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Da Redação
Vigilância sanitária autoriza a retomada da produção na fábrica da Ypê em Amparo
Nesta sexta-feira (29/5), o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Leandro Safatle, e o diretor responsável por fiscalizações na autarquia, Daniel Pereira, anunciaram que a Química Amparo, fabricante dos produtos Ypê, está apta a retomar as atividades.
A suspensão do comércio, da distribuição e do uso de detergentes lava-louças líquidos, sabões líquidos para roupas e desinfetantes da Ypê com lotes de numeração final 1 – elencados na Resolução 1.834/2026 da Anvisa – permanece em vigor.
A autorização foi concedida à empresa após uma reinspeção conjunta, que começou ontem e termina hoje, realizada pela Agência em parceria com o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS-SP), o Grupo de Vigilância Sanitária Campinas (GVS) e a Vigilância Sanitária de Amparo (Visa-Amparo).
A fiscalização constatou a adequação das principais ações corretivas que têm sido implementadas pela Ypê desde a suspensão de duas linhas de produção da fábrica de Amparo (SP), determinada em 7 de maio pela Anvisa por meio da Resolução (RE) 1834/2026. A empresa apresentou um plano de ação para atender os 76 requisitos sanitários identificados na inspeção conjunta realizada em abril deste ano.
“Verificamos que esta fábrica da Ypê já reúne as condições necessárias para operar com segurança e disponibilizar produtos sem risco sanitário para a população brasileira”, afirmou Leandro Safatle, em visita às instalações da Química Amparo nesta sexta. A empresa realizou melhorias nas linhas de produção e controle.
As esferas municipais, regionais e estaduais da vigilância sanitária, bem como a Anvisa, continuarão monitorando as ações corretivas em implementação, constantes do plano de ação apresentado pela empresa.

A suspensão do comércio, da distribuição e do uso de detergentes lava-louças líquidos, sabões líquidos para roupas e desinfetantes da Ypê com lotes de numeração final 1 – elencados na Resolução 1.834/2026 da Anvisa – permanece em vigor.
Esses produtos devem permanecer armazenados em local seguro e não serem descartados. Sua liberação ocorrerá à medida em que a empresa apresentar laudos de laboratórios autorizados pela Anvisa.
Lista de produtos contaminados da Ypê
Somente os lotes que terminam com o número 1, dos produtos abaixo estão afetados:
- Lava Louças Ypê Clear Care
- Lava Louças com enzimas ativas Ipê
- Lava Louças Ypê
- Lava Louças Ypê Clear Care
- Lava Louças Ypê Toque Suave
- Lava Louças concentrado Ypê Green
- Lava Louças Ypê Clear
- Lava Louças Ypê Green
- Lava Roupas líquido Tixan Ypê Combate Mau Odor
- Lava Roupas Líquido
- Tixan Ypê Cuida das Roupas
- Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Antibac
- Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Coco e Baunilha
- Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Green
- Lava Roupas Líquido Ypê Express
- Lava Roupas Líquido Ypê Power ACT
- Lava Roupas Líquido Ypê Premium
- Lava Roupas Tixan Maciez
- Lava Roupas Tixan Primavera
- Desinfetante Bak Ypê
- Desinfetante de uso geral Atol
- Desinfetante Perfumado Atol
- Desinfetante Pinho Ypê
- Lava roupas Tixan Power ACT
O consumidor deve conferir cuidadosamente o número do lote antes de utilizar o produto novamente.
Principais dúvidas sobre o que fazer com os produtos suspensos pela Anvisa
- Posso fazer descarte no lixo?
- Usei o detergente Ypê, devo lavar de novo?
- Posso usar o detergente Ypê para lavar o chão?
Qual o SAC da Ypê
- Aqui está o link do Serviço de Atendimento ao Consumidor da Ypê
- Telefone: 0800 1300 544 – horário de atendimento via telefone das 9h às 17h, de segunda a sexta, exceto
Como identificar o lote dos produtos contaminados da Ypê?
A recomendação da Anvisa vale para produtos Ypê, Tixan Ypê, Atol e Bak Ypê cujos lotes terminem com o número 1. A informação pode ser encontrada na embalagem, geralmente próxima à data de fabricação e validade.
Entre os itens atingidos estão detergentes lava-louças, desinfetantes e sabões líquidos para roupas. A lista inclui produtos como Lava-Louças Ypê, Lava-Louças Ypê Green, Tixan Ypê Antibac, Tixan Ypê Green, desinfetantes Bak Ypê e Atol, entre outros.
Qual é o risco de usar os produtos Ypê?
A Anvisa informou que os produtos podem apresentar contaminação microbiológica por bactéias devido a falhas identificadas no processo de fabricação.
Bactérias presentes em produtos de limpeza podem provocar reações alérgicas, irritações na pele, nos olhos e nas vias respiratórias, especialmente em pessoas mais sensíveis, como crianças, idosos e pessoas imunossuprimidas.
Em casos de contato prolongado ou ingestão acidental, os riscos podem aumentar.
Especialistas orientam que consumidores suspendam o uso preventivamente, mesmo que o produto aparente estar normal em cor, cheiro ou textura.
Também é importante observar possíveis sintomas após contato com os produtos, como:
- febre
- coceira;
- vermelhidão;
- irritação nas mãos;
- ardência nos olhos;
- dificuldade respiratória;
- náusea.
Em situações mais graves, a recomendação é procurar atendimento médico e informar qual produto foi utilizado.
Tenho produtos Ypê do lote comprometido. Devo jogar tudo fora?
A orientação principal da Anvisa é interromper imediatamente o uso dos produtos com suspeita de contaminação. No entanto, especialistas em defesa do consumidor recomendam que os itens não sejam descartados imediatamente no lixo comum antes de contato com a fabricante.
Isso porque a empresa poderá solicitar a devolução do produto para análise, troca ou eventual reembolso. Além disso, manter a embalagem ajuda o consumidor a comprovar que possui um item do lote afetado.
O mais indicado é armazenar o produto em local ventilado, longe do alcance de crianças e animais domésticos, até receber orientação oficial da fabricante ou dos órgãos sanitários.
Caso a embalagem esteja vazando, o consumidor pode utilizar luvas para manusear o produto e colocá-lo dentro de um saco plástico resistente, evitando contato direto com a pele.
Posso descartar os produtos da Ypê no lixo ou no ralo?
Produtos de limpeza não devem ser descartados diretamente em rios, ralos, vasos sanitários ou no solo. O descarte inadequado pode provocar contaminação ambiental e prejudicar redes de esgoto.
No caso dos produtos Ypê suspensos pela Anvisa, a recomendação inicial é procurar o SAC da empresa para verificar se haverá recolhimento organizado pela fabricante.
Plataforma vai coletar sugestões da sociedade para construção do programa de governo do PT
A Fundação Perseu Abramo, centro de formação política e de produção de conhecimento do PT, lançou hoje (29/5) uma plataforma de escuta social para colher sugestões ao programa de governo do partido, tendo em vista as eleições de outubro. Leia em TVT News.
Ao acessar a página da ferramenta (www.planoparticipativobrasil.org.br), o cidadão poderá opinar sobre os pontos do plano participativo Pelo Brasil, pelos brasileiros. O texto está dividido em treze eixos, que contemplam áreas prioritárias para os organizadores.
“Nessa ferramenta moderna, a plataforma digital, podemos apresentar um plano e ouvir as opiniões para construir um programa a ser apresentado a toda a sociedade brasileira. Este é um dos passos de um processo amplo de escuta que o PT e a FPA vão fazer a partir de agora”, definiu Brenno Almeida, presidente da Fundação Perseu Abramo.
Como fazer sugestões para o programa de governo do PT
As sugestões, de forma individual ou coletiva, podem ser feitas pela sociedade até 30 de junho. Todas as contribuições serão avaliadas por grupos de trabalho envolvidos na montagem do programa final a ser apresentado à sociedade antes do início da campanha eleitoral.
A plataforma e o plano são organizados pela Fundação Perseu Abramo com o apoio de outras fundações partidárias, como a Maurício Grabois (PCdoB), Herbert Daniel (PV), Leonel Brizola-Alberto Pasqualini (PDT) e João Mangabeira (PSB).

“Qualquer pessoa pode se cadastrar e apresentar emendas ao documento base que vai ficar disponível para avaliação”, destaca José Sergio Gabrielli, coordenador do programa de governo do PT.
O lançamento da plataforma teve a presença do presidente do PT, Edinho Silva, da ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, da presidenta do Psol, Paula Coradi, entre outros dirigentes petistas e de siglas aliadas de várias regiões do país.
Feira da Saúde terá atendimento gratuito para famílias em situação de vulnerabilidade na Zona Leste
A Faculdade Santa Marcelina realiza, no próximo dia 30 de maio, a Ação Social Voluntária | Feira de Saúde, iniciativa promovida pela Pastoral Universitária com foco em acolhimento, promoção da saúde e fortalecimento do compromisso social acadêmico. Leia em TVT News.
A ação acontecerá de forma gratuita na Vila Carmosina, Zona Leste de São Paulo, e será voltada às famílias acompanhadas pelo Serviço de Assistência Social à Família e Proteção Social Básica no Domicílio (SASF) Itaquera, com ações de fortalecimento de vínculos familiares, apoio comunitário e acompanhamento social. Atualmente, o SASF da região é administrado pela Congregação das Irmãs de Santa Marcelina, parceira histórica da Pastoral Universitária da instituição.
O evento deve impactar cerca de 300 pessoas da comunidade atendida pelo projeto social. A iniciativa também busca proporcionar aos estudantes da Faculdade Santa Marcelina experiências práticas de atuação humanizada, promovendo aproximação com as demandas sociais. Ao todo, cerca de 80 alunos e seis professores participarão diretamente da ação.
Programação da Feira da Saúde
Durante a programação, serão oferecidos atendimentos básicos de saúde realizados por alunos e professores dos cursos de Medicina, Enfermagem e Nutrição, com apoio de nove ligas acadêmicas da instituição.
Entre os serviços disponíveis estarão aferição de pressão arterial, exames de glicemia, verificação de peso, orientações sobre alimentação saudável e ações educativas em saúde. Caso necessário, médicos presentes no local poderão realizar encaminhamentos para atendimento especializado.
Entre as iniciativas previstas estão a distribuição de aproximadamente 100 cestas básicas, entrega de cerca de 150 kits infantis com brinquedos e doces, doação de roupa, especialmente peças de inverno e a realização de um lanche comunitário preparado por cerca de 40 jovens voluntários da Pastoral Universitária.
A programação também contará com atividades recreativas para crianças e ações educativas voltadas à conscientização em saúde.
“A Feira de Saúde representa o compromisso da Faculdade Santa Marcelina com uma formação acadêmica que vai além da sala de aula, incentivando responsabilidade social, empatia e cuidado com a comunidade”, destaca Prof. Everton Georgetti, responsável pela Pastoral Acadêmica.
O atendimento será destinado exclusivamente às famílias acompanhadas pelo SASF Itaquera, que já estão realizando agendamento prévio junto ao serviço social. Atualmente, o projeto atende aproximadamente mil famílias da região.
Serviço da Feira da Saúde
Ação Social Voluntária | Feira de Saúde
Data: 30 de maio de 2026
Horário: das 8h às 13h
Local: Rua Rio do Oeste, 110 – Vila Carmosina – São Paulo/SP.
Evento gratuito
Fim da escala 6×1 nos leva de volta a Eles Não Usam Black-tie, clássico sobre a luta trabalhista; veja onde assistir
Em meio ao debate sobre jornada de trabalho, descanso e qualidade de vida da classe trabalhadora, após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados, um clássico do cinema nacional surge como recomendação quase obrigatória: Eles Não Usam Black-tie, filme dirigido por Leon Hirszman e lançado em 1981. Baseada na peça homônima escrita por Gianfrancesco Guarnieri em 1958, a obra é uma referência ao retratar os conflitos entre sobrevivência, dignidade e organização da classe trabalhadora brasileira. Veja as relações entre a ficção e a realidade e onde assistir na TVT News.
Ficção x realidade
A relação entre o filme e o debate atual ganha força após a Câmara aprovar, em primeiro turno, a PEC que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e estabelece a escala 5×2, garantindo dois dias de descanso remunerado sem redução salarial. A proposta foi aprovada por ampla maioria e agora segue para análise do Senado Federal.
O longa é uma forma de contextualizar historicamente as discussões sobre jornadas exaustivas de trabalho e organização coletiva, já que os dilemas vividos pelos personagens da trama se associam diretamente às reivindicações atuais pelo direito ao descanso e à convivência familiar.
Greve, família e sobrevivência
Sendo um marco da dramaturgia nacional, Eles Não Usam Black-tie acompanha a rotina de uma família operária da periferia do Rio de Janeiro dividida durante uma greve. O conflito central gira em torno de Otávio, líder sindical experiente, e seu filho Tião, que decide furar a paralisação por medo de perder o emprego e pela necessidade de sustentar a futura família após descobrir que sua companheira está grávida.
Ao abordar temas como desemprego, insegurança financeira e solidariedade entre trabalhadores, o filme ganhou novo significado diante do debate contemporâneo sobre saúde mental, excesso de trabalho e qualidade de vida. Parlamentares que apoiam a PEC do fim da escala 6×1 afirmam que a mudança busca justamente garantir “tempo para viver”, reduzindo impactos psicológicos provocados pela sobrecarga laboral.
A deputada Erika Hilton, uma das principais defensoras da proposta, afirmou durante a tramitação que a discussão não se limita à economia, mas também ao direito de trabalhadores terem tempo para lazer, família e descanso. “Dizem muito sobre como o trabalho dignifica. Mas será mesmo que um trabalho que você não tem tempo de descanso, que um trabalho que você não tem tempo com a sua família, que um trabalho que você recebe uma remuneração que no fim do mês mal dá para pagar suas contas, pode estar atrelado ao debate da dignidade?”, afirmou ela.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a medida como uma “conquista histórica e civilizatória”. Em publicação nas redes sociais, o presidente afirmou que a medida devolve aos trabalhadores “o direito ao convívio com a família, ao descanso e à vida além do trabalho”.
“As duas folgas semanais significam mais tempo para estudar, se divertir, cuidar da saúde e ver os filhos crescerem”, escreveu Lula.
Filme retrata ressurgimento sindical
Lançado nos anos finais da ditadura militar, o filme também ficou marcado por retratar o fortalecimento do movimento sindical no ABC Paulista, cenário que posteriormente se tornaria símbolo das mobilizações trabalhistas no país. A produção recebeu reconhecimento internacional, incluindo o Grande Prêmio do Júri no Festival de Veneza.
A obra permanece atual por retratar o conflito entre necessidade individual e luta coletiva, tema que voltou ao centro do debate político após a discussão sobre o fim da escala 6×1.
Debate segue no Senado
A PEC aprovada pela Câmara prevê implementação gradual da nova jornada. Inicialmente, a carga semanal cairá de 44 para 42 horas após 60 dias da promulgação. Depois de um ano, o limite será reduzido para 40 horas semanais.
Enquanto o debate político continua, Eles Não Usam Black-tie deveria voltar a ocupar espaço no imaginário popular como símbolo das disputas históricas entre capital e trabalho, agora redescoberto por uma nova geração em meio à discussão sobre o direito ao descanso no Brasil.
Assista a Eles Não Usam Black-tie no Prime Video
Ministra Esther Dweck é a convidada do Juca Kfouri Entrevista
Na noite da próxima quinta-feira (4), o jornalista Juca Kfouri recebe Esther Dweck em um programa inédito sobre as ações da ministra no governo federal. Assista na Rede TVT, às 21h, no canal digital 44.1 ou no YouTube. Saiba mais na TVT News.
Esther Dweck é ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos do governo Lula. Como economista, ela possui um extenso currículo. É professora Associada do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IE/UFRJ) e Doutora em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Durante o período de doutorado, realizou estudos na Scuola Superiore Sant’Anna, em Pisa, na Itália.
Esther observou de perto a reestruturação das relações de trabalho na administração federal, que resultou na redução da jornada de trabalho e ampliação de direitos para os trabalhadores terceirizados, o balanço social e a inclusão promovida pelo Concurso Nacional Unificado (CNU) e as estratégias conjuntas com o setor privado para enfrentar a desigualdade e a violência de gênero no ambiente corporativo.
A atuação do ministério reflete a orientação do governo federal de alinhar a administração pública aos princípios de dignidade trabalhista, justiça social e diversidade étnico-racial. As medidas buscam reverter assimetrias históricas tanto no funcionalismo público quanto nas cadeias de prestação de serviços terceirizados, integrando políticas de inclusão com o aumento da eficiência do Estado brasileiro.
Ao fim da gravação do programa, nossa equipe pôde conversar com a ministra sobre esses pontos.
Redução de jornada e auxílio-creche para terceirizados
A reestruturação das condições de trabalho dos profissionais terceirizados na administração pública federal foi uma das conquistas mais significativas da gestão. A medida atendeu a uma diretriz direta da Presidência da República para equiparar direitos básicos e combater a precarização laboral de categorias que prestam serviços cotidianos aos órgãos do governo.
“Olha, isso foi uma das coisas que me orgulharam muito. A pedido do presidente Lula, desde o início ele queria aumentar a dignidade dos trabalhadores terceirizados. E a nossa lógica foi tirar as diferenças que tinham entre os terceirizados e servidores públicos efetivos”, afirmou Esther Dweck.

A ministra relembrou a disparidade existente na carga horária dos profissionais antes da intervenção da pasta:
“O que a gente pensou? A primeira jornada de servidores públicos já era de 40 horas. E os terceirizados já estavam com uma jornada de 44 horas”.
O processo de transição exigiu articulação institucional com órgãos de controle e fiscalização orçamentária para viabilizar as alterações contratuais.
“Então, a gente começou um processo de redução de jornada. Foi todo um trabalho, precisava conversar com o TCU, etc. Conseguimos, e recentemente a gente foi fazendo para alguns grupos de terceirizados e agora mais recentemente a gente fez para todos os terceirizados que trabalham em um turno de 8 horas. Passou a ter 40 horas semanais de trabalho”, detalhou.
“E foi engraçado, o dia que a gente fez isso (…) dois dias depois o presidente mandou o PL do fim da jornada 6 por 1 e das 40 horas”.
Além da carga horária, a fiscalização ministerial focou no cumprimento dos pisos salariais e na extensão de benefícios assistenciais para conter fraudes corporativas no setor de serviços.
“Uma outra coisa importantíssima é que eles não tinham respeitado o piso da categoria. As empresas de terceirização muitas vezes se filiavam a sindicatos de outras categorias para poder usar um piso diferente e não pagar o piso da categoria. A gente conseguiu garantir que todo mundo vai receber o piso da categoria. E aí o auxílio creche. Com os servidores públicos CHI, a gente concedeu para os terceirizados com o mesmo valor de servidores públicos. Então, a gente foi fazendo um trabalho que é para acabar com a desigualdade dentro do setor público e tratando os terceirizados com toda a dignidade que eles merecem”, pontuou a ministra.
Concurso Nacional Unificado
Ao ser questionada sobre o impacto do Concurso Nacional Unificado (CNU) para o aprimoramento da máquina pública, a ministra ressaltou que o lema da iniciativa, o serviço público com a “cara do Brasil”, direciona as contratações para uma maior representatividade social.
Segundo a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, o CNU atua em duas frentes: o fomento ao espírito republicano de servir ao público e a promoção da diversidade regional e étnico-racial.
Esther Dweck apresentou dados comparativos entre as edições do concurso para demonstrar a eficácia da política de ações afirmativas e a ampliação do acesso de grupos vulnerabilizados aos cargos estatutários.
“Na primeira edição, a gente tinha mais ou menos 25% de vagas reservadas a pessoas negras e pessoas com deficiência. 20% para pessoas negras e 5% para pessoas com deficiência. E entrou em torno de 33% de pessoas negras e pessoas com deficiência, sendo praticamente um terço na primeira edição, o que para a gente já foi um resultado muito positivo”, explicou.
A consolidação de novos marcos legais permitiu um avanço metodológico para a edição subsequente do processo seletivo, expandindo o escopo das reservas de vagas.

Lei de Cotas
“Nessa segunda, a gente mexeu na lei de cotas, ampliou as cotas para pessoas negras, incluiu também cotas para indígenas e quilombolas. E a gente teve em torno de 35% das vagas reservadas e a gente chegou a mais de 40% de pessoas negras, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência que entraram no serviço público, ampliando a diversidade”, celebrou a ministra.
A capilaridade geográfica dos candidatos aprovados também foi destacada como um fator de democratização do Estado. De acordo com os dados apresentados, o processo atraiu concorrentes das mais variadas localidades do território nacional.
“Em ambos, tivemos uma diversidade regional completa, gente de todos os estados. No primeiro, incluindo as vagas que a gente já chamou, mais de mil municípios. Eram 6 mil vagas, já chegamos aí. E no outro, chegamos, digo, pessoas que entraram. No primeiro, se inscreveram gente de 5.555 municípios. Nesse segundo, se inscreveram gente de mais de foi… mais de 5 mil municípios e já entrou gente de mais de 600 municípios dos 27 estados brasileiros”, relatou Dweck.
A ministra defendeu que a presença de diferentes perfis sociais nos quadros do funcionalismo impacta positivamente a formulação e a execução das políticas de Estado.
“Então, a gente está muito feliz com esse aumento da diversidade, porque além de trazer pessoas com essa mais, né, querendo servir a população, a própria diversidade aumenta a eficiência, né? Ela aumenta a forma de fazer políticas públicas, ele gera um setor público que conhece mais a nossa realidade e, portanto, faz políticas públicas melhores”, avaliou.
O papel do empresariado no combate à violência de gênero e à desigualdade salarial
O terceiro mandato do presidente Lula introduziu instrumentos legais e indutores econômicos para engajar o setor produtivo nas pautas de combate à violência de gênero e desigualdade salarial.
“A primeira, eu acho que é a lei da igualdade salarial. E aí o empresariado brasileiro tem o papel central em garantir que essa lei seja cumprida. O Ministério do Trabalho tem feito um acompanhamento grande junto com o Ministério das Mulheres para que seja cumprida”, sublinhou.
No âmbito das compras governamentais, a ministra explicou que o governo federal passou a adotar a equidade como critério de fomento:
“A gente tem também um… Dentro do setor público, a gente faz um… A gente estimula a empresa a terem critérios de equidade de gênero, que é muito importante também para poder… É um critério de desempate na licitação. Então, duas empresas que empatarem, quem tiver ações de equidade de gênero vai se desempatar”.
Esther Dweck destacou a importância da adesão das empresas privadas ao pacto nacional contra o feminicídio firmado entre os Poderes da República, conclamando as lideranças corporativas a exercerem um papel ativo no monitoramento do bem-estar e da segurança de suas colaboradoras.
“Mas eu acho que uma coisa importante do recente pacto contra a violência e feminicídio dos poderes, que chamou o setor privado para participar, é que das empresas têm que entender que elas também têm que cuidar do entorno dos seus trabalhadores. Muitas vezes, uma mulher que trabalha naquela empresa, ela sofre violência doméstica. E a empresa pode…
Quem lida com ela no dia a dia pode perceber, pode acolher, pode ajudar a indicar os canais de denúncia, de proteção. Então, acho que as empresas também têm que ter um trabalho de proteção dessas mulheres e também nos seus ambientes de trabalho serem ambientes livres de racismo, livres de discriminação, livres de misoginia. E eu acho que isso é um processo também importante que as empresas podem ajudar muito”, concluiu a ministra.
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Catalisador do movimento nacional pelo fim da semana com seis dias de trabalho e um de folga, a escala 6×1, o vereador do Rio de Janeiro Rick Azevedo (Psol) comemorou a aprovação, pela Câmara dos Deputados, da proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca extinguir essa modalidade de trabalho.
Saiba mais na TVT News.
“[A proposta] passar na Câmara como passou, com uma votação praticamente unânime [é sinal de que], com certeza, vamos conseguir passar no Senado”, avaliou Azevedo ao se referir, nas redes sociais, ao resultado da votação em dois turnos realizada nesta quinta-feira (28).
No segundo turno, a PEC recebeu 461 votos favoráveis e apenas 19 contrários. Apresentado pelo relator, Leo Prates (Republicanos-BA), o texto estabelece a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem perda salarial. A proposta ainda garante duas folgas semanais, sendo uma preferencialmente aos domingos. O texto agora vai ser analisado pelo Senado.
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Azevedo incentivou seus seguidores a continuarem pressionando a classe política, e principalmente os senadores, a aprovarem a proposta. E afirmou que entidades sindicais e movimentos sociais vão pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a agilizar o debate do tema na Casa.
“Vamos com tudo para cima do Alcolumbre. Não adianta quem quer que seja acreditar que vai conseguir enterrar nossa vitória na Câmara. Não vai!”, afirmou o vereador, manifestando confiança. “Tenho certeza de que esta vitória, esta luta, vai abrir portas para outras conquistas”.
Nascido em Tocantins, Rick Azevedo, de 32 anos, mudou-se para a capital fluminense há mais de uma década em busca de melhores condições de vida.
Trabalhou como auxiliar de serviços gerais, vendedor e frentista, mas foi como balconista de farmácia que sua vida deu uma guinada. Em setembro de 2023, Azevedo tornou-se nacionalmente conhecido após gravar um vídeo no qual desabafava sobre as consequências pessoais de um cenário comum à maioria dos trabalhadores brasileiros: jornadas longas e irregulares; baixos salários e falta de tempo para o lazer e o descanso.
“É uma escravidão moderna. Moderna não, ultrapassada”, argumentou o então balconista no vídeo, que viralizou e pautou intensos debates públicos sobre jornadas de trabalho, distribuição equitativa dos resultados obtidos com os avanços tecnológicos, a importância do tempo para o autocuidado e outros aspectos associados ao mundo laboral.

Movimento Vida Além do Trabalho
Do debate, surgiu o movimento Vida Além do Trabalho (VAT), que recolheu mais de 3 milhões de assinaturas de apoio ao fim da escala 6×1. A ideia foi rapidamente encampada por políticos do campo progressista, como a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), e pelo governo federal.
Em abril de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou ao Congresso Nacional, com urgência, o projeto de lei para reduzir o limite da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem perdas salariais.
Com a popularidade, em 2024, Azevedo elegeu-se vereador na cidade do Rio de Janeiro. Obteve 29.364 votos, tendo sido o candidato mais bem votado de seu partido.
“Em 2023, me perguntei [no vídeo] quando a classe trabalhadora iria revolucionar esse país. Três anos depois, aqui estamos. Através de muita luta […] conquistamos na Câmara a aprovação do maior direito trabalhista desde 1988”, escreveu Azevedo, ontem, em suas redes sociais, pouco após a Câmara aprovar a PEC.

Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil

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