Gestão Tarcísio na educação é reprovada, diz enquete da Apeoesp

Mais de 22 mil pessoas criticaram condições de ensino, plataformas digitais, militarização e fechamento de classes
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Tarcísio e bolsonarismo, aliados até quando os interesses nacionais são feridos. Foto: Instagram/Reproducao

Gestão do governo Tarcísio de Freitas na Educação em São Paulo tem rejeição quase unânime em consulta com mais de 22 mil participantes feita pela Apeoesp. Leia em TVT News.

Maioria dá zero para a educação no governo Tarcísio

Uma enquete realizada entre os dias 17 e 21 de abril, com participação de 22.335 pessoas da comunidade escolar e da sociedade em geral, revela ampla desaprovação à política educacional do governo Tarcísio de Freitas, no Estado de São Paulo.

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Pesquisa Apeoesp

Avaliação reúne professores, estudantes e famílias e aponta críticas à desvalorização docente, às condições de ensino e a políticas como plataformas digitais, militarização e fechamento de classes

A consulta, promovida pela APEOESP, ouviu professores, estudantes, funcionários, pais, mães e outros cidadãos sobre diferentes aspectos da gestão na área da Educação.

De acordo com os dados, 71,89% dos participantes atribuíram nota zero à condução da Educação no estado. Quando consideradas as notas de zero a cinco, o índice de desaprovação chega a 97,66%. Apenas 1,29% atribuíram nota máxima.

A percepção negativa também aparece na avaliação geral da gestão: para 94,84%, a condução da Educação é considerada ruim ou péssima. Apenas 2,99% classificaram como ótima, boa ou regular, enquanto 0,43% afirmaram não ter opinião.

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A natureza da gestão educacional também foi questionada. Para 95,20% dos que responderam a enquete, a condução da política educacional é autoritária, contra 2,59% que a consideram democrática e participativa. As condições de aprendizagem nas escolas também foram alvo de críticas: 81,75% consideram essas condições péssimas, 5,37% regulares e apenas 0,92% ótimas.

Para a deputada estadual Professora Bebel (PT), os dados refletem uma insatisfação ampla que precisa ser considerada no debate público. “Os números mostram uma percepção muito clara da comunidade escolar sobre os rumos da educação no estado. Professores, estudantes e famílias estão apontando problemas concretos que impactam o cotidiano das escolas”, afirma.

Outros aspectos da gestão Tarcísio também recebem avaliação negativa

No que diz respeito à valorização profissional, 96,09% avaliam que não há reconhecimento aos trabalhadores da Educação. Apenas 2,59% entendem que existe valorização, enquanto 1,31% não souberam responder.

O levantamento também abordou políticas específicas. Para 80,74% dos participantes, o uso de plataformas digitais tem impacto negativo na qualidade do ensino. Apenas 5,11% acreditam que essas ferramentas melhoram o aprendizado, enquanto 12,42% as consideram indiferentes.

A militarização das escolas é rejeitada por 71,84%, enquanto 20,55% se manifestam favoráveis. Já a política de privatização das escolas é rejeitada por 78,23%, contra 16,30% que concordam com essa medida.

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Consulta da Apeosp mostra que a população rejeita a gestão Tarcísio na Educação. Foto: Apeoesp

A deputada Professora Bebel destaca que o levantamento reforça a necessidade de mudanças nas políticas educacionais: “quando a maioria expressiva avalia negativamente temas como valorização profissional, condições de ensino e inclusão, isso indica que é preciso abrir diálogo e rever medidas que não estão respondendo às necessidades da rede”.

Rejeição à política educacional em SP

97,66%
de desaprovação (notas de 0 a 5)
71,89%
deram nota zero à gestão
94,84%
consideram a gestão ruim ou péssima
95,20%
veem a gestão como autoritária
81,75%
avaliam condições de ensino como péssimas
22.335
participantes da consulta
Fonte: APEOESP | Consulta realizada entre 17 e 21 de abril

Outro ponto destacado é o impacto do Programa de Ensino Integral (PEI) e do fechamento de classes no período noturno. Para 92,17% dos participantes, essas medidas excluem estudantes que trabalham. Apenas 5,35% avaliam que não há exclusão, enquanto 2,48% não souberam opinar.

A parlamentar afirma ainda que a participação de diferentes segmentos dá peso aos resultados. “Não se trata de uma opinião isolada, mas de uma avaliação construída por quem vive a escola no dia a dia. Esses dados precisam ser levados em consideração na formulação de políticas públicas”, conclui.

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