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Da Redação

Unesp oferece curso online gratuito de Pré-Cálculo para reforçar base matemática

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) está com inscrições abertas para o curso de extensão Pré-Cálculo apoiado por Inteligência Artificial, iniciativa gratuita e totalmente online voltada ao reforço de conteúdos de matemática que serão cobrados em disciplinas de cálculo no ensino superior. Ao todo, são oferecidas mil vagas.

A proposta é preparar estudantes para os desafios das áreas de exatas, reduzindo dificuldades comuns na transição entre o ensino médio e a graduação. Saiba como se inscrever na TVT News.

Curso online e gratuito com 30 horas de duração

O curso é ofertado na modalidade MOOC (Massive Open Online Course), permitindo ampla participação. A carga horária é de 30 horas, e os estudantes terão até o dia 15 de abril para concluir as atividades.

As aulas e os materiais ficam disponíveis no Ambiente Virtual de Aprendizagem da Unesp. As inscrições podem ser realizadas até 22 de fevereiro, e os primeiros mil inscritos terão vaga garantida, com acesso liberado conforme a disponibilidade.

Público-alvo inclui estudantes do ensino médio e ingressantes de 2026

Embora seja aberto a qualquer interessado, o curso tem como foco prioritário:

  • Estudantes do terceiro ano do ensino médio;
  • Alunos de cursinhos pré-vestibulares;
  • Ingressantes em cursos de graduação em 2026, especialmente em carreiras com forte exigência em cálculo.

A iniciativa quer oferecer uma base sólida para quem enfrentará disciplinas como Cálculo I e outras matérias das áreas de ciências exatas, engenharias e tecnologia.

Conteúdo revisa fundamentos essenciais

Sob coordenação do professor Denis Salvadeo, do Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE) de Rio Claro, o curso revisa conceitos considerados pré-requisitos fundamentais para o bom desempenho acadêmico.

Entre os temas abordados estão:

  • Aritmética básica;
  • Estudo de funções;
  • Sistemas de equações;
  • Fundamentos matemáticos necessários para disciplinas de cálculo.

Segundo a coordenação, a intenção é preencher lacunas formativas que costumam impactar o rendimento dos estudantes nos primeiros semestres da graduação.

Inteligência Artificial como apoio pedagógico

Um dos diferenciais do programa é a integração de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) ao processo de aprendizagem. A tecnologia será utilizada de forma ética e responsável, como instrumento de apoio; não para fornecer respostas prontas.

A IA ajudará a identificar dificuldades específicas dos alunos e a conduzir o processo de estudo, favorecendo a compreensão dos conceitos. Além disso, o curso contará com tutores especializados que prestarão suporte por meio de videoconferências.

A Unesp destaca que a combinação entre tecnologia e acompanhamento humano busca tornar o aprendizado mais personalizado e eficiente.

Como se inscrever no curso gratuito de pré-cálculo

As inscrições devem ser feitas até 22 de fevereiro pelo formulário do site taaqui.unesp.br/inscricaoprecalculo. O acesso ao curso será liberado conforme a ordem de inscrição, até o preenchimento das mil vagas disponíveis.

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Guia para uso de inteligência artificial na educação

Unesp lança guia para orientar uso de ferramentas de inteligência artificial nas atividades de graduação. Confira como baixar o guia do uso de IA na educação com a TVT News

Unesp elabora guia para orientar o uso da inteligência artificial na educação

Na perspectiva de aprofundar o conjunto de orientações para o uso responsável de ferramentas de inteligência artificial no dia a dia das atividades acadêmicas e administrativas, a Unesp lançou o “Guia para a Utilização de Inteligência Artificial na Graduação da Unesp: integridade, inovação e equidade”.

A Universidade tem atualmente cerca de 35 mil estudantes matriculados em 136 cursos de graduação, distribuídos por 24 campi.

O documento, que começou a ser discutido no final de 2024, foi elaborado em parceria da Pró-Reitoria de Graduação com o Laboratório do Futuro, instância que está reunindo as iniciativas institucionais na busca por soluções em inteligência artificial (IA) dentro da Universidade.

A Unesp foi uma das primeiras instituições de ensino superior do país a criar uma normativa para o uso de ferramentas de IA generativa no ambiente acadêmico, lançada em abril do ano passado. Depois disso, foram formuladas disposições específicas para a pós-graduação, publicadas em setembro, e agora as orientações específicas para a graduação.

O formato de “guia” foi adotado para dialogar de maneira mais apropriada com o público-alvo e para se criar um documento norteador que pudesse ser atualizado de forma periódica, de modo a acompanhar o acelerado mundo das mudanças tecnológicas.

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Confira como baixar o Guia para o uso da IA na educação. Documento lista tópicos e orientações sobre o que “se pode fazer”, o que “nunca se deve fazer” com ferramentas de inteligência artificial no mundo acadêmico. Foto: Julio Bazanini/USP Imagens

A organização do Guia foi feita pelos professores Amadeu Moura Bego, ex-assessor da Pró-Reitoria de Graduação e integrante do Conselho Estadual de Educação de São Paulo, e Denis Henrique Pinheiro Salvadeo, docente responsável pelos projetos do Laboratório do Futuro.

No texto de apresentação do Guia, os docentes abordam a necessidade de unir a promoção de pensamento crítico, criatividade e letramento digital ao desenvolvimento de habilidades técnicas exigidas em um ambiente de acelerada transformação. Neste contexto, apontam que “é de fundamental importância estabelecer valores e diretrizes éticas claras para o uso de inteligência artificial (IA) na educação, priorizando uma abordagem centrada no ser humano”.

De forma didática, o Guia dialoga com todos os segmentos da comunidade universitária e lista tópicos e orientações sobre o que “se pode fazer”, o que “nunca se deve fazer” e o que “talvez se possa fazer” voltados a estudantes, gestores, servidores técnico-administrativos e docentes. Esta forma de apresentação é apenas para facilitar o entendimento e “não deve ser entendida como uma prescrição a ser seguida acriticamente”, pontuam os organizadores.

Uma curiosidade contida nas primeiras páginas do documento é um detalhamento sobre a utilização de inteligência artificial para a produção do Guia. Nele, são nomeadas as ferramentas de IA utilizadas e informados o perfil definido, um resumo dos comandos fornecidos (prompts) e os documentos submetidos para a geração do esboço inicial, que posteriormente passou por revisão humana de todas as instâncias que participaram do projeto. A lógica de tal detalhamento é dar ampla transparência ao uso de IA, princípio fundamental do Guia.

O Guia para a Utilização de Inteligência Artificial na Graduação da Unesp passou pela aprovação do Comitê Superior de Tecnologia da Informação (CSTI) da Unesp, órgão assessor da Reitoria que tem papel central na governança digital da Universidade.

“Espera-se que esta primeira versão possa ensejar diversas discussões e resultar em experiências compartilhadas de bom uso da IA, principalmente no âmbito dos cursos de graduação de nossa Universidade”, afirmam os organizadores.

Guia para uso da inteligência artificial na academia está disponível para o público

Disponível para o público em geral, o Guia está disponível aos interessados na página do Laboratório do Futuro da Unesp: www.unesp.br/laf.

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Liga dos Campeões: confira resultados da Champions League

Acompanhe os jogos da Liga dos Campeões. Leia sobre a Champions League com a TVT News.

Resultados Liga dos Campeões

Real Madrid x City e PSG x Chelsea são destaques das oitavas da Champions League

Paris, França, com informações da AFP

Real Madrid x Manchester City e Paris Saint Germain x Chelsea serão os principais confrontos das oitavas de final da Liga dos Campeões, após o sorteio realizado nesta sexta-feira (27) na sede da Uefa, em Nyon (Suíça).

Quais são os jogos das oitavas de final da Champions League:

  • Real Madrid x Manchester City
  • Paris Saint Germain x Chelsea
  • Galatasaray x Liverpool,
  • Atalanta x Bayern de Munique,
  • Newcastle x Barcelona,
  • Atlético de Madrid x Tottenham,
  • Bodo/Glimt x Sporting Lisboa e
  • Bayer Leverkusen x Arsenal.

Quando serão os jogos da das oitavas de final da Champions League

Os jogos de ida serão disputados em 10 e 11 de março e os de volta nos dias 17 e 18 do mesmo mês.

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Resultados do sorteio das oitavas de final, quartas de final e semifinais da Liga dos Campeões da UEFA de 2025-2026. Foto de Harold CUNNINGHAM / AFP

Confronto entre gigantes na oitavas de final da Champions League

Com seis equipes inglesas na disputa e três espanholas, era fácil prever que haveria algum confronto entre clubes das duas ligas mais poderosas da Europa. O sorteio foi além e definiu que os três representantes de LaLiga terão rivais da poderosa Premier League.

Na fase de classificação da Champions League foram disputadas 10 partidas entre clubes das duas ligas e em apenas uma delas o representante espanhol derrotou o inglês: na primeira rodada, o Barcelona venceu o Newcastle, justamente seu rival nas oitavas, por 2-1 fora de casa.

Em tese, o Barça deu sorte no sorteio, já que o outro rival que poderia ter nas oitavas era o Chelsea e, além disso, ficou na parte de baixo da chave, à primeira vista muito menos forte do que a parte de cima.

O rival do Barcelona nas quartas, caso avance, será Atlético de Madrid ou o Tottenham.

Real Madrid e City voltarão a se enfrentar pela oitava vez desde 2012. No confronto mais recente, na fase classificatória da atual edição, a equipe de Pep Guardiola venceu por 2 a 1 na capital espanhol, mas o clube merengue superou o inglês nos dois últimos mata-matas que disputaram: na repescagem da temporada passada e nas quartas de final de 2024, temporada em que o Real Madrid conquistou seu 15º título continental.

O vencedor de Real-City enfrentará nas quartas de final o time classificado do duelo entre Atalanta e Bayern.

O atual campeão Paris Saint-Germain enfrentará o Chelsea, clube que derrotou o time da capital francesa na final do Mundial de Clubes. O vencedor do duelo enfrentará, nas quartas, Galatasaray ou Liverpool.

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A final da Champions League, a Liga dos Campeões da UEFA será em Budapeste. Foto: Harold CUNNINGHAM / AFP

Tabela das oitavas de final da Liga dos Campeões:

Real Madrid (ESP) – Manchester City (ING)

Bodo/Glimt (NOR) – Sporting (POR)

Paris Saint-Germain (FRA) – Chelsea (ING)

Newcastle United (ING) – Barcelona (ESP)

Galatasaray (TUR) – Liverpool (ING)

Atlético Madrid (ESP) – Tottenham Hotspur (ING)

Atalanta (ITA) – Bayern de Munique (ALE)

Bayer Leverkusen (GER) – Arsenal (ING)

© Agence France-Presse

Erika Hilton é eleita presidente da Comissão da Mulher na Câmara

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) foi eleita nesta quarta-feira (11) presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. Com a escolha, a parlamentar se torna a primeira mulher trans a comandar o colegiado desde a criação da comissão, marco histórico para a representação política de mulheres e da população LGBTQIA+ no Congresso Nacional. Leia em TVT News.

A eleição ocorreu após negociações entre partidos e enfrentou resistência de setores da oposição, especialmente do Partido Liberal, que tentou articular um boicote à indicação do PSOL para presidir o colegiado. Apesar disso, Hilton reuniu apoio de partidos da base progressista e foi confirmada no cargo em votação entre os integrantes da comissão.

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A presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher é considerada estratégica no debate de políticas públicas voltadas à igualdade de gênero, combate à violência contra mulheres e ampliação de direitos. O colegiado analisa projetos de lei e promove audiências públicas sobre temas relacionados à condição das mulheres no país.

Após a eleição, parlamentares do PSOL e de legendas aliadas celebraram o resultado e destacaram o caráter simbólico e político da escolha.

A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) afirmou que a eleição representa um avanço na luta por direitos e diversidade no Parlamento. “A presidência da Comissão da Mulher nas mãos da Erika Hilton é uma vitória histórica. É o reconhecimento de uma trajetória de luta e da necessidade de ampliar as vozes que defendem os direitos das mulheres no Congresso”, declarou a parlamentar.

Também do PSOL, a deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG), que presidia anteriormente o colegiado, celebrou a continuidade da condução da comissão por uma parlamentar comprometida com a pauta feminista e de direitos humanos. Segundo ela, a eleição de Hilton “representa a força das mulheres diversas que ocupam a política e seguem lutando contra a violência, o racismo e o machismo”.

A deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) também comemorou a escolha e afirmou que a presença de Hilton na presidência fortalece a defesa de políticas públicas inclusivas. “É um marco para o Brasil ver uma mulher trans presidir a Comissão da Mulher. Isso demonstra que a luta por igualdade e justiça está avançando dentro do Congresso”, disse.

Aliados de outros partidos também se manifestaram em apoio à eleição. A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) afirmou que a escolha representa um passo importante para o fortalecimento das pautas feministas. “Erika é uma parlamentar combativa e comprometida com os direitos humanos. Sua eleição amplia a representatividade e reforça o compromisso do Parlamento com a igualdade”, declarou.

Durante a votação, setores conservadores criticaram a indicação e tentaram obstruir o processo, mas não conseguiram impedir a formação de maioria favorável à deputada do PSOL. A disputa refletiu a polarização política em torno de temas ligados aos direitos das mulheres e da população LGBTQIA+ no Congresso.

Trajetória de Erika Hilton

Erika Hilton Comissão da Mulher
Erika pretende ampliar o debate sobre políticas públicas voltadas às mulheres em sua diversidade. Foto: Adonis Guerra/SMABC

Eleita deputada federal por São Paulo nas eleições de 2022, Erika Hilton foi a primeira mulher trans negra a conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Antes disso, ganhou projeção nacional ao ser eleita vereadora em São Paulo em 2020, quando se tornou uma das parlamentares mais votadas do país naquele pleito municipal.

No Congresso, Hilton tem atuação voltada à defesa dos direitos humanos, ao combate à violência de gênero e à promoção de políticas de inclusão social. Entre suas pautas está também a proposta de emenda constitucional que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, tema que ganhou destaque no debate público sobre direitos trabalhistas.

Ao assumir a presidência da comissão, a deputada afirmou que pretende ampliar o debate sobre políticas públicas voltadas às mulheres em sua diversidade, incluindo mulheres negras, indígenas, periféricas e LGBTQIA+. A parlamentar também pretende priorizar projetos relacionados ao enfrentamento do feminicídio e à ampliação de políticas de proteção às vítimas de violência.

Segundo aliados, a expectativa é que a comissão atue como espaço de articulação para propostas legislativas que ampliem direitos e enfrentem desigualdades estruturais no país. O colegiado também deve promover audiências públicas e debates sobre temas como mercado de trabalho, saúde da mulher e combate à violência de gênero.

Para parlamentares da base progressista, a eleição de Erika Hilton representa não apenas uma mudança administrativa na comissão, mas um símbolo de transformação na política brasileira. Ao assumir o comando do colegiado, a deputada passa a ocupar um dos principais espaços institucionais de discussão sobre políticas para mulheres no Congresso Nacional, reforçando o papel da diversidade na representação política.

Guerra no Oriente Médio, 11 de março: as últimas notícias sobre a guerra

Acompanhe os últimos acontecimentos na guerra no Oriente Médio com a TVT News.

Últimas atualizações da guerra no Oriente Médio

  • Preço do petróleo volta a subir
  • Quatro navios foram atacados no Estreito de Ormuz
  • Irã desiste de participar da Copa do Mundo
  • Exército americano anunciou a destruição de 16 embarcações iranianas de instalação de minas “perto do Estreito de Ormuz”
  • 32 países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE) decidiram liberar 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas
  • Irã diz que o novo líder supremo está são e salvo
  • Exército do Irã considera navios israelenses, americanos e de seus aliados ‘alvos legítimos’ em Ormuz
  • Irã alerta que guerra poderá ser longa e ‘destruir’ a economia mundial
  • Número de mortos no Líbano sobe para 634

Últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio

Confira as notícias sobre o que aconteceu hoje na guerra entre Irã, Israel e EUA

Petróleo volta a subir

O barril de West Texas Intermediate (WTI), referência para o mercado americano, avançava 5,91%, a 88,38 dólares. O Brent do Mar do Norte, referência europeia, subia 5,05%, a 92,23 dólares.

Preço do Petróleo Brent

Irã alerta que guerra poderá ser longa e ‘destruir’ a economia mundial

O Irã atacou, nesta quarta-feira (11), vários navios no Estreito de Ormuz, essencial para o transporte de petróleo, e assegurou que está preparado para uma guerra longa que “destruirá” a economia mundial.

Pouco depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insistiu que o conflito terminará “em breve” e que “praticamente não resta nada para atacar no Irã”, cuja população está há 12 dias sob bombas.

Em Teerã, capital iraniana, os habitantes “estão se acostumando a viver apesar de tudo e a se adaptar, o melhor que podem, a esta situação”, disse um morador à AFP.

“Depositamos nossa fé em Deus. Por enquanto, há comida nas lojas”, afirmou com certa resignação Mahvash, residente de 70 anos.

A guerra iniciada em 28 de fevereiro com o ataque dos Estados Unidos e de Israel que matou o líder supremo iraniano mergulhou o Oriente Médio e o mercado petrolífero no caos.

O fechamento, na prática, do Estreito de Ormuz e os ataques iranianos às monarquias petrolíferas do Golfo dispararam o preço do petróleo, que se aproximou dos 120 dólares nesta semana, antes de recuar.

Em uma tentativa, por ora pouco bem-sucedida, de conter a alta dos preços, a Agência Internacional de Energia anunciou que seus países-membros liberariam 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas, um recorde.

Mas o Irã também ameaçou os “centros econômicos e bancos” que considera vinculados aos interesses americanos e israelenses, o que levou o Citi e a consultoria Deloitte a evacuar seus escritórios em Dubai.

Os Estados Unidos e Israel “devem considerar a possibilidade de se verem envolvidos em uma guerra de desgaste de longo prazo que destruirá toda a economia americana e a economia mundial”, declarou Ali Fadavi, assessor do comandante-chefe da Guarda Revolucionária.

– EUA menciona possíveis ataques a portos civis iranianos –

O comando militar dos Estados Unidos para o Oriente Médio (Centcom) advertiu nesta quarta-feira (11) os civis iranianos para que se mantenham afastados dos portos do Estreito de Ormuz que, segundo Washington, são utilizados por Teerã para fins militares.

O Irã respondeu que, caso seus portos sejam atacados por Israel e pelos Estados Unidos, atingiria portos em países do Oriente Médio.

– Novo líder supremo ferido –

O embaixador iraniano em Londres declarou que Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo, foi ferido no ataque que matou seu pai.

“Ele também estava lá e foi ferido no bombardeio”, disse Alireza Salarian ao jornal britânico The Guardian. “Ouvi dizer que sofreu ferimentos nas pernas, mão e braço… Acredito que esteja no hospital”, enfatizou.

Enquanto isso, o filho do presidente da república islâmica, Youssef Pezeshkian, anunciou que o sucessor do aiatolá Ali Khamenei estava “são e salvo”.

– Liberação de 400 milhões de barris –

Os 32 países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE) decidiram por unanimidade liberar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas para o mercado, a maior liberação da história da instituição, anunciou a AIE.

– “Guerra de desgaste” –

A Guarda Revolucionária do Irã alertou para a possibilidade de uma “guerra de desgaste de longo prazo que destruirá toda a economia americana e a economia mundial”, disse um assessor do comandante-em-chefe do exército ideológico iraniano à televisão estatal.

– Suíça fecha sua embaixada no Irã –

A Suíça fechou temporariamente sua embaixada em Teerã, mas mantém uma “linha de comunicação” aberta entre Estados Unidos e Irã. Por décadas, a Suíça desempenhou um papel fundamental na manutenção de um contato diplomático entre Washington e Teerã.

– Hackers iranianos reivindicam ciberataque contra grupos americanos –

Um grupo de piratas informáticos ligado ao Irã reivindicou nesta quarta-feira dois ciberataques contra grupos americanos: o fornecedor de equipamentos médicos Stryker e a plataforma de pagamentos digitais Verifone.

Em uma conta no X associada a esse grupo chamado Handala Hack, os autores justificam o ataque pelos vínculos entre a Stryker e Israel, já que o grupo industrial adquiriu em 2019 uma empresa israelense.

– Macron não tem confirmação do deslocamento de minas em Ormuz –

O presidente da França, Emmanuel Macron, assegurou nesta quarta-feira que não tinha “confirmação, nem por parte de serviços aliados nem por parte de nossos próprios serviços” de inteligência sobre o uso de minas navais pelo Irã no Estreito de Ormuz.

O presidente afirmou que as capacidades militares do Irã “não foram reduzidas a zero” pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel.

– Número de mortos no Líbano sobe para 634 –

O Líbano anunciou nesta quarta-feira que o número de mortos em 10 dias de combates entre Israel e o Hezbollah no contexto da guerra no Oriente Médio chegou a 634, e que mais de 800 mil pessoas se registraram como deslocadas.

Em números atualizados, o ministro da Saúde, Rakan Nassereddine, detalhou em uma coletiva de imprensa que o número de mortos incluía 91 crianças, acrescentando que mais de 1.500 pessoas ficaram feridas.

– Diversas empresas ocidentais fecham escritórios –

O grupo financeiro americano Citi e a consultoria britânica Deloitte pediram a seus funcionários que evacuassem seus escritórios em Dubai depois que o Irã ameaçou atacar bancos ligados aos Estados Unidos e a Israel no Oriente Médio. Outra consultoria britânica, a PwC, anunciou o fechamento de seus escritórios em vários países do Golfo como medida de precaução.

– “Não há mais nada para atacar”

Donald Trump afirmou que “praticamente não há mais nada para atacar” no Irã e que o conflito terminará “em breve”, em entrevista por telefone ao site de notícias Axios. “Assim que eu quiser que isso pare, vai parar”, acrescentou o presidente americano.

– Ataques em países do Golfo –

Mas todas as atenções continuam voltadas para o Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo bruto e do gás natural liquefeito (GNL) mundial.

O Irã anunciou ter atacado um porta-contêineres com bandeira da Libéria e um graneleiro tailandês que entraram no estreito “após ignorar os alertas das forças navais” da Guarda Revolucionária.

A marinha de Omã resgatou 20 tripulantes e outros três continuam desaparecidos. As imagens divulgadas pela marinha tailandesa mostram uma coluna de fumaça preta saindo do navio.

Analistas acreditam que o fechamento prolongado do estreito, por onde também circula um terço dos fertilizantes usados na produção mundial de alimentos, teria um efeito devastador na economia global, especialmente na Ásia e na Europa.

O presidente da França, Emmanuel Macron, instou os líderes do G7 a agir para restabelecer a navegação no estreito “o mais rápido possível”, enquanto a ONU pediu a todas as partes que permitam o trânsito de ajuda humanitária.

O Irã está ampliando as consequências econômicas da guerra para os aliados dos Estados Unidos no Golfo. Vários drones caíram perto do aeroporto de Dubai e outras embarcações atingiram tanques de combustível em um porto omanense.

O impacto econômico está pressionando Trump, criticado por seus rivais por ter iniciado uma guerra sem se preparar para as consequências.

No entanto, nesta quarta-feira ele disse que “assim que [ele] quiser que pare” a guerra, “vai parar”, e que quase não há mais o que atacar no Irã, em declarações ao site de notícias Axios.

Também afirmou aos jornalistas que “verão uma grande segurança” para os petroleiros no Estreito de Ormuz, mas não explicou como pretende garantir isso.

– Bola de fogo em Beirute –

Em Israel, o ministro da Defesa, Israel Katz, indicou que a operação “continuará sem qualquer limite de tempo, enquanto for necessário”.

O governo israelense afirma ter lançado uma nova “onda de ataques em grande escala” por todo o Irã e contra alvos do Hezbollah na capital libanesa, Beirute, transformada em outra frente da guerra.

Os ataques israelenses atingiram um prédio de apartamentos no centro da cidade, o segundo ataque ao coração da capital desde o início da guerra.

Quando o ataque aconteceu, “corri de quarto em quarto, tirei minha mulher e minha filha dos cômodos e as escondi atrás de um muro, depois veio o segundo ataque”, contou Fawzi Asmar, dono de uma padaria na rua onde ocorreu o bombardeio.

Os ataques de Israel e dos Estados Unidos acontecem semanas depois de as autoridades iranianas terem reprimido protestos em massa contra o governo.

“Todas as nossas forças também estão prontas, com o dedo no gatilho, preparadas para defender sua revolução”, disse o chefe da polícia nacional, Ahmad Reza Radan, alertando contra qualquer tipo de dissidência, em declarações à emissora estatal IRIB.

Os Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra em 28 de fevereiro com um ataque que matou o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.

Seu filho Mojtaba Khamenei foi nomeado seu sucessor, embora ainda não tenha aparecido em público e, segundo alguns meios, tenha ficado ferido no mesmo ataque em que seu pai morreu.

Porém, segundo escreveu no Telegram Yousef Pezeshkian, filho do presidente iraniano, Mojtaba Khamenei “está são e salvo”.

O Ministério da Saúde do Irã declarou em 8 de março que mais de 1.200 pessoas morreram nos ataques dos Estados Unidos e de Israel, e que mais de 10 mil civis ficaram feridos.

A AFP não pôde verificar os números de forma independente.

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Navios atacados em Ormuz

Pelo menos quatro navios foram atacados nesta quarta-feira na região do Estreito de Ormuz, uma rota marítima vital para o petróleo e o gás. A agência marítima britânica UKMTO registrou 14 incidentes contra embarcações na área desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.

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Um navio cargueiro tailandês que navegava no Estreito de Ormuz foi atacado em 11 de março, e 20 tripulantes foram resgatados até o momento, informou a Marinha da Tailândia. (Foto: Divulgação / MARINHA REAL DA TAILANDESA / AFP)

O Exército do Irã considera navios israelenses, americanos e de seus aliados ‘alvos legítimos’ em Ormuz

O Exército do Irã afirmou nesta quarta-feira (11) que qualquer navio pertencente aos Estados Unidos, Israel ou a seus aliados que atravesse o estratégico Estreito de Ormuz é considerado um alvo legítimo de guerra.

– Advertência de Erdogan –

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, pediu o fim da guerra no Oriente Médio “antes que devaste toda a região”.

Se o conflito persistir, “haverá mais perdas de vidas e bens, e o custo para a economia global aumentará ainda mais” acrescentou.

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– 570 mortos no Líbano –

Em seu balanço mais recente, o governo libanês informa que 570 pessoas morreram nos bombardeios israelenses, incluindo 86 crianças.

O movimento pró-iraniano Hezbollah arrastou o país para a guerra regional em 2 de março ao lançar mísseis contra Israel.

– Novo líder iraniano “são e salvo” –

O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, está “são e salvo”, apesar de ter sofrido ferimentos no ataque que matou seu pai e antecessor, o aiatolá Ali Khamenei, no primeiro dia da ofensiva de Israel e dos Estados Unidos em 28 de fevereiro, afirmou o filho do presidente da República Islâmica, Yusef Pezeshkian.

Segundo o jornal The New York Times, que cita três fontes do governo iraniano, o novo líder, de 56 anos, teria ferimentos sobretudo nas pernas, mas está a salvo em um local de segurança máxima, embora com possibilidades de comunicação limitadas.

– Drones atingem o aeroporto de Dubai –

Drones caíram perto do aeroporto de Dubai e deixaram quatro feridos, mas o tráfego aéreo não foi interrompido, informou o governo da cidade dos Emirados Árabes Unidos.

– Ataque contra Beirute –

Um ataque israelense atingiu nesta quarta-feira o centro de Beirute pela segunda vez desde o início da guerra, informou a agência de notícias estatal libanesa.

Israel também voltou a bombardear os subúrbios do sul de Beirute, reduto do grupo pró-iraniano Hezbollah.

– Explosões em Doha –

Várias explosões foram ouvidas em Doha, capital do Catar, informaram jornalistas da AFP.

O Ministério do Interior catari anunciou um “nível elevado de ameaça à segurança” e recomendou que a população evite sair de casa e permaneça longe das janelas.

– Manifestantes “inimigos” –

Qualquer manifestante contrário às autoridades será tratado como “inimigo”, advertiu o chefe da polícia iraniana, Ahmad Reza Radan, dois meses após a violenta repressão de um movimento de protesto. Washington pediu aos iranianos que tomem o poder.

– Reservas estratégicas –

Os ministros da Energia do G7 afirmaram que estão “dispostos” a adotar “todas as medidas necessárias” em um contexto de forte instabilidade dos preços do petróleo.

A Agência Internacional de Energia (AIE) propôs recorrer às reservas estratégicas de petróleo, uma medida sem precedentes que será anunciada nesta quarta-feira para conter a disparada dos preços, segundo o Wall Street Journal.

– Irã reivindica ataques em larga escala –

O Irã executou a onda de ataques “mais violenta e contundente” desde o início da guerra, direcionada principalmente contra alvos americanos e israelenses, segundo a emissora estatal Irib.

A Guarda Revolucionária, o exército ideológico da República Islâmica, afirmou que atacou a base americana de Arifjan, no Kuwait, informaram as agências de notícias iranianas Mehr e Fars.

– Projéteis contra Israel –

O Exército israelense anunciou a detecção de uma nova onda de mísseis lançados do Irã. Jornalistas da AFP ouviram sirenes de alerta antiaéreo em Jerusalém e o som de explosões à distância. A emissora israelense Channel 12 informou que várias pessoas ficaram feridas nas imediações de Tel Aviv.

– Arábia Saudita no alvo –

O Ministério da Defesa saudita informou a interceptação de sete mísseis balísticos, incluindo seis que tinham como alvo a base aérea ‘Prince Sultan’, perto de Riade, que abriga militares americanos.

O ministério também anunciou a neutralização de quase 15 drones, sete deles direcionados contra o gigantesco campo de petróleo de Shaybah, na fronteira com os Emirados Árabes Unidos.

– Jogadoras iranianas refugiadas na Austrália –

Uma das jogadoras da seleção de futebol iraniana que havia solicitado e obtido asilo na Austrália mudou de ideia, anunciaram as autoridades australianas nesta quarta-feira.

Pelo menos sete integrantes da seleção feminina do Irã receberam asilo na Austrália depois que se recusaram, no início de março, a cantar o hino nacional durante uma partida em Sydney contra a Coreia do Sul, pela Copa da Ásia.

– Embarcações iranianas de instalação de minas destruídas –

O Exército americano anunciou a destruição de 16 embarcações iranianas de instalação de minas “perto do Estreito de Ormuz”.

Trump ameaçou Teerã com grandes “consequências militares” caso minas sejam instaladas no estreito.

– Explosões em Teerã –

Jornalistas da AFP em Teerã ouviram novas detonações durante a madrugada de quarta‑feira.

As explosões foram ouvidas na zona norte e oeste da capital iraniana, já abalada por impactos nas primeiras horas do dia. O Exército israelense reivindicou uma nova onda de ataques contra a cidade.

© Agence France-Presse

Kast é o presidente do Chile mais à direita, desde Pinochet

O político de extrema direita José Antonio Kast assume nesta quarta, 11, a presidência do Chile. Logo na posse, já provocou ruído com o Brasil ao convidar políticos da oposição bolsonarista para a posse. Leia em TVT News.

Kast toma posse no Chile em guinada mais radical à direita desde Pinochet

Com informações da AFP em Valparaíso, Chile

O advogado de extrema direita José Antonio Kast assumiu nesta quarta-feira (11) a Presidência do Chile e se tornou o mandatário conservador mais radical no país desde a ditadura de Augusto Pinochet.

“Sim, juro”, declarou Kast em uma cerimônia diante do plenário do Congresso na cidade de Valparaíso, a 110 km de Santiago, na qual substituiu o presidente esquerdista Gabriel Boric, que esteve no poder nos últimos quatro anos.

Kast, de 60 anos, chega à Presidência do Chile com a promessa de instaurar um “governo de emergência” para enfrentar com mão dura a criminalidade e a imigração irregular, as duas maiores preocupações dos chilenos.

“As coisas vão mudar”, disse a jornalistas minutos antes de assumir, ao condenar o ataque a tiros contra um policial no sul do país durante a madrugada.

Diante de um Congresso com maioria de direita, Kast foi empossado entre os aplausos de seus aliados. “Chi, chi, chi! Le, le, le! Viva Chile!”, ouviu-se ao final da cerimônia.

Seu primeiro ato como presidente foi a tomada de juramento dos 24 ministros de seu gabinete. Dois deles foram advogados de Augusto Pinochet (1973-1990), cuja ditadura deixou mais de 3.200 mortos e desaparecidos.

Em seguida, ele embarcou no tradicional Ford Galaxie preto conversível, um presente ao país em 1968 da rainha Isabel II da Inglaterra, e saudou seus apoiadores sob um sol intenso. Está previsto que faça um discurso às 21h00.

Quem é José Antonio Kast

Os chilenos abandonaram nos últimos anos o anseio por uma nova Constituição surgido com o rebuliço social de 2019. Boric, que participou da cerimônia de posse, foi um dos principais impulsionadores desse processo, que fracassou após duas tentativas de reforma.

Católico devoto e pai de nove filhos, Kast representa “uma direita conservadora como não se conhecia desde o retorno à democracia”, em 1990, afirma Rodrigo Arellano, analista político da Universidade do Desenvolvimento, instituição privada.

Seu discurso de ordem atrai chilenos que buscam frear a criminalidade.

“Minhas expectativas são esperançosas com Kast. Levamos muitos anos com muito vandalismo e muita criminalidade”, disse à AFP o vendedor José Miguel Uriona, de 65 anos, nos arredores do Congresso.

Para a estudante Ingrid Pino, de 38 anos, o Chile entra em “uma nova era, um novo começo”. Ela espera que “o país cresça economicamente e que a criminalidade finalmente possa acabar e possamos viver tranquilos”.

Embora os homicídios e sequestros tenham aumentado e tenham chegado ao país gangues estrangeiras como o Tren de Aragua, o Chile ainda é um dos países mais seguros da região. A taxa de homicídios foi de 5,4 por 100 mil habitantes em 2025, uma das mais baixas da América Latina.

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O presidente do Chile, José Antonio Kast, do Partido Republicano discursa em frente a uma seção eleitoral após votar no segundo turno das eleições presidenciais em Paine, ao sul de Santiago, em 14 de dezembro de 2025. Os chilenos escolheram José Antonio Kast, um político de extrema direita, que promete uma linha dura em segurança e imigração. (Foto de Javier Torres / AFP)

Mesmo assim, Kast fez durante a campanha vários discursos atrás de um vidro blindado e apresentou o Chile quase como um Estado falido dominado pelo narcotráfico. Ele venceu com ampla margem as eleições presidenciais de dezembro contra a esquerdista Jeannette Jara.

Kast foi empossado em uma cerimônia à qual compareceram os presidentes Javier Milei (Argentina), Rodrigo Paz (Bolívia) e Daniel Noboa (Equador), entre outros, além de Christopher Landau, subsecretário de Estado dos Estados Unidos, e a Nobel da Paz venezuelana María Corina Machado.

Kast se soma assim aos governos de direita que crescem na região sob a ala dos Estados Unidos.

Expectativas do governo José Antonio Kast

“Os principais problemas que assolam o país não têm solução fácil. Kast terá que encontrar uma maneira de evitar que as expectativas se voltem contra ele”, afirma Arellano.

A nova porta-voz do governo, Mara Sedini, disse à AFP que a administração que se inicia tem como missão “solucionar crises que são importantes e prioritárias para os chilenos”, centradas em recuperar o crescimento econômico e a “segurança migratória”.

O novo gabinete de ministros é uma equipe “com pouquíssima experiência em negociação e manejo político” que “pode criar problemas com o Congresso”, comentou o cientista político Alejandro Olivares, analista da Universidade do Chile.

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Apoiadores do candidato presidencial chileno José Antonio Kast, do Partido Republicano, comemoram após a divulgação dos primeiros resultados do segundo turno das eleições presidenciais em Santiago, em 14 de dezembro de 2025. A candidata presidencial chilena de esquerda, Jeanette Jara, reconheceu a derrota para Kast nas eleições de 14 de dezembro, afirmando que os eleitores se manifestaram de forma clara e inequívoca. (Foto de Eitan Abramovich / AFP)

Investigações jornalísticas revelaram em 2021 que o pai de Kast, nascido na Alemanha, era membro do Partido Nazista de Adolf Hitler.

Kast alega, no entanto, que seu pai foi recrutado para o exército alemão durante a Segunda Guerra Mundial e nega que ele tenha sido um simpatizante do movimento nazista.

Durante a manhã, o presidente oficializou sua renúncia ao Partido Republicano, um gesto simbólico que novos presidentes costumam fazer para garantir a independência.

© Agence France-Presse