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Da Redação

Datafolha divulga pesquisa para presidente no 2º turno pós-debate da Band

O Datafolha divulga nesta quinta-feira (22/10) nova pesquisa para presidente no 2º turno das eleições de 2026, medindo a intenção de voto na disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Este é o primeiro levantamento do instituto após o debate promovido pela Band no domingo (18) e chega a três dias da votação marcada para domingo (25). Confira os números da pesquisa Datafolha com a TVT News.

Novo Datafolha para presidente no 2º turno

  • Datafolha divulga nesta quinta (22/10), a partir das 19h, nova pesquisa do 2º turno entre Lula x Flávio Bolsonaro: levantamento ouviu 2.520 eleitores entre 20 e 22 de outubro, com margem de erro de 2 pontos percentuais.
  • Primeiro Datafolha depois do debate na Band e do desafio dos sigilos: o embate de domingo (18) foi marcado pelo desafio de Lula para que Flávio abrisse seus sigilos bancário e telefônico.
  • O que o Datafolha perguntou aos eleitores: além da intenção de voto, o instituto mediu rejeição, grau de decisão do voto e os efeitos do debate e da aprovação do fim da escala 6×1.
  • A pesquisa ouviu 2.520 eleitores entre os dias 20 e 22 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09709/2026.

Datafolha divulga nesta quinta (22/10) pesquisa do 2º turno entre Lula x Flávio Bolsonaro

A nova pesquisa Datafolha para presidente no 2º turno é divulgada no início da noite desta quinta-feira (22), a partir das 19h. O levantamento é o penúltimo do instituto antes da votação de domingo (25) e foi encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo.

Registro da pesquisa Datafolha no TSE

BR-09709/2026 — Pesquisa registrada no Tribunal Superior Eleitoral, com 2.520 entrevistados, margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Quais os números da pesquisa Datafolha para presidente desde o resultado do 1º turno?

Na rodada anterior do Datafolha, divulgada em 15 de outubro, Flávio Bolsonaro apareceu com 47% das intenções de voto totais, contra 45% de Lula — um empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos. Nos votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, o senador registrou 51%, e Lula, 49%.

A pesquisa de 8 de outubro, primeira do 2º turno, havia mostrado Flávio com 49% e Lula com 45% das intenções totais, e 52% a 48% nos votos válidos. A distância entre os candidatos, portanto, diminuiu de quatro para dois pontos percentuais na comparação entre as duas rodadas.

  • Pequisa Datafolha: votos totais

  • Pesquisa Datafolha: votos válidos

Primeira pesquisa Datafolha para presidente depois do debate na Band e do desafio dos sigilos

O debate da Band, realizado no domingo (18), foi marcado pelo desafio do presidente Lula para que Flávio Bolsonaro abrisse seus sigilos bancário e telefônico, além dos sigilos de familiares. Lula repetiu a provocação nas redes sociais na segunda-feira (19), enquanto aliados de Flávio sinalizaram que o senador não pretende aceitar a proposta.

A pesquisa Datafolha de hoje é a primeira do instituto realizada integralmente após esse embate, incorporando os efeitos do debate na intenção de voto.

Quais os números da pesquisa Quaest de 21 de outubro?

A Quaest divulgou em 21 de outubro sua penúltima pesquisa para presidente no 2º turno. O levantamento mostrou Flávio Bolsonaro com 45% das intenções de voto totais, contra 44% de Lula — empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

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Rejeição medida pela pesquisa Quaest em 21 de outubro – Reprodução / Globo

Nos votos válidos, os números ficaram em 51% para Flávio e 49% para Lula. A pesquisa ouviu 2.154 eleitores entre 17 e 20 de outubro e está registrada no TSE sob o número BR-08535/2026.

O que diz a pesquisa para presidente PoderData/Aya de 22 de outubro?

A PoderData/Aya divulgou nesta quinta-feira (22) levantamento que mostra Flávio Bolsonaro com 51% dos votos válidos, contra 49% de Lula. A pesquisa foi realizada entre 19 e 21 de outubro, com 4.000 entrevistas e margem de erro de 1,6 ponto percentual.

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Reprodução Poder360 – Pesquisa PoderData/Aya de 22 de outubro

O percentual do senador oscilou um ponto para baixo em três dias, enquanto o do petista avançou na mesma proporção. As variações ficaram dentro da margem de erro, configurando empate técnico.

Super Sábado: quando serão as próximas pesquisas para presidente?

As últimas pesquisas para presidente no 2º turno antes da votação serão divulgadas no sábado (24), véspera do pleito. A Quaest ouvirá 3.702 pessoas nos dias 23 e 24 de outubro, com registro no TSE sob o número BR-09158/2026.

O Datafolha também divulgará sua rodada final no sábado (24), com 4.050 entrevistas realizadas nos dias 23 e 24. Parte da coleta ocorrerá após o debate da TV Globo, marcado para a sexta-feira (23), e o levantamento vai investigar se o confronto mudou a intenção de voto dos eleitores. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-09540/2026.

Qual o contexto da pesquisa Datafolha para presidente de hoje

A nova pesquisa Datafolha mede as percepções dos eleitores diante dos acontecimentos da semana que envolvem Flávio Bolsonaro e Lula.

  • Debate na Band: o embate de domingo (18) entre Lula e Flávio Bolsonaro foi marcado por ataques e provocações, com o presidente defendendo seu legado e o senador tentando se posicionar como alternativa. A pesquisa Datafolha é a primeira do instituto a medir os efeitos do confronto.

Reportagem Aos Fatos verifica afirmações do debate da band doi domingo (18) – Foto: Reprodução

  • Desafio de abrir o sigilo: Lula desafiou Flávio a abrir os sigilos bancário e telefônico de ambos e de seus familiares durante o debate, e a campanha do senador indicou que ele não deve aceitar a proposta. O tema dominou o noticiário político nos dias seguintes.

  • Vídeo do Porchat sobre Wiiler Tomaz: na terça-feira (20), o humorista Fábio Porchat lançou um novo episódio da série “Revelando”, que aponta supostas conexões entre Flávio Bolsonaro, o advogado Wiiler Tomaz e o banqueiro Daniel Vorcaro em uma rede de empresas e movimentações financeiras. Flávio Bolsonaro se tornou alvo de um novo inquérito para apurar suspeitas de lavagem de dinheiro.

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Flávio Bolsonaro ganhou a própria versão do powerpoint (PPT) com as conexões entre ele, Vorcaro, Banco Master, Willer Tomaz, INSS, etc, etc – Imagem: Reprodução / Revelando

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Cerimônia de Promulgação das Propostas de Emenda à Constituição que Põem Fim à Escala de Trabalho 6×1 e Estabelecem a Aposentadoria Diferenciada para Agentes – Foto: Ricardo Stuckert

Qual a metodologia da pesquisa Datafolha para presidente no 2º turno

A pesquisa Datafolha ouviu 2.520 eleitores de 16 anos ou mais em todo o território nacional, entre os dias 20 e 22 de outubro de 2026. As entrevistas foram realizadas de forma presencial. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi contratado pela Globo Comunicação e Participações e pelo jornal Folha de S.Paulo.

O instituto utiliza dados do TSE, do Censo 2022 e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do IBGE, para montar o desenho amostral.

Consulte as pesquisas para presidente registradas no TSE

Todas as pesquisas de intenção de voto para as eleições de 2026 precisam ser registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes de sua divulgação. No portal do TSE, é possível consultar as pesquisas registradas, verificando informações como o número de protocolo, o instituto responsável, a contratante, a metodologia e o período de coleta dos dados.

Além do caso Ana Clara, Flávio Bolsonaro advogou para livrar PMs acusados de matar outros inocentes

A atuação do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) na defesa de policiais militares acusados de homicídio não se limita ao caso da menina Ana Clara Gomes Machado, de cinco anos, morta em Niterói, em 2021. O parlamentar também integrou a equipe jurídica de quatro PMs denunciados pelas mortes de quatro homens no Morro do Vidigal, na zona sul do Rio de Janeiro, em 2020. Leia em TVT News.

Em 2025, Flávio participou de um recurso apresentado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar impedir que os policiais fossem submetidos a júri popular. A 5ª Turma da Corte decidiu por unanimidade a favor dos agentes. O Ministério Público recorreu, e o processo segue em tramitação no tribunal, com os quatro policiais respondendo em liberdade.

As vítimas eram Cláudio Henrique Nascimento de Oliveira, de 24 anos, porteiro; Marcos Guimarães da Silva, de 51, entregador de supermercado; Ivanildo Moura de Souza, de 22; e Douglas Rafael Barros Assunção, de 18. Os dois primeiros foram apontados pela investigação como inocentes. Familiares dos outros dois disseram que eles tinham envolvimento com o tráfico de drogas.

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Investigação apontou disparos de dentro de prédio

Os policiais afirmaram que houve troca de tiros com criminosos em um beco e que, após o confronto, encontraram os quatro homens feridos. As vítimas foram levadas ao Hospital Municipal Miguel Couto, mas chegaram mortas.

A investigação da Polícia Civil apresentou outra versão. Segundo a apuração, os agentes teriam se posicionado dentro de um apartamento e disparado contra os homens de cima para baixo. O laudo cadavérico identificou ferimentos provocados por tiros de fuzil nessa direção.

Uma moradora também relatou que os policiais entraram pela manhã em um imóvel situado acima do local onde os homens foram mortos, à tarde, e permaneceram escondidos até o momento dos disparos. A perícia identificou o ponto de onde os tiros teriam partido.

Após a conclusão do inquérito, a Delegacia de Homicídios pediu o afastamento dos agentes do policiamento nas ruas. O caso foi encaminhado ao Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que denunciou os quatro policiais.

Em maio de 2022, a Justiça determinou que os agentes fossem julgados pelo Tribunal do Júri. A defesa recorreu, e a decisão foi revertida em janeiro de 2023 pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O Ministério Público levou o caso ao STJ.

Caso Ana Clara também envolve atuação no STJ

Flávio Bolsonaro também integrou a defesa do cabo Bruno Dias Delaroli, acusado pela morte de Ana Clara Gomes Machado, de cinco anos. A menina foi atingida por um disparo de fuzil quando brincava na porta de casa, na comunidade Monan Pequeno, em Niterói, em fevereiro de 2021.

O senador assinou um recurso no STJ que buscava reverter a decisão de levar o policial a júri popular. O pedido foi negado, e o julgamento foi remarcado para 5 de maio de 2027.

A defesa sustenta que o policial reagiu a criminosos. Já a perícia encontrou vestígios compatíveis com o fuzil utilizado pelo agente e, segundo a reportagem, não comprovou a existência de uma troca de tiros.

A atuação de Flávio nos dois casos ganhou repercussão durante a campanha presidencial. No debate promovido pela Band no domingo (18), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionou o adversário sobre sua participação na defesa do policial acusado pela morte de Ana Clara. Flávio respondeu que não se pode criminalizar o exercício da advocacia antes do julgamento do réu.

Abraji denuncia assédio judicial de Willer Tomaz contra jornalistas

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) denunciou o uso abusivo do sistema de Justiça pelo advogado Willer Tomaz para intimidar jornalistas e tentar impedir a divulgação de reportagens de interesse público. Leia em TVT News.

Segundo a entidade, as práticas incluem processos judiciais, ameaças antes da publicação de matérias e notificações extrajudiciais que exigem a retirada de conteúdos.

Investigado pela Polícia Federal por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro, Tomaz é alvo de ao menos 13 processos contra publicações jornalísticas ao longo da última década, segundo levantamento da Abraji. A associação identificou que, em casos anteriores, o advogado desistiu das ações depois de perder decisões ou deixou de comparecer à Justiça pouco tempo após iniciar os processos.

Somente em 2026, foram identificadas quatro ações, entre processos criminais e pedidos de censura acompanhados de solicitações de indenização por danos morais contra jornalistas.

Ações contra jornalistas e veículos de comunicação

Em outubro, o jornalista Demétrio Vecchioli e o portal Metrópoles foram alvo de uma ação em que Tomaz pediu a retirada de uma reportagem sobre sua relação com a empresa Riopag. O processo tramita em segredo de Justiça e foi apresentado no Espírito Santo, estado onde o advogado afirma residir, embora o jornalista, o veículo e as ações anteriores de Tomaz estejam vinculados a Brasília.

Em julho, Vecchioli e o Metrópoles já haviam sido acionados judicialmente pelo advogado. Na ocasião, Tomaz pediu a desistência do processo pouco depois de sua abertura.

Para a Abraji, esses episódios apresentam características de assédio judicial reconhecidas pela Recomendação nº 159, de 23 de outubro de 2024, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A entidade ressalta que recorrer à Justiça para solicitar a correção de informações é legítimo, mas aponta que o abandono de ações logo após sua abertura pode indicar ausência de uma intenção efetiva de reparação. A escolha de um foro distante do domicílio dos réus também pode dificultar a defesa.

Além dos custos financeiros e jurídicos, esse tipo de estratégia pode intimidar profissionais e veículos de comunicação mesmo quando os processos não avançam. Jornalistas que publicam reportagens baseadas em documentos, fontes oficiais e informações de interesse público passam a enfrentar despesas e demandas judiciais que podem se prolongar por anos.

Pressão antes da publicação de reportagens

A associação também relata tentativas de intimidação antes da divulgação de matérias. Recentemente, Tomaz enviou mensagens idênticas a diferentes veículos que apuravam informações sobre sua atuação. No texto, advertiu:

“Qualquer publicação que omita, distorça ou sugira algo diferente do que consta desta nota e das anteriores será objeto das medidas judiciais cabíveis contra o veículo e os responsáveis.”

Para a Abraji, a conduta transforma o procedimento jornalístico de ouvir as partes citadas – uma etapa fundamental para a apuração – em instrumento de pressão contra profissionais que investigam assuntos de interesse público.

Outra frente envolve notificações extrajudiciais encaminhadas pelo escritório de advocacia do próprio Tomaz, com pedidos de remoção de conteúdos mesmo sem a abertura de processos judiciais.

Em setembro, os jornalistas Paulo Motoryn e Alice Maciel receberam uma notificação desse tipo relacionada a uma reportagem publicada no ICL Notícias sobre empresas comandadas pelo advogado. O conteúdo não foi retirado e continua disponível. Até o momento descrito pela associação, o veículo não havia sido notificado de uma ação judicial referente ao caso.

A revista piauí também foi alvo de ameaças judiciais em torno de uma reportagem sobre empresas offshore em nome de Tomaz. Em nota divulgada por sua assessoria de imprensa, o advogado classificou como “desinformação” suspeitas mencionadas em documentos da investigação da Polícia Federal utilizados como fonte da matéria. Também afirmou que a revista já respondia judicialmente pela divulgação de informações falsas e que voltaria a acionar o veículo e responsáveis pela reprodução do conteúdo, antes mesmo da publicação da reportagem.

Abraji cobra providências para proteger a liberdade de imprensa

A entidade avalia que essas práticas ameaçam a liberdade de imprensa e o direito da população de ter acesso a informações de interesse público. Na avaliação da associação, em vez de buscar correções ou reparações legítimas, o uso abusivo da Justiça pode servir para pressionar jornalistas e dificultar a circulação de informações.

A Abraji manifestou solidariedade aos profissionais e veículos atingidos e cobrou uma atuação célere da Justiça e das autoridades competentes para identificar e coibir abusos judiciais que restrinjam o direito à informação.

Desde 2021, a associação mantém um Programa de Proteção Legal para Jornalistas, que oferece assistência jurídica a jornalistas e comunicadores submetidos a tentativas de silenciamento ou constrangimento judicial em razão de seu trabalho. O programa também pode acolher profissionais que enfrentam assédio, ameaças e perseguição e tenham interesse em processar civilmente os responsáveis.

Os critérios para atendimento estão disponíveis neste documento. Os profissionais que atendam aos requisitos podem apresentar seus casos pelo formulário do programa ou pelo e-mail [email protected].

Após denúncia, Ouvidoria pede afastamento de PMs envolvidos em ação em Piracicaba

A Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo pediu o afastamento imediato do serviço operacional dos policiais militares (PMs) envolvidos na ação em Piracicaba denunciada pela deputada estadual Professora Bebel (PT). Acompanhe o caso com a TVT News.

Em resposta encaminhada à equipe da parlamentar nesta quinta-feira (22), o órgão informou que abriu protocolo e oficiou a Corregedoria da PM para cobrar informações sobre a abordagem e solicitar que os agentes identificados permaneçam afastados das ruas até a conclusão das apurações.

A medida foi solicitada após denúncias de que policiais agrediram militantes que faziam campanha pela reeleição do presidente Lula, retiraram suas camisetas e obrigaram três jovens detidos, entre eles um adolescente de 17 anos, a vestir peças do mesmo modelo. A Ouvidoria também pediu que a Corregedoria encaminhe os relatórios de conclusão dos procedimentos instaurados. O pedido de afastamento ainda depende de cumprimento pelas autoridades responsáveis.

Veja o que aconteceu com a PM de Piracicaba

No documento, assinado a Ouvidoria afirma ter recebido com “extrema preocupação” a denúncia de Bebel e os relatos divulgados publicamente, incluindo o depoimento da mãe do adolescente, Edna Souza Barbosa.

A manifestação aponta possíveis violações de direitos fundamentais, como violência policial, abuso de autoridade e constrangimento ilegal, além de condutas que, caso confirmadas, podem configurar tortura ou tratamento cruel, desumano ou degradante.

“A polícia não pertence a partidos, governos ou correntes ideológicas. Sua missão é servir à sociedade e garantir o cumprimento da lei, com absoluta neutralidade político-partidária”, afirma em nota a Ouvidoria. O órgão também cobra uma investigação rápida e independente, com coleta de depoimentos, imagens e registros operacionais.

Para Bebel, o encaminhamento reforça a necessidade de esclarecer tanto a atuação dos agentes quanto o uso político das imagens dos detidos. A deputada critica o governador Tarcísio de Freitas e o senador eleito Guilherme Derrite, ex-secretário da Segurança Pública, por compartilharem, a publicação difundida pelo vereador de Piracicaba Renan Paes sem verificar as denúncias sobre as circunstâncias da abordagem.

“O mínimo que se espera de autoridades como eles é a checagem dos fatos. A postura deles tem o claro objetivo de atacar a campanha do presidente Lula e se assemelha ao episódio do sequestro de Abílio Diniz, em 1989. É inaceitável o que fizeram”, afirma Bebel.

Entenda o caso de violência e falsidade eleitoral de PMs em Piracicaba

Tanto a ação violenta, quanto a interferência eleitoral aconteceram na manhã de quarta-feira (21), na comunidade Vitória Pantanal, na região do Jardim Monte Líbano, em Piracicaba. Bebel esteve no local após receber relatos de duas mulheres que faziam campanha pela reeleição de Lula e denunciaram ter sido intimidadas, agredidas e obrigadas por policiais a entregar as camisetas que vestiam.

Na mesma manhã, um adolescente de 17 anos foi apreendido e dois homens foram detidos por suspeita de tráfico de drogas. Imagens dos três algemados, usando camisetas idênticas de apoio a Lula, passaram a circular nas redes sociais. A mãe do adolescente e um dos adultos detidos afirmaram que os agentes os obrigaram a trocar de roupa após a abordagem. Também foram denunciadas agressões durante a ocorrência.

Bebel levou o caso à Ouvidoria, e a coligação Brasil Pronto pra Mais acionou o Tribunal Superior Eleitoral para pedir a retirada de publicações que utilizam as imagens para associar Lula ao crime organizado. A parlamentar cobra o esclarecimento dos fatos e a responsabilização dos envolvidos nas irregularidades que forem comprovadas.

Bebel classificou o episódio como violência política e ideológica e disse que cobrará providências para que os agentes envolvidos respondam por sua atuação.

PMs teriam colocado camisetas em menores apreendidos

As camisetas do Lula teriam sido retiradas das mulheres para serem colocadas em menores que foram apreendidos pela polícia. As informações são da TV TODODIA, de Piracicaba.

Em depoimento à TVT TODODIA, “a mãe de um adolescente de 17 anos detido durante uma ocorrência relacionada a entorpecentes em Piracicaba afirma que policiais teriam colocado camisetas alusivas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos três detidos após a abordagem nesta quarta-feira (21”).

Edna Souza Barbosa, de 33 anos, disse à TV TODODIA que “o filho não usava a camiseta no momento em que foi abordado. Segundo ela, os três detidos teriam recebido peças iguais posteriormente”.

De acordo com a reportagem da TV TODODIA, A versão apresentada pela mãe diverge do registro inicial da ocorrência, que descreve “três homens de camiseta branca do Lula”.

“Eles não estavam com as camisetas. Colocaram as três blusas iguais”, afirmou Edna à TV. De acordom com a reportagme, “a mulher também acusa policiais de agredirem o filho durante a ação e afirma que uma filha de 14 anos teria sido empurrada no peito ao tentar se aproximar do irmão. Segundo Edna, familiares também teriam sido ameaçados caso acompanhassem a abordagem.”

Caso lembra a falsificação com os sequestradores do empresário Abílio Diniz

O caso dos sequestradores do empresário Abílio Diniz, em 1989, é um dos episódios mais sujos da história política brasileira, especialmente pela tentativa de associar o sequestro à campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula, que disputava a Presidência naquele ano.

O que aconteceu em dezembro de 1989?

  • 11 de dezembro de 1989: Abílio Diniz, então proprietário do Grupo Pão de Açúcar, foi sequestrado em São Paulo.
  • 16 de dezembro: a polícia localizou o cativeiro, libertou o empresário e prendeu os envolvidos. A operação ocorreu na véspera do segundo turno da eleição presidencial, disputado por Lula e Fernando Collor de Mello.
  • A repercussão política: imagens dos sequestradores usando camisetas do PT foram divulgadas pela imprensa, e a polícia informou ter encontrado materiais de campanha de Lula nos imóveis ligados ao grupo.

As camisetas foram colocadas pela polícia?

Essa foi a denúncia feita pelos próprios sequestradores e pelo PT na época. O caso ganhou uma dimensão política porque a associação entre o partido e o crime surgiu às vésperas da votação presidencial.

Em depoimento à Justiça, o líder do grupo, o argentino Humberto Paz, afirmou que policiais haviam tirado suas roupas e colocado nele uma camiseta do PT. O relato foi publicado pela Folha de S.Paulo em janeiro de 1990. A PM, na época negou as acusações de tortura e de que tivesse vestido os presos com camisetas do partido.

A investigação sobre a suspeita de que os presos teriam sido fotografados com as camisetas por iniciativa da polícia foi arquivada dois anos depois, por falta de provas, segundo reportagem da Folha.

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Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz: investigação aponta conexões financeiras, viagens e negócios

A relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, e o advogado e empresário Willer Tomaz é alvo de questionamentos em diferentes frentes de investigação. Documentos reunidos em reportagem da Folha de S.Paulo apontam que os dois compartilharam viagens em jatos executivos, vínculos bancários e conexões empresariais ligadas ao mercado de apostas on-line. Leia em TVT News.

Ambos negam irregularidades. Flávio afirma que mantém uma relação de amizade com Tomaz, enquanto o advogado sustenta que seus negócios são legais.

A Polícia Federal investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o setor de apostas e apura possíveis irregularidades no processo de licenciamento de empresas do ramo no Rio de Janeiro. Flávio, Tomaz e o governador Cláudio Castro (PL) estão entre os investigados nesse contexto.

Conta bancária e apostas on-line

Uma das conexões identificadas pela investigação envolve a Alcazar Holdings, empresa de Tomaz registrada na Ilha da Madeira, território português. Segundo informações divulgadas pelo UOL e confirmadas pela Folha, Flávio figurava como usuário master da conta bancária da companhia, condição que permitia acesso à conta.

A empresa pode ter financiado a Cathedral, apontada como acionista do conglomerado de apostas Rede Loto, que operava o site BestBet. A Rede Loto foi constituída em fevereiro de 2023, cerca de dois meses antes de o governo fluminense iniciar o licenciamento de plataformas de apostas.

Em abril daquele ano, a empresa apresentou documentos à Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj), responsável pelo processo. Na época, as regras estaduais não exigiam a identificação dos beneficiários finais nos mesmos moldes da legislação federal. Por isso, a documentação não informava os acionistas da Cathedral, entre eles Tomaz.

O processo de licenciamento também envolve o então presidente da Loterj, Hazenclever Cançado, nomeado por Cláudio Castro por indicação de Flávio. Cançado foi colega de advocacia de Tomaz. Os envolvidos negam irregularidades.

Tomaz também aparece como beneficiário final da RioPag, empresa responsável pelo processamento de pagamentos do setor de apostas fluminenses desde maio de 2023. Dados da Loterj indicam que a companhia faturou quase R$ 188 milhões entre junho de 2023 e agosto de 2026.

>> Willer Tomaz pagou pra remover notícias que o ligavam a Flávio Bolsonaro

Parte da receita deveria ser destinada aos cofres públicos do estado. A autarquia cobra da empresa R$ 9,4 milhões por valores que considera não repassados integralmente, além de uma multa de R$ 4,8 milhões. A RioPag contesta a cobrança na Justiça, enquanto Tomaz afirma não responder pela administração da companhia.

Viagens internacionais pagas por empresas ligadas a Tomaz

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Foto de Flávio recuperada pela PF no ICloud de Willer Tomaz e passagens reservadas da viagem de Flávio com o investigado por roubos no INSS – Reprodução
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Reservas do jatinho com Willer, Flávio Bolsonaro e familiares na Europa – Foto: Reprodução

As apurações da Polícia Federal também identificaram viagens de Flávio e Tomaz em aeronaves executivas, acompanhados de familiares, para destinos nos Estados Unidos e na Europa.

Em janeiro de 2025, Flávio, a esposa e as duas filhas viajaram com Tomaz de Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, para Brasília. O deslocamento foi feito em um jato Legacy 650, pertencente à Fraction 024 Administração de Bem Próprio, sociedade controlada pela Prime You, fundada por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Segundo Tomaz, o trajeto foi pago com horas de voo de sua própria cota, e os passageiros eram seus convidados. Para quitar R$ 8,72 milhões referentes à aeronave, o advogado utilizou recursos da Alcazar Holdings, empresa na qual Flávio figurava como usuário master da conta bancária.

>> Investigado por fraudes no INSS bancou voos de Flávio Bolsonaro na Europa

A partir de abril de 2025, a Cathedral, ligada ao conglomerado de apostas Rede Loto, passou a custear deslocamentos. No dia 11 daquele mês, Flávio e Tomaz viajaram de Lisboa para Nice, na França. Em maio, voltaram a voar juntos, desta vez de Cascais para Nice, acompanhados de familiares, seguindo depois para Paris. A apuração aponta que a Cathedral pagou pelo menos três trechos aéreos na Europa para o senador.

Disputa por imóvel de luxo em Angra dos Reis

A ligação entre os dois também aparece em uma disputa judicial envolvendo uma propriedade de luxo em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro, avaliada em R$ 10 milhões. Flávio é testemunha no processo entre Tomaz e o jogador Richarlison, que afirma ter comprado o imóvel em 2020.

A propriedade teve seus direitos de posse cedidos, em 2022, à WT Administração, empresa de gestão de ativos imobiliários de Tomaz. Naquele ano, uma liminar reconheceu o direito de uso do espaço em favor do advogado. Richarlison e moradores da região, no entanto, afirmam que Flávio é quem mais frequenta o local.

No dia 17 de outubro, o jogador e um grupo de advogados pediram que a Polícia Federal investigasse a participação do senador na disputa. Richarlison sustenta que o imóvel foi tomado por meio de manobras judiciais. Flávio nega atuação irregular, e Tomaz afirma ter adquirido legalmente os direitos sobre o terreno e desembolsado R$ 5 milhões para regularizar pendências fiscais.

A aproximação entre Flávio e o advogado começou em 2019, quando Tomaz defendeu Marcelo Álvaro Antônio, então ministro do Turismo do governo Jair Bolsonaro, em uma denúncia relacionada ao uso de candidaturas laranjas. Dois anos depois, durante a CPI da Covid, Flávio se referiu publicamente a Tomaz como amigo.

Endereços comerciais e conexões com investigados do INSS

Outra frente de questionamentos envolve empresas associadas a Flávio e a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, investigado em apurações sobre fraudes contra aposentados e pensionistas. Segundo informações divulgadas pelo site ICL, a Bravo Grafeno, empresa de capacetes de grafeno da qual Flávio e Jair Bolsonaro são sócios, funciona no mesmo endereço comercial que a construtora RPLD, ligada a Camilo.

O principal sócio de Camilo é Alexandre Caetano dos Reis. A irmã dele, Letícia Caetano dos Reis, ocupa o cargo de diretora estatutária no escritório de advocacia de Flávio, que funciona em uma casa avaliada em R$ 6 milhões. O senador quitou o imóvel após antecipar R$ 3,4 milhões ao Banco de Brasília (BRB), segundo reportagem da Folha.

O escritório emitiu ao menos R$ 13,7 milhões em notas fiscais entre janeiro de 2023 e julho de 2026, de acordo com informações divulgadas pelo UOL. Metade das notas foi emitida para pagamentos de outros advogados.

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Checagem no debate da Globo será feita na web e não terá transmissão na TV

O serviço de checagem Fato ou Fake, do Grupo Globo, vai mobilizar mais de 30 jornalistas para verificar as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) durante o debate presidencial desta sexta-feira (23).

O trabalho começa durante a transmissão e continuará pela madrugada, até que a apuração das falas selecionadas seja concluída. Leia em TVT News.

As primeiras verificações serão publicadas no g1 e nos sites dos jornais O Globo, Valor Econômico e Extra, além do portal da rádio CBN. A GloboNews também exibirá um programa especial após o debate, com os resultados apurados pela equipe.

A checagem, porém, não será incorporada à transmissão da TV aberta por meio de intervenções para corrigir ou contestar as declarações dos candidatos. O público poderá acompanhar as análises nos canais digitais dos veículos participantes.

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Como funciona a checagem

Repórteres e editores acompanharão o debate ao vivo e selecionarão afirmações que possam ser verificadas com base em dados e informações objetivas. Opiniões, ofensas e projeções sobre o futuro não entram no processo de checagem.

Com apoio da tecnologia e supervisão jornalística, as falas serão transcritas em tempo real. As declarações selecionadas serão distribuídas entre os profissionais responsáveis pela apuração, que buscarão informações para confirmar ou contextualizar o que foi dito.

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Reportagem Aos Fatos verifica afirmações do debate da band neste domingo (18) – Foto: Reprodução

O Fato ou Fake utiliza três classificações: #FATO, #NÃOÉBEMASSIM e #FAKE. Cada verificação apresenta as etapas da apuração e as fontes consultadas.

Algumas afirmações podem ser analisadas rapidamente, quando há dados oficiais ou informações públicas disponíveis. Outras dependem de consultas a autoridades, entrevistas com especialistas e investigações mais aprofundadas. Por isso, nem todas as checagens estarão concluídas enquanto o debate ainda estiver no ar.

Serviço atua desde 2018

Criado em 2018, o Fato ou Fake reúne profissionais de sete redações do Grupo Globo: TV Globo, g1, GloboNews, O Globo, Valor Econômico, Extra e CBN. O serviço realiza verificações diárias e, em períodos eleitorais, também analisa declarações de candidatos em entrevistas e debates.

Nas eleições de 2026, a equipe já verificou entrevistas dos presidenciáveis à TV Globo no primeiro e no segundo turno, além das declarações feitas no debate promovido pela Band no domingo (18).

O debate desta sexta-feira será o último confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro antes do segundo turno, marcado para domingo (25).

Curso de Jornalismo da USP fará checagem

Na sexta-feira, uma equipe de checagem de fatos formada por professores e estudantes de jornalismo da USP acompanhará ao vivo o debate presidencial da Globo, verificando as informações apresentadas pelos candidatos durante a transmissão.

A iniciativa funcionará como segunda tela para o debate e será transmitida pelo canal do CJE no YouTube, a partir das 21h.

Durante os intervalos do debate, a transmissão do CJE contará com a participação dos professores da ECA-USP que farão a análise crítica do debate

A iniciativa tem como objetivo apoiar o combate à desinformação no cenário de debates eleitorais. Diante de um momento de distorções de narrativas, o acesso a fatos e informações checadas é essencial para o pleno exercício da democracia.