Pesquisa BTG/Nexus: Lula tem 41% e Flávio Bolsonaro, 37% no 1º turno; Lula venceria filho de Bolsonaro no 2º turno (46% a 45%)

Pesquisa ouviu 2.006 eleitores entre 21 e 23 de agosto
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Quais são os números de Lula e Flávio Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto. Fotos: Flickr Lula e Flickr Flávio Bolsonaro

A 11ª rodada da pesquisa BTG Pactual/Nexus sobre as eleições presidenciais de 2026 mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança dos cenários de primeiro turno e numericamente à frente de Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual disputa de segundo turno. Entenda os números da pesquisa BTG/Nexus com a TVT News.

No cenário sem Pablo Marçal, Lula aparece com 41% das intenções de voto, contra 37% de Flávio Bolsonaro.

Quando Marçal é incluído na lista, Lula registra 40%, enquanto Flávio tem 34%; Marçal marca 4%. No segundo turno, Lula tem 46% contra 45% de Flávio Bolsonaro. O levantamento também testa Lula contra Renan Santos, com 47% a 35%, e contra Ronaldo Caiado, com 46% a 42%.

A pesquisa foi realizada pela Nexus por telefone, pelo sistema CATI, entre 21 e 23 de agosto de 2026. Foram entrevistados 2.006 eleitores em todo o país, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09028/2026 e foi divulgado em 24 de agosto.

Principais números da 11ª rodada da pesquisa BTG/Nexus

  • 1º turno sem Pablo Marçal: Lula 41%, Flávio Bolsonaro 37%, Ronaldo Caiado 5%, Renan Santos 3% e Zema 3%.
  • 1º turno com Pablo Marçal: Lula 40%, Flávio Bolsonaro 34%, Ronaldo Caiado 5%, Pablo Marçal 4%, Renan Santos 3% e Zema 2%.
  • 2º turno — Lula x Flávio Bolsonaro: Lula 46% e Flávio Bolsonaro 45%.
  • 2º turno — Lula x Renan Santos: Lula 47% e Renan Santos 35%.
  • 2º turno — Lula x Ronaldo Caiado: Lula 46% e Caiado 42%.
  • 2º turno — Lula x Zema: Lula 47% e Zema 40%.
  • Avaliação do governo Lula: 35% consideram a administração ótima ou boa; 22% avaliam como regular e 43% como ruim ou péssima.
  • Aprovação do presidente Lula: 48% aprovam o trabalho do presidente e 49% desaprovam.
  • Voto espontâneo: Lula aparece com 38%, Flávio Bolsonaro com 15%; 31% não responderam ou não souberam indicar um nome e 6% citaram branco, nulo ou nenhum candidato.

Voto espontâneo na pesquisa BTG/Nexus

Na pergunta espontânea, em que os entrevistados não recebem uma lista de candidatos, Lula aparece com 38% das citações. Flávio Bolsonaro é lembrado por 31%.

11ª rodada da pesquisa BTG/Nexus: cenário de 1° turno

No cenário 1, sem Pablo Marçal, Lula lidera com 41%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 37%. Ronaldo Caiado aparece com 5%, enquanto Renan Santos e Zema têm 3% cada. Escritor Augusto Cury marca 2% e Samara, 1%. Outros nomes ficam abaixo de 1%, enquanto 5% indicam branco, nulo ou nenhum candidato e 3% não sabem ou não respondem.

A diferença entre Lula e Flávio é de quatro pontos percentuais. O levantamento anterior, realizado em 17 de agosto, apresentava os dois também na liderança, permitindo acompanhar a disputa ao longo da série histórica.

No cenário 2, a Nexus incluiu Pablo Marçal. Lula passa para 40%, Flávio Bolsonaro fica com 34% e Marçal aparece com 4%. Caiado marca 5%, Renan Santos 3% e Zema 2%. Escritor Augusto Cury tem 2%, enquanto Samara, Rui Costa Pimenta e Clariana Barão aparecem com 1% cada. Branco, nulo ou nenhum somam 4%, e 3% não sabem ou não respondem.

A comparação dos dois cenários mostra que a entrada de Marçal reduz em um ponto a intenção de voto de Lula e em três pontos a de Flávio Bolsonaro. Marçal concentra 4% das intenções, enquanto os demais candidatos também apresentam pequenas alterações.

A pesquisa ainda indica que 80% dos eleitores que escolheram algum candidato no primeiro turno afirmam que sua decisão já está tomada e não deve mudar até outubro. Outros 19% dizem que podem mudar de opção.

Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 46%, contra 45% do senador. Branco, nulo ou nenhum somam 8%, e 1% não sabe ou não responde.

A distância de um ponto percentual configura um cenário de forte proximidade entre os dois nomes. A série histórica apresentada na tela 38 mostra Lula oscilando entre 43% e 49% ao longo dos levantamentos, enquanto Flávio Bolsonaro varia entre 43% e 45% nas rodadas mais recentes.

11ª rodada da pesquisa BTG/Nexus: cenários de 2° turno

Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 46%, contra 45% do senador. Branco, nulo ou nenhum somam 8%, e 1% não sabe ou não responde.

A série histórica do confronto Lula x Flávio Bolsonaro mostra um cenário de estabilidade, com os dois candidatos alternando pequenas vantagens dentro da margem de erro. Nas rodadas anteriores, a diferença nunca ultrapassou os dois pontos percentuais

Além da disputa com Flávio Bolsonaro, a pesquisa testa Lula contra Ronaldo Caiado, Zema e Renan Santos.

No cenário Lula x Ronaldo Caiado, o presidente registra 46%, contra 42% do governador de Goiás. Branco, nulo ou nenhum candidato representam 11%, e 1% não sabe ou não responde. A diferença é de quatro pontos percentuais.

Contra Zema, Lula aparece com 47%, enquanto o governador de Minas Gerais marca 40%. Branco, nulo ou nenhum somam 11%, e 2% não sabem ou não respondem. A diferença entre os dois é de sete pontos.

Já no confronto com Renan Santos, Lula chega a 47%, contra 35% do adversário. Branco, nulo ou nenhum representam 15%, enquanto 2% não sabem ou não respondem. A vantagem de Lula é de 12 pontos.

Quem vota em quem no 2° turno, segundo a pesquisa BTG/Nexus

O cruzamento por perfil mostra diferenças importantes na disputa Lula x Flávio Bolsonaro.

Entre as mulheres, Lula tem 52%, contra 37% de Flávio. Entre os homens, a situação se inverte: Flávio aparece com 53%, enquanto Lula tem 39%.

Por faixa etária, Lula alcança 58% entre eleitores de 16 a 24 anos, 41% entre 25 e 40 anos, 44% entre 41 e 59 anos e 50% entre aqueles com 60 anos ou mais. Flávio registra, respectivamente, 32%, 50%, 47% e 42%.

Por escolaridade, Lula marca 51% entre entrevistados com ensino fundamental, 43% entre os que têm ensino médio e 43% entre aqueles com ensino superior. Flávio tem 37%, 48% e 50% nesses mesmos grupos.

Na divisão por religião, Lula aparece com 48% entre católicos, 33% entre evangélicos, 48% entre pessoas de outras religiões e 63% entre aqueles sem religião. Flávio registra 43%, 59%, 42% e 24%, respectivamente.

Quem tem mais rejeição, segundo a pesquisa BTG/Nexus

A pesquisa mede o potencial eleitoral dos principais nomes a partir de quatro respostas: voto exclusivo, possibilidade de votar no candidato, rejeição e desconhecimento.

Lula aparece com 39% de eleitores que afirmam que votariam nele independentemente de outra opção, 11% que poderiam votar nele, 49% que dizem que não votariam nele de forma alguma e 1% que não o conhece ou não respondeu.

Flávio Bolsonaro tem 27% de eleitores que indicam preferência exclusiva, 20% que poderiam votar nele, 48% que rejeitam seu nome e 1% de não conhecimento ou não resposta.

Entre os demais nomes, Ronaldo Caiado registra 5% de preferência exclusiva, 30% de possibilidade de voto e 34% de rejeição. Zema tem 4% de preferência exclusiva, 29% de possibilidade de voto e 36% de rejeição. Renan Santos aparece com 2%, 19% e 35%, respectivamente.

A série histórica da taxa de rejeição líquida, calculada entre os eleitores que conhecem cada candidato, mostra Lula em 49% nesta rodada e Flávio Bolsonaro em 48%. O indicador considera a relação entre a parcela que declara rejeição e as demais respostas de potencial de voto entre aqueles que conhecem o candidato.

Por perfil, a rejeição a Lula é maior entre homens, evangélicos, pessoas com renda acima de cinco salários mínimos e moradores da região Sul. No caso de Flávio Bolsonaro, os índices mais elevados aparecem entre mulheres, jovens de 16 a 24 anos, pessoas sem religião e entrevistados com renda de até um salário mínimo.

Campanhas eleitorais

A Nexus também perguntou aos entrevistados que tiveram contato com materiais de campanha quais candidaturas tiveram maior impacto visual e com quais campanhas eles mais se identificaram.

Entre os 70% que tiveram contato com material de pelo menos uma campanha, Flávio Bolsonaro aparece com 57% de menções como a campanha de maior impacto visual na última semana, considerando primeiro e segundo lugares. Lula aparece logo atrás, com 56%. Pablo Marçal registra 17%, Ronaldo Caiado 14%, Zema 12% e Renan Santos 9%.

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Cerca de 40 mil pessoas estiveram na Vila Euclides, de acordo com a organização. Foto: Alexandre Barbosa

Quando a pergunta é sobre identificação com as campanhas, Lula chega a 46%, sendo 41% de primeira menção e 5% de segunda. Flávio Bolsonaro aparece com 44%, resultado de 32% na primeira posição e 12% na segunda.

Avaliação do governo

A avaliação do governo Lula apresenta 16% de entrevistados que classificam a administração como ótima e 19% como boa. Somados, os dois grupos representam 35%.

Outros 22% avaliam o governo como regular. Já 6% consideram a administração ruim e 37% péssima. A soma das avaliações negativas chega, portanto, a 43%. O percentual de não resposta é de 1%.

Na série histórica, a soma de ótimo e bom chega a 35% em 24 de agosto. O percentual de regular fica em 22%, enquanto ruim e péssimo somam 43%.

Aprovação do presidente Lula

Quando a pergunta é direta sobre a aprovação do trabalho do presidente Lula, 48% afirmam que aprovam e 49% dizem que desaprovam. Outros 4% não sabem ou não respondem.

A série histórica mostra uma oscilação relativamente estreita entre aprovação e desaprovação. Nesta rodada, a desaprovação supera a aprovação por um ponto percentual.

Qual é o principal problema do país

A saúde pública é apontada por 32% como o principal problema do país na pesquisa BTG/Nexus de 24 de agosto. Logo atrás, está segurança pública, com 31% e educação, com 21%. A corrupção, que em 2018 era apontada como principal problema, aparece em quarto lugar, com 18%.

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Metodologia da pesquisa BTG/Nexus

A 11ª rodada da pesquisa BTG Pactual/Nexus foi realizada pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados por telefone, por meio de entrevistas CATI, entre 21 e 23 de agosto de 2026. Foram entrevistados 2.006 eleitores com 16 anos ou mais, residentes em todo o território nacional.

A amostra cobre as 27 unidades da Federação, com distribuição proporcional por região.
A margem de erro geral é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. Para a definição da amostra, a Nexus controlou cotas de sexo, idade, escolaridade, tipo de telefonia e DDD.

A construção da amostra teve como referências dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), suplemento anual acumulado da primeira visita de 2025, e informações do TSE de junho de 2026. O estatístico responsável é Neale El-Dash, registro CONRE 8656-A.

A distribuição da amostra indica 53% de mulheres e 47% de homens. Por idade, 12% têm de 16 a 24 anos, 31% de 25 a 40, 34% de 41 a 59 e 24% têm 60 anos ou mais. Por escolaridade, 34% têm ensino fundamental, 41% ensino médio e 25% ensino superior.

Na divisão regional, 16% da amostra está no Norte/Centro-Oeste, 28% no Nordeste, 42% no Sudeste e 14% no Sul. Quanto à condição do município, 27% vivem em capitais, 13% em regiões metropolitanas e 60% no interior.

A margem de erro varia conforme o recorte. Para homens e mulheres, por exemplo, é de 3 pontos percentuais. Entre jovens de 16 a 24 anos, chega a 6 pontos; entre entrevistados desocupados, a 10 pontos. Por região, varia de 3 pontos no Sudeste a 6 pontos no Norte/Centro-Oeste e no Sul.

O levantamento foi registrado no TSE sob o número BR-09028/2026. A Justiça Eleitoral mantém o sistema oficial para consulta das pesquisas registradas e das informações declaradas pelos institutos.

Consulta oficial no TSE: Pesquisas eleitorais registradas no Tribunal Superior Eleitoral. O TSE informa que as pesquisas de opinião pública relativas às eleições devem ser registradas na Justiça Eleitoral e que os dados ficam disponíveis para consulta pública.

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