Em decorrência dos problemas de ofertas de ônibus em Salvador e São Paulo, o TSE aprovou a prorrogação da votação, que agora se encerra às 19h. A decisão ocorreu, no entanto, após o fechamento das urnas e a apuração já estava em 0,25%. Lula tem 57,66% e Flávio 42,44%. Leia em TVT News.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a extensão do horário de votação do segundo turno das eleições de 2026 até as 19h, no horário de Brasília, em todas as seções eleitorais do país.
A decisão foi motivada por relatos de dificuldades no transporte público, que prejudicaram o deslocamento de eleitores em diferentes estados.
Com a extensão do horário, o TSE interrompeu temporariamente a totalização dos votos, processo que já havia começado. A pausa foi confirmada pelo próprio tribunal.

Problemas no transporte motivaram pedido da campanha de Lula
Mais cedo, a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia acionado o TSE e o STF para solicitar a prorrogação da votação em municípios afetados por problemas no transporte coletivo. Inicialmente, o pedido abrangia pelo menos nove estados: São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro.
Segundo a petição apresentada pela campanha, eleitores enfrentaram redução da oferta de ônibus, longas filas, dificuldades para acessar a gratuidade e, em alguns casos, cobrança indevida de passagens. Os relatos apontavam obstáculos para chegar aos locais de votação ao longo do domingo.
Em São Paulo, o documento mencionou que cerca de 60% da frota estaria em circulação na capital, apesar de uma determinação judicial para a operação de 100% dos veículos. A petição também registrou a presença reduzida de ônibus em áreas como o Centro, a Zona Leste e a Avenida Paulista.
Em Alagoas, foram relatadas a falta de vans e micro-ônibus no transporte complementar intermunicipal, esperas superiores a uma hora e denúncias de cobrança de passagens. Em Pernambuco, eleitores teriam enfrentado dificuldades para acessar a gratuidade nos ônibus intermunicipais.
Em Roraima, a campanha apontou que empresas contratadas teriam se recusado a cumprir rotas eleitorais, afetando o deslocamento de comunidades indígenas. Já em Teresina e João Pessoa, houve queixas sobre redução da frota e veículos que não paravam em determinados pontos.
No Rio de Janeiro, foram citadas longas esperas e frota reduzida em municípios como Petrópolis e São Gonçalo. No Pará, a petição apontou dificuldades de deslocamento na região do Marajó.
A coligação também solicitou providências às autoridades policiais para apurar possíveis responsáveis por impedir ou dificultar o exercício do voto. Outro pedido foi para que os juízos eleitorais distribuíssem senhas, às 17h, a todos os eleitores que ainda estivessem nos locais de votação, inclusive nas áreas externas e nos acessos aos prédios.
Campanha de Flávio Bolsonaro também pediu extensão
A campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também solicitou ao TSE a prorrogação por duas horas em municípios afetados por fortes chuvas e problemas de infraestrutura.
Em Minas Gerais, o pedido incluiu Belo Horizonte, Poços de Caldas e municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte que tivessem locais de votação sem energia elétrica. No Rio Grande do Sul, a solicitação abrangia São Borja, Itaqui e Uruguaiana, cidades atingidas pelas chuvas e pela cheia do rio Uruguai.
A decisão de Zanin, no entanto, estabeleceu a extensão do horário de votação para todas as seções eleitorais do Brasil, até as 19h, no horário de Brasília.