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Da Redação

Espanha x Argentina fazem duelo do espanhol na final da Copa 2026

Espanha x Argentina entram em campo para decidir a Copa do Mundo de 2026, mas a disputa também coloca em destaque um patrimônio cultural compartilhado por mais de 500 milhões de pessoas. Pela primeira vez desde 1930, a final da Copa do Mundo reúne duas seleções que têm o espanhol como idioma oficial.

Da origem da língua às diferenças entre o castelhano europeu e o espanhol rioplatense, passando pela literatura, pela música e pelo tango, o confronto também oferece um panorama da riqueza cultural do universo hispânico.

No dia 19 de julho de 2026, Espanha e Argentina decidirão a Copa do Mundo da FIFA em uma partida que, antes mesmo de a bola rolar, já consagra um idioma como grande protagonista: o espanhol.

A final representa um confronto entre a raiz europeia e a ramificação americana de uma língua falada em mais de 20 países, carregando em cada sotaque e em cada conjugação verbal as marcas de cada cultura.

Trata-se de um duelo entre a seleção que carrega a tradição do berço do idioma, a Espanha de Castela, e a Argentina, nação que forjou uma das variantes mais vibrantes e musicalmente distintas do espanhol, o castelhano rio-platense.

Enquanto os times se preparam taticamente, as arquibancadas virtuais e reais já se transformam em uma imensa sala de aula viva, onde o “tú” madrilenho e o “vos” portenho se enfrentam em uma batalha de pronomes e fonemas, tão acirrada quanto a disputa taça da Copa do Mundo.

Segunda língua mais falada na Copa, espanhol é o idioma da final

A classificação de “La Roja” e “La Albiceleste” para a final da Copa do Mundo coroa o espanhol, que foi a segunda língua mais falada na Copa do Mundo 2026, de acordo com dados levantados pela reportagem da TVT News.

Empatado com o francês e o árabe, é o segundo idioma mais presente entre os países classificados, ficando atrás somente do inglês. Das 48 seleções participantes do mundial, oito adotam o espanhol como forma oficial ou majoritária de comunicação: Argentina, Colômbia, Equador, Espanha, México, Panamá, Paraguai e Uruguai.

Essa representatividade não é mero acaso. Com aproximadamente 500 milhões de falantes nativos no planeta, o idioma perde apenas para o chinês mandarim em números absolutos de pessoas que o têm como língua materna. No contexto do esporte, e mais especificamente no futebol, essa presença ganha contornos de paixão e fervor, ditando o ritmo vibrante das arquibancadas e os gritos de gol que ecoam de Madri a Buenos Aires, de Montevidéu à Cidade do México.

A predominância de nações latino-americanas nessa lista ilustra a expansão histórica do idioma e a apropriação do esporte bretão por essas populações, que transformaram o jogo técnico inventado pelos ingleses em uma genuína forma de arte e expressão identitária regional.

Quais as diferenças do espanhol na Argentina e na Espanha?

A unidade do espanhol permite que um madrilenho e um portenho conversem sem necessidade de um tradutor. As diferenças, no entanto, são a alma do idioma e se manifestam com vigor em três pilares: pronúncia, pronomes e vocabulário.

A diferença fonética mais imediata está no som das letras “c” (antes de “e” e “i”) e “z”. Na maior parte da Espanha, essas letras são pronunciadas com um som interdental, semelhante ao “th” surdo do inglês em “think”. Assim, “caza” (caça) e “casa” (lar) são palavras distintas na fala. Na Argentina, como em toda a América Latina, ambas soam como um “s”, neutralizando a distinção. Esse fenômeno se chama seseo.

Outro ponto marcante é o som do “y” e do “ll”. Enquanto na Espanha a tendência é um som mais suave, na região do Rio da Prata, que abrange Buenos Aires e arredores, ocorre o fenômeno do yeísmo rehilado, uma forte vibração que transforma “yo” (eu) em algo como “sho” ou “zho”, e “calle” (rua) em “cashe” ou “cazhe”.

A divergência gramatical mais interessante é o uso do pronome “vos” em vez de “tú”. O voseo é o espelho linguístico da identidade argentina. Ele não altera apenas o pronome, mas toda a conjugação verbal, que guarda resquícios do espanhol antigo.

O “tú eres” se torna “vos sos”; o “tú tienes”, “vos tenés”; e o imperativo “di tú” vira “decí vos”. Essa forma de tratamento cria uma distância do “tú” peninsular e se tornou um símbolo de pertencimento nacional.

Exemplos de palavras em espanhol na Argentina e na Espanha

  • Automóvel = Coche (Espanha) / Auto (Argentina)
  • Aparelho celular = Móvil (Espanha) / Celular (Argentina)
  • Ônibus urbano = Autobús (Espanha) / Colectivo (Argentina)
  • Apartamento = Piso (Espanha) / Departamento (Argentina)
  • Camiseta de time = Camiseta (Espanha) / Remera (Argentina)
  • Morango (fruta) = Fresa (Espanha) / Frutilla (Argentina)
  • Computador = Ordenador (Espanha) / Computadora (Argentina)

As escalações de Espanha x Argentina

Entre Dom Quixote e Ficciones, entre Mediterráneo e Gracias a la Vida, a melhor torcida talvez seja pela permanência dessa riqueza cultural, que faz da língua espanhola muito mais do que um meio de comunicação: um patrimônio compartilhado por centenas de milhões de pessoas.

Seleção da Espanha

  • Defesa (Literatura): Miguel de Cervantes, Federico García Lorca e Irene Vallejo.
  • Ataque (Música): Julio Iglesias, Enrique Iglesias, Rosalía e Joan Manuel Serrat.

Seleção da Argentina

  • Defesa (Literatura): José Hernández, Jorge Luis Borges, Julio Cortázar, Ernesto Sabato e Rita Segato.
  • Ataque (Música): Mercedes Sosa, Fito Páez, Charly García e Soledad Pastorutti.

Espanha x Argentina na Literatura

O confronto no gramado é, também, um embate de bibliotecas. Conheça os principais nomes da literatura em espanhl de Espanha e Argentina.

Escalação da Espanha: Miguel de Cervantes, Federico García Lorca e Irene Vallejo

Miguel de Cervantes Saavedra (1547-1616) é a pedra angular. Sua vida foi um romance de aventuras e desventuras: soldado na Batalha de Lepanto, onde perdeu a mobilidade da mão esquerda, e cativo por cinco anos em Argel. De volta à Espanha, um funcionalismo público frustrante e a prisão foram o caldo de sua criação. Em 1605, publicou a primeira parte de “Dom Quixote de La Mancha”, uma obra que, ao parodiar os romances de cavalaria, fundou o romance moderno. A saga do fidalgo que enlouquece lendo e decide se tornar cavaleiro andante, ao lado do prosaico escudeiro Sancho Pança, é uma profunda meditação sobre realidade, idealismo e a própria condição humana. Cervantes deu ao espanhol o epíteto de “la lengua de Cervantes”.

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Dom Quixote, obra fundante da língua espanhola. Imagem: Reprodução

Federico García Lorca (1898-1936) é o poeta e dramaturgo que canalizou o duende, essa força telúrica e misteriosa da alma espanhola. Nascido em Fuente Vaqueros, Granada, foi farol da Geração de 27. Sua obra funde a tradição popular andaluza com uma vanguarda transbordante. No teatro, escreveu a trilogia das tragédias rurais espanholas, com “Bodas de Sangue”, “Yerma” e “A Casa de Bernarda Alba”, um retrato sufocante do patriarcado e da repressão. Sua poesia, com livros como “Romancero Gitano” e “Poeta en Nueva York”, transita do lirismo mais puro à denúncia social. Foi assassinado pela milícia franquista no início da Guerra Civil Espanhola, seu corpo permanecendo desaparecido, o que o transformou em um símbolo perene da memória histórica.

Irene Vallejo (n. 1979) é a voz contemporânea que fez a ponte entre a filologia clássica e o grande público. Doutora pela Universidade de Zaragoza, ela alcançou projeção internacional com o ensaio “O Infinito em um Junco” (2019), uma história da invenção dos livros na Antiguidade que se lê como uma epopeia de aventura. A obra narra a frágil sobrevivência dos textos desde os papiros de Alexandre, o Grande, até as fogueiras da censura, defendendo a leitura como um ato de resistência. Sua habilidade em tornar acessível a saga dos primeiros leitores a consagrou como uma das mais respeitadas pensadoras do humanismo em espanhol.

Escalação da Argentina: José Hernández, Jorge Luis Borges, Julio Cortázar, Ernesto Sabato e Rita Segato

José Hernández: Autor essencial para a formação da identidade cultural do país, Hernández eternizou a figura do homem do campo através do poema épico O Gaúcho Martín Fierro (1872). A obra descreve as adversidades, a bravura e as injustiças sofridas por um trabalhador rural recrutado de maneira forçada para defender as fronteiras argentinas. Utilizando o vocabulário rústico e a cadência musical dos pampas, o autor transformou as dores de Fierro em um retrato profundo do espírito rioplatense, erguendo um pilar literário que influenciou praticamente todos os intelectuais que vieram a seguir.

Jorge Luis Borges: O cultuado gênio de Buenos Aires é a própria personificação intelectual da América Latina perante o mundo. Borges, que perdeu a visão ao longo da idade adulta mas liderou a Biblioteca Nacional da Argentina com vigor absoluto, ergueu uma obra na qual o conceito de tempo, a ilusão dos espelhos e os caminhos dos labirintos atuam como personagens principais de seus contos fantásticos. Coletâneas majestosas como Ficciones e O Aleph redefiniram a ficção latino-americana, provando ser possível construir mundos complexos inteiros utilizando apenas um punhado de páginas cirurgicamente escritas.

Julio Cortázar: Expoente maiúsculo do movimento internacional conhecido como “Boom Latino-americano”, Cortázar passou vastas décadas radicado em Paris, porém seus textos transbordam a melancolia, o humor e o compasso rítmico do homem rioplatense (sempre ao som de um disco de jazz). Ele subverteu a estrutura formal da prosa ao entregar O Jogo da Amarelinha (Rayuela), um antirromance genial que entrega ao leitor a opção ativa de selecionar a ordem de leitura dos capítulos, destruindo de forma proposital a linearidade clássica dos livros convencionais.

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Jogo da Amarelinha, obra mais conhecida de Cortázar. Imagem: Reprodução

Ernesto Sabato: Cientista com sólida formação em física que escolheu abdicar dos números exatos para se afogar no mar turvo das angústias existencialistas da alma, Sabato consolidou um legado crítico e fascinante. Ele foi o arquiteto de romances densos e carregados de tensão psicológica. O magistral trabalho O Túnel desponta como um estudo cirúrgico da obsessão, do isolamento urbano e da incomunicabilidade do sujeito moderno. Sabato explorou ainda as fraturas profundas da sociedade em Sobre Heróis e Tumbas.

Rita Segato: Antropóloga, pesquisadora atenta e intelectual de calibre internacional, Segato destaca-se como uma das pensadoras feministas com maior projeção na atualidade. Suas linhas de estudo decodificam incansavelmente os padrões de violência, o exercício do poder e as amarras coloniais que ainda regem diversas esferas na América Latina moderna. Em sua essencial obra As estruturas elementares da violência, a autora utiliza uma linguagem acadêmica densa e esclarecedora para apontar as raízes estruturais dos confrontos de gênero e da opressão institucional latino-americana.

Espanha x Argentina na música

As duas nações ofereceram ao mundo trilhas sonoras que definem a latinidade. Do flamenco pop à trova, do rock nacional ao folclore, a disputa é de igual para igual.

Escalação da Espanha: Julio Iglesias, Enrique Iglesias, Rosalia e Joan Manuel Serrat

Julio Iglesias (n. 1943) é o arquétipo do crooner latino. Ex-goleiro do Real Madrid Castilla, um acidente de carro o afastou dos gramados e, durante a convalescença, uma enfermeira lhe deu um violão. Dali surgiu o fenômeno que, com “Hey” e “Me Olvidé de Vivir”, popularizou a balada romântica em espanhol no mundo. Sua gravação de “La Cumparsita” e a construção de uma carreira global multilíngue o tornaram um dos artistas recordistas de vendas da história, pavimentando o caminho da música latina nos mercados asiático e americano.

Enrique Iglesias (n. 1975) herdou o nome e reinventou a fórmula. Nascido em Madri e criado em Miami, fundiu o pop latino com batidas dançantes e R&B, tornando-se o rei do crossover global no fim dos anos 1990 e 2000. Sucessos como “Bailamos” e “Hero” dominaram paradas, mas foi com o reggaeton-pop de “Bailando” (2014), com Descemer Bueno e Gente de Zona, que ele estabeleceu um hino de alcance planetário, somando bilhões de visualizações. Sua carreira simboliza a desterritorialização do idioma, criando hits que unem as Américas e a Europa.

Rosalia (n. 1992) é a força disruptiva que pegou a tradição e a projetou no futuro. Nascida em Sant Esteve Sesrovires, Catalunha, sua formação é flamenca, mas sua cabeça é pop. Depois do álbum “Los Ángeles”, fiel ao cante jondo, ela lançou “El Mal Querer” (2018), um marco conceitual que mistura flamenco com batidas eletrônicas e trap. O single “Malamente” foi um choque cultural. Seu trabalho posterior, com “Motomami”, expandiu ainda mais esse universo sonoro com reggaeton, jazz e bachata, fazendo dela a artista mais influente da nova música em espanhol.

Joan Manuel Serrat (n. 1943)  Cantautor catalão, fez uma carreira bilíngue que é um manifesto de resistência cultural. Sua musicalização de poemas, especialmente os de Antonio Machado em “Dedicado a Antonio Machado, Poeta” (1969), popularizou a poesia entre o grande público. O álbum “Mediterráneo”, de 1971, é um dos discos mais importantes da história da música na Espanha, com a faixa-título sendo um hino à luz e à terra. Figura ética, seu exílio no México em 1975 por se opor ao franquismo cimentou sua imagem como a voz íntegra de uma Espanha democrática e plural.

Escalação da Argentina: Mercedes Sosa; Fito Páez, Charly García, Soledad Pastorutti

Mercedes Sosa (1935-2009) foi “La Negra”, a voz da terra. Nascida em San Miguel de Tucumán, sua poderosa contralto foi o veículo do movimento do “Nuevo Cancionero”, que fundiu o folclore argentino com letras de protesto social. Suas interpretações de “Alfonsina y el Mar”, “Gracias a la Vida” (de Violeta Parra) e “Solo le Pido a Dios” (de León Gieco) são versões definitivas. Perseguida e exilada pela ditadura militar argentina, retornou em 1982 para um concerto histórico no Teatro Ópera de Buenos Aires, que se transformou em um ato coletivo de cura e retorno à democracia.

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Retrato da cantora argentina Mercedes Sosa por Annemarie Heinrich.

Fito Páez (n. 1963) é o artífice do rock argentino como expressão sentimental e urbana. Nascido em Rosário, sua vida foi marcada por tragédias que transfigurou em arte. Seu álbum “El Amor Después del Amor” (1992) é o mais vendido da história do rock argentino, um tratado pop sobre recomeço e paixão com canções como “Tumbas de la Gloria”, “A Rodar mi Vida” e o dueto de “La Rueda Mágica” com Charly García. Seu talento como multi-instrumentista e letrista o coloca no centro do cânone roqueiro latino-americano.

Charly García (n. 1951) é o gênio indomável, o músico que distorceu a música popular argentina. Tecladista, compositor e produtor, sua trajetória começa com o Sui Generis, banda folk-rock que cantou as angústias adolescentes. Sua fase com a superbanda Serú Girán elevou o rock a um patamar de sofisticação musical e complexidade lírica. Na carreira solo, discos como “Clics Modernos” (1983), influenciado pela new wave nova-iorquina, e “Piano Bar” trouxeram hits como “Nos Siguen Pegando Abajo” e “Demoliendo Hoteles”. Sua persona, um misto de enfant terrible e artista inovador, fez dele um ícone cultural de Buenos Aires.

Soledad Pastorutti (n. 1980), conhecida como “La Sole”, revitalizou o folclore para o século XXI. Nascida em Arequito, província de Santa Fé, irrompeu na cena musical argentina aos 16 anos no Festival de Cosquín, o maior palco do folclore nacional, com uma força cênica que contagiou o país. Com hits como “Tren del Cielo” e “A Don Ata”, ela trouxe as chacareras e zambas para as novas gerações, vendendo milhões de discos e estabelecendo uma ponte entre a tradição rural e a indústria do entretenimento, sem nunca abandonar a essência de sua mensagem.

Carlos Gardel e o tango

Falar de Argentina e música é mergulhar em um mito fonográfico que transcende nacionalidades. Carlos Gardel é o rosto e a voz do tango, mesmo que sua figura seja um quebra-cabeça biográfico. Ele próprio brincava: “Nasci em Buenos Aires aos dois anos e meio”. De origem disputada — para os uruguaios, nasceu em Tacuarembó; para os franceses, em Toulouse; para os argentinos, é portenho por adoção —, seu documento oficial francês o declara filho de uma lavadeira solteira, que o levou criança ao bairro do Abasto, em Buenos Aires.

Foi no Abasto que o menino Charles Romuald Gardès se tornou Carlitos, aprendendo o lunfardo e a melancolia do arrabalde. O tango nasceu nessa encruzilhada portuária do final do século XIX, filho híbrido de imigrantes europeus, ritmos africanos como o candombe, e a milonga dos pampas. Marginal e dançado entre homens nos prostíbulos, foi ganhando respeito até entrar nos salões de Paris nos anos 1910 e, então, ser aceito pela alta sociedade portenha.

Gardel formou uma dupla histórica com o violonista uruguaio José Razzano e, mais tarde, consolidou-se como solista, padronizando a canção de tango que antes era apenas instrumental. Sua voz de barítono aveludada deu forma a clássicos imortais como “Mi Noche Triste” (primeiro tango-canção com letra), “El Día que me Quieras”, “Volver” e “Por una Cabeza”.

Ao atuar em filmes da Paramount, tornou-se uma estrela continental. Sua morte trágica em um acidente aéreo em Medellín, Colômbia, em 1935, interrompeu sua vida aos 44 anos, mas selou sua lenda. “Cada vez canta mejor” (“Cada vez canta melhor”), diz o dito popular que mantém sua voz viva, ecoando em cada esquina onde um bandoneón chora.

Quais países falavam espanhol na Copa do Mundo

A força do idioma espanhol no mundial de 2026 se deve, quase que inteiramente, ao continente americano. Das oito seleções que falam espanhol, sete estão nas Américas, demonstrando o peso da região na competição:

  • Espanha: O berço europeu do idioma, campeã mundial em 2010 e uma das grandes potências do futebol moderno.
  • Argentina: a atual campeã do mundo entrou em campo defendendo o título conquistado no Catar, trazendo o sotaque portenho e uma legião apaixonada de fãs.
  • México: um dos países-sede de 2026 e a nação com o maior número de falantes nativos de espanhol no planeta.
  • Uruguai: a primeira nação a sediar e vencer uma Copa do Mundo (em 1930), mantendo uma tradição esportiva gigante para um país de proporções territoriais menores.
  • Colômbia: uma das forças sul-americanas, famosa pelo talento de seus jogadores e pela vibração constante de sua torcida.
  • Equador: país sul-americano que tem o espanhol como idioma principal de comunicação, dividindo espaço com línguas indígenas como o Quéchua para relações interculturais.
  • Paraguai: Uma nação bilíngue: o espanhol é idioma oficial ao lado do Guarani, língua nativa falada por grande parte da população.
  • Panamá: representante da América Central que usa o espanhol como sua língua oficial e base de sua identidade cultural.

Línguas mais faladas na Copa do Mundo 2026: espanhol, francês, árabe e inglês lideram

As línguas mais faladas na Copa do Mundo 2026 revelam a diversidade dos 48 países classificados para o torneio que será disputado em junho e julho nos Estados Unidos, México e Canadá.

A lista de seleções reúne idiomas de quatro continentes — do guarani indígena do Paraguai ao uzbeque da Ásia Central — em um mapa linguístico que mostra tanto a diversidade como a marca da história.

A liderança de idiomas de origem europeia, como inglês, francês e espanhol é sinal dos processos de colonização e imperialismo de Espanha, Inglaterra e Portugal (o português está presente em países de 3 continentes na Copa do Mundo). Por outro lado, também mostra a expansão do império árabe, que da península arábica, chegou até o norte da África.

Línguas Mais Faladas na Copa do Mundo 2026

Inglês (9 países)
Espanhol (8 países)
Francês (8 países)
Árabe (8 países)
Alemão (4 países)
Holandês (3 países)
Português (3 países)

Ranking das línguas mais faladas na Copa do Mundo

Considerando o status de língua oficial ou o idioma majoritário de comunicação de cada nação classificada, este é o ranking dos idiomas mais presentes na Copa do Mundo da FIFA 2026:

PosiçãoIdiomaNúmero de PaísesPaíses Representantes
Inglês9África do Sul, Canadá, Escócia, Estados Unidos, Austrália, Curaçao, Nova Zelândia, Inglaterra, Gana
Espanhol8México, Paraguai, Equador, Espanha, Uruguai, Argentina, Colômbia, Panamá
Francês8Canadá, Suíça, Haiti, Costa do Marfim, Bélgica, França, Senegal, RD Congo
Árabe8Catar, Marrocos, Tunísia, Egito, Arábia Saudita, Iraque, Argélia, Jordânia
Alemão4Suíça, Alemanha, Bélgica, Áustria
Holandês3Curaçao, Holanda, Bélgica
Português3Brasil, Cabo Verde, Portugal
Croata2Bósnia, Croácia

Em países com mais de um idioma oficial, foi considerado o id

Para quem é a sua torcida nessa final do espanhol?

Agora, queremos saber: seu coração linguístico bate mais forte pelo seseio doce e o calor das castanholas, ou pelo sotaque vibrante do “vos” e a poesia do tango?

A partida em Nova Iorque coroará apenas um campeão no futebol, mas o idioma espanhol — essa força viva, moldada em lados opostos do oceano — já saiu vitorioso. A sua torcida é pelo realismo mágico e Buenos Aires, ou pela tradição de La Mancha e Al-Andalus? Que comece o jogo das palavras.

França x Inglaterra disputam terceiro lugar da Copa do Mundo; veja horário, onde assistir e prováveis escalações

França e Inglaterra entram em campo neste sábado (18) para decidir o terceiro lugar da Copa do Mundo de 2026. Eliminadas nas semifinais, as duas seleções voltam a se enfrentar em busca de encerrar a campanha com uma vitória e garantir presença no pódio do torneio. A partida será disputada às 18h (horário de Brasília), no Hard Rock Stadium, em Miami, nos Estados Unidos. Leia em TVT News.

O confronto reúne duas equipes que chegaram à reta final da competição cercadas de expectativas. De um lado, a França buscava conquistar mais um título mundial impulsionada pela geração liderada por Kylian Mbappé. Do outro, a Inglaterra tentava colocar fim a um longo jejum de conquistas na Copa do Mundo, que dura desde 1966. Com a derrota nas semifinais, restou às duas seleções a disputa pela terceira colocação.

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Os torcedores poderão acompanhar a partida por diferentes plataformas. A transmissão será feita pela TV Globo, Globoplay, ge tv, Sportv e CazéTV. A programação da TV Globo, do Globoplay e da ge tv começa às 17h45, pouco antes da bola rolar. Já o Sportv inicia a cobertura às 16h, com um pré-jogo dedicado à análise das equipes, dos destaques da competição e das expectativas para a partida.

A CazéTV também transmite o duelo ao vivo. O canal estará disponível sem custo adicional para assinantes do Disney+, ampliando as opções para quem deseja acompanhar a definição do terceiro colocado do Mundial.

França

A França chega ao confronto após ser derrotada pela Espanha por 2 a 0 na semifinal. A eliminação interrompeu a campanha da equipe comandada por Didier Deschamps, que figurava entre as favoritas ao título desde o início da competição. Mesmo contando com atletas experientes e um elenco considerado um dos mais qualificados do torneio, os franceses não conseguiram superar os espanhóis e ficaram fora da decisão.

O duelo deste sábado também marca a despedida de Didier Deschamps do comando da seleção francesa. O treinador encerra um ciclo de destaque à frente da equipe e busca terminar sua passagem com uma vitória. Para a partida, a principal mudança pode ocorrer no setor ofensivo. Após atuação abaixo das expectativas diante da Espanha, Bradley Barcola pode perder espaço para Désiré Doué, que oferece maior intensidade à criação das jogadas.

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Mbappé carrega taça da Copa do Mundo após vitória da França em 2018. Nessa final contra Croácia, o artilheiro se igualou Pelé, virando o segundo adolescente a marcar em final de Copa e foi eleito revelação do torneio. Na época, Mbappé tinha 19 anos – Foto: Reprodução/Redes

A provável escalação da França tem Mike Maignan; Jules Koundé, Dayot Upamecano, William Saliba e Lucas Digne; Aurélien Tchouaméni, Adrien Rabiot, Ousmane Dembélé, Michael Olise e Désiré Doué; Kylian Mbappé.

Inglaterra

A Inglaterra, por sua vez, também tenta transformar a disputa do terceiro lugar em uma oportunidade para encerrar a competição com resultado positivo. Na semifinal, a equipe chegou a abrir vantagem de 2 a 1 sobre a Argentina, mas sofreu a virada e foi eliminada. O resultado prolongou o período sem títulos mundiais da seleção inglesa, que conquistou sua única Copa do Mundo em 1966.

Para o confronto em Miami, o técnico Thomas Tuchel terá o retorno do lateral-direito Jarell Quansah, que cumpriu suspensão na semifinal. Existe ainda a possibilidade de o treinador promover mudanças para dar minutos a jogadores que participaram menos da campanha.

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Kane é o destaque no ataque do time inglês. Imagem: Instagram / Federação Inglesa de Futebol

A tendência é que a Inglaterra inicie a partida com Jordan Pickford; Jarell Quansah, John Stones, Marc Guéhi e Nico O’Reilly; Elliot Anderson, Declan Rice, Anthony Gordon, Jude Bellingham e Morgan Rogers; Harry Kane.

Histórico França x Inglaterra

O histórico entre franceses e ingleses em Copas do Mundo aponta equilíbrio, embora com vantagem inglesa nos primeiros confrontos. A Inglaterra venceu os dois duelos iniciais entre as seleções na competição. Em 1966, jogando em casa, derrotou a França por 3 a 1 na fase de grupos. Dezesseis anos depois, na Copa de 1982, voltou a vencer, desta vez por 2 a 0, também na primeira fase.

A revanche francesa veio apenas em 2022, mas em um momento decisivo. Nas quartas de final daquele Mundial, a equipe comandada por Didier Deschamps venceu por 2 a 1 e avançou às semifinais, resultado que permanece como o confronto de maior peso entre as duas seleções na história da Copa do Mundo.

Caso a partida deste sábado termine empatada ao final dos 90 minutos, será disputada uma prorrogação de 30 minutos, dividida em dois tempos de 15. Se a igualdade persistir, a definição do terceiro colocado ocorrerá nas cobranças de pênaltis, conforme o regulamento da competição.

Além da disputa pela medalha de bronze, o confronto representa a oportunidade de encerrar o Mundial de forma positiva após campanhas consistentes. Tanto França quanto Inglaterra chegaram entre as quatro melhores seleções do torneio e buscarão transformar a última apresentação na Copa em um resultado que amenize a frustração pela eliminação nas semifinais.

A expectativa é de um jogo movimentado entre duas equipes acostumadas a disputar as fases decisivas das principais competições internacionais. Com jogadores de destaque no futebol europeu e ataques capazes de decidir partidas, franceses e ingleses prometem um confronto equilibrado na luta pelo terceiro lugar da Copa do Mundo de 2026.

Agregador de pesquisas: o que dizem as pesquisas para eleições 2026 desta semana?

Nesta semana, a TVT News lança seu agregador de pesquisas para acompanhar o cenário eleitoral para a Presidência da República em 2026. O modelo adota um sistema de médias ponderadas para oferecer aos leitores uma visão ampla da disputa, dando maior relevância aos institutos com diferentes capilaridades e metodologias.

A disputa presidencial de 2026 segue com Lula (PT) numericamente à frente de Flávio Bolsonaro (PL) na maioria dos cenários, mas o quadro geral aponta para um embate de alta competitividade.

Ao cruzar os dados de quatro levantamentos divulgados nesta semana — Nexus/BTG, Futura/Apex, Quaest e PoderData — com pesos diferenciados para cada instituto, é possível traçar um retrato mais nítido das intenções de voto.

Qual é a metodologia do agregador de pesquisas

Foram atribuídos pesos conforme a cobertura e a tradição de cada instituto: Quaest (peso 4), Nexus/BTG (peso 1), Futura/Apex (peso 1) e PoderData (peso 1). A média ponderada resultante considera apenas os confrontos diretos entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Aplicando essa fórmula aos quatro levantamentos divulgados recentemente, foi feita a média das intenções de voto. Como Datafolha e Atlas Intel não divulgaram rodadas nesta semana, o cálculo final baseou-se nos demais institutos com pesquisas públicas.

Os números consolidados indicam uma dianteira do atual presidente Lula na média geral, mesmo com a acirrada margem vista em levantamentos individuais recentes.

Pesquisa AtlasIntel mostra Lula à frente e disputa acirrada no 2º turno
Agregador de pesquisas traz a média ponderada de como Lula e Flávio aparecem nas intenções de voto. Montagem com fotos de Ricardo Stuckert / PR e Marcelo Camargo / Agência Brasil

Como Lula e Flávio Bolsonaro se saíram nas pesquisas da semana?

Média ponderada geral (1º turno):

  • Lula: 40,0%
  • Flávio Bolsonaro: 31,0%

Média ponderada geral (2º turno):

  • Lula: 45,5%
  • Flávio Bolsonaro: 40,2%

Os números mostram Lula com vantagem consolidada no primeiro turno e à frente no segundo, embora a distância no confronto direto seja menor — e, em algumas pesquisas, dentro da margem de erro.

📊 Média ponderada – 1º e 2º turno

1º turno
L 40%
2º turno
L 45,5%
Lula Flávio Bolsonaro

📊 2º turno – cada pesquisa (percentuais)

Nexus/BTG
47%
44%
Futura/Apex
46,3%
46,1%
Quaest
45%
37%
PoderData
45%
43%
Lula Flávio Bolsonaro
* Pesos: Quaest (4) | Nexus/BTG (1) | Futura/Apex (1) | PoderData (1).
Médias: 1º turno → Lula 40,0% / Flávio 31,0%  |  2º turno → Lula 45,5% / Flávio 40,2%

Resumo das pesquisas da semana

  • Genial/Quaest: No 1º turno, Lula aparece com 40% e Flávio Bolsonaro com 28%. No 2º turno, o petista desponta com 45% a 37%. A pesquisa também mostra que a aprovação do governo federal é de 48%.
  • 2º turno: Lula 45% x Flávio 37%
  • 1º turno: Lula 40% x Flávio 28%
  • Avaliação do governo: 48% aprovam, 47% desaprovam
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Pesquisa Quaest de 15 de julho de 2026
  • Nexus/BTG: Apresenta Lula com 40% no 1º turno, contra 34% de Flávio. Na projeção de 2º turno, há empate técnico dentro da margem de erro: Lula tem 47% e Flávio, 44%.

  • Futura/Apex: Traz um cenário de 1º turno com Lula marcando 40,1% e Flávio, 36,8%. No 2º turno, a pesquisa revela o quadro mais apertado da semana, com um empate técnico estreito (Lula 46,3% x Flávio 46,1%).

  • PoderData/AYA: Lula lidera a primeira etapa com 40% ante 34% do senador do PL. Em eventual 2º turno, a pesquisa também aponta empate técnico entre ambos (Lula 45% x Flávio 43%).

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Anvisa suspende venda de energético Mister Hemp e lotes de Mamba Water

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta-feira (16) a suspensão da venda de todas as bebidas energéticas da marca Mister Hemp e de dois lotes da água mineral Mamba Water. Leia em TVT News.

Em resolução, a agência reguladora determinou o recolhimento e suspendeu a venda, a fabricação, a distribuição, a divulgação e o uso das bebidas energéticas de todos os sabores da marca Mister Hemp. O produto é fabricado pela G. Freitas Alimentos.

De acordo com a Anvisa, não foram realizados nos produtos estudos de estabilidade que garantem a manutenção das características de segurança, composição e qualidade até o final do prazo de validade.

“Além disso, o fabricante não comprovou a regularização dos produtos no Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS)”, informou a Anvisa.

Em relação à água mineral, a Anvisa informou que os lotes da Mamba Water foram fabricados em 3/4/2026 e 4/4/2026, com prazos de validade de 3/4/2027 e 4/4/2027. Os produtos não podem ser vendidos, distribuídos e utilizados.

A fabricante HNK BR Indústria de Bebidas Ltda, responsável pela marca, informou o recolhimento voluntário dos lotes 13 e 14 da água mineral sem gás Mamba Water 350 ml. 

A empresa disse que testes revelaram a presença da bactéria Pseudomonas Aeruginosa no produto.

Agência suspendeu venda de outra marca de água mineral recentemente

No início de junho, a Anvisa determinou a suspensão imediata da venda, da distribuição e do uso de um lote da água mineral natural sem gás da marca Crystal. A medida de segurança foi adotada após testes laboratoriais oficiais também identificarem a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa no produto.

O microrganismo encontrado na água também é o mesmo que, recentemente, motivou ações de fiscalização em amostras de produtos de limpeza da marca Ypê. A contaminação foi classificada como um episódio grave de desvio de qualidade na produção de um item de consumo básico diário.

O lote Crystal afetado pela restrição sanitária de venda trazia a identificação LZ1 VAL200127 3 P 200126, tendo sido fabricado no dia 20 de janeiro de 2026, com prazo de validade estipulado até 20 de janeiro de 2027. A orientação expressa do órgão de vigilância é que nenhuma unidade pertencente a esse lote seja consumida pela população.

A interdição e o recolhimento do produto foram motivados por ações integradas do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS). De acordo com os dados apresentados pela companhia às autoridades, o lote problemático era volumoso, totalizando 374,4 mil garrafas plásticas de 500 ml.

A fabricante da água mineral é a empresa Mineração Bom Jesus Ltda., localizada no município de Luziânia, em Goiás (cerca de 60 quilômetros de distância de Brasília), e que integra o sistema da Coca-Cola Brasil.

Inicialmente, uma coleta de rotina para análise de alimentos foi realizada pela Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa/DF). A amostra coletada foi encaminhada para exames no Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), que emitiu o primeiro laudo apontando a contaminação por Pseudomonas aeruginosa.

A confirmação definitiva do problema ocorreu após novos procedimentos laboratoriais padronizados, conforme detalhou a Anvisa em nota oficial:

“O teste de contraprova, que gerou o Laudo de Análise Fiscal Definitivo, foi realizado conforme previsão do Guia para Harmonização de Procedimentos no Âmbito do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), e o resultado confirmou a presença da bactéria na amostra analisada. Com isso, a Divisa/DF determinou a interdição local e comunicou o caso à Anvisa”.

O maior volume foi encaminhado para o Distrito Federal, que recebeu 230.443 garrafas. O interior do estado de São Paulo concentrou 75.750 unidades da garrafas Crystal, enquanto municípios vizinhos à fábrica em Goiânia receberam 66.768 unidades. Uma parcela menor, correspondente a 1.439 garrafas, foi enviada para o estado do Tocantins.

Com Agência Brasil

Inscrições para Fies terminam nesta sexta (17)

Encerram nesta sexta-feira (17) as inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil do segundo semestre de 2026. Os estudantes em participar do processo seletivo devem acessar o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Saiba mais na TVT News.

O Fies financia a graduação de estudantes matriculados em cursos presenciais não gratuitos em faculdades privadas avaliadas positivamente no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) do Ministério da Educação.

O programa beneficia prioritariamente estudantes que não tenham concluído o ensino superior e que não tenham sido beneficiados pelo financiamento estudantil.

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Vagas

Ao todo, o MEC oferece mais de 112 mil vagas para o Fies em 2026, considerando as oportunidades do primeiro e do segundo semestre, sendo 67.301 vagas no primeiro, e 44.867 no segundo.

Além das vagas do segundo semestre, o MEC ainda ofertará todas as vagas eventualmente não ocupadas até o limite do total definido para este ano.

Quem pode se inscrever

Os candidatos devem atender aos requisitos estabelecidos no novo edital:

– ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010;

– ter obtido média igual ou maior que 450 pontos considerando as cinco provas;

– não ter tirado nota zero na prova de redação;

– ter renda bruta familiar mensal per capita de até três salários mínimos (R$ 4.863, em 2026).

Os candidatos que participaram do Enem na condição de “treineiro” não podem se inscrever no Fies.

Fies Social

O processo seletivo do Fies inclui a reserva de 50% das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 810,50, em 2026) e com inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

Os pré-selecionados para as vagas do Fies Social poderão solicitar a contratação do financiamento integral, cobrindo todos os encargos educacionais.

Estes estudantes pré-selecionados com renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa, inscritos nas vagas do Fies Social, estão dispensados de comprovar a renda familiar diretamente na instituição privada de ensino superior.

Mesmo assim, deverão comparecer à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da respectiva faculdade privada para validar as demais informações prestadas no momento da inscrição.

Cronograma

– inscrições: de 14 a 17 de julho;

– resultado: 30 de julho;

– complementação das inscrições: de 31 de julho a 4 de agosto;

– lista de espera: de 7 a 24 de setembro.

Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

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Conheça a história da foto de Messi dando banho em Yamal

Após quase 20 anos, Lamine Yamal e Lionel Messi irão se reencontrar, mas desta vez em campo, e disputando a taça da Copa do Mundo. Leia em TVT News.

O ano era 2007, na época, Yamal era apenas um bebê, enquanto Messi estava começando a aparecer como um dos destaques do Barcelona, já tendo acumulado um bicampeonato da Champions League (2005 e 2006).

Lamine Yamal sequer engatinhava e Messi também estava longe de ser o craque que conhecemos hoje. No futebol, sua história estava apenas começando.

Uma campanha publicitária, no entanto, uniu essas duas estrelas do futebol mundial, separadas por 19 anos de nascimento.

>> Messi ultrapassa Marta e se torna o maior artilheiro da Copa do Mundo

>> Argentina está na final da Copa do Mundo

Messi “batiza” novo craque do Barcelona

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Messi segura Lamine Yamal – Foto: Joan Monfort
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Messi e a mãe de Lamine Yamal – Foto: Joan Monfort

Um ensaio fotográfico, que fazia parte do calendário beneficiente do Barcelona, tinha parceria do jornal Sport e Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e contaria com a presença de Messi.

A Unicef havia feito um sorteio no bairro da Roca Fonda, em Mataró. O município era próximo a Barcelona, onde morava a família de Yamal, que se inscreveu no sorteio, e ganhou.

Quem estava por trás das lentes era o fotógrafo Joan Monfort, do jornal Sport, quem contou que o Messi estava tão tímido e que sequer sabia segurar o bebê.

O que ninguém imaginava era que, anos depois esse bebê se tornaria um dos grandes atros do Barcelona, clube que revelou Lionel Messi.

Neste domingo (19), os dois craques, que nunca se enfrentaram em campo, disputarão a final da Copa do Mundo.

Após a Espanha vencer a França e a Argentina vencer a Inglaterra nas semi-finais, as duas seleções irão disputar a taça do mundial de 2026.

A bola irá rolar às 16h (horário de Brasília) no estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos. A transmissão será pela TV Globo, SBT, canal por assinatura SporTV, ou via streaming na CazéTV, Globoplay e NSports.