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Da Redação
Ato em São Paulo pressiona pelo fim da escala 6×1
A cidade de São Paulo será palco, nesta segunda-feira (25), de uma das principais mobilizações nacionais em defesa do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho sem redução salarial. Convocado pela CUT, centrais sindicais, movimentos populares e entidades da sociedade civil, o ato ocorrerá às 17h em frente ao Masp, na Avenida Paulista, no mesmo momento em que a Câmara dos Deputados deve apresentar o relatório final da proposta que altera a jornada de trabalho no país. Leia em TVT News.
A manifestação acontece em meio ao avanço das negociações em Brasília para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e garante dois dias de descanso remunerado aos trabalhadores. Nesta segunda-feira, o relator da matéria, o deputado Léo Prates, deve apresentar oficialmente o parecer na comissão especial da Câmara, após acordo costurado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Hugo Motta.
Confira a cobertura completa no Jornal TVT News Segunda Edição:
O texto negociado prevê uma transição de um ano para reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial. Os dois dias de folga semanais deverão começar a valer 60 dias após a promulgação da PEC. A expectativa do governo e da direção da Câmara é votar o relatório ainda nesta semana na comissão especial e acelerar sua tramitação no plenário.
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Diante da ofensiva de setores conservadores e empresariais para desidratar a proposta, movimentos sindicais decidiram intensificar a pressão popular nas ruas. Lideranças sindicais afirmam que o ato em São Paulo será um recado direto ao Congresso Nacional contra tentativas de ampliar o prazo de transição ou criar exceções que preservem jornadas extensas.
Nas últimas semanas, parlamentares do centrão e da extrema direita apresentaram emendas propondo uma transição de até dez anos para implementação da nova jornada, além de mecanismos que poderiam flexibilizar limites de horas trabalhadas em setores considerados “essenciais”. Parte dessas propostas também previa redução de encargos trabalhistas pagos pelas empresas.
Para dirigentes da CUT e de movimentos sociais, as propostas representam um retrocesso frente às conquistas históricas da classe trabalhadora. O presidente da CUT-SP, Raimundo Suzart, afirmou que a redução da jornada sem redução salarial é uma reivindicação histórica do movimento sindical.
Segundo ele, a medida pode melhorar a qualidade de vida, ampliar a convivência familiar e estimular a geração de empregos. Suzart também criticou setores do Congresso que tentam retardar ou enfraquecer a proposta.
Final de semana de manifestações
A mobilização desta segunda integra uma semana nacional de pressão organizada por sindicatos e movimentos populares em várias regiões do país. Desde o fim de semana, manifestações, caminhadas, panfletagens e atos públicos vêm sendo realizados em cidades como Salvador, Recife, Curitiba, Porto Alegre, Campo Grande e Florianópolis.
No domingo (24), trabalhadores e dirigentes sindicais ocuparam espaços públicos em diferentes capitais para defender jornadas mais humanas e denunciar os impactos físicos e emocionais da escala 6×1 sobre milhões de brasileiros. Em Salvador, houve caminhada no Farol da Barra. Em Recife, movimentos realizaram ato na Rua da Aurora. Em Porto Alegre, sindicatos promoveram mobilização no Parque da Redenção.
Em São Paulo, a expectativa é que o protesto na Avenida Paulista reúna sindicatos de diversas categorias, movimentos populares, juventudes e trabalhadores do comércio e serviços — setores que concentram parte significativa dos empregados submetidos à escala de seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso.
Os organizadores pretendem usar o ato para ampliar a pressão sobre deputados federais às vésperas da votação na comissão especial da Câmara. Além das manifestações presenciais, a CUT também vem estimulando pressão digital sobre os parlamentares por meio da plataforma “Na Pressão”, que permite o envio de mensagens diretamente aos deputados por WhatsApp, redes sociais e e-mail.
Rio de Janeiro e outras capitais pelo fim da escala 6×1
Embora São Paulo concentre a principal mobilização desta segunda-feira, outras capitais também terão atos. No Rio de Janeiro, sindicatos e movimentos populares convocaram manifestação às 16h na Candelária, no centro da cidade. Também estão previstas atividades em Vitória, São Luís, Cuiabá e Aracaju.
A pauta do fim da escala 6×1 ganhou forte apoio popular nos últimos meses e se consolidou como uma das principais discussões sociais e trabalhistas em curso no país. Pesquisas e levantamentos divulgados por entidades sindicais apontam amplo respaldo à redução da jornada, especialmente entre trabalhadores do comércio, serviços e setores de atendimento.
Enquanto empresários alegam risco de aumento de custos e impactos na produtividade, representantes sindicais argumentam que a redução da jornada pode estimular novas contratações, melhorar a saúde mental dos trabalhadores e elevar a qualidade de vida.
Nos bastidores do Congresso, aliados do governo avaliam que a pressão popular nas ruas será decisiva para impedir tentativas de esvaziar a proposta durante sua tramitação. A expectativa é que os próximos dias sejam marcados por forte disputa política em torno de um dos projetos trabalhistas mais importantes desde a Constituição de 1988.
Saiba como pressionar os deputados a votarem o fim da escala 6×1
Participe da pressão popular para que os deputados votem o fim da escala 6×1. Saiba como assinar a mobilização popular com a TVT News.
Mobilização pressiona deputados pelo fim da escala 6×1
A campanha “Brasil Quer Mais Tempo” intensificou a pressão sobre parlamentares para acelerar a votação das propostas que tratam do fim da escala 6×1. A mobilização reúne trabalhadores, sindicatos e movimentos sociais em defesa da redução da jornada semanal sem redução salarial.
Clique aqui para participar da Campanha Brasil Quer Mais Tempo

O que é a campanha Brasil Quer Mais Tempo
A iniciativa funciona como uma força-tarefa digital e presencial para pressionar deputados federais a apoiarem a PEC 221/2019 e outras propostas relacionadas à redução da jornada de trabalho. A campanha incentiva trabalhadores a enviarem mensagens aos parlamentares e acompanharem o posicionamento de cada bancada.
Aponte o celular para o QR Code e faça parte da campanha pelo fim da escala 6×1

Como votar na plataforma da campanha pelo fim da escala 6×1
- Acesse o site oficial da campanha Brasil Quer Mais Tempo – https://brasilquermaistempo.com.br/
- Clique na opção para participar da mobilização.
- Informe seus dados básicos, como nome e estado.

Como funciona a votação da PEC do fim da escala 6×1
A proposta está em análise por uma comissão especial da Câmara dos Deputados. Após a votação do parecer no colegiado, o texto segue para votação em dois turnos no plenário da Câmara. Depois, a PEC ainda precisa passar pelo Senado.
O que está em debate no Congresso
A discussão envolve a PEC 221/2019, a PEC 8/2025 e o PL 1838/2026. As propostas tratam da redução da jornada semanal e da reorganização das escalas de trabalho.

Disputa política pode atrasar votação
O debate enfrenta resistência de setores do Centrão e da direita, que apresentaram emendas e regras de transição para adiar mudanças na jornada de trabalho
Fim da escala 6×1 é possível: tire suas dúvidas sobre o tema
tomando conta do Brasil.
O que é o fim da escala 6×1?
O debate sobre o fim da escala 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos para folgar apenas um — está no centro da discussão nacional.
A proposta é uma bandeira histórica da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais sindicais, que apontam ganhos concretos:
- Melhoria na qualidade de vida
- Redução do adoecimento e do absenteísmo
- Aumento da produtividade
- Estímulo ao consumo
- Possível geração de novos empregos
Levantamento da Nexus, Pesquisa e Inteligência de Dados, mostra que 73% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6×1, desde que não haja redução salarial. Ou seja: a sociedade entende que trabalhar para viver é diferente de viver para trabalhar.
Quais os impactos do fim da escala 6×1?
De acordo com nota técnica do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), o impacto econômico do fima da escala 6×1 é mínimo:
- Na indústria e no comércio, o custo operacional adicional seria inferior a 1%.
- A redução da jornada para 40 horas semanais elevaria o custo do trabalho celetista em média 7,84%, mas, considerando o peso da mão de obra no custo total dos setores, o impacto se dilui.
- Mesmo em setores com alta dependência de mão de obra, como vigilância e limpeza, o impacto é administrável e pode ser enfrentado com políticas de transição.
O próprio Ipea destaca que aumento de custo do trabalho não significa automaticamente queda na produção ou aumento do desemprego.
Um estudo do Dieese, encomendado pela Contraf-CUT, aponta que a implementação da jornada de quatro dias, entre os bancários que hoje realizam a jornada média de 37 horas semanais, teria o potencial de criar mais de 108 mil vagas no setor, ou 25% do total de vagas que existem atualmente.
“O fim da escala 6×1 pode gerar mais empregos e garantir ao trabalhador tempo para estudar, cuidar da saúde e ter lazer”, afirmou o secretário-geral da CUT, Renato Zulato
Para ele, reduzir jornadas exaustivas é uma medida concreta para abrir vagas e permitir que trabalhadores tenham tempo para qualificação e convivência familiar. “Não se trata apenas de tecnologia, mas de qualidade de vida”, afirmou, ao defender mudanças estruturais.

Já um estudo divulgado em 2024 pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) apontou que a Inteligência Artificial (IA) afetará 60% dos empregos em todo o mundo: metade de forma positiva e metade de forma negativa, ou seja, eliminando a participação humana em vários setores.
Renato Zulato também alertou para os impactos da inteligência artificial no mercado de trabalho. Segundo ele, a transformação digital já altera rotinas produtivas e pode ampliar desigualdades se não houver políticas públicas de qualificação.
“Estamos vivendo a era da inteligência artificial. Se não houver reflexão e políticas de inclusão, parte da população será excluída dos novos processos produtivos e sociais”, disse o secretário geral da CUT.
É possível acabar com a escala 6×1?
Pesquisa da Unicamp corrobora visão do governo Lula, que defende modernização das relações de trabalho como parte da agenda de desenvolvimento social e econômico.
Fim da escala 6×1: estudo aponta que redução da jornada pode gerar 4,5 milhões de empregos
Um levantamento da economista Marilane Teixeira, pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mostra que a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 36 horas, com o fim da escala 6×1, tem potencial de gerar até 4,5 milhões de novos empregos no Brasil e elevar em cerca de 4% os níveis de produtividade no país.
O estudo faz parte do Dossiê 6×1, documento elaborado por 63 autores — entre professores, pesquisadores, auditores fiscais do Trabalho e representantes sindicais — que reúne 37 artigos sobre os impactos econômicos e sociais da medida.
A conclusão central do dossiê é direta: o Brasil está pronto para trabalhar menos. O diagnóstico contraria projeções pessimistas do mercado e derruba o argumento de que a mudança poderia provocar queda no PIB ou agravar a insolvência das empresas.
“Não vai ser agora, com avanços tecnológicos, num contexto de pleno emprego, com crescimento econômico e o nível de tecnologia que temos, que não vai ser possível no Brasil reduzir para 40 horas”, afirma Marilane Teixeira.

O que os dados mostram sobre o fim da escala 6×1
Com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do IBGE, o dossiê revela que aproximadamente 21 milhões de trabalhadores brasileiros cumprem jornada superior às 44 horas previstas na CLT. Outros 76,3% das pessoas ocupadas no país trabalham mais de 40 horas por semana — o que derruba a narrativa de que o brasileiro trabalha pouco.
A pesquisadora também chama atenção para os custos humanos da sobrecarga: em 2024, o Brasil registrou meio milhão de afastamentos por doenças psicossociais decorrentes de condições desfavoráveis no trabalho — apenas no emprego formal.
A redução da jornada atingiria diretamente 76 milhões de trabalhadores caso a escala 4×3 seja adotada, e beneficiaria cerca de 45 milhões na hipótese de migração para a jornada de 40 horas semanais em escala 5×2.
Ipea diz que é possível acabar com a escala 6×1
O estudo da Unicamp se soma a outras análises que sustentam tecnicamente a posição do governo. Uma nota técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), publicada em fevereiro de 2026, concluiu que os custos da redução da jornada para 40 horas seriam comparáveis aos de reajustes históricos do salário mínimo — medidas que não geraram desemprego. Nos grandes setores empregadores, como indústria e comércio, o impacto no custo operacional seria inferior a 1%.

Pesquisa Sebrae diz que 51% dos empreendedores acreditam que não haverá impacto com fim da 6×1
O estudo do Sebrae revela que 51% dos proprietários de micro e pequenas empresas, além de microempreendedores individuais (MEI), acreditam que fim da escala 6×1 não afetará seus negócios. Já 11% acreditam que a medida impactará positivamente seus negócios.
De acordo com a 12ª edição da Pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae, cresceu o número de empreendedores que avaliam que o fim da escala 6×1 não trará impactos negativos para o funcionamento de suas empresas.

Este índice demonstra um avanço em relação ao levantamento anterior, feito em 2024, quando 47% dos entrevistados compartilhavam dessa visão. O levantamento atual foi realizado entre os dias 19 de fevereiro e 18 de março de 2026, contando com a participação de 8.273 respondentes de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal.
Menos empreendedores enxergam proposta de forma negativa
A pesquisa também aponta uma redução na resistência à proposta.
O grupo de empreendedores que visualiza um impacto negativo na mudança recuou de 32% em 2024 para 27% em 2026. Em contrapartida, a parcela que acredita em benefícios reais com o fim da escala 6×1 subiu de 9% para 11%.
Perfil de empreendedores
Dentro dos segmentos específicos de atuação, a Economia Criativa lidera a percepção de ganhos com a nova jornada, com 24% de respostas positivas. Na sequência, aparecem os setores de Logística e Transporte (17%) e a Indústria Alimentícia (16%). Outros ramos como academias, beleza e agronegócio também figuram entre os que não preveem prejuízos em suas atividades operacionais.
Fim da escala 6×1 é possível: tire suas dúvidas sobre o tema
É possível acabar com a escala 6×1? O que é a escala 6×1? A TVT News tira suas dúvidas sobre o tema que está tomando conta do Brasil.
O que é o fim da escala 6×1?
O debate sobre o fim da escala 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos para folgar apenas um — está no centro da discussão nacional.
A proposta é uma bandeira histórica da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais sindicais, que apontam ganhos concretos:
- Melhoria na qualidade de vida
- Redução do adoecimento e do absenteísmo
- Aumento da produtividade
- Estímulo ao consumo
- Possível geração de novos empregos
Levantamento da Nexus, Pesquisa e Inteligência de Dados, mostra que 73% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6×1, desde que não haja redução salarial. Ou seja: a sociedade entende que trabalhar para viver é diferente de viver para trabalhar.
Quais os impactos do fim da escala 6×1?
De acordo com nota técnica do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), o impacto econômico do fima da escala 6×1 é mínimo:
- Na indústria e no comércio, o custo operacional adicional seria inferior a 1%.
- A redução da jornada para 40 horas semanais elevaria o custo do trabalho celetista em média 7,84%, mas, considerando o peso da mão de obra no custo total dos setores, o impacto se dilui.
- Mesmo em setores com alta dependência de mão de obra, como vigilância e limpeza, o impacto é administrável e pode ser enfrentado com políticas de transição.
O próprio Ipea destaca que aumento de custo do trabalho não significa automaticamente queda na produção ou aumento do desemprego.
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Um estudo do Dieese, encomendado pela Contraf-CUT, aponta que a implementação da jornada de quatro dias, entre os bancários que hoje realizam a jornada média de 37 horas semanais, teria o potencial de criar mais de 108 mil vagas no setor, ou 25% do total de vagas que existem atualmente.
“O fim da escala 6×1 pode gerar mais empregos e garantir ao trabalhador tempo para estudar, cuidar da saúde e ter lazer”, afirmou o secretário-geral da CUT, Renato Zulato
Para ele, reduzir jornadas exaustivas é uma medida concreta para abrir vagas e permitir que trabalhadores tenham tempo para qualificação e convivência familiar. “Não se trata apenas de tecnologia, mas de qualidade de vida”, afirmou, ao defender mudanças estruturais.

Já um estudo divulgado em 2024 pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) apontou que a Inteligência Artificial (IA) afetará 60% dos empregos em todo o mundo: metade de forma positiva e metade de forma negativa, ou seja, eliminando a participação humana em vários setores.
Renato Zulato também alertou para os impactos da inteligência artificial no mercado de trabalho. Segundo ele, a transformação digital já altera rotinas produtivas e pode ampliar desigualdades se não houver políticas públicas de qualificação.
“Estamos vivendo a era da inteligência artificial. Se não houver reflexão e políticas de inclusão, parte da população será excluída dos novos processos produtivos e sociais”, disse o secretário geral da CUT.
É possível acabar com a escala 6×1?
Pesquisa da Unicamp corrobora visão do governo Lula, que defende modernização das relações de trabalho como parte da agenda de desenvolvimento social e econômico.
Fim da escala 6×1: estudo aponta que redução da jornada pode gerar 4,5 milhões de empregos
Um levantamento da economista Marilane Teixeira, pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mostra que a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 36 horas, com o fim da escala 6×1, tem potencial de gerar até 4,5 milhões de novos empregos no Brasil e elevar em cerca de 4% os níveis de produtividade no país. Saiba mais na TVT News.
O estudo faz parte do Dossiê 6×1, documento elaborado por 63 autores — entre professores, pesquisadores, auditores fiscais do Trabalho e representantes sindicais — que reúne 37 artigos sobre os impactos econômicos e sociais da medida.
A conclusão central do dossiê é direta: o Brasil está pronto para trabalhar menos. O diagnóstico contraria projeções pessimistas do mercado e derruba o argumento de que a mudança poderia provocar queda no PIB ou agravar a insolvência das empresas.
“Não vai ser agora, com avanços tecnológicos, num contexto de pleno emprego, com crescimento econômico e o nível de tecnologia que temos, que não vai ser possível no Brasil reduzir para 40 horas”, afirma Marilane Teixeira.

O que os dados mostram sobre o fim da escala 6×1
Com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do IBGE, o dossiê revela que aproximadamente 21 milhões de trabalhadores brasileiros cumprem jornada superior às 44 horas previstas na CLT. Outros 76,3% das pessoas ocupadas no país trabalham mais de 40 horas por semana — o que derruba a narrativa de que o brasileiro trabalha pouco.
A pesquisadora também chama atenção para os custos humanos da sobrecarga: em 2024, o Brasil registrou meio milhão de afastamentos por doenças psicossociais decorrentes de condições desfavoráveis no trabalho — apenas no emprego formal.
A redução da jornada atingiria diretamente 76 milhões de trabalhadores caso a escala 4×3 seja adotada, e beneficiaria cerca de 45 milhões na hipótese de migração para a jornada de 40 horas semanais em escala 5×2.
Ipea diz que é possível acabar com a escala 6×1
O estudo da Unicamp se soma a outras análises que sustentam tecnicamente a posição do governo. Uma nota técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), publicada em fevereiro de 2026, concluiu que os custos da redução da jornada para 40 horas seriam comparáveis aos de reajustes históricos do salário mínimo — medidas que não geraram desemprego. Nos grandes setores empregadores, como indústria e comércio, o impacto no custo operacional seria inferior a 1%.

Pesquisa Sebrae diz que 51% dos empreendedores não preveem impacto com fim da 6×1
O estudo do Sebrae revela que 51% dos proprietários de micro e pequenas empresas, além de microempreendedores individuais (MEI), acreditam que fim da escala 6×1 não afetará seus negócios. Já 11% acreditam que a medida impactará positivamente seus negócios.
De acordo com a 12ª edição da Pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae, cresceu o número de empreendedores que avaliam que o fim da escala 6×1 não trará impactos negativos para o funcionamento de suas empresas.

Este índice demonstra um avanço em relação ao levantamento anterior, feito em 2024, quando 47% dos entrevistados compartilhavam dessa visão. O levantamento atual foi realizado entre os dias 19 de fevereiro e 18 de março de 2026, contando com a participação de 8.273 respondentes de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal.
Menos empreendedores enxergam proposta de forma negativa
A pesquisa também aponta uma redução na resistência à proposta.
O grupo de empreendedores que visualiza um impacto negativo na mudança recuou de 32% em 2024 para 27% em 2026. Em contrapartida, a parcela que acredita em benefícios reais com o fim da escala 6×1 subiu de 9% para 11%.
Perfil de empreendedores
Dentro dos segmentos específicos de atuação, a Economia Criativa lidera a percepção de ganhos com a nova jornada, com 24% de respostas positivas. Na sequência, aparecem os setores de Logística e Transporte (17%) e a Indústria Alimentícia (16%). Outros ramos como academias, beleza e agronegócio também figuram entre os que não preveem prejuízos em suas atividades operacionais.
Quando a escala 6×1 vai acabar?
A PEC 148/2015, sobre o fim da escala 6×1, foi aprovada no dia 10 de dezembro do ano passado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, mas ainda precisa passar por duas votações no plenário do Senado e duas na Câmara, com voto favorável de, pelo menos, 49 senadores e 308 deputados.
Se aprovada, o fim da escala 6×1 ocorrerá de forma gradual. No primeiro ano, serão mantidas as regras atuais. No ano seguinte, o número de descansos semanais subirá de um para dois. Atualmente, a jornada máxima semanal de trabalho é de 44 horas mas, a partir de 2027, poderá cair para 40 horas.
O teto final será de 36 horas por semana de 2031 em diante. Anteriormente, o que se previa era que os empregadores não poderiam reduzir a remuneração dos trabalhadores para compensar o novo tempo de descanso. Esse ponto deverá ser votado pelo Congresso Nacional.
Como vai ser o fim da escala 6×1
- A regra de transição para redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais deve ser de um ano
- A PEC do fim da escala 6×1 irá prever uma primeira redução de 44 para 42 horas semanais, em 60 dias após a promulgação da Emenda Constitucional.
- O mesmo prazo, 60 dias, será aplicado para a mudança da escala dos atuais 6×1 para os 5×2, quando o trabalhador folga dois dias a cada cinco trabalhados.
- A jornada de trabalho deve cair para as 40 horas semanais 12 meses depois da publicação da PEC
Motta defende jornada de 40h e quer votar o fim da escala 6×1
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou em 13 de maio, um acordo com representantes do governo federal para avançar nas propostas que reduzem a jornada semanal de trabalho no país e colocam fim à escala 6×1.
Como vai funcionar a transição do fim da escala 6×1
A proposta de emenda constitucional prevê mudanças graduais na jornada de trabalho no Brasil. A transição deve ocorrer em etapas, reduzindo as atuais 44 horas semanais para 40 horas e alterando a escala de trabalho de 6×1 para 5×2.
Primeira mudança
A PEC prevê que, 60 dias após a promulgação, a jornada semanal será reduzida de:
44h → 42h
No mesmo prazo, a escala de trabalho deixará de ser 6×1 e passará para:
6×1 → 5×2
Redução definitiva
Um ano após a publicação da PEC, a jornada semanal será novamente reduzida.
42h → 40h
A proposta estabelece a nova carga horária máxima semanal em 40 horas para trabalhadores sob o regime CLT.
Mais descanso
Com a mudança da escala para 5×2, o trabalhador passará a ter:
- ✔ Dois dias de folga por semana
- ✔ Redução da jornada semanal
- ✔ Mais tempo para descanso e convivência familiar
- ✔ Mudança gradual para adaptação das empresas
Comparação das regras
📌 Modelo atual
- Escala 6×1
- 1 dia de folga
- 44 horas semanais
- Até 8 horas por dia + extras
📌 Novo modelo
- Escala 5×2
- 2 dias de folga
- 40 horas semanais
- Transição gradual em 1 ano
Pelo entendimento fechado entre Câmara e Palácio do Planalto, a nova regra geral deverá estabelecer jornada máxima de 40 horas semanais, dois dias de descanso e manutenção integral dos salários.
Após o encontro, Motta afirmou que há convergência para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com regras centrais do fim da escala 6×1 e, paralelamente, votar o Projeto de Lei enviado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para detalhar a aplicação prática das novas normas.
Segundo o presidente da Câmara, a PEC deverá assegurar a redução da jornada de 44 horas para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem corte salarial. Também deverá reforçar o papel das convenções coletivas, permitindo que categorias econômicas negociem particularidades de seus setores.
“A mudança representa mais qualidade de vida para milhões de famílias brasileiras e o fortalecimento das relações de trabalho”, declarou Motta em manifestação pública após o acordo.
Em fevereiro, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou, em suas redes sociais, que a abertura de um “debate amplo” sobre o fim da escala 6×1, que tem gerado intensas discussões entre trabalhadores, empregadores e representantes sindicais. “Vamos ouvir todos os setores com equilíbrio e responsabilidade para entregar a melhor lei para os brasileiros”, escreveu o presidente da Câmara, enfatizando a importância de amadurecer a proposta antes da votação.

Governo avança na discussão do fim da escala 6×1
A mudança na jornada de trabalho é uma das prioridades do governo para 2026. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sido enfático ao defender a reforma, associando-a diretamente às transformações tecnológicas das últimas décadas.
“Com os avanços tecnológicos que o Brasil teve, acha que é necessário as pessoas trabalharem na mesma jornada que trabalhavam há 40 anos?”, questionou o presidente, em entrevista no início do mês. “Um jovem, uma menina, não quer mais se levantar às 5h da manhã e ficar até 6h da noite dentro de uma fábrica pegando ônibus lotado. Com o avanço tecnológico, a produção aumentou muito.”
Para Lula, o debate exige diálogo amplo e transparente. “Essa não é uma tarefa só do governo. O governo tem que estabelecer uma discussão com o Congresso, com o empresariado e com os trabalhadores e fazer aquilo que é possível. O dado concreto é que está na hora de a gente fazer uma mudança na jornada para que o povo tenha mais tempo de estudar, de pensar”, afirmou.
Acabar com a escala 6×1 é prioridade do governo, afirma Boulos
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, voltou a afirmar que acabar com a escala 6×1 é uma das principais prioridades do governo federal este ano.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, tem liderado o diálogo com o Congresso e garantiu, em janeiro, que há avanços concretos nas negociações para votação ainda no primeiro semestre do ano.
“A proposta que estamos construindo, defendida pelo presidente Lula e pelo nosso governo, é de, no máximo, 5×2, 40 horas semanais, sem redução de salário. Esta é a proposta que está sendo desenhada para todos os setores da economia no Brasil, por uma questão de dignidade dos trabalhadores”, disse Boulos.
O ministro também apresentou evidências internacionais: a Islândia, ao reduzir sua jornada para 35 horas em 2023, registrou crescimento econômico de 5% e aumento de 1,5% na produtividade do trabalho. No Japão, um programa da Microsoft com escala 4×3 elevou em 40% a produtividade individual dos funcionários. No Brasil, pesquisa da FGV com 19 empresas que reduziram a jornada mostrou que 72% delas registraram aumento de receita.
O Brasil reduziu a jornada de trabalho na Constituição de 1988
A última vez que o Brasil reduziu a jornada legal foi na Constituição de 1988, quando o limite caiu de 48 para 44 horas semanais — mudança implementada em plena “década perdida”, com a economia em recessão, inflação alta e desemprego elevado. “Mesmo assim, as empresas não quebraram, nem se gerou desemprego”, afirma Marilane Teixeira.

A escala 6×1 vai acabar, afirma a deputada Erika Hilton
Nos últimos dias, partidos de direita e grandes empresários estão atacando a proposta do fim da escala 6×1. A deputada federal Erika Hilton declarou nas redes sociais que “essas pessoas vão falhar e o fim dessa exploração vai se tornar realidade”.
Durante sessão na Câmara dos Deputados, Erika Hilton falou diretamente para os trabalhadores que estão na escala 6×1.
“Quero me dirigir aos trabalhadores do Brasil. Quero falar com aqueles que acompanham a gente pela TV Câmara ou que depois assistirão esses conteúdos: trabalhadores de shopping, trabalhadores da farmácia, trabalhadores de supermercados, trabalhadores de bares e todos os trabalhadores que ainda estão na escala 6×1”
Erika diz que as pessoas perguntam para ela quando vai acabar a escala 6×1, que, segundo ela, é um massacre dos trabalhadores.
“Ao rodar este Brasil nos abordam nas lojas, nos abordam nos aeroportos, nos abordam no comércio perguntando: ‘Deputada Erika, quando é que essa escala vai acabar?’ Nós estamos criando um cordão e essa escala vai acabar. Nós iremos fazer com que o Congresso Nacional, a Câmara dos Deputados, consiga compreender que é inadmissível que o trabalhador brasileiro continue a ser massacrado na escala 6×1
Quem defende família e religiosidade deveria defender o fim da escala 6×1, afirma Erika Hilton
Erika Hilton critica parlamentares que são conta o fim a escala 6×1, mas pregam a defesa da família e da religiosidade.
“Dizem muito sobre como o trabalho dignifica. Mas será mesmo que um trabalho que você não tem tempo de descanso, que um trabalho que você não tem tempo com a sua família, que um trabalho que você recebe uma remuneração que no fim do mês mal dá para pagar suas contas, pode estar atrelado ao debate da dignidade?
“Há aqueles que são contra a redução da jornada de trabalho, contra o fim da escala 6×1, defendem família, defendem a religião. Mas quando a gente vai pras ruas, para as manifestações, o que mais nós escutamos são mulheres, em sua grande maioria mães, que dizem: ‘Deputada, eu não vi meu filho crescer. Deputada, eu não consigo frequentar uma reunião da escola. Deputada, eu não tenho tempo para conviver com a minha família’ “, relata Erika.
A deputada pergunta: “que defesa de fé, que defesa de família é essa a qual nós ainda estamos aprisionando e obrigando o trabalhador brasileiro a manter numa escala desumana, sem dignidade?”
Para esses trabalhadores, a deputada traz esperança. “Trabalharemos noite e dia de maneira incansável até que todos os trabalhadores do território nacional tenham direito ao descanso, tenham direito ao convívio com a sua família, tenham direito à religiosidade. As pessoas não têm direito à religiosidade”, afrma Erika.

Fim da escala 6×1 exige mobilização nas ruas, diz Moisés Selerges
A reação do setor empresarial contra o fim da escala 6×1 e a adoção do modelo 4×3 sem redução salarial ganhou novo capítulo nos últimos dias. Após reportagem da Folha de S.Paulo afirmar que o brasileiro trabalha menos que a média mundial, o vereador Rick Azevedo classificou a abordagem como “rasa e irresponsável”, acusando o jornal de ignorar informalidade, horas extras não pagas e longos deslocamentos. Leia em TVT News.
Para comentar a ofensiva patronal e o debate no Congresso, o Jornal TVT News Primeira Edição entrevistou Moisés Selerges, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Em tom direto, Selerges afirmou que a resistência à redução da jornada revela a permanência de uma cultura elitista no país. “Um país que teve mais de 300 anos de escravidão não dá valor ao trabalho. Sempre há resistência da elite contra projetos que beneficiem os trabalhadores, seja jornada, remuneração ou condições de trabalho”, declarou.
Para o dirigente sindical, a manchete que compara horas trabalhadas entre países desconsidera a realidade concreta da classe trabalhadora brasileira. “Pega número cru e ignora informalidade, hora extra não paga, jornada estendida, três horas de transporte por dia. Isso não é debate sério”, criticou, ecoando a avaliação de Rick Azevedo.
Selerges também rebateu a narrativa de que a redução da jornada levaria empresas à falência. Ele lembrou que a última redução ocorreu na Constituição de 1988 e que, de lá para cá, houve avanços tecnológicos e ganhos de produtividade. “Os países desenvolvidos têm jornadas menores e não deixaram de ser desenvolvidos por isso. Na Alemanha, por exemplo, são 36 horas semanais e não teve empresa quebrando”, afirmou.
Segundo ele, a produtividade é responsabilidade do empresariado. “Patrão tem que investir em equipamento, financiar estudo, dar melhores condições. O trabalhador já acorda de madrugada, pega ônibus lotado, enfrenta patrão mal-educado e muitas vezes sai do emprego formal para dirigir aplicativo à noite”, disse, ressaltando ainda a sobrecarga das mulheres, que acumulam trabalho remunerado e cuidados domésticos.
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Lula e Hugo Motta fecham acordo para acelerar fim da escala 6×1
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, selaram nesta segunda-feira (25) um acordo político para destravar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 no Brasil. Leia em TVT News.
Como vai ser o fim da escala 6×1
- A regra de transição para redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais deve ser de um ano
- A PEC do fim da escala 6×1 irá prever uma primeira redução de 44 para 42 horas semanais, em 60 dias após a promulgação da Emenda Constitucional.
- O mesmo prazo, 60 dias, será aplicado para a mudança da escala dos atuais 6×1 para os 5×2, quando o trabalhador folga dois dias a cada cinco trabalhados.
- A jornada de trabalho deve cair para as 40 horas semanais 12 meses depois da publicação da PEC
Como vai funcionar a transição do fim da escala 6×1
A proposta de emenda constitucional prevê mudanças graduais na jornada de trabalho no Brasil. A transição deve ocorrer em etapas, reduzindo as atuais 44 horas semanais para 40 horas e alterando a escala de trabalho de 6×1 para 5×2.
Primeira mudança
A PEC prevê que, 60 dias após a promulgação, a jornada semanal será reduzida de:
44h → 42h
No mesmo prazo, a escala de trabalho deixará de ser 6×1 e passará para:
6×1 → 5×2
Redução definitiva
Um ano após a publicação da PEC, a jornada semanal será novamente reduzida.
42h → 40h
A proposta estabelece a nova carga horária máxima semanal em 40 horas para trabalhadores sob o regime CLT.
Mais descanso
Com a mudança da escala para 5×2, o trabalhador passará a ter:
- ✔ Dois dias de folga por semana
- ✔ Redução da jornada semanal
- ✔ Mais tempo para descanso e convivência familiar
- ✔ Mudança gradual para adaptação das empresas
Comparação das regras
📌 Modelo atual
- Escala 6×1
- 1 dia de folga
- 44 horas semanais
- Até 8 horas por dia + extras
📌 Novo modelo
- Escala 5×2
- 2 dias de folga
- 40 horas semanais
- Transição gradual em 1 ano
Lula e Hugo Motta se encontram para debater texto sobre o fim da escala 6×1
Após reunião reservada no Palácio do Planalto, os dois anunciaram consenso em torno de um modelo de transição de um ano para reduzir a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial.

O entendimento encerra semanas de impasse entre governo federal, parlamentares e setores empresariais sobre a velocidade de implementação da proposta. Lula defendia uma redução imediata da jornada, enquanto Motta articulava um prazo maior para adaptação das empresas. O acordo final estabeleceu uma fórmula intermediária: a redução começará 60 dias após a promulgação da PEC, com corte inicial de duas horas semanais, passando das atuais 44 para 42 horas. Depois de 12 meses, haverá nova redução de duas horas, consolidando a jornada máxima de 40 horas semanais.
“A transição se dará dentro de um ano, não mais do que isso. Nós faremos a redução de 44 horas para 40 em um ano, após essa primeira redução de duas horas. Isso atende um apelo da classe trabalhadora, também escuta o setor produtivo. Dá um tempo para que os setores possam se organizar”,
Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados
Além disso, os dois dias de descanso semanal passarão a valer ainda neste ano, também 60 dias após eventual promulgação da proposta. O texto preserva integralmente os salários dos trabalhadores, ponto tratado como “inegociável” tanto pelo Planalto quanto pela direção da Câmara.
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Ao anunciar o acordo, Hugo Motta afirmou que a proposta busca responder às demandas da classe trabalhadora sem ignorar a necessidade de adaptação do setor produtivo. Segundo ele, a construção do texto ocorreu após diálogo com sindicatos, empresários, movimentos sociais e partidos políticos.
“Estamos garantindo que iremos reduzir de 44 horas para 40 horas semanais. Também é inegociável o fim da escala 6×1 e a manutenção dos salários”, declarou Motta em entrevista coletiva após o encontro com Lula.
O anúncio foi acompanhado pelos ministros Luiz Marinho e José Guimarães, além do relator da PEC, Léo Prates, e do presidente da comissão especial, Alencar Santana.

Marinho destacou que o acordo representa alinhamento entre Executivo e Legislativo em torno da valorização do trabalho. O ministro também indicou que a redução da jornada não deve parar nas 40 horas semanais no futuro.
“Assim como outros países já fizeram, nós também poderemos avançar mais adiante”, afirmou.
O parecer final da PEC seria apresentado ainda nesta segunda-feira na comissão especial da Câmara. A expectativa de líderes governistas e da direção da Casa é votar o relatório ainda nesta semana no colegiado e, em seguida, levá-lo rapidamente ao plenário.

Nos bastidores, interlocutores do governo avaliam que o acordo firmado entre Lula e Motta fortalece politicamente ambos os lados. Para o Planalto, o fim da escala 6×1 tornou-se uma das principais bandeiras sociais do terceiro mandato de Lula, mobilizando sindicatos, movimentos populares e parcela significativa da opinião pública. A intenção do governo é aprovar a medida ainda antes das eleições de outubro, permitindo que os efeitos iniciais da mudança já sejam sentidos pela população.
Fim da escala 6×1: peso estratégico
Para Hugo Motta, o avanço da PEC também tem peso estratégico. O presidente da Câmara vem intensificando a aproximação com o Palácio do Planalto e busca consolidar apoio político para a sucessão da Mesa Diretora da Câmara em 2027. O entendimento em torno de uma pauta social de grande repercussão ajuda Motta a reforçar sua posição tanto junto ao governo quanto entre parlamentares de centro.
Apesar do acordo político firmado no topo da articulação institucional, a proposta ainda enfrenta resistências de setores empresariais e de parlamentares conservadores. Representantes do empresariado alegam que a redução da jornada poderá elevar custos operacionais e pressionar especialmente pequenas e médias empresas.
Estamos acabando com a escala 6×1. A reforma que estamos fazendo vai garantir dois dias de descanso semanais para o trabalhador, sem redução de salário.
— Hugo Motta (@HugoMottaPB) May 25, 2026
São duas grandes mudanças: um dia a mais de descanso e a redução de 44 horas de trabalho para 40 horas semanais.
Precisamos…
Parte dessas preocupações entrou na mesa de negociação entre Lula e Motta. Um dos pontos discutidos envolve medidas para microempreendedores individuais (MEIs). Segundo o presidente da Câmara, a ideia é encaminhar posteriormente um projeto de lei permitindo que MEIs possam contratar mais trabalhadores formalmente, compensando os impactos da redução da jornada.
Hoje, o regime do MEI permite apenas um empregado contratado com carteira assinada. A Câmara também discute elevar o teto anual de faturamento da categoria, atualmente em R$ 81 mil. O Senado já aprovou proposta ampliando esse limite para R$ 130 mil anuais.
Categorias com legislação específica
Outro tema que deve ser tratado posteriormente em legislação específica diz respeito às categorias com regulamentações próprias. Levantamento do governo federal aponta que cerca de 50 setores possuem regras específicas de jornada, incluindo trabalhadores domésticos, aeronautas, comerciários e esportistas profissionais.
Segundo parlamentares envolvidos nas negociações, a estratégia foi construir uma PEC mais enxuta, concentrada nos princípios gerais da mudança, deixando detalhes setoriais para regulamentação posterior via projetos de lei e convenções coletivas.
A proposta do relator também deve prever que as duas horas restantes da atual jornada — durante o período de transição — sejam negociadas em acordos coletivos de cada categoria.
Se aprovada na comissão especial e no plenário da Câmara, a PEC seguirá para análise do Senado Federal. Para entrar em vigor, a proposta precisará obter apoio mínimo de três quintos dos parlamentares em dois turnos de votação em cada Casa legislativa.
O acordo fechado nesta segunda-feira representa o movimento político mais concreto até agora para viabilizar a maior mudança na jornada de trabalho brasileira desde a Constituição de 1988.
Na rede social X (antigo Twitter), 0 Ministro-Chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos também comentou o acordo:
Na reunião do presidente @LulaOficial com o presidente da Câmara dos Deputados ficou ajustado o fim da Escala 6X1 em 60 dias após a aprovação da PEC. O único ponto gradual será a redução da jornada semanal: em 60 dias irá de 44 para 42 horas e, no ano que vem, para 40 horas.…
— Guilherme Boulos (@GuilhermeBoulos) May 25, 2026
Saiba como pressionar os deputados a votarem o fim da escala 6×1
Participe da pressão popular para que os deputados votem o fim da escala 6×1. Saiba como assinar a mobilização popular.
Mobilização pressiona deputados pelo fim da escala 6×1
A campanha “Brasil Quer Mais Tempo” intensificou a pressão sobre parlamentares para acelerar a votação das propostas que tratam do fim da escala 6×1. A mobilização reúne trabalhadores, sindicatos e movimentos sociais em defesa da redução da jornada semanal sem redução salarial.
Clique aqui para participar da Campanha Brasil Quer Mais Tempo

O que é a campanha Brasil Quer Mais Tempo
A iniciativa funciona como uma força-tarefa digital e presencial para pressionar deputados federais a apoiarem a PEC 221/2019 e outras propostas relacionadas à redução da jornada de trabalho. A campanha incentiva trabalhadores a enviarem mensagens aos parlamentares e acompanharem o posicionamento de cada bancada.
Aponte o celular para o QR Code e faça parte da campanha pelo fim da escala 6×1

Como votar na plataforma da campanha pelo fim da escala 6×1
- Acesse o site oficial da campanha Brasil Quer Mais Tempo – https://brasilquermaistempo.com.br/
- Clique na opção para participar da mobilização.
- Informe seus dados básicos, como nome e estado.

Dia da África: Brasil amplia agenda de integração com o continente
Esta segunda-feira (25) marca o Dia da África, continente com o qual o Brasil tem intensificado as relações no atual governo Lula. O movimento faz parte de um esforço para diversificar os parceiros comerciais, além de reforçar laços culturais, diplomáticos, científicos e históricos com os africanos. Saiba mais na TVT News.
Lula fez sete viagens à África na atual gestão, sendo duas à África do Sul, além de Angola, São Tomé e Príncipe, Egito, Etiópia e Moçambique. Nos últimos três anos, o Brasil tem firmado acordos com países africanos em áreas como agricultura, aviação civil, defesa, saúde, educação, turismo, entre outros.
Pelo outro lado, Lula recebeu neste mandato, em Brasília, seis chefes de Estado africanos, entre eles, o presidente Patrice Talon, do Benim, Bola Tinubu, da Nigéria, e João Lourenço, de Angola, resultando na assinatura de acordos e memorandos de entendimento.
Relações históricas
O Brasil foi o país que mais recebeu africanos escravizados, cerca de 4,8 milhões dos 12 milhões de seres humanos sequestrados do continente africano entre os séculos 16 e 19.
A ligação entre Brasil e Angola no período colonial era tão intensa que, quando Dom Pedro I declarou independência, a elite comercial que vivia em Luanda e Benguela, cidades portuárias controlada pelos portugueses, passou a defender a anexação de Angola ao Brasil recém-independente.
Buscando estreitar as relações com Angola para além do petróleo e do agro, o Ministério da Cultura do Brasil assinou acordos com Angola, em abril deste ano, para integrar arquivos históricos sobre a escravidão nos dois países, além de cooperação maior na cultura e nas artes.
O secretário de África e Oriente Médio do Ministério das Relações Exteriores (MRE), embaixador Carlos Sérgio Sobral Duarte, explicou à Agência Brasil que o maior protecionismo dos países desenvolvidos, além das afinidades histórico-culturais do Brasil com a África, contribuem para ampliar as parcerias com o continente.
“É um continente muito variado e com muitas oportunidades econômico-comerciais que o Brasil tem procurado aproveitar. No contexto atual, de fechamento maior dos países desenvolvidos em geral, faz mais ainda sentido buscar uma diversificação. Os países africanos são um mercado, em termos de população, potencial e de juventude, realmente muito grande”, disse o embaixador.
O diplomata lembrou que a África tem apresentado boas taxas de crescimento com 1,5 bilhões de habitantes, sendo mais de 60% com menos de 25 anos.
Para marcar o Dia da África, o Itamaraty realiza hoje o um seminário sobre parceria entre os países. Ainda nesta segunda-feira, o presidente Lula participa do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, organizado pelo Ministério da Educação (MEC).
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Representante africano no Brasil
Na cerimônia no Itamaraty neste Dia da África, o decano do corpo diplomático africano em Brasília, embaixador de Camarões, Martin Agbor Mbeng, agradeceu o voto do Brasil na ONU para reconhecer a escravidão de africanos como maior crime contra humanidade da História.
Para o diplomata camaronês, instituições brasileiras como Fiocruz, Embrapa, CNPq e o Instituto Brasil-África têm muito a contribuir com o continente africano.
“[Essas instituições] têm capacidade para construir programas com parceiros africanos, não para a África, mas com a África. Essa distinção é importante. Uma verdadeira parceria significa planejamento compartilhado, responsabilidade e prestação de contas compartilhadas”, acrescentou Mbeng.
Mbeng também elogiou a postura do Brasil de defender o sistema multilateral de comércio baseado em regras, em especial, na Organização Mundial do Comércio (OMC), que vem sendo esvaziada por atuação dos Estados Unidos.
Relações comerciais
Apesar da relação histórica, a África respondeu por apenas 5,70% do fluxo comercial do Brasil em 2025, somando US$ 23,7 bilhões de corrente comercial, com um superávit de US$ 7,2 bilhões a favor da balança brasileira.
Em comparação, a Europa representa 31,95% do nosso comércio exterior e a América do Sul é responsável por 17,28% do comércio internacional brasileiro.
O secretário do Itamaraty para África, embaixador Carlos Sérgio Sobral Duarte, destacou que, nos últimos anos, o comércio com a África vem melhorando, mas defende que pode crescer muito mais.
“Existe um certo desconhecimento que também precisa ser vencido, de oportunidades lá e de oportunidades aqui. Esses eventos que realizamos complementam essa atividade política, a começar pelo presidente e os agentes políticos do governo”, completou o embaixador.
Desde 2020, primeiro ano da pandemia, o comércio do Brasil com a África cresceu 52%, apesar da queda de 2,3% em 2025, se comparado com 2024. Se comparado com 2023, primeiro ano do governo Lula, o crescimento do comércio com o continente aumentou 16%.
Panorama
A professora de relações internacionais da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Elga Lessa de Almeida destacou que a conjuntura atual é menos favorável para integração Brasil-África devido às condições econômicas.
“[Nos primeiros governos Lula] a linha de financiamento de internacionalização das empresas, sobretudo do setor de infraestrutura, como Petrobras e Odebrecht, conseguiam recursos para sua atuação nesses países. Isso a gente já não observa tanto”, apontou.
O presidente Lula vem defendendo o retorno da atuação da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na África, por meio de investimentos e parcerias, como falou durante viagem que fez à Moçambique, em novembro de 2025.
Para a professora Elga Lessa, os aportes não são tão significativos como nos primeiros governos petista. “No atual momento econômico, você não tem um aporte tão expressivo na cooperação para o desenvolvimento para grandes projetos dentro do continente”, completou.
O pesquisador do Núcleo de Estudos Sobre África, Ásia e Relações Sul-Sul (NIEAAS) Eden Pereira Lopes da Silva avalia que, entre 2017 e 2022, houve um fim da política do Brasil para África que vinha sendo construída desde o final da década de 1970.
“Acho que o governo Lula 3 conseguiu, digamos, com algum sucesso, retomar esses laços e esse diálogo com alguns países no continente africano”, explicou o especialista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Ciência e tecnologia
O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI) anunciou, nesta segunda-feira, o relançamento do Programa de Cooperação Afro-Brasileira em Ciência e Tecnologia ProÁfrica, que desde 2011 estava sem editais lançados.
A iniciativa liderada pelo CNPq deve investir R$ 25 milhões no fortalecimento da cooperação científica, tecnológica e de inovação entre o Brasil e os países africanos em meio ambiente, sustentabilidade, alimentação, agricultura, energia, recursos naturais, saúde e cultural.
A ministra Luciana Santos afirmou que o edital foi possível graças à decisão do presidente Lula de liberar recursos para ciência, tecnologia e inovação.
“Queremos ser um instrumento concreto desse compromisso do nosso governo, aproximando as comunidades científicas, desenvolvendo tecnologias conjuntamente e criando soluções inovadoras que respondam aos desafios comuns que temos no Brasil e no continente africano”, disse Luciana no Seminário do Dia da África, no Itamaraty.
Em abril deste ano, o MCTI havia publicado outro edital com investimentos de R$ 50 milhões em capacitação de aproximadamente 2 mil técnicos, pesquisadores, estudantes e agricultores para promoção de soluções baseadas em ciência e tecnologia para produtividade agrícola e segurança alimentar.
O pesquisador da IRFJ Eden Pereira ponderou que a agenda brasileira deve priorizar a cooperação no combate aos impactos da mudança climática na agricultura.
“O Brasil tem empresas como a Embrapa que podem desenvolver soluções no sentido de elevar a capacidade agrícola de alguns países na África que enfrentam o dilema de terem capacidade produtiva na agricultura restringida”, comentou.
Com Agência Brasil
Manifestações pelo Brasil reforçam pressão pelo fim da escala 6×1
A pressão pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho sem redução salarial tomou as ruas de várias cidades do país neste fim de semana. Leia em TVT News.
Brasil pede o fim da escala 6×1
Atos e manifestações convocadas pela CUT, centrais sindicais, movimentos populares e sindicatos foram programados para o sábado (23) e domingo (24), em cidades como Salvador (BA), Fortaleza (CE), São Luís (MA), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Curitba (PR) e Porto Alegre (RS), e seguem nos próximos dias em outras cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro para pressionar o Congresso Nacional a avançar com propostas que reduzem a jornada semanal de trabalho.
A mobilização ocorre em um momento decisivo do debate no Legislativo. A expectativa é de que a proposta sobre o tema avance durante a semana na Câmara dos Deputados. O cronograma prevê a leitura do relatório na segunda-feira (25), votação na comissão na terça (27) e análise no Plenário na quarta-feira (28). O movimento sindical avalia que a pressão popular será fundamental para impedir tentativas de adiar a medida e garantir avanços concretos para a classe trabalhadora.
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Hoje, o Congresso debate diferentes propostas. O governo federal enviou, em regime de urgência, um projeto de lei que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, garante dois dias de descanso remunerado e proíbe redução salarial — medida que, na prática, acaba com a escala 6×1. Na Câmara, parlamentares também discutem Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que tratam da redução da jornada, incluindo mudanças graduais e a possibilidade de adoção de novos formatos de semana de trabalho.
A pauta tem forte apoio popular. Levantamentos apontam ampla maioria da população favorável ao fim da escala 6×1, enquanto setores empresariais e parte do Congresso defendem modelos de transição mais longos ou mudanças no texto em discussão. Para dirigentes sindicais, a continuidade das mobilizações nas ruas será decisiva para pressionar deputados e senadores a votarem a favor de jornadas mais humanas e melhores condições de vida para trabalhadores e trabalhadoras.
Na Pressão pelo fim da escala 6×1
Além da mobilização nas ruas, também é possível pressionar os parlamentares pela plataforma Na Pressão, da CUT. Trabalhadores e trabalhadoras podem enviar mensagens por WhatsApp, redes sociais e e-mail aos deputados, cobrando voto favorável ao fim da escala 6×1 e à redução da jornada sem redução salarial pela plataforma.
Basta acessar Na Pressão e mostrar aos deputados e deputadas que o fim da escala 6×1 é fundamental a classe trabalhadora.
A ferramenta é simples de usar, basta fazer o recorte dos deputados, por partido e/ou por estado e escolher onde quer que a mensagem chegue (whatsapp, redes sociais do deputado ou seu e-mail), depois disso é só clicar e enviar uma mensagem padrão pedindo o voto pela aprovação da medida.
Os atos do fim de semana:
Até o momento, já foram registradas mobilizações e atividades em diferentes regiões do país em defesa da redução da jornada e do fim da escala 6×1 sem redução salarial. Confira:
Sábado, 23 de maio:
Mato Grosso do Sul – Campo Grande: manifestação na Avenida Afonso Pena, região central da cidade, com participação de sindicatos, federações e entidades ligadas à Frente Brasil Popular-MS.
Santa Catarina: movimentos sindical, popular, o Povo Sem Medo e o VAT realizaram mobilização e diálogo com a população sobre a urgência do fim da escala 6×1 e da redução da jornada sem redução salarial.
Domingo, 24 de maio:
Bahia – Salvador: ato e caminhada no Farol da Barra, com participação de dirigentes sindicais, movimentos populares e lideranças políticas.

Paraná – Curitiba: panfletagem e diálogo com a população na Praça João Cândido, no Largo da Ordem, durante a Feirinha do Largo.

Pernambuco – Recife: ato na Rua da Aurora reuniu trabalhadores, movimentos sociais e dirigentes sindicais em defesa da redução da jornada e do fim da escala 6×1, reforçando a luta por mais qualidade de vida, dignidade e melhores condições de trabalho.

Rio Grande do Sul – Porto Alegre: mobilização na Redenção, reunindo trabalhadores e centrais sindicais em defesa da redução da jornada.

Atenção: a relação de cidades e atividades segue em atualização, com novos atos previstos nos próximos dias em diferentes regiões do país.
Próximos dias
Novas atividades, panfletagens, plenárias e manifestações devem ocorrer ao longo dos próximos dias em diversas cidades do país, reforçando a campanha nacional pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada já.
Próximos atos pelo fim da escala 6×1
Segunda-feira (25)
- Espírito Santo – Vitória: ato em frente à Assembleia Legislativa, às 18h.
- Maranhão – São Luís: caminhada na Rua Grande, com concentração na Praça João Lisboa (Centro Histórico), às 16h.
- Mato Grosso – Cuiabá: mobilização no TRR, na Avenida do CPA, às 14h.
- Rio de Janeiro – Rio de Janeiro: ato na Candelária, às 16h.
- Sergipe – Aracaju: panfletagem e diálogo com a população no Terminal do DIA, às 6h.
- São Paulo – São Paulo: ato na Avenida Paulista, em frente ao MASP, às 17h.
Quarta-feira (27)
- Piauí – Teresina: mobilização na Praça Rio Branco, às 9h.
- São Paulo – Osasco: ato no início do Calçadão, às 10h.
- São Paulo – Sorocaba: mobilização na Avenida Independência, 2757, no Éden, às 5h. Concentração no Sindicato dos Metalúrgicos, na Rua Júlio Hanser, 140, Jardim Faculdade, às 4h.
Via CUT

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