FUP repudia violência contra Manuela D’Àvila

Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras da FUP manifesta repúdio ao ato de violência política de gênero praticado por Zucco contra Manuela D'Ávila
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Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras da Federação Única dos Petroleiros (FUP) manifesta repúdio ao ato de violência política de gênero praticado pelo candidato bolsonarista ao Governo do Rio Grande do Sul, Zucco, contra Manuela D'Ávila. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

O Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras da Federação Única dos Petroleiros (FUP) manifesta seu mais firme repúdio ao ato de violência política de gênero praticado pelo candidato bolsonarista ao Governo do Rio Grande do Sul, Zucco, que exibiu um adesivo com o rosto da candidata ao Senado Manuela D’Ávila (PSOL-RS) riscado em vermelho, como se ela fosse um alvo.

Não se trata de uma provocação, de uma divergência política ou de uma “brincadeira” de campanha. Trata-se de um gesto carregado de ódio, que busca intimidar, silenciar e ameaçar mulheres que ocupam espaços de poder e de decisão. Transformar o rosto de uma mulher em alvo é um símbolo de violência que extrapola os limites da disputa política e atinge diretamente a democracia.

Nós, mulheres petroleiras, conhecemos de perto o peso da misoginia. Sabemos o que significa atuar em ambientes historicamente masculinos, enfrentar o questionamento permanente de nossa capacidade e lutar diariamente para que nossa voz seja respeitada. A violência dirigida à Manuela D’Ávila atinge todas as mulheres que ousam ocupar espaços historicamente negados a nós.

“Não admitimos que o ódio contra as mulheres seja tratado como estratégia política. Exibir o rosto de uma mulher como um alvo incentiva a violência, legitima a misoginia e afronta a democracia. Nossa solidariedade a Manuela D’Ávila é também um compromisso com todas as mulheres que enfrentam, diariamente, a violência por ousarem existir, liderar e participar da vida pública”, afirma a coordenadora do Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras e diretora da FUP, Nalva Faleiro.

“A violência política de gênero é uma tentativa de impor o medo e afastar as mulheres dos espaços de decisão. Não aceitaremos que esse tipo de prática seja naturalizado ou utilizado como instrumento de disputa eleitoral.   Seguiremos denunciando toda forma de violência, misoginia e intolerância. Nenhuma mulher deve ser transformada em alvo por exercer seu direito de existir, de se posicionar e de disputar os rumos do nosso país”, ressaltou a coordenadora-geral da FUP, Cibele Vieira.

Com Federação Única dos Petroleiros.

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