Acompanhe a cobertura da TVT da guerra no Oriente Médio com nossa repórter Laura Capriglione enviada ao país. Leia mais em TVT News.
A Rede TVT realiza uma cobertura especial da guerra no Oriente Médio diretamente do Irã. A repórter Laura Capriglione está no país para mostrar os desdobramentos da retomada do conflito, dias após a retomada dos bombardeios pelos Estados Unidos.
A cobertura pode ser acompanhada ao vivo no TVT News Primeira Edição, com informações e análises direto do local dos acontecimentos.
EUA retomam ataques na costa do Irã
Os Estados Unidos voltou a atacar o Irã nesta quarta (8). O presidente Donald Trump fez uma advertência encerrando a trégua após a retomada dos confrontos entre os dois países no Golfo Pérsico e no estratégico Estreito de Ormuz.
Essa importante rota marítima para o comércio global de hidrocarbonetos continua sendo um dos principais pontos de tensão do conflito, que começou no final de fevereiro com a ofensiva conjunta EUA-Israel contra o Irã.
Teerã quer controlar o Estreito de Ormuz impondo pedágios e advertiu que atacará navios que não respeitarem os corredores autorizados. Desde junho, o Teerã negocia com Washington para encontrar uma solução duradoura para o conflito.
Os bombardeios atribuídos ao Irã contra pelo menos três embarcações nos últimos dias desencadearam uma ofensiva dos EUA contra alvos iranianos na terça-feira, à qual Teerã respondeu atacando países do Golfo aliados a Washington.

“No que me diz respeito, acabou”, declarou Trump na quarta-feira durante a cúpula da OTAN na Turquia, quando questionado se a trégua com o Irã ainda estava em vigor. “É uma perda de tempo negociar com eles”, acrescentou.
“Deixarei nossos excelentes negociadores continuarem conversando, se quiserem, mas não vejo isso acontecendo. Não gosto dessas pessoas”, comentou. Mais tarde, Trump advertiu: “Esta noite vamos atacá-los com força”.
As declarações do presidente americano impulsionaram os preços do petróleo, e o preço do petróleo Brent, do Mar do Norte, subiu 6%, para US$ 79 o barril.
A agência de notícias iraniana IRIB relatou diversas explosões na quarta-feira nas proximidades do Estreito de Ormuz, incluindo seis na Ilha de Qeshm, sete na cidade de Sirik e várias outras em Bandar Abbas, um dos principais portos do país.
Explosões também foram relatadas na cidade portuária de Bushehr, onde fica a única usina nuclear civil do país.
A cidade está localizada perto da Ilha de Khark, o principal terminal petrolífero do Irã, por onde passam aproximadamente 90% das exportações de petróleo bruto do país.
A mídia estatal iraniana acrescentou que um membro da Guarda Revolucionária foi morto no sudoeste do país.
O Comando do Oriente Médio dos EUA (Centcom) afirmou que suas forças atacaram mais de 80 alvos, incluindo sistemas de defesa aérea iranianos, instalações de radar costeiras e 60 embarcações leves da Guarda Revolucionária.
Os bombardeios tinham como objetivo “degradar a capacidade do Irã de continuar atacando o comércio internacional que passa por essa rota estratégica para o comércio global”, afirmou.
A resposta iraniana foi imediata. A Guarda Revolucionária reivindicou a autoria de ataques contra dezenas de instalações militares americanas no Kuwait e no Bahrein, onde um jornalista da AFP ouviu explosões.
Relembre a guerra dos EUA com o Irã
A guerra teve início em 28 de fevereiro, quando Israel e Estados Unidos realizaram bombardeios contra o Irã.
A resposta iraniana ocorreu por meio de ataques a instalações e interesses norte-americanos em países do Golfo aliados de Washington.
Em março, o conflito ganhou uma nova dimensão com a entrada do Líbano na guerra. O Hezbollah passou a atacar alvos israelenses, levando Israel a ampliar suas operações militares e ocupar áreas do território libanês.
O governo iraniano também determinou que o fechamento do Estreito de Ormuz — uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para exportação de petróleo e gás — a navios não autorizados, em uma ação que combina lógica militar e econômica.
Após consecutivas aberturas e fechamentos do estreito, com queda intensa no fluxo de navios de petróleo que passam pelo canal, as repercussões no mercado mundial seguem sendo sentidas, com o preço do barril impulsionando a inflação em países ao redor do globo.

