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Da Redação

Centrais sindicais celebram vitória histórica do fim da escala 6×1

A aprovação da PEC que acaba com a escala 6×1 na Câmara dos Deputados foi recebida como uma vitória histórica da classe trabalhadora por lideranças sindicais, movimentos sociais e representantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em Brasília, dirigentes da CUT, CTB, Força Sindical e do Fórum das Centrais Sindicais afirmaram ao Jornal TVT News Primeira Edição que a mobilização popular foi decisiva para garantir a ampla aprovação da proposta e defenderam intensificação imediata da pressão sobre o Senado para assegurar a aprovação definitiva do texto. Saiba mais na TVT News.

A PEC foi aprovada em dois turnos pela Câmara na noite de quarta-feira (27), com 472 votos favoráveis e 22 contrários no primeiro turno, além de 461 votos a favor e 19 contra na segunda votação. A proposta reduz gradualmente a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, garante dois dias de descanso remunerado por semana e proíbe redução salarial.

Lula: fim da escala 6×1 é “conquista civilizatória”

Logo após a votação, o presidente Lula comemorou o resultado e classificou a aprovação como uma “conquista histórica e civilizatória”. Em publicação nas redes sociais, o presidente afirmou que a medida devolve aos trabalhadores “o direito ao convívio com a família, ao descanso e à vida além do trabalho”.

“As duas folgas semanais significam mais tempo para estudar, se divertir, cuidar da saúde e ver os filhos crescerem”, escreveu Lula. O presidente também destacou o impacto positivo da medida sobre as mulheres trabalhadoras, que “historicamente e injustamente enfrentam jornada superior e desigual”.

Pressão no Senado

O presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, afirmou que as entidades já iniciaram mobilizações em todos os estados para pressionar os 81 senadores.

“Nós estamos convocando toda a nossa militância para visitar os senadores e dialogar diretamente com eles”, disse. “As redes sociais também tiveram papel fundamental e continuarão sendo decisivas.”

Sérgio Nobre alertou que o empresariado deve ampliar a pressão sobre o Senado nas próximas semanas.

“Ontem a Câmara estava cheia de empresários tentando convencer deputados a votar contra. Eles vão fazer a mesma coisa no Senado. Por isso, os trabalhadores precisam continuar organizados.”

Durante a cobertura especial do TVT News em Brasília, o repórter Ricardo Weber destacou que a votação foi marcada por forte disputa política no plenário, pressão das centrais sindicais e intensa articulação do governo federal.

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Segundo o jornalista, parlamentares governistas e lideranças progressistas atuaram até os momentos finais para consolidar a maioria favorável. Weber citou articulações envolvendo a deputada Erika Hilton (Psol-SP), a deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP), o ministro Luiz Marinho e o deputado Guilherme Boulos (Psol-SP).

A vice-presidenta da CUT e presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, classificou a votação como um marco histórico comparável às mudanças da Constituição de 1988.

“A última vez que tivemos redução da jornada foi na Constituinte de 1988. De lá para cá muita coisa mudou. Houve avanços tecnológicos, inteligência artificial e aumento de produtividade. Mas os trabalhadores não se apropriaram desses ganhos”, afirmou.

Para Juvandia, a aprovação da PEC representa “um ganho social e um avanço civilizatório”, permitindo que trabalhadores tenham mais tempo para a família, o lazer, o descanso e os cuidados com a saúde.

Ela também destacou o protagonismo do governo Lula e das centrais sindicais na construção da pauta. “Essa pauta só ganhou força porque o presidente Lula defendeu publicamente a redução da jornada e porque houve uma grande mobilização social”, disse.

A dirigente lembrou ainda que manifestações ocorreram em diferentes regiões do país nos últimos meses, com forte mobilização nas ruas e nas redes sociais.

“O povo estava nas redes vigiando o que o Congresso estava debatendo”, afirmou. “A extrema direita tentou impor dez anos de transição e manobras para esvaziar a proposta, mas recuou quando percebeu o impacto eleitoral de votar contra uma pauta tão popular.”

Outro dirigente ouvido pela TVT foi Clemente Ganz Lúcio, coordenador do Fórum das Centrais Sindicais. Ele ressaltou que a batalha agora se transfere para o Senado, onde empresários e setores conservadores já se articulam para alterar o texto aprovado pela Câmara.

“Foi um processo muito duro, com forte pressão empresarial dentro do Congresso”, afirmou. “Agora a tarefa se repete no Senado. Precisaremos manter mobilização nas bases, diálogo com parlamentares e pressão popular.”

Segundo Clemente, o objetivo das centrais é acelerar a tramitação da proposta e impedir atrasos regimentais.

“O Senado precisa reconhecer que houve amplo debate na Câmara e que a sociedade já demonstrou apoio claro à redução da jornada”, declarou.

O secretário nacional jurídico da CUT, Valeir Ertle, alertou para o risco de retrocessos após a apresentação de uma PEC alternativa articulada pela oposição no Senado.

“Essa madrugada foi protocolada uma proposta alternativa encabeçada por Rogério Marinho”, afirmou. “Ela altera profundamente o conteúdo aprovado na Câmara e tenta flexibilizar a jornada através de negociação individual.”

Valeir afirmou que a mobilização popular será novamente decisiva. “Foi a luta dos trabalhadores que garantiu essa vitória. Agora teremos que fazer ainda mais pressão sobre os senadores.”

O vice-presidente nacional da Força Sindical, Sérgio Leite, destacou que a aprovação representa uma luta histórica do movimento sindical brasileiro.

“Reduzir a jornada significa melhorar a qualidade de vida, humanizar o trabalho e garantir mais tempo para educação, cultura, família, lazer e saúde”, afirmou.

Já Ronaldo Leite, secretário-geral da CTB, classificou a aprovação como “uma vitória extraordinária da classe trabalhadora” construída pela unidade das centrais sindicais e movimentos sociais.

“Aprovamos uma etapa histórica na Câmara, mas sabemos que o desafio continua no Senado”, declarou.

Ao final da entrevista coletiva em Brasília, as lideranças sindicais reforçaram que a aprovação da PEC na Câmara representa apenas a primeira grande vitória da mobilização popular. A expectativa agora é transformar a pressão social em força política suficiente para garantir rápida aprovação da proposta no Senado e consolidar o fim da escala 6×1 como uma das principais conquistas trabalhistas do governo Lula.

Governo promete apoio a pequenos negócios

O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, afirmou que o governo Lula já trabalha na regulamentação da transição para o fim da escala 6×1, com atenção especial às micro e pequenas empresas. Durante o programa “Bom Dia, Ministro”, ele classificou a aprovação da PEC como “um dia histórico” e destacou que a votação expressiva na Câmara demonstra compromisso com a melhoria da vida dos trabalhadores.

Segundo o ministro, o governo estuda mecanismos para facilitar a adaptação de pequenos negócios à nova jornada de 40 horas semanais, sem comprometer a saúde fiscal do país. Entre as possibilidades analisadas estão flexibilizações para contratação de funcionários adicionais por microempreendedores individuais (MEIs) e medidas específicas para setores mais afetados.

Paulo Pereira também afirmou que a redução da jornada deve estimular a economia e ampliar a qualidade de vida dos trabalhadores. “As pessoas terão mais tempo para lazer, família, saúde e qualificação”, declarou. Para ele, a mudança representa um avanço social comparável a outras conquistas históricas dos direitos trabalhistas no Brasil.

Saiba como pressionar senadores para votar o fim da escala 6×1

Participe da pressão popular para que os deputados votem o fim da escala 6×1. Saiba como assinar a mobilização popular com a TVT News.

Mobilização pressiona senadores pelo fim da escala 6×1

A pressão deu certo na primeira luta pelo fim da escala 6×1. Depois da vitória na Câmara dos Deputados, a campanha “Brasil Quer Mais Tempo” intensificou a pressão sobre parlamentares para acelerar a votação das propostas que tratam do fim da escala 6×1.

A mobilização reúne trabalhadores, sindicatos e movimentos sociais em defesa da redução da jornada semanal sem redução salarial.

Clique aqui para participar da Campanha Brasil Quer Mais Tempo

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Parlamentares que defendem o fim da escala 6×1 na Comissão Especial da Câmara dos Deputados. Foto: Lula Marques /Agência Brasil.

O que é a campanha Brasil Quer Mais Tempo

A iniciativa funciona como uma força-tarefa digital e presencial para pressionar os senadores a apoiarem a PEC 221/2019 e outras propostas relacionadas à redução da jornada de trabalho. A campanha incentiva trabalhadores a enviarem mensagens aos parlamentares e acompanharem o posicionamento de cada bancada.

Aponte o celular para o QR Code e faça parte da campanha pelo fim da escala 6×1

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TVT e a Rede de Mobilização Fim da 6×1 Já! te convidam para essa ação urgente

Como votar na plataforma da campanha pelo fim da escala 6×1

  1. Acesse o site oficial da campanha Brasil Quer Mais Tempo – https://brasilquermaistempo.com.br/
  2. Clique na opção para participar da mobilização.
  3. Informe seus dados básicos, como nome e estado.

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Depois da vitória na Câmara, a pressão agora é no Senado pelo fim da escala 6×1. Imagem: Campanha O Brasil Quer Mais Tempo

Como funciona a votação da PEC do fim da escala 6×1

O fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário foram aprovados em dois turnos na Câmara dos Deputados, com votações expressivas (472 votos a favor no 1° turno e 469 no 2° turno).

O próximo passo é a tramitação no Senado, onde a PEC deverá passar pelo mesmo ritual: ser apreciada em comissão e depois votada em plenário.

Para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) no Senado Federal, são necessários 49 votos favoráveis, o equivalente a \(3/5\) do total de 81 senadores.

Além desse quórum qualificado, a tramitação exige a aprovaçaõ em dois turnos.

O que está em debate no Congresso

A discussão envolve a PEC 221/2019, a PEC 8/2025 e o PL 1838/2026. As propostas tratam da redução da jornada semanal e da reorganização das escalas de trabalho.

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Fim da escala 6×1 em debate na Câmara dos Deputados. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Disputa política no Senado pode atrasar votação

O debate enfrenta resistência de setores do Centrão e da direita, que apresentaram emendas e regras de transição para adiar mudanças na jornada de trabalho

Fim da escala 6×1 é possível: tire suas dúvidas sobre o tema

tomando conta do Brasil.

O que é o fim da escala 6×1?

O debate sobre o fim da escala 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos para folgar apenas um — está no centro da discussão nacional.

A proposta é uma bandeira histórica da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais sindicais, que apontam ganhos concretos:

  • Melhoria na qualidade de vida
  • Redução do adoecimento e do absenteísmo
  • Aumento da produtividade
  • Estímulo ao consumo
  • Possível geração de novos empregos

Levantamento da Nexus, Pesquisa e Inteligência de Dados, mostra que 73% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6×1, desde que não haja redução salarial. Ou seja: a sociedade entende que trabalhar para viver é diferente de viver para trabalhar.

Quais os impactos do fim da escala 6×1?

De acordo com nota técnica do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), o impacto econômico do fima da escala 6×1 é mínimo:

  • Na indústria e no comércio, o custo operacional adicional seria inferior a 1%.
  • redução da jornada para 40 horas semanais elevaria o custo do trabalho celetista em média 7,84%, mas, considerando o peso da mão de obra no custo total dos setores, o impacto se dilui.
  • Mesmo em setores com alta dependência de mão de obra, como vigilância e limpeza, o impacto é administrável e pode ser enfrentado com políticas de transição.

O próprio Ipea destaca que aumento de custo do trabalho não significa automaticamente queda na produção ou aumento do desemprego.

Um estudo do Dieese, encomendado pela Contraf-CUT, aponta que a implementação da jornada de quatro dias, entre os bancários que hoje realizam a jornada média de 37 horas semanais, teria o potencial de criar mais de 108 mil vagas no setor, ou 25% do total de vagas que existem atualmente.

“O fim da escala 6×1 pode gerar mais empregos e garantir ao trabalhador tempo para estudar, cuidar da saúde e ter lazer”, afirmou o secretário-geral da CUT, Renato Zulato

Para ele, reduzir jornadas exaustivas é uma medida concreta para abrir vagas e permitir que trabalhadores tenham tempo para qualificação e convivência familiar. “Não se trata apenas de tecnologia, mas de qualidade de vida”, afirmou, ao defender mudanças estruturais.

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Argumentos contra o fim da escala 6×1 lembram a retórica das elites escravocratas contra a abolição. Foto: Letycia Bond/Agência Brasil

Já um estudo divulgado em 2024 pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) apontou que a Inteligência Artificial (IA) afetará 60% dos empregos em todo o mundo: metade de forma positiva e metade de forma negativa, ou seja, eliminando a participação humana em vários setores.

Renato Zulato também alertou para os impactos da inteligência artificial no mercado de trabalho. Segundo ele, a transformação digital já altera rotinas produtivas e pode ampliar desigualdades se não houver políticas públicas de qualificação.

“Estamos vivendo a era da inteligência artificial. Se não houver reflexão e políticas de inclusão, parte da população será excluída dos novos processos produtivos e sociais”, disse o secretário geral da CUT.

É possível acabar com a escala 6×1?

Pesquisa da Unicamp corrobora visão do governo Lula, que defende modernização das relações de trabalho como parte da agenda de desenvolvimento social e econômico.

Fim da escala 6×1: estudo aponta que redução da jornada pode gerar 4,5 milhões de empregos

Um levantamento da economista Marilane Teixeira, pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mostra que a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 36 horas, com o fim da escala 6×1, tem potencial de gerar até 4,5 milhões de novos empregos no Brasil e elevar em cerca de 4% os níveis de produtividade no país.

O estudo faz parte do Dossiê 6×1, documento elaborado por 63 autores — entre professores, pesquisadores, auditores fiscais do Trabalho e representantes sindicais — que reúne 37 artigos sobre os impactos econômicos e sociais da medida.

A conclusão central do dossiê é direta: o Brasil está pronto para trabalhar menos. O diagnóstico contraria projeções pessimistas do mercado e derruba o argumento de que a mudança poderia provocar queda no PIB ou agravar a insolvência das empresas.

“Não vai ser agora, com avanços tecnológicos, num contexto de pleno emprego, com crescimento econômico e o nível de tecnologia que temos, que não vai ser possível no Brasil reduzir para 40 horas”, afirma Marilane Teixeira.

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Marcha dos Trabalhadores com Centrais Sindicais em Brasília pede fim da escala 6×1 nesta quarta (15) – Foto: Ricardo Weber/TVT

O que os dados mostram sobre o fim da escala 6×1

Com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do IBGE, o dossiê revela que aproximadamente 21 milhões de trabalhadores brasileiros cumprem jornada superior às 44 horas previstas na CLT. Outros 76,3% das pessoas ocupadas no país trabalham mais de 40 horas por semana — o que derruba a narrativa de que o brasileiro trabalha pouco.

A pesquisadora também chama atenção para os custos humanos da sobrecarga: em 2024, o Brasil registrou meio milhão de afastamentos por doenças psicossociais decorrentes de condições desfavoráveis no trabalho — apenas no emprego formal.

A redução da jornada atingiria diretamente 76 milhões de trabalhadores caso a escala 4×3 seja adotada, e beneficiaria cerca de 45 milhões na hipótese de migração para a jornada de 40 horas semanais em escala 5×2. 

Ipea diz que é possível acabar com a escala 6×1

O estudo da Unicamp se soma a outras análises que sustentam tecnicamente a posição do governo. Uma nota técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), publicada em fevereiro de 2026, concluiu que os custos da redução da jornada para 40 horas seriam comparáveis aos de reajustes históricos do salário mínimo — medidas que não geraram desemprego. Nos grandes setores empregadores, como indústria e comércio, o impacto no custo operacional seria inferior a 1%.

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Mobilização pelo fim da escala 6×1. Fotos: Paulo Pinto/Agência Brasil e Tomaz Silva/Agência Brasil

Pesquisa Sebrae diz que 51% dos empreendedores acreditam que não haverá impacto com fim da 6×1

O estudo do Sebrae revela que 51% dos proprietários de micro e pequenas empresas, além de microempreendedores individuais (MEI), acreditam que fim da escala 6×1 não afetará seus negócios. Já 11% acreditam que a medida impactará positivamente seus negócios.

De acordo com a 12ª edição da Pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae, cresceu o número de empreendedores que avaliam que o fim da escala 6×1 não trará impactos negativos para o funcionamento de suas empresas.

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Empreendedores acreditam que fim da escala 6×1 não irá afetar seus negócios – Fonte: Sebrae

Este índice demonstra um avanço em relação ao levantamento anterior, feito em 2024, quando 47% dos entrevistados compartilhavam dessa visão. O levantamento atual foi realizado entre os dias 19 de fevereiro e 18 de março de 2026, contando com a participação de 8.273 respondentes de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal.

Menos empreendedores enxergam proposta de forma negativa

A pesquisa também aponta uma redução na resistência à proposta.

O grupo de empreendedores que visualiza um impacto negativo na mudança recuou de 32% em 2024 para 27% em 2026. Em contrapartida, a parcela que acredita em benefícios reais com o fim da escala 6×1 subiu de 9% para 11%.

Perfil de empreendedores ouvidos

Dentro dos segmentos específicos de atuação, a Economia Criativa lidera a percepção de ganhos com a nova jornada, com 24% de respostas positivas. Na sequência, aparecem os setores de Logística e Transporte (17%) e a Indústria Alimentícia (16%). Outros ramos como academias, beleza e agronegócio também figuram entre os que não preveem prejuízos em suas atividades operacionais.

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 9

A Caixa Econômica Federal paga nesta quinta-feira (28) a parcela de maio do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 9. Leia em TVT News.

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 678,01. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 19,08 milhões de famílias, com gasto de R$ 12,9 bilhões.

Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais: o Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 para cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, para cada criança de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

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Pagamento unificado Bolsa Família

Os beneficiários de 217 cidades de nove estados receberam o pagamento no último dia 18, independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 124 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca.

Também foram beneficiadas cidades nos seguintes estados: Amazonas (3), Pará (1), Paraíba (31), Paraná (16), Pernambuco (27), Rio de Janeiro (3), Roraima (6) e Sergipe (6).

Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF).

O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Regra de proteção

Cerca de 2,26 milhões de famílias estão na regra de proteção em maio. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até R$ 706. Neste mês, 159.248 novas famílias aumentaram a renda e ingressaram na regra de proteção.

Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos.

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Bolsa Família maio – Fonte: Agência Brasil

Fonte: Agência Brasil

Humberto Costa promete pressão total no Senado pelo fim da escala 6×1

A aprovação da PEC que acaba com a escala 6×1 na Câmara dos Deputados abriu uma nova etapa da disputa política em torno da redução da jornada de trabalho no Brasil. Em entrevista ao Jornal TVT News Primeira Edição, o senador Humberto Costa afirmou que a pressão popular será determinante para garantir que a proposta avance rapidamente no Senado Federal e sem retrocessos impostos pela oposição e por setores empresariais. Saiba mais na TVT News.

Para o parlamentar, a votação histórica na Câmara — que aprovou o texto por ampla maioria — demonstrou que a mobilização nas ruas, nas redes sociais e junto aos parlamentares teve papel central para constranger setores da direita e garantir apoio à proposta. Segundo ele, a mesma estratégia precisará ser intensificada agora no Senado.

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“Se existe algo hoje que tem apoio da sociedade, é essa medida”, afirmou Humberto Costa durante a entrevista. “Se nós continuarmos mobilizados, se nós estabelecermos uma pressão sobre os senadores, mandando mensagens, e-mails, falando sobre a expectativa que cada brasileiro e cada brasileira tem em relação a essa PEC, eu não tenho dúvida de que ela será aprovada e será aprovada num espaço de tempo muito curto.”

A PEC aprovada pela Câmara reduz gradualmente a jornada máxima semanal de trabalho de 44 para 40 horas, estabelece dois dias de descanso remunerado por semana e garante a manutenção dos salários. O texto foi aprovado após semanas de pressão de sindicatos, movimentos populares e centrais sindicais, que organizaram atos em diversas capitais do país.

Humberto Costa reconheceu que haverá forte resistência no Senado, especialmente de setores ligados ao empresariado. Nos últimos dias, representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Fiesp intensificaram reuniões com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tentando adiar a tramitação da proposta para depois das eleições e ampliar o período de transição previsto no texto.

Apesar disso, o senador petista avalia que a pressão popular pode ter ainda mais efeito sobre os senadores do que teve sobre os deputados federais.

“Dois terços do Senado estarão em disputa eleitoral. Nenhum candidato vai querer carregar a pecha de ter trabalhado contra o fim da escala 6×1”, afirmou. “A pressão será ainda mais eficaz do que foi agora na Câmara.”

Oposição contra o fim da escala 6×1 no Senado

Durante a entrevista, Humberto Costa também destacou que a oposição já começou a se movimentar para tentar modificar ou retardar a tramitação da PEC no Senado. O principal foco de preocupação é uma proposta alternativa apresentada pelo senador Rogério Marinho, protocolada com apoio de 36 senadores.

Segundo o parlamentar, a iniciativa representa uma tentativa de criar obstáculos regimentais e abrir espaço para mudanças no texto aprovado pela Câmara.

“Partindo de Rogério Marinho, certamente não é nada que venha a ajudar a classe trabalhadora brasileira”, criticou. “Isso vai nos colocar numa posição de pressionar ainda mais.”

Humberto Costa afirmou que a prioridade regimental deve ser da PEC aprovada pelos deputados e prometeu atuação intensa do governo e da base aliada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para impedir manobras da oposição.

“Nós vamos bater pesado contra qualquer interpretação do regimento que dê prioridade a essa proposta alternativa”, declarou. “Vai ser uma batalha que começa na Comissão de Constituição e Justiça.”

O senador também confirmou que a base governista pretende pedir regime de urgência para acelerar a votação no plenário do Senado assim que a matéria avançar na CCJ.

Outro ponto de destaque da entrevista foi a avaliação de Humberto Costa sobre o papel do senador Flávio Bolsonaro no debate. Segundo ele, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro pode se tornar um dos principais alvos da pressão popular, por exercer influência sobre a bancada do PL e, ao mesmo tempo, evitar assumir publicamente uma posição contrária a uma proposta amplamente apoiada pela população.

“O Flávio Bolsonaro dificilmente vai querer votar contra essa matéria ou fazer qualquer trabalho de convencimento para barrá-la”, afirmou. “Ele não quer trazer para si, nesse momento em que já enfrenta muitos problemas para explicar, a posição de votar contra uma proposta com tamanho apoio popular.”

Humberto Costa concordou com a avaliação de que o senador bolsonarista deve ser alvo prioritário da mobilização social nas próximas semanas.

“Ele tem que ser um dos principais alvos dessa pressão que nós vamos fazer”, disse. “Até porque exerce um papel de comando em relação à bancada do PL.”

Ao comentar os próximos passos da tramitação, o senador classificou como “bom sinal” o encaminhamento da PEC para a CCJ do Senado, presidida por Otto Alencar, aliado do governo federal. Humberto sugeriu inclusive que o relator da proposta possa ser o senador Paulo Paim, autor de projeto semelhante no Senado, ou Rogério Carvalho.

Apesar do otimismo, o parlamentar reconheceu que a disputa será intensa nas próximas semanas. Ainda assim, avaliou que o apoio popular massivo ao fim da escala 6×1 cria um cenário favorável para aprovação rápida da proposta.

“O governo vai jogar todo o seu empenho nessa votação”, afirmou. “Mas eu confio muito na pressão que a sociedade vai fazer. E acredito que vamos conseguir aprovar rapidamente essa matéria.”

Justiça suspende construção da “Times Square paulistana”

A Justiça de São Paulo suspendeu provisoriamente, nesta quarta-feira (27), a continuidade do projeto Boulevard São João, conhecido como “Times Square paulistana“, para a instalação de quatro painéis de LED na esquina entre as avenidas Ipiranga e São João, no centro da capital paulista. Saiba mais na TVT News.

A decisão, da juíza Celina Kiyomi Toyoshima, da 4ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), foi motivada por uma ação popular contra a prefeitura de São Paulo. Entre os autores está o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-SP). A prefeitura pode recorrer.

“Considerando a magnitude do projeto, o impacto na região, bem como o potencial dano a toda a população, defiro por ora a liminar”, diz a decisão. Segundo o texto, fica proibido o início das obras, assim como de instalações ou intervenções relacionadas ao projeto, incluindo a fixação, montagem ou instalação dos painéis de LED.

A juíza determinou que a prefeitura apresente o termo de cooperação entre o Poder Público e a iniciativa privada para a construção do Boulevard São João, assim como pareceres técnicos e aprovações das instâncias responsáveis pela sua liberação.

O projeto é inspirado na Times Square de Nova York, um ponto turístico situado no cruzamento da Broadway com a 7ª Avenida, em Manhattan. A Times Square estadunidense é muito conhecida não só por seus telões de LED mas também por concentrar muitos teatros e lojas.

A proposta do Boulevard São João, no entanto, enfrenta críticas por causa da Lei Cidade Limpa, que foi estabelecida há quase 20 anos na capital paulista para combater a poluição visual. Essa lei regula anúncios e publicidade na cidade, limitando o tamanho de placas em fachadas comerciais e proibindo a instalação de outdoors.

Segundo o governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o Boulevard São João é umas das várias iniciativas pensadas para revitalizar o centro paulistano. “Agora, a gente está resgatando [o centro da cidade], devolvendo a cidade para as pessoas”, disse Tarcísio, em entrevista coletiva, em abril, para a oficialização do projeto. 

Na ocasião, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, afirmou que a “Times Square de São Paulo” pode atrair ainda mais turistas para a cidade. “Nós tivemos, no ano passado, 47 milhões de turistas na cidade de São Paulo, sendo que 2,5 milhões eram turistas estrangeiros. Então, é muito importante que a gente possa ter locais atrativos na cidade”, destacou.

Com Agência Brasil

Operação Fluxo Oculto mira esquema bilionário do PCC no setor de combustíveis

A segunda fase da Operação Carbono Oculto foi deflagrada nesta quinta-feira (28) pelo Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com a Receita Federal. Batizada de Operação Fluxo Oculto, a ação tem como objetivo desarticular esquema bilionário de fraude tributária, lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis atribuído ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Saiba mais na TVT News.

Ao todo, foram cumpridos 59 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro. As diligências ocorreram na capital paulista, incluindo endereços na Avenida Faria Lima, além de cidades da região metropolitana e do interior, como Sorocaba, Paulínia, Santos, São José do Rio Preto e Votorantim.

Segundo as investigações, a facção utilizava seis fintechs como uma espécie de “banco paralelo” para ocultar recursos ilícitos e dificultar o rastreamento financeiro. Entre 2022 e 2025, as instituições movimentaram mais de R$ 26 bilhões. Uma delas recebeu mais de R$ 1 bilhão em depósitos em espécie, prática considerada incompatível com a operação regular de empresas digitais de pagamento.

As autoridades identificaram ainda o uso das chamadas “contas bolsão”, mecanismo que permitia concentrar e redistribuir dinheiro ilícito sem identificar os reais beneficiários das transações. A investigação também apontou movimentações de pelo menos R$ 365 milhões em criptoativos envolvendo empresas suspeitas de lavagem de dinheiro.

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Fraudes com combustíveis

De acordo com o Gaeco e a Receita Federal, o PCC explorava o setor de combustíveis para ampliar lucros e lavar recursos obtidos em atividades criminosas. O principal esquema envolvia o desvio de nafta petroquímica, adquirida com benefícios fiscais destinados à indústria química, mas utilizada na adulteração de gasolina.

O combustível adulterado era misturado em terminais de armazenamento e distribuído para postos ligados ao grupo criminoso. A estimativa é de que a fraude tenha provocado prejuízo de cerca de R$ 200 milhões em tributos apenas nos últimos dois anos.

As investigações apontam que empresas de fachada e “laranjas” eram usados para simular operações comerciais e ocultar o patrimônio da organização criminosa. Parte dos recursos era direcionada a quatro fundos de investimento identificados pelos investigadores. Um deles apresentou crescimento patrimonial superior a 200% em pouco mais de um ano.

Inteligência financeira na Operação

A Receita Federal informou que o avanço das investigações foi possível após mudanças regulatórias implementadas em 2025, quando fintechs passaram a ser obrigadas a entregar dados detalhados de movimentação financeira por meio da declaração e-Financeira.

Com a nova exigência, mais de 450 instituições passaram a fornecer informações periódicas ao órgão, permitindo rastrear operações suspeitas ligadas ao crime organizado. Três das fintechs investigadas declararam movimentações de R$ 8 bilhões somente em 2025. Outras três não entregaram os dados e deverão ser autuadas.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a estratégia do governo é promover a “asfixia financeira” das facções criminosas. Segundo ele, o volume de depósitos em dinheiro vivo e a movimentação bilionária detectada pelas autoridades acenderam o alerta dos órgãos de inteligência.

As Operação Fluxo Oculto é a maior ação integrada já realizada no país para combater a infiltração do crime organizado no mercado de combustíveis e no sistema financeiro paralelo. O material apreendido seguirá sob análise para identificação de novos envolvidos e aprofundamento das investigações sobre lavagem de dinheiro e blindagem patrimonial.