Em entrevista ao Meteoro Brasil, Lula reafirma soberania nacional e elogia sistema eleitoral

Lula deu entrevista ao vivo no canal de YouTube Meteoro Brasil e tratou das urnas eletrônicas, interferência estrangeira e soberania
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Lula deu entrevista ao vivo no canal de YouTube Meteoro Brasil e tratou das urnas eletrônicas, interferência estrangeira e soberania. Foto: Reprodução/YouTube

Nesta quarta-feira (5), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de uma entrevista ao vivo no canal de YouTube Meteoro Brasil. Saiba mais na TVT News.

Durante a entrevista, Lula abordou a proteção do processo eleitoral brasileiro contra influências estrangeiras e detalhou diálogos diplomáticos mantidos com o ex-presidente norte-americano Donald Trump.

Lula classificou como irresponsável e impensada a postura de interferência externa, considerando-a desnecessária para uma nação que possui 203 anos de tradição em relações diplomáticas. O presidente ressaltou que, embora mantenha diálogo com diversos líderes mundiais, não aceita a propagação de mentiras sobre o Brasil, destacando que a grandeza, a história e a responsabilidade do país impedem que ele seja derrotado por falsidades.

Lula enfatizou que não permitirá que agentes estrangeiros se intrometam na política nacional para tentar disputar ou influenciar as eleições brasileiras. De forma assertiva, o presidente declarou que, caso autoridades externas decidam vir ao país para fazer campanha em favor de seus adversários, ele está disposto a enfrentá-los no campo democrático para derrotar todos juntos, exigindo que o Brasil seja tratado com o devido respeito.

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Entrevista tratou de soberania nacional e desafio de interferências externas

Para o Meteoro, o presidente Lula elevou o tom contra o que classificou como uma “atitude irresponsável e impensada” por parte de autoridades estrangeiras, ressaltando que o Brasil possui uma tradição de 203 anos de relações diplomáticas que deve ser respeitada. Lula enfatizou que o país é “muito grande”, possui história e responsabilidade, e que não permitirá que agentes externos tentem interferir no processo eleitoral brasileiro por meio de mentiras.

Demonstrando confiança em sua base política, Lula chegou a ironizar a possibilidade de autoridades estrangeiras, como um Secretário de Estado, apoiarem seus opositores, afirmando que preferiria disputar e “derrotar todos eles juntos” no campo democrático.

“Ele tomou essa atitude que eu acho irresponsável, impensada para um país que tem 203 anos de relação diplomática, um tanto desnecessário. Eu tenho falado com todas as pessoas do mundo. Esse país tem muita história, tem muita responsabilidade e não dá para ninguém imaginar que vai derrotar o Brasil com mentira. Não dá para ninguém pensar que vai se intrometer de fora aqui para disputar as eleições. Se eles quiserem fazer no outro país, que façam. Aqui no Brasil não vão fazer”, disse Lula.

“Agora se quiser vir aqui, se o secretário de estado quiser vir aqui fazer comício pro meu adversário, pode ser até bom, porque eu quero de uma vez só derrotar todos eles juntos.”, complementou Lula, sobre eventual interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras.

Em entrevista, presidente falou de sistema eleitoral e urnas eletrônicas

O presidente reforçou na entrevista a autonomia do Brasil, rechaçando qualquer tentativa de intromissão externa na política nacional. Lula mencionou que o sistema de votação do Brasil não apenas é seguro, mas supera em honestidade e transparência os modelos adotados em diversas nações que tentam questionar a lisura do processo.

Ele falou da própria trajetória política, marcada por vitórias e derrotas desde a redemocratização, e que seria a maior prova da eficácia das urnas eletrônicas, cuja rapidez e precisão tecnológica colocam o país em uma posição de vanguarda que deveria servir de exemplo para o mundo.

“A urna é tão importante que se pudesse roubar, eu não teria sido presidente. Fui o segundo em 89 e 98, e venci em 2002, 2006, 2010, 2014 e 2022, tudo com a eletrônica, uma coisa fantástica. Termina a eleição às 5 da tarde e às 7 você já tem o resultado no Brasil inteiro”.

O presidente aubda ironizou a desconfiança estrangeira, sugerindo que esses países deveriam, na verdade, solicitar a tecnologia brasileira para modernizarem seus próprios pleitos. Para o chefe do Executivo, o Brasil atingiu um patamar de excelência que garante que a vontade popular seja respeitada integralmente e sem margem para fraudes.

“Aliás, eles deveriam, ao invés de questionar nossa urna, pedir para que a gente fosse levar as urnas para eles fazerem uma eleição eletrônica. Assim eles saberiam que nós estamos no auge da modernidade eleitoral e que aqui a tecnologia garante a vontade do povo”.

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