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Da Redação
Datafolha divulga nova pesquisa para presidente nesta quinta (24)
O Instituto Datafolha divulga nesta quinta-feira (24) uma nova rodada da pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República. O levantamento, contratado pela Folha de S.Paulo e pelo Grupo Globo, foi realizado entre os dias 22 e 24 de setembro e é o penúltimo antes do primeiro turno.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00304/2026. Acompanhe os números da nova pesquisa Datafolha com a TVT News.
Primeiro turno
- Lula: 40%
- Flávio Bolsonaro: 36%
Resultado das intenções de voto em 1° turno na pesquisa Datafolha de 24 de setembro:
- Lula (PT): 40% (eram 39%)
- Flávio Bolsonaro (PL): 36% (eram 36%)
- Escritor Augusto Cury (Avante): 5% (eram 6%)
- Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 4%)
- Renan Santos (Missão): 3% (eram 3%)
- Romeu Zema (Novo): 1% (eram 2%)
- Samara Martins (UP): 1% (era 1%)
- Edmilson Costa (PCB): 0 (era zero)
- Rui Costa Pimenta (PCO): 0 (era 1%)
- Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0 (era zero)
- Leonardo Avalanche (PRTB): 0 (não estava na pesquisa anterior)
- Clariana Barão (DC): 0 (era zero)
- Hertz Dias (PSTU): 0 (era zero)
- Em branco/nulo/nenhum: 5% (eram 6%)
- Indecisos: 2% (eram 3%)
Segundo turno
- Lula: 47%
- Flávio Bolsonaro: 45%
De acordo com o Datafolha, os números das simulações de 2º turno são:
- Lula x Flávio Bolsonaro
- Lula (PT): 47% (eram 46%)
- Flávio Bolsonaro (PL): 45% (eram 44%)
- Em branco/nulo/nenhum: 7% (eram 8%)
- Indecisos: 1% (era 1%)
- Lula x Ronaldo Caiado
- Lula (PT): 46% (eram 46%)
- Ronaldo Caiado (PSD): 44% (eram 42%)
- Em branco/nulo/nenhum: 9% (eram 10%)
- Indecisos: 1% (eram 2%)
- Lula x Renan Santos
- Lula (PT): 48% (eram 47%)
- Renan Santos (Missão): 39% (eram 38%)
- Em branco/nulo/nenhum: 12% (eram 13%)
- Indecisos: 2% (eram 2%)
- Lula x Augusto Cury
- Lula (PT): 46% (eram 44%)
- Augusto Cury (Avante): 43% (eram 43%)
- Em branco/nulo/nenhum: 9% (eram 10%)
- Indecisos: 1% (era 1%)
Lula x Flávio Bolsonaro na pesquisa para presidente
- Como está a corrida eleitoral nas pesquisas de intenção de voto para o 1° turno:
- O que dizem as pesquisas Datafolha sobre a intenção de voto no 2° turno
Pesquisa espontânea
Quais foram as resposta dos eleitores quando o Datafolha não mostra os nomes dos candidatos:
- Lula (PT): 36% (eram 35%)
- Flávio Bolsonaro (PL): 27% (eram 26%)
- Jair Bolsonaro (PL): 4%
- Escritor Augusto Cury (Avante): 3% (eram 3%)
- Ronaldo Caiado (PSD): 2% (era 2%)
- Renan Santos (Missão): 2% (eram 1%)
- Zema (Novo): 0 (era 1%)
- Outras respostas: 2% (eram 2%)
- Em branco/nulo/nenhum: 5% (eram 6%)
- Indecisos: 18% (eram 21%)
Avaliação do governo Lula
- Ruim/péssimo: 40% (eram 42%)
- Ótimo/bom: 34% (eram 34%)
- Regular: 24% (eram 23%)
- Não sabe: 2% (era 1%)
Aprovação do presidente Lula
- Desaprova: 50% (eram 50% na pesquisa anterior)
- Aprova: 47% (eram 48%)
- Não sabe: 3% (eram 3%)
Rejeição dos candidatos na pesquisa Datafolha
Em quem os eleitores não votam de jeito nenhum no 1º turno:
- Flávio Bolsonaro (PL): 45% (eram 47%)
- Lula (PT): 45% (eram 47%)
- Renan Santos (Missão): 15% (eram 15%)
- Romeu Zema (Novo): 14% (eram 14%)
- Ronaldo Caiado (PSD): 13% (eram 13%)
- Rui Costa Pimenta (PCO): 9% (eram 11%)
- Samara Martins (UP): 9% (eram 10%)
- Escritor Augusto Cury (Avante): 8% (eram 9%)
- Edmilson Costa (PCB): 8% (eram 10%)
- Hertz Dias (PSTU): 7% (eram 7%)
- Leonardo Avalanche (PRTB): 7% (não estava na pesquisa anterior)
- Clariana Barão (DC): 7% (eram 7%)
- Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 5% (eram 6%)
- Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: 2% (era 2%)
- Rejeita todos/não votaria em nenhum: 1% (era 2%)
- Não sabe: 3% (eram 2%)
Nova pesquisa Datafolha para presidente de hoje
- Faltam 10 dias para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
- O campo da pesquisa Datafolha foi realizado entre os dias 22 e 24 de setembro, com 2.002 entrevistados em todo o país.
- Números das pesquisas da semana: Quaest (21/09): Lula tinha 37% e Flávio Bolsonaro, 33% no primeiro turno. Atlas (23/09): Lula aparecia com 45,8% e Flávio, 43,4% no primeiro turno.
- Contexto: Datafolha é divulgado no dia seguinte à revelação que Flávio Bolsonaro viajou no avião de Vorcaro e no dia da operação Crédito Oculto.
- O levantamento chega em uma semana marcada por movimentos que podem alterar o ambiente da eleição: o discurso de Lula na ONU, o reajuste de 15,04% do Bolsa Família anunciado pelo presidente Lula e o vídeo de Fábio Porchat mostrando a ligação entre Vorcaro, igreja da Lagoinha e bolsonaristas.
Onde assistir ao vídeo do Fábio Porchat sobre o Master
O episódio “Grandes Igrejas, Master Negócios” pode ser assistido gratuitamente no YouTube pelos canais de Revelando, ICL, Calma Urgente, Mídia Ninja e 342 Artes.
Qual a metodologia da pesquisa Datafolha
O Datafolha ouviu 2.002 eleitores em todo o Brasil entre os dias 22 e 24 de setembro, por meio de entrevistas presenciais em pontos de fluxo populacional. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa foi contratada pela Empresa Folha da Manhã e pela Globo Comunicação e Participações, ao custo de R$ 307.641,60, e está registrada no TSE sob o número BR-00304/2026. O questionário testa 13 candidatos no primeiro turno e cinco cenários de segundo turno.
Números da pesquisa Datafolha de 17 de setembro
Na rodada anterior, divulgada em 17 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecia com 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36% do senador Flávio Bolsonaro (PL) — empate técnico dentro da margem de erro.
Augusto Cury (Avante) registrava 6%, Ronaldo Caiado (PSD) tinha 4% e Renan Santos (Missão) somava 3%. No cenário de segundo turno, Lula tinha 46% e Flávio Bolsonaro, 44%. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-04029/2026.
Datafolha: maioria de mulheres que chefiam lares vota em Lula
Um recorte da pesquisa Datafolha mostrou que, entre as eleitoras que são responsáveis financeiramente por seus domicílios, o presidente Lula registra 47% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 27% — uma diferença de 20 pontos percentuais.
As mulheres chefes de família correspondem a 30% da amostra utilizada na pesquisa, e a margem de erro para esse grupo é de quatro pontos percentuais. Dados da Pnad indicam que as mulheres são referência financeira em 52,4% dos domicílios brasileiros em 2026.
O que mostram as pesquisas divulgadas na semana
Os 3 principais institutos de pesquisa: Quaest, Atlas e Datafolha, divulgaram pesquisas de intenção de voto.
Pesquisa Quaest (21/09)
A Quaest divulgou em 21 de setembro uma nova pesquisa para presidente. No primeiro turno, Lula aparecia com 37% e Flávio Bolsonaro com 33%. No segundo turno, Flávio Bolsonaro tinha 42% e Lula, 41% — empate técnico.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre 17 e 20 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais, e está registrada no TSE sob o número BR-06004/2026.
Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg (23/09)
A AtlasIntel divulgou em 23 de setembro uma pesquisa que mostra Lula com 45,8% e Flávio Bolsonaro com 43,4% no primeiro turno. No segundo turno, Lula aparece com 47,7% e Flávio com 47,4%.
O levantamento ouviu 5.015 pessoas entre 17 e 22 de setembro, com margem de erro de um ponto percentual, e está registrado no TSE sob o número BR-04739/2026.

Consulte todas as pesquisas registradas no TSE
Para consultar todas as pesquisas eleitorais registradas e seus respectivos números de protocolo, acesse o sistema de pesquisas registradas do Tribunal Superior Eleitoral.
Leia também
- FESPSP: Migração de votos e abstenção serão decisivas para definição de segundo turno
- Bets representam 7,2% das receitas dos clubes da Série A, apesar de alerta sobre “fim do futebol”
- Planilha de ONG ligada a Dark Horse tem ponto de Wi-Fi de SP aprovado em praia do Rio de Janeiro
- Flávio Bolsonaro ofereceu ajuda a Vorcaro em Dubai, aponta troca de mensagens
Planilha de ONG ligada a Dark Horse tem ponto de Wi-Fi de SP aprovado em praia do Rio de Janeiro
A Prefeitura de São Paulo, sob a gestão de Ricardo Nunes (MDB), aprovou documentos de prestação de contas da ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), responsável pela instalação de pontos de Wi-Fi gratuito na capital, mesmo com inconsistências nos dados apresentados pela organização. Entre os problemas identificados estão coordenadas geográficas que apontam para outros municípios e até para uma praia no Rio de Janeiro. Leia em TVT News.
As informações foram reveladas pelo Intercept Brasil nesta quinta-feira (24). A reportagem analisou planilhas entregues pela ONG à Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT), responsável pelo acompanhamento do programa WiFi Livre SP. O material continha divergências entre endereços, CEPs e coordenadas dos equipamentos, além de registros de instalações com datas futuras.
O Instituto Conhecer Brasil é presidido por Karina Ferreira da Gama, empresária que também comanda a produtora responsável pelo filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A entidade recebeu mais de R$ 100 milhões da prefeitura para executar o serviço de conectividade em regiões periféricas da cidade.
Segundo a investigação jornalística, as falhas nos documentos comprometem a verificação dos locais de instalação dos equipamentos e dificultam o controle sobre a execução do contrato e a destinação dos recursos públicos.

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Coordenadas apontam para praia no Rio de Janeiro
Uma das inconsistências mais expressivas aparece no registro de um ponto de Wi-Fi que deveria atender ao Conjunto Residencial José Bonifácio, na zona leste paulistana. Embora o endereço e os demais dados cadastrais indiquem a capital, as coordenadas geográficas levam à Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro, a mais de 400 quilômetros do local declarado.
O Intercept identificou 37 pontos cujas coordenadas indicam localidades fora da cidade de São Paulo, apesar de os endereços informados corresponderem a regiões da capital. A análise também encontrou erros em CEPs e divergências nas datas de instalação dos equipamentos.
Em um dos casos, um ponto que constava como instalado e em funcionamento em dezembro de 2024 aparece em outra planilha com data de instalação prevista para dezembro de 2026, embora o sistema já o identificasse como ativo.
As duas planilhas analisadas têm 2.673 registros em comum. Uma delas foi apresentada pelo ICB em janeiro de 2025, enquanto a outra foi localizada em documentos apreendidos durante uma investigação da Polícia Civil, em junho de 2026.
Prefeitura prorrogou contrato apesar das falhas
Mesmo após receber os documentos com inconsistências, a gestão municipal prorrogou o contrato com o instituto em duas ocasiões, elevando o valor total do acordo para mais de R$ 157 milhões.
Em dezembro de 2025, a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia emitiu parecer favorável à renovação, afirmando que a execução havia sido rigorosamente verificada e estava de acordo com os indicadores estabelecidos.
Entretanto, de acordo com o Intercept, os processos administrativos analisados pela reportagem não continham registros de verificações técnicas que comprovassem a qualidade das instalações. Também não foram encontrados documentos que demonstrassem questionamentos da prefeitura à ONG sobre as inconsistências identificadas nas planilhas.
Em resposta à reportagem, a secretaria afirmou que os pontos são fiscalizados periodicamente por meio de monitoramento técnico e georreferenciado. A pasta declarou ainda que eventuais erros cadastrais são identificados e comunicados à instituição responsável.
O Instituto Conhecer Brasil não respondeu aos questionamentos enviados pelo veículo.
Contrato é alvo de investigação sobre financiamento de Dark Horse
O contrato de Wi-Fi público já está no centro de investigações sobre possíveis irregularidades no uso de recursos municipais. A Polícia Civil de São Paulo apura suspeitas de desvio de dinheiro do programa para financiar a produção de Dark Horse.
Em setembro, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou uma operação relacionada ao caso. A Polícia Federal apontou indícios de uma possível triangulação financeira de pelo menos R$ 6,1 milhões entre empresas e entidades ligadas a Karina Ferreira da Gama.

As suspeitas envolvem a possível utilização de recursos públicos destinados à inclusão digital para custear despesas da produção cinematográfica sobre Jair Bolsonaro.
As inconsistências nas planilhas acrescentam questionamentos sobre os mecanismos de fiscalização do contrato pela prefeitura. Até o momento, porém, os erros documentais não comprovam, por si só, desvio de recursos ou participação de agentes públicos em eventuais irregularidades.
A apuração busca esclarecer tanto a execução do programa WiFi Livre SP quanto o caminho percorrido pelo dinheiro público repassado ao Instituto Conhecer Brasil.
Flávio Bolsonaro ofereceu ajuda a Vorcaro em Dubai, aponta troca de mensagens
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ofereceu ajuda a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para tratar de assuntos em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo, com base em mensagens encontradas no celular do banqueiro. Leia em TVT News.
A conversa ocorreu em 22 de outubro de 2025, menos de um mês antes da prisão de Vorcaro, em 17 de novembro. Na ocasião, o empresário tentava viabilizar uma operação de venda do Banco Master a investidores nos Emirados Árabes, em meio à crise financeira da instituição e ao risco de liquidação pelo Banco Central.
De acordo com os diálogos divulgados, Vorcaro perguntou a Flávio se ele viajaria a Dubai. O senador respondeu que não, mas que seu irmão poderia estar a caminho. Na sequência, ofereceu intermediar um encontro entre os dois. “Tá precisando de algo lá? Eu peço para ele te encontrar”, escreveu Flávio, segundo a reportagem.
A troca de mensagens não esclarece qual seria a eventual demanda de Vorcaro, nem indica que o encontro tenha ocorrido ou que a oferta tenha resultado em alguma providência concreta. O conteúdo, porém, acrescenta um novo episódio à relação entre o senador e o banqueiro, que já era alvo de questionamentos em razão do financiamento da produção cinematográfica Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Conversas ocorreram durante tentativa de negociação do banco
Naquele período, Vorcaro buscava investidores nos Emirados Árabes Unidos para tentar concluir uma negociação envolvendo o Master e evitar a liquidação da instituição financeira. O banqueiro acabou preso pela Polícia Federal em novembro de 2025, quando tentava deixar o país em um jatinho particular.
A proximidade temporal entre a conversa com Flávio e a tentativa de negociação internacional do banco é um dos pontos que motivam questionamentos sobre o episódio. Até o momento, contudo, as mensagens divulgadas não demonstram que o senador tenha participado diretamente das tratativas financeiras ou interferido em decisões relacionadas ao Banco Master.
O contato entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro não se restringia ao episódio de Dubai. Mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro também registram conversas sobre o financiamento de Dark Horse, filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.
Os diálogos mostram Flávio cobrando recursos para a produção e agradecendo pelo apoio financeiro. O senador, por sua vez, sustenta que a relação com Vorcaro envolvia uma negociação privada para viabilizar o longa-metragem.
A Polícia Federal reuniu registros de contatos entre os dois no âmbito das apurações sobre o Banco Master e as movimentações financeiras relacionadas ao projeto cinematográfico. Flávio nega irregularidades.
Senador não respondeu aos questionamentos
Segundo o relato apresentado no vídeo, Flávio Bolsonaro não respondeu aos pedidos de esclarecimento encaminhados pelo Estadão sobre a oferta de ajuda a Vorcaro em Dubai. O senador também não havia respondido a questionamentos anteriores da revista Piauí sobre sua relação com o ex-banqueiro.
A divulgação das mensagens amplia a pressão por explicações do candidato sobre seus contatos com Vorcaro, especialmente diante das investigações envolvendo o Banco Master e das suspeitas relacionadas ao financiamento do filme.
Bets representam 7,2% das receitas dos clubes da Série A, apesar de alerta sobre “fim do futebol”
O patrocínio de empresas de apostas esportivas movimentou cerca de R$ 1,03 bilhão entre os clubes que disputaram a Série A do Campeonato Brasileiro em 2025. O valor é expressivo, mas representa uma parcela limitada das receitas totais das equipes: 7,2% dos R$ 14,3 bilhões arrecadados pelos clubes no período. Mesmo assim, clubes insistem em dizer que fim das bets representa também o fim do futebol. Leia em TVT News.
Os números fazem parte de levantamento da consultoria Convocados e colocam em cheque os argumentos levantados pelos clubes de futebol que defenderam a permanência das casas de apostas esportivas diante das discussões do governo Lula sobre a proibição das bets.
>> Lula prepara MP para proibir bets e reforça combate às apostas em ato com artistas
RELEMBRE: Uma nota foi publicada na quinta-feira (17) por diversos times da série A em meio às discussões sobre possíveis mudanças nas regras para o mercado de apostas. Flamengo, Fluminense, Botafogo, Vasco, Palmeiras, São Paulo, Santos, Cruzeiro e Corinthians estiveram entre os clubes que aderiram ao posicionamento, além de federações estaduais, como a Federação Paulista de Futebol.
No documento, os clubes afirmaram que alterações nas regras poderiam reduzir a capacidade de investimento, comprometer contratos e provocar desequilíbrios financeiros.
A Federação Paulista de Futebol também sustentou que os recursos das apostas seriam importantes para manter estruturas administrativas, centros de treinamento, jogadores, projetos sociais, futebol feminino e formação de atletas. O texto chegou a afirmar: “Se acabar com o mercado regulado, as apostas não acabam. O que acaba é o futebol!”.
Fim do futebol? Bets não são a principal fonte de receita dos clubes…
Os dados financeiros, porém, mostram que os patrocínios das bets não são a principal fonte de receita dos clubes da elite nacional.
Em 2025, as equipes da Série A tiveram R$ 3,92 bilhões provenientes de transferências de jogadores e R$ 3,14 bilhões em direitos de transmissão. As receitas comerciais, que incluem os patrocínios, chegaram a R$ 3,07 bilhões.
Dentro desse cenário, os R$ 1,03 bilhão pagos pelas empresas de apostas correspondem a pouco mais de 7% da arrecadação total.
Isso não significa que uma eventual restrição teria o mesmo efeito sobre todos os clubes.
A dependência varia de acordo com cada orçamento e com o tamanho dos contratos firmados com as empresas do setor. Ainda assim, os números não sustentam a ideia de que o futebol brasileiro, como atividade econômica, deixaria de existir sem os patrocínios das bets.
O economista Cesar Grafietti, sócio da consultoria Convocados, faz uma ponderação sobre o impacto de uma retirada repentina dos recursos.
Segundo ele, o futebol não acabaria sem as empresas de apostas, mas os clubes poderiam enfrentar dificuldades em uma situação de ruptura, principalmente diante de contratos de jogadores, custos das partidas e dívidas que continuam vencendo.
Dependência das bets varia entre os clubes; Flamengo é o clube que mais recebe de casa de apostas
Entre os times que tiveram os valores de patrocínio divulgados, o Flamengo apresentou a maior proporção de receitas associadas às bets em 2025. O acordo com a Betano foi estimado em R$ 268 milhões anuais, equivalente a 13,6% da receita total de R$ 1,97 bilhão do clube.
O Vasco aparece em seguida, com R$ 70 milhões recebidos da Betfair, correspondentes a 12,3% dos R$ 570 milhões arrecadados pelo clube. No Sport, o contrato de R$ 22 milhões com a Betnacional representou aproximadamente 12% da receita anual de R$ 183 milhões.
Botafogo é um dos times com menor receita de bet
Também tiveram participação relevante os patrocínios de apostas nas receitas do Juventude, com 11%; Corinthians, com 10,5%; Grêmio, com 9,8%; Internacional, com 9,3%; e Atlético-MG, com 9%. No outro extremo, as menores proporções foram registradas por Botafogo, com 4%; Fluminense, com 5,1%; São Paulo, com 5,2%; e Cruzeiro, com 5,9%.
Bahia, Mirassol e Red Bull Bragantino não divulgaram os valores de seus contratos com empresas de apostas em 2025.
Apesar de representarem uma parcela menor da arrecadação total, as bets de fato foram responsáveis por ampliar as receitas comerciais dos clubes.
Essa fonte passou de R$ 2,26 bilhões em 2024 para R$ 3,07 bilhões em 2025, crescimento de 35,6%. O levantamento também mostra que os patrocínios das apostas cresceram aproximadamente 66% no mesmo intervalo, passando de R$ 618 milhões para R$ 1,03 bilhão.
Futebol existe sem patrocínio de bets: veja quais campeonatos restringem casas de apostas
A experiência de outras competições também mostra que o futebol profissional pode funcionar com restrições à publicidade de apostas. A Premier League, principal divisão do futebol inglês, iniciou na temporada 2026/27 uma nova regra que impede os clubes de exibirem marcas de empresas de apostas na parte frontal das camisas.
>> Premier League restringe patrocínio de bets e clubes buscam novas fontes de receita
A medida havia sido aprovada voluntariamente pelos 20 clubes da competição em 2023. Na temporada anterior, 11 das 20 equipes tinham empresas de apostas como patrocinadoras no espaço principal do uniforme. A retirada desse tipo de publicidade obrigou os clubes a buscar novos parceiros comerciais.
Empresas dos setores financeiro, tecnológico e de inteligência artificial passaram a ocupar parte desse espaço. Liverpool, Tottenham, Brighton, Everton e Nottingham Forest, por exemplo, possuem acordos com empresas financeiras. Fulham e Crystal Palace estabeleceram parcerias com companhias de tecnologia e inteligência artificial.

Outros clubes ampliaram contratos que já mantinham com empresas de diferentes setores. O Newcastle promoveu a Knox Hydrate, anteriormente patrocinadora de seu centro de treinamento, ao espaço principal da camisa. O Bournemouth fez movimento semelhante com a Vitality, enquanto o Brentford ampliou a parceria com a Indeed.
A experiência inglesa não eliminou completamente a presença das bets no futebol. A regra restringe o espaço frontal das camisas, mas anúncios em mangas, placas de campo, materiais promocionais e outras formas de exposição continuam permitidos.
Outras ligas também adotaram restrições. Na Espanha, desde 2020, casas de apostas não podem patrocinar camisas e equipamentos esportivos, além de existirem limitações para a presença dessas empresas em equipes, competições e instalações. Nos Países Baixos, desde julho de 2025, operadores de apostas online não podem patrocinar clubes, equipes ou competições esportivas.
Na Itália, regras adotadas a partir de 2018 proibiram publicidade e patrocínios relacionados a jogos e apostas com dinheiro. A Bélgica estabeleceu uma transição gradual, com a proibição de empresas de apostas no espaço frontal dos uniformes desde janeiro de 2025 e previsão de restrições mais amplas a partir de 2028.
FESPSP: Migração de votos e abstenção serão decisivas para definição de segundo turno
SÃO PAULO – A última pesquisa eleitoral Quaest, divulgada nesta segunda-feira (21/9), confirma a probabilidade de realização de segundo turno para a eleição presidencial no Brasil. Analistas políticos do Labop FESPSP (Laboratório de Pesquisas de Opinião e Mídias Digitais da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo) alertam, no entanto, que o cenário atual — de polarização e de rápida redução de indecisos — guarda uma possibilidade de encerramento da disputa ainda no primeiro turno. O desfecho dependerá do comportamento do chamado eleitor pendular, da antecipação da migração da intenção de voto dos candidatos nanicos para os líderes e do perfil da abstenção nas urnas. Leia em TVT News.
De acordo com o analista político Beto Vasques, coordenador do Labop FESPSP, os dados atuais confirmam que os dois principais candidatos, Lula e Flávio, concentram a maioria das intenções de voto, acelerando um processo de antecipação radical da dinâmica de voto útil na reta final.
Com mais de 90% dos indecisos na pesquisa espontânea migrando para as duas principais candidaturas, a disputa se converteu em um acirrado embate de rejeições, empatadas em patamares elevados nas pesquisas.
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Confira as análises na íntegra:
“Altas rejeições, combinadas com alto grau de conhecimento dos candidatos, incentivam o que conhecemos como ‘voto útil, racional, estratégico’ ou ‘voto no menos pior'”, analisa Beto Vasques. O especialista acrescenta que a chance de vitória em primeiro turno deixa de ser apenas teórica se a desidratação das siglas menores se aprofundar: “Se a desidratação dos candidatos nanicos se intensificar, a depender do perfil da abstenção, poderíamos, eventualmente, ver um dos candidatos ultrapassar os 50% dos votos válidos e liquidar a fatura em 4 de outubro próximo. Ainda não é o cenário mais provável, mas é cada vez menos descartável”.
O crescimento recente de Flávio nas pesquisas (de 29% para 33%) encontra explicação nessa dinâmica de absorção. Segundo o levantamento, grande parte desse avanço decorre da perda de espaço de candidaturas menores de direita, como a de Cury, que encolheu de 10% para 6% no eleitorado geral.
Na análise do cientista político Hilton Fernandes, também pesquisador do Labop FESPSP, o comportamento das subamostras demográficas apontadas na última Quaest, considerando-se as margens de erro, confirma a estabilidade na maioria dos segmentos, mas com variações relevantes em outros.
Nos 20 dias em que foram feitas as quatro rodadas de pesquisa, Lula se manteve estável no eleitorado feminino, mas veio perdendo espaço no Nordeste (de 62% para 57%) e entre quem tem nível superior de escolaridade (de 40% para 33%). No mesmo período, Flávio registrou um avanço real e fora da margem de erro no segmento evangélico, subindo de 53% para 58% das intenções de voto, e entre eleitores com nível superior, passando de 44% para 52%.
O fator determinante para confirmar se a eleição se encerrará no primeiro turno pode ser o nível de comparecimento e de votos válidos no dia da votação. Os analistas apontam que o perfil histórico da abstenção no Brasil tende a prejudicar proporcionalmente mais a base tradicional de Lula — composta majoritariamente por eleitores de menor escolaridade e idosos —, o que tem levado os institutos de pesquisa a adotarem critérios mais rígidos de ponderação para evitar distorções nos resultados projetados.
Contudo, os homens, segmento no qual Flávio mantém vantagem na intenção de voto, costumam comparecer menos às urnas do que as mulheres. “E o presidente Lula leva vantagem entre as mulheres, o que, nesse caso, seria uma boa notícia para ele, tornando ainda mais difícil conseguir estimar a quem a abstenção será mais favorável”, diz Vasques.
A pesquisa Quaest ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança de 95%. O número de registro da pesquisa é BR-06004/2026.
Trump recebe Xi na Casa Branca em reunião marcada por comércio, IA e tensões geopolíticas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta quinta-feira (24) o líder chinês Xi Jinping na Casa Branca, em Washington. A visita de Estado é marcada por uma agenda que inclui comércio, inteligência artificial, segurança e questões geopolíticas, mas não há expectativa de grandes acordos entre as duas maiores economias do mundo. Leia em TVT News.
Durante a recepção, Trump afirmou que mantém uma “amizade verdadeiramente grandiosa” com Xi. O presidente chinês também ressaltou a importância da relação entre os dois países e defendeu que a competição entre Washington e Pequim seja mantida dentro de limites.
Segundo Xi, China e Estados Unidos têm responsabilidade na condução de questões internacionais e devem ampliar a cooperação. O líder chinês também afirmou que os dois países precisam trabalhar para garantir que a inteligência artificial seja desenvolvida sob controle humano.
A visita de Xi a Washington é a primeira em mais de uma década e ocorre em meio a disputas comerciais e tecnológicas entre os governos. Esta é a terceira reunião presencial entre Trump e Xi em menos de um ano. Os dois já haviam se encontrado em outubro de 2025, na Coreia do Sul, e em maio deste ano, durante visita de Trump à China.
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Trégua comercial é prorrogada
Um dos principais assuntos da reunião é a relação comercial entre os países. Na véspera do encontro, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, anunciou que Washington e Pequim haviam concordado em estender até 10 de janeiro uma trégua que interrompeu parte da guerra tarifária entre os dois países.
A disputa havia levado as tarifas recíprocas a superar 100%. A extensão do acordo mantém suspensas parte das medidas enquanto os governos negociam temas como exportações de terras raras e compras chinesas de produtos norte-americanos.
Entre os interesses dos Estados Unidos está o aumento das compras chinesas de produtos agrícolas e de energia. Washington também pretende discutir barreiras comerciais e o cumprimento de compromissos relacionados às exportações de terras raras, minerais considerados estratégicos para setores tecnológicos.
Inteligência artificial entra na pauta
A tecnologia também ocupa espaço central nas negociações. Trump afirmou que os dois países discutiriam a chamada “superinteligência”, em referência ao desenvolvimento de sistemas avançados de inteligência artificial.
A disputa tecnológica entre Estados Unidos e China, porém, envolve também o acesso a chips e outras tecnologias estratégicas. Apesar do diálogo, o governo norte-americano deve manter restrições à exportação de determinadas tecnologias para a China.
Xi defendeu que os dois países tenham capacidade de desenvolver e administrar a inteligência artificial de maneira responsável. Analistas citados pela Reuters avaliam que a forte competição entre as potências pode limitar os resultados concretos nessa área.
Taiwan é um dos principais pontos de tensão
A situação de Taiwan está entre os assuntos mais sensíveis da reunião. A ilha é administrada por um governo próprio, mas reivindicada pela China, que considera Taiwan parte de seu território.
Pequim deve pressionar Washington contra novas vendas de armas para Taiwan. O tema ganha importância diante da tentativa dos dois governos de reduzir tensões comerciais e ampliar a cooperação em outras áreas.
Outro assunto previsto nas conversas é a guerra no Irã. A China mantém relações próximas com Teerã, enquanto o conflito tem provocado impactos sobre o comércio e o mercado internacional de energia. Não há, até o momento, indicação de que Pequim esteja disposta a atender às principais exigências de Washington sobre o conflito.
Cerimônia reforça importância política da visita
Além das negociações, a passagem de Xi pelos Estados Unidos foi organizada com forte protocolo. Trump recebeu pessoalmente o presidente chinês na chegada à Base Conjunta Andrews, gesto considerado incomum para uma visita de chefe de Estado.
Na Casa Branca, Xi participa de uma cerimônia oficial, seguida de um jantar de Estado oferecido por Trump e pela primeira-dama Melania Trump. A programação inclui apresentações militares e sobrevoo de aeronaves das Forças Armadas norte-americanas.
Apesar da aproximação pública entre os dois líderes, permanecem diferenças em temas como comércio, Taiwan, tecnologia, terras raras e a guerra no Irã. A expectativa é de que a cúpula produza principalmente a manutenção do diálogo e acordos pontuais, sem solucionar as principais disputas entre Washington e Pequim.

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