PGR pede que André Mendonça envie caso de Lulinha à primeira instância; defesa avalia pedir quebra de sigilo

Procuradoria argumenta que investigação não envolve foro privilegiado
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Procuradoria-Geral da República. Foto: André Richter/Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) formalizou pedido ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o inquérito que investiga Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, seja remetido à Justiça de primeira instância. A informação é da colunista Mônica Bergamo.

O argumento da PGR é que o caso não envolve pessoas com foro privilegiado, o que inviabiliza a permanência da investigação no STF. A decisão sobre o envio do caso cabe ao ministro André Mendonça, relator do processo.

A coluna do SBT News apurou que a PF optou por separar os inquéritos. Dois estão com André Mendonça e um terceiro com o ministro Flávio Dino, todos sobre o suposto tráfico de influência em órgãos como Ministério da Saúde e Dataprev. Mendonça também é relator do processo-mãe do INSS.

Defesa de Lulinha avalia pedir quebra total de sigilo de inquéritos ao STF, diz Daniela Lima

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva avalia solicitar ao STF o levantamento total do sigilo dos inquéritos que tramitam contra ele no gabinete do ministro André Mendonça. A informação é da colunista Daniela Lima.

“É algo que avaliamos, sim. Não tenho receio e é até mais honesto. Hoje, trabalhamos juntando fragmentos de notícias feitas em cima de vazamentos de um material legalmente sob sigilo e que nem podemos avaliar se verdadeiro ou falso, por insegurança na cadeia de custódia”, afirmou o advogado Marco Aurélio de Carvalho à coluna.

O levantamento do sigilo seria a forma de garantir resposta às questões levantadas “à conta-gotas”. “Gostaríamos muito que a defesa de Flávio Bolsonaro considerasse o mesmo: pedir que todos os dados relacionados a ele e à investigação de Daniel Vorcaro e do Master fossem publicizados”, provocou Carvalho.

Dentro do STF, porém, a aceitação de uma iniciativa desse tipo é considerada praticamente impossível.

Caso Dark Horse segue parado e não há vazamentos

O caso Dark Horse, que investiga possíveis irregularidades no financiamento da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, permanece sem avanço.

A investigação na Polícia Federal apura suspeitas de que recursos destinados ao filme podem ter sido usados para finalidades distintas da produção cinematográfica. O G1 informou que o inquérito autorizado por André Mendonça em julho concentra-se em duas frentes: os repasses feitos por Daniel Vorcaro para financiar a produção e a destinação final desse dinheiro.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito da Polícia Federal (PF) para investigar o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Composição de imagens de Flávio Bolsonaro e reprodução de conversa com Vorcaro, do Banco Master divulgadas pelo The Intecetp Brasil – Imagens: Foto de Flávio Bolsonaro por Maura Martins/TV Brasil

De acordo com as informações já divulgadas, uma das principais linhas de investigação envolve transferências realizadas pela empresa Entre Investimentos e Participações, ligada a Daniel Vorcaro, para um fundo sediado no Texas (Estados Unidos) e controlado por aliados do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

A Polícia Federal pretende verificar se esses valores foram efetivamente utilizados na produção do filme Dark Horse ou se parte deles teria servido para custear despesas de Eduardo Bolsonaro durante sua permanência nos Estados Unidos.

Diferentemente do que ocorreu com as investigações envolvendo Lulinha, não há registro de vazamentos de informações sobre o caso Dark Horse. A tramitação segue em fase preliminar dentro da própria Polícia Federal, sem desdobramentos públicos.

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