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Da Redação

Lula fala pelo multilateralismo no Financial Times com líderes do Canadá, UE e Quênia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, ao lado de líderes do Canadá, da União Europeia e do Quênia, um manifesto em defesa do multilateralismo e da cooperação internacional. O artigo foi publicado neste domingo (20) pelo jornal britânico Financial Times, às vésperas da Assembleia-Geral da ONU, que começa nesta semana em Nova York. Leia em TVT News.

Além de Lula, assinam o texto o presidente do Conselho Europeu, António Costa, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e o presidente do Quênia, William Ruto. Os quatro líderes apresentam uma nova iniciativa chamada “Partners for Multilateralism” (Parceiros pelo Multilateralismo), ou P4M.

A iniciativa busca reunir países de diferentes regiões e tradições políticas para defender reformas nas instituições internacionais e ampliar a cooperação.

Entre os objetivos estão tornar as instituições multilaterais mais representativas, legítimas, eficazes e confiáveis, além de fortalecer a cooperação entre organizações regionais e desenvolver ações conjuntas em áreas como paz e segurança, governança econômica, inteligência artificial, mudanças climáticas, segurança sanitária e transformação digital.

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Leia o artigo assinado “O Multilateralismo não é idealismo, é uma necessidade”, assinado por Lula e líderes no Financial Times

À medida que os líderes mundiais seguem para a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, nesta semana, nos deparamos com um paradoxo. A comunidade internacional está mais interdependente do que nunca, ao mesmo tempo em que se torna cada vez mais fragmentada e polarizada.

Nossas economias estão profundamente interligadas. A tecnologia conecta bilhões de pessoas para além das fronteiras nacionais, enquanto capital, bens, dados e ideias circulam em velocidades que seriam inimagináveis quando as Nações Unidas foram fundadas, em 1945. O comércio global atingiu o recorde de US$ 35 trilhões no ano passado, e seis bilhões de pessoas – quase três quartos da humanidade – estão conectadas à internet.

No entanto, a geopolítica caminha na direção oposta. Em 2025, foram registrados 65 conflitos armados envolvendo Estados, o maior número desde 1946, enquanto os gastos militares globais atingiram o recorde de US$ 2,9 trilhões. O direito internacional está sob pressão. A linguagem das esferas de influência e da política de poder está de volta. As relações econômicas são cada vez mais utilizadas como instrumentos de pressão e coerção, enquanto a desigualdade aumenta, tanto dentro dos países quanto entre eles.

Alguns podem concluir, portanto, que o sistema multilateral fracassou. Em parte, essa crítica é compreensível. Um sistema multilateral que não reflita as realidades de hoje não resistirá ao tempo. Mas a necessidade de cooperação multilateral segue plenamente viva. O mundo do pós-guerra há muito ficou para trás, mas a lógica fundamental que justificou a cooperação multilateral é mais evidente do que nunca.

A emergência climática está superando até mesmo as previsões mais alarmantes. A inteligência artificial avança mais rapidamente do que nossa capacidade de controlá-la. Pandemias podem se espalhar por continentes em questão de semanas, e choques financeiros podem abalar os mercados em poucas horas. Conflitos armados podem desestabilizar regiões inteiras e obrigar milhões de pessoas a fugir de suas casas. Pontos de estrangulamento das rotas marítimas globais, como o Estreito de Ormuz, quando afetados por conflitos, podem paralisar cadeias de abastecimento em todo o mundo. Nenhum país, por mais poderoso que seja, pode enfrentar esses desafios sozinho. A cooperação não é um ato de idealismo; é uma necessidade prática. A questão não é saber se o multilateralismo pode sobreviver, mas como ele deve evoluir para responder às realidades do nosso tempo.

É nesse contexto que nos unimos em torno de uma nova iniciativa: “Parceiros pelo Multilateralismo” (P4M, na sigla em inglês). A P4M não pretende criar mais um bloco exclusivo nem outra burocracia internacional. Seu propósito é justamente o oposto: oferecer uma estrutura flexível e aberta a países de diferentes regiões e tradições políticas que estejam dispostos a atuar para além de suas diferenças, formar coalizões em favor de reformas e transformar princípios compartilhados em ações concretas. A P4M apoiará a reforma das Nações Unidas e de outras instituições multilaterais, para torná-las mais representativas, legítimas, eficazes e confiáveis. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a cooperação entre organizações regionais, contribuir para a paz e a segurança, aprimorar a governança econômica global e desenvolver abordagens comuns para desafios contemporâneos, da inteligência artificial e das mudanças do clima à segurança sanitária e à transformação digital.

A P4M buscará renovar e fortalecer o sistema multilateral, e não o substituir, além de construir pontes e aproximar países que podem discordar em muitas questões, mas que compartilham o compromisso com os princípios básicos consagrados na Carta da ONU. São princípios inegociáveis, como a igualdade soberana, a integridade territorial, a solução pacífica de controvérsias, a proibição da ameaça ou do uso da força, o direito internacional humanitário, o desenvolvimento sustentável, os direitos humanos e as liberdades fundamentais.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou recentemente que “as superpotências estão descobrindo seus limites”. Acreditamos que a comunidade internacional precisa redescobrir o extraordinário potencial da ação coletiva.

A competição não precisa se transformar em confronto se criarmos canais de diálogo e cooperação. A soberania é fortalecida, e não diminuída, quando os países trabalham juntos para enfrentar desafios comuns. A promoção dos interesses nacionais muitas vezes passa pela ação coletiva diante de desafios compartilhados.

A verdadeira escolha não é entre preservar a ordem internacional estabelecida após a Segunda Guerra Mundial ou abandoná-la. É entre renovar a cooperação multilateral em um mundo em transformação ou permitir que a fragmentação, a polarização e a política de poder definam a próxima era.

Diante de uma ordem mundial que se transforma rapidamente, conclamamos líderes de todo o mundo a se juntarem a nós na iniciativa P4M, optando pela cooperação em vez da fragmentação, pelo direito em vez do poder e pela responsabilidade compartilhada em vez da divisão.

Primavera começa nesta terça-feira com previsão de calor intenso e mudanças nas chuvas

A primavera começa oficialmente nesta terça-feira (22), às 21h05, no horário de Brasília. No Hemisfério Sul, a estação se estende até 21 de dezembro, às 18h50, quando começa o verão. Leia em TVT News.

Em 2026, a mudança ocorre em um cenário marcado pela influência do El Niño, com previsão de diferenças importantes no regime de chuvas e nas temperaturas entre as regiões brasileiras.

O início da primavera também é associado ao equinócio de setembro. O fenômeno astronômico ocorre quando os raios solares incidem perpendicularmente sobre a Linha do Equador, fazendo com que os hemisférios Norte e Sul recebam quantidades semelhantes de iluminação solar.

O equinócio está relacionado à inclinação do eixo da Terra e ao movimento do planeta ao redor do Sol e acontece duas vezes por ano, em março e setembro, marcando o início da primavera e do outono.

Primavera terá mais calor e mudanças no regime de chuvas

A estação é tradicionalmente um período de transição entre a época seca e a chuvosa, especialmente na região central do Brasil. Ao longo dos meses, o fluxo de umidade vindo da Amazônia tende a se intensificar e contribui para o avanço do período chuvoso no Centro-Oeste e no Sudeste, além de áreas do centro-sul da Região Norte.

Os primeiros episódios da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) podem ocorrer durante a primavera, provocando chuva no Sudeste, Centro-Oeste, Acre e Rondônia. Na Região Sul, também podem ocorrer Complexos Convectivos de Mesoescala (CCM), fenômenos associados a chuvas fortes, rajadas de vento, descargas atmosféricas e possibilidade de granizo.

O aumento gradual das chuvas em grande parte do país também coincide com o início do plantio das principais culturas de verão.

Ao mesmo tempo, o avanço da estação favorece temperaturas mais elevadas. Nas regiões Norte e Nordeste, as médias podem superar 28°C, além de ocorrerem temperaturas altas em pontos do interior do país.

O aquecimento pode contribuir para ondas de calor, maior desconforto térmico, aumento da evapotranspiração e alterações na umidade do solo. O contraste entre massas de ar quente e frentes frias também favorece a formação rápida de tempestades severas.

El Niño influencia o comportamento da estação

Os textos de apoio apontam que o El Niño terá papel importante nas condições meteorológicas da primavera de 2026. O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e pode modificar a distribuição dos ventos e das chuvas.

A previsão apresentada indica um El Niño classificado como muito forte, com possibilidade de intensificação até novembro e dezembro. Nesse cenário, a tendência descrita é de maior volume de chuva no Sul e condições mais secas e quentes no Norte e no Nordeste.

No Sul, o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná podem registrar volumes de chuva acima da média. O Paraná aparece como área de atenção, com possibilidade de chuvas intensas e alagamentos. O intervalo reduzido entre episódios de chuva e a permanência de frentes frias sobre a região também pode favorecer temporais com raios, ventos fortes e granizo.

No Sudeste, o começo da primavera deve manter características próximas às observadas em setembro, com períodos nublados, chuvosos e presença de frentes frias na primeira metade de outubro. Em São Paulo, a previsão citada aponta possibilidade de chuva volumosa e acima da média no mês.

Nos meses seguintes, São Paulo e Rio de Janeiro podem alternar períodos de calor intenso e temporais. No Rio, os picos de temperatura podem ultrapassar 40°C em novembro e dezembro. Em Minas Gerais, os episódios de chuva previstos para novembro também podem ocorrer acompanhados de temperaturas elevadas.

Norte e Nordeste devem enfrentar calor e período mais seco

No Centro-Oeste, a previsão do Inmet (Instituto Nacional de Meterologia) indica outubro com temperaturas elevadas e chuva abaixo da média em Goiânia, Brasília e no norte de Mato Grosso. Mato Grosso do Sul pode alternar períodos de calor e temporais. Em Brasília, episódios de chuva devem ocorrer acompanhados de temperaturas altas, inclusive com possibilidade de ondas de calor fora do período habitual.

Na Amazônia, a previsão apresentada aponta poucas chuvas nos primeiros meses de 2027, o que pode dificultar a recuperação dos níveis dos rios. No leste do Amazonas, norte do Pará e Amapá, a primavera coincide com o período mais seco do ano.

A estiagem, combinada às temperaturas elevadas, também aumenta a preocupação com queimadas na Amazônia. O Rio Negro pode atingir níveis muito baixos entre a segunda quinzena de outubro e o início de novembro.

No Nordeste, o interior do norte do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e áreas do interior de Pernambuco e Paraíba atravessam o período de maior seca, acompanhado de aumento das temperaturas. Em Teresina, a chuva deve retornar gradualmente apenas no fim de 2026 ou no início de 2027.

Na faixa litorânea entre Salvador e Natal, a umidade tende a diminuir. Salvador e Recife podem registrar temperaturas mais altas e chuvas ocasionais.

Previsão aponta possibilidade de ondas de calor

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Climatologia de (a) precipitação (mm) e (b) temperatura média do ar (°C) para o trimestre outubro, novembro e dezembro. Período de referência: 1981-2010. Fonte: INMET.

A primavera também deve ser marcada por episódios de calor intenso em diferentes partes do país. Uma análise do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), baseada em 47 anos de registros de temperatura em anos de El Niño, estima uma média de seis ondas de calor até dezembro diante das condições climáticas recentes.

Segundo a pesquisadora Mabel Calim Costa, doutora em Ciências do Sistema Terrestre e pesquisadora de ondas de calor no Cemaden, a frequência pode ser maior caso o El Niño se intensifique.

A pesquisadora cita como referência o último episódio do fenômeno, quando foram registradas nove ondas de calor no país. Para ela, o aumento das temperaturas dos oceanos pode contribuir para um cenário ainda mais intenso e trazer consequências para o Brasil.

A primavera de 2026, portanto, começa com características de transição entre inverno e verão, mas também sob a influência de um fenômeno climático que pode ampliar os contrastes entre regiões. Enquanto áreas do Sul devem ter mais chuva, partes do Norte e Nordeste enfrentam previsão de estiagem e calor elevado.

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Quem é Willer Tomaz e por que ele preocupa Flávio Bolsonaro

O advogado criminalista Willer Tomaz, conhecido pela proximidade com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), é investigado pela Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos indevidos sobre benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Leia em TVT News.

Tomaz foi alvo de mandado de busca e apreensão em 4 de agosto de 2026, durante uma nova fase da operação. A PF o aponta como uma peça central do esquema e como um possível operador financeiro responsável por movimentar recursos obtidos ilegalmente.

A investigação também trouxe novos questionamentos sobre a relação entre o advogado e Flávio Bolsonaro. Tomaz cedeu um imóvel de uma empresa ligada a ele para uso do senador durante a campanha presidencial de 2026. Os dois também realizaram ao menos cinco viagens internacionais juntos em 2025.

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PF apura movimentações de R$ 45,5 milhões

Um relatório da Polícia Federal registra movimentações financeiras de aproximadamente R$ 45,5 milhões em contas ligadas a Tomaz entre maio e novembro de 2021. Os investigadores consideram os valores atípicos.

A PF também identificou uma transferência de R$ 120 mil feita pelo advogado, naquele ano, a Milton Salvador de Almeida Júnior. Ele é investigado por suposta participação nas fraudes e, posteriormente, tornou-se diretor de empresas de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS e apontado pela corporação como um dos principais operadores do esquema.

A PF considera Tomaz um possível responsável por receber e distribuir valores relacionados às fraudes, utilizando contratos de honorários advocatícios e movimentações financeiras para ocultar a origem dos recursos.

Empresas ligadas ao advogado também teriam repassado R$ 11 milhões à esposa do senador Weverton Rocha (PDT-MA), segundo a investigação. O parlamentar e familiares estão relacionados a diferentes frentes da Operação Sem Desconto.

Viagens e imóvel aproximam advogado de Flávio Bolsonaro

A relação entre Tomaz e Flávio Bolsonaro já era pública. Em 2021, durante a CPI da Covid, o senador se referiu ao advogado como “meu amigo”. Em 2025, os dois viajaram juntos para a Flórida, nos Estados Unidos, em um jatinho pertencente aos donos do laboratório União Química.

A PF identificou ao menos cinco viagens internacionais realizadas pelos dois no primeiro semestre de 2025. Entre elas, um safári na África do Sul, em março, que também contou com a presença de Weverton Rocha.

Outro vínculo veio à tona durante a campanha presidencial de 2026: Flávio utilizou um apartamento pertencente a uma empresa de Tomaz. Antes de passar para a empresa do advogado, o imóvel havia sido propriedade de Fabiano Zettel, cunhado e apontado operador financeiro de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

O imóvel estabelece uma conexão entre pessoas citadas em investigações distintas.

Advogado já foi alvo da Lava Jato

Tomaz também foi investigado em um desdobramento da Operação Lava Jato. Em 2017, ele chegou a ser preso preventivamente após ser citado por executivos da J&F. A denúncia contra o advogado, contudo, foi rejeitada pela Justiça por falta de provas.

Quando foi alvo da busca em agosto, Tomaz afirmou que a medida estava relacionada exclusivamente ao fato de ser proprietário da aeronave utilizada por Weverton Rocha em uma viagem de caráter particular.

Na ocasião, a defesa sustentou que o empréstimo do jatinho não tinha relação com os fatos investigados e afirmou que o advogado não era investigado na Operação Sem Desconto nem possuía vínculo com as fraudes no INSS. O advogado e os senadores envolvidos negam irregularidades e afirmam que as relações entre eles são de caráter pessoal.

TSE suspende campanha de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu, em decisão liminar, a campanha de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná. A determinação, assinada pelo ministro Floriano de Azevedo Marques, interrompe os atos eleitorais do ex-procurador da República até que a Corte analise um recurso contra o registro de sua candidatura. Leia em TVT News.

A medida também impede Dallagnol de utilizar recursos dos fundos Eleitoral e Partidário, veicular propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão ou participar de debates. A decisão é provisória e deverá ser submetida ao plenário do TSE.

O caso está relacionado à decisão da Justiça Eleitoral de 2023 que tornou Deltan Dallagnol inelegível. Naquele ano, o tribunal entendeu que o então deputado federal havia deixado o Ministério Público Federal (MPF) antes da conclusão de procedimentos disciplinares que poderiam comprometer sua candidatura.

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Decisão retoma julgamento sobre inelegibilidade

Em 2021, Dallagnol pediu exoneração do MPF enquanto respondia a procedimentos administrativos no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). As apurações poderiam resultar na abertura de processos disciplinares contra o então procurador, que coordenou a força-tarefa da Operação Lava Jato.

Ao julgar o caso em 2023, o TSE concluiu que a saída antecipada do cargo configurou uma tentativa de contornar as restrições previstas na Lei da Ficha Limpa. Com a decisão, Deltan perdeu o mandato de deputado federal, conquistado nas eleições de 2022.

Posteriormente, os procedimentos administrativos contra ele foram extintos pelo CNMP, uma vez que o ex-procurador já não integrava mais os quadros do Ministério Público.

Com base nesse arquivamento, Deltan obteve autorização do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) para disputar o Senado em 2026. A decisão foi contestada pela coligação Paraná Para Todos, liderada pelo PDT, e pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, que recorreram ao TSE.

O ministro Floriano de Azevedo Marques considerou que o encerramento dos procedimentos no CNMP não afasta, por si só, o entendimento anterior do TSE sobre a saída de Dallagnol do MPF. Para o magistrado, há indícios de que a decisão do tribunal regional contrariou o posicionamento firmado em 2023.

Defesa anuncia recurso contra a liminar

Em nota, a equipe jurídica de Dallagnol afirmou que vai recorrer da decisão. Segundo a defesa, o caso tramitava sob sigilo e o candidato não foi intimado para se manifestar antes da concessão da liminar.

A decisão foi tomada individualmente pelo ministro e ainda não representa um julgamento definitivo sobre o registro da candidatura. Floriano de Azevedo Marques solicitou que o recurso seja levado rapidamente ao plenário do TSE.

Dallagnol ganhou projeção nacional como coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba. Na disputa pelo Senado no Paraná, o ex-deputado aparecia entre os primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto divulgadas em setembro.

Eleições 2026: Quaest divulga nova pesquisa para presidente nesta segunda (21)

A Quaest divulga, nesta segunda-feira (21), uma nova pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República. O levantamento, contratado pela Globo e pelo jornal O Globo, ouviu 2.004 pessoas entre os dias 17 e 20 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-06004/2026. Saiba mais sobre a pesquisa Quaest com a TVT News.

Resumo da pesquisa Quaest para presidente

  • Faltam 13 dias para o primeiro turno, que acontece em 4 de outubro.
  • O campo da pesquisa Quaest foi realizado entre os dias 17 e 20 de setembro de 2026.
  • A corrida eleitoral para presidente em 2026 segue polarizada entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), com empate técnico nas principais pesquisas.

Como Lula e Flávio Bolsonaro estão na pesquisa Quaest para o 1° turno

Como Lula e Flávio Bolsonaro estão na pesquisa Quaest para o 2° turno

Pesquisa para presidente hoje: Quaest é divulgada neste dia 21

A nova rodada da Quaest chega em um momento de equilíbrio na disputa. Na pesquisa anterior, divulgada em 14 de setembro, Lula aparecia com 36% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro tinha 31% e Augusto Cury (Avante) marcava 7%. No segundo turno, Flávio aparecia numericamente à frente, com 42% contra 40% de Lula, em empate técnico.

Qual a metodologia da pesquisa Quaest

A pesquisa Quaest ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Globo e por O Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06004/2026.

Números da pesquisa Quaest da semana anterior

Na rodada divulgada em 14 de setembro, a Quaest mostrou Lula com 36% das intenções de voto no primeiro turno, Flávio Bolsonaro com 31% e Augusto Cury com 7%. No cenário de segundo turno, Flávio aparecia com 42% e Lula com 40%, configurando empate técnico dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.

Números da pesquisa Datafolha da semana anterior

A pesquisa Datafolha divulgada em 17 de setembro apontou Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro registrava 36%. No segundo turno, Lula tinha 46% e Flávio 44%, também em empate técnico. O levantamento ouviu eleitores entre os dias 15 e 16 de setembro.

O que mostra a pesquisa BTG Pactual / Nexus divulgada hoje (21)

A pesquisa BTG/Nexus, também divulgada nesta segunda-feira (21), mostra Lula com 46% das intenções de voto no segundo turno, contra 45% de Flávio Bolsonaro, em empate técnico. No primeiro turno, Lula aparece com 40% e Flávio com 37%. A Nexus entrevistou 2.006 eleitores por telefone entre os dias 18 e 20 de setembro, com margem de erro de 2 pontos percentuais. A pesquisa está registrada no TSE sob o protocolo BR-00485/2026.

Artistas se engajam na campanha de Lula e lançam mobilizações nas redes

Artistas de diferentes áreas da cultura brasileira passaram a ocupar as redes sociais e os palcos com manifestações públicas de apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição. Nas últimas semanas, nomes como Maria Bethânia, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Malu Mader declararam voto no presidente repetindo a frase “Bora, Lula”.

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Artistas lançam campanha de vira voto e apoio a Lula. Movimento 342 Artes reúne nomes como Xamã, Sophie Charlote, Caetano, Gil e Malu Mader em vídeo “Bora, Lula” – Imagem: Reprodução 342 Artes

Consulte as pesquisas registradas no TSE

Para verificar o registro oficial de todas as pesquisas eleitorais, acesse o sistema de Consulta às Pesquisas Registradas no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE): https://www.tse.jus.br/eleicoes/pesquisa-eleitorais/consulta-as-pesquisas-registradas

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Enem 2028 terá mudanças na redação e nas áreas de conhecimento

A partir de 2028, o Enem deve ter uma reformulação, alterarando tanto a forma de cobrança das habilidades quanto a estrutura da redação. A proposta ainda está em discussão no Inep e deve ser consolidada até o fim deste ano, com implementação gradual das novas matrizes de referência até 2032. Leia em TVT News.

Uma das principais mudanças em discussão está relacionada à produção escrita. Atualmente, o candidato faz uma redação dissertativo-argumentativa de até 30 linhas a partir de um tema definido. Para 2028, o Inep avalia distribuir tarefas de escrita ao longo da prova, com textos de diferentes extensões e gêneros.

Entre as possibilidades apresentadas a educadores está a aplicação de produções de 20, 10 e 5 linhas, distribuídas pelas áreas de Linguagens, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Matemática. O formato, porém, ainda não foi definido.

A proposta também prevê que os estudantes possam produzir gêneros diferentes conforme a situação apresentada. Entre os exemplos discutidos estão cartas de reclamação, artigos de opinião, editoriais, manifestos, discursos públicos e resenhas críticas.

Com isso, a avaliação deixaria de concentrar a capacidade de escrita em uma produção extensa e passaria a verificar como o estudante adapta sua argumentação ao gênero textual, ao interlocutor e à finalidade de cada texto.

Nova matriz deve seguir a BNCC

As mudanças na redação fazem parte de uma revisão mais ampla do exame. O Inep pretende adequar o Enem à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e à Política Nacional do Ensino Médio.

Uma das propostas em discussão é organizar as quatro grandes áreas do conhecimento (Linguagens, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Matemática) em quatro competências cada. A reorganização será implementada de forma gradual até 2032.

Também está em avaliação uma nova maneira de apresentar as competências, com o uso de verbos como identificar, analisar e avaliar. A intenção é tornar mais explícita a operação intelectual que deverá ser realizada pelo estudante diante de uma situação ou problema.

Para Filipe Couto, professor e diretor pedagógico do Colégio pH, que participou da reunião do Inep, a alteração pode ajudar professores e estudantes a compreender com maior clareza quais habilidades deverão ser trabalhadas durante o ensino médio.

Questões podem usar mais textos-base compartilhados

Outra mudança discutida busca reduzir o desgaste provocado pela leitura durante a realização da prova. Para isso, o Inep avalia ampliar o uso dos chamados testlets, blocos de questões que utilizam um mesmo texto-base.

Nesse modelo, um contexto pode ser utilizado para mais de uma questão, evitando que o candidato tenha de lidar repetidamente com diferentes textos ao longo do exame. A metodologia já foi utilizada pelo Inep em outras avaliações e também esteve presente no Enem de 2025.

Segundo Raphael Kapa, da Federação Nacional de Escolas Particulares (Fenep) e coordenador do Colégio Andrews, a proposta também está relacionada à possibilidade de apresentar os textos de maneira mais completa aos candidatos.

No Enem de 2025, os textos utilizados na área de Linguagens já não tinham cortes. A discussão sobre o formato ocorre em um cenário de dificuldades de leitura entre estudantes brasileiros.

Dados citados no debate apontam que, segundo o Pisa 2025, 49% dos alunos brasileiros de 15 anos alcançaram pelo menos o nível 2 de proficiência em leitura, considerado o patamar mínimo. Entre os estudantes mais pobres, 67% ficaram abaixo desse nível, enquanto entre os mais ricos o percentual foi de 26%.

Matemática e Ciências podem incorporar conhecimentos indígenas e africanos

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Estudantes no primeiro dia de aplicação do Enem, quando foi feita a prova de redação. Fotos: Luis Fortes/MEC

A reforma também pode ampliar a presença de conteúdos transversais em Matemática e Ciências da Natureza. Entre as possibilidades discutidas está a inclusão de conhecimentos relacionados às matrizes africanas e indígenas.

A proposta considera que os estudantes possam ser avaliados sobre saberes matemáticos desenvolvidos em diferentes matrizes culturais. Nas Ciências da Natureza, poderiam aparecer questões relacionadas à contribuição desses conhecimentos africanos e indígenas para a construção do conhecimento científico e tecnológico.

A discussão foi relacionada à obrigatoriedade de abordar essas matrizes na educação básica. A possibilidade, portanto, é que esses conteúdos também estejam presentes na avaliação das competências previstas para o Enem.

Formato ainda não foi definido

Apesar das mudanças em discussão, o novo modelo do Enem ainda não está fechado. As propostas foram debatidas pelo Inep em reunião realizada em Brasília com educadores de diferentes regiões.

O instituto informou que pretende garantir que, a partir de 2028, o exame avalie o ensino médio de acordo com a BNCC e com a Política Nacional do Ensino Médio. Os detalhes sobre a aplicação das novas regras ainda serão discutidos.

A previsão é que a proposta seja finalizada até o fim de 2026. A implementação das alterações deverá ocorrer gradualmente até 2032, o que significa que a transição para as novas matrizes não será feita de uma só vez.

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