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Da Redação

Brasileiros cruzam o país para votar, e 2º turno tem menor abstenção em 20 anos

Brasileiros de diferentes regiões do país encararam longas viagens para votar no segundo turno das eleições presidenciais, realizado neste domingo (25). Vídeos publicados nas redes sociais mostram eleitores organizando caravanas, pegando estradas, embarcando em aviões e combinando diferentes meios de transporte para chegar às suas cidades e participar da votação. Leia em TVT News.

Os relatos incluem trajetos de centenas de quilômetros dentro do Brasil e viagens internacionais planejadas para que o eleitor pudesse exercer o direito ao voto. Em uma das gravações, uma pessoa afirma que saiu de São Luís, no Maranhão, para percorrer cerca de 630 quilômetros. Outra relata que enfrentaria mais de 30 horas de deslocamento, incluindo quase um dia de barco, para chegar ao local de votação.

Também houve quem viajasse de Florianópolis a Belo Horizonte, saísse do Reino Unido para retornar ao Brasil ou organizasse o percurso entre diferentes cidades para garantir a presença nas urnas. Em outros vídeos, famílias aparecem mobilizadas para acompanhar parentes, enquanto grupos convocam eleitores a sair de casa e participar da votação.

A mobilização ocorreu em uma eleição marcada pela disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Em diversas gravações, os eleitores associam a decisão de viajar à defesa da democracia e à importância de participar do processo eleitoral.

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Abstenção cai e atinge menor nível em 20 anos

A mobilização coincide com uma redução expressiva na abstenção eleitoral. Segundo dados divulgados pela Justiça Eleitoral e publicados pela Agência Brasil, o índice de eleitores que não compareceram às urnas caiu de 21,08% no primeiro turno, em 4 de outubro, para 19,22% no segundo turno, realizado no domingo (25).

O percentual é o menor registrado em segundos turnos nos últimos 20 anos. Em números absolutos, as ausências passaram de aproximadamente 33,47 milhões no primeiro turno para 30,51 milhões no segundo, uma redução de quase 3 milhões de eleitores.

A queda também chama a atenção por contrariar uma tendência histórica. Nas eleições presidenciais anteriores com segundo turno, a abstenção geralmente aumentava na etapa final da disputa. Em 2022, houve uma redução entre os turnos, mas de menor magnitude. Em 2026, a diferença foi de cerca de 1,86 ponto percentual.

Brancos e nulos também diminuem

Além da redução no número de eleitores ausentes, o segundo turno registrou queda nos votos brancos e nulos. Os votos em branco passaram de 2,3 milhões no primeiro turno, equivalentes a 1,84%, para cerca de 1,43 milhão, ou 1,12%, no segundo.

Já os votos nulos recuaram de aproximadamente 3,67 milhões (2,93%) para 2,72 milhões (2,12%). Somados, brancos e nulos representaram cerca de 3,24% dos votos depositados nas urnas no segundo turno, ante 4,77% no primeiro.

A diminuição desses índices ampliou o contingente de votos válidos na disputa presidencial. A redução da abstenção e dos votos brancos e nulos foi apontada por análises publicadas durante a apuração como um fator relevante para o resultado eleitoral, embora os números, isoladamente, não permitam determinar em quem votaram os eleitores que compareceram a mais.

Mobilização para defender o voto

Nos vídeos que circularam nas redes, a decisão de viajar aparece associada à ideia de que cada voto pode fazer diferença. Há relatos de pessoas que organizaram deslocamentos com familiares, convocaram conhecidos e defenderam a participação eleitoral como uma forma de honrar a luta de gerações anteriores pelo direito ao voto.

Uma das gravações destaca a importância da democracia para além das preferências partidárias e afirma que os direitos devem ser defendidos inclusive para quem pensa de maneira diferente. Outros registros, por sua vez, demonstram apoio explícito à candidatura de Lula, com eleitores afirmando que estavam dispostos a enfrentar longas jornadas para votar no candidato.

A combinação entre os relatos de mobilização e os dados oficiais mostra um segundo turno com maior participação eleitoral e menor proporção de votos brancos e nulos em relação à primeira etapa. As viagens e caravanas registradas nas redes sociais dão dimensão humana a esse movimento, com pessoas que transformaram o deslocamento até a urna em uma prioridade.

Flávio Bolsonaro é intimado pela PF a entregar passaporte

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (26) que foi intimado pela Polícia Federal (PF) a entregar seus passaportes e está proibido de deixar o Brasil. A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais, após uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. Leia em TVT News.

Segundo Flávio, agentes da Polícia Federal estavam na porta da residência do ex-presidente e o abordaram na rua, quando ele saía do local. O senador atribuiu a medida a uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Senador questiona motivo da decisão

Flávio afirmou que a determinação teria como fundamento uma declaração feita por seu irmão, Eduardo Bolsonaro, em 23 de outubro. Na ocasião, Eduardo teria dito que deixaria o país caso Flávio perdesse a eleição presidencial.

O senador criticou a atuação da Polícia Federal, que chamou de “Polícia Federal do Lula”, e questionou a justificativa para a medida. Segundo ele, a decisão estaria relacionada à declaração do irmão.

Flávio Bolsonaro é alvo de investigações

Flávio Bolsonaro é investigado em procedimentos que apuram suspeitas de irregularidades financeiras. Uma das investigações envolve o financiamento de Dark Horse, filme sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro, e possíveis repasses relacionados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

Outra apuração envolve suspeitas de lavagem de dinheiro em operações com empresas financeiras e plataformas de apostas. O senador nega irregularidades.

A movimentação em torno do passaporte ocorre em meio à transição política após a eleição e às investigações que envolvem o parlamentar. O fim de seu mandato no Senado, previsto para janeiro de 2027, também representa a perda da imunidade parlamentar vinculada ao exercício do cargo, embora a competência para julgar eventuais crimes relacionados ao mandato possa permanecer no STF.

Mapa dos votos: onde Lula mais cresceu, virou a disputa e abriu vantagem sobre Flávio Bolsonaro

A ampliação da votação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em todas as 27 unidades da Federação e o avanço expressivo no Sudeste ajudam a explicar a virada que garantiu a reeleição do presidente. Leia em TVT News.

No segundo turno, realizado neste domingo (25), Lula passou de segundo colocado para vencedor da disputa presidencial, superando Flávio Bolsonaro (PL) por cerca de 4,4 milhões de votos.

Com 100% das seções eleitorais apuradas, Lula recebeu 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos. Flávio terminou com 59.826.041 votos, ou 48,21%. No primeiro turno, em 4 de outubro, o candidato do PL havia saído na frente, com 56.104.503 votos, contra 53.879.538 do petista.

No segundo turno, Lula acrescentou 10.376.694 votos à sua votação inicial, enquanto Flávio obteve mais 3.721.538. Segundo a análise de Bruno Soller, sócio e CEO do instituto Real Time Big Data, o desempenho de Lula no Sudeste e a virada em Minas Gerais tiveram peso determinante para a vitória.

Sudeste concentrou o maior crescimento de Lula

O Sudeste foi a região em que Lula mais ampliou sua votação em números absolutos. O petista passou de 19,2 milhões de votos no primeiro turno para 24 milhões no segundo, um crescimento de 24,95%. Flávio também avançou, de 24,9 milhões para 26,8 milhões, mas em ritmo menor: 7,81%.

Com isso, a vantagem do candidato do PL na região caiu de aproximadamente 5,7 milhões para 2,8 milhões de votos. Embora Flávio tenha mantido a liderança regional, Lula reduziu a distância em um dos principais colégios eleitorais do país.

São Paulo liderou o crescimento dos dois candidatos. O petista recebeu cerca de 2,6 milhões de votos a mais em comparação com o primeiro turno, enquanto Flávio acrescentou aproximadamente 1,2 milhão. O candidato do PL venceu no estado, mas sua vantagem diminuiu de 3,4 milhões para 2 milhões de votos.

O Rio de Janeiro e Minas Gerais também tiveram papel relevante no avanço petista. Lula ampliou sua votação em cerca de 872 mil votos no Rio e em mais de 1 milhão em Minas. Em entrevista à CNN Brasil, Bruno Soller apontou o crescimento nas capitais do Sudeste como parte importante do resultado: segundo ele, a votação de Lula em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte aumentou, em média, mais de 7% entre os turnos.

Onde o PT virou a disputa

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População toma as ruas da Avenida Paulista em São Paulo para comemorar a reeleição do presidente Lula – Foto: Emanuela Godoy/TVT News

A virada em Minas Gerais aparece entre os fatores destacados na análise do resultado. Além de ampliar a votação no estado, Lula reduziu a distância em grandes colégios eleitorais do Sudeste, mesmo sem vencer em toda a região.

Lula virou em Macapá

A mudança também ocorreu em Macapá, capital do Amapá. O presidente acrescentou 11.300 votos em relação ao primeiro turno, enquanto Flávio perdeu 3.785. No resultado final da cidade, o petista ficou à frente, com 125.479 votos, contra 120.593 do adversário. Foi a maior queda de votação de Flávio em números absolutos entre os municípios brasileiros.

Lula aumentou votação em 27 capitais

O avanço de Lula não ficou restrito a esses locais: ele aumentou sua votação nas 27 capitais, incluindo Brasília. Flávio cresceu em 25 capitais, mas perdeu votos em Macapá e Boa Vista.

Na capital de Roraima, apesar da queda de 545 votos, o candidato do PL manteve uma vitória expressiva, com 75,75% dos votos válidos. O PT, por sua vez, somou mais 8.128 votos na cidade.

Nordeste reforçou a vantagem petista

O Nordeste foi a segunda região que mais contribuiu para o aumento da votação de Lula. O presidente recebeu 2.955.848 votos adicionais, enquanto Flávio ampliou seu total em 397.763.

A diferença entre os dois candidatos também foi favorável a Lula no Sul, no Centro-Oeste e no Norte. No Sul, o petista ganhou 1.332.846 votos, contra 866.745 de Flávio. No Centro-Oeste, foram 770.876 votos a mais para Lula e 470.431 para o adversário. No Norte, o presidente acrescentou 474.024 votos, enquanto Flávio teve saldo positivo de apenas 14.110.

No conjunto dos estados, Bahia e Pernambuco também se destacaram no avanço de Lula, com acréscimos de aproximadamente 820 mil e 563 mil votos, respectivamente.

Flávio perdeu votos em seis estados

Apesar de ter ampliado sua votação no total nacional, Flávio Bolsonaro terminou o segundo turno com menos votos do que no primeiro em seis estados: Acre, Amapá, Roraima, Maranhão, Amazonas e Tocantins. Cinco dessas unidades da Federação ficam na Região Norte.

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A maior queda ocorreu no Acre, onde o candidato do PL passou de 302.807 para 287.715 votos, uma redução de 15.092. Mesmo com a diminuição, Flávio venceu no estado.

O levantamento dos resultados por região, estado e município mostra que o crescimento da votação não significa, necessariamente, vitória em determinado território.

O petista avançou em todas as unidades da Federação, mas o resultado final também dependeu da redução das vantagens de Flávio em áreas populosas e de mudanças na liderança em localidades como Macapá.

Os dados utilizados na comparação são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e consideram a apuração concluída dos dois turnos.

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Líderes mundiais parabenizam Lula pela reeleição

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu manifestações de chefes de Estado e representantes de governos de diferentes regiões do mundo. Leia em TVT News.

Após o resultado do segundo turno, realizado no domingo (25), lideranças da Europa, da América Latina, da Ásia e da África publicaram mensagens de congratulação, com referências à democracia, à cooperação internacional e ao fortalecimento das relações diplomáticas com o Brasil.

Entre os que se manifestaram estão o presidente da França, Emmanuel Macron; o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez; a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen; e os líderes da China, da Rússia, da Índia e da África do Sul.

Em contrapartida, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Argentina, Javier Milei, ainda não haviam parabenizado Lula. Ambos são aliados de Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na disputa eleitoral. Donald Trump Jr., filho do presidente norte-americano, compartilhou uma publicação que se referia a Lula como o “próximo Nicolás Maduro”, em alusão ao ex-governante venezuelano.

Europa destaca democracia e parceria com o Brasil

O presidente francês, Emmanuel Macron, ressaltou a importância da parceria estratégica entre França e Brasil e defendeu a amizade entre os dois países a serviço de um mundo mais justo.

“Meus parabéns, Lula, pela sua reeleição. A França e o Brasil têm muito a construir juntos. Diante dos grandes desafios do nosso tempo, reforcemos nossa parceria estratégica e façamos viver a amizade entre nossos dois países a serviço de um mundo mais justo”, escreveu.

Na Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sánchez classificou o resultado como uma “grande vitória” e afirmou que a “virada do progressismo global acaba de começar”.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também cumprimentou Lula e destacou o significado internacional da eleição. “A democracia e o multilateralismo venceram no Brasil”, escreveu, ao parabenizar o presidente brasileiro.

China, Rússia, Índia e Coreia defendem aproximação

O governo chinês também se manifestou por meio do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun. Ele confirmou o reconhecimento do resultado anunciado pela Justiça Eleitoral brasileira e transmitiu os cumprimentos de Pequim pela vitória de Lula.

Na Rússia, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, destacou a atuação do presidente brasileiro no desenvolvimento das relações bilaterais e no avanço das iniciativas do Brics, grupo formado por países de economias emergentes e parceiros internacionais.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, chamou Lula de amigo e manifestou interesse em ampliar a parceria estratégica entre os dois países. A declaração aponta para a continuidade da cooperação entre Brasil e Índia em diferentes áreas.

O presidente da Coreia do Sul Jaemyung Lee parabenizou Lula e disse torcer pelo futuro do Brasil que o petista sempre idealizou:

“Acredito que, com base na confiança e nas expectativas depositadas pelo povo brasileiro, o senhor continuará desempenhando um papel importante. Torço sinceramente para que siga avançando com determinação rumo ao futuro do Brasil que sempre idealizou.

Guardo com carinho as conversas e os momentos de alegria que compartilhamos e aguardo com expectativa o dia em que nos reencontraremos. Mais uma vez, meus sinceros parabéns!”, disse.

América Latina: integração e respeito ao resultado

Na América Latina, presidentes de diferentes orientações políticas reconheceram a vitória e defenderam a continuidade do diálogo com o Brasil.

México

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse ligará nesta segunda-feira (26) para Lula para parabenizá-lo por sua reeleição, que descreveu como “uma lufada de ar fresco” para a região.

A presidente Claudia Sheinbaum ironizou o os conservadores mexicanos que comemoravam o suposto triunfo da direita no Brasil e que hoje, segundo ela, estão em completo silêncio.

Chile

O presidente chileno, José Antonio Kast, informou que telefonou para Lula para parabenizá-lo. Ele afirmou que os dois países têm interesses comuns e citou a integração econômica e o combate ao crime organizado como áreas para aprofundar a cooperação.

O presidente boliviano, Rodrigo Paz, destacou os vínculos históricos entre as nações e defendeu o trabalho conjunto para fortalecer as relações bilaterais e ampliar oportunidades para os dois povos.

Já o presidente paraguaio, Santiago Peña, ressaltou a agenda compartilhada entre Brasil e Paraguai nas áreas de integração e desenvolvimento. O presidente do Equador, Daniel Noboa, também enviou felicitações e apontou desafios regionais que, segundo ele, exigem cooperação entre os países.

Peru

No Peru, a presidente Keiko Fujimori manifestou disposição para fortalecer a aliança estratégica com o Brasil, incluindo a integração, a cooperação e o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Colômbia

O presidente colombiano, Abelardo de La Espriella, reconheceu a vitória de Lula mesmo após destacar divergências políticas.

Em publicação nas redes sociais, afirmou que a vontade popular deve ser respeitada e defendeu a cooperação entre os países, lembrando que apoiou Jair Bolsonaro na eleição brasileira, enquanto Lula apoiou Iván Cepeda na disputa colombiana.

O presidente uruguaio, Yamandú Orsi, relatou ter conversado com Lula e parabenizado o brasileiro tanto pela vitória quanto pelo processo democrático. No Panamá, José Raúl Mulino cumprimentou o povo brasileiro pelo processo eleitoral e afirmou que os dois países continuarão trabalhando em conjunto.

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, também saudou o resultado, afirmando que a vitória representava o triunfo da democracia e do povo brasileiro.

Em Cuba, o presidente Miguel Díaz-Canel chamou Lula de “irmão” e classificou a reeleição como uma vitória histórica. Ele afirmou que o resultado mantém o caminho de paz, soberania e justiça social e reafirmou o compromisso cubano com a unidade e a integração da América Latina e do Caribe.

África do Sul destaca impacto para o Sul Global

O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, afirmou que a vitória de Lula terá repercussão internacional. Para ele, o resultado representa uma conquista para o Sul Global e para as forças progressistas.

Ramaphosa também reafirmou o compromisso de fortalecer as relações entre Brasil e África do Sul e de ampliar a atuação conjunta em fóruns multilaterais. A declaração defendeu uma ordem mundial mais justa, baseada na solidariedade e no respeito ao direito internacional.

Canadá propõe ampliar comércio e proteção ambiental

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, destacou que a relação entre Canadá e Brasil se fortaleceu nos últimos anos e defendeu o aprofundamento da parceria. Entre as prioridades citadas estão a criação de oportunidades comerciais, a proteção ambiental e a ampliação da prosperidade para as populações dos dois países.

As manifestações internacionais indicam que a eleição brasileira tem repercussão nas relações diplomáticas e nas discussões sobre cooperação econômica, integração regional, democracia e atuação conjunta em organismos multilaterais.

Romenia diz que quer continuar cooperando com o Brasil

Em suas redes, o presidente da Romenia Nicusor Dan parabenizou Lula pela reeleição e disse gostar de continuar o trabalho de cooperação com o Brasil e UE.

“Parabéns a Lula pela sua reeleição como Presidente do Brasil.

A Romênia espera continuar nosso trabalho conjunto sobre desafios globais e uma parceria mais forte entre a UE e a América Latina. Separados por um oceano, mas unidos por uma herança latina compartilhada e uma amizade de longa data, Romênia e Brasil têm muito mais a conquistar juntos”, disse.

Ao longo da segunda (26) diversos líderes mundiais também parabenizaram e reconheceram a vitória do Lula

Reino Unido

Japão

Zohran Mamdani, prefeito de Nova Iorque

Nigéria

Austrália

Rússia

Presidente do Conselho Europeu

Bahamas

Canadá

Belarus

Irã

Sérvia

Palestina

Tanzânia

Tedro Adhnom, OMS

Barbados

Venezuela

Roberto Gualtieiri, prefeito de Roma

Burundi

Paquistão

Oscar Arias, prêmio Nobel da Paz

https://twitter.com/oariascr/status/2114592488753172597?s=20

Noruega

Panamá

Nova Zelândia

Malta

Finlândia

Suécia

Polônia

Bernie Sanders

Áustria

Malásia

Holanda

Costa Rica

Honduras

Letônia

Eslováquia

No discurso da vitória, Lula anuncia nova forma de comunicação com população

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que pretende adotar uma nova estratégia de comunicação no próximo mandato, com pronunciamentos frequentes e contato direto com a população.  Leia em TVT News.

Durante discurso após a vitória nas urnas, neste domingo (25), Lula afirmou que passará a conversar com os brasileiros “muitas vezes por dia, diretamente”, para explicar suas posições e as medidas do governo sem depender da interpretação de jornalistas.

“Eu vou dizer o que eu penso e o que eu faço”, declarou o presidente, ao criticar o que considera interpretações de má-fé por parte da imprensa. A fala ocorreu após uma interrupção na transmissão do pronunciamento, que foi retomado em seguida.

Lula falou do papel das plataformas digitais no resultado eleitoral e defendeu a regulação das empresas de tecnologia. Ele pontuou que a campanha foi marcada pela disseminação de mentiras e pela influência de plataformas estrangeiras no debate político.

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Participação popular e mudanças no governo

Lula afirmou que pretende ampliar a participação da população nas decisões do governo. “Nós vamos mudar o jeito de governar este país”, declarou, ao defender uma relação mais direta com os brasileiros.

O presidente também ressaltou que, após a eleição, sua responsabilidade será governar para toda a população, independentemente de preferências políticas. Ele reconheceu que o Congresso Nacional terá uma composição mais conservadora, mas disse que pretende negociar com os parlamentares para aprovar as propostas do Executivo.

Durante o discurso, Lula agradeceu aos eleitores, com destaque para jovens, mulheres e idosos. Também afirmou que a mobilização popular foi decisiva para a vitória e destacou a presença de pessoas com dificuldades de locomoção que foram votar.

Educação, saúde e proteção social

Na área da educação, o presidente defendeu a ampliação do ensino em tempo integral até o ensino médio e prometeu universalizar o programa Pé-de-Meia, voltado a estudantes dessa etapa escolar. Lula também anunciou a intenção de criar uma modalidade universitária do programa, com o objetivo de evitar que jovens abandonem os estudos para trabalhar.

No discurso, ainda abordou afirmou que pretende ampliar o ensino de matemática e engenharia e desenvolver tecnologia nacional para reduzir a dependência de sistemas de inteligência artificial produzidos no exterior.

Na saúde, Lula prometeu dar continuidade às políticas de fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e citou a ampliação do tratamento de câncer. Também defendeu políticas públicas de cuidado com idosos e maior respeito às mulheres. Sobre a religião, reiterou a defesa do Estado laico e da liberdade de crença.

Economia digital e meio ambiente

Lula apontou que fará investimentos em economia digital, economia verde e economia criativa, além de falar da possibilidade de instalação de data centers no Brasil. Segundo ele, o país poderia aproveitar seu potencial de energia renovável para atrair esses empreendimentos e manter parte das informações brasileiras armazenada no próprio país.

O presidente também destacou a redução do desmatamento por quatro anos consecutivos, atribuindo o resultado ao trabalho do governo na área ambiental. Ele afirmou que pretende fortalecer a atuação brasileira nas políticas climáticas e ampliar o potencial do país na transição para uma economia de baixo carbono.

Segurança pública e compromisso de governo

No discurso, Lula defendeu maior participação do governo federal na segurança pública. Ele afirmou que a responsabilidade concentrada nos estados, conforme o modelo estabelecido pela Constituição de 1988, não tem sido suficiente para enfrentar o problema.

“Para o povo trabalhador a gente vai dar proteção; para o bandido a gente vai dar prisão”, declarou. A fala sinaliza a intenção de ampliar a atuação federal na área, embora o pronunciamento não tenha detalhado quais medidas serão adotadas.

TSE desmente Flávio Bolsonaro sobre fiscais do PL e nega retirada durante apuração

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) classificou como falsa a declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado no segundo turno das eleições presidenciais, de que fiscais de seu partido teriam sido retirados da chamada sala-cofre durante a apuração dos votos. O esclarecimento foi divulgado na madrugada desta segunda-feira (26), após o candidato afirmar que não reconheceria o resultado e anunciar que pediria a anulação da eleição.  Leia em TVT News.

Em nota publicada na página oficial de checagem da Justiça Eleitoral, o tribunal explicou que a sala-cofre não é aberta à visitação. A Corte ressaltou, porém, que outros espaços permitem o acompanhamento da totalização e da divulgação dos resultados por fiscais partidários, observadores internacionais, advogados e representantes do Ministério Público.

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TSE afirma ter registros da presença de fiscais

Segundo o tribunal, dois fiscais do PL estiveram na sede do TSE no domingo (25). Eles acompanharam o Teste de Integridade das Urnas, realizado no subsolo do edifício, e a divulgação dos resultados na Sala de Totalização. Os representantes também visitaram a Sala dos Partidos Políticos, localizada no quinto andar.

A Justiça Eleitoral informou que possui registros de presença nos locais visitados e filmagens feitas na Sala de Totalização, que, segundo a Corte, comprovam o acesso dos fiscais às dependências destinadas ao acompanhamento do processo eleitoral.

A declaração de Flávio foi feita após a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito com 51,79% dos votos válidos. O candidato do PL obteve 48,21%, uma diferença superior a 4,4 milhões de votos.

Flávio questiona resultado e anuncia ação judicial

Após a derrota, Flávio afirmou que considerava impossível reconhecer o resultado e anunciou que recorreria à Justiça para pedir a anulação da eleição. Entre os argumentos apresentados pelo senador está a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, que prorrogou o horário de votação até as 19h em razão de dificuldades de transporte relatadas em municípios brasileiros.

A ampliação do prazo atendeu a pedidos de campanhas dos dois candidatos: a de Lula relatou problemas no transporte público, enquanto a candidatura de Flávio também havia solicitado mais tempo para votação em localidades afetadas por condições climáticas adversas e dificuldades de deslocamento. Posteriormente, a decisão foi esclarecida para se aplicar às seções eleitorais que ainda não haviam encerrado a votação às 17h.

O TSE informou que o resultado oficial foi anunciado na noite de domingo pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques. A alegação sobre a retirada dos fiscais foi rebatida pelo tribunal, que afirma ter documentação e imagens sobre a presença dos representantes do PL nos espaços de acompanhamento da apuração.

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