Lula enquadra Trump na ONU e expõe a submissão bolsonarista

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Lula na ONU com o secretário geral André Gutérrez - Foto: Ricardo Stuckert

Por Tadeu Porto *

Que o mundo vive uma fase histórica pela grande agitação das mudanças pelas quais estamos passando, estamos cansados, bem cansados, de saber.

Não é novidade também que a humanidade passe por essa nova ruptura, que se soma às outras vezes em que vivemos isso na história. Esse é um tipo de ciclo que se repete desde a queda de grandes impérios até o renascimento de novas forças.

Esse padrão da história foi registrado, por exemplo, na luta de Davi e Golias, constantemente relembrada no cotidiano de nossas vidas.

No palco do mundo atual, a ONU — que realiza o papel de ambiente mundial da política — protagoniza o que pode ser mais um desses embates históricos entre oprimido e opressor, onde Lula manda um recado direto a Donald Trump: o Brasil não cabe no quintal de ninguém e a democracia brasileira pertence aos brasileiros.

Vale destacar que no auge de mais uma grande crise do capitalismo, um bilionário egocêntrico mede forças com um operário que se organizou para fazer parte da política.

Enquanto Lula defende no cenário internacional a nossa soberania, o Pix público e gratuito, o combate à fome, a valorização salarial e o fim da escala 6×1, nos bastidores operam tentativas de ingerência externa, com contas estrangeiras ligadas ao trumpismo veiculando anúncios pagos para promover Flávio Bolsonaro. Trata-se da escolha decisiva entre um projeto de desenvolvimento nacional independente ou a submissão aos interesses dos EUA.

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Abertura do Debate Geral de Alto Nível da 81.ª Sessão Ordinária da Assembleia Geral das Nações Unidas – Foto: Ricardo Stuckert / PR

O falso nacionalismo se alinha a interesses externos, pois não quer uma melhoria real da vida da população. Os mais ricos, eternos antipetistas, precisam de um povo enfraquecido para explorá-lo.

Assim, o debate se coloca com clareza: proteger a democracia e o voto do povo brasileiro exige barrar o financiamento velado e qualquer tentativa de tutela estrangeira. O combate efetivo à fome, a geração de empregos de qualidade e a garantia de que o trabalhador não viva para exaurir suas forças são elementos centrais de um projeto nacional soberano.

* Tadeu Porto é diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT)


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