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Da Redação
Exército do Lula impulsiona canais de WhatsApp pelo mundo
O modelo de mobilização digital criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), batizado de Exército do Lula, atravessou as fronteiras brasileiras e virou referência para grupos de esquerda na Europa e na América Latina. Em apenas dois dias, os canais de WhatsApp inspirados na estratégia brasileira na França, na Espanha e na Argentina saltaram de 123 mil para 249 mil integrantes — um crescimento de 102,44%
O fenômeno, que a imprensa internacional passou a chamar de “janonismo internacional”, evidencia como a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro impulsionou a replicação de um método baseado em “missões” distribuídas em massa por aplicativos de mensagem.
Saiba mais sobre os canais de WhatsApp da esquerda com a TVT News.
Conheça alguns dos canais de whatsapp inpirados no Exército do Lula
- Ejército del Peronismo – Argentina
- L’équipe de Mélenchon officielle – França
- Ejército del Petro – Colômbia
- La Fuerza de La Gente – Espanha
Canais de WhatsApp inspirados no Exército do Lula: a esquerda ocupa as redes
A lógica que sustenta o Exército do Lula é a transformação de apoiadores em multiplicadores. Em vez de apenas consumir conteúdo, cada integrante recebe orientações para compartilhar publicações, convidar novos participantes e ampliar a circulação de mensagens favoráveis às suas lideranças.
O canal original, que passou dos 10 milhões de inscritos durante a campanha presidencial de 2026, provou que a militância digital organizada pode interferir diretamente no debate público e no resultado eleitoral. Agora, grupos estrangeiros adaptam esse mecanismo às suas realidades locais, em um contexto de avanço da extrema direita em diversas democracias.
Os dados monitorados mostram uma rápida expansão em três países principais:
| País | Nome do Canal / Alinhamento | Crescimento (em 48h) | Integrantes Atuais |
|---|---|---|---|
| 🇫🇷 França | L’équipe de Mélenchon officielle (Apoio à esquerda de Jean-Luc Mélenchon) | +157,89% | De 57 mil para 147 mil |
| 🇪🇸 Espanha | La fuerza de la gente (Apoio ao primeiro-ministro Pedro Sánchez) | +68% | De 25 mil para 42 mil |
| 🇦🇷 Argentina | Ejército del Peronismo (Oposição peronista ao presidente Javier Milei) | +46,34% | De 41 mil para 60 mil |
Espanha, França e Argentina: canais inspirados no Exército do Lula dobram de tamanho
Os números mostram a velocidade da replicação. Na França, o canal L’équipe de Mélenchon officielle, que reúne apoiadores de Jean-Luc Mélenchon, fundador do França Insubmissa (LFI), passou de 57 mil para 147 mil integrantes em 48 horas — alta de 157,89%.

Na Espanha, o La fuerza de la gente, criado em apoio ao primeiro-ministro Pedro Sánchez, do PSOE, cresceu 68%, de 25 mil para 42 mil participantes.

Já na Argentina, o Ejército del Peronismo, ligado à ala jovem do peronismo e principal força de oposição ao governo Javier Milei, subiu de 41 mil para 60 mil membros, avanço de 46,34%.

O crescimento conjunto dos três canais de WhatsApp mais que dobrou o alcance inicial, consolidando o método como um produto de exportação da política brasileira.
Fazer o L tornou-se símbolo de luta contra a extrema direita
Para além dos canais digitais, o gesto de formar a letra “L” com os dedos ultrapassou o território brasileiro e se tornou um símbolo de resistência progressista.
L.U.L.A um símbolo de L.U.T.A pic.twitter.com/MS5GcTBzzM
— Leo Squadra Azzurra® (@LeoSquadra_) October 29, 2026
Na Espanha, a ex-prefeita de Barcelona Ada Colau convocou uma multidão em Madri a erguer os braços em referência a Lula: “Vamos todas levantar o braço com o ‘L’ de Lula”. No México, a presidente Claudia Sheinbaum repetiu o gesto ao comentar a vitória do petista, classificando o resultado como “uma lufada de ar fresco para a América Latina”.
Vocês tem noção que fazer L tá virando símbolo anti fascismo nos países? pic.twitter.com/Mb8Qj8DyNn
— denguisis (@isissw1ft) October 27, 2026
O “L” também chegou ao Congresso do Chile, onde parlamentares fizeram o sinal em homenagem ao presidente reeleito.
Parlamentares chilenos fizeram o “L” de Lula no Congresso após a vitória do petista no segundo turno, no domingo (25).
— Mídia NINJA (@MidiaNINJA) October 29, 2026
O gesto foi divulgado pelo grupo parlamentar socialista do Chile e repercutiu nas redes brasileiras. pic.twitter.com/yFuK6e8GRG
Apoiadores de Mélenchon, por sua vez, gravaram vídeos no TikTok fazendo o “L” e, na sequência, invertendo as mãos para baixo até formar um “M”.
O gesto deixou de ser uma marca local para se transformar em linguagem visual de uma frente internacional contra a extrema direita.
Veja outras manifestações pelo mundo
- Palestina
Vídeo das crianças palestinas viralizou e chegou até o presidente Lula:
as criança palestinas comemorando a vitória do lula 😭 pic.twitter.com/tMhzkwVjpf
— lou13 ponto ⭐️ (@louieponto) October 30, 2026
Menina palestina é respondida por Lula e manda mensagem ao presidente: “Não se esqueça de Gaza”
Menina palestina é respondida por Lula e manda mensagem ao presidente: "Não se esqueça de Gaza"
— FEPAL – Federação Árabe Palestina do Brasil (@FepalB) October 29, 2026
Após vídeo viral celebrando a vitória de Lula, menina palestina Layan (@/smse) compartilhou a felicidade de ter sido respondida por Lula e agradeceu a solidariedade dos brasileiros pic.twitter.com/puKiBqK5oe
- Itália
E os italianos que criaram a Luta Unificada pela Liberdade e pelo Antifascismo (LULA)
— Franciele Becher 🗃️ (@fran_becher) October 29, 2026
Eu tô realmente impressionada, gente 😳🥹 https://t.co/Wp21NdpN8v
Exército do Lula segue ativo e desperta interesse de líderes mundiais
A influência do modelo não se limita à criação de canais por simpatizantes. Lideranças políticas de outros países passaram a procurar diretamente o deputado André Janones.
Na Espanha, Pedro Sánchez o convidou para colaborar com sua campanha para as eleições de 29 de novembro; Janones confirmou que viajará a Madri no dia 1º de novembro para auxiliar o primeiro-ministro espanhol. No México, a presidente Claudia Sheinbaum também o convidou para uma visita de trabalho.

Fuvest alerta candidatos sobre manifestação no centro de São Paulo no dia da prova, domingo (1º)
A Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) orientou os candidatos que farão a primeira fase do Vestibular 2027 neste domingo (1º) a se programarem para chegar com antecedência aos locais de prova na região central de São Paulo. O alerta ocorre devido a uma manifestação estudantil prevista para as 12h, na Praça Roosevelt. Leia em TVT News.
Segundo a organização, a proximidade do ato com algumas regiões de aplicação do exame pode provocar mudanças no trânsito e no funcionamento do transporte público. Por isso, a recomendação é que os vestibulandos considerem possíveis dificuldades no deslocamento e saiam de casa mais cedo.
A Fuvest reforça que os portões dos locais de prova serão abertos às 12h e fechados pontualmente às 13h, e que após esse horário, não será permitida a entrada de candidatos, independentemente do motivo do atraso.
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Primeira fase do Vestibular 2027
A primeira etapa do processo seletivo para a Universidade de São Paulo será realizada neste domingo (1º de novembro). Os candidatos devem consultar previamente o local de prova e planejar o trajeto, especialmente aqueles que farão o exame na região central da capital paulista.
A orientação da Fuvest é que os estudantes não deixem o deslocamento para a última hora, considerando a realização simultânea da manifestação e do vestibular.
Veja a nota na íntegra
Orientação aos candidatos sobre o deslocamento no dia da prova em razão da manifestação estudantil na região central
A FUVEST informa aos candidatos que, no próximo domingo (1º de novembro), está prevista a realização de uma manifestação estudantil na região central da cidade de São Paulo, marcada para às 12h, na Praça Roosevelt.
Em razão da proximidade do local com algumas regiões de aplicação da prova da 1ª Fase do Vestibular 2027, a FUVEST recomenda que os candidatos que realizarão o exame na região central se programem para sair de casa com antecedência, considerando possíveis alterações no trânsito e no transporte público.
É importante lembrar que a abertura dos portões das escolas será às 12h, e o fechamento ocorrerá pontualmente às 13h. Após esse horário, não será permitida a entrada de candidatos.
Desemprego cai para 5,2% e Brasil registra menor taxa para o terceiro trimestre em 14 anos
A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor patamar para o período desde 2012. O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. Leia em TVT News.
O índice representa uma queda de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em junho, quando estava em 5,4%. Na comparação com o mesmo período de 2025, a redução foi de 0,4 ponto percentual. Ao todo, o país tinha 5,6 milhões de pessoas desocupadas entre julho e setembro.
O avanço da ocupação também aparece no número de pessoas trabalhando. A população ocupada chegou a 103,6 milhões, o maior contingente desde o início da série histórica, em 2012.
Foram 581 mil pessoas a mais no mercado de trabalho em relação ao trimestre anterior, crescimento de 0,6%. Na comparação anual, o aumento foi de 1,2 milhão de trabalhadores.
Setor de construção impulsionou empregos
Entre as atividades econômicas, a construção apresentou um dos principais avanços no período. O setor registrou crescimento de 2,8% na quantidade de pessoas ocupadas, com a entrada de 210 mil trabalhadores.
O número de empregadores também atingiu recorde, chegando a 4,5 milhões. O contingente cresceu 4,3% em relação ao trimestre anterior, o equivalente a 184 mil pessoas, e teve alta de 6,4% em um ano.
No setor público, a quantidade de trabalhadores ocupados alcançou 13,2 milhões, também o maior resultado da série histórica. O número ficou estável na comparação trimestral, mas avançou 2,5% em relação ao terceiro trimestre de 2025, com 317 mil pessoas a mais.
Apesar dos resultados positivos, o ritmo de crescimento do emprego foi mais moderado do que o normalmente observado nessa época do ano. O terceiro trimestre costuma registrar aquecimento das contratações em razão da preparação para as festas de fim de ano.
O analista do IBGE William Kratochwill apontou que as incertezas relacionadas ao período eleitoral podem ter levado empresas e outros empregadores a adiar decisões de investimento e contratação. Segundo ele, o avanço da ocupação não ocorreu de maneira uniforme entre as atividades econômicas.

Carteira assinada mantém recorde
O emprego formal no setor privado permaneceu em nível recorde. O número de trabalhadores com carteira assinada, sem contar empregados domésticos, chegou a 39,4 milhões no trimestre encerrado em setembro.
O contingente, porém, ficou estável tanto em relação aos três meses anteriores quanto na comparação com o mesmo período do ano passado. O dado indica a manutenção de um patamar elevado de formalização, mas sem crescimento expressivo no período.
Renda do trabalho avança na comparação anual
O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.777. Embora tenha permanecido estável em relação ao trimestre anterior, o valor apresentou aumento de 3,7% na comparação com o terceiro trimestre de 2025.
A massa de rendimento real habitual, soma dos ganhos recebidos pelos trabalhadores, chegou a R$ 385,6 bilhões, o maior valor da série histórica. O montante cresceu 1,4% no trimestre, com acréscimo de R$ 5,2 bilhões, e 4,8% em um ano, alta de R$ 17,5 bilhões.
Outro indicador acompanhado pelo IBGE é a taxa composta de subutilização da força de trabalho, que ficou em 13%. O índice permaneceu estável em relação ao trimestre anterior e recuou 0,9 ponto percentual em um ano.
Esse indicador considera não apenas quem está desempregado, mas também trabalhadores que gostariam de cumprir mais horas de trabalho e pessoas que poderiam trabalhar, mas não procuraram emprego ou não estavam disponíveis para começar. Ao todo, a população subutilizada somou 14,8 milhões de pessoas no trimestre.
Governo cria força-tarefa contra assédio eleitoral; Justiça manda Meta remover publicações
O governo federal anunciou a criação de uma força-tarefa para combater o assédio eleitoral no ambiente de trabalho em decorrência do aumento dos casos. Uma tarefa foi criada no Ministério do Trabalho para exigir a retirada de publicações e conteúdos que incentivem a perseguição ou discriminação de trabalhadores por razões políticas. Leia em TVT News.
A iniciativa reúne o Ministério do Trabalho e Emprego e a Advocacia-Geral da União (AGU), que atuarão para identificar conteúdos nas redes sociais e solicitar a retirada de publicações que incentivem práticas ilegais.
A ação foi motivada por um aumento expressivo de denúncias de assédio eleitoral nas eleições de 2026, com mais de 3.080 comunicações no país, sendo 1.147 registradas apenas nas 72 horas após o segundo turno.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) identificou a circulação em massa, no Instagram, Facebook e Threads, de publicações convocando empregadores a monitorar votos de funcionários, expor trabalhadores, vetar contratações e efetuar demissões por motivação política
Também foram divulgadas publicações que defendem o boicote a estabelecimentos comerciais cujos proprietários manifestaram apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A decisão estabelece prazo de 24 horas para a remoção de 14 publicações identificadas pelo MPT, sob pena de multa diária de R$ 50 mil por endereço eletrônico, limitada inicialmente a R$ 500 mil. A empresa também deverá impedir que esses conteúdos apareçam em áreas de recomendação, como a aba Explorar e os Reels sugeridos.
Além disso, a Meta terá de preservar, sob sigilo, os conteúdos e os dados técnicos relacionados às publicações, incluindo informações sobre autoria, endereço IP, datas e horários. Os responsáveis pelas contas deverão ser notificados em até 48 horas sobre a retirada determinada pela Justiça.

A plataforma também deverá publicar, no prazo de 72 horas, um aviso institucional no Instagram, Facebook e Threads, por cinco dias consecutivos.
O descumprimento da Meta pode resultar em multa de R$ 200 mil.
>> Como denunciar casos de assédio eleitoral?
Liberdade política e direitos dos trabalhadores

Na fundamentação, o juiz ressaltou que a liberdade de expressão não autoriza a incitação à perseguição ou à discriminação profissional. A manifestação de opiniões políticas é legítima, mas estimular empregadores a punir funcionários por suas escolhas eleitorais ultrapassa os limites desse direito.
A decisão também destaca que a possibilidade de demitir um trabalhador sem justa causa não permite que o desligamento seja motivado por convicções ideológicas ou político-partidárias.
A Constituição Federal protege a liberdade de consciência, o pluralismo político e o sigilo do voto, enquanto a Lei nº 9.029/1995 proíbe práticas discriminatórias para acesso ou permanência no emprego.
O magistrado considerou ainda a desigualdade na relação entre empregadores e trabalhadores e o risco de que a disseminação desse tipo de conteúdo provoque perda de renda, intimidação e dificuldades de reinserção no mercado de trabalho.
A liminar, no entanto, não determinou a remoção genérica de todas as publicações sobre o tema nem a desativação preventiva de contas. Esses pedidos do MPT foram rejeitados neste momento, sob o entendimento de que precisam de análise mais aprofundada e garantia de contraditório.
Denúncias de assédio eleitoral aumentaram após votação
Os registros recebidos pelo MPT cresceram durante o processo eleitoral e tiveram nova alta após o segundo turno. Até o fim do primeiro turno, o órgão havia contabilizado 991 denúncias. Durante a campanha do segundo turno, foram registradas outras 946. Depois da votação, o MPT recebeu mais 1.459 comunicações.
O Ministério do Trabalho também informou que as denúncias apresentadas entre segunda e quinta-feira representaram cerca de 40% do total recebido pelo órgão ao longo de todo o ano, evidenciando a dimensão das ocorrências no período.
A força-tarefa federal pretende articular a atuação dos órgãos públicos para que conteúdos que incentivem ameaças, demissões e outras formas de retaliação sejam encaminhados às plataformas.
A AGU informou que medidas judiciais poderão ser adotadas para enfrentar publicações que estimulem esse tipo de conduta.
O Ministério do Trabalho criou um canal para receber relatos de pessoas que sofreram ou presenciaram discriminação relacionada ao voto ou ao posicionamento político. O aplicativo da Carteira de Trabalho Digital também será utilizado para orientar trabalhadores sobre seus direitos e os procedimentos para denunciar irregularidades.
Fiscais do trabalho poderão realizar inspeções em empresas denunciadas, verificar as situações relatadas e lavrar autos de infração. Segundo o governo, já existem investigações em andamento.
Governo estuda restrição a crédito público
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que o governo avalia criar uma lista de empresas envolvidas em práticas de assédio eleitoral. A proposta prevê que empregadores responsabilizados possam enfrentar restrições ao acesso a linhas de crédito público, por meio de mecanismos que envolvam o Banco Central e instituições financeiras.
Marinho comparou a iniciativa à lista de empregadores que submetem trabalhadores a condições análogas à escravidão. Nesse modelo, a inclusão dependeria de investigação prévia e de processo administrativo, com garantia de ampla defesa às empresas.
O ministro não detalhou os critérios para a inclusão na eventual lista nem como as denúncias seriam comprovadas. Segundo ele, a intenção é dar visibilidade às empresas que cometem ilegalidades e permitir a adoção de medidas contra práticas que violam os direitos dos trabalhadores.
Trabalhadores que sofrerem retaliações por suas escolhas políticas podem reunir mensagens, e-mails, gravações de áudio e publicações como provas. As denúncias podem ser feitas de forma anônima ao Ministério Público do Trabalho, pelo site www.mpt.mp.br, ou ao Ministério do Trabalho, pelo endereço https://assedioeleitoral.trabalho.gov.br/.
Veja decisão:
Embaixada dos EUA reconhece vitória de Lula e contraria declarações de Trump
A Embaixada dos Estados Unidos em Brasília classificou como “definitiva” a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de domingo (25), em relatório enviado ao Departamento de Estado norte-americano na segunda-feira (26). Leia em TVT News.
A avaliação diplomática contrasta com as declarações públicas do presidente dos EUA, Donald Trump, que voltou a questionar o resultado das urnas sem apresentar provas de irregularidades.
O documento afirma que observadores internacionais não tiveram dúvidas sobre o resultado do pleito. A missão da Organização dos Estados Americanos (OEA), por exemplo, declarou não ter “nenhuma dúvida sobre os resultados”.
Apesar de apontar problemas na organização da extensão do horário de votação, o relatório descreve a eleição como organizada e majoritariamente pacífica.
Um dos pontos abordados foi a prorrogação do horário de votação, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin. A medida atendeu a pedidos das campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro (PL), diante de dificuldades de transporte público e de acesso a seções eleitorais no Nordeste e no Sul do país.
Segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) citadas pela embaixada, cerca de 34 mil votos foram registrados depois das 17h. O número representa aproximadamente 0,03% do total de votos e não altera a diferença de cerca de 4,4 milhões de votos entre Lula e Flávio Bolsonaro.
O relatório considera que a ampliação do horário foi mal administrada, principalmente por falhas de comunicação que impediram que todas as seções fossem avisadas. Ainda assim, os dados apresentados não sustentam a tentativa de atribuir à medida uma mudança no resultado eleitoral.
Trump mantém ataques ao resultado das urnas

>> EUA suspendem serviços consulares no Brasil por “questões de segurança” e sem prazo para retorno
A posição da representação diplomática em Brasília diverge da postura adotada por Donald Trump. Na quinta-feira (29), o presidente norte-americano voltou a classificar as eleições brasileiras como uma “vergonha” e um “constrangimento”. Apesar das críticas, afirmou que pretende conversar com Lula.
Flávio Bolsonaro também questionou a prorrogação do horário de votação e classificou o resultado como “impossível de aceitar”, além de anunciar que pretende contestá-lo. A iniciativa, porém, provocou preocupação entre integrantes do próprio PL, que avaliam reservadamente o risco de desgaste político e de uma crise diante da diferença expressiva de votos e da falta de sustentação jurídica para os questionamentos.
Reconhecimento internacional da vitória de Lula
O relatório da embaixada se soma às manifestações de reconhecimento da vitória de Lula no exterior. Levantamento divulgado pelo TSE na quinta-feira (29) aponta que 107 países e 11 organismos e blocos multilaterais já haviam enviado cumprimentos ou reconhecido o resultado eleitoral.
Entre os líderes que parabenizaram o presidente brasileiro estão Emmanuel Macron, da França; Pedro Sánchez, da Espanha; Narendra Modi, da Índia; Claudia Sheinbaum, do México; e Vladimir Putin, da Rússia.
O reconhecimento também veio de governos de direita, como os de Giorgia Meloni, da Itália; José Antonio Kast, do Chile; Keiko Fujimori, do Peru; e Daniel Noboa, do Equador. Nayib Bukele, presidente de El Salvador e referência política de Flávio Bolsonaro na área de segurança pública, também enviou uma carta parabenizando Lula.
Até o momento mencionado no levantamento, Trump e o presidente argentino Javier Milei não haviam felicitado Lula pela vitória. Nesse cenário, a avaliação da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília evidencia a distância entre a posição técnica da representação diplomática e as declarações do presidente norte-americano.
Morre Patrick Stewart, o Professor Xavier de “X-Men”, aos 86 anos
O ator britânico Patrick Stewart, conhecido mundialmente por interpretar o Professor Charles Xavier na franquia “X-Men”, morreu aos 86 anos, em Los Angeles, nos Estados Unidos. A morte foi confirmada por sua representante nesta quinta-feira (29). Com uma carreira de seis décadas, Stewart também marcou a cultura pop como o capitão Jean-Luc Picard, da série “Star Trek: A Nova Geração”. Leia em TVT News.
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Professor Xavier marcou gerações
Stewart estreou como Charles Xavier em “X-Men”, de 2000. O personagem, conhecido como Professor X, é um mutante com poderes telepáticos que lidera jovens com habilidades especiais e defende a convivência entre mutantes e humanos.
O ator reprisou o papel em diversas produções, entre elas “X-Men 2” (2003), “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” (2014) e “Logan” (2017). Em 2010, recebeu o título de cavaleiro da rainha Elizabeth II por sua contribuição às artes dramáticas.
A atuação em produções de ficção científica e super-heróis consolidou Stewart como uma referência para diferentes gerações de espectadores.

Da Shakespeare aos grandes sucessos
Nascido em 1940, na Inglaterra, Stewart começou a carreira no teatro e integrou, a partir de 1966, a Royal Shakespeare Company, uma das mais tradicionais companhias britânicas. A formação nos palcos acompanhou o ator ao longo da trajetória, mesmo após alcançar projeção internacional na televisão e no cinema.
Em 1987, assumiu o papel do capitão Jean-Luc Picard em “Star Trek: A Nova Geração”. O personagem se tornou um dos mais conhecidos de sua carreira e voltou a ser interpretado pelo ator em filmes e na série “Star Trek: Picard”, lançada em 2020.

Presidente ainda está rouco e Live Lula e Janones foi adiada
Estratégia do Exército do Lula já é copiada no exterior.

Brasil recebe primeira tradução de Palestina Revelada, de Hanan Kattan
Palestina Revelada será lançado nesta sexta-feira, 30, no Al Janiah, em São Paulo. Edição brasileira é a primeira tradução do original em inglês, prefácio de Breno Altman e orelha de Berenice Bento

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Programa que prevê repasse de até R$ 5 mil a microempreendedores ainda está em fase de estruturação, e Ministério do Empreendedorismo alerta que mensagens anunciando inscrições abertas são falsas

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