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Da Redação

Moraes manda prender último núcleo de condenados pela trama golpista

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encerrou nesta sexta-feira (24) a execução definitiva das penas dos condenados pela trama golpista ocorrida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Saiba mais na TVT News.

As prisões foram completadas após o ministro determinar a execução das condenações dos cinco condenados do Núcleo 2, o último grupo que estava pendente. Os réus que pertencem aos núcleos 1, 3 e 4 já tiveram as prisões determinadas. 

A decisão foi proferida após o ministro reconhecer o trânsito em julgado das condenações, ou seja, o fim da possibilidade de apresentação de recursos. 

Com a decisão, os condenados passarão à condição de presos definitivos. São eles:

  • Mário Fernandes, general da reserva do Exército: 26 anos e seis meses de prisão;
  • Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF): 24 anos e seis meses de prisão;
  • Marcelo Câmara, coronel do Exército e ex-assessor de Bolsonaro: 21 anos de prisão; 
  • Filipe Martins – ex-assessor de Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro: 21 anos de prisão;
  • Marília de Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça, foi condenada a 8 anos e seis meses de prisão e respondia ao processo em liberdade.

Com a execução das penas, Marília teve mandado de prisão expedido pelo ministro, mas cumprirá prisão domiciliar por 90 dias e deverá usar tornozeleira eletrônica. 

As penas foram definidas em dezembro do ano passado, quando a Primeira Turma da Corte condenou os acusados. 

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Acusações

Filipe Martins foi acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de atuar como um dos responsáveis pela elaboração da minuta de golpe de Estado que foi produzida no final do governo Bolsonaro.

Mário Fernandes foi acusado de arquitetar um plano para matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e Moraes. A pretensão foi encontrada em um arquivo de word intitulado “Punhal Verde e Amarelo”.

Segundo a PGR, Marcelo Câmara realizou o monitoramento ilegal da rotina do ministro Alexandre de Moraes.

De acordo com mensagens apreendidas no celular de Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Câmara informou a Cid que Moraes estaria em São Paulo e se referiu ao ministro como “professora”. O episódio ocorreu em dezembro de 2022.

Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), atuou para barrar o deslocamento de eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições de 2022. 

Marília de Alencar foi responsável pelo levantamento de dados que baseou as blitzes.

Defesas

Em dezembro do ano passado, as defesas dos condenados negaram as acusações e defenderam a absolvição dos réus.

Balanço

O Supremo já condenou 29 réus pela participação na trama golpista. Atualmente, 20 presos estão em regime fechado.

O ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno e a ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça Marília de Alencar cumprem prisão domiciliar. 

Os militares do Exército Márcio Nunes de Resende Júnior e Ronald Ferreira de Araújo Júnior assinaram acordos com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e não foram presos. Eles receberam penas de 3 anos e cinco meses e um ano e onze meses de prisão, respectivamente.

Mauro Cid, ex-ajudante de Bolsonaro, assinou acordo de delação premiada e já está em liberdade. 

Três mandados de prisão não foram cumpridos. O ex-deputado Alexandre Ramagem, o presidente do Instituto Voto Legal, Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, e o coronel do Exército Reginaldo Vieira de Abreu estão foragidos no exterior. 

Com Agência Brasil

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Motta cria comissão para analisar PEC da redução da escala 6X1

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), publicou nesta sexta-feira (24) ato criando a comissão especial para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que trata da redução da jornada de trabalho no país. O texto teve a admissibilidade aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na quarta-feira (22). Saiba mais na TVT News.

A CCJ só analisa se os textos estão aderentes à Constituição Federal. O mérito caberá à comissão especial.

A comissão será composta de 37 membros titulares e de igual número de suplentes. Pelo regimento, o colegiado terá o prazo de até 40 sessões para proferir seu parecer.

Os membros analisarão duas propostas de redução na jornada de trabalho. A primeira, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 36 horas semanais. A transição se daria ao longo de dez anos.

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A outra proposta apensada (PEC 8/25), da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), prevê uma escala de quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas no período.

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Fim da escala 6×1 é uma das principais pautas da classe trabalhadora. Foto: Dino Santos

Na prática, as PECs acabam com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1). Se aprovadas na comissão especial, irão depois para votação no plenário.

As duas propostas ganharam força com o movimento “Vida Além do Trabalho”, que busca o fim da escala 6×1 para melhorar a saúde mental e a qualidade de vida dos trabalhadores. A admissão das propostas foi aprovada por unanimidade em votação simbólica.

Quando a PEC for à votação no plenário, será exigido um quórum de três quintos dos votos dos deputados, o que corresponde a 308 parlamentares, em dois turnos.

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Comissão vai analisar duas propostas de redução na jornada de trabalho. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Proposta do governo

Como essa tramitação pode se estender por meses e diante da tentativa da oposição de barrar a PEC, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, enviou ao Congresso, na semana passada, um projeto de lei (PL) com urgência constitucional para acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais.

O PL com urgência precisa ser votado em até 45 dias ou tranca a pauta do plenário da Câmara.

Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil

Confiança do Consumidor registra segunda alta consecutiva, diz FGV

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) aumentou 1 ponto percentual em abril, em relação ao mês anterior, totalizando 89,1 pontos. O resultado é o mesmo alcançado em dezembro do ano passado, que foi o maior até então. Saiba mais na TVT News.

Na média móvel trimestral, o índice subiu 0,6 ponto, para 87,8 pontos. Os números foram divulgados nesta sexta-feira (24), no Rio de Janeiro. 

Na avaliação da economista do Ibre Anna Carolina Gouveia, a melhora da percepção sobre o momento atual impulsionou essa segunda alta da confiança do consumidor. 

Segundo ela, tiveram peso no resultado de abril a manutenção da inflação mais controlada e do mercado de trabalho robusto. 

“E como a gente vem tendo uma melhora mais focada nas faixas de renda mais baixas, eu acredito que talvez a questão da isenção do imposto de renda tenha ajudado a dar um alívio pontual no orçamento das famílias de menor renda. Então, isso pode estar influenciando os últimos meses da melhora da confiança”, disse a economista do Ibre à Agência Brasil.


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Os dois indicadores que formam a confiança do consumidor apresentaram melhora. 

  • O ISA, que reflete a percepção sobre o momento presente da economia, avançou 2,1 pontos, atingindo 85,3 pontos, e mostrando que o consumidor está avaliando de forma mais favorável a economia atual. 
  • O IE, que mostra as expectativas do consumidor com relação ao futuro, subiu 0,2 ponto, registrando 92,3 pontos em abril.

Anna Carolina afirmou que a melhora percebida no mês de abril veio mais do momento presente. 

“No mês, o indicador que mais impulsionou a melhora do ICC foi o indicador de situação financeira atual das famílias, que subiu 3,9 pontos. Esse foi o principal motivador da alta da confiança em abril”, explicou a economista. 

A análise do índice de consumidor por faixa de renda indica que a melhora mais significativa foi a do consumidor que ganha até R$ 2,1 mil mensais, com a segunda melhora mensal, de 3,4 pontos. Em março, em comparação ao mês anterior, a alta foi de 5,4 pontos.

Futuro

Anna Carolina Gouveia afirmou que uma análise para os próximos meses é incerta por conta, principalmente, dos impactos da guerra externa na inflação do Brasil. 

“Há previsão de algum impacto de inflação no futuro, em função da guerra que a gente não sabe quanto tempo vai durar, como vai acontecer etc. E isso pode vir a ocasionar uma queda da confiança e acabar gerando aumento do pessimismo do consumidor, caso a inflação volte a subir”.

Além da inflação, a economista indicou que um ponto principal para o consumidor atualmente tem sido a questão do endividamento, que está elevado. 

“Essa é uma questão que não se resolve muito rápido. No mês, a gente teve até uma melhora pontual desse indicador de endividamento, que pode estar sendo impulsionada por alguma política já sinalizada pelo governo de que tentar ajudar o consumidor nessa questão. Isso também pode influenciar o resultado para o futuro”.

Segundo a economista, se houver uma política que ajude o consumidor a desafogar o seu orçamento, isso poderá deixá-lo mais tranquilo e menos pessimista, conseguindo não só pagar suas contas, mas também voltar a consumir normalmente. 

Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil

Whatsapp pago? Meta lança versão paga do app por R$ 14,60

O WhatsApp, aplicativo de mensagens mais popular do Brasil, está passando por uma mudança histórica em seu modelo de negócio. A Meta, empresa controladora da plataforma, lançou oficialmente uma nova versão do aplicativo que introduz uma taxa de assinatura no valor de R$ 14,60 por mês, sinalizando o fim da gratuidade total para determinadas categorias de usuários. Leia em TVT News.

A medida gerou dúvidas entre os bilhões de usuários do app, mas o foco da cobrança é específico e visa profissionalizar o uso da ferramenta para fins comerciais.

Quem será cobrado?

A assinatura de R$ 14,60 faz parte do novo pacote WhatsApp Premium, uma versão aprimorada exclusiva para o WhatsApp Business.

Diferente do que muitos usuários comuns temeram, o aplicativo pessoal (aquele usado para conversar com amigos e família) continua sendo gratuito. A taxa é voltada para pequenas e médias empresas que desejam recursos avançados de gestão e atendimento ao cliente que não estão disponíveis na versão padrão.

O que o “WhatsApp de R$ 14,60” oferece?

A Meta justifica o valor mensal através de funcionalidades focadas em aumentar a produtividade das empresas:

As empresas podem criar um link personalizado (como wa.me/nomedaempresa), facilitando a memorização pelos clientes e o marketing em redes sociais.

Enquanto a versão gratuita permite conectar até quatro aparelhos, o Premium permite que até 10 dispositivos acessem a mesma conta simultaneamente, ideal para equipes de suporte maiores.

Ferramentas mais robustas de gestão de conversas para organizar chats e atribuir conversas a atendentes específicos também entram no pacote.

O Fim de uma Era?

Embora o WhatsApp sempre tenha flertado com a monetização através de anúncios ou serviços para grandes corporações (API), esta é a primeira vez que uma assinatura direta é implementada para o usuário final do nicho comercial.

A estratégia da Meta é clara: transformar o WhatsApp em um “super aplicativo” de negócios, onde a empresa paga uma taxa módica para ter um mini-site e uma central de atendimento profissional.

Para o usuário comum, nada muda por enquanto. No entanto, para o microempreendedor, o valor de R$ 14,60 passa a ser um novo custo operacional para manter a presença digital oficializada na plataforma de mensagens mais importante do país.

Notícias do dia com o Jornal TVT News Segunda Edição | 24-04-2026

Acompanhe o Jornal TVT News Segunda Edição desta sexta-feira, 24 de abril de 2026. Veja quais são as notícias do dia com a equipe do jornal TVT News.

O que é notícia neste 24 de abril de 2026 no Jornal TVT News Segunda Edição

  • Enviado de Donald Trump provoca crise ao atacar mulheres brasileiras em TV italiana
  • Supremo Tribunal Federal mantém prisão de ex-presidente do BRB por propina milionária
  • Professor desaparecido há 5 anos é encontrado em rodovia e reencontra a mãe
  • Luiz Inácio Lula da Silva passa por procedimentos médicos em São Paulo
  • Instituto Nacional do Seguro Social antecipa pagamento do 13º para milhões de brasileiros
  • Brasil expulsa funcionário dos EUA após tensão diplomática
  • Sociedade Esportiva Palmeiras vence, mas lesão de Vitor Roque preocupa
  • Polícia resgata mulher mantida em cárcere privado no Rio
  • Marcelo D2 anuncia show gratuito no Rio Pinheiros

TVT News Segunda Edição: serviços nas telas da TVT

O jornal TVT News Segunda Edição é comandado por Don Ernesto, apresentador do programa de entrevistas da TVT, Conversa sem Curva.  Além das notícias da tarde, o telejornal trará o cotidiano das cidades e comentaristas.

“O jornal TVT News Segunda Edição comenta o que foi notícia no dia, traz serviços de utilidade pública, entrevistas com analistas da política, da cultura e da economia e repercute os fatos que estão em alta nas redes sociais”, conta o apresentador Don Ernesto.

O jornal TVT News Segunda Edição pode ser acompanhado na TV aberta digital, canal 44.1 na capital paulista e grande São Paulo, pelo YouTube da TVT: https://www.youtube.com/@redetvt com cortes nas redes sociais da TVT News (Instagram, Tik Tok, Kawai, Facebook e Linkedin).

“Esta é a segunda estreia da TVT News no mês de abril. Com os dois telejornais, pela manhã e pela tarde, a TVT está ainda mais próxima do público e dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo”, conta o presidente da TVT, Maurício Junior.

Jornal TVT News: manhã e tarde com os trabalhadores

TVT News tem, a partir de agora, dois telejornais, o jornal TVT News Primeira Edição, das 10h30 às 13h e o Jornal TVT News Segunda Edição, das 16h às 18h. Os dois noticiários fazem parte das transformações de programação e na linguagem que começaram em agosto de 2024 quando o site TVT News foi lançado.

“Nossa estratégia de unificar a redação e diversificar conteúdos vem se mostrando acertada. Agora nossos esforços estão concentrados em aumentar a audiência e estrear novos produtos”, explica o Diretor de Conteúdo da TVT News, Ricardo Negrão.

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Talita Galli e Don Ernesto, apresentadores dos novos telejornais da TVT News: o dia todo com os trabalhadores. Foto: Vitória Machado/TVT News

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Seminário internacional reforça ação sindical e formação de base no ABC

O seminário de planejamento do projeto de cooperação entre IG Metall, Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) e Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC) aconteceu de 22 a 24 dea abril, em Santo André, reunindo dirigentes sindicais e representantes internacionais. Leia em TVT News.

Objetivos do seminário de formação sindical

  • Formar organizadores qualificados e sensíveis às questões de gênero.
  • Fortalecer sindicatos mais fortes, democráticos e sustentáveis.
  • Desenvolver líderes e organizadores em diferentes fases da organização estratégica.
  • Construir redes e coordenação de estratégias para ampliar solidariedade

Como foi primeiro dia do seminário

A abertura institucional contou com falas das entidades organizadoras do seminário e da Embaixada da Alemanha, seguida da apresentação dos participantes e do panorama geral da iniciativa.

Ao longo do dia, a programação avançou sobre a estrutura do projeto, com detalhamento das etapas de formação, que combinam atividades presenciais e virtuais, e a construção de planos de ação integrados. A proposta articula teoria e prática para fortalecer a organização sindical nos locais de trabalho e ampliar a capacidade de mobilização da base.

“É uma satisfação muito grande estar aqui neste evento em que estamos preparando um novo curso de formação para trabalhadoras e trabalhadores da nossa base”, afirmou Maicon Michel, secretário de Relações Internacionais da CNM/CUT. “Esse curso é baseado na lei de devida diligência, que responsabiliza as empresas em toda a sua cadeia de produção”, explicou.

Segundo ele, a iniciativa busca formar multiplicadores e fortalecer a atuação sindical diante de desafios recentes. “Em um momento de ataques aos direitos na América Latina, contar com uma legislação vinculante internacional fortalece a organização sindical”, destacou. “Temos uma expectativa muito positiva de implementar esse curso ainda este ano”, completou.

Segundo dia de seminário avança nas propostas, define prioridades e reforça formação para atuação nas bases

O segundo dia do seminário de planejamento do projeto de cooperação sindical entre IG Metall, CNM/CUT e SMABC, realizado nesta quinta-feira (23), em Santo André, foi marcado pelo aprofundamento das estratégias e pela organização das ações que serão implementadas nas bases sindicais. A programação reuniu dirigentes e representantes para dar sequência ao trabalho iniciado na véspera.

As atividades começaram com dinâmicas de multiplicação, a partir de uma troca de ideias coletiva voltada à construção de propostas. Na sequência, os participantes avançaram na concretização e seleção das iniciativas prioritárias, transformando ideias em ações estruturadas, alinhadas às demandas das trabalhadoras e trabalhadores.

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Seminário reúne entidades para planejar formação e fortalecer organização e ação coletiva nas bases. Foto: Cadu Bazilevski

“Estamos no segundo dia de atividades do projeto de cooperação sindical entre IG Metall, CNM/CUT e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. É um projeto muito importante, que envolve a sindicalização nas fábricas e o fortalecimento da organização no local de trabalho”, afirmou Jonas Brito, coordenador do SMABC em São Bernardo do Campo.

Segundo Jonas, o intercâmbio de experiências foi um dos pontos centrais do encontro. “A IG Metall trouxe muito da sua experiência da Alemanha, que se soma ao conhecimento que já temos aqui. Esse projeto começa em empresas ligadas à cadeia da Mercedes-Benz, mas irá se expandir para outras fábricas e isso é fundamental”, destacou.

Organização e prioridades

No período da tarde, o foco esteve na estrutura de gestão e coordenação do projeto, com definição de responsabilidades, acordos organizativos e mecanismos de monitoramento. O dia foi encerrado com uma rodada de reflexão coletiva, consolidando os avanços e preparando os próximos passos da iniciativa.

“Quero destacar a importância de retomar projetos com o IG Metall, um parceiro histórico da CNM/CUT. Isso fortalece muito a luta das trabalhadoras e trabalhadores aqui no Brasil”, afirmou Renato Almeida, o Renatinho, secretário-geral da CNM/CUT.

Para Renatinho, o planejamento realizado ao longo desses dois dias reforça a estratégia de fortalecimento sindical. “Estamos falando de um projeto voltado à ampliação da organização no local de trabalho, uma bandeira histórica da confederação. Saímos daqui com a expectativa de realizar um grande trabalho e com muito otimismo”, concluiu.

Seminário vai multiplicar a formação para outros dirigentes sindiciais

A expectativa é qualificar cerca de 40 dirigentes sindicais para atuar como multiplicadores do conteúdo, com foco na cadeia produtiva de empresas transnacionais, como a Mercedes-Benz. A formação pretende ampliar o debate sobre trabalho decente, remuneração adequada e responsabilidade empresarial ao longo de toda a cadeia de produção.

“Foi um dia bastante produtivo, dedicado ao planejamento e ao fortalecimento da atuação sindical”, afirmou Maria do Amparo, secretária de Formação da CNM/CUT. “O objetivo é preparar dirigentes e sindicatos mais fortes e atuantes em suas bases por todo o nosso país”, disse.

Estão previstas atividades de organização das propostas, definição de responsabilidades entre as entidades envolvidas e avaliação dos encaminhamentos. A etapa final também deve alinhar estratégias para a implementação do projeto ainda este ano.

O que é a lei de devida diligência

A lei de devida diligência obriga empresas a identificar, prevenir e reparar impactos negativos de suas atividades, sobretudo em direitos humanos e meio ambiente. Inspirada em normas europeias, exige transparência nas cadeias produtivas, gestão de riscos e responsabilização por violações, inclusive de fornecedores. O objetivo é reduzir abusos e ampliar a responsabilidade corporativa.

Com informações de Cadu Bazilevski e Érica Aragão