MST e Levante protestam em frente à Embaixada dos EUA em Brasília

Militantes denunciam os impactos da política externa norte-americana e da indústria de armamentos durante intervenção realizada nesta quinta-feira (13)
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Protesto da juventude do MST e Levante nesta quinta-feira (13) em frente à embaixada dos EUA em Brasília – Foto: Divulgação

Militantes da Juventude Sem Terra, ligada ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), e do Levante Popular da Juventude realizaram, na manhã desta quinta-feira (13), uma intervenção em frente à Embaixada dos Estados Unidos, em Brasília. A atividade teve como foco a denúncia dos impactos atribuídos pelos movimentos à política imperialista do governo norte-americano. Leia em TVT News.

Durante a manifestação, os participantes carregaram cartazes com a mensagem: “Indústria da Guerra dos EUA = mortes, fome e a destruição da natureza”. A ação criticou a atuação dos Estados Unidos no mercado internacional de armas e os efeitos de conflitos armados sobre populações civis, além de defender o direito à vida, a preservação ambiental e a soberania dos povos.

Segundo os movimentos, os Estados Unidos respondem por aproximadamente 42% das exportações globais de armas e fornecem armamentos para mais de 100 países. Os dados citados na atividade têm como referência levantamento do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI), referente ao período de 2019 a 2023.

Os militantes do MST e Levante também relacionaram a política de fornecimento de armas dos Estados Unidos ao conflito entre Israel e Palestina. De acordo com os números apresentados na intervenção, mais de 73 mil pessoas foram mortas na Faixa de Gaza, entre elas pelo menos 21 mil crianças, enquanto mais de 173 mil ficaram feridas.

A manifestação também fez críticas à política externa norte-americana em relação a outros países. O material divulgado pelos movimentos atribui ao governo dos Estados Unidos responsabilidade por mortes decorrentes de ações militares e políticas de pressão contra Venezuela e Irã.

Para a Juventude Sem Terra e o Levante Popular da Juventude, a indústria bélica está associada a conflitos, fome, destruição ambiental e medidas de bloqueio e sanções contra povos da América Latina e de outras regiões.

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Protesto da juventude do MST e Levante nesta quinta-feira (13) em frente à embaixada dos EUA em Brasília – Foto: Divulgação
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Protesto da juventude do MST e Levante nesta quinta-feira (13) em frente à embaixada dos EUA em Brasília – Foto: Divulgação

MST e Levante defendem paz e soberania

A intervenção em Brasília apresentou como reivindicações o direito à vida, a defesa da natureza, a paz e a soberania dos povos. Os participantes também associaram essas pautas à luta por transformações sociais e à construção de uma sociedade baseada na emancipação humana.

A atividade integra a 17ª Jornada Nacional da Juventude Sem Terra, realizada no contexto das mobilizações que marcam o centenário de nascimento de Fidel Castro. A programação reúne ações políticas organizadas pela juventude do MST em torno de temas relacionados à soberania, aos direitos dos povos e às relações internacionais.

Ao realizar a intervenção diante da representação diplomática norte-americana, os movimentos buscaram levar para o espaço público críticas à política externa dos Estados Unidos e chamar atenção para os impactos dos conflitos armados sobre as populações e o meio ambiente.

Os militantes defenderam uma perspectiva de relações internacionais baseada na soberania dos países e na proteção da vida. A mobilização também reforçou a posição dos movimentos contra a expansão da indústria de armamentos e contra políticas que, segundo eles, contribuem para a manutenção de conflitos e desigualdades em diferentes regiões do mundo.

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