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Da Redação
Keiko Fujimori tem eleição confirmada no Peru
Depois de semanas de apuração dos resultados nas eleições presidenciais no Peru, Keiko Fujimori (Força Popular) teve sua eleição confirmada pelo Júri Nacional Eleitoral do país nesta sexta-feira (3). Leia mais na TVT News.
O segundo turno das eleições locais ocorreu no dia 7 de junho.
O Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) concluiu a contagem dos votos na segunda-feira (29/6). A candidata da direita venceu com 50,135% dos votos contra 49,865% do adversário da esquerda, Roberto Sánchez (Juntos por el Peru).
A diferença final entre os candidatos foi de 49.641 votos.
A presidenta eleita recebeu as felicitações do presidente Lula pela vitória, em post na rede social X. O mandatário brasileiro disse:
“Parabenizo a presidenta-eleita Keiko Fujimori por sua vitória nas eleições presidenciais peruanas. Desejo-lhe pleno êxito na condução de seu mandato e na importante tarefa de agregar o povo peruano em torno de um projeto comum de desenvolvimento.
O Peru é um país irmão, com o qual o Brasil compartilha extensa fronteira e profundos laços humanos. Estamos prontos para avançar numa agenda bilateral ambiciosa, focada na ampliação do comércio e dos investimentos, na integração da infraestrutura logística e digital, na superação da fome e da pobreza, na proteção da Amazônia e no combate ao crime organizado transnacional.
Conte com o Brasil para construirmos juntos uma América do Sul mais próspera, integrada, democrática e soberana.”
Parabenizo a presidenta-eleita Keiko Fujimori por sua vitória nas eleições presidenciais peruanas. Desejo-lhe pleno êxito na condução de seu mandato e na importante tarefa de agregar o povo peruano em torno de um projeto comum de desenvolvimento.
— Lula (@LulaOficial) July 3, 2026
O Peru é um país irmão, com o…
País tenta encerrar ciclo de instabilidade
A eleição do Peru ocorreu em meio a uma longa crise institucional – nos últimos anos, o país se tornou um dos politicamente mais instáveis da América Latina.
Desde 2016, sucessivos presidentes foram alvo de processos de impeachment, renunciaram aos cargos ou acabaram presos. O resultado foi uma constante troca de governantes e o enfraquecimento das instituições políticas.
Especialistas apontam que a fragmentação partidária é um dos motores dessa instabilidade. O cientista político Steven Levitsky descreve o Peru como uma “democracia sem partidos”, caracterizada por legendas frágeis, sem estrutura nacional consolidada e frequentemente organizadas apenas para disputar eleições.
A própria disputa deste ano refletiu esse cenário. No primeiro turno, realizado em abril, nenhum candidato conseguiu atingir 20% dos votos válidos. Keiko Fujimori avançou para o segundo turno com cerca de 17%, enquanto Roberto Sánchez obteve aproximadamente 12%, evidenciando a fragmentação do sistema político peruano.
Reedição de disputas decididas por margens mínimas
Para Keiko Fujimori, a disputa atual também representou uma oportunidade de reverter derrotas anteriores decididas por diferenças muito pequenas.
Em 2021, ela perdeu a Presidência para Pedro Castillo por apenas 0,26 ponto percentual. Cinco anos antes, em 2016, foi derrotada por Pedro Pablo Kuczynski por uma diferença de 0,24 ponto percentual.
Quem é Keiko Fujimori
Filha de Alberto Fujimori, que governou o país de forma autoritária entre 1990 e 2000, Keiko Fujimori disputa a Presidência da República pela quarta vez.
Sua plataforma eleitoral concentrou-se majoritariamente no discurso de endurecimento contra a criminalidade urbana, temática que figura como a principal preocupação dos setores que compõem o eleitorado das grandes metrópoles, em especial na capital, Lima.
Ao avaliar o andamento da apuração das atas eleitorais, a candidata adotou um tom moderado e pediu paciência aos seus correligionários. “Até o momento, não há nenhum vencedor nesta disputa”, declarou em pronunciamento à imprensa em Lima.
Experiência sempre será o melhor prompt da Inteligência Artificial
Por Christian Jauch – Estrategista político e especialista em comunicação, política e tecnologia
A inteligência artificial entrou de vez nas conversas do marketing político. Mas, no meio de tantas ferramentas, promessas e atalhos, uma verdade precisa ser dita com clareza: a experiência sempre será o melhor prompt da Inteligência Artificial.
A máquina pode ser rápida, organizada e impressionante. Pode transcrever, resumir, cruzar dados, sugerir textos e acelerar processos. Mas ela continua dependendo da qualidade de quem pergunta, de quem orienta e de quem interpreta a resposta.
Em eventos recentes do setor, como o Marketing 360 Eleições, em São Paulo, e o Compoint, em Sorocaba, além de reuniões com colegas da Alcateia Política, um tema apareceu com força nos bastidores: o avanço da Inteligência Artificial e o medo de que profissionais mais experientes sejam deixados para trás.
De um lado, há jovens entusiasmados, acreditando que agora qualquer pessoa pode se tornar estrategista apertando alguns botões. Do outro, profissionais com décadas de estrada se perguntam se serão atropelados por algoritmos e ferramentas cada vez mais rápidas.
Essa leitura, porém, é limitada. A tecnologia muda, os sistemas evoluem e as ferramentas se multiplicam. Mas a natureza humana, aquela que decide o voto, continua sendo movida por medo, esperança, confiança, rejeição, pertencimento e memória. E isso a máquina ainda não entende sozinha.
Recentemente, vivi uma experiência que deixou isso muito claro. Trabalhei ao lado do estrategista João Henrique Faria, um pioneiro do marketing político, professor da PUC e profissional com mais de 100 campanhas no currículo. João tem uma sensibilidade política rara, construída na prática, no contato com candidatos, eleitores, lideranças e crises reais.
Nesse projeto, unimos forças. Ele trouxe sua bagagem histórica e sua leitura humana da política. Eu entrei com minha experiência em tecnologia, comunicação além do conhecimento no marketing político. Em um único final de semana, realizamos uma entrevista em profundidade, gravamos um material estratégico e conduzimos uma imersão de planejamento com cerca de 50 pessoas.
O resultado foi um grande volume de conteúdo: horas de gravação, relatos, percepções e dinâmicas escritas. Em um processo tradicional, levaríamos muitos dias apenas para transcrever, organizar e analisar todo esse material. Com o apoio da inteligência artificial, conseguimos compilar e estruturar os dados em muito menos tempo.
O ganho de eficiência foi enorme. Mas o ponto central não estava no software. A Inteligência Artificial entregou velocidade. Quem deu profundidade ao diagnóstico foi o repertório humano. A máquina organizou os dados, mas as perguntas certas, a condução das dinâmicas e a leitura estratégica vieram de quem entende de gente.
Essa é a grande questão: experiência não se substitui por código.
No marketing político, a ferramenta é apenas o meio. O verdadeiro diferencial não está em saber apertar o botão certo, mas em ter repertório, vocabulário, sensibilidade e experiência acumulada.
Inteligência Artificial é um estagiário muito rápido, mas sem vivência
A Inteligência Artificial pode ser comparada a um estagiário muito rápido, mas sem vivência. Se você entrega uma ordem rasa, recebe uma resposta rasa. Se entrega uma visão estratégica bem construída, a ferramenta pode ajudar a transformar aquilo em análise, narrativa, conteúdo e ação.
Por isso, o vocabulário passou a ser um diferencial competitivo. O comando que damos à máquina, o famoso “prompt”, não nasce apenas da técnica. Ele nasce da leitura, da prática, da escuta, da vivência e da capacidade de enxergar o que está por trás dos dados.
Experiência sempre será o melhor prompt da Inteligência Artificial porque quem viveu campanhas, crises, ruas, reuniões difíceis e decisões sob pressão sabe perguntar melhor. E quem pergunta melhor extrai mais da tecnologia.

Sem estratégia, a IA apenas acelera a superficialidade. Ela pode escrever um texto sobre saúde pública, mas não sabe o que sente uma mãe que espera atendimento para o filho em uma fila de madrugada. Pode sugerir uma legenda sobre segurança, mas não conhece o medo de uma rua escura em um bairro abandonado. A política não acontece apenas nos dados. Ela acontece na vida real.
A tecnologia amplifica aquilo que recebe. Se recebe uma ideia pobre, devolve uma ideia pobre em escala. Se recebe uma estratégia forte, pode ajudar a espalhá-la com mais eficiência. A IA é um alto-falante. Mas, se quem está no microfone não tem nada relevante a dizer, o alto-falante apenas espalha barulho.
O eleitor também está ficando cansado do que parece artificial. Em meio a tantos conteúdos automáticos, discursos genéricos e campanhas parecidas, a autenticidade ganhará ainda mais valor. A política continuará exigindo verdade, presença e conexão humana.
Não devemos ter medo da máquina. Devemos ter medo de não ter o que dizer a ela.
No fim, a máquina responde. Quem pensa é o estrategista. E por isso, na política, na comunicação e em qualquer área que dependa de sensibilidade humana, a experiência sempre será o melhor prompt da Inteligência Artificial.
Sobre o autor
Christian Jauch é publicitário e estrategista político, com mais de 20 anos de experiência em campanhas eleitorais, mandatos e comunicação institucional. Atua na integração entre tecnologia, estratégia e comunicação, com destaque na aplicação tática de Inteligência Artificial para inteligência eleitoral, reputação e blindagem de mandatos.
Os artigos dos colunistas expressam as opiniões individuais da autora ou do autor e não, necessariamente, refletem a opinião da TVT News
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Da reportagem da Agência Brasil, em Brasília – Brasil x Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo coloca em campo países que se destacam no futebol e também nas ações ambientais. Leia em TVT News, com informações da Agência Brasil.
A Seleção Brasileira tem pela frente, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, um adversário que ela nunca venceu: a Noruega. Desde 1998, foram quatro confrontos, com dois empates e duas vitórias norueguesas, e as duas equipes se encontram novamente no próximo domingo, às 17h.

- Leia também: Sábado começam as oitavas da Copa do Mundo; veja o chaveamento até a final e data dos jogos
Apesar do retrospecto incômodo no futebol, fora de campo os países trabalham juntos pelo meio ambiente, na conservação de florestas tropicais.
A Noruega é a principal doadora do Fundo Amazônia, criado pelo Brasil em 2008, e recentemente tornou-se sócia no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês).
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O novo instrumento busca atrair recursos públicos e privados para financiar a manutenção das florestas tropicais no planeta, sobretudo na América do Sul, na África Central e no Sudeste Asiático.
O fundo foi lançado oficialmente durante a Conferência das Nações Unidas (ONU) sobre Mudança do Clima (COP 30), realizada em novembro de 2025, em Belém, com apoio de 66 países.
A Noruega se comprometeu, na ocasião, a investir US$ 3 bilhões no TFFF ao longo de dez anos, o maior aporte individual e o maior investimento dos noruegueses na conservação de florestas tropicais no planeta.
Na ocasião, o ministro do Clima e do Meio Ambiente daquele país, Andreas Bjelland Eriksen, disse que o mundo estava diante do desaparecimento das florestas, “com consequências que não eram exclusivas para o Brasil”. Segundo Eriksen, a medida ajudaria na mitigação da crise climática global.
Atualmente, o TFF tem U$ 6,8 bilhões. Além dos recursos da Noruega conta com US$ 1 bilhão do Brasil, US$ 1 da Indonésia, € 1 bilhão da Alemanha, € 500 milhões da França, € 50 milhões de Luxemburgo, mais US$ 5 milhões dos Países Baixos e US$ 1 milhão de Portugal. A fundação Minderoo também prometeu US$ 10 milhões.

Proteção das florestas tropicais
O novo instrumento busca atrair recursos públicos e privados para financiar a manutenção das florestas tropicais no planeta, sobretudo na América do Sul, na África Central e no Sudeste Asiático.
>> Entenda como funciona o Fundo Florestas Tropicais para Sempre
O fundo foi lançado oficialmente durante a Conferência das Nações Unidas (ONU) sobre Mudança do Clima (COP 30), realizada em novembro de 2025, em Belém, com apoio de 66 países.
A Noruega se comprometeu, na ocasião, a investir US$ 3 bilhões no TFFF ao longo de dez anos, o maior aporte individual e o maior investimento dos noruegueses na conservação de florestas tropicais no planeta.
Na ocasião, o ministro do Clima e do Meio Ambiente daquele país, Andreas Bjelland Eriksen, disse que o mundo estava diante do desaparecimento das florestas, “com consequências que não eram exclusivas para o Brasil”. Segundo Eriksen, a medida ajudaria na mitigação da crise climática global.
Atualmente, o TFF tem U$ 6,8 bilhões. Além dos recursos da Noruega conta com US$ 1 bilhão do Brasil, US$ 1 da Indonésia, € 1 bilhão da Alemanha, € 500 milhões da França, € 50 milhões de Luxemburgo, mais US$ 5 milhões dos Países Baixos e US$ 1 milhão de Portugal. A fundação Minderoo também prometeu US$ 10 milhões.
O Fundo Amazônia já financiou mais de 650 ações de pequenos agricultores, quebradeiras de coco, indígenas, cientistas, órgãos ambientais e Corpos de Bombeiros, por exemplo, e é gerenciado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
As medidas incluem ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, além de apoio à restauração florestal, regularização fundiária e produção sustentável.
O mecanismo foi proposto pelo Brasil na 12ª Conferência das Partes da ONU, no Quênia, e é liberado mediante comprovação da redução de desmatamento pelo Brasil.
Noruega e suas contradições
Embora a Noruega seja uma das maiores patrocinadoras de projetos verdes no mundo, o país é um dos principais exportadores de petróleo e gás, transferindo grande parte do seu impacto climático para o exterior, uma vez que os combustíveis fósseis são os mais poluentes e considerados vilões do aquecimento global no planeta.
Apesar da contradição, para ambientalistas, em termos de cooperação internacional, os nórdicos têm importante papel de liderança.
“Diferente do futebol, no caso da natureza, jogar junto, em parceria, é fundamental, nada está desvinculado”, avaliou o vice-presidente da Conservação Internacional (CI-Brasil), Maurício Bianco.
Ele lembrou que, internamente, a Noruega tem favorecido iniciativas limpas, como adoção de veículos elétricos.
“A Noruega tem demonstrado liderança consistente no financiamento de iniciativas de proteção das florestas tropicais e está à frente de outras nações desenvolvidas na redução do impacto ambiental de suas atividades”, afirmou Bianco.
Enquanto isso, outros grandes poluidores e desmatadores não demonstram protagonismo na agenda.
Bianco explicou que proteger, restaurar e manejar a natureza de forma sustentável pode reduzir os efeitos da mudança climática, mas exige investimentos.
Segundo ele, a natureza recebe apenas 3% do financiamento climático global, apesar de responder por um terço das soluções para mitigar o problema. Somente na Amazônia, informou, estudos do Banco Mundial estimam a necessidade de investimentos anuais de US$ 7 bilhões.

“A Noruega mostra para os países desenvolvidos que é importante eles financiarem soluções que possam evitar a crise climática e a [perda de] biodiversidade, para que eles mesmos não sofram com os problemas, como está ocorrendo agora”, concluiu.
De acordo com o Greenpeace Brasil, o controle do desmatamento e da degradação estão entre as principais formas de limitar o aquecimento global a 1,5ºC.
“Proteger e restaurar as florestas tropicais é fundamental para enfrentar as crises da biodiversidade e do clima, além de garantir um planeta habitável para as futuras gerações”, disse a organização em posicionamento divulgado no último Dia Mundial das Florestas, 22 de junho.
Com reportagem de Isabela Vieira – Repórter da Agência Brasil
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Sábado começam as oitavas da Copa do Mundo; veja o chaveamento até a final e data dos jogos
Hoje é o último dia da etapa dos 16-avos de final da Copa do Mundo. Com quase todos os resultados definidos, as oitavas de final já começam neste sábado (4) em grande estilo. O Marrocos de Brahim Díaz inaugura o dia enfrentando o Canadá de Alphonso Davies às 14h (horário de Brasília). Em seguida, entra em campo às 18h o Paraguai, a seleção do Brasileirão, contra um trio de arrepiar: Dembelé, Olise e Mbappé. Veja todas as datas do mata-mata e chaveamento até a final na TVT News.
O últimos jogos antes das oitavas acontecem hoje. A Austrália e o Egito disputam uma vaga em partida marcada para às 15h, o vencedor enfrentará o vencedor de Argentina x Cabo Verde nas oitavas, que ocorre às 19h hoje.
>> Veja a tabela com resultados em tempo real aqui
À noite, para encerrrar o dia, Gana enfrenta a Colômbia, que conseguiu a liderança de um grupo que tinha o atual vencedor da Liga das Nações UEFA: Portugal. A partida está marcada para às 22h30 e quem ganhar enfrentará a Suíça, que bateu a Argélia por 2 a 0 nesta madrugada.
Os jogos de oitavas de final serão:
Sábado, 4 de julho de 2026
14h – Canadá x Marrocos
18h – Paraguai x França
Domingo, 5 de julho de 2026
17h – Brasil x Noruega
21h – México x Inglaterra
Segunda, 6 de julho de 2026
16h – Portugal x Espanha
21h – Estados Unidos x Bélgica
Terça, 7 de julho de 2026
13h – Vencedor de Argentina x Cabo Verde x Vencedor de Austrália x Egito
17h – Suíça x Vencedor de Colômbia x Gana
Veja o chaveamento da Copa do Mundo

Datas dos jogos se o Brasil avançar

Oitavas de final
Data: 5 de julho – 17h
Local: Nova York/Nova Jersey
Brasil x Noruega
Quartas de final
Data: 11 de julho – 18h
Local: Miami
Brasil x Vencedor México x Inglaterra
Semifinal
Data: 15 de julho – 16h
Local: Atlanta
Final
Data: 19 de julho – 16h
Local: Nova York/Nova Jersey
Datas das quartas de final da Copa do Mundo
Os jogos das quartas de final começam no dia 9 de julho e vão até o dia 11.
Quinta, 9 de julho de 2026
17h – (Paraguai ou França) x (Canadá ou Marrocos)
Sexta, 10 de julho de 2026
16h – (Portugal ou Espanha) x (Estados Unidos ou Bélgica)
Sábado, 11 de julho de 2026
18h – (Brasil ou Noruega) x (México ou Inglaterra)
22h – [ (Argentina ou Cabo Verde) x (Austrália ou Egito) ] x [ Suíça x (Colômbia ou Gana) ]
Datas das semi-finais da Copa do Mundo
Com um intervalo de apenas três dias, as semi-finais já começam a ser disputadas no dia 14 de julho e termina no dia seguinte.
Terça, 14 de julho de 2026
16h – [ (Paraguai ou França) x (Canadá ou Marrocos) ] x [ (Portugal ou Espanha) x (Estados Unidos ou Bélgica) ]
Quarta, 15 de julho de 2025
16h – [ (Brasil ou Noruega) x (México ou Inglaterra) ] x [ (Argentina ou Cabo Verde) x (Austrália ou Egito) ] x [ (Suíça x (Colômbia ou Gana) ]
Enfim, e a final?
A final da Copa do Mundo 2026 está marcada para às 16h (horário de Brasília) do dia 19 de julho, em um domingo.
Já a decisão do terceiro lugar será 18 de julho.
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Pesquisa do MEC mostra que lei regulamentando celular nas escolas ampliou participação dos estudantes e convivência
Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Educação (MEC) em parceria com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Instituto Alana e com a cooperação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) mostrou percepções positivas de gestores escolares em relação ao primeiro ano de vigor da Lei nº 15.100/2025.
De acordo com o levantamento inédito, 92% dos gestores escolares afirmam que a norma que restringe o uso de celulares nas escolas já está sendo implementada em suas instituições, e 97% consideram que a medida ampliou a participação dos estudantes nas atividades pedagógicas.
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95% dos gestores perceberam melhora na concentração durante as aulas e na convivência entre os estudantes, enquanto 88% observaram redução de conflitos, agressões digitais e episódios de cyberbullying.
A lei foi sancionada em janeiro de 2025, e passou a admitir o uso de celulares em escolas somente com finalidades pedagógicas, sob orientação dos professores ou em situações previstas em lei relacionadas a acessibilidade, inclusão e necessidades de saúde.
De acordo com o diploma, essas medidas têm por objetivo o resguardo da saúde mental, física e psíquica das crianças e adolescentes.
Pesquisa ouviu gestores de todos os estados sobre uso de celular
A pesquisa ouviu 2.469 gestores e professores de escolas públicas e privadas de todas as unidades da Federação.
Realizado entre março e abril de 2026, o levantamento utilizou amostra probabilística nacional definida pelo Inep, garantindo representatividade nacional de escolas públicas e privadas, e das diferentes etapas da educação básica da rede pública.
Nesta primeira etapa, foram divulgados os resultados referentes à percepção dos gestores escolares. Os dados coletados com professores serão apresentados no segundo semestre.
Segundo a secretária de Educação Básica Katia Schweickardt, “um ano para uma lei é pouca coisa, mas, nesse pouco tempo, conseguimos colocar os pilares de pé e já estamos vendo a efetividade dessa iniciativa. Ressalto que não estamos demonizando o uso dos celulares. O uso equilibrado da tecnologia é bom, o que a torna uma inimiga é a forma que a gente a utiliza”.

Implementação de lei anticelulares tem adesão nacional
A implementação da Lei nº 15.100 já alcança praticamente todo o país.
Entre os gestores ouvidos, 45% afirmam que o processo está consolidado em suas escolas e outros 47% dizem que a adoção segue em curso, totalizando 92% de instituições que já aplicam a norma.
A pesquisa mostra que a restrição não prejudicou o uso pedagógico da tecnologia: 86% dos gestores não identificam redução dessas atividades em sala de aula, e 71% discordam de que a medida limite o desenvolvimento de habilidades digitais dos estudantes.
Os gestores ouvidos na pesquisa apontam mudanças significativas no uso de celulares nas escolas.
Antes da lei, 13% das instituições permitiam utilizar o aparelho em qualquer espaço e horário. Após a implementação da norma, esse percentual caiu para zero.
Já a restrição do uso de celulares em todos os espaços escolares passou de 20% para 48% das escolas. Nas redes públicas, o modelo predominante passou a ser o uso pedagógico mediado por profissionais da educação.
Os resultados observados até o momento indicam que os efeitos da medida vão além da regulamentação do uso dos aparelhos. A ampla maioria dos gestores associa a política ao aumento da participação dos estudantes nas atividades pedagógicas, à melhoria da convivência e da concentração durante as aulas e à redução de conflitos, agressões digitais e episódios de cyberbullying.
A pesquisa também aponta efeitos positivos relacionados ao bem-estar dos estudantes. Para 86% dos gestores, a política contribuiu para reduzir a ansiedade no ambiente escolar.
67% das escolas relataram aumento de atividades manuais, lúdicas e artísticas sem telas, enquanto 56% observaram crescimento de atividades pedagógicas realizadas fora da sala de aula.
Gestores veem desafios nos próximos passos; aluno lista efeitos positivos
Embora os resultados sejam amplamente positivos, gestores ouvidos apontam desafios para consolidar a política.
Entre eles estão a adesão dos estudantes às novas regras e a infraestrutura necessária para armazenar os aparelhos, ambos citados por 39% dos entrevistados. O fortalecimento da parceria com as famílias e a ampliação da formação dos profissionais da educação aparecem entre as prioridades para a continuidade da política.
Ângelo Lucas Nascimento, de 18 anos, é estudante do 3º do Ensino Médio na Escola Estadual de Educação Profissional Joaquim Moreira de Sousa, em Fortaleza, no Ceará. Sem poder dar uma olhada nas redes sociais a todo o momento, Ângelo conta ter conseguido melhorar suas habilidades de comunicação, fazer novos amigos e encontrar grupos de interesse como a academia filosófica da escola.
“Graças a essa lei, eu não estou preso a telas ou notificações, eu observo todos os espaços da escola ao meu redor e converso com os colegas na vida real”, afirma Ângelo.
A mãe do aluno, a cabeleireira Silvia Helena Lima, concorda com os efeitos positivos. Sempre atenta ao que o filho vê nas redes sociais, Silvia conta que quando o filho passava o dia todo no celular, ficava irritado, com dores de cabeça, e o rendimento escolar caía. Depois de desenvolver o hábito de deixar o aparelho de lado por longos períodos, ele sai para jogar bola, passa mais tempo conversando em família e o aproveitamento nos estudos melhorou.
“Ele fica mais feliz quando não está o tempo todo no celular, não sente tanto problema na vista nem dor de cabeça. E aí a gente percebe que realmente o uso sem limites prejudica sim. Eu, como mãe, só tenho a agradecer a essa lei da proibição do celular na escola e aos educadores do meu filho por todo suporte que nos dão”.
A escola de Ângelo já utilizava um método em que o celular era utilizado apenas de forma pedagógica, sendo permitido o uso recreativo nos intervalos. O aluno conta que os estudantes se adaptaram com facilidade à lei, e começaram a participar mais das atividades extracurriculares oferecidas na escola.
A professora de biologia Joquebede Bezerra observa que antes os adolescentes tinham muita interação virtual sem socialização de fato.
Hoje em dia, de acordo com ela, há diversas mudanças: os estudantes praticam mais esportes nos intervalos, o fluxo de alunos na biblioteca aumentou, alguns jogam xadrez, outros participam do clube de inglês, do clube de crochê e de rodas de conversa.
“Sem contar que diminuiu a distração dentro de sala, a perda de foco, a conversa paralela, porque antigamente, às vezes, o aluno estava conversando com alguém no WhatsApp enquanto você explicava o conteúdo ou a mãe ligava no meio da aula. Então, hoje a gente consegue ter um tempo de aprendizado melhor”, comemora a professora.
Joquebede acredita que o sucesso da lei se deve ao fato de ter partido de uma necessidade real dos professores e da atual realidade nas escolas. “ O investimento do Governo Federal é a longo prazo e a educação é o maior lucro que uma nação pode ter”.
Celulares têm grande impacto no comportamento de adolescentes
O psicólogo Lucas Fernandes, do Instituto Psicologia, em Brasília, presta consultoria em muitas escolas da cidade e atende crianças e adolescentes há 14 anos.
Ele diz perceber o quanto a maior facilidade em acessar telas causou mudança de comportamento nessa faixa etária: segundo ele, o uso excessivo de celular causa, na maioria das vezes, dificuldade de engajamento nas relações sociais, além de considerar que o encorajamento que a tela dá também retira a “confiança do olho-no-olho”.
Para o psicólogo, a principal característica encontrada nas crianças e adolescentes super conectados é a perda da capacidade de se vincular com as pessoas no offline e lidar com os dilemas da vida real. “Por isso, essa lei é importantíssima porque é preciso resguardar a escola como um lugar de ensino e aprendizagem, e distrações como o celular, o tablet, o jogo, fazem com que o sentido da escola seja ameaçado”, defende Lucas.
O terapeuta lembra que é importante não demonizar as ferramentas digitais, que podem ser produtivas dentro de um limite aceitável. Para ele, o ideal é criar condições para que crianças e adolescentes tenham acesso supervisionado e com finalidade adequada, podendo assim exercer a cidadania digital e participar de forma crítica, ética, segura e criativa do mundo digital.
Fernandes afirma que o papel dos pais e responsáveis em determinar horários de acesso é fundamental. Eles também devem supervisionar o conteúdo acessado, já que a maioria das informações disponíveis na internet não são vitais para o desenvolvimento: na visão do psicólogo, são memes e tendências de uma cultura virtual que não agregam valor, e tendem a levar crianças e jovens a uma lógica de consumo e comparação.
Fundação Perseu Abramo e PT promovem jornada de formação antirracista
Estão abertas, de 6 a 10/7 (2ª a 6ª feira) as inscrições para a Jornada de Formação Política Antirracista – Flávio Jorge, promovida pelo Diretório Nacional do PT e pela Fundação Perseu Abramo, centro de formação política e de produção de conhecimento do partido. Saiba mais na TVT News.
A iniciativa gratuita é destinada a dirigentes e filiados à sigla, e recebe o nome de Flávio Jorge, expoente do movimento negro e militante petista, que faleceu há dois anos. Dentro do PT, a ação conta com apoio da Secretaria Nacional de Combate ao Racismo, da Escola Nacional de Formação e da Secretaria Nacional de Formação Política.
As aulas acontecem de forma remota, entre 13/7 e 10/8, em um total de 20 horas de formação. O conteúdo previsto distribui-se em quatro blocos sob os títulos: Formação histórica e estrutural do racismo; Política e ideologia; Políticas públicas e o combate ao racismo; e Campanha e prática eleitoral – a comunicação.
HOMENAGEM – A formação, denominada Flávio Jorge, homenageia um dos pioneiros na lutas antirracista e por democracia, e que participou da construção do PT desde sua fundação. Ele atuou junto ao movimento negro desde os anos 1980 e foi um dos fundadores da Soweto Organização Negra e da Coordenação Nacional das Entidades Negras (Conen). Flávio Jorge Rodrigues da Silva (nome completo) foi diretor da Fundaçao Perseu Abramo, entre 2003 e 2012, onde também integrou o Conselho curador, órgão que presidiu entre 2000 e 2004.
PALESTRANTES – Entre os convidados a ministrar as aulas na jornada estão Ramatis Jacino, professor da Universidade Federal do ABC (UFABC) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); Matilde Ribeiro, ex-ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial; bem como parlamentares envolvidos com os temas relacionados à luta antirracista.
As inscrições podem ser feitas aqui.
Via FPA

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