O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, durante visita ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em São José dos Campos (SP) nesta sexta-feira (7). Lula classificou Rubio como um “latino-americano frustrado” e afirmou que ele “odeia o Brasil”.
“Ele [Trump] tem um cidadão que não gosta do Brasil, que não gosta da América Latina e que é um bolsonarista, que é o secretário de Estado, que é o Marco Rubio”, declarou o presidente. “Ele é um descendente cubano de Miami, então ele odeia. Odeia Cuba, odeia a Colômbia, odeia o Brasil”.
As declarações ocorrem em meio à escalada de tensões entre os dois países. O governo americano anunciou novas tarifas sobre produtos brasileiros, e o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, foi suspenso. Rubio usou as redes sociais no mês passado para criticar Lula, dizendo que suas políticas econômicas “são prejudiciais tanto para os americanos quanto para os brasileiros”.
Lula quer enviar foto do desmatamento a Trump
O presidente afirmou que pretende enviar a Donald Trump uma fotografia com os gráficos do INPE que comprovam a queda do desmatamento no Brasil. “Depois eu preciso colocar aqueles gráficos que vocês colocaram, que eu quero tirar uma fotografia para mandar para o Trump”, disse Lula.
A iniciativa busca responder a um dos argumentos usados pelos EUA para justificar o tarifaço: a suposta competitividade de produtos brasileiros como madeira e carne por serem produzidos em áreas associadas a crimes ambientais.
Dados do INPE mostram queda histórica
Os números apresentados no INPE indicam que a Amazônia registrou a menor área sob alertas de desmatamento da série histórica — 2.874,38 km² no período de agosto de 2025 a julho de 2026, uma redução de 36% em relação ao período anterior. O Cerrado também atingiu o menor patamar dos últimos cinco anos, com 5.119,46 km² e queda de 7,8%.

O INPE, que completou 65 anos em 3 de agosto, monitora todos os biomas brasileiros por meio dos sistemas Deter (alertas diários para fiscalização) e Prodes (mapeamento anual consolidado).