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Da Redação

Sindsep denuncia filmagens da Brasil Paralelo em escolas municipais de São Paulo

O Sindsep denunciou a realização de filmagens da produtora Brasil Paralelo em escolas municipais de educação infantil de São Paulo. Segundo o sindicato, a atividade ocorreu sem transparência adequada junto às comunidades escolares e pode ter violado direitos de crianças, além de normas administrativas. Saiba os detalhes na TVT News.

As gravações fazem parte do documentário intitulado “Pedagogia do Abandono”. De acordo com relatos reunidos pelo sindicato, equipes gestoras e docentes não teriam sido informadas previamente sobre o teor ideológico da produção nem sobre a identidade da produtora, o que comprometeria o chamado consentimento informado das unidades.

A denúncia foi formalizada junto à Secretaria Municipal de Educação de São Paulo e também questiona a atuação da SPCine no processo de viabilização das filmagens.

Questionamentos sobre autorização e finalidade

O Sindsep argumenta que a autorização concedida pela Prefeitura, com base no Decreto nº 56.905/2016, representaria uma falha administrativa. Segundo o sindicato, a norma permite a negativa de filmagens quando houver incompatibilidade com a função do equipamento público, como seria o caso de produções que, na avaliação da entidade, desqualificam a educação pública.

Para o sindicato, houve desvio de finalidade ao permitir o uso de escolas municipais para um projeto que teria linha editorial previamente definida e crítica ao serviço público educacional.

Denúncias de violação de direitos

Um dos pontos mais graves levantados envolve a possível violação do Estatuto da Criança e do Adolescente. O sindicato relata indícios de uso indevido da imagem de crianças, incluindo captação sem autorização adequada e eventual manipulação de falas.

A entidade sustenta que tais práticas ferem direitos fundamentais de proteção à imagem, dignidade e integridade moral de menores, garantidos pela legislação brasileira.

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Caso na EMEI Pagu mobiliza comunidade

Entre as unidades citadas está a EMEI Patrícia Galvão (Pagu), localizada na região da Praça Roosevelt. A comunidade escolar reagiu às filmagens e organizou uma mobilização pública para denunciar o caso.

O ato, marcado para o dia 18 de abril, prevê a realização de uma aula pública e um abraço simbólico na escola, com o objetivo de defender o papel da educação pública e contestar o uso das unidades como cenário para produções consideradas ideológicas.

Exigências formais

Por meio de ofício encaminhado ao secretário municipal de Educação, Fernando Padula, o Sindsep apresentou uma série de demandas, entre elas:

  • Acesso ao processo administrativo que autorizou as filmagens;
  • Esclarecimentos sobre eventual participação da SPCine;
  • Garantias de proteção à imagem das crianças envolvidas;
  • Suspensão da veiculação do documentário, caso irregularidades sejam confirmadas;
  • Apuração de responsabilidades administrativas.

Posicionamento

Em nota, o sindicato afirmou que a escola pública “não pode ser instrumentalizada para fins de propaganda ideológica” e defendeu maior rigor nos critérios de autorização para filmagens em unidades educacionais.

Até o momento, a Prefeitura de São Paulo e os órgãos citados não detalharam publicamente as medidas adotadas em resposta às denúncias.

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Moraes vota para condenar Eduardo Bolsonaro por difamação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (17) para condenar o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por difamação contra a deputada Tábata Amaral (PSB-SP).

Moraes é o relator da ação penal que está em julgamento e entendeu que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro deve ser condenado a um ano de prisão em regime aberto. O caso é julgado pelo plenário virtual do Supremo. Saiba os detalhes na TVT News.

O processo foi movido contra Eduardo Bolsonaro após uma postagem nas redes sociais.

Em 2021, ele escreveu que o projeto de lei proposto pela parlamentar para garantir a distribuição gratuita de absorventes íntimos para a população teria o objetivo de atender interesses empresariais de “seu mentor-patrocinador Jorge Paulo Lemann”, acionista de uma companhia que fabrica produtos de higiene pessoal.

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Ao votar pela condenação, Moraes entendeu que ficou configurada a difamação contra a deputada.

“A divulgação realizada pelo réu revela o meio de ardil por ele empregado, cujo objetivo foi tão somente atingir a honra da autora, tanto na esfera pública, na condição de agente política, como em sua vida privada, uma vez que o alcance proporcionado pela Internet, como é sabido, é gigantesco e tem enorme poder de proliferação”, afirmou.

A votação eletrônica ficará aberta até o dia 28 de abril. Faltam os votos de nove ministros.

Durante a tramitação do processo, a defesa de Eduardo Bolsonaro disse que as declarações foram feitas no âmbito da imunidade parlamentar.

O ex-deputado está nos Estados Unidos desde o ano passado e perdeu o mandato por acumular faltas às sessões da Câmara dos Deputados.

Com Agência Brasil

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Notícias do dia com o Jornal TVT News Segunda Edição | 17-04-2026

Acompanhe o Jornal TVT News Segunda Edição desta sexta-feira, 17 de abril de 2026. Veja quais são as notícias do dia com a equipe do jornal TVT News.

O que é notícia neste 17 de abril de 2026 no Jornal TVT News Segunda Edição

  • EUA alertam Brasil e planejam classificar PCC e CV como terroristas
  • Estadão levanta R$ 142 mi, mas contrata gestora ligada a investigado pela PF
  • Trégua no Líbano é violada horas após início e tensão volta a crescer
  • Massacre de Eldorado do Carajás completa 30 anos como símbolo da reforma agrária
  • Jornalista Alice Ribeiro morre em acidente na BR-381
  • Servidores da Câmara acumulam R$ 9,3 milhões em horas extras desde 2016
  • Flamengo goleia Medellín no Maracanã; Palmeiras vence na Libertadores

TVT News Segunda Edição: serviços nas telas da TVT

O jornal TVT News Segunda Edição é comandado por Don Ernesto, apresentador do programa de entrevistas da TVT, Conversa sem Curva.  Além das notícias da tarde, o telejornal trará o cotidiano das cidades e comentaristas.

“O jornal TVT News Segunda Edição comenta o que foi notícia no dia, traz serviços de utilidade pública, entrevistas com analistas da política, da cultura e da economia e repercute os fatos que estão em alta nas redes sociais”, conta o apresentador Don Ernesto.

O jornal TVT News Segunda Edição pode ser acompanhado na TV aberta digital, canal 44.1 na capital paulista e grande São Paulo, pelo YouTube da TVT: https://www.youtube.com/@redetvt com cortes nas redes sociais da TVT News (Instagram, Tik Tok, Kawai, Facebook e Linkedin).

“Esta é a segunda estreia da TVT News no mês de abril. Com os dois telejornais, pela manhã e pela tarde, a TVT está ainda mais próxima do público e dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo”, conta o presidente da TVT, Maurício Junior.

Jornal TVT News: manhã e tarde com os trabalhadores

TVT News tem, a partir de agora, dois telejornais, o jornal TVT News Primeira Edição, das 10h30 às 13h e o Jornal TVT News Segunda Edição, das 16h às 18h. Os dois noticiários fazem parte das transformações de programação e na linguagem que começaram em agosto de 2024 quando o site TVT News foi lançado.

“Nossa estratégia de unificar a redação e diversificar conteúdos vem se mostrando acertada. Agora nossos esforços estão concentrados em aumentar a audiência e estrear novos produtos”, explica o Diretor de Conteúdo da TVT News, Ricardo Negrão.

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Talita Galli e Don Ernesto, apresentadores dos novos telejornais da TVT News: o dia todo com os trabalhadores. Foto: Vitória Machado/TVT News

Veja também: as notícias mais lidas da TVT News

Veja quais são as notícias mais lidas do último mês na TVT News

Wagner Moura processa Silas Malafaia por ofensas nas redes sociais

O ator Wagner Moura ingressou na Justiça do Rio de Janeiro com uma ação por danos morais contra o pastor Silas Malafaia, após uma série de declarações feitas nas redes sociais. O processo tramita na 5ª Vara Cível da Barra da Tijuca e pede o valor de R$ 100 mil por danos morais. Saiba mais na TVT News.

A ação tem como base publicações feitas por Malafaia na plataforma X, durante o período em que Moura ganhava projeção internacional ao concorrer ao Oscar de Melhor Ator pelo filme O Agente Secreto. Nas postagens, o pastor chamou o ator de “artista cretino” e o acusou de se beneficiar de recursos públicos para promover um “governo corrupto”, se referindo ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Publicação de Silas Malafaia no X.

Defesa rebate acusações de Malafaia

Na ação, a defesa de Wagner Moura sustenta que as declarações são falsas e atingem diretamente sua reputação. O ator afirma que não possui qualquer responsabilidade pela captação de recursos das produções em que atua e destaca que o longa em questão é uma coprodução internacional, com participação de Brasil, França, Alemanha e Holanda, e orçamento estimado em R$ 28 milhões.

Os advogados também argumentam que as ofensas ocorreram em um momento de grande visibilidade da carreira do artista, o que teria potencializado o dano à sua imagem pública.

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Reação de Malafaia

Após a divulgação do processo pela imprensa, Silas Malafaia afirmou que ainda não havia sido oficialmente notificado pela Justiça. Em declarações públicas, o pastor adotou tom crítico e disse não entender o motivo da ação, alegando que as opiniões sobre o ator foram amplamente compartilhadas nas redes sociais.

“Wagner Moura vai ter que processar centenas e centenas de milhares de pessoas; o questionamento a ele viralizou e ele me escolheu porque eu bato nos esquerdopatas, porque eu bato no padrinho dele, que é o Lula? Ele tem que processar centenas de milhares de pessoas, então”, declarou Malafaia para a coluna do jornalista Lauro Jardim, d’O Globo.

Processo em sigilo

Apesar de tramitar sob segredo de Justiça, detalhes do caso vieram a público. Até o momento, não há decisão judicial. A assessoria de Wagner Moura informou que o ator não irá se manifestar fora dos autos.

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STF tem maioria para manter cassação do ex-deputado Rodrigo Bacellar

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) registrou nesta sexta-feira (14) maioria de votos para manter a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinou a cassação do mandato do deputado estadual Rodrigo Bacellar (União), ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Leia em TVT News.

Até o momento, o placar do julgamento virtual está 3 votos a 0 para manter a decisão.

Em março, Bacellar foi condenado no mesmo processo que levou à inelegibilidade do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro.  A ação tratou das contratações irregulares na Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj).

Com a cassação, o deputado Carlos Augusto (PL) assumiu uma cadeira na Alerj.

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Após a decisão do TSE, a defesa de Bacellar recorreu ao Supremo e pediu a decretação de efeito suspensivo da decisão que condenou o ex-deputado.

Ao analisar o caso, o relator, ministro Cristiano Zanin, negou o pedido por razões processuais. O ministro entendeu que ainda cabe recurso contra a decisão, e o caso não justifica a concessão de uma medida liminar.

“Diante dos fundamentos da decisão agravada e pelo fato de não ter ocorrido nenhuma mudança em relação a situação processual quanto à interposição de eventual recurso extraordinário e de seu juízo de admissibilidade pelo Tribunal Superior Eleitoral, entendo ser o caso de manter a negativa da medida cautelar por seus próprios fundamentos”, afirmou.

O voto foi seguido pelos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Falta o voto da ministra Cármen Lúcia.

Prisão

No dia 27 de março, em função da cassação, Rodrigo Bacellar voltou a ser preso por determinação do ministro Alexandre de Moraes.

O ex-parlamentar é investigado no inquérito que apura o vazamento de informações sigilosas sobre a investigação que envolve o ex-deputado estadual TH Joias.

Fonte: André Richter – Repórter da Agência Brasil

Dia Mundial da Hemofilia: campanha reforça importância do diagnóstico

No Dia Mundial da Hemofilia, lembrado nesta sexta-feira (17), a Federação Mundial da Hemofilia reforça, em campanha, a importância crucial do diagnóstico, classificado pela entidade como um primeiro passo essencial no tratamento e no cuidado de pacientes. Saiba mais na TVT News.

A federação estima que mais de três quartos das pessoas com hemofilia no planeta não tenham sido diagnosticadas e que a lacuna possa ser ainda mais significativa no caso de outros distúrbios hemorrágicos. 

“Isso significa que centenas de milhares de pessoas em todo o mundo ainda não têm acesso a cuidados básicos”, alerta.

“O diagnóstico preciso é a porta de entrada para o tratamento de pessoas com distúrbios hemorrágicos. No entanto, em muitas partes do mundo, barreiras continuam a atrasar ou impedir o diagnóstico correto, resultando em taxas de diagnóstico inaceitavelmente baixas”, avaliou o presidente da federação, Cesar Garrido.

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“Neste dia 17 de abril, convoco a comunidade global a se unir na defesa de capacidades diagnósticas mais robustas em todos os lugares, porque sem diagnóstico não há tratamento e, sem tratamento, não há progresso”, disse.

Entenda

O Ministério da Saúde define a hemofilia como uma condição genética rara que afeta a coagulação do sangue e ocorre pela deficiência nos fatores que ajudam a formar uma espécie de curativo natural do corpo. 

Na prática, a hemofilia faz com que o processo de coagulação do sangue não aconteça de forma adequada, gerando sangramentos nas juntas (hemartroses) e nos músculos (hematomas), por deficiência nos genes responsáveis pela coagulação.

Um exemplo é quando uma parte do corpo sofre um ferimento e começa a sangrar, as proteínas (elementos responsáveis pelo crescimento e desenvolvimento de todos os tecidos do corpo) entram em ação para estancar o sangramento. Esse processo é chamado de coagulação. 

Pessoas com hemofilia não têm essas proteínas e, por isso, sangram mais do que o normal. 

Existem vários fatores de coagulação no sangue, que agem em uma sequência determinada. No final dessa sequência, é formado o coágulo e o sangramento é interrompido. 

Em uma pessoa com hemofilia, um desses fatores não funciona. Sendo assim, o coágulo não se forma e o sangramento continua.

Existem dois tipos de hemofilia:

  •  hemofilia A: deficiência no Fator VIII
  •  hemofilia B: deficiência no Fator IX

Os sangramentos, segundo o ministério, são iguais nos dois tipos, mas a gravidade da doença depende da quantidade de fator presente no plasma (líquido que representa 55% do volume total do sangue). 

Assim, a doença pode ser classificada ainda em três categorias: grave (fator menor do que 1%), moderada (de 1% a 5%) e leve (acima de 5%). Nesse último caso, a enfermidade pode passar despercebida até a idade adulta.

Apesar de a hemofilia ser, em sua grande maioria, uma condição genética hereditária, transmitida de pais para filhos, ela também pode ser adquirida. 

A hemofilia congênita, que já se apresenta no nascimento, é causada por uma alteração genética ligada ao cromossomo X. Cerca de 70% dos casos de hemofilia são transmitidos aos filhos por mães portadoras da mutação.

É mais provável a hemofilia ocorrer em homens do que em mulheres. Isso acontece porque a doença é resultado de um defeito genético no cromossomo X. Como as mulheres têm dois cromossomos X, enquanto os homens têm apenas um, o gene defeituoso está garantido de se manifestar em qualquer homem que o carrega.

Apesar de muito rara, a hemofilia também pode ocorrer em pessoas do sexo feminino, em decorrência da união de homem e mulher com hemofilia. Mais comumente, mulheres portadoras podem apresentar baixos níveis de fator VIII ou fator IX. Além disso, filhas de homem com hemofilia serão portadoras obrigatórias.

Brasil

Dados do ministério indicam que, em 2024, o Brasil registrou 14.202 pessoas com hemofilia, sendo a maioria dos casos de hemofilia A (11.863), enquanto a hemofilia B contabilizou 2.339 casos.

No país, a Empresa Brasileira de Hemoderivados é Biotecnologia (Hemobrás), vinculado ao Ministério da Saúde, é responsável pela produção de medicamentos hemoderivados a serem distribuídos via Sistema Único de Saúde (SUS). 

Em nota em alusão ao Dia Mundial da Hemofilia, a Hemobrás reforçou a importância da produção nacional de medicamentos hemoderivados e destacou o trabalho realizado no município de Goiana, na Zona da Mata pernambucana, onde fica a fábrica da empresa. 

Na avaliação da Hemobrás, o complexo industrial projeta o Brasil “para o seleto time de países que se aproxima da soberania na produção de medicamentos”.

“Essa estrutura de suporte baseia-se na distribuição constante de medicamentos como o Fator VIII de coagulação, usado no tratamento da hemofilia A, em suas versões plasmática e recombinante (produzido por biotecnologia).”

“Ao garantir que o SUS disponha de medicamentos essenciais para o tratamento profilático da hemofilia, a empresa funciona como um escudo logístico e tecnológico, estabilizando a saúde do paciente e permitindo que ele mantenha uma rotina ativa”, diz o comunicado.

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil