Forças americanas atacaram nesta segunda-feira (25) instalações de mísseis no sul do Irã e embarcações que tentavam instalar minas, informou o Comando Central dos Estados Unidos. Leia em TVT News.
“Forças americanas realizaram hoje ataques de autodefesa no sul do Irã para proteger nossas tropas das ameaças representadas pelas forças iranianas”, disse Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central, sem dar detalhes.
Irã acusa EUA de violarem cessar-fogo nas últimas 48 horas
*** via AFP
O Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou nesta terça-feira os Estados Unidos de violarem um frágil cessar-fogo nos últimos dois dias na província costeira de Hormozgan, no sul do país, sem especificar o incidente.
“O exército terrorista dos EUA, dando continuidade às suas ações ilegais e injustificáveis desde o cessar-fogo (…), cometeu nas últimas 48 horas uma grave violação do cessar-fogo na região de Hormozgan”, afirmou o ministério em comunicado.
O Comando Central dos Estados Unidos informou que suas forças atacaram, na segunda-feira, locais de lançamento de mísseis e embarcações que, segundo os militares, tentavam instalar minas no Golfo. Já a Guarda Revolucionária iraniano afirmou ter disparado contra aeronaves americanas que tentavam entrar no espaço aéreo do país.
EUA travam avanço de acordo de cessar-fogo
Uma nova ofensiva militar dos Estados Unidos contra posições do país na região do Golfo Pérsico intensificou a crise diplomática na região. As forças armadas norte-americanas efetuaram bombardeios contra instalações militares em momento crítico em que Washington e Teerã tentavam estruturar termos diplomáticos para finalizar a guerra que se estende pelos últimos três meses.
O Comando Central das Forças Armadas americanas (Centcom) emitiu nota oficial justificando a ação bélica sob a alegação de “legítima defesa”.
Os alvos neutralizados consistiam em bases instaladas para lançamento de mísseis e navios de patrulha do governo iraniano localizados nas imediações do Estreito de Ormuz.
A região geográfica configura o canal marítimo de maior tráfego para o abastecimento e transporte de petróleo do mercado financeiro global. O bombardeio ocorreu horas após declarações formais da Casa Branca sinalizarem que a assinatura de um tratado de paz entre as duas nações estava em vias de conclusão.
Movimentação militar em Ormuz
De acordo com relatórios fornecidos por autoridades ligadas ao Pentágono e veiculados pela rede de jornalismo Fox News, a incursão aérea dos caças norte-americanos mirou especificamente defesas de artilharia terrestre e embarcações iranianas.
Os oficiais das forças de inteligência dos EUA relataram que as tripulações desses barcos realizavam manobras para a fixação de minas marítimas nas rotas de tráfego do estreito.

A chefia das forças operacionais dos EUA fundamentou a atividade informando que os radares defensivos detectaram baterias terrestres e armamentos iranianos apontados contra as aeronaves de combate que faziam patrulhamento no espaço aéreo internacional daquela área litorânea.
Em retaliação direta ao bombardeio das bases costeiras, a Guarda Revolucionária iraniana emitiu um comunicado público confirmando o abate de uma aeronave não tripulada pertencente ao exército dos Estados Unidos.
O equipamento atingido pelas baterias antiaéreas iranianas foi identificado como um drone militar de alta tecnologia MQ-9 Reaper, que realizava voos de vigilância sobre as águas do Golfo Pérsico. O modelo em questão é utilizado pelo Pentágono devido à capacidade técnica de sustentar operações contínuas de espionagem e bombardeio por mais de 27 horas seguidas, portando sistemas avançados de sensores térmicos e mísseis guiados.
Impasse diplomático mantém indefinição no Golfo Pérsico
A administração central de Teerã oficializou um posicionamento formal declarando que o país reagirá com o uso de força militar a toda e qualquer ação que configure violação das diretrizes prévias de cessar-fogo estabelecidas nas rodadas de conversações multilaterais.
Apesar do acirramento das hostilidades materiais no cenário do Golfo Pérsico e do emprego de armamento de grosso calibre por ambas as partes, as chancelarias e os canais de negociação política permanecem ativos. Representantes e emissários diplomáticos dos EUA e do território iraniano mantêm as mesas de discussão abertas na tentativa de restabelecer os parâmetros para a suspensão definitiva dos confrontos armados que desestabilizam o fluxo de mercadorias e a segurança internacional no Oriente Médio.
