Eduardo Bolsonaro pretende usar sessão do STF para pressionar por novas sanções dos EUA

Ex-deputado afirmou que vai apresentar a autoridades norte-americanas o conteúdo do julgamento do STF que discutiu eventual investigação contra Alexandre de Moraes
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Ex-deputado afirmou que vai apresentar a autoridades norte-americanas o conteúdo do julgamento do STF que discutiu eventual investigação contra Alexandre de Moraes. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que pretende apresentar a autoridades dos Estados Unidos informações sobre o julgamento realizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15). Segundo ele, o material poderá ser usado para defender a adoção de novas medidas do governo norte-americano contra autoridades brasileiras. Leia em TVT News.

A declaração foi publicada nas redes sociais durante a sessão do Supremo. Eduardo afirmou que pretende levar os registros do julgamento a interlocutores em Washington e indicou que espera uma nova rodada de sanções. O ex-deputado também fez críticas aos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino.

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Sessão terminou sem decisão definitiva

O julgamento realizado pelo STF tratou de uma questão de ordem relacionada à possibilidade de abertura de uma investigação envolvendo Alexandre de Moraes. O caso tem origem em informações obtidas pela Polícia Federal a partir de dados encontrados no celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Entre os elementos analisados estão mensagens atribuídas a Moraes e trocadas com Vorcaro. A discussão no Supremo, no entanto, não concluiu que o ministro tenha cometido qualquer irregularidade. O que estava em análise era a possibilidade de aprofundar a apuração a partir dos elementos apresentados.

O ministro Flávio Dino pediu vista durante a sessão, interrompendo o julgamento. Com isso, a Corte não chegou a uma conclusão definitiva sobre a abertura de uma investigação.

Ex-deputado atua nos EUA em defesa de sanções

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e vem defendendo medidas de pressão contra integrantes do judiciário brasileiro. A atuação no exterior já foi citada no processo que resultou em sua condenação pelo STF.

Em junho, a Primeira Turma da Corte condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), ele teria buscado apoio de autoridades norte-americanas para a adoção de medidas contra ministros do STF e contra o Brasil.

A acusação sustentou que essas ações tinham como objetivo pressionar as instituições brasileiras durante o processo envolvendo Jair Bolsonaro. A defesa de Eduardo contesta a condenação e apresentou recursos.

Moraes já foi alvo de medidas dos EUA

A estratégia defendida por Eduardo ocorre após Alexandre de Moraes ter sido incluído, em 2025, na lista de pessoas sancionadas pelos Estados Unidos com base na Lei Global Magnitsky.

As medidas atingiram inicialmente o ministro e posteriormente também sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e o Instituto Lex. As sanções acabaram retiradas pelo governo norte-americano, mas a possibilidade de novas medidas voltou ao debate em meio às disputas entre autoridades brasileiras e norte-americanas.

Eduardo afirmou que pretende utilizar o conteúdo da sessão do STF como argumento para tentar convencer autoridades dos Estados Unidos a adotar novas sanções. A eventual aplicação dessas medidas, porém, depende exclusivamente de decisões do governo norte-americano.

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