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Da Redação

Xi Jinping parabeniza Lula pela reeleição e defende ampliar parceria entre China e Brasil

O presidente da China, Xi Jinping, parabenizou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela reeleição à Presidência do Brasil. Em mensagem enviada nesta terça-feira (27), o líder chinês destacou a importância da relação entre os dois países e defendeu o aprofundamento da cooperação estratégica bilateral. Leia em TVT News.

A manifestação foi divulgada pela agência estatal chinesa Xinhua. Segundo Xi, Lula tem contribuído de forma importante para o desenvolvimento das relações entre China e Brasil. O presidente chinês também afirmou que os dois mantiveram comunicação estreita nos últimos anos e trabalharam para fortalecer a cooperação em torno de um mundo mais justo e sustentável.

Xi avaliou que a relação entre os países ganhou maior relevância estratégica e de longo prazo, apresentando a parceria como referência de unidade e cooperação entre nações do Sul Global. Ele também declarou estar disposto a trabalhar com Lula para ampliar essa aproximação e gerar benefícios para as populações dos dois países.

A China é o principal parceiro comercial do Brasil, o que confere peso econômico à relação diplomática. A mensagem de Xi sinaliza a disposição do governo chinês de manter e aprofundar os laços com a administração brasileira após o resultado eleitoral.

O vice-presidente chinês, Han Zheng, também enviou uma mensagem de congratulações a Geraldo Alckmin pela reeleição ao cargo de vice-presidente.

Lula vence Flávio Bolsonaro no segundo turno

Lula foi reeleito no domingo (25), ao derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. O presidente recebeu 51,79% dos votos válidos, o equivalente a aproximadamente 64,2 milhões de votos. Flávio obteve 48,21%, cerca de 59,8 milhões. A diferença entre os candidatos foi de aproximadamente 4,4 milhões de votos.

O resultado foi confirmado na noite de domingo pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques.

Trump afirma que nossa eleição foi fraudada

A eleição também teve repercussão internacional após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionar o processo eleitoral brasileiro. Na segunda-feira (26), Trump afirmou, sem apresentar provas, que a votação teria parecido fraudada. Ao mesmo tempo, declarou gostar de Lula e manter boa relação com o presidente brasileiro.

Questionado sobre a possibilidade de tomar alguma medida em relação ao resultado, Trump afirmou que não governa o Brasil. As declarações foram criticadas por Celso Amorim, assessor de Lula para assuntos internacionais. O ex-chanceler classificou as falas como contraditórias e afirmou que a Meta teria tentado interferir na campanha ao restringir publicações.

Contestação de Flávio Bolsonaro

Após a derrota, Flávio Bolsonaro afirmou que não reconheceria o resultado e que recorreria à Justiça para pedir a anulação da eleição. O senador contestou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de estender até as 19h o horário de votação em seções que ainda estavam abertas.

A determinação ocorreu depois que as campanhas relataram dificuldades para o deslocamento de eleitores em diferentes regiões. A equipe de Lula apontou problemas no transporte público em pelo menos nove estados, enquanto a campanha de Flávio solicitou a ampliação do horário em cidades de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul afetadas por chuvas.

Zanin esclareceu que a extensão se aplicava somente às seções que ainda estavam funcionando no momento da decisão, sem reabrir locais onde a votação já havia sido encerrada.

De acordo com o TSE, cerca de 35 mil pessoas votaram após as 17h. O número ficou distante da diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos entre Lula e Flávio Bolsonaro.

No cenário internacional, outros líderes políticos de direita da América Latina também reconheceram a vitória de Lula e o parabenizaram. Até a última atualização das informações fornecidas, o presidente da Argentina, Javier Milei, ainda não havia se manifestado.

PF apura suposta entrada de Flávio Bolsonaro na Argentina

A Polícia Federal (PF) investiga se o senador Flávio Bolsonaro teria deixado o Brasil com destino à Argentina, após uma notícia publicada pelo site argentino Infobae na madrugada desta terça-feira (27). Leia mais com a TVT News.

Segundo a apuração da PF, divulgadas nas colunas de Mônica Bergamo e Lauro Jardim, o senador não passou por nenhum ponto regular de migração brasileira, e a corporação agora checa com as autoridades argentinas se há confirmação de sua entrada no país vizinho.

Enquanto isso, o prazo para que Flávio Bolsonaro entregue seus passaportes à PF, determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), termina ao meio-dia desta terça-feira (27).

Site argentino divulga notícias sobre viagem de Flávio Bolsonaro, aliado nega

A informação sobre uma possível saída de Flávio Bolsonaro do país ganhou força após o site argentino Infobae publicar que o senador teria cruzado a fronteira para a província de Misiones, na Argentina, usando o documento nacional de identidade (RG), e de lá seguiria para os Estados Unidos em um jato particular Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly.

Segundo a reportagem, o voo teria partido de Puerto Iguazú por volta das 2h da manhã. A notícia, porém, foi negada por aliados do senador. O também senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro, foi direto ao ser questionado: “Não saiu”. Fábio Wajngarten, outro aliado, também classificou a informação como falsa.

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Imagem divulgada pelo site infobae

PF não encontra registros de entrada de Flávio Bolsonaro na Argentina

Até o momento, a Polícia Federal não localizou qualquer registro oficial que comprove a entrada de Flávio Bolsonaro ou de seus familiares na Argentina. A corporação confirmou que o senador não passou por nenhum posto de migração brasileiro e aguarda uma resposta das autoridades argentinas para verificar se houve ingresso pelo país vizinho. A empresa Baires Fly, citada na reportagem do site argentino, teria solicitado procedimentos aduaneiros e migratórios para quatro passageiros e três tripulantes, mas não há confirmação de que o senador estivesse entre os ocupantes da aeronave.

Chega ao fim do prazo para entregar passaporte de Flávio Bolsonaro à PF

O prazo de 24 horas dado pela Polícia Federal para que Flávio Bolsonaro entregasse seus passaportes comum e diplomático se encerra ao meio-dia desta terça-feira (27). A determinação foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, na última segunda-feira (26), após o senador ser intimado ao sair da casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília.

Até o momento, o senador não havia entregado os documentos.

Israel define destino de Netanyahu

Com informações da AFP em Jerusalém, Israel

Israel, um país profundamente dividido, comparece às urnas nesta terça-feira (27) pela primeira vez desde os ataques do movimento islamista Hamas em 7 de outubro de 2023, eleições que serão consideradas um veredicto sobre a guinada do país à direita sob o comando do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

A votação acontece à sombra dos três anos de guerras regionais desencadeadas pelos ataques, com questionamentos sobre a resposta do país e com a segurança como tema central da campanha.

As urnas abriram às 7h00 (2h00 de Brasília) e fecharão às 22h00 (17h00 de Brasília).

A participação nas primeiras horas de votação em Israel é a mais alta desde 1981

A taxa de participação nas eleições legislativas desta terça-feira em Israel atingiu, no meio da manhã, o seu nível mais alto desde 1981, segundo dados da comissão eleitoral — o que reflete a importância atribuída por muitos israelenses a este pleito.

Três horas após o início da votação, que começou às 05h00 GMT, “mais de 1,2 milhão de israelenses haviam votado”, o que equivale a uma participação de 16,68%, declarou o diretor da Comissão Eleitoral Central, Dean Livneh. Esse número, nesta etapa da votação, não tem precedentes desde os 17% registrados em 1981.

Saiba mais sobre as eleições em Israel

Quase 7,3 milhões de pessoas poderão votar, incluindo mais de um milhão de jovens que comparecerão às urnas pela primeira vez. As pesquisas indicam que a maioria deles se identifica como de centro-direita ou direita.

A eleição acontece em um momento em que Israel parece cada vez mais isolado no cenário mundial, após a devastadora campanha militar em Gaza, a construção de assentamentos e a violência de colonos na Cisjordânia ocupada, além de uma guinada à extrema direita e ao nacionalismo religioso.

As pesquisas mais recentes mostram Netanyahu, o primeiro-ministro que passou mais tempo no cargo, empatado com seu principal rival, o centrista Gadi Eisenkot, um novato na política e ex-comandante militar cujo temperamento tranquilo parece a antítese de Netanyahu.

“Quero mudar nosso país. Quero um bom governo de centro”, declarou à AFP Alexandra, de 65 anos, em um centro de votação em Jerusalém, onde dezenas de pessoas aguardavam para votar durante a manhã.

“Esta é a eleição mais importante porque metade do país rejeitou os valores básicos sobre os quais o Estado de Israel foi criado”, opinou Noam, de 78 anos. Ele considera que o governo ameaça a divisão de poderes e a igualdade entre todos os cidadãos.

Netanyahu, de 77 anos, foi primeiro-ministro de Israel por 19 anos não consecutivos.

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (à direita), deposita seu voto, ao lado de sua esposa Sara, em um local de votação em Jerusalém, em 27 de outubro de 2026 — dia das eleições legislativas em Israel. Ao votar em Jerusalém, Netanyahu pediu aos israelenses que votassem “da maneira correta”, em meio a uma disputa acirrada em uma eleição geral decisiva. Os israelenses comparecem às urnas pela primeira vez desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, com um eleitorado profundamente dividido expressando seu veredito sobre o veterano líder. (Foto de Yonatan Sindel / POOL / AFP)

O hábil articulador político concentrou a campanha em suas credenciais na área de segurança, destacando sua relação próxima com o presidente americano Donald Trump.

Após 7 de outubro, Netanyahu iniciou várias guerras: Gaza ficou em escombros, Israel ocupou o sul do Líbano e bombardeou seu rival Irã com apoio dos Estados Unidos.

No mesmo período, Israel foi bombardeado pelo Irã, pelo Hamas, pelo movimento libanês Hezbollah e pelos combatentes houthis do Iêmen.

“Sem medo”

Zipporah Bennett, uma aposentada de 85 anos, disse que votaria em Netanyahu “porque ele tem a experiência de conduzir o país em momentos difíceis”.

“Ele tem todo o apoio do governo dos Estados Unidos”, comentou, e “acho que é um homem sem medo de agir”.

Netanyahu voltou ao poder em dezembro de 2022, em uma coalizão que inclui a extrema direita ultranacionalista, cuja influência disparou nos últimos anos.

O ministro da Segurança Nacional, o ultradireitista Itamar Ben Gvir, votou no assentamento de Kiryat Arba (Cisjordânia), onde seus apoiadores instalaram cartazes e alto-falantes.

A oposição critica a entrada no governo de partidos ultraortodoxos, que lutam para manter os estudantes judeus religiosos fora do Exército, que enfrenta uma carência de recrutas.

Uma das principais críticas a Netanyahu é sua incapacidade de assumir a responsabilidade pelos ataques de 7 de outubro, o dia mais letal na história do país.

Eisenkot, de 66 anos, prometeu criar uma comissão independente para investigar as falhas de segurança que possibilitaram os ataques, algo que o governo de Netanyahu evitou.

O ex-comandante militar e seu partido Yashar lideram um bloco informal de partidos que vão da direita à centro-esquerda.

Eisenkot se opõe à criação de um Estado palestino e apoia os assentamentos israelenses, mas prometeu conter a violência dos colonos na Cisjordânia.

Nem Eisenkot nem Netanyahu anunciaram publicamente uma possível aliança com listas de partidos de maioria árabe, que representam 21% da população israelense e que poderiam decidir quem vai liderar o próximo governo, em caso de resultado apertado.

O anúncio do resultado final pode demorar vários dias e é pouco provável que apenas um partido se aproxime das 61 cadeiras necessárias para obter maioria no Parlamento (Knesset), de 120 membros.

Estabelecer uma coalizão pode levar semanas ou meses. O país pode ter novas eleições em caso de fracasso nas negociações.

© Agence France-Presse

Israel cometeu grimes de guerra na Palestina, afirma comissão da ONU

Israel cometeu crimes de guerra e crimes contra a humanidade no Território Palestino Ocupado, em meio ao genocídio contínuo em Gaza, conclui Comissão de Inquérito da ONU.

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CNBB parabeniza Lula e pede atenção aos mais pobres

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) parabenizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao vice-presidente Geraldo Alckmin pela reeleição, no 2º turno das eleições e pediu atenção prioritária para os pobres e vulneráveis.

Leia na TVT News, com informações da Agência Brasil.

“Acreditamos que a dignidade da pessoa humana, a destinação universal dos bens, a solidariedade, a subsidiariedade e o bem comum devem orientar as decisões políticas e econômicas”, diz nota da entidade da Igreja Católica.

”Esses princípios encontram expressão concreta na defesa da vida desde a concepção até seu fim natural, na superação da fome e da miséria, na promoção do trabalho digno, na garantia de acesso à saúde, à educação e à moradia, na proteção das crianças, dos idosos e das famílias, no cuidado com os povos indígenas e as comunidades tradicionais e na preservação de nossa Casa Comum”, pontua a nota.

A nota fala ainda da polarização vivida pelo país no período eleitoral e que o Brasil precisa de gestos concretos de pacificação e respeito às diferenças e de valorização das instituições democráticas.

Para a CNBB, o desenvolvimento de uma nação não pode ser avaliado apenas por indicadores econômicos, mas também pela capacidade de assegurar condições dignas de existência àqueles que permanecem à margem das oportunidades e dos direitos fundamentais.

“Também desejamos reafirmar a importância do fortalecimento das instituições, do respeito à Constituição Federal, da promoção da paz social e do combate à corrupção e a toda forma de violência”, conclui a nota.

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Conselho Permanente da CNBB reunido em outubro de 2026:  “a pluralidade de ideias, própria da democracia, não deve impedir a busca de convergências em torno daquilo que é essencial para a vida e a dignidade do povo brasileira. Foto: Paulo Augusto Cruz | CNBB

CNBB publica a “Mensagem aos eleitos e eleitas nas Eleições de 2026”

Ao cumprimentar os eleitos e eleitas, a CNBB reconhece a importância da participação popular e das instituições democráticas para a vida da nação e reforça que o voto expressa a confiança depositada pelos cidadãos naqueles que recebem  a missão de representá-los e de servir ao interesse público.

Por outro lado, a  eleição, para a CNBB, não constitui apenas uma conquista política. “Representa, sobretudo, a assunção de uma responsabilidade diante de todo o povo brasileiro, inclusive daqueles que fizeram escolhas diferentes nas urnas”, afirma.

Leia a íntegra da mensagem aos eleitos e eleitas nas Eleições de 2026.

Lula faz 81 anos e presenteia o mundo com vitória histórica sobre a extrema direita

Neste dia 27 de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva completa 81 anos. E o presente, no entanto, foi dado por ele ao mundo democrático dois dias antes: a expressiva vitória sobre a extrema direita no segundo turno das eleições de 2026.

Ao derrotar Flávio Bolsonaro (PL) com 51,79% dos votos válidos, Lula se consolidou como o líder político mais importante da história democrática brasileira e uma das vozes mais influentes do cenário global.

Eleito presidente da República pela quarta vez, Lula enfrentou não apenas a oposição interna, mas também a interferência de big techs, das bets e a pressão do governo de Donald Trump, que tentaram, sem sucesso, influenciar o resultado das urnas.

Conheça a história dos 81 anos de Lula com a TVT News.

Lula faz 81 anos e encanta o mundo com reeleição histórica

A vitória de Lula não foi apenas um fato político nacional; foi um evento que repercutiu globalmente e trouxe alívio a diversas nações.

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Aos 81 anos, Lula é o Messi, enquanto o o “Exército” ecoa sua liderança, como afirma Janones – Foto: Ricardo Stuckert

A imprensa internacional não poupou adjetivos para descrever a virada histórica, algo inédito na política brasileira: um candidato que perdeu o primeiro turno e conseguiu reverter o resultado no segundo. O jornal The New York Times destacou Lula como “o líder político mais influente da América Latina”, que freou o avanço da direita na região.

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Audiência ao Prefeito da Cidade de Nova York, Zohran Mamdani, realizado na residência Oficial, Nova York – EUA – Foto: Ricardo Stuckert
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Presidente Lula e Úrsula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Na Europa, a reação foi de evidente alívio. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou que “a democracia e o multilateralismo venceram no Brasil”.

Líderes de todo o espectro político, da esquerda à direita, como Emmanuel Macron (França), Pedro Sánchez (Espanha), Narendra Modi (Índia) e Cyril Ramaphosa (África do Sul), felicitaram o presidente brasileiro e defenderam a ampliação de parcerias.

Ao completar 81 anos, Lula vira farol para a democracia mundial

Aos 81 anos, Lula se transformou em um símbolo de resistência democrática para o mundo. Sua vitória é vista como uma barreira contra o avanço da extrema direita e das interferências externas em processos soberanos. O triunfo interrompeu uma sucessão de resultados favoráveis à direita na América Latina e enviou uma mensagem clara às big techs e aos Estados Unidos sobre a autonomia do Brasil.

A dimensão da vitória, conquistada apesar do poder das grandes empresas de tecnologia e da pressão política internacional, ecoou como um exemplo de resiliência.

Para muitos analistas, o povo brasileiro, ao eleger Lula, não apenas decidiu o futuro do país, mas também “salvou o mundo” ao oferecer uma razão para continuar acreditando na democracia. O líder brasileiro consolida-se, assim, como uma voz ativa na defesa do multilateralismo e da soberania nacional.

Lula 81 anos: relembre a história do operário reeleito 4 vezes presidente do Brasil

A trajetória de Lula é uma das mais notáveis da história política mundial. Nascido em Garanhuns (PE) e criado na periferia de São Paulo, ele construiu seu caminho longe dos privilégios, tornando-se um exemplo de superação e compromisso com as causas populares. Sua história se confunde com a luta dos trabalhadores brasileiros pela redemocratização e por justiça social.

Lula 81 anos: do Sindicato dos Metalúrgicos ao Palácio do Planalto

A vida pública de Lula começou no chão de fábrica. Como presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista, ele liderou as históricas greves de 1978, 1979 e 1980, que mobilizaram centenas de milhares de trabalhadores e desafiaram o regime militar. Essa atuação sindical foi o berço de sua consciência política e o levou, em 1980, a ser um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT).

A partir daí, sua trajetória o conduziu à Presidência da República, onde hoje cumpre seu quarto mandato.

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Presidente Lula em assembleia para decisão sobre a greve geral de 1980. Foto: Acervo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

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Lula: 1978 – 2026, da Vila Euclides, em SBC, à campanha de reeleição em 2026. Fotos: Acervo Instituto Lula e Ricardo Stuckert

Lula 81 anos: o maior ganhador de títulos honoris causa do Brasil

Lula é o brasileiro que mais recebeu títulos de Doutor Honoris Causa no mundo. São 42 honrarias concedidas por instituições renomadas como a Universidade de Coimbra (Portugal), Sciences Po (França) e a Universidade de Salamanca (Espanha). O reconhecimento é um testemunho de sua contribuição para a educação e o combate à fome, temas que marcaram seus governos.

Título de Doutor Honoris Causa reforça trajetória do líder brasileiro na promoção da inclusão social, da educação e da cooperação entre países do Sul Global.- 81-anos
Título de Doutor Honoris Causa reforça trajetória do líder brasileiro na promoção da inclusão social, da educação e da cooperação entre países do Sul Global. Fotos: Ricardo Stuckert /PR

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta segunda-feira (24) o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Pedagógica de Maputo. Foto: Ricardo Stuckert / PR

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Lula recebeu de Bill Gates, fundador da Microsoft, o prêmio Goalkeepers 2024 / Reprodução: Instagram /Ricardo Stuckert

Lula foi o presidente que mais criou universidades no Brasil

Apesar de não ter diploma universitário, Lula é o presidente que mais criou universidades públicas na história do Brasil. Durante seus dois primeiros mandatos (2003-2010), foram criadas 14 novas universidades federais e dezenas de campi, além de 38 novos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. Seu governo também foi responsável por programas como o Prouni e o Sisu, que ampliaram o acesso ao ensino superior para milhões de brasileiros.

As novas universidades, segundo o governo, representam um marco na ampliação do acesso à educação pública e gratuita, com foco em inclusão. Foto: Ricardo Stuckert/PR-81-anos
As novas universidades, segundo o governo, representam um marco na ampliação do acesso à educação pública e gratuita, com foco em inclusão. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Lula 81 anos: o torcedor que virou presidente

Antes de ser operário, sindicalista ou presidente, Lula sempre foi um apaixonado por futebol. Nascido no sertão pernambucano e criado na periferia de São Paulo, ele levou para a política a paixão pelos esportes, usando o futebol como metáfora para explicar a vida e a luta coletiva. Como presidente, transformou essa paixão em políticas públicas de inclusão e defendeu o esporte como um direito de cidadania.

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Lula com a taça da Copa do Mundo. Foto: Foto: Ricardo Stuckert / PR

Aos 81 anos, Lula tem história de superação, emoção e admiração mundial

A trajetória de Lula é marcada não apenas por conquistas políticas, mas também por momentos de grande emoção. De lembranças da infância pobre em Pernambuco a discursos em que se emocionou ao falar da fome e da desigualdade, o presidente construiu uma conexão com o povo brasileiro. Sua história de superação, que o levou de retirante a líder global, é admirada em todo o mundo e o consolidou como uma das figuras mais importantes do século XXI.

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Lula 81 anos: a história do operário reeleito 4 vezes presidente do Brasil – Foto: Ricardo Stuckert

Brasileiros cruzam o país (e fronteiras) para votar e 2º turno tem menor abstenção em 20 anos

Brasileiros de diferentes regiões do país encararam longas viagens para votar no segundo turno das eleições presidenciais, realizado neste domingo (25). Vídeos publicados nas redes sociais mostram eleitores organizando caravanas, pegando estradas, embarcando em aviões e combinando diferentes meios de transporte para chegar às suas cidades e participar da votação. Leia em TVT News.

Os relatos incluem trajetos de centenas de quilômetros dentro do Brasil e viagens internacionais planejadas para que o eleitor pudesse exercer o direito ao voto. Em uma das gravações, uma pessoa afirma que saiu de São Luís, no Maranhão, para percorrer cerca de 630 quilômetros. Outra relata que enfrentaria mais de 30 horas de deslocamento, incluindo quase um dia de barco, para chegar ao local de votação.

Também houve quem viajasse de Florianópolis a Belo Horizonte, saísse do Reino Unido para retornar ao Brasil ou organizasse o percurso entre diferentes cidades para garantir a presença nas urnas. Em outros vídeos, famílias aparecem mobilizadas para acompanhar parentes, enquanto grupos convocam eleitores a sair de casa e participar da votação.

A mobilização ocorreu em uma eleição marcada pela disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Em diversas gravações, os eleitores associam a decisão de viajar à defesa da democracia e à importância de participar do processo eleitoral.

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Abstenção cai e atinge menor nível em 20 anos

A mobilização coincide com uma redução expressiva na abstenção eleitoral. Segundo dados divulgados pela Justiça Eleitoral e publicados pela Agência Brasil, o índice de eleitores que não compareceram às urnas caiu de 21,08% no primeiro turno, em 4 de outubro, para 19,22% no segundo turno, realizado no domingo (25).

O percentual é o menor registrado em segundos turnos nos últimos 20 anos. Em números absolutos, as ausências passaram de aproximadamente 33,47 milhões no primeiro turno para 30,51 milhões no segundo, uma redução de quase 3 milhões de eleitores.

A queda também chama a atenção por contrariar uma tendência histórica. Nas eleições presidenciais anteriores com segundo turno, a abstenção geralmente aumentava na etapa final da disputa. Em 2022, houve uma redução entre os turnos, mas de menor magnitude. Em 2026, a diferença foi de cerca de 1,86 ponto percentual.

Brancos e nulos também diminuem

Além da redução no número de eleitores ausentes, o segundo turno registrou queda nos votos brancos e nulos. Os votos em branco passaram de 2,3 milhões no primeiro turno, equivalentes a 1,84%, para cerca de 1,43 milhão, ou 1,12%, no segundo.

Já os votos nulos recuaram de aproximadamente 3,67 milhões (2,93%) para 2,72 milhões (2,12%). Somados, brancos e nulos representaram cerca de 3,24% dos votos depositados nas urnas no segundo turno, ante 4,77% no primeiro.

A diminuição desses índices ampliou o contingente de votos válidos na disputa presidencial. A redução da abstenção e dos votos brancos e nulos foi apontada por análises publicadas durante a apuração como um fator relevante para o resultado eleitoral, embora os números, isoladamente, não permitam determinar em quem votaram os eleitores que compareceram a mais.

Mobilização para defender o voto

Nos vídeos que circularam nas redes, a decisão de viajar aparece associada à ideia de que cada voto pode fazer diferença. Há relatos de pessoas que organizaram deslocamentos com familiares, convocaram conhecidos e defenderam a participação eleitoral como uma forma de honrar a luta de gerações anteriores pelo direito ao voto.

Uma das gravações destaca a importância da democracia para além das preferências partidárias e afirma que os direitos devem ser defendidos inclusive para quem pensa de maneira diferente. Outros registros, por sua vez, demonstram apoio explícito à candidatura de Lula, com eleitores afirmando que estavam dispostos a enfrentar longas jornadas para votar no candidato.

A combinação entre os relatos de mobilização e os dados oficiais mostra um segundo turno com maior participação eleitoral e menor proporção de votos brancos e nulos em relação à primeira etapa. As viagens e caravanas registradas nas redes sociais dão dimensão humana a esse movimento, com pessoas que transformaram o deslocamento até a urna em uma prioridade.