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Da Redação
Orçamento do metrô para modernização das linhas tem histórico de queda em governo Tarcísio
Dados da Lei Orçamentária Anual (LOA) mostram que, durante os anos de governo Tarcísio, os investimentos em recapacitação e modernização das linhas do metrô caíram por dois anos consecutivos, voltando a subir apenas em 2026, ano eleitoral. Saiba mais em TVT News.
Em 2023, o orçamento aprovado para estes fins, totalizou R$ 517, 5 milhões, sendo que o valor executado foi de 53,6%, caindo para R$ 493,9 milhões em 2024 e R$ 442 milhões em 2025. Apenas neste ano, o valor voltou a ser maior que em 2023, com previsão orçamentária de R$ 543, 9 milhões. No entanto, até junho deste ano, foi executado apenas 31% do orçamento previsto.




De acordo com o deputado estadual Luiz Fernando (PT), membro da Frente Parlamentar de Transportes, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), olhando orçamento como um todo — o que além da recapacitação e modernização das linhas incluiu o montante de empreendimentos e expansão — entre, 2023 e 2025, o governador Tarcísio deixou de aplicar 1,5 bilhão do que tinha de orçamento aprovado para o metrô.
Para o deputado, a situação hoje do transporte sob trilho em São Paulo, é caótica com problemas de atraso e lotação. “O que ele vem fazendo é sucateando, o metrô da mesma forma que vem sucateando a CPTM. […] ele aplicou até junho, 38% daquele dinheiro previsto. Aí, você parte agora o segundo semestre, vai aplicar menos, porque você tem uma questão de queda de arrecadação. Qual é o jogo dele? É privatizar”.

Levantamento de dados feito pela TVT mostra que, no primeiro semestre de 2026, as principais falha do metrô ocorrem na linha vermelha, com 35,4% das falhas. Em todas as linhas, a ocorrência mais comum é velocidade reduzida.


Dados do orçamento mostram que, em 2024, a linha Vermelha teve apenas 12% do orçamento previsto executado. Em 2025, o cenário de execução orçamentária de recapacitação na linha vermelha chegou a 50%, mas o orçamento caiu de 72 milhões para dez milhões.
O presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Dagnaldo Gonçalves Pereira, explica que, no metrô, sempre existiu uma política de evitar problemas. A empresa já chegou a transportar 5 milhões de pessoas e, hoje, transporta em torno de 4 milhões.
“O problema é não ter concurso para o metrô, o que se desdobra em problemas para a população […] então, quando dá uma falha no trem, ele para todo o carro, porque ele não tem outra linha. O intervalo entre os trens é pequeno, é um intervalo de 90 segundos, principalmente, no horário de pico, então não pode ter falha”.
Ele explica que as falhas vão desde uma pessoa segurando a porta, até um atropelamento, ou uma falha mecânica do trem, o que sempre foi evitado por uma prevenção preventiva constante.
“Teve uma diminuição muito grande do quadro e deixou-se de fazer essas manutenções preventivas. Para você ter uma ideia, todo mês, a gente desmontava um trem para ver se tinha algum problema e quando acabava começava tudo de novo”, contou.
A reportagem solicitou para a Motiva, responsável pela Linha 4-Amarela (ViaQuatro) e Linha 5-Lilás (ViaMobilidade) informações sobre a quantidade de falhas no primeiro semestre, mas não obteve resposta até o fechamento da reportagem.
De acordo com Calábria, a manutenção não é uma prioridade nas linhas privatizadas. “Manutenção não é uma coisa que que dá marketing, que aparece, é aquele trabalho que é o arroz com feijão que precisa ser feito. Como não é muito mediático, o empresariado economiza para aumentar a margem de lucro”, disse.
Ainda, o deputado Luiz Fernando afirma que a baixa execução do orçamento no metrô por parte de Tarcísio não é cobrada pela Alesp. “A Alesp é um puxadinho do Palácio dos Bandeirantes […] nós da oposição somos um número muito pequeno de deputados, ele não dá a menor satisfação para os deputados, como não dá para a imprensa, como não dá para os órgãos de controle, nem Ministério Público, nem Tribunal de contas. Ele tem, a benesse e a benevolência dos órgãos de controle”, criticou.
CPTM: concessão com investimento do estado
Na última quinta-feira (23) a população paulista acordou com as imagens de um vagão de trem em chamas da Linha 12-Safira. O incidente levou a problemas no terceiro dia da operação definitiva da Trivia Trens, concessionária que assumiu as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.
A concessão envolve um investimento de R$ 14,3 bilhões e uma contraprestação anual de R$ 1,5 bilhão que durante 25 anos somará R$ 37,5 bilhões.

O diretor executivo do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, Ronaldo Domingues Leite, explica que a ideia de privatizar o transporte ferroviário começa ainda nos anos 1990. Na época, a CPTM assume a gestão dos trens em substituição a CBTU e Fepasa para transporte de passageiros.
“Isso demorou 30 anos para acontecer […] é bem sabido que empresa de transporte de passageiro, ela realmente não gera lucro, porque o investimento é muito grande. Então, por isso, que se manteve sobre a tutela do estado durante todo esse tempo.”, argumentou.
Leite cita o caso do Rio de Janeiro, onde os trens já estão privatizados há quase três décadas. “Há dois anos atrás, a empresa concessionária de lá [Supervia], entregou o sistema porque ela alegou não ter lucro”.
Após o caos da última semana, a Artesp determinou que a Companhia de Trens Metropolitanos (CPTM) vai operar as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade e o Serviço Expresso Aeroporto por 90 dias.
Aumento da tarifa
Segundo Rafael Calábria, o dinheiro arrecadado pela tarifa não é suficiente para cobrir os custos envolvidos no transporte e isso vai acabar causando diminuição na frequência nas linhas. “O metrô tem reduzido frequência em quase todas as linhas. Privadas e públicas. A Via 4 foi inaugurada há pouco mais de 10 anos, já começou a reduzir frequência também das linhas”, explicou.
A questão do aumento das tarifas também preocupa em relação a privatização da CPTM. “O governo do estado está pagando para concessionária a integração. Então, se alguém sair da linha amarela e vai para CPTM , o governo está pagando a mais essa integração. Além disso, a tarifa que essas [empresas] privadas recebem é maior do que o metrô público recebe. Está havendo um encarecimento do serviço, porque o privado tem sido mais caro e isso tende, no médio prazo, pressionar para aumento de tarifa”, pontuou Calábria
Levantamento do Plamurb mostra que a CPTM e o metrô ficaram com apenas 4,8% do saldo do Bilhete Único em 2024. De acordo com o portal, do total direcionado para o transporte sob trilhos, as operadoras privadas ficaram com 88% dos recursos. Enquanto a ViaQuatro teve uma tarifa média de R$ 5,19 o metrô ficou com R$ 0,59 de repasse da tarifa.
Para Calábria, no futuro, o governo do estado pode querer cobrar a integração do usuário já que ele paga pelo passageiro para a empresa, ou, aumentar a tarifa básica, o que também é um repasse.
Luta por empregos
Os trabalhadores ferroviários estão em aviso de greve. Entre as pautas, eles defendem empregos, segurança dos passageiros e reestatização das linhas privatizadas diante de falhas recorrentes no sistema.
Uma das lutas, é para que os mais de 4 mil trabalhadores sejam realocados para serviço no metrô. “O metrô tem um déficit de trabalhadores na casa de 4.185, dados do portal da transparência”, sugeriu Leite.
Ainda sobre o incidente envolvendo o trem em chamas na última semana, ele destaca que a culpa pelas falhas não é dos trabalhadores da Trívia. “ A culpa é única, exclusivamente, da gestão governamental. Os estudos não foram feitos de acordo, o treinamento não foi adequado.”
A assembleia para aprovar, ou não, a greve será no dia 3 de agosto.
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Reportagem: Girrana Rodrigues
Levantamento dados falhas no metrô: Dayane Ponte
No Metrô, o principal motivo das ocorrências foi
•Dados indisponíveis, seguido de velocidade reduzida.
Critério adotado: foram consideradas falhas operacionais:
• Velocidade reduzida
• Operação parcial
• Operação especial
Foram desconsiderados:
• Operação normal
• Dados indisponíveis
• Dados/status indisponíveis
• Status desconhecido
Importante: a porcentagem calculada é referente à proporção de registros operacionais que indicavam alguma anormalidade, mas não representa o percentual do tempo em que a linha ficou com falha, já que as planilhas não fazem uma medição contínua da operação.
Fuvest lança na segunda-feira o Guia de Carreiras do Vestibular 2027
A Fuvest lança, em 3 de agosto, o Guia de Carreiras do Vestibular 2027, segundo material informativo disponibilizado para os candidatos nesta edição do processo seletivo. Saiba mais na TVT News.
Após a publicação do Guia de Inclusão, voltado às políticas de acesso, ações afirmativas e solicitação de redução da taxa de inscrição, a Fundação disponibiliza agora um conteúdo dedicado à escolha profissional e ao conhecimento da Universidade de São Paulo (USP).
O novo guia apresenta as carreiras e os cursos oferecidos pela USP, com informações sobre número de vagas, duração, períodos, unidades de ensino, campi e disciplinas específicas da 2ªFase. O objetivo é auxiliar os candidatos a conhecerem melhor as possibilidades de graduação e fazerem uma escolha mais consciente no momento da inscrição.
Além das informações sobre os cursos, o material traz uma apresentação institucional da USP, destacando sua trajetória como uma das principais universidades da América Latina, sua excelência em ensino, pesquisa e extensão e presença em sete cidades paulistas. O guia também reúne informações gerais sobre as formas de ingresso na Universidade, contemplando a Fuvest, o ENEM-USP e o Provão Paulista Seriado, além de apresentar a distribuição das vagas para cada modalidade.

Outro destaque é a apresentação da USP como uma referência em ciência interdisciplinar. O guia ressalta o reconhecimento internacional da Universidade nessa área, resultado da integração entre diferentes campos do conhecimento para o desenvolvimento de pesquisas inovadoras e soluções para desafios contemporâneos.
O material também explica a estrutura das provas da Fuvest, detalhando como são organizadas a 1ª e a 2ª fases do vestibular, além de apresentar informações adicionais sobre diversos cursos, como estágios, atividades práticas, habilitações e características específicas das graduações.
Veja o cronograma do Vestibular Fuvest 2027
O período de inscrições para o Vestibular Fuvest 2027 será de 17 de agosto a 9 de outubro. A 1ª Fase está marcada para 1º de novembro, enquanto a 2ª Fase será realizada nos dias 6 e 7 de dezembro.
O Guia de Carreiras e o Guia de Inclusão fazem parte do conjunto de materiais elaborados pela Fuvest para orientar os candidatos ao longo de todo o processo seletivo. Os próximos guias, de Jornada e Provas, serão lançados, respectivamente, nos dias 10 e 17 de agosto.
Principais datas:
- 10 de agosto – Divulgação do Guia de Jornada
- 17 de agosto – Divulgação do Guia de Provas
- 17 de agosto – Abertura das inscrições
- 9 de outubro – Encerramento das inscrições
- 21 de outubro – Divulgação dos locais das provas
- 1º de novembro – Prova da 1ª fase
- 6 e 7 de dezembro – Provas da 2ª fase
- 8 a 11 de dezembro – Provas de Competências Específicas
Pesquisa TMC/Alfa mostra Lula 14 pontos à frente de Flávio Bolsonaro
Pesquisa do Instituto Alfa Inteligência encomendado pela TMC (Transamérica Media Company), divulgado nesta sexta-feira (31), mostra o presidente Lula (PT) com 43% das intenções de voto no primeiro turno, contra 29% do senador Flávio Bolsonaro (PL). A diferença de 14 pontos percentuais entre os dois principais candidatos coloca Lula em vantagem, mas a soma dos adversários (47%) ainda supera os números do presidente, o que mantém, em aberto, a chance de vitória logo no primeiro turno.
Nos cenários de segundo turno, o presidente venceria todos os adversários testados: contra Flávio Bolsonaro, tem 48% contra 41% do senador. A pesquisa ouviu 2.700 eleitores entre 23 e 28 de julho, com margem de erro de 1,8 ponto percentual e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04488/2026
Principais números da pesquisa TMC/Instituto Alfa
- 1º turno (estimulado): Lula (PT) 43%, Flávio Bolsonaro (PL) 29%, Ronaldo Caiado (PSD) 7%, Romeu Zema (Novo) 6%, Renan Santos (Missão) 3%, Augusto Cury (Avante) 1%. Brancos/nulos somam 8% e não sabem/não responderam, 2%.
- Evolução em relação a junho: Lula avançou três pontos percentuais (de 40% para 43%), enquanto Flávio Bolsonaro oscilou de 31% para 29%.
- 2º turno: Lula venceria Flávio Bolsonaro por 48% a 41%; Ronaldo Caiado por 45% a 40%; Romeu Zema por 46% a 37%; e Renan Santos por 46% a 32%.
- Aprovação do governo: 47% aprovam a forma de administrar do presidente, contra 51% que desaprovam. Em relação a junho, a aprovação subiu de 42% para 47%, enquanto a desaprovação recuou de 56% para 51%.
Cenário de primeiro turno: Lula lidera, mas vitória no 1º turno não está descartada
No primeiro turno, Lula aparece com 43% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL) com 29%. O terceiro colocado, Ronaldo Caiado (PSD), tem 7%, e Romeu Zema (Novo) aparece com 6%. Os demais candidatos não alcançam 3% das intenções de voto.
O jornalista Fernando Molica, colunista da TMC, destacou que a soma dos adversários de Lula chega a 47%, contra 43% do petista — uma diferença de 4 pontos percentuais que, considerando a margem de erro de 1,8 ponto (3,6 pontos no total), coloca a possibilidade de vitória no primeiro turno dentro do limite estatístico. “A vitória no 1º turno não é uma possibilidade completamente descartada”, afirmou Molica.

Segundo turno: Lula venceria todos os adversários
Nos cenários de segundo turno, o presidente Lula aparece à frente em todas as simulações. Contra Flávio Bolsonaro, o placar é de 48% a 41%. Em uma eventual disputa contra Ronaldo Caiado, Lula venceria por 45% a 40%; contra Romeu Zema, por 46% a 37%; e contra Renan Santos, por 46% a 32%.
Aprovação do governo e recortes regionais
A avaliação do governo Lula apresenta um equilíbrio com leve vantagem da percepção negativa: 47% aprovam a forma de administrar do presidente, enquanto 51% desaprovam. Em relação à pesquisa anterior, houve melhora: a aprovação subiu de 42% para 47%, e a desaprovação caiu de 56% para 51%.

O levantamento revela uma divisão regional acentuada. No Nordeste, 60% aprovam a gestão de Lula, contra 36% de desaprovação. No Norte, a aprovação é de 51%, contra 47% de desaprovação. Já no Centro-Oeste, a desaprovação chega a 64%; no Sul, 60% desaprovam; e no Sudeste, a rejeição também supera a aprovação.
A pesquisa também aponta que 48% dos brasileiros acreditam que a vida das pessoas melhorou nos últimos anos, enquanto 44% avaliam que piorou.
Agregador de Pesquisas da TVT
Para acompanhar a evolução do cenário eleitoral de forma consolidada, a TVT News mantém um agregador de pesquisas que utiliza um sistema de médias ponderadas, dando maior relevância aos institutos com diferentes capilaridades e metodologias.
O modelo considera apenas os confrontos diretos entre Lula e Flávio Bolsonaro, com pesos atribuídos conforme a cobertura e a tradição de cada instituto: Quaest, Nexus/BTG, Futura/Apex e PoderData.
Na atualização mais recente, que considera os dados da rodada do Datafolha divulgada em 24 de julho, a média ponderada para o segundo turno aponta Lula com 45,5% e Flávio Bolsonaro com 40,2%, enquanto no primeiro turno a vantagem do petista é de 40,0% contra 31,0% do adversário.
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PP barra Tereza Cristina como vice de Flávio e confirma neutralidade
O Progressistas (PP) decidiu manter a neutralidade na eleição presidencial e encerrou as negociações para que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) integrasse como candidata a vice a chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (31), após consulta aos diretórios estaduais da legenda, e representa mais um revés para a campanha do senador, que segue sem definir o nome para a vice-presidência a poucos dias do fim do prazo das convenções partidárias. Saiba mais na TVT News.
Em nota oficial, o PP informou que a maioria dos diretórios estaduais optou por preservar a posição de independência na disputa ao Palácio do Planalto e, por isso, não convocará convenção nacional para deliberar sobre uma coligação.
“O PP fez consulta aos seus diretórios estaduais e, por maioria, decidiu permanecer na neutralidade no processo eleitoral, reiterando a posição de não convocar Convenção Nacional. A decisão já foi comunicada e acatada pela senadora Tereza Cristina, nossa líder no Senado Federal”, afirmou a legenda.
A decisão impede oficialmente que Tereza Cristina componha a chapa presidencial do PL, embora a senadora tenha sinalizado nos últimos dias disposição para aceitar o convite de Flávio Bolsonaro. A parlamentar havia se reunido com o presidenciável e, pela primeira vez, admitido discutir a possibilidade de disputar a vice-presidência, mas condicionava qualquer definição ao aval do partido e da federação União Progressista, formada por PP e União Brasil.
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Neutralidade preserva palanques estaduais
Nos bastidores, dirigentes do Progressistas avaliaram que um apoio formal à candidatura de Flávio Bolsonaro comprometeria a estratégia eleitoral da legenda nos estados, sobretudo no Nordeste, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém maior força política.
A manutenção da neutralidade permite que os diretórios estaduais construam alianças de acordo com as realidades locais, apoiando candidatos diferentes à Presidência quando isso favorecer as disputas para governos estaduais e para o Congresso Nacional.
A posição já vinha sendo defendida por lideranças influentes do partido, como os deputados Aguinaldo Ribeiro (PB), Eduardo da Fonte (PE) e Doutor Luizinho (RJ), além do presidente nacional da sigla, senador Ciro Nogueira (PI).
Segundo relatos de integrantes da direção partidária, prevaleceu a avaliação de que não faria sentido abandonar a estratégia construída nacionalmente para aderir a uma candidatura que ainda enfrenta dificuldades para ampliar sua base de apoio.
Revés para a campanha de Flávio Bolsonaro
A decisão representa uma derrota política para o PL, que tratava Tereza Cristina como o principal nome para fortalecer a chapa presidencial. Além do prestígio junto ao agronegócio, a senadora era vista como um ativo para ampliar o diálogo com o eleitorado feminino e aproximar a campanha do Centrão.
Pouco antes da divulgação da nota do PP, Flávio Bolsonaro havia afirmado que a senadora aceitara seu convite para ser vice e que aguardava apenas a manifestação oficial da legenda.
Cerca de quinze minutos depois, o Progressistas divulgou o comunicado confirmando que permaneceria neutro e que Tereza Cristina acatara a decisão partidária, encerrando as negociações.
O episódio expôs o isolamento da candidatura do senador do PL, que ainda busca ampliar sua coligação antes do encerramento do prazo legal para registro das chapas, em 5 de agosto.
PL segue em busca de um vice
Sem o apoio do Progressistas, Flávio Bolsonaro intensifica as negociações com outras legendas, especialmente o Republicanos. No entanto, a sigla também tem dado sinais de que deverá adotar posição de neutralidade na disputa presidencial.
Diante da dificuldade para atrair aliados, cresce dentro do PL a possibilidade de uma chapa “puro-sangue”, formada exclusivamente por filiados do partido. Entre os nomes citados nos bastidores estão a vereadora Priscila Costa (PL-CE) e a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC).
Além das divergências políticas, interlocutores do PP afirmam que a forma como a campanha de Flávio conduziu as negociações contribuiu para ampliar a resistência interna. Integrantes da direção chegaram a classificar como uma tentativa de pressionar publicamente o partido o anúncio antecipado de que Tereza Cristina teria aceitado o convite para integrar a chapa.
Com a decisão oficial do Progressistas, a neutralidade da federação União Progressista é mantida e a campanha de Flávio Bolsonaro perde aquela que era considerada sua principal aposta para ampliar a aliança eleitoral antes do início oficial da corrida presidencial.
Inscrições para a Seleção Petrobras Cultural terminam nesta sexta
* Alana Gandra – repórter da Agência Brasil
Termina hoje (31), às 18h, o prazo de inscrições para a Seleção Petrobras Cultural 2026, que oferece 11 modalidades de patrocínio a diversos segmentos culturais de todo o país.
Leia em TVT News.
Os interessados podem se inscrever gratuitamente através da plataforma digital da seleção, em que também está disponível o regulamento com os critérios e detalhes do processo seletivo.
O investimento de R$ 270 milhões será feito por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) e da Lei do Audiovisual. O regulamento foi lançado no dia 1º deste mês pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
Nesta edição da seleção Petrobras Cultural, foram incluídas duas novas modalidades para inscrição de projetos: Produção de games e Incubação e desenvolvimento cultural.
As demais modalidades já existentes são:
- Espaços e instituições artístico-culturais e de memória;
- Grupos e coletivos artístico-culturais;
- Produção e distribuição de longas metragens;
- Distribuição de longas metragens em cinema;
- Projetos de cultura digital;
- Circuitos de espetáculos artísticos;
- Circuitos de exposições de arte;
- Festivais e mostras;
- Festas populares.
Segundo o gerente de Patrocínio Cultural da Petrobras, Milton Bittencourt, essa é a maior seleção pública já realizada pela Petrobras e também a maior do país.
São reservados 15% dos recursos para cada uma das cinco regiões brasileiras, ou o equivalente a R$ 40,5 milhões cada.
Cada estado deverá ser local de realização de atividades de pelo menos dois projetos. Proponentes sediados no Norte, Nordeste, Centro-Oeste, no estado do Espírito Santo e projetos que ocorram em pelo menos três regiões do país receberão pontuação adicional.
Diversidade
A seleção estabelece que pelo menos 25% do total de projetos selecionados devem ter realizadores ou temática principal vinculada a grupos historicamente pouco representados nas artes, entre os quais:
- mulheres;
- pessoas negras;
- pessoas oriundas de povos indígenas;
- comunidades tradicionais (inclusive de terreiros e quilombolas);
- mestras e mestres da cultura popular; populações nômades e povos ciganos;
- pessoas LGBTQIA+;
- pessoas com deficiência;
- integrantes de outros grupos sub-representados na sociedade.
Da mesma forma que busca a diversidade, a economia criativa é outro destaque do Programa Petrobras Cultural. Com esse intuito, as propostas inscritas devem contemplar, obrigatoriamente, ações que promovam geração de valor econômico a partir da cultura, como mobilização de redes de realizadores, empreendedorismo cultural, capacitação, entre outras atividades a serem desenvolvidas nas cidades em que os projetos serão realizados.
Segundo Milton Bittencourt, o resultado da seleção será divulgado em novembro próximo, iniciando-se o processo de contratação dos projetos vencedores a partir de dezembro. As ações deverão ser realizadas a partir de maio de 2027.
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Campanha alerta sobre vacina contra vírus que causa bronquiolite
A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) lançou a campanha Todos contra o VSR – Proteção desde o Início. O objetivo é ampliar o conhecimento de gestantes e da população sobre a importância da imunização com a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), bem como fortalecer o conhecimento dos profissionais da saúde a respeito do tema.
Saiba mais na TVT News.
Segundo a entidade, o VSR é responsável por 80% dos casos de bronquiolite e até 60% das pneumonias em menores de dois anos. De acordo com o Ministério da Saúde, foram confirmados este ano 21.398 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados pelo vírus, dos quais 246 resultaram em mortes. A faixa etária de menores de dois anos é a mais afetada: 17.081 casos e 109 mortes.
De acordo com a coordenadora da campanha e diretora da SBIm, Isabella Ballalai, a imunização contra o VSR é essencial para resguardar os bebês nos primeiros meses de vida, quando o risco é maior.
Nesse sentido, há dois recursos à disposição. O primeiro é a vacinação da gestante, que transferirá os anticorpos produzidos para o feto e o protegerá já na primeira semana de vida.
“A partir do nascimento, crianças menores de dois anos podem se beneficiar dos anticorpos monoclonais, em especial prematuros e outros grupos de risco”, a médica.
Vídeos
Um dos destaques da iniciativa são os vídeos testemunhais, gravados por médicos, como o doutor Dráuzio Varella, e mães que vivenciaram a angústia do VSR em seus filhos.
“Os relatos tornam mais concreta a gravidade da doença e aproximam o tema da realidade do público. Não é apenas uma sigla. São experiências de complicações ou perdas, que despertam empatia, reforçam a percepção de risco e contribuem para conscientizar sobre a necessidade de prevenção.”
A ação também inclui videoaulas para profissionais da saúde, um hotsite, presença ativa nas redes sociais, com a publicação de conteúdos educativos no Instagram, Youtube, TikTok e Facebook, e comunicação direta com o público-alvo via e-mail e WhatsApp.
Clique aqui para mais informações.
Assista a participação de Dráuzio Varella no programa Juca Kfouri Entrevista, na Rede TVT
VSR
Mais da metade das internações ocorre nos dois primeiros meses de vida, índice que salta para dois terços se considerados os três primeiros meses.
Atualmente, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece a vacina contra o vírus para grávidas a partir da 28ª semana gestacional e o anticorpo monoclonal para bebês prematuros (nascidos com menos de 37 semanas gestacionais) até 6 meses de idade e crianças menores de 2 anos com determinadas comorbidades.
A SBIm amplia a recomendação para outros grupos, incluindo crianças prematuras no primeiro ano de vida e crianças menores de 2 anos sem comorbidades, de acordo com a orientação do pediatra.
Clique aqui e confira as recomendações da SBIm e do PNI sobre calendários de vacinação do Prematuro e da Criança.
A campanha é apoiada pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a Federação das Associações Brasileiras de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), as sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e Infectologia (SBI), o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e a ONG Prematuridade.com.
Com Agência Brasil

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