As quartas de final da Copa do Mundo de 2026 prosseguem nesta sexta-feira (10) com um dos confrontos mais aguardados do torneio. Espanha e Bélgica entram em campo às 16h (horário de Brasília), no Estádio de Los Angeles, nos Estados Unidos, disputando uma vaga entre as quatro melhores seleções da competição. Quem avançar enfrentará a França na semifinal. Leia tudo sobre a Copa do Mundo na TVT News.
O duelo reúne duas equipes tradicionais do futebol europeu, que chegam embaladas após classificações importantes nas oitavas de final. A Espanha eliminou Portugal por 1 a 0 em um clássico decidido apenas nos acréscimos do segundo tempo, enquanto a Bélgica superou os Estados Unidos por 4 a 1 em uma atuação dominante, marcada por dois gols de Charles De Ketelaere e participações decisivas de Romelu Lukaku.
>> Resultados da Copa do Mundo em tempo real
>> Veja o chaveamento até a final da Copa do Mundo aqui
Além da classificação para a semifinal, a partida carrega um importante peso histórico. Espanha e Bélgica voltam a se enfrentar em uma Copa do Mundo quarenta anos depois do confronto das quartas de final do Mundial de 1986, quando os belgas eliminaram os espanhóis na disputa por pênaltis. Desde então, a seleção espanhola construiu ampla vantagem no retrospecto geral entre as equipes e busca transformar o reencontro em mais um passo rumo ao segundo título mundial de sua história.
Onde assistir Espanha x Bélgica
O confronto terá transmissão ao vivo pela TV Globo, sportv, ge tv e CazéTV. O portal ge também acompanha a partida em tempo real, com cobertura lance a lance.
Espanha tem defesa invicta, mas não apresentou nada de excpecional até agora
A campanha espanhola é uma das mais consistentes desta edição da Copa do Mundo. Até aqui, a equipe comandada por Luis de la Fuente ainda não sofreu gols no torneio e chega às quartas de final embalada por uma sequência de quatro vitórias consecutivas, mas sem grandes performances em campo.
Depois do empate sem gols diante de Cabo Verde na estreia, a Espanha venceu Arábia Saudita por 4 a 0, superou o Uruguai por 1 a 0 (em uma das partidas mais feias da Copa do Mundo), goleou a Áustria por 3 a 0 e eliminou Portugal por 1 a 0 nas oitavas de final.
A classificação diante dos portugueses reforçou a força defensiva da equipe. O gol da vitória saiu apenas nos acréscimos do segundo tempo, marcado pelo meio-campista Mikel Merino, coroando uma atuação de controle da posse de bola e intensidade na marcação.
Além do desempenho coletivo, a seleção espanhola conta com alguns dos jogadores mais destacados da competição.
O jovem Lamine Yamal segue sendo uma das principais atrações do Mundial. Aos 18 anos, o atacante combina velocidade, capacidade de drible e visão de jogo, tornando-se uma das principais armas ofensivas da equipe.

No meio-campo, Rodri continua sendo o responsável pelo equilíbrio da equipe. Sua capacidade de organização permite que jogadores como Pedri e Dani Olmo atuem com maior liberdade na criação das jogadas.
No comando do ataque, Mikel Oyarzabal permanece como referência ofensiva, aproveitando a movimentação constante dos companheiros para buscar espaços na defesa adversária.
Equipe sob comando de Luis de la Fuente
A seleção comandada por Luis de la Fuente chega praticamente sem mudanças para enfrentar a Bélgica.
A tendência é que o treinador mantenha a base responsável pela vitória sobre Portugal, preservando o modelo de jogo que transformou a equipe em uma das favoritas ao título.
A principal aposta ofensiva continua sendo Lamine Yamal. O atacante tem participado diretamente das principais jogadas da Espanha, utilizando velocidade pelos lados do campo para criar oportunidades de gol.
Ao lado dele, Dani Olmo e Álex Baena oferecem mobilidade entre as linhas, enquanto Oyarzabal atua como referência ofensiva dentro da área.
No meio-campo, Rodri e Pedri seguem formando uma das duplas mais qualificadas da competição. O volante do Manchester City dita o ritmo das partidas, enquanto Pedri oferece criatividade e aproximação ao setor ofensivo.
Na defesa, Cubarsí, Laporte, Cucurella e Pedro Porro formam uma linha que ainda não foi vazada nesta Copa do Mundo, fator que ajuda a explicar o desempenho consistente da equipe.
Luis de la Fuente não deverá promover alterações significativas na formação titular.
Provável escalação da Espanha:
Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte e Cucurella; Rodri e Pedri; Lamine Yamal, Dani Olmo e Álex Baena; Mikel Oyarzabal.
O único jogador pendurado é Ferran Torres, que poderá desfalcar a equipe em uma eventual semifinal caso receba novo cartão amarelo.
Além da vaga entre os quatro melhores do Mundial, a Espanha busca confirmar a força apresentada ao longo da competição e seguir na disputa pelo segundo título de sua história. Uma vitória também representaria a superação definitiva de um dos episódios mais marcantes da história recente da seleção em Copas do Mundo: a eliminação para a própria Bélgica nas quartas de final de 1986.
Histórico favorece os espanhóis
O retrospecto geral entre Espanha e Bélgica aponta vantagem para La Roja.
Ao longo da história, as seleções se enfrentaram 23 vezes, com 12 vitórias espanholas, seis empates e cinco triunfos belgas.
Apesar da superioridade estatística, um dos capítulos mais marcantes desse confronto foi escrito justamente em uma Copa do Mundo.
Em 1986, no México, Espanha e Bélgica disputaram uma vaga na semifinal. Após empate por 1 a 1 no tempo regulamentar, os belgas venceram por 5 a 4 nos pênaltis.
A eliminação marcou profundamente uma geração de jogadores espanhóis e fortaleceu o que ficou conhecido na imprensa do país como a “maldição das quartas de final”.
Na ocasião, o atacante Eloy Olaya desperdiçou a cobrança decisiva da disputa por pênaltis.
Anos depois, ele relembrou aquele momento.
“Aquele pênalti foi o pior trago da minha carreira.”
Quatro anos mais tarde, na Copa da Itália, a Espanha conseguiu devolver parte daquele resultado ao vencer a Bélgica por 2 a 1 ainda na fase de grupos.
Embora tenha representado uma resposta esportiva, a vitória não ocorreu em um confronto eliminatório, o que mantém o reencontro desta edição cercado por simbolismo.
Bélgica aposta na força do elenco para voltar à semifinal
A Bélgica chega às quartas de final após uma campanha de recuperação ao longo da Copa do Mundo. Depois de uma fase de grupos marcada por oscilações, a seleção comandada por Rudi Garcia cresceu no momento decisivo da competição e tenta repetir a campanha de 1986, quando alcançou pela primeira vez uma semifinal de Mundial justamente após eliminar a Espanha.
Na primeira fase, os belgas empataram com Egito e Irã antes de garantirem a liderança do grupo com uma goleada por 5 a 1 sobre a Nova Zelândia. Nas oitavas de final, a equipe protagonizou uma das atuações mais convincentes da competição ao derrotar os Estados Unidos por 4 a 1.
O destaque da partida foi Charles De Ketelaere, autor de dois gols. Hans Vanaken também balançou as redes, enquanto Romelu Lukaku, que saiu do banco de reservas, fechou a goleada e reforçou a disputa por uma vaga entre os titulares.

Mesmo vivendo uma renovação de elenco, a Bélgica continua contando com atletas experientes capazes de decidir partidas em mata-matas.
O principal nome segue sendo Thibaut Courtois. Considerado um dos melhores goleiros do futebol mundial, ele chega para mais um duelo eliminatório carregando a responsabilidade de liderar uma defesa que cresceu durante a competição.

O histórico diante da Espanha reforça essa expectativa. Em 1986, outro goleiro belga entrou para a história do confronto. Jean-Marie Pfaff, eleito o melhor do mundo no ano seguinte, foi decisivo na classificação conquistada nos pênaltis.
No meio-campo, Youri Tielemans, Nicolas Raskin e Hans Vanaken formam a base da construção ofensiva, enquanto Leandro Trossard e Dodi Lukebakio oferecem velocidade pelos lados do campo.
Já no ataque, De Ketelaere atravessa seu melhor momento na Copa. O atacante chega embalado pelos dois gols marcados diante dos Estados Unidos, embora Lukaku siga como uma alternativa de peso para o segundo tempo ou até mesmo para iniciar entre os titulares.
Mudanças em relação à geração de ouro
Ao contrário das últimas Copas do Mundo, a Bélgica chega ao mata-mata vivendo um processo de renovação.
Jogadores que marcaram uma era na seleção deram lugar a uma nova geração, enquanto alguns remanescentes permanecem como referências dentro do elenco.
Kevin De Bruyne, um dos principais nomes do futebol belga na última década, novamente deve iniciar a partida no banco de reservas por opção do técnico Rudi Garcia.
A ausência entre os titulares representa uma das decisões mais comentadas da comissão técnica ao longo do torneio.
Mesmo assim, a equipe demonstrou competitividade e conseguiu encontrar soluções ofensivas com atletas mais jovens.
A Bélgica também chega para o confronto com dois desfalques importantes.
O volante Amadou Onana está fora por lesão, enquanto o zagueiro Zeno Debast, recuperado fisicamente, permanece vetado por decisão do Sporting, clube ao qual pertence.
O defensor Brandon Mechele entra em campo pendurado e pode desfalcar a equipe em caso de classificação para a semifinal.
Provável escalação da Bélgica:
Courtois; Castagne, Mechele, Ngoy e De Cuyper; Tielemans, Raskin e Vanaken; Lukebakio, De Ketelaere (Lukaku) e Trossard.
Arbitragem
A Fifa escalou uma equipe inglesa para comandar o confronto entre espanhóis e belgas.
Árbitro: Michael Oliver (Inglaterra)
Assistentes: Stuart Burt (Inglaterra) e James Mainwaring (Inglaterra)
VAR: Ramon Abatti (Brasil)
Vaga na semifinal vale duelo contra a França
Além da classificação entre as quatro melhores seleções da Copa do Mundo, o vencedor do confronto terá pela frente a França, que já garantiu presença na semifinal.
A possibilidade de enfrentar os franceses aumenta ainda mais o peso da partida desta sexta-feira. Tanto Espanha quanto Bélgica buscam confirmar o bom momento apresentado ao longo do torneio e manter vivo o sonho do título mundial.
Para os espanhóis, uma vitória também representa a oportunidade de afastar definitivamente a lembrança da eliminação sofrida para os belgas em 1986 e aproximar o país do segundo título de sua história.
Do lado belga, avançar significaria reeditar a melhor campanha da seleção em Copas do Mundo e consolidar a nova geração como protagonista do torneio.
Independentemente do resultado, o duelo reúne alguns dos principais talentos do futebol internacional. Lamine Yamal chega como um dos jogadores mais desequilibrantes da competição, enquanto Courtois segue sendo referência entre os goleiros e Lukaku continua representando uma opção ofensiva de alto nível para a Bélgica.
Com duas seleções tradicionais, retrospecto histórico equilibrado em Mundiais e uma vaga na semifinal em jogo, Espanha e Bélgica protagonizam um dos confrontos de maior expectativa desta fase da Copa do Mundo de 2026.

