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Da Redação

Lula visita escola e obras do VLT e do contorno rodoviário em Teresina

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumpre agenda em Teresina, no Piauí, nesta quarta-feira (9), com compromissos voltados à educação e à infraestrutura. A programação inclui uma visita a uma escola de tempo integral e o acompanhamento de obras de mobilidade urbana e do contorno rodoviário da capital.

Lula deixa Brasília às 12h e tem chegada prevista para 13h50 no Aeroporto Internacional de Teresina.

Às 14h30, o presidente visita o Centro Estadual de Tempo Integral Profª. Júlia Nunes Alves, no bairro Itararé.

Às 16h, Lula acompanha as obras de revitalização e modernização do VLT de Teresina, na Estação Boa Esperança. No mesmo local, às 17h, estão previstas intervenções sobre as obras do VLT e do contorno rodoviário da capital.

Serviço

Agenda de Lula na quarta-feira (9)
Teresina (PI)

🕑 14h30 — Visita ao Centro Estadual de Tempo Integral Profª. Júlia Nunes Alves
📍 R. Gibraltar, s/n — Itararé

🕓 16h — Visita às obras de revitalização e modernização do VLT
📍 Estação Boa Esperança

🕔 17h — Intervenções sobre as obras do VLT e do contorno rodoviário de Teresina
📍 Estação Boa Esperança

Convocação da Seleção Brasileira: a 1ª do Ancelotti pós-Copa do Mundo

Carlo Ancelotti divulga, às 15h desta quarta-feira (9), a primeira convocação da Seleção Brasileira para o novo ciclo após a Copa do Mundo.

A TVT News acompanha a lista de convocados do Ancelotti e traz os nomes assim que forem anunciados pelo técnico italiano.

Os primeiros jogos do novo período serão três amistosos disputados entre setembro e outubro. O Brasil enfrentará a Austrália duas vezes, fora de casa, antes de viajar para a Índia. Depois, em novembro, a equipe terá mais dois compromissos na Ásia, contra Japão e Singapura.

Quem está na lista de Ancelotti

Goleiros

  • Hugo Souza (Corinthians)
  • Pedro Morisco (Coritiba)
  • Otávio (Cruzeiro)

Defesa

  • Arthur Dias (Atlético-PR)
  • Douglas Santos (Zenit – Rus)
  • Gabriel Magalhães (Arsenal – Ing)
  • Jair (Nottingham Forest – Ing)
  • Marquinhos (PSG – Fra)
  • Matheuzinho (Corinthians)
  • Mauro Jr. (PSV – Hol)
  • Vitor Reis (Manchester City – Ing)
  • Wesley (Roma – Ita)

Meio de Campo

  • Andrey Santos (Manchester United – Ing)
  • Breno Bidon (Corinthians)
  • Bruno Guimarães (Arsenal – Ing)
  • Danilo (Botafogo)
  • Douglas Luiz (Juventus – Ita)
  • Gabriel Bontempo (Santos)

Atacantes

  • Endrick (Real Madrid – Esp)
  • Estevão (Chelsea – Ing)
  • João Pedro (Chelsea – Ing)
  • Pedro (Flamengo)
  • Raphinha (Barcelona – Esp)
  • Rayan (Bournemouth – Ing)
  • Samuel Lino (Flamengo)
  • Vinícius Jr. (Real Madrid – Esp)

Seleção terá cinco amistosos até novembro

A agenda da Seleção Brasileira até o fim de 2026 já está definida. Os primeiros compromissos serão contra a Austrália, em duas partidas disputadas no país adversário.

O primeiro confronto acontece no dia 25 de setembro, às 7h, pelo horário de Brasília, no Queensland Country Bank Stadium, em Townsville. Quatro dias depois, em 29 de setembro, brasileiros e australianos voltam a se enfrentar, novamente às 7h, desta vez no Suncorp Stadium, em Brisbane.

Na sequência, a equipe de Ancelotti viaja para a Índia. O amistoso será disputado no dia 3 de outubro, às 11h, no estádio Salt Lake, em Calcutá.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também definiu os adversários da Data Fifa de novembro. O Brasil enfrentará o Japão no dia 14, às 7h15, e Singapura no dia 17, às 7h. As duas partidas serão realizadas no Estádio Nacional de Singapura.

Segundo a CBF, a escolha dos adversários asiáticos ocorreu também por causa da limitação de opções disponíveis no calendário. Na mesma Data Fifa, seleções da Europa e da África estarão envolvidas em competições e compromissos oficiais de suas confederações.

Para Ancelotti, os jogos podem ajudar a comissão técnica a avaliar o comportamento do time diante de estilos diferentes de futebol.

“Os amistosos em Singapura representam mais um passo importante na construção da Seleção Brasileira para os próximos anos. Enfrentar Japão e Singapura nos permitirá observar o comportamento da equipe em contextos diferentes”, afirmou o treinador ao site da CBF.

Agenda jogos amistosos da Seleção Brasileira

  • Austrália x Brasil
    25 de setembro – 7h da manhã (horário de Brasília) no Queensland Country Bank Stadium, em Townsville
    29 de setembro – 7h da manhã no Suncorp Stadium, em Brisbane
  • Índia x Brasil
    3 de outubro – 11h (horário de Brasília) no estádio Salt Lake, em Calcutá
  • Japão x Brasil
    14 de novembro – 7h15 (horário de Brasília) no Estádio Nacional de Singapura
    17 de novembro – 7h no Estádio Nacional de Singapura

Com reportagem de Emanuela Godoy e Ana Beatriz Garcia

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Quaest: veja como está a disputa presidencial nos Estados

As pesquisas Quaest divulgadas nesta terça-feira (8) mostram como está a disputa presidencial em cinco importantes unidades da federação: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Distrito Federal. Os levantamentos foram realizados entre 4 e 7 de setembro e apresentam cenários de primeiro e segundo turno. Leia em TVT News.

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente de Lula (PT) em São Paulo, Rio de Janeiro e no Distrito Federal. O presidente lidera em Minas Gerais e Pernambuco. Em relação à rodada anterior, divulgada em 25 de agosto, houve oscilações importantes nos cinco locais.

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São Paulo: Flávio tem 31% e Lula, 30%

Em São Paulo, Flávio Bolsonaro lidera com 31%, enquanto Lula aparece com 30%. Na pesquisa anterior, os dois tinham 30% e 29%, respectivamente. Assim, Flávio oscilou 1 ponto para cima, e Lula também avançou 1 ponto.

Augusto Cury (Avante) passou de 2% para 8%. Ronaldo Caiado (PSD) manteve 4%. Renan Santos (Missão) caiu de 3% para 2%, enquanto Romeu Zema (Novo) passou de 3% para 1%.

Os indecisos passaram de 13% para 12%, e o grupo que declarou voto em branco, nulo ou que não pretende votar caiu de 12% para 10%.

No segundo turno entre Lula e Flávio, o senador teria 41%, contra 33% do presidente.

Rio de Janeiro: Flávio chega a 34% contra 32% de Lula

No Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro marca 34% e Lula, 32%. Na rodada anterior, os percentuais eram 31% e 29%, respectivamente. O candidato do PL, portanto, cresceu 3 pontos, enquanto Lula avançou 3 pontos.

Augusto Cury foi de 1% para 5%, e Ronaldo Caiado passou de 2% para 3%. Renan Santos permaneceu com 2%, assim como Zema, também com 2%.

O número de indecisos caiu de 16% para 9%, enquanto brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar passaram de 16% para 12%.

No segundo turno, Flávio aparece com 43%, contra 37% de Lula.

Minas Gerais: Lula lidera com 31% e Flávio tem 27%

Em Minas Gerais, Lula está na frente com 31%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 27%. Na pesquisa anterior, o presidente tinha 30% e Flávio, 31%. Lula oscilou 1 ponto para cima, enquanto o candidato do PL caiu 4 pontos.

Augusto Cury subiu de 1% para 8%. Romeu Zema passou de 7% para 6%. Ronaldo Caiado manteve 3%, enquanto Renan Santos recuou de 3% para 2%.

Os indecisos passaram de 17% para 15%, e brancos, nulos e quem não pretende votar permaneceram em 8%.

No segundo turno, porém, Flávio aparece numericamente à frente, com 40%, contra 37% de Lula.

Pernambuco: Lula tem 51% e amplia vantagem sobre Flávio

Pernambuco apresenta o cenário mais favorável a Lula entre os cinco locais pesquisados. O presidente tem 51% das intenções de voto, contra 21% de Flávio Bolsonaro.

Na pesquisa anterior, Lula tinha 54% e Flávio, 19%. Assim, o presidente oscilou 3 pontos para baixo, enquanto Flávio avançou 2 pontos.

Augusto Cury passou de 1% para 6%. Ronaldo Caiado caiu de 3% para 2%, e Renan Santos manteve 2%. Os indecisos passaram de 11% para 10%, enquanto brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar recuaram de 9% para 8%.

Em um eventual segundo turno, Lula aparece com 57%, contra 26% de Flávio Bolsonaro.

Distrito Federal: Flávio chega a 31% e Lula tem 28%

No Distrito Federal, Flávio Bolsonaro lidera com 31%, enquanto Lula registra 28%. Na pesquisa anterior, Flávio tinha 26% e Lula, 28%. O candidato do PL cresceu 5 pontos, enquanto o presidente manteve o mesmo percentual.

Ronaldo Caiado passou de 13% para 12%. Augusto Cury avançou de 3% para 8%. Romeu Zema caiu de 3% para 2%, e Renan Santos recuou de 3% para 2%. Samara Martins passou de 2% para 1%.

Os votos em branco, nulos e de eleitores que não pretendem votar caíram de 10% para 7%. Os indecisos passaram de 12% para 9%.

No segundo turno, Flávio aparece com 45%, contra 38% de Lula.

Como foi feita a pesquisa

Os levantamentos foram contratados pela Globo e realizados presencialmente entre 4 e 7 de setembro. Foram entrevistadas 1.800 pessoas em São Paulo, 1.302 no Rio de Janeiro, 1.506 em Minas Gerais, 1.302 em Pernambuco e 1.104 no Distrito Federal.

A margem de erro é de 2 pontos percentuais em São Paulo e de 3 pontos nos demais estados, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Polícia de Tarcísio agride e detém apoiadora do PSOL

Na noite desta terça-feira, uma apoiadora da Bancada Feminista do Psol e do deputado estadual Guilheme Cortez (Psol), que não deseja se identificar, foi agredida por policiais militares nas proximidades da estação de metrô Vila Sônia, na Zona Sul de São Paulo. Ela sofreu uma abordagem policial violenta, foi imobilizada, levada ao chão, rendida, algemada e detida, nas imagens é possível ver ela cercada por sete policiais. Saiba mais em TVT News.

Vídeo: confira a violência Polícia Militar em São Paulo

Durante a abordagem, o material de campanha também foi apreendido. A apoiadora realizava panfletagem regular em via pública. A Lei nº 9.504/1997, Artigo 38, fala sobre as regras de propaganda eleitoral impressa garantindo que: ” Independe da obtenção de licença municipal e de autorização da Justiça Eleitoral a veiculação de propaganda eleitoral pela distribuição de folhetos, adesivos, volantes e outros impressos, os quais devem ser editados sob a responsabilidade do partido, coligação ou candidato.” (Redação da Lei n° 12.8391/2013).

Truculência da polícia militar de Tarcísio de Freitas

A militante é uma mulher negra e trans, que estava fazendo panfletagem em via pública nas proximidades do metrô Vila Sônia, atividade realizada desde o início da campanha eleitoral, quando foi abordada de maneira truculenta por policiais militares.

Ela foi imobilizada, levada ao chão, algemada e conduzida ao 89º Distrito Policial (DP), na Vila Suzana, Zona Sul de São Paulo, onde a ocorrência foi registrada.  Segundo o Boletim de Ocorrência, os policiais participavam de uma Operação Delegada, voltada à fiscalização de ambulantes e comércio ilegal na cidade.

A versão apresentada pela Polícia aponta uma suposta situação de desobediência, mas não menciona a apreensão do material de campanha da Bancada Feminista do PSOL e de Guilherme Cortez.  A apoiadora já foi liberada e toda a ação foi registrada em vídeo.

“Ela estava cumprindo as regras da propaganda eleitoral, panfletando em via pública. Existe, sim, uma perseguição às candidaturas de esquerda e vamos tomar providências e denunciar a ação violenta dos policiais à Corregedoria e à Ouvidoria da Polícia”, afirma Paula Nunes, codeputada estadual da Bancada Feminista do PSOL – SP.

A TVT News pediu nota para a Polícia Militar sobre o episódio questionando qual é a justificativa dada pela corporação para o procedimento e se o procedimento será investigado. O espaço permanece aberto para resposta.

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Entenda os próximos passos do caso Master no STF

A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal (PF) e as investigações sobre o Banco Master ganhou novos capítulos nesta quarta-feira (9). O ministro Flávio Dino determinou a recondução de Andrei Rodrigues à diretoria da PF e de Leandro Almada à Diretoria de Inteligência da corporação, revertendo a decisão tomada na véspera pelo ministro André Mendonça. Leia em TVT News.

Na decisão, Dino afirmou que o afastamento poderia provocar prejuízos a investigações em andamento e defendeu que uma questão com esse impacto institucional seja submetida ao plenário do Supremo. A medida ocorre enquanto o presidente da Corte, Edson Fachin, conduz outro processo sobre o afastamento e aguarda a manifestação de Mendonça.

O episódio se soma à disputa entre ministros em torno das investigações do Banco Master. A legalidade dos procedimentos adotados por Mendonça estão no centro de processos que poderão chegar ao plenário do Supremo.

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Dino determina retorno de Andrei e defende decisão do plenário

O ministro Flávio Dino concedeu uma liminar após Andrei Rodrigues recorrer contra o seu afastamento. O ministro determinou a reintegração imediata do diretor-geral da PF e de Leandro Almada, que também havia sido afastado por Mendonça.

O argumento central foi o risco de interrupção de investigações sob relatoria de Dino, entre elas a apuração sobre recursos de emendas parlamentares destinados ao filme Dark Horse. Andrei havia argumentado que sua saída poderia comprometer o andamento das diligências e a organização das equipes responsáveis pelo caso.

Dino afirmou que a decisão de Mendonça não poderia produzir um cenário de paralisação das atividades da PF.

O ministro também sustentou que a controvérsia sobre o afastamento deve ser analisada pelo plenário do STF. A medida de Dino ocorre depois de a Segunda Turma ter formado maioria, na terça-feira (8), para manter a decisão de Mendonça. O julgamento, porém, foi interrompido após pedido de vista de Gilmar Mendes.

Caso Master também pode ser levado ao plenário, e Lula pede quebra de sigilo de todos os envolvidos

A disputa sobre o afastamento de Andrei acontece dentro de uma crise mais ampla envolvendo a investigação do Banco Master. Mendonça já liberou para julgamento o relatório da PF que reúne supostas mensagens enviadas por Daniel Vorcaro a um número atribuído a Alexandre de Moraes. A definição da data de análise cabe a Fachin.

O relatório reúne mensagens nas quais Vorcaro teria pedido ajuda para conter ou retardar ações da PF e do Ministério Público. O material, entretanto, registra principalmente as mensagens atribuídas a Vorcaro; as eventuais respostas de Moraes não foram recuperadas na mesma forma, e o conteúdo não permite concluir, por si só, que os pedidos tenham sido atendidos.

Em publicação nas redes sociais, Lula defendeu a quebra do sigilo das investigações do caso Master e criticou “vazamentos seletivos” que, segundo ele, podem interferir na disputa eleitoral. O presidente cobrou transparência na apuração e afirmou que é preciso esclarecer o caso “doa a quem doer”.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também questionou a validade da apuração conduzida por Mendonça. Paulo Gonet argumentou que o ministro não poderia determinar diretamente à PF uma investigação sobre outro integrante do STF sem provocação do Ministério Público ou iniciativa da própria polícia.

Com Dino defendendo que a questão sobre Andrei seja decidida pelo plenário, Fachin analisando o recurso da AGU e Mendonça tendo de responder no prazo de 72 horas, o Supremo terá de administrar diferentes frentes de um conflito que envolve a direção da PF, a investigação do Banco Master e a própria atuação de ministros da Corte.

Dino critica Mendonça e cita encontro com Vorcaro

Na decisão, Dino fez críticas à atuação de Mendonça e afirmou que decisões judiciais devem resultar da aplicação do Direito, e não de pressões políticas, ideológicas ou pessoais.

O ministro também mencionou o encontro que Mendonça teve com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master e investigado em processo relatado pelo próprio Mendonça.

Dino ainda criticou manifestações públicas de magistrados em meio ao período eleitoral. Sem citar diretamente o vídeo divulgado por Mendonça, afirmou que juízes devem evitar vídeos, cartas ou atitudes que possam ser utilizados em propagandas, passeatas ou comícios.

A decisão também apontou que eventuais divergências pessoais entre um magistrado e integrantes da PF não poderiam servir de fundamento para uma medida capaz de interromper investigações.

Fachin dá 72 horas para Mendonça responder à AGU

Paralelamente à decisão de Dino, Edson Fachin determinou que Mendonça se manifeste, em 72 horas, sobre o recurso apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU) contra o afastamento de Andrei Rodrigues e Leandro Almada.

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AGU recorre ao STF e aponta quebra da prerrogativa presidencial no afastamento do diretor da PF – Foto: José Cruz/Agência Brasil

A AGU argumenta que a escolha e a exoneração do diretor-geral da Polícia Federal são atribuições do presidente da República. O órgão também sustenta que a retirada dos dois dirigentes provocaria desorganização administrativa e comprometeria o funcionamento da corporação.

Depois da resposta de Mendonça, o processo retornará à Presidência do STF para análise de Fachin. A decisão ocorre em paralelo à liminar de Dino e deixa o presidente da Corte diante de diferentes pedidos e decisões relacionados ao mesmo conflito institucional.

ADPF e peritos defendem análise pelo plenário

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) criticou a decisão monocrática de Mendonça e defendeu que uma medida dessa dimensão fosse analisada pelo plenário do STF. A entidade também apontou preocupação com os efeitos da decisão sobre a autonomia e o funcionamento da Polícia Federal.

A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) adotou posição semelhante. Em nota divulgada na terça-feira, classificou o afastamento de Andrei como uma medida de “excepcional gravidade” e afirmou ser recomendável que o caso seja submetido, com urgência, ao colegiado completo do Supremo.

Segundo a entidade, o afastamento do comando da PF deve estar fundamentado em indícios concretos e verificáveis e respeitar o contraditório e a ampla defesa. A APCF também afirmou que uma análise pelo plenário contribuiria para dar legitimidade à decisão diante dos impactos sobre a segurança pública e o equilíbrio entre os Poderes.

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Mendonça passa a ter mais críticas que apoio nas redes pela primeira vez durante crise no STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça passou a receber mais críticas do que manifestações de apoio nas redes sociais pela primeira vez desde o início da crise que envolve integrantes da Corte. Leia em TVT News.

O dado aparece em levantamento da Ativaweb DataLab realizado na terça-feira (8), que identificou uma mudança no debate digital à medida que novos personagens e instituições passaram a ocupar o centro das discussões.

Segundo o monitoramento, Mendonça concentrou 52,8% de menções críticas nas publicações que o citaram em plataformas como Facebook, Instagram, X, YouTube e TikTok. As manifestações de apoio representaram 33,5% das interações, enquanto 13,7% foram classificadas como neutras.

A mudança ocorre depois de um período em que o ministro aparecia de forma diferente no ambiente digital. Para a Ativaweb DataLab, o crescimento das críticas representa o dado mais significativo do levantamento do dia, por indicar uma alteração na percepção manifestada pelos usuários das redes sobre Mendonça.

A ampliação das reações negativas ganhou força após a decisão do ministro de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, do cargo. Mendonça afirma ter sido alvo de arapongagem por parte do chefe da PF.

O episódio ampliou o alcance da crise e levou as redes sociais a questionarem não apenas os fatos que deram origem à controvérsia, mas também decisões, competências e disputas envolvendo autoridades de diferentes instituições da República.

>> AGU mantém pedido ao STF para suspender o afastamento de Andrei Rodrigues

Crise passa a atingir mais personagens

Apesar do aumento da rejeição a Mendonça, o levantamento mostra que Alexandre de Moraes continua sendo o ministro mais atacado nas redes sociais. De acordo com a Ativaweb DataLab, 88,4% das publicações que mencionaram Moraes tiveram conteúdo crítico.

>> O que acontece agora com a crise no STF após o confronto entre Moraes e Mendonça?

Para a empresa responsável pelo monitoramento, porém, a mudança mais relevante está no alargamento dos alvos do debate. A discussão deixou de ficar concentrada em um número restrito de personagens e passou a atingir diferentes autoridades e instituições.

Nas primeiras fases da crise, boa parte das conversas nas redes girava em torno das mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Com o desenvolvimento dos acontecimentos, as decisões tomadas por Mendonça também passaram a ser submetidas a maior escrutínio público.

O resultado é uma discussão mais ampla, que envolve integrantes do STF, Polícia Federal, Procuradoria-Geral da República, Advocacia-Geral da União e o Poder Executivo.

Ao todo, o monitoramento da terça-feira identificou 3,6 milhões de novos registros relacionados ao tema. No acumulado desde a intensificação da crise, já são mais de 66 milhões de menções envolvendo o Supremo, Banco Master, Daniel Vorcaro, Alexandre de Moraes, André Mendonça, Polícia Federal, PGR e representantes do governo federal.

Debate deixa de girar apenas em torno de personagens

O cientista de dados Alek Maracajá, responsável pela análise das postagens, avalia que o dia 8 de setembro marcou uma mudança importante na dinâmica da discussão digital.

Segundo ele, o vocabulário utilizado nas redes passou a incorporar, de maneira crescente, termos ligados ao funcionamento das instituições e às disputas de poder. Palavras como competência, autonomia, investigação, plenário, Polícia Federal, PGR, AGU e Presidência do STF ganharam espaço nas conversas.

A alteração indica que a crise passou a ser debatida para além das figuras diretamente envolvidas nos episódios que deram origem à controvérsia.

Na avaliação de Maracajá, a presença simultânea de ministros atuais e aposentados do Supremo, além de autoridades como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Andrei Rodrigues, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, mostra que a discussão ganhou maior dimensão institucional.

Também aparecem no debate Daniel Vorcaro e o advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha de Lula em São Paulo, entre outros nomes ligados aos acontecimentos e às disputas políticas em torno da crise.

Moraes ainda é mais rejeitado

O levantamento aponta que o ambiente digital não substituiu Alexandre de Moraes por André Mendonça como principal alvo das críticas. O que ocorreu foi uma expansão do número de personagens submetidos ao desgaste público.

Moraes segue à frente na rejeição, mas Mendonça passou a enfrentar um volume de críticas superior ao de manifestações favoráveis. A mudança ocorre justamente quando decisões recentes do ministro colocaram seu papel no centro de uma discussão que envolve a Polícia Federal e outras instituições.

O cenário demonstra como crises políticas e institucionais podem ganhar novas dimensões nas plataformas digitais. À medida que surgem novos fatos e autoridades entram no debate, as conversas deixam de se concentrar apenas no episódio inicial e passam a envolver questões mais amplas relacionadas ao exercício do poder e à atuação das instituições.

Com mais de 66 milhões de menções acumuladas desde a intensificação da crise, o tema continua mobilizando um volume expressivo de discussões nas principais redes sociais.