Agora
Da Redação
Trabalhadores informais do mundo se reúnem em São Paulo
No dia 2 de fevereiro, lideranças de trabalhadores e trabalhadoras informais se reúnem na CUT, em São Paulo, para encontro internacional sobre o futuro das organizações da economia informal. Leia em TVT News.
Encontro internacional de trabalhadores informais acontece em 3 de fevereiro
Na segunda-feira (2), a CUT receberá em seu auditório em São Paulo o evento público internacional “Construindo Poder Coletivo para a Justiça Social: Organização de Pessoas Trabalhadoras na Economia Informal e Popular”.
O encontro acontece após um período marcado, em 2025, por forte pressão pela desregulamentação do trabalho, aprofundamento da precariedade de trabalhadores e repressão a movimentos operários em diversas regiões do mundo.

Crescimento da informalidade no mundo do trabalho
Partindo do reconhecimento de que a informalidade deixou de ser exceção e passou a constituir a norma no mundo do trabalho, o evento propõe uma abordagem sistêmica, que coloca a organização de base e as lutas coletivas por direitos no centro dos processos de formalização, reconhecimento e construção de políticas públicas.
A defesa dos direitos de pessoas trabalhadoras em empregos informais é apresentada como parte indissociável da luta mais ampla da classe trabalhadora por um modelo de desenvolvimento socialmente justo e sustentável.

O que será debatido no encontro internacional de trabalhadores informais
As propostas principais do evento que reúne diversas entidades são:
- Compartilhar experiências de organização intersetorial de base, conectando lutas locais a articulações globais.
- Refletir sobre o fortalecimento da democracia em um contexto de alta informalidade e precariedade do trabalho.
- Apresentar experiências brasileiras, como o Coletivo Intersetorial e a Frente Parlamentar Movimento Sem Direitos, como modelos de mudança estrutural.
- Analisar os desafios geopolíticos para a construção de uma democracia inclusiva, baseada em direitos e no trabalho decente.

Domicílio
Confira a programação do encontro internacional de trabalhadores informais
Moderação geral
Amanda Camargo – Labora Fund
16h – 16h20
Abertura com mística
Movimento Trabalhadores Sem Direitos
16h20 – 16h40 | Boas-vindas institucionais
- Antonio Lisboa – Secretário de Relações Internacionais da CUT; representante das pessoas trabalhadoras no Conselho de Administração da OIT; secretário-adjunto da CSI
- Lucia Fernandez – Diretora do Programa de Organização e Representação da WIEGO
- Saudações de afiliados no Brasil:
- Roberto Laureano – Presidente da Associação Nacional dos Catadores (ANCAT)
- Edileuza Guimarães – Presidenta da Associação de Trabalhadores em Domicílio (ATEMDO)
- Representante da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (FENATRAD) (a confirmar)
16h40 – 17h | Um momento decisivo para o Brasil
Debate sobre o Coletivo Intersetorial, a Frente Parlamentar e os grupos interministeriais
- Representante da União Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras Camelôs, Ambulantes e Feirantes do Brasil (UNICAB)
- Representante do Sindicato dos Motoristas por Aplicativo do Rio Grande do Sul (SIMTRAPLIRS)
17h – 17h30 | Organização internacional para a justiça social
- Severino Lima Junior – Presidente da IAWP
- Jemima Nyakongo – Coordenadora Internacional Interina da HNI
- Adriana Paz – Secretária-Geral da IDWF
- Lorraine Ndhlovu – Presidenta da SNI
17h40 – 18h
Palavras dos e das participantes
18h – 18h20 | Considerações finais
- Clair Ruppert – Diretora Adjunta da ACTRAV/OIT
- Ivan Gonzalez – Coordenador Político da CSA-TUCA
- Mirai Chatterjee – Presidenta do Conselho da WIEGO e liderança da SEWA (Índia)
18h30
Encerramento cultural – Samba de Roda, grupo Vem Aprender
18h30 – 20h30
Coquetel e jantar preparados pela Associação de Trabalhadores em Domicílio (ATEMDO)
Como acontece a articulação internacional de trabalhadores informais?
Desde 2021, a iniciativa Social Justice Bond (SJB), da Fundação Ford, vem sustentando financeiramente e politicamente redes globais de organização de trabalhadores e trabalhadoras da economia informal.
Entre elas estão a HomeNet Internacional (HNI), a Aliança Internacional de Catadores (IAWP), a Federação Internacional de Trabalhadoras Domésticas (IDWF), a StreetNet International (SNI) e a WIEGO (Mulheres no Emprego Informal: Globalizando e Organizando).
Ao longo de cinco anos, o projeto contribuiu para o fortalecimento da governança dessas organizações, a realização de congressos democráticos, a ampliação das bases associativas e o monitoramento de impactos de longo prazo, mesmo em contextos de instabilidade política e repressão sindical.
O Brasil é exemplo de articulação entre trabalhadores informais
O Brasil é destacado na programação como um exemplo de articulação intersetorial. Afiliadas das redes globais, organizações de trabalhadores de plataformas digitais e a Central Única dos Trabalhadores, com apoio da WIEGO, construíram o Coletivo Intersetorial de Trabalhadores e Trabalhadoras em Emprego Informal. A iniciativa reúne seis organizações de cinco setores distintos, com o objetivo de ampliar a visibilidade da categoria, apoiar a transição ao emprego formal com direitos e defender políticas públicas voltadas à justiça social.
O encontro também abordará a atuação da recém-lançada Frente Parlamentar conhecida como Movimento Sem Direitos, apontada como um avanço no debate legislativo nacional relacionado às condições de trabalho na economia informal.

Como é a atuação da CUT sobre os direitos dos trabalhadores informais
A CUT e entidades que representam trabalhadores e trabalhadoras informais oficializaram em dezembro de 2025 a criação da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Trabalhadoras e dos Trabalhadores Informais, registrada por meio do requerimento nº 2208/2024, apresentado pelo deputado federal Vicentinho (PT) e assinado pelo presidente da Câmara, Hugo Mota (Republicanos-PB).
A criação da Frente representou um avanço institucional para mais de 43% da força de trabalho brasileira que atua na informalidade, sem garantias como proteção social, previdência ou direitos trabalhistas básicos. A iniciativa foi resultado de mais de um ano de articulação política, iniciada em 2022, envolvendo a CUT e organizações como WIEGO, ATEMDO, FENATRAD, MNCR e UNICAB.
Em 2024, as entidades também encaminharam ao governo federal a proposta de criação de um Colegiado Intersetorial de Trabalhadores em Emprego Informal, com base na Recomendação nº 204 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
O secretário-adjunto de Relações Internacionais da CUT, Quintino Severo, afirmou, à época que a Frente nasceu com base sólida ao se apoiar na Recomendação 204 da OIT, que orienta os países na transição da informalidade para a formalidade.
A partir da oficialização, a Frente passa a atuar na formulação de projetos de lei e políticas públicas voltadas à ampliação de direitos, acesso à previdência, à saúde e à proteção social.
Com informações da CUT
Carnaval: Acadêmicos do Baixo Augusta celebra vida noturna com tema “São Paulo Não Dorme”
O Acadêmicos do Baixo Augusta, maior bloco de carnaval de rua de São Paulo e um dos maiores do país, prepara um desfile que vai transformar novamente o centro da capital em um grande show a céu aberto. Em seu 17º ano, o grupo escolheu o tema “São Paulo Não Dorme” para o Carnaval de 2026, em uma homenagem à pulsação cultural e à vida noturna da metrópole. Saiba os detalhes na TVT News.
O cortejo acontece no domingo, 8 de fevereiro, com concentração às 13h no cruzamento da Rua da Consolação com a Avenida Paulista. A saída está prevista para 14h, seguindo o trajeto tradicional em direção ao centro, com encerramento previsto para às 19h. A expectativa é repetir (ou superar!) o público de mais de 1 milhão de pessoas registrado em edições anteriores.
Criado por amigos, empreendedores e entusiastas da cena cultural do Baixo Augusta, o bloco nasceu com o propósito de celebrar a diversidade da região e reivindicar o direito à cidade por meio da ocupação artística do espaço público. Ao longo dos anos, tornou-se símbolo da retomada do carnaval de rua paulistano, unindo música, ativismo e convivência coletiva.
Defesa da noite e memória boêmia
O tema deste ano relembra a relação histórica do bloco com a boemia e a efervescência cultural de São Paulo. “São Paulo Não Dorme” propõe um olhar para a cidade que pulsa 24 horas por dia, especialmente nos encontros da noite. A escolha dialoga também com a Laje do Baixo, casa de samba inaugurada pelo grupo em junho de 2025, mostrando que o projeto tem o objetivo de manter viva a cena musical para além do carnaval.
Mais do que festa, o desfile se apresenta como manifesto cultural. A proposta é transformar as ruas em espaço de pertencimento, onde diferentes linguagens musicais e identidades se encontram.
Line-up de festival
Conhecido por montar uma programação que mistura gêneros e gerações, o Baixo Augusta aposta novamente em um “line-up de festival”. O comando musical fica com Wilson Simoninha, diretor artístico do bloco desde a fundação, acompanhado pela Banda do Baixo Augusta.
Entre os convidados confirmados estão Péricles, KL Jay, Rael, Tássia Reis, Tulipa Ruiz, André Frateschi, Dani Vie, Rom Santana, Fabiana Bombom e a Charanga do França, em um encontro que transita entre samba, rap, pop e música brasileira contemporânea.
Serviço
Bloquinho Acadêmicos do Baixo Augusta
- Cortejo no domingo, 8 de fevereiro
- Concentração às 13h no cruzamento da Rua da Consolação com a Av. Paulista
- Saída às 14h
- Término às 19h
- Saiba mais nas redes sociais do bloco
Leia mais notícias de cultura na TVT News
Governo de São Paulo concede benefício fiscal a empresas da Lista Suja do trabalho escravo
O Governo do Estado de São Paulo concedeu isenção fiscal ao menos para duas empresas denunciadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego por trabalho análogo à escravidão. O deputado estadual Luiz Claudio Marcolino identificou o fato e propôs um projeto de lei para que o Governo do Estado não conceda benefícios fiscais a empresas denunciadas e condenadas por práticas de violação dos direitos básicos dos trabalhadores (análogas à escravidão e trabalho escravo) e dos direitos humanos. Leia em TVT News
PL do Deputado Luiz Claudio Marcolino quer impedir que governo estadual conceda benefício fiscal a empresas da Lista Suja do trabalho escravo
Um levantamento feito pelo deputado estadual Luiz Claudio Marcolino (PT/SP) identificou que o Governo do Estado de São Paulo tem concedido benefícios fiscais do ICMS a empresas incluídas no Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à de escravo, a chamada Lista Suja do Trabalho Escravo, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
A constatação escancara uma grave contradição: enquanto o país combate o trabalho escravo contemporâneo, o maior estado da federação segue premiando quem viola direitos humanos fundamentais, com benefícios fiscais.
Para combater e proibir essa prática, o deputado estadual Marcolino apresentou o Projeto de Lei 1374/2025 que veda o gozo de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios tributários e também créditos com subsídio do governo enquanto a empresa constar no cadastro da Lista Suja.
A proposta prevê que a empresa poderá obter as concessões quando deixar a lista, mas sem receber isenções pelo período que constou no cadastro. “Combater o trabalho escravo não é apenas uma obrigação legal, mas um compromisso moral e civilizatório. Estancar essa brecha é urgente para que São Paulo não siga associado a uma das mais vergonhosas fases da história brasileira, que foi a escravidão”, disse Marcolino.
O deputado vem denunciando a dificuldade histórica de acesso a dados sobre gastos tributários, que reiteradamente é apontada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). “Eu tenho alertado em todo o estado, nas audiências públicas do orçamento, esse problema de falta de transparência. Mas a situação se torna ainda mais grave quando se analisa a única modalidade do ICMS com algum grau de publicidade dos beneficiários: o Crédito Outorgado. Ao cruzar os dados de 2024 com a atualização de outubro de 2025 da Lista Suja do Ministério do Trabalho, o resultado foi chocante”, explicou o deputado Marcolino.
De acordo com os dados apurados, somente em 2024, uma empresa da capital paulista, incluída no cadastro após ação fiscal do MTE em 2020, recebeu R$ 2,7 milhões em Crédito Outorgado. A empresa está na lista desde 2020 e recebeu crédito outorgado em 2024 do Governo de São Paulo.
Outra empresa, de Ribeirão Preto, inserida no cadastro após fiscalização do MTE em 2023, foi beneficiada com R$ 20,6 mil na mesma modalidade de benefício do governo. “Isso indica que recursos públicos deixaram de ser arrecadados para favorecer empresas flagradas explorando trabalho análogo à escravidão, mesmo depois de serem incluídas na lista do Ministério do Trabalho”, afirmou.
Como não existem critérios e nem normas legais que impeçam esse tipo de concessão, é razoável supor que o problema se repita em outros anos e em outras modalidades de renúncia fiscal do ICMS, como isenções e reduções de base de cálculo, cujos beneficiários sequer são divulgados. A mesma lógica pode atingir outros tributos estaduais, como IPVA e ITCMD.
O deputado Marcolino ressalta que esse cenário expõe a fragilidade da Lei nº 14.946/2013, que prevê a cassação da inscrição estadual de empresas que utilizem trabalho escravo, mas não vincula a aplicação de penalidades à Lista Suja do Governo Federal. Ao ignorar esse instrumento central da fiscalização trabalhista, a lei se torna ineficaz e cria uma brecha que permite a continuidade dos benefícios fiscais.

A prova concreta dessa falha está no próprio cruzamento de dados: empresas listadas oficialmente como exploradoras de trabalho análogo à escravidão, com violação dos direitos básicos dos trabalhadores, continuam acessando incentivos do Estado de São Paulo.
Trata-se de uma situação inadmissível, que coloca o poder público estadual em posição de conivência indireta com práticas que atentam contra a dignidade humana. “O governador Tarcísio não deve permitir que isso continue. Precisa atender as recomendações do TCE e as diversas solicitações do meu mandato, para que a isenção fiscal tenha total transparência, para que a sociedade tenha clareza sobre o impacto social e de desenvolvimento das empresas beneficiadas. Mas não podemos continuar aceitando que empresas que sequer respeitam os trabalhadores e a leis vigentes sejam beneficiadas”, afirmou.
Dados da Justiça do Trabalho apontaram que em 2025, o Brasil registrou 4.515 denúncias de trabalho em situação análoga à escravidão, número recorde desde o início da série histórica, que teve início em 2011. Desde este ano, até o ano passado foram mais de 26 mil denúncias recebidas, segundo informações do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), e evidencia a persistência de uma grave violação de direitos humanos no país e dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras.

Com a apresentação do Projeto de Lei, o deputado espera contribuir no combate a essa prática do trabalho análogo à escravidão e à cessão de créditos outorgados e demais isenções ás empresas condenadas no estado de São Paulo. “A proposta vincula o impedimento de concessão de benefícios fiscais à inclusão no Cadastro de Empregadores da Lista Suja. Se até instituições financeiras já são proibidas de conceder crédito a essas empresas, não há justificativa para que o Estado siga oferecendo vantagens tributárias”, concluiu o deputado Marcolino.
Lula ao Congresso: “Vamos continuar trabalhando juntos e juntas para que 2026 seja ainda melhor”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou a deputados e senadores, nesta segunda-feira (2), a Mensagem ao Congresso Nacional, na qual faz um balanço das principais conquistas de 2025, ano que classificou como de consolidação da reconstrução do país, e apresenta os desafios e prioridades do Governo do Brasil para 2026, o último da atual legislatura. O documento foi entregue aos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, durante a abertura dos trabalhos do parlamento. Leia em TVT News.
Na abertura do documento, o presidente destaca que 2025 começou sob ceticismo e projeções pessimistas, mas terminou com resultados concretos que colocaram o Brasil em trajetória de crescimento com inclusão social. “Aconteceu justamente o contrário: o Brasil chegou ao fim de 2025 mais forte do que nunca”, afirma Lula.
>> Veja a íntegra da Mensagem Presidencial ao Congresso Nacional 2026
A Mensagem lembra que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu pelo terceiro ano consecutivo, a inflação fechou 2025 em 4,26% — a menor em sete anos — e o desemprego caiu para 5,2%, o menor índice da série histórica. A renda média do trabalho alcançou R$ 3.574, o maior valor já registrado.
O presidente ressalta que o desempenho econômico permitiu avanços sociais expressivos. Em dois anos, 17,4 milhões de brasileiras e brasileiros saíram da pobreza, e o país foi retirado pela segunda vez do Mapa da Fome. “O Brasil caminha para se tornar um país de classe média”, afirma Lula.
INVESTIMENTOS, INFRAESTRUTURA E POLÍTICAS SOCIAIS – Lula destaca o fortalecimento do investimento público e privado como motor do desenvolvimento. O Novo PAC alcançou execução de R$ 945 bilhões, com mais de 34 mil empreendimentos em todo o país. Na área habitacional, o Minha Casa, Minha Vida antecipou a meta prevista para 2026 ao alcançar 2 milhões de moradias contratadas.
Na saúde, o presidente ressalta a ampliação do acesso a procedimentos e a redução das filas, com 14,5 milhões de cirurgias eletivas realizadas. Na educação, o Programa Pé-de-Meia beneficiou cerca de 4 milhões de estudantes e contribuiu para a redução de 43% na evasão escolar no ensino médio.
PROTAGONISMO INTERNACIONAL E SUSTENTABILIDADE – No cenário internacional, o presidente destaca a retomada do protagonismo do Brasil, com recorde de US$ 77,7 bilhões em investimentos estrangeiros e a consolidação do país como o segundo destino mais atrativo do mundo para o capital externo.
Após 25 anos de negociações, o Brasil celebrou o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, abrindo um novo ciclo de oportunidades para as empresas brasileiras, fortalecendo a competitividade do Brasil, ampliando as exportações e atraindo investimentos de forma sustentável. “O novo bloco detém um quarto do PIB mundial e reúne uma população de 720 milhões de consumidores. Tenho certeza de que o Congresso Nacional não medirá esforços para, no menor prazo possível, internalizar esse acordo.”
Na agenda ambiental, Lula ressalta a redução de cerca de 50% do desmatamento na Amazônia em relação a 2022 e a realização da COP30 no Brasil, reforçando o compromisso com o desenvolvimento sustentável e a justiça climática.
PRIORIDADES E PARCERIA COM O CONGRESSO – Ao projetar 2026, o presidente reafirma a importância da parceria entre o Executivo e o Legislativo para avançar em uma agenda estratégica para o país. Entre as prioridades, Lula destaca a discussão sobre a jornada de trabalho, com foco no fim da escala 6×1 sem redução salarial; o fortalecimento da segurança pública, com a tramitação da PEC da Segurança Pública e do projeto de combate às facções criminosas; e a regulação do trabalho por aplicativos.
O presidente também defende o fortalecimento do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, como exemplo de ação conjunta entre os três Poderes para garantir o direito à vida de meninas e mulheres, e aponta como estratégico o avanço da soberania tecnológica, com a consolidação do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial e do modelo de linguagem nacional, o SoberanIA.
Ao encerrar a Mensagem, Lula afirma que 2025 foi um ano histórico para o Brasil e convoca o Parlamento a seguir trabalhando de forma conjunta para construir um país mais desenvolvido, mais justo e com menos desigualdades. “Vamos continuar trabalhando juntos e juntas para que o ano de 2026 seja ainda melhor”, conclui o presidente.
Via Planalto
Cármen Lúcia será relatora de Código de Ética do STF, anuncia Fachin
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, anunciou nesta segunda-feira (2) que a ministra Cámen Lúcia será relatora da proposta de criação de um código de ética para os integrantes da Corte.
Leia em TVT News.
Fachin discursou durante a sessão solene de abertura do Ano Judiciário de 2026, cerimônia que marca a abertura dos trabalhos após o período de recesso. O ministro disse que as instituições têm desafios para se manterem íntegras e com legitimidade.
“Momentos de adversidade exigem mais do que discurso, pedem responsabilidade institucional, clareza de limites e fidelidade absoluta à Constituição da República.”
O presidente do STF afirmou que os ministros “respondem pelas escolhas que fazem” e que o é momento é de “autocorreção”.
Diante da resistência interna de ministros que são contra a aprovação de regras para regular a conduta da Corte, Fachin prometeu que buscará o diálogo com os colegas pela aprovação do texto.
“Vamos caminhar juntos na construção do consenso no âmbito desse colegiado. Impende dialogar e construir confiança pública, porque nessa reside a verdadeira força do Estado Democrático de Direito”, afirmou durante a solenidade.
A cerimônia foi acompanhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), além de outras autoridades.
Banco Master
O anúncio sobre a criação de um código de ética para o STF ocorre após membros da Corte serem criticados publicamente pela condução das investigações envolvendo as fraudes no Banco Master.
No mês passado, o ministro Alexandre de Moraes negou ter participado de um encontro com o ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, no primeiro semestre de 2025, na casa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O suposto encontro foi noticiado pelo Portal Metrópoles e teria ocorrido em meio ao processo de tentativa de compra do Master pelo BRB. Em nota à imprensa, Moraes classificou a reportagem como “falsa e mentirosa”.
Antes da liquidação do Master pelo Banco Central, o escritório de advocacia Barci de Moraes, que pertence à família do ministro, prestou serviços ao banco de Vorcaro.
No início deste mês, o ministro Dias Toffoli passou a ser criticado por permanecer na condição de relator do caso após matérias jornalísticas informarem que a Polícia Federal encontrou irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. O fundo comprou uma participação no resort Tayayá, localizado no Paraná, que era de propriedade de familiares do ministro.
Fachin também foi criticado por divulgar uma nota à imprensa para defender a atuação de Toffoli.
Lula reafirma defesa da democracia
O presidente Lula reafirmou o compromisso das instituições brasileiras com a Constituição, a democracia e a soberania nacional. Em discurso no STF, destacou que o momento simboliza a superação do período de instabilidade institucional vivido após os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Ao comparar o cenário atual com o de sua participação anterior na cerimônia, o presidente afirmou que hoje o país vive um ambiente de “confiança e esperança renovadas”. Segundo Lula, as instituições cumpriram seu papel ao proteger a ordem constitucional e garantir o respeito à vontade soberana do povo brasileiro expressa nas urnas.
O presidente elogiou a atuação do STF, ressaltando que a Corte exerceu suas responsabilidades constitucionais sem buscar protagonismo político. “Defendeu a Constituição, garantiu a integridade do processo eleitoral e protegeu a liberdade do voto”, afirmou, lembrando que ministros enfrentaram pressões e ameaças por cumprir a lei. Lula também destacou a Ação Penal 2.668 como um marco histórico, ao assegurar julgamento justo aos envolvidos em tentativas de ruptura democrática e reafirmar que nenhuma autoridade está acima da lei.

Outro eixo central do discurso foi a defesa da Justiça Eleitoral. Lula alertou para os desafios impostos pelas eleições deste ano, como o abuso do poder econômico, a disseminação de fake news e o uso indevido de inteligência artificial. Para o presidente, o Tribunal Superior Eleitoral precisa de instrumentos modernos para agir com rapidez e rigor diante das novas formas de manipulação digital.
Na área da segurança pública, Lula citou o avanço no combate ao crime organizado, com destaque para ações integradas que atingem financiadores das organizações criminosas. Também anunciou o lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, envolvendo os Três Poderes, diante dos dados alarmantes de violência contra mulheres no país.
Com informações da Agência Brasil
Bad Bunny e Billie Eilish usam palco do Grammy para protestar contra o ICE
Entre recordes, estreias históricas e grandes performances na 68ª edição do Grammy Awards realizada no domingo (1º), em Los Angeles, o tom da cerimônia também foi marcado por críticas às políticas migratórias dos Estados Unidos. No palco, ao receberem seus prêmios, Bad Bunny e Billie Eilish protestaram contra o ICE, o Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira do governo de Donald Trump, que tem adotado práticas violentas para deter e perseguir imigrantes. Saiba os detalhes na TVT News.
Logo no tapete vermelho, artistas, produtores e convidados exibiam broches brancos com a frase “ICE OUT” (“Fora ICE”). No palco, os protestos ganharam voz.
Ao receber o prêmio de Melhor Álbum de Música Urbana, Bad Bunny fez um dos discursos mais aplaudidos da cerimônia. Em espanhol e inglês, o porto-riquenho declarou:
“Fora ICE. Não somos selvagens, não somos animais, não somos aliens. Somos seres humanos e somos americanos”. Ele completou afirmando que o amor é a única força capaz de superar o ódio.
Mais tarde, a cantora Billie Eilish, vencedora de Canção do Ano por “Wildflower”, também adotou o tom direto:
“Ninguém é ilegal em terra roubada”, disse, antes de encerrar com um “Fod*-se o ICE”.
Outros artistas seguiram a mesma linha. Kehlani e Shaboozey exaltaram a contribuição histórica dos imigrantes para a construção do país, enquanto Gloria Estefan classificou como “desumanas” as políticas que mantêm famílias e crianças em centros de detenção. Olivia Dean, que venceu o prêmio de artista revelação, declarou: “estou aqui como neta de imigrantes. Sou fruto da coragem e acho que essas pessoas merecem ser celebradas”.
Alvo de protestos crescentes em todo o país, o ICE (Serviço tem implementado práticas agressivas e desumanas durante o governo Donald Trump. A agência é acusada de atuar como uma espécie de “polícia paralela”, promovendo prisões arbitrárias, detenções de pessoas sem antecedentes criminais e até o confinamento de crianças. A revolta se intensificou após operações que resultaram na morte dos cidadãos americanos Renee Good e Alex Pretti, em Minneapolis, casos que motivaram investigações de direitos civis. Também pesam denúncias sobre o uso de agentes mascarados, ações militarizadas em espaços públicos e a vigilância de grandes eventos culturais, criando um clima de intimidação que levou artistas a cancelarem apresentações por medo de detenções em massa.
Vitórias históricas
Além do ativismo, a cerimônia foi noite de marcos importantes na indústria musical.
O próprio Bad Bunny fez história ao vencer o principal prêmio da noite, Álbum do Ano, com Debí Tirar Más Fotos, tornando-se o primeiro artista a conquistar a categoria com um disco inteiramente em espanhol. Ele se junta a João Gilberto, como os únicos artistas latino-americanos a ganharem o aclamado prêmio.
Já Kendrick Lamar foi o maior vencedor da cerimônia, com cinco troféus, incluindo Gravação do Ano por “Luther”, ao lado de SZA. Com 27 Grammys no currículo, ele se tornou o artista de hip-hop mais premiado da história.
Entre outras conquistas inéditas, a banda The Cure levou seus dois primeiros Grammys após décadas de carreira, o Dalai Lama, aos 90 anos, venceu na categoria de audiobook, e Steven Spielberg alcançou o status de EGOT ao conquistar um Grammy para Melhor Filme Musical.
Presença brasileira e performances
O Brasil também teve motivos para comemorar. Caetano Veloso e Maria Bethânia venceram Melhor Álbum de Música Global com o registro ao vivo da turnê conjunta, garantindo a primeira estatueta de Bethânia.
No palco, as apresentações variaram entre o experimental e o grandioso. Justin Bieber chamou atenção com uma performance minimalista de Yukon, construída ao vivo com loops de guitarra. Lady Gaga apresentou Abracadabra com um figurino excêntrico de Alexander McQueen, e Sabrina Carpenter cantou Manchild, enquanto tributos emocionaram o público, como a homenagem a Ozzy Osbourne, com “War Pigs”.
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