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Da Redação

Terremoto de 7.4 na Colômbia deixa mortos e destruição

Acompanhe as atualizações sobre o terremoto de grande magnitude que atingiu a Colômbia na manhã desta segunda-feira (10), provocando destruição em diferentes cidades e deixando mortos e feridos. Saiba mais sobre o terremoto na Colômbia com a TVT News.

Atualizações sobre o terremoto na Colômbia

  • Segundo os últimos balanços de autoridades locais,  74 pessoas morreram. Como acontece em tragédias deste tipo, o número de mortos são constantemente atualizados.
  • Um forte terremoto atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10) e foi sentido com intensidade em grandes cidades como Bogotá e Cali, com um balanço inicial de 47 mortos e pelo menos 20 edifícios colapsados.
  • O abalo foi registrado às 7h34, no horário local, e teve epicentro próximo a San José del Palmar, no departamento de Chocó, no oeste do país.
  • Em Cali, 20 prédios desabaram e há pessoas presas sob os escombros.
  • Na região metropolitana, Pereira, Dos Quebradas e o município de La Virina registram atualmente 40 mortes. Vários prédios desabaram no centro de Pereira e no município de Dos Quebradas. Além disso, alguns hospitais do departamento relatam ter sofrido perdas em parte de sua infraestrutura.

Presidente Lula se manifesta sobre o terremoto na Colômbia

Confira imagens do terremoto na Colômbia

O tremor foi sentido na capital, Bogotá, além de cidades como Cali, Medellín, Pereira e Manizales. Moradores deixaram edifícios por precaução depois que estruturas balançaram com a intensidade do abalo. O movimento também foi percebido em países vizinhos, entre eles Equador, Venezuela e Panamá.

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Os danos sofridos pela Catedral de Manizales são mostrados após o terremoto em Manizales, Colômbia, em 10 de agosto de 2026. Um forte terremoto atingiu a Colômbia em 10 de agosto e foi fortemente sentido em grandes cidades como Bogotá e Cali, e até mesmo em Quito e no Panamá, segundo o Serviço Geológico Colombiano e conforme confirmado por repórteres da AFP. (Foto de Jonh Bonilla / AFP)

A governadora de Chocó, Nubia Carolina Córdoba-Curi, afirmou que a região registrou feridos e “destruição significativa”. Em publicação nas redes sociais, ela informou que as autoridades iniciaram uma avaliação dos danos e que novos dados seriam divulgados conforme as equipes avançassem nas áreas atingidas.

A magnitude do terremoto foi de 7,4.

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Tremor causa danos e deixa feridos

Os efeitos do terremoto foram registrados principalmente no oeste e no centro da Colômbia. Em Chocó, onde ocorreu o epicentro, a governadora informou que houve feridos e classificou a destruição como significativa. O número exato de vítimas ainda não havia sido informado nos primeiros levantamentos.

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Mapa mostra a localização do epicentro, na região de Chocó, na Colômbia. Foto: Reprodução/USGS

Em Pereira, autoridades locais também relataram pessoas feridas e danos graves em edifícios. Equipes foram mobilizadas para vistoriar as estruturas e avaliar se havia risco para moradores e trabalhadores.

A cidade de Manizales também sofreu impactos. A cúpula da Catedral Basílica Metropolitana foi atingida e apresentou danos considerados graves após o terremoto.

Em Cali, foram registrados relatos de danos em edifícios, incluindo estruturas que teriam desabado. As equipes de emergência passaram a verificar os locais atingidos para determinar a extensão dos prejuízos e identificar possíveis vítimas.

Na capital Bogotá, distante do epicentro, o terremoto também foi sentido com intensidade. Moradores deixaram casas e prédios depois de perceberem o balanço das estruturas. Sirenes de emergência foram acionadas e equipes começaram a avaliar possíveis danos em construções.

O abalo também atingiu outras cidades colombianas, como Medellín e Armenia. A intensidade foi suficiente para provocar reações em uma área extensa, apesar da distância entre essas localidades e o epicentro.

O recém-eleito presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, afirmou que assumiu a coordenação da resposta ao terremoto e que iria a Pereira para acompanhar os trabalhos de emergência e resgate.

Fora da Colômbia, o tremor foi percebido no Equador, na Venezuela e no Panamá. A extensão da área em que o terremoto foi sentido está relacionada à elevada magnitude registrada e à profundidade do epicentro.

As autoridades colombianas seguem monitorando a possibilidade de réplicas e realizando inspeções em prédios e outras estruturas. O balanço de vítimas e danos ainda pode ser atualizado ao longo do dia, conforme as equipes de emergência conseguem chegar às áreas mais afetadas.

Magnitude passou por sucessivas revisões

A avaliação da magnitude do terremoto teve alterações ao longo das primeiras horas após o abalo, à medida que os centros sismológicos analisaram novos dados das estações de monitoramento.

A primeira avaliação citada pelas autoridades colombianas apontava magnitude 6,6, segundo a Unidade Nacional para a Gestão de Riscos de Desastres (UNGRD). O órgão também havia calculado inicialmente uma profundidade de 79 quilômetros.

O Centro Sismológico Euro-Mediterrânico (EMSC) apresentou inicialmente uma magnitude de 7,1. Depois, revisou a estimativa para 6,8. Em uma nova atualização, o centro voltou a alterar o número e passou a registrar o terremoto como de 7,4.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e o Serviço Geológico Colombiano (SGC) também chegaram à marca de 7,4.

O SGC informou que o epicentro estava localizado a cerca de 20 quilômetros de San José del Palmar, em Chocó, a uma profundidade de aproximadamente 96 quilômetros. Já o USGS estimou a profundidade em cerca de 107 quilômetros, enquanto o EMSC indicou aproximadamente 95 quilômetros.

As diferenças entre as estimativas são comuns imediatamente após um terremoto. Os primeiros cálculos são feitos com dados ainda limitados e podem ser corrigidos conforme novas informações chegam das estações sismológicas. A magnitude considerada na avaliação mais recente é de 7,4.

Conheça as 13 diretrizes do programa de governo de Lula – Diretriz 2: Combater as desigualdades

A segunda das 13 diretrizes do programa de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estabelece o combate às desigualdades como uma das prioridades para um eventual novo mandato. Saiba mais na TVT News.

O documento defende a combinação entre justiça tributária, valorização do salário mínimo, políticas de transferência de renda, geração de emprego, acesso à educação e à saúde e fortalecimento da proteção social.

A proposta também apresenta políticas específicas para grupos historicamente afetados pela desigualdade no país, como a população negra, povos indígenas e quilombolas, mulheres, pessoas idosas, pessoas com deficiência, população LGBTQIAP+, crianças, adolescentes e jovens.

O texto parte da avaliação de que a desigualdade brasileira possui causas estruturais e, por isso, exige políticas públicas que atuem de maneira integrada.

“O combate às desigualdades requer justiça tributária, fortalecimento do Estado de bem-estar social, valorização do salário-mínimo, inclusão produtiva, educação, saúde, programas eficientes de transferência de renda. Por isso, devemos manter, aperfeiçoar e ampliar as políticas de proteção social para quem mais necessita.”

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Renda, salário mínimo e proteção social

Entre as ações destacadas no documento estão a reconstrução e ampliação do Bolsa Família e a retomada da política de valorização do salário mínimo, que, segundo o programa, garantiu ganhos reais para trabalhadores, aposentados e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

A proposta também associa o enfrentamento da desigualdade à reforma do sistema tributário. O programa cita a aprovação da reforma tributária sobre o consumo e a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais como medidas destinadas a reduzir a regressividade do sistema.

O documento afirma que os indicadores sociais apresentaram melhora durante o atual mandato. Entre os dados citados estão a redução do índice de Gini, que mede a desigualdade de renda, a saída do Brasil do Mapa da Fome e a classificação do país, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), entre aqueles com nível muito alto de desenvolvimento humano.

O programa, entretanto, sustenta que os avanços não encerram o problema e que novas medidas serão necessárias para reduzir as desigualdades.

Combate ao racismo e políticas para a população negra

O combate ao racismo aparece como uma dimensão central da segunda diretriz. O documento considera que não é possível enfrentar as desigualdades brasileiras sem políticas voltadas especificamente para a população negra.

Entre as propostas está a continuidade das medidas relacionadas à igualdade racial e a implementação das deliberações da 5ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (V CONAPIR), realizada em 2025.

O programa também prevê o aprimoramento das políticas de cotas no serviço público e a ampliação da presença da população negra em cargos de maior responsabilidade na administração federal.

Na educação, a proposta é acelerar a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ).

“Com a política de cotas, a universidade brasileira mudou de rosto: entre os estudantes de graduação que declaram cor ou raça, 45,5% identificam-se como pretos, pardos ou indígenas, e três em cada quatro ingressantes vêm da escola pública.”

O documento também defende a continuidade da titulação de territórios quilombolas. Segundo o programa, desde 2023 foram expedidas 65 titulações e assinados 72 decretos de desapropriação por interesse social.

Povos indígenas e territórios tradicionais

Outra frente apresentada é a proteção dos povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e demais comunidades tradicionais. O programa destaca a criação do Ministério dos Povos Indígenas e as ações de demarcação e proteção territorial realizadas desde 2023.

O documento afirma que 20 novas terras indígenas foram homologadas, abrangendo cerca de 3,2 milhões de hectares em 11 estados. Também são citadas 21 portarias declaratórias e ações de desintrusão em nove terras indígenas.

A situação do povo Yanomami recebe atenção específica. O programa afirma que o governo enfrentou uma emergência de saúde e combateu o garimpo ilegal na região, apontando uma redução de 99% da atividade.

Para um eventual novo mandato, o texto prevê continuidade das demarcações, ações de proteção territorial e políticas de educação e saúde indígena, além da implantação plena da Universidade Indígena.

Mulheres, trabalho e combate à violência

As desigualdades de gênero também ocupam espaço importante na segunda diretriz. O programa estabelece como prioridades o combate à violência contra mulheres, ao machismo e ao feminicídio, além da ampliação da autonomia econômica e da igualdade de oportunidades.

O Pacto de Enfrentamento ao Feminicídio é apontado como um dos instrumentos centrais dessa estratégia. O documento cita leis e decretos aprovados durante o atual mandato, além da criação do Centro Integrado Mulher Segura e da redução do prazo para emissão de Medidas Protetivas de Urgência de 16 para três dias.

A proposta é ampliar a rede de proteção, concluir 30 Casas da Mulher Brasileira e 15 Centros de Referência da Mulher Brasileira, além de expandir as Salas Lilás e melhorar o monitoramento de agressores.

No mercado de trabalho, o programa prevê continuidade das políticas de igualdade salarial, qualificação profissional, crédito para agricultoras e extrativistas, empreendedorismo feminino e incentivo à participação das mulheres na ciência e na pesquisa.

“Enquanto as mulheres continuarem sendo discriminadas e vítimas de violência, o Brasil não será o país que queremos. É preciso ampliar as políticas de proteção às mulheres, combater o machismo, o sexismo e o feminicídio, promover a autonomia econômica, assegurar igualdade de oportunidades e garantir os direitos sexuais e reprodutivos.”

Programa também abrange envelhecimento, deficiência e inclusão, crianças, jovens e população LGBTQIAP+

O programa também trata o envelhecimento da população como uma questão de planejamento do Estado. A proposta é ampliar políticas que garantam autonomia e cuidados às pessoas com mais de 60 anos.

Entre as medidas previstas estão a expansão dos Centros-Dia, de equipamentos públicos voltados ao envelhecimento saudável, das vagas em Instituições de Longa Permanência e do atendimento domiciliar.

O Programa de Atenção Domiciliar ao Idoso (PADI Brasil), segundo o documento, já estava presente em 2.655 municípios. A proposta é ampliar sua abrangência para todo o território nacional.

Para pessoas com deficiência, o programa prevê a continuidade do Viver sem Limites, o fortalecimento da fiscalização das cotas de contratação e a expansão da educação inclusiva, da educação bilíngue para surdos e dos serviços de reabilitação.

A proteção da infância é outro eixo da diretriz. O documento cita benefícios adicionais do Bolsa Família para crianças e adolescentes, investimentos em creches e pré-escolas, expansão do ensino integral, vacinação e medidas de proteção no ambiente digital.

O programa também prevê o fortalecimento das ações contra crimes sexuais contra crianças e adolescentes e o aprimoramento do ECA Digital.

Para a juventude, estão previstas ações relacionadas à educação, cultura, esporte, lazer, emprego e qualificação profissional. O texto propõe aprimorar o Pé-de-Meia, ampliar os cursinhos populares e fortalecer a assistência estudantil.

A saúde mental dos jovens também aparece entre as prioridades, assim como a ampliação da participação da juventude nos espaços de decisão.

A diretriz ainda afirma que as políticas públicas devem considerar dimensões como gênero, identidade, orientação sexual, raça e classe social, com o objetivo de garantir atendimento adequado à população LGBTQIAP+.

O fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) é apresentado como parte da estratégia de redução das desigualdades. A proposta inclui mais recursos, modernização e expansão da rede de atendimento, além da integração das políticas sociais às ações de enfrentamento às mudanças climáticas e aos desastres.

Outro destaque é a Política Nacional de Cuidados, apresentada como uma nova frente de atuação do Estado de bem-estar social. A política reconhece o cuidado como um direito e prevê corresponsabilidade entre Estado, sociedade, homens e mulheres.

Entre as propostas estão o apoio às Cuidotecas, a expansão de lavanderias públicas, cozinhas solidárias e restaurantes populares e a capacitação de profissionais que atuam no cuidado.

“A estratégia dos cuidados é a nova fronteira de um Estado de Bem-estar Social para enfrentar as desigualdades e orientar o desenvolvimento. Os investimentos em cuidados são fundamentais para responder aos desafios do envelhecimento da população, às transformações do mundo do trabalho e às necessidades das famílias.”

A segunda diretriz, portanto, apresenta o combate às desigualdades como uma política transversal, que envolve renda, trabalho, tributação, educação, saúde, assistência social e direitos humanos. O programa propõe combinar políticas universais com ações específicas para grupos historicamente excluídos, com o objetivo declarado de ampliar direitos e reduzir as diferenças sociais, econômicas e territoriais no país.

Flávio Bolsonaro adota slogan “O Brasil vai vencer” e reduz uso do sobrenome

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República mudou sua identidade visual e passou a trabalhar com o slogan “O Brasil vai vencer”, além de retirar o sobrenome Bolsonaro de algumas peças publicitárias. A nova marca foi criada pelo publicitário Duda Lima, que assumiu a comunicação da candidatura há 11 dias e é o terceiro profissional a comandar o marketing da campanha em 2026. Leia em TVT News.

A nova estratégia, em vez de destacar o sobrenome Bolsonaro, apresenta o candidato principalmente como “Flávio”. A mudança ocorre em meio a uma tentativa de reorganização da comunicação da candidatura, depois de sucessivas trocas na equipe responsável pelo marketing.

Segundo Duda Lima, o conceito do novo slogan foi construído a partir da letra “V”, presente no nome Flávio. A identidade visual utiliza as cores verde e amarelo, associadas à identidade nacional, e pretende reforçar a ideia de compromisso com o país.

A frase “O Brasil vai vencer” deverá ser utilizada nas peças de propaganda institucional da campanha.

Estratégia busca nova identidade para candidatura

A mudança na comunicação ocorre após uma série de alterações na equipe responsável pela campanha de Flávio Bolsonaro. Antes de Duda Lima, Alexandre Oltramari e Eduardo Fischer comandaram o marketing da candidatura. Os dois deixaram a equipe em julho, depois de aproximadamente dois meses à frente da estratégia.

Duda, portanto, assume a comunicação em um momento de reestruturação da campanha. A nova identidade visual passa a evitar, nos materiais internos mencionados pelos textos-base, a utilização destacada do sobrenome Bolsonaro.

O movimento representa uma alteração na apresentação pública do candidato, que até então estava diretamente associado à marca política construída pela família Bolsonaro ao longo dos últimos anos. Os materiais analisados internamente pelo PL indicam que a campanha pretende concentrar a identificação visual no primeiro nome do senador.

Além do slogan, a equipe trabalha com uma narrativa de oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O discurso apresentado pelo novo marqueteiro sustenta que o país teria perdido renda, poder de compra e segurança durante a atual gestão.

Entre os exemplos utilizados pela comunicação estão referências ao preço de produtos e ao endividamento das famílias. A estratégia também associa a situação econômica à sensação de insegurança e apresenta a gestão Lula como responsável por frustrações em relação às expectativas dos eleitores.

Terceiro marqueteiro da campanha

Duda Lima é o terceiro profissional a assumir a comunicação da candidatura de Flávio Bolsonaro desde o início da campanha. A sequência de mudanças ocorreu em um período marcado por disputas internas e dificuldades na definição da estratégia eleitoral.

O primeiro marqueteiro, Marcello Lopes, conhecido como Marcellão, deixou a equipe em maio. A saída ocorreu em meio a uma crise relacionada ao chamado “Caso Dark Horse”, além de pressões internas no PL e de um episódio de conflito dentro do quartel-general da campanha.

Segundo informações apresentadas nos textos que servem de base para esta reportagem, a crise ganhou força depois da divulgação, pelo The Intercept Brasil, de áudios e mensagens atribuídos a Flávio Bolsonaro nos quais ele teria pedido recursos ao então banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.

A reação da equipe de comunicação às revelações teria sido considerada insuficiente por integrantes da campanha. Também surgiram questionamentos sobre relações anteriores de Marcellão com iniciativas ligadas a Vorcaro, levantando discussões sobre eventual conflito de interesses.

Pressão interna no Partido Liberal

A saída do primeiro marqueteiro também ocorreu em meio a divergências dentro do PL sobre os rumos da campanha. Setores mais pragmáticos da legenda defendiam alterações na estrutura de comunicação da candidatura antes mesmo de o caso envolvendo o filme ganhar maior repercussão.

Relatos de bastidores também apontaram dificuldades de integração entre Marcellão e outras áreas da campanha. A proximidade pessoal e política do publicitário com Flávio teria contribuído para disputas internas relacionadas ao espaço ocupado por diferentes grupos na organização eleitoral.

A saída foi inicialmente apresentada como uma decisão relacionada a questões familiares. Posteriormente, relatos publicados pela revista Veja apontaram outro episódio como possível fator para a demissão.

De acordo com esses relatos, Marcellão teria tido um episódio de descontrole no quartel-general da campanha, no Lago Sul, em Brasília. Ele teria discutido com integrantes da equipe após suspeitar que informações negativas sobre seu currículo e sobre a campanha estariam sendo repassadas à imprensa. Os relatos mencionam gritos, gestos agressivos e danos a objetos no local.

Ainda segundo essa versão, o episódio teria levado Flávio Bolsonaro a decidir pela demissão do publicitário.

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Conheça as 13 diretrizes do programa de governo de Lula – Diretriz 1: fortalecer a democracia

O programa de governo apresentado pela candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estabelece 13 diretrizes que devem orientar as propostas para um eventual novo mandato. Saiba mais na TVT News.

A primeira delas trata do fortalecimento da democracia, da ampliação da participação social e da modernização do Estado.

O documento defende uma concepção de democracia que ultrapasse a realização de eleições e garanta participação popular, liberdade de expressão, redução das desigualdades e maior aproximação entre a sociedade e as instituições. A proposta também aborda a relação entre os Poderes da República, a reforma política e eleitoral, o funcionamento do orçamento público e a regulação das plataformas digitais.

“A democracia deve ser, de fato, o sistema político que representa o povo, assegura uma vida livre e digna e promove o combate às desigualdades. A reforma política e eleitoral é inadiável para superar a dissociação entre a representação política e a composição real da sociedade brasileira.”

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Participação social e controle das políticas públicas

Uma das prioridades apresentadas é ampliar os mecanismos de participação da população na elaboração, acompanhamento e avaliação das políticas públicas. O texto cita iniciativas adotadas durante o atual governo Lula, como a recriação de conselhos de políticas públicas, a retomada das conferências nacionais e a criação do Sistema de Participação Social.

Segundo o documento, desde 2023 foram realizadas 28 conferências nacionais. A proposta para um próximo mandato é ampliar esse processo e fortalecer o controle social sobre programas e políticas federais.

O programa também destaca o Plano Plurianual (PPA) 2024-2027, elaborado com mecanismos de participação popular. O texto afirma que foram realizadas plenárias em todos os estados e municípios e que mais de 1,4 milhão de pessoas participaram da plataforma Brasil Participativo.

A intenção apresentada é ampliar esse modelo na elaboração do próximo PPA e levar a participação social também para outras etapas do ciclo orçamentário federal.

“Queremos que o PPA 2028-2031 seja ainda mais participativo e que o ciclo orçamentário federal brasileiro também seja objeto de participação social.”

O documento também destaca o uso de marcadores no orçamento para acompanhar recursos destinados a agendas consideradas transversais, como políticas para mulheres, meio ambiente, igualdade racial, povos indígenas, crianças e adolescentes.

Emendas parlamentares e orçamento público

Outro ponto central da primeira diretriz é a revisão do atual sistema de emendas parlamentares. O programa considera que o crescimento das emendas impositivas alterou a relação entre Executivo e Legislativo e defende que o tema seja discutido com a sociedade.

De acordo com o texto, as emendas previstas no orçamento de 2026 somaram R$ 50 bilhões, o equivalente a aproximadamente um quinto dos recursos discricionários do Poder Executivo.

O programa classifica como problemas as chamadas emendas impositivas e o chamado orçamento secreto. Na avaliação apresentada, essas práticas podem fragmentar a aplicação dos recursos públicos e dificultar a definição de prioridades nacionais pelo Executivo.

A proposta, portanto, é promover um debate público sobre o modelo de emendas e sua relação com o planejamento e a execução do orçamento.

Redes sociais, desinformação e liberdade de expressão

A regulação democrática das redes sociais e das plataformas digitais também aparece como parte da estratégia para fortalecer as instituições. O documento defende medidas para impedir que esses espaços sejam utilizados para disseminar desinformação e campanhas de ódio.

Ao mesmo tempo, a diretriz afirma que qualquer iniciativa nessa área deve preservar a liberdade de expressão e a pluralidade da opinião pública.

“Nenhuma democracia sobrevive sem uma opinião pública plural e sem a garantia plena da liberdade de expressão.”

O programa também relaciona o funcionamento das plataformas digitais à necessidade de ampliar a participação cidadã e fortalecer mecanismos de proteção da democracia.

Justiça e relação entre os Poderes

A primeira diretriz ainda propõe manter o diálogo entre Executivo, Legislativo e Judiciário, além de ampliar a cooperação entre União, estados e municípios.

O texto aponta a morosidade da Justiça como um dos problemas a serem enfrentados, associando a demora na tomada de decisões ao elevado número de processos e às múltiplas instâncias recursais.

A proposta é manter o diálogo com representantes do Judiciário para buscar melhorias no sistema, respeitando a autonomia e a independência dos Poderes.

A visão apresentada pelo programa é resumida no compromisso de construir uma democracia com maior participação popular e instituições mais confiáveis.

“Queremos um país em que o poder seja exercido pelo povo, por meio de representantes eleitos e da participação social; em que o diálogo e a liberdade de opinião fortaleçam o debate democrático.”

Modernização e eficiência do Estado

A primeira diretriz não se limita à participação política. Ela também apresenta propostas para modernizar a administração pública e melhorar a prestação de serviços à população.

O programa afirma que o governo Lula adotou, desde 2023, medidas para aumentar a eficiência da gestão pública, reduzir desigualdades e ampliar a capacidade do Estado de produzir políticas e serviços.

Entre os pontos citados está a reestruturação da gestão de pessoas no governo federal e a retomada do diálogo com os servidores públicos por meio da Mesa Nacional de Negociação Permanente.

A digitalização dos serviços públicos também é apresentada como prioridade. O programa propõe ampliar o uso de dados para melhorar políticas públicas e aperfeiçoar plataformas como o Gov.br, que, segundo o documento, reúne mais de 5 mil serviços públicos federais.

Outro projeto é a criação de uma Política Nacional de Letramento Digital. A proposta pretende preparar cidadãos de diferentes idades para utilizar a internet de forma crítica, proteger dados pessoais, combater a desinformação e utilizar ferramentas digitais para educação, trabalho e exercício da cidadania.

O texto também prevê a criação de um Conselho Nacional pela Soberania Digital, com participação da sociedade.

Transparência, combate à corrupção e patrimônio público

A diretriz também estabelece medidas relacionadas à integridade da administração pública. O programa promete dar continuidade a ações de combate à corrupção, transparência e controle dos gastos governamentais.

Entre as propostas está o aprimoramento do Portal da Transparência, com utilização de dados abertos e inteligência artificial, além do fortalecimento da Ouvidoria-Geral da União e de mecanismos de consulta pública.

O documento também prevê o uso do patrimônio imobiliário da União para políticas habitacionais e outros serviços públicos. A proposta dá continuidade ao programa Imóvel da Gente, criado para destinar terrenos e imóveis federais a iniciativas como regularização fundiária, saúde, educação e assistência social.

“Persistiremos, como no atual mandato, aprimorando as políticas e medidas de transparência. O Portal da Transparência receberá investimentos para evoluir para uma plataforma inteligente baseada em dados abertos e inteligência artificial.”

A primeira das 13 diretrizes, portanto, combina propostas de participação popular, reforma das relações institucionais, modernização administrativa e transformação digital. O documento coloca o fortalecimento da democracia como eixo para ampliar a participação da sociedade nas decisões públicas e, ao mesmo tempo, defende mudanças na gestão do Estado para tornar os serviços públicos mais acessíveis, eficientes e transparentes.

Comissão da Unicamp abre inscrições para professores para o evento ‘Vestibular sem segredo’

A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) abriu hoje (10/8), as inscrições para o evento “Vestibular sem Segredo”, voltado a professores dos ensinos médio e fundamental II. Saiba mais na TVT News.

As inscrições poderão ser feitas até o dia 18 de agosto (até as 17 horas), exclusivamente na página eletrônica da Comvest: https://www.comvest.unicamp.br/eventos/encontro-com-os-professores/.

O evento será realizado dia 12 de setembro, de maneira online. Os inscritos irão participar de oficinas sobre as diferentes provas do Vestibular Unicamp. Além de professores dos ensinos fundamental II e médio, estudantes de graduação e pós-graduação também poderão se inscrever.

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A proposta do “Vestibular sem Segredo” é de ser uma oportunidade para que os professores tenham contato com as provas da Unicamp de maneira mais aprofundada, para que possam preparar melhor seus alunos para o vestibular. Durante o evento, serão discutidos os objetivos das provas, o processo de correção, com análise das questões do último vestibular, apontando-se o que era esperado dos candidatos em cada questão.

Em algumas disciplinas, os palestrantes farão, também, atividades sobre o processo de elaboração das questões. O objetivo é dar aos participantes uma ideia do percurso para construir questões da prova, seja a partir de um tema/tópico ou de excertos.

Serão oferecidas 810 vagas, sendo 180 vagas para a disciplina de Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa e 70 vagas para cada uma das seguintes disciplinas: Inglês, Matemática, Química, Física, Biologia, História, Geografia, Filosofia/Sociologia e Intradisciplinares de Linguagens.

Podem se inscrever professores e coordenadores do ensino médio e do ensino fundamental II, de escolas públicas e particulares e de cursinhos, além de estudantes de graduação e pós-graduação. O valor da inscrição é de 40 reais para participantes de escolas particulares e 20 para participantes de escolas públicas, cursinhos populares e para estudantes (graduação ou pós-graduação).

No caso das disciplinas de Inglês; Filosofia/Sociologia e Intradisciplinares de Linguagem, com menor número de questões, o valor é de 30 reais para participantes de escolas particulares e 15 reais para escolas públicas, cursinhos populares e para estudantes (graduação ou pós-graduação). Os 20 primeiros inscritos de cursinhos populares terão isenção da taxa. 

As oficinas serão realizadas no dia 12 de setembro, no período da manhã, em salas da plataforma Google Meet, de acordo com a disciplina escolhida, com duração de cerca de três horas. Antes do início, haverá uma abertura, também online, para recepcionar os participantes.

O que aconteceu nos debates para governador

O primeiro debate entre candidatos aos governos estaduais, realizado pela Band neste domingo (9), foi marcado por confrontos sobre segurança pública, economia, privatizações, alianças políticas e avaliação das administrações. Leia em TVT News.

Em São Paulo, o encontro entre o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, e o ex-ministro Fernando Haddad (PT) concentrou as atenções e assumiu contornos de disputa nacional, com referências ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ao tarifaço dos Estados Unidos e à atuação de facções criminosas.

O debate paulista foi o primeiro confronto direto entre Tarcísio e Haddad depois da oficialização das candidaturas. Como os demais postulantes ao governo não participaram do encontro, os dois tiveram amplo espaço para confrontar propostas e apresentar diferentes avaliações sobre os governos estadual e federal.

A dinâmica foi dividida em blocos de perguntas e confrontos diretos. No primeiro e no terceiro blocos, os candidatos tiveram 20 minutos para administrar livremente seus tempos em embates entre si. No segundo, jornalistas do Grupo Bandeirantes fizeram perguntas aos dois. Ao final, cada candidato teve dois minutos para suas considerações finais. Não houve pedidos de direito de resposta.

Segurança pública vira um dos principais pontos de confronto em São Paulo

A segurança pública esteve entre os temas mais disputados durante o debate. Haddad criticou os resultados da política de segurança do governo Tarcísio e mencionou o aumento de 10% nos registros de feminicídio no estado no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025. O petista também questionou a atuação do governo diante da presença de organizações criminosas em São Paulo.

Tarcísio, por sua vez, defendeu as ações de sua administração e destacou a redução dos índices de homicídios no estado. O governador citou operações realizadas em conjunto com o Ministério Público e apresentou como resultado de sua gestão a redução de indicadores de violência.

Os dois também entraram em confronto ao discutir a atuação do ex-secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite e a situação do crime organizado. Tarcísio defendeu a política adotada pelo estado, enquanto Haddad cobrou responsabilidades do governo diante da atuação de facções.

Tarcísio se gaba ao mencionar a desocupação do Moinho, mas ele escondeu a violência que foi esse processo

A disputa passou ainda pela Favela do Moinho, na região central da capital paulista. Tarcísio defendeu a desocupação da área e afirmou que seu governo teve disposição para enfrentar o problema do tráfico no local.

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Everson é ator e morava no Moinho, filho da Cintia que tinha uma padaria na favela. Na época, trabalhava no Sesc Bom Retiro. No dia anterior a foto, Everson levou um tiro de bala de borracha da polícia dentro da favela durante seu horário de almoço do trabalho (14 de maio de 2025) – Foto: Emanuela Godoy/TVT News
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Cerco da Tropa de Choque da Polícia do Tarcísio em 14 de maio de 2025 causando pânico nos moradores e proibindo a entrada de jornalistas – Foto: Emanuela Godoy/TVT News
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Cerco da Tropa de Choque da Polícia do Tarcísio em 14 de maio de 2025 com as crianças voltando da aula – Foto: Emanuela Godoy/TVT News

A desocupação da Favela do Moinho, no entanto, passou por uma série de polêmicas. Inicialmente, Tarcísio queria remover as pessoas do local sem oferecer uma nova moradia para as famílias, muitas das quais tinham comércios na região, como padarias, e dependiam da favela para ter uma renda.

Com forte atuação da sua polícia, intimidando, agredindo e cercando a entrada da favela, a desocupação do Moinho passou por uma série de violências, forçando com que a população fosse dali deslocada de forma forçada.

Lula interveio com o governo federal e prometeu moradia para a população que restava no Moinho depois de meses de intimidação da polícia de Tarcísio, mas até hoje ainda existem famílias na região vivendo entre escombros. O que Tarcísio se orgulha foi ter vendido o centro para a especulação imbiliária e ter expulsado os pobres do centros. Famílias como a de Dona Zefa, uma das primeiras a deixar o local, fecharam financiamentos de imóveis em Itaquera.

Tarcísio também mencionou uma fotografia de Haddad ao lado da líder comunitária do Moinho, que está presa preventivamente por ter sido acusada de estar ligada ao tráfico. O petista reagiu e questionou por que Tarcísio não teria realizado a prisão caso já tivesse conhecimento da suposta ligação.

Economia coloca governos estadual e federal em lados opostos

A economia também foi utilizada pelos candidatos para estabelecer diferenças entre seus projetos. Tarcísio questionou a atuação de Haddad quando esteve à frente do Ministério da Fazenda durante o governo Lula e criticou indicadores como crescimento, investimentos e produtividade.

Haddad respondeu defendendo os resultados econômicos do governo federal. O ex-ministro citou a inflação acumulada, a taxa de desemprego e o crescimento econômico para argumentar que o desempenho da administração federal é superior ao registrado durante os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro.

O confronto continuou quando os dois passaram a apresentar números diferentes sobre investimentos realizados em São Paulo. Haddad citou informações de órgãos de controle e dados publicados pelo jornal Valor Econômico para questionar os resultados apresentados pelo governador.

Tarcísio contestou os números e ironizou o adversário, afirmando que Haddad teria dificuldade com matemática. Em outro momento, provocou o petista com a frase: “Você trouxe cola, eu não trouxe cola”, em referência aos dados utilizados durante o debate.

Haddad também acusou o governador de apresentar números de maneira a induzir o eleitor ao erro. Nas considerações finais, afirmou que Tarcísio deveria reconhecer eventuais problemas da administração estadual em vez de tentar escapar das questões apresentadas durante o confronto.

Privatizações entram na disputa pelo modelo de Estado

Outro ponto de divergência foi a política de privatizações adotada pelo governo paulista. Haddad questionou a venda da Sabesp e a transferência da operação de linhas de trem para empresas privadas.

Tarcísio defendeu as medidas e argumentou que a participação privada pode ampliar a capacidade de investimento e melhorar a eficiência dos serviços. A discussão colocou no centro do debate duas visões diferentes sobre a atuação do poder público na prestação de serviços essenciais.

A disputa sobre privatizações também serviu para Haddad apresentar uma crítica mais ampla ao modelo de gestão adotado pelo atual governo paulista, enquanto Tarcísio buscou defender as medidas como parte de uma estratégia de modernização da infraestrutura estadual.

Jair Bolsonaro e Lula no centro do debate

Apesar de tratar de temas estaduais, o encontro foi marcado pela presença constante da política nacional. Haddad associou Tarcísio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e buscou apresentar a eleição paulista como parte da disputa política entre os campos liderados por Lula e Bolsonaro.

Inicialmente, Tarcísio evitou seguir o mesmo caminho, mas posteriormente passou a fazer referências mais diretas ao ex-presidente e a criticar o governo federal. O governador também defendeu sua gestão e procurou apresentar diferenças entre as administrações estadual e federal.

A relação com Bolsonaro apareceu ainda nas considerações finais. Tarcísio destacou o apoio recebido do ex-presidente, enquanto a disputa nacional serviu como pano de fundo para diferentes críticas feitas ao governo Lula.

O tarifaço anunciado pelo governo de Donald Trump contra produtos brasileiros também entrou no debate. O tema foi usado pelos candidatos para discutir economia e relações entre Brasil e Estados Unidos, ampliando a dimensão nacional do confronto.

Eduardo Paes não compareceu no debate do Rio de Janeiro

A rodada promovida pela Band ocorreu em diversos estados e no Distrito Federal. Em alguns locais, porém, candidatos que aparecem em posições de destaque nas pesquisas não participaram dos encontros.

No Rio de Janeiro, o atual prefeito Eduardo Paes (PSD), apontado como líder nas pesquisas, não compareceu. A ausência abriu espaço para críticas dos demais candidatos e fez com que a segurança pública dominasse parte do debate.

Participaram Douglas Ruas (PL), Anthony Garotinho (Republicanos), William Siri (PSOL) e André Marinho (Novo). Ruas foi questionado por William Siri sobre sua relação política com Rodrigo Bacellar, deputado estadual cassado e preso sob suspeita de ligação com organização criminosa. Ruas negou ser representante de qualquer político e afirmou ter trajetória própria.

Garotinho também entrou no confronto sobre apoios políticos. Ao comentar os ataques entre os adversários, declarou que aceitaria apoio de qualquer pessoa, inclusive do traficante Fernandinho Beira-Mar, ressalvando que isso não significaria deixar de combatê-lo.

Ciro e Elmano trocam acusações no Ceará

No Ceará, o governador Elmano de Freitas (PT) e Ciro Gomes (PSDB) protagonizaram o principal confronto. O candidato Pedro Brito (Novo) não participou.

Elmano tentou associar Ciro ao campo político ligado a Jair Bolsonaro, mencionando a aproximação do tucano com setores da direita. O governador afirmou que Ciro estaria alinhado a grupos ligados ao bolsonarismo.

Ciro rejeitou a associação e afirmou que representa uma alternativa política própria. O ex-governador também reclamou do tom utilizado pelo adversário e disse que sua trajetória política não poderia ser reduzida à relação com outros candidatos.

Ausência de Sergio Moro marca debate no Paraná

No Paraná, o senador Sergio Moro (PL), candidato ao governo estadual, não participou do debate. A ausência foi criticada pelos adversários Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD).

Moro comunicou que não participaria apenas duas horas antes do início do programa. Segundo ele, o formato poderia transformar o encontro em uma “rinha de galo”. A declaração foi utilizada pelos adversários para questionar sua disposição de participar de confrontos públicos durante a campanha.

O episódio foi semelhante ao registrado em outros estados, nos quais candidatos que aparecem em posições de destaque nas pesquisas decidiram não participar dos debates.

Distrito Federal tem crise do BRB entre os principais temas

No Distrito Federal, a governadora Celina Leão (PP) participou do debate e foi alvo de críticas relacionadas à sua participação na gestão do governador Ibaneis Rocha (MDB) e às discussões envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master.

Ricardo Cappelli (PSB) afirmou ter solicitado uma audiência pública com o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), para discutir com servidores do BRB os impactos de um acordo envolvendo a instituição financeira.

José Roberto Arruda (PSD) também questionou Celina Leão e provocou a governadora sobre sua candidatura e sua atuação política.

A segurança pública foi outro assunto presente no debate. Celina defendeu os indicadores do Distrito Federal e afirmou que a região apresenta baixos índices de letalidade policial.

Segurança também domina debate em Goiás

Em Goiás, a segurança pública apareceu novamente entre os principais assuntos. Wilder Morais (PL) apresentou propostas relacionadas ao combate ao crime organizado e às facções criminosas.

O candidato defendeu que organizações como o PCC sejam tratadas como grupos terroristas e propôs premiações para policiais responsáveis por grandes apreensões de drogas. Também mencionou a continuidade da construção da Casa da Mulher.

Marconi Perillo (PSDB), por sua vez, defendeu investimentos em batalhões especializados, como a Rotam e o Comando de Divisas, além de medidas de valorização dos policiais.

O candidato Daniel Vilela (MDB), que aparece entre os nomes de destaque na disputa, não participou do debate.

Outros estados

No Maranhão, o candidato Eduardo Braide (PSD) não compareceu ao debate. No Rio Grande do Norte, Álvaro Dias (PL) também não utilizou seu espaço para defender a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.

No Amazonas, Maria do Carmo (PL) foi uma das exceções entre os candidatos aliados ao partido que fizeram referência à família Bolsonaro. Em vez de mencionar diretamente Flávio, ela afirmou ter apoio da “família Bolsonaro”.

No Rio Grande do Sul, candidatos também participaram do confronto promovido pela Band, enquanto a rodada de debates alcançou ainda a Bahia.

Em Minas Gerais, o debate foi adiado para o dia 16 de agosto em razão de negociações relacionadas às coligações e à organização do encontro entre a emissora e os partidos.