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Da Redação

Tarifaço: julgamento de Eduardo Bolsonaro no STF será em 16 de junho

O presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Flávio Dino, marcou para 16 de junho o julgamento ação penal contra o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL) por coação no curso do processo sobre o tarifaço dos EUA. Entenda em TVT News.

Ministro Alexandre de Moraes liberou para julgamento a ação penal de Eduardo Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou para julgamento a ação penal em que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é réu pela acusação de promover o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras. A data da análise do caso ainda não foi definida.

O caso será julgado pela Primeira Turma da Corte, que também é formada pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, além de Moraes, relator do processo.

Em novembro do ano passado, o STF aceitou denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que apurou a atuação do ex-parlamentar junto ao governo dos Estados Unidos para promover o tarifaço contra as exportações brasileiras, a suspensão de vistos de ministros do governo federal e de ministros da Corte. Ele responde pelo crime de coação no curso do processo.

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Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Antes de liberar o caso para julgamento, Alexandre de Moraes determinou a notificação do ex-deputado por edital, mas ele não foi encontrado nem indicou advogado particular.

Diante da situação, o ministro autorizou que a defesa fosse realizada pela Defensoria Pública da União (DPU).

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Após visita de Eduardo e Flávio Bolsonaro, envolvidos em esquema bilionário de desvio de dinheiro do Master, Trump decide classificar organizações criminosas como terroristas e, agora, o tarifaço – Foto: Instagram @bolsonarosp

Nas alegações finais apresentadas ao Supremo, órgão defendeu a anulação do processo e disse que Moraes não pode julgar o caso poder ter sido vítima do cancelamento de vistos e das sanções financeiras oriundas da Lei Magnitsky.

“Aqui o Julgador é, ao mesmo tempo, a principal vítima das condutas que é chamado a julgar”, disse a DPU.

Andre Richter – Repórter da Agência Brasil

Filme O Agente Secreto lidera indicações ao Prêmio Grande Otelo 2026

O filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, teve 18 indicações ao Prêmio Grande Otelo 2026, principal premiação do audiovisual brasileiro. Os finalistas foram anunciados nesta terça-feira (2) pela Academia Brasileira de Cinema. Saiba mais na TVT News.

A cerimônia de premiação será realizada no dia 4 de agosto, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. 

Entre os indicados a Melhor Longa-Metragem Ficção também estão Manas, de Marianna Brennand, O Filho de Mil Homens, de Daniel Rezende, Homem com H, de Esmir Filho, e O Último Azul, de Gabriel Mascaro.

A presidente da Academia Brasileira de Cinema, Renata Almeida Magalhães, destaca que a edição deste ano marca os 25 anos do Prêmio. 

“Estivemos, estamos e estaremos sempre junto com o que o audiovisual brasileiro produz. A edição deste ano marca ainda o retorno da categoria Melhor Longa-Metragem Comédia e inclui, pela primeira vez, o prêmio de Melhor Montagem Documentário”, contou.

Além das categorias técnicas e artísticas para cinema, o prêmio contempla séries de ficção, documentário e animação exibidas na televisão aberta, TV paga e streaming. Segundo a organização, serão entregues 32 troféus. 

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Os vencedores serão escolhidos por profissionais associados à Academia Brasileira de Cinema. Já o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular será definido por votação aberta no site da instituição.

Entre os destaques nas categorias de atuação estão Wagner Moura, indicado por O Agente Secreto; Jesuíta Barbosa, por Homem com H; Denise Weinberg, por O Último Azul; e Camila Pitanga, por Malês.

Na televisão, séries como Cangaço NovoBeleza FatalMáscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente e Ângela Diniz: Assassinada e Condenada aparecem entre as produções mais lembradas.

Reconhecida desde 2020 pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences como a entidade responsável pela indicação brasileira ao Oscar de Melhor Filme Internacional, a Academia Brasileira de Cinema reúne profissionais de diferentes áreas do setor audiovisual nacional.

Confira os indicados ao Prêmio Grande Otelo 2026 no site da Academia Brasileira de Cinema

Com Agência Brasil

Unicamp prorroga período para solicitar isenção da taxa do vestibular

A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) está prorrogando o período para solicitar isenção da taxa de inscrição, que valerá tanto para o Vestibular Unicamp 2027 quanto para a modalidade Enem-Unicamp 2027.Os pedidos poderão ser realizados até o dia 19 de junho, exclusivamente pela internet, na página da Comvest. Candidatos de todo o país podem solicitar a isenção. O edital com todos os detalhes está disponível na página da Comvest. O pré-requisito para receber a isenção, em todas as modalidades, é já ter concluído ou concluir em 2026 o ensino médio. Saiba mais na TVT News.

As isenções da taxa de inscrição são oferecidas em quatro modalidades: Mod. 1– para candidatos de escolas públicas brasileiras e que sejam de famílias de baixa renda (até um salário mínimo e meio bruto mensal por morador do domicílio); Mod. 2– funcionários da Unicamp/Funcamp; Mod. 3– para aqueles que se candidatarem aos seguintes cursos noturnos de Licenciatura ou Tecnologia (Licenciaturas: Ciências Biológicas, Física, Letras, Licenciatura Integrada Química/Física, Matemática e Pedagogia. Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas); e Mod. 4– para candidatos bolsistas (bolsa parcial ou total) de escolas privadas/particulares.

A Comvest oferece 6.748 isenções na modalidade 1, um número ilimitado de isenções nas modalidades 2 e 3, e 150 isenções na modalidade 4.

Documentação

Os estudantes poderão consultar, no edital, a documentação necessária, específica a cada modalidade, para comprovação exigida no ato da solicitação dos pedidos de isenção. Os documentos devem ser digitalizados e enviados durante o período de inscrição, impreterivelmente.

A lista dos estudantes contemplados com a isenção será divulgada dia 31 de julho. Também a partir desta data, os contemplados irão receber um comunicado, por e-mail, de que foram beneficiados.

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Candidatos que tiverem sua inscrição indeferida poderão impetrar recurso devidamente justificado, por meio da página eletrônica da Comvest, das 9 horas do dia 31/07 até as 17 horas do dia 03/08. O resultado do recurso será divulgado no dia 07 de agosto.

Importante: Os candidatos contemplados não são automaticamente inscritos no Vestibular Unicamp 2027 e no Enem-Unicamp 2027. É preciso, posteriormente, fazer as respectivas inscrições, utilizando o código de isento fornecido pela Comvest.

O calendário do Vestibular Unicamp 2027 já foi divulgado na página da Comvest e as inscrições serão realizadas do dia 03 a 31 de agosto de 2026, pela internet. Já as inscrições para a modalidade Enem-Unicamp serão realizadas em outubro.

Calendário Vestibular Unicamp 2027

Solicitação de Isenção da Taxa de Inscrição11/5 a 19/6/2026
Divulgação dos contemplados com a Isenção da Taxa31/7/2026
Inscrições Vestibular Unicamp 20253 a 31/8/2026
Prova de Habilidades Específicas – MúsicaSet/2026
1ª fase18/10/2026
2ª fase29 e 30/11/2026
Provas de Habilidades Específicas2 a 4/12/2026
Divulgação dos aprovados em 1ª chamada25/1/2027

Documentário “Manguebit” terá sessão gratuita no Centro Cultural Olido, em SP

O documentário Manguebit, dirigido pelo cineasta pernambucano Jura Capela, terá uma sessão gratuita na próxima sexta-feira (5), às 18h30, no Centro Cultural Olido, no centro de São Paulo. A exibição integra a programação do Circuito Spcine e será seguida de um debate com o diretor e o cineasta Paulo Caldas, um dos nomes ligados à renovação do cinema pernambucano nos anos 1990. Saiba os detalhes na TVT News.

Movimento que transformou a música brasileira

Com 101 minutos de duração, o longa mergulha na trajetória do manguebeat, movimento cultural surgido em Pernambuco que revolucionou a música brasileira ao unir ritmos regionais, como maracatu e ciranda, a elementos do rock, hip hop e música eletrônica.

O filme revisita o impacto de grupos como Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S.A., destacando como o movimento ampliou a visibilidade das periferias do Recife e inseriu o estado no circuito internacional da música. Além da dimensão estética, o documentário evidencia o caráter político e social do manguebeat, marcado por críticas à desigualdade urbana e pela valorização da cultura periférica.

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Depoimentos e trilha sonora marcam o longa

Dirigido e roteirizado por Jura Capela, Manguebit reúne imagens de arquivo e depoimentos de artistas, intelectuais e realizadores que participaram da cena cultural pernambucana.

Entre os entrevistados estão Fred 04, Otto, Jorge du Peixe, Lirinha, Siba, Jorge Mautner, Paulo Caldas, Lírio Ferreira e o escritor Xico Sá. Chico Science também aparece em registros históricos presentes no documentário.

A trilha sonora ocupa papel central na narrativa, com músicas de bandas e artistas associados ao movimento, como Mundo Livre S.A., Devotos, Mestre Ambrósio, Banda Eddie, DJ Dolores, Otto e Buhr. A fotografia é assinada por Lucas Barbi, enquanto a montagem ficou a cargo de Rodrigo Lima e Grilo.

Filme acumula prêmios no Brasil e no exterior

Desde sua estreia, o longa acumula reconhecimento em festivais nacionais e internacionais. Em 2022, venceu o prêmio de Melhor Filme no festival In-Edit Brasil.

Também conquistou quatro troféus no Festival Aruanda, incluindo Melhor Direção e Melhor Trilha Sonora, além de prêmios de Melhor Montagem e Edição de Som no Festival Guarnicê de Cinema. Em 2023, recebeu o título de Documentário Musical do Ano no Prêmio Profissionais da Música.

O filme ainda passou por festivais e exibições em países como Estados Unidos, Holanda, Portugal e Espanha.

São Paulo como ponte do manguebeat

Segundo Jura Capela, São Paulo teve papel estratégico na popularização do manguebeat nos anos 1990. A capital paulista serviu como ponto de encontro entre músicos, jornalistas e produtores, ajudando a projetar nacionalmente a cena cultural pernambucana e fortalecendo as conexões entre o Nordeste e o Sudeste.

A sessão no Centro Cultural Olido faz parte da circulação do filme por diferentes capitais brasileiras após exibições em Recife, Brasília e Porto Alegre.

Serviço

Sessão e debate do documentário Manguebit

Data: 5 de junho de 2026

Horário: 18h30

Local: Centro Cultural Olido — Avenida São João, 473, Centro, São Paulo

Entrada gratuita, com retirada de ingressos uma hora antes da sessão

Governo Lula responde ao novo tarifaço de Trump

Em nota oficial, o Governo Lula disse que é “absurdo” tentar associar a “competividade da economia brasileira a insumos externos obtidos por meio de comércio que viole a dignidade humana”. Confira a resposta de Lula ao novo tarifaço de Trump com a TVT News.

O que diz a resposta do governo

  • O Brasil se reserva o direito de recorrer aos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade;
  • Organização Internacional do Trabalho (OIT) reconhece há décadas o Brasil como referência internacional no combate ao trabalho forçado;
  • Governo lamenta que tema tão relevante como o da proteção de condições dignas para milhões de trabalhadores e trabalhadoras seja desvirtuado para servir de justificativa a medidas protecionistas unilaterais;
  • Brasil adotará medidas para reduzir os danos que venham a ser causados à economia, aos empregos e à renda dos brasileiros.

Leia a íntegra da nota à imprensa do governo Lula com a resposta oficial ao novo tarifaço de Trump

Nota do governo Lula publicada em 03/06/2026, às 15h30 e atualizada em 03/06/2026, às 15h54

Investigação da Seção 301 sobre proibições de importação relacionadas ao trabalho forçado

O Governo brasileiro manifesta profunda discordância com a conclusão preliminar anunciada ontem (2/6) pelo USTR relativa à investigação da Seção 301 sobre proibições de importação relacionadas ao trabalho forçado penalizando indiscriminadamente 59 países e a União Europeia.

É lamentável que tema tão relevante como o da proteção de condições dignas para milhões de trabalhadores e trabalhadoras seja desvirtuado para servir de justificativa a medidas protecionistas unilaterais.

É um absurdo tentar associar a competitividade da economia brasileira a insumos externos obtidos por meio de comércio que viole a dignidade humana.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) reconhece há décadas o Brasil como referência internacional no combate ao trabalho forçado, graças à combinação de fiscalização, responsabilização, cooperação institucional e compromisso político.

O Brasil se reserva o direito de recorrer aos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, para fazer face a situações de injustiça contra o Estado brasileiro, sem amparo nas regras do comércio internacional.

No contexto da presente investigação, o Brasil forneceu manifestações escritas e explicações sobre o arcabouço legal nacional para coibir importações de bens produzidos por trabalho forçado. As autoridades aduaneiras brasileiras detêm competência legal para negar a entrada e confiscar qualquer mercadoria estrangeira que seja contrária à moral pública, aos bons costumes, à saúde pública ou à ordem pública. Qualquer bem produzido no todo ou em parte por trabalho forçado enquadra-se nessa definição.

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defende o pix: soberania nacional. Foto: Ricardo Stuckert / PR

Os acordos de livre comércio celebrados pelo Brasil e pelo MERCOSUL, incluindo com Chile, União Europeia e Associação Europeia de Livre Comércio, contêm compromissos de eliminação do trabalho forçado e compulsório e de aplicação efetiva dessas proibições.

O Ministério do Trabalho e Emprego do Brasil segue à disposição para continuar a histórica e ativa cooperação com o Departamento de Trabalho dos EUA, em estreita coordenação com parceiros sindicais e a OIT, para responder aos desafios enfrentados pelos trabalhadores e trabalhadoras ao redor do mundo.

O Governo reafirma a expectativa de que as recomendações preliminares do USTR não se convertam em tarifas efetivas e reitera que adotará medidas para reduzir os danos que venham a ser causados à economia, aos empregos e à renda dos brasileiros.

Governo do Brasil

Fonte: Secretaria de Comunicação Social do Governo Federal

Alcolumbre sugere “melhorar” 6×1 e quer passar PEC por comissões

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 terá que tramitar nas comissões da Casa, sugerindo que o Senado deve melhorar o texto que chegou da Câmara dos Deputados. Saiba mais na TVT News.

“Quero dizer, como presidente do Senado, que essa proposta vai ter que tramitar nas comissões porque as cobranças de todos os senadores sobre a presidência são que todas as matérias possam passar, no mínimo, por uma comissão”, disse Alcolumbre.

Ele quebrou o silêncio sobre a tramitação da PEC após questionamento, em plenário, do senador Styvenson Valetim (Podemos-RN), que pediu uma previsão de data para votação da matéria. 

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O presidente do Senado defendeu que a PEC do fim da 6×1 seja votada “sem pressa”, ouvindo todos os setores da sociedade. Segundo ele, a definição do processo de tramitação será após reunião de líderes na próxima semana.

“Tenho certeza absoluta de que assim como outros senadores, que pensam como eu, seria muito razoável se o Senado pudesse melhorar um texto com essa importância, se os senadores pudessem debater um assunto dessa envergadura com calma”, completou.

Alcolumbre criticou a pressão para analisar a PEC do fim da 6×1 e da redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas “do dia para a noite”, acrescentando que não é “a favor nem contra a PEC, mas sim “a favor do debate”.

“Não é razoável que a Câmara dos Deputados passe cinco meses debatendo um assunto muito relevante para o Brasil, para o povo brasileiro, para a nação e também para os trabalhadores e para os empreendedores, e o Senado seja obrigado a carimbar um texto aprovado na Câmara”, ressaltou.

Lideranças governistas têm defendido que a proposta seja apreciada no Senado ainda em junho, sem alterações em relação ao texto que veio da Câmara. Se alterada pelo Senado, a PEC precisa voltar para nova análise dos deputados.  

Já a oposição apresentou PEC alternativa para manter a jornada de trabalho atual, abrindo possibilidade para contratos por hora trabalhada. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), é contrário a redução da jornada no Brasil. 

Alcolumbre falou ainda sobre votações em anos eleitorais. “Muitas vezes, o que é razoável não pode vir à tona por causa da eleição”, disse.

O presidente do Senado informou que vai discutir a tramitação da matéria com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Otto Alencar (PSD-BA), por onde o texto teria que passar, inicialmente. O relator da PEC também ainda não foi definido.

Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil