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Da Redação

Lula participa de 7 de setembro com Motta, Alcolumbre e Fachin

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, nesta segunda-feira (7), do tradicional desfile cívico-militar de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A cerimônia pelos 204 anos da Independência do Brasil reuniu autoridades dos Três Poderes e foi marcada por mensagens sobre soberania nacional, enfrentamento à violência contra as mulheres e a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 no país. Leia em TVT News.

Lula acompanhou o evento ao lado da primeira-dama, Janja da Silva. Também estiveram na tribuna de honra o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), a mulher dele, Lu Alckmin, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Antes de se acomodarem na tribuna das autoridades, Lula e Janja atravessaram a Esplanada dos Ministérios a bordo do Rolls-Royce presidencial.

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07.09.2026 – Defesa da soberania durante Desfile Cívico-Militar de 7 de Setembro, Esplanada dos Ministérios, Brasília – DF. Foto: Ricardo Stuckert.

A presença dos representantes dos Três Poderes deu destaque institucional à cerimônia. Além das principais autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário, o evento contou com ministros do governo federal, integrantes das Forças Armadas e representantes de órgãos de segurança.

O desfile começou às 9h e foi organizado a partir de três eixos temáticos definidos pelo governo: a defesa da soberania nacional, o enfrentamento à violência contra as mulheres e a Copa do Mundo Feminina de 2027.

A programação também manteve os elementos tradicionais da cerimônia, com a participação de estudantes de escolas públicas, tropas militares, veículos blindados, cavalaria, esquadrões de motocicletas e apresentações aéreas.

Soberania nacional foi um dos principais temas do 7 de Setembro

A defesa da soberania brasileira ocupou posição de destaque nas mensagens associadas ao desfile deste ano. O tema vem sendo enfatizado pelo governo Lula, especialmente após o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros no ano passado.

Na véspera do desfile, em pronunciamento transmitido em cadeia nacional de rádio e televisão, Lula reforçou a defesa da autonomia do país diante de interesses estrangeiros.

O presidente afirmou que o Brasil precisa se manter “forte e altivo” e rejeitou a possibilidade de submissão do país a outras potências.

“Precisamos nos manter fortes e altivos, sem baixar a cabeça, para não deixarmos que o Brasil se transforme, novamente, em colônia de outras potências estrangeiras. Não somos, e não seremos colônia de ninguém.”

No pronunciamento, Lula também associou a soberania à capacidade de proteger o território, as fronteiras, o meio ambiente, as riquezas nacionais e a população brasileira.

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07.09.2026 – Desfile Cívico-Militar de 7 de Setembro, Esplanada dos Ministérios, Brasília – DF. Foto: Ricardo Stuckert.

Para o presidente, a independência de um país também está relacionada à criação de condições para que a população tenha acesso a oportunidades e possa melhorar suas condições de vida.

A mensagem apresentada no 7 de Setembro ocorre em um contexto no qual o governo federal tem colocado a defesa da soberania como uma das principais bandeiras políticas e institucionais.

Em suas redes sociais, Lula ressaltou a defesa da soberania neste 7 de setembro: “O Brasil escolheu ser soberano”.

Combate à violência contra as mulheres também marcou cerimônia

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07.09.2026 – Combate a violência contra as mulheres foi tema do Desfile Cívico-Militar de 7 de Setembro, Esplanada dos Ministérios, Brasília – DF. Foto: Ricardo Stuckert.

Outro eixo do desfile foi o enfrentamento à violência contra as mulheres, tema que ganhou espaço diante dos números de feminicídio e de outras formas de violência de gênero no país.

Nos últimos meses, o governo federal anunciou medidas voltadas à ampliação da proteção às vítimas. Em maio deste ano, Lula sancionou três projetos de lei relacionados ao combate à violência doméstica.

Entre as medidas estão a criação do Cadastro Nacional de Agressores e regras para o afastamento de agressores do lar.

As iniciativas foram sancionadas durante um evento realizado no Palácio do Planalto em referência aos 100 dias do Pacto Brasil entre os Três Poderes para o Enfrentamento do Feminicídio.

A presença do tema entre os eixos do desfile de 7 de Setembro reforçou a tentativa de associar a data da Independência também à defesa de direitos e à necessidade de enfrentar a violência que atinge mulheres em todo o país.

Copa do Mundo Feminina de 2027 esteve entre os eixos

O terceiro tema apresentado durante a cerimônia foi a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil entre os dias 24 de junho e 25 de julho.

Será a primeira vez que um país da América do Sul sediará o torneio. A competição reunirá seleções de diferentes partes do mundo e terá o Brasil como anfitrião.

A escolha da Copa do Mundo Feminina como um dos temas do desfile também colocou o futebol praticado por mulheres no centro das comemorações nacionais.

A competição será disputada em cidades brasileiras e representa um dos principais eventos esportivos internacionais previstos para o país no próximo ano.

Desfile reuniu estudantes, tropas e forças de segurança

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07.09.2026 – Desfile Cívico-Militar de 7 de Setembro, Esplanada dos Ministérios, Brasília – DF. Foto: Ricardo Stuckert.

A programação do 7 de Setembro começou com a participação de alunos de escolas públicas e com a apresentação dos temas escolhidos para a cerimônia.

Na sequência, desfilaram tropas da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Também participaram integrantes da Polícia Militar do Distrito Federal e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal.

O público acompanhou a passagem de tropas a pé, veículos militares, carros blindados, cavalaria e esquadrões de motocicletas.

O encerramento ficou por conta das tradicionais apresentações aéreas, com demonstrações da Esquadrilha da Fumaça e de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB).

A cerimônia deste ano teve um tom mais sóbrio, seguindo orientação para preservar o caráter institucional do evento durante o período eleitoral.

Por recomendação da Advocacia-Geral da União (AGU), a organização buscou evitar elementos do 7 de setembro que pudessem ser interpretados como manifestação político-partidária ou tentativa de influência sobre o eleitorado.

Confira quem estava presente no evento do 7 de setembro:

  • Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva
  • Senhora Janja Lula da Silva
  • Vice-Presidente da República, Geraldo Alckmin
  • Senhora Lu Alckmin
  • Presidente do Congresso Nacional e do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre
  • Presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Hugo Motta
  • Presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin

Ministras e ministros de Estado:

  • Casa Civil da Presidência da República, Miriam Belchior
  • Defesa, José Mucio
  • Relações Exteriores, substituta, embaixadora Maria Laura
  • Fazenda, Dario Durigan
  • Transportes, George Santoro
  • Portos e Aeroportos, Tomé Franca
  • Educação, Leonardo Barchini
  • Trabalho e Emprego, Luiz Marinho
  • Previdência Social, Wolney Queiroz
  • Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias
  • Saúde, Alexandre Padilha
  • Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa
  • Empreendedorismo, Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Pereira
  • Minas e Energia, Alexandre Silveira
  • Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck
  • Comunicações, Frederico de Siqueira Filho
  • Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos
  • Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco
  • Esporte, Paulo Henrique Cordeiro
  • Turismo, Gustavo Feliciano
  • Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiavelli
  • Cidades, Vladimir Lima
  • Pesca e Aquicultura, substituto, Lázaro Medeiros
  • Mulheres, Márcia Helena Lopes
  • Igualdade Racial, Rachel Barros
  • Povos Indígenas, Luiz Henrique Eloy
  • Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Marcos Amaro
  • Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira

Outras autoridades:

  • Advocacia-Geral da União, Jorge Messias
  • Defensora Pública-Geral Federal, Tarcijany Linhares Aguiar
  • Comandante da Marinha
  • Comandante do Exército
  • Comandante da Aeronáutica
  • Diretor-Geral da Polícia Rodoviária Federal, Antônio Fernando Souza
  • Diretor-Geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues
  • Presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros
  • Presidente da Caixa, Carlos Vieira

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Quaest divulga nova pesquisa para presidente neste 7 de setembro

O Instituto Quaest divulga hoje (7), às 18h, nova rodada de pesquisa de intenção de voto para presidente da República. Acompanhe as pesquisas com a TVT News.

Quais os últimos números da pesquisa Quaest para o 1° turno

Quais os últimos resultados da pesquisa Quaest para o 2° turno

Quem está na frente nas intenções de voto para presidente?

O agregador de pesquisas da TVT News, atualizado com os quatro levantamentos mais recentes de Datafolha, Quaest, Atlas e BTG/Nexus, mostra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da corrida presidencial de 2026. Na média ponderada dos institutos, Lula tem 39,2% das intenções de voto no 1º turno, contra 32,2% de Flávio Bolsonaro (PL). No 2º turno, a vantagem diminui: 45,0% a 42,8%, uma diferença de 2,2 pontos percentuais.

O levantamento também mostra o crescimento de Augusto Cury (Avante). Com marcas de 8% no Datafolha, 10% na Quaest, 7,8% no Atlas e 11% no BTG/Nexus, o escritor chega a 9,0% na média ponderada e aparece em terceiro lugar.

Principais destaques do agregador de pesquisas

  • 1º turno: Lula lidera com 39,2%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 32,2%.
  • Augusto Cury: aparece em terceiro, com 9,0% na média ponderada.
  • Renan Santos: registra 4,2% na média.
  • Ronaldo Caiado: tem 3,0%.
  • Romeu Zema: chega a 1,3%.
  • 2º turno: Lula marca 45,0%, contra 42,8% de Flávio Bolsonaro.
  • A diferença entre Lula e Flávio cai de 7 pontos no 1º turno para 2,2 pontos no 2º turno.
  • Nos quatro levantamentos, Lula aparece numericamente à frente de Flávio nas simulações de segundo turno.

Como Lula e Flávio aparecem no agregador de pesquisas?

A média ponderada considera os percentuais de cada pesquisa e os pesos definidos para cada instituto. Datafolha e Quaest recebem peso maior; seguido das pesquisas Atlas e BTG/Nexus, peso 2.

No primeiro turno, Lula aparece com 39,16%, arredondados para 39,2%. Flávio Bolsonaro tem 32,24%, ou 32,2%. A distância entre os dois é de 6,9 pontos percentuais.

No segundo turno, Lula alcança 45,02%, enquanto Flávio chega a 42,84%. A diferença média é de 2,18 pontos.

O resultado acompanha o quadro apresentado pelos levantamentos mais recentes. No Datafolha, Lula tem 38% contra 33% de Flávio no primeiro turno e 46% a 44% no segundo.

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Composição de imagens com os três candidatos à frente nas pesquisas de intenção de voto – (Lula Marcelo Camargo /Agência Brasil – Cury – Reprodução / Insagram – Flávio Bolsonaro – Agência Senado)

Na Quaest, Lula aparece com 37% contra 30% de Flávio no primeiro turno. No segundo turno, a disputa fica ainda mais próxima: 42% para Lula e 41% para Flávio.

No Atlas, Lula registra 43,4% contra 33,7% de Flávio no primeiro turno. No segundo, são 47,1% contra 42,6%.

Já o BTG/Nexus mostra Lula com 39% e Flávio com 33% no primeiro turno. No segundo turno, o resultado é de 46% para Lula e 45% para Flávio.

Como o escritor Augusto Cury aparece no agregador de pesquisas?

Augusto Cury é o nome que mais chama atenção entre os candidatos que disputam a terceira posição.

O escritor registra 8% no Datafolha, 10% na Quaest, 7,8% no Atlas e 11% no BTG/Nexus. Aplicados os pesos, chega a 8,95%, ou 9,0% na média.

O crescimento aparece de forma mais clara nas pesquisas individuais. No BTG/Nexus, Cury passou de 5% para 11% em uma semana. No Atlas, saiu de 1,6% em julho para 7,8% em agosto.

Na Quaest, Cury aparece com 10% no primeiro turno e passa a ocupar a terceira posição, à frente de nomes como Caiado e Zema.

A Quaest também foi a primeira entre os quatro institutos a testar Cury em uma simulação de segundo turno. No confronto contra Lula, o escritor aparece com 34%, contra 40% do presidente.

Quem mais perdeu pontos nas pesquisas?

Entre Lula e Flávio, os dois apresentam recuos em parte dos levantamentos, mas a queda de Flávio é mais acentuada na pesquisa Atlas.

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Presidente Lula e Flávio Bolsonaro nas eleições 2026. Fotos: Flickr Lula e Flickr Flávio Bolsonaro

No levantamento Atlas, Lula passou de 45% para 43,4%, enquanto Flávio caiu de 36% para 33,7%. Cury, por outro lado, avançou de 1,6% para 7,8%.

O BTG/Nexus também registrou queda de Lula, de 41% para 39%, e de Flávio, de 37% para 33%, enquanto Cury avançou de 5% para 11%.

O movimento geral é, portanto, de acirramento da disputa entre Lula e Flávio, ao mesmo tempo que os demais nomes que disputam espaço no campo eleitoral perderam pontos para o escritor Augusto Cury.

No agregador, entretanto, a liderança de Lula permanece no primeiro turno. Entre os demais candidatos, Renan Santos aparece com 4,2%, Caiado com 3,0% e Zema com 1,3%.

Quais as chances de a eleição acabar no 1º turno?

Os números do agregador não permitem afirmar que a eleição terminará no primeiro turno. Embora Lula lidere todas as pesquisas consideradas, sua média ponderada está em 39,2% no primeiro turno, abaixo dos 50% + 1 dos votos válidos necessários para evitar uma segunda votação.

Além disso, as pesquisas apresentam percentuais diferentes para os demais candidatos e para votos brancos, nulos e indecisos. A conversão das intenções de voto em votos válidos exigiria retirar essas categorias e considerar somente os eleitores prováveis.

O cenário atual, portanto, aponta para uma eleição ainda aberta e com tendência de segundo turno, especialmente porque a soma dos adversários de Lula representa parcela relevante das intenções de voto.

Outro ponto é a proximidade entre Lula e Flávio nas simulações de segundo turno. A média de 45,0% a 42,8% mostra uma disputa mais equilibrada do que a observada no primeiro turno.

A média dos candidatos nos quatro institutos de pesquisa

Candidato1º turno — média ponderada
Lula39,2%
Flávio Bolsonaro32,2%
Augusto Cury9,0%
Renan Santos4,2%
Ronaldo Caiado3,0%
Romeu Zema1,3%

Segundo turno: Lula x Flávio

CandidatoMédia ponderada
Lula45,0%
Flávio Bolsonaro42,8%

Os números representam a média ponderada dos quatro levantamentos, de acordo com os pesos definidos para o agregador da TVT News. Eles servem para acompanhar a evolução da disputa e não constituem projeção do resultado eleitoral.

Consulta oficial no TSE: Pesquisas eleitorais registradas no Tribunal Superior Eleitoral. O TSE informa que as pesquisas de opinião pública relativas às eleições devem ser registradas na Justiça Eleitoral e que os dados ficam disponíveis para consulta pública.

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Assista ao desfile de 7 de setembro de 2026

Nesta segunda (7), a TV Brasil transmitiu o tradicional desfile de 7 de setembro, o Desfile Cívico-Militar na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. 

Desfile de 7 setembro completo

Neste ano o desfile teve 3 eixos: soberania, o combate à violência contra a mulher e a Copa do Mundo Feminina.

Por isso, para contemplar a diversidade, houve uma narradora oficial ao lado do narrador.

A programação da TV Brasil começou logo cedo, às 8h, com as informações sobre a expectativa para a cerimônia e a chegada do público. Além de Brasília, haverá entradas ao vivo também do Rio de Janeiro e de São Paulo. 

O desfile começou às 9h, com encerramento por volta das 11h.

As arquibancadas foram abertas às 6h. O público teve cinco pontos de acesso à área do desfile, todos com linhas de revistas pessoais.

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No Governo Lula, as Forças Armadas cumprem o papel constitucional. Foto: Ricardo Stuckert

Confira a transmissão do desfile de 7 de setembro

A transmissão especial contará com a participação de especialistas, em estúdio, que vão explicar os símbolos da festa e o significado histórico do 7 de setembro.

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Assista ao pronuciamento do presidente Lula para o dia 7 de setembro

7 de setembro: Lula defende soberania e riquezas do Brasil para os brasileiros

Em pronunciamento em rede de rádio e TV neste domingo (6.09), véspera das comemorações da Independência do Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância da defesa da soberania e da democracia no país, para que as riquezas nacionais promovam o desenvolvimento econômico e social dentro das nossas fronteiras.

No contexto de guerras, tarifas comerciais unilaterais e tentativas de interferências externas, o presidente reforçou o caráter pacífico do povo brasileiro, o que não significa “abaixar a cabeça diante de potências estrangeiras que querem transformar o Brasil novamente em colônia”.

Lula lembrou que o Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo e a maior fonte de água doce do planeta e, no último mês, foi descoberta uma nova reserva de petróleo na costa do Amapá. O presidente tem trabalhado para que essas riquezas se revertam em benefício para o país, como é o caso da aprovação do marco legal que permitirá ao país “transformar as enormes reservas de minerais críticos e terras raras em desenvolvimento e riqueza para o povo brasileiro”.

O presidente ainda reforçou a importância do livre comércio, frisou que um país soberano é capaz de defender seu território, suas fronteiras, seu meio ambiente, suas riquezas e seu povo. É também um país que cria oportunidades para as pessoas terem a própria independência, finalizou o presidente, que ainda exaltou o orgulho de ser brasileiro.

Confira íntegra do pronunciamento do presidente Lula

Minhas amigas e meus amigos,

amanhã, 7 de setembro, é dia de comemorar a Independência do Brasil.

Para além do grito de Dom Pedro I às margens do Rio Ipiranga, a Independência do Brasil foi uma dura conquista de homens e mulheres que deram suas vidas nas batalhas contra a tirania, a escravidão e a injustiça social.

De Tiradentes, herói da Inconfidência Mineira, a Maria Quitéria, Maria Felipa e Joana Angélica, heroínas do 2 de julho na Bahia.

Defender a Independência do Brasil é defender nossa soberania e nossa democracia.

Mais do que nunca, é preciso lutar pelo que é nosso.

Temos a segunda maior reserva de terras raras do mundo, e a maior fonte de água doce.

No último mês, descobrimos uma nova e rica reserva de petróleo.

Nossas riquezas devem servir ao futuro do povo brasileiro.

Foi aprovado no Congresso Nacional o marco legal que permitirá ao Brasil transformar as enormes reservas de minerais críticos e terras raras em desenvolvimento e riqueza para o povo brasileiro.

Recursos naturais que, da mesma forma que o nosso petróleo, devem ser usados para o desenvolvimento de tecnologia de ponta e geração de empregos de qualidade no Brasil.

Por isso, não podemos baixar a cabeça diante de potências estrangeiras que querem transformar o Brasil novamente em colônia.

Não somos colônia e não seremos colônia de ninguém.

Minhas amigas e meus amigos,

um país soberano é aquele capaz de defender seu território, suas fronteiras, seu meio ambiente, suas riquezas e seu povo de quaisquer interesses estrangeiros.

Um país soberano é aquele capaz de criar as oportunidades que o seu povo precisa para conquistar a própria independência.

A independência financeira, a independência de poder estudar e pensar livremente, escolher a melhor profissão e o melhor emprego.

Ter mais tempo para si mesmo e para sua família.

A independência de contar, como previsto na Constituição Federal, com saúde pública de qualidade e a melhor educação gratuita para seus filhos.

E de viver em um país livre da fome, da pobreza e de todas as formas de desigualdade, com direitos para todos, em vez de privilégios para poucos.

Minhas amigas e meus amigos,

o Brasil trabalha pela paz mundial e a harmonia entre as nações.

Defendemos o livre comércio. Nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar e para quem podemos vender.

Somos um país soberano, e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém.

Temos motivos de sobra para nos orgulharmos do nosso país.

Temos na Amazônia uma das maiores biodiversidades do planeta.

Somos exemplo na defesa do meio ambiente.

Nossa riqueza cultural encanta o mundo.

Somos referência mundial em transição energética e no enfrentamento da emergência climática que ameaça o futuro da humanidade.

E temos cada um e cada uma de vocês, que formam o extraordinário povo brasileiro, um dos mais admirados em todo o planeta.

Um feliz Dia da Independência, e que Deus continue abençoando o nosso Brasil.

Qual a participação do presidente Lula no desfile de 7 setembro

Confira a agenda do presidente Lula no dia 7 de setembro:

  • 09h – Chegada à Tribuna Presidencial – Esplanada dos Ministérios, Brasília
  • 09h05 – Execução do Hino Nacional e do Hino da Independência – Esplanada dos Ministérios, Brasília
  • 09h10 – Permissão presidencial para o início do Desfile – Esplanada dos Ministérios, Brasília
  • 09h15 – Desfile Cívico-Militar de 7 de Setembro – Esplanada dos Ministérios, Brasília
  • 11h00 – Encerramento do Desfile de 7 de Setembro – Esplanada dos Ministérios,
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7 de setembro é dia de lembrar a Independência do Brasil – Foto: Ricardo Stuckert/PR

Conheça a história do 7 de setembro

Todos os anos, o 7 de Setembro é celebrado pelos brasileiros com desfiles, cerimônias cívicas e referências ao famoso “grito do Ipiranga”. Mas a Independência do Brasil foi um processo muito mais longo e complexo do que a cena protagonizada por Dom Pedro I às margens do riacho do Ipiranga, em São Paulo, capital. Conheça a história do 7 de setembro com a TVT News.

O que o presidente Lula falou sobre o 7 de setembro

Com informações da Agência Brasil

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7 de setembro: a história da Independência do Brasil

Todos os anos, o 7 de Setembro é celebrado pelos brasileiros com desfiles, cerimônias cívicas e referências ao famoso “grito do Ipiranga”. Mas a Independência do Brasil foi um processo muito mais longo e complexo do que a cena protagonizada por Dom Pedro I às margens do riacho do Ipiranga, em São Paulo, capital. Conheça a história do 7 de setembro com a TVT News.

Qual a história do 7 de setembro

A separação política de Portugal foi resultado de transformações que começaram anos antes, envolveram interesses econômicos e políticos, disputas entre diferentes grupos da sociedade e até conflitos armados que tiveram reflexos e continuaram depois de 1822.

Segundo historiadores, a própria ideia de que o Brasil já era uma nação unificada antes da Independência também precisa ser relativizada. No início do século XIX, as diferentes capitanias que compunham o território nacional tinham relações limitadas entre si e muitos habitantes se identificavam mais com suas regiões de origem do que com uma identidade brasileira.

A construção do Brasil como Estado independente, portanto, não terminou com o anúncio de Dom Pedro: ela continuou nos anos seguintes, em meio à criação de novas instituições, disputas políticas, guerras e à manutenção de estruturas sociais herdadas do período colonial.
 

Como era o Brasil antes da Independência?
 

Segundo Adriana Schimidt, professora de história do Brazilian International School – BIS, de São Paulo (SP), para entender como e por que o Brasil se tornou independente, é preciso voltar ao período em que o território ainda fazia parte do Império Português. A sociedade era profundamente desigual e organizada em torno de uma economia agroexportadora e do trabalho escravizado.

A escravidão de africanos e seus descendentes era parte central da estrutura econômica e social, enquanto o poder político estava concentrado nas mãos de grupos ligados à propriedade da terra, ao comércio e à administração colonial.

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Obra “Navio negreiro” do pintor alemão Johann Moritz Rugendas, de 1830, que narra o tráfico de escravizados, com os negros sequestrados e transportados em condições degradantes nos navios negreiros após a captura na costa da África. A coletânea de obras do autor denunciou as condições desumanas e insalubres dos negros, sendo apontado, inclusive, como propaganda abolicionista, que estava em pauta na época.


 

A chegada da família real portuguesa ao Rio de Janeiro, em 1808, alterou profundamente esse cenário. A transferência da Corte ocorreu após a invasão de Portugal pelas tropas de Napoleão Bonaparte e transformou o Rio de Janeiro no centro do Império Português. A abertura dos portos às nações amigas, a criação de instituições culturais e científicas e a instalação de estruturas administrativas em solo brasileiro fizeram com que a colônia ganhasse importância política e econômica dentro do próprio Império.
 

“Uma das grandes mudanças provocadas pela chegada da Corte foi fazer com que o Brasil deixasse de ocupar uma posição exclusivamente colonial. A presença da monarquia trouxe instituições, circulação de pessoas, investimentos e novas relações comerciais. Ao mesmo tempo, aumentou a percepção, entre setores da elite local, de que o território tinha condições de exercer maior autonomia política”, explica Adriana.
 

Apesar dessas transformações, não existia ainda uma identidade brasileira homogênea. Por exemplo: habitantes do Pará, Pernambuco, São Paulo, Bahia ou Rio de Janeiro podiam ter vínculos muito mais fortes com suas próprias regiões ou com Portugal do que com uma ideia de “Brasil” como nação. “O próprio projeto de independência, portanto, precisou construir uma unidade territorial e política que não existia até então”, acrescenta a docente do BIS.
 

O cenário que levou à Independência
 

A Independência do Brasil foi resultado de um processo político que se intensificou ao longo dos anos que antecederam 1822. “É importante não imaginar a Independência como uma decisão tomada de repente por Dom Pedro. Quando chegamos a 1822, já existia uma conjuntura de tensão política e diferentes interesses em disputa. O que acontece naquele ano é a aceleração de um processo que vinha sendo construído anteriormente”, explica Roberto Carlos Simões, professor de história do Progresso Bilíngue, de Vinhedo (SP).

O professor explica, abaixo, a sequência de acontecimentos que levaram ao rompimento com Portugal:
 

1808 – Chegada da família real portuguesa ao Brasil: diante das invasões napoleônicas, D. João e a Corte portuguesa transferiram-se para o Rio de Janeiro. A abertura dos portos às nações amigas e a instalação de instituições administrativas, econômicas e culturais ampliaram a importância política do Brasil dentro do Império português.
 

1815 – Brasil é elevado a Reino Unido: o território deixou oficialmente a condição de colônia com a criação do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. A mudança reforçou o peso político do Brasil, que passou a ocupar posição mais próxima à de Portugal dentro da monarquia.
 

1817 – Revolução Pernambucana: uma revolta de caráter republicano e separatista tomou conta de Pernambuco e chegou a estabelecer um governo provisório. Apesar de ter sido reprimido, o movimento demonstrou a existência de projetos políticos que questionavam o domínio português e a própria monarquia.
 

1820 – Revolução do Porto: um movimento liberal iniciado em Portugal exigiu o retorno da Corte, a convocação de Cortes Constituintes e mudanças na organização política do Império. As decisões tomadas pelos revolucionários também colocaram em discussão a autonomia que o Brasil havia adquirido desde a chegada da família real.
 

1821 – Retorno de D. João VI a Portugal: pressionado pela Revolução do Porto, o rei deixou o Brasil e retornou a Lisboa, deixando seu filho, Pedro de Alcântara, aos 23 anos, como príncipe regente. As Cortes portuguesas passaram a exigir também o retorno de Pedro, aumentando a tensão política.
 

9 de janeiro de 1822 – Dia do Fico: diante da pressão para retornar a Portugal, Pedro decidiu permanecer no Brasil. A decisão tornou-se um marco da ruptura política e fortaleceu os grupos que defendiam maior autonomia em relação às Cortes portuguesas.
 

Junho de 1822 – Convocação de assembleias: Pedro convocou uma Assembleia Geral Constituinte e Legislativa para elaborar uma Constituição para o Brasil, aprofundando o processo de autonomia política.
 

Agosto de 1822 – Manifesto às nações: Pedro publicou um manifesto dirigido às nações estrangeiras no qual apresentava sua posição diante dos conflitos com Portugal e defendia a autonomia brasileira.
 

Simões destaca, ainda, que o Brasil também estava inserido em um cenário internacional de profundas transformações. A Independência dos Estados Unidos (1776), a Revolução Francesa (1789 a 1799), a Revolução Haitiana (1791 e 1804) e, sobretudo, os movimentos de independência que se espalharam pela América espanhola a partir de 1810 contribuíram para colocar em circulação novas ideias sobre autonomia, soberania e organização política.
 

Na década que antecedeu 1822, territórios como Argentina, Chile, Venezuela, Colômbia e México avançaram em seus processos de ruptura com as metrópoles europeias. “A Independência do Brasil não foi um fenômeno isolado. Ela aconteceu em meio a uma onda de revoluções liberais e processos de emancipação que transformavam o mundo atlântico e colocavam em xeque a ordem colonial”.
 

Essa sequência de fatos tornou cada vez mais difícil a manutenção dos vínculos políticos com Portugal. “O 7 de Setembro representa o momento simbólico dessa ruptura, mas ele só pode ser compreendido quando olhamos para todo o caminho percorrido nos anos anteriores”, acrescenta o professor do Progresso.
 

O que realmente aconteceu às margens do Ipiranga?
 

Em 7 de setembro de 1822, Dom Pedro estava voltando de Santos para São Paulo quando recebeu diferentes correspondências que revelavam a gravidade da crise política entre Brasil e Portugal: as Cortes de Lisboa exigiam seu retorno imediato a Portugal e determinavam a prisão de José Bonifácio, então ministro e um dos principais defensores da autonomia brasileira.

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Quadro Independência ou Morte! (O Grito do Ipiranga), de Pedro Américo: versão idealizada do grito de independência de D. Pedro. Imagem – Coleção Museu Paulista da USP (Museu do Ipiranga)

Dom João VI, pai de Dom Pedro e rei de Portugal, recomendava que o filho obedecesse às determinações das Cortes; Maria Leopoldina, esposa de Dom Pedro e então princesa regente do Brasil, enviava uma mensagem em sentido oposto, defendendo uma reação firme diante das pressões portuguesas; enquanto José Bonifácio, por sua vez, também escreveu ao príncipe, alertando para a gravidade do momento e defendendo que ele permanecesse no Brasil.
 

“As correspondências ainda traziam informações de que a própria posição de Dom Pedro na sucessão portuguesa estava ameaçada. O episódio do Ipiranga, portanto, aconteceu em meio a uma intensa disputa política e foi resultado de um processo que vinha se desenrolando havia meses, e não de uma decisão tomada de forma isolada naquele instante”, explica Glenda Cândido, professora da Escola Internacional de Alphaville – EIA, de Barueri (SP).
 

A história oficial conta que, às margens do riacho do Ipiranga, Dom Pedro teria proclamado a separação do Brasil com a frase “Independência ou Morte!”. A realidade, porém, pode ter sido bem diferente: não existem registros históricos que confirmem categoricamente a veracidade do “brado retumbante”, grito forte e estrondoso que teria ecoado na região no momento.
 

Além disso, outro aspecto interessante é a representação histórica mais famosa do momento da independência. A pintura “Independência ou Morte”, de Pedro Américo, foi concluída apenas em 1888, 66 anos depois do episódio retratado. O quadro apresenta uma série de elementos idealizados, como as roupas de gala, a postura dos personagens e a grandiosidade da comitiva, montados em imponentes cavalos. Contudo, historiadores contestam o meio de transporte: o deslocamento pela Serra do Mar era difícil à época, e é bem possível que a viagem tenha sido feita em mulas, animais que eram utilizados por terem resistência ao terreno.
 

“A pintura ajudou a transformar o momento em um dos maiores símbolos da identidade nacional, mas não deve ser entendida como uma fotografia do acontecimento. É uma representação idealizada do episódio, que teve uma função de construção da memória nacional. Isso não significa que o episódio do Ipiranga não tenha acontecido, mas que a imagem que construímos dele é resultado também de uma interpretação artística e política posterior”, complementa Glenda.
 

O que mudou depois da Independência?
 

O 7 de setembro não significou o fim imediato dos conflitos. Entre 1822 e 1824, forças brasileiras e portuguesas entraram em confronto em diferentes regiões, especialmente na Bahia, no Maranhão, no Pará e no Piauí. A consolidação da independência exigiu campanhas militares e negociações políticas, e Portugal só reconheceu o Brasil como Império independente em 1825, com mediação britânica, por meio do Tratado de Paz e Aliança. O reconhecimento internacional também levou tempo e envolveu interesses econômicos e diplomáticos.


 

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Projeções no Museu Nacional da República em alusão às comemorações da Independência do Brasil, celebrada em 7 de Setembro. Museu Nacional da República, Brasília – DF. Fotos: Ricardo Stuckert / PR

A consolidação do novo país, contudo, continuaria ao longo das décadas seguintes, em meio a revoltas, disputas políticas e esforços para construir uma identidade nacional comum. “A Independência brasileira tem uma característica contraditória: ela foi, ao mesmo tempo, ruptura e continuidade. O Brasil deixou de ser parte do Império Português e passou a ter um Estado próprio, mas não rompeu imediatamente com estruturas fundamentais da sociedade colonial”.

“Por isso, estudar 1822 também significa compreender quem ganhou poder com a Independência e quem permaneceu excluído daquele novo projeto de nação”, afirma José Henrique Porto, professor de história da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo (SP).
 

Com a criação de um Estado independente, o Brasil passou a organizar suas próprias instituições. A Constituição de 1824 estabeleceu uma monarquia, com Dom Pedro como primeiro imperador, mas a participação política continuou restrita. O poder político seguiu concentrado em grupos socialmente privilegiados, o direito ao voto estava condicionado à renda, as mulheres estavam excluídas do pleito eleitoral, e a escravidão continuou existindo até 1888.
 

Assim, a construção da cidadania brasileira ainda estava longe de ser concluída. “Mais do que um acontecimento encerrado em 7 de setembro de 1822, a Independência deve ser entendida como um processo de construção do Estado e da própria ideia de Brasil. A data é importante porque simboliza a ruptura com Portugal, mas compreender o que veio antes e depois permite perceber que uma nação não nasce pronta. Ela é construída por conflitos, escolhas políticas, disputas de memória e pela participação, ou exclusão, de diferentes grupos sociais”, completa Porto.
 

Assista ao pronuciamento do presidente Lula para o dia 7 de setembro

7 de setembro: Lula defende soberania e riquezas do Brasil para os brasileiros

Em pronunciamento em rede de rádio e TV neste domingo (6.09), véspera das comemorações da Independência do Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância da defesa da soberania e da democracia no país, para que as riquezas nacionais promovam o desenvolvimento econômico e social dentro das nossas fronteiras.

No contexto de guerras, tarifas comerciais unilaterais e tentativas de interferências externas, o presidente reforçou o caráter pacífico do povo brasileiro, o que não significa “abaixar a cabeça diante de potências estrangeiras que querem transformar o Brasil novamente em colônia”.

Lula lembrou que o Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo e a maior fonte de água doce do planeta e, no último mês, foi descoberta uma nova reserva de petróleo na costa do Amapá. O presidente tem trabalhado para que essas riquezas se revertam em benefício para o país, como é o caso da aprovação do marco legal que permitirá ao país “transformar as enormes reservas de minerais críticos e terras raras em desenvolvimento e riqueza para o povo brasileiro”.

O presidente ainda reforçou a importância do livre comércio, frisou que um país soberano é capaz de defender seu território, suas fronteiras, seu meio ambiente, suas riquezas e seu povo. É também um país que cria oportunidades para as pessoas terem a própria independência, finalizou o presidente, que ainda exaltou o orgulho de ser brasileiro.

Confira íntegra do pronunciamento do presidente Lula

Minhas amigas e meus amigos,

amanhã, 7 de setembro, é dia de comemorar a Independência do Brasil.

Para além do grito de Dom Pedro I às margens do Rio Ipiranga, a Independência do Brasil foi uma dura conquista de homens e mulheres que deram suas vidas nas batalhas contra a tirania, a escravidão e a injustiça social.

De Tiradentes, herói da Inconfidência Mineira, a Maria Quitéria, Maria Felipa e Joana Angélica, heroínas do 2 de julho na Bahia.

Defender a Independência do Brasil é defender nossa soberania e nossa democracia.

Mais do que nunca, é preciso lutar pelo que é nosso.

Temos a segunda maior reserva de terras raras do mundo, e a maior fonte de água doce.

No último mês, descobrimos uma nova e rica reserva de petróleo.

Nossas riquezas devem servir ao futuro do povo brasileiro.

Foi aprovado no Congresso Nacional o marco legal que permitirá ao Brasil transformar as enormes reservas de minerais críticos e terras raras em desenvolvimento e riqueza para o povo brasileiro.

Recursos naturais que, da mesma forma que o nosso petróleo, devem ser usados para o desenvolvimento de tecnologia de ponta e geração de empregos de qualidade no Brasil.

Por isso, não podemos baixar a cabeça diante de potências estrangeiras que querem transformar o Brasil novamente em colônia.

Não somos colônia e não seremos colônia de ninguém.

Minhas amigas e meus amigos,

um país soberano é aquele capaz de defender seu território, suas fronteiras, seu meio ambiente, suas riquezas e seu povo de quaisquer interesses estrangeiros.

Um país soberano é aquele capaz de criar as oportunidades que o seu povo precisa para conquistar a própria independência.

A independência financeira, a independência de poder estudar e pensar livremente, escolher a melhor profissão e o melhor emprego.

Ter mais tempo para si mesmo e para sua família.

A independência de contar, como previsto na Constituição Federal, com saúde pública de qualidade e a melhor educação gratuita para seus filhos.

E de viver em um país livre da fome, da pobreza e de todas as formas de desigualdade, com direitos para todos, em vez de privilégios para poucos.

Minhas amigas e meus amigos,

o Brasil trabalha pela paz mundial e a harmonia entre as nações.

Defendemos o livre comércio. Nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar e para quem podemos vender.

Somos um país soberano, e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém.

Temos motivos de sobra para nos orgulharmos do nosso país.

Temos na Amazônia uma das maiores biodiversidades do planeta.

Somos exemplo na defesa do meio ambiente.

Nossa riqueza cultural encanta o mundo.

Somos referência mundial em transição energética e no enfrentamento da emergência climática que ameaça o futuro da humanidade.

E temos cada um e cada uma de vocês, que formam o extraordinário povo brasileiro, um dos mais admirados em todo o planeta.

Um feliz Dia da Independência, e que Deus continue abençoando o nosso Brasil.

O que o presidente Lula falou sobre o 7 de setembro

“Caosfonia” eleitoral: pesquisas medem o cenário ou influenciam a disputa?

O levantamento mais recente do Datafolha mostra um empate técnico entre os candidatos à Presidência da República Lula e Flávio Bolsonaro. O resultado ocorre em meio a acontecimentos que movimentaram o cenário político, como as investigações envolvendo Lulinha, filho do presidente; as revelações sobre o caso do Banco Master; e, mais recentemente, a crise instaurada no Supremo Tribunal Federal (STF). Mais informações em TVT News.

A cada novo fato político, envolvendo direta ou indiretamente os candidatos, as pesquisas ajudam a indicar como o eleitorado recebe essas informações e de que maneira elas podem repercutir na decisão de voto.

Afinal, o que os levantamentos de intenção de voto revelam sobre a corrida eleitoral deste ano? A TVT News conversou com Franciel Cruz, jornalista, cronista e apresentador da irreverente Live das Canjebrinas. Para ele, a grande quantidade de pesquisas, em vez de apenas medir a temperatura da disputa ou retratar o cenário do momento, tem produzido aquilo que costuma chamar de “caosfonia”: uma mistura de caos com cacofonia.

Entrevista

TVT: No levantamento mais recente do Datafolha, o candidato do Avante, Augusto Cury, foi a grande surpresa, ao subir de 2% para 8%. A que você atribui esse avanço?

Franciel Cruz: Essa semana nós tivemos a Quest também. Na Quest, o candidato, o Cury, sobe oito pontos. Acontece que, desses oito pontos, sete ele tira do balaio da extrema direita ou da direita, ele tira três de Caiado na Quest, três de Flávio, um de Renan, um de Zema. Então, quando você vai ver todo e, enfim, sai um também dos indecisos, nulos e tal.

TVT: E quanto à queda de Lula?

Franciel Cruz: Então, eu vi muita gente alvoroçada, mas se você for pegar, tanto no Datafolha quanto na Quest, que são as duas últimas pesquisas, o Lula oscila, que é uma oscilação normal de um ponto. Então, se alguém ganha seis em uma pesquisa ou oito, tem que saber de onde vieram esses votos, se vieram do mesmo balaio. Estou vendo muito alvoroço em relação a isso, é um alvoroço que eu entendo como descabido, porque, se ele estivesse tirando votos de Lula, aí tudo bem, aí seria um motivo, mas não há. Não se considera em pesquisa nem em queda, porque a pesquisa que tem menos margem de erro, que era a Atlas, por exemplo, é 1% ou 2%.

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Composição de imagens com os três candidatos à frente nas pesquisas de intenção de voto – (Lula Marcelo Camargo /Agência Brasil – Cury – Reprodução / Insagram – Flávio Bolsonaro – Agência Senado)

TVT: Pesquisas como as da AtlasIntel e da Quaest também apresentam cenários regionalizados e apontam para uma polarização ainda muito presente, com Lula vencendo com folga no Nordeste, por exemplo, e Flávio em vantagem no Sul e no Sudeste. Que conclusão podemos tirar desses resultados? O cenário político ainda é semelhante ao de 2018 ou ao de 2022?

Franciel Cruz: Então, eu acho que do ponto de vista estritamente eleitoral, sim, há um quadro parecido, apesar de ter uma recuperação de Lula, especialmente na região sudeste, por enquanto, pelo menos é o que demonstram as pesquisas. Então, Lula tem o melhor desempenho hoje em São Paulo do que teve em 2022, pelo menos até agora. Mas é o seguinte: esta é a eleição que Lula tem a maior possibilidade de ganhar no primeiro turno, apesar de ser uma eleição muito dura não pelo adversário, porque Flávio é muito fraco do ponto de vista de carisma, de qualquer coisa. Só que não é Flávio que está jogando. Quem está jogando é uma naco grande do PIB, é as organizações Globo e o restante da mídia hereditária, mas especialmente capitaneada pela Rede Globo, como nunca fez na história, né?

TVT: Franciel, como você avalia a metodologia das pesquisas? Você citou a AtlasIntel, que, em junho, questionou os eleitores sobre o áudio de uma conversa entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. A abordagem gerou uma série de dúvidas sobre se a pergunta havia sido formulada de maneira adequada.

Franciel Cruz: Olha que eu não sou negacionista de pesquisa, não é essa história. É de saber que os jornais, os portais passaram a ser dominados por instituições financeiras e atualmente não são mais. As pesquisas agora estão coladas ao sistema financeiro. Você tinha o Ibope, que era contratado pela Rede Globo, tinha o Datafolha, que era contratado pelo Jornal Folha de São Paulo. Você tem a pesquisa Real Time, Btg Pactual, banco. Você tem a pesquisa são pesquisas ligadas ao sistema financeiro. Em relação à Atlas, mas essa pesquisa específica, eu não a colocaria como enviesada, porque essa pergunta, ela é só foi feita depois de todas as outras perguntas, como eles colocaram depois, não tem como estar induzindo o entrevistado desse ponto de vista. Outra questão é que Ah, pesquisa não é só retrato, é uma tendência. Você tem que olhar a tendência e tem que olhar o retrato daquele momento tal e analisando a tendência. Então não é como eh burramente o presidente do do TSE, né? Cássio Concá Nunes queria premiar as pesquisas que mais acertasse. Isso é uma idiotice fora do comum.

TVT: E quanto ao caso do Banco Master? Houve diversas tentativas de associá-lo a Lula. Você acredita que esse escândalo ainda pode prejudicar a campanha?

Franciel Cruz: Eu costumo brincar que eu trabalho de pedreiro, então eu entendo que tudo é construção na vida. (O caso Master) foi tratado de uma forma extremamente leviana num dos canais das organizações Globo (Globonews), que foi a história do PowerPoint que as pessoas já esqueceram. Colocaram a foto de Vorcaro e a sigla do PT, Galípolo, Guido Mantega e Lula. Não tem Flávio lá, não tem Bolsonaro lá. A única figurinha que está sobreposta é de Lula. Que não tinha e não tem nada a ver com a história. E aí a campanha seguia polarizada eleitoralmente, Lula um pouquinho na frente, no primeiro turno e empatado, no segundo. Até que, até que chega o Intercept e diz: “Ó, nós temos aqui uma brincadeirinha de Flávio”. Pronto. Mas agora isso tudo foi esquecido. Agora resta à campanha de Lula saber como agir e ir para o enfrentamento.

TVT: Agora vamos falar de outro candidato que também tem ganhado destaque: Renan Santos, do Missão. Ele desempenha um papel semelhante ao do Padre Kelmon em 2022, como uma figura jocosa da disputa?

Franciel Cruz: Eu vou discordar um pouco de ti para dizer que ele não é uma figura engraçada, porque o Padre Kelmon seria uma figura folclórica apenas, por mais barbaridade que dissesse, não era tão perigosa quanto esse cidadão. Porque esse cidadão, ele vocaliza o que há de mais nefasto na sociedade. São pautas de uma crueldade fora do comum. Porque a partir do momento que ele diz que vai dar um banho de sangue e aponta para a favela, ele está pregando uma guerra contra os pobres literalmente, mas não para o crime organizado. O crime organizado tá na Faria Lima, em nenhum momento ele disse que ia chegar atirando na Faria Lima. O projeto dele é de desestabilização. Então, eu acho de uma gravidade muito maior do que o padre Kelmon.

TVT: E quanto à recusa de Lula e Flávio em participar dos debates do primeiro turno? Como você avalia essa estratégia?

Franciel: Não é uma novidade. Fernando Henrique não participou, Lula não participou de debates nas eleições passadas. Do ponto de vista da história das eleições no Brasil, ele (debate) perdeu muito a relevância, porque a gente ficava esperando, o país ficava esperando o debate para saber o que ia acontecer. Só que o debate virou uma esculhambação para dizer o mínimo, né? Você tem cadeiras voando, você tem padre fantasiado, não sei o quê. Então virou uma desmoralização desse instituto do debate. Então eu não vejo que tenha prejudicado em nada não (a ausência de Lula), mas eu acho que no último debate que é o da Rede Globo, eu creio que todos irão, porque quem não for, pode perder a possibilidade de ganhar, no caso de Lula, no primeiro turno, ou no caso perder no primeiro turno se Flávio por acaso não for, né? Então eu continuo afirmando: o governo Lula está num momento ruim, mas ainda falta um mês, exatamente um mês para a eleição. Muita coisa ocorre nesse período e as pessoas têm que parar de se guiar pelo que eu chamo de Esquerda Ibis. Ibis, para quem não sabe, é um time de Pernambuco que fica louvando toda vez que perde. “Oh, que maravilha, a gente perdeu”. Aí eu digo que tem Esquerda Ibis, que é aquela que tem tesão pela derrota. Não pode ser uma pesquisa com a situação de um ponto que diz: “Ai meu Deus, o mundo acabou, não tem mais jeito “. Se você pegar no último ano ou até nos últimos 6 meses, é esse o quadro, não houve grandes modificações. Tá a mesma coisa e Lula continua ali com índice de intenção de voto espontâneo muito alto, com quase 10 pontos de frente. E uma coisa que eu queria sublinhar é o seguinte também: mas e o segundo turno? Não existe segundo turno, se não existir o primeiro. E quem ganha no primeiro desde a maldita redemocratização não é o segundo.

Duda Salabert sofre tentativa de homicídio durante fiscalização de extração ilegal de minério na Grande BH

A deputada federal Duda Salabert (PSOL-MG) e Felipe Gomes sofreram uma tentativa de homicídio na noite desta quinta-feira (3), enquanto fiscalizavam uma denúncia de extração ilegal de minério na divisa entre Belo Horizonte e Nova Lima, nas proximidades do BH Shopping.

Ao chegarem ao local, foram surpreendidos e rendidos por três homens, um deles armado, que tentaram levá-los para dentro da área de mineração. Os dois reagiram e conseguiram escapar. Felipe foi espancado e Duda saltou de um barranco para chegar à avenida e pedir socorro. A deputada sofreu deslocamento no ombro e outros ferimentos e precisou ser hospitalizada.

O ataque aconteceu durante a fiscalização de uma atividade que ocorre a poucos quilômetros do centro de Belo Horizonte e escancara a gravidade da atuação criminosa em torno da mineração na região.

Estão roubando minério, moendo nossas montanhas e comprometendo nossa água a cinco quilômetros do centro de Belo Horizonte. Isso não acontece escondido. Todos sabem. Essa máfia da mineração movimenta muito dinheiro, corrompe agentes públicos e age com a certeza da impunidade. É essa rede de crime, dinheiro e corrupção que permite que nossas montanhas sejam destruídas diante dos olhos do poder público. Muitos fecham os olhos. Nós não vamos fechar os nossos.”

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O ataque aconteceu durante a fiscalização de uma atividade que ocorre a poucos quilômetros do centro de Belo Horizonte e escancara a gravidade da atuação criminosa em torno da mineração na região – Fotos: Cadu Passos

Como está a deputada Duda Salabert

A deputada Duda recebeu atendimento no Hospital Mater Dei e já teve alta. O caso será levado às autoridades estaduais e federais, com pedido de investigação rigorosa e identificação dos responsáveis.

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