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Da Redação

Cada vez mais gente apoia a Bancada dos Trabalhadores

Depois de receber o sinal verde do presidente Lula, a articulação para a criação de uma Bancada dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Câmara dos Deputados começa a receber o apoio de aliadas políticas de peso. Idealizada pelo candidato a deputado federal e ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Moisés Selerges (PT-SP), a proposta prevê a criação de uma inédita Frente Parlamentar dos Trabalhadores no congresso.

As deputadas federais Benedita da Silva, que, segundo a última pesquisa Genial/Quaest, lidera a corrida pelo Senado no Rio de Janeiro, e Talíria Petrone, candidata à reeleição na Câmara, anunciaram apoio à articulação parlamentar.

Ao contrário de outras bancadas, como as do agronegócio, das armas e das bets, os trabalhadores e as trabalhadoras do Brasil não contam com uma articulação legislativa voltada à defesa de seus direitos e necessidades no Congresso Nacional.

“Já temos uma novidade a apresentar. E estamos juntos nessa tarefa. É um projeto pertinente e importante. Tão importante quanto isso é que muitos trabalhadores e trabalhadoras cheguem ao Congresso Nacional para fortalecer a Bancada e defender os direitos e as necessidades da classe trabalhadora brasileira”, disse a ex-governadora fluminense.

Talíria endossou as palavras de Benedita e falou sobre a satisfação de fazer parte da iniciativa criada pelo metalúrgico, que pretende abrir uma nova era para a representação da classe trabalhadora em Brasília.

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Moisés lançou o projeto da Bancada dos Trabalhadores e Trabalhadoras, grupo de parlamentares que representará a classe trabalhadora na Câmara dos Deputados. Foto: Leandro Paiva

“A Bancada dos Trabalhadores e Trabalhadoras vai representar quem faz o Brasil acontecer. O trabalho unifica tudo: moradia, educação e direitos das mulheres. Sou candidata à reeleição como deputada federal e sei da importância de aumentarmos o número de parlamentares que lutam pela classe trabalhadora. Essa articulação nacional, encabeçada por Moisés, é uma ótima iniciativa. Estou feliz em fazer parte”, completou.

Moisés agradeceu o apoio das duas parlamentares e pediu o auxílio de Benedita e Talíria para que a Bancada se torne realidade já no início da próxima legislatura da Câmara.

“Quero agradecer às companheiras Talíria e Bené pelo apoio e dizer que elas têm o compromisso de, junto comigo, criar essa Bancada e discutir, em Brasília, a pauta dos trabalhadores. É a classe trabalhadora que precisa debater e decidir o futuro de quem gera a riqueza do País”, afirmou o candidato.

A avaliação das lideranças partidárias do campo progressista é que, com o apoio de Lula e a adesão de nomes influentes como Benedita, Talíria e do ex-senador e candidato à deputado estadual em São Paulo, Eduardo Suplicy (PT), a iniciativa passe a ser vista como um projeto com potencial para ganhar musculatura no Congresso Nacional.

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Em visita ao ABC, Eduardo Suplicy anuncia apoio à Bancada dos Trabalhadores e Trabalhadoras. Foto: Leandro Paiva

Lula apoia a Bancada dos Trabalhadores

Ex-metalúrgico, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vestiu literalmente a camisa da Bancada dos Trabalhadores e Trabalhadoras. Liderada pelo ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e candidato a deputado federal Moisés Selerges (PT-SP), a articulação nasceu de uma demanda da classe trabalhadora e tem como principal proposta ampliar e organizar a representatividade dos trabalhadores e trabalhadoras no Congresso Nacional e nas assembleias legislativas estaduais.

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Lula com a camiseta em apoio a campanha. Foto: Ricardo Stuckert

Um dos objetivos da bancada dos trabalhadores é a criação de uma frente parlamentar da classe trabalhadora na Câmara dos Deputados.

“Os setores organizados da sociedade brasileira contam com representação na Câmara dos Deputados. Tem bancada do boi, da bala, da indústria. Mas faltava uma que representasse os milhões de trabalhadores e trabalhadoras do País. Agora não falta mais. Chegou a nossa vez em Brasília”, afirma Moisés Selerges.

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Jingle de Lula adapta clássico do funk dos anos 1990 e resgata trajetória do presidente

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou neste domingo (26) um novo jingle para sua campanha à reeleição. Publicada em seu perfil oficial no Instagram, a música é inspirada em Rap do Silva, um dos maiores sucessos do funk brasileiro da década de 1990, interpretado por MC Bob Rum. A adaptação utiliza a estrutura da canção original para apresentar a trajetória pessoal e política do presidente, associando sua história à de milhões de trabalhadores brasileiros. Leia em TVT News.

A escolha da música não é casual. Lançada em 1995, Rap do Silva tornou-se um marco da cultura popular ao retratar a realidade das periferias urbanas e denunciar o preconceito enfrentado por jovens trabalhadores moradores das favelas. Ao recorrer a esse repertório, a campanha de Lula procura estabelecer uma conexão com um símbolo da música brasileira que permaneceu presente em diferentes gerações.

Na nova versão, a letra acompanha a trajetória do presidente desde a infância no sertão nordestino até sua chegada à Presidência da República. O texto faz referência à migração para São Paulo, ao trabalho como metalúrgico, à atuação no movimento sindical e à construção de sua carreira política.

O jingle apresenta Lula como “brasileiro, trabalhador e família”, destacando sua origem popular e sua identificação com trabalhadores de diferentes regiões do país. Ao longo da música, também são mencionadas políticas públicas relacionadas à geração de empregos, moradia e combate à fome, temas frequentemente associados aos governos do petista.

Outro trecho faz referência ao período em que Lula esteve preso em Curitiba. A composição afirma que tentaram “derrubá-lo e silenciá-lo”, incorporando esse episódio como parte da narrativa construída pela campanha.

O refrão também foi adaptado. No lugar da frase que tornou conhecida a música de MC Bob Rum, a campanha apresenta o verso:

“É o Lula da Silva, é a estrela que brilha, ele é trabalhador e família.”

A letra procura aproximar o presidente da figura de um cidadão comum, utilizando uma linguagem simples e referências à sua origem operária. A estratégia busca reforçar uma identidade construída desde as primeiras campanhas eleitorais de Lula, baseada na valorização do trabalho, da trajetória sindical e da ascensão política de alguém que nasceu em uma família de baixa renda.

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Governo na rua: Lula faz entrega em diferentes estados, com inauguração de novos campi de institutos federais, entrega de equipamentos e investimentos para fortalecer a rede pública de saúde e entrega de moradias do Minha Casa, Minha Vida para milhares de famíliasFoto: Ricardo Stuckert / PR

Vídeo associa Lula à defesa do Brasil

Além da adaptação musical, o vídeo publicado nas redes sociais utiliza imagens de diferentes momentos da trajetória do presidente. Entre elas aparecem registros da infância, da atuação no movimento sindical, de campanhas eleitorais, encontros internacionais e eventos oficiais.

Em um dos trechos, quando a música afirma que Lula “não abaixa a cabeça, sempre defende a nação”, são exibidas imagens do presidente em reuniões com autoridades internacionais, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A montagem procura associar a narrativa da música à atuação recente de Lula na política internacional, especialmente em temas relacionados à defesa dos interesses brasileiros e ao fortalecimento das relações diplomáticas com outros países.

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Lula com a população. Presidente lidera em todos os cenários de intenção de voto. Foto: Ricardo Stuckert / PR

A divulgação do jingle ocorre em um momento em que a campanha busca ampliar sua presença nas redes sociais por meio de conteúdos audiovisuais e referências culturais conhecidas pelo público. A estratégia aposta em músicas populares para ampliar o alcance das mensagens e reforçar elementos da identidade política construída ao longo da trajetória de Lula.

História do Rap do Silva

Lançada em 1995 por MC Bob Rum, a canção tornou-se um dos maiores clássicos do funk nacional ao retratar a vida de um trabalhador da periferia, pai de família, que é vítima da violência ao retornar de um baile. Ao longo dos anos, a obra passou a simbolizar a realidade de milhares de brasileiros marcados pela desigualdade, pelo preconceito e pela exclusão social.

Na adaptação divulgada pela campanha de Lula, a narrativa muda de foco, mas preserva elementos centrais da composição original. O personagem deixa de ser um trabalhador anônimo para representar a própria trajetória do presidente, apresentada como a de alguém que saiu do sertão nordestino, migrou para São Paulo, atuou no movimento sindical e chegou ao Palácio do Planalto. O refrão também foi reformulado para reforçar essa associação: “É o Lula da Silva, é a estrela que brilha, ele é trabalhador e família”.

A letra ainda faz referências a momentos marcantes da trajetória política do presidente. O jingle menciona sua prisão em Curitiba, apresenta o episódio como uma tentativa de interromper sua atuação política e destaca que Lula “não abaixa a cabeça”. Paralelamente, o vídeo divulgado nas redes sociais intercala imagens de programas sociais, encontros com trabalhadores e compromissos internacionais, incluindo reuniões com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e outros chefes de Estado.

Veja vídeo do jingle:

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Cine Alvorada exibe filme sobre líder estudantil Honestino Guimarães

A trajetória de Honestino Guimarães, estudante e dirigente do movimento estudantil perseguido pela ditadura militar, será apresentada nesta segunda-feira (10) no Palácio da Alvorada. Saiba mais na TVT News.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) promove, às 19h, uma sessão especial do filme “Honestino”, como parte da programação do Cine Alvorada.

A exibição na Alvorada ocorre antes do lançamento comercial da produção, marcado para quinta-feira (13) nos cinemas de todo o país. A sessão deve reunir convidados da Presidência da República, autoridades e integrantes da equipe responsável pelo longa.

Dirigido por Aurélio Michiles, o filme combina elementos documentais e ficcionais para reconstruir a vida de Honestino, que desapareceu aos 26 anos, em 1973, depois de ser sequestrado por agentes da repressão. Desde então, seu paradeiro não foi esclarecido oficialmente.

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Estrela de filme era liderança estudantil

Nascido em 1947, Honestino Guimarães cursava Geologia na Universidade de Brasília (UnB) quando passou a atuar de forma destacada contra a ditadura. O estudante chegou à presidência da Federação dos Estudantes da Universidade de Brasília e posteriormente comandou a União Nacional dos Estudantes (UNE).

A militância política fez com que fosse detido em cinco ocasiões durante o regime militar. Depois de entrar na clandestinidade, Honestino foi capturado em 1973 e nunca mais foi localizado.

O período em que viveu na clandestinidade e o desaparecimento do estudante estão entre os episódios centrais abordados pela produção cinematográfica.

A ligação do personagem com Brasília e com a UnB também ganha destaque no longa. O próprio diretor Aurélio Michiles estudou na universidade e teve contato pessoal com Honestino. A proximidade ajudou a construir uma narrativa que procura apresentar não apenas o militante político, mas também o homem por trás da figura pública.

Filme se baseia em documentos e memória para contar a história do protagonista

“Honestino” utiliza diferentes materiais para recuperar a trajetória do líder estudantil. O filme reúne registros históricos, fotografias e imagens de arquivo, além de cartas, poemas e relatos de pessoas que conviveram com o estudante.

Depoimentos de familiares, amigos e antigos companheiros de militância ajudam a reconstruir diferentes momentos de sua vida e a contextualizar a atuação política durante os anos de repressão.

A produção também procura apresentar aspectos pessoais de Honestino, abordando seus vínculos familiares, amizades e relações construídas durante a militância política.

A escolha de combinar documentário e ficção permite que a narrativa percorra tanto os acontecimentos históricos quanto elementos da vida pessoal do personagem. Bruno Gagliasso interpreta Honestino nas sequências ficcionais.

Antes de chegar ao circuito comercial, o filme foi apresentado em importantes eventos cinematográficos brasileiros. A produção integrou a programação da 49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e também participou da Première Brasil, no Festival do Rio.

Com 85 minutos de duração, “Honestino” chega aos cinemas brasileiros na quinta-feira (13).

A sessão no Palácio da Alvorada ocorre, portanto, poucos dias antes da estreia comercial e coloca novamente em evidência a história de uma das figuras que marcaram a resistência estudantil ao regime militar.

Ao recuperar a trajetória de Honestino Guimarães, o filme também contribui para preservar a memória de um período marcado pela repressão política, perseguições, prisões, desaparecimentos e violações de direitos humanos.

Tebet e até Tarcísio criticam Eduardo Bolsonaro por fala contra vacina

A candidata do PSB ao Senado por São Paulo, Simone Tebet, afirmou neste domingo (9) que o discurso negacionista “está no DNA da família Bolsonaro” e que os ataques às vacinas são um método para enfraquecer a democracia. Confira a repercussão da fala antivacina de Bolsonaro com a TVT News.

A declaração foi uma reação ao vídeo publicado pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) no sábado (8), em que ele aparece assinando um documento nos Correios dos Estados Unidos para isentar a filha da obrigatoriedade de imunização exigida para a matrícula escolar no Texas.

No vídeo, Eduardo criticou a obrigatoriedade vacinal que, segundo ele, é imposta pelo governo Lula no Brasil, e questionou eventuais responsabilizações por efeitos colaterais. A fala ocorre enquanto o estado de São Paulo enfrenta um surto de sarampo, com 23 casos confirmados em 2026.

O Ministério da Saúde recomenda que todas as pessoas de 6 meses a 59 anos das cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo recebam uma dose de reforço.

Aliado de Eduardo Bolsonaro, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) rebateu a posição do ex-deputado antes do debate entre candidatos ao governo paulista, no mesmo domingo.

“A vacina do sarampo é consagrada e segura. A gente tem feito um esforço muito grande aqui em São Paulo para aumentar a cobertura vacinal”, disse Tarcísio, recomendando que todos procurem os postos de vacinação. A defesa enfática da vacina contra sarampo por um nome do campo bolsonarista evidencia o isolamento da fala negacionista, repudiada tanto por adversários políticos quanto por aliados próximos.

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Tarcísio durante eebate de governadores do Estado de São Paulo na Band – Reprodução/Bandeirantes

Tebet teve atuação destacada na CPI da Covid

Simone Tebet, que participou da CPI da Covid, reforçou que a postura contrária à ciência é uma marca do clã Bolsonaro. “É da essência, é do DNA da família Bolsonaro ser contra a ciência, não tem como mudar”, declarou a candidata, ao lado de Marina Silva, durante o evento promovido pela TV Bandeirantes.

Ministério da Saúde recomenda ampliar vacinação contra sarampo em SP

Ministério da Saúde recomendou nesta terça-feira (28) que os municípios de Guarulhos, São Bernardo do Campo e São Paulo ampliem a oferta de vacinação contra o sarampo para todas as pessoas de 6 meses a 59 anos de idade. A pasta orienta a adotar a medida durante a próxima Campanha de Multivacinação, prevista para o período de 3 de agosto e 1º de setembro. 

O esquema de vacinação contra o sarampo no Calendário Nacional de Vacinação prevê a primeira dose da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) aos 12 meses de idade, com uma segunda dose preferencialmente da tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e catapora) aos 15 meses. Mas quem tem até 59 anos e não recebeu a vacina nessa faixa etária deve procurar um posto de saúde para ser imunizado. 

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No Governo Lula, Brasil recebeu certificado da eliminação do sarampo: “Resultado da força da retomada e da competência do sistema de vacinação brasileiro”, disse o presidente. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O Ministério da Saúde divulgou essa recomendação porque identificou um número de casos de sarampo que indica uma cadeia de transmissão relacionada à importação do vírus. A pasta afirmou que está reforçando o abastecimento de vacinas para apoiar essa ação de resposta.

Em 2026, foram distribuídas mais de 7,2 milhões de doses da vacina tríplice viral (caxumba, sarampo e rubéola) aos estados e municípios. Desse total, cerca de 2,9 milhões de doses já foram aplicadas em todo o país.

“Em situações de circulação do vírus, o Ministério da Saúde também recomenda a aplicação da chamada dose zero em crianças de 6 a 11 meses de idade, ampliando a proteção desse grupo, mais vulnerável à infecção e ao desenvolvimento de formas graves da doença”, disse o MS.  

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Rede de atendimento às mulheres registra mais de 782 mil atendimentos em 2025

Oito em cada dez unidades especializadas da Polícia Civil para atendimento às mulheres não funcionam 24 horas por dia, aponta o 10º Diagnóstico das Unidades de Polícia Civil Especializadas no Atendimento às Mulheres, divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em 2025, a rede registrou 782.474 atendimentos e conta com cerca de 6.200 profissionais em todo o país. Leia em TVT News.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), apresentou o 10º Diagnóstico das Unidades de Polícia Civil Especializadas no Atendimento às Mulheres, com dados referentes a 2025. O levantamento reúne informações sobre estrutura, funcionamento, profissionais, serviços oferecidos e capacidade de resposta da rede especializada em todo o país.

O estudo chega em um momento de referência para as políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres: os 20 anos da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), promulgada em 7 de agosto de 2006. A legislação consolidou mecanismos de prevenção, proteção e responsabilização de agressores e contribuiu para o fortalecimento da rede de atendimento.

A partir dos dados coletados, o diagnóstico permite observar tanto a dimensão da procura pelos serviços quanto os obstáculos ainda existentes para garantir atendimento adequado às mulheres que buscam proteção e acesso à Justiça.

Brasil tem 585 unidades especializadas

O levantamento identificou 585 unidades especializadas da Polícia Civil voltadas ao atendimento às mulheres. Dessas, 530 responderam à pesquisa utilizada na elaboração do diagnóstico, o equivalente a 90,6% do total.

Entre as unidades participantes, 495 são delegacias especializadas. Desse conjunto, 282 são Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) exclusivas, enquanto outras 213 funcionam como unidades de atendimento misto.

A estrutura existente, portanto, não é distribuída de maneira uniforme. A própria pesquisa foi elaborada para identificar diferenças na organização da rede e apontar necessidades de aprimoramento das políticas públicas destinadas à proteção das mulheres.

O diagnóstico também incorpora indicadores sobre a evolução histórica da criação dessas unidades, a distribuição das delegacias e do efetivo policial em relação à população feminina e a estrutura das chamadas Salas Lilás, além de dados relacionados às medidas protetivas de urgência e às principais ocorrências registradas.

Mais de 782 mil atendimentos foram registrados em 2025

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91% das mulheres querem ampliação de assistência, atendimento psicológico e jurídico e abrigo/ Fonte: Pesquisa 20 anos Lei Maria da Penha (Instituto Patrícia Galvão)

As unidades especializadas registraram 782.474 atendimentos ao longo de 2025. No mesmo período, foram contabilizados 608.152 boletins de ocorrência e 329.451 vítimas atendidas.

A rede também registrou a instauração de 323.196 inquéritos e a solicitação de 302.626 medidas protetivas de urgência, instrumento previsto na legislação para ampliar a proteção de mulheres em situação de violência.

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Entre as ações realizadas pelas unidades, houve ainda 53.517 prisões em flagrante de agressores. As polícias também apreenderam 2.539 armas de fogo legalmente registradas que estavam na posse de autores das agressões.

Os números mostram a dimensão do trabalho realizado pelas unidades especializadas, mas o próprio diagnóstico faz uma ressalva importante: os dados operacionais não devem ser utilizados para medir a evolução da violência contra as mulheres. Eles servem, principalmente, para avaliar a capacidade de resposta da rede de atendimento e compreender como os serviços estão estruturados.

Cerca de 6.200 profissionais atuam na rede

As unidades especializadas contam com aproximadamente 6.200 profissionais em atividade no país. Esse efetivo é responsável por atender mulheres, registrar ocorrências, conduzir investigações e dar encaminhamento às demandas apresentadas nas delegacias.

A quantidade de profissionais e a distribuição da estrutura também fazem parte dos indicadores utilizados pelo diagnóstico. A proposta é oferecer informações que possam orientar decisões sobre planejamento, monitoramento e aperfeiçoamento dos serviços.

O levantamento busca, dessa forma, ir além da contagem de delegacias. A análise considera aspectos relacionados ao funcionamento das unidades, aos recursos disponíveis e à capacidade de atendimento diante das demandas apresentadas pelas mulheres.

80% das unidades não funcionam 24 horas

Um dos principais desafios apontados pelo diagnóstico está no horário de funcionamento. Oito em cada dez unidades especializadas não funcionam 24 horas por dia.

A limitação pode dificultar o acesso aos serviços justamente em situações nas quais a necessidade de proteção ocorre fora do horário comercial. A ampliação do funcionamento aparece, portanto, como uma das questões a serem consideradas no fortalecimento da rede especializada.

O dado também evidencia que a existência de uma unidade especializada não significa, por si só, acesso permanente ao atendimento. A estrutura precisa estar disponível de acordo com as necessidades das mulheres, especialmente diante de situações de violência que podem exigir intervenção imediata.

Diagnóstico aponta diferenças e necessidades de aprimoramento

Além dos dados de atendimento, a publicação apresenta um panorama da organização da rede especializada e permite identificar avanços, desigualdades e pontos que ainda demandam investimento e aperfeiçoamento.

Entre os novos indicadores estão informações sobre a criação histórica das unidades, a relação entre o número de delegacias e a população feminina, a distribuição do efetivo policial, a adequação das Salas Lilás e a concessão de medidas protetivas de urgência.

O diagnóstico também detalha o perfil das principais ocorrências relacionadas à violência contra as mulheres. Com isso, a publicação procura oferecer uma base de informações para que gestores públicos possam avaliar onde estão as principais necessidades da rede e planejar ações de forma mais direcionada.

A produção de dados sobre o funcionamento dos serviços é relevante para que políticas de proteção não dependam apenas de avaliações gerais. Conhecer quantas unidades existem, quantos profissionais estão disponíveis, qual é a capacidade de atendimento e em quais horários os serviços funcionam permite identificar obstáculos concretos enfrentados pelas mulheres.

A publicação do diagnóstico também reforça a necessidade de integração e fortalecimento da rede de proteção construída nas últimas décadas. A Lei Maria da Penha estabeleceu mecanismos de prevenção e proteção, mas a efetividade desses instrumentos depende da existência de serviços públicos capazes de acolher, registrar, investigar e encaminhar as denúncias.

Deputada defende distribuição gratuita de semaglutida no SUS em SP

A deputada estadual Beth Sahão (PT) protocolou Projeto de Lei na Alesp que institui a Política Estadual de Assistência Farmacêutica para o Tratamento da Obesidade Grave. A iniciativa autoriza o fornecimento de medicamentos à base de semaglutida aos pacientes com obesidade graus II e III, com ou sem diabetes mellitus, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), no Estado de São Paulo.

O projeto tem como objetivos ampliar o acesso ao tratamento da obesidade grave, reduzir a incidência de doenças cardiovasculares, ortopédicas e metabólicas relacionadas à obesidade, prevenir a evolução para diabetes mellitus tipo 2 e tratamento de diabetes e promover melhoria da qualidade de vida dos pacientes.

Poderão ser beneficiários pacientes que preencham, cumulativamente, requisitos como diagnóstico de obesidade grau II (IMC igual ou superior a 35 kg/m²) ou obesidade grau III (IMC igual ou superior a 40 kg/m²); e indicação médica fundamentada por endocrinologista ou profissional habilitado da rede pública estadual.

O fornecimento da semaglutida deverá observar as indicações terapêuticas aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); os protocolos clínicos elaborados pela Secretaria de Estado da Saúde; acompanhamento médico periódico; e o monitoramento dos resultados clínicos e dos possíveis efeitos adversos.
Caberá à Secretaria de Estado da Saúde regulamentar os critérios de elegibilidade, o fluxo de dispensação do medicamento e os centros habilitados para prescrição.

No documento, a deputada lembra que após quebra da patente, ocorrida em março deste ano, a Anvisa aprovou seis medicamentos à base de semaglutida sintética, incluindo cinco novos produtos injetáveis para diabetes e obesidade.

“Especialistas apontam que a entrada de novos fabricantes deverá ampliar a oferta de medicamentos, aumentar a concorrência entre laboratórios e reduzir gradualmente os preços pagos pelos pacientes”, enfatiza.

Além disso, a ampliação do acesso tende a diminuir tanto o número de roubos e furtos de medicamentos à base de semaglutida, um tipo de crime recorrente na capital e Grande São Paulo, bem como a proliferação de produtos contrabandeados e, por isso, sem o devido controle sanitário.