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Da Redação
El Niño de 2026 vai afetar o regime de chuvas no Brasil
O El Niño deve provocar chuvas acima da média na região Sul do Brasil e menos precipitação na Amazônia. A previsão é do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em nota técnica lançada neste mês.
As previsões têm sido realizadas pelo Inpe, por meio do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônica (Censipan) e Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Entenda na TVT News.
O que causa o El Niño?
O El Ninõ se refere ao aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, que é o maior e tem uma grande influência no clima global. É um fenômeno natural sem periodicidade. Em um cenário comum, os ventos alísios, que são os ventos que sopram dos trópicos em relação à linha do Equador, levam o movimento das águas superficiais mais aquecidas para o Pacífico Oeste.
“Em um ano anormal, de El Niño, as águas aquecem por causa da intensificação dos ventos, que impedem, por exemplo, que as águas frias que estão abaixo, nas camadas mais profundas do oceano, se movam para a superfície”, explica Adriano Antunes, professor de geografia, pesquisador em climatologia pela Universidade de São Paulo (USP).
Com o oceano aquecido, surge uma maior evaporação, o que resulta numa interferência de fluxo de ventos. O resultado disso é global, e as mudanças na circulação atmosférica têm interferências na temperatura do ar e na quantidade de chuvas.

A previsão do Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos, que é vinculado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA/CPC), é de 82% de chance, de o fenômeno acontecer entre maio e julho deste ano e, 96% entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027.
O pesquisador do INPE, Gilvan Sampaio alerta que, pela configuração do oceano, o El Niño acabou de se configurar e vai evoluir, mas ainda é cedo para dizer que será o mais forte já registrado. “Será um fenômeno de intensidade forte. Em relação às chuvas agora nesse segundo semestre, as atenções devem ser voltadas para a região Sul, sobretudo o Rio Grande do Sul e Santa Catarina”, afirmou.
A expectativa, é de que o aumento das chuvas na Região Sul aconteça na primavera e no verão. Os números do quanto as chuvas ficarão acima da média devem ser divulgados somente a partir de previsões feitas a cada três meses e nas previsões diárias de tempo.
Outro impacto esperado, ao longo dos próximos meses, está relacionado à temperatura. Se o El Niño for forte, no primeiro semestre de 2027, pode ocorrer déficit de chuvas em algumas regiões da Amazônia e na região Nordeste. “Porém, nessas regiões, ou seja, norte e leste da Amazônia e norte da região Nordeste, depende também da configuração do oceano Atlântico. Então, ainda é muito cedo para dizer qual vai ser o papel do Atlântico”, alertou Sampaio.

O pesquisador explica que em dois episódios de El Niño de intensidade forte, em 1997 e 1998, algumas regiões do semiárido nordestino apresentaram um déficit de precipitação da ordem de 80%, ou seja, choveu só 20% do que deveria. O motivo foi um El Niño de forte intensidade e um oceano Atlântico desfavorável para ocorrência de chuvas na região Nordeste. Mas em 2023 e 2024, o Atlântico compensou um pouco o fenômeno. “Então, como eu falei, nós ainda estamos no mês de junho, as chuvas no norte e leste da Amazônia e no norte da região Nordeste, se forem impactadas é somente no ano que vem”, assegurou.
O Supremo Tribunal Federal (STF) cobrou do Governo Federal e dos estados da Amazônia Legal um plano contra incêndios em razão da alta dos incêndios florestais que pode ser causada pelo El Niño. Como resposta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma medida provisória para destinar recursos ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (Icmbio), reforçando as ações de prevenção a incêndios florestais.
Também se espera durante a primavera condições mais secas em áreas do Sudeste e do Centro Oeste, abrangendo Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás e Bahia.
As análises diagnósticas e prognósticas dos relatórios do Inpe com as outras entidades apontam que o fenômeno deve atingir intensidade ao menos moderada, podendo evoluir para um evento de intensidade forte ou muito forte. O mesmo documento alerta para a necessidade de acompanhar o fenômeno para planejar as respostas diante dos impactos que podem ser causados.
Risco climático e sanitário
O Observatório de Clima e Saúde da Fiocruz destaca que o El Niño precisa ser tratado como um fator de risco climático e sanitário e deve acionar uma agenda preventiva de preparação do SUS (Sistema Único de Saúde), da Defesa Civil e dos serviços de saneamento da assistência social. Para a entidade, é necessária uma revisão de planos de contingência para enchentes, seca, queimadas e arboviroses, além de reforço da vigilância de doenças como dengue, zika, chikungunya, leptospirose e hepatites.
Renata Gracie, da equipe de coordenação do Observatório de Clima, explica que é preciso pensar o impacto em cada região, nas especificidades de cada território do país. “Por exemplo, uma aldeia indígena, muitas vezes, fica isolada. Um território quilombola também fica isolado, sem acesso a medicamentos, sem acesso ao serviço de saúde, o enfermeiro não consegue chegar, o médico não consegue chegar, ou, as pessoas que estão doentes não conseguem sair”.
Além disso, a Defesa Civil deve se atentar para mapear as áreas de risco e para onde as pessoas serão transferidas em casos de desastres. “É importante também manter a atenção nos abrigos, porque, às vezes você coloca várias pessoas num lugar só lugar e você também tem a questão [de doenças] respiratórias”, alerta Gracie.


Até um plano para a saúde mental da população precisa ser definido, pois o acesso aos medicamentos pode ficar comprometido. “Às vezes, a unidade, está funcionando, mas as pessoas não estão conseguindo chegar. Em um período de inundação, a mobilidade urbana fica muito limitada. Os suicídio, muitas vezes, acontecem tempos depois”, chama a atenção.
O mesmo documento alerta que aumento de chuvas na Região Sul pode causar tempestades, enxurradas, inundações e deslizamentos. Já a redução das chuvas no Nordeste intensificam as queimadas e podem piorar a qualidade do ar.
O relatório do Observatório de Clima e Saúde da Fiocruz traz um diagnóstico da situação de saúde para apoiar as decisões dos gestores e para dar suporte para a sociedade civil cobrar os governantes nos territórios.
Aquecimento global
De acordo com o pesquisador Adriano Antunes, a grande preocupação hoje é que o El Niño se dá associado a mudança climática. “A previsão para novembro e dezembro, é que ele passe de moderado a forte ou superforte. Seria um aquecimento natural das águas do Pacífico, associado a uma mudança climática”, explicou.
Ele enfatiza a necessidade de se preocupar com a questão da agricultura. “Na região Sul, um El Niño traria chuvas, prejuízos para o agricultor. Se eu pensar, no Norte e no Nordeste, um período de estiagem mais longo. Então nós podemos ter problema de fornecimento de água. A agricultura, ela vai sofrer mais ainda”, afirmou.
Outro problema seria a questão das grandes ondas de calor no Sudeste e Centro-Oeste brasileiro. “É o nosso celeiro agrícola. Então, ele precisa realmente se adaptar para que o prejuízo em relação à dinâmica climática não seja tão intenso, já que ele vai acontecer. Se esses dados se confirmarem, o produtor, ele vai ter que atrasar ou adiantar a safra”, disse.
Os pesquisadores alertam que é preciso ter cuidado com o catastrofismo. “Infelizmente, existem muitas fake news, ‘o maior El Niño dos últimos 100 anos, o maior Elninho da história do planeta’. Não há elementos hoje para afirmar categoricamente isso”, considerou Sampaio.
Mas uma coisa é certa, o El Niño deve trazer efeitos futuros. Antunes, que pesquisou o fenômeno no doutorado explica que a natureza tenta corrigir o fenômeno. “Como é que ela vai corrigir isso? Com um La Ninã, que seria o resfriamento anormal [das águas]. Aí, seria necessário verificar a intensidade do La Ninã, porque ele também traz consequências globais e as mitigações seriam diferentes”, pontuou.
Venezuela: ministro da Defesa visita Caracas para ampliar cooperação humanitária com Brasil
O ministro da Defesa José Múcio, se reuniu nesta terça-feira (30), em Caracas, com a presidenta encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, para avaliar novas formas de cooperação humanitária do Governo do Brasil após os terremotos que atingiram o país. Leia mais sobre o tema em TVT News.
José Múcio foi acompanhado por representantes da Caixa Econômica Federal e do Ministério das Cidades, atendendo à determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ampliar o apoio ao povo venezuelano.
A visita também servirá para identificar novas frentes de apoio às áreas atingidas pelos terremotos na Venezuela. Durante visita à base brasileira em La Guaira, o ministro doou purificadores de água para reforçar a operação humanitária
Múcio afirmou que Lula os mandou ao país “para que materializássemos a nossa mais absoluta solidariedade ao povo da Venezuela” e “para ver onde é que nós podemos ajudar mais, fazendo uma coisa ordenada”. A ideia é que a equipe possa verificar quais as prioridades neste momento.
Segundo Múcio, a visita à Venezuela tem como objetivo identificar, em conjunto com o governo local, as prioridades para que a ajuda brasileira seja organizada de forma eficiente e coordenada.
Dados oficiais do governo venezuelano sobre o terremoto
De acordo com o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodriguez, em 30 de junho, os números atualizados são:
- 1.943 mortos
- 10.571 feridos
- 6.461 pessoas resgatadas
- 26.127 militares venezuelanos deslocados nas áreas afetadas
- 15.467 voluntários em operações de logística e resgate
- 28.380 recebendo atendimento em hospitais e abrigos
- 80.870 famílias assistidas mais de 13.500 pessoas conseguiram deixar a zona de desastre por conta própria ou com a ajuda de suas famílias.
- 689 réplicas (o número de eventos diminuiu).
- 855 edifícios danificados.
- 189 edifícios desabaram completamente.
- 666 edifícios foram gravemente ou parcialmente danificados.
- 15.866 afetados
- 14 abrigos abertos em la guaira
- 55 em caracas, miranda e outros estados
- 51 delegações internacionais
- 3.660 socorristas internacionais
- 148 cães
- 49 veículos de apoio
- 707.000 toneladas de ajuda humanitária internacional
Objetivo na Venezuela é de atendimento emergencial e reconstrução
Ao chegar à Venezuela, o ministro Múcio se reuniu com o ministro da Defesa, Gustavo González López, para discutir novas frentes de cooperação, tanto na resposta imediata à emergência quanto em ações de médio e longo prazo.
A presença da Caixa Econômica Federal e do Ministério das Cidades permite avaliar também possíveis iniciativas relacionadas à reconstrução de infraestrutura e habitação, diante da situação dos desabrigados no país, que somam cerca de 60 mil.
Múcio explicou que o apoio brasileiro está estruturado em duas frentes: “O primeiro é a emergência para salvar vidas, detectar onde estão os problemas. E o segundo é a reconstrução”, destacou o ministro.
Representantes da Caixa Econômica Federal e do Ministério das Cidades ressaltaram que a missão busca conhecer as necessidades relacionadas à reconstrução urbana e habitacional, aproveitando a experiência brasileira em ações de resposta a desastres e a cooperação já desenvolvida anteriormente entre os dois países nessa área.
O ministro ressaltou que a solidariedade brasileira permanecerá ao longo das próximas etapas da resposta ao desastre. “Não estamos aqui para dizer que nossa ajuda seja só neste momento. Se precisar de mais médicos, se precisar de mais voluntários, se precisar de mais remédios… Em primeiro lugar é a absoluta solidariedade. O povo venezuelano e o povo brasileiro são irmãos”, afirmou.
Múcio visita base e hospitais na Venezuela
José Múcio e o ministro da Defesa da Venezuela visitaram a base de operações do Governo do Brasil em La Guaira, onde foram recebidos pelo comandante da missão brasileira, Armin Braun, diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad).
Durante a visita, o ministro brasileiro fez a doação ao governo venezuelano de purificadores de água destinados ao atendimento da população afetada pelos terremotos, reforçando a estrutura da operação humanitária brasileira no país.
Na sequência, ainda com o ministro da Defesa venezuelano, o ministro visitou o hospital de campanha da Marinha do Brasil, instalado em La Guaira.
A visita ocorre no mesmo dia em que decola o quinto voo da operação humanitária brasileira destinada à Venezuela. A aeronave deixou a Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro (RJ), com equipamentos para expandir o Hospital de Campanha já em operação em La Guaira.
A expansão permitirá que o hospital conte com capacidade para internação de até 30 pacientes simultâneos, módulo infantil e outro para pandemias. Embarcaram hoje 45 militares da Marinha do Brasil, que atuarão no hospital, que contará com área de 900 m2 e equipe de 93 profissionais.
Antes de seguir para Caracas, o voo humanitário passa pela Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos (SP), onde embarcarão cerca de 5,5 toneladas de insumos doados pelo Ministério da Saúde e que não comprometem o estoque do Sistema Único de Saúde (SUS).
São medicamentos e testes rápidos solicitados pelo governo venezuelano. Com isso, as doações de alimentos e insumos chegará às 6,5 toneladas.
Mais dois técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também se somam à operação humanitária, com analisadores de espectro e de antenas direcionais de alta sensibilidade, utilizados para localizar sinais de celulares sob os escombros, auxiliando as equipes no salvamento de vítimas presas em estruturas colapsadas.
Com coordenação da Agência Brasileira de Cooperação (ABC/MRE), o Governo do Brasil tem mobilizado aeronaves da Força Aérea Brasileira para levar ajuda humanitária ao país vizinho.
O primeiro voo partiu na sexta-feira, 26 de junho, transportando a primeira equipe de busca e resgate, composta por 44 profissionais, incluindo bombeiros e especialistas.
No sábado, 27 de junho, dois voos transportaram o hospital de campanha da Marinha, equipe médica, kits médicos e purificadores de água.
O quarto voo humanitário pousou em Caracas neste domingo, 28 de junho, às 23 horas, horário de Brasília, transportando mais 35 bombeiros, dos estados de São Paulo e Minas Gerais, para reforçar as equipes que atuam em La Guaira.
Brasil x Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026
O sonho do hexa segue vivo para o Brasil na Copa do Mundo de 2026. Nesta segunda-feira (29), a seleção brasileira venceu o Japão por 2 a 1 em Houston (Estados Unidos), pelos 16 avos de final. Leia em TVT News com reportagem de Lincoln Chaves, da EBC.
Após um primeiro tempo marcado por nervosismo, erros de passe – como o que resultou no gol japonês – e controle adversário, a equipe de Carlo Ancelotti conseguiu pressionar os Samurais Azuis (apelido da seleção nipônica) na etapa final e ter a paciência necessária para, nos acréscimos, ser recompensada com o gol dramático do atacante Gabriel Martinelli, que saiu do banco para decidir a classificação.
Quando vai ser o próximo jogo do Brasil?
Nas oitavas de final, o Brasil enfrenta a Noruega, que derrotou a Costa do Marfim por 2 a1. O duelo será no domingo (5), às 17h, em Nova Jersey, também nos Estados Unidos.
Próximo jogo do Brasil na Copa do Mundo da FIFA 2026™ ·
- Brasil X Noruega – Domingo, 5 de julho, às 17h (horário de Brasíliadom., 05/07, 17:00


Como foi o jogo do Brasil
O confronto vinha sendo tratado como um duelo entre “mestre” e “discípulo”. O Japão tem o Brasil como maior inspiração no futebol. Ex-jogadores como Zico, ídolo do Flamengo e da seleção brasileira, e Ruy Ramos, que fez carreira na Terra do Sol Nascente e se naturalizou para representar a seleção asiática, são ícones no país e personalidades fundamentais no desenvolvimento do esporte japonês.
O respeito pelo futebol brasileiro se reflete na cultura. Um dos animes mais populares no Brasil no fim dos anos 1990, “Super Campeões”, conta a trajetória de Oliver Tsubasa, personagem inspirado em Musashi Mizushima, ex-jogador nipônico que defendeu o São Paulo entre 1975 a 1985, contando base e profissional. No desenho, Tsubasa chega a jogar em uma versão “genérica” do Tricolor, chamada “Brancos”.
Curiosamente, o último episódio de “Super Campeões” representa a final de Copa do Mundo de 2002 – que teve o Japão como uma das sedes – entre as seleções brasileira e nipônica.
O anime termina logo após o apito inicial da partida, deixando o final em aberto – na versão em mangá (história em quadrinhos japonesa), os donos da casa levam a melhor. Apesar disso, fãs da série animada trataram, nos últimos dias, o duelo desta segunda como a “continuação” daquele jogo. Felizmente, desta vez, deu Brasil.
45 minutos de pesadelo na Copa do Mundo
Com o mesmo time da vitória por 3 a 0 sobre a Escócia na última quarta-feira (24), em Miami (Estados Unidos), o Brasil tomou a iniciativa e praticamente anulou o Japão nos primeiros 15 minutos.
Aos 12, na melhor chance, o atacante Matheus Cunha recebeu do volante Bruno Guimarães na entrada da área, levou para a perna esquerda e chutou rasteiro, no canto. O goleiro Zion Suzuki se esticou todo para defender.
Os Samurais Azuis resistiram à pressão brasileira e conseguiram equilibrar as ações. Adiantando a marcação, os japoneses aproveitaram um erro de passe do lateral Danilo na intermediária e abriram o marcador.
Aos 28 minutos, o volante Kaishu Sano tomou a bola, avançou pelo meio, ganhou do volante Casemiro – que já tinha cartão amarelo – e bateu rasteiro, no canto direito do goleiro Alisson.
Sem conseguir se aproximar da área do Japão como no início da partida e com Vinícius Júnior e Rayan bem marcados nas pontas, o Brasil não conseguia encaixar passes que penetrassem a defesa adversária. Ansiosa e previsível, a seleção verde e amarela tentava acelerar o jogo e cometia erros que obrigavam o time a recuar e se ver dominado pelo toque de bola japonês.
Pressão pelo alto e avante
O Brasil voltou do intervalo com o atacante Endrick no lugar de Lucas Paquetá. O meia deixou o gramado com dores na coxa esquerda e teve de ser substituído.
O desenho do segundo tempo era claro: Japão recuado e Brasil no ataque, apostando no jogo aéreo. Aos seis minutos, Danilo cruzou pela direita e o volante Bruno Guimarães, de cabeça, obrigou Suzuki a uma bela defesa.
Aos oito, Rayan levantou na área, o lateral Douglas Santos apareceu pela esquerda e ajeitou para Casemiro escorar na frente do gol. O zagueiro Takehiro Tomiyasu salvou em cima da linha.
A insistência deu resultado no minuto seguinte. O zagueiro Gabriel Magalhães recebeu de Vinícius Júnior perto da grande área pela esquerda e cruzou na medida para Casemiro superar o meia Keito Nakamura pelo alto e mandar para as redes de cabeça.
O empate animou o Brasil e assustou os japoneses. Aos 12, Vinícius Júnior fez grande jogada pela esquerda, colocando a bola entre as pernas de Tomiyasu, invadindo a área, deixando Sano para trás com um drible de corpo e chutando de bico, cruzado, acertando a trave.
Paciência e recompensa para o Brasil
Com o jogo fluindo pelos lados, Ancelotti colocou Gabriel Martinelli no lugar de Matheus Cunha. Ele e Vinícius Júnior passaram a se revezar pela esquerda, um aberto em campo, próximo à lateral, e o outro por dentro, junto com Endrick.
A intensidade dos primeiros minutos da etapa final caiu, mas o Brasil seguiu ocupando o campo ofensivo. O jogo se tornou um teste de paciência. A seleção verde e amarela tocava a bola, procurando espaços e o melhor momento para tentar um passe em profundidade, um chute ou um bom cruzamento. O Japão, com postura claramente reativa, estava armado para, no primeiro erro, sair em velocidade no contra-ataque.
O duelo caminhava para a prorrogação e Casemiro tinha acabado de ser substituído com dores (Fabinho entrou) quando brilhou a estrela de Gabriel Martinelli. Aos 49 minutos, Bruno Guimarães recebeu de Rayan e deixou o atacante frente a frente com Suzuki. O camisa 22 bateu cruzado e a bola ainda encostou na trave esquerda antes de explodir a massa brasileira, maioria dos 68 mil torcedores presentes em Houston.
De: Lincoln Chaves – Repórter da EBC
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Manifestações pelo fim da escala 6×1 ocorrem pelo Brasil
Nesta terça-feira (30), mais de 15 estados terão manifestações pressionando em favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, a PEC pelo fim da escala 6×1. Leia mais sobre o tema em TVT News.
Os atos buscam pressionar o Senado para dar tramitação ao ato legislativo, já que a casa se reunirá nesta quarta-feira (01/07) em sessão temática para discutir o assunto.
Na sessão, serão ouvidos sindicatos, categorias, empresários, os diversos setores interessados. A PEC segue “emperrada” no Senado, aguardando envio para a Comissão de Constituição e Justiça.

Há manifestações marcadas em 21 cidades, entre elas São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA), Brasília (DF), Natal (RN), Aracaju (SE) e Curitiba (PR), entre outros.
O ato do Rio de Janeiro, iniciado hoje (30) às 14h, abriu o dia de protestos.
Em São Paulo, o ato se reunirá às 18h no vão do Masp.
Os atos são parte de um dia nacional de jornadas, marcado por organizações como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o movimento VAT – Vida Além do Trabalho, a Frente Brasil Popular, a Frente Nacional de Mobilização Povo Sem Medo.
Fim da 6×1 exige tramitação da PEC no Senado
A PEC em questão foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio. No entanto, desde então, está parada no Senado, aguardando despacho do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).
Caso o Senado aprove o texto sem alterações de mérito, a proposta segue para promulgação pelo Congresso. Porém, se os senadores fizerem mudanças, a PEC voltará para nova análise na Câmara.
No início de junho, Alcolumbre declarou que a PEC deveria ser analisada “sem pressa” e que poderia haver “melhorias” no texto.
A CUT criou o site Na Pressão, para que a população possa pressionar os parlamentares, por meio de envio de mensagens.
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O vereador no Rio de Janeiro Rick Azevedo (PSOL), criador do VAT e um dos articuladores nacionais do movimento contra a escala 6×1, classifica a virada de semestre como “momento crucial para os trabalhadores brasileiros”.
Ele criticou o senador Alcolumbre por não dar seguimento célere à tramitação e disse que a classe trabalhadora “não recuará”.
“Hoje não se trata mais só de um balconista de farmácia querendo o fim da escala 6×1. O recado concreto que a gente pode dar hoje é que nós não vamos desistir”, disse Rick à Agência Brasil.
O vereador se refere à sua antiga profissão, que exercia quando seu vídeo falando da falta de humanidade da excala 6×1 viralizou nas redes sociais e uniu parte da população pela mudança trabalhista.
“O décimo terceiro salário, as férias remuneradas, licença-maternidade, entre outros direitos, foram conquistas da classe trabalhadora. A gente também vai conquistar o fim da escala 6×1.”

Fim da escala 6×1 já passou na Câmara
O fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário foram aprovados em dois turnos na Câmara dos Deputados, com votações expressivas (472 votos a favor no 1° turno e 469 no 2° turno).
Com essa emenda, a Constituição passará a determinar:
- Redução da carga horária máxima das atuais 44 horas para 40 horas semanais de forma gradual;
- Escala 5×2: direito a dois dias de folga remuneradas por semana, sendo um deles, preferencialmente, aos domingos;
- Salários mantidos: fica estritamente proibida qualquer redução salarial nominal ou proporcional;
- Possibilidade de lei complementar para mitigar impactos sobre micro e pequenas empresas, condicionada à manutenção dos níveis de emprego;
- Implementação progressiva: 60 dias após a publicação, a jornada cai para 42 horas semanais; após mais 12 meses, atinge as 40 horas semanais;
- Fim das cláusulas coletivas incompatíveis após 60 dias da promulgação;
- Abertura para negociação coletiva, permitindo que acordos ou convenções ajustem escalas e compensações, desde que respeitados os novos limites;
- Exceção para empregados hipersuficientes (nível superior e remuneração acima de 2,5 vezes o teto do RGPS, aproximadamente R$ 21 mil), que ficam fora das regras de controle de jornada;
- Regra de transição para contratos públicos com mão de obra terceirizada, permitindo aditamento para reequilíbrio econômico-financeiro em até 12 meses.
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Vacinação de adolescentes de 15 a 19 anos contra o HPV vai até dezembro
O Ministério da Saúde prorrogou a vacinação de adolescentes de 15 a 19 anos contra o HPV até 31 de dezembro deste ano. A estratégia de resgate vacinal de jovens que não receberam a dose na idade recomendada seria encerrada este mês.

Em ofício, a pasta reforçou a importância do resgate vacinal para a ampliação do acesso de adolescentes ainda não imunizados e reafirmou a necessidade de estados e municípios intensificarem as ações voltadas para a vacinação desses jovens.
“O monitoramento dessa vacinação de resgate apresenta avanços, mas os dados ainda são insuficientes para alcançarmos os mais de 600 mil adolescentes contemplados, necessitando, portanto, o incremento de estratégias voltadas para ações extramuros, como nas escolas, universidades e outros locais”, destacou o ministério.
No documento, a pasta citou ainda a importância de parcerias com sociedades científicas, órgãos de classe, organizações não governamentais, igrejas e mídias, com o objetivo de ampliar a divulgação para a sociedade sobre a segurança e efetividade da vacina.
Dados coletados até junho deste ano indicam que 287.647 adolescentes com idade entre 15 e 19 anos foram imunizados contra o HPV, sendo 124.172 do sexo feminino e 163.502 do sexo masculino.
Esquema vacinal contra o HPV
A vacina contra o HPV faz parte da rotina do calendário nacional para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. Desde 2024, o Brasil adotou o esquema de dose única, substituindo o modelo anterior de duas doses e simplificando o acesso à imunização.
Para pessoas imunocomprometidas, como as que vivem com HIV/aids e pacientes oncológicos e transplantados, o esquema vacinal permanece com três doses.
A mesma recomendação se aplica a usuários de profilaxia pré-exposição (PrEP) entre 15 e 45 anos e a vítimas de violência sexual a partir dos 15 anos.

Análise
O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, lembra que o HPV é o principal vírus causador de diversos tipos de câncer, sobretudo o de colo de útero, mas também está relacionado ao câncer anal, câncer de boca, de cabeça, de pescoço, de ânus, de vulva e de vagina.
“São diversos tipos de câncer que partem do princípio de uma infecção prévia pelo vírus. Ele promove uma alteração na mucosa desses locais e indivíduos que não conseguem eliminá-lo após a exposição persistem com essa infecção por tempo prolongado, levando à uma diferenciação dessas células, causando, no futuro ou na persistência dessa infecção, esses tipos de câncer,” explicou Kfouri.
Segundo ele, o objetivo da imunização é evitar que mulheres e homens, ao se exporem ao HPV, se infectem e fiquem com o vírus de forma persistente. “A vacinação de adolescentes foi demonstrada, em diversos locais do mundo, a idade mais eficaz – não só no desempenho da vacina, mas também pelo momento.”
“Ao vacinar antes da exposição ao vírus, já que é um vírus de transmissão basicamente sexual, você evita e consegue obter o melhor desempenho da vacina., que é proteger contra todos os tipos contidos na dose”, completou.
O médico destacou ainda que a estratégia de imunizar meninos e meninas amplia o poder de proteção por meio da redução da transmissão do vírus e que países que adotaram a ação obtiveram reduções expressivas em verrugas genitais, cânceres de vagina e vulva e, principalmente, no câncer de colo de útero.
“É uma vacina extremamente segura e altamente eficaz. Uma das mais eficazes que nós já desenvolvemos no mundo. Ao ponto da Organização Mundial da Saúde falar hoje em eliminar o câncer de colo de útero”, concluiu Kfouri.
De Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil
Quais são os próximos jogos do mata-mata da Copa do Mundo? Veja datas, horários e chaveamento
Com a fase do mata-mata da Copa inaugurada no domingo (28) e o fim da fase de grupos, alguns confrontos das oitavas já estão definidos e todos os jogos dos 16-avos de final já estão fechados. Após a vitória do Canadá no domingo (28) e Marrocos ontem (29), o primeiro confronto das oitavas de final decidido é entre ambas as seleções, no sábado, dia 4. Leia tudo sobre a Copa do Mundo na TVT News.
>> Brasil derrota o Japão e vai às oitavas de final na Copa do Mundo 2026
Na atual etapa, os 16-avos de final, são no máximo 3 jogos por dia, enquanto nas oitavas serão 2 jogos por dia. O Brasil joga contra o vencedor do duelo Noruega X Costa do Marfim no domingo (4) às 17h já na fase das oitavas.
>> Veja a tabela da Copa do Mundo 2026 com resultados em tempo real
>> Guia para acompanhar a Copa do Mundo 2026
Ao todo, serão 16 times classificados para as oitavas de final da Copa do Mundo.
Chaveamento da Copa do Mundo; veja datas abaixo

16-avos de final
Domingo, 28 de junho de 2026
16h – África do Sul x Canadá –> Vencedor: Canadá
Segunda-feira, 29 de junho de 2026
14h – Brasil x Japão –> Vencedor: Brasil
17h30 – Alemanha x Paraguai –> Vencedor: Paraguai
22h – Holanda x Marrocos –> Vencedor: Marrocos
Terça-feira, 30 de junho de 2026
14h – Costa do Marfim x Noruega
18h – França x Suécia
22h – México x Equador
Quarta-feira, 1º de julho de 2026
13h – Inglaterra x República Democrática do Congo
17h – Bélgica x Senegal
21h – Estados Unidos x Bósnia e Herzegovina
Quinta-feira, 2 de julho de 2026
16h – Espanha x Áustria
20h – Portugal x Croácia
Sexta-feira, 3 de julho de 2026
0h – Suíça x Argélia
15h – Austrália x Egito
19h – Argentina x Cabo Verde
22h30 – Colômbia x Gana
Oitavas de final
Sábado, 4 de julho de 2026
14h – Canadá x Marrocos
18h – Paraguai x Vencedor de França x Suécia
Domingo, 5 de julho de 2026
17h – Brasil x Noruega
Segunda, 6 de julho de 2026
16h – Vencedor de Portugal x Croácia vs Vencedor de Espanha x Áustria
21h – Vencedor de Estados Unidos x Bósnia e Herzegovina x Vencedor de Bélgica x Senegal
Terça, 7 de julho de 2026
13h – Vencedor de Argentina x Cabo Verde x Vencedor de Austrália x Egito
17h – Vencedor de Suíça x Algéria x Vencedor de Colômbia x Gana
Principais datas da Copa do Mundo
Abertura: 11 de junho de 2026 – Estádio Azteca, Cidade do México
Última rodada da fase de grupos: 27 de junho
16-avos de final: 28 de junho a 3 de julho
Oitavas de final: 4 a 7 de julho
Quartas de final: 9 a 11 de julho
Semifinais: 14 e 15 de julho
Disputa do terceiro lugar: 18 de julho – Miami
Final: 19 de julho – Nova York/Nova Jersey
Se o Brasil avançar…

Segunda fase – 29 de junho – 14h – Houston
Oitavas de final – 5 de julho – 17h – Nova York/Nova Jersey
Quartas de final – 11 de julho – 18h – Miami
Semifinal – 15 de julho – 16h – Atlanta
Final – 19 de julho – 16h – Nova York/Nova Jersey
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Como funciona o novo formato da Copa do Mundo?
A edição de 2026 será a primeira com 48 seleções.
O aumento no número de participantes modificou a estrutura da competição.
Agora serão:
- 12 grupos com quatro seleções cada;
- Os dois primeiros colocados de cada grupo avançam diretamente;
- Os oito melhores terceiros colocados também se classificam.
Ao final da fase de grupos, 32 seleções seguirão para a fase eliminatória.
A partir daí, o torneio passa a ser disputado em sistema de mata-mata.
As etapas da Copa serão:
- Fase de 16-avos de final;
- Oitavas de final;
- Quartas de final;
- Semifinais;
- Disputa do terceiro lugar;
- Final.

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