A diretoria do São Paulo FC oficializou a demissão de Roger Machado na noite de quarta-feira (13), logo após a eliminação para o Juventude na Copa do Brasil. A derrota por 3 a 1 no Alfredo Jaconi selou a saída do treinador, que já vinha pressionado por resultados irregulares, críticas da torcida e uma sequência de cinco partidas sem vencer. Saiba mais na TVT News.
O desligamento foi comunicado ainda em Caxias do Sul pelo diretor executivo de futebol, Rui Costa, que afirmou que a manutenção do trabalho havia se tornado inviável diante do ambiente de pressão crescente. Segundo o dirigente, a avaliação foi compartilhada com a presidência e com a própria comissão técnica.
Roger deixa o comando do Tricolor após apenas 17 jogos. No período, acumulou sete vitórias, quatro empates e seis derrotas. O aproveitamento foi de 49%, número considerado abaixo da expectativa para um clube que iniciou a temporada projetando briga por títulos e protagonismo nas principais competições nacionais e na Copa Sul-Americana.
Eliminação para o Juventude acelerou decisão
Embora o trabalho já estivesse sob forte contestação, a queda diante do Juventude foi o fator determinante para a troca. O São Paulo entrou diretamente nesta fase da Copa do Brasil e acabou eliminado logo em sua estreia no torneio. Depois de um confronto equilibrado no jogo de ida, vencido pelo tricolor por 1 a 0, o time paulista foi superado por 3 a 1 no jogo decisivo e perdeu a vaga no placar agregado por 3 a 2.
Além do impacto esportivo, a eliminação representa prejuízo financeiro importante, já que o clube deixa de arrecadar premiações relevantes em um momento de dificuldades no caixa. Nos bastidores, esse fator ampliou a pressão sobre a diretoria para uma resposta imediata.
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Nos últimos dias, um áudio vazado do presidente Harry Massis havia indicado resistência à troca de comando por falta de recursos. Na gravação, o dirigente afirmava que o clube não teria condições financeiras de arcar com nova mudança. Mesmo assim, a derrota tornou a permanência insustentável, e o São Paulo já negocia o pagamento da multa rescisória, estimada em cerca de R$ 2 milhões.
Passagem curta e contestada
Contratado em março para substituir Hernán Crespo, Roger Machado chegou respaldado principalmente por Rui Costa, com quem já havia trabalhado em outros clubes. O início teve duas vitórias consecutivas, o que amenizou parte da desconfiança inicial.
No entanto, a oscilação reapareceu rapidamente. Derrotas em jogos importantes, mudanças táticas pouco assimiladas e atuações inconsistentes fizeram crescer o desgaste. Em casa, Roger conviveu com vaias antes, durante e depois das partidas.
Outro ponto que gerou ruído foi a dificuldade de conexão com parte da torcida e da imprensa, especialmente em entrevistas coletivas marcadas por explicações técnicas consideradas excessivamente complexas para o momento de crise.
Apesar da saída precoce, Roger entrega o São Paulo em posição competitiva no Campeonato Brasileiro Série A e classificado ao mata-mata da Copa Sul-Americana. Ainda assim, a eliminação na Copa do Brasil pesou mais do que os indicadores restantes.
Dorival Júnior surge como favorito
O principal nome discutido internamente para assumir o cargo é Dorival Júnior. Campeão da Copa do Brasil de 2023 pelo São Paulo, o técnico mantém forte identificação com o clube e tem prestígio junto à torcida.
Nos bastidores, há avaliação de que Dorival reúne experiência, conhecimento do elenco e capacidade de reorganizar rapidamente o ambiente. O principal entrave seria financeiro. Informações de bastidores apontam que o treinador buscaria vencimentos muito superiores aos pagos a Roger Machado, o que exigiria esforço extra da diretoria.
Rogério Ceni e Vojvoda também são cotados
Também aparece no radar Rogério Ceni, ídolo máximo do clube e nome de grande apelo popular entre os são-paulinos. Atualmente no comando do Bahia, Ceni vive momento de pressão após eliminação na Copa do Brasil. Caso deixe o clube baiano, passaria a ser um candidato forte.
Nos bastidores, o São Paulo acompanha de perto a situação e sabe que a identificação histórica de Ceni com o Morumbi pesa positivamente em eventual negociação.
Outro nome monitorado é Juan Pablo Vojvoda. Livre no mercado, o argentino já esteve em pauta em outras oportunidades e agrada por seu perfil de intensidade, organização defensiva e bom histórico recente no futebol brasileiro.
Outros nomes livres no mercado
Além dos favoritos, nomes como Filipe Luís, Jorge Sampaoli e Tite também circulam entre torcedores e analistas, embora sem confirmação oficial de negociações mais avançadas.
A diretoria pretende fechar a contratação rapidamente. O objetivo é ter o novo treinador já no banco de reservas na próxima terça-feira (19), quando o São Paulo enfrenta o Millonarios FC pela Sul-Americana.
O cenário mostra que a troca no comando vai além de uma simples reação a um resultado negativo. O São Paulo busca alguém capaz de reorganizar o ambiente, recuperar a confiança da torcida e manter o time competitivo em uma temporada ainda aberta em duas frentes importantes.

