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Da Redação

Entenda o que é o caso Ana Clara, menina assassinada por policial defendido por Flávio Bolsonaro

O terceiro episódio da série de reportagens especiais Revelando apresenta uma entrevista inédita da atriz Camila Pitanga com a mãe de Ana Clara Gomes Machado, menina de 5 anos assassinada com quatro tiros de fuzil na frente de casa, em 2021. Leia em TVT News.

Intitulado “O julgamento que nunca aconteceu”, o episódio foi disponibilizado nesta quarta-feira (30), no YouTube. A reportagem acompanha a história do caso e aborda o fato de que o policial militar apontado como responsável pelo homicídio nunca foi julgado pelo crime.

O cabo da Polícia Militar do Rio de Janeiro Bruno Delaroli foi preso em flagrante após o assassinato, mas acabou solto meses depois. Quando seria levado a júri popular pelo homicídio, passou a ter como advogado de defesa o senador Flávio Bolsonaro, hoje candidato à Presidência da República.

Na apresentação do episódio, Camila Pitanga questiona a ideia de que a demora nos julgamentos seria explicada apenas pela lentidão do sistema. “Conhecendo a história inteira, eu finalmente entendi: não é lentidão que paralisa julgamentos. É resultado de trabalho. Tem gente trabalhando, gente com nome e com poder, para que o dia do julgamento não chegue nunca”, afirma a atriz.

Entenda o caso Ana Clara e Flávio Bolsonaro

Violência policial e processos que não chegam ao fim

A reportagem também apresenta um levantamento sobre chacinas cometidas por policiais no Rio de Janeiro. Entre 2007 e 2022, foram registradas 629 chacinas cometidas por policiais. Segundo o material do episódio, apenas duas resultaram em denúncia.

Entre as 27 maiores chacinas do período, todas com oito mortos ou mais, nenhuma chegou ao fim do julgamento.

O caso de Ana Clara é apresentado dentro desse contexto, relacionando a história da menina e de sua família às dificuldades enfrentadas para que o processo avance até uma decisão judicial.

Série Revelando reúne artistas em reportagens especiais

Revelando é uma iniciativa da equipe do podcast Calma Urgente, com apoio do ICL, Mídia Ninja, 342 Artes e Intercept Brasil. A série é realizada pela produtora Peri.

O segundo episódio, “Grandes Igrejas, Master Negócios”, apresentado pelo ator e roteirista Fábio Porchat, alcançou mais de 13,2 milhões de visualizações no YouTube. O episódio também foi alvo de uma retirada temporária do perfil do programa no Instagram pela Meta, que posteriormente restabeleceu a conta após mobilização.

O perfil do Revelando passou de 64 mil para 1 milhão de seguidores em um dia e, segundo o material de divulgação, soma atualmente 1,5 milhão de inscritos.

A série estreou com uma reportagem sobre eugenia no Brasil e a ideia racista de “branqueamento da população”. O primeiro episódio foi apresentado pela atriz Samara Felippo e ultrapassou 900 mil visualizações no YouTube.

Somados, os dois primeiros episódios da produção já haviam ultrapassado 14 milhões de visualizações na plataforma.

O novo episódio, apresentado por Camila Pitanga, coloca no centro da narrativa a história de Ana Clara Gomes Machado, a mãe da menina e os caminhos que levaram o caso a permanecer sem julgamento.

Flávio Bolsonaro é investigado no STF por lavagem de dinheiro

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, passou a ser investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de lavagem de dinheiro em um caso que envolve o advogado Willer Tomaz, alvo de apurações sobre fraudes no INSS. O novo inquérito foi aberto a pedido da Polícia Federal (PF) e teve o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). O ministro Alexandre de Moraes foi sorteado relator do caso. Com isso, o senador passa a responder a duas investigações simultâneas na Corte. Entenda a nova investigação sobre Flávio Bolsonaro com a TVT News.

Por que Flávio Bolsonaro é investigado?

  • Por que Flávio Bolsonaro é investigado no STF: a PF identificou indícios de que o senador tinha acesso privilegiado a uma conta bancária da empresa Alcazar Holdings, de propriedade do advogado Willer Tomaz, e que essa relação pode ter sido usada para lavagem de dinheiro com recursos de origem ilícita.

  • Qual a ligação de Flávio Bolsonaro com o caso do INSS: Willer Tomaz é investigado por fraudes previdenciárias. A PF aponta que empresas ligadas a ele custearam viagens de Flávio à Europa e que o senador constava como “usuário master” de uma conta offshore do advogado.

  • Quem é Willer Tomaz: Advogado e amigo pessoal de Flávio Bolsonaro, Tomaz é apontado como proprietário de fato da Rede Loto, primeira bet autorizada no Rio de Janeiro, e já foi alvo da Operação Sem Desconto por suspeita de lavagem de dinheiro.

Flávio Bolsonaro é investigado no STF por lavagem de dinheiro

O inquérito que colocou Flávio Bolsonaro no radar do STF nasceu de uma apuração da PF no Rio Grande do Sul sobre crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e uso de casas de apostas. A quebra do sigilo telemático de Willer Tomaz revelou e-mails que indicavam o senador como “usuário master” de uma conta bancária da empresa Alcazar Holdings, de propriedade do advogado. Em maio de 2025, o próprio Tomaz teria solicitado a exclusão do acesso de Flávio, o que, segundo a PF, indica que o vínculo operacional existia até aquela data.

Devido ao foro privilegiado do senador, o caso subiu para o STF em 8 de outubro. A PGR analisou os indícios e se manifestou favoravelmente à abertura da investigação. O relator, ministro Alexandre de Moraes, conduzirá a tramitação e poderá autorizar medidas cautelares, como quebras de sigilo e buscas. A defesa de Flávio nega irregularidades e afirma que ele não é investigado, alegando que os autos ainda não teriam sido convertidos em inquérito formal.

Qual a ligação de Flávio Bolsonaro com o caso do INSS

A conexão entre Flávio Bolsonaro e as fraudes no INSS passa diretamente por Willer Tomaz. O advogado é investigado por envolvimento com desvios previdenciários e, segundo a PF, utilizava empresas de sua propriedade para movimentar recursos e custear despesas pessoais do senador.

Uma reportagem da Folha de S.Paulo revelou que uma bet de Tomaz pagou três voos de Flávio para a Europa em 2025, atuando como intermediária na compra das passagens e custeando viagens de caráter pessoal que envolviam os núcleos familiares de ambos.

Além disso, a PF identificou que Flávio possuía acesso operacional relevante como “usuário master” em uma conta bancária da offshore Alcazar Holding, da qual Tomaz é sócio. Para os investigadores, esse conjunto de elementos evidencia uma relação de proximidade e de possível lavagem de dinheiro por meio de estruturas empresariais do advogado.

Quem é Willer Tomaz?

Willer Tomaz é advogado e amigo pessoal de longa data de Flávio Bolsonaro. Ele ganhou notoriedade nas investigações por ser apontado como proprietário de fato da Rede Loto, a primeira casa de apostas a obter autorização estadual no Rio de Janeiro para explorar apostas esportivas. Os sócios formais da empresa possuem vínculos com ele, segundo a PF.

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Foto de Flávio recuperada pela PF no ICloud de Willer Tomaz e passagens reservadas da viagem de Flávio com o investigado por roubos no INSS – Reprodução

Tomaz já foi alvo de busca e apreensão em agosto, na Operação Sem Desconto, autorizada pelo ministro André Mendonça, por suspeita de realizar operações de lavagem de dinheiro e ocultação de recursos para o senador Weverton Rocha (PDT-MA). Naquele caso, Flávio não era alvo.

A nova investigação no STF, no entanto, menciona registros de festas, encontros e reuniões entre Tomaz e Flávio, além do pagamento de viagens e do vínculo na conta da Alcazar Holding.

Mais uma vez e Flávio Bolsonaro pode pedir música no Fantástico

Este não é o primeiro inquérito em que Flávio Bolsonaro figura como investigado no Supremo. Desde julho, ele responde a outra apuração, sob relatoria do ministro André Mendonça, que investiga o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A suspeita é que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master, tenha repassado R$ 61 milhões (de um total de R$ 134 milhões acordados) para a produção da obra a pedido do senador. A PF apura possible prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.

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Composição de imagens de Flávio Bolsonaro e reprodução de conversa com Vorcaro, do Banco Master divulgadas pelo The Intecept Brasil. Imagens: Foto de Flávio Bolsonaro por Maura Martins/TV Brasil

Com o novo inquérito, Flávio passa a ser alvo de duas investigações simultâneas na Corte, ambas com potencial de impactar sua candidatura à Presidência. O portal do STF acompanha a tramitação dos inquéritos relacionados a autoridades com foro privilegiado.

Quais perguntas Flávio Bolsonaro não respondeu no debate da Band

O novo inquérito veio à tona um dia após o primeiro debate do segundo turno entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, promovido pela Band. Analistas e colunistas apontaram que o candidato do PL adotou uma estratégia de confronto e provocações, mas evitou responder a perguntas centrais.

Entre as questões que Flávio não respondeu de forma direta estão:

  • O que fez com os mais de R$ 60 milhões repassados pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
  • Se pretende entregar as terras raras brasileiras aos Estados Unidos.
  • Por que apoiou o projeto que prevê o fim da marcação de munições adquiridas por órgãos de segurança.
  • Caso Ana Clara: por que advogou em favor de um policial militar que matou uma menina de 5 anos com um tiro de fuzil, mesmo já sendo senador.
  • Se aceitaria o desafio de Lula de abrir os sigilos bancários e telefônicos de sua família.

Entenda o caso Ana Clara e Flávio Bolsonaro

Veja o vídeo, apresentado por Camila Pitanga e conheça o caso Ana Clara.

A postura de Flávio no debate foi classificada por jornalistas como uma tentativa de dominar a cena e produzir cortes para redes sociais, sem aprofundar temas complexos. O novo inquérito no STF, no entanto, deve manter o caso do INSS e a relação com Willer Tomaz no centro do noticiário político nas próximas semanas.

Leia mais sobre o amigo de Flávio Bolsonaro investigado no INSS

Como foi o debate da Band entre Lula x Flávio Bolsonaro

Lula x Flávio Bolsonaro: o primeiro debate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aconteceu neste domingo (18) nos estúdios do Grupo Bandeirantes, em São Paulo.

O debate na Band teve cerca de duas horas de duração e foi o primeiro confronto entre os candidatos no segundo turno das eleições presidenciais. Treinado por Pablo Marçal, Flávio Bolsonaro foi ao debate para fazer acusações sem provas, fazer caretas e se comportar com agressividade.

Ao final, Flávio Bolsonaro deixou de responder a várias perguntas. Acompanhe como foi o debate com Lula x Flávio Bolsonaro da Band com a TVT News.

Debate Lula x Flávio Bolsonaro na íntegra

Acompanhe a íntegra do debate entre Lula e Flávio Bolsonaro

Checagem de fatos no debate da Band

A página Aos fatos checou declarações feitas no debate.

  • Flávio Bolsonaro disse que “criminalidade explodiu no Brasil”

Aos fatos checou o frase de Flávio Bolsonaro:

A declaração é incorreta porque existem diferentes tipos de índice de criminalidade. O mais usado para medir a violência — mortes violentas intencionais, que leva em consideração vítimas de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais — não explodiu durante o terceiro mandato de Lula.

Na verdade, a taxa tem caído desde 2021 e chegou a 19,1 para cada 100 mil habitantes em 2025. O recorde registrado é, na verdade, em relação aos feminicídios: o Brasil registrou, em 2025, uma taxa de 1,4 feminicídios para cada 100 mil habitantes, o maior da história. Vale ressaltar, no entanto, que esse aumento veio acompanhado da diminuição do número de mortes violentas intencionais de mulheres.

Especialistas apontam, portanto, que o aumento do feminicídio está diretamente relacionado à melhora da notificação de casos.

  • Flávio Bolsonaro disse que “recorde de empresa fechada”

Flávio repete uma desinformação que tem sido comum em suas falas nas últimas semanas. Na verdade, o recorde de empresas que decretaram falência ocorreu em 2015, com a baixa de 1.828 CNPJs. Nos últimos dois anos de governo Lula, o indicador da Serasa Experian registrou queda no número de empresas que faliram: 862 em 2024, 734 em 2025 e 277 até maio de 2026, último dado disponível.

  • Flávio fala em recorde de indústrias deixando o Brasil

Não existe um levantamento que mostre que empresas brasileiras estejam deixando o Brasil para atuar no Paraguai. Muitas companhias, de fato, operam sob o regime da lei de maquila, que oferece benefícios fiscais a empresas estrangeiras que desejam se instalar no país.

Nesse caso, as indústrias podem optar por produzir um ou todos os itens e depois importá-los para outros mercados. No entanto, as firmas permanecem em atividade no país de origem. Desde 2007, 232 empresas brasileiras foram aprovadas para integrar o regime, de acordo com dados da Câmara de Empresários Brasileiros no Paraguai. Os dados contabilizam apenas aquelas que ainda mantêm atividade no Brasil.

Confira outras checagens do Aos Fatos

  • Inflação
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Checagem de Aos Fatos do debate da Band

  • Primeira-dama

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Checagem de Aos Fatos

  • Relações com os EUA

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Checagem de Aos Fatos

Principais momentos do debate na Band entre Lula x Flávio Bolsonaro

  • Considerações finais: Para Miriam Leitão, “Lula começa as considerações agradecendo aos brasileiros que têm ido para a rua para defender a democracia. Isso foi depois de Flávio ter tentado perturbar o debate, ao não respeitar o pedido da mediadora de nao ficar o tempo todo atrás de Lula”

  • Segundo a jornalista Vera Magalhães, “Flávio não consegue prometer nada sem usar marcas privadas para nomear as instituições e empresas públicas. O SUS vai ser “padrão Einstein”. A Caixa vai ser o “Itaú das favelas”.
    • Para Magalhães, “Flávio Bolsonaro acha que vai governar o Brasil por aplicativos. Essa conversa de coach pode até agradar no começo, mas, aos poucos, vai mostrando o quanto é conversa mole”.

  • O segundo bloco tinha o tema de filas no INSS e SUS. Diante da resposta genérica, Lula lembrou os 700 mil mortos da Covid

  • No final do bloco, Flávio Bolsonaro teve tom arrogante e foi treinado para não responder a nenhuma pergunta e só partir para o ataque.

  • A primeira pergunta de Lula é porque Flávio Bolsonaro votou contra a licença-maternidade. Flávio não respondeu e traz o assunto do INSS.

Você não respondeu a pergunta. Ou seja, o que você tem que garantir que as mulheres tenham apenas mais dois meses para cuidar de uma criança? Por que você votou contra? – Lula

Para a jornalista Bela Megale, “Flávio interrompe muito Lula, faz ofensas e comentários em cima das falas do presidente. Consegue desestabilizar Lula, mas não passa uma imagem positiva com essa postura”

A colunista Vera Magalhães concorda: “Flávio Bolsonaro vai soando arrogante. Adota um estilo parecido com o de seu mais novo aliado, Pablo Marçal. Ao falar com Lula, soa debochado. Quer passar segurança, mas soa arrogante”.

Para Bernardo Mello Franco, “Flávio foi treinado para não responder nenhuma pergunta de Lula. A lista do primeiro bloco já é extensa: dinheiro de Vorcaro, casa milionária em Brasília, vaivém sobre escala 6×1, defesa de PM que matou menina de 5 anos, assessora e que promete adotar modelo econômico de Milei…”

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Por que Flávio Bolsonaro escreveu corrupto na própria mão? Imagem: reprodução Band

  • A primeira pergunta é sobre segurança pública

  • 20h20 – O debate Lula x Flávio Bolsonaro começou e os mediadores explicam as regras

  • Houve um atraso na chegada dos candidatos e o debate vai começar 20h15

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Lula no debate da Band – Crédito: Renato Pizzutto/Band

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Flávio Bolsonaro no debate da Band – Foto: Renato Pizzutto/Band

  • Lula já está pronto para o debate:

Lula x Flávio Bolsonaro frente a frente no debate da Band

Este é o primeiro confronto direto entre os dois candidatos desde o início da campanha. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro condicionou sua participação em debates à presença de Lula, que, por sua vez, optou por conceder entrevistas em horários alternativos.

A decisão de Lula de participar do debate da Band foi anunciada em vídeo. Flávio Bolsonaro disse que não ia participar, mas mudou de ideia depois do crescimento de Lula nas pesquisas.

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Reprodução Pesquisa PoderData/Aya de 15 de outubro

A expectativa é que o encontro coloque em pauta temas como segurança pública, economia, redução da maioridade penal e o fim da escala 6×1.

Que horas é o debate na Band?

O debate Lula x Flávio Bolsonaro está marcado para as 20h (horário de Brasília) deste domingo (18).

A partir das 18h, a BandNews TV e as rádios iniciam o aquecimento com bastidores e análises.

Lula x Flávio Bolsonaro no debate na Band: como assistir

A transmissão do debate será multiplataforma, permitindo que o público acompanhe por diferentes meios:

  • TV aberta: Band.
  • TV por assinatura: BandNews TV.
  • Rádio: BandNews FM e Rádio Bandeirantes.
  • Internet: Canal do YouTube de Band Jornalismo e plataforma Bandplay.
  • Cobertura em tempo real: a TVT News vai trazer os principais momentos do primeiro debate do 2° turnos das eleições.

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Exército do Lula estará junto com o presidente no debate da Band

O canal “Exército do Lula”, que conta com mais de 5 milhões de inscritos no WhatsApp, estará presente com a equipe do Lula no debat na Band Lula x Flávio Bolsonaro.

Administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), o grupo é uma das principais ferramentas de mobilização digital de apoiadores do presidente.

A expectativa é que o canal atue durante o debate para ampliar a repercussão das falas de Lula e engajar a militância nas redes sociais.

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Anitta fez o L de verde e amarelo
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Atriz Isadora Cruz, de verde e amarelo, vota em Lula

A hashtag #ExercitoDoLulaNaBand tem sido utilizada para organizar a atuação dos apoiadores.

Redes sociais com Lula

O final de semana que antecede o debate foi marcado por intensa movimentação nas redes sociais em apoio ao presidente Lula. Uma síntese dos principais acontecimentos:

  • Vídeo da mãe de Paulo Gustavo: Neste domingo (18), a campanha de Lula divulgou um depoimento de Déa Lúcia, mãe do humorista Paulo Gustavo, que morreu vítima da Covid-19 em 2021. No vídeo, ela critica a demora na compra de vacinas durante o governo anterior e declara que “Flávio é retrocesso”.

Antes do debate na Band, Copacabana terá ato musical pela Democracia

Horas antes do debate Lula x Flávio Bolsonaro na Band, a Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, será palco do “Ato Musical pela Democracia”. O evento, convocado pelo cantor Caetano Veloso, acontece neste domingo, 18 de outubro de 2026, e tem como objetivo defender a democracia e apoiar a candidatura de Lula. A programação é a seguinte:

  • Horário do Esquenta: A partir das 14h (entre os postos 4 e 5).
  • Concentração do Ato: A partir das 15h.
  • Início das Apresentações: Às 16h.
  • Local: Posto 5 da Praia de Copacabana (Avenida Atlântica, entre as ruas Sá Ferreira e Almirante Gonçalves).

Veja o ato pela democracia em Copacabana neste domingo

O Ato Musical pela Democracia aconteceu neste domingo, 18 de outubro de 2026, na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, e também em Salvador. Confira em TVT News.

Convocado pelo cantor Caetano Veloso, o evento no Posto 5 da praia carioca reuniu nomes como Djavan, Simone, Marina Sena, Chico César e Fernanda Abreu em defesa da democracia e da liberdade de expressão artística. Em Salvador, o ato será liderado por Daniela Mercury, com participação de Gilberto Gil e BaianaSystem, a partir das 13h, com concentração no Clube Espanhol e percurso até o Farol da Barra.

Ato pela Democracia em Copacabana

O que você precisa saber sobre o Ato Musical pela Democracia

  • O que é o ato musical pela democracia: evento convocado por Caetano Veloso e organizado pelo Movimento 342 Artes e pela Mídia Ninja, com apresentações musicais e manifestações pacíficas em defesa da democracia, da liberdade de expressão e dos direitos constitucionais de reunião.
  • Ato pela democracia — como assistir: a transmissão ao vivo pode ser acompanhada pelo link da Mídia Ninja (https://midianinja.org/ao-vivo-ato-pela-democracia-no-rio/) e pelas redes sociais dos artistas e organizadores.
  • Salvador também terá ato pela democracia: a capital baiana realiza manifestação a partir das 13h, com concentração no Clube Espanhol, em Ondina, e percurso em trio elétrico até o Farol da Barra.

Copacabana teve ato musical pela Democracia

O Ato Musical pela Democracia aconteceeu neste domingo, 18 de outubro de 2026, na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Organizado pelo Movimento 342 Artes e pela Mídia Ninja, a convocação foi feita por Caetano Veloso em seu perfil no Instagram. O evento ocorre uma semana antes do segundo turno das eleições presidenciais e defende a democracia, a liberdade de expressão artística e o direito de reunião pacífica.

Detalhes da Programação

  • Concentração do Ato: a partir das 15h.
  • Início das Apresentações: às 16h.
  • Local: Posto 5 da Praia de Copacabana (Avenida Atlântica, entre as ruas Sá Ferreira e Almirante Gonçalves).

Principais Atrações e Artistas Confirmados

O evento contou com shows e participações de grandes nomes da música brasileira:

  • Caetano Veloso
  • Djavan
  • Simone
  • Marina Sena
  • Chico César
  • Xamã
  • Ivan Lins
  • João Bosco
  • Frejat
  • Fernanda Abreu
  • Rubel
  • Duda Beat
  • Jota.pê
  • Kleber Lucas e o grupo 3030

A expectativa é de público expressivo em Copacabana, especialmente por se tratar de um domingo ensolarado e de um ato que reúne artistas de diferentes gerações da MPB.

Salvador também teve ato pela democracia

Salvador também realizará o seu Ato Pela Democracia neste domingo (18). A manifestação foi idealizada pela cantora Daniela Mercury, com concentração no Clube Espanhol, em Ondina, seguindo em percurso até o Farol da Barra. A organização é da sociedade civil, com caráter independente e suprapartidário, e defende a democracia, a liberdade de expressão e os direitos coletivos.

Entre as atrações confirmadas em Salvador estão Gilberto Gil, Daniela Mercury, BaianaSystem, Zélia Duncan, Armandinho Macêdo, O Kanalha, Rachel Reis, Filhos de Gandhy, Banda Didá, Cortejo Afro e Ilê Aiyê.

Os participantes seguirão em trio elétrico pela orla, com apresentações musicais ao longo do trajeto até o Farol da Barra. A expectativa é de um grande público na capital baiana, reforçando a mobilização nacional em defesa da democracia.

Exército do Lula explode verde e amarelo nas redes

A mobilização digital convocada pelo canal Exército do Lula, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), tomou conta das redes sociais na manhã deste sábado (17). A ação, batizada de “O verde e amarelo é nosso”, levou milhares de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a publicarem, de forma simultânea, fotos vestindo as cores da bandeira nacional — especialmente a camisa da Seleção Brasileira — e fazendo o gesto de “L” com as mãos.

O movimento buscou ressignificar símbolos que, nos últimos anos, passaram a ser associados ao bolsonarismo e ocorre a poucos dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. Veja como foi o movimento verde e amarelo nas redes com a TVT News.

O que você precisa saber sobre a ação do Exército do Lula

  • O movimento #overdeamareloenosso e #retomamosnossascores: foi uma convocação para que apoiadores de Lula usem verde e amarelo nas redes sociais, retomando as cores nacionais.
  • Quem convocou: o deputado federal André Janones (Rede-MG), por meio do canal Exército do Lula no WhatsApp, que ultrapassou a marca de 5 milhões de seguidores no mesmo dia da mobilização.
  • Quem participou: o próprio presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin, ministros, governadores, parlamentares e um amplo grupo de artistas, cantores, atores, atletas e ex-atletas.

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Famosos de verde e amarelo e por Lula nas eleições – Reprodução / Redes Sociais

Exército do Lula retoma as cores verde e amarelo em defesa da democracia

A escolha do verde e amarelo não foi aleatória. Nos últimos anos, a camisa da Seleção Brasileira e as cores da bandeira passaram a ser utilizadas com frequência em manifestações políticas por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação do Exército do Lula busca disputar esse imaginário e devolver os símbolos nacionais ao conjunto da população.

“Nós vamos pegar de volta os nossos símbolos. Se a gente fizer sincronizado, vai ser notícia no Brasil inteiro”, afirmou Janones em vídeo convocando a militância.

A convocação foi planejada para que as publicações ocorressem exatamente às 9h, em um esforço de sincronia nacional. O resultado foi uma enxurrada de posts que colocou as hashtags #OVerdeAmareloENosso, #BrasilInteiro e #RetomamosNossasCores entre os assuntos mais comentados do X (antigo Twitter) ao longo da manhã.

A ação também teve desdobramentos no Instagram, com figuras públicas de diferentes áreas aderindo ao gesto.

Quem participou da ação do Exército do Lula

A adesão de personalidades foi um dos pontos altos da mobilização. Além do próprio presidente Lula, que publicou foto com a camisa da Seleção, e de integrantes do governo e do Congresso, o movimento contou com a participação de artistas que, tradicionalmente, não ocupam cargos políticos, mas decidiram se posicionar.

Entre os nomes que publicaram fotos com o verde e amarelo e o gesto de “L” estão:

  • Atores e atrizes: Reynaldo Gianecchini, Renata Sorrah, Gloria Pires, Alessandra Negrini, Marjorie Estiano, Sophie Charlotte, Cláudia Abreu, Débora Bloch, Camila Pitanga, Letícia Spiller, Humberto Carrão e Ingrid Guimarães.
  • Cantores e músicos: Chico Buarque, Caetano Veloso, Anitta, Pabllo Vittar, Daniela Mercury, Diogo Nogueira, Alceu Valença e o rapper MC Cabelinho.
  • Esportistas e outras personalidades: o ex-jogador de futebol Raí e o cineasta Kleber Mendonça Filho.

As publicações podem ser conferidas diretamente nos perfis dessas personalidades no Instagram e no X, onde a maioria mantém os posts fixados ou destacados em suas linhas do tempo.

Veja algumas personalidades que postaram o L de verde amarelo

  • Jornalista Michelle Loreto

  • Atriz Debora Falabella

  • Letícia Spiller de verde e amarelo fazendo o L

Domingo, redes foram tomadas com a #ElesPoderiamEstarVivos

No dia seguinte à explosão verde e amarelo, as redes sociais foram tomadas por outra mobilização de forte impacto emocional. O vídeo da mãe do ator Paulo Gustavo, Dona Déa Lúcia Amaral, foi amplamente compartilhado. Nele, ela relembra a morte do filho, ocorrida em maio de 2021, vítima da Covid-19, antes de a vacina chegar.

“Não deu tempo”, diz Dona Déa, que aos 79 anos denuncia o atraso na compra de imunizantes pelo governo Bolsonaro e a insensibilidade do então presidente diante da pandemia. “E o governo ria, o nosso presidente ria, né? Isso daí eu falo com ódio! Ele ria!”. A fala recoloca no centro do debate eleitoral a atuação do governo Bolsonaro durante a maior crise sanitária da história recente do Brasil, tema que foi investigado pela CPI da Pandemia no Senado.

Assista ao vídeo da Dona Déa, mãe de Paulo Gustavo

Flávio Bolsonaro pagou R$ 600 mil a empresa que manipula eleições, revela The Intercept

O senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, pagou R$ 600 mil à Elytron, empresa de cibersegurança que tentou vender fora do Brasil um sistema de IA, ou inteligência artificial, para manipulação política em eleições de forma clandestina.

O PL também declarou ter pago R$ 131,9 mil à mesma companhia. A informação é do The Intercept Brasil, que teve acesso a documentos sobre a oferta feita nos Estados Unidos. A campanha de Flávio nega ter contratado qualquer serviço ilegal. Entenda com a TVT News.

O que você precisa saber

  • The Intercept revela pagamentos de R$ 600 mil da campanha de Flávio Bolsonaro à Elytron, empresa que ofereceu sistema de IA para manipular eleições nos EUA.

  • O que é a Elytron: a Elytron Cybersecurity é uma empresa brasileira de consultoria e auditoria de segurança da informação, com sede em São Paulo, que atua desde 2010. A companhia se apresenta como especializada em “serviços ofensivos e defensivos” e diz possuir uma “ferramenta exclusiva de Inteligência Artificial” com conceito de “Cyber Army (exército cibernético)”

Flávio Bolsonaro pagou R$ 600 mil a empresa que vende nos EUA sistema de IA para manipular eleições, revela The Intercept

Segundo o Intercept Brasil, os documentos detalham uma operação que incluía coletar uma enorme quantidade de dados e identificar grupos de eleitores. Com base no perfil de cada grupo, o sistema executaria ações como espalhar boatos e desinformação, criar contas falsas nas redes sociais e usar “técnicas de guerra psicológica” para desacreditar adversários.

De acordo com a reportagem do Intercept, são esses “comportamentos inautênticos” que separam uma operação de influência ilegal e clandestina de uma estratégia comum de marketing político.

A campanha de Flávio Bolsonaro pagou R$ 600 mil à Elytron, empresa de cibersegurança que tentou comercializar nos Estados Unidos um sistema de inteligência artificial para manipulação política em eleições. A informação foi revelada com exclusividade pelo The Intercept Brasil.

Documentos obtidos pelo portal detalham que a operação oferecida incluía coleta imensa de dados, identificação de grupos de eleitores, disseminação de boatos, criação de contas falsas nas redes sociais e uso de “técnicas de guerra psicológica” para desacreditar adversários. Essas ações, chamadas de “comportamentos inautênticos”, diferenciam uma operação de influência ilegal de uma mera estratégia de marketing político.

Quem entregou os documentos

Os registros foram repassados ao The Intercept Brasil pelo tecnologista americano Vincent Edward Reed, consultor da Elytron entre 2024 e 2025. Ele atuou como intermediário para apresentar o sistema a pessoas ligadas à campanha de Donald Trump em 2024. A tecnologia foi demonstrada aos republicanos, mas não há confirmação de contratação, informa a reportagem.

Reed afirmou ao Intercept que rompeu com a empresa por considerar que o sistema viola preceitos éticos e legais. Ele disse que o sistema poderia mirar eleitores com deepfakes de IA. Segundo o Intercept, ele denunciou a operação ao FBI e ao Comitê de Supervisão da Câmara dos Deputados dos EUA, mas as apurações não avançaram.

Como foram os pagamentos

O Intercept levantou, no DivulgaCand, sistema da Justiça Eleitoral em que os candidatos informam suas despesas, três notas fiscais emitidas pela Elytron. Duas são de R$ 500 mil cada, datadas de 16 de setembro de 2026, e uma delas consta como cancelada. A terceira, de 2 de outubro, soma R$ 100 mil. Todas descrevem “consultoria em tecnologia da informação” e citam atividades genéricas, como apoio forense e monitoramento de infraestrutura.

A reportagem observa que, na prestação de contas parcial entregue no fim de setembro, a campanha declarou uma despesa de R$ 1 milhão com a empresa. O pagamento do PL, de R$ 131,9 mil, foi registrado em 20 de julho e menciona apenas “serviços técnico-profissionais”.

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O total pago à Elytron pela campanha de Flávio soma R$ 600 mil, de acordo com o DivulgaCand, sistema da Justiça Eleitoral em que os candidatos informam suas despesas. Lá há três notas fiscais emitidas pela empresa. Duas delas, de R$ 500 mil cada, são de 16 de setembro de 2026 – uma, entretanto, consta como cancelada. A terceira nota é de 2 de outubro e totaliza R$ 100 mil.

O que dizem os citados

Procurada pelo Intercept, a campanha de Flávio Bolsonaro afirmou que não contrata serviço que viole a legislação eleitoral. A assessoria classificou como tentativa de caráter político-eleitoral a associação entre um serviço de segurança da informação e práticas de manipulação, e disse que a contratação seguiu procedimentos regulares.

O Intercept destaca ainda que não há evidências de que o sistema denunciado por Reed tenha sido usado por Flávio ou pelo PL nas eleições de 2026. Dois executivos da Elytron na Europa e no Oriente Médio, ouvidos pela reportagem, negaram que a empresa ofereça manipulação política ou deepfakes e negaram reuniões com equipes ligadas à campanha de Trump.

O que é a Elytron e como ela atua

Conforme o Intercept Brasil, a Elytron se apresenta como empresa de segurança da informação com atuação internacional, endereço comercial em São Paulo e registro em Portugal desde 2021. Seu rosto público é João Lucas Melo Brasio, que se define como especialista em cibersegurança e “hacker ético” e fundou o negócio em 2018.

O que a apresentação da empresa descreve

A reportagem do Intercept detalha que a apresentação confidencial feita a pessoas ligadas à campanha de Trump prometia unir dados e inteligência artificial para campanhas massivas e direcionadas. O material cita ainda geodirecionamento, mapeamento de demandas regionais e testes de eficácia de comunicação.

O diferencial, segundo o Intercept, seria a operação ativa de comportamentos inautênticos: criar contas falsas, plantar rumores e operar avatares gerados por IA. Um fluxograma anexado ao documento parte de um objetivo político, define um alvo e escolhe o método, que vai de operações psicológicas e infiltração em redes adversárias à criação e à disseminação de desinformação.

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Apresentação em inglês cita operações de ataque e defesa, unidades de infiltração e intervenção de um “exército digital”. Entre os objetivos, estão fazer ataques e interferências “silenciosas” e garantir uma “imagem de poder e controle”. (Foto: Reprodução)

Consultada pelo Intercept, a pesquisadora Beatriz Farrugia, analista de desinformação e interferência estrangeira da ONG Debunk, avaliou que o plano descreve uma operação de influência completa. Para ela, a estratégia vai muito além de postar desinformação ou deepfakes.

Conexões internacionais

O Intercept aponta que a rede da Elytron inclui executivos ligados à Aleria, empresa de inteligência artificial dos Emirados Árabes Unidos, e ao xeque Tahnoon bin Zayed Al Nahyan, conselheiro de segurança nacional do país. A reportagem também registra a proximidade de dirigentes da empresa com o entorno de Pablo Marçal, integrante da campanha de Flávio desde o fim de setembro, e com o lutador Renzo Gracie, que disse ser sócio de dois executivos em outra empresa, mas negou relação com a Elytron.

Big Tech Meta admite falhas e lacuna em sistema de IA que favoreceu montagens para Flávio

A revelação sobre a Elytron veio numa semana de denúncias de interferência nas eleições envolvendo a Meta. Na quarta-feira (14), usuários relataram que a Meta AI, assistente de inteligência artificial do WhatsApp, recusou pedidos de imagens com “Lula 13”, mas atendeu pedidos com “Flávio 22”, segundo o Diário do Nordeste.

A campanha de Lula acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, segundo o Midiamax, argumentou que o algoritmo da Meta é enviesado e pratica “seletividade algorítmica” em favor de Flávio.

Em nota, a Meta disse ter proibido temporariamente a recomendação de candidatos e a geração de imagens deles. A empresa afirmou ainda ter tomado medidas extras para que pedidos com apenas o primeiro nome e o número de urna também não gerem imagens, como mostrou a coluna Mônica Bergamo, da Folha. A reportagem testou a ferramenta depois da nota e viu que ela ainda criava imagens com “Vote Flávio”, mas não com expressões ligadas a Lula.

Nesta sexta-feira (16), O Globo informou que a Meta falou em uma lacuna no sistema de IA que favoreceu as montagens para Flávio e disse que o problema foi corrigido.

Testes isolados, segundo o DGABC, mostram aplicação inconsistente dos filtros, mas não permitem concluir que houve favorecimento deliberado. A resolução 23.755/2026 do TSE proíbe o favorecimento político-eleitoral por respostas automatizadas, como lembrou o Jornal da Paraíba.

Esquema de criptomoeda para impulsionar postagens pró-Flávio é suspenso pelo TSE

Outro episódio da semana, revelado pela Folha de S.Paulo, envolve um site que oferecia criptomoedas a quem publicasse mensagens favoráveis a Flávio. Segundo a Agência Brasil, a ministra Estela Aranha determinou na sexta-feira (9) a suspensão do site, por entender que ele oferecia vantagem econômica durante as eleições.

De acordo com o B News, o projeto, chamado Brasil 22 Token (B22), foi lançado em 6 de outubro e distribuía os ativos a quem publicasse e comprovasse as postagens. O processo cita Flávio, Pablo Marçal e os responsáveis pela plataforma. A campanha de Flávio disse desconhecer a autoria do site e anunciou medidas judiciais para derrubá-lo, informou a Agência Brasil. O candidato também negou a contratação de perfis para divulgar conteúdo de campanha.

Interferência nas eleições e uso de IA seguem no centro do segundo turno

O caso Elytron, a polêmica da Meta AI e o site de criptomoedas colocam a IA e a interferência nas eleições no centro do debate do segundo turno. O Intercept ressalta que a denúncia de Reed é um novo elemento nas preocupações com manipulação política via redes sociais, tema que ganhou força desde o ano passado.