O deputado federal André Janones (Rede-MG) recebeu alta do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, na tarde desta terça-feira (20), após ser internado na UTI com arritmia cardíaca grave e falta de ar. Na saída, ele comparou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Lionel Messi, defendeu que o petista não precisa aprender a usar redes sociais e convocou a militância do Exército do Lula para derrotar o bolsonarismo nas ruas, nas redes e nas urnas.
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Janones tem alta no hospital e fala como vencer o Bolsonarismo
André Janones deixou o Hospital Vila Nova Star na tarde desta terça-feira (20) e, em entrevista coletiva na porta da unidade, declarou que estava “de volta à ativa”. Ele havia sido internado na madrugada de segunda-feira (19), após acompanhar o debate presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) na TV Bandeirantes. O deputado relatou que estava dormindo apenas três horas por dia e se alimentando mal nas últimas duas semanas.
Ao falar sobre a estratégia para os dias que antecedem o segundo turno, Janones defendeu que a derrota do bolsonarismo exige atuação coordenada nas redes sociais, nas ruas e nas urnas. “Estarei saindo pela porta da frente do hospital Vila Nova Star em São Paulo para comandar o MAIOR EXÉRCITO DEMOCRÁTICO DO MUNDO, durante a batalha final!”, anunciou o parlamentar em suas redes sociais.
A esquerda superou a direita em engajamento nas redes sociais com a liderança de Janones
O canal Exército do Lula, administrado por Janones no WhatsApp, reúne mais de 5,6 milhões de seguidores e se consolidou como a principal ferramenta de mobilização virtual da campanha pela reeleição de Lula. Segundo o deputado, a esquerda superou a direita em engajamento digital nos últimos dias, com ações coordenadas de compartilhamento de publicações, impulsionamento de hashtags e produção de cortes que viralizaram.
A deputada federal eleita Luna Zarattini (PT-SP) atribuiu a internação de Janones ao excesso de trabalho à frente do canal. “Acredito que é de tanto trabalhar”, afirmou Luna, que também destacou a importância do Exército do Lula para a campanha. O próprio Janones afirmou que a militância digital foi responsável por uma “revolução” na comunicação da campanha e que pretende manter o ritmo até a votação.
Janones afirmou que voltará com “força máxima”
Na saída do hospital, Janones foi enfático ao dizer que retorna à campanha com “força máxima”. “Já provocamos uma revolução digital e vamos continuar”, declarou. Ele também rebateu críticas de que Lula precisaria se adaptar às redes sociais: “O Lula é o maior comunicador da história desse país. Ele não precisa aprender a usar as redes sociais. O papel dele é continuar sendo o maior líder popular da história deste País”.
Para explicar a divisão de tarefas entre o presidente e a militância, Janones recorreu à comparação com o jogador argentino Lionel Messi.
“Assim como na seleção da Argentina o Messi continua sendo o gênio, mas precisa dos jovens para correr por ele, o Lula simplesmente precisa da gente fazer o trabalho nas redes sociais enquanto ele brilha”. O deputado também criticou os recentes boicotes da Meta a conteúdos da esquerda e afirmou que pretende evitar que publicações do Exército do Lula sejam prejudicadas pela plataforma.
O que é o Exército do Lula?
O Exército do Lula é um canal criado por André Janones no WhatsApp em abril de 2026, inicialmente com cerca de 50 mil participantes. Ao longo da campanha, o grupo cresceu de forma acelerada e ultrapassou a marca de 5,6 milhões de seguidores, tornando-se a maior comunidade política da plataforma no Brasil. No canal, Janones se intitula “General do Lula” e orienta os integrantes sobre como atuar nas redes, com missões diárias de engajamento e disseminação de mensagens favoráveis ao presidente.

O canal chegou a ser suspenso pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em outubro, mas voltou ao ar após a campanha de Lula registrar a ferramenta no tribunal. Mesmo durante a internação de Janones, o Exército do Lula permaneceu ativo, e o deputado autorizou a campanha a utilizar o canal para mobilizar apoiadores. Agora, com a alta hospitalar, Janones retoma o comando do grupo para os dias decisivos da eleição.
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