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Da Redação

Flávio Bolsonaro pede aos EUA adiamento de tarifas para após a eleição

O senador Flávio Bolsonaro, do PL/RJ, enviou pedido aos EUA pelo adiamento da aplicação de novas tarifas sobre as exportações brasileiras. Leia mais em TVT News.

A solicitação foi enviada em uma manifestação ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), e demanda atraso de 180 dias na medida.

Na prática, se o pedido for aceito, a aplicação da tarifa de 25% ficaria para depois das eleições presidenciais.

No documento, o filho de Jair Bolsonaro justifica o pedido afirmando que o tarifaço aplicado pelos Estados Unidos anteriormente não surtiu efeitos positivos ou mudou a atitude das autoridades brasileiras.

Pelo contrário: segundo ele, as pesquisas de opinião pública “mostram que a posição eleitoral do atual governo se fortaleceu precisamente durante os períodos em que a pressão tarifária dos EUA foi mais evidente”, de acordo com o documento.

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Na manifestação, Flávio afirma que Lula cresce politicamente com o embate travado com autoridades norte-americanas. Foto: Divulgação/Casa Branca

Em 2025, quando o presidente dos EUA impôs o primeiro tarifaço ao Brasil, com sobrepreços de 50%, Flávio agradeceu Donald Trump pela medida.

Na manifestação ao USTR, o senador afirmou que tarifas aplicadas agora “recompensariam o atual governo brasileiro” por sua suposta estratégia de “obstruir negociações sérias, provocar retaliações e converter essa retaliação em uma vitória política interna”.

Na carta, Flávio também afirma que os custos da tarifa “recairiam sobre a economia americana” e “os brasileiros mais comprometidos com o relacionamento construtivo com os EUA”.

O filho “01” de Jair Bolsonaro também se apresenta como pré-candidato do PL à Presidência da República e cita encontros recentes com o presidente norte-americano, Donald Trump, e com o secretário de Estado, Marco Rubio, para discutir as tarifas impostas a produtos brasileiros.

Lula reage ao pedido de adiamento das tarifas por Flávio: Brasil não está à venda

Em publicação na rede X, o presidente Lula repreendeu o pedido de adiamento das tarifas por parte de Flávio.

Lula chamou suas atitudes de “entreguismo” e “traição”, e afirmou que a origem da tarifa foi a defesa pública da medida pela própria família Bolsonaro.

O presidente já se manifestou em outra ocasião sobre o papel do clã Bolsonaro na imposição de tarifas às exportações brasileiras por Donald Trump.

Tarifas oriundas da “Seção 301” podem começar ainda neste mês

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) apresentou formalmente no dia 3 de junho uma proposta para aplicar uma taxa de 12,5% sobre produtos oriundos do território brasileiro.

O anúncio se deu apenas vinte e quatro horas após o o governo de Trump impor tarifas de 25% contra mercadorias exportadas pelo Brasil por conta de críticas ao Pix.

A nova punição econômica faz parte de um conjunto de medidas que atinge 60 nações. Desta vez, a justificativa apresentada por Washington repousa em supostas falhas institucionais do Estado brasileiro para proibir, fiscalizar e coibir o comércio de bens produzidos por outros países por meio de trabalho forçado.

Conforme os documentos disponibilizados pelo USTR, a taxa imposta ao Brasil não se fundamenta em denúncias de exploração direta de trabalho forçado nas cadeias produtivas internas do país.

O foco da acusação norte-americana recai sobre as importações brasileiras de mercadorias estrangeiras que não seguiriam regras e boas práticas trabalhistas internacionais.

O uso desse tema pela Casa Branca é encarado por analistas como um expediente de pressão política e comercial, configurando um mecanismo de coerção econômica que visa assegurar vantagens ao mercado norte-americano.

De acordo com a lógica comercial exposta pelo órgão de Washington, o Brasil comete uma infração ao adquirir insumos e produtos mais baratos dessas nações parceiras. Essa triangulação permitiria que bens acabados chegassem ao mercado em condições financeiras mais competitivas, promovendo o que os Estados Unidos classificam como uma concorrência desleal perante a indústria e as mercadorias americanas.

Apesar de o foco principal repousar sobre as importações brasileiras vindas de terceiros, o relatório técnico do USTR também insere acusações acessórias relativas à suposta presença de regimes de trabalho forçado em setores específicos da própria atividade econômica nacional.

Durigan: governo vai começar a retirar subsídio de R$ 0,44 da gasolina

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quinta-feira (2) que o governo federal vai começar nos próximos dias a retirar o subsídio de R$ 0,44 da gasolina. Leia mais na TVT News.

O alívio no preço foi implementado em maio para proteger consumidores brasileiros da alta internacional do preço do petróleo, causada pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, no Oriente Médio.

Durigan adiantou que, nos próximos meses, todo o subsídio para combustíveis no país será retirado agora que o preço do petróleo voltou a patamares semelhantes ao período anterior à guerra.

“Da mesma forma que a gente teve prontidão para erguer as proteções para minimizar o impacto da guerra no Oriente Médio, quando essas condições que fizeram colocar as medidas protetivas deixam de existir, quando o preço do petróleo diminui, há uma persperctiva, ainda que incerta, de estabilização da guerra, temos que ir revertendo as subvenções”, disse o ministro durante nova edição do projeto Caminhos do Brasil, promovido por O GLOBO, Valor Econômico e Rádio CBN, no Rio.

O preço do barril de petróleo tipo Brent (referência internacional) voltou a ser negociado nesta semana na casa dos US$ 70, cotação em linha com o período pré-conflito. Nos momentos mais críticos da guerra, o valor do barril ultrapassou US$ 110.

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Durigan acrescentou que o governo não tem mais o acordo com os estados em que a União fazia a subvenção de ICMS em importação de diesel. Além disso, o PIS-Cofins também já voltou a incidir sobre o combustível, completou.

“Uma primeira parte de subvenção de R$ 0,35 por litro já deixou de ser paga, a partir de julho, para as distribuidoras, e há duas pernas faltantes: a subvenção adicional no diesel, de R$ 1,12, e na gasolina, de R$ 0,44.

“Começando pela gasolina, que vai ser feita nos próximos dias, nós vamos fazer a revisão do subsídio, considerando que o cenário tem mudado pra baixo em relação ao preço do petróleo”, afirmou o ministro.

Relembre o subsídio da gasolina dado pelo governo federal

A medida de subsídio foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União em 25 de maio, e integrava um pacote emergencial elaborado pelo governo para enfrentar a escalada dos preços internacionais do petróleo provocada pela crise no Oriente Médio.

De acordo com o governo Lula, a iniciativa foi uma resposta direta à instabilidade causada pelo conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado em fevereiro deste ano. A tensão afetou o fluxo de navios petroleiros no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial.

À época da concessão do benefício, o barril do petróleo tipo Brent ultrapassou a marca de US$ 100, chegando a atingir picos de US$ 119,42, pressionando os preços dos combustíveis em diversos países, incluindo o Brasil.

A equipe econômica avaliou que o subsídio de R$ 0,44 por litro seria suficiente para amenizar parte da alta nas bombas sem comprometer integralmente a arrecadação federal. O valor representa aproximadamente metade dos tributos federais cobrados sobre a gasolina, que somam R$ 0,89 por litro entre Cide e PIS/Cofins.

O auxílio foi direcionado aos produtores e importadores de gasolina, responsáveis pelo abastecimento do mercado nacional, e não diretamente aos consumidores nem aos postos de combustíveis.

A operacionalização ficou sob responsabilidade da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que realizou a gestão dos pedidos de habilitação e a fiscalização do programa.

Desde o início, a medida foi considerada pelo Palácio do Planalto como emergencial e temporária, mantido o monitoramento do mercado internacional avaliar a necessidade de ampliar ou prorrogar os subsídios.

Cinemateca Brasileira promove mostra gratuita com os marcos do cinema nacional do século XXI

A Cinemateca Brasileira, localizada em São Paulo, realiza entre os dias 2 e 18 de julho a mostra “Cinema Brasileiro no Século XXI”.

Com entrada gratuita, o evento reúne 23 filmes lançados entre 2001 e 2020, celebrando uma das fases mais férteis e plurais da cinematografia nacional. A programação inclui obras de ficção, documentários e animações que refletem as transformações tecnológicas, temáticas e produtivas do setor nas últimas duas décadas.

Marcado pela transição do formato analógico para o digital e pela descentralização dos polos de produção, o recorte da mostra destaca a diversidade geográfica do audiovisual brasileiro.

Foram selecionados títulos produzidos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal. Obras que exploram questões de classe, raça, gênero e território ganham protagonismo na tela.

A curadoria mescla sucessos de público e de crítica. Entre os grandes destaques figuram clássicos modernos como Cidade de Deus (Fernando Meirelles e Kátia Lund), Que Horas Ela Volta? (Anna Muylaert), O Som ao Redor (Kleber Mendonça Filho), O Invasor (Beto Brant) e Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (Daniel Ribeiro).

Para os cinéfilos, um dos maiores atrativos do evento é a oportunidade de assistir a cinco grandes produções em seu formato original: película de 35mm.

Os filmes Bicho de 7 Cabeças (2001), Cidade de Deus (2002), Cinema, Aspirinas e Urubus (2005), O Invasor (2001) e Trabalhar Cansa (2010) contarão com cópias físicas preservadas pelo próprio acervo da Cinemateca, um resgate raro na atual era do cinema digital.

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Cidade de Deus é uma das atrações da mostra gratuita de cinema nacional. Foto: Reprodução

Entre os destaques estão filmes que alcançaram reconhecimento do público e da crítica, como Cidade de Deus, Que Horas Ela Volta?, O Som ao Redor, Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, Cinema, Aspirinas e Urubus, Bicho de 7 Cabeças e O Invasor. A programação também valoriza produções realizadas fora do eixo Rio-São Paulo, reunindo obras de estados como Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

Formação e debates sobre o audiovisual

Além das sessões de cinema, o evento oferece um curso gratuito composto por quatro aulas que refletem sobre a cadeia produtiva e as tendências estéticas do cinema nacional a partir dos anos 2000.

Especialistas do mercado conduzirão as atividades: a pesquisadora Margarida Adamatti abordará história e estética; Silvia Cruz e Bernardo Lessa, da Vitrine Filmes, debaterão o mercado de distribuição; Luiz Gonzaga de Luca explorará os desafios do setor de exibição; e Nichollas Alem trará o panorama da legislação e marcos regulatórios. As aulas presenciais garantem certificado (mediante frequência mínima) e também serão transmitidas ao vivo pelo canal da Cinemateca no YouTube, contando com acessibilidade em Libras.

Programação gratuita

Toda a programação é gratuita e os ingressos para as sessões de cinema devem ser retirados presencialmente uma hora antes do início de cada exibição. A organização ressalta que, em virtude da Copa do Mundo FIFA de 2026, não haverá programação nos dias em que a Seleção Brasileira entrar em campo. Alterações nas datas de algumas sessões poderão ocorrer conforme o avanço do Brasil no torneio.

A Cinemateca Brasileira fica no Largo Senador Raul Cardoso, 207, na Vila Mariana, em São Paulo (SP).

Confira a programação da mostra do cinema nacional na Cinemateca Brasileira

Data Horário Atividade / Filme Sala
02/07/26 (qui) 17h30 Sessão BICHO DE 7 CABEÇAS Sala Grande Otelo
02/07/26 (qui) 20h00 Sessão O INVASOR Sala Grande Otelo
03/07/26 (sex) 20h00 Sessão O CÉU DE SUELY Sala Grande Otelo
04/07/26 (sáb) 15h00 Curso AULA 1 | HISTÓRIA E ESTÉTICA Ministrada por Margarida Adamatti Sala Grande Otelo
04/07/26 (sáb) 17h30 Sessão ABOIO Sala Grande Otelo
04/07/26 (sáb) 20h00 Sessão BOI NEON Sala Grande Otelo
08/07/26 (qua) 18h30 Sessão MA Ê DAMI XINA: JÁ ME TRANSFORMEI EM IMAGEM Sala Grande Otelo
08/07/26 (qua) 20h00 Sessão CIDADE DE DEUS Sala Grande Otelo
09/07/26 (qui) 17h30 Sessão O SOM AO REDOR Sala Grande Otelo
09/07/26 (qui) 20h00 Sessão SANEAMENTO BÁSICO, O FILME Sala Grande Otelo
10/07/26 (sex) 17h30 Sessão ERA UMA VEZ BRASÍLIA Sala Grande Otelo
10/07/26 (sex) 20h00 Sessão UM DIA COM JERUSA Sala Grande Otelo
11/07/26 (sáb) 14h00 Curso AULA 2 | DISTRIBUIÇÃO Com Silvia Cruz e Bernardo Lessa Sala Grande Otelo
11/07/26 (sáb) 14h30 Sessão JONAS E O CIRCO SEM LONA Sala Oscarito
12/07/26 (dom) 15h00 Curso AULA 3 | LEGISLAÇÃO Ministrada por Nichollas Alem Sala Grande Otelo
12/07/26 (dom) 17h30 Sessão PASTOR CLÁUDIO Sala Grande Otelo
12/07/26 (dom) 20h00 Sessão CINEMA, ASPIRINAS E URUBUS Sala Grande Otelo
15/07/26 (qua) 19h30 Sessão CAFÉ COM CANELA A data poderá mudar para 14/07/26, a depender da classificação do Brasil na Copa do Mundo FIFA de 2026. Sala Oscarito
16/07/26 (qui) 17h00 Sessão HOJE EU QUERO VOLTAR SOZINHO Sala Oscarito
16/07/26 (qui) 19h30 Sessão TRABALHAR CANSA Sala Oscarito
17/07/26 (sex) 17h00 Sessão QUE HORAS ELA VOLTA? Sala Oscarito
17/07/26 (sex) 19h30 Sessão ERA O HOTEL CAMBRIDGE Sala Oscarito
18/07/26 (sáb) 14h30 Sessão HISTORIETAS ASSOMBRADAS: O FILME Sala Oscarito
18/07/26 (sáb) 15h00 Curso AULA 4 | EXIBIÇÃO Ministrada por Luiz Gonzaga de Luca Sala Grande Otelo
18/07/26 (sáb) 17h00 Sessão MUTUM Sala Oscarito
18/07/26 (sáb) 19h30 Sessão NO CORAÇÃO DO MUNDO Sala Oscarito

O que é a Cinemateca Brasileira

A Cinemateca Brasileira, maior acervo de filmes da América do sul e membro pioneiro da Federação internacional de Arquivo de Filmes – FIAF, foi oficializada em 1949 como Filmoteca do Museu de Arte Moderna de São Paulo, tornando-se Cinemateca Brasileira em 1956.

O objetivo da cinemateca é o estímulo ao estudo, defesa, preservação, divulgação e desenvolvimento da cultura cinematográfica. Desde 2022, a instituição é gerida pela Sociedade Amigos da Cinemateca, entidade criada em 1962, e que recentemente foi qualificada como Organização Social pelo Governo Federal.

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Havengate, fundo ligado a Dark Horse, divulgou empreendimento no Texas que nunca existiu

O fundo de investimentos Havengate, ligado ao financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, ofereceu empreendimento imobiliário de luxo, que nunca saiu do papel, no estado do Texas. Leia mais em TVT News.

A informação é de reportagem publicada pelo Intercept Brasil.

O fundo é administrado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, e prometeu green card para atrair investidores brasileiros que colocassem pelo menos US$ 1,8 milhão no empreendimento em Melissa, no Texas.

De acordo com a apuração do Intercept, o empreendimento, no entanto, nunca foi construído. O terreno também nunca esteve em nome do fundo Havengate: não há registros do terreno em nome do fundo Havengate, sua gestora ou advogado responsável.

A prefeitura da cidade de Melissa também afirmou ao veículo que nunca emitiu alvará de construção do empreendimento.

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Panfleto do projeto, que mostrava área com 300 residências e 30 mil m² de área comercial; terreno segue vazio anos após prazo de conclusão da obra (Foto: Havengate Community/Intercept Brasil/Divulgação)

O projeto era o Havengate Community, empreendimento que previa investimentos de US$ 21 milhões para a construção de cerca de 300 residências e quase 30 mil metros quadrados de área comercial na cidade de Melissa texana.

O Havengate Fund recebeu em 2025 mais de US$ 10 milhões enviados do Brasil para custear a produção do longa-metragem que retrata a vida de Jair Bolsonaro. Os fundos vieram do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Material publicitário de fundo prometia retorno de 13% e green card para investidores

O material publicitário prometia retorno anual de 13% e informava que investidores brasileiros poderiam pleitear residência permanente nos Estados Unidos por meio do programa EB-5.

A divulgação do projeto era feita pela Calixsan Capital Management LLC, empresa sediada na Flórida e que tem entre seus sócios Paulo Calixto e o corretor de imóveis Altieris Santana.

Leia também: Flávio Bolsonaro pede aos EUA adiamento de tarifas para após a eleição

Em visita ao endereço informado nos materiais de divulgação, jornalistas do Intercept encontraram obras de outro condomínio, o Meadow Park, sem qualquer relação com a Havengate. Segundo o veículo, o projeto executado possui traçado distinto daquele apresentado nas peças publicitárias.

Mesmo sem o desenvolvimento do projeto imobiliário, o fundo permaneceu ativo como pessoa jurídica no Texas. Os registros consultados pelo veículo mostram que a administradora continua cadastrada junto ao Texas Comptroller e tem como agente legal o escritório de Paulo Calixto.

O Intercept também afirma que a Calixsan Capital Management deixou de figurar como consultora de investimentos registrada em 2021, período em que o cronograma do empreendimento previa o avanço das obras.

Também não foi localizado na base de dados EDGAR, da Securities and Exchange Commission (SEC), o Form D, documento normalmente exigido para ofertas privadas de participação em fundos. Essa ausência pode indicar que as cotas não chegaram a ser ofertadas ou que eventuais operações ocorreram fora das regras federais aplicáveis.

Relembre o financiamento de Dark Horse pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro

A cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), intitulada Dark Horse, teve um custo declarado de pouco mais de R$ 75 milhões, segundo documentos anexados a uma investigação que apura suspeitas de desvio de recursos públicos. A informação foi revelada pelo portal Metrópoles e consta em uma perícia privada contratada pela própria produtora responsável pelo longa-metragem. Leia em TVT News.

O documento amplia as discussões em torno do financiamento da produção e lança novos questionamentos sobre a participação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e sobre a atuação de integrantes da família Bolsonaro nas negociações relacionadas ao projeto.

Segundo a documentação, a produtora Go Up Entertainment declarou gastos totais de US$ 13,3 milhões, valor equivalente a pouco mais de R$ 75 milhões. A empresa é comandada por Karina Ferreira da Gama, também representante do Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade investigada em um inquérito que apura supostos desvios de recursos de um contrato de R$ 108 milhões firmado com a Prefeitura de São Paulo.

A perícia foi anexada ao processo em que o ICB é alvo de investigação. Karina Ferreira da Gama também foi alvo de uma operação da Polícia Civil realizada em 1º de junho.

Suíça x Argélia hoje (2); onde ver; horário e escalações

Para os amaantes da madrugada, a última partida desta quinta-feira (2) será disputada à meia-noite (horário de Brasília), no BC Place, em Vancouver, no Canadá. Suíça e Argélia entram em campo em busca de uma vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 após campanhas que demonstraram capacidade de reação ao longo da fase de grupos.  Leia tudo sobre a Copa do Mundo na TVT News.

Os suíços terminaram na liderança do Grupo B, enquanto a Argélia avançou entre as melhores terceiras colocadas da competição. Quem vencer enfrentará o ganhador do confronto entre Colômbia e Gana, também válido pelo mata-mata do Mundial.

A partida terá transmissão da CazéTV.

>> Espanha x Áustria hoje (2); onde ver; horário e escalações

>> Portugal x Croácia hoje (2); onde ver; horário e escalações

>> Veja agenda completa de jogos hoje

Suíça

A seleção suíça chega embalada pela liderança do Grupo B. A equipe estreou empatando com o Qatar por 1 a 1 em um resultado considerado abaixo das expectativas, mas respondeu nas rodadas seguintes com atuações consistentes.

Na segunda partida, goleou a Bósnia por 4 a 1 e, na sequência, venceu o Canadá por 2 a 1, resultado que confirmou a primeira colocação da chave.

O técnico Murat Yakin encontrou uma formação que deu estabilidade à equipe. No meio-campo, Granit Xhaka continua sendo o principal organizador das jogadas e responsável pelo equilíbrio entre defesa e ataque. À frente, Breel Embolo permanece como referência ofensiva, utilizando força física e movimentação para abrir espaços na defesa adversária.

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Granit Xhaka, jogador da Suíça – Foto: Reprodução

A provável escalação da Suíça conta com Kobel; Jaquez, Elvedi, Akanji e Ricardo Rodríguez; Freuler, Sow e Xhaka; Manzambi, Ruben Vargas e Embolo.

>> Veja aqui quais são os próximos jogos do mata-mata e o chaveamento da Copa

Depois de liderar seu grupo, a expectativa da equipe é manter o padrão apresentado nas últimas rodadas, com posse de bola, organização defensiva e transições rápidas quando encontrar espaços.

Argélia

A Argélia chega ao confronto após uma campanha de recuperação. A seleção africana iniciou sua participação com derrota por 3 a 0 para a Argentina, mas reagiu ao vencer a Jordânia por 2 a 0 e arrancar um empate por 3 a 3 diante da Áustria, resultado suficiente para garantir a classificação ao mata-mata.

A equipe comandada por Vladimir Petkovic deve repetir a formação utilizada na última rodada, preservando a base que assegurou a vaga.

No setor ofensivo, Riyad Mahrez segue como principal referência técnica da seleção, concentrando boa parte da criação das jogadas. Ao seu lado, Amine Gouiri aparece como opção para finalizar as ações ofensivas.

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Riyad Mahrez segurando a camisa do City quando foi renovado para a temporada de 2025 – Reprodução/Redes sociais

A provável equipe tem Benbot; Belghali, Mandi, Bensebaini e Aït-Nouri; Boudaoui, Bentaleb, Chaïbi, Maza e Mahrez; Gouiri.

Outro nome presente no elenco é Luca Zidane, filho do ex-jogador Zinedine Zidane. O goleiro, entretanto, deve permanecer entre os reservas nesta fase da competição, após péssimo desempenho em partida contra Argentina.

A classificação ao mata-mata reforçou a capacidade de reação demonstrada pela Argélia após o revés na estreia, e a equipe busca manter esse desempenho diante da seleção suíça.

Futebol e luta pela independência caminharam de mãos dadas na Argélia

A relação entre futebol e política faz parte da origem da seleção argelina.

Durante a luta pela independência contra o domínio francês, a Frente de Libertação Nacional (FLN) utilizou o esporte como instrumento de mobilização internacional.

Em 1958, ainda antes da independência formal do país, foi criada uma seleção não oficial composta por jogadores argelinos que atuavam em clubes franceses.

Mohamed Boumezrag, um ex-jogador argelino que jogou no futebol francês foi um dos que impulsionaram esse moimento.

Diversos atletas, como Rachid Mekhloufi e Mustapha Zitouni, abandonaram carreiras promissoras na França para integrar a equipe ligada ao movimento independentista. Desses jogadores, alguns eram até mesmo cotados para disputar a Copa do Mundo daquele ano.

Durante quatro anos, a equipe da FLN percorreu diversos países realizando partidas amistosas e divulgando internacionalmente a causa da independência argelina. O grupo disputou 92 partidas, com 65 vitórias.

Após o fim da guerra e a independência conquistada em 1962, aquela seleção deu lugar à equipe nacional oficialmente reconhecida.

Por isso, para muitos historiadores do esporte, a seleção argelina é uma das poucas do mundo cuja origem está diretamente ligada a um processo de libertação nacional.

A vitória que mudou a história das Copas

A Argélia também ocupa um lugar importante na história dos Mundiais.

Na Copa de 1982, disputada na Espanha, a seleção africana derrotou a Alemanha Ocidental por 2 a 1 na fase de grupos. Foi a primeira vez que uma equipe africana venceu uma seleção europeia em uma Copa do Mundo.

Mesmo com o resultado histórico, os argelinos acabaram eliminados após um episódio que ficou conhecido como “Vergonha de Gijón”. Alemanha Ocidental e Áustria entraram em campo sabendo exatamente do resultado necessário para que ambas avançassem.

Após o gol alemão no início da partida, as duas equipes praticamente deixaram de atacar, mantendo o placar de 1 a 0 até o apito final. O resultado eliminou a Argélia e provocou protestos em todo o mundo.

O episódio levou a FIFA a adotar uma mudança permanente no regulamento: desde então, os jogos da última rodada da fase de grupos passaram a ser disputados simultaneamente.

Centrais sindicais e parlamentares debatem fim da escala 6×1 no Senado

Reportagem de Ricardo Weber – No Senado, CUT, demais centrais e ministros defendem redução da jornada sem corte salarial, rebatem argumentos do empresariado e afirmam que medida melhora a economia, gera empregos e amplia a qualidade de vida. Leia em TVT News.

Representantes das oito centrais sindicais participaram, quarta-feira, de uma reunião com parlamentares e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para discutir o projeto que prevê o fim da escala 6×1.

O encontro contou com a presença do senador Paulo Paim, articulador da reunião, do deputado Inácio Arruda (PCdoB), da senadora Teresa Leitão, líder do Governo no Senado, e de Alcolumbre.

Como encaminhamento, ficou definido que a líder do Governo irá construir uma agenda de debates com o presidente do Senado, envolvendo representantes dos trabalhadores e do setor patronal para aprofundar a discussão da proposta.

Em nome das centrais sindicais, o presidente da CUT, Sérgio Nobre, destacou os impactos negativos da escala 6×1 sobre a saúde e a vida social da classe trabalhadora. Segundo ele, o debate marca um momento histórico para o movimento sindical, que há mais de 40 anos defende a redução da jornada de trabalho sem redução salarial.

Senado inicia debates sobre o fim da escala 6×1

Na sequência, o Senado promoveu uma sessão temática sobre o tema, reunindo representantes das centrais sindicais, entidades patronais, parlamentares e integrantes do governo federal, entre eles os ministros Luiz Marinho e Guilherme Boulos.

A sessão foi conduzida pelos senadores Paulo Paim e Laércio Oliveira. Durante o debate, as centrais sindicais defenderam que a redução da jornada de trabalho acompanha as transformações tecnológicas e das formas de produção, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida, a redução do adoecimento relacionado ao trabalho, a geração de empregos e o fortalecimento da economia.

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, ressaltou a importância do fortalecimento da negociação coletiva para o avanço da proposta. Segundo ele, o diálogo entre trabalhadores, empresários e governo é fundamental para construir soluções que garantam melhores condições de trabalho e desenvolvimento econômico.

Após a reunião, foi realizada uma coletiva de imprensa no saguão do Senado.

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“A Casa tem mostrado sintonia com o sentimento popular”, disse Nobre sobre reunião no Senado. Foto: Pedro Gontijo/Senado Federal

Diretora da Fiesp protagoniza fala lamentável e inverídica sobre o fim da escala 6×1

A diretora jurídica da Fiesp, Luciana Nunes Freire, foi à tribuna para falar em nome do empresariado e protagonizou a cena mais lamentável dos debates. Sem conhecer o conceito de escala, a a diretora espalhou informação falsa que o fim da escala 6×1 fecharia serviços aos finais de semana.

A escala é justamente o revezamento dos trabalhadores para garantir que todas e todos tenham dois dias de descanso. Isso não quer dizer que serviços, como salões de beleza e supermercados, tenham de fechar aos finais de semana. Pelo contrário, deve haver uma reestruturação do quado de trabalhadores para garantir tanto o funcionamento como a jornada de trabalho.

Veja o vídeo da diretora da Fiesp.

Qual a diferença entre escala de trabalho e redução da jornada de trabalho

O fim da escala 6×1 refere-se à extinção do modelo em que o trabalhador cumpre 6 dias de trabalho para 1 dia de descanso. A redução da jornada, por outro lado, é a diminuição do limite total de horas trabalhadas por semana (de 44 para 40, por exemplo), o que permite organizar essas horas em uma escala 5×2 (5 dias de trabalho e 2 dias de folga).

Principais Diferenças

  • Foco Principal: O fim da 6×1 foca em garantir dois dias de folga (preferencialmente no final de semana). A redução da jornada foca em diminuir a carga horária semanal (ex: de 44h para 40h). [1, 2, 3]
  • Ajuste na Rotina: Na prática, a redução da jornada diminui o tempo diário de serviço ou elimina algumas horas do sábado. Já o fim da 6×1 exige uma mudança estrutural direta nos quadros das empresas para incluir mais um dia de descanso ininterrupto

O que é o fim da escala 6×1?

O debate sobre o fim da escala 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos para folgar apenas um — está no centro da discussão nacional.

A proposta é uma bandeira histórica da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais sindicais, que apontam ganhos concretos:

  • Melhoria na qualidade de vida
  • Redução do adoecimento e do absenteísmo
  • Aumento da produtividade
  • Estímulo ao consumo
  • Possível geração de novos empregos

Levantamento da Nexus, Pesquisa e Inteligência de Dados, mostra que 73% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6×1, desde que não haja redução salarial. Ou seja: a sociedade entende que trabalhar para viver é diferente de viver para trabalhar.

O fim da escala 6×1 já foi aprovado na Câmara dos Deputados

O fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário foram aprovados em dois turnos na Câmara dos Deputados, com votações expressivas (472 votos a favor no 1° turno e 469 no 2° turno).

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Placar da votação em 1° turno na Câmara dos Deputados

O próximo passo é a tramitação no Senado, onde a PEC deverá passar pelo mesmo ritual: ser apreciada em comissão e depois votada em plenário.

Para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) no Senado Federal, são necessários 49 votos favoráveis, o equivalente a \(3/5\) do total de 81 senadores.

Qual foi a proposta do fim da escala 6×1 aprovada na Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou a PEC do fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem diminuição de salários. Com essa emenda, a Constituição determina:

  • Nova jornada de trabalho: redução da carga horária máxima das atuais 44 horas para 40 horas semanais de forma gradual
    • Ou seja, é o fim da escala 6×1.
  • Escala 5×2: garante o direito a dois dias de folga remuneradas por semana, sendo um deles, preferencialmente, aos domingos.
  • Salários mantidos: fica estritamente proibida qualquer redução salarial nominal ou proporcional.
  • Possibilidade de lei complementar para mitigar impactos sobre micro e pequenas empresas, condicionada à manutenção dos níveis de emprego.
  • Implementação progressiva: 60 dias após a publicação, a jornada cai para 42 horas semanais; após mais 12 meses, atinge as 40 horas semanais.
  • Fim das cláusulas coletivas incompatíveis após 60 dias da promulgação.
  • Abertura para negociação coletiva, permitindo que acordos ou convenções ajustem escalas e compensações, desde que respeitados os novos limites.
  • Exceção para empregados hipersuficientes (nível superior e remuneração acima de 2,5 vezes o teto do RGPS, aproximadamente R$ 21 mil), que ficam fora das regras de controle de jornada.
  • Regra de transição para contratos públicos com mão de obra terceirizada, permitindo aditamento para reequilíbrio econômico-financeiro em até 12 meses.

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