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Da Redação

Agregador de pesquisas de julho aponta Lula com vantagem de 7,2 pontos sobre Flávio Bolsonaro

O agregador de pesquisas de julho, que reúne os levantamentos de intenção de voto divulgados entre os dias 16 e 29 deste mês, mostra o presidente Lula com vantagem consistente sobre Flávio Bolsonaro no cenário de segundo turno. 

Com a aplicação de um sistema de pesos que valoriza institutos consolidados como Datafolha e Quaest e incorpora a mais recente pesquisa Atlas Intel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (29/07), a média ponderada aponta Lula com 46,6% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 39,4%, uma diferença de 7,2 pontos percentuais no 2° turno das eleições 2026.

No primeiro turno, a média ponderada do agregador para o período de 16 a 29 de julho indica Lula com 43,7% das intenções de voto, contra 31,5% de Flávio. A pesquisa Atlas Intel/Bloomberg, a mais recente entre os institutos analisados, corrobora essa tendência, trazendo Lula com 47% e Flávio com 37% no segundo turno, uma vantagem de 10 pontos que reforça o cenário favorável ao atual mandatário.

O levantamento consolida um recorte de 14 dias de pesquisas onde o presidente Lula demonstra crescimento gradual, especialmente entre o eleitorado independente e não alinhado, enquanto a candidatura de Flávio Bolsonaro, embora mantenha patamar expressivo, não apresenta força para reverter a dianteira do adversário.

Com a atualização, a média ponderada geral do agregador para o período de 16 a 29 de julho passou a ser:

  • 1º turno: Lula 40,8% x Flávio 32,6%
  • 2º turno: Lula 46,7% x Flávio 41,8%

Os números indicam que a eleição deve ser decidida no segundo turno, já que Lula não alcança os 50% dos votos válidos necessários para vencer no primeiro turno.

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O que dizem as pesquisas de intenção de voto sobre a disputa Lula x Flávio Bolsonaro – Fotos: Ricardo Stuckert / Conferência de Ação Política Conservadora

Principais dados dos institutos analisados

Datafolha — divulgada em 24/07

  • 2º turno: Lula 48% x Flávio 43% (vantagem de 5 p.p.)
  • 1º turno: Lula 40% x Flávio 32%
  • Rejeição: Flávio 48%, Lula 46%
  • Avaliação do governo: 32% ótima/boa, 28% regular, 38% ruim/péssima
  • Margem de erro: 2 p.p. | Amostra: 2.004 eleitores

Genial/Quaest

  • 2º turno: Lula 44% x Flávio 38% (vantagem de 6 p.p.)
  • 1º turno: Lula 39% x Flávio 29%
  • Outros cenários: Lula 45% x Zema 35%; Lula 45% x Caiado 35%; Lula 45% x Renan Santos 31%

Atlas Intel/Bloomberg — divulgada em 29/07

  • 2º turno: Lula 49,2% x Flávio 42,9% (vantagem de 6,3 p.p.)
  • 1º turno (cenário amplo): Lula 44,9% x Flávio 35,8% x Renan Santos 7,8% x Caiado 3,1% x Zema 2,8%
  • 1º turno (cenário reduzido): Lula 47,4% x Flávio 37% x Renan Santos 7,8%
  • Rejeição: Flávio 52,9%, Lula 49,4%
  • Margem de erro: 1 p.p. | Amostra: 5.021 eleitores

Nexus/BTG

  • 2º turno: Lula 47% x Flávio 44% (empate técnico)
  • 1º turno: Lula 40% x Flávio 34%
  • Rejeição: Flávio 50%, Lula 46%

Futura/Apex

  • 2º turno: Lula 46,3% x Flávio 46,1% (empate técnico – diferença de 0,2 p.p.)
  • 1º turno: Lula 40,1% x Flávio 36,8%
  • Margem de erro: 2,2 p.p.

PoderData

  • 2º turno: Lula 45% x Flávio 43% (empate técnico)
  • 1º turno: Lula 40% x Flávio 34%
  • Margem de erro: 2 p.p.

Corrida eleitoral: o que diz o agregador de pesquisas

O agregador de pesquisas reúne recorte de 14 dias de pesquisas em que o presidente Lula demonstra crescimento gradual, especialmente entre os eleitores pendulares.

O professor Beto Vasquez, da FSPSP, realizou uma análise com base nos dois principais institutos do agregador (Datafolha e Quaest), destacando as movimentações do eleitorado entre abril e julho. Os dados mostram um cenário favorável ao presidente Lula, com ênfase em quatro pilares:

1. Evolução no segundo turno: Os números mostram uma virada consistente. Na pesquisa Datafolha de 24 de julho, Lula saiu de uma desvantagem de 1 ponto em abril (45% a 46%) para uma vantagem de 5 pontos em julho (48% a 43%).

Na Quaest, a reversão foi ainda mais acentuada: de uma desvantagem de 2 pontos (40% a 42%) para uma vantagem de 8 pontos (45% a 37%). A variação líquida pró-Lula é de 6 pontos na Datafolha e de 10 pontos na Quaest.

2. Avanço entre independentes e não alinhados: O principal motor desse crescimento foi a conquista de eleitores fora do espectro partidário.

Na Quaest, Lula cresceu 14 pontos entre os independentes (de 26% para 40%), enquanto Flávio recuou 6 pontos (de 33% para 27%). Na Datafolha, entre os não alinhados, Lula teve um avanço de 8 pontos (de 32% para 40%), e Flávio caiu 7 pontos (de 38% para 31%).

3. Movimento na rejeição: Os índices de rejeição também mudaram a favor do atual presidente.

Na Datafolha, a rejeição a Lula caiu 5 pontos (de 55% para 50%), enquanto a rejeição a Flávio Bolsonaro subiu 5 pontos (de 52% para 57%). Na Quaest, a rejeição a Lula recuou 2 pontos (de 48% para 46%), e a de Flávio avançou 5 pontos (de 43% para 48%).

4. Conclusões sobre o cenário político: O professor Beto Vasquez destaca que, na véspera do início das eleições, os levantamentos apontam que Flávio Bolsonaro é forte o suficiente para manter sua candidatura, mas ainda muito frágil para atrair alianças políticas relevantes.

Por outro lado, Lula conseguiu se estabilizar na liderança, posição impulsionada pela melhora da aprovação e avaliação de governo. O analista ressalta que o medo do eleitor em relação ao retorno da família Bolsonaro tem sido maior do que a preocupação com a permanência de Lula, fator que contribui para a maior expectativa de vitória do atual presidente.

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Pesqusias mostram mostram uma tendência de crescimento para Lula e estagnação para Flávio Bolsonaro entre abril e julho. Foto: Ricardo Stuckert

Metodologia do agregador de pesquisas

O agregador de pesquisas da TVT News foi elaborado para medir a média ponderada das intenções de voto dos principais candidatos no cenário de primeiro e segundo turnos, no recorte de 16 a 29 de julho. O sistema atribui pesos distintos com base na credibilidade, tradição e metodologia amostral de cada instituto:

  • Quaest e Datafolha: Peso 4. Por serem institutos consolidados e com maior capilaridade amostral, recebem a maior ponderação.
  • Atlas Intel / Bloomberg: Peso 3. Considerado um dos principais institutos que utilizam metodologia online e amostragem robusta.
  • Nexus / BTG, Futura / Apex e Poder Data: Peso 1. Embora relevantes, possuem menor histórico de pesquisas eleitorais ou amostras menores, recebendo peso inferior.

O cálculo da média ponderada é feito multiplicando o percentual de cada candidato em cada pesquisa pelo peso do respectivo instituto. O somatório desses valores é dividido pela soma total dos pesos (14). Os percentuais de primeiro turno consideram apenas votos válidos, enquanto os de segundo turno incluem brancos e nulos na base de cálculo, conforme a metodologia divulgada por cada instituto.

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Jerônimo e ACM Neto empatam na Bahia, diz Quaest

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (29) mostra uma disputa acirrada pelo governo da Bahia nas eleições de 2026. O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) e o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) aparecem tecnicamente empatados no primeiro turno, com 39% e 38% das intenções de voto, respectivamente. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Saiba mais na TVT News.

O levantamento também aponta vantagem dos candidatos apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida pelas duas vagas da Bahia no Senado. O ex-governador e ex-ministro Rui Costa (PT) aparece com 22%, seguido pelo senador Jaques Wagner (PT), com 16%. Na disputa presidencial, Lula lidera com ampla vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL): 52% a 18%.

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A Quaest ouviu presencialmente 1.200 eleitores baianos com 16 anos ou mais entre os dias 23 e 27 de julho. A pesquisa tem nível de confiança de 95%, margem de erro de três pontos percentuais e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BA-02331/2026.

Governo da Bahia tem disputa apertada

No primeiro cenário estimulado para o governo da Bahia, ACM Neto registra 39% das intenções de voto, enquanto Jerônimo Rodrigues chega a 38%. Aroldo Felix (UP) e Ronaldo Mansur (PSOL) têm 1% cada. José Estêvão (DC) não pontuou.

Nesse cenário, 13% dos entrevistados estão indecisos e 8% afirmam que pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas.

Em uma segunda configuração, sem José Estêvão, os números dos dois principais candidatos permanecem iguais: ACM Neto tem 39% e Jerônimo, 38%. Os indecisos passam a 14%, enquanto brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar somam 7%.

O cenário também é apertado quando os eleitores são questionados sem receber uma lista de candidatos. Na pesquisa espontânea, Jerônimo aparece com 18% e ACM Neto com 17%. O dado que chama atenção é o elevado número de indecisos: 63%.

A definição do voto ainda está em processo para uma parcela significativa do eleitorado. Segundo a Quaest, 44% dos baianos dizem que ainda podem mudar de escolha para governador, enquanto 54% consideram a decisão definitiva.

2º turno

Em uma eventual segunda etapa entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues, o ex-prefeito de Salvador aparece numericamente à frente, com 43%, contra 39% do atual governador. Como a diferença é de quatro pontos e a margem de erro é de três pontos percentuais, os dois permanecem tecnicamente empatados.

Os indecisos representam 11%, enquanto 7% afirmam votar em branco, nulo ou não comparecer às urnas.

Na comparação com o levantamento anterior, ACM Neto passou de 41% para 43%, enquanto Jerônimo oscilou de 38% para 39%.

A rejeição, por outro lado, é maior entre os eleitores para o atual governador. Jerônimo Rodrigues registra 40% de rejeição, contra 30% de ACM Neto. Ronaldo Mansur tem 17%, José Estêvão, 13%, e Aroldo Felix, 9%.

Aprovação de Jerônimo chega a 57%

Apesar da disputa apertada, a avaliação do governo Jerônimo Rodrigues é majoritariamente positiva. Segundo a Quaest, 57% dos entrevistados aprovam a administração estadual, enquanto 34% desaprovam. Outros 9% não souberam ou não responderam.

Na avaliação qualitativa, 37% consideram o governo positivo, 35% avaliam a gestão como regular e 23% classificam como negativa. Outros 5% não souberam ou não responderam.

Quando perguntados se Jerônimo Rodrigues merece ser reeleito, 52% dos baianos respondem que sim. Para 41%, o governador não merece um novo mandato. Outros 7% não souberam ou não responderam.

Entre as áreas avaliadas, infraestrutura e mobilidade aparece com 46% de avaliações positivas, seguida por educação e atração de empresas, ambas com 45%. Habitação tem 43% de avaliações positivas e políticas sociais, 38%.

Já transporte público registra 35% de avaliações positivas e 33% negativas. Emprego e renda aparece com 34% de avaliações positivas e 34% negativas. Na saúde, 32% avaliam positivamente e 39% negativamente.

A segurança pública é o setor com pior avaliação: 47% dos entrevistados classificam a atuação do governo como negativa, enquanto 27% consideram positiva e 26%, regular.

Rui Costa e Jaques Wagner lideram corrida ao Senado

Bahia Quaest
O ex-ministro da Casa Civil Rui Costa e o senador Jaques Wagner; Foto: Civil/Ascom/Carlos Moura/Agência Senado

Na disputa pelas duas vagas destinadas à Bahia no Senado Federal, Rui Costa e Jaques Wagner aparecem nas primeiras posições nos dois cenários testados pela Quaest.

Rui Costa lidera numericamente com 22% das intenções de voto, enquanto Jaques Wagner tem 16%. Como a margem de erro é de três pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados no limite.

Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL) aparecem com 6% cada. Professora Delliana Ricelli (PSOL) registra 3% no primeiro cenário e 4% no segundo. Marcelo Santtana (DC) tem 1%, enquanto Gregório Gould (UP) não pontua.

O eleitorado ainda está bastante distante de uma decisão definitiva. Em ambos os cenários, 22% dos entrevistados estão indecisos e 24% afirmam que votarão em branco, nulo ou não irão votar.

A pesquisa também mostra uma alteração no desempenho de Jaques Wagner em relação a levantamentos anteriores. O senador aparecia com 22% na pesquisa anterior e agora registra 16%.

Lula lidera disputa presidencial na Bahia

Na corrida pela Presidência da República, o cenário baiano é bastante diferente do observado na disputa pelo governo estadual. Lula aparece isolado na liderança, com 52% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro marca 18%.

Ronaldo Caiado (PSD) tem 3%. Cabo Daciolo (Mobiliza), Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP) aparecem com 1% cada. Edmilson Costa (PCB) e Leonardo Avalanche (PRTB) não pontuam.

Os indecisos representam 13%, enquanto 9% dizem que votarão em branco ou nulo ou não pretendem comparecer às urnas.

A vantagem de Lula também se amplia nos cenários de segundo turno. Contra Flávio Bolsonaro, o presidente registra 56%, ante 23% do candidato do PL. Contra Ronaldo Caiado, Lula aparece com 57%, contra 16%. Diante de Romeu Zema, o petista tem 57%, contra 14%. Já contra Renan Santos, Lula marca 57%, ante 13%.

A Bahia, maior colégio eleitoral do Nordeste e quarto maior do país, com cerca de 11,3 milhões de eleitores aptos, ocupa posição estratégica na disputa presidencial. O desempenho de Lula no estado contrasta com a disputa bastante equilibrada pelo governo, indicando que a eleição estadual e a presidencial podem apresentar dinâmicas distintas entre os eleitores baianos.

Pesquisa mostra cenários diferentes para 2026

Os números da Genial/Quaest revelam, portanto, três disputas com características distintas na Bahia. Pelo governo estadual, ACM Neto e Jerônimo Rodrigues estão separados por apenas um ponto no primeiro turno e quatro no segundo, mantendo o quadro dentro do empate técnico.

Para o Senado, Rui Costa e Jaques Wagner aparecem numericamente à frente dos demais concorrentes, embora o alto percentual de indecisos e de votos brancos e nulos indique que a disputa ainda está aberta.

Já na eleição presidencial, Lula apresenta uma vantagem ampla sobre Flávio Bolsonaro e sobre os demais nomes testados. O resultado reforça a relevância do eleitorado baiano para a estratégia nacional dos partidos e das candidaturas que disputarão o Palácio do Planalto em outubro de 2026.

Quaest aponta empate técnico entre Lula e Flávio bolsonaro em SP

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (29) mostra uma disputa acirrada pela Presidência da República em São Paulo. No maior colégio eleitoral do país, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno, com 34% contra 30% das intenções de voto. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, os dois estão em empate técnico. Saiba mais na TVT News.

O levantamento foi realizado entre os dias 23 e 27 de julho e ouviu presencialmente 1.650 eleitores de 16 anos ou mais no estado. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-09998/2026.

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Na sequência, três nomes aparecem empatados numericamente, todos com 3%: Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). O escritor Augusto Cury (Avante) registra 2%, enquanto Cabo Daciolo (Mobiliza) e Samara Martins (UP) têm 1% cada. Edmilson Costa (PCB) e Leonardo Avalanche (PRTB) não pontuaram.

O levantamento mostra ainda que 10% dos eleitores estão indecisos e 13% afirmam que pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas. Somados, esses grupos representam quase um quarto do eleitorado paulista.

Flávio abre vantagem sobre Lula no 2º turno

A vantagem numérica de Flávio Bolsonaro aumenta no cenário de segundo turno contra Lula. O senador aparece com 40%, enquanto o presidente registra 35%. Outros 7% permanecem indecisos e 18% afirmam que votarão em branco, nulo ou não irão votar.

O resultado é diferente dos demais cenários de segundo turno testados pela Quaest. Lula aparece numericamente à frente de Romeu Zema, por 35% a 33%, e de Ronaldo Caiado, por 35% a 34%. Nos dois casos, contudo, a diferença está dentro da margem de erro, configurando empate técnico.

Contra Renan Santos, o presidente registra 36%, contra 30% do candidato do Missão. Nesse cenário, 9% estão indecisos e 25% dizem que votarão em branco, nulo ou não comparecerão.

Os números indicam, portanto, que a vantagem de Flávio sobre Lula é mais expressiva no confronto direto entre os dois. Já diante de Zema e Caiado, Lula aparece em situação de empate técnico no estado.

Rejeição de Lula chega a 61%

A pesquisa também revela um cenário de forte rejeição entre os dois principais nomes da disputa. Lula apresenta a maior taxa: 61% dos eleitores paulistas dizem que não votariam nele de jeito nenhum. Flávio Bolsonaro aparece logo depois, com 55%.

A rejeição ao senador cresceu em relação ao levantamento anterior. Em abril, 53% dos entrevistados afirmavam que não votariam em Flávio, enquanto Lula tinha 63%.

Entre os demais candidatos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema registram 30% de rejeição cada. Renan Santos tem 18%. Os demais nomes aparecem com índices inferiores.

A pesquisa também aponta que a definição do voto presidencial ainda não está consolidada para uma parcela significativa do eleitorado. Para 57% dos paulistas, a escolha já é definitiva. Outros 42% afirmam que ainda podem mudar de voto até a eleição.

Outro indicador medido pela Quaest foi a percepção sobre uma eventual reeleição de Lula. Para 64% dos entrevistados em São Paulo, o presidente não merece um novo mandato. Outros 33% consideram que ele merece ser reeleito e 3% não souberam ou não responderam.

O resultado acompanha a avaliação do governo federal no estado. A gestão Lula é aprovada por 36% dos entrevistados e desaprovada por 58%. Outros 6% não souberam ou não responderam.

Quando a pergunta trata da avaliação do governo, e não apenas da aprovação, 48% consideram a administração negativa. Outros 26% fazem uma avaliação positiva e 25% classificam a gestão como regular.

São Paulo é estratégico para a eleição presidencial

O desempenho no estado ganha peso especial na disputa nacional porque São Paulo concentra o maior eleitorado do país. Segundo os dados apresentados na pesquisa, são cerca de 34,1 milhões de eleitores aptos a votar em 2026.

O estado também tem importância política por seu histórico recente de votação presidencial. Em 2022, Jair Bolsonaro venceu em São Paulo com 55,23% dos votos, contra 44,70% de Lula. O candidato do PL foi o mais votado em 547 dos 645 municípios paulistas, enquanto Lula venceu em 97 cidades, entre elas a capital.

O resultado atual da Quaest mostra que o estado continua sendo um território relevante para a disputa entre o campo político ligado ao bolsonarismo e o grupo liderado pelo atual presidente.

Eleitores divididos sobre o futuro político do país

A pesquisa também perguntou aos entrevistados qual resultado consideram melhor para o Brasil nas eleições presidenciais. A opção pela volta da família Bolsonaro ao governo foi escolhida por 26%. Outros 25% consideram melhor uma vitória de Lula e do PT.

Já 21% apontaram a vitória de um candidato moderado como o melhor resultado, enquanto 20% preferem a vitória de um candidato de fora da polarização. Outros 8% não souberam responder.

Os dados revelam uma disputa ainda marcada pela polarização entre Lula e Bolsonaro, mas também mostram espaço relevante para alternativas ao confronto direto entre os dois principais campos políticos.

Disputa em São Paulo terá impacto nacional

A pesquisa Genial/Quaest aponta um cenário de equilíbrio no primeiro turno e vantagem de Flávio Bolsonaro no confronto direto de segundo turno com Lula entre os eleitores paulistas. Ao mesmo tempo, a elevada rejeição dos dois principais candidatos mostra um eleitorado fortemente dividido.

O quadro também permanece aberto para uma parcela importante dos entrevistados: 42% ainda admitem mudar o voto presidencial. Esse contingente pode ser decisivo para alterar a configuração da disputa até outubro.

Com mais de 34 milhões de eleitores e um peso histórico nas eleições nacionais, São Paulo deverá concentrar parte importante das estratégias dos principais candidatos ao Palácio do Planalto. A pesquisa mostra, neste momento, uma disputa apertada no primeiro turno, com Flávio Bolsonaro numericamente à frente, enquanto Lula mantém vantagem numérica — ainda dentro da margem de erro — contra outros nomes testados para um eventual segundo turno.

Frente fria provoca chuva e queda nas temperaturas em São Paulo nesta quinta-feira

Uma nova frente fria deve mudar as condições do tempo em parte do Brasil nesta quinta-feira (30), com previsão de chuva, ventos e queda nas temperaturas, especialmente no estado de São Paulo. Após uma sequência de dias marcados por tempo seco, calor durante as tardes e baixa umidade do ar, a chegada do sistema deve interromper o predomínio da massa de ar seco que atua sobre o Sudeste. Leia em TVT News.

Segundo as previsões meteorológicas, a frente fria avança pelo litoral paulista entre a noite de quarta-feira (29) e a quinta-feira (30). Como o sistema tem trajetória marítima, seus efeitos serão mais intensos nas áreas próximas ao litoral e no leste do estado, incluindo a Grande São Paulo. No interior paulista, a mudança também será percebida, mas de forma mais moderada.

Antes da mudança no tempo, a semana começou com grande amplitude térmica em São Paulo. As manhãs permaneceram mais frias, enquanto as tardes registraram temperaturas elevadas em diversas regiões. Ao mesmo tempo, a umidade relativa do ar caiu para índices entre 21% e 30%, patamar que exige atenção por aumentar os riscos à saúde, especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.

A aproximação da frente fria começa a alterar o cenário ainda na tarde e na noite de quarta-feira, quando áreas de instabilidade favorecem pancadas de chuva no centro-oeste e no sul do estado de São Paulo, incluindo o Vale do Ribeira e municípios próximos à divisa com o Paraná. Na quinta-feira, o sistema avança pelo território paulista, ampliando a cobertura de nuvens e aumentando as condições para chuva em praticamente todas as regiões do estado.

Além da chuva, a previsão indica rajadas de vento de intensidade moderada a forte durante a passagem da frente fria. As maiores possibilidades de precipitação concentram-se no litoral paulista e no oeste do estado. Em parte da região de Campinas, as pancadas devem ocorrer de forma isolada e atingir apenas alguns municípios. Cidades como Vinhedo e Louveira podem registrar chuva, enquanto outras localidades da Região Metropolitana de Campinas podem permanecer sem precipitações significativas.

Na capital paulista, a quarta-feira ainda será marcada pelo chamado período pré-frontal, caracterizado pela permanência do ar quente antes da chegada da frente fria. A máxima prevista alcança cerca de 30°C. Com a mudança das condições atmosféricas na quinta-feira, a temperatura deve cair de forma acentuada, e os termômetros não devem ultrapassar os 21°C durante a tarde.

No interior do estado, a redução das temperaturas será menos intensa. Na região de Campinas, por exemplo, as máximas devem cair de aproximadamente 30°C para cerca de 26°C. Apesar da diminuição do calor, o cenário não caracteriza uma onda de frio expressiva, mas proporciona temperaturas mais amenas em relação aos dias anteriores.

A tendência, segundo os meteorologistas, é que essa frente fria tenha rápida duração. Após a passagem do sistema, as temperaturas voltam a subir gradualmente durante o fim de semana, quando as máximas podem novamente se aproximar dos 30°C em diversas cidades paulistas.

Chuva também atinge outras regiões do país

A atuação de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai mantém condições favoráveis para chuvas e tempestades na Região Sul e em parte do Centro-Oeste. Entre quarta e quinta-feira, os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e áreas de Mato Grosso do Sul seguem sob influência dessas instabilidades.

No Sul do país, os maiores volumes de chuva concentram-se entre o Paraná e Santa Catarina. Há previsão de trovoadas e temporais em diferentes localidades. O Rio Grande do Sul começa a apresentar melhora gradual nas condições do tempo, principalmente nas áreas do extremo oeste, embora ainda existam registros de chuva em outras regiões do estado.

Os alertas meteorológicos permanecem ativos para parte da Região Sul. Há aviso vermelho para acumulados expressivos de chuva em municípios do Rio Grande do Sul e do sul catarinense, além de alerta laranja para tempestades em Santa Catarina, centro-sul do Paraná e parte do território gaúcho.

Na quinta-feira, as temperaturas também diminuem na Região Sul. As máximas previstas ficam próximas de 18°C em Curitiba e de 20°C em Porto Alegre e Florianópolis, reforçando a atuação da massa de ar mais frio que acompanha a frente.

Tempo seco continua predominando em grande parte do país

Enquanto a frente fria altera as condições do tempo no Sul e em parte do Sudeste, grande parte do Brasil permanece sob influência do ar seco. No Centro-Oeste, apenas Mato Grosso do Sul apresenta previsão de chuva associada às instabilidades. Em Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso, continuam os baixos índices de umidade relativa do ar, com alerta para perigo potencial durante o período da tarde.

Na Região Sudeste, além de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo seguem com predomínio de tempo firme. No Rio de Janeiro, a expectativa é de redução das temperaturas na quinta-feira, especialmente na faixa litorânea, onde a máxima deve ficar em torno de 28°C.

No Norte do país, as chuvas permanecem concentradas principalmente no Amazonas, em Roraima e em áreas do Pará, mas tendem a perder intensidade na quinta-feira. Nas demais áreas da região, prevalece o tempo estável.

Já no Nordeste, as precipitações continuam restritas a trechos do litoral entre o Rio Grande do Norte e Alagoas e ao noroeste do Maranhão. No interior nordestino, o tempo permanece seco, acompanhado por baixos índices de umidade do ar em diversos estados.

A previsão para os próximos dias indica que a frente fria deve atuar de forma passageira sobre São Paulo e parte do Sudeste. Mesmo com o retorno do calor previsto para o fim de semana, a passagem do sistema representa um alívio temporário após dias consecutivos de temperaturas elevadas e baixa umidade, além de favorecer a ocorrência de chuva em áreas que vinham enfrentando um período prolongado de tempo seco.

Previsão de pressão ao nível médio do mar para as 00h (horário de Brasília) de quinta-feira, 30 de julho de 2026, elaborada com base nas previsões dos modelos numéricos de previsão do tempo GFS e COSMO. A previsão destaca a persistência de áreas de baixa pressão sobre o Paraguai, que devem contribuir para a formação de novas áreas de instabilidade e chuvas entre Mato Grosso do Sul, sul de São Paulo e a Região Sul do Brasil. A figura também destaca a passagem de um sistema de alta pressão nas proximidades do Rio Grande do Sul, que deve favorecer maior estabilidade sobre a região a partir da tarde de quarta-feira (29). A letra B representa os centros de baixa pressão, associados à formação de áreas de instabilidade e ocorrência de chuvas. A letra A representa os centros de alta pressão, relacionados a condições de maior estabilidade atmosférica e tempo firme. Fonte: INMET.
Previsão de precipitação acumulada (mm) entre as 21h (horário de Brasília) de 28 de julho e as 00h de 31 de julho de 2026, elaborada com base no modelo de previsão numérica de tempo COSMO. A figura destaca as principais regiões com previsão de chuva, concentradas entre Mato Grosso do Sul, São Paulo, a Região Sul do Brasil e o extremo noroeste da Região Norte. Na faixa litorânea do Nordeste e no sul da Amazônia, são esperadas apenas chuvas isoladas. Os tons de vermelho escuro indicam áreas com acumulados de precipitação superiores a 100 mm no período, enquanto os tons de rosa representam acumulados superiores a 150 mm. Fonte: INMET.
Previsão dos valores mínimos da umidade relativa do ar para a tarde de quarta-feira, 29 de julho de 2026, elaborada com base nas previsões dos modelos numéricos de previsão do tempo COSMO e GFS. As áreas em amarelo indicam valores de umidade relativa do ar inferiores a 30%, enquanto as áreas em laranja representam valores inferiores a 20%. Fonte: INMET.

Encontro empresarial Brasil-Coreia destaca expansão das relações comerciais entre países, em São Paulo

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, participou da Mesa Redonda Empresarial Brasil-Coreia, nesta terça-feira, 28 de julho, em São Paulo (SP). O evento teve como foco a expansão das relações comerciais, tecnológicas e de investimentos entre os dois países. A iniciativa integra a programação da visita oficial do presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, ao Brasil. Durante a reunião, foram assinados instrumentos de cooperação técnica e comercial entre as duas nações, destinados a impulsionar parcerias em inovação, transferência de tecnologia e atração de investimentos.

O encontro reuniu a delegação empresarial sul-coreana e lideranças brasileiras dos setores automotivo, de tecnologia, saúde, cosméticos e higiene, alimentos e indústria pesada. A programação dá continuidade às
tratativas bilaterais iniciadas durante a missão governamental brasileira a Seul, em fevereiro de 2026. Durante a mesa-redonda, foi destacado que a presença do presidente Lee no Brasil, cinco meses após a missão brasileira à Coreia do Sul, demonstra o ritmo que os dois países pretendem imprimir à relação bilateral.

Na segunda-feira, 27 de julho, em Brasília, Brasil e Coreia do Sul assinaram sete memorandos de cooperação nas áreas de minerais críticos, educação, audiovisual, esportes, energia, tecnologia industrial, atividades espaciais e segurança de redes. Além disso, foi assinado um Comunicado Conjunto sobre minerais críticos.

COMÉRCIO BILATERAL — Durante o evento, foi destacado que o Brasil foi o primeiro país da América Latina a estabelecer relações diplomáticas com a Coreia do Sul, em 1959. Atualmente, o País abriga a maior comunidade coreana da América Latina, com cerca de 50 mil pessoas, concentradas na cidade de São Paulo.

Em 2025, o comércio bilateral entre os dois países atingiu US$ 10,8 bilhões. O estoque de Investimento Estrangeiro Direto (IED) sul-coreano no Brasil soma US$ 8,9 bilhões. Considerando o total de investimentos, o
estoque de capital sul-coreano no País alcança cerca de US$ 11 bilhões, com mais de 120 empresas instaladas e quase 80% desse montante concentrado na indústria de transformação.

EIXOS — O Foro Empresarial foi organizado em torno de três eixos. O primeiro foi o de manufatura e infraestrutura. O Novo PAC e o programa de concessões ampliam as oportunidades nos setores de transportes,
energia, saneamento e portos. No setor naval e offshore, estaleiros sul-coreanos já constroem plataformas do pré-sal para a Petrobras. Durante o evento, foi destacada a intenção de ampliar essa relação para uma cooperação com conteúdo local, transferência de tecnologia e engenharia compartilhada.

O segundo eixo tratou das indústrias avançadas. A Coreia do Sul é o segundo maior produtor mundial de semicondutores e líder na produção de memórias e baterias, enquanto o Brasil dispõe de reservas expressivas de minerais críticos. Durante o encontro, foi ressaltada a importância de ampliar a cooperação ao longo de toda a cadeia produtiva, incluindo processamento, industrialização e investimentos conjuntos. Nesse eixo, também foram debatidos temas como inteligência artificial e centros de dados. O Brasil conta com 88% de sua matriz
elétrica limpa e renovável, além de disponibilidade hídrica e estabilidade regulatória, fatores considerados estratégicos para a expansão da infraestrutura digital intensiva em energia.

Também foram destacadas oportunidades nos setores aeroespacial e de defesa. A Coreia do Sul foi o primeiro país asiático a adquirir o cargueiro C-390, da Embraer, e, em setembro, está previsto o lançamento de um
foguete sul-coreano a partir do Centro Espacial de Alcântara.

O terceiro eixo abordou bens de consumo e distribuição. Durante o evento, foi destacado que a cultura coreana vem ampliando sua presença no Brasil, da estética ao entretenimento e à gastronomia. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) negocia com a autoridade reguladora sul-coreana a inclusão de cosméticos no memorando bilateral de regulação. Do lado brasileiro, a ApexBrasil identificou 280 oportunidades concretas para produtos nacionais no mercado sul-coreano.

No comércio agrícola, foi ressaltado que as economias dos dois países são complementares. O Brasil é o principal fornecedor de frango desossado, café em grão e celulose para a Coreia do Sul. Entre as prioridades brasileiras está a abertura do mercado sul-coreano para a carne bovina, além do avanço da cooperação em biocombustíveis. Também foi destacada a missão de inspeção sanitária da agência sul-coreana prevista para agosto. Além disso, o Brasil conta atualmente com mistura de 15% de biodiesel e 32% de etanol na gasolina.

MERCOSUL — Brasil e Coreia do Sul concordaram em anunciar, na próxima Cúpula do Mercosul, após a anuência dos demais Estados Partes, a retomada das negociações do Acordo Comercial Coreia do Sul-Mercosul. O anúncio será seguido da criação de um grupo de trabalho bilateral para examinar oportunidades comerciais e facilitar o
avanço das negociações.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, convidou o vice-presidente Geraldo Alckmin para atuar, em conjunto com o Diretor de Política Nacional da República da Coreia, na identificação de formas práticas de ampliar a cooperação bilateral.

Durante o evento, o presidente da Coreia do Sul afirmou que há espaço para ampliar as possibilidades de cooperação entre os dois países, diante do potencial existente nas relações econômicas bilaterais. Lee Jae Myung destacou que o Brasil é o principal parceiro comercial da Coreia do Sul na América do Sul e ressaltou o potencial brasileiro na produção de aeronaves cargueiras. Também destacou a capacidade da indústria de transformação sul-coreana e afirmou que a complementaridade entre as duas economias cria condições para elevar a cooperação bilateral a um novo patamar.

Quaest: Tarcísio lidera em SP com 41%; Haddad tem 26%

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (29) mostra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na liderança da disputa pela reeleição ao Palácio dos Bandeirantes. No cenário estimulado de primeiro turno, Tarcísio aparece com 41% das intenções de voto, enquanto o ex-ministro Fernando Haddad (PT) soma 26%. A diferença entre os dois é de 15 pontos percentuais. Saiba mais na TVT News.

O levantamento também aponta vantagem de Tarcísio em uma eventual disputa de segundo turno. O governador registra 48% das intenções de voto, contra 32% de Haddad. A pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 27 de julho, com 1.650 eleitores de 16 anos ou mais em todo o estado.

No primeiro turno, a cientista social Vera Lúcia (PSTU) aparece com 3%, enquanto Carlos Machado (PCB) e Vivian Mendes (UP) têm 1% cada. Os indecisos representam 13% dos entrevistados. Outros 15% afirmam que pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas.

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A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número SP-04846/2026.

Tarcísio lidera, mas aprovação apresenta queda

Apesar da vantagem eleitoral, a pesquisa mostra que a aprovação do governo Tarcísio de Freitas recuou nos últimos meses. Atualmente, 55% dos paulistas aprovam a administração estadual, enquanto 29% desaprovam. Outros 16% não souberam ou não responderam.

O índice de aprovação é semelhante ao registrado em abril, quando alcançava 54%. Porém, na comparação com agosto de 2025, houve queda de cinco pontos percentuais: naquele momento, 60% aprovavam o governo. Em abril de 2024, a aprovação chegava a 63%.

A avaliação geral da gestão também apresenta uma deterioração em relação ao período anterior. Para 39% dos entrevistados, o governo é positivo. Outros 35% classificam a administração como regular e 20% avaliam negativamente. Em agosto do ano passado, a avaliação positiva alcançava 45%, enquanto 29% consideravam o governo regular e 15%, negativo.

Mesmo com a queda nos indicadores, 55% dos entrevistados afirmam que Tarcísio merece ser reeleito governador. Outros 38% dizem que ele não merece permanecer no cargo, enquanto 7% não souberam ou não responderam.

Haddad tem maior rejeição entre candidatos

A pesquisa também mediu a rejeição aos principais candidatos ao governo paulista. Fernando Haddad aparece com o maior índice: 58% dos entrevistados afirmam que não votariam nele. Tarcísio registra 37% de rejeição.

Entre os demais candidatos, Vera Lúcia tem 12%, Carlos Machado, 9%, e Vivian Mendes, 5%.

Apesar da diferença registrada nas intenções de voto, a eleição ainda não está completamente consolidada. Segundo a Quaest, 45% dos eleitores afirmam que podem mudar sua escolha para governador até o dia da votação. Outros 53% consideram a decisão definitiva e 2% não souberam ou não responderam.

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados não recebem uma lista com os nomes dos candidatos, Tarcísio aparece com 17% e Haddad com 7%. O dado mais expressivo, entretanto, é o percentual de indecisos: 74%.

Saúde e segurança são os principais pontos negativos

A avaliação por áreas do governo revela um quadro desigual. A atração de empresas é o setor mais bem avaliado: 49% consideram a atuação positiva, 32% regular e 19% negativa.

Infraestrutura e mobilidade aparecem na sequência, com 44% de avaliação positiva, 36% regular e 20% negativa. Emprego e renda têm 39% de avaliação positiva, 41% regular e 20% negativa.

Já transporte público e habitação registram 35% de avaliações positivas cada. No transporte público, 30% consideram a atuação negativa e 35%, regular. Em habitação, 22% avaliam negativamente e 43% classificam como regular.

Na educação, 33% avaliam positivamente o desempenho do governo, contra 30% de avaliação negativa e 37% regular. As políticas sociais têm 29% de avaliação positiva, 44% regular e 27% negativa.

Os piores resultados aparecem em saúde e segurança. Na saúde, apenas 26% avaliam a atuação do governo como positiva, enquanto 36% consideram negativa e 38%, regular. Na segurança, a avaliação positiva cai para 24%, contra 39% negativa e 37% regular.

Os números mostram que, apesar da aprovação geral majoritária, áreas diretamente relacionadas aos serviços públicos concentram avaliações mais críticas.

Transporte público piora

Entre as áreas avaliadas, infraestrutura e mobilidade registraram uma das principais quedas na percepção dos eleitores. A avaliação positiva passou de 49% em abril para 44% em julho, enquanto a negativa subiu de 15% para 20%.

O transporte público também piorou. A avaliação negativa passou de 23% para 30% no período. A avaliação positiva caiu de 37% para 35%, enquanto a regular recuou de 40% para 35%.

A piora ocorre em meio a problemas recentes no sistema de trens metropolitanos. Na semana anterior à divulgação da pesquisa, as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade enfrentaram problemas provocados por falta de energia. Os episódios ocorreram poucos dias depois de uma nova concessionária assumir a operação. A Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) determinou posteriormente o retorno da operação para a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Marina Silva e Simone Tebet lideram disputa ao Senado

Quaest SP

Na eleição para o Senado, a Quaest mostra Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) numericamente à frente na disputa pelas duas vagas destinadas a São Paulo em 2026.

No primeiro cenário testado, Marina aparece com 14%, seguida por Simone Tebet, com 12%. Pablo Marçal (União Brasil) registra 9% e Guilherme Derrite (PP), 7%.

Na sequência estão André do Prado (PL), com 5%; Paulinho da Força (Solidariedade) e Ricardo Salles (Novo), com 4% cada; Robson Tuma (Republicanos), com 3%; e José Aníbal (PSDB), com 1%.

O cenário também mostra um eleitorado ainda bastante indefinido. São 21% de indecisos e outros 20% que pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer.

No segundo cenário, Marina mantém 14%, enquanto Simone Tebet aparece com 11%. Pablo Marçal registra 9% e Guilherme Derrite sobe para 8%. André do Prado tem 5%, Ricardo Salles, 5%, Paulinho da Força, 4%, e Robson Tuma, 3%. Nesse recorte, os indecisos permanecem em 21%, e brancos, nulos e abstenções somam 20%.

Marçal está inelegível e recorre ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar reverter a condenação, conforme as informações apresentadas no levantamento.

A disputa pelas duas vagas ainda está aberta: 54% dos entrevistados dizem que podem mudar o voto para senador, enquanto apenas 44% consideram sua decisão definitiva. Outros 2% não souberam ou não responderam.

Eleição para o Senado ainda tem alto grau de indefinição

Os números indicam que a corrida pelas duas cadeiras paulistas no Senado apresenta maior volatilidade do que a disputa pelo governo. Embora Marina Silva e Simone Tebet estejam numericamente nas primeiras posições, a distância entre os principais nomes é relativamente pequena e está dentro de um cenário em que mais da metade do eleitorado ainda admite mudar de escolha.

A eleição de 2026 terá duas vagas para o Senado em disputa em cada estado. Por isso, cada eleitor poderá escolher dois candidatos. Os dois mais votados serão eleitos.

Já na corrida pelo governo, Tarcísio parte de uma vantagem maior sobre Haddad tanto no primeiro quanto no segundo turno. O governador tem 41% contra 26% do petista no primeiro turno e 48% contra 32% em um eventual confronto direto.

A pesquisa, porém, também evidencia uma contradição importante para a campanha de reeleição: Tarcísio mantém vantagem eleitoral e aprovação majoritária, mas a avaliação de sua administração caiu em relação aos levantamentos anteriores, principalmente em áreas como transporte público, saúde e segurança.

O cenário eleitoral paulista, portanto, combina uma liderança consolidada do governador na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes com uma disputa ainda aberta pelo Senado. Enquanto a eleição para governador apresenta Tarcísio à frente de Haddad, os dados para a Câmara Alta revelam maior fragmentação e um elevado contingente de eleitores que ainda não definiu seu voto.