Agora

Da Redação

O Candidato Mounjaro: a nova espécie da política brasileira

A política brasileira sempre produziu personagens curiosos.

Já tivemos o candidato coronel, o candidato salvador da pátria, o candidato técnico, o candidato outsider, o candidato do povo, o candidato empresário, o candidato influencer e até o candidato que aparece de quatro em quatro anos para lembrar que existe.

Mas uma nova espécie vem se espalhando silenciosamente pelos municípios, estados e redes sociais do país.

É o Candidato Mounjaro.

Ele surge repentinamente mais magro, mais moderno, mais conectado, mais descolado, mais digital, mais popular e, curiosamente, cada vez mais distante de quem realmente é.

O problema não é a transformação.

O problema é que ela parece ter sido feita por inteligência artificial.

O candidato que concorda com tudo

O Candidato Mounjaro possui uma habilidade impressionante.

Ele consegue estar em todos os lados de um debate ao mesmo tempo.

Na segunda-feira é liberal.

Na terça é desenvolvimentista.

Na quarta é conservador.

Na quinta é progressista.

Na sexta está estudando melhor o assunto.

No sábado publica uma reflexão equilibrada.

E no domingo concorda com o comentário que teve mais curtidas.

É uma capacidade de adaptação que faria inveja até aos camaleões.

Ou aos oportunistas.

A dieta da identidade

O Candidato Mounjaro decidiu emagrecer.

Mas não foi apenas a barriga que desapareceu.

Sumiram também as convicções.

As opiniões.

Os posicionamentos.

As discordâncias.

As imperfeições.

Tudo aquilo que fazia dele uma pessoa reconhecível foi substituído por um pacote cuidadosamente embalado para não desagradar ninguém.

O resultado é curioso.

Ele está mais leve.

Mas também muito mais vazio.

O laboratório das tendências

Existe uma sala imaginária onde esses candidatos passam horas trabalhando.

Lá dentro há consultores, especialistas, analistas, influenciadores, gurus digitais e uma infinidade de gráficos coloridos.

Toda semana alguém anuncia uma nova descoberta revolucionária.

“Agora o eleitor quer espontaneidade.”

Pronto.

Todo mundo vira espontâneo.

“Agora o eleitor quer proximidade.”

Pronto.

Todo mundo grava vídeo dentro do carro.

“Agora o eleitor quer emoção.”

Pronto.

Todo mundo chora.

“Agora o eleitor quer autenticidade.”

Pronto.

Todo mundo começa a fingir autenticidade.

O sorriso que não chega aos olhos

Existe uma diferença enorme entre parecer e ser.

O Candidato Mounjaro ainda não percebeu isso.

Ele sorri em todas as fotos.

Abraça crianças.

Cumprimenta idosos.

Toma café em padarias.

Visita obras.

Grava vídeos caminhando.

Faz selfie.

Dá entrevista.

Faz live.

Faz podcast.

Faz reels.

Faz stories.

Faz trend.

Faz dancinha.

Faz tudo.

Menos o principal.

Convencer.

Porque o eleitor pode não entender de marketing político.

Mas entende perfeitamente quando alguém está interpretando um personagem.

A tragédia da perfeição

O marketing político moderno criou uma armadilha.

Muitos candidatos passaram a acreditar que precisam parecer perfeitos.

E pessoas perfeitas têm um problema.

Elas não existem.

O eleitor sabe disso.

Por isso desconfia.

Quando alguém nunca erra, nunca muda de humor, nunca demonstra dúvida, nunca admite falhas e sempre tem a resposta certa para tudo, o cidadão comum não vê um líder.

Vê uma propaganda.

E propaganda demais costuma produzir o efeito contrário.

O algoritmo não vota

Essa talvez seja a notícia mais dura para alguns profissionais da política.

Curtidas não votam.

Visualizações não votam.

Compartilhamentos não votam.

Comentários não votam.

O algoritmo não comparece à urna.

Quem vota são pessoas.

E pessoas ainda possuem um hábito antigo e inconveniente: elas observam coerência.

Observam trajetória.

Observam comportamento.

Observam se aquilo que o candidato fala hoje tem alguma relação com o que ele defendia ontem.

É justamente nesse ponto que muitos Candidatos Mounjaro começam a passar mal.

O efeito colateral mais perigoso

Todo medicamento possui efeitos colaterais.

Na política também.

O principal efeito colateral do excesso de marketing é a perda de credibilidade.

Quando o eleitor começa a enxergar apenas estratégia, deixa de enxergar verdade.

Quando tudo parece calculado, nada parece sincero.

Quando toda fala parece roteiro, toda emoção parece ensaio.

E quando toda emoção parece ensaio, a confiança desaparece.

Menos personagem, mais pessoa

A boa política nunca exigiu perfeição.

Exigiu coerência.

O eleitor não espera encontrar super-heróis.

Nem gênios.

Nem celebridades.

Nem avatares produzidos por consultorias.

Ele espera encontrar pessoas reais.

Com defeitos.

Com opiniões.

Com história.

Com identidade.

Porque, no fim das contas, existe uma diferença fundamental entre um líder e um personagem.

O personagem pode viralizar.

O líder pode ser eleito.

E essa diferença costuma aparecer justamente quando as câmeras são desligadas.

Sobre o autor

Gabriel Scarpelini é é membro fundador da Alcateia Política, publicitário e especialista em Marketing Político e Comunicação Governamental pelo IDP. Sócio fundador da GAS 360, agência de publicidade, e atua também como consultor em marketing político. Atuou em diversas campanhas políticas como Diretor Criativo, Coordenador e Estrategista.


Os artigos dos colunistas expressam as opiniões individuais da autora ou do autor e não, necessariamente, refletem a opinião da TVT News

Fórum discute direito aos dados e desafios da soberania digital

O Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho da USP (CPCT-ECA/USP) reúne especialistas da comunidade acadêmica, profissionais da comunicação para debater soberania digital no XI Fórum Comunicação e Trabalho, que será realizado no dia 25 de junho, das 14h às 19h30, na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

O evento é gratuito e as inscrições para a participação presencial podem ser feitas por meio deste formulário.

A concentração de poder das big techs e o modelo econômico, cada vez mais baseado na extração e monetização de dados sensíveis, na apropriação de conteúdos, na disputa pela atenção e na circulação de desinformação, estão no centro dos debates que vêm sendo promovidos por universidades em todo o Brasil, dentro e fora dos muros acadêmicos.

Um dos grupos de pesquisa mais críticos do país nesse campo, dedicado a analisar os impactos da tecnologia no trabalho e na comunicação, realiza, em junho, um fórum que reúne especialistas de diferentes áreas para discutir caminhos capazes de preservar a integridade da informação e fortalecer a soberania digital.

O encontro é organizado pelo Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (CPCT/ECA-USP). O XI Fórum Comunicação e Trabalho será na quinta-feira, 25 de junho, das 14h às 19h30.

Leia também: O Candidato Mounjaro: a nova espécie da política brasileira

Soberania digital em debate

Nesta 11ª edição, o debate gira em torno do direito aos dados em um mundo cada vez mais mediado por algoritmos. A programação inclui duas mesas que abordam temas como infraestrutura digital, soberania e os efeitos dessas transformações no trabalho e no desenvolvimento do país. Em 2025, o Fórum abordou questões como a regulação das plataformas digitais e o uso de inteligência artificial.

Para a professora Roseli Figaro, coordenadora do CPCT, a discussão deste ano é especialmente urgente: “Soberania digital e informacional, trabalho e desenvolvimento são aspectos que ajudam a definir o futuro do país, as oportunidades para os trabalhadores e os caminhos da ciência”, afirma.

As atividades serão realizadas na Sala da Congregação da ECA/USP, com abertura institucional e dois painéis de debate. O evento é gratuito e aberto ao público.

Quem quiser participar presencialmente deve se inscrever previamente, por meio do QR Code na imagem ou pelo link de inscrição. Também haverá transmissão online, sem necessidade de cadastro. Nesse caso, o certificado de participação não será emitido.

forum-discute-direito-aos-dados-e-desafios-da-soberania-digital-tvt-news
Confira a programação do Fórum

Confira a programação do fórum sobre soberania digital

A programação será dividida em dois painéis, que acontecerão na Sala da Congregação, no primeiro andar da ECA/USP:

14h – Abertura oficial 

  • Maria Clotilde Perez – Diretora da Escola de Comunicações e Artes da USP;
  • Vinicius Romanini – Chefe do Departamento de Comunicações e Artes da ECA/USP;
  • Maria Cristina Mungioli – Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da ECA/USP;
  • Eneus Trindade – Professor Titular da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP) e Diretor da Intercom;
  • Roseli Figaro – Coordenadora do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT).

14h15 – Mesa 1: “Soberania digital, infraestrutura, desenvolvimento e trabalho”

Participações de:

  • Helena Maria Martins Lastres – Coordenadora da Rede de Pesquisa em Arranjos e Sistemas Produtivos e Inovativos Locais (RedeSist/UFRJ).
  • Tiago Sell Iahn – Superintendente de Segurança da Informação do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados);
  • Rodrigo Brandão – Pesquisador do NIC.br com experiência em regulamentação de tecnologias, Inteligência Artificial e transformação digital;
  • Roseli Figaro – Coordenadora do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT ECA-USP).
  • Mediação: Cláudia Nonato – Professora da Pós-graduação da UNIP e Pesquisadora do CPCT-ECA/USP.

16h30 – Coffee Break

17h – Mesa 2: “Direitos aos dados, integridade da informação e sustentabilidade”

Participações de:

  • Afonso Albuquerque – Professor do departamento de Estudos Culturais e Mídia (UFF) e coordenador geral do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Disputas e Soberanias Informacionais (INCT-DSI);
  • Bianca da Costa Maia Lopes – Pesquisadora associada do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT);
  • Daniel Cordeiro – Professor na Faculdade de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH/USP), com pesquisas sobre Computação Sustentável;
  • Nina Santos – Secretária-adjunta da Secretaria de Comunicação Social do Governo Federal (Secom);
  • Mediação: Naiana Rodrigues – Professora da Universidade Federal do Ceará (UFC) e pesquisadora do CPCT-ECA/USP

CPCT se dedica a estudar a relação entre comunicação e trabalho

Ao longo das últimas duas décadas, o CPCT vem se dedicando a entender, de forma crítica, como a comunicação reorganiza e transforma o mundo do trabalho. Hoje, o grupo se consolidou como um polo que reúne pesquisadores do Brasil e do exterior, além de jornalistas, ativistas, professores, profissionais das áreas de comunicação e estudantes.

Desde 2022, vem se debruçando sobre a crescente dependência do jornalismo em relação às plataformas digitais, sobretudo sobre os arranjos econômicos independentes e alternativos à imprensa tradicional, que dependem de ferramentas dessas plataformas para armazenar seus dados.

forum-discute-direito-aos-dados-e-desafios-da-soberania-digital-tvt-news
Professora Roseli Fígaro: Soberania digital e informacional, trabalho e desenvolvimento são aspectos que ajudam a definir o futuro do país, as oportunidades para os trabalhadores e os caminhos da ciência. Foto: ECA/USP

O projeto, apoiado pela Fapesp, avalia a datificação dos comunicadores e versa sobre como essas empresas capturam o chamado “trabalho vivo”, convertendo interações e conteúdos em dados e lucro, muitas vezes em condições assimétricas para os países do Sul Global.

Roseli Figaro é referência nacional nos estudos sobre a precarização do trabalho e tem atuado ativamente no diálogo com pesquisadores, o poder público, o Supremo Tribunal Federal, movimentos da sociedade civil e entidades sindicais.

Para ela, o impacto das plataformas vai muito além dos usuários comuns e dos comunicadores: atinge também profissionais como psicólogos, médicos e professores, especialmente os que atuam de forma autônoma. Os efeitos são intensos entre jornalistas, publicitários e designers.

“Precisamos lembrar que, antes, o usuário acessava a internet para pesquisar um tema ou uma notícia e era direcionado aos  conteúdos dos veículos por meio de links. Hoje, essas informações são processadas e sintetizadas por sistemas de inteligência artificial que produzem textos sintéticos. É uma forma de capturar a nossa propriedade intelectual em uma relação claramente desigual”, avalia.

Serviço:

O que: XI Fórum Comunicação e Trabalho – Soberania digital e informacional, trabalho e desenvolvimento

Quando: 25 de junho, 14h às 19h30. evento presencial.

Onde: Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443 – Butantã, São Paulo – SP, 05508-020. 

Inscrição: aqui.

Organização: Centro de Pesquisa Comunicação & Trabalho (CPCT-ECA/USP).

Apoio: FAPESP, CNPq, Intercom, INCT-DSI, Educom, ECA/USP, PPGCOM-USP.

Você também pode se interessar:

Conheça Vozinha, o goleiro de Cabo Verde que parou a Espanha na Copa do Mundo

Da AFP em Atlanta, Estados Unidos – Aos 40 anos, o goleiro Vozinha fez nesta segunda-feira (15) seu primeiro jogo de Copa do Mundo como um protagonista inesperado: sua segurança sob o gol levou a estreante Cabo Verde a um empate em 0 a 0 com a favorita Espanha na estreia do Grupo H. Conheça a história de Vozinha com a TVT News.

Quando o árbitro encerrou a partida, o goleiro cabo-verdiano foi às lágrimas tomado pela emoção, enquanto era abraçado em campo por seus companheiros, embaixadores de um país com pouco mais de 500 mil habitantes, um arquipélago no noroeste da África.

Josimar José Évora Dias, o Vozinha, fez sete defesas no total contra um adversário que dominou completamente o jogo, mas não conseguiu transformar esse domínio em gols.

Ele defendeu chutes de Pedri, Mikel Oyarzabal, Ferran Torres e Aymeric Laporte no primeiro tempo.

Depois do intervalo, o goleiro de 1,89 m de altura parou Fabián Ruiz, Mikel Merino e Marc Cucurella.

Nos dias que antecederam a partida, artigos publicados pela imprensa espanhola relembraram as grandes goleadas históricas da ‘Roja’ em Copas do Mundo.

A expectativa era de recorde, com lembranças da vitória da Espanha por 7 a 0 sobre a Costa Rica em 2022 e os 6 a 1 contra a Bulgária em 1998.

No final, a campeã europeia não conseguiu sair do zero.

cabo-verde-faz-historia-e-conquista-1-ponto-na-copa-do-mundo-tvt-news
A goleira de Cabo Verde, número 01, Vozinha, faz uma defesa durante a partida de futebol do Grupo H da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Cabo Verde, no Estádio de Atlanta, em Atlanta, em 15 de junho de 2026. (Foto de Roberto Schmidt / AFP)

“O sonho de uma vida”, diz Vozinha

“Trabalhamos muito para este momento”, comemorou Vozinha, jogador do modesto Chaves, da segunda divisão portuguesa.

O valor de mercado do goleiro é de apenas US$ 50 mil (cerca de R$ 250 mil na cotação atual), segundo o portal especializado Transfermarkt, mas sua atenção nesta segunda-feira não tem preço para Cabo Verde.

“É o sonho da uma vida estar aqui e contribuir para a equipe”, comentou Vozinha depois o surpreendente empate com a seleção espanhola, “uma das melhores do mundo”.

Seu 89º jogo pela seleção cabo-verdiana aconteceu no auge da Copa do Mundo e terminou com ele sendo escolhido o melhor jogador da partida.

O caminho foi longo: Vozinha começou sua carreira em 2007 e fez sua estreia com os ‘Tubarões Azuis’ em 2012.

Criado pelos avós, seu nome de batismo homenageia o ex-lateral brasileiro Josimar, que disputou a Copa do Mundo de 1986 e foi campeão da Copa América de 1989 pela Seleção.

Suas lágrimas eram por eles: “Meus avós, infelizmente, não estão mais aqui, faleceram há alguns anos, e deram tudo por mim e pela minha vida”.

Vozinha começou em clubes do seu país e foi para Angola antes de fazer as malas rumo à Europa, onde jogou pelo Zimbri na Moldávia, Gil Vicente em Portugal, AEL Limassol no Chipre e AS Trencin na Eslováquia até chegar ao seu clube atual, há duas temporadas.

Ele já participou de quatro edições da Copa Africana de Nações.

cabo-verde-faz-historia-e-conquista-1-ponto-na-copa-do-mundo-tvt-news
O goleiro de Cabo Verde, número 01, Vozinha, comemora com a bandeira nacional ao final da partida de futebol do Grupo H da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Cabo Verde, no Estádio de Atlanta, em Atlanta, em 15 de junho de 2026. (Foto de ROBERTO SCHMIDT / AFP)

Trabalhou muito

Vozinha “trabalhou muito para chegar a este momento”, destacou o técnico da seleção de Cabo Verde, Bubista.

“Ele está conosco há muitos anos, tem muita experiência. Não gosto de comentar sobre jogadores individualmente, mas ele teve uma ótima atuação. O time estava tranquilo e isso o ajudou a manter a calma”, analisou o treinador em entrevista coletiva.

O próximo desafio de Vozinha e Cabo Verde na Copa do Mundo será contra o Uruguai, no próximo domingo. A tradicional ‘Celeste’ precisará de uma pontaria melhor do que a da Espanha.

A seleção africana encerrará a primeira fase no dia 26 de junho, contra a Arábia Saudita.

© Agence France-Presse

Vozinha já é o herói da Copa do Mundo

O goleiro de Cabo Verde, Vozinha, fechou o gol e se tornou herói da seleção nacional, ídolo dos brasileiros e um dos grandes nomes da Copa. Uma campanha organizada por um dos canais que transmite os jogos da Copa levou o jogador de 50 mil para mais de 1 milhão de seguidores

Escalações de Espanha x Cabo Verde

Espanha: Unai Simón – Marcos Llorente, Pau Cubarsí, Aymeric Laporte, Marc Cucurella – Pedri, Rodrigo Hernández (cap) (Nico Williams 87′), Fabián Ruiz (Mikel Merino 71′) – Ferrán Torres (Daniel Olmo 81′), Mikel Oiarzabal, Pablo Gavi (Lamine Yamal 71′). Técnico: Luis de la Fuente.

Cabo Verde: Josimar Vozinha – Steven Moreira, Roberto Lopez, Diney, Sidney Lopes Cabral (Joao Paulo 76′) – Ryan Mendes Da Graça (cap) – Kevin Pina, Jamiro Monteiro Alvarenga (Emanuel Gomes Arcanjo 79′), Laros Duarte

Copa do Mundo: Arábia Saudita X Uruguai nesta segunda (15)

O terceiro jogo desta segunda-feira (15) é o confronto Arábia Saudita e Uruguai. A partida está marcada para às 19h (horário de Brasília) no Estádio de Miami, nos Estados Unidos. É a estreia das suas seleções na primeira rodada do Grupo H da Copa do Mundo 2026. Acompanhe a Copa com a TVT News.

>>> Onde assistir? Globo, ge.globo, ge tv e sportv transmitem ao vivo.

Veja a agenda de segunda-feira completa aqui.

Veja como foi o jogo da Espanha X Cabo Verde.

Leia nosso guia completo da Copa e se informe sobre horários, datas e muito mais.

Relembre os grupos da Copa do Mundo.

Embora a Arábia Saudita não tenha realizado grandes feitos na história do futebol, a seleção venceu sua última estreia em Copa do Mundo, no Catar, em 2022. Na época, eles bateram a campeã: a Argentina de Messi.

A Arábia Saudita apenas chegou no mata-mata uma vez, em 1994, quando perdeu para a seleção da Suécia nas oitavas de final.

Já o Uruguai tem uma longa trajetória em Copas do Mundo, carregando grandes polêmicas envolvendo seu nome. Oficialmente, o país têm duas Copas, que teriam sido conquistadas, primeiro, em 1930, na primeira edição do torneio que foi em casa e, depois, a de 1950, no Brasil.

Na década de 50, a seleção uruguaia bateu a brasileira no Maracanã, o que ficou conhecido como “Maracanazo”.

Mesmo com duas taças, os uruguais reivindicam outros títulos mundiais: as medalhas de ouro no torneio de futebol das Olimpíadas de 1924 e de 1928. Marmelada, né?

Uruguai inicia campanha sem Arrascaeta

Bicampeão mundial, o Uruguai entra em campo como um dos favoritos para avançar às oitavas de final.

Será a primeira Copa do Mundo da equipe sob o comando de Marcelo Bielsa. O treinador argentino promoveu mudanças importantes na renovação da Celeste.

Sem Luis Suárez e Edinson Cavani, o time aposta em uma geração liderada por Federico Valverde, destaque do Real Madrid.

copa-do-mundo-agenda-de-jogos-desta-segunda-15-horarios-onde-assistir-federico-valverde-meio-campista-do-real-madrid-reproducao-redes-sociais-tvt-news
Federico Valverde, meio-campista do Real Madrid – Reprodução redes sociais

Entre os jogadores conhecidos do público brasileiro estão Nicolás de la Cruz, Agustín Canobbio, Emiliano Martínez e Guillermo Varela.

Uma das ausências confirmadas é Giorgian De Arrascaeta. O meia do Flamengo está lesionado e não participa da estreia contra a Arábia Saudita.

Mesmo com o desfalque, o Uruguai chega com expectativa de protagonismo no Grupo H.

Arábia Saudita tenta repetir surpresa de 2022

A Arábia Saudita ficou marcada na última Copa do Mundo por derrotar a Argentina, que posteriormente conquistaria o título mundial.

Agora, os sauditas sonham novamente com uma classificação para o mata-mata. Até hoje, a melhor campanha da seleção aconteceu em 1994, quando alcançou as oitavas de final.

O principal destaque da equipe é Salem Al-Dawsari.

Chamado por muitos de “Messi Saudita”, o atacante ganhou notoriedade internacional após marcar o gol da vitória sobre a Argentina em 2022. Também é conhecido dos torcedores brasileiros por sua passagem pelo Al Hilal, clube onde atuou ao lado de Neymar.

A seleção é treinada pelo francês Hervé Renard e aposta na experiência de jogadores que atuam regularmente na liga saudita.

Confira abaixo a agenda completa dos jogos desta segunda-feira, os horários e onde assistir:

Espanha Espanha x Cabo Verde Cabo Verde
🕐 Horário: 13h (de Brasília)
📺 Onde assistir: CazéTV
Bélgica Bélgica x Egito Egito
🕐 Horário: 16h (de Brasília)
📺 Onde assistir: TV Globo, SporTV, ge tv, Globoplay, ge.globo e CazéTV
Arábia Saudita Arábia Saudita x Uruguai Uruguai
🕐 Horário: 19h (de Brasília)
📺 Onde assistir: TV Globo, SporTV, Globoplay, ge.globo, SBT, NSports e CazéTV
Irã Irã x Nova Zelândia Nova Zelândia
🕐 Horário: 22h (de Brasília)
📺 Onde assistir: CazéTV

Como funciona o novo formato da Copa do Mundo?

A edição de 2026 será a primeira com 48 seleções.

O aumento no número de participantes modificou a estrutura da competição.

Agora serão:

  • 12 grupos com quatro seleções cada;
  • Os dois primeiros colocados de cada grupo avançam diretamente;
  • Os oito melhores terceiros colocados também se classificam.

Ao final da fase de grupos, 32 seleções seguirão para a fase eliminatória.

A partir daí, o torneio passa a ser disputado em sistema de mata-mata.

As etapas da Copa serão:

  • Fase de 16-avos de final;
  • Oitavas de final;
  • Quartas de final;
  • Semifinais;
  • Disputa do terceiro lugar;
  • Final.

União tinha pedido bloqueio de ponte antes da morte de jovem em salto

Da Agência Brasil e TV Brasil – A Secretaria de Patrimônio da União (SPU), do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), já havia solicitado à prefeitura de Limeira (SP) que bloqueasse o acesso de pessoas à Ponte do Esqueleto.

Neste final de semana, a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu no local, após ser lançada, sem cordas, de uma altura de cerca de 40 metros (o equivalente a um prédio de 12 andares) em um salto de rope jump.

Localizada na divisa entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, no interior paulista, a Ponte do Esqueleto é uma estrutura viária da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA) que nunca foi concluída e que está desativada há anos, servindo como um ponto turístico informal. O local é utilizado para a prática de esportes radicais.

Segundo a SPU, em 2024, quando ocorreu um outro acidente fatal no local envolvendo uma ciclista, foi solicitado às prefeituras locais que bloqueassem o acesso à Ponte do Esqueleto. “Em 2024, em função dessa parceria, a ponte foi bloqueada por alguns meses. Posteriormente, a reabertura foi discutida e defendida por empresários locais em sessão na Câmara de Vereadores de Limeira”, diz a nota do órgão.

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, moradora de Jandira, morreu no último sábado (13) após ser arremessada da Ponte do Esqueleto sem estar presa a uma corda de segurança. O salto era parte de uma atividade de um esporte radical chamado rope jump, ou salto de corda, em que o praticante salta de locais elevados como pontes, viadutos ou penhascos, preso a cordas.

Esse esporte foi criado por Dan Osman, que morreu em 1998 após a corda de segurança ter falhado enquanto ele praticava o rope jump no Parque Nacional de Yosemite, nos Estados Unidos.

No dia do acidente com Maria Eduarda, a prefeitura de Limeira informou que iria processar o governo federal por omissão. Por meio de nota, a prefeitura informou que, desde 2025, vinha cobrando providências junto aos órgãos federais que são responsáveis pela Ponte do Esqueleto.

“A tragédia deste sábado (13), que resultou na morte de uma jovem de 21 anos, torna insustentável e inaceitável a continuidade dessa omissão. A responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é exclusivamente do Governo Federal. A administração municipal e a Câmara Municipal, por iniciativa da vereadora Bruna Magalhães, já haviam encaminhado ofícios aos órgãos responsáveis cobrando medidas de segurança. Nenhuma providência concreta foi adotada”, diz a nota da administração municipal.

Para a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), os poderes públicos precisam decidir, de forma conjunta, o futuro da Ponte do Esqueleto. “Entendemos que os poderes públicos de todos os níveis precisam, imediatamente, juntar esforços para evitar de forma definitiva o acesso à ponte do Esqueleto e coibir atividades ilegais”, diz a nota do governo federal.

A morte na ponte de Limeira

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, a morte de Maria Eduarda aconteceu durante uma atividade de rope jump promovida por uma empresa privada, que não amarrou a corda na jovem antes do salto. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou o óbito no local. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal.

Após a morte, a Polícia Militar prendeu três homens em flagrante por homicídio com dolo eventual.

Quem deveria fiscalizar a ponte

Em entrevista à TV Brasil, o advogado Arthur Rollo, ex-secretário nacional de Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, disse que o acesso à Ponte do Esqueleto é responsabilidade da União, mas que o município é que deveria controlar e autorizar as atividades de lazer no local.

Portanto, essa responsabilidade deveria ser compartilhada entre os entes federativos e a empresa prestadora de serviço, que sequer tinha qualificação ou preparo para realizar essa atividade.

“A responsabilidade, nesse caso, é solidária, ou seja, simultaneamente da União e da prefeitura de Limeira porque a área é federal e, sendo federal, caberia à União fazer a sua gestão. E, de outro lado, caberia também à prefeitura de Limeira fazer a fiscalização de empresas e profissionais que atuam naquela área e não têm alvará para atuar e não tem licença ou qualificação técnica para atuar. Então, a responsabilidade nesse caso é da União, que deveria ter zelado por aquela área e impedido o acesso, e também da prefeitura da Limeira que já sabe que aquela área é utilizada para atividades de aventura e deveria ter fiscalizado isso”, disse.

Segundo Arthur Rollo, o que ocorreu em Limeira também deve servir de alerta para outras regiões do país. “Isso é um alerta para todas as autoridades públicas e prestadores de serviços de aventura para que adotem providências para evitar novas mortes porque, infelizmente, não são incomuns essas mortes em atividades de aventura.”

Com informações de Elaine Patricia Cruz e Dimas Soldi – Repórteres da Agência Brasil e da TV Brasil

Leia também

Refinarias da Petrobras reduziram impactos no preço dos combustíveis, diz estudo

Um estudo divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) reacendeu o debate sobre a importância da Petrobras no refino nacional, da segurança energética e do papel do Estado em setores considerados estratégicos para a economia brasileira. Leia em TVT News.

Os dados mostram que as refinarias que permaneceram sob controle da Petrobras tiveram participação decisiva para garantir o abastecimento interno de combustíveis e reduzir parte dos impactos provocados pela volatilidade do mercado internacional.

A divulgação do novo Boletim do Abastecimento ocorre em um momento marcado por instabilidade geopolítica internacional, com reflexos diretos sobre os preços da energia e dos combustíveis.

O estudo destaca que, apesar do crescimento da produção nacional de petróleo, o Brasil continua dependente da importação de derivados, especialmente diesel, o que mantém o país exposto às oscilações dos mercados globais e a conflitos internacionais.

Leia também: União tinha pedido bloqueio de ponte antes da morte de jovem em salto

No mesmo dia da publicação do levantamento, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) lançou a campanha nacional “Reestatiza, Brasil!”, iniciativa que busca ampliar o debate sobre os impactos das privatizações em áreas como energia, combustíveis, gás natural e distribuição.

A pesquisa e a campanha reforçam uma discussão fundamental: a necessidade de fortalecer a capacidade estatal em setores considerados essenciais para a soberania nacional, o abastecimento interno e a proteção do orçamento das famílias brasileiras.

Consumo de diesel cresce, mas produção não acompanha

Um dos principais pontos destacados pelo Boletim do Abastecimento é o aumento da diferença entre a demanda nacional de diesel e a capacidade de produção interna.

Segundo os dados do Ineep, entre 2015 e o primeiro trimestre de 2026, o consumo de diesel cresceu 19,3%. O volume passou de 985,8 mil barris por dia para 1,17 milhão de barris diários.

No mesmo período, porém, a produção nacional da Petrobras registrou queda de 2,5%, recuando de 852,3 mil para 831 mil barris por dia.

O resultado foi o aumento da dependência de importações para atender o mercado interno. De acordo com o estudo, a necessidade de compra de diesel no exterior mais que dobrou na última década.

Essa situação torna o Brasil mais vulnerável às oscilações dos preços internacionais e aos impactos de crises geopolíticas que afetam o mercado global de energia.

Os pesquisadores apontam que essa vulnerabilidade ficou evidente em momentos recentes de tensão internacional. Conflitos envolvendo grandes produtores de petróleo e disputas geopolíticas em regiões estratégicas afetam diretamente os custos dos combustíveis importados e acabam repercutindo sobre os preços pagos pelos consumidores brasileiros.

Mudança na estratégia da Petrobras

O levantamento do Ineep relaciona esse cenário às mudanças ocorridas na estratégia da Petrobras entre 2016 e 2022.

Nesse período, a estatal concentrou seus investimentos na exploração e produção de petróleo, especialmente nas áreas do pré-sal, enquanto reduziu os aportes destinados ao segmento de refino.

A política adotada resultou em crescimento da produção de petróleo bruto, mas sem expansão equivalente da capacidade de processamento nacional.

petrobras-deve-fechar-2025-com-lucro-acima-de-r-120-bilhoes-caso-confirmado-sera-o-quarto-trimestre-consecutivo-de-lucro-liquido-da-petrobras-foto-agencia-petrobras-tvt-news
Foto: Agência Petrobras

O estudo aponta que essa escolha consolidou uma situação considerada contraditória: o Brasil ampliou sua posição como produtor e exportador de petróleo, mas continuou dependente da importação de derivados para abastecer o mercado interno.

Para os pesquisadores, a falta de investimentos suficientes em refino comprometeu a capacidade nacional de transformar o petróleo produzido internamente em combustíveis destinados ao consumo doméstico.

Refinarias da Petrobras sustentam abastecimento

Mesmo após a venda de refinarias realizada nos últimos anos, a Petrobras continua desempenhando papel predominante no abastecimento nacional.

Segundo o boletim, no primeiro trimestre de 2026 a estatal foi responsável por 88,6% de toda a produção nacional de diesel.

Trata-se do maior percentual registrado na última década e superior aos níveis observados antes da privatização de parte do parque de refino.

Os dados mostram também aumento no processamento de petróleo realizado pelas refinarias da companhia.

Entre janeiro e março deste ano, a Petrobras processou em média 1,73 milhão de barris de petróleo por dia, volume 2,7% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

De acordo com o Ineep, esse crescimento foi sustentado essencialmente pelas refinarias que permaneceram sob controle da estatal.

A produção nacional de gás liquefeito de petróleo (GLP), utilizado principalmente no gás de cozinha, também apresentou crescimento.

No primeiro trimestre de 2026, a produção atingiu média de 131,8 mil barris por dia, avanço de 3% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Impactos sobre os preços

O estudo afirma que a ampliação da oferta de combustíveis produzidos pelas refinarias da Petrobras ajudou a reduzir a necessidade de importações e a amortecer parte dos efeitos provocados pela alta internacional dos preços.

No entanto, os pesquisadores alertam que a dependência externa ainda é elevada, especialmente no caso do diesel.

Essa situação limita a capacidade do país de controlar os preços internos, já que uma parcela relevante do abastecimento continua sujeita às condições do mercado internacional.

Para o Ineep, ampliar os investimentos em refino é uma medida estratégica para fortalecer a segurança energética brasileira e reduzir a exposição às oscilações externas.

O instituto sustenta que uma maior capacidade de processamento nacional permitiria atender parcela mais ampla da demanda doméstica com produção própria, reduzindo custos associados à importação.

Campanha “Reestatiza, Brasil!”.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) lançou a campanha “Reestatiza, Brasil!”.

A iniciativa pretende ampliar o debate público sobre o papel das empresas estatais em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento econômico e social do país.

Segundo a entidade, a discussão envolve temas que afetam diretamente o cotidiano da população, como preços dos combustíveis, transporte, energia elétrica, abastecimento e custo de vida.

petroleiros-se-mobilizam-em-todo-o-pais-em-defesa-dos-participantes-da-petros-e-necessario-uma-solucao-definitiva-para-os-peds-que-sangram-os-bolsos-dos-aposentados-e-pensionistas-foto-divulgacao-fup-tvt-news
Petroleiros FUP – Foto: Divulgação/FUP

A coordenadora-geral da FUP, Cibele Vieira, destacou que o debate sobre reestatização está ligado à capacidade de planejamento de longo prazo e ao atendimento de necessidades coletivas.

Setores estratégicos devem ser planejados levando em conta não apenas interesses econômicos, mas também necessidades sociais, segurança energética, desenvolvimento nacional e soberania”, afirmou.

Ela acrescenta que o tema não deve ser tratado apenas sob uma perspectiva política.

A discussão sobre reestatização vai além da questão política. Trata-se de refletir sobre como áreas estratégicas podem contribuir para o desenvolvimento do Brasil e para a melhoria da qualidade de vida da população”, declarou.

Energia, soberania e custo de vida

A campanha da FUP pretende dialogar com trabalhadores, pesquisadores, movimentos sociais, comunicadores e a sociedade em geral.

Entre os principais pontos defendidos está a ideia de que a atuação do Estado em setores estratégicos pode contribuir para fortalecer o abastecimento nacional, preservar empregos, ampliar investimentos produtivos e enfrentar períodos de instabilidade internacional.

O debate também envolve a relação entre a estrutura do setor energético e o orçamento das famílias brasileiras.

Segundo a federação, decisões sobre produção, distribuição e comercialização de energia e combustíveis têm impacto direto sobre gastos cotidianos da população, influenciando preços do transporte, alimentos e diversos produtos de consumo.

Nesse contexto, a campanha utiliza o slogan “reestatizar é defender o Brasil e o orçamento das famílias”.

Segurança energética ganha relevância internacional

Os dados apresentados pelo Ineep e a campanha da FUP surgem em um cenário internacional marcado por disputas geopolíticas e incertezas no mercado energético.

Eventos recentes demonstraram como conflitos internacionais podem provocar oscilações abruptas nos preços do petróleo e dos combustíveis.

Para especialistas do setor, países com maior capacidade de refino e maior controle sobre sua infraestrutura energética tendem a possuir mais instrumentos para reduzir impactos dessas crises sobre a economia doméstica.

O Brasil ocupa posição de destaque entre os produtores mundiais de petróleo, especialmente após a expansão da produção no pré-sal.

Entretanto, o estudo do Ineep argumenta que o fortalecimento da cadeia de refino continua sendo um desafio para transformar essa capacidade produtiva em maior autonomia energética.

Os pesquisadores concluem que a ampliação dos investimentos em refino e a valorização do papel estratégico da Petrobras são elementos centrais para reduzir a dependência de importações, ampliar a segurança do abastecimento e oferecer maior estabilidade ao mercado interno.

O debate impulsionado pelo novo boletim e pela campanha da FUP coloca novamente em evidência a discussão sobre qual deve ser o papel do Estado na gestão de setores considerados fundamentais para o desenvolvimento econômico, a soberania nacional e a proteção da população diante das turbulências do cenário internacional.