Documentário “Manguebit” terá sessão gratuita no Centro Cultural Olido, em SP

Premiado em festivais nacionais e internacionais, longa sobre o movimento manguebeat será exibido no Circuito Spcine com debate após a sessão
Documentario-Manguebit-tera-sessao-gratuita-no-Centro-Cultural-Olido-em-SP-divulgacao-tvt-news
O longa mergulha na trajetória do manguebeat, movimento cultural surgido em Pernambuco que revolucionou a música brasileira. Foto: Divulgação

O documentário Manguebit, dirigido pelo cineasta pernambucano Jura Capela, terá uma sessão gratuita na próxima sexta-feira (5), às 18h30, no Centro Cultural Olido, no centro de São Paulo. A exibição integra a programação do Circuito Spcine e será seguida de um debate com o diretor e o cineasta Paulo Caldas, um dos nomes ligados à renovação do cinema pernambucano nos anos 1990. Saiba os detalhes na TVT News.

Movimento que transformou a música brasileira

Com 101 minutos de duração, o longa mergulha na trajetória do manguebeat, movimento cultural surgido em Pernambuco que revolucionou a música brasileira ao unir ritmos regionais, como maracatu e ciranda, a elementos do rock, hip hop e música eletrônica.

O filme revisita o impacto de grupos como Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S.A., destacando como o movimento ampliou a visibilidade das periferias do Recife e inseriu o estado no circuito internacional da música. Além da dimensão estética, o documentário evidencia o caráter político e social do manguebeat, marcado por críticas à desigualdade urbana e pela valorização da cultura periférica.

>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp

Depoimentos e trilha sonora marcam o longa

Dirigido e roteirizado por Jura Capela, Manguebit reúne imagens de arquivo e depoimentos de artistas, intelectuais e realizadores que participaram da cena cultural pernambucana.

Entre os entrevistados estão Fred 04, Otto, Jorge du Peixe, Lirinha, Siba, Jorge Mautner, Paulo Caldas, Lírio Ferreira e o escritor Xico Sá. Chico Science também aparece em registros históricos presentes no documentário.

A trilha sonora ocupa papel central na narrativa, com músicas de bandas e artistas associados ao movimento, como Mundo Livre S.A., Devotos, Mestre Ambrósio, Banda Eddie, DJ Dolores, Otto e Buhr. A fotografia é assinada por Lucas Barbi, enquanto a montagem ficou a cargo de Rodrigo Lima e Grilo.

Filme acumula prêmios no Brasil e no exterior

Desde sua estreia, o longa acumula reconhecimento em festivais nacionais e internacionais. Em 2022, venceu o prêmio de Melhor Filme no festival In-Edit Brasil.

Também conquistou quatro troféus no Festival Aruanda, incluindo Melhor Direção e Melhor Trilha Sonora, além de prêmios de Melhor Montagem e Edição de Som no Festival Guarnicê de Cinema. Em 2023, recebeu o título de Documentário Musical do Ano no Prêmio Profissionais da Música.

O filme ainda passou por festivais e exibições em países como Estados Unidos, Holanda, Portugal e Espanha.

São Paulo como ponte do manguebeat

Segundo Jura Capela, São Paulo teve papel estratégico na popularização do manguebeat nos anos 1990. A capital paulista serviu como ponto de encontro entre músicos, jornalistas e produtores, ajudando a projetar nacionalmente a cena cultural pernambucana e fortalecendo as conexões entre o Nordeste e o Sudeste.

A sessão no Centro Cultural Olido faz parte da circulação do filme por diferentes capitais brasileiras após exibições em Recife, Brasília e Porto Alegre.

Serviço

Sessão e debate do documentário Manguebit

Data: 5 de junho de 2026

Horário: 18h30

Local: Centro Cultural Olido — Avenida São João, 473, Centro, São Paulo

Entrada gratuita, com retirada de ingressos uma hora antes da sessão

Assuntos Relacionados