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Da Redação

Campanha de Lula aciona TSE contra Flávio Bolsonaro por propaganda paga com criptomoedas

A coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para questionar um projeto que distribui criptomoedas em troca da publicação de conteúdos favoráveis à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. A representação foi apresentada na quinta-feira (8) e também cita o empresário Pablo Marçal, Nahuel Medina e Kevim Flores. Leia em TVT News.

A ação pede a suspensão do site Brasil 22 Token (B22), o encerramento da distribuição dos ativos digitais e a retirada de publicações relacionadas à iniciativa nas redes sociais. O caso foi distribuído à ministra Estela Aranha, segundo informações da CNN Brasil.

De acordo com a representação, o projeto oferece tokens a usuários que divulgam materiais relacionados ao número 22, associado à candidatura de Flávio Bolsonaro. Para participar, a pessoa deve publicar conteúdo sobre a iniciativa em uma rede social, encaminhar o link da postagem e informar uma carteira digital para receber os ativos.

Os advogados da coligação afirmam que o mecanismo pode configurar propaganda eleitoral remunerada na internet. A legislação eleitoral estabelece regras específicas para a contratação e o impulsionamento de conteúdo de campanha.

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Vídeo com crianças em Uganda é citado na ação

Um dos conteúdos mencionados na representação foi publicado pelo perfil Hypers Kids Africa, que reúne milhões de seguidores no Instagram. No vídeo citado pelos advogados, crianças aparecem com camisetas estampadas com a marca Brasil 22 Token, exibem a bandeira brasileira e pedem votos para o candidato do PL.

Segundo a petição, a publicação informa que o grupo recebeu 120 milhões de tokens B22. A coligação sustenta que a transferência dos ativos representa uma forma de remuneração pela divulgação de propaganda eleitoral.

O projeto associa a iniciativa à arrecadação de recursos para a construção de moradias para crianças em Kampala, capital de Uganda. Para os representantes da campanha petista, a finalidade humanitária apresentada pelo site estaria vinculada a uma estratégia de divulgação eleitoral.

A página do projeto, por outro lado, afirma não ter ligação oficial com políticos, partidos ou campanhas e declara que a distribuição dos tokens não depende da preferência eleitoral dos participantes. A coligação contesta essas declarações e pede que a Justiça examine as condições de participação e as publicações relacionadas ao projeto.

Campanha pede bloqueio do site e aplicação de multa

Além da suspensão do domínio, a representação solicita medidas para retirar publicações do Instagram e do X. O pedido inclui a preservação de registros digitais e o fornecimento de informações que possam ajudar a identificar os responsáveis pela iniciativa.

A coligação também pede que a Binance forneça dados cadastrais e registros relacionados a uma conta que, segundo a petição, teria participado do abastecimento da carteira responsável pela criação do token.

No mérito, os advogados pedem a aplicação de multa por suposta propaganda eleitoral paga na internet. Também solicitam multa diária em caso de descumprimento de eventual ordem judicial para interromper a distribuição dos ativos.

Os pedidos ainda dependem de análise da Justiça Eleitoral. A apresentação da representação não significa que as irregularidades apontadas tenham sido reconhecidas pelo tribunal.

Campanha de Flávio nega participação

Em nota, a equipe jurídica de Flávio Bolsonaro afirmou que a campanha não conhece os responsáveis pelo site e negou qualquer relação com a iniciativa ou com a comercialização das criptomoedas.

A equipe também declarou que pretende adotar medidas judiciais contra a publicação relacionada ao caso, nas esferas eleitoral, cível e criminal.

Segundo a nota, os perfis oficiais da campanha foram informados ao TSE e seguem as regras da legislação eleitoral. A defesa afirmou ainda que não contratou perfis para divulgar propaganda ou produtos.

Caso também foi levado ao Ministério Público Federal

Além da representação no TSE, os advogados da campanha de Lula acionaram o Ministério Público Federal (MPF) para pedir a investigação de possíveis pagamentos em criptoativos destinados à divulgação de propaganda favorável a Flávio Bolsonaro. A iniciativa integra uma série de medidas anunciadas pela campanha para apurar o funcionamento do projeto e identificar os responsáveis pelos conteúdos.

PF avalia pedir extradição de Eduardo Bolsonaro aos Estados Unidos

A Polícia Federal (PF) avalia solicitar aos Estados Unidos a extradição do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o início do cumprimento da pena imposta ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Leia em TVT News.

O ex-parlamentar mora nos Estados Unidos desde o início de 2025 e passou a ser considerado procurado pelas autoridades brasileiras.

Eduardo foi condenado a quatro anos e dois meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo, cometido de forma continuada. A condenação também prevê o pagamento de multa de R$ 162 mil.

A decisão de Moraes, tomada nesta quinta-feira (8), determina ainda a suspensão dos direitos políticos do ex-deputado durante o período da condenação e o cancelamento de todos os passaportes emitidos em seu nome.

Eduardo Bolsonaro é considerado procurado pela PF

Com a determinação do início do cumprimento da pena, as autoridades brasileiras passaram a considerar Eduardo Bolsonaro procurado. A situação, no entanto, ainda não equivale tecnicamente à condição de foragido: ele pode se apresentar voluntariamente às autoridades brasileiras.

Caso não se entregue, poderá ser considerado foragido, o que pode levar a novas medidas para localizá-lo e viabilizar o cumprimento da condenação.

A Polícia Federal avalia a possibilidade de solicitar a extradição aos Estados Unidos. O procedimento dependerá dos encaminhamentos das autoridades brasileiras e da análise do caso pelas instâncias competentes.

A difusão vermelha da Interpol, por sua vez, é utilizada pela PF em situações nas quais o paradeiro do procurado é desconhecido. Como Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos, a eventual adoção desse mecanismo depende das circunstâncias do caso e dos procedimentos aplicáveis.

Residência nos Estados Unidos pode dificultar extradição

Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde o início de 2025. À época, afirmou ter deixado o Brasil por considerar que sofria perseguição política.

No país, tornou-se interlocutor entre integrantes da família Bolsonaro e autoridades norte-americanas. Segundo o STF, o ex-deputado utilizou sua influência nos Estados Unidos para tentar interferir no processo que levou à condenação de Jair Bolsonaro.

Em julho de 2026, Eduardo obteve um green card, documento que permite a residência permanente nos Estados Unidos. Essa condição pode tornar mais complexa uma eventual tentativa de extradição, embora não determine, por si só, o resultado de um pedido dessa natureza.

Após a decisão de Alexandre de Moraes, Eduardo classificou a medida como “arbitrária, inoportuna e inócua”.

A avaliação da PF sobre a extradição ocorre, portanto, em meio aos procedimentos para garantir o cumprimento da pena e às possíveis dificuldades relacionadas à permanência do ex-deputado em território norte-americano.

Condenação prevê prisão e suspensão de direitos políticos

A pena de quatro anos e dois meses foi aplicada pelo crime de coação no curso do processo, praticado de forma continuada. Além da reclusão e da multa de R$ 162 mil, a decisão judicial estabelece a suspensão dos direitos políticos de Eduardo Bolsonaro enquanto durar a condenação.

O cancelamento dos passaportes também foi determinado por Moraes. As medidas integram os encaminhamentos para o cumprimento da decisão judicial, enquanto a Polícia Federal considera as alternativas para localizar o ex-deputado e viabilizar sua apresentação às autoridades brasileiras.

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Emendas parlamentares de Flávio Bolsonaro pagam empresas acusadas de cartel pela PF

Emendas parlamentares destinadas pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) financiaram pagamentos a empresas investigadas pela Polícia Federal (PF) por suspeita de cartel, além de entidades que são alvo de questionamentos de órgãos de controle. As informações foram levantadas pelo UOL e publicadas pelo ICL Notícias. Desde 2020, mais de R$ 300 milhões foram reservados para emendas do parlamentar. Leia em TVT News.

Entre os casos identificados estão recursos destinados à saúde de Mesquita, na Baixada Fluminense, que foram repassados ao Instituto de Medicina e Projeto (IMP). A Receita Federal classificou a entidade como “inexistente de fato”, enquanto o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) apura suspeitas de irregularidades em contratos firmados com a prefeitura.

O levantamento também identificou pagamentos a empresas investigadas no âmbito da Operação Perfídia, da Polícia Federal, que apura suspeitas de fraude em licitações para fornecimento de coletes balísticos à Polícia Militar do Rio de Janeiro. Segundo a reportagem, recursos públicos relacionados a emendas de Flávio foram utilizados para pagar essas companhias.

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Instituto recebeu recursos destinados à saúde

Em 2024, Flávio Bolsonaro destinou R$ 3,1 milhões para a atenção básica de saúde de Mesquita, município administrado pelo PL. Desse montante, R$ 666 mil foram pagos ao Instituto de Medicina e Projeto em agosto de 2025.

Em junho de 2026, a Receita Federal enquadrou o IMP como “inexistente de fato”. Segundo documento citado pelo UOL, havia indícios de que a entidade teria sido constituída para a prática de fraude fiscal.

O instituto também foi alvo de questionamentos do TCE-RJ sobre contratos com a prefeitura. Entre os problemas apontados pelo tribunal estavam suspeitas de irregularidades no processo de contratação e a ausência de estudos técnicos prévios para a transferência da gestão de serviços de saúde ao instituto.

A Prefeitura de Mesquita informou ao UOL que abriu processo administrativo, rescindiu os contratos com a entidade e aplicou multa de R$ 3 milhões. A administração municipal afirmou ainda que encaminhou o caso ao Ministério Público e que a contratação e a execução dos serviços são de responsabilidade do município.

Empresas são investigadas por suspeita de cartel

Outro trecho do levantamento envolve empresas investigadas pela PF por suspeita de combinação de preços em licitações para fornecimento de equipamentos de segurança pública. A apuração está relacionada à Operação Perfídia.

De acordo com a reportagem, aproximadamente R$ 1,6 milhão em recursos ligados a emendas de Flávio foram destinados a pagamentos para essas empresas. A investigação trata de suspeitas de irregularidades em contratos, que ainda devem ser analisadas pelas autoridades competentes.

O levantamento também apontou questionamentos sobre a aplicação de recursos destinados a projetos esportivos. Em um deles, uma emenda de R$ 4 milhões para uma iniciativa ligada ao Vasco da Gama foi analisada pela Controladoria-Geral da União (CGU). Segundo a reportagem, R$ 684 mil foram pagos a uma única microempresa fornecedora de materiais esportivos.

Em outro caso, mensagens citadas pelo UOL indicaram a atuação de Robson Calixto, conhecido como Peixe e condenado no caso da morte da vereadora Marielle Franco, em tratativas relacionadas à liberação de recursos para um instituto esportivo no Rio de Janeiro.

Flávio diz não escolher empresas beneficiadas

Procurado pela reportagem, Flávio Bolsonaro afirmou que ele e os assessores de seu gabinete não indicam as empresas que recebem recursos destinados por meio de suas emendas.

Segundo a nota enviada ao UOL, a atuação do gabinete se limita à indicação das emendas, enquanto a escolha das empresas e os procedimentos de contratação são responsabilidade dos órgãos beneficiários. O senador acrescentou que eventuais irregularidades devem ser investigadas pelos órgãos de controle.

O caso envolve diferentes destinações de recursos públicos e apurações conduzidas por órgãos de fiscalização. As suspeitas relatadas não significam, por si só, que Flávio Bolsonaro tenha cometido irregularidades; a investigação sobre os contratos e a responsabilidade de cada envolvido cabe às autoridades competentes.

Pesquisa Atlas: Flávio tem 52,8% dos votos válidos contra 47,2% de Lula no segundo turno

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta sexta-feira (9), aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Palácio do Planalto. Na simulação de segundo turno, considerando apenas os votos válidos, Flávio registra 52,8% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 47,2%. Leia em TVT News.

No cenário que considera o total de entrevistados, Flávio soma 51,1% das intenções de voto, contra 45,7% do atual presidente. Outros 3,2% declararam intenção de votar em branco ou nulo ou não souberam responder.

O segundo turno das eleições presidenciais está marcado para 25 de outubro. No primeiro turno, segundo os resultados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio Bolsonaro recebeu 56.104.503 votos, o equivalente a 47,03% dos votos válidos. Lula obteve 53.879.538 votos, ou 45,16%.

Flávio amplia vantagem em relação à pesquisa anterior

O resultado representa uma mudança em relação ao levantamento anterior da Atlas, divulgado antes do primeiro turno. Na ocasião, os dois candidatos apareciam em empate técnico na simulação de segundo turno: Lula tinha 47,6% das intenções de voto, enquanto Flávio registrava 47,4%.

A nova pesquisa também permite observar como eleitores de candidatos que ficaram de fora da segunda etapa da disputa pretendem votar. Entre os que escolheram Augusto Cury (Avante) no primeiro turno, 50,4% afirmam que votarão em Lula, enquanto 38,9% declaram preferência por Flávio Bolsonaro. Outros 10,7% indicam voto em branco ou nulo.

Entre os eleitores de Renan Santos, do partido Missão, 40,3% dizem que escolherão Flávio no segundo turno. Lula aparece com 28,1%, enquanto 31,6% estão indecisos, pretendem votar em branco ou nulo.

O cenário é diferente entre os eleitores de Ronaldo Caiado. Nesse grupo, 54,9% afirmam que votarão em Flávio Bolsonaro, e 26,9% dizem preferir Lula. Outros 18,2% não escolheram um dos dois candidatos.

Entre os eleitores dos demais candidatos do primeiro turno, 83,4% indicam voto em Flávio, contra 14,8% em Lula. O levantamento também mostra que, entre as pessoas que votaram em branco ou nulo na primeira etapa, 46,2% pretendem escolher o senador, enquanto 22,5% declaram intenção de votar no presidente. Outros 31,2% continuam sem escolher um dos candidatos ou não sabem em quem votar.

Já entre os eleitores que não votaram no primeiro turno, Lula aparece com 63,1% das intenções de voto, contra 21,8% de Flávio Bolsonaro. Nesse grupo, 15,1% afirmam que votarão em branco ou nulo ou ainda não sabem qual será sua escolha.

Desaprovação do governo Lula chega a 53,4%

O levantamento também avaliou a percepção dos entrevistados sobre o governo federal. Segundo a AtlasIntel/Bloomberg, 53,4% desaprovam a administração de Lula, enquanto 44,7% dizem aprovar. Outros 1,9% não souberam responder.

Na avaliação qualitativa da gestão, 51,9% classificam o governo como ruim ou péssimo. Já 36,9% consideram a administração ótima ou boa, enquanto 11,2% avaliam o desempenho como regular.

Os números indicam uma piora na avaliação positiva em comparação com a pesquisa anterior, realizada antes do primeiro turno. Naquele levantamento, 41% dos entrevistados avaliavam o governo como ótimo ou bom, enquanto 50% o consideravam ruim ou péssimo. A parcela que classificava a administração como regular era de 9%.

Os resultados mostram que, além da disputa pelas intenções de voto, a avaliação do governo federal constitui um dos elementos do cenário eleitoral às vésperas da segunda etapa da eleição presidencial.

Metodologia da pesquisa Atlas

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg entrevistou 5.026 eleitores em todo o Brasil entre os dias 3 e 8 de outubro de 2026, por meio de recrutamento digital aleatório pela internet.

A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-03663/2026.

Coligação do PT divulga nota sobre publicação da Veja

A coordenação da coligação Brasil Pronto Para Mais, ligada à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acusou a revista Veja de publicar acusações sem provas a duas semanas do segundo turno das eleições presidenciais. Leia em TVT News.

Em nota à imprensa, a coligação classificou a reportagem como uma “peça eleitoral irresponsável”, contestou o suposto depoimento atribuído ao banqueiro Daniel Vorcaro e anunciou que adotará medidas judiciais contra o que considera calúnias e irregularidades na divulgação das informações.

Leia a nota do PT na íntegra

Nota à imprensa: às vésperas da eleição, Veja publica peça eleitoral irresponsável com acusações sem provas

É estarrecedor que, a duas semanas do segundo turno das eleições presidenciais, a revista VEJA estampe em sua capa acusações gravíssimas sem apresentar uma única prova.

A reportagem é uma peça eleitoral irresponsável baseada em outra peça eleitoral: o suposto depoimento de Daniel Vorcaro, construído sobre acusações sem comprovação, com o evidente propósito de tumultuar o processo eleitoral e favorecer o adversário. Esse depoimento não existe, não há registro dele na Polícia Federal. Não há registro de delação com esse conteúdo que tenha sido aceita pelo Ministério Público e Polícia Federal. Portanto, uma farsa.

Foi durante o atual governo que as instituições de controle atuaram para investigar as irregularidades, liquidar o Banco Master e levar seu controlador à prisão. Agora, surgem acusações contra as autoridades que enfrentaram suas irregularidades. Trata-se de uma tentativa de vingança que levanta uma pergunta inevitável: que benefícios Vorcaro espera obter de uma eventual mudança de governo? Vários fatos comprovam que há uma grande armação em andamento contra os interesses do povo brasileiro.

A contradição do relato é gritante. Vorcaro procura apresentar os pagamentos associados ao bolsonarismo como “patrocínio normal”, enquanto atribui crimes ao PT e ao governo sem apresentar prova das suas acusações. A narrativa tenta proteger Flávio Bolsonaro, citado em investigações sobre ligações e pedidos milionários ao banqueiro. Uma farsa com objetivos eleitorais.

A própria VEJA reconhece que a Procuradoria-Geral da República não deu prosseguimento às acusações por falta de provas. Mesmo assim, transforma uma mentira em capa da revista.

Não aceitaremos que acusações sem provas e vazamentos seletivos sejam usados como arma eleitoral. As medidas judiciais cabíveis serão tomadas contra as calúnias e eventuais irregularidades na divulgação dessas informações.

Coordenação da coligação Brasil Pronto Para Mais

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Suspeita de trama eleitoral envolvendo Vorcaro e aliados de Flávio Bolsonaro chega à PF

O grupo jurídico Prerrogativas anunciou que pediu à Polícia Federal (PF) a abertura de uma investigação sobre suspeitas de que o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, teria sido incentivado a apresentar acusações contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em troca da sua liberdade caso Flávio Bolsonaro (PL) fosse eleito. Leia em TVT News.

A articulação teria como objetivo provocar prejuízos políticos e eleitorais ao presidente e favorecer a campanha de Flávio.

Segundo Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Prerrogativas, o grupo recebeu informações de que Vorcaro teria prestado recentemente um depoimento à PF sobre um suposto financiamento ao documentário Lula, dirigido pelo cineasta norte-americano Oliver Stone e lançado em 2024.

Carvalho nega que o banqueiro tenha financiado a produção e afirma que o caso precisa ser apurado.

De acordo com o relato recebido pelo grupo, Vorcaro teria sido estimulado a apresentar as acusações em troca da promessa de deixar a prisão no início de 2027, com uso de tornozeleira eletrônica e prisão domiciliar. Seu pai, Henrique Vorcaro, seria libertado imediatamente.

Carvalho afirma que a suposta articulação buscaria criar uma associação entre o documentário sobre Lula e Dark Horse, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro que recebeu financiamento de Vorcaro. Para o advogado, a comparação poderia ser explorada eleitoralmente contra o atual presidente.

Advogados pedem investigação sobre gravação

Os advogados Marco Aurélio de Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida solicitaram que a Polícia Federal apure a existência e a origem de um material atribuído ao banqueiro, que conteria acusações contra Lula, integrantes do governo e ministros.

Segundo o documento, um HD com o depoimento teria sido entregue a terceiros. Os advogados pedem que as autoridades verifiquem sua autenticidade, seu conteúdo e as circunstâncias em que teria sido produzida e divulgada.

A representação também solicita a apuração de possíveis vínculos entre intermediários de Vorcaro e pessoas ligadas à campanha de Flávio Bolsonaro.

O dono da Veja, Fábio Carvalho, que publicou a matéria sobre o depoimento de Vorcaro e patrocínio a filme de Lula, participou de jantares de apoio a Flávio.

Entre as medidas sugeridas estão a identificação de quem recebeu ou repassou o material e a análise de eventuais registros de visitas e entrada de equipamentos eletrônicos na unidade prisional onde o banqueiro está custodiado.

As suspeitas ainda precisam ser comprovadas. O objetivo do pedido é esclarecer se houve uma articulação para interferir no debate eleitoral e se as acusações atribuídas ao banqueiro têm respaldo em provas.

Relação entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro já é investigada

A representação também menciona a investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse, produção dedicada à trajetória de Jair Bolsonaro. Flávio Bolsonaro negociou com Vorcaro recursos para a realização do longa-metragem.

Mensagens privadas entre Flávio e Vorcaro, comprovantes bancários e cronogramas de pagamento indicam uma negociação de US$ 24 milhões, valor que equivalia, à época, a cerca de R$ 134 milhões. 

>> Flávio Bolsonaro pediu dinheiro a Vorcaro para financiar filme do pai, revela The Intercept

O senador admitiu ter solicitado dinheiro para o projeto, mas negou irregularidades e afirmou que os recursos eram privados. A Polícia Federal investiga os repasses e a destinação dos valores envolvidos.

Para os advogados do Prerrogativas, a relação financeira entre o banqueiro e o senador deve ser considerada na apuração de uma possível interferência eleitoral. Eles defendem que as autoridades investiguem se a divulgação de acusações contra Lula poderia desviar a atenção do caso Banco Master e influenciar a disputa presidencial.

O grupo também pede que a eventual gravação seja comparada aos depoimentos oficiais de Vorcaro e às propostas de colaboração premiada anteriormente rejeitadas pelas autoridades.

A representação solicita ainda que o caso seja comunicado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações relacionadas ao Banco Master, e à Procuradoria-Geral Eleitoral, para avaliação de possíveis providências.

Até que as suspeitas sejam verificadas, não é possível afirmar que houve depoimento falso ou comprovar a existência de um acordo para a concessão de benefícios judiciais.