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Da Redação
Eduardo Bolsonaro recebe green card de governo Trump
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) recebeu do governo dos Estados Unidos o green card, documento que autoriza estrangeiros a viver e trabalhar legalmente no país por tempo indeterminado. Saiba mais na TVT News.
A informação foi divulgada pela Folha de S.Paulo e confirmada pela CNN Brasil.
A concessão da residência permanente ocorre em meio ao agravamento das tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, provocado por disputas comerciais e por desdobramentos envolvendo a situação judicial de Eduardo Bolsonaro no Brasil.
O green card garante ao portador o direito de permanecer de forma permanente em território norte-americano, desde que cumpra as exigências previstas na legislação migratória dos Estados Unidos.
O documento também permite exercer atividade profissional, estudar e acessar diversos serviços oferecidos no país, embora não conceda automaticamente a cidadania norte-americana.
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Residência permanente ocorre durante impasse judicial
A obtenção da residência permanente acontece em um momento de forte repercussão política e jurídica. Eduardo Bolsonaro foi condenado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo.
A decisão está relacionada aos desdobramentos das investigações envolvendo a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 e à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Desde que passou a permanecer nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro tem afirmado que busca denunciar, junto a autoridades norte-americanas, o que considera perseguição política por parte do Judiciário brasileiro.
Ao mesmo tempo, o STF conduz investigações sobre a atuação do ex-deputado no exterior e seus contatos com integrantes do governo dos Estados Unidos.
Com a emissão do green card, especialistas avaliam que um eventual processo de extradição pode se tornar mais complexo.
Embora a residência permanente não impeça automaticamente a cooperação entre os dois países em processos criminais, ela cria uma nova condição migratória que deverá ser considerada pelas autoridades norte-americanas caso haja um pedido formal da Justiça brasileira.
Ainda assim, a existência de um green card não representa imunidade judicial nem impede que seu titular seja alvo de processos de extradição.
Em casos desse tipo, a decisão depende da legislação dos Estados Unidos, dos tratados internacionais firmados entre os países envolvidos e da análise das autoridades administrativas e do Poder Judiciário norte-americano.
Conhecido oficialmente como Permanent Resident Card, o green card é o documento concedido pelo governo dos Estados Unidos a estrangeiros autorizados a residir permanentemente no país.
Os detentores de um green card podem trabalhar legalmente, abrir empresas, estudar e circular livremente pelo território norte-americano.
A confirmação da concessão do benefício a Eduardo Bolsonaro acrescenta um novo capítulo às relações entre o ex-deputado e as autoridades brasileiras.
Além das investigações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal, o caso ocorre em um contexto de atritos diplomáticos entre os governos dos dois países, alimentados por disputas comerciais, declarações políticas e pelas repercussões internacionais dos processos envolvendo integrantes da família Bolsonaro.
A nova condição migratória do ex-parlamentar poderá influenciar os próximos desdobramentos jurídicos do caso, especialmente se houver eventual solicitação de cooperação internacional por parte das autoridades brasileiras.
Eduardo Bolsonaro está no meio de polêmica sobre filme Dark Horse, cinebiografia de seu pai
Recentemente, reportagens do The Intercept Brasil também mostraram o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro no centro da estrutura financeira do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.
Segundo documentos, contratos e mensagens obtidos pelo site, Eduardo atuava como produtor-executivo da obra e possuía poder direto sobre decisões relacionadas ao orçamento, à captação de recursos e à interlocução com investidores.
A revelação contradiz declarações feitas pelo próprio parlamentar nas redes sociais. Em publicação no Instagram na quinta-feira (14), Eduardo afirmou que apenas havia cedido seus direitos de imagem ao projeto e que não exercia qualquer função de gestão dentro da produção cinematográfica.
Investigações do portal de notícias também indicam que Eduardo vive em uma mansão avaliada em cerca de R$ 6 milhões, cuja locação teria custado aproximadamente R$ 30 mil mensais até fevereiro deste ano, conforme registros de plataformas imobiliárias norte-americanas.
A revelação amplia as suspeitas já levantadas em torno da permanência do filho de Jair Bolsonaro nos Estados Unidos, em meio às investigações sobre possíveis conexões financeiras com o banqueiro Daniel Vorcaro e o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente.
Brasil registra 65,2 milhões de passageiros em voos no 1º semestre deste ano
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) atualizou os dados do relatório de demanda e oferta com os dados de junho de 2026. Saiba mais na TVT News.
No primeiro semestre deste ano, a movimentação de passageiros totalizou 65,2 milhões de viajantes, um aumento de 5,4% em relação ao mesmo período de 2025. No segmento doméstico, foram 50,2 milhões de passageiros transportados, enquanto, no internacional foram 15 milhões.
No mês de junho, a movimentação total foi de 10,3 milhões, uma redução de 0,9 % em relação a junho de 2025. Desses, 8,1 milhões de passageiros foram registrados no mercado doméstico e 2,2 milhões no mercado internacional.
A demanda, indicador medido pela multiplicação de passageiros e de quilômetros voados, teve aumento de 0,2% no setor doméstico e 1% no setor internacional em relação a junho do ano anterior.
Já a oferta, mensurada pela multiplicação de assentos ofertados por quilômetros voados, cresceu 3,3% no segmento doméstico e 2,3% no internacional.
Cargas movimentadas em voos
A movimentação de carga nos aeroportos brasileiros no primeiro semestre alcançou a marca de 673,6 mil toneladas, 1,4% a mais do que o registrado no mesmo período de 2025.
Dessas, 225,4 mil toneladas foram processadas no setor de carga em voo doméstico e 448,2 mil no internacional.
Já no mês de junho, a carga total movimentada foi de 116,1 mil toneladas, aumento de 6,6% em comparação a junho de 2025.
O setor de cargas domésticas processou 38,3 mil toneladas de carga, enquanto o setor de cargas internacionais movimentou 77,8 mil toneladas.
Com Agência Gov
Copa do Mundo 2030 celebrará centenário do torneio com 6 países-sede
* Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil
Após 304 gols em 104 partidas, envolvendo 48 seleções em três países-sede, a Copa do Mundo de 2026 enfim terminou neste domingo (19) com a Espanha de Nico Williams e Lamine Yamal campeã e a Argentina de Messi vice-campeã. O terceiro lugar ficou guardado para a Inglaterra e a Fraça de Olise, Dembelé e Mbappé que aparecia como campeão ficou em quarto. Leia em TVT News. 

Para os que acharam incomum uma Copa do Mundo com três países-sede, a Copa do Mundo de 2030 irá surpreender novamente. Daqui a quatro anos, o torneio mais importante do futebol mundial terá partidas em seis países diferentes, em três continentes: Espanha, Portugal, Marrocos, Uruguai, Argentina e Paraguai. A Copa deve ocorrer entre 8 de junho e 21 de julho.
As sedes da Copa de 2030 serão Espanha, Portugal e Marrocos. Os três países lançaram uma candidatura única, que foi vitoriosa. No entanto, esse será o ano em que se completam 100 anos da primeira Copa do Mundo, realizada no Uruguai, em 1930. Por essa razão, os uruguaios sediarão a cerimônia de abertura e a partida inaugural do torneio.

Primeira Copa da história foi no Uruguai, em 1930
Enquanto o Uruguai recebe o início do torneio em homenagem à primeira Copa e também por ter sido o primeiro campeão da história, a Argentina receberá a primeira partida da sua seleção na Copa 2030.
Segundo a Federação Internacional de Futebol (Fifa), os argentinos receberão um jogo “em reconhecimento ao papel da Argentina como finalista e vice-campeã da edição de 1930”. A seleção do Paraguai também receberá em casa o primeiro jogo de seu grupo. O país não teve participação marcante na primeira Copa da história, sendo eliminado na fase de grupos, mas é a sede da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).
“Um jogo será disputado no Paraguai em reconhecimento ao papel do Paraguai como sede da Conmebol, a primeira e única confederação existente na época da edição de 1930”, justificou a Fifa.
Dessa forma, os seis países anfitriões de jogos da Copa já têm vaga garantida no torneio. Argentina, Uruguai e Paraguai estão classificados automaticamente na cota de distribuição de vagas da América do Sul. Espanha e Portugal também têm vaga garantida na cota europeia e Marrocos pela cota da Confederação Africana de Futebol (CAF).
No entanto, isso não significa que os demais países da América do Sul terão menos vagas em disputa nas eliminatórias. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, estuda a ampliação de participantes do torneio para 64 seleções. Não há nada certo, mas após a final que consagrou a Espanha campeã, ele deu entrevista ainda no gramado afirmando que a Copa com 48 seleções foi “um sucesso”.
Caso essa expansão se confirme, consolidará a fase de 16-avos de final e a participação de países menores e sem tradição no futebol. Daí poderão surgir mais surpresas positivas, como foi Cabo Verde, e outros times menos competitivos, como foi Curaçao, Iraque e Uzbequistão, que não conquistaram nenhuma vitória.
Nova diretoria da FUP toma posse no 20º Congresso Nacional dos Petroleiros
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) empossou na tarde desta segunda-feira (20) sua nova diretoria para o mandato 2026-2029, tendo como coordenadora-geral Cibele Vieira, eleita por unanimidade e a primeira mulher a liderar nacionalmente a categoria petroleira. Saiba mais na TVT News.
O evento aconteceu durante a abertura do 20º Congresso Nacional da FUP (Confup) – a principal instância de deliberação política da categoria petroleira -, realizado no Clube dos Empregados da Petrobrás (CEPE), de Stella Maris, em Salvador, e que se estenderá até a próxima sexta-feira (24). .
Com o tema “Brasil Soberano – Energia para um Mundo Melhor”, o 20º Confup reúne mais de 320 delegados dos 14 sindicatos filiados à FUP, além de palestrantes, autoridades e demais convidados. Até o final desta semana, os participantes discutirão os desafios da categoria diante da conjuntura nacional e internacional e definirão as diretrizes de atuação da Federação para os próximos anos.
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A programação do Congresso inclui debates sobre soberania energética, transição energética, geopolítica, reconstrução do Sistema Petrobrás, modelos de contratação, setor de fertilizantes, logística, previdência, saúde dos trabalhadores e enfrentamento às desigualdades de gênero.
Os painéis com especialistas abordarão as conjunturas nacional e internacional, e o papel da energia no atual contexto geopolítico. Serão elaboradas propostas para a atuação da FUP diante dos desafios para o fortalecimento do Sistema Petrobrás e da soberania energética nacional.
Sobre Cibele Vieira
Cibele Vieira estava à frente da FUP interinamente desde abril último, em substituição ao então coordenador-geral, Deyvid Bacelar, homenageado na Confup .
Graduada em Ciências Sociais, com pós-graduação em Economia e Sindicalismo pela Unicamp, Cibele Vieira é dirigente sindical com mais de 20 anos de experiência no setor de petróleo e gás, atuando na defesa dos direitos da classe trabalhadora.
Funcionária da Petrobrás desde 2002, onde ingressou por concurso público aos 20 anos, ela acumulou experiência em processos operacionais e relações de trabalho.
Cibele foi coordenadora-geral do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP) durante dois mandatos, de 2014 a 2017 e entre 2023 e 2025.
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Nobel de Economia elogia Pix e diz que tarifaço de Trump pode fortalecer Lula
Paul Krugman, economista vencedor do Prêmio Nobel de Economia de 2008, criticou as tarifas anunciadas pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra produtos brasileiros e elogiou o Pix. Leia em TVT News.
Em artigo publicado nesta segunda-feira (20), o economista afirmou que a estratégia norte-americana não deve alcançar os resultados esperados e ainda poderá fortalecer politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Krugman também voltou a defender o Pix, sistema brasileiro de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central, classificando-o como uma inovação financeira que oferece uma alternativa eficiente, pública e acessível para consumidores e empresas. Segundo ele, o sistema brasileiro representa um avanço tecnológico que despertou resistência de setores financeiros nos Estados Unidos.
O artigo, intitulado A guerra de Trump contra o futuro: edição monetária, foi publicado na plataforma Substack e amplia uma análise que o economista já havia feito em 2025, quando chamou o Pix de “dinheiro do futuro”. Na nova publicação, Krugman relaciona diretamente as tarifas impostas ao Brasil às críticas feitas pelo governo Trump ao sistema de pagamentos brasileiro.
Nobel da economia diz que Pix virou alvo por representar um modelo diferente
Na avaliação do economista, a justificativa apresentada pelos Estados Unidos para impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros não se sustenta do ponto de vista econômico. O governo norte-americano argumenta que o Pix representaria uma forma de concorrência considerada desleal em relação a empresas privadas de pagamentos e cartões de crédito.
Krugman rejeita essa interpretação. Para ele, o sistema brasileiro demonstra que o Estado pode oferecer uma infraestrutura financeira eficiente sem impedir a atuação da iniciativa privada.
No texto, o Nobel questiona por que seria considerado inadequado um país disponibilizar aos seus cidadãos uma maneira mais rápida, barata e prática de realizar pagamentos. Segundo ele, a reação do governo Trump estaria ligada justamente ao sucesso alcançado pelo Pix e ao fato de o sistema representar uma alternativa diferente do modelo predominante nos Estados Unidos.
O economista lembra ainda que, um ano antes, já havia destacado que instituições financeiras e grandes empresas americanas resistem à adoção de mecanismos semelhantes justamente porque não desejam disputar espaço com soluções públicas capazes de reduzir custos para consumidores.
Sistema brasileiro ganhou reconhecimento internacional
Desde sua criação pelo Banco Central, o Pix passou a ser utilizado diariamente por milhões de brasileiros para pagamentos, transferências e recebimentos. A ferramenta eliminou boa parte das tarifas cobradas em operações bancárias e reduziu o tempo necessário para movimentações financeiras.
Além da ampla adesão no Brasil, o sistema passou a ser observado por autoridades monetárias e especialistas de diferentes países interessados em modelos de pagamentos instantâneos.
Ao elogiar novamente o Pix, o nobel da economia afirma que o Brasil conseguiu desenvolver uma plataforma moderna, eficiente e acessível, enquanto outras economias ainda enfrentam dificuldades para oferecer soluções semelhantes.
Segundo ele, o caso brasileiro demonstra que inovação tecnológica não depende apenas da atuação do mercado privado, podendo também ser estimulada por políticas públicas voltadas à modernização dos serviços financeiros.
Trump acredita que o Pix cria condições desfavoráveis para os EUA

As novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos utilizam como fundamento dispositivos da Lei de Comércio de 1974, legislação que permite a adoção de sanções comerciais em determinadas situações.
Entre as justificativas apresentadas pelo governo Trump está justamente a alegação de que o Pix teria criado condições desfavoráveis para empresas americanas do setor financeiro.
Krugman considera esse argumento inconsistente. Em sua avaliação, um sistema de pagamentos desenvolvido para beneficiar consumidores e reduzir custos não configura prática comercial desleal.
O economista afirma que a medida ultrapassa a esfera econômica e assume caráter político ao tentar pressionar o Brasil por escolhas feitas em sua política interna e em seu modelo de desenvolvimento tecnológico.
Além da discussão sobre política econômica, Paul Krugman faz referência ao cenário político brasileiro.
Segundo ele, o governo Trump também estaria tentando punir o Brasil pelo funcionamento de suas instituições democráticas. O economista cita o processo judicial envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro após os acontecimentos posteriores às eleições brasileiras.
Na avaliação de Krugman, diferentemente do que ocorreu nos Estados Unidos após a derrota eleitoral de Trump em 2020, o Brasil adotou medidas institucionais para investigar e responsabilizar atos relacionados à tentativa de ruptura da ordem democrática.
O Nobel afirma que esse contexto ajuda a explicar o endurecimento das relações entre Washington e Brasília, indicando que fatores políticos estariam presentes na adoção das novas tarifas comerciais.
Economista avalia impacto econômico limitado com tarifaço
Embora reconheça que determinados setores exportadores possam enfrentar dificuldades, Krugman avalia que os efeitos gerais das tarifas sobre a economia brasileira tendem a ser menores do que o esperado pelo governo norte-americano.
Segundo o nobel, o Brasil possui uma pauta diversificada de exportações e vem ampliando sua presença em diferentes mercados internacionais nos últimos anos.
Além disso, produtos brasileiros como café, carne bovina e suco de laranja ocupam espaço relevante no mercado americano, o que pode elevar custos para consumidores e empresas dos próprios Estados Unidos caso as tarifas sejam mantidas.
Na visão do economista, essa característica reduz a capacidade das medidas de provocar mudanças significativas na política econômica brasileira ou pressionar o governo federal a alterar suas decisões.
Diversificação das exportações reduz dependência dos Estados Unidos
Outro ponto destacado por Paul Krugman é a mudança no perfil do comércio exterior brasileiro nos últimos anos. O economista observa que o Brasil ampliou suas relações comerciais com diferentes parceiros internacionais, reduzindo a dependência do mercado norte-americano.
Essa diversificação, segundo ele, limita os efeitos econômicos das tarifas impostas por Washington. Embora os Estados Unidos continuem sendo um importante destino para produtos brasileiros, o país também expandiu suas exportações para mercados da Ásia, Europa, Oriente Médio e outros países da América Latina.
Krugman considera que essa estratégia diminui o poder de pressão das medidas comerciais adotadas pelo governo Trump. Em vez de provocar um isolamento econômico, o Brasil dispõe hoje de alternativas para ampliar sua presença em outros mercados internacionais.
Essa avaliação também dialoga com iniciativas anunciadas pelo governo brasileiro para intensificar acordos comerciais e buscar novos compradores para produtos nacionais, reduzindo riscos para empresas exportadoras.
Tarifaço pode fortalecer Lula politicamente
Além da análise econômica, Paul Krugman afirma que a medida pode produzir um efeito político contrário ao esperado pelo governo dos Estados Unidos.
Na avaliação do Nobel de Economia, o tarifaço tende a fortalecer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao estimular uma reação em defesa da soberania nacional. Segundo o economista, quando um país sofre pressão externa considerada excessiva, cresce a tendência de união em torno do governo responsável pela condução das negociações internacionais.
Krugman afirma que utilizar tarifas para pressionar o Brasil dificilmente produzirá mudanças na política interna brasileira. Pelo contrário, a medida pode ampliar o apoio ao discurso de defesa dos interesses nacionais e reforçar a posição do governo diante de parte da opinião pública.
O economista resume esse entendimento ao afirmar que “usar as tarifas para punir o Brasil por suas conquistas monetárias não terá sucesso”, acrescentando que o impacto político poderá beneficiar Lula.
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Paes e Garotinho lançam candidaturas ao governo do Rio
A corrida pelo Palácio Guanabara ganhou novos contornos nesta segunda-feira (20) com a oficialização de duas das principais candidaturas ao governo do Estado do Rio de Janeiro nas eleições de outubro. O ex-prefeito da capital Eduardo Paes (PSD) teve seu nome confirmado durante convenção partidária realizada em Botafogo, enquanto o Republicanos anunciou a escolha do ex-governador Anthony Garotinho como candidato da legenda, decisão que ainda será ratificada na convenção estadual marcada para o próximo sábado (25). Saiba mais na TVT News.
Os movimentos consolidam o desenho inicial da disputa pelo comando do estado, que já ocorre em meio às convenções partidárias previstas pelo calendário eleitoral. Até 5 de agosto, os partidos devem oficializar suas chapas, enquanto o prazo final para registro das candidaturas na Justiça Eleitoral termina em 15 de agosto. A propaganda eleitoral terá início em 16 de agosto.
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Paes aposta em frente ampla e discurso de reconstrução
Na convenção do PSD, Eduardo Paes foi oficializado como candidato ao governo pela terceira vez. Depois de disputar o Palácio Guanabara em 2006 e 2018, o ex-prefeito tenta chegar ao comando do estado embalado pelo capital político acumulado após quatro mandatos à frente da Prefeitura do Rio de Janeiro.
A chapa será composta pela advogada Jane Reis (MDB) como candidata a vice-governadora. Irmã do ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis, ela representa a entrada da Baixada Fluminense na aliança construída pelo PSD.
Também foram oficializadas as candidaturas do deputado federal Pedro Paulo (PSD) e da deputada federal Benedita da Silva (PT) ao Senado.
Durante seu discurso, Paes afirmou que sua candidatura representa uma ampla coalizão política e disse que pretende governar acima das divisões ideológicas.
Segundo ele, a decisão de disputar o governo foi resultado de um processo de reflexão e do entendimento de que o estado necessita de uma mudança na condução administrativa.
O ex-prefeito também apresentou parte das prioridades de um eventual governo, com destaque para investimentos em mobilidade urbana, segurança pública e fortalecimento da relação entre o governo estadual e os municípios.
Linha 3 do metrô e recuperação da SuperVia
Entre as principais promessas anunciadas está a implantação da Linha 3 do metrô, projeto debatido há décadas e que prevê a ligação entre Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo e Itaboraí.
Paes afirmou que pretende transformar a proposta em realidade, apesar dos desafios financeiros e técnicos envolvidos.
Outra prioridade será a recuperação do sistema ferroviário metropolitano. O candidato afirmou que pretende aplicar na SuperVia um modelo semelhante ao adotado para recuperar o sistema BRT da capital durante sua última gestão na Prefeitura do Rio.
Na área de segurança pública, Paes defendeu uma política baseada em inteligência, tecnologia e produção de dados, afirmando que os comandos das forças policiais deverão seguir critérios técnicos, sem interferência política.
Também declarou que buscará apoio do governo federal nas operações de combate às organizações criminosas, mas ressaltou que a coordenação da política de segurança permanecerá sob responsabilidade do governo estadual.
Críticas aos governos anteriores
Grande parte do discurso de Eduardo Paes foi dedicada às críticas aos últimos governos estaduais.
O candidato afirmou que o Rio enfrenta uma grave crise política, institucional e moral e atribuiu esse cenário ao grupo político que administrou o estado nos últimos anos.
Em uma das declarações mais contundentes da convenção, Paes afirmou que o grupo responsável pelas gestões recentes “talvez nem devesse ser chamado de grupo político, mas de organização criminosa”, fazendo referência às investigações e operações policiais que atingiram integrantes da administração estadual e parlamentares ligados à base governista.
O ex-prefeito também criticou a influência política sobre a segurança pública e afirmou que pretende impedir indicações políticas para cargos técnicos nas polícias.
Republicanos aposta na volta de Garotinho

Horas depois da convenção do PSD, o Republicanos anunciou que escolheu Anthony Garotinho como seu candidato ao governo estadual.
A decisão foi aprovada por unanimidade pela Comissão Executiva Estadual após uma disputa interna com o ex-prefeito de Miguel Pereira André Português, que também buscava representar a legenda na eleição.
A definição ainda será formalizada na convenção partidária do próximo sábado, mas encerra meses de indefinição dentro do Republicanos.
Segundo o partido, a escolha levou em consideração pesquisas qualitativas e quantitativas encomendadas pela legenda.
Retorno após recuperação dos direitos políticos
A candidatura marca o retorno eleitoral de Garotinho depois da decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou, em março deste ano, sua condenação relacionada à Operação Chequinho.
Com isso, o ex-governador recuperou seus direitos políticos e voltou a ficar apto para disputar eleições.
Garotinho governou o Rio de Janeiro entre 1999 e 2002, período em que deixou o cargo para disputar a Presidência da República pelo PSB. Naquela eleição, terminou em terceiro lugar, com cerca de 15 milhões de votos.
Antes disso, havia sido prefeito de Campos dos Goytacazes por dois mandatos e também exerceu os cargos de secretário estadual de Governo, secretário de Segurança Pública e deputado federal.
Após deixar o Palácio Guanabara, voltou a disputar o governo em outras oportunidades. Em 2014 terminou em terceiro lugar e, em 2018, teve a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral.
Cenário eleitoral começa a ganhar forma
As duas definições ampliam o quadro da sucessão estadual e consolidam os primeiros movimentos das principais forças políticas fluminenses.
Enquanto Eduardo Paes chega à disputa apoiado por uma ampla aliança que reúne partidos do centro e da esquerda, incluindo PT, MDB, PSB, PDT, Podemos, Solidariedade, PSDB, PV e PCdoB, Anthony Garotinho reaparece como representante do Republicanos após recuperar sua elegibilidade.
O cenário também reflete a reorganização do campo conservador. O principal nome apoiado pelo PL, o presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas, ainda enfrenta dificuldades na composição de sua chapa após a desistência do ex-prefeito Rogério Lisboa de ocupar a vaga de vice.
Com as convenções avançando ao longo das próximas semanas, a disputa pelo governo fluminense entra oficialmente em sua fase decisiva, definindo alianças, chapas proporcionais e estratégias para uma campanha que deve ter como temas centrais segurança pública, mobilidade urbana, crise fiscal, combate ao crime organizado e recuperação econômica do estado.
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