As equipes da Defesa Civil do Estado, da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) seguem, nesta terça-feira (12), com o atendimento às famílias e a perícia nos imóveis atingidos por uma explosão na região do Jaguaré, zona oeste da capital. O acidente, ocorrido na tarde de segunda-feira (11), resultou na morte de um homem de 49 anos e deixou três feridos. Leia em TVT News.
Na manhã desta terça, assistentes sociais e técnicos trabalham no cadastro de vítimas e na análise estrutural das moradias na Comunidade Nossa Senhora das Virtudes II. Até o momento, 159 famílias foram cadastradas. Dessas, 61 pessoas que ficaram desabrigadas pernoitaram em hotéis custeados pelas concessionárias Sabesp e Comgás.
Detalhes da explosão e vítimas
A explosão aconteceu por volta das 16h10 de segunda-feira, na Rua Floresto Bandecchi, na Comunidade Nossa Senhora das Virtudes II.
Por que a explosão ocorreu?
De acordo com informações do Corpo de Bombeiros e das concessionárias, o incidente foi provocado pelo rompimento de uma tubulação de gás durante uma obra de remanejamento de rede de água realizada pela Sabesp. As empresas confirmaram que atuavam em conjunto no local no momento do acidente.
Quem morreu?
A vítima fatal foi identificada como Alex Sandro Fernandes Nunes, de 49 anos. Ele morava em uma casa de fundos em uma das residências atingidas pelo impacto.
E os feridos?
Sobre os feridos, o quadro atualizado pela Secretaria de Saúde informa:
- Hospital Universitário da USP: Um homem ferido deve receber alta ainda nesta terça-feira.
- Hospital das Clínicas: Uma segunda vítima permanece internada em quadro estável.
- Hospital Regional de Osasco: Um paciente segue em estado grave, entubado em leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Entre os feridos, consta um funcionário da Sabesp que buscou atendimento por meios próprios logo após o ocorrido.
Impactos da explosão
O impacto da explosão foi sentido a quarteirões de distância.
Relatos de testemunhas e vídeos mostram janelas estilhaçadas, portões retorcidos e residências com danos severos.
Segundo a Defesa Civil, aproximadamente 160 pessoas foram afetadas diretamente.
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Ao todo, 46 imóveis foram interditados para análise técnica.
Um prédio vizinho, com 300 famílias (cerca de 1.200 pessoas), chegou a ser isolado na segunda-feira devido a danos superficiais, mas foi liberado para ocupação ainda durante a noite após descartado o comprometimento da estrutura.
Até a manhã de terça-feira, 61 pessoas permaneciam desabrigadas e foram acomodadas em hotéis custeados pelas empresas envolvidas. O cadastro das famílias afetadas continua sendo realizado por assistentes sociais no local para garantir que todos os atingidos recebam o suporte necessário.
Auxílio aos afetados

A Defesa Civil estabeleceu um protocolo de vistorias com classificação por cores para determinar a segurança das moradias:
- Verde: Retorno liberado.
- Amarelo: Retirada de pertences com cautela.
- Laranja: Retirada de pertences com acompanhamento técnico.
- Vermelho: Interdição total por risco estrutural.
Um prédio vizinho, que abriga 300 famílias, foi liberado ainda na noite de segunda-feira após técnicos constatarem que os danos foram superficiais, sem comprometer a estrutura principal. No total, aproximadamente 1.200 pessoas foram afetadas indiretamente pelos desdobramentos do acidente.
Pagamento emergencial
As concessionárias anunciaram o pagamento de um auxílio emergencial de R$ 2 mil por família afetada, enviado via Pix, para despesas imediatas. Além disso, as empresas prometeram o ressarcimento integral dos prejuízos materiais após o levantamento detalhado das perdas, que começou a ser realizado hoje.
Mobilização de segurança
Logo após a explosão, uma grande estrutura de resgate foi mobilizada, incluindo 15 viaturas do Corpo de Bombeiros, seis da Defesa Civil e equipes da Polícia Militar. Houve relatos de forte cheiro de gás e risco de novos vazamentos, o que exigiu o isolamento rigoroso do perímetro para garantir a segurança dos moradores e das equipes de perícia.
A Arsesp mantém técnicos no local para fiscalizar o cumprimento do atendimento às famílias e acompanhar as análises de engenharia que darão suporte às investigações sobre as causas do rompimento da tubulação.

