Casas afetadas por explosão em obra da Sabesp no Jaguaré serão demolidas

Defesa Civil condenou cinco imóveis após explosão causada por vazamento de gás durante obra da Sabesp
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As residências foram classificadas com interdição total após vistorias realizadas pela Defesa Civil e pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Foto: IPT/Instagram

Cinco casas atingidas pela explosão provocada durante uma obra da Sabesp no Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo, serão demolidas após serem condenadas pela Defesa Civil. O acidente aconteceu na tarde de segunda-feira (11), na Rua Floresto Bandecchi, na comunidade Nossa Senhora das Virtudes II, e deixou um morto, três feridos e dezenas de famílias desalojadas. Saiba mais na TVT News.

As residências foram classificadas com interdição total após vistorias realizadas pela Defesa Civil e pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), que analisaram 105 imóveis da região. Segundo o balanço oficial, outras 14 a 19 casas permanecem interditadas de forma cautelar para reformas estruturais, enquanto cerca de 86 imóveis já foram liberados para o retorno dos moradores.

A explosão ocorreu depois que uma equipe da Sabesp, responsável por uma obra de remanejamento de tubulação de água, atingiu uma rede de gás da Comgás. O vazamento teria durado cerca de cinco horas antes da detonação, mesmo com a presença de equipes técnicas no local.

Moradores relatam medo após explosão

Além da destruição parcial de imóveis, moradores relatam danos em eletrodomésticos, telhados e estruturas das casas. Muitos ainda vivem em hotéis em Osasco enquanto aguardam definições sobre indenizações e moradia definitiva.

A vítima fatal foi identificada como Alex Sandro Fernandes Nunes, de 49 anos, que morreu após o desabamento de uma laje. Entre os feridos estão um funcionário da Sabesp e um pintor autônomo que sofreu múltiplas fraturas. Um dos atingidos segue internado em estado grave.

O clima na comunidade é de insegurança. Moradores afirmam temer novos desabamentos e criticam a demora na contenção do vazamento de gás. Alguns também resistem à possibilidade de deixar o bairro para viver em apartamentos da CDHU.

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Reconstrução e auxílio financeiro

O governo estadual determinou que Sabesp e Comgás arquem com todos os custos decorrentes da tragédia, incluindo hospedagem, mudanças, reformas e reconstrução das casas destruídas.

As famílias afetadas começaram a receber um auxílio emergencial de R$ 5 mil por Pix para despesas imediatas. Segundo o governo, aproximadamente 232 famílias foram cadastradas para receber algum tipo de assistência.

Para quem perdeu a moradia, foram apresentadas três alternativas: transferência para apartamentos da CDHU, recebimento de carta de crédito habitacional para compra de outro imóvel ou reconstrução da residência no mesmo terreno após a demolição.

Obras da Sabesp suspensas

Após o acidente, o governo de São Paulo suspendeu preventivamente mais de 30 obras da Sabesp que envolvem escavações semelhantes, com o objetivo de revisar protocolos de segurança.

A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) abriu uma fiscalização para apurar as causas da explosão e deu prazo até 15 de maio para que Sabesp e Comgás apresentem relatórios técnicos detalhados sobre o caso.

Na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), os deputados estaduais da oposição, Ediane Maria (PSOL), Carlos Giannazi (PSOL), Leci Brandão (PCdoB), Thainara Faria (PT) e Paulo Fiorilo (PT) protocolaram um pedido de CPI para investigar possíveis falhas das concessionárias e apurar se houve piora nos serviços após a privatização da Sabesp, concluída em 2024.

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