Suíça x Argélia hoje (2); onde ver; horário e escalações

A Suíça, que terminou em primeiro lugar do seu grupo, irá enfrentar a Argélia, uma das terceiras colocadas classificadas para o mata-mata
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A Suíça enfrenta a Argélia na virada desta quinta para sexta – TVT Arte

Para os amaantes da madrugada, a última partida desta quinta-feira (2) será disputada à meia-noite (horário de Brasília), no BC Place, em Vancouver, no Canadá. Suíça e Argélia entram em campo em busca de uma vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 após campanhas que demonstraram capacidade de reação ao longo da fase de grupos.  Leia tudo sobre a Copa do Mundo na TVT News.

Os suíços terminaram na liderança do Grupo B, enquanto a Argélia avançou entre as melhores terceiras colocadas da competição. Quem vencer enfrentará o ganhador do confronto entre Colômbia e Gana, também válido pelo mata-mata do Mundial.

A partida terá transmissão da CazéTV.

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Suíça

A seleção suíça chega embalada pela liderança do Grupo B. A equipe estreou empatando com o Qatar por 1 a 1 em um resultado considerado abaixo das expectativas, mas respondeu nas rodadas seguintes com atuações consistentes.

Na segunda partida, goleou a Bósnia por 4 a 1 e, na sequência, venceu o Canadá por 2 a 1, resultado que confirmou a primeira colocação da chave.

O técnico Murat Yakin encontrou uma formação que deu estabilidade à equipe. No meio-campo, Granit Xhaka continua sendo o principal organizador das jogadas e responsável pelo equilíbrio entre defesa e ataque. À frente, Breel Embolo permanece como referência ofensiva, utilizando força física e movimentação para abrir espaços na defesa adversária.

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Granit Xhaka, jogador da Suíça – Foto: Reprodução

A provável escalação da Suíça conta com Kobel; Jaquez, Elvedi, Akanji e Ricardo Rodríguez; Freuler, Sow e Xhaka; Manzambi, Ruben Vargas e Embolo.

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Depois de liderar seu grupo, a expectativa da equipe é manter o padrão apresentado nas últimas rodadas, com posse de bola, organização defensiva e transições rápidas quando encontrar espaços.

Argélia

A Argélia chega ao confronto após uma campanha de recuperação. A seleção africana iniciou sua participação com derrota por 3 a 0 para a Argentina, mas reagiu ao vencer a Jordânia por 2 a 0 e arrancar um empate por 3 a 3 diante da Áustria, resultado suficiente para garantir a classificação ao mata-mata.

A equipe comandada por Vladimir Petkovic deve repetir a formação utilizada na última rodada, preservando a base que assegurou a vaga.

No setor ofensivo, Riyad Mahrez segue como principal referência técnica da seleção, concentrando boa parte da criação das jogadas. Ao seu lado, Amine Gouiri aparece como opção para finalizar as ações ofensivas.

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Riyad Mahrez segurando a camisa do City quando foi renovado para a temporada de 2025 – Reprodução/Redes sociais

A provável equipe tem Benbot; Belghali, Mandi, Bensebaini e Aït-Nouri; Boudaoui, Bentaleb, Chaïbi, Maza e Mahrez; Gouiri.

Outro nome presente no elenco é Luca Zidane, filho do ex-jogador Zinedine Zidane. O goleiro, entretanto, deve permanecer entre os reservas nesta fase da competição, após péssimo desempenho em partida contra Argentina.

A classificação ao mata-mata reforçou a capacidade de reação demonstrada pela Argélia após o revés na estreia, e a equipe busca manter esse desempenho diante da seleção suíça.

Futebol e luta pela independência caminharam de mãos dadas na Argélia

A relação entre futebol e política faz parte da origem da seleção argelina.

Durante a luta pela independência contra o domínio francês, a Frente de Libertação Nacional (FLN) utilizou o esporte como instrumento de mobilização internacional.

Em 1958, ainda antes da independência formal do país, foi criada uma seleção não oficial composta por jogadores argelinos que atuavam em clubes franceses.

Mohamed Boumezrag, um ex-jogador argelino que jogou no futebol francês foi um dos que impulsionaram esse moimento.

Diversos atletas, como Rachid Mekhloufi e Mustapha Zitouni, abandonaram carreiras promissoras na França para integrar a equipe ligada ao movimento independentista. Desses jogadores, alguns eram até mesmo cotados para disputar a Copa do Mundo daquele ano.

Durante quatro anos, a equipe da FLN percorreu diversos países realizando partidas amistosas e divulgando internacionalmente a causa da independência argelina. O grupo disputou 92 partidas, com 65 vitórias.

Após o fim da guerra e a independência conquistada em 1962, aquela seleção deu lugar à equipe nacional oficialmente reconhecida.

Por isso, para muitos historiadores do esporte, a seleção argelina é uma das poucas do mundo cuja origem está diretamente ligada a um processo de libertação nacional.

A vitória que mudou a história das Copas

A Argélia também ocupa um lugar importante na história dos Mundiais.

Na Copa de 1982, disputada na Espanha, a seleção africana derrotou a Alemanha Ocidental por 2 a 1 na fase de grupos. Foi a primeira vez que uma equipe africana venceu uma seleção europeia em uma Copa do Mundo.

Mesmo com o resultado histórico, os argelinos acabaram eliminados após um episódio que ficou conhecido como “Vergonha de Gijón”. Alemanha Ocidental e Áustria entraram em campo sabendo exatamente do resultado necessário para que ambas avançassem.

Após o gol alemão no início da partida, as duas equipes praticamente deixaram de atacar, mantendo o placar de 1 a 0 até o apito final. O resultado eliminou a Argélia e provocou protestos em todo o mundo.

O episódio levou a FIFA a adotar uma mudança permanente no regulamento: desde então, os jogos da última rodada da fase de grupos passaram a ser disputados simultaneamente.

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