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Da Redação
Erika Hilton propõe auxílio-aluguel para vítimas de violência doméstica
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) apresentou na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 4.946/2026, que cria um auxílio-aluguel destinado a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar que precisem deixar suas residências para proteger a própria integridade física, sexual ou psicológica. A proposta busca garantir uma alternativa de moradia segura para as vítimas e seus dependentes, especialmente em situações nas quais a permanência na residência representa risco. Saiba mais na TVT News.
Pelo texto, o benefício poderá ser concedido por até 12 meses, com possibilidade de prorrogação excepcional por mais 12 meses quando permanecerem as condições de vulnerabilidade e risco. A iniciativa pretende enfrentar um dos principais obstáculos para o rompimento do ciclo de violência: a falta de recursos financeiros para que a mulher possa sair de casa e estabelecer uma nova moradia.
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A coordenação do programa ficaria sob responsabilidade do Ministério das Mulheres, em articulação com estados, Distrito Federal e municípios. A adesão dos governos locais seria voluntária. A União deverá oferecer apoio técnico e financeiro aos entes que participarem da iniciativa, inclusive por meio da transferência de recursos para a execução e gestão descentralizada do benefício.
Acesso ao auxílio-aluguel
De acordo com o projeto apresentado por Erika Hilton, a concessão do auxílio dependerá de uma avaliação socioassistencial simplificada. A proposta estabelece prioridade para mulheres que tenham filhos ou outros dependentes, não disponham de renda suficiente, não tenham uma alternativa segura de moradia, estejam sob risco atual ou iminente ou não consigam acesso imediato a serviços de acolhimento.
A comprovação da violência e da situação de vulnerabilidade poderá ocorrer por diferentes meios. Entre eles estão boletim de ocorrência, medida protetiva de urgência, relatório elaborado pela rede socioassistencial, declaração da própria mulher acompanhada de avaliação técnica e outros documentos capazes de demonstrar a existência de violência, risco e vulnerabilidade econômica.
O projeto também procura evitar que a exigência de documentação se transforme em mais uma barreira para mulheres que precisam deixar rapidamente o ambiente de violência. Por isso, determina que não sejam exigidas provas excessivas ou incompatíveis com a urgência da proteção.
Após o encaminhamento realizado por órgão ou serviço integrante da rede de proteção, o pedido deverá ser analisado em até 48 horas. Caso os requisitos sejam comprovados e o benefício seja aprovado, o pagamento deverá ocorrer em até dez dias úteis.
Enquanto os recursos não forem liberados, a rede de atendimento deverá garantir acolhimento temporário ou outra solução habitacional segura para a mulher e seus dependentes, de acordo com a avaliação técnica e a disponibilidade existente em cada localidade.
Valor será definido posteriormente
O Projeto de Lei 4.946/2026 não estabelece um valor fixo para o auxílio-aluguel. Segundo a proposta, o montante deverá ser definido posteriormente por regulamentação e levar em conta fatores como a vulnerabilidade socioeconômica da beneficiária, a composição familiar e os custos locais de moradia.
O piso salarial regional poderá ser utilizado como referência nos estados que adotam esse instrumento.
Além do auxílio financeiro, a proposta prevê medidas destinadas a ampliar a autonomia econômica das beneficiárias. Mulheres atendidas pelo programa terão prioridade em cursos de qualificação profissional, programas de intermediação de mão de obra, iniciativas de empreendedorismo e ações voltadas à geração de renda.
O texto também prevê prioridade no acesso subsidiado a unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida. A intenção é fazer com que o auxílio-aluguel funcione como uma medida emergencial dentro de uma política mais ampla de proteção e autonomia.
Dependência econômica dificulta saída da violência
Na justificativa do projeto, Erika Hilton argumenta que a dependência econômica e a ausência de alternativas habitacionais podem impedir que mulheres se afastem dos agressores. Mesmo quando existe uma medida de proteção, a falta de recursos para pagar aluguel, alimentação e outras despesas pode fazer com que a vítima permaneça no mesmo endereço ou seja obrigada a recorrer a alternativas precárias de moradia.
A deputada relaciona o problema à desigualdade econômica enfrentada pelas mulheres brasileiras. Segundo dados citados na justificativa, quase 40% das trabalhadoras do país estão na informalidade, condição que pode dificultar o acesso a uma renda estável justamente no momento em que a vítima precisa reconstruir a própria vida.
Erika também cita levantamento do DataSenado de 2023 segundo o qual 30% das mulheres vítimas de violência doméstica afirmaram ter perdido o emprego ou abandonado o trabalho em decorrência das agressões.
A avaliação apresentada no projeto é que a violência doméstica não produz apenas consequências físicas e psicológicas. Ela também pode provocar perda de renda, desemprego, endividamento e insegurança habitacional, criando uma dependência econômica que dificulta o rompimento com o agressor.
Auxílio busca complementar proteção
Na divulgação da proposta, Erika Hilton destacou que já existe na legislação brasileira a possibilidade de auxílio-aluguel para mulheres vítimas de violência, mas argumentou que o mecanismo atualmente depende de decisão judicial. Para a deputada, transformar o benefício em uma política de acolhimento vinculada à rede de proteção e ao Sistema Único de Assistência Social (SUAS) permitiria uma resposta mais rápida às situações de risco.
“LAR NÃO TEM VIOLÊNCIA!”, escreveu a parlamentar ao apresentar a proposta. Segundo Erika, muitas mulheres permanecem no mesmo endereço em que sofreram agressões porque não têm condições financeiras de sair e porque o local continua sendo conhecido pelo agressor, o que pode ampliar a exposição ao risco.
A deputada também defendeu que o acesso ao benefício não fique condicionado exclusivamente aos prazos e procedimentos judiciais. A proposta estabelece justamente uma tramitação administrativa dentro da rede de proteção, com prazo de 48 horas para a análise do pedido e previsão de pagamento em até dez dias úteis após a aprovação.
Na justificativa, Erika afirma que garantir uma alternativa de moradia é parte necessária da política de enfrentamento à violência contra as mulheres. A proposta considera que a proteção não deve se limitar à determinação para que o agressor se afaste, mas também precisa oferecer condições concretas para que a vítima possa reconstruir sua vida em segurança.
O projeto ainda será analisado pela Câmara dos Deputados e precisará passar pelas etapas de tramitação legislativa antes de eventual aprovação. Caso se torne lei, a regulamentação deverá estabelecer os critérios operacionais e o valor do benefício.
A proposta coloca a moradia segura para mulheres vítimas de violência doméstica no centro da discussão sobre políticas públicas de proteção. Ao combinar auxílio financeiro temporário, acolhimento emergencial, qualificação profissional e prioridade habitacional, o texto busca enfrentar simultaneamente a violência, a vulnerabilidade econômica e a falta de moradia que podem dificultar a saída do ciclo de agressões.
Veranico leva temperaturas de até 42°C a regiões do Brasil e aumenta alerta para tempo seco
O Veranico que começa a atuar sobre o Brasil nesta quarta-feira (12) deve provocar uma sequência de dias mais quentes e secos em diversas regiões do país. Segundo previsões da Climatempo, os termômetros podem chegar a 42°C em áreas de Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Pará, Maranhão e Piauí. O período de temperaturas acima da média deve se estender, inicialmente, até a próxima quarta-feira (19). Leia em TVT News.
O fenômeno do Veranico também alcança partes das regiões Sudeste e Sul. A área sob influência do Veranico se estende desde o norte e noroeste do Paraná, passa por grande parte do estado de São Paulo e pelo oeste de Minas Gerais, além de abranger todo o Centro-Oeste e áreas do Norte e Nordeste.
Nessas localidades, as tardes devem registrar temperaturas pelo menos 3°C acima da média histórica para agosto. Em determinados dias e regiões, a diferença pode chegar a 5°C.
Onde o calor será mais intenso
As temperaturas mais elevadas são esperadas em Mato Grosso, Goiás e Tocantins, além do sudeste do Pará e de áreas do Maranhão e do Piauí. Nesses locais, as máximas podem variar entre 40°C e 42°C.
Outras áreas também terão calor significativo. Mato Grosso do Sul, oeste de Minas Gerais, oeste da Bahia, Rondônia e sul do Amazonas podem registrar temperaturas entre 36°C e 39°C.
A previsão indica ainda possibilidade de recordes de temperatura em Cuiabá, Goiânia, Brasília, Campo Grande, Palmas, Porto Velho e Teresina. Em Cuiabá, por exemplo, a temperatura já chegou a 40,2°C na segunda-feira (10), maior marca do ano até o momento, segundo a Climatempo.
Na capital paulista, a máxima prevista para esta quarta-feira é de aproximadamente 23°C, mas a tendência é de elevação nos dias seguintes. O Rio de Janeiro pode chegar a 32°C na quinta-feira (13), enquanto o interior e o oeste de Minas Gerais também devem registrar temperaturas mais altas e baixa umidade.


Chuva no sul
No Sul, o cenário do Veranico será diferente. O Rio Grande do Sul e Santa Catarina devem enfrentar chuva forte nesta quarta-feira, enquanto o Paraná também terá áreas de instabilidade.
Temporais podem vir acompanhados de raios, granizo e ventos fortes, principalmente no centro e na Serra gaúcha, no sul de Santa Catarina e em áreas do litoral catarinense.
As manhãs, ainda terão características de inverno em parte da região Sul. Curitiba e Porto Alegre podem começar esta quarta-feira com temperaturas próximas de 10°C. Na capital gaúcha, a máxima deve ficar em torno de 15°C, enquanto Curitiba pode chegar a 20°C.
Massa de ar seco favorece o calor
O aumento das temperaturas está relacionado à presença de uma grande massa de ar quente e seco sobre o interior do país. O sistema dificulta a entrada de massas de ar frio vindas das regiões polares e reduz a formação de nuvens.
Com menos nebulosidade, a radiação solar incide por mais tempo durante o dia, favorecendo o aumento das temperaturas durante as tardes.
Como é um “Veranico”?
Apesar do calor, o fenômeno não é classificado como onda de calor.
O Veranico costuma apresentar tardes quentes e secas, enquanto as madrugadas ainda podem registrar temperaturas mais amenas. Além disso, neste episódio, não está prevista a persistência das temperaturas mais elevadas dentro dos critérios usados para caracterizar uma onda de calor.
O tempo seco exige atenção. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém avisos de baixa umidade para áreas do Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sudeste. Em partes de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a umidade relativa do ar pode ficar entre 12% e 20%, patamar que representa condição de atenção para a saúde.
Incêndios têm mais chances de ocorrer
A combinação de calor, baixa umidade e vento do Veranico também favorece a propagação de incêndios, especialmente em áreas de vegetação seca. As rajadas devem permanecer abaixo de 90 km/h, mas podem atingir cerca de 50 km/h em extensas áreas do interior e chegar a 70 km/h em pontos do Tocantins, Bahia e Piauí.
CAIXA inicia atendimento para novo crédito do Desenrola Adimplentes
A Caixa Econômica Federal começou a receber, nesta terça-feira (11), as manifestações de interesse de clientes que desejam contratar a nova linha de crédito do Desenrola Adimplentes. Saiba mais na TVT News.
O atendimento pode ser feito pelo WhatsApp da CAIXA, no número 0800 104 0 104, ou em qualquer agência do banco.
O programa permite substituir uma dívida de crédito pessoal sem consignação por um novo empréstimo com juros de 1,99% ao mês. Podem participar pessoas físicas com renda informal, sem vínculo empregatício ativo, que não ocupem cargo público e não recebam aposentadoria ou pensão.
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Para aderir, a dívida original precisa ser de crédito pessoal não consignado, ter pelo menos quatro parcelas pagas até 28 de junho de 2026, saldo devedor de até 15 mil reais e estar em dia ou com atraso de no máximo 90 dias nessa data. As dívidas antigas vão ser quitadas com o novo empréstimo.
O prazo de pagamento vai seguir o período restante da dívida original, com possibilidade de ampliação em alguns casos.
O Desenrola Adimplentes não inclui dívidas de crédito rural, financiamentos com garantia real, cartão de crédito e cheque especial.
Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Claudimário Carvalho.
Lula se reúne com Alculumbre, liga para Motta e destrava pauta eleitoral
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retomou nesta quarta-feira (12) as negociações com o comando do Congresso Nacional para tentar destravar a agenda prioritária do governo antes das eleições de outubro. Em reunião de cerca de duas horas com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), no Palácio da Alvorada, Lula avançou em algumas propostas consideradas estratégicas pelo Planalto. Durante o encontro, o presidente também telefonou para o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para tratar diretamente da pauta da Casa. Saiba mais na TVT News.
A articulação ocorre durante uma das poucas semanas de esforço concentrado previstas no Congresso antes do primeiro turno das eleições. O objetivo do governo é aprovar medidas com potencial de impacto econômico e social e que possam ser apresentadas à população durante a campanha de reeleição.
Apesar da reaproximação política e dos avanços obtidos, uma das principais bandeiras do governo continua sem definição: a proposta que prevê o fim da escala 6×1. A PEC, considerada prioridade número um pelo Palácio do Planalto, ainda não tem data para votação na Câmara ou no Senado. Líderes do Congresso avaliam que a análise do texto pode ficar para depois das eleições.
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A demora contrasta com a pressão pública feita pelo próprio Lula. Em publicação nas redes sociais, o presidente afirmou que os trabalhadores brasileiros não podem mais esperar e defendeu a aprovação do fim da jornada de seis dias de trabalho por um de descanso.
Reaproximação com Alcolumbre
A reunião entre Lula e Alcolumbre representa uma tentativa de reconstrução da relação entre os dois. O diálogo havia sido interrompido após a derrota do governo no Senado com a rejeição da indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Aliados do Planalto atribuíram parte da derrota à atuação de Alcolumbre na articulação de votos contra o indicado.
O primeiro sinal público de reaproximação ocorreu na semana passada, em um jantar na residência do ministro do STF Alexandre de Moraes. Agora, no Alvorada, Lula e Alcolumbre aprofundaram as conversas sobre a pauta legislativa.
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, classificou o encontro como um “passo gigantesco” para destravar as propostas do governo e afirmou que a relação entre o Executivo e o presidente do Senado está novamente aberta ao diálogo.
Segundo Guimarães, foram discutidos temas como o fim da escala 6×1, a PEC da Segurança Pública, minerais críticos e estratégicos e o projeto que trata da redução de tributos sobre combustíveis.
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), também participou da reunião e afirmou que Alcolumbre se mostrou aberto às negociações.
“Taxa das blusinhas” avança
Um dos resultados concretos da reunião foi o acordo para a instalação da comissão mista que vai analisar a medida provisória que extingue a cobrança de 20% de imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida como “taxa das blusinhas”.
A MP precisa ser analisada pelo Congresso para não perder a validade. Caso não seja aprovada dentro do prazo, a tributação poderá ser retomada.
A instalação da comissão é considerada pelo governo um sinal de que a relação com Alcolumbre começou a produzir resultados concretos. A medida, no entanto, envolve interesses econômicos divergentes, já que setores do comércio e da indústria defendem maior proteção diante da concorrência de plataformas internacionais, enquanto consumidores são diretamente afetados pela tributação.
Lula liga para Hugo Motta
Durante a reunião com Alcolumbre, Lula também telefonou para Hugo Motta. O objetivo foi verificar o andamento das votações na Câmara e confirmar a inclusão do projeto de lei complementar (PLP) dos combustíveis na pauta.
O texto, que inicialmente tratava de mecanismos para reduzir tributos sobre combustíveis em períodos de alta do preço internacional do petróleo, foi ampliado durante a tramitação. A proposta passou a incorporar medidas relacionadas à produção de fertilizantes, minerais críticos e estratégicos, além de incentivos ligados à Copa do Mundo Feminina de 2027 e outros temas.
O movimento representa uma concessão do governo ao Congresso para ampliar o acordo político em torno da proposta. Parte das alterações enfrentava resistência dentro da equipe econômica, mas acabou incorporada em meio à tentativa do Planalto de reconstruir sua relação com as duas Casas.
Motta, que já declarou apoio à reeleição de Lula, também tem interesse na manutenção de uma relação próxima com o governo federal. O presidente da Câmara busca apoio político para permanecer no comando da Casa em 2027.
Agenda eleitoral
A movimentação de Lula ocorre em um cenário no qual o calendário eleitoral reduz o espaço para votações. Depois do esforço concentrado desta semana, o Congresso terá nova janela de deliberações entre 31 de agosto e 3 de setembro. A partir daí, a campanha eleitoral deve reduzir ainda mais a disponibilidade de deputados e senadores para votações em Brasília.
Por isso, o Planalto tenta acelerar projetos que possam produzir resultados antes do primeiro turno. Além da escala 6×1, da PEC da Segurança e da agenda de minerais críticos, o governo também quer avançar no chamado PL da Misoginia.
O problema, porém, é que justamente uma das pautas de maior apelo junto aos trabalhadores permanece parada. A PEC do fim da escala 6×1 é vista pelo governo como uma medida capaz de dialogar diretamente com uma reivindicação histórica por redução da jornada e melhoria das condições de trabalho.
Por enquanto, entretanto, o acordo político obtido por Lula com os presidentes do Senado e da Câmara destravou apenas parte da agenda. A instalação de comissões e a negociação do PLP dos combustíveis mostram que o diálogo institucional foi retomado, mas a principal prioridade trabalhista do governo continua sem data definida para ser votada.
A reaproximação com Alcolumbre e o contato direto com Motta, portanto, dão ao Planalto uma nova margem de negociação no Congresso. A efetiva aprovação do fim da escala 6×1, contudo, ainda depende de uma decisão política dos parlamentares e permanece como um dos principais desafios de Lula na reta final antes das eleições.
Conheça as 13 diretrizes do programa de governo de Lula – Diretriz 6: Ampliar o Acesso à Cultura e ao Esporte
A sexta diretriz do programa de governo de Luiz Inácio Lula da Silva apresenta cultura e esporte como políticas públicas estratégicas para ampliar direitos, reduzir desigualdades e estimular o desenvolvimento social e econômico. Saiba mais na TVT News.
O documento destaca a diversidade cultural brasileira e a prática esportiva como instrumentos de inclusão, geração de renda, qualidade de vida e fortalecimento da cidadania.
A proposta prevê a continuidade de políticas de incentivo à produção cultural, expansão de equipamentos públicos, valorização do patrimônio e ampliação do acesso ao esporte em diferentes regiões do país.
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Cultura como direito e desenvolvimento
O programa defende a continuidade da política de fortalecimento do setor cultural, com a manutenção do Ministério da Cultura e a ampliação dos mecanismos de financiamento. Entre as prioridades estão o aperfeiçoamento da Lei Aldir Blanc e da Lei Rouanet, com a promessa de ampliar a distribuição regional dos recursos e contemplar diferentes manifestações artísticas.
A proposta também prevê maior participação social na formulação das políticas culturais, além da preservação de patrimônios, memórias e saberes tradicionais. O documento destaca ainda a valorização de mestras e mestres das culturas populares.
Outro foco é o fortalecimento do programa Cultura Viva. Segundo o programa, a iniciativa já reúne 16 mil Pontos e Pontões de Cultura. A proposta é ampliar o apoio a iniciativas comunitárias e investir em infraestrutura cultural nas periferias.
O texto também prevê a continuidade dos investimentos em equipamentos culturais, bibliotecas, centros culturais e projetos de restauração do patrimônio histórico. Entre as ações citadas estão os CEUs da Cultura e os MovCEUs.
Cinema, cultura digital e economia criativa
O audiovisual aparece como uma área estratégica da política cultural. O programa prevê manter mecanismos de incentivo à produção cinematográfica brasileira e fortalecer o Fundo Setorial do Audiovisual. Também defende a regulamentação dos serviços de streaming para ampliar a participação do Brasil como produtor e exportador de conteúdo.
A proposta inclui ainda medidas para proteger direitos autorais no ambiente digital. O programa prevê uma legislação específica e regras para o uso de obras brasileiras por sistemas de inteligência artificial, com remuneração para artistas, músicos e autores.
A economia criativa também deverá receber atenção por meio de iniciativas de formação profissional, crédito e incentivo ao empreendedorismo. O documento inclui os games nesse processo e destaca o Marco Legal dos Games, que reconheceu o setor como atividade cultural.
A integração entre educação e cultura também está entre os objetivos. O programa prevê ampliar ações artísticas nas escolas e estimular o contato de crianças e jovens com diferentes manifestações culturais.
Esporte para inclusão e alto rendimento
Na área esportiva, a diretriz propõe ampliar a atuação do Estado e fortalecer programas voltados tanto ao esporte de base quanto ao alto rendimento.
Um dos destaques é o Bolsa Atleta, que teve reajuste durante o atual governo e chegou, segundo o documento, a 11 mil beneficiários em 2026. A proposta é manter a expansão do programa e os investimentos destinados a atletas olímpicos e paralímpicos.
O programa também prevê a realização da Copa do Mundo Feminina de Futebol de 2027 no Brasil. A competição será disputada em oito capitais e é apresentada como oportunidade para ampliar a visibilidade internacional do país e estimular a prática do futebol feminino.
Outra iniciativa é a implantação da Universidade do Esporte, aprovada pelo Congresso Nacional. A proposta é criar uma instituição voltada à formação de profissionais e à democratização do acesso ao conhecimento e às práticas esportivas.
O programa também prevê a criação de uma rede nacional de pesquisa, inovação e tecnologia esportiva.
Infraestrutura e acesso em todo o país
A expansão da infraestrutura esportiva é apresentada como uma forma de democratizar o acesso às atividades físicas. O programa cita as Arenas Brasil, iniciativa apoiada pelo Novo PAC e que, segundo o documento, já alcançou 500 unidades.
A proposta para o próximo mandato é ampliar esses investimentos e levar equipamentos esportivos para diferentes regiões brasileiras, incluindo locais com menor oferta de espaços públicos.
Na cultura, a estratégia segue lógica semelhante: descentralizar investimentos e ampliar a presença de equipamentos culturais fora dos grandes centros.
O programa estabelece, assim, uma relação direta entre cultura, esporte e desenvolvimento. A proposta é utilizar essas áreas para estimular a geração de emprego e renda, fortalecer a economia criativa, ampliar oportunidades para jovens e promover pertencimento e qualidade de vida.
A sexta diretriz resume a cultura e o esporte como políticas que ultrapassam o entretenimento e o lazer. Para o programa, os dois setores podem contribuir para a inclusão social, a formação cidadã, a inovação e a construção de um projeto nacional de desenvolvimento.
BNDES tem lucro de R$ 9,2 bi no 1º semestre, alta de 25%
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 25% em relação aos primeiros seis meses de 2025. O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (12), em São Paulo, e reforça a expansão da atuação do banco público no financiamento da economia brasileira. Saiba mais na TVT News.
No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em junho, o lucro recorrente chegou a R$ 17,1 bilhões, o maior resultado da história do BNDES. O desempenho considera os resultados recorrentes da instituição, excluindo efeitos extraordinários que não necessariamente se repetem nos períodos seguintes.
Além do crescimento do lucro, o banco atingiu marcas históricas em seus ativos e na carteira de crédito. Os ativos totais chegaram a R$ 1,058 trilhão, maior valor nominal já registrado pelo BNDES, com crescimento de 10% desde dezembro de 2025. Já a carteira de crédito alcançou R$ 684 bilhões, alta de 14% em relação ao ano anterior e o maior patamar desde 2016.
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O diretor financeiro e de Mercado de Capitais do BNDES, Alexandre Abreu, destacou a evolução dos resultados recorrentes da instituição. Segundo ele, o desempenho anualizado representa novamente um recorde histórico.
Crédito cresce 52% no primeiro semestre
O avanço do resultado financeiro ocorreu simultaneamente à ampliação da atuação do BNDES como agente de financiamento do desenvolvimento. Entre janeiro e junho, as aprovações de crédito somaram R$ 110,6 bilhões, crescimento de 52% em comparação com o primeiro semestre de 2025.
Antes da aprovação, as consultas de crédito — primeira etapa do processo de financiamento — alcançaram R$ 237,7 bilhões, alta de 72% na comparação anual. Já os desembolsos chegaram a R$ 74,8 bilhões, aumento de 37%.
Considerando as aprovações de crédito e as operações garantidas, o volume total de recursos injetados na economia chegou a R$ 154 bilhões no semestre. Desse montante, R$ 43,4 bilhões correspondem a garantias.
Os números indicam uma aceleração da demanda por financiamento por meio do banco público, especialmente em setores ligados à infraestrutura e à atividade produtiva. O aumento das consultas também mostra que o volume de empresas e projetos em busca de recursos cresceu de maneira significativa no período.
Infraestrutura lidera expansão
Entre os setores financiados pelo BNDES, a infraestrutura apresentou o maior crescimento nas aprovações. Foram R$ 46 bilhões aprovados, alta de 91% em relação ao primeiro semestre de 2025.
O resultado acompanha a importância do investimento em infraestrutura para a atividade econômica, incluindo projetos relacionados a transporte, energia, saneamento e outros segmentos estratégicos. A ampliação do crédito nessa área representa uma das principais frentes de atuação do banco para estimular investimentos de longo prazo.
O agronegócio também teve forte expansão. As aprovações para o setor chegaram a R$ 24,8 bilhões, crescimento de 46% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Na indústria, foram aprovados R$ 22,5 bilhões, aumento de 24%. Já comércio e serviços receberam R$ 17,3 bilhões em aprovações, crescimento de 27%.
A distribuição dos recursos mostra que a expansão do BNDES alcançou diferentes setores da economia, com destaque para áreas diretamente relacionadas à produção, ao investimento e à infraestrutura.
Apoio a micro, pequenas e médias empresas
Outro destaque do balanço foi o volume de recursos destinado às micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). As aprovações para esse segmento chegaram a R$ 108,2 bilhões no primeiro semestre, maior valor registrado para o período na história do banco.
Desse total, R$ 64,8 bilhões correspondem a aprovações de crédito, enquanto R$ 43,4 bilhões representam garantias prestadas por fundos garantidores em operações realizadas por agentes financeiros.
O mecanismo de garantias amplia o acesso ao crédito para empresas que, em determinadas circunstâncias, poderiam encontrar dificuldades para obter financiamento diretamente no sistema financeiro. Dessa forma, os recursos do BNDES podem alcançar um número maior de empreendimentos.
Lucro líquido chega a R$ 14,9 bilhões
Além do lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões, o BNDES registrou lucro líquido de R$ 14,9 bilhões no primeiro semestre, considerando ganhos com alienações de participações não coligadas registrados diretamente em lucros acumulados. O valor representa crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025.
Entre os efeitos não recorrentes que contribuíram para o resultado estão R$ 1,6 bilhão em dividendos e juros sobre capital próprio, provenientes de empresas como Petrobras e JBS.
O banco também registrou R$ 3,9 bilhões em resultados com vendas de ações, com destaque para R$ 2,8 bilhões relacionados à Petrobras e R$ 800 milhões à Copel. Esses resultados, porém, não fazem parte do lucro recorrente e, portanto, devem ser analisados separadamente do desempenho operacional permanente da instituição.
O retorno recorrente sobre o patrimônio líquido (ROE) ficou em 19,2%, alta de 0,4 ponto percentual em relação ao primeiro semestre de 2025.
Inadimplência permanece baixa
Outro indicador apresentado pelo BNDES foi a inadimplência da carteira. O índice de operações com atraso superior a 90 dias ficou em 0,05% no primeiro semestre de 2026. Houve aumento de 0,02 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado, mas o nível permanece baixo.
A carteira de participações societárias do banco, por sua vez, totalizou R$ 85,4 bilhões.
O conjunto dos indicadores aponta para um cenário de expansão simultânea dos resultados financeiros e da atuação do BNDES no financiamento da economia. O crescimento das aprovações, dos desembolsos e das consultas ocorre ao lado da manutenção de baixos níveis de inadimplência.
Com lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões no primeiro semestre, R$ 17,1 bilhões em 12 meses, ativos superiores a R$ 1 trilhão e forte crescimento das aprovações de crédito, o BNDES chega à segunda metade de 2026 com indicadores históricos e maior presença no financiamento de infraestrutura, agronegócio, indústria, comércio, serviços e pequenas e médias empresas.

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