Agora
Da Redação
Flávio Bolsonaro recua e confirma presença em debate da Band após Lula anunciar participação
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, voltou atrás nesta quarta-feira (14) e confirmou que participará do debate promovido pela Band no próximo domingo (18), às 20h. A decisão ocorreu após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, anunciar que compareceria ao encontro e cobrar a presença do adversário. Leia em TVT News.
Na terça-feira (13), Flávio havia descartado a participação no debate e afirmado que sua equipe técnica avaliaria a presença no último confronto do segundo turno, previsto para 23 de outubro, na TV Globo. Um dia depois, porém, o senador mudou de posição e anunciou, em vídeo publicado nas redes sociais, que estará no programa da emissora.
Segundo Flávio, a declaração anterior tinha como objetivo provocar uma confirmação pública de Lula. “É claro que eu vou ao debate, eu só queria que você confirmasse. Eu vou estar lá para esfregar a verdade na sua cara”, afirmou o candidato do PL.
Lula confirmou presença e cobrou participação do adversário
A mudança de posição ocorreu depois que Lula confirmou publicamente sua participação no debate da Band. O presidente afirmou que o encontro seria uma oportunidade para apresentar ao eleitorado as diferenças entre os projetos políticos em disputa.
“Domingo eu estarei no debate da Bandeirantes. Eu espero que o meu adversário compareça para que a gente possa fazer com que o povo tenha conhecimento da diferença de programa, da diferença de candidatura. Eu estarei lá”, declarou Lula.
Antes da confirmação de Flávio, a Band havia informado que realizaria o debate mesmo que apenas um dos candidatos comparecesse. De acordo com as regras previamente apresentadas às campanhas, o púlpito do candidato ausente ficaria vazio.
A emissora confirmou a realização do encontro para domingo, às 20h, e manteve a organização do programa após o anúncio de Lula. Com a confirmação dos dois candidatos, o debate poderá marcar o primeiro confronto direto entre o presidente e o senador durante a campanha presidencial.
Debate será o primeiro confronto direto entre Lula e Flávio
Lula e Flávio Bolsonaro não se enfrentaram em debates durante o primeiro turno. O presidente optou por não participar dos encontros entre os candidatos, incluindo o debate que estava previsto para 2 de outubro, na TV Globo.
Na ocasião, a emissora pretendia realizar o programa mesmo sem a presença de Lula, deixando vazio o espaço destinado ao candidato petista. No entanto, decisões judiciais alteraram as condições previstas para o encontro. A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a exposição do púlpito vazio, enquanto o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a participação do candidato do partido Missão, Renan Santos.
Diante das mudanças nas regras inicialmente acordadas com os partidos, a Globo cancelou o debate. Flávio, que havia confirmado presença, manteve a viagem ao Rio de Janeiro e participou de uma transmissão ao vivo improvisada em um hotel.
Agora, com a confirmação dos dois presidenciáveis para o encontro da Band, a expectativa é de que o eleitorado tenha a primeira oportunidade de acompanhar um confronto direto entre os candidatos nesta etapa da disputa.
Onde assistir ao debate da Band
O debate será realizado no domingo (18), às 20h, com transmissão pela Band TV, BandNews TV, rádios BandNews FM e Bandeirantes, além do site Band.com.br, do aplicativo Bandplay e do canal Band Jornalismo no YouTube.
O encontro também contará com a participação de um grupo de veículos parceiros formado pelas TVs Gazeta, Cultura e Jovem Pan, além do jornal O Estado de S. Paulo. A cobertura terá análises em tempo real na Sala Digital, em parceria com o Google.
A direção de jornalismo da Band se reuniu com representantes das campanhas para organizar o encontro. A emissora ainda trabalha com as equipes dos candidatos na definição das regras e do formato do debate.
Leia também:
>> Quaest divulga 1ª pesquisa para presidente no 2º turno entre Lula x Flávio Bolsonaro
Quaest divulga 1ª pesquisa para presidente no 2º turno entre Lula x Flávio Bolsonaro
A Quaest divulga nesta quarta-feira (14/10) a primeira pesquisa para presidente no 2º turno das eleições de 2026, medindo a intenção de voto na disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Confira os números Quaest para segundo turno com a TVT News.
A pesquisa de intenção de votos, encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo, ouviu 2.154 eleitores entre os dias 10 e 13 de outubro e tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08729/2026.
Série histórica da pesquisa Quaest Lula x Flávio Bolsonaro
- Como a pesquisa Quaest mostrou Lula x Flávio Bolsonaro ao longo das eleições.
O que você precisa saber sobre a pesquisa Quaest para presidente no 2º turno
- Quaest divulga nesta quarta (14/10) 1ª pesquisa do 2º turno entre Lula x Flávio Bolsonaro: levantamento ouviu 2.154 pessoas de 16 anos ou mais entre 10 e 13 de outubro, com margem de erro de 2 pontos percentuais.
- Datafolha do 2º turno divulga nova pesquisa na quinta (15): o instituto Datafolha apresentará nova pesquisa com 2.520 entrevistados entre 13 e 15 de outubro.
- Quais os números das pesquisas PoderData/Aya e BTG/Nexus: PoderData/Aya mostra Lula com 49% e Flávio com 51% dos votos válidos; BTG/Nexus aponta Flávio com 48% e Lula com 45% das intenções de voto.
Quaest divulga nesta quarta (14/10) 1ª pesquisa do 2º turno entre Lula x Flávio Bolsonaro
A primeira pesquisa Quaest do segundo turno presidencial de 2026 foi divulgada nesta quarta-feira (14). O levantamento foi contratado pela Globo e pelo jornal O Globo e está registrado no TSE sob o número BR-08729/2026.

Além da intenção de voto na disputa direta entre Lula e Flávio Bolsonaro, a Quaest também pesquisou sobre o voto no primeiro turno, níveis de rejeição aos candidatos, conhecimento sobre propostas dos presidenciáveis e avaliação do governo Lula. O instituto também vai medir se os eleitores já decidiram definitivamente em quem votar ou se ainda podem mudar de escolha.
Registro da pesquisa Quaest no TSE
BR-08729/2026 — Pesquisa registrada no Tribunal Superior Eleitoral, com 2.154 entrevistados, margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Quais os números das pesquisas de segundo turno já divulgadas
Pesquisa Datafolha para presidente no 2º turno
O Datafolha divulgou sua primeira pesquisa do segundo turno em 8 de outubro, mostrando Flávio Bolsonaro com 49% das intenções de voto contra 45% de Lula. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-00466/2026 e ouviu 2.520 pessoas.
Uma nova rodada do Datafolha será divulgada nesta quinta-feira (15), com entrevistas previstas entre os dias 13 e 15 de outubro.
Pesquisa PoderData/Aya para presidente no 2º turno
A pesquisa PoderData/Aya divulgada em 13 de outubro mostra Lula com 49% e Flávio Bolsonaro com 51% dos votos válidos, configurando empate técnico dentro da margem de erro de 1,8 ponto percentual. O levantamento ouviu 3.000 eleitores em 686 municípios entre os dias 10 e 12 de outubro e está registrado no TSE sob o número BR-01209/2026.

Na rodada anterior, divulgada em 8 de outubro, Flávio tinha 53% e Lula 47%. A diferença entre os candidatos caiu de seis para dois pontos percentuais em cinco dias.
Pesquisa BTG/Nexus para presidente no 2º turno
A primeira pesquisa BTG/Nexus do segundo turno, divulgada em 13 de outubro, aponta Flávio Bolsonaro com 52% dos votos válidos contra 48% de Lula. Considerando as intenções totais de voto, os candidatos estão tecnicamente empatados, com Flávio registrando 48% e Lula 45%.
Consulte as pesquisas para presidente registradas no TSE
Todas as pesquisas de intenção de voto para as eleições de 2026 precisam ser registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes de sua divulgação.
No portal do TSE, é possível consultar as pesquisas registradas, verificando informações como o número de protocolo, o instituto responsável, a contratante, a metodologia e o período de coleta dos dados.

Para consultar as pesquisas para presidente no 2º turno registradas no TSE, acesse o sistema de Pesquisas Eleitorais no site oficial do Tribunal Superior Eleitoral.
Leia também
Senado vota hoje o fim da escala 6×1
A escala de trabalho 6×1 está com os dias contados. O Senado deve votar hoje, quarta (14), a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que reduz a jornada de trabalho e para 40h semanais e acaba com a escala de trabalho 6×1. Confira como será a votação do fim da escala 6×1 com a TVT News e informações da Agência Senado.
Acompanhe a sessão do Senado que vai votar o fim da escala 6×1
Ao vivo: Senadores analisam a PEC do Fim da Escala 6×1
PEC do fim da 6×1 pode ser votada nesta quarta, após quinta sessão de discussão
A proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho 6×1 passou pela quarta sessão de discussão no Plenário do Senado na terça-feira (13). A quinta e última sessão regimental em primeiro turno acontece nesta quarta (14).

A líder do governo, senadora Teresa Leitão (PT-PE), anunciou um requerimento de calendário especial para acelerar a tramitação da proposta. Se a quebra de interstícios for aprovada, há a possibilidade de a PEC ter os dois turnos de votação concluídos ainda na quarta.
O fim da escala 6×1 é uma luta do povo.
— Lula (@LulaOficial) October 14, 2026
Flávio Bolsonaro passou meses tentando enterrar o projeto.
Veja o filme e conheça a verdade. pic.twitter.com/UXvWLyiiRN
De autoria do deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) — que estava presente no Plenário durante o debate —, a PEC 221/2019 foi aprovada pela Câmara dos Deputados por ampla maioria. No Senado, ela havia recebido 36 emendas até esta terça-feira, todas rejeitadas pelo relator no Senado, o senador Omar Aziz (PSD-AM).
Daqui a pouco, Flávio Bolsonaro faz o L
O apoio popular ao fim da escala 6×1 que até o senador Flávio Bolsonaro (PL) não aguentou a pressão dos movimentos populares e disse que vai votar a favor da PEC. No entanto, o candidato do PL disse a aliados e empresários que vai lutar pela PEC das horas trabalhadas – aquela em que os trabalhadores teriam de negociar com o patrão a jornada de trabalho.
A PEC das horas trabahadas é defendida pelo coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho. O candidato do PL declara que, se eleito, vai revisar o fim da escala 6×1. A proposta de Marinho já foi rejeitada em consulta pública no Senado.

Dois turnos para aprovar a PEC podem acontecer ainda hoje
No comando da sessão, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que o fim da escala 6×1 “vai mudar a vida de milhões de trabalhadores brasileiros”. Davi informou que a base do governo já conseguiu as assinaturas necessárias e que o requerimento de quebra de interstício deverá ser votado após a quinta sessão de discussão.
Teresa Leitão disse no Plenário que ligou para vários colegas senadores e senadoras para pedir votos a favor do fim da 6×1.
— Nada mais razoável do que a gente, amanhã, coroar esse processo de debate e aprovar essa PEC. Quem votar favoravelmente a essa PEC estará escrevendo, na história de seu mandato, um processo tão importante quanto a Constituição quando diminuiu de 48h para 44h — disse a líder do governo.
Paulo Paim (PT-RS) voltou a defender que o texto seja aprovado sem alterações. Ele reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais sem corte de salários. Paim argumentou que o “descanso não é luxo, é sagrado” e que a mudança deverá aumentar a oferta de empregos.

— Esta não é uma questão ideológica, partidária, de governo ou de oposição, é uma questão de Estado que tem como horizonte a melhoria da vida das pessoas. Estamos discutindo a dignidade das pessoas. Amanhã é o dia — disse Paim.
O senador Weverton (PDT-MA) disse que o Brasil não vai “quebrar” se a escala 6×1 acabar e que vários países já o fizeram. Os senadores Chico Rodrigues (PSB-RR) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) também manifestaram apoio à aprovação.
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), disse que os trabalhadores merecem ter mais um dia de descanso. “Pela lucidez dos senadores, nós haveremos de fazer a redução dessa jornada”, afirmou o senador.
Como funciona a votação da PEC do fim da escala 6×1
Para ser aprovada, uma proposta de emenda à Constituição precisa passar por cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno, e por mais três sessões de discussão para votação em segundo turno, tudo no Plenário. A PEC precisa obter pelo menos 49 votos favoráveis em cada turno para ser aprovada.
A PEC 221/2019 reduz a jornada máxima de trabalho semanal de 44 para 40 horas. A proposta fixa período de até oito horas diárias, com possibilidade de compensação de horários e redução da jornada por acordo ou convenção coletiva de trabalho. O texto também estabelece repouso semanal remunerado de dois dias, um deles preferencialmente aos domingos, sem redução salarial.
A redução da jornada e a ampliação do repouso semanal remunerado se aplicam aos contratos vigentes, sem qualquer redução salarial — nominal, proporcional ou de outra natureza —, regra que também vale para os pisos salariais.

A transição ocorreria em duas etapas: dois meses após a publicação da emenda, a jornada máxima cai para 42 horas semanais; um ano e dois meses depois, chega a 40 horas. Durante essa transição, acordo ou convenção coletiva pode ampliar a jornada diária para acomodar as 42 horas semanais, desde que mantidos os dois dias de repouso.
Convenções coletivas também podem instituir compensação do repouso, desde que a média mensal garanta dois dias de folga por semana, com ao menos um dia a cada sete. Lei ordinária poderá prever regimes diferenciados de jornada e repouso, respeitados os limites constitucionais.
Cláusulas de acordos coletivos incompatíveis com as novas regras perdem validade dois meses após a publicação da emenda. A entrada em vigor da mudança não implicará redução proporcional das jornadas já fixadas em patamar igual ou inferior a 40 horas semanais. Lei complementar futura poderá prever regras de transição para MEIs, microempresas e pequenas empresas, condicionadas à manutenção do nível de emprego.
Quais são as regras especiais para trabalhadores: quem não entra na nova jornada
As novas regras de duração e controle de jornada não valem para empregados com diploma superior que recebam ao menos 2,5 vezes o teto do RGPS — salvo por liberalidade do empregador ou previsão em acordo coletivo —, mantidas as regras de repouso.
Também não se aplicam a servidores públicos de nenhum dos Poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, cabendo à Justiça do Trabalho julgar disputas sobre o tema.
Em contratos vigentes da administração pública que envolvam mão de obra (inclusive concessões de serviços e obras), a redução de jornada só vale após aditamento contratual — a ser formalizado em até um ano —, para preservar o equilíbrio econômico-financeiro. Já o segundo dia de repouso independe de aditamento e passa a valer dois meses após a publicação da emenda.
Trabalhadores alocados nesses contratos passam a ter jornada reduzida na data do aditamento ou, no limite, ao fim de um ano, com garantia de irredutibilidade salarial.
Entenda como serão as mudanças com o fim da escala 6×1
A Agência Senado resumiu como vão ficar as regras para a jornada de trabalho com a aprovação da PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1:

Arte: Agência Senado
Informações: Agência Senado
Leia também
Filme sobre a gestão Bolsonaro na pandemia tem exibição gratuita no YouTube
O documentário “Anatomia do Caos”, dirigido por Dandara Ferreira, será disponibilizado gratuitamente no YouTube a partir de 16 de outubro, às 19h.
A produção revisita os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 e a condução da pandemia durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), com imagens registradas nos bastidores do Senado e depoimentos de familiares de vítimas e de personagens ligados à investigação. Leia em TVT News.
Primeiro episódio do Anatomia do Caos
Assista ao trailler do documentário sobre como Bolsonaro agiu durante a pandemia
O que é o documentário Anatomia do Caos
Após permanecer 13 semanas em cartaz nos cinemas, o longa chega à plataforma em uma exibição aberta organizada por uma rede colaborativa de canais, que inclui ICL Notícias, Calma Urgente, Mídia Ninja, Revista Fórum, Normose, Desaparecidos e Amado Mundo.
A decisão dos produtores de abrir mão do licenciamento comercial em plataformas pagas busca ampliar o acesso ao filme e estimular o debate público sobre a memória da pandemia, a desinformação e a responsabilização pelas mortes. Segundo as informações divulgadas sobre a produção, a disponibilização ocorre antes do segundo turno das eleições.
Documentário recupera os trabalhos da CPI da Covid


“Anatomia do Caos” reconstrói parte dos trabalhos da CPI da Covid a partir de registros feitos no Senado. A comissão investigou a atuação do governo federal durante a emergência sanitária, período marcado por disputas políticas e controvérsias sobre as medidas adotadas para enfrentar a doença.
O filme reúne depoimentos de pessoas diretamente afetadas pela pandemia e declarações de figuras públicas que estiveram no centro das discussões sobre a resposta do governo à crise sanitária. Entre os entrevistados e personagens retratados estão a médica Nise Yamaguchi, o deputado federal Osmar Terra e o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que também exerce mandato parlamentar pelo PL do Rio de Janeiro.
A produção também apresenta declarações de Jair Bolsonaro sobre vacinas contra a Covid-19 e uma fala do senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente e candidato à Presidência da República, a respeito da possibilidade de o pai ser indiciado pela condução da pandemia.
Em um dos trechos divulgados, Flávio comenta como o pai reagiria diante dessa hipótese: “Você conhece aquela gargalhada dele?”, afirma.
A inclusão desses registros ajuda a contextualizar as disputas políticas em torno da investigação e as diferentes posições assumidas por integrantes do governo e aliados durante a crise sanitária.
Relatos de familiares expõem o impacto das mortes
Além das imagens dos trabalhos parlamentares, o documentário dá espaço aos familiares de pessoas que morreram em decorrência da Covid-19. Os depoimentos aproximam a discussão política das consequências humanas da pandemia e questionam a forma como as vítimas foram tratadas no debate público.
Em um dos relatos apresentados em trecho divulgado do filme, o pai de uma vítima critica a resistência à vacinação e a desvalorização da dor das famílias.
“Pra que lutar contra a vacina? Eu daria tudo para que o meu filho tivesse tido essa chance [de tomar a vacina]. Ele não era um número. A minha dor não é mimimi”, afirma.
O depoimento contrapõe a experiência de quem perdeu familiares às disputas políticas que marcaram o enfrentamento da doença. Ao recuperar essas histórias, o longa aborda a necessidade de preservar a memória das vítimas e reconhecer os efeitos sociais da crise sanitária.
Em entrevista concedida em junho, a diretora Dandara Ferreira afirmou que a obra trata da relação entre memória, justiça e responsabilidade pública diante das mortes.
“O filme fala sobre memória e justiça, sobre como um país lida com a responsabilidade diante da morte de centenas de cidadãos e sobre o que significa uma tragédia dessa dimensão produzir tão pouca responsabilização”, declarou.
Memória da pandemia e debate sobre responsabilização
A disponibilização gratuita de “Anatomia do Caos” amplia as possibilidades de acesso a registros e depoimentos relacionados à CPI da Covid. Ao reunir imagens do Senado, declarações de autoridades e relatos de familiares, a produção propõe uma reflexão sobre as decisões políticas tomadas durante a emergência sanitária e seus desdobramentos.
O filme também aborda a desinformação e a impunidade como questões relacionadas à maneira pela qual a sociedade brasileira registra e enfrenta episódios de grande impacto coletivo.
A chegada ao YouTube permite que o documentário seja acessado por pessoas que não acompanharam sua exibição nos cinemas. A iniciativa também favorece a circulação do material por meio de diferentes canais de comunicação, ampliando o alcance dos relatos e dos registros apresentados.
A estreia nos cinemas ocorreu em 2 de julho, e a obra permaneceu em cartaz durante 13 semanas. Agora, a exibição aberta pretende levar a discussão a um público mais amplo, em um momento de debate político nacional.
Como assistir: o documentário “Anatomia do Caos” estará disponível gratuitamente no YouTube a partir de 16 de outubro, às 19h, por meio de uma rede colaborativa de canais.
Leia também
Paulo Figueiredo contratou empresa de lobby nos EUA para atuar sobre relações com o Brasil, revela ICL
Uma fundação presidida pelo influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo contratou uma empresa de lobby nos Estados Unidos para atuar junto ao governo de Donald Trump em temas relacionados às relações entre os dois países. Leia em TVT News.
Segundo documentos obtidos pelo núcleo investigativo do ICL Notícias, foram pagos US$ 80 mil, cerca de R$ 400 mil, pelos serviços.
A reportagem, assinada por Alice Maciel e publicada pelo ICL, identificou que a contratação foi feita pela America-Brazil Prosperity Advancement Foundation, entidade presidida por Figueiredo.
O trabalho da empresa Checkmate Government Relations envolveu interlocução com quatro órgãos do governo norte-americano: o Departamento de Estado, o Departamento do Tesouro, o Departamento de Segurança Interna e o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
De acordo com os registros apresentados ao Congresso dos EUA, a atuação da empresa buscava influenciar iniciativas de cooperação entre Brasil e Estados Unidos nas áreas de comércio, investimentos, financiamento e segurança pública.
A contratação ocorre em meio à articulação de Figueiredo e do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) junto a setores do governo Trump. Desde 2025, os dois têm atuado em iniciativas de pressão contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), incluindo a defesa de tarifas comerciais contra o Brasil e de sanções a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Fundação de Paulo Figueiredo contratou empresa de lobby

A America-Brazil Prosperity Advancement Foundation foi constituída no estado de Delaware, nos Estados Unidos, em 31 de janeiro de 2025. Em outubro daquele ano, a entidade foi inscrita no System for Award Management (SAM), sistema utilizado por organizações interessadas em contratos e recursos do governo norte-americano.
O cadastro identifica Paulo Figueiredo como presidente da fundação. Um dos endereços registrados pela entidade também coincide com um imóvel do influenciador em Weston, na Flórida.
A organização declara atividades que incluem relações públicas, representação de mídia, apoio educacional, concessão de subsídios, doações, organização cívica e defesa de causas sociais.
Procurado pelo ICL, Figueiredo afirmou que a fundação não possui vínculo formal ou informal com integrantes da família Bolsonaro e negou que políticos brasileiros ou norte-americanos participem de sua direção ou financiamento.
Em nota, classificou a entidade como uma organização privada sem fins lucrativos, constituída conforme a legislação dos Estados Unidos. Também declarou que suas atividades são privadas e não estão sujeitas à prestação de contas à imprensa.
Lobista tem ligações com governos e campanhas da direita latino-americana
A Checkmate Government Relations tem entre seus conselheiros para a América Latina o lobista Damian Merlo. Ele atuou como conselheiro de política externa do presidente de El Salvador, Nayib Bukele, e participou da aproximação do governo salvadorenho com o movimento MAGA, ligado a Donald Trump.
Em entrevista ao jornal argentino Clarín, em 2023, Merlo afirmou que sua trajetória profissional estava ligada ao Partido Republicano norte-americano e declarou manter relações com a equipe de Trump.
A reportagem do ICL também aponta conexões entre o ambiente político em que Merlo atua e a campanha presidencial argentina de Javier Milei. O lobista trabalhou na campanha ao lado do consultor político Fernando Cerimedo, conhecido por prestar serviços a representantes da ultradireita latino-americana.
>> Modelo de Milei, inspiração de Flávio, reduz acesso à aposentadoria na Argentina
Cerimedo ficou conhecido no Brasil por disseminar informações falsas sobre as urnas eletrônicas em 2022. Segundo o texto do ICL, ele foi indiciado pela Polícia Federal no inquérito sobre a trama golpista.
Próximo de Eduardo Bolsonaro, Cerimedo recebeu do ex-deputado, em fevereiro, um prêmio de consultoria política durante uma cerimônia realizada em Mar-a-Lago, resort de Donald Trump. Em julho, os dois participaram de uma transmissão ao vivo em que voltaram a atacar o sistema eleitoral brasileiro.
Registro ocorreu no mesmo dia de encontro com Trump
O registro inicial do contrato de lobby foi protocolado pela Checkmate no sistema do Congresso norte-americano às 10h06 de 26 de maio de 2026. O documento indicava 15 de maio como a data de início do contrato com a fundação presidida por Figueiredo.
O protocolo foi apresentado no mesmo dia em que Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo se reuniram com Donald Trump na Casa Branca.
Após o encontro, Flávio declarou que, caso fosse eleito presidente do Brasil, levaria o país para o Escudo das Américas, iniciativa regional liderada pelo governo norte-americano. O senador também afirmou ter solicitado a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho como organizações terroristas.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou a medida em 28 de maio, e a designação entrou em vigor em 5 de junho.
No relatório referente ao segundo trimestre, registrado em 17 de julho, a Checkmate declarou ter recebido US$ 80 mil pelo trabalho realizado para a fundação. Os documentos identificam Charles McDowell, Nelson Freeman e Muhammad Rahim como lobistas responsáveis pela representação da entidade.
Segundo Figueiredo, a atuação junto ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos tinha como objetivo impedir a imposição de tarifas contra o Brasil. Ele afirmou que a iniciativa não obteve êxito e que, por esse motivo, o contrato não foi renovado. O influenciador não detalhou os objetivos da atuação junto aos outros três órgãos do governo norte-americano.
Recursos dos EUA para ações contra o STF
A reportagem do ICL também contextualiza a contratação em meio à destinação de recursos do governo norte-americano a iniciativas relacionadas à atuação do Judiciário brasileiro.
Segundo o jornal britânico The Guardian, o Departamento de Estado dos Estados Unidos destinou US$ 1 milhão a um projeto voltado a grupos que contestam o que a administração Trump classifica como excesso judicial e censura no Brasil.
Documentos obtidos pelo UOL detalham o programa Countering Lawfare and Censorship in Brazil, com recursos liberados em 30 de setembro de 2026, cinco dias antes do primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras.
A identidade dos beneficiários permanece sob sigilo, inclusive para integrantes do Congresso dos Estados Unidos, conforme as informações publicadas pelo portal.
O cadastro da fundação de Figueiredo no sistema SAM, entretanto, não comprova que a entidade tenha solicitado ou recebido recursos desse programa. Até o momento, segundo a reportagem do ICL, não foi identificado documento que estabeleça essa ligação.
Os documentos citados pelo UOL descrevem o programa como uma iniciativa para apoiar organizações da sociedade civil que atuam contra o que seus responsáveis classificam como ativismo judicial excessivo e censura no Brasil.
O material também menciona a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos contra o ministro do STF Alexandre de Moraes.
O ex-deputado foi condenado pelo Supremo a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo, em razão de sua atuação para pressionar autoridades brasileiras por meio de medidas adotadas pelo governo norte-americano.
>> PF avalia pedir extradição de Eduardo Bolsonaro aos Estados Unidos
Em 8 de outubro, Moraes determinou a expedição de mandado de prisão e o cancelamento do passaporte brasileiro de Eduardo Bolsonaro. Segundo o texto do ICL, ele pode continuar viajando com seu passaporte italiano.
Papa Leão XIV passa por cirurgia para retirada de parte do pulmão direito; diagnóstico é de câncer pulmonar
O Papa Leão XIV foi submetido a uma cirurgia para a retirada do lobo inferior do pulmão direito nesta terça-feira (13), no Hospital Policlínico Gemelli, em Roma, na Itália. Segundo comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé, a operação durou aproximadamente 90 minutos, foi realizada por técnica videoassistida e terminou sem complicações. Leia em TVT News.
O boletim médico informou que o exame histológico realizado durante a intervenção confirmou o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar, tipo de câncer que afeta o tecido do pulmão. A doença já era suspeitada pelos médicos a partir dos exames realizados antes da cirurgia.
De acordo com o comunicado, o pontífice despertou normalmente após o procedimento e, depois de um período de observação, retornou ao quarto no décimo andar do hospital. Apesar de a cirurgia ter durado cerca de uma hora e meia, Leão XIV permaneceu na sala cirúrgica por aproximadamente três horas.
>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp
Nódulo foi identificado em exames recentes
O Papa, de 71 anos, havia anunciado a necessidade de passar por uma cirurgia no domingo (11), ao final da oração do Angelus, na Praça de São Pedro, no Vaticano. Na ocasião, afirmou que os médicos haviam identificado um nódulo no pulmão durante exames recentes e recomendado a retirada da lesão.
Segundo o pontífice, o nódulo havia sido detectado em uma fase inicial e estava bem localizado. A intervenção foi programada para esta terça-feira.
Recuperação e agenda do pontífice
A previsão divulgada pelo Vaticano é que Leão XIV permaneça internado por cerca de uma semana. Os compromissos públicos do Papa foram suspensos até 20 de outubro, para permitir a recuperação após o procedimento.
Até o momento, a Santa Sé não divulgou detalhes sobre a necessidade de tratamentos complementares nem informações mais específicas sobre o prognóstico do pontífice.

Papa Leão XIV passa por cirurgia para retirada de parte do pulmão direito; diagnóstico é de câncer pulmonar
Procedimento do Papa no pulmão durou cerca de 90 minutos e foi concluído sem complicações; exame confirmou adenocarcinoma pulmonar, segundo boletim médico do Vaticano

Governo Federal institui programa nacional para bloquear celulares em presídios
Decreto institui programa nacional e cadastro de perímetros de segurança penitenciária

12 de outubro é Dia de Nossa Senhora Aparecida
Dia 12 de outubro marca data que pescadores encontram a imagem da Virgem Maria no Rio Paraíba

A imprensa diante da ameaça à democracia
Instituto Vladimir Herzog critica imprensa que naturaliza a candidatura de Flávio Bolsonaro e alerta para riscos à democracia

Forte terremoto de magnitude 7,7 gera pânico no Panamá
Tremor foi sentido na capital do país, onde há muitos prédios altos

Quais as chances de Lula virar no 2o turno?
Pesquisadores da FESPSP usam modelo matemático para estimar chances de virada na eleição