A Academia Brasileira de Cinema anunciou nesta quarta-feira (9) os seis filmes que continuam na disputa para representar o Brasil no Oscar 2027. As produções concorrem à indicação na categoria de Melhor Filme Internacional, e apenas uma delas será escolhida para representar o país na premiação. Leia em TVT News.
O anúncio do longa selecionado está previsto para 16 de setembro. Ao todo, 15 filmes haviam sido inscritos e considerados aptos para participar da seleção. A cerimônia do Oscar 2027 será realizada em 14 de março.
Entre os finalistas estão produções de diferentes gêneros e com temas que passam por relações familiares, memória, amadurecimento, luto, desigualdade e experiências de vida. Confira os seis filmes que permanecem na disputa.
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“100 Dias”
Dirigido por Carlos Saldanha, o longa é inspirado na travessia realizada pelo navegador Amyr Klink pelo Atlântico Sul. Em 1984, ele percorreu quase 7 mil quilômetros sozinho, a bordo de um barco a remo, entre a Namíbia e a Bahia.
A produção acompanha os 100 dias da viagem e também explora aspectos pessoais da trajetória de Klink, incluindo sua relação com a memória, escolhas do passado e questões familiares.
“A Fabulosa Máquina do Tempo”
O documentário de Eliza Capai acompanha meninas do sertão do Piauí que transitam entre as redes sociais, a religião e as expectativas para o futuro. A partir de uma brincadeira, elas imaginam uma máquina capaz de levá-las para outras épocas.
A fantasia criada pelas jovens serve como ponto de partida para revisitar as histórias de suas mães e avós, marcadas por pobreza e desigualdade, enquanto elas projetam uma vida diferente para o futuro. O filme aborda ainda a passagem da infância para a adolescência e as expectativas sobre o que significa ser mulher.
“A Natureza das Coisas Invisíveis”
A coprodução entre Brasil e Chile, dirigida por Rafaela Camelo, acompanha Glória, de 10 anos, durante as férias no hospital onde sua mãe trabalha como enfermeira. No local, ela conhece Sofia, que se preocupa com a situação da bisavó internada no mesmo centro médico.
As duas desenvolvem uma amizade enquanto desejam deixar o ambiente hospitalar. A história se desloca posteriormente para o interior de Goiás, onde as meninas e suas mães passam os últimos dias de um verão marcado por descobertas e despedidas.
“Feito Pipa”
Dirigido por Allan Deberton, o filme acompanha Gugu, um menino de 12 anos que tem no futebol uma de suas paixões e foi criado pela avó, Dilma, professora aposentada. Ao lado dela, o garoto cresce em um ambiente marcado por liberdade, afeto e criatividade.
A convivência com o pai, Batista, é atravessada por ausências, expectativas e questões que permanecem não ditas. Esse cenário muda quando Gugu se vê diante da possibilidade de deixar a avó e passar a viver com o pai.
“Nosso Segredo”
Primeiro longa dirigido por Grace Passô, “Nosso Segredo” acompanha uma família negra depois da morte recente de um de seus integrantes. Cada personagem encontra uma maneira própria de enfrentar o luto, o que acaba dificultando a reconstrução da convivência familiar.
No centro da trama está o filho mais novo, que guarda uma informação que obrigará a família a encarar unida as raízes de seu sofrimento.
“Vicentina Pede Desculpas”
Gabriel Martins conta a história de Vicentina, uma professora aposentada de 75 anos que perde o filho Wesley, motorista de ônibus envolvido em um acidente fatal em Belo Horizonte. A tragédia ganha repercussão nacional e imagens do acidente levantam suspeitas sobre as causas reais do acidente.
Diante das circunstâncias da morte, Vicentina decide procurar os familiares das vítimas para pedir desculpas. A busca a coloca diante de diferentes versões sobre o que aconteceu e de questões que envolvem a morte do filho e sua própria tentativa de seguir adiante.
Escolha será anunciada em setembro
Os seis filmes foram definidos pela comissão responsável pela seleção brasileira depois da análise das 15 produções habilitadas. O escolhido será enviado para a disputa por uma vaga entre os indicados ao Oscar de Melhor Filme Internacional.
O Brasil chega à nova disputa depois da vitória histórica de “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, que conquistou o Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025.