Lais Souza fica de pé em público pela primeira vez após 12 anos

Ex-ginasta participou de evento em São Paulo e destacou avanços da polilaminina no tratamento de lesões medulares
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Lais Souza homenageando a pesquisadora Tatiana Sampaio. Foto: Instagram/Reprodução

A ex-ginasta olímpica Lais Souza apareceu de pé em público pela primeira vez desde seu acidente sofrido em 2014. A apresentação ocorreu durante o VTEX Day, na quinta-feira (16), durante homenagem à pesquisadora Tatiana Sampaio, responsável pelo desenvolvimento da polilaminina. A atleta conseguiu ainda dar alguns passos com o auxílio de uma órtese. Saiba os detalhes na TVT News.

Visivelmente emocionada, Lais descreveu a experiência como um “convite ousado”, acompanhado de muito nervosismo. “Deu muito frio na barriga”, afirmou. Apesar de já ter ficado em pé durante sessões de fisioterapia semanas antes, esta foi a primeira vez que o feito aconteceu diante do público: um marco simbólico diante de sua longa jornada de reabilitação.

Homenagem à ciência brasileira

A participação da atleta no evento teve um propósito especial: a entrega do Prêmio Brazilian Engineering 2026 à Tatiana Sampaio, pesquisadora responsável pela descoberta da polilaminina.

A substância é uma das mais promissoras inovações no tratamento de lesões da medula espinhal. Segundo Lais, que acompanha estudos internacionais há mais de uma década, a descoberta brasileira despertou uma esperança inédita, mesmo que ela não esteja sendo submetida ao tratamento com polilaminina. “Hoje eu venho aqui, representando a esperança de milhões de brasileiros”, destacou em publicação no Instagram.

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Avanço com limites clínicos

Apesar do entusiasmo, o tratamento com polilaminina ainda segue critérios rigorosos. Atualmente, a aplicação é indicada apenas para pacientes com lesão medular completa e deve ocorrer, preferencialmente, nas primeiras 72 horas após o trauma. Há ainda possibilidade de uso em até 90 dias, em caráter compassivo, mediante avaliação médica.

Casos crônicos, como o de Lais, que sofreu o acidente há mais de uma década, ainda não são contemplados pelos protocolos atuais. Pesquisas seguem em andamento para ampliar o alcance da terapia no futuro.

Uma trajetória de superação

Ícone da ginástica artística brasileira, Lais Souza disputou os Jogos Olímpicos de 2008 antes de migrar para o esqui aéreo. Em janeiro de 2014, durante um treino nos Estados Unidos para as Olimpíadas de Inverno de Sochi, sofreu um acidente ao colidir com uma árvore. O impacto causou lesões graves nas vértebras cervicais, resultando em tetraplegia.

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