Durante plenária da Marcha dos Trabalhadores nesta quarta (15), Guilherme Boulos disse acreditar que o fim da escala 6×1 ocorra em no máximo três meses. Leia em TVT News.
A Marcha dos Trabalhadores ocorre hoje em Brasília, reunindo pessoas do Brasil inteiro. As principais pautas do evento são o fim da escala 6×1, a redução da jornada de trabalho sem redução salarial e a defesa da vida das mulheres. Ao fim do evento, trabalhadores entregam carta de reivindicações ao presidente Lula e presidentes do Congresso e Câmara.
“Nós queremos para agora! Nós queremos o fim da 6 por 1 para agora”, disse Boulos em discurso
Em fala que antecedeu a marcha, Guilherme Boulos defendeu a urgência da tramitação do projeto de lei que põe fim à jornada 6×1, classificando a iniciativa como uma medida essencial para a dignidade da classe trabalhadora.
“E vendo essa marcha de hoje e o movimento que as centrais têm feito, e a iniciativa corajosa do presidente Lula, eu estou achando que até o dia 15 de julho a gente vai ter uma grande notícia para os trabalhadores deste país, que é o fim da jornada 6×1 sem redução de salário“, disse o ministro.
Durante seu discurso, Boulos destacou que a proposta “prevê a adaptação de 90 dias, que é o justo”, rejeitando sugestões de transição prolongada, como a que defende 5 anos de adaptação. “O trabalhador tem urgência”.
O objetivo central da mobilização é garantir que o descanso se torne, de fato, um direito real:
“Dois dias de descanso é tempo para a família, é tempo de lazer, de ver o Domingão… Quem quiser assistir ao jogo do Flamengo, Palmeiras, do Vasco, do São Paulo, assiste também, de quem quiser. O importante é o trabalhador ter um dia de descanso a mais para fazer o que quiser com ele”.
Boulos defende que o fim da 6×1 impacta mais trabalhadoras mulheres

Boulos também enfatizou o recorte de gênero no debate sobre o fim da escala 6×1 e defendeu que a mudança terá um impacto profundo na vida das mulheres, que hoje enfrentam uma dupla jornada exaustiva:
“Para a trabalhadora, o fim da 6 por 1 é ainda mais importante porque, infelizmente, a gente ainda tem uma cultura muito machista, que na cabeça das pessoas é a mulher que tem que fazer o serviço de casa, e o único dia de descanso que a trabalhadora tem é para arrumar a casa, lavar a louça e fazer a comida. Agora a gente vai tirar essa trabalhadora do sufoco e dar mais um dia de descanso para ela”, disse Boulos
Confira a fala completa de Boulos na Marcha da Classe Trabalhadora
A marcha
As ruas da capital federal foram tomadas no dia de hoje pela Marcha da Classe Trabalhadora. Milhares de manifestantes, vindos de diversas regiões do país reuniram-se pelo fim da escala 6×1 e na redução da jornada de trabalho sem redução salarial.
Com organização da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais sindicais, a Marcha da Classe Trabalhadora 2026 reuniu diversas caravanas pelo país. A concentração começou por volta das 8 horas no estacionamento do Teatro Nacional e a plenária, que estava prevista para às 9h, começou com um pouco de atraso, por volta das 10h e a marcha começo 11h.

