Agora
Da Redação
Suíça trabalha para identificar vítimas de incêndio em festa de Ano Novo
As autoridades da Suíca trabalham para identificar as quase 40 pessoas que morreram no incêndio que destruiu, durante as comemorações do Ano Novo, um bar na luxuosa estação de esqui de Crans-Montana. Leia em TVT News, com informações da AFP.
Suíça começa identificação de vítimas de incêndio
Crans-Montana, Suíça, da Agência AFP
Nas ruas do centro da estação de esqui de Crans-Montana, algumas famílias com crianças vestidas com roupas de esqui se preparavam para um dia na neve. Contudo, nos poucos cafés abertos no início da manhã, a tragédia estava em todas as conversas.
As redes sociais são dominadas por apelos para tentar encontrar os desaparecidos.
A procuradora-geral do cantão de Valais, no sudoeste da Suíça, Béatrice Pilloud, disse que foram mobilizados grandes recursos “para identificar as vítimas e devolver seus corpos às famílias o mais rápido possível”.
“O trabalho pode levar vários dias”, afirmou o chefe de polícia do cantão, Frédéric Gisler.
Além das vítimas fatais, as autoridades contabilizam 115 feridos, pelo menos 80 deles em estado crítico, afirmou Mathias Reynard, presidente do governo regional de Valais, ao jornal Walliser Bote.
O incêndio começou por volta de 1h30 GMT de quinta-feira, 1º de janeiro (21h30 de quarta-feira em Brasília), no bar Le Constellation de Crans-Montana, um local frequentado por turistas, muitos deles jovens, que celebravam o Ano Novo.
As autoridades ainda não conseguiram determinar quantas pessoas estavam no bar de dois andares, um deles subterrâneo, com capacidade para pelo menos 300 pessoas, segundo o site do establecimento
“Tentamos localizar os nossos amigos. Tiramos muitas fotos e postamos no Instagram, no Facebook e em todas as redes sociais possíveis para tentar encontrá-los”, afirmou Eleonore, de 17 anos. “Mas não há nada. Sem resposta. Ligamos para os pais, nada, nem mesmo os pais sabem de nada”, acrescentou.
“Atmosfera pesada”
“A atmosfera está pesada”, declarou à AFP Dejan Bajic, um turista de 56 anos de Genebra que frequenta a estação de esqui desde 1974. “É como um pequeno vilarejo, todos nós conhecemos alguém que conhece alguém afetado”.
Na rua em frente ao bar, várias pessoas depositaram flores.
As testemunhas que concederam entrevistas a vários meios de comunicação concordam sobre a possível causa da tragédia: sinalizadores posicionados em garrafas de champanhe que tocaram o teto do bar e provocaram o incêndio. Segundo várias pessoas, era algo habitual no estabelecimento.
O fogo provocou “um incêndio generalizado que causou uma ou várias explosões” no bar, segundo as autoridades locais, que descartaram de imediato a hipótese de um atentado e prosseguem com a investigação.
Apesar do fogo, as paredes dos edifícios adjacentes ao bar não apresentavam marcas nesta sexta-feira. Até a placa do bar parecia intacta, assim como a estrutura de madeira da varanda, sinal de que o incêndio se concentrou sobretudo no subsolo.

As testemunhas descreveram cenas de horror, com pessoas tentando quebrar as janelas para escapar, enquanto outras, cobertas de queimaduras, corriam para a rua.
Um vídeo publicado nas redes sociais mostra o início do incêndio no teto, com um jovem tentando apagar o fogo com um grande pano branco. Ao seu lado, outros jovens filmam a cena, mas continuam dançando.
O presidente suíço, Guy Parmelin, que assumiu o cargo na quinta-feira, classificou o incidente como “uma calamidade de proporções sem precedentes e aterrorizantes”. Ele anunciou que as bandeiras permanecerão hasteadas a meio mastro por cinco dias.
Estrangeiros entre as vítimas do incêndio na Suíça
As autoridades acreditam que há muitos estrangeiros entre as vítimas, mas ainda não divulgaram qualquer informação sobre as identidades.
Os feridos foram levados para vários hospitais em Lausanne, Genebra e Zurique, e até para a vizinha França e para a Itália.
Nove franceses estão entre os feridos e oito ainda não foram localizados, segundo o Ministério das Relações Exteriores da França.
O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, que viajará para Crans-Montana, informou que 15 italianos ficaram feridos e um número similar continua desaparecido.
Uma célula de crise foi instalada no centro de convenções de Crans-Montana para receber e orientar as famílias.
Algumas fontes indicaram na quinta-feira à AFP que os proprietários do bar são de nacionalidade francesa, um casal natural da Córsega. Segundo um parente, estariam ilesos, mas não foi possível localizar o casal.
Vereador ingressa com ação e pede suspensão do aumento do ônibus em São Paulo
O vereador Dheison Silva (PT) ingressou na Justiça com uma ação popular com pedido de liminar para suspender o aumento da tarifa do ônibus municipal em São Paulo, que eleva o valor da passagem de ônibus de R$ 5,00 para R$ 5,30 a partir de 6 de janeiro. A ação aponta uma série de irregularidades formais e materiais que, segundo o parlamentar, tornam o reajuste juridicamente inválido. Entenda na TVT News.
O aumento, definido pela gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), corresponde a um reajuste de 6%, percentual acima da inflação acumulada em 12 meses até novembro, que foi de 4,5% segundo o IPCA do IBGE. A Prefeitura justificou a medida com base no alto custo operacional do sistema e na revisão quadrienal dos contratos das empresas de ônibus.
Aumento sem decreto e sem debate
De acordo com a ação, o reajuste foi implementado sem a edição de um decreto do prefeito, instrumento legal obrigatório para a alteração tarifária. Em vez disso, a majoração foi comunicada por meio de um ofício administrativo da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes.
“O ato que impôs o oneroso aumento à população foi, portanto, um mero ofício, e não um Decreto do Chefe do Poder Executivo, como exige a ordem jurídica”, afirma a petição inicial, que sustenta a existência de vício insanável de forma e violação ao princípio da legalidade.
Outro ponto central é a ausência de consulta prévia ao Conselho Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT), órgão responsável por apreciar propostas de alteração tarifária. A convocação do conselho ocorreu apenas após a decisão já ter sido tomada, com reunião marcada para 2 de janeiro, em pleno período de recesso administrativo de fim de ano.
Segundo o vereador, houve um atropelo deliberado do procedimento legal. “Não se trata apenas de discutir o valor da tarifa, mas a forma como essa decisão foi tomada. O aumento foi imposto à população sem decreto, sem transparência e sem o debate público obrigatório. Isso fere a legalidade, a moralidade administrativa e o direito da população à mobilidade urbana”, afirmou Dheison Silva.
Recesso e esvaziamento da participação social
A ação também questiona a validade da convocação do CMTT durante a chamada “semana comemorativa de fim de ano”, período oficialmente considerado de recesso nas repartições municipais. Para os autores, a reunião extraordinária foi marcada de modo a inviabilizar a participação efetiva da sociedade civil e dos conselheiros.
“A consulta, que deveria ser prévia para subsidiar a decisão, foi transformada em uma tentativa de homologação posterior de um fato consumado”, diz a petição, que classifica o procedimento como uma “inversão tumultuária do processo legal”.
Recuperação da demanda e ausência de crise
No mérito econômico, a ação sustenta que não há crise no sistema que justifique um aumento real da tarifa. Dados oficiais da própria SPTrans, anexados ao processo, indicam recuperação consistente da demanda desde 2023, após a queda excepcional provocada pela pandemia de Covid-19.
Segundo esses números, o sistema transportou cerca de 2,08 bilhões de passageiros em 2023, 2,15 bilhões em 2024 e tem projeção de crescimento em 2026, com estimativa anual superior à de 2025. Para os autores da ação, esses dados afastam a narrativa de colapso financeiro do sistema.
“O reajuste de 2025 já provocou queda no número de passageiros, demonstrando a alta elasticidade-preço da demanda”, afirma a petição, que alerta para o risco de exclusão de usuários de baixa renda com novos aumentos.
Índice inflacionário
Outro argumento central é a crítica ao índice utilizado para embasar o reajuste. A Prefeitura adotou o IPC-Fipe Transportes, que, segundo a ação, inclui itens alheios à estrutura de custos do transporte coletivo, como passagens aéreas.
“A utilização de índice inflacionário ‘contaminado’ viola o princípio da adequação entre motivo e finalidade do ato administrativo, configurando motivação aparente”, sustenta o texto, ao afirmar que esse critério gera uma inflação artificialmente inflada e tecnicamente inadequada para justificar o aumento da passagem de ônibus.
Subsídio público e desvio de finalidade
A ação destaca ainda que mais de 50% do custo do sistema de transporte paulistano é coberto por subsídios públicos, o que, em tese, deveria garantir a modicidade tarifária e o acesso universal ao serviço. Para os autores, ao repassar aumentos sucessivos ao usuário, a Prefeitura estaria esvaziando a finalidade social do subsídio.
“O dinheiro público, que deveria servir para garantir a modicidade tarifária e proteger o cidadão, acaba servindo apenas para garantir a margem de lucro das concessionárias”, afirma a petição.
Dheison Silva reforça esse argumento ao defender a atuação do Judiciário. “Quando o Poder Público ignora os procedimentos legais e impõe aumentos que pesam no bolso do trabalhador, cabe à sociedade reagir. Essa ação é uma defesa do direito ao transporte, da transparência e do respeito à população de São Paulo”, declarou.
Pedido de suspensão imediata
Na ação popular, o vereador pede a concessão de tutela de urgência para suspender imediatamente o aumento, com o retorno da tarifa ao valor anterior. No mérito, solicita que a Justiça declare a nulidade do reajuste, apontando vício de forma, vício de procedimento, desvio de finalidade e lesividade ao patrimônio público.
O caso agora será analisado por uma das varas da Fazenda Pública da capital paulista. Enquanto isso, o aumento da tarifa segue previsto para entrar em vigor no início de janeiro, caso não haja decisão judicial em sentido contrário.
Ex-assessor de Bolsonaro, Filipe Martins é preso após descumprir prisão domiciliar
O ex-assessor especial para assuntos internacionais da Presidência no governo Jair Bolsonaro, Filipe Martins, foi preso na manhã desta sexta-feira (2) em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A prisão foi efetuada pela Polícia Federal (PF) na residência do ex-assessor, que estava em prisão domiciliar desde 27 de dezembro. Entenda na TVT News.
Martins foi levado à sede da PF no município e deve ser transferido para uma unidade prisional. Segundo o STF, a prisão foi decretada após o descumprimento das medidas cautelares impostas, entre elas a proibição de uso de redes sociais.
Uso de rede social motivou decisão
De acordo com a decisão de Alexandre de Moraes, Filipe Martins violou a determinação judicial ao utilizar a rede social LinkedIn. No início da semana, o ministro havia intimado a defesa a se manifestar após a juntada aos autos de informação de que, em 29 de dezembro de 2025, o réu teria acessado a plataforma para buscar perfis de terceiros.
Na decisão que determinou a prisão, Moraes afirmou que a própria defesa reconheceu o uso da rede social, o que tornou inequívoco o descumprimento da medida cautelar.
“Efetivamente, não há dúvidas de que houve descumprimento da medida cautelar imposta, uma vez que a própria defesa reconhece a utilização da rede social”, escreveu o ministro. Para ele, não procede a alegação de que o uso teria ocorrido apenas para “preservar, organizar e auditar elementos informativos pretéritos relevantes ao exercício da ampla defesa”.
“O acusado demonstra total desrespeito pelas normas impostas e pelas instituições constitucionalmente democráticas”, acrescentou Moraes, ao afirmar que o comportamento ofende não apenas as medidas cautelares, mas “todo o ordenamento jurídico”.
Condenação por tentativa de golpe de Estado
Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão no dia 16 de dezembro pela Primeira Turma do STF, no julgamento da ação penal que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Ele integra o chamado “núcleo 2” da trama golpista, ao lado de outros cinco réus, todos condenados.
Segundo o STF, os integrantes desse núcleo faziam parte de uma organização criminosa estruturada para manter Jair Bolsonaro no poder, mesmo após a derrota nas urnas. Martins foi condenado pelos seguintes crimes:
- tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito, com emprego de violência ou grave ameaça;
- tentativa de depor governo legitimamente constituído;
- dano qualificado contra patrimônio público;
- organização criminosa, com concurso de funcionário público;
- destruição ou deterioração de bem especialmente protegido por lei.
Histórico de Filipe Martins
Além da condenação no STF, Filipe Martins já havia sido condenado em 2024 pela Justiça Federal do Distrito Federal por incitação ao preconceito racial. O caso se refere a um gesto associado à supremacia branca, conhecido como White Power, feito durante uma sessão virtual do Senado em 2021.
Na ocasião, Martins estava sentado atrás do então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e, segundo a investigação, simulou ajeitar a lapela do blazer enquanto fazia o gesto racista, transmitido pela TV Senado e pela internet.
O juiz David Wilson de Abreu Pardo, da 12ª Vara Federal do DF, fixou pena de dois anos e quatro meses de prisão, substituída por 850 horas de serviços comunitários, pagamento de 14 parcelas mensais de R$ 1 mil a uma instituição social e indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 30 mil.
Na sentença, o magistrado destacou que o gesto “dissemina ataque não verbal a pessoas e grupos sociais historicamente vulnerabilizados no Brasil”, afetando o autorrespeito e a dignidade dessas populações.
Isenção do IR e valorização do salário mínimo injetam R$ 110 bi na economia
A partir deste 1º de janeiro de 2026, passam a valer duas grandes conquistas dos brasileiros: a isenção do imposto de renda (IR) para quem ganha até R$ 5.000 por mês e o reajuste do salário mínimo de R$ 1.518 para R$ 1.621 (6,79%). Entenda na TVT News.
Juntas, essa duas ações apresentadas pelo governo Lula em 2025 injetarão R$ 109 bilhões na economia do País. De um lado, será um aumento de renda efetivo no bolso de cerca de 80 milhões de brasileiros. De outro, a roda da economia será turbinada – com movimentos no comércio, na indústria e na arrecadação do País, que por sua vez volta para a população na forma de políticas públicas e serviços.
Isenção do IR
Até o final do ano, a isenção total do IR era para salários até R$ 3.036. Assim, uma pessoa que recebe salário de R$ 5.000 por mês verá pela última vez no holerite de dezembro, a ser pago por esses dias, o salário líquido de R$ 4.155 (descontada a contribuição previdenciária e o IR retido na fonte de R$ 335).

Quando o salário de janeiro chegar, adeus IR. Daqui a um mês, esse desconto deixará de existir, e esse trabalhador passará a ter um ganho real mensal de mais de R$ 300. Em um ano, o aumento na renda será de quase R$ 4.000.
Esse dinheiro a mais no bolso afetará diretamente 10 milhões de brasileiros. Além disso, outros 6 milhões de pessoas que recebem entre R$ 5.000 e R$ 7.350 por mês também serão beneficiadas com alguma redução do imposto retido na fonte.
Ao comemorar a aprovação dessa medida pelo Congresso Nacional, o presidente Lula afirmou que ela terá um impacto de R$ 28 bilhões na economia brasileira ao longo do ano.
Um estímulo extraordinário para o comércio, a indústria, o setor de serviços, o empreendedorismo. Que vai gerar mais empregos, mais oportunidades e mais renda. O país inteiro vai ser beneficiado”, disse Lula, em pronunciamento.
Valorização do salário mínimo

A política de valorização do salário mínimo, que combina correção monetária pela inflação oficial com aumento real baseado no crescimento do PIB, foi criada em 2007. Mas não surtiu efeitos nos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro (2016-2022). Retomada em 2023, já proporciona aumento real, acima da inflação, de 14,8% em quatro anos.
Sem essa política de valorização, o salário mínimo valeria agora R$ 823. “Esse crescimento injeta na economia cerca de R$ 7 bilhões por mês. Ajuda a gerar emprego, e a economia e funcionar bem”, diz o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.
O aumento do salário mínimo para R$ 1.621 beneficia diretamente mais de 34 milhões de trabalhadores. Considerando-se o impacto na vida de aposentados, pensionistas, pessoas com deficiência, beneficiários do seguro desemprego entre outros grupos sociais, o impacto alcança a vida de 62 milhões de brasileiros. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o aumento do mínimo injetará R$ 81,7 bilhões na economia do País este ano.
Conquistas dos brasileiros
A virada para 2026 representa um ganho real de renda para 15 milhões de brasileiros. A partir deste 1º de janeiro, passa a vigorar a legislação que isenta de Imposto de Renda trabalhadores e trabalhadoras que recebem até R$ 5 mil por mês. O texto ainda prevê descontos progressivos para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7,35 mil mensais, um grupo de cinco milhões de pessoas, segundo estimativas da Receita Federal. O texto foi apresentado pelo Governo do Brasil em março 2025, aprovado por unanimidade nas duas casas do Congresso Nacional e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 26 de novembro.
Milhões de famílias terão um dinheiro extra todos os meses. Isso vai aliviar as contas, aquecer ainda mais a economia e beneficiar o país inteiro. A Receita Federal fez os cálculos. Em 2026, esse dinheiro extra deve injetar R$ 28 bilhões na economia. Um estímulo extraordinário para o comércio, para a indústria, o setor de serviços e o empreendedorismo, que vai gerar mais empregos, mais oportunidades e mais renda. O país inteiro vai ser beneficiado”, afirmou Lula, durante pronunciamento à nação em dezembro de 2025.
“O que hoje é desconto no contracheque vira dinheiro extra. Para viajar com a família. Comer o que mais gosta. Quitar uma dívida. Adiantar uma prestação. Comprar uma televisão com tela maior para ver a Copa do Mundo. Esse alívio no Imposto de Renda significa mais dinheiro no bolso, maior poder de compra, que significa aumento no consumo, que faz a roda da economia girar”, completou o presidente.
Para manter o equilíbrio fiscal e compensar a redução na arrecadação, a legislação estabelece um incremento na tributação de altas rendas, a partir de R$ 600 mil anuais. A previsão é de que cerca de 140 mil contribuintes de maior renda sejam alcançados pela mudança, um grupo estimado de 0,1% da população brasileira. A cobrança é gradual, com alíquota máxima de até 10% sobre os rendimentos. Contribuintes que já pagam essa porcentagem, ou mais, não terão mudanças. Dessa forma, não há impacto fiscal adicional.
Promessa cumprida
Isentar brasileiros que ganham até R$ 5 mil por mês da cobrança do Imposto de Renda foi uma promessa de campanha do presidente Lula. O Governo do Brasil já havia reajustado a tabela do IR em 2023 e 2024, o que encerrou um ciclo de mais de mais seis anos de defasagem. Com isso, entre 2023 e 2026, a isenção total de IR chega a aproximadamente 20 milhões de brasileiros e a redução do imposto para outros 5 milhões de contribuintes.
“Esse país vai ter uma política tributária mais equilibrada, em que não será apenas a classe média, a classe trabalhadora e os que ganham menos que pagam imposto de renda, que está mais ou menos repartido entre a sociedade o pagamento dos tributos nesse país”, registrou o presidente, em entrevista coletiva concedida em 18 de dezembro.
A partir de hoje, entra em vigor a nova lei que isenta do Imposto de Renda os trabalhadores que ganham até R$ 5 mil por mês.
Lula sanciona Orçamento com veto a reajuste do Fundo Partidário
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou com 26 vetos o Orçamento de 2026, aprovado pelo Congresso Nacional em dezembro. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) na quarta-feira (31).
Entenda na TVT News.
O Orçamento total da União para 2026 é de cerca de R$ 6,5 trilhões. O texto destaca ainda que 28% dos orçamentos fiscal e da seguridade social (OFSS) serão destinado exclusivamente para o pagamento de juros da dívida pública, o que equivale a R$ 1,82 trilhão.
O limite global de despesas para os Três Poderes foi fixado em aproximadamente R$ 2,4 trilhões.
Para 2026, o Orçamento sancionado prevê um superávit primário de R$ R$ 34,26 bilhões, podendo chegar a um superávit de até R$ 68,52 bilhões. Pela legislação do arcabouço fiscal, a meta será cumprida mesmo com resultado zero.
A meta fiscal para 2026, fixada na LDO, permite um déficit primário de até R$ 6,75 bilhões.
Não serão consideradas na meta de déficit primário as despesas de investimento destinadas ao Programa de Aceleração do Crescimento – Novo PAC, limitadas a R$ 5 bilhões.
O texto garante que a revisão anual do valor do salário mínimo definido na lei orçamentária seja compatível com a inflação apurada (variação do Índice de Preços ao Consumidor – INPC) e com a regra de valorização. No caso de 2026, um salário mínimo equivale R$ 1.621, a partir de 1º de janeiro.
A LDO explicita ainda que está vedado o reajuste, em 2026, dos benefícios de auxílio-alimentação ou refeição e assistência pré-escolar em percentual superior à variação acumulada do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desde a última revisão de cada benefício pelos Três Poderes, pelo Ministério Público da União e pela Defensoria Pública da União.
Emendas parlamentares
O texto do Orçamento prevê cerca de R$ 61 bilhões em emendas parlamentares para deputados e senadores destinarem a obras, programas e projetos em seus estados e municípios. Desse total, cerca de R$ 37,8 bilhões serão destinados a emendas impositivas, de pagamento obrigatório. As emendas individuais, dos deputados e senadores, somam R$ 26,6 bilhões; as de bancada, destinadas às bancadas estaduais, ficaram com R$ 11,2 bilhões.
Vetos no Orçamento
Na quarta-feira, também foi publicado em edição extra do DOU o texto em que o presidente explica juridicamente por que vetou cada um dos 26 trechos do projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional.
Na mensagem presidencial, um dos vetos descritos é do trecho que aumenta o valor do Fundo Partidário, usado pelas legendas para financiar campanhas e custear atividades. No despacho, o presidente justifica que a medida reduziria o montante destinado ao pagamento das demais despesas da Justiça Eleitoral e ultrapassaria o limite previsto em lei para as despesas primárias do governo.
Outro trecho vetado pelo governo permitiria o pagamento de emendas mesmo a projetos sem licença ambiental prévia ou sem projeto de engenharia. O Executivo explica que esses procedimentos são requisitos para o início da execução de projetos e que identificação dos impedimentos de ordem técnica ou legal possibilitaria o remanejamento de recursos para outros projetos viáveis.
O presidente também vetou um trecho que permitia ressuscitar emendas não pagas de 2019 a 2023, os chamados “restos a pagar”. O governo entende que os recursos não liberados entre 2019 e 2023 estariam “em desacordo com o prazo de validade dos restos a pagar não liquidados, estabelecido pelo Decreto nº 93.872, de 23 de dezembro de 1986″.
Sobre as despesas que não poderiam ser contingenciadas, o despacho lista aquelas decorrentes da fiscalização nas agências reguladoras, os custos com defesa agropecuária, programas para inclusão de mulheres na transição energética e despesas com o apoio à educação de pessoas com altas habilidades. Na mensagem, o mandatário defende que essas despesas que não possam ser contingenciadas por “reduzir a flexibilidade e a liberdade dos órgãos na gestão de suas próprias despesas orçamentárias.”
Limpeza recolhe 1,2 toneladas de lixo das praias do Rio no réveillon
A limpeza do réveillon do Rio gerou 1.250 toneladas de lixo recolhidas pela Comlurb, que encerrou a megaoperação especial na cidade, na manhã desta quinta-feira (1°). Desse total, 650 toneladas foram tiradas de Copacabana. Na virada de 2025, o volume tinha sido menor. Naquela ocasião, foram recolhidas 980 toneladas de resíduos, 508 só de Copacabana. 
Além disso, foram registrados mais de 500 salvamentos pelo Corpo de Bombeiros nas praias fluminenses. Confira na TVT News.
Na operação especial da virada de ano, a Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio (Comlurb) distribuiu 5.260 garis em todos os pontos da festa organizada pela prefeitura carioca. “A quantidade de contêineres, com 7 mil equipamentos, de 240 litros e os de alta capacidade, de 1.200 litros, foi a maior de todos os tempos”, informou a Comlurb em nota.
A companhia comemorou o fato de a população ter colaborado com o trabalho dos garis utilizando os contêineres distribuídos estrategicamente ao longo da orla de Copacabana.
“Agilizou o serviço de limpeza e garantiu a entrega da areia da praia e das pistas da Avenida Atlântica liberadas à população pouco antes das 10h, com tudo limpo e desodorizado”, destacou.
Somente no bairro, o serviço foi feito por 1.500 garis que utilizaram 500 equipamentos e veículos. Para o movimento desta quinta-feira na praia, a Comlurb manteve a limpeza com a equipe de manutenção até as 17h.
Para a limpeza hidráulica das vias, o esquema foi o maior já realizado na capital, usando 26 pipas d’água e 26 motobombas com sistema de alta pressão. “A Companhia atuou com 440 veículos e equipamentos, entre caminhões compactadores e basculantes, varredeiras, pipas d’água para lavagem das vias com água de reúso, pás mecânicas e tratores de praia, em apoio ao serviço dos garis”, indicou.
Sem lixo pela manhã
Logo cedo, às 6h, o presidente da Comlurb, Jorge Arraes, já acompanhava a Operação Limpeza em Copacabana. Arraes se mostrou satisfeito porque os banhistas puderem usar a praia sem lixo já pela manhã. “Mais uma vez a Comlurb mostra a força e comprometimento dos seus garis para entregar a praia limpa à população e as pistas liberadas antes das 10h”, disse na nota.
De acordo com o presidente da Companhia, não houve intercorrência e o planejamento operacional foi cumprido à risca. “Estamos muito felizes com o resultado alcançado para que os frequentadores possam curtir a praia neste feriado”, comentou.
547 salvamentos nas praias
O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro realizou entre a quarta (31) e às 6h desta quinta-feira (1º), 547 salvamentos de pessoas nas praias de Copacabana e Leme, na zona sul do Rio.

O número é superior ao que foi registrado na passagem de 2024 para 2025. Naquela ocasião, ocorreram 29 salvamentos. No total do estado do Rio, foram registrados 840 atendimentos na Operação Réveillon preparada pela corporação.
Para o porta-voz dos Bombeiros, tenente-coronel Fábio Contreiras, a ressaca do mar, com ondas de até 2,5 metros, influenciou o aumento de atendimentos, agravados pelo fato de muitos banhistas não respeitarem os alertas para que evitassem o banho de mar.
“As pessoas ignoraram. Tomadas pelo calor em dia muito quente, realmente não seguiram as orientações dos guarda-vidas, não respeitaram as cores das bandeiras e muitas vezes entram no mar mesmo depois dos guarda-vidas apitarem e acabam se afogando”, disse Contreiras à Agência Brasil.
O militar acrescentou que muitas das vítimas foram resgatadas de helicópteros, outras levadas pelas motos aquáticas e ainda algumas retiradas diretamente das águas pelos guarda-vidas.
“Não há como a gente não relacionar isso ao descumprimento e ao desrespeito às normas de segurança do mar por parte dos banhistas. É um número muito alto na conjunção do calor muito forte, a presença da ressaca e a inobservância das pessoas que estavam na praia”, afirmou.
Nos últimos dias, o porta-voz vinha fazendo alertas e falava, inclusive, para que não cumprissem a tradição de pular sete ondas para dar sorte e felicidade. A força das ondas levava as águas bem perto de onde foram montados os palcos para os shows do réveillon.
“Crianças, idosos, principalmente, podem ser surpreendidas por estas ondas que podem derrubar as pessoas mesmo na beira da praia e serem arrastadas para o fundo. É um tipo de afogamento que pode acontecer também”, observou.
Jovem desaparecido
Foi justamente na arrebentação que um jovem de 14 anos, da cidade Campinas, em São Paulo, foi levado pela correnteza no fim da manhã desta quarta ontem (31). Os bombeiros ainda trabalham na localização do rapaz. Eles são acompanhados pela família do jovem desaparecido.
Conforme o porta-voz, desde ontem a corporação continua empregando todos dos recursos necessários como mergulhadores, motos aquáticas que fazem varredura próximo ao local em que ele foi visto da última vez, um barco inflável equipado com um sonar capaz de mapear o fundo do mar, helicópteros na costa e drones que fazem sobrevoo na orla.
“O trabalho continua manhā, tarde, noite e madrugada. A gente não para até que possa encontrar a vítima, ainda que sem vida. A gente não pode dizer que vai encontrar com vida, mas é importante encontrar para acabar com a angústia da família”, disse.
As condições ruins do mar continuam e, por isso, permanecem os cuidados dos bombeiros. Segundo o tenente-coronel, o mar continua com uma ondulação forte e com muita energia. Além disso, há algumas valas ou correntes de retorno ativadas, fenômenos como a maré e o vento que favorecem a ocorrência de afogamentos.
“A orientação é que até domingo as pessoas que forem para as praias obedeçam e sigam as cores das bandeiras que estão na areia. Com bandeira vermelha não são locais para mergulhar”, afirmou.
O balanço dos Bombeiros indicou ainda a preocupação com crianças perdidas. No ano de 2025 em todo o estado foram mais de 3.300. De ontem até as 6h de hoje foram 35 crianças que se perderam nas praias.
O tenente-coronel orientou aos responsáveis que utilizem pulseiras com informações sobre a crianças que possam localizar com mais facilidade as famílias. “Para não perder a criança a recomendação é que o adulto não se distraia com nada, conversa paralela, celular, com excesso de bebida alcoólica. No mar deve estar no máximo a um metro para não perder ela de vista”, sugeriu.
Operaçāo Verāo
Contreiras acrescentou que desde 19 de dezembro, quando foi percebido o aumento no fluxo de banhistas nas praias do estado, a corporação está com a Operação Verão em andamento. Com ela, houve o reforço de guarda-vidas nas praias e a instalação de novos postos, com o aumento de mais de 5.400 novas vagas de guarda-vidas no serviço adicional em escala extra.
“No ano passado foram abertas 3.500 vagas. A gente aumentou bastante a quantidade de vagas e o reforço de homens e mulheres nas areias do estado”, disse, informando ainda que os bombeiros estão operando ainda com 38 postos móveis, constituídos de trailers que podem ser deslocados para praias distantes que não tinham o atendimento.
Outra orientação dada na Operação Verão, é para que as pessoas evitem banhos noturnos, quando diversos fatores facilitam os afogamentos. O serviço de alerta tem sido feito por meio de drones que enviam as mensagens sonoras. “Geralmente são mais letais e perigosos pela baixa visibilidade”, informou.

Isenção do IR e valorização do salário mínimo injetam R$ 110 bi na economia
Salário mínimo de R$ 1.621 e isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil passam a valer. “Um estímulo extraordinário”, resume Lula

Lula sanciona Orçamento com veto a reajuste do Fundo Partidário
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou com 26 vetos o Orçamento de 2026, aprovado pelo Congresso Nacional em dezembro

Limpeza recolhe 1,2 toneladas de lixo das praias do Rio no réveillon
Além do lixo, foram registrados mais de 500 salvamentos pelo Corpo de Bombeiros nas praias fluminenses

SP tem alerta para chuva intensa nos primeiros dias de 2026
A Defesa Civil de São Paulo informou que haverá alterações significativas nas condições meteorológicas em todo o estado e chuva intensa

Desemprego fecha o ano com menor índice desde 2012
Ao longo da série histórica, o maior desemprego ocorreu em março de 2021 e menor é o do trimestre encerrado em novembro de 2025

40 programas e ações que aprimoram a educação brasileira desde 2023
Em cerimônia que celebrava o Dia do Professor no último 15 de outubro, no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma
