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Da Redação

Notícias do dia com o Jornal TVT News Segunda Edição | 26-02-2026

Acompanhe o Jornal TVT News Segunda Edição desta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026. Veja quais são as notícias do dia com a equipe do jornal TVT News.

O que é notícia neste 26 de fevereiro de 2026 no Jornal TVT News Segunda Edição

  • Presidente do Republicanos critica fim da escala 6×1 e gera reação na Câmara
  • Em São Bernardo do Campo, jovem de 22 anos é morta pelo ex mesmo com medida protetiva
  • Metrô de São Paulo demite agente por omissão em assédio
  • Temporais deixam 54 mortos na Zona da Mata
  • Ex-juíza defende penduricalhos no STF e vira alvo de críticas
  • Tribunal Superior Eleitoral define regras das eleições
  • Conselho Nacional de Justiça investiga desembargador
  • Em Florianópolis, guarda voluntária é acusada de hostilizar morador de rua

TVT News Segunda Edição: serviços nas telas da TVT

O jornal TVT News Segunda Edição é comandado por Don Ernesto, apresentador do programa de entrevistas da TVT, Conversa sem Curva.  Além das notícias da tarde, o telejornal trará o cotidiano das cidades e comentaristas.

“O jornal TVT News Segunda Edição comenta o que foi notícia no dia, traz serviços de utilidade pública, entrevistas com analistas da política, da cultura e da economia e repercute os fatos que estão em alta nas redes sociais”, conta o apresentador Don Ernesto.

O jornal TVT News Segunda Edição pode ser acompanhado na TV aberta digital, canal 44.1 na capital paulista e grande São Paulo, pelo YouTube da TVT: https://www.youtube.com/@redetvt com cortes nas redes sociais da TVT News (Instagram, Tik Tok, Kawai, Facebook e Linkedin).

“Esta é a segunda estreia da TVT News no mês de abril. Com os dois telejornais, pela manhã e pela tarde, a TVT está ainda mais próxima do público e dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo”, conta o presidente da TVT, Maurício Junior.

Jornal TVT News: manhã e tarde com os trabalhadores

TVT News tem, a partir de agora, dois telejornais, o jornal TVT News Primeira Edição, das 10h30 às 13h e o Jornal TVT News Segunda Edição, das 16h às 18h. Os dois noticiários fazem parte das transformações de programação e na linguagem que começaram em agosto de 2024 quando o site TVT News foi lançado.

“Nossa estratégia de unificar a redação e diversificar conteúdos vem se mostrando acertada. Agora nossos esforços estão concentrados em aumentar a audiência e estrear novos produtos”, explica o Diretor de Conteúdo da TVT News, Ricardo Negrão.

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Talita Galli e Don Ernesto, apresentadores dos novos telejornais da TVT News: o dia todo com os trabalhadores. Foto: Vitória Machado/TVT News

Veja também: as notícias mais lidas da TVT News

Veja quais são as notícias mais lidas do último mês na TVT News:

Hospital das Clínicas da USP está entre os melhores do mundo; conheça a lista

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP) está entre os melhores hospitais do mundo em 2026, segundo o ranking World’s Best Hospitals, elaborado pela revista norte-americana Newsweek em colaboração com a plataforma de dados Statista. A instituição paulista ocupa a 189ª posição global e é, pelo quarto ano consecutivo, o único hospital público brasileiro a figurar entre os 250 melhores do planeta. Saiba os detalhes na TVT News.

Neste ano, o HC subiu 21 colocações em relação a 2025, quando aparecia no 210º lugar, honrando o desempenho do sistema público brasileiro em meio a hospitais de excelência que são, em sua maioria, privados.

Sete brasileiros no Top 250

Além do Hospital das Clínicas, o Brasil emplacou mais sete hospitais na lista global. O melhor colocado é o Hospital Israelita Albert Einstein, que aparece na 16ª posição mundial.

Também figuram no ranking:

  • Hospital Sírio-Libanês – 79º lugar;
  • Hospital Alemão Oswaldo Cruz – 105º lugar;
  • Hospital Moinhos de Vento – 111º lugar;
  • Hospital do Coração (HCor) – 146º lugar;
  • Hospital Santa Catarina Paulista – 151º lugar;
  • Hospital das Clínicas da USP – 189º lugar.

No recorte nacional, a instituição pública Hospital Regional do Vale do Paraíba também é citado como destaque, ocupando a 41ª posição entre os 50 melhores do Brasil.

Metodologia mais rigorosa

Em sua oitava edição, o ranking avaliou mais de 2.500 hospitais em 32 países. A metodologia de 2026 passou por ajustes para dar maior peso a indicadores objetivos de qualidade e segurança do paciente.

A pontuação final considera quatro pilares principais:

  • Recomendações de especialistas (35%): pesquisa com dezenas de milhares de médicos, gestores e profissionais da saúde;
  • Indicadores de qualidade hospitalar (40%): dados sobre segurança, higiene, qualidade dos tratamentos e proporção de profissionais por paciente;
  • Experiência do paciente (18,5%): avaliação da satisfação após a internação;
  • PROMs (6,5%): questionários padronizados em que os próprios pacientes relatam sua percepção de bem-estar e qualidade de vida após o tratamento.

Panorama internacional

O ranking mundial é liderado pela Mayo Clinic, nos Estados Unidos, seguida pelo Toronto General Hospital, no Canadá, e pela Cleveland Clinic, também nos EUA. Completam o Top 5 o Karolinska Universitetssjukhuset, na Suécia, e o Massachusetts General Hospital, nos Estados Unidos.

Os EUA lideram em número de instituições no Top 250, com 41 hospitais, seguidos pela Alemanha, com 22 centros médicos.

Referência pública em alta

A presença e a ascensão do Hospital das Clínicas da USP no ranking internacional reforçam a importância da integração entre ensino, pesquisa e assistência de alta complexidade no setor público. Mesmo diante de desafios orçamentários, a instituição mantém padrões compatíveis com centros médicos de excelência global.

Leia mais notícias na TVT News

Uruguai se torna o 1º país a ratificar o acordo Mercosul-UE

O Uruguai tornou-se o primeiro país a ratificar o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia nesta quinta-feira (26), após sua aprovação pelo Congresso. Ainda nesta quinta, Argentina também ratificou o acordo. Leia em TVT News, com informações da AFP.

Uruguai ratifica acordo Mercosul-UE

Da AFP em Montevidéu, Uruguai

A Câmara dos Deputados do Uruguai aprovou o acordo por 91 votos a 2, um dia depois de o Senado tê-lo ratificado por unanimidade. A Argentina também ratificou o acordo nesta quinta-feira, assinado em janeiro, em Assunção, após mais de 25 anos de negociações.

Brasil e Paraguai, os outros dois membros plenos do bloco sul-americano, concluirão o processo de ratificação parlamentar nos próximos dias.

“É histórico” e “um sinal” para a Europa, disse o ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Mario Lubetkin, após acompanhar a votação.

O acordo gerou forte preocupação em diversos países europeus, liderados pela França, que encaminhou o documento à Justiça europeia em janeiro, suspendendo sua implementação formal. No entanto, a UE pode decidir implementá-lo de forma provisória.

A preocupação da França e de outros países europeus concentra-se no impacto que a implementação da gigantesca zona de livre comércio pode ter sobre sua agricultura e pecuária.

Dentro do Mercosul, o tratado goza de amplo apoio, apesar das reservas de alguns setores industriais e outros, como a indústria vinícola. Apesar das dúvidas persistentes sobre as quotas de exportação, que serão definidas em negociações internas entre os dois blocos, os quatro países sul-americanos concluirão sua tramitação parlamentar nos próximos dias.

Uma vez implementado, o acordo criará a maior zona de livre comércio do mundo ao eliminar progressivamente as tarifas e abrir as quotas de exportação de bens e serviços entre os 27 Estados-membros da União Europeia e os quatro membros fundadores do Mercosul, um mercado que abrange mais de 700 milhões de pessoas.

O acordo permitirá que os países da União Europeia exportem automóveis, máquinas, vinhos e bebidas alcoólicas para o Mercosul em condições mais favoráveis. Por sua vez, os quatro países sul-americanos terão mais facilidade para vender carne, açúcar, arroz, mel e soja, entre outros produtos, para a Europa.

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A Câmara dos Deputados do Uruguai aprovou o acordo por 91 votos a 2, um dia depois de o Senado tê-lo ratificado por unanimidade Foto: Wikicommons

© Agence France-Presse

Argentina ratifica acordo Mercosul-UE com voto no Congresso

Da AFP, em Buenos Aires, Argentina

A Argentina também ratificou nesta quinta-feira (26) o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia ao concluir o trâmite legislativo com a aprovação no Senado.

A Argentina foi o segundo país, depois do Uruguai, a ratificar o acordo Mercosul-UE.

O acordo cria a maior zona de livre comércio do mundo entre os 27 Estados da UE e os membros fundadores do Mercosul: Argentina, Uruguai, Brasil e Paraguai.

Com 69 votos a favor, 3 contra e nenhuma abstenção, o Senado concluiu o processo de ratificação parlamentar do acordo assinado em 17 de janeiro, em Assunção.

O tratado eliminará tarifas sobre mais de 90% do comércio entre os dois blocos, que reúnem 30% do Produto Interno Bruto mundial e mais de 700 milhões de consumidores.

Brasil e Paraguai já iniciaram os procedimentos institucionais para que seus respectivos parlamentos ratifiquem o acordo nos próximos dias.

Enquanto o acordo avança em seus trâmites formais nos países do Mercosul, o Parlamento Europeu suspendeu sua ratificação por tempo indeterminado em 21 de janeiro, quando os eurodeputados enviaram o caso ao Tribunal de Justiça da União Europeia para verificar sua legalidade.

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Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai fazem parte do Mercosul. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

A Comissão Europeia, o braço executivo da UE presidido por Ursula von der Leyen, pode decidir implementá-lo de forma provisória. Por enquanto, não tomou nenhuma decisão.

A tramitação do acordo no Parlamento Europeu encontrou fortes resistências e intensos protestos do setor agropecuário, que teme o impacto de uma chegada massiva de carne, arroz, mel ou soja sul-americanos, em troca da exportação de veículos, máquinas, queijos e vinhos europeus para o Mercosul.

A Comissão Europeia adotou uma série de salvaguardas para proteger setores específicos.

© Agence France-Presse

No Brasil, Câmara aprova acordo comercial entre Mercosul e União Europeia

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (25) o acordo de comércio entre o Mercosul e a União Europeia. O texto do acordo foi aprovado ontem (24) pela representação brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul). Com a aprovação, o texto segue para votação no plenário do Senado. O acordo ainda tem que ser ratificado ainda nos Congressos do Paraguai, pois já foi aprovado no Uruguai e na Argentina.

O Parlamento Europeu pediu ao Tribunal de Justiça da União Europeia uma avaliação jurídica sobre o acordo. A entrada em vigor apenas após conclusão de todos os trâmites.

O acordo, aprovado na Câmara em votação simbólica com voto contrário da federação Psol-Rede, cria uma área de livre comércio entre os dois blocos, com redução gradual de tarifas e preservação de setores considerados sensíveis, além de prever salvaguardas e mecanismos de solução de controvérsias. 

Assinado no dia 17 de janeiro, no Paraguai, o acordo foi enviado para análise da representação brasileira no Parlasul pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 2 de fevereiro.

O debate na representação brasileira começou no dia 10 de fevereiro, quando o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) leu seu relatório sobre o acordo, mas um pedido de vista adiou a análise.

Confira os principais pontos do acordo Mercosul – UE

1. Eliminação de tarifas alfandegárias

Redução gradual de tarifas sobre a maior parte dos bens e serviços;

Mercosul: zerará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos;

União Europeia: eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos.

2. Ganhos imediatos para a indústria

Tarifa zero desde o início para diversos produtos industriais.

>> Setores beneficiados:

Máquinas e equipamentos;

Automóveis e autopeças;

Produtos químicos;

Aeronaves e equipamentos de transporte.

3. Acesso ampliado ao mercado europeu

Empresas do Mercosul ganham preferência em um mercado de alto poder aquisitivo;

UE tem PIB estimado em US$ 22 trilhões;

Comércio tende a ser mais previsível e com menos barreiras técnicas.

4. Cotas para produtos agrícolas sensíveis

Produtos como carne bovina, frango, arroz, mel, açúcar e etanol terão cotas de importação;

Acima dessas cotas, é cobrada tarifa;

Cotas crescem ao longo do tempo, com tarifas reduzidas, em vez de liberar entrada sem restrições;

Mecanismo busca evitar impactos abruptos sobre agricultores europeus;

Na UE, as cotas equivalem a 3% dos bens ou 5% do valor importado do Brasil;

No mercado brasileiro, chegam a 9% dos bens ou 8% do valor.

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Foto: Agência Senado

5. Salvaguardas agrícolas

>>UE poderá reintroduzir tarifas temporariamente se:

Importações crescerem acima de limites definidos;

Preços ficarem muito abaixo do mercado europeu;

Medida vale para cadeias consideradas sensíveis.

6. Compromissos ambientais obrigatórios

Produtos beneficiados pelo acordo não poderão estar ligados a desmatamento ilegal;

Cláusulas ambientais são vinculantes;

Possibilidade de suspensão do acordo em caso de violação do Acordo de Paris.

7. Regras sanitárias continuam rigorosas

UE não flexibiliza padrões sanitários e fitossanitários.

Produtos importados seguirão regras rígidas de segurança alimentar.

8. Comércio de serviços e investimentos

>>Redução de discriminação regulatória a investidores estrangeiros.

>>Avanços em setores como:

Serviços financeiros;

Telecomunicações;

Transporte;

Serviços empresariais.

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante declaração à imprensa. Palácio do Itamaraty. Rio de Janeiro (RJ) – Brasil. Foto: Ricardo Stuckert / PR

9. Compras públicas

Empresas do Mercosul poderão disputar licitações públicas na UE;

Regras mais transparentes e previsíveis.

10. Proteção à propriedade intelectual

Reconhecimento de cerca de 350 indicações geográficas europeias;

Regras claras sobre marcas, patentes e direitos autorais.

11. Pequenas e médias empresas (PMEs)

Capítulo específico para PMEs;

Medidas de facilitação aduaneira e acesso à informação;

Redução de custos e burocracia para pequenos exportadores.

Prisão de bicheiro é fruto da resiliência de forças policiais, diz PF

O superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Fábio Galvão, considerou que a prisão do banqueiro de bicho Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, nesta quinta-feira (26), em Cabo Frio, na Região dos Lagos, foi resultado de trabalho árduo e muito difícil, fruto da resiliência das equipes que participam da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, composta no Rio de Janeiro, Polícia Federal e Polícia Civil. Leia em TVT News.

26/02/2026 - Bicheiro Adilsinho é preso em Cabo Frio, no Rio de Janeiro. Foto: Polícia Civil RJ/Divulgação
Bicheiro Adilsinho é preso em Cabo Frio, no Rio de Janeiro. Foto: Polícia Civil RJ/Divulgação

Não foi a primeira operação para prender o bicheiro.

“Foi a terceira tentativa de prisão, muito dificultada pela proteção, sobretudo, de policiais ligados à máfia do jogo do bicho”, diz vídeo divulgado à imprensa pela PF.

“Hoje a gente conseguiu prender o mais sanguinário dos capos do jogo do bicho. Vale destacar a atuação incessante das nossas equipes juntas”, afirmou.

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O superintendente destacou que anteriormente a ação conjunta das duas corporações já havia estourado três fábricas clandestinas de cigarros ligadas ao contraventor. “É um dos meios de dinheiro principal do bicheiro, fora as máquinas de caça níqueis e a exploração do jogo do bicho.”

“É um dos meios de dinheiro principal do bicheiro, fora as máquinas de caça níqueis e a exploração do jogo do bicho. Então foi um presente para a sociedade fluminense a prisão e um baque para a máfia do jogo do bicho.”

Ao lado do superintendente, o secretário de estado de Polícia Civil, Felipe Curi, agradeceu à equipe da Polícia Federal pela parceria e integração das instituições nas ações da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/RJ), que no Rio de Janeiro, segundo ele, vem fazendo um excelente trabalho conjunto no sentido de combate ao crime organizado.

“São inúmeras ações e hoje mais uma ação exitosa fruto dessa parceria, dessa integração e da troca de informações de inteligência das nossas instituições, que resultou nessa prisão importantíssima, tirando esse grande criminoso de circulação”, disse o secretário.

Fábio Galvão e Curi destacaram que Adilsinho é suspeito de ter praticado dezenas de homicídios.

Curi relatou que esses crimes já são investigados pelas Delegacias de Homicídios da Capital e da Baixada Fluminense e da região de Niterói e São Gonçalo. “Homicídios de rivais, de desafetos, de contraventores, de integrantes da máfia de cigarros e também de alguns policiais”, pontuou, acrescentando que Adilsinho já tem, por força de investigações da Polícia Civil, três mandados de prisão por homicídios de pessoas envolvidas nesta organização criminosa.

“Dentre as dezenas de homicídios pelos quais ele é investigado tem um que é a morte do advogado em fevereiro de 2024, assassinado em plena luz do dia em frente à Ordem dos Advogados do Brasil, a OAB, praticamente ao lado do Ministério Público e da Defensoria Pública, em uma ação extremamente ousada da quadrilha desse criminoso”, informou.

O superintendente comentou ainda que em uma das fábricas clandestinas de cigarros que foram estouradas pelos agentes das duas corporações foram constatadas as presenças de mais de 20 paraguaios que estavam submetidos à condição análoga à escravidão.

“Sem falar nas outras duas fábricas que a gente deu a batida e apreendeu os equipamentos, sobretudo, na região da Baixada Fluminense”, concluiu.

Cristina Indio do Brasil – Repórter da Agência Brasil

Instagram alertará pais quando adolescentes pesquisarem sobre suicídio

O Instagram passará a notificar pais e responsáveis quando adolescentes realizarem buscas relacionadas a suicídio ou automutilação na plataforma. A medida foi anunciada pela Meta, dona da rede social, como parte de um conjunto de iniciativas voltadas ao reforço da segurança de menores de idade no ambiente digital. Leia em TVT News.

De acordo com a empresa, o novo recurso será integrado às chamadas “contas de adolescente”, aplicadas a usuários entre 13 e 17 anos. Os alertas serão enviados exclusivamente aos responsáveis que tiverem ativado previamente a ferramenta de supervisão parental. O jovem também será informado de que a notificação foi encaminhada.

Em comunicado oficial divulgado à imprensa, a Meta afirmou que a iniciativa busca fortalecer o acompanhamento familiar em situações de possível vulnerabilidade. “Esses alertas foram criados para garantir que os pais estejam cientes caso seus filhos adolescentes estejam tentando repetidamente buscar esse tipo de conteúdo e para fornecer os recursos necessários para apoiá-los”, declarou a empresa.

Segundo as informações divulgadas, o mecanismo será acionado quando houver buscas reiteradas por termos associados a suicídio ou autolesão. A empresa não detalhou publicamente quais palavras-chave específicas integrarão o sistema de monitoramento, mas indicou que a ferramenta foi desenvolvida para identificar padrões de comportamento que possam indicar risco.

Além da notificação aos responsáveis, o Instagram continuará exibindo ao adolescente mensagens com recursos de apoio, incluindo direcionamento a serviços de ajuda e prevenção ao suicídio. A companhia afirma que o objetivo é combinar restrição de conteúdo sensível com orientação e encaminhamento adequado.

Nos últimos anos, a Meta vem anunciando medidas para restringir a exposição de adolescentes a conteúdos considerados prejudiciais. As contas de menores já contam com configurações mais rígidas de privacidade por padrão, limitações na recomendação de publicações sensíveis e controle ampliado por parte dos responsáveis.

A nova funcionalidade surge em meio a pressões internacionais sobre empresas de tecnologia para que adotem políticas mais robustas de proteção à saúde mental de jovens. Autoridades regulatórias, organizações da sociedade civil e especialistas em segurança digital têm cobrado maior transparência e responsabilidade das plataformas no enfrentamento de conteúdos ligados a autolesão, transtornos alimentares e outras questões sensíveis.

A discussão ganhou força especialmente após investigações e estudos apontarem impactos negativos do uso intensivo de redes sociais na saúde emocional de adolescentes. Em resposta, a Meta afirma estar investindo em ferramentas que promovam maior equilíbrio entre privacidade, autonomia juvenil e supervisão familiar.

Ainda não há detalhes sobre o cronograma completo de implementação global da medida, mas a empresa indicou que o recurso será disponibilizado de forma gradual. A expectativa é que a ferramenta se integre ao conjunto de políticas já existentes de moderação e segurança voltadas ao público adolescente.

Especialistas em prevenção ao suicídio destacam que iniciativas digitais podem contribuir para ampliar o acesso à informação e ao apoio, desde que acompanhadas de diálogo aberto e escuta qualificada no ambiente familiar. A nova política do Instagram aposta justamente nesse eixo: informar responsáveis para que possam intervir de maneira acolhedora e preventiva diante de sinais de alerta.

O tema reforça o debate sobre o papel das plataformas digitais na promoção de ambientes mais seguros e na construção de redes de proteção capazes de atuar antes que situações de risco se agravem.

Pesquisa diz que 73% dos brasileiros apoiam fim da escala 6×1

Uma pesquisa da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados apontou que 73% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1, desde que não haja redução de salário. A pesquisa foi feita nas 27 unidades da Federação, entre os dias 30 de janeiro e 5 deste mês. Foram ouvidos 2.021 cidadãos acima de 16 anos de idade. Saiba os detalhes na TVT News.

O CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, esclareceu nesta quinta-feira (12) à Agência Brasil que a ampla maioria – 62% dos consultados – sabe que há em debate, no âmbito do governo federal e do Congresso Nacional, a proposta de acabar com a escala 6×1. 

“A gente tem de cara 35%, ou seja, uma de cada três pessoas que nunca nem ouviu falar desse negócio. E dos 62% que já ouviram falar, 12% conhecem bem e 50% conhecem mais ou menos”, disse Tokarski. 

Com a diminuição do salário, o total de pessoas favoráveis ao fim da escala cai para 28%, ou seja, a minoria. Outros 40% só são favoráveis à escala 6×1 se a medida for aprovada e não implicar em redução salarial. Há ainda 5% que se dizem favoráveis ao fim da jornada, mas ainda não têm opinião formada sobre a condicionante de manutenção ou redução dos salários.

Marcelo Tokarski avalia que a grande discussão no Congresso vai tratar da redução da jornada, com ou sem diminuição da remuneração dos trabalhadores. Para ele, o que a pesquisa mostra muito claramente é que quase todo mundo é favorável que tem que ter uma folga a mais. “Não dá para trabalhar seis dias e folgar um só”, disse.

“Essa é a grande questão, porque as empresas defendem que a jornada não seja reduzida mas, se houver redução, é com diminuição do salário. E os trabalhadores, de maneira geral, não topam uma redução de jornada com redução de salário”, explica.

Menos dinheiro

De acordo com Marcelo Tokarski, o problema é que, no Brasil, país de renda média baixa, de trabalho mais precarizado, pouca gente aceita ter uma folga a mais se o salário diminuir. 

“Acho que é um pouco essa leitura que a pesquisa nos traz e que joga luz sobre essa discussão”, disse. 

Perguntadas se o trabalhador deveria ter pelo menos duas folgas obrigatórias, desconsiderando possíveis alterações salariais, 84% das pessoas acreditam que sim. “É quase um viés de desejo. Quem não quer ter folga a mais? Todo mundo quer. Agora, quando a gente coloca que você vai trabalhar um dia menos, mas vai ganhar menos, o cara não quer porque tem conta para pagar. Acho que é um pouco isso que o dado evidencia ali para a gente”. 

Lula

O projeto de acabar com a jornada 6×1 tem mais aprovação por quem votou no presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Era uma promessa, uma bandeira defendida pelo governo também. É natural que quem votou no Lula tende a apoiar mais”, disse Marcelo Tokarski.

A pesquisa revela que 71% dos entrevistados que votaram no presidente Lula no segundo turno das eleições de 2022 são a favor do projeto de lei que propõe o fim da escala 6×1. Outros 15% são contra, enquanto 15% não opinaram. Já entre quem votou em Jair Bolsonaro nas últimas eleições presidenciais, 53% são a favor do fim das 44 horas de trabalho semanais, 32% são contrários e 15% não opinaram.

PEC

A PEC 148/2015 foi aprovada no dia 10 de dezembro do ano passado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, mas ainda precisa passar por duas votações no plenário do Senado e duas na Câmara, com voto favorável de, pelo menos, 49 senadores e 308 deputados.

Se aprovada, o fim da escala 6×1 ocorrerá de forma gradual. No primeiro ano, serão mantidas as regras atuais. No ano seguinte, o número de descansos semanais subirá de um para dois. Atualmente, a jornada máxima semanal de trabalho é de 44 horas mas, a partir de 2027, poderá cair para 40 horas. O teto final será de 36 horas por semana de 2031 em diante. Anteriormente, o que se previa era que os empregadores não poderiam reduzir a remuneração dos trabalhadores para compensar o novo tempo de descanso. Esse ponto deverá ser votado pelo Congresso Nacional.

A pesquisa indagou dos entrevistados se acham que a proposta será aprovada pelo Congresso, e 52% disseram que sim, contra 35% que responderam que não. Outros 13% não opinaram. E apenas 12% afirmaram entender bem a PEC.

Com Agência Brasil

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