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Da Redação

Datafolha: 56% dizem que votariam mesmo se voto não fosse obrigatório

Mais da metade dos brasileiros afirma que compareceria às urnas nas eleições de 2026 mesmo se o voto não fosse obrigatório. Segundo pesquisa Datafolha divulgada na semana passada, 56% dos entrevistados disseram que votariam, enquanto 43% afirmaram que não participariam e 1% não soube responder. Leia em TVT News.

O levantamento foi realizado com 2.058 pessoas de 16 anos ou mais, em 128 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o nº BR-04496/2026 e foi encomendada pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo.

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Maioria manteria participação nas eleições

O resultado do levantamento do Datafolha indicou que uma eventual derrubada da obrigatoriedade do voto não seria suficiente para afastar a maior parte dos eleitores das urnas: entre os entrevistados, 56% afirmaram que manteriam a intenção de votar mesmo diante da não obrigatoriedade comparecer ao local de votação.

Por outro lado, 43% disseram que deixariam de votar caso a participação não fosse obrigatória. 1% dos entrevistados não soube responder.

No Brasil, o voto é obrigatório para cidadãos de 18 a 70 anos, e facultativo para analfabetos, pessoas com mais de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos.

30% dizem votar para impedir adversário

O Datafolha também apurou em levantamento que 30% dos eleitores afirmam escolher seu candidato à Presidência com o objetivo de evitar que outro candidato seja eleito. A maioria, 61%, diz votar porque considera seu escolhido o mais preparado ou porque concorda com suas propostas. 7% deram outras respostas, e 2% não souberam responder a pergunta estimulada.

Entre os eleitores de Lula (PT), 23% afirmam votar nele para impedir a vitória de outro candidato, com margem de erro de 3% nesse segmento da pesquisa. 68% dos eleitores do atual presidente da República apontam considerarem suas propostas e seu preparo como principal motivo para votarem nele.

No eleitorado de Flávio Bolsonaro (PL), 35% dizem votar para barrar outro nome, e 56% citam propostas e preparo.

O chamado voto negativo também aparece entre os apoiadores de outros candidatos. Entre os eleitores de Romeu Zema (Novo), 37% dizem votar para evitar a eleição de outro postulante. A margem de erro para as respostas de Zema, no entanto, são de 13 pontos percentuais.

Entre os de Ronaldo Caiado (PSD), são 31%, com margem de erro de 9 pontos percentuais.

Lei autoriza redução de tributos sobre combustíveis e cria benefícios fiscais para fertilizantes

Foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 28 de agosto, a Lei Complementar nº 235, que autoriza, em caráter extraordinário, a redução de tributos federais sobre combustíveis para mitigar os efeitos do choque no mercado internacional de energia decorrente do conflito no Oriente Médio. A norma também estabelece medidas de proteção tributária ao etanol, cria crédito fiscal para projetos de produção de fertilizantes e prevê benefícios para setores estratégicos, como minerais críticos, além de medidas relacionadas à Copa do Mundo Feminina da Fifa de 2027. Leia em TVT News.

COMBUSTÍVEIS E PROTEÇÃO AO ETANOL – Em caráter extraordinário, a lei permite que, em 2026, as renúncias de receita destinadas a mitigar os impactos do conflito no Oriente Médio sobre a importação, produção e comercialização de óleo diesel rodoviário, biodiesel, gasolina e suas correntes, etanol e querosene de aviação possam ser compensadas com aumento extraordinário de receita da União. A medida permite a adoção de políticas de redução da tributação federal sobre esses combustíveis.

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A norma estabelece ainda que eventual redução da tributação federal sobre combustíveis fósseis deverá preservar a vantagem competitiva dos biocombustíveis. No caso de redução de 30% ou mais da tributação federal incidente sobre a gasolina, as respectivas alíquotas incidentes sobre o etanol poderão ser reduzidas a zero, observadas as condições previstas na lei.

A lei também assegura regime fiscal favorecido para os biocombustíveis, com possibilidade de subvenção limitada a R$ 1,2 bilhão para produtores e cooperativas de produtores de etanol hidratado.

Considera-se aumento extraordinário de receita da União o montante de receita primária não estimado na lei orçamentária de 2026 e não comprometido com renúncias já adotadas, proveniente de royalties e participação especial da União na exploração de petróleo ou gás natural; de receitas do petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos destinadas à União; de receitas tributárias do setor de óleo e gás; e de dividendos recebidos pela União de empresas do setor.

A lei ainda viabiliza políticas de subvenção ou ressarcimento a agentes econômicos do setor de combustíveis, com pagamento integral em até 30 dias após a comprovação dos valores devidos.

Produtores de etanol poderão utilizar saldos credores de PIS/Cofins para compensar débitos próprios de tributos federais, com limite global de R$ 750 milhões em 2026. A partir de 2027, créditos atualmente sujeitos a limitações de ressarcimento poderão ser compensados com débitos de CBS, conforme a Lei Complementar nº 214/2025.

FERTILIZANTES – A norma cria crédito fiscal para projetos nacionais de produção de fertilizantes, matérias-primas, bioinsumos, biofertilizantes e remineralizadores entre 2027 e 2031. O benefício poderá corresponder a até 20% dos dispêndios realizados nos projetos, com limite de R$ 1 bilhão por ano.

Os créditos poderão ser utilizados para compensação de débitos de tributos federais ou ressarcidos em dinheiro. O limite anual poderá ser ampliado, observadas as regras fiscais e orçamentárias previstas na legislação. A lei também prevê isenção do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) para projetos do setor entre 2027 e 2031, limitada a R$ 200 milhões por ano e R$ 1 bilhão no total da vigência.

REGRAS FISCAIS E SETORES ESTRATÉGICOS – Em caráter extraordinário, a lei afasta, em 2026, a aplicação de determinadas regras fiscais – previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal, na Lei Complementar nº 224/2024 e na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 – para atos legislativos que instituam benefícios tributários vinculados à Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, ao Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes e à realização da Copa do Mundo Feminina da Fifa de 2027 no Brasil.

A medida não cria diretamente esses benefícios tributários, mas estabelece condições fiscais excepcionais para sua eventual instituição por meio dos instrumentos legislativos previstos na norma.

DEFESA NACIONAL – A norma também exclui da meta de resultado primário e do limite de despesas, em 2026, montante adicional de até 50% do menor valor entre o Novo PAC no âmbito do Ministério da Defesa e R$ 5 bilhões, para despesas com projetos estratégicos de defesa. Além disso, autoriza a antecipação, em 2026, de até R$ 3 bilhões de recursos originalmente previstos para 2027, vedada a utilização de recursos das áreas de saúde e educação.

Caso haja projeção de déficit primário antes do envio do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), a lei veda, a partir do exercício seguinte, determinados crescimentos de despesas vinculadas acima do limite fiscal para despesas primárias, além de vedar a indexação das receitas de petróleo destinadas ao Fundo Social à Receita Corrente Líquida (RCL), até a apuração de superávit primário anual.

HOSPITAIS INTELIGENTES – A lei também afasta, para hospitais inteligentes de alta complexidade financiados por operação de crédito externo, a exigência de apresentação de declaração de funcionamento contínuo nos últimos três anos.

Depois das sabatinas na Globo, quando sai a nova pesquisa Quaest para presidente?

A Quaest vai divulgar na próxima quarta-feira, 2 de setembro, uma nova pesquisa de intenção de voto para presidente. O levantamento é o primeiro a captar os efeitos das sabatinas dos principais candidatos na TV Globo e do início do horário eleitoral gratuito, que começou na sexta (28). A coleta de dados ocorre entre domingo (30) e terça-feira (1º), com 2.004 eleitores de 16 anos ou mais.

Próxima pesquisa Quaest será publicada em 2 de setembro

  • Data de divulgação: quarta-feira, 2 de setembro
  • Período de coleta: de 30 de agosto a 1º de setembro
  • Amostra: 2.004 eleitores com 16 anos ou mais
  • Diferencial: primeira pesquisa após as sabatinas da Globo e o início do horário eleitoral
  • Temas do questionário: intenção de voto, rejeição, avaliação do governo Lula, economia, influência da propaganda e dos debates, além de perguntas específicas sobre os casos Dark Horse e Lulinha
  • Cenários: primeiro turno com 13 nomes e segundo turno com cinco simulações envolvendo Lula e adversários.

Quando será divulgada a próxima pesquisa Quaest para presidente

A próxima pesquisa nacional da Quaest sobre a corrida presidencial será divulgada na quarta-feira, 2 de setembro. O levantamento chega a pouco mais de um mês do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e promete trazer um retrato atualizado da disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), além de testar outros cenários.

Esta será a décima pesquisa presidencial da Quaest realizada em 2026, mas apenas a segunda da série encomendada pelo grupo Globo (O GLOBO e TV Globo). A coleta de dados acontece entre domingo, 30 de agosto, e terça-feira, 1º de setembro, com 2.004 eleitores de 16 anos ou mais, entrevistados presencialmente.

O que a nova pesquisa Quaest vai perguntar aos eleitores?

O questionário da Quaest começa com uma pergunta espontânea para saber se o eleitor já definiu seu voto. Em seguida, são apresentados dois cenários estimulados para o primeiro turno.

No primeiro, constam 13 nomes: Lula, Flávio Bolsonaro, Pablo Marçal, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Augusto Cury, Clariana Barão, Edmilson Costa, Hertz Dias, Rui Costa Pimenta, Samara e Wilson Grassi. O segundo cenário mantém os mesmos nomes, mas exclui Marçal.

Quem escolher um candidato no primeiro cenário é questionado sobre a firmeza da decisão – se o voto é definitivo ou pode mudar até a eleição. A pesquisa também mede separadamente o potencial de voto e a rejeição dos 13 nomes, perguntando se o eleitor conhece cada candidato, se votaria nele ou se não votaria “de jeito nenhum”.

Para o segundo turno, a Quaest testa cinco cenários. O principal confronto é entre Lula e Flávio Bolsonaro, mas o presidente também é colocado diante de Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Em todas as simulações, o entrevistado pode optar por um dos dois candidatos, declarar voto branco ou nulo, dizer que não votaria ou afirmar que ainda está indeciso.

Além da intenção de voto, o questionário inclui temas como rejeição, aprovação do governo Lula, percepção sobre a economia, influência da propaganda eleitoral e dos debates. Há ainda perguntas específicas sobre a imagem de Lula e Flávio, além dos casos Dark Horse e Lulinha.

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Lula na Globo participa da série de entrevistas com os candidatos – Imagem: TV Globo

Como as sabatinas da Globo podem influenciar os resultados da pesquisa Quaest?

A nova pesquisa Quaest chega em um momento importante da campanha. Ela é a primeira a captar os efeitos das sabatinas dos candidatos na TV Globo e do início do horário eleitoral gratuito, que começou na sexta, 28 de agosto.

As entrevistas dos principais postulantes ao Palácio do Planalto na emissora podem ter influenciado a percepção do eleitorado, assim como a exposição proporcionada pelo horário eleitoral, que entra no ar a partir deste sábado para a Presidência.

A sabatina do presidente Lula na Globo foi duramente criticada. O comentarista do Jornal TVT News Primeira Edição, Eduardo Castro, analisa a postura do Jornal Nacional na entrevista com o presidente Lula. O comentarista aponta a omissão de pautas econômicas e sociais decisivas ao longo dos 40 minutos de conversa, como o fim da escala 6×1, as tarifas de Trump e a exploração de terras raras na mina de Serra Verde.

O levantamento também será importante para medir o impacto dos casos Lulinha e Dark Horse sobre a candidatura de Lula. A pesquisa inclui perguntas específicas sobre esses episódios, o que deve dar pistas sobre como o eleitorado está assimilando as denúncias e se elas afetam a intenção de voto.

A última pesquisa Quaest, divulgada em 14 de agosto, mostrou Lula na liderança isolada no primeiro turno, com 38%, contra 31% de Flávio Bolsonaro. No segundo turno, Lula venceria Flávio por 43% a 40%. Em ambos os cenários, a diferença entre os dois havia diminuído em relação à pesquisa anterior. A nova rodada de entrevistas vai mostrar se essa tendência se manteve, se inverteu ou se foi ampliada após as sabatinas e o início da propaganda eleitoral.

Horário eleitoral gratuito já está no ar

O horário eleitoral gratuito para a Presidência da República começou na sexta, 28 de agosto. A partir dessa data, os candidatos passam a ter espaço diário na televisão e no rádio para apresentar suas propostas e tentar convencer os eleitores.

A nova pesquisa Quaest, cuja coleta começa no domingo (30) e vai até terça-feira (1º), será a primeira a captar a repercussão inicial dessa exposição.

Com as sabatinas da TV Globo já realizadas e o horário eleitoral em andamento, o cenário político entra em uma nova fase. A pesquisa de quarta-feira (2) promete ser um termômetro importante para medir a força dos candidatos após esses eventos e para antecipar as tendências que podem definir o resultado do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

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Redes ligadas a Cerimedo, argentino próximo a Bolsonaros, criam mentiras sobre invasão de imigrantes em SC

Redes sociais ligadas à Argentina e a influenciadores da direita espalham uma campanha sobre uma suposta “invasão” de imigrantes marroquinos em Santa Catarina. A narrativa partiu do portal argentino La Derecha Diario, que tinha entre seus proprietários o consultor Fernando Cerimedo, conhecido por sua proximidade com o clã Bolsonaro e por disseminar alegações falsas sobre as eleições brasileiras. Leia em TVT News.

O conteúdo atribui ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) uma suposta política de incentivo à imigração marroquina. Segundo levantamento do Observatório Lupa, a campanha acumulou 13,4 mil menções entre sexta-feira (21) e quinta-feira (27), com publicações que chegaram a 475 mil visualizações.

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Cerimedo e a atuação junto à direita brasileira

Fernando Cerimedo era dono de 50% do La Derecha Diario até a semana passada. O consultor argentino ganhou projeção no Brasil após as eleições de 2022, quando passou a publicar e transmitir conteúdos afirmando, sem apresentar provas, que o resultado eleitoral havia sido fraudado.

Cerimedo é próximo da família Bolsonaro e, no fim de julho, participou de uma transmissão ao vivo com Eduardo Bolsonaro, na qual voltaram a levantar suspeitas sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro. O argentino também foi indiciado pela Polícia Federal no inquérito que apura a tentativa de golpe, mas não foi incluído na denúncia da Procuradoria-Geral da República.

Ele deixou a sociedade do portal pouco depois de ser preso na Bolívia, acusado de ter ordenado o assassinato de sua ex-companheira, Nadia Beller, que está grávida. Cerimedo nega envolvimento no crime.

A nova campanha surgiu a partir de uma publicação do La Derecha Diario que afirmava que a imigração de marroquinos havia “disparado” no Brasil. O texto tinha como base a informação de que 50 marroquinos haviam solicitado refúgio em Santa Catarina nos três meses anteriores.

Números não indicam ‘invasão’

Dados do ObMigra e do Conare mostram que 57 marroquinos solicitaram refúgio em Santa Catarina em 2026 até julho. Eles representam 1,86% dos 3.059 pedidos registrados no estado.

Os principais países de origem dos solicitantes foram Cuba, com 1.707 pedidos; Haiti, com 543; Venezuela, com 227; e Argentina, com 61. Em todo o Brasil, foram 40.961 solicitações de refúgio no período, sendo 24.008 de cubanos, 6.880 de venezuelanos e 835 de marroquinos.

A campanha também utiliza imagens da crise migratória ocorrida em Ceuta, na Espanha, em maio, quando milhares de marroquinos chegaram ao enclave vindos do país vizinho. As imagens foram associadas às publicações sobre Santa Catarina, embora não tenham relação com os pedidos de refúgio registrados no estado.

O influenciador argentino Christopher Marchesini, conhecido como “Mate con Mote”, também reproduziu a narrativa. Ele chegou a publicar que Lula estaria impulsionando a imigração marroquina e ameaçando a fronteira da Argentina. Marchesini foi recebido em maio pelo presidente argentino Javier Milei na residência oficial da Presidência.

Para o Observatório Lupa, o caso combina informações verdadeiras sobre imigração com dados retirados de contexto e alegações sem provas para criar a impressão de uma crise migratória. A organização também aponta a Argentina como um novo ator em operações de influência na América Latina.

População do Brasil chega a 214,2 milhões em 2026, aponta IBGE

A população estimada do Brasil em 2026 é de 214.211.951 habitantes, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa um crescimento de 0,37% em relação a 2025 e tem como data de referência o dia 1º de julho de 2026. Confira quais são os municípios com maior e menor população com a TVT News.

O levantamento, produzido anualmente pela Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE, é um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para o cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios, além de servir como referência para indicadores sociais, econômicos e demográficos.

Destaques do levantamento do IBGE

  • 15 municípios concentram um quinto (20%) dos habitantes do país.
  • As 27 capitais estaduais reúnem 49,4 milhões de habitantes, o equivalente a 23,1% da população total.
  • 2.467 municípios (44,3% do total) têm até 10 mil habitantes e somam 12,8 milhões de pessoas (6% da população).
  • A região Sudeste concentra 41,6% da população brasileira, seguida pelo Nordeste (26,8%), Sul (14,7%), Norte (8,8%) e Centro-Oeste (8,1%).
  • Roraima (3%), Santa Catarina (1,5%) e Mato Grosso (1,5%) apresentaram as maiores taxas de crescimento populacional.
  • Boa Vista (RR) é a capital com maior taxa de crescimento geométrico no período 2025-2026: 3,2%.
  • Quatro capitais registraram redução populacional: Salvador (-0,17%), Natal (-0,13%), Belém (-0,08%) e Belo Horizonte (-0,02%).

Qual o tamanho da população do Brasil

O Brasil chegou a 214,2 milhões de habitantes em 2026, segundo as Estimativas da População divulgadas pelo IBGE. O crescimento de 0,37% representa uma queda em relação ao período 2024-2025.

Em comparação, o último Censo Demográfico, realizado em 2022, registrou 203.062.512 habitantes. O levantamento mais recente considera a contagem realizada até 1º de julho de 2026 e mostra a população total dos estados e municípios.

Entre as Unidades da Federação, São Paulo concentra 21,6% da população, com 46,1 milhões de habitantes. Minas Gerais vem em seguida, com 10% (21,5 milhões), e o Rio de Janeiro aparece em terceiro, com 8% (17,2 milhões). Na outra ponta, as três menores populações estão no Norte: Acre (887,8 mil), Amapá (809,9 mil) e Roraima (761 mil).

Quais são os municípios com mais de 1 milhão de habitantes

O Brasil tem 15 municípios com mais de 1 milhão de habitantes. Juntos, eles concentram 20% da população brasileira, somando 49.886.420 pessoas. Dessa lista, apenas Guarulhos e Campinas, ambos no estado de São Paulo, não são capitais estaduais.

OrdemUFMunicípioPopulação 2026
SPSão Paulo11.911.337
RJRio de Janeiro6.731.133
DFBrasília3.009.996
CEFortaleza2.582.360
BASalvador2.559.945
MGBelo Horizonte2.415.451
AMManaus2.327.101
PRCuritiba1.832.183
PERecife1.588.983
10ºGOGoiânia1.511.709
11ºPABelém1.396.157
12ºRSPorto Alegre1.388.791
13ºSPGuarulhos1.351.284
14ºSPCampinas1.189.761
15ºMASão Luís1.090.229

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas – DPE, Coordenação de População e Indicadores Sociais – COPIS

Qual a capital com maior número de habitantes?

São Paulo (SP) lidera o ranking entre as capitais brasileiras, com 11.911.337 habitantes.

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A cidade de São Paulo tem 11.911.337 de habitantes. Foto: Edson Lopes Jr/Prefeitura SP

A lista completa das capitais mais populosas do país é a seguinte:

OrdemUFCapitalPopulação 2026
SPSão Paulo11.911.337
RJRio de Janeiro6.731.133
DFBrasília3.009.996
CEFortaleza2.582.360
BASalvador2.559.945
MGBelo Horizonte2.415.451
AMManaus2.327.101
PRCuritiba1.832.183
PERecife1.588.983
10ºGOGoiânia1.511.709
11ºPABelém1.396.157
12ºRSPorto Alegre1.388.791
13ºMASão Luís1.090.229
14ºALMaceió995.134
15ºMSCampo Grande970.843

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas – DPE, Coordenação de População e Indicadores Sociais – COPIS

Quais são os municípios com mais de 500 mil habitantes, exceto capitais

O Brasil tem 26 municípios com mais de 500 mil habitantes que não são capitais estaduais. Guarulhos (SP) e Campinas (SP) lideram a lista, sendo os únicos não capitais entre os 15 municípios com mais de 1 milhão de habitantes.

OrdemUFMunicípioPopulação 2026
SPGuarulhos1.351.284
SPCampinas1.189.761
RJSão Gonçalo959.977
RJDuque de Caxias866.167
RJNova Iguaçu843.367
SPSão Bernardo do Campo842.558
SPSanto André784.290
MGUberlândia768.339
SPSorocaba766.390
10ºSPOsasco761.441
11ºSPRibeirão Preto734.538
12ºSPSão José dos Campos729.153
13ºPEJaboatão dos Guararapes685.222
14ºSCJoinville673.980
15ºBAFeira de Santana663.408
16ºMGContagem652.973
17ºESSerra586.901
18ºPRLondrina584.465
19ºMGJuiz de Fora569.588
20ºGOAparecida de Goiânia560.996
21ºRJCampos dos Goytacazes519.378
22ºRJBelford Roxo518.442
23ºRJNiterói516.820
24ºPAAnanindeua510.563
25ºESVila Velha510.512
26ºSPSão José do Rio Preto506.466

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas – DPE, Coordenação de População e Indicadores Sociais – COPIS

Quais são os municípios menos populosos do país?

Os cinco municípios menos populosos do Brasil, segundo a estimativa do IBGE para 2026, são:

OrdemUFMunicípioPopulação 2026
MGSerra da Saudade857
GOAnhanguera906
SPBorá935
MTAraguainha989
SPNova Castilho1.070

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas – DPE, Coordenação de População e Indicadores Sociais – COPIS

Ao todo, 2.467 municípios brasileiros possuem menos de 10 mil habitantes — o que representa 44,3% do total de 5.571 municípios. Essa população somada é estimada em 12.789.089 pessoas, equivalendo a 6% da população total do país.

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Corregedoria e Ministério Público fazem operação contra policiais civis em SP

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e a Corregedoria da Polícia Civil realizam, nesta sexta-feira (28), uma operação para desarticular um grupo suspeito de envolvimento em um esquema de corrupção envolvendo policiais civis relacionado à apreensão e liberação irregular de cargas de celulares e outros produtos eletrônicos. Leia em TVT News.

A Justiça autorizou sete prisões preventivas e 18 mandados de busca e apreensão. Até a última atualização, cinco pessoas haviam sido presas: os policiais civis José Adriano Nishi, Bruno dos Santos e Marcos Vinicius, o advogado Sidiclei Almeida e o empresário paranaense Jonathan Vieira.

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Entre os dois alvos ainda não localizados está Thiago Magnabosco, que, segundo os investigadores, estaria no Paraguai. Um policial civil também permanecia foragido.

Os investigados são suspeitos dos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Policiais são suspeitos de cobrar 70% do valor das cargas

De acordo com as investigações, os agentes abordavam cargas de eletrônicos de origem irregular e, em vez de formalizar a apreensão de toda a mercadoria, exigiam pagamentos para permitir a liberação dos produtos.

A cobrança teria chegado a aproximadamente 70% do valor das cargas. Em pelo menos quatro casos investigados desde 2024, os pagamentos teriam somado cerca de R$ 2,35 milhões.

O advogado Sidiclei Almeida é apontado como um dos intermediários das negociações entre policiais e empresários. Segundo os investigadores, ele participava da definição dos valores, indicava contas para os pagamentos e auxiliava na devolução das mercadorias.

As apurações também envolvem suspeitas de que estruturas e sistemas da própria Polícia Civil tenham sido utilizados para viabilizar o esquema.

O investigador Vagner de Lima, lotado no 2º Distrito Policial de Cotia, não teve a prisão decretada, mas a Justiça determinou seu afastamento da função pública, o recolhimento das credenciais de acesso aos sistemas policiais e a proibição de contato com investigados e testemunhas.

Os investigadores identificaram 13 acessos feitos com o login funcional de Vagner no sistema Muralha Paulista/Cortex relacionados a um veículo que posteriormente teria ligação com um dos episódios investigados. A suspeita é de que o sistema tenha sido utilizado para monitorar um caminhão.

Operação mira delegacias e outros endereços

Batizada de Operação Merx, a ação conta com a participação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), da Corregedoria da Polícia Civil e do Departamento de Operações Estratégicas (Dope).

Entre os endereços que são alvo dos mandados estão três unidades da Polícia Civil na Grande São Paulo: a Delegacia de Santana de Parnaíba, a Delegacia de Embu das Artes e o 2º Distrito Policial de Cotia.

Segundo o Ministério Público, integrantes do grupo utilizavam espaços de delegacias para guardar mercadorias e realizar apreensões apenas parciais, criando uma aparência de regularidade para a operação.

Além das prisões e buscas, a Justiça autorizou a quebra dos sigilos dos investigados e determinou o bloqueio de até R$ 4 milhões em bens.

As diligências são realizadas em municípios de São Paulo, Paraná e Goiás. Em SP, os mandados são cumpridos em Barueri, Taboão da Serra, Diadema, Cotia, Santana de Parnaíba, Embu das Artes, São Sebastião e na capital. Também há ações em Londrina e Foz do Iguaçu, no Paraná, e em São Luís de Montes Belos, em Goiás.