Maioria dos prefeitos das cidades com problemas de transporte apoia Flávio Bolsonaro

STF determinou que seções ainda abertas tivessem votação até 19h
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Zanin prorroga hoário de votação por conta dos problemas com ônibus - Foto de MAURO PIMENTEL / AF

A TVT News reuniu as informações sobre os prefeitos das cidades que registraram ou foram citadas em meio aos relatos de problemas com ônibus durante o segundo turno das eleições de 2026. A lista abaixo apresenta a legenda partidária de cada gestor e a posição política declarada no pleito presidencial.

CidadePrefeito(a)PartidoApoio no 2º turno
Salvador (BA)Bruno ReisUnião BrasilApoio a Flávio Bolsonaro (PL)
Feira de Santana (BA)Zé RonaldoUnião BrasilApoio a Flávio Bolsonaro
Lauro de Freitas (BA)Débora RegisUnião BrasilDeclarou voto em Flávio Bolsonaro no 1º turno e neutralidade no 2°
Belém (PA)Igor NormandoPSDBApoio a Lula (PT)
Santo André (SP)Gilvan Ferreira de Souza JuniorCidadaniaApoio a Flávio Bolsonaro
São Paulo (SP)Ricardo NunesMDBApoio a Flávio Bolsonaro
Teresina (PI)Silvio MendesUnião BrasilNeutro (apoiou Bolsonaro em 2022)
João Pessoa (PB)Léo BezerraPSBNeutro (não declarou apoio presidencial)
Maceió (AL)Rodrigo CunhaPodemosNeutro (alinhado ao grupo de JHC, do PSDB)

A relação mostra que a maioria dos municípios com relatos de dificuldades no transporte é administrada por prefeitos do União Brasil ou de partidos que declararam apoio ao candidato Flávio Bolsonaro. Belém, governada por Igor Normando (PSDB), é a exceção entre as capitais listadas, com apoio declarado ao presidente Lula.

Rede Social do prefeito Bruno Reis indica voto em Flávio Bolsonaro

A rede social do prefeito Bruno Reis (União Brasil), de Salvador (BA) mostra o apoio ao candidato Flávio Bolsonaro.

Salvador é uma das cidades com relato de falta de ônibus e com pedido de prisão do secretário de transportes.

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Reprodução da rede social do prefeito de Salvador indicando apoio em Flávio Bolsonaro. TRE pediu a prisão do secretário de mobilidade de Salvador por falta de ônibus durante votação – Reprodução

O que aconteceu no país: falta de ônibus, pressão no TSE e votação prorrogada

No domingo (25), eleitores de diversas cidades relataram longas esperas, frotas reduzidas e ônibus parados em garagens. As queixas se concentraram em São Paulo, Salvador, Feira de Santana, Lauro de Freitas, Belém, Teresina, João Pessoa, Maceió, Recife e Porto Alegre, entre outras localidades.

Em São Paulo, a Justiça Eleitoral determinou a circulação de 100% da frota, com multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento. Em Salvador, ao menos 75 ônibus foram impedidos de sair das garagens, e o TRE-BA determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza.

Diante da gravidade da situação, a campanha do presidente Lula acionou o TSE e, posteriormente, o STF.

O ministro Cristiano Zanin determinou a prorrogação da votação em todo o país até as 19h (horário de Brasília), atendendo ao pedido da coligação de Lula. A decisão foi assinada às 17h01, um minuto após o encerramento oficial da votação, e tem validade nacional.

Zanin mantém prorrogação da votação até 19h apenas para urnas abertas

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), esclareceu neste domingo (25) o alcance da decisão que prorrogou o horário de votação do segundo turno das eleições presidenciais até as 19h. Leia em TVT News.

Em novo despacho, o magistrado afirmou que a extensão vale apenas para as seções eleitorais cujas urnas ainda não haviam sido fechadas quando a determinação foi comunicada.

A manifestação foi publicada após dúvidas sobre a aplicação prática da liminar concedida mais cedo. Na decisão original, Zanin atendeu a pedidos apresentados pelas campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL), que alegaram dificuldades enfrentadas por eleitores para chegar aos locais de votação em razão de problemas no transporte coletivo.

No novo texto, o ministro afirmou que as urnas já encerradas às 17h permanecerão com seus votos computados normalmente, sem reabertura das seções.

“Sem prejuízo das apurações necessárias oportunamente e suas consequências jurídicas, determino que a decisão seja cumprida nos locais onde as urnas não foram fechadas, com a posterior totalização dos votos nas condições enunciadas, sendo que, nas urnas que já foram fechadas os votos serão computados e totalizados”, escreveu Zanin.

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