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Da Redação
Redução da maioridade penal: o que dizem os especialistas
A aprovação da admissibilidade da PEC 32/2015 na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados recolocou no centro do debate nacional a proposta de redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Embora o texto ainda precise passar por uma comissão especial, ser aprovado em dois turnos na Câmara e posteriormente analisado pelo Senado, especialistas em Direito ouvidos pela TVT News avaliam que a medida apresenta problemas jurídicos, sociais e operacionais que podem comprometer sua eficácia como política de segurança pública. Saiba mais na TVT News.
Na quarta-feira (10), a CCJ aprovou a admissibilidade da proposta por 44 votos favoráveis e 18 contrários. O relator, deputado Coronel Assis (PL-MT), defendeu que a PEC não fere cláusulas pétreas da Constituição nem tratados internacionais. Já parlamentares da oposição argumentaram que a proteção especial garantida à infância e à juventude é um direito fundamental protegido pela Constituição de 1988.
Entre os especialistas, predominam as críticas à proposta.
“Não estamos diante de uma política de segurança pública”
A promotora de Justiça do Ministério Público da Bahia, Livia Sant’Anna Vaz, afirma que a redução da maioridade penal não enfrenta as causas estruturais da violência e tende a ampliar desigualdades históricas.
Segundo ela, “a PEC que reduz a maioridade penal não enfrenta as causas da violência urbana e aprofunda desigualdades estruturais”. A jurista destaca que inserir adolescentes de 16 anos no sistema penitenciário comum significa colocá-los em um ambiente já marcado por graves problemas.
“Inserir adolescentes de 16 anos no sistema prisional adulto, sabidamente falido e superlotado, só amplia a reincidência e a vulnerabilidade social”, afirma.
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Livia também chama atenção para o perfil racial dos adolescentes submetidos ao sistema socioeducativo. “Os dados são inequívocos e demonstram que a criminalização afeta de forma desproporcional jovens negros e periféricos, que são mais de 74% dos internados no sistema socioeducativo, num país que possui a terceira maior população em situação de cárcere do mundo.”
Para a promotora, a proposta representa a continuidade de uma tradição histórica de encarceramento seletivo. “O Brasil repete uma lógica que pratica desde 1890, quando o Código Penal republicano permitia prender crianças a partir dos 9 anos, na prática, filhos e filhas de pessoas recém-libertas da escravidão.”
Ela vai além e afirma que a medida não deve ser entendida como uma resposta à violência. “Não estamos diante de uma política de segurança pública. Estamos diante da continuidade de um projeto de encarceramento racialmente seletivo.”
Como alternativa, Livia defende o fortalecimento das políticas de proteção social. “A solução não está em punir mais cedo; está em proteger desde o início, com prioridade absoluta, como determina a Constituição Federal.”
Especialista aponta problemas de aplicação da medida
A advogada e professora de Direito Penal e Processo Penal Tatiana Andrade avalia que a PEC possui chances reais de avançar após a aprovação na CCJ, mas ressalta que sua implementação pode gerar uma série de impasses jurídicos.
Segundo ela, “uma vez analisada e discutida na CCJ, há de fato chance da PEC passar e seguir para discussão e votação no Senado”.
A especialista observa que a proposta atualmente em debate não prevê uma redução ampla da maioridade penal, mas uma aplicação restrita a determinados crimes. “Aparentemente nenhuma excepcionalidade, já que a discussão está centrada na redução mitigada, ou seja, apenas para alguns crimes e não de forma ampla como já sugerido em outros momentos.”
Tatiana também alerta para o risco de ampliação do contato entre adolescentes e organizações criminosas. “A tese de que o encarceramento de adolescentes pode aumentar potencialmente o envolvimento com organização criminosa é real, a menos que fiquem isolados da massa carcerária.”
Ela destaca ainda que a mudança exigiria profundas adaptações estruturais. “Disso decorre o enfrentamento de questões como o modo de implementar e os custos de todo esse movimento.”
Para ilustrar os desafios práticos, a professora apresenta situações que poderiam surgir caso a PEC seja aprovada. “Admitindo hipoteticamente que um adolescente de 17 anos tenha cometido um latrocínio e no dia seguinte um roubo simples. Uma vez apreendido, seria encaminhado para qual local? Fundação Casa ou alguma unidade prisional comum?”
Segundo ela, esse é apenas um dos muitos dilemas que a mudança pode provocar. “Estas são apenas parte das questões que podem decorrer desta mudança nos moldes como postos.”
Constitucionalidade pode ser contestada no STF
O criminalista e constitucionalista Adib Abdouni destaca que a aprovação na CCJ não significa que a redução da maioridade penal tenha sido aprovada definitivamente.
“A aprovação da proposta na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara não significa que a redução da maioridade penal tenha sido aprovada. O que houve foi apenas o reconhecimento de sua admissibilidade formal, ou seja, da possibilidade de a PEC continuar tramitando”, explica.
Embora reconheça a preocupação social com o aumento da violência, Abdouni afirma que o debate não pode ser guiado apenas pela emoção. “É compreensível que o tema ganhe força diante do aumento da violência e do uso de adolescentes por organizações criminosas. Esse dado social é real. Mas a resposta constitucional não pode ser construída apenas pelo impacto emocional do problema.”
Para o jurista, a principal controvérsia está na proteção constitucional assegurada aos menores de 18 anos. “O ponto central está no Artigo 228 da Constituição, que estabelece a inimputabilidade penal aos com menos de 18 anos, em harmonia com o Artigo 227, que consagra a proteção integral da criança e do adolescente.”
Segundo Abdouni, existe base jurídica sólida para questionar a PEC. “Na minha leitura, há fundamento sério para sustentar que essa inimputabilidade não é simples escolha de política criminal, mas uma garantia constitucional estruturante.”
Por isso, ele prevê que a proposta poderá enfrentar contestação judicial caso seja aprovada pelo Congresso. “Se a PEC avançar, a tendência é de forte questionamento no Supremo Tribunal Federal.”
O especialista também aponta uma contradição no texto aprovado pela CCJ. “O adolescente continuaria sendo tratado como relativamente incapaz em vários atos da vida civil, mas passaria a ser tratado como adulto justamente no campo mais severo do ordenamento, que é o Direito Penal.”
Por fim, Abdouni ressalta que adolescentes já são responsabilizados por seus atos no Brasil. “Também é importante afastar uma premissa equivocada. O adolescente hoje já responde por ato infracional, dentro do regime socioeducativo previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente.”
Para ele, o verdadeiro debate é outro. “O debate não é entre punir ou não punir. O debate é entre manter um regime constitucional diferenciado ou transferir adolescentes para o sistema penal comum.”
Em sua conclusão, o constitucionalista resume as críticas à proposta: “A PEC pode ter apelo político, mas sua solidez constitucional é altamente discutível. A meu ver, o problema não está apenas na política criminal que ela propõe, mas no fato de tocar em um dos pontos mais sensíveis da Constituição de 1988, que é a proteção jurídica especial da infância e da juventude.”
Lula anuncia queda no desmatamento e alfineta Trump
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira (11) uma redução expressiva nos índices de desmatamento da Amazônia e do Cerrado e aproveitou a divulgação dos números para rebater as justificativas apresentadas pelo governo dos Estados Unidos para impor novas tarifas a produtos brasileiros. Saiba mais na TVT News.
Os dados foram apresentados pelo Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e apontam uma queda histórica de 61,4% nos alertas de desmatamento da Amazônia em maio deste ano na comparação com o mesmo mês de 2025. A área sob alerta passou para 370 quilômetros quadrados, o menor patamar já registrado para o período na série histórica do sistema.
No Cerrado, os alertas também recuaram. Em maio, a redução foi de 12,2% em relação ao mesmo mês do ano passado, totalizando 777 quilômetros quadrados.
A divulgação ocorreu em meio ao embate comercial entre Brasil e Estados Unidos. Recentemente, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) incluiu o desmatamento entre os argumentos utilizados para justificar a aplicação de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. O documento, porém, ignonorou a queda do desmatamento sob Lula, destacando recordes ambientais negativos do governo Bolsonaro.
Durante cerimônia realizada no Observatório Regional Amazônico, em Brasília, Lula afirmou que os números desmontam a narrativa utilizada pelos norte-americanos.
“Vamos ter que pegar esses dados, mandar para o cidadão do comércio dos Estados Unidos que coloca a questão do desmatamento como justificativa para punir o Brasil com uma taxação maior e vamos comparar o que acontece no Brasil com o que acontece nos Estados Unidos”, declarou o presidente.
Sem citar diretamente o presidente norte-americano Donald Trump em parte do discurso, Lula elevou o tom ao afirmar que o Brasil responderá às acusações com dados concretos.
“A minha guerra é provar que nós estamos certos e vocês estão errados. É provar que você não foi eleito para ser imperador do mundo, que você pode dizer tudo que você quer e as pessoas ficarem quietas”, afirmou.
Em outro momento, Lula acusou os Estados Unidos de utilizarem informações desatualizadas para embasar a política tarifária.
“Eles mentiram a primeira vez que taxaram o Brasil em 50% e agora com esse negócio que eles falaram da questão do desmatamento. Eles não sabem o trabalho que nós fazemos para fazer com que o desmatamento chegue a zero até 2030”, disse.
Queda histórica na Amazônia
Segundo o Inpe, a redução de 61,4% registrada em maio representa a maior queda mensal já observada pelo Deter desde o início da série histórica.
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, classificou o resultado como uma conquista inédita. “É uma redução histórica dos alertas de desmatamento para o bioma Amazônia”, afirmou.
Os números também mostram avanço no acumulado mais recente. Entre agosto de 2025 e maio de 2026, o desmatamento na Amazônia somou 2.189 quilômetros quadrados, uma redução de 37,5% em comparação ao mesmo período anterior.
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, trata-se do menor valor da série histórica para esse intervalo.
O secretário-executivo da pasta, João Paulo Capobianco, destacou que o resultado ganha ainda mais relevância por ter sido registrado em um período do ano tradicionalmente marcado pelo aumento da devastação.
“É algo realmente histórico em um mês em que sempre, historicamente, o desmatamento aumentava”, afirmou.
Cerrado também apresenta redução
O Cerrado, segundo maior bioma do país e fundamental para a produção agrícola brasileira, também apresentou melhora nos indicadores.
Além da queda de 12,2% registrada em maio, os dados mostram redução de 8,2% no acumulado dos últimos dez meses em comparação com o período entre agosto de 2024 e maio de 2025. Em outro recorte apresentado pelo governo, a retração chega a 25,3%.
O sistema Deter monitora diariamente áreas sob pressão de desmatamento e gera alertas utilizados pelos órgãos de fiscalização ambiental. Embora não represente a taxa oficial anual de desmatamento — calculada posteriormente pelo sistema Prodes —, os dados são considerados um importante indicador da tendência de devastação nos biomas brasileiros.
Governo vê resposta às acusações dos EUA
Para o Ministério do Meio Ambiente, os resultados apresentados desmontam o argumento utilizado pelo governo norte-americano para justificar as barreiras comerciais.
Capobianco afirmou que os números são públicos e podem ser verificados por qualquer instituição internacional.
“Põe por terra, definitivamente, a acusação injusta e improcedente dos Estados Unidos, que incluíram o desmatamento da Amazônia como uma causa para justificar medidas de imposição de tarifas. Os números são claros, transparentes e auditáveis”, declarou.
Segundo o ministro, os dados serão encaminhados ao Itamaraty e incorporados às negociações com Washington.
A estratégia do governo brasileiro é demonstrar que os indicadores ambientais vêm apresentando melhora consistente desde o início do terceiro mandato de Lula. Dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) já haviam mostrado anteriormente uma redução de quase 70% do desmatamento na Amazônia entre 2022 e 2025.
Ao comentar os resultados desta quinta-feira, Lula reiterou que a meta de zerar o desmatamento ilegal até 2030 é uma decisão soberana do país e não consequência de pressões externas.
“O desmatamento pode ajudar uma pessoa a ficar rica, até duas, mas o não desmatamento ajuda o Brasil, a Amazônia e o mundo”, afirmou.
Copa do Mundo 2026 começa nesta quinta-feira; veja horários e onde assistir os jogos
A Copa do Mundo de 2026 começa oficialmente nesta quinta-feira (11) com uma programação que reúne a cerimônia de abertura no histórico estádio Azteca, na Cidade do México, e as duas primeiras partidas do torneio. México e África do Sul fazem o jogo inaugural da competição, enquanto Coreia do Sul e República Tcheca encerram a rodada de abertura do Grupo A. Leia em TVT News onde assistir e horárrios.
O Mundial deste ano marca a primeira edição realizada simultaneamente por três países-sede: México, Estados Unidos e Canadá. A expectativa é de grande audiência já no primeiro dia de competição, especialmente pela presença da seleção mexicana atuando diante de sua torcida no estádio Azteca, que é o estádio que mais recebeu jogos em Copas do Mundo na história.
Além das partidas, a abertura contará com apresentações musicais de artistas de diferentes países e gêneros, transformando o início do torneio em um evento que vai além do esporte.
Jogos da Copa do Mundo nesta quinta-feira (11)
A programação do primeiro dia do Mundial terá duas partidas.
🕓 Horário: 16h (Brasília)
🏟️ Local: Estádio Azteca, Cidade do México
📺 Onde assistir:
Globo, sportv, Globoplay, ge tv, SBT, NSports e Cazé TV
🕚 Horário: 23h (Brasília)
🏟️ Local: Estádio Akron, Guadalajara
📺 Onde assistir:
Cazé TV
Cerimônia de abertura terá artistas de vários países
A cerimônia está prevista para começar por volta das 14h30, cerca de uma hora e meia antes da partida inaugural.
Entre as atrações anunciadas estão nomes conhecidos da música internacional, como Shakira, J Balvin, Burna Boy, Belinda, Danny Ocean, Lila Downs, Los Ángeles Azules, Maná e Tyla.
A escolha do estádio Azteca para sediar a abertura reforça o peso histórico do local. O palco mexicano recebeu partidas das Copas de 1970 e 1986 e foi cenário de momentos marcantes da história do futebol mundial.
Segundo a organização do torneio, outras cerimônias também estão previstas para as estreias das seleções dos Estados Unidos e do Canadá, que entram em campo na sexta-feira (12).
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México e África do Sul repetem abertura de 2010
O primeiro jogo da Copa do Mundo de 2026 traz um encontro que remete diretamente ao Mundial realizado há 16 anos.
Em 11 de junho de 2010, México e África do Sul disputaram a partida inaugural da Copa realizada em território sul-africano. Na ocasião, as equipes empataram por 1 a 1 diante de mais de 84 mil torcedores no Soccer City, em Joanesburgo.
Agora, o reencontro acontece em um contexto diferente.
O México chega ao torneio com o peso de jogar em casa e com a responsabilidade de corresponder às expectativas da torcida. A seleção mexicana busca alcançar uma campanha superior às registradas nas últimas décadas.
O melhor desempenho mexicano em Copas do Mundo ocorreu em 1970 e 1986, quando a equipe chegou às quartas de final. Desde então, o país acumulou participações frequentes no torneio, mas sem conseguir ultrapassar as oitavas de final.
Entre os principais nomes do elenco está o atacante Raúl Jiménez, experiente jogador que chega como referência ofensiva da equipe. Outro destaque é o goleiro Guillermo Ochoa, um dos atletas mais identificados com a história recente da seleção mexicana.


Ochoa participou de diferentes edições da Copa do Mundo e se tornou conhecido por atuações de destaque em partidas decisivas.
Do outro lado estará a África do Sul, que retorna ao principal torneio de seleções após ficar ausente das últimas edições.
Conhecidos como Bafana Bafana, os sul-africanos disputarão apenas sua quarta Copa do Mundo. A equipe garantiu a classificação após terminar na liderança de seu grupo nas Eliminatórias Africanas, superando concorrentes tradicionais do continente.
O retorno ao Mundial representa um momento importante para o futebol sul-africano, que tenta recuperar espaço no cenário internacional após anos de dificuldades para se classificar ao torneio.
Grupo A começa com equilíbrio
Os dois jogos desta quinta-feira são válidos pelo Grupo A.

Além de México, África do Sul, Coreia do Sul e República Tcheca, a chave reúne seleções que chegam ao Mundial com trajetórias distintas.
A rodada inicial costuma ter peso importante na definição da classificação para as fases eliminatórias. Uma vitória logo na estreia pode representar vantagem importante em um grupo equilibrado.
Por isso, tanto México quanto África do Sul entram em campo pressionados pela necessidade de começar a competição somando pontos.
Coreia do Sul e República Tcheca fazem confronto inédito em Copas

A segunda partida do dia será disputada entre Coreia do Sul e República Tcheca.
O duelo marca um encontro inédito entre uma seleção asiática e uma europeia em Copas do Mundo.
A seleção sul-coreana chega ao torneio embalada por uma campanha consistente nas Eliminatórias Asiáticas. O país foi um dos primeiros a confirmar presença na competição.
O principal nome da equipe é o atacante Son Heung-min, capitão da seleção e um dos jogadores asiáticos mais reconhecidos do futebol internacional.
Com passagens de destaque pelo futebol inglês, Son é visto como a principal referência técnica da equipe.
Além dele, a Coreia do Sul conta com atletas que atuam em grandes clubes europeus, como o zagueiro Kim Min-jae, do Bayern de Munique, e o meia Lee Kang-in, do Paris Saint-Germain.
A combinação entre experiência e renovação faz com que os sul-coreanos sejam apontados como uma das seleções capazes de surpreender na competição.
Já a República Tcheca retorna a uma Copa do Mundo após duas décadas de ausência.
A classificação foi conquistada por meio da repescagem europeia, na qual os tchecos superaram Irlanda e Dinamarca.
O elenco conta com jogadores conhecidos do futebol europeu, como Patrik Schick, Tomás Soucek, Pavel Sulc e Ladislav Krejci.
A expectativa é de um confronto equilibrado em Guadalajara, com duas equipes que buscam iniciar a competição em posição favorável na tabela.
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Árbitro somali barrado pelos EUA apitará na Supercopa da Uefa
O árbitro somali Omar Artan, que teve a entrada negada pelos Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026, foi designado, nesta quinta-feira (11), para apitar na Supercopa da Uefa, anunciou a entidade do futebol europeu. Leia em TVT News com informações da AFP, em Lausana, Suíça.
“Após conversas com sua confederação irmã, a Confederação Africana de Futebol (CAF), a Uefa nomeou hoje o árbitro somali Omar Artan para apitar a Supercopa da Uefa de 2026″, informou a entidade em um comunicado.
A Supercopa será disputada em 12 de agosto, em Salzburg, na Áustria, entre o campeão da Liga dos Campeões, Paris Saint-Germain, e o vencedor da Liga Europa, Aston Villa.
“O futebol existe para unir as pessoas e a Uefa deseja demonstrar seu respeito a Omar e às suas notáveis capacidades de arbitragem”, declarou o presidente da entidade europeia, Aleksander Ceferin, citado no comunicado.
A decisão de designar o árbitro de 34 anos “foi tomada no âmbito de um acordo recentemente assinado entre a Uefa e a CAF, com o objetivo de incentivar a cooperação em numerosos âmbitos, incluindo a arbitragem”, detalhou a organização europeia.
As duas confederações “estão unidas pela vontade comum de desenvolver o futebol em todos os níveis e de promover os valores fundamentais de unidade, igualdade e não discriminação”, prossegue.
Omar Artan foi barrado no sábado, ao chegar ao aeroporto internacional de Miami (Flórida, Estados Unidos).
Uma autoridade do Departamento de Estados dos EUA declarou à AFP na terça-feira que o árbitro “é suspeito de estar vinculado a supostos integrantes de organizações terroristas”, o que “inabilita o viajante para ser admitido nos Estados Unidos”.
Infantino lamenta acontecimento com árbitro somali, mas diz que não há o que fazer
“É lamentável o que aconteceu com Omar. Mas, novamente, não controlamos tudo”, afirmou o presidente da Fifa, Gianni Infantino, em uma coletiva de imprensa no México na quarta-feira.

– Foto: Kenzo Tribouillard/AFP
“Tentamos encontrar soluções, mas devemos respeitar que não somos os reis do mundo que podem impor sua vontade a governos e forças policiais”, acrescentou.
Leia também sobre a Copa do Mundo
Ancelotti dá pistas do time titular da Seleção para estreia na Copa do Mundo
A poucos dias da estreia na Copa do Mundo de 2026, o técnico Carlo Ancelotti deu os sinais mais claros até agora sobre a formação que pretende utilizar no primeiro compromisso da Seleção Brasileira. O Brasil enfrenta o Marrocos neste sábado (13), às 19h (horário de Brasília), em Nova Jersey, nos Estados Unidos, pela primeira rodada do Grupo C. Saiba mais na TVT News.
Nos treinamentos realizados em solo americano, o treinador italiano manteve uma base considerada ideal e indicou que deve promover mudanças nas laterais. Danilo e Alex Sandro, ambos do Flamengo, aparecem como favoritos para iniciar a partida, ganhando espaço após o corte de Wesley por lesão e a disputa interna por posições no setor defensivo.
A provável escalação brasileira conta com Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Vinicius Junior e Matheus Cunha. O jovem Endrick também foi testado durante os treinamentos e ainda disputa uma vaga no comando do ataque.
Neymar segue fora
A principal ausência da equipe será Neymar. O camisa 10 se recupera de uma lesão de grau dois na panturrilha direita e permanece realizando trabalhos de fisioterapia e atividades na academia. Apesar de estar descartado para a estreia, Ancelotti descartou qualquer possibilidade de corte do jogador e demonstrou confiança em sua recuperação durante o torneio.
A expectativa da comissão técnica é contar com o atacante já na segunda rodada da fase de grupos, quando o Brasil enfrenta o Haiti, no dia 19 de junho.
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Raphinha busca encerrar jejum
Entre os titulares, Raphinha chega como uma das principais referências ofensivas da equipe. Artilheiro da Seleção nas Eliminatórias, o atacante do Barcelona tenta encerrar um período sem marcar pelo Brasil que dura desde março de 2025.
Em entrevista durante a preparação para o Mundial, o jogador afirmou se sentir mais preparado para disputar a competição do que na edição realizada em 2022.
Clima leve antes da estreia
Nos bastidores, a delegação brasileira tem buscado equilibrar concentração e descontração. Os jogadores participam de atividades de lazer no hotel, como videogame, truco, pingue-pongue e simuladores de Fórmula 1.
A preparação também contou com a visita do cineasta americano Spike Lee ao centro de treinamento. O diretor conversou com atletas, elogiou Vinicius Junior e Neymar e declarou torcida pela Seleção Brasileira.
Estreia no Grupo C
O confronto contra o Marrocos marcará o início da caminhada brasileira no Grupo C da Copa do Mundo, que também reúne Escócia e Haiti. A partida terá arbitragem do esloveno Slavko Vincic e transmissão ao vivo pela CazéTV e Disney+. Acompanhe também todo o calendário de jogos da Seleção Brasileira e dos demais países na competição.
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Governo registra Pix como marca de alto renome no INPI
O governo federal registrou o Pix, sistema de pagamento instantâneos criado pelo Banco Central, como marca de alto renome no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). As informações são da Agência Brasil. Saiba mais na TVT News.
A medida foi anunciada nesta quarta-feira (10) pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão.
“Na forma da Lei da Propriedade Industrial, é a maior proteção que se pode conferir a uma marca e ao seu símbolo”, disse o ministro.
O que são marcas de alto renome
As marcas de alto renome são aquelas conhecidas pela população por terem reputação, prestígio e confiança. Com isso, recebem proteção especial estabelecida pela Lei da Propriedade Industrial (Lei nº 9.279/1996).
Com esse reconhecimento, a marca fica protegida em todos os ramos econômicos, “independentemente da classe de produtos ou serviços para a qual foi originalmente registrada”.
De acordo com o ministério, a publicação com o reconhecimento ocorrerá na próxima (16), na Revista da Propriedade Industrial (RPI), veículo oficial que divulga as decisões do INPI.
Ataque dos EUA
O sistema brasileiro tem sido alvo de ataques do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
No início do mês, um relatório do escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) acusou o Pix brasileiro de prejudicar “injustamente” as empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico. Entre as empresas prejudicadas estariam a MasterCard, Visa e o Whatsapp Pay. O relatório sugere, entre outras ações, a taxação de 25% sobre produtos brasileiros por “práticas desleais”.
O anúncio dos EUA provocou uma reação do governo brasileiro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o sistema é do Brasil e por ser gratuito, rápido e estar movimentando mais recursos em comparação às tradicionais bandeiras de cartão de crédito “assusta” os norte-americanos.
“A preocupação dos americanos é que o Pix pode abalar muito as empresas do cartão de crédito deles que estão aqui no Brasil. Acham que o Pix vai acabar com isso; e o Pix vai acabar mesmo, porque o Pix é de graça e é público e ninguém paga nada. É só clicar o Pix e tá resolvido o nosso problema”, afirmou em evento em Goiás, no dia 2 de junho.

Fim da escala 6×1 é possível: tire suas dúvidas sobre o tema
Estudos e números mostram que é possível acabar com a escala 6×1. A Câmara dos Deputados já aprovou, agora, é a vez do Senado

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