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Da Redação
Lula lança campanha à reeleição no Estádio da Vila Euclides, berço do sindicalismo no ABC
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dará início oficial à sua campanha de reeleição em 16 de agosto de 2026, no Estádio 1º de Maio, na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SBC), a partir das 9h.
O lançamento da campanha na Vila Euclides tem site para confirmação de presença e credenciamento de imprensa.
A escolha do local, o berço político de Lula e do PT, resgata o espaço onde o líder sindical construiu sua trajetória política nas décadas de 1970 e 1980. O primeiro dia de campanha nas ruas, conforme o calendário eleitoral, terá como palco o mesmo chão que viu a emergência de um movimento operário que marcou a resistência à ditadura militar.
Confira a divulgação do PT sobre o lançamento da campanha na Vila Euclides
“O Estádio 1º de Maio, a histórica Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, foi escolhido para o lançamento da campanha de Lula em 2026. Não é só uma questão de local. É história, é memória, é o mesmo chão onde Lula se projetou como liderança sindical antes de virar liderança nacional”, afirma o presidente do Diretório do PT da Lapa, o sociólogo Pedro Alem Santinho.

O que é Estádio da Vila Euclides
O Estádio 1º de Maio, popularmente conhecido como Estádio da Vila Euclides, está localizado em São Bernardo do Campo, no coração do ABC paulista. O espaço se tornou um símbolo da luta operária no Brasil. Durante o regime militar, o estádio chegou a carregar oficialmente o nome do general Costa e Silva, presidente do período mais duro da ditadura. Foi ali, porém, que os trabalhadores ressignificaram o lugar, transformando-o em tribuna para reivindicações por direitos e democracia.
Chegou a hora de voltar onde tudo começou. Dia 16 de agosto, às 9h, temos um encontro marcado com o povo brasileiro.
— Lula (@LulaOficial) August 1, 2026
Ali, onde tudo começou. No estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo. Faça parte dessa história! 🇧🇷 pic.twitter.com/z1vaRwYLdx
O sociólogo Pedro Alem Santinho explica o contexto daquela época.
Em maio de 1978, os trabalhadores da fábrica da Scania entraram, bateram o cartão, vestiram o uniforme, mas não ligaram as máquinas. Aquele gesto simples tinha uma força enorme. As máquinas dependiam do trabalho humano. Quando os trabalhadores cruzaram os braços, mostraram que a produção, a riqueza e o funcionamento da sociedade dependiam deles.
A mobilização se espalhou pelas fábricas da Ford, Mercedes-Benz, Volkswagen e por dezenas de empresas do ABC. Em março de 1979, cerca de 200 mil metalúrgicos entraram em greve. A sede do sindicato não comportava mais as assembleias, e foi assim que os trabalhadores passaram a se reunir no Estádio de Vila Euclides, como registram o Instituto Lula e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
Ali, sem grandes estruturas, sem palco adequado e, em alguns momentos, debaixo de chuva, Lula falava de cima de uma mesa para milhares de trabalhadores. Mas a importância da Vila Euclides não vem só dos discursos de uma liderança. Aquelas assembleias transformaram trabalhadores tratados apenas como mão de obra em sujeitos políticos, capazes de discutir salários, direitos, democracia e o futuro do país.

O que aconteceu no Estádio da Vila Euclides, durante as greves do final dos anos 70
No final da década de 1970, o Brasil vivia sob uma ditadura militar. Não havia liberdade política plena, os sindicatos sofriam intervenção do governo e as greves eram duramente reprimidas. Os trabalhadores enfrentavam salários corroídos pela inflação, jornadas pesadas e pouca participação nas decisões que afetavam suas vidas.
Foi nesse contexto que os metalúrgicos do ABC começaram a se organizar. Em maio de 1978, trabalhadores da fábrica da Scania cruzaram os braços. A mobilização se espalhou pelas fábricas da Ford, Mercedes-Benz, Volkswagen e dezenas de outras empresas do ABC. Em março de 1979, cerca de 200 mil metalúrgicos entraram em greve.
A sede do sindicato não comportava mais as assembleias. Foi assim que os trabalhadores passaram a se reunir no Estádio da Vila Euclides. Ali, Lula falava para milhares de trabalhadores. O que tornou aquele lugar histórico foi a presença organizada dos trabalhadores.
Em 1980, a repressão aumentou. O sindicato sofreu intervenção, Lula e outras lideranças foram presos com base na Lei de Segurança Nacional. Mesmo assim, mais de cem mil pessoas foram às manifestações daquele período.
Ainda em 1979, o mesmo estádio foi palco do lançamento da “Carta de Princípios” do PT, na presença de 130 mil pessoas. Um ano depois, o partido foi fundado.
O que representa Lula lançar a campanha para presidente em no estádio 1° de maio
Lançar a campanha à reeleição na Vila Euclides não é uma escolha apenas geográfica. É a decisão de iniciar a disputa de 2026 onde a trajetória política de Lula nasceu.
Para integrantes da campanha, o objetivo é começar a campanha deste ano, que pode ser a última do presidente, onde tudo começou. O estádio que foi palco da resistência contra a ditadura e do nascimento do PT agora recebe o candidato à reeleição em um momento em que o país volta a enfrentar desafios democráticos.

A escolha também tem peso eleitoral. O estado de São Paulo é um dos mais importantes na disputa presidencial, e Lula tem intensificado agendas na região para tentar diminuir a vantagem da direita. A convenção nacional do PT, que deve oficializar o nome de Lula como candidato, ocorre em 2 de agosto em São Paulo. O candidato a vice na chapa será o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB).
Onde fica o Estádio da Vila Euclides
O Estádio 1º de Maio está localizado na Vila Euclides, um bairro de São Bernardo do Campo, na região do ABC paulista. A cidade é um dos principais polos industriais do país e berço do movimento sindical que marcou a resistência à ditadura militar.
A campanha e a corrida que começam no estádio da Vila Euclides
O lançamento da campanha na Vila Euclides ocorre em um cenário eleitoral competitivo. Pesquisa Datafolha divulgada em julho aponta Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL) empatados em intenções de voto no estado de São Paulo. A campanha de Lula tem intensificado agendas no estado para reduzir a vantagem da direita.
Desde 2023, o governo Lula tem devolvido ao país políticas que o bolsonarismo tentou desmontar: a valorização real do salário mínimo, o fortalecimento do SUS depois de anos de sucateamento, a retomada de programas de habitação e transferência de renda, a reconstrução de uma política de proteção ao trabalhador.
Nenhuma dessas conquistas está garantida para sempre. Todas dependem de disputa permanente, inclusive nas urnas. É por isso que o lançamento da campanha de reeleição de Lula em 2026 vai acontecer justamente na Vila Euclides.

“Não é coincidência de calendário. É o mesmo território onde o povo aprendeu que direito não é presente de governante, é conquista que se defende organizada. A disputa de 2026 não é entre dois projetos de governo quaisquer. É entre quem foi condenado pelo próprio Supremo por tentar derrubar a democracia à força e quem defende que o povo continue decidindo, no voto, o destino do país”, afirma o sociólogo Pedro Alem Santinho
“Começar a campanha na Vila Euclides significa lembrar que direitos não foram dados de graça pelos poderosos, foram conquistados na organização, na solidariedade, na luta coletiva. E significa dizer que política não é propriedade dos ricos, dos grandes grupos econômicos, de quem usa o Estado para defender privilégio”, analisa o sociólogo.
“Em 1979, os trabalhadores entraram naquele estádio para defender salários e direitos, e acabaram ajudando a mudar a história do Brasil. Derrotar o bolsonarismo em 2026 não é sobre reeleger uma pessoa. É sobre repetir, na urna, o que os metalúrgicos do ABC fizeram quando pararam as máquinas: mostrar que o poder não é dos que tentam tomá-lo pela força, é do povo que se organiza para decidir seu próprio destino”, conclui o dirigente do PT.
Galeria de imagens de Lula no estádio 1° de maio





Conheça todas as imagens das campanhas de Lula da história
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Agenda do presidente: Lula participa da apresentação de dados sobre emprego formal
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa nesta quinta-feira, 13 de agosto, da apresentação de dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de junho/2026, fechando o primeiro semestre do ano. O indicador reúne empregos formais em carteira assinada e também os empregos no funcionalismo público. Saiba mais sobre o emprego formal no Brasil com a TVT News.
Os dados serão apresentados às 15h na sede do Ministério do Trabalho e Emprego, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participa, entre outras autoridades.
Apresentação de dados da RAIS – empregos formais
📅Data: 13 de agosto (quinta-feira)
⏰ Hora: 15h
📍 Local: Auditório do edifício-sede do Ministério do Trabalho e Emprego, bloco F, Esplanada dos Ministérios, Brasília/DF
Em junho, mercado de trabalho formal registrou crescimento de 3,6%
Impulsionado pelo serviço público, o trabalho formal cresceu em um ano no Brasil durante o atual governo Lula. No total, em relação a fevereiro de 2025, houve um aumento de mais de 2 milhões de vínculos

O mercado de trabalho formal brasileiro registrou crescimento de 3,6% em um ano e alcançou 62,2 milhões de vínculos ativos em fevereiro de 2026, segundo dados da nova Relação Anual de Informações Sociais (Rais) Mensalizada, divulgados nesta quarta-feira (24) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento do número de servidores públicos, que superou o ritmo de expansão dos empregos com carteira assinada.

O total representa acréscimo de 2,17 milhões de vínculos em relação a fevereiro de 2025. Do estoque registrado, 48 milhões eram trabalhadores celetistas e 13,8 milhões correspondiam a agentes públicos, incluindo servidores estatutários, contratados por tempo determinado e ocupantes de cargos em comissão.

Confira os destaques do último relatório apresentado em junho:
- 62,2 milhões de vínculos formais em fevereiro de 2026;
- +2,17 milhões de postos em 12 meses;
- 13,8 milhões de agentes públicos;
- 48 milhões de trabalhadores celetistas;
- 3,6% de crescimento anual do emprego formal.
Brasil fecha o mês de junho com saldo positivo de 145.161 empregos
O Brasil fechou o mês de junho com saldo positivo de 145.161 empregos com carteira assinada, segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Mulheres ganham espaço
A participação feminina no emprego formal aumentou no período. O número de vínculos ocupados por mulheres chegou a 28,6 milhões em fevereiro, alta de 4,7% em relação ao ano anterior.
Entre os homens, o crescimento foi de 2,7%, alcançando 33,5 milhões de vínculos. Com isso, a participação das mulheres no mercado formal passou de 45,6% para 46,1%.
O levantamento também apontou crescimento mais forte entre trabalhadores indígenas, pretos e pardos, além de avanço expressivo entre jovens de 18 a 24 anos, que tiveram aumento de 1,21 milhão de vínculos em 12 meses.

Dados salariais
A massa salarial mensal passou de R$ 235,7 bilhões em janeiro de 2025 para R$ 240,7 bilhões em dezembro do mesmo ano, alta de 2,1%. A massa salarial engloba a soma de todos os rendimentos recebidos pelos trabalhadores em um determinado período.
A remuneração média mensal chegou a R$ 4.369 em dezembro de 2025, contra R$ 4.208,6 em fevereiro, aumento de 3,8%.
O setor de serviços concentrou a maior parcela da massa salarial, com cerca de R$ 155 bilhões no último mês analisado.
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Decreto regulamenta escolha do fornecedor de energia por consumidores de baixa tensão
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta quarta-feira, 12 de agosto, quatro decretos que regulamentam medidas nos setores de energia e transição energética.
As normas tratam da abertura do mercado livre de energia para consumidores de baixa tensão, do marco legal do hidrogênio de baixa emissão de carbono, das atividades de captura e armazenamento geológico de carbono (CCS/CCUS) e do Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV). Saiba mais na TVT News.
O decreto que regulamenta a abertura do mercado de energia elétrica estabelece as regras para que consumidores atendidos em baixa tensão (inferior a 2,3 kV) — como pequenos estabelecimentos comerciais, propriedades rurais, indústrias de menor porte, hospitais e escolas — possam escolher livremente o fornecedor de energia elétrica.
De acordo com a Lei nº 15.269/2025, consumidores industriais e comerciais atendidos em baixa tensão poderão escolher de quem comprar energia a partir de 25 de novembro de 2027. Para os demais consumidores, incluindo os residenciais, a possibilidade estará disponível a partir de 25 de novembro de 2028.

O decreto também estabelece as regras para a migração ao Ambiente de Contratação Livre (ACL), incluindo os requisitos para formalizar a opção e a representação por agentes varejistas. A regulamentação prevê ainda o Supridor de Última Instância (SUI), responsável por garantir o fornecimento de energia caso o fornecedor escolhido pelo consumidor deixe de prestar o serviço.
Até 31 de dezembro de 2030, a função de Supridor de Última Instância será exercida pelas distribuidoras de energia elétrica. Depois desse período, outros agentes poderão desempenhar a atividade, conforme regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A agência também será responsável por disciplinar a transição entre os ambientes regulado e livre, com regras sobre informação e proteção ao consumidor, comparação de ofertas e migração entre os modelos de contratação.
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Energia limpa: Hidrogênio de baixa emissão
Outro decreto assinado regulamenta a Política Nacional do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono. O normativo operacionaliza instrumentos de governança, certificação, incentivos fiscais e estímulo a investimentos, além de estabelecer as bases para o Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2) e o Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (PHBC).
O decreto prevê a estruturação do Sistema Brasileiro de Certificação de Hidrogênio (SBCH2), com a definição da governança e das atribuições da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). O sistema também estabelece diretrizes para a certificação com base na análise do ciclo de vida, alinhadas às melhores práticas internacionais.
A certificação tem como objetivo comprovar o desempenho ambiental do hidrogênio, especialmente em comparação com combustíveis ou insumos substitutos. Com base em critérios técnicos e metodologias padronizadas, ela permite mensurar as emissões de gases de efeito estufa ao longo do ciclo de vida do produto, desde a extração da matéria-prima até o consumo.
Dessa forma, o SBCH2 amplia a transparência do mercado, facilita o comércio internacional, reduz assimetrias de informação e fortalece a confiança entre produtores, consumidores e órgãos reguladores. O sistema também prevê mecanismos de rastreabilidade dos certificados e medidas para evitar dupla contagem das reduções de emissão, além de buscar compatibilidade com padrões internacionais de certificação.
Segundo estimativas do Ministério de Minas e Energia (MME), o Brasil tem potencial técnico para produzir até 1,8 gigatonelada de hidrogênio de baixa emissão de carbono por ano.
Já foram apresentados mais de US$ 290 bilhões de investimentos privados em projetos anunciados em 18 estados brasileiros. Esses projetos estão em diferentes etapas de desenvolvimento, desde pesquisas e testes em escala piloto até iniciativas industriais em fase de análise de viabilidade técnica e econômica.
Nesse contexto, o Plano de Trabalho Trienal 2023–2025 identificou 65 ações voltadas à consolidação da cadeia de hidrogênio de baixa emissão de carbono.
Captura e Armazenamento de carbono
Outro decreto estabelece as condições para as atividades de captura, transporte por dutos e estocagem geológica de dióxido de carbono (CCS/CCUS) no Brasil.
A norma regulamenta os artigos 26 a 29 da Lei nº 14.993/2024 (Lei do Combustível do Futuro), criando o marco regulatório para o desenvolvimento da atividade, com foco na segurança ambiental e operacional, na descarbonização da indústria e na expansão de tecnologias de baixo carbono.
O texto disciplina que as atividades dependerão de autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em duas etapas — pesquisa e avaliação da área de armazenamento e operação — e prevê regras para monitoramento e encerramento das atividades.
Também determina que o MME, com apoio da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), elabore um plano nacional de infraestrutura para orientar a implantação de áreas de captura, transporte e armazenamento geológico de carbono, com revisão a cada dois anos.
A regulamentação incentiva o compartilhamento de infraestrutura entre diferentes projetos, com regras de livre acesso, transparência e não discriminação, favorecendo a formação de hubs multiusuários. O decreto também reconhece diferentes rotas tecnológicas de captura e armazenamento de carbono e estabelece que o encerramento das operações somente poderá ocorrer após a comprovação da estabilidade do carbono armazenado, com monitoramento mínimo de 20 anos.
Com a medida, o Brasil passa a contar com um ambiente regulatório voltado à ampliação da segurança jurídica e da previsibilidade para investimentos em tecnologias de captura e armazenamento de carbono. O decreto contribui para o desenvolvimento de uma nova cadeia industrial de baixo carbono e apoiar a redução das emissões de gases de efeito estufa.
Energia sustentável : combustível sustentável de aviação
O quarto decreto regulamenta o Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV), previsto na Lei do Combustível do Futuro. A norma estabelece as regras para a produção, certificação, comercialização, rastreabilidade e o cumprimento das metas de redução de emissões pelo setor aéreo.
Entre as medidas previstas estão a adoção de metas graduais de redução das emissões de gases de efeito estufa na aviação doméstica, que terão início em 2027 e alcançarão 10% em 2037. O decreto também institui o Programa Nacional de Certificação do Combustível Sustentável de Aviação (Sustainable Aviation Fuel – SAF), com regras para certificação obrigatória do combustível produzido no Brasil ou importado, assegurando a rastreabilidade e a integridade ambiental do produto ao longo de toda a cadeia.
Outra medida é a criação do Certificado de Sustentabilidade do SAF (CS-SAF), baseado na metodologia Book & Claim, que permite negociar separadamente o atributo ambiental do combustível sustentável de aviação do seu volume físico. O mecanismo amplia a viabilidade logística do SAF, facilita sua utilização em aeroportos de todo o país e estabelece um sistema seguro para registro, rastreabilidade e comprovação das reduções de emissões. Com essa regulamentação, o Brasil torna-se o primeiro país do mundo a adotar o modelo Book & Claim como base de uma política pública para o setor.
O decreto também fortalece a segurança jurídica para o desenvolvimento do mercado brasileiro de SAF e alinha o país às principais iniciativas internacionais voltadas à descarbonização da aviação civil. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) terão prazo de 240 dias para editar as normas complementares necessárias à operacionalização do programa.
A partir da norma, a produção nacional poderá alcançar 2,1 bilhões de litros por ano em 2030 e 3,6 bilhões de litros em 2035. Apenas o ProBioQAV tem potencial para evitar a emissão de mais de 8 milhões de toneladas de CO₂ ao longo de dez anos, enquanto a produção total de SAF poderá reduzir as emissões até 7,4 milhões de toneladas de CO₂ por ano.
Com Secom
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Eleitores independentes aprovam postura de Lula no caso Lulinha, afirma Instituto DX
A décima terceira rodada do Instituto DX com eleitores independentes mostra que a postura adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante das investigações envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, foi avaliada de forma positiva pelos participantes. Leia em TVT News.
O levantamento indica, porém, que a aprovação da conduta do presidente não significa que as suspeitas tenham sido descartadas. O grupo mantém desconfiança sobre possíveis favorecimentos, mas considera adequada a defesa pública de Lula de que a Polícia Federal deve investigar os fatos e responsabilizar eventuais envolvidos.
A pesquisa qualitativa ouviu eleitores chamados pelo Instituto DX de “pendulares”, pessoas que não apresentam uma decisão consolidada para a disputa presidencial de 2026. Segundo o levantamento, esse público acompanha os acontecimentos políticos de forma comparativa e tende a avaliar candidatos a partir de postura, confiança, propostas, comportamento e percepção de risco.
Nesta rodada, as investigações envolvendo Lulinha e suspeitas relacionadas a Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, ocuparam parte relevante das discussões. O conhecimento sobre os casos, contudo, apareceu de maneira ainda difusa. Os participantes demonstraram ter visto ou ouvido notícias sobre as investigações, mas poucos relataram domínio sobre detalhes dos inquéritos ou dos fatos investigados.
Esse baixo nível de informação deixa espaço para interpretações diferentes. Parte dos participantes considera possível que a Polícia Federal esteja agindo de maneira mais lenta por causa do calendário eleitoral. A percepção não aparece necessariamente como uma acusação de ilegalidade comprovada, mas como uma desconfiança sobre a influência que o período eleitoral poderia exercer sobre a velocidade das investigações.
Postura de Lula, para eleitores, pareceu adequada
Mesmo nesse cenário, a maneira como Lula se posicionou foi considerada adequada. Para os eleitores ouvidos, o presidente adotou uma linguagem compatível com o cargo ao afirmar que, caso haja responsabilidade por crimes, o filho deve responder pelos próprios atos.
A avaliação positiva está associada também à comparação com Jair Bolsonaro. Os participantes consideram que Lula demonstra maior controle sobre as próprias declarações e capacidade de administrar crises politicamente. O grupo reconhece que pode existir cálculo eleitoral por trás da manifestação pública do presidente, mas entende que, diante do cargo que ocupa, a postura institucional é mais importante.
O levantamento aponta, portanto, uma distinção entre a fala pública de Lula e a confiança sobre aquilo que pode ocorrer nos bastidores. Alguns participantes disseram acreditar que um pai pode tentar proteger o próprio filho, mas ressaltaram que isso não deveria interferir na atuação das instituições.
Para esse eleitorado, a melhor estratégia de Lula seria manter a mesma linha: defender a autonomia da Polícia Federal, evitar interferências e não prolongar excessivamente o assunto. A percepção é de que explicações em excesso poderiam aumentar a desconfiança, enquanto uma postura serena e institucional ajuda a conter o desgaste.

Lulinha gera ruído, mas não rompe confiança em relação a Lula
As investigações envolvendo Lulinha representam uma vulnerabilidade para Lula, principalmente porque ampliam a cobrança sobre as pessoas que fazem parte de seu círculo próximo. O problema identificado pelos participantes não é necessariamente a atribuição de responsabilidade direta ao presidente, mas a sucessão de episódios envolvendo pessoas próximas a ele.
O caso de Marcola reforça essa preocupação. Os participantes consideraram adequada a decisão de afastar o ex-assessor e defender a investigação, mas também questionaram até que ponto Lula consegue controlar ou acompanhar a atuação de pessoas que integram seu entorno.
A avaliação sobre o caso do Lulinha segue lógica semelhante. Os eleitores ouvidos entendem que parentes e pessoas próximas ao presidente precisam responder individualmente por eventuais irregularidades. Ao mesmo tempo, consideram que a repetição de episódios envolvendo integrantes do entorno pode afetar a imagem do governo.
A comparação com outros casos de corrupção também aparece no levantamento. Os participantes colocam de um lado as suspeitas envolvendo Lulinha e pessoas ligadas ao caso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e, de outro, as acusações e suspeitas relacionadas ao Banco Master, ao empresário Daniel Vorcaro e a Flávio Bolsonaro.
Na percepção dos entrevistados, o caso Master continua produzindo maior desgaste para Flávio Bolsonaro. O motivo apontado é a percepção de maior proximidade do senador com o episódio, além da dimensão financeira atribuída ao caso e das dúvidas sobre suas explicações públicas.
O caso envolvendo o INSS, por sua vez, apresenta outro componente moral. A possível existência de irregularidades que afetem aposentados e idosos é vista como especialmente sensível. Ainda assim, os participantes consideram que, até o momento testado pelo Instituto DX, a ligação entre Lula e os fatos investigados aparece mais distante do que a relação percebida entre Flávio e o caso Master.
Flávio enfrenta desgaste entre os eleitores pendulares

A avaliação do cenário eleitoral também favorece Lula no recorte analisado pelo Instituto DX. A maioria dos participantes demonstrou inclinação pelo atual presidente, mas a pesquisa indica que isso ocorre principalmente por comparação com Flávio Bolsonaro, e não por uma adesão política irrestrita ao petista.
O desejo de mudança permanece presente. Entretanto, os eleitores ouvidos demonstram dificuldade em transformar essa vontade em confiança na candidatura de Flávio.
O senador é descrito no levantamento como um candidato cercado por controvérsias, com dificuldade para apresentar propostas reconhecidas pelo público e para construir alianças. O isolamento político também é interpretado como sinal de fragilidade eleitoral.
A escolha de Alfredo Gaspar para ocupar a vice-presidência na chapa aparece como outro fator negativo. Entre os participantes, a indicação provocou forte reação por causa da denúncia mencionada no material do Instituto DX. A percepção de incoerência com o discurso bolsonarista de defesa da família aumentou o desgaste.
Michelle Bolsonaro é apontada pelos participantes como uma alternativa eleitoralmente mais forte para a vice. A ex-primeira-dama é associada a maior capacidade de diálogo com mulheres e evangélicos. Ao mesmo tempo, os entrevistados consideram pouco provável uma composição desse tipo, devido ao desgaste percebido na relação entre Michelle e Flávio e à avaliação de que ela possui força política própria.
O levantamento também registra uma avaliação negativa sobre a ausência de propostas identificadas na candidatura de Flávio. Para os eleitores pendulares, o desejo de mudança não basta para definir o voto. É necessário que a alternativa à situação atual seja percebida como segura, previsível e capaz de apresentar um programa de governo.
Escala 6×1 aparece como tema de maior conexão social

Enquanto os casos de corrupção e as disputas eleitorais dominaram o noticiário analisado pelo Instituto DX, a proposta de acabar com a escala 6×1 surgiu como uma das pautas com maior capacidade de mobilização entre os participantes.
A discussão é associada diretamente ao cotidiano dos trabalhadores, à redução do tempo dedicado ao trabalho e à melhoria da qualidade de vida. Diferentemente de debates sobre alianças ou acusações políticas, a proposta é percebida como uma medida concreta, com impacto direto na vida de milhões de pessoas.
Os participantes cobraram maior atuação de Lula em relação ao tema e defenderam pressão sobre o Senado para acelerar a tramitação da proposta. A avaliação registrada pelo Instituto DX é de que a demora pode se transformar em um problema político para o governo, mas também em oportunidade para que Lula apresente o fim da escala 6×1 como compromisso de campanha.
A agenda social do governo, entretanto, perdeu espaço no noticiário recente. Segundo os participantes, anúncios de políticas públicas e medidas voltadas à população ficaram em segundo plano diante das notícias sobre corrupção, disputas familiares no campo bolsonarista e tensões entre Brasil e Estados Unidos.
Esse cenário produz uma cobrança para que Lula retome a comunicação sobre políticas internas sem abandonar a atuação internacional.
Voto segue aberto entre os eleitores pendulares
A principal conclusão da rodada é que a disputa permanece baseada em comparação. Os participantes não demonstram confiança absoluta em Lula, mas avaliam sua postura como mais adequada diante das crises recentes.
No caso de Lulinha, a fala do presidente reduziu o impacto negativo das investigações porque foi interpretada como uma defesa da autonomia das instituições. A avaliação pode mudar, segundo o próprio levantamento, caso surjam evidências de interferência, proteção ou favorecimento.
Para Flávio, por outro lado, a dificuldade está em converter o desejo de mudança em confiança. As controvérsias relacionadas ao Banco Master, o isolamento político, a escolha do vice e a falta de propostas reconhecidas pelos participantes ampliam a percepção de risco.
O Instituto DX ressalta que o eleitor pendular não se mostra simplesmente contrário à política. Esse público continua atento a propostas relacionadas ao trabalho, à qualidade de vida e às políticas sociais, mas também cobra coerência, responsabilidade e previsibilidade dos candidatos.
Nesse cenário, Lula aparece à frente na inclinação de voto entre os participantes da rodada, principalmente por ser percebido como mais experiente, institucional e preparado para administrar crises. Flávio permanece como alternativa para quem prioriza a ideia de mudança, mas essa preferência aparece acompanhada de maior insegurança sobre sua capacidade de governar.
Os resultados, portanto, indicam que as investigações envolvendo Lulinha produziram ruído sobre Lula, mas não foram suficientes, no grupo analisado, para alterar de maneira significativa a vantagem comparativa do presidente. A questão que permanece aberta é se novos fatos sobre o caso ou sobre integrantes do entorno de Lula poderão transformar a desconfiança atual em uma avaliação mais negativa.
Para os eleitores pendulares ouvidos pelo Instituto DX, a disputa de 2026 continua menos definida por identificação partidária e mais pela comparação entre confiança, postura, propostas e riscos associados a cada candidatura.
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Lula lança campanha de reeleição na Vila Euclides: onde tudo começou
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inicia oficialmente neste domingo (16) sua campanha pela reeleição à Presidência da República. O primeiro grande ato popular da disputa de 2026 será realizado a partir das 9h, no Estádio Municipal 1º de Maio, em São Bernardo do Campo (SP), espaço histórico conhecido como Vila Euclides. Saiba mais na TVT News.
A escolha do local carrega forte significado político e histórico. Foi naquele gramado, no fim da década de 1970 e início dos anos 1980, que Lula ganhou projeção nacional como uma das principais lideranças do movimento sindical brasileiro. As grandes assembleias dos metalúrgicos do ABC durante a ditadura militar transformaram o estádio em símbolo da organização dos trabalhadores, da resistência ao regime e da luta pela redemocratização.
Mais de quatro décadas depois, Lula retorna ao mesmo espaço para dar início a uma nova caminhada eleitoral. A mobilização do Partido dos Trabalhadores foi batizada de “Lula: onde tudo começou” e pretende reunir trabalhadores, militantes, famílias e apoiadores de diferentes gerações no estádio que marcou a origem política do atual presidente.
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O ato ocorre após a oficialização da chapa Lula-Alckmin, formada pelo presidente e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, e apoiada por sete partidos: PT, PCdoB, PV, PSB, PDT, PSOL e Rede.
Na Convenção Nacional do PT, realizada em 2 de agosto, Lula já havia convocado a militância para o encontro deste domingo. “Dia 16 é o grande dia. Lá vocês vão ver o começo da grande vitória”, afirmou o presidente.
Vila Euclides: de campo de futebol a símbolo da democracia
Antes de se tornar um dos locais mais emblemáticos da história política brasileira, a Vila Euclides era um campo de futebol construído pela Fiação e Tecelagem Elni para a recreação dos funcionários. Depois do fechamento da fábrica, o terreno passou para a Prefeitura de São Bernardo do Campo e foi transformado em estádio municipal.
A inauguração oficial ocorreu em 1968, durante a ditadura militar, com o nome de Arthur da Costa e Silva, general que ocupava a Presidência da República naquele período. A denominação, entretanto, não se consolidou entre os moradores, que continuaram chamando o espaço de Vila Euclides, referência ao bairro onde está localizado.
No fim dos anos 1970, o estádio ganhou outro significado. Em meio à inflação, à deterioração dos salários e à repressão política, o local passou a receber grandes assembleias dos metalúrgicos do ABC.
Em março de 1979, uma greve mobilizou cerca de 200 mil trabalhadores de São Bernardo do Campo, Diadema, Santo André e São Caetano do Sul. A paralisação atingiu grandes montadoras instaladas na região e colocou o ABC no centro do debate político nacional.
A sede do Sindicato dos Metalúrgicos já não comportava o tamanho das assembleias. Por isso, os trabalhadores passaram a ocupar a Vila Euclides. Em uma das primeiras grandes reuniões, aproximadamente 60 mil pessoas tomaram o gramado e as arquibancadas.
Sem um palanque estruturado e sem sistema de som, Lula discursava de cima de uma mesa de escritório, utilizando um megafone. As palavras eram repetidas pelos trabalhadores que estavam mais próximos até alcançarem as pessoas espalhadas pelo estádio.
O cenário se repetiria em outras assembleias. Em uma delas, cerca de 80 mil metalúrgicos, acompanhados em muitos casos por familiares, decidiram pela continuidade da paralisação. No 1º de Maio daquele ano, aproximadamente 150 mil pessoas participaram de um grande ato no estádio.
Ao longo das greves de 1979 e 1980, pelo menos 18 grandes assembleias foram realizadas na Vila Euclides. As imagens de milhares de trabalhadores ocupando o gramado e as arquibancadas ultrapassaram as fronteiras do ABC e se tornaram registros da mobilização popular contra a ditadura.
A greve que projetou Lula nacionalmente
A mobilização dos metalúrgicos enfrentou forte repressão do regime militar. A Justiça do Trabalho declarou a greve ilegal e forças policiais ocuparam as ruas da região.
Em março de 1979, o governo interveio nos sindicatos dos metalúrgicos do ABC, afastando Lula e outros dirigentes. Mesmo fora da direção sindical, os trabalhadores continuaram organizados e realizaram novas mobilizações.
O movimento contribuiu para fortalecer o chamado novo sindicalismo e para ampliar a participação política dos trabalhadores. A experiência acumulada nas greves do ABC também esteve entre os processos que levaram à fundação do Partido dos Trabalhadores, em 1980.
Lula, então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, tornou-se uma liderança nacional. A partir dali, sua trajetória política se expandiria do movimento sindical para as disputas eleitorais e, posteriormente, para a Presidência da República.
Depois das greves, o estádio passou a se chamar oficialmente Estádio 1º de Maio, em referência ao Dia do Trabalhador e à história de mobilização operária construída naquele espaço.
“O Brasil pronto para mais”

O retorno de Lula à Vila Euclides também marca a apresentação pública de uma nova etapa da comunicação da campanha. O slogan escolhido para a disputa presidencial de 2026 é “O Brasil pronto para mais”.
A mensagem procura associar a candidatura à continuidade das políticas desenvolvidas durante o atual governo e à perspectiva de novos avanços econômicos e sociais. A estratégia de comunicação também busca apresentar a chapa como uma alternativa de continuidade e expansão das conquistas reivindicadas pela campanha.
A identidade visual de Lula e Alckmin incorpora, além do vermelho tradicionalmente associado ao PT, as cores verde, amarelo e azul da bandeira brasileira. A escolha amplia o uso de símbolos nacionais na comunicação eleitoral da chapa.
O slogan também dá nome à coligação formada para a disputa presidencial. A aliança reúne a Federação PT-PCdoB-PV, além de PSB, PDT e a Federação PSOL-Rede.
A chapa Lula-Alckmin já foi apresentada à Justiça Eleitoral, incluindo as fotografias oficiais que serão utilizadas nas urnas eletrônicas. O primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para 4 de outubro. Caso seja necessário, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro.

Um reencontro entre passado e futuro
A campanha “Lula: onde tudo começou” aposta justamente na ligação entre a trajetória política do presidente e a história do movimento dos trabalhadores. A mobilização procura reunir gerações diferentes em um espaço que, décadas atrás, foi ocupado por milhares de metalúrgicos em defesa de melhores salários, direitos e liberdade.
Para quem acompanhou as greves do ABC, o ato representa o reencontro com um dos capítulos mais importantes da trajetória de Lula. Para as gerações mais jovens, a atividade também pretende recuperar a memória de um período em que a organização dos trabalhadores contribuiu para enfraquecer a ditadura e fortalecer o processo de redemocratização.
A escolha da Vila Euclides, portanto, transforma o lançamento da campanha em uma atividade carregada de simbolismo. O mesmo gramado que recebeu grandes assembleias de trabalhadores será novamente ocupado por uma mobilização política, agora no início da disputa presidencial de 2026.
A campanha de Lula começa, assim, retomando um dos principais marcos de sua trajetória: o movimento sindical do ABC. Mais de 40 anos depois das greves que ajudaram a projetar o então líder metalúrgico para o cenário nacional, o presidente volta à Vila Euclides para iniciar a busca por um novo mandato.
Serviço
Lançamento da campanha Lula 2026
Data: domingo, 16 de agosto
Horário: a partir das 9h
Local: Estádio Municipal 1º de Maio, Vila Euclides, São Bernardo do Campo (SP)
Chapa: Lula e Geraldo Alckmin
Slogan: “O Brasil pronto para mais”

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