Por Fábia Regina Ribeiro Gonzaga Medeiros
Um ato em solidariedade à Cuba reuniu, nesta segunda-feira (27), lideranças políticas, sindicais e movimentos sociais na Casa de Portugal, na região central de São Paulo. A atividade foi organizada pela APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), com apoio de dezenas de entidades. Leia em TVT News.
Com o lema “Trump, tire as mãos de Cuba. Queremos Cuba Live!”, o encontro abordou a situação econômica do país caribenho, marcada por dificuldades no acesso a combustível, medicamentos e outros insumos, em meio ao embargo econômico imposto pelos Estados Unidos.
Participaram representantes de organizações da sociedade civil, movimentos sociais e partidos políticos. O evento foi conduzido por Dom Ernesto, apresentador da TVT.
A presidenta da APEOESP, deputada estadual Professora Bebel, defendeu a soberania dos países e criticou as sanções econômicas internacionais. Em sua fala, também mencionou a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em temas de política externa e comércio internacional.
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“Eles estão de olho no Brasil, em tudo que é nosso, terra, água e petróleo”, afirmou.
O cônsul de Cuba em São Paulo, Benigno Pérez Fernández, avaliou que o país enfrenta fortes restrições econômicas, mas mantém sua estrutura institucional. “Cuba não é um Estado falido, mas um Estado submetido a uma guerra econômica”, disse.
Campanha e mobilização para ajuda à Cuba
Durante o ato, foi lançada a campanha “5 Reais por Cuba”, além da arrecadação de medicamentos e alimentos não perecíveis destinados à população do país.
Segundo os organizadores, a iniciativa busca amenizar os efeitos da crise energética e das restrições econômicas que atingem a ilha.
Os participantes também destacaram a duração do embargo econômico imposto pelos Estados Unidos, em vigor há mais de seis décadas, e apontaram impactos nas condições de vida da população cubana.
Contexto internacional
O embargo econômico a Cuba teve início na década de 1960, após a Revolução Cubana, e permanece como um dos principais pontos de tensão nas relações entre o país e os Estados Unidos.
Organizações internacionais e movimentos sociais frequentemente apontam efeitos das sanções sobre a economia e o acesso a bens essenciais no país caribenho.
Ao final do encontro, os participantes defenderam a ampliação da solidariedade internacional e a continuidade de iniciativas de apoio à população cubana.
