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Da Redação

Educadora de SP é afastada após recomendar biografias de Hitler e Mussolini

A servidora estadual Roselaine Batalha Silva foi afastada da função de dirigente da Unidade Regional de Ensino de Mogi das Cruzes, em São Paulo, após recomendar a leitura de biografias de Adolf Hitler e Benito Mussolini durante uma reunião com educadores. A informação foi publicada pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. Leia em TVT News.

A manifestação ocorreu em uma reunião realizada por videoconferência em 12 de agosto. Segundo o relato divulgado pela coluna, Roselaine afirmou que a leitura de biografias poderia contribuir para a formação de lideranças e citou como exemplos figuras associadas a regimes autoritários e à extrema direita.

Durante a reunião, a educadora defendeu que biografias poderiam ser lidas mesmo quando tratassem de pessoas responsáveis por crimes e violações. Ao mencionar Hitler, afirmou que ele teria sido um “líder excepcional”, embora tenha reconhecido o caminho político seguido pelo ditador alemão.

A fala provocou reação do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), que apresentou uma representação ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra a servidora. Para a entidade, a referência a Hitler não ocorreu apenas como parte de uma abordagem histórica, mas foi utilizada para apresentar características relacionadas à liderança e chegou a qualificar o ditador como excepcional.

Afastamento da função

Após a repercussão do caso, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) informou que determinou a cessação da função de dirigente exercida por Roselaine. A pasta também afirmou ter instaurado uma apuração para verificar os fatos e as circunstâncias relacionadas às declarações.

Em nota, a secretaria afirmou que não compactua com manifestações que contrariem os princípios e valores que orientam a educação pública estadual. O órgão também destacou que as declarações atribuídas à servidora não representam o posicionamento institucional da pasta.

Roselaine ocupava um cargo de confiança na estrutura da Secretaria da Educação do estado, durante a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Até a publicação das informações utilizadas como base para esta reportagem, a servidora não havia sido localizada para comentar o afastamento e a representação apresentada pela entidade sindical.

O caso ganhou repercussão justamente por envolver uma dirigente responsável pela área educacional e referências positivas a lideranças de regimes associados ao autoritarismo, ao fascismo e ao nazismo.

Reação de professores e parlamentares

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São Paulo (SP), 22/01/2026 – Exposição permanente do Memorial do Holocausto de São Paulo. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A Apeoesp sustenta que a utilização da figura de Hitler na reunião ultrapassou uma abordagem histórica sobre o nazismo. Na representação apresentada ao MP-SP, o sindicato questiona o fato de a dirigente ter associado o ditador alemão a características de liderança em uma exposição direcionada a profissionais da educação.

A deputada estadual Professora Bebel (PT-SP), que também é candidata à reeleição, criticou o episódio. Em nota, ela afirmou que é inadmissível que uma dirigente de ensino cite ditadores e pessoas associadas a crimes contra a humanidade como referências de liderança em uma reunião da Secretaria da Educação.

A parlamentar também chamou atenção para o fato de Roselaine ocupar uma posição de confiança dentro do governo estadual. A situação, portanto, não se restringe à declaração feita durante a videoconferência, mas envolve a atuação de uma servidora em uma função de direção da rede pública de ensino.

A representação da Apeoesp agora será analisada pelo Ministério Público, enquanto a Secretaria da Educação conduz sua própria apuração administrativa sobre as circunstâncias da reunião e das declarações.

Referências ao nazismo e ao fascismo

Entre os nomes citados pela servidora estão Adolf Hitler, líder do regime nazista alemão, e Benito Mussolini, que comandou a Itália sob o regime fascista. As duas experiências históricas são marcadas por perseguições políticas, repressão e graves violações de direitos humanos.

Na fala reproduzida pela Folha, Roselaine também mencionou António de Oliveira Salazar, ditador português que governou o país durante décadas. A referência foi apresentada no contexto de uma defesa da leitura de biografias de figuras consideradas negativas.

A educadora também citou Mein Kampf, livro escrito por Hitler. Segundo as informações divulgadas pela coluna de Mônica Bergamo, ela afirmou que a obra seria proibida de ser reproduzida. A informação, porém, não corresponde à situação jurídica apresentada no texto-base: a obra está em domínio público no Brasil, embora sua circulação tenha sido alvo de restrições específicas em algumas localidades.

O episódio ocorre em meio ao debate sobre o papel da escola pública na formação cidadã e sobre a responsabilidade de gestores e profissionais da educação ao tratar de regimes autoritários e de personagens históricos responsáveis por perseguições e violações de direitos.

A Secretaria da Educação informou que a apuração deverá verificar os fatos e as circunstâncias das declarações. A manifestação oficial da pasta também procurou diferenciar a fala da servidora das orientações institucionais da rede estadual.

Quaest: veja os números da disputa presidencial em 17 estados e no DF

A pesquisa Quaest que foi divulgada nesta semana mostra como está a disputa pela Presidência da República no primeiro turno em 17 estados e no Distrito Federal. Leia em TVT News.

Os levantamentos foram encomendados pela Globo e por emissoras afiliadas e publicados entre segunda-feira (24) e terça-feira (25).

Os resultados mostram cenários distintos conforme a região. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) aparecem em situação de empate técnico nos três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Em outros estados, há diferenças mais amplas entre os dois principais nomes.

O presidente apresenta as maiores vantagens no Maranhão, onde chega a 58%, e em Pernambuco, com 54%. Flávio Bolsonaro, por sua vez, registra seus melhores desempenhos em Santa Catarina, com 45%, e Rondônia, com 45%.

Outro dado que chama atenção é o percentual de eleitores que ainda não definiram o voto. Os maiores índices de indecisos aparecem no Rio Grande do Sul (18%), em Minas Gerais (17%), no Paraná (17%) e no Rio de Janeiro (16%). No estado fluminense, além dos indecisos, 16% afirmam que pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer.

Na pesquisa de São Paulo, a margem de erro é de dois pontos percentuais. Nos demais estados, a margem é de três pontos percentuais.

Alagoas

  • Lula (PT): 44%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 29%
  • Renan Santos (Missão): 2%
  • Samara Martins (UP): 1%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 1%
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 1%
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 1%
  • Indecisos: 11%
  • Branco/nulo/não vai votar: 10%

Os demais candidatos não pontuaram.

Amapá

  • Lula (PT): 36%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 33%
  • Renan Santos (Missão): 3%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 2%
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 2%
  • Romeu Zema (Novo): 1%
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 1%
  • Indecisos: 14%
  • Branco/nulo/não vai votar: 8%

Os demais candidatos não pontuaram.

Amazonas

  • Lula (PT): 38%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 33%
  • Renan Santos (Missão): 3%
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 3%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 2%
  • Romeu Zema (Novo): 1%
  • Clariana Barão (DC): 1%
  • Indecisos: 12%
  • Branco/nulo/não vai votar: 7%

Os demais candidatos não pontuaram.

Distrito Federal

  • Lula (PT): 28%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 26%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 13%
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 3%
  • Romeu Zema (Novo): 3%
  • Renan Santos (Missão): 3%
  • Samara Martins (UP): 2%
  • Indecisos: 12%
  • Branco/nulo/não vai votar: 10%

Maranhão

  • Lula (PT): 58%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 20%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 2%
  • Renan Santos (Missão): 2%
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 1%
  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 1%
  • Indecisos: 11%
  • Branco/nulo/não vai votar: 5%

Mato Grosso

  • Flávio Bolsonaro (PL): 43%
  • Lula (PT): 26%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 4%
  • Renan Santos (Missão): 3%
  • Romeu Zema (Novo): 2%
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 1%
  • Samara Martins (UP): 1%
  • Indecisos: 14%
  • Branco/nulo/não vai votar: 6%

Mato Grosso do Sul

  • Flávio Bolsonaro (PL): 33%
  • Lula (PT): 27%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 5%
  • Renan Santos (Missão): 4%
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 3%
  • Samara Martins (UP): 2%
  • Romeu Zema (Novo): 2%
  • Clariana Barão (DC): 1%
  • Indecisos: 13%
  • Branco/nulo/não vai votar: 10%

Minas Gerais

  • Flávio Bolsonaro (PL): 31%
  • Lula (PT): 30%
  • Romeu Zema (Novo): 7%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 3%
  • Renan Santos (Missão): 3%
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 1%
  • Indecisos: 17%
  • Branco/nulo/não vai votar: 8%

Os demais candidatos não pontuaram.

Paraíba

  • Lula (PT): 50%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 21%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 3%
  • Renan Santos (Missão): 2%
  • Romeu Zema (Novo): 1%
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 1%
  • Samara Martins (UP): 1%
  • Indecisos: 8%
  • Branco/nulo/não vai votar: 13%

Paraná

  • Flávio Bolsonaro (PL): 41%
  • Lula (PT): 23%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 5%
  • Romeu Zema (Novo): 3%
  • Renan Santos (Missão): 2%
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 1%
  • Edmilson Costa (PCB): 1%
  • Indecisos: 17%
  • Branco/nulo/não vai votar: 7%

Pernambuco

  • Lula (PT): 54%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 19%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 3%
  • Renan Santos (Missão): 2%
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 1%
  • Romeu Zema (Novo): 1%
  • Indecisos: 11%
  • Branco/nulo/não vai votar: 9%

Os demais candidatos não pontuaram.

Rio de Janeiro

  • Flávio Bolsonaro (PL): 31%
  • Lula (PT): 29%
  • Renan Santos (Missão): 2%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 2%
  • Romeu Zema (Novo): 2%
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 1%
  • Samara Martins (UP): 1%
  • Indecisos: 16%
  • Branco/nulo/não vai votar: 16%

Os demais candidatos não pontuaram.

Rio Grande do Norte

  • Lula (PT): 54%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 20%
  • Renan Santos (Missão): 2%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 2%
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 1%
  • Romeu Zema (Novo): 1%
  • Indecisos: 9%
  • Branco/nulo/não vai votar: 11%

Os demais candidatos não pontuaram.

Rio Grande do Sul

  • Flávio Bolsonaro (PL): 34%
  • Lula (PT): 28%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 3%
  • Romeu Zema (Novo): 2%
  • Renan Santos (Missão): 2%
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 2%
  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 1%
  • Indecisos: 18%
  • Branco/nulo/não vai votar: 10%

Rondônia

  • Flávio Bolsonaro (PL): 45%
  • Lula (PT): 25%
  • Renan Santos (Missão): 3%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 3%
  • Romeu Zema (Novo): 2%
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 1%
  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 1%
  • Clariana Barão (DC): 1%
  • Indecisos: 12%
  • Branco/nulo/não vai votar: 7%

Os demais candidatos não pontuaram.

Santa Catarina

  • Flávio Bolsonaro (PL): 45%
  • Lula (PT): 20%
  • Renan Santos (Missão): 4%
  • Romeu Zema (Novo): 3%
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 3%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 3%
  • Samara Martins (UP): 1%
  • Indecisos: 13%
  • Branco/nulo/não vai votar: 8%

Os demais candidatos não pontuaram.

São Paulo

  • Flávio Bolsonaro (PL): 30%
  • Lula (PT): 29%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 4%
  • Romeu Zema (Novo): 3%
  • Renan Santos (Missão): 3%
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 2%
  • Samara Martins (UP): 1%
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 1%
  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 1%
  • Indecisos: 13%
  • Branco/Nulo/Não vai votar: 12%

Os demais candidatos não pontuaram.

Tocantins

  • Lula (PT): 37%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 32%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 7%
  • Renan Santos (Missão): 3%
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 2%
  • Romeu Zema (Novo): 1%
  • Samara Martins (UP): 1%
  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 1%
  • Clariana Barão (DC): 1%
  • Indecisos: 10%
  • Branco/nulo/não vai votar: 5%

Os levantamentos considerados nesta reportagem apresentam os cenários sem Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível.

Segundo as informações fornecidas nas pesquisas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda deverá decidir sobre a possibilidade de o candidato levar adiante uma eventual candidatura.

Nos cenários completos divulgados pelos levantamentos, há versões com e sem Marçal. Seu melhor desempenho entre os estados relacionados é registrado em Mato Grosso do Sul, com 5%.

Mapa da Desigualdade da Primeira Infância revela abismos entre distritos de São Paulo

A Rede Nossa São Paulo lança no próximo dia 26 de agosto a terceira edição do Mapa da Desigualdade da Primeira Infância, trabalho que reúne uma série de indicadores temáticos dos 96 distritos de São Paulo, em diferentes áreas relacionadas aos cuidados com crianças de 0 a 6 anos de idade. O lançamento ocorrerá às 11 horas, em evento presencial no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc, em São Paulo. Saiba mais na TVT News.

O Mapa mostra a oferta de serviços e equipamentos públicos para a população infantil nos diversos bairros da capital paulista, do início da gestação à infraestrutura urbana. Moradia, saúde, educação, violência e iluminação pública são alguns temas abordados pelo trabalho.

Na área da saúde, os indicadores de primeira infância abrangem informações sobre adequação pré-natal, gravidez na adolescência, parto cesariano, baixo peso ao nascer, mortalidade infantil, oferta de Unidades Básicas de Saúde (UBS) e internações por doenças respiratórias.

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Outros dados abordam a oferta de equipamentos públicos de esporte, violência contra crianças, acidentes de trânsito e compatibilidade bairro-escola (proporção de alunos da educação infantil da rede municipal que estudam em um raio de até 1,5 quilômetro da residência).

De modo geral, o trabalho mostra que há grande desigualdade de acesso e oportunidades para as crianças na primeira infência nos distritos da cidade. Alguns indicadores apontam que essas diferenças são multidimensionais e que locais que apresentam bons resultados em uma área têm lacunas importantes em outra. Não há uma linha única “centro versus periferia”. Porém, observa-se que os piores resultados se concentram geralmente nos bairros mais distantes do centro expandido, ou seja, nos locais onde a renda é menor e a proporção de crianças de 0 a 6 anos de idade, maior (veja o mapa abaixo).

Classificação dos distritos em relação à primeira infância

O ranking geral dos distritos, elaborado com base no desempenho de cada localidade em todos os indicadores do mapa, mostra Moema no topo da lista, com 77,3 pontos (de 96 pontos possíveis). Em seguida, aparecem Alto de Pinheiros (76,6 pontos), Jardim Paulista (73,2), Perdizes (72,9) e Pinheiros (72,5).

Na outra ponta do ranking, Tremembé ocupa a última posição (38 pontos), seguido por Perus (42,6), Parelheiros (46,3), Jaraguá (46,6) e Grajaú (47,3).

Veja abaixo alguns dados dos distritos que registraram o melhor e o pior indicador no Mapa da Desigualdade da Primeira Infância:

Adequação pré-natal

Proporção de nascidos vivos de parturientes que realizaram sete ou mais consultas de pré-natal (%)

Melhor valor: Alto de Pinheiros – 96,3%

Pior valor: República – 76,5%

Média dos distritos: 86,2%

Gravidez na adolescência

Proporção (%) de nascidos vivos de parturientes com menos de 20 anos em relação ao total de nascidos vivos

Melhor valor: Moema – 0,13%

Pior valor: Guaianases – 10,5%

Média dos distritos: 5,7%

Baixo peso ao nascer

Percentual de crianças nascidas vivas com menos de 2,5 kg em relação ao total de crianças nascidas vivas, por distrito

Melhor valor: Pinheiros – 6,1%

Pior valor: Consolação – 14,2%

Média dos distritos: 9,7%

Parto cesariano

Percentual de partos cesáreos em relação ao total de partos, por distrito

Melhor valor: São Rafael – 40,6%

Pior valor: Tatuapé – 72,8%

Média dos distritos: 56,3%

Mortalidade infantil

Coeficiente de mortalidade infantil, óbitos infantis para cada mil crianças nascidas vivas de mães residentes no distrito

Melhor valor: Moema – 0

Pior valor: Brás – 20

Média dos distritos: 10

Unidades Básicas de Saúde (UBS)

Número de Unidades Básicas de Saúde a cada 10.000 habitantes do distrito

Melhor valor: Marsilac – 1,68

Pior valor: Vários distritos – 0 (Jardim Paulista, Consolação, Vila Mariana, Liberdade e Barra Funda)

Média dos distritos: 0,39

Equipamentos públicos de esporte

Número de equipamentos esportivos públicos (municipais e estaduais) de esporte para cada dez mil habitantes, por distrito

Melhor valor: Pari – 1,7

Pior valor: Vários distritos – 0 (Marsilac, Brás, Bela Vista, Perdizes, Saúde, Consolação, Morumbi, Pinheiros, Sé, Alto de Pinheiros, República)

Média dos distritos: 0,3

Violência sexual contra crianças

Número de casos notificados de violência sexual contra crianças menores de 5 anos, por distrito de residência

Melhor valor: Vários distritos – 0 (Alto de Pinheiros, Consolação, Perdizes e Socorro)

Pior valor: Casa Verde – 5

Média dos distritos: 1,7

Compatibilidade bairro-escola

Proporção de alunos da educação infantil da rede municipal e parceira que estudam até 1,5Km da residência

Melhor valor: Casa Verde – 96%

Pior valor: Marsilac – 23,6%

Média dos distritos: 78,7%

Lançamento do Mapa d Desigualdade da Primeira Infância

Quando

26 de agosto, das 11h às 13h

Onde

Centro de Pesquisa e Formação do Sesc

Rua Dr. Plínio Barreto, 285, 4º andar

São Paulo – SP

Entrada

Evento presencial com acesso público e gratuito. Não precisa de inscrição nem de credenciamento.

Sobre o Mapa da Desigualdade da Primeira Infância

O objetivo deste trabalho é fortalecer o debate sobre assuntos importantes relacionados à primeira infância e incidir sobre políticas públicas que garantam direitos fundamentais aos pequenos cidadãos e cidadãs.

O mapa auxilia gestores públicos e sociedade civil a identificar prioridades e necessidades de cada distrito da capital paulista, por meio da coleta e da comparação de um conjunto pré-definido de indicadores. Ao identificar e monitorar os territórios mais desprovidos de serviços e infraestrutura urbana, o trabalho se torna essencial para apontar caminhos concretos para melhoria da qualidade de vida das crianças e de seus cuidadores.

A elaboração desta edição do Mapa contou com recursos provenientes de emenda parlamentar, destinada pela deputada estadual Marina Helou ao Instituto Cidades Sustentáveis, para apoiar pesquisas e estudos relacionados ao projeto. “Acredito que conhecer as desigualdades desde a primeira infância é fundamental para construirmos políticas públicas capazes de chegar primeiro a quem mais precisa”, explica a parlamentar.

Todos os dados são gerados e fornecidos pela Prefeitura do Município de São Paulo ou por pesquisas específicas, sob responsabilidade de seus realizadores. A Rede Nossa São Paulo apenas coleta esses números (em plataformas oficiais ou via LAI – Lei de Acesso à Informação) e realiza os cálculos.

A média do município de São Paulo corresponde à média simples dos valores dos distritos. Nos indicadores do tema ‘População’, não há juízo de valor. São apenas destacados os distritos com maior população ou com predominância de determinados grupos demográficos.

Por que não decidir a eleição presidencial no primeiro turno?

Por Nilson Hashizumi *

A campanha presidencial começou oficialmente com 13 chapas registradas, mas as pesquisas indicam que a disputa real da eleição continua concentrada em apenas duas candidaturas: a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e a do senador Flávio Bolsonaro, do PL.

Os dois representam campos políticos bastante conhecidos do eleitorado. De um lado, Lula lidera uma frente progressista e democrática formada durante seu atual governo. Do outro, Flávio Bolsonaro procura preservar o capital político, eleitoral e emocional constituído em torno do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Pode-se gostar ou não dessa configuração. Pode-se lamentar a chamada polarização. Pode-se desejar uma terceira via, um nome novo ou uma alternativa que supostamente consiga escapar dos conflitos dos últimos anos. O problema é que eleições não são decididas pelos desejos dos comentaristas, pelas articulações partidárias nem pelas expectativas dos candidatos. São decididas pelo voto.

E, até agora, as eleitoras e os eleitores brasileiros parecem ter feito uma escolha bastante objetiva: querem decidir entre Lula e o representante do bolsonarismo.

O Datafolha divulgado em 21 de agosto mostrou Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33%. Muito atrás aparecem Ronaldo Caiado, com 5%; Renan Santos, com 4%; Romeu Zema, com 3%; Augusto Cury e Pablo Marçal, ambos com 2%.

As demais candidaturas oscilam entre 0% e 1%. A pesquisa ouviu 2.058 pessoas em 128 municípios e possui margem de erro de dois pontos percentuais.  Confira os resultados completos.

Mais do que uma fotografia isolada, esses números confirmam uma tendência observada há meses: a baixíssima mobilidade do segundo pelotão.

Nenhuma das candidaturas apresentadas como alternativa conseguiu, até agora, romper a barreira que separa os dois líderes dos demais concorrentes. Há uma eleição formalmente disputada por 13 chapas, mas existe outra eleição — aquela percebida concretamente pelo eleitorado — que permanece concentrada em dois projetos políticos.

O debate dos ausentes

O primeiro debate presidencial, realizado no domingo, 23 de agosto, pela Band, em parceria com Estadão, TV Cultura, Gazeta e Jovem Pan, talvez tenha oferecido a representação mais evidente dessa realidade.

Foram convidados Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e Augusto Cury. Apenas três compareceram: Caiado, Renan e Cury. Foi o debate inaugural com o menor número de participantes desde a eleição de 1989. A ausência dos principais candidatos e o esvaziamento do encontro foram registrados pela imprensa.

Romeu Zema desistiu de participar no último momento. Sua ausência provocou especulações sobre as dificuldades e até sobre a continuidade de uma candidatura que ainda não encontrou seu espaço na disputa nacional.

Augusto Cury também chegou a considerar a desistência quando já estava no local. Pouco depois, desistiu de desistir e entrou no estúdio. O episódio, curioso por si mesmo, acabou simbolizando a insegurança das candidaturas que tentam ocupar um espaço eleitoral aparentemente muito menor do que imaginavam.

O debate serviu menos para alterar a correlação de forças e mais para apresentar as intenções futuras de seus participantes.

Renan Santos utilizou o encontro para marcar posição. Seu discurso agressivo, carregado de provocações e frases destinadas às redes sociais, parece menos orientado por uma expectativa real de vitória em 2026 e mais pela tentativa de construir uma candidatura competitiva para 2030. Aos 4%, Renan precisa sobreviver politicamente a esta eleição antes de pensar seriamente na próxima.

Augusto Cury procura ocupar o lugar do outsider. Apresenta-se como alguém que não pertence à política tradicional e tenta transferir para o ambiente eleitoral a popularidade conquistada como escritor. Entretanto, reconhecimento de nome e capacidade de vender livros não se transformam automaticamente em confiança para governar um país. Seus 2% demonstram que, por enquanto, a candidatura desperta curiosidade, mas não adesão significativa.

Romeu Zema deixou recentemente o governo de Minas Gerais e procura projetar nacionalmente a imagem de gestor pragmático. Seu discurso econômico possui identidade mais definida, mas suas formulações sobre educação, cultura, segurança pública e desigualdade ainda parecem insuficientes para um projeto nacional. Além disso, depois de dois mandatos à frente de um dos maiores estados do país, continua pouco conhecido por uma parcela expressiva da população.

Ronaldo Caiado é o mais experiente e o mais bem colocado entre eles. Deixou o governo de Goiás com índices elevados de aprovação e procura apresentar os resultados obtidos em seu estado como credencial para governar o Brasil. Entretanto, desempenho estadual não significa automaticamente viabilidade nacional. Caiado ainda enfrenta o mesmo obstáculo de Zema: é muito conhecido em seu território de origem, mas permanece distante do cotidiano de milhões de brasileiros.

Treze candidaturas, duas escolhas

A fragmentação das candidaturas não significa necessariamente diversidade política real.

Quando observamos os 13 nomes registrados, percebemos que várias candidaturas disputam parcelas semelhantes do eleitorado conservador, liberal ou antipetista. No campo progressista também existem candidaturas menores, embora o voto esteja muito mais concentrado em Lula.

Essa concentração é importante, mas ainda não garante uma vitória no primeiro turno.

Para ser eleito sem uma segunda votação, um candidato precisa alcançar mais da metade dos votos válidos. Lula aparece com 39% das intenções totais no Datafolha. Considerados os votos brancos, nulos e os indecisos, encontra-se mais próximo da maioria dos votos válidos do que o número bruto inicialmente sugere, mas ainda precisa crescer.

Portanto, vencer no primeiro turno não é uma realidade dada. É uma possibilidade política que precisaria ser construída.

Isso dependeria, principalmente, da concentração dos votos progressistas, da redução dos indecisos e da capacidade da campanha de dialogar com eleitores que rejeitam o bolsonarismo, mas ainda não decidiram apoiar Lula.

Também dependeria de uma pergunta muito objetiva: se o segundo turno tende a reproduzir exatamente a mesma disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, por que esperar mais quatro semanas para tomar uma decisão que já está colocada diante do país?

Segundo turno não é desperdício — mas pode ser dispensável

É preciso reconhecer que o segundo turno é uma conquista democrática. Sua realização jamais deve ser tratada simplesmente como desperdício. Ele existe para assegurar que o presidente seja escolhido pela maioria dos votos válidos quando nenhum candidato alcance essa maioria na primeira votação.

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A decisão se a eleição será decidida no primeiro turno é tomada por cada eleitora e cada eleitor diante da urna. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Mas a democracia também permite que a população encerre a eleição no primeiro turno.

Se a maioria já estiver convencida, não há obrigação política de prolongar uma disputa apenas para cumprir o roteiro imaginado pelos candidatos que não conseguiram se tornar competitivos.

Um segundo turno mobiliza novamente a Justiça Eleitoral, partidos, servidores, mesários, forças de segurança, imprensa e milhões de eleitoras e eleitores. Exige novos deslocamentos, amplia os gastos das campanhas e prolonga por quase um mês um ambiente de tensão política que afeta o funcionamento das instituições, da economia e da própria vida cotidiana.

Não é argumento suficiente para eliminar uma etapa prevista constitucionalmente. Mas é uma razão legítima para perguntar se essa etapa será realmente necessária.

Além disso, a experiência recente demonstra que as semanas adicionais de campanha nem sempre servem para aprofundar o debate sobre programas de governo. Muitas vezes, tornam-se território fértil para ataques pessoais, desinformação, manipulação emocional, notícias falsas e acirramento da hostilidade entre brasileiros.

Uma decisão sobre o futuro, não sobre o cansaço

A vitória de Lula no primeiro turno não deve ser defendida apenas porque as pessoas estão cansadas da polarização. Cansaço não constitui projeto de país.

Ela precisa ser sustentada por razões políticas concretas: a defesa da democracia, a continuidade dos programas sociais, a valorização do salário-mínimo, o combate à fome, a reconstrução das políticas públicas, a geração de empregos, a proteção do meio ambiente, o fortalecimento do SUS, a ampliação das oportunidades educacionais e a retomada do protagonismo internacional do Brasil.

É sobre esses temas que a campanha precisa conversar com a sociedade.

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Lula incentiva a vacinação. Foto: Ricardo Stuckert

O argumento do primeiro turno somente será legítimo se estiver associado à defesa de um projeto capaz de melhorar a vida das pessoas. Não se trata de silenciar adversários, impedir debates ou diminuir a importância das demais candidaturas. Trata-se de reconhecer a vontade majoritária quando ela se manifestar.

O Datafolha mostra Lula vencendo Caiado por 47% a 40%, Zema por 48% a 38% e Renan Santos por 47% a 37% em eventuais segundos turnos. Contra Flávio Bolsonaro, Lula aparece numericamente à frente, por 47% a 43%, embora o resultado configure empate técnico no limite da margem de erro. Os diferentes cenários foram divulgados em 21 de agosto.

Portanto, a vitória não está garantida. E justamente por não estar garantida, cada voto terá importância decisiva.

As candidaturas intermediárias ainda terão tempo para tentar demonstrar sua viabilidade. Precisarão, porém, apresentar algo mais consistente do que a promessa genérica de superar a polarização. Terão de convencer milhões de brasileiros de que representam um projeto melhor, mais seguro e mais realizável.

Até agora, não conseguiram.

Se a disputa final será entre Lula e Flávio Bolsonaro; se os demais candidatos continuam eleitoralmente estacionados; se o campo progressista reconhece em Lula a liderança capaz de derrotar o bolsonarismo; e se existe uma maioria disposta a preservar a democracia e avançar nas políticas sociais, então a pergunta precisa ser feita desde já:

Por que não decidir a eleição presidencial no primeiro turno?

Encerrar a eleição em 4 de outubro não significaria fugir do debate. Significaria transformar uma maioria potencial em uma decisão política clara.

A resposta não será dada pelas pesquisas, pelos institutos ou pelos analistas. Será dada por cada eleitora e cada eleitor diante da urna.

Sobre o autor

NILSON HASHIZUMI

Nilson Hashizumi é estrategista de marketing político e corporativo, jornalista, fotógrafo, gestor de cultura e preparador de candidatos, grupos e agremiações políticas, com MBA em Comunicação Governamental e Marketing Político.

Co-fundador da Alcateia Política, orientou, coordenou e defendeu candidatos majoritários em São Paulo e Pará e candidatos proporcionais em São Paulo e Minas Gerais.

Orientado a resultados, trabalha com visão de processos na gestão da comunicação on e off-line para a construção de reputação, imagem e formação de opinião. Atuou por mais de 30 anos na iniciativa privada, organizações da sociedade civil e entidades de classe antes de atuar em favor de entes políticos. Associado ao CAMP.

Especialista em campanhas e comunicação governamental, integra estratégias on-line e off-line na construção de imagem pública

Defende que reputação é patrimônio — construída pela trajetória, sustentada pela coerência e reconhecida pela confiança.


Os artigos dos colunistas expressam as opiniões individuais da autora ou do autor e não, necessariamente, refletem a opinião da TVT News

Quaest para Senado em SP traz Marina (9%), Derrite (8%) e Tebet (7%)

A ex-ministra Marina Silva (Rede) aparece, numericamente, à frente na disputa por uma das duas vagas de São Paulo no Senado, com 9% das intenções de voto, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25).

O levantamento mostra uma corrida acirrada, com vários candidatos próximos dentro da margem de erro. Leia em TVT News.

Na sequência, aparecem Guilherme Derrite (PP), com 8%; Simone Tebet (PSB), com 7%; e André do Prado (PL), também com 7%. Como São Paulo elegerá dois senadores em 2026, o cenário indica uma disputa aberta pelas cadeiras.

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Disputa pelo Senado está acirrada

Além dos quatro primeiros colocados, a pesquisa aponta Ricardo Salles (Novo) com 6% das intenções de voto. Outros candidatos aparecem com percentuais menores, enquanto uma parcela significativa dos eleitores ainda não definiu sua escolha.

O cenário é diferente de levantamentos anteriores, que apresentavam Marina Silva e Simone Tebet com percentuais mais elevados. Em pesquisa Datafolha divulgada na semana passada, Marina e Tebet tinham 12% cada, enquanto André do Prado aparecia com 10%.

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Em São Paulo, a chapa é formada por Simone Tebet e Marina Silva como candidatas ao Senado e Haddad e França como candidatos à governador e vice. Foto: Ricardo Stuckert/PR

A pesquisa Quaest reforça, portanto, a indefinição na corrida pelas duas cadeiras paulistas. Como os percentuais estão próximos, oscilações ao longo da campanha podem alterar a composição dos candidatos que aparecem nas primeiras posições.

Cada eleitor paulista poderá votar em dois candidatos ao Senado na eleição de outubro de 2026. Os dois nomes mais votados serão eleitos para mandatos de oito anos.

A disputa também reproduz a polarização política da eleição presidencial. Marina Silva e Simone Tebet estão alinhadas à candidatura de Lula, enquanto André do Prado e Guilherme Derrite integram o grupo político ligado ao governador Tarcísio de Freitas e ao campo que apoia Flávio Bolsonaro.

A pesquisa ocorre após o início oficial da campanha eleitoral e em um momento de intensa movimentação dos candidatos ao Senado. Com duas vagas em jogo e diferenças pequenas entre os principais nomes, a tendência é de uma disputa acirrada até outubro.

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Como votam os paulistas para governador e presidente, de acordo com a Quaest

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece na liderança da disputa pelo governo estadual, com 40% das intenções de voto, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25). O ex-prefeito de São Paulo e ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), aparece em segundo lugar, com 27%. Leia em TVT News.

A diferença entre os dois é de 13 pontos percentuais. O levantamento mostra ainda outros candidatos com percentuais menores, além de uma parcela significativa do eleitorado que ainda não definiu o voto.

A pesquisa também mediu a corrida presidencial entre os eleitores paulistas e encontrou empate entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), ambos com 30%, em um cenário diferente da disputa pelo governo estadual.

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Tarcísio segue à frente em SP

O resultado mantém Tarcísio à frente de Haddad na disputa pelo governo paulista. Em levantamento anterior da Quaest, divulgado em julho, o governador tinha 41% e o petista, 26%.

A nova pesquisa ocorre em um cenário de intensa disputa eleitoral no estado. Tarcísio busca a reeleição, enquanto Haddad tenta retornar ao comando do governo paulista depois de ter sido derrotado pelo atual governador no segundo turno de 2022.

O levantamento também mede a avaliação dos eleitores sobre a atual administração estadual e a percepção em relação aos principais candidatos.

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Pesquisa considerou cenários de segundo turno

A pesquisa também avaliou possíveis confrontos em segundo turno. Tarcísio aparece à frente de Haddad nas simulações, mantendo vantagem sobre o adversário petista. O cenário indica que, caso os dois avancem para a segunda etapa, o atual governador parte de uma posição favorável.

Além da disputa entre Tarcísio e Haddad, a Quaest avaliou outros possíveis confrontos. Os números mostram que a corrida pelo Palácio dos Bandeirantes ainda pode sofrer alterações ao longo da campanha, especialmente com a definição das alianças e o início do horário eleitoral gratuito.

A pesquisa foi realizada pela Quaest com eleitores de São Paulo e tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Corrida para presidência está empatada em SP

Além da corrida pelo governo do estado, a pesquisa Quaest avaliou a disputa pela Presidência entre os eleitores de São Paulo. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) aparecem empatados com 30% das intenções de voto no primeiro turno. O resultado mostra um cenário mais equilibrado do que o registrado na disputa pelo governo estadual, em que Tarcísio de Freitas lidera com 40%, contra 27% de Fernando Haddad (PT).

O levantamento reforça a importância de São Paulo para a eleição nacional, já que o estado concentra o maior eleitorado do país. A proximidade entre Lula e Flávio também contrasta com a vantagem do governador na corrida estadual e evidencia que as disputas para os diferentes cargos apresentam dinâmicas próprias entre os eleitores paulistas.

A pesquisa ouviu 1.800 eleitores entre 21 e 24 de agosto e tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

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