FUP repudia decisão unilateral dos EUA sobre facções criminosas

“Pretexto para intervenção é inaceitável”, diz Cibele Vieira, coordenadora-geral da Federação
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Ampliação do conceito de “combate ao terrorismo” pode abrir margem para sanções, ingerências e tentativas de intervenção. Foto: Casa Branca

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) repudia a decisão unilateral do governo dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas brasileiras PCC e Comando Vermelho como “organizações terroristas estrangeiras”. Saiba mais na TVT News.

A medida extrapola os limites da cooperação internacional no combate ao crime e acende um alerta sobre possíveis violações da soberania nacional brasileira. “Pretexto para intervenção é inaceitável”, diz a coordenadora-geral da FUP, Cibele Vieira, lembrando o histórico recente de intervenções dos EUA na América Latina.

O alerta é ainda mais grave diante do interesse dos Estados Unidos em recursos naturais e setores estratégicos brasileiros. Especialistas em relações internacionais e segurança alertam que a ampliação do conceito de “combate ao terrorismo” pode abrir margem para sanções, ingerências e tentativas de intervenção indireta em áreas consideradas estratégicas para a soberania energética do Brasil, inclusive no setor petrolífero.

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O país concentra riquezas estratégicas: grandes reservas de petróleo e gás, o pré-sal, uma das maiores reservas de água doce do planeta – incluindo os aquíferos Guarani e Alter do Chão – além de minerais críticos e terras raras essenciais para a indústria de alta tecnologia, transição energética e defesa.

A FUP reafirma que o combate às organizações criminosas é necessário e urgente. No entanto, isso não pode servir de pretexto para ameaças à autodeterminação do povo brasileiro nem para interferências externas sobre nossas riquezas nacionais.

“O petróleo brasileiro, o pré-sal, os recursos minerais estratégicos,  a água pertencem ao povo brasileiro. Defender a soberania nacional significa defender a Petrobrás, os combustíveis como patrimônio estratégico do país e o direito do Brasil de decidir seus próprios caminhos sem tutela estrangeira”, ressalta Cibele.

Via FUP

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