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Da Redação

Mega Sena da Virada adiada para quinta, 01, às 10h

A Caixa Econômica Federal adiou o sorteio da Mega da Virada para esta quinta-feira, dia 1º, às 10h. Leia em TVT News.

Caixa adia sorteio da Mega Sena da Virada para 01 de janeiro

O sorteio da 17ª Mega Sena da Virada, com o prêmio confirmado em R$ 1,09 bilhão, o maior da história, vai acontecer na quinta-feira, dia 01, às 10h.

A Caixa disse que houve problema técnico e emitiu nota anunciado o adiamento do sorteio.

Em nota, a Caixa diz que o prêmio recorde gerou “um movimento inédito nos canais de aposta, que chegou a 120 mil transações por segundo no canal digital”, além de quase 5 mil nas unidades lotéricas.

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Sorteio da Mega Sena será na quinta. Imagem: Wikimedia Commons

Sambistas farão shows na praia de Copacabana em janeiro

A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) vai promover, na praia de Copacabana, o Carnaval Fan Fest, uma ativação do projeto Rio Capital do Carnaval, que levará ao público, de maneira gratuita, apresentações das escolas de samba, oficinas de sambistas e shows com grandes encontros da música brasileira. Leia em TVT News.

O espaço será aberto no dia 20 de janeiro e funcionará em todas as sextas-feiras, sábados e domingos, além dos dias de desfiles oficiais, até o sábado das campeãs, na altura da Rua República do Peru, no posto 3.

Logo na abertura, no feriado de São Sebastião, no dia 20, os sambistas vão mostrar a força cultural do Rio em uma iniciativa que pretende entrar para a história, ao formar a “maior bateria do mundo”.

Com cerca de 1.200 ritmistas e mestres de todas as agremiações do Grupo Especial, o grupo reunirá, ainda, personalidades da folia, que terá a chancela do Guinness World Records.

Samba e sol

Com o conceito Sinta o Carnaval, o público também será convidado a conhecer e experimentar algumas etapas do desfile, por meio de oficinas com sambistas e até mesmo um cortejo carnavalesco simbólico ao pôr do sol.

“O Carnaval Fan Fest é a nossa resposta a um desejo antigo: fazer com que mais pessoas possam sentir a energia indescritível da Sapucaí, muito além dos 80 minutos de desfile”, afirmou o presidente da Liesa, Gabriel David. “Estamos quebrando barreiras entre o público e a festa, convidando todos a não apenas assistir, mas a sentir o carnaval. É um projeto que nasce para ser inclusivo, inovador e 100% carioca.”

As noites serão marcadas por grandes encontros da música brasileira no palco principal, em shows que unirão o samba com outros ritmos nacionais.

Estão confirmadas apresentações de Neguinho da Beija-Flor e Belo, Pretinho da Serrinha e Marcelo D2, Jorge Aragão e Gilsons, entre outras atrações.

Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil

Recordes históricos: em 2025, turismo abriu as portas do Brasil para o mundo

Seja pela beleza incomparável, a cultura marcante ou a hospitalidade característica, o Brasil termina o ano como destaque no cenário global também no turismo. Entenda na TVT News.

O momento é histórico: mais de 9 milhões de turistas estrangeiros visitaram o país em 2025, recorde que colocou o Brasil no centro das atenções internacionais. O volume representa um crescimento expressivo de 40% em comparação ao ano passado, que havia registrado 6,7 milhões de turistas. O número supera em 30% a previsão para 2025, que era de 6,9 milhões. Voos lotados, hotéis e meios de hospedagem em alta e praias cheias nos principais destinos neste fim de ano consolidam também o mercado interno como importante componente da equação do setor. 

“O turismo tem que ser do povo, pelo povo e para o povo. Promovendo eventos que geram alegria, emprego e renda. Promovendo o acesso dos nossos belos destinos a quem ganha menos no país, que é a maioria da população. Porque felicidade e alegria não podem ser questão de classe social: têm que ser símbolo da justiça social, da igualdade”

Gustavo Feliciano

Ministro do Turismo

“O turismo tem que ser do povo, pelo povo e para o povo. Promovendo eventos que geram alegria, emprego e renda. Promovendo o acesso dos nossos belos destinos a quem ganha menos no país, que é a maioria da população. Porque felicidade e alegria não podem ser questão de classe social: têm de ser símbolo da justiça social, da igualdade”, apontou Gustavo Feliciano, ministro do Turismo, durante a cerimônia de posse em dezembro.

O desempenho do país superou localidades que também tiveram forte expansão turística, como Vietnã, Egito, Etiópia e Japão. Para o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, os números reforçam o potencial brasileiro. “A energia do Brasil contagiou o mundo, provando o sucesso das nossas estratégias de promoção. Somos o país com maior crescimento no turismo internacional em todo o planeta, alcançando um novo patamar de competitividade global. Sentimos o efeito prático desse avanço na geração de emprego e renda para milhares de famílias brasileiras”, avaliou Freixo.

“A marca histórica de 9 milhões de turistas estrangeiros é resultado de um trabalho sério, técnico e integrado com todo o setor. O Brasil voltou ao mapa do turismo mundial mais forte e preparado. O crescimento impulsiona a economia e reforça o compromisso de fazer do turismo uma das grandes forças do desenvolvimento nacional”, analisou Celso Sabino, ex-ministro do Turismo.

Brasil líder em turismo

Segundo o relatório Barômetro Mundial do Turismo (World Tourism Barometer), da ONU Turismo, divulgado em novembro, o Brasil consolidou a posição de referência no mapa do turismo global, apresentando o maior crescimento nas chegadas de visitantes estrangeiros entre os principais destinos internacionais. 

Além do aumento no volume de visitantes estrangeiros, as receitas geradas pelo turismo internacional no Brasil atingiram níveis inéditos. De janeiro a novembro, turistas internacionais movimentaram US$ 7,17 bilhões na economia brasileira, avanço de 8,41% em relação ao mesmo intervalo de 2024. O estado de São Paulo foi o destino que mais recebeu turistas estrangeiros em 2025, com quase 2,5 milhões de chegadas de janeiro a novembro. Logo em seguida vêm Rio de Janeiro (1,9 milhão), Rio Grande do Sul (1,4 milhão), Paraná (958 mil) e Santa Catarina (651 mil). 

Origem dos turistas

A Argentina se destacou como o maior país emissor de turistas para o Brasil. Em 11 meses, os destinos brasileiros registraram a chegada de 3,1 milhões de argentinos, total 82,1% maior que no mesmo período de 2024. O segundo lugar entre os emissores ficou com o Chile, com 21.497 entradas entre janeiro e novembro de 2025. Em terceiro lugar estão os Estados Unidos, com 677.888 chegadas, seguido pelo Uruguai, com 487.514 turistas. Na quinta posição está o Paraguai, com 454.327 desembarques estrangeiros.

O turismo dos brasileiros dentro das próprias fronteiras não ficou para trás: 83,2 milhões de passageiros circularam em voos domésticos nos primeiros dez meses, consolidando o Brasil como o quarto maior mercado doméstico de aviação do mundo. Levantamento realizado pelo Ministério do Turismo (MTur), em parceria com a Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, mapeou as preferências dentro do país: Fernando de Noronha (PE), Porto de Galinhas (PE) e Lençóis Maranhenses (MA) lideram o ranking dos destinos turísticos que mais despertam o interesse dos brasileiros.

De acordo com o Ministério do Turismo, mais de 90% da força produtiva do turismo nacional vem das micro, pequenas e médias empresas do setor de infraestrutura turística. O Novo Fundo Geral do Turismo (Fungetur) foi um dos principais motores desse sucesso, com 4,99 mil operações realizadas, resultando em crédito de R$ 2,34 bilhões para estabelecimentos de turismo desde 2023. Estes investimentos têm impulsionado a infraestrutura turística, melhorando a qualidade dos serviços e aumentando a competitividade do Brasil no cenário nacional e internacional.

“A marca histórica de 9 milhões de turistas estrangeiros é fruto de um trabalho sério, técnico e integrado com todo o setor. O Brasil voltou ao mapa do turismo mundial mais forte e preparado. Esse crescimento impulsiona a economia e reforça o nosso compromisso de fazer do turismo uma das grandes forças do desenvolvimento nacional”

Celso Sabino

Ex-ministro do Turismo

Turismo de negócios

O Cadastro dos Prestadores de Serviço Turístico (Cadastur) também teve uma expressiva evolução, com 183 mil empreendimentos cadastrados, reforçando a qualidade e a acessibilidade dos serviços oferecidos ao público visitante. “É através do turismo que nós conseguimos gerar renda para as nossas famílias”, diz o artesão Simão Bezerra. Desde criança, ele gostava de fazer os próprios brinquedos e, dessa paixão, aprimorou as técnicas. Hoje, cria e vende artesanatos para turistas que visitam a cidade de Novo Airão, no Amazonas.

O turismo de negócios também segue em alta, com o Brasil superando R$ 11 bilhões em faturamento até outubro de 2025, o que solidifica o segmento na geração de empregos, renda e investimentos em todo o país. As viagens corporativas somaram R$ 1,34 bilhão, com destaque para hotéis, serviços aéreos e cruzeiros, que registraram o maior crescimento percentual.

Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), de janeiro a outubro, foram mais de 1,5 milhão de admissões formais em áreas relacionadas ao turismo, com um saldo positivo de 90,5 mil novos postos de trabalho. Esse avanço consolida o país como um dos destinos mais dinâmicos do mundo, se tornando, também, um dos 20 melhores destinos de turismo de negócios, segundo a ONU Turismo.

COP30

Outro fator crucial para o sucesso do protagonismo turístico brasileiro em 2025 foi a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) no Brasil. O evento internacional não apenas reforçou a imagem do país como um destino sustentável, mas também atraiu milhões de turistas interessados na agenda ambiental global. A COP30 em Belém (PA) foi um marco, destacando a importância do Brasil no cenário mundial em termos de preservação ambiental e turismo responsável.

Exemplo disso foi o lançamento da Trilha Amazônia Atlântica, a maior trilha sinalizada da América Latina. Lançada pelo Governo do Brasil durante o COP30, a atividade une conservação ambiental, promoção de emprego, renda e lazer ao convidar turistas para uma imersão profunda da cultura, história e biodiversidade do Pará. O percurso de 468 quilômetros de extensão conecta atrativos históricos, áreas protegidas e comunidades tradicionais, com o objetivo de oferecer uma experiência autêntica da Amazônia.

A culinária e a receptividade do povo paraense foram outros pontos memoráveis ao longo do período da COP30. “O povo de Belém é um povo extraordinariamente alegre, e qualquer convidado estrangeiro vai se sentir em casa aqui. E nós temos uma culinária invejável. Eu penso que os estrangeiros que estiverem aqui, quando sentarem à mesa e começarem a ver a diversidade da nossa culinária, eles vão sair daqui muito orgulhosos de terem conhecido a cidade e o povo”, declarou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Esse também foi o ano do Brasil sediar grandes cúpulas globais e eventos, sendo visto não apenas como um destino de lazer, mas um hub logístico e diplomático. A Cúpula do BRICS, por exemplo, realizada em julho no Rio de Janeiro, reconfigurou a percepção internacional do país. Carnaval, feiras, Fórmula 1 e shows também contribuíram para o sucesso do turismo. Somente o Carnaval de 2025 mobilizou mais de 53 milhões de pessoas e gerou receitas superiores a R$ 12 bilhões. Esse intenso movimento beneficiou diretamente setores como alimentação, transporte e hospedagem. Já o show de Lady Gaga realizado no mês de maio, em Copacabana, gerou um impacto econômico estimado em R$ 600 milhões, atraindo entre 1,6 milhão e 2 milhões de pessoas.

Com a alta temporada de verão chegando, companhias do setor programaram 150 mil voos e 20 milhões de assentos no período de dezembro de 2025 a fevereiro de 2026, somando destinos nacionais e internacionais. Os dados são da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). Trata-se de uma alta de 15% em relação ao mesmo período de 2024, com a oferta de mais de 9 mil voos extras e 1,4 milhão de assentos adicionais.

Por Secom/PR

Copacabana vive clima de expectativa para a festa da virada

Poucas horas antes da virada do ano, a praia de Copacabana já respira expectativa. Considerada uma das maiores celebrações de Ano Novo do planeta, e agora oficialmente reconhecida, o Rio de Janeiro mobiliza cariocas, turistas e uma ampla operação de infraestrutura, segurança e programação cultural espalhada por toda a cidade. Confira na TVT News.

Na manhã da terça-feira, o Rio de Janeiro recebeu o título de maior réveillon do mundo, concedido pelo Guinness Book. O certificado foi entregue ao prefeito Eduardo Paes, no palco principal de Copacabana.

Na orla, a movimentação intensa já chama a atenção de quem passa pelo bairro. A professora aposentada Márcia Matos e o marido, ambos moradoras da Barra Olímpica, foram até a praia para acompanhar os preparativos. “Viemos ver a organização e acredito que vai ser um réveillon bem bonito. A gente não gosta de muita aglomeração, mas torce para que tudo dê certo”, disse Márcia.

O empresário Antônio Francisco Viana veio do Acre com a família para passar a virada de 2025 para 2026 em Copacabana. “É a primeira vez no réveillon, embora eu já tenha vindo ao Rio várias vezes. É uma cidade linda e hospitaleira. Nunca tive problemas aqui, só agradeço a receptividade do povo carioca”, afirmou.

Já a médica Sâmela Talisa Meireles, que hoje mora no Rio por causa do programa Mais Médicos, descreveu a experiência como um sonho. “Nunca imaginei morar aqui. Foi uma mudança radical, mas hoje me sinto mais adaptada. O Rio é realmente a Cidade Maravilhosa e será meu primeiro ano novo aqui.”

Turistas estrangeiros também reforçam o clima cosmopolita da festa. Kane Dyson, eletricista inglês de Nottingham, contou que decidiu vir após assistir a vídeos do réveillon do ano passado. “Parecia incrível. Agora esperamos que corresponda a tudo o que imaginamos.” O amigo Thomas Turner foi além: “Minhas expectativas já foram superadas. Com certeza quero voltar e conhecer mais do Brasil.” Para Brandon, também de Nottingham, a diferença em relação à Europa é clara: “Lá faz frio e ficamos em pubs. Aqui é verão, mar, energia ao ar livre. A vibração é muito melhor.”

O réveillon acontece em um ano de recordes para o turismo internacional. Em outubro, o Rio atingiu 1,8 milhão de turistas estrangeiros, com destaque para visitantes da Argentina, Chile, Estados Unidos, Uruguai e França. O fluxo contribuiu para que o Brasil ultrapassasse 9 milhões de turistas internacionais em 2025.

Programação da virada

O réveillon carioca contará com 13 palcos e 70 atrações. A estimativa da prefeitura é de que cerca de 5 milhões de pessoas participem dos eventos na cidade, movimentando R$ 3,34 bilhões na economia local. Apenas em Copacabana, os 4,5 quilômetros de orla devem receber mais de 2 milhões de pessoas na noite da virada.

Além da música, o público vai assistir a um espetáculo inédito de imagens. Um balé de 1,2 mil drones fará coreografias no céu, desenhando rostos, paisagens cariocas e frases simbólicas, em sincronia com o som espalhado por alto-falantes ao longo da orla. A queima de fogos também será histórica: 19 balsas lançarão fogos durante 12 minutos, a mais longa e volumosa exibição já realizada na praia.

Em Copacabana, três palcos concentram a programação: na altura da Rua República do Peru, da Rua Anchieta (voltado para o Forte do Leme) e o principal, em frente ao Copacabana Palace, no Posto 2. É ali que se apresentam os principais nomes da noite, a partir das 20h, com Gilberto Gil e Ney Matogrosso, seguidos por Belo e Alcione. Após a virada, sobem ao palco João Gomes com Iza, o DJ Alok e, para encerrar, a escola de samba Beija-Flor de Nilópolis.

Outros dez palcos estarão distribuídos por diferentes regiões da cidade, ampliando o alcance da festa e descentralizando a programação. Confira a programação completa

Por Agência Brasil

Retrospectiva: 2025, ano mágico de João Fonseca no tênis

Fenômeno, sensação, prodígio. Não foram poucos os elogios recebidos pelo tenista carioca João Fonseca ao longo de 2025, quando conquistou os primeiros títulos no circuito profissional e cravou vitórias importantes em Grand Slams e Masters 1000 – torneios que distribuem maior pontuação. O número 1 do tênis brasileiro abriu a temporada na 145ª posição no ranking mundial, subiu 121 posições e fechou o ano entre os 24 melhores tenistas do planeta. Não à toa, arrebatou uma legião de fãs, entre eles grandes estrelas da modalidade como Jannik Sinner, Novak Djokovic e Roger Federer. Em votação popular no fim do ano, João foi eleito o Atleta da Torcida na categoria masculina do Prêmio Brasil Olímpico 2025, láurea concedida pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB). Confira na TVT News.

João iniciou 2025 de forma avassaladora, após decidir abrir mão de ingressar no tênis universitário nos Estados Unidos para abraçar a carreira profissional. Um ano antes, o carioca estreou nos torneios profissionais e terminou 2024 como campeão Next Gen ATP Finals, competição que reúne os oito melhores tenistas de até 20 anos de idade. Confiante, João começou a temporada em janeiro de 2025 com 18 anos. Logo de cara faturou o primeiro título de simples, o Challenger 125 de Camberra (Austrália) e saltou 32 posições no ranking.

Na sequência, João disputou o primeiro Grand Slam da carreira, o Aberto da Austrália, após garantir vaga na fase principal vencendo o qualifying (qualificatório). Arrojado, o tenista brasileiro surpreendeu o russo Andrey Rublev – o nono melhor do mundo na ocasião – no jogo de estreia em Melbourne, com vitória pro 3 sets a 0. A partir daí, João decolaria no ranking e passaria a contar com o apoio da torcida nos demais embates. O triunfo sobre Rublev não passou desapercebido pelo multicampeão Djokovic, que na época ressaltou as qualidades do carioca em quadra.

“Ele é corajoso, bate muito bem e é um jogador completo”, disse o sérvio. “É um momento empolgante para o Brasil, mas também para todo o mundo do tênis, porque um jogador e uma pessoa tão jovem ser capaz de jogar tão bem em um grande palco é impressionante”, completou o sérvio, com 24 títulos Grand Slams. 

Após levantar a taça em Buenos Aires, o tenista brasileiro passou a ser convidado a participar de grandes torneios, como os Masters 1000 de Indians Wells e de Miami, ambos nos Estados Unidos. João derrotou rivais de renome como o britânico Jacob Fearnley (na estreia de Indian Wells) e o francês Ugo Humbert, em Miami, quando se classificou pela primeira vez na carreira à terceira rodada de um torneio Masters 1000. Entre um e outro torneio, ele ainda competiu o Challenger de Phoenix, no Arizona, e saiu de lá campeão. 

Em plena ascensão meteórica, João chegou ao Torneio de Roland Garros (França) em maio já como o 65º do mundo. Na estreia, ele não se intimidou, despachando o polonês Hubert Hurkacz (ex-top 10 e 28º no ranking na ocasião). No entanto, acabou se despedindo na terceira rodada.

Vitórias de João Fonseca

O brasileiro seguiu colecionando vitórias sobre adversários mais experientes. Em junho, no Torneio de Wimbledon (Inglaterra) – terceiro Grand Slam do ano – João bateu o anfitrião Jacob Fearnley e o norte-americano Jenson Brooksby e se tornou o tenista mais jovem a garantir presença na terceira rodada da disputa masculina de simples nos últimos 14 anos. João deu adeus à grama londrina após revés para o chileno Nicolas Jarry, que avançou às quartas.

Depois, em agosto, João competiu nos Estados Unidos o Masters 1000 de Cincinatti e o US Open – quarto e último Grand Slam da temporada. Em ambos parou na segunda rodada e aproveitou para repor energias em um breve período de férias. 

Revigorado após o descanso, João foi um dos destaques do quinteto brasileiro na Copa Davis, realizada em setembro, na Grécia. Um mês após completar 19 anos, e em 45º lugar no ranking, o carioca fez parte do quinteto brasileiro que garantiu vaga nos qualifiers da Copa Davis 2026. O Brasil selou a classificação com vitória sobre a Grécia, por 3 jogos a 1. Em um dos confrontos, João derrotou o ex-top 3 mundial Stefanos Tsisipas.  

Mas o melhor ainda estava por vir. Em outubro, João Fonseca conquistou o primeiro troféu ATP 500 na carreira. Ele foi campeão no Torneio da Basileia, com vitória por 2 sets a 0 sobre o espanhol Alejandro Fokina – na ocasião número 18 no ranking.  A conquista já alçava João a encerrar o ano entre os 30 melhores do mundo. Mas ele foi além: menos de 48 horas depois do título na Basileia, o brasileiro estreou com tudo no Masters 1000 de Paris: derrotou de virada o canadense Denis Shapovalov, que ocupava o 24º lugar na ocasião. Na rodada seguinte, o brasileiro foi superado pelo russo Karen Khachanov e deu adeus ao torneio francês.

Terminou em Paris a temporada histórica de João Fonseca, que por conta de uma lombalgia, desistiu de competir o ATP 250 de Atenas (Grécia), último torneio que competiria em 2025. Ao encerrar o ano como número 24 do mundo, o carioca comemorou mais do que nunca a decisão tomada em 2024 de seguir carreira como tenista profissional.

“Foi um ano maravilhoso. As coisas aconteceram rápido nas nossas vidas. Minha temporada começou no Next Gen de 2024. Cheguei à primeira chave principal de Grand Slam [Aberto da Australia], ganhei do Rublev e, a partir daí, foi só para cima. Muito grato por tudo”, disse o jovem carioca, durante coletiva em novembro no Rio de Janeiro. 

A última grande atuação do ano de João Fonseca foi numa partida de exibição contra o espanhol Carlos Alcaraz, de 22 anos, atual número 1 do mundo, no Miami Invitational, nos Estados Unidos. O jogo começou de forma descontraída e, aos poucos, o brasileiro equilibrou o duelo. No entanto, Alcaraz levou a melhor no finalzinho por 7/5. Na parcial seguinte, João sobrou em quadra – ganhou por 6/2 – e forçou o match tie-break (set de desempate).

O carioca seguiu altivo diante do espanhol e chegou a abrir 5 a 0 de vantagem. Quando a vitória parecia encaminhada para o brasileiro, Alcaraz emplacou uma reação excepcional, fazendo jus ao posto de número 1 do mundo: ganhou tie-break por 10/8 e a partida por 2 sets a 1, após 1h29min. Ao fim do jogo amistoso, ambos eram só sorrisos. “Quase consegui, pessoal”, disse João na entrevista, dirigindo-se diretamente à torcida. Com um futuro promissor, não é difícil imaginar embates do brasileiro contra o espanhol em torneios da ATP, que valem pontos no ranking. É só uma questão de tempo.

Por Agência Brasil

Queima de fogos pode desencadear crise sensorial em autistas

Tradição na virada do ano, a queima de fogos de artifício traz prejuízos a parte da população mais sensível aos ruídos causados pelo estouro dos artefatos. Entre elas, idosos, crianças, animais e pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O neuropediatra e professor da Escola de Medicina e Ciências da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Anderson Nitsche, explica que os efeitos dos fogos nos autistas podem ir além da hora da virada.  Confira na TVT News.

“As crianças e pessoas autistas têm uma sensibilidade maior ao som e isso causa uma perturbação momentânea, mas que pode até durar por mais tempo, gerando sofrimento de insônia durante alguns dias”, afirma o professor. 

Diante do barulho intenso, pessoas no espectro autista podem entrar no que é chamado de crise sensorial, em que o estímulo gera alterações de comportamento que vão desde ansiedade e vontade de fugir daquele meio, até agressividade contra si ou demais pessoas que estão ao redor.  

A neurologista e diretora clínica do Hospital INC (Instituto de Neurologia de Curitiba), Vanessa Rizelio, explica que as pessoas que têm TEA não conseguem processar que aquele ruído alto, por um período prolongado, é um momento de celebração – uma vez que, para eles, promove uma sensação desagradável que não é bem processada pelo cérebro.  

“O cérebro deles entende como uma coisa negativa, algo que está gerando um desconforto e a reação vai ser sair daquela situação. Muitas vezes, isso se vai manifestar como ansiedade, irritabilidade, fora o prejuízo depois no sono que pode impactar até o dia seguinte”, destaca Vanessa. 

Fundadora da Associação de Neurologia do Estado do Rio de Janeiro (ANERJ), a neuropediatra Solange Vianna Dultra, aponta outros efeitos que a queima de fogos pode desencadear no organismo dessas pessoas.

“O coração dá uma descarga de adrenalina, acelera, a pressão sobe. Eles não conseguem entender que é uma festa. É como se estivessem no meio de um tiroteio. Algumas pessoas se desregulam até na hora de recreio na escola por causa do barulho”, explicou a especialista. 

Alternativas aos fogos barulhentos

Algumas cidades brasileiras já começaram a rever a prática da queima de fogos na virada do ano em celebrações públicas e há legislações específicas proibindo artefatos com barulho. A adoção de fogos sem estampido, espetáculos de luzes e apresentações com drones são alternativas para preservar o simbolismo das celebrações, sem impor um custo sensorial a parte da população.  

A psicóloga com especializações em neuropsicologia e em saúde mental, Ana Maria Nascimento, acredita que essas alternativas mantêm o caráter coletivo da festa e ampliam o direito à participação. Em um contexto em que já existem soluções ao barulho, ela defende que insistir no uso de fogos ruidosos “parece um gesto de indiferença”.  

“Celebrar pressupõe convivência. Quando a alegria de uns depende do sofrimento de outros, é legítimo questionar se essa tradição ainda faz sentido”.  

A neuropediatra Solange Vianna destaca que o sofrimento causado pelo ruído dos fogos não é só para a criança autista, mas para toda a família. Ela ressalta que, no caso de fogos silenciosos, a luminosidade não é um problema, porque basta a família manter a criança com TEA longe de janelas.  

O professor da PUC-PR também ressalta a necessidade de a sociedade olhar para a questão com mais empatia, adaptando tradições para promover a inclusão dessas pessoas nas festividades. 

“Acolher, entender e perceber que há pessoas que sofrem com determinadas tradições é tão importante quanto as próprias vivências”, aponta Anderson Nitsche.  

De acordo com Nitsche, o autismo tem uma prevalência mundial em torno de 3% da população. Nem todos os autistas têm alterações sensoriais, auditivas. Para o especialista, empatia é a palavra-chave para a questão. “O processo de inclusão passa pela ideia de entender que há pessoas que são diferentes da gente e que, muitas vezes, a minha liberdade fere a liberdade do outro e gera nelas um sofrimento desnecessário”. 

Idosos e crianças 

Os idosos são outro grupo que sofre o impacto dos ruídos intensos, especialmente aqueles com demência, uma vez que têm dificuldade no processamento das informações. De acordo com Vanessa, o idoso com demência pode entrar em surto de delírios e alucinações diante da queima de fogos, prejudicando também o sono, a memória e o raciocínio para o dia seguinte. 

Os bebês também são afetados de maneira negativa, uma vez que têm uma necessidade de dormir por períodos mais longos do que crianças mais velhas e adultos.  

“Se o bebê passa a ser despertado por esse ruído ou não consegue adormecer,  isso traz prejuízos. Porque os fogos começam a ser soltados muitas horas antes e o ruído vai gradualmente aumentando até chegar ao ápice, à meia-noite”, lembra Vanessa.

Nesses casos, o uso no ambiente de outros sons, como ruído branco, ou de abafadores, para crianças maiores, pode minimizar esse impacto.  

Vanessa Rizelio critica que, embora em muitas cidades brasileiras esteja proibida a venda de fogos de artifício, não há uma fiscalização de fato. 

“Em Curitiba, por exemplo, essa lei já está em vigência há mais de cinco anos e nós continuamos ouvindo muitos fogos de artifício com barulhos intensos sendo soltos em comemorações, principalmente no ano novo”. Ela defende mais rigor para  “minimizar o impacto de um comportamento humano que já deveria ter sido mudado há muito tempo”, afirma.  

Por Agência Brasil