”.
O presidente nega qualquer irregularidade e afirma que o colapso é um “caso isolado”. No entanto, a proximidade com os executivos presos e o impacto sobre as economias de milhões de paraguaios destruíram a confiança política em sua gestão.
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As útimas notícias da TVT News
Brasileirão: oito times disputam permanência na Série A nas rodadas finais
A reta final do Brasileirão promete tensão na parte de baixo da tabela. Com quatro rodadas completas ainda previstas e partidas atrasadas por disputar, oito equipes seguem envolvidas na briga para escapar do rebaixamento: Botafogo, Coritiba, Vasco, Mirassol, Vitória, Internacional, Corinthians e Grêmio. Leia em TVT News.
Nesta quarta (4), o Corinthians deixou escapar a oportunidade de sair da zona de rebaixamento ao empatar sem gols com o São Paulo e, portanto, segue como um dos fortes candidatos para a série B de 2027. O empate manteve o time alvinegro na 17ª colocação, com 37 pontos.
O Internacional, primeiro clube fora do Z4, soma 38. A diferença de apenas um ponto mostra o quanto a situação pode mudar nas próximas partidas. Para o Corinthians, a igualdade no clássico representou a perda de uma chance importante de ultrapassar o rival na classificação.
O empate foi marcado por dificuldades ofensivas e por uma atuação defensiva que evitou um resultado pior. Mesmo com um jogador a menos na reta final, a equipe conseguiu segurar o placar.
Fabrizio Angileri teve participação decisiva ao impedir que Pedro Lima marcasse, aos 30 minutos do segundo tempo, quando o jogador do São Paulo já havia driblado Hugo Souza e finalizado em direção ao gol vazio.
Do outro lado, Yuri Alberto desperdiçou oportunidades de gol, teve um tento de Matheus Bidu anulado por impedimento e acabou expulso após uma entrada dura em Ferreira.
Memphis Depay e André Carrillo também tiveram desempenho abaixo do esperado. Rodrigo Garro, que vinha fazendo uma boa partida, deixou o campo após sentir dores no joelho direito.
Veja tabela do Brasileirão:
Próximos jogos podem mudar a disputa
A sequência de compromissos coloca frente a frente adversários que também precisam pontuar. O Botafogo terá pela frente Corinthians, São Paulo, Bahia e Santos. O Coritiba encara Santos, Bahia, Flamengo e Palmeiras. As duas equipes terão de lidar com confrontos diante de clubes que também buscam seus objetivos na competição, o que aumenta a importância de cada resultado.
O Vasco tem uma partida atrasada contra a Chapecoense, além de compromissos diante de Internacional, RB Bragantino, Atlético-MG e Vitória. O confronto com o time catarinense está marcado para 14 de novembro. A equipe carioca ainda terá pela frente adversários diretamente envolvidos na parte inferior da classificação, como o Internacional e o Vitória.
O Mirassol também tem uma partida pendente, contra o Atlético-MG, e enfrentará Fluminense, Athletico-PR e Grêmio na sequência. Já o Vitória tem um calendário com cinco compromissos: recebe o Fluminense em jogo da 34ª rodada, encara o RB Bragantino em casa, visita o Internacional, recebe o Santos e termina diante do Vasco, fora de casa.
A partida contra o Fluminense está prevista para sexta-feira (6) e ainda integra a programação da 34ª rodada. O resultado pode interferir diretamente na situação do Vitória e na movimentação dos clubes que acompanham a disputa contra o descenso.
Internacional, Corinthians e Grêmio têm confrontos diretos
O Internacional terá pela frente Vasco, Vitória, RB Bragantino e Cruzeiro. A sequência inclui dois duelos contra equipes que também estão ameaçadas pela queda: o time carioca e o clube baiano. Para o Colorado, que aparece como o primeiro fora da zona de rebaixamento, somar pontos nesses confrontos pode ser determinante para manter distância dos concorrentes.
O Corinthians, por sua vez, enfrenta Botafogo, Atlético-MG, Grêmio e Remo. A equipe paulista volta a campo em 18 de novembro, quando recebe o Botafogo na Neo Química Arena, às 21h30, pela 35ª rodada. O jogo será importante para os dois clubes, já que o adversário também aparece entre os envolvidos na luta para permanecer na primeira divisão.
O Grêmio terá uma sequência contra Bahia, Santos, Corinthians e Mirassol. Os confrontos com Corinthians e Mirassol colocam o clube diante de concorrentes que também precisam pontuar, em uma reta final na qual tropeços podem custar posições na tabela.
Data Fifa altera calendário do Brasileirão
A programação do campeonato terá uma pausa por causa da Data Fifa de novembro. Depois das partidas ainda pendentes da 34ª rodada, o Brasileirão será interrompido e retomado em 18 de novembro. A paralisação, porém, não impede a realização de jogos atrasados de rodadas anteriores.
>> Ancelotti convoca cinco estreantes para amistosos da Seleção contra Japão e Singapura
Além de Mirassol x Atlético-MG, o calendário prevê Chapecoense x Vasco para 14 de novembro. Esses compromissos podem alterar a classificação antes da retomada da sequência regular de partidas.

Filho de João Goulart lança livro sobre assassinato do pai pela ditadura
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