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Da Redação
Debate da Globo: Lula x Flávio Bolsonaro ao vivo
O último debate presidencial antes do segundo turno acontece nesta sexta-feira (23), com transmissão ao vivo e checagem de fatos por diferentes veículos. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) se enfrentam a partir das 21h20, logo após o Jornal Nacional, nos estúdios da Globo no Rio de Janeiro.
O embate terá quatro blocos, regras específicas de movimentação no palco e uma estrutura de verificação que não será exibida na TV aberta, mas poderá ser acompanhada em tempo real por plataformas digitais.
Saiba como ver o debate da Globo com a TVT News.
Lula x Flávio Bolsonaro no debate da Globo
- Que horas é o debate da Globo: às 21h20 (horário de Brasília), logo após o Jornal Nacional.
- Como assistir: TV Globo, GloboNews, g1 e Globoplay, com transmissão simultânea.
- Regras do debate Lula x Flávio Bolsonaro: quatro blocos, temas determinados e livres, com restrições de movimentação no palco.
- O debate da Globo vai ter checagem? A TV aberta não terá checagem ao vivo, mas diversos sites, como a TVT News, publicaão verificações, como o G1 no Fato ou Fake, com acompanhamento em tempo real.
- Exército do Lula faz live de 24h hoje (23) após debate da Globo; veja como assistir
Checagem do debate Lula x Flávio Bolsonaro ao vivo
Iniciativa do Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA/USP, a equipe de checagem de fatos é formada por professores e estudantes de jornalismo da USP e acompanhará ao vivo o debate presidencial da Globo, verificando as informações apresentadas pelos candidatos durante a transmissão.
Que horas é o debate da Globo?
O debate está marcado para começar às 21h20 (horário de Brasília), imediatamente após a exibição do Jornal Nacional na TV Globo. A mediação será do jornalista César Tralli, e o encontro será realizado nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro. A duração prevista não foi detalhada, mas a estrutura de blocos indica um programa extenso, com considerações finais após as rodadas de perguntas e respostas.
Como acompanhar o debate da Globo?
A transmissão será multiplataforma, permitindo que o eleitor acompanhe o confronto pela televisão aberta, por canais de notícias por assinatura, pelo portal de notícias do grupo e pela plataforma de streaming.
Onde ver o debate da Globo
- TV Globo: exibição ao vivo na TV aberta, após o Jornal Nacional.
- GloboNews: transmissão simultânea pelo canal de notícias por assinatura.
- g1: transmissão simultânea pela internet, no portal de notícias.
- Globoplay: disponível em simulcast durante o debate e, na íntegra, após o encerramento.
A TVT News também fará cobertura ao vivo no site e redes sociais, com contextualização das principais informações e dados apresentados pelos candidatos
Quais as regras do debate da Globo?
A Globo definiu uma dinâmica com quatro blocos, sendo três com temas determinados e um de tema livre, além das considerações finais. A ordem das perguntas será definida por sorteios ao vivo, e a proposta é aprofundar os planos de governo dos candidatos.

Primeiro bloco: serão seis rodadas com assuntos relacionados às diferentes regiões do país e a um tema prioritário de âmbito nacional. Cada candidato terá três minutos por rodada, divididos entre pergunta, resposta, réplica e tréplica.
Segundo e terceiro blocos: os candidatos escolherão os temas das perguntas entre as opções exibidas em um telão, mantendo a mesma dinâmica de tempo dos três minutos por rodada.
Quarto bloco: tema livre. Cada candidato terá oito minutos de fala, sem limite de intervenções, e poderá se movimentar livremente pelo seu lado do cenário.
Movimentação no palco: nos três primeiros blocos, o candidato que estiver com a palavra poderá circular pelo cenário, enquanto o adversário deverá permanecer em seu púlpito até chegar a sua vez de falar. A regra foi adotada após o debate da Band, quando Flávio Bolsonaro se posicionou atrás de Lula em diferentes momentos. No quarto bloco, a movimentação é liberada apenas pelo próprio lado do cenário.
Como ver a checagem do debate da Globo?
A TV Globo não fará checagem de fatos ao vivo na transmissão da TV aberta, ou seja, não haverá intervenções para corrigir ou contestar as declarações dos candidatos durante o debate. A verificação ficará concentrada nas plataformas digitais do grupo e em iniciativas de outros veículos e entidades.
O g1 mobilizará uma equipe de mais de 30 jornalistas do projeto Fato ou Fake para verificar as declarações durante o encontro. As publicações serão feitas nas páginas do g1 e dos jornais O Globo, Valor Econômico e Extra, além do portal da rádio CBN.
A GloboNews exibirá um programa especial após o debate com os resultados apurados. O trabalho de checagem utiliza três classificações: #FATO, #NÃOÉBEMASSIM e #FAKE.
Onde ver a checagem do Debate Lula x Flávio Bolsonaro
Diferentes organizações e veículos de imprensa montaram estruturas de verificação em tempo real para acompanhar as falas dos candidatos. Entre as iniciativas confirmadas estão:
- UOL Confere: checagem ao vivo pelo Canal UOL no YouTube, a partir das 21h, com reações e comentários de colunistas. Após o debate, um texto com a checagem completa será publicado no site do UOL.
- ICL Notícias: checagem de fatos ao vivo pelo canal do veículo no YouTube, com participação de Eduardo Moreira, Deborah Magagna, Juliana Dal Piva e Paulo Motoryn.
- ECA-USP: professores e estudantes de jornalismo da Escola de Comunicações e Artes da USP farão checagem em tempo real, com transmissão pelo canal do Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE) no YouTube, a partir das 21h.
- FENAJ e entidades: a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), em conjunto com a Rede Nacional de Combate à Desinformação (RNCD) e a ALCAR, transmitirá a checagem simultânea pelo YouTube.
- TVT News: o portal também acompanhará a checagem do debate, com atualizações em sua página de últimas notícias.
Ministro do TSE mantém Exército do Lula: Kassio Nunes ameaçou derrubar durante o debate da Globo
Às vésperas do debate, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entrou no radar, mais uma vez, de juristas, da imprensa e dos defensores da democracia pela ameaça de tirar o Exército do Lula do ar.
O ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, atendeu nesta sexta-feira (23) a campanha do presidente Lula e barrou uma eventual suspensão do canal Exército do Lula, no WhatsApp.
Kassino Nunes ameaçou derrubar o Exército do Lula
O deputado Janones, jornalistas e outras entidades manifestaram preocupação com a possibilidade de uma nova restrição ao canal de WhatsApp “Exército do Lula” durante ou próximo ao horário do debate na Globo.
Tanto que ABJD cobra TSE por proteção ao canal “Exército do Lula” antes do segundo turno.
O deputado federal André Janones (Rede-MG) afirmou, nesta sexta-feira (23), que o canal poderia ser retirado do ar ainda hoje, “próximo ao horário do debate, por uma ordem do TSE”.
A discussão sobre o bloqueio de canais políticos no WhatsApp já vinha sendo tratada pelo Tribunal nos dias que antecederam o segundo turno. A campanha de Lula teme que eventuais decisões da Corte afetem a mobilização digital durante o último embate televisivo antes da votação de domingo.
Parlamentares dos EUA pedem explicações para Meta sobre tratamento nas eleições brasileiras
Treze parlamentares dos Estados Unidos cobraram explicações de Mark Zuckerberg, presidente-executivo da Meta, sobre a atuação das plataformas da empresa nas eleições presidenciais brasileiras de 2026. Em carta enviada nesta quinta-feira (22), o grupo dos EUA questiona denúncias de tratamento desigual entre as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), às vésperas do segundo turno, marcado para domingo (25). Leia em TVT News.
O documento foi assinado por 12 deputados democratas e pelo senador independente Bernie Sanders. Os congressistas demonstram preocupação com relatos de que conteúdos associados à campanha de Lula teriam sido restringidos ou perdido alcance, enquanto publicações ligadas à candidatura de Flávio Bolsonaro teriam recebido maior visibilidade nas plataformas.
A carta solicita esclarecimentos sobre os critérios utilizados pela Meta para moderar e recomendar conteúdos políticos, além das providências adotadas para garantir condições iguais às candidaturas. Os parlamentares também pedem uma reunião técnica com representantes da companhia e estabeleceram 4 de novembro como prazo para o envio de respostas por escrito.
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Restrições a anúncios e denúncias envolvendo inteligência artificial
Entre os episódios citados pelos congressistas dos EUA está a desativação da conta de anúncios da campanha de Lula no Facebook, em 23 de setembro. Outro caso envolve limitações ao impulsionamento de publicações no Instagram entre os dias 9 e 10 de outubro.
Segundo estimativa da campanha petista mencionada na carta, cerca de 1,3 milhão de pessoas deixaram de visualizar anúncios durante o período de restrição no Instagram.
Os parlamentares também questionam relatos sobre o funcionamento da inteligência artificial da Meta. Segundo as denúncias, a ferramenta teria recusado pedidos para produzir imagens favoráveis a Lula, enquanto atendia a solicitações semelhantes envolvendo Flávio Bolsonaro.
Outro ponto levantado diz respeito a recomendações algorítmicas que teriam ampliado a visibilidade do perfil do senador e de um canal de WhatsApp associado à sua campanha. Os congressistas pedem que a empresa esclareça quando identificou possíveis diferenças de tratamento e quais medidas adotou para corrigir os problemas.
As denúncias integram uma série de questionamentos sobre a atuação das plataformas digitais durante a disputa eleitoral brasileira. A campanha de Lula também acionou a Justiça Eleitoral para investigar possíveis prejuízos à circulação de seus conteúdos.
Parlamentares questionam cumprimento de decisões do TSE
A iniciativa ocorre após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cobrar da Meta medidas para assegurar tratamento igualitário aos candidatos. A Corte determinou providências relacionadas à distribuição de conteúdos e à revisão de restrições aplicadas às campanhas.
Em resposta à Justiça Eleitoral, a empresa informou ter implementado 17 medidas para atender às determinações. Entre elas está um mecanismo de revisão humana de bloqueios automatizados em contas de anúncios eleitorais.
Os congressistas dos EUA querem saber quais medidas foram adotadas, como a empresa verifica o cumprimento das regras e se permitirá que auditores independentes tenham acesso a dados internos sobre moderação e distribuição de conteúdo político. A proposta é verificar se os mecanismos da plataforma foram aplicados de maneira uniforme às candidaturas.
A carta também questiona eventuais contatos entre a Meta e integrantes do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as eleições brasileiras, o Judiciário do país e propostas de regulamentação das plataformas digitais. Os parlamentares solicitam informações e registros caso essas comunicações tenham ocorrido, mas a pergunta não comprova a existência de contatos ou de interferência do governo norte-americano.
Meta nega favorecimento político
A empresa nega ter interferido nas eleições brasileiras ou favorecido uma candidatura. A Meta atribui os problemas relatados a falhas técnicas e afirma que suas regras são aplicadas igualmente aos candidatos.
A cobrança dos parlamentares norte-americanos amplia a pressão sobre a companhia em meio às denúncias envolvendo o Facebook, o Instagram e o WhatsApp. A iniciativa também se soma a questionamentos de especialistas independentes ligados à Organização das Nações Unidas (ONU), que pediram esclarecimentos sobre possíveis impactos dos sistemas de moderação, recomendação e inteligência artificial na circulação de conteúdos eleitorais.
Organizações farão checagem em tempo real para debate da Globo
As checagens em tempo real do debate presidencial entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro acontecerão por meio de diversas iniciativas. Entre elas, está uma rede provisória de checagem que reunirá a Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, a RNCD (Rede Nacional de Combate à Desinformação), a FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas), a SBPJor (Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo) e a AletheiaFact.org.
Além disso, alunos e professores da ECA-USP (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo) também estão organizando uma checagem própria.
Saiba mais em TVT News.
Preservar a informação
A iniciativa vai contar com jornalistas, pesquisadores e instituições para checar ao vivo a declaração dos candidatos. Os canais da FENAJ e da RNCD no Youtube vão retransmitir as verificações.
A presidenta da Intercom, Iluska Coutinho, explica que as organizações se preocuparam ao ver um processo importante para ajudar o cidadão a tomar a sua decisão eleitoral trazer mensagens sem checagem, permitindo a propagação de preconceitos e informações incorretas. “Levando os eleitores a decisões equivocadas. A comunicação tem um papel importante de esclarecimento da sociedade. É um compromisso de permitir que as pessoas possam agir como cidadãs, com informação de qualidade, informação com contexto. Se a gente deixa a fonte apresentar informações que não são confirmadas e, em alguns casos, inverídicas, contribuimos para a desinformação”, afirmou.
As organizações estão definindo o protocolo que será utilizado nas checagens e, também, a terminologia que será utilizada, como: verdadeiro, falso, impreciso — além de evidenciar o grau de imprecisão.
“Como sociedade científica, pesquisadores, a gente entende o papel dos jornalistas profissionais que desenvolvem o trabalho deles, das agências de checagem, mas achamos que o desafio é tão grande de desinformação e os impactos negativos de desinformação são tão assustadores que todo mundo está se esforçando. [… ] estamos querendo somar esforços”
No último debate presidencial na TV Bandeirantes, a Fenaj e os sindicatos filiados à entidade criticaram o modelo da discussão e a condução do confronto.
Manifesto da ECA
A movimentação dos estudantes e egressos da ECA-USP começou ainda no primeiro turno. Renan Affonso, estudante do último ano de Jornalismo, conta que ex-alunos de Publicidade tiveram a ideia de se organizar depois que o debate no primeiro turno foi cancelado. Assim, foi criado um grupo de WhatsApp e nasceu a carta “Comunicação só de faz com a verdade”. O documento pontua a necessidade de checagem ao vivo nos debates, sugere penalidades como retirada de tempo se algum candidato propagar informação falsa ou ferir os direitos humanos, ou, a Constituição.
“A gente lançou no início do mês, começou a colher assinaturas, chegou a 1.000, 1.500, depois do debate da Band, as pessoas começaram a entender a importância dessa discussão, em um dia passamos para 10 mil assinaturas”, contou Renan.
A checagem da ECA será feita no canal do Youtube do CJEUSP. Será coordenada por cinco professores e cerca de 30 alunos da graduação e da pós que vão voluntariamente realizar a checagem.
O professor de Jornalismo, Rodrigo Ratier, explica a metodologia que será aplicada. “A gente vai trabalhar com categorias simplificadas, vão ser quatro categorias: falso, verdadeiro, enganoso e impreciso. Enganoso é quando você tem uma distorção da informação, uma descontextualização ou um equívoco de ordem numérica, suficientemente grande, para distorcer a interpretação. A gente vai fazer também uma contagem de quantas perguntas não foram respondidas”.
O modelo de fact-checking vai se basear em material jornalístico já publicado por veículos de jornalismo profissional, sejam eles de caráter comercial ou independente. Além disso, os intervalos terão análise dos professores Denis de Oliveira e Vitor Blotta.
“Fazer a checagem no departamento de Jornalismo com alunos e professores, é justamente entender a universidade como um espaço de experimentação e, também, como uma instituição que tem o dever de retornar para a sociedade, já que a gente entende que a universidade pública ela é financiada pelo dinheiro […] quem sabe, daqui a dois anos nas eleições municipais, a gente tenha também outras emissoras embarcando nessa com a gente”, opinou Renan.
Assistir a checagem
Canal da Fenaj: https://www.youtube.com/@fenajoficial
Canal da RNCD: https://www.youtube.com/@RNCDBRASIL
Live ECA USP: https://www.youtube.com/@cjeusp/streams
Checagem da FESPSP
A equipe da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo desenvoveu um sistema de checagem do debate que permite verificar, praticamente em tempo real, a veracidade e precisão dos dados citados pelos candidatos, com bases oficiais confiáveis e verificáveis.
O trabalho é realizado em parceria com a FIA Business School, da Fundação Instituto de Administração (FIA), da USP.
Checagem acontece dois minutos da citação de dados por um candidato
Dois minutos depois da citação aos dados por um candidato, o sistema já classifica sua veracidade e precisão e, ao mesmo tempo, mostra todas as fontes que usou para a checagem e classificação da fala.
O link abaixo permite acesso ao sistema, e traz o exemplo de sua aplicação ao primeiro debate, para facilitar o entendimento e permitir a avaliação da confiabilidade do sistema.
Esse link é compartilhável com qualquer pessoa que você queira. Basta clicar na caixa COMPARTILHAR LINK.
Além disso, o sistema estará disponível para qualquer cidadão ou eleitor que queira acompanhar o debate. É um serviço de utilidade pública, gratuito, sem qualquer patrocínio ou vínculo partidário.
- O link para acesso do site de checagens é: debatometro.com.br
Onde ver o debate da Globo
- TV Globo: exibição ao vivo na TV aberta, após o Jornal Nacional.
- GloboNews: transmissão simultânea pelo canal de notícias por assinatura.
- g1: transmissão simultânea pela internet, no portal de notícias.
- Globoplay: disponível em simulcast durante o debate e, na íntegra, após o encerramento.
A TVT News também fará cobertura ao vivo no site e redes sociais, com contextualização das principais informações e dados apresentados pelos candidatos
Quais as regras do debate da Globo?
A Globo definiu uma dinâmica com quatro blocos, sendo três com temas determinados e um de tema livre, além das considerações finais. A ordem das perguntas será definida por sorteios ao vivo, e a proposta é aprofundar os planos de governo dos candidatos.

Primeiro bloco: serão seis rodadas com assuntos relacionados às diferentes regiões do país e a um tema prioritário de âmbito nacional. Cada candidato terá três minutos por rodada, divididos entre pergunta, resposta, réplica e tréplica.
Segundo e terceiro blocos: os candidatos escolherão os temas das perguntas entre as opções exibidas em um telão, mantendo a mesma dinâmica de tempo dos três minutos por rodada.
Quarto bloco: tema livre. Cada candidato terá oito minutos de fala, sem limite de intervenções, e poderá se movimentar livremente pelo seu lado do cenário.
Movimentação no palco: nos três primeiros blocos, o candidato que estiver com a palavra poderá circular pelo cenário, enquanto o adversário deverá permanecer em seu púlpito até chegar a sua vez de falar. A regra foi adotada após o debate da Band, quando Flávio Bolsonaro se posicionou atrás de Lula em diferentes momentos. No quarto bloco, a movimentação é liberada apenas pelo próprio lado do cenário.
Como ver a checagem do debate da Globo?
A TV Globo não fará checagem de fatos ao vivo na transmissão da TV aberta, ou seja, não haverá intervenções para corrigir ou contestar as declarações dos candidatos durante o debate. A verificação ficará concentrada nas plataformas digitais do grupo e em iniciativas de outros veículos e entidades.
O g1 mobilizará uma equipe de mais de 30 jornalistas do projeto Fato ou Fake para verificar as declarações durante o encontro. As publicações serão feitas nas páginas do g1 e dos jornais O Globo, Valor Econômico e Extra, além do portal da rádio CBN.
A GloboNews exibirá um programa especial após o debate com os resultados apurados. O trabalho de checagem utiliza três classificações: #FATO, #NÃOÉBEMASSIM e #FAKE.
Onde ver a checagem do Debate Lula x Flávio Bolsonaro
Diferentes organizações e veículos de imprensa montaram estruturas de verificação em tempo real para acompanhar as falas dos candidatos. Entre as iniciativas confirmadas estão:
- UOL Confere: checagem ao vivo pelo Canal UOL no YouTube, a partir das 21h, com reações e comentários de colunistas. Após o debate, um texto com a checagem completa será publicado no site do UOL.
- ICL Notícias: checagem de fatos ao vivo pelo canal do veículo no YouTube, com participação de Eduardo Moreira, Deborah Magagna, Juliana Dal Piva e Paulo Motoryn.
- ECA-USP: professores e estudantes de jornalismo da Escola de Comunicações e Artes da USP farão checagem em tempo real, com transmissão pelo canal do Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE) no YouTube, a partir das 21h.
- FENAJ e entidades: a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), em conjunto com a Rede Nacional de Combate à Desinformação (RNCD) e a ALCAR, transmitirá a checagem simultânea pelo YouTube.
- TVT News: o portal também acompanhará a checagem do debate, com atualizações em sua página de últimas notícias.
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Domingo, nosso encontro marcado com a democracia
Artigo da Presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, Neiva Ribeiro, sobre o nosso compromisso com a democracia, neste domingo. Leia o artigo na TVT News.
Por Neiva Ribeiro *
Domingo temos um encontro marcado com a democracia. Um compromisso com a nossa história, com o presente e, sobretudo, com o futuro que queremos construir para o Brasil.
É o momento de reunir tudo o que aprendemos, lemos, ouvimos, percebemos e vivemos. De transformar nossa experiência, nossa consciência e nossas convicções em uma escolha. Nosso voto expressa o país em que acreditamos e a sociedade que desejamos para as próximas gerações.
Temos a responsabilidade de defender nossos direitos, preservar as conquistas sociais e manter uma legislação que proteja os trabalhadores e trabalhadoras. Temos o compromisso de defender os povos indígenas, o Sistema Único de Saúde (SUS), o Pronampe, o Bolsa Família e as políticas públicas que promovem inclusão, dignidade e oportunidades.
Temos, ainda, o dever de defender as mulheres, diante de tanta violência; a população negra, diante do racismo e da discriminação; os idosos, as pessoas com deficiência e as pessoas em situação de vulnerabilidade social. Uma sociedade verdadeiramente democrática não pode aceitar que a dignidade e os direitos de parte da população sejam excluídos.
Sim, temos a responsabilidade de votar em uma candidatura comprometida com esse projeto de país. Um projeto que coloque a vida, os direitos humanos, a justiça social, a igualdade de oportunidades e a democracia no centro das decisões.
Essa responsabilidade ganha ainda mais significado quando olhamos para a nossa história. O Brasil passou por mais de duas décadas de ditadura militar, entre 1964 e 1985, período marcado pela censura, pela perseguição política, pela restrição das liberdades e por graves violações de direitos humanos.
A democracia não foi uma concessão: foi conquistada com muita luta, perseguição, morte, tortura, resistência e sacrifício de milhares de brasileiros e brasileiras.

Em 1985, Tancredo Neves foi eleito presidente indiretamente pelo Colégio Eleitoral. Com seu adoecimento antes da posse, José Sarney assumiu a Presidência. Em 1988, a promulgação da Constituição Federal estabeleceu um novo marco para a democracia brasileira, reafirmando direitos e garantias fundamentais.
Mas foi em 1989 que a população brasileira voltou a escolher diretamente o presidente da República, na primeira eleição presidencial direta desde 1960. Aquele momento representou muito mais do que uma eleição. Simbolizou a retomada de um direito fundamental: o de escolher, pelo voto, quem conduziria o país.
E é justamente por isso que precisamos compreender o valor da democracia. Uma ditadura não prejudica apenas militantes, lideranças políticas ou pessoas que se opõem ao governo. Ela atinge toda a sociedade.
- Quando há censura, a imprensa perde a liberdade de investigar e denunciar.
- Quando as instituições são enfraquecidas, os mecanismos de fiscalização do poder ficam comprometidos.
- Quando as liberdades são suprimidas, a população perde instrumentos fundamentais para cobrar transparência, combater a corrupção e defender seus direitos.
A economia também sofre as consequências de decisões autoritárias, da falta de transparência e da ausência de controles democráticos. Durante a ditadura brasileira, o chamado milagre econômico, especialmente entre 1968 e 1973, foi acompanhado por forte concentração de renda.
A partir de meados da década de 1970, o país enfrentou o agravamento dos desequilíbrios econômicos, o aumento do endividamento externo e a aceleração da inflação, que se tornou um dos grandes problemas da década de 1980.
Democracia é poder escolher, mas também é poder questionar, fiscalizar, reivindicar e participar. É ter liberdade para discordar, denunciar injustiças, organizar Sindicatos, defender direitos e lutar por melhores condições de vida. É garantir que ninguém seja perseguido por suas ideias e que as instituições públicas estejam a serviço da sociedade.
No domingo, cada voto tem o mesmo peso na democracia
E há algo essencial nesse processo: cada voto tem o mesmo peso, independentemente da classe social, da renda, da profissão ou do lugar que cada pessoa ocupa na sociedade.
Na urna, somos iguais em direitos políticos. Esse é um dos princípios mais importantes da democracia e uma conquista que precisa ser exercida com consciência e responsabilidade.
Não podemos tratar esse direito como algo banal ou garantido para sempre. A história nos ensina que conquistas democráticas exigem vigilância, participação e compromisso coletivo. Votar é uma forma de honrar aqueles e aquelas que lutaram para que pudéssemos escolher nossos representantes livremente.
Neste domingo, portanto, não estaremos apenas diante de uma urna. Estaremos diante da nossa história, das nossas responsabilidades e das nossas esperanças. Cada pessoa levará consigo suas experiências, suas dificuldades, seus sonhos e sua visão de futuro.
Que a nossa escolha considere não apenas promessas, mas também compromissos, propostas, trajetórias e o respeito às instituições democráticas.

Que pensemos nas consequências das decisões políticas para a vida concreta das pessoas, especialmente daquelas que mais precisam da proteção do Estado e das políticas públicas.
A democracia não se resume ao voto, mas o voto é uma de suas expressões mais importantes. É por meio dele que participamos da construção dos rumos do país e reafirmamos que o Brasil pertence a todos e todas.
Domingo, nosso encontro é com a democracia. Que a consciência guie nossa escolha, que a memória fortaleça nossa responsabilidade e que o nosso voto defenda um Brasil com mais direitos, justiça social, igualdade e liberdade.
Em defesa de um Brasil soberano, com bancos e empresas públicas fortes a serviço do desenvolvimento social, econômico e humano.Porque a democracia não é apenas uma conquista do passado. É uma responsabilidade que assumimos no presente e um compromisso que temos com o futuro.
Sobre a autora

* Neiva Ribeiro é a atual presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região.
É formada em Letras pela Universidade Guarulhos, pós-graduada em Gestão Pública pela Fesp-SP, e em Gestão Universitária pela Unisal. É funcionária do Bradesco desde 1989. Ingressou na direção do Sindicato em 2000.
Foi diretora-geral da Faculdade 28 de Agosto de Ensino e Pesquisa, secretária de Formação e secretária-geral da entidade.
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Folha e Estadão apontam risco de censura na atuação do TSE às vésperas da eleição
Os jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo convergiram na crítica à proposta discutida no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para bloquear canais de WhatsApp com mais de 200 mil inscritos que publicassem conteúdo político-eleitoral nas 48 horas anteriores ao segundo turno. Leia em TVT News.
Em editoriais, os dois veículos classificaram a iniciativa como uma ameaça à liberdade de expressão e questionaram a tentativa da Justiça Eleitoral de restringir o debate político antes da votação.
>> TSE barra tentativa de suspender canal “Exército do Lula” às vésperas do segundo turno
A proposta foi elaborada em uma minuta de resolução pelo ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, e discutida em reuniões nos dias 16 e 20 de outubro. A medida alteraria as regras eleitorais para permitir o bloqueio de canais com grande número de participantes. A iniciativa não avançou por falta de apoio da maioria dos ministros, mas o gabinete de Mendonça informou ao Estadão que o texto continuava em discussão interna.
Folha critica restrição de última hora de Mendonça e Nunes Marques

No editorial “Kassio e Mendonça enxergam TSE como arma de censura”, a Folha avaliou que a proposta tinha como principal alvo o canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), que reúne milhões de participantes.
>> Acesse o canal de WhatsApp “Exército do Lula”
Embora a regra também pudesse atingir a “Tropa do Flávio”, ligada à campanha de Flávio Bolsonaro (PL), o jornal apontou uma diferença expressiva no tamanho e no engajamento dos grupos.
A publicação destacou que a suspensão preventiva de canais, sem comprovação de irregularidades específicas, representaria censura prévia. Para o jornal, eventuais infrações eleitorais devem ser apuradas e combatidas depois de demonstradas, com medidas proporcionais, em vez de impedir antecipadamente a circulação de conteúdos políticos.
A Folha também ressaltou que mais de cem juristas, pesquisadores e representantes da sociedade civil encaminharam ao TSE uma nota técnica contrária ao bloqueio. Segundo o documento, a medida restringiria a liberdade política e alteraria as condições da disputa eleitoral.
Especialistas ouvidos pelo jornal consideraram a iniciativa inconstitucional por afetar as liberdades de expressão e de reunião no ambiente digital.
Estadão questiona poder de definir o que é conteúdo político
No editorial “O TSE e a tentação da censura”, o Estadão também criticou a tentativa de restringir canais políticos às vésperas do segundo turno.
O jornal argumentou que a proposta não se limitava a publicações consideradas ilegais, mas abrangia conteúdos políticos de forma ampla, deixando margem para interpretações subjetivas sobre o que poderia ser divulgado.
A publicação questionou quem definiria quais mensagens seriam classificadas como políticas e se assuntos como segurança pública, Bolsa Família ou o próprio funcionamento do TSE poderiam justificar restrições. Na avaliação do jornal, essa indefinição abriria espaço para decisões arbitrárias e para a intervenção do poder judiciário no debate público.
O Estadão também lembrou que a adesão a canais de WhatsApp é voluntária: os usuários escolhem quais páginas acompanhar e podem deixar de segui-las quando quiserem. Por isso, considerou inadequado que a Justiça Eleitoral decidisse preventivamente quais conteúdos os cidadãos poderiam receber antes de votar.
Outro ponto levantado pelo editorial foi o calendário eleitoral. A Lei das Eleições determina que as instruções do TSE para cada pleito sejam expedidas até 5 de março do ano eleitoral. Para o jornal, uma mudança de regras tão perto da votação contrariaria a previsibilidade que deve orientar o processo eleitoral.
Recuo não encerra questionamentos
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, declarou ao Estadão ser contrário a mudanças de última hora nas regras eleitorais. Após a repercussão do caso, ele atribuiu a autoria da minuta a André Mendonça.
O vice-presidente, por sua vez, afirmou que a proposta não era uma iniciativa individual e dependia de deliberação colegiada.
Os dois editoriais apontaram que o recuo não elimina as preocupações com a atuação da Corte. A Folha lembrou que Nunes Marques já havia determinado a suspensão do canal de Janones, decisão posteriormente revertida pelo relator do caso.
O Estadão, por sua vez, relacionou a discussão a decisões anteriores de ministros do TSE e do Supremo Tribunal Federal (STF), criticando o que considera uma interferência judicial no debate eleitoral.
Apesar das diferenças de enfoque, os jornais convergiram em um ponto: impedir preventivamente a circulação de conteúdo político em canais amplos de comunicação pode restringir a liberdade de expressão e reduzir o espaço para a discussão pública em um momento decisivo da eleição.
Para ambos, a Justiça Eleitoral deve atuar para assegurar a regularidade do pleito sem assumir o papel de tutelar o que os eleitores podem ler ou discutir.
Flávio Bolsonaro poderá soltar assassinos de Marielle, diz Otoni de Paula, pastor e deputado
O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) afirmou, em entrevista à Rede TVT nesta quinta (22), que Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, prometeu a familiares dos envolvidos no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes que, se eleito, promoveria uma revisão do caso. Segundo Otoni, a medida poderia abrir caminho para a soltura dos condenados. Leia em TVT News.
“Eu fui informado há duas semanas atrás e esperei realmente a confirmação de que houve uma reunião com o senador Flávio Bolsonaro e a família dos envolvidos no caso Marielle, tanto a família Brazão quanto a família do Lessa”, declarou o deputado.
De acordo com Otoni, Flávio teria dito aos familiares que, caso chegasse à Presidência, promoveria uma recomposição do Supremo Tribunal Federal (STF), e o processo seria revisto. “O caso seria revisado, seria revisto. Esta teria sido a promessa do Flávio Bolsonaro às famílias envolvidas”, afirmou.
>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp
Condenações pelo assassinato de Marielle
Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL, e seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados em março de 2018. O caso também teve como vítima sobrevivente a assessora Fernanda Chaves.
Em fevereiro de 2026, a Primeira Turma do STF condenou cinco réus por crimes relacionados ao assassinato. Entre eles estão os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão, apontados como mandantes dos homicídios, além do ex-chefe da Polícia Civil do Rio Rivaldo Barbosa, do major da Polícia Militar Ronald Paulo Alves Pereira e do ex-policial militar Robson Calixto Fonseca, conhecido como Peixe.
Deputado também acusa Flávio de influência na segurança pública
Na entrevista à Rede TVT, Otoni de Paula também acusou Flávio Bolsonaro de exercer influência sobre a estrutura da segurança pública do Rio de Janeiro. Segundo ele, o senador teria participado, junto com aliados políticos, de indicações para cargos de comando na Polícia Militar e na Polícia Civil durante o governo de Cláudio Castro (PL).
“Flávio Bolsonaro foi quem comandou as indicações junto com Canella de delegado da Polícia Civil, das delegacias de Polícia Civil e de comandante de batalhões”, declarou.
O deputado ainda afirmou que a influência do senador iria além de relações com milícias e fez acusações sobre supostos vínculos com pessoas ligadas ao Comando Vermelho (CV). Otoni mencionou um alegado acordo para a retirada de barricadas em comunidades dominadas pela facção, em troca da ausência de operações policiais nesses territórios.
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