Agora

Da Redação

Rússia amplia agenda de cooperação com Brasil em defesa, energia e tecnologia

O assessor do presidente russo Vladimir Putin, Nikolai Patrushev, esteve em Brasília nesta terça-feira (4) para uma série de reuniões sobre cooperação entre Brasil e Rússia. O representante russo se encontrou com o ministro da Defesa, José Múcio, e com o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim. Saiba mais na TVT News.

Patrushev também conversou com Maria Laura da Rocha, secretária-geral do Itamaraty, e com o comandante da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen. A agenda incluiu ainda reuniões nos ministérios de Portos e Aeroportos e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

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Rússia propõe cooperação nuclear ao Brasil

Na reunião com José Múcio, Patrushev discutiu cooperação em segurança e defesa. Segundo o assessor de Putin, a experiência russa na área nuclear pode contribuir para o desenvolvimento do Labgene, projeto brasileiro ligado à construção do primeiro submarino nuclear do país, o Álvaro Alberto (SN-BR).

Patrushev também afirmou que Moscou pode compartilhar projetos de pequenas usinas nucleares e baterias nucleares capazes de fornecer eletricidade para regiões remotas do Brasil. Não foram divulgados detalhes sobre possíveis acordos ou cronogramas.

No encontro com Celso Amorim, foram discutidos temas relacionados à segurança internacional e projetos conjuntos nas áreas marítima, científica e tecnológica. Patrushev também ocupa a presidência do Conselho Marítimo da Rússia.

Lula e Putin discutem relações bilaterais

Ainda na terça-feira (4), Lula e Putin conversaram por telefone por iniciativa do governo brasileiro. Segundo o Kremlin, os presidentes trataram do fortalecimento das relações entre os dois países e avaliaram resultados da reunião da Comissão Rússia-Brasil de Alto Nível, realizada em Brasília no início de 2026.

Putin agradeceu a Lula pelos “esforços para contribuir com uma solução política e diplomática para o conflito” na Ucrânia. Os dois também discutiram o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo o governo brasileiro, Lula “expressou sua decepção com a incapacidade” do Conselho de Segurança de encaminhar soluções para os conflitos internacionais. A nota do Planalto não cita diretamente a guerra na Ucrânia.

Alckmin defendeu parceria estratégica com a Rússia

Em 5 de fevereiro de 2026, o vice-presidente Geraldo Alckmin já havia defendido o aprofundamento das relações entre Brasil e Rússia durante reunião com o primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, em Brasília.

“Parcerias sólidas não dependem apenas da conjuntura, mas de interesses estruturais bem compreendidos”, afirmou Alckmin. Segundo ele, os dois países possuem “ampla base produtiva, recursos naturais estratégicos, capacidade tecnológica e mercados internos relevantes”.

Na ocasião, o vice-presidente também avaliou que o comércio bilateral estava abaixo do potencial. Em 2025, as trocas comerciais entre Brasil e Rússia somaram US$ 10,9 bilhões.

Alckmin citou energia, ciência, tecnologia, infraestrutura, logística e desenvolvimento sustentável entre as áreas com potencial para ampliar a cooperação. Também defendeu investimentos russos no Brasil nos setores de química, fertilizantes, energia, equipamentos industriais e infraestrutura.

Mapa da Desigualdade expõe abismo social na Grande São Paulo

A diferença entre nascer em um município ou outro da Região Metropolitana de São Paulo pode significar viver, em média, 16 anos a mais ou a menos. Esse é um dos retratos mais contundentes apresentados pelo primeiro Mapa da Desigualdade da Região Metropolitana de São Paulo, divulgado nesta quinta-feira (6) pela Rede Nossa São Paulo e pelo Instituto Cidades Sustentáveis. Saiba mais na TVT News.

O levantamento, considerado inédito por reunir indicadores específicos para os 39 municípios da Grande São Paulo, analisou 40 indicadores distribuídos em nove áreas – saúde, educação, segurança pública, habitação, transporte e mobilidade, infraestrutura, meio ambiente, cultura e pobreza, trabalho e renda – para medir como o acesso a direitos e serviços públicos varia entre cidades que compartilham a mesma dinâmica econômica e urbana.

Com mais de 21 milhões de habitantes, a Região Metropolitana de São Paulo concentra a maior economia do país, mas os dados mostram que a riqueza produzida convive com desigualdades territoriais profundas.

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São Caetano lidera; capital aparece apenas em 16º lugar

Na classificação geral do estudo, São Caetano do Sul, no ABC Paulista, aparece como o município com melhor desempenho, somando 29 pontos. O ranking é seguido por Santana de Parnaíba (27,6), Ribeirão Pires (27,3), Vargem Grande Paulista (25,7) e Poá (25,6).

Mapa da Desigualdade São Paulo
São Caetano lidera o ranking de qualidade de vida. Foto: PMSC

Na outra ponta da lista estão os municípios com piores resultados gerais:

  • Pirapora do Bom Jesus – 17,0 pontos;
  • Francisco Morato – 18,1 pontos;
  • Juquitiba – 20,1 pontos;
  • Itapecerica da Serra – 20,1 pontos;
  • Embu das Artes – 20,4 pontos.

A cidade de São Paulo, apesar de concentrar grande parte da infraestrutura, dos empregos e da produção econômica da região, aparece apenas na 16ª posição, com 23,5 pontos.

Os pesquisadores ressaltam, entretanto, que o ranking não significa que os municípios mais bem colocados apresentem bons resultados em todos os indicadores. Mesmo cidades no topo da classificação ainda enfrentam desafios importantes em áreas específicas.

Mapa da Desigualdade São Paulo
Foto: Reprodução/Mapa da Desigualdade

CEP influencia até quanto tempo se vive

Entre todos os indicadores analisados, a diferença na idade média ao morrer é considerada uma das evidências mais fortes das desigualdades metropolitanas.

Em São Caetano do Sul, a população vive, em média, 76 anos. Já em Francisco Morato, a média é de apenas 60 anos.

A distância entre as duas cidades é de pouco mais de 60 quilômetros, mas a diferença na longevidade chega a 16 anos.

O levantamento mostra ainda que apenas São Caetano do Sul e Santo André registram idade média ao morrer superior a 70 anos. A capital paulista aparece logo atrás, com média de 69 anos, enquanto outras 14 cidades apresentam expectativa inferior a 65 anos.

Segundo os organizadores, o dado sintetiza como fatores como renda, acesso aos serviços públicos, infraestrutura urbana, saneamento, transporte e condições de moradia impactam diretamente a qualidade de vida da população.

Vacinação também revela desigualdade

Outro indicador que chama atenção é a cobertura vacinal.

Enquanto Vargem Grande Paulista imunizou 99,8% da população-alvo, Rio Grande da Serra registrou cobertura de apenas 29%.

Também aparecem entre os menores índices:

  • São Lourenço da Serra – 32%;
  • Jandira – 34%.

Na maior parte dos municípios analisados, a cobertura permanece abaixo dos níveis considerados ideais para garantir proteção coletiva.

Além da vacinação, o estudo também analisou mortalidade infantil, mortalidade materna, desnutrição infantil, gravidez na adolescência e indicadores com recorte racial.

Saneamento continua sendo um dos maiores gargalos

Os dados mostram que o acesso ao saneamento básico permanece extremamente desigual na região metropolitana.

Na rede de esgoto, Poá, Santo André e Taboão da Serra alcançam atendimento universal.

Juquitiba possui cobertura de apenas 19,5% da população.

O abastecimento de água também apresenta diferenças significativas.

Onze municípios oferecem atendimento integral, enquanto São Lourenço da Serra e Juquitiba atendem somente cerca de metade dos moradores.

A coleta seletiva segue a mesma lógica.

Há cidades com cobertura praticamente universal, enquanto municípios como Suzano, onde apenas 1,7% da população possui acesso ao serviço, e São Lourenço da Serra, com apenas 3%, figuram entre os piores desempenhos.

Mauá concentra maior percentual de moradores em favelas

Na área da habitação, o estudo evidencia forte concentração da vulnerabilidade urbana.

Mauá lidera o percentual de moradores vivendo em favelas e comunidades urbanas, com 27,5% da população, o equivalente a aproximadamente 115 mil pessoas.

Na sequência aparecem:

  • Itaquaquecetuba – 24,7%;
  • Diadema – 22,3%.

Na capital paulista, cerca de 15% dos moradores vivem em favelas ou comunidades urbanas.

Em contraste, sete municípios não registraram moradores vivendo nesses territórios segundo a metodologia utilizada pelo levantamento:

  • Guararema;
  • Juquitiba;
  • Salesópolis;
  • Santa Isabel;
  • São Caetano do Sul;
  • São Lourenço da Serra;
  • Vargem Grande Paulista.

Mobilidade pesa principalmente para trabalhadores pobres

O deslocamento diário até o trabalho também aparece como um importante fator de desigualdade.

Entre os moradores com renda inferior a meio salário mínimo, 37% dos paulistanos gastam mais de uma hora apenas para chegar ao emprego.

O pior desempenho é de Francisco Morato, onde 52% dos trabalhadores de baixa renda enfrentam viagens superiores a 60 minutos.

Em seguida aparecem:

  • Ferraz de Vasconcelos – 42%;
  • Embu das Artes – 39%;
  • São Paulo – 37%.

Na outra ponta está Guararema, onde apenas 4% da população de baixa renda enfrenta deslocamentos superiores a uma hora.

Segundo os pesquisadores, esse indicador revela como a distribuição desigual dos empregos, aliada às deficiências do transporte coletivo e da integração metropolitana, amplia as desigualdades sociais.

PIB elevado não garante qualidade de vida

O levantamento também demonstra que riqueza econômica não significa, necessariamente, melhores condições para a população.

Cajamar possui o maior PIB per capita da Região Metropolitana, chegando a R$ 312,7 mil por habitante.

Na outra extremidade aparece Francisco Morato, com R$ 13,5 mil, cerca de 23 vezes menor.

A cidade de São Paulo registra PIB per capita em torno de R$ 93 mil.

Segundo os responsáveis pelo estudo, esse indicador mede a produção econômica realizada dentro do município, mas não representa automaticamente distribuição de renda nem redução das desigualdades.

Municípios com grandes centros logísticos ou industriais podem apresentar elevado PIB sem que essa riqueza se converta em melhores serviços públicos ou qualidade de vida para seus moradores.

Infraestrutura apresenta diferença superior a 500 vezes

Os investimentos municipais em infraestrutura urbana também variam drasticamente.

Barueri lidera os investimentos, destinando R$ 1.157,30 por habitante em 2023.

Na sequência aparecem Guararema, Cajamar, Itapevi e Santana de Parnaíba.

Pirapora do Bom Jesus, Biritiba Mirim e Diadema não registraram investimentos no período analisado.

Entre os grandes municípios, Guarulhos investiu cerca de R$ 298 por habitante, enquanto Osasco destinou apenas R$ 50.

Segundo o estudo, a diferença entre o maior e o menor investimento supera 500 vezes, evidenciando disparidades na capacidade de investimento das administrações municipais.

Violência também possui forte componente territorial

O Mapa da Desigualdade amplia a análise da segurança pública ao incluir indicadores além dos homicídios.

Entre eles está a taxa de notificações de violações de direitos humanos contra a população LGBTQIA+, registradas pelo Disque 100.

Itaquaquecetuba apresenta o maior índice da região, com 47,1 notificações por 100 mil habitantes.

Na capital paulista, a taxa é de 11,52 notificações por 100 mil habitantes.

Em relação aos homicídios, Biritiba Mirim e São Lourenço da Serra registraram taxa zero no período analisado, enquanto Pirapora do Bom Jesus apresentou o maior índice, com 16,3 homicídios por 100 mil habitantes.

Educação ainda apresenta desafios

Na educação, o levantamento mostra que apenas 66,5% dos jovens entre 18 e 19 anos concluíram o ensino médio na Região Metropolitana de São Paulo.

Os melhores desempenhos foram registrados em:

  • Guararema – 86%;
  • Juquitiba – 79%;
  • Poá – 79%.

Salesópolis aparece na última posição, com apenas 52% dos jovens concluindo a educação básica nessa faixa etária.

Na cidade de São Paulo, o índice é de 59,8%, abaixo da média metropolitana.

Ferramenta para orientar políticas públicas

Elaborado com base em dados oficiais do IBGE, DataSUS, Inep, Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa) e outras bases públicas, o Mapa da Desigualdade busca subsidiar políticas públicas capazes de reduzir as diferenças entre os municípios da maior região metropolitana do país.

Para o coordenador-geral da Rede Nossa São Paulo e do Instituto Cidades Sustentáveis, Jorge Abrahão, o estudo demonstra que cidades conectadas pelos mesmos fluxos econômicos podem oferecer condições muito distintas de acesso a direitos básicos.

A expectativa dos organizadores é que o diagnóstico fortaleça a cooperação entre os municípios e o governo estadual, orientando investimentos em áreas como mobilidade, saneamento, habitação, saúde, educação e infraestrutura, de forma a priorizar os territórios onde as vulnerabilidades sociais são mais intensas. O levantamento reforça que reduzir as desigualdades metropolitanas depende de políticas universais combinadas com ações focalizadas nos municípios e bairros que acumulam os maiores déficits sociais.

Lula lança campanha à reeleição no Estádio da Vila Euclides, berço do sindicalismo no ABC

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dará início oficial à sua campanha de reeleição em 16 de agosto de 2026, no Estádio 1º de Maio, na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SBC), a partir das 9h.

O lançamento da campanha na Vila Euclides tem site para confirmação de presença e credenciamento de imprensa.

A escolha do local, o berço político de Lula e do PT, resgata o espaço onde o líder sindical construiu sua trajetória política nas décadas de 1970 e 1980. O primeiro dia de campanha nas ruas, conforme o calendário eleitoral, terá como palco o mesmo chão que viu a emergência de um movimento operário que marcou a resistência à ditadura militar.

Confira a divulgação do PT sobre o lançamento da campanha na Vila Euclides

“O Estádio 1º de Maio, a histórica Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, foi escolhido para o lançamento da campanha de Lula em 2026. Não é só uma questão de local. É história, é memória, é o mesmo chão onde Lula se projetou como liderança sindical antes de virar liderança nacional”, afirma o presidente do Diretório do PT da Lapa, o sociólogo Pedro Alem Santinho.

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Site oficial do lançamento da campanha de Lula – Imagem: Reprodução

O que é Estádio da Vila Euclides

O Estádio 1º de Maio, popularmente conhecido como Estádio da Vila Euclides, está localizado em São Bernardo do Campo, no coração do ABC paulista. O espaço se tornou um símbolo da luta operária no Brasil. Durante o regime militar, o estádio chegou a carregar oficialmente o nome do general Costa e Silva, presidente do período mais duro da ditadura. Foi ali, porém, que os trabalhadores ressignificaram o lugar, transformando-o em tribuna para reivindicações por direitos e democracia.

O sociólogo Pedro Alem Santinho explica o contexto daquela época.

Em maio de 1978, os trabalhadores da fábrica da Scania entraram, bateram o cartão, vestiram o uniforme, mas não ligaram as máquinas. Aquele gesto simples tinha uma força enorme. As máquinas dependiam do trabalho humano. Quando os trabalhadores cruzaram os braços, mostraram que a produção, a riqueza e o funcionamento da sociedade dependiam deles.

A mobilização se espalhou pelas fábricas da Ford, Mercedes-Benz, Volkswagen e por dezenas de empresas do ABC. Em março de 1979, cerca de 200 mil metalúrgicos entraram em greve. A sede do sindicato não comportava mais as assembleias, e foi assim que os trabalhadores passaram a se reunir no Estádio de Vila Euclides, como registram o Instituto Lula e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Ali, sem grandes estruturas, sem palco adequado e, em alguns momentos, debaixo de chuva, Lula falava de cima de uma mesa para milhares de trabalhadores. Mas a importância da Vila Euclides não vem só dos discursos de uma liderança. Aquelas assembleias transformaram trabalhadores tratados apenas como mão de obra em sujeitos políticos, capazes de discutir salários, direitos, democracia e o futuro do país.

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Foto: Acervo do Sindicato dos Metalúrgicos

O que aconteceu no Estádio da Vila Euclides, durante as greves do final dos anos 70

No final da década de 1970, o Brasil vivia sob uma ditadura militar. Não havia liberdade política plena, os sindicatos sofriam intervenção do governo e as greves eram duramente reprimidas. Os trabalhadores enfrentavam salários corroídos pela inflação, jornadas pesadas e pouca participação nas decisões que afetavam suas vidas.

Foi nesse contexto que os metalúrgicos do ABC começaram a se organizar. Em maio de 1978, trabalhadores da fábrica da Scania cruzaram os braços. A mobilização se espalhou pelas fábricas da Ford, Mercedes-Benz, Volkswagen e dezenas de outras empresas do ABC. Em março de 1979, cerca de 200 mil metalúrgicos entraram em greve.

A sede do sindicato não comportava mais as assembleias. Foi assim que os trabalhadores passaram a se reunir no Estádio da Vila Euclides. Ali, Lula falava para milhares de trabalhadores. O que tornou aquele lugar histórico foi a presença organizada dos trabalhadores.

Em 1980, a repressão aumentou. O sindicato sofreu intervenção, Lula e outras lideranças foram presos com base na Lei de Segurança Nacional. Mesmo assim, mais de cem mil pessoas foram às manifestações daquele período.

Ainda em 1979, o mesmo estádio foi palco do lançamento da “Carta de Princípios” do PT, na presença de 130 mil pessoas. Um ano depois, o partido foi fundado.

O que representa Lula lançar a campanha para presidente em no estádio 1° de maio

Lançar a campanha à reeleição na Vila Euclides não é uma escolha apenas geográfica. É a decisão de iniciar a disputa de 2026 onde a trajetória política de Lula nasceu.

Para integrantes da campanha, o objetivo é começar a campanha deste ano, que pode ser a última do presidente, onde tudo começou. O estádio que foi palco da resistência contra a ditadura e do nascimento do PT agora recebe o candidato à reeleição em um momento em que o país volta a enfrentar desafios democráticos.

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Lula, o metalúrgico. Presidente Lula recebe carteirinha de dirigente do Sindicato dos Metalúrgico do ABC, do atual presidente do sindicato. Foto: Ricardo Stuckert / PR

A escolha também tem peso eleitoral. O estado de São Paulo é um dos mais importantes na disputa presidencial, e Lula tem intensificado agendas na região para tentar diminuir a vantagem da direita. A convenção nacional do PT, que deve oficializar o nome de Lula como candidato, ocorre em 2 de agosto em São Paulo. O candidato a vice na chapa será o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB).

Onde fica o Estádio da Vila Euclides

O Estádio 1º de Maio está localizado na Vila Euclides, um bairro de São Bernardo do Campo, na região do ABC paulista. A cidade é um dos principais polos industriais do país e berço do movimento sindical que marcou a resistência à ditadura militar.

A campanha e a corrida que começam no estádio da Vila Euclides

O lançamento da campanha na Vila Euclides ocorre em um cenário eleitoral competitivo. Pesquisa Datafolha divulgada em julho aponta Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL) empatados em intenções de voto no estado de São Paulo. A campanha de Lula tem intensificado agendas no estado para reduzir a vantagem da direita.

Desde 2023, o governo Lula tem devolvido ao país políticas que o bolsonarismo tentou desmontar: a valorização real do salário mínimo, o fortalecimento do SUS depois de anos de sucateamento, a retomada de programas de habitação e transferência de renda, a reconstrução de uma política de proteção ao trabalhador.

Nenhuma dessas conquistas está garantida para sempre. Todas dependem de disputa permanente, inclusive nas urnas. É por isso que o lançamento da campanha de reeleição de Lula em 2026 vai acontecer justamente na Vila Euclides.

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Presidente Lula e vice-presidente Alckminin com candidatas e candidatos da Federação Brasil da Esperança: soberania diante do tarifaço e interferência de Trump nas eleições brasileiras. Foto: Ricardo Stuckert

“Não é coincidência de calendário. É o mesmo território onde o povo aprendeu que direito não é presente de governante, é conquista que se defende organizada. A disputa de 2026 não é entre dois projetos de governo quaisquer. É entre quem foi condenado pelo próprio Supremo por tentar derrubar a democracia à força e quem defende que o povo continue decidindo, no voto, o destino do país”, afirma o sociólogo Pedro Alem Santinho

“Começar a campanha na Vila Euclides significa lembrar que direitos não foram dados de graça pelos poderosos, foram conquistados na organização, na solidariedade, na luta coletiva. E significa dizer que política não é propriedade dos ricos, dos grandes grupos econômicos, de quem usa o Estado para defender privilégio”, analisa o sociólogo.

“Em 1979, os trabalhadores entraram naquele estádio para defender salários e direitos, e acabaram ajudando a mudar a história do Brasil. Derrotar o bolsonarismo em 2026 não é sobre reeleger uma pessoa. É sobre repetir, na urna, o que os metalúrgicos do ABC fizeram quando pararam as máquinas: mostrar que o poder não é dos que tentam tomá-lo pela força, é do povo que se organiza para decidir seu próprio destino”, conclui o dirigente do PT.

Galeria de imagens de Lula no estádio 1° de maio

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Foto: Acervo do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

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Lula participa de encontro com secretário de Relações Exteriores do México nesta quinta (6)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta quinta-feira, 6 de agosto, de encontro com o secretário de Relações Exteriores dos Estados Unidos Mexicanos, Roberto Velasco Álvarez, e o ministro das Relações Exteriores, embaixador Mauro Vieira, no Palácio Itamaraty, em Brasília (DF). Saiba mais na TVT News.

Serviço
Visita oficial de Roberto Velasco Álvarez

📆 Data: quinta-feira, 06/08

🕐 Horário: 10h

📍 Local: Palácio Itamaraty, Brasília (DF)

Eleições 2026: conheça os candidatos à Presidência oficializados

O prazo para as convenções partidárias que definem os candidatos à Presidência da República terminou em 5 de agosto. As principais siglas escolharem os nomes para a disputa do Planalto em 2026. As campanhas eleitorais na rua começam dia, mas ainda faltam etapas burocráticas: os registros das candidaturas na Justiça Eleitoral vão até as 19h do dia 15 de agosto. Leia em TVT News.

A maior parte das chapas é classificada como “puro-sangue”, ou seja, o candidato a presidente e o vice são do mesmo partido. As siglas também têm até o fim do prazo das convenções para fechar coligações — alianças temporárias entre partidos.

Após o registro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) analisam a documentação e as condições de elegibilidade, como idade, nacionalidade e filiação partidária.

Essa é a primeira vez, neste século, que as principais chapas para presidente da República estão sem mulheres candidatas.

Candidatos à Presidência oficializados para as eleições 2026

CandidatoPartido/FederaçãoVice
Luiz Inácio Lula da SilvaFederação Brasil da EsperançaGeraldo Alckmin (PSB)
Flávio BolsonaroPLAlfredo Gaspar
Renan SantosMissãoAroldo Medina
Ronaldo CaiadoPSDGilberto Kassab
Romeu ZemaNovoEduardo Girão
Leonardo AvalanchePRTBTenente Dalma
Edmilson DiasPCBCleusa Santos
Hertz DiasPSTUVanessa Portugal
Samara MartinsUPRaquel Brício
Augusto CuryAvanteJúlio Delgado
Wilson GrassiDemocrataIndefinido

Lula terá maior tempo de TV que Flávio Bolsonaro na propaganda eleitoral

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá ter a maior fatia do horário eleitoral gratuito na propaganda eleitoral na televisão entre os candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026.

A distribuição do tempo de propaganda, baseada na representatividade dos partidos e federações na Câmara dos Deputados, garante ao petista cerca de 5 minutos e 32 segundos por bloco, aproximadamente um minuto a mais do que o senador Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário nas pesquisas de intenção de voto.

propaganda eleitoral em rádio e televisão começa em 28 de agosto e segue até 1º de outubro. Os tempos definitivos serão oficializados após o prazo final para registro das candidaturas, em 15 de agosto, mas a tabela de representatividade divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já permite estimar a divisão entre os presidenciáveis.

📺 Tempo de propaganda eleitoral na TV
Eleições 2026 — distribuição por candidato
0s 1min 2min 3min 4min 5min 5min32s
Lula (PT)
5min32s
5min32s
Flávio Bolsonaro (PL)
4min20s
4min20s
Ronaldo Caiado (PSD)
2min02s
2min02s
Augusto Cury (Avante)
36s
36s

📌 Como funciona: O tempo é distribuído com base no tamanho das bancadas da Câmara e nas alianças partidárias de cada candidato[reference:2][reference:3].

🚫 Sem tempo de TV: Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) — os partidos não atingiram a cláusula de desempenho exigida pelo TSE.
Fonte: TSE

Além de Lula e Flávio Bolsonaro, apenas outros dois candidatos terão acesso ao horário eleitoral gratuito.

ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) deverá contar com cerca de 2 minutos e 2 segundos de propaganda. Embora dispute a eleição sem coligações nacionais, o PSD possui uma das maiores bancadas da Câmara, fator que garante ao candidato um espaço significativo.

Já Augusto Cury, candidato pelo Avante, terá aproximadamente 36 segundos de propaganda em cada bloco, resultado da representação da legenda no Congresso Nacional.

Outros nomes lançados para a disputa presidencial não terão acesso ao horário eleitoral gratuito. É o caso de Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), cujos partidos não atingiram os critérios estabelecidos pela cláusula de desempenho prevista na Constituição.

Eleições 2026: veja a lista de candidatos à Presidência

Lula, Flávio Bolsonaro, Caiado, Renan Santos e Zema são principais nomes na disputa. Confira o perfil de cada um.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Atual presidente, Lula tenta um quarto mandato em 2026. Repetindo a chapa de 2022, o vice é Geraldo Alckmin, do PSB. A candidatura foi oficializada no dia 2 de agosto, durante a convenção nacional do PT, realizada em São Paulo.

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31.07.2026 – Presidente Lula na Convenção Federação Brasil da Esperança. Foto: Ricardo Stuckert

Flávio Bolsonaro (PL)

Senador pelo Rio de Janeiro e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro é apontado pelas pesquisas como o principal concorrente de Lula na corrida presidencial. A oficialização ocorreu em 25 de julho, também em São Paulo. O nome do vice ainda não foi anunciado.

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Flávio Bolsonaro ainda não definiu vice. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Renan Santos (Missão)

Ativista político e estreante na política, Renan lidera o Movimento Brasil Livre (MBL), fundado por ele e pelo deputado federal Kim Kataguiri. O partido Missão foi o primeiro a realizar a convenção, de forma online, por motivos de segurança. Seu vice é o militar da reserva Aroldo Medina.

Ronaldo Caiado (PSD)

Ex-governador de Goiás, Caiado tenta a Presidência pela segunda vez desde 1989. Formou uma chapa “pura” ao lado do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. A candidatura foi oficializada em 26 de julho, em São Paulo.

Romeu Zema (Novo)

Ex-governador de Minas Gerais por dois mandatos consecutivos, Zema confirmou sua candidatura em convenção nacional virtual, seguida de anúncio oficial em Brasília, no dia 27 de julho. O partido definiu em 04 de agosto que o senador Eduardo Girão será candidato a vice.

Leonardo Avalanche (PRTB)

Presidente do PRTB desde 2024, teve a candidatura confirmada em convenção realizada em Goiânia no dia 30 de julho. A policial militar veterana Tenente Dalma será sua vice, formando uma chapa pura.

Edmilson Dias (PCB)

Professor e doutor em economia, Edmilson é o atual secretário-geral do PCB. Seu nome foi oficializado em evento realizado em São Paulo no dia 1º de agosto, tendo Cleusa Santos como vice.

Hertz Dias (PSTU)

Professor da rede pública do Maranhão, rapper e ativista do movimento negro, Hertz tem como vice a professora Vanessa Portugal, militante de mulheres e da classe trabalhadora. A chapa foi confirmada em 31 de julho, em São Paulo.

Samara Martins (UP)

Dentista do SUS, Samara disputou as eleições de 2022 como vice de Léo Péricles. Para 2026, a UP definiu uma chapa 100% feminina, com a guarda-portuária Raquel Brício como vice. A oficialização ocorreu no dia 26 de julho, em São Paulo.

Augusto Cury (Avante)

Psiquiatra e autor de livros de autoajuda, Cury teve sua candidatura homologada em 3 de agosto, em São Paulo. A posição de vice ainda está indefinida.

Wilson Grassi (Democrata)

Veterinário e paulista, Wilson teve sua candidatura confirmada em 2 de agosto, durante convenção nacional no Rio de Janeiro. É a primeira vez que o partido, fundado em 2008, lança um nome próprio ao Planalto. O vice ainda não foi definido

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Superintendentes defendem direção da PF e criticam interferência de Mendonça

Os 27 superintendentes regionais da Polícia Federal divulgaram nesta quinta-feira (6) uma nota pública em defesa da direção-geral da corporação, comandada por Andrei Rodrigues, e da independência técnica das investigações conduzidas pela instituição. Embora o documento não mencione nominalmente o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a manifestação ocorre em meio ao agravamento da crise entre a cúpula da PF e o magistrado, responsável por relatar investigações de grande repercussão, entre elas os casos envolvendo fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a Operação Compliance Zero. Saiba mais na TVT News.

A nota representa uma demonstração inédita de unidade entre os chefes das superintendências estaduais da Polícia Federal e é interpretada nos bastidores de Brasília como um respaldo explícito ao diretor-geral Andrei Rodrigues diante das sucessivas decisões de Mendonça que, segundo integrantes da corporação, extrapolam as atribuições de um ministro relator e comprometem a autonomia administrativa e investigativa da instituição.

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No documento, os superintendentes afirmam que a Polícia Federal consolidou-se, ao longo de seus 82 anos de existência, como uma “instituição de Estado comprometida com a Constituição da República, a legalidade, a imparcialidade e a defesa do Estado Democrático de Direito”.

Segundo o texto, a credibilidade conquistada pela corporação decorre da atuação técnica de seus servidores, baseada exclusivamente em fatos, provas e nos mecanismos legais de controle.

“A atividade investigativa da Polícia Federal não se submete a interesses políticos, ideológicos ou pessoais, mas ao estrito cumprimento da lei”, afirmam os dirigentes.

A manifestação ressalta ainda que a preservação da independência técnica das investigações e da autonomia administrativa constitui requisito indispensável para o exercício das funções constitucionais da Polícia Federal.

Os superintendentes também fazem um alerta sobre o impacto institucional das críticas dirigidas à corporação.

“O debate público e as críticas legítimas são próprios da democracia, mas não quando voltados ao enfraquecimento da credibilidade e da confiança que a sociedade deposita nas instituições republicanas”, diz a nota.

Ao final, os 27 dirigentes reafirmam confiança na direção-geral da Polícia Federal e seu compromisso com “a defesa da Constituição, da democracia, da legalidade e do interesse público”, além da preservação de uma Polícia Federal “forte, técnica, independente e fiel à sua missão institucional”.

Crise entre PF e André Mendonça se intensifica

A divulgação da nota ocorre após semanas de forte desgaste entre a Polícia Federal e o gabinete do ministro André Mendonça.

No centro da disputa estão determinações expedidas pelo ministro no âmbito das investigações relacionadas ao escândalo de descontos ilegais em benefícios do INSS.

Entre as decisões que provocaram reação da corporação está a determinação para que toda a documentação produzida pela investigação fosse encaminhada diretamente ao gabinete do ministro.

Além disso, Mendonça determinou que qualquer alteração na equipe responsável pelos inquéritos — desde delegados até analistas de dados — somente pudesse ocorrer mediante comunicação prévia ao STF.

Outra determinação considerada incomum foi a exigência para que a PF entregasse material bruto apreendido durante operações, inclusive dados ainda sem perícia, descriptografia, organização técnica ou elaboração de relatórios.

Nos bastidores da corporação, essas medidas passaram a ser classificadas como uma interferência sem precedentes na condução das investigações.

Integrantes da Polícia Federal avaliam que o conjunto das decisões aproxima o gabinete do relator de funções típicas da polícia judiciária, alterando a divisão institucional de competências prevista na Constituição.

PF acionou AGU contra decisões

O desconforto foi tamanho que a direção da Polícia Federal encaminhou, no fim de julho, representação à Advocacia-Geral da União (AGU), pedindo providências contra as determinações de André Mendonça.

Segundo o entendimento apresentado pela corporação, as decisões invadem competências administrativas da direção-geral da PF e podem comprometer a regularidade processual das investigações.

Entre os argumentos apresentados está o risco de violação da cadeia de custódia dos elementos probatórios, princípio essencial para garantir a integridade das provas produzidas durante investigações criminais.

Investigadores também demonstram preocupação com a possibilidade de futuras contestações judiciais sobre a validade dos processos, caso fique caracterizada uma interferência indevida entre as funções de investigação e de julgamento.

Reuniões diretas com delegados ampliaram tensão

Outro fator que elevou a crise foi a realização de reuniões presenciais entre André Mendonça e delegados responsáveis pelos casos do INSS e do Banco Master.

Segundo relatos divulgados pela imprensa, o ministro teria discutido diretamente estratégias investigativas, solicitado esforços voltados a determinados pontos considerados prioritários e estabelecido interlocução sem a participação da direção da Polícia Federal.

Nos bastidores da corporação, a iniciativa foi recebida com forte desconforto por romper o fluxo hierárquico tradicional da instituição.

Também causou incômodo uma decisão anterior de Mendonça que restringiu o compartilhamento de informações sigilosas da Operação Compliance Zero, impedindo que a direção-geral da PF tivesse acesso aos dados completos da investigação.

Casos de grande repercussão

A disputa institucional ocorre enquanto a Polícia Federal conduz investigações sensíveis que envolvem figuras relevantes da política e do setor empresarial.

Entre elas está a Operação Sem Desconto, que apura um esquema de fraudes em benefícios do INSS. Um dos desdobramentos envolve investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, suspeito de atuar em favor de grupos empresariais junto ao governo federal. Os procedimentos seguem sob sigilo e ainda estão em fase de investigação, sem conclusão sobre eventual responsabilidade dos investigados.

Paralelamente, a Operação Compliance Zero investiga suspeitas envolvendo o Banco Master e outros agentes públicos e privados.

Na avaliação de integrantes da Polícia Federal, justamente por envolverem autoridades e casos de elevado impacto político, essas investigações exigem rigor na preservação da autonomia funcional da corporação e respeito às competências constitucionais de cada instituição.

A nota divulgada pelos 27 superintendentes regionais reforça essa posição ao defender que a independência técnica das investigações não constitui prerrogativa corporativa, mas uma garantia destinada à proteção da sociedade, da legalidade e do Estado Democrático de Direito.

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