O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera todos os cenários de primeiro turno testados pela pesquisa Genial/Quaest para o governo de Minas Gerais. O parlamentar aparece com 34% ou 35% das intenções de voto nas simulações em que seu nome é apresentado, mantendo vantagem sobre Alexandre Kalil (PDT), Patrus Ananias (PT) e Mateus Simões (PSD). O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (28). Saiba mais na TVT News.
Apesar da liderança nas pesquisas, Cleitinho ainda não confirmou oficialmente que será candidato ao Palácio Tiradentes. O Republicanos realizou convenção no último sábado (25), mas deixou a definição da candidatura ao governo em aberto. O partido negocia a formação de uma aliança com União Brasil, PP e Podemos. O PL também decidiu aguardar a definição do senador antes de fechar sua posição na disputa.
No principal cenário da pesquisa, Cleitinho aparece com 35%, seguido por Kalil, com 12%, e Patrus Ananias, com 10%. Mateus Simões soma 6%; Gabriel Azevedo (MDB), 4%; Ben Mendes (Missão) e Flávio Roscoe (PL), 2% cada; e Maria da Consolação (PSOL), 1%. Os demais nomes testados não pontuaram.
>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp
Os indecisos representam 15% dos entrevistados, enquanto 13% afirmam que pretendem votar em branco, nulo ou não comparecer às urnas. A pesquisa também mostra que o eleitorado ainda está pouco consolidado: 63% dizem que podem mudar de escolha até a eleição, contra 36% que consideram sua decisão definitiva.
Cleitinho mantém vantagem nos cenários
No segundo cenário, Cleitinho aparece com 34%, enquanto Kalil marca 12%, Patrus, 10%, Mateus Simões, 6%, e Gabriel Azevedo, 4%. Ben Mendes e Flávio Roscoe têm 2% cada, e Maria da Consolação, 1%. Os indecisos chegam a 17%, e 12% dizem votar em branco, nulo ou não comparecer.
No terceiro cenário, o senador volta a registrar 35%. Kalil tem 12%, Patrus, 10%, Mateus Simões, 7%, Gabriel Azevedo, 4%, Ben Mendes, 2%, e Maria da Consolação, 1%. Os indecisos somam 17%, enquanto brancos, nulos e abstenções representam 12%.
A liderança de Cleitinho também aparece nas simulações de segundo turno. Contra Alexandre Kalil, o senador marca 44%, ante 29% do ex-prefeito de Belo Horizonte. Contra Patrus Ananias, Cleitinho chega a 46%, enquanto o petista tem 31%. Já diante de Mateus Simões, o senador aparece com 46%, contra 15% do atual governador.
Nos confrontos sem Cleitinho, porém, o cenário se torna mais equilibrado. Mateus Simões aparece numericamente à frente de Kalil por 30% a 29%, configurando empate técnico diante da margem de erro. Em outra simulação, Simões e Patrus Ananias aparecem exatamente empatados, com 30% cada.
Disputa fica aberta sem Cleitinho
A pesquisa mostra o peso da eventual candidatura de Cleitinho no cenário eleitoral mineiro. Quando o senador é retirado das simulações, Alexandre Kalil passa a liderar numericamente, com 15%, seguido por Patrus Ananias, com 13%, e Mateus Simões, com 9%.
Gabriel Azevedo aparece com 6%, Flávio Roscoe, com 4%, Ben Mendes, com 2%, e Maria da Consolação, com 1%. Nesse cenário, 27% dos entrevistados estão indecisos e 23% dizem votar em branco, nulo ou não comparecer.
Em outra simulação sem Cleitinho, Kalil mantém 15%, Patrus tem 13%, Simões, 9%, Gabriel Azevedo, 6%, e Vittorio Medioli (PL), 3%. Os indecisos continuam em 27%, enquanto brancos, nulos e abstenções chegam a 24%.
A indefinição em torno de Cleitinho também aparece na avaliação de rejeição. Alexandre Kalil é o nome mais rejeitado entre os principais candidatos testados, com 39% dos eleitores afirmando que o conhecem, mas não votariam nele. Patrus Ananias aparece com 35% e Cleitinho, com 20%. O senador, por outro lado, apresenta o maior potencial de voto entre os nomes analisados: 46% dizem conhecê-lo e votar nele, enquanto 34% afirmam não conhecê-lo.
Governo Zema tem 52% de aprovação
A Genial/Quaest também mediu a avaliação do governo de Romeu Zema (Novo), que deixou o cargo em março deste ano para se dedicar à disputa presidencial. O levantamento mostra 52% de aprovação e 41% de desaprovação. Outros 7% não souberam ou não responderam.
O índice de aprovação permanece igual ao registrado em abril, quando também era de 52%. Na série histórica, porém, houve deterioração da avaliação desde abril de 2024, quando 62% aprovavam a gestão e 31% a desaprovavam.
A avaliação qualitativa do governo de Zema aponta 37% de avaliação positiva, 33% regular e 23% negativa. Outros 7% não souberam responder.
Quando questionados se Zema merece eleger um sucessor, 46% respondem que sim, enquanto 42% dizem que não. Outros 12% não souberam ou não responderam.
O atual governador, Mateus Simões, que assumiu o cargo após a saída de Zema, tem 36% de aprovação e 28% de desaprovação. A avaliação positiva do governo Simões é de 28%, enquanto 30% consideram a administração regular e 16%, negativa. O índice de não resposta é elevado: 26%.
Saúde é principal problema de Minas
A saúde aparece como a principal preocupação dos mineiros ouvidos pela Quaest. O tema foi citado por 28% dos entrevistados, contra 26% no levantamento de abril.
A violência vem em segundo lugar, com 14%, quatro pontos acima dos 10% registrados anteriormente. Economia e educação aparecem com 8% cada. Infraestrutura também soma 8%, mas caiu de 13% em abril.
Pobreza e desigualdade foram mencionadas por 5%, corrupção e desemprego por 4% cada, e enchentes por 3%. Outros problemas somaram 8%, enquanto 9% não souberam ou não quiseram responder.
Marília Campos lidera corrida pelas duas vagas ao Senado

Na disputa pelas duas cadeiras de Minas Gerais no Senado, a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) aparece na liderança em todos os quatro cenários testados pela Quaest. A petista varia entre 18% e 20% das intenções de voto.
Aécio Neves (PSDB) aparece em segundo nos três cenários em que seu nome é incluído, sempre com 16%. Como a margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, Marília e Aécio estão tecnicamente empatados nos cenários em que os dois são apresentados.
No primeiro cenário, Marília tem 18%, Aécio, 16%, Carlos Viana (PSD), 11%, Marcelo Aro (PP), 10%, Domingos Sávio (PL), 9%, e Eros Biondini (PL), 8%. Áurea Carolina (PSOL) registra 3%. Euclydes Pettersen (Republicanos), Jarbas Soares Júnior (PSB) e Maria Lúcia Cardoso (MDB) aparecem com 1% cada, enquanto Vanessa Portugal (PSTU) não pontua.
Nesse cenário, 10% dos entrevistados estão indecisos e 12% pretendem votar em branco, nulo ou não comparecer.
No segundo cenário, Marília amplia para 20%, enquanto Aécio mantém 16%. Carlos Viana e Marcelo Aro têm 11% cada, Domingos Sávio aparece com 8% e o pastor Edésio de Oliveira (PL), com 5%. Áurea Carolina registra 2%. Os indecisos são 12%, e brancos, nulos e abstenções chegam a 13%.
No terceiro cenário, sem Carlos Viana, Marília tem 19% e Aécio, 16%. Marcelo Aro aparece com 12%, Domingos Sávio, 10%, e Eros Biondini, 8%. Áurea Carolina e Euclydes Pettersen registram 3% cada. Os indecisos são 14%, enquanto 13% optam por branco, nulo ou abstenção.
No quarto cenário, sem Aécio Neves, Marília também registra 19%. Carlos Viana, Marcelo Aro e Domingos Sávio aparecem empatados numericamente, com 11% cada. Eros Biondini tem 8%, Áurea Carolina, 3%, e Euclydes Pettersen, Jarbas Soares e Maria Lúcia Cardoso, 1% cada. Vanessa Portugal não pontua. Indecisos e brancos, nulos ou abstenções somam 17% cada.
A disputa pelo Senado ocorre em condições diferentes da eleição para governador: em 2026, cada eleitor poderá escolher dois candidatos, e os dois mais votados em Minas Gerais serão eleitos para as vagas que ficarão abertas com o fim dos mandatos de Carlos Viana e Rodrigo Pacheco (PSD e PSB, respectivamente, segundo os dados fornecidos no levantamento).
Metodologia
A pesquisa Genial/Quaest foi realizada presencialmente entre os dias 22 e 26 de julho e ouviu 1.482 eleitores de Minas Gerais com 16 anos ou mais. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento foi contratado pela Genial Investimentos e registrado na Justiça Eleitoral sob o número MG-03490/2026.
Os resultados mostram uma eleição ainda em formação em Minas Gerais. Cleitinho aparece na frente quando seu nome é incluído, mas sua candidatura ao governo ainda não está formalizada. Sem o senador, a disputa se torna mais pulverizada, com Kalil, Patrus e Simões próximos e elevado percentual de eleitores sem candidato definido.
Para o Senado, Marília Campos aparece numericamente na liderança das quatro simulações, enquanto Aécio Neves ocupa a segunda posição nos cenários em que é testado. A margem de erro, contudo, coloca os dois em situação de empate técnico nos principais recortes, enquanto outros nomes permanecem próximos na disputa pelas duas cadeiras mineiras.