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Da Redação
Lula está otimista com aprovação da MP das blusinhas: questão de justiça
Em vídeo postado em suas redes sociais no início da noite desta terça, 18 de agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou otimismo em relação à aprovação pelo Congresso Nacional da Medida Provisória que acaba com os impostos federais sobre a chamada taxa das blusinhas, as compras de até US$ 50 feitas pela internet.
O texto foi enviado pelo Governo Lula ao parlamento em maio e está em vigor, mas para não perder a validade precisa ser votado pelo legislativo até o início de setembro.
“Eu estou muito otimista com a aprovação da Medida Provisória que mandei para acabar com a taxação das blusinhas, o apelido que ganhou aquela compra de até 50 dólares pela internet. Eu não sei por que algumas pessoas estão incomodadas, achando que isto prejudica o comércio”, disse Lula
“Se você entrar numa loja qualquer, vai ver que as roupas vêm, sabe, de Bangladesh, do Vietnã, da China. Eu estou convencido de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, vão votar e a gente vai aprovar o fim da taxação das blusinhas”, afirmou o presidente.
Para Lula, o fim da taxação é uma questão de justiça. Ela argumentou que a classe média e alta viaja para fora do país e pode gastar um valor bem maior do que esse sem pagar impostos. “Por que uma pessoa da periferia, uma mulher, uma jovem, um menino, compra um negócio de 50 dólares e querem taxar ele?”, argumentou.

“É apenas uma questão de justiça e eu tenho certeza de que, se tratando de justiça, o Senado e a Câmara vão votar para que o povo brasileiro possa comprar as coisas que eles precisam sem ninguém perturbá-los”.
Presidente Lula espera que Congresso vote o fim da taxa das blusinhas, veja
Estou muito otimista com a aprovação da Medida Provisória que enviei ao Congresso para acabar com a taxação das blusinhas, aquelas compras de até 50 dólares pela internet. Estou convencido de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, vão… pic.twitter.com/fbElZqllU9
— Lula (@LulaOficial) August 18, 2026
Com informações do site Lula.com
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Confira a agenda do Lula de 19 a 22 de agosto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumpre entre quarta (19) e sábado (22) uma agenda que combina visitas a projetos estratégicos de defesa e tecnologia com atos políticos da campanha à reeleição em São Paulo, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
A agenda começa nesta quarta-feira (19) com visita ao Centro Industrial Nuclear de Aramar (CINA), em Iperó (SP), onde acompanha o desenvolvimento do Programa Nuclear da Marinha e a montagem do reator do submarino brasileiro com propulsão nuclear.
Na quinta (20), o presidente viaja a Natal para agenda institucional no Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo, em Macaíba, e ato político à noite.
Na sexta (21), Lula desembarca em Belo Horizonte para o lançamento da campanha em Minas Gerais ao lado do candidato ao governo, Patrus Ananias.
No sábado (22), encerra a semana no Rio de Janeiro, em ato na Zona Oeste, em Bangu.
Também na sexta (21), o Instituto Datafolha divulga a primeira pesquisa de intenção de voto para a Presidência após o início oficial da campanha.
Destaques da agenda do Lula
- Quarta (19) – Iperó (SP): Lula visita o Centro Industrial Nuclear de Aramar (CINA) a partir das 10h. Acompanha o desenvolvimento do Programa Nuclear da Marinha, com destaque para a montagem do reator do submarino de propulsão nuclear.
- Também participam da visita os ministros da Defesa, José Mucio Monteiro, e do Gabinete de Segurança Institucional, Marcos Antonio Amaro, além do comandante da Marinha. O CINA é o principal polo do programa nuclear da Marinha, voltado à soberania nacional e ao domínio da tecnologia nuclear aplicada à defesa e à matriz energética.
- Quinta (20) – Natal (RN): Lula viaja ao Rio Grande do Norte para agenda institucional pela manhã no Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo, em Macaíba, onde deve anunciar a instalação de um supercomputador com foco em inteligência artificial e soberania digital.
- Sexta (21) – Belo Horizonte (MG): O presidente participa do lançamento oficial da campanha em Minas Gerais, na Praça da Estação, a partir das 17h, ao lado do candidato ao governo Patrus Ananias (PT). O ato tem como eixos a defesa da democracia, da justiça social e de políticas voltadas à ampliação de direitos e oportunidades.
- Sábado (22) – Rio de Janeiro (RJ): Lula encerra a semana no Rio, em ato de campanha na Zona Oeste, em Bangu. O evento foi convocado pelo PT fluminense como parte da mobilização pela reeleição do presidente.
Lula visita centro nuclear de Iperó e reforça soberania nacional
A agenda presidencial começa nesta quarta-feira (19) com uma visita ao Centro Industrial Nuclear de Aramar (CINA), em Iperó, interior de São Paulo. O presidente Lula chega ao complexo às 10h para acompanhar o desenvolvimento do Programa Nuclear da Marinha, que inclui a montagem do reator do futuro submarino brasileiro com propulsão nuclear.

O CINA é o principal polo tecnológico do Programa Nuclear da Marinha e abriga instalações estratégicas para o domínio do ciclo do combustível nuclear, como a Usina de Hexafluoreto de Urânio (USEXA) e o Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (LABGENE), onde opera o protótipo em escala real do reator nuclear. O complexo também concentra o desenvolvimento da planta propulsora que equipará o submarino nuclear Álvaro Alberto.
A visita conta com a presença dos ministros da Defesa, José Mucio Monteiro, e do Gabinete de Segurança Institucional, Marcos Antonio Amaro, além do comandante da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen. O evento reforça a aposta do governo na soberania tecnológica e na autonomia do Brasil em áreas sensíveis da indústria de defesa.
Datafolha divulga nova pesquisa presidencial na sexta (21)
O Instituto Datafolha divulga na próxima sexta-feira (21) a primeira pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República após o início oficial da campanha eleitoral. Encomendada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, a pesquisa entrevista 2.058 eleitores com 16 anos ou mais em todo o país entre os dias 18 e 20 de agosto.
O levantamento inclui os 13 candidatos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entre eles Pablo Marçal (PRTB), que teve a candidatura registrada no limite do prazo.

Além da intenção de voto para o primeiro turno, o Datafolha vai simular quatro cenários de segundo turno: Lula contra Flávio Bolsonaro (PL), Lula contra Ronaldo Caiado (PSD), Lula contra Romeu Zema (Novo) e Lula contra Renan Santos (Missão). A pesquisa também medirá a rejeição de cada candidato e os níveis de aprovação e desaprovação do governo Lula.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O número de registro no TSE é BR-04496/2026. A última pesquisa Datafolha, divulgada em 24 de julho, apontava Lula com 40% das intenções de voto no primeiro turno, Flávio Bolsonaro com 32% e Ronaldo Caiado com 4%.
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STF torna réu deputado bolsonarista por fala em que desejou morte de Lula
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, tornar réu o deputado bolsonarista Gilvan da Federal (PL-ES) por declarações em que desejou a morte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão foi tomada nesta terça-feira (18), após análise de denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Leia em TVT News.
Com o recebimento da denúncia, Gilvan passa a responder a uma ação penal. A PGR pediu que o parlamentar seja responsabilizado por injúria qualificada. O processo ainda terá tramitação no Supremo e poderá resultar em condenação, mas a decisão desta terça-feira não representa uma condenação definitiva.
Deputado bolsonarista fez declarações contra Lula em comissão da Câmara
As declarações que deram origem ao processo foram feitas em abril de 2025, durante uma reunião da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados. Na ocasião, os parlamentares discutiam uma proposta que pretendia retirar o armamento da segurança pessoal do presidente da República.
Durante a discussão, Gilvan afirmou que desejava que Lula morresse e fosse para o “quinto dos infernos”. O deputado também fez outras ofensas pessoais contra o presidente, utilizando termos como “descondenado” e “parceiro do crime”.
As declarações foram posteriormente divulgadas nas redes sociais e passaram a ser analisadas pela Justiça. Em sua defesa, Gilvan argumentou que suas falas estariam protegidas pela imunidade parlamentar e que havia respondido a provocações de integrantes da base do governo.
A tese, porém, não foi acolhida pelos ministros da Primeira Turma.
Cármen Lúcia afirma que imunidade parlamentar não é blindagem

Relatora do caso, a ministra Cármen Lúcia afirmou que a proteção constitucional destinada aos parlamentares não impede a responsabilização por manifestações que não tenham relação com o exercício do mandato.
Segundo a ministra, as declarações analisadas não configurariam crítica política, fiscalização de atos do governo ou posicionamento relacionado ao mérito da proposta discutida na comissão. Para ela, as falas foram dirigidas pessoalmente ao presidente e, em tese, representariam ofensas desvinculadas da atividade parlamentar.
Cármen Lúcia também apontou que o parlamentar teria ultrapassado os limites do debate político ao fazer ataques pessoais contra Lula. Para a relatora, havia elementos suficientes para o recebimento da denúncia apresentada pela PGR.
A decisão foi acompanhada pelos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Cristiano Zanin não participou do julgamento por ter se declarado impedido. Antes de integrar o STF, Zanin atuou como advogado de Lula.
Processo agora segue no Supremo
Com a decisão da Primeira Turma, Gilvan da Federal passa formalmente à condição de réu. A partir desta etapa, a ação penal seguirá seu curso no STF, com produção de provas e demais procedimentos previstos no processo penal.
O recebimento da denúncia significa que os ministros consideraram presentes elementos suficientes para que a acusação seja analisada em uma ação penal. A eventual responsabilização criminal somente será definida ao final do processo.
O caso também coloca em discussão os limites da imunidade parlamentar, especialmente em situações nas quais declarações feitas por deputados e senadores são direcionadas a outras autoridades ou pessoas sem relação direta com o conteúdo de uma discussão legislativa.
A Constituição garante aos parlamentares proteção por suas opiniões, palavras e votos relacionados ao exercício do mandato. A interpretação dessa garantia, contudo, é objeto de análise do Judiciário quando manifestações são apontadas como ofensas pessoais ou desvinculadas da atividade parlamentar.
O que disse o deputado
Durante a reunião da Câmara, Gilvan declarou que queria que Lula morresse e fez referências à saúde do presidente. Também afirmou que Lula estaria “afundando o país” e utilizou outras expressões ofensivas contra o chefe do Executivo.
Depois da repercussão das declarações, o deputado chegou a pedir desculpas. Ainda assim, o caso avançou na Justiça e chegou ao STF após a apresentação da denúncia pela Procuradoria-Geral da República.
Para a relatora, o pedido de desculpas posterior e a alegação de imunidade não afastavam, nesta fase do processo, os elementos apresentados pela acusação.
A decisão ocorre em um contexto de intensificação das disputas políticas no Congresso e de debates sobre os limites do discurso de parlamentares. Ao receber a denúncia, o Supremo estabeleceu que as declarações atribuídas ao deputado serão examinadas no âmbito de uma ação penal.
Datafolha divulga nova pesquisa presidencial na sexta-feira (21)
O Instituto Datafolha divulga na próxima sexta-feira (21) a primeira pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República após o início oficial da campanha eleitoral.
Encomendada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, a pesquisa Datafolha vai entrevistar 2.058 eleitores com 16 anos ou mais em todo o país entre os dias 18 e 20 de agosto.
A pesquisa Datafolha chega em um momento importante da campanha eleitoral: pela primeira vez, o instituto testa o cenário com Pablo Marçal (PRTB) entre os 13 candidatos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O ex-coach, que enfrenta condenações na Justiça Eleitoral e está inelegível até 2032, conseguiu registrar a candidatura no limite do prazo, mas ainda aguarda análise do TSE sobre o pedido.
O questionário inclui uma pergunta espontânea — na qual o eleitor diz o nome do candidato sem ajuda — e uma estimulada, com a lista completa de nomes. No cartão estimulado, Marçal aparece ao lado de Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante) e outros sete candidatos.
- Entenda a situação de Pablo Marçal: Registro de Pablo Marçal à Presidência será analisado pelo TSE
Além da intenção de voto para o primeiro turno, o Datafolha vai simular quatro cenários de segundo turno: Lula contra Flávio Bolsonaro, Lula contra Caiado, Lula contra Zema e Lula contra Renan Santos. A pesquisa também medirá a rejeição de cada candidato, o nível de aprovação e desaprovação do governo Lula, além do interesse dos eleitores pela política.
A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O número de registro no TSE é BR-04496/2026. A última pesquisa Datafolha, divulgada em 24 de julho, apontava Lula com 40% das intenções de voto no primeiro turno, Flávio Bolsonaro com 32% e Ronaldo Caiado com 4%.
Perguntas do questionário: espontânea, estimulada e rejeição
O questionário do Datafolha começa com uma pergunta espontânea, na qual o eleitor deve dizer em quem pretende votar para presidente em outubro, sem receber qualquer lista de nomes. Em seguida, o entrevistado é apresentado a um cartão com a lista de candidatos e questionado sobre sua intenção de voto de forma estimulada.
O instituto vai trabalhar com duas versões do cartão na pergunta estimulada: no cartão 1A, Pablo Marçal aparece entre os candidatos; no cartão 1B, ele não é apresentado. A lista completa do cenário estimulado inclui Clariana Barão, Edmilson Costa, Escritor Augusto Cury, Flávio Bolsonaro, Hertz Dias, Lula, Pablo Marçal, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Rui Costa Pimenta, Samara, Veterinário Wilson Grassi e Zema.

Além da intenção de voto, a pesquisa pergunta se o eleitor já tem seu voto totalmente definido ou se ainda pode mudar de escolha. Outra questão busca identificar se a preferência decorre da escolha pelo melhor candidato ou da tentativa de evitar a vitória de outro nome.
O Datafolha também mede a rejeição dos candidatos ao perguntar em quem o entrevistado “não votaria de jeito nenhum”, além de aferir a aprovação do governo Lula e o interesse dos brasileiros por política. O questionário ainda oferece as opções de voto em branco, nulo ou nenhum, e “não sabe”.
Dia 21 é divulgada a primeira pesquisa Datafolha após o início oficial da campanha eleitoral
Esta é a primeira pesquisa do Datafolha com intenções de voto para a Presidência divulgada após o início oficial das campanhas. O levantamento chega em um momento de movimentação intensa na corrida eleitoral, depois dos comícios de campanha em São Bernardo do Campo (SP) e na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, além da escolha de Alfredo Gaspar como vice na chapa de Flávio Bolsonaro.
Com 2.058 entrevistas presenciais em todo o país entre os dias 18 e 20 de agosto, o levantamento deve captar os primeiros efeitos da campanha oficial sobre as intenções de voto, em um momento em que a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro se mostra mais apertada do que em 2022.
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Livro investiga o protagonismo feminino na extrema direita brasileira
Em um ano marcado pela disputa eleitoral e pelas discussões sobre os rumos da política brasileira, olhar para a atuação das mulheres na extrema direita também ajuda a entender as mudanças na política nacional. É nesse cenário que será lançado, em setembro, o livro Mulheres e extrema direita no Brasil, das pesquisadoras Christina Vital da Cunha e Jacqueline Moraes Teixeira, publicado em parceria com a Fundação Heinrich Böll. Saiba mais na TVT News.
A obra, que já está disponível para pré-venda no site da editora Elefante, analisa a participação das mulheres na construção de redes políticas, na circulação de valores conservadores e na disputa por espaços de poder. Em vez de tratá-las como coadjuvantes de lideranças masculinas, as autoras investigam suas trajetórias e formas próprias de atuação política. São mulheres que constroem alianças, organizam redes, mobilizam comunidades e atribuem novos sentidos à participação feminina na esfera pública.
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O resultado é um livro que ajuda a compreender uma característica central do conservadorismo, mostrando a relação entre protagonismo político feminino e defesa de valores tradicionais relacionados à família, aos papéis de gênero e às relações sociais. As autoras mostram também como esses valores podem se transformar em instrumentos de mobilização política e contribuir para a construção de redes e alianças.
Nesse contexto, o feminismo aparece como antagonista, revelando uma tensão central: as mulheres ampliam seu protagonismo político enquanto defendem projetos que podem reforçar papéis tradicionais de gênero.
O lançamento acontece às vésperas das eleições de 2026, em um momento em que temas como conservadorismo, religião, direitos das mulheres e participação política ganham novamente espaço no debate público.
A obra oferece uma chave de leitura para um fenômeno que ganhou força nos últimos anos: a transformação de mulheres em agentes importantes da organização e da comunicação da extrema direita brasileira.
“A atuação das mulheres na extrema direita ultrapassa a política institucional e alcança comunidades, igrejas, redes sociais e relações familiares. Compreender esse protagonismo exige reconhecer a diversidade das trajetórias femininas e observar que a presença de mulheres nos espaços de poder não significa, por si só, avanço na igualdade de gênero. É fundamental analisar quais direitos, relações sociais e projetos de sociedade são fortalecidos por essa participação”, afirma Marilene de Paula, coordenadora de programas da Fundação Heinrich Böll, e autora do prefácio.

Mais do que contar as trajetórias de mulheres ligadas a esse campo político, o livro procura entender os valores e as formas de atuação que estão por trás desse envolvimento, contribuindo para a reflexão, principalmente sobre política e gênero. A publicação integra uma agenda de produção de conhecimento que a Fundação Heinrich Böll vem desenvolvendo sobre democracia, direitos humanos, gênero e avanço de movimentos autoritários.
Conheça as autoras do livro sobre mulheres na extrema direita
Christina Vital da Cunha é bolsista de produtividade do CNPq, professora do Departamento de Sociologia e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal Fluminense (UFF), onde coordena o Laboratório de Estudos Sócio-Antropológicos em Política, Arte e Religião (Lepar). É membro fundador e integrante do Comitê Laicidade e Democracia na Associação Brasileira de Antropologia.
É autora de Oração de traficante: uma etnografia e co-autora de livros como Religião e política: medos sociais, extremismo religioso e as eleições 2014 (2017), Religião e política: uma análise da participação de parlamentares evangélicos sobre o direito de mulheres e de LGBTS no Brasil (2012), além de organizar coletâneas e produzir artigos dedicados às relações entre religião, política, direitos, eleições e extrema direita. É editora do periódico científico Religião & Sociedade desde 2017.
Jacqueline Moraes Teixeira Jacqueline Moraes Teixeira é bolsista de produtividade do CNPQ, professora do Departamento de Saúde e Sociedade e do Programa de Pós Graduação em Saúde Pública na Faculdade de Saúde Pública da USP. Também é professora no Programa de Pós Graduação em Sociologia (PPGSOL) da UnB. É coordenadora do CRESPO (Cultura, Religião, Sujeitos e Políticas) e pesquisadora do Cebrap. Integra a diretoria da Associação Brasileira de Antropologia (ABA) e o Comitê de Políticas Públicas da Anpocs.
Compõe a câmara de pesquisadores principais do MECILA (Maria Sibylla Merian Centre Conviviality-Inequality In Latin America). Atualmente é assessora da Pró Reitoria de Inclusão e Pertencimento da USP. É autora do livro “A mulher universal: corpo, gênero e pedagogia da prosperidade” (2016 primeira edição; e 2021 segunda edição) e do livro A conduta Universal: governo de si e políticas de gênero na Igreja Universal (ed appris – no prelo). Participa do Comitê científico da Revista Cadernos Pagu, da Coletânea Antropologia Hoje (Editora Hucitec).
Marilene de Paula, autora do Prefácio do livro, é historiadora formada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), mestre em Bens Culturais e Projetos Sociais pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e coordenadora de Programa da Fundação Heinrich Böll. É organizadora das publicações: “Democracia sob pressão: reflexões sobre a extrema direita com as chaves do passado, presente e futuro” (2025) e “Religião, democracia e a extrema direita” (2024).
Atua em temas como democracia, participação social, segurança pública, racismo estrutural, direitos das mulheres e enfrentamento ao avanço de agendas antidemocráticas. Ao longo de sua trajetória, participou da organização de campanhas e debates contra a brutalidade policial e em defesa dos direitos humanos, além de organizar e editar publicações sobre religião, democracia e extrema direita.
SERVIÇO:
Mulheres e extrema direita no Brasil
Autoras: Christina Vital da Cunha e Jacqueline Moraes Teixeira
Parceria: Fundação Heinrich Böll
Editora Elefante
Pré-venda: https://editoraelefante.com.br/o-que-e-e-como-funciona-a-pre-venda-da-elefante/
Sobre a Fundação Heinrich Böll
A Fundação Heinrich Böll é uma organização política alemã, presente em mais de 35 países e conectada ao Partido Verde da Alemanha, atuando no Brasil há mais de 25 anos no fortalecimento da democracia, dos direitos humanos, da justiça social e da democracia de gênero. De forma independente e em parceria com organizações da sociedade civil, movimentos sociais, pesquisadoras e pesquisadores, a fundação promove debates, apoia a produção de conhecimento e contribui para ampliar a participação social e a defesa de direitos. A promoção dos direitos das mulheres e o enfrentamento das desigualdades de gênero ocupam um lugar central e permanente nessa atuação.
Morre Glória Menezes
A atriz Glória Menezes faleceu nesta terça-feira (18), aos 91 anos, em São Paulo. A assessoria da artista confirmou a informação, sem divulgar a causa da morte. Conheça a história da atriz com a TVT News.
Com trajetória de mais de seis décadas no teatro, no cinema e na televisão, a gaúcha de Pelotas construiu uma das carreiras mais expressivas da dramaturgia brasileira.
Na Globo, esteve em mais de 40 telenovelas, com personagens que atravessaram gerações. Seu nome de registro era Nilcedes Soares de Magalhães; o artístico, segundo ela, unia a universalidade de “Glória” à sonoridade de “Menezes”, que também totalizava treze letras — número que a atriz considerava de sorte. Ao longo da vida, dividiu as telas e os palcos com Tarcísio Meira, com quem foi casada por décadas.

Conheça a carreira de Glória Menezes
Nascida em Pelotas (RS) em 1934, Glória Menezes – com nome de registro era Nilcedes Soares de Magalhães – iniciou a trajetória artística no teatro amador ainda nos anos 1950, após formar-se na Escola de Artes Dramáticas da USP.
Em 1959, fez sua primeira novela, “Um Lugar ao Sol”, e no mesmo ano conheceu Tarcísio Meira nos bastidores da peça “Feiticeiras de Salém” – com quem viveu uma das uniões mais conhecidas da TV brasileira por quase seis décadas.
Hoje perdemos Glória Menezes e Laura Cardoso, duas de nossas mais importantes atrizes, cujas carreiras se confundem com a história da dramaturgia brasileira. Por cerca de sete décadas, elas estiveram presentes em palcos e telas, sempre cativando o público com seu talento e seu…
— Lula (@LulaOficial) August 18, 2026
No cinema, estrelou “O Pagador de Promessas” (1962), vencedor da Palma de Ouro em Cannes. Na televisão, estreou na Globo em 1967 com “Sangue e Areia” e, ao longo de mais de 60 anos de carreira, participou de mais de 40 novelas da emissora, além de trabalhos no teatro e no cinema. Seu último trabalho na TV foi em 2015.

Principais destaques e novelas de Glória Menezes
Glória Menezes atravessou diferentes fases da teledramaturgia brasileira com personagens marcantes. Entre seus papéis de maior repercussão estão:
- “Irmãos Coragem” (1970) – interpretou uma mulher com três personalidades: a recatada Lara, a extravagante Diana e a equilibrada Márcia;
- “Pai Herói” (1979) – viveu a marcante Ana Preta;
- “Guerra dos Sexos” (1983) – contracenou com Tarcísio Meira, com final ousado ao lado de Mário Gomes;
- “Rainha da Sucata” (1990) – deu vida à socialite falida Laurinha Figueroa;
- “Torre de Babel” (1998) – interpretou a dona de casa desesperada Marta Toledo;
- “O Beijo do Vampiro” (2002) – viveu a feiticeira Zoroastra;
- “Senhora do Destino” (2004) – foi a Baronesa de Bonsucesso, que sofria do Mal de Alzheimer.
Além disso, protagonizou com Tarcísio o seriado “Tarcísio & Glória” (1988) e atuou em novelas como “Brega & Chique” (1987), “Deus nos Acuda” (1992), “A Próxima Vítima” (1995), “Páginas da Vida” (2006) e “A Favorita” (2008). No teatro, destacou-se em “Navalha na Carne” (1981) e “Um Dia Muito Especial” (1988).
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