Da Redação
Incêndio na UFPE: após ameaças de bolsonaristas, deputados pedem investigação
O incêndio na UFPE atingiu, na noite de quarta-feira (7), o prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine), no Recife, onde funcionavam laboratórios e eram armazenados equipamentos, amostras e dados de pesquisas científicas.
Horas antes, estudantes haviam relatado ameaças atribuídas a apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL), incluindo mensagens que falavam em “explodir o departamento”. Os deputados federais eleitos Jones Manoel (PSOL-PE) e Ana Elisa (PT-MG) se manifestaram sobre o caso e defenderam a apuração dos fatos. A causa do fogo ainda não foi determinada. Saiba mais com a TVT News.
Incêndio na UFPE: o que se sabe até agora
- O que aconteceu na UFPE: um incêndio de grandes proporções atingiu o prédio da DINE, que abrigava laboratórios de fármacos, informática e genética. As chamas se espalharam rapidamente devido aos produtos armazenados no local. Não houve vítimas.
- Incêndio na UFPE afetou áreas de pesquisas: o reitor Alfredo Gomes informou que quase todos os equipamentos foram perdidos, com prejuízo estimado em R$ 100 milhões. Foram destruídas amostras de projetos sobre câncer, obesidade, Covid-19, TDAH e autismo, além de dados de dissertações e teses.
- Deputados eleitos relatam ameaças e pedem investigação: Jones Manoel denunciou que alunos receberam mensagens com ameaças explícitas contra setores da UFPE horas antes do incêndio. Ana Elisa associou o episódio ao avanço do fascismo no país e cobrou punição dos responsáveis. Jones anunciou que pretende solicitar investigação à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público Federal (MPF).
Incêndio na UFPE destrói centro de pesquisas
O incêndio na UFPE atingiu a sede da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine), vinculada à estrutura de pesquisa e inovação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O prédio fica na Cidade Universitária, na Zona Oeste do Recife.
Segundo a universidade, o Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente. A instituição informou que as características dos produtos armazenados no local contribuíram para a rápida propagação das chamas e provocaram grandes danos à estrutura. Não houve registro de vítimas.
O reitor Alfredo Gomes afirmou que o imóvel reunia laboratórios importantes e pesquisas que acumulavam dados de até duas décadas. Estimativas preliminares apontam que o prédio abrigava cerca de R$ 100 milhões em equipamentos, embora o valor efetivamente perdido ainda dependa de uma avaliação técnica.
Além dos equipamentos, o incêndio pode ter comprometido amostras e registros de pesquisas desenvolvidas por estudantes de iniciação científica, mestrandos, doutorandos e pesquisadores de pós-doutorado. O levantamento dos prejuízos ainda está em andamento.
A UFPE mantém as demais atividades do campus, enquanto o prédio atingido permanece isolado para avaliação da estrutura e dos danos.
Deputados eleitos denunciam ameaças e pedem investigação
O deputado federal eleito Jones Manoel (PSOL-PE) foi um dos primeiros a denunciar publicamente a sequência de fatos. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que estudantes receberam mensagens com ameaças explícitas horas antes do incêndio. “A sequência dos fatos é gravíssima e precisa ser esclarecida com urgência. Estamos buscando mais informações e vamos solicitar à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal uma investigação imediata sobre o caso, diante da possibilidade de o incêndio ter origem criminosa”, escreveu.
É um absurdo e uma tristeza imensa o que está acontecendo na UFPE nesse exato momento. Recebemos imagens e relatos de um incêndio na Diretoria de Inovação da UFPE (DINE), área ligada à propriedade intelectual e à transferência de tecnologia da Universidade.
— Jones Manoel (@jonesmanoel_PE) October 8, 2026
Horas antes, alunos… pic.twitter.com/33izmMC0Ul
A deputada federal eleita Ana Elisa também se manifestou sobre o episódio. Em sua conta no X (antigo Twitter), ela associou o incêndio ao contexto de violência política vivido no país. “Centro de Pesquisas da Universidade Federal de Pernambuco é incendiado 1 dia após estudantes realizarem protestos a favor de Lula. ISSO É O BRASIL CASO O FLÁVIO BOLSONARO VENÇA AS ELEIÇÕES!”, publicou.

As denúncias de ameaças também foram repercutidas por veículos de imprensa e por integrantes da comunidade acadêmica. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFPE enviou um ofício à reitoria pedindo investigação e transparência sobre as causas do incêndio.
As novas lideranças da esquerda eleitas em 2026
A esquerda chega em 2027 com uma combinação de experiência, renovação, forte presença nas redes sociais e votações expressivas. Entre os eleitos em 2026 estão nomes que já atuam no Congresso, novas lideranças que chegam pela primeira vez à Câmara e ao Senado e parlamentares que ampliaram sua votação em diferentes estados. O grupo terá papel importante na disputa política do segundo turno e na formação de uma frente democrática no Congresso a partir de 2027.
Conheça os destaques da nova bancada de esquerda em 2026 com a TVT News.
Quem são as novas lideranças da esquerda
- Novos rostos da esquerda aparecem entre os eleitos para a Câmara dos Deputados, com destaque para nomes ligados à juventude, aos movimentos sociais, à defesa dos direitos humanos e à comunicação digital.
- Votações expressivas colocaram parlamentares como Erika Hilton, Ana Elisa e Jones Manoel entre os nomes de maior destaque do campo progressista nas eleições de 2026.
- Em São Paulo, a bancada da esquerda une velha guarda e novos nomes, com a chegada de Sofia Favero e a eleição de Luiza Erundina para a Alesp ao lado de parlamentares que já têm trajetória nas causas democráticas e sociais, como Eduardo Suplicy
- Quem são os novos rostos da esquerda eleitos em 2026: jovens lideranças, ativistas e nomes com forte atuação nas redes sociais, como Ana Elisa (MG), a deputada federal mais jovem do país, e Guilherme Cortez (SP), um dos políticos mais influentes do Instagram.
Novos rostos e lideranças da esquerda na Câmara
A nova bancada de esquerda reúne PT, PSOL, PCdoB e partidos do campo progressista, com trajetórias que passam pela cultura, educação, movimentos sociais, direitos das mulheres, população negra, povos indígenas, trabalhadores e população LGBTQIAPN+.
Juntos, deputados federais, senadores e deputados estaduais eleitos formam uma frente democrática que promete disputar cada votação e pressionar por pautas sociais, direitos humanos e justiça climática.
Conheça os principais nomes da frente esquerda contra o retrocesso no Congresso de 2027.

Maria Marighella (PT-BA)
Instagram: @mariamarighella
Maria Marighella chega à Câmara dos Deputados depois de uma trajetória ligada à cultura. Vereadora de Salvador e ex-presidenta da Funarte, ela leva para o Congresso uma atuação marcada pela defesa das políticas culturais, da democracia e da participação social.
Atriz, produtora cultural e neta de Carlos Marighella, Maria construiu uma trajetória política sólida em Salvador. Sua eleição federal representa a continuidade da luta por cultura e direitos no Congresso
Luisa Cela (PT-CE)
Instagram: @luisacela
Luisa Cela é um dos novos nomes do PT do Ceará na Câmara. Sua trajetória passa pela gestão pública e pelas políticas culturais, colocando a defesa da cultura e das políticas sociais entre os temas que devem marcar sua atuação parlamentar.
Psicóloga, mestre em Saúde da Família e ex-secretária da Cultura do Ceará, Luisa Cela chega à Câmara dos Deputados com uma agenda voltada para políticas públicas culturais e sociais, com forte atuação em Sobral e no interior cearense.
Fábio Felix (PSOL-DF)
Instagram: @fabiofelixdf
Fábio Felix amplia sua trajetória institucional ao deixar a Câmara Legislativa do Distrito Federal para chegar à Câmara dos Deputados. O parlamentar tem atuação ligada aos direitos humanos, à população LGBTQIAPN+, à defesa dos trabalhadores e às políticas sociais.
Um dos deputados distritais mais votados da história do DF, Fábio Felix atua em pautas como direitos humanos, segurança pública e combate ao racismo. Seu engajamento no Instagram é referência entre parlamentares.
Jack Rocha (PT-ES)
Instagram: @jackelinerocha.13
Jack Rocha chega a uma nova legislatura com experiência na Câmara dos Deputados. A parlamentar capixaba atua em temas ligados aos direitos das mulheres, à igualdade racial, aos trabalhadores e às políticas públicas.
Primeira mulher negra eleita deputada federal pelo Espírito Santo, Jack Rocha é presidenta estadual do PT e atua em pautas sociais, direitos das mulheres e políticas públicas para a juventude.
Camila Jara (PT-MS)
Instagram: @camilajara
Camila Jara renova seu mandato federal pelo Mato Grosso do Sul. A parlamentar tem trajetória ligada à juventude, à educação, ao meio ambiente e às políticas públicas, além de integrar debates sobre o futuro do trabalho e novas tecnologias.
A deputada federal mais jovem da história de Mato Grosso do Sul, Camila Jara é conhecida por sua atuação nas redes sociais e por pautas como moradia digna e direitos da juventude.
Ana Elisa (PT-MG)
Instagram: @anaelisast
Aos 21 anos, Ana Elisa foi eleita deputada federal por Minas Gerais com 524.219 votos, a segunda maior votação do estado para a Câmara. A estudante de Direito e influenciadora digital construiu sua projeção política principalmente nas redes sociais e passou a ser uma das principais apostas da esquerda para dialogar com o eleitorado jovem.
Sua campanha abordou temas como racismo, feminismo, direitos sociais, educação pública, primeiro emprego e fim da escala 6×1. Depois da eleição, Ana Elisa passou a defender mudanças na comunicação da esquerda e foi chamada para discutir com Lula estratégias para o segundo turno. A força digital da nova deputada fez dela um dos nomes mais observados da nova geração petista.

Desde terça, a deputada eleita Ana Elisa está em Brasília para conversar com a equipe de comunicação do presidnete Lula.
Ele está MUITO disposto e eu também!!! Boraaaa @LulaOficial pic.twitter.com/W3I5gaQlMy
— Ana Elisa (@aanaelisast) October 7, 2026
Quem é Ana Elisa, deputada eleita por MG
Ana Elisa Santos Silva nasceu em 31 de agosto de 2005, em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Filha de uma mulher negra, professora e mãe solo, tem raízes familiares em Oliveira e cresceu acompanhando a mãe em movimentos sindicais ligados à educação — contato que despertou seu interesse pela política ainda na infância.

Antes de disputar sua primeira eleição, Ana Elisa trabalhava como estagiária no Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG) e cursava Direito. Sem experiência anterior em cargos eletivos, ela construiu sua projeção nas redes sociais, nas quais acumula mais de 2 milhões de seguidores no Instagram e mais de 952 mil no TikTok.
Para Ana Elisa, as redes sociais não são apenas um meio de comunicação, mas o principal instrumento de transformação política da nova geração. A deputada eleita atribui o resultado nas urnas à construção digital que fez ao longo dos últimos anos.
Duda Salabert (PSOL-MG)
Instagram: @duda_salabert
Duda Salabert renova seu mandato federal por Minas Gerais e mantém uma das principais vozes da esquerda na defesa da população LGBTQIAPN+, da educação e dos direitos humanos. Sua trajetória também passa pela Câmara Municipal de Belo Horizonte e pela disputa à Prefeitura da capital mineira.

Dandara (PT-MG)
Instagram: @todandara
Dandara chega a mais uma legislatura federal com uma atuação marcada pela defesa da educação pública, da juventude, da população negra e das mulheres. A parlamentar mineira se consolidou como uma das vozes da nova geração do PT.
Dandara Tonantzin é militante do movimento negro e feminista, com atuação em Belo Horizonte e região. Sua eleição reforça a representatividade negra e periférica no Congresso.
Ana Júlia (PT-PR)
Instagram: @najulia.ribeiro
Ana Júlia Ribeiro chega à Câmara dos Deputados depois de ganhar projeção ainda adolescente, durante as ocupações de escolas públicas do Paraná em 2016. Eleita deputada estadual aos 22 anos, tornou-se uma das referências políticas da juventude paranaense.
Jovem liderança do PT paranaense, Ana Julia Ribeiro tem forte presença digital e atua em pautas como educação, juventude e direitos sociais. Sua campanha mobilizou milhares de seguidores nas redes.

Advogada e militante do PT, ela tem atuação voltada à educação pública, juventude, direitos das mulheres, saúde mental, democracia e direitos dos trabalhadores. A passagem da Assembleia Legislativa do Paraná para Brasília amplia o espaço de uma liderança que começou sua trajetória no movimento estudantil.
Renato Freitas (PT-PR)
Instagram: @renatofreitasumdenos
Renato Freitas chega à Câmara dos Deputados depois de uma trajetória política marcada pela atuação nos movimentos negros, na defesa dos direitos humanos e no combate ao racismo. O parlamentar paranaense ganhou projeção ainda na Câmara Municipal de Curitiba e amplia agora sua atuação para o Congresso Nacional.
Renato Freitas é uma das vozes mais combativas contra o racismo e a violência policial. Sua conta no Instagram foi alvo de restrições, mas ele mantém uma base de quase 1 milhão de seguidores.
Rosa Amorim (PT-PE)
Instagram: @rosamst_
Rosa Amorim leva para Brasília a experiência construída na Assembleia Legislativa de Pernambuco e nos movimentos populares. Ela á a primeira mulher Sem Terra eleita Deputada Federal. Sua atuação está ligada à reforma agrária, ao direito à moradia, à agricultura familiar, à juventude e às políticas voltadas às periferias.

Rosa Amorim é uma das principais lideranças da juventude do PT em Pernambuco, com atuação também em pautas como direitos das mulheres e combate à desigualdade.
Jones Manoel (PSOL-PE)
Instagram: @jones.manoel
Historiador, comunicador e influenciador digital, Jones Manoel foi eleito deputado federal por Pernambuco com 249.077 votos. Ele foi o mais votado no Recife e chega à Câmara com uma das maiores audiências digitais entre os novos parlamentares da esquerda.
Jones Manoel é uma das vozes mais influentes da esquerda nas redes sociais, com mais de 1 milhão de seguidores no Instagram e forte atuação no YouTube.
Jones se tornou conhecido por vídeos e análises políticas nas redes sociais e defende uma esquerda com comunicação mais direta e capacidade de disputar o debate público na internet. Após a eleição, colocou sua estrutura digital à disposição da campanha de Lula no segundo turno.

Anielle Franco (PT-RJ)
Instagram: @aniellefranco
Anielle Franco chega à Câmara depois de atuar como ministra da Igualdade Racial. Irmã de Marielle Franco, ela leva para o Congresso uma trajetória ligada ao combate ao racismo, à defesa dos direitos humanos e das mulheres negras.

Sua chegada à Câmara dos Deputados reúne a experiência na gestão pública e uma trajetória dedicada à educação, ao enfrentamento do racismo e à defesa dos direitos humanos.
Criada na Maré, Anielle é professora, jornalista e mestre em Relações Étnico-Raciais. À frente do Ministério da Igualdade Racial, trabalhou pela ampliação das políticas de ações afirmativas e pelo enfrentamento das desigualdades raciais. No Congresso, terá como prioridades os direitos das mulheres e da população negra, a educação e a melhoria das condições de vida nas favelas e periferias.
Rick Azevedo (PSOL-RJ)
Instagram: @rickazzevedo
Rick Azevedo chega à Câmara com uma trajetória diferente da política profissional tradicional. Trabalhador do comércio e criador do movimento Vida Além do Trabalho, ele ganhou projeção nacional na campanha pelo fim da escala 6×1.
Rick Azevedo foi vereador mais votado do PSol no Rio e agora chega à Câmara Federal com pautas trabalhistas e de saúde mental.

Elias Jabbour (PCdoB-RJ)
Instagram: @eliasmjabbour
Professor e economista, Elias Jabbour chega ao Congresso levando para a política nacional uma atuação voltada ao desenvolvimento econômico, à soberania nacional e ao debate sobre o papel do Estado na economia. É também autor de estudos e livros sobre a China e o socialismo contemporâneo.
Sua eleição traz para o Congresso um debate sobre desenvolvimento, soberania e geopolítica.
Talíria Petrone (PSOL-RJ)
Instagram: @taliriapetrone
Talíria Petrone renova sua presença na Câmara dos Deputados como uma das principais referências do PSOL. Mulher negra, feminista e professora, ela atua em temas como direitos das mulheres, igualdade racial, trabalho, educação e direitos humanos.
Natália Bonavides (PT-RN)
Instagram: @nataliabonavides
Natália Bonavides chega a mais uma legislatura federal pelo Rio Grande do Norte. Ex-vereadora de Natal, a parlamentar tem atuação ligada aos direitos sociais, mulheres, trabalhadores, moradia e políticas públicas.
Daiana Santos (PCdoB-RS)
Instagram: @daianasantospoa
Daiana Santos renova sua presença na Câmara com uma trajetória ligada à saúde pública, aos direitos da população negra, das mulheres e da população LGBTQIAPN+. A parlamentar também tem atuação próxima às periferias e aos movimentos sociais.
Fernanda Melchionna (PSOL-RS)
Instagram: @fernandapsol
Fernanda Melchionna é uma das parlamentares mais experientes da lista. Bibliotecária e militante socialista, ela tem atuação marcada pela defesa dos trabalhadores, das mulheres, da população LGBTQIAPN+, da educação pública e dos direitos humanos.
Giovana Mondardo (PCdoB-SC)
Instagram: @gimondardo
Giovana Mondardo chega à Câmara depois de uma trajetória na política municipal de Criciúma. Cirurgiã-dentista e mestra em Saúde Coletiva, tem atuação ligada à saúde pública, aos direitos das mulheres, à diversidade e à democracia. Sua eleição federal representa uma renovação na bancada catarinense, com pautas voltadas à saúde e à educação.
Erika Hilton (PSOL-SP)
Instagram: @hilton_erika
Erika Hilton foi um dos maiores destaques eleitorais da esquerda em 2026. Reeleita deputada federal por São Paulo com mais de 1,5 milhão de votos, tornou-se a mulher mais votada da história da Câmara dos Deputados.
Erika se consolidou como uma das principais vozes do PSOL e tem forte presença nas redes sociais. Sua votação e alcance digital colocam a parlamentar entre os nomes com maior capacidade de mobilização do campo progressista.

Sua atuação é marcada pela defesa da população LGBTQIA+, do combate à violência e da justiça social e foi um dos principais nomes a conseguir levar a pauta do fim da escala 6×1 para o Congresso.
Sâmia Bomfim (PSOL-SP)
Instagram: @samiabomfim
Sâmia Bomfim renova seu mandato pela terceira vez e segue como uma das principais representantes do PSOL na Câmara. Sua atuação passa pela defesa dos direitos das mulheres, da saúde pública, da educação, dos trabalhadores e da população LGBTQIAPN+.
Tabata Amaral (PSB-SP)
Instagram: @tabataamaralsp
Tabata Amaral chega a uma nova legislatura com trajetória marcada pela educação e pela defesa de políticas públicas baseadas em evidências. A deputada também mantém forte presença digital e diálogo com setores mais jovens do eleitorado.
Guilherme Cortez (PSOL-SP)
Instagram: @guilhermecortez_
Guilherme Cortez chega à Câmara dos Deputados depois de construir sua trajetória política em Franca, no interior paulista. Advogado e ex-deputado estadual, ele tem atuação marcada pela defesa dos direitos humanos, das políticas sociais e da população LGBTQIAPN+.

Cortez também se tornou um dos nomes da renovação do PSOL paulista e teve forte atuação nas redes durante a campanha. Em 2026, sua aproximação política com Ana Elisa ajudou a conectar duas candidaturas jovens que apostaram na comunicação digital para dialogar com o eleitorado.
Guilherme Cortez é um dos políticos mais influentes nas redes sociais, figurando no Top 100 de políticos brasileiros mais engajados no Instagram. Advogado e professor, sua atuação na Alesp foi marcada pela oposição ao governo Tarcísio e pela defesa da educação pública. Sua eleição federal consolida uma nova liderança jovem e digital na esquerda paulista.
Luna Zarattini (PT-SP)
Instagram: @lunazarattini
Luna Zarattini chega à Câmara dos Deputados depois de atuar na Câmara Municipal de São Paulo. A petista tem trajetória ligada à juventude, aos direitos das mulheres, à educação e à defesa dos serviços públicos.
Fundadora da Rede de Cursinhos Populares Elza Soares, sua atuação é voltada à educação pública e à juventude periférica.

Luna é cientista social, educadora popular e ativista. Idealizou e coordena o projeto social que oferece preparação gratuita para o ENEM e vestibulares a centenas de jovens e adultos de comunidades periféricas de São Paulo, como a Favela São Remo e o Grajaú. A iniciativa busca democratizar o acesso à universidade pública por meio de uma educação crítica e cidadã.
Thiago dos Reis (PT-SP)
Instagram: @thiagoresiste
Thiago dos Reis amplia sua atuação política com a chegada à Câmara dos Deputados. O petista tem trajetória ligada à comunicação política e à defesa de pautas sociais, buscando dialogar especialmente com públicos jovens.
Natália Boulos (PSOL-SP)
Instagram: @nat.boulos
Natália Boulos chega à Câmara pelo PSOL de São Paulo e representa uma nova geração do campo progressista. Sua atuação deverá dialogar com temas ligados às políticas sociais, direitos humanos, juventude e participação política.
Sônia Guajajara (PSOL-SP)
Instagram: @guajajarasonia
Sônia Guajajara chega ao Congresso depois de comandar o Ministério dos Povos Indígenas. Uma das principais lideranças indígenas do país, ela leva para a Câmara a defesa dos povos originários, da proteção ambiental e da demarcação de terras indígenas.
As novas senadoras da esquerda
Samanda de Lula (PT-RN)
Instagram: @samanda
Samanda de Lula foi eleita senadora pelo Rio Grande do Norte com 635.924 votos, garantindo a segunda vaga do estado. A petista chega ao Senado com forte ligação com o campo lulista e amplia a presença de novas lideranças femininas na Casa.
Marília Arraes (PDT-PE)
Instagram: @mariliaarraes
Marília Arraes foi eleita senadora por Pernambuco pelo PDT, ao lado de Humberto Costa, do PT. Ela recebeu mais de 2,3 milhões de votos e chega ao Senado depois de uma trajetória que inclui mandato de deputada federal e duas candidaturas ao governo de Pernambuco.
A eleição consolida a presença de uma liderança de centro-esquerda na Casa e amplia o grupo de senadores que apoiaram Lula na disputa presidencial.
Marília Campos (PT-MG)
Instagram: @mariliacampospt
Marília Campos foi eleita senadora por Minas Gerais com 3.990.864 votos, o equivalente a 19,44% dos votos válidos. Aos 65 anos, ela chega ao Senado depois de uma trajetória de mais de duas décadas na política, marcada por quatro mandatos como prefeita de Contagem, além de passagens pela Câmara Municipal e pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Psicóloga formada pela UFMG, Marília também teve atuação no movimento sindical antes de entrar na política institucional. No Senado, entre as pautas apresentadas durante a campanha estão o fortalecimento dos municípios, investimentos em infraestrutura e saúde e a busca por alternativas para a dívida de Minas Gerais com a União. A futura senadora também defende uma articulação para ampliar a capacidade de investimento do estado.
A eleição de Marília Campos marca ainda o retorno de uma mulher mineira ao Senado após 36 anos. Antes dela, apenas Júnia Marise havia sido eleita para representar Minas na Casa, em 1990. O mandato de Marília começa em 1º de fevereiro de 2027 e terá duração de oito anos.
Em São Paulo, a esquerda une velha guarda e novos nomes na Alesp
A Assembleia Legislativa de São Paulo terá, a partir de 2027, uma combinação de lideranças históricas da esquerda e novos nomes. O PSOL elegeu nove deputados estaduais, enquanto o PT conquistou 16 cadeiras e o PSB, três.
Sofia Favero (PSOL)
Instagram: @sofia.favero
Sofia Favero foi eleita com 407.773 votos, a terceira maior votação para a Alesp. Mulher trans e psicóloga, ela chega ao Legislativo paulista com atuação ligada aos direitos LGBTQIAPN+, à saúde mental e ao combate à discriminação.

Paula da Bancada Feminista (PSOL)
Instagram: @paulabancadafeminista
Paula da Bancada Feminista foi eleita com 326.190 votos. A parlamentar representa uma experiência coletiva de atuação política e leva à Alesp pautas ligadas aos direitos das mulheres, combate ao racismo, direitos LGBTQIAPN+ e políticas para as periferias.
Ediane Maria (PSOL)
Instagram: @edianemariamtst
Ediane Maria chega à nova legislatura com trajetória ligada ao Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Sua atuação política é marcada pela defesa da moradia, dos direitos das periferias e da população trabalhadora.

Luiza Erundina (PSOL)
Instagram: @luizaerundina
Aos 91 anos, Luiza Erundina retorna ao Legislativo, desta vez como deputada estadual. Ex-prefeita de São Paulo e uma das figuras históricas da esquerda brasileira, ela foi eleita com 169.567 votos.
Monica das Pretas (PSOL)
Instagram: @monicaseixas
Monica das Pretas chega à Alesp com uma atuação voltada à defesa das mulheres negras, da população periférica e dos direitos sociais. Sua eleição amplia a representação de mulheres negras no Legislativo paulista.
Duda Hidalgo (PT)
Instagram: @dudahidalgo13
Duda Hidalgo foi eleita para a Alesp pelo PT e representa uma geração mais jovem do partido. Sua atuação política tem relação com direitos sociais, juventude e políticas públicas.

Mariana Conti (PSOL)
Instagram: @marianaconti_psol
Mariana Conti chega a mais uma legislatura estadual depois de construir sua trajetória na política de Campinas. A vereadora tem atuação marcada pelas pautas feministas, sociais e de defesa dos serviços públicos.
Débora Camilo (PSOL)
Instagram: @deborapsol
Débora Camilo chega à Alesp depois de atuar no Legislativo municipal. A parlamentar do PSOL tem trajetória ligada à defesa dos direitos das mulheres, da população negra e das periferias.
Thainara Faria (PT)
Instagram: @thainarafaria13
Thainara Faria renova sua presença na Assembleia Legislativa de São Paulo pelo PT. Sua atuação está ligada à defesa da população negra, das mulheres, da juventude e das políticas sociais.
Marina Bragante (PSB)
Instagram: @marinabragante
Marina Bragante chega à Alesp pelo PSB e representa o campo progressista dentro da nova composição da Assembleia. Sua atuação política tem relação com direitos sociais, juventude e políticas públicas.
Keit Lima (PSOL)
Instagram: @keit.lima
Keit Lima chega à Alesp com uma trajetória ligada aos movimentos sociais, à defesa das mulheres negras, das periferias e da população LGBTQIAPN+. Entre suas pautas está também a defesa dos trabalhadores e do fim da escala 6×1.
Ana Elisa está em Brasília para falar com Lula sobre estratégias nas redes sociais
A deputada federal eleita Ana Elisa está em Brasília para discutir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estratégias de comunicação para o segundo turno. A agenda ocorre depois de a petista defender publicamente uma mudança na forma como a esquerda utiliza as redes sociais.
Eleita com 524.219 votos, Ana Elisa se tornou uma das principais apostas do PT para ampliar o diálogo com o eleitorado jovem. A parlamentar defende que a campanha utilize formatos mais próximos da linguagem das plataformas digitais, como vídeos curtos, Reels e TikTok, e que a esquerda trate as redes como espaço permanente de diálogo político.

A reunião com Lula faz parte de uma articulação para aproximar o presidente de parlamentares eleitos ou reeleitos que tiveram forte desempenho nas redes.
A movimentação mostra como a disputa do segundo turno também passa pela capacidade de mobilização digital. Para a esquerda, nomes como Ana Elisa, Erika Hilton, Jones Manoel e Guilherme Cortez representam uma geração que combina atuação política, redes sociais e comunicação direta com diferentes segmentos do eleitorado.
A esquerda diante do novo Congresso
O resultado das eleições de 2026 não produziu apenas uma renovação de nomes no campo progressista. Ele também fortaleceu lideranças com capacidade de comunicação fora dos canais tradicionais da política.
A nova bancada terá de lidar com um Congresso marcado pelo avanço de forças conservadoras, mas contará com parlamentares que chegam com forte votação, experiência em movimentos sociais e presença nas redes. A combinação entre nomes históricos e novas lideranças pode ampliar a capacidade da esquerda de disputar o debate público e organizar uma frente democrática no Legislativo a partir de 2027.
Com Flávio Bolsonaro brasileiro poderá trabalhar mais de 8h por dia e não terá valor fixo de salário
O plano de governo de Flávio Bolsonaro diz que o custo de um trabalhador formal chega a cerca de duas vezes o salário recebido e promete “reduzir gradualmente o custo do trabalho, sem retirar direitos, para que mais brasileiros tenham carteira assinada”.
Uma das propostas é criar para os jovens entre 18 e 24 anos um contrato de trabalho com menor custo na folha e um contrato “mais atrativo” para pessoas com 50 anos ou desempregadas há pelo menos 12 meses. Ele também defende a jornada flexível e, que o trabalhador combine individualmente com a empresa as condições de trabalho. A TVT News ouviu advogados trabalhistas para entender como essas propostas de Flávio podem retirar direitos.
Negociar direto com o patrão
O advogado trabalhista Ronaldo Tambelini Pagotto, integrante da ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia), relembra que a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) foi construída por um pacto nacional, em 1943. Esse pacto é sustentado por duas pernas, uma delas é o reconhecimento de que o trabalhador é hipossuficiente, ou seja, não tem condições de negociar com o patrão. O outro ponto, é o princípio da liberdade, de valorizar a iniciativa privada e estimular as negociações.
“Cada trabalhador vai negociar com o patrão, de acordo com sua capacidade. Isso é uma tragédia. Em nenhum lugar do mundo isso funcionou. Então, embora, ele diga na retórica, que ele não quer retirar direitos, o que ele está propondo na prática é a mudança da estrutura que vai permitir praticamente tudo”, avaliou Pagotto.
Para Hugo Pontes, advogado especialista em direito do trabalho, Flávio Bolsonaro deseja acabar não só com a CLT, mas também com a Justiça do Trabalho, direitos trabalhistas e sindicatos.
“Fica muito claro esse desejo nas declarações hostis ao ecossistema protetivo do trabalho, nos posicionamentos sempre alinhados ao empresariado, no discurso ultraliberal, individualista, no ataque aos sindicatos que ele faz no próprio plano de governo dele”, afirmou.
Pontes entende que as medidas serão feitas aos poucos. “É a conta gotas e isso é mais perigoso ainda, porque a conta gotas ninguém percebe e as pessoas não vão para rua, não se mobilizam […] todo mundo sabe que não existe negociação com o patrão, com a empresa. Ou você aceita, ou você fica sem emprego. Nenhum patrão vai aceitar você folgar um dia a mais toda semana sem redução do salário”, disse.
Pagotto explica que o pagamento pelo mês é o que dá previsibilidade para o trabalhador. Atualmente, nos contratos CLT, o pagamento no final do mês não é a soma dos dias trabalhados é o pagamento no mês. “Entende-se que vai trabalhar de 20 a 22 dias úteis e quem trabalha na 6×1, isso vai para 26. […] imagina pedreiro, trabalhador de uma padaria, atendimento do mercado. Vai trabalhar e não consegue pegar outro emprego, vai ficar vinculada a um contrato, tem dia que vai ser 3h, tem dia que vai ser 5h, tem dia que pode ser 7h, não tem previsibilidade, o trabalhador não sabe quanto ele vai receber.”
Para Carvalho, a CLT é um contrato previamente escrito pelo Estado para que a relação de emprego seja regida por esse contrato. Se fica para o trabalhador o papel de negociar as cláusulas desse contrato, ele deixa de ter utilidade. A proposta do negociado sobre o legislado desconfigura um elemento primordial do contrato de trabalho que é o respeito a uma carga horária limite.
“Um dos um dos pilares da CLT é o respeito ao horário de trabalho. Se você está flexibilizando isso, você tem CLT para quê? Ou o trabalhador vai topar aquilo que o empregador quer, ou a quantidade de trabalho para ser prestado naquela naquele vínculo, ou ele vai ou ele não vai ser contratado, se o empregador quiser um contrato de 60 horas semanais, o empregado ou aceita ou recusa”, explicou.
Jovens e idosos na mira

Para o advogado trabalhista Antônio Carlos Souza de Carvalho, o programa de Flávio para baratear a contratação de jovens de 18 a 24 anos para o empresariado é superficial, porque o candidato à Presidência não fala de que local vai cortar custos.
“Ele é super contraditório, porque ele fala em não cortar direitos, só que ao mesmo tempo, ele fala que o trabalhador custa duas vezes o valor que recebe no salário. A pergunta que fica é: esse custo vem do quê? Esse custo vem de direitos e vem de carga tributária [..] o imposto de renda sai do salário bruto do trabalhador. No caso da empresa, é o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Ele vai cortar INSS? FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço)? São direitos”.
Já para Pontes, além de não falar como vai reduzir o valor da contratação, esse valor não será compensado pelo Estado, porque podemos esperar um “tesouraço nas contas públicas.
“Ele não fala de onde esse custo vai ser reduzido, porque ele não pode falar. Esse custo vai ser reduzido quando o trabalhador tiver que abrir mão dos direitos dele numa negociação com o patrão. Só que o Flávio, não pode falar abertamente no plano de governo dele que quer acabar com a CLT. O que ele faz é abrir caminho para isso.”
Aposentadoria ameaçada

Sobre as consequência da proposta para os jovens, Pagotto lembra que os percentuais descontados do trabalho são as contribuições para a sustentação da Previdência em que os da ativa contribuem para sustentar os inativos, os que estão aposentados ou afastados, caso esses recursos parem de ser cobrandos a aposentadoria ficará ameaçada.
“Ele quer uma folha desonerada. Ele quer fazer o contrato, vou te pagar 1.700 reais e vou e no final do mês eu vou pagar só 1.700 reais. Esse é o primeiro impacto […] ele vai retirando formas de custeio da Previdência para daqui a pouco ele fazer uma declaração dizendo que a Previdência do Brasil é insustentável, porque o que ele pretende é transformar a aposentadoria numa renda complementar. Ele quer fazer uma nova reforma da Previdência”, avalia Pagotto.
Para Pontes, o real plano é fazer outras reformas. “Você vai ter em tese menos recolhimento previdenciário e fica insustentável, mas do meu ponto de vista, o que ele pretende fazer, é, concomitantemente a essas reformas trabalhistas e a própria reforma da Previdência. Então, fazer o trabalhador trabalhar por mais tempo e assim talvez tentar é fechar essa conta, mas não vai fechar […] essa lógica vai enfraquecer o financiamento da Previdência, vai dificultar a aposentadoria”.
Outro problema é como seria feito o cálculo da aposentadoria com os empregos sendo substituídos por contratos de renda menor ou descontínuo.
‘Sem empregos com com remuneração estável, eles estão sendo substituídos por contratos de renda menor ou descontínuo, essa base sobre a qual incidem as contribuições vai diminuir e o efeito total vai ser quase a quebra do INSS, não só do aposentado, mas questão de pensão, auxílio maternidade, acidente”.
Ataque aos sindicatos
No plano de governo, Flávio fala que o país precisa se posicionar contra a “República Sindical, em que os interesses de dirigentes das entidades se sobrepõem ao interesse dos trabalhadores”.
O advogado Carvalho avalia que o sindicalismo faz parte da sociedade civil brasileira e Flavio ataca esse setor.
“A palavra é atacar, ele ataca o sistema sindical. Ele não propõe uma mudança de regime. Ele propõe tirar de cena o sindicalismo que existe hoje no Brasil. Essa é a proposta que está colocada no programa de governo dele. Ele não usa a palavra reforma, ele diz que o Brasil precisa botar um fim. Isso que ele chama de República Sindical [..] ele chega a mencionar a existência de associações que segundo ele teriam mais representatividade que os sindicatos de alguns ramos do serviço público brasileiro. Ou seja, ele insinua claramente que vai poder negociar com esse pessoal, vai poder negociar com essas associações”.
No sistema atual os sindicatos são responsáveis pelas negociações coletivas, e negociam com os empresários, direitos válidos para cada categorias. Esses direitos vão além dos que já estão previstos na CLT como o piso salarial, o valor do vale-refeição, licença-maternidade estendida, entre outros.
Datafolha divulga primeira pesquisa para presidente no 2° turno
A primeira rodada de pesquisas de intenção de voto para presidente após a definição do segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) começa a ser divulgada nesta quinta-feira (8).
Datafolha, Vox Brasil, AtlasIntel e Ipespe têm levantamentos previstos para os próximos dias, e os institutos vão medir o cenário da disputa presidencial e também para onde devem migrar os votos dos outros candidatos da direita — Augusto Cury, Renan Santos e Ronaldo Caiado. Saiba mais com a TVT News.
Primeiras pesquisas para presidente no 2º turno
- Quando os institutos divulgam: Datafolha tem divulgação prevista para quinta-feira (8); AtlasIntel e Vox Brasil, para sexta-feira (9); e Ipespe, para sábado (10).
- Datafolha: o instituto divulga na quinta-feira (8) a primeira pesquisa nacional feita integralmente depois do primeiro turno, com 2.520 entrevistas.
- Calendário: os levantamentos de AtlasIntel, Vox Brasil e Ipespe serão divulgados nos dias seguintes, ampliando o retrato da disputa entre Lula x Flávio Bolsonaro.
- Para onde vão os votos de Cury, Renan e Caiado no 2º turno: as pesquisas devem ajudar a medir como se comportam os eleitores que votaram em Augusto Cury, Renan Santos e Ronaldo Caiado no primeiro turno, além dos indecisos e dos que podem optar por branco ou nulo.
Datafolha do 2° turno divulga nova pesquisa para presidente na quinta (8)
O Datafolha tem divulgação prevista para quinta-feira (8). O levantamento foi registrado no TSE sob o número BR-02949/2026 e vai medir a disputa presidencial após o primeiro turno. Serão ouvidos 2.520 eleitores entre terça (6) e quinta-feira (8), em municípios das cinco regiões do país, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
- Leia também: Mudança de votos no segundo turno pode acontecer se diminuir a abstenção recorde de 21,08%

Quando os institutos divulgam as primeiras pesquisas para presidente no 2° turno
Além do Datafolha, outros três institutos têm levantamentos previstos para os próximos dias:
Vox Brasil — divulgação na quinta-feira (8), com 2,1 mil entrevistas presenciais em domicílios de todo o país. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
AtlasIntel — divulgação na sexta-feira (9). A pesquisa BR-03663/2026 prevê ouvir 5.000 eleitores por meio de questionário estruturado na internet, com margem de erro de um ponto percentual. O campo vai de 3 a 8 de outubro.
Ipespe — divulgação no sábado (10). O levantamento nacional BR-00933/2026 vai ouvir 1.500 pessoas entre os dias 6 e 8 de outubro, por meio de entrevistas telefônicas.
A primeira rodada de pesquisas após o primeiro turno é aguardada como termômetro da disputa, já que Flávio Bolsonaro terminou a votação à frente, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%.
Quais os votos de Flávio Bolsonaro e Lula no 1º turno
Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na primeira colocação, com 47,03% dos votos válidos. Lula ficou em segundo, com 45,16%. A diferença foi de 1,87 ponto percentual entre os dois candidatos.
O resultado das urnas modificou o ponto de partida para o segundo turno. Nas pesquisas divulgadas nos dias anteriores à votação, Lula aparecia à frente ou tecnicamente empatado com Flávio em vários levantamentos.
No Datafolha divulgado em 1º de outubro, por exemplo, Lula tinha 45% dos votos válidos no primeiro turno, contra 42% de Flávio Bolsonaro. No segundo turno simulado pelo instituto, Lula aparecia com 48% e Flávio com 45%. A pesquisa foi registrada sob o número BR-08039/2026.
Anote na agenda: calendário das pesquisas para presidente
O calendário dos primeiros levantamentos nacionais específicos da nova fase da eleição está distribuído entre quinta-feira e sábado.
Quinta-feira (8):
- Datafolha: registro BR-02949/2026; 2.520 entrevistas; campo de 6 a 8 de outubro; margem de erro de 2 pontos percentuais.
- PoderData: registro BR-08134/2026; 3 mil entrevistas; campo de 5 a 7 de outubro; margem de erro de 1,8 ponto percentual.
Sexta-feira (9):
- AtlasIntel: registro BR-03663/2026; 5 mil entrevistas; campo de 3 a 8 de outubro; margem de erro de 1 ponto percentual.
- Vox Brasil: registro BR-09623/2026; 2.100 entrevistas; campo de 5 a 7 de outubro; margem de erro de cerca de 2,1 pontos percentuais.
Sábado (10):
- Ipespe: registro BR-00933/2026; 1.500 entrevistas; campo de 6 a 8 de outubro; entrevistas telefônicas e margem de erro de 2,6 pontos percentuais.
A AtlasIntel merece uma observação metodológica. Seu período de entrevistas vai de 3 a 8 de outubro. Portanto, parte da coleta ocorreu antes do primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Já Datafolha, PoderData, Vox Brasil e Ipespe concentram seus trabalhos de campo depois da votação que definiu os dois finalistas.

Pesquisas para presidente devem medir para onde vão os votos de Cury, Renan e Caiado no 2° turno
Os institutos também devem medir a migração dos votos dos demais candidatos da direita. Augusto Cury (Avante) teve 2,89% dos votos válidos, Renan Santos (Missão) somou 2,24% e Ronaldo Caiado (PSD) alcançou 2,18%. Juntos, os candidatos da terceira via somaram 7,79% dos votos válidos, o menor percentual desde 2006.
Consulte as pesquisas para presidente registradas no TSE
Todas as pesquisas de intenção de voto para presidente precisam ser registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes de serem divulgadas. No portal do TSE, é possível consultar os levantamentos registrados, os números de protocolo, as empresas contratantes, a metodologia utilizada e o período de campo de cada pesquisa.
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Exército de Lula: conheça o canal de Janones no WhatsApp
O deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG) criou o canal “Exército de Lula” no WhatsApp para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial. Em menos de 48 horas, o canal ultrapassou a marca de 2 milhões de inscritos, segundo dados da própria plataforma. Conheça o canal do Janones com a TVT News.
Conheça o canal criado por Janones
- Janones cria o “Exército de Lula”: o deputado passou a usar um canal no WhatsApp para organizar apoiadores e distribuir orientações sobre a atuação nas redes.
- Conheça o canal: https://whatsapp.com/channel/0029VbCbRfD7tkj88k3soZ0Y
- Canal passa de 2 milhões de inscritos: a página atingiu a marca de 1 mihão na terça-feira (6), depois de crescer mais de 700 mil usuários em 48 horas. Na quarta, ultrapassou o número de 2 milhões de inscritos

- Mobilização digital se amplia: a movimentação ocorre no mesmo dia em que Ana Elisa foi a Brasília para discutir estratégias de comunicação nas redes e em que fandoms de artistas também passaram a organizar ações de apoio a Lula.
Janones cria o “Exército de Lula” no WhatsApp
André Janones criou um canal no WhatsApp chamado “Exército de Lula” com o objetivo de reunir apoiadores do presidente e ampliar a circulação de conteúdos favoráveis à campanha no segundo turno.
O canal “Exército de Lula” foi criado com o objetivo de organizar a militância digital em torno da reeleição do presidente. No espaço, Janones compartilha vídeos, textos e orientações que podem ser replicados em outras redes sociais, funcionando como uma central de distribuição de conteúdo pró-Lula.

Em mensagem divulgada no canal, o deputado conclamou os apoiadores: “Eles da direita são unidos, agora nós também seremos”. A estratégia inclui pedidos para que cada participante recrute novos usuários. “Se cada um de vocês trouxer três pessoas e seguir a orientação que eu estou passando, o presidente Lula vai ganhar no segundo turno”, afirmou Janones em áudio compartilhado.
URGENTE! LULA ENTROU NA PARADA! AGORA NINGUÉM SEGURA! VAMOS TOMAR AS REDES E AS RUAS! pic.twitter.com/rcorYxqnIJ
— André Janones1813 (@AndreJanonesMG) October 7, 2026
Canal de Janones no WhatsApp passa de 1 milhão de inscritos
O crescimento do canal foi acelerado. Na manhã de terça-feira (6), o espaço registrava cerca de 677 mil participantes. Horas depois, já se aproximava de 1 milhão de seguidores, número que ultrapassou ao longo do dia. Na manhã de segunda-feira, o canal contava com apenas 50 mil inscritos, segundo levantamentos divulgados pela imprensa.
O canal foi originalmente criado em abril deste ano, mas era usado para difundir informações da campanha do próprio deputado. Com a virada para o segundo turno, passou a ser direcionado à mobilização pró-Lula, recebendo mais de 700 mil novos usuários em 48 horas.
Quem é o deputado André Janones
André Luis Gaspar Janones nasceu em Ituiutaba, Minas Gerais, em 5 de maio de 1984. Advogado, entrou para a política institucional em 2018, quando foi eleito deputado federal pela primeira vez.
Janones ganhou projeção nacional principalmente pela atuação nas redes sociais. Durante a pandemia de Covid-19, suas transmissões sobre o auxílio emergencial alcançaram grande audiência e ajudaram a consolidar sua presença no ambiente digital.
Em 2022, chegou a ser lançado como pré-candidato à Presidência da República pelo Avante. Em agosto daquele ano, entretanto, desistiu da candidatura e declarou apoio a Lula.
Em 2026, Janones deixou o Avante e se filiou à Rede Sustentabilidade. Nas eleições de outubro, foi reeleito deputado federal por Minas Gerais com 78.780 votos, garantindo o terceiro mandato consecutivo na Câmara. Os dados são da totalização do TSE.
Ana Elisa está em Brasília para falar com Lula sobre estratégias nas redes sociais
A movimentação de Janones ocorre no mesmo dia em que a deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) chegou a Brasília para discutir estratégias de comunicação nas redes sociais para o segundo turno.

Aos 21 anos, Ana Elisa foi eleita deputada federal por Minas Gerais com 524.219 votos e será a parlamentar mais jovem eleita pelo estado. A petista construiu parte de sua projeção política por meio das redes sociais, onde mantém uma ampla audiência entre o público jovem.
A @aanaelisast chegou! A onça vai beber água! Bora, Lula! 🇧🇷 ⭐️ pic.twitter.com/2dYkgj1ABA
— Geraldo Alckmin 🇧🇷 (@geraldoalckmin) October 6, 2026
A presença da jovem deputada eleita em Brasília ganhou repercussão justamente pela discussão sobre a necessidade de ampliar a comunicação da campanha de Lula com usuários das plataformas digitais.
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Estudantes ocupam Centro do Rio em ato contra a extrema-direita
Milhares de estudantes e outros manifestantes ocuparam as ruas do Centro do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (7) em um ato de apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições e contra a extrema-direita. Leia em TVT News.
A mobilização teve concentração na Igreja da Candelária, a partir das 12h, e seguiu em caminhada até a Cinelândia.
Com o nome “Juventude na Rua pela Democracia”, o ato foi divulgado nas redes sociais e também mobilizado em universidades e colégios do estado. A proposta apresentada pelos organizadores foi levar às ruas uma manifestação estudantil pacífica em defesa da democracia.
Majoritariamente formado por jovens, o grupo saiu da Candelária em direção ao Colégio Pedro II. Durante o percurso, os manifestantes entoaram palavras de ordem em defesa da soberania nacional e de uma educação pública de qualidade.
A mobilização também levou às ruas reivindicações relacionadas ao mundo do trabalho. Entre as pautas apresentadas estavam a oposição à escala 6×1 e à ditadura, além de manifestações contrárias à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno.
O ato teve o apoio de artistas como o rapper BK e a cantora Marisa Monte, que estiveram presentes nas ruas lado a lado aos estudantes.
BK está nas ruas, na Candelária, no Rio de Janeiro, participando do ato em apoio a Lula neste segundo turno.
— rap out of context (@rapoutcontext) October 7, 2026
O RAP CONTRA A DIREITA! pic.twitter.com/BwhlrzZ51W
RAP CONTRA DIREITA
— RAP CONTRA A DIREITA (@rapcontradireit) October 7, 2026
RIO DE JANEIRO – 07/10/2026 pic.twitter.com/vptI9x3eAH
Mobilização estudantil no Rio de Janeiro
O ato no Rio faz parte de uma mobilização estudantil de alcance nacional. Mais de 20 manifestações foram previstas para os próximos dias em dez estados, articuladas por estudantes e entidades que defendem a participação da juventude no debate eleitoral.
No Rio de Janeiro, a convocação contou com divulgação nas redes sociais, incluindo a da ministra Anielle Franco. A mobilização buscou reunir estudantes para demonstrar a presença da juventude no debate sobre democracia e os rumos políticos do país.
Outras imagens do ato de hoje no Rio de Janeiro! pic.twitter.com/DZkhnAFeSk
— João Pedro Boechat (@BoechatPDT) October 7, 2026




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