Confira o valor do barril de petróleo Brent em 14 de julho de 2026, com a TVT News.
O aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã voltou a provocar forte instabilidade nos mercados internacionais e fez o preço do petróleo atingir o maior patamar em aproximadamente um mês. A valorização da commodity ocorre em meio ao temor de que o conflito comprometa o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o abastecimento mundial de energia.
Nesta terça-feira (14), por volta das 9h39 (horário de Brasília), o barril do petróleo Brent, referência internacional, era negociado a US$ 86,91, alta de 4,33%. Já o WTI, principal referência do mercado norte-americano, subia 3,17%, cotado a US$ 80,62.
Com o movimento, o Brent alcançou o maior valor desde 12 de junho, enquanto o WTI atingiu o nível mais elevado desde 16 de junho, período anterior à assinatura de um memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã que buscava encerrar os confrontos entre os dois países.
A escalada mais recente ocorreu após o governo do presidente Donald Trump retomar o bloqueio naval ao Irã e ampliar as operações militares na região, colocando em dúvida a continuidade do acordo firmado no mês passado.
Na avaliação de analistas, os investidores passaram a incorporar novamente o risco de interrupções no fornecimento global de petróleo, cenário que historicamente provoca valorização da commodity e amplia as preocupações com inflação e crescimento econômico.
Brent e WTI registram alta superior a 5%
Por volta das 6h40 (horário de Brasília), os contratos futuros do petróleo Brent avançavam 5,95%, sendo negociados a US$ 78,58 por barril.
No mesmo horário, o petróleo West Texas Intermediate (WTI), principal referência do mercado norte-americano, registrava alta de 5,81%, cotado a US$ 74,54 por barril.
Em outro momento da sessão, o Brent chegou a operar próximo de US$ 78,09, acumulando valorização superior a 5%, enquanto o WTI era negociado na faixa de US$ 74,23.
Embora ambos os contratos viessem acumulando perdas nas semanas anteriores e tivessem retornado a níveis próximos aos registrados antes do início da atual fase do conflito entre Estados Unidos e Irã, a nova ofensiva militar interrompeu esse movimento e recolocou a segurança do abastecimento mundial no centro das atenções.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (15) que navios com petróleo “começam a sair” do Estreito de Ormuz, graças ao anúncio de um acordo de paz entre.
O Brent, referência internacional, era negociado a US$ 82,9 por barril por volta das 8h do dia 15. Nesta segunda (22), o preço caiu abaixo dos US$ 80, e chegou a US$ 78,77.
Preço do Petróleo Brent hoje
Qual o preço do petróleo hoje
Em abril, o petróleo Brent, referência internacional, ficou na faixa dos 90 dólares o barril.
Novos ataques ampliam tensão entre Washington e Teerã
A disparada dos preços ocorreu depois que os Estados Unidos lançaram novos ataques contra o Irã, alegando responder às ações iranianas contra navios comerciais que navegavam nas proximidades do Estreito de Ormuz.
Além da ofensiva militar, o governo norte-americano decidiu restabelecer sanções às exportações de petróleo iraniano, revogando uma licença geral que havia permitido temporariamente a comercialização do produto.
Segundo autoridades americanas, a decisão foi tomada após novos ataques contra petroleiros na região considerada estratégica para o comércio internacional de energia.
O presidente Donald Trump também elevou o tom das declarações ao afirmar que o acordo de paz firmado anteriormente entre os dois países havia “acabado”, sinalizando uma deterioração ainda maior das relações diplomáticas.
A combinação entre ações militares e sanções econômicas aumentou as preocupações de investidores sobre possíveis impactos no fornecimento mundial de petróleo.
Estreito de Ormuz volta ao centro das preocupações
O principal fator por trás da disparada dos preços é o Estreito de Ormuz, passagem marítima localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã.
Antes do recrudescimento do conflito, aproximadamente 20% de todo o petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo passavam diariamente pela região, considerada estratégica para o abastecimento energético global.
Qualquer ameaça ao funcionamento da rota costuma provocar reações imediatas dos mercados internacionais.
Nos últimos dias, diversos acontecimentos aumentaram a percepção de risco entre investidores.
Os Estados Unidos retomaram o bloqueio à navegação iraniana, ao mesmo tempo em que o governo norte-americano apresentou uma proposta para cobrar uma taxa de 20% das embarcações que cruzarem o estreito, sob a justificativa de financiar ações de proteção marítima.
Além disso, dois navios petroleiros dos Emirados Árabes Unidos foram atingidos por mísseis iranianos, deixando um tripulante morto e outros oito feridos.
Segundo dados acompanhados pelo mercado, o número de embarcações transportando petróleo que atravessam o Estreito de Ormuz caiu ao menor nível dos últimos dois meses.
Esse conjunto de fatores alimenta o receio de que novas interrupções reduzam a oferta global de petróleo justamente em um momento em que diversos países operam com estoques menores.
Economistas destacam que a situação atual difere daquela observada no início do ano, quando havia maior disponibilidade de petróleo armazenado.
Agora, com estoques mais apertados nos Estados Unidos, na Europa e também na China, qualquer dificuldade adicional no transporte pode pressionar ainda mais os preços internacionais.
Mercado teme efeitos sobre inflação mundial
A valorização do petróleo costuma produzir efeitos que vão muito além do setor energético.
Como derivados da commodity são utilizados em combustíveis, transporte, logística, indústria química e produção agrícola, aumentos persistentes acabam pressionando diversos segmentos da economia.
Quando o barril sobe, empresas enfrentam custos maiores para transportar mercadorias e produzir bens, o que pode ser repassado aos consumidores por meio de reajustes de preços.
Esse movimento reforça as preocupações com a inflação em diferentes países.
Nos Estados Unidos, por exemplo, o avanço do petróleo ocorre justamente em um momento em que investidores aguardam novos indicadores oficiais de inflação.
Caso os preços da energia permaneçam elevados por um período prolongado, cresce a possibilidade de que o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, mantenha os juros elevados por mais tempo ou até promova novos aumentos para conter a inflação.
Nos mercados financeiros, juros altos costumam reduzir investimentos e desacelerar a atividade econômica, afetando empresas, consumidores e governos.
Segundo analistas, esse cenário amplia a volatilidade e faz investidores migrarem parte dos recursos para ativos considerados mais seguros.
Bolsas reagem de formas diferentes
A alta do petróleo também provocou impactos distintos nas bolsas de valores ao redor do mundo.
Na Ásia, os mercados encerraram o pregão majoritariamente em alta.
Na China, o índice de Xangai avançou 1,36%, enquanto o CSI300 registrou valorização de 2,15%.
Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,52%.
O Nikkei, principal índice da Bolsa de Tóquio, encerrou o dia com alta de 0,74%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, ganhou 0,73%.
Já Taiwan destoou do movimento positivo e fechou com queda de 1,42%.
Além do petróleo, o mercado chinês foi impulsionado pelo crescimento de 27% das exportações do país em junho, favorecidas pela demanda internacional por semicondutores, equipamentos voltados à inteligência artificial e produtos tecnológicos.
Na Europa, porém, predominou um ambiente de maior cautela.
Em Londres, o índice FTSE 100 registrava queda de 0,3%, enquanto o FTSE 250 recuava 0,7%.
Os setores financeiro e de turismo lideravam as perdas, refletindo a preocupação com uma possível desaceleração da economia caso o petróleo permaneça em níveis elevados.
Em contrapartida, empresas do setor de energia foram beneficiadas.
As ações da petroleira BP avançaram depois que a companhia informou que a valorização do petróleo e o melhor desempenho de suas refinarias devem contribuir para um resultado financeiro mais robusto no segundo trimestre.
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Bolsas europeias em alta
As bolsas europeias abriram em alta nesta segunda-feira, reagindo positivamente ao anúncio de um acordo no Oriente Médio, que levou os preços do petróleo ao menor nível desde março e reduziu a pressão sobre as taxas de juros.
Após os primeiros minutos de negociação, a Bolsa de Paris avançava 1,84%, desempenho ligeiramente superior ao de Frankfurt, que subia 1,74%. Mais dependente das cotações do petróleo, Londres registrava alta mais moderada, de 0,80%.
Acompanhe também os principais indicadores econômicos nesta terça, 9 de junho.
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