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Da Redação

Mega Sena 3003: resultado do sorteio de 02 de maio

Confira os números sorteados da Mega Sena 3.003 das Loterias Caixa. Na TVT News você confere quantos números acertou no sorteio das Loterias Caixa.

O valor do prêmio da Mega Sena 3.003 é de R$ 3.199.851,70

A Mega está acumulada para o próximo sorteio em 05 de maio, com prêmio previsto em R$ 8.000.000,00.

Números sorteados da Mega Sena 3003

Resultado da Mega Sena 3003: 08 – 24 – 27 – 37 – 47 – 55

Quais apostas foram premiadas na Mega-Sena 3.003

Logo após o sorteio, a Caixa confirma quais as apostas ganhadoras do sorteio realizado em 02 de maio e quanto cada uma irá receber.

6 acertos (sena)

Não houve ganhadores e o prêmio pode chegar a R$ 8.000.000,00 no sorteio de 5 de maio.

5 acertos (quina)

17 apostas ganhadoras, R$ 61.173,63

4 acertos (quadra)

1.682 apostas ganhadoras, R$ 1.019,14

Confira detalhes das apostas vencedoras.

A Caixa Econômica Federal comemora os 30 anos da Mega Sena com um sorteio especial (concurso 3010) em 24 de maio de 2026, com prêmio estimado de R$ 150 milhões. O concurso da Mega Sena 30 anos é especial: não acumula, seguindo a regra da Mega da Virada, sendo pago aos acertadores de 5 ou 4 números se ninguém acertar a sena. 

Como vai ser o sorteio da Mega Sena 30 Anos

  • Data do Sorteio: 24 de maio de 2026 (domingo).
  • Valor do Prêmio: Estimado em R$ 150 milhões.
  • Regra de Acumulação: O prêmio não acumula. Se não houver ganhadores com 6 números, o valor é dividido entre os acertadores da quina (5 números) e assim por diante.
  • Início das Apostas: Liberadas a partir de 26 de abril de 2026.
  • Mudança no Calendário: Após o concurso de 16 de maio (3009), as apostas serão exclusivas para o concurso especial de 30 anos.

Como fazer aposta da Mega Sena?

Na Mega-Sena, você pode apostar de 6 a 20 números, entre os 60 disponíveis no volante. Ganha quem acertar 4, 5 ou 6 dezenas.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

As apostas podem ser feitas até as 20h30 (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal.

Para apostar pela internet, é preciso fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito.

O sorteio é ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. 

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Os sorteios da Mega-Sena acontecem às 21h. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Confira outros resultados das loterias Caixa

Loterias Caixa patrocinam esporte brasileiro

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e as Loterias Caixa anunciaram a renovação do contrato de patrocínio ao esporte paralímpico nacional para o ciclo dos Jogos de Los Angeles 2028. O acordo assinado no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, tem valor total de R$ 160 milhões (R$ 40 milhões por ano) – o maior já firmado até hoje – R$ 125 milhões a mais do que o anterior, de 2023, que teve vigência até o final de 2024.

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Ginasta Bárbara Domingos. Caixa e Loterias Caixa são patrocinadores da Ginástica brasileira. Foto: Ricardo Bufolin/CBG

Em 1962, a União tornou a Caixa responsável por gerir, explorar e comercializar os jogos lotéricos. Desde então, cabe à Caixa repassar ao Governo Federal parte da arrecadação com as apostas para os beneficiários legais.

O Repasse Social é a atividade fim das Loterias Caixa. Os valores são redistribuídos para investimento no país em áreas como Saúde, Educação, Segurança, Esportes, entre outros. Além d​e alimentar os sonhos de milhões de apostadores, as Loterias Caixa constituem uma importante fonte de recursos para fomentar o desenvolvimento social do Brasil. Quase metade do total arrecadado com os jogos, incluindo o percentual destinado a título de Imposto de Renda, é repassado para investimento nas áreas prioritárias.

1º de Maio no ABC reúne mais de 75 mil pessoas em SBC

O 1º de Maio, Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, organizado por 26 sindicatos do ABC, reuniu nesta sexta-feira mais de 75 mil pessoas no Paço Municipal de São Bernardo do Campo, em uma grande jornada de mobilização, cultura e luta por direitos. Leia em TVT News.

O evento foi marcado por uma programação diversificada que combinou atrações culturais de destaque com um forte ato político. No palco, artistas como Glória Groove, Filho do Piseiro e MC IG animaram o público e reforçaram o caráter popular e democrático da celebração.

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Mais de 75 mil estiveram na comemoração do 1° de Maio no ABC em 2026;. Foto: Adonis Guera

1º de Maio de luta e de cultura para a classe trabalhadora

Além das apresentações musicais, o ato político reuniu importantes lideranças sindicais e representantes do governo federal. Estiveram presentes o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, o ministro da secretaria-geral da República Guilherme Boulos, além do ex-ministro Fernando Haddad, que dialogaram com a base trabalhadora sobre os desafios e perspectivas para o país.

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O presidente eleito do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wellington Damasceno. “O 1º de Maio é, acima de tudo, um dia de luta. Foto: Adonis Guerra

O presidente eleito do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wellington Damasceno, destaca que o povo do ABC veio celebrar um 1º de Maio que é, acima de tudo, um dia de luta. 

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“Celebramos com grandes artistas regionais e nacionais, mas também com as nossas pautas: o fim da escala 6×1, a redução da jornada sem redução de salário, o combate à violência contra a mulher, a redução da taxa de juros, a geração de empregos e a reindustrialização do nosso ABC. Tudo isso está presente aqui, junto com essa energia linda que fez deste 1º de Maio um momento inesquecível. Estamos juntos porque a nossa luta transforma.”

Com ampla participação popular, o 1º de Maio no ABC se consolida mais uma vez como um dos maiores do país, unindo cultura, política e mobilização em defesa da classe trabalhadora.

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MC IG no 1° de Maio no ABC em 2026: “faz todo o sentido eu estar aqui”. Foto: Adonis Guerra

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Artistas como Glória Groove, Filho do Piseiro e MC IG animaram o público. Foto: Adonis Guerra

Fotos: Adonis Guerra

Com informações do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

Luiz Marinho defende “pensar um ambiente de trabalho que seja positivo”

O Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou das atividades deste 1º de Maio no ABC paulista, palco histórico das lutas sindicais brasileiras. Em entrevista à TVT News, o ministro analisou o atual cenário das relações de trabalho no Brasil, enfatizando a necessidade de avançar na redução da carga horária semanal e apresentando um balanço das políticas de valorização da renda e geração de postos formais de trabalho. Leia em TVT News.

Luiz Marinho destacou que a data funciona como uma referência global para a classe trabalhadora e que o ABC possui um papel simbólico fundamental na conquista da democracia e no surgimento de lideranças políticas. Para o ministro, o momento atual exige a manutenção dos direitos conquistados e o debate sobre novas garantias que acompanhem o desenvolvimento da economia.

O debate sobre a redução da carga horária e o fim da escala 6×1

Um dos pontos centrais da fala de Luiz Marinho foi o apoio à proposta de alteração nas escalas de trabalho vigentes no país. O ministro defendeu abertamente a redução da jornada de trabalho sem que haja diminuição nos vencimentos dos profissionais. Segundo o chefe da pasta do Trabalho, o foco atual deve ser o estabelecimento de um sistema que garanta duas folgas semanais, pondo fim ao modelo de seis dias de trabalho por um de descanso.

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Paço de São Bernardo durante shows nesse 1º de maio – Reprodução

O ministro caracterizou a escala atual como severa, principalmente para o público feminino. De acordo com Luiz Marinho,

“A luta, neste momento, é de direito dos trabalhadores e trabalhadoras, em especial para a redução da carga horária de trabalho sem redução de salário, com duas folgas na semana, ou seja, enterrar a escala seis por um, porque essa é a jornada mais cruel, especialmente para as mulheres”.

Além do bem-estar social, o ministro relacionou a mudança na escala de trabalho ao desempenho econômico. Para ele, um ambiente laboral equilibrado previne doenças profissionais e acidentes, o que reflete diretamente na eficiência das empresas.

“Pensar em um ambiente de trabalho que seja positivo, que ajude os trabalhadores, que evite acidente, evite a doença profissional, que melhora a produtividade, que a economia precisa melhorar a sua produtividade”, afirmou.

Balanço do emprego e valorização do salário mínimo

Durante a entrevista, Luiz Marinho apresentou indicadores sobre o mercado de trabalho formal sob a gestão do presidente Lula. O ministro informou que, em três anos e três meses de governo, foram gerados aproximadamente 7,2 milhões de empregos. Desse total, os registros exatos apontam para 7.183.000 postos, sendo que 5.021.000 correspondem a contratações pelo regime CLT, monitoradas pelo CAGED. O restante abrange o serviço público e concursos liderados pela esfera federal e outros entes.

O ministro enfatizou que o país vive um período com taxas de desemprego historicamente baixas. Outro indicador detalhado por Luiz Marinho foi o impacto da política de valorização do salário mínimo, atualmente fixado em R$ 1.621. O ministro explicou que, embora o valor ainda seja considerado baixo por ele, a ausência de uma política de recuperação real teria mantido o piso nacional em torno de R$ 800.

“Hoje, o salário mínimo é R$ 1.621, baixo, porém, não fosse a política de valorização do salário mínimo, ele valeria a ordem de R$ 800, ou seja, a metade, um pouco mais, um pouco menos da metade, esse é o que seria se tivesse mantido a lógica que veio até chegado no presidente Lula ao governo”, explicou o ministro.

Políticas de inclusão e igualdade salarial

A agenda de Luiz Marinho também destacou os avanços em legislações voltadas à equidade. O ministro citou a lei da igualdade salarial entre homens e mulheres como um marco para o setor, além de políticas públicas transversais que visam a emancipação de diversos grupos sociais.

Para o ministro, os resultados positivos são fruto de um acúmulo de conquistas voltadas para “mulheres, povo negro, juventude, povo indígena, quilombolas”. Luiz Marinho ressaltou que esses processos de inclusão e o combate a crimes como o feminicídio fazem parte de um desenvolvimento estrutural necessário para o país.

Ao concluir sua fala no ABC, o ministro reforçou que a trajetória histórica do 1º de Maio no Brasil está conectada ao fim da ditadura militar e ao fortalecimento das instituições democráticas, servindo como espaço permanente para a organização dos trabalhadores em busca de melhores condições de vida.

Veja os shows de Gloria Groove, Filho do Piseiro e MC IG no 1° de maio

O Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, no 1° de maio, será comemorado com um grande show no Paço Municipal de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Entre os principais artistas do show de 1° de maio estão Gloria Groove, MC IG e Filho do Piseiro. Leia mais sobre o show de 1° de maio com a TVT News.

Acompanhe o show de 1º de maio ao vivo e com imagens

Gloria Groove e MC IG comandam show do 1º de Maio no ABC em megaevento com pauta pelo fim da escala 6×1

Artistas como Gloria Groove, MC IG, Filho do Piseiro, Grupo Intimistas, Grupo Entre Elas, Marquinhos Sensação, Grupo SP5, Grupo Razão, Don Ernesto, Samba de Luz, Samba da Praça, Alex Rocha, o Gordinho da Pisada, Kadu do Piseiro e Hyaguinho Vaqueiro estarão presentes no tradicional show do 1° de maio no ABC.

Confir as principais atrações dos shows no próximo dia 1º de maio (sexta-feira), a partir das 9h, no Paço Municipal de São Bernardo do Campo.

Show de Gloria Groove gratuito em SBC no 1° de maio

Nascido Daniel Garcia, a multiartista paulistana Gloria Groove teve contato com a arte desde muito cedo, destacando-se inicialmente como cantora mirim e dubladora profissional. A partir de 2016, sua persona drag queen ganhou vida e quebrou paradigmas na indústria fonográfica nacional.

Misturando pop, R&B, rap e funk com uma potência e técnica vocal irretocáveis, a “Lady Leste” superou barreiras e tornou-se uma das vozes mais respeitadas, ouvidas e influentes da música brasileira moderna.

Gloria Groove acumula uma vasta lista de megahits que marcaram o país nos últimos anos, como “A Queda”, “Vermelho”, “Bumbum de Ouro”, “Coisa Boa” e a recente febre das rodas de pagode do projeto Serenata da GG, “Nosso Primeiro Beijo”.

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Gloria Groove faz show em SBC com ingressos solidário no dia 1° de maio. Foto: Redes Sociais

Show do MC IG gratuito em SBC no 1° de maio

Guilherme Sérgio Ramos de Souza, amplamente conhecido como MC IG, é cria da Vila Medeiros, Zona Norte de São Paulo. Iniciou sua caminhada no funk em 2015 e, degrau por degrau, firmou-se como um dos maiores pilares da vertente paulista do gênero. C

om rimas que narram as vivências, a superação e o dia a dia da juventude de periferia, IG virou um verdadeiro fenômeno nas plataformas de áudio, ditando o ritmo da cena urbana nacional e figurando constantemente no topo dos rankings da Billboard Brasil.

Com bilhões de reproduções acumuladas, MC IG é a voz por trás de sucessos avassaladores como “3 Dias Virados”, “Faz Completo, Chefe” e do projeto cypher “Let’s Go 4” — que passou meses no topo do Spotify Brasil em 2023.

Show gratutito do Filho do Piseiro em SBC

Representando o ritmo contagiante que dominou o Brasil, o cantor amazonense Filho do Piseiro é a mais nova sensação viral da internet. Ele começou do zero: para realizar o sonho da música, chegou a tocar violão e cantar de improviso no frigorífico onde trabalhava.

Com muito carisma, autenticidade e letras bem-humoradas, ele conquistou o público, acumulando rapidamente milhões de reproduções em seus perfis e ganhando até elogios de grandes personalidades, como a cantora Juliette.

O artista faz sucesso com músicas que grudam na cabeça instantaneamente, com destaque para a febre “Raparigas” e o hit “Meu Pai Paga Minha Faculdade”.

Fim da escala 6×1 é uma das principais lutas do 1° de maio

O tradicional Dia do Trabalhador e da Trabalhadora reafirma a força da mobilização popular e da unidade do movimento sindical.

Com o tema “Nossa luta transforma vidas”, o ato também será orientado por bandeiras centrais e urgentes para os brasileiros:

“Essas bandeiras traduzem necessidades urgentes de quem vive do trabalho. São pautas que apontam para mais dignidade, menos desigualdade e um país mais justo, com direitos garantidos. Por isso, é fundamental fazer do 1º de Maio uma grande festa popular: um momento de união, consciência e valorização da luta coletiva da classe trabalhadora”, afirma Wellington Messias Damasceno, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

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Fim da escala 6×1 é uma das principais pautas da classe trabalhadora. Foto: Dino Santos

Além das fundamentais falas políticas, a programação cultural promete agitar São Bernardo com muita diversidade. Entre as atrações confirmadas para levantar o público, estão grandes nomes da música atual que dialogam com diferentes públicos e vertentes populares.

Cultura e solidariedade de mãos dadas

O show do 1° de maio reforça o caráter profundamente solidário e de apoio às comunidades da região. O acesso à festa será por meio do ingresso solidário, mediante a doação de 2 quilos de alimentos não perecíveis, direcionados a instituições parceiras.

Além dos três gigantes nacionais, o evento enaltecerá artistas regionais e muito pagode com os talentos de Grupo Intimistas, Grupo Entre Elas, Marquinhos Sensação, Grupo SP5, Grupo Razão, Don Ernesto, Samba de Luz, Samba da Praça, Alex Rocha, o Gordinho da Pisada, Kadu do Piseiro e Hyaguinho Vaqueiro.

Serviço

EVENTO DO 1º DE MAIO NO ABC

  • Local: Paço Municipal – Praça Samuel Sabatini, Centro, São Bernardo do Campo – SP.
  • Data: Sexta-feira, 1º de maio de 2026
  • Horário: A partir das 9h

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Cartaz do show de 1° de maio

Boulos: “Estamos trabalhando para ser o último 1º de maio com 6×1”

Durante o evento realizado no berço do sindicalismo nacional, Guilherme Boulos participou de uma coletiva de imprensa onde detalhou as estratégias do governo e da base aliada para avançar em pautas históricas da classe trabalhadora. O foco central das declarações de Boulos foi a extinção da escala de trabalho 6×1 e a regulamentação do trabalho plataformizado. Leia em TVT News.

A mobilização em São Bernardo do Campo possui uma carga simbólica para os movimentos sociais. De acordo com Boulos, o local é o centro da organização dos trabalhadores desde a redemocratização. O evento, organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, serviu de palco para o anúncio de metas legislativas que visam alterar a estrutura de descanso semanal e a carga horária máxima no país.

A meta do fim da escala 6×1 até julho

Uma das afirmações mais contundentes de Boulos refere-se ao prazo para a votação das mudanças na jornada de trabalho. Segundo ele, a intenção é que este seja o último ano em que o sistema de seis dias de trabalho por um de descanso vigore no Brasil. Ele relembrou que a jornada não sofre alterações significativas há quase quatro décadas, desde a promulgação da Constituição de 1988.

Para acelerar esse processo, Boulos destacou a decisão estratégica do presidente Lula em enviar um projeto de lei com regime de urgência. Essa medida visa contornar o ritmo lento de tramitação de Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que tratam do tema e que estão paradas na Câmara há mais de um ano.

“No que depender do presidente Lula, no que depender de todo o sindicalismo, dos trabalhadores e trabalhadoras do nosso país, nós vamos acabar com as 6 por 1, garantir dois dias de descanso semanais no mínimo, máximo de 40 horas sem redução do salário”, afirmou Boulos.

O regime de urgência mencionado por Boulos impõe um prazo para que deputados e senadores se posicionem. Caso a matéria não seja votada nas duas casas legislativas até o meio de julho, a pauta do Congresso fica trancada. Para o político, essa pressão é necessária para que cada parlamentar mostre de qual lado está perante a sociedade.

Enfrentamento ao lobby das plataformas digitais

Outro ponto abordado por Boulos durante a coletiva no ABC foi a situação dos trabalhadores de aplicativos, como motoristas e entregadores. Ele relatou que o governo tem realizado um esforço contínuo para garantir dignidade a essa categoria, enfrentando o que chamou de “lobby violento” das grandes empresas de tecnologia no Congresso Nacional.

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Paço de São Bernardo durante shows nesse 1º de maio – Reprodução

Segundo Boulos, esse poder de influência das plataformas resultou na desfiguração de projetos originais que visavam proteger o trabalhador, passando a atender aos interesses das empresas. Diante do travamento legislativo, ele listou medidas administrativas que já estão sendo implementadas pelo governo federal:

  • Pontos de apoio: Lançamento de 100 locais de suporte para motoristas e entregadores em todo o território nacional.
  • Transparência financeira: Implementação de uma portaria, via Senacom, que exige que as plataformas discriminem claramente os valores pagos aos trabalhadores e as taxas retidas pelas empresas.
  • Dignidade no trabalho: Busca por mecanismos que tirem esses profissionais da invisibilidade jurídica e social.

O simbolismo de São Bernardo e o impacto eleitoral

Ao analisar a relevância do ato, Boulos reforçou a conexão entre as conquistas da classe trabalhadora e o histórico de São Bernardo. Ele pontuou que a organização dos metalúrgicos da região foi fundamental para diversas garantias trabalhistas brasileiras e que a redução da jornada para, no máximo, 40 horas semanais é o próximo passo dessa trajetória.

Além do aspecto técnico e social, Boulos alertou para as consequências políticas da votação sobre a escala 6×1. Ele indicou que o posicionamento dos parlamentares sobre os dois dias de descanso semanal será um fator determinante nas eleições de outubro. Na visão de Boulos, cerca de 80% da população brasileira defende essa mudança, e os representantes que votarem contra os interesses dos trabalhadores deverão “pagar o preço” nas urnas.

1° de Maio é dia de festa e dia de luta dos trabalhadores

Lideranças sindicais e políticas estiveram na comemoração do 1° de Maio no ABC. Além de comemorar o Dia da Trabalhadora e do Trabalhador, representantes dos sindicatos, parlamentares e o ex-ministro Fernando Haddad ressaltaram a importância das lutas da classe trabalhadora. Leia em TVT News.

No 1° de maio, lideranças sindicais e políticas defendem pautas da classe trabalhadora e criticam atuação do Congresso Nacional

Neste 1° de maio Dia Internacional dos Trabalhadores, lideranças políticas e sindicais se reuniram para reforçar a defesa dos direitos da classe trabalhadora, da igualdade de gênero e da democracia, além de tecer duras críticas às recentes decisões do Congresso Nacional. A TVT News acompanhou as comemorações de 1° de maio e traz os principais destaques

A presidenta do Sindicato dos Bancários, Neiva Ribeiro, ressaltou a importância da mobilização para pressionar o parlamento brasileiro.

Ela pontuou que é necessário “cobrar o Congresso Nacional de votar as pautas que nós, das centrais sindicais, levamos em marcha recentemente para o Congresso apreciar, que são as pautas que a gente mais tem interesse: direitos para os trabalhadores de aplicativos, negociação do setor público, igualdade salarial entre homens e mulheres, leis rígidas contra o feminicídio e uma série de pautas da classe trabalhadora que interessa ao povo brasileiro”.

Neiva foi enfática ao criticar o legislativo, afirmando que não se pode aceitar “pautas como as que foram votadas essa semana no Congresso Nacional, que só interessam aos golpistas ou a outro grupo de interesse do Brasil que não a classe trabalhadora”. Ela concluiu lembrando que o momento é “um dia de luta, de alegria, de resistência, mas de mostrar a nossa força, porque para conquistar precisa de muita organização”.

1° de maio na defesa da igualdade de gênero

A defesa da igualdade de gênero também foi central na fala de Edinho Silva, presidente do PT. Ele destacou o esforço do governo federal na pauta da equidade, afirmando que “o governo do presidente Lula teve iniciativa importante em relação a isso para que a gente crie as condições legais para que essa equidade exista, porque não tem o menor sentido a mulher cumprir muitas vezes a mesma função que o homem, ter a mesma responsabilidade que o homem e receber menos que o homem”.

Edinho ressaltou o compromisso de “trabalhar para que efetivamente as mulheres sejam reconhecidas, sejam valorizadas, e que a gente possa construir o nosso sonho de uma sociedade igualitária de forma efetiva, na prática, e começa por várias iniciativas, uma delas, sem dúvida alguma, é a recuperação salarial”.

Mulheres são as que mais sofrem com a escala 6×1

A luta por equidade e a defesa da democracia continuam no centro das reivindicações da classe trabalhadora neste 1° de maio. As lideranças trouxeram à tona a necessidade de enfrentar a desigualdade estrutural de gênero e manifestaram indignação contra decisões recentes do poder legislativo que, segundo elas, favorecem a impunidade.

Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários, chamou a atenção para a sobrecarga enfrentada pelas mulheres, que compõem metade da população brasileira. “Metade do nosso país é composto por mulheres e nós, mulheres, além da gente ganhar em média 23% a menos que os homens, nós temos dupla jornada, nós temos que ser responsáveis pelos cuidados domésticos, a gente é mais responsável pelos cuidados com os idosos, pessoas deficientes e a gente ainda sofre com a violência de gênero, o feminicídio”, afirmou.

Neiva destacou a importância de políticas que garantam a inserção e a permanência justa no mercado de trabalho. “A pauta de igualdade salarial, igualdade de direitos para que as mulheres consigam ingressar no mercado de trabalho, permanecer no mercado de trabalho, com direitos desiguais é muito importante. Tem a lei da transparência salarial, que é algo que a gente luta muito, porque tem empresas que são contrárias a fazer, a aderir a esse programa”, pontuou Neiva, ressaltando a necessidade de engajamento dos mais novos nas discussões.

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Ela também alertou para os retrocessos propostos por setores conservadores: “A gente sabe que nós estamos numa polarização política muito complicada, tem uma pauta de costumes que quer colocar a mulher de volta para lugares que ela não quer mais estar. Por isso que a gente também quer uma lei forte que combata a misoginia nas redes sociais”.

A vereadora de São Bernardo do Campo, Ana Nice, também se manifestou sobre as lutas urgentes, reforçando pautas como a “redução da jornada de trabalho, sem redução do salário” e o “fim da escala 6×1”, além de alertar para a “violência contra as mulheres, que tem tido, infelizmente, uma escalada na nossa sociedade”.

Ana Nice foi taxativa ao criticar a postura recente do legislativo federal, que votou pela anistia aos criminosos do 8 de janeiro e por medidas vistas como retrocessos democráticos e de segurança pública.

“É o dia da gente refletir os atos do Congresso Nacional, que tem atuado, infelizmente, no momento que avança a violência na nossa sociedade, o Congresso Nacional dá um voto lá de que pode cometer crime sim, que bandido bom é bandido solto”, declarou a vereadora. Ela finalizou com um apelo em defesa da democracia: “Hoje é dia de repudiar também essa ação do Congresso Nacional que tem agido contra a democracia aqui no nosso país”.

Fim da escala 6×1 foi a principal pauta do 1° de maio

Outra pauta de grande peso nas manifestações foi a redução da jornada de trabalho. Sérgio Nobre, presidente da CUT, enfatizou a urgência de modernizar as leis trabalhistas: “Nós estamos em pleno século XXI e estamos com uma jornada de trabalho de dois séculos atrás, então isso é inadmissível. É um clamor da sociedade que as pessoas precisam ter mais tempo com a família para ser um pai melhor, uma mãe melhor, acompanhar os filhos, e é uma demanda que o Congresso Nacional tem que se sensibilizar”.

Ele destacou que a pressão atual é “para que o Congresso vote ainda esse mês o fim da escala 6 por 1”, além de reivindicar a regulamentação do trabalho em plataformas digitais para proteger os jovens “que trabalham nos iFood da vida, nos 99 da vida, e que estão fora do sistema de proteção social e de proteção trabalhista”, e o “direito de negociação coletiva dos servidores públicos”.

O Deputado Estadual Teonilio Barba fez coro às reivindicações por melhores condições de trabalho e economia. “A nossa pauta principal primeiro é a queda dos juros da taxa Selic”, afirmou.

Barba reforçou as bandeiras de luta, que incluem “o fim da jornada do 6×1 passando para 36 horas semanais, redução da jornada de 44 para 40 horas sem redução de salário, e a isenção total do imposto de renda sobre a PLR dos trabalhadores”.

O deputado também não poupou críticas ao legislativo, chamando-o de “um Congresso inimigo do povo”, referindo-se aos parlamentares que apoiaram medidas favoráveis a golpistas e àqueles “senadores que impediram a nomeação do Jorge Messias como ministro do STF”.

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Hadadd e Moisés, presidente dos Metalúrgicos do ABC no evento do 1º de maio – Reprodução

A responsabilidade das instituições também foi questionada pelo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Moisés Selerges, que criticou a postura do Senado Federal frente à sabatina de indicados ao Supremo Tribunal Federal.

“Na hora que o Senado Federal chega e faz o que fez, foi uma demonstração de irresponsabilidade muito grande do presidente Davi Alcolumbre e dos senadores que fizeram isso”, declarou, alertando que tal atitude “é uma irresponsabilidade que pode trazer uma crise para o país nunca antes vista”.

Moisés destacou que os critérios de escolha devem ser técnicos, e não baseados em religião ou afinidades pessoais, e reforçou: “Mostra quem são os inimigos do povo. Se gera uma crise, quem vai pagar a crise são os trabalhadores. Então o Davi Alcolumbre é inimigo do povo, como os senadores que têm esse comportamento são inimigos do povo. E a gente tem que deixar claro isso, nós temos que falar aqui em alto e bom som quem são os inimigos do povo, porque esse ano é eleitoral”.