Qual o preço do petróleo com a retomada dos ataques ao Irã

Petróleo Brent chega abaixo dos US$ 80 o barril após negociações entre EUA e Irã avançarem
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Preço do petróleo em queda. Foto de Alimurat Üral / Pexels

Confira o valor do barril de petróleo Brent em 8 de julho de 2026, com a TVT News.

Os preços do petróleo dispararam nesta quarta-feira após a retomada de ataques dos Estados Unidos contra alvos iranianos e a retomada das sanções às exportações de petróleo do país.

A combinação entre o aumento das hostilidades militares, o endurecimento das sanções econômicas e os riscos para uma das principais rotas marítimas do comércio mundial provocou uma reação imediata nos mercados internacionais.

Os contratos futuros do petróleo Brent, referência para boa parte das negociações globais, chegaram a subir quase 6% nas primeiras horas do dia, enquanto o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, também registrou valorização superior a 5%.

Além do impacto direto sobre a cotação da commodity, os acontecimentos voltaram a pressionar bolsas de valores, investidores e empresas ligadas ao setor de energia, em um momento no qual os mercados ainda buscavam estabilidade após semanas de oscilações provocadas pelo conflito no Oriente Médio.

Brent e WTI registram alta superior a 5%

Por volta das 6h40 (horário de Brasília), os contratos futuros do petróleo Brent avançavam 5,95%, sendo negociados a US$ 78,58 por barril.

No mesmo horário, o petróleo West Texas Intermediate (WTI), principal referência do mercado norte-americano, registrava alta de 5,81%, cotado a US$ 74,54 por barril.

Em outro momento da sessão, o Brent chegou a operar próximo de US$ 78,09, acumulando valorização superior a 5%, enquanto o WTI era negociado na faixa de US$ 74,23.

Embora ambos os contratos viessem acumulando perdas nas semanas anteriores e tivessem retornado a níveis próximos aos registrados antes do início da atual fase do conflito entre Estados Unidos e Irã, a nova ofensiva militar interrompeu esse movimento e recolocou a segurança do abastecimento mundial no centro das atenções.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (15) que navios com petróleo “começam a sair” do Estreito de Ormuz, graças ao anúncio de um acordo de paz entre.

O Brent, referência internacional, era negociado a US$ 82,9 por barril por volta das 8h do dia 15. Nesta segunda (22), o preço caiu abaixo dos US$ 80, e chegou a US$ 78,77.

Preço do Petróleo Brent hoje

Qual o preço do petróleo hoje

Em abril, o petróleo Brent, referência internacional, ficou na faixa dos 90 dólares o barril.

Novos ataques ampliam tensão entre Washington e Teerã

A disparada dos preços ocorreu depois que os Estados Unidos lançaram novos ataques contra o Irã, alegando responder às ações iranianas contra navios comerciais que navegavam nas proximidades do Estreito de Ormuz.

Além da ofensiva militar, o governo norte-americano decidiu restabelecer sanções às exportações de petróleo iraniano, revogando uma licença geral que havia permitido temporariamente a comercialização do produto.

Segundo autoridades americanas, a decisão foi tomada após novos ataques contra petroleiros na região considerada estratégica para o comércio internacional de energia.

O presidente Donald Trump também elevou o tom das declarações ao afirmar que o acordo de paz firmado anteriormente entre os dois países havia “acabado”, sinalizando uma deterioração ainda maior das relações diplomáticas.

A combinação entre ações militares e sanções econômicas aumentou as preocupações de investidores sobre possíveis impactos no fornecimento mundial de petróleo.

Irã acusa Estados Unidos de violar acordo

A resposta iraniana veio poucas horas depois.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou a retomada das sanções americanas e afirmou que Washington descumpriu o memorando de entendimento firmado entre os dois países para encerrar a guerra.

Em nota, o governo iraniano classificou a decisão como uma violação dos compromissos assumidos e prometeu uma “resposta devastadora” aos novos ataques.

Segundo autoridades iranianas, a revogação da autorização para exportações de petróleo representa uma ruptura das negociações que buscavam reduzir as tensões na região.

As declarações aumentaram ainda mais a percepção de risco entre investidores, que passaram a considerar a possibilidade de novas ofensivas militares e de impactos mais amplos sobre o mercado internacional de energia.

Estreito de Ormuz volta ao centro das preocupações

Grande parte da reação do mercado está ligada ao Estreito de Ormuz, considerado uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de petróleo no mundo.

A hidrovia conecta produtores do Golfo Pérsico aos principais mercados consumidores da Ásia, Europa e América do Norte, concentrando diariamente parte significativa do comércio global da commodity.

Qualquer ameaça à segurança da navegação na região costuma provocar forte volatilidade nos preços internacionais.

Após os ataques registrados nos últimos dias, dados de rastreamento marítimo mostraram que pelo menos quatro petroleiros e navios transportadores de gás natural desistiram de cruzar o estreito, alterando suas rotas por motivos de segurança.

A decisão reforçou os receios de operadores logísticos e empresas do setor de energia sobre possíveis interrupções na cadeia global de abastecimento.

Mesmo sem um bloqueio formal da passagem marítima, a simples elevação dos riscos de navegação já foi suficiente para provocar uma rápida reprecificação do petróleo nos mercados futuros.

Estoques americanos ampliam preocupação

Outro fator que contribuiu para a alta das cotações foi a divulgação de dados sobre as reservas estratégicas dos Estados Unidos.

Informações publicadas nesta semana indicam que os estoques da Reserva Estratégica de Petróleo norte-americana atingiram o menor nível desde 1983.

O indicador é acompanhado de perto por investidores porque representa uma espécie de colchão de segurança utilizado pelo governo americano em momentos de crise no abastecimento.

Com reservas menores, cresce a percepção de que eventuais interrupções no fornecimento internacional poderiam produzir efeitos mais rápidos sobre os preços e sobre a oferta disponível para o mercado.

Analistas avaliam que a combinação entre estoques reduzidos, tensões militares e dificuldades logísticas cria um ambiente de maior sensibilidade para o mercado de petróleo.

Mercado acompanha risco para oferta mundial

Embora ainda não haja confirmação de interrupções significativas na produção de petróleo dos países da região, investidores acompanham atentamente os desdobramentos da crise.

O Oriente Médio concentra alguns dos maiores produtores de petróleo do planeta, e qualquer ameaça à infraestrutura energética ou às rotas marítimas costuma produzir reflexos imediatos nas bolsas de mercadorias.

Além do impacto sobre os combustíveis, a valorização do petróleo pode influenciar cadeias produtivas inteiras, já que o produto é utilizado como matéria-prima em diversos setores industriais e exerce forte influência sobre os custos de transporte, logística e geração de energia.

Por esse motivo, operadores financeiros passaram a monitorar não apenas a evolução do conflito entre Estados Unidos e Irã, mas também as possíveis respostas diplomáticas e militares dos dois países nos próximos dias, cenário que continuará sendo determinante para o comportamento das cotações internacionais.

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Bolsas europeias em alta

As bolsas europeias abriram em alta nesta segunda-feira, reagindo positivamente ao anúncio de um acordo no Oriente Médio, que levou os preços do petróleo ao menor nível desde março e reduziu a pressão sobre as taxas de juros.

Após os primeiros minutos de negociação, a Bolsa de Paris avançava 1,84%, desempenho ligeiramente superior ao de Frankfurt, que subia 1,74%. Mais dependente das cotações do petróleo, Londres registrava alta mais moderada, de 0,80%.

Acompanhe também os principais indicadores econômicos nesta terça, 9 de junho.

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