Bancários marcam assembleia para dia 17 depois de Fenaban não apresentar proposta

Bancários vão decidir em assembleias nacionais se rejeitam proposta da Fenaban e sobre paralisação no dia 20 após proposta que congela piso de início
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Bancários vão decidir em assembleias nacionais se rejeitam proposta da Fenaban e sobre paralisação no dia 20 após proposta que congela piso de início. Foto: Seeb-SP

A categoria dos bancários marcou uma assembleia para o dia 17 de agosto, após sétima rodada de negociação da Campanha Nacional Unificada dos Bancários, ocorrida nesta quinta (13). Saiba mais na TVT News.

A mobilização ocorre após a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) apresentar uma proposta de reajuste com modelos diferenciados em três categorias de salários: menores salários, salários intermediários e maiores salários. A proposta também trouxe o congelamento do piso de ingresso, e o reajuste dos vales alimentação e refeição variando de acordo com as três faixas salariais.

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A categoria considerou a proposta um ataque à unidade dos trabalhadores, e agendou a assembleia, que irá deliberar sobre paralisação de 24h no dia 20.

“Vamos mobilizar toda a categoria. A divisão dos trabalhadores por faixa salarial representa um ataque à nossa unidade. Vamos intensificar a mobilização, com assembleias em todo o país, para que os trabalhadores possam discutir e deliberar sobre os próximos passos. Vamos levar às assembleias a proposta de uma paralisação de 24 horas na próxima quinta-feira. É fundamental que toda a categoria participe, se mobilize, rejeite esta proposta de modelo de reajuste e mostre aos bancos que não vamos aceitar retrocessos”, afirmou a presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro.

A Fenaban justificou a dificuldade em atender a reinvindicação dos bancários por aumento real com o fator da concorrência com outros atores do sistema financeiro, além de juros altos vigentes no país e as taxas de inadimplência.

Durante as negociações da quinta-feira, a Federação chegou a ameaçar levar o caso ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) caso não se chegasse a acordo em relação ao modelo proposto, mas acabou por recuar.

Proposta trouxe em 13 premissas

A Fenaban apresentou, no início da negociação, as 13 premissas que basearam a proposta dos banqueiros à categoria, retomando assuntos negociados em ocasiões anteriores.

São elas:

  • saúde mental dos bancários;
  • assédio, discriminação e violência;
  • igualdade para as mulheres;
  • monitoramento digital;
  • direito à desconexão;
  • garantia de compensação adicional aos trabalhadores afetados pelo fechamento de agências e postos de atendimento;
  • atuação dos sindicatos e bancos contra assimetrias que prejudicam os trabalhadores;
  • PLR; auxílio-alimentação e refeição;
  • salário de ingresso;
  • reajustes de salários;
  • manutenção de benefícios;
  • vantagens previstos nas Convenções Coletivas dos bancários; e
  • compromisso com a conclusão dos acordos dentro do prazo, garantindo os pagamentos e a manutenção de benefícios.

Algumas das premissas apresentaram avanços em relação a negociações anteriores. Apesar disso, ao entrar nas negociações de caráter econômico, a Fenaban apresentou propostas que também atacavam os direitos dos bancários e a unidade da categoria.

A Federação chegou a sugerir a redução dos vales alimentação e refeição para bancários de municípios e estados menores, cedendo apenas em aumentar os valores nas grandes capitais.

“Eles não querem aumentar o custo. Querem simplesmente usar o mesmo valor pago hoje com os vales, tirando de alguns trabalhadores para pagar para outros, como se alguns pudessem comer melhor que outros”, criticou a presidenta da Contraf-CUT e também coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira.

Assembleia ocorre no dia 17 com proposta de paralisação

A partir do posicionamento dos banqueiros, o Comando Nacional dos Bancários, representante das categorias nas negociações, chamou assembleias em todo país para a próxima segunda-feira, 17 de agosto.

Na ocasião, será deliberado pela categoria a respeito da proposta de modelo de reajuste diferenciado por faixa salarial apresentada pela Fenaban. Também será discutida uma paralisação de 24h das atividades na quinta-feira, 20 de agosto.

Em São Paulo, a assembleia será híbrida, com plenária presencial (na sede do Sindicato) e virtual a partir das 19h da segunda 17. A votação será exclusivamente virtual entre 20h e 23h.

O Comando Nacional dos Bancários e o Sindicato orientam a rejeição da proposta da Fenaban de modelo de reajustes diferenciados por faixa salarial, com o congelamento do salário de ingresso.

“Quem faz a Campanha Nacional são todos os trabalhadores. Vamos juntos, movidos pela valorização, com aumento real; saúde; e melhores condições de trabalho; sem diferenciação entre os trabalhadores”, conclui a presidenta do Sindicato.

• 17/8, segunda-feira: assembleia para deliberação sobre proposta da Fenaban de modelo de reajuste diferenciado por faixas salariais, com congelamento do piso de ingresso; e para deliberação sobre paralisação das atividades no dia 20 de agosto.

18/8, terça-feira: oitava negociação entre Comando Nacional dos Bancários e Fenaban.

• 20/8, quinta-feira: proposta de paralisação das atividades da categoria por período de 24h.

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