Organizações da sociedade civil realizaram, entre sexta-feira (29) e esse sábado (30), ações públicas na região da Consolação e na Avenida Paulista, em São Paulo, como parte das mobilizações da campanha Senadoras do Brasil. As atividades, promovidas pelo Instituto Marielle Franco (IMF), NARRA e Mulheres Negras Decidem, durante o contexto do MEL Mulheres em Lutas (movimento de empoderamento de lideranças), defenderam a ampliação da presença de mulheres nos espaços de poder e decisão política, além de pautas ligadas à democracia e aos direitos sociais. Saiba mais na TVT News.
Na noite de sexta-feira, a mobilização contou com uma projeção realizada na região da Consolação. Já no sábado, as organizações promoveram uma nova ação na Avenida Paulista, com a exibição de um grande bandeirão da campanha, distribuição de panfletos e participação de ativistas com camisas estampadas com nomes de lideranças que integram o movimento Senadoras do Brasil.
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A campanha busca fortalecer a democracia por meio da promoção de agendas populares e do incentivo à participação política de mulheres. Segundo dados reunidos pela iniciativa, as mulheres ocupam apenas 18% das cadeiras do Senado e 17,7% da Câmara dos Deputados, apesar de representarem a maioria, 51% 5, da população e do eleitorado brasileiro. Já as mulheres negras representam cerca de 2% da Câmara, embora correspondam a mais de 28% da população do país. No Senado, apenas uma mulher se autodeclara negra.
Para as organizações envolvidas, o momento é estratégico diante da renovação de dois terços do Senado nas eleições de 2026. A campanha defende que ampliar a presença de mulheres na política é parte fundamental do fortalecimento democrático no país.

Além da defesa da representação política, as ações também dialogam com pautas ligadas aos direitos sociais, entre elas o debate sobre o fim da escala 6×1 e os impactos da precarização do trabalho sobre mulheres negras e periféricas.
Para as organizações, ocupar as ruas com ações públicas também é uma forma de ampliar o debate sobre democracia e participação popular. Elas explicam que: “a campanha Senadoras do Brasil nasce da necessidade de ampliar a presença de mulheres nos espaços de decisão e de fortalecer agendas conectadas à vida real da população. Estar nas ruas, dialogando com as pessoas e ocupando a cidade, também é uma forma de disputar o futuro do país e afirmar que a democracia precisa se parecer mais com o povo brasileiro. Neste ano de 2026, o Brasil tem a chance histórica de mudar este cenário”.
Segundo as organizações, a campanha continuará promovendo ações públicas, mobilizações e articulações ao longo dos próximos meses, ampliando o debate sobre representação, participação popular e fortalecimento da democracia brasileira.

