Datafolha: 56% dizem que votariam mesmo se voto não fosse obrigatório

Pesquisa do Datafolha mostra que 43% não iriam às urnas caso o comparecimento deixasse de ser obrigatório, e aponta peso do voto para evitar a vitória de adversários
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Pesquisa do Datafolha mostra que 43% não iriam às urnas caso o comparecimento deixasse de ser obrigatório, e aponta peso do voto para evitar a vitória de adversários. Foto: Divulgação/TSE

Mais da metade dos brasileiros afirma que compareceria às urnas nas eleições de 2026 mesmo se o voto não fosse obrigatório. Segundo pesquisa Datafolha divulgada na semana passada, 56% dos entrevistados disseram que votariam, enquanto 43% afirmaram que não participariam e 1% não soube responder. Leia em TVT News.

O levantamento foi realizado com 2.058 pessoas de 16 anos ou mais, em 128 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o nº BR-04496/2026 e foi encomendada pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo.

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Maioria manteria participação nas eleições

O resultado do levantamento do Datafolha indicou que uma eventual derrubada da obrigatoriedade do voto não seria suficiente para afastar a maior parte dos eleitores das urnas: entre os entrevistados, 56% afirmaram que manteriam a intenção de votar mesmo diante da não obrigatoriedade comparecer ao local de votação.

Por outro lado, 43% disseram que deixariam de votar caso a participação não fosse obrigatória. 1% dos entrevistados não soube responder.

No Brasil, o voto é obrigatório para cidadãos de 18 a 70 anos, e facultativo para analfabetos, pessoas com mais de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos.

30% dizem votar para impedir adversário

O Datafolha também apurou em levantamento que 30% dos eleitores afirmam escolher seu candidato à Presidência com o objetivo de evitar que outro candidato seja eleito. A maioria, 61%, diz votar porque considera seu escolhido o mais preparado ou porque concorda com suas propostas. 7% deram outras respostas, e 2% não souberam responder a pergunta estimulada.

Entre os eleitores de Lula (PT), 23% afirmam votar nele para impedir a vitória de outro candidato, com margem de erro de 3% nesse segmento da pesquisa. 68% dos eleitores do atual presidente da República apontam considerarem suas propostas e seu preparo como principal motivo para votarem nele.

No eleitorado de Flávio Bolsonaro (PL), 35% dizem votar para barrar outro nome, e 56% citam propostas e preparo.

O chamado voto negativo também aparece entre os apoiadores de outros candidatos. Entre os eleitores de Romeu Zema (Novo), 37% dizem votar para evitar a eleição de outro postulante. A margem de erro para as respostas de Zema, no entanto, são de 13 pontos percentuais.

Entre os de Ronaldo Caiado (PSD), são 31%, com margem de erro de 9 pontos percentuais.

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