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Da Redação

Flávio Bolsonaro chega aos EUA após escala no Equador

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou a Argentina em um avião particular que fez escala em Guayaquil, no Equador, e seguiu viagem para Miami, nos Estados Unidos, na manhã desta quarta-feira (28). Seu voo chegou nos EUA nesta manhã por volta das 10h30. Leia em TVT News.

A movimentação foi registrada por plataformas de monitoramento de voos e ocorre após o parlamentar ter atravessado a fronteira brasileira acompanhado da esposa e das duas filhas.

A viagem, que vinha sendo cercada de informações desencontradas, teve parte da cronologia esclarecida após a divulgação de um comunicado oficial do governo argentino. A Direção Nacional de Migrações informou que Flávio e os familiares entraram no país às 22h50 de terça-feira (27), pela Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones.

Quarenta minutos depois, às 23h30, a família embarcou em um voo privado operado pela empresa Baires Fly S.A. O plano de voo apresentado às autoridades indicava Guayaquil como destino. Segundo o órgão argentino, os quatro apresentaram documentos válidos para a entrada no país e não houve incidentes durante a passagem pela fronteira.

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Rota para os Estados Unidos

O avião pousou em Guayaquil durante a madrugada desta quarta-feira e voltou a decolar pouco depois. Dados do serviço FlightAware indicaram a atualização do plano de voo para Miami, na Flórida, com previsão de chegada ainda pela manhã.

A sequência dos deslocamentos contradiz as informações que circularam durante parte da terça-feira, segundo as quais Flávio já teria deixado o Brasil e chegado aos Estados Unidos. O registro migratório argentino aponta que ele só entrou no país vizinho na noite de terça, antes de embarcar para o Equador.

Embora o governo argentino tenha confirmado oficialmente a primeira etapa da viagem, a identificação dos passageiros a bordo da aeronave e o destino inicialmente informado não esclareciam, por si só, o destino final. A rota posterior para Miami foi identificada por meio do acompanhamento do voo.

Viagem ocorre em meio a impasse judicial

A saída do senador do Brasil ocorre em meio a uma disputa judicial. Segundo informações divulgadas pela imprensa, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia determinado que Flávio entregasse seus passaportes à Polícia Federal. A viagem para fora do país passou, assim, a levantar questionamentos sobre o cumprimento da determinação judicial.

As notícias sobre a saída do senador também ganharam repercussão depois que informações iniciais sobre sua localização foram negadas por autoridades argentinas. Na manhã de terça-feira, o governo de Javier Milei havia afirmado que não havia registro de entrada de Flávio no país. Horas depois, a Direção Nacional de Migrações confirmou oficialmente a passagem dele e da família pela fronteira.

O deslocamento para os Estados Unidos ocorre após a derrota de Flávio no segundo turno da eleição presidencial de domingo (25), quando foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva. O senador viaja acompanhado da esposa, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e das filhas Carolina e Luiza.

Até a atualização das informações disponíveis nesta quarta-feira, a rota da aeronave indicava Miami como destino. A confirmação oficial da entrada na Argentina e os registros de monitoramento do avião permitiram reconstruir o trajeto, que começou na fronteira brasileira, passou pelo Equador e seguiu em direção aos Estados Unidos.

Plano para deixar o Brasil já era articulado por aliados de Flávio Bolsonaro, diz Bela Megale

O plano para Flávio Bolsonaro deixar o Brasil com a família já vinha sendo organizado semanas antes da derrota eleitoral, segundo informações publicadas pela colunista Bela Megale, do jornal O Globo. A articulação envolveu Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, e Paulo Figueiredo, ex-apresentador da Jovem Pan, que mantinham conversas com autoridades do governo de Donald Trump sobre a possibilidade de receber Flávio nos Estados Unidos. Leia em TVT News.

Apesar de negar em vídeo publicado nesta segunda-feira (26) que pretendia deixar o país, o senador já tinha a possibilidade de se mudar para os Estados Unidos considerada por familiares e aliados caso o resultado das eleições fosse desfavorável. De acordo com a coluna, esse cenário chegou a ser praticamente descartado depois que Flávio terminou o primeiro turno à frente de Lula.

Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos desde o ano passado, teria desempenhado o papel central na organização da saída do irmão. Segundo a publicação, ele e Figueiredo defendiam que uma derrota eleitoral alimentaria alegações de fraude, embora não haja comprovação de irregularidades no processo eleitoral brasileiro.

Rota de saída ainda não foi confirmada

Conforme relatos de pessoas próximas à família, o roteiro previsto para a saída de Flávio do Brasil passaria pela Venezuela. A informação, porém, ainda não foi confirmada. A Polícia Federal também enfrentou dificuldades para verificar o trajeto realizado pelo senador e confirmar sua chegada a Miami, que, segundo pessoas ligadas à família, teria ocorrido na terça-feira (27).

A apuração sobre o deslocamento foi dificultada pela decisão do governo dos Estados Unidos de não permitir o envio de um oficial brasileiro à cidade. A medida ocorreu após as autoridades norte-americanas determinarem a saída do último policial brasileiro que ocupava o posto.

Em meio à movimentação, o Departamento de Estado dos Estados Unidos confirmou oficialmente que Flávio e seus familiares receberão vistos de permanência no país. Desde que Lula foi declarado vencedor da eleição, Donald Trump passou a contestar publicamente, sem apresentar provas, a lisura do processo eleitoral brasileiro.

Eduardo teria viajado para receber o irmão

Pessoas ligadas a Eduardo afirmaram que ele viajou para a Flórida com a esposa e os filhos para receber Flávio. A expectativa, segundo a coluna, era que o senador realizasse uma transmissão ao vivo ainda naquela semana para explicar os motivos de sua saída do Brasil.

As informações publicadas por Bela Megale apontam que a possibilidade de deixar o país não teria surgido apenas depois do resultado eleitoral: a preparação já estaria em andamento semanas antes, apesar da negativa pública de Flávio.

Fuga de Flávio Bolsonaro: avião deve pousar em Miami

A fuga de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ganhou novos capítulos na manhã desta quarta-feira (28).

O avião que transporta o senador deixou o Equador e está a caminho de Miami, nos Estados Unidos, com pouso previsto para as 10h39 (horário de Brasília) no aeroporto executivo de Opa-locka. A aeronave, um Gulfstream G400 de prefixo LV-JQW operado pela empresa Baires Fly S.A., decolou de Guayaquil às 6h22 após uma escala.

A fuga de Flávio Bolsonaro começou na noite de terça-feira (27), quando ele cruzou a fronteira terrestre com a Argentina e, de lá, embarcou em um voo privado com destino ao Equador, acompanhado da esposa Fernanda e das duas filhas.

Leia mais sobre a fuga de Flávio Bolsonaro com a TVT News.

O que se sabe sobre a fuga de Flávio Bolsonaro

  • Estratégia de desinformação de aliados: pessoas próximas ao senador espalharam versões contraditórias ao longo de terça-feira para despistar a imprensa e a Polícia Federal, enquanto a saída real do país já estava em andamento.
  • Rota pela Argentina e Equador: a Direção Nacional de Migrações da Argentina confirmou que Flávio Bolsonaro entrou no país às 22h50 de terça-feira pela Ponte Internacional Tancredo Neves, em Foz do Iguaçu, e decolou de Puerto Iguazú quarenta minutos depois com destino a Guayaquil.
  • Apoio explícito de Trump: o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na madrugada desta quarta-feira que “teria aprovado” a entrada do senador em território americano e disse acreditar que ele estava na Argentina.
  • PF monitorava o plano de fuga: a Polícia Federal já acompanhava, desde a metade de outubro, indícios de que Flávio Bolsonaro deixaria o Brasil em caso de derrota eleitoral, e comunicou o risco ao ministro Alexandre de Moraes no domingo (25).

Flávio Bolsonaro foge para os EUA

A saída de Flávio Bolsonaro do território brasileiro ocorreu na noite de terça-feira (27), horas após o prazo para a entrega de seus passaportes à Polícia Federal se encerrar sem cumprimento.

O senador cruzou a Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones, às 22h50, acompanhado da mulher e das duas filhas.

Quarenta minutos depois, a família embarcou em um jato privado da empresa Baires Fly S.A. com destino declarado a Guayaquil, no Equador, onde pousou na madrugada desta quarta-feira. De Guayaquil, a mesma aeronave decolou às 6h22 em direção a Miami, com chegada prevista para o final da manhã.

Canal argentino traz imagens que seria da van que transportou Flávio Bolsonaro

Argentina admite que fuga de Flávio Bolsonaro passou pelo país

Após negar inicialmente a entrada do senador em seu território, o governo argentino confirmou, na madrugada desta quarta-feira (28), que Flávio Bolsonaro esteve no país. Em comunicado, a Direção Nacional de Migrações informou que o senador e os três familiares apresentaram documentação de viagem válida, sem impedimentos legais, e passaram pelo controle migratório sem incidentes.

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A confirmação contrariou a versão sustentada por aliados e pelo próprio governo de Javier Milei ao longo de terça-feira, que negava a presença do senador em solo argentino.

Trump diz que apoia fuga de Flávio Bolsonaro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou publicamente apoio à ida de Flávio Bolsonaro para o país.

Questionado por repórteres na madrugada desta quarta-feira, Trump afirmou: “Ouvi dizer que ele está na Argentina. Não sei onde ele está… ouvi dizer que é na Argentina”. Em seguida, declarou que “teria aprovado” a entrada do senador: “Bem, eu teria aprovado. Acho que são boas pessoas”. O governo americano também sinalizou que vistos estão sendo emitidos para o senador e sua família. A manifestação de Trump ocorre em meio à repercussão internacional da fuga.

A entrada de Flávio Bolsonaro na Argentina também provocou reação no Legislativo do país vizinho. A deputada nacional Marcela Pagano apresentou uma denúncia penal à Justiça Federal de Puerto Iguazú pela passagem do senador pelo território argentino e sua posterior saída em um avião particular.

Pagano afirmou que o senador estava proibido de deixar o Brasil por ordem judicial e questionou as versões oficiais que inicialmente negavam sua entrada.

“Se ele entrou, alguém o deixou entrar. Se quiseram retirá-lo por um aeroporto federal, alguém fez vista grossa”, escreveu a deputada em publicação no X. Ela solicitou a preservação das imagens das câmeras da ponte e do aeroporto, dos planos de voo e da lista de passageiros, além de pedir investigação por tráfico de pessoas em trânsito e descumprimento dos deveres de funcionário público.

PF monitorava plano de fuga de Flávio Bolsonaro

A Polícia Federal já tinha conhecimento de que Flávio Bolsonaro poderia deixar o Brasil antes mesmo do resultado do segundo turno.

Segundo relatos feitos à CNN, indícios de um plano prévio em caso de derrota chegaram a agentes da corporação na metade de outubro.

O esquema contaria com o endosso do ex-presidente Jair Bolsonaro, do ex-deputado Eduardo Bolsonaro e do advogado Willer Tomaz, que já estavam nos Estados Unidos. No domingo (25), dia da derrota eleitoral, a PF comunicou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, o risco de fuga.

Ainda assim, a decisão de Moraes foi pela entrega voluntária dos passaportes, e não por uma apreensão imediata. Com a ordem descumprida, a PF cancelou os documentos — mas o senador teria embarcado com um passaporte italiano, obtido em 2023.

Perguntas que ficam sobre a fuga de Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro vai continuar recebendo salário de senador? O senador está em voo para os Estados Unidos, mas seu mandato segue ativo. Não há, até o momento, informação sobre afastamento formal ou suspensão do salário. A situação pode ser questionada no Conselho de Ética do Senado.

Com que dinheiro Flávio Bolsonaro e a família vão viver nos EUA? A PF investiga se recursos do caso “Dark Horse” — que apura a transferência de cerca de R$ 61 milhões para a produção de um filme sobre Jair Bolsonaro — teriam sido enviados ao exterior para garantir a sobrevivência do senador fora do país. A corporação também apura transações com o advogado Willer Tomaz, que está nos Estados Unidos, e movimentações com plataformas de apostas esportivas.

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Foto de Flávio recuperada pela PF no ICloud de Willer Tomaz e passagens reservadas da viagem de Flávio com o investigado por roubos no INSS – Reprodução

Quais os papéis de Milei e Trump na fuga de Flávio Bolsonaro? O governo argentino negou inicialmente a entrada do senador e só confirmou a passagem pelo país horas depois, quando a saída já havia ocorrido.

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O presidente da Argentina, Javier Milei, participa da convenção nacional do Partido Liberal (PL), realizada na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo (SP), em 25 de julho de 2026. O evento reuniu dirigentes partidários, parlamentares, apoiadores e autoridades públicas para oficializar o lançamento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República nas eleições de 2026.
(Foto: Allison Sales/NurPhoto via AFP)

Já Trump declarou publicamente que aprovaria a entrada de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos e que vistos estavam sendo emitidos para a família. A rapidez com que a autorização americana teria sido concedida, em meio a uma ordem judicial brasileira que proibia a saída do senador, levanta questionamentos sobre o nível de coordenação entre o entorno bolsonarista e o governo americano.

Quais as investigações sobre Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro é alvo de múltiplas investigações no Supremo Tribunal Federal e na Polícia Federal. As suspeitas vão desde movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada até o envolvimento com milicianos e a defesa de um acusado de matar uma criança.

As apurações que motivaram a ordem de entrega dos passaportes e, posteriormente, a fuga para os Estados Unidos envolvem lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O Supremo Tribunal Federal concentra os inquéritos contra o senador, que também responde a procedimentos na Polícia Federal.

  • Transações incompatíveis com a renda, diz Coaf: Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontaram que o candidato suspeito Flávio Bolsonaro realizou movimentações bancárias incompatíveis com a renda declarada. 
  • Amigo com sigilo quebrado e bens bloqueados: o advogado Willer Tomaz, apontado como sócio e amigo do senador, teve até R$ 6 bilhões bloqueados por ordem do ministro Alexandre de Moraes, além de sigilos bancário, fiscal e cambial quebrados.
  • Festa com prostitutas em meio à pandemia: em julho de 2020, Flávio Bolsonaro participou de um churrasco em uma lancha no Lago Paranoá, em Brasília, com lobistas da Precisa Medicamentos e garotas de programa, e recebeu um Rolex ao fim do encontro.
  • Defesa de assassino de criança: atuou na defesa do cabo Bruno Delaroli, acusado de matar Ana Clara com tiros de fuzil em 2021, e entrou com recursos que anularam o júri popular.
  • Duas investigações no STF: a PF apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas na relação de Flávio Bolsonaro com Willer Tomaz e em transações com plataformas de “bets”, além do caso “Dark Horse”.

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Composição de imagens de Flávio Bolsonaro e reprodução de conversa com Vorcaro, do Banco Master divulgadas pelo The Intecetp Brasil – Imagens: Foto de Flávio Bolsonaro por Maura Martins/TV Brasil

  • Ajuda a milicianos: o senador condecorou e destinou emenda a pessoas ligadas ao “Escritório do Crime”, incluindo um condenado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco.

Literatura Espalhada completa 18 anos e supera 20 mil livros doados em São Paulo

O Literatura Espalhada, projeto da FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo), completa 18 anos em 2026 com mais de 20 mil livros doados e promove, a partir do meio-dia de quinta-feira (29/10), a distribuição gratuita de mais de 1.000 exemplares de obras literárias pelas ruas do Centro Histórico da capital paulista. Leia em TVT News.

A concentração será às 11h30, no campus da instituição, na Rua General Jardim, 522, Vila Buarque, e a entrega das publicações ocorrerá durante uma caminhada que o grupo realizará até às 13h30. Liderada por estudantes das graduações de Sociologia e Política, Biblioteconomia e Administração, a iniciativa também terá um sarau literário no período noturno na sede da Fundação.

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A professora doutora Eliana Asche, docente da FESPSP há mais de 25 anos e coordenadora do Espaço Cultural da instituição, explica o percurso da caminhada. “O grupo de estudantes e professores seguirá em cortejo até a rua Amaral Gurgel, sob o Minhocão [via elevada Presidente João Goulart] e, de lá, seguirá até a praça da República”, conta.

A previsão é reunir 60 participantes. “Priorizamos a população em situação de rua, mas a distribuição é aberta a quem se interessar. Ao longo do percurso os participantes do cortejo entregam livros e conversam com a população sobre as obras distribuídas”, diz Asche.

Na praça da República, ponto final da caminhada, haverá declamação de poemas e leitura em voz alta de trechos de livros. O grupo ostentará uma faixa com a mensagem “Literatura é um direito de todos”.

Realizado duas vezes ao ano, o Literatura Espalhada celebra o Dia Nacional do Livro, em 29 de outubro, e o Dia Mundial do Livro, em 23 de abril. Ao longo dos anos, as doações ampliaram a quantidade e a diversidade das obras disponíveis. O projeto conta com um espaço para armazenar os exemplares e também oferece livros à comunidade interna.

Sarau

amplia participação do corpo discente Outra novidade será a realização de um sarau literário no campus, organizado pelos estudantes do período noturno. A proposta surgiu como alternativa para que eles também pudessem participar da programação. Asche celebra a maneira como os próprios alunos abraçaram a ideia e assumiram a organização da atividade. O sarau terá caráter experimental e poderá integrar as próximas edições do projeto.

Conversa despretensiosa

O Literatura Espalhada teve início em 2008, a partir de uma conversa em sala de aula, durante um curso livre de literatura e redação. Participaram daquele encontro estudantes de Sociologia, Eliana Asche e o professor doutor Ivan Russeff, ex-docente de Literatura e Língua Portuguesa na FESPSP.

Durante as leituras de livros, contos e fragmentos de obras, uma discussão sobre textos literários evoluiu rapidamente para um intenso debate acerca da dificuldade de acesso da população mais pobre à literatura.

“Um dos estudantes contou que, em Londres, havia pessoas que deixavam livros no transporte público para que outros passageiros os levassem”, lembra Asche. “Foi então que o grupo passou a discutir possíveis formatos para replicar aquela iniciativa. Juntamos uns 20 ou 30 livros disponíveis naquele momento, tudo o que estava ao alcance das nossas mãos, e saímos para distribuí-los sob o Minhocão. Foi tudo muito rápido e espontâneo.”

Uma das primeiras lembranças de Russeff é de uma banca de livros instalada entre a secretaria e a portaria da Fundação, onde os exemplares ficavam disponíveis para quem quisesse levá-los. “A circulação de exemplares ganhou outra dimensão quando passamos a sair para oferecê-los nas ruas”, recorda o educador, que atribui à professora Asche papel central na concepção e na organização do projeto.

Ao refletir sobre o sentido do Literatura Espalhada, Russeff relaciona o acesso à literatura à formação humana. Para ele, a leitura e a arte podem despertar aspectos da experiência que as condições de vida sufocam ou deixam em segundo plano.

Na primeira caminhada, os participantes se misturaram às pessoas que viviam em barracas e abrigos improvisados sob o Minhocão. “Ficamos surpresos e alegres ao descobrimos que, em uma dessas moradias precárias, havia uma biblioteca comunitária”, diz Asche.

Das ruas a outros espaços de leitura

A trajetória do Literatura Espalhada também se relaciona com outras iniciativas de incentivo à leitura na FESPSP. Segundo Asche, o nome do projeto vem sendo adotado para reunir atividades literárias da instituição, entre elas o Clube de Leitura Jorge Nagle e ações em escolas públicas.

Nesse percurso, o mesmo grupo também realizou o Leitura Livre, projeto que levou literatura e incentivou o hábito da leitura em presídios de São Paulo. A experiência incluía leitura de textos da literatura brasileira e declamação de poemas.

O trabalho nos presídios está relacionado a outra proposta mencionada pela professora, ainda não realizada: promover leituras em voz alta ou leituras dramáticas em hospitais de longa permanência e casas de repouso. A concretização da ideia ainda depende de recursos, ressalta Asche.

Serviço

Literatura Espalhada – Edição comemorativa de 18 anos
Data: 29 de outubro, quinta-feira, às 11h30
Concentração: campus da FESPSP, na Vila Buarque, em São Paulo
Entrega dos livros: entre o meio-dia e as 13h30
Percurso: saída da FESPSP, passagem pela rua Amaral Gurgel, sob o Minhocão, e chegada à praça da República Sarau literário: no campus da FESPSP, às 19h

Macaé Evaristo abre curso gratuito para fortalecer fiscalização da educação antirracista

A Rede A Ponte promove, a partir de 2 de novembro, um curso gratuito para apoiar parlamentares e suas equipes na fiscalização das políticas de educação antirracista  nas escolas. Com abertura da professora e deputada estadual Macaé Evaristo, ex-ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, a formação integra a Maré de PLs, mobilização nacional que articula câmaras municipais e assembleias legislativas para fortalecer o enfrentamento ao racismo nas escolas. Leia em TVT News.

O objetivo do curso, com inscrições abertas aqui, é ajudar os mandatos a identificar recursos no orçamento, acompanhar sua aplicação e cobrar o cumprimento das leis que tornam obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena. A proposta conecta a apresentação de projetos de lei à fiscalização das condições necessárias para que essas políticas cheguem às salas de aula.

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Além da abertura com Macaé, que foi secretária de Educação de Belo Horizonte e de Minas Gerais, a programação terá mais três encontros nos dias 5, 10 e 12 de novembro, às 9h30, pelo Zoom.

Para Lauana Chantal, gestora de Mobilização e Articulação Política, garantir a aplicação da legislação exige que os mandatos atuem também sobre o financiamento e a continuidade das políticas educacionais.

“A próxima Maré de PLs de Educação Antirracista é um chamado para transformar as demandas históricas do movimento negro em políticas públicas concretas. A escola tem um papel fundamental no enfrentamento ao racismo, mas isso exige compromisso político, investimento e ações permanentes. Queremos fortalecer os mandatos para que a educação antirracista saia do papel e se torne realidade na vida de crianças e adolescentes, contribuindo para mudar estruturas que reproduzem desigualdades há gerações”, disse Lauana.

As aulas abordarão como analisar o orçamento da educação, acompanhar despesas e elaborar requerimentos de informação ao Executivo. Também serão discutidos os instrumentos que organizam o planejamento e os gastos públicos, além de fontes de financiamento como o Fundeb e o Programa Dinheiro Direto na Escola.

A formação será conduzida por Allana Marra, gestora pública com mais de 15 anos de experiência em planejamento e execução orçamentária, e Mariana Queiroz de Almeida, professora da rede pública do Distrito Federal e pesquisadora de políticas públicas, com atuação em gestão educacional e igualdade racial.

Nesta edição, dedicada à educação antirracista, a Maré de PLs também disponibiliza seis propostas legislativas, acompanhadas de justificativas, notas técnicas e materiais de apoio. Os textos contemplam políticas de enfrentamento ao racismo, transparência nas vagas de creche, reconhecimento de escolas antirracistas, monitoramento da equidade racial e fortalecimento da educação escolar indígena e quilombola.

Sobre a Rede A Ponte

A Rede A Ponte é uma organização da sociedade civil que reúne mulheres especialistas em políticas públicas e gestão de mandatos para fortalecer a atuação de mulheres na política brasileira e ampliar a representatividade da democracia brasileira. Desde 2020, oferece assessoria, cursos e ferramentas de dados para apoiar mulheres eleitas no Legislativo.

Serviço

Curso: Educação antirracista, orçamento público e fiscalização legislativa
Próximos encontros: 3, 5, 10 e 12 de novembro de 2026
Horário: 9h30, horário de Brasília
Formato:On-line, pela plataforma Zoom. O link de acesso será enviado após a inscrição.
Inscrição gratuita: FORMULÁRIO
Certificado:
Sim
Público: Mandatos parlamentares aderentes à Carta de Princípios da Rede A Ponte

Bloco da oposição lidera por margem estreita nas eleições legislativas de Israel

Da AFP em Jerusalém, 

O bloco de oposição ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, lidera por uma margem estreita as eleições legislativas desta terça-feira (27), mas sem alcançar a maioria necessária para formar um governo, segundo as primeiras pesquisas de boca de urna.

De acordo com as projeções das emissoras de televisão 11, 12 e 13, o “bloco da mudança”, liderado pelo centrista Gadi Eisenkot, conquistaria entre 52 e 53 das 120 cadeiras do Parlamento, enquanto a coalizão governista de Netanyahu obteria 50.

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