IPCA-15 cai e Brasil registra primeira deflação em 1 ano

Bônus de Itaipu contribuiu para a queda de 0,4% do IPCA-15 em agosto, primeira deflação registrada pelo índice em um ano
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Bônus de Itaipu contribuiu para a queda de 0,4% do IPCA-15 em agosto, primeira deflação registrada pelo índice em um ano. Foto: Caio Coronel/Itaipu.

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), índice que calcula uma prévia da inflação oficial do país, registrou queda de 0,4% em agosto, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (26). É a primeira vez em um ano que o indicador apresenta deflação e também a maior queda para o mês desde 2022. Leia em TVT News.

O resultado veio abaixo das expectativas do mercado, que projetava uma retração de aproximadamente 0,32%. Em 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 4,24%, abaixo do teto da meta de inflação do Banco Central, de 4,5%.

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O que é deflação?

Deflação é a queda generalizada dos preços de bens e serviços em determinado período, em um movimento contrário ao da inflação. Enquanto a inflação indica que, em média, os preços estão subindo, a deflação significa que o nível geral de preços apresentou redução.

Alguns produtos, no entanto, podem ter uma queda de preço mais intensa e influenciar mais pesadamente na queda do IPCA-15. No caso de agosto, o resultado negativo foi influenciado por fatores pontuais, em especial a redução temporária da conta de energia elétrica.

Conta de luz puxa queda do índice

O principal fator para o resultado foi o bônus de Itaipu, que reduziu temporariamente o valor das contas de energia elétrica. A energia residencial caiu 6,25% em agosto e teve impacto de -0,26 ponto percentual no índice.

Outros itens também contribuíram para a queda. As passagens aéreas recuaram 13,3%, enquanto a gasolina teve redução de 1,23% e o etanol caiu 3,63%. Alguns alimentos, como batata, tomate e cenoura, também ficaram mais baratos no período.

O impacto do bônus de Itaipu, porém, é temporário. A redução na conta de energia tende a perder força nos próximos meses, o que significa que o resultado de agosto não deve ser interpretado isoladamente como uma mudança permanente na trajetória da inflação.

Mesmo com a deflação no mês, o acumulado em 12 meses continua positivo, em 4,24%. O indicador mostra, portanto, que os preços continuam mais altos do que estavam um ano antes, embora a velocidade de alta tenha diminuído.

Apesar da flutuação negativa do IPCA-15, também houve produtos e serviços que registraram aumento de preços, como o leite longa vida, cigarros e serviços de conserto de automóveis.

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