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Da Redação
Luiz Marinho defende “pensar um ambiente de trabalho que seja positivo”
O Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou das atividades deste 1º de Maio no ABC paulista, palco histórico das lutas sindicais brasileiras. Em entrevista à TVT News, o ministro analisou o atual cenário das relações de trabalho no Brasil, enfatizando a necessidade de avançar na redução da carga horária semanal e apresentando um balanço das políticas de valorização da renda e geração de postos formais de trabalho. Leia em TVT News.
Luiz Marinho destacou que a data funciona como uma referência global para a classe trabalhadora e que o ABC possui um papel simbólico fundamental na conquista da democracia e no surgimento de lideranças políticas. Para o ministro, o momento atual exige a manutenção dos direitos conquistados e o debate sobre novas garantias que acompanhem o desenvolvimento da economia.
O debate sobre a redução da carga horária e o fim da escala 6×1
Um dos pontos centrais da fala de Luiz Marinho foi o apoio à proposta de alteração nas escalas de trabalho vigentes no país. O ministro defendeu abertamente a redução da jornada de trabalho sem que haja diminuição nos vencimentos dos profissionais. Segundo o chefe da pasta do Trabalho, o foco atual deve ser o estabelecimento de um sistema que garanta duas folgas semanais, pondo fim ao modelo de seis dias de trabalho por um de descanso.

O ministro caracterizou a escala atual como severa, principalmente para o público feminino. De acordo com Luiz Marinho,
“A luta, neste momento, é de direito dos trabalhadores e trabalhadoras, em especial para a redução da carga horária de trabalho sem redução de salário, com duas folgas na semana, ou seja, enterrar a escala seis por um, porque essa é a jornada mais cruel, especialmente para as mulheres”.
Além do bem-estar social, o ministro relacionou a mudança na escala de trabalho ao desempenho econômico. Para ele, um ambiente laboral equilibrado previne doenças profissionais e acidentes, o que reflete diretamente na eficiência das empresas.
“Pensar em um ambiente de trabalho que seja positivo, que ajude os trabalhadores, que evite acidente, evite a doença profissional, que melhora a produtividade, que a economia precisa melhorar a sua produtividade”, afirmou.
Balanço do emprego e valorização do salário mínimo
Durante a entrevista, Luiz Marinho apresentou indicadores sobre o mercado de trabalho formal sob a gestão do presidente Lula. O ministro informou que, em três anos e três meses de governo, foram gerados aproximadamente 7,2 milhões de empregos. Desse total, os registros exatos apontam para 7.183.000 postos, sendo que 5.021.000 correspondem a contratações pelo regime CLT, monitoradas pelo CAGED. O restante abrange o serviço público e concursos liderados pela esfera federal e outros entes.
O ministro enfatizou que o país vive um período com taxas de desemprego historicamente baixas. Outro indicador detalhado por Luiz Marinho foi o impacto da política de valorização do salário mínimo, atualmente fixado em R$ 1.621. O ministro explicou que, embora o valor ainda seja considerado baixo por ele, a ausência de uma política de recuperação real teria mantido o piso nacional em torno de R$ 800.
“Hoje, o salário mínimo é R$ 1.621, baixo, porém, não fosse a política de valorização do salário mínimo, ele valeria a ordem de R$ 800, ou seja, a metade, um pouco mais, um pouco menos da metade, esse é o que seria se tivesse mantido a lógica que veio até chegado no presidente Lula ao governo”, explicou o ministro.
Políticas de inclusão e igualdade salarial
A agenda de Luiz Marinho também destacou os avanços em legislações voltadas à equidade. O ministro citou a lei da igualdade salarial entre homens e mulheres como um marco para o setor, além de políticas públicas transversais que visam a emancipação de diversos grupos sociais.
Para o ministro, os resultados positivos são fruto de um acúmulo de conquistas voltadas para “mulheres, povo negro, juventude, povo indígena, quilombolas”. Luiz Marinho ressaltou que esses processos de inclusão e o combate a crimes como o feminicídio fazem parte de um desenvolvimento estrutural necessário para o país.
Ao concluir sua fala no ABC, o ministro reforçou que a trajetória histórica do 1º de Maio no Brasil está conectada ao fim da ditadura militar e ao fortalecimento das instituições democráticas, servindo como espaço permanente para a organização dos trabalhadores em busca de melhores condições de vida.
Ao vivo: veja o show de Gloria Groove e MC IG no 1° de maio
O Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, no 1° de maio, será comemorado com um grande show no Paço Municipal de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Entre os principais artistas do show de 1° de maio estão Gloria Groove, MC IG e Filho do Piseiro. Leia mais sobre o show de 1° de maio com a TVT News.
Acompanhe o show de 1º de maio ao vivo e com imagens
Gloria Groove e MC IG comandam show do 1º de Maio no ABC em megaevento com pauta pelo fim da escala 6×1
Artistas como Gloria Groove, MC IG, Filho do Piseiro, Grupo Intimistas, Grupo Entre Elas, Marquinhos Sensação, Grupo SP5, Grupo Razão, Don Ernesto, Samba de Luz, Samba da Praça, Alex Rocha, o Gordinho da Pisada, Kadu do Piseiro e Hyaguinho Vaqueiro estarão presentes no tradicional show do 1° de maio no ABC.
Confir as principais atrações dos shows no próximo dia 1º de maio (sexta-feira), a partir das 9h, no Paço Municipal de São Bernardo do Campo.
Show de Gloria Groove gratuito em SBC no 1° de maio
Nascido Daniel Garcia, a multiartista paulistana Gloria Groove teve contato com a arte desde muito cedo, destacando-se inicialmente como cantora mirim e dubladora profissional. A partir de 2016, sua persona drag queen ganhou vida e quebrou paradigmas na indústria fonográfica nacional.
Misturando pop, R&B, rap e funk com uma potência e técnica vocal irretocáveis, a “Lady Leste” superou barreiras e tornou-se uma das vozes mais respeitadas, ouvidas e influentes da música brasileira moderna.
Gloria Groove acumula uma vasta lista de megahits que marcaram o país nos últimos anos, como “A Queda”, “Vermelho”, “Bumbum de Ouro”, “Coisa Boa” e a recente febre das rodas de pagode do projeto Serenata da GG, “Nosso Primeiro Beijo”.

Show do MC IG gratuito em SBC no 1° de maio
Guilherme Sérgio Ramos de Souza, amplamente conhecido como MC IG, é cria da Vila Medeiros, Zona Norte de São Paulo. Iniciou sua caminhada no funk em 2015 e, degrau por degrau, firmou-se como um dos maiores pilares da vertente paulista do gênero. C
om rimas que narram as vivências, a superação e o dia a dia da juventude de periferia, IG virou um verdadeiro fenômeno nas plataformas de áudio, ditando o ritmo da cena urbana nacional e figurando constantemente no topo dos rankings da Billboard Brasil.
Com bilhões de reproduções acumuladas, MC IG é a voz por trás de sucessos avassaladores como “3 Dias Virados”, “Faz Completo, Chefe” e do projeto cypher “Let’s Go 4” — que passou meses no topo do Spotify Brasil em 2023.
Show gratutito do Filho do Piseiro em SBC
Representando o ritmo contagiante que dominou o Brasil, o cantor amazonense Filho do Piseiro é a mais nova sensação viral da internet. Ele começou do zero: para realizar o sonho da música, chegou a tocar violão e cantar de improviso no frigorífico onde trabalhava.
Com muito carisma, autenticidade e letras bem-humoradas, ele conquistou o público, acumulando rapidamente milhões de reproduções em seus perfis e ganhando até elogios de grandes personalidades, como a cantora Juliette.
O artista faz sucesso com músicas que grudam na cabeça instantaneamente, com destaque para a febre “Raparigas” e o hit “Meu Pai Paga Minha Faculdade”.
Fim da escala 6×1 é uma das principais lutas do 1° de maio
O tradicional Dia do Trabalhador e da Trabalhadora reafirma a força da mobilização popular e da unidade do movimento sindical.
Com o tema “Nossa luta transforma vidas”, o ato também será orientado por bandeiras centrais e urgentes para os brasileiros:
- a redução da jornada sem redução salarial,
- o fim da escala 6×1,
- a isenção do Imposto de Renda sobre a PLR (Participação nos Lucros e Resultados),
- a redução da taxa de juros,
- o combate direto ao feminicídio,
- a igualdade salarial entre homens e mulheres,
- além da defesa da soberania, da democracia e dos direitos constitucionais.
“Essas bandeiras traduzem necessidades urgentes de quem vive do trabalho. São pautas que apontam para mais dignidade, menos desigualdade e um país mais justo, com direitos garantidos. Por isso, é fundamental fazer do 1º de Maio uma grande festa popular: um momento de união, consciência e valorização da luta coletiva da classe trabalhadora”, afirma Wellington Messias Damasceno, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Além das fundamentais falas políticas, a programação cultural promete agitar São Bernardo com muita diversidade. Entre as atrações confirmadas para levantar o público, estão grandes nomes da música atual que dialogam com diferentes públicos e vertentes populares.
Cultura e solidariedade de mãos dadas
O show do 1° de maio reforça o caráter profundamente solidário e de apoio às comunidades da região. O acesso à festa será por meio do ingresso solidário, mediante a doação de 2 quilos de alimentos não perecíveis, direcionados a instituições parceiras.
Além dos três gigantes nacionais, o evento enaltecerá artistas regionais e muito pagode com os talentos de Grupo Intimistas, Grupo Entre Elas, Marquinhos Sensação, Grupo SP5, Grupo Razão, Don Ernesto, Samba de Luz, Samba da Praça, Alex Rocha, o Gordinho da Pisada, Kadu do Piseiro e Hyaguinho Vaqueiro.
Serviço
EVENTO DO 1º DE MAIO NO ABC
- Local: Paço Municipal – Praça Samuel Sabatini, Centro, São Bernardo do Campo – SP.
- Data: Sexta-feira, 1º de maio de 2026
- Horário: A partir das 9h

Boulos: “Estamos trabalhando para ser o último 1º de maio com 6×1”
Durante o evento realizado no berço do sindicalismo nacional, Guilherme Boulos participou de uma coletiva de imprensa onde detalhou as estratégias do governo e da base aliada para avançar em pautas históricas da classe trabalhadora. O foco central das declarações de Boulos foi a extinção da escala de trabalho 6×1 e a regulamentação do trabalho plataformizado. Leia em TVT News.
A mobilização em São Bernardo do Campo possui uma carga simbólica para os movimentos sociais. De acordo com Boulos, o local é o centro da organização dos trabalhadores desde a redemocratização. O evento, organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, serviu de palco para o anúncio de metas legislativas que visam alterar a estrutura de descanso semanal e a carga horária máxima no país.
A meta do fim da escala 6×1 até julho
Uma das afirmações mais contundentes de Boulos refere-se ao prazo para a votação das mudanças na jornada de trabalho. Segundo ele, a intenção é que este seja o último ano em que o sistema de seis dias de trabalho por um de descanso vigore no Brasil. Ele relembrou que a jornada não sofre alterações significativas há quase quatro décadas, desde a promulgação da Constituição de 1988.
Para acelerar esse processo, Boulos destacou a decisão estratégica do presidente Lula em enviar um projeto de lei com regime de urgência. Essa medida visa contornar o ritmo lento de tramitação de Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que tratam do tema e que estão paradas na Câmara há mais de um ano.
“No que depender do presidente Lula, no que depender de todo o sindicalismo, dos trabalhadores e trabalhadoras do nosso país, nós vamos acabar com as 6 por 1, garantir dois dias de descanso semanais no mínimo, máximo de 40 horas sem redução do salário”, afirmou Boulos.
O regime de urgência mencionado por Boulos impõe um prazo para que deputados e senadores se posicionem. Caso a matéria não seja votada nas duas casas legislativas até o meio de julho, a pauta do Congresso fica trancada. Para o político, essa pressão é necessária para que cada parlamentar mostre de qual lado está perante a sociedade.
Enfrentamento ao lobby das plataformas digitais
Outro ponto abordado por Boulos durante a coletiva no ABC foi a situação dos trabalhadores de aplicativos, como motoristas e entregadores. Ele relatou que o governo tem realizado um esforço contínuo para garantir dignidade a essa categoria, enfrentando o que chamou de “lobby violento” das grandes empresas de tecnologia no Congresso Nacional.

Segundo Boulos, esse poder de influência das plataformas resultou na desfiguração de projetos originais que visavam proteger o trabalhador, passando a atender aos interesses das empresas. Diante do travamento legislativo, ele listou medidas administrativas que já estão sendo implementadas pelo governo federal:
- Pontos de apoio: Lançamento de 100 locais de suporte para motoristas e entregadores em todo o território nacional.
- Transparência financeira: Implementação de uma portaria, via Senacom, que exige que as plataformas discriminem claramente os valores pagos aos trabalhadores e as taxas retidas pelas empresas.
- Dignidade no trabalho: Busca por mecanismos que tirem esses profissionais da invisibilidade jurídica e social.
O simbolismo de São Bernardo e o impacto eleitoral
Ao analisar a relevância do ato, Boulos reforçou a conexão entre as conquistas da classe trabalhadora e o histórico de São Bernardo. Ele pontuou que a organização dos metalúrgicos da região foi fundamental para diversas garantias trabalhistas brasileiras e que a redução da jornada para, no máximo, 40 horas semanais é o próximo passo dessa trajetória.
Além do aspecto técnico e social, Boulos alertou para as consequências políticas da votação sobre a escala 6×1. Ele indicou que o posicionamento dos parlamentares sobre os dois dias de descanso semanal será um fator determinante nas eleições de outubro. Na visão de Boulos, cerca de 80% da população brasileira defende essa mudança, e os representantes que votarem contra os interesses dos trabalhadores deverão “pagar o preço” nas urnas.
1° de Maio é dia de festa e dia de luta dos trabalhadores
Lideranças sindicais e políticas estiveram na comemoração do 1° de Maio no ABC. Além de comemorar o Dia da Trabalhadora e do Trabalhador, representantes dos sindicatos, parlamentares e o ex-ministro Fernando Haddad ressaltaram a importância das lutas da classe trabalhadora. Leia em TVT News.
No 1° de maio, lideranças sindicais e políticas defendem pautas da classe trabalhadora e criticam atuação do Congresso Nacional
Neste 1° de maio Dia Internacional dos Trabalhadores, lideranças políticas e sindicais se reuniram para reforçar a defesa dos direitos da classe trabalhadora, da igualdade de gênero e da democracia, além de tecer duras críticas às recentes decisões do Congresso Nacional. A TVT News acompanhou as comemorações de 1° de maio e traz os principais destaques
A presidenta do Sindicato dos Bancários, Neiva Ribeiro, ressaltou a importância da mobilização para pressionar o parlamento brasileiro.
Ela pontuou que é necessário “cobrar o Congresso Nacional de votar as pautas que nós, das centrais sindicais, levamos em marcha recentemente para o Congresso apreciar, que são as pautas que a gente mais tem interesse: direitos para os trabalhadores de aplicativos, negociação do setor público, igualdade salarial entre homens e mulheres, leis rígidas contra o feminicídio e uma série de pautas da classe trabalhadora que interessa ao povo brasileiro”.
Neiva foi enfática ao criticar o legislativo, afirmando que não se pode aceitar “pautas como as que foram votadas essa semana no Congresso Nacional, que só interessam aos golpistas ou a outro grupo de interesse do Brasil que não a classe trabalhadora”. Ela concluiu lembrando que o momento é “um dia de luta, de alegria, de resistência, mas de mostrar a nossa força, porque para conquistar precisa de muita organização”.
1° de maio na defesa da igualdade de gênero
A defesa da igualdade de gênero também foi central na fala de Edinho Silva, presidente do PT. Ele destacou o esforço do governo federal na pauta da equidade, afirmando que “o governo do presidente Lula teve iniciativa importante em relação a isso para que a gente crie as condições legais para que essa equidade exista, porque não tem o menor sentido a mulher cumprir muitas vezes a mesma função que o homem, ter a mesma responsabilidade que o homem e receber menos que o homem”.
Edinho ressaltou o compromisso de “trabalhar para que efetivamente as mulheres sejam reconhecidas, sejam valorizadas, e que a gente possa construir o nosso sonho de uma sociedade igualitária de forma efetiva, na prática, e começa por várias iniciativas, uma delas, sem dúvida alguma, é a recuperação salarial”.
Mulheres são as que mais sofrem com a escala 6×1
A luta por equidade e a defesa da democracia continuam no centro das reivindicações da classe trabalhadora neste 1° de maio. As lideranças trouxeram à tona a necessidade de enfrentar a desigualdade estrutural de gênero e manifestaram indignação contra decisões recentes do poder legislativo que, segundo elas, favorecem a impunidade.
Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários, chamou a atenção para a sobrecarga enfrentada pelas mulheres, que compõem metade da população brasileira. “Metade do nosso país é composto por mulheres e nós, mulheres, além da gente ganhar em média 23% a menos que os homens, nós temos dupla jornada, nós temos que ser responsáveis pelos cuidados domésticos, a gente é mais responsável pelos cuidados com os idosos, pessoas deficientes e a gente ainda sofre com a violência de gênero, o feminicídio”, afirmou.
Neiva destacou a importância de políticas que garantam a inserção e a permanência justa no mercado de trabalho. “A pauta de igualdade salarial, igualdade de direitos para que as mulheres consigam ingressar no mercado de trabalho, permanecer no mercado de trabalho, com direitos desiguais é muito importante. Tem a lei da transparência salarial, que é algo que a gente luta muito, porque tem empresas que são contrárias a fazer, a aderir a esse programa”, pontuou Neiva, ressaltando a necessidade de engajamento dos mais novos nas discussões.
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Ela também alertou para os retrocessos propostos por setores conservadores: “A gente sabe que nós estamos numa polarização política muito complicada, tem uma pauta de costumes que quer colocar a mulher de volta para lugares que ela não quer mais estar. Por isso que a gente também quer uma lei forte que combata a misoginia nas redes sociais”.
A vereadora de São Bernardo do Campo, Ana Nice, também se manifestou sobre as lutas urgentes, reforçando pautas como a “redução da jornada de trabalho, sem redução do salário” e o “fim da escala 6×1”, além de alertar para a “violência contra as mulheres, que tem tido, infelizmente, uma escalada na nossa sociedade”.
Ana Nice foi taxativa ao criticar a postura recente do legislativo federal, que votou pela anistia aos criminosos do 8 de janeiro e por medidas vistas como retrocessos democráticos e de segurança pública.
“É o dia da gente refletir os atos do Congresso Nacional, que tem atuado, infelizmente, no momento que avança a violência na nossa sociedade, o Congresso Nacional dá um voto lá de que pode cometer crime sim, que bandido bom é bandido solto”, declarou a vereadora. Ela finalizou com um apelo em defesa da democracia: “Hoje é dia de repudiar também essa ação do Congresso Nacional que tem agido contra a democracia aqui no nosso país”.
Fim da escala 6×1 foi a principal pauta do 1° de maio
Outra pauta de grande peso nas manifestações foi a redução da jornada de trabalho. Sérgio Nobre, presidente da CUT, enfatizou a urgência de modernizar as leis trabalhistas: “Nós estamos em pleno século XXI e estamos com uma jornada de trabalho de dois séculos atrás, então isso é inadmissível. É um clamor da sociedade que as pessoas precisam ter mais tempo com a família para ser um pai melhor, uma mãe melhor, acompanhar os filhos, e é uma demanda que o Congresso Nacional tem que se sensibilizar”.
Ele destacou que a pressão atual é “para que o Congresso vote ainda esse mês o fim da escala 6 por 1”, além de reivindicar a regulamentação do trabalho em plataformas digitais para proteger os jovens “que trabalham nos iFood da vida, nos 99 da vida, e que estão fora do sistema de proteção social e de proteção trabalhista”, e o “direito de negociação coletiva dos servidores públicos”.
O Deputado Estadual Teonilio Barba fez coro às reivindicações por melhores condições de trabalho e economia. “A nossa pauta principal primeiro é a queda dos juros da taxa Selic”, afirmou.
Barba reforçou as bandeiras de luta, que incluem “o fim da jornada do 6×1 passando para 36 horas semanais, redução da jornada de 44 para 40 horas sem redução de salário, e a isenção total do imposto de renda sobre a PLR dos trabalhadores”.
O deputado também não poupou críticas ao legislativo, chamando-o de “um Congresso inimigo do povo”, referindo-se aos parlamentares que apoiaram medidas favoráveis a golpistas e àqueles “senadores que impediram a nomeação do Jorge Messias como ministro do STF”.

A responsabilidade das instituições também foi questionada pelo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Moisés Selerges, que criticou a postura do Senado Federal frente à sabatina de indicados ao Supremo Tribunal Federal.
“Na hora que o Senado Federal chega e faz o que fez, foi uma demonstração de irresponsabilidade muito grande do presidente Davi Alcolumbre e dos senadores que fizeram isso”, declarou, alertando que tal atitude “é uma irresponsabilidade que pode trazer uma crise para o país nunca antes vista”.
Moisés destacou que os critérios de escolha devem ser técnicos, e não baseados em religião ou afinidades pessoais, e reforçou: “Mostra quem são os inimigos do povo. Se gera uma crise, quem vai pagar a crise são os trabalhadores. Então o Davi Alcolumbre é inimigo do povo, como os senadores que têm esse comportamento são inimigos do povo. E a gente tem que deixar claro isso, nós temos que falar aqui em alto e bom som quem são os inimigos do povo, porque esse ano é eleitoral”.
Haddad destaca avanços sociais do governo Lula no Dia do Trabalhador
No evento do 1º de maio realizado no Paço de São Bernardo nesta sexta-feira (1º) no ABC Paulista, o ex-ministro Haddad concedeu entrevista coletiva e pautou o debate sobre a reestruturação das relações de trabalho no país. Leia em TVT News.
Durante sua fala, o ex-ministro enfatizou que o momento atual exige que o Congresso Nacional enfrente a discussão sobre a carga horária laboral, classificando a medida como um passo necessário para o amadurecimento da sociedade brasileira.
Segundo Haddad, a revisão dos períodos de trabalho é uma prática que acompanha o desenvolvimento humano desde a Revolução Industrial e o Brasil apresenta um atraso nessa discussão. O ministro destacou que as mulheres seriam as mais beneficiadas com uma possível redução, devido ao acúmulo de tarefas exaustivas que enfrentam no cotidiano.
Impacto na produtividade e bem-estar familiar

Para o ministro Haddad, a mudança na carga horária e do fim da escala 6×1 não beneficia apenas quem produz, mas também quem emprega. Ele argumenta que o bem-estar do trabalhador está diretamente ligado à eficiência econômica.
“Todo mundo sabe que isso favorece o trabalhador, mas favorece também o patrão. Vai ter um trabalhador mais produtivo, mais empenhado, mais envolvido; é bom para todo mundo. A gente trabalha bastante para isso, para depois sobrar um tempo livre para o marido, para a família, para a cultura, para os filhos”.
A defesa dessa pauta pelo ministro foca na garantia de tempo para o convívio familiar e o acesso a bens culturais, elementos que compõem a qualidade de vida da classe trabalhadora.
Críticas aos juros e ao cenário externo
Além das pautas trabalhistas, Haddad abordou a situação econômica nacional e internacional. O ministro manifestou discordância em relação aos patamares atuais das taxas de juros no Brasil, afirmando que “não há necessidade disso”. Ele também mencionou preocupação com o cenário externo, citando o que denominou como “guerra do Trump” como um episódio grave que afeta a estabilidade global.
Na visão de Haddad, a gestão econômica deve estar alinhada à proteção social, o que se torna viável em períodos de estabilidade política voltada aos direitos humanos.
Comparativo entre gestões e direitos sociais
Ao analisar o significado da data sob diferentes administrações, Haddad traçou um comparativo entre o atual governo e gestões anteriores. O ex-ministro da Fazenda associou a presença do presidente Lula no comando do Executivo à garantia de preservação de direitos fundamentais.
Para Haddad, o momento serve para mensurar os avanços obtidos desde a posse e planejar novas conquistas através do fortalecimento de quem produz a riqueza do país. Ele caracterizou períodos sem o atual grupo político na presidência como marcados por “dor de cabeça”, devido a cortes em setores essenciais.
“Todo primeiro de maio com o Lula na presidência é uma festa. Todo primeiro de maio sem ele na presidência é dor de cabeça, porque é corte de direitos, é corte na educação, é corte de salário mínimo, é corte na saúde”.
Apareça no telão da TVT News no 1° de maio de ABC
Nesta sexta (01), o Paço Municipal de São Bernardo recebe o grande evento de comemoração e luta dos sindicatos do ABC deste 1º de maio, dia do Trabalhador e da Trabalhadora, e na TVT você acompanha de perto cada acontecimento. Leia em TVT News.
Para quem estiver no evento do Paço de SBN ou assistindo nossa transmissão de casa, basta marcar a @redetvt no Instagram para aparecer no telão do evento.



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1º de maio tem tarifa zero em São Bernardo
O feriado de 1º de maio em São Bernardo do Campo contará com tarifa zero nos ônibus municipais durante todo o dia. A gratuidade, válida para as linhas operadas pela BR7 Mobilidade, visa facilitar o deslocamento da população para as atividades comemorativas e políticas na região.
Damasceno sobre o 1º de maio: “Viemos afirmar nossas pautas de luta”
Nesta sexta (01), o Paço Municipal de São Bernardo receberá o grande evento de comemoração e luta dos sindicatos do ABC deste 1º de maio, dia do Trabalhador e da Trabalhadora. À TVT, o novo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Wellington Damasceno disse que hoje é um dia de celebração, mas também um momento para afirmar as pautas de luta da classe.
No 1º de maio, Haddad defende a isenção de imposto da PLR
Durante o ato em homenagem ao Dia do Trabalhador, realizado no ABC paulista nesta sexta-feira (1º), o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou as prioridades da agenda econômica e legislativa voltada à classe trabalhadora.O ministro informou que o governo federal já iniciou tratativas com as entidades sindicais para formatar as propostas de um futuro plano de governo, sendo a isenção de impostos sobre a PLR uma reivindicação unânime das centrais.
O argumento central para essa mudança é evitar que o benefício recebido pelo trabalhador seja corroído pela carga tributária atual. Haddad ressaltou que a participação nos lucros é um preceito garantido juridicamente desde a rediscussão democrática do país.
“É um direito sagrado do trabalhador e é uma previsão constitucional; está na Constituição desde 1988”, relembrou.
Programação cultural e atrações confirmadas
A Festa do Dia do Trabalhador mescla as manifestações políticas com uma extensa agenda cultural ao longo de todo o feriado. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC confirmou nomes de destaque no cenário nacional para compor o festival de música no Paço Municipal. Entre as principais atrações estão:
- Glória Groove;
- MC IG;
- Filho do Piseiro.
O evento também contará com apresentações de diversos grupos e artistas locais, abrangendo gêneros como samba e piseiro. Estão confirmados o Grupo Intimistas, Grupo Entre Elas, Marquinhos Sensação, Alex Rocha, Gordinho da Pisada, Kadu do Piseiro, Grupo SP5, Grupo Razão, Hyaguinho Vaqueiro, Don Ernesto, Samba de Luz e Samba e Amigos.
Solidariedade e acesso ao evento
O acesso à Festa do Dia do Trabalhador será realizado por meio de entrada solidária. A organização solicita que o público contribua com 2 kg de alimentos não perecíveis. Os mantimentos arrecadados serão destinados a ações sociais desenvolvidas na região do ABC.
A prefeitura de São Bernardo do Campo reiterou que a tarifa zero nos coletivos é uma medida para garantir que o trabalhador e a trabalhadora possam participar das atividades culturais e políticas sem o ônus do transporte. A operação gratuita abrange todas as linhas municipais, garantindo a mobilidade urbana desde as primeiras horas da manhã do feriado.

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