Na noite desta terça-feira, uma apoiadora da Bancada Feminista do Psol e do deputado estadual Guilheme Cortez (Psol), que não deseja se identificar, foi agredida por policiais militares nas proximidades da estação de metrô Vila Sônia, na Zona Sul de São Paulo. Ela sofreu uma abordagem policial violenta, foi imobilizada, levada ao chão, rendida, algemada e detida, nas imagens é possível ver ela cercada por sete policiais. Saiba mais em TVT News.
Vídeo: confira a violência Polícia Militar em São Paulo
Durante a abordagem, o material de campanha também foi apreendido. A apoiadora realizava panfletagem regular em via pública. A Lei nº 9.504/1997, Artigo 38, fala sobre as regras de propaganda eleitoral impressa garantindo que: ” Independe da obtenção de licença municipal e de autorização da Justiça Eleitoral a veiculação de propaganda eleitoral pela distribuição de folhetos, adesivos, volantes e outros impressos, os quais devem ser editados sob a responsabilidade do partido, coligação ou candidato.” (Redação da Lei n° 12.8391/2013).
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Truculência da polícia militar de Tarcísio de Freitas
A militante é uma mulher negra e trans, que estava fazendo panfletagem em via pública nas proximidades do metrô Vila Sônia, atividade realizada desde o início da campanha eleitoral, quando foi abordada de maneira truculenta por policiais militares.
Ela foi imobilizada, levada ao chão, algemada e conduzida ao 89º Distrito Policial (DP), na Vila Suzana, Zona Sul de São Paulo, onde a ocorrência foi registrada. Segundo o Boletim de Ocorrência, os policiais participavam de uma Operação Delegada, voltada à fiscalização de ambulantes e comércio ilegal na cidade.
A versão apresentada pela Polícia aponta uma suposta situação de desobediência, mas não menciona a apreensão do material de campanha da Bancada Feminista do PSOL e de Guilherme Cortez. A apoiadora já foi liberada e toda a ação foi registrada em vídeo.
“Ela estava cumprindo as regras da propaganda eleitoral, panfletando em via pública. Existe, sim, uma perseguição às candidaturas de esquerda e vamos tomar providências e denunciar a ação violenta dos policiais à Corregedoria e à Ouvidoria da Polícia”, afirma Paula Nunes, codeputada estadual da Bancada Feminista do PSOL – SP.
A TVT News pediu nota para a Polícia Militar sobre o episódio questionando qual é a justificativa dada pela corporação para o procedimento e se o procedimento será investigado. O espaço permanece aberto para resposta.