Agora
Da Redação
Datafolha divulga primeira pesquisa para presidente no 2° turno
A primeira rodada de pesquisas de intenção de voto para presidente após a definição do segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) começa a ser divulgada nesta quinta-feira (8).
Datafolha, Vox Brasil, AtlasIntel e Ipespe têm levantamentos previstos para os próximos dias, e os institutos vão medir o cenário da disputa presidencial e também para onde devem migrar os votos dos outros candidatos da direita — Augusto Cury, Renan Santos e Ronaldo Caiado. Saiba mais com a TVT News.
Primeiras pesquisas para presidente no 2º turno
- Quando os institutos divulgam: Datafolha tem divulgação prevista para quinta-feira (8); AtlasIntel e Vox Brasil, para sexta-feira (9); e Ipespe, para sábado (10).
- Datafolha: o instituto divulga na quinta-feira (8) a primeira pesquisa nacional feita integralmente depois do primeiro turno, com 2.520 entrevistas.
- Calendário: os levantamentos de AtlasIntel, Vox Brasil e Ipespe serão divulgados nos dias seguintes, ampliando o retrato da disputa entre Lula x Flávio Bolsonaro.
- Para onde vão os votos de Cury, Renan e Caiado no 2º turno: as pesquisas devem ajudar a medir como se comportam os eleitores que votaram em Augusto Cury, Renan Santos e Ronaldo Caiado no primeiro turno, além dos indecisos e dos que podem optar por branco ou nulo.
Datafolha do 2° turno divulga nova pesquisa para presidente na quinta (8)
O Datafolha tem divulgação prevista para quinta-feira (8). O levantamento foi registrado no TSE sob o número BR-02949/2026 e vai medir a disputa presidencial após o primeiro turno. Serão ouvidos 2.520 eleitores entre terça (6) e quinta-feira (8), em municípios das cinco regiões do país, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
- Leia também: Mudança de votos no segundo turno pode acontecer se diminuir a abstenção recorde de 21,08%

Quando os institutos divulgam as primeiras pesquisas para presidente no 2° turno
Além do Datafolha, outros três institutos têm levantamentos previstos para os próximos dias:
Vox Brasil — divulgação na quinta-feira (8), com 2,1 mil entrevistas presenciais em domicílios de todo o país. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
AtlasIntel — divulgação na sexta-feira (9). A pesquisa BR-03663/2026 prevê ouvir 5.000 eleitores por meio de questionário estruturado na internet, com margem de erro de um ponto percentual. O campo vai de 3 a 8 de outubro.
Ipespe — divulgação no sábado (10). O levantamento nacional BR-00933/2026 vai ouvir 1.500 pessoas entre os dias 6 e 8 de outubro, por meio de entrevistas telefônicas.
A primeira rodada de pesquisas após o primeiro turno é aguardada como termômetro da disputa, já que Flávio Bolsonaro terminou a votação à frente, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%.
Quais os votos de Flávio Bolsonaro e Lula no 1º turno
Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na primeira colocação, com 47,03% dos votos válidos. Lula ficou em segundo, com 45,16%. A diferença foi de 1,87 ponto percentual entre os dois candidatos.
O resultado das urnas modificou o ponto de partida para o segundo turno. Nas pesquisas divulgadas nos dias anteriores à votação, Lula aparecia à frente ou tecnicamente empatado com Flávio em vários levantamentos.
No Datafolha divulgado em 1º de outubro, por exemplo, Lula tinha 45% dos votos válidos no primeiro turno, contra 42% de Flávio Bolsonaro. No segundo turno simulado pelo instituto, Lula aparecia com 48% e Flávio com 45%. A pesquisa foi registrada sob o número BR-08039/2026.
Anote na agenda: calendário das pesquisas para presidente
O calendário dos primeiros levantamentos nacionais específicos da nova fase da eleição está distribuído entre quinta-feira e sábado.
Quinta-feira (8):
- Datafolha: registro BR-02949/2026; 2.520 entrevistas; campo de 6 a 8 de outubro; margem de erro de 2 pontos percentuais.
- PoderData: registro BR-08134/2026; 3 mil entrevistas; campo de 5 a 7 de outubro; margem de erro de 1,8 ponto percentual.
Sexta-feira (9):
- AtlasIntel: registro BR-03663/2026; 5 mil entrevistas; campo de 3 a 8 de outubro; margem de erro de 1 ponto percentual.
- Vox Brasil: registro BR-09623/2026; 2.100 entrevistas; campo de 5 a 7 de outubro; margem de erro de cerca de 2,1 pontos percentuais.
Sábado (10):
- Ipespe: registro BR-00933/2026; 1.500 entrevistas; campo de 6 a 8 de outubro; entrevistas telefônicas e margem de erro de 2,6 pontos percentuais.
A AtlasIntel merece uma observação metodológica. Seu período de entrevistas vai de 3 a 8 de outubro. Portanto, parte da coleta ocorreu antes do primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Já Datafolha, PoderData, Vox Brasil e Ipespe concentram seus trabalhos de campo depois da votação que definiu os dois finalistas.

Pesquisas para presidente devem medir para onde vão os votos de Cury, Renan e Caiado no 2° turno
Os institutos também devem medir a migração dos votos dos demais candidatos da direita. Augusto Cury (Avante) teve 2,89% dos votos válidos, Renan Santos (Missão) somou 2,24% e Ronaldo Caiado (PSD) alcançou 2,18%. Juntos, os candidatos da terceira via somaram 7,79% dos votos válidos, o menor percentual desde 2006.
Consulte as pesquisas para presidente registradas no TSE
Todas as pesquisas de intenção de voto para presidente precisam ser registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes de serem divulgadas. No portal do TSE, é possível consultar os levantamentos registrados, os números de protocolo, as empresas contratantes, a metodologia utilizada e o período de campo de cada pesquisa.
Leia também
Exército de Lula: conheça o canal de Janones no WhatsApp
O deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG) criou o canal “Exército de Lula” no WhatsApp para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial. Em menos de 48 horas, o canal ultrapassou a marca de 2 milhões de inscritos, segundo dados da própria plataforma. Conheça o canal do Janones com a TVT News.
Conheça o canal criado por Janones
- Janones cria o “Exército de Lula”: o deputado passou a usar um canal no WhatsApp para organizar apoiadores e distribuir orientações sobre a atuação nas redes.
- Conheça o canal: https://whatsapp.com/channel/0029VbCbRfD7tkj88k3soZ0Y
- Canal passa de 2 milhões de inscritos: a página atingiu a marca de 1 mihão na terça-feira (6), depois de crescer mais de 700 mil usuários em 48 horas. Na quarta, ultrapassou o número de 2 milhões de inscritos

- Mobilização digital se amplia: a movimentação ocorre no mesmo dia em que Ana Elisa foi a Brasília para discutir estratégias de comunicação nas redes e em que fandoms de artistas também passaram a organizar ações de apoio a Lula.
Janones cria o “Exército de Lula” no WhatsApp
André Janones criou um canal no WhatsApp chamado “Exército de Lula” com o objetivo de reunir apoiadores do presidente e ampliar a circulação de conteúdos favoráveis à campanha no segundo turno.
O canal “Exército de Lula” foi criado com o objetivo de organizar a militância digital em torno da reeleição do presidente. No espaço, Janones compartilha vídeos, textos e orientações que podem ser replicados em outras redes sociais, funcionando como uma central de distribuição de conteúdo pró-Lula.

Em mensagem divulgada no canal, o deputado conclamou os apoiadores: “Eles da direita são unidos, agora nós também seremos”. A estratégia inclui pedidos para que cada participante recrute novos usuários. “Se cada um de vocês trouxer três pessoas e seguir a orientação que eu estou passando, o presidente Lula vai ganhar no segundo turno”, afirmou Janones em áudio compartilhado.
URGENTE! LULA ENTROU NA PARADA! AGORA NINGUÉM SEGURA! VAMOS TOMAR AS REDES E AS RUAS! pic.twitter.com/rcorYxqnIJ
— André Janones1813 (@AndreJanonesMG) October 7, 2026
Canal de Janones no WhatsApp passa de 1 milhão de inscritos
O crescimento do canal foi acelerado. Na manhã de terça-feira (6), o espaço registrava cerca de 677 mil participantes. Horas depois, já se aproximava de 1 milhão de seguidores, número que ultrapassou ao longo do dia. Na manhã de segunda-feira, o canal contava com apenas 50 mil inscritos, segundo levantamentos divulgados pela imprensa.
O canal foi originalmente criado em abril deste ano, mas era usado para difundir informações da campanha do próprio deputado. Com a virada para o segundo turno, passou a ser direcionado à mobilização pró-Lula, recebendo mais de 700 mil novos usuários em 48 horas.
Quem é o deputado André Janones
André Luis Gaspar Janones nasceu em Ituiutaba, Minas Gerais, em 5 de maio de 1984. Advogado, entrou para a política institucional em 2018, quando foi eleito deputado federal pela primeira vez.
Janones ganhou projeção nacional principalmente pela atuação nas redes sociais. Durante a pandemia de Covid-19, suas transmissões sobre o auxílio emergencial alcançaram grande audiência e ajudaram a consolidar sua presença no ambiente digital.
Em 2022, chegou a ser lançado como pré-candidato à Presidência da República pelo Avante. Em agosto daquele ano, entretanto, desistiu da candidatura e declarou apoio a Lula.
Em 2026, Janones deixou o Avante e se filiou à Rede Sustentabilidade. Nas eleições de outubro, foi reeleito deputado federal por Minas Gerais com 78.780 votos, garantindo o terceiro mandato consecutivo na Câmara. Os dados são da totalização do TSE.
Ana Elisa está em Brasília para falar com Lula sobre estratégias nas redes sociais
A movimentação de Janones ocorre no mesmo dia em que a deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) chegou a Brasília para discutir estratégias de comunicação nas redes sociais para o segundo turno.

Aos 21 anos, Ana Elisa foi eleita deputada federal por Minas Gerais com 524.219 votos e será a parlamentar mais jovem eleita pelo estado. A petista construiu parte de sua projeção política por meio das redes sociais, onde mantém uma ampla audiência entre o público jovem.
A @aanaelisast chegou! A onça vai beber água! Bora, Lula! 🇧🇷 ⭐️ pic.twitter.com/2dYkgj1ABA
— Geraldo Alckmin 🇧🇷 (@geraldoalckmin) October 6, 2026
A presença da jovem deputada eleita em Brasília ganhou repercussão justamente pela discussão sobre a necessidade de ampliar a comunicação da campanha de Lula com usuários das plataformas digitais.
Leia também
Estudantes ocupam Centro do Rio em ato contra a extrema-direita
Milhares de estudantes e outros manifestantes ocuparam as ruas do Centro do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (7) em um ato de apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições e contra a extrema-direita. Leia em TVT News.
A mobilização teve concentração na Igreja da Candelária, a partir das 12h, e seguiu em caminhada até a Cinelândia.
Com o nome “Juventude na Rua pela Democracia”, o ato foi divulgado nas redes sociais e também mobilizado em universidades e colégios do estado. A proposta apresentada pelos organizadores foi levar às ruas uma manifestação estudantil pacífica em defesa da democracia.
Majoritariamente formado por jovens, o grupo saiu da Candelária em direção ao Colégio Pedro II. Durante o percurso, os manifestantes entoaram palavras de ordem em defesa da soberania nacional e de uma educação pública de qualidade.
A mobilização também levou às ruas reivindicações relacionadas ao mundo do trabalho. Entre as pautas apresentadas estavam a oposição à escala 6×1 e à ditadura, além de manifestações contrárias à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno.
O ato teve o apoio de artistas como o rapper BK e a cantora Marisa Monte, que estiveram presentes nas ruas lado a lado aos estudantes.
BK está nas ruas, na Candelária, no Rio de Janeiro, participando do ato em apoio a Lula neste segundo turno.
— rap out of context (@rapoutcontext) October 7, 2026
O RAP CONTRA A DIREITA! pic.twitter.com/BwhlrzZ51W
RAP CONTRA DIREITA
— RAP CONTRA A DIREITA (@rapcontradireit) October 7, 2026
RIO DE JANEIRO – 07/10/2026 pic.twitter.com/vptI9x3eAH
Mobilização estudantil no Rio de Janeiro
O ato no Rio faz parte de uma mobilização estudantil de alcance nacional. Mais de 20 manifestações foram previstas para os próximos dias em dez estados, articuladas por estudantes e entidades que defendem a participação da juventude no debate eleitoral.
No Rio de Janeiro, a convocação contou com divulgação nas redes sociais, incluindo a da ministra Anielle Franco. A mobilização buscou reunir estudantes para demonstrar a presença da juventude no debate sobre democracia e os rumos políticos do país.
Outras imagens do ato de hoje no Rio de Janeiro! pic.twitter.com/DZkhnAFeSk
— João Pedro Boechat (@BoechatPDT) October 7, 2026



Lula questiona como Flávio Bolsonaro vai votar sobre o fim da escala 6×1
O candidato à reeleição nas eleições 2026, Luiz Inácio Lula da Silva, desafiou nesta quarta-feira (7) o senador Flávio Bolsonaro (PL) a apoiar a proposta de redução da jornada de trabalho 6×1, que prevê o direito de dois dias de folgas semanais sem redução salarial.

Em discurso durante plenária do PT com parlamentares, Lula afirmou que pretende acompanhar a posição do adversário sobre o tema.
“Eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favoravelmente. E desafio ele a pedir para o PL votar favoravelmente”, disse Lula ao lembrar que seu adversário tem se manifestado contrariamente à proposta.
O candidato do PL tem defendido que o trabalhador deve ter liberdade para escolher sua própria carga horária.
“Nossa proposta é dar liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme a sua possibilidade e necessidade. Quem quer trabalhar mais vai trabalhar mais, quem quer trabalhar menos vai ter o direito de priorizar outras coisas na sua vida”, disse Flávio Bolsonaro em entrevista nesta terça-feira (6).
Segundo Lula, esse tipo de negociação não traria vantagens para os trabalhadores.
“Eles estão inventando uma história, como se, em um acordo leonino, o trabalhador tivesse alguma vantagem. Então, nada de aceitar barganha. É reduzir a jornada de trabalho para cinco dias de trabalho e dois de descanso”, afirmou o candidato do PT.
Lula chama bancada à luta pelo fim da 6×1 e pela PEC da Segurança
O mandato de quem foi eleito começa antes da posse.
Foi esse o recado de Lula ao reunir parlamentares que já atuam no Congresso e os que assumem no próximo ano, durante Plenária nesta quarta-feira (7/10), em Brasília. O presidente quer a bancada mobilizada em duas votações que considera fundamentais: o fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança Pública.
A primeira tarefa é fazer o debate sobre a redução da jornada de 44 horas para 40 horas, com dois dias de descanso e sem redução de salário, sair de Brasília e chegar em quem trabalha seis dias para descansar apenas um.
Lula pediu aos parlamentares que conversem com as comunidades e eleitores e traduzam o que está em jogo. “Nós temos que traduzir isso numa jornada de trabalho que, ao invés de seis dias de trabalho e um de descanso, nós vamos querer cinco dias de trabalho sem desconto salarial e dois dias de descanso”, afirmou.

A redução da jornada ganhou força no país a partir da mobilização de trabalhadores contra a escala 6×1, proposta defendida por Lula, e que avançou no Congresso. Agora, a discussão está no plenário do Senado. Davi Alcolumbre assumiu o compromisso de colocar o tema em votação na próxima semana.
Lula já havia tratado do assunto mais cedo, ao cobrar da oposição um posicionamento diante da proposta. Na Plenária, foi além e dirigiu o desafio diretamente ao candidato da extrema direita e a seu partido. “Eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favorável e desafio ele a pedir para o PL votar favorável”, ressaltou.
PEC da Segurança Pública
No encontro, Lula também defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública, uma das principais propostas do governo para ampliar a coordenação entre União, estados e municípios no enfrentamento ao crime organizado.
Segundo ele, a experiência das últimas décadas mostrou que, sozinhos, os estados “não deram conta” da responsabilidade atribuída pela Constituição de 1988. Por isso, defendeu o fortalecimento da atuação federal por meio da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal.
O presidente também afirmou que o governo pretende transformar 138 unidades prisionais em presídios de segurança máxima para enfraquecer facções criminosas. Também está entre as prioridades a criação do Ministério da Segurança Pública após a aprovação da PEC.
Ao resumir a diretriz que defende para o setor de segurança, Lula disse que sua campanha adotará o lema “Para o povo trabalhador: proteção; para o bandido: prisão”.
Como está a votação do fim da escala 6×1
- Centrais sindicais defendem mobilização pela aprovação do fim da escala 6×1
- Erika Hilton na TVT
- Alcolumbre adia votação da PEC do fim da escala 6×1
Últimas notícias da TVT News
Centrais sindicais defendem mobilização pela aprovação do fim da escala 6×1
A tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê mudanças na jornada de trabalho e o fim da escala 6×1, foi tema de entrevista com os presidentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, e da Força Sindical, Miguel Torres, à TVT. Os dirigentes defenderam a mobilização de trabalhadores durante a análise da proposta no Senado. Leia em TVT News.
O Plenário da Casa iniciou nesta terça-feira (6) a primeira de cinco sessões de discussão da PEC. Segundo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a expectativa é que a matéria possa ser votada em primeiro turno na próxima semana. Para ser aprovada, uma PEC precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis em cada turno.
O texto em análise prevê a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, além de dois dias de repouso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. A mudança seria implantada de forma gradual: dois meses após a promulgação, a jornada passaria para 42 horas semanais e, um ano depois, chegaria às 40 horas.
>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp
Sérgio Nobre pede pressão sobre senadores
Durante a entrevista à TVT, Sérgio Nobre afirmou que os trabalhadores devem acompanhar a tramitação da proposta e pressionar os senadores pela votação. Segundo o presidente da CUT, a mobilização precisa ocorrer nos estados e também por meio dos canais disponibilizados pelas centrais sindicais.
Nobre citou a plataforma “Na Pressão”, utilizada pela CUT para facilitar o contato da população com parlamentares, e orientou trabalhadores a procurarem os canais oficiais do Senado e das entidades sindicais.
O dirigente também afirmou que a votação precisa ocorrer durante a atual legislatura. Na avaliação apresentada na entrevista, deixar a discussão para o próximo período legislativo poderia alterar a composição política do Senado e dificultar a aprovação da medida.
As declarações ocorrem em um momento em que a PEC passou a ser discutida diretamente no Plenário. A proposta havia sido aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no início de setembro e agora precisa cumprir cinco sessões de discussão antes da primeira votação.
Miguel Torres defende jornada de 40 horas
Também entrevistado pela TVT, Miguel Torres destacou a defesa da redução da jornada para 40 horas semanais e dos dois dias de descanso. O presidente da Força Sindical afirmou que trabalhadores e organizações da sociedade devem acompanhar o calendário do Senado e buscar diálogo com os parlamentares.
Torres relacionou a redução da jornada a mudanças históricas nas relações de trabalho e citou a redução do limite semanal de 48 para 44 horas, estabelecida pela Constituição de 1988. Ele também argumentou que o avanço tecnológico e os ganhos de produtividade permitem discutir uma jornada menor.
Na entrevista, o dirigente afirmou ainda que a ampliação do tempo livre poderia beneficiar atividades como convivência familiar, estudos e lazer.
PEC prevê mudança gradual na jornada
Pelo texto atualmente em discussão no Senado, a jornada máxima semanal passaria de 44 para 40 horas, com dois dias de repouso semanal remunerado. A proposta também estabelece que não haverá redução de salários em razão da mudança.
A implementação ocorreria em duas etapas. Primeiro, o limite seria reduzido para 42 horas semanais. Depois, chegaria às 40 horas. O texto prevê ainda regras específicas para determinados setores e mecanismos de transição para microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte.
Depois das cinco sessões de discussão, a PEC poderá ser submetida ao primeiro turno. Caso seja aprovada, serão necessárias outras três sessões de debate antes da segunda votação. A proposta precisa de três quintos dos votos dos senadores em cada turno, o equivalente a 49 dos 81 parlamentares.
Os representantes das centrais reforçaram a recomendação de que trabalhadores acompanhem o calendário de votação e procurem os senadores para apresentar suas posições sobre a proposta.
Brasileirão volta sem bets nas camisas e clubes buscam alternativas
O Campeonato Brasileiro retorna nesta quarta-feira (7), após a pausa para a Data Fifa, com uma mudança visível nos uniformes dos clubes: as marcas de casas de apostas deixam de aparecer nos espaços publicitários dos times. Leia em TVT News.
A alteração ocorre após a Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que determinou a retirada das marcas de bets de uniformes, estádios e outros espaços até 5 de outubro.
>> Brasileirão volta nesta quarta com Flamengo na liderança e briga acirrada contra o Z-4
Dos 20 clubes da Série A, 14 tinham empresas de apostas como patrocinadoras máster. Com a nova regra, as equipes precisaram buscar alternativas para esta rodada, enquanto aguardam a definição do Congresso sobre a MP, que precisa ser aprovada em até 120 dias para não perder a validade.
>> Governo reúne clubes para discutir impactos do fim das bets no futebol
Entre os clubes que encontraram uma solução temporária estão São Paulo e Fluminense. As duas equipes eram patrocinadas pela Superbet e passarão a exibir a marca Superscore, plataforma de estatísticas e informações esportivas que pertence ao mesmo grupo empresarial.
Segundo comunicado divulgado pela empresa, a Superscore não apresenta publicidade, cotações ou sugestões de apostas e não promove atividades relacionadas às apostas de quota fixa.
O São Paulo enfrenta o Cruzeiro nesta quarta-feira (7), às 21h30, no Mineirão. O clube mineiro, que tinha a Betnacional como patrocinadora, deve entrar em campo sem uma marca no espaço máster do uniforme.
No Rio de Janeiro, Botafogo e Vasco devem adotar outra alternativa. No clássico desta quarta-feira, às 20h30, no Nilton Santos, o Botafogo deve substituir a VBet pelo programa de sócio-torcedor. O Vasco também deve trocar a marca da Sportingbet pela identificação de seu programa de associados.
O Fluminense, por sua vez, enfrenta o Coritiba na quinta-feira (8), às 21h30, no Maracanã. O clube paranaense já não tinha uma casa de apostas como patrocinadora máster e mantém a Foxlux, empresa brasileira de produtos para casa e construção, no uniforme.
Outro caso que sofreu mudança foi o Atlético-MG. O clube anunciou no domingo (4) o rompimento do contrato com a H2bet, que tinha validade prevista até 2027 e estabelecia repasses anuais estimados em R$ 60 milhões.
Para auxiliar os clubes mineiros afetados pela saída das empresas de apostas, o governo de Minas Gerais anunciou, no fim de setembro, R$ 32 milhões destinados a América-MG, Atlético-MG e Cruzeiro.
O Santos também já deixou o espaço máster sem uma casa de apostas. O clube suspendeu o acordo com a Novibet e disputou a partida contra o São Paulo, na última sexta-feira, com o local destinado ao principal patrocinador sem marca.
O Flamengo, que tinha a Betano como patrocinadora, também está entre os clubes diretamente afetados pela mudança. A equipe tenta reverter no Supremo Tribunal Federal (STF) a proibição das bets imposta pelo governo. Líder e atual campeão brasileiro, o time enfrenta o Santos nesta quinta-feira (8), às 19h30, na Vila Belmiro.
O fim das bets no futebol
A saída das casas de apostas ocorre em um mercado que movimentou o futebol brasileiro nos últimos anos.
Em 2025, os patrocínios das bets aos clubes da Série A somaram cerca de R$ 1,03 bilhão, segundo levantamento da consultoria Convocados. O valor representou crescimento de aproximadamente 66% em relação aos R$ 618 milhões registrados em 2024.
Bets representam 7,2% das receitas dos clubes da Série A, apesar de alerta sobre “fim do futebol”
Apesar do volume, os contratos representaram 7,2% das receitas totais dos clubes da elite nacional em 2025, que chegaram a R$ 14,3 bilhões.
O Flamengo era o clube mais dependente desses recursos. O contrato com a Betano tinha valor anual estimado em R$ 268 milhões, equivalente a cerca de 13,6% das receitas do clube em 2025.
Além dos contratos de patrocínio, a medida também impede a exposição das marcas de apostas em materiais publicitários relacionados às competições. A mudança alcança, portanto, não apenas os uniformes, mas também outros espaços utilizados pelos clubes e pelos campeonatos.
Entre os times da Série A que não tinham bets como patrocinadoras máster estão Mirassol, Athletico-PR, Bragantino, Bahia, Coritiba e Internacional. O Grêmio havia firmado contrato com uma casa de apostas em setembro, pouco antes da proibição, enquanto o Vitória teve o vínculo rescindido pela empresa que o patrocinava.

Centrais sindicais defendem mobilização pela aprovação do fim da escala 6×1
Sérgio Nobre, da CUT, e Miguel Torres, da Força Sindical, falaram à TVT sobre a redução da jornada de trabalho

Flávio Bolsonaro X Lula: calendário de debates do 2º turno é atualizado
Primeiro encontro está previsto para domingo (11), na Record; Band realiza debate no dia 18 e Globo programa fechar ciclo de debates em 23 de outubro

Alcolumbre adia votação da PEC do fim da escala 6×1
PEC do fim da escala 6×1 será discutida no plenário nesta semana e pode passar pelo primeiro turno na próxima terça

ITA abre vagas para estudantes indígenas e quilombolas
Estudantes contam como as mudanças aproximam o sonho de ingressar em uma das instituições mais disputadas do país

O que Taylor Swift, Beyoncé e K-pop têm em comum
Os fandoms desses artistas se engajaram na campanha de Lula no 2° turno

Bolsonarista vestido com uniforme do ICE é preso nos Estados Unidos
Brasileiro de 46 anos circulou em local de votação em Miami usando uniforme semelhante ao da agência de imigração; ele é acusado de intimidar eleitores, ameaçar policiais e tentar subornar agentes