Agora

Da Redação

Como foi a ação dos EUA que sequestrou Maduro na Venezuela

A ação dos EUA que sequestrou Nicolás Maduro, foi planejada há meses e causou destruição na Venezuela. Leia em TVT News com informações da AFP.

O que se sabe sobre a ação dos EUA na Venezuela

Da AFP em Caracas, Venezuela

Os Estados Unidos lançaram uma série de ataques aéreos contra a Venezuela durante a madrugada do sábado (3), e o presidente Donald Trump afirmou que as forças de seu país capturaram e retiraram do território venezuelano o presidente Nicolás Maduro.

Quando os ataques foram lançados?

As primeiras explosões fortes foram ouvidas pouco antes das 02h00 (03h00 de Brasília) em Caracas e arredores, e continuaram até as 03h15 (04h15), segundo a AFP.

Donald Trump anunciou às 06h21 de Brasília na rede Truth Social que os Estados Unidos “realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela” e que Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados e retirados do país.

Imagens que circulavam nas redes sociais mostravam mísseis cruzando o céu e depois atingindo seus alvos. Também foram vistos helicópteros sobrevoando Caracas.

“Esta operação, denominada ‘Resolução Absoluta’, foi discreta e precisa, e foi realizada durante as horas de máxima escuridão de 2 de janeiro. É a culminação de meses de preparação e treinamento”, declarou o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto.

Mais de 150 aeronaves foram mobilizadas.

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(COMBO) Esta combinação de imagens, criada em 3 de janeiro de 2026, mostra uma imagem de satélite divulgada pela Vantor em 22 de dezembro de 2025, com uma visão geral de Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela, em Caracas, e uma imagem de satélite divulgada pela Vantor em 3 de janeiro de 2026, mostrando uma visão geral de Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela, em Caracas, após uma operação militar dos EUA que levou à captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. A operação militar dos EUA que levou à captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro em 3 de janeiro de 2026 gerou alarme em toda a comunidade internacional, com aliados e inimigos de Washington e Caracas expressando inquietação. Acusado de “narcoterrorismo”, o líder de esquerda e sua esposa estão sendo levados para Nova York para serem julgados em um tribunal federal, de acordo com o presidente dos EUA, Donald Trump. Ainda não há números de vítimas disponíveis.
A operação militar dos EUA que levou à captura de Maduro em 3 de janeiro de 2026 gerou alarme na comunidade internacional, com aliados e adversários de Washington e Caracas expressando preocupação. Acusado de “narcoterrorismo”, o líder de esquerda e sua esposa estão sendo levados para Nova York para serem julgados em um tribunal federal, segundo o presidente dos EUA, Donald Trump. Ainda não há informações disponíveis sobre o número de vítimas. (Foto: Imagem de satélite ©2026 Vantor / AFP)

Quais foram os alvos dos bombardeios?

Explosões seguidas de colunas de fumaça e incêndios tiveram como alvo o Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela, sede do Ministério da Defesa e da Academia Militar.

De grande dimensão, o local abriga não apenas instalações militares, mas também áreas residenciais urbanas para tropas, onde vivem milhares de famílias.

Outras explosões foram ouvidas perto do complexo aeronáutico La Carlota, um aeroporto militar e privado, no leste de Caracas. Um pequeno veículo blindado em chamas e um ônibus carbonizado puderam ser vistos, relataram jornalistas da AFP.

Outras explosões foram registradas no oeste do país, em La Guaira (aeroporto internacional e porto de Caracas), em Maracay, capital do estado de Aragua (100 km a sudoeste de Caracas), e em Higuerote (100 km a leste de Caracas), no estado de Miranda, na costa caribenha.

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Imagens mostram destruição do local em que estava Maduro

A empresa americana Vantor divulgou imagem que mostram o complexo militar do Forte Tiuna, nos subúrbios a sudoeste de Caracas. Foi neste complexo militar que Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram sequestrados por soldados da unidade de elite do Exército dos EUA Delta Force no sábado (3).

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(Foto: Imagem de satélite ©2026 Vantor / AFP)

Na compração com as fotos de dezembro, é possível ver prédios destruídos ao lado de outros intactos, sugerindo o emprego de munição de precisão provavelmente lançada por caças F-35 ou F-22, ambos usados na operação Resolução Absoluta.

Forte Tiuna é um complexo militar e um bunker. A área foi construída numa região montanhosa. Segundo relato do presidente Donald Trump, a casa em que Maduro estava tinha uma ala segura, com porta de aço.

Qual é o número de vítimas?

O ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López, acusou o Exército dos Estados Unidos de atacar “com mísseis e foguetes disparados de helicópteros de ataque contra zonas residenciais habitadas por civis”.

Até o momento, as autoridades venezuelanas ainda não divulgaram números de vítimas.

Em declarações à Fox News, Donald Trump manifestou satisfação por nenhum soldado americano ter perdido a vida na operação.

Em seguida, o republicano declarou ao New York Post que “muitos cubanos” que estavam “protegendo” Maduro morreram.

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Homens carregam móveis enquanto ajudam a limpar um apartamento danificado em Catia La Mar, estado de La Guaira, Venezuela, em 4 de janeiro de 2026, um dia após o líder venezuelano Nicolás Maduro ter sido capturado em um ataque dos EUA. No domingo, os militares da Venezuela reconheceram Delcy Rodríguez, vice do presidente deposto Nicolás Maduro, como líder interina do país, após as forças americanas retirarem o ex-chefe de Estado para ser julgado. (Foto de Federico Parra / AFP)

Como o presidente Maduro foi preso e retirado do país?

Ninguém sabia exatamente onde o presidente venezuelano estava hospedado, já que circulavam rumores de que ele vinha mudando de residência com frequência nos últimos meses.

Trump afirmou ter acompanhado ao vivo a operação para capturá-lo, “como se fosse um programa de televisão”.

“Ele estava em um local muito vigiado (…). Na verdade, era como uma fortaleza”, declarou, explicando que Maduro havia tentado entrar em “um quarto de segurança cercada por aço sólido”, mas que “o capturaram” antes que conseguisse.

“Eles se renderam sem oferecer resistência”, declarou posteriormente o general Caine.

o presidente americano publicou em sua rede Truth Social uma foto na qual Maduro aparece algemado e com óculos cobrindo os olhos, a bordo do navio de guerra USS Iwo Jima, segundo afirmou.

Acusado de “narcoterrorismo”, o casal presidencial venezuelano chegou aos Estados Unidos, perto de Nova York, pouco depois das 19h30, horário de Brasília.

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Esta imagem, publicada na conta Truth Social do presidente dos EUA, Donald Trump, em 3 de janeiro de 2026, mostra, da esquerda para a direita, o diretor da CIA, John Ratcliffe, e o presidente Donald Trump em Mar-a-Lago, em Palm Beach, Flórida, assistindo a uma transmissão remota da missão militar dos EUA para capturar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro de 2026. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse no sábado que os Estados Unidos “governarão” a Venezuela e explorarão suas enormes reservas de petróleo após capturar o líder de esquerda Nicolás Maduro durante um bombardeio em Caracas. O anúncio de Trump ocorreu horas depois de um ataque relâmpago no qual forças especiais prenderam Maduro e sua esposa, enquanto ataques aéreos atingiram vários locais, chocando a capital. (Foto: DIVULGAÇÃO / Conta Truth Social do presidente dos EUA, Donald Trump / AFP)

Qual será o futuro governo?

Trump disse que os EUA “governarão” a Venezuela até que uma transição política “segura” possa ser instalada no país, embora não tenha especificado como isso será concretizado.

Delcy Rodríguez é reconhecida como presidente da Venezuela

Pessoa de confiança de Nicolás Maduro, elo com o empresariado e, agora, presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez surge como o rosto da transição no país diante de uns Estados Unidos dispostos a trabalhar com o chavismo. 

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A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, discursa diante de retratos do falecido presidente venezuelano Hugo Chávez e do libertador Simón Bolívar durante a apresentação do orçamento para o ano fiscal de 2026 no Congresso Nacional em Caracas, em 4 de dezembro de 2025. (Foto de Pedro Mattey / AFP)

Corina não tem apoio de Trump

“Chegou a hora da liberdade”, declarou a líder opositora venezuelana María Corina Machado, Prêmio Nobel da Paz de 2025.

Ela afirmou que o candidato da oposição às eleições presidenciais de 2024, Edmundo González Urrutia, deve “assumir imediatamente” a presidência “e ser reconhecido como comandante em chefe das Forças Armadas”. “A Venezuela será livre”, bradou.

“São horas decisivas, saibam que estamos prontos”, disse por sua vez González Urrutia desde seu exílio na Espanha.

Mas Trump frustrou essas expectativas, afirmando sobre Machado que “seria muito difícil para ela liderar o país” porque “é uma mulher muito agradável, mas não inspira respeito”. Ele também disse que os Estados Unidos não tiveram nenhum contato com a líder opositora.

“Por enquanto, o ataque de Trump contra a Venezuela não resultou em uma mudança de regime, mas em uma mudança de líder. O regime permanece, e a única coisa que foi alcançada foi capturar Maduro, matar pessoas, violar o direito nacional e internacional e se aventurar no desconhecido”, declarou Stephen Wertheim, do Fundo Carnegie para a Paz Internacional.

De olho no petróleo da Venezuela

O que Trump deixou muito claro foi sua intenção de incentivar as petroleiras americanas a retornarem à Venezuela.

“Vamos fazer com que as nossas companhias petroleiras dos Estados Unidos, as maiores em qualquer parte do mundo, entrem, invistam bilhões de dólares, reparem a infraestrutura gravemente deteriorada, a infraestrutura petrolífera, e comecem a fazer dinheiro”, disse.

A Venezuela, cujo petróleo está sob sanções dos Estados Unidos desde 2019, produz cerca de um milhão de barris por dia e vende a maior parte no mercado paralelo com grandes descontos.

Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), o solo venezuelano continha, em 2023, 303 bilhões de barris de petróleo, 17% das reservas mundiais.

A petroleira americana Chevron opera atualmente no país caribenho graças a uma autorização especial.

Com informações da AFP

Delcy Rodríguez é reconhecida como presidente da Venezuela

Pessoa de confiança de Nicolás Maduro, elo com o empresariado e, agora, presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez surge como o rosto da transição no país diante de uns Estados Unidos dispostos a trabalhar com o chavismo. Leia em TVT News, com informações da AFP e Agência Brasil

Delcy Rodríguez é a presidenta interina da Venezuela

A primeira mulher a presidir a Venezuela assumiu o poder no sábado de forma interina por ordem do Supremo Tribunal, após a captura de Maduro por forças americanas.

Delcy Eloína Rodríguez Gómez, de 56 anos, tornou-se em 2018 vice-presidente e a primeira na linha de sucessão. Ela também tem o controle da economia, que administra afastada do dogma chavista de rígidos controles, e do petróleo vital em um país com as maiores reservas de petróleo bruto do mundo.

“Ela foi provavelmente uma das pessoas de maior confiança de Maduro ao longo desses anos”, explicou à AFP o analista político e professor universitário Pedro Benítez.

Com a captura de Maduro, ela enfrenta uma transição na qual Washington está disposto a trabalhar com o poder. De cabelo escuro, curto e liso, óculos grossos e um sorriso que seus detratores classificam como cínico, Rodríguez terá de calibrar, segundo especialistas, seu discurso singular e incendiário contra o “imperialismo norte-americano”.

Interinato de 90 dias

O Parlamento — presidido pelo irmão de Rodríguez, Jorge — ainda não a convocou para assumir formalmente o cargo.

“Formalmente, ela teria de tomar posse”, disse o cientista político Benigno Alarcón, embora a “realidade” seja que “é ela quem fica” no comando.

Seu interinato tem duração de 90 dias, prorrogável por outros três meses pela Assembleia Nacional. Caso seja declarada a falta absoluta de Maduro, a lei obriga a convocação de eleições nos 30 dias seguintes.

Rodríguez foi ministra da Economia entre 2020 e 2024, período em que se aproximou dos empresários, demonizados durante anos por Maduro e por seu antecessor, Hugo Chávez.

Uma feroz hiperinflação e políticas econômicas fracassadas provocaram um desarranjo financeiro desde 2016, que Caracas posteriormente atribuiu às sanções americanas do primeiro mandato de Trump, as quais apenas acentuaram a crise.

Uma dolarização de fato, junto com a flexibilização dos controles, deu fôlego às relações do chavismo com o setor privado e acabou com a escassez, embora a perda do poder de compra nunca tenha cessado.

Entre os empresários, ela é considerada uma gestora inteligente em matéria econômica, aberta ao pragmatismo e até ao diálogo. Construiu pontes com a entidade patronal Fedecámaras e conseguiu reuniões com o governo que, poucos anos antes, pareciam impossíveis.

O New York Times chegou a apontá-la como o rosto moderado de uma eventual transição na Venezuela, embora analistas a situem dentro do chavismo de linha dura.

Ela e seu irmão Jorge são filhos de um dirigente comunista assassinado em 1976 em uma cela policial. Não é por acaso que as quatro décadas de bipartidarismo democrático na Venezuela anteriores ao chavismo geram ressentimento entre os irmãos.

“Seu combustível emocional para chegar onde chegaram tem a ver com vingança”, disse um cientista político que pediu anonimato.

– De cargo em cargo –

Benítez avaliou que a consolidação de Rodríguez dentro do chavismo ocorreu com o “momento crítico” representado pela chegada de Maduro ao poder em 2013.

A morte do carismático e muito popular Chávez (1999–2013) gerou um cataclismo nas fileiras do chavismo radical.

Apesar de sua militância ferrenha, “ela não tinha uma base política própria” na era Chávez, para quem atuou como ministra do Gabinete da Presidência em 2006, observou Benítez.

Sua ascensão vertiginosa até a vice-presidência contou com o apoio do irmão, um dirigente poderoso, indicou o analista: Jorge Rodríguez é o principal negociador do oficialismo e considerado o arquiteto da acumulação de poder da dupla.

Advogada com pós-graduação em Paris, Rodríguez foi ministra da Comunicação (2013–2014) e, como chanceler (2014–2017), executou a retirada da Venezuela da Organização dos Estados Americanos (OEA). Entre 2017 e 2018, presidiu a Assembleia Constituinte, que atuou como um “superpoder” quando a oposição controlava o Parlamento.

Ela assumiu a gestão do petróleo depois que o poderoso ex-ministro Tareck El Aissami terminou preso por um desfalque na indústria. Analistas atribuem sua queda em desgraça a um choque de poder com os Rodríguez.

Brasil reconhece ex-vice de Maduro como atual presidenta da Venezuela

O Brasil reconhece Delcy Rodríguez, vice-presidenta da Venezuela, como a atual presidente do país, após os Estados Unidos capturarem Nicolás Maduro. A informação foi confirmada pela ministra interina das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha.

Delcy Rodríguez, vice-presidente da Venezuela, diz que país não será colônia dos EUA

Em coletiva no final da tarde deste sábado, 3, a ministra interina das Relaçõex Exteriores, Maria Laura da Rocha, disse que o Brasil reconhece Delcy Rodríguez como chefe de Estado na Venezuela. “Na ausência do atual presidente, Maduro, é vice-presidente. Ela está como presidente interina”, afirmou.

A ministra interina do MRE disse ainda que o Brasil participa da reunião ministerial da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), marcada para este domingo (4), e do Conselho de Segurança da ONU, marcado para próxima segunda-feira (5). Em ambos os encontros, serão discutidos a agressão dos EUA contra a Venezuela.

“O Brasil continua sendo a favor do direito internacional, que é a posição tradicional brasileira contra qualquer tipo de invasão territorial, é pela soberania dos países”, afirmou Maria Laura.

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, fez um pronunciamento, neste sábado (3), pedindo a liberdade imediata do presidente Nicolás Maduro, capturado por militares dos Estados Unidos após bombardeios contra o país.

Rodríguez disse que a Venezuela não voltará a ser colônia e vai resistir contra a investida do governo norte-americano.

Segundo Delcy Rodríguez, o único presidente legítimo é Nicolás Maduro.

“Exigimos a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro, o único presidente da Venezuela, e de sua esposa, Cilia Flores. Se há algo que o povo venezuelano e este país têm absolutamente certeza, é que jamais seremos escravos, jamais seremos colônia de qualquer império”, disse Delcy em cadeia nacional de rádio e TV.

A fala de Delcy ocorreu minutos após o fim da coletiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na qual ele afirmou que Washington governaria o país sul-americano até uma “transição segura”, admitindo que as empresas norte-americanas explorariam o petróleo da Venezuela. 

A vice-presidente do país participou do Conselho de Defesa da Nação, com a presença do ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e a presidente do Tribunal Superior de Justiça (TSJ), Caryslia Rodríguez, entre outras autoridades.

Delcy afirmou que Maduro foi “sequestrado” por volta de 1h58 da madrugada deste sábado e reforçou a posição do governo de que a ação é uma tentativa dos EUA de terem controle sobre os recursos naturais do país caribenho “sob falsos pretextos”.

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A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez em 4 de dezembro de 2025. (Foto de Pedro Mattey / AFP)

A vice-presidente acrescentou que ativou, por decreto assinado por Maduro, todos os órgãos do Estado venezuelano para proteção do território contra a invasão dos Estados Unidos.

“Todo o poder nacional da Venezuela foi acionado. Temos o dever sagrado de salvaguardar nossa independência nacional, nossa soberania e nossa integridade territorial, que foram brutalmente atacadas nas primeiras horas desta manhã”, disse a mandatária.

Delcy convocou todos os poderes e organizações venezuelanas a manter a calma para “afrontar, juntos, em perfeita união nacional. Que essa fusão policial-militar-popular se converta em um só corpo e saiamos nessa etapa maravilhosa de defesa da nossa soberania, da nossa independência nacional”.

A vice-presidente agradeceu as manifestações de solidariedade de países ao redor do mundo e destacou que hoje foi a Venezuela, mas amanhã pode ser qualquer outra nação.

“O que fizeram com a Venezuela hoje podem fazer com qualquer um. Esse uso brutal da força para quebrar a vontade do povo pode ser feito com qualquer país”, comentou.

Trump indica diálogo com Delcy Rodríguez e descarta líder da oposição venezuelana

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou um possível diálogo com a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, do grupo político do agora presidente deposto e raptado Nicolás Maduro, sobre um eventual governo interino do país.

“Entendemos que ela acabou de tomar posse, mas foi, como você sabe, escolhida por Maduro. Então, Marco [Rubio, secretário de Estado] está trabalhando nisso diretamente. Acabou de ter uma conversa com ela, e ela está essencialmente disposta a fazer o que achamos necessário para tornar a Venezuela grande novamente. Muito simples”, disse Trump em entrevista a jornalistas, em Palm Beach, na Flórida, na tarde deste sábado (3).

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O presidente dos EUA, Donald Trump, ao lado (da esquerda para a direita) do vice-chefe de gabinete Stephen Miller, do secretário de Estado Marco Rubio e do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, fala à imprensa após as ações militares dos EUA na Venezuela, em sua residência Mar-a-Lago, em Palm Beach, Flórida, em 3 de janeiro de 2026. O presidente Trump disse no sábado que as forças americanas capturaram o líder venezuelano Nicolás Maduro após lançarem um “ataque em grande escala” contra o país sul-americano. (Foto de Jim Watson/AFP)

“Ela foi, acho, bastante cordial, mas na verdade não tem escolha. Vamos fazer isso da maneira certa. Não vamos simplesmente arrombar a porta e depois ir embora, como todo mundo faz, dizendo: ‘deixa virar um inferno'”.

Citando os secretários de Estado, Marco Rubio, e de Defesa, Peter Hegseth, Donald Trump voltou a dizer que o próprio governo dos EUA vai administrar a Venezuela pelo próximo período, sem estabelecer um prazo.

Questionado por jornalistas sobre o papel de Maria Corina Machado, líder da oposição venezuelana que chegou a ser laureada com o Prêmio Nobel da Paz, Donald Trump descartou envolvimento dela na liderança desse processo, porque não teria apoio interno suficiente.

“Em grande parte, por um período de tempo, as pessoas que estão logo atrás de mim vão administrar isso. Vamos recuperar o país”, afirmou. Para Trump, seria arriscado entregar o poder diretamente a venezuelanos sem o que chamou de transição correta.  

“A Venezuela tem muitas pessoas ruins lá dentro, muitas pessoas ruins que não deveriam liderar. Não vamos correr o risco de uma dessas pessoas assumir o lugar de Maduro. Temos pessoas fantásticas, inclusive no Exército. Portanto, vamos ter um grupo de pessoas administrando o país até que ele possa ser colocado de volta nos trilhos, gerar muito dinheiro para o povo, dar às pessoas uma excelente qualidade de vida e também reembolsar as pessoas do nosso país que foram forçadas a sair da Venezuela”.

Questionado por jornalistas sobre o papel de Maria Corina Machado, líder da oposição venezuelana que chegou a ser laureada com o Prêmio Nobel da Paz, no ano passado, Donald Trump descartou envolvimento dela na liderança desse processo, porque não teria apoio interno suficiente.

“Bem, acho que seria muito difícil para ela ser a líder. Ela não tem apoio interno nem respeito dentro do país. É uma mulher muito simpática, mas não tem o respeito necessário para ser líder”, declarou.

Sobre a operação que resultou na captura de Maduro e da esposa, Cília Flores, Trump admitiu a jornalistas que poderia ter resultado na morte de ambos e contou que houve tentativa de fuga do presidente venezuelano. Segundo o presidente, houve tiroteio e resistência por parte de seguranças no momento da captura.

“Isso [assassinato de Maduro] poderia ter acontecido. Poderia ter acontecido. Ele estava tentando chegar a um local seguro. Você sabe, esse local seguro é todo de aço, mas ele não conseguiu chegar à porta porque nossos homens foram muito rápidos. Eles atravessaram a oposição muito rapidamente. E havia muita oposição. As pessoas se perguntavam se o pegamos de surpresa. De certa forma, sim, mas eles estavam esperando alguma coisa. Havia muita oposição. Houve muito tiroteio”, afirmou.

Pouco antes de iniciar a declaração à imprensa, Trump publicou uma suposta foto de Nicolás Maduro em que o venezuelano aparece com os olhos cobertos por óculos escuros. A foto foi postada por Trump em sua rede Truth Social, com a descrição de que Maduro estaria a bordo do USS Iwo Jima, em referência ao navio militar norte-americano para o qual teria sido transferido.

Delcy Rodríguez afirma soberania da Venezuela

Apesar do aceno de Trump à vice-presidente da Venezuela, ela própria fez um pronunciamento, neste sábado, pedindo a liberdade imediata do presidente Nicolás Maduro. Delcy Rodríguez disse que a Venezuela não voltará a ser colônia e vai resistir contra a investida do governo norte-americano.

A fala de Delcy ocorreu minutos após o fim da coletiva do presidente Donald Trump, na qual ele afirmou que Washington governaria o país sul-americano até uma “transição segura”, admitindo que as empresas norte-americanas explorariam o petróleo da Venezuela.

A vice-presidente do país participou do Conselho de Defesa da Nação, com a presença do ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e a presidente do Tribunal Superior de Justiça (TSJ), Caryslia Rodríguez, entre outras autoridades.

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Esta imagem, publicada na conta Truth Social do presidente dos EUA, Donald Trump, em 3 de janeiro de 2026, mostra o que o presidente Trump afirma ser o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a bordo do USS Iwo Jima, após sua captura pelas forças armadas americanas em 3 de janeiro de 2026. O presidente Donald Trump disse no sábado que as forças americanas capturaram o líder venezuelano Nicolás Maduro após lançarem um “ataque em grande escala” contra o país sul-americano. “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e levado para fora do país, juntamente com sua esposa”, disse Trump na Truth Social. (Foto: APROVADA / Conta TRUTH Social do presidente dos EUA, Donald Trump / AFP)

O que acontece na Venezuela

O ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela marca um novo episódio de intervenções diretas de Washington na América Latina. A última vez que os Estados Unidos invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando os militares norte-americanos sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.

Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência desse cartel.

O governo de Donald Trump estava oferecendo uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem a prisão de Maduro.

Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.

Com informações da Agência Brasil e AFP

Nicolás Maduro está nos EUA após captura


O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, chegou neste sábado (3) a uma base militar nos arredores de Nova York após sua captura por forças dos Estados Unidos em Caracas. Leia em TVT News

Presidente venezuelano Nicolás Maduro chegou aos EUA após captura

Maduro apareceu cercado por agentes do FBI enquanto descia pela escada de um avião do governo americano em uma instalação da Guarda Nacional do estado de Nova York. Em seguida, foi escoltado lentamente ao longo da pista.

Espera-se que o presidente deposto seja transferido de helicóptero para a cidade de Nova York, onde será alvo de acusações de narcotráfico e terrorismo.

Imagens mostram desembarque de Nicolás Maduro nos EUA

Imagens transmitidas em canais de televisão mostraram o desembarque do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no Aeroporto Internacional de Stewart, no Vale do Hudson, a cerca 95 quilômetros da cidade de Nova York, nos Estados Unidos (EUA).

A aeronave que trouxe o líder latino-americano e sua esposa, Cília Flores, pousou por volta das 18h30 (horário de Brasília) deste sábado (3), mais de 16 horas após terem sido capturado, em Caracas, por forças especiais norte-americanas em uma invasão militar sem precedentes do território venezuelano.

No desembarque, Maduro aparecia cercado por dezenas de agentes federais do FBI, e da DEA, a agência de combate às drogas do país norte-americano.

Segundo a imprensa dos EUA, Maduro e esposa, que serão processados por tráfico internacional de drogas, acusação ainda sem apresentação pública de provas por parte do governo estadunidense, serão agora deslocados de helicóptero até Manhattan, na sede da DEA. De lá, encaminhados a presídios, onde responderão detidos às imputações.

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Esta imagem, publicada na conta Truth Social do presidente dos EUA, Donald Trump, em 3 de janeiro de 2026, mostra o que o presidente Trump afirma ser o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a bordo do USS Iwo Jima, após sua captura pelas forças armadas americanas em 3 de janeiro de 2026. O presidente Donald Trump disse no sábado que as forças americanas capturaram o líder venezuelano Nicolás Maduro após lançarem um “ataque em grande escala” contra o país sul-americano. “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e levado para fora do país, juntamente com sua esposa”, disse Trump na Truth Social. (Foto: APROVADA / Conta TRUTH Social do presidente dos EUA, Donald Trump / AFP)

Mais cedo, em coletiva de imprensa, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, em sua primeira manifestação oficial após a invasão militar na Venezuela e captura de Maduro, que o próprio governo estadunidense vai administrar o país latino-americano, a partir de agora, até que se possa fazer uma transição de poder.

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Um avião que supostamente transportava o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro aterrissa na Base Aérea da Guarda Nacional Stewart em Newburgh, Nova York, em 3 de janeiro de 2026. (Foto de Leonardo Munoz / AFP)

A operação militar envolveu cerca de 150 aeronaves e foi planejada por meses, disseram as autoridades norte-americanas. Apesar disso, Trump não soube precisar por quanto precisará controlar diretamente o país sul-americano, que possui uma fronteira de mais de 2 mil quilômetros (km) com o Brasil, e indicou até mesmo um diálogo com a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, do grupo político do agora presidente deposto e raptado Nicolás Maduro, sobre um eventual governo interino do país.

Rodríguez passou a ocupar a presidência interina do país. Ela, porém, rechaçou qualquer subordinação ao governo dos EUA, em sua primeira manifestação.

O que está acontecendo na Venezuela?

  • EUA fizeram ataques em vários pontos da Venezuela na madrugada de sábado
  • De acordo com Trump, Maduro e esposa foram sequestrados e levados para Nova York.
  • Vice-presidenta da Venezuela pede prova de vida de Maduro e esposa
  • Procuradora Geral dos EUA diz que Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, são “acusados ​​de tráfico de drogas e terrorismo nos Estados Unidos e em breve enfrentarão a justiça”
  • Lula condena ataque e diz que é o “primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade”
  • Vice-presidente dos EUA diz que Trump ofereceu “múltiplas saídas” a Maduro
  • Trump diz que EUA “governarão” a Venezuela até uma transição “pacífica”

Com informações da Agência Brasil e AFP

Trump anuncia que EUA governarão Venezuela após derrubar Maduro

O presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos “governarão” a Venezuela até que haja uma “transição pacífica”, após a derrubada e a captura do mandatário Nicolás Maduro por forças americanas neste sábado (3), em meio a intensos bombardeios militares. Leia em TVT News, com informações da AFP.

Trump disse que quer governar a Venezuela com as empresas de petróleo dos EUA

Palm Beach, Estados Unidos, 3 de janeiro de 2026 – 18:25

Trump publicou uma foto de Maduro algemado e com os olhos cobertos por óculos escuros, no navio militar americano USS Iwo Jima.

Ele assegurou que Maduro está sendo transferido para Nova York junto com a esposa, Cilia Flores, onde ambos responderão à Justiça por acusações de narcotráfico e terrorismo.

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Esta imagem, publicada na conta Truth Social do presidente dos EUA, Donald Trump, em 3 de janeiro de 2026, mostra o que o presidente Trump afirma ser o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a bordo do USS Iwo Jima, após sua captura pelas forças armadas americanas em 3 de janeiro de 2026. O presidente Donald Trump disse no sábado que as forças americanas capturaram o líder venezuelano Nicolás Maduro após lançarem um “ataque em grande escala” contra o país sul-americano. “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e levado para fora do país, juntamente com sua esposa”, disse Trump na Truth Social. (Foto: APROVADA / Conta TRUTH Social do presidente dos EUA, Donald Trump / AFP)

O mandatário americano ordenou ataques aéreos na madrugada em Caracas e em outros pontos da Venezuela, que duraram mais de uma hora e que ele disse ter acompanhado como um “programa de televisão”. Mais tarde, neste sábado, revelou seus planos para o país com as maiores reservas de petróleo do mundo.

“Vamos governar o país até que possamos realizar uma transição pacífica, adequada e criteriosa”, disse Trump em coletiva de imprensa. Ele indicou que o processo será liderado pelos chefes da diplomacia e do Pentágono “em colaboração” com a oposição venezuelana.

Também anunciou que incentivará as petroleiras americanas a retornarem à Venezuela e a “investirem bilhões de dólares, repararem a infraestrutura gravemente deteriorada (…) e começarem a gerar dinheiro para o país”.

Além disso, advertiu que, se for necessário, as forças americanas estão prontas para executar um novo ataque, “muito maior”, e impedir que o círculo próximo de Maduro continue no poder.

Mas a vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou que o governo está pronto “para defender a Venezuela” e sublinhou que Maduro é o “único presidente” do país, pelo que exigiu sua “libertação imediata” e a de sua esposa.

Horas antes, Trump assegurou que a vice-presidente disse ao chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, que está “disposta” a cooperar com Washington.

“Estamos dispostos a relações de respeito”, afirmou Rodríguez. O governo anunciou um “desdobramento massivo” de todas as capacidades militares do país, sob a égide de um “estado de comoção”.

“Programa de televisão”

Trump contou à emissora Fox que acompanhou a operação “como se estivesse vendo um programa de televisão”, horas depois de anunciar a violenta detenção de Maduro e Flores, que, segundo Washington, não ofereceram resistência.

Nenhum americano perdeu a vida, acrescentou Trump, ao revelar que Maduro estava em uma fortaleza.

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Esta imagem, publicada na conta Truth Social do presidente dos EUA, Donald Trump, em 3 de janeiro de 2026, mostra, da esquerda para a direita, o diretor da CIA, John Ratcliffe, e o presidente Donald Trump em Mar-a-Lago, em Palm Beach, Flórida, assistindo a uma transmissão remota da missão militar dos EUA para capturar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro de 2026. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse no sábado que os Estados Unidos “governarão” a Venezuela e explorarão suas enormes reservas de petróleo após capturar o líder de esquerda Nicolás Maduro durante um bombardeio em Caracas. O anúncio de Trump ocorreu horas depois de um ataque relâmpago no qual forças especiais prenderam Maduro e sua esposa, enquanto ataques aéreos atingiram vários locais, chocando a capital. (Foto: DIVULGAÇÃO / Conta Truth Social do presidente dos EUA, Donald Trump / AFP)

O ataque exigiu “meses de planejamento e ensaios” e foram utilizadas cerca de 150 aeronaves, precisou o chefe do Estado-Maior, general Dan Caine.

Sem apresentar provas, o governo venezuelano denunciou que os bombardeios atingiram civis.

“Chegou a hora da liberdade”, proclamou, por sua vez, a líder da oposição e Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado. No entanto, Trump a afastou do processo iniciado neste sábado.

“Seria muito difícil para ela estar à frente do país. Ela não conta com apoio nem respeito dentro do seu país”, afirmou Trump, a quem Machado dedicou o Nobel.

Anteriormente, Machado considerou que Edmundo González, que assegura que Maduro lhe roubou a presidência nas eleições de 28 de julho de 2024, “deve assumir imediatamente” o poder.

“Estamos prontos” para a “reconstrução do país”, afirmou González, refugiado na Espanha.

Cheiro de pólvora

Explosões e sobrevoos sacudiram Caracas por volta das 02h00 locais (03h00 de Brasília), no ápice de quatro meses de pressão militar contra Maduro, de 63 anos.

Os ataques foram direcionados contra Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela, e uma base aérea, entre outros locais, segundo jornalistas da AFP.

Trump considerava ilegítimo o mandatário, que chegou ao poder em 2013 após a morte do presidente Hugo Chávez e enfrentava acusações de fraude.

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O incêndio em Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela, é visto à distância após uma série de explosões em Caracas, em 3 de janeiro de 2026. Os militares dos Estados Unidos foram responsáveis ​​por uma série de ataques contra a capital venezuelana, Caracas, no sábado, segundo relatos da mídia americana. Há relato de aeronaves sobrevoando a cidade. Os veículos de imprensa americanos CBS News e Fox News noticiaram declarações de autoridades anônimas do governo Trump confirmando o envolvimento das forças americanas. Mais tarde, Trump admitiu o ataque (Foto: AFP)

Em 2020, Maduro foi formalmente acusado de narcotráfico pelos Estados Unidos, que ofereciam por ele uma recompensa de 50 milhões de dólares (R$ 272 milhões).

Washington também atacou nos estados vizinhos de La Guaira, onde fica o aeroporto de Caracas, Miranda e Aragua.

Caracas amanheceu deserta e com cheiro de pólvora em vários setores. Para evitar saques, os comerciantes vendiam por meio das grades.

Agentes policiais encapuzados e fortemente armados percorriam a cidade e vigiavam prédios públicos, enquanto cerca de 500 pessoas manifestaram apoio a Maduro em frente ao palácio de Miraflores.

“Chegou o dia e chorei”

Alguns moradores se aproximaram de suas varandas e terraços para ver e gravar os bombardeios. Outros se esconderam em locais seguros.

As explosões “me levantaram da cama”, contou à AFP María Eugenia Escobar, moradora de 58 anos de La Guaira. “Na hora pensei: ‘Deus, chegou o dia’, e chorei”.

Países aliados, como Rússia, China, Irã e Cuba, rejeitaram os ataques, assim como os governos de esquerda do Brasil, Chile, Colômbia e México.

A Rússia exigiu dos Estados Unidos a libertação de Maduro, enquanto a China afirmou que sua captura ameaça “a paz e a segurança” regionais.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, considerou que a operação contra Maduro estabelece um precedente perigoso ao descumprir o direito internacional.

© Agence France-Presse

Trump fala sobre a captura de Maduro

O presiente dos EUA, Donald Trump, faz coletiva de imprensa para explicar os ataques contra a Venezuela que sequestraram o presidente venezuelano Nicolás Maduro. Acompanhe a entrevista de Trump com a TVT News.

Trump diz que EUA “governarão” a Venezuela até uma transição “pacífica”

Palm Beach, Estados Unidos, 3 de janeiro de 2026 – 13:59

Donald Trump disse neste sábado(3) que os Estados Unidos vão “governar” a Venezuela até que ocorra uma transição política, após a operação militar para retirar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, do país.

“Vamos governar o país até que possamos realizar uma transição pacífica, adequada e sensata”, disse em uma coletiva de imprensa, acrescentando que as forças americanas estavam prontas para uma segunda onda de ataques, “muito maior”, se necessário.

Trump diz que petrolíferas dos EUA voltarão à Venezuela

Palm Beach, Estados Unidos, 3 de janeiro de 2026 – 14:06

O presidente Donald Trump afirmou neste sábado (3) que permitirá que as petrolíferas dos Estados Unidos entrem na Venezuela para explorar suas grandes reservas de petróleo bruto após uma operação militar americana para capturar o líder do país, Nicolás Maduro.

“Vamos fazer com que nossas empresas petrolíferas dos Estados Unidos, as maiores em qualquer lugar do mundo, entrem, invistam bilhões de dólares, reparem a infraestrutura gravemente deteriorada, a infraestrutura petrolífera, e comecem a gerar dinheiro para o país”, disse Trump em uma coletiva de imprensa.

A companhia petrolífera americana Chevron já opera atualmente na Venezuela graças a uma autorização especial.

“Domínio dos EUA na América Latina nunca mais será questionado”, diz Trump

Palm Beach, Estados Unidos, 3 de janeiro de 2026 – 14:20

O presidente Donald Trump afirmou neste sábado (3) que “o domínio dos Estados Unidos na América Latina nunca mais será questionado”, após a operação militar que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa.

“De acordo com nossa nova estratégia de segurança nacional, o domínio dos Estados Unidos na América Latina nunca mais será questionado”, assegurou Trump em coletiva de imprensa em sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida.

“A Venezuela protegia cada vez mais adversários estrangeiros em nossa região e adquiria armas ofensivas ameaçadoras que poderiam pôr em risco os interesses e vidas dos Estados Unidos”, declarou, para justificar o audacioso ataque.

Mais de 150 aeronaves participaram da operação na Venezuela, diz chefe do Estado-Maior dos EUA

Palm Beach, Estados Unidos, 3 de janeiro de 2026 – 14:33

A operação militar para capturar e retirar de Caracas o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, exigiu “meses de planejamento e ensaios” e contou com o uso de mais de 150 aeronaves dos Estados Unidos, afirmou neste sábado (3) o chefe do Estado-Maior, o general Dan Caine.

“A palavra integração não é suficiente para descrever a enorme complexidade de uma missão desse tipo, uma extração tão precisa: envolveu a decolagem de mais de 150 aeronaves em todo o hemisfério ocidental”, disse Caine em uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Acompanhe a entrevista de Donald Trump

O que está acontecendo na Venezuela?

  • EUA fizeram ataques em vários pontos da Venezuela na madrugada de sábado
  • De acordo com Trump, Maduro e esposa foram sequestrados e levados para Nova York.
  • Vice-presidenta da Venezuela pede prova de vida de Maduro e esposa
  • Procuradora Geral dos EUA diz que Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, são “acusados ​​de tráfico de drogas e terrorismo nos Estados Unidos e em breve enfrentarão a justiça”
  • Lula condena ataque e diz que é o “primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade”
  • Vice-presidente dos EUA diz que Trump ofereceu “múltiplas saídas” a Maduro
  • Trump diz que EUA “governarão” a Venezuela até uma transição “pacífica”

Trump divulga foto de Maduro preso

Trump divulga na rede social Truth Social a foto de Maduro a bordo do navio militar norte-americano USS Iwo Jima.

Trump anuncia captura de Maduro após bombardeios dos EUA contra Venezuela

Caracas, Venezuela, 3 de janeiro de 2026 – 10:43

O presidente Donald Trump anunciou neste sábado(3) a captura do mandatário venezuelano Nicolás Maduro após um “ataque em grande escala” dos Estados Unidos contra Caracas e outras regiões do país.

A procuradora-geral dos Estados Unidos anunciou neste sábado acusações por narcotráfico e terrorismo.

Maduro e esposa serão levados para Nova York, diz Trump

West Palm Beach, Estados Unidos, 3 de janeiro de 2026 – 11:49

O líder venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, capturados e retirados do país por forças americanas, serão apresentados à Justiça em Nova York, declarou o presidente Donald Trump.

“Serão levados para Nova York. Foram acusados em Nova York”, declarou Trump à emissora de televisão Fox, referindo-se às acusações de narcotráfico, terrorismo e contrabando de armas, entre outras, apresentadas em 2020.

Maduro e sua esposa, Cilia Flores, serão conduzidos primeiro ao navio Iwo Jima, que se encontra em águas do Caribe, explicou Trump em resposta às perguntas dos jornalistas.

O que aconteceu na Venezuela?

Trump considerava ilegítimo o poder do mandatário, acusado de cometer fraude nas eleições de julho de 2024.

Maduro foi formalmente acusado de narcotráfico pela Justiça dos Estados Unidos em 2020, e o Departamento de Estado oferecia uma recompensa de 50 milhões de dólares (271 milhões de reais na cotação atual) por informações que levassem à sua prisão.

“Os Estados Unidos realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi, junto com sua esposa, capturado e retirado do país”, afirmou Trump em sua rede Truth Social.

A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, disse no X que Maduro e sua esposa “em breve enfrentarão todo o rigor da Justiça dos EUA em solo americano, em tribunais americanos”.

Após vários meses de pressão contra Maduro que incluíram uma grande mobilização militar americana no Caribe, Washington atacou Caracas e os estados vizinhos de Miranda e La Guaira, além de Aragua, a uma hora de carro da capital.

Caracas amanheceu em silêncio. Vários bairros cheiravam a pólvora. Agentes policiais encapuzados percorriam a cidade e vigiavam sedes estatais.

O governo venezuelano denunciou que os bombardeios afetaram populações civis, sem apresentar provas.

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O incêndio em Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela, é visto à distância após uma série de explosões em Caracas, em 3 de janeiro de 2026. Os militares dos Estados Unidos foram responsáveis ​​por uma série de ataques contra a capital venezuelana, Caracas, no sábado, segundo relatos da mídia americana. Há relato de aeronaves sobrevoando a cidade. Os veículos de imprensa americanos CBS News e Fox News noticiaram declarações de autoridades anônimas do governo Trump confirmando o envolvimento das forças americanas. Mais tarde, Trump admitiu o ataque (Foto: AFP)

A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, primeira na linha de sucessão, exigiu de Washington uma “prova imediata de vida” de Maduro e sua esposa.

“Viva Venezuela!”

As primeiras explosões em Caracas foram ouvidas por volta das 02h locais (3h em Brasília), constataram jornalistas da AFP.

Um dos alvos em Caracas foi o forte militar Tiuna, o mais importante do país. O canal estatal VTV mostrou imagens de grades derrubadas e ônibus incendiados em La Carlota, uma base aérea de Caracas.

“Viva a Venezuela!”, gritavam venezuelanos de suas casas em um bairro rico de Caracas.

Os bombardeios americanos contra lanchas que supostamente transportavam drogas no Caribe deixaram pelo menos 115 mortos desde setembro.

Maduro, que descrevia seu governo como socialista, sempre disse que essas operações buscavam sua derrubada e a apropriação das reservas de petróleo da Venezuela, as maiores do mundo.

Em um aumento constante da pressão, Trump havia afirmado que os dias de Maduro no poder estavam “contados”.

Após os ataques deste sábado, o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, anunciou um “desdobramento maciço de todos os meios terrestres, aéreos, navais, fluviais e de mísseis”.

O chanceler, Yván Gil, solicitou uma reunião urgente ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.

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Venezuelanos deixam o país se reúnem antes de atravessar a fronteira em Cúcuta, Colômbia, em 3 de janeiro de 2026, após as forças americanas capturarem o líder venezuelano Nicolás Maduro em um “ataque em larga escala” contra o país sul-americano. (Foto de Schneyder Mendoza / AFP)

“Pensei que fosse um tremor”

As explosões se prolongaram por cerca de uma hora, enquanto se ouviam sobrevoos de aviões. Alguns moradores se debruçaram nas varandas e terraços para ver o que acontecia ou gravar um vídeo. Outros se esconderam em locais seguros, sem janelas.

“Eu pensei que fosse um tremor”, disse um morador de Fuerte Tiuna que pediu anonimato. “Quando olhei pela janela, vi bolas de fogo no morro (…) saí correndo, peguei minha caminhonete e fui para a casa da minha mãe, que mora perto”.

“Foi horrível, sentimos os aviões passarem por cima da nossa casa”, contou outra moradora da área militar que não quis se identificar.

Vídeos aos quais a AFP teve acesso mostravam colunas de fumaça e fogo na faixa costeira de La Guaira.

“Senti que (as explosões) me levantaram da cama pela gravidade e, na hora, pensei ‘Deus, chegou o dia’ e chorei”, contou à AFP María Eugenia Escobar, de 58 anos, moradora de La Guaira.

Estado de exceção

O governo decretou “estado de comoção exterior”, que confere poderes especiais a Maduro diante de um conflito militar externo.

“Ao final desses ataques, nós venceremos. Viva a pátria! Viva! Leais sempre! Traidores nunca!”, disse o ministro do Interior.

Países aliados da Venezuela, como Rússia, Irã e Cuba, repudiaram os ataques, assim como o governo de esquerda do México. A chefe da diplomacia da União Europeia pediu “moderação”.

A Espanha se ofereceu como mediadora para alcançar uma “solução pacífica” para o conflito.

O presidente colombiano, Gustavo Petro, mobilizou tropas para a fronteira e pediu reuniões da OEA e da ONU “imediatamente”.

Com informações da AFP

Lula condena ataque dos EUA contra Venezuela

O presidente Lula condena ataques dos EUA contra a Venezuela e cobra resposta da ONU. Leia em TVT News.

O que está acontecendo na Venezuela?

  • EUA fizeram ataques em vários pontos da Venezuela
  • De acordo com Trump, Maduro e esposa foram sequestrados e levados para fora do país
  • Vice-presidenta da Venezuela pede prova de vida de Maduro e esposa
  • Senador norte-americano diz que o objetivo dos ataques era depor Maduro, de acordo com Marco Rubio
  • Procuradora Geral dos EUA diz que Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, são “acusados ​​de tráfico de drogas e terrorismo nos Estados Unidos e em breve enfrentarão a justiça”
  • Lula condena ataque e diz que é o “primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade”

Lula se manifesta sobre o ataque dos EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou na manhã deste sábado sobre os ataques dos Estados Unidos è Venezuela e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Lula condenou a ação militar e cobrou uma resposta vigorosa da Organização das Nações Unidas (ONU).

De acordo com o presidente Lula, “atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”

Na nota, Lula pede para a comunidade internacional precisa responder ao ataque.

“A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz. A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação”, diz a nota do presidente Lula.

Leia a nota oficial do Itamaraty sobre o ataque contra a Venezuela

O Presidente da República coordenou reunião na manhã de hoje, 3 de janeiro, sobre os recentes acontecimentos na Venezuela. Participaram da reunião o Ministro das Relações Exteriores, o Ministro da Defesa, o Ministro-Chefe da Casa Civil, o Ministro-Chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, além de representantes da Secretaria de Relações Institucionais e do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Na ocasião, o Presidente da República reiterou os termos de sua postagem publicada na manhã de hoje.

O Ministro da Defesa indicou não haver movimentação anormal na fronteira do Brasil com a Venezuela, que seguirá sendo monitorada, e que está em contato com o Governador de Roraima.

O Ministro das Relações Exteriores relatou os contatos que manteve com seus homólogos nas últimas horas e indicou não haver até o momento notícias de brasileiros entre possíveis vítimas dos ataques. O Ministro das Relações Exteriores informou, ainda, estar em permanente contato com a Embaixada do Brasil na Venezuela para o acompanhamento da situação interna.

Nova reunião está prevista para o final da tarde de hoje para atualização da situação.

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O incêndio em Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela, é visto à distância após uma série de explosões em Caracas, em 3 de janeiro de 2026. Os militares dos Estados Unidos foram responsáveis ​​por uma série de ataques contra a capital venezuelana, Caracas, no sábado, segundo relatos da mídia americana. Há relato de aeronaves sobrevoando a cidade. Os veículos de imprensa americanos CBS News e Fox News noticiaram declarações de autoridades anônimas do governo Trump confirmando o envolvimento das forças americanas. Mais tarde, Trump admitiu o ataque (Foto: AFP)

Outras reações pelo mundo

Rússia exige esclarecimentos “imediatos” sobre o paradeiro de Nicolás Maduro

Moscou, Rússia, 3 de janeiro de 2026

A Rússia exigiu, neste sábado, esclarecimentos “imediatos” sobre o paradeiro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e expressou “extrema” preocupação com as notícias de que os Estados Unidos o teriam removido à força do país.

“Estamos extremamente alarmados com as notícias de que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa foram removidos à força do país em decorrência da agressão dos EUA de hoje. Exigimos um esclarecimento imediato da situação”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia em um comunicado.

A Rússia condenou a ação militar dos Estados Unidos, afirmando que não havia justificativa para o ataque e que a “hostilidade ideológica” prevaleceu sobre a diplomacia.

“Isto é profundamente preocupante e condenável”, declarou o Ministério das Relações Exteriores russo em um comunicado.

Irã

O Irã, que mantém estreitos vínculos com a nação sul-americana rica em petróleo, condenou “firmemente o ataque militar americano”.

“O Ministério das Relações Exteriores do Irã condena firmemente o ataque militar americano contra a Venezuela e a flagrante violação da soberania nacional e da integridade territorial do país”, indicou a diplomacia iraniana em um comunicado.

Cuba

Aliada histórica da Venezuela na região, Cuba denunciou um “terrorismo de Estado contra o bravo povo venezuelano” e contra as Américas, segundo uma publicação do presidente Miguel Díaz-Canel.

O líder cubano pediu uma “reação da comunidade internacional” contra o “ataque criminoso” dos Estados Unidos.

Colômbia

O presidente colombiano, Gustavo Petro, repudiou os ataques “com mísseis” em Caracas e ordenou a mobilização de militares na fronteira com a Venezuela.

A Colômbia é, neste ano, membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, razão pela qual o mandatário de esquerda pediu que o órgão se reúna “imediatamente”.

Evo Morales

O ex-presidente boliviano Evo Morales afirmou que repudia “com total contundência” o “bombardeio” dos Estados Unidos.

“A Venezuela não está sozinha”, acrescentou o líder indígena no X.

Senadores democratas

O senador democrata Brian Schatz afirmou no X que os Estados Unidos não têm “interesses nacionais vitais sobre a Venezuela que justifiquem uma guerra”.

“Já deveríamos ter aprendido a não nos meter em outra aventura estúpida”, criticou.

Já o senador Rubén Gallego declarou que se trata de uma ação “ilegal”: “Não há razão para estarmos em guerra com a Venezuela”.

México condena ataque militar

Cidade do México, México, 3 de janeiro de 2026 – 09:35

O Ministério das Relações Exteriores do México condenou o ataque dos EUA à Venezuela no sábado e alertou que qualquer “ação militar põe em sério risco a estabilidade regional”.

“O Governo do México condena veementemente e rejeita as ações militares realizadas unilateralmente nas últimas horas pelas forças armadas dos Estados Unidos da América contra alvos no território da República Bolivariana da Venezuela”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores em um comunicado à imprensa.

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Pela rede social, Trump confirma ataque. Imagem: reprodução

TVT News conta o que está acontecendo na Venezuela

Com informações são da Agência Brasil e AFP