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Da Redação
Pesquisa Datafolha para presidente: Lula 38% no 1° turno contra 33% de Flávio Bolsonaro; 2° turno Lula (46%); Flávio (44%)
O Instituto Datafolha divulgou nova pesquisa para presidente nesta quinta (3). Confira os resultados da última pesquisa para presidente com a TVT News.
Lula tem 38% no primeiro turno da eleição presidencial; Flávio aparece com 33%, e Cury sobe para 8%
Na última pesquisa Datafolha de 21 de agosto, Lula tinha 39% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro 33%.
A nova pesquisa Datafolha confirma a subida de Augusto Cury (Avante), que ganhou 6 pontos e se isolou no terceiro lugar com 8%. Na sequência vêm Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, Renan Santos (Missão), com 3%, Romeu Zema (Novo), com 2%, Samara (UP), Edmilson Costa (PCB) e Edmilson Costa (PCB) com 1%. Os demais não pontuaram.
O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 1º e 3 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-03669/2026.
Como estão Lula e Flávio no 2° turno
No segundo turno, o presidente Lula está dois pontos à frente de Flávio Bolsonaro. Lula tem 46% e Flávio Bolsonaro 44% das intenções de voto, o que configura um empate técnico.
Rejeição
A pesquisa Datafolha mediu os índices de rejeição. Confira em quem os eleitore não votariam:
- Flávio Bolsonaro (PL): 47%
- Lula (PT): 45%
- Augusto Cury (Avante): 9%
- Romeu Zema (Novo): 16%
- Renan Santos (Missão): 15%
- Ronaldo Caiado (PSD): 13%
Avaliação do governo
O governo do presidente Lula (PT) é considerado ruim ou péssimo por 42% dos eleitores, de acordo com a nova pesquisa do Datafolha de 3 de setembro. Outros 31% avaliam o governo como ótimo ou bom e 25% dizem achá-lo regular.
Último Datafolha: qual o histórico das intenções de voto para presidente no 1° turno
Últimas pesquisas Datafolha para presidente 2026 – 2° turno
Análise: na pesquisa Quaest, 2° turno apertado e subida de Cury chamam a atenção
A nova pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (2), mostrava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da disputa presidencial de 2026, com 37% das intenções de voto no primeiro turno. Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo, com 30%, enquanto Augusto Cury (Avante) chega a 10% e passa a ocupar isoladamente a terceira posição.
No segundo turno, Lula e Flávio aparecem tecnicamente empatados. O presidente registra 42%, contra 41% de Flávio Bolsonaro. Com margem de erro de dois pontos percentuais, a diferença está dentro do intervalo estatístico.
Na pesquisa anterior, Lula tinha 43% contra 40% de Flávio. A vantagem, portanto, diminuiu de três para um ponto percentual.

Lula também aparece à frente nas simulações contra os demais candidatos testados: marca 42% contra 37% de Caiado; 43% contra 36% de Renan Santos; e 44% contra 33% de Romeu Zema. Pela primeira vez, a Quaest também testou um segundo turno entre Lula e Cury, com 40% para Lula e 34% para Cury.
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Fim da taxa das blusinhas é aprovado no Congresso
A Câmara dos Deputados e o Senado aprovaram, em votação simbólica a MP do fim da taxa das blusinhas. O texto aprovado na Comissão Mista vai à sanção do Presidente Lula. Acompanhe como ficou o texto das blusinhas com a TVT News.
Entenda a MP do fim da taxa das blusinhas
Comissão mista aprovou a Medida Provisória (MP) 1357/26, que isenta do Imposto de Importação as compras internacionais de até 50 dólares, conhecida como “taxa das blusinhas“. O texto segue agora para votação no Plenário da Câmara dos Deputados. Acompanhe com a TVT News e informaçõs da Agência Câmara de Notícias.
A proposta também zera a alíquota de importação para medicamentos destinados a doenças raras e negligenciadas sem similar nacional.
Além disso, o parecer cria um sistema de avaliação periódica sobre os impactos da isenção no setor produtivo brasileiro. Pela proposta aprovada, o governo já terá que fazer um relatório para avaliar os impactos da medida daqui a três meses. Depois disso, os relatórios poderão ser semestrais. O Congresso Nacional fará uma avaliação anual.
A relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF), afirmou que a isenção beneficia famílias de baixa renda, em especial as mulheres. “Não é razoável que justamente a brasileira que não tem a possibilidade de viajar ao exterior para fazer suas compras seja mais penalizada quando encontra, pela internet, uma forma de acessar produtos a preços mais compatíveis com a sua renda.”
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A senadora declarou ainda que a preocupação do empresariado nacional com a entrada de produtos importados será atenuada com a reforma tributária, que vai desonerar as cadeias produtivas da cobrança de imposto sobre imposto.

Qual o texto da MP do fim da taxa das blusinhas
A isenção para remessas de até 50 dólares vigora desde maio. Pelo texto aprovado, o Poder Executivo deverá publicar um relatório preliminar de avaliação em três meses e, em seguida, estudos semestrais. O Congresso Nacional fará uma análise anual.
Os documentos deverão monitorar:
- emprego e renda, com foco em setores com uso intensivo de mão de obra;
- competitividade do comércio varejista e da indústria nacional;
- preços e acesso a bens de consumo popular;
- volume, valor e origem das remessas por faixa de tributação;
- concorrência entre itens importados e nacionais; e
- arrecadação de tributos federais e estaduais.
A avaliação dará ênfase aos seguintes segmentos:
- têxtil e vestuário;
- calçados e componentes;
- acessórios;
- brinquedos; e
- cosméticos.
Importação: quais são as regras para plataformas digitais
Para compras internacionais entre 50 e 3 mil dólares, o imposto é de 60% com desconto fixo de 20 dólares, mas o texto aprovado permite a redução para 30% nesta faixa.
As plataformas de comércio eletrônico terão que adotar mecanismos contra fraudes fiscais, fracionamento irregular de remessas e subfaturamento de preços.
Entre as obrigações estão:
- rastreamento e checagem de dados cadastrais de vendedores estrangeiros;
- monitoramento de padrões suspeitos;
- registro eletrônico das operações comerciais;
- cooperação direta com a Receita Federal;
- canais para denúncia de mercadorias ilegais ou que violem direitos autorais;
- retirada de produtos piratas e banimento de infratores; e
- envio de relatórios trimestrais ao Conselho Nacional de Combate à Pirataria e aos Delitos contra a Propriedade Intelectual.
As empresas que descumprirem as normas estarão sujeitas a multas, suspensão de atividades e até proibição definitiva de operar no país.
O texto também determina que a cotação da moeda estrangeira será calculada com base na data da compra e autoriza o Poder Executivo a criar limites de quantidade para remessas de até 3 mil dólares.
Fonte: Agência Câmara de Notícias
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Vorcaro pagou propina para Tarcísio, Kassab e Bolsonaro, afirma UOL
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em suas propostas de delação premiada, que R$ 5 milhões destinados às campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em 2022 tiveram origem em uma negociação de propina envolvendo Gilberto Kassab. As informações foram publicadas nesta quinta-feira (3) pelos colunistas do UOL Fabio Serapião, Natália Portinari, Artur Rodrigues e Cézar Feitoza.
Segundo o relato apresentado por Vorcaro às autoridades, os valores teriam sido pagos como contrapartida para garantir a continuidade da operação do cartão de crédito consignado Credcesta no governo de São Paulo. Do total, R$ 3 milhões foram destinados à campanha de Bolsonaro e R$ 2 milhões à campanha de Tarcísio.
As acusações integraram as três versões de uma proposta de colaboração apresentada por Vorcaro, que, no entanto, foram rejeitadas pela Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) sob o argumento de inexistência de fatos novos ou elementos suficientes de corroboração.
Propina de Vocaro para Bolsonaro e Tarcísio teria sido negociada com Kassab
De acordo com a reportagem do UOL, Augusto Lima, sócio e responsável pela operação do Credcesta dentro do grupo, teria procurado Kassab durante a campanha eleitoral de 2022 para assegurar a continuidade do negócio em uma eventual gestão de Tarcísio.
Na época, Kassab apoiava a candidatura de Tarcísio e posteriormente assumiu a Secretaria de Governo de São Paulo. Atualmente, Kassab é candidato a vice-presidente na chapa de Ronaldo Caiado.
Ainda segundo a reportagem, Vorcaro teria dito que o suposto acordo previa o repasse de 5% do resultado líquido da operação do Credcesta em São Paulo, além de contribuições para campanhas políticas do PSD e de partidos aliados.

Como foi a negociação entre Vorcaro e Augusto Lima com Gilberto Kassab
Na delação, obtida pela reportagem do UOL, Vorcaro relatou que teria sido informado por Augusto Lima sobre um “ajuste indevido” com Kassab. O ex-banqueiro afirma que, dentro desse entendimento, foram solicitadas contribuições eleitorais para políticos e partidos.
A proposta de delação citada pelo UOL aponta duas modalidades de pagamentos. A primeira seria composta pelas doações oficiais de R$ 5 milhões, divididas entre as campanhas de Tarcísio e Bolsonaro.
Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e um dos investigados na Operação Compliance Zero, teria realizado os repasses. Foram R$ 2 milhões para a campanha de Tarcísio e R$ 3 milhões para a campanha de Bolsonaro.
A segunda frente mencionada na proposta envolveria cerca de R$ 10 milhões em pagamentos em espécie, que, segundo Vorcaro, seriam destinados informalmente a pessoas indicadas por Kassab por meio de Thiago Botelho, o “Papel”. O ex-banqueiro afirma que os recursos seriam destinados a campanhas do PSD.
O que é o Credcesta
O Credcesta é um cartão de crédito consignado destinado a servidores públicos. O produto era operado pela PKL One Participações, empresa associada ao grupo de Vorcaro.
Segundo o UOL, o governo de São Paulo autorizou, em março de 2022, empresas como a PKL a oferecer crédito consignado aos servidores públicos estaduais, ainda durante a gestão de João Dória (então no PSDB). O Credcesta começou a operar no estado em julho daquele ano, durante o governo Rodrigo Garcia.
Segundo Vorcaro, a entrada do Credcesta em novos governos ou estados exigia pagamento de valores a políticoos e operadores locais.
Delação foi rejeitada por “não ter fatos novos”
As acusações sobre as doações a Bolsonaro e Tarcísio aparecem nas três versões da proposta de delação apresentada por Daniel Vorcaro.
Segundo o UOL, a PF e a PGR recusaram as propostas por considerarem que os relatos não apresentavam ineditismo nem elementos de corroboração suficientes.
Na semana passada, Vorcaro pediu para prestar depoimento ao gabinete do ministro André Mendonça, relator da Operação Compliance Zero no Supremo Tribunal Federal (STF). Durante a audiência, voltou a manifestar interesse em colaborar com as investigações, mas a PGR manteve a negativa à proposta de delação por considerar que não havia fatos novos.
As informações sobre as supostas irregularidades, portanto, permanecem como declarações atribuídas a Vorcaro e não representam, até o momento, uma conclusão das autoridades sobre a ocorrência dos crimes mencionados.
O que dizem os citados
A reportagem do UOL procurou os citados na suposta delação, confira as respostas.
Nota de Tarcísio de Freitas
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, se manifestou por meio de nota oficial. O texto afirma que a campanha de 2022 contou com mais de 600 doadores e foi conduzida em estrita observância à legislação eleitoral.
“O governador não possui qualquer vínculo ou relação com o doador citado e não tinha conhecimento prévio de eventuais condutas alheias à campanha. A prestação de contas da campanha foi regularmente apresentada e aprovada pela Justiça Eleitoral.”
A nota também esclarece que a participação de instituições no sistema estadual de consignações ocorre por meio de credenciamento público, regulamentado há mais de dez anos pelo Decreto nº 60.435/2014 e outras normas correlatas. Ela afirma que atualmente, mais de uma centena de instituições estão habilitadas a operar esse serviço no Estado.
Sobre a PKL One Participações, responsável pelo Credcesta, o governo informa que o credenciamento ocorreu em maio de 2022, portanto na gestão anterior, e conforme as regras vigentes. O texto ressalta que o credenciamento não constitui contrato com o Estado e não envolve repasse de recursos públicos, se tratando exclusivamente de uma habilitação que permite aos servidores escolherem livremente entre as instituições autorizadas.
O que diz Gilberto Kassab
Em nota, Gilberto Kassab classificou o relato de Vorcaro como “absolutamente fantasioso” e afirmou que a acusação não tem “qualquer sustentação factual”. Kassab admitiu conhecer Augusto Lima, mas negou veementemente qualquer tratativa sobre doações ou sobre o Credcesta:
“Nunca tratei de doações com Augusto Lima ou Daniel Vorcaro. Aliás, não tenho qualquer relação com Daniel Vorcaro, nunca falei com ele, pessoalmente ou por telefone. Conheço Augusto Lima e Thiago Botelho, mas nunca tratei sobre o Credcesta. Não participei ou recebi nenhuma doação de Vorcaro, de Lima, ou Botelho. Nunca recebi valores em espécie. São relatos que desconheço a origem e que não têm qualquer sustentação factual.”
A defesa de Augusto Lima também foi procurada, mas afirmou que não comentaria o caso, classificando as informações como “absurdas”.
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Chapa Lula-Alckmin aciona TSE contra fake news divulgadas por Flávio, Nikolas e Caiado
A coligação “Brasil Pronto pra Mais”, que reúne a chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB), protocolou cinco ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra peças de propaganda atribuídas a adversários da campanha presidencial. Leia em TVT News.
Os pedidos questionam conteúdos divulgados no horário eleitoral gratuito, em emissoras de rádio e nas redes sociais que, segundo a coligação, distorcem declarações e associam Lula, o PT e seus apoiadores a situações que não correspondem aos fatos apresentados originalmente.
Os processos foram apresentados na quarta-feira (2) e envolvem propagandas de Flávio Bolsonaro (PL), do deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e do governador de Goiás e candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD). Ao todo, são quatro pedidos de direito de resposta e uma representação que solicita a retirada de conteúdo e aplicação de multa.
As ações apresentadas pela coligação estão relacionadas a três tipos de conteúdo: uma publicação que associa a vitória eleitoral de Lula em 2022 a comemorações de pessoas presas; uma propaganda de Caiado que relaciona o PT a invasões de propriedades rurais e, por meio de uma montagem, aproxima Lula de afirmações sobre criminosos; e vídeos que utilizam um trecho de discurso do presidente para sugerir que ele teria feito comentários depreciativos sobre trabalhadores.
Vídeo sobre presídios volta a circular durante campanha
Duas das ações apresentadas ao TSE tratam de um mesmo vídeo produzido pelo site “Dia Dia Notícia”. Na gravação, um locutor afirma que “os bandidos comemoraram a vitória” de Lula em 2022 dentro de um presídio. A peça, segundo a coligação, não apresenta indicação do estabelecimento prisional nem fonte que sustente a afirmação.
A campanha de Lula afirma que o conteúdo já havia sido verificado e desmentido em 2022 por veículos de checagem e imprensa, entre eles Lupa e Estadão. Mesmo assim, o vídeo voltou a circular durante a atual disputa eleitoral.
A peça foi exibida no horário eleitoral gratuito na televisão em 1º de setembro, às 20h29. Posteriormente, também foi publicada nos perfis de Flávio Bolsonaro no Instagram e no Facebook.
Por se tratarem de meios de divulgação diferentes, foram apresentadas duas ações. Uma delas questiona a exibição na televisão e está sob relatoria do ministro Nunes Marques. A outra trata das publicações nas redes sociais e está sob responsabilidade da ministra Estela Aranha.
Nos dois processos, a coligação pede que novas veiculações sejam interrompidas. Também solicita a preservação das gravações pelas emissoras e, ao final, o direito de resposta em condições equivalentes às do conteúdo contestado.
A solicitação prevê que a resposta seja apresentada no mesmo veículo, horário e espaço e tenha duração de pelo menos o dobro do material questionado, respeitado o mínimo de um minuto.
Propaganda de Caiado é questionada por associação com o MST
Outra ação apresentada pela chapa Lula-Alckmin questiona uma propaganda eleitoral de Ronaldo Caiado exibida duas vezes em 1º de setembro, às 12h59 e às 20h29.
Na peça, Caiado afirma ter sido o primeiro a enfrentar a esquerda quando, segundo sua declaração, “o PT começou a invadir a terra de quem plantava”. Na sequência, o vídeo apresenta um trecho do debate presidencial de 1989 no qual Caiado afirma nunca ter “comungado” com pessoas que classifica como bandidos, criminosos e traficantes. A fala aparece acompanhada de uma imagem de Lula.
Para a coligação, a edição dos dois momentos cria uma associação entre Lula, o PT e práticas criminosas que não está presente nas declarações originais. O argumento apresentado ao TSE é de que a propaganda também mistura o partido com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
A representação sustenta que PT e MST são organizações distintas e que a montagem utiliza a sequência das imagens e declarações para produzir uma conclusão que, segundo a campanha, não encontra respaldo nos conteúdos originais.
O processo, de número Rp. 0601847-71, está sob relatoria do ministro André Mendonça. A coligação solicita a suspensão imediata da propaganda e a concessão de direito de resposta em condições equivalentes às utilizadas no material questionado.
Vídeo sobre garis também chega ao tribunal
As duas últimas ações têm como origem um discurso feito por Lula durante o Ato Nacional Mulheres com Lula, realizado em Belo Horizonte em 29 de agosto.
Segundo a coligação, um trecho da fala do presidente foi retirado do contexto e editado para transmitir a impressão de que Lula teria feito uma declaração depreciativa sobre garis. O conteúdo foi publicado em diferentes plataformas digitais e também utilizado em propaganda.
Uma das representações tem como alvos Flávio Bolsonaro, Nikolas Ferreira e o PL. O vídeo foi divulgado no Instagram, Facebook, Threads, YouTube e TikTok. De acordo com a campanha de Lula, a edição também procura relacionar o presidente às denúncias envolvendo fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por meio de uma associação com seu filho.
Nesse caso, a coligação não solicitou direito de resposta. O pedido é pela retirada de nove URLs, determinação para que as plataformas façam a remoção técnica das publicações, proibição de nova divulgação e aplicação de multa de R$ 30 mil para cada representado.
A representação considera critérios utilizados pelo TSE para definir eventuais sanções, como alcance da publicação, quantidade de seguidores, possível repetição da conduta e proximidade da eleição.
A outra ação relacionada ao mesmo vídeo envolve a veiculação pela Rádio Jovem Pan, no bloco das 6h58 de 1º de setembro. O conteúdo é atribuído a Flávio Bolsonaro e ao PL. A coligação pede a suspensão de novas exibições e direito de resposta em condições equivalentes.
O processo está sob relatoria do ministro André Mendonça.
SUS reforça ações de proteção à saúde das mulheres
Foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (3/9) a Lei Nº 15.493, que trata da realização, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de avaliação médica completa e periódica da saúde da mulher e da adoção de ações para a conscientização acerca da importância da prevenção de doenças e de agravos à saúde. Leia em TVT News.
Segundo a norma, que entra em vigor num prazo de 180 dias a contar a partir da data de publicação da lei, todas as mulheres têm o direito de realizar nos serviços públicos de saúde a avaliação médica completa pelo menos uma vez ao ano, com a garantia de realização dos exames rotineiros e de triagem pertinentes, selecionados de acordo com critérios epidemiológicos relacionados às principais doenças e aos agravos mais incidentes na população feminina.
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O texto ressalta que o SUS estruturará rotinas assistenciais que assegurem a avaliação médica completa da saúde da mulher e que o processo levará em consideração, para cada caso, a faixa etária, a raça e a etnia, a condição de deficiência, a condição socioeconômica, o local de residência e os parâmetros epidemiológicos, entre outros fatores.
CAMPANHAS – Para estimular as mulheres a realizarem a avaliação médica completa e periódica da saúde, o poder público, em especial os órgãos e as entidades que compõem o SUS, implementará campanhas para a conscientização da mulher sobre a importância da prevenção de doenças e de agravos à saúde.
Entre as ações previstas pelo SUS para mulheres estão palestras, simpósios, debates e divulgação de estratégias que demonstrem a importância das atividades físicas e a disponibilização de exames de triagem para a detecção precoce de casos de hipertensão arterial, diabetes e dislipidemias, entre outras condições de interesse para a proteção da saúde da mulher.
As ações incluem, ainda, orientação nutricional e relativa à atenção integral à saúde mental; realização de exames preventivos; capacitação contínua dos profissionais do SUS que atuem na promoção, na proteção e na recuperação da saúde das mulheres; além de orientações sobre a atualização do calendário vacinal, de acordo com o recomendado para cada faixa etária.
Com Secom
INSS atinge meta de atendimento sem fila e tempo médio de espera cai para 34 dias
O Governo Federal informou nesta quinta-feira, 3 de setembro, que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) alcançou a meta de realizar os atendimentos sem fila no país. Hoje, o órgão vinculado ao Ministério da Previdência Social consegue finalizar mais processos do que a entrada de pedidos iniciais a cada mês. Leia em TVT News.
Apenas em julho de 2026, apesar de ter registrado 1,435 milhão de novos pedidos de aposentadorias e benefícios assistenciais – um volume recorde –, o INSS conseguiu superar a demanda ao entregar 1,658 milhão de respostas. A quantidade de processos em análise, que chegou a 3,1 milhões em fevereiro, hoje está em 1,25 milhão – abaixo do volume que entra mensalmente em média no INSS e dentro da capacidade de análise do instituto.
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Em menos de seis meses, o órgão também reduziu o tempo médio de atendimento de 59 dias, em fevereiro, para 34 dias em agosto – quando o prazo legal para atendimento das solicitações é de 45 dias.
O conceito de “atendimento sem fila” significa que o estoque de processos do INSS está dentro da capacidade mensal de resposta do órgão, permitindo que o cidadão tenha o seu pedido analisado dentro do prazo legal. O marco se refere à fila de Reconhecimento Inicial de Direito (RID), etapa fundamental na qual o INSS realiza a primeira análise da documentação para que ocorra a concessão do pedido.
O ritmo de concessões de benefícios pelo INSS já vinha crescendo, de uma média mensal de 501 mil concessões em 2023 para 641 mil em 2025. Entre janeiro e julho deste ano, a média mensal de concessões chegou a 730 mil – aumento de 46% considerando todo o período, desde janeiro de 2023.
GESTÃO E TECNOLOGIA – Para absorver o volume crescente de pedidos iniciais – que aumentou 40% desde 2023, saltando de uma média mensal de 897 mil naquele ano para 1,3 milhão em 2026 –, o Ministério implementou medidas de gestão com cinco eixos. São eles:
1. Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB): pagamento de bônus para servidores públicos que concluam tarefas além de suas metas. No último mês de julho, 4.311 servidores, cerca de 25%, participaram do PGB. O programa gerou um aumento de 2 milhões de atendimentos em 2026.
Atestmed: sistema de análise documental digital que visa acelerar a concessão nos casos de incapacidade temporária, sem necessidade de perícia presencial.
3. Ampliação dos quadros da Previdência Social: nomeação de mais de 2,5 mil servidores públicos, entre eles 500 peritos médicos federais e 230 assistentes sociais.
4. Perícia Conectada: atuação com agências aptas a realizar perícias médicas, utilizando suporte técnico e a infraestrutura da telemedicina em locais onde não há a presença física de médicos peritos. Atualmente, 865 agências atendem nessa modalidade.
5. Ações de mutirão: o número de atendimentos em regime de mutirão havia sido de 31 mil em 2023. Houve em 2025, ao todo, 218 mil. E nos primeiros oito meses de 2026, foram realizados 300 mil atendimentos extras – crescimento de 868% em atendimentos desde 2023
1,3 MILHÃO DE PEDIDOS/MÊS – O INSS adotou um modelo de decisão orientado por dados, com o acompanhamento diário do fluxo de processos, o que estruturou a instituição para absorver continuamente cerca de 1,3 milhão de pedidos por mês sem voltar a acumular passivo. Como reflexo direto, as reclamações na Ouvidoria do órgão caíram 82% entre janeiro e agosto de 2026.
Em nome do necessário rigor técnico, o INSS aplica controle permanente de qualidade nas análises. É uma metodologia reconhecida e validada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) como prática para evitar erros de concessões ou de indeferimentos.
PROTEÇÃO SOCIAL – Durante o evento, os dados apresentados reforçaram a dimensão do sistema de proteção social brasileiro. A cobertura da Previdência atinge 82% da população idosa do país (60 anos ou mais), percentual que aumenta para 90,3% quando nos referimos à área rural. O pagamento de benefícios representa R$ 1,149 trilhão por ano na economia.
Com Secom
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