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Da Redação
Aplicação do Enem é operação de guerra contra o retrocesso, diz Lula
Presidente Lula visitou, neste domingo (8/11), a sala de monitoramento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), onde acompanhou toda a logística que antecedeu a aplicação dos exames em 1.901 municípios do país.
Em 2026, Enem se torna o mais inclusivo da história do Brasil e tem recorde de idosos inscritos.
Leia mais sobre o Enem 2026 com a TVT News, com informações da Agência Brasil e Canal Gov.
Aplicação do Enem é operação de guerra contra o retrocesso, diz Lula
Ao visitar, neste domingo (8/11), a sala de monitoramento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em Brasília, para acompanhar a preparação para a aplicação do primeiro dia de prova do Exame Nacional do Ensino Médio – Enem em todo o país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma mensagem às mais de 5 milhões de pessoas inscritas para o Enem 2026:
“Não é verdade que não vale a pena ter diploma universitário. Vale a pena por você. Vale a pena pelo seu futuro. E vale a pena porque você deve saber o orgulho que o seu pai e que a sua mãe estão tendo agora pelo fato de você estar fazendo uma prova para entrar na universidade”, afirmou o presidente.

Ao aplicar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para mais de 5 milhões de inscritos, o Brasil trava uma guerra contra o retrocesso, afirmou neste domingo (8) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Nós aqui estamos fazendo uma guerra contra o retrocesso, uma guerra pela educação, uma guerra que significa paz.”
Lula destacou a relevância do processo durante live transmitida a partir do centro de monitoramento da realização do Enem, na sede do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em Brasília.
Mais de 596 mil de pessoas – entre servidores federais, aplicadores de prova, fiscais e funcionários dos Correios, responsáveis pela distribuição das provas – participam do Enem, que ocorre neste domingo (8) e no próximo, dia 15 de novembro.
Ao se referir aos inscritos como “soldados da democracia, soldados da paz, soldados do futuro”, Lula desejou boa sorte e pediu calma aos participantes. “Cabeça erguida e muita tranquilidade.”
O presidente avaliou ainda que a busca por formação está intrinsecamente relacionada ao desejo de incrementar a dignidade. Ele lembrou da própria trajetória ao relatar as dificuldades de quem não teve acesso ao estudo.
“Quem tem formação é tratado como se fosse gente, de forma respeitosa. Uma pessoa que não tem formação não é tratada com respeito. Eu já vivi isso na pele.”
Torneiro mecânico de formação, Lula foi o primeiro presidente do Brasil a não ter diploma universitário, embora tenha sido agraciado, ao longo de sua carreira política, com diversos títulos de doutor honoris causa, por diferentes universidades.
Pé-de-Meia Universitário
Ele voltou a anunciar também o Pé-de-Meia universitário, uma de suas promessas na última campanha presidencial, em outubro e na qual foi reeleito.
O programa deverá ter os mesmos moldes do atual programa Pé-de-Meia, que concede incentivos financeiros entre R$ 200 e mil reais para que estudantes se mantenham matriculados no ensino médio.
“Nenhum brasileiro ou brasileira vai ficar sem estudar porque não tem o que comer”, disse o presidente.
Operação complexa
Junto a Lula, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou a complexidade logística do Enem, que envolve a distribuição, em uma única manhã, das provas em mais de 184 mil salas de aplicação, em 1.901 municípios.
O ministro afirmou que o Inep “monitora as condições climáticas” e garantiu que quem não conseguir chegar ao local de prova devido ao tempo terá nova oportunidade de aplicação, conforme previsto em edital.
Barchini lembrou ainda que mesmo que não consiga se classificar para uma vaga em alguma universidade pública, o participante ainda poderá aproveitar a nota do Enem em programas como o ProUni e o Fies, que oferecem bolsas e financiamentos para acesso a instituições privadas de ensino superior.
“Toda universidade de alguma forma adota esse exame.”
Resenha Enem
No domingo, a partir das 19h30, a Agência Brasil promove a live Resenha do Enem. A transmissão ao vivo contará com professores convidados para comentar as questões e a redação, e poderá ser acompanhada pelo YouTube da Agência Brasil e YouTube da TV Brasil, além das emissoras da Rádio Nacional.
Tema da redação do Enem 2026 é a defesa do SUS
O tema da redação do Enem 2026 é “A valorização do Sistema Único de Saúde (SUS) como direito universal”. A proposta exige que o participante defenda um ponto de vista com argumentos consistentes, estruturados com coerência e coesão, e elabore uma proposta de intervenção social que respeite os direitos humanos.
O assunto dialoga diretamente com o artigo 196 da Constituição Federal, segundo o qual “a saúde é direito de todos e dever do Estado”, e com os princípios do SUS de universalidade, integralidade e equidade.
Saiba mais sobre o tema da redação do Enem 2026 com a TVT News.
Ministro da Educação anuncia o tema da redação do Enem: defesa do SUS
Ministério da Educação divulga o tema da redação do Enem 2026: “A valorização do SUS como direito universal”:
O tema da redação do Enem 2026 é: “A valorização do Sistema Único de Saúde (SUS) como direito universal”.
— Leonardo Barchini (@LeoBarchini) November 8, 2026
Cartilha do participante orienta sobre a redação do Enem 2026
O Inep disponibilizou a Cartilha do Participante da redação do Enem 2026, que detalha as cinco competências avaliadas e os critérios para a produção do texto dissertativo-argumentativo. Segundo o documento, o participante deve selecionar, organizar e relacionar argumentos e fatos de forma coerente para defender seu ponto de vista, além de elaborar uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos.
O material está disponível no site oficial do Inep.
O tema oficial da redação do Enem 2026 é “A valorização do Sistema Único de Saúde (SUS) como direito universal”.
Como desenvolver uma redação do Enem com o tema sobre a valorização do SUS
- Tipo de texto: Dissertativo-argumentativo. Você deve apresentar uma tese clara, sustentá-la com argumentos consistentes e finalizar com uma proposta de intervenção completa que respeite os direitos humanos.
- Repertório Sociocultural Produtivo:
- Constituição Federal de 1988 (Art. 196): Estabelece que a saúde é um direito de todos e dever do Estado. (Atenção: evite usá-la apenas de forma genérica como “repertório de bolso”; conecte-o diretamente à realidade da universalidade ou da precariedade do serviço).
- Conceito de Saúde da OMS: A Organização Mundial da Saúde define a saúde como um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças.
Principais datas do Enem 2026
- Segundo dia de prova: 15 de novembro de 2026, com 45 questões de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e 45 questões de Matemática e suas Tecnologias. As provas terminam às 18h30.
- Gabarito oficial: divulgação pelo Inep prevista para até o 10º dia útil após o segundo dia de aplicação, ou seja, até 30 de novembro de 2026.

- Resultado individual do Enem: previsão para janeiro de 2027, na Página do Participante.
- Matrículas no SISU: o cronograma do Sistema de Seleção Unificada ainda será divulgado pelo Ministério da Educação; historicamente, as inscrições ocorrem no início do ano seguinte ao exame.
Saiba mais sobre o SUS em 2026
O Sistema Único de Saúde (SUS) realizou 7,5 milhões de cirurgias eletivas no primeiro semestre de 2026, segundo os dados apresentados pelo Ministério da Saúde. O número representa um aumento de 608 mil procedimentos em relação ao mesmo período do ano passado e mantém a sequência de crescimento registrada nos últimos anos. Leia em TVT News.
Do total de cirurgias realizadas até julho, 2,92 milhões, o equivalente a 40%, foram feitas por meio do programa Agora Tem Especialistas. A iniciativa reúne ações voltadas à ampliação do acesso a consultas, exames, cirurgias e tratamentos especializados na rede pública.
O resultado ocorre depois de o país registrar, em 2025, o maior número de cirurgias eletivas da série apresentada pelo governo, com 14,9 milhões de procedimentos. Para 2026, a projeção é ultrapassar a marca de 15 milhões e estabelecer um novo recorde anual.
SUS: Agora Tem Especialistas responde por 40% dos procedimentos
Criado no governo Lula, o Agora Tem Especialistas busca ampliar e agilizar o atendimento especializado no SUS. O programa reúne 1,5 mil profissionais de 16 especialidades, distribuídos por 332 municípios. Mais da metade dessas cidades, 53%, está localizada no interior do país.
A estratégia prevê ações em diferentes etapas do atendimento, com o objetivo de reduzir o tempo de espera e aumentar a capacidade de atendimento da rede pública. Entre as medidas estão mutirões nacionais, ampliação do número de especialistas, carretas de saúde, transporte de pacientes e expansão da assistência oncológica.
Com informações do Inep e Ministério da Educação.
Ana Elisa está sob programa de proteção dos defensores de direitos humanos
Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) informa que a deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG) é atendida pelo Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH), que em Minas Gerais funciona em parceria com o governo estadual. Entenda com a TVT News.
O acompanhamento é feito desde 9 de outubro, logo após o primeiro turno das eleições. Ele envolve análise de risco, medidas protetivas e encaminhamento de denúncias às autoridades competentes, para eventual responsabilização de infratores. Para preservar a segurança da protegida, a maior parte das medidas adotadas ou em avaliação não é divulgada.
O PPDDH alcança todo o território nacional, atua em parceria com 16 estados e atende hoje mais de 1.500 cidadãos brasileiros. O Ministério reafirma seu compromisso com a proteção dos direitos humanos e com o enfrentamento da violência política, de gênero e de raça
Com informações do Ministério dos Direitos Humanos
Quem é a deputada federal Ana Elisa
Ana Elisa Santos Silva (PT) tem 21 anos, nasceu em Divinópolis (MG) e acaba de ser eleita a deputada federal mais jovem do Brasil desde 1994.
Com 524.219 votos, a estudante de Direito e influenciadora digital se tornou a mulher mais votada da história de Minas Gerais e a segunda candidata mais votada do estado. Nas redes sociais, onde soma mais de 2 milhões de seguidores no Instagram, ela construiu uma campanha de sucesso e defende a mobilização no ambiente digital.

Ana Elisa ganhou projeção nas redes sociais ao publicar vídeos sobre política, direitos sociais, racismo, feminismo, educação pública, combate à desinformação e fim da escala 6×1.
Conheça a trajetória da nova deputada federa do PT.
O que você precisa saber sobre Ana Elisa
- Quem é: Ana Elisa Santos Silva, 21 anos, estudante de Direito, filha de professora e mãe solo, nascida em Divinópolis (MG)
- O que pensa sobre política nas redes: Acredita que o ambiente digital é ferramenta essencial para renovação da esquerda e aproximação com a juventude
- Novo rosto da esquerda: Primeira mulher preta eleita deputada federal por Minas Gerais aos 21 anos, defende maior participação de jovens e negros no PT

Ministério da Justiça pede investigação da PF sobre ameaças de morte e estupro contra Ana Elisa
A deputada federal eleita por Minas Gerais Ana Elisa Santos Silva (PT), de 21 anos, passou a receber ameaças de morte e violência sexual nas redes sociais e por e-mail após o primeiro turno. Diante da gravidade dos relatos, o Ministério da Justiça e Segurança Pública solicitou à Polícia Federal (PF), em outubro, a abertura de um inquérito para investigar os ataques e identificar os responsáveis.
Quaest pós-eleições: 48% aprovam Lula, e 94% torcem pelo sucesso do governo
A primeira pesquisa Quaest realizada após as eleições de 2026 mostra um país que, com os resultados das urnas, tem um desejo majoritário de que o governo dê certo.
O levantamento “O Brasil depois das urnas”, divulgado neste domingo (8), aponta que 48% dos brasileiros aprovam o governo do presidente Lula, contra 44% que desaprovam — um saldo positivo de quatro pontos.
Ao mesmo tempo, 94% dizem torcer para que Lula faça um bom governo, independentemente do voto. A pesquisa também mediu a reação à fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos: 62% consideram a decisão errada, e 59% rejeitam o questionamento do senador ao resultado das urnas.
Saiba mais sobre o que pensam os brasileiros depois das eleições na TVT News.
Principais resultados da pesquisa Quaest pós-eleições
- 62% condenam a ida de Flávio Bolsonaro aos EUA; para 56%, ele fugiu da Justiça.
- 59% rejeitam o questionamento do resultado eleitoral feito pelo senador derrotado.
- O eleitorado lulista saiu alegre (40% citam alegria entre apoiadores), a esquerda saiu aliviada (23%), a direita ficou decepcionada (27%) e o bolsonarista, revoltado (20% de decepção entre o grupo).
- 94% torcem pelo sucesso do governo Lula, o mesmo índice de dezembro de 2022.
- O otimismo com o futuro do Brasil é maior que em 2022: 44% se dizem otimistas, ante 38% em outubro daquele ano.
Como os brasileiros se sentem depois das eleições
A vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro produziu um mix de emoções que ajuda a explicar o humor do eleitorado.
- Alegria foi citada por 18% dos entrevistados, alívio por 14% e esperança por 12%.
- Entre os apoiadores do presidente Lula, os índices sobem para
- 40% de alegria,
- 23% de alívio e
- 16% de esperança.

Do outro lado, a decepção aparece em 10% do total, mas atinge 27% da direita e 20% dos bolsonaristas, refletindo o impacto da derrota e, depois, da postura do candidato derrotado.
Para 81% dos brasileiros, o país segue dividido após as urnas — apenas 15% o veem como unido.
Qual a aprovação do governo Lula
O governo Lula inicia o quarto mandato com 48% de aprovação e 44% de desaprovação, segundo a Quaest. O número é idêntico ao registrado na véspera do segundo turno, mas a desaprovação oscilou um ponto para baixo, o que melhorou levemente o saldo.
Comparação com outros presidentes releitos:
Lula teve +38 em 2006, Dilma +18 em 2014 e FHC +10 em 1998; agora, o saldo é de +4.
A avaliação do presidente como “líder forte” alcança 73%, e 61% dizem que ele “sabe o que está fazendo”.

94% torcem pelo sucesso do governo Lula
A torcida pelo sucesso do governo é quase unânime: 94% querem que Lula faça uma boa gestão, e apenas 4% torcem contra. O dado é idêntico ao de dezembro de 2022, quando o petista derrotou Jair Bolsonaro.
Mesmo entre bolsonaristas, 80% afirmam torcer pelo sucesso do governo, enquanto 19% dizem o contrário. Para Felipe Nunes, diretor da Quaest, o otimismo com o novo governo vem da percepção de que “a democracia prevaleceu” e de que programas sociais e pautas de regulação serão mantidos.
O que os brasileiros pensam da fuga de Flávio Bolsonaro
A ida de Flávio Bolsonaro aos EUA após a derrota nas eleições é reprovada por 62% dos brasileiros que souberam do episódio — 89% da população. Para 56%, o senador fugiu da Justiça; outros 35% acreditam que ele tentou evitar perseguição política, interpretação mais comum entre bolsonaristas.
A Quaest também mediu a reação à tentativa de Flávio de se autoproclamar presidente: 70% souberam do episódio, e 60% avaliaram que ele agiu mal. Felipe Nunes destacou que a rejeição ao comportamento do senador foi ainda mais intensa do que a registrada em dezembro de 2022 em relação à postura de Jair Bolsonaro após a derrota.
Até a direita condena a fuga e o golpismo de Flávio Bolsonaro
A base que votou em Flávio no segundo turno está rachada.
Segundo Felipe Nunes, metade dos eleitores de direita considera errada a saída do país. A divisão fica clara na avaliação dos motivos: enquanto 56% do total veem fuga da Justiça, entre os bolsonaristas a tese de perseguição política tem mais força — ainda assim, 20% dos próprios bolsonaristas citaram decepção como sentimento após a eleição. Entre os independentes, apenas cerca de um terço acredita na versão de perseguição, o que mostra que a condenação à fuga ultrapassa o campo oposicionista e atinge o centro do eleitorado.
9/ Assim como aconteceu com Jair, Flávio também levantou dúvidas sobre o resultado. E assim como aconteceu com o seu pai, Flávio também recebe uma reação bem negativa do público: 59% desaprovam o questionamento. pic.twitter.com/UtxNkfiez6
— Felipe Nunes (@profFelipeNunes) November 8, 2026
Maioria aceita o resultado das eleições
Os questionamentos de Flávio Bolsonaro ao resultado das urnas são rejeitados por 59% dos brasileiros, enquanto 34% aprovam a atitude. A rejeição é praticamente a mesma de 2022, quando 61% rejeitavam as críticas de Jair Bolsonaro ao processo eleitoral.
Para 61%, as eleições de 2026 foram “limpas e justas”; 30% ainda acreditam em fraude, proporção semelhante à de quatro anos atrás. A percepção majoritária de que o pleito foi legítimo é um dos fatores que explicam a baixa adesão à narrativa de questionamento do resultado, segundo a análise da Quaest.
Os brasileiros estão mais otimistas
O otimismo com o futuro do Brasil cresceu na comparação com 2022. Agora, 44% se dizem otimistas, ante 38% em outubro de 2022 e 41% em dezembro daquele ano.
Os preocupados caíram de 57% (out/2022) para 48% (nov/2026). Felipe Nunes escreveu que a preocupação com o futuro, embora ainda alta, está no menor patamar da série histórica da Quaest. O aumento do otimismo convive, porém, com a expectativa de mais conflito político: 70% acreditam que Lula terá mais atrito com o Congresso do que no mandato anterior, e 46% preveem mais embates com o STF.

Prioridades para o novo governo
Quando questionados sobre qual promessa de campanha deve ser a prioridade do novo governo, os brasileiros apontam para pautas econômicas e sociais: 17% citam o fim da escala 6×1, 16% o imposto zero na cesta básica, 11% a valorização do salário mínimo e 10% o pacto contra o feminicídio.
18/ De todas as promessas feitas durante a campanha, o eleitorado defende que Lula priorize o fim da escala 6×1, o fim dos impostos sobre a cesta básica e a valorização do salário mínimo. Também está na lista de prioridades o pacto contra o feminicídio. pic.twitter.com/eVVXJ5ckOb
— Felipe Nunes (@profFelipeNunes) November 8, 2026
A lista de prioridades reflete o peso das demandas por renda e condições de trabalho no eleitorado que reelegeu Lula, ao mesmo tempo em que mantém a agenda de proteção à mulher entre as mais citadas. Para Felipe Nunes, a combinação entre democracia preservada, programas sociais mantidos e capacidade de regulação (redes e bets) é o que sustenta o otimismo com o novo governo.
Qual a metodologia da pesquisa Quaest
A pesquisa Quaest “O Brasil depois das urnas” ouviu 2.004 entrevistados em todo o território nacional, entre 30 de outubro e 2 de novembro de 2026, por meio de entrevistas pessoais domiciliares com questionários estruturados.
A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%. A amostragem foi feita em três estágios (municípios, setores censitários e cotas de sexo, idade, escolaridade e renda), com pós-estratificação por MrP ou rake. Os dados foram calibrados com base no TSE (setembro/2026), Censo 2022 e PNADc.
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Local de prova do Enem 2026: veja como consultar
Os candidatos inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 já podem consultar os locais de aplicação das provas. O endereço está disponível no cartão de confirmação de inscrição, acessível pela Página do Participante, com login da conta Gov.br. Leia em TVT News.
Para consultar o documento, é necessário acessar o portal oficial do Enem e entrar com CPF e senha cadastrados na conta Gov.br.
Além do endereço onde fará o exame, o cartão reúne o número de inscrição, as datas e os horários das provas, o idioma escolhido para a avaliação de língua estrangeira – inglês ou espanhol – e informações sobre pedidos de atendimento especializado e uso de nome social.
Como se preparar para o dia da prova
A apresentação do cartão de confirmação não é obrigatória nos dias do exame, mas o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) recomenda que os participantes imprimam o documento e o levem consigo para consultar os dados, caso necessário.
Depois de verificar o local, é importante conferir o endereço, calcular a distância e estimar o tempo de deslocamento. Se possível, vale fazer o percurso com antecedência, considerando as condições de trânsito e de transporte público aos domingos.
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Os portões serão abertos às 12h e fechados às 13h, no horário de Brasília. A orientação é chegar com antecedência para evitar imprevistos. A aplicação começa às 13h30.
Quando serão as provas do Enem 2026?
O exame será aplicado em dois domingos, nos dias 8 e 15 de novembro.
8 de novembro – primeiro dia
- 45 questões de Linguagens, sendo 40 de Língua Portuguesa e cinco de inglês ou espanhol;
- 45 questões de Ciências Humanas;
- Redação.
A aplicação termina às 19h.
15 de novembro – segundo dia
- 45 questões de Matemática;
- 45 questões de Ciências da Natureza.
A aplicação termina às 18h30.
Os horários seguem o fuso de Brasília. Em ambos os dias, os participantes só poderão sair levando o caderno de questões nos últimos 30 minutos antes do encerramento da prova.
O que levar para o Enem
Para realizar o exame, é necessário apresentar documento oficial de identificação com foto. São aceitos documentos digitais, como e-Título, Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Digital e RG Digital, desde que apresentados nos aplicativos oficiais. Capturas de tela não são válidas. Depois de entrar na sala, o uso do celular permanece proibido.
Também é necessário levar caneta esferográfica de tinta preta, com tubo transparente. A recomendação é levar uma reserva para o caso de falha.
Os participantes podem levar água em garrafa transparente, sem rótulo, e lanche. Os alimentos poderão ser vistoriados pelos fiscais. Como a prova tem duração de várias horas, usar roupas confortáveis e calçados adequados também pode ajudar a enfrentar o período de aplicação.
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Enem 2026: veja dicas para se organizar nesta reta final
A primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 será aplicada no dia 8 de novembro, e a segunda está marcada para 15 de novembro. Com a proximidade das provas, os candidatos precisam organizar as últimas revisões e desenvolver estratégias para administrar o tempo, interpretar questões e manter a concentração. Leia em TVT News.
Além do domínio das disciplinas, a preparação envolve habilidades que podem fazer diferença no desempenho, como leitura crítica, interpretação de gráficos e tabelas e construção de argumentos.
Na redação, o treinamento também merece atenção. O exame mantém neste ano o formato dissertativo-argumentativo, com avaliação baseada em cinco competências.
Embora o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) discuta possíveis mudanças para 2028, as propostas ainda estão em debate e não alteram a estrutura da prova de 2026.
Para enfrentar a reta final, professores e especialistas recomendam combinar revisão de conteúdos, resolução de questões anteriores, simulados e análise dos erros. A orientação é evitar concentrar os estudos apenas na memorização e dedicar parte do tempo a compreender como os conhecimentos são cobrados.
Como organizar a preparação para a redação
A redação tem peso importante na nota do Enem e exige mais do que escrever corretamente. O candidato precisa compreender a proposta, apresentar uma tese, desenvolver argumentos consistentes e elaborar uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. A organização das ideias, a coesão entre os parágrafos e o domínio da norma-padrão também fazem parte dos critérios avaliados.
Henrique Barreto Andrade Dias, coordenador pedagógico do Brazilian International School (BIS), recomenda que os estudantes conheçam a matriz de correção do exame e analisem redações que alcançaram nota mil. A leitura desses textos pode ajudar a reconhecer formas de estruturar a argumentação, utilizar conectivos e desenvolver propostas de intervenção.
O professor ressalta que a avaliação considera cinco competências: domínio da escrita formal, compreensão do tema, capacidade de argumentação, organização textual e elaboração de uma proposta de intervenção detalhada. Conhecer esses critérios permite identificar pontos que precisam ser aprimorados antes da prova.
Outra recomendação é ampliar o repertório sociocultural. Francisco Meneses, professor de Redação do Ensino Médio do Progresso Bilíngue, sugere acompanhar o noticiário, ler artigos de opinião e consumir conteúdos analíticos. O estudante também pode organizar referências por eixos temáticos, como direitos humanos, meio ambiente, tecnologia e desigualdade social.
Dados, acontecimentos históricos, conceitos filosóficos e obras literárias podem contribuir para contextualizar os argumentos. Mais do que acumular referências, porém, é necessário compreender como relacioná-las ao assunto proposto e utilizá-las para sustentar o ponto de vista apresentado.
Treinar a escrita e aprender com os erros

A produção de redações deve fazer parte do cronograma de estudos. Peter Rifaat, coordenador pedagógico da Escola Internacional de Alphaville, recomenda um método que reúna estudo da estrutura dissertativo-argumentativa, escrita com controle de tempo e correção criteriosa.
A análise dos textos produzidos ajuda a identificar dificuldades recorrentes, como falta de clareza na tese, argumentos pouco desenvolvidos, problemas de coesão ou propostas de intervenção incompletas.
Por isso, o estudante deve solicitar a leitura de um professor ou de outra pessoa que possa apontar aspectos a corrigir. Ferramentas de inteligência artificial também podem ser utilizadas como apoio nesse processo.
Na proposta de intervenção, é importante observar cinco elementos: quem será responsável pela ação, o que será feito, de que maneira, com qual finalidade e com quais detalhes. A presença desses componentes contribui para que a solução apresentada seja mais clara e consistente.
Para quem ainda está treinando, uma referência é reservar cerca de uma hora para a leitura da proposta, o planejamento dos argumentos, a escrita e a revisão.
Thiago Braga, gestor da Área de Linguagens e Convivência Ética do pH, recomenda concluir a redação em até uma hora e meia, preservando tempo para as questões objetivas. O treino cronometrado permite ajustar o ritmo e evitar que uma parte da prova comprometa a resolução das demais.
Quatro habilidades para além da revisão das matérias
Na reta final, também vale dedicar atenção à maneira como as questões são apresentadas.
Segundo Julia Konofal, autora de conteúdos educacionais da Kultivi, conhecer um assunto não significa necessariamente conseguir identificar como ele aparece no exame. Enunciados extensos, textos de apoio, gráficos e tabelas exigem interpretação antes mesmo da aplicação de um conceito ou fórmula.
Confira quatro habilidades que podem ser trabalhadas:
1. Interpretar gráficos e tabelas
Antes de fazer cálculos, observe o título, os eixos, as legendas, as unidades de medida e o período representado. Esses elementos ajudam a compreender o que está sendo comparado e quais informações respondem ao comando da questão. Nem sempre é necessário aplicar uma fórmula: em alguns casos, a resposta depende principalmente da leitura dos dados.
2. Identificar o que o enunciado está pedindo
Em Ciências da Natureza, uma questão pode apresentar textos, imagens e informações sobre determinado fenômeno. Uma estratégia é localizar primeiro o comando e, em seguida, separar os dados necessários para resolver o problema. Isso evita gastar tempo com informações que não contribuem diretamente para a resposta.
3. Relacionar conceitos ao contexto em Ciências Humanas
História, Geografia, Filosofia e Sociologia exigem mais do que decorar datas e definições. Textos, documentos e imagens precisam ser compreendidos dentro de um contexto. Identificar a ideia central e relacioná-la aos conhecimentos da disciplina ajuda a reconhecer o conceito mobilizado pela questão.
4. Estruturar a redação com método
Em vez de tentar adivinhar o tema, o candidato pode treinar competências que serão exigidas independentemente do assunto: organização da tese, desenvolvimento dos argumentos, repertório, coesão e proposta de intervenção. A prática e a correção dos textos permitem perceber quais pontos ainda precisam de atenção.
A Kultivi oferece gratuitamente cursos online de Interpretação de Gráficos e Tabelas para o Enem, Como Resolver Questões de Ciências da Natureza, Como Resolver Questões de Ciências Humanas no Enem e Redação para Enem. Os conteúdos podem complementar a revisão das disciplinas e ajudar a trabalhar dificuldades específicas.
Controle da ansiedade e administração do tempo
A preparação também envolve cuidados com o equilíbrio emocional. Paulo Rogerio Rodrigues, coordenador pedagógico da Escola Bilíngue Aubrick, explica que níveis elevados de ansiedade podem prejudicar a memória, a organização das ideias e a clareza do raciocínio.
Sono adequado, pausas durante os estudos e exercícios de respiração são algumas das estratégias recomendadas. Práticas de atenção plena podem ajudar a reconhecer pensamentos acelerados e direcionar novamente a concentração para a tarefa.
O autoconhecimento também permite identificar situações que provocam tensão, como a comparação com outros candidatos, o medo de não conseguir responder a uma questão ou a preocupação excessiva com o relógio.
Outra orientação é realizar simulados em condições variadas, inclusive em ambientes com algum ruído ou desconforto. A proposta é desenvolver a capacidade de manter o foco mesmo diante de situações diferentes das condições ideais de estudo.
Durante a prova, se uma questão provocar dúvida, Thiago Braga recomenda avançar para as seguintes e retornar a ela depois. Insistir por muito tempo em um mesmo problema pode comprometer o tempo disponível para as demais respostas.
O estudante Yago de França, do último ano do Ensino Médio na unidade Tijuca do pH, relata que combina simulados com atividades fora dos estudos para lidar com a ansiedade. A prática de exercícios físicos, como academia e basquete, e a música, por meio do violão, fazem parte de sua rotina de descanso.
Temas para praticar a redação do Enem
As propostas de redação dos últimos anos abordaram questões sociais brasileiras, como envelhecimento, herança africana, trabalho de cuidado realizado pelas mulheres, povos tradicionais, acesso à cidadania, saúde mental, democratização da cultura, tecnologia, educação de pessoas surdas e intolerância religiosa.
A partir desse histórico, professores indicam assuntos contemporâneos que podem servir de exercício para desenvolver repertório e argumentação. A lista reúne 20 possibilidades:
- Desafios para o combate à desinformação na era da inteligência artificial;
- Caminhos para reduzir a evasão escolar no Ensino Médio brasileiro;
- Impactos das mudanças climáticas na vida urbana;
- A cultura do cancelamento e seus efeitos no debate público;
- Inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho;
- O papel da mídia na formação da opinião pública;
- Desafios para a promoção da saúde mental entre jovens;
- O envelhecimento da população brasileira e seus impactos sociais;
- Violência nas escolas: causas e estratégias de prevenção;
- A importância da educação midiática no combate às fake news;
- Mobilidade urbana e direito à cidade;
- Desigualdade digital e acesso à tecnologia no Brasil;
- Segurança alimentar e combate à fome;
- Racismo estrutural e seus reflexos na sociedade brasileira;
- A valorização da ciência no enfrentamento de crises sanitárias;
- Trabalho informal e precarização das relações trabalhistas;
- Preservação ambiental e desenvolvimento econômico;
- O impacto das redes sociais na construção da identidade juvenil;
- A participação política dos jovens na democracia brasileira;
- Desafios para a garantia dos direitos das populações tradicionais.
O pH também destaca outros cinco eixos para a preparação: violência no ambiente escolar contra estudantes e professores; inclusão de pessoas neurodivergentes; desinformação, inteligência artificial e manipulação algorítmica; padrões de beleza, gordofobia e transtornos alimentares; e apostas esportivas e seus impactos sociais, especialmente em relação ao endividamento e à dependência.
Os temas não devem ser tratados como previsões do que será cobrado. A proposta é utilizá-los para exercitar a leitura crítica, relacionar diferentes áreas do conhecimento e construir argumentos sustentados por referências pertinentes.
Mudanças no Enem: o que está em discussão para 2028
O Inep discute possíveis alterações no exame a partir de 2028. Entre os pontos considerados estão a possibilidade de incluir outros gêneros textuais na redação, ampliar a avaliação da competência de escrita, revisar os critérios de correção e atualizar as matrizes de referência.
Atualmente, a redação exige um texto dissertativo-argumentativo e é avaliada por pelo menos dois corretores independentes, com base em cinco competências. A eventual adoção de outros formatos exigiria critérios claros para garantir uma correção objetiva em escala nacional.
As discussões também envolvem a integração do Enem ao Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) em 2026, com atualização das matrizes e dos padrões de desempenho. Para Filipe Couto, diretor pedagógico geral do pH, mudanças em uma avaliação desse porte precisam ser graduais, acompanhadas de comunicação clara e regras transparentes.
Por enquanto, as propostas não modificam a prova de 2026. Para os candidatos que farão o exame nos dias 8 e 15 de novembro, a orientação é concentrar os esforços na estrutura atualmente exigida, revisar os conteúdos, praticar com questões anteriores e observar os próprios erros. A combinação entre conhecimento, estratégia e cuidado com o bem-estar pode ajudar a aproveitar melhor o tempo disponível até as provas.

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Na reta final para o Enem, aplicativo reúne simulados e recursos para revisar conteúdos
MEC Enem dá aceso a simulados, exercícios, videoaulas, materiais de reforço, prática de redação e um assistente virtual. As provas serão aplicadas neste domingo (8) e no 15 de novembro

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