Quaest aponta empate técnico entre Lula e Flávio bolsonaro em SP

Senador do PL aparece com 34% contra 30% do presidente; em eventual 2º turno, Flávio marca 40% e Lula, 35%
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Levantamento mostra que 10% dos eleitores estão indecisos e 13% afirmam que pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas. Foto: Ricardo Stuckert/PR/Raul Spinassé/Divulgação

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (29) mostra uma disputa acirrada pela Presidência da República em São Paulo. No maior colégio eleitoral do país, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno, com 34% contra 30% das intenções de voto. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, os dois estão em empate técnico. Saiba mais na TVT News.

O levantamento foi realizado entre os dias 23 e 27 de julho e ouviu presencialmente 1.650 eleitores de 16 anos ou mais no estado. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-09998/2026.

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Na sequência, três nomes aparecem empatados numericamente, todos com 3%: Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). O escritor Augusto Cury (Avante) registra 2%, enquanto Cabo Daciolo (Mobiliza) e Samara Martins (UP) têm 1% cada. Edmilson Costa (PCB) e Leonardo Avalanche (PRTB) não pontuaram.

O levantamento mostra ainda que 10% dos eleitores estão indecisos e 13% afirmam que pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas. Somados, esses grupos representam quase um quarto do eleitorado paulista.

Flávio abre vantagem sobre Lula no 2º turno

A vantagem numérica de Flávio Bolsonaro aumenta no cenário de segundo turno contra Lula. O senador aparece com 40%, enquanto o presidente registra 35%. Outros 7% permanecem indecisos e 18% afirmam que votarão em branco, nulo ou não irão votar.

O resultado é diferente dos demais cenários de segundo turno testados pela Quaest. Lula aparece numericamente à frente de Romeu Zema, por 35% a 33%, e de Ronaldo Caiado, por 35% a 34%. Nos dois casos, contudo, a diferença está dentro da margem de erro, configurando empate técnico.

Contra Renan Santos, o presidente registra 36%, contra 30% do candidato do Missão. Nesse cenário, 9% estão indecisos e 25% dizem que votarão em branco, nulo ou não comparecerão.

Os números indicam, portanto, que a vantagem de Flávio sobre Lula é mais expressiva no confronto direto entre os dois. Já diante de Zema e Caiado, Lula aparece em situação de empate técnico no estado.

Rejeição de Lula chega a 61%

A pesquisa também revela um cenário de forte rejeição entre os dois principais nomes da disputa. Lula apresenta a maior taxa: 61% dos eleitores paulistas dizem que não votariam nele de jeito nenhum. Flávio Bolsonaro aparece logo depois, com 55%.

A rejeição ao senador cresceu em relação ao levantamento anterior. Em abril, 53% dos entrevistados afirmavam que não votariam em Flávio, enquanto Lula tinha 63%.

Entre os demais candidatos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema registram 30% de rejeição cada. Renan Santos tem 18%. Os demais nomes aparecem com índices inferiores.

A pesquisa também aponta que a definição do voto presidencial ainda não está consolidada para uma parcela significativa do eleitorado. Para 57% dos paulistas, a escolha já é definitiva. Outros 42% afirmam que ainda podem mudar de voto até a eleição.

Outro indicador medido pela Quaest foi a percepção sobre uma eventual reeleição de Lula. Para 64% dos entrevistados em São Paulo, o presidente não merece um novo mandato. Outros 33% consideram que ele merece ser reeleito e 3% não souberam ou não responderam.

O resultado acompanha a avaliação do governo federal no estado. A gestão Lula é aprovada por 36% dos entrevistados e desaprovada por 58%. Outros 6% não souberam ou não responderam.

Quando a pergunta trata da avaliação do governo, e não apenas da aprovação, 48% consideram a administração negativa. Outros 26% fazem uma avaliação positiva e 25% classificam a gestão como regular.

São Paulo é estratégico para a eleição presidencial

O desempenho no estado ganha peso especial na disputa nacional porque São Paulo concentra o maior eleitorado do país. Segundo os dados apresentados na pesquisa, são cerca de 34,1 milhões de eleitores aptos a votar em 2026.

O estado também tem importância política por seu histórico recente de votação presidencial. Em 2022, Jair Bolsonaro venceu em São Paulo com 55,23% dos votos, contra 44,70% de Lula. O candidato do PL foi o mais votado em 547 dos 645 municípios paulistas, enquanto Lula venceu em 97 cidades, entre elas a capital.

O resultado atual da Quaest mostra que o estado continua sendo um território relevante para a disputa entre o campo político ligado ao bolsonarismo e o grupo liderado pelo atual presidente.

Eleitores divididos sobre o futuro político do país

A pesquisa também perguntou aos entrevistados qual resultado consideram melhor para o Brasil nas eleições presidenciais. A opção pela volta da família Bolsonaro ao governo foi escolhida por 26%. Outros 25% consideram melhor uma vitória de Lula e do PT.

Já 21% apontaram a vitória de um candidato moderado como o melhor resultado, enquanto 20% preferem a vitória de um candidato de fora da polarização. Outros 8% não souberam responder.

Os dados revelam uma disputa ainda marcada pela polarização entre Lula e Bolsonaro, mas também mostram espaço relevante para alternativas ao confronto direto entre os dois principais campos políticos.

Disputa em São Paulo terá impacto nacional

A pesquisa Genial/Quaest aponta um cenário de equilíbrio no primeiro turno e vantagem de Flávio Bolsonaro no confronto direto de segundo turno com Lula entre os eleitores paulistas. Ao mesmo tempo, a elevada rejeição dos dois principais candidatos mostra um eleitorado fortemente dividido.

O quadro também permanece aberto para uma parcela importante dos entrevistados: 42% ainda admitem mudar o voto presidencial. Esse contingente pode ser decisivo para alterar a configuração da disputa até outubro.

Com mais de 34 milhões de eleitores e um peso histórico nas eleições nacionais, São Paulo deverá concentrar parte importante das estratégias dos principais candidatos ao Palácio do Planalto. A pesquisa mostra, neste momento, uma disputa apertada no primeiro turno, com Flávio Bolsonaro numericamente à frente, enquanto Lula mantém vantagem numérica — ainda dentro da margem de erro — contra outros nomes testados para um eventual segundo turno.

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