É do Brasil: Celular Seguro busca reduzir roubos e golpes após furto de aparelhos

Celular Seguro é um programa do governo federal criado para facilitar o bloqueio de aparelhos extraviados e dificultar uso por criminosos
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Celular Seguro é um programa do governo federal criado para facilitar o bloqueio de aparelhos extraviados e dificultar uso por criminosos. Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

Usar o celular nas ruas das grandes cidades brasileiras exige atenção redobrada. O aparelho, que concentra informações pessoais, bancárias e profissionais, também se tornou um dos principais alvos de roubos e furtos. Saiba mais na TVT News.

Em São Paulo, por exemplo, cenas de criminosos que se aproximam rapidamente de pedestres para levar aparelhos já fazem parte da rotina de moradores e visitantes.

A série de reportagens “É do Brasil” mostra como o problema afeta a população e apresenta iniciativas desenvolvidas para tentar reduzir os impactos desse tipo de crime. Entre elas está o Celular Seguro, programa do governo federal criado para facilitar o bloqueio de aparelhos roubados, furtados ou perdidos e dificultar sua utilização por criminosos.

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública citados na reportagem apontam que aproximadamente 917 mil celulares são roubados ou furtados por ano no Brasil. O número equivale a cerca de dois aparelhos levados a cada minuto.

O problema, porém, não termina quando o criminoso toma posse do celular. O roubo ou furto pode ser o primeiro passo de uma cadeia que envolve receptação, desbloqueio ilegal e revenda dos aparelhos. Além do prejuízo material, as vítimas ficam expostas a tentativas de invasão de contas, golpes bancários e outras fraudes praticadas por meio do acesso às informações armazenadas no dispositivo.

Roubos de celulares alimentam cadeia de crimes

Na região central de São Paulo, uma das modalidades conhecidas envolve criminosos que circulam de bicicleta entre pedestres e aproveitam momentos de distração para arrancar o aparelho das mãos das vítimas. O método é rápido e pode acontecer em poucos segundos.

Áreas turísticas também são alvo frequente. A grande circulação de pessoas facilita a ação de criminosos, especialmente contra visitantes que utilizam o celular para tirar fotografias, consultar mapas ou se comunicar.

A sensação de insegurança faz com que moradores adotem estratégias para reduzir os riscos. Uma das orientações mais comuns é evitar manusear o aparelho em locais de grande circulação e procurar entrar em estabelecimentos comerciais para atender chamadas ou consultar informações.

O impacto do crime, entretanto, pode continuar mesmo depois que o aparelho deixa as mãos da vítima. Segundo especialistas citados na reportagem, existe uma relação entre os roubos e furtos de celulares e o crescimento dos golpes virtuais.

Com acesso ao aparelho, criminosos podem tentar obter informações pessoais, acessar aplicativos e utilizar dados para aplicar fraudes. Por isso, a recuperação do celular não é o único objetivo das políticas públicas: também é necessário interromper a circulação dos equipamentos roubados e dificultar seu uso posterior.

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Celular Seguro tenta bloquear aparelhos roubados

Foi nesse contexto que o governo federal criou o programa Celular Seguro. A ferramenta busca facilitar uma reação rápida após o roubo, furto ou perda do aparelho. O usuário deve instalar o aplicativo oficial, cadastrar o celular e indicar uma pessoa de confiança.

Em caso de ocorrência, o contato cadastrado pode utilizar outro aparelho para acessar o sistema e solicitar o bloqueio. A medida permite interromper rapidamente o funcionamento do celular e reduzir as possibilidades de utilização indevida.

Outra ferramenta associada ao programa é o Banco Nacional de Celulares com Restrição, que reúne informações sobre aparelhos roubados, furtados ou perdidos registrados no sistema. O controle é feito por meio do IMEI, número de identificação individual do aparelho, que funciona como uma espécie de documento do celular.

A partir desses registros, o Ministério da Justiça pode enviar uma notificação para aparelhos que tenham sido incluídos no sistema. Se o celular tiver sido desbloqueado e revendido, a pessoa que estiver utilizando o equipamento poderá receber o aviso de que existe uma restrição vinculada ao aparelho.

A proposta é permitir que quem tenha comprado um celular com restrição possa entregá-lo espontaneamente em uma delegacia, sem ser punido por isso. A estratégia busca atingir um ponto fundamental da cadeia criminosa: o mercado de aparelhos roubados.

Ao dificultar a revenda e o uso de celulares com registro de roubo ou furto, o programa pretende reduzir o valor desses equipamentos para criminosos e, consequentemente, diminuir o incentivo econômico para a prática dos crimes.

A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de combate à criminalidade relacionada aos celulares. Além de proteger o patrimônio das vítimas, a expectativa é reduzir as oportunidades para golpes e fraudes digitais que podem ocorrer depois da subtração dos aparelhos.

A série “É do Brasil” mostra, assim, como um problema cotidiano nas grandes cidades está conectado a uma cadeia criminosa que envolve diferentes etapas e regiões. O Celular Seguro busca atuar justamente nesse circuito, usando tecnologia e integração de informações para tornar mais difícil transformar um aparelho roubado em fonte de lucro para organizações criminosas.

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