Lula chama conflito no Oriente Médio de “guerra da insensatez”

Lula ressaltou que o Brasil e a Alemanha defendem a paz no Oriente Médio neste momento e querem o fim da guerra
Lula em conversa com jornalistas em viagem na Alemanha comenta sobre guerra no Oriente Médio – Foto: Ricardo Stuckert

Nesta segunda (20), o presidente Lula cumpriu sua agenda presidencial na Alemanhã ao lado do primeiro-Ministro Friedrich Merz e realizou uma coletiva de imprensa, destacando a parceria entre ambos os países. Em sua fala, Lula ressaltou o compromisso com a paz e criticou a guerra no Oriente Médio. Leia em TVT News.

Ao comentar a possibilidade de retomada de hostilidades no Oriente Médio, em meio à demora de uma segunda rodada de negociações entre os Estados Unidos e o Irã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se referiu ao conflito na região como “guerra da insensatez”.

“É uma guerra que não precisaria ter acontecido. Acho que os americanos são reconhecidamente um país muito forte. Não precisam ficar demonstrando força todo dia. Muitas coisas poderiam ser resolvidas sem nenhuma morte, sem nenhuma bomba, sentados à mesa de negociação.”

Em conversa com jornalistas durante viagem à Alemanha, Lula voltou a afirmar que “aquilo que os americanos querem que o Irã faça com o urânio” já foi alvo de acordo firmado entre Brasil, Turquia e Irã em 2010. “Mas os Estados Unidos não aceitaram. E nem a União Europeia”.

“Na verdade, eles estão pagando o preço da insensatez com um acordo que resolvia o problema”, disse.

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Brasil e Alemanha estão comprometidos com a paz mundial e defendem o fim da guerra no Oriente Médio, segundo Lula – Foto: Ricardo Stuckert / PR

“Não quiseram aceitar o acordo e, agora, estão, outra vez, discutindo a mesma coisa que teria sido resolvida em 2010. Por isso acho que é a guerra da insensatez. E quem vai pagar o preço disso é a pessoa que vai comprar carne, feijão, arroz. É o caminhoneiro que trabalha que vai pagar mais caro pelo combustível”, completou o presidente.

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Ao tratar do cenário geopolítico, o presidente brasileiro enfatizou que sua visita ao país europeu ocorre em um momento em que “a humanidade está um pouco assustada com a quantidade de guerras”. Para Lula, a aliança entre Brasília e Berlim deve servir de exemplo para o mundo.

“Muito mais do que uma guerra, o povo quer paz, o povo quer tranquilidade; não quer a incerteza do futuro, mas a certeza de um futuro promissor. Queremos vida e não morte, queremos pão e não bomba, queremos educação e não flagelo”, declarou o presidente, reafirmando que ambos os países “querem o desenvolvimento e não a destruição”.

Fonte: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

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