O estado Minas Gerais ocupa uma posição estratégica nas eleições presidenciais de 2026. Com mais de 16 milhões de eleitores, o estado é o segundo maior colégio eleitoral do país, atrás apenas de São Paulo. Mas não só pelo número de eleitores o estado é importante. Minas Gerais chama atenção pelo histórico: desde 1989, o candidato que venceu no estado também saiu vencedor na disputa nacional, com exceção de 1994. Leia em TVT News.
A tradição deu origem à expressão “quem ganha em Minas ganha no Brasil”. Embora o resultado mineiro não determine sozinho uma eleição, o desempenho no estado é considerado um importante indicador das tendências nacionais.
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Um dos maiores eleitorados do país
Minas Gerais tem 16.377.659 eleitores aptos a votar em 2026, segundo dados eleitorais. O número representa cerca de 10% do eleitorado brasileiro. As mulheres são maioria entre os eleitores mineiros, correspondendo a aproximadamente 52,5%.
Em números, o estado fica atrás somente de São Paulo, que concentra mais de 34 milhões de eleitores. Na sequência aparecem Rio de Janeiro e Bahia. O tamanho do eleitorado mineiro faz com que diferenças relativamente pequenas na votação possam representar centenas de milhares de votos no resultado nacional.
Minas ainda concentra 853 municípios, distribuídos por regiões com características econômicas, sociais e políticas bastante diferentes. O Sul de Minas e o Triângulo Mineiro, por exemplo, apresentam perfis distintos do Norte do estado e do Vale do Jequitinhonha. A Região Metropolitana de Belo Horizonte também possui dinâmica eleitoral própria.
Essa diversidade faz com que diferentes tendências políticas estejam presentes simultaneamente em Minas. Para as campanhas, conquistar o estado exige dialogar com públicos e demandas variadas.
Histórico transforma estado em termômetro eleitoral
O comportamento de Minas Gerais nas eleições presidenciais ajuda a explicar o peso atribuído ao estado.
A correspondência entre o candidato vencedor em MG e o novo presidente do Brasil em tantas eleições fez com que Minas passasse a ser tratado como uma espécie de termômetro das disputas nacionais. As disputas no estado costumam ser competitivas e apresentam diferenças significativas entre regiões e municípios.
Em 2022, por exemplo, Luiz Inácio Lula da Silva venceu no estado no segundo turno por uma margem estreita e também terminou vencedor na votação nacional.
Em uma eleição nacional apertada, essa característica ganha ainda mais relevância. Uma vantagem de centenas de milhares de votos em Minas pode contribuir para alterar significativamente a diferença entre os candidatos no resultado nacional.
Candidatos miram Minas na disputa de 2026
O peso eleitoral do estado já aparece na estratégia das campanhas. Flávio Bolsonaro, por exemplo, iniciou sua campanha presidencial em Minas Gerais e prevê novas agendas na região durante o primeiro turno. Outros candidatos também devem ampliar viagens, eventos e articulações políticas no estado.
Lula também cumpre agenda no estado nesta sexta (21).