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Da Redação
Bolsonarista vestido com uniforme do ICE é preso nos Estados Unidos
Um brasileiro de 46 anos foi preso no domingo (4), em Miami, nos Estados Unidos, depois de comparecer a um local de votação das eleições brasileiras vestido com roupas semelhantes às utilizadas por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE). Danilo Alves Silva circulou pelo campus Kendall do Miami Dade College, onde brasileiros votavam no primeiro turno da eleição presidencial. Leia em TVT News.
Segundo o registro policial, Silva usava boné e jaqueta identificados com a sigla ICE, além de óculos escuros, máscara e botas. Ele não era funcionário da agência.
A presença do brasileiro provocou reação entre eleitores. Investigadores que estavam no local perceberam que algumas pessoas demonstravam medo ao acreditar que se tratava de um agente federal de imigração. Silva teria abordado diferentes pessoas enquanto caminhava pelo campus.
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Abordagem policial
Agentes do escritório do xerife de Miami-Dade e investigadores à paisana acompanharam a movimentação do brasileiro. Ele acabou sendo confrontado por pessoas que estavam no local e, segundo o relatório policial, reagiu de maneira agressiva.
Os investigadores perguntaram se Silva era um agente federal. Ele respondeu que não e inicialmente se recusou a apresentar um documento de identificação.
Durante a abordagem, ainda de acordo com o registro policial, o brasileiro teria ameaçado um dos investigadores, afirmando que o agente se arrependeria da decisão de detê-lo e que iria atrás dele e de outras pessoas presentes.
Silva foi algemado e levado ao Centro Correcional Turner Guilford Knight, em Miami.
Fantasia comprada pela internet
Aos policiais, o brasileiro afirmou que a roupa usada no local de votação era uma fantasia comprada pela internet. Ele também teria explicado que foi ao local inicialmente usando uma camisa da seleção brasileira, votou e depois voltou ao carro para trocar de roupa.
Após retornar ao campus com o traje semelhante ao do ICE, Silva disse que queria observar e registrar a reação das pessoas. A polícia, porém, considerou que a situação poderia representar intimidação de eleitores, especialmente porque algumas pessoas acreditaram que ele fosse realmente integrante da agência de imigração.
Acusações
O registro do sistema prisional de Miami-Dade aponta acusações de intimidação ou supressão de eleitores, conspiração para suborno, ameaça contra funcionário público, uso ilegal de distintivo ou insígnia policial e perturbação da ordem pública. O brasileiro também recebeu uma advertência formal para não retornar ao campus do Miami Dade College.
Durante a detenção, segundo o relatório, Silva teria oferecido dinheiro aos investigadores para ser liberado e ameaçado os agentes envolvidos na ocorrência.
O caso foi levado à Justiça da Flórida. A fiança foi estabelecida em US$ 5.650, e uma nova audiência está prevista para 19 de outubro.
Média de idade de puxadores de voto é abaixo de 32 anos
A idade média dos dez deputados federais que receberam mais votos nas eleições de 2026 ficou abaixo dos 32 anos. De acordo com dados da Justiça Eleitoral houve uma redução de quase 20% em relação ao grupo mais votado em 2022, quando a média era de 39 anos. Leia em TVT News.
Apesar da mudança entre os parlamentares que lideraram a votação, o cenário é diferente quando considerada toda a Câmara dos Deputados. A idade média da Casa permanece próxima dos 50 anos, seguindo um padrão semelhante ao das últimas eleições. Em 2018, a média era de 49 anos; em 2022, chegou a 50 anos.
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Quem está entre os mais votados
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), de 30 anos, foi novamente o parlamentar federal mais votado do país, com 3.119.318 votos. Na sequência aparece Lucas Pavanato (PL-SP), de 28 anos, que recebeu 3.038.438 votos.
Erika Hilton (PSOL-SP), de 33 anos, ficou na terceira posição, com 1.596.472 votos. André Fernandes (PL-CE), de 28 anos, e Sâmia Bomfim (PSOL-SP), de 36 anos, completam os cinco primeiros colocados.
Também aparecem entre os dez mais votados Julia Zanatta (PL-SC), de 41 anos; Ana Elisa (PT-MG), de 24 anos; Kim Kataguiri (Missão-SP), de 30 anos; Tabata Amaral (PSB-SP), de 32 anos; e Jeffrey Chiquini (Novo-PR), de 30 anos.
Apenas Julia Zanatta tem mais de 40 anos nesse grupo. Em 2022, cinco dos dez deputados que lideraram a votação tinham 40 anos ou mais, e um deles tinha 66 anos, o que elevou a média de idade daquele grupo.
Redes sociais ganham espaço
A concentração de parlamentares jovens entre os mais votados também se relaciona ao uso por candidatos das redes sociais, tanto antes quanto durante o período eleitoral.
Parte dos políticos mantém produção constante de conteúdo na internet e constrói uma presença digital que não fica restrita ao período de campanha, fazendo com que a comunicação com os eleitores passe a depender menos de estruturas tradicionais de campanha.
O levantamento também mostra a dimensão dessa presença digital. Todos os dez deputados mais votados possuem mais de 1 milhão de seguidores no Instagram. Nikolas Ferreira aparece com cerca de 22 milhões, enquanto Lucas Pavanato e Erika Hilton têm aproximadamente 5 milhões cada.
A atuação nas redes, no entanto, não está concentrada em um único campo político. Entre os dez parlamentares mais votados estão representantes de diferentes partidos e posições políticas, como Nikolas Ferreira, Lucas Pavanato e André Fernandes, além de Erika Hilton, Sâmia Bomfim, Ana Elisa e Tabata Amaral.
Câmara não rejuvenesceu na mesma proporção
A redução da idade entre os deputados que ficaram no topo da votação não significa que a Câmara, como um todo, tenha passado pelo mesmo processo.
A próxima legislatura terá 513 deputados. Segundo dados da Câmara, 183 exercerão o primeiro mandato, enquanto 301 foram reeleitos e outros 29 ex-deputados voltarão à Casa.
O contraste entre a idade dos parlamentares mais votados e a média geral da Câmara indica que o fenômeno está concentrado no grupo que recebeu maior número de votos, mas não representa necessariamente uma mudança na faixa etária predominante do Congresso.
Os dados sobre os dez deputados mais votados ainda podem ser modificados até a diplomação, prevista para ocorrer até 19 de dezembro: eventuais decisões da Justiça Eleitoral podem provocar retotalização dos votos e alterar a relação de eleitos. A composição da Câmara também pode sofrer mudanças depois da posse caso parlamentares assumam outros cargos e sejam substituídos por suplentes.
Escala 6×1: governo pressiona por votação no Senado, enquanto oposição tenta adiar
A disputa sobre o fim da escala 6×1 entra no Senado em meio a uma queda de braço entre o governo federal e a oposição. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), mantém a proposta na pauta, enquanto setores da oposição tentam adiar a tramitação após o resultado das eleições de domingo (4), que ampliou a presença da direita no Senado. Leia em TVT News.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) prevê a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, além da garantia de dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial. A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em setembro e agora precisa cumprir cinco sessões de discussão antes de ser submetida à votação em primeiro turno.
Governo quer votação ainda nesta semana
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta manter o calendário da PEC da 6×1 apesar do novo cenário político no Senado. A redução da jornada de trabalho é uma das principais bandeiras do governo.
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o Executivo continua trabalhando para aprovar a proposta nesta semana. Segundo ele, na avaliação do governo, o resultado das eleições não alterou as condições para a votação.
A primeira sessão de discussão está prevista para esta terça-feira (6), seguida de outras duas sessões na quarta e na quinta-feira (8). O governo pretende acelerar a tramitação para tentar levar a PEC à votação ainda nesta semana.
Para avançar, entretanto, será necessário garantir o quórum e os votos exigidos constitucionalmente. Uma PEC precisa receber 49 votos favoráveis em cada um dos dois turnos de votação no Senado, que possui 81 integrantes.
Oposição tenta adiar análise da PEC
A oposição passou a utilizar o resultado das eleições como argumento para postergar a votação do fim da escala 6×1. Lideranças articulam a ausência de senadores nas sessões como forma de dificultar a formação do quórum necessário para o avanço da proposta.
O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), reeleito no domingo, afirmou que o governo terá dificuldades para reunir os senadores e relacionou o novo cenário político à resistência contra a aprovação da PEC.
Além da oposição, entidades empresariais também pressionam os parlamentares contra uma votação rápida. O argumento apresentado pelos oposicionistas é que a composição futura do Senado sofreu mudanças significativas após as eleições e que, diante disso, não haveria razão para acelerar a análise da proposta neste momento.
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A disputa em torno da escala 6×1 também ocorre paralelamente à sucessão da Presidência do Senado, marcada para fevereiro de 2027. Alcolumbre precisa administrar as pressões relacionadas à PEC enquanto observa a disputa pelo comando da Casa.
PL terá maior bancada no Senado
O resultado eleitoral ampliou a força do PL no Senado. O partido elegeu 19 senadores no primeiro turno e deverá chegar à próxima legislatura, em 2027, com 28 integrantes, formando a maior bancada da Casa.
O crescimento da legenda também influencia a disputa pela Presidência do Senado. O PL já tem um nome declarado para o cargo: o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro e crítico da proposta que prevê o fim da escala 6×1.
Nesse cenário, a votação da PEC passou a integrar uma disputa política mais ampla sobre a composição e os rumos do Senado a partir da próxima legislatura.
Para o governo, entretanto, o resultado eleitoral não deve interromper a discussão da redução da jornada. A estratégia é tentar concluir a tramitação ainda durante a atual composição da Casa, antes que os novos senadores assumam seus mandatos.
Maioria dos brasileiros apoia o fim da escala 6×1
Apesar da resistência encontrada no Senado, a proposta conta com apoio majoritário entre os brasileiros. Pesquisa Genial/Quaest divulgada em julho apontou que 69% dos entrevistados são favoráveis ao fim da escala 6×1, enquanto 22% se posicionaram contra.
Tio de Guilherme Boulos morre após ser atropelado durante briga de trânsito em SP
Carlos Boulos, de 80 anos, tio do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL-SP), morreu na madrugada desta terça-feira (6), após ser atropelado durante uma discussão de trânsito na região central de São Paulo. Leia em TVT News.
Segundo registro feito no 14º Distrito Policial (Pinheiros), o óbito ocorreu às 4h desta terça-feira, no Hospital das Clínicas. A informação foi apresentada à polícia pelo irmão da vítima, Marcos Boulos, que compareceu à delegacia com a Guia de Encaminhamento de Cadáver emitida pela unidade de saúde.
Após tomar conhecimento da morte, a autoridade policial alterou a natureza do registro para homicídio consumado e requisitou o transporte do corpo ao Instituto Médico-Legal (IML).
Atropelamento ocorreu após discussão no trânsito
Carlos Boulos foi atropelado na noite de sábado (3), na avenida 23 de Maio, depois de um desentendimento com o motorista de outro veículo. Segundo informações divulgadas anteriormente pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), os dois condutores teriam se envolvido inicialmente em uma colisão.
Ainda de acordo com a versão registrada pela polícia, Carlos, que dirigia uma caminhonete, desceu do veículo para conversar com o outro motorista. Nesse momento, o carro avançou e atingiu o tio de Boulos.
Carlos foi socorrido e levado para atendimento médico. O motorista deixou o local sem prestar socorro. Imagens da ocorrência permitiram à Polícia Civil identificar a placa do veículo e iniciar as diligências para localizar o condutor.
Motorista foi ouvido e liberado
O motorista suspeito, identificado como Amilton, de 61 anos, compareceu na segunda-feira (5) à 5ª Delegacia de Polícia, na região da Liberdade, acompanhado de um advogado. Após prestar depoimento, ele foi liberado.
Segundo a defesa, o homem afirmou que tentou deixar o local após entender que sua esposa e seu filho estariam sob ameaça. Conforme o relato apresentado pelo advogado, Carlos teria buzinado, utilizado o farol alto e dirigido o veículo contra o carro de Amilton. Em seguida, teria descido e se aproximado do automóvel.
A defesa afirma ainda que familiares de Amilton também prestaram depoimento e relataram ter temido que Carlos estivesse armado. O advogado declarou que a dinâmica do episódio deverá ser esclarecida a partir das imagens, da perícia e dos demais elementos da investigação.
O veículo envolvido no atropelamento também foi periciado e, posteriormente, liberado.
Guilherme Boulos ainda não se pronunciou
Até o momento, Guilherme Boulos não havia se manifestado publicamente sobre a morte do tio. A assessoria do político também havia informado anteriormente que não comentaria o atropelamento.
Fandoms de artistas colocam redes à disposição da campanha de Lula no segundo turno
Comunidades de fãs de artistas nacionais e internacionais passaram a se mobilizar nas redes sociais em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2026. Perfis dedicados a nomes como Taylor Swift, Beyoncé, Anitta, BTS, Lady Gaga, Ariana Grande ou até mesmo do mundo da bola, como Mbappé, anunciaram que estão colocando seus canais à disposição da campanha para divulgar informações e conteúdos relacionados à disputa presidencial. Leia em TVT News.
A mobilização começou após a definição do segundo turno e ganhou força nas redes sociais nos dias seguintes ao primeiro turno. A nova votação entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) está marcada para 25 de outubro.
No primeiro turno, Flávio terminou na frente, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%. A diferença foi de 2.224.965 votos. Nesse cenário, as comunidades de fãs passaram a direcionar parte de sua atuação para estimular a participação eleitoral.
Fandoms fazem chamado pela participação
Os chamados fandoms são comunidades organizadas em torno de artistas, grupos musicais e outras personalidades. Muitas mantêm perfis próprios nas redes sociais para compartilhar notícias, imagens e conteúdos relacionados aos seus ídolos. Algumas dessas páginas possuem milhares de seguidores.
Entre os perfis envolvidos na mobilização estão páginas dedicadas a Taylor Swift, Beyoncé, BTS, Anitta, Billie Eilish, Ariana Grande, Dua Lipa, Justin Bieber, BLACKPINK, Katy Perry, Miley Cyrus, Bad Bunny, Kendrick Lamar, The Weeknd, Harry Styles, Shawn Mendes, Cardi B, Matuê, Kylian Mbappé, Luísa Sonza, entre outras.
Em uma publicação conjunta, administradores de diversos fandoms afirmaram que o objetivo é contribuir para que eleitores ainda indecisos tenham acesso a informações e incentivar pessoas que não participaram da primeira votação a comparecer às urnas no segundo turno.
A mensagem também destaca o número de eleitores que ficaram fora da primeira votação. Mais de 33 milhões de brasileiros não participaram do primeiro turno, enquanto mais de 6 milhões optaram pelo voto branco ou nulo, segundo os números apresentados nas publicações das comunidades.
Os perfis afirmam que a mobilização não é motivada por “fanatismo político”, mas pela defesa da democracia e por uma tentativa de manter os seguidores informados e mobilizados para a nova votação.


Fandoms colocam canais à disposição de Lula
Além das manifestações públicas de apoio, as comunidades de Fandoms ofereceram diretamente suas redes à campanha petista. Em uma mensagem padronizada, os perfis informaram ao presidente e à sua equipe que poderiam compartilhar conteúdos de interesse público e materiais relacionados à campanha.
A iniciativa não significa necessariamente que todos os artistas associados às páginas tenham declarado apoio a Lula. A mobilização é organizada pelos administradores das fanbases e pelas comunidades digitais, que decidiram utilizar seus próprios canais durante o segundo turno.
Entre os grupos brasileiros que participaram da articulação estão a Update Swift Brasil, o BTS Project Brasil e a Anitta Golden. O perfil dedicado ao BTS, por exemplo, ultrapassava 145 mil visualizações em uma das publicações sobre a mobilização.
Oi, @LulaOficial! Nossas redes também estão abertas para você e sua equipe.
— Anitta Golden (@anittagolden) October 5, 2026
Estamos disponíveis para compartilhar informações de interesse público e conteúdos relacionados à sua campanha, sempre com o objetivo de ampliar o acesso do nosso público às informações.
No Instagram, a Beyoncé Brasil também participou de uma publicação conjunta com outras páginas. O conteúdo defendia a necessidade de conversar com eleitores que ainda não decidiram o voto, incentivar a participação daqueles que não foram às urnas e manter mobilizados os seguidores que já fizeram sua escolha.
O perfil Luísa Sonza Brasil também divulgou a iniciativa Fandoms com Lula e marcou páginas envolvidas na organização, entre elas Central Fresno, Acervo Saint Satine, Portal Adéla, Acervo Mariah, Acervo Lula, Pretty Ji Brasil e BrasilMOO.
Caminhada na paulista por Lula: “Marcha pela democracia”
Além da mobilização nas redes, os fandoms também se mobilizaram e aderiram a uma caminhada que está sendo organizada de forma orgânica por apoiadores do presidente Lula neste domingo 11/10 em frente ao Masp na Avenida Paulista.
O encontro está marcado para às 11h.

Equipe de Lula responde às comunidades
A mobilização também recebeu resposta da equipe do presidente. Um dos perfis que participou da iniciativa recebeu uma mensagem privada da conta oficial de Lula depois de anunciar publicamente que suas redes estavam disponíveis para a campanha.
O contato mostra que a equipe petista passou a estabelecer comunicação com integrantes da mobilização. A iniciativa ocorre em meio à busca da campanha por ampliar a participação eleitoral no segundo turno, especialmente entre os eleitores que não compareceram à primeira votação.
Vamos fazer algo HISTÓRICO nesse segundo turno! ❤️⭐️ pic.twitter.com/yShFOJWBhv
— Access Ariana (@accessarianabr) October 5, 2026
🚨 ATENÇÃO FANDOMS E ACERVOS
— acervo lula (@lulacervo) October 5, 2026
Se ainda não entrou na ação e tem interesse, RESPONDE AQUI ou manda uma DM pra colocar vocês no grupo! O limite máximo é HOJE 17h e depois já vamos começar a mobilização https://t.co/F9Lml0NFXG
Aproximação com fandoms começou antes da campanha
A relação entre o governo Lula e comunidades de fãs não começou com o segundo turno. Em agosto, representantes de fandoms participaram de discussões no Palácio do Planalto relacionadas a medidas voltadas para grandes eventos.
Na ocasião, Lula assinou dois decretos. Um deles estabeleceu regras para combater práticas abusivas na comercialização de ingressos, incluindo medidas contra o cambismo digital. O outro determinou a oferta gratuita de água potável em eventos com público superior a mil pessoas e permitiu a entrada de recipientes de água pelos espectadores.
Representantes de comunidades ligadas a artistas como Taylor Swift, BTS, BLACKPINK, Ariana Grande, Lady Gaga, Harry Styles, Justin Bieber, Katy Perry e Olivia Rodrigo participaram das discussões que antecederam as medidas.
Agora, parte dessas comunidades volta a se organizar, desta vez diretamente no contexto eleitoral. Os perfis pretendem utilizar o alcance acumulado nas redes para estimular a participação no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Conheça Ana Elisa: recordista de votos, sucesso nas redes sociais e o novo rosto da esquerda brasileira
Ana Elisa Santos Silva (PT) tem 21 anos, nasceu em Divinópolis (MG) e acaba de ser eleita a deputada federal mais jovem do Brasil desde 1994. Com 524.219 votos, a estudante de Direito e influenciadora digital se tornou a mulher mais votada da história de Minas Gerais e a segunda candidata mais votada do estado. Nas redes sociais, onde soma mais de 2 milhões de seguidores no Instagram, ela construiu uma campanha de sucesso e defende a mobilização no ambiente digital.
Ana Elisa ganhou projeção nas redes sociais ao publicar vídeos sobre política, direitos sociais, racismo, feminismo, educação pública, combate à desinformação e fim da escala 6×1. Conheça a trajetória da nova deputada do PT com a TVT News.
O que você precisa saber sobre Ana Elisa
- Quem é: Ana Elisa Santos Silva, 21 anos, estudante de Direito, filha de professora e mãe solo, nascida em Divinópolis (MG)
- O que pensa sobre política nas redes: Acredita que o ambiente digital é ferramenta essencial para renovação da esquerda e aproximação com a juventude
- Novo rosto da esquerda: Primeira mulher preta eleita deputada federal por Minas Gerais aos 21 anos, defende maior participação de jovens e negros no PT
Quem é Ana Elisa, deputada eleita por MG
Ana Elisa Santos Silva nasceu em 31 de agosto de 2005, em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Filha de uma mulher negra, professora e mãe solo, tem raízes familiares em Oliveira e cresceu acompanhando a mãe em movimentos sindicais ligados à educação — contato que despertou seu interesse pela política ainda na infância.
Antes de disputar sua primeira eleição, Ana Elisa trabalhava como estagiária no Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG) e cursava Direito. Sem experiência anterior em cargos eletivos, ela construiu sua projeção nas redes sociais, nas quais acumula mais de 2 milhões de seguidores no Instagram e mais de 952 mil no TikTok.

Com a eleição, Ana Elisa se tornou a parlamentar mais jovem na Câmara dos Deputados desde 1994, quando Vanessa Felippe (PDSB) foi eleita pelo Rio de Janeiro aos 22 anos. A nova deputada também superou a marca que pertencia a Nikolas Ferreira, eleito aos 26 anos em 2023 como o mais jovem de Minas Gerais.
Em entrevista ao G1, Ana Elisa destacou o significado de sua eleição:
“Em 200 anos de Câmara nós nunca tivemos uma mulher preta eleita aos 21 anos e ser a primeira não significa que eu quero ser a única”
A deputada eleita também celebrou o resultado das urnas em suas redes sociais:
“524.219 mineiros votaram em mim, nunca imaginei um número tão grande, mas isso prova que nós podemos chegar, isso prova que o povo está cansado do mesmo e acredita em um futuro melhor, obrigada Minas Gerais”
Ana Elisa se filiou ao PT em março de 2026, após convite feito durante uma visita do presidente Lula a Betim (MG). Antes disso, teve uma breve passagem pelo PV no ano anterior. Sua candidatura integrou a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.
A votação colocou Ana Elisa entre os candidatos a deputado federal mais votados do país. Com 524.219 votos, ela terminou a eleição atrás apenas de Nikolas Ferreira e à frente de nomes como Duda Salabert (PSOL), Reginaldo Lopes (PT) e Rogério Correia (PT) na disputa em Minas.
O que Ana Elisa pensa sobre política nas redes sociais
Para Ana Elisa, as redes sociais não são apenas um meio de comunicação, mas o principal instrumento de transformação política da nova geração. A deputada eleita atribui integralmente seu resultado nas urnas à construção digital que fez ao longo dos últimos anos.

A jovem parlamentar ganhou projeção nacional produzindo conteúdo sobre racismo, feminismo, direitos sociais e questões trabalhistas. Entre os formatos que a tornaram conhecida estão vídeos em que responde diretamente a parlamentares de direita, incluindo o próprio Nikolas Ferreira.
Segundo análise publicada pela Revista Fórum, a presença digital de Ana Elisa se tornou um dos pilares de sua campanha eleitoral, permitindo que ela alcançasse públicos que tradicionalmente não acompanham política institucional. Sua comunicação direta e acessível, voltada principalmente para o público jovem, ajudou a aproximar temas complexos do cotidiano de quem a acompanha.
Durante a campanha, Ana Elisa defendeu que a esquerda precisa ocupar os espaços digitais com a mesma intensidade que a direita, adaptando sua linguagem e suas estratégias às dinâmicas das plataformas. Para ela, a renovação política passa necessariamente pela compreensão de que as redes são o novo espaço público de debate.
Esquerda precisa ocupar as redes sociais, defende Ana Elisa
Em entrevista ao Estado de Minas, Ana Elisa defendeu que a política precisa estar presente nos espaços digitais porque parte da população não acompanha diretamente o funcionamento das instituições.
- Conheça o site de Ana Elisa
“A política precisa chegar às pessoas para além da TV Câmara e da TV Senado. Muita gente não se interessa porque não entende o que está acontecendo.”
Para a jovem, as redes podem aproximar a população do debate institucional e ampliar a participação política. Ela também afirmou que considera a política parte da vida cotidiana: “Acho que todo mundo é político. Acho que as pessoas não têm para onde fugir.”


Ana Elisa também critica a dinâmica de confrontos nas redes sociais e aponta a desinformação como um dos principais problemas do debate público. Segundo ela, notícias falsas se espalham com velocidade, enquanto a explicação dos fatos exige mais tempo.
“Combater fake news é muito difícil, porque elas são simples e rápidas de espalhar. Já a verdade exige mais tempo e explicação.”
A deputada eleita reconhece que a desinformação também pode surgir entre grupos de esquerda, embora avalie que o alcance desse tipo de conteúdo seja maior entre grupos de direita nas redes.
A forte presença digital foi um dos elementos que ajudaram Ana Elisa a transformar notoriedade em votação.
Ana Elisa fala sobre estratégia para Lula vencer no 2° turno
Para Ana Elisa, as redes sociais não são apenas um meio de comunicação, mas o principal instrumento de transformação política da nova geração. A deputada eleita atribui integralmente seu resultado nas urnas à construção digital que fez ao longo dos últimos anos.
No vídeo abaixo, publicado nas redes sociais da futura deputada, ela opina sobre a estratégia para vencer o 2° turno.
Conheça a trajetória de Ana Elisa, o novo rosto da esquerda
A trajetória de Ana Elisa Santos Silva é marcada pela militância estudantil e pela defesa de pautas ligadas à juventude, educação pública e igualdade racial. Durante a universidade, participou de mobilizações em defesa da permanência estudantil, da ampliação das bolsas e do passe livre.
Suas principais bandeiras de campanha refletem essa vivência:
- Fim da escala 6×1: Defende a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, além da ampliação da proteção previdenciária e dos direitos dos trabalhadores de aplicativos
- Educação pública: Propõe o aumento de recursos federais para universidades e institutos federais de Minas Gerais, a ampliação do programa Pé-de-Meia e a criação de um Fundo Nacional de Apoio ao Passe Livre Estudantil
- Mulheres e igualdade racial: Defende o fortalecimento das Casas da Mulher Brasileira em MG, linhas de crédito facilitadas para mulheres chefes de família e a manutenção das cotas no serviço público
- Cultura, meio ambiente e interior: Propõe a descentralização de recursos culturais para municípios do interior, fiscalização rigorosa da mineração com proteção das bacias hídricas e apoio à agricultura familiar
No site oficial de Ana Elisa, a deputada eleita se apresenta como representante da “renovação popular”, trazendo “a vivência do interior e a firmeza da juventude trabalhadora”. A plataforma destaca ainda seu compromisso com o “Fim da Escala 6×1, porque quem trabalha precisa de tempo para viver, descansar e conviver com a família”.
Com mais de meio milhão de votos, Ana Elisa inicia seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados em fevereiro de 2027. Seu desempenho nas urnas a colocou entre os principais nomes da nova geração do PT e deu dimensão nacional a uma candidatura construída a partir de Minas Gerais e das redes sociais.
Ana Elisa e Nikolas vão se encontrar no Congresso
A eleição de Ana Elisa estabelece um confronto direto com Nikolas Ferreira (PL), o deputado federal mais votado do país, que também é de Minas Gerais. A jovem petista ficou em segundo lugar no estado, com 524.219 votos, atrás justamente de Nikolas, que soma mais de 3 milhões de votos.
A rivalidade entre os dois começou antes mesmo das urnas. Ana Elisa ganhou projeção nas redes sociais justamente com vídeos em que responde ao parlamentar de direita, e sua campanha foi construída, desde o início, como oposição a ele e ao seu campo político.
Após o resultado das eleições, Ana Elisa utilizou as redes sociais para mandar um recado direto ao adversário. “Nos vemos na Câmara”, escreveu a nova parlamentar. Na legenda da publicação, acrescentou que “está na hora de começar a trabalhar”.
Nas redes sociais, apoiadores de Ana Elisa repercutiram o confronto que se desenha para o próximo mandato. Uma publicação no X (antigo Twitter) alertou: “Se cuida Nikolas! Ana Elisa (PT) é eleita a deputada federal MAIS JOVEM de Minas Gerais”. Já o perfil de Tiago Barbosa destacou: “‘A esquerda não se renova’. Taí, mulher, negra, eleita pelo PT aos 21 anos e com uma lucidez impressionante”.
O jornalista Renato Souza, por sua vez, observou que a vitória de Ana Elisa representa uma mudança de estratégia dentro do próprio campo progressista: “Usando a força das redes. Coisa que a uma parte se recusa a adotar. Praticamente todos que foram eleitos do PT usaram as redes a seu favor”, opinou o jornalista.
O encontro entre os dois parlamentares na Câmara dos Deputados, a partir de fevereiro de 2027, promete ser um dos embates mais acompanhados do próximo mandato.

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