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Da Redação

Flávio Bolsonaro fez festa com lobistas e prostitutas durante a pandemia, diz revista piauí

A revista piauí publicou, nesta quarta-feira (21), uma reportagem que revela que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) participou de um churrasco em uma lancha no Lago Paranoá, em Brasília, na companhia de prostitutas e de lobistas ligados à venda de vacinas, em julho de 2020, quando o Brasil enterrava milhares de mortos pela pandemia de Covid-19.

Segundo a apuração dos jornalistas João Batista Jr., de São Paulo, Ana Clara Costa, do Rio de Janeiro, e Breno Pires, de Brasília, o encontro foi organizado por empresários da Precisa Medicamentos e terminou com um Rolex de presente para o senador. A íntegra da reportagem está disponível no site da revista piauí.

Confira a nova denúncia contra Flávio Bolsonaro com a TVT News.

O que foi o passeio no Lago revelado pela revista piauí

  • Flávio Bolsonaro com prostitutas no Lago em meio à pandemia: o passeio ocorreu em 17 de julho de 2020, quando o país registrava mais de 76 mil mortes por Covid-19. Três garotas de programa foram trazidas de São Paulo para o churrasco na lancha.
  • Quem eram os lobistas de vacina que estavam com Flávio Bolsonaro no Lago: os empresários Danilo Berndt Trento e Francisco Maximiano, da Precisa Medicamentos, organizaram o encontro para tentar se aproximar do governo e fechar um acordo para fornecer a vacina indiana Covaxin.
  • Como estava a pandemia no Brasil em julho de 2020: o país vivia o pico de mortes pela Covid-19, com medidas de restrição de circulação em vigor e sem vacinas disponíveis. Apenas em julho daquele ano, 32.912 pessoas morreram pela doença, chegando a 92 mil mortes por Covid-19 em 31 de julho de 2020.

Brasil enterrava os mortos pela pandemia e Flávio Bolsonaro estava com prostitutas e lobistas num passeio no Lago

A reportagem da piauí, intitulada “Uma tarde no Lago”, reconstitui em detalhes o passeio do senador Flávio Bolsonaro com prostitutas e lobistas em plena crise sanitária.

Enquanto o Brasil superava a marca de 76 mil vidas perdidas para a Covid-19, o filho do então presidente Jair Bolsonaro participava de um churrasco em uma lancha de cerca de 20 metros no Lago Paranoá, em Brasília. O encontro durou das 10h30 às 15h e contou com bebidas, petiscos e a presença de três garotas de programa trazidas de São Paulo.

A matéria está disponível na íntegra no site da revista piauí.

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Enquanto Brasil enterrava mortos pela Covid, Flávio Bolsonaro festejava com prostitutas e lobistas no Lago Paranoá, aponta piauí – Imagem: reprodução / revista piauí

Como a revista piauí conseguiu reconstituir o passeio de Flávio Bolsonaro

A apuração foi baseada no depoimento de uma pessoa que estava presente na embarcação, em documentos obtidos por Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), registros de voos e entrevistas com pilotos, assessores parlamentares e outras fontes ligadas aos organizadores do encontro.

A revista também analisou movimentações financeiras envolvendo os empresários e o agente de viagens responsável pela logística do passeio. Segundo a reportagem, na noite anterior à festa, um jatinho particular decolou de São Paulo com destino a Brasília levando os lobistas, o agente de viagens Raphael Barão e as três prostitutas contratadas para o evento.

Passeio no lago: quem eram Danilo Trento, Francisco Maximiano, Raphael Barão e Alexandre Santini?

Os quatro nomes centrais da festa na lancha têm papéis distintos, mas todos ligados aos interesses do senador e ao lobby pela venda de vacinas.

Danilo Berndt Trento era o diretor institucional da Precisa Medicamentos e foi o responsável por entregar o Rolex a Flávio Bolsonaro ao final do passeio. Ele também foi investigado na CPI da Covid e, posteriormente, voltou ao cenário político de Mato Grosso como candidato a suplente ao Senado.

Francisco Maximiano era o proprietário da Precisa Medicamentos, empresa que intermediou a negociação da vacina Covaxin com o Ministério da Saúde. Três meses após a festa, Flávio Bolsonaro teria aberto caminho para que Maximiano fosse recebido pelo então presidente do BNDES, Gustavo Montezano.

Raphael Barão era o dono da Barão Turismo, agente de viagens responsável pela logística do passeio.

Alexandre Santini era amigo e sócio de Flávio Bolsonaro na franquia da Kopenhagen no Rio de Janeiro, negócio investigado no esquema de “rachadinha”. Ele acompanhou o senador na lancha e, anos depois, tornou-se uma fonte de revelações sobre a vida privada e os negócios do parlamentar.

Além de dinheiro e presentes, lobistas usam prostitutas como moeda de pagamento

O caso envolvendo Flávio Bolsonaro não é isolado no noticiário político. Reportagens recentes têm revelado como prostitutas e festas privadas são utilizadas por lobistas e empresários como forma de se aproximar de autoridades e obter vantagens.

O banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, é alvo de investigações que apontam para a organização de festas com garotas de programa para ministros e outras figuras públicas. Em mensagens obtidas pela Polícia Federal, há relatos de um “ministro com cinco meninas” em um dos eventos organizados por Vorcaro.

Presentes e nomes em comum nos encontros com prostitutas

A reportagem do PlatôBR revelou que o ex-sócio de Flávio Bolsonaro, Alexandre Santini, guardou mensagens e registros que comprometem o senador, incluindo relatos de festas privadas com prostitutas bancadas com dinheiro de origem suspeita e um Rolex de R$ 300 mil recebido de lobistas. Os nomes de Vorcaro e de Flávio Bolsonaro se cruzam em investigações sobre o uso de jatinhos e eventos privados, conforme detalhado na reportagem do PlatôBR.

O que foi o Caso Covaxin?

O Caso Covaxin foi um dos maiores escândalos de desgaste do governo Jair Bolsonaro durante a pandemia. A Precisa Medicamentos, empresa de Francisco Maximiano e Danilo Trento, intermediou a compra de 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin, produzida pela Bharat Biotech, por um valor total de R$ 1,6 bilhão. O preço oferecido ao governo bolsonaro foi de US$ 15 por dese, enquanto a estimativa incial da fabricante era de US$ 1,34 por unidade.

O servidor Luís Ricardo Miranda, chefe da divisão de importação do Ministério da Saúde, relatou ao Ministério Público Federal ter sofrido “pressão incomum” para assinar o contrato. A aquisição acabou sendo suspensa, e o caso se tornou objeto central da CPI da Covid no Senado.

Como estava a pandemia no Brasil em julho de 2020?

Em julho de 2020, o Brasil vivia o pior momento da pandemia de Covid-19 até então. O mês registrou 32.912 mortes pela doença, o maior número em um único mês desde o início da pandemia, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa. Na véspera da festa na lancha, em 16 de julho, o país havia registrado 1.299 mortes em 24 horas, elevando o total de vítimas para 76.822.

Prefeitos e governadores haviam decretado medidas de restrição de circulação, com o fechamento de escolas, empresas, comércio e órgãos públicos. A vacina contra a Covid-19 só chegaria ao Brasil no ano seguinte. Enquanto isso, Flávio Bolsonaro participava de um churrasco com prostitutas e lobistas em uma lancha no Lago Paranoá.

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Coveiros com proteção contra contaminação enterram o corpo de um homem morto por suspeita de Covid-19 no cemitério da Vila Alpina, zona leste de São Paulo. Foto: Gustavo Basso

A pandemia no Brasil durante o governo Bolsonaro e no mês do passeio de Flávio

Em julho de 2020, o Brasil enfrentou o mês mais fatal da pandemia de COVID-19 até aquele momento, registrando 32.912 mortes no período e acumulando 92.568 óbitos e 2.707.877 casos confirmados até o dia 1º de agosto.

Número de Casos e Mortes

  • Óbitos no mês: 32.912 mortes em julho de 2020 (maior registro mensal do país até então).
  • Total acumulado (em 31 de julho de 2020): Aproximadamente 92.568 mortes e mais de 2,7 milhões de casos acumulados.
  • Média diária de óbitos: Mantinha-se acima de mil mortes por dia, com taxa de letalidade em torno de 3,5%.
  • Estado mais afetado: São Paulo liderava os números absolutos, com mais de 550 mil casos e cerca de 23 mil mortes.

Distanciamento e Isolamento Social

  • Índice médio de isolamento: A taxa de isolamento social no Brasil em julho de 2020 estabilizou-se em torno de 39,2%, apresentando queda gradual em relação aos meses iniciais da quarentena (como abril de 2020, quando a média nacional esteve mais alta).

Revista piauí publica série de denúncias sobre Flávio Bolsonaro

A reportagem sobre a festa na lancha faz parte de uma série de publicações da revista piauí sobre os bastidores do poder e os negócios de Flávio Bolsonaro.

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Revista piauí traz documentos que ligam Flávio Bolsonaro a casa de apostas e cassino on-line Best Bet – Imagem: composição com reprodução TV Bandeirantes e logo da Best Bet

Em outra matéria recente, a revista revelou documentos que indicam que Flávio Bolsonaro foi sócio indireto de uma casa de apostas online, a Best Bet, em um esquema que envolvia empresas em paraísos fiscais e a indicação de um aliado para a presidência da Loterj. A série de denúncias reforça o cerco sobre o candidato à Presidência.

Para entender os crimes que envolvem Flávio Bolsonaro

Para acompanhar as investigações, processos e acusações que envolvem o senador, o site crimetarussa reúne um levantamento sobre os casos ligados a Flávio Bolsonaro, incluindo as denúncias recentes sobre a festa com prostitutas e lobistas durante a pandemia.

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Para conhecer as denúnicas envolvendo Flávio Bolsonaro – Reprodução: Crimeta Russa

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Exército do Lula fará live de 24h após debate da Globo

O deputado federal André Janones (Rede-MG) anunciou que o Exército do Lula, canal de mobilização que lidera no WhatsApp, fará uma live contínua por 24 horas, com início imediatamente após o encerramento do debate presidencial da TV Globo, na noite da sexta-feira (23).

A live só terminará às 23h de sábado (24), véspera do segundo turno. Durante a transmissão, Janones promete distribuir “missões” aos integrantes do canal, que já reúne mais de 7 milhões de inscritos, para tentar garantir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL). Veja como será a live do Exército do Lula com a TVT News.

Missão do Exército do Lula

  • Exército do Lula fará live de 24h: a transmissão começa logo após o debate da Globo e segue até a noite de sábado (24), véspera da votação.
  • Exército do Lula quer derrotar o bolsonarismo nas redes, nas ruas e nas urnas: Janones afirma que as “missões” distribuídas durante a live têm o objetivo de mobilizar os 7 milhões de “soldados” para ampliar a vantagem de Lula.
  • Quando será o debate na Globo: o último confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro antes do segundo turno está marcado para sexta-feira (23), a partir das 21h20, horário de Brasília.
  • Como entrar no Exército do Lula? Quem quer entrar no exército precisa acessar o canal que fica neste link

Exército do Lula terá live de 24h

O anúncio foi feito por Janones em vídeo publicado no Instagram, logo após o canal Exército do Lula atingir a marca de 7 milhões de inscritos no WhatsApp.

Segundo o deputado, o grupo recebeu 1,5 milhão de novos participantes em apenas 12 horas, durante a madrugada, o que, para ele, demonstra a capacidade de mobilização dos apoiadores.

“Acabou o debate, eu entro ao vivo e eu fico ao vivo direto até o outro dia, 11 da noite. Nessas 24 horas, eu vou distribuir missões que vocês executando, o presidente Lula ganha, e vou dizer mais: ganha com larga vantagem”, afirmou Janones no vídeo.

Live do Exército do Lula começa logo após o debate da Globo

A live do Exército do Lula está programada para começar assim que o debate da TV Globo for encerrado, por volta das 23h de sexta-feira (23). Janones afirmou que a transmissão seguirá até as 23h de sábado (24). “Se o debate acabar às 11 em ponto, ela começa às 11 em ponto”, disse o deputado em outro trecho do vídeo.

A expectativa é de que, durante as 24 horas, Janones distribua tarefas específicas aos integrantes do canal, como compartilhamento de conteúdos, interação com publicações e convencimento de eleitores que não compareceram ao primeiro turno.

O deputado não antecipou quais serão as “missões”, mas sugeriu um cenário hipotético no qual cada um dos 7 milhões de integrantes buscasse convencer uma pessoa a votar em Lula.

Quando será o debate na Globo

O último debate presidencial do segundo turno será realizado nesta sexta-feira (23), pela TV Globo, com transmissão a partir das 21h20 (horário de Brasília). O encontro será mediado pelo jornalista César Tralli e acontecerá nos estúdios da Globo, no Rio de Janeiro. Este é o último confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro antes da votação de domingo (25).

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Lula na Globo defende o reajuste do salário-mínimo acima da inflação – Foto: Ricardo Stuckert

Debate será marcado pelo desafio de Lula para abrir sigilo

Além da expectativa em torno da live do Exército do Lula, o debate da Globo também será marcado pelo desdobramento do desafio feito por Lula a Flávio Bolsonaro para a abertura recíproca de sigilos bancário, fiscal e telefônico.

Na última terça-feira (20), o presidente protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma autorização para divulgar os próprios sigilos e os de familiares, referentes aos últimos oito anos, desde que o adversário adote procedimento equivalente.

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O presidente afirmou que não aceitará que sua biografia seja colocada em dúvida por adversários e vinculou o desafio à defesa de sua honra, de sua família e do país. “Todo mundo sabe a vida pregressa dele, todo mundo conhece a minha biografia, todo mundo sabe a história de cada um”, afirmou Lula – Foto: Ricardo Stuckert

A iniciativa foi anunciada pela campanha de Lula e reforça o desafio lançado durante o debate da Band, no domingo (18). O documento encaminhado ao TSE menciona empresas das quais Flávio Bolsonaro seria sócio e uma empresa registrada na Ilha da Madeira, em Portugal.

A campanha de Lula sustenta que a divulgação deve permitir que os eleitores tenham acesso às informações antes da votação de domingo (25). A medida, no entanto, depende da adesão de Flávio Bolsonaro para ser efetivada.

O que é o Exército do Lula?

O Exército do Lula é um canal criado e administrado pelo deputado federal André Janones no WhatsApp, voltado para a mobilização de apoiadores do presidente Lula. O espaço é utilizado para distribuir conteúdos políticos, vídeos, mensagens e orientações aos integrantes, com o objetivo de ampliar o alcance das mensagens da campanha nas redes sociais.

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Exército do Lula em 21 de outubro – Reprodução

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No dia do debate na Band, canal Exército do Lula tinha mais de 5 milhões de inscritos
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Em 13 de outubro havia mais de 4 milhões de seguidores

O canal ganhou destaque durante o segundo turno e chegou a ser alvo de questionamentos na Justiça Eleitoral, tendo sido suspenso e posteriormente liberado após registro no TSE.

Com a marca de mais de 7 milhões de inscritos, Janones passou a se referir aos integrantes como “soldados” e a tratar o grupo como uma força de mobilização capaz de garantir a reeleição de Lula. “Não são 7 milhões de pessoas para curtir, para votar, são 7 milhões de soldados, de pessoas que engajam”, declarou o deputado.

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Coordenadora de Flávio Bolsonaro quer substituir servidores públicos por inteligência artificial

A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, defende substituir parte dos servidores públicos por sistemas de inteligência artificial (IA). A proposta prevê utilizar a tecnologia para executar tarefas administrativas e operacionais e reduzir gastos com pessoal na máquina pública. Leia em TVT News.

A ideia foi apresentada por Marques em discussões sobre a modernização do Estado e voltou ao debate eleitoral de 2026. A economista defende uma reforma administrativa baseada na digitalização de serviços e no uso de ferramentas tecnológicas para aumentar a eficiência da gestão pública.

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IA substituiria servidores conforme se aposentarem

Entre as possibilidades discutidas está deixar de preencher determinadas vagas após a aposentadoria de servidores, transferindo parte das atividades para sistemas automatizados. A proposta, no entanto, não especifica quais carreiras seriam afetadas, quantos postos de trabalho poderiam ser eliminados nem quais funções seriam efetivamente assumidas pela inteligência artificial.

A iniciativa levanta questionamentos sobre os limites da automação no serviço público. Embora ferramentas de IA possam agilizar tarefas repetitivas, a prestação de serviços à população também envolve atendimento, fiscalização, análise de situações complexas e decisões que exigem responsabilidade institucional, que podem ser prejudicadas por uma substituição generalizada de funcionários pela tecnologia e a perda de expertise dos funcionários humanos.

O debate sobre a proposta de Flávio Bolsonaro coloca em pauta não apenas o potencial da inteligência artificial para modernizar a administração pública, mas também seus efeitos sobre o emprego e a capacidade do Estado de atender à população.

Lula defende IA com supervisão humana

O governo Lula (PT) defende a utilização da inteligência artificial para ampliar a produtividade dos serviços públicos, mas com supervisão humana. A posição contrasta com a proposta apresentada por Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que defende substituir parte das funções administrativas e operacionais desempenhadas por servidores por sistemas automatizados.

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, criticou a proposta da equipe adversária. Dweck aponta riscos de erros e de perda da dimensão humana no atendimento público com a substituição de trabalhadores por ferramentas de inteligência artificial.

A proposta de Lula prevê continuar a digitalização dos serviços públicos, sem apresentar a substituição de servidores por IA como eixo da modernização administrativa. A diferença entre as campanhas está no papel atribuído à tecnologia: enquanto a equipe de Flávio associa a automação à redução do quadro de funcionários e das despesas, o governo defende seu uso para aumentar a eficiência, mantendo a supervisão de profissionais.

USP cobra checagem de fatos e punição por mentiras no debate presidencial

Professores, estudantes e ex-alunos da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP) lançaram uma carta aberta para pedir que a TV Globo adote mecanismos de checagem de fatos em tempo real no debate presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), marcado para sexta-feira (23). Leia em TVT News.

O documento já reúne mais de 12,5 mil assinaturas e será apresentado em uma leitura pública nesta quarta-feira (21), às 19h30, na sede do Departamento de Jornalismo da ECA-USP.

A proposta prevê que candidatos que divulguem informações falsas sejam advertidos durante a transmissão. Em caso de reincidência, os participantes poderiam perder parte do tempo de fala, como forma de responsabilização por declarações incorretas.

Carta defende fiscalização dos fatos além do controle do tempo

Os signatários avaliam que o formato tradicional dos debates eleitorais, centrado na organização das falas e no controle do tempo, não é suficiente para garantir que o público tenha acesso a informações confiáveis.

Na avaliação do grupo, esses encontros têm sido marcados por ataques pessoais, ofensas, discursos de ódio e dados distorcidos, que prejudicam a compreensão dos eleitores sobre os temas em disputa.

>> Assine AQUI.

Para mudar esse cenário, a carta propõe a inclusão de uma terceira figura de arbitragem, além do mediador, com a responsabilidade de acompanhar as declarações dos candidatos e verificar a veracidade das informações apresentadas.

O grupo também aponta que ferramentas tecnológicas podem contribuir para identificar e contestar informações falsas durante o próprio programa.

A iniciativa busca dar mais espaço à discussão de propostas e reduzir a circulação de afirmações enganosas em um momento de grande relevância para a escolha dos rumos políticos do país.

Direitos humanos e Constituição também devem ser respeitados

A carta defende que candidatos sejam advertidos e responsabilizados não apenas pela divulgação de informações falsas, mas também por declarações, projetos ou propostas que violem direitos humanos previstos na Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas ou afrontem cláusulas pétreas da Constituição Federal de 1988.

Essas cláusulas protegem princípios fundamentais da ordem constitucional brasileira contra mudanças que busquem abolir seu conteúdo. Para os autores do documento, os debates devem contar com mecanismos capazes de coibir manifestações que ameacem esses direitos e garantias democráticas.

Jornalistas, professores e estudantes de Jornalismo da USP farão checagem do debate em live no YouTube

Professores do curso de Jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da USP (ECA-USP) farão a checagem das informações durante o debate da Globo. A checagem, em tempo real, será transmitida em live no canal oficial do YouTube do curso de Jornalismo.

“A equipe de checadores será composta por estudantes voluntários do curso de Jornalismo e por 3 professores do departamento”, informa o professor doutor Rodrigo Ratier. Nos intervalos de debate, professores também farão comentários sobre as informações passadas pelos candidatos.

Intercom, Fenaj e SBPJOR também farão checagens

A Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação @intercom_oficial , em parceria com a RNCD – Rede Nacional de Combate à Desinformação, com a FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas @fenajoficial, com a SBPJOR – Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo @sbpjor e demais Associações do campo da Comunicação, como Alcar @alcar_historiadamidia@socicomorg e parceiros da RNCD como @aletheiafact e @coarnoticias , dentre vários outros, está organizando uma rede de checagem para atuar durante o debate com os candidatos à presidência Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, nesta sexta-feira (23.10) às 21h20 e que será realizada pela TV Globo.

As checagens serão transmitidas em tempo real pelos canais da RNCD e FENAJ no YouTube.

FENAJ – https://www.youtube.com/@FENAJoficial

RNCD – https://www.youtube.com/@RNCDBRASIL

Medidas podem valer para outros debates eleitorais

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O presidente afirmou que não aceitará que sua biografia seja colocada em dúvida por adversários e vinculou o desafio à defesa de sua honra, de sua família e do país. “Todo mundo sabe a vida pregressa dele, todo mundo conhece a minha biografia, todo mundo sabe a história de cada um”, afirmou Lula – Foto: Ricardo Stuckert

Os organizadores querem que a Globo implemente as mudanças já no confronto desta sexta-feira, que ocorrerá dois dias antes da votação presidencial.

A emissora terá o último debate entre os candidatos antes do segundo turno, após o encontro realizado pela Band no domingo (18).

A reivindicação, porém, vai além da disputa atual. Os signatários defendem que a checagem simultânea e os mecanismos de responsabilização sejam incorporados permanentemente aos debates promovidos por emissoras de televisão e rádio.

A carta coloca em discussão o papel dos veículos de comunicação na garantia de condições para que o eleitor avalie as propostas e as declarações dos candidatos com base em informações verificáveis.

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Bolsa Família 23 anos: da saída do Mapa da Fome às ameaças dos Bolsonaro

O Bolsa Família completou 23 anos em 20 de outubro, com 19,29 milhões de famílias atendidas em todo o Brasil, o equivalente a quase 50 milhões de pessoas. Criado em 2003, durante o primeiro governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o programa voltou ao centro do debate eleitoral após declarações da equipe econômica de Flávio Bolsonaro (PL) sobre mudanças nas regras de permanência no benefício. Leia em TVT News.

Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha do senador, defendeu uma regra de transição de dois anos para beneficiários que consigam emprego formal ou abram um negócio. Ao fim desse período, o pagamento poderia ser interrompido. Caso a pessoa perdesse o emprego ou encerrasse a atividade, poderia voltar a receber o benefício.

Flávio Bolsonaro afirmou que não pretende acabar com o Bolsa Família nem reduzir os pagamentos. A proposta, porém, reacendeu a discussão sobre a proteção social de famílias de baixa renda e os efeitos das mudanças nas regras de acesso ao programa.

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Da criação à saída do Mapa da Fome

O Bolsa Família surgiu em outubro de 2003, como parte da estratégia Fome Zero, para reunir e ampliar políticas de transferência de renda. O programa busca combater a pobreza e a fome e ampliar o acesso a direitos básicos, com exigências relacionadas à educação e à saúde, como frequência escolar, vacinação e acompanhamento pré-natal.

Em 2014, o Brasil saiu do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O indicador considera a proporção da população que enfrenta subalimentação crônica, e a saída representou um avanço no combate à insegurança alimentar.

Durante o governo Jair Bolsonaro (PL), o Bolsa Família foi substituído pelo Auxílio Brasil, em 2021. No ano seguinte, o país voltou ao Mapa da Fome, em meio aos efeitos econômicos da pandemia, à alta dos preços dos alimentos e ao agravamento da insegurança alimentar. Naquele período, a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan) estimou que 33,1 milhões de pessoas passavam fome no país.

O Bolsa Família foi retomado em 2023, no terceiro mandato de Lula, com mudanças na estrutura dos pagamentos e benefícios adicionais para famílias com crianças e adolescentes. Em julho de 2025, a FAO anunciou novamente a saída do Brasil do Mapa da Fome, com base nos índices de subalimentação registrados entre 2022 e 2024.

Quem tem direito ao benefício

Atualmente, podem receber o Bolsa Família famílias com renda mensal de até R$ 218 por pessoa, desde que cumpram os critérios do programa e mantenham os dados atualizados no Cadastro Único. O benefício mínimo é de R$ 600 por família, com adicionais conforme a composição familiar.

Há pagamentos extras para famílias com crianças de até seis anos, gestantes, mães que amamentam e crianças e adolescentes. A estrutura busca considerar as necessidades específicas de cada grupo e ampliar a proteção social de quem está em situação de vulnerabilidade.

Em outubro de 2026, o valor médio do benefício chegou a R$ 782,92. O calendário de pagamentos também foi antecipado e unificado a partir do dia 21 em razão dos impactos esperados do fenômeno El Niño em determinadas regiões.

Regra de proteção e debate eleitoral

A proposta apresentada pela equipe econômica de Flávio Bolsonaro contrasta com a atual regra de proteção do Bolsa Família. Pelo modelo em vigor, famílias que aumentam a renda podem continuar recebendo parte do benefício por um período determinado, desde que atendam às condições estabelecidas pelo programa.

A regra busca evitar que a conquista de um emprego ou o aumento temporário dos rendimentos provoque a perda imediata de toda a transferência de renda. A ideia é permitir que as famílias façam a transição para uma situação de maior autonomia financeira com uma margem de segurança.

A discussão sobre o futuro do programa ocorre em um contexto no qual a transferência de renda permanece central no enfrentamento da pobreza e da fome. Para milhões de famílias, o benefício ajuda a garantir a compra de alimentos e o acesso a despesas essenciais, com condicionalidades que contribuem para a permanência das crianças na escola e para o acompanhamento de saúde.

MTST e Nação Zumbi promovem cinema ao ar livre em homenagem às vítimas da covid-19

Às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a banda Nação Zumbi realizam nesta quinta-feira, 22 de outubro, a programação “Bora para o futuro”, na Praça Roosevelt, em São Paulo. Leia em TVT News.

A iniciativa reúne atividades de conscientização política, música e uma sessão gratuita do documentário Anatomia do Caos, dirigido por Dandara Ferreira, sobre as omissões na condução da pandemia de covid-19.

A programação começa ao meio-dia, com a chamada “Parada dos Indecisos”, uma ação informativa voltada a pessoas que ainda têm dúvidas sobre em quem votar. A proposta é promover conversas e distribuir materiais informativos em um momento de disputa eleitoral e debate sobre os rumos do país.

Às 18h, a praça recebe um tributo às vítimas da pandemia, que antecede a exibição do documentário, marcada para as 18h30. A sessão será realizada na tela inflável do Cinema Sem Teto, projeto do MTST voltado à democratização do acesso ao audiovisual brasileiro.

A iniciativa conta com parceria da Descoloniza Filmes e do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, além do apoio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e do Centro de Estudos Sociedade, Universidade e Ciência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Foto: Divulgação

Memória da pandemia e defesa da democracia

A homenagem busca manter viva a memória das mais de 700 mil pessoas que morreram de covid-19 no Brasil e das consequências sociais da pandemia, incluindo a fome. Para Ana Perles, coordenadora nacional do MTST, recordar as perdas também significa reafirmar o compromisso de impedir que uma tragédia semelhante volte a acontecer.

Pedro Charbel, coordenador do Cinema Sem Teto, destaca o papel da exibição em espaço público na preservação da memória coletiva. Segundo ele, lembrar a atuação do governo de Jair Bolsonaro durante a crise sanitária é importante para pensar o futuro do país.

O vocalista da Nação Zumbi, Jorge Du Peixe, também associa a mobilização ao cenário político. Para o músico, a programação representa uma defesa da democracia e da vida diante do avanço da extrema direita. Ele afirma que o país atravessa um período em que a participação e a reflexão política são necessárias para definir os rumos da sociedade.

A mobilização também conta com a participação de representantes da comunidade científica e do jornalismo. Soraya Smaili, vice-presidente da SBPC e professora titular da Unifesp, afirma que muitas mortes poderiam ter sido evitadas sem a desinformação institucionalizada e os atrasos na vacinação promovidos pelo governo Bolsonaro.

Ela ressalta ainda a atuação da ciência brasileira durante a pandemia, mesmo diante da falta de apoio e dos ataques sofridos.

Larissa Gould, integrante do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, chama atenção para os ataques à imprensa no mesmo período em que a desinformação se espalhava. Para ela, a mobilização reafirma a necessidade de evitar a repetição desse cenário.

Música e participação política na Praça Roosevelt

Além das atividades informativas e da homenagem, a programação terá a Discotecagem da Democracia (DDD), com artistas convidados. A concentração musical começa às 17h, e a discotecagem retorna às 20h, com Jorge Du Peixe e convidados.

Também participam das apresentações Marafo Records, Murilo, da Pindorama, e DJ Fatah, da Súbete. A proposta combina cultura, memória e participação política em um espaço público, com atividades abertas à população.

Serviço

Evento: Bora para o futuro — MTST e Nação Zumbi
Data: quinta-feira, 22 de outubro
Local: Praça Roosevelt, São Paulo

Programação:

  • 12h: Parada dos Indecisos — conversas e ação informativa para quem ainda tem dúvidas sobre em quem votar.
  • 17h: Concentração da Discotecagem da Democracia (DDD).
  • 18h: Tributo às vítimas da pandemia.
  • 18h30: Exibição de Anatomia do Caos, de Dandara Ferreira.
  • 20h: Discotecagem da Democracia com Jorge Du Peixe e convidados.

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